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Análise da Violência Doméstica em Bacabal

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FACULDADE DO MARANHÃO

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

MICHELE DA SILVA NASCIMENTO

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: uma análise a partir dos


mecanismos de proteção e a atuação da secretária das mulheres de Bacabal – MA

Bacabal
2017
MICHELE DA SILVA NASCIMENTO

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: uma análise a partir dos


mecanismos de proteção e a atuação da secretária das mulheres de Bacabal – MA

Monografia apresentada ao Curso de


Serviço Social da Faculdade do
Maranhão, para obtenção do grau de
Bacharel em Serviço Social.

Orientadora: Prof.ª Esp. Cristina Vieira da


Luz Bezerra

Bacabal
2017
MICHELE DA SILVA NASCIMENTO

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: uma análise a partir dos


mecanismos de proteção e a atuação da secretária das mulheres de Bacabal – MA

Monografia apresentada ao Curso de


Serviço Social da Faculdade do
Maranhão, para obtenção do grau de
Bacharel em Serviço Social.

Aprovado em / /

BANCA EXAMINADORA

__________________________________
Prof.ª Esp. Cristina Vieira da Luz Bezerra (Orientadora)
Faculdade do Maranhão

__________________________________
1º Examinador

__________________________________
2º Examinador
Dedico este trabalho a Deus, a minha
família, e ...
AGRADECIMENTOS

A Deus por ter me dado saúde e força para superar as dificuldades.


Ao minha orientadora Prof.ª Cristina Vieira da Luz Bezerra, pelo suporte no
pouco tempo que lhe coube, pelas suas correções e incentivos.
Aos meus pais, pelo amor, incentivo e apoio incondicional.
E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o
meu muito obrigado.
Epigrafe
RESUMO

Palavras-chave:
ABSTRACT

Keywords:
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Sumário
1 INTRODUÇÃO
2 A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER

A mais grave expressão da violência de gênero é a violência doméstica, que


se dá principalmente contra mulheres. Estas estão mais expostas a violência que
acontece principalmente no seio das relações de intimidade e, no âmbito da vida
privada, em oposição a violência que ocorre nos espaços públicos, que se dá, em
especial entre os homens.

[...] a violência se apresenta de forma diferenciada para homens e mulheres,


pois enquanto o homem sofre violência nas ruas, nos espaços públicos,
praticada por outro homem, a mulher, na maioria absoluta dos casos, torna
se vítima da violência masculina primeiramente dentro de casa, depois no
espaço privado, e seus agressores, geralmente, são (ou foram)seus
namorados, maridos, filhos, companheiros, amantes ou indivíduos outros de
alguma forma seus conhecidos. (OSTERNE, 2011, p.131)

A violência doméstica é um problema enfrentado diariamente pelas mulheres,


está ligada as noções de preconceito, discriminação e abuso de poder do agressor
para com a sua vítima. De acordo com uma pesquisa feita através do Data Senado
em 2015, revelou que uma em cada cinco mulheres brasileiras já sofreram
agressões físicas, seja pelo marido, namorado, companheiro ou ex-companheiros.
A violência contra as mulheres é o tipo mais generalizado de violação dos
direitos humanos. A Assembleia Geral da Nações Unidas, de 1993 definiu a
violência contra mulheres como:
Qualquer ato de violência que resulte ou possa resultar em dano físico,
sexual, psicológico ou sofrimento para a mulher, inclusive ameaças de tais atos,
coerção ou privação arbitrário da liberdade, que ocorra em público.

2.1 A violência como fenômeno social

A violência pode ser compreendida como ações praticadas propositalmente


no sentido de causar danos a integridade física e psicológica de uma pessoa. É um
fenômeno social que compromete direitos sociais como o direito fundamental à vida,
à saúde, ao respeito, à liberdade e dignidade humana.
Para Rocha (1996, p.10):
A violência, sob todas as formas de suas inúmeras manifestações, pode ser
considerada como uma viés, vale dizer, como uma força que transgrede os
limites dos seres humanos, tanto na sua realidade física e psíquica, quanto
no campo de suas realizações sociais, éticas, estéticas, políticas e
religiosas.

