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O Templo e o Maçom

O documento lista 110 posts sobre vários temas maçônicos, incluindo o Rito Brasileiro, o Templo Maçônico, símbolos como a Acácia e o Delta, e detalhes sobre o Rito Escocês Antigo e Aceito.

Enviado por

Wagner Da Cruz
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O Templo e o Maçom

O documento lista 110 posts sobre vários temas maçônicos, incluindo o Rito Brasileiro, o Templo Maçônico, símbolos como a Acácia e o Delta, e detalhes sobre o Rito Escocês Antigo e Aceito.

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CONTENTS

Post #1
Rito Brasileiro
Post #2
O Templo e o Maçom
Post #3
O Templo e o Maçom
Post #4
O Templo e o Maçom
Post #5
O Templo e o Maçom
Post #6
O Templo e o Maçom
Post #7
O Templo e o Maçom
Post #8
O Templo e o Maçom
Post #9
O Templo e o Maçom
Post #10
O Templo e o Maçom
Post #11
O Templo e o Maçom
Post #12
Celular, onde e quando usar?
Post #13
O Templo e o Maçom
Post #14
CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO
Post #15
SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL RITO BRASILEIRO de Maçons Antigos, Livres e
Aceitos
Post #16
SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL RITO BRASILEIRO
Post #17
VULTOS DO RITO BRASILEIRO
Post #18
VULTOS DO RITO BRASILEIRO 02
Post #19
Vultos do Rito Brasileiro 03
Post #20
Fatos Maçônicos para dia 08 de Setembro
Post #21
O Templo e o Maçom
Post #22
O Templo e o Maçom
Post #23
O Templo e o Maçom
Post #24
MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Post #25
POR QUE "LOJA" MAÇÔNICA???
Post #26
AS COLUNAS BOOZ E JACKIN
Post #27
A MAÇONARIA E O LIVRO DE AMÓS
Post #28
A MAÇONARIA E O REI ATHELSTAN
Post #29
OS TEMPLÁRIOS NÃO FORAM BANIDOS DA IGREJA
Post #30
TEMPLÁRIOS CUSTODIARAM MANTO DE TURIM, CONFIRMA PERITA
Post #31
OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES
Post #32
A CADEIRA DE SALOMÃO
Post #33
O ORGULHO, A VAIDADE E A IRA NO “MEIO MAÇÔNICO”
Post #34
O MAR DE BRONZE: SIMBOLOGIA MAÇÔNICA E POSIÇÃO NO TEMPLO
Post #35
A IMPACIÊNCIA É UM HÁBITO, A PACIÊNCIA, TAMBÉM
Post #36
O LEGÍTIMO LEMA DA MAÇONARIA
Post #37
VATICANO MAÇÔNICO
Post #38
A IMPORTÂNCIA QUE UM PADRINHO TEM NA FORMAÇÃO DE UM MAÇOM...
Post #39
A obra completa de Machado de Assis para download
Post #40
155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito
Post #41
Toda a obra de Mozart para download
Post #42
O RITO ADONHIRAMITA ALGUNS ESCLARECIMENTOS SOBRE O RITO E OUTROS
COMENTÁRIOS
Post #43
MAÇONARIA NÃO É MILÍCIA
Post #44
LANDMARKS, ANTIGAS OBRIGAÇÕES E CONSTITUIÇÕES DE ANDERSON
Post #45
CARGOS EM LOJA – VENERÁVEL MESTRE
Post #46
MESTRE INSTALADO
Post #47
GRÃO MESTRE
Post #48
A TROLHA, A COLHER DE PEDREIRO E A TOLERÂNCIA
Post #49
A ACÁCIA
Post #50
O OLHO QUE TUDO VÊ E O DELTA
Post #51
BALANDRAU
Post #52
O Templo e o Maçom
Post #53
O TEMPO DE ESTUDOS
Post #54
CARGOS EM LOJA – OFICIAIS REAA.’.
Post #55
O AVENTAL NO ORIENTE ETERNO
Post #56
TEMPLO MAÇÔNICO
Post #57
LOJA MAÇÔNICA
Post #58
NÃO EXISTE EX MAÇOM
Post #59
QUEM FOI HIRAM ABIF
Post #60
INQUISIÇÃO EM PORTUGAL E UM BANQUETE MAÇÔNICO
Post #61
QUAL O COMPROMISSO COM A SUA LOJA?
Post #62
EXPLICAÇÃO HISTÓRICA SOBRE O SALMO 133
Post #63
JURAMENTO E COMPROMISSO MAÇÔNICOS...
Post #64
NORMAS DE CONDUTAS DO MAÇOM
Post #65
OS CARGOS EM LOJA E OS SETE PLANETAS ESOTÉRICOS
Post #66
ONDE MORRE A MAÇONARIA!
Post #67
A ESCOLHA DO VENERÁVEL MESTRE
Post #68
O QUE VINDES AQUI FAZER? AONDE QUEREMOS CHEGAR?
Post #69
A I N I C I A Ç Ã O
Post #70
O SILÊNCIO NA MAÇONARIA
Post #71
SIMBOLOGIA DO NÚMERO 7 E A ESCADA DE JACÓ
Post #72
LANDMARKS NO RITO MODERNO
Post #73
O NÚMERO TRÊS, COINCIDÊNCIAS OU SIMBOLISMO?
Post #74
CARTA DE UM MAÇOM A SEU FILHO
Post #75
O CANDELABRO MÍSTICO
Post #76
QUEM É O SUBSTITUTO IMEDIATO DO VENERÁVEL MESTRE?
Post #77
COLUNAS ZODIACAIS
Post #78
POSSÍVEL ORIGEM DAS TRÊS BATIDAS
Post #79
MESTRE INSTALADO NÃO É GRAU
Post #80
DOCUMENTOS MAÇÔNICOS
Post #81
Templarios
Post #82
NOSTRADAMUS
Post #83
MARY´S CHAPEL, A LOJA MAÇÔNICA MAIS ANTIGA DO MUNDO
Post #84
O Templo e o Maçom
Post #85
Estar Entre Colunas - O Que Isto Significa?
Post #86
O Sonho e a Escada
Post #87
MAÇOM MATA!
Post #88
ACÁCIA AMARELA
Post #89
A Conduta do Maçom
Post #90
REGULARIZAÇÃO DA LOJA JOÃO RAMALHO Nº 4404 AO OR.'. SÃO VICENTE - SP
Post #91
MAÇONARIA OPERATIVA E ESPECULATIVA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA
Post #92
Os 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA)
Post #93
A águia bicéfala e seus significados.
Post #94
O Grau 31 e a Jerusalém Celeste
Post #95
Importância do Grau de Cavaleiro Kadosch (Grau 30)
Post #96
Assuntos do Grau 31 (O Tribunal de Osíris).
Post #97
Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 1
Post #98
Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 2
Post #99
Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 3
Post #100
Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 4
Post #101
Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (O ar)
Post #102
Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (A água)
Post #103
Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (O fogo)
Post #104
Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (A terra)
Post #105
Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 1)
Post #106
Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 2)
Post #107
Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 3)
Post #108
Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 4)
Post #109
Mão Direita
Post #110
Johaben e o Rito Escocês Antigo e Aceito
Post #111
O TRABALHO MAÇÔNICO E A ESPIRITUALIDADE
Post #112
FERNANDO PESSOA: UMA APOLOGIA DA MAÇONARIA PORTUGUESA
Post #113
Seu tempo
#1

Rito Brasileiro

Este Rito,
também
conhecido
pelo nome de
Rito
Brasileiro de
Maçons
Antigos,
Livres e
Aceitos,
acredita-se
que tenha
surgido em
1878, no
Recife,
Pernambuco,
não tendo
conseguido se
desenvolver
até o ano de 1914, quando então o Grande Oriente do Brasil procurou estimular a sua
propagação e desenvolvimento. Durante este período passou por diversas transformações, tendo
tido diversas constituições até que se constituiu o Supremo Conclave. Entre estas
transformações que o Rito sofreu houve a adoção de 30 Graus, além dos três simbólicos, ao
invés dos cinco originais. O Rito Brasileiro adicionou à filosofia do Rito Escocês tons verde e
amarelo de brasilidade, apregoando muito o sentido de Patriotismo. Este Rito é muito
semelhante ao Rito Escocês Antigo e Aceito, chegando-se a dizer que deste copiou até as
enxertias vindas doutros Ritos, especialmente o Adonhiramita.
Possui 33 Graus, que são os seguintes:
Aprendiz
Companheiro
Mestre
Mestre da Discrição
Mestre da Lealdade
Mestre da Franqueza
Mestre da Verdade
Mestre da Coragem
Mestre da Justiça
Mestre da Tolerância
Mestre da Prudência
Mestre da Temperança
Mestre da Probidade
Mestre da Perseverança
Mestre da Liberdade
Mestre da Igualdade
Cavaleiro da Fraternidade
Cavaleiro Rosa-Cruz
Missionário da Agricultura
Missionário da Indústria e do Comércio
Missionário do Trabalho
Missionário da Economia
Missionário da Educação
Missionário da Organização Social
Missionário da Justiça Social
Missionário da Paz
Missionário da Arte
Missionário da Ciência
Missionário da Religião
Missionário da Filosofia
Guardião do Bem Público
Guardião do Civismo
Servidor da Ordem e da Pátria
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/rito-brasileiro.html
#2

O Templo e o Maçom

O Rito Escocês Antigo e Aceito


É o Rito
mais popular
entre a
população
maçônica
brasileira. A
maioria dos
autores é
coincidente
na afirmação
de que este
Rito teria
surgido na
França pela
criação do
Rito de
Perfeição ou
Heredom. Os
Jacobistas
exilados na França muito contribuíram para a formação e a propagação deste Rito.
Este Rito compreende 33 Graus, distribuídos da seguinte forma:
Graus Simbólicos ou Oficinas Simbólicas ou Lojas Azuis - 1 a 3
Graus Inefáveis ou Oficinas de Perfeição - 4 ao 14
Graus Capitulares ou Oficinas Vermelhas - 15 ao 18
Graus Filosóficos ou Oficina de Kadosh - 19 ao 30
Graus Administrativos ou Consistórios - 31 e 32
Supremo Conselho - 33
O Rito Escocês é um Rito especial, inclusive no que diz respeito às suas origens.
Todos os Ritos conhecidos têm a sua história e origem bem definidas. A história e a origem
do Rito Escocês dão margem a muitas indagações, a começar pelo fato de que é Escocês e
nasceu na França.
O sistema escocês teve origem na França pelos partidários dos Stuarts, que se encontravam lá
exilada. O Rei Carlos I, da família dos Stuarts, da Inglaterra e da Escócia, havia sido deposto
pelo ditador Oliver Cromwell. Foi a primeira manifestação maçônica ocorrida na França, por
volta de 1650. O Sistema Escocês não tinha uma linha obediencial, eis que não se submeteu à
Grande Loja da Inglaterra, quando, em 1717, ela foi fundada. Era um sistema livre praticado por
Lojas Livres e por Maçons Livres. A partir de segunda metade do século XVIII é que foram
criados os 25 Graus do chamado Rito de Heredom, que mais tarde receberiam a adição de mais
oito Graus com a fundação do Supremo Conselho de Charleston, a partir de 1800. Esse
Supremo Conselho foi o primeiro do mundo, sendo assim, o Supremo Conselho Mater-Mundi.
As causas da criação dos Altos Graus são obscuras. Alguns autores acham que foram
políticas, sendo uma maneira de controlar as Lojas Maçônicas; outros acham que foram
doutrinárias com extensão da Maçonaria Simbólica, agregando novos estudos no
desenvolvimento dos Maçons; outros acham, ainda, que as vaidades pessoais e a busca de
títulos deram causa à criação dos Altos Graus. O Rito Escocês foi o primeiro Rito Maçônico a
possuir Altos Graus. Na origem dos Altos Graus há certa uniformidade entre os autores, apesar
dos que defendem a participação efetiva de Frederico II da Prússia, o que não é realidade, mas
concordam que o Discurso do Cavaleiro de Ramsay, o Capítulo de Clermont e o Conselho dos
Imperadores do Oriente e do Ocidente, Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de
Jerusalém, constituem os pontos fundamentais na origem dos Altos Graus.
O documento produzido pelo Cavaleiro de Ramsay induziu a uma reforma maçônica com a
adoção dos Altos Graus. Este documento passou à história como o Discurso de Ramsay.
O Capítulo de Clermont foi criado em Paris e teve pouca duração. Pregava basicamente duas
coisas: não se submeter à Grande Loja da Inglaterra e praticar, propagar e divulgar os Altos
Graus.
O Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, também fundado a partir do Capítulo
de Clermont, era a Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém e foi uma
importante Potência escocesa. Foi essa Potência que criou um sistema escalonado de 25 Graus,
que eram chamados Graus de Perfeição, os que iam do Grau 4 ao 25. Esta escala de 25 Graus
recebeu a denominação de Rito de Perfeição ou Rito de Heredom.
Posteriormente, Morin recebeu do Conselho dos Imperadores do Oriente e Ocidente uma
carta-patente que o credenciava a criar Lojas dos Altos Graus nas Américas, muito embora ele
tenha constatado que aqui na América já havia Lojas de Altos Graus em pleno e perfeito
funcionamento.
Essa tal carta-patente, cuja autenticidade foi questionada, mais tarde foi autenticada pelo
Conde Auguste de Grasse-Tilly, primeiro Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho
da França.
Ao sistema de 25 Graus do Rito de Heredom, os norte-americanos adicionaram mais oito
Graus, criando assim a escalada hierárquica que temos atualmente no Rito Escocês Antigo e
Aceito.
A denominação "Antigo e Aceito" surgiu na França por cópia de uma situação criada com a
fundação da Grande Loja de Londres. Ocorre que, já bem anteriormente, a Ordem Maçônica
recebia os "Aceitos" que eram Maçons que, apesar de aceitos na Ordem, não exerciam as
profissões dos Operativos. Com a criação da Grande Loja de Londres, muitas Lojas fizeram-lhe
oposição, não se submetendo à nova Obediência. Os Maçons das Lojas subordinadas à Grande
Loja foram considerados "Modernos" (o que não tem nada a ver com o Rito Moderno, que
surgiria mais tarde na França). Já os Maçons residentes foram considerados "Antigos".
Algo semelhante aconteceu na França, mais tarde. O Grande Oriente da França resolveu
fazer uma revisão nos Altos Graus e apresentou um Rito que tinha apenas quatro Altos Graus.
Nascia aí o Rito Francês, ou Francês Moderno ou, simplesmente, Moderno.
Passaram, então, os adeptos do Rito Escocês, que vinha expan-dindo-se, a criticar o novo
Rito, chamando-o de "Moderno", enquanto denominavam a si mesmos de "Antigos e Aceitos",
ao mesmo tempo em que deram oficialmente nome ao Rito de Rito Escocês Antigo e Aceito.
Como dissemos, o primeiro Supremo Conselho criado no mundo foi o Norte-americano de
Charleston; o segundo foi o Supremo Conselho da França e a partir daí estendeu-se para o
mundo pelas mãos do Conde de Grasse-Tilly.
Pelo que a história registra o Rei Frederico II da Prússia pouco ou nada teve a ver com a
criação e expansão dos Altos Graus, que foram criados por norte-americanos de origem judaica.
Os Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito
LOJAS SIMBÓLICAS
- Aprendiz Maçom
- Companheiro Maçom
- Mestre Maçom
LOJAS DE PERFEIÇÃO
- Mestre Secreto
- Mestre Perfeito
- Secretário íntimo
- Preboste e Juiz
- Intendente dos Edifícios
- Mestre Eleito dos Nove
- Mestre Eleito dos Quinze
- Mestre Eleito dos Doze
- Grão-Mestre Arquiteto
- Real Arco
- Perfeito e Sublime Maçom
CAPÍTULOS
- Cavaleiro do Oriente ou da Espada
- Príncipe de Jerusalém
- Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
- Cavaleiro Rosa-Cruz
CONSELHOS KADOSH
- Grande Pontífice
- Mestre Ad Vitam
- Noaquita ou Cavaleiro Prussiano
- Cavaleiro do Real Machado
- Chefe do Tabernáculo
- Príncipe do Tabernáculo
- Cavaleiro da Serpente de Bronze
- Escocês Trinitário
- Grande Comendador do Templo
- Cavaleiro do Sol
- Grande Escocês de Santo André da Escócia
- Cavaleiro Kadosh
CONSISTÓRIOS
- Grande Inspetor
- Sublime Príncipe do Real Segredo
SUPREMO CONSELHO
- Soberano Grande Inspetor Geral
Relacionamento Com o Rito Moderno
Os Graus 9, 14, 15 e 18 do Rito Escocês são idênticos aos Graus 5, 6, 7 e 8 do Rito Moderno.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/o-rito-escoces-antigo-e-aceito-e-o-
rito.html
#3

O Templo e o Maçom

A tradição maçônica abunda em


exemplos
dos fortes laços que unem os
maçons uns aos
outros.
Uma dessas histórias fala do
coronel Joh
Mckinstry, um oficial americano
capturado por índios aliados aos
ingleses na Revolução Americana.
Como mostra na gravura francesa do
século XIX, Mckinstry estava
amarrado a uma árvore, prestes a ser
queimado vivo, quando fez o sinal
secreto de pedido de socorro de um
irmão maçom. Para sua surpresa, um
de seus captores adiantou-se e
mandou interromper a execução. O
salvador era Joseph Brant, um chefe
nohawk educado na Europa e iniciado
no ofício em Londres. Brant retornara
à tribo, mas mantivera sua lealdade
maçônica. Entregou Mckinstry aos
maçons ingleses, que o levaram a um
posto americano – a fidelidade à ordem transcendia a lealdade a seu próprio país Por:André
Daniel
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-tradicao-maconica-abunda-em-
exemplos.html
#4

O Templo e o Maçom

LIBERTÉ – ÉGALITÉ – FRATERNITÉ


Se
mergulharmos
em busca de
respostas no
mais
profundo do
âmago de
nossas
dúvidas, de
nossos
anseios, da
justificativa
ou da razão
principal que
nos move e nos expõe ao mais extremo calvário, quase diário, nesta efêmera passagem terrena,
certamente que o setentrião nos indicará que o imaginário Elo Perdido chama-se Felicidade.
Antes de 1789 – Século XVIII (Revolução Francesa), com o iluminismo centrado por uma
constelação que exibia estrelas como: Jean-Jacques Rousseau, Beethoven, Mozart, Voltaire,
Goethe, Montesquieu entre outras feras, o homem não despertara a idéia de onde ele veio, para
onde ela vai e principalmente qual o seu verdadeiro papel no contexto geral. Embora essas
mentes privilegiadas permeassem essa fase da humanidade, foram exatamente eles e suas idéias,
literalmente iluminadas, que proporcionaram a ascensão de outras faixas ou segmentos de
pensadores, libertando-os das amarras que os impediam de refletir também sobre a possibilidade
de se buscar a tal Felicidade. Esta sensação começa a ressurgir entre as chamadas classes
inferiores nas camadas sociais com a descoberta de que a felicidade poderia ser concreta e
possível individualmente.
A partir daí, deflagrado o processo de produção de bens e serviços o homem é chamado a
integrá-lo e como consequência instaurou-se também a idéia de que a Felicidade estava sendo
descoberta na medida em que o “ter” ou a participação em tudo o que se produzia, não seria
mais exclusividade de uma minoria. Inaugura-se também o rompimento do imperialismo
religioso, no qual toda a obediência emanava de dogmas impositivos que condicionavam
inclusive a obscura Felicidade, à rigorosa obediência creditícia. Sem imiscuir na polêmica
paternidade da trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade, se foi a Revolução Francesa que a
usurpou da Maçonaria, ou se esta a teria adotado dos pensadores iluminados, o certo é que esta
tríade sempre foi Lema implícito e natural para a conduta daqueles que iniciam na sublime
ordem, muito antes do século XVIII.
A LIBERDADE, na sua concepção mais pura e como definida por vários filósofos
contemporâneos é a mais radical definição de autonomia ou de não submissão; é a força que dá
ao ser humano o pleno discernimento e a sublime independência. Na concepção maçônica a
aplicação desta qualificadora não foge à suas características na medida em que, em homenagem
ao seu reconhecimento não se pode eleger interesses individuais ou particulares e também não
se pode olvidar as regras básicas do pleno respeito às normas de condutas elementares, como a
ética, evitando corroer as colunas centrais que norteiam os princípios a nós transmitidos pela
maçonaria.
A IGUALDADE, no seio maçônico no traduz a idéia de uma relação direta com os direitos
fundamentais do cidadão e com a dignidade da pessoa humana, tendo como escopo o sentido de
justiça, em estreita cumplicidade com os cânones do humanismo. A FRATERNIDADE ao
mesmo tempo que fecha a trilogia, destaca-se como a mais pura das concepções, embora muitos
a confundam com caridade, a sua relação com estes gestos são infinitamente superiores, sim
porque a caridade invariavelmente é praticada visando alguma contrapartida e a
FRATERNIDADE, entendida no contexto do tripé maçônico exige espontaneidade e deve
refletir um estado espiritual sem qualquer expectativa de recompensa, imediata ou futura.
A FRATERNIDADE tem uma autonomia e um alcance muito além do que podemos
imaginar, contudo seus instrumentos podem ser os mais simples e imediatos, a ponto de estarem
cotidianamente à disposição de qualquer um irmão, basta o despojamento do egoísmo e de
individualismo. Uma palavra, um gesto, uma visita, um afago, uma ligação telefônica, uma
mensagem eletrônica, UM ABRAÇO apertado ou leve, mas sincero e que faça efetivamente
com que os corações sintam a batida um do outro. Pois bem, e a tal FELICIDADE, que a
revolução francesa e os iluministas teriam despertados no ser humano, através da possibilidade
de fazerem e serem parte no processo produtivo, bem como nos seus resultados.
Antes disto, a Ordem Maçônica já tinha como lema central no enfoque de suas colunas a
tríade Liberdade Igualdade e Fraternidade. Nos dias atuais, alguns séculos após, nós maçons, ou
pelo menos os que buscam sê-lo, continuamos sob a égide do mesmo lema maçônico, convictos,
porém do contra censo na máxima que lastreia a filosofia de muitos políticos do mundo profano
que ainda acreditam que o povo só precisa de Circo e Pão, para abeirarmos à conclusão de que a
Tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade são o leme que nos conduz como verdadeiros
maçons, mas que a FELICIDADE, sem bem entendida nos meandros dos ensinamentos
maçônicos passou a constituir, com absoluta profundidade a ARTE DE ADMINISTRAR
PERDAS ao longo de nossa missão nesta efêmera passagem visando a expectativa da mutação
para o oriente eterno.
Texto: Fernando A.V.
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#5

O Templo e o Maçom

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#6

O Templo e o Maçom

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#7

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#8

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#9

O Templo e o Maçom

Rito de
York x Ritual
de Emulação -
Kennyo
Ismail
Emulação
é Rito de
York?
Não.
Emulação é
um dos
Rituais
adotados por
Lojas da
Grande Loja
Unida da
Inglaterra. É o
mais popular
deles.
Existem
outros
adotados na
GLUI:
Stability,
Unanimity, Oxford, Sussex, Logic, Perfect, Standard, Taylor's, Revised, Bristol, etc.
O GOB, para estreitar ainda mais os laços de fraternidade com a GLUI, escolheu entre esses
o Emulação para adotar em seu âmbito, pelo fato de ser o mais utilizado na Inglaterra,
geralmente usado nas Lojas dos Distritos da GLUI em outros países. O problema foi que,
quando da tradução do Ritual no GOB, erroneamente utilizaram o termo Rito de York na capa,
pois os responsáveis pela tradução pensavam que o ritual da Inglaterra era o mesmo utilizado
nos EUA e chamado de York. Afinal de contas, York fica na Inglaterra, os EUA foram colônia
da Inglaterra, e ambos falam inglês, né?
Infelizmente esse erro originou a confusão que vemos até hoje nas Lojas que adotam o
Emulação, com a expressão Rito de York estampada nos seus estandartes e brasões, e onde os
Irmãos acham que estão praticando o Rito de York sem nunca terem tido o menor contato com o
verdadeiro Rito de York americano.
Você tem certeza absoluta disso?
Sim. Os Irmãos que tiverem alguma dúvida quanto a isso podem pesquisar no site da GLUI e
tentar encontrar alguma referência sobre Rito de York. Não terá, pois a GLUI não adota
oficialmente nenhum rito, e suas Lojas podem utilizar qualquer Ritual desde que siga os
costumes do Antigo Ofício, sendo que a maioria adota esses 11 que foram citados.
Em contrapartida, os Irmãos podem visitar o site http://www.yorkrite.org/[1], que é o site
oficial do Rito de York, e verificar que se trata do Rito Americano. No site há links para todas
as Grandes Lojas dos EUA, que adotam o Rito de York em suas Lojas Simbólicas, as Blue
Lodges (conhecido como Monitor de Webb), e links para todos os Grandes Capítulos de
Maçons do Real Arco, Grandes Conselhos Crípticos e Grandes Comandarias Templárias, que
administram os Corpos dos Graus Superiores do Rito de York.
Para os Irmãos que desejam conhecer uma verdadeira Blue Lodge, que trabalha no Rito de
York, algumas Grandes Lojas e Grandes Orientes Independentes possuem Lojas trabalhando
com base nos Rituais da Grande Loja de New York e da Grande Loja de Nevada. Já o GOB não
possui ainda Lojas trabalhando no Rito de York.
Há diferenças entre o Rito de Yok (EUA) e o Ritual de Emulação (Inglaterra)?
Sim.
Apesar dos templos serem parecidos e o modo de circulação em Loja também, os rituais são
bastante diferentes.
Exemplos básicos: no Rito de York o Venerável Mestre utiliza uma cartola. No Emulação o
Venerável não utiliza cartola ou chapéu. No Rito de York existe Marechal, enquanto que no
Emulação existe Diretor de Cerimônias. Esses são apenas dois exemplos das muitas diferenças
existentes.
A origem de ambos não é a mesma?
Não. O Rito de York tem como "pai" o Irmão Thomas Smith Webb e como data base o ano
de 1797, quando o Rito foi aprovado e adotado pelos EUA. Sua base são os antigos costumes da
Grande Loja dos Antigos e da Grande Loja da Irlanda, que eram muito parecidos.
Já o Ritual de Emulação foi criado na Loja Emulação, sendo uma versão dos Rituais surgidos
após a fusão das duas Grandes Lojas Inglesas que ocorreu em 1813, e que sofreram forte
influência dos costumes herdados da Grande Loja dos Modernos.
Qual é o mais praticado?
O York. O Rito de York é praticado por mais de 3 milhões de Maçons em quase 50 mil Lojas
Simbólicas. Isso representa quase 60% dos Maçons do mundo. Já o Ritual de Emulação é
praticado por aproximadamente 200 mil Maçons reunidos em quase 7 mil Lojas Simbólicas, o
que representa menos de 5% da Maçonaria mundial.
Detalhe: o Emulação é menor do que o REAA, tanto em número de Lojas como em número
de praticantes.
Fonte: texto do Irmão Kennyo Ismail, publicado no site No Esquadro:

References

1. ^ http://www.yorkrite.org/ (l.facebook.com)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/rito-de-york-x-ritual-de-
emulacao.html
#10

O Templo e o Maçom

NOVA
LOJA DO
RITO

BRASILEIRO "JOÃO RAMALHO"NO ORIENTE DE SÃO VICENTE , JÁ ESTA EM


PLENO FUNCIONAMENTO.
Trabalhando com Ato provisório n. 0054 do GOSP esta oficina já começa com muita força,
pois conta com irmãos valorosos, que chegam para somar.
Parafraseando o Eminente Grão Mestre do GOSP
NINGUÉM É TÃO BOM QUANTO NÓS TODOS JUNTOS!
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ramalhono.html
#11

O Templo e o Maçom

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#12

Celular, onde e quando usar?

Infelizmente perdemos a noção do respeito, tenho acompanhado o numero crescente de


irmãos que se utilizam de aparelhos dentro do templo,
Com o crescimento das redes sociais, que não precisam ser nomeadas, quem já não escutou
no meio da sessão o barulho que todos já conhecem?
Sim, sempre se é pedido para que coloquem seus aparelhos em modo Vibra call, mas não sei
o que acontece, o que estamos fazendo ali, viemos nos lapidar mas não nos desligamos do
mundo exterior.
Concordo se temos algum familiar enfermo, ou qualquer assunto que seja necessário
estarmos ligados e somos obrigados a manter o aparelho ligado, mas vou do principio:
Primeiro Família sempre.
Pois se você esta na sessão em corpo mas sua mente esta fora, FIQUE EM CASA!
Mas como proceder, sem ferir os sentimentos dos irmãos, sabe que temos que fazer , o
Presidente da sessão, tem que reforçar o PEDIDO, sim PEDIDO, pois se o determinar, já vai
haver melindre.
Não vou ser hipócrita e dizer que nunca cometi tal erro, sim cometi, mas o que faço, coloco
no vibra call, e quando vibra pelo famoso aplicativo de comunicação , não olho apenas quando
esta realmente tocando e ser for de altíssima importância que envolva minha família peço
cobertura do Templo.
Para que não atrapalhe a sessão, apesar do simples fato de pedir a saída, já da uma quebrada.
Vamos nos policiar, pois isto virou um VICIO,
O MEU ESTOU TRATANDO E VOCÊ?
ADLER FRIOZI
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respeito.html
#13

O Templo e o Maçom

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mais-em.html
#14

CRIAÇÃO DO RITO BRASILEIRO

CRIANDO O RITO BRASILEIRO


Decreto N.º 500
Lauro Sodré, Grão Mestre da Ordem Maçônica
no Brasil;
Faz Saber a todos os maçons e oficinas da
Federação, para que cumpram e façam
cumprir, que em sessão efetuada no dia 21 de
dezembro deste ano, o ILUSTRE. CONSELHO
GERAL da ORDEM aprovou o reconhecimento e
incorporação do Rito Brasileiro entre os que
compõem o GRANDE ORIENTE do BRASIL,
com os mesmos ônus e direitos, regidos
liturgicamente pela sua Constituição particular,
respeitado o dispositivo do Art. 34 do Regimento
Geral, ficando autorizada a funcionar a sua Grande
Loja, intermediária das relações entre os Irmãos do
Rito e entre estes e os Poderes Maçônicos de que
trata o art.'. 4º do Reg.'. Ger.'., o que é
promulgado pelo presente Decreto.
O poderoso.'. irmão.'. Grande.'. secretário.'.
Geral.'. da Ordem.'. é encarregado de fazer a
publicação deste Decreto.
Dado e traçado na Grande.'. Secretaria .'.
Geral.'. da Ordem.'., na cidade do Rio de Janeiro,
aos 23 dias do 10º mês do ano de 5914, v.'. l.'. 23 de dezembro de 1914, e.'. v.'.
Lauro Sodré, 33.'.
Grão.'. Mestre.'. da Ordem.'.
Ticiano Corregio Daemon, 33.'.
Grande.'. Secretário.'. Geral.'. da Ordem.'.
A.O. de Lima Rodrigues, 33.'.
Grande.'. Chanceler.'.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/criando-o-rito-brasileiro-decreto-
n.html
#15

SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL RITO BRASILEIRO de Maçons Antigos,


Livres e Aceitos

SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL RITO BRASILEIRO de Maçons Antigos, Livres e


Aceitos
Fundado em 1914
Documento do Rito Brasileiro n.º 01
DECRETO Nº. 2.080 DE 19 DE MARÇO DE 1968, Era Vulgar RENOVA EM SEUS
SUPERIORES OBJETIVOS O ATO Nº. 1.617, DE 3 DE AGOSTO DE 1940 Era Vulgar,
COMO O MARCO INICIAL DA EFETIVA IMPLANTAÇÃO DO RITO BRASILEIRO.
O professor Álvaro Palmeira, GrãoMestre Geral do Grande Oriente do
Brasil, na forma do art. 71, I da Constituição:
A gênese do Rito Brasileiro
06/09/2015 Documento do Rito Brasileiro nº 01 Decreto nº 2.080 de 19 de março de 1968
1. Considerando que o Grande Oriente do Brasil é hoje, pelo número de sua Lojas, a maior
Potência Maçônica da latinidade e a terceira em todo o mundo;
2. Considerando que o Rito Brasileiro foi reconhecido pelo Grande Oriente do Brasil e
incorporado (Decreto nº. 500 de 23 de dezembro de 1914), reconhecido, consagrado e
autorizado (Decreto nº. 536, de 17 de outubro de 1916, de conformidade com a Resolução da
Soberana Assembleia) e adotada e incorporada sua Constituição (Decreto nº. 554, de 13 de
julho de 1917), o que decerto constituía, já então, uma clara afirmação de maioridade
maçônica;
3. Considerando que houve duas tentativas para implantação efetiva do Rito, uma em 1921
em São Paulo e outra em 1940 na Guanabara, publicandose na oportunidade alguns Rituais e
fundandose algumas Lojas;
4. Considerando que à revelia desses movimentos, um tanto ou quanto
obstaculizados, surgiram em épocas diferentes, em diversos Orientes, Lojas do Rito
Brasileiro, e ultimamente várias outras, mas fracassaram, pela falta de Rituais completos e
ausência de governo no Filosofismo do Rito;
5. Considerando que em 1940 foi baixado pelo GrãoMestrado Geral um Ato, o de número
1.617, de 3 de agosto, nomeando 7 Irmãos para constituírem o núcleo do Corpo máximo do Rito
Brasileiro (Supremo Conclave) e em 1941 outro Ato, o de número 1.636, de 6 de fevereiro,
designando a Comissão encarregada de regularizálo;
6. Considerando que depois de 1940 vários Irmãos de relevo foram
Agraciados com o mais alto título do Rito, mas o Supremo Conclave, logo adiante,
adormeceu, por motivos vários;
7. Considerando que recentemente foram regularizadas no Rito Brasileiro: em 1956 a
Augusta Loja Renovação, no Poder Central; em 1957 a Augusta Loja Fraternidade e Progresso
III, ao Oriente de Petrópolis e nesse mesmo ano a Augusta Loja Alvorada, ao Oriente de São
Paulo, compelidas depois a mudarem de Rito, assim como a Augusta Loja Quatorze de Julho V,
ao Oriente de Belo Horizonte, que não se pôde instalar no Rito, pelos motivos já referidos;
8. Considerando que o vigente Regulamento Geral da Ordem refere-se em seu artigo 24 ao
Rito Brasileiro (Regulamento Geral, ed. De 1958);
06/09/2015 Documento do Rito Brasileiro nº 01 Decreto nº 2.080 de 19 de março de 1968
A inevitável posição da Maçonaria Universal
9. Considerando que o Rito Brasileiro, por seu conteúdo, é hoje mais do que ontem, uma
necessidade da Ordem Universal, integrando na Maçonaria contemplativa a Maçonaria
militante, isto é, harmonizando o estrutural com o temporal;
10. Considerando que em um inquérito recente, realizado nos Estados
Unidos da América (sem dúvida um dos sustentáculos da Tradição) entre 1.500 maçons da
maior evidência, 74% responderam afirmativamente à necessidade de uma reformulação da
Maçonaria, para que ela possa corresponder às exigências da época em que vive (vide
“Boletim” do Grande Oriente do Brasil, mês de marçomaio de 1961, reproduzindo a revista
“Die Bruderschaft”, de maio de 1960);
11. Considerando que qualquer inovação no comportamento do trabalho maçônico não pode,
porém, jamais horizontalizar o peculiar e alto conteúdo doutrinário da Instituição;
12. Considerando que a Maçonaria, sem perder esse caráter principal,
Intrínseco e característico de Instituição Iniciática de formação moral e filosófica, deve,
entretanto, está presente ao estudo dos problemas da civilização contemporânea e neles intervir
superlativamente, para que a Humanidade possa encaminhar-se, sobre o suporte da
Fraternidade, a um mundo de Justiça, Liberdade e Paz, porque não há antagonismo entre a
Verdade e a Vida:
13. Considerando que no Rito Brasileiro todos esses problemas podem
Fraternalmente ser debatidos, tendo em vista que um dos fins do Rito é a formação da cultura
políticosocial dos Obreiros, paralela à indispensável cultura doutrináriomaçônica, para que os
Maçons possam sentir, captar e dirigir o espírito de cada século:
14. Considerando que a falta de objetivos públicos tem concorrido para a formação de
organizações paramaçônicas profanas, como o Rotary, Lion’s etc.,
onde os maçons aplicam o inato pendor de bemfazer, mas desvinculados do suporte da
Tradição, o que impede rendimento maior e melhor;
15. Considerando que a Igreja Católica nos apresenta, hoje, um exemplo
06/09/2015 Documento do Rito Brasileiro nº 01 Decreto nº 2.080 de 19 de março de 1968
Marcante de que é possível a uma Instituição milenária atender à contingência do momento
que passa, sem perder a imanência das fontes primevas da Doutrina;
16. Considerando que a Tradição não significa a abstenção, nem exige o
imobilismo; que em 1717 se inaugurou a fase atual da Maçonaria, e assim essa fase já tem
dois séculos e meio; que sem renovação não há vida e o que se faz necessário é desenvolver um
humanismo maçônico essencialmente dinâmico: “o que importa é partir e não ter chegado”
(SaintExupéry, em “Citadelle”);
17. Considerando que na realidade “o Maçom vive com o seu século,
constrói para o seu século e se ele não deve perder jamais de vista os Princípios
Fundamentais, que são a razão de ser da Ordem, ele sabe contudo que a aplicação desses
Princípios à realidade varia com o contexto histórico da época, e que os tempos novos exigem
atitudes novas” (Alexandre Chevallier, GrãoMestre do Grande Oriente de França, em “Centre
de Documentatio”, janeirofevereiro de1966);
18. Considerando que esse conceito de evolução, sem ferir a ortodoxia, está sendo afirmado,
fora da linha latina, por outras Potências coirmãs, como recentemente a Grande Loja de Israel,
quando afirma “temos sido duramente reclamados para um aumento de nossas atividades
cívicas, numa forma digna para uma Ordem, que tem os objetivos e o futuro da Franco-
Maçonaria” (editorial da revista “Haboneh – Hahofsch”, órgão oficial, novembro de 1967);
19. Considerando que nessa mesma revista há uma proclamação do Irmão Doyne Inman,
GrãoMestre da Grande Loja de Wisconsin (EUA), acentuando que “o patriotismo é uma
qualificação essencial da FrancoMaçonaria” e esta “o suporte da autoridade legal e dos altos
ideais sobre os quais a Nação foi fundada”;
A inata vocação do Grande Oriente do Brasil
20. Considerando que foram exclusivamente as atividades cívicas e de alto significado
políticonacional, desde a Independência em 1822 até hoje (exercidas a deslado dos cânones
primordiais) que deram o brilho, a honra e a grandeza do Grande Oriente do Brasil, com aplauso
da Nação Soberana;
21. Considerando que, mesmo antes da Independência, a consciência dos Maçons do Brasil
os conduzia inelutavelmente ao supremo trabalho em prol da 06/09/2015 Documento do Rito
Brasileiro nº 01 Decreto nº 2.080 de 19 de março de 1968 Liberdade e da Justiça Social, às
custas, muitas vezes, do sacrifício máximo, como Tiradentes e os republicanos de Pernambuco
de 1817, o que ocorreu também gloriosamente em outras terras latinas, mas essas magnas
atividades só cabem, com autenticidade, num Rito que, como o Brasileiro, impõe a prática do
Civismo em cada Pátria, para uma crescente dignificação da vida pública e social, e não foi
outro o pensamento dos pioneiros de 1914, quando fundaram o Rito, liderados pelo nobre e
inclito Lauro Sodré;
22. Considerando que esse caráter construtivo do Rito Brasileiro
absolutamente não excede os parâmetros da Maçonaria, porque se, em verdade, a Maçonaria
é supranacional, ela não é, porém, desnacionalizante ou, em outras palavras: se a Maçonaria não
tem Pátria, os maçons a têm;
23. Considerando, destarte que é fácil vencer os obstáculos da rotina e da incompreensão,
tanto mais quanto o Rito Brasileiro, sem incompatibilidade,conviera fraternalmente com todos
os Ritos regulares, não vem tomar o lugar de nenhum deles, mas preencher uma visível lacuna;
24. Considerando o atual desejo insistente de numerosos Irmãos, em vários
Orientes, de trabalharem no sistema do Rito Brasileiro, mantendo todavia sua fidelidade e
gratidão aos Ritos tradicionais;
Hic et nunc
25. Considerando que o assunto não permite delongas, tanto mais quanto a Humanidade
atravessa uma fase de mudança de civilização e o futuro invade violentamente o presente;
26. Considerando mais que o Maçom deve conduzir e não ser conduzido e, por isso, a
Maçonaria não pode continuar insensível ou, melhor, estranha ao vertiginoso desafio da vida
contemporânea, como força esgotada, ou defrontálo fortuitamente ao sabor dos
acontecimentos;
27. Considerando por fim que é mister produzir o “fiat” inicial do processo de implantação
regular do Rito Brasileiro e essa alta e bel incumbência a assume o GrãoMestre Geral, com a
aprovação unânime do Conselho Federal da Ordem, 06/09/2015 Documento do Rito Brasileiro
nº 01 Decreto nº 2.080 de 19 de março de 1968
D E C R E T A :
Art. 1º Fica constituída uma Comissão Especial, composta de 15 Poderosos Irmãos com
relevantes e notórios serviços à Ordem, para rever, com plenos poderes, a Constituição do Rito
Brasileiro, publicada pelo Grande Oriente do Brasil em 1940, Era Vulgar, em face dos
manifestos ulteriores do referido Rito, de modo a pôlo rigorosamente acorde às exigências
maçônicas da Regularidade internacional, fazêlo de âmbito universal, separar o Simbolismo do
Filosofismo e constituílo em real veículo de renovação da Ordem, conciliando a Tradição com a
Evolução.
Art. 2º A Comissão Especial, acima referida, composta dos EEm Ir
Almirante Benjamin Sodré, GrãoMestre Geral Honorário, e Erasmo Martins Pedro, Grão-
Mestre Geral Adjunto, Deputado Federal; e mais os Poderosos Irmãos: Professor Adhmar
Flores, Alberto Alves Sarda, Dr. Álvaro de Melo Alves Filho, Ardvaldo Ramos, Dr. Cândido
Ferreira de Almeida, Dr. Edgard Antunes de Alencar, Professor Eugênio Macedo Matoso, Dr.
Humberto Chaves, Dr. Jorge de Bittencourt, Professor Jurandyr de Castro Pires Ferreira,
Dr.Norberto Santos, Dr. Oscar Argolio (vindo do Supremo Conclave de 1940) e General Tito
Ascoli de Oliva Maya, constituirá o núcleo de um mês para a revisão pretendida.
Art. 3º O atual GrãoMestre Geral, por ser um dos remanescentes do
adormecido Conclave de 1940 e também porque a projetada Constituição obviamente
envolverá matéria pertinente ao Filosofismo mas com implicações no Simbolismo, será o
assessor da referida Comissão.
Dado e traçado no Gabinete do GrãoMestrado Geral da Ordem, na cidade do Rio de Janeiro
(Guanabara), em 19 de março de 1968, Era Vulgar
A notificação e a publicação do presente Decreto ficam a cargo dos Poderosos Irmãos o
Grande Secretario Geral de Administração para as Lojas, Delegacias e Grande Orientes
Estaduais e o Grande Secretario Geral de Relações Maçônicas para as Potências coirmãs do
Simbolismo e do Filosofismo.
O GrãoMestre Geral,
a) Professor Álvaro Palmeira
06/09/2015 Documento do Rito Brasileiro nº 01 Decreto nº 2.080 de 19 de março de 1968
O Grande Secretario Geral de Administração
Professor Adhmar Flores
O Grande Secretario Geral de Relações Maçônicas
Professor Eugênio Macedo Matoso
SELADO E TIMBRADO:
Grande Secretario da Guarda dos Selos
Manoel Rodrigues Alves Filho
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rito.html
#16

SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL RITO BRASILEIRO

SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL RITO BRASILEIRO de Maçons


Antigos, Livres e Aceitos Fundado em 1914
Documento do Rito Brasileiro n.º 02 O QUE É O RITO BRASILEIRO
1. É um Rito Regular, Legal e Legítimo, porque acata os Landmarques e
demais Princípios tradicionais da Maçonaria, os Usos e Costumes antigos;
proclama a glória do Deus Criador e a fraternidade dos homens; estabelece a
presença nas Sessões das Três Grandes Luzes: o Livro da Lei Sagrada, o
Esquadro e o Compasso; e emprega os símbolos da construção universal,
podendo assim ser praticado em qualquer País.
2. Sua base é a Maçonaria Simbólica universal de São João (graus de Aprendiz,
Companheiro e Mestre). Sobre ela se eleva a Hierarquia de 30 Altos Graus (no grau 4 ao 33).
3. O Rito Brasileiro concilia a Tradição com a Evolução, para que, assim, a Maçonaria não se
torne uma força esgotada. Especializasse no cultivo da Filosofia, Liturgia, Simbologia, História
e 06/09/2015 Documento do Rito Brasileiro nº 02 O que é o Rito Brasileiro 2/2 Legislação
maçônicas e estuda todos os grandes problemas nacionais e universais com implicações ou
conseqüências no futuro da Pátria e da Humanidade. Realiza a indispensável cultura doutrinário
maçônica e também a cultura político social dos Obreiros.
4. Impõe a pratica do Civismo em cada Pátria, porque a Maçonaria é supranacional, mas não
pode ser desnacionalizante.
5. O Rito Brasileiro conviverá fraternalmente com todos os Ritos Regulares, através da
intervisitação e da interfiliação. O Rito exige dos Obreiros a Vida Reta e o Espírito Fraterno e
suas legendas são: URBI ET ORBI e HOMO HOMINI FRATER.
Vale do Rio de Janeiro (GB), em 26 de abril de 1968, E.'. V.'. ARDVALDO RAMOS Grande
Secretário Geral
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#17

VULTOS DO RITO BRASILEIRO

VULTOS DO RITO BRASILEIRO


ÁLVARO PALMEIRA
24/06/1963 a 24/06/1968 (Efetivo)
26/03/1955 a 24/06/1963 (Efetivo)
Nascido a 18 de julho de 1889, e falecido em 1992, Álvaro
Palmeira foi médico, professor e diretor de Faculdade de
Medicina. Foi iniciado maçom através da Loja "Fraternidade
Espanhola", do Rio de Janeiro, a 9 de dezembro de 1920, e teve,
portanto, quase 72 (setenta e dois) anos de atividade maçônica,
durante os quais exerceu grande influência sobre a Maçonaria
brasileira, colecionando, graças à sua atividade, amigos
incondicionais e adversários irreconciliáveis, o que é próprio dos
homens com luz própria, que incomodam os medíocres. Palmeira
exerceu, praticamente, todos os altos cargos do Grande Oriente do Brasil: conselheiro, deputado
à Soberana Assembleia Federal Legislativa, Grão¬ 08/09/2015 Álvaro Palmeira ¬ Loja Luz no
Horizonte 2038
2/4 Mestre Adjunto e Grão¬ Mestre. Foi eleito Grão¬ Mestre Adjunto do Grande Oriente do
Brasil, em 1942, quando Joaquim Rodrigues Neves (que já vinha exercendo, interinamente, o
Grão¬ Mestrado) foi eleito Grão ¬Mestre. No início de 1944, Rodrigues Neves teve que
enfrentar a ameaça de uma nova dissidência, liderada por Octaviano Bastos e Alexandre Brasil
de Araújo, culminando por suspender, por dois anos, os direitos maçônicos de todos os
participantes do movimento, através do Ato nº. 1.842, atendendo a uma resolução do Conselho
Geral, de 22 de março de 1944. E complementou a ação, a 25 e 30 de março, com a suspensão
de Dilermando de Assis (Ato nº. 1.843) e do Grão ¬Mestre Adjunto, Álvaro Palmeira (Ato Nº.
1.845), suspeitos de integrar o movimento, por discordância da atuação do Grão¬ Mestre. Mas,
a 18 de maio de 1945, sob a liderança de Palmeira e Octaviano, era fundada a Grande Loja do
Brasil, que teria vida curta. A 13 de março de 1948, então, era criado o Grande Oriente Unido,
do qual, além de Palmeira, faziam parte José Benedito de Oliveira Bomfim, Osmane Vieira de
Resende e Moacyr Arbex Dinamarco, que, posteriormente, estariam à frente dos destinos do
Grande Oriente do Brasil. No início de 1950, a quase falida Grande Loja do Brasil era absorvida
pelo Grande Oriente Unido.
Esta dissidência duraria até 1956, quando Palmeira era o seu Grão ¬Mestre. A 22 de
dezembro desse ano, pelo decreto nº. 1.767, era aprovado o Convênio para incorporação e
reincorporação, ao Grande Oriente do Brasil, das Lojas do Grande Oriente Unido, com base no
tratado ajustado a 27 de fevereiro de 1954, que havia sido acertado entre o Grão ¬Mestre do
GOB, almirante Benjamin Sodré, e Leonel José Soares.
Esse Convênio foi assinado no mesmo dia 22 de dezembro, pelo então Grão-Mestre, Ciro
Werneck de Sousa e Silva, e pelo Grande Secretário, Antônio Astorga, representando o GOB, e
pelo Grão ¬Mestre Álvaro Palmeira e pelo Grande Secretário Abelardo Albuquerque,
representando o Grande Oriente Unido.
Retornando ao Grande Oriente do Brasil, Palmeira, por sua incontestável capacidade de
liderança, tornou¬se um nome proeminente e quase oracular na Obediência. Graças a isso, em
1963, era eleito Grão ¬Mestre Geral, tendo, como Adjunto, Erasmo Martins Pedro, para um
mandato de cinco anos.
Na alta administração, chamados a colaborar com o Grão ¬Mestre, estavam nomes como
Antônio Tarcílio de Arruda Proença, Tito Áscoli de Oliva Maia, Severo Coelho de Sousa,
Moacyr Arbex Dinamarco, Osmane Vieira de Resende, Cândido Ferreira de Almeida, José
Eduardo de Abreu, Paulo Maia Lucas, Abelardo Almeida Albuquerque, Ariovaldo Vulcano,
Djalma Santos Moreira, Lysis Brandão da Rocha, Rudolf Wensche e Oscar Argollo.
Muitos eram remanescentes do Grande Oriente Unido, destacando¬se: Tarcílio Proença,
como 1º. Grande 08/09/2015 Álvaro Palmeira ¬ Loja Luz no Horizonte 2038 3/4 Vigilante,
Dinamarco, como Grande Secretário de Administração, e Osmane, como Grande Secretário da
Guarda dos Selos. Em sua administração, agitada, em seu início, pelo golpe de 1964, Palmeira
tratou da construção do prédio em terreno do GOB, no bairro de Fátima, da construção do
palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, do início da construção no terreno do GOB, em Brasília,
e da questão da desapropriação do Palácio do Lavradio, para a remodelação urbana do Rio de
Janeiro.
Em relação ao Lavradio, ele comunicava, em seu relatório anual de 1965, que o governador
do Estado já havia dado ordem para que o prédio fosse resguardado da demolição. Em relação a
Brasília, comunicava que uma parte do plano de construção, à avenida W¬5, estava realizada e,
nela, as Lojas funcionavam. Em sua gestão, também foi criada a Editora Maçônica do GOB,
através do Ato nº. 2.761, de 12 de julho de 1965. A 22 de novembro de 1966, pelo Ato 2.809,
era inaugurado o escotismo no GOB e criado o Departamento Escoteiro. A 12 de outubro de
1967, o Ato nº. 2.841, criava o Grêmio de Radioamadores do Grande Oriente do Brasil. E, a 10
de outubro, nos termos do art. 132 da nova Constituição do GOB (promulgada a 21 de abril),
era criado o Superior Tribunal Eleitoral. A 28 de janeiro de 1968, Dinamarco era eleito Grão-
mestre, derrotando o candidato oficial, Célio Cordeiro. Mas, antes de entregar o primeiro
malhete da Obediência ao seu sucessor, Palmeira, a 19 de março de 1968, pelo Decreto nº.
2.080, renovava, em seus objetivos, o Ato nº. 1.617, de 3 de agosto de 1940, como o marco
inicial do Rito Brasileiro, constituindo, então, uma comissão especial, composta de 15 obreiros,
para rever a Constituição do rito, publicada pelo GOB em 1940.
A Comissão, que iria constituir o núcleo inicial do Supremo Conclave, era composta dos
seguintes nomes: almirante Benjamin Sodré, deputado Erasmo Martins Pedro, general Tito
Áscoli de Oliva Maia, Adhmar Flores, Alberto Alves Sarda, Álvaro de Melo Alves Filho,
Ardvaldo Ramos, Cândido Ferreira de Almeida, Edgard Antunes de Alencar, Humberto Chaves,
Jorge de Bittencourt, Jurandyr Pires Ferreira, Norberto dos Santos e Oscar Argollo. O decreto
estabelecia, também, que o Grão¬Mestre Palmeira, por ser o remanescente do adormecido
Conclave de 1940, seria o assessor da Comissão. Ainda na gestão de Palmeira, a 11 de junho de
1968, pelo decreto nº. 2.085, era permitido, aos Mestres eleitos para o Veneralato de Loja, o uso
da sigla M.'. I.'. (Mestre Instalado) ao mesmo tempo em que era editado o ritual de Instalação,
que é próprio do Rito de York e que foi enxertado nos outros ritos, graças a essa iniciativa, pois
isso não existia no GOB, até essa data. E na sessão do Ilustre Conselho Federal, realizada em
maio de 1968, pouco antes do término de seu 08/09/2015 Álvaro Palmeira ¬ Loja Luz no
Horizonte 2038, Palmeira exibiu a nova planta da cidade do Rio de Janeiro, resguardando o
Palácio Maçônico do Lavradio. Conforme consta da ata, "todas as plantas anteriores da cidade
traziam consigo a demolição do Palácio Maçônico, mas a atual resguarda, até final decisão,
nossa Sede venerável". O tombamento do Lavradio, resguardando a sede do GOB, ocorreu na
gestão seguinte, de Dinamarco. Mas as gestões para a sua preservação começaram com
Palmeira, queira ou não queiram os seus medíocres e raivosos adversários.
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#18

VULTOS DO RITO BRASILEIRO 02

Lysis Brandão da Rocha


Iniciado em 06 de agosto de 1946
Fundador e Grande Primaz de Honra "ad eternum" do
Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro, também
Fundador das Lojas Maçônicas "Labor e Civismo" e
"Voluntários da Pátria", o saudoso Professor de inúmeras
gerações, seja no mundo maçônico ou no mundo profano,
viveu por 77 anos, dentre eles 48 dedicados à causa
maçônica.
Cargos Exercidos: Grande Primaz e Grande Instrutor do
Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro, a partir
de 13 JUL 1984, até sua passagem ao Oriente Eterno;
08/09/2015 Lysis Brandão da Rocha ¬ Loja Luz no Horizonte
2038 .
Grande Regente do Supremo Conclave do Brasil, de 1968 a 1973; Delegado Litúrgico do
Supremo Conclave do Brasil (Rito Brasileiro), Rio de Janeiro, RJ, de 1968 a 1973; Delegado
Litúrgico do Ilustre Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito para a República
Federativa do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, de 1963 a 1968; Grande Prior do Ilustre Grande
Conselho Kadosch Filosófico "Tiradentes", Cataguases, MG; Aterzata dos Capítulos
"Cataguasense" e "Vila Rica", Cataguases, MG; Delegado do Grande Oriente de Minas Gerais
nos Grãomestrados de Joaquim José Baeta Neves, Célio Cordeiro e Athos Vieira de Andrade;
Venerável Mestre das Lojas Simbólicas "Cataguasense" e "Labor e Civismo", Cataguases, MG;
Orador e Secretário das Lojas Simbólicas "Cataguasense" "Labor e Civismo" e "Voluntários da
Pátria", Cataguases MG. Da esquerda para a direita, Irmãos: Álvaro Palmeira e Lysis Brandão
da Rocha Títulos e Honrarias: Fundador do Supremo Conclave Autônomo para o Rito
Brasileiro; Fundador Emérito do Sublime Capítulo Rosa Cruz "7 de Setembro de 1822", ao Vale
de Recife, PE; Fundador das Lojas Simbólicas "Labor e Civismo" e "Voluntários da Pátria"
Cataguases, MG; Membro do Ilustre Conselho Federal da Ordem, Grande Oriente do Brasil, no
Grãomestrado Álvaro Palmeira, de 1963 a 1967; 08/09/2015 Lysis Brandão da Rocha ¬ Loja
Luz no Horizonte 2038 . Membro Honorário do Ilustre e Benemérito Conselho Kadosch
Filosófico N ° 1, Vale do Lavradio, Rio de Janeiro, RJ; Grande Benemérito da Loja Maçônica
"Cataguasense", Cataguases, MG; Membro Honorário das Lojas Maçônicas "Carangola Livre"
(Carangola, MG), "Montanheses Livres" (Juiz de Fora, MG), "Arthur Pereira" (Porto Alegre,
RS) e "União Fraterna" (Recife, PE); Detentor da Medalha do Reconhecimento Maçônico do
Grande Oriente do Rio Grande do Sul. Obras já publicadas: Manual do Maçom; Simbolismo
Maçônico, Linguagem Maçônica, Principais Símbolos Maçônicos; Sumário do Rito Brasileiro;
Efemérides e Plano de Instrução Maçônica; Coletânea Maçônica; Manual do Aprendiz -Maçom.
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#19

Vultos do Rito Brasileiro 03

LAURO NINA SODRÉ E SILVA


21/06/1904 a 23/05/1916 (Efetivo)
Lauro Nina Sodré e Silva, nascido em Belém (PA) a
17/10/1858, foi militar, político e líder republicano. Seus
primeiros estudos foram no Liceu Paraense, seguindo, depois, a
carreira de engenheiro militar, no curso da Escola da Praia
Vermelha, no Rio de Janeiro, onde ingressou em janeiro de 1877 e
onde teve como mestre o ilustre republicano e maçom Benjamin
Constant, o que o levou (como a tantos outros jovens oficiais e
cadetes) a abraçar a causa da República e a doutrina positivista de
Comte. Foi aluno brilhante (conseguiu distinção máxima em
todos os anos) e oficial republicano destemido;
Quando da campanha republicana, apesar de vigiado pelos
espiões da monarquia, sempre terminava os seus discursos, com invulgar desassombro, dizendo
estas palavras: "quem fez este discurso foi o tenente Lauro Sodré". 09/09/2015 Lauro Sodré ¬
Loja Luz no Horizonte 2038 Foi o primeiro governador do Estado do Pará, eleito pelo
Congresso Constituinte Paraense, a 23 de junho de 1891; foi, também, representante do Pará na
Constituinte da República e eleito quatro vezes senador, sendo três pelo Pará e uma pelo
Distrito Federal. Foi o único governador que se colocou contra o golpe perpetrado por Deodoro
a 3/11/1891, quando foi dissolvido o Congresso; os demais governadores preferiram apoiar a
arbitrariedade do que perder os seus mandatos. Iniciado em 1º de agosto de 1888, na Loja
Harmonia, de Belém, fundada em 1856, pelo famoso padre Eutíquio Ferreira da Rocha,
tornou¬se Grão¬Mestre do Grande Oriente do Brasil em 1904, sendo reeleito em 1907, 1910,
1913 e 1916, não completando o último mandato, por ter sido eleito governador do Pará.
Proclamada a República foi secretário de Benjamin, no Ministério da Guerra, ao tempo em que
era nomeado lente catedrático da Escola Superior de Guerra. A 23 de junho de 1891, foi eleito
governador do Pará, tendo sido, depois, o único governador que se colocou contra o golpe de
Estado perpetrado por Deodoro a 3 de novembro de 1891; por isso, foi deposto por forte
expedição militar, quando houve o contragolpe de 23 de novembro, com a queda de Deodoro e
a derrubada de todos os governadores, menos de Sodré. Na cisão do Partido Republicano
Federal, liderado por Glicério, Sodré ficou ao lado deste e contra o presidente Prudente de
Moraes, acabando por ser escolhido, a 5 de outubro de 1897, como candidato à presidência da
República. Empunhando, todavia, o governo federal, as armas do estado de sítio, da pressão e
da fraude, conseguiu eleger Campos Salles. Por isso, o Grande Oriente, liderado por Quintino e
por Glicério, não tomou conhecimento da eleição de Campos Salles. Ele ainda seria senador em
quatro oportunidades: uma pelo Distrito Federal (1902) e três pelo Pará (1897, 1912 e 1922).
Foi eleito e assumiu o cargo de Grão ¬Mestre em 21/06/1904, sendo, sucessivamente, reeleito
em 1907, 1910, 1913 e 1916. Ao ser eleito governador do Pará, em 1916, pediu exoneração do
cargo de Grão ¬Mestre do Grande Oriente. Com o golpe de 1930, abandonaria a vida pública.
Faleceu em 16 de junho de 1944, na cidade do Rio de Janeiro.
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21061904.html
#20

Fatos Maçônicos para dia 08 de Setembro

Fatos Maçônicos para dia 08 de Setembro: 1924 - Fundação da Grande Loja da Finlândia.
1956 - ARBLS .'.Domingos José Martins - oriente de Vitória - ES - histórica reunião
ficou deliberado considerar-se fundadores todos os que se juntassem à Loja até o dia de sua
Regularização, o que se deu no dia 08 de setembro de 1956, sob a orientação da Comissão
Organizadora: Presidente Ir. José Benedito Bonfim, Ir. Abelardo Albuquerque, Ir. Leonel
de Souza, como Orador Ir. Geraldo Costa Alves e Secretário Ir. Alfredo Pacheco Barroca,
e com um quadro de quarenta e quatro Irmãos Fundadores.” *
1988 - Fundação da ARLS Oito de Setembro nº 2.546, esta iniciativa foi tomada pelos Ir:.
da Loja Tupy, Or:.de Araçatuba/SP, que a partir de então é considerada a nossa loja “MÃE”.
O nome desta oficina “Oito de Setembro” foi escolhido com o propósito e se homenagear a
cidade de Bilac, através de sua padroeira Nossa Senhora da Conceição cujo dia festivo é
comemorado nesta data; oito de setembro.
2009 - A Loja Maçônica General Sodré, nº 41, da cidade de Sacramento - MG, realizou
concorrida Sessão Pública no dia 08.09.2009, e na oportunidade prestou homenagens
aos Irmãos fundadores da Loja, Herculano Almeida e Edson Resende Pícolo, bem como, ao
Irmão Walter Rios. Foi um belíssimo acontecimento dentro da Família Maçônica Regional e
que trouxe muita alegria, também à comunidade de Sacramento - MG.
Na oportunidade o Sereníssimo Grão-Mestre Janir Adir Moreira foi representado pelo
Delegado Geral Adjunto, Ilustre e competente Irmão Júlio Maria da Silva, que em seu
pronunciamento enalteceu também a pessoa do Grão-Mestre "Ad vitam", Antonio JOsé dos
Santos, em cuja gestão foram aprovadas as condecorações.
A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, através de seus dirigentes, o Sereníssimo Grão-
Mestre Janir Adir Moreira, o Grande 1º Vigilante Leonel Ricardo de Andrade, o Grande
2º Vigilante Geraldo Eustáquio Coelho de Freitas, registra os parabéns aos Irmãos da querida
Loja através do Ilustre Venerável Mestre Celso Sebastião de Almeida, cumprimentando ainda
de forma especial, o querido Irmão Comendador Vicente Paulo de Almeida Resende, que, com
pena de ouro tem registrado a sua vitoriosa história em nossa Instituição, além de também
agradecer ao Ilustre Irmão Júlio Maria da Silva pelo dinamismo de sua atuação.
Outros acontecimentos para dia 08 de Setembro:
Dia Internacional da Alfabetização - A necessidade de aprender a ler, saber escrever e
instruir-se em determinados assuntos tem originado um sucessivo aumento na adesão de vários
formandos ao ensino recorrente. Num mercado que atualmente exige do presente aluno e futuro
trabalhador um gigantesco ninho de informações em sua cabeça (tipicamente, saber de tudo um
pouco, o chamado multitarefas), os governantes, e nós também, devemos partir do princípio
para que o cidadão brasileiro desenvolva uma carreira bem-sucedida: a escolaridade, tópico tão
fundamental quanto as raízes familiares, ela alimenta os sonhos da criança e possibilita a
realização dessa pessoa ao correr dos seus anos de vivência.[1]
Morre Richard StraussAos 85 anos, morre o prestigiado músico alemão Richard Strauss.
Considerado o sucessor de Wagner, Strauss ganhou a consagração com o poema sinfônico Don
Juan, que mudou o rumo de sua carreira. Em outra obra de destaque, Assim Falou Zaratustra,
ele homenageia o filósofo alemão Nietzsche.
1480 - Portugal ratificou o Tratado de Alcáçovas. Tudo começou com a questão das
Canárias, a partir do momento que o papa Clemente VI concedeu a Castela a posse destas ilhas.
A resposta de D. Afonso IV de Portugal dá a entender o empenho lusíada na sua posse e
conquista
1551 - Dia da fundação da cidade de Vitória, capital do estado do Espírito Santo.
1565- Pedro Menéndez de Avilés funda a mais antiga cidade dos Estados Unidos: St.
Agustine, na Flórida.
1575 - Grande erupção do vulcão Pichincha, no Equador.
1793 - Início da festa do Círio de Nazaré em Belém do Pará
1876 - Um pronunciamento militar no Equador, dirigido pelo general Veintimilla, destitui o
governo conservador de Antonio Borrero.
1900 - Um furacão atinge o Texas, nos Estados Unidos, matando cerca de seis mil pessoas.
1920 - O Comitê Central do Partido do Congresso da Índia aprova o programa de Ghandi de
luta não violenta contra a Inglaterra.
1924 - Estoura uma revolução no Chile que destitui Arturo Alessandri e dá o poder ao
general Luis Altamirano.
1926 - A Alemanha é admitida por unanimidade na Sociedade de Nações.
1941 - Ho Chi Minh cria a Liga para a Independência do Vietnã, que denomina Viet Minh.
1943 - A BBC de Londres anuncia oficialmente a rendição da Itália na Segunda Guerra
Mundial.
1944 - Os alemães atacam Londres com as V-2, descritas então como "bombas voadoras".
Hoje são conhecidas como precursoras dos modernos mísseis.
1945 - Ho Chi Minh estabelece o sufrágio universal no Vietnã.
1949 - Morre Richard Strauss, músico alemão.
1951 - Tratados de paz e de segurança entre Estados Unidos e Japão.
1952 - O livro O velho e o mar, de Ernest Hemingway, é publicado nos Estados Unidos.
1953 - A República da Áustria é reconhecida pela União Soviética, que renuncia à cobrança
dos gastos de ocupação.
1961 - O socialista Tancredo Neves é nomeado primeiro ministro do Brasil.
1967 - Proclamação da República de Uganda.
1974 - O presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford, indulta todos os delitos que Richard
Nixon poderia ter cometido ao longo do seu mandato presidencial.
10978 - Morre Leopoldo Torres Nilsson, cineasta argentino.
1981 - Guatemala rompe as relações com o Reino Unido pela independência de Belize.
1985 - Morre John F. Enders, virologista e microbiólogo estadunidense, Prêmio Nobel de
Medicina em 1954.
1986 - Decreta-se estado de exceção no Chile e são praticadas centenas de detenções após o
atentado do dia anterior contra Augusto Pinochet.
1991 - Aprovada a soberania e a independência da república iugoslava da Macedônia, com
direito de se associar à Iugoslávia de Estados soberanos.
1994 - Soldados dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, que estavam em Berlim
desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deixam definitivamente a Alemanha.
1997 - Morrem 500 pessoas ao naufragar uma balsa no porto de Montrouis (Haití).
1997 - Morre Sabatino Moscati, arqueólogo italiano.
1999 - Noventa e três pessoas morrem e várias centenas ficam feridas pela explosão de uma
bomba em um edifício de Moscou, atribuída a extremistas muçulmanos do Cáucaso.
1999 - Morre o cantor mineiro xavantinho da dupla Pena Branca e Xavantinho
2000 - Encerra a Assembléia do Milênio da ONU, que reuniu 146 chefes de Estado e de
Governo em Nova Yorque.

