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Prova de Matemática ITA 2007-2008: Questões e Respostas

O documento contém 20 questões de matemática com enunciados e alternativas de resposta. As questões abrangem tópicos como probabilidade, álgebra, geometria e funções.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Resoluções elaboradas pelo Prof.

Renato Madeira

PROVA DE MATEMÁTICA ITA 2007-2008


(ENUNCIADOS)

1) Considere uma população de igual número de homens e mulheres, em que sejam


daltônicos 5% dos homens e 0,25% das mulheres. Indique a probabilidade de que seja
mulher uma pessoa daltônica selecionada ao acaso nessa população.
1 1 3 5 1
a) b) c) d) e)
21 8 21 21 4

2) Sejam ,  tais que     1 e     2 . Então  2  2 é igual a


a) 2 b) 0 c) 1 d) 2 e) 2i

3) Considere o sistema Ax  b, em que


1  2 3  1 
   
A  2 k 6 , b  6 e k  .
 1 3 k  3  0
   
Sendo T a soma de todos os valores de k que tornam o sistema impossível e sendo S a
soma de todos os valores de k que tornam o sistema possível e indeterminado, então o
valor de T  S é
a) 4 b) 3 c) 0 d) 1 e) 4

4) Sejam A e C matrizes n  n inversíveis tais que det  I  C 1A  


1
e det A  5.
3
Sabendo-se que B  3  A 1  C 1  , então o determinante de B é igual a
t

3n 3n 1
e) 5  3 n 1
1
a) 3n b) 2  2 c) d)
5 5 5

5) Um polinômio P é dado pelo produto de 5 polinômios cujos graus formam uma


progressão geométrica. Se o polinômio de menor grau tem grau igual a 2 e o grau de P
é 62 , então o de maior grau tem grau igual a
a) 30 b) 32 c) 34 d) 36 e) 38

6) Um diedro mede 120. A distância da aresta do diedro ao centro de uma esfera de


volume 4 3  cm3 que tangencia as faces do diedro é, em cm, igual a
a) 3 3 b) 3 2 c) 2 3 d) 2 2 e) 2

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Resoluções elaboradas pelo Prof. Renato Madeira

7) Considere o quadrado ABCD com lados de 10 m de comprimento. Seja M um ponto


sobre o lado AB e N um ponto sobre o lado AD equidistantes de A. Por M traça-se uma
reta r paralela ao lado AD e por N uma reta s paralela ao lado AB que se interceptam no
ponto O. Considere os quadrados AMON e OPCQ, onde P é a intersecção de s com o
lado BC e Q é a intersecção de r com lado DC Sabendo-se que as áreas dos quadrados
AMON, OPCQ e ABCD constituem, nesta ordem, uma progressão geométrica, então a
distância entre os pontos A e M é igual, em metros, a
a) 15  5 5 b) 10  5 5 c) 10  5 d) 15  5 5 e) 10  3 5

8) Considere o polinômio p(x)  a 5x5  a 4 x 4  a 3x3  a 2 x 2  a1 , em que uma das raízes


é x  1. Sabendo-se que a1, a 2 , a 3 , a 4 e a 5 são reais e formam, nesta ordem, uma
progressão aritmética com a 4  1/ 2, então p  2  é igual a
a) 25 b) 27 c) 36 d) 39 e) 40

9) Sobre a equação polinomial 2x 4  ax 3  bx 2  cx  1  0 , sabemos que os coeficientes


1 i
a, b, c são reais, duas de suas raízes são inteiras e distintas e  também é sua raiz.
2 2
Então, o máximo de a , b , c é igual a
a) 1 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4

10) É dada a equação polinomial


 a  c  2 x3   b  3c  1 x 2   c  a  x   a  b  4   0
com a , b , c reais. Sabendo-se que esta equação é recíproca de primeira espécie e que 1
é uma raiz, então o produto abc é igual a
a) 2 b) 4 c) 6 d) 9 e) 12

11) Sendo   / 2,  / 2 o contradomínio da função arco seno e  0,   o contradomínio


 3 4
da função arco cosseno, assinale o valor de cos  arcsen  arccos  .
 5 5
1 7 4 1 1
a) b) c) d) e)
12 25 15 15 2 5

12) Dada a cônica  : x 2  y 2  1, qual das retas abaixo é perpendicular à  no ponto


P  2, 3  ?
3
a) y  3  x  1 b) y  x
2
3 3
c) y  x  1 d) y    x  7
3 5
3
e) y   x  4
2

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13) O conjunto imagem e o período de f  x   2 sen 2  3x   sen  6x   1 são,


respectivamente,
2 
a)  3,3 e 2 b)  2, 2 e c)  2, 2  e
3   3
 2
d)  1,3 e e)  1,3 e
3 3

14) Para x  , o conjunto solução de 53x  52x 1  4  5x  5x  1 é


a) 0, 2  5, 2  3

b) 0,1, log5  2  5  
 1 1  2 
c) 0, log5 2, log5 3, log 5  
 2 2  2 

d) 0, log5  2  5  , log5  2  3  , log5  2  3  
e) A única solução é x  0.

15) Um intervalo real D tal que a função f : D  definida por f  x   ln  x 2  x  1


é injetora, é dado por
a) b) (,1] c)  0,1/2 d)  0,1 e) [1/ 2, )

16) A soma de todas as soluções distintas da equação cos3x  2cos 6x  cos9x  0, que
estão no intervalo 0  x   2, é igual a:
23 9 7 13
a) 2 b)  c)  d)  e) 
12 6 6 12

17) Considere o conjunto D  n  ; 1  n  365 e H  P  D  formado por todos os


subconjuntos de D com 2 elementos. Escolhendo ao acaso um elemento B  H, a
probabilidade de a soma de seus elementos ser 183 é igual a
1 46 1 92 91
a) b) c) d) e)
730 33215 365 33215 730

18) Considere o triângulo ABC isósceles em que o ângulo distinto dos demais, BACˆ ,
ˆ  15º. Sobre o lado AC, tome
mede 40º. Sobre o lado AB , tome o ponto E tal que ACE
ˆ  35 . Então, o ângulo EDB
o ponto D tal que DBC ˆ vale:
a) 35° b) 45° c) 55º d) 75º e) 85º

