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Efeitos Financeiros de Benefícios Previdenciários

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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.905.830 - SP (2020/0303424-8)

RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN


RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
RECORRIDO : SUELI DE FREITAS PEDROSO
ADVOGADO : EDMAR ROBSON DE SOUZA - SP303715
INTERES. : IAPE - INSTITUTO DOS ADVOGADOS
PREVIDENCIARIOS - CONSELHO FEDERAL - "AMICUS
CURIAE"
ADVOGADOS : HÉLIO GUSTAVO ALVES - SP187555
JOSE ENEAS KOVALCZUK FILHO - SC019657
CAROLINA PEREIRA DE ALBUQUERQUE SCHELBAUER
E OUTRO(S) - SC022188
INTERES. : INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO
IBDP - "AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : JANE LÚCIA WILHELM BERWANGER E OUTRO(S) -
RS046917
ALEXANDRE SCHUMACHER TRICHES - RS065635
GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN - SC018200
DIEGO HENRIQUE SCHUSTER - RS080210
ADRIANO MAUSS - RS106635
INTERES. : INSTITUTO DE ESTUDOS PREVIDENCIÁRIOS - IEPREV -
"AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : ROBERTO DE CARVALHO SANTOS - MG092298
TIAGO BECK KIDRICKI - RS058280
JOÃO OSVALDO BADARI ZINSLY RODRIGUES E
OUTRO(S) - SP279999

EMENTA

QUESTÃO DE ORDEM

Senhora Presidente, venho propor Questão de Ordem que considero


relevante em relação aos Recursos Especiais 1.912.784/SP, 1.905.830/SP e 1.913.152/SP.
É sempre salutar lembrar que o objetivo aqui é buscar solução mais
abrangente e eficaz para o Recurso Especial que está sendo processado e julgado sob o rito dos
Recursos Repetitivos nesta Primeira Seção. Espero com isso contribuir para a racionalização da
litigiosidade previdenciária no nosso país.
A controvérsia foi assim delimitada: “Definir o termo inicial dos efeitos
financeiros dos benefícios previdenciários concedidos ou revisados judicialmente, por meio de
prova não submetida ao crivo administrativo do INSS: se a contar da data do requerimento

