Religiosidade Indígena no Brasil: Cultura e Rituais
Religiosidade Indígena no Brasil: Cultura e Rituais
MANAUS/AM
2023
Saulo Ferreira Carneiro 8º4
Manaus/AM
2023
Sumário
Introdução ................................................................................................................................. 1
Religiosidade Indígena Brasileira ........................................................................................... 2
1. Principais tribos indígenas ........................................................................................... 2
2. Cultura dos povos indígenas ........................................................................................ 2
3. Organização dos Povos Indígenas ............................................................................... 3
4. Tradições indígenas ...................................................................................................... 3
5. Rituais Indígenas .......................................................................................................... 5
6. Costumes Indígenas ...................................................................................................... 7
7. Símbolos Indígenas ....................................................................................................... 8
8. Principais Divindades Indígenas ................................................................................. 9
9. Lendas Indígenas Brasileiras..................................................................................... 11
10. Culinária Indígena Brasileira .................................................................................... 13
11. Artesanato Indígena Brasileiro ................................................................................. 14
12. Danças Indígenas ........................................................................................................ 16
Considerações Finais .............................................................................................................. 19
Anexos ...................................................................................................................................... 20
Referências Bibliográficas ..................................................................................................... 27
Introdução
Os indígenas são muito ligados á natureza a cultuando de inúmeras formas, logo, a sua
religiosidade envolve muito a floresta, os espíritos, caças somente ao alimento entre outros, a
principal crença comum indígena no Brasil é o xamanismo, obviamente todos os povos tem
diferenciação nas crenças e costumes, alguns mais que outros.
O que é o xamanismo:
[Link]
mo/
A religiosidade indígena não se refere somente a religião, mas também se refere a cultura
costumes, tradição etc. Todos os povos possuem diferentes costumes e percepções, entretanto há
coisas que eles tem em comum, como dito acima.
Religiosidade Indígena Brasileira
As principais tribos indígenas são; guaranis, ticuna, caingangue, macuxi e terena. Cada
tribo tendo uma origem, cultura, culinária diferente das outras.
Origem dos Guaranis: tem origem nas florestas tropicais das bacias do Alto Paraná, do Alto
Uruguai e extremidades do planalto meridional brasileiro.
Origem dos Ticunas: os Ticuna são originários do igarapé Eware, situado nas nascentes do
igarapé São Jerônimo (Tonatü), tributário da margem esquerda do rio Solimões, no trecho entre
Tabatinga e São Paulo de Olivença.
Origem dos Caingangue: Sua cultura desenvolveu-se à sombra dos pinheirais e ocupa as
regiões Sudeste e Sul do atual território brasileiro.
Origem dos Terenas: os índios terena se localizam no centro-oeste do Estado de São Paulo,
na região de Icatu. Para chegar a esse local, eles tiveram que percorrer um longo caminho, desde
o chaco paraguaio, seu local de origem.
É importante destacar que não há uma cultura indígena, mas várias, e cada povo
desenvolveu suas próprias tradições religiosas, musicais, de festas, artesanatos, dentre outras.
A cultura indígena brasileira é vasta e diversificada, ao contrário do que pensa o senso comum.
Os historiadores estimam que, no início do século XVI, havia quatro agrupamentos linguísticos
principais: tupi-guarani, jê, caribe e aruaque. Essas famílias linguísticas compartilhavam o
mesmo idioma e culturas semelhantes. Antes da colonização, os índios que habitavam o
território (hoje denominado Brasil) tinham uma cultura similar em alguns pontos, tais eram:
organização social baseada no coletivismo; ausência de política, Estado e governo; ausência de
moeda e de trocas mercantis; religiões politeístas baseadas em elementos da natureza; e
ausência da escrita.
A cultura indígena construiu uma organização que é presente nas tribos, essa
organização funciona da seguinte forma: O trabalho na tribo é realizado por todos, porém as
funções de cada um são divididas por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida,
crianças colheita e plantio. Já os homens ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça,
pesca, guerra e derrubada das árvores. A tribo possui um chefe guerreiro chamado cacique e
um sacerdote chamado pajé, que é o curandeiro da tribo.
