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UFCG

Ondas Sonoras

Geusa Marques
SUMÁRIO
 Descrever as ondas em termos de flutuações de pressão.

 Calcular a velocidade de ondas sonoras em diferentes meios.

 Calcular a intensidade de uma onda sonora.

 Como ocorre a ressonância em instrumentos musicais.

 O que acontece quando ondas sonoras de fontes diferentes se


sobrepõem.

Por que a altura de uma sirene muda enquanto ela passa por
você.
SOM
O som é uma onda mecânica, longitudinal e
tridimensional que se propaga em um meio (sólido,
líquido e gasoso). Uma onda sonora está relacionada
com a densidade das partículas do meio através do qual
o som se propaga.
A Frequência do Som
Ultra-sons: Sons com frequências
muito elevadas, superiores a
20000 Hz, que o ouvido humano
não consegue ouvir.

Sons audíveis: Para os seres


humanos - sons de frequência
compreendida entre os 20 Hz e os
20 000 Hz.

Infra-sons - sons de frequência de


0 a 20 Hz (não audíveis). Estes
sons provocam náuseas e
perturbações intestinais.
Ondas Sonoras como
Flutuações de Pressão
Ouvido
 O som é uma vibração de moléculas
que se propaga.

 O ouvido é um mecanismo de
recepção de ondas sonoras e de
conversão de ondas sonoras em
impulsos nervosos.

 O ouvido é formado de três partes:


ouvido externo, ouvido médio e ouvido
interno.

O ouvido externo capta as vibrações de


ar; o ouvido médio as amplia,
conduzindo-as ao ouvido interno; o
ouvido interno transforma as vibrações
em mensagens nervosas. Pessoas surdas todos os nervos de seus ouvidos estão
completamente paralisados.
y1 = y(x,t) y2 = y(x + x,t)

x

x x + x

Amplitude de pressão:
A y>0: as partículas são
deslocadas para a
y>0 direita.
y<0
y<0: as partículas são
-A
deslocadas para a
esquerda.

Expansão
Compressão
Pmáx

-Pmáx
Características do Som
Os sons caracterizam-se através de 3 parâmetros:

•INTENSIDADE: Se considerarmos sons da mesma


frequência, então vemos que a intensidade de um som
está relacionada com a amplitude de vibração da onda
sonora. Quanto maior a amplitude, mais intenso é o som.
•ALTURA: É simplesmente a frequência da onda.

O agudo e o grave estão


relacionado com a freqüência.
•TIMBRE: Caracteriza sons mais complexos, constituídos
por vários harmônicos. É a característica que nos permite
identificar os diferentes instrumentos produtores de sons.

Diapasão

Flauta

Violino

Voz (letra a)

Clarineta
Música e Ruído
 Quando algum objeto vibra de forma
completamente desordenada, dizemos que o
som produzido por esta vibração é um RUÍDO,
como por exemplo o barulho de uma explosão,
um trovão e um vulcão em erupção.

 A diferença entre os sons musicais e o trovão


é que nos instrumentos musicais utilizamos
apenas algumas dentre as inúmeras freqüências
possíveis, que foram estabelecidas por
convenção, constituíndo-se nas NOTAS
MUSICAIS.
Velocidade do Som
As ondas sonoras propagam-se em meios sólidos, líquidos e gasosos,
com velocidades que dependem das diferentes características dos materiais.

 Consideremos um fluido com densidade r em um tubo com uma seção


reta com área A. No estado de equilíbrio, o fluido está submetido a uma
pressão uniforme P.
•Velocidade do Som em um fluido:

B – Módulo de compressão
r - Densidade do fluido

•Velocidade do Som em um sólido:

Y – Módulo de Young

•Velocidade do Som em um gás ideal:


 – Razão das capacidades caloríficas
R – Constante do gás
T – Temperatura
M – Massa molar
A 20°C, o som propaga-se no ferro sólido a 5100 m/s, na água
líquida a 1450 m/s e no ar a 343 m/s

vSól .  vLíq .  vGas .


 Os golfinhos emitem ondas sonoras
com frequencias elevadas (100 000
Hz) e usam o eco para guiar e para
caçar. O l correspondente na água é
1,48 cm. Com esse sistema de sonar,
eles consegue detectar a presença de
objetos tao pequenos quanto seu l.

