UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA – Campus Bagé SEMESTRE: 2024/1S
CURSO: ENGENHARIA QUÍMICA
COMPONENTE CURRICULAR: MECÂNICA DOS FLUIDOS APLICADA (BA001290)
TURMA: EQ11 PROFESSOR: Marcilio Machado Morais
LISTA DE EXERCÍCIOS 3: estimativa da perda de carga no escoamento de fluidos incompressíveis
(problemas do 1º tipo)
Nesta atividade, pretende-se que sejam entendidos no escoamento de fluidos em tubulações:
- por que ocorre a perda de energia mecânica (perda de carga) no escoamento de fluidos e como ela
pode ser estimada;
- quais os principais tipos de atrito e como eles podem ser estimados;
- como estimar a perda de carga em tubulações.
Exercícios que devem ser entregues
Tópicos gerais sobre perda de energia mecânica em tubulações
1- Exercício teórico.
a) Com relação às expressões para a estimativa da perda de carga:
a.1) como foi obtida e para que serve a expressão de Darcy-Weisbach e em quais casos pode ser
utilizada? Faça uma análise/relação da perda de carga com as variáveis contidas na expressão.
a,2) Em que casos as expressões de Hazzen-Williams e de Flamant podem ser utilizadas para a
estimativa da perda de energia mecânica em tubulações?
b- b.1)Quais os principais tipos de atrito que podemos identificar no escoamento de fluidos e por que eles
ocorrem? Fale sobre a perda de carga nas tubulações retas e nos acessórios (perdas menores).
b.2) Por que existem tantas equações para estimar o valor do fator de atrito de Darcy (fD) em regime
turbulento?
b.3) Quais as suas facilidades, dificuldades e o por quê da utilização de Diagramas, como o Diagrama de
Moody?
b.4) Qual a diferença entre o fator de atrito de Darcy (fD) e o fator de atrito de Fanning (f)?
c) Conseguem entender o que significa a rugosidade relativa (/D) de um tubo e como ela influencia na
perda de carga?
c.1) Por que a incerteza da rugosidade relativa equivalente em tubos comerciais novos pode chegar a
mais de 50% dos valores tabelados?
c.2) A rugosidade de tubos em uso é diferente se o tubo fosse novo?
c.3) Por que será que o fator de atrito não é zero para um tubo hidraulicamente liso?
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c.4) Ah, mais uma coisa: conseguem fazer uma relação entre a rugosidade relativa e a sub-camada
laminar no regime turbulento?
d) Como são definidos o coeficiente de resistência “K” e o comprimento equivalente (Leq) de um acessório?
Sabem o que significa o comprimento equivalente total (LET) de um sistema de tubulação?
e) Como a perda de carga pode ser reduzida em um sistema de bombeamento?
Estimativa das perdas de carga distribuídas e localizadas
2- a) Resolvam com detalhes o exemplo 2.1 do Cremasco (2012) (estimação de perda de carga) utilizando:
a.1) o fator de atrito de Darcy obtido pelo Diagrama de Moody (assim como o autor do livro resolveu);
a.2) o fator de atrito de Darcy obtido pela Equação de Colebrook-White (1939);
a.3) o fator de atrito de Darcy obtido pelas Equações de Blausius (1911) e Generaux (1937);
a.4) o fator de atrito de Darcy obtido como se fosse regime laminar (eh, eh, será que dá um valor
“estranho”??);
a.5) o fator de atrito de Darcy obtido pelas Equações de Haaland (1983), Churchill e Chen (1979);
a.6) o fator de atrito de Darcy obtido pelas Equações de Prandtl e von Kármán (1979);
a.7) as expressões de Hazzen-Williams e Flamant.
Dicas: - podem ser utilizados os coeficientes (K, Leq etc...) fornecidos no capítulo 2 do Cremasco (2012);
- comparem os valores obtidos no item “a” com os obtidos pela Equação de Colebrook-White (1939).
b) Agora vamos avançar nas perdas localizadas: digamos que a tubulação do caso do exemplo 2.1 do
Cremasco (2012) seja 15 vezes maior (45 m), o material seja aço comercial 2” (SCH 40) e possua os seguintes
acessórios (uma tubulação não pode ser somente reta, certo??):
- 14 uniões rosqueadas - 4 Tês escoamento direto; - 2 Tês escoamento lateral;
- 2 curvas de retorno 180º rosqueadas; - 10 joelhos padrão 90º;
- 1 válvula de retenção (com articulação convencional da portinhola);
- 1 válvula de gaveta metade aberta; - 1 válvula globo completamente aberta;
- 1 válvula tipo esfera completamente aberta.
b.1) Obtenha o somatório dos coeficientes de resistência (K) da tubulação.
b.2) Obtenha os valores do comprimento equivalente total (Leq) de todos os acessórios. Compare com o
comprimento da tubulação reta (L), bem como o comprimento equivalente total da tubulação (LET = L +Leq).
b.3) Obtenha os valores do comprimento equivalente expresso em números de diâmetro (Leq/D) de todos
os acessórios.
b.4) Obtenha a perda de energia mecânica no caso em questão.
b.5) Caso o etanol saia de um tanque (T1) que se encontra a pressão atmosférica e seja descarregado
(pela tubulação descrita no item “2.b”) em um reator (R1) que se encontra a cinco metros acima de T1 e está
sob uma pressão manométrica de 2 kgf/cm2, qual a potência de bombeamento (fornecida por uma bomba) que
será necessária (expresse o resultado em “Watts”)?