DOIS ANOS SEM PENA BRANCA e Xavantinho, que morreu em 1999.

No último dia 9 de fevereiro completaram-se 2 anos da morte do cantorsertanejo José
Ramiro Sobrinho, o Pena Branca. Se estivesse vivo estaria com 72 anos, foi vitimado por
insuficiência respiratória. O cantor ficou conhecido no Brasil inteiro pela dupla com Ranulfo
Ramiro da Silva, o Xavantinho, que morreu em 1999.
Pena Branca nasceu em Igarapava, em 1939, e viveu boa parte da vida na cidade mineira de
Uberlândia. Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, era seu irmão e nasceu em Uberlândia em
1942. Em 1958 eles começaram a cantar, apresentando-se em uma rádio de Uberlândia.
Mudaram-se para São Paulo para tentar a vida artística em 1968. Com o tempo, Pena Branca e
Xavantinho tornaram-se exemplos da música sertaneja caipira, considerada "de raiz", em
relação à música sertaneja com influências country que se popularizou nos anos 90.
Em 1980, Pena Branca e Xavantinho se inscreveram em um festival da TV Globo com a
música Que Terreiro é Esse? e chegaram à final. Também nesse ano, a dupla lançou o disco
Velha Morada, com músicas como Cio da Terra, composta por Milton Nascimento e Chico
Buarque, e Calix Bento, além da canção finalista no festival. Durante a carreira, gravaram com
nomes como Milton Nascimento, Rolando Boldrin, Fagner e Almir Sater, entre outros. Em
1990, conquistaram o Prêmio Sharp de melhor música interpretando Casa de Barro, de
Xavantinho e Moniz, e melhor disco, com Cantado do Mundo Afora. Em 1992, o disco Ao Vivo
em Tatuí, com Ricardo Teixeira, ganhou o Prêmio Sharp de melhor disco.
Nos anos 90, a dupla iniciou shows internacionais, tocando em lugares como os Estados
Unidos. Com a morte de Xavantinho, em 1999, Pena Branca continuou em carreira solo. Em
2001, o músico recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum Semente
Caipira, gravado com o grupo Viola de Nóis. O último trabalho de Pena Branca é Cantar
Caipira, de 2008.
Discografia de Pena Branca com Xavantinho Velha morada (1980) Uma dupla sertaneja
(1982) Cio da terra (1987) Canto violeiro (1988) Cantadô do mundo afora (1990) Ao vivo em
Tatuí com Renato Teixeira (1992) Violas e canções (1993) Pena Branca e Xavantinho (1994)
Ribeirão encheu (1995) Coração matuto (1998)
Discografia solo de Pena Branca Semente Caipira (2000) Pena Branca canta Xavantinho
(2002) Cantar Caipira (2008)

References

1. ^ler(www.quediaehoje.net)

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setembro.html
#21

O Templo e o Maçom

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#22

O Templo e o Maçom

A coruja simboliza a reflexão, o conhecimento racional e


intuitivo. Na mitologia grega, Atena, a deusa da sabedoria e da
guerra, tinha a coruja como símbolo. Atena ficou tão
impressionada com a aparência da coruja, que a tomou como sua
ave favorita. Ela é também escolhida como mascote dos
escoteiros, cursos universitários de Filosofia, Pedagogia e Letras.
Havia uma tradição que dizia que quem come carne de coruja,
adquire seus dons de previsão e clarividências, mostrando poderes
divinatórios. Enquanto todos dormem a coruja fica acordada, com
os olhos arregalados, vigilante e atenta aos barulhos da noite. Por isso, representa para muitas
culturas uma poderosa e profunda conhecedora do oculto.
Conta-se, que em uma língua nórdica antiga, ela era chamada de "Ugla", palavra que imita o
som do seu canto, e que daria origem ao termo "Ugly", feio em inglês. É interessante que ao
identificar um animal para símbolo disso ou daquilo, a cultura universal escolhe àqueles de
aparência esquisitas. Como o sapo, símbolo da fartura e boa sorte, e a águia símbolo da
transformação do ser humano. Conforme a história, diferentes civilizações adotaram estranhos
animais para simbolizar a sabedoria. Como a tartaruga para os chineses e um peixe para os
Celtas.
No esoterismo que envolve parte da simbologia da Coruja, encontramos uma sociedade
secreta chamada Bohemian Club, fundada em 1872, em São Francisco, EUA, onde os membros
se reúnem periodicamente. Anualmente, a sociedade convida para um grande encontro, homens
poderosos da elite, e o encontro é realizado em um grande bosque chamado Bohemian Grove,
onde há uma grande pedra em forma de coruja no centro. O termo "coruja", geralmente,
também é usado para referir-se ao pai ou a mãe, que ressaltam com certo exagero, as qualidades
dos filhos, mas também é estendido a outros familiares como tios, avós e outros.
África do Sul: A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por
enxergar a totalidade.
Argélia: A crença diz que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher
dormindo, fará com que ela conte segredos.
Austrália: Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito
do homem é representado pelo morcego.
Babilônia: Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante
o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 A.C. . Lilith
era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma
vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos.
Brasil: Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a
lenda, que ela tinha poderes sobrenaturais e preferia aparecer nas noites sem luar, sob a forma
de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de
coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um elogio, e significa
agradável e, o melhor, disposto a tudo. No folclore brasileiro, diz que para que os seus filhotes
não fossem vítimas de predadores, ela avisava que seria fácil reconhecê-los, eles eram os "mais
bonitos" da floresta. Daí o dito popular: "Toda a coruja gaba-se do seu toco", referindo-se ao
ninho de seus horríveis filhotes. Assim como uma mãe elogia seus rebentos, mesmo sabendo
que eles não têm nada de beleza.
China: A coruja está associada ao relâmpago. Usar imagens de coruja em casa protege contra
os raios.
Estados Unidos: A tradição dos índios norte-americanos, diz que a coruja mora no Leste,
lugar de iluminação. Assim como a humanidade teme a escuridão, a coruja enxerga o breu da
noite. Onde os humanos se iludem, ela percebe com clareza, acreditavam os índios. Entre os
índios americanos, a coruja tinha muito poder: Para os apaches, sonhar com ela significava a
morte. Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor. Os hopis tinham a coruja como
guardiã do fogo.
França: A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na
Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade.
Grécia: Os gregos consideravam a noite o momento propício para o pensamento filosófico.
Por sua característica noturna, era vista pelos gregos como símbolo da busca pelo
conhecimento. Elas faziam seus ninhos na Acrópole, e os gregos achavam que sua visão noturna
vinha de uma luz mágica. Ela era símbolo de Atenas, ao lado dos exércitos, na guerra. As
antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso.
Índia: Sua carne é considerada uma iguaria afrodisíaca. E também serve para curar dores
reumáticas.
Inglaterra: A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando a
ouviam guinchar, significava que iria esfriar, ou que uma tempestade, estava vindo. Os
curandeiros curavam a bebedeira e a ressaca, com ovos de coruja crus. O costume britânico de
pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal, durou até o século XIX.
Marrocos: O olho de uma coruja, preso em um cordão no pescoço, é um excelente talismã.
Peru: Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo.
Roma Antiga: No Império romano, ela era tida como animal agourento. Ouvir o seu pio era
presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa, foram
anunciadas por uma coruja.
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#23

O Templo e o Maçom

A
ORIGEM DA
PALAVRA
IRMÃO
Ir∴
Valdemar
Sansão 14 de
Junho de
2010
Membros
da Maçonaria,
unidos pelo
Amor
Fraternal,
qualquer que
seja o seu
grau, dão–se
o tratamento
de “Irmão”. É
o título que
geralmente se
dão,
mutuamente,
os religiosos
de uma mesma Ordem e de um mesmo convento e também os membros de uma mesma
associação.
Esse tratamento existe em todas as sociedades iniciáticas e nas confrarias, em que o seu
significado é a condição adquirida com a participação de um mesmo ideal baseado na amizade.
É o tratamento que se davam entre si os maçons operativos.
A origem do cordial tratamento de “Irmão” afirma que esse tratamento foi adotado e nunca
mais olvidado pelos maçons, desde os tempos de Abraão, o velho patriarca bíblico. Reza a
história que estando ele e sua mulher Sara no Egito, lá ensinavam as 7 ciências liberais
(gramática, lógica e dialética, matemática, geometria astronomia e música), e contou entre os
seus discípulos com um de nome Euclides. Tão inteligente que não demorou nada em tornar-se
mestre nas mesmas ciências, ficando por isso bastante afamado como ilustre personagem.
Então Euclides, a par com suas aulas, estabeleceu regras de conduta para o discipulado; em
primeiro lugar cada um deveria ser fiel ao Rei e ao país de nascimento; em segundo lugar,
cumpria-lhes amarem-se uns aos outros e serem leais e dedicados mutuamente. Para que seus
alunos não descuidassem dessas últimas obrigações, ele sugeriu a eles que se dessem,
reciprocamente, o tratamento de “Irmãos” ou “Companheiros”.
Aprovando inteiramente esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria resolveu sugeri-lo
aos seus iniciados, que receberam-no com todo agrado, sem nenhuma restrição, passando a ser
uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Ordem.
De fato, traduz uma maneira de proceder muito afetiva e agradável a todos os corações dos
que militam em nossos Templos. Assim passaram os Iniciados ao uso desse tratamento em todas
as horas, quer no mundo profano, quer no maçônico.
O Poema Regius, que data do ano de 1390, aconselha os operários a não se tratarem de outra
forma senão de “meu caro Irmão”. Por isso o tratamento de Irmão dado por um maçom a um
outro, significa reconhecimento fraternal, como pertencente à mesma família.
Os maçons são Irmãos por terem recebido a mesma Iniciação, os mesmos modos de
reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade. Além da amizade
fraternal que deve uni-los, os maçons consideram-se Irmãos por serem, simbolicamente, filhos
da mesma mãe, a Mãe-Terra, representada pela deusa egípcia Ísis, viúva de Osíris, o Sol, e a
mãe de Hórus.
Assim os maçons são, também, simbolicamente, Irmãos de Hórus e se autodenominam
Filhos da Viúva.
Durante a Iniciação quando o recipiendário recebe a Luz, seus novos Irmãos juram protegê-
lo sempre que for preciso. A partir daquele momento, todos que a ele se referem o tratam como
Irmão. Os filhos de seus novos Irmãos passam a tratá-lo como “Tio” e as esposas de seus
Irmãos passam a ser sua “Cunhada”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo
membro da Ordem e a família maçônica.
A Maçonaria não reconhece qualquer distinção entre raças, crenças, condições financeira ou
social entre seus obreiros. Há séculos vem a Sublime Instituição oferecendo a oportunidade aos
homens de se encontrarem e colherem os frutos do prazer de conviver sempre em paz, em união
e concórdia, como amigos desinteressados, dentro de um espírito coletivo voltado à prática do
bem, guiados por rígidos princípios morais, sem desavenças e dissensões.
Os membros de nossa Ordem aprendem a destruir a ignorância em si mesmos e nos outros; a
ser corajosos contra suas próprias fraquezas, lutar contra seus próprios vícios e também contra a
injustiça alheia.
São estimulados a praticarem um modo de vida que produza um nível elevado em suas
relações com seus Irmãos, aos quais dedicam amizade sincera e devotada. São fiéis cumpridores
de todo dever cujo cumprimento lhes seja legalmente imposto ou reclamado pela felicidade de
sua Pátria, de sua Família e da Humanidade.
Jamais abandonará sua prole, seus Irmãos e seus amigos, no perigo, na aflição ou na
perseguição. Sobre o coração do maçom está o símbolo do amor, da amizade, da razão serena e
perseverante.
O que o distingue na vida profana é sua aversão à iniquidade, à injustiça, à vingança, à inveja
e à ambição, sendo ele constante em fazer o bem e em elogiar seus Irmãos.
O verdadeiro Irmão é aquele que interroga sua consciência sobre seus próprios atos, pergunta
a si mesmo se não violou a lei da justiça, do amor e da caridade em sua maior pureza; se não fez
o mal e se fez todo o bem que podia; se não menosprezou voluntariamente uma ocasião de ser
útil; se ninguém tem o que reclamar dele. E quando não tem uma palavra que auxilie, procura
não abrir a boca… (Se for falar, cuida para que suas palavras sejam melhores que o seu
silêncio).
O Irmão, possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem,
sem esperança de recompensa, retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte,
e sacrifica sempre seu interesse à justiça.
Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças nem de crenças,
abraça o branco e o preto ( pois não é a cor, mas sim o talento e a virtude que faz um homem
elevar-se por sobre os demais), o rico e o pobre, o jovem e o velho, o sábio e o ignorante, o
nobre e o plebeu, porque vê Irmãos em todos os homens.
Porém, devemos observar que nem o rico, o príncipe ou o sábio, devem “descer” para o
nivelamento. Não descendo ao nível deles mas, sim, ajudando-os a se levantarem e poderem
melhor enxergar o horizonte. É caminhando que se faz o caminho. Pensando, agindo, sentindo,
sofrendo, aprendendo e corrigindo. Fazendo melhor em seguida. Se comprometendo a sempre
ensinar aos capazes, o que se aprendeu. Capacitando-os. Perpetuando a GNOSE adquirida.
Quem deverá “subir” é o pobre; pobre no sentido de ser CARENTE. Acontece de existir
entre os ricos de recursos materiais, os pobres de sabedoria, ignorantes de conhecimento, de
altruísmo e complacência.
O verdadeiro Irmão não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; compreendendo,
nem condena. Portanto perdoa, e anula as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios que já
tenha recebido, porque sabe que com a mesma sábia compreensão que deixou de condenar,
assim será tratado intimamente, na sua própria causa de compreensão, como réu de sua
consciência, quando essa lhe julgar.
Não se compraz em procurar os defeitos alheios, nem em colocá-los em evidência. Se a
necessidade a isso o obriga, procura sempre motivar o bem que pode atenuar o mal.
Não se envaidece nem com a fortuna, nem com as vantagens pessoais, porque sabe que tudo
o que lhe foi dado apenas o direito da posse, pertence ao mundo e por poder dessa força natural,
se desmerecido, tudo pode lhe ser retirado.
Se a ordem social colocou homens sob sua dependência, ele os trata com bondade e
benevolência, porque são seus iguais perante o Grande Arquiteto do Universo; usa de sua
autoridade para erguer-lhes o moral e não para os esmagar com o seu orgulho; evita tudo o que
poderia tornar sua posição subalterna mais penosa.
O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo em
cumpri-los conscienciosamente.
O verdadeiro Irmão respeita em seus semelhantes todos os direitos dados pelas leis da
Natureza, como gostaria que os seus fossem respeitados.
Aplicando os ensinamentos maçônicos, tanto no interior dos Templos como no seio da
sociedade profana, dentro de suas possibilidades, colabora para a edificação do Templo da
civilização humana.
Afinal, se cultiva a liberdade, a igualdade e a fraternidade, tem por obrigação, abrir mais os
seus braços, entrelaçar seus Irmãos e oferecer sua convivência fraterna, sua influência, seu
trabalho de auxílio, com harmonia, paz, concórdia e fraternização, dentro e fora do Templo.
Enfim, o verdadeiro Irmão saberá fazer o Bem sem ostentação, mas não sem utilidade para
todos. Onde quer que o pobre reclame o combate sem descanso aos exploradores dos fracos, o
auxílio e proteção à criança ou à mulher, o Irmão é obrigado a fazer obra maçônica. É-lhe
proibido fechar os olhos aos deserdados da sorte.
Porém, só quando se encontra revestidos de todas essas virtudes é que pode dizer: “Meus
Irmãos como tal me reconhecem” – frase mais ouvida e citada dentro da Loja e também fora
dela – como forma de identificação.
Curioso, no entanto, é que ao sermos reconhecidos como Irmãos, o outro abre o sorriso e os
braços, como se fosse um velho conhecido. Esse é um sentimento de irmandade, é muitas vezes,
mais forte que entre Irmãos de sangue.
Nossa Ordem precisa de Irmãos verdadeiros, aqueles que têm orgulho de pertencerem à
Sublime Instituição e estão dispostos a sacrifícios pessoais em benefício dela.
O Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS, ouve nossos rogos e nos mostra o caminho
que a Ele conduz, continua a nos proporcionar a dádiva da aproximação de valorosos Irmãos
que nos socorrem em nossas dificuldades, se interessam por nós, nos escrevem, telefonam para
saber como estamos, trocam e-mails e assim, não nos deixam experimentar a depressão e a
solidão.
Nossas Lojas Maçônicas são portos seguros, colos de mãe para enxugamento das lágrimas e
o consolo de nossas dores, num ambiente de luz, paz e amor, pois é sublime reunir em seu seio,
católicos, evangélicos, espíritas, maometanos, israelitas, budistas, e a todos dizer: ” Aqui vossas
disputas não encontrarão eco. Aqui, não ofendereis a ninguém e ninguém vos ofenderá.”
Meu Irmão, se eu me esquecer de você, nunca se esqueça de mim! Conte comigo. Eu conto
consigo.
“O maior cargo em maçonaria é o de verdadeiro Irmão.”
Fonte Revista universo maçônico
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-origem-da-palavra-irmao-
valdemar.html
#24

MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Ir.’.Fuad Haddad
História da nossa Independência está intimamente ligada com a Fundação
do Grande Oriente do Brasil, Obediência Mater da Maçonaria Brasileira.
Apesar do farto material documental existente, pouco se publica sobre o papel
importante, decisivo e histórico que a Maçonaria, como Instituição, teve nos fatos
que precipitaram a proclamação da Independência.
Deixar de divulgá-los é ocultar a verdade e consequentemente ocorrer no erro da
omissão, que nem a História e nem o tempo perdoam, principalmente para com
aqueles nossos Irmãos, brava gente brasileira, que acreditavam, ou ainda mais,
tinham como ideário de vida a Independência da Pátria tão amada.
O Objetivo principal, sem dúvida nenhuma, da criação do Grande Oriente,
foi engajar a Maçonaria na luta pela Independência Política do Brasil.
Desde sua descoberta em 1500, o Brasil foi uma Colônia Portuguesa, sendo explorada
desde então pela sua Metrópole. Não tinha, portanto, liberdade econômica,
liberdade
administrativa, e muito menos liberdade política.
Como a exploração metropolitana era excessiva e os colonos não tinham o direito
de protestar, cresceu o descontentamento dos brasileiros.
Inicia-se então as rebeliões conhecidas pelo nome de Movimentos Nativistas, quando
ainda não se cogitava na separação entre Portugal e Brasil. Estampava-se em nosso
País o ideal da liberdade. A primeira delas foi a Revolta de Beckman em 1684, no
Maranhão.
No início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual da
colônia, alguns grupos pensaram na Independência Política do Brasil, de forma
que os brasileiros pudessem decidir sobre seu próprio destino. Ocorreram, então,
a Inconfidência Mineira (1789) que marcou a história pela têmpera de seus
seguidores; depois a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817),
todas elas duramente reprimidas pelas autoridades portuguesas. Em todos estes
movimentos a Maçonaria se fez presente através das Lojas Maçônicas e Sociedades
Secretas já existentes, de caráter maçônico tais como: “Cavaleiros das Luz” na
Bahia e “Areópago de Itambé” na divisa da Paraíba e Pernambuco, bem como pelas
ações
individuais ou de grupos de Maçons.
Nos dias atuais, os grandes vultos e os fatos marcantes da nossa história estão,
na maioria das pessoas, adormecidos. O sentimento cívico está distante e
muita vezes apagado em nossas mentes. Fatos e acontecimentos importantes
marcaram o início da emancipação política da nossa nação. Retomemos os tempos
idos e a alguns referenciais da nossa rica história.
Início do século XIX – ano de 1808 – D. João e toda família real refugia-se no
Brasil em decorrência da invasão e dominação de Portugal por tropas francesas,
encetadas pelo jugo napoleônico. Este fato trouxe um notável progresso para a
colônia, pois esta passou a ter uma organização administrativa idêntica à de um
Estado independente.
D. João assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia o monopólio
português sobre o comércio brasileiro. O Brasil começa a adquirir condições
para ter uma vida política independente de Portugal, porém sob o aspecto econômico,
passa a ser cada vez mais controlado pelo capitalismo inglês.
Ano de 1810 – Ocorre a expulsão dos franceses por tropas inglesas, que passam
a governar Portugal com o consentimento de D. João.
Ano de 1815 – D. João, adotando medidas progressistas, põe fim na situação
colonial do Brasil, criando o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, irritando
sobremaneira os portugueses.Ano de 1820 – Cansados da dominação e da
decadência econômica do país, os portugueses iniciam uma revolução na cidade
do Porto culminando com a expulsão dos ingleses. Estabelecem um governo
temporário, adotam uma Constituição Provisória e impõem sérias exigências a
D. João (agora já com o título de rei e o nome de D. João VI), ou sejam:
– aceitação da constituinte elaborada pelas cortes;
– nomeação para o ministério e cargos públicos;
– sua volta imediata para Portugal.
Com receio de perder o trono e sem outra alternativa, em face das exigências da
Corte (Parlamento português), D. João VI regressa a Lisboa (Portugal) em 26 de
abril de 1821, deixando como Príncipe Herdeiro, nomeado Regente do Brasil pelo
Decreto de 22 de abril de 1821, o primogênito com então 21 anos de idade –
PEDRO DE ALCÂNTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER
DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO
SERAFIM DE BRAGANÇA E BURBON. O príncipe Dom Pedro, jovem e voluntarioso,
aqui permanece,
não sozinho pois logo viu-se envolvido por todos os lados de homens de bem, Maçons,
que constituíam a elite pensante e econômica da época.
Apesar de ver ser aceitas suas reivindicações, os revolucionários portugueses não
estavam satisfeitos. As cortes de Portugal estavam preocupadas com as perdas das
riquezas naturais do Brasil e previam sua emancipação, como ocorria em outros
países sul-americanos. Dois decretos em 1821 de números 124 e 125 emanados
das Cortes Gerais portuguesas, são editados na tentativa de submeter e inibir
os movimentos no Brasil.
Um reduzia o Brasil da posição de Reino Unido à antiga condição de colônia, com a
dissolução da união brasílico-lusa, o que seria um retrocesso; o outro,
considerando a permanência de D. Pedro desnecessária em nossa terra, decretava
a sua volta imediata.
Os brasileiros reagiram contra os decretos através de um forte discurso do Maçom
Cipriano José Barata, denunciando a trama contra o Brasil.
O Maçom José Joaquim da Rocha funda em sua própria casa o Clube da Resistência,
depois transformado no Clube da Independência. Verdadeiras reuniões maçônicas
ocorrem na casa de Rocha ou na cela de Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio,
Frei Sampaio, no convento de Santo Antônio, evitando a vigilância da polícia.
Várias providências foram tomadas, dentre elas: consultar D. Pedro; convidar o
Irmão, Maçom, José Clemente Pereira, presidente do Senado, a aderir ao
movimento e enviar emissários aos Maçons de São Paulo e Minas Gerais.
Surge o jornal, “Revérbero Constitucional Fluminense”, redigido por Gonçalves
Ledo e pelo Cônego Januário, que circulou de 11 de setembro de 1821 a 8 de
outubro de 1822, e que teve a mais extraordinária influência no movimento
libertador, pois contribuiu para a formação de uma consciência brasileira,
despertando a alma da nacionalidade.
Posteriormente, a 29 de julho de 1822, passa a ser editado o jornal – “Regulador
Brasílico-Luso”, depois denominado, “Regulador Brasileiro”, redigido pelo Frei
Sampaio, que marcou também sua presença e atuação no movimento emancipador
brasileiro.
Na representação dos paulistas, de 24 de dezembro de 1821, redigida pelo Maçom
José Bonifácio de Andrada e Silva, pode-se ler o seguinte registro:
É impossível que os habitantes do Brasil, que forem honrados e se prezarem de ser
homens, possam consentir em tais absurdos e despotismo… V. Alteza Real deve ficar
no Brasil, quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes, não só para o
nosso bem geral, mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo.
Se V. Alteza Real estiver (o que não é crível) deslumbrado pelo indecoroso decreto
de 29 de setembro, além de perder para o mundo a dignidade de homem e de príncipe,
tornando-se escravo de um pequeno grupo de desorganizadores, terá que responder,
perante o céu, pelo rio de sangue que, decerto, vai correr pelo Brasil com a sua
ausência…
9 de janeiro de 1822 – Na sala do trono e interpretando o pensamento geral,
cristalizado nos manifestos dos fluminenses e dos paulistas e no trabalho de
aliciamento dos mineiros, o Maçom José Clemente Pereira, presidente do Senado
da Câmara, antes de ler a representação, pronunciou inflamado e contundente
discurso pedindo para que o Príncipe Regente permanecesse no Brasil. Após
ouvir atentamente, o Príncipe responde: “estou pronto, diga ao povo que fico”.
A alusão às hostes maçônicas era explícita e D. Pedro conheceu-lhe a força e a i
nfluência, entendendo o recado e permanecendo no Brasil. Este episódio, conhecido
como o Dia do Fico, marcou a primeira adesão pública de D. Pedro a uma causa
brasileira.
Em 13 de maio de 1822 – os Maçons fluminenses, sob a liderança de Joaquim
Gonçalves Ledo, e por proposta do brigadeiro Domingos Alves Munis Barreto,
resolviam outorgar ao Príncipe Regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil,
oferecido pela Maçonaria e pelo Senado.
Ainda em maio de 1822 – aconselhado pelo então seu primeiro ministro das pastas
do Reino e de Estrangeiros, o Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro
assina o Decreto do Cumpra-se, segundo o qual só vigorariam no Brasil as Leis das
Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente.
Em 2 de junho de 1822 – em audiência com D. Pedro, o Irmão José Clemente Pereira
leu o discurso redigido pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa,
que explanavam da necessidade de uma Constituinte. D. Pedro comunica a D. João
VI que o Brasil deveria ter suas Cortes. Desta forma, convoca a Assembléia
Constituinte para elaborar uma Constituição mais adequada ao Brasil. Era outro
passo importante em direção à independência.
Em 17 de junho de 1822 – a Loja Maçônica “Comércio e Artes na Idade do Ouro” em
Sessão memorável, resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro
de Obreiros, através de sorteio, surgindo assim as Lojas “Esperança de Niterói” e
“União e Tranqüilidade”, se constituindo nas três Lojas Metropolitanas e
possibilitando a criação do “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano”, que
depois viria a ser denominado de “Grande Oriente do Brasil”.
José Bonifácio de Andrada e Silva (o Patriarca da Independência) é eleito primeiro
Grão-Mestre, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Vigilante e o Padre Januário
da Cunha Barbosa como Grande Orador.
O Objetivo principal da criação do GOB foi de engajar a Maçonaria como Instituição,
na luta pela independência Política do Brasil, conforme consta de forma explícita
das primeiras atas das primeiras reuniões, onde só se admitia para Iniciação e
filiação em suas Lojas, pessoas que se comprometessem com o ideal da Independência
do Brasil.
No dia 2 de agosto – por proposta de José Bonifácio, é Iniciado o Príncipe Regente,
D. Pedro, adotando o nome histórico de Guatimozim (ultimo imperador Asteca morto
em 1522), e passa a fazer parte do Quadro de Obreiros da Loja “Comércio e Artes”.
No dia 5 de agosto – por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a
presidência dos trabalhos, foi aprovada a Exaltação ao Grau de Mestre Maçom que
possibilitou, posteriormente, em 4 de outubro de 1822, numa jogada política de
Ledo, o Imperador ser eleito e empossado no cargo de Grão-Mestre, do GOB.
Porém, foi no mês de agosto de 1822 que o Príncipe, agora Maçom, tomou a medida
mais dura em relação a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que
desembarcassem no Brasil sem o seu consentimento.
Em 14 de agosto parte em viagem, com o propósito de apaziguar os descontentes em
São Paulo, acompanhado de seu confidente Padre Belchior Pinheiro de Oliveira e de
uma pequena comitiva. Faz a viagem pausadamente, percorrendo em 10 dias 96 léguas
entre Rio e São Paulo. Em Lorena, a 19 de agosto, expede o decreto dissolvendo
o governo provisório de São Paulo. No dia 25 de agosto chega a São Paulo sob salva
de artilharia, repiques de sino, girândolas e foguetes, se hospedando no Colégio
dos Jesuítas. De São Paulo se dirige para Santos em 5 de setembro de 1822, de onde
regressou na madrugada de 7 de setembro.
Encontrava-se na colina do Ipiranga, às margens de um riacho, quando foi
surpreendido pelo Major Antônio Gomes Cordeiro e pelo ajudante Paulo Bregaro,
correios da Corte, que lhes traziam notícias enviadas com urgência pelo seu
primeiro ministro José Bonifácio.
D. Pedro, após tomar conhecimento dos conteúdos das cartas e das notícias trazidas
pelos emissários , pronunciou as seguintes palavras: “As Cortes me perseguem,
chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o
rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero
do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal”
A Independência do Brasil foi realizada à Sombra da Acácia, cujas raízes
prepararam o terreno para isto.
A Maçonaria teve a maior parte das responsabilidades nos acontecimentos libertários.
Não há como negar o papel preponderante desta Instituição Maçônica na emancipação
política do Brasil.
Desde 1815, com a fundação da Loja Maçônica “Comércio e Artes”, que daria origem
às Lojas “União e Tranqüilidade” e “Esperança de Niterói” e a posterior
Constituição do Grande Oriente do Brasil em 17 de junho de 1822, o ideário de
Independência se faziapresente entre seus membros e contagiava os brasileiros.
À frente do movimento, enérgica e vivaz, achava-se a Maçonaria e os Maçons. Entre
seus principais Obreiros, Pedreiros Livres, de primeira hora podemos destacar:
Joaquim Gonçalves Ledo, José Bonifácio da Andrada e Silva, José Clemente Pereira,
Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro
de Oliveira,
Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho Jacinto Furtado de Mendonça,
Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.
Faz-se necessário também alçar a figura do personagem que se destacou durante todo
o movimento articulado e trabalhado pela Maçonaria, o Príncipe Regente, Dom Pedro.
Iniciado Maçom na forma regular prescrita na liturgia e nos Rituais Maçônicos, e
nesta condição de Pedreiro Livre no Grau de Mestre Maçom, aos 24 anos de idade,
proclama no dia 7 de setembro a nossa INDEPENDÊNCIA. Posteriormente, no dia 4
de outubro de 1822, D. Pedro comparece ao Grande Oriente do Brasil e toma posse
no cargo de Grão-Mestre, sendo na oportunidade aclamado Imperador Constitucional
e Defensor Perpétuo do Brasil. No mesmo dia, Joaquim Gonçalves Ledo redigiu uma
nota patriótica ao povo brasileiro, a primeira divulgação, depois da independência,
que dizia:
“Cidadãos! A Liberdade identificou-se com o terreno; a Natureza nos grita
Independência; a Razão nos insinua; a Justiça o determina; a Glória o pede;
resistir-lhe é crime, hesitar é dos covardes, somos Homens, somos Brasileiros.
Independência ou Morte!
Eis o grito de honra, eis o brado nacional…”
FONTE: MSMAÇOM
BIBLIOGRAFIA:
CASTELLANI, José. História do Grande Oriente do Brasil.
Os Maçons na Independência do Brasil.
FAGUNDES, Morivalde Calvet. A Maçonaria e as Forças Secretas da Revolução.
FERREIRA, Tito L. e FERREIRA, Manoel Rodrigues. A Maçonaria e a Independência
Brasileira MORAIS, Melo. A Independência e o Império do Brasil
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brasil-ir.html
#25

POR QUE "LOJA" MAÇÔNICA???

POR QUE
"LOJA"

MAÇÔNICA???
Por Kennyo Ismail
Qual maçom nunca foi questionado por um profano do porquê do termo “LOJA”? Muitos
são aqueles que perguntam se vendemos alguma coisa nas Lojas, para justificar o nome. Alguns,
fanáticos e ignorantes, chegam a ponto de indagar que é na Loja que os maçons vendem suas
almas!
Em primeiro lugar, precisamos ter em mente que, só porque “loja”, em português, denomina
um estabelecimento comercial, isso não significa que o mesmo termo em outras línguas tem o
mesmo significado. Vejamos:
“Loge”, palavra francesa, pode se referir à casa de um caseiro ou porteiro, um estábulo, ou
mesmo o camarote de um teatro. Mas os termos franceses para um estabelecimento comercial
são “magasin”, “boutique” ou “commerce”.
Da mesma forma, o termo usado na língua inglesa, LODGE[1]”, significa cabana, casa
rústica, alojamento de funcionários ou a casa de um caseiro, porteiro ou outro funcionário.
Os termos mais apropriados para um estabelecimento comercial em inglês são “store” ou
“shop”.
Já o termo italiano “loggia” significa cabana, pequeno cômodo, tenda, mas também pode
designar galeria de arte ou mesmo varanda. Os termos corretos para um estabelecimento
comercial são “magazzino”, “bottega” ou “negozio”.
Em espanhol, “logia”, derivada do termo italiano “loggia”, denomina alpendre ou quarto de
repouso. As palavras mais adequadas para estabelecimento comercial são “tienda” e
“comercio”.
Por último, podemos pegar o exemplo alemão, “loge”, que não tem apenas a grafia em
comum com o francês, mas também o significado: um pequeno cômodo mobiliado para porteiro
ou caseiro, ou um camarote. Já os melhores termos para estabelecimento comercial em alemão
são “kaufhaus”, “geschaft” ou “laden”.
Com base nesses termos, que denominam as Lojas Maçônicas nas línguas francesa, italiana,
espanhola, alemã e inglesa, pode-se compreender que as expressões referem-se a uma
edificação rústica utilizada para alojar trabalhadores, e não a um estabelecimento comercial.
Verifica-se então uma relação direta com a Maçonaria Operativa, em que os pedreiros
costumavam e até hoje costumam construir estruturas rústicas dentro do canteiro de obras, onde
eles guardam suas ferramentas e fazem seus descansos. Essas simples edificações que abrigam
os pedreiros e suas ferramentas nas construções são chamadas de “loge,LODGE[2], loggia,
logia” nos países de língua francesa, alemã, inglesa, italiana e espanhola.
A palavra na língua portuguesa que mais se aproxima desse significado não seria “loja” e sim
“alojamento”. Nossas Lojas Maçônicas são exatamente isso: alojamentos simbólicos de
construtores especulativos. Isso fica evidente ao se estudar a história da Maçonaria em muitos
países de língua espanhola, que algumas vezes utilizavam os termos “Alojamiento” em
substituição à “Logia”, o que denuncia que ambas as palavras têm o mesmo significado.
À luz dos significados dos termos que designam as Lojas Maçônicas em outras línguas,
podemos observar que a teoria amplamente divulgada no Brasil de que o uso da palavra “Loja”
é herança das lojas onde os artesãos vendiam o “handcraft”, ou seja, o fruto de seu trabalho
manual, além de simplista, é furada. Se fosse assim, os termos utilizados nas outras línguas
citadas teriam significado similar ao de estabelecimento comercial, se seria usado em
substituição às outras palavras que servem a esse fim.
Na próxima vez que você passar em frente a um canteiro de obras e ver à margem aquela
estrutura simples de madeira compensada ou placas de zinco, cheia de trolhas, níveis, prumos e
outros utensílios em seu interior, muitas vezes equipada também com um colchão para o
pedreiro descansar à noite, lembre-se que essa estrutura é a versão atual daquelas que abrigaram
nossos antepassados, os maçons operativos, e que serviram de base para nossas Lojas
Simbólicas de hoje.

References

1. ^ LODGE (omalhete.blogspot.com.br)
2. ^ LODGE (omalhete.blogspot.com.br)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/por-que-loja-maconica.html
#26

AS COLUNAS BOOZ E JACKIN

AS
COLUNAS
BOOZ E
JACKIN
Por Ir.'.
João
Anatalino
A
Maçonaria
especulativa,
da mesma
forma que a
antiga
Maçonaria
operativa,
inicia muitos
obreiros. E
assim como entre aqueles antigos mestres da Arte Real, também os modernos obreiros dessa
Augusta Arte não são todos eleitos, embora todos sejam iniciados. O obreiro da Arte Real hoje,
inicia-se como aprendiz e continua a ser eternamente um aprendiz. É no decorrer do
desenvolvimento da cadeia iniciática que o iniciado poderá obter ou não a sua iluminação. Essa
iluminação pode ser definida como uma Gnose, ou uma sensibilidade da verdadeira razão de ser
ele um maçom. Então terá conquistado o status conferido aqueles que se abrigaram junto ás
duas colunas sagradas do Templo de Salomão, e se abeberaram na fonte dos conhecimentos que
delas brotam e que se expressam nos nomes sagrados que Salomão deu á aquelas colunas: Booz
e Jackin.
Booz e Jackin eram os nomes das duas colunas de bronze que Salomão mandou fundir para
servir de pórtico para o templo. Booz deriva de Boaz, nome do patriarca hebreu que fundou a
dinastia do rei Davi. Casado com a moabita Rute, Boaz foi pai de Obed, que por sua vez gerou a
Isaí, ou Jessé , que foi pai do rei Davi. Na tradição hebraica, portanto, Boaz foi aquele que
fundou a família que iria, mais tarde, estabelecer o reino de Israel. Quanto a Jackin, trata-se,
provavelmente de um nome derivado do antigo alfabeto semítico, significando cofre,
esconderijo, receptáculo. Sabe-se que os antigos povos do vale do Jordão e do Eufrates
costumavam construir em seus templos e edifícios públicos certas colunas ocas para guardar
documentos importantes. A essas colunas eles chamavam Jackin. Essa tradição está de acordo
com as informações encontradas nas crônicas do profeta Jeremias, que dizem que as colunas do
templo de Jerusalém eram ocas. Com base nessa tradição, certos autores maçônicos inventaram
a lenda de que Salomão teria construído colunas ocas para servir de arquivos para guardar
documentos maçônicos.
O certo, entretanto, é que essas duas palavras, constantemente invocadas nos trabalhos das
lojas simbólicas, significam “ Estabilidade com Força”. As colunas Jackin e Booz tinham
dezoito côvados de altura (cerca de 9 metros), e eram encimadas por capitéis de cinco côvados
cada (2,5 metros), com romãs e medalhas por ornamento. A romã, como se sabe, entre os povos
orientais era uma fruta que tinha um alto valor simbólico. Representava o amor, a fertilidade, o
sexo. Os poemas do Cântico dos Cânticos, atribuídos a Salomão, muito se vale do simbolismo
da romã para representar a sensualidade da união entre os sexos.[1]
O templo maçônico procura reproduzir, no que é possível, o Templo de Salomão. O costume
de se colocar os Aprendizes do lado da coluna B e os Companheiros na coluna J consta de uma
tradição que diz que Adoniram, para pagar os trabalhadores do canteiro de obras, que eram
milhares, costumava separá-los por colunas. Os mestres (pedreiros, talhadores, escultores,
carpinteiros) eram pagos dentro do templo, daí o termo “ coluna do centro”, onde os mestres
maçons se colocam para assistir aos trabalhos em Loja. Os demais trabalhadores, por serem
muitos, tinham que ficar do lado de fora. Para facilitar o pagamento, que consistia na
distribuição de alimentos, roupas, utensílios de trabalho (luvas, aventais, ferramentas etc), eles
eram separados em grupos. Conforme os graus de profissionalização eram perfilados do lado
direito ou esquerdo do templo, o que correspondia ás colunas Jackin ou Booz, conforme o caso.
Daí o porque dos aprendizes, que no caso do canteiro de obras do rei Salomão eram os
cavouqueiros, os carregadores, os serventes de pedreiro, ficarem no lado correspondente á
coluna B (Booz) e os companheiros (ajudantes, talhadores, assentadores de pedras etc),
sentarem-se no lado da coluna J ( Jackin).
Flávio Josefo, em suas crônicas sobre as Antiguidades dos Judeus, capitulo III, item 6,
também se refere a essas duas colunas e seu significado. Diz aquele historiador que Deus
estabelecera o reino de Israel com estabilidade e força, e que tal composição duraria enquanto
os israelitas mantivessem o Pacto da Aliança com Ele. A força provinha do seu fundador Davi,
que estabelecera com sua competência militar o reino hebreu, e a estabilidade lhe tinha sido
dada por Salomão. Dessa forma, as colunas Booz e Jackin não tinham apenas um significado
religioso, mas também celebrava motivos políticos e heróicos, homenageando, de um lado Davi,
a força, de outro lado Salomão, a estabilidade, a sabedoria.
Muita tinta já rolou acêrca das colunas Booz e Jackin. Alguns autores desenvolveram
inclusive a tese de que as colunas ocas do templo de Salomão representavam símbolos fálicos,
tradição essa muito em voga entre as civilizações antigas. Elas seriam, segundo Curtis e
Madsem, uma projeção da Mazeboth, momumentos de pedra, que entre os fenícios
simbolizavam o órgão viril, pelo qual a fertilização da terra se processava. Com base nessa
interpretação “histórica”, esses autores concluem que as “duas colunas ocas, com seus globos
em cima, e os capitéis enfeitados com romãs, (fruta que simbolizava a fertilidade), nada mais
eram que símbolos fálicos disfarçados. Daí a razão de serem ocas, pois representavam o órgão
sexual masculino, também oco e encimado por globos”....[2]
Mais que os significados simbólicos que essas colunas possam ter, entretanto, talvez uma
interpretação pragmática possa nos dar uma explicação melhor. Booz, no alfabeto hebraico
significa firmeza e Jackin força. Talvez, com esses nomes, Salomão quisesse, na verdade,
indicar apenas disposições arquitetônicas. Significava que a estrutura do templo estava apoiada
sobre essas duas colunas com solidez e resistência. A conexão com os significados dos simbolos
fez o resto. Salomão, como todos os israelitas, acreditava nas promessas que Deus teria feito ao
seu povo através dos profetas. Deus dissera que “habitaria” no meio daquele povo. Construindo
um templo para Ele, estava, na verdade, selando essa promessa. Com isso Israel teria
estabilidade como reino porque a força do Senhor estaria com eles. As duas colunas
celebravam, dessa forma, uma crença firmemente estabelecida.
A tradição maçônica associou as duas colunas á sua própria liturgia ritual. Jackin e Booz( ou
Boaz) passaram a ser dois Mestres (Vigilantes), que imediatamente abaixo do Mestre Arquiteto
Hiram (Venerável), administravam os dois substratos de trabalhadores que serviam no canteiro
de obras do templo. Boaz tornou-se o Primeiro Vigilante e Jackin o Segundo. Daí a ritualística
segundo a qual o que o Venerável decide, o Primeiro Vigilante estabelece e o Segundo
confirma.[3]
Uma outra interpretação das duas colunas gêmeas é a de que elas simbolizam as duas colunas
de fogo e água que Jeová ergueu em frente das tropas do faraó, quando ele encurralou os
hebreus junto ao Mar Vermelho. Diz a Bíblia que o Senhor ergueu colunas de fogo que
impediam que os egípcios atacassem os hebreus enquanto eles cruzavam o mar. Depois, quando
eles já haviam saído do outro lado em segurança, o Senhor afogou as tropas do faraó lançando
sobre eles colunas de água. Salomão teria celebrado essa intervenção divina pela edificação das
duas colunas. Por isso, inclusive, é que nos antigos rituais de iniciação, as cerimônias de
purificação pelo fogo e pela água eram realizadas em frente aos respectivos altares onde se
postam os dois Vigilantes, símbolos das respectivas colunas. Esse simbolismo é ainda hoje
repetido, embora de forma sensivelmente modificada. Essa interpretação é a que consta dos
Primeiros Catecismos Maçônicos de 1725.[4]
[1] “Os teus lábios são como fita de escarlate: e o teu falar, doce. Assim é o vermelho da
romã partida, assim é o nácar de tuas faces, sem falar no que está escondido dentro.” Cântico
dos Cânticos, 4;3
[2] Alex Horne: O Templo do Rei Salomão na tradição maçônica, pg. 125
[3] Através das pancadas ritualísticas
[4] Alex Horne-op citado pg. 184
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/as-colunas-booz-e-jackin.html
#27

A MAÇONARIA E O LIVRO DE AMÓS

A MAÇONARIA E O LIVRO DE AMÓS


(*) Por Ir.'. Honório Sampaio Menezes,
Em um dos graus da maçonaria Amós é homenageado, citando-se em especial a terceira
visão do profeta (7:7)…eis que o Senhor estava sobre um muro levantado a prumo e tinha um
prumo na sua mão. E o Senhor me disse: Que vês tu Amós? E eu disse: Um prumo. Então disse
o Senhor: Eis que porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele.
O Profeta Amós era natural de Tecoa, pequena cidade distante cerca de 20km de Jerusalém e
9km de Belém, na Judéia. Não era da corte como Isaías, nem sacerdote como Jeremias. Era
simples homem de trabalho. Era pastor, boiadeiro, e cultivador de sicômoros. “Cultivador”
significa “podador” ou “picador” do fruto do sicômoro, uma espécie de figo selvagem comido
somente pelos mais pobres, fruta que só amadurecia quando picada.
Amós é o contemporâneo mais velho de Miquéias, Oséias e Jonas e foi o primeiro dos
profetas escritores. Seu nome significa “aquele que leva cargas pesadas”. Embora natural da
Judéia, profetizou contra Israel
Está em 4:1, “ouvi esta palavra vacas de Basã que estais no monte de Samaria, que oprimis
os pobres, que quebrantais os necessitados…”. O apelo por justiça é o tema mais conhecido
deste livro, porque evidencia a condenação de Deus aos que ficaram ricos através da corrupção.
Os cristãos do primeiro século aceitavam os escritos de Amós como Escritura inspirada. Por
exemplo, o mártir Estevão (At 7:42, 43; Am 5:25-27), e Tiago, irmão de Jesus (At 15:13-19;
Am 9:11, 12), mencionaram o cumprimento de algumas das profecias.
O livro de Amós pertence ao Antigo testamento da Bíblia, vem depois do Livro de Joel e
antes do Livro de Obadias. A profecia deste livro da Bíblia hebraica foi dirigida primariamente
ao reino setentrional de Israel. Pelo que parece, foi primeiro proferida oralmente, durante os
reinados de Jeroboão II e de Uzias, respectivamente reis de Israel e Judá, cujos reinados
coincidiram entre 829 e cerca de 804 a.C. (Am 1:1) Por volta de 804 a.C. foi assentada por
escrito, após a volta do profeta para Judá.
Vários eventos históricos confirmam as profecias de Amós, todas as nações condenadas por
ele foram, no devido tempo, castigadas. A própria grandemente fortificada cidade de Samaria
(capital do antigo reino de Israel, hoje entre a Cisjordânia e Israel) foi sitiada e capturada em
740 a.C., e o exército assírio levou os habitantes “para o exílio além de Damasco”, conforme
predito por Amós. (Am 5:27; 2Rs 17:5, 6) Judá, ao sul, recebeu igualmente a devida punição
quando foi destruída em 607 a.C. (Am 2:5) E, fiel à palavra de Jeová mediante Amós,
descendentes cativos tanto de Israel como de Judá voltaram em 537 a.C. para reconstruir sua
terra natal. (Am 9:14; Esd 3:1).
Amós, com os termos tsaddîq (justo), ‘ebyôn (indigente), dal (fraco) e ‘anaw (pobre),
designa as principais vítimas da opressão na sua época. Sob estes termos Amós aponta o
pequeno camponês, pobre, com o mínimo para sobreviver e que corre sério risco de perder casa,
terra e liberdade com a política expansionista deJeroboão II. É em defesa destes necessitados
que Amós vai profetizar.
Embora fosse um homem do campo, o profeta Amós possuía habilidade literária. Podemos
perceber isso pelo uso que o profeta faz de ironias em sua retórica e nos oráculos contra as
nações (Am. 1:3,6,9,11). Amós recusou-se a ser chamado de profeta evidenciando a sua ruptura
com as instituições formais de seu tempo: o palácio real e o templo (7:14-15).
Essa independência institucional permitiu a Amós proclamar a Palavra de Deus livremente
sem nenhuma preocupação com a opinião pública ou interesses escusos. Nada mais se sabe
sobre Amós. Alguns eruditos presumem que, após o pronunciamento de seus oráculos, tenha
voltado para Tecoa, editado e redigido suas palavras tal como as temos hoje. Outros ainda
afirmam que discípulos que o tenham seguido registraram seus oráculos.
Talvez o terremoto mencionado em 1:1 tenha despertado Amós a publicar seu texto uma vez
que o verso 9:1 parece indicar um cumprimento parcial da profecia a Israel, isto é, a revelação
do Senhor havia sido dada dois anos antes do terremoto citado (descrição do fato logo abaixo) e
a publicação dos seus oráculos aconteceu em um momento posterior. Este terremoto
provavelmente foi um acontecimento de grandes proporções, pois fora lembrado dois séculos
depois como o “terremoto dos dias de Uzias” (Zc. 14:5).
O ministério de Amós aconteceu entre os anos de 760 a 750 a.C. durante o reinado de
Jeroboão II no Reino do Norte (Israel) e de Uzias no Reino do Sul (Judá). Este foi um período
muito próspero para Israel e Judá pois não havia a ameaça da Síria, que havia sido vencida pela
Assíria décadas antes. Por sua vez a Assíria também passava por problemas internos em virtude
dos conflitos com a Síria, e não apresentava mais perigo.
O resultado deste ambiente de estabilidade política proporcionou condições para que os reis
Jeroboão II (Israel) e Uzias (Judá) expandissem novamente as fronteiras da Palestina chegando
nos mesmos limites dos reis Davi e Salomão (2 Rs. 14:25). Isso possibilitou a retomada do
comércio internacional e da agricultura proporcionando, desta forma, a estabilidade econômica
(Am. 4:1-3).
Entretanto, a segurança política e econômica favoreceu apenas os comerciantes e a corte,
pois o povo sustentava toda essa estrutura por meio da injustiça social e escravidão. O resultado
disso foi a miséria do povo (2 Rs. 14:26; Am. 2:6; 8:6).
Mesmo assim, a religiosidade era praticada por todos (Am. 4:4-5; 5:21-23), porém tornou-se
mecânica e distante da presença real de Javé. Amós, tal qual Isaías, enxergou além da
superficialidade econômica e social que beneficiava apenas alguns poucos em detrimento da
pobreza de muitos (Is. 3:13-15). Da mesma forma, o profeta Oséias, 10 anos depois, condenaria
de maneira enérgica estes mesmos pecados.
Para Amós, a prosperidade agrícola serviu apenas para comparar Israel com um cesto de
frutas maduras (uma de suas visões), prontas para a execução do julgamento divino (Am. 8:2-
3).
Todas as acusações contra as nações, incluindo Israel (Am. 2:6), eram baseadas em crimes
contra a humanidade. Apenas Judá foi acusada de rejeitar a Lei e desobedecer os decretos da
Aliança. Uma das características da escrita de Amós são seus oráculos visionários. O profeta
realmente havia visto o que deixou registrado, sua mensagem era viva e vibrante, pois Amós
falava daquilo com o qual estava acostumado. Amós também se utilizou da literatura lírica (Am.
5:1-2) e de doxologias (glorificação de Deus) (Am. 4:13; 5:8-9; 9:5-6) mostrando sua aptidão
poética e musical. Fórmulas de juramento (O Senhor, o soberano, jurou – 4:2), de proclamação
(Ouçam – 4:1) e revelação (o Senhor, o soberano, me mostrou – 7:1) são frequentemente
usadas.
Os oráculos condenatórios de Amós foram dirigidos para a corte real (governo), a nobreza
(empresários) e para o sacerdócio (religiosos). Cada oráculo é composto das características
comuns da denúncia profética, Javé falava, apontava o pecado, julgava e anunciava a punição.
Amós destacava os crimes propriamente ditos, e anunciava as condenações. A partir do capítulo
sete (aquele que citamos no início do texto, que a maçonaria ressalta), com as visões, não mais
acusação e sim é dada a ênfase no julgamento. A partir deste ponto o livro passa a descrever
julgamentos com a descrição detalhada dos pecados para justificar a punição inevitável. A
salvação não substituiria a punição, mas viria após a punição.
Amós resgatou as determinações da Aliança que incluía o aspecto ético em relação do
próximo como parte do amor a Deus. Por isso ele apela em favor de todos os pobres,
injustiçados e oprimidos pelos ricos, comerciantes desonestos, líderes corruptos, juízes sem
escrúpulos e falsos sacerdotes (4:1; 6:1,4; 7:8-9).
Amós fornece diretivas essenciais para a ação social da Igreja na comunidade onde está
inserida. De acordo com Amós, o povo escolhido de Deus deve primar pela justiça social como
um aspecto essencial da Aliança com Ele.
Para Amós, a injustiça social era reflexo da falta de importância que os israelitas deram às
estipulações da Aliança com Deus, e, além de não amarem ao próximo, não amavam a Deus em
primeiro lugar.
Na Terceira Visão, a do prumo (Am. 07 v. 07 a 09, observe o significado numérico também)
aparece Deus que testará Israel com um prumo; não há mais desculpa para Israel. Desta vez
Amós não intercede mais (como em outras ocosião intercedeu e amenizou a pena). Nesta
terceira Visão o profeta vê Javé verificando o alinhamento de um muro com um fio de prumo. O
muro simboliza Israel que está torto e deverá ser demolido para ser realinhado, porque muro
torto não tem conserto. Só derrubando. Desta vez Amós não intercede e a certeza do castigo
torna-se mais forte. O que de fato acontece anos mais tarde com a escravidão do povo judeu. Ao
todo Amós teve cinco visões, na última Javé (ele próprio) provoca um terremoto batendo nos
capitéis e destruindo o santuário (de Betel) matando quem ali estava que, na opinião de Amós,
havia se tornado um lugar de culto sem sentido, ocultando e amparando as opressões e injustiças
que se cometiam em Israel.
O livro de Amós termina com uma mensagem de esperança (9:11-15). Tal esperança foi
vislumbrada pelos judeus que, dois séculos depois, se encontravam cativos na Babilônia e
conscientes de se terem purificado do seu pecado, no amargor do exílio, acreditaram que apesar
de Deus castigar a Israel, Deus iria restaurar a nação, quando ela se voltasse a Deus novamente.
Essa profecia se cumpriu com a libertação e o retorno do povo judeu a sua terra natal, cuja
história é estudada em riqueza de detalhes em um dos graus superiores da maçonaria.
(*) Honório Sampaio Menezes, 33º, REAA, Loja Baden-Powell 185, GLMERGS, Porto
Alegre, RS, Brasil.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-maconaria-e-o-livro-de-amos.html
#28

