0% acharam este documento útil (0 voto)
63 visualizações3 páginas

Modelos Atômicos de Dalton e Rutherford

Enviado por

Liliany Vieira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
63 visualizações3 páginas

Modelos Atômicos de Dalton e Rutherford

Enviado por

Liliany Vieira
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1.

Modelo Atômico de Dalton

A contribuição de Dalton para a Química foi extremamente importante, com suas


ideias simples, porém decisivas para o entendimento de reações químicas e de
moléculas. Embora este tenha proposto algumas formulações incorretas, fornecia
então um novo estímulo para novas pesquisas em que o mundo macroscópico
poderia ser explicado pelo mundo microscópico através de dados experimentais
em conjunto com o raciocínio lógico. O seu modelo caracteriza o átomo como uma
esfera maciça, invisível, indestrutível e indivisível. É o modelo atômico conhecido
como o da “bola de bilhar”.

Em 1808, o professor inglês John Dalton propôs uma explicação da natureza da matéria. A
proposta foi baseada em fatos experimentais. Os principais postulados da teoria de Dalton
são:
1. “Toda matéria é composta por minúsculas partículas chamadas átomos”.
2. “Os átomos de um determinado elemento são idênticos em massa e apresentam as
mesmas propriedades químicas”.
3. “Átomos de diferentes elementos apresentam massa e propriedades diferentes”.
4. “Átomos são permanentes e indivisíveis, não podendo ser criados e nem destruídos”.
5. “As reações químicas correspondem a uma reorganização de átomos”.
6. “Os compostos são formados pela combinação de átomos de elementos diferentes em
proporções fixas”.
A conservação da massa durante uma reação química (Lei de Lavoisier) e a lei da
composição definida (Lei de Proust) passou a ser explicada a partir desse momento, por
meio das ideias lançadas por Dalton.

3. Modelo Atômico de Rutherford


Em 1911, Ernest Rutherford, estudando a trajetória de partículas  (partículas positivas)
emitidas pelo elemento radioativo polônio, bombardeou uma fina lâmina de ouro. Ele
observou que:
- a maioria das partículas  atravessavam a lâmina de ouro sem sofrer desvio em sua
trajetória (logo, há uma grande região de vazio, que passou a se chamar eletrosfera);
- algumas partículas sofriam desvio em sua trajetória: haveria uma repulsão das cargas
positivas (partículas) com uma região pequena também positiva (núcleo).
- um número muito pequeno de partículas batiam na lâmina e voltavam (portanto, a região
central é pequena e densa, sendo composta portanto, por prótons).
Diante das observações, Rutherford concluiu que a lâmina de ouro seria constituída por
átomos formados com um núcleo muito pequeno carregado positivamente (no centro do
átomo) e muito denso, rodeado por uma região comparativamente grande onde estariam os
elétrons.
Nesse contexto, surge ainda a ideia de que os elétrons estariam em movimentos circulares
ao redor do núcleo, uma vez que se estivesse parados, acabariam por se chocar com o
núcleo, positivo.
O pesquisador acreditava que o átomo seria de 10000 a 100000 vezes maior que seu
núcleo.

Modelos de atonicos Rutherford

Rutherford contribui em uma etapa posterior demonstrando que uma parte da


radiação de certos elementos radioativos eram partículas carregadas
positivamente movendo-se em grande velocidade e que foram denominadas de
partículas alfa (α). Posteriormente comprovou-se que estas partículas
correspondiam a núcleos de Hélio duplamente ionizados.
Rutherford decidiu usar partículas alfa como projéteis para bombardear lâminas
metálicas bem finas. Vários tipos de lâminas de metais diferentes foram utilizadas.
Rigorosamente as partículas alfa não são visíveis, porém geram um “clarão” visível
ao chocar com um anteparo coberto com sulfeto de zinco. O aparelho de
Rutherford consistia em fragmento de polônio (elemento emissor de partículas alfa)
e uma placa espessa de chumbo contendo um orifício, uma lâmina fina de metal e
um anteparo coberto com sulfeto de zinco. Vários tipos de metais foram testados,
sendo que o ouro foi o elemento que se prestou melhor para as observações. Os
dois assistentes de Rutheford, Geiger e Marsden montaram o aparato e efetuaram
as primeiras experiências.
Esperava-se que colocando uma fina lâmina de ouro entre o chumbo e o anteparo,
as partículas alfa atravessariam a lâmina em linha reta, sofrendo no máximo
pequenos desvios. Porém uma pequena fração destas partículas sofreu grandes
desvios e algumas como se estivem ricocheteadas. Os seus assistentes
escreveram: “Se levarmos em conta a massa da partícula alfa e sua grande
velocidade (1,8 x 109 cm/seg) não deixa de ser surpreendente o fato de que
algumas das mesmas possam girar dentro de uma camada de ouro de 6 x 10-5 cm
de um ângulo de 90° ou mais”. Ao analisar tal observação Rutherford disse: “É
quase tão

Modelo Atômico de Rutherford


inacreditável como se atirássemos uma granada de 15 polegadas contra uma folha
de papel e ela nos atingisse de volta”.
Para explicar os desvios com ângulos superiores a 90° ou o fato de a partícula alfa
ricochetear Rutherford concluiu que não mais poderia se pensar numa distribuição
uniforme de cargas, como previa o modelo atômico de Thomson. Assim,
Rutherford propõe que no átomo as cargas estão concentradas em duas regiões
distintas: um pequeno centro denso e carregado positivamente, que foi
denominado núcleo e a região de espaços vazios rodeada de elétrons em
movimento que foi denominada eletrosfera. Ele também comprovou que para cada
10000 (dez mil) partículas alfa que atravessavam a lâmina em linha reta uma era
desviada e com esta dedução ele provou que o diâmetro do átomo é de 10.000 a
100.000 vezes maior que o seu núcleo. Por analogia, pode-se imaginar o estádio
de futebol do Maracanã como o átomo: o núcleo seria a bola no centro do gramado
e a eletrosfera seria todo o restante do estádio (gramado, arquibancada e
estacionamento).

Os resultados experimentais permitiram que Rutherford concluísse que:


• O átomo apresenta mais espaço vazio do que preenchido (o que explica o fato da
maioria das partículas alfa atravessarem a lâmina metálica sem sofrer grandes
desvios).
• A maior parte da massa do átomo concentra-se em uma região minúscula dotada
de carga positiva e central que foi denominada de núcleo. Posteriormente tais
cargas positivas seriam denominadas de prótons.
Este modelo foi satisfatório para esclarecer o fenômeno da dispersão das
partículas alfa em uma folha metálica, porém o comportamento dos elétrons ainda
estava por ser desvendado de uma forma mais clara. Segundo Rutherford seu
modelo poderia ser comparado a um minúsculo sistema solar, em que o Sol faria o
papel do núcleo. Os elétrons descreveriam órbitas em torno do núcleo movendo-se
em espaços vazios em órbitas fixas, tal quais os planetas em torno do Sol.
O próprio Rutherford reconheceu uma imperfeição em sua analogia, pois falhava
em explicar a estabilidade do átomo, ao considerar apenas a mecânica
Newtoniana. Uma partícula carregada como o elétron ao descrever uma órbita
poderia perder energia e cair no núcleo. Este impasse começou a ser desvendado
com o modelo de Bohr, visto à seguir.

Você também pode gostar