19) Sejam X , Y , Z , W subconjuntos de tais que (X  Y)  Z  {1, 2,3, 4},


Y  5, 6 , Z  Y  , W  (X  Z)  7,8 , X  W  Z  2, 4 . Então o conjunto
 X  (Z  W)   W  (Y  Z) é igual a:
a) 1, 2,3, 4,5 b) 1, 2,3, 4, 7 c) 1,3, 7,8 d) 1,3 e) 7,8

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20) Sejam r e s duas retas paralelas distando 10 cm entre si. Seja P um ponto no plano
definido por r e s e exterior à região limitada por estas retas, distando 5 cm de r. As
respectivas medidas da área e do perímetro, em cm2 e cm, do triângulo equilátero PQR
cujos vértices Q e R estão, respectivamente, sobre as retas r e s, são iguais a:
3
a) 175 e 5 21
3
3
b) 175 e 10 21
3
c) 175 3 e 10 21
d) 175 3 e 5 21
e) 700 e 10 21

21) Dado o conjunto A  x  


: 3x 2  2x  x 2 , expresse-o como união de intervalos
da reta real.

22) Determine as raízes em de 4z 6  256  0, na forma a  bi, com a, b  , que


pertençam a S  z  ; 1  z  2  3.

23) Seja f  x   ln  x 2  x  1 , x  . Determine as funções h,g :  tais que


f  x   g  x   h  x  , x  , sendo h uma função par e g uma função ímpar.

24) Sejam , ,   . Considere o polinômio p  x  dado por


x5  9x 4      2  x3     2  2  2  x 2        1 x   2      1 .
Encontre todos os valores de , ,  de modo que x  0 seja uma raiz com multiplicidade
3 de p  x  .

25) Uma matriz real quadrada A é ortogonal se A é inversível e A1  At . Determine


todas as matrizes 2  2 que são simétricas e ortogonais, expressando-as, quando for o
caso, em termos de seus elementos que estão fora da diagonal principal.

   
26) Determine todos os valores  ,  tais que a equação (em x)
 2 2
x 4  2 4 3x 2  tg   0 admita raízes reais simples.

27) Em um espaço amostral com uma probabilidade P, são dados os eventos A, B e C tais
1 1
que: P  A   P  B  , com A e B independentes, P  A  B  C   , e sabe-se que
2 16
3
P   A  B   A  C    . Calcule as probabilidades condicionais P  C | A  B e
10
P C | A  B .
C

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28) Um triângulo acutângulo de vértices A, B e C está inscrito numa circunferência de


5 2
raio . Sabe-se que AB mede 2 5 e BC mede 2 2 . Determine a área do triângulo
3
ABC.

29) Seja C uma circunferência de raio r e centro O e AB um diâmetro de C. Considere o


triângulo equilátero BDE inscrito em C. Traça-se a reta s passando pelos pontos O e E até
interceptar em F a reta t tangente à circunferência C no ponto A. Determine o volume do
sólido de revolução gerado pela rotação da região limitada pelo arco AE e pelos
segmentos AF e EF em torno do diâmetro AB.

30) Considere a parábola de equação y  ax 2  bx  c, que passa pelos pontos  2,5 ,


 1, 2  e tal que a, b, c formam, nesta ordem, uma progressão aritmética. Determine a
distância do vértice da parábola à reta tangente à parábola no ponto  2,5  .

FIM ENUNC

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PROVA DE MATEMÁTICA ITA 2007-2008

RESPOSTAS E CLASSIFICAÇÃO DAS QUESTÕES

1) a (Probabilidade condicional)
2) b (Números complexos)
3) a (Sistemas lineares – discussão de sistemas lineares na forma matricial)
4) d (Determinantes – propriedades)
5) b (Polinômios – grau, e progressões)
6) e (Geometria espacial – diedro)
7) d (Geometria plana – áreas de polígonos)
8) a (Equações polinomiais e progressões)
9) c (Equações polinomiais)
10) e (Equações polinomiais – equação recíproca)
11) b (Trigonometria – funções trigonométricas inversas)
12) e (Geometria analítica – reta tangente e perpendicular)
13) c (Trigonometria – funções trigonométricas)
14) d (Equação modular e exponencial)
15) c (Função – tipologia)
16) e (Trigonometria – equações trigonométricas)
17) a (Probabilidade)
18) d (Geometria plana – congruência de triângulos)
19) c (Conjuntos)
20) b (Geometria plana – relações métricas no triângulo)
21) (Inequação irracional)
22) (Números complexos – plano de Argand-Gauss)
23) (Função – paridade)
24) (Equações polinomiais)
25) (Matrizes)
26) (Equação biquadrada e inequação trigonométrica)
27) (Probabilidade – teorema de Bayes)
28) (Geometria plana – relações métricas no triângulo e áreas)
29) (Geometria espacial – tronco de cone e segmento esférico)
30) (Geometria analítica – reta e parábola)

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ENUNCIADOS E RESOLUÇÕES

1) Considere uma população de igual número de homens e mulheres, em que sejam


daltônicos 5% dos homens e 0,25% das mulheres. Indique a probabilidade de que seja
mulher uma pessoa daltônica selecionada ao acaso nessa população.
1 1 3 5 1
a) b) c) d) e)
21 8 21 21 4

Resposta: a
Sejam H, M e D os eventos correspondentes a selecionar na população, respectivamente,
um homem, uma mulher e uma pessoa daltônica.
Considerando o teorema de Bayes, a probabilidade de uma pessoa escolhida
aleatoriamente nessa população ser mulher e daltônica é
1
P  M  D   P  M   P  D | M    0, 25%.
2
Considerando o teorema da probabilidade total e o fato de homens e mulheres
constituírem uma partição da população, a probabilidade de que uma pessoa escolhida ao
acaso nessa população seja daltônica é
1 1 1
P  D   P  D | H   P  H   P  D | M   P  M   5%   0, 25%    5, 25%.
2 2 2
A probabilidade de que seja uma mulher uma pessoa daltônica selecionada ao acaso nessa
1
 0, 25%
P  M  D 2 25 1
população é P  M | D      .
P  D 1
 5, 25% 525 21
2
Esse problema também poderia ser resolvido construindo-se uma árvore de
probabilidades.

