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A GRAMÁTICA

Jorge Miranda
índice
O advérbio p áginas 3 e 4
O particípio passado páginas 5 e 6
Voz activa e voz passiva página 7
Relação semântica entre as palavras página 8 e 9
Articuladores/ conectores do discurso página 10
Transposição do discurso directo para o discurso indirecto página 11
Campo lexical e campo semântico página 12
Acronímia, amálgama e sigla página 13
Paratextos página 1 4
Deíticos p ágina 15
Lexema, morfema e palavra p ágina 16
Anáfora, Catáfora e Co-referência pág ina 17
O sujeito página 18

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06 – Advérbio Jorge Miranda
• ADVÉRBIO — palavra invariável em género e número, apresentando características morfológicas, sintácticas e semânticas bastante variáveis.
• exs.:
• (i) A Joana faz facilmente essa prova. — advérbio invariável.
• (ii) A Joana faz facilimamente essa prova. — advérbio sujeito a variação em grau.
• 2.1 Locução Adverbial — sequência de duas ou mais palavras invariáveis que apresentam a distribuição e o comportamento de um advérbio.
• Têm, normalmente, a seguinte estrutura:
• a) Preposição + Nome = com certeza, sem dúvida.
• b) Preposição + Adjectivo = de novo, em breve.
• c) Preposição + Advérbio = em cima, por perto.
• SUBCLASSE DOS ADVÉRBIOS
• - advérbio de negação — subclasse dos advérbios que pode funcionar como modificador do grupo verbal (i) ou de um constituinte do grupo verbal
(ii). A tradição gramatical considera “não” como o único advérbio de negação.
• exs.:
• (i) O João não foi ao cinema.
• (ii) O João comprou à Ana não flores mas livros.
• - advérbio adjunto — subclasse dos advérbios que pode ser núcleo de grupos verbais com a função sintáctica de complementos adverbiais (i) ou
modificadores adverbiais (ii).
• Os advérbios adjuntos podem ser afectados por processos de interrogação (iii) e negação (iv), ao contrário dos disjuntos o conectivos.
• exs.:
• (i) A escola dos teus filhos [ fica ali].
• (ii) O teus filhos [ dormem ali].
• (iii) É ali que fica a escola dos teus filhos? // É ali que dormem os rapazes?
• (iv) A escola dos teus filhos não fica ali. // Os rapazes não dormem ali.
• advérbio adjunto de tempo — subclasse dos advérbios adjuntos que introduz uma informação temporal.
• exs.:
• (i) A festa de anos do Zé [ é amanhã].
• (ii) A mãe [[ vai comprar o presente] [amanhã]].
• amanhã, ainda, agora, antes, breve, cedo, depois, então, hoje, já, jamais, nunca, logo, ontem, outrora, sempre, tarde…advérbio adjunto de lugar —
subclasse dos advérbios adjuntos que introduz uma ideia relativa a lugar.
• exs.:
• (i) A Rita [mora ali].
• (ii) A Rita [[ falou ao Pedro] [ali].
• abaixo, acima, adiante, aí, ali, além, aquém, aqui, atrás, através, cá, defronte, dentro, detrás, fora, junto, lá, onde, longe, perto…advérbio adjunto de
modo — subclasse dos advérbios adjuntos que introduz uma informação relativa ao modo.
• exs.:
• (i) O João [ portou-se bem] [ esta noite].
• (ii) O João [[dormiu] [bem] [esta noite]].
• (iii) O João [[falou] [naturalmente]].
• assim, bem, debalde, depressa, devagar, mal, melhor, pior… e muitos advérbios terminados em –mente: amavelmente, lentamente…

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06 – Advérbio Jorge Miranda
• advérbio disjunto — subclasse dos advérbios que funcionam como modificadores da frase.
• exs.:
• (i) Naturalmente este foi o melhor espectáculo da temporada.
• (ii) Francamente a Ana tem de ganhar juízo.
• certamente, efectivamente, realmente, naturalmente, possivelmente, provavelmente, felizmente, infelizmente, francamente,
obviamente…advérbio conectivo — subclasse de advérbios que tem a função primária de estabelecer a conexão entre elementos
frásicos.
• exs.::
• (i) Alguns alunos desta turma, nomeadamente o Pedro e a Ana, estão de parabéns.
• (ii) Primeiro tirei os livros, depois afastei as estantes, finalmente apliquei o verniz.
• assim, contrariamente, consequentemente, depois, especificamente, finalmente, melhor, nomeadamente, primeiramente, primeiro,
seguidamente, segundo…
• EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO
• Classifique os advérbios sublinhados:
• Naturalmente, a Joana veio à reunião.
• A Joana procedeu naturalmente nessa reunião.
• Nem sempre se trabalhou assim ali.
• A investigação acabou ontem.
• Os alunos da turma, contrariamente ao previsto, reagiram bem.
• O núncio apostólico reagiu cristãmente.
• Eficazmente, os empregados limparam rapidamente a sala.
• Não parou no semáforo, consequentemente transgrediu voluntariamente.
• RESPOSTAS
• 1.
• 2.
• 3.
• 4.
• 5.
• 6.
• 7.
• 8.

