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Pch9 Teste A Segundo Periodo

O documento é um teste de avaliação de Português para o 9.º ano, contendo questões sobre textos que abordam a importância da família e a identidade. Inclui textos de Bruno Nogueira e Eça de Queirós, com questões sobre compreensão de leitura, gramática e interpretação literária. O teste avalia a oralidade, leitura, educação literária, gramática e escrita dos alunos.

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Pch9 Teste A Segundo Periodo

O documento é um teste de avaliação de Português para o 9.º ano, contendo questões sobre textos que abordam a importância da família e a identidade. Inclui textos de Bruno Nogueira e Eça de Queirós, com questões sobre compreensão de leitura, gramática e interpretação literária. O teste avalia a oralidade, leitura, educação literária, gramática e escrita dos alunos.

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Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.

° ano

PCH© Porto Editora

Teste de avaliação de Português (versão A)


9.º ano

Nome: N.º: Turma:

Data: Classificação:

Oralidade: Leitura: Educação literária: Gramática: Escrita:

Professor(a): Encarregado(a) de Educação:

Texto A

Lê, atentamente, as questões que te são colocadas. Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir
duas vezes o texto “A importância da família para a aprendizagem”.

Para cada item (1. a 4.), seleciona a opção que completa a afirmação, de acordo com o sentido do texto.

1. A implicação parental e a integração das crianças num ambiente de aprendizagem


A. trazem vantagens apenas no âmbito académico.
B. trazem benefícios apenas no âmbito familiar.
C. trazem benefícios no seu desenvolvimento geral.

2. O desenvolvimento das crianças é potenciado pela literacia familiar, ou seja,


A. é crucial que os pais leiam para os filhos e interajam com eles durante a leitura.
B. é fundamental que os pais comprem muitos livros para os filhos.
C. é importante que os pais leiam para os filhos e lhes peçam resumos sobre o que leram.

3. O reforço dos laços afetivos com os pais e o estímulo da imaginação das crianças são
conseguidos
A. com a compreensão da diferença entre frase e palavra.
B. com a exploração dos livros e com o contacto com a escrita dos mesmos.
C. com a aprendizagem da escrita em idade precoce.

4. Para ajudar a ultrapassar as dificuldades dos mais novos, a família deve


A. proporcionar um ambiente sereno, marcado pelo silêncio.
B. oferecer um ambiente positivo, marcado por elogios e estímulos.
C. possibilitar um ambiente real, marcado por incentivos e repreensões.
Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.° ano

PCH© Porto Editora

Lê o Texto B e a nota.