Tradições indígenas
Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são
chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. Normalmente, a transmissão da chefia é
hereditária (de pai para filho). Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra,
devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com
outras aldeias ou com os brancos. O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.
Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe à mulher o cuidado com a
casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça, e pela coleta de
alimentos na floresta.
Caça
Pesca
Os índios pescam usando vegetais que têm a propriedade de matar ou atordoar os peixes,
também pescam com as mãos ou abatem os peixes com flechas de ponta de osso ou a golpes de
facão. Hoje já é comum o uso de anzóis de metal, objetos trazidos da civilização urbana.
Coleta
É comum e útil aos grupos que não conhecem a agricultura, tornando-se a única maneira
de encontrar alimento vegetal. Os índios procuram frutos, caules e raízes vegetais nativos, isto
é, que não foram plantados e cultivados. A coleta inclui ainda a procura de mel e ovos de
tartaruga, por exemplo. Também permite obter plantas medicinais, matéria-prima para o
preparo de flechas, cordas e resinas para a pintura corporal.
Agricultura
Criação de animais
Depois do contato com a civilização tornou-se comum, entre diversos grupos indígenas,
criar animais domésticos como galinhas, patos, porcos e até bovinos, para o consumo da carne.
Os índios também têm o costume de criar bichos de estimação, como araras, papagaios,
macacos etc.
Artesanato
Religião
Cada nação indígena possui crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as
tribos acreditam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Em homenagem a
esses deuses e espíritos, fazem rituais, cerimônias e festas. Algumas tribos enterram os corpos
dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde, além do cadáver, ficam os objetos pessoais dos
mortos. Isso mostra que esses grupos acreditam numa vida após a morte.
Língua
As línguas faladas pelos índios do Brasil são ricas e variadas. Hoje as línguas indígenas
classificam-se em dois troncos: o Tupi, com sete famílias linguísticas e que envolve o Tupi-
Guarani, e o Macro-Jê, composta de cinco famílias entre elas o Jê. Existem, ainda, outros grupos
não incluídos nestes troncos: o Aruák, o Karíb e o Arawá, as três maiores. Além dessas o
Guaikurú, Nambikwára, Txapakúpa, Páno, Múra, Katukina, Tukáno, Makú e Yanomami, nove
famílias menores, e cerca de dez línguas isoladas, com características únicas, que não se
enquadram nas classificações de troncos e famílias existentes. É importante lembrar que poucas
línguas.
Rituais Indígenas
Um dos rituais indígenas é o de passagem dos homens para a vida adulta. Ele acontece
na tribo dos algonquinos, onde garotos são isolados da aldeia e presos em uma jaula. Nesta
jaula, eles são forçados a tomar o wysoccan, uma substância considerada 100 vezes mais forte
do que o LSD. O objetivo é fazer com que os meninos esqueçam todas as lembranças da
infância, se tornando um homem. Porém, muitos sofrem sérias sequelas como perda da
memória, capacidade de fala prejudicada e se esquecem da própria identidade. Aqueles que não
se esquecem das lembranças da infância são obrigados a repetir o ritual
A Menarca e o Demônio
Iniciação da Caça
Na floresta amazônica do Brasil, um dos rituais indígenas realizados pela tribo Matis é
um teste com os garotos para descobrir se estão aptos a participar da caçada com os homens. É
aplicado um veneno diretamente nos olhos dos meninos, a justificativa é que isso pode melhorar
a visão e aguçar os sentidos. Logo após, eles são chicoteados e espancados, e aplicam o veneno
de um sapo da região nas feridas. O objetivo é aumentar a resistência e força dos garotos, que
passam por enjoos, vômito e diarreia.
Uma tribo da Nigéria, chama um de seus rituais indígenas de Iria. Ele é feito com
meninas de 14 a 16 anos, que são confinadas em um abrigo onde comem alimentos
hipercalóricos até engordar. Além disso, elas cantam diversas canções tradicionais do ritual. A
tribo, que se chama Okirika, crê que as moças possuem ligações amorosas com espíritos do
mar. As músicas devem ser cantadas por elas para afastar estas entidades antes de casar. Para
finalizar o ritual, as garotas caminham no mar com uma mulher mais velha da tribo para serem
levadas para longe dos espíritos.
