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Prazos e Preclusão no Processo Civil

O documento aborda a prática de atos processuais, destacando a importância dos prazos e da preclusão. Estabelece regras sobre a admissibilidade de atos em dias úteis, feriados e férias forenses, além de detalhar a contagem e as consequências da inobservância dos prazos. Também discute a preclusão como a perda do direito de realizar atos processuais por não cumprimento de prazos estabelecidos.

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Prazos e Preclusão no Processo Civil

O documento aborda a prática de atos processuais, destacando a importância dos prazos e da preclusão. Estabelece regras sobre a admissibilidade de atos em dias úteis, feriados e férias forenses, além de detalhar a contagem e as consequências da inobservância dos prazos. Também discute a preclusão como a perda do direito de realizar atos processuais por não cumprimento de prazos estabelecidos.

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ATO PROCESSUAL NO TEMPO E NO ESPAÇO.

PRAZOS E PRECLUSÃO.

1. Momento em que é e momento em que não é admissível a prática de


atos processuais
1.1. Atos processuais devem ser praticados em dias úteis – das seis às vinte horas (art. 212,
CPC)
1.2. Atos judiciais não são praticados durante férias forenses e feriados (art. 214, CPC), salvo
intimações, citações e penhoras (art. 212, §2º, CPC).
-Recesso forense é um período de suspensão das atividades judiciais, que ocorre ao final de todo
ano, onde não há prazos processuais e audiências, assim profissionais do Direito podem usufruir de
um período de descanso. Período compreendido entre 20 de dezembro e 6 de janeiro.

1.3. Momento do protocolo - atos por meio impresso ou eletrônico (art.212, §3º, CPC e art.
213, CPC).

2. Feriados e férias forenses


2.1. Feriados: sábados, domingos, feriados fixados por lei e dias em que não há expediente
forense (art.216, CPC)
2.2. Férias e recesso (art.220, CPC): paralisações que afetam o funcionamento do juízo por
períodos prolongados
2.3. Efeito: suspensão da atividade judiciária
2.4. Atos praticados excepcionalmente: citação, intimação e penhora (art. 212, §2º, CPC)
e tutela de urgência (art.214, II, CPC) no regime de plantão
2.5. Processos que seguem o curso normal nas férias (art.215, CPC)

3. Lugar
3.1. Regra: a sede do juízo (art. 217, CPC) – A regra geral é que os atos processuais sejam
realizados na sede do juízo
3.2. Exceções: deferência, interesse da justiça, natureza do ato e obstáculo arguido pelo
interessado e acolhido pelo juiz.
Exemplos: Inspeção in loco; depoimento do Presidente da República; carta precatória –
cooperação judiciária.

4. Prazos.

4.1. Noção.
4.1.1. Conceito são períodos de tempo definidos para a prática de atos processuais.
4.1.2. Termo inicial e termo final
4.1.3. Classificação
a) Prazos próprios vs. Prazos impróprios Prazos próprios são aqueles cuja inobservância
gera preclusão, enquanto os impróprios não acarretam perda do direito de praticar o
ato.
b) Legais vs. judiciais vs. convencionais Legais são fixados por lei, judiciais pelo juiz, e
convencionais pelas partes.
c) Dilatórios vs. peremptórios Dilatórios podem ser prorrogados, enquanto
peremptórios são fatais e não admitem prorrogação.
4.2. Prazos e preclusão temporal: art.218 e 223, CPC tratam da preclusão decorrente do não
cumprimento de prazos.
4.3. Ausência de prazo legal: arts. 218, §§1º e 3º
4.4. Validade de atos processuais praticados antes do termo inicial (art. 218, §4º, CPC). Atos
praticados antes do início do prazo são válidos
4.5. Renúncia de prazo (art.225, CPC) Possibilidade de renúncia ao prazo pela parte
beneficiada
4.6. Prazos litisconsortes contagem em dobro (art.229, §1º, CPC) Nos casos de litisconsórcio,
o prazo é contado em dobro para cada parte

5. Curso dos prazos.

5.1. Prazos em dias: contagem em dias úteis (art. 219, CPC).


5.2. Prazos em meses ou anos: Código Civil (art.132, §3º, CC).
5.3. Prazos de natureza processual vs. prazos de natureza material (prescrição e decadência).
Diferencia prazos processuais, que dizem respeito ao andamento do processo, e prazos
materiais, relacionados à prescrição e decadência.
5.4. Férias coletivas ou recesso = suspensão da contagem, que será retomada no
primeiro dia útil seguinte ao término da suspensão.
5.5. Efeito da suspensão do processo sobre prazos em curso (art. 221, CPC).

6. Contagem dos prazos.

6.1. Inclusão do dia do vencimento e exclusão do dia do começo (art. 224, CPC)
6.2. Expediente encerrado ou inciado em horário incomum (art. 224, §1º, CPC)
6.3. Termo inicial. Estabelece quando o prazo começa a correr, dependendo do meio de
citação ou intimação utilizado
6.3.1. Citação ou intimação realizada por meio de: (art. 231, CPC)
a) Mandado, pessoal ou com hora certa;
b) Edital;
c) Carta precatória;
d) Via postal;
e) Ato de escrivão ou chefe de secretaria;
f) Retirada dos autos do cartório ou secretaria;
g) Eletrônica;
h) Diário da Justiça;
i) Múltiplos réus;
j) Mais de um intimado;
k) Ato praticado pela parte sem representante.
6.4. Citação ou intimação nas férias: prazo se inicia no dia seguinte ao da reabertura
dos trabalhos do foro.
6.5. Ciência inequívoca – instrumentalidade das formas O princípio da instrumentalidade das
formas garante que atos realizados de forma distinta, mas que cumprem sua função, são
válidos.
6.6. Termo final
6.6.1. Nunca cairá em dia não útil ou em que não haja expediente normal do juízo
(art. 224, §1º, CPC);
6.6.2. Prazo eletrônico: havendo indisponibilidade do sistema, o termo final
é prorrogado para o primeiro dia útil subsequente

7. Efeitos da inobservância dos prazos pela parte.

7.1. Dever de restituição dos autos no prazo do ato a ser praticado (art.234, CPC) A parte
deve devolver os autos dentro do prazo para prática do ato
7.2. Sanções: Multa, possibilidade de perda de novas vistas fora do cartório (art.234, §2º)
e notificação à OAB para instaurar procedimento disciplinar (art.234, §2º)

8. Preclusão.

8.1. Conceito Preclusão é a perda do direito de praticar determinado ato processual por não
ter sido realizado no prazo devido.
8.2. Espécies:
8.2.1. Temporal (art.223, CPC); Ocorre quando o prazo para a prática do ato expira
8.2.2. Consumativa; Decorre da consumação de um ato, impossibilitando sua repetição
8.2.3. Lógica. Ocorre quando um ato é incompatível com outro já realizado.

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