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Maiores Filósofos da História: Resumo

aula de filosofia sobre os maiores filósofos

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UNIDADE ESCOLAR PROFª JUDITH ALVES SANTANA

DICIPLINA: FILOSOFIA

ENSINO MÉDIO

OS MAIORES FILÓSOFOS DA HISTÓRIA

Preparamos uma lista com alguns dos filósofos mais importantes da história. Esses pensadores foram autores
de obras que influenciaram o pensamento e toda a cultura ocidental.

[Link] de Mileto

Tales (c. 624-546 a.C.) nasceu na cidade de Mileto, na Grécia antiga. Tales é considerado o primeiro filósofo.
Sua obra tem como objetivo buscar explicações racionais para o universo, dando início à filosofia.

Se dedicou também à matemática, criando o teorema que leva seu nome (Teorema de Tales), no qual
demonstra relações de proporcionalidade de um feixe de retas paralelas cortadas por transversais.

Na filosofia, a busca pela essência do universo (physis), fez com que ele definisse a água como elemento
primordial que constitui tudo aquilo que existe na natureza.

2. Heráclito

Heráclito de Éfeso (540-470 a.C.), o Obscuro, foi um filósofo grego que desenvolveu sua filosofia tomando
como base o tempo.

De acordo com Heráclito, todas as coisas estão situadas no tempo e, desse modo, tudo está em movimento,
tudo está em constante modificação. O que é novo, envelhece; o que está vivo, morre; a semente vira árvore;
o bebê vira um idoso.

Assim, o mundo só pode ser compreendido a partir dessa condição chamada de devir. O devir é a condição
de tudo o que existe, de tudo que há na natureza e está em constante transformação.

Assim, diferente de Tales, o filósofo escolheu o fogo como elemento primordial por ser um elemento que
transforma tudo aquilo que toca e, para ele, todas as coisas se modificam porque possuem o fogo em sua
composição.

3. Parmênides

Parmênides de Eleia (530-460 a.C.) desenvolveu seu pensamento em oposição ao pensamento de Heráclito.
Para ele, o movimento é uma ilusão causada pelos sentidos. Na verdade, nada muda, tudo permanece.

Em outras palavras, a essência das coisas é permanente, não sofre ação do tempo. Parmênides afirma que
se as coisas não possuíssem uma permanência e mudassem o tempo todo, nada poderia ser conhecido e o
conhecimento seria impossível.

Para Parmênides, tudo o que pode ser pensado existe, já que não se pode pensar no não-ser. Não é possível
pensar naquilo que não existe. Assim, a mudança seria falsa, baseada na ideia do que é (ser) se modificando
para aquilo que não é (não-ser).

A principal obra de Parmênides é Fragmentos, uma coletânea de partes recuperadas de seus escritos.

4. Sócrates

Sócrates (469-399 a.C.), apesar de não ser o primeiro filósofo, é conhecido como o “pai da filosofia”.

Foi responsável por uma mudança no modo de fazer filosofia. Dedicou-se a pensar sobre as relações
humanas e a refletir sobre as condições do próprio pensamento.
Essa transformação rompeu com a jovem tradição da filosofia que era dedicada à compreensão da natureza
e do universo.

Com isso, Sócrates inaugurou o período antropológico da filosofia - o conhecimento sobre o ser humano,
fazendo a transição do período anterior chamado de cosmológico - conhecimento sobre o cosmos (universo).

Para Sócrates, o conhecimento das pessoas, mesmo os sábios, era parcial, já que era baseado na opinião e
e na autoridade daqueles que se diziam sábios, e não no pensamento racional.

Por sua atitude crítica em relação ao conhecimento, por questionar e enfurecer os poderosos de Atenas,
Sócrates foi condenado à morte, acusado de atentar contra os deuses gregos e corromper a juventude de
ateniense. O julgamento de Sócrates está descrito no livro A República, de Platão.

Nenhuma obra de Sócrates foi escrita, ele acreditava que a escrita engessava o pensamento e que a
verdadeira filosofia se fazia a partir da reflexão.

Assim, tudo o que se sabe sobre o pensamento socrático é mediado por seus críticos, como Aristófanes e
seus discípulos Xenofonte e, principalmente, Platão.

Alguns estudiosos questionam se, de fato, Sócrates existiu ou é uma junção de diversas pessoas da época
ou um personagem criado para personificar e exemplificar algumas ideias.

5. Platão

Platão foi o principal discípulo de Sócrates, seu pensamento é um dos pilares da cultura ocidental.

As teorias desenvolvidas por Platão, sobretudo, seu mundo das ideias - a distinção entre aparência e essência
- definem o pensamento e a alma como sendo superiores aos sentidos e o corpo.

