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Religiosidade Indígena no Brasil: Cultura e Rituais

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CETI João dos Santos Braga

Saulo Ferreira Carneiro 8º4

Religiosidade Indígena Brasileira

MANAUS/AM

2023
Saulo Ferreira Carneiro 8º4

Religiosidade Indígena Brasileira

Trabalho solicitado como


requisito de avaliação da
disciplina Metodologia do
Estudo/Ensino Religioso
Professor Mestre Luan
Felipe Braga Cunha

Manaus/AM

2023
Sumário

Introdução ................................................................................................................................. 1
Religiosidade Indígena Brasileira ........................................................................................... 2
1. Principais tribos indígenas ........................................................................................... 2
2. Cultura dos povos indígenas ........................................................................................ 2
3. Organização dos Povos Indígenas ............................................................................... 3
4. Tradições indígenas ...................................................................................................... 3
5. Rituais Indígenas .......................................................................................................... 5
6. Costumes Indígenas ...................................................................................................... 7
7. Símbolos Indígenas ....................................................................................................... 8
8. Principais Divindades Indígenas ................................................................................. 9
9. Lendas Indígenas Brasileiras..................................................................................... 11
10. Culinária Indígena Brasileira .................................................................................... 13
11. Artesanato Indígena Brasileiro ................................................................................. 14
12. Danças Indígenas ........................................................................................................ 16
Considerações Finais .............................................................................................................. 19
Anexos ...................................................................................................................................... 20
Referências Bibliográficas ..................................................................................................... 27
Introdução

A religiosidade indígena no Brasil, primeiramente o que é a religiosidade indígena?


Basicamente a religiosidade indígena é como cada povo indígena reverência o transcendente,
exemplo os indígenas não sabiam explicar a chuva, pra eles a chuva era algo transcendente, ou
seja, associavam a chuva a uma entidade, espírito ou algo do gênero, como o begorotire, o Deus
da chuva. Dentro da imensa variedade de crenças, mitos e ritos, nós temos um elemento em
comum: a crença num Deus Supremo, absoluto, mesma que, entre os povos indígenas, este Deus
tenha diversas concepções e denominações. É importante também salientar logo que a nossa
divindade não se identifica e nem lhe atribuímos os mesmos poderes e qualidade do Deus da
concepção judaico-cristã do Ocidente. Para os povos indígenas a noção de sagrado percorre cada
palavra ou gesto, cada detalhe e manifestação da vida natural, humana e social.

Os indígenas são muito ligados á natureza a cultuando de inúmeras formas, logo, a sua
religiosidade envolve muito a floresta, os espíritos, caças somente ao alimento entre outros, a
principal crença comum indígena no Brasil é o xamanismo, obviamente todos os povos tem
diferenciação nas crenças e costumes, alguns mais que outros.

O que é o xamanismo:

“O xamanismo é uma percepção religiosa


que confere ao xamã, a capacidade de entrar
em transe e se conectar com o mundo
espiritual. Essa conexão o capacita para
curar doenças, influenciar a natureza,
facilitar a caça, adivinhar segredos, predizer
o futuro, afastar o mal ou exercer funções de
sacerdote”

[Link]
mo/

A religiosidade indígena não se refere somente a religião, mas também se refere a cultura
costumes, tradição etc. Todos os povos possuem diferentes costumes e percepções, entretanto há
coisas que eles tem em comum, como dito acima.
Religiosidade Indígena Brasileira

A religiosidade no Brasil se refere a cultura, tradição, rituais, costumes, símbolos, lendas


etc. A religiosidade no Brasil é de extrema importância, porque também nos remete ao nosso
povo, sendo um fato que os indígenas também são nosso povo, o que o mesmo deve ser respeitado
e lembrado

Principais tribos indígenas

As principais tribos indígenas são; guaranis, ticuna, caingangue, macuxi e terena. Cada
tribo tendo uma origem, cultura, culinária diferente das outras.

Origem dos Guaranis: tem origem nas florestas tropicais das bacias do Alto Paraná, do Alto
Uruguai e extremidades do planalto meridional brasileiro.

Origem dos Ticunas: os Ticuna são originários do igarapé Eware, situado nas nascentes do
igarapé São Jerônimo (Tonatü), tributário da margem esquerda do rio Solimões, no trecho entre
Tabatinga e São Paulo de Olivença.

Origem dos Caingangue: Sua cultura desenvolveu-se à sombra dos pinheirais e ocupa as
regiões Sudeste e Sul do atual território brasileiro.

Origem dos Terenas: os índios terena se localizam no centro-oeste do Estado de São Paulo,
na região de Icatu. Para chegar a esse local, eles tiveram que percorrer um longo caminho, desde
o chaco paraguaio, seu local de origem.

Cultura dos povos indígenas

A cultura indígena abarca a produção material e imaterial de inúmeros e distintos


povos em todo o Brasil.

