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Guia Completo sobre Transformadores Elétricos

Transformador

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carystenbg
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TRANSFORMADORES

1. 1.Introdução

 A produção de energia geralmente é afastada dos centros


consumidores
 Deve-se reduzir o custo do transporte desta energia
AUMENTAR A TENSÃO
 Devido à aspectos construtivos a tensão terminal dos geradores
das usinas não ultrapassam os 25 kV
 Surge então o transformador, que é capaz de elevar a tensão
elétrica além da faixa de 1 MV
 O transformador também permite a redução destas tensões para
utilização de equipamentos elétricos
 A aplicação dos transformadores abrange todo o campo da
eletrotécnica, desde alguns VA (controle e equipamentos
eletrônicos) até GVA (SEP)
1. 1. 1. Definição Segundo ABNT

“Chama-se transformadores, os dispositivos, sem partes


necessariamente em movimento, os quais, por meio de
indução eletromagnética, transferem energia de um ou mais
circuitos (primário) para outro ou outros circuitos
(secundário, terciário), mantida a mesma frequência, mas
geralmente com tensões e intensidades de corrente
diferentes.”
1. 2. Classificação do Transformadores

 Quanto a função
 Elevadores, Abaixadores, Isoladores, Medidores

 Quanto ao número de fases


 Monofásicos, Bifásicos e Trifásicos

 Quanto a aplicação
 Transmissão, Distribuição, Instrumentos (TP, TC), Áudio, RF (Rádio
Frequência)
1. 2. Classificação do Transformadores

 Quanto ao tipo de núcleo


 Núcleo de ar e Núcleo Ferromagnético

 Quanto a forma do núcleo


 Núcleo envolvido ou Núcleo envolvente

 Quanto a refrigeração
 Secos – Parte ativa envolta pelo ar
 Óleo – Parte ativa imersa em líquido isolante
1.3. Características Construtivas
1.3.1. Parte Ativa

 Núcleo

 É constituído de um material ferromagnético, que contém silício,


proporcionando excelente características de magnetização e
perdas
 Esse material é condutor, e estando sob ação de um fluxo
magnético podem surgir correntes parasitas
 Para minimizar este problema o núcleo é construído pelo
empilhamento de chapas finas isoladas entre si
 Essas chapas recebem um tratamento especial na sua fabricação
1.3. 1. Parte Ativa

 Núcleo
1.3.1. Parte Ativa

 Enrolamentos
 São constituídos de fios de cobre, isolados com esmalte ou
papel, de seção retangular ou circular
1.3.1. Parte Ativa

 Dispositivos de prensagem, calços e isolamento

 Os dispositivos de prensagem são necessários para que o núcleo


se torne um conjunto rígido
 Os calços estão em várias locais da parte ativa e servem para
ajudar na circulação do óleo, para impedir que os enrolamentos
se movam, e como apoio da parte ativa
 O isolamento se faz necessário nos pontos da parte ativa onde a
ddp seja expressiva (condutores, entre primário e secundário,
entre fases)
1.3. 2.Comutador de Derivações

 Sua função é adequar a tensão do transformador à tensão de


alimentação

 Tipo painel – maior durabilidade e menor custo


 Tipo rotativo – facilidade de operação
 Acionamento externo – não é necessário mexer no trafo
1.3.3. Buchas

 Permitem a passagem dos condutores dos enrolamentos ao meio


externo

 Constituição:
◦ Corpo isolante – porcelana vitrificada
◦ Condutor passante – cobre ou latão
◦ Terminal – latão ou bronze
◦ Vedações – borracha e papelão hidráulico
1.3.3. Buchas
1.3.4. Tanque

 Invólucro da parte ativa e recipiente do líquido isolante

 Partes constituintes:
◦ Gancho ou olhais para suspenção
◦ Sistema de fechamento da tampa
◦ Janela de inspeção
◦ Dispositivo de drenagem e amostragem do líquido isolante
◦ Conector de aterramento
◦ Radiadores
◦ Furo de passagem das buchas
◦ Visor do nível do líquido isolante
◦ Placa de identificação
1.3.4. Tanque
1.3.5. Placa de Identificação
 Fabricante
 Número de série de fabricação
 Potência kVA
 Norma utilizada para fabricação
 Impedância percentual Z%
 Tipo de líquido isolante
 Tensão primário e secundário
 Diagrama de ligação
 Diagrama fasorial e polaridade
 Volume do líquido isolante em litros
 Massa total em quilos
 Número da placa de identificação
 Tipo de identificação
1.3.5. Placa de Identificação
1.4. Transformador Ideal