A probabilidade de que seja uma mulher uma pessoa daltônica selecionada ao acaso nessa
1
 0, 25%
25 1
população é P  M | D   2   .
1 1
 5%   0, 25% 525 21
2 2

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2) Sejam ,  tais que     1 e     2 . Então  2  2 é igual a


a) 2 b) 0 c) 1 d) 2 e) 2i

Resposta: b
2
   1
2
    1

 2  
2
    2                    2

         2      0
1  2  2
1
    0   0   2  2  0
  

3) Considere o sistema Ax  b, em que


1  2 3  1 
   
A  2 k 6 , b  6 e k  .
 1 3 k  3  0
   
Sendo T a soma de todos os valores de k que tornam o sistema impossível e sendo S a
soma de todos os valores de k que tornam o sistema possível e indeterminado, então o
valor de T  S é
a) 4 b) 3 c) 0 d) 1 e) 4

Resposta: a
Uma condição necessária para que o sistema seja possível e indeterminado ou impossível
é det A  0.
det A  k  k  3  12  18  3k  4  k  3  18  k 2  4k  0  k  0  k  4
Para k  0 , temos:
 x  2y  3z  1 x  2y  3z  1 x  2y  3z  1
  
2x  6z  6  L2  2  L1   4y  4  y  1
 x  3y  3z  0  L  L  y  1 0  0
 3 1  
Logo, o sistema é possível e indeterminado.

Para k  4 temos
 x  2y  3z  1 x  2y  3z  1
 
2x  4y  6z  6  L2  2  L1   0  4
 x  3y  7z  0  L  L   y  4z  1
 3 1 
Logo, o sistema é impossível.
Assim, T  4 e S  0 , donde T  S   4   0  4 .

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4) Sejam A e C matrizes n  n inversíveis tais que det  I  C 1A  


1
e det A  5.
3
Sabendo-se que B  3  A 1  C 1  , então o determinante de B é igual a
t

3n 3n 1
e) 5  3 n 1
n 1
a) 3 b) 2  c) d)
52 5 5

Resposta: d


det   C 1A 
1
3
 
 det A 1A  C 1A 
1
3

    
1 [Link] 1
 det A 1  C 1 A   det A 1  C 1  det A 
3 3
 1

 det A 1  C 1  5   det A 1  C 1 
3
1
15

  
   
t t t
B  3 A 1  C 1  det B  det 3 A 1  C 1   det B  3 n  det A 1  C 1
 
3n 1
 
 det B  3n  det A 1  C 1  det B  3n 
1
15
 det B 
5

5) Um polinômio P é dado pelo produto de 5 polinômios cujos graus formam uma


progressão geométrica. Se o polinômio de menor grau tem grau igual a 2 e o grau de P
é 62 , então o de maior grau tem grau igual a
a) 30 b) 32 c) 34 d) 36 e) 38

Resposta: b
P(x)  P1  x   P2  x   P3  x   P4  x   P5  x 
Seja Pi o grau de Pi e Pi  Pj para i  j .
Do enunciado, temos: P1  2.
Seja q a razão da progressão geométrica formada pelos graus dos polinômios Pi .
5
P   Pi  2  2q  2q 2  2q3  2q 4  62  q 4  q3  q 2  q  30  0
i 1
Por inspeção, observamos que q  2 é raiz da equação.
Aplicando o algoritmo de Ruffini-Horner, temos:

2 1 1 1 1 30
1 3 7 15 0

Dessa forma, obtemos como quociente a equação q3  3q 2  7q  15  0 que não possui


raízes positivas.
Como os termos da progressão geométrica são graus de polinômios, devemos ter q  0 .
Logo, a única raiz que satisfaz essa condição é q  2 .
Portanto, o grau do polinômio de maior grau é  P5  2q 4  2  24  32 .

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6) Um diedro mede 120. A distância da aresta do diedro ao centro de uma esfera de


volume 4 3  cm3 que tangencia as faces do diedro é, em cm, igual a
a) 3 3 b) 3 2 c) 2 3 d) 2 2 e) 2

Resposta: e
Se a esfera tem volume 4 3  cm3 e sendo R o seu raio, então
4
V  R 3  4 3  R 3  3 3  R  3.
3
A figura a seguir representa uma seção reta do diedro (seção por um plano perpendicular
à aresta do diedro) que passa pelo centro da esfera.

Os triângulos retângulos VOT e VOT’ são congruentes, então VOT ˆ  VOT'


ˆ  60.
OT ' 3 3
No triângulo retângulo VOT’, temos: sen 60     VO  2 cm.
VO 2 VO
Portanto, a distância da aresta do diedro ao centro da esfera é VO  2 cm.

7) Considere o quadrado ABCD com lados de 10 m de comprimento. Seja M um ponto


sobre o lado AB e N um ponto sobre o lado AD equidistantes de A. Por M traça-se uma
reta r paralela ao lado AD e por N uma reta s paralela ao lado AB que se interceptam no
ponto O. Considere os quadrados AMON e OPCQ, onde P é a intersecção de s com o
lado BC e Q é a intersecção de r com lado DC Sabendo-se que as áreas dos quadrados
AMON, OPCQ e ABCD constituem, nesta ordem, uma progressão geométrica, então a
distância entre os pontos A e M é igual, em metros, a
a) 15  5 5 b) 10  5 5 c) 10  5 d) 15  5 5 e) 10  3 5

Resposta: d

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A figura anterior representa a situação descrita no enunciado, onde adotamos


AM  AN  x.
A áreas SAMON , SOPCQ e SABCD formam uma P.G., então

 
2
 SAMON  SABCD  10  x    x 2 102
2 2
SOPCQ
x 0
 10  x   10x  100  20x  x 2  10x  x 2  30x  100  0  x  15  5 5
2

Como x deve ser menor do que 10, então x  15  5 5  m.