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3- Exercício proposto 8.3 do capítulo 8 do Rotava (2012) (pg 176) (ver Figura 2).
Figura 2- Esquema e fotografia de um trocado de calor bitubular (duplo tubo)
Exercício de resolução e entrega opcionais
Balanço global da energia mecânica e estimativa das perdas de carga distribuídas e locais
4- (Opcional) Uma bomba descarrega etanol a 38ºC em um tubo liso de diâmetro interno igual a 50 mm, sob
um pressão manométrica 280 kN/m2. Este tubo tem o comprimento equivalente total de 40 m e transfere o
etanol a 140 kN/m2 para um reator (ver esquema da Figura 1).
Figura 1- Esquema do Exercício 5 da Lista de
Exercícios 3 de MFA (BA001290) (2023/1S)
a) Qual é a vazão volumétrica do etanol para o
reator? A diferença de cota entre a bomba e o reator é
muito pequena. Estime também a velocidade média
de escoamento no tubo. (Resposta: 0,01 m3/s).
b) Caso a tubulação seja de aço comercial novo,
recalcule o item “a”; compare e discuta os resultados.
c) Qual é a vazão volumétrica de escoamento para o reator se o fluido for:
c.1)) água ( = 0,6867 mm2/s); c.2) óleo de soja (d = 0,90; µ = 34 cP);
c.3) glicerina ( = 1.260 kg/m3; µ = 600 mPa.s).
Compare e discuta os resultados entre si.
5- (Opcional) (a) Exemplo resolvido 7.2 do capítulo 7 do Azevedo Netto et al. (1998).
b) Caso uma das válvulas de gaveta fique 4/8 fechada, recalcule a nova vazão de escoamento.
c) Considerando que a tubulação irá ser utilizada por 20 anos, estime a vazão de escoamento após 20 anos
de funcionamento.
6- (Opcional) Exemplo resolvido 7.3 do capítulo 7 do Azevedo Netto et al. (1998).
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7- (Opcional) Exercício proposto 7.1 do capítulo 7 do Rotava (2012) (pg 114). No capítulo 1, o autor descreve
as diferentes escalas de medida de viscosidade, bem como as principais fontes de conversão de unidades, as
quais serão importantes para a resolução deste exercício.
8- (Opcional) Uma tubulação contendo várias linhas de ferro fundido com 1,0 m de diâmetro e 5.900 m de
comprimento total foi testada para a adução de água de uma represa. Estimar as perdas de carga através da
tubulação para as vazões de 10, 100, 500 e 1.000 L/s, utilizando:
a) as expressões de Hazen-Williams e Flamant;
b) a expressão de Darcy; obtenha o fator de atrito de Darcy por:
b.1) correlações de Blausius (1911) e de Generaux (1937); compare os resultados;
b.2) expressões de Colebrook, Haaland, Churchill, Prandtl, von Kármán e Chen; compare os resultados;
b.3) diagrama universal de Moody; compare os resultados.
Compare os resultados obtidos em “a” e em “b”; qual forma de cálculo você escolheria?
9- (Opcional) Uma tubulação de aço soldado em uso, de 1.300 m de comprimento, com rugosidade absoluta
() igual a 0,9 mm e 600 mm de diâmetro, conduz água a uma velocidade média de 1,4 m/s. Sabendo-se que a
água está a 20oC, calcular a perda de carga distribuída ao longo da tubulação.
10- (Opcional) Um conduto de aço soldado apresenta as seguintes características:
- comprimento de 1 km; - diâmetro interno de 1 m; - vazão de 785 L/s;
- altura média das protuberâncias internas (rugosidade absoluta) de 50 µm.
A viscosidade cinemática do fluido a ser escoado pela tubulação é 1,01 x 10 -6 m2/s. Estimar a perda de carga
contínua através do Diagrama de Moody. Confirmar o regime.
11- (Opcional) Num oleoduto são bombeados 190 L/s de óleo cru a temperatura de 16ºC ( = 1,06 x 10-5
m2/s); a tubulação é constituída por um conduto novo de aço comercial de 0,450 m de diâmetro interno e com
um comprimento de 1.000 m. Estimar a perda de carga. (Resp.: 3,37 m.c.f).
12- (Opcionais) A resolução de outros exercícios pode ser realizada consultando a bibliografia sugerida, o
material de apoio, o docente do componente curricular ou a sua “própria intuição.”
Uma ótima revisão de conteúdos e aplicação de concenitos a todos(as), estudem e “meditem”!!
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