Instrutor: Técnico de Segurança - Joseval Lago
Coordenador: Engenheiro de Segurança do Trabalho – Marcelo Souza
CURSO DE CAPACITAÇÃO EM
CADEIRA SUSPENSA NR-18
➢ Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece
diretrizes de ordem administrativa, de
planejamento e de organização, que
objetivam a implementação de medidas de
controle e sistemas preventivos de segurança
nos processos, nas condições e no meio
ambiente de trabalho na Indústria da
Construção.
Portaria SIT n.º 313, de 23 de março de 2012
É uma norma regulamentadora do Ministério
do Trabalho que estabelece os requisitos
mínimos e medidas de proteção para o
trabalho em altura.
A Nova NR-18: Requisitos para a cadeira
suspensa
A revisão da NR-18 publicada pela Portaria SEPRT n° 3.733,
de 10 de fevereiro de 2020, manteve a exigência de
utilização da cadeira suspensa nas atividades em que não
seja possível a instalação do andaime ou de plataformas de
trabalho, o que sem dúvidas, prejudicou uma maior
aplicação de um equipamento que é utilizado em todo o
mundo, mas que como os outros equipamentos de acesso,
requer cuidados e atenção especial quanto ao projeto de seu
sistema de sustentação e da qualificação dos trabalhadores,
muito além do previsto no texto atual da NR-18.
A cadeira suspensa teve um avanço importante a partir da
revisão da NR-18 em 1995 e posteriormente com a
introdução da possibilidade de sustentação do
equipamento por meio do cabo de fibra sintética (corda)
em 2002. Porém, ainda há inconsistências em relação a
forma de como são interpretadas as exigências de
utilização e ao desrespeito aos projetos de montagem do
sistema de sustentação, ou seja, a estrutura que será
conectado o cabo de sustentação, que poderá ser a corda
ou o cabo de aço.
A interpretação da NR-18 acaba sendo equivocada quando o
atual item 18.15.49 é lido isoladamente ao caput do item
18.15. Andaimes e Plataformas de Trabalho, principalmente
quanto às exigências do dimensionamento dos andaimes,
da sua estrutura de sustentação e do sistema de fixação, os
quais devem ser executados por profissional legalmente
habilitado.
Além das exigências da NR-18, se esquece que a
ABNT NBR 14.751 – Equipamento de
movimentação vertical individual – Cadeira
Suspensa Manual traz também outros requisitos
técnicos para a utilização do equipamento, que na
NR-18 ainda nomeia esse equipamento como
“balancim individual”.
Dentre as questões técnicas trazidas pela ABNT
NBR 14,751 está a exigência das linhas de
sustentação da cadeira trabalharem somente na
vertical e serem feitas por meio de vigas,
afastadores ou outros dispositivos, tais como:
corrente, mosquetão ou manilha, ou seja, o
equipamento não pode ser conectado direto ao
ponto de ancoragem.
Além da questão que envolve a sustentação da
cadeira suspensa, está também a exigência de
revisão anual do equipamento pelo fabricante ou
por credenciado, ou seja, empresa que foi
qualificada pelo fabricante para a respectiva
revisão.
A partir da vigência da nova NR-18, a cadeira
suspensa continua no item de andaimes e
plataformas de trabalho, sendo que a mesma não
se desvincula das exigências de projetos dos locais
de instalação e também do sistema de sustentação
do equipamento, além de trazer a exigência de uma
carga horária mínima para o treinamento dos
trabalhadores de 16 horas, o qual entra em vigência
já no dia 11 de fevereiro de 2021.
O Anexo I da nova NR-18 exige o seguinte conteúdo
programático para o treinamento dos trabalhadores para a
utilização da cadeira suspensa: modo de operação, técnicas de
descida, tipos de ancoragem, tipos de nós, manutenção dos
equipamentos, procedimentos de segurança e técnicas de
autorresgate.
Neste sentido, é notório que no momento da contratação de
prestadores de serviços que farão uso de cadeira suspensa
nas obras, as construtoras exijam minimamente a elaboração
de projetos para instalação dos equipamentos, revisão das
cadeiras suspensas pelos fabricantes ou credenciados e o
treinamento de 16 horas.