 A ultrasom é uma técnica médica


que usa exatamente o mesmo
principio; ondas sonoras com
frequencias elevadas e l pequenos
percorrem o corpo humano e os ecos
são usados para criar uma imagem.
ENERGIA E INTENSIDADE DE ONDAS SONORAS

Intensidade de uma onda = Energia que flui por uma seção transversal de área A por unidade de tempo.

potência

Níveis de Som em Decibéis

(p/ 1000 Hz)


Limiar da audição humana

Avião a jato ligado 150 dB


Escala logarítmica para níveis de som:

Sirene, concerto de rock 120 dB


Unidade em decibéis (dB)
Ruído de tráfego 80 dB

Pressão alta
Conversação normal 50 dB
Níveis > Ansiedade
Irritabilidade
Mosquito zunindo 40 dB
(intensidade sonora dolorosa)
17
Limiar da audição 0 dB
ONDAS ESFÉRICAS E ONDAS PLANAS
Onda esférica

Raios

Frente da onda

Frentes da onda
Fonte

Bem distante da fonte....

Frente de
onda plana
Raio
Intensidade do Som

A intensidade do som é definida como a energia que a onda


sonora transporta por unidade de tempo por unidade de área.
•Intensidade e amplitude de deslocamento:

O auto falante que possui frequencia


baixa deve vibrar com amplitude
maior do que o dispositivo com
mesma frequencia para produzir a
mesma intensidade.

•Intensidade e amplitude da pressão:


A escala Decibel
O intervalo de intensidade a que o ser humano é sensível é
muito elevada, por este motivo, se adota uma escala
logarítmica para as intensidades do som.

Onde  representa o nível de intensidade sonora.

I0 é uma intensidade de referência, perto do limiar de audição


humana 1000 Hz.
A escala Decibel
Ondas Estacionárias e
Instrumentos de Sopro
Semelhante a reflexão de ondas transversais:
Uma onda sonora também sofre reflexão, causa esta que
origina as ondas estacionárias.
Ondas Estacionárias e
Instrumentos de Sopro
Tubo de Kundt

Um nó de pressão corresponde
sempre a um ventre de
deslocamento, e um ventre de
pressão corresponde sempre a um
nó de deslocamento.
Quando temos um TUBO
FECHADO, o deslocamento das
partículas nessa extremidade fixa
da corda é sempre igual a zero.
Logo a extremidade fechada de um
tubo é um NÓ DE
DESLOCAMENTO e um
VENTRE DE PRESSÃO.

Quando a extremidade é ABERTA


temos um NÓ de PRESSÃO já que
a pressão é constante (Patm),
portanto temos um VENTRE DE
DESLOCAMENTO.
Ondas Estacionárias e
Instrumentos de Sopro
A aplicação mais importante das
ondas longitudinais estacionárias é a
produção de tons musicais por
instrumentos com tubo de ar.

A boca sempre
funciona como uma
extremidade aberta,
logo, ela é um nó de
pressão e um ventre de
deslocamento
Tubo Aberto
Nós de pressão e ventres de deslocamentos

l3 /2
l2 /2

L l1 /2 L L l3 /2

l2 /2
l3 /2

l1 l2 l3
L  1 L  2 L  3
2 2 2
2 L 2 L 2 L
l1  l2  l3 
1 2 3
Tubo Fechado
Extremidade fechada é nó de deslocamento e ventre de pressão

l5 /4
l3 /4
l5 /4

L l1 /4 L l3 /4 L l5 /4

l5 /4
l3 /4
l5 /4

l1 l3 l5
L  1 L  3 L  5
4 4 4
4 L 4 L 4 L
l1  l3  l5 
1 3 5
Frequências Naturais e
Ressonância
Batendo-se numa das hastes do diapasão, as duas
vibram com determinada frequência (normalmente,
440Hz). Essa é a frequência natural (ou própria) do
diapasão.
diapasão

Todos os corpos possuem uma frequência própria


(prédio, ponte, copo, etc.).
EXEMPLO DE RESSONÂNCIA

A ponte de Tacoma Narrows entrou em ressonância,


provocada pela vibração dos cabos metálicos existentes
em sua estrutura. Suas amplitudes de oscilação
aumentaram a ponto de provocar sua ruína.
BATIMENTOS
EFEITO DOPPLER

O efeito Doppler, para ondas sonoras, constitui o fenômeno


pelo qual um observador percebe uma frequência diferente
daquela emitida por uma fonte, devido ao movimento
relativo entre eles (observador e fonte).