Texto B

Uma família e uma escadaria


Na semana passada, fui até ao norte comemorar os 90 anos da minha tia Linda, irmã
mais velha do meu pai. […] Quando não se está com a família há algum tempo, é nos
aniversários e nos funerais que se fazem as contas aos que nasceram, aos que
morreram, aos que agora fazem parte da família e aos que a deixaram, mas que vão
5 aparecendo nas histórias que se vão contando a cada encontro. Crianças que nasceram
agora com sangue antigo, primas e primos que cresceram e que agora me fazem franzir a
memória até os encaixar na lembrança que tinha deles. […] Uma família não é perfeita,
porque não é feita à medida. Mas tem dentro dela o que nos ajudou a sermos o que
somos. Alguém que nos viu crescer é alguém que nos vale de muito, porque sabe de
10 onde viemos, e quem fomos antes disto tudo; são espigões que se afundam na terra, para
que, por muito que andemos de um lado para o outro, nunca esqueçamos onde tudo
começou. Uma família é um navio que faz travessias de oceanos calmos e mares revoltos,
mas nunca afunda, resiste, defende o seu território com a força de muitas gerações. E ali,
a minha família do norte reunida para soprar um bolo de anos com um número tão
15 redondo e inesperado. A minha tia Lurdes, sentada ao lado, com os seus 87 anos, a
memória a ir e a vir, um eclipse contínuo, a resistir a tudo com o sentido de humor dela,
dos filhos e dos netos, que carregam na genética essa maneira de agarrar nos problemas
e acartá-los1 de queixo erguido. Cada uma das filhas construiu casa ao lado dela, uma
minialdeia dentro da aldeia, para poderem ser mães da mãe que ela foi para elas. […]
20 Quando uma mãe tem filhas que cuidam assim, é porque alguma coisa fez bem. Esteve lá
quando era preciso, e ensinou que tomar conta é o mais íntimo gesto de amor que se
pode ter por outra pessoa. […] Os Nogueiras são gente rija, uma família de raízes
humildes, que lutou muito para hoje conseguir ser o que arriscou sonhar. Acho que nunca
estive muito presente para a família que tenho, e tenho pena disso. Durante muito tempo
25 punha as culpas nos meus pais, mas, agora que cresci, ponho a culpa em mim. […]
No fim, tirámos uma fotografia com todos, dos mais velhos aos mais novos, presente
e passado, ao longo de uma escadaria de pedra, para que nos possamos lembrar de
quem somos. […] Lá no meio, as crianças de olhar curioso posto naqueles risos todos ao
redor. Rimos porque sabemos um segredo só de adultos – que um dia vamos ser aqueles
30 quatro que se sentam à frente, a olhar para trás e a pensar: “Eu já fui aquele que nasceu
agora.”
Bruno Nogueira, 11-09-2024, in
[Link] (com supressões, consult. em
25-11-2024)
Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.° ano

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Vocabulário
1. acartá-los: carregá-los.

Para cada item (5. a 8.), seleciona a opção que completa a afirmação, de acordo com o sentido do texto.

5. Ao recorrer à metáfora “Uma família é um navio que faz travessias de oceanos calmos e mares
revoltos, mas nunca afunda” (linhas 11-12), o cronista pretende destacar
A. o carácter instável e inconstante das famílias.
B. o carácter persistente e resiliente das famílias.
C. o carácter equilibrado e ponderado das famílias.
D. o carácter desequilibrado e emotivo das famílias.

6. O autor elogia as filhas da sua tia Lurdes, destacando


A. a sua incapacidade de viver afastadas da figura materna.
B. a sua generosidade e o seu desinteresse.
C. a sua ambição e o seu altruísmo.
D. o seu espírito cuidador e a sua dedicação.

7. Os pronomes pessoais destacados na frase “Alguém que nos viu crescer é alguém que nos
vale de muito” (linhas 8-9) desempenham a função sintática de
A. complemento direto, em ambos os casos.
B. complemento indireto, em ambos os casos.
C. complemento direto e complemento indireto, respetivamente.
D. complemento indireto e complemento direto, respetivamente.

8. O pensamento “«Eu já fui aquele que nasceu agora.»” (linha 30) transmite a ideia de que
A. todos envelhecemos, mas todos já fomos crianças.
B. nos esquecemos da infância quando envelhecemos.
C. todos nós desejamos permanecer crianças.
D. todos nós já vivemos outras vidas.
Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.° ano

Lê o Texto C, um excerto do conto “A Aia”, de Eça de Queirós, e as notas. PCH© Porto Editora

