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Qui Mica

O modelo atômico de Rutherford, proposto em 1911, revolucionou a compreensão da estrutura atômica ao introduzir a ideia de um núcleo pequeno e denso, cercado por elétrons em órbitas, com base no experimento da folha de ouro. Embora tenha sido um avanço significativo em relação ao modelo de Thomson, o modelo de Rutherford não conseguiu explicar a estabilidade dos elétrons em órbita, levando ao desenvolvimento de modelos atômicos mais complexos. Este trabalho analisa as contribuições de Rutherford e as limitações de seu modelo, além de seu impacto na física atômica.

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O modelo atômico de Rutherford, proposto em 1911, revolucionou a compreensão da estrutura atômica ao introduzir a ideia de um núcleo pequeno e denso, cercado por elétrons em órbitas, com base no experimento da folha de ouro. Embora tenha sido um avanço significativo em relação ao modelo de Thomson, o modelo de Rutherford não conseguiu explicar a estabilidade dos elétrons em órbita, levando ao desenvolvimento de modelos atômicos mais complexos. Este trabalho analisa as contribuições de Rutherford e as limitações de seu modelo, além de seu impacto na física atômica.

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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS


CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Grupo nº 7

MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD

LUANDA
2025
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Grupo nº 7

MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD

Trabalho Científico apresentado ao curso de


Engenharia Mecânica do Instituto Superior
Politécnico de Tecnologia e Ciências como
requisito da primeira avaliação semestral de
química

Orientador: Prof. Maria Gaspar

LUANDA
2025
“Quando encontramos a forma como o núcleo
dos átomos é construído, vamos encontrar o
maior segredo de todos - exceto a vida.”

- Ernest rutherford
RESUMO

O modelo atômico de Rutherford, proposto em 1911, representou uma mudança


paradigmática na compreensão da estrutura atômica. Com base no experimento da folha de
ouro, Rutherford postulou que o átomo é composto por um núcleo diminuto, denso e
positivamente carregado, onde reside a maior parte da massa, circundado por eléctrões que
percorrem órbitas em um vasto espaço vazio. Essa configuração, analogamente comparada a
um sistema solar, substituiu a concepção anterior de Thomson. Apesar de inovador, o modelo
de Rutherford apresentava limitações, como a incapacidade de explicar a estabilidade dos
eléctrões em órbita ou os espectros de emissão atômica, o que impulsionou o
desenvolvimento de modelos atômicos mais sofisticados.

Palavras-chave: Átomo. Electrões. Folha de ouro. Modelo planetário.


ABSTRACT

The Rutherford atomic model, proposed in 1911, represented a paradigm shift in


understanding atomic structure. where most of the mass resides, surrounded by electrons that
orbit in a vast empty space. This configuration, analogously compared to a solar system,
Based on the gold foil experiment, Rutherford postulated that the atom consists of a tiny,
dense, positively charged nucleus, where most of the mass resides, surrounded by electrons
that travel in orbits through vast empty space. This configuration, analogously compared to a
solar system, replaced Thomson's previous conception. Despite its innovative aspects, the
Rutherford model had limitations, such as its inability to explain the stability of electrons in
orbit or atomic emission spectra, which propelled the development of more sophisticated
atomic models. such as the inability to explain the stability of the electrons in orbit or the
atomic emission spectra, which led to the development of more sophisticated atomic models.

Keywords: Atom. Electrons. Gold foil. Planetary model.


LISTA DE FIGURAS

............................................3
FIGURA 1- Representação do espalhamento de partículas alfa.

FIGURA 2- Conclusão de Rutherford e sua equipe sobre o experimento da emissão das partículas a
.............................................................................................................................4
.................4
FIGURA 3- Comparação entre os modelos atômicos de Thomson e de Rutherford
..............................................................................5
FIGURA 4- Modelo atômico de Rutherford
FIGURA 5- Experimento de Chadwick...................................................................................6
........................6
FIGURA 6- Trajetória segundo Rutherford, que mostra o colapso do átomo.