Cadeira suspensa: plataforma
individual de trabalho
sustentada por meio de cabos,
de aço ou de fibra sintética,
movimentada no sentido
vertical.
A Cadeirinha Suspensa ou
“Balancim Individual” é um
equipamento simples, mas
que oferece muita
praticidade e segurança ao
seu usuário nos trabalhos em
altura quando atende todos
os requisitos previsto nas
normas regulamentadoras.
A cadeira suspensa simples, ou balancim individual,
somente permite a descida do profissional devido seu
mecânico mais simples. Por este motivo, ela tem
melhor preço, sendo bem mais barata.
cadeira sobe e desce para trabalho em altura
também permite que o trabalhador suba por
meio de um dispositivo de manivelas.
Uma das principais causas de mortes de
trabalhadores se deve a acidentes envolvendo
queda de pessoas e materiais em diferenças de
nível.
Cerca de 30% dos acidentes de trabalho
(excetuando-se os de transporte) ocorridos ao
ano, no Brasil, são decorrentes de quedas.
Conforme o MPT, em 2015, 23 operários
morreram vítimas de acidente no trabalho, uma
média de quase duas mortes por mês na PB.
35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda
atividade executada acima de 2,00 m (dois
metros) do nível inferior, onde haja risco de
queda.
35.3.2 Considera-se trabalhador capacitado para
trabalho em altura aquele que foi submetido e
aprovado em treinamento, teórico e prático, com
carga horária mínima de oito horas,
Trabalhador
Trabalhador
I. modo de operação;
II. técnicas de descida;
III. tipos de ancoragem;
IV. tipos de nós;
V. manutenção dos equipamentos;
VI. procedimentos de segurança;
VII. técnicas de autorresgate.
É permitida a utilização da cadeira
suspensa em quaisquer atividades em
que não seja possível a instalação de
andaimes.
•Trabalho em fachadas
•Pintura, limpeza e manutenção
•Locais confinados (silos, chaminés, etc.)
➢O CNPJ e a razão social do fabricante devem estar visíveis na
cadeira, em destaque.
➢Cabe as empresas obrigatoriamente, cuidar para que os
usuários dos equipamentos sejam adequadamente treinados e
supervisionados.
➢É proibida a improvisação de cadeira suspensa (NR 18.15.54).
➢Cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura, em
caracteres indeléveis e bem visíveis, a razão social do fabricante
ou importador, o CNPJ e o número de identificação.
➢A cadeira suspensa deve atender aos requisitos, métodos de
ensaios, marcação, manual de instrução e embalagem de acordo
com as normas técnicas nacionais vigentes..
➢O trabalhador, quando da utilização da cadeira suspensa, deve
dispor de ponto de ancoragem do SPIQ independente do ponto de
ancoragem da cadeira suspensa.
➢ a) ter sustentação por meio de cabo de aço ou cabo
de fibra sintética;
➢ b) dispor de sistema dotado com dispositivo de
subida e descida com dupla trava de segurança,
quando a sustentação for através de cabo de aço;
➢ c) dispor de sistema dotado com dispositivo de
descida com dupla trava de segurança, quando a
sustentação for através de cabo de fibra sintética;
➢ d) dispor de cinto de segurança para fixar o trabalhador na
mesma.
1. É obrigatória a observância das condições de utilização,
dimensionamento e conservação dos
cabos de aço utilizados em obras de construção, conforme o disposto
nas normas técnicas nacionais
Este texto não substitui o publicado no DOU
vigentes.
2. Os cabos de aço de tração não podem ter emendas nem pernas
quebradas, que possam vir a
comprometer sua segurança.
3. Os cabos de aço devem ter carga de ruptura equivalente a, no
mínimo, 5 (cinco) vezes a carga
máxima de trabalho a que estiverem sujeitos e resistência à tração de
seus fios de, no mínimo, 160
kgf/mm2 (cento e sessenta quilogramas-força por milímetro
quadrado).
4. Os cabos de aço devem atender aos requisitos mínimos contidos nas
normas técnicas nacionais
vigentes e permitir a sua rastreabilidade.
5. O cabo de aço e o de fibra sintética devem ser fixados por meio de
dispositivos que impeçam seu
deslizamento e desgaste.