Saltos Mortais
Este é um ritual para exibir a masculinidade para os deuses e para as mulheres. Com
apenas 7 ou 8 anos, meninos da tribo Vanuatu saltam amarrados pelos tornozelos com cipós de
uma torre de aproximadamente 30 metros de altura. Estes saltos podem chegar a uma
velocidade de 72 quilômetros por hora. Os garotos que recebem mais prestígio são aqueles que
finalizam o salto com a cabeça bem próxima ao chão. Muitos acidentes acontecem, porque o
cipó não tem elasticidade e muitas vezes o tamanho da corda não é bem calculado.
Ritual da Dor
O Ritual da Morte
O ritual da morte pode durar até três meses para os índios Bororo. Isso é necessário para
que haja total decomposição da carne do defunto. Em um local no pátio da aldeia, é cavado um
buraco raso, onde é depositado o corpo do cadáver. Os índios regam o corpo diariamente para
acelerar a decomposição. O ritual também envolve muitas festas, com danças, comidas e teatro.
Quando se passam três meses, acontece a exumação do corpo e o mesmo é levado ao rio. Lá,
eles lavam e limpam todos os ossos e levam de volta para aldeia para serem pintados. Em um
local do rio chamado “morada das almas”, eles afundam os ossos dentro de uma cesta e prendem
um pau que fica com a ponta fora da água.
Costumes Indígenas
Os costumes indígenas são diversos, embora cada nação indígena possua sua própria
cultura com hábitos e costumes próprios, existem algumas formas de organização, que são
comuns a praticamente todos os povos indígenas brasileiros. São estes que relacionamos
abaixo:
- Fazem cerimônias e rituais com muita dança e música. Costumam pintar o corpo nestes
eventos;
- Desde pequenas as crianças são treinadas para as atividades que deverão desempenhar na vida
adulta;
- Fazem objetos de arte (potes e vasos de cerâmica, máscaras, colares) com materiais da
natureza. Esta atividade é desempenhada pelas mulheres das tribos;
- Tratam as doenças com ervas da natureza e costumam realizar rituais de cura, dirigidas por
um pajé;
- Retiram da natureza apenas os recursos (frutos, peixes, plantas, castanhas e madeira, por
exemplo) necessários para o uso e sobrevivência;
- A arma mais conhecida dos indígenas brasileiros é o arco e a flecha. Porém, eles fazem e usam
outros tipos de armas como, por exemplo, o chuço (madeira com ponta de ferro afiada), a
borduna (porrete de madeira) e a zarabatana (tubos feitos de bambu que servem para atirar setas
através do sopro).
Símbolos Indígenas
Os símbolos indígenas transmitem sempre algo muito significativo para essa cultura. Na
arte indígena, grafismos e símbolos de guerra e proteção, por exemplo, podem ser encontrados
em diversos tipos de artesanato (cestaria, cerâmica) e em tatuagens. Entre outros, eles
expressam conhecimento, sabedoria e o sagrado.
O Ypara Korá é um desenho que é baseado na pele de cobra. Esses desenhos costumam
apresentar formas de losango e de quadrado.O Ypara Korá tem como significado
Esses símbolos significam acolhimento, ou seja, que as suas casas estão sempre disponíveis
para acolher os parentes que vem de longe.
Ypara Ixy
Ypara Jaxá
O Padrão Ypará Jaxá ou Ypara kora jo´ava´e, são formas de desenho em linha reta.
Representam as correntes em cruz, que se ligam umas às outras. As correntes estão interligadas,
assim como nas Tekoá (lugares onde os Guarani Mbya mantem sua cultura), onde os Guarani
Mbya vivem em função da coletividade, realizando suas atividades e traçando suas caminhadas
coletivamente.
Tupã
Criador dos céus, da terra e dos mares, o grande “Espírito do Trovão”, como é conhecido
por boa parte dos povos, foi quem deu origem à vida. Além de ensinar às criaturas humanas o
fazer da agricultura, do artesanato e da caça, Tupã concedeu aos pajés todo o conhecimento
sobre as plantas, ervas medicinais e rituais de cura.