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Documento eletrônico VDA41744912 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): ANTÔNIO HERMAN DE VASCONCELLOS E BENJAMIN Assinado em: 28/05/2024 [Link]
Publicação no DJe/STJ nº 3876 de 29/05/2024. Código de Controle do Documento: 4A2C19E4-93E1-4422-A696-CC221B229CD3
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administrativo ou da citação da autarquia previdenciária".
A autarquia previdenciária, desde a Apelação, repisa argumentação pertinente
à falta de interesse processual, situação não contemplada na forma em que delimitado o tema.
Antes de prosseguir, necessário evocar o entendimento firmado pelo
Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Tema n. 350 de Repercussão Geral, ao
qual aderiu este eg. Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do Tema Repetitivo n.
660.
Estabeleceu o STF, no julgado acima, que “a concessão de benefícios
previdenciários depende de requerimento do interessado, não se caracterizando ameaça ou
lesão a direito antes de sua apreciação e indeferimento pelo INSS”.
Até a pacificação da matéria pela Corte Suprema, a jurisprudência oscilava,
não raro, admitindo que o benefício previdenciário fosse postulado em juízo
independentemente de prévio requerimento administrativo. A atuação do Judiciário, ao apreciar
originalmente a pretensão do segurado, confundia-se com a do próprio INSS.
Ao julgar o Tema n. 350, o STF delimitou com clareza o papel do Poder
Judiciário na judicialização da previdência social, apartando-o do da Administração. Em outras
palavras, reconheceu que cabe ao INSS, primariamente, a implementação da política pública
previdenciária; e ao Judiciário, a supervisão dessa atividade, por meio do controle judicial.
Nesse contexto, preocupo-me que, ao não incluir a hipótese pertinente à falta
de interesse processual nos limites da controvérsia a ser resolvida por esta Corte Superior,
façamos letra morta dos Temas n. 350, do STF, e n. 660, deste Tribunal.
De acordo com o Tema n. 350, não há “ameaça ou lesão a direito” antes da
apreciação e indeferimento do benefício pelo INSS. Não há, portanto, interesse de agir antes do
indeferimento, pois ausente a necessidade da tutela jurisdicional. Friso que não se exige o
esgotamento das vias administrativas, sendo suficiente decisão administrativa negativa para
caracterizar o interesse de agir.
Ao decidir dessa maneira, o STF assentou que a pretensão do segurado deve,
primeiro, ser apreciada e denegada pelo INSS, para que, só então, possa vir a ser desafiada
judicialmente. É preciso que haja uma ação (ou omissão) administrativa prévia sobre a qual
recairá o controle judicial.
É importante ressaltar que o Tema n. 350 previu exceções à exigibilidade de
indeferimento prévio. Todavia, conforme exponho adiante, mesmo nessas situações,
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pressupõe-se uma ação ou omissão administrativa sobre a qual recairá o controle judicial.
Primeiro, o Tema n. 350 reconhece configurado o interesse de agir, mesmo
sem indeferimento prévio, se excedido o prazo legal para análise pelo INSS.
Essa situação se relaciona com a mora do INSS na análise dos benefícios. A
Administração não pode protelar indevidamente a apreciação dos requerimentos formulados
por segurados da previdência social. Nesse caso, o interesse de agir estará caracterizado, não
pela ação, mas pela omissão administrativa.
Anoto que a mora da apreciação de benefícios previdenciários é problema de
profunda gravidade. O assunto foi tratado no Recurso Extraordinário 1.171.152, no bojo do
qual o INSS firmou acordo, homologado pelo STF, obrigando-se a cumprir prazos
determinados para instrução e decisão de pedido de benefícios.
Segundo, consoante o Tema n. 350, não se exige requerimento prévio
quando o entendimento da Administração for notória e reiteradamente contrário à postulação do
segurado.
Esse caso envolve questões já controvertidas e refutadas administrativamente
– as teses da “desaposentação” ou da “revisão da vida toda” podem ser citadas como exemplos
–, em que a exigência de pleito administrativo seria medida inócua, apta a gerar apenas
desnecessária mobilização dos recursos do INSS.
Assinalo, contudo, que essa hipótese pressupõe que a questão veiculada no
requerimento do segurado seja aquela mesma a cujo respeito a Administração já tenha se
posicionado contrariamente, de modo notório e reiterado. Portanto, também aqui, há
manifestação administrativa externada previamente passível de controle judicial.
A terceira, e última, situação prevista no Tema n. 350 que dispensa o
requerimento prévio envolve as pretensões de revisão, restabelecimento ou manutenção de
benefício anteriormente concedido. Neste caso, importante frisar, o requerimento continua
sendo exigido se a pretensão depender da análise de matéria de fato ainda não levada ao
conhecimento da Administração.
É possível constatar que essa situação, em verdade, não constitui exceção,
senão confirmação da regra da exigência de requerimento prévio.
Ora, se a pretensão do segurado não depende da análise de matéria de fato
alheia ao conhecimento do INSS, significa que já poderia ter sido apreciada por ocasião da
concessão original do benefício a ser revisado, restabelecido ou mantido. Afinal, o INSS tem o
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dever legal de conceder, à luz dos elementos fáticos de que teve conhecimento, a melhor
prestação possível ao segurado. A rigor, há aqui uma ação administrativa prévia a ser objeto de
controle judicial: a irregularidade da concessão original do benefício a ser revisado, ou da
cessação do benefício a ser restabelecido/mantido.
Em contrapartida, se a revisão, restabelecimento ou manutenção de benefício
anteriormente concedido depender de matéria de fato alheia ao conhecimento do INSS, caberá
ao segurado levar os fatos ao conhecimento da autarquia previdenciária, por meio de
documentos a serem veiculados em requerimento administrativo específico. Somente no caso
de indeferimento dessa postulação surgirá o interesse de agir.
Diante desse quadro, fica claro que o Tema n. 350 não se compraz com uma
perspectiva que considera o requerimento administrativo mera formalidade a ser superada para
viabilizar o acesso à via judicial.
Por isso, requerimentos indeferidos por faltas exclusivas do segurado – como
a ausência à perícia ou a omissão na juntada de documento solicitado pela autarquia – não são