6. O cabo de fibra sintética ou o de aço utilizado no SPIQ e aquele
utilizado para sustentação da
cadeira suspensa devem ser exclusivos para cada tipo de aplicação.
7. O cabo de aço e o de fibra sintética devem ser substituídos quando
apresentarem condições que
comprometam a sua integridade em face da utilização a que estiverem
submetidos.
8. O cabo de fibra sintética utilizado no SPIQ como linha de vida vertical
deve ser compatível com o
trava-queda a ser utilizado.
9. O cabo de fibra sintética deve ser submetido aos ensaios, realizados
pelo fabricante, conforme as
normas técnicas nacionais vigentes.
10. No manual do fabricante devem constar recomendações para
inspeção, uso, alongamento,
manutenção e armazenamento dos cabos de fibra sintética.
11. O cabo de fibra sintética deve possuir no mínimo 22 kN (vinte e dois
quilonewtons) de carga de
ruptura sem os terminais, podendo ser de 3 (três) capas ou capa e alma,
sendo proibida a utilização
de polipropileno para sua fabricação.
A análise preliminar de riscos (APR) consiste
do estudo, durante a fase de concepção,
desenvolvimento de um projeto ou sistema,
com a finalidade de se determinar os
possíveis riscos que poderão ocorrer na sua
fase operacional e saná-los para que os
mesmos não aconteçam.
a) o local em que os serviços
serão executados e seu entorno;
b) o isolamento e a sinalização no entorno
da área de trabalho;
d) as condições meteorológicas adversas;
f) o risco de queda de materiais e ferramentas;
g) os trabalhos simultâneos que apresentem
riscos específicos;
j) as condições impeditivas;
•Trabalhador não possuir a devida anuência para realizar
trabalho em altura;
•Trabalhador sem a devida qualificação para o trabalho em
altura (treinado);
•Trabalhador sem condições físicas, mentais e psicossociais;
•Ausência de sistema e pontos de ancoragem adequados;
•Ausência de supervisão;
•Ausência de EPI adequado;
•Falta de inspeção rotineira do EPI e do sistema de ancoragem;
•Ausência de isolamento e sinalização no entorno da área de
trabalho;
•Condições meteorológicas adversas (ventos fortes, chuva, calor
excessivo);
Fator de Queda é a relação entre a queda do trabalhador e o
comprimento do
talabarte que é obtido pela fórmula: hQ/CT (hQ dividido por
CT) onde:
hQ: Altura da queda
CT: Comprimento do Talabarte
Essa relação determina o quanto a queda irá impactar no
sistema de absorção de energia.
IMPORTANTE! Talabartes com comprimento superior a 90cm ,
obrigatoriamente devem ter ABSORVEDORES DE ENERGIA
POR
QUE FAZER O
TRABALHO EM ALTURA????
•Eliminar:
Trabalhar na altura do chão
•Prevenir:
Restringir o acesso e ou usar EPC
•Proteger:
Amenizar os danos da queda (usar EPI)
6.1 Para os fins de
aplicação desta Norma
Regulamentadora - NR,
considera-se Equipamento
de Proteção Individual -
EPI, todo dispositivo ou
produto, de uso individual
utilizado pelo trabalhador,
destinado à proteção de
riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a
saúde no trabalho.
NR 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos
empregados, gratuitamente, EPI adequado
ao risco, em perfeito estado de conservação
e funcionamento, nas seguintes
circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral
não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes do trabalho ou de
doenças profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção
coletiva estiverem sendo implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.
Observação:
Como observamos acima a NR 6 dá
preferencia clara ao EPC em relação ao EPI.
O EPI só deve ser indicado quando as
medidas coletivas não forem viáveis. O ideal
é fazer o máximo para evitar o trabalho em
altura
Os EPIs devem ser escolhidos
adequados aos riscos pré
identificados. Sua utilização é
obrigatória e de extrema
importância à saúde e
segurança do trabalhador.
Sua escolha deve se basear no estudo e
avaliação de riscos existentes no local de
trabalho:
Tempo de exposição ao risco;
Frequência;
Gravidade;
Condições do local de trabalho e seu entorno;
Tipos de danos possíveis ao trabalhador; e
Estrutura física do trabalhador ([Link].1 e 2).