A MAÇONARIA E O REI ATHELSTAN

MAÇONARIA E O REI ATHELSTAN


Tumba do rei Athelstan
A Maçonaria operativa, isto é, a dos pedreiros medievais, inicia sua história documentada no
século X com o Rei Athelstan, e a Maçonaria Especulativa, a moderna, começa oficialmente no
início do século XVIII com a fundação da Grande Loja de Londres, embora resulte de um
processo histórico ocorrido nos três séculos anteriores. Assim há sobreposição das duas
maçonarias durante os séculos XVI, XVII e XVIII, formando a um período chamado Maçonaria
de Transição ou simplesmente “Transição”.
As catedrais românicas e góticas, os grandes castelos e as fortificações, são monumentos da
arquitetura medieval vistos na Europa foram construídos por maçons operativos que eram os
mestres e os operários construtores da Idade Média. Esses maçons se organizaram em guildas,
comparáveis a cooperativas ou sindicatos modernos, tendo como principal finalidade proteger
os interesses da classe dos artistas construtores.
No século IX surge o nome do Rei Athelstan sendo citado como organizador da Maçonaria,
nos manuscritos conhecidos na história como Old Charges [Antigos Deveres]. Nicola Aslan
escreve rapidamente sobre Athelstan em seu livro “A Maçonaria Operativa”. As crônicas anglo-
saxônicas iniciadas ao final do século IX pelo Rei Alfredo, avô de Athelstan, e nos antigos
manuscritos é mencionada pela primeira vez oficialmente, na história da Maçonaria, a Lenda de
York, o príncipe Edwin e a Grande Assembléia de Maçons.
Etelstano (em inglês antigo: Athelstane ou Athelstan) foi o Rei dos Anglo-Saxões de 924 a
927 e depois Rei dos Ingleses de 927 até sua morte em 939. Ele era filho de Eduardo, o Velho e
sua primeira esposa Ecgvina. Historiadores o consideram como o primeiro Rei da Inglaterra e
um dos maiores reis anglo-saxões. Ele nunca se casou e foi sucedido por seu meio-irmão
Edmundo I. Etelstano foi criado no reino da Mércia por ordem de seu pai, como uma forma de
conseguir a lealdade deste rebelde país a dinastia Cérdico de Wessex. Com a morte do pai (em
17 de julho de 924), Etelstano foi proclamado de imediato rei da Mércia. Com a morte de seu
meio-irmão, o rei Etelvardo de Wessex (em 2 de agosto de 924), Athelstan é eleito como novo
soberano, sendo coroado em Kingston uponThames em 4 de setembro de 924.
Athelstan entregando um livro a São Cuteberto.
Ilustração de um livro gospel presenteado por ele ao
santuário do santo em Chester-le-Street,
o retrato de um rei anglo-saxão mais antigo já encontrado.
Athelstan é considerado como o primeiro rei inglês. Ele
alcançou êxitos militares consideráveis sobre seus rivais,
incluindo aos vikings, e estendeu seu domínio a partes de Gales
e da Cornualha. Sua maior vitória, sobre uma aliança inimiga
que incluiu Constantino II da Escócia, foi a batalha de
Brunamburgo, no outono de 937.
Athelstan não se casou e não teve filhos, embora tenha
criado Haakon como seu próprio filho (mais tarde Haakon I da
Noruega). Fez alianças com diversas casas reais da Europa
através de casamentos de suas meias-irmãs. Athelstan morreu
no palácio de Gloucester, em 27 de outubro de 939, aos 44 anos, sendo sepultado na abadia de
Malmesbury, em Wilshire. Não há nada em sua tumba já que as relíquias do rei provavelmente
se perderam na Dissolução dos Monastérios de 1539.
Athelstan criou um grande número de códigos legislativos, embora a lei escrita tinha pouco
uso prático na Inglaterra anglo-saxã ele foi ativo em regulamentações. Existiu um padrão nas
leis do reino de Athelstan não sendo leis casuais e sim organizando a sociedade da época.
A regulamentação da atividade maçônica através dos Antigos Deveres foi muito importante
para os profissionais talhadores da pedra, e também importante para a maçonaria moderna, pois
serviram de base para a elaboração do Regulamento Geral e dos Deveres de um Maçom, as
partes mais importantes do Livro das Constituições da Grande Loja de Londres, em 1723.
A história da primeira regulamentação das guildas dos maçons no reinado de Athelstan, a que
os manuscritos se referem, com muita clareza, tem bases históricas seguras, e hoje constituem
documentação fidedigna sobre a antiguidade da maçonaria.
Fica demonstrada a profunda relação entre a regulamentação da Maçonaria Operativa,
iniciada pelo Rei Athelstan, e o surgimento do Reino Unido da Inglaterra ao final do Século IX
e início do século X.
A maçonaria moderna, conhecida como Maçonaria Especulativa, preservou as tradições
culturais da Maçonaria Operativa, como os deveres dos associados, os regulamentos, os rituais,
os simbolismos e, principalmente, o sentimento de solidariedade e fraternidade.
Honório Sampaio Menezes,33º do REEA, Loja Baden-Powell 185, GLMERGS, Brasil.
Fontes de informação:
Aslan, Nicola. A Maçonaria Operatica .
Peres, Ambrosio. O manuscrito Régio e o Livro das Constituições. Ed A trolha.
Giordani, Mario Curtis – História do Mundo Feudal Vol I.
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#29

OS TEMPLÁRIOS NÃO FORAM BANIDOS DA IGREJA

OS TEMPLÁRIOS NÃO FORAM BANIDOS DA IGREJA


Por Olivier Tosseri
Cavaleiros da ordem são queimados por Filipe IV
Pressionado pelo rei da França, o papa Clemente V não teve escolha senão excomungar esses
monges-soldados acusados de sodomia, blasfêmia e idolatria, certo? Errado!
Em meados do século XIV, os Templários foram perseguidos por toda a Europa, e sua ordem
de fato foi dissolvida. No entanto, esses cavaleiros nunca foram excomungados pela Igreja de
Roma.
Criada em 1119 pelo francês Hugo de Payens, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do
Templo de Salomão, ou simplesmente Ordem dos Templários, foi concebida com a função de
proteger os peregrinos que partiam para Jerusalém durante o período das Cruzadas. Cerca de
dois séculos depois, o grupo já era considerado uma potência militar, ostentando um contingente
de aproximadamente 15 mil homens, e financeira. Os cavaleiros estavam entre os principais
proprietários de terras do período, donos de numerosos feudos e de uma rede própria de
mosteiros.
A ordem mantinha negócios com todos os grandes senhores da Europa medieval, além de
constantemente emprestar dinheiro para a Igreja e gerir alguns de seus bens. Entre seus
“clientes” estavam figuras ilustres como o rei João I da Inglaterra (1166-1216) e Filipe IV, o
Belo (1268-1314), soberano da França e principal artífice da destruição dos Templários. Sua
ofensiva contra a ordem tinha dois objetivos: a ampliação dos domínios do reino francês e o
enriquecimento de seu Tesouro.
Na manhã do dia 13 de outubro de 1307, uma operação lançada secretamente pelo
conselheiro real Guilherme de Nogaret resultou na prisão de todos os Templários da França. Os
membros da ordem foram interrogados sob tortura e entregues aos inquisidores dominicanos,
que os condenaram por heresia, apostasia (afastamento da doutrina pregada pela Igreja),
idolatria e sodomia. Alguns foram condenados à morte na fogueira. Chocado com as confissões
obtidas pelos lacaios de Filipe IV, o papa Clemente V (1264-1314) determinou a prisão de todos
os Templários da cristandade.
Biblioteca Britânica, Londres
Cavaleiros da ordem são queimados por Filipe IV Criaram-se comissões eclesiásticas para
investigar os membros da ordem, e, em 1311, um concílio se reuniu na cidade francesa de
Vienne para avaliar as informações coletadas e julgar os cavaleiros. A culpabilidade do grupo
ficou longe de ser uma unanimidade, e alguns dos presentes propuseram que ele fosse
reformado, não abolido. Temendo um conflito com o rei da França, Clemente V demorou a
tomar uma decisão.
Finalmente, em meados de 1312, o papa foi informado de que Filipe, o Belo, estava
marchando em Lyon com o seu exército. Vencido pelo medo, o pontífice assinou no dia 3 de
abril a bula Vox in excelso, simplesmente suprimindo a Ordem do Templo, sem condená-la.
Outra bula, chamada de Ad providam, decretou que os bens do grupo fossem transferidos para
os beneditinos da Ordem de Malta. Por fim, uma terceira bula anunciou que o papa se
encarregaria de julgar os acusados, mas eles não seriam excomungados.
Em países como Inglaterra, Espanha, Portugal e Alemanha, os Templários foram
inocentados. Na França, absolveram-se aqueles que reconheceram seus erros. Assim, Filipe IV
fracassou em seus planos de espoliação total dos bens dos Templários em proveito próprio. No
entanto, o rei francês conseguiu prender o grão-mestre Jacques de Molay, que foi queimado
vivo em Paris no dia 19 de março de 1314.
FONTE: HISTÓRIA VIVA
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da.html
#30

TEMPLÁRIOS CUSTODIARAM MANTO DE TURIM, CONFIRMA PERITA

TEMPLÁRIOS CUSTODIARAM MANTO DE TURIM, CONFIRMA PERITA


Bárbara Frale, uma perita italiana estudiosa da desaparecida Ordem dos Templários, precisou
em um recente artigo que estes cavaleiros medievais custodiaram durante um século o Manto de
Turim, para que este não caísse em mãos dos hereges da idade Média como os cátaros.
Em seu livro com o título "Os templários e a Síndone de Cristo", Frale dá a conhecer os
detalhes que sustentam esta afirmação a partir de seus estudos no Arquivo Segredo Vaticano que
recentemente deu a conhecer o "Processo contra os templários".
mais...
Neste processo, explica a perita italiana, aparece uma história em que se relata que em 1287
um jovem de boa família chamado Arnaut Sabbatier ingressou na ordem e após sua admissão
foi levado a um lugar privado do templo para que venerasse o Manto de Turim beijando-o três
vezes os pés. Segundo Frale, este desconhecido episódio para os historiadores oferece mais
detalhes a sua investigação.
Em 1978, prossegue Frale "um historiador de Oxford, Ian Wilson, reconstruiu as peripécias
históricas da Síndone, precisando que esta foi roubada da capela dos imperadores bizantinos
durante o tremendo saque consumado durante a quarta cruzada em 1204" e comparava este
dado com o fato que os templários "adoravam secretamente um misterioso 'ídolo' no que se
apreciava a um homem barbado".
Barbara Frale precisa depois que "graças a uma série de indícios, o autor (Wilson) sugeria
que o misterioso 'ídolo' venerado pelos templários não era outro que a Síndone de Turim,
colocada em uma urna especial que era feita de modo que só se pudesse ver o rosto, venerada
absolutamente em segredo assim que sua mesma existência ao interior da ordem era um fato
muito comprometedor: o objeto tinha sido roubado durante um horrível saque, sobre cujos
autores o Papa Inocencio III tinha declarado a excomunhão. O Concílio Lateranense em 1215 já
tinha sancionado a mesma pena para o tráfico de relíquias".
Para Wilson, precisa Frale, os "anos escuros" nos que não se sabe nada do Manto de Turim,
correspondem a aqueles nos que foi "custodiada absolutamente em segredo pelos templários".
Em resumo, diz logo a perita italiana "os templários procuraram a Síndone para conjurar o
risco de que sua própria ordem sofresse a mesma contaminação herética que estava afligindo a
grande parte da sociedade cristã de seu tempo: era o melhor antídoto contra todas as heresias",
como a dos cátaros que afirmavam que Cristo não tinha um corpo humano nem sangue, não
tinha sofrido a Paixão, não tinha morrido nem ressuscitado.
Por isso, ter uma relíquia com rastros de sangue, que se podia "ver, tocar e beijar", continua
Frale em um artigo de L'Osservatore Romano, era algo que "para o homem da idade Média não
tinha preço, algo muito mais capitalista que um bom sermão", algo que os Papas entenderam
bem, "por isso se compreendem iniciativas como a de Inocencio III que promoveu o culto à
Verônica ou a de Urbano IV que solenizou o milagre (eucarístico) de Bolsena instituindo a festa
do Corpus Domini".
"Este livro – uma reconstrução de corte histórico-arqueológico que não entra em questões
teológicas– representa a primeira parte de um estudo dedicado a Síndone que se complementará
com um segundo volume em preparação de imprensa: A Síndone de Jesus Nazareno", conclui.
Outros livros da Barbara Frale são "A última batalha dos templários. Do código de
obediência militar à construção do processo por heresia" (2001), "O Papado e o processo aos
templários. A inédita absolvição de Chinon à luz da diplomacia pontifícia" (2003), "Os
Templários" (2007); e "Notícias históricas sobre o processo aos templários" (2007).
Fonte: ACIDIGITAL
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turim.html
#31

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS
DE HÉRCULES
Os doze trabalhos a que
Hércules foi submetido, pela
ordem, são os seguintes:
1- Destruir o leão de Neméia
Esse primeiro trabalho de
Hercules simboliza a coragem e
a sagacidade que o homem
deve ter para vencer
dificuldades que, a principio,
parecem insuperáveis. Os
gregos antigos encareciam tais
virtudes em suas iniciações.
Nada devia parecer impossível
a um verdadeiro homem,
nenhuma dificuldade era
insuperável, e a falta de
recursos não podia ser invocada
como desculpa para que ele não
lutasse. Por isso os gregos
superaram as próprias
condições geográficas de sua
terra, reconhecidamente pobre,
e criaram as bases do mundo moderno.
As lutas para superar os nossos vícios, nossas paixões, que são os monstros que devoram
nossas virtudes, devem ser travadas sem quartel. Mesmo que a vitória pareça improvável, nunca
devemos desistir de lutar, como Hércules na lenda grega, ou o Quixote, no genial conto de
Cervantes. E depois de vitoriosos, são as memórias dessas lutas que nos tornam cada vez mais
fortes para superarmos as novas dificuldades que surgirão. Porque a luta pelo aprimoramento
moral e espiritual do homem deve ser continua.
2- A hidra de Lerna
A segunda tarefa de Hércules foi a destruição da Hidra de Lerna, monstro horripilante,
semelhante a uma serpente de várias cabeças, que, a cada vez que uma delas era cortada, outra
brotava imediatamente no lugar. Esse monstro habitava num pântano fétido e sombrio,
devorando todos aqueles que se aventuravam a atravessá-lo.
O simbolismo da Hidra de Lerna é particularmente interessante, e tem muito a ver com a
prática da Arte Real. Desde os primeiros graus da Maçonaria Azul, nas Lojas simbólicas,
afirma-se que o propósito do maçom ao freqüentar uma Loja é submeter suas paixões e cavar
masmorras aos vicios. E todo o desenvolvimento da cadeia iniciática da Ordem jamais deixa de
salientar que é esse o objetivo da iniciação maçônica.
Ora, o simbolismo da hidra é exatamente esse. O monstro, habitante de um pântano
medonho, é possuidor de diversas cabeças indestrutíveis, que simbolizam os diversos vícios que
se propagam pelo corpo e pela mente humana e não podem ser destruídos individualmente, pois
a cada vez que um deles é cortado, outro surge em seu lugar.
Para liquidar o monstro, Hércules usa uma estratégia que revela, também, profundos
ensinamentos iniciáticos. Ele vai cortando as cabeças dele com a espada e, ao mesmo tempo,
cauteriza as feridas com fogo para que elas não possam renascer novamente. A espada é a arma
que simboliza o combate espiritual, razão porque a Maçonaria a utiliza em todos seus rituais. O
fogo, que representa a purificação, é o elemento que impede que o vicio, uma vez extirpado,
retorne.
Por isso toda iniciação sempre evoca uma passagem pelo fogo para fins de purificação. São
João Batista, ao se referir ao ministério de Jesus, diz que “Ele vos batizará com o Espírito Santo,
e com fogo” o que significa que a purificação definitiva deve ser feita por esse elemento. Isso
quer dizer que não basta “extirpar “ o vício; é preciso também cauterizar o ferimento que ele
provocou no psiquismo do homem, para que ele não retorne como a cabeça da Hidra de Lerna.
3- O javali de Erimanto
Na Arcádia, região pastoril da antiga Grécia, famosa por suas bucólicas paisagens, havia um
monstruoso javali, que Hércules deveria capturar vivo e trazer ao rei de Argos. Essa criatura
fantástica assustava os pastores e destruía suas florestas, pois nutria-se das glandes dos
carvalhos, impedindo sua reprodução.
O simbolismo dessa tarefa é bastante apropriado á filosofia maçônica. O javali é o símbolo
do poder espiritual. Na tradição druida ele representa a força do espírito, enquanto que o urso é
o símbolo da força temporal. Na religião celta, naturalista por excelência, cada animal
representava uma espécie de manifestação de força da natureza. Essa crença sobreviveu na
tradição de muitos povos, que adotaram como símbolos os mais diversos animais para
representar suas qualidades, como por exemplo, a Inglaterra com o leão, a Rússia com o Urso,
os Estados Unidos com a águia etc. O maçom deve procurar sempre submeter suas paixões pelo
constante progresso que faz nos ensinamentos da Maçonaria. Essa, inclusive, é a resposta que
ele dá ao trolhamento que lhe é feito por ocasião de visitas a Lojas irmãs.
Perguntado sobre o que busca em sua visita a determinada Loja, ele responde que “vem
submeter suas paixões e fazer novos progressos na Maçonaria”. É através do controle do
próprio espírito que o maçom se fortalece. Ele conquista o poder espiritual a que apenas um
verdadeiro iniciado pode aspirar.
4 – A corça de Cerinia
Após escalar mais um degrau na escala iniciática, pela conquista do poder espiritual,
Hércules foi encarregado pelo rei de Argos de capturar, viva, uma das cinco corças de Cerinia,
que vivia no monte Liceu. Eram animais sagrados que tinham os pés de bronze e os chifres de
ouro, rápidas e de grande porte. Hércules perseguiu uma delas durante um ano, e finalmente
conseguiu capturá-la. Dois deuses, Apolo e Artemis tentaram tomar-lhe o troféu, mas Hercules
não o consentiu.
Ela é, portanto, a sabedoria aliada á meiguice e á sensibilidade, virtudes imprescindíveis
naqueles que buscam a realização de uma espiritualidade de nível superior.
5- As aves do Lago de Estinfalo
Numa floresta escura ás margens do lago Estinfalo, situada na região da Arcádia, viviam
certas aves de porte gigantesco, que viviam devastando as plantações e matando as pessoas com
os dardos envenenados que faziam de suas penas. Como se escondiam nos recantos mais
escuros da floresta, era difícil desalojá-las de seus esconderijos. Hércules pediu ajuda á deusa
Atena e esta mandou o demônio Hefesto fundir-lhes umas castanholas de bronze que
provocavam um barulho ensurdecedor. Dessa forma, Hércules fez com que as aves deixassem
os esconderijos e pode matá-las com flechas envenenadas com sangue da Hidra de Lerna.
A interpretação mais corrente desse mito iniciático é a que as aves do Lago Estinfalo são os
desejos múltiplos e perversos que saem do inconsciente, para tentar evitar que o iniciado
continue seu caminho na busca da iluminação. Delas diz o mito grego que seu vôo obscurecia o
sol. E é exatamente isso que os desejos profanos fazem. Se não adequadamente combatidos,
toldam a luz que guia o homem na sua jornada para o aprimoramento espiritual.
6- Os estábulos do Rei Algias.
O rei Algias era o rico monarca de Elis, uma cidade no Peloponeso. Possuía um grande
rebanho de animais, que guardava em imensos estábulos. Como não os mandava limpar a trinta
anos, o acúmulo de estrume exalava fedor e pestilência por toda a região, despertando a ira dos
reinos vizinhos. Eristeu ordenou a Hércules que limpasse os estábulos do rei Algias mesmo
contra a vontade dele.
A interpretação simbólica mais comum desse trabalho é que o acúmulo de maus pensamentos
acaba por tornar a mente humana um território fétido e pestilento, degenerando em doenças
diversas que fazem do individuo um estorvo e um constrangimento, não só para a família, mas
também para toda a sociedade. É preciso que a mente seja limpa e irrigada com “ água pura”
constantemente, para que não pereça numa situação semelhante aos estábulos do Rei Algias. O
rio é constante, perene, representa fertilidade, regeneração e movimento. A mente humana deve
ser como ele, não pode ficar estagnada. Não devemos jamais deixar que nela se acumulem maus
pensamentos, lembranças de desejos não satisfeitos, inveja, ciúme, rancores, etc. Esses
sentimentos são estrumeira que devem ser lavados constantemente.
7- O touro de Creta
O sétimo trabalho de Hércules foi sua vitória sobre o terrível touro de Creta. Esse animal
fantástico tinha sido enfeitiçado pelo Deus Possidon, para castigar o Rei Minos, de Creta, por
este não ter cumprido sua promessa de sacrifica-lo em sua homenagem.
O touro simboliza a força e a violência que devem ser conquistadas pela razão e a sabedoria.
Muitas vezes os homens deixam de cumprir seus deveres e, em conseqüência, atraem sobre si e
a sociedade em que vivem, os males da violência e do crime, que nada mais são que a
pretendida realização das nossas necessidades e desejos da forma mais vil. Essa alegoria nunca
foi mais bem empregada do que nos dias atuais em que assistimos ao aumento da violência de
uma forma tal como nunca se viu antes. E tudo isso, na nossa opinião, é motivado pelas
péssimas condições sociais em que vive o nosso povo, cada vez mais incapacitado de obter, por
meios normais, as coisas que necessita para viver. E assim, ao se encontrar cada dia mais pobre,
e pressionado por uma mídia que o incita ao consumo, parte ele para a violência, tentando obter,
á força, aquilo que não conseguiu através do trabalho honesto.
8 – As Éguas de Diomedes
Diomedes era rei da Trácia. Possuía quatro éguas (Podarga, Lampona, Xanta e Dina), que se
alimentavam de carne humana. Eristeu encarregou Hércules de acabar com essa prática
selvagem e trazer as éguas para Argos.
Esse mito simboliza o fato de que na vida humana há muita perversidade. Há homens que
devoram outros para satisfazerem seus instintos mais vis. Os perversos, quando vencidos,
morrem por si mesmos, destruídos pelos próprios inimigos que criou, ou por outras feras iguais
a eles. Mas nesse processo ocorre também a morte da beleza, da inocência e da pureza
simbolizadas pela rainha Alceste. O trabalho do iniciado é resgatar desse tipo de “ morte” moral
, as pessoas boas e puras que são vítimas dessa perversidade.
9- O Cinturão da Rainha das Amazonas.
Hipólita, rainha das temíveis guerreiras amazonas, ganhara do Deus Áries um cinturão
mágico que lhe conferia enorme poder. A filha do rei Euristeu, que também era sacerdotisa da
Deusa Hera, exigiu que Hércules obtivesse para ela o cinturão de Hipólita.
São várias as interpretações desse trabalho de Hércules, algumas das quais, inclusive, já
renderam especulações da mais alta envergadura intelectual. Na conclusão extremamente
chauvinista de Paul Diel, por exemplo, as “ amazonas são mulheres assassinas de homens”, ou
seja, são o tipo que buscam substitui-los em tudo, deles não necessitando para mais nada, além
do prazer sexual. A esse tipo de mulheres deve o herói oferecer combate, pois representam a
concupiscência que prejudica a evolução do espírito.(...)
Na verdade, porém, o ensinamento iniciático que o cinto de Hipólita encerra é que esse cinto
é representativo de poder. Quer dizer que os gregos antigos acreditavam que o poder da mulher
era exclusivamente fundamentado na sua capacidade de procriar e dar prazer sexual. O cinto é
uma alegoria, representativa da função sexual feminina. Conquistá-la, dominá-la, era condição
para que o iniciado pudesse prosseguir na escalada para o seu aprimoramento espiritual, já que
jamais poderia fazê-lo sem que sua descendência estivesse garantida e sua satisfação sexual
normalmente satisfeita. (...)
Nossa tese é a de que esse trabalho de Hércules não pode ser interpretado, abstraindo todas
as aventuras que o herói viveu até obtê-lo e entregá-lo á sacerdotisa da deusa Hera. Na verdade,
além dos aspectos psicossociais, políticos e iniciáticos apontados pelos autores acima citados,
existem outros, de ordem moral, sociológica e histórica nesse mito, que merecem ser
comentados ainda que de passagem. Quanto aos aspectos morais, no que importa aos
ensinamentos do grau, entendemos que ele evoca a prática de diversas virtudes, sem as quais
nenhum aprimoramento pessoal é possível. O primeiro, sem dúvida, está ligado ao
comportamento sexual do individuo. (....)
Não existe vida humana sem atividade sexual, não há continuidade de existência sem
reprodução assexuada. O sexo não pode ser tratado, portanto, como mera atividade lúdica,
destinada simplesmente á obtenção de satisfação física. E nesse sentido, a mulher que procura a
dominação, que utiliza como arma para aquisição de poder material, esse sagrado atributo que é
a capacidade de procriar, utiliza indevidamente uma faculdade que lhe foi dada pelo Criador.
Isso faz do sexo um elemento de discórdia na humanidade, quando deveria sê-lo de união.
Essa questão precisa bem entendida para que não inspire entendimentos equivocados. É
sabido que entre a elite da Grécia antiga, por exemplo, o homossexualismo era um
comportamento comum. Não temos elementos para comprovar nossa dedução, mas acreditamos
que a própria visão dos filósofos gregos a respeito das mulheres e das questões sexuais
justificam esse fato. Na verdade, como bem viu Bachofen, as culturas que emergiram a partir da
reorganização dos povos, ocorrida após o Dilúvio, são conseqüências da vitória do patriarcado
sobre o matriarcado. A mulher, no inconsciente dos homens, a partir daí, sempre apareceu como
uma espécie de inimiga que é preciso manter sobre rigoroso domínio. Não só a cultura grega,
como também a própria cultura hebraica, nos dá uma mostra desse preconceito irracional contra
a mulher, a julgar pelas próprias crônicas bíblicas.
A tese de Bachofen, por sua importância na interpretação desse tema, justifica a síntese que
nos propomos a fazer abaixo:
Bachofen, interpretando o mito de Édipo, reconhece a supremacia feminina no processo
genealógico humano. Pelo fato de somente a mãe deter a certeza da origem de um filho, num
passado ainda não devidamente recenseado pelos historiadores, as mulheres teriam exercido a
supremacia social e familiar, sendo também sacerdotisas e chefes militares. Foi, portanto, o
primado do Matriarcado, cuja memória ainda persistia na consciência dos povos quando a
história começou a ser escrita. É a partir dessa data que as divindades supremas começam a ser
representadas por figuras masculinas, o que coincide com o surgimento das religiões
monoteístas do Oriente e o começo da deificação dos heróis na Grécia. Essa luta entre
matriarcado e patriarcado transparece na composição para diversos mitos gregos, como a luta de
Hércules contra as amazonas, e é também, o ponto central da famosa tragédia de Ésquilo,
Oréstia. (....)
A tese de Bachofen opõe claramente dois elementos culturais: matriarcado e patriarcado.
Mas releva também suas diferenças. Enquanto o matriarcado destaca os laços de sangue, o
vinculo do homem com a natureza, o saber intuitivo, uma relação de fundo mais sentimental
com o universo, o patriarcado impõe uma noção de vida alicerçada na razão, na força, na
dominação. É uma visão de conquista, de superação do ambiente, em vez de cooperação e
participação, de integração a ele como elemento próprio e não como seu dominador.
Bachofen conclui que a vitória do patriarcado instituiu também na cultura humana o
sentimento de diferenciação, de identificação e de qualificação, pois enquanto o matriarcado
considerava todos os homens iguais em virtude das mesmas condições de nascimento, sem
distinção de qualquer qualidade entre eles, o patriarcado valorizou a autoridade, a diferença
provada pela qualidade individual, a hierarquia encimada pelos melhores. O amor materno não
é somente mais terno como também mais geral e universal... Seu principio é a universalidade,
enquanto o principio patriarcal é o das restrições... A idéia da fraternidade universal do homem
tem suas raízes no principio da maternidade, e justamente essa idéia se desvanece com a
formação da sociedade patriarcal. A família patriarcal é um organismo fechado e limitado. A
família matriarcal, pelo contrário, possui aquele caráter universal com o qual se inicia toda
evolução e caracteriza a vida materna, em combinação com a espiritual imagem da Mãe-Terra,
Démeter. O ventre de toda mãe dará irmãos e irmãs ao ser humano, até que, com o
estabelecimento do principio patriarcal, essa unidade se dissolve e é suplantada pelo principio
da hierarquia. " (...)
Nas sociedades matriarcais," diz ele, " esse princípio encontrou expressões freqüentes e até
mesmo formuladas legalmente. Ele é a base do principio da liberdade e igualdade universais
que constatamos ser um dos traços básicos nas culturas matriarcais... A ausência de desarmonia
interior, um anelo pela paz...uma benevolência terna que ainda podemos ver na expressão facial
de estátuas egípcias que impregnam o mundo matriarcal... "(5)
A análise de Bachofen comporta, como se vê, uma defesa apaixonada do matriarcado,
implicando numa valorização social e política da mulher, não só como companheira e
coadjuvante, como querem alguns intérpretes da Bíblia, mas sim, como sócias majoritárias de
um processo que envolve o surgimento, a manutenção e o desenvolvimento da sociedade
humana.
Para o catecismo maçônico, conforme entendemos, essa visão tem profundas implicações
morais. Conquistar o cinturão de Hipólita implica, não na destruição do poder feminino, mas
sim, na sua sacralização A partir da valorização da família, o respeito á mulher e a sua devida
apreciação, como elemento mais importante do processo genético que garante a vida da
humanidade, se recompõe a justiça e se elimina um preconceito comum, alimentado, inclusive
em certos meios maçônicos, que vê a Fraternidade dos Obreiros da Arte Real como um círculo
de interesses exclusivamente masculinos.
O fato de a Maçonaria ser uma congregação essencialmente masculina tem raízes históricas,
derivadas principalmente de suas influências filosóficas (herméticas), e militares (cavalarianas
especialmente), mas não comportam elementos de preconceito contra as mulheres. A Maçonaria
não é apenas um conjunto de irmãos que se reúnem num local chamado Loja. A Loja são os
irmãos e suas famílias, suas esposas, filhos e parentes. O homem está na mulher como a mulher
está no homem. Não há qualquer evolução possível em caminhos separados, em divisões de
virtudes específicas para um e outro sexo. Não cabe exclusividade aos homens em relação á
certos atributos, como força, segurança, competência para comandar etc. nem as mulheres são
mais capazes de desenvolver o lado sutil do psiquismo humano. Ambos tem qualidades e
atributos que se completam na união dos sexos.
(....)
10- Os bois de Gerião.
Gerião, ou Gericom, era um gigante monstruoso, descendente de uma estirpe de monstros,
que incluia a famosa e terrível Medusa, que era sua avó. Sua aparência era terrível. Possuía três
troncos e três cabeças, que se bifurcavam logo acima dos quadris. Era dono de um imenso
rebanho de bois vermelhos, que eram guardados por um pastor, também monstruoso, e um cão,
da mesma espécie. Ele vivia numa ilha muito distante, além do Imenso Oceano.
(....)
O significado iniciático dessa tarefa tem a ver com a missão do filho do homem, ou seja, a de
resgatar, das mãos de um rei malvado, (que é o vicio), o rebanho sagrado (que é a humanidade).
Por isso ele é o filho da luz, aquele que foi engendrado no seio da sua mãe virgem, sem o
concurso de um pai terreno.
O filho do homem, por ter sido engendrado sem o concurso de um pai terreno é também o
filho da viúva, já que teve que ser gerado pelo próprio Deus, pois que Ele não encontrou na terra
um único “ homem digno’ para dar descendência a esse novo arquétipo. O homem digno, em
consequência da queda, estava morto. Esse é um dos significados do simbolismo contido no
expressão "filho da viúva," aplicada comumente aos maçons.
Essa expressão era utilizada nas antigas iniciações nos Mistérios Egipcios. Filhos da Viúva
eram todos aqueles que se iniciavam naqueles mistérios, pois eram todos filhos de Ísis, a esposa
viúva do deus morto Osiris. Na tradição da Maçonaria, a expressão "Filhos da Viúva" serve
tanto para designar os Templários “órfãos” em relação á morte de seu “pai” , o Grão-Mestre
Jacques de Molay, quanto os partidários dos Stuarts em relação á morte de seu rei Carlos I,
decapitado pelo Parlamento. A viúva daquele rei teria organizado a resistência, sendo a maioria
dos seus partidários constituídos de maçons.(7)
(....)
Filho da Viúva é também Jesus Cristo, cujo pai, José, morreu quando ele era ainda uma
criança. Como Jesus consagrou Maria como Mãe de toda a Cristandade, os cristãos são todos,
filhos da viúva. Filhos da Viúva, também, de acordo com outros autores, eram os filhos dos
soldados cruzados que embarcavam para a Terra Santa e lá morreram em defesa da fé.
Na dura empreitada a que se entrega, quantos não são os trabalhos, os perigos que tem que
enfrentar o "filho da viúva"? Quantos não são os inimigos que se precisa vencer, quantas não
são as próprias perdas que contabiliza? O filho do homem, (ou filho da viúva), é como o herói
Hércules que sai da ilha de Eritia com um rebanho inteiro e perde pelo caminho mais da
metade..
11- O cão de duas cabeças
Este é, talvez, uma das tarefas de maior valor iniciático entre todos os trabalhos realizados
por Hércules. Para realizá-la ele teve, inclusive, que iniciar-se nos Mistérios de Elêusis para
aprender a entrar e sair com segurança do mundo dos mortos. Conta-se que Teseu, o herói de
Atenas, e que tantas aventuras viveu ao lado de Hercules, foi levado para o Inferno (Hades), por
conta de maquinações de seus inimigos e lá encarcerado vivo. A Hércules coube o encargo de
invadir o mundo dos mortos e libertar o amigo. Guiado pelos deuses Hermes e Atena, o herói
desceu ao Hades, enfrentando
A simbologia desse trabalho tem, como já se disse, um alto valor iniciático. Em primeiro
lugar releva-se o fato de que o herói precisa iniciar-se nos Mistérios de Elêusis para aprender “ a
entrar e sair do mundo dos mortos”. Nessa prática está resumida a mais profunda lição do
ensinamento iniciático que é a catábase, (a morte simbólica, a descida ao túmulo, a volta ao
estado inicial de matéria amorfa, o mergulho no subconsciente), e a anábase , que é a subida, a
ascensão, o vôo para a luz, a ressurreição, a aquisição de um estado superior de consciência, o
auto conhecimento, conforme expresso no Oráculo de Delfos, e que se constitui na máxima que
resume toda a filosofia: “ conhece-te a ti mesmo”.
Por isso, a tarefa hercúlea, representada pela descida do herói aos infernos, para ali recuperar
seus amigos, ainda vivos, é bastante significativa. Esse é, efetivamente, o trabalho do iniciado, o
trabalho daquele que, através da prática iniciática, encontrou o auto- conhecimento e aprendeu a
entrar e sair do mundo da inconsciência, onde medram todos os monstros, fantasmas e
demônios, que constantemente sobem á superfície para nos desviar de nossos caminhos.
É, aliás, para isso que serve prática iniciática, e essa é também a função da verdadeira fé. Os
iniciados devem estar dispostos a arrostar mesmo os perigos do inferno quando se tratar de
socorrer, de resgatar seus irmãos que estiverem lá acorrentados e que por suas próprias forças
não conseguem se libertar. E não pode temer os monstros que encontrará, os perigos que terá
que enfrentar, nem dificuldades que terá que superar. E, como o herói da lenda, muitas vezes
terá que conviver com a decepção de ter que devolver aos infernos os troféus que de lá resgatou.
É que o destino das pessoas e o controle dos acontecimentos não está, na verdade, nas mãos dos
homens, mas pertence unicamente ao Grande Arquiteto do Universo. Mas, ainda assim, o herói,
como o maçom, jamais poderá furtar-se de cumprir sua missão, pois para isso foi escolhido,
para isso foi submetido a uma iniciação.
12- As maças douradas do Jardim das Hespérides.
Os trabalhos de Hércules não podiam terminar de ouro modo. Essa tarefa simboliza, na
verdade, a apoteose final de toda cadeia iniciática. Representa a aquisição do conhecimento, do
símbolo da ciência, da Gnose final, capaz de dar ao iniciado aquele estado superior de
consciência, que buscou desde o inicio quando iniciou a sua escalada, a sua “subida pela Escada
de Jacó”.
As maçãs douradas do Jardim das Hespérides eram os frutos sagrados que Hera, a esposa de
Zeus, dele recebera por ocasião de suas núpcias. Ela os plantou num jardim lá pelos lados do
extremo ocidente, próximo do local onde o gigante Atlas escorava a abóbada celeste em suas
costas. (...)
Não é preciso especular muito para se interpretar esse grandioso mito. Na verdade, na
simbologia comum da maioria dos povos, a sabedoria tem sido comparada a frutos de ouro,
guardados ciosamente pelos deuses. E os homens nunca deixaram de cobiçá-los e tentar se
apropriar deles. A própria Bíblia se utiliza desse símbolo para dar a entender que o pecado que
causou a queda do homem foi ao fato do casal humano ter comido, indevidamente, o “ fruto do
conhecimento do bem e do mal” que Deus plantara no Jardim do Éden. Ora, a diferença entre os
mitos bíblico e grego é apenas de forma. Ambos, porém, simbolizam o desejo do homem de
adquirir a Gnose, ou seja, o conhecimento total das causas que possibilitam a vida do universo,
para que, de posse desse conhecimento, possa controlar e administrar seus efeitos.
Esse, entretanto, é um atributo que só é permitido aos deuses. Não obstante, o homem
enfrenta todas as adversidades, todos os perigos, enfrenta mesmo os próprios deuses para obter
essa sabedoria, mesmo que, após tê-la adquirido, não saiba o que fazer com ela, como aconteceu
com o rei Eristeu.
E aqui que o mito aparece na sua mais profunda significação. Hércules lutou e obteve os
pomos dourados a mando de Euristeu, isto é, não por força de uma predisposição de espírito
dele mesmo, mas sim, em razão do desejo profano de alguém que quis apropriar-se desse
atributo sagrado apenas por concupiscência.
As tradições iniciáticas estão cheias de conselhos sobre esse desejo insano de apropriar-se
desse fruto sagrado, que é a Gnose, o supremo conhecimento, apenas pelo desejo de poder ou
por simples curiosidade. Não se assalta o céu para roubar o tesouro dos deuses. Esse tesouro só
pode ser adquirido por quem sabe o que fazer com ele. É ele é dado voluntariamente pelos
deuses áqueles que dele se fazem merecedores.
Hércules obteve os pomos dourados e os entregou ao rei. Este não soube o que fazer com ele
por que deles não era merecedor. Por isso é que a Gnose não pode ser obtida academicamente a
partir de um curriculum de logias desenvolvidas didaticamente. A Gnose é fruto de uma longa
escalada iniciática. Esse é talvez, o grande erro que a Maçonaria, como instituição, tem
cometido ao longo dos séculos. É que, para atender a objetivos simplesmente profanos, como o
são os interesses políticos e pessoais de seus membros, tem admitido em seus quadros pessoas
não qualificadas para perseguirem os objetivos da Ordem. Esses iniciados entram para a
Confraria, mas jamais alcançam, ainda que subam todos os graus da Escada de Jacó, a
verdadeira sabedoria.
Notas
(1) André Michel de Ransay, nobre francês, maçom famoso,que no início do século XIX,
divulgou a maçonaria em vários países da Europa.
2- Erich Fron- A Linguagem Esquecida - Ed. Pensamento.S.Paulo, 1987
3- Idem,
4- Idem
5- Ibidem
6- Gerard de Nerval, compositor Francês do século XIX
7- Veja-se a nossa obra Conhecendo a Arte real, Ed. Madras, São Paulo, 2007
8- Jean Palou- Maçonaria Simbólica e Iniciática, Ed Pensamento, São Paulo, 1984
(Resenha extraida do livro CONSTRUTORES DO UNIVERSO
Por Irmão João Anatalino
FONTE: RECANTO DAS LETRAS
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/os-doze-trabalhos-de-hercules.html
#32

A CADEIRA DE SALOMÃO

A CADEIRA DE SALOMÃO
Por Ir.'. Rui Bandeira
Denomina-se de Cadeira de Salomão a
cadeira onde toma assento o Venerável
Mestre da Loja quando a dirige em sessão
ritual.
Em si, não tem nada de especial. É uma
peça de mobiliário como outra qualquer. É
como qualquer outra cadeira. Porventura
(mas não necessariamente) um pouco mais
elaborada, com apoio de braços, com maior
riqueza na decoração, com mais cuidado nos
acabamentos. Ou não...
Como quase tudo em maçonaria, a
Cadeira de Salomão tem um valor
essencialmente simbólico. Integra,
conjuntamente, com o malhete de Venerável
e a Espada Flamejante (esta apenas nos ritos
que a usam), o conjunto de artefatos que
simbolizam o Poder numa Loja maçónica.
Ninguém, senão o Venerável Mestre, usa o
malhete respetivo. Ninguém, senão ele,
utiliza a Espada Flamejante. Só ele se senta
na Cadeira de Salomão.
A Cadeira de Salomão destina-se, pois, tal como os outros dois artefatos referidos, a ser
exclusivamente utilizada pelo detentor do Poder na Loja. Assim sendo, importante e
significativo é o nome que lhe é atribuído. Não se lhe chama a Cadeira de César ou o Trono de
Alexandre. Sendo um atributo do Poder, não se distingue pelo Poder. Antes se lhe atribui o
nome do personagem que personifica a Sabedoria, a Prudência, a Justa Sageza. Ao fazê-lo, está-
se a indiciar que, em Maçonaria, o Poder, sempre transitório, afinal ilusório, sobretudo mais
responsabilidade que imperiosidade, só faz sentido, só é aceite, e portanto só é efetivo e eficaz
se exercido com a Sabedoria e a Prudência que se atribui ao rei bíblico.
Quem se senta naquela cadeira dispõe, no momento, do poder de dirigir, de decidir, de
escolher o que e como se fará na Loja. Mas, em maçonaria, se é regra de ouro que não se
contraria a decisão do Venerável Mestre, porque tal compromisso se assumiu repetidamente,
também é regra de platina que, sendo-se livre, não se é nunca obrigado a fazer aquilo com que
se não concorda. O Poder do Venerável Mestre é indisputado. Mas, para ser seguido, tem de
merecer a concordância daqueles a quem é dirigido. E esta só se obtém se as decisões tomadas
forem justas, forem ponderadas, forem prudentes. O Poder em maçonaria vale o valor intrínseco
de cada decisão. Nem mais, nem menos.
A Cadeira de Salomão é pois o lugar destinado ao exercício do Poder em Loja, com
Sabedoria e Prudência. Sempre com a noção de que não é dono de qualquer Poder, que só se
detém (e transitoriamente) o Poder que os nossos Irmãos em nós delegaram, confiando em que
bem o exerceríamos.
Não está escrito em nenhum lado, não há nenhuma razão aparente para que assim tenha de
ser. Mas quase todos os que se sentaram na Cadeira de Salomão sentem que esta os
transformou. Para melhor. Não porque esta Cadeira tenha algo de especial ou qualquer mágico
poder. Porque a responsabilidade do ofício, o receber-se a confiança dos nossos Irmãos para os
dirigirmos, para tomar as decisões que considerarmos melhores, pela melhor forma possível,
por vezes após pronúncia dos Mestres da Loja em reunião formal, outras após ter ouvido
conselho de uns quantos, outras ainda em solitária assunção do ónus, transforma quem assumiu
essa responsabilidade. A confiança que no Venerável Mestre é depositada pelos demais é por
este paga com o máximo de responsabilidade. Muito depressa se aprende que o Poder nada vale
comparado com o Dever que o acompanha. Que aquele só tem sentido e só é útil e é meritório
se for tributário deste.
A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão não lhe permite
distinguir se é confortável ou não. Não é apta a que sinta que se encontra num plano superior ou
central ou especial em relação aos demais. A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na
Cadeira de Salomão vê todos os rostos virados para ele. Aguardando a sua palavra.
Correspondendo a ela, se ela for adequada. Calmamente aguardando por correção, se e quando a
palavra escolhida não for adequada. A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na
Cadeira de Salomão fá-lo instantaneamente compreender que está ali sentado... sem rede!
E depois faz o seu trabalho. E normalmente faz o seu trabalho como deve ser feito, como viu
outros antes dele fazê-lo e como muitos outros depois dele o farão. E então compreende que não
precisa de rede para nada. Que o interesse é precisamente não ter rede...
Quem se senta na Cadeira de Salomão aprende a fazer a tarefa mais complicada que existe:
dirigir iguais!
Fonte: A Partir Pedra
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-cadeira-de-salomao.html
#33

O ORGULHO, A VAIDADE E A IRA NO “MEIO MAÇÔNICO”

O ORGULHO, A VAIDADE E A IRA NO “MEIO MAÇÔNICO”


O
PECADO é
uma atitude
humana
contrária às
leis divinas
tendo sido
definido pela
Igreja
Católica no
final do
século VI, durante o papado de Gregório Magno que anunciou para o mundo profano, os sete
pecados capitais provenientes da natureza humana: avareza, gula, ira, luxúria, preguiça, soberba
e vaidade.
Posteriormente, no século XIII, foram definitivamente incorporados e firmados pelo teólogo
São Thomás de Aquino. Por questões práticas, no sentido de alcançar o nosso objetivo
relativamente ao tema destacado, trataremos apenas dos três pecados capitais que permeiam
com maior realce no nosso meio.
Neste sentido, necessário se faz que definamos cada pecado ou pelo menos identifiquemos
suas principais características. Usamos o termo meio maçônico, entre aspas, no título deste
artigo para destacar o antagonismo existente entre a postura que deve ser adotada nesse meio e
os pecados capitais ou vícios de conduta citados, os quais, infelizmente, os percebemos.
Um dos sete pecados capitais que se manifesta nas pessoas na forma de ORGULHO e
ARROGÂNCIA é a SOBERBA, termo que provém do latim - superbia, é um sentimento
negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando à
manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis
reais.
As manifestações de soberba podem ser demostradas de forma individual ou em grupo. Nos
casos de grupos, escolhidos ou eleitos, se firma na crença de que é superior.
A manipulação da soberba, do orgulho e da pretensão de superioridade de um grupo pode
mobilizar conflitos sociais, onde os sentimentos de uma massa humana pouco crítica servem aos
interesses políticos, econômicos, ideológicos de seu lider.
O soberbo quer superar sempre os outros, mas quando é superado, logo se deixa dominar
pela inveja. Quando se sente ameaçado, atingido, procura depreciar os outros e vangloriar-se,
sem que para isso se estruture para se superar ou até fazer uma avaliação da vida, dando-se em
determinado momento por satisfeito.
O soberbo produz desarmonia na sociedade como estratégia para manter a soberba e se
colocar sempre em evidência. A sociedade se tornando harmônica, com todos os indivíduos
sendo e vivendo de maneira igual, liberta e fraterna, não propíciará espaço para a soberba.
Agindo com humildade se consegue combater a soberba nas suas mais diversas formas,
evitando a ostentação, contendo as vaidades e fazendo com que o soberbo olhe o mundo não
apenas a partir de si, mas principalmente ao redor de si.
O orgulho como uma das formas de manifestação da soberba se traduz pela satisfação
incondicional do soberbo ou quando seus próprios valores são superestimados, acreditando ser
melhor ou mais importante do que os outros, demostrando vaidade e ostentação que em limite
extremo transforma-se em arrogância.
A arrogância é uma outra forma de manifestação da soberba. É o sentimento que caracteriza
a falta de humildade. É comum conotar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém
que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do
seu próximo.
O orgulho excessivo e a vaidade sem limites que se traduz na arrogância, se mostra na forma
de luta pelo poder econômico, pela posição social e pela perpetuação no poder.
Quando chega a ocupar cargo eletivo ou de nomeação busca impressionar os incautos,
realçando o depotismo que trata os súditos como escravos.
Diferentemente da ditadura ou da tirania, o depotismo não depende de o governante ter
condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-
governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer.
No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa. É como não houvesse leis e
regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.
A VAIDADE humana, como um dos sete pecados capitais, se manifesta nas pessoas pela
preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros, pela
posição social que busca ocupar na sociedade ou através de ocupação de cargos.
Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para
promover ostentação perante os outros.
Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano
vaidoso, pois os dois vicios se complementam, um é objeto do outro.
Nos Ensaios de Montaigne há um capítulo sobre vaidade. Um escritor brasileiro, Flávio
Gikovate, tem se dedicado a analisar a influência da vaidade na vida das pessoas e seus
impactos na sociedade.
Uma das abordagens da vaidade na literatura é feita por Oscar Wilde no livro “O Retrato de
Dorian Gray”, onde o principal tema é a vaidade do personagem Dorian, onde o jovem é ao
mesmo tempo velho, e o velho é ao mesmo tempo novo.
Por fim, trataremos da IRA como pecado capital.
A ira é uma atitude que às pessoas manifestam pelo sentimento de vingança, de ódio, de
raiva contra seus semelhantes ou às vezes até contra objetos.
É uma emoção negativa que aniquila a capacidade de pensar e de resolver os problemas que
a originam.
Sempre que projetamos a ira a outro ser humano, produz-se a derrubada de nossa própria
imagem e isto nunca é conveniente no mundo das inter-relações.
A ira combina-se com o orgulho, com a presunção e até com a auto-suficiência. A frustração,
o medo, a dúvida e a culpa originam os processos da ira. A ira humana facilmente se torna
pecaminosa.
Quando começamos a defender nosso Ego, quando atacamos alguém ao invés de atacar o
erro dele, quando a chama da ira é alimentada, ela se torna um fogo que destrói.
Feitas as devidas considerações sobre o conjunto de alguns vícios da conduta humana ou
pecados capitais, vamos nos transportar para o meio maçônico e estabelecer uma relação de
homomorfismo para que possamos fazer uma reflexão sobre algumas práticas que constatamos
no nosso cotidiano.
O comportamento de um maçom, segundo os ditames da nossa Sublime Ordem, deve ser
irreparável.
Não se deve, nem se pode, adotar ação alguma que realce soberba, vaidade e ira, sobretudo
quando essa ação é praticada por irmão que é autoridade maçônica, que ocupa cargo maçônico
eletivo ou de nomeação.
Em caso de comportamento ou ação que comprometem a imagem da nossa ordem e atentam
contra os postulados universais da Maçonaria.
Deve seu autor ser alertado por qualquer irmão que perceba o desvirtuamento no sentido de
que o mesmo possa proceder a correção do seu comportamento ou ação.
O Irmão alertado deve receber a observação de forma natural entendendo que o irmão que o
alertou o fez no sentido de promover a sua melhoria, o seu crescimento.
Nunca deve reagir com ira.
A excelência da Maçonaria se ergue sobre o suporte da Fraternidade e não do Ódio.
O irmão deve ter humildade suficiente para compreender o reparo. Não deve ser soberbo
nem vaidoso e receber a crítica como construtiva, principalmente pelo fato de ocupar cargo
maçônico.
Não há demerito para a autoridade maçõnica quando é alertada por um irmão
hierarquicamente inferior. Em primeiro lugar está o irmão maçom não a autoridade maçônica.
O Maçom tem por dever cavar masmorras aos vícios em todas as suas formas, inclusive aos
vicios de conduta aqui anunciados, pois assim, estará levantando templos às virtudes e, por
conseguinte, fazendo novos progressos.
As atitudes que expressam, com clareza, esses pecados capitais, esses sentimentos pífios e
inconseqüentes, que levam ao desânimo àqueles maçons que podem afirmar com toda
propriedade “MEUS IRMÃOS COMO TAL ME RECONHECEM”, devem ser banidas do
nosso meio.
As autoridades Maçônicas constituídas têm que asseverar a hierarquia sim, mas não cometer
excessos.
Tem que conhecer, e conhecer bem a disciplina.
A disciplina e a hierarquia são sustentáculos da Maçonaria, logo, o verdadeiro Maçom deve
ser um homem disciplinado e que respeita a hierarquia.
O Maçom disciplinado é instruído, não é propenso a soberba, nem a vaidade e nem a ira.
O Maçom não tem orgulho, tem honra. O Maçom não tem vaidade, tem felicidade. O Maçom
não tem ira, tem irresignação.
A disciplina se constitue de um cojunto de ações planejadas e coordenadas que obedecem
regras, leis.
Portanto, para execitar a dsiciplina precisamos nos deter aos ensinamentos maçônicos
contidos na Prancheta de Traçar, na régua de 24 polegadas, no esquadro e no compasso.
Não podemos agir de forma desordenada, indiciplinada e exigirmos que os outros façam de
forma diferente. Os nossos atos falam mais do que as nossas próprias palavras.
A Pior coisa que existe é o Maçom dar um bom conselho e em seguida um mal exemplo.
Valendo-me das sábias palavras do meu pranteado pai, que dizia: “meu filho se você quizer
saber quem é a pessoa, não preste atenção o que ela diz, preste atenção o que ela faz”, pelo
direito hereditário que me assite, vou plagiar a maxima do meu velho e dizer: “meus irmãos se
quizeres saber quem é o maçom, não preste atenção ao que ele diz e escreve, preste atenção ao
que ele faz”.
O verdadeiro maçom se faz ser reconhecido, não pelas suas palavras, mas sim, pelos seus
atos.
A maior autoridade é o exemplo. Quando recebemos críticas, sobretudo críticas construtivas,
precisamos ser disciplinados para ouví-las, processá-las, fazer uma auto-avaliação e uma
reflexão para melhorar nossos procedimentos, adequando-os as regras do bom convivio.
Precisamos dar bons exemplos, principalmente, para Aprendizes e Companheiros, eles
precisam de bons ensinamentos, eles precisam serem bem instruidos, eles precisam de
referência para defederem a nossa Sublime Instituição.
Um Maçom disciplinado, instruído, é um maçom humilde, dedicado, útil, competente nos
Augustos Mistérios.
Não é soberbo, não tem vaidade e não tem ira.
Nunca oportunista e inconsequente, nunca com comportamento de desrespeito aos Irmãos e
aos nossos Templos Sagrados. Temos que fazer de nossos Templos, além do natural relicário da
Fraternidade, centros operativos de Cultura e Civismo, na sustentação dos supremos fins de
Liberdade, Justiça e Paz.
Um Maçom disciplinado, instruído, dificilmente será manipulado para se tornar massa de
manobra e se deixar levar por ofertas de medalhas, títulos, cargos e elogios.
Um Maçom disciplinado e instruído ao ocupar cargos maçônicos jamais se transformará em
um déspota.
Um Maçom disciplinado respeita às autoridades constituídas e os seus irmãos outros por
entender, na essência, o estado democrático de direito, a importância administrativa e política
desses cargos e o papel de cada um desses irmãos no processo de democratização da sociedade.
O maçom disciplinado entende que a livre expressão do pensamento como direito
fundamental do homem em qualquer seguimento da sociedade moderna, sobretudo em uma
sociedade maçônica, deve ser exercido na sua plenitude para transformação da sociedade na
busca de melhores dias.
Um maçom disciplinado e instruído ver na autoridade maçônica, primeiro um irmão, não um
superior hierárquico, e por este fato, exige comportamento maçônico deste.
As autoridades constituídas, mais que os demais irmãos maçons que não ocupam cargos, tem
por obrigação dar bons exemplos.
A hierarquia e a disciplina, sobretudo a disciplina, têm levado a nossa Sublime Ordem a
obter a confiança e o respeito da sociedade em todo orbi terrestre, contudo, é necessário que se
saiba que de quando em vez nos deparamos com alguns irmãos que atropelam os limites e
passam a claudicar no exercício do seu desiderato, promovendo a desarmonia, provocando a
discórdia e, conseqüentemente, gerando a indisciplina.
O maçom pode e deve discordar de uma autoridade maçônica constiuida quando esta não
desempenha o seu cargo com dignidade, probidade, humildade e competência.
Logicamente, é ´preciso que seja feito dentro dos padrões de civilidade e de urbanidade, sem
ira, com contestações fundamentadas e nunca levianas, uma contestação responsável que exija
dessa autoridade o fiel cumprimento dos encargos que o cargo lhe impõe por estrita obrigação
do dever.
O respeito à hierarquia deve acontecer visando servir à instituição e não à pessoas.
A nossa capacidade de opinar sobre a vida política e administrativa da nossa Obediência
obtém maior expressividade no ato do voto, que é secreto, quando elegemos nossos
representantes, quando elegemos um irmão para um cargo maçônico.
Lamentamos que os membros dos tribunais maçônicos, ainda, não sejam eleitos pelo povo
maçônico.
ORGULHO, VAIDADE e IRA, essa trilogia não é nossa. Precisamos bani-la do nosso meio.
Só depende de você, só depende de nós.
Ir. Otacílio Batista de Almeida Filho* (33) – M.I
*Membro da ARLS Obreiros da Justiça n.º 3209, Oriente de Campina Grande - PB
Fonte: Revista Universo Maçônico
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/o-orgulho-vaidade-e-ira-no-meio-
maconico.html
#34