aptos a caracterizar o interesse de agir. Tampouco indeferimentos motivados na não
apresentação injustificada de documentos obrigatórios ao requerimento administrativo, como a
autodeclaração do segurado especial ou a inscrição no Cadastro Único, respectivamente, para
benefícios rurais e benefícios de prestação continuada.
A propósito, assinalo que a Lei de Processo Administrativo Federal prevê
direitos, mas também deveres ao administrado: expor os fatos conforme a verdade; proceder
com lealdade, urbanidade e boa-fé; não agir de modo temerário, prestar as informações que lhe
forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos (art. 4º da Lei 9.784/1999).
Com essas considerações, cumpre enfrentar diretamente os termos em que
delimitado o tema.
A controvérsia refere aos casos em que o segurado propõe demanda judicial
instruindo-a com provas que não foram apresentadas ao INSS, por ocasião do requerimento
administrativo. Daí, discute se o pagamento do benefício deve contar da data do requerimento
administrativo ou da citação da autarquia previdenciária.
Inicio a análise com casos hipotéticos: suponhamos um requerimento
administrativo de aposentadoria rural por idade em que o segurado não tenha apresentado
qualquer prova do efetivo exercício da atividade campesina; ou um requerimento de
aposentadoria por tempo de contribuição em que o segurado pretende o reconhecimento de
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trabalho sujeito a condições especiais, mas não apresenta PPP, ou qualquer outro documento
para comprovar a atividade prejudicial à saúde. Ao apreciar o requerimento, o INSS o indefere.
De posse do indeferimento, o segurado ajuíza a demanda postulando a concessão judicial do
benefício, instruindo-a, desta feita, com prova documental da atividade rural robusta, suficiente
à concessão do benefício; ou, no segundo caso, com o PPP pertinente ao tempo especial.
Pelos termos em que delimitado o tema, nos casos hipotéticos acima, a
discussão se restringiria a determinar se o benefício seria pago a contar da data do requerimento
administrativo, ou da citação da autarquia previdenciária.
No entanto, é preciso perguntar: há interesse de agir nesses casos? A conduta
do INSS caracterizou, efetivamente, ameaça ou lesão a direito? Penso que essa pergunta precisa
ser respondida por esta Corte.
Deixando de lado os casos hipotéticos, é imprescindível estabelecer uma
distinção entre duas situações que se colocam comumente.
A primeira situação, que se assemelha aos casos hipotéticos, é aquela em que
o documento adicional – aquele só apresentado em juízo – já se encontra acessível e a sua
incorporação ao processo administrativo depende exclusivamente do segurado. Neste caso, o
ônus de apresentar o documento repousa inteiramente sobre o requerente.
A existência de interesse de agir em indeferimentos motivados pela ausência
de documentos enquadrados nesta primeira situação precisa ser discutida.
De antemão, observo que argumentos de matiz "eficientista" ou
"consequencialista" não refutam um entendimento que reconheça, nos casos referidos, a falta de
interesse de agir.
A uma, porque o segurado poderá reiterar o requerimento ao INSS, desta
vez, instruindo-o adequadamente. Logo, o direito material não estará prejudicado.
A duas, admitir demandas amparadas em indeferimentos dessa natureza
termina impondo ao Judiciário a análise originária do requerimento, uma vez que, a rigor,
aquele apreciado pela Administração foi outro. Há, portanto, subversão de atribuições com a
transferência para o Judiciário de responsabilidades da Administração, trazendo-lhe os custos
correspondentes.
A propósito, não custa rememorar que o Tribunal de Contas da União, em
levantamento de auditoria (TC 022.354/2017-4), apontou que o sistema de judicialização dos
benefícios previdenciários absorveu, no exercício de 2016, 60% dos magistrados e 38% dos
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servidores da Justiça Federal; 54% dos procuradores federais; 23% dos defensores públicos
federais; 6% dos servidores do INSS, totalizando 15.889 agentes públicos e R$4,6 bilhões.
Aos achados da auditoria do TCU, adito o fato de que, conforme dados do
“Justiça em Números” do Conselho Nacional de Justiça, a judicialização da previdência
permanece crescente até os dias atuais.
A segunda situação, por outro lado, ocorre quando o documento não é
acessível ao requerente, mesmo tendo ele empreendido as diligências necessárias à sua
obtenção/produção. De igual modo, quando o documento constituir prova de fato já conhecido
– ou passível de ser conhecido – pelo INSS, a partir de consulta a seus sistemas informatizados.
Nesses casos, o ônus pela ausência do documento não é do requerente.
Essas circunstâncias reclamam uma abordagem diferenciada no contexto do
processo judicial, e o tratamento dado a cada caso depende da natureza específica do
documento em questão e do grau de controle que o requerente tem sobre a sua disponibilidade.
Como sempre, as disposições normativas específicas que governam o processo administrativo
previdenciário devem ser levadas em consideração ao lidar com esses cenários.
Por fim, a título de reforço argumentativo, cito caso emblemático.
Atentemo-nos aos milhões de benefícios rurais requeridos anualmente. Aqui se está a falar dos
mais vulneráveis brasileiros. Prática comum nos sertões do Brasil é o requerimento
administrativo, feito por patrono, advogado, sem o preenchimento da autodeclaração de
rurícola, exigida pela legislação de regência. Tal prática leva ao indeferimento administrativo
obrigatório e ao nascimento de demanda judicial, nesta ocasião instruída com o documento
devidamente preenchido. O resultado é a penalização do segurado, que precisa aguardar mais
vários meses para ver seu direito atendido, bem como a penalização da Fazenda, pelo
pagamento de honorários de sucumbência. Penso que cabe também a esta Corte desestimular
essa prática.
Por tais considerações, venho propor alteração na forma em que delimitado o
tema e sugerir a seguinte redação: “Caso superada a ausência do interesse de agir, definir o
termo inicial dos efeitos financeiros dos benefícios previdenciários concedidos ou revisados
judicialmente, por meio de prova não submetida ao crivo administrativo do INSS: se a contar
da data do requerimento administrativo ou da citação da autarquia previdenciária".