8) Considere o polinômio p(x)  a 5x5  a 4 x 4  a 3x3  a 2 x 2  a1 , em que uma das raízes


é x  1. Sabendo-se que a1, a 2 , a 3 , a 4 e a 5 são reais e formam, nesta ordem, uma
progressão aritmética com a 4  1/ 2, então p  2  é igual a
a) 25 b) 27 c) 36 d) 39 e) 40

Resposta: a
PA : a1, a 2 , a 3 , a 4 , a 5  a1  a 5  a 2  a 4  2a 3
p  1  a 5  a 4  a 3  a 2 a1  a 3  0  a 3  0
1 1
A razão da P.A. é r  a 4  a 3  0  .
2 2
1
Logo, a1  1 , a 2   e a5  1 .
2
1 1 5 1 4 1
Portanto, p(x)  x5  x 4  x 2  1 e p  2    2    2    2   1  25 .
2
2 2 2 2

9) Sobre a equação polinomial 2x 4  ax 3  bx 2  cx  1  0 , sabemos que os coeficientes


1 i
a, b, c são reais, duas de suas raízes são inteiras e distintas e  também é sua raiz.
2 2
Então, o máximo de a , b , c é igual a
a) 1 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4

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Resposta: c
Sejam p e q as raízes inteiras distintas.
1 i
Dado que os coeficientes da equação são reais, então, se  é raiz, então seu conjugado
2 2
1 i
 também é raiz.
2 2
Pelas relações de Girard, o produto das raízes é dado por:
1 i  1 i  1 1 1
4  p  q            p  q     p  q  1 .
2 2 2 2 2 2 2
Como p e q são inteiros, então, sem perda de generalidade, p  1 e q  1 .
Assim, a equação pode ser escrita como
 1 i  1 i  1
2  x    x     x  1 x  1  2  x 2  x    x  1 x  1 
 2 2  2 2  2
 2x 4  2x3  x 2  2x  1  0.
Portanto, a  2 , b  1 e c  2 , e o máximo de a , b , c é 2 .

10) É dada a equação polinomial


 a  c  2 x3   b  3c  1 x 2   c  a  x   a  b  4   0
com a , b , c reais. Sabendo-se que esta equação é recíproca de primeira espécie e que 1
é uma raiz, então o produto abc é igual a
a) 2 b) 4 c) 6 d) 9 e) 12

Resposta: e
1ª SOLUÇÃO:
Equação recíproca de 1ª espécie é aquela que possui coeficientes dos termos equidistantes
dos extremos iguais.
a  c  2  a  b  4  b  c  2
b  3c  1  c  a  a  b  2c  1
Como 1 é raiz, temos:
 a  c  2    b  3c  1   c  a    a  b  4   0  a  2b  5c  7 .
b  c  2

Resolvendo o sistema a  b  2c  1 , obtemos a  4 , b  3 e c  1 .
a  2b  5c  7

Portanto, abc  4   3   1  12 .
2ª SOLUÇÃO:
Como a equação tem grau ímpar e é recíproca de 1ª espécie, 1 é raiz, e portanto a terceira
raiz deve ser 1 ou 1 (já que seu inverso também é raiz). O polinômio é, então, igual a
k   x 2  1  x  1 ou k   x 2  1  x  1 , mas somente o segundo é recíproco de 1ª espécie.
Assim, temos:
k   x 2  1  x  1  kx 3  kx 2  kx  k 
  a  c  2  x 3   b  3c  1 x 2   c  a  x   a  b  4   0

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a  c  2  k
b  3c  1  k


c  a   k
a  b  4  k
 a  c  2   c  a   k   k   2c  2  0  c  1
a  c  2  k  a   1  2  k  a  k  1
a  b  4  k   k  1  b  4  k  b  3
b  3c  1  k   3  3  1  1  k  k  5
a  k 1  5 1  4
 abc  4   3   1  12

11) Sendo   / 2,  / 2 o contradomínio da função arco seno e  0,   o contradomínio


 3 4
da função arco cosseno, assinale o valor de cos  arcsen  arccos  .
 5 5
1 7 4 1 1
a) b) c) d) e)
12 25 15 15 2 5

Resposta: b
 3
 sen  2
3  5 3 4
  arcsen    cos   1    
5      ,   5 5
  2 2 

 4
cos  
2
4 4 3
  arccos   5  sen  1    
5   0,  5 5

 3 4 4 4 3 3 7
cos  arcsen  arccos   cos       cos  cos   sensen     
 5 5 5 5 5 5 25
Observe que como  e  são do primeiro quadrante, eles são ângulos iguais.

12) Dada a cônica  : x 2  y 2  1, qual das retas abaixo é perpendicular à  no ponto


P  2, 3  ?
3
a) y  3  x  1 b) y  x
2
3 3
c) y  x  1 d) y    x  7
3 5
3
e) y   x  4
2

Resposta: e
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Vamos encontrar o coeficiente angular da reta tangente à cônica  : x 2  y 2  1 no ponto


P  2, 3  . Para tanto, vamos derivar implicitamente a expressão de  .
x
 : x 2  y2  1 2x  2y  y '  0  y '  .
y
O valor da derivada no ponto P  2, 3  é y '  m 
2
, que é o coeficiente angular da
3
reta tangente à cônica nesse ponto.
Assim, o coeficiente angular da reta perpendicular à  no ponto P  2, 3  é
1 3 3 3
mp    e sua equação é dada por y   x  2  3  y   x  4.
m 2 2 2

Alternativamente, poderíamos obter o coeficiente angular da reta tangente sem utilizar


derivação implícita, como segue.
Seja t uma reta de coeficiente angular m e que passa pelo ponto P  2, 3  . A sua equação
será dada por y  m  x  2  3  mx  2m  3.
Para que a reta t seja tangente à  , a interseção das duas curvas deve ser um único ponto.

x 2   mx  2m  3   1  x 2   m 2 x 2  4m 2  3  4m 2 x  2 3mx  4 3m   1
2

 1  m2  x 2   4m 2  2 3m  x   4m 2  4 3m  4   0
Para que a interseção seja única, o determinante deve ser nulo.
   4m 2  2 3m   4  1  m 2    4m 2  4 3m  4   0
2