O MAR DE BRONZE: SIMBOLOGIA MAÇÔNICA E POSIÇÃO NO TEMPLO

O MAR DE
BRONZE:
SIMBOLOGIA
MAÇÔNICA E
POSIÇÃO NO
TEMPLO
O objetivo
deste trabalho é
relatar o
resultado das
pesquisas
efetuadas sobre
o Mar de
Bronze, que
orna nosso
templo do
R:.E:.A:.A:..
Para falar do
Mar de Bronze,
é necessário
fazer referência
a textos bíblicos.
Como se sabe,
há diversas
traduções e interpretações da Bíblia – muitas delas inclusive discordantes entre si, como
pudemos constatar nas pesquisas para este trabalho. Por isso, optamos por desenvolver a
pesquisa a partir de quatro destas traduções, todas transcrita de modo comparativo, versículo a
versículo, nos anexos desse trabalho. São elas:
- a Vulgata Latina, em latim, traduzida por São Jerônimo no século IV d.C. diretamente do
grego antigo e do hebraico.
- a Vulgata Latina, em português, traduzida pelo Padre Matos Soares diretamente da versão
em latim.
- a primeira tradução da Bíblia para o Português, feita por João Ferreira de Almeida em
1753, a partir do grego antigo, hebreu e latim.
- edição pastoral, utilizada pela Igreja Católica atualmente.
O Mar de Bronze surge na Bíblia quando esta descreve a construção e estrutura do Templo
de Salomão. Tal descrição surge no 1º Livro de Reis e no 2º Livro de Crônicas. Segundo a
versão de João Ferreira de Almeida da Bíblia, durante o processo de construção do Templo de
Salomão:
[Hiram] Fez mais o mar de fundição, de dez côvados de uma borda até à outra borda,
perfeitamente redondo, e de cinco côvados de alto; e um cordão de trinta côvados o cingia em
redor. E por baixo da sua borda em redor havia botões que o cingiam; por dez côvados
cercavam aquele mar em redor; duas ordens destes botões foram fundidas quando o mar foi
fundido. E firmava-se sobre doze bois, três que olhavam para o norte, e três que olhavam para o
ocidente, e três que olhavam para o sul, e três que olhavam para o oriente; e o mar estava em
cima deles, e todas as suas partes posteriores para o lado de dentro. E a grossura era de um
palmo, e a sua borda era como a de um copo, como de flor de lírios; ele levava dois mil batos (I
Reis, 7, 23-36)
“Côvado” é uma antiga unidade de medida que representa 44 cm (Côvado Hebreu) ou 45 cm
(Côvado Romano)1. Assim, as dimensões do Mar de Bronze eram aproximadamente de 4,50m
de diâmetro, e 2,25cm de profundidade. Naturalmente, o autor do texto bíblico fez referências
apenas aproximadas, já que com tais medidas, e sendo perfeitamente redondo, não poderia ter
30 côvados (13,5 metros) de perímetro, já que o Q (Pi) não é 3, mas 3,14.
O mesmo ocorre com o volume d’água suportado pelo Mar de Bronze. Um (01) bato
representa 45 litros. Assim, a capacidade do Mar seria de 90.000 litros (2.000 batos). Um
recipiente como o descrito nas Escrituras não comportaria tal volume de água (2).
A finalidade do Mar de Bronze no Templo de Salomão era a ablusão. Ou seja, os fiéis, antes
de entrarem no Templo, deveriam lavar seus pés e mãos, buscando a purificação. Também os
animais que seriam levados a sacrifício antes eram banhados no Mar de Bronze, para serem
purificados (3).
Maçonicamente, o Mar de Bronze exerce esta mesma função de purificação, já que é nele
que se opera a purificação pela água (4) nas iniciações. Simbolicamente, ocorre aí a purificação
da alma do candidato, que está sendo preparado para sacrificar o Homem profano e fazer nascer
na luz o Homem Maçom.
A localização do Mar de Bronze nos templos maçônicos é tema relativamente controvertido.
Aliás, as próprias traduções bíblicas apresentam certa divergência quanto à localização do Mar
de Bronze no próprio Templo de Salomão.
Sabe-se que o Templo de Salomão estava orientado do Oriente para o Ocidente. A entrada do
Templo e as coluna Jaquim e Boaz, portanto, estava no Oriente, enquanto o Santo dos Santos
situava-se no Ocidente.
Olhando-se de dentro para fora, em direção à entrada oriental do Templo, estavam
localizadas as colunas Jaquim (direita) e Boaz (esquerda). Todas as traduções consultadas
afirmam que o Mar de Bronze estava localizado fora do Templo, no Oriente e à direita.
Portanto, próximo à coluna Jaquim.
Algumas traduções dizem que o Mar de Bronze estava nesta posição contra o meio-dia;
outras falam em meridiano; e outras ainda ao sul. As expressões meio-dia e meridiano referem-
se ao ponto cardeal Sul. O Mar de Bronze, portando, localizava-se entre o Oriente (Leste) e o
Sul, ou seja, a sudeste. Porém, a versão Pastoral da Bíblia, em 1º Reis, 7, 39, traduz esta posição
como sendo sudoeste, o que aparenta ser um equívoco, já que em 2º Crônicas, 4,10 esta mesma
versão da bíblia referencia sudeste.
Talvez tenha sido esta – ou outra com o mesmo equívoco – a tradução utilizada por
CASTELLANI quando, transcrevendo a mesma passagem bíblica, afirma que no Templo de
Salomão o Mar de Bronze situava-se a sudoeste (5).
Todas as representações gráficas, gravuras e plantas do Templo de Salomão consultadas, a
mais antiga datada de 1584 (6), posicionam o Mar de Bronze a sudeste. Portanto, à esquerda de
quem entra no Templo de Salomão pelo Oriente, e próximo à coluna Jaquim.
Qual será, então, a posição do Mar de Bronze no Templo Maçônico? Sabe-se que o Templo
Maçônico é a representação simbólica do Templo de Salomão, porém voltado do Ocidente para
o Oriente.
Partindo dessa premissa – e sempre considerando a inexperiência desses nossos primeiros
passos, ainda retos, de Aprendiz – parece-nos que o Mar de Bronze deve estar localizado à
sudoeste no Templo Maçônico, ou seja, próximo à porta de entrada do Templo, à direita de
quem de fora olha, e perto da coluna J.
É que, direcionando-se o Templo Maçônico (Ocidente para o Oriente) em sentido inverso ao
do Templo de Salomão (Oriente para o Ocidente), parece-nos que deve haver a correspondente
inversão dos demais pontos cardeais, para que se mantenha a mesma simetria. Tal fato, aliás,
justifica o posicionamento das colunas J e B: no Templo de Salomão, J está à esquerda de quem
de fora olha, e B está à direita. No Templo Maçônico, J está à direita de quem de fora olha, e B
está à esquerda. E isso reforça
nossa impressão.
Corrobora também esta nossa impressão o fato de que na Planta do Templo apresentada no
Ritual do R:.E:.A:.A:. vigente (7), o Mar de Bronze está localizado no Ocidente (Oeste), mais
próximo à Coluna do Sul e próximo da Coluna J.
Cícero D:., A:.M:.
A:.R:.L:.S:. Luz da Acácia – Nº 2586 – Or:. de Jaraguá do Sul (SC), Brasil
NOTAS:
(1) Conforme: LOVEWELL, Harvey. Solomon’s temple: the bronze castings of Jachin and
Boaz pillars. Disponível em:
http://www.freemasonsfreemasonry.com/pillar_solomon_temple.html.
(2) A título de ilustração, vale mencionar ainda que o Rei Ahaz multilou o Mar de Bronze ao
retirar de sua base dos dois bois para decorar seu palácio, substituindo-os por bases de pedra. E
finalmente, ele foi totalmente destruído pelos assírios (II Reis, 16, 14:17; 25, 13).
(3) CAMINO, Rizzardo da. Dicionário Maçônico. Madras: São Paulo, 2006. p. 269.
(4) Conforme Ritual do R:.E:.A:.A:. editado pelo GOB em 2001, p. 103.
(5) CASTELLANI, José. Caderno de estudos maçônicos: consultório maçônico. 1ª ed.
Editora Maçônica A Trolha: 1989. n 2, p. 27-29.
(6) Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Christian-
vanadrichom_JERVSALEM-et-suburbia-eius_detail-solomon-temple_1-1497x1000.jpg. Acesso
em 05/08/2007.
(7) Conforme Ritual do R:.E:.A:.A:. editado pelo GOB em 2001, p. XII e XIII.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/o-mar-de-bronze-simbologia-
maconica-e.html
#35

A IMPACIÊNCIA É UM HÁBITO, A PACIÊNCIA, TAMBÉM

IMPACIÊNCIA É UM HÁBITO, A PACIÊNCIA, TAMBÉM


(*) Ir.'. Por Barbosa Nunes
O mundo entrou em ritmo desenfreado. Ninguém consegue aguardar. Tudo tem que ser feito
com rapidez e agilidade. A paciência é cada vez mais preciosa. A frase "aquela pessoa tem
Paciência de Jó", é pouco ouvida.
Paciência é uma palavra derivada do latim "pace", que significa paz e "scientia",
conhecimento. Então, paciência é o "conhecimento da paz". É também um entretenimento que
consiste em reunir as peças separadas de um mosaico, para forma uma figura e passatempo para
uma só pessoa, no qual se fazem diferentes combinações com cartas de baralho, seguindo
determinadas regras.
Arnaldo Jabor em um dos seus artigos diz: "Se vendessem paciência nas farmácias e
supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em
dia... O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a
tumultuar... A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos
calmantes está cada vez mais em alta... Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto
maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais".
É raro encontrar seres humanos que tenham a capacidade da espera, que aguardam a sua vez
e que em meio a provas, descontentamentos, têm uma disciplina de espera, capaz de lhes dar
resistência diante de situações que não merecem ação imediata. Paciência é resistência, domínio
do seu ímpeto e controle. A essência da paciência é disciplina, domínio próprio, capacidade de
esperar a hora certa.
Pesquisas mostram que entre uma barreira eletrônica e outra nas estradas, exigindo redução
de velocidade, poucos segundos serão adiantados em seu deslocamento. Mas a pressa e a
incompreensão do ser humano ao volante, causa desmoronamentos de famílias, com trágicos
acidentes, resultando em lesões gravíssimas e milhares de mortes, exatamente pela falta de
paciência. A vida é mais feliz para quem tem paciência. Jó, conhecido na Bíblia pelo seu
sofrimento, perdendo seus filhos, sustento financeiro e saúde em uma mesma ocasião, foi um
homem paciente e sobretudo, perseverante.
Na letra da música "Paciência", de Lenine e Dudu Falcão, sucesso na voz de Lenine, também
interpretada por outros cantores, encontramos afirmativas muito verdadeiras sobre este mundo
impaciente, senão vejamos, absorvendo a mensagem.
"Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco
mais de alma, a vida não para. Enquanto todo mundo espera a cura do mal, e a loucura finge que
isso tudo é normal, eu finjo ter paciência. E o mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente
espera do mundo e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência".
Esta letra foi composta quando Lenine enfrentava um grande congestionamento de trânsito e
a inspiração lhe veio em conhecimento da paz e não na revolta do trânsito que não é violento,
quem é violento são os condutores indisciplinados e irresponsáveis que fazem dos seus veículos
armas perigosas.
Lenine adverte no final de sua poesia: "Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que
temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara".
Leio no momento, e sugiro o livro "O Poder da Paciência", de M. J Ryan, Editora Sextante,
uma orientação para diminuir a pressa, ter mais felicidade, sucesso e paz no seu dia a dia. É uma
publicação que contribui para o leitor diminuir o ritmo, relaxar e encarar a rotina de uma forma
mais tranquila, mostrando que a paciência, uma das virtudes mais ignoradas nos dias de hoje,
ajuda a aproveitar talentos, administrar a raiva e usufruir o prazer de cada momento.
O autor estimula a reflexão sobre atos, hábitos, sentimentos e ensina que a impaciência
envenena a alma, tornando as pessoas grosseiras e mal humoradas, mostrando que a paciência
pode ser hábito, cultivada e exercitada. Diz ele que a fúria no trânsito, violência de todos os
tipos, explosões de raiva no trabalho, discussões familiares, geram doenças outras, em parte,
pela falta de paciência.
Na verdade, parece que quanto mais depressa tudo anda, mais impaciente ficamos. Sem
paciência, não podemos aprender as lições que a vida nos ensina e não conseguimos
amadurecer. Conclama que o mundo nunca precisou tanto de paciência como agora, e nunca o
estoque esteve tão baixo.
Deixo neste fim de artigo minha mensagem pessoal a cada maçom, que nos distingue com as
leituras, sugestões e comentários. Eu que também sou às vezes impaciente, mas aprendendo na
escola da paciência que, ao aceitarmos os outros como são, e a vida como ela se apresenta a
cada momento, damos prova da nossa força e de nossa paz interior. É fácil ser tolerante quando
tudo está bem. Mas ao demonstrar impaciência quando as coisas não são do jeito que queremos,
revelamos nossa condição autoritária. Que todos nós paremos para refletir quando conseguimos
acalmar uma situação que poderia ser explosiva em nossa loja maçônica, orientes estaduais e
geral.
Este é o verdadeiro sentido do ser humano integrante e praticante dos nossos preceitos
maçônicos, na revelação de nossa melhor dimensão como pessoas.
No livro "O Poder da Paciência", encontro que ela: "É uma virtude tão valiosa, que todas as
religiões nos oferecem exemplos a seguir. Os seguidores do Buda aprendem que a prática da
paciência é uma das maneiras de alcançar a sabedoria. No Antigo Testamento, Jó é a
personificação da paciência e no Novo, somos inspirados pela vida e pelo sacrifício de Jesus
Cristo". Na maçonaria, o fundamento sagrado é o da Fraternidade, ideia que mostra o homem,
na vida em sociedade, estabelecendo, com seus semelhantes, uma relação de igualdade, pois, em
essência, não há nada que hierarquicamente os diferencie. São como irmãos, ou seja, fraternos.
A impaciência é um hábito, a paciência, também.
(*) O Irmão Barbosa Nunes é Grão-Mestre Geral Adjunto do Grande Oriente do Brasil
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-impaciencia-e-um-habito-
paciencia.html
#36

O LEGÍTIMO LEMA DA MAÇONARIA

O LEGÍTIMO LEMA DA MAÇONARIA


Por Kennyo Smail
Qual é o lema maçônico, a tríplice divisa da
Maçonaria?
Muitos maçons brasileiros com certeza
responderão: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”!
Porém, a resposta não é tão simples assim.
A origem desse lema é política, surgindo na
Revolução Francesa e pegado emprestado pela
Maçonaria daquele país, que tratou de adotá-lo e
divulga-lo. A Maçonaria Brasileira, tão dependente da
francesa, tratou de incorporá-lo e, desconhecendo a
história da Revolução Francesa, fez o favor de
popularizar entre seus membros uma inversão histórica dos papéis: na mente de muitos maçons
brasileiros, foi a Revolução Francesa que pegou emprestado o lema da Maçonaria.
Já a Maçonaria de qualquer lugar que não seja descendente ou não tenha sido influenciada
historicamente pela Maçonaria Francesa simplesmente desconhece “Liberdade, Igualdade,
Fraternidade” como lema maçônico. Para o restante do universo maçônico, algo em torno de ¾
da Maçonaria mundial, a Sublime Ordem possui outro lema:
“Fraternidade, Alívio e Verdade”. Essa é a divisa original da Maçonaria, muito bem
explorada pela Maçonaria britânica e norte-americana de forma simbólica, ritualística e
filosófica. A Fraternidade, ou Amor Fraternal, é demonstrado pelo tratamento tolerante,
respeitoso e igualitário do maçom para com os demais maçons e que também alcança a
sociedade; o Alívio, ou Socorro, é o objetivo de cada atitude caridosa do maçom aos irmãos,
seus familiares e a toda a humanidade; a Verdade é compromisso de cada maçom, que além de
observá-la deve sempre busca-la. Alguns estudiosos procuram relacionar tais grandes princípios
com as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. A Verdade estaria ligada à Fé, pois Deus é
a Verdade; o Alívio seria a demonstração de Caridade; e a Fraternidade representaria a
Esperança de um dia todos os homens se tratarem como irmãos.
E assim como a Maçonaria brasileira costuma destacar a divisa republicana francesa de
“Liberdade, Igualdade, Fraternidade” em seus diplomas, estandartes e adesivos, é bastante
comum encontrar a divisa maçônica “Fraternidade, Alívio e Verdade” (Brotherly Love, Relief,
Truth) em brasões, anéis, placas e souvenires maçônicos pelos países de língua inglesa.
Não se espera que a Maçonaria brasileira renegue o lema de costume, já tão enraizado na
cultura maçônica local. Mas que, pelo menos, essa questão sirva como mais um exemplo de
como, com o passar dos anos, a Maçonaria Universal tem sofrido fortes influências externas
regionais, diferenciando-se em cada país, tornando-se “Maçonarias”. Independente de ser algo
bom ou ruim, trata-se de um fenômeno que deve ser reconhecido e observado de perto.
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#37

VATICANO MAÇÔNICO

VATICANO MAÇÔNICO
Por Kennyo Smail
Para muitos maçons
mal informados, a
Grande Loja Unida da
Inglaterra exerce função
de “xerife” do mundo
maçônico, sendo a
legítima guardiã da
regularidade maçônica,
devendo ditar as regras a
serem seguidas pelas
demais Obediências. Para
esses, se a Maçonaria
fosse uma religião, a
GLUI seria uma espécie
de Vaticano Maçônico. É
importante esclarecer que
a GLUI não tem essa
autoridade e que isso é
totalmente contrário a
todos os princípios
maçônicos de autonomia,
soberania e igualdade
entre Obediências.
A quase submissão
das Grandes Lojas da Escócia, Irlanda, Índia e de algumas Grandes Lojas da Austrália e Canadá
é até tolerável, considerando terem esses países pertencido ao Império Britânico e a GLUI ter
sido a provedora de tais Grandes Lojas. Porém, a submissão presenciada por outras Obediências
no restante do mundo, e até mesmo no Brasil, é inaceitável e demonstra que o “complexo de
vira-lata” alcança até as fileiras maçônicas.
Para quem não está familiarizado com o termo, o complexo de vira-lata é uma expressão de
autoria de Nelson Rodrigues para se referir à inferioridade e submissão que muitas vezes o
brasileiro se impõe voluntariamente. E, infelizmente, essa postura foi historicamente
institucionalizada na Maçonaria brasileira em relação à Inglaterra.
O desavisado que visitar a Maçonaria Regular nos chamados países desenvolvidos descobrirá
que essa idolatria à GLUI não é compartilhada pelos mesmos. Muito pelo contrário: verdade é
que a GLUI não faz parte da vanguarda maçônica, seguindo várias vezes a tendência
impulsionada por outras Grandes Lojas, quase que pressionada pelas mesmas a sair da inércia.
Antes de elevar a GLUI ao posto de “rainha do mundo maçônico”, posto esse que os
britânicos já estão familiarizados pelo modelo de Estado, reflita um pouco sobre isso: A
Maçonaria está diretamente ligada ao princípio de Liberdade, considerado direito natural dos
homens. E enquanto o mundo ocidental ainda experimentava o gosto amargo das monarquias
absolutistas, a Maçonaria já sentia o doce sabor da democracia em suas Lojas e Grandes Lojas.
Sendo precursora dos ideais libertários e democráticos, a Maçonaria participou ativamente e de
forma determinante da Revolução Francesa e da libertação de praticamente todos os países do
continente americano. Atualmente, até mesmo em países como Cuba, que vive uma Ditadura
Castrista há mais de 50 anos, a Maçonaria mantém intacta a chama da democracia em seu
interior, elegendo periodicamente seu Grão-Mestre. No entanto, eu pergunto: Qual é a única
Grande Loja do mundo que traiu esse princípio de democracia, tirando do povo maçônico o
direito sagrado de escolher entre os seus membros um Grão-Mestre? A Grande Loja Unida da
Inglaterra.
O Príncipe Eduardo, Duque de Kent, é Grão-Mestre da GLUI desde 1967, ou seja, uma
“ditadura maçônica” que dura 45 anos. Alguns podem questionar essa afirmação, dizendo que
ele é constantemente “reeleito”. Porém, não devemos nos esquecer que Fidel Castro também
era. Ambos, por motivos óbvios, sempre foram candidatos únicos.
Se a Maçonaria Regular Mundial acha por bem tolerar tal situação proveniente da GLUI,
entendendo que é uma questão de cultura dos maçons ingleses que, assim como os cidadãos
daquele país, ainda se sujeitam em dividir os homens (e os maçons) entre nobres e plebeus, e
favorecer esse primeiro grupo em detrimento do segundo, isso é fraternalmente compreensível.
Afinal de contas, a tolerância é um dos belos ensinamentos transmitidos pela Maçonaria. Mas
que fique claro ao maçom que lê estas palavras: a Grande Loja Unida da Inglaterra não é um
modelo a ser seguido, quanto mais uma autoridade a ser obedecida.
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#38

A IMPORTÂNCIA QUE UM PADRINHO TEM NA FORMAÇÃO DE UM


MAÇOM...

A IMPORTÂNCIA QUE UM PADRINHO TEM NA FORMAÇÃO DE UM MAÇOM...


* Por Nuno Raimundo - Fonte: A Partir Pedra
O texto
que hoje
publico, vai
abordar algo
que no meu
entendimento
será bastante
relevante para
a Maçonaria e
que é o papel
que um
padrinho
deverá ter na
formação do
seu afilhado
maçom.
Um
padrinho deve
ter a
sensibilidade
para poder
analisar quem
deve ou não fazer parte da Augusta Ordem Maçônica. E padrinho pode ser qualquer maçom
exaltado à condição de Mestre. O Mestre é o maçom de pleno direito. Logo tem a
responsabilidade de fazer respeitar os princípios da Ordem, auxiliar na formação dos seus
Irmãos, detenham eles o grau que tiverem, e de apesar de não fazer proselitismo, deve procurar
no mundo profano quem tenha qualidades para ingressar na Maçonaria e que com essa admissão
possa desenvolver um trabalho correto tanto pela Ordem Maçônica bem como pela sociedade
civil na sua generalidade.
O padrinho não tem de ser um guru nem ser um visionário (pois ele será também um eterno
aprendiz), o papel que ele deverá representar para o seu afilhado é o de um guia, de uma pessoa
que o auxílie na sua integração na Loja bem como o de sendo alguém que o ajude na sua
formação maçônica, principalmente nos primeiros tempos, em complemento com a formação
que é efetuada na loja, auxiliando também o Segundo Vigilante (cargo oficial desempenhado
pelo terceiro elemento da hierárquia de uma loja maçônica) no cumprimento das suas funções,
nomeadamente como formador dos Aprendizes Maçons.
Compete ao padrinho após identificar no mundo profano alguém com as capacidades
intelectuais e morais que são necessárias para alguém ser reconhecido maçom, abordar o mesmo
da forma como achar que será melhor recebida pelo seu interlocutor. Na maioria das situações, a
abordagem é feita pelo reverso, alguém que é profano e que se identifica com a Maçonaria
intercede junto de um maçom para que lhe seja concedida a entrada na Ordem. Independente da
maneira de como é feita a proposição, cabe ao maçom que irá ser o padrinho efetuar algumas
diligências, ou seja, conhecer os gostos e preferências do seu futuro afilhado bem como dos
hábitos e rotinas que ele possa ter (se não os conhecer anteriormente), isto é, tudo aquilo que é
habitual num ser humano. Conhece-lo!
E numa fase posterior, se concluir que o profano detém as qualidades necessárias para entrar
na Maçonaria, deve abordar alguns temas de âmbito maçónico, retirando algumas das dúvidas
que possam persisitir na mente do seu futuro apadrinhado sobre o que a Ordem Maçônica é e
qual o seu papel no mundo. Mas mais que isso, na minha opinião, o futuro padrinho deve fazer-
se acompanhar pelo profano em eventos maçónicos de cariz aberto (eventos brancos) onde este
poderá ter um contato mais alargado com o que é a Ordem, ou seja, frequentar tertúlias e
palestras onde a Maçonaria seja o tema principal a ser abordado.
Neste caso, admito que começará aqui, para mim, a formação maçônica do futuro iniciado.
Pois se o mesmo afinal decidir que não se identifica com o que encontra, observa e escuta, então
o processo de candidatura não terá início e o profano aproveitará apenas para aumentar a sua
cultura geral sobre o que à Maçonaria concerne e ter uma opinião mais concreta sobre esta
Augusta Ordem. No entanto, e caso o profano se identifique claramente com o que lhe é
mostrado, deverá então ser iniciado o processo de candidatura à admissão numa loja maçônica.
E de preferência que seja na loja que é integrada pelo seu padrinho. Isso é de extrema
importância. E porquê?!
Porque durante o desenrolar do processo de candidatura, os membros da loja confiarão no
zelo que o padrinho se propõe a cumprir ao apadrinhar a candidatura em avaliação porque o
conhecem, e também estes por sua vez, respeitarão quem vier a ser escolhido para ser acolhido
pela loja.
E depois, porque o padrinho deverá acompanhar o seu afilhado na assistência das sessões da
loja a que estes pertencem, para que este não se sinta desapoiado e nem desintegrado num grupo
de gente que à partida não o conhece bem nem o qual deverá conhecer devidamente.
Acontece também o contrário, por vezes quem chega a uma loja maçônica já é popular no
mundo profano ou poderá ter relações profanas com alguns membros da loja e assim a sua
integração é mais facilmente consumada.
Mas e apesar de todo o fraternalismo que existe na Maçonaria em geral, os “primeiros
tempos de vida” de um maçom podem-lhe parecer estranhos porque terá de ser relacionar
inclusive com gente que talvez, no mundo profano, preferiria evitar. É verdade, tal pode
acontecer e ainda bem que tal assim acontece. Desta forma, é possível um entendimento que de
outra maneira não seria possível acontecer. Porque os irmãos são “obrigados” a confraternizar,
logo, encontrar "pontos de comunhão” e de “convergência”. Também, pelo facto de se terem de
relacionar, isso obrigará a que as pessoas se conheçam melhor, e com isso, desfazer alguns
preconceitos que poderiam ter anteriormente e que se assumirão posteriormente, como errados e
descabidos. Outros quiçá, manterão a mesma opinião que anteriormente. Tal poderá acontecer,
somos humanos e em relação a isso pouco se pode fazer… A não ser, tolerar e respeitar o
próximo tal como outra pessoa qualquer o deve merecer.
- Os maçons são pessoas como as outras, não são perfeitos; a forma de como combatem as
suas paixões e evitam os seus vícios é que os difere dos restantes membros da sociedade -.
E ter um padrinho que os guie corretamente nessas situações, que lhes dê a mão para os
apoiar quando necessitarem disso e que acima de tudo os critique quando o deve fazer para os
manter num bom caminho, marcará de todo a diferença. Isso é “meio caminho andado” para um
crescimento maçónico correto e que não seja funesto para a Ordem no futuro.
Os casos que normalmente vêm a público no mundo profano devem-se a erros de casting ou
a gente que foi mal formada ou que não se identificou depois com os princípios morais que
encontrou no interior da Maçonaria. Por isto, é que não basta a um padrinho convidar ou
apadrinhar alguém apenas por ser seu amigo, por ser seu colega ou por essa pessoa ter alguma
influência ou notoriedade no mundo profano. Esse “alguém” terá mesmo de se identificar com a
Maçonaria e saber um pouco ao que vai, porque caso contrário, criará uma perca de tempo ao
próprio e à loja maçônica que o acolher com as consequências que sabemos que poderão
suceder e que algumas vezes ocorrem mesmo!
E nos casos em que os maçons “derrapam” ou se desviam do seu caminho na virtude, os
padrinhos deveriam ser também responsabilizados, isto é, serem chamados à atenção por terem
trazido para dentro da Instituição Maçônica quem agiu de forma errada e que levou a que a
imagem desta Augusta Ordem fosse questionada profanamente. Obviamente que não digo que
fossem sancionados, mas que exista uma conversa para os alertar do perigo que é de apadrinhar
gente com este tipo de conduta para que no futuro sejam mais zelosos nos seus apadrinhamentos
e que também tivessem acompanhado a conduta do seu apadrinhado. Naturalmente que um
padrinho não pode ser culpado, a não ser que seja cúmplice, da atuação do seu afilhado, mas se
puder prever que o mesmo possa se desviar e errar, deve alertar o mesmo dos riscos que este
corre, seja de suspensão ou até mesmo de expulsão da Ordem, com tudo o que isso acarretará
moralmente para ambos. Porque mesmo em surdina, as “orelhas” do padrinho sofrem sempre as
consequências dos atos do seu afilhado. É habitual o ser humano criticar algo, todos somos
“treinadores de bancada”, logo criticar-se algo que não correu bem é a consequência lógica de
tal. Por isso até mesmo quem entra na Maçonaria deve refletir na sua conduta para que não
ponha a imagem dos outros irmãos em questão.
Porém, e ainda no âmbito da instrução maçônica do seu afilhado, o padrinho deverá
complementar a formação que será concedida pela loja ao seu apadrinhado; porque ao lhe
demonstrar também que a Maçonaria vive de símbolos, metáforas e alegorias, mas
fundamentalmente, da prática de rituais próprios, também ele (padrinho) ao instruir o seu
afilhado, poderá refletir e por em prática os conhecimentos que já adquiriu até então - o que é
sempre uma mais valia pessoal - e que lhe permitirá vivenciar o que também ele aprendeu
durante a sua formação até atingir o mestrado.
- Conhecer e ensinar outrém é do melhor que o ser humano poderá fazer pelo seu
semelhante. Tanto que acredito que o Conhecimento somente é Sabedoria quando
compartilhado-.
Mais tarde, quando o seu afilhado já se encontrar na condição de mestre, já não será tão
essencial ter aquela “especial” atenção que considero como importante na caminhada de um
maçom, porque este já atingiu uma parte importante da sua formação maçônica e concluiu o seu
percurso até à mestria. Mas no entanto, nunca o deverá abandonar, pois apesar de este ser um
irmão seu, será sempre o seu afilhado, logo alguém que um dia reconheceu como tendo
capacidades e qualidades maçônicas. E essa responsabilidade nunca desaparecerá.
E isto é algo que por vezes acontece e que eu considero como sendo nefasto para a vida
interna de uma Obediência. Não basta convidar alguém, se iniciar alguém, (mal) formar alguém
e depois deixá-lo à mercê dos tempos e vontades… Virar as costas a um irmão, mesmo que seja
inconscientemente, nunca trará resultados frutuosos para ninguém e principalmente para a
Ordem. É na nossa união que reside a nossa força, é com nosso apoio que conseguimos
enfrentar o dia-a-dia. E se isto poderá parecer como demasiado simplista e inocente, não nos
devemos esquecer que é no nosso espírito de corpo que se encontra a fonte da egrégora que é
criada em loja e que é a impulsionadora da nossa fraternidade.
Assim, alguém que queira apadrinhar a candidatura de um profano, terá de assumir que
adquire uma responsabilidade tal, que nunca será irrelevante e que nos seus “ombros” suportará
o “peso” de uma Ordem iniciática e de cariz fraternal como o é a Maçonaria. E que terá como
seus deveres principais: reconhecer, informar, transmitir/formar e acompanhar quem ele
considerar como sendo um válido (futuro) membro da Maçonaria.
Não será uma tarefa fácil, esta de se apadrinhar alguém, mas este é um compromisso que os
maçons assumem para com a Ordem e a bem da Ordem...
* O Irmão Nuno Raimundo é membro da RL Mestre Affonso Domingues Or.'. de Lisboa -
Portugal
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-importancia-que-um-padrinho-
tem-na.html
#39

A obra completa de Machado de Assis para download

A obra completa de Machado de Assis para download


Por Carlos W. Leite - Revista Bula
Uma parceria
entre o portal
Domínio
Público e o
Núcleo de
Pesquisa em
Informática,
Literatura e
Linguística
(Nupill), da
Universidade
Federal de Santa
Catarina,
sistematizou,
revisou e
disponibilizou
on-line a Coleção Digital Machado de Assis, reunindo a obra completa do autor para download.
Além dos romances, “Ressurreição” (1872), “A Mão e a Luva” (1874), “Helena” (1876),
“Iaiá Garcia” (1878), “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), “Casa Velha” (1885),
“Quincas Borba” (1891), “Dom Casmurro” (1899), “Esaú e Jacó” (1904) e “Memorial de
Aires” (1908), a coleção engloba sua obra em conto, poesia, crônica, teatro, crítica e tradução.
O projeto, que foi criado em 2008, também disponibiliza teses, dissertações e estudos críticos, e
traz um vídeo sobre a vida do autor e sobre o contexto histórico em que ele viveu.
Clique no link para acessar: A obra completa de Machado de Assis para download[1]

References

1. ^ A obra completa de Machado de Assis para download (machado.mec.gov.br)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-obra-completa-de-machado-de-
assis.html
#40

155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito
O
Rijksmuseum,
um dos maiores
museus da
Europa,
dedicado à artes
e história,
disponibilizou
para apreciação
on-line ou
download, parte
de seu
gigantesco
acervo. São

aproximadamente 155 mil obras.


Durante a era de ouro das navegações, período da História compreendido entre 1584 e 1702,
quando navios holandeses dominavam as rotas mercantes do globo e o país se transformou-se
na primeira potência capitalista do ocidente, a crescente burguesia demandava uma vasta
produção de retratos e pinturas, florescendo o comércio, a ciência e, sobretudo, as artes. Poucos
países tiveram tamanha produção artística e com tal qualidade como a Holanda desse tempo.
A coleção de pinturas do Rijksmuseum inclui trabalhos dos principais mestres do século 17.
Nomes como Jacob van Ruysdael, Frans Hals, Fra Angelico, Vermeer e Rembrandt fazem parte
do acervo. Obras como “A Noiva Judia” (1665), “A Ronda Noturna” (1642), “De
Staalmeesters” (1662), de Rembrandt; “A Leiteira” (1660), de Johannes Vermeer; “Paisagem de
Inverno” (1608), de Hendrick Avercamp; “Retrato do Casal Isaac Abrahamsz Massa e Beatrix
van der Laen” (1622), de Frans Hals; e “Retrato de Adolf en Catharina Croeser” (1655), de Jan
Steen, estão disponíveis para download gratuito.
Os usuários podem explorar toda a coleção por artista, tema, estilo ou semelhança. Todas as
imagens estão disponíveis em alta resolução. Para fazer o download é necessário um registro
simples ou logar-se usando a conta do Facebook. Em seguida, basta clicar sobre a opção
(download image) localizada abaixo da obra selecionada e mandar salvar.
Clique no link para acessar: 155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para
download gratuito[1]
Fonte: R. Bula

References

1. ^ 155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito
(www.rijksmuseum.nl)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/155-mil-imagens-de-obras-de-arte-
em.html
#41

Toda a obra de Mozart para download

Toda a obra de Mozart para download


Fonte: Revista Bula
O site
Mozart
Weltweit
disponibilizou
para
download
legal e para
audição on-
line, toda a
obra do
compositor
austríaco
Wolfgang
Amadeus
Mozart,
composta por
cerca de 700 peças, totalizando mais de 180 horas de música. Mozart foi o mais importante e
prolífico compositor do período clássico. Suas obras são referenciais na música sinfônica,
concertante, operística, coral, pianística e de câmara. Mozart compôs o primeiro concerto aos 11
anos de idade e o último em 1791, ano de sua morte, aos 35 anos.
Entre suas obras estão 41 sinfonias; 19 missas (incluindo o Requiem); 27 concertos para
piano; concertos para trompas, flauta, oboé, clarineta, fagote e harpa, 12 árias de concerto; 13
serenatas; 50 canções para voz e piano e 24 óperas, com destaque para “A Flauta Mágica”
“Idomeneo”, “Don Giovanni” “O Rapto do Serralho” “Cosi Fan Tutte” e “As Bodas de Fígaro”.
Para fazer o Download basta clicar sobre a opção desejada, com o botão direto do mouse
pressionado, e mandar salvar.
Clique no link para acessar: Toda a obra de Mozart para download[1]
Endereço alternativo: http://bit.ly/8kjcde[2]

References
1. ^ Toda a obra de Mozart para download (bit.ly)
2. ^ http://bit.ly/8kjcde (bit.ly)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/toda-obra-de-mozart-para-
download.html
#42

O RITO ADONHIRAMITA ALGUNS ESCLARECIMENTOS SOBRE O RITO E


OUTROS COMENTÁRIOS

Maçonaria Adonhiramita
ALGUNS ESCLARECIMENTOS SOBRE O RITO E OUTROS COMENTÁRIOS
Por Hercule Spoladore
A Maçonaria Adorinhamita nasceu na França durante a segunda metade do
século XVIII. Foi praticada lá e em suas colônias bem como em Portugal e
suas respectivas colônias. Foi o primeiro rito a entrar no Brasil trazido pelo
Grande Oriente Lusitano. Ele atualmente estava sendo praticado só no Brasil,
aonde vem apresentando um desenvolvimento muito acentuado, com a criação
de inúmeras novas lojas, quer no GOB, quer na COMAB e agora também na
Grande Loja de São Paulo (GLESP).
Todavia, há alguns anos ele foi reintroduzido em Portugal, graças aos esforços do então
Grão-Mestre do GOB-Pará, Irmão Waldemar Coelho que é um dos grandes incentivadores para
que o Rito cresça em todo o mundo o qual enaltece também os esforços dos maçons
adonhiramitas do Pará e o Rio de Janeiro que muito trabalharam para que o Rito voltasse a
Portugal. O então Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica Regular de Portugal, o Irmão Mario
Martin Guia decretou finalmente a criação da primeira Loja Adorinhamita no pais, pelo menos
nesta nova fase do Rito, e que levou o nome de Loja Regular “José Estevão”. Evidentemente a
primeira Loja do Rito Adorinhamita em Portugal foi fundada no século XVIII. Leia mais[1]
De início se torna necessário esclarecer e explicar um erro histórico sobre a fundação deste
Rito.
Não foi o maçom Barão de Tschoudy (Louis Theodore) político de origem suíça nascido
em1720 e falecido em 1769 aos quarenta e nove anos de idade quem fundou o Rito. O Rito em
realidade foi fundado por Louis Guillerman Saint-Victor que escreveu um livro “Compilação
Preciosa da Maçonaria Adonhiramita” (Recueil Précieux de la Maçonnerie Adorinhamite) onde
ele descreveu e incluiu os quatro primeiros graus e publicou em 1781. Em 1785 ele escreveu um
segundo livro descrevendo mais oito graus, perfazendo doze Era então, conhecido o Rito como
a Maçonaria dos 12 graus.
O grande culpado deste imbróglio do falso fundador do Rito foi um escritor francês, maçom,
de nome Jean Baptiste Marie Ragon de Bettignies (1781- 1862), mais conhecido por Ragon, que
ao que parece tinha boa cultura maçônica. Escreveu vários livros sobre a Ordem, porem ao
escrever não era criterioso e nada mais do que um leviano que inventava situações a seu bel
prazer. E em um dos seus livros “Ortodoxia Maçônica” (Orthodoxie Maçonnique) ele afirmou
que o Barão de Tschoudy era o fundador do Rito Adorinhamita e também ele “criaria” o 13º
grau do Rito. Entre as suas várias balelas existe mais uma, ao afirmar que Elias Ashomole teria
sido o primeiro compilador dos rituais dos graus 1, 2 e 3, quando na realidade Aschmole jamais
compilou qualquer ritual. Aschmole quando foi iniciado em 08/10/1646, nesta época não tinha
ainda sido organizado o catecismo (ritual) do grau 2, o qual foi criado em 1670 (manuscrito
Sloan, 3 -1696), e muito menos o 3º grau criado em 1725 e incorporado na ritualística em 1738.
Desta forma, inventando, ele atribuiu a paternidade do Rito Adonhiramita ao Barão de
Tshoudy. Só que em 1871 Tschoudy havia falecido 12 anos antes. Logo, ele jamais poderia ter
fundado o Rito Adorinhamita.
Após 1785 Guillerman Saint-Victor escreveu e publicou a tradução de um trabalho alemão a
respeito do Grau Noachita ou Cavaleiro Prussiano, de autoria do alemão M. de Beraye e este
artigo apareceu publicado no Journal de Trévoux.
Ragon e Thory se intrometeram, sem nenhuma razão especial interpretaram a publicação
como sendo mais um grau, o 13º grau, embora Saint Victor houvesse publicado a tradução por
mera curiosidade sem intenção de criar mais um grau. Esta tradução era um grau alemão que
nada tinha a ver com os 12 graus já estabelecidos do Rito. Ragon inseriu o novo grau na parte
final da segunda parte do trabalho de Saint Victor e o 13º grau acabou sendo incluído no Rito.
Também, seria o 13º grau segundo alguns autores, uma homenagem a Frederico II da Prússia,
maçom e que foi benfeitor da Ordem numa época em que ela se achava em progresso, mas
muito perseguida.
Fica assim esclarecido este erro histórico causado por um escritor maçom até certo ponto
inescrupuloso e que apesar de escrever bem e ser culto não media as consequências do que
escrevia. Ele terminou desacreditado no final do século XX. Ele era ainda muito citado em
trabalhos até há cerca de 30 a 40 anos atrás, por escritores maçons brasileiros e estrangeiros, que
não conheciam a verdade sobre o famoso Ragon. Ainda existem irmãos atualmente no Brasil
que afirmam ter sido o Barão de Tschoudy o fundador do Rito Adorinhamita bem como citam
Ragon como referência bibliográfica em seus trabalhos, que costumeiramente ainda se lê nas
revistas, ou livros maçônicos.
Existe um Rito da “Estrela Flamejante” (L’etoile Flamboyant) fundado em 1766, portanto
três anos antes desenlace do Barão e que foi realmente fundado por ele. Era um rito composto
de 15 graus. Tschoudy era um maçom ativo e honesto. Ele não tem culpa se Ragon o colocou
como fundador da Maçonaria Adorinhamita. Quiseram imputar a fundação de outro rito à
Tschoudy, ou seja, o Rito de Tschoudy Reformado de seis graus. Mas, igualmente quando
fundaram este Rito o Tshoudy já tido partido para o Oriente Eterno já há alguns anos. Tshoudy
era particularmente contra os Altos Graus. Ele também pertenceu ao Conselho dos Imperadores
do Oriente e do Ocidente, que foram os criadores do Rito de Heredon de vinte e cinco graus.
Aliás, este Rito foi a fonte, foi a raiz dos demais ritos que hoje conhecemos pertencentes à
vertente francesa, inclusive o Rito Adorinhamita.
Com relação à história da criação do Rito Adorinhamita em si tudo começou em 1743
quando um escritor profano compositor musical escrevendo vários livros cerca de dez, sobre
música, teatro, pertencente à Academia Real de Música da França de nome Louis Travenol,
usando o pseudônimo de Leornard Gabanon escreveu um livro contra a Maçonaria intitulado de
“Catecismo dos Francos Maçons” (Cathécisme de Francs Maçons) onde descreveu uma série de
fantasias e mentiras, porem com algumas informações corretas que coincidiam com a maçonaria
praticada na época, além da descrição do 3º grau completo como era praticado. E ele coloca em
cena o nome de Adonhiram que até então não existia na lenda a qual apesar de ser nova, criada
há poucos anos só se conhecia o personagem Hiram Abif.
Em 1742, o Abade Gabriel Luiz Calabre Perau escreveu um livro “A Ordem Maçônica
Traída e seus segredos revelados” (L’Ordre des Francs Maçons Trahi et leur secrete revélé)
publicado em 1745 em Genebra que era confundido com a obra de Travenol. Ambos os livros
mencionam Adonhiram, mas a obra de Perau era mais uma descrição de canções e hinos
cantados durante as sessões maçônicas, enquanto que Travenol descreveu o 3º grau e sua lenda
como eram conhecidos na época, mas colocando em evidência o personagem bíblico
Adonhiram. A obra de Perau é aqui citada porque muitos historiadores confundiram o titulo
com a obra de Travenol. Perau se propôs apenas revelar os segredos da Maçonaria, mas não
denegrir a Ordem a exemplo de muitos escritores da época faziam, aliás, como o próprio
Travenol.
Em 1744 Travenol lança outro livro “Compêndio da História de Adonhiram Arquiteto do
Templo de Salomão” (Abrége de L’Histoire D’Adoniram, Architecte du Temple de Salomon)
onde ele disseminou de vez a confusão entre Adonhiram com Hiram Abif. A partir dai os
ritualistas maçônicos dividiram as opiniões pois para alguns seriam os mesmos personagens da
lenda, enquanto para outros se tratava de personagens diferentes. Interessante como os maçons
davam importância para a obra de um profano. E acresça-se que era um profano escrevendo
contra a Ordem. Parece que eles próprios não tinham segurança na redação dos seus rituais e
suas lendas. Aproveitavam o conteúdo dos livros escritos por profanos como fonte de
referência, pelo menos naqueles conceitos e história que se podia aproveitar deixando de lado as
mentiras, invenções e ficções.
Mas as obras de Travenol de qualquer forma influenciaram o inicio da Maçonaria
Adonhiramita. Mas não foi o único autor a escrever livros que influenciaram a própria
Maçonaria. Muitos anos antes em 1730 Samuel Prichard fez o mesmo, publicou todos os
segredos da Maçonaria inglesa até aquela data. E esta obra é estudada até hoje pelos cientistas
maçônicos da Loja Quatuor Coronati, nº 2076 de Londres. Por ironia trouxe muita informação
correta necessária para Maçonaria de hoje.
Mas quanto Adonhiram alguns ritualistas da época mantinham uma situação dualista, mas
não concordavam quanto à função de cada um dos personagens na construção do templo de
Salomão. Um era hebreu, o outro era fenício. Interessante, que tudo começou a partir de um
livro escrito contra a Ordem, nascendo daí o embrião de um movimento maçônico que logo
mais se tornaria a Maçonaria Adonhiramita.
Em 1747, o livro Catecismo dos Francos Maçons (Cathecisme des Francs Maçons) foi
reeditado, voltando a enfatizar o personagem Adonhiram.
Ainda em 1749 Travenol publicou “Novo Catecismo dos Francos Maçons” (Nouveau
Cathecisme des Francs Maçons) onde ele publica práticas ritualísticas dos Modernos, que
constituem uma referência sobre o Rito Francês.
Um grupo de maçons ritualistas sustentava que Adonhiram tinha sido um subalterno, um
mero arrecadador de impostos ao passo que o outro grupo achava que ele seria o verdadeiro
personagem da lenda do 3º grau. Desta forma nasceu a Maçonaria Adonhiramita defendida pelo
grupo de Guillerman cuja lenda seria diferente da Maçonaria Hiramita com relação ao principal
protagonista da mesma, mas que no fim os atributos e finalidade dos personagens eram os
mesmos. Ambas as correntes tinham a mesma meta, onde existia muita convergência na redação
das lendas, levando-se em conta que se assemelham muito, pois ambas tratavam da construção
do templo de Salomão e seu provável construtor.
Evocando os landmarques que afirmam a exigência da lenda do 3º grau baseada em Hiram
Abif estes foram contrariados quanto a um dos personagens principais defendido pelos maçons
adonhiramitas. Mas e daí? Por acaso a Maçonaria Adorinhamita também não cultua Adonhiram
um personagem bíblico com as mesmas características simbólicas do Hiram Abif também
bíblico? E outra pergunta considerada lógica e coerente: tanto um como o outro tinham
qualificações para ser o mestre de obras, o construtor mór do templo de Salomão? Não tinham
porque o Hiram, o fenício era trabalhava
com bronze, que hoje o chamaríamos de metalúrgico. Era um artífice em fundição de bronze.
O que ele entendia de construção para ser a principal figura da edificação do templo? E o outro,
o hebreu o Adonhiram era administrador e coletor de impostos ou como a Bíblia afirma em
outro local, um preposto às corvéias, por ocasião do Templo de Jerusalém. Para esclarecer o que
é corvéia era o trabalho gratuito que no tempo do feudalismo, o camponês era obrigado a prestar
serviços ao senhor ou ao estado. Trabalho escravo, portanto. Também não teria também
qualificação para ser o mestre de obras do suntuoso e famoso templo. E a própria Bíblia causa
as confusões, pois ela é repleta de contradições gritantes. Existem vários Hirans Hirão e mais de
um Adonhiram, Adoniram Adoram ou nomes parecidos. Mas este detalhe não altera o
arcabouço geral da lenda do 3º grau feita por maçons. Por quê? Porque a principal função da
lenda não é a de ficar-se discutindo confusos personagens bíblicos. E ainda tem que se
considerar que tanto a Maçonaria Hiramita como a Adonhiramita promoveram, isto na lenda do
3º grau um personagem secundário para ser o arquiteto ou construtor ou superintendente do
Templo. Isto seria impossível e improvável atualmente. Tanto Hiram Abif como Adonhiram não
teriam capacitação técnica para ser o construtor do templo de Salomão. Mas lenda é lenda e daí?
Lenda é lenda, é fácil fabricar uma. A lenda de Hiram ou Adonhiram não fugiu a regra.
Ainda levando-se em conta o que é uma lenda que segundo os dicionários é “uma narração
escrita ou oral de caráter maravilhoso, relatando fatos históricos antigos na qual estes são
deformados pela imaginação popular ou pela imaginação poética” (Aurélio). Logo, uma lenda
pode ser alterada, antes de tomar o a redação final, pois ela contem fatos verdadeiros e fatos
irreais e não tem compromisso com a realidade e nem com a verdade, mas sim com a mensagem
e o recado simbólico que ela transmite o exemplo que ela estabelece e impõe a um grupo ou à
sociedade. Ela vale pela mensagem que passa aos adeptos.
Já o mito tem diversas explicações, mas uma delas seria complementando o conceito de
lenda que seria uma imagem simplificada de pessoa ou de um acontecimento, não raro ilusório
elaborado ou aceito pelos grupos humanos e que representa papel significativo de
comportamento. Seria o produto final, o herói da lenda. Todo povo, nação, grupo de homens,
religiões, ou a própria Maçonaria precisam de um mito para sobreviver.
O esplendor da lenda Hiramita ou Adonhiramita não está na defesa deste ou daquele
personagem, já que no caso ambos os personagens foram emprestados da Bíblia, mas sim na
influência e identidade da lenda com o mito solar. Poucos autores mencionam este fato. Parece
que o mantem oculto. A lenda do 3º grau é totalmente influenciada pelos cultos solares da
antiguidade, tendo o seu similar mais aproximado na lenda egípcia de Osíris. Mas destacam-se
ainda na lenda do 3º grau as influências das manifestações religiosas e místicas dos povos
antigos como os sumerianos, dos persas, dos gregos. Especialmente do mitraismo, que era uma
religião pagã, que adorava o sol e que foi tornada ilegal e o cristianismo oficial pelo Imperador
Teodósio em 391.d.C numa ocasião em que ela disputava com o cristianismo quase que em
igualdade de condições, qual religião prevaleceria. O cristianismo copiou muito coisa do
mitraismo, dando outros nomes.
A influência do mito solar vem também inserida nos rituais de todos os ritos, quando se faz
os diálogos entre o Venerável e os Vigilantes. Na abertura e fechamento ritualísticos das sessões
eles descrevem o nascimento, morte e renascimento do sol diuturnamente. É uma referência. É a
descrição do trajeto descrito pelo sol, símbolo principal dos antigos e de todas as religiões
naturais antigas. Por isso diz-se que a Luz vem do Oriente. O Venerável lembra ou representa o
sol dos antigos. Ainda vem a afirmação importante nesta lenda do conceito do nascer, morrer e
renascer, um dos principais ensinamentos do 3º grau. Não se quer atribuir aos rituais maçônicos
e nem à própria Maçonaria que ela seja um produto do mito solar. Mas sofreu sua influência
assim como foi influenciada por tantas outras culturas e religiões naturais antigas e
principalmente da Bíblia. A lenda do 3º grau sofreu todas estas influências e foi adaptada para a
Maçonaria. Foi uma lenda bem manipulada, construída para nortear a Ordem em sua caminhada
através dos tempos e que provou estar correta, pois hoje quer a Maçonaria Adorinhamita, ou a
Maçonaria Hiramita tem o seu herói-símbolo, ou seja, o seu mito, fazendo parte de uma mesma
lenda, ou seja, a lenda do 3º grau.
“Os autores do ritual do 3º grau, ainda desconhecidos apelaram para todos os recursos de sua
imaginação e de uma erudição tão vasta quanto incoerente, produziram um monstro enigmático,
cujas pesquisas, as mais conscienciosas não puderam descobrir sua verdadeira origem - Le
Foriestier -
Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil – Londrina – Pr.
REFRÊNCIAS
CASTELLANI, José Liturgia e Ritualística do Grau de Mestre Maçom
Em todos os Ritos
Editora "A Gazeta Maçônica"
São Paulo, 1987
CARVALHO, Assis Ritos e Rituais – volumes 1,2,3.
Editora “A Trolha”
Londrina, 1993
PERAU, Gabriel Louis Calabre - A Ordem Maçônica Traída e seus Segredos
Revelados
Tradução de Ataualpha José Garcia
Editora “A Trolha”
Londrina, 2001
Original: “L’ordre des Francs Maçons Trahi, et leur Secret revélé”
A L’Orient,
Chez G. de L’lEtoile, entre L’esquerre & le Compass, vis-à vis du Soleil couchant, 1745”
O RITO ADONHIRAMITA – HISTÓRIA - Publicação feita pelo Sublime Capitulo
Adonhiramita do Brasil – Florianópolis - Santa Catarina

References

1. ^ Leia mais (omalhete.blogspot.com.br)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/alguns-esclarecimentos-sobre-o-rito-
e.html
#43

MAÇONARIA NÃO É MILÍCIA

MAÇONARIA NÃO É MILÍCIA


Por Laurindo R. Gutierrez (* )
Desde o
dia que me foi
dada a Luz
maçônica,
aprendi que o
Maçom é um
pedreiro livre,
construtor de
catedrais,
homem
pacífico e
amante dos
estudos. A
palavra
Maçom
derivada do
francês
“pedreiro” me deu a certeza da finalidade da Ordem Maçônica, a de construir um novo homem,
a partir de um profano tosco, habitante das trevas. Até a palavra Maço, símbolo da ação
maçônica, me lembra, Maçom. Nunca vi escrito em rituais, nem ouvi relato algum de que o
maçom deva prestar obediência ao Papa, a não ser a si próprio, pois é livre para pensar e agir e
assim se tornar um Ser especial, capaz de ensinar a outros e ser exemplo em sua comunidade.
Porém, uma corrente de maçons sustentam que nossa Ordem é originária do Cavaleiros
Templários, fundada no ano de 1.118, por nove monges, sobrevivente da Primeira Cruzada, e
conhecida como a Milícia de Cristo, criada para proteger os peregrinos que se dirigiam ao Santo
Sepulcro e outros lugares sagrados da Terra Santa. Para ser aceito na Ordem o candidato tinha
de fazer opção à pobreza pessoal, obediência ao Papa e voto de castidade. Alguns autores
afirmam que praticavam sodomia entre eles. Em sua época os Templários foram um colosso
financeiro e militar e eram conhecidos como os banqueiros de Cristo, pois arrecadavam fortunas
em dinheiro e o guardavam em cofres forte, protegido pelo Senhor; diziam. Muitas obras foram
escritas e avidamente devoradas por irmãos desejosos de conhecer a história desses valentes
cavaleiros ali retratados. Os Templários nada tinham de maçons, nem influenciaram nossa
Ordem, surgida 400 anos depois do fim deles. Dos Templários, a maçonaria apenas herdou os
protocolos secretos e o sigilo imposto a seus iniciados, além do uso do chapéu. Segundo os
escritores J. Castellani e H. Spoladore, o mais certo é que a Maçonaria tem sua origem nas
Guildas, uma Corporação de Ofício, que abrigava trabalhadores como, pedreiros, sapateiros, e
alfaiates, que pagavam uma certa quantia para pertencer àquela Corporação. A maçonaria da
época, por sua tradição oral, não deixou qualquer documento escrito, que pudesse liga-la aos
Templários, ou a nenhum outro grupo ou Ordem. Tudo que se fala ou escreve sobre a ligação
Templários e maçonaria, é especulação.
A ruína dos Cavaleiros Templários, parece ter começado com seu crescimento desordenado,
que tendo começado com nove monges, pouco tempo depois eram mais de 15 mil, além de uma
esquadra marítima poderosa. Seu grande pecado foi quando num ato de vilania assaltaram e
mataram seus irmãos cristãos em Constantinopla no ano de 1.204. Esse foi o grande erro deles,
que causou o Cisma da Cristandade, e nunca mais a Igreja de Roma e a Grega de
Constantinopla, fizeram as pazes. O Rei Filipe IV, “O Belo”, em 13 de outubro de1307, ordenou
um ataque surpresa, prendendo, torturando e matando dezenas de cavaleiros em toda a França.
Nesse dia os Templários foram dizimados e desapareceram para sempre. Apesar de existirem
ainda hoje, alguns grupos que se denominam Cavaleiros Templários, na verdade são
clandestinos e irregulares, pois o verdadeiros Templários desapareceram para sempre, naquele
fatídico 13 de outubro de 1.307. A pá de cal que sepultou para sempre os C.T. foi jogada pelo
Papa Clemente V, no ano de 1312, determinando a dissolução da Ordem, sob acusação de
heresia. Amantes do militarismo, admiradores de seitas exóticas, caçadores de tesouros
perdidos, ao estilo Indiana Jones e curiosos de todo tipo criaram a fantasia ligando nossa Ordem
ao Templários. Muitos autores trabalham para dar credibilidade a essa idéia com seguidores
ferrenhos, que não conhecendo nem o ritual maçônico do Grau de Aprendiz acreditam no que
leem. A “arma” do pedreiro livre, é a inteligência aplicada à colher de pedreiro, não a espada,
instrumento de morte, e sua casa é o templo onde se reúne; não o quartel.
*Loja de Pesquisas Brasil- Londrina-PR
*Loja de Pesquisas Chico da Botica- Porto Alegre- RS
Fonte - Internet – JB News – Dicionário Maçônico ( R. da Camino) –
Texto revisado do original de 25/05/11-
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/maconaria-nao-e-milicia.html
#44

LANDMARKS, ANTIGAS OBRIGAÇÕES E CONSTITUIÇÕES DE


ANDERSON

As decisões
das
autoridades
maçônicas

fundamentam-se em atribuições conferidas pelos Landmarks e pela a Constituições de


Anderson, documentos colocados à frente das constituições e regulamentos das Potências e das
Lojas. Claro, pois qualquer ato que contrariasse os Landmarks ou as Constituições de Anderson
seriam nulos sob o prisma das ordenações da Maçonaria Universal. Resta saber, entretanto ‒ e
para início de conversa ‒ a quais Landmarks esta ou aquela Potência se reporta, uma vez que
existem muitas "listas" de Landmarks neste que é o melhor dos mundos criado pelo Grande
Arquiteto do Universo.
A compilação mais conhecida é a de Albert Mackey (1807-1881), com 25 cláusulas pétreas
("conhecida" é o modo de dizer, pois a maioria dos maçons desconhece o conteúdo e significado
dos Landmarks, apesar de jurarem sobre ele a vida toda).
E, para o espanto de muitos, a lista inventada por Albert Mackey é tão "pétrea" que foi
contestada por muitos eminentes maçons da América e da Europa, recusada ferozmente pelo
outro Albert ‒ o Pike, considerado o "Papa do Rito Escocês". Para Joseph Gottfried os
Ladmarks são nove; dezessete para Robert Morris; quinze para a Grande Loja de Tennessee;
doze para Mac Bride; dez para a Grande Loja de Nova Jersey; dezenove para Luke Lockwood;
quinze para a Grande Loja de Connecticut; sete para Grande Loja de Massachussets; vinte e seis
para a Grande Loja de Minnesota; cinquenta e quatro para a Grande Loja de Kentucky.
Durma-se com um barulho desses! Por aí vocês podem imaginar o quanto são "imexíveis"
esses Landmarks... e como são "respeitados" na América as "Old Charges of Craft
Freemasonry" (Antigas Obriga- ções do Ofício dos Pedreiros Livres) .(1) O assunto deixaria de
ser polêmico se decidíssemos nos curvar à voz do "vaticano maçônico" ‒ a Grande Loja Unida
da Inglaterra ‒ que, apesar de não usar a expressão Landmark, fixou basicamente oito condições
sem as quais eles não reconhecem as demais maçonarias do mundo:
" 1º - Que cada Potência tenha sido estabelecida legalmente por um organismo maçônico
devidamente constitu- ída ou por três ou mais Lojas regularmente constituídas.
2º - Que seja professada a crença num Ser Supremo, na Sua vontade revelada e consequente
crença na imortalidade da alma.
3º - Que todos os Iniciados assumam sua obrigação sobre o volume aberto da Lei Sagrada.
4º - Que os membros das Lojas sejam exclusivamente homens.
5º - Que a Potência tenha jurisdição soberana sobre os Graus Simbólicos nas as Lojas sob seu
controle e não divida essa autoridade com um Conselho Supremo ou outro Poder.
6º - Que o Volume da Lei sagrada, com o Esquadro e o Compasso sobrepostos sejam sempre
exibidos quando a Potência ou suas Lojas estiverem em sessão.
7º - Que a discussão de religião e política dentro da Loja seja estritamente proibida.
8º - Que o segredo nos modos de reconhecimento, o simbolismo do terceiro Grau e os
princípios dos antigos usos do Ofício sejam estritamente observados." Mas as dúvidas não
param na questão dos Landmarks.
Nas Constituições de Anderson a observância das Antigas Obrigações é ainda mais
controversa.
Por isso mesmo, aos recém iniciados é apresentado um resumo defeituoso, com uma dúzia de
páginas, do texto integral de James Anderson (1679-1739) que tem 226 páginas em inglês
antigo, (edi- ção original do ano 1723).
Os textos fundamentais dessas Antigas Obrigações (Landmarks e Constituições) são como os
conteúdos da Bíblia que quase ninguém leu, mas que todos citam conforme o interesse pessoal
ou os equívocos que queiram perpetuar.
Neste aspecto inda se reproduz o costume dos antigos párocos do interior brasileiro que
desestimulavam a leitura na íntegra da Bíblia a fim de não suscitarem questionamentos nas
cabecinhas dos fiéis. No entanto, as Constituições de Anderson estabelecem preceitos tão
detalhados que os mais festivos maçons haveriam de se sentir constrangidos, caso sua
observância fosse de fato exigida.
Por exemplo: Página 51: "As pessoas admitidas como Membros de uma Loja precisam ser
Homens bons e leais, nascidos livres e de idade madura e discretos, não sendo servos, nem
mulheres, nem homens imorais ou escandalosos.[...]
Toda promoção entre Maçons é baseada apenas em Valor real e Mérito pessoal a fim de que
os Irmãos não sejam expostos à Vergonha, nem a Arte Real seja denegrida. (e mais adiante) "...
não deveis reunir-vos em Comitês privados ou Conversações em separado sem permissão do
Mestre, nem falar de coisa que seja indecorosa.
Nem interromper o Mestre, os Vigilantes nem qualquer Irmão; nem se comportar de forma
ridícula, zombeteira enquanto a loja estiver ocupada no que é sério; nem usar de nenhuma
linguagem indecorosa sob qualquer pretexto.
Página 54: "... diverti-vos com júbilo porém evitando todos os excessos ou evitando forçar
qualquer irmão a comer ou beber além de sua inclinação ou impedindo-o de ir-se quando seus
motivos o chamarem a isso." ‒ ‒ e por aí vai, como deveria ser em todos os tempos numa
fraternidade que pretende formar líderes e servir de exemplo e referência para o mundo profano.
Todavia, a questão de bem cumprir essas Constituições e os famigerados Landmarks ultrapassa
imposições de ordem moral, uma vez que, sendo iniciado, o homem não tem mais o direito de
ser "um ateu estúpido nem um libertino irreligioso" (palavras textuais de James Anderson: "a
stupid atheist, not an irreligious libertine"). Esse preceito, longe de ser religioso, impõe que um
maçom não seja "um estúpido libertino" ‒ ou seja: uma pessoa que proceda com irreverência
para com as coisas sagradas ou para com a família; ou que leve uma vida dissoluta, entregando-
se imoderadamente aos prazeres da carne. Entendam como melhor julgarem... Dito isso,
passarei adiante e convido vocês a acompanharem a série de artigos que planejo divulgar com a
análise das Constituições de Anderson e dos Landmarks sob o aspecto das regras
administrativas, preceitos e leis fundamentais que devem reger os estatutos maçônicos, a vida
das instituições, os regimento das Potências e os regulamentos das Lojas.
Todos sabem que as funções dos Oradores, Procuradores, Juízes, Deputados e Delegados na
Maçonaria dependem de sólidos conhecimentos dessas matérias. É o que veremos nos próximos
estudos.
(1) As Antigas Obrigações compreendem o Regius Manuscript, os 53 textos da Grand
Lodge, os 21 chamados Sloane, os 9 textos do Tew, os 8 de Sundry, Spencer, Roberts e
Berthelon com 6 textos cada e a menor das cole- ções, Cooke com 3 textos.
(2) Este princípio põe fim às pendengas e arengas intermináveis sobre regularidade em solo
brasileiro.
Basta observarmos qual ou quais Potências foram fundadas por três ou mais Lojas
regularmente constituídas e estarmos atentos à brutal diferença entre "regulardade" e
"reconhecimento".
(3) É bom não confundir imortalidade da alma com reencarnação, pois (a título de exemplo)
o catolicismo prega a imortalidade da alma e contesta a reencarnação.
(4) Foi a questão da jurisdição soberana sobre os Graus Simbólicos nas Lojas sem o
compartilhamento da autoridade com um Conselho Supremo que motivou a crise de 1927 com a
criação das Grandes Lojas por Mário Behring (ver meu livro "História, Fundamentos e
Formação da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais", páginas 94 a 111).
(5) A discussão sobre política dentro das Lojas é inevitável, uma vez que o homem é político
por natureza, isto é ‒ ocupa-se de assuntos públicos pertinentes à cidadania e aos negócios do
governo.
O que Anderson desaconselhou foi a promíscua convivência dos maçons com a politicalha
dos interesses pessoais, trambiques eleitorais dentro e fora da Ordem, tapinhas no ombro e troca
de favores, ainda tão comuns em nosso meio.
Quanto à religião, Anderson foi forçado a preservar o status dos reis ingleses que comem na
mesma mesa com os poderosos da Igreja Anglicana. Ÿ Este artigo não representa a palavra
oficial de nenhuma Potência, Loja ou Corpo Maçônico. Trata-se da opinião e pesquisa pessoal
do autor, uma vez que "a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade,
e é para garantir essa liberdade, que ela propõe a todos a maior tolerância."
(*) O Irmão José Maurício Guimarães é Venerável Mestre e fundador da Loja Maçônica de
Pesquisas “Quatuor CoronaƟ, Pedro Campos de Miranda”, jurisdicionada à Grande Loja
Maçônica de Minas Gerais.
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#45