Equipamento de proteção destinado a reter o
trabalhador em caso de queda.
O cinturão paraquedista é composto por
fitas, fivelas de ajuste, fivelas de engate,
pontos de conexão e outros elementos que
quando vestido e ajustado de forma
adequada, retém uma pessoa em caso de
queda e depois durante a suspensão.
O equipamento acompanha o trabalhador
durante a subida e descida, sem a
necessidade de ação manual. Possui função de
bloqueio automático em caso de queda. É
destinado a deslizar sobre linha de vida
apropriada e flexível confeccionada em corda
sintética ou cabo de aço, tendo sua
ancoragem fixa em um ponto acima do
sistema de segurança.
NOÇÕES BÁSICAS
DE
PRIMEIROS SOCORROS 47
47
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
Os acidentes representam um dos mais sérios problemas de
saúde pública, constituindo-se na principal causa de mortes
e invalidez entre jovens e crianças. Os acidentes destroem a
saúde, a vida e a família de milhões de pessoas.
A NECESSIDADE DO TREINAMENTO EM
PRIMEIROS SOCORROS E RCP
A expressão “Primeiros Socorros” significa o atendimento
imediato prestado a uma pessoa vítima de um acidente ou
de um mal súbito
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
10 MANDAMENTOS DO SOCORRISTA
1. Mantenha a calma.
2. Tenha em mente a seguinte ordem de segurança quando você estiver prestando socorro:
· PRIMEIRO EU (o socorrista)
· DEPOIS MINHA EQUIPE (Incluindo os transeuntes)
· E POR ÚLTIMO A VÍTIMA
3. Ao prestar socorro, é fundamental ligar ao atendimento pré-hospital de imediato ao chegar
no local do acidente. Podemos por exemplo discar 3 números: 193 (número do corpo de
bombeiros da cidade de Salvador).
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
4. Sempre verifique se há riscos no local, para você e sua equipe, antes de agir no acidente.
5. Mantenha sempre o bom senso.
6. Mantenha o espírito de liderança, pedindo ajuda e afastando os curiosos.
7. Distribua tarefas, assim os transeuntes que poderiam atrapalhar lhe ajudarão e se
sentirão mais úteis.
8. Evite manobras intempestivas(realizadas de forma imprudente, com pressa)
9. Em caso de múltiplas vítimas dê preferência àquelas que correm maior risco de vida
como, por exemplo, vítimas em parada cardiorrespiratória ou que estejam sangrando
muito.
10. Seja socorrista e não herói.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
AS FASES DO SOCORRO
✓ A primeira atitude a ser tomada no local do acidente é avaliar os riscos que possam colocar em perigo
a pessoa prestadora dos primeiros socorros. Se houver algum perigo em potencial, deve-se aguardar a
chegada do socorro especializado. Nesta fase, verifica-se também a provável causa do acidente, o
número de vítimas e a gravidade das mesmas e todas as outras informações que possam ser úteis para
a notificação do acidente.
IMPORTANTE:
Ao iniciar o atendimento, deve-se ter em mente o que fazer e o que não fazer. Manter o autocontrole é
imprescindível nesta fase. Não minta para a vítima. Procure expressar segurança e confiança no que faz. No
atendimento, a pessoa que estiver prestando os primeiros socorros deve realizar os dois exames básicos: EXAME
PRIMÁRIO E EXAME SECUNDÁRIO.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
EXAME PRIMÁRIO
O exame primário consiste em verificar:
✓ se a vítima está consciente;
✓ se a vítima está respirando;
✓ se as vias aéreas estão desobstruídas;
✓ se a vítima apresenta pulso.
ATENÇÃO!
Este exame deve ser feito em 2 minutos ou menos. Se a vítima não
estiver respirando, mas apresentar batimentos cardíacos (pulso),
iniciar a respiração artificial conforme o procedimento. Caso não
haja sinal de pulso, iniciar a RCP segundo o procedimento.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
EXAME SECUNDÁRIO
Consiste na verificação de:
1. Avaliar o nível de consciência.
2. Avaliar os 4 sinais vitais:
pulso; respiração; pressão arterial (PA)quando
possível e Temperatura;
3. Avaliar os 3 Sinais Diagnósticos: tamanho das
pupilas; enchimento capilar (perfusão sanguíneas
das extremidades) e cor da pele.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
Embora não seja considerado um
choque, o desmaio caracteriza-se por uma
perda repentina de consciência.