 Considere um trafo com dois enrolamentos, o enrolamento


primário com N1 espiras e o secundário com N2 espiras

 Considere que o trafo ideal possui as seguintes características:


◦ A resistência dos enrolamentos são desprezíveis
◦ Todo o fluxo está confinado ao núcleo e se concatena com ambos os
enrolamentos
◦ As perdas do núcleo são desprezíveis
◦ A permeabilidade magnética é muito alta e apenas uma corrente de
excitação desprezível é necessária para estabelecer o fluxo
1.4. 1. Relações entre Parâmetros do
Transformador Ideal
 Relação de Tensão • Relação de Potência
V1/N1=V2/N2 V1.I1= V2.I2

 Relação de Corrente
N1. I1= N2.I2

 Relação de Transformação
N1/N2=α
Logo temos,
V1=α. V2
I1= I2/α
Exemplo 1.1
Um transformador de 4,6 kVA, 2300/115 V, 60 Hz foi projetado para
ter uma fem induzida de 2,5 Volts/espira. Imaginando um trafo ideal,
calcule:

A) O número de espiras do enrolamento de alta


B) O número de espiras do enrolamento de baixa
C) A corrente nominal para o enrolamento de alta
D) A corrente nominal para o enrolamento de baixa
E) A relação de transformação funcionando como elevador
F) A relação de transformação funcionando como abaixador
1.4. Transformador Ideal
1.4. 1. Impedância Refletida
Exercício 1.2

O lado de alta tensão de um trafo abaixador tem 800 espiras e o lado


de baixa tensão tem 100 espiras. Uma tensão de 240 V é aplicada ao
lado de alta e um impedância de 3Ω é ligada ao lado de baixa tensão,
calcule:

A) Corrente e tensão secundárias


B) Corrente primária
C) Impedância de entrada do primário a partir da relação entre tensão e
corrente primárias
D) Impedância de entrada do primário por meio da equação de impedância
refletida
Exemplo 1.3

Um alto-falante com impendância de 9Ω é conectado à uma fonte de


10 V com uma resistência interna de 1Ω , como mostra a figura a.

A) Determine a potência absorvida pelo alto-falante


B) Para maximizar a transferência de potência para o alto-falante, um trafo
com relação de transformação 1:3 é usado entre a fonte e o alto-falante
como mostra a figura b. Determine a potência consumida pelo alto falante.
Exercício 1.4

Um servo-amplificador CA tem uma impedância de saída de 250Ω e


o servo-motor CA, que ele deve acionar, tem uma impedância de
2,5Ω. Calcule:

A) Relação de transformação do transformador que faça o acoplamento da


impedância do servo-amplificador à do servo-motor
B) Número de espiras do primário se o secundário tem 10 espiras
1.5. Polaridade
 Os enrolamentos de um trafo têm indicação de suas polaridades

 Os terminais 1 e 3 são iguais, pois as correntes que entram nestes


terminais produzem fluxo no mesmo sentido
1.5. Polaridade

 Geralmente usa se ponto ou o sinal +- para representar o pólo


positivo
1.5. 1. Determinação da Polaridade
 Pode-se determinar a polaridade de transformadores a partir do
seguinte método:

Se V13=V12+V34 os terminais 1 e 4 são idênticos


Se V13 = V12 – V34 os terminais 1 e 3 são idênticos
1.5. 2. Operação em Paralelo
 A polaridade dos transformadores é necessário para a conexão em
paralelo destas máquinas para alimentar uma carga comum

Correto Errado
1.7. Resistência de Isolamento

 Objetivo da medição de resistência do Isolamento é


prevenir falhas que originam fuga de corrente. Tais
falhas ocasionam:
 Perdas de Potência
 Arcos Voltaicos
 Deterioração do isolante
 Curto-circuito
1.7. Resistência de Isolamento

 DDP’s encontradas em um transformador:

 ΔV1 – DDP entre os


enrolamentos de AT e BT
 ΔV2 – DDP entre os
enrolamentos de AT e a
carcaça
 ΔV3 – DDP entre os
enrolamentos de BT e a
carcaça
 ΔV4 – DDP entre duas
bobinas do mesmo
enrolamento.
1.7. Resistência de Isolamento

 Megôhmetro
Tensão de Ajuste:
500 a 2500 V
1.7. Resistência de Isolamento

 Recomendações da ABNT para o ajuste de tensão do


Megôhmetro:

Fonte de tensão Classe de tensão dos


“Vin” [V] Transformadores

1000 Até 69 kV

2000 Acima de 69 kV
1.7. Resistência de Isolamento

 Megôhmetro: Medidor de Resistência de Isolamento

 Vin – Fonte de Alta


tensão
 Rin – Resistência Interna
 Rx – Resistência a ser
medida
 A – Amperímetro
 +, -R, Guard – terminais
do megôhmetro e do
amperímetro
1.7. Resistência de Isolamento

 Terminal Guard: Permite uma medição mais precisa,


desviando a corrente do amperímetro interno, isolando
da associação resistências indesejáveis.

 RAT-BT – Resistência de Isolamento


entre os enrolamentos de AT e BT
 RAT-C – Resistência de
Isolamento entre o lado de AT e
a carcaça
 RBT-C – Resistência de
Isolamento entre o lado de BT e
a carcaça
1.8 O Transformador Real

 Na prática os transformadores têm:

◦ Uma resistência em seus enrolamentos;


◦ Os enrolamentos possuem fluxos dispersos;
◦ A permeabilidade do material do núcleo não é infinita;
◦ E há perdas no núcleo.
1.8. O Transformador Real
1.8. O Transformador Real
1.8. O Transformador Real
 Na prática o núcleo tem uma permeabilização finita, e é necessário
uma corrente de magnetização Im para estabilizar o fluxo
 As perdas no núcleo podem ser representadas por uma resistência
Rc
1.8. 1. Circuitos Equivalentes Referidos
 O circuito equivalente de um trafo pode ter todos seus
parâmetros referidos ao primário ou secundário

Circuito equivalente referido ao primário (satisfaz as


condições a vazio e carregado, modelo mais completo)
1.8. 1. Circuitos Equivalentes Referidos
Modelo Aproximado
 Geralmente a queda de tensão I1R1 e I1Xl1 são muito pequenas e
E1=V1. Logo:

Circuito equivalente referido ao primário (satisfaz as


condições a vazio e carregado, modelo aproximado, facilita
o trabalho de cáculo)
1.8. 1. Circuitos Equivalentes Referidos
Modelo Aproximado
 Em um trafo, a corrente de excitação IΦ é menos do 5% da
corrente nominal do trafo, logo ela pode ser desprezada.
 Sendo assim,

Circuito equivalente referido ao primário (satisfaz as


condição de carregado, útil para solução de problemas de
regulação de tensão e cálculo de curto-circuito)
Exemplo 1.3
Um transformador abaixador de 500 kVA, 60 Hz, 2300/230 V, tem os
seguintes parâmetros: R1=0,1Ω; Xl1=0,3 Ω; R2=0,001Ω e
Xl2=0,003 Ω. Quando o transformador é usado como abaixador e
está com carga nominal, calcule:

A) Correntes primárias e secundária;


B) Impedâncias internas primária e secundária;
C) Quedas internas de tensão primária e secundária;
D) A fem induzida no primário e secundário, imaginando que as tensões
nos terminais e induzidas estão em fase;
E) Relação entre as fem induzidas primária e secundária, e entre as
respectivas tensões terminais.
Exercício 1.3
A partir das tensões terminais e correntes primárias e secundárias do
exercício anterior, calcule:

A) A impedância de carga
B) A impedância primária de entrada
C) Compare ZL com Ze2 e Zp com Z1
D) A resistência interna equivalente referida ao primário
E) A reatância interna equivalente referida ao primário
F) A impedância interna equivalente referida ao primário
G) A impedância secundária equivalente a uma carga de 0,1Ω referida ao
primário
H) A corrente primária de carga se a fonte é de 2300 V

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