CARGOS EM LOJA – VENERÁVEL MESTRE

CARGOS EM LOJA – VENERÁVEL


MESTRE
Eleito diretamente pelos membros da
Loja, o Venerável Mestre é o seu dirigente
máximo. É a primeira das três Luzes da
Loja, representando a Sabedoria, a deusa
Minerva, a Procura da Verdade e Salomão,
Rei de Israel. Já tendo passado pela
cerimônia iniciática de Instalação, possui a
prerrogativa de portar a Espada Flamejante
e realizar Iniciações. Em razão das
atribuições e deveres do Venerável Mestre
serem muitos e de várias índoles, é
importante que já tenha ocupado outros
cargos da hierarquia maçônica, sobretudo a
de Vigilante ou Secretário. É necessário que seja escolhido entre os que possuam os mais
profundos conhecimentos sobre tudo o que se referir à Maçonaria e também ao Homem e à
Sociedade. Como guia e paradigma, deve sentir-se Maçom acima de qualquer outra formação
doutrinária e ser discreto, justo, tolerante, conformado, entusiasmado e disciplinado. Deve ser
estudioso sem ser superficial e não alardear ou abusar de sua inteligência e do cargo para o qual
foi eleito por seus pares. Para a Escola Ocultista, representa o primeiro aspecto da divindade, o
princípio humano da vontade espiritual e o plano nirvânico ou espiritual, atraindo, na abertura
das sessões, devas (anjos) do sétimo raio, altamente evoluídos, que comandam seus respectivos
espíritos da natureza e elementais, sobressaindo as cores rosa, ouro, azul e verde, cada uma das
quais predominante em determinadas fases da sessão. O Venerável Mestre usa o seu avental de
Mestre Instalado, tem assento no Oriente e porta um malhete, sendo, a sua joia, um esquadro
sob um compasso num arco de círculo, com um sol e o olho onividente no centro
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mestre.html
#46

MESTRE INSTALADO

MESTRE INSTALADO
É o Mestre que tendo sido eleito Venerável Mestre, passa
pelos ritos iniciáticos de Instalação, em que lhe são
transmitidos, por uma Comissão Instaladora formada por
três Mestres Instalados, os segredos que lhes são privativos.
Também na Igreja Católica observa-se a exigência da
presença de três bispos na cerimônia de consagração de um
novo bispo. O Mestre Instalado, também designado pela
expressão inglesa Past Master, é quase que um quarto grau
do simbolismo maçônico, uma vez que somente os
detentores deste título podem iniciar (ao grau 1), elevar (ao
grau 2), exaltar (ao grau 3), assistir do início ao fim a
cerimônia de Instalação e Instalar (criar) novos Mestres
Instalados. Numa sessão iniciatória de qualquer grau, na falta do Venerável Mestre da Loja,
caso os Vigilantes não sejam Mestres Instalados, não poderão portar a Espada Flamejante nem
consagrar o grau, tarefa que deverá ser transferida para um Mestre Instalado presente. Um
Grande Inspetor Geral, grau 33, se não for Mestre Instalado, não poderá assistir a certos ritos da
cerimônia de Instalação, devendo retirar-se do templo com os demais Mestres. A cerimônia de
Instalação inicia-se no grau de Aprendiz, passando sucessivamente pelos graus de Companheiro
e de Mestre, após o que só podem permanecer no templo os Mestres Instalados. O avental do
Mestre Instalado é igual ao do Mestre, porém com taus (letra grega semelhante à latina T)
invertidos no lugar das rosetas. Os Mestres Instalados têm assento no Oriente e sua jóia
distintiva é um esquadro com um pingente formado por uma lâmina onde está inscrito o
postulado 47 de Euclides, também conhecido como Teorema de Pitágoras.
Fonte:Excertos do Livro Simbologia Maçônica Dos Painéis: Lojas de Aprendiz,
Companheiro e Mestre
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#47

GRÃO MESTRE

GRÃO
MESTRE
Eleito
diretamente
pelo povo
maçônico, é o
dirigente
máximo da
Maçonaria
local e o
Venerável
Mestre de
todas as Lojas
de sua
jurisdição.
Cada Potência
Maçônica tem
o seu Grão-
Mestre, com
jurisdição no
estado em que
está instalada
a Potência,
exceto no
Grande Oriente do Brasil, onde são eleitos os Grão-Mestres de cada unidade da federação e
mais um Grão-Mestre Geral, com sede em Brasília.
O Grão-Mestre recebe o tratamento de Soberano Grão-Mestre ou Sereníssimo Grão-Mestre e
os Grão-Mestres Estaduais do Grande Oriente do Brasil o de Eminente Grão-Mestre. Além do
Grão-Mestre, o povo maçônico elege o Grão-Mestre Adjunto, que o substitui em suas faltas e
impedimentos. Para se candidatar a Grão-Mestre, basta ao Maçom possuir o grau máximo da
Maçonaria Simbólica, o grau 3, o grau de Mestre. Não há, portanto, qualquer limitação ou
vínculo em relação aos chamados Altos Graus ou Maçonaria Filosófica (4 ao 33), que possui
governo próprio, presidido por um Soberano Grande Comendador, que é o correspondente, para
os Graus Filosóficos, ao Grão-Mestre dos Graus Simbólicos. Caso o eleito não possua a
qualificação de Mestre Instalado, o que é raro, deverá passar pela cerimônia de Instalação,
ficando então apto a ocupar o cargo de Grão-Mestre. Quando o Grão-Mestre se apresenta em
qualquer Loja a ele jurisdicionada, o Venerável Mestre da Loja deverá entregar-lhe o malhete e
passar-lhe a direção dos trabalhos. O Grão-Mestre representa a sua Potência Maçônica perante
as autoridades públicas e eclesiásticas e às outras Potências.
Fonte:Excertos do Livro Simbologia Maçônica Dos Painéis: Lojas de Aprendiz,
Companheiro e Mestre
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#48

A TROLHA, A COLHER DE PEDREIRO E A TOLERÂNCIA

A
TROLHA, A
COLHER DE
PEDREIRO E
A

TOLERÂNCIA
TROLHA = Instrumento retangular, com alça numa face e bem aplainada na outra, com que os
pedreiros distribuem o emboço, regularizando a superfície;
COLHER DE PEDREIRO = Instrumento triangular com que os pedreiros tiram a argamassa do
caixão, alisam o revestimento e assentam tijolos.
Em Maçonaria, a Trolha além de servir para glorificar o Trabalho, o Trabalho Perfeito do
Maçom, simboliza a virtude da Tolerância e é representada nos Painéis pela figura da Colher de
Pedreiro. Por que pela Colher de Pedreiro e não pela Trolha? Ressalte-se que não se deve
confundir Tolerância com Conivência ou Omissão. Nesse sentido, parece que a figura da Colher
de Pedreiro está mais de acordo com a virtude da Tolerância, posto que com este instrumento é
impossível alisar ou regularizar grandes superfícies, grandes faltas. A ação da Colher de
Pedreiro é limitada, enquanto que a Trolha, mais apropriada para a tarefa de alisar, pode vir a
cobrir em demasia a imperfeição, a falta, correndo-se o risco de passar para o terreno da
Conivência ou da Omissão
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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tolerancia.html
#49

A ACÁCIA

A ACÁCIA
Em todas as
iniciações antigas e
nos mistérios
religiosos, havia
sempre uma planta
consagrada e que
por seu significado
esotérico ocupava
um lugar de
destaque na
celebração do
ritual, de modo que
a planta, qualquer
que fosse, por seu
uso constante nas
cerimônias, era
adotada como
símbolo único da
iniciação. O lótus,
o mirto, a oliveira e
a acácia, são
exemplos dessas
plantas
reverenciadas.
Na Maçonaria, a acácia simboliza a imortalidade da alma, a virtude, a inocência e a própria
iniciação no Grau de Mestre, constituindo-se em seu símbolo privativo, pois somente o Mestre-
Maçom conhece a fórmula "A A.'.M.'.E.'.C.'."
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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#50

O OLHO QUE TUDO VÊ E O DELTA

O OLHO QUE TUDO VÊ E O


DELTA
O OLHO QUE TUDO VÊ: Da
mesma forma que o pé, desde tempos
imemoriais, simbolizava a
velocidade, o olho aberto foi
escolhido como símbolo da
vigilância, e o olho da divindade
como a representação da divina
vigilância e da proteção do universo.
Os egípcios representavam Osíris,
sua principal divindade, pelo símbolo
de um olho aberto e os judeus, que
por séculos viveram cativos no Egito
até serem libertados a duras penas
por Moisés, também o fizeram, sendo
encontrado em diversas passagens do
Antigo Testamento, como por
exemplo no Salmo 34:15 “Os olhos
do Senhor estão sobre os justos ...”.
ou em Provérbios 15:3 “Os olhos do
Senhor estão em todo lugar,
contemplando os maus e os bons”. O
olho que tudo vê na Maçonaria é
usado para representar o GADU.’. em sua onipresença. (Excerto do livro An Encyclopaedia of
Freemasonry de Albert G. Mackey & Charles Mc Clenachan) O DELTA: o Delta é a quarta letra
do alfabeto grego, representada como um triângulo equilátero, figura considerada perfeita por
ter seus ângulos e lados iguais. É um dos símbolos mais importantes e antigos utilizados para
representar a Trindade Divina. O Delta corresponde às três faces ou aspectos da divindade e
simboliza também a sua força indivisível: Onipotência-Onipresença-Onisciência; Criador-
Conservador-Destruidor; Energia-Resistência-Movimento; Energia-Matéria-Vida; Começo-
Meio-Fim; Tese-Antítese-Síntese; Vontade-Amor-Inteligência; Vontade-Ideia-Ação. Para a
Escola Mística, o Delta representa também as forças criadoras primordiais da filosofia
hermética: Enxofre-Sal-Mercúrio. Diversas religiões baseiam-se na Trindade, também chamada
Tríade ou Trimurti, representada pelo Delta. Entre outras, temos: Osíris-Ísis-Hórus (egípcios);
Brahma-Vishnu-Shiva (hindus); Nara-Nari-Viraj (brâmanes); Ami-Nuah-Bel (caldeus); Pai-
Filho-Espírito Santo (cristãos). (Excerto do livro Simbologia Maçônica dos Painéis: Lojas de
Aprendiz, Companheiro e Mestre de Almir Sant’Anna Cruz) O OLHO QUE TUDO VÊ E O
DELTA ASSOCIADOS: Estes dois símbolos combinados formam um só, que foi o mais estável
de todos, quer dizer, que o seu significado é hoje o mesmo que o de séculos atrás. Não é um
símbolo que teve um significado por um determinado período, trazendo a luz à mente dos
homens, sendo logo desfeito por outro ou por outros que mais se aproximam da verdade
universal. Quando duas forças ou duas faces da natureza se unem, surge um terceiro estado ou
coisa. A combinação dos dois símbolos sugere a perfeição da Consciência divina em sua
totalidade, seu acabamento e sua natureza que abarca. (Excerto do livro Los Antiguos Simbolos
Sagrados de Ralph M. Lewis
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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#51

BALANDRAU

BALANDRAU
O Balandrau é uma vestimenta de tecido preto, com mangas longas, fechado no pescoço e de
comprimento até o tornozelo, semelhante à batina dos padres. Seu uso é uma peculiaridade da
Maçonaria brasileira, pois não encontramos referência a ele em nenhuma obra Maçônica
estrangeira. O Balandrau é usado por algumas irmandades em atos religiosos e, parece, passou a
ser usado na Maçonaria brasileira na segunda metade do século XIX, introduzido por IIrm.’.
que faziam parte da Maçonaria e de Irmandades Católicas, valendo lembrar que a expulsão
desses IIrm.’. das Irmandades em 1872, provocou a histórica Questão Religiosa ou Questão
Maçônica. O Balandrau tornou-se uma peça do vestuário Maçônico brasileiro muito difundido,
por ter a vantagem de poder ser confeccionada com tecidos leves e baratos e que permite
suportar melhor as temperaturas de recintos fechados, substituindo o terno e gravata. O uso do
Balandrau é admitido somente nas Sessões Econômicas e não deve ser usado nas Sessões
Magnas.
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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#52

O Templo e o Maçom

ESTRELA
BRILHANTE,
RUTILANTE,
FLAMEJANTE
OU
FLAMÍGERA?
Antes de tudo,
devemos
lembrar que essa
Estrela é um
símbolo
distintivo do
Companheiro, o
qual está
expresso na
fórmula de
reconhecimento
do Grau, razão
pela qual
entendemos que
não deva ser
estudada no
Grau de
Aprendiz. Aliás,
consoante este entendimento, nos Rituais do GOB.’., a Estrela foi substituída pela Corda de 81
Nós no rol dos Ornamentos da Loja de Aprendiz. Portanto, aqui, nos limitaremos a etimologia
dos termosque adjetivam essa Estrela. No Emulation Ritual inglês, o símbolo é denominado
Blazing Star e o Irm.’. Sadler quando traduziu o Ritual para o português em 1920 para o Rito de
York do GOB.’., usou o adjetivo BRILHANTE. Já o tradutor para o espanhol preferiu o adjetivo
RUTILANTE. Destaque-se que nesse Rito, a Estrela não tem a mesma importância e
significado dos demais Ritos, não havendo, inclusive, a mesma fórmula de reconhecimento do
Grau. O Rito Adonhiramita também denomina a Estrela como sendo RUTILANTE. O REAA.’.
da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro (confederada à CMSB) utiliza o termo
FLAMEJANTE. O Rito Brasileiro e o REAA.’. do Grande Oriente Independente do Estado do
Rio de Janeiro (confederada à COMAB) adjetivam a Estrela ora como FLAMEJANTE ora
como FLAMÍGERA. O Rito Moderno ou Francês e o REAA.’. do GOB.’. (neste caso desde a
introdução do Rito no Brasil no século XIX) usam o adjetivo FLAMÍGERA. Portanto, as
Potências e Ritos utilizam quatro diferentes adjetivos para a Estela: Brilhante, Rutilante,
Flamejante e Flamígera. Conquanto a Verdade seja algo tão complexo que seria temerário
alguém se julgar seu detentor, como livre-pensador, não podemos nos furtar a apresentar nossa
opinião a respeito do adjetivo mais adequado, com base nos seguintes argumentos:
BRILHANTE: Como é comum que toda e qualquer estrela brilhe, cintile, chamar-se a Estela,
que não é uma Estrela qualquer, de BRILHANTE, é muito pouco! RUTILANTE: Significa
muito brilhante, resplandecente, esplendoroso. Embora seja um adjetivo melhor que
simplesmente Brilhante, ainda é pouco! FLAMEJANTE: Vem do latim Flammantis, que
significa “que expele chamas”. FLAMÍGERA: Vem do latim Flamigerus, que significa “que
gera chamas”. Pois bem, as estrelas em geral, tal como o Sol – que também é uma estrela, de
quarta grandeza – e ao contrário da Espada Flamejante, não se limitam a “expelir chamas”, são
fontes “geradoras de chamas”, de energia, de vida em nosso planeta. Concluímos, portanto, que
o nome mais adequado para o símbolo é ESTRELA FLAMÍGERA.
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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flamejante.html
#53

O TEMPO DE ESTUDOS

O TEMPO
DE
ESTUDOS
O Irm.’.
Ragon (1781-
1882) em seu
Ritual do Aprendiz Maçom já nos ensinava: “Achamos que, se as oficinas colocassem em
prática e desenvolvessem matérias maçônicas, não haveriam exclusões de irmãos do quadro das
Lojas por faltar às sessões. Devem ter-lhe prometido uma instrução de que ele não ouviu mais
falar desde que foi recebido. A oficina é, portanto, mais digna de censura do que o Irm.’.
recalcitrante. De que serve à Ordem uma oficina que deixa seus irmãos na ignorância?” Pois
bem, o Tempo de Estudos é uma das mais importantes fases de uma sessão maçônica e cabe ao
Venerável Mestre organizar um ciclo de Estudos, Palestras, Seminários e Simpósios do interesse
da Ordem e dos IIrm.’. do Quadro. É no Tempo de Estudos que um Irm.’. previamente
designado deve conduzir as instruções aos IIrm.’. Aprendizes e Companheiros. É também no
Tempo de Estudos que se deve expor, estudar e debater assuntos de doutrina, filosofia,
legislação, história, ritualística e simbologia maçônica, assim como assuntos técnicos,
científicos, artísticos ou de outra natureza do interesse da Ordem ou da cultura humana. Deve-se
observar a proibição da exposição e debate de qualquer matéria de ordem política partidária e
proselitismo religioso, que poderá ferir suscetibilidades de alguns IIrm.’. O Irm.’. designado
para apresentar o tema deve organizar previamente o trabalho, apresentando-o de pé para ser
visto; alto para ser ouvido; e pouco para ser apreciado, não excedendo, por bom-senso, 20
minutos
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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#54

CARGOS EM LOJA – OFICIAIS REAA.’.

CARGOS
EM LOJA –
OFICIAIS
REAA.’.
Os Oficiais
são cargos
exercidos por
Mestres
indicados
pelo
Venerável
Mestre.
Segundo o
REAA.’. do
Grande
Oriente do
Brasil são os
seguintes:
PORTA

ESTANDARTE: Oficial responsável pela guarda e condução do estandarte da Loja. Tem


assento no Oriente e porta uma jóia que representa um estandarte.
PORTA BANDEIRA: Oficial encarregado de guardar e conduzir o pavilhão nacional. Tem
assento no Oriente e porta uma joia representando uma bandeira.
PORTA ESPADA: Oficial a quem compete guardar e conduzir, em almofada própria, a Espada
Flamejante, de uso privativo do Venerável Mestre e utilizada sobretudo nos ritos de iniciação.
Tem assento no Oriente e usa uma joia que representa uma espada.
BIBLIOTECÁRIO: Oficial responsável pela biblioteca da Loja. Tem assento na Coluna do
Norte e sua joia representa uma pena.
HOSPITALEIRO: Oficial responsável pelas atividades beneficentes da Loja, incumbindo-se de
visitar os enfermos e prover os que se encontram em dificuldades. Tem assento na Coluna do
Norte e sua jóia representa uma bolsa.
ARQUITETO: Oficial a quem compete zelar por todos os materiais, alfaias, paramentos,
ornamentos e demais utensílios utilizados pela Loja. Cabe-lhe, também, coordenar e fiscalizar a
preparação e ornamentação do Templo – geralmente realizada pelos Aprendizes – para as
sessões litúrgicas. Tem assento na Coluna do Sul e sua joia é uma colher de pedreiro.
MESTRE DE BANQUETE: Oficial a quem compete a organização das refeições ritualísticas,
que ocorrem principalmente nos solstícios de verão e de inverno. Senta-se na Coluna do Sul e
sua joia representa uma cornucópia.
MESTRE DE HARMONIA: Oficial incumbido de executar músicas próprias a cada fase das
sessões. Em geral deve utilizar composições orquestradas clássicas, dos grandes gênios da
música, sobretudo de autores Maçons, como Mozart, Himmel, Liszt e Carlos Gomes, entre
outros. Senta-se na parte mais ocidental da Coluna do Sul e porta uma joia representando uma
lira.
MESTRE DE CERIMÔNIAS: Oficial dos mais importantes na liturgia maçônica, dele
dependem o brilho e a regularidade das cerimônias, havendo quem recomende que o cargo seja
exercido por um Mestre Instalado que, por sua experiência, conheça a fundo os rituais e os
protocolos. É o responsável pela execução e fiscalização do cerimonial litúrgico, cabendo-lhe,
também, acompanhar todos aqueles que circulam no templo durante as sessões, exceto os que o
fazem por dever de ofício. É o único que pode transitar livremente durante as sessões, sem
necessidade de autorização do Venerável Mestre. Tem assento na Coluna do Sul, porta sempre
um bastão e sua joia é um triângulo.
PRIMEIRO E SEGUNDO EXPERTOS: Oficiais a quem cabe dirigir e preparar tudo o que for
necessário às Iniciações, inclusive instruindo e conduzindo os iniciandos durante os ritos
iniciatórios. Nas Iniciações no grau de Aprendiz, algumas vezes são chamados de Irmão
Terrível ou Irmão Sacrificador. O Primeiro Experto tem assento na Coluna do Norte, próximo
ao Primeiro Vigilante e o Segundo Experto na Coluna do Sul. A joia de ambos é um punhal.
PRIMEIRO E SEGUNDO DIÁCONOS: Ao Primeiro Diácono compete transmitir as ordens e
mensagens do Venerável Mestre ao Primeiro Vigilante e ao Segundo Diácono cabe transmitir as
ordens e mensagens do Primeiro Vigilante ao Segundo Vigilante. Compete-lhes, também, zelar
para que todos se conservem em respeitoso silêncio durante as sessões. Para a Escola Ocultista,
o Segundo Diácono corresponde ao princípio humano das emoções inferiores e ao plano astral e
o Primeiro Diácono representa o princípio da mente inferior e o plano mental inferior. Ainda
segundo a Escola Ocultista, atraem, na abertura das sessões, devas (anjos) comandantes de
espíritos da natureza e elementais nas cores carmesim (Primeiro Diácono) e amarela (Segundo
Diácono). Usam bastões e uma pomba como joia.
COBRIDOR EXTERNO: Oficial responsável por fazer observar o mais rigoroso silêncio nas
cercanias do templo, cuidar para que nada do que é dito em seu interior possa ser ouvido
externamente e certificar-se quanto às condições de regularidade maçônica dos visitantes. Em
razão de suas importantes funções, recomenda-se que o cargo seja confiado a um Mestre
experimentado. Para a Escola Ocultista, corresponde ao princípio humano do corpo físico denso
e ao plano físico inferior, atraindo, quando da abertura das sessões, devas (anjos) comandantes
de seus respectivos espíritos da natureza e elementais. Pelo menos durante o início dos trabalhos
litúrgicos fica no lado exterior do templo, em suas cercanias e, posteriormente, senta-se no
Ocidente, à direita da porta de entrada. Faz uso de uma joia que representa um alfanje e porta
sempre uma espada.
COBRIDOR INTERNO: Oficial a quem compete guardar a entrada do templo, zelando pela
plena segurança dos trabalhos da Loja. Cabe-lhe também não permitir a entrada ou a saída do
templo sem a prévia autorização do Venerável Mestre e fiscalizar se todos estão trajados
adequadamente. Para a Escola Ocultista, representa o princípio humano do duplo etéreo e ao
plano físico superior, atraindo, quando da abertura das sessões, devas (anjos) comandantes de
certos espíritos da natureza e elementais, com predomínio da cor cinzento-violáceo. Tem
assento no Ocidente, à esquerda da porta de entrada, porta sempre uma espada e sua joia é
representada por duas espadas cruzadas.
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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#55

O AVENTAL NO ORIENTE ETERNO

O
AVENTAL
NO
ORIENTE
ETERNO

Independentemente do Grau que o Maçom estava colado em vida, deverá ser sepultado com
seu avental de Aprendiz, pois no Oriente Eterno não se reconhecem títulos, diplomas, comendas
ou graus e sim as suas obras como pedreiro construtor de si próprio e da Sociedade.
fonte:Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, simpatizantes, Curiosos e
Detratores
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#56

TEMPLO MAÇÔNICO

TEMPLO
MAÇÔNICO
Durante a
Idade Média,
os Maçons
reuniam-se a
céu aberto,
nos canteiros
de obras dos
edifícios em
construção.
Em sua fase
especulativa,
as reuniões
passaram a ser realizadas em tavernas, que eram ricas cervejarias providas de quartos,
cabeleireiros, salões de leitura e salas de reuniões privadas. Somente em 1772 a Grande Loja da
Inglaterra idealizou a construção do Freemason’s Hall, um edifício de uso exclusivamente
maçônico, o qual foi concluído em 1776.
O Templo é o local das reuniões ritualísticas das Lojas maçônicas. Antes de sua construção
deverá passar por um ritual de lançamento e consagração da Pedra de Fundação, que é colocada
sempre a nordeste. Após a sua conclusão, passa por uma outra cerimônia, a de Sagração de
Templo. Deve ser desprovido de janelas ou aberturas pelas quais se possa ver ou ouvir o que se
passa em seu interior.
No Rito Escocês Antigo e Aceito, que por ser o mais praticado no Brasil é utilizado como
paradigma, o Templo tem interiormente a forma de um retângulo e é orientado do ocidente
(entrada) para o oriente (fundo), ficando então o norte à esquerda (de quem entra) e o sul à
direita. A porta de entrada fica no meio da parede ocidental. A parte oriental, privativa dos
Mestres, fica a um nível de quatro degraus acima da ocidental e é separada desta por uma
balaustrada aberta no meio, para comunicação. A parte ocidental, por sua vez, tem o dobro do
tamanho da oriental. Os Aprendizes ocupam seus lugares no lado norte (esquerda de quem
entra), os Companheiros no lado sul e os Mestres, conforme os cargos que ocupam, ao norte, sul
ou oriente.
Representa o Templo de Salomão e simboliza o Templo Ideal, o Universo. Contém em seu
interior inúmeros elementos de profundo sentido simbólico e místico. Como, ordinariamente, as
reuniões maçônicas ocorrem uma única vez por semana, freqüentemente diversas Lojas fazem
uso de um mesmo Templo, nos diferentes dias da semana. Não é incomum que um edifício
maçônico possua vários Templos, os quais são usados, em cada dia da semana, por diversas
Lojas.
Além do Templo, o edifício maçônico necessita de outros espaços para a realização de seus
rituais e atividades administrativas. Alguns são imprescindíveis, outros necessários, desejáveis
ou opcionais:
- Câmara das Reflexões (imprescindível) – Local utilizado unicamente na cerimônia de
iniciação ao grau de Aprendiz. Contém uma pequena mesa, um banco, utensílios para a escrita,
sentenças morais, desenhos e elementos simbólicos;
- Átrio (imprescindível) – Sala que se encontra à entrada ou diante da porta do templo e onde
os Maçons se concentram para vestir seus aventais e insígnias. É no Átrio que começa a liturgia
da sessão, com a formação do cortejo (procissão) para a entrada no Templo;
- Sala dos Passos Perdidos (imprescindível) – Local que antecede o Átrio e que serve como
uma espécie de sala de espera, onde se aguarda o início da sessão e se recepciona os visitantes;
- Secretaria (necessário) – Local próprio para guardar e arquivar os documentos da Loja;
- Biblioteca (desejável) – Local próprio para guardar e catalogar os livros e demais
publicações maçônicas; e
- Sala de Banquetes (opcional) – Local próprio, ao abrigo das vistas profanas, onde se possa
realizar o Ritual de Banquete ou Loja de Mesa, cerimônia de comunhão entre os iniciados,
geralmente realizadas nos solstícios de verão e de inverno e em outras datas comemorativas.
Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, Simpatizantes, Curiosos e
Detratores.
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#57

LOJA MAÇÔNICA

LOJA
MAÇÔNICA
Em
diversos
idiomas
modernos a
palavra Loja
apresenta
grafia
semelhante.
Em inglês é
Lodge, em
francês e em
alemão Loge,
em italiano
Loggia, em
espanhol
Logia. No
meio maçônico não há consenso em relação à origem da palavra. Algumas hipóteses: (1) Do
sânscrito loka, mundo, no sentido de uma Loja maçônica simbolizar o mundo ou o universo; (2)
Do germânico laudia; (3) Do antigo alto alemão laubja, folhagem, ramada, cabana de lenhador,
cabana de folhagem; (4) Do baixo latim logia ou logium, casa de habitação; e (5) Do inglês
lodge, que vem do anglo-saxão logian, morar, ou do anglo-normando loge, alpendre coberto de
palha. Alec Mellor in Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons, assim se refere ao
vocábulo Loja: “A palavra designou, a princípio, o local onde os Maçons operativos se reuniam
fora do canteiro. A seguir, por extensão, um agrupamento de Maçons de um determinado
canteiro, depois de uma determinada cidade. Conservou esses dois sentidos”. Assim, o termo
Loja possui dois distintos sentidos: (1) O lugar em que os Maçons se reúnem em suas sessões
ritualísticas, que preferimos, como outros autores, sobretudo franceses, chamar de templo; e (2)
A célula maçônica fundamental. Jules Boucher in A Simbólica Maçônica, afirma: “A Loja é um
grupo de Maçons, uma entidade coletiva definida que tem sua vida própria, seu espírito
partícular”. Assim, como célula maçônica fundamental, a Loja é um grupo de pelo menos 7
Maçons colados no grau de Mestre, que se reúnem sob a presidência de um Mestre Instalado, o
Venerável Mestre da Loja. Toda Loja tem uma denominação própria e, tradicionalmente,
antecede ao seu nome a fórmula A.’.R.’.L.’.S.’., que significa Augusta e Respeitável Loja
Simbólica. Não é incomum ser acrescentado a esta fórmula os títulos honoríficos “Benfeitora”
(B.’.), “Grande Benfeitora” (G.’.B.’.) e “Estrela da Distinção Maçônica (E.’.D.’.M.’.),
concedidos à Loja por sua Potência. O nome da Loja é acompanhado do número de sua Carta
Constitutiva, estipulado por sua Potência. Exemplo: A.’.R.’.G.’.B.’.E.’.D.’.M.’.L.’.S.’. Brasil, nº
953 ou Augusta, Respeitável, Grande Benfeitora e Estrela da Distinção Maçônica Loja
Simbólica Brasil, nº 953 (Loja do autor). A Loja deve praticar rigorosamente todos os princípios
básicos da Maçonaria, reunir-se em templos maçônicos, funcionar em um único Rito
previamente escolhido pelos integrantes de seu quadro e estar subordinada a uma Potência
Maçônica. Mais da metade das Lojas Maçônicas brasileiras está concentrada, pela ordem, nos
estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. Excerto do
livro (não publicado) Maçonaria para Maçons, Simpatizantes, Curiosos e Detratores.
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#58

NÃO EXISTE EX MAÇOM

NÃO EXISTE EX MAÇOM


Once a Mason, always a Mason (Uma
vez Maçom, sempre Maçom). Quem
entra para a Maçonaria será sempre um
Maçom, mesmo afastado, suspenso ou
expulso. Perde a capacidade maçônica,
mas não se transforma em um profano,
pois foi Iniciado, viu a Luz Maçônica, o
inefável, o indizível. Um Maçom
expulso é um Maçom expulso e não um
ex-maçom. Um Maçom afastado é um
Maçom afastado e não um ex-maçom.
Um Maçom que ao se afastar renegou a
Ordem e seus irmãos é um Maçom
renegado e não um ex-maçom. Por esta
razão, somente ao passar para o Oriente
Eterno, poderá deixar de sê-lo, pois só o
Grande Arquiteto do Universo possui a
prerrogativa de manter ou tomar a Luz
Maçônica recebida quando da Iniciação
Excerto do livro (em elaboração)
Maçonaria para Maçons, Simpatizantes,
Curiosos e Detratores

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#59

QUEM FOI HIRAM ABIF

QUEM
FOI HIRAM
ABIF, O

PERSONAGEM CENTRAL DA LENDA DO GRAU DE MESTRE?


Os livros bíblicos que tratam da construção do Templo de Salomão e mencionam Hiram
Abif, divergem quanto à sua filiação:
Em I Reis (7:14), Hiram Abif é apresentado como “filho de uma viúva da tribo de Neftali e
fora seu pai um homem de Tiro”.
Em II Crônicas (2:14) é mencionado como sendo “filho duma mulher das filhas de Dã, e cujo
pai foi homem de Tiro”.
Portanto, os textos bíblicos são concordes quanto ao seu pai: um homem de Tiro, isto é, um
fenício da cidade-estado de Tiro. Concordam também quanto ao fato de ser ele um “filho da
viúva”: em I Reis é assim apresentado e em II Crônicas está implícito, com a utilização do
verbo no passado (“foi homem ...”). Assim, a divergência é quanto à tribo a que pertencia sua
mãe, uma judia: Dã ou Neftali.
Historicamente, tanto a tribo de Dã quanto a de Neftali tinham uma origem comum: eram
descendentes da relação entre Jacó (Israel) e Bilha, escrava de Raquel, uma de suas esposas.
Geograficamente, Neftali dispunha de um território mais extenso e fértil, as duas tribos
situavam-se no extremo norte e eram fronteiriças, com Dã a leste e Neftali a oeste. Dã não fazia
fronteira com a Fenícia, ao contrário de Neftali, situada a leste de Tiro.
Politicamente, ambas as tribos participaram do cisma ocorrido no reinado de Roboão, filho e
sucessor de Salomão, formando o Reino de Israel sob o reinado de Jeroboão. Somente as tribos
de Judá e Benjamim permaneceram fiéis a Roboão, formando o Reino de Judá.
Sob o ponto de vista religioso, após o cisma, foi erigido em Dã um bezerro de ouro para ser
cultuado pelo povo. Além disso, segundo o profeta Isaías, Neftali um dia veria a luz da
libertação (Isaías 9:1), esperança que se realizou com Jesus, que fez das cidades de Neftali o
centro de todo o seu ministério na Galiléia. Dã, ao contrário, é a única tribo sem eleitos a serem
salvos, conforme o livro do Apocalipse (7:4-8).
Entre os autores – cristãos, judeus ou Maçons – que se detiveram neste tema, não há
consenso. Uns consideram a mãe de Hiram Abif como sendo da tribo de Dã e outros da tribo de
Neftali. Existem até os que afirmam, sobretudo judeus, sem qualquer argumento lógico, que o
seu pai era um judeu que morava em Tiro. No nosso entendimento, o que menos importa é a
tribo de sua mãe. O fato é que ela era uma judia.
Quanto a seu pai, não resta dúvida que era um fenício de Tiro. E mais: Hiram Abif morava
na Fenícia (se morasse em território judeu Salomão e não Hiram o conheceria), e quando seu
pai morreu já possuía idade suficiente para dele receber os ensinamentos que o fez famoso em
Tiro, a ponto do Rei Hiram conhecê-lo e indicá-lo nominalmente ao Rei Salomão. Além disso,
em II Crônicas (2:14), consta que ele sabia trabalhar em púrpura, maior riqueza e um dos
principais segredos dos fenícios, que detinham o monopólio da fabricação do corante.
Sumariando, Hiram Abif era filho de um fenício de Tiro e de uma judia. Foi criado em Tiro,
dentro da tradição fenícia. Depois, foi indicado pelo Rei de Tiro ao Rei dos Judeus, para fazer
todas as obras de adorno do Templo de Salomão.
Consoante o que consta na Bíblia (I Reis 7:14 e II Crônicas 2:13-14), o Rei de Tiro ao
apresentar Hiram Abif a Salomão, disse ser ele um homem inteligente, sábio, engenhoso e
conhecedor de todas as ciências necessárias à realização de qualquer gênero de obras. Era,
portanto, extremamente versátil. Entendia de metalurgia, trabalhando em ouro, prata, cobre,
bronze e ferro; de alvenaria, de escultura, de carpintaria e de marcenaria, manejando o buril com
habilidade em todos os tipos de pedras, mármores e madeiras; de tinturaria e de tecidos, usando
púrpura, carmesim, azul, jacinto e linho fino. Além de todos esses atributos, a tradição
maçônica credita a Hiram Abif amplos conhecimentos de Arquitetura e o considera como sendo
o arquiteto-chefe do Templo de Salomão. Gerard Brett, citado por Alex Horne in O Templo do
Rei Salomão na Tradição Maçônica, afirma que tanto Clemente (século II) quanto Eusébio
(século IV), este utilizando como fonte o escritor judeu Eupolemo (150 a.C.), se referem a
Hiram Abif “mais como arquiteto do que como fundidor de bronze”. Bernard E. Jones,
igualmente citado por Horne, assim se posiciona a respeito: “Como os escritos desses dois
autores antigos (Clemente e Eusébio) duraram até hoje e são conhecidos dos estudiosos, deve
ter havido, em todo o decorrer do período medieval, homens doutos sabedores de que, nos
primeiros séculos da era cristã, Hiram tivera um lugar na tradição de um arquiteto. É portanto
possível, e até não é improvável, que persistisse uma lenda em alguns setores, através dos
séculos, de que Hiram era mais do que o fundidor de metais de Salomão – pois era, na
realidade, seu principal arquiteto ...” E Alex Horne conclui: “Os modernos estudiosos da Bíblia
de um modo geral – fora do campo maçônico – aceitam, satisfeitos, a imputação arquitetural
que se transformou no núcleo central da tradição maçônica, a despeito da ausência de uma clara
corroboração das Escrituras. Assim, o Dicionário da Bíblia de Smith fala de Hiram como nós o
fazemos, como ‘o arquiteto-chefe do Templo’. O Dicionário da Bíblia de Hastings faz o mesmo,
ao passo que o Professor Paul Leslie Garber, o planejador de um dos mais autênticos modelos
modernos do Templo, baseado ‘nos últimos achados do estudo dos textos e nos dados
importantes da arqueologia bíblica’ escreve sobre ‘O Templo de Jerusalém que Hiram desenhou
e construiu’ ...” A isso, acrescente-se que Hiram Abif era, segundo o relato bíblico, conhecedor
de todas as ciências necessárias à realização de qualquer gênero de obras, podendo-se incluir, no
rol dessas ciências, a Arquitetura.
Para a Maçonaria, Hiram Abif representa a Beleza, pois foi ele quem fez as obras que
adornaram e embelezaram o Templo de Salomão. Nas Lojas maçônicas, o Segundo Vigilante
personifica Hiram Abif e a deusa Vênus, símbolo clássico da Beleza.
Excertos do livro (em elaboração) Maçonaria para Maçons, Simpatizantes, Curiosos e
Detratores.
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#60

INQUISIÇÃO EM PORTUGAL E UM BANQUETE MAÇÔNICO

INQUISIÇÃO
EM PORTUGAL E
UM BANQUETE
MAÇÔNICO
Reproduzo, a
título de
curiosidade, o que
declararam o
V.'.M.'. e o 2º Vig.'.
da Loja de Lisboa
ao Inquisidor,
quando do 2º
processo da
Inquisição contra a
Maçonaria em
Portugal, no ano de
1742:
V.'.M.'. " ... por
ordem do Mestre
vão todos por sua
ordem para a mesa
que se acha
separada de
iguarias e bebidas,
a custa do que entra de novo, e sentados todos por sua ordem entram a comer até que o Mestre
dá três pancadas na mesa com um martelinho pequeno, que é o sinal estabelecido entre eles,
para se haverem de levantar todos; o que com efeito fazem, e pegando cada um deles em seu
copo, ao mesmo tempo que o Mestre, o levantam ao ar com a mesma igualdade, e dali o chegam
a boca para beber, observando nestas ações a mesma formalidade que os soldados costumam
praticar no manejo das suas espingardas; bebendo todos à saúde d'El Rei e da Congregação,
tornam a ficar com os copos no ar, e dali os chegam três vezes à cara, e ultimamente os tornam a
assentar na mesa, e depois continuam a comer". 2º Vig.'. "... e começaram a comer e quando
quiseram beber fez o Mestre sinal para isto, pegando com a mão direita no seu copo, e dizendo:
peguem nas armas, e levando ao ar, e dizendo: armas à cara; e chegando-o à boca disse: fogo; e
bebeu, e em tudo o imitaram, e ao mesmo tempo todos os Companheiros e o primeiro brinde foi
à saúde de El Rei, o segundo do Grão-Mestre e a terceira à dos novamente recebidos naquela
companhia, e sem sinal do Mestre nenhum podia beber". (Arquivo Nacional da Torre do Tombo
- Inquisição de Lisboa - Processos 10.115 e 257) Excerto do livro Simbologia Maçônica dos
Painéis: Lojas de Aprendiz, Companheiro e Mestre
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/inquisicao-em-portugal-e-um-
banquete.html
#61

QUAL O COMPROMISSO COM A SUA LOJA?

1. Você dispõe de tempo para participar das reuniões? E nós respondemos sim.
2. Você dispõe de renda para cumprir com as obrigações pecuniárias sem afetar as despesas de
tua família? E nos respondemos sim.
3. No dia da iniciação você é indagado na Câmara de Reflexões: Tens a chance de desistir,
para aqui mesmo, você decide. E nós não paramos.
4. Durante a sessão de Iniciação, somos indagados várias vezes se queremos continuar. E nós
respondemos sim.
5. Vamos ao Altar fazer nosso juramento de participar e cumprir com a nossa obrigação
perante a Deus e perante aos nossos irmãos. E nós respondemos sim. Engraçado, até aqui
temos tempo para tudo não é?

Depois de tudo isso, o Regulamento ainda diz o seguinte:



6. O Maçom se considera frequente com 50% de presença. Já não é mais 100%.
7. O Maçom pode atrasar mensalidade até 3 meses que é considerado regular. Mesmo
assim com essa moleza ainda não damos a devida atenção a isso.

Além disso, se o irmão passar por dificuldades deve ele informar a Loja ou a seu padrinho ou
o próprio Venerável ou ao irmão Hospitaleiro que tudo será colocado em reunião, avaliado e se
justo podemos ajudar o irmão durante o processo de situação difícil pelo que ele esta passando.
Fizemos e fazemos muito disso e não vou colocar aqui os N exemplos senão fica extenso.
O QUE CABE A NÓS MAÇONS?
Cabe ao irmão criar forças para mudar, se elevar materialmente, fisicamente e psiquicamente
para continuar a colaborar com a Loja e se outro irmão tiver problemas, assim procederemos
desde que ele mereça e esteja também buscando, lutando para melhorar e progredir.
Em tudo na vida há que se ter o esforço, sempre damos um jeitinho é só querermos. Mas os
problemas são motivos para quebrar nossa força de vontade. Justificamos, justificamos,
justificamos mas não explicamos.
SABE O QUE ACONTECE NA MAIORIA DOS CASOS?

1. Irmãos passam por problemas e não contam nada a ninguém e depois diz que a Loja, a
maçonaria não ajuda.
2. O que é que eu vou fazer lá se não muda nada. E ele não sabe que quem tem de mudar é
ele.
3. Irmãos usam de justificativas infundadas para não comparecer.
4. Irmão se aborrecem com irmão ou com o andamento das sessões e ao invés de conversar, de
procurar levar o seu pensamento para ser avaliado por todos, em vez de colaborar, procura
argumentos para se manter sempre na defesa, faz grupinhos, boicota e atrapalha o
andamento dos trabalhos.
5. Critica para destruir ao invés de usar a crítica para melhorias. Dá um péssimo exemplo de
conduta e contamina a grande maioria que sonha, vislumbra e quer aprender.
6. O irmão se afasta e da uma de coitadinho e por aí vai.

Meu irmão, devemos procurar o exemplo dos bons e eles estão aí espalhados por uma
infinidade de Lojas, quer ver alguns exemplos?

1. Irmão que mesmo no seu dia de aniversário comparece a sessão e não arrumou problemas
com a esposa e filhos, pelo contrário, eles o amam. Irmãos que chegam a ter 100% de
frequência. Irmãos com temperamento forte, discutem mas nunca perde a linha nem se
afasta da Loja, pelo contrário esta sempre ajudando.
2. Irmãos que passam por momentos difíceis mas tão difíceis que pode até abandonar o barco
que é justificável mas luta contra o mal que lhe afeta.
3. Irmãos que trabalham duramente cada dia da semana, fazem cursos, frequentam palestras,
viajam e muitas vezes não da nem tempo te tomar um banho em casa porque vai direto para
a Loja e nem discutem isso.
4. Irmãos com filhos pequenos que ainda estão criando anti-corpos e muitas vezes sofrem as
doenças normais da infância e ele consegue ajustar isso.
5. Irmãos que mesmo acometido de derrame cerebral. Ajudam e não arredam o pé.
6. Irmãos estudiosos que são profundos conhecedores da matéria apresentam trabalhos para
elevar o conhecimento de mais irmãos, são professores em Escolas Universidades e
conseguem se ajeitar nos horários de aula para poderem frequentar a Loja.
7. Irmãos que não tem muita facilidade de comandar mas os outros irmãos o apoiam e ele
consegue triunfar e aprender a lidar com a administração da Loja e nunca nega em ser
solícito.
8. Irmãos que passam por doenças, acidentes, dificuldade financeira e conseguem dar a volta
por cima, pagam as dividas tanto para a Loja quanto para os irmãos que lhe ajudaram e
jamais deixam de participar e cumprir com as obrigações em Loja, independente de quem
eram os comandantes.
Se for ficar aqui colocando os exemplos de passagens pela maçonaria você vai ficar o dia inteiro
lendo pois temos N exemplos de conduta e de comportamento que fazemos questão de que
sejam os nossos espelhos.
A falta somente se justifica na ausência de vida mas mesmo assim acredito no pós vida que
sei que eles estão presentes nas sessões. Claro que sei também que muitas vezes necessitamos
da falta e os motivos são justificados, claro que isto acontece mas mesmo assim não podemos
deixar de perder o foco senão vai acostumando e quando menos percebemos estamos saindo
pela tangente.
Portanto meu irmão tudo vai de acordo com o nosso pensamento. O HOMEM DEPENDE
DO SEU PENSAMENTO, se ele quer ele da um jeitinho e a coisa acontece. Mas se der mole,
se afrouxar, aí é que o desânimo bate e ele foge.
Desculpa meu irmão se fui duro mas não posso deixar de achar outra forma de pensamento
que não seja essa.Você pode me dar N razões mas se você quer, você da um jeitinho, é só
querer.
TFA,
Jairo Duppre Lacerda Filho
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loja.html
#62

EXPLICAÇÃO HISTÓRICA SOBRE O SALMO 133

EXPLICAÇÃO HISTÓRICA SOBRE O SALMO 133


"Oh ! Quão bom e agradável vivermos unidos os irmãos ! É como o óleo
precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Aarão, e
desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon, que desce
sobre os montes de Sião. Ali ordena o senhor a sua benção e a vida para
sempre".
Israel assim como seu povo é abençoado por Deus, dizem em historias
populares, que é o povo escolhido, situado entre a cadeia de montes de Sião,
de onde se destaca majestosamente o monte Hermon, um verdadeiro oásis,
contrastando com os países vizinhos; Cortado por diversos e importantes
rios, dentre eles o mais famoso, o rio Jordão, às suas margens estende-se
verdejantes videiras e oliveiras assim com produz tudo o que se planta.
Como Jerusalém está situada na meseta central da Palestina, para chegar à
cidade santa de qualquer parte da terra, é preciso "subir", o que explica
bem a razão de ser da expressão "das subidas", circundada pelos montes de
Sião, onde o senhor escolheu para morar, de onde se destaca majestosamente o
monte Hermon.
O monte Hermon por sua vez, destaca-se por sua magnitude, de tão alto, há
neve em seu cume o tempo todo, e é de lá, que após que vem o orvalho santo
junto com as bênçãos; A neve derretida, forma os rios e os lençóis de água,
e por sua importância é que no salmo 133, destaca de forma tão bela.
Quando Davi falava "O quão bom e agradável vivermos unidos os irmãos! "
importância que dava aos povos de diversas aldeias que iam aos templos de
Jerusalém para rezar, e Jerusalém por sua vez, tratava à todos dessa forma,
acolhia quem quer que fosse, viesse de qualquer lugar.
E o óleo citado "...é como o óleo precioso..." era um perfume raríssimo à
base de mirra e oliva, usado para urgir os reis e sacerdotes, e ou aqueles
neófitos que asparivam a alguma iniciação; Importante à ponto de comparar
com os irmãos unidos e sua grandiosidade.
Agora quando fala "...é como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes
de Sião..." refere-se ao monte em sua pujança, sua importância para a
existência de Israel, dos montes vem o orvalho e o orvalho é a água, a vida,
a natureza, o bem mais precioso.
Para situarmos melhor na história, falo agora do significado de cada
citação, de onde podemos refletir e só assim, entendermos o que Davi Dizia:
OS IRMÃOS:
Quando o Salmo 133, sugere "...que os irmãos vivam em união..." estamos
traçando um programa de convivência amena e construtiva, e se voltarmos no
tempo, veremos que a palavra "irmão" se revela uma necessidade entre os
homens e era mesmo. Com toques divinos, não menor necessidade que temos dela
hoje, basta que encaremos o panorama humano dos nossos dias atormentados
pelas divergências e alimentados pelo ódio mais profundo.
O ÓLEO
" Os óleos vegetais são produtos de secreção das plantas, que se obtém das
sementes ou frutos dos vegetais, são substâncias gordurosas das quais muitas
comíveis líquida e de temperatura ordinária" Bem, podemos ver que não
trata-se de nova tecnologia, o óleo citado acima, usado para unção sagrada,
era uma das espécies porém muito especial.
AARÃO
O membro destacado da tribo de Levi, irmão mais velho de Moisés e seu
principal colaborador, possui um peso próprio na tradição bíblica, devido ao
seu caráter de patriarca e fundador da classe sacerdotal dos judeus.
A BARBA
Pelos espalhados pelo rosto, adorna a face do homem desde os mais remotos
tempos, a barba mereceu dos mais variados, novos semitas e não semitas da
antiguidade, um trato especial, destinaram-lhe grandes cuidados. Não apenas
um símbolo de masculinidade e podemos exemplificá-la com os varões que
engrandeceram o império Brasileiro, figuras imponentes pela conduta e em
particular, símbolo de austeridade moral.
Os Israelitas a que pertencia Aarão, evidenciaram especial estima pela
barba, a ela conferiam forte merecimento, apreciável atributo do varão, que
externava pela sua aparência, sua própria dignidade. Os Israelitas por si
mesmo, pelo que ela representava, raspá-la e eliminá-la do rosto,
demonstrava sinal de dor profunda.
AS VESTES
De especial significa litúrgico e ritualístico, eram as vestes daqueles que
tinham por missão exercitar atos religiosos, como a unção, o sacrifício, o
culto e variava de conformidade com os diversos ofícios religiosos para
invocação da divindade.
Havia especial referência pela cor branca nas vestes sacerdotais, nas
representações egípcias contemporâneas ou posteriores ao médio império, os
sacerdotes usavam um avental grosseiro e curto, já o sacerdote leitor, usava
uma faixa que lhe cobria o peito como distintivo de sua categoria, enquanto
que o sacerdote vinculado ao ritual de coroação, exibia uma pele de pantera.
No velho testamento presume-se o uso de um avental quadrado, quando se fala
na proibição de aproximar-se do altar através das grades, talvez um
precursor do avental maçônico.
Então o óleo sagrado era jorrado sob a cabeça da pessoa a ser ungida, desça
pela barba e escorria à orla de suas vestes.
O ORVALHO
O esplendor da natureza oferece a magia do orvalho, que desce das alturas
para florir de viço as plantas, nada mais belo e nada mais sedutor do que o
frescor das manhãs, ver como as folhas cobrem-se de uma colcha unida, onde
vão refletir os raios avermelhados do sol que traz luz.
No capim deposita-se o orvalho cama verde e amiga, em gotículas que,
juntando-se umas às outras, vão nutrir a terra ávida de alimento, parecem
espadas de aço ao calor do dia, nas pétalas florias, formando-se perolas do
líquido cristalino, espelho da vida que exulta ao redor.
O MONTE HERMON
Trata-se de um maciço rochoso situado ao sul-sudeste do antilíbano do qual
se separa um vale profundo e extenso, apresenta-se de forma de um circulo,
que vai de nordeste à sudeste. Explicando um pouco mais, para entender a
geografia dessa região que viram nascer a história do mundo bíblico: O
Antilíbano é a cordilheira que se estende paralelamente ao Líbano, separando
das planícies de Bekaa. De todas as cadeias montanhosas, é a que se posta
mais ao oriente, pois desenvolve-se no nordeste ao sul-sudeste, por quase
163 quilômetros, suas extensões e alturas são visíveis à partir do
mediterrâneo; Seu ponto culminante é o monte Hermon, com mais de 2.800
metros de altitude, possui neve em seu cume e de lá o vento traz o orvalho.
O MONTE SIÃO
Também chamado de monte de Deus, o monte Sião não que seja santo por si
mesmo, más porque o Senhor o escolhera para ser sua morada, para todos, o
monte será um refúgio seguro e inabalável.
O orvalho que escorre de Hermon para os montes de Sião, como o senhor ali
mora, é dele que escorre o orvalho abençoado, todas as suas complacências.
Em Salmos 2:6 vemos que Deus mesmo instalou seu rei sobre o monte santo, "
Eu, porém constituí meu rei sobre o monte Sião " O mesmo lugar em que Abraão
ia sacrificar o filho conforme ( 2 Cr 3:1 e Gen. 22:2).
A BENÇÃO
Tudo que é bom e lhe é agraciado; Em Hebraico, seu significado é "berakak"
palavra que deriva de "Berek" que por sua vez significa joelho. Nota-se a
relação entre uma e outra palavra, porque, sendo a benção a invocação das
graças de Deus sobre a pessoa que a recebe, deve ser colhida com humildade e
unção, portanto, de joelhos em terra, reverenciado e respeitosamente.
Para os Semitas, benção possui força própria, e por isso, é capaz despertada
a sua potencialidade energética de produzir a saúde, palavra que se acha
envolvida por vibração, carregada de energia dinâmica e magia.
"O onipotente te abençoará com a benção do céu, com as bênçãos do abismo,
que jaz embaixo, com as bênçãos dos seios maternos e dos úteros".
(Gênesis 49:25)
Assim " ...Porque ali o senhor ordena a benção e a vida para sempre".
ENVIADO PELO IRMÃO LEVI PRATES
M.I. DA ARLS CAVALEIROS ESCOCESES
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133.html
#63

JURAMENTO E COMPROMISSO MAÇÔNICOS...

