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Teste de Avaliação de Português 8

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PT 8 TESTE DE AVALIAÇÃO

MATRIZ TESTE DE AVALIAÇÃO 8


Compreensã Leitura Educação Gramática Escrita
o oral literária

TESTE Comentário Memórias “Vicente” Flexão verbal Resumo

novembro Pronominalização
/
dezembro Pontuação

Classes de
palavras

Funções
sintáticas

Classificação de
orações

1
PT 8 TESTE DE AVALIAÇÃO

NOME_____________________________________________________ N.º _______TURMA_____

DATA________________AVALIAÇÃO________________________PROFESSOR(A)__________
_

Compreensão do oral

Para responderes aos itens de 1. a 2.3., vais ouvir um comentário sobre a obra
de Mário de Carvalho, Casos do Beco das Sardinheiras.
[Link]
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1. Numera os tópicos de 1 a 5, de acordo com a ordem pela qual as informações são


apresentadas.

Ler um conto deixa sempre vontade de ler mais.

O livro Casos do Beco das Sardinheiras é uma antologia de contos.

Esta obra refere várias vezes uma palavra que caiu em desuso.

O autor do comentário não gosta particularmente de contos.

O autor do comentário tem um fascínio por livros.

2. Para cada item (2.1. a 2.3.), assinala com X a opção que completa a afirmação, de
acordo com o texto.

2.1. Quem trabalha numa biblioteca e tem paixão pelos livros


A sente-se atraído por romances.

B não resiste à leitura de novos livros.

C gosta de ler contos.

2.2. Uma das características desta obra valorizadas pelo autor do comentário é
A a originalidade das várias histórias.

B o facto de as histórias serem curtas.

C o número reduzido de histórias.

2
PT 8 TESTE DE AVALIAÇÃO

2.3. Uma das características desta obra desvalorizadas pelo autor do comentário é
A o facto de o autor escrever contos.

B uma repetição singela.

C uma repetição excessiva.

Leitura e Educação Literária


Texto A
Lê o texto A e consulta as notas.

As primeiras lembranças

Por aqui andaram fenícios com a sua mercadoria.


A pouca gente que nessa altura o lugar tinha descia então à praia e abria os
olhos fascinada diante da brancura do marfim, do cheiro adocicado dos perfumes, das
cores vivas das pinturas que cobriam os ovos de avestruz.
Donde tudo aquilo viria era mistério que ninguém pensava em desvendar. Que
outros mundos haveria para lá do pobre lugarejo inóspito 1 à beira-mar era questão
demasiado ampla para o seu pensamento ainda pouco.
E vieram os normandos, e os romanos e os visigodos. E os mouros.
‒ Os meus antepassados – como dizia, com ar importante o meu amigo
Mohamede, quando se sentava à minha beira e me contava todas estas coisas.
Muitos destes povos por aqui ficaram, e aqui fizeram terra sua. Aqui deixaram
vestígios da sua passagem, da sua vida: machados de pedra, bicos de ânforas 2,
lápides3, túmulos, moedas, pedras de moinho, inscrições.
Felizes os homens que podem deixar testemunho do seu tempo, nem que seja
através de uma simples pedra de moer trigo!
De mim nada ficará quando, daqui a dias, me abaterem.
Centenas e centenas de anos reduzidos a pó, só porque hoje os homens
decidiram que por aqui, exatamente por aqui, há de passar uma estrada e eu, nascida a
meio do caminho, sou um estorvo. Durante oito séculos – a crer no que me dizia
Mohamede – não incomodei ninguém.
Como os homens deste século XX são complicados e de pouco amor…
Às vezes penso no que um dia irá ficar deles. Mas, confesso, esses
pensamentos magoam-me o tronco, e as minhas folhas começam em desatinado
bailado que me provoca tonturas.
Para acalmar, recordo o tempo que não conheci mas que ouço dizer ter
existido.
1
agreste.
2
vaso grande de duas asas.
3
pedra que celebra a memória de alguém.