Assim, Platão cria o seu chamado dualismo, divisão do mundo em dois, entre o mundo das ideias e o mundo
sensível:

• Mundo das Ideias (mundo inteligível) - Lugar onde residem as ideias, as essências das coisas, que só
podem ser conhecidas através da razão. Lugar da alma, da pureza e da verdade.
• Mundo Sensível - Lugar das imitações das ideias, onde residem as coisas que são conhecidas através
dos sentidos. Lugar do corpo, do erro e da opinião.

Platão, por influência de Sócrates, escreveu suas obras em forma de diálogo, suas principais obras são:

• A República • Górgias
• O Banquete • Teeteto
• Fédon • Timeu

6. Aristóteles

Aristóteles foi um discípulo crítico de Platão. O filósofo tornou-se muito conhecido no mundo antigo, tornando-
se até mesmo professor do imperador Alexandre, o Grande.

A produção de Aristóteles é muito vasta, seus escritos possuem como temas: ética, política, lógica, física,
poética, retórica, etc.

Diferente de Platão, Aristóteles afirmava que o conhecimento tem início nos sentidos, mas que podem evoluir
ao pensamento racional.

Seus escritos sobre a política afirmam que os seres humanos são determinados pela natureza a viver em
sociedade.

Assim, para Aristóteles, fazer política é o que diferencia o ser humano dos outros animais.
No campo da ética, o filósofo acreditava que o objetivo da vida humana era a felicidade e o Bem, que só
poderia ser alcançado através do conhecimento e da prática das virtudes.

Aristóteles contribuiu também para o desenvolvimento da lógica como "um instrumento para o correto pensar",
ainda hoje, a lógica aristotélica é base para o conhecimento científico.

Principais obras de Aristóteles:

• Política • Ética a Nicômaco


• Poética • Organon

7. Santo Agostinho

Agostinho de Hipona (354-430 d.C) foi um importante pensador da filosofia cristã desenvolvida na Idade
Média.

O filósofo buscou unir a tradição da filosofia grega desenvolvida em um período politeísta, no qual se
acreditava em muitos deuses, com a religião cristã, monoteísta (crença em apenas um Deus).

Para isso, Agostinho de Hipona, tomou como base o pensamento de Platão. A distinção feita por Platão entre
aparência (falsa) e essência (verdadeira) e a compreensão da alma como sendo superior e mais pura que o
corpo serviu de base para o desenvolvimento da doutrina cristã.

Assim, a busca pela verdade através da razão, encontrada no pensamento de Platão, tornou-se a busca pelo
conhecimento baseado na fé de Santo Agostinho.

O filósofo é o grande representante de um período da filosofia chamado de "patrística", por ser desenvolvida
pelos padres da Igreja.

Principais Obras de Santo Agostinho:

• Confissões (400 d.C.)


• A Cidade de Deus (426 d.C.)

8. São Tomás de Aquino

Tomás de Aquino (1225–1274) foi o principal filósofo do período da filosofia escolástica. Assim como
Agostinho de Hipona que resgatou o pensamento de Platão e ligou à religião cristã, Tomás de Aquino
fundamentou sua filosofia cristã no pensamento de Aristóteles.

Ao longo de sua obra, o filósofo buscou criar fundamentações lógicas para a fé cristã. A união entre a lógica
e a fé é uma marca importante do período podendo ser vista na obra Cinco provas da existência de Deus.

A principal obra de São Tomás de Aquino é a Suma Teológica. (1273).

9. Maquiavel

O filósofo Maquiavel marca o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.

Sua obra principal, o livro O Príncipe, é uma revolução no pensamento sobre a política. Nele, o filósofo separa
a concepção tradicional da moral que orienta as ações dos indivíduos da razão que deve orientar as ações
dos governos.

O que pode ser compreendido como bom e uma qualidade de um indivíduo pode ser mal e representar uma
fraqueza para o príncipe. Ao pensamento de Maquiavel é atribuída a frase que afirma que “os fins justificam
os meios”.

A principal obra de Maquiavel é O Príncipe (1532).


10. Descartes

O filósofo René Descartes (1596–1650) é conhecido como o “pai do pensamento moderno”. É com Descartes
que o pensamento racional atinge o patamar de superioridades a outras formas de compreensão e assim
inaugura a corrente do racionalismo.

Desenvolveu um método (método cartesiano) que serviu de base para o desenvolvimento da ciência. O
método cartesiano se fundamenta em quatro etapas:

• Verificar - observar se aquilo o que se pretende estudar é real.


• Analisar - desmembrar o objeto a ser conhecido em partes simples de serem compreendidas.
• Sintetizar - reagrupar os conhecimentos obtidos em um todo verdadeiro e essencial.
• Enumerar - definir e concluir todo o conhecimento que pode ser extraído do objeto estudado.

A Principal obra de Descartes é o Discurso do Método (1637). Nela, o filósofo desenvolve o princípio da dúvida
como método para o conhecimento (dúvida metódica).

Descartes busca algo de concreto que possa servir de base para o conhecimento e, assim, duvida de tudo o
que possa existir até chegar na certeza fundamental: o cogito.

O cogito ("penso, logo existo") é o fundamento para todo o conhecimento, tudo o que existe pode ser
questionado, menos que se pode duvidar. Para duvidar de algo é preciso pensar e para pensar é necessário
existir.

11. Locke

John Locke (1632–1704) é conhecido como o ‘pai do liberalismo’, definiu que o direito à propriedade é um
direito natural dos seres humanos.

O filósofo, de base empirista, criou a teoria do ser humano como tábula rasa, uma folha em branco que vai
sendo preenchida através de suas experiências de vida. A experiência torna-se base para o pensamento e
ponto de partida para o conhecimento.

Também foi responsável pelo desenvolvimento da teoria das leis e do surgimento do Estado. Para Locke, os
seres humanos vivem em comunidade e essa experiência partilhada é fonte de litígios, disputas entre as
pessoas, essas disputas só podem ser resolvidas por um terceiro elemento que possa agir como juiz.

Assim, o Estado surge como regulador da sociedade, como garantidor da liberdade e dos direitos
fundamentais, sobretudo, o direito à propriedade privada. Os indivíduos firmam um "contrato social", no qual
passam a viver sob as regras do Estado.

Essa teoria pertence a uma corrente de pensamento chamada de contratualismo.

A Principal obra de John Locke é o Ensaio Acerca do Entendimento Humano (1689).

12. Kant

Immanuel Kant (1724–1804) é um dos principais filósofos da Idade Moderna. Ele buscou criar uma revolução
do conhecimento filosófico assim como Copérnico havia realizado com a física.

Influenciado pelas ideias do iluminismo, demonstrou a importância da educação e para o esclarecimento e a


autonomia moral dos indivíduos.

Para isso, Kant buscou unir as concepções empiristas e racionalistas e criar uma nova compreensão sobre a
razão e os limites do conhecimento humano.

No campo da Ética, Kant buscou fundamentar a moral na própria razão, não mais em agentes externos como
a religião e criar regras para o seu desenvolvimento.

Principais obras de Immanuel Kant:


• Crítica da Razão Pura (1781) • Crítica da Razão Prática (1788)
• Fundamentação da Metafísica dos • Crítica da Faculdade do Juízo (1790)
Costumes (1785)
13. Hegel

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770–1831) foi um filósofo idealista alemão. É considerado um marco da
filosofia moderna e uma influência para todo o pensamento posterior.

Seu pensamento é centrado na figura do ser, o sujeito, que compreende a si e a tudo o que existe através de
sua estrutura dialética: tese, antítese e síntese:

• Tese: aquilo que é dito ou pensado.


• Antítese: o oposto da tese.
• Síntese: união entre os opostos e formação de uma nova tese.

A Principal obra de Hegel é a Fenomenologia do Espírito (1807)

14. Nietzsche

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um pensador alemão que se dedicou a criticar duramente a tradição
filosófica e a cultura ocidental, sobretudo, a moral judaico-cristã.

Boa parte de sua obra se desenvolve através de aforismos, frases curtas que transmitem uma ideia ou
preceito, talvez isso faça com que o autor possua muitas frases conhecidas.

Para o filósofo, a cultura judaico-cristã é a negação da vida por estar fundamentada na morte e no desprezo
ao corpo.

Sua filosofia buscou valorizar o ser humano tal como ele. Nietzsche a firma a necessidade do indivíduo superar
a si próprio, rompendo com as amarras da "moral de rebanho", como chamou a moral cristã.

Essa superação levaria o ser humano a se tonar o super-homem ou o além do homem (übermensch, em
alemão) e “viver a vida como uma obra de arte”.

Principais obras de Friedrich Nietzsche:

• O Nascimento da Tragédia (1872) • Assim Falou Zaratustra (1883)


• Humano, Demasiado Humano (1878) • Para Além do Bem e do Mal (1886)
• Gaia Ciência (1882) • Genealogia da Moral (1887)

15. Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir (1908–1986) foi uma filósofa feminista do existencialismo francês. Seu livro, O Segundo
Sexo, é uma das principais obras do século XX. Nele, a filósofa desenvolve uma teoria crítica da sociedade
que nega a mulher como sujeito.

Para ela, na perspectiva tradicional, o homem é tomado como o ser humano universal, enquanto a mulher é
empurrada para uma condição de subalternidade, como o outro, o não-homem, o segundo sexo.

Com isso, a autora reforça a ideia existencialista de que as mulheres, enquanto seres humanos, não possuem
uma essência predeterminada. É a partir da experiência que constroem o seu próprio ser.

Principais obras de Simone de Beauvoir:

• A Ética da Ambiguidade (1947) • A Força da Idade (1960)


• O Segundo Sexo (1949) • A Força das Coisas (1963)
• Memórias de uma Moça Bem-
comportada (1958)

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