Em outras palavras, a violência, sob todas as suas formas, desrespeita os


direitos fundamentais do ser humano, nas quais o homem deixa de ser
considerado como sujeito de direitos e de deveres, e passa a ser olhado como puro
e simples objeto.
Dessa forma, podemos definir violência como qualquer relação de força que
um indivíduo impõe a outro para obrigar a fazer algo contra sua vontade. Portanto
sendo um meio de coerção, de submeter o outrem ao seu domínio, ou seja uma
forma de manipulação e coisificação de um ser.
Em se tratando da questão da violência em um âmbito geral, existem
diversas perspectivas em suas formas. E uma das mais discutidas, enfatiza a
violência contra o universo feminino na qual se caracteriza por ser um dos
fenômenos sociais mais complexo e preocupantes no mundo atualmente.

Violência é uma das mais graves formas de discriminação em razão de sexo


e gênero. Constitui uma violação dos direitos humanos e das liberdades
essenciais, atingindo a cidadania das mulheres, impedindo-as de tomar
decisões de maneira autônoma e livre, de ir e vir, de expressar opiniões e
desejos, de viver em paz em suas comunidades; direitos inalienáveis do ser
humano. (TELES; MELO, 2012, p. )

De fato, a violência contra as mulheres é uma das manifestações desse


fenômeno pois se caracterizam como comportamentos que desrespeitam a sua
autonomia, a integridade física e psicológica das mulheres no sentido de "coisificá-
la" e tratá-la como mero objeto, porem o que distingue essa violência de outras
ações violentas, como matar uma pessoa, por exemplo, e que por muitos anos a
violência contra mulheres foi admitida e legitimada.
Historicamente pode se considerar que a violência contra mulher foi
naturalizada ao dizer que as mulheres tinham que ser submissas ao marido e que
isso inerente à sua condição, que a maternidade é sua única missão, conjugada à
sua submissão e obediência ao homem. Pela legislação dos homens, por códigos
legais, ao declarar o direito do homem sobre suas mulheres, por exemplo, no código
civil do Brasil de 1916, no qual tratava a mulher como dependente dos pais
enquanto solteira e incapaz depois de casada, ou seja, na prática, qualquer tipo de
ato legal. E pelo senso comum, que historicamente atribui papéis específicos a
homens e mulheres, reforçando a “superioridade” masculina e, consequentemente,
seu poder de mando sobre o feminino.
Logo, os papeis foram culturalmente construídos, onde o homem era detentor
de todos os direitos e liberdades, sendo visto como exemplo de força, virilidade
coragem e a mulher restou a subordinação, obediência e opressão, palavras estas
que exprimem formas de violência contra mulher.
A violência contra mulher é um fenômeno social resultado do processo de
construção da sociedade envolvendo uma relação de poder, proveniente da forte
presença do patriarcalismo em nossa sociedade. Sendo um comportamento
aprendido, portanto capaz de ser modificado.