É importante destacar que não há uma cultura indígena, mas várias, e cada povo
desenvolveu suas próprias tradições religiosas, musicais, de festas, artesanatos, dentre outras.
A cultura indígena brasileira é vasta e diversificada, ao contrário do que pensa o senso comum.
Os historiadores estimam que, no início do século XVI, havia quatro agrupamentos linguísticos
principais: tupi-guarani, jê, caribe e aruaque. Essas famílias linguísticas compartilhavam o
mesmo idioma e culturas semelhantes. Antes da colonização, os índios que habitavam o
território (hoje denominado Brasil) tinham uma cultura similar em alguns pontos, tais eram:
organização social baseada no coletivismo; ausência de política, Estado e governo; ausência de
moeda e de trocas mercantis; religiões politeístas baseadas em elementos da natureza; e
ausência da escrita.

A Organização da Cultura Indígena:

A cultura indígena construiu uma organização que é presente nas tribos, essa
organização funciona da seguinte forma: O trabalho na tribo é realizado por todos, porém as
funções de cada um são divididas por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida,
crianças colheita e plantio. Já os homens ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça,
pesca, guerra e derrubada das árvores. A tribo possui um chefe guerreiro chamado cacique e
um sacerdote chamado pajé, que é o curandeiro da tribo.

Tradições indígenas

Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são
chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. Normalmente, a transmissão da chefia é
hereditária (de pai para filho). Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra,
devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com
outras aldeias ou com os brancos. O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.
Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe à mulher o cuidado com a
casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça, e pela coleta de
alimentos na floresta.

Caça

É uma atividade tipicamente masculina em todas as sociedades indígenas, pode ser


realizada em grupo ou individualmente e é considerada um trabalho. Em geral, os índios são
caçadores muito habilidosos e conhecedores das espécies animais. A introdução das armas de
fogo e do cão, resultado da interferência do homem branco, tornaram as caçadas mais eficazes
para obter não só carne para comer, mas também couro e penas, produtos usados na confecção
de artesanatos.

Pesca
Os índios pescam usando vegetais que têm a propriedade de matar ou atordoar os peixes,
também pescam com as mãos ou abatem os peixes com flechas de ponta de osso ou a golpes de
facão. Hoje já é comum o uso de anzóis de metal, objetos trazidos da civilização urbana.

Coleta

É comum e útil aos grupos que não conhecem a agricultura, tornando-se a única maneira
de encontrar alimento vegetal. Os índios procuram frutos, caules e raízes vegetais nativos, isto
é, que não foram plantados e cultivados. A coleta inclui ainda a procura de mel e ovos de
tartaruga, por exemplo. Também permite obter plantas medicinais, matéria-prima para o
preparo de flechas, cordas e resinas para a pintura corporal.

Agricultura

A maior parte das Sociedades Indígenas do Brasil pratica a agricultura em terras


florestais utilizando ferramentas como facões, machados e enxadas. Para o plantio os grupos
indígenas agricultores preferem, em geral, a mandioca, a batata doce, a abóbora, o cará, as
diversas qualidades de milho, a fava, a pimenta, a cana-de-açúcar, o algodão, o inhame, o
ananás, a banana e o tabaco.

Criação de animais

Depois do contato com a civilização tornou-se comum, entre diversos grupos indígenas,
criar animais domésticos como galinhas, patos, porcos e até bovinos, para o consumo da carne.
Os índios também têm o costume de criar bichos de estimação, como araras, papagaios,
macacos etc.

Artesanato

Os índios produzem diversos tipos de artefatos para atender suas necessidades


cotidianas e rituais. São cestos, bolsas, esteiras, panelas, esculturas, instrumentos musicais,
máscaras e esculturas, além das plumárias e enfeites de materiais diversos como côcos,
sementes, ossos, conchas. O Programa de Artesanato Indígena da Funai comercializa em suas
oito lojas, espalhadas pelo Brasil, o artesanato original e rico em cores produzido por cerca de
100 diferentes etnias, com matéria-prima extraída da natureza e sem causar danos ao meio
ambiente. As peças são compradas diretamente das comunidades indígenas, incentivando-as à
manutenção de padrões de sua cultura material e garantindo, ainda, uma fonte de recursos às
tribos.
Educação

A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como


curumins, aprendem desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos
fazem e vão treinando. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para ele
aprender. Portanto, a educação indígena é bem prática e vinculada à realidade da vida da tribo
indígena. Quando a jovem atinge 13 ou 14 anos, passa por uma cerimônia para ingressar na
vida adulta.

Religião
Cada nação indígena possui crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as
tribos acreditam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Em homenagem a
esses deuses e espíritos, fazem rituais, cerimônias e festas. Algumas tribos enterram os corpos
dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde, além do cadáver, ficam os objetos pessoais dos
mortos. Isso mostra que esses grupos acreditam numa vida após a morte.

Língua

As línguas faladas pelos índios do Brasil são ricas e variadas. Hoje as línguas indígenas
classificam-se em dois troncos: o Tupi, com sete famílias linguísticas e que envolve o Tupi-
Guarani, e o Macro-Jê, composta de cinco famílias entre elas o Jê. Existem, ainda, outros grupos
não incluídos nestes troncos: o Aruák, o Karíb e o Arawá, as três maiores. Além dessas o
Guaikurú, Nambikwára, Txapakúpa, Páno, Múra, Katukina, Tukáno, Makú e Yanomami, nove
famílias menores, e cerca de dez línguas isoladas, com características únicas, que não se
enquadram nas classificações de troncos e famílias existentes. É importante lembrar que poucas
línguas.