 16m 4  16 3m3  12m 2  16m 4  16 3m3  16 3m  16  0

 3m 2  4 3m  4  0   3m  2   0  m 
2 2
3

13) O conjunto imagem e o período de f  x   2 sen 2  3x   sen  6x   1 são,


respectivamente,
2 
a)  3,3 e 2 b)  2, 2 e c)  2, 2  e
3   3
 2
d)  1,3 e e)  1,3 e
3 3

Resposta: c
f  x   2sen 2  3x   sen  6x   1  sen  6x   cos  6x  
 2 2     
 2 sen  6x   cos  6x    2  sen  6x  cos  sen cos  6x   
 2 2   4 4 
 
 2sen  6x  
 4

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2 
Logo, o conjunto imagem é dado por  2, 2  e o período é dado por  .
  6 3

14) Para x  , o conjunto solução de 53x  52x 1  4  5x  5x  1 é


a) 0, 2  5, 2  3

b) 0,1, log5  2  5  
 1 1  2 
c) 0, log5 2, log5 3, log 5  
 2 2  2 

d) 0, log5  2  5  , log5  2  3  , log5  2  3 
e) A única solução é x  0.

Resposta: d
53x  52x 1  4  5x  5x  1   5x   5   5x   4  5x  5x  1
3 2

Fazendo y  5x  0, temos:
y3  5y2  4y  y  1  y3  5y2  4y  y  1  y3  5y 2  4y   y  1
 y3  5y2  3y  1  0  y3  5y2  5y  1  0
Observe que as duas equações possuem y  1 como raiz. Vamos fatorá-las usando o
algoritmo de Ruffini-Horner.

1 1 5 3 1
1 4 1 0

1 1 5 5 1
1 4 1 0

 y3  5y2  3y  1  0  y3  5y 2  5y  1  0
  y  1  y 2  4y  1  0   y  1  y 2  4y  1  0
 y 1  y  2  5  y 1  y  2  3
Como y  5x  0, então y  1, 2  5, 2  3.
Vamos agora calcular os valores de x.
5x  1  x  0
5x  2  5  x  log5  2  5 
5x  2  3  x  log5  2  3 
5x  2  3  x  log5  2  3 
Portanto, o conjunto solução da equação é

S  0, log5  2  5  , log5  2  3  , log5  2  3  . 

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15) Um intervalo real D tal que a função f : D  definida por f  x   ln  x 2  x  1


é injetora, é dado por
a) b) (,1] c)  0,1/2 d)  0,1 e) [1/ 2, )

Resposta: c
Inicialmente observemos que x 2  x  1  0, x  , logo ln  x 2  x  1 sempre está
definido.
ln  x  x  1 , para ln  x  x  1  0  x  x  1  1  x  0 ou x  1
 2 2 2
f x  
 ln  x  x  1 , para ln  x  x  1  0  0  x  x  1  1  0  x  1
 2 2 2

1º caso: para x  0 ou x  1 temos f  x   ln  x 2  x  1


Sejam A   , 0 e B  1,   . Nesses conjuntos, a função h  x   x 2  x  1 é injetiva.
Logo, f é injetiva dado que ln x também é injetiva.
Assim, qualquer subconjunto de A ou B faz com que f seja injetiva.

2º caso: para 0  x  1 temos f  x   ln x 2  x  1
1  1
Dado que x  é o eixo de simetria de h  x   x 2  x  1 então sejam, agora, C  0, 
2  2
1 
e D   ,1 .
2 
Do mesmo modo que no 1º caso, qualquer subconjunto de C ou D faz com que f seja
injetiva.
Como o intervalo da alternativa c é o próprio conjunto C, ele satisfaz às condições
impostas.
A seguir, encontra-se o gráfico de f  x   ln  x 2  x  1 , onde é possível identificar
intervalos onde a função é injetiva e também que as opções (a), (b), (d) e (e) estão erradas.

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16) A soma de todas as soluções distintas da equação cos3x  2cos 6x  cos9x  0, que
estão no intervalo 0  x   2, é igual a:
23 9 7 13
a) 2 b)  c)  d)  e) 
12 6 6 12

Resposta: e
cos3x  2cos 6x  cos9x  0  2cos 6x cos3x  2cos 6x  0
 cos 6x  cos 3x  1  0

0 x 
  k    5 
2
cos 6x  0  6x   k  x   , k   x , , 
2 12 6 12 4 12 
 ou

0 x 
 2k  2
cos 3x  1  3x    2k  x   ,k  x 
3 3 3
  5  13
A soma de todas as soluções distintas é     `.
12 4 12 3 12

17) Considere o conjunto D  n  ; 1  n  365 e H  P  D  formado por todos os


subconjuntos de D com 2 elementos. Escolhendo ao acaso um elemento B  H, a
probabilidade de a soma de seus elementos ser 183 é igual a
1 46 1 92 91
a) b) c) d) e)
730 33215 365 33215 730

Resposta: a
Seja A o evento correspondente à seleção de um elemento de H cuja soma dos seus
elementos seja 183.
Seja x1, x 2   H tal que x1  x 2  183, então existem 91 possibilidades para esse
conjunto que são {1, 182}; {2, 181}; ...; {91, 92}. Assim, o número de casos favoráveis
é # A  91.
A quantidade de subconjuntos com dois elementos do conjunto D é
 365  365  364
   365 182. Assim, o número de elementos do espaço amostral é
 2  2
# H  365 182.
#A 91 1
Assim, a probabilidade pedida é igual a P  A     .
# H 365 182 730

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18) Considere o triângulo ABC isósceles em que o ângulo distinto dos demais, BACˆ ,
ˆ  15º. Sobre o lado AC, tome
mede 40º. Sobre o lado AB , tome o ponto E tal que ACE
ˆ  35 . Então, o ângulo EDB
o ponto D tal que DBC ˆ vale:
a) 35° b) 45° c) 55º d) 75º e) 85º

Resposta: d

Como BD é bissetriz de B e BD  CE, então os triângulos BME e BMC são


congruentes (ALA).
Isso implica que EM  MC e M é ponto médio de EC.
Os ângulos da base do triângulo isósceles ABC são ABC ˆ  ACB ˆ  180  40  70.
2
ˆ  90  70 
No triângulo retângulo BMC, temos BCM  55.
2
No triângulo retângulo MCD, temos MCD ˆ  70  55  15 e MDC
ˆ  90 15  75.
Os triângulos retângulos MDE e MDC são congruentes (L.A.L.), o que implica
EDBˆ  EDMˆ  75.
BD é bissetriz de B e BD  CE  M é ponto médio de EC
 MDC  75 e  MDC   EMD  LAL 
 EDM  75.