2.2 A violência contra a mulher e a ideologia de gênero

Entende-se melhor a violência praticada contra a mulher, quando se analisa


categoria de gênero, e construção social de papeis impostos ao longo da história a
homens e mulheres na sociedade, construção essa que se dá tanto em âmbito
relacional como social, o qual provoca desigualdades, opressão, entre outros.
A discussão sobre o termo “gênero” surgiu no Brasil no início dos anos 80,
pelas feministas, para trazer as desigualdades entre homens e mulheres
materializada em discriminação e abuso contra as mulheres. Nessa época, as
condições sociais das mulheres já apontavam uma forte desigualdade entre homens
e mulheres, que tendia a aumentar conforme a classe social, etnia e outras
condições de vida. A desigualdade estava presente tanto no espaço público quanto
no privado. No primeiro, era visível nos salários menores das mulheres em relação
ao dos homens em serviços iguais e na pequena participação política. No espaço
privado, se evidenciava aos cuidados dos filhos e na delegação de papéis
domésticos.
Sendo estas a base para discutir a cidadania para todos, onde o friso é para
questão da igualdade. Notadamente, a intenção é desfazer a assimetria
existente entre homem e mulher nas relações de grupo e minimizar a
subordinação delas para com eles. Busca da teorização do gênero é livrar
este termo da construção biológica e fixista de masculino e feminino, além
de apontar para os comportamentos que não estejam atrelados a uma
"essência biológica "(LEVY, 2004, APUD STOLLER, 1968). Ou seja,
dissociar o gênero do sexo é reconceituar as ideias comportamentalistas
sobre a mulher, e sobre homem em consequência, nas interações sociais.
(HOLANDA, 2014, p.30).
Para contribuir melhor para o entendimento de gênero esse termo não pode
ser confundido com sexo. Este se trata das diferencias biológicas, no qual ressalta
aspectos fisiológicos e anatômicos que distinguem os seres humanos como machos
e fêmeas. Essas diferenças são dadas pela natureza homens e mulheres pertencem
a sexos diferentes. Já o gênero trata das diferenças relacionais entre os gêneros
resultados das construções sociais e culturais, e não resultados da natureza
humana.
Portanto, o gênero pode ser definido como as diferenças entre características
culturais adotadas a cada um dos sexos e comportamento que configuram a
identidade social das pessoas a partir de aspectos biológicos, do que resultam
identificações como masculino e feminino. o uso desse termo expressa todo um
sistema de relações que inclui sexo, mas que vai além da diferença biológica .
De acordo com Teles e Melo (2012, p.15), o termo gênero pode ser entendido
como um instrumento, como uma lente de aumento que facilita a percepção das
desigualdades sociais e econômicas entre mulheres e homens, que se deve à
discriminação histórica contra mulheres. Esse instrumento oferece possibilidades
mais amplas de estudo sobre a mulher, percebendo- a em sua dimensão relacional
com homens e o poder.
Gênero é "a distinção entre o plano dos atributos culturais alocados a cada
um dos sexos, em contraste com a dimensão anátomo-fisiologica dos seres
humanos." (HEILBORN, 2000, p.43)
Compreender o gênero e entender que ele se dá a partir de uma construção
social e histórica que pode sofrer transformações ao longo tempo e dependendo da
cultura, crenças de determinado lugar. Logo, o termo gênero, tem como fundamento
a noção de que a cultura, de que impossível pensar no ser humano fora da cultura
ou uma cultura que não tenha como base as relações de gênero.
Dessa forma, não são as características sexuais que determinam a atuação
de papeis diferentes das mulheres e dos homens, mas sim como essas
características são representadas ou valorizadas, aquilo que se diz ou pensa é que
vai determinar o que é feminino ou masculino, em uma determinada sociedade e em
um dado momento histórico. Para entender os papéis e as relações de homens e
mulheres na sociedade, é imprescindível analisar não precisamente seus sexos,
mas o que foi construído socialmente sobre eles, é no âmbito das relações sociais
que se constroem os gêneros.
Portanto, gênero é uma categoria relacional do feminino e do masculino.
Considera as diferenças biológicas entre os sexos, reconhece a desigualdade, mas
não admite como justificativa para a violência, para a exclusão e para a
desigualdade existentes diferentes camada sociais como: trabalho, na educação e
na política. É um modo de pensar que viabiliza a mudança nas relações sociais e,
por consequência, nas relações de poder. É um instrumento para entender as
relações sociais e, particularmente, as relações sociais entre mulheres e homens.
O uso da categoria gênero introduz nos estudos sobre violência contra as
mulheres uma nova terminologia para se discutir tal fenômeno social, qual seja, a
expressão “violência de gênero”.
A violência de gênero está caracterizada pela incidência dos atos violentos
em função do gênero ao qual pertencem as pessoas envolvidas, ou seja, há a
violência porque alguém é homem ou mulher. Está estrutura-se – social, cultural,
econômica e politicamente – a partir da concepção de que os seres humanos estão
divididos entre machos e fêmeas, correspondendo a cada sexo lugares, papéis,
status e poderes desiguais na vida privada e na pública, na família, no trabalho e na
política. Eva Faleiros
A violência contra a mulher exercida pelo homem é uma violência
fundamentada no gênero, pois apresenta como base a ideia do patriarcalismo, a
qual envolve o caráter discriminatório e histórico pensamento de que a mulher deve
ser submissa ao homem como se ela exercesse um papel hierárquico inferior a ele
na sociedade.
Caram (1978) entende que a violência é uma realidade inegável da vida social
de nossos tempos e afirmar: “Se se levar em conta os diversos fatores de influência
na sociedade, ver-se-á que a violência é sempre um fator histórico, isto é, está
profundamente relacionada com as condições sociais e históricas predominantes”
(CARAM, 1978, p. 11)
Historicamente, os machos estruturaram o poder patriarcal de dominação
sobre as fêmeas, ou melhor, sobre o gênero feminino – exercido, como diz Saffioti
(2003), “diretamente pelo patriarca ou por seus prepostos”. Trata-se da estruturação
social da propriedade, dos poderes, do mando, dos territórios e das condutas:
propriedade e poder sobre os corpos, a sexualidade e as condutas sexuais dos
gêneros não-masculinos, sobre os territórios públicos no mercado de trabalho, nos
postos de decisão e direção e na política. Eva Faleiros.
As desigualdades difundidas entre homens e mulheres estão presentes desde
crianças, através de uma educação diferenciada, baseada em conceitos que formam
construídos socialmente e transmitidos ao longo dos anos pelas gerações. São
estabelecidas atividades que para ambos os sexos no qual determina uma relação
desigual entre eles. Exemplo, os meninos são ensinados a brincar de bola, de
carrinho, a não chorar, enquanto as meninas devem se comportar com seres dóceis
e delicados, além de terem brincar de bonecas, de casinhas funções essas que se
assemelham aos afazeres domésticos.
Essa condição de hipossuficiência da mulher decorre do desenvolvimento
histórico-cultural de uma sociedade patriarcal, que sempre teimou em colocar a
mulher submissa ao homem, vista como "sexo frágil". Já o homem foi preparado,
desde a infância para ter atitudes agressivas. As brincadeiras infantis demonstram
essa diferença de atitude entre meninos e meninas. (SABADELL, 2005, p. 16)
Violência de gênero contra a mulher deve ser entendida como uma relação de
poder de dominação do homem e de submissão da mulher. Ele demonstra que os
papeis impostos as mulheres e aos homens, consolidados ao longo da história e
reforçados pelo patriarcado e sua ideologia, induzem relações violentas entre os
sexos e indica que a pratica desse tipo de violência não e fruto da natureza, mas sim
do processo de socialização das pessoas. Ou seja, não e a natureza a responsável
pelos padrões e limites sociais que determinam comportamentos agressivos aos
homens e dóceis e submissos as mulheres. Os costumes, a educação e os meios de
comunicação tratam de criar e preservar estereótipos que reforçam a ideia de que o
sexo masculino tem poder de controlar os desejos, as opiniões e a liberdade de ir vir
das mulheres. (TELES; MELO 2012, p.16).