Texto C
Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão, indo ela a adormecer, já despida, no seu catre 1
entre os seus dois meninos, adivinhou, mais que sentiu, um curto rumor de ferro e de briga, longe, à
entrada dos vergéis2 reais. Embrulhada à pressa num pano, atirando os cabelos para trás, escutou
ansiosamente. Na terra areada, entre os jasmineiros, corriam passos pesados e rudes. Depois houve
5 um gemido, um corpo tombando molemente sobre lajes, como um fardo. Descerrou violentamente a
cortina. E além, ao fundo da galeria, avistou homens, um clarão de lanternas, brilhos de armas… Num
relance tudo compreendeu – o palácio surpreendido, o bastardo cruel vindo roubar, matar o seu
príncipe! Então, rapidamente, sem uma vacilação, uma dúvida, arrebatou o príncipe do seu berço de
marfim, atirou-o para o pobre berço de verga – e tirando o seu filho do berço servil, entre beijos
10 desesperados, deitou-o no berço real, que cobriu com um brocado3.
Bruscamente um homem enorme, de face flamejante, com um manto negro sobre a cota de
malha, surgiu à porta da câmara, entre outros, que erguiam lanternas. Olhou – correu ao berço de
marfim onde os brocados luziam, arrancou a criança como se arranca uma bolsa de ouro, e, abafando
os seus gritos no manto, abalou furiosamente.
15 O príncipe dormia no seu novo berço. A ama ficara imóvel no silêncio e na treva. […]
Foi um espanto, uma aclamação. Quem o salvara? Quem?… Lá estava junto do berço de marfim
vazio, muda e hirta4, aquela que o salvara! Serva sublimemente leal! Fora ela que, para conservar a vida
ao seu príncipe, mandara à morte o seu filho… […]
A rainha tomou a mão da serva. E sem que a sua face de mármore perdesse a rigidez, com um
20 andar de morta, como num sonho, ela foi assim conduzida para a câmara dos tesouros. […] Apenas os
seus olhos, brilhantes e secos, se tinham erguido para aquele céu que, além das grades, se tingia de
rosa e de ouro. Era lá, nesse céu fresco de madrugada, que estava agora o seu menino. Estava lá, e já
o Sol se erguia, e era tarde, e o seu menino chorava decerto, e procurava o seu peito!… E então a ama
sorriu e estendeu a mão. Todos seguiam, sem respirar, aquele lento mover da sua mão aberta. Que joia
25 maravilhosa, que fio de diamantes, que punhado de rubis, ia ela escolher? […]
Agarrara o punhal, e com ele apertado fortemente na mão, apontando para o céu, onde subiam
os primeiros raios do Sol, encarou a rainha, a multidão, e gritou:
– Salvei o meu príncipe – e agora vou dar de mamar ao meu filho!
E cravou o punhal no coração.

Eça de Queirós, “A Aia”, in A Aia e outros contos, Porto Editora, 2022 (pp. 11-16)
Vocabulário
1. catre: cama tosca e pobre. 2. vergéis: jardins. 3. brocado: tecido de seda com motivos em relevo, de fio de prata ou ouro. 4.
hirta: imóvel.
Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.° ano

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Para cada item (9. a 16), seleciona a opção que completa a afirmação, de acordo com o sentido do
texto.

9. Das expressões apresentadas, aquela que não contribui para caracterizar psicologicamente os
invasores do palácio é
A. “passos pesados e rudes” (linha 4).
B. “avistou homens, um clarão de lanternas” (linha 6).
C. “Bruscamente um homem enorme, de face flamejante” (linha 11).
D. “abalou furiosamente” (linha 14).

10. Ao perceber que o palácio estava a ser invadido, a aia decide


A. enfrentar os invasores, colocando a sua vida em risco.
B. salvar os dois meninos, escondendo os berços de ambos.
C. salvar o seu filho, trocando-o de lugar com o pequeno príncipe.
D. salvar o pequeno príncipe, trocando-o de lugar com o seu próprio filho.

11. Para descrever a riqueza do berço do príncipe, em “correu ao berço de marfim onde os brocados
luziam” (linhas 12-13), o narrador recorre a uma oração subordinada
A. adjetiva relativa restritiva.
B. adjetiva relativa explicativa.
C. adverbial causal.
D. adverbial final.

12. Ao dizer que “um homem enorme […] arrancou a criança como se arranca uma bolsa de ouro”
(linhas 11-13), o narrador recorre à comparação para destacar
A. a forma inesperada e ardilosa como a ação foi praticada.
B. a forma veloz e imprevisível como a ação foi praticada.
C. a forma violenta e mesquinha como a ação foi praticada.
D. a forma subtil e cautelosa como a ação foi praticada.

