FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
FACULDADE DE TECNOLOGIA
ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO
LABORATÓRIO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS - TURMA 02
CAPACITORES E INDUTORES EM REGIME AC
Manaus – AM
2017
ANDREZZA DE MELO BONFIM
FELIPE DE MENEZES SANTOS
GEOVANA DE SOUZA AMARAL
GUILHERME PEÑA CÉSPEDES
LUCAS DOS ANJOS MORAES
CAPACITORES E INDUTORES EM REGIME AC
Nono Relatório da Disciplina de Laboratório de
Circuitos Elétricos apresentado ao Curso de
Engenharia da Computação.
PROFESSOR: BRUNO GOMES RODRIGUES
Manaus – AM
2017
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 4
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 5
METODOLOGIA 7
RESULTADOS 10
ANEXOS 16
CONCLUSÃO 19
REFERÊNCIAS 20
INTRODUÇÃO
Este relatório tem como objetivo verificar experimentalmente o comportamento de um
capacitor e um indutor em regime AC.
Na primeira parte do experimento, foi observado o comportamento do capacitor de
0,1uF, sendo ajustada a tensão do gerador para medição da mesma no resistor; depois variou-
se a frequência para ser realizada a análise da tensão no capacitor e resistor. Utilizaram-se
materialmente: protoboard, fonte de alimentação, osciloscópio, gerador de sinais, capacitor e
um resistor de 1kohm.
Na segunda parte do experimento foi possível observar o comportamento do indutor e
realizou-se o mesmo procedimento feito na primeira parte. Os materiais extras foram: indutor
de 25uH e um resistor de 100ohms.
As aplicações do capacitor na eletrônica são muitas, tais como servir de
armazenamento de energia elétrica, fornecer ou absorver cargas elétricas. O capacitor permite
separar circuitos de correntes contínua e alternada, permitindo que apenas os sinais de
corrente alternada passem e bloqueando a corrente contínua. Os indutores, também
conhecidos por bobinas, são elementos usados em circuitos elétricos, eletrônicos e digitais
com a função de acumular energia através de um campo magnético, também servem para
impedir variações na corrente elétrica.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
“Capacitor ou condensador é um componente que armazena cargas elétricas num
campo elétrico, acumulando um desequilíbrio interno de carga elétrica.”[1] “Este componente
surgiu da necessidade de armazenar cargas elétricas para usá-las futuramente de maneira
flexível quando houver resistência em seus terminais.
Um capacitor armazena carga elétrica ao ser ligado em uma fonte de tensão; ele possui
dois terminais para sua polarização (o terminal maior é positivo e o menor é negativo), dentro
do capacitor os terminais são conectados por placas metálicas, geralmente de alumínio,
separados por um material dielétrico. Esse material dielétrico pode ser de diversos materiais,
como cerâmica, teflon, mica, porcelana, celulose, e até ar. Dielétrico é o material isolante que
é capaz de se tornar condutor quando submetido a determinado valor de campo elétrico, essa
mudança de estado (isolante para condutor) acontece quando o campo elétrico é maior que a
rigidez dielétrica do material, ou seja, até os materiais isolantes podem conduzir quando
submetidos a determinado valor de cargas elétricas.”[2]
Fig. Estrutura de um capacitor
Os capacitores são comercialmente disponíveis em diferentes tipos e valores.
Geralmente, os capacitores possuem valores na faixa de picofarad (pF) a microfarad (μ F). Os
tipos de capacitor com aplicações específicas são: Capacitores plásticos, capacitores
eletrolíticos capacitores cerâmicos, entre outros. Como mostrado na figura abaixo:
“O indutor, também chamado de solenóide ou bobina, é um dispositivo elétrico
passivo, capaz de armazenar energia criada em um campo magnético formado por uma
corrente alternada (CA). Este componente é usado em circuitos elétricos, eletrônicos e
digitais, para armazenar energia através de um campo magnético. Indutores são usados para
impedir variações de corrente elétrica, para formar um transformador e também em filtros que
excluem sinais em alta frequência, os filtros do tipo passa baixa.
Os indutores são, geralmente, construídos como uma bobina de um material condutor,
como o cobre. Um núcleo ferromagnético, que aumenta a indutância concentrando as linhas e
orça do campo magnético que fluem pelo interior das espiras condutoras.”[3]
Ao se conectar um capacitor em uma fonte alternada, cada mudança de tensão
ocasiona carga e descarga do capacitor, provocando a circulação de uma corrente. A oposição
que o capacitor apresenta à passagem da corrente sob regime AC é denominada reatância
capacitiva, e a mesma varia conforme varia a frequência do sinal AC. A reatância capacitiva é
dada por:
1
Xc=
2 π fc
Em correntes alternadas com frequências muito altas, a reatância por s er muito
pequena, pode ser desprezada em análises aproximadas do circuito. Um indutor, quando
percorrido por uma corrente elétrica alternada, oferece uma oposição à passagem dela,
imposta por campo magnético, denominada reatância indutiva. Essa reatância indutiva é
diretamente proporcional à frequência da corrente; ao valor do indutor e é dada pela relação
X=ωL ou X = 2πfL.[4]
METODOLOGIA
O experimento tem como objetivo a verificação do comportamento de elementos
armazenadores de energia em regime de corrente alternada, para tal os procedimentos foram
divididos em duas partes, onde primeiramente é realizada a análise do funcionamento de um
capacitor e em seguida a análise é feita em cima do comportamento do indutor.