2.3 As formas típicas de violência doméstica contra a mulher

A violência doméstica sempre esteve presente na sociedade fazendo vítimas


mulheres de todas as classes sociais. Devido muitas vezes ser julgada como sendo
sexo frágil e vulnerável e as vezes dependentes financeiramente e emocionalmente
do seu agressor e sem amparo de leis rígidas e especificas para violência contra
elas, por diversas vezes calaram e aceitaram agressões.
A Convenção de Belém do Pará define violência contra a mulher como
“qualquer ação ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou
sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como
privado”. O termo “violência contra a mulher”, portanto, engloba a violência
doméstica. Do mesmo modo, o artigo 5º da Lei nº 11.340/06 traz a definição de
violência doméstica em seu texto:

Art. 5 º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar


contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe
cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou
patrimonial.

A violência doméstica é um problema que atinge diversas pessoas sejam elas


crianças, adolescentes, idosos, mulheres e até mesmo homens. Portanto, é um
problema que atinge ambos os sexos. É uma violência explicita ou silenciosa,
praticada dentro de casa ou no ambiente familiar, entre indivíduos unidos por
parentesco independente de nível social, econômico, religioso ou cultural específico.
Para Osterne (2008), a violência doméstica:

Trata-se de um poder exercido entre homens e mulheres ou sobre os filhos,


entre jovens e pessoas idosas, enfim, entre membros que mantêm vínculos
familiares. Os agressores, portanto, podem ser encontrados entre qualquer
uma das pessoas da convivência doméstica, no caso, pais, pai, mãe, filhos,
padrasto ou madrasta, mulher, marido, avô, avó, tios etc. (OSTERNE, 2008,
p.64)

Há os que nomeiam de violência intrafamiliar, neste caso, pode acontecer


dentro ou fora do ambiente doméstico, como produto de relações violentas entre
membros da própria familiar.