JURAMENTO E COMPROMISSO MAÇÔNICOS... [1]


Quando se segue uma Via Espiritual ou se é admitido numa Ordem de tipo esotérica-
iniciática tal como a Maçonaria se define, é habitual o novo membro efetuar um juramento no
momento da sua admissão ou durante a execução de uma cerimônia de cariz iniciático, no qual
se assume um determinado compromisso.
E somente após a realização desse juramento é que o neófito é recebido e integrado no seio
da respectiva Ordem.
No caso que irei abordar e que será sobre a Maçonaria, é natural quando se fala em
compromisso maçônico também se abordar simbioticamente o juramento maçônico. Tanto um
como o outro são indissociáveis, porque um obriga ao outro e o mesmo, reciprocamente.
Durante o desenrolar de uma Iniciação Maçônica, no seu “ponto alto”, o neófito concorda em
submeter-se a um juramento onde assume como compromisso de honra, aceitar e respeitar as
Regras, Usos e Costumes da Maçonaria bem como as regras e leis do país onde se encontra
sediada a Obediência Maçônica e a respectiva Loja da qual irá fazer parte.
Nomeadamente e de entre os vários princípios maçônicos que se aceitam cumprir, os mais
conhecidos pelo mundo profano são a Fraternidade entre todos os Irmãos, a persecução do
espírito da Liberdade na Sociedade Civil e o sentimento de Igualdade entre todos.
Assim, assumir-se um compromisso com a Ordem Maçônica é assumir-se um compromisso
pela Ordem e a bem da Ordem. Isto é que é o tão propalado estar à Ordem.
E estar-se é mais do que o ser-se! E digo isto porque qualquer um pode “o ser”, mas “estar”
apenas se encontra ao alcance de poucos…
Estar implica sacrifício, comprometimento, trabalho, prática e estudo, e isto de forma
incansável e não perene.
Por isto é que assumir um compromisso deste gênero e com a relevância que este tem, nunca
deverá ser feito de forma leviana; o mesmo se passa com os outros compromissos que se
assumem durante a nossa vida profana e que também não devem ser assumidos se não
estivermos capacitados para cumpri-los.
-Há que se ter a noção daquilo a que nos propomos a fazer-.
Por isso é que o compromisso maçônico é feito com a nossa Palavra e sobre a nossa Honra.
Desvirtuar estas duas qualidades é desvirtuar a própria Maçonaria.
Da mesma forma que, se não respeitarmos a nossa palavra e não mantivermos a nossa
dignidade na sociedade civil, também não somos dignos de nela estarmos integrados e
sofreremos as consequências ou punições que forem legitimadas pelas leis do país.
De certa maneira, a Maçonaria atua e se assemelha com a sociedade profana, com as suas
leis e os seus costumes, competindo aos maçons respeitar a sua aplicação e observar o seu
cumprimento. É mais que um dever ou obrigação tal. É a Assumpção que assim o deve ser e
nada mais!
Porque assim tem funcionado há quase três séculos e o deverá continuar a ser noutros
tantos…
Aliás, ainda na Maçonaria contemporânea se encontra algo que dificilmente se encontra na
profanidade atualmente, ou seja, o valor da palavra sobre a escrita. O que não deixa de ser
curioso dados os tempos que correm.
Nesta Augusta Ordem, ainda hoje aquilo que um maçom afirma tem um valor tal, que se
poderá assumir que não necessitará de ser escrito para que o seja considerado; basta se dizer,
que assim o será.
O tal “contrato verbal” na Maçonaria ainda hoje tem lugar. E somente pessoas de bons
costumes o usam fazer, pois a sua honra e a sua conduta serão sempre os seus melhores
avalistas.
Não obstante, o compromisso maçônico ao ser albergado por um juramento, obriga a que
quem se submete a ele, o faça de forma permanente. Não se jura somente aquilo que gostamos
ou somente aquilo que nos dá jeito cumprir.
Quando entramos para a Maçonaria sabemos que, tal como noutra associação ou organização
qualquer, existem regras e deveres para cumprir; pelo que o cooptado compromete-se em
respeitar integralmente todas as regras e deveres que existem na sua Obediência. E quem age
assim, faz porque decidiu livremente que o quer fazer e não porque alguém a tal o obriga.
E uma vez que a adesão à Maçonaria se faz por vontade própria, aborrece-me bastante (para
não ser mais acutilante ainda…) assistir ou ter conhecimento de casos em que este juramento foi
atraiçoado e em que os compromissos assumidos perante todos, foram deliberadamente e
conscientemente esquecidos.
Será que quem age desta forma, poderá ser reconhecido como um verdadeiro maçom?
Ou será apenas gente que simplesmente enverga um avental e um par de luvas brancas nas
sessões da sua Loja?
Em alguns casos destes, creio que foram pessoas que entraram na Maçonaria, mas que por
sua vez, a Maçonaria certamente não entrou neles…
Algumas vezes, infelizmente, isto pode acontecer porque quem vem para a Maçonaria vem
“desavisado”, isto é, pouco conhece ou percebe o que é a Maçonaria e o que ela representa,
“vem ao escuro” por assim dizer, e caberá a quem apadrinha uma candidatura maçônica,
informar ou retirar algumas dúvidas que se ponham ao seu futuro afilhado e consequente irmão.
Em última instância, devem os responsáveis pelas inquirições que decorrem no âmbito de um
processo de candidatura maçônica, no momento das entrevistas aos candidatos, terem a
sensibilidade para se aperceberem do desconhecimento do entrevistado sobre os princípios e
causas que movem os maçons e sobre a Ordem da qual este manifesta a vontade de vir a fazer
parte, e nesse caso, serem os próprios inquiridores nessas alturas em concreto, a efetuar o
trabalho que deveria ter sido feito anteriormente pelo proponente da referida candidatura, no
que toca a esclarecer o profano e a fornecer-lhe as informações que lhe sejam necessárias para
que esta (possível) adesão possa decorrer sem sobressaltos, nem que esta admissão venha a
causar problemas (previsíveis!) no futuro, seja para a respectiva Loja ou até mesmo para a
Obediência que porventura o vier a acolher.
Todavia, normalmente no momento do juramento maçônico, o neófito faz sem
saber/compreender o que estará a jurar e para o que estará a jurar, pois o véu que o cobre na sua
Iniciação é de tal densidade que muitas vezes somente passado algum tempo é possível se
perceber o juramento que se fez e o compromisso que se tomou, e que por vezes pode ser
diferente daquilo que são as crenças pessoais e respectiva forma de estar de cada um ou até
mesmo porque se acreditava que se “vinha para uma coisa e afinal se encontrou outra”…
E o trabalho que um padrinho deve desenvolver com o seu afilhado durante a formação deste
tanto como a responsabilidade que assumiu perante o afilhado e a Ordem ao subscrever a
candidatura dele, serão fulcrais neste tipo de situação concreta.
O padrinho (pelo dever moral) e a Loja em si (porque é um dever da loja acompanhar e
tentar integrar corretamente os Irmãos nos valores maçônicos) devem tentar perceber o motivo
pelo qual alguém se “distancia” da Maçonaria.
E apenas ulteriormente, se for caso disso, devem aconselhar a um possível adormecimento
desse irmão por não ser do seu intento continuar a pertencer a algo com o qual não se
identifique mais.
Pelo que desta forma se prevenirão certos casos e eventuais “lavagens de roupa suja” ou
fugas de informação que poderão surgir, as quais na sua maioria nem sequer são informações
plausíveis nem verídicas sequer, pelo que apenas posso especular que estas ocorrências se
devem apaixões e vícios mal combatidos e nem sequer evitados… E como se costuma dizer, “o
mal corta-se pela raiz”, pelo que “as desculpas devem evitar-se”…
E uma vez que quem entra na Maçonaria tem de ter a noção que as suas atitudes já não lhe
dirão respeito apenas a si, mas a todos os integrantes desta Augusta Ordem, a conduta de um
maçom estará sempre sob um fino crivo pela sociedade e sempre debaixo do escrutínio de
todos, seja de fora ou internamente. - Porque um, pode sempre e a qualquer momento, “por em
xeque” os demais -. E ter esta noção e assumir esta responsabilidade é algo que deve ser
intrínseco desde os primeiros momentos de vida maçônicos.
Já não é o Nuno, o X ou o Y que fazem isto ou aquilo, serão os maçons Nuno, X ou Y que o
fazem… Logo é a Maçonaria na sua generalidade que será atentada com a má conduta que os
seus membros possam ter para além da Ordem poder vir a ser acusada de cumplicidade pelos
atos efetuados pelos seus membros.
Assumir que a nossa forma de estar e agir condiciona e se reflete na Maçonaria é um dos
maiores compromissos que os maçons poderão tomar. Tanto que o dever de honrar a nossa
Obediência, a nossa Loja e a Maçonaria em geral, deve permanentemente se encontrar na mente
de todos os maçons.
Um juramento implica obrigações, e jurar ser-se maçom, mas fundamentalmente ser-se
reconhecido maçom pelos nossos iguais, implica que sejamos maçons a “tempo inteiro” e não
apenas às segundas-feiras ou quintas-feiras de manhã ou à noite, ou quando nos dará mais jeito,
é sempre!
Sermos maçons, não é quando visitamos a loja e usamos os respectivos paramentos. Não
basta envergarmos um avental, calçar umas luvas brancas e fazer uns “gestos estranhos” é muito
mais que isso! É cumprir preceitos, rituais e trabalhar em prol da Ordem.
E se não estivermos prontos para tal, de nada valerão os juramentos que fizermos, porque
nunca nos iremos comprometer com nada na realidade e em último caso, nem sequer
reconhecidos como tal seremos.
E a palavra persistirá perdida…
A PARTIR PEDRA
Fonte>arte real trabalhos maçonicos

References

1. ^ JURAMENTO E COMPROMISSO MAÇÔNICOS... (focoartereal.blogspot.com.br)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/juramento-e-compromisso-
maconicos.html
#64

NORMAS DE CONDUTAS DO MAÇOM

NORMAS DE CONDUTAS DO MAÇOM


O cidadão ao ser iniciado na Maçonaria assumiu um
compromisso sério e solene perante os seus Irmãos de ter
um procedimento correto e só praticar atos que o distingam
pela moral.
NO LAR
A começar do lar, se solteiro, deve o Maçom seguir uma
conduta de homem de bem, não se imiscuindo em
procedimentos que venham macular o nome respeitado de
nossa instituição.
Não deve o Maçom, mesmo solteiro frequentar bares ou
casas semelhantes em companhia de pessoas de má
reputação ou procedimentos condenáveis.
Não pode ou não deve o Maçom embebedar-se ou fazer
uso incorreto de bebidas alcoólicas.
Lembre-se que a pessoa quando passa do limite tolerável
na bebida, se expõe às críticas da sociedade e de seus Irmãos.
Se casado, o Maçom deve ter uma maneira de proceder que sirva de modelo.
Respeitando sua esposa, sendo-lhe fiel. A agressão física é abominável.
Seja um modelo para seus filhos, lembre-se que eles vêm em você um super herói, um super
dotado. Dê exemplos para que eles sigam as suas pegadas pela estrada da vida.
Quando estiverem adolescentes, não se esqueça que precisam mais de que nunca do diálogo.
Não cometa o absurdo de pedir-lhes que aguardem uma próxima oportunidade para conversar.
Não ponha o trabalho, os compromissos sociais ou até as obrigações maçônicas acima da
família.
NA SOCIEDADE
Nós, meus Irmãos, conduzimos em nossos ombros o fardo pesado que só os fortes não
esmorecem. Esse fardo chama-se: “Ser Maçom”! Não é fácil, a um cidadão ter se conduzir na
sociedade de maneira impecável. Mas, esta mesma sociedade não perdoa a um Maçom,
qualquer ato indigno ou até mesmo censurável.
Cumprir as regras para nós não passa de um dever!
Aprendemos, contados por nossos ancestrais, que o cidadão daquela época, quando dava a
sua “palavra de honra” ele cumpria com sacrifício de sua própria vida.
Diziam até que usavam dar como documento, um fio de sua barba. E o compromisso era
cumprido, do contrário, ele estaria com seu nome execrado.
Devemos meus Irmãos, ter sempre conosco estas palavras que jamais poderemos delas nos
divorciar:
1- Honestidade
2- Pontualidade
3- Humildade
4- Tolerância
5- Jamais distorcer a verdade
6- Justiça
7- Ajudar sempre
8- Fidelidade
9- Sinceridade
10- Lealdade
JUNTO AOS IRMÃOS
Pelos nossos próprios compromissos devemos ter na pessoa do Irmão, a nossa própria
imagem.
Na Maçonaria não se permite falar mal de um Irmão. Chame-o em particular e mostre o erro
que cometera ou caminho errado que está seguindo.
Não traia a ninguém, principalmente a um Irmão. Através da lealdade você mostra a sua
moral.
Seja franco e sincero. Ele deve ser uma pessoa merecedora de respeito.
Auxilie-o sempre, nunca o despreze.
Se ocupar algum cargo de projeção, não o menospreze.
Não se envergonhe de seu Irmão mais humilde pela sua posição social. Deve-se envergonhar
daqueles que você feriu a moral e desrespeitando, assim, as nossas normas e os nossos
ensinamentos.
Aprenda a amar o seu Irmão, e jamais tenha por ele rancor ou ódio.
Ao visitar uma Loja, seja cortês e amável para todos. Respeite os usos e costumes da Oficina
que visitar. Lembre-se que na visita você se torna o embaixador da sua Loja junto a visitada.
EM SUA LOJA
É bom lembrar que você se comprometeu em dar um dia da semana para a instituição. Isto
quer dizer que em todas as sessões deva estar presente. Lembre-se que você é muito importante
para sua Loja e a sua ausência será uma lacuna que só você pode preenchê-la.
O fato de nossa Constituição exigir que compareça a Pelo Menos uma sessão a cada três
meses, não quer dizer que será o suficiente.
Você meu Irmão, deve colaborar com a administração de sua Loja. Sugira algo para motivar
as sessões e não deixá-las ficar enfadonhas e cansativas. Mostre que está presente. Fale sem
criticar, sem ofender. Colabore, incentive e participe.
Se você comparece, mas fica calado, ausente em pensamentos, a sua presença não estará
completa.
Outra coisa, se você não vai a sua Loja, não poderá reclamar do que lá for decidido.
Esteja sempre em dia com a tesouraria, Lembre-se que o Irmão tesoureiro não ganha nada
pelo seu cargo. Colabore com ele procurando-o.
As incumbências que receber, cumpra-as criteriosamente.
O SEGREDO que juramos guardar sobre o que ocorre nas sessões é um preceito que jamais
podemos omitir. Temos que cumpri-lo a risca. E é previsto em nossas Leis Morais e Penais.
O que é considerado virtude para um homem comum, para um Maçom é obrigação!
Finalizando, podemos comparar um Maçom a uma vela acesa: “Consome-se Iluminando”
Paulo Edgar Melo – M.’.I.’. – Membro da ARLS Cedros do Líbano, 1688
Atual Coordenador da 28ª Circunscrição do GOB-RJ
Baseado em publicação do Jornal “O Semeador”
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#65

OS CARGOS EM LOJA E OS SETE PLANETAS ESOTÉRICOS

OS CARGOS EM LOJA E OS SETE PLANETAS ESOTÉRICOS


Venerável Mestre – assimilado ao planeta Júpiter, (número 6) que no panteão dos deuses
babilônicos, simbolizava a sabedoria. Rege a visão, a prosperidade, a misericórdia, a liturgia, o
sacerdócio, o mestre e a felicidade.
Orador – está relacionado com Mercúrio (número 2) o planeta que rege a expressão da
Verdade, pois é o “enviado de Deus”. Mercúrio tem asas nos pés e é o porta-voz, aquele que dá
as boas vindas e domina os escritos. Associado ao Sol, pois dele emana a Luz, como guarda da
lei maçônica que é além de responsável pelas peças de arquitetura.
1º Vigilante – associado ao planeta Marte, que era o senhor da guerra, simbolizando a força.
Marte rege o início, a coragem, o pioneirismo e o impulso.
2o Vigilante – assimilado ao planeta Vênus, feminilizado na mitologia babilônica e que,
sendo a deusa mágica da fertilidade e do amor, simboliza a beleza. Vênus rege a harmonia, o
prazer, a alegria, e a beleza como reflexo da manifestação do Gr.’. Arq.’. do Un.’..
Secretário – relaciona-se com o planeta Saturno (número 7). É ele o responsável de gravar
para a eternidade os fatos de forma fria e exata. Ele é o controlador rígido da ordem dos
processos e cioso pela documentação dentro das normas. Assimilado à Lua, pois reflete as
conclusões legais do Orador.
Tesoureiro – associado à Cronos (Saturno, para os romanos), pai de Zeus e filho de Urano,
um dos deuses primordiais, que, com Gaia (a Terra) estava no início de todas as coisas,
simboliza a riqueza. Recebe a simbologia da Lua (número 1) em sua atividade. A atividade de
receber os metais e de organizar o movimento financeiro da Loja é considerada por lidar com a
frieza dos números fria e calculista, além de inflexível. A Lua rege a família, a cidade, o lar e o
corpo; portanto rege o Templo.
Mestre de Cerimônias – assimilado ao planeta Mercúrio, o deus veloz e astuto. Está
relacionado ao planeta Sol. O Sol (número 4) caminha diariamente pelo Céu, levando e trazendo
a existência, a verdade e a justiça. É ele que anima a vida e que circula no oriente e no ocidente.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/os-cargos-em-loja-e-os-sete-
planetas.html
#66

ONDE MORRE A MAÇONARIA!

ONDE MORRE A MAÇONARIA!


A Maçonaria, uma dentre as mais perfeitas
e justas ordens existente entre os homens.
Rituais de perfeição, de estudos,
compreensão, investigação e união.
Simbologia e mistérios ímpares e filosofia
muitas vezes incompreensível a nós meros
humano.
Ela morre?
Sim ela morre não em sua essência de
ordem, mas sim em sua essência humana.
Morre no peito de cada qual tevê seus
símbolos e mistérios gravados na alma, cada
qual que fugiu da compreensão que ser um
homem livre é unicamente ter posses
materiais e quando tiver bons costumes é estar
dentre os melhores da sociedade humana.
Morre, quando acha que seu dever é simplesmente organizar festas em datas comemorativas,
quando realiza vãs e ilusórias doações, quando que, em sua potencialidade existe a possibilidade
de mudar o rumo de ao menos uma vida.
Morre, quando tu és chamado de irmão, por alguém que sequer sabe o seu dia a dia.
Morre, quando a joia deixa de ser espiritual para mostrar-se uma força material.
Morre quando você lê centenas de justificações do porque o cidadão comum não pode
tornar-se um maçom.
Morre quando nada faz ou sequer se manifesta a cerca do que atravessa o País.
Morre, quando se cerca da aparência do justo e perfeito, quando na verdade, não passa de
cada um por si.
E peço ao G.'.A.'.D.'.U.'. que esta Maçonaria morra em mim a cada dia, permitindo que
chegue a verdadeira prática maçônica, onde as Lojas não eram tão adornadas, mas onde
existiam irmãos de verdade.
Ela Morre! Sim, ela morre, pois só é capaz de existir em cada coração, em cada alma.
Rogério Pelegrino.'.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/onde-morre-maconaria.html
#67

A ESCOLHA DO VENERÁVEL MESTRE

A ESCOLHA DO VENERÁVEL MESTRE


A escolha do Venerável Mestre para presidir e dirigir os destinos de uma Loja Maçônica deve
recair, sempre que possível sobre um Irmão com experiência, adquirida e demonstrada através
do exercício de, no mínimo, três cargos, preferencialmente: Mestre de Cerimônia, Secretário e
Vigilante.
A Legislação Maçônica atual não faz essa exigência, mas a aceitação da recomendação
acima é imprescindível para que a Loja alcance o sucesso desejado e os Irmãos, o progresso
harmonioso na Maçonaria.
O Venerável Mestre de uma Loja Maçônica não precisa ser perfeito, mas, não pode ser
medíocre.
Ele não precisa ser Grau 33, basta ser Mestre Maçom. Não precisa ser diferente, mas é muito
importante que ele seja um líder nato, sem jamais tentar impor sua vontade.
Não precisa ter grande cultura profana, mas que seja tolerante e que tenha a clara noção do
seu limite.
Precisa gostar de aprender e ter imensa vocação para ensinar, principalmente através de seus
bons exemplos.
Não precisa ser eloquente tribuno, mas deve falar calar e agir corretamente e nos momentos
certos.
Precisa saber sorrir e não ter pudor de chorar pela infelicidade e a dor alheia. Deve conhecer
e reconhecer suas limitações e fazer de tudo para superá-las.
Um Venerável Mestre não pode ser infiel, vazio e muito menos libertino, porém, deve prezar
a liberdade com responsabilidade. Deve gozar a vida com moderação e sem ostentações.
Deve ter infinita crença no Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, devotamento à pátria
e imenso amor à família, aos Irmãos e à humanidade.
O Venerável Mestre precisa ter disposição indomável para combater sem tréguas o vício, a
corrupção, o crime, a intolerância e suas próprias ambições pessoais.
Ele deve ser, sempre que necessário encontrado ao lado dos enfermos, fracos e famintos de
pão e de justiça. Deve respeitar seu próximo independentemente de cor, posição social, credo ou
idealismo político, bem como à natureza e aos animais.
Precisamos de um Venerável Mestre que saiba amparar e ouvir seus Irmãos, guardando como
segredo de confissão suas fraquezas e enaltecendo, para todos, suas virtudes.
Ele precisa gostar da filosofia maçônica, conhecer profundamente sua liturgia e Ritualística,
combatendo o obscurantismo, a intolerância, o fanatismo, as superstições, os preconceitos, os
erros, as más lendas e invencionices maçônicas.
Precisamos de um Venerável Mestre que faça pompas Fúnebres para os Irmãos que partirem
para o Oriente Eterno, que faça adoção de Lowtons, Consagração de casamento e Sessões
Magnas Cívicas com a presença de profanos a fim de difundir o ideal maçônico.
Um Venerável Mestre deve respeitar a soberana decisão da Loja, bem como a dos Altos
Corpos Maçônicos.
Precisamos de um Venerável Mestre que esteja despido de todas as vaidades. Que seja uma
ponte de união entre as Lojas, um verdadeiro maçom e nunca um espinho de discórdia. Pode já
ter sido enganado, mas, não pode nunca ter enganado. Deve saber perdoar e saber pedir perdão.
Um Venerável Mestre não precisa ser financeiramente rico, mas, não pode ser
espiritualmente pobre. Precisa ser puro de sentimentos e deve ter como grande ideal de vida os
Princípios da Maçonaria.
Deve prestar auxílio e socorro aos Irmãos de sua Loja que o procurar, bem como tratar com o
mesmo zelo e atenção aos Irmãos visitantes que a si se dirigirem, a fim de que estes se sintam
como se estivessem em suas próprias Lojas.
Precisamos de um Venerável Mestre que incentive a presença e o trabalho beneficente/
filantrópico das Cunhadas e Sobrinhas, sempre que possível, através da Fraternidade Feminina.
Que se preocupe com a educação Profana e Maçônica dos Sobrinhos de hoje que deverão ser os
Maçons de amanhã.
Procuramos um Venerável Mestre que não dê valor a paramentos luxuosos. Que goste mais
de encargos do que de cargos e pompas a ele impostos; que desempenhe com abnegação e
fidelidade todos os encargos, pois todos são nobres. Que ao término do seu mandato prefira ser
um simples colaborador em vez de Venerável de Honra. Que eleito pela primeira vez, se admita
sua reeleição, porém, que não tenha a sede de se perpetuar no poder.
Precisamos de um Venerável que, imitando o apóstolo Pedro, seja e ensine a seus Irmãos
serem pescadores de homens de bem no mundo Profano, isto é, homens livres e de bons
costumes.
Precisamos de um Venerável que, goste de ser chamado de Irmão e que realmente sinta em
seu coração toda a vibração e plenitude do que é ser um verdadeiro Maçom, líder e justo em
toda sua dimensão.
Precisamos de um Venerável que não viva preso somente ao passado, aos Landmarks e a
História da Maçonaria, mas, que escreva as mais belas páginas da Maçonaria no presente, que é
a porta aberta para o nosso futuro, posto que estejam em uma Nova Era.
Finalmente, precisamos de um Venerável que seja verdadeiro exemplo de conduta na Loja e
fora dela, que nos abrace fraternalmente por Três Vezes Três, sorrindo ou enxugando nossas
lágrimas para termos a inabalável certeza de que a Maçonaria é realmente fraterna e iluminada,
que eleva o homem da Pedra Bruta à presença do Grande Arquiteto do Universo.
Não nos esqueçamos que, sempre há tempo para mudar.
AILDO VIRGINIO CAROLINO
Secretário Estadual de Gabinete – GOB-RJ 2014
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-escolha-do-veneravel-mestre.html
#68

O QUE VINDES AQUI FAZER? AONDE QUEREMOS CHEGAR?

O QUE VINDES AQUI FAZER? AONDE QUEREMOS CHEGAR?


Quando a mente está adormecida ou entorpecida, é preciso despertá-la;
Quando se distrai, será necessário trazê-la de volta;
Quando se apega demais, fizer vê-la outras possibilidades;
Quando atingir o equilíbrio mantiver sem desviá-la.
Essas afirmações são contundentes e de caráter evolutivo, pois, proporcionam um caminho
seguro e equilibrado para a dinâmica pessoal diária. Pergunta: será necessária uma prática
diferenciada no conjunto da dinâmica que vivemos apesar de nossa “impecável” formação
pessoal?
Sim, com certeza! Estamos tão envolvidos no processo da existência e sobrevivência que nos
afastamos de nós mesmos. Sempre procuramos as soluções de nossos problemas e dificuldades
fora de nós, no outro, no próximo, profissional ou amigo, quando todas as possibilidades de
desfecho estão dentro de nós, no nosso íntimo, em nosso interior.
Nossa Ordem proporciona essa possibilidade em seu conjunto. Conjunto esse com regras,
disciplina, ritual, simbologia, cargos e funções empurrando nossa personalidade para aprimorar
o caráter e a conduta. Dentro da Loja, somos envolvidos em responsabilidades que –por vezes-
não desejamos assumir e nos vemos praticando funções que sutilmente nos despertam para um
novo estado de ser.
Nossas atividades e conteúdo maçônicos são expressos de maneira prática e objetiva
proporcionando uma oportunidade de abrandar nosso ego, talvez até submetê-lo e dominá-lo; e
isso não quer dizer submissão ou aceitação passiva dos obstáculos e exigências que enfrentamos
durante nossos trabalhos e durante nossa vida, representa sim uma ação com equilíbrio
consciente que pode se manifestar até num recolhimento cuidadoso (um agir não agindo,
escolhas); temos que procurar entender ou aceitar que uma atitude silenciosa ou “não
manifestação”, não significa aceitação ou consentimento com situações ou obstáculos.
No âmago do ser humano, na sua Alma (1) só tem uma condição: sua liberdade. Não é a
liberdade objetiva ligada aos nossos sentidos ou sensações e vontades, mas, uma liberdade
interior, a grande tarefa de assumir sua verdade pessoal, o “Conhece-te a Ti Mesmo”, o auto-
descobrimento.
Esse é nosso trabalho, e quem não o faz é porque não deseja, pois, tem todas as
possibilidades de fazê-lo com as ferramentas disponíveis pelo processo maçônico; temos que
fugir da “inércia mental” assumindo o controle de nossa existência interior.
“As leis da vida social atualmente mudam a cada minuto. Não há mais segurança no
conhecimento de alguma lei moral que foi comunicada. É preciso buscar os próprios valores e
assumir responsabilidade pela nossa própria conduta, e não simplesmente seguir ordens
transmitidas de algum período do passado. Ademais, estamos intensamente cientes de nós
mesmos como indivíduos, cada um é responsável pela sua própria senda, diante de si mesmos e
de seu mundo.” (Joseph Campbell)
Somos motivados desde nosso ingresso a procurar a Luz (2), devendo constituir-se como
meta de nossos interesses. Só podemos nos aproximar de outras dimensões (3) provocando um
desapegado de nossa mente comum levando-a a outras condições ou situações em que se
encontra distraída ou afastada, e assim, quando tivermos a convicção de que nossos preceitos e
postulados são verdades para nós e para todo ser humano, uma forte convicção que não precisa
da razão para impor-se, estaremos exercitando ou experimentando uma sabedoria que tem a
força de uma corrente da qual somos um elo; e essa ligação torna-se mais forte pelo trabalho das
Lojas em seus diversos ritos que podem ter diferenças, mas com pouca alteração (4).
Neste atual estágio evolutivo que nos encontramos, nosso contato objetivo se faz através de
nossos sentidos, pois, através deles recebemos as informações e estabelecemos valores, é um
bombardeio de impressões e nossa mente acaba flutuando continuamente nesse mar de
estímulos.
E sendo ela dinâmica e estar em constante estado de alerta recebendo informações
incessantes e ininterruptas fica difícil haver um controle adequado e consciente, tornando essas
impressões imprecisas e enganosas podendo distorcer e até limitar o conhecimento, sendo
necessário ultrapassá-las despertando outras possibilidades latentes, mas adormecidas.
E para que isso aconteça, para ascendermos a um plano mais sutil, subjetivo, a “busca da
verdade”, o “tirar o véu”, deve ser motivada pelo desejo de alcançar a sabedoria e o método é
assimilação (5) e não simplesmente pela retenção na memória do conteúdo apresentado.
Essa transformação da mente para a prática ou interiorização dos conceitos transmitidos é
lenta necessitando sempre uma reflexão sobre a simbologia apresentada. Devemos passar de
“teóricos” e passarmos a “construtores” do edifício social, ajudantes edificadores da
humanidade em marcha para um mundo melhor e mais esclarecido.
José Eduardo Stamato - M.'.I.'.
A.'.R.'.L.'.S.'. Horus nº 3811, Santo André - SP / Brasil
Notas:
(1) Alma – essência sublime intermediária entre a vida do espírito e a vida objetiva infusa no
ser humano, que procura integrar a personalidade num processo superior progressivo de
transformações para que perceba que é parte de um todo maior, ainda nesta existência.
(2) Luz – como possibilidade (hoje simbólica) apresentada para uma busca e um despertar
para dimensões superiores de consciência. Como exemplo, o Sol dispersa a noite, a chama de
uma vela afasta a escuridão, portanto a “luz” tem poder sobre as trevas (o que seriam as
“trevas”?).
(3) Dimensão (termo muito utilizado nos grupos esotéricos) – planos expandidos diferentes
na sua constituição, mas semelhantes na expressão, podendo ocupar espaços distintos ou não,
coexistindo em diversas frequências vibratórias.
(4) Isso se vencermos a vaidade da afirmação de que o Rito que praticamos é o “eleito” ou o
“escolhido” ou o “verdadeiro”. O mesmo acontece com as Lojas.
(5) Assimilar – do latim: tornar semelhante a si, integrar a si. Só aproveitamos aquilo que
assimilamos. Há uma integração e adaptação progressiva na dinâmica proposta pelo ritual e sua
simbologia.
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queremos.html
#69

A I N I C I A Ç Ã O

A I N I C I A Ç Ã O [1]
O que de mais valioso e precioso o ser humano pode buscar na superfície deste planeta é a
sua liberdade de ser. Para ser livre dos aborrecimentos, das tristezas, das mágoas, do
desequilíbrio, da dor, dos pensamentos obscuros, para ter uma mente limpa e livre, para poder
apreciar o espetáculo da vida e, depois, o espetáculo fantástico de ser livre, pela consciência,
pela ação consciente, pela Iniciação.
A iniciação é uma ciência absoluta que conduz o Ser ao autoconhecimento, ao autodomínio e
à auto realização, que é igual à conquista da Luz que é. A Iniciação ocorre através de
transformações constantes dentro do seu universo interior que significa escalada de níveis de
consciência.
Com o uso preciso e constante da vigilância é possível conhecer-se a si mesmo e, desse
modo, conhecer o Universo, seus mistérios e suas Leis. Esta é a escalada iniciática Real, que em
nosso meio se faz por meio da escolha consciente, não por um impulso da dor, mas por
exercício do direito de ser, por meio da Iniciação, um Infinito Realizado gradativamente pelo
exercício do Ousar Querer Saber Ser, e no Silêncio da Consciência Ser um Universo Infinito
dentro do Eu. Isto representa conhecer Deus e seus Mistérios.
A escalada rumo a uma elevação espiritual se faz através da Iniciação – aqui na Terra – nesta
vida, ou por meio dos Planos Planetários, com suas Raças e sub-raças, e deste modo em longo
tempo, e por meio da recorrência e da Inconsciência, do esquecimento.
São sete as Iniciações Reais até a Libertação do Ser, como Cidadão do Todo, consciente de
si, de sua essência, de sua procedência e da sua função e finalidade na Vida Verdadeira e Eterna
de Bem aventurança.
Portanto são sete as Iniciações reais que nossa Escola de Consciência ensina, assim como
sete são os sete principais chakras ou sete são as portas. A primeira é a plataforma da
Serenidade, a segunda do Equilíbrio, a quarta chama-se Amor e a sétima chama-se Divindade.
As três primeiras Iniciações simbolizam quase o ápice da pirâmide, a conscientização da sua
origem, da essência e da procedência, e daquilo que é, e depois, como atua de modo ordenado
no mundo manifestado.
As quatro iniciações seguintes significam a atuação no mundo da ação: a mente, o som, a
ação e a sutileza. Aí consolida a pirâmide fantástica que o Ser é, e consolida o estar no ápice da
pirâmide. A partir de então, começa a exercitar a consciência da terra e de mundos
interplanetários, até da conscientização de ser o Princípio Inteligente, com plena condição de se
expandir com seu formador Mestre, de se engrandecer e elevar-se como uma Luz Maior.
Das sete grandes Iniciações que configuram uma primeira grande etapa Ascensional (Auto-
realizarão ou Pleno Despertar), a primeira Iniciação seria a Consciência de Ser. Antes a pessoa
não tem consciência de Ser. Pensa que é, mas não sabe o que é. É um sono profundo e a
completa identificação com a vida transitória. Pensa que sabe, mas não sabe, pois acha que é a
forma, ou a persona, ou mesmo algum dos papéis que assume no mundo das formas.
Mas um dia constata que É. Mais do que a forma, mais do que os pensamentos, mais do que
as emoções, mais do que os papéis, mais do que os egos. Constata que é uma Consciência, um
Ser. Sente que existe. Indescritível Despertar que é proporcionado pela Primeira Iniciação.
A Vida é Ser. Se você constatar que você É, de fato e verdadeiramente É o Ser, significa que
você é Vida. Começa a apreciar a Vida e a conhecer a Vida Verdadeira. A Iniciação proporciona
este estado de percepções e sentires. Se quiser Saber, sente-se disposto, eis a oportunidade: Nós
somos a Ordem dos Filhos da Sabedoria, somos Formadores Consciências. Somos metodologia
para sua disposição. Unamo-nos.
O Iniciado
Ser Iniciado significa um vigiar permanente, ter discernimento do posicionamento do certo e
do errado (relativamente abordado) para não cometer erros, para não pensar por ilusão que seria
o mundo manifestado, o mundo temporário, ilusório, o irrealizável. Jamais aderir a uma ilusão
que é como uma fenda na qual entra, pois jamais era para entrar em fendas. Não poderia entrar
porque Iniciado significa vigilância permanente, de segundo em segundo, para não deixar uma
brecha, para entrar uma ilusão, que seria uma antimeta, cujos custos são os efeitos desordenados
das causas desordenadas do desvio, da fenda, da brecha da ilusão.
O homem é idealizador e executor de seu próprio destino. O destino humano, sua felicidade
ou infelicidade dependem do livre arbítrio, não por mandamento obrigatório, mas pelo impulso
da sua consciência – que se chama Iniciação. Quando o homem realiza-se em si mesmo, todas
as coisas fora dele são realizadas. E para chegar a uma realização, necessita da fonte de
Sabedoria que reside em seu mundo interior. Um Mestre, uma união de Iniciados e uma
Tradição Iniciática, são somados facilitadores e até mesmo produtores de meios e
oportunidades, além da experiência adquirida e do método, que viabilizam a Iniciação.
Em nosso meio você encontrará diretamente proporcional à sua disposição, o que necessita
para o desenvolvimento consciencial; para a Ascensão Dirigida, para a Iniciação Real e para Ser
um Universo Infinito dentro do Eu.
Somente no mundo interior, o mundo esotérico é que se encontra a realização do Ser. No
mundo exterior ou mundo empírico, mundo dos sentidos e o mundo analítico da inteligência
não realizam, pois esta só se desenvolve só se concretiza por meio da Iniciação. O mundo dos
sentidos, em realidade, é o mundo do Estar, afetivo, material e até o mecânico espiritual, que
servem de meios. Mas meios são meios e não Razão. Esta é o mundo Consciencial, o mundo
interior.
Quem em primeiro lugar busca o Reino de Deus e sua Harmonia, verá que todas as coisas lhe
serão dadas por acréscimo.
Abençoado o Ser que chega a um ponto de um dia saber que teve a oportunidade de vir à
Terra, assimilar conhecimento, transformar conhecimento em experiências ou mesmo as
experiências em conhecimento e chegar ao resultado de saber para constatar que é aquele Ser
indestrutível, absoluto, real, eterno, divino. E, apartir desta constatação assumir que não há
outra forma de agir uma vez sendo divino: agir como divino ser, agir de uma forma digna de ser,
não por conceitos ou valores efêmeros, mas pelos Reais Valores da Vida de um Ser.
Cônscio, o Iniciado faz por amor aquilo que especificamente veio fazer. Não por obrigação,
ou por ter que fazer por mandamento da Iniciação, mas por identificação com sua função e sua
finalidade; sua missão é a Justa Medida, e assim o Iniciado age, de acordo com os desígnios da
Razão, a fim de realizar sua sagrada obra na superfície do planeta, até chegar a plantar um
sorriso, aliviar o sofrimento de alguém, desenvolver sua Missão, e amar, pois não há outro meio
de realizar sua missão consciente como Iniciado, a não ser por Amor e Saber.
No seu mundo de harmonia não vive sacrifícios. Não existe obrigação. Há o Justo
cumprimento do dever que a Iniciação esclarece, e isso se realiza por amor, pois vive a bem
aventurança.
GRUPO MAÇONICO ORVALHO DO HERMON

References

1. ^ A I N I C I A Ç Ã O (focoartereal.blogspot.com.br)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/a-i-n-i-c-i-c-o.html
#70

O SILÊNCIO NA MAÇONARIA

O SILÊNCIO NA MAÇONARIA
INTRODUÇÃO:
A palavra silêncio é derivada do latim
“silentiu” e significa interrupção de ruído
ou estado de quem se cala. Segundo o
Dicionário Aurélio, silêncio é definido
como o estado de quem se abstém de falar,
de quem se cala; privação de falar;
interrupção de ruído; segredo, sigilo.
Não se atinge a verdade com muitas
palavras e discussões, mas sim com o
estudo, a reflexão e a meditação silenciosa.
Portanto aprender a calar é aprender a
pensar e meditar. No silêncio as idéias amadurecem e clareiam, e a verdade aparece como a
verdadeira palavra que é comunicada no segredo da alma a cada ser.
A arte do silêncio é pois, uma arte complexa, que não consiste unicamente em calar a palavra
exterior, mas que requer para que seja realmente completa, que também ocorra o silêncio
interior do pensamento: quando soubermos calar nossos pensamentos então é quando a verdade
poderá intimamente revelar-se e manifestar-se em nossa consciência. Na Maçonaria, o silêncio
tem um rico significado e é sobre este aspecto que este trabalho se presta a estudá-lo.
ASPECTOS HISTÓRICOS DO SILÊNCIO
Desde as primeiras civilizações, notadamente as que tinham sociedades iniciáticas, o silêncio
é um importante elemento cultural, imposto drasticamente para salvaguardar seus segredos. Em
quase todas é representado por uma criança com o dedo sobre os lábios. No Antigo Egito, em
função da característica misteriosa de seus rituais, existia até a crença em um “deus” do
silêncio, chamado Harpócrates. Entre os magos e sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam
um estado de silêncio total, a fim de resguardarem-se os segredos e incitar os neófitos à
meditação, regra que seria adotada por todas as sociedades iniciáticas posteriormente.
A Religião Budista fundada na Índia por volta do Séc. VI A.C. por um pregador chamado
Buda, também valoriza o silêncio como condição para a contemplação e a meditação, que
somadas a introspecção e a autodisciplina levam ao desenvolvimento espiritual. Os essênios,
tinham como principais símbolos um triângulo contendo uma orelha e outro contendo um olho,
significando que a tudo viam e ouviam, mas não podiam falar, por não terem boca.
Dentre os mistérios gregos encontramos o de Orfeu, que com a magia de seu canto e de sua
música executada numa lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava. Eurípedes no verso 470
de sua obra "Os Bacantes", diz que verdadeiros são os mistérios submetidos à lei do segredo.
A palavra mistério deriva de "Myein", que significa "boca fechada". Pitágoras criou a escola
itálica e seus discípulos se distinguiam em 3 graus, sendo o 1º o "Acústico", assim chamado
porque era destinado aos aprendizes que só deviam ouvir e abster-se de manifestação. Para os
talhadores de pedras o segredo e o silêncio sobre sua arte era uma questão de sobrevivência,
constituindo-se inclusive num salvo-conduto. Os monges da Ordem de Císter tinham como uma
de suas principais regras o silêncio para a reflexão. A G:.L:.da Inglaterra adotou, após sua
unificação, a legenda "Audi, Vide, Tace", ou seja, "ouça, veja, cale". Como pudemos perceber,
há inúmeros exemplos da importância do silêncio ao longo da história.
O CONCEITO DE SILÊNCIO PARA A MAÇONARIA
Os primeiros catecismos maçônicos do Século XVIII diziam que os 3 pontos particulares que
distinguiam o maçom eram a fraternidade, a fidelidade e ser calado que representavam o amor, a
ajuda e a verdade entre os maçons. As "Old Charges" ou antigas obrigações, pregavam o
silêncio, a circunspecção e a compostura durante os trabalhos. Nos Landmarks de Mackey, o de
nº 23 se refere ao sigilo que o maçom deve conservar sobre todos os conhecimentos que lhe são
transmitidos e dos trabalhos em Loja, sendo que as cartas constitutivas de todas as obediências
contêm referências com o mesmo sentido.
Para poder realizar esta disciplina do silêncio, temos igualmente de compreender o
significado e o alcance do segredo maçônico. O maçom deve calar-se ante as mentalidades
superficiais ou profanas sobre tudo aquilo que somente os que forem iniciados em sua
compreensão podem entender e apreciar. Esta obrigação está em perfeito acordo com as
palavras de Jesus: "Não deis coisas sagradas aos cães ou pérolas aos porcos", e de Buda: "Não
turbe o sábio a mente do homem de inteligência retardada"; como também na máxima
hermética: "Os lábios da sabedoria estão mudos fora dos ouvidos da compreensão".
A lei do silêncio é a origem de todas as verdadeiras iniciações e no transcorrer da iniciação
maçônica pode ser detectada em vários momentos. Logo no início, na câmara de reflexão, o
silêncio assume sua maior importância, uma vez que o candidato talvez não tenha há muito
tempo uma oportunidade igual de ficar a sós, em atitude contemplativa, em meditação, para que
possa ocorrer a maturação silenciosa de sua alma.
Ao longo do cerimonial, no decorrer dos interrogatórios, poderemos encontrar por diversas
vezes pausas silenciosas para que o candidato possa refletir sobre aquilo que acabou de ouvir.
Voltaremos a nos deparar com o silêncio ao realizarmos a 3ª viagem, a qual é feita no mais
absoluto silêncio. Finalmente, ele será o mote principal do juramento que realizamos ao final da
iniciação.
No que diz respeito ao ritual maçônico, é certo que boa parte das formalidades em uso na
sociedade não permaneceram inteiramente secretas. Mas, é igualmente certo que não podem ser
de utilidade verdadeira senão para os maçons, da mesma maneira que os instrumentos de
determinada arte só servem para os obreiros conhecedores e capacitados nessa arte.
Do ponto de vista deste enfoque ritualístico, percebemos que o silêncio está presente em
diversos momentos, desde a abertura dos trabalhos quando ouvimos o 2º Diácono responder ao
V:.M:. que deve zelar para que os irmãos se mantenham em suas colunas com respeito,
disciplina e ordem. Na abertura do L:.L:., ouvimos que "no princípio era o verbo", onde reinava
o silêncio. No transcorrer dos trabalhos, os VVig:. anunciarão o silêncio das colunas, o que
significa que democraticamente foi concedido o direito à palavra. Finalmente, encerramos a
sessão jurando manter silêncio sobre tudo o que foi visto e falado em Loja.
É dever do maçom cuidar para que seja observado o segredo também, naquelas partes do
ritual maçônico que possam ter chegado a conhecimento público, abstendo-se de igualmente
negar como de confirmar a autenticidade das pretensas revelações encontradas nas obras que
tratam de nossa instituição e que muitas vezes revelam extrema ignorância além de
superficialidade.
A lei do silêncio nada mais é do que um perpétuo exercício do pensamento. Calar não
consiste somente em nada dizer, mas também pode significar deixar de fazer qualquer reflexão
dentro de si, quando se escuta alguém falar. Não se deve confundir silêncio com mutismo.
Segundo Aslan o primeiro é um prelúdio de abertura para a revelação, o segundo é o
encerramento da mesma. O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo os esconde.
Um assinala o progresso, o outro a regressão.
Somente o homem capaz de guardar o silêncio será disciplinado em todos os outros aspectos
de seu ser, e assim poderá se entregar à meditação. O silêncio é a virtude maçônica que
desenvolve a discrição, corrige os defeitos, permite usar a prudência e a tolerância em relação
aos defeitos e faltas dos semelhantes. Finalmente, cabe salientar que os maçons se reúnem em
templos, e "O templo representa a fortaleza da paz e do silêncio". (Isaías, cap. 30 v. 15).
CONCLUSÃO:
Ser maçom é ser amante da virtude, da sabedoria, da justiça e da humanidade. É ser amigo
dos pobres e desgraçados, dos que sofrem, dos que choram, dos que têm fome e sede de justiça.
é propor como única norma de conduta o bem de todos e o seu progresso e engrandecimento.
Ser maçom é derramar por todas as partes os esplendores divinos da instrução, é educar a
inteligência para o bem, conceber os mais belos ideais do direito, da moralidade e do amor, e
praticá-los. é ser amigo da ciência e combater a ignorância, render culto à razão e à sabedoria. é
realizar o sonho áureo da fraternidade universal entre os homens, porém o mais importante de
tudo, de forma discreta e sem agir buscando louros ou prêmios.
O silêncio em relação aos conhecimentos, o ritualismo e a simbologia da maçonaria é vital, a
fim de que profanos desavisados e despreparados não teçam interpretações errôneas sobre seus
ensinamentos. Nenhuma razão justifica que o maçom viole o segredo ao qual se obrigou com
solene juramento, sobre a forma de reconhecimento entre os maçons e o caráter de seus
simbólicos trabalhos, nem sequer quando lhe parecer útil para sua própria defesa ou para a
defesa da ordem.
Bibliografia
• Lavagnini, Aldo - Manual do Aprendiz Franco-Maçom;
• Varoli Filho, Theobaldo - Curso de Maçonaria Simbólica;
• internet - http://members.tripod.com.br/triumpho/maconaria.htm.
Fraternalmente,
Ir:. Francisco Javier Moreno Martinez A:.M:.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/o-silencio-na-maconaria.html
#71

SIMBOLOGIA DO NÚMERO 7 E A ESCADA DE JACÓ

SIMBOLOGIA DO NÚMERO 7 E A ESCADA DE JACÓ


Principio neutro dominando os elementos da natureza, aliança da ideia e da forma; a unidade
em equilíbrio; paciência desenvolvendo a inteligência. Vitória: ligada à natureza e ao amor,
simboliza o triunfo do iniciado ao fim da sua busca (entendimento, compreensão e
conhecimento)
Poder espiritual vivificante, o aconselhamento fornecido ao iniciado por Deus. Poder final do
espírito sobre a matéria. Reintegração da matéria no espírito e do tempo na eternidade. Número
de poder mágico com sua força plena, onde estão compreendidos os estados de evolução física e
espiritual que se completam; poder adquirido pelo iniciante nos dois mundos (material e
espiritual). Misterioso. Profundo. Estranho e indefinível aos olhos do profano.
Número que representa a energia mais perfeita que Deus concedeu para utilização dos
iniciados nos rituais. O sete, diz os seguidores de Pitágoras, era assim chamado em função do
verbo grego "sebo", - venerar e deriva do hebraico Shbo, set, ou satisfeito, abundância, sendo
Septos, em grego "santo, divino, de mãe virgem".
Assim como a Escada de Jacó está envolvida nos mistérios e instituições que a tradição nos
dá conhecer, temos a árvore da vida, no jardim do Éden nos mostrando caminhos entre um
estágio inferior para um estágio superior. O verso da carta do tarô - o arcanjo maior - O
julgamento - aonde vemos uma escada de sete degraus um arcanjo com sua trombeta , tendo à
sua volta uma serpente que engole seu rabo com uma árvore ao seu redor. Além de figuras
humanas na base da escada.
Esta carta mostra a ressurreição sob influência do Verbo. A Arvore da Vida carrega a seiva
para Ourobus, a serpente que morde sua própria cauda, que é o símbolo da eternidade. A
misteriosa escada dourada (escada de Jacó) que é o veículo para o homem ascender a um plano
superior, atendendo ao chamado do arcanjo.
A compreensão desta linguagem simbólica implica o conhecimento de questões que estão
diretamente ligadas ao estudo e análise do nosso subconsciente, dos arquétipos e do nosso
inconsciente coletivo descrito por Carl Gustav Jung.
È a Escada de Jacó um símbolo religioso nos mostrando que só chegaremos à morada de
Deus se galgarmos degrau por degrau a escada da vida. È o símbolo do caminho para a
perfeição. Sua colocação no painel do aprendiz indica que o neófito colocou o pé no primeiro
degrau da escada, iniciando sua busca para o aperfeiçoamento moral. Outra visão - a esotérica -
da escada de Jacó, onde anjos subiam e desciam por ela, nos mostra, simbolicamente os ciclos
evolutivos e involutivos da vida num perpétuo fluxo e refluxo através dos sucessivos
nascimentos e mortes.
A citação bíblica "a casa de meu pai tem muitas moradas" também nos reporta ao seu sentido
esotérico, dizendo-nos que há muitos níveis para as criaturas dentro do seu grau de evolução e
progresso. Que possamos, na nossa ignorância, atinar para a grande inteligência do Plano de
Evolução da Vida, que nos é sugerido no painel da Loja de Aprendiz, pois após a estrela de sete
pontas, que simboliza a verdadeira sabedoria e a perfeição moral, ainda poderemos transcender
rumo às nuvens, Lua, Sol e demais estrelas do firmamento, incorporando-nos no grande e
glorioso Céu, contido na abóbada celeste, para verdadeiramente nos reencontramos com o
G.`.A.`.D.´.U.´.
Publicado por Emidio Campos .'.
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de-jaco.html
#72

LANDMARKS NO RITO MODERNO

LANDMARKS NO RITO MODERNO


Como o nome já diz: LANDMARQUES, aportuguesado do inglês “Landmarks”, significa
marca de terra, lindeiro. Em Maçonaria significa limites entre o que seja Maçonaria e aquilo que
não se pode intitular como tal. A prática de se relacionar, de se classificar os Landmarques só
teve início a partir do século XIX. Anteriormente só se refere a landmarque num sentido
genérico, utilizando – se mais o termo regra (rule), como fez a Grande Loja da Inglaterra em seu
princípio.
Mas, o que seria efetivamente um Landmarque se os autores Maçons os classificam desde 3
até 54? Quem seria o correto coletor desses landmarques? A maioria deles relacionam
problemas simplesmente administrativos de uma Potência Maçônica como se Landmarque
fosse.
A classificação mais aceita pelos brasileiros é daquelas a que mais fere o princípio evolutivo
da Maçonaria, aceita universalmente. Além de relacionar como se Landmarque fosse problemas
administrativos, exigências recentes, a classificação de Mackey, feita em 1858, relativamente
nova, afirma em seu último item a inalterabilidade de sua redação, numa atitude evidentemente
papal. Teria sido Mackey o ungido de Deus?
A própria Grande Loja Unida da Inglaterra nunca relacionou ou citou uma determinada
classificação de Landmarque. Ela aceita como Landmarque os Antigos Deveres citados na
Constituição de Anderson. O que ela fez foi citar os oito pontos que exige para reconhecimento
de uma Potência Maçônica, que nós aceitamos, pois o Grande Oriente do Brasil tem Tratado de
Amizade e Reconhecimento com ela..
O Rito Moderno, coerente com seus princípios aceita como mais concernente a compilação
de Findel, que é a seguinte:
1. – A obrigação de cada Maçom de professar a religião universal em que todos os homens
de bem concordam. (praticamente transcrevendo as Constituições de Anderson, primeiro
documento oficial da moderna Maçonaria).
2. – Não existem na Ordem diferenças de nascimento, raça, cor, nacionalidade, credo
religioso ou político.
3. – Cada iniciado torna – se membro da Fraternidade Universal, com pleno direito de visitar
outras Lojas.
4. – Para ser iniciado é necessário ser homem livre e de bons costumes, ter liberdade
espiritual, cultura geral e ser maior de idade.
5. – A igualdade dos Maçons em Loja.
6. – A obrigatoriedade de solucionar todas as divergências entre os Maçons dentro da
Fraternidade.
7. – Os mandamentos da concórdia, amor fraternal e tolerância; proibição de levar para a
Ordem discussões sobre assuntos de religião e política.
8. – O sigilo sobre os assuntos ritualísticos e os conhecimentos havidos na iniciação.
9. – O direito de cada Maçom de colaborar na legislação maçônica, o direito de voto e o de
ser representado no Alto Corpo.
Como vemos, dificilmente poderemos fazer alguma ressalva a respeito desta relação, razão
porque a aceitamos como a que mais se coaduna com aquilo que possamos efetivamente chamar
de Maçonaria.
Ir.´. Antonio Onias Neto
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#73

O NÚMERO TRÊS, COINCIDÊNCIAS OU SIMBOLISMO?

O NÚMERO TRÊS, COINCIDÊNCIAS OU SIMBOLISMO?


Meus
Irmãos, nesta
minha ainda
tão curta vida
de
aprendizado
em
maçonaria, e
apesar da
valorosa
presença e
disposição
incondicional
dos meus
irmãos a me
explicarem
quando
solicitados
sobre meus questionamentos de recém-maçom, apesar dos fraternos ensinamentos que
oportunamente vivenciei nas reuniões que tive a graça de participar, confesso que ainda estou
perplexo com a tão vasta simbologia da ordem.
Essa presente nos paramentos, nos adornos do templo, na ritualística e por que não dizer no
convívio entre os irmãos. Então gostaria compartilhar com os Irmãos que talvez instigado pelo
hábito do meu ofício quando na vida profana, percebo a incessante presença do número três nos
adornos e na ritualística do meu grau de aprendiz maçom.
Ora,
São 3 os princípios (Liberdade, Igualdade e Fraternidade),
3 batidas de malhete,
3 é a idade do aprendiz maçom,
3 vezes pela aclamação,
3 vezes pela bateria,
são 3 as joias móveis,
3 também são as Luzes de loja,
3 são os degraus do Oriente,
3 são os pontos na assinatura de um maçom representando três qualidades a serem
cultivadas,
3 também são os lados do Delta Sagrado,
3 são os passos da macha do aprendiz,
Naquele dia sublime de iniciação, fiz 3 viagens,
Naquele mesmo dia aconteceram 3 purificações (Ar, Água, e fogo),
Três são os deveres do aprendiz maçom (pg. 118 do ritual de aprendiz),
Se dividirmos o comprimento do templo em três partes, uma delas será o Oriente e as outras
duas formarão o ocidente e no centro deste, está o altar dos juramentos,
Três são os elementos presentes no altar dos juramentos (Livro da Lei, O esquadro e o
compasso),
3 são os malhetes existentes em loja,
3 são os toques na falange,
Numa loja, 3 a governa,
3 são os graus da loja simbólica (Aprendiz, Companheiro e mestre),
São 3 os bastões (1º Diácono, 2º Diácono e Mestre de Cerimônias) que se unem para a
abertura do Livro da Lei.
São necessários pelo menos 3 mestres maçons para a abertura dos trabalhos em loja,
No Oriente, estão 3 símbolos (Sol, Olho e a Lua),
3 são as colunas (Jônica, Dórica e Coríntia),
Na divisória que existe entre o Oriente e Ocidente, existem 3 colunas de cada lado,
3 estrelas formam a constelação de Órion,
3 são os pontos que coloco em minha assinatura,
Reconhecemos um Irmão maçom de três formas (Palavras, sinais e toques),
Por 3 vezes: Saúde, Sabedoria e Segurança na cadeia de união.
Então meu Irmão imagina que não seja coincidência a tão forte presença deste número três.
Daí, buscamos investigar como esse número se comporta e qual seu significado em outras
ciências, rituais e no mundo profano.
Na Matemática
O três é o Primeiro numero impar e primo;
É o único numero que é igual à soma dos seus antecessores;
Do ponto de vista geométrico é o primeiro número existente, pois se necessitam de pelo
menos três pontos para formar o triângulo, que é a primeira figura geométrica;
Para Pitágoras o três era um número puro e significa liderança, força e ambição, também
transmite confiança no amor e na vida, além de ser tido como a causa de toda a matéria, pois
toda ela possui três dimensões.
Para os Povos
No Egito, na Índia e em Israel esse número foi considerado como um número sagrado. Para
os religiosos hindus, o número três representa a trindade de Brahma, Vishnú e Shiva.
Já Para os hebreus o número três era chamado Ghimel, que é aproximadamente a nossa G e é
tido como um número neutro.
Para os gregos, o três é o Gamma (Terceira letra de seu alfabeto), é também o número de
sorte para os nascidos sob o signo do zodíaco de virgem e também para eles, o três, representa a
origem do conhecimento.
Nos primórdios, o reino do Egito estava dividido em três partes: 1) o Alto Egito; 2) o Egito
Médio; 3) Baixo Egito e reconheciam três corpos no Ser Humano:
1) Dyet, o corpo físico;
2) Ka, o corpo fluído ou astral;
3) Ba, o espírito.
Na Cabala
A Cabala consta de três variedades, nela três são os atributos da divindade, e ainda nela estão
Keter (Coroa), Hockma (Sabedoria) e Binah (Inteligência).
No Budismo
Já no budismo tem se Buda (Iluminado), Darma (Lei) e Sanga (Assembleia dos fiéis).
No Cristianismo
· Três é o número da Santíssima Trindade;
· Três foi os Reis Magos que foram a Belém guiados pela estrela “mágica”;
· três foram os presentes levados ao menino Jesus;
· Três foram os evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas);
· De acordo com as escrituras, Pedro negou três vezes a cristo antes que o galo cantasse;
· Três foram os filhos de Noé que repovoaram a terra após o dilúvio;
· Abraão viu três homens, que seriam três anjos;
· Moisés trouxe três dias de trevas sobre o Egito;
· Daniel orava três vezes por dia;
O templo de Salomão estava dividido em três partes: átrio, lugar santo e santos dos santos;
· Jesus ressuscitou no terceiro dia após sua morte;
· Na Maçonaria
· Portanto meus Irmãos percebe se nesse breve estudo, o quanto o número três esteve, está e
sempre estará presente em nossas vidas. Dessa forma, em busca de maiores esclarecimentos
lançamos mão de nossa literatura maçônica. Lá encontramos citações sobre um culto, um
segredo, A maçonaria (3), da forma que nos reconhecemos (por S.·., T.·. e P.·.) (3), diz se
também que o aprendiz foi recebido numa loja Justa, perfeita e regular (3), afirma se que para a
loja estar justa e perfeita, necessita se que Três a governem, cinco a componham e sete a
completem.
· Aprendemos que as três Pancadas dadas pelo Orad.·.. Significam Batei e sereis atendido,
Pedi e recebereis, Procurarei e encontrareis(3).
· Que quando entre CCol.·., os aprendizes fizeram três viagens para lembrarem se das
dificuldades e das atribulações da vida, bem como foram purificados pelos elementos água, ar e
fogo(3).
· Afirma se que as três viagens simbolizam a conquista de novos conhecimentos. Explicita
que o número Três indica os centros da Pérsia, Fenícia e Egito, lugares onde primitivamente
foram cultivadas as ciências.
· Nossa literatura esclarece ainda sobre o esquadro, o nível e o prumo (3):
· O esquadro suspenso no colar do Vem.·. M.·. significa que o chefe deve ter unicamente um
sentimento – o dos estatutos da ordem – e que deve agir de forma única, com retidão;
· O nível que decora o 1º Vig.·. Simboliza a igualdade social que é a base do direito natural;
· Já o prumo trazido pelo 2º Vil.·. Significa que o maçom deve ser reto no julgamento sem se
deixar dominar pelo interesse nem pela afeição.
Nossa literatura traduz que a idade do aprendiz é de três anos porque, na antiguidade, esse
era o tempo necessário ao seu preparo.
Garante que a diferença, o desequilíbrio e o antagonismo (3) existem no número dois, mas
que cessam rapidamente, quando se lhe ajusta uma terceira unidade.
Assegura que o número três é a unidade da vida, que existe por si próprio, do que é perfeito.
Explica que o triângulo, entre as superfícies, é a forma que corresponde ao numero três, e
tem a mesma significação deste.
Que o triângulo é o símbolo da existência da divindade, bem como da sua “potência
produtiva” ou da evolução e que o três é o número da Luz (Fogo, Chama e Calor).
Os três são os pontos que o neófito deve se orgulhar de apor ao seu nome lembra na verdade,
que esses três pontos como o delta sagrado, são um dos nossos emblemas mais respeitáveis,
pois eles representam todos os ternários conhecidos e especialmente as três qualidades
indispensáveis ao maçom:
· Vontade
· Amor ou Sabedoria
· Inteligência
Afirma que estas qualidades são absolutamente inseparáveis uma das outras e que devem
existir em equilíbrio perfeito no candidato à iniciação para que sua iniciação seja de fato real
vivida e não emblemática.
Lembra ainda que esses três pontos que se apõe ao nome de um maçom são quais as três
estrelas que brilham ao Oriente da Loja.
Esclarece que em toda parte existe o número três, pois o ternário, do qual o Delta Sagrado é
o mais luminoso e, talvez o mais puro emblema e, nas Lojas Maçônicas, ainda é simbolizado
pelos três grandes pilares:
Sabedoria
Força
Beleza
Que representam as Três Grandes Luzes colocadas sobre o Painel da Loja, a primeira no
Oriente, a segunda no Ocidente e a terceira no Sul de acordo com a orientação das “Três Portas”
do Templo de Salomão.
Assim meus Irmãos, percebemos a importância e parte do significado desse número no grau
de aprendiz maçom. Certamente com o nosso amadurecimento perceberemos em luz o seu
valoroso sentido na sua totalidade. Imaginamos que nos graus que almejamos alcançar também
teremos a oportunidade de estudar esse símbolo.
“A unidade é a lei de Deus (Ou seja, do Primeiro, o principio, A causa Imanente), A
dualidade é o número da lei do universo, já a Evolução, a Lei da Natureza é o Ternário”.
(Pitágoras)
Marcos Fabiano Oliveira Mangueira – Professor de matemática e Obreiro da loja simbólica
05 de JULHO – Grande Oriente – Oriente de Conceição – PB.
Referência
Ritual de Aprendiz, Rito Escocês Antigo e Aceito – Grande Loja maçônica do Estado da
Paraíba.
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#74

CARTA DE UM MAÇOM A SEU FILHO

CARTA DE UM MAÇOM A SEU FILHO


Meu Filho,
Quando
você parar de
me contar -
como ainda
você faz - as
suas
brincadeiras e
as suas coisas
pessoais;
quando você
não tiver mais
medo da
"escuridão" e
decidir abrir,
finalmente, as
páginas
desses livros

desconhecidos que hoje você somente olha talvez mal ajeitado na estante do meu escritório, e
que conservo com muito carinho; quando for adulto, aproxime-se desses senhores que hoje você
acha misteriosos e que, se bem não te desagradam, te merecem tão somente certa indiferença.
Procura essas pessoas que, freqüentemente, me ligam ou me visitam e com quem
compartilho algumas horas, a cada semana, nesses dias que você me vêeu chegar mais tarde em
casa. Sim, procura esses homens que a sociedade identifica como "Os Maçons" e que eu chamo,
orgulhosamente de, "Meus Irmãos".
Tantas vezes você os viu e ouviu que, provavelmente, já conheça todos eles. A grande
maioria são jovens; alguns homens maduros; e outros, com as suas testas coroadas por cabelos
grisalhos, do mesmo jeito que algumas montanhas mostram seus cumes, cobertos pelo branco
da neve. Mas todos eles me permitiram beber da fonte da sabedoria.
Todos, por igual, abriram seus peitos como se abre uma cesta para receber as confidências, a
alegria, os infortúnios e decepções, os projetos e as ilusões do melhor amigo. Sim, procura essas
pessoas, sem importar o longo caminho a ser percorrido, nem quantos os obstáculos que devam
ser vencidos.
Decidido a procurá-los, o Ser Supremo vai mostrar-te o caminho. E quando souber o que é
que eles fazem como pensam e o que pretendem desde que o teu espírito esteja satisfeito, e
achadas todas as tuas respostas, junte-se a eles e siga-os. Mas, se mesmo depois de analisar os
seus princípios, as tuas dúvidas continuarem sem resposta, então, meu Filho, saia do caminho,
com a decência de um homem bem nascido. Se eu ainda for vivo, baterei palmas à tua decisão,
a aceitarei, pois você terá estudado antes de definir e porque conseguiu analisar a tua escolha,
ou seja, terá decidido por você mesmo, após ter pensado e raciocinado.
E, caso eu tiver passado para o Oriente Eterno, vou pedir ao Grande Arquiteto do Universo
para enfeitar a tua vida com os atributos que sempre procurei para você e que, Maçom ou não, o
Mundo te reconheça como sendo um homem honesto, virtuoso, justo, respeitável, oposto a todo
gênero de opressão e com um profundo amor pela humanidade.
Seu Pai e Maçom com muita Honra.
Por Weber Varrasquim
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#75

O CANDELABRO MÍSTICO

CANDELABRO MÍSTICO
A maioria dos Graus que compõem à Loja de Perfeição pertence à classe também
denominada Graus israelitas, bíblicos, judaicos, salomônicos, principalmente por estarem
baseados na Bíblia e constituírem um desdobramento da Lenda do 3º Grau. Por isso, estão
recheados de passagens, lendas, símbolos, extraídos do Livro Sagrado, particularmente da Torá
ou Pentateuco, ou seja: os cinco primeiros livros da Bíblia (Gênese, Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômio).
Não é de estranhar, portanto, que o Candelabro de Sete Braços – o Menorá dos hebreus --
esteja presente na decoração da Loja de Mestre Secreto, bem como na de Perfeito e Sublime
Maçom, nesta última denominado de CANDELABRO MÍSTICO.
O Menorá, que significa Candelabro, de tão importante para a civilização hebraico-judaica, é
considerado um dos principais símbolos da religião mosaica. Tanto é assim que hoje o Menorá é
usado como brasão do Estado de Israel, o qual foi estabelecido no século passado, em 1948.
Ele já estava presente entre os hebreus desde a construção do Tabernáculo, determinada por
Moisés, por ordem de Javé, quando este conduzia seu povo pelo deserto, fugindo do Egito em
direção à Palestina. Era no Tabernáculo que os israelitas oficiavam seus cultos, até que o Rei
Salomão mandasse construir o famoso Templo de Jerusalém, o primeiro, já que dois outros
foram construídos posteriormente. Melhores detalhes sobre a construção do Tabernáculo e seu
mobiliário -- dentre os quais o Menorá -- são encontrados no Livro de Êxodo, capítulo 25,
versículos 10 a 22.
O Menorá ou “Candelabro de Sete Braços” também foi construído por ordem de Javé,
segundo o que consta nos versículos 31 a 39 do mesmo capítulo do livro de Êxodo, como aqui
transcrito:
“Farás um Candelabro de ouro puro; e o farás de ouro batido, com o seu Pedestal e a sua
haste; seus cálices, seus botões e suas flores formarão uma só peça com ele. Seis braços sairão
dos seus lados, três de um lado e três de outro. Num braço haverá três cálices em forma de flor
de amendoeira, com um botão e uma flor; noutro haverá três cálices em forma de flor de
amendoeira, com um botão e uma flor; e assim por diante, para os seis braços do Candelabro.
No Candelabro mesmo haverá quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com seus botões
e suas flores: um botão sob os dois primeiros braços do Candelabro, um botão sob os dois
braços seguintes e um botão sob os dois últimos: e assim será com os seis braços que saem do
Candelabro. Estes botões e estes braços formarão um todo com o Candelabro, tudo formando
uma só peça de ouro puro batido. Farás sete lâmpadas que serão colocadas em cima, de modo a
alumiar a frente. Seus espevitadores e seus cinzeiros serão de ouro puro. Empregar-se-á um
talento de ouro puro para confeccionar o Candelabro e seus acessórios”.
Segundo Nicola Aslan um dos nossos maiores escritores maçônicos, tanto Flavio Josefo
como Filon, e também Clemente, bispo de Alexandria, pretendem que o Candelabro de sete
braços representava os sete planetas conhecidos da antiguidade:
“De cada lado partem três braços, suportando cada um uma lâmpada, diz este último; no
meio estava a lâmpada do Sol, centralizando os seus braços, porque este astro, colocado no
meio do sistema planetário, comunica sua luz aos planetas que estão abaixo e acima, segundo as
leis de sua ação divina e harmônica”.
POSIÇÃO DO CANDELABRO MÍSTICO DE SETE BRAÇOS
NO TABERNÁCULO
No Tabernáculo, ou tenda, o Menorá era colocado ao norte, no local denominado Santos dos
Santos (em hebraico: Kodesh ha Kodashim), simbolizando não só a luz dos sete “planetas”
conhecidos na antiguidade (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), como também
os ventos setentrionais, que traziam a chuva, estimulando o desenvolvimento das plantações. É
preciso, no entanto, salientar que nem todos eram planetas, pois o Sol é uma estrela e a Lua, um
satélite.
NO PRIMEIRO TEMPLO DE JERUSALÉM
Por ocasião da construção do primeiro Templo, em Jerusalém, tanto o Menorá como os
demais utensílios utilizados no Tabernáculo seguiram a mesma disposição.
NA LOJA DE MESTRE SECRETO
Na Loja de Mestre Secreto o Candelabro Místico de Sete Luzes é posicionado a frente da
Arca da Aliança, sendo certo que esta fica ao lado direito do Trono.
NA LOJA DE PERFEITO E SUBLIME MAÇOM
É posicionado igualmente no Oriente, no ângulo direito do Trono, representando o Sol com
os Planetas, como era o entendimento dos antigos.
O número sete (sete braços ou sete luzes) constante do Candelabro Místico não foi escolhido
aleatoriamente, pois se trata de um número considerado sagrado para os antigos povos, que lhe
atribuíam um valor mágico e astrológico. Os hebreus não ficaram imunes às inúmeras
influências herdadas de outros povos e daí que é possível ver o número sete em várias passagens
bíblicas.
Na Maçonaria, o número sete também tem uma importância vital. Sete são as ciências que o
maçom deve conhecer: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e
Astronomia. É o número místico do Mestre e simboliza a perfeição alcançada na evolução
espiritual.
O Candelabro Místico de Sete Braços está presente nas Lojas de Mestre Secreto e de Perfeito
e Sublime Maçom porque era um dos principais utensílios do Tabernáculo e, posteriormente,
também do Templo de Jerusalém. A Maçonaria do século XVIII pegou emprestado este e outros
objetos da Religião Hebraica, dado o elevado valor histórico e simbólico, em especial para os
chamados Altos Graus.
Irm. Robson Rodrigues da Silva
BIBLIOGRAFIA:
ASLAN, Nicola, Instruções Para Lojas de Perfeição, Editora Maçônica “A Trolha”, 3ª
edição, Londrina – PR – 2004.
_____ , Grande dicionário enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, vol. I, Editora
Maçônica “A Trolha”, Londrina – PR – 1996.
CAMINO, Rizzardo da, Os Graus Inefáveis – Loja de Perfeição, Editora Aurora, Rio de
Janeiro.
CASTELLANI, José, Dicionário Etimológico Maçônico, ABC, Editora Maçônica “A
Trolha”, Londrina – PR, 1990.
XICO TROLHA e CASTELLANI, José, O Mestre Secreto, Editora Maçônica “A Trolha”,
Londrina, PR – 3ª edição, 2002.
RITUAIS dos Graus 4 e 14.
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#76

QUEM É O SUBSTITUTO IMEDIATO DO VENERÁVEL MESTRE?