Ocorre quando o fluxo sanguíneo para o
cérebro é interrompido. Muitas são as causas
que geram esta interrupção
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
O desmaio pode ocorrer repentinamente ou precedido de sinais de aviso,
que pode ser um ou todos os seguintes:
Tontura;
Ver pontos escuros;
Náuseas;
Palidez;
Sudorese.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
A maioria das hemorragias envolvem mais do que um tipo de vaso
sanguíneo. O sangue que sai das artérias é vermelho vivo e esguicha, por isso as
hemorragias arteriais são as mais perigosas e difíceis de controlar. O sangue que sai das
veias flui uniformemente possui coloração escura. Quando sai dos capilares o sangue flui
bem devagar.
Dessa forma, cada tipo de vaso sanguíneo contém sangue com diferentes tonalidades
de vermelho. As hemorragias estão basicamente divididas em internas e externas.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
Nesse tipo de hemorragia o sangue que sai dos vasos pode ser visto.
Na maioria dos casos as hemorragias podem ser interrompidas em 5-10
minutos com aplicação dos procedimentos corretos de primeiros socorros.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
Ocorre sem que a pele seja rompida e portanto o sangue que
sai não pode ser visto.
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
LUXAÇÕES
É o deslocamento da extremidade de um osso em sua articulação.
Dor VIOLENTA, deformação local, edema e impossibilidade de movimentação.
✓ Mantenha a vítima em repouso e evite movimentar a região lesada.
✓ Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de
pano. Proteja a região lesada usando algodão ou pano, afim de evitar danos à pele.
✓ Faça a imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações próximas à lesão
ATENÇÃO!
Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, remova a vítima para o hospital mais próximo, após62
a
imobilização. NÃO TENTE COLOCAR O OSSO NO LUGAR.
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63
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
ENTORSES
É a separação MOMENTÂNEA das superfícies ósseas na articulação. Dor intensa à movimentação e
edema (inchaço) local.
✓ Evite movimentar a região atingida e aplique compressas geladas ou saco de gelo no local
lesado, até posterior orientação médica.
✓ Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de
pano. Proteja a região lesada usando algodão ou pano, afim de evitar danos à pele.
✓ Faça a imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações próximas à fratura
ATENÇÃO!
Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza. Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização.
NÃO FAÇA FRICÇÃO NEM PROCURE "ESTICAR" A REGIÃO LESADA.
O ENTORSE É UM TRAUMATISMO QUE SEMPRE EXIGE ORIENTAÇÃO MÉDICA. 64
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
FRATURAS
É a ruptura do osso. O PRIMEIRO SOCORRO consiste em impedir o deslocamento das partes
quebradas, evitando assim o agravamento da lesão.
✓ Fechadas - quando o osso quebrado não perfura a pele.
✓ Exposta - quando o osso quebrado rompe a pele
Dor e edema (inchaço) local, Dificuldade ou incapacidade de movimentação, Posição
anormal da região atingida. Há uma sensação de atrito das partes ósseas no local da fratura,
em fratura expostas há a rotura da pele com exposição do osso fraturado.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
REMOÇÃO
Como regra básica, não se deve mover uma vítima do local do acidente até
que todo o processo de remoção tenha sido devidamente organizado. No
entanto a remoção deverá ser feita se:
Houver perigo de incêndio ou incêndio;
Houver materiais perigosos ou explosivos;
O local do acidente oferecer perigo a vítima ou ao socorrista;
A ambulância não puder chegar ao local.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
REMOÇÃO
A remoção da vítima do local do acidente para o hospital é tarefa que requer da
pessoa prestadora de primeiros socorros o MÁXIMO DE CUIDADO E CORRETO
DESEMPENHO.
ANTES DA REMOÇÃO:
1. TENTE controlar a hemorragia.
2. INICIE a respiração de socorro.
3. EXECUTE a massagem cardíaca externa.
4. IMOBILIZE as fraturas.
5. EVITE o estado de choque, se NECESSÁRIO.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
1. VÍTIMA CONSCIENTE E PODENDO ANDAR
Remova a vítima apoiando-a em seus ombros.