A violência intrafamiliar pode ser compreendida como qualquer ação ou


omissão que resulte em dano físico, sexual, emocional, social ou patrimonial
de um ser humano, onde exista vínculo familiar e íntimo entre a vítima e seu
agressor. (CARAVANTES, 2000, p.229)

De acordo com Teles e Melo (2012) existe diferença entre os conceitos


violência doméstica e violência intrafamiliar. A primeira nasce com o movimento
feminista, que denuncia o quanto o lar e perigoso para mulheres, pois são as mais
atingidas pela violência no espaço privado. De qualquer forma, as ideias de ambas
se entrelaçam, pois a violência intrafamiliar se dá com frequência no ambiente
doméstico.
Ao buscarmos compreender a violência contra mulheres na situação
doméstica, iremos nos deparar com um grande número de diferentes perspectivas.
Ou seja, isto demonstra o quanto esta questão é complexa e possui várias
expressões. Quanto aos tipos de violência doméstica e familiar a Lei Maria da
Penha expressa cinco formas específicas, podendo ainda haver o reconhecimento
de outras. São elas: Violência física, violência psicológica, violência sexual, violência
patrimonial e violência moral.
De acordo com o art. 7o da lei nº 11.340/06, são formas de violência
doméstica e familiar contra a mulher:

I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua


integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause
dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e
perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas a
ações, comportamentos crenças e decisões, mediante ameaça,
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância
constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularizarão,
exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe
cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a
presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada,
mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força, que a induza a
comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a
impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao
matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação,
chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de
seus direitos sexuais e reprodutivos;
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure
retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos,
instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou
recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas
necessidades;
V - a violência mor al, entendida como qualquer conduta que configure
calúnia, difamação ou injúria.

A violência física é entendida como qualquer conduta que cause danos a


integridade física ou saúde corporal da vítima. De acordo com o ministério da
saúde(2002) a violência física ocorre quando uma pessoa usa da força física para
causar qualquer tipo de força não acidental.
Segundo Azevedo (1985, p.75), a violência física caracteriza-se quando o
companheiro transforma objetos domésticos em armas de agressão, agride com
socos, chutes, empurrões, causando-lhes hematomas, fraturas ou cortes graves,
que podem deixar a vítima desfigurada ou até mesmo levá-la a morte.
Entende-se por violência psicológica as ações que tendem degradar,
dominar, humilhar outra pessoa, controlando seus atos, comportamentos, crenças e
decisões, são ameaças que impedem ou prejudicam o exercício da
autodeterminação e desenvolvimento psicossocial de suas vítimas, portanto é uma
agressão causada a moral, autoestima e a identidade da pessoa.
A violência psicológica, também conhecida como violência emocional, “é
aquela capaz de provocar efeitos torturantes ou causar desequilíbrios/sofrimentos
mentais. A violência psicológica poderá vir pela via das insinuações, ofensas,
julgamentos depreciativos, humilhações, hostilidades, acusações infundadas, e
palavrões”. (OSTERNE, 2011, p. 135)
Como aponta Forward (1989), a conduta não causa marcas visíveis no corpo,
no entanto, traz desonra, estresse, dor, transforma a vítima em omissa, fazendo-a se
sentir culpada, ou seja, a agressão psicológica as armas são as palavras. É uma
violência dificilmente denunciada, pois raramente as vítimas sabem que atitudes
como estas se caracterizam como crime.
Violência sexual, explicitada no inciso III da lei Maria da Penha pode ser
compreendida como toda forma de coerção sexual que obriga outra pessoa a fazer o
ato sexual contra sua vontade é considerada violência sexual. Pode ser praticada
contra a pessoa adulta, adolescentes ou crianças, no entanto as principais vítimas
são as mulheres. De acordo com o Ministério da Saúde:

A violência sexual ocorre em uma variedade de situações como estupro,


sexo forcado no casamento, abuso sexual infantil, abuso incestuoso e
assédio sexual. Inclui, entre outras: carícias não desejadas, penetração oral,
anal ou genital, com pênis ou objetos de forma forçada, exposição
obrigatória à material pornográfico exibicionismo e masturbação força dos
uso de linguagem erotizada, em situação inadequada impedimento ao uso
de qualquer método contraceptivo ou negação por parte do parceiro(a) em
utilizar preservativo, ser forçado(a) a ter ou presenciar relações sexuais com
outras pessoas, além do casal. (BRASIL, 2002, p.20).