Rituais Indígenas

Um dos rituais indígenas é o de passagem dos homens para a vida adulta. Ele acontece
na tribo dos algonquinos, onde garotos são isolados da aldeia e presos em uma jaula. Nesta
jaula, eles são forçados a tomar o wysoccan, uma substância considerada 100 vezes mais forte
do que o LSD. O objetivo é fazer com que os meninos esqueçam todas as lembranças da
infância, se tornando um homem. Porém, muitos sofrem sérias sequelas como perda da
memória, capacidade de fala prejudicada e se esquecem da própria identidade. Aqueles que não
se esquecem das lembranças da infância são obrigados a repetir o ritual

Comer seu Próprio Genital


Este é um dos rituais indígenas dos aborígenes australianos. Eles retiram o prepúcio do
pênis de meninos sem anestesia e os obrigam a comer a pele sem mastigar. Depois disso, os
jovens devem se ajoelhar em um escudo próximo a uma fogueira. Após o processo de
cicatrização da circuncisão, os garotos passam por outro trauma. Cortam seus pênis próximos
ao testículo e devem deixar o sangue escorrer em uma fogueira. Para finalizar, precisam sentar
e urinar como uma mulher. Este processo é conhecido como um ritual de purificação.

A Menarca e o Demônio

Um dos rituais indígenas da tribo Tukuna, localizada na Amazônia, isola meninas em


sua primeira menstruação. As garotas ficam 12 semanas em um abrigo anteriormente construído
pela família com esta finalidade. Eles acreditam que neste momento da vida, as meninas estão
em perigo pela aproximação de um demônio que se chama Noo. Uma das formas de se proteger
deste demônio é permanecer com o corpo todo pintado de preto por dois dias. Depois disso, no
terceiro dia, a moça pode sair do abrigo e a aldeia comemora e dança até o amanhecer. A garota
ganha uma lança de fogo para atirar contra o demônio, depois disso, estará livre.

Iniciação da Caça

Na floresta amazônica do Brasil, um dos rituais indígenas realizados pela tribo Matis é
um teste com os garotos para descobrir se estão aptos a participar da caçada com os homens. É
aplicado um veneno diretamente nos olhos dos meninos, a justificativa é que isso pode melhorar
a visão e aguçar os sentidos. Logo após, eles são chicoteados e espancados, e aplicam o veneno
de um sapo da região nas feridas. O objetivo é aumentar a resistência e força dos garotos, que
passam por enjoos, vômito e diarreia.

Para Afastarmos Espíritos do Mar

Uma tribo da Nigéria, chama um de seus rituais indígenas de Iria. Ele é feito com
meninas de 14 a 16 anos, que são confinadas em um abrigo onde comem alimentos
hipercalóricos até engordar. Além disso, elas cantam diversas canções tradicionais do ritual. A
tribo, que se chama Okirika, crê que as moças possuem ligações amorosas com espíritos do
mar. As músicas devem ser cantadas por elas para afastar estas entidades antes de casar. Para
finalizar o ritual, as garotas caminham no mar com uma mulher mais velha da tribo para serem
levadas para longe dos espíritos.

Saltos Mortais
Este é um ritual para exibir a masculinidade para os deuses e para as mulheres. Com
apenas 7 ou 8 anos, meninos da tribo Vanuatu saltam amarrados pelos tornozelos com cipós de
uma torre de aproximadamente 30 metros de altura. Estes saltos podem chegar a uma
velocidade de 72 quilômetros por hora. Os garotos que recebem mais prestígio são aqueles que
finalizam o salto com a cabeça bem próxima ao chão. Muitos acidentes acontecem, porque o
cipó não tem elasticidade e muitas vezes o tamanho da corda não é bem calculado.

Ritual da Dor

Em uma tribo da Amazônia, a Satere-Mawe, um dos rituais indígenas praticados para


provar a masculinidade dos meninos causa muita dor. Eles são forçados a colocar uma luva
lotada de formigas-bala. A dor é tão intensa que, como parâmetro de comparação, a picada é
20 vezes mais forte do que a de uma vespa. Os garotos precisam dançar dez minutos com a luva
para completar o ritual. Eles não podem chorar, nem demonstrar que estão sentindo dor. Como
consequência, muitos têm convulsões e dores que duram dias seguidos.

O Ritual da Morte

O ritual da morte pode durar até três meses para os índios Bororo. Isso é necessário para
que haja total decomposição da carne do defunto. Em um local no pátio da aldeia, é cavado um
buraco raso, onde é depositado o corpo do cadáver. Os índios regam o corpo diariamente para
acelerar a decomposição. O ritual também envolve muitas festas, com danças, comidas e teatro.
Quando se passam três meses, acontece a exumação do corpo e o mesmo é levado ao rio. Lá,
eles lavam e limpam todos os ossos e levam de volta para aldeia para serem pintados. Em um
local do rio chamado “morada das almas”, eles afundam os ossos dentro de uma cesta e prendem
um pau que fica com a ponta fora da água.