✓ de animais peçonhentos: cobra, escorpião e outros.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
2. VÍTIMA CONSCIENTE NÃO
PODENDO ANDAR
Transporte a vítima utilizando dos recursos
aqui demonstrados, em casos de:
✓ Fratura, luxações e entorses de pé.
✓ Contusão, distensão muscular e
ferimentos dos membros inferiores.
✓ - Picada de animais peçonhentos: cobra,
escorpião e outros.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
3. VÍTIMA INCONSCIENTE
Como levantar a vítima do chão SEM AUXÍLIO DE OUTRA PESSOA.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
4. VÍTIMA INCONSCIENTE
Como levantar a vítima do chão COM A AJUDA DE UMA OU MAIS PESSOAS
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
5. VÍTIMA CONSCIENTE OU INCONSCIENTE
Como remover a vítima, utilizando-se de cobertor ou material semelhante:
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
6. COMO REMOVER VÍTIMA DE ACIDENTADOS SUSPEITOS DE FRATURAS DE COLUNA E PELVE
✓ Utilize uma SUPERFÍCIE DURA - porta ou tábua (maca improvisada).
✓ Solicite ajuda de pelo menos cinco pessoas para transferir o acidentado do local encontrado até a
maca.
✓ Movimente o acidentado COMO UM BLOCO, isto é, deslocando todo o corpo ao mesmo tempo,
evitando mexer separadamente a cabeça, o pescoço, o tronco, os braços e as pernas.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO PULMONAR (RCP)
Conjunto de medidas emergenciais que permitem salvar uma
vida pela falência ou insuficiência do sistema respiratório ou
cardiovascular. Sem oxigênio as células do cérebro morrem em
10 minutos. As lesões começam após 04 minutos a partir da
parada respiratória.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
CAUSAS DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
1. Asfixia
2. Intoxicações
3. Traumatismos
4. Afogamento
5. Eletrocussão (choque elétrico)
6. Estado de choque.
7. Doenças.
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
COMO SE MANIFESTA
Perda de consciência.
Ausência de movimentos respiratórios.
Ausência de pulso.
Cianose (pele, língua, lóbulo da orelha e bases da unhas arroxeadas).
Midríase (pupilas dilatadas e sem fotorreatividade).
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NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS
SOCORROS
LOCAIS DE VERIFICAÇÃO DE PULSO
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Peça ajuda. Quanto mais pessoas estiverem
disponíveis para este passo, melhor.
Contudo, você pode fazer isso sozinho.
Peça a alguém para ligar para o número de
emergência.
Procure no local perigo imediato. Certifique-se
de que você não esteja se arriscando
administrando RCP em alguém inconsciente.
Verifique o estado de consciência da vítima.
Bata gentilmente em seu ombro e pergunte
"Você está bem?" de forma alta e clara. Se a
pessoa responder, não é necessário fazer a RCP.
Caso contrário, dê os primeiros socorros básicos
e tome medidas para prevenir ou tratar o
choque e verifique se você precisa entrar em
contato com os
serviços de emergência.
Verifique a respiração.
Ponha seu ouvido perto do
nariz e boca da vítima e
procure
por uma
respiração leve.
Coloque a palma da mão logo
acima do osso esterno da vítima,
exatamente entre os mamilos.
Coloque a segunda mão em cima da
primeira, com os dedos entrelaçados.
Posicione seu corpo
diretamente por cima das
mãos, para que seus braços
estejam retos e firmes.
30 X 2X
Faça duas respirações boca-a-boca (OPCIONAL). Os
Pressione com ambas as mãos diretamente acima do esterno socorristas não mais consideram estas respirações
para fazer uma compressão, o que ajuda o batimento necessárias para a RCP, já que a compressão torácica é
cardíaco. mais importante.
LEMBRE-SE SEMPRE
GARANTA SUA VIDA E A DE SEUS COMPANHEIROS CONHECENDO E EXIGINDO TRABALHOS SEGUROS EM
ESPAÇOS CONFINADOS.
VOLTAR PARA CASA COM SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS OS TRABALHADORES.
Obrigado!!!!
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