A violência sexual na maioria das vezes e cometida por pessoas que são
próximas das vítimas, com marido ou companheiro, envolvendo o vínculo conjugal
no ambiente doméstico. É a relação sexual obrigatória ou estupro conjugal que está
na maioria dos relacionamentos estáveis onde a mulher mesmo sem vontade acaba
cedendo aos desejos do esposo ou companheiro. Esta violência é difícil de ser
falada, pois de acordo com Hirigoyoen (2006, p. 48) "uma relação sexual imposta
passa em silêncio porque faz parte do "dever conjugal", ainda hoje considerado
como um direito para o homem e uma obrigação para a mulher".
Em se tratando de violência patrimonial, o artigo 7º, inciso IV, da lei Maria da
Penha reconhece esta violência como o ato de subtrair objetos da mulher, o nada
mais do que furtar. Esta forma de violência abrange crime contra a assistência a
familiar e de modo geral, contra o patrimônio. a violência patrimonial na maioria da
vezes e usada como um meio para agredir, física e psicologicamente suas vítimas.
De acordo com o Ministério da saúde esse tipo de violência caracteriza-se por:

Atos destrutivos ou omissões do (a) agressor (a) que afetam a saúde


emocional e a sobrevivência dos membros da família. Inclui: roubo,
destruição de bens pessoais (roupas, objetos, documentos, animais de
estimação e outros) ou de bens da sociedade conjugal (residência, móveis e
utensílios domésticos, terras e outros) recusa de pagar a pensão alimentícia
ou de participar nos gastos básico para a sobrevivência do núcleo familiar
uso dos recursos econômicos de pessoa idosa, tutelada ou incapaz,
destituindo-a de gerir seus próprios recursos e deixando-a sem provimentos
e cuidados. (BRASIL, 2002, p.21)

A violência moral como é caracterizada no artigo 7º, inciso v da lei Maria da


Penha, e compreendida como qualquer conduta que cause difamação, injuria,
calunia, portanto essa violência tem como objetivo a desvalorização da mulher.
Segundo Cunha,
A violência verbal, entendida como qualquer conduta que consista em
calúnia (imputar à vítima a pratica de determinado fato criminoso
sabidamente falso), difamação (imputar à vítima prática de determinado fato
desonroso) ou injúria (atribuir à vítima qualidades negativas) normalmente
se dá concomitante à violência psicológica. (CUNHA, 2007, p. 38)

Além destas formas de violências que estão expressas na lei Maria da penha
tem a violência simbólica que eram expressões culturalmente construídas para
fundamentar as relações de dominação, e a principal característica é que os
dominados(as) são partes essenciais na reprodução de situações de opressão a
quais são submetidas.

A violência simbólica se institui por intermédio da adesão que o dominado


não pode deixar de conceder ao dominante (e, portanto, à dominação)
quando ele não dispõe, para pensá-la e para se pensar, ou melhor, para
pensar sua relação com ele, mais que de instrumentos de conhecimento
que ambos têm em comum e que, não sendo mais que a forma incorporada
da relação de dominação, faz esta relação ser vista como natural; ou, em
outros termos, quando os esquemas que ele põe em ação para se ver e se
avaliar, ou para ver e avaliar os dominantes (elevado/baixo, branco/negro e
etc.), resulta da incorporação de classificações, assim naturalizadas, de que
seu ser social é produto. BOUDIEU (1999 apud Osterne, 2008, p.62)
Situações de violência simbólica são bastantes frequentes no dia-dia das
mulheres. Expressões como " isso não e coisa de mulher, a determinação de tarefas
domésticas a serem desempenhadas principalmente por mulheres etc. Esses tipos
de comportamentos são considerados discriminatórios pois restringem a liberdade
de expressões ao se basearem em papeis sociais de gênero.
A violência é um tema extremamente complexo, as suas expressões
agressivas envolvem fatores biológicos, psicológicos e sociais principalmente em
relação a violência contra as mulheres, os aspectos sociais e psicológicos
relacionados entre si ganham maior evidência.
3 A REDE PROTEÇÃO A MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Os governos (Federal, Estadual, Municipal e o Distrito Federal) e a sociedade