Costumes Indígenas

Os costumes indígenas são diversos, embora cada nação indígena possua sua própria
cultura com hábitos e costumes próprios, existem algumas formas de organização, que são
comuns a praticamente todos os povos indígenas brasileiros. São estes que relacionamos
abaixo:

- Os índios brasileiros se alimentam exclusivamente de alimentos retirados da natureza (peixes,


carnes de animais, frutos, legumes e tubérculos);
- Costumam tomar banho várias vezes por dia em rios, lagos e riachos;

- Os homens saem para caçar em grupos;

- Fazem cerimônias e rituais com muita dança e música. Costumam pintar o corpo nestes
eventos;

- Desde pequenas as crianças são treinadas para as atividades que deverão desempenhar na vida
adulta;

- Realizam rituais de passagem entre a fase de criança e a adulta;

- Moram em habitações feitas de elementos da natureza (troncos e galhos de árvores, palhas,


folhas secas, barro). Essas habitações são conhecidas como ocas.

- Fazem objetos de arte (potes e vasos de cerâmica, máscaras, colares) com materiais da
natureza. Esta atividade é desempenhada pelas mulheres das tribos;

- Tratam as doenças com ervas da natureza e costumam realizar rituais de cura, dirigidas por
um pajé;

- Têm o costume de dividir e compartilhar quase tudo que possuem, principalmente os


alimentos;

- Possuem uma religião baseada na existência de forças e espíritos da natureza;

- Retiram da natureza apenas os recursos (frutos, peixes, plantas, castanhas e madeira, por
exemplo) necessários para o uso e sobrevivência;

- A arma mais conhecida dos indígenas brasileiros é o arco e a flecha. Porém, eles fazem e usam
outros tipos de armas como, por exemplo, o chuço (madeira com ponta de ferro afiada), a
borduna (porrete de madeira) e a zarabatana (tubos feitos de bambu que servem para atirar setas
através do sopro).

Símbolos Indígenas

Os símbolos indígenas transmitem sempre algo muito significativo para essa cultura. Na
arte indígena, grafismos e símbolos de guerra e proteção, por exemplo, podem ser encontrados
em diversos tipos de artesanato (cestaria, cerâmica) e em tatuagens. Entre outros, eles
expressam conhecimento, sabedoria e o sagrado.

Exemplos de Símbolos Indígenas


Ypara Korá

O Ypara Korá é um desenho que é baseado na pele de cobra. Esses desenhos costumam
apresentar formas de losango e de quadrado.O Ypara Korá tem como significado
Esses símbolos significam acolhimento, ou seja, que as suas casas estão sempre disponíveis
para acolher os parentes que vem de longe.

Ypara Ixy

Os desenhos em zigue-zague do Ypara Ixy, por sua vez, assemelham-se ao movimento


das cobras. Além desses desenhos há, ainda, outros que são utilizados. São exemplos os padrões
de borboleta e de coração.O padrão de borboleta significa o sentimento de gratidão pela
liberdade. Os índios prezam a liberdade e a comparam ao voo das borboletas.O padrão de
coração é utilizado entre os guaranis para decorar cestos para presentear pessoas com
problemas cardíacos.

Ypara Jaxá

O Padrão Ypará Jaxá ou Ypara kora jo´ava´e, são formas de desenho em linha reta.
Representam as correntes em cruz, que se ligam umas às outras. As correntes estão interligadas,
assim como nas Tekoá (lugares onde os Guarani Mbya mantem sua cultura), onde os Guarani
Mbya vivem em função da coletividade, realizando suas atividades e traçando suas caminhadas
coletivamente.

Principais Divindades Indígenas

Os indígenas são politeístas,ou seja,acreditam vários deuses exemplos desses deuses


são:

Tupã

Criador dos céus, da terra e dos mares, o grande “Espírito do Trovão”, como é conhecido
por boa parte dos povos, foi quem deu origem à vida. Além de ensinar às criaturas humanas o
fazer da agricultura, do artesanato e da caça, Tupã concedeu aos pajés todo o conhecimento
sobre as plantas, ervas medicinais e rituais de cura.

Jaci
Filha de Tupã, Jaci é a deusa da lua e guardiã da noite. Responsável pela reprodução,
ela tem o dom de despertar as saudades no coração dos caçadores e guerreiros para que voltem
sempre ao colo de suas esposas e cuidem de suas famílias.

Guaraci

Irmão e marido de Jaci, Guaraci é o deus do Sol, guardião do dia que auxiliou o pai
Tupã a criar todos os seres vivos. Existe um ritual no qual as mulheres rezam para os seus
companheiros que saem para caçar na passagem do dia para a noite, que seria o momento em
que Jaci e Guaraci se encontram para abençoar essa união.