3
PT 8 TESTE DE AVALIAÇÃO

Alice Vieira, Promontório da Lua, 2009.

3. O texto A é um excerto de um livro de memórias.


Quais dos elementos seguintes permitem, no seu conjunto, chegar a esta
conclusão?
Assinala com X as três opções corretas.

A Apresentação de marcas temporais e espaciais.

B Referência a riquezas de vários povos.

C Tom pessoal e introspetivo.

D Apresentação de experiências pessoais num determinado contexto.

E Utilização da enumeração para referir os utensílios dos povos.

4. Para cada item (4.1. e 4.2.), assinala com um X a opção que não completa
corretamente a afirmação, de acordo com o texto.
4.1. Este texto está escrito no ponto de vista

A de uma árvore.
B de Mohamede.
C de quem brevemente desaparecerá.

4.2. As várias referências que encontramos no texto


A podem estar relacionadas com Portugal.
B apresentam aspetos da história de Portugal.

C defendem o apagamento do passado.

5. A protagonista analisa muito do que ouviu, viu e imaginou, ao longo de


muitos anos, no local onde viveu, com o mar à sua frente. Neste momento já
lá não está, porque estorvava a construção de uma nova estrada.
Qual te parece ser a mensagem deste texto?

4
PT 8 TESTE DE AVALIAÇÃO

Texto B

Lê o texto.

Vicente
Naquela tarde, à hora em que o céu se mostrava mais duro e mais sinistro, Vicente
abriu as asas negras e partiu. Quarenta dias eram já decorridos desde que, integrado
na leva dos escolhidos, dera entrada na Arca. Mas desde o primeiro instante que
todos viram que no seu espírito não havia paz. Calado e carrancudo, andava de cá
para lá numa agitação contínua, como se aquele grande navio onde o Senhor
guardara a vida fosse um ultraje à criação. Em semelhante balbúrdia – lobos e
cordeiros irmanados no mesmo destino ‒, apenas a sua figura negra e seca se
mantinha inconformada com o procedimento de Deus. Numa indignação silenciosa,
perguntava: ‒ a que propósito estavam os animais metidos na confusa questão da
torre de Babel? (…) Justos ou injustos, os altos desígnios que determinavam aquele
dilúvio batiam de encontro a um sentimento fundo, de irreprimível repulsa. E, quanto
mais inexorável se mostrava a prepotência, mais crescia a revolta de Vicente.
Quarenta dias, porém, a carne fraca o prendeu ali. Nem mesmo ele poderia dizer
como descera do Líbano para o cais de embarque e, depois, na Arca, por tanto tempo
recebera das mãos servis de Noé a ração quotidiana. Mas pudera vencer-se.
Conseguira, enfim, superar o instinto da própria conservação, e abrir as asas de
encontro à imensidão terrível do mar.
A insólita partida foi presenciada por grandes e pequenos num respeito calado e
contido. Pasmados e deslumbrados, viram-no, temerário, de peito aberto, atravessar o
primeiro muro de fogo que Deus lhe quis impedir a fuga, sumir-se ao longe nos
confins do espaço. Mas ninguém disse nada. O seu gesto foi naquele momento o
símbolo da universal libertação. A consciência em protesto ativo contra o arbítrio que
dividia os seres em eleitos e condenados.
Mas ainda no íntimo de todos aquele sabor de resgate, e já do alto, larga como um
trovão, penetrante como um raio terrível, a voz de Deus:
‒ Noé, onde está o meu servo Vicente?
Bípedes e quadrúpedes ficaram petrificados. Sobre o tombadilho varrido de
ilusões, desceu, pesada, uma mortalha de silêncio.
Novamente o Senhor paralisara as consciências e o instinto, e reduzia a uma pura

5
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passividade vegetativa o resíduo da matéria palpitante.