13. Na frase da linha 4, o constituinte “passos pesados e rudes” desempenha a função sintática de
A. complemento direto.
B. sujeito.
C. predicativo do sujeito.
D. complemento oblíquo.

14. Na sequência da decisão de salvar o príncipe, o narrador descreve a aia como “Serva
sublimemente leal!” (linha 17), recorrendo a um advérbio que destaca
A. o carácter condenável e inconcebível da sua decisão.
B. o carácter humano e compreensível da sua decisão.
C. o carácter incompreensível e extraordinário da sua decisão.
D. o carácter admirável e sobre-humano da sua decisão.
Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.° ano

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15. Para descrever o olhar da aia, em “Apenas os seus olhos, brilhantes e secos, se tinham erguido
para aquele céu” (linhas 20-21), o narrador utiliza uma forma verbal no
A. pretérito perfeito composto do indicativo.
B. pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo.
C. pretérito imperfeito do conjuntivo.
D. pretérito mais-que-perfeito do conjuntivo.
16. Este conto termina de forma trágica e esse final funesto é antecipado pelo excerto:
A. “A ama ficara imóvel no silêncio e na treva.” (linha 15)
B. “Fora ela que, para conservar a vida ao seu príncipe, mandara à morte o seu filho…” (linhas
17-18)
C. “E sem que a sua face de mármore perdesse a rigidez, com um andar de morta, como num
sonho, ela foi assim conduzida para a câmara dos tesouros.” (linhas 19-20)
D. “E então a ama sorriu e estendeu a mão.” (linhas 23-24)

17. A aia é a personagem principal deste excerto.

Caracteriza, por palavras tuas, a aia, tendo em consideração as suas ações.

18. No final do conto, a aia “cravou o punhal no coração.” (linha 29).

Explicita o que a terá levado a tomar essa decisão.

19. Como percebeste, os laços familiares são determinantes na construção da identidade de um


indivíduo.
Observa atentamente o seguinte cartoon sobre a família.

Lupino, Puzzle Family, 2018. [Link]


Teste de avaliação (versão A) Palavra-chave, Português, 9.° ano

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Redige um comentário, de 160 a 260 palavras, em que salientes os seguintes aspetos:


– descrição do cartoon;
– interpretação do quebra-cabeças / puzzle;
– a interdependência das relações familiares e o papel dos adultos na formação e desenvolvimento
da criança;
– a família como um projeto em constante construção.

Observações:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo
quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
independentemente do número de algarismos que o constituam (exemplo: /2024/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados, há que atender ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão implica uma desvalorização parcial até dois pontos;
– um texto com extensão inferior a 45 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.

FIM DA PROVA

COTAÇÕES
Itens

10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.

18.

19.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
Cotação

pontos)
(em

4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 8 8 20
Total

100
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Proposta de resolução 4. B.