civil possuem um papel a desempenhar na prevenção e no combate da violência
contra as mulheres e na assistência as mesmas. Todavia, ainda existe uma
tendência ao isolamento dos serviços e à desarticulação entre os diversos níveis de
governo no enfrentamento da questão.
O trabalho em rede surge, então, como um caminho para superar essa
desarticulação e a fragmentação dos serviços, por meio da ação coordenada de
diferentes áreas governamentais, com o apoio e monitoramento de organizações
não governamentais e da sociedade civil como um todo; no sentido de garantir a
integralidade do atendimento.
A Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres composta pela
articulação entre as instituições, serviços governamentais, não-governamentais,
formuladores, fiscalizadores e executores de políticas voltadas paras as mulheres,
universidades, movimento de mulheres e a participação da comunidade, visam o
desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam a
construção da autonomia das mulheres, os seus direitos humanos,
a responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em
situação de violência.
Portanto, a rede de enfrentamento tem por objetivos efetivar os quatro eixos
previstos na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres -
combate, prevenção, assistência e garantia de direitos - e dar conta da
complexidade do fenômeno da violência contra as mulheres.
A Política Nacional para as Mulheres orienta-se pelos princípios da igualdade
e respeito à diversidade, princípio da equidade, da autonomia das mulheres, da
laicidade do Estado, da universalidade das políticas, da justiça, da transparência dos
atos públicos e da participação e controle social.