19) Sejam X , Y , Z , W subconjuntos de tais que (X  Y)  Z  {1, 2,3, 4},


Y  5, 6 , Z  Y  , W  (X  Z)  7,8 , X  W  Z  2, 4 . Então o conjunto
 X  (Z  W)   W  (Y  Z) é igual a:
a) 1, 2,3, 4,5 b) 1, 2,3, 4, 7 c) 1,3, 7,8 d) 1,3 e) 7,8

Resposta: c

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O diagrama de Venn a seguir representa os conjuntos X , Y , Z , W , onde Z  Y   .


X  W  Z  2, 4 é a região azul.
Z  Y    (X  Y)  Z  X  Z  {1, 2,3, 4} é a união da região azul e da amarela, logo
a região amarela corresponde a 1,3 .
W  (X  Z)  7,8 é a união da região verde e da laranja. Mas, Y  5, 6 e a região
verde está contida em Y , então a região verde é vazia, e a região laranja corresponde a
7,8 .
O conjunto  X  (Z  W)  corresponde à união das regiões amarela, azul, laranja e verde;
o conjunto  W  (Y  Z) corresponde à união das regiões rosa, azul, verde e vermelha.
Portanto,  X  (Z  W)    W  (Y  Z)  corresponde à união das regiões amarela e
laranja, ou seja,  X  (Z  W)    W  (Y  Z)   1,3, 7,8 .

20) Sejam r e s duas retas paralelas distando 10 cm entre si. Seja P um ponto no plano
definido por r e s e exterior à região limitada por estas retas, distando 5 cm de r. As
respectivas medidas da área e do perímetro, em cm2 e cm, do triângulo equilátero PQR
cujos vértices Q e R estão, respectivamente, sobre as retas r e s, são iguais a:
3
a) 175 e 5 21
3
3
b) 175 e 10 21
3
c) 175 3 e 10 21
d) 175 3 e 5 21
e) 700 e 10 21

Resposta: b

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Seja 3x a medida do lado do triângulo equilátero PQR e sejam P’ e R’, respectivamente,


as projeções ortogonais de P e R sobre a reta r.
Os triângulos retângulos POP’ e ROR’ são semelhantes (caso A.A.), então
PO RO PO RO PO  RO PR 3x
       PO  x  RO  2x
PP ' RR ' 5 10 5  10 15 15
ˆ  60, temos
Aplicando a lei dos cossenos no triângulo POQ, onde OPQ
OQ2  PO2  PQ 2  2  PO  PQ  cos 60
1
 OQ2  x 2   3x   2  x  3x   x 2  9x 2  3x 2  7x 2  OQ  x 7
2
2
Vamos agora calcular a área do triângulo POQ de duas formas diferentes a fim de obter
x.
1 1 1 1 3
SPOQ   OQ  PP '   PO  PQ  sen 60   x 7  5   x  3x 
2 2 2 2 2
10 7 10 21
 3x  
3 3
10 21
Portanto, o lado do triângulo equilátero PQR é 3x  , o que implica que sua área
3
e seu perímetro são, respectivamente,
2
 
SPQR 
3
 3x 2  3   10 21   3  100  21  175 3 u.a. e
4 4  3  4 9 3
10 21
2p PQR  3   3x   3   10 21 u.c..
3


21) Dado o conjunto A  x  
: 3x 2  2x  x 2 , expresse-o como união de intervalos
da reta real.

Resolução:

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3x 2  2x  x 2  3x 2  2x  x 4  3x 2  2x  0
 2
 x 4  3x 2  2x  0  3x  x    0
 3
 
 x  x 3  3x  2   0   x    x  0 
2
 3 
 2 
 x  x  1  x  2   0   x    x  0 
2
 3 
A fim de resolver a inequação x  x  1  x  2   0 vamos dispor suas raízes sobre a reta
2

real e aplicar o método dos intervalos.

No estudo de sinais obtido, devemos escolher os intervalos correspondentes aos valores


positivos. Note que as raízes, apesar de representadas com bolas fechadas, não vão
compor a nossa solução.
 2 
  x  1   1  x  0  x  2    x    x  0 
 3 
2
 x  1   1  x    x  2
3
Observe ainda que a fatoração de x 3  3x  2 é feita da seguinte forma.
x 3  3x  2  x 3  1  3x  3   x  1  x 2  x  1  3  x  1   x  1  x 2  x  2  
  x  1 x  1 x  2    x  1  x  2 
2

 2
Portanto, o conjunto A é dado por A  , 1   1,    2,  .
 3

22) Determine as raízes em de 4z 6  256  0, na forma a  bi, com a, b  , que


pertençam a S  z  ; 1  z  2  3.