Jaci
Filha de Tupã, Jaci é a deusa da lua e guardiã da noite. Responsável pela reprodução,
ela tem o dom de despertar as saudades no coração dos caçadores e guerreiros para que voltem
sempre ao colo de suas esposas e cuidem de suas famílias.
Guaraci
Irmão e marido de Jaci, Guaraci é o deus do Sol, guardião do dia que auxiliou o pai
Tupã a criar todos os seres vivos. Existe um ritual no qual as mulheres rezam para os seus
companheiros que saem para caçar na passagem do dia para a noite, que seria o momento em
que Jaci e Guaraci se encontram para abençoar essa união.
Ceuci
Deusa das moradias e das lavouras, Ceuci é quem protege e acolhe os frutos da nossa
terra. É muito comparada à Virgem Maria, da religião católica.
Anhangá
Inimigo de Tupã, Anhangá é o protetor dos animais e dos caçadores. Embora tenha esse
significado, é associado ao mal e a tudo o que vem das regiões infernais. Acreditam que seu
espírito vaga solto, tomando a forma de animais selvagens e trazendo má sorte para quem com
ele se depara.
Sumé
Deus das leis e das regras, Sumé foi quem ensinou aos índios os saberes sobre como
cozinhar a mandioca e utilizá-la no cotidiano como um importante fruto que a terra deu.
Akuanduba
Figura característica da tribo dos Araras, esse Deus é famoso por tocar sua flauta para
trazer ordem ao mundo. Dizem que certa vez ele jogou uma tribo inteira para dentro do mar
para ver se aprendiam as virtudes da obediência. Ela sobreviveu e deu um novo rumo para as
suas existências.
Yorixiriamori
Famoso pelo seu canto que enfeitiçava todas as mulheres, Yorixiamori acabou
despertando a inveja de muitos homens, que tentaram persegui-lo e matá-lo a qualquer custo,
já que o enxergavam como uma ameaça. Diz a lenda que ele fugiu sob a forma de um pássaro
e é muito conhecido, principalmente pela cultura Ianomâmi.
Yebá Bëló
Para os índios Dessanas, Yebá Bëló é quem teria sido a responsável pela criação do
universo. Foi a “mulher que apareceu do nada” e de dentro de sua morada de quartzo foi
capaz de dar a vida aos seres humanos com uma simples folha de coca que ela mascava
diariamente. Há quem diga que enquanto ela pitava, um ser de fumaça surgiu e foi nomeado
como Yebá Ngoamãn. Ela lhe deu um bastão de chocalho com sementes masculinas e
femininas e o elevou até a torre do grande morcego. Lá de cima, o bastão assumiu um rosto
humano, que mais tarde se transformou no Sol.
Wanadi
Deus dos povos Iecuanas, essa figura faz parte de um mito que dizia que o Sol teria
criado primeiramente três seres vivos para habitar o planeta. Apenas Wanadi nasceu perfeito,
enquanto os seus outros irmãos teriam chegado com deformidades, que representam os males
presentes na Terra (fome, doenças e mortes).
[Link]
Iara era uma índia admirada pela sua beleza e pelo fato de ser uma grande guerreira.
Invejosos, seus irmãos resolveram matá-la, mas sendo uma guerreira habilidosa, consegue
vencer a luta e é ela quem os mata. Com medo de ser punida pelo pajé da tribo, foge. O pajé
era seu pai, o qual após encontrar Iara resolve castigá-la lançando-a ao rio para que ela morresse,
tal como seus irmãos. No entanto, os peixes salvam a índia, a qual se transforma numa bela
sereia que passa a habitar os rios da região da Amazônia. Atraindo os homens para lá, tenta
afogá-los. Segundo a lenda, quem consegue escapar, enlouquece e somente pode ser curado por
um pajé.