FIGURA 7- Resultado de teste de chama para o lítio (rosa), sódio (amarelo), potássio (azul), cálcio (l
.................................................................7
.....................................................................7
FIGURA 8- Modelo atômico de Rutherford-Bohr
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................1
2. DESENVOLVIMENTO.......................................................................................................2
2.1. Ernest Rutherford...............................................................................................................2
2.1.1. Vida e obra..................................................................................................................2
2.2. Descobertas de Rutherford.................................................................................................2
2.3. Experiências com Partículas Alfa......................................................................................2
2.4. Modelo atômico de Rutherford..........................................................................................3
2.4.1. Descoberta do protão..................................................................................................5
2.4.2. Descoberta do neutrão.................................................................................................5
2.5. Falha no modelo atômico de rutherford.............................................................................6
2.6. Modelo Atômico de Rutherford-Bohr................................................................................7
3. CONCLUSÃO.......................................................................................................................9
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................10
1. INTRODUÇÃO

O modelo atômico de Rutherford, proposto em 1911, representa um marco fundamental na


história da física e da química, revolucionando a compreensão da estrutura da matéria. Antes
de Rutherford, o modelo atômico predominante era o de Thomson, que imaginava o átomo
como uma esfera maciça de carga positiva com elétrons incrustados.

No entanto, o experimento crucial de Rutherford, no qual partículas alfa foram lançadas


contra uma fina folha de ouro, revelou resultados surpreendentes que desafiaram o modelo de
Thomson. A maioria das partículas alfa passou diretamente pela folha, mas algumas foram
desviadas em ângulos significativos, e algumas até mesmo ricochetearam. Essas observações
levaram Rutherford a propor um novo modelo atômico, no qual a maior parte da massa e toda
a carga positiva do átomo estavam concentradas em um núcleo pequeno e denso, enquanto os
elétrons orbitavam em torno desse núcleo.

Este trabalho tem como objetivo explorar em profundidade o modelo atômico de Rutherford,
examinando o experimento que o originou, suas principais características e seu impacto no
desenvolvimento da física atômica. Além disso, serão discutidas as limitações do modelo de
Rutherford e como ele abriu caminho para modelos atômicos mais avançados.

1
2. DESENVOLVIMENTO
2.1. Ernest Rutherford

2.1.1. Vida e obra


Rutherford (1871-1937) foi um físico neozelandês. Em 1899, pesquisando o urânio descobriu
a radiação alfa e a radiação beta. Estabeleceu as bases da teoria da radioatividade.
Revolucionou a teoria atômica ao desenvolver o modelo denominado de sistema planetário, e
que em linhas gerais vale até hoje.
Rutherford nasceu em Nelson, Nova Zelândia, no dia 30 de agosto de 1871. Estudou em sua
cidade natal. Frequentou a Universidade de Wellington, onde em 1893 se graduou em
matemática e física. Ganhou por concurso, uma bolsa de estudos para a Universidade de
Cambridge, na Inglaterra.
Em Cambridge trabalhou no Laboratório Cavendish, sob a orientação de J. J. Thomson, o
físico que descobriu os elétrons, onde fez pesquisas sobre o movimento de partículas atômicas
ou moléculas eletricamente carregadas: os íons. Mostrou interesse pelas radiações emitidas
pelo elemento rádio, que tinha sido recém descoberto por Marie e Pierre Curie. Em 1937 foi
agraciado com o título de Lord.
2.2. Descobertas de Rutherford

Em 1899, pesquisando o urânio, na Universidade Mcgill de Montreal, no Canadá, constatou


que um tipo de radiação emitida por esse elemento era facilmente bloqueado por uma folha
fina de metal. Deu-lhe o nome de raios alfa, embora ainda desconhecesse sua natureza.

Outra forma de radiação mais penetrante e bloqueada com espessuras bem maiores de
matéria, foi batizada como raios beta. Tais descobertas foram importantes para o futuro
trabalho de Rutherford com seu colega Frederick Soddy. Ambos estabeleceram as bases
da teoria da radioatividade.