QUEM É O SUBSTITUTO IMEDIATO DO VENERÁVEL MESTRE?


Recentemente em um
bate papo informal com
alguns Irmãos surgiu este
questionamento: Quem é o
substituto imediato do
Venerável Mestre?
Prontamente alguns
Irmãos responderam: o
substituto imediato do
Venerável Mestre é o
Irmão 1° Vigilante. Na
falta deste o Irmão 2°
Vigilante.
A maioria dos Irmãos
presentes concordou com a
afirmação feita, porém, um
Irmão Decano, que
atentamente ouvia as
respostas, em determinado
momento disse: "O
substituto imediato do
Venerável Mestre deve ser
um Irmão Mestre
Instalado".
Bem, a partir da afirmação do Irmão Decano gerou-se uma serie de duvidas e perguntas: E se
o Irmão 1° Vigilante não for Instalado? E se o Irmão 2° Vigilante também não for Instalado?
Quem assume a direção dos trabalhos?.
A única maneira de encontrarmos respostas a estas perguntas é a busca através de pesquisas,
senão vejamos:
Para se chegar até a cadeira de Venerável Mestre é necessário que o Mestre Maçom passe do
Ocidente para o Oriente. “O caminho que deveis trilhar para atingirdes o domínio de vos
mesmo, é pelo trabalho e pela observação ¹”. Primeiramente precisa subir os quatro degraus que
separam o Ocidente do Oriente sendo eles: Força, Trabalho, Ciência e Virtude. Alcançado estas
virtudes o Irmão que pretende chegar à cadeira do Venerável Mestre, ou o trono do Venerável,
ou o trono da Sabedoria, deverá subir mais três degraus, sendo eles: Pureza, Luz e Verdade.
Assim, se procedendo, o Irmão é conduzido e devidamente Instalado através de Ritual
apropriado no trono da Sabedoria, o lugar que lhe compete em Loja.
Lembrando que Mestre Instalado não é grau, e sim, uma Classe de Maçons. Em seu trabalho
intitulado "Mestre Instalado é Grau?", o Ilustre Irmão Amilcar Silva Júnior nos diz: "...pelo que
entendo, é evidente que Mestre Instalado não é grau. Nem simbólico nem filosófico".
É um direito e um privilegio do Venerável Mestre de instalar seu sucessor. Diz o Irmão Kurt
Max Hauser - P.·. G.·. M.·. da M.·. R.·. G.·. L.·. M.·. E.·. R.·. G.·. S.·., em seu trabalho intitulado
"Ritos Maçônicos": " Nenhuma outra autoridade, incluindo o Grão Mestre, salvo em casos
excepcionais, devidamente justificados, pode praticar tais cerimonias, sem atentar contra este
direito e contra a independência e autoridade da Loja".
É um direito e privilégio do Venerável Mestre de outorgar graus. Somente o Mestre Instalado
tem direito e privilegio de outorgar os graus simbólicos. Na cerimônia de Iniciação após o
Neófito Ter recebido a Luz, o Venerável Mestre que foi instituído na Classe de Mestre Instalado,
segurando a espada recebe e constitui o Neófito a condição de Aprendiz Maçom e membro da
Oficina. Assim, deverá ser usada a mesma formula para a cerimônia de Elevação e Exaltação,
conforme determina o Ritual do grau.
Toda sessão Maçônica deverá ser dirigida por um presidente. O Presidente de uma Loja
Maçônica é o Obreiro que pela vontade dos Irmãos foi eleito Presidente da Oficina e
devidamente Instalado através de Ritual apropriado no trono da Sabedoria.
O 1° Vice-Presidente de uma Loja Maçônica é o Irmão 1° Vigilante sendo o Irmão 2°
Vigilante o 2° Vice-Presidente, ambos eleitos pela vontade dos Irmãos.
Verifica-se então que na ausência do Venerável Mestre o substituto imediato é o Irmão 1°
Vigilante (1° Vice-Presidente). Na ausência do Venerável Mestre e do 1° Vigilante, o substituto
imediato é o Irmão 2° Vigilante (2° Vice-Presidente).
Este procedimento se dará em qualquer sessão, mesmo que seja a de Iniciação, Elevação e
Exaltação. Os Irmãos 1° Vigilante (1° Vice-Presidente) e o Irmão 2° Vigilante (2° Vice-
Presidente) são os substitutos legais do Presidente.
Na sessão de Iniciação os substitutos legais do Venerável Mestre no momento da "sagração"
se não pertencerem a "Classe de Mestre Instalado", "não poderão sagrá-los", ou seja, não poderá
receber o Neófito a condição de Aprendiz Maçom. Deverá o substituto legal solicitar ao “Irmão
Mestre Instalado" presente a sessão que neste momento, segurando a espada receba e constitua
o Neófito a condição de Aprendiz Maçom e membro da Oficina.
O mesmo procedimento deverá ser feito nas sessões de Elevação e ou Exaltação. Poderão os
substitutos legais do Venerável Mestre, achando-se que estão impedidos de dirigirem a sessão
magna, por não pertencerem a Classe de Mestre Instalado, solicitar ao antigo Venerável Mestre
que dirija os trabalhos ou ainda solicitar a algum Irmão Mestre Instalado presente a sessão que
dirija os trabalhos.
Conclui-se então que na ausência do Venerável Mestre o substituto imediato e que deve
assumir os trabalhos é o 1° Vigilante (1° Vice-Presidente), e na ausência de ambos quem deve
assumir os trabalhos é o segundo substituto imediato, o Irmão 2° Vigilante (2° Vice-Presidente).
Porém se os Irmãos substitutos não pertencerem a Classe de Mestre Instalado não poderão em
hipótese alguma receber e constituir Maçons.
Irm.’. Antônio Carlos Rios
Da Academia Maçônica de Letras de MS
Cadeira nº 19 Fundador da
A R L S Expansão da Luz Nº 35*
G O M S- C O M A B
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do.html
#77

COLUNAS ZODIACAIS

COLUNAS ZODIACAIS
Como você
reagiria se eu
dissesse que
as Colunas
Zodiacais não
são “coisas”
da
Maçonaria?
(pausa para
pensar).
Colunas
todos nós
sabemos o
que são;
Zodiacais
vem de
zodíaco, que
por sua vez vem do grego: zódia (animais) chegamos até zodiakos (ciclo de animais). Diríamos
então que em alguns Templos Maçônicos temos pilares cilíndricos que sustentam o ciclo de
animais.
Lógico que o simbologismo ultrapassa a semântica, mas esse conhecimento é oriundo dos
Irmãos amantes da astrologia.
Na antiga Caldeia, os estudiosos captaram a imagem vista do céu e elaboraram um mapa que
produzisse a passagem do Sol em cada uma das doze partes que fora dividido o referido mapa,
cada uma dessas partes tinha elementos astronômicos (planeta, estrela, constelação, nebulosa) e
cada parte ganhou um nome, chamado de Signo Zodiacal que é governado por um Astro
Regente. Não se pode usar a expressão “Planeta Regente”, pois o Sol (Signo de Leão) e a Lua
(signo de Câncer) não são planetas, com o tempo vincularam os Signos com os quatro
elementos primários do nosso planeta (Ar, Água, Terra e Fogo).
Mais adiante ainda foram incorporadas características masculinas e femininas que são
representadas por triângulos; os ícones astrológicos que estão interligados a triângulos com o
ápice para cima possuem virtudes e defeitos típicos dos homens e os com ápice voltado para
baixo virtudes e defeitos típicos das mulheres.
De forma resumida temos então: ÁRIES = Marte, Fogo, Masculino; TOURO = Vênus, Terra,
Feminino; GÊMEOS = Mercúrio, Ar, Masculino; CÂNCER = Lua, Água, Feminino; LEÃO =
Sol, Fogo, Masculino; VIRGEM = Mercúrio, Terra, Feminino; LIBRA = Vênus, Ar, Masculino;
ESCORPIÃO = Marte, Água, Feminino; SAGITÁRIO = Júpiter, Fogo, Masculino;
CAPRICÓRNIO = Saturno, Terra, Feminino; AQUÁRIO = Saturno, Água, Masculino; PEIXES
= Júpiter, Água, Feminino.
A incorporação dessas Colunas aos Templos Maçônicos ultrapassam os conhecimentos da
astrologia popular com suas previsões e características pessoais; há belíssimos trabalhos
vinculando as Colunas, as Instruções dos Graus, as passagens durantes as Sessões Magnas e até
aos Cargos de Loja, lembrando que são interpretações pessoais dos autores o que condiz com
nossa situação de Livres Pensadores e Maçons Especulativos.
Você mesmo, quando tiver, oportunidade observe o posicionamento delas e as formas
geométricas que podemos traçar no teto da Loja usando por exemplo aquelas que têm o ápice do
triângulo voltado para cima.
Mesmo após escrever tudo isso eu ainda lhe digo: as Colunas Zodiacais não são “coisas” da
Maçonaria! Você já ouviu falar que nossos Templos foram construídos de acordo com o Templo
de Salomão? E no Livro da Lei há a descrição das doze colunas e todos esses símbolos?
Portanto as Colunas Zodiacais são elementos de alguns RITOS MAÇÔNICOS e por conta disso
não podemos generalizar dizendo que fazem parte da Maçonaria; a maioria dos Templos
Maçônicos espalhados pelo mundo foram construídos dentro do traçado dos preceitos do Rito
de York, que em seus trabalhos não constam as Doze Colunas Zodiacais e o mesmo acontece no
Rito SchröederA intenção deste pequeno artigo é motivar os Irmãos a freqüentarem Oficinas
que trabalham em Ritos diferentes aos da sua Loja, há em todos sempre um conhecimento
“extra”.
Mesmo na ritualística sempre haverá DIFERENÇAS, nunca DIVERGÊNCIAS, ninguém tem
autoridade para afirmar que isto ou aquilo está errado, haverá sempre contextos históricos que
explicarão as inúmeras variações encontradas nos Ritos, nas Potências e nas Obediências. A
Beleza é feita pela simplicidade, mas a Sabedoria pela complexidade. Lembre-se de visitar,
estudar e ensinar, pois todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela
qualidade das Sessões Maçônicas.
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue
anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na Avenida Brasil nº 478 e, de
algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
Grato pela atenção.
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#78

POSSÍVEL ORIGEM DAS TRÊS BATIDAS

POSSÍVEL ORIGEM DAS TRÊS BATIDAS


O uso de batidas para chamar a atenção de pessoas presentes em uma reunião é um antigo
costume. Tanto é verdade que, numa fabrica de tecidos, em 1335, em York Minster, Inglaterra,
foi registrado os detalhes de uma construção que estava sendo feita nessa fabrica, por um grupo
de Maçons Operativos. Ali é mencionando o trabalho em si, descanso, etc, e menciona, também,
que os Maçons eram chamados após a refeição para assumirem novamente o trabalho, por
batidas dadas na porta da Loja. Esta Loja, como já foi dito em outras Pílulas, sem duvida,
deveria ser um abrigo coberto perto da referida construção.
Hoje em dia, na Maçonaria Especulativa, as batidas foram deliberadamente variadas para
distinguir os três Graus Simbólicos, uns dos outros.
Muitas das praticas maçônicas tem forte semelhança com as praticas Eclesiásticas, apesar de
que, muitas vezes, falta uma evidencia definitiva.
Entretanto, é fato que a Maçonaria Operativa foi empregada largamente nas construções de
Catedrais e outras construções para a Igreja, onde podemos supor que as praticas e costumes dos
monges, abades, etc, não eram inteiramente desconhecidas dos integrantes da Maçonaria
Operativa, da qual a Maçonaria Especulativa derivou.
Um exemplo do uso eclesiástico de batidas é visto quando um novo Bispo esta sendo
entronado. Ele se aproxima da porta Leste da Catedral e com três pancadas nesta, com o seu
Bastão Pastoral, obtém a atenção do Deão e dos membros do Capitulo, dos quais ele obterá
permissão para entrar na conclusão da Cerimônia para sua total introdução no Episcopado.
Alfério Di Giaimo Neto\M\M
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batidas.html
#79

MESTRE INSTALADO NÃO É GRAU

MESTRE INSTALADO NÃO É GRAU


ORIENTE
COM
DESNÍVEL

GEOGRÁFICO
Em 12 de outubro de 1804, foi criado em Paris o Supremo Conselho de França, o segundo no
mundo, para difundir na Europa o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Concebido, inicialmente, como Rito para Altos Graus, chegou dos Estados Unidos sem ritual
próprio para os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. No dia 22 de outubro, uma
Assembléia Geral do Supremo Conselho de França fundou, também em Paris, a Grande Loja
Geral Escocesa para organizar o ritual francês das Lojas Azuis (Blue Lodges) do Rito Escocês
Antigo e Aceito (ainda não havia sido cunhado o termo simbolismo para os três primeiros
graus), tendo por base o Rito Antigo Aceito, praticado pela Grande Loja de Londres de 1751, a
Grande Loja dos auto-proclamados “antigos” maçons.
Na França, o Grande Oriente tinha como rito oficial, o Rito Escocês dos Modernos, ou Rito
Francês, semelhante ao rito praticado pelas Lojas da Grande Loja de Londres de 1717, a
primeira Grande Loja no mundo e denominada, pejorativamente, pelos seus adversários, como
sendo dos “modernos” (os que inventaram ritual novo).
Quarenta dias depois, um acordo entre Grande Oriente e Supremo Conselho viabilizou a
prática do Rito Escocês Antigo e Aceito dentro do Grande Oriente de França.
COMEÇO DA CONTURBADA TRAJETÓRIA DOS GRAUS SIMBÓLICOS DO REAA
O Grande Oriente fez misturas entre os dois ritos, em vários graus, principalmente porque
praticou o Rito Escocês Antigo e Aceito no seu templo adornado para o Rito Francês.
No ano seguinte, 1805, os maçons do Supremo Conselho afirmaram que o Grande Oriente
havia violado a combinação.
Retiraram-se do Grande Oriente e passaram a trabalhar sozinhos. Por carência de membros
preparados adequadamente, o Supremo Conselho, junto com a Grande Loja Geral Escocesa,
ambos liderados pelo conde Alexandre de Grasse-Tilly, convidaram Oficiais do Grande Oriente
para dirigirem os Altos Graus.
Esses maçons oriundos do Rito Francês, não conheciam bem o Rito Escocês Antigo e ainda,
muitos, desdenharam o direito do Supremo Conselho comandar o Rito, na França.
Sob o abrigo do primeiro Grão-Mestre Adjunto, o Príncipe Cambaceres, que havia aceitado
ser Grão-Mestre de cada um dos sistemas escoceses, ou mesmo, a presidência de honra, a
Grande Loja Geral Escocesa e o Supremo Conselho se entregaram com intensidade em toda a
atividade que suas lideranças puderam realizar.
No entanto, o Grande Oriente manteve com vigor o funcionamento do Rito Moderno e, ao
mesmo tempo, lutou, ostensivamente, contra as tentativas das diversas autoridades do Supremo
Conselho e da Grande Loja, de fazerem firmar-se o Rito Escocês Antigo e Aceito, como fora
inicialmente organizado.
ESFACELAMENTO DO SUPREMO CONSELHO E DO REAA NA FRANÇA
O período não estava favorável ao novo rito, surgindo como agravante às pretensões do
Supremo Conselho, a queda do governo francês, em 1814.
Em 1804, quando o REAA chegou à França, Napoleão Bonaparte fora coroado Imperador e
teve promulgado o código civil napoleônico.
Em 1814, Napoleão foi derrotado pelos aliados formados por Inglaterra, Rússia, Áustria e
Prússia. Napoleão se exila em Elba.
O Grande Oriente, pela sua força política, não teve que cessar totalmente as atividades, mas
o Supremo Conselho e a Grande Loja Geral Escocesa sofreram com a resistência que
enfrentavam do Grande Oriente e pouco realizaram. O Rito Escocês Antigo e Aceito
praticamente desapareceu na França, nesse período.
Outro fator que muito contribuiu para o enfraquecimento do rito foram as divergências entre
os próprios integrantes, divididos em Supremo Conselho de França e Supremo Conselho de
América.
A história dessas divergências internas mostra que não houve unidade no Supremo Conselho
francês, além de mal estruturado, para enfrentar a campanha do Grande Oriente.
O resultado foi a decisão do Grande Oriente, em 1814, declarando, unilateralmente, que, em
virtude de diferentes acordos datados de antes e depois da revolução francesa, ele retomava
todos os direitos sobre os ritos Moderno e Escocês Antigo e Aceito.
PRIMEIRA IDÉIA DE LOJA CAPITULAR
Em 1816, o Grande Oriente assumiu a jurisdição de parte do Rito Escocês Antigo e Aceito,
decidindo que ficaria com o poder sobre o conjunto dos graus 1º ao 18º. Essa escolha baseou-se
na intenção de dirigir o Rito Escocês Antigo e Aceito na mesma abrangência simbólica que já
fazia com o Rito Moderno, ou seja, do grau de Aprendiz à Rosa-Cruz.
No Rito Moderno, a Rosa-Cruz é o 7º e no Escocês Antigo, o 18º. Em 1820, o Grande
Oriente organiza um ritual do REAA voltado para o funcionamento seqüencial do grau de
Aprendiz ao grau Rosa-Cruz.
A esse conjunto de graus, sob a mesma direção, foi atribuída a denominação de Loja
Capitular, presidida preferencialmente por um Cavaleiro Rosa-Cruz.
O TERMO SIMBOLISMO
Com o surgimento das Lojas Capitulares na França, a denominação Lojas Azuis
desapareceu, passando a ser empregado o termo “simbolismo” para representar o conjunto de
graus – Aprendiz, Companheiro e Mestre – dentro da então, nova concepção obediencial no
Rito Escocês Antigo e Aceito: Lojas Simbólicas, Lojas de Perfeição, Capítulos (obedientes ao
Grande Oriente de França), Conselhos Kadosh, Consistórios, Supremo Conselho (obedientes ao
Soberano Supremo Conselho do Grau 33).
Da França, o Rito Escocês Antigo e Aceito foi difundido para os países de língua latina, em
maioria. Os países anglo-saxônicos, no entanto, não se submeteram às decisões do Grande
Oriente de França e seguiram o modelo inicial.
O Supremo Conselho norte-americano continuou administrando o Rito Escocês Antigo e
Aceito dos graus 4 ao 33, servindo-se das Lojas Azuis americanas, obedientes às Grandes Lojas,
para perfazer o total de 33 graus.
AS LOJAS CAPITULARES NO BRASIL
O Supremo Conselho fez tratado de condomínio com o Grande Oriente do Brasil nas
condições definidas na França: o GOB assumiu os graus 1º ao 18º, constituindo as Lojas
Capitulares e o Supremo Conselho os graus 19º ao 33º. Permaneceu essa estrutura até 1927,
quando o Supremo Conselho denunciou o tratado com o Grande Oriente do Brasil e recuperou
seu poder sobre o Rito, do grau 4º ao 33º, reencontrando-se com o que acontecera em 1801, em
Charleston, nos Estados Unidos.
A tendência mundial entre os Supremos Conselhos com reconhecimento mútuo, no início do
século vinte, era de padronizar a divisão: graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre com
jurisdição de Grandes Orientes ou Grandes Lojas e os 30 graus superiores com jurisdição dos
Supremos Conselhos.
RITUAIS DESCARACTERIZADOS DO SIMBOLISMO
Devido à ruptura do tratado com o Grande Oriente do Brasil, o Supremo Conselho do Brasil
providenciou a criação das Grandes Lojas estaduais, que tiveram a incumbência de organizarem
e coordenarem a prática dos graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito. Nessa
oportunidade, o Supremo Conselho repetiu o que já acontecera em 1820, na França, deixou o
simbolismo atirado à sua desventura funcional, com ritualismo confuso provocado ora pelas
influências do Rito Moderno, ora dos Altos Graus do próprio Rito Escocês Antigo e Aceito.
As modificações produzidas pelo Grande Oriente de França, em 1820, com o ritual que criou
as Lojas Capitulares, não foram desfeitas, sendo incorporadas aos graus simbólicos do rito,
definitivamente.
ORIENTE ELEVADO E COM ÁREA DELIMITADA
O piso do templo no ritual de 1804 é plano em toda a sua extensão. As colunas do norte e do
sul se estendem de oeste a leste. O Oriente é constituído pelo Venerável Mestre, que fica no
Trono num plano elevado.
Não havia área demarcada do Oriente, como conhecemos hoje.
O fundo do Oriente era um semicírculo e todos os Irmãos presentes, inclusive Oficiais,
estavam incluídos em uma das colunas; norte ou sul. A exceção se fazia quando da presença de
autoridade maçônica, dos Altos Graus do Rito ou de outros Ritos.
Nessa ocasião, o Venerável Mestre mandava sentar próximo e abaixo do Trono,
acompanhando a curvatura da parede de fundo, de frente para o oeste.
O tratamento era pessoal, sendo concedida a palavra nominalmente, após a mesma circular
nas colunas, por iniciativa do Venerável Mestre, sem, contudo, anunciar a palavra no Oriente,
como presentemente.
O Oriente elevado, em comparação com o restante do templo, surgiu com as Lojas
Capitulares, na França, no ritual de 1820.
Um terço da área do templo foi cercado por uma balaustrada com uma abertura no centro
para a passagem dos Irmãos, que separou Oriente do Ocidente.
O acesso ao Oriente se dá através de quatro degraus.
O Oriente elevado e cercado foi idealizado para simbolizar o Santuário do Grau Rosa-Cruz,
onde está a direção da Loja, representada pelo Sapientíssimo Príncipe Rosa-Cruz.
Os Irmãos iniciados no grau 18º e acima, sentam-se no Oriente durante o desenvolvimento
dos trabalhos da Loja.
ORIENTE PROIBIDO PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS
Durante o período em que os graus simbólicos estiveram incluídos na seqüência ininterrupta
até o 18º das Lojas Capitulares, os Aprendizes e Companheiros não têm permissão para
ingressarem no Oriente.
Nessa fase, os maçons ainda aspirantes ao grau de Mestre, não desempenham cargos
ritualísticos.
Nas cerimônias de Iniciação nos dois primeiros graus, Aprendizes e Companheiros não
subiam ao Oriente, como se faz presentemente.
Nessa etapa, o Sapientíssimo Mestre descia do Oriente e lhe era apresentado o candidato no
Ocidente, junto aos degraus de acesso ao Oriente.
Esse procedimento alerta para o fato de que o Oriente elevado e circunscrito nunca fez parte
da ritualística dos graus simbólicos e, portanto, não devia ter permanecido na descrição do
Templo, após o desaparecimento das Lojas Capitulares, porque contribuiu para desinformar a
respeito do Templo adequado para as Lojas Simbólicas.
MESTRES INSTALADOS NO ORIENTE DOS CAVALEIROS ROSA-CRUZ
Está salientado e explicado que o Oriente elevado em relação ao Ocidente permaneceu
indevidamente nos Templos dos graus simbólicos por negligência da orientação dos Supremos
Conselhos, a começar pelo de França.
No surgimento das Grandes Lojas brasileiras, o Templo das Lojas que se transferiram do
Grande Oriente do Brasil, antes ajustado para os graus capitulares, não foi readaptado para o
modelo original do Rito Escocês Antigo e Aceito, anterior a 1820, ou seja, o piso plano em toda
a extensão.
Não bastasse essa influência capitular no simbolismo do REAA, foi acrescentada a novidade
que viria transformar o REAA das Grandes Lojas num conjunto de procedimentos que
representaram a presença parcial de vários Ritos em um.
A figura do Past Master (o Mestre Instalado) da Grande Loja, dentro do REAA, foi outro
lance que, junto com o ritual criado em 1928, deformou ainda mais o REAA antes conhecido.
A ritualística de Instalação do Mestre de Loja é mais antiga que o grau de Mestre Maçom e
faz parte das duas únicas cerimônias formais que os ingleses realizavam desde a época em que
foi fundada a primeira Grande Loja, em Londres, em 1717.
A iniciação do profano era feita sem encenações. Tinham maiores formalidades a passagem
ao Grau de Companheiro e a posse do Companheiro Eleito na presidência de uma Loja
Maçônica. A cerimônia de Instalação faz parte da história cultural da maçonaria inglesa.
Da outra parte, os primeiros rituais das Lojas Azuis (mais tarde, Lojas Simbólicas), do
REAA, em 1804, foram feitos pela Grande Loja Geral Escocesa, com cultura original de caráter
operativo.
O cerimonial pomposo para a posse do Respeitável Mestre eleito foi sempre um reflexo da
concepção inglesa de Maçonaria Real, não influenciada pelo período operativo.
A Inglaterra não teve Lojas operativas conhecidas.
As posses, nas Lojas Simbólicas do REAA foram, em rito mais administrativo.
O surgimento da figura do Mestre Instalado no meio do espaçamento natural entre o Mestre
Maçom (Grau 3º) e o Mestre Secreto (Grau 4º), encontrou no Oriente elevado e circunscrito um
ótimo local para fortalecer nova categoria de Mestre Maçom no REAA. Não havendo Loja
Capitular nas Grandes Lojas brasileiras, o Oriente, lugar antes reservado para os iniciados nos
Graus Capitulares, foi ocupado pelos Mestres Instalados.
Com seus segredos diferentes dos Mestres Maçons, os Mestres Instalados são considerados
Mestres Maçons diferenciados e a eles é designado o Oriente elevado, região do Templo
também diferenciada em comparação com o Ocidente. Dessa forma, os Mestres Instalados
lembram nos graus simbólicos, os Cavaleiros Rosa-Cruz da antiga Loja Capitular.
As Lojas Simbólicas do REAA que presentemente trabalham em Templo que possui o piso
da parte oriental mais elevado, não estão contribuindo para mostrar como foram concebidos os
três primeiros graus do REAA na França, em 1804.
Por outro lado, se essas mesmas Lojas reservam o Oriente para a localização dos Mestres
Maçons que têm a dignidade de Mestre Instalado, estão, as Lojas, praticando uma irregularidade
ritualística, pois reconhecem uma categoria superior à de Mestre Maçom, mas que não é a do
Mestre Secreto.
A superioridade hierárquica do Mestre Instalado sobre o Mestre Maçom está caracterizada e
confirmada na cerimônia de Instalação, no momento em que todos os Mestres Maçons não
Instalados são obrigados a cobrirem o Templo.
Nessa condição, estão também os Mestres Maçons do REAA que tenham sido iniciados no
grau 4º, 5º, 6º, etc… que não tenham sido eleitos Venerável Mestre.
São tratados como os do grau 3º e não permanecem no Templo, no momento de Instalação
do Mestre Maçom eleito para dirigir a Loja.
A dignidade do Mestre Instalado é compatível tão somente com Ritos anglo-americanos,
como o Craft e o York, que permitem no ritual a supremacia hierárquica do Mestre Instalado
sobre o Mestre Maçom não instalado, embora, oficialmente, a Grande Loja Unida da Inglaterra
não reconheça essa supremacia.
O Mestre Instalado não tem lugar no REAA com 33 graus seqüenciais. Serve, sim, para o
REAA que conta apenas 30 graus próprios, embora considere toda a cadeia com 33, como nos
Estados Unidos.
O PAST MASTER (MESTRE INSTALADO) DO SANTO ARCO REAL
O Ritual Emulação tem uma extensão do terceiro grau, que não é considerada oficialmente
um novo grau, chamado Santo Arco Real.
Embora não seja admitido pela Grande Loja Unida da Inglaterra como umgrau superior, tem,
porém, uma ritualística própria, na qual, em dada passagem, o Mestre Maçom é retirado do
Templo e só permanecem os Past Masters.
Não deve o Santo Arco Real inglês ser confundido com o corpo de Graus Superiores do
sistema americano, conhecido como Real Arco, que tem vários graus.
A história de que o Santo Arco Real inglês não é um grau, não é assim entendida pela
maioria dos maçons ingleses. Essa arrumação foi imaginada para contentar correntes
antagônicas que se debatiam em defesa de suas idéias e crenças ritualísticas, durante as reuniões
de negociações que prepararam a união das duas Grandes Lojas inglesas rivais, a
dos”modernos” e a dos “antigos”, na Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1813.
A Grande Loja Unida, apesar de inflexível na observância dos critérios de reconhecimento de
outras Potências Maçônicas, não proíbe, não faz tratados com Obediências dos Altos Graus, não
interfere nos assuntos relativos a esses Graus Superiores. Simplesmente, ignora-os.
Os praticantes do Santo Arco Real, surgido por volta de 1751, apregoavam serem detentores
dos segredos da palavra sagrada que foi perdida, segundo a lenda do terceiro grau. Isso
despertava grande curiosidade naquela época e muitos maçons desejavam ser exaltados no
Santo Arco Real.
Para que o ato de união entre as Grandes Lojas inglesas rivais se efetivasse, foi encontrada
essa solução que a cultura inglesa demonstrou ter assimilado bem; incluir o Santo Arco Real
como um complemento do terceiro grau, mas sem se constituir no quarto grau.
O Santo Arco Real é fundamentado no relato bíblico que descreve o retorno do povo judeu
da Babilônia, em 538 a.C. e na antiga lenda surgida durante a construção do quarto Templo, em
torno de 400 d.C., que descreve a descoberta de uma cripta, de um altar e da palavra sagrada.
Assim, a estrutura da Franco-maçonaria inglesa considerou, em dado momento da história,
1813, que a Maçonaria Pura e Antiga consiste de apenas três graus, mas que se inclui nesses o
Santo Arco Real.
É, verdadeiramente, coisa para inglês ver.
Para administrar o Santo Arco Real, os ingleses têm o Supremo Grande Capítulo que
concede “Brevê Constitutivo” para a fundação dos Capítulos do Arco Real que funcionam
anexos às Lojas Simbólicas inglesas.
A dignidade de Past Master (Mestre Instalado) adotada pelas Grandes Lojas brasileiras tem
origem nessa maçaroca inglesa que manteve os quatro graus do Santo Arco Real, todos sob a
denominação de um desses graus, o de Past Master, sem considerá-lo grau superior.
O Rito Escocês Antigo e Aceito ganhou, através das Grandes Lojas, uma hierarquia formal
entre os graus 3º e 4º, sem considerá-la grau superior ao de Mestre. Foi a continuação da
maçaroca.
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#80

DOCUMENTOS MAÇÔNICOS

DOCUMENTOS MAÇÔNICOS
Tentarei transcrever aqui
parte de um dos mais
importante estudos Maçônicos
já publicados no Brasil pela
Editora Maçônica "A Trolha"
[1]. Como o assunto é longo

dividirei em partes que serão


publicadas aos poucos.
Alguns documentos
antigos, descritos abaixo,
fazem parte das origens da
Maçonaria, o foco deste artigo
é o Manuscrito Régio, o mais
antigo. O único proveito que
podemos tirar deste
documento são informações
sobre o cotidiano costumeiro
dos Maçons Operativos. Como
cita o texto é um "manual de
civilidade".
O Manuscrito de Halliwel
ou "Poema Régius", datado de
1390 e catalogado como sendo
o Primeiro Documento
Maçônico de que se tem Registro. Embora seja o documento mais antigo - é de descoberta
muito recente. Ele estava escondido na Biblioteca, na Régia Biblioteca do Museu Britânico de
Dnodes, por haver sido, erroneamente classificado, por David Casley, sob o título de "Poema de
Devers Morais".
Esse documento só foi encontrado em 1839 (450 anos após ter sido escrito) pelo pesquisador
Profano Halliwel. E o Documento ganhou o nome de seu descobridor - "O Manuscrito de
Halliwel".
A Arte Real tem alguns documentos antigos, embora permaneçam uma penumbra histórica
resultante da falta de documentação fidedigna, registros históricos cientificamente
comprobatórios dos seus primeiros tempos. Com isso a Maçonaria para historiadores e
pesquisadores modernos é inexpressiva e geralmente não é citada nos livros históricos ou é
apenas de passagem como elemento de pouca importância. Pelo que consta, nos livros
escolares, aqui no Brasil ela nunca é citada, mesmo tendo uma enorme participação na formação
da nação. Isso é fácil compreender pelo simples fato de que a instituição não se envolve
diretamente, isso é até proibido pelas suas leis internas, porém os seus membros sim integram as
fileiras da política e fazem acontecer, por isso não se tem documentos, porque quem faz é o
individuo, a pessoa e não a Maçonaria.
O efeito colateral desta obscuridade é uma enxurrada de histórias fantasiosas e ridículas
sobre a Maçonaria e sua origem. Um dos que contribuiu para este cenário foi o Rev. James
Andersom que recuou as origens da Maçonaria até o Paraíso Bíblico. Muitos escritores
atribuíram sua origem aos egípcios, caldeus, povos mesopotâmicos e tantos outros baseados em
fábulas e lendas trazidas até nós através do folclore dos Maçons Operativos, e outras vezes
criadas fantasiosamente pelos próprios escritores.
Os Maçons Operativos atribuíram seus ancestrais entre os construtores do templo de
Salomão, e nada mais importante do que isso, poder dizer-se descendente de uma dinastia de
construtores bíblicos, nessa época em que a Bíblia era quase a única história da humanidade que
se conhecia.
O "Poema Régio", numa versão fantasiosa, nos dá conta, por exemplo, de que a Maçonaria
foi fundada no Egito pelo grande mestre Euclides e que os Maçons participaram da construção
da Torre de Babel.
Mas não se pode culpar simplisticamente os que fantasiam nossas origens, e nem os pseudo-
historiadores e maçonólogos dos primeiros tempos da Maçonaria Especulativa, pois ainda não
havia nascido à historiografia. Tudo o que alguém dizia ou escrevia, ou o que a tradição
transmitia, era considerado história verdadeira.
Os documentos fidedignos mais antigos de que a Maçonaria dispõe para pesquisas,
ressalvada a veracidade histórica do seu conteúdo, suas histórias são:
1° - O Manuscrito Régio ("Poema Régio", Manuscrito de Halliwel): É um manuscrito
provavelmente datado do ano de 1390, cópia de um original mais antigo provavelmente de
quarenta ou cinqüenta anos antes. Do texto constam diversas referências a um rei chamado
"Athelstane" que presumivelmente dominou toda a Inglaterra lá pelos idos do século décimo,
mas cuja real identidade ainda não pode ser confirmada. Não tem valor como documento
histórico. É apenas um manual de civilidade do qual podemos haurir muitos detalhes do
comportamento e dos costumes dos Maçons Operativos nos séculos XI a XIV.
2° - Os Regulamentos Gerais: É o primeiro documento da Maçonaria Especulativa com data
certa. Foi compilado em 1720 e aprovado em 24 de junho de 1721. Encontra-se incluído no
Livro das Constituições.
3° - O Livro das Constituições: Foi compilado durante o ano de 1722 e oficialmente adotado
em janeiro de 1728, partes importantes parece não ser de James Andersom, como o "General
Regulations” e seu anexo o "Post Script" que seriam de George Payne pelo menos na versão
original de 1721, e a "Dedication" que é de Jean Theophile Desaguliers.
Estas são as referências históricas que se têm relativas tanto quanto aos primeiros tempos da
Maçonaria Operativa como quanto à Maçonaria Especulativa, e tudo o que se disser sobre a
história de ambas em datas anteriores às desses documentos deve ser creditado ao reino da
fantasia. Nem se sabe, por exemplo, com certeza em que Loja foi iniciado nosso Irmão Jean
Theophile Desaguliers, provavelmente o Maçom mais culto e mais ilustre entre os que
fundaram a Grande Loja de Londres, e ele viveu e se iniciou na Maçonaria no início do século
dezoito, em data historicamente recente.
Os compêndios da história profana muito raramente se referem à Maçonaria, e assim mesmo
quando o fazem isto é apenas superficialmente. Portanto, além destas escassas referências,
resta-nos a pesquisar os também raros documentos junto às guildas, já que as Lojas dos Maçons
Operativos eram na verdade Guildas de Maçons. Então tudo o que se disser sobre a Maçonaria
como instituição iniciática antes do Manuscrito Régio não passa de mera conjectura.
Fonte: "O Manuscrito Régio e o Livro das Constituições - Ambrósio Peters - Editora
Maçônica "A Trolha" - 1997 - 1ª edição.

References

1. ^ Editora Maçônica "A Trolha" (www.atrolha.com.br)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/09/documentos-maconicos.html
#81

Templarios

Templarios
“Não por
nós, Senhor,
não por nós,
mas para que
seu nome
tenha a
Glória.”
A Ordem
Templária foi
fundada em
Jerusalém em
1118, logo
após a
Primeira
Cruzada,
mesmo
havendo
alguns
indícios de ter
sido fundada
quatro anos
antes. Seu
nome está
relacionado
ao local de seu primeiro quartel-general, no lugar do antigo Templo de Salomão.
Nove monges veteranos dessa Primeira Cruzada, entre eles Hugues de Payens e Godofredo
de Saint Omer, reuniram-se para fundar a Ordem em defesa da Terra Santa. Pronunciaram
perante o patriarca de Jerusalém, Garimond, os votos de castidade, de pobreza e de obediência,
comprometendo-se, solenemente, a fazer tudo aquilo que estivesse ao seu alcance para garantir
as rotas e os caminhos e a defender os peregrinos contra os assaltos e os ataques dos infiéis. Foi
dada a fundação da Ordre de Sion (Ordem de Sião) a Godofredo de Bouillon, por volta de 1099.
A original Ordem de Sião foi estabelecida para que muçulmanos, judeus e outros indivíduos
elegíveis pudessem aliar-se à Ordem cristã e tornar-se Templários.
Freqüentemente podemos encontrar os Templários sendo denominados Soldados de Cristo
(Christi Milites), Soldados de Cristo e do Templo de Salomão. A regra que lhes foi concedida
por ocasião do Concílio de Troyes, em Champagne, é: Regula pauperum commilitonum Christi
Templique Salomonici.
Eles, no começo, viviam exclusivamente da caridade, e tamanha era sua pobreza que não
podiam ter mais do que um só cavalo cada um. O antigo sinete da Ordem, no qual aparece a
representação de dois cavaleiros em um só cavalo, comprova essa humildade primitiva.
O bispo de Chartres escreveu a respeito dos Templários em 1114, chamando-os de Milice du
Christi (Soldados de Cristo).
O primeiro Grão-Mestre da Ordem foi Hugues de Payens, certamente um homem superior.
Durante toda a sua vida, testemunhou um pensamento seguro e uma indomável coragem.
Inspirado pelo espírito cavalheiresco de seu século, ele não podia ter se tornado apenas um
cruzado cujo nome caiu no esquecimento, como o de tantos outros nobres e bravos senhores.
Era grandioso armar-se com oito soldados contra legiões numerosas; oferecer-se, sob um céu
implacável, aos golpes de um inimigo que observava atentamente sua empreitada e que podia
afogá-lo definitivamente, já no primeiro combate, no sangue de seu punhado de bravos.
E foi assim que viveram durante dez anos. Sem pedir reforços nem subsídios, nenhuma
recompensa, nenhuma prebenda esperava por eles. Viviam segundo suas próprias leis, vestidos
e alimentados pela caridade cristã.
Martin Lunn, em seu livro Revelando o Código de Da Vinci (Madras Editora), fala-nos do
Priorado de Sião, que compartilhava com a Ordem do Templo (Cavaleiros Templários) o
mesmo Grão-Mestre; eram dois braços da mesma organização até algo conhecido como a
“Corte do Olmo”, que aconteceu em Gisors, em 1118. Essa separação entre as duas Ordens foi
supostamente causada pela chamada “traição” do Grão-Mestre Gerard de Ridefort que, de
acordo com os Dossiês Secretos, resultou na perda de Jerusalém pela Europa para os sarracenos.
Quando do Concílio de Troyes (1128), Hugues e outros seis Cavaleiros compareceram diante
dos mais altos dignitários da Igreja. O papa e o patriarca Étienne lhes deram um hábito, e o
célebre abade de Clarval, São Bernardo de Clairvaux, encarregou-se da composição de sua
regra, modificando parcialmente os estatutos primitivos da sociedade. Foi também São
Bernardo quem revitalizou a Igreja Celta da Escócia e reconstruiu o mosteiro de Columba, em
Iona (tal mosteiro havia sido destruído em 807 por piratas nórdicos). O juramento dos
Cavaleiros Templários a São Bernardo exigia a “Obediência de Betânia – o castelo de Maria e
Marta”.
Durante a era das cruzadas, que perfazem um total de oito e as quais continuaram até 1291
no Egito, na Síria e na Palestina, apenas a primeira, de Godofredo, foi de alguma utilidade,
como afirma Laurence Gardner, um magnífico autor de nossa editora: “(…) Mas mesmo essa
foi desfigurada pelos excessos das tropas responsáveis que usaram sua vitória como desculpa
para o massacre de muçulmanos nas ruas de Jerusalém. Não apenas Jerusalém era importante
para os judeus e cristãos, porém se tornara a terceira Cidade Santa do Islã, após Meca e Medina.
Como tal, a cidade até hoje está no cerne de contínuas disputas. (Embora os muçulmanos
sunitas considerem Jerusalém sua terceira cidade Sagrada, os muçulmanos xiitas colocam-na em
quarto lugar após Carabala, no sul do Iraque.)
A segunda cruzada para Odessa, liderada por Luiz VII da França e pelo imperador alemão
Conrado III, fracassou miseravelmente. Então, cerca de cem anos após o sucesso inicial de
Godofredo, Jerusalém caiu sob o poder de Saladino do Egito, em 1187. Foi quando engatilhou a
terceira cruzada de Felipe Augusto, da França, e Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, que,
entretanto, não conseguiram recuperar a Cidade Santa. A quarta e quinta cruzadas
concentraram-se em Constantinopla e Damieta. Jerusalém foi retomada brevemente dos
sarracenos após a sexta cruzada, mas ficou longe de reverter a situação. Por volta de 1291, a
Palestina e a Síria estavam firmemente sob o controle muçulmano e as cruzadas haviam
terminado.
Vejamos alguns preceitos da nova legislação, mas é importante lembrarmos que nessa época
os cavaleiros não eram classificados em graus como os nobres. Todo homem que não fosse
sacerdote ou servo podia aspirar à Cavalaria e à nobreza moderna tinha aí sua origem. A
partícula de não indicava seus nomes, mas a cidade, a vila ou o lugarejo que habitavam. Mais
tarde, o nome de sua residência transformou-se em seu nome de família.
Todos os cavaleiros que tenham professado vestem mantos brancos de comprimento médio.
Os mantos usados são entregues aos Escudeiros e irmãos servos, ou aos pobres.
Os mantos brancos que os escudeiros e servos vestiam originalmente foram substituídos por
mantos negros ou cinzas.
Apenas os cavaleiros vestem mantos brancos.
Cada cavaleiro possui três cavalos, pois a pobreza não permite que tenham mais que isso.
Cada cavaleiro tem somente um escudeiro ao qual não poderá castigar, já que ele o serve
gratuitamente.
Ninguém pode sair, escrever ou ler cartas sem autorização do Grão-Mestre.
Os cavaleiros casados habitam à parte e não vestem clâmides ou mantos brancos.
Os cavaleiros seculares que desejam ser admitidos no Templo serão examinados e ouvirão a
leitura da regra antes de seu noviciado.
O Grão-Mestre escolhe seu capítulo dentre seus Irmãos. Nos casos importantes que dizem
respeito à Ordem ou na admissão de um Irmão, todos podem ser chamados para o capítulo, se
essa for a vontade do chefe.
Na obra A História dos Cavaleiros Templários, de Élize de Montagnac, da Madras Editora,
encontramos um texto muito oportuno a respeito da iniciação, que passamos a transcrever: “(…)
Os estatutos e regulamentos recomendavam, acima de tudo, a prece, a caridade, a esmola, a
modéstia, o silêncio, a simplicidade, o desdém à riqueza e à opulência, a abnegação, a
obediência, a proteção aos pobres e oprimidos; cuidar dos enfermos; o respeito aos mortos entre
outros”. Tal Código de regras é composto de 72 artigos e foi descoberto em 1610, em Paris, por
Aubert-le-Mire, cientista e historiador, decano de Anvers.
Mas a cada dia os regulamentos concernentes à hierarquia, à disciplina e ao cerimonial eram
ajustados e adaptados ao Código Latino, assim declarado perfectível.
“Portanto não é de se surpreender que, além desse, hoje são conhecidos outros três códigos
manuscritos, os quais não são nada mais do que sua continuação. Um foi descoberto em 1794,
na biblioteca do príncipe Corsini, pelo cientista dinamarquês Münster; o outro foi encontrado na
biblioteca Real por M. Guérard, conservador e restaurador; o terceiro foi encontrado nos
arquivos gerais de Dijon por M. Millard de Cambure, mantenedor dos arquivos de Borgúndia.”
E desse último, datado de 1840, é que extraímos a descrição do modo de iniciação dos
irmãos cavaleiros; a verdade sobre essas recepções nos sugere serem elas revestidas de um
grande interesse, após as absurdas e terríveis lendas que as cercam. Por favor, observem a
quantidade de coincidências com nossos rituais (maçônicos).
“Antes que um novo Irmão fosse recebido, era necessário sondar os espíritos para saber se
ele vinha de Deus: Probate Spititus, si ex Deo Sunt. Em razão disso, ao longo de certo período,
impunham-se ao candidato diversas privações de todas as naturezas; incumbiam-lhe os
trabalhos mais pesados e baixos da casa, tais como: cuidar do fogão e da cozinha, girar o
moinho, cuidar das montarias, tratar dos porcos, etc. Após isso, procedia-se à admissão, a qual
era feita da seguinte forma:
A Assembléia reunia-se, ordinariamente, à noite. O candidato esperava do lado de fora; por
três vezes, dois cavaleiros se dirigiam a ele para perguntar-lhe o que ele desejava; e por três
vezes o candidato respondia que era sua vontade adentrar a Casa. A seguir, então, o candidato
era conduzido à Assembléia, e o Grão-Mestre, ou aquele que presidia a sessão em seu lugar,
apresentava-lhe tudo de rude e penoso que o aguardava naquela vida em que estava prestes a
entrar. Dizia-lhe: ‘Devereis ficar desperto e alerta quando mais quiserdes dormir, suportar o
cansaço quando mais quiserdes repousar. Quando sentirdes fome e quiserdes comer, ser-vos-á
ordenado que vades aqui ou acolá, sem vos ser dada nenhuma explicação ou motivo. Pensai
bem, meu querido Irmão, se sereis capaz de sofrer todas as asperezas.’ Se o candidato
respondesse ‘Sim, eu me submeterei a todas, se assim agradar a Deus!’, o Mestre
complementava: ‘Estai ciente, querido Irmão, de que não deveis pedir a companhia da Casa
para obter benesses, honrarias e riquezas, nem satisfazer o vosso corpo, principalmente em
relação a três aspectos:
1º, Evitar e fugir dos pecados deste mundo;
2º, Servir ao nosso Senhor;
3º, Ser pobre e fazer a penitência nesta vida para a santidade da alma.
Sabei também que sereis, a cada dia de vossa existência, um servo e escravo da Casa.
Estais certo de vossa decisão?’
‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor’.
‘Estais disposto a renunciar para sempre à vossa própria vontade, e nada mais fazer além
daquilo que vos for determinado?’
‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor’.
‘Então, retirai-vos e orai a nosso Senhor para que Ele vos aconselhe’.
Assim que o candidato se retirava, o presidente da Assembléia continuava: ‘Beatos senhores,
puderam constatar que essa pessoa demonstrou ser possuidora de um grande desejo de ingressar
na Casa, e declarou estar disposta a dedicar toda a sua vida como servo e escravo. Se há entre
vocês alguém que saiba alguma coisa que possa impedir que essa pessoa seja recebida como
cavaleiro, que nos dê conhecimento agora, pois, após sua admissão, ninguém mais terá crédito
para fazê-lo’. Caso nenhuma contestação fosse apresentada, o Mestre perguntava: ‘Admitamo-
lo como oriundo de Deus?’
‘Por inexistir qualquer oposição, fazei-o retornar como vindo de Deus.’
Então um dos membros que se manifestaram saía ao seu encontro e o instruía como ele
deveria pedir seu ingresso.
Retornando à Assembléia, o recipiendário ajoelhava-se e, com as mãos postas, dizia:
‘Senhor, eu compareço perante Deus, perante vós e perante os Irmãos, para vos pedir e
implorar em nome de Deus e de Nossa Senhora que me acolham em vossa Irmandade, e nos
benefícios da Casa, espiritual e materialmente, como um que será servo e escravo da Casa, em
cada um dos dias de toda a sua vida.’
O presidente da Assembléia lhe respondia: ‘Pensastes bem? Ainda pensais em renunciar à
vossa vontade em favor do próximo? Estais decidido a submeter a todas as dificuldades e
asperezas que vigoram na Casa e a cumprir tudo aquilo que vos for mandado?’
‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor.’
E continuava o presidente, agora se dirigindo aos cavaleiros presentes à Assembléia:
‘Então levantem-se, nobres senhores, e orem a Nosso Senhor e a Nossa Senhora Santa Maria
pedindo que ele seja bem-sucedido.’
Em seguida, cada um deles recitava um Pai-Nosso, enquanto os capelães recitavam a oração
ao Espírito Santo, e, em seguida, traziam o Evangelho, sobre o qual o recipiendário prestava o
seu juramento de responder com franqueza, sinceridade e lealdade às questões seguintes:
1º, Não tendes nem esposa nem noiva?
2º, Não estais engajado em nenhuma outra Ordem; não fizestes nenhum outro voto,
juramento ou promessa?
3º, Tendes alguma dívida convosco mesmo ou com algum outro, a qual não vos seja possível
pagar?
4º, Estais em plena saúde física?
5º, Não destes, ou prometestes dar, dinheiro a nenhuma pessoa para que, assim, facilitasse
vossa admissão à Ordem do Templo?
6º, Sois filho de um cavaleiro e de uma dama; pertencem vossos pais à linhagem dos
cavaleiros?
7º, Não sois nem padre, nem diácono, nem subdiácono?
8º, Não fostes excomungado?
Procurai não mentir, pois, se o fizerdes, sereis considerado perjuro e tereis de abandonar a
Casa.
Concluído esse interrogatório, o Grão-Mestre, ou aquele que substituía, ainda se dirigindo à
Assembléia, indagava se ainda havia algumas outras perguntas a serem formuladas e, caso
reinasse o silêncio, ele se voltava ao recipiendário, dizendo:
‘Ouvi bem, meu caro Irmão, o que ainda vos vamos pedir:
Prometei a Deus e a Nossa Senhora que, ao longo de toda a vossa vida, obedecereis ao
Mestre do Templo e ao comandante sob cujas ordens estareis sujeito.
E mais: que todos os dias de vossa vida vivereis imaculado.
E mais ainda: prometei a Deus e a Nossa Senhora Santa Maria que, em todos os dias de
vossa vida, respeitareis os bons costumes vigentes na Casa e aqueles que os Mestres e os doutos
haverão de acrescentar.
Mais: que, em cada um dos dias de vossa vida, ajudareis, com todas as forças e com todo o
poder que Deus vos outorgou, a conquistar a Terra Santa de Jerusalém e a proteger e defender as
propriedades dos cristãos.
E ainda: que jamais abandonareis essa religião em favor de outra, seja ela qual for, sem
permissão do Grão-Mestre e da Assembléia, etc.’
E a cada vez o futuro Cavaleiro devia responder:
‘Sim, se assim agradar a Deus, Senhor.’
Isso feito, aquele que conduzia a Assembléia assim anunciava sua admissão:
‘Vós, por Deus e por Nossa Senhora, por São Pedro de Roma, por nosso Padre Apóstolo e
por todos os Irmãos do Templo, acolhei, vosso pai e mãe, e todos aqueles que foram acolhidos
em vossa linhagem e em todos os benefícios que já fizeram e farão. E vos comprometeis sobre o
pão e sobre a água e sobre a pobre vestimenta da Casa, do sacrifício e do trabalho farto.’
A seguir, tomando o manto do templário, ele o colocava no pescoço do novo cavaleiro,
seguido pelo Irmão capelão que entoava o salmo:
‘Ecce quam Bonum et quam jucundum habitare in unum…’ (‘Oh! Quão bom e quão
agradável viverem unidos os Irmãos!…’)
Segundo M. Mignard, algumas vezes, durante as iniciações, eles entoavam alguns versículos
dos Salmos, ou alguma alocução em alusão ao espírito da fraternidade, como o Salmo 133. E a
oração do Espírito Santo;
‘O Espírito de Deus me criou e o sopro do Todo-Poderoso me deu a vida.’
(João 33: 4)
Veni, Creátor Spíritus
[ Ao Espírito Santo]Veni, Créator Spíritus,
[Espírito criador ]
Mentes tuórum visita,
[Visita a alma dos teus]
Imple supérna grátia,
[Nos corações que criaste]
Quae tu creásti péctora.
[derrama a graça de Deus]
Qui díceris Paráclitus,
[Ó fogo quem vem do alto,]
Altíssimi donum Dei,
[Teu nome é consolador,]
Fons vivus, ignis, cáritas,
[Unção espiritual,]
Et spiritális únctio.
[perene sopro de amor.]
Tu septifórmis múnere,
[Por Deus Pai tão prometido,]
Dígitus patérnae déxterae,
[És dedo da sua mão,]
Tu rite promíssum Patris,
[Os teus sete dons são fonte]
Sermóne ditanas gútura.
[De toda vida e oração]
Accénde lúmen sénsibus.
[Acende o lume das mentes,]
Infunde amórem córdibus.
[Infunde em nós teu amor;]
Infirma nostri córporis,
[nossa carne tão frágil,]
Virtúte firmans pérpeti.
[sustenta com teu vigor.]
Hostem repéllas lóngius,
[Atira longe o inimigo,]
Pacémque dones prótinus,
[Conserva em nós tua paz,]
Ductóre sic te praevio,
[A ti queremos por guia,]
Vitémus omne nóxium.
[noss’alma em ti se compraz]
Per te sciámus da Patrem,
[Ao Pai e ao Filho possamos]
Noscámus atque Fíluim,
[Em tua luz conhecer;]
Teque utriúsque Spíritum
[Dos dois tu és o Espírito,]
Credámus omni témpore.
[O sol de todo saber.]
Deo Patri glória
[Louvemos ao Pai celeste,]
Et Filio qui a mórtuis
[Ao Filho que triunfou,]
Surréxit, ac Paráclito,
[E a quem, de junto ao Pai,]
In saeculórum saecula. Amen.
[à santa Igreja enviou. Amém.]
…então aquele que tornou Irmão o novo cavaleiro levanta-o e, convidando-o a sentar-se
diante de si, diz: ‘Caro Irmão, nosso Senhor vos conduziu ao vosso desejo e vos introduziu em
uma fraternidade tão bela como esta Cavalaria do Templo, pela qual deveis dedicar extrema
atenção para jamais cometer algo que vos faça perdê-la – que assim Deus vos conserve!’
Finalmente, depois de enumerar as causas que poderiam acarretar a perda do hábito e da
Casa, depois de ter lido para ele os regulamentos disciplinares, acrescentava:
‘Já vos dissemos as coisas que deveis fazer e as coisas das quais deveis manter-se afastado…
E, se por acaso não abordamos tudo o que deveria ser dito sobre os nossos deveres, vós
indagareis. E Deus vos ajudará a falar e a fazer o bem. Amém!’ (referência ao maior deus
egípcio Amon). (Nesse momento, o Grão-Mestre selava com os lábios o cóquis (cóccix), o fim
ou início da espinha dorsal, que é o equilíbrio do homem, seu eixo central, um chacra, que são
pontos energéticos no corpo humano.)
Pois bem, aí está, segundo as únicas regras conhecidas, como eram realizadas as cerimônias
de iniciação qualificadas de infames, e nas quais eram ultrajadas tanto a divindade como a
moral; mas nas quais, na realidade, o maior crime cometido era o de continuarem secretas.
O mistério com o qual os templários cercavam suas reuniões enchia de terror a imaginação
dos contemporâneos daquela época, e não foge muito de nossa época também. Em geral, tudo o
que os homens não podiam ver ou compreender adquiria, aos seus olhos, as mais sinistras
tonalidades. Em 1789, quando a população sitiou a Bastilha, imaginava-se ser de boa-fé
trabalhar pela libertação de grandes grupos de prisioneiros abandonados nas celas das prisões.
Qual não foi o seu espanto ao ver as vítimas do despotismo real? Não havia mais do que sete,
entre os quais falsários e dois desequilibrados mentais”.
A influência templária cresceu rapidamente. Os templários guerrearam heroicamente nas
diversas cruzadas e também chegaram a ser os grandes financiadores e banqueiros
internacionais da época; em conseqüência, acumularam grandes fortunas. Calcula-se que, antes
da metade do século XIII, eles possuíam nove grandes propriedades rurais apenas na Europa. O
Templo de Paris foi o centro do mercado mundial da moeda, e sua influência, assim como sua
riqueza, era também muito grande na Inglaterra. No fim do mesmo século, diz-se que haviam
alcançado uma receita cujo montante era equivalente a dois milhões e meio de libras esterlinas
atuais, ou seja, maior que a de qualquer país ou reino europeu daqueles dias. Acredita-se que, a
essa altura, os templários eram cerca de 15 ou 20 mil cavaleiros e clérigos; porém, ajudando-os,
havia um verdadeiro exército de escudeiros, servos e vassalos. Pode-se conceber uma influência
com base no fato de que alguns membros da Ordem tinham a obrigação de assistir aos grandes
Concílios da Igreja, como o Concílio de Lateranense, de 1215, e o de Lyons, de 1274.
Os cavaleiros templários trouxeram para o Ocidente um conjunto de símbolos e cerimônias
pertencentes à tradição maçônica, e possuíam um certo conhecimento que agora é transmitido
somente nos Graus filosóficos e capitulares da Maçonaria. Desse modo, a Ordem era também
um dos depositários da sabedoria oculta na Europa durante os séculos XII e XIII, embora os
segredos completos fossem dados somente a alguns membros; portanto, suas cerimônias de
admissão eram executadas pelo Grão-Mestre, ou Mestre que esse designasse, pois eram
estritamente religiosas e em absoluto segredo, como já mencionamos. Por causa desse segredo,
a Ordem sofreu as mais terríveis acusações.
Há também uma passagem no ritual templário, na qual o pão e o vinho eram consagrados em
capítulo aberto durante uma esplêndida cerimônia: tratava-se de uma verdadeira eucaristia, um
maravilhoso amálgama do sacramento egípcio com o cristão.
A Eliminação dos Templários
A supressão dessa poderosa Ordem é uma das maiores máculas na tenebrosa história da
Igreja Católica Romana. Os relatos do processo francês foram publicados por Michelet, o
grande historiador, entre 1851-61, e existe uma excelente compilação das provas apresentadas,
tanto na França como na Inglaterra, em uma série de artigos que apareceram em 1907 na Ars
Quattuor Coronatorum (XX, 47, 112, 269). Vamos apenas apresentar um esboço do que
aconteceu:
Filipe, o Belo, então rei da França, necessitava desesperadamente de dinheiro. Já havia
desvalorizado a moeda e aprisionado os banqueiros lombardos e judeus e, depois de confiscar-
lhes suas riquezas, acusando-os falsamente de usura – algo abominável para a mente medieval
–, expulsou-os de seu reino. Em seguida, resolveu desfazer-se dos templários, depois que eles
haviam lhe emprestado bastante dinheiro e, como o papa Clemente V devia sua posição às
intrigas de Filipe, o assunto não foi difícil de ser resolvido. Sua tarefa foi facilitada ainda mais
pelas acusações apresentadas pelo ex-cavaleiro Esquin de Floyran, que tinha interesse pessoal
no assunto e pretendeu revelar todo o tipo de coisas malévolas: blasfêmia, imoralidade, idolatria
e adoração ao demônio na forma de um gato preto.
Essas acusações foram aceitas por Filipe com deleite. E em uma sexta-feira, 13 de outubro de
1307, todos os templários da França foram aprisionados sem nenhum aviso prévio por parte do
mais infame tribunal que jamais existiu, um aglomerado de demônios em forma humana,
chamado, em grotesca burla, de Santo Ofício da Inquisição que, nesses dias, tinha plena
jurisdição naquele e em outros países da Europa. Os templários foram horrivelmente torturados,
de modo que alguns morreram e os outros assinaram toda a classe de confissões que a Santa
Igreja desejava. Os interrogatórios se relacionavam principalmente à suposta negação de Cristo
e ao fato de terem cuspido na cruz e, em menor grau, com graves acusações de imoralidade. Um
estudo das evidências revela a absoluta inocência dos templários e a engenhosidade diabólica
mostrada pelos oficiais do Santo Ofício, encarregados da prisão dos acusados pela Inquisição,
que os mantinha incomunicáveis, carentes de defesa adequada e de consulta pertinente, ao
mesmo tempo em que faziam circular a versão de que o Grão-Mestre havia confessado diante
do papa a existência de crueldades na Ordem. Os Irmãos foram convencidos por meio de
adulações e promessas, subornados e torturados, até confessarem faltas que jamais haviam
cometido, e tratados com a mais diabólica crueldade.
Assim era a “justiça” daqueles que usavam o nome do Senhor do Amor durante a Idade
Média; assim era a compaixão exibida em relação a seus fiéis servidores, cuja única falta foi a
riqueza, obtida legalmente para a Ordem e não para si mesmos. Filipe, o Belo, obteve dinheiro.
Mas, que carma, mesmo com 20 mil vidas de sofrimento, poderá ser suficiente para um ingrato
vil? A Igreja romana, sem dúvida, tem sua participação. E pergunto: como cancelar uma
maldade tão incrível quanto essa?
O papa desejava destruir a Ordem e reuniu o concílio em Viena, em 1311, com tal objetivo,
mas os bispos recusaram-se a condená-la sem primeiro escutá-la. Então, o papa aboliu a Ordem
em um consistório privado efetuado em 22 de novembro de 1312, apesar de ter aceitado o fato
de que as acusações não haviam sido comprovadas. As riquezas do Templo deviam ser
transferidas à Ordem de São João; porém, o certo é que a parcela francesa foi desviada para os
cofres do rei Filipe.
O último e mais brutal ato dessa desumana tragédia ocorreu em 14 de março de 1314,
quando o Venerável Jacques de Molay, Grão-Mestre da Ordem Templária, e Gaufrid de
Charney, Grande Preceptor da Normandia, foram queimados publicamente como hereges
reincidentes, em frente à grande Catedral de Notre Dame. Quando as chamas os rodearam, o
Grão-Mestre incitou o rei e o papa a que, antes de um ano, se reunissem a ele diante do trono de
julgamentos de Deus e, de fato, tanto o papa como o rei morreram dentro do prazo de 12 meses.
Temos notícias que alguns cavaleiros templários franceses se refugiaram entre seus Irmãos
do Templo da Escócia e, naquele país, suas tradições chegaram a fundir-se, em certa medida,
com os antigos ritos celtas de Heredom, formando, assim, uma das fontes das quais mais tarde
brotaria o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Há muito pouco tempo, a escritora Barbara Frale encontrou na biblioteca do Vaticano um
documento denominado “Chinon”. Trata-se de uma carta na qual o papa Clemente V perdoa o
Grão-Mestre Jacques de Molay. Você poderá saber disso com mais detalhes na obra de Barbara
Frale: Os Templários – E o Pergaminho de Chinon encontrado nos arquivos secretos do
Vaticano, da Madras Editora.
O Santo Graal e a Arca da Aliança
A Habrit Arca da Aliança é conhecida em hebraico como Aron. É sagrada para o Judaísmo e
o Cristianismo.
Do ponto de vista historiográfico, essa versão é tida como a mais aceita e foi documentada.
Não se pode, porém, excluir a hipótese de que os templários estivessem de posse de algum
segredo histórico ou alquímico visado pelo rei da França. Qual seria esse segredo, não se sabe.
Segundo Rocco Zíngaro, os templários conservavam o Santo Graal, o cálice da Última Ceia,
cuja posse conferiria poderes sobre-humanos. E segundo outro templário sob investigação, são
Bernardo de Chiaravalle, eles conservavam a Arca da Aliança, a caixa em que Moisés guardava
as tábuas da Lei, seu cajado e sobre a qual Deus se manifestava. Por outro lado ainda, o segredo
dos templários poderia estar ligado ao conhecimento da Sagrada Geometria, para construir-se as
catedrais góticas. Há, enfim quem sustente que o segredo dos templários estivesse relacionado
com o Sudário. Nos processos contra os templários, diz-se que eles guardavam uma “cabeça
barbuda de um morto”, que teria permanecido com eles entre 1204 e 1307. Para o cientista
britânico Allan Mills, em linha com essa hipótese do italiano Carlo Giacchè, a imagem do
Sudário seria de um cruzado templário morto em batalha, e não de Jesus. Algo mais recente
abre a possibilidade de ser o Sudário uma obra do maravilhoso artista Leonoardo da Vinci.
Para o pesquisador francês Jacques de Mahieu, os templários possuíam, por exemplo, cartas
geográficas atlantes que contrastavam com a visão oficial de mundo imposta pela Igreja e que
revelam a posição da América, séculos antes de seu descobrimento. E prossegue, dizendo que
os cavaleiros templários tinham alcançado, escondidos, o “novo continente”, muito tempo antes
de Colombo. Chegando ao México, teriam se apoderado de minas de prata, procurando obter
para si imensas quantidades de dinheiro que permitiram ao Oriente expandir-se para toda a
Europa e construir gigantescas fortificações e majestosas catedrais.
Quanto à América, não é estranho. Se analisarmos, as caravelas que descobriram o Brasil
possuíam velas brancas com a cruz de malta em vermelho no centro. Conheça um trecho da
obra O Templo e a Loja, de Leigh e Baigent:
“Em Portugal, os Templários foram dissolvidos por um inquérito e, simplesmente,
modificaram o seu nome, tornando-se os cavaleiros de Cristo. Eles sobreviveram sob esse título
até o século XVI, com as suas explorações marítimas deixando marcas indeléveis na História.
(Vasco da Gama era um cavaleiro de Cristo; o príncipe Henrique, o Navegador, era um Grão-
Mestre da Ordem. As embarcações dos cavaleiros de Cristo navegavam sob a conhecida cruz
vermelha templária. E foi sob essa mesma cruz que as três caravelas de Colombo atravessaram
o Atlântico rumo ao Novo Mundo. O próprio Colombo era casado com a filha de um Grão-
Mestre anterior da Ordem, e teve acesso aos mapas e diários de seu sogro.)”.
Alguns estudiosos supõem que os cavaleiros chantageassem o Vaticano, ameaçando revelar
que Jesus não havia morrido; outros explicam com a “descoberta” da América (diversas lendas
mexicanas falam de misteriosos homens usando mantos brancos e longas barbas, vindo do
Ocidente).
Assim, a italiana Bianca Capone, em seu Guida all’Italia dei templari, afirma:
“Antes muito pobres, os cavaleiros templários se expandiram rapidamente pela Europa,
construindo pontes, igrejas, hospedarias, estradas e vilas. Uma rede de casas fortificadas
recobria toda a Europa, da Suécia à Inglaterra, da França à Itália, da Alemanha à Hungria e até à
Rússia. Os investimentos templários surgiam por todos os lados. Nos centros mais importantes
existiam duas e às vezes três dessas fortificações. Das cidades portuárias zarpavam os navios
templários para o Oriente, carregados de cruzados, peregrinos e alimentos para homens e
animais”.
Em poucos anos os templários não só enriqueceram de maneira impressionante, como
também conquistaram um poder desmesurado. O já citado Michel Baigent sustenta que, graças
à bula pontifícia de 1139, foi sancionado que eles não deviam obediência alguma, exceto ao
papa, e que “tinham o poder de criar e depor os monarcas”. Para deles se desvencilhar, Filipe, o
Belo, foi obrigado a tramar intrigas palacianas e processos oportunistas. Mas Baigent faz notar
que os templários foram exterminados somente na França. Na Escócia, na Alemanha e em
Portugal, os soberanos se negaram a prendê-los, ou, se o fizeram, os livraram de qualquer
acusação. E quando a Ordem foi liberada oficialmente pelo papa, eles se transformaram em três
outras Ordens e grupos, entre elas: Os Hospitalários de São Giovanni e os Cavaleiros
Teutônicos.
Na obra de um dos mais bem conceituados autores e sucesso de venda de nossa editora, A.
Leterre, Os Hierogramas de Moisés – Hilaritas, ele nos dá notícias da Arca de Moisés.
“A Arca de Moisés era um tabernáculo no qual Deus deveria residir e falar com esse guia de
massas hunas, visto que Deus não podia fazer surgir sarças ardentes a cada passo. A Arca do
testemunho, como a chamavam, devendo conter o Fogo Princípio e o Livro da Lei, e cujo
modelo Deus prometeu mostrar a Moisés no monte, o que se supõe não ter ocorrido, porque
Moisés não relatou a audiência e construiu a Arca, apesar disso.”
Que essa Arca era destinada a receber o Fogo Princípio – a eletricidade, basta confrontar-se o
capítulo 25 do Êxodo, com o Livro dos Mortos da Antiga Lei de Rama, capítulos 1: 1,9,10, que
diz:
“Eu Sou o Grande Princípio da obra que reside na Arca sobre o suporte.”
Só esta frase, escrita muitos séculos antes de Moisés aparecer no mundo, prova
exuberantemente que já havia arcas idênticas no tempo de Rama e de AbRam, como veremos
adiante.
Para Moisés, Deus é um Fogo Devorador (Deuteronômio IX, 3 – Hebreus 12: 29). Basta ler
Êxodo. V, 1 a 26, 36 e Deuteronômio 1-2, para se ver que Moisés sempre falava com Deus no
Monte Sinai em chamas.
Mas, admitindo mesmo que Deus tivesse mostrado algum modelo de Arca a Moisés, e,
embora isso pese aos israelitas e aos que têm a Bíblia como a Palavra de Deus, Jeová nada teria
mostrado de original naquela ocasião, a não ser alguns detalhes modernizados e de acordo com
os novos acontecimentos das academias templárias, mesmo porque, como vimos anteriormente
e veremos mais adiante, esses aparelhos já haviam existido dezenas de séculos antes.
Assim é que os sumerianos, os acadianos, os caldeus, os persas, os indianos, os chineses, os
etíopes, os tebanos e os egípcios, todos tiveram um Tabernáculo sobre o qual faziam descer o
Fogo Celeste, por meios que nada tinham de material. Era nosso desejo reproduzir aqui esses
monumentos da Antiguidade, conservados nos museus europeus e nas páginas da farta literatura
arqueológica, mas não o fazemos para não alongar este capítulo, deixando que o leitor
pesquisador recorra a esses livros de nossas bibliotecas públicas, até mesmo a da Federação
Espírita. Contudo, para dar uma idéia do que eram essas Arcas Sagradas, reproduzimos na
figura a seguir a Arca de Amon, cujo termo, em sua tradução, é carneiro, Lei de Rama, e era o
santuário de Tebas, capital do Alto Egito, muitíssimo antes de Moisés existir, é bom repisarmos.
No desenho, ficam notórias, nas extremidades da Arca, as cabeças de carneiro, símbolo da
religião de Rama.
Wagner Veneziani Costa, GCT
E. e S. Grão-Mestre do Grande Priorado do Brasil
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#82