[Link]
[Link] cor-de-rosa
[Link] da mandioca
A mandioca é uma raiz cuja origem é explicada a partir de uma menina chamada Mani
que foi enterrada numa oca. Mani, neta do cacique, era muito querida pela sua tribo. Tendo
falecido durante o sono, um dia pela manhã sua mãe a encontrou morta com um sorriso
descansado e encantador. A menina foi enterrada na oca onde vivia. Inconsolável com a perda,
sua mãe chorava a umedecia a terra com as suas lágrimas da mesma forma como se ela estivesse
sendo regada. Nesse local, nasceu uma planta diferente, a qual a mãe passou a cuidar, até que
um dia cavou a terra ao notar que a mesma estava ficando rachada. Ela tinha esperança de que
sua filha estivesse renascendo. Ao cavar a terra, a mãe descobriu a raiz, hoje conhecida como
mandioca.
[Link]á
O Boitatá é uma serpente de fogo que protege a floresta. Sua lenda possui várias versões.
Em uma delas, uma cobra adormecida durante um longo tempo acordou faminta e para saciar
a sua fome comeu os olhos dos animais. Transformando-se numa cobra de fogo, a sua luz
assusta quem quiser fazer mal à floresta durante a noite. É conhecido através de vários nomes
pelo Brasil. Os índios o chamam de Mbaê-Tata e os nordestinos dizem que essa personagem
representa a alma dos compadres e das comadres. Outra versão remonta ao Dilúvio, quando
para se proteger, a cobra entrou num buraco escuro. Lá, os seus olhos cresceram. De dia, o
Boitatá não enxerga, mas à noite vê com clareza.
[Link]
[Link]
O biju ou beiju é um dos preparos à base de mandioca que herdamos dos povos
indígenas. Ele costuma ser bastante confundido com a tapioca, mas, apesar de parecidos, existe
uma diferença fundamental entre os dois: o beiju leva a massa da mandioca, enquanto a tapioca
usa a goma do mesmo legume. O beiju pode ser feito na frigideira e acompanhado por diversos
recheios. Os mais tradicionais são os de coco ou queijo coalho.
[Link]á
Tacacá, prato exótico que foi preparado pela primeira vez muitos anos atrás por
indígenas do Pará.Além da goma, vão, no prato, tucupi (caldo à base de mandioca), camarões,
temperos e jambu, aquela erva que provoca uma sensação de formigamento na boca quando é
consumida nos alimentos ou até mesmo em bebidas.
[Link]
De origem tupi, a antes chamada "pamuna" é um quitute bem brasileiro, feito à base de
milho e comum nos estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná e em todo o Nordeste do país. Além
de milho verde ralado, a receita da pamonha ainda leva leite de coco, sal ou açúcar, manteiga,
erva-doce, canela e outros condimentos. Ela pode ser cozida na própria palha do milho ou em
folhas de bananeira.
[Link]
A arte indígena está presente na essência do povo brasileiro, sendo um dos pilares para
a cultura do país. Cultura que é resultado da mistura de vários grupos, dentre eles os povos
indígenas - os primeiros habitantes do território nacional. Atualmente, existem cerca de 300
etnias indígenas no Brasil, cada uma com comportamentos e costumes diferentes. Entretanto,
existem várias características comuns encontradas em diversas tribos. Desta
forma, cerâmica, máscaras, pintura corporal, cestaria e plumagem resultam em uma arte
tradicional compartilhada: a arte indígena. Vale lembrar que a utilização de partes de animais
no artesanato é exclusiva dos povos das florestas, mas sua comercialização é proibida. Além
disso, é preocupante constatar que as expressões artísticas dos povos indígenas vêm sendo
destruídas rapidamente, assim como sua própria população.
[Link]âmica Indígena
A cerâmica é um exemplo de arte que não está presente em todas as tribos, sendo ausente
entre os Xavantes, por exemplo. Importante destacar que os índios não utilizam a roda do oleiro
e, ainda assim, conseguem desenvolver impressionantes peças. A cerâmica é produzida
principalmente pelas mulheres, que criam recipientes, bem como esculturas. Para torná-las mais
bonitas, costumam usar a pintura com padrões gráficos próprios. A cerâmica do
povo Marajoara, cujo nome advém do local onde ela teve origem (a Ilha de Marajó) é
conhecida no exterior e foi a primeira arte de cerâmica brasileira.