2.3. Experiências com Partículas Alfa

As experiências realizadas por Rutherford (1871-1937) e seus colaboradores, Hans Geiger


(1882-1945) e Ernest Marsden (1889-1970), na Universidade de Manchester, a partir de
1908, consistiam em bombardear partículas alfa em finíssimas folhas metálicas de ouro, de
1•10–3 a 1•10–4 mm de espessura. Lembre-se de que as partículas alfa e beta são emitidas
naturalmente por elementos radioativos, como o rádio (Ra) ou o polônio (Po). Conforme o
modelo proposto por Thomson e aceito até aquele momento, todas as partículas alfa deveriam

2
atravessar a matéria, porém não foi isso que Rutherford e seus colaboradores perceberam
(Figura. 1). Suas pesquisas estavam direcionadas para o estudo da radioatividade e,
consequentemente, seus efeitos sobre a matéria.

O resultado observado foi o seguinte:

1. A maioria das partículas continuou sua trajetória


atravessando a lâmina de ouro;

2. Poucas partículas atravessaram a lámina e


desviaram-se da sua trajectória;

3. Poucas partícuals foram refletidas.

Figura 1: Representação do espalhamento de partículas alfa.

2.4. Modelo atômico de Rutherford

Ao realizar o experimento, algo extraordinário aconteceu: algumas partículas alfa eram


desviadas quando passavam através das folhas metálicas de ouro. Rutherford descreveu o
facto dizendo que era como se canhões de grosso calibre atirassem contra uma folha de papel,
e os projéteis voltassem em sua direção.
Para afastar qualquer dúvida, Rutherford e sua equipe repetiram o experimento utilizando
folhas de outros tipos de materiais e perceberam que o fato se repetia de acordo com o
seguinte critério: quanto maior a massa atômica do material, maior a dispersão das partículas
alfa em ângulos maiores.
Os cálculos de Rutherford chegaram a uma previsão aproximada de que, a cada 20.000
partículas alfa emitidas sobre a folha de ouro, uma sofria desvio com grande diferença
angular.
Rutherford e sua equipe chegaram às seguintes conclusões:

• Presença de um núcleo: O átomo não poderia ser maciço. Ele deveria apresentar um núcleo
muito pequeno em relação ao seu tamanho total, no qual a maior parte do átomo seria, então,
vazia. Rutherford chegou a essa conclusão considerando que a maioria das partículas alfa
atravessava livremente a lâmina metálica.

3
Poucas partículas alfa eram desviadas, e um número menor ainda era refletida. Esse fato levou
o cientista a concluir também que o núcleo apresentaria quase a totalidade da massa do átomo
e teria carga positiva. As partículas alfa, que são positivas, eram, então, desviadas quando se
aproximavam do núcleo ou repelidas quando lançadas diretamente contra o centro positivo do
átomo.
• Existência de eletrosfera: Região situada ao redor do núcleo onde se encontram os elétrons
“carregados negativamente”, com quantidade igual, em número, às unidades de cargas
positivas presentes no núcleo.
Conforme os cálculos realizados, o elétron apresenta uma massa 1.836 vezes menor que a de
um próton (descoberto somente em 1919). Assim como a Terra e os demais planetas giram ao
redor do Sol, os elétrons giram em torno do núcleo para equilibrar a carga positiva.
Observe essas conclusões na(Figura 2).

Figura 2: Conclusão de Rutherford e sua equipe sobre o experimento da emissão das partículas alfa.

Os estudos de Rutherford com diferentes tipos de átomo o levaram a


concluir, com segurança, que o tamanho da eletrosfera é de 10 mil a
100 mil vezes maior que o tamanho do núcleo. Em comparação, “se o
átomo tivesse o diâmetro do Maracanã, o núcleo seria mais ou menos
do tamanho da cabeça de um alfinete”. VIEIRA (2016, p.13).

Veja na figura 3 uma comparação entre os modelos atômicos de Thomson e de Rutherford.