Ceuci

Deusa das moradias e das lavouras, Ceuci é quem protege e acolhe os frutos da nossa
terra. É muito comparada à Virgem Maria, da religião católica.

Anhangá

Inimigo de Tupã, Anhangá é o protetor dos animais e dos caçadores. Embora tenha esse
significado, é associado ao mal e a tudo o que vem das regiões infernais. Acreditam que seu
espírito vaga solto, tomando a forma de animais selvagens e trazendo má sorte para quem com
ele se depara.

Sumé

Deus das leis e das regras, Sumé foi quem ensinou aos índios os saberes sobre como
cozinhar a mandioca e utilizá-la no cotidiano como um importante fruto que a terra deu.

Akuanduba

Figura característica da tribo dos Araras, esse Deus é famoso por tocar sua flauta para
trazer ordem ao mundo. Dizem que certa vez ele jogou uma tribo inteira para dentro do mar
para ver se aprendiam as virtudes da obediência. Ela sobreviveu e deu um novo rumo para as
suas existências.

Yorixiriamori

Famoso pelo seu canto que enfeitiçava todas as mulheres, Yorixiamori acabou
despertando a inveja de muitos homens, que tentaram persegui-lo e matá-lo a qualquer custo,
já que o enxergavam como uma ameaça. Diz a lenda que ele fugiu sob a forma de um pássaro
e é muito conhecido, principalmente pela cultura Ianomâmi.
Yebá Bëló

Para os índios Dessanas, Yebá Bëló é quem teria sido a responsável pela criação do
universo. Foi a “mulher que apareceu do nada” e de dentro de sua morada de quartzo foi
capaz de dar a vida aos seres humanos com uma simples folha de coca que ela mascava
diariamente. Há quem diga que enquanto ela pitava, um ser de fumaça surgiu e foi nomeado
como Yebá Ngoamãn. Ela lhe deu um bastão de chocalho com sementes masculinas e
femininas e o elevou até a torre do grande morcego. Lá de cima, o bastão assumiu um rosto
humano, que mais tarde se transformou no Sol.

Wanadi

Deus dos povos Iecuanas, essa figura faz parte de um mito que dizia que o Sol teria
criado primeiramente três seres vivos para habitar o planeta. Apenas Wanadi nasceu perfeito,
enquanto os seus outros irmãos teriam chegado com deformidades, que representam os males
presentes na Terra (fome, doenças e mortes).

Lendas Indígenas Brasileiras

As lendas indígenas explicam a origem de várias coisas através de histórias envoltas em


mistério e fantasia. Além disso, elas têm um importante papel na educação dos í[Link]
em várias regiões do Brasil, onde assumem características diferentes, as lendas surgidas entre
os índios brasileiros se popularizaram e fazem parte do nosso folclore.

[Link]

Iara era uma índia admirada pela sua beleza e pelo fato de ser uma grande guerreira.
Invejosos, seus irmãos resolveram matá-la, mas sendo uma guerreira habilidosa, consegue
vencer a luta e é ela quem os mata. Com medo de ser punida pelo pajé da tribo, foge. O pajé
era seu pai, o qual após encontrar Iara resolve castigá-la lançando-a ao rio para que ela morresse,
tal como seus irmãos. No entanto, os peixes salvam a índia, a qual se transforma numa bela
sereia que passa a habitar os rios da região da Amazônia. Atraindo os homens para lá, tenta
afogá-los. Segundo a lenda, quem consegue escapar, enlouquece e somente pode ser curado por
um pajé.

[Link]

O Curupira é o protetor das florestas, apresenta como principal característica o fato de


ter os pés virados para trás. Apesar de ser perverso, ajuda os caçadores que lhe oferecem
cachaça e fumo, proporcionando-lhes caças bem-sucedidas. Além de estar associado a casos de
violência e rapto de crianças, o Curupira pode fazer com que as pessoas se percam na mata.
Para distrair o Curupira e poder escapar dele, deve ser dado um novelo de cipó com a ponta
bem escondida. Ao tentar encontrar a ponta, o Curupira se distrai dando tempo para as pessoas
fugirem.

[Link] cor-de-rosa

O Boto cor-de-rosa é um galanteador que se transforma em um rapaz jovem e muito


bonito para se encontrar com as moças da comunidade. Isso acontece principalmente por
ocasião das festas juninas. É conhecido pelo seu chapéu branco que usa para tentar esconder o
buraquinho que ele tem no alto da cabeça para respirar e para esconder o nariz pontudo, que se
mantêm após a sua transformação. pós seduzir as moças, ele as leva para o rio onde as
engravida. Quando regressa à comunidade, a moça aparece grávida sem saber quem é o pai do
seu filho, motivo pelo qual as crianças que não conhecem o pai dizem ser filhas do boto.