2.Máscaras Indígenas
[Link] Indígena
Danças Indígenas
A dança indígena é uma importante manifestação cultural dos povos nativos brasileiros.
São diversos os tipos de danças, a depender de cada propósito e de cada etnia.
Uma particularidade que une praticamente todas as danças realizadas pelas diversas
tribos é o seu caráter ritualístico, de modo que são carregadas de um valor simbólico. São
também caracterizadas como uma forma da comunidade se relacionar com a ancestralidade com
os elementos da natureza, além de manter os costumes e fortalecer vínculos sociais. Executadas
em coletivo ou por apenas poucos indivíduos, as danças indígenas geralmente contam com o
apoio de outros elementos, como amuletos, pinturas corporais feitas especialmente para a
ocasião, o canto e a música. Esses são momentos especiais que tem como objetivo
a celebração e agradecimento pela colheita, a passagem de uma fase da vida (como a
puberdade), cerimônias fúnebres e demais propósitos coletivos.
Danças Indígenas
São muitas as manifestações em forma de dança dos povos originários. Algumas são
mais conhecidas.
Toré
Toré é o nome de uma dança realizada por diversas etnias da América latina, sendo
muito comum no nordeste brasileiro e em Minas Gerais. É geralmente realizada ao ar livre, em
disposição circular, usando instrumentos musicais e entoando cantos tradicionais. A intenção
do toré é criar uma grande ligação com a natureza e os espíritos da floresta, resgatar a
ancestralidade e se relacionar com antepassados. Essa dança também se tornou simbólica do
ponto de vista das lutas e resistências dos povos indígenas frente ao seu contínuo apagamento
histórico e social na sociedade brasileira.
Kuarup
Uma dança ritual de destaque dos indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, é Kuarup
(ou Quarup). Ela está intimamente ligada a uma árvore da região, cuja madeira recebe o nome
de Kuarup. Esse é um elemento essencial na cerimônia, sendo adornado nas cores amarela e
vermelha em pinturas cheias de significado. A dança tem como objetivo reverenciar os mortos,
fazendo uma despedida dos entes queridos que já não estão nesse plano. Assim, as aldeias
vizinhas se reúnem e os participantes invocam espíritos, entregam oferendas e dizem palavras
de agradecimento. O evento ocorre apenas nas noites de lua cheia, quando são realizadas danças
com o elemento fogo e rezas até o amanhecer.
Dança da Onça
A dança da onça é típica dos Bororo, no Mato Grosso, e se trata de um ritual de passagem
de um jovem rapaz para a vida adulta. Nessa dança, o rapaz é enaltecido por ter supostamente
matado uma onça sem ajuda de outros caçadores. Assim, ele se veste com a pele da onça e usa
uma máscara para encarnar o espírito do animal. Seus movimentos são pulos e batidas de pés,
acompanhados pelos outros da tribo.
Dança Jacundá
Uma dança originada dos povos indígenas da Amazônia é o Jacundá. Essa manifestação
acontece de forma circular, em que homens e mulheres participam de mãos dadas e uma pessoa
fica no centro da roda tentando sair.
Considerações Finais
A cultura indígena mostra as suas crenças e suas doutrinas, a organização das aldeias,
sendo por idade e sexo mostra a prestatividade e trabalho em grupo presente nas aldeias, além
do mestre guerreiro e do curandeiro sendo eles o cacique e o pajé, as pinturas corporais, o
artesanato, às danças e afins possuem um significado que remete a sua religião e seus costumes,
seus rituais são justamente umas das representações da religiosidade indígena, o que parece
estranho, arcaico e mais... para alguém que vê de fora, o indígena acha normal o que também
demonstra a diferença entre esses mundos.
A presença indígena nas escolas não é muito grande por dois grandes motivos alguns
não tem acesso à educação e outros são reservados somente a tribo, ver o meio de vida indígena
e sua autossuficiência é algo muito bonito, vendo que os indígenas vivem de modo “simples”
uma cultura totalmente diferente. Os indígenas vivem em paz com a natureza, respeitam os
animais, louvam o que é dado a eles.
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]