4
Figura 3: Comparação entre os modelos atômicos de Thomson e de Rutherford
Em 1911, Rutherford publicou seus resultados à comunidade científica na forma de um artigo
que fazia uma descrição do seu modelo atômico: um núcleo muito pequeno carregado
positivamente, rodeado por uma nuvem de elétrons esférica, comparado ao Sistema Solar.
Em resumo, o Modelo Atômico de Rutherford (figura 4) é uma forma representativa do átomo
com órbitas circulares, as quais são formadas de elétrons em volta do núcleo. Sendo o átomo,
portanto, a unidade básica da matéria, possuindo as seguintes características:
a) Região central do átomo (núcleo)
o Partículas positivas (prótons);
o Baixo volume;
o Elevada massa;
o Região de maior densidade do átomo.
b) Nuvem eletrônica (eletrosfera)
o Partículas negativas (elétrons);
o Espaços vazios entre si.
Figura 4: Modelo atômico de Rutherford

2.4.1. Descoberta do protão

Em 1919, Rutherford e sua equipe realizaram a primeira transmutação ao bombardear gás


nitrogênio com partículas alfa, obtendo oxigênio e partículas nucleares de carga positiva.
Essas novas partículas somente poderiam ser núcleos de hidrogênio, originadas a partir do
nitrogênio. Sua conclusão foi de que se tratava de mais uma partícula elementar existente em
todos os núcleos atômicos. Essa partícula recebeu o nome de próton.

2.4.2. Descoberta do neutrão

Em 1920, Rutherford propôs de maneira hipotética, sem comprovação científica, que o núcleo
atômico deveria conter outra partícula a qual resultaria da combinação entre o protão (+) e o
eletrão (–), ao que ele chamou de neutroão (0), uma partícula sem carga elétrica, mas com
massa próxima à do protão (+). Entretanto, foi somente em 1932 que o físico britânico James
Chadwick (1891-1974) identificou um tipo de radiação que inicialmente era idêntica à

5
radiação gama, ao realizar, a partir do polônio, o experimento de espalhamento de partículas
alfa sobre uma folha de berílio (figura 5).

Ao se aprofundar ainda mais na pesquisa, refez o experimento, colocando uma amostra de


parafina (um hidrocarboneto) após a folha de berílio. Dessa ação, ele percebeu que prótons
eram emitidos em seguida, desfazendo a ideia primária de que era a radiação gama, pois ela
seria detectada de forma idêntica ao passar pela parafina.

A hipótese de Rutherford estava correta e aparentemente o átomo com suas partículas


elementares (protões, neutrões e eletrões) seria a base da constituição da matéria. No entanto,
a descoberta de outras partículas subatômicas continuou a instigar os cientistas a investigarem
ainda mais a matéria.

Figura 5: Experimento de Chadwick.

2.5. Falha no modelo atômico de rutherford

O modelo de Rutherford respondia muito bem a uma série de interrogações, sendo


considerado uma grande contribuição para o estudo da física e da química na época;
entretanto, de acordo com as teorias do eletromagnetismo de Maxwell, ele apresentava falhas.
Segundo essas teorias, quando partículas carregadas eletricamente são aceleradas, elas perdem
energia, emitindo radiação eletromagnética. Nesse caso, o elétron – conforme o princípio da
conservação da energia – iria perdendo energia cinética e potencial, fazendo com que o raio
da sua órbita fosse diminuindo gradativamente, até o momento de se chocar com o
núcleoatômico. Isso ocasionaria o colapso atômico (figura 6) e, consequentemente, a
inexistência da matéria. Como esse fenômeno não
acontece, o modelo atômico de Rutherford apresentava
problemas teóricos que passaram a direcionar os

6
trabalhos dos cientistas que o sucederam. Eles queriam saber como os elétrons estavam
distribuídos nas órbitas dos átomos.

Figura 6: Trajetória segundo Rutherford,


que mostra o colapso do átomo.

2.6. Modelo Atômico de Rutherford-Bohr

O postulado atômico de Rutherford postulava que o átomo consistiria de um núcleo contendo


partículas carregadas positivamente (protões) e partículas neutras (neutrões), cercado por uma
eletrosfera, uma região vazia onde os eletrões orbitariam em torno do núcleo. Contudo, sob
esse modelo, os eletrões, que são partículas negativas, seriam compelidos a seguir trajetórias
em espiral e, eventualmente, colidiriam com o núcleo.