ACÓRDÃO
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Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima


indicadas, acordam os Ministros da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça:
"A Primeira Seção, por unanimidade, determinou alteração na delimitação do tema
1124 e na redação para: "Caso superada a ausência do interesse de agir, definir o
termo inicial dos efeitos financeiros dos benefícios previdenciários concedidos
ou revisados judicialmente, por meio de prova não submetida ao crivo
administrativo do INSS, se a contar da data do requerimento administrativo ou da
citação da autarquia previdenciária.", nos termos da questão de ordem proposta pelo
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves,
Sérgio Kukina, Gurgel de Faria, Paulo Sérgio Domingues, Teodoro Silva Santos e
Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr.
Ministro Francisco Falcão."

Brasília, 22 de maio de 2024(data do julgamento).

MINISTRO HERMAN BENJAMIN


Relator

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RECURSO ESPECIAL Nº 1905830 - SP (2020/0303424-8)

RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN


RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
RECORRIDO : SUELI DE FREITAS PEDROSO
ADVOGADO : EDMAR ROBSON DE SOUZA - SP303715
INTERES. : IAPE - INSTITUTO DOS ADVOGADOS PREVIDENCIARIOS -
CONSELHO FEDERAL - "AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : HÉLIO GUSTAVO ALVES - SP187555
JOSE ENEAS KOVALCZUK FILHO - SC019657
CAROLINA PEREIRA DE ALBUQUERQUE SCHELBAUER E
OUTRO(S) - SC022188
INTERES. : INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO
IBDP - "AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : JANE LÚCIA WILHELM BERWANGER E OUTRO(S) -
RS046917
ALEXANDRE SCHUMACHER TRICHES - RS065635
GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN - SC018200
DIEGO HENRIQUE SCHUSTER - RS080210
ADRIANO MAUSS - RS106635
INTERES. : INSTITUTO DE ESTUDOS PREVIDENCIÁRIOS - IEPREV -
"AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : ROBERTO DE CARVALHO SANTOS - MG092298
TIAGO BECK KIDRICKI - RS058280
JOÃO OSVALDO BADARI ZINSLY RODRIGUES E OUTRO(S) -
SP279999