PARTE I
Figura 1 - Circuito a ser montado na parte I
MATERIAL UTILIZADO:
● 1 resistor de 1 kΩ;
● Capacitor de cerâmica 0,1 µF;
● Gerador de sinais;
● Osciloscópio;
● Fonte de alimentação;
● Protoboard.
PROCEDIMENTOS ADOTADOS:
1. Montagem do circuito da figura 1 com o capacitor descarregado;
2. Ajuste da frequência do gerador de sinais para 10 kHz;
3. Ajuste da tensão no gerador de sinais de forma a obter os valores de tensão no
resistor solicitados em tabela e anotação dos valores obtidos no gerador;
4. Ajuste da tensão no gerador de sinais para 1 Vpp, variação da frequência no
mesmo e anotação dos valores de tensão de pico a pico no resistor e no
capacitor.
PARTE II
Figura 2 - Circuito a ser montado na parte II
MATERIAL UTILIZADO:
● Gerador de sinais;
● Osciloscópio;
● Indutor: L = 25µH
● Resistor 100Ω;
● Fonte de alimentação;
● Protoboard;
PROCEDIMENTOS ADOTADOS:
1. Montagem do circuito da figura 2;
2. Ajuste da frequência do gerador de sinais para 100 kHz;
3. Ajuste da tensão no gerador de sinais de forma a obter os valores de tensão no
resistor solicitados em tabela e anotação dos valores obtidos no gerador e
valores de pico no indutor;
4. Ajuste da tensão no gerador de sinais para 1 Vpp, variação da frequência no
mesmo e anotação dos valores de tensão de pico a pico no resistor e no indutor.
RESULTADOS
PARTE I
Tabela 1: Valores medidos e calculados para o circuito 1 mantendo a frequência fixa.
VRpp (V) 1 2 3 4 5
VRef (V) 0,340 0,698 1,058 1,409 1,763
Ief (mA) 0,340 0,698 1,058 1,409 1,763
VCpp (V) 0,180 0,348 0,536 0,688 0,877
VCef (V) 0,05783 0,1187 0,1828 0,2386 0,3044
XC 159,15 159,15 159,15 159,15 159,15
Tabela 2: Valores medidos e calculados para o circuito 1 mantendo a frequência variantes.
f (KHz) VRpp (V) VRef (V) Ief (mA) VCpp (V) VCef (V) XC
1 1,313 0,4599 0,4599 1,701 0,5977 1591,54
2 1,681 0,5973 0,5973 1,261 0,4455 795,78
3 1,821 0,6397 0,6397 0,968 0,3398 530,52
4 1,861 0,6609 0,6609 0,756 0,2613 397,89
5 1,861 0,6597 0,6597 0,624 0,2161 318,31
6 1,861 0,6714 0,6714 0,536 0,1853 265,26
7 1,901 0,6551 0,6551 0,468 0,1563 227,36
8 1,901 0,6797 0,6797 0,412 0,1430 198,94
9 1,901 0,6615 0,6615 0,372 0,1248 176,84
10 1,921 0,6708 0,6708 0,344 0,1141 159,15
Os valores de XC permaneceram constantes quando não variamos a frequência.
Figura 1: Gráfico da reatância capacitiva por frequência.
A reatância capacitiva diminui exponencialmente a medida que a frequência aumenta.
PARTE II
Tabela 3: Valores medidos e calculados para o circuito 2 mantendo a frequência fixa.
VRpp (V) 1 2 3 4 5
VRef (V) 0,3525 0,6957 1,054 1,423 1,763
Ief (mA) 3,525 6,957 10,54 14,23 17,63
VCpp (V) 0,168 0,368 0,552 0,736 0,928
VCef (V) 0,0547 0,1257 0,1902 0,2566 0,3237
XL 1,5708 1,5708 1,5708 1,5708 1,5708
Tabela 4: Valores medidos e calculados para o circuito 2 mantendo a frequência variantes.
f (KHz) VRpp (V) VRef (V) Ief (mA) VCpp (V) VCef (V) XL
50 1,345 0,4738 0,4738 0,120 0,03752 7,8538
100 1,225 0,4317 0,4317 0,232 0,07462 15,7075
150 1,281 0,4391 0,4391 0,336 0,1135 23,5613
200 1,353 0,4817 0,4817 0,426 0,1485 31,415
300 1,385 0,4921 0,4921 0,608 0,2126 47,1225
400 1,385 0,4968 0,4968 0,792 0,2783 62,83
500 1,385 0,4873 0,4873 0,936 0,3299 78,5375
600 1,425 0,4897 0,4897 1,081 0,3817 94,245
700 1,377 0,4785 0,4785 1,193 0,4117 109,9525
800 1,301 0,4822 0,4822 1,301 0,4648 125,66
Figura 2: Gráfico da reatância indutiva por frequência.