• Trabalho produzido de acordo com a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário.

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10 – O particípio passado Jorge Miranda

• Utiliza-se:
• nos tempos compostos;
• na voz passiva.
• Há verbos com duas formas:
• fraca ou regular;
• forte ou irregular.
• Forma fraca ou regular utiliza-se nos tempos compostos (voz activa), com os auxiliares TER e HAVER.
• EXEMPLOS
• A princesa tem gastado uma fortuna.
• A mãe tem expressado a sua preocupação nas suas observações.
• Não tinha acendido o cigarro.
• Dois dias depois, ninguém havia entregado a encomenda.
• Não têm entregado as encomendas.
• O veterinário tem matado alguns cães com raiva.
• A polícia tem prendido estudantes.
• A velocidade tem matado muitas famílias.
• Os bracarenses haviam elegido o património como primeira preocupação.
• A actriz tem-se fartado de passear.
• Os pais têm juntado pouco dinheiro.
• O juiz tinha inquietado o réu.
• Quando chegou, tinha limpado o carro.
• Forma forte ou irregular utiliza-se na voz passiva e com o verbo ESTAR.
• EXEMPLOS
• Muito dinheiro foi gasto pela princesa.
• O dinheiro da herança está gasto!
• Nas suas observações, está expressa a preocupação da mãe.
• Quando se deu a explosão o cigarro estava aceso.
• A encomenda foi entregue com atraso.
• O cão foi morto pelo veterinário.
• Muitos estudantes têm sido presos pela polícia.
• Muitas famílias têm sido mortas pela velocidade.
• O património foi eleito como primeira preocupação pelos bracarenses.
• A actriz está farta de passear.
• Pouco dinheiro tem sido junto pelos pais.
• O réu estava inquieto.
• O carro acabara de ser limpo, quando ela chegou.

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10 – O particípio passado Jorge Miranda

Quadro da pág. 223 da Gramática prática do português, M. Olga Azevedo e outros, Lisboa Editora, 2006

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11 – Voz activa e voz passiva Jorge Miranda

1. Os turistas visitaram a cidade


2. A cidade foi visitada pelos turistas
Como já sabes as frases 1. e 2. são de tipo declarativo, mas a primeira tem forma
activa e a segunda, forma passiva. Na frase 1. a acção é praticada pelo sujeito Os
turistas; na frase 2. corresponde-lhe o agente da passiva — nome precedido
geralmente pela preposição por.
Repara na esquematização:
Os turistas visitaram a cidade. — frase activa

A cidade foi visitada pelos turistas. — frase passiva

Concluis, assim, que da frase 1. para a frase e 2. se operaram transformações:


• o complemento directo da primeira frase passa a sujeito da segunda;
• o sujeito da primeira passa para complemento agente da passiva da segunda;
• a forma verbal visitaram, na voz activa, passa para a voz passiva —
transformação passiva.
O verbo auxiliar da voz passiva é o verbo ser; o verbo principal da voz passiva está
no particípio passado, que concorda em género e número com sujeito.

Só os verbos transitivos directos podem sofrer a transformação passiva.


Além deste processo, é ainda possível dar forma passiva a uma frase através do recurso
ao se passivo Nesse caso, o agente da passiva não vem expresso.

Adaptado da Gramática prática do português, M. Olga Azevedo e outros, Lisboa Editora, 2006
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14 – Relação semântica entre as palavras Jorge Miranda

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14 – Relação semântica entre as palavras (conclusão) Jorge Miranda

MERÓNIMOS/ HOLÓNIMOS (Merónimo é a


palavra cujo significado constitui uma parte do
significado total da outra palavra, denominando-se
esta holónimo.)
Exemplo: dedo é merónimo de mão;
mão é merónimo de braço;
braço é então holónimo de mão e
dedo.
A meronímia é uma relação semântica não
simétrica entre os significados de duas palavras
dentro do mesmo campo semântico.
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15 – Articuladores/ conectores do discurso Jorge Miranda