QUESTÃO DE ORDEM

Senhora Presidente, venho propor Questão de Ordem que considero relevante


em relação aos Recursos Especiais 1.912.784/SP, 1.905.830/SP e 1.913.152/SP.
É sempre salutar lembrar que o objetivo aqui é buscar solução mais abrangente
e eficaz para o Recurso Especial que está sendo processado e julgado sob o rito dos
Recursos Repetitivos nesta Primeira Seção. Espero com isso contribuir para a
racionalização da litigiosidade previdenciária no nosso país.
A controvérsia foi assim delimitada: “Definir o termo inicial dos efeitos
financeiros dos benefícios previdenciários concedidos ou revisados judicialmente, por
meio de prova não submetida ao crivo administrativo do INSS: se a contar da data do
requerimento administrativo ou da citação da autarquia previdenciária".
A autarquia previdenciária, desde a Apelação, repisa argumentação pertinente
à falta de interesse processual, situação não contemplada na forma em que delimitado o
tema.
Antes de prosseguir, necessário evocar o entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF), no julgamento do Tema n. 350 de Repercussão Geral, ao qual
aderiu este eg. Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do Tema Repetitivo n.
660.
Estabeleceu o STF, no julgado acima, que “a concessão de benefícios
previdenciários depende de requerimento do interessado, não se caracterizando ameaça
ou lesão a direito antes de sua apreciação e indeferimento pelo INSS”.
Até a pacificação da matéria pela Corte Suprema, a jurisprudência oscilava,
não raro, admitindo que o benefício previdenciário fosse postulado em juízo
independentemente de prévio requerimento administrativo. A atuação do Judiciário, ao
apreciar originalmente a pretensão do segurado, confundia-se com a do próprio INSS.
Ao julgar o Tema n. 350, o STF delimitou com clareza o papel do Poder
Judiciário na judicialização da previdência social, apartando-o do da Administração. Em
outras palavras, reconheceu que cabe ao INSS, primariamente, a implementação da
política pública previdenciária; e ao Judiciário, a supervisão dessa atividade, por meio do
controle judicial.
Nesse contexto, preocupo-me que, ao não incluir a hipótese pertinente à falta
de interesse processual nos limites da controvérsia a ser resolvida por esta Corte Superior,
façamos letra morta dos Temas n. 350, do STF, e n. 660, deste Tribunal.
De acordo com o Tema n. 350, não há “ameaça ou lesão a direito” antes da
apreciação e indeferimento do benefício pelo INSS. Não há, portanto, interesse de agir
antes do indeferimento, pois ausente a necessidade da tutela jurisdicional. Friso que não
se exige o esgotamento das vias administrativas, sendo suficiente decisão administrativa
negativa para caracterizar o interesse de agir.
Ao decidir dessa maneira, o STF assentou que a pretensão do segurado deve,
primeiro, ser apreciada e denegada pelo INSS, para que, só então, possa vir a ser
desafiada judicialmente. É preciso que haja uma ação (ou omissão) administrativa prévia
sobre a qual recairá o controle judicial.
É importante ressaltar que o Tema n. 350 previu exceções à exigibilidade de
indeferimento prévio. Todavia, conforme exponho adiante, mesmo nessas situações,
pressupõe-se uma ação ou omissão administrativa sobre a qual recairá o controle judicial.
Primeiro, o Tema n. 350 reconhece configurado o interesse de agir, mesmo
sem indeferimento prévio, se excedido o prazo legal para análise pelo INSS.
Essa situação se relaciona com a mora do INSS na análise dos benefícios. A
Administração não pode protelar indevidamente a apreciação dos requerimentos
formulados por segurados da previdência social. Nesse caso, o interesse de agir estará
caracterizado, não pela ação, mas pela omissão administrativa.
Anoto que a mora da apreciação de benefícios previdenciários é problema de
profunda gravidade. O assunto foi tratado no Recurso Extraordinário 1.171.152, no bojo
do qual o INSS firmou acordo, homologado pelo STF, obrigando-se a cumprir prazos
determinados para instrução e decisão de pedido de benefícios.
Segundo, consoante o Tema n. 350, não se exige requerimento prévio quando
o entendimento da Administração for notória e reiteradamente contrário à postulação do
segurado.
Esse caso envolve questões já controvertidas e refutadas administrativamente
– as teses da “desaposentação” ou da “revisão da vida toda” podem ser citadas como