Texto A Texto B
Transcrição do texto ouvido:
5. B.
A importância da família para a aprendizagem
6. D.
Hoje é consensual que a participação e o
envolvimento dos pais traz vários benefícios que não se 7. C.
limitam às aprendizagens académicas. De facto, o 8. A.
envolvimento parental e a atmosfera de aprendizagem
em casa são dois fatores que têm um grande impacto no
desenvolvimento das crianças. […] Texto C
Um dos fatores que facilitam a aprendizagem é a
9. B.
literacia e esta inicia-se muito antes de a criança entrar
na escolaridade obrigatória. No desenvolvimento da 10. D.
literacia, o contexto familiar assume um papel crucial, já
11. A.
que é neste contexto que se dá o incremento das
competências pré-leitoras e este é considerado um 12. C.
preditor do sucesso na aprendizagem.
13. B.
A literacia familiar é considerada um dos grandes
potenciadores do desenvolvimento holístico das 14. D.
crianças, por isso importa que os pais leiam para os
15. B.
filhos desde tenra idade. Durante os momentos de
leitura, é importante haver interação com os mais novos, 16. C.
através de perguntas acerca do que ouviram. Quando
17. O principal traço caracterizador da aia é a lealdade,
os pais leem histórias para os filhos, devem dar espaço
característica que se revela tendo em conta o seu
para que façam comentários e é fundamental valorizar
comportamento perante o príncipe, que trata como se
os comentários que fazem.
fosse um filho, e tendo em conta a ação que pratica, a
A aquisição de conhecimentos precoces acerca
de trocar o seu filho com o príncipe, de modo a evitar a
da leitura e da escrita são um dos aspetos que se
morte daquele iria ser o seu senhor. Podemos, também,
desenvolvem com a literacia familiar e estes adquirem-
caracterizar a aia como uma mãe sofredora, mas crente,
se através do contacto com os livros e com a escrita
pois, apesar de a troca de bebés ter levado à morte do
expressa nos mesmos. O facto de se apontar com o
seu filho, a mesma não é capaz de continuar a viver
dedo para as palavras que estamos a ler contribui,
sem ele (tirando a sua própria vida), mas acreditando
também, para a compreensão da direcionalidade da
que o reencontraria após a morte.
escrita, da fronteira de palavras e da diferença entre
frase e palavra. A leitura e exploração do livro em
contexto familiar permite reforçar os laços afetivos entre 18. A decisão da aia, de acabar com a própria vida, é o
pais e filhos, estimula a imaginação e incentiva a resultado de um sofrimento atroz sentido por esta
reflexão. mulher, depois de ter trocado o príncipe pelo seu filho e,
A família é, sem dúvida, o suporte de que os deste modo, ter causado a sua morte. Ao desespero
mais novos precisam para ultrapassar as dificuldades talvez se tenha juntado um sentimento de culpa pela
que vão encontrar. Por isso, a família deve proporcionar atitude tomada. Contudo, ao decidir cravar o punhal no
uma atmosfera positiva em casa, marcada por elogios e coração, a aia acredita que será possível reencontrar o
incentivos, uma vez que será a grande facilitadora dos seu filho, sendo a morte a única forma de voltar a estar
progressos da criança. com ele.

Inês Ferraz, 24-02-2024, in


[Link]
familia-aprendizagem-2090681 (com supressões, consult. em 19. Sugestão de resposta:
25-11-2014)

1. C. Este cartoon ilustra dois adultos que constroem


um quebra-cabeças, representando uma casa e uma
2. A. criança sorridente no seu interior. Os próprios adultos
são feitos também de peças de puzzle. No fundo,
3. B.
podemos observar o esboço de dois corações que
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contornam a casa e os adultos, sinal de que a
construção do lar e da família deve ser feita com amor.
A meu ver, o quebra-cabeças simboliza a
complexidade e a interação das relações familiares.
Cada peça representa um elemento essencial para a
formação do indivíduo e do seu núcleo familiar. Se
alguma peça faltar ou não se encaixar, a estrutura
familiar pode ficar incompleta ou desequilibrada. Por
outras palavras, cada membro da família é importante
no processo de construção de uma relação harmoniosa,
saudável e coesa.
A interdependência familiar é evidente: os
adultos dependem uns dos outros e são fundamentais
na formação da criança. Cada decisão, ação ou valor
transmitido pelos adultos influencia o desenvolvimento e
a felicidade dos mais novos. Assim, os pais, ao
montarem o quebra-cabeças, manifestam a
responsabilidade de fornecer apoio emocional,
segurança e educação, moldando o futuro dos filhos. A
imagem sugere também que a família é um projeto
contínuo e dinâmico, no qual cada nova peça representa
um desafio ou uma conquista.
Concluindo, na edificação da família não há
um estado final perfeito, mas sim um constante
processo de construção e adaptação.

[227 palavras]

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