Adição e• pois• além disso• e ainda• não só... mas também• por um lado... por
outro Certeza é evidente que• certamente• decerto• com toda a certeza•
naturalmente• evidentemente Conclusão portanto• logo• enfim• em conclusão•
concluindo• em suma• finalmente• consequentemente Dúvida talvez• é
provável• é possível• provavelmente•possivelmente•porventura
Esclarecimento (não) significa isto que• quer isto dizer• não se pense que•
com isto (não) pretendemos Fim para• para que• com o intuito de• a fim de• a
fim de que• com o objectivo de Causa pois• pois que• porque• por causa de•
dado que• já que• uma vez que• porquanto• visto que Consequência por tudo
isto• de modo que• tanto… que• de tal forma que• portanto Chamada de
atenção note-se que• atente-se em• repare-se• veja-se• constate-se Ênfase
efectivamente• com efeito• na verdade• como vimos Exemplo por vezes• ou
antes• neste caso• por exemplo• isto é• como se pode ver• é o caso de• é o
que se passa com Hipótese/Condição se• a não ser que• a menos que•
supondo que• admitindo que• salvo se• excepto Ligação espacial ao lado•
sobre• à esquerda• no meio• naquele lugar• o lugar onde Ligação temporal
após• antes• depois• em seguida• seguidamente• até que• quando Opinião a
meu ver• estou em crer que• em nosso entender• parece-me que Oposição/
Restrição mas• apesar de• no entanto• porém• contudo• todavia• por outro
lado Reafirmação/Resumo por outras palavras• ou melhor• ou seja• em
resumo• em suma Semelhança do mesmo modo• tal como• assim como• pela
mesma razão• como.

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16 –Transposição do discurso directo para o discurso indirecto Jorge Miranda

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17 – Campo lexical e campo semântico Jorge Miranda

CAMPO LEXICAL
Conjunto de palavras que remetem para um campo
conceptual comum (âmbito /realidade específica)
Exs.: Falando de escola, recorreremos a palavras como:
carteira, quadro, campainha, salas de aula, livros,
canetas, lápis, cadernos, testes, exames, propinas…

CAMPO SEMÂNTICO
Campo de utilização/significação em que uma palavra
pode ocorrer.
Exs.: O campo semântico de palavra: palavra de honra,
fugir à palavra, homem sem palavra, já deu a sua
palavra, não teve palavras, tomou a palavra, palavra a
palavra, palavras cruzadas, palavra de Deus, palavra
puxa palavra, medir as palavras, numa palavra, passar a
palavra, ter o dom da palavra…
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19 – Acronímia e amálgama Jorge Miranda
Designam processos morfológicos de formação de novas unidades lexicais (palavras).
Acronímia – formação a partir da redução de unidades lexicais a letras para ser mais fácil a
sua memorização, resultando uma palavra pronunciada normalmente.
EX: Ovni = Objecto voador não identificado.
Fenprof = Federação Nacional de Professores;
Ami = Assistência Médica Internacional.

Amálgama – formação a partir de duas unidades lexicais truncadas:


EX: informática = informação + automática;
cibernauta = cibernética + astronauta;
biónica = bio+electrónica.

Não confundir com sigla – que consiste na simplificação/ redução de uma ou mais
palavras às suas letras iniciais:
EXS: BE = Bloco de Esquerda;
SLB = Sport Lisboa e Benfica;
APP = Associação dos Professores de Português;
ADMA = Assistência na Doença para os Militares da Armada;
CCB = Fundação Centro Cultural de Belém.
As siglas podem ser compostas com letras e números:
EXS: GRDEPE1ºCEB = Gabinete de Recrutamento de Pessoal Docente do Ensino
Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico;
AMF2005 = Ano Mundial da Física 2005.

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20 – Paratextos Jorge Miranda
• Designa todo o tipo de enunciados que enquadra um texto.
• São paratextos o título, o subtítulo, o índice, o prefácio, o posfácio, a bibliografia, as notas
de rodapé.
• Alguns paratextos (prefácio, posfácio, notas de rodapé) podem não ser da responsabilidade do
autor do texto.

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21 – DEÍTICOS

São as palavras que funcionam como apontadores no discurso (substituindo assim os gestos da
oralidade), denunciando o papel dos participantes (pessoal), o tempo (temporal) e o espaço
(espacial) dos intervenientes da enunciação. Normalmente é assegurada por pronomes pessoais,
pronomes e determinantes possessivos, demonstrativos, artigos, advérbios de lugar e tempo, os
tempos verbais e ainda alguns lexemas ("ir"/"vir"; "chegar"/ "partir"…). Fala-se de referência deíctica
quando a construção do discurso de uma expressão depende do conhecimento dos intervenientes
das coordenadas enunciativas.
DEIXIS PESSOAL
Define os papéis dos intervenientes no acto comunicativo, através da pessoa gramatical
(pronomes pessoais, possessivos e flexão verbal).
Perceba-se, para melhor compreensão, que a primeira pessoa denuncia o falante, enquanto a
segunda pessoa se refere ao/s interlocutor/es.
•Ex:(1) Não te vires. – o interlocutor (te) só pode ser identificado pelo emissor.
DEIXIS TEMPORAL
Assegurada através dos tempos verbais e das locuções adverbiais temporais, determina o tempo
da enunciação, marcando valor de anterioridade (1), simultaneidade (2) ou posteridade (3).
•Ex:(1) Chegou ontem.
(2) Agora escrevo.
(3) Inscreverei o João na música.
DEIXIS ESPACIAL
Define a localização espacial de objectos ou indivíduos, a partir de um ponto de referência.
Assegurada por advérbios e locuções adverbiais de lugar (por ex. aqui, aí, ali, cá, lá) e os
demonstrativos.
Ex: Desliga-me essa televisão. – essa indica um objecto que se encontra próximo do interlocutor.