exemplos –, em que a exigência de pleito administrativo seria medida inócua, apta a gerar
apenas desnecessária mobilização dos recursos do INSS.
Assinalo, contudo, que essa hipótese pressupõe que a questão veiculada no
requerimento do segurado seja aquela mesma a cujo respeito a Administração já tenha se
posicionado contrariamente, de modo notório e reiterado. Portanto, também aqui, há
manifestação administrativa externada previamente passível de controle judicial.
A terceira, e última, situação prevista no Tema n. 350 que dispensa o
requerimento prévio envolve as pretensões de revisão, restabelecimento ou manutenção
de benefício anteriormente concedido. Neste caso, importante frisar, o requerimento
continua sendo exigido se a pretensão depender da análise de matéria de fato ainda não
levada ao conhecimento da Administração.
É possível constatar que essa situação, em verdade, não constitui exceção,
senão confirmação da regra da exigência de requerimento prévio.
Ora, se a pretensão do segurado não depende da análise de matéria de fato
alheia ao conhecimento do INSS, significa que já poderia ter sido apreciada por ocasião
da concessão original do benefício a ser revisado, restabelecido ou mantido. Afinal, o
INSS tem o dever legal de conceder, à luz dos elementos fáticos de que teve
conhecimento, a melhor prestação possível ao segurado. A rigor, há aqui uma ação
administrativa prévia a ser objeto de controle judicial: a irregularidade da concessão
original do benefício a ser revisado, ou da cessação do benefício a ser
restabelecido/mantido.
Em contrapartida, se a revisão, restabelecimento ou manutenção de benefício
anteriormente concedido depender de matéria de fato alheia ao conhecimento do INSS,
caberá ao segurado levar os fatos ao conhecimento da autarquia previdenciária, por meio
de documentos a serem veiculados em requerimento administrativo específico. Somente
no caso de indeferimento dessa postulação surgirá o interesse de agir.
Diante desse quadro, fica claro que o Tema n. 350 não se compraz com uma
perspectiva que considera o requerimento administrativo mera formalidade a ser superada
para viabilizar o acesso à via judicial.
Por isso, requerimentos indeferidos por faltas exclusivas do segurado – como a
ausência à perícia ou a omissão na juntada de documento solicitado pela autarquia – não
são aptos a caracterizar o interesse de agir. Tampouco indeferimentos motivados na não
apresentação injustificada de documentos obrigatórios ao requerimento administrativo,
como a autodeclaração do segurado especial ou a inscrição no Cadastro Único,
respectivamente, para benefícios rurais e benefícios de prestação continuada.
A propósito, assinalo que a Lei de Processo Administrativo Federal prevê
direitos, mas também deveres ao administrado: expor os fatos conforme a verdade;
proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; não agir de modo temerário, prestar as
informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos (art. 4º
da Lei 9.784/1999).
Com essas considerações, cumpre enfrentar diretamente os termos em que
delimitado o tema.
A controvérsia refere aos casos em que o segurado propõe demanda judicial
instruindo-a com provas que não foram apresentadas ao INSS, por ocasião do
requerimento administrativo. Daí, discute se o pagamento do benefício deve contar da
data do requerimento administrativo ou da citação da autarquia previdenciária.
Inicio a análise com casos hipotéticos: suponhamos um requerimento
administrativo de aposentadoria rural por idade em que o segurado não tenha apresentado
qualquer prova do efetivo exercício da atividade campesina; ou um requerimento de
aposentadoria por tempo de contribuição em que o segurado pretende o reconhecimento
de trabalho sujeito a condições especiais, mas não apresenta PPP, ou qualquer outro
documento para comprovar a atividade prejudicial à saúde. Ao apreciar o requerimento, o
INSS o indefere. De posse do indeferimento, o segurado ajuíza a demanda postulando a
concessão judicial do benefício, instruindo-a, desta feita, com prova documental da
atividade rural robusta, suficiente à concessão do benefício; ou, no segundo caso, com o
PPP pertinente ao tempo especial.
Pelos termos em que delimitado o tema, nos casos hipotéticos acima, a
discussão se restringiria a determinar se o benefício seria pago a contar da data do