[Link] da mandioca

A mandioca é uma raiz cuja origem é explicada a partir de uma menina chamada Mani
que foi enterrada numa oca. Mani, neta do cacique, era muito querida pela sua tribo. Tendo
falecido durante o sono, um dia pela manhã sua mãe a encontrou morta com um sorriso
descansado e encantador. A menina foi enterrada na oca onde vivia. Inconsolável com a perda,
sua mãe chorava a umedecia a terra com as suas lágrimas da mesma forma como se ela estivesse
sendo regada. Nesse local, nasceu uma planta diferente, a qual a mãe passou a cuidar, até que
um dia cavou a terra ao notar que a mesma estava ficando rachada. Ela tinha esperança de que
sua filha estivesse renascendo. Ao cavar a terra, a mãe descobriu a raiz, hoje conhecida como
mandioca.

[Link]á

O Boitatá é uma serpente de fogo que protege a floresta. Sua lenda possui várias versões.
Em uma delas, uma cobra adormecida durante um longo tempo acordou faminta e para saciar
a sua fome comeu os olhos dos animais. Transformando-se numa cobra de fogo, a sua luz
assusta quem quiser fazer mal à floresta durante a noite. É conhecido através de vários nomes
pelo Brasil. Os índios o chamam de Mbaê-Tata e os nordestinos dizem que essa personagem
representa a alma dos compadres e das comadres. Outra versão remonta ao Dilúvio, quando
para se proteger, a cobra entrou num buraco escuro. Lá, os seus olhos cresceram. De dia, o
Boitatá não enxerga, mas à noite vê com clareza.

Culinária Indígena Brasileira

A culinária indígena é conhecida pela variedade de sabores, aromas, temperos e


ingredientes naturais e influencia a cozinha brasileira desde os primórdios. Do Oiapoque ao
Chuí, a variedade de aromas, temperos e ingredientes naturais que compõem a culinária
indígena fazem parte da cultura brasileira antes mesmo da chegada dos colonizadores
portugueses ao paí[Link] ingredientes locais, como frutas, peixes, mandioca, pimenta e milho,
retirados da natureza através de atividades de caça e coleta, as receitas dos indígenas brasileiros
são um traço cultural importante e que deve ser respeitado, já que fazem parte da sua identidade.
Apesar de muitos preparos terem sofrido diversas modificações ao longo do tempo, por
europeus e africanos, a gastronomia indígena sobrevive ainda nos dias atuais e segue enraizada
nas cozinhas do Brasil inteiro.

Exemplos de Comidas Indígenas Populares no Brasil

[Link]

Hoje um preparo tradicional baiano, um alimento pertencente ao ritual do Candomblé e


um dos principais acompanhamentos do delicioso acarajé, o caruru que tem muita influência
dos povos indígenas nativos do Brasil. Há boatos que ele era feito como uma "cópia" da receita
original africana, que leva quiabos, mas com ingredientes que só são encontrados em solo
nacional. O prato ganhou fama também pelas excelentes propriedades antioxidantes e anti-
inflamatórias.

[Link]

O biju ou beiju é um dos preparos à base de mandioca que herdamos dos povos
indígenas. Ele costuma ser bastante confundido com a tapioca, mas, apesar de parecidos, existe
uma diferença fundamental entre os dois: o beiju leva a massa da mandioca, enquanto a tapioca
usa a goma do mesmo legume. O beiju pode ser feito na frigideira e acompanhado por diversos
recheios. Os mais tradicionais são os de coco ou queijo coalho.

[Link]á

Tacacá, prato exótico que foi preparado pela primeira vez muitos anos atrás por
indígenas do Pará.Além da goma, vão, no prato, tucupi (caldo à base de mandioca), camarões,
temperos e jambu, aquela erva que provoca uma sensação de formigamento na boca quando é
consumida nos alimentos ou até mesmo em bebidas.

[Link]

De origem tupi, a antes chamada "pamuna" é um quitute bem brasileiro, feito à base de
milho e comum nos estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná e em todo o Nordeste do país. Além
de milho verde ralado, a receita da pamonha ainda leva leite de coco, sal ou açúcar, manteiga,
erva-doce, canela e outros condimentos. Ela pode ser cozida na própria palha do milho ou em
folhas de bananeira.

[Link]

Chamada de "mungunzá" no Nordeste, a canjica foi criada pelos tupinambás e é um dos


pratos indígenas que acabou integrado a outras culturas, já que se tornou típico das festas
juninas que acontecem no Brasil inteiro. A receita, feita originalmente com milho branco, foi
adaptada às mais diversas etnias e pode ser feita também com o milho amarelo. Além do
principal ingrediente (milho), a canjica pode levar leite de coco ou leite condensado, coco ralado
e fresco, canela e amendoim.

Artesanato Indígena Brasileiro

A arte indígena está presente na essência do povo brasileiro, sendo um dos pilares para
a cultura do país. Cultura que é resultado da mistura de vários grupos, dentre eles os povos
indígenas - os primeiros habitantes do território nacional. Atualmente, existem cerca de 300
etnias indígenas no Brasil, cada uma com comportamentos e costumes diferentes. Entretanto,
existem várias características comuns encontradas em diversas tribos. Desta
forma, cerâmica, máscaras, pintura corporal, cestaria e plumagem resultam em uma arte
tradicional compartilhada: a arte indígena. Vale lembrar que a utilização de partes de animais
no artesanato é exclusiva dos povos das florestas, mas sua comercialização é proibida. Além
disso, é preocupante constatar que as expressões artísticas dos povos indígenas vêm sendo
destruídas rapidamente, assim como sua própria população.