A reatância indutiva aumenta linearmente juntamente com o aumento da frequência.
Ao comparar os dois gráficos observou-se que a reatância capacitiva diminui
exponencialmente com o aumento da frequência, já a reatância indutiva aumenta linearmente
com o aumento da frequência.
SIMULAÇÕES
Com a finalidade de comparar resultados obtidos na prática com resultados que seriam
obtidos em uma situação ideal, foram realizadas simulações das partes I e II do experimento
no software Multisim 14.1.
PARTE I - CAPACITOR
Nas imagens que seguem foram realizadas capturas de tela das medições das tensões
eficazes em cima do resistor onde os valores de tensão das fontes das figuras correspondem
aos encontrados no gerador sinais em laboratório objetivando o alcance dos valores de pico a
pico marcados na tabela.
Figura 3 - Valores eficazes no resistor de 1k para alcance de 1 V até 3 V onde na tabela está
intitulado como VRpp.
Figura 4 - Valores eficazes no resistor de 1k para alcance de 4 V até 5 V onde na tabela está
intitulado como VRpp.
Agora o mesmo procedimento é realizado para as tensões eficazes no capacitor nas
imagens que seguem.
Figura 5 - Valores eficazes no capacitor de 0,1uF para alcance de 1 V até 3 V onde na tabela
está intitulado como VRpp.
Figura 6 - Valores eficazes no capacitor de 0,1uF para alcance de 4 V até 5 V onde na tabela
está intitulado como VRpp.
Agora serão exibidas as imagens das simulações realizadas com a tensão constante em
1 Vpp e a frequência variando de 1 até 10 kHz exibindo os valores eficazes no resistor e no
capacitor.
Figura 7 - Valores com frequência em 1 kHz e 2 kHz
Figura 8 - Valores com frequência em 3 kHz e 4 kHz
Figura 9 - Valores com frequência em 5 kHz e 6 kHz
Figura 10 - Valores com frequência em 7 kHz e 8 kHz
Figura 11 - Valores com frequência em 9 kHz e 10 kHz
PARTE II - INDUTOR
Nas imagens que seguem foram realizadas capturas de tela das medições das tensões
eficazes em cima do resistor e do indutor onde os valores de frequência se mantiveram
constantes em 100 kHz e os valores de tensão das fontes das figuras correspondem aos
encontrados no gerador sinais em laboratório objetivando o alcance dos valores de pico a pico
marcados na tabela.
Figura 12 - Valores eficazes no resistor de 100 ohms e no indutor de 25uH para alcance de 1
V até 2 V onde na tabela está intitulado como VRpp.
Figura 13 - Valores eficazes no resistor de 100 ohms e no indutor de 25uH para alcance de 3
V até 4 V onde na tabela está intitulado como VRpp.
Figura 14 - Valores eficazes no resistor de 100 ohms e no indutor de 25uH para alcance de 5
V onde na tabela está intitulado como VRpp.
A seguir as figuras das simulações realizadas com a tensão constante em 1 Vpp e a
frequência variando de 50 até 800 kHz exibindo os valores eficazes no resistor e no indutor.
Figura 15 - Valores com frequência em 50 kHz e 100 kHz
Figura 16 - Valores com frequência em 150 kHz e 200 kHz
Figura 17 - Valores com frequência em 300 kHz e 400 kHz
Figura 18 - Valores com frequência em 500 kHz e 600 kHz
Figura 19 - Valores com frequência em 700 kHz e 800 kHz
CONCLUSÃO
Nesse experimento foi possível verificar como um capacitor e indutor atuam em
regime AC, e nele vimos que em circuito RC, os componentes quando ligados a uma fonte de
tensão alternada carregam e descarregam na frequência dada pela fonte. Esta tensão por sua
vez toma uma forma de onda senoidal, e com isso possui picos máximos de tensão.
Calculando o valor médio quadrático deste pico foi obtido o valor eficaz da tensão, tanto no
resistor quanto no capacitor. Por meio desta tensão obteve-se a corrente eficaz, que por sua
vez torna possível o cálculo da reatância capacitiva. Através dos resultados obtidos, tornou-se
perceptível que a reatância possui uma relação inversamente proporcional à corrente do
sistema, fosse com frequência ou com a tensão constante, o que vai de encontro à relação
obtida na fórmula da reatância capacitiva.
De forma análoga é obtida a tensão eficaz no circuito RL, bem como a sua corrente
eficaz e sua reatância indutiva. Novamente obteve-se como resultado o que se era esperado na
relação entre o indutor e a corrente do circuito, que é diretamente proporcional.
REFERÊNCIAS
1. Wikipedia, Capacitores. Disponível em: <[Link] Acesso
em 13 de julho de 2017.
2. Mundo da Elétrica, Como funcionam os capacitores. Disponível em:
<[Link] Acesso em 13 de
julho de 2017.
3. Mundo da Elétrica, O que é um indutor. Disponível em:
<[Link] Acesso em 15 de julho de 2017.
4. CAPUANO F.G.; MARINO M.A.M. Laboratório de eletricidade e eletrônica. 24 ed. São
Paulo: Erica, 2010