requerimento administrativo, ou da citação da autarquia previdenciária.
No entanto, é preciso perguntar: há interesse de agir nesses casos? A conduta
do INSS caracterizou, efetivamente, ameaça ou lesão a direito? Penso que essa pergunta
precisa ser respondida por esta Corte.
Deixando de lado os casos hipotéticos, é imprescindível estabelecer uma
distinção entre duas situações que se colocam comumente.
A primeira situação, que se assemelha aos casos hipotéticos, é aquela em que o
documento adicional – aquele só apresentado em juízo – já se encontra acessível e a sua
incorporação ao processo administrativo depende exclusivamente do segurado. Neste
caso, o ônus de apresentar o documento repousa inteiramente sobre o requerente.
A existência de interesse de agir em indeferimentos motivados pela ausência
de documentos enquadrados nesta primeira situação precisa ser discutida.
De antemão, observo que argumentos de matiz "eficientista" ou
"consequencialista" não refutam um entendimento que reconheça, nos casos referidos, a
falta de interesse de agir.
A uma, porque o segurado poderá reiterar o requerimento ao INSS, desta vez,
instruindo-o adequadamente. Logo, o direito material não estará prejudicado.
A duas, admitir demandas amparadas em indeferimentos dessa natureza
termina impondo ao Judiciário a análise originária do requerimento, uma vez que, a rigor,
aquele apreciado pela Administração foi outro. Há, portanto, subversão de atribuições
com a transferência para o Judiciário de responsabilidades da Administração, trazendo-
lhe os custos correspondentes.
A propósito, não custa rememorar que o Tribunal de Contas da União, em
levantamento de auditoria (TC 022.354/2017-4), apontou que o sistema de judicialização
dos benefícios previdenciários absorveu, no exercício de 2016, 60% dos magistrados e
38% dos servidores da Justiça Federal; 54% dos procuradores federais; 23% dos
defensores públicos federais; 6% dos servidores do INSS, totalizando 15.889 agentes
públicos e R$4,6 bilhões.
Aos achados da auditoria do TCU, adito o fato de que, conforme dados do
“Justiça em Números” do Conselho Nacional de Justiça, a judicialização da previdência
permanece crescente até os dias atuais.
A segunda situação, por outro lado, ocorre quando o documento não é
acessível ao requerente, mesmo tendo ele empreendido as diligências necessárias à sua
obtenção/produção. De igual modo, quando o documento constituir prova de fato já
conhecido – ou passível de ser conhecido – pelo INSS, a partir de consulta a seus
sistemas informatizados. Nesses casos, o ônus pela ausência do documento não é do
requerente.
Essas circunstâncias reclamam uma abordagem diferenciada no contexto do
processo judicial, e o tratamento dado a cada caso depende da natureza específica do
documento em questão e do grau de controle que o requerente tem sobre a sua
disponibilidade. Como sempre, as disposições normativas específicas que governam o
processo administrativo previdenciário devem ser levadas em consideração ao lidar com
esses cenários.
Por fim, a título de reforço argumentativo, cito caso emblemático. Atentemo-
nos aos milhões de benefícios rurais requeridos anualmente. Aqui se está a falar dos mais
vulneráveis brasileiros. Prática comum nos sertões do Brasil é o requerimento
administrativo, feito por patrono, advogado, sem o preenchimento da autodeclaração de
rurícola, exigida pela legislação de regência. Tal prática leva ao indeferimento
administrativo obrigatório e ao nascimento de demanda judicial, nesta ocasião instruída
com o documento devidamente preenchido. O resultado é a penalização do segurado, que
precisa aguardar mais vários meses para ver seu direito atendido, bem como a
penalização da Fazenda, pelo pagamento de honorários de sucumbência. Penso que cabe
também a esta Corte desestimular essa prática.
Por tais considerações, venho propor alteração na forma em que delimitado o
tema e sugerir a seguinte redação: “Caso superada a ausência do interesse de agir, definir
o termo inicial dos efeitos financeiros dos benefícios previdenciários concedidos ou
revisados judicialmente, por meio de prova não submetida ao crivo administrativo do
INSS: se a contar da data do requerimento administrativo ou da citação da autarquia
previdenciária"
Superior Tribunal de Justiça S.T.J
Fl.__________