Resolução:
4z6  256  0  z 6  64  z6  64 cis 
Pela 2ª fórmula de De Moivre, temos:
   2k 
z  2 cis   , k  0,1, 2,3, 4,5
 6 

k  0  z1  2cis  3  i
6

k  1  z 2  2cis  2i
2
5
k  2  z3  2cis   3  i
6

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7
k  3  z4  2cis   3 i
6
3
k  4  z5  2cis  2i
2
11
k  5  z6  2cis  3 i
6
Observe que as raízes da equação são vértices de um hexágono inscrito em uma
circunferência de raio 2 e centro na origem.
A equação S  z  ; 1  z  2  3 representa o interior de uma coroa circular de centro
em  2, 0  e raios 1 e 3.
2
A fim de verificar quais raízes pertencem a S, podemos calcular zi  2 , para
i  1, 2, , 6, e verificar se o resultado pertence a 1,9 , pois
2
1  z  2  3  1  z  2  32  9.
 3  i   2   2  3   i   2  3   12  8  4 3  9
2 2 2 2
z1  2 
z 2  2  2i  2  22  22  4  1,9
2 2

z3  2    3  i   2   2  3   i   2  3   12  8  4 3  1, 08  1,9
2 2 2 2

z 4  2    3  i   2   2  3   i   2  3    1  8  4 3  1, 08  1,9
2 2 2 2
2

z5  2  2i  2  22   2   4  1,9
2 2 2

 3  i   2   2  3   i   2  3    1  8  4 3  9
2 2 2 2 2
z6  2 
Logos, as raízes que pertencem a S são 2i e  3  i.
A figura a seguir é uma representação no plano de Argand-Gauss da situação descrita no
problema.

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23) Seja f  x   ln  x 2  x  1 , x  . Determine as funções h,g :  tais que


f  x   g  x   h  x  , x  , sendo h uma função par e g uma função ímpar.

Resolução:
f (x)  g(x)  h(x) , x 
h(x) é par  h(x)  h(x), x 
g(x) é ímpar  g(x)  g(x), x  .
Assim, para todo real x, temos:
f  x   g  x   h  x 

 f   x   g   x   h   x   g  x   h  x 
f  x   f  x  f  x   f  x 
 h x   g x 
2 2
Neste caso, de fato, h é par e g é ímpar.
Assim, temos:
h(x)  ln  x 2  x  1  ln  x 2  x  1   ln  x 2  x  1 x 2  x  1  
1 1
2 2
 ln  x 2  x  1 x 2  x  1  ln x4  x2 1
1  2 1  x 2  x  1 x2  x 1
g(x)  ln x  x  1  ln  x  x  1   ln 2   ln
2
.
2 2  x  x  1  x2  x 1

24) Sejam , ,   . Considere o polinômio p  x  dado por


x5  9x 4      2  x3     2  2  2  x 2        1 x   2      1 .
Encontre todos os valores de , ,  de modo que x  0 seja uma raiz com multiplicidade
3 de p  x  .

Resolução:
Como x  0 é raiz tripla de p  x  de coeficientes reais, então p(x)  x 3  q(x) , com
q  0   0 . Portanto, devemos ter:
  2  2  2  0
      1  0


 2      1  0
     2  0
Escalonando o sistema formado pelas três primeiras equações, temos:
  2  2  2  0   2  2  2
    0
       1  0   3  3  3  
 2      1  0   3  3  3   1  
 
Analisando a desigualdade, vem:    2  0  0  1     2  0    1 .
Portanto,   0 ,   1   e   1 .

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25) Uma matriz real quadrada A é ortogonal se A é inversível e A1  At . Determine


todas as matrizes 2  2 que são simétricas e ortogonais, expressando-as, quando for o
caso, em termos de seus elementos que estão fora da diagonal principal.

Resolução:
A é ortogonal  A1  At  At  A  I (1)
A é simétrica  At  A (2)
(1) e (2): A  A  I  A  I
2
(3)
a b
Seja a matriz simétrica e ortogonal 2  2, A  
c 
, então de (3) temos:
b
a 2  b 2  1 a 2  b 2  1
a b  a b  1 0 a 2  b2 ab + bc  1 0  
b      ab  bc  0  b(a  c)  0
 c   b c   0 1 ab + bc b2  c2   0

1  2 2  2 2
b  c  1 b  c  1
Da segunda equação, temos b  0 ou a  c  0.
b  0  a  1  c  1
1 0   1 0   1 0  1 0 
A  ou A    ou A    ou A   
0 1   0 1  0 1 0 1
a  c  0  a  c  a 2  1  b 2  a   1  b 2  c  1  b 2 , onde b   1,1
 1  b2 b   1  b2 b 
A  ou A   
 b 2
 1 b   2
1 b 
  b
Note que, quando b  0, temos as duas últimas matrizes do caso anterior.
Assim, as matrizes que satisfazem às condições do enunciado são:
1 0   1 0   1  b2 b 
A  ; A   0 1 e A    , onde b  1,1 .
0 1     2
1 b 
 b

   
26) Determine todos os valores  ,  tais que a equação (em x)
 2 2
x 4  2 4 3x 2  tg   0 admita raízes reais simples.

Resolução:
Para que a equação em x tenha apenas raízes reais simples é necessário e suficiente que a
equação em y, y 2  2 4 3y  tg  0, tenha duas raízes reais positivas distintas.
A condição para raízes reais distintas é   4 3  4 tg   0  tg  3 .
Além disso, a menor raiz deve ser positiva, ou seja,
43 3  tg  0  0  tg  3 .
 
Assim, o conjunto de todos os valores de  pedidos é  0,  .
 3

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27) Em um espaço amostral com uma probabilidade P, são dados os eventos A, B e C tais
1 1
que: P  A   P  B  , com A e B independentes, P  A  B  C   , e sabe-se que
2 16
3
P   A  B   A  C    . Calcule as probabilidades condicionais P  C | A  B e
10
P C | A  B .
C

Resolução:
1 1 1
Como A e B são independentes, então P  A  B  P  A   P  B    .
2 2 4
Aplicando o teorema de Bayes, temos:
1
P(C  (A  B)) P(A  B  C) 16 1
P(C | A  B)     .
P(A  B) P(A  B) 1 4
4
Note que C   A  B   A  B  C, pois a interseção é comutativa e associativa.
Aplicando novamente o teorema de Bayes, vem:
P  C   A  B  P  A  B  C 
P  C | A  B   .
P  A  B P  A  B
1 1
Sabemos que P  B  1  P  B  1   . Se A e B são independentes A e B também
2 2
1 1 1
serão, então P  A  B  P  A   P  B  .  .
2 2 4
Pelo princípio da inclusão exclusão, temos:
P   A  B   A  C    P  A  B  P  A  C   P   A  B    A  C  
 P  A  B  P  A  C   P  A  B  C 
3 1 1 9
   P  A  C   P  A  C  .
10 4 16 80
Vamos agora calcular P  A  B  C  .
B  B    A  C   A  C    B  B   A  C  B   A  C  B
Note que  A  B  C e  A  B  C  são disjuntos, então
P  A  C  P  A  B  C  P  A  B  C
9 1 1
   P  A  B  C  P  A  B  C 
80 16 20
1
P  A  B  C  20 1
Logo, P  C | A  B     .
P  A  B 1 5
4
e P  C | A  B  .
1 1
Portanto, as probabilidades pedidas são P(C | A  B) 
4 5

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28) Um triângulo acutângulo de vértices A, B e C está inscrito numa circunferência de


5 2
raio . Sabe-se que AB mede 2 5 e BC mede 2 2 . Determine a área do triângulo
3
ABC.