É o que acontece quando uma ambulância, com sua sirene


ligada, passa por um observador (parado ou não).
Enquanto a ambulância se aproxima, a frequência por ele
percebida é maior que a real (mais aguda); mas, à medida
que ela se afasta, a frequência percebida é menor (mais
grave).
O EFEITO DOPPLER

Alta freqüência

O observador “percebe” uma freqüencia alta quando o


trem se aproxima dele.

Baixa freqüência

O observador “percebe” uma freqüencia baixa quando o trem se afasta dele.


Observador parado e fonte em movimento

Em repouso
Fonte S se aproximando do observador O parado

O
Carro de bombeiros se movendo

(fonte indo na direção do observador)


Observador em movimento e fonte parada

(observador indo na direção da fonte)

ATENÇÃO!!!
Caso geral:
Sinais dependem das direções dos
movimentos da fonte e do observador:
+ quando vai na direção de ....
- quando vai na direção contrária de ...
OBSERVADOR EM REPOUSO E
FONTE EM MOVIMENTO
Fonte aproxima-se do observador O1: haverá um encurtamento
aparente do comprimento de onda l1, em relação ao l normal. A
frequência percebida pelo observador será maior que a frequência
real da fonte.
Fonte afasta-se do observador O2, haverá um alongamento aparente
do comprimento de onda l2, em relação ao l normal. A frequência
percebida pelo observador será menor que a frequência real da
fonte.

O2 O1
V

F
OBSERVADOR EM MOVIMENTO E
FONTE EM REPOUSO
Para o observador O1, que se aproxima de F, haverá um maior
número de encontros com as frentes de onda, do que se estivesse
parado. A frequência por ele percebida será maior que a normal.

Para o observador O2, que se afasta de F, haverá um menor número


de encontros com as frentes de onda, do que se estivesse parado. A
frequência por ele percebida será menor que a normal.

V V

O1 V=0 O2
EFEITO DOPPLER - CONCLUSÃO

Movimento de aproximação entre fonte e observador:


f RECEBIDA  f EMITIDA
Movimento de afastamento entre fonte e observador:
f RECEBIDA  f EMITIDA
Efeito Doppler Geral (vD – Velocidade do detetor, vS –
velocidade da fonte e v – velocidade do Som):
ONDAS DE
CHOQUE

ESTRONDO
SÔNICO

Fig. 21.16 - Fisica II


Sears, Zemansky e
Young – 10a. Ed.
ONDAS DE CHOQUE - ESTRONDO
SÔNICO

Sen a = vt/vst = v/vs

Fig. 21.16 - Fisica II -Sears,


Zemansky e Young – 10a. Ed.
ONDAS II
EXERCÍCIOS
A FÍSICA DAS ONDAS
SONORAS
B
v Ex 4 pg 173
r
t=0

  2 k e k  2.07  2 k  1, 231  k  17 ,586


 L
  0 , 1, 2 ,...( construtiv a )    m ( 2  )( m  0 ,1, 2 ,...)
l d1   d 2 
2 2
 4,25m 

L
 
l
2 l  L 1 3 5 1
  , , ,...( destrutiva )    (m  ) 2  ( m  0 ,1, 2 ,...)
 l 2 2 2 2
vsom  343m / s  l  d2 1 0,5 1
  m  l 
2 l 2 l 2m  1
v  lf  f  343(2m  1)
20kHz  20.000  343(2m  1)  m  28,65 e 20 Hz  m  0,47
a) fmin (m=0): f=343Hz b) f(m=1): f=3x342 Hz c) f(m=2): f=5x342 Hz
 l  d2 0,5 0,5 v  lf  f  686  m
 m l 
2 l l m