A investigação sobre a natureza da luz, entretanto, conduziu a descobertas que contribuíram


para o aprimoramento do modelo atômico. Através de experimentos, os cientistas
identificaram que ao passar gases de diferentes elementos químicos por um prisma, espectros
descontínuos eram produzidos, exibindo linhas ou faixas estreitas de cores distintas. Estas
cores, de fato, representam ondas eletromagnéticas visíveis, cada qual associada a um
comprimento de onda específico. Portanto, cada linha presente nos espectros dos elementos
corresponde a um comprimento de onda distinto.

Por exemplo, ao se submeter sais compostos por elementos químicos diversos a uma chama
proveniente de um Bico de Bunsen, observa-se que cada sal emite uma coloração única, como
ilustrado na figura abaixo.

Figura 7: resultado de teste de chama para o lítio (rosa), sódio (amarelo), potássio (azul), cálcio (laranja),
estrôncio (vermelho), cobre (verde).

Niels Bohr relacionou os espectros de linhas dos elementos, principalmente o do hidrogénio,


com a constituição do átomo. Assim, em 1913, ele propôs alguns postulados que alteraram a

7
visão do modelo atômico de Rutherford. Basicamente ele mostrou que os eletrões movem-se
ao redor do núcleo atômico em órbitas circulares que possuem uma energia bem
definida e característica, sendo, portanto, um nível de energia ou camada eletrônica.
Para cada elétron são permitidas somente certas quantidades de energia, com valores
múltiplos inteiros do fóton (quantum de energia).

Ele também mostrou que quando todos os eletrões dos átomos estão se movimentando em
seus níveis respectivos de menor energia, o átomo está no seu estado fundamental, que é o
mais estável. Mas se o elétron absorve fótons, ele salta de um nível mais próximo do núcleo
para um de maior energia, mais externo. Esse é o estado ativado ou estado excitado. Mas ele
é instável e o elétron logo emite a energia excedente, retornando para o nível de menor
energia.

Conforme a imagem, para os elementos conhecidos até o momento, a quantidade máxima de


níveis de energia são sete, sendo representados pelas letras K, L, M, N, O, P e Q:

Figura8:Modelo atômico de Rutherford-Bohr

Esse modelo, chamado de modelo atômico de Rutherford-Bohr, explica todos os fatos


mencionados anteriormente. Por exemplo, cada elemento possui um espectro descontínuo
porque os níveis de energia são quantizados, ou seja, possuem quantidades de energia
definidas. Cada energia corresponde a um comprimento de onda.

Além disso, no experimento do teste de chama mencionado ocorre o seguinte: quando


colocamos no fogo, os eletrões recebem energia e saltam para um nível mais externo. Mas
como esse nível é instável, eles perdem essa energia na forma de radiação eletromagnética
visível, que é a luz de cor distinta que visualizamos. Como os níveis de energia são diferentes
de elemento para elemento, cada um emite uma cor em um comprimento de onda diferente.

8
3. CONCLUSÃO

O modelo atômico de Rutherford, representou um avanço significativo na compreensão da


estrutura da matéria. Ao contrário dos modelos anteriores, que consideravam o átomo como
uma esfera maciça, Rutherford demonstrou que o átomo possui um núcleo pequeno, denso e
carregado positivamente, rodeado por eletrões que orbitam em torno dele.

O modelo, embora inovador, apresentava algumas limitações, como a instabilidade do elétron


em órbita e a incapacidade de explicar os espectros de emissão dos átomos. No entanto, ele
serviu como base para o desenvolvimento de modelos atômicos mais precisos, como o
modelo de Bohr e o modelo quântico.

Em resumo, o modelo atômico de Rutherford foi fundamental para a evolução da física


atômica, fornecendo uma nova visão da estrutura do átomo e abrindo caminho para futuras
descobertas.

9
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Cássio Leite Vieira. Disponível em: <[Link]


Acesso em: 13 set. 2016

Santos, C. MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD OU “PLANETÁRIO”. 100-


Química-semana-26, 2020. Disponível em: ([Link]
content/uploads/2020/09/100-Qui%CC%[Link]). Acesso em: 29 /03/2025

Fogaça, J. Modelo atômico de Rutherford. Manualdaquimica, 2024. Disponível em:


([Link] Acesso
em: 30/03/2025

10

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