NOSTRADAMUS

NOSTRADAMUS
Não há registros da infância e
adolescência de Nostradamus.
Em 25 de outubro de 1529, um rapaz de
26 anos matricula-se na Faculdade de
Medicina de Montpellier, na França. Os
registros do estabelecimento de ensino
conservam até hoje a data dessa matrícula,
acompanhada da assinatura do estudante:
Michel de Nostradame.
Trata-se de um dos raríssimos autógrafos daquele que viria a ser um mito que atendia pelo
nome de Nostradamus. É provável que ele tenha recebido seu título de médico por volta de
1533 e merecido a fama de aluno assíduo e brilhante na universidade. Sabe-se, que seus mestres
reconheciam nele habilidades originais.
Sua formação acadêmica, porém, data de antes desses registros. Michel de Nostradame
matriculou-se pela primeira vez em Montpellier em 1521. Recebeu o diploma de “bacharel em
medicina” em 1525 e ganhou imediatamente as estradas da Provença e do sudoeste, para
combater a peste que assolava o sul da França. Durante três anos, visitou cidades e campos,
correndo riscos, na tentativa de conter a terrível calamidade.
No relato documental Histoire et chronique de Provence (História e Crônica da Provença),
Cesar, o filho de Nostradamus escreveu em 1614 que o pai retornou desse périplo “aureolado de
hipocrática”. Teria ficado célebre por elaborar um vinagre de substâncias aromáticas com
propriedades antissépticas e um misterioso “pó curativo contra o contágio”. Propenso a elogiar
o pai, Cesar de Nostradame exagerou, sem dúvida, sua ciencia e notoriedade. Nostradamus
desenvolveu, efetivamente, tais remédios contra a peste, mas somente 20 anos depois da
primeira fase de viagens e por ocasião de outra epidemia que devastou o vale do Rhône, a partir
de 1546. Note-se, porém, que isso não diminuiu a competência nem a coragem do jovem
bacharel durante a peste.
A partir de 1533, já médico em tempo integral, Nostradamus retornou às estradas da
Provença, hábito muito praticado entre os doutores da época.
Nostradamus vivia de suas consultas, durante a peregrinação entre cidades e vilarejos, e,
durante suas caminhadas colhia ervas medicinais que macerava à noite.
Era meio alquimista, como todos os da profissão, e também recorria à estranha farmacopéia
da época. Usava pós oriundos das vísceras e tecidos animais, moeduras minerais e mesmo
excrementos. O resultado era vendido em barracas de feira na forma de poções, unguentos e
“drágeas”. A produção e a venda dos remédios também eram parte importante da renda de
generalistas nômades, meio feiticeiros, meio boticários, que percorriam a França do século XVI,
Consta que Nostradamus ganhava bem.
As Viagens
As extravagâncias e as provocações de Scaliger exasperaram o inquisidor de Toulouse. Para
escapar de qualquer perseguição, Nostradamus refugiou-se na cidade de Bordeaux e, em
seguida, em La Rochele. Em 1540, retomou suas viagens.
Perdem-se nesse ponto alguns importantes registros de sua história. Reza a lenda que ele
teria percorrido França, Alemanha, Itália, Espanha e até mesmo que teria se iniciado nas
ciências ocultas à sombra da esfinge, no Egito. Sabe-se com segurança que passou por muitas
regiões da França.
Deixou vestígios incontestáveis na atual região da Alsácia-Lorena e não é improvável que
tenha atravessado o rio Reno e chegado à Alemanha. Sua presença na Itália também é quase
certa, em Gênova, Florença, Turim e Milão. O resto é literatura.
O fio da meada da vida de Nostradamus reaparece por volta de 1545, na França, quando uma
nova epidemia eclodiu em Aix. A cidade recordaria durante muito tempo o “carvão provençal”,
doença assim chamada por escurecer radicalmente a epiderme dos afetados. “As pessoas
atacadas por essa doença”, escreveria mais tarde César de Nostradame, “perdem a esperança de
salvação”.
Nostradamus mostrou nessa época a coragem, determinação e generosidade de 20 anos antes.
Seguiu o flagelo em cada canto daquela região e desenvolveu seu célebre “pó excelente para
eliminar os odores pestilenciais”. À base de serragem de cipreste, íris de Florença, âmbargris,
cravo-da-índia, almíscar, aloé e rosas encarnadas, aparentemente o produto tinha um efeito
profilático real, pois seu inventor foi homenageado em Aix, já libertada da moléstia. Em Lyon,
onde a peste chegou em 1547, o remédio também fez maravilhas.
No outono de 1547, Nostradamus retorna a Provença, casa-se pela segunda vez, com Anne
Ponsard, que lhe deu oito filhos.
Como todo prático da época, Nostradamus era “astrófilo”, ou seja, seguia os princípios da
medicina astrológica, herdada de Galeno, Averróis e Ptolomeu. A alma, o corpo e suas
enfermidades estavam ligados ao Sol, à Lua e aos astros. A astrologia figurava no currículo da
universidade. Por isso todo médico era um fazedor de horóscopos.
Para complementar a renda, a partir de 1550, Nostradamus passou a publicar anualmente um
almanaque de conselhos e previsões meteorológicas. Em 1555, editou suas sete primeiras
“centúrias”, um conjunto de versos codificados, supostamente previsões do futuro.
No mesmo ano, lançou o livreto, Tratado sobre as maquiagens e os confeitos. O sucesso foi
tanto que se seguiram numerosas reedições. Nostradamus o aprimorava cada vez mais a cada
reedição novas receitas de beleza e gastronomia. Embora estejam em francês antigo, salpicado
de latim e provençal, as receitas têm ainda o mérito de ser inteligíveis. O que não é bem o caso
de suas profecias.
Jean-Louis De Degaudenzi
As profecias de Nostradamus são chamadas de “centúrias” porque se compõem de quadras
reunidas em grupos de 100. Foram publicadas em tempos diferentes, algumas das quais depois
de sua morte . As falsificações também foram muitas, ao longo dos séculos. Uma parte do que
se apresenta ainda hoje como obra do médico foi, antes, arte de espertalhões.
Fonte: revista História Viva. ano VI. nº 66
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#83

MARY´S CHAPEL, A LOJA MAÇÔNICA MAIS ANTIGA DO MUNDO

MARY´S CHAPEL, A LOJA MAÇÔNICA MAIS ANTIGA DO MUNDO


Por Vitor Manoel Adrião
Quem passa em Hill Street junto à porta n.º 19, não
deixa de reparar no invulgar do seu aspecto, desde as
colunas jónicas laterais até um misterioso emblema
gravado por cima da entrada, que tem sido motivo das
mais desencontradas leituras por aqueles que
desconhecem estar diante da Mary´s Chapel n.º 1 de
Edimburgo, a mais antiga Loja Maçônica activa do
Mundo.
Esse emblema esculpido em pedra sobre a entrada
principal portando a data 1893, nasceu de um projeto
apresentado pelo Venerável Mestre Dr. Dickson no Lyric
Club em 6 de Outubro desse ano e que se destinava a ser
colocada aqui. Consiste num hexalfa dentro de um círculo
tendo ao centro a letra G resplandecente. O hexalfa ou
estrela de seis pontas com dois triângulos opostos
entrelaçados circunscrito pelo círculo, designa a
Harmonia Universal, a Alma Universal alentada pelo G raiado indicativo de Geómetra, o
Grande Arquiteto do Universo, portanto, God ou Deus, que como Espírito (triângulo vertido)
elabora a Matéria (triângulo vertido), ambos os princípios não prescindido um do outro
(triângulos entrelaçados) para que a Grande Obra do Universo (a sua evolução e expansão
incluindo todos os seres viventes dele) seja justa e perfeita, o que se assinala no círculo. Em
linguagem Maçônica, isso quer dizer que os trabalhos de Loja possuem retidão e ordem. Em
linguagem hermética ou segundo os princípios de Hermes, o Trismegisto, significa “o que está
em cima é como o que está em baixo, e vice-versa, para a realização da Grande Obra”.
Nesse emblema aparecem também muitas marcas em forma de runas pictas (isto é, a dos
primitivos habitantes da Escócia, os pictos, que estabeleceram o seu próprio reino) e símbolos
de graus maçónicos que vêm a designar em cifra, correspondendo à marca Maçônica pessoal, os
nomes dos Oficiais da Grande Loja da Escócia e da Loja de Edimburgo nesse ano de 1893 da
qual esta Loja de Mary´s Chapel faz parte como número 1. Com efeito, entre os triângulos e o
círculo aparece a sigla LEMCNºI, “Loja (de) Edimburgo Mary´s Chapel n.º 1”, e dentro dos
triângulos 12 símbolos correspondentes aos 12 Oficiais desta Loja, enquanto os 4 símbolos fora
do círculo designam os 4 Oficiais da Grande Loja presentes quando se aprovou esta peça
artística. Como exemplo único evitando indiscrições, repara-se no H com o Sol Levante por
cima: é a marca pessoal de George Dickson, Venerável Mestre desta Loja de Edimburgo em
1893.
Leva a designação atual de Loja de Edimburgo porque Mary´s Chapel (Capela de Maria),
onde a Loja funcionou originalmente, não existe mais. Ela foi fundada e consagrada à Virgem
Maria, no centro de Niddry´s Wynd, por Elizabeth, condessa de Ross (Escócia), em 31 de
Dezembro de 1504, sendo confirmada por Carta do rei James IV em 1 de Janeiro de 1505. A
capela foi demolida em 1787 para a construção de uma ponte no sul da cidade.
Esta Loja é a número 1 na lista da Grande Loja da Escócia
(estabelecida em 30 de Novembro de 1736) por lhe ser muito
anterior possuindo a ata de uma sessão Maçônica datada de 31
de Julho de 1599, constituindo o documento maçónico mais
antigo do mundo e num tempo de transição entre a Maçonaria
Operativa e a Maçonaria Especulativa, posto a existência
desta Ordem poder-se repartir por três períodos distintos: 1.º)
Maçonaria Primitiva (terminada com os colégios de artífices
romanos, osCollegia Fabrorum); 2.º) Maçonaria Operativa (terminada em 1523); Maçonaria
Especulativa (iniciada em 1717). Por esse motivo, foi nesta Loja de Mary´s Chapel que William
Shaw (c. 1550-1602), Mestre de Obra do James VI da Escócia e Vigilante Geral do Ofício de
Construtor, apresentou os seus famosos Estatutos Shaw datados de 28 de Dezembro de 1598,
apercebendo-se pelo texto que ele além de pretender regular sob sanções a Arte Real dos
artífices, procurava estabelecer uma separação entre os maçons operativos e os cowan, isto é,
profanos.
O fato de aqui redigir-se uma acta Maçônica em 1599, pressupõe que a Loja é anterior a esse
ano e estaria organizada e ativa desde data desconhecida. Seja como for, esta também foi a
primeira Loja Maçônica antes de 1717 a admitir membros que não fossem construtores: Sir
Thomas Boswell, Escudeiro de Auschinleck, Escócia, foi nomeado Inspetor de Loja em 1600, o
que constitui a primeira informação relativa a um elemento não profissional recebido em Loja
de Construtores Livres. Outros autores dão o nome como John Boswell, Lord de Auschinleck,
admitido como maçom aceito nesta Loja. Este John Boswell é antecessor de James Boswell, que
foi Delegado do Grão-Mestre da Escócia entre 1776 e 1778.
As atas de 1641 desta Loja Mary´s Chapel igualmente indicam que maçons especulativos
foram iniciados nela. Nesse ano foram iniciados Robert Moray (1609-1673), general do
Exército Escocês e filósofo naturalista, Henry Mainwaring (1587-1653), coronel do Exército
Escocês, e Elias Ashmole (1617-1692), sábio astrólogo e alquimista. Reconheceu-se aos três
novos membros o título de maçons, mas como não gozavam dos privilégios dos autênticos
obreiros, pois o cargo era somente honorário, foram denominados como accepted masons.
Ainda sobre Robert Moray, Roger Dache, do Institut Maçonnique de France, informa que
aquando da sua iniciação Moray recebeu como marca Maçônica pessoal o pentagrama ou
estrela de cinco pontas, muito comum na tradição dos antigos construtores, com a qual se
identificou bastante e a utilizou nas assinaturas de diversos documentos. Ainda sobre Elias
Ashmole, G. Findel, na sua História da Maçonaria, diz que há uma confusão nas datas sobre a
sua iniciação Maçônica: Ashmole terá sido iniciado em 16 de Outubro de 1646 em uma Loja de
Warrington, Inglaterra, mas o fato é que o próprio escreve no seu Diário ter sido iniciado em
Edimburgo em 8 de Junho de 1641.
Em 1720, o artista italiano Giovanni Francesco Barbieri apresentou na Loja Mary´s Chapel
um trabalho lavrado em reproduzindo com muita fidelidade a Lenda de Hiram, ou seja, o
fenício Hiram Abiff que era o chefe dos construtores do primitivo Templo de Salomão, em
Jerusalém. Sabendo-se que essa Lenda foi incorporada ao ritualismo maçônico cerca de 1725,
conjectura-se que Giovanni possa ter sido um dos maçons aceitos da época e que a Lenda já era
parte da ritualística Maçônica em Mary´s Chapeldesde muito antes.
Há ainda o registo da visita de Jean-Theophile Désaguliers (1683-1744) à Loja Mary´s
Chapel em 1721, visita estranha do filósofo francês Vice-Grão-Mestre (em 1723 e 1725) da
recém-formada Grande Loja de Inglaterra. Os maçons escoceses duvidaram do seu estatuto e
sujeitaram-no a rigoroso inquérito em 24 de Agosto de 1721, até finalmente acreditarem nele e
aceitarem-no com as regalias do cargo. Seja como for, não parece que as pretensões de
Désaguliers tenham obtido o êxito que procurava, talvez por motivos de recusa de sujeição dos
maçons escoceses aos maçons ingleses, o que recambia para a antiga questão independentista.
Foram ainda iniciados nesta Loja de Edimburgo o príncipe de Gales, depois rei Eduardo VII
(1841-1910), e o rei Eduardo VIII (1894-1972), que abdicaria do trono britânico para poder
casar com a americana Bessie Wallis Warfield. A caneta com que assinaram o documento da sua
iniciação é conservada no museu desta Loja, que o visitante pode ver entre outros objetos
relacionados com a longa história dos maçons de Mary´s Chapel.
Aqui fica, em síntese simplificada para o leitor não familiarizado com estes assuntos, a
história da Lodge of Edinburgh n.º 1 (Mary´s Chapel), aliás, desconhecida de muitos maçons
apesar de ser a mais antiga da Escócia e do Mundo.
Fonte: Lusophia
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antiga.html
#84

O Templo e o Maçom

OS SETE MANDAMENTOS PARA DESBASTAR A PEDRA BRUTA


Desde que entrei na Maçonaria estou sempre ouvindo que temos de desbastar a Pedra Bruta
para transformá-la em Pedra Polida. Com o passar do tempo, percebi a dificuldade que eu tive
de compreender totalmente este processo, mas decidi a empreendê-lo.
Toda aprendizagem é solitária e individual, mas não tem necessariamente o caráter solitário.
Pensei que deveria ter etapas para seguir, um organograma para orientar meus passos. Percebi
que não tinha. A partir daí, refleti e fiz uma analogia com os 10 mandamentos, quer dizer, fiz
um organograma para melhor me orientar no trabalho de desbastar a Pedra Bruta.
Neste organograma fiz 7 etapas:
1. Amar a Pedra Bruta
2. Honrar a ti mesmo
3. Guardar as segundas feiras
4. Não desprezar o próximo
5. Amar ao Irmão como a ti mesmo
6. Não pecar contra o espírito
7. Não tomar o nome da Maçonaria em vão.
1 - AMAR A PEDRA BRUTA
Devemos amar a Pedra Bruta não para conhecê-la ao máximo, nem para tornarmos o melhor
Maçom, mas para que nós nos tornemos melhor como homem, como trabalhador, como pai de
família, como cidadão. Amar a Pedra Bruta é conhecer o bem. O que é conhecer o bem? É
reavaliar, é conversar sobre bom caráter, honestidade, é ser alegre ser bom pai, ser membro
efetivo na família, desempenhar bem no seu trabalho, exigir que você faça o melhor. É saber
que você pode ganhar dinheiro pelo bem e pelo mal e optar pelo bem. É saber que um pai de
família poder ser o melhor ou razoável e você optar por ser o melhor. Conhecer o bem é o
primeiro passo para desbastar a Pedra Bruta. Mas para continuar a desbastar a Pedra Bruta, é
necessário amar o bem, praticar o bem, adquirir o hábito de fazer o bem, é inserir o bem em
você. As Pedras Brutas que é a matéria-prima da Grande Obra, sou eu, é você, somos nós.
2 - HONRAR A TI MESMO
Quando eu tive o privilégio de ser admitido nesta Loja eu renasci, eu recebi a luz, e passei a
dedicar com empenho a aprender o ofício que é a Arte Real. Eu simplesmente não só escuto
como se usa os utensílios para desbastar a Pedra Bruta, mas eu utilizo estes utensílios como meu
próprio guia para me reeducar, tornar melhor como indivíduo, honrando a mim mesmo.
Somente através deste exercício permanente, contínuo, exaustivo é que conseguiremos de fato o
aprendizado desta nova noção de outro bem que é a Honra. Para isto tive de admitir que sou um
homem livre e de bons costumes, isto quer dizer que tenho o direito e o privilégio de exercitar a
liberdade. Exercitar a liberdade é me considerar sem prepotência, sem falsa modéstia que sou
um ser agraciado. Sou meu próprio centro. A todo Maçom é dado o direito de adquirir e
desenvolver, pela prática, as qualidades humanas; é dado o direito de conquistar novos
sentimentos e modificar sentimentos indesejáveis, é dado o direito de disciplinar as paixões para
o bem, habituando a sentir, a pensar e agir como homem honroso. Para tudo isto, ninguém,
nenhum Maçom necessita ficar sentado por longos anos nas carteiras escolares; mas sim,
necessita ter o desejo de fazer o bem e um pouco de boa vontade.
3 - GUARDAR AS SEGUNDAS-FEIRAS
Assim como a religião católica guarda o domingo e usa este dia para unir os seus devotos e
discutir a sua essência como religião utilizando os Rituais como a missa; os Adventistas do 7º
dia utilizam o sábado para jejuar e praticar a caridade, os judeus utilizam um dia do ano para
obter perdão eu utilizo e utilizarei simbolicamente as segundas-feiras como um dia especial de
reflexão, de abastecimento, de aquisição de novos ensinamentos. Simbolicamente, porque todo
esse processo de desbastar a Pedra Bruta deve ser feito todos os dias, rotineiramente. Para
mantermos a boa saúde física, necessitamos seguir certas regras de vida material e regime
(esporte, alimentação); também para a boa saúde do espírito, necessitamos de exercícios
metódicos, por isso nós temos que guardar as segundas-feiras para mantermos permanente
contato com as idéias que servem de base ao ideal moral e com os sentimentos que são os
motores desse ideal. As circunstâncias banais da vida, os interesses cotidianos, as tarefas
prendem o homem a limitados horizontes propícios ao egoísmo. Por isso nós temos as
segundas-feiras para que de um modo sistemático, o nosso espírito faça uma pausa, para
tomarmos contato com as idéias generosas e reabastecer de energia espiritual. Através das
reuniões onde aprenderemos a ouvir e meditar com humildade e lucidez os ensinamentos dos
irmãos mais experientes. Vamos utilizar as segundas-feiras para extrair força, riquezas de
sentimentos.
4 - NÃO DESPREZAR O PRÓXIMO
Nunca crer em possuir uma verdade absoluta e indiscutível; pois é perigoso para si mesmo
porque traça limites para seu espírito; é perigoso para os outros porque você imaginando que só
você detém a verdade, irrita-se ao encontrar no próximo, opiniões diferentes, e você facilmente
o desprezará, levando você à intolerância, a tirania. Vamos pesquisar a verdade com a fé
profunda no que ela tem de bem e de belo, mas com a convicção de que nosso espírito é por
demais fracos e pequenos para possuí-la de maneira absoluta; seria crime querer impô-la ao
próximo, só porque pensam de maneira diferente de nós. A verdade nada tem de absoluto, mas
na prática, é suficiente para alimentar nosso pensamento e guiar nossa vida. O espírito crítico é
um instrumento de trabalho, mas o espírito de crítica para com o próximo conduz somente a
resultados negativos. O próximo ter uma opinião diferente da minha é para ele um direito
absoluto e sagrado. Não basta que toleremos um ao outro, é necessário que cada um de nós
respeite, no outro, um reflexo da verdade absoluta que espírito nenhum pode atingir, mas que
cada um tem o dever de procurar alcançar com firmeza, da melhor maneira possível. Se eu na
minha nova condição de membro efetivo desta Loja, um ser livre que optei pelo bem, decidi a
vivenciar plenamente a Honra é óbvio que o próximo é a minha extensão. Por isso, para amar o
próximo é imprescindível que tenha já compreendido e empreendido, que tenha esgotado e
desgastado o pré-requisito de Honrar a ti mesmo. Se eu não me honro como reconheceria a
outro?
5 - AMAR AO IRMÃO COMO A TI MESMO
Não basta que os Maçons se tratem reciprocamente de "Irmãos" e proclamem que desejam
estender essa fraternidade a toda a Humanidade, para se formar uma só família. A fraternidade
manifestada em palavras não faz o menor sentido, se não exprime um estado de espírito. A
teoria tem que estar conforme a prática. A fraternidade está no coração e não nos lábios. Vamos
afastar de toda querela, discórdia, calúnia, maledicência, cólera, rancor, vamos afastar de tudo
quanto possa prejudicar a reciprocidade nos bons relacionamentos com os irmãos. Não vamos
só traçar planos, vamos construir o edifício.
6 - NÃO PECAR CONTRA O ESPÍRITO
Vamos aliviar o espírito dos vícios, desvios, ilusões, escravidão para podermos alcançar a
paz, a plenitude, o equilíbrio. Só assim conseguiremos transformar a Pedra Bruta em Pedra
Polida. É com a saúde espiritual e moral é que vamos conseguir um corpo sadio e a serenidade.
7 - NÃO TOMAR O NOME DA MAÇONARIA EM VÃO
Depois de reconhecer, optar, verificar os resultados, constatar o que há atrás da porta é
naturalmente uma oportunidade única, singular. Ser Maçom. A Maçonaria é o útero que protege,
acolhe; é o alimento que nutre e faz amadurecer, é o sinalizador para o renascimento. Agradeço
a todos vocês que acreditaram que eu seria uma extensão de vocês e através de vocês eu estou
aqui. Sem euforia, mas sensibilizado. Obrigado Maçonaria, não tomarei seu Santo Nome em
vão.
Assim a Pedra Bruta ao ser trabalhada adquire Força por se poder encaixar com outras,
Beleza pelo seu equilíbrio de formas e Sabedoria porque ao refletir a luz torna-se ela própria
uma forma de Luz transmitida.
Um Maçom não é uma criança obrigada a decorar um catecismo. Um Maçom é um homem
livre, um homem instruído, um homem capaz de pesquisar e de encontrar a verdade tal é grande
a finalidade da Maçonaria.
Fonte:grande loja teutonica
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desbastar.html
#85

Estar Entre Colunas - O Que Isto Significa?

I-

INTRODUÇÃO
O propósito do presente trabalho é delinear os direitos e obrigações do “Entre Colunas”,
prática muito usada especialmente nas reuniões capitulares de uma das Ordens Básicas da
Maçonaria, que foi a Ordem dos Cavaleiros Templários. Infelizmente, não mais tem sido
ensinada e nem posta em práticas nas Lojas.
O interior de uma loja Maçônica (Templo) é dividido em quatro partes, onde a mesma
simboliza o Universo. Assim temos o Oriente, o Norte e o Sul.
Em algum tempo na história, logo após a construção do primeiro templo Maçônico do
mundo, o Freemasons Hall, em Londres, no ano de 1776, baseado inteiramente no parlamento
Inglês, construído em 1296, estabeleceu-se que as áreas pertencentes ao Norte e ao Sul chamar-
se-iam Coluna do Norte e Coluna do Sul.
Assim, quando um Irmão, em Loja está Entre a Coluna do Norte e a do Sul, e não entre as
Colunas B e J. Mesmo próximo à grade que separa o Oriente do resto da Loja, o Irmão estará
Entre Colunas. Desta forma é extremamente incorreto dizer que o passo ritualístico dos maçons
tem que começar entre as Colunas B e J.
Tanto isso é verdade, que os Templos modernos, especialmente de Lojas de Jurisdição da
Grande Loja Unida Sul Americana, que tem as Colunas B e J junto a porta de entrada do templo
pelo lado de dentro, já o Grande Oriente do Brasil de MG, têm suas Colunas B e J no Átrio, e
não no interior do Templo.
Em síntese, podemos apresentar algumas situações do que é “Estar Entre Colunas”:
• É conjunto de Obreiros que formam as Colunas do Norte e do Sul;
• Em sentido figurado, são os recursos físicos, financeiros morais e humanos, que mantêm
uma instituição maçônica em pleno funcionamento;
• É quando a palavra está nas Colunas em discussão;
• É quando o Irmão, colocar-se ou postar-se entre as Colunas do Norte e do Sul, no centro do
piso de mosaico onde isto evidencia que o Obreiro que assim o faz, é o Alvo de atenção de toda
Oficina;
• Na circulação do Tronco de Beneficência, o Hospitaleiro aguarda Entre Colunas;
• Quando a Porta-Bandeira, com a Bandeira apoiada no ombro, entra no templo este por sua
vez se põe Entre Colunas;
• Na apresentação de Trabalhos, o Irmão se apresentar “Entre Colunas” durante o Tempo de
Estudos, ou no Período de Instrução;
• No atraso do Irmão, o mesmo ao adentrar ao Templo ficará à Ordem e Entre Colunas,
aguardando a ordem do Venerável Mestre para que tome posse do assento.
II – DESENVOLVIMENTO
Em toda a Assembléia Maçônica, os irmãos poderão fazer uso da palavra em momento
oportuno; caso queira obter a palavra estando “Entre Colunas”, poderá solicitá-la com
antecedência ao Venerável Mestre, e obrigatoriamente levar ao seu reconhecimento o assunto a
ser tratado.
Sendo o Obreiro impedido de falar, ou sofra algum desrespeito a seus direitos, poderá
solicitar ao Venerável Mestre que o conduza ”Entre Colunas”, e se autorizado pelo Venerável o
mesmo poderá falar sem ser interrompido desde que haja um decoro de um Maçom.
Se, para estar Entre Colunas é necessária a autorização do Venerável Mestre, em contra
partida, nenhum Irmão pode se negar de ocupar aquela posição, quando legalmente solicitado
pela Loja, sob pena de punição.
No entanto, as possibilidades do uso da Palavra Entre Colunas são muitas e constituem um
dos melhores instrumentos dos Obreiros do Quadro, sendo uma das maiores fontes de direito, de
liberdade e de garantia, tanto para os irmãos, quanto para a loja.
Não há regulamentação; tal vez por isso, cada dia esse direito vem sendo eliminado dos
trabalhos maçônicos.
Atualmente um Irmão somente é solicitado a estar Entre Colunas, em situação de humilhação
e situações tanto quanto degradantes e constrangedoras. Associou-se a idéia de responder Entre
Colunas à idéia de punição, quando em realidade isso deveria ser diferente e muito melhor
explorado, em beneficio do Quadro de Obreiros de todas as lojas.
Estando Entre Colunas, um Irmão pode acusar, defender a sua ou outrem, pedir e julgar,
assim como comunicar algo que necessite sigilo absoluto, devendo estar consciente da posição
que está revestido, isto é, grande responsabilidade por tudo que disser ou vier a fazer.
A tradição maçônica é tão rigorosa no tange á liberdade de expressão, que quando um Irmão
estiver em Pé e a Ordem e Entre Colunas, para externar sua opinião ou defender-se, não pode
ser interrompido, exceto se tiver sua palavra cassada pelo Venerável Mestre, ato este conferido
ao mesmo.
Estando Entre Colunas, o Irmão NÃO poderá se negar a responder a qualquer pergunta, por
mais íntima que seja e também não poderá mentir ou omitir sobre a verdade dos fatos, pois
desta forma o Irmão perde sumariamente os seus direitos maçônicos, pelo que deve ser julgado
não importando os motivos que o levaram a tal atitudes.
Por motivos pessoais, um maçom pode se negar a responder a quem quer seja, aquilo que
não lhe convier, mas se a indagação for feita Entre Colunas, nenhuma razão justificará qualquer
resposta infiel.
Igual crime comete aquele que obrigar alguém a confessar coisas Entre Colunas
injustificadamente, aproveitando-se da posição em que se encontra o Irmão sem que haja razão
lícita e necessária, por perseguição ou com intuito de ofender, agravar ou humilhar
desnecessariamente.
Quando um irmão está Entre Colunas e indaga os demais Irmãos sobre qualquer questão, de
forma alguma lhe pode ser negada uma resposta e nenhuma razão justificará que seja mantido
silêncio por aquele que tenha algo a responder.
Uma aplicação prática do Entre Colunas pode ser referentes a assuntos de fora do mundo
maçônico. É lícito e muito útil pedir informações Entre Colunas, sejam sociais, morais,
comerciais, etc., sobre qualquer pessoa, Irmão ou Profano, desde que haja razões válidas para
tal fim. Qualquer dos presentes que tiver conhecimento de algo está obrigado a declarar, sob
pena de infração ás leis Maçônicas.
O Irmão que solicitou as informações poderá fazer uso das mesmas, porém deve guardar o
mais profundo silêncio sobre tudo que lhe for revelado e jamais poderá, com as informações
recebidas, praticar qualquer ato que possa comprometer a vida dos informantes ou a própria
Loja. Se não agir dessa forma será infrator das Leis Maçônicas Universais.
Suponhamos que um Irmão tenha algum negócio a realizar em outra cidade e necessita
informações, mesmo comerciais, sobre alguma pessoa ou firma. A ele é lícito indagar essas
informações Entre Colunas e todos os demais Irmãos, se souberem de algo a respeito, são
obrigados a darem respostas ao solicitante.
Outro meio Lícito e útil de se obter informações é através de uma prancha, endereçada a uma
determinada Loja, para se lidar Entre Colunas.
Neste caso, a Loja é obrigada a responder, guardar o mais profundo silêncio sobre o assunto,
cabendo a ela todos os direitos, obrigações e cabendo todos os direitos, obrigações e
responsabilidades ao solicitador, que deverá guardar segredo sobre tudo o que lhe foi
respondido e a fonte de informações.
III – CONCLUSÃO
Muitas são acepções que norteiam sobre os ensinamentos do significado de Estar entre
Colunas, porém, deve o Maçom sempre edificar suas Colunas interiores embasado pelos
Princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, primando pelo bem-estar da família e pelo
aperfeiçoamento da sociedade através do trabalho e do estudo, para com isso perfazer-se um
homem livre e de bons Costumes.
Como dissemos no início, não há mais regulamentação ou Leis Normativas para o uso do
Entre Colunas; e se não há normas que sejam encontradas nos livros maçônicos, é porque pura e
simplesmente os princípios da condição de “Estar Entre Colunas”, é de que somente a verdade
pode ser dita. Obedecido este princípios tudo mais é decorrência.
Este, alegoricamente, talvez seja o real significado no bojo dos ministérios que regem as
Colunas da Maçonaria, pois Estar entre Coluna é estar entre Irmãos.
BIBLIOGRAFIA
ASLAN, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia. Londrina: “
A TROLHA.
CARVALHO, Assis. Companheiro Maçom. Londrina ”A TROLHA”.
Símbolos Maçônicos e suas origens. Londrina: “A TROLHA”.
CASTELLANI, José. Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom.
EGITO, José Laércio do. In Coletânea 2. Londrina: “ A TROLHA”.
PUSCH, Jaime. A B C do aprendiz.
Colaboração e Pesquisa: Weber Varrasquim “GLUSA”.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/10/estar-entre-colunas-o-que-isto-
significa.html
#86

O Sonho e a Escada

O Sonho e a Escada
Ir.'. Antônio do Carmo Ferreira
Não sei se é costume em todas as regiões do
Brasil, o maçom dizer que “subiu um degrau na
Escada de Jacó”, para externar sua alegria em
receber “aumento de salário”.
Aqui, na região em que vivo e tenho vinculação
com a Arte Real, é rotina dizer-se esta expressão,
tanto na revelação da felicidade de quem foi elevado
de grau, como nos discursos de saudação aos
beneficiados.
Entendo que deverá ser muito denso o significado
deste símbolo na maçonaria (1), diante de tanta
ênfase que se lhe dá em seu uso ou ao se fazer a sua
exegese, por mais superficial que seja a abordagem.
Não quero falar que a Escada de Jacó é
importante, por haver sido admitida no Simbolismo Maçônico e, coincidentemente, ao mesmo
tempo em que se inaugurava o primeiro Templo Maçônico, construído como tal e para esta
finalidade – o Freemason’s Hall – inaugurado em 1776 (2), no oriente de Londres.
Nem desejo registrar, mas já registrando, a sua importância, porque esteja configurada no
Painel da Loja de Aprendiz, elaborado por Willian Dight, em 1808 (3), onde a Escada de Jacó
aparece, partindo da Bíblia aberta sobre o altar e alçando-se ao céu, que o alcança no clarão de
uma estrela de sete pontas.
Todavia, como se percebe, mesmo sem querer me referir a uma Escada, já falei de duas.
Uma, a do sonho de Jacó, cuja descrição vem do Velho Testamento (4). Outra, desenhada por
Dight, que se reporta à primeira, mas com omissões e algumas inserções. Na Escada do sonho,
ela está ligando a terra ao céu, e anjos, sobem e descem. Na Escada do Painel, ela está ligando a
Bíblia do altar ao céu, sem anjos, mas com a introdução de fortes símbolos do cristianismo,
quais sejam: a cruz da fé, a âncora da esperança, e o cálice do amor (o sangue do Filho de Deus,
derramado em face do amor pela humanidade). (5)
O sonho, teve-o Jacó, e está totalmente narrado no Gênesis. O Senhor, na oportunidade, fala
a Jacó de tudo de bom que lhe está reservado, tanto a Jacó quanto à sua descendência – o povo
de Israel, nome este que substituiu o de Jacó, após sua luta com o anjo, episódio de que a Bíblia
se ocupa no livro de Gênesis (6)
A conversa havida ao pé da Escada inspira o entendimento de uma contrapartida de Jacó e
descendentes ao que o Senhor, seu Deus, lhe estava a garantir. Que aquele povo desse à vida o
destino de encaminhar-se ao Altíssimo: (7) “uma peregrinação de retorno à Casa do Pai”, como
séculos depois, Santo Agostinho ensinava a respeito da vida.
Parece-me não causar arrepios dizer que a maçonaria pensa desta forma, quando proclama a
“prevalência do espírito sobre a matéria”. Pensamento este muito bem retratado na composição
do compasso e esquadro, sendo este a matéria e aquele o espírito.
A vida, em seus aspectos menos tangíveis, é o mote principal da Ordem. O aperfeiçoamento
do iniciado e seu exemplo na comunidade em que habita.. O cuidado com o bem-estar do
próximo. O zelo pela família. A dedicação às coisas do amor fraternal. O adepto da maçonaria
deve apresentar-se pelo bem que pode fazer.
A Escada de Jacó indica esta trajetória. No que se refere ao sonho, ela é utilizada pelos anjos
(seres plenos de virtudes) em sua movimentação. O maçom deverá ser um construtor de templos
à virtude. Ele mesmo será uma pedra que se poliu para ocupar espaço na construção. Ascender
mais um degrau na Escada é estar mais perto do Criador. Significa dizer: possuir mais virtudes.
A contrapartida ao que o Senhor ofertou a Jacó.
A Escada de Jacó, na concepção de Dight, que contém os símbolos da fé, da esperança e do
amor, tem o chamamento do maçom a seu próprio aperfeiçoamento.
Se o maçom diz que subiu um degrau na Escada, tem convicção do que está dizendo, e
acredita nisto, ele está declarando seu compromisso com esta prática de amar a Deus, pois está
em seu caminho; de aperfeiçoar-se, porque é destinado a ser templo de Deus (8); e de amar ao
próximo que é um estágio da Escada, que se encontra mais aproximado do Altíssimo.
Que o Grande Arquiteto do Universo conceda, sempre, aos irmãos maçons a força e o vigor
suficientes para subirem, não somente um, porém vários degraus nesta desafiadora “escada”,
com a qual sonhou Jacó e na qual a maçonaria se inspira a cada instante.
***********
Sobre o autor: Antonio do Carmo Ferreira é Grão Mestre do Grande Oriente Independente de
Pernambuco (COMAB), Presidente e fundador da Associação Brasileira de Imprensa Maçônica
(ABIM) e um dos mais fecundos escritores maçônicos da atualidade entre outras..
RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS
(1) “A Escada de Jacob é alegoria de origem bíblica e designa a escada que Jacob viu em
sonho, a qual simbolizava a providência e cuidado especial de Deus por Jacob; os anjos
levavam suas orações e necessidades ao trono de Deus e desciam com as bênçãos divinas; em
Maçonaria ela é representada sobre o círculo entre paralelas verticais e tangenciais, tendo no
topo, uma estrela de sete pontas, como símbolo da ligação do iniciado com Deus, através da
ascensão na escada iniciática”. José Castellani, no livro Dicionário Etimológico Maçônico, vol.
DEFG, pág. 59, Editora A Trolha, Londrina/PR..
(2) “Naquele ano foi pintado um Painel... tudo leva a crer que o irmão Pintor... acrescentou
também a Escada de Jacó, que desde alguns anos antes já vinha sendo ensinado nas Lojas.
Lendo Machey, vemos que no rito de York, a Escada não era um Símbolo original, tendo sido
introduzido por Dunckerley em 1776, época em que Priston iniciou suas LEITURAS. O que
vem a comprovar, é que, até aquela data, a Escada de Jacó ainda não era um Símbolo Maçônico.
No Rito Escocês Antigo e Aceito, ela entrou pelas mãos de Miguel André de Ransay, que era
um ardoroso defensor dos Stwarts, transformando em símbolo maçônico a Escada Mística dos
Mistérios Mitraicos.” Francisco de Assis Carvalho no livro “Símbolos Maçônicos e suas
origens”, págs. 135, 136 e 137, Editora A Trolha, Londrina/PR..
(3) “Willian Dight, um maçom inglês, pintor, em 1808 elaborou três Painéis sobre lona,
como era de uso na época.” Rizzardo Da Camino no livro “Os Painéis da Loja de Aprendiz”
pág. 109, Editora A Trolha. Na pág. 110 da mesma obra, está reproduzido o painel onde se
encontra o desenho da Escada de Jacó.
(4) Gênesis 28:10 – 17
(5) I Cor 13:13
(6) Gênesis 32: 28
(7) Gênesis 28:20 – 22
(8) I Cor 6: 19
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#87

MAÇOM MATA!

Maçom Mata?!
MAÇOM MATA!
Esta
semana fui
procurado por
um
funcionário
(não posso
dizer repórter,
pois o mesmo
não era
imparcial) de
uma entidade
religiosa que
gostaria de me fazer algumas perguntas para o jornal institucional. Sabendo que não somos bem
vistos pelos membros desse segmento cristão, aceitei de pronto o encontro, afinal era uma
oportunidade de desmistificar. Clima amistoso, perguntas básicas, até que começou o jogo de
palavras visando descobrir “os segredos” e se realmente o demônio faz parte da Maçonaria.
Tudo simples de responder, até que influenciados pela noticia do assassino norueguês, veio a
pergunta final:
- É verdade que o Maçom mata?
Na hora o sangue subiu, pois estou incomodado pelas manifestações e difusão da noticia por
verdadeiros Irmãos Maçons. Respirei fundo e respondi:
- SIM, É VERDADE, O LEGÍTIMO MAÇOM MATA! Vocês precisavam ver o brilho nos
olhos e o movimento de acomodação nas cadeiras dos interlocutores. Continuei:
- O Maçom Alexander Fleming ao descobrir a penicilina matou e ainda mata milhões de
bactérias, mas permite a vida continue para muitos seres humanos. O Maçom Charles Chaplin
com a poderosa arma da interpretação e sem ser ouvido, matou tanta tristeza, fez e ainda faz
nascer o sorriso da criança ao idoso. O Maçom Henri Dunant ao fundar a Cruz Vermelha matou
muita dor e abandono nos campos de guerra. O Maçom Wolfgang Amadeus Mozart em suas
mais de 600 obras louvou a vida. O Maçom Antonio Bento foi um grande abolicionista que
junto com outros maçons, além da liberdade, permitiram a continuidade da vida a muitos
escravos. O Padre Feijó, o Frade Carmelita Arruda Câmara e o Bispo Azeredo Coutinho
embasados nas Sagradas Escrituras e como legítimos maçons desenvolveram o trabalho sério de
evangelização e quem sabe assim mataram muitos demônios. O Maçom Baden Powell ao
fundar o Escotismo pregava a morte da deslealdade, da irresponsabilidade e do desrespeito.
O Maçom Billy Graham foi o maior pregador batista norte-americano e com seu trabalho
matou muita aflição e desespero. Inclusive há no Brasil um movimento chamado MEB –
Maçons Evangélicos do Brasil. Mas o Maçom não só mata, ele também é morto. Por conta dos
valores de liberdade, igualdade e principalmente fraternidade, mais de 400 mil maçons,
juntamente com judeus foram mortos nos campos de concentração. Também sofremos muita
perseguição aqui no Brasil, quando imigrantes europeus que professavam religiões diferentes ao
Catolicismo, não podiam construir seus templos e os maçons ajudaram.
Querem um segredo?
Muitos cultos protestantes ocorreram dentro de Lojas Maçônicas, afinal o Maçom combate a
falta de liberdade religiosa. Este senhor Anders certamente torce por um time de futebol, tem
preferência por uma marca de cerveja, tem a cor que mais gosta, ou tipo de música ou até
mesmo um credo religioso, não há de se fazer vinculações. Esta situação foi causada por um
indivíduo, clinicamente perverso que tem personalidade psicopática. A psicopatia é um
distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos
genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de
remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições.
O legítimo Maçom não é o homem que entrou para a Maçonaria, mas aquele que a
Maçonaria entrou dentro dele. Houve e há Maçons em todos os seguimentos da sociedade e
todos com o mesmo propósito; fazer nascer uma nova sociedade, mais justa e perfeita, lógico
sem esquecer que o MAÇOM MATA, principalmente o preconceito.
E vamos vivendo sempre recordando o ensinamento de Mateus 7:1-2 “Não julgueis, para que
não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com
que medis vos medirão a vós.” Depois do cafezinho, convidei estes Irmãos (afinal somos todos
filhos de Deus) para que acompanhassem a Campanha de Fraternidade que a Loja Maçônica
Presidente Roosevelt iria fazer no domingo seguinte.
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue
em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de
algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
OBS: Não sei o porque da reportagem não ter sido publicada no jornal e senti a falta deles na
entrega dos artigos doados pelos Maçons da Presidente Roosevelt. Teria sido muito bom
contarmos com o apoio na distribuição dos 100 litros leite, mais de 100 quilos de material de
limpeza, dos materiais escolares, da grande quantidade de brinquedos, do afeto e da atenção que
somados pesaram 33 medidas maçônicas de Força, Beleza e Sabedoria.
Grato pela atenção.
TFA
QUIRINO
Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801
Palácio Maçônico - Grande Loja
Belo Horizonte - Minas Gerais
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#88

ACÁCIA AMARELA

“Ela é tão linda é tão bela, aquela acácia amarela que a minha casa tem, aquela casa direita, que
é tão justa e perfeita, onde eu me sinto tão bem. