Você está na página 1de 3

CAMINHO DA MÃO ESQUERDA

Lilith, A Rainha da Noite


Publicado 26 de maio de 2016

Ainda que receba nomes distintos, o conceito de Lilith está presente nas mais
diversas culturas, da antiguidade remota aos dias de hoje. Mais do que parte do mito
da criação ou uma entidade com existência objetiva, ela também é uma das Qliphoth
– o ponto mais baixo da Árvore do Conhecimento.

Algumas das primeiras referências a Lilith de que se tem registro vêm da Suméria,
onde era conhecida apenas como Lil, uma força demoníaca das tormentas, e
fortemente associada à Lua. O Zohar cita que ela procriou com o Adão Celeste,
tendo dado origem ao Adão e Eva como os conhecemos. No Talmude, a história é
um pouco diferente, e Lilith é representada como a primeira esposa de Adão, antes
de Eva. A própria Bíblia dá margem à possibilidade de Adão ter tido outra
companheira antes de Eva, em Gênesis 2.

Em todos estes mitos, Lilith representa a força feminina arrebatadora e incontida; a


força da Terra que o homem não é capaz de controlar. É o princípio de geração e
destruição incessante, muito similar a Kali, com seus aspectos bondosos e terríveis. E
como tudo que não pode ser contido, as histórias transformaram este conceito em
algo indesejável, algo a ser temido. Por isso, nos mitos abraâmicos, Lilith deixou de
ser a companheira de Adão e foi exilada para as terras selvagens, passando a
conviver com demônios, eventualmente se tornando sua rainha. A energia feminina
domada e contida, considerada mais desejável pela sociedade patriarcal, passou a
ser representada por Eva.

Este aspecto feminino incontrolável e isento de moralidade faz Lilith ser


frequentemente representada como uma succubus, como uma energia vampírica.
Um mito Egípcio conta que o deus Khepra colocou seu membro em sua mão, e se
abraçou e amou sua própria sombra. Esta é uma das situações em que o conceito de
Lilith está presente, mesmo que não seja citado nominalmente. Kenneth Grant
descreve em mais detalhes os aspectos de Lilith como succubus ou vampira em O
Renascer da Magia.

Lilith também é uma Qliphah. É a menos elevada entre as Qliphoth, sendo o outro
lado de Malkuth. Malkuth se relaciona com o mundo material, físico, com
manifestações objetivas e palpáveis da realidade. Lilith, por outro lado, engloba os
aspectos existentes, mas não notados na realidade cotidiana; as partes mais
reprimidas da consciência. Esta Qliphah se manifesta no sono, mas pode ser
acessada por outros meios. Thomas Karlsson, em Cabala, Qliphoth e Magia Goética,
se aprofunda nos aspectos desta Qliphah, e traz alguns métodos de acessá-la.
Desvendar e acessar Lilith é um passo fundamental para estabelecer contato com o
restante do Sitra Achra, o outro lado da Árvore da Vida.

Nossa loja disponibiliza alguns títulos que tratam deste tema: O Renascer da Magia
explora os aspectos de Lilith como succubus ou energia vampírica; O Zohar trata dos
mitos de criação de acordo com o misticismo judaico; e Cabala, Qliphoth e Magia
Goética traz maiores explicações sobre esta Qliphah, e métodos práticos para sua
exploração.

Veja também:

Gamaliel, Os Obscenos

Samael, O Veneno de Deus

A’Arab Zaraq, Os Corvos da Dispersão

Thagirion, Os Disputadores

Golachab, Os Flamejantes

Gha’agsheblah, Os Golpeadores

Compartilhe isso:

   
Relacionado

A Árvore da Morte: Lilith, a Rainha A Árvore da Morte: Samael, o Samael, O Veneno de Deus
da Noite Veneno de Deus 22 de junho de 2016
18 de outubro de 2018 25 de outubro de 2018 Em "Caminho da Mão Esquerda"
Em "Caminho da Mão Esquerda" Em "Caminho da Mão Esquerda"

0 COMENTÁRIOS Penumbra Livros 🔒 Disqus' Privacy Policy  Lucca De Lucca

 Recomendar t Tweet f Partilhar Mostrar primeiro os mais votados

Escreva o seu comentário...

Seja o primeiro a comentar!

✉ Subscrever d Acerca do DisqusAdicionar o DisqusAdicionar ⚠ Do Not Sell My Data

 DEUSES ENTRE NÓS: MERCÚRIO  DEUSES ENTRE NÓS: MARTE 

contato@penumbralivros.com.br Siga nossas redes sociais

© 2020 Penumbra Livros – All rights reserved

Proporcionado por  – Designed with the Customizr theme

Você também pode gostar