686
20kHz  20.000   m  29,15 e 20 Hz  m  0,029
m
d) fmax (m=1): f=686 Hz

e) fmax (m=2): f=1372 Hz

f) fmax (m=3): f=2058 Hz


O Halliday supôs que a energia potencial é transportada com a mesma taxa, por isso a
energia total é duplicada.
1 1
dK  dmvs  ( rAdx)( wsm ) 2 sen 2 (kx  wt )
2
Energia cinética
infinitesimal 2 2
dK 1  dK  1
 rAvw2 sm sen 2 (kx  wt )   r
2 2
  Avw 2
s m
dt 2  dt m 4
P dE / dt  2(dK / dt ) m 1
 rvw2 sm
2
I  
A A A 2
Interferência
y1 ( x, t )  ym sen(kx  wt )  y2 ( x, t )  ym sen(kx  wt   )
1 1
sena  sen  2sen (a   ) cos (a   )
2 2
a)
 dE  1 2 2 1
  rAvw sm  1,21  0,02  343  3000 12 10
2 2

9
2
 3,38 10 10 W
 dt  m 2 2
 dE  10  dE 
b)   6,78 10 W c)  0   9
  1,35 10 W
 dt  m  dt  m
 0,4

  36 graus
S m  2 sm cos( )  2 sm cos(36)  1,618sm  S m   2,618sm 
2 2
2 2
2

 
d ) dE / dt   2,618 3,38 10 10  8,85 10 10 W e) dE / dt   0
Ex 28 pg 175

PS
I
4r 2

I 12 W
  (10dB ) log , onde I 0  10
I0 m2
16.13: Ondas Estacionárias e Ressonância
2L  n 
Fig.16 - 20  l  (n  1,2,3,...) v  f 
n  2L 
v
v
v  lf  f   n (n  1,2,3,...)
l 2L
Tubo com duas extremidades l  2 L  f  V  nV (n  1,2,3,...)
abertas (fig 17-15 a) n l 2L

Tubo com uma extremidade 4L V nV


l  f   (n  1,3,5,...)
aberta (fig 17-15 b) n l 4L
Suponha que 880 Hz corresponda a n=n1 e 1320 corresponda a
n=n1+1, ou seja, que não haja outras frequências ressonantes entre
eles.
n 
f1  1
2L 
BATIMENTOS

s1  sm cos(2f1t ) s2  sm cos(2f 2t )
 A B   A B 
cos( A)  cos( B )  2 cos  cos 
 2   2 

  f1  f 2    f1  f 2 
s  2 sm cos 2  t  cos 2  t
  2   2 
Frequência de
batimento
f b  f1  f 2
f b  6  f1  600  f1  606 Hz

n 
f 
2L 
v v 0 + aproximação – afastamento observador
f ´ f
v  vS - aproximação +afastamento fonte
a) Fonte se
afastando

b) Não há movimento relativo: f=500,0Hz

c) Em relação ao vento o afastamento da fonte aumenta: Vs=20m/s; e o


vento favorece a propagação para o tio: Vo=+10m/s

d) Não há movimento relativo: f=500,0Hz


a) Em relação ao vento a fonte se afasta: Vs=12m/s; e o observador se
aproxima: Vo=+12m/s
 343  12 
f ´ f    2000  2,0 10 Hz
3

 343  12 

b) Em relação ao vento a fonte se aproxima: Vs=-12m/s; e o observador


se afasta: Vo=-12m/s

 343  12 
f ´ f    2000  2,0 10 Hz
3

 343  12 
vt v
sen  
vP t vP

H
tan  
vP t
Exercícios
1. Para medir a freqüência de uma onda sonora, utiliza-se
um tubo de secção reta circular, provido de um êmbolo,
contendo partículas leves que acompanham as vibrações da
onda, indicando a formação de ventres e nós. A figura
abaixo mostra a situação em que a posição do êmbolo
permite a formação de ondas estacionárias no interior do
tubo. Considerando a velocidade do som no ar, dentro do
tubo, 340m/s e o comprimento efetivo do tubo 60cm.
Determine a freqüência do som, em Hz
Alto-falante

Êmbolo

60cm
Solução
• Pela figura: terceiro harmônico
• V=340m/s
• L = 60cm = 0,6m

Terceiro Harmônico
Alto-falante

Êmbolo

60cm

V 340
fn  n   f3  3   f 3  425Hz
4 L 4  0,6

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