Exemplos de Artesanato Indígena Brasileiro

[Link]âmica Indígena

A cerâmica é um exemplo de arte que não está presente em todas as tribos, sendo ausente
entre os Xavantes, por exemplo. Importante destacar que os índios não utilizam a roda do oleiro
e, ainda assim, conseguem desenvolver impressionantes peças. A cerâmica é produzida
principalmente pelas mulheres, que criam recipientes, bem como esculturas. Para torná-las mais
bonitas, costumam usar a pintura com padrões gráficos próprios. A cerâmica do
povo Marajoara, cujo nome advém do local onde ela teve origem (a Ilha de Marajó) é
conhecida no exterior e foi a primeira arte de cerâmica brasileira.

2.Máscaras Indígenas

As máscaras indígenas apresentam um simbolismo sobrenatural. Elas são feitas de


cascas de árvores ou outros materiais como palha e cabaças e podem ser enfeitadas com
plumagem. Normalmente, são utilizadas em ritos cerimoniais. Um exemplo é a tribo
dos Karajá, que usa máscaras na dança do Aruanã para representar heróis que conservam a
ordem mundial. Diz a lenda que as máscaras indígenas geralmente representam entidades que
conflitavam com os índios no passado. Deste modo, as festas e danças são feitas para alegrar e
acalmar essas entidades. Há máscaras grandes, feitas com palhas compridas, que chegam a
cobrir o corpo todo. A máscara de cerâmica é exclusiva dos índios da etnia Mati.

[Link] Indígena

Os cestos são utilizados para uso doméstico, na manutenção e transporte de alimentos.


É produzido normalmente pelas mulheres, com variadas formas de trançados em diferentes
formatos.

Os tipos mais comuns de utensílios são:

• Cestos-coadores - para coar líquidos;

• Cestos-tamises - para peneirar farinha;

• Cestos-recipientes - para guardar diferentes materiais;

• Cestos-cargueiros - para transportar cargas.

[Link] Plumaria Indígena

As plumas são usadas em rituais e coladas diretamente no próprio corpo. Servem


também para ornamentar máscaras, colares, braçadeiras, brincos, pulseiras e cocares, que são
feitos de penas e de caudas de aves. Assim como a pintura corporal, a arte plumária serve
também para indicar os grupos sociais. Na maior parte são os homens que desenvolvem a arte
plumária. Essa arte passa por um ritual: primeiro a caça, passando pelo tingimento (a chamada
tapiragem), pelo corte nas formas desejadas, e por fim, a amarração. Há tribos que destinam as
pinturas ao uso cotidiano, deixando as plumas para as comemorações e rituais indígenas,
inclusive funerais.

[Link] Corporal Indígena

A pintura corporal é usada em certos rituais e de acordo com o gênero e a idade.


Indicam os grupos sociais ou a função de cada indivíduo na tribo. Muitas vezes estão associadas
a rituais onde ocorrem danças indígenas. As tintas usadas são naturais, ou seja, são feitas de
plantas e frutos. O jenipapo é o fruto mais usado. Os índios o utilizam para escurecer a pele,
enquanto o urucum dá o tom vermelho. Já o branco é conseguido através da tabatinga. São as
mulheres que pintam os corpos e os desenhos têm valor simbólico, retratando um momento ou
um sentimento. Os padrões gráficos mais elaborados são da cultura Kadiwéu. Já em 1560, essa
pintura impactou os colonizadores, que ficaram deslumbrados com tamanha técnica e beleza.
Infelizmente, hoje em dia essa tribo não realiza mais essa pintura corporal, empregando os
padrões em peças de cerâmicas para vender aos turistas.

Danças Indígenas

A dança indígena é uma importante manifestação cultural dos povos nativos brasileiros.
São diversos os tipos de danças, a depender de cada propósito e de cada etnia.

Características e Objetivos das Danças indígenas

Uma particularidade que une praticamente todas as danças realizadas pelas diversas
tribos é o seu caráter ritualístico, de modo que são carregadas de um valor simbólico. São
também caracterizadas como uma forma da comunidade se relacionar com a ancestralidade com
os elementos da natureza, além de manter os costumes e fortalecer vínculos sociais. Executadas
em coletivo ou por apenas poucos indivíduos, as danças indígenas geralmente contam com o
apoio de outros elementos, como amuletos, pinturas corporais feitas especialmente para a
ocasião, o canto e a música. Esses são momentos especiais que tem como objetivo
a celebração e agradecimento pela colheita, a passagem de uma fase da vida (como a
puberdade), cerimônias fúnebres e demais propósitos coletivos.