3.1 Principais redes de atendimento à mulher

A rede de atendimento à mulher em situação de violência está dividida em


quatro principais setores/áreas: saúde, justiça, segurança pública e assistência
social e é composta por duas principais categorias de serviços: especializados que
atendem exclusivamente as vítimas: Centros de Referência de Atendimento à
Mulher (CRAM), Centros Integrados da Mulher, Casas Abrigo, Casas de
Acolhimento Provisório, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
(DEAM), Núcleos da Mulher nas Defensorias Públicas, Promotorias Especializadas,
Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Central de
Atendimento à Mulher - Ligue 180, Ouvidoria da Mulher, Serviços de saúde voltados
para o atendimento aos casos de violência sexual e doméstica, Posto de
Atendimento Humanizado nos aeroportos voltados ao tráfico de pessoas e Núcleo
de Atendimento à Mulher nos serviços de apoio ao migrante e os não especializados
que constituem a porta de entrada da mulher na rede: hospitais gerais, serviços de
atenção básica, programa saúde da família, delegacias comuns, polícia militar,
polícia federal, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de
Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Ministério Público (MP) e
Defensorias Públicas.
Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) em situações de
violência a vítima pode contar com redes de proteção, como por exemplo:
 Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) – acolhe as vítimas
de violência encaminhadas pela rede ou que procuram ajuda
espontaneamente onde receberá toda a assistência necessária, inclusive
apoio e encorajamento para procurar as autoridades policiais e registrar um
Boletim de Ocorrência (BO) além de oferecer serviço de assistência jurídica
em casos de necessidades;
 Casas de Abrigo – são locais seguros que oferecem moradia protegida e
atendimento integral a mulheres em risco de vida iminente em razão da
violência doméstica. É um serviço de caráter sigiloso e temporário, no qual as
usuárias permanecem por um período determinado, durante o qual deverão
reunir condições necessárias para retomar o curso de suas vidas.
 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) – realiza o
registro do Boletim de Ocorrência todos os dias da semana, inclusive finais de
semana e feriados ás 24 h e a agressora pode fazer o BO sozinha ou
acompanhada de pessoas de sua confiança, apura todas as informações e
provas necessárias para o inquérito policial, onde as mesmas devem ser
enviadas ao MP ou Juizado para que sejam tomadas as devidas
providências. O BO deverá ser o mais completo possível, com a inserção de
dados detalhados de forma a facilitar a elucidação do crime. É importante,
ainda, ressaltar que os dados contidos são determinantes para a efetiva
qualidade probatória do inquérito policial e, consequentemente, para que
ocorra o pronto oferecimento da denúncia pelo MP, sem a necessidade da
baixa dos autos para a feitura de novas diligências na delegacia;
MP tem o papel de encaminhar a denúncia para a justiça;
 Defensoria da Mulher – exerce o importante papel de defender as vítimas em
situação de violência em qualquer uma de suas modalidades: doméstica,
sexual, tráfico de mulheres, assédio sexual, etc. e de vulnerabilidade social.
Os serviços prestados pela Defensoria também promove o acesso da mulher
a justiça, articulando os serviços que direta ou indiretamente contribuem para
o fortalecimento das vítimas, propiciando as condições para a conquista da
cidadania das mulheres por meio do acesso aos direitos;
 Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher – julgam os casos que lhes
são encaminhados e determinam as medidas de proteção e a execução da
sentença; Central de Atendimento a Mulher (Ligue 180) tem a função de
orientar as mulheres em situação de violência sobre seus direitos, com o
intuito de prestar acolhida nessas situações e prestar informações sobre onde
podem recorrer caso sofram algum tipo de violência.
 O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais
de semana e feriados; Ouvidorias é um espaço de escuta qualificada, que
procura atuar através da articulação com outros serviços de ouvidoria em
todo o país, encaminhando os casos que chegam para os órgãos
competentes em nível federal, estadual e municipal, além de proporcionar
atendimentos diretos. Portanto, a Ouvidoria visa a fortalecer os direitos
da cidadã orientando-a e aproximando-a da instituição, estimulando o
processo de melhoria contínua da qualidade;
 Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) – oferece ajuda
psicológica e social;
 Centro de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) –
oferece ajuda psicológica e social para os casos de violência; Centro de
Educação e Reabilitação do Agressor constituem espaços de atendimento e
acompanhamento de homens autores de violência visando à reeducação e à
construção de novas masculinidades, a partir do conceito de gênero e de uma
abordagem responsável;
 Instituto Médico Legal (IML) – desempenha um papel importante no
atendimento à mulher em situação de violência, principalmente as vítimas de
violência física e sexual. Sua função é decisiva na coleta de provas que serão
necessárias ao processo judicial e condenação do agressor; Polícia Civil e
Militar - A Delegacia comum também deve registrar toda e qualquer
ocorrência oriunda de uma mulher vítima de violência. São os profissionais da
Polícia Militar que muitas vezes, fazem o primeiro atendimento ainda na
residência ou em via pública, realizando então o primeiro atendimento e
encaminhando para outros serviços da rede; por isso a importância desse
organismo no acolhimento;
 Hospitais Públicos – atendem as mulheres vítimas de violência sexual e física
e garantem o acesso aos serviços emergenciais como: aquisição da pílula do
dia seguinte, doença sexualmente transmissível (DST)/AIDS e aborto legal
(BRASIL, 2011).
4 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES EM BACABAL

4.1 Contexto institucional da Secretária da Mulher de Bacabal

4.2 As ações desenvolvidas pela Secretária das mulheres em Bacabal

4.3 A assistência à mulher em situação de violência doméstica em Bacabal

5 CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS

BRASIL. [Lei Maria da Penha (2006)]. Lei Maria da Penha: Lei no 11.340, de 7 de
agosto de 2006, que dispõe sobre mecanismos para coibir a violência doméstica e
familiar contra a mulher. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010.

BRASIL. Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Secretaria


Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres Secretaria de Políticas
para as Mulheres – Presidência da República Brasília, 2011.

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CARAVANTES, L. Violência intrafamiliar en la reforma del sector salud. In: COSTA,


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desafio para as políticas públicas. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2000.

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estruturalista. 3 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

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SABADELL, Ana Lucia. Manual de Sociologia Jurídica: introdução a uma leitura


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SOARES, Barbara Musumeci. A violência doméstica e as pesquisas de


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TAVARES, F. A.; Pereira, G. C. Reflexos da dor: contextualizando a situação das
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VERONESE, Josiane Rose Petry; COSTA, Marli Marlene Morais da. Violência
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