ARLS “Novos Templários” n.
º 277
Sob a jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo
Declarada de Utilidade Pública Municipal através da Lei n.º 1168/83
Rua Prefeito José Jorge Nogueira, N.º 33 - Jardim Aeroporto - 119
13.720-970 - São José do Rio Pardo – SP
À GDGADU
"Pela União e Transparência: Reflexões sobre a Intervisitação e o
Respeito às Ordens Paramacônicas"
Or de São José do Rio Pardo - SP, aos 06 dias do mês de Janeiro do
ano de 2025 da EV.
Ir Luis Fernando C. Fernandes MM
À GDGADU
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ARLS “Novos Templários” n.º 277
Sob a jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo
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À GDGADU
Irmãos,
É com um misto de respeito, preocupação e profunda reflexão que me
dirijo a todos vocês hoje. Como membros desta Augusta Ordem, somos
guardiões de tradições milenares, portadores de valores que transcen-
dem o tempo e o espaço. A Maçonaria, em sua essência, é uma institui-
ção que prega a fraternidade, a tolerância e o respeito mútuo entre os
homens. No entanto, nos últimos tempos, tenho observado com inquie-
tação certos desvios que ameaçam a harmonia e a unidade que tanto
prezamos.
A intervisitação entre Potências Maçônicas sempre foi um dos pilares da
nossa fraternidade. Através dela, fortalecemos os laços que nos unem,
compartilhamos conhecimentos e experiências, e reafirmamos nosso
compromisso com os princípios universais da Maçonaria. No entanto, o
que temos visto ultimamente são ações que, em vez de promover a uni-
ão, semeiam discórdia e desconfiança. A intervenção nas Ordens Para-
macônicas, como o Bethel e o DeMolay, é um exemplo claro disso.
O Bethel e o DeMolay são instituições paramacônicas que têm como ob-
jetivo formar jovens de caráter, ensinando-lhes os valores da fraternida-
de, da justiça e do amor ao próximo. São organizações que preparam os
futuros líderes da sociedade, e, mais importante, futuros Irmãos Ma-
çons. No entanto, a intervenção indevida nessas ordens, seja por parte
de Potências Maçônicas ou de Irmãos que agem de forma isolada, tem
gerado conflitos e desentendimentos que podem comprometer o futuro
dessas instituições e, por consequência, da própria Maçonaria.
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Irmãos, não podemos permitir que interesses pessoais ou disputas de
poder interfiram no trabalho sagrado que realizamos. A Maçonaria não
é um campo de batalha, mas sim um templo de paz e concórdia. A in-
tervisitação entre Potências deve ser feita com respeito às jurisdições e
às tradições de cada uma, e não como uma forma de imposição ou do-
minação. Da mesma forma, as Ordens Paramacônicas devem ser prote-
gidas e apoiadas, e não manipuladas ou controladas.
É nosso dever, como Irmãos Maçons, zelar pela integridade da nossa
Ordem e das instituições que dela derivam. Devemos agir com sabedo-
ria, prudência e, acima de tudo, com amor fraternal. Que possamos re-
fletir sobre nossas ações e buscar sempre o caminho da concórdia e da
união. Que o Grande Arquiteto do Universo nos ilumine e nos guie em
nossa jornada, para que possamos cumprir com honra e dignidade o
nosso papel na construção de um mundo melhor.
Irmãos, há algo que não posso deixar de mencionar, pois é motivo de profunda indigna-
ção para nós, obreiros da GLESP. Até o presente momento, não recebemos nenhum co-
municado formal ou oficial sobre essa proibição que tem afetado diretamente a nossa
fraternidade. A falta de transparência e de diálogo é algo que não condiz com os princí-
pios que defendemos. Como podemos construir pontes se não somos informados ade-
quadamente sobre as decisões que impactam nossas vidas e nossas relações fraternas?
Além disso, gostaria de manifestar minha profunda tristeza ao ver um Irmão Maçom de
outra Potência impedido de apresentar sua própria filha na Ordem das Filhas de Jó. Co-
mo pode um pai, que dedicou sua vida aos princípios maçônicos, ser privado de partici-
par de um momento tão significativo na vida de sua filha? E mais, como pode um Irmão
Maçom ser proibido de participar das reuniões de uma ordem paramaçônica, onde sua
presença e orientação seriam de grande valor? Isso não apenas fere os princípios da fra-
ternidade, mas também afasta famílias inteiras da luz que a Maçonaria pode oferecer.
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Irmãos, precisamos refletir sobre essas questões com seriedade. A Maçonaria é feita de
homens, mas acima de tudo, de famílias. Se não pudermos compartilhar os valores que
aprendemos em Loja com nossos entes queridos, qual é o verdadeiro propósito de nossa
jornada?
Assim seja!
Que o G.·. A.·. D.·. U.·. A todos Ilumine e Guarde.
Or de São José do Rio Pardo - SP, aos 06 dias do mês de Janeiro do ano de
2025 da EV.
Ir Luis Fernando C. FernandesMM