Danças Indígenas

São muitas as manifestações em forma de dança dos povos originários. Algumas são
mais conhecidas.
Toré

Toré é o nome de uma dança realizada por diversas etnias da América latina, sendo
muito comum no nordeste brasileiro e em Minas Gerais. É geralmente realizada ao ar livre, em
disposição circular, usando instrumentos musicais e entoando cantos tradicionais. A intenção
do toré é criar uma grande ligação com a natureza e os espíritos da floresta, resgatar a
ancestralidade e se relacionar com antepassados. Essa dança também se tornou simbólica do
ponto de vista das lutas e resistências dos povos indígenas frente ao seu contínuo apagamento
histórico e social na sociedade brasileira.

Kuarup

Uma dança ritual de destaque dos indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, é Kuarup
(ou Quarup). Ela está intimamente ligada a uma árvore da região, cuja madeira recebe o nome
de Kuarup. Esse é um elemento essencial na cerimônia, sendo adornado nas cores amarela e
vermelha em pinturas cheias de significado. A dança tem como objetivo reverenciar os mortos,
fazendo uma despedida dos entes queridos que já não estão nesse plano. Assim, as aldeias
vizinhas se reúnem e os participantes invocam espíritos, entregam oferendas e dizem palavras
de agradecimento. O evento ocorre apenas nas noites de lua cheia, quando são realizadas danças
com o elemento fogo e rezas até o amanhecer.

Dança da Onça

A dança da onça é típica dos Bororo, no Mato Grosso, e se trata de um ritual de passagem
de um jovem rapaz para a vida adulta. Nessa dança, o rapaz é enaltecido por ter supostamente
matado uma onça sem ajuda de outros caçadores. Assim, ele se veste com a pele da onça e usa
uma máscara para encarnar o espírito do animal. Seus movimentos são pulos e batidas de pés,
acompanhados pelos outros da tribo.

Dança dos Praiás

O povo Pankararu, localizado no estado de Pernambuco, tem como costume realizar a


dança dos praiás, que integra um ritual sagrado Maior. Na ocasião, o dançarino usa uma
vestimenta complexa de palha e uma máscara ritualística que cobre o rosto. É uma dança que
ocorre de forma circular ou em fileiras e tem o canto como importante linguagem que a
acompanha.

Dança Jacundá
Uma dança originada dos povos indígenas da Amazônia é o Jacundá. Essa manifestação
acontece de forma circular, em que homens e mulheres participam de mãos dadas e uma pessoa
fica no centro da roda tentando sair.
Considerações Finais

A religiosidade indígena possui muita complexidade, desde sua origem, cultura,


costumes, religião e entre outros percebe-se grande profundidade. A religiosidade indígena
mesmo sendo muito discriminada por preconceitos é bem ampla, sua história que remete ao
inicio das tribos sempre tem algo místico, exemplo as lendas, como dito a lenda do boitatá uma
cobra de fogo que protege as florestas, como dito no início o “místico e fantasioso” é só um
meio de explicar algo que não compreendem, por exemplo a dança da chuva entre outros. A
religião indígena tem algo em comum em todas as tribos, o xamanismo, panteísmo e animismo,
mas do modo que possuem algo em comum também se diferenciam em outros aspectos.

A cultura indígena mostra as suas crenças e suas doutrinas, a organização das aldeias,
sendo por idade e sexo mostra a prestatividade e trabalho em grupo presente nas aldeias, além
do mestre guerreiro e do curandeiro sendo eles o cacique e o pajé, as pinturas corporais, o
artesanato, às danças e afins possuem um significado que remete a sua religião e seus costumes,
seus rituais são justamente umas das representações da religiosidade indígena, o que parece
estranho, arcaico e mais... para alguém que vê de fora, o indígena acha normal o que também
demonstra a diferença entre esses mundos.

A presença indígena nas escolas não é muito grande por dois grandes motivos alguns
não tem acesso à educação e outros são reservados somente a tribo, ver o meio de vida indígena
e sua autossuficiência é algo muito bonito, vendo que os indígenas vivem de modo “simples”
uma cultura totalmente diferente. Os indígenas vivem em paz com a natureza, respeitam os
animais, louvam o que é dado a eles.

A maioria das coisas que os indígenas fazem há um significado espiritual muito


profundo, como os rituais de amadurecimento, rituais de caça e outros, além de que os índios
possuem lendas incríveis para explicar coisas “sobrenaturais” como exemplo o curupira e
outros.

Os indígenas devem ser respeitados, cada parte da sociedade merece respeito, os


indígenas querendo ou não são um dos povos que mais sofrem preconceito, isso está desde o
modo que se vestem, comunicam-se até suas crenças e afins.
Anexos

Ypara Korá, Símbolos indígenas

Ypara Ixy, Símbolos indígenas

Ypara Jaxá, Símbolos Indígenas


Principais Deuses Indigenas

Curupira, lendas Indígenas


Boto cor-de-rosa, lendas Indígenas

Boitatá, lendas Indígenas


Tacacá, Culinária Indígena

Pamonha, Culinária Indígena


Canjica, Culinária Indígena

Máscara Indígena, Artesanato Indígena


Arte plumária Indígena, Arte Plumária

Kuarup, Danças Indígenas


Dança da Onça, Danças Indígenas
Referências Bibliográficas

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