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22 – LEXEMA, MORFEMA e PALAVRA

LEXEMA – é a parte invariável em todas as combinações possíveis da palavra, unidade


indivisível (sem ser no plano fonológico).
Exs: O lexema PART- pode actualizar-se sob a forma das seguintes unidades lexicais :
- PARTIR = inf ; v. partir .
- PARTO = 1ª. Pessoa do singular do presente do indicativo do verbo partir.
- PARTO = nome masculino do singular.
- PARTOS = nome masculino do plural.
- PARTURIENTE = nome feminino do singular.
MORFEMA LEXICAL – são as unidades mínimas portadoras de sentido a que se ligam
a morfemas gramaticais.
Exs: finalmente – morfema lexical a negrito.
Infelizmente – morfema lexical a negrito.
MORFEMA GRAMATICAL – é a parte que denuncia as relações gramaticais (variação
em grau, número, tempo…) com a unidade lexical a que se liga.
Exs: -aria ; -amos…
cant –arei , cant –aria, canto –s, paz –es, alt –íssimo – morfemas gramaticais a
negrito.
PALAVRA – é o elemento linguístico que se utiliza a nível do discurso; é constituído por
um (o, a) ou mais fonemas (um, mar, senhora), pertencendo a uma categoria
gramatical (nome, adjectivo, advérbio,…).

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23 – Anáfora, catáfora e co-referência

ANÁFORA – quando a interpretação de uma palavra ou expressão – termo


anafórico, depende de outra anterior – o antecedente.
• Exs: (1) O António tem faltado às aulas. Encontrei-o no cinema ontem à noite.
(2) Comprei alface para o almoço. O vegetal tem de ser muito bem
lavado.
(3) O carro não está estimado. Os bancos estão todos rotos.
Nota – Enquanto no exemplo (1) e (2) os termos anafóricos designam a
mesma entidade – com co-referência (em (1) o termo anafórico -o retoma o
valor referencial do grupo nominal antecedente – O António; em (2) o termo
anafórico O vegetal retoma o valor referencial do grupo nominal antecedente –
alface[1]), no exemplo (3) dizemos ser um caso de anáfora sem co-referência já
que o termo anafórico Os bancos não aponta para a mesma entidade, embora se
mantenha a relação anafórica com o sintagma nominal que funciona como
antecedente (O carro)[2].

CATÁFORA – tipo particular de anáfora em que o termo anafórico vem antes


do antecedente, de quem depende para ser interpretado.
• Ex: (1) A Maria Isabel olhou-o e anunciou:
- Pai, vou casar!

[1] Estabelecendo uma relação de hiponímia/ hiperonímia : alface/ vegetal (ver página 8).
[2] Estabelecendo uma relação de meronímia/ holonímia : bancos/ carro (ver página 9).

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27 - O sujeito

Parte da oração que controla a concordância verbal; pode ser constituído por um grupo nominal
(1) ou por uma frase (2).
exs.: (1) O João comeu os bolos.
(2) É importante que se cumpra o código da estrada.
SUJEITO SIMPLES/ SUJEITO COMPOSTO
O sujeito simples é constituído por um grupo nominal (1) ou por uma frase(2); o sujeito
composto é formado por vários grupos nominais (3) ou frases (4), ligados por coordenação.
exs.: (3) O Manuel e o João foram ao cinema.
(4) Quem sabe gerir os seus recursos e tem inteligência é bem sucedido.
SUJEITO NULO
Sem realização lexical (5), (6) e (7).
exs.: (5) Mastigas muito a comida.
(6) Sentem-se frustrados.
(7) Vende-se tabaco em todo o lado.
(8) Diz-se que não se demitirá.
(9) Anoiteceu muito tarde.
(10) Faz hoje cem anos que nasceu Miguel Torga.
SUJEITO NULO SUBENTENDIDO
Sujeito nulo que pode ser determinado pelo contexto: (5) [Tu] Mastigas… e (6) [Eles/elas]
Sentem-se… .
SUJEITO NULO INDETERMINADO
Sujeito nulo que pode ser substituído por Há pessoas que… ou Há quem… (7) e (8).
SUJEITO NULO EXPLETIVO
Sujeito nulo de verbos impessoais (9) e (10).

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