Noé, porém, era homem. E, como tal, aprestou as armas de defesa.
‒ Deve andar por aí… Vicente! Vicente! Que é do Vicente?!...
Nada.
‒ Vicente!... Ninguém o viu? Procurem-no!
Nem uma resposta. A criação inteira parecia muda.
‒ Vicente! Vicente! Em que sítio é que ele se meteu?
Até que alguém, compadecido da miséria pequenez daquela natureza, pôs fim à
comédia.
‒ Vicente fugiu…
‒ Fugiu?! Fugiu como?
‒ Fugiu…. Voou…
Bagadas de suor frio alargaram as têmporas do desgraçado. De repente,
bambearam-lhe as pernas e caiu redondo no chão.
Miguel Torga, Bichos, Coimbra, 1983.

6. Neste texto, conta-se um episódio insólito. Refere por palavras tuas o que
fez Vicente.

7. Associa as personagens do texto às características que lhes correspondem.


Escreve, em cada quadrado da coluna A, a letra correspondente da coluna B.

COLUNA A COLUNA B
A libertados
1. Vicente
B revoltado
2. Os outros animais C assustados
D indignado
3. Noé E alarmado

8. Assinala com X a opção que completa a afirmação, de acordo com o texto.


Na frase “Bípedes e quadrúpedes ficaram petrificados.” (linha 27), o
narrador utiliza uma

A metáfora para realçar o medo.


B personificação para salientar a admiração.
C anáfora para destacar os outros animais.
D antítese para assinalar o contraste entre animais.

6
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9. Vicente tem um comportamento diferente dos restantes animais.


Que mensagem transmite a atitude de Vicente?

Gramática

10. Lê a passagem seguinte.

Vicente, porém, vivia. À medida que a barca se aproximava, foi-se


clarificando na lonjura a sua presença esguia, recortada no horizonte, linha
severa que limitava um corpo, e era ao mesmo tempo um perfil de vontade.

Assinala com X a opção que completa a afirmação seguinte.


Nesta passagem, a relação entre a primeira frase e a segunda poderia ser
estabelecida através da palavra

A mas.
B ou.
C pois.
D portanto.

11. Reescreve as frases seguintes, substituindo as palavras sublinhadas pelos


pronomes pessoais correspondentes.

a) Noé não admitiu a fuga de imediato. Noé não a admitiu de imediato.


b) Vicente viverá outras aventuras. Vicente vivê-las-á.
c) A Arca prosseguirá a viagem.

12. Lê a frase seguinte.


“– Senhor, o teu servo Vicente evadiu-se.”
Explica a utilização da vírgula.

13. Lê a passagem.
Terra! Mas a porção de tal modo exígua, que até os mais confiados a
fixavam ansiosamente, como a defendê-la da voragem. A defendê-la e a
defender Vicente, cuja sorte se ligara inteiramente ao telúrico destino.

13.1. Presta atenção às palavras ou expressões destacadas e assinala com X a


alínea que identifica respetivamente as palavras destacadas.

A Conjunção, determinante e conjunção.


B Pronome, preposição e pronome.

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C Conjunção, determinante e pronome.

13.2. Indica a função sintática das expressões destacadas nas frases


seguintes.
Noé, mudo, assistia àquele duelo.
(A) (B)
Os animais permaneceram calados.
(C)
14. Classifica as orações destacadas nas frases seguintes.

14.1. Como não viam terra, os animais ficaram impacientes.

_____________________________________________________________

14.2. Noé ficou tão nervoso que desmaiou.

_____________________________________________________________

14.3. Deus perguntou se ele sabia o paradeiro de Vicente.

_____________________________________________________________

Escrita

15. Escreve um texto que possa constituir uma página do diário de Vicente antes
de tomar a decisão de fugir, de acordo com as indicações seguintes:

 O teu texto deverá ter entre 150 e um máximo de 240 palavras.


 Apresenta uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão;
 A caligrafia deve ser legível.

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