CERTIDÃO DE JULGAMENTO
PRIMEIRA SEÇÃO

Número Registro: 2020/0303424-8 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.905.830 / SP

Números Origem: 10004795620168260279 56095852920194039999


EM MESA JULGADO: 22/05/2024

Relator
Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN
Presidente da Sessão
Exma. Sra. Ministra REGINA HELENA COSTA
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. EITEL SANTIAGO DE BRITO PEREIRA
Secretária
Bela. MARIANA COUTINHO MOLINA
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
RECORRIDO : SUELI DE FREITAS PEDROSO
ADVOGADO : EDMAR ROBSON DE SOUZA - SP303715
INTERES. : IAPE - INSTITUTO DOS ADVOGADOS PREVIDENCIARIOS -
CONSELHO FEDERAL - "AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : HÉLIO GUSTAVO ALVES - SP187555
JOSE ENEAS KOVALCZUK FILHO - SC019657
CAROLINA PEREIRA DE ALBUQUERQUE SCHELBAUER E OUTRO(S)
- SC022188
INTERES. : INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO IBDP -
"AMICUS CURIAE"
ADVOGADOS : JANE LÚCIA WILHELM BERWANGER E OUTRO(S) - RS046917
ALEXANDRE SCHUMACHER TRICHES - RS065635
GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN - SC018200
DIEGO HENRIQUE SCHUSTER - RS080210
ADRIANO MAUSS - RS106635
INTERES. : INSTITUTO DE ESTUDOS PREVIDENCIÁRIOS - IEPREV - "AMICUS
CURIAE"
ADVOGADOS : ROBERTO DE CARVALHO SANTOS - MG092298
TIAGO BECK KIDRICKI - RS058280
JOÃO OSVALDO BADARI ZINSLY RODRIGUES E OUTRO(S) -
SP279999
ASSUNTO: DIREITO PREVIDENCIÁRIO - Benefícios em Espécie - Aposentadoria por Idade (Art.
48/51) - Urbana (Art. 48/51)

CERTIDÃO
Certifico que a egrégia PRIMEIRA SEÇÃO, ao apreciar o processo em epígrafe na
sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
A Primeira Seção, por unanimidade, determinou alteração na delimitação do tema
1124 e na redação para: "Caso superada a ausência do interesse de agir, definir o termo
inicial dos efeitos financeiros dos benefícios previdenciários concedidos ou revisados
judicialmente, por meio de prova não submetida ao crivo administrativo do INSS, se a contar
da data do requerimento administrativo ou da citação da autarquia previdenciária.", nos
termos da questão de ordem proposta pelo Sr. Ministro Relator.
Os Srs.
C54254244944901:2214<1@ Ministros Mauro
2020/0303424-8 - REspCampbell
1905830 Marques, Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina,

Documento eletrônico VDA41657074 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MARIANA COUTINHO MOLINA, PRIMEIRA SEÇÃO Assinado em: 22/05/2024 [Link]
Código de Controle do Documento: 17377F64-A229-44E6-9299-BAAC616D8263
Superior Tribunal de Justiça S.T.J
Fl.__________

CERTIDÃO DE JULGAMENTO
PRIMEIRA SEÇÃO

Número Registro: 2020/0303424-8 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.905.830 / SP

Gurgel de Faria, Paulo Sérgio Domingues, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram
com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Francisco Falcão.

C54254244944901:2214<1@ 2020/0303424-8 - REsp 1905830

Documento eletrônico VDA41657074 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MARIANA COUTINHO MOLINA, PRIMEIRA SEÇÃO Assinado em: 22/05/2024 [Link]
Código de Controle do Documento: 17377F64-A229-44E6-9299-BAAC616D8263

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