RESPOSTA: 6 unidades de área

RESOLUÇÃO:

Aplicando a lei dos senos no triângulo ABC, temos:


BC AB 2 2 2 5 5 2 ˆ  3  sen C
ˆ  3 10 .
  2R    2  sen A
ˆ
sen A sen C ˆ ˆ
sen A sen C ˆ 3 5 10
Aplicando a relação fundamental da trigonometria e considerando que todos os cossenos
são positivos, pois o triângulo é acutângulo, temos
2
2 ˆ  1   3   cos 2 A
ˆ cos 2 A
sen A ˆ  1  9  16  cos A
ˆ  1  cos 2 A ˆ 4
5 25 25 5
2
2
sen Cˆ  cos 2 Cˆ  1   3 10   cos 2 C ˆ  1  90  10  cos C
ˆ  1  cos 2 C ˆ  10
 10  100 100 10
Como A ˆ Bˆ C ˆ  , então
ˆ  sen     A
sen B ˆ Cˆ    sen  A ˆ   sen A
ˆ C ˆ cos C
ˆ  sen Ccos
ˆ ˆ 
A
3 10 3 10 4 3 10
    
5 10 10 5 10
Portanto, a área do triângulo ABC é
1 ˆ  1  2 5  2 2  3 10  6 u.a.
SABC   AB  BC  sen B
2 2 10

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29) Seja C uma circunferência de raio r e centro O e AB um diâmetro de C. Considere o


triângulo equilátero BDE inscrito em C. Traça-se a reta s passando pelos pontos O e E até
interceptar em F a reta t tangente à circunferência C no ponto A. Determine o volume do
sólido de revolução gerado pela rotação da região limitada pelo arco AE e pelos
segmentos AF e EF em torno do diâmetro AB.

Resolução:

A rotação da região sombreada determina um sólido cujo volume pode ser calculado
fazendo-se a diferença de um tronco de cone e de um segmento esférico.
O lado do triângulo equilátero BDE inscrito na circunferência C de raio r é DE  r 3.
Os triângulos retângulos OME e OAF são semelhantes, então
r 3 r
ME OM
  2  2  AF  r 3
AF OA AF r
r 3 r
O tronco de cone tem raio maior AF  r 3, raio menor ME  e altura MA  ,
2 2
então o seu volume é
  r 3   r 3   r 3 
2
 r 3 3  r 3 21 7r 3
Vtronco     r 3    r 3  
2
    3      .
3 2  2   2   6  2 4 6 4 8
r
O segmento esférico pertence a uma esfera de raio OE  r, tem altura MA  e é
2
r 3
delimitado por uma circunferência de raio ME  , então seu volume é
2
2
 r  r  r 2 5r 5r 3
Vsegmento      3 r      .
3 2  2  12 2 24

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Portanto, o volume do sólido de revolução é


7r 5r 16r
3
2r 3 3 3
VSR.  Vtronco  Vsegmento     .
8 24 24 3
Alternativamente, poderíamos resolver essa questão utilizando Cálculo Integral, como
segue.

A reta OE tem equação y  3x, e a circunferência, x 2  y 2  r 2 . Assim, o volume


procurado é igual a
r r
V   y12  x  dx   y 22  x  dx ,
r2 r2

com y1  x   3x e y 2  x   r 2  x 2 .
Logo,
r

    r 2  4x
 4x 3 2 
 
r r
V    3x  r  x
2 2 2 2
r 2
dx     r x
r2  3  r 2

 4 3  4 r
3
r  2
  .    r  r 3      r 2      r 3
 3  3 8 2   3

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30) Considere a parábola de equação y  ax 2  bx  c, que passa pelos pontos  2,5 ,


 1, 2  e tal que a, b, c formam, nesta ordem, uma progressão aritmética. Determine a
distância do vértice da parábola à reta tangente à parábola no ponto  2,5  .

Resolução:
Se a parábola passa pelos pontos  2,5 e  1, 2  , então
a  22  b  2  c  5  4a  2b  c  5
a   1  b   1  c  2  a  b  c  2
2

Se a, b, c formam, nesta ordem, uma progressão aritmética, então


2b  a  c  a  2b  c  0.
Resolvendo o sistema formado pelas três equações obtidas, temos:
4a  2b  c  5  i 
  ii 
a  b  c  2

a  2b  c  0  iii 
Subtraindo (iii) de (ii), vem: b  2.
Subtraindo (ii) de (i), vem: 3a  3b  3  a  b  1.
Substituindo b  2 nessa última igualdade, temos: a  2  1  a  1.
Substituindo a  1 e b  2 em (ii), vem:  1  2  c  2  c  5.
Assim, a equação da parábola é y   x 2  2x  5.
2
O vértice da parábola tem abscissa x V    1 e ordenada yV  12  2 1  5  6,

2  1 
então V  1, 6  .
A derivada de y   x 2  2x  5 é y '  2x  2. Logo, o coeficiente angular da reta t
tangente à parábola no ponto  2,5 é y '  2  2  2  2.
Seja y  2x  k a equação da reta t e sabendo que ela passa no ponto  2,5 , então
5  2  2  k  k  9. A equação geral da reta t será y  2x  9  2x  y  9  0.
Portanto, a distância do vértice V  1, 6  da parábola à reta tangente t : 2x  y  9  0 é
2 1  6  9 1 1 5
d  V, t      .
22  12 5 5 5

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