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Caso Clínico: Gestação e Zika Vírus

Caso clínico acadêmico medicina

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CENTRO UNIVERSITÁRIO ATENAS – UNIATENAS

CAMPUS VALENÇA
MEDICINA

ANA JÚLIA SANTOS DANTAS

THAYS KAWANA MACEDO

HANNAH THAINA R GOMES

SÁVIO AZEVEDO D. VILELA

LARISSA SILVA XAVIER

ANA CAROLINA F. CORTES

BASES MORFOFUNCIONAIS (EMBRIOLOGIA)

VALENÇA
2024
ANA JÚLIA S. DANTAS

THAYS KAWANA MACEDO

HANNAH THAINA R GOMES

SÁVIO AZEVEDO D. VILELA

LARISSA SILVA XAVIER

ANA CAROLINA F. CORTES

CASO CLÍNICO SARA

Construção de caso clínico para


desenvolvimento gestacional até a 4ª
semana ao Centro Universitário Atenas –
UNIATENAS– Campus Valença, para a
disciplina de Bases Morfofuncionais
(embriologia).
Orientadora: Profª. Ma. Marilane
Andrade Pereira.

VALENÇA

2024
SUMÁRIO

1 CASO CLÍNICO...........................................................................................................................

2 CONCLUSÃO..........................................................................................................................3
1. CASO CLÍNICO SARA

Sara, 17 anos, negra, filha de Antônio Carlos (45 anos) e Jandira (40
anos) estudante da escola estadual Antônio Carlos, moradora da zona
urbana de Paracatu em casa de alvenaria com três cômodos, não possui
banheiro, utilizado latrina no quintal de sua casa, não há acesso à
saneamento básico e consome água retirada do poço artesiano do vizinho,
não possui renda, apresenta o catolicismo como religião e frequenta a igreja
aos domingos. Todavia iniciou um relacionamento instável que logo acabou.
Devido ao aparecimento de um conjunto sintomatológico persistente de
náuseas e vômitos na instituição de ensino frequentada, além de atraso
menstrual, foi aconselhada por sua amiga Júlia a comprar um teste de
farmácia, o qual confirmou sua gravidez inesperada.
Apresenta histórico familiar conflituoso devido as baixas condições
financeiras e de moradia quanto a chegada de um bebê a tal contexto.
Na manha de quarta-feira, procurou a Unidade Básica de Saúde
(UBS) do seu bairro acompanhada de sua mãe, Jandira, após 2 dias
sentindo dores nas articulações, fraqueza e mediante percepção de
vermelhidão nos olhos. Foi recebida pela enfermeira Rita, que é amiga de
sua mãe, que fez o acolhimento e suspeitou de infecção pelo vírus Zika.
Posterior à verificação dos sinais vitais e antropométricos, constatou-se:
• Pressão arterial: 120x80 mmHg, confirmada após 30 minutos de repouso;
•Peso: 60 quilogramas;
•Altura 1,70m ;
•IMC: 20,76;
• Frequência cardíaca: 100 bpm;
•Frequência respiratória: 20 irpm.
- "Sara você está com sintomas de Zika, irei te encaminhar para o
nosso clínico geral, Dr. Pedro"
Durante a consulta com Dr. Pedro, há repetição da checagem de
parâmetros vitais e solicitação de exames, incluindo um teste rápido para
Zika vírus que, após 30 minutos, identificou o resultado positivo.
Após receber o resultado comprovando a suspeita inicial da
enfermeira Rita, Dr. Pedro retorna para uma reavaliação com a paciente.
- "Sara você esta com todos os sinais vitais ótimos e com um peso
adequado para a sua altura, porém, seu teste para infecção por Zika foi
positivado, o que eleva o período gestacional de nível normal para de alto
risco. Te encaminharei para o atendimento especializado, pois você precisa
iniciar o
Pré natal de risco intensificado, visto que seu bebê pode apresentar
alguns problemas de desenvolvimento. "
Quinze dias após a consulta com o doutor Felipe, Sara chegou para a
primeira consulta com a Drª Lívia, ginecologista obstetra da UBS de seu
bairro, onde foi recebida com gentileza e informada sobre os cuidados e os
exames frequentes que terá que fazer a partir daquele momento.
"Bom dia Sara, como você está? Olhando sua ficha, percebi que foi
diagnosticada com Zika, então te informarei sobre os riscos de
complicações que você e o seu bebê podem sofrer na gestação. De início, é
importante esclarecer que pode haver contaminação pela via placentária e,
caso exista, o vírus pode comprometer a formação do sistema nervoso fetal,
refletindo em anormalidades estruturais graves desse sistema, sendo mais
significativa, a microcefalia, que é a condição a qual a cabeça do bebê é
significativamente menor que o considerado adequado e impede o pleno
desenvolvimento cerebral, que acarretará em limitações na cognição e
habilidades da criança, porém, para além disso, há o risco de morte fetal,
insuficiência placentária, que consiste na pouca quantidade de líquido
amniótico, alterações oculares e até a restrição no crescimento intrauterino,
o que limitaria o crescimento do bebê."
Após isso a doutora encaminhou Sara para que fizesse a ultrassom
obstétrica a partir da 16ª semana, quando poderiam ser detectados os
efeitos do vírus no desenvolvimento do feto.
2. CONCLUSÃO

Portanto, diante do principal agravante do caso clínico exposto, a


contaminação da mãe pelo Zika vírus, e devido ao período embrionário o
qual se encontra, faz-se necessário o acompanhamento frequente durante
as sucessivas semanas de formação do embrião para análise,
principalmente, do seu desenvolvimento neurológico adequado. Caso não
haja nenhum tipo de alteração, ainda é imprescindível a continuidade do
monitoramento especializado e direcionado pós nascimento para verificação
de possíveis comprometimentos do sistema nervoso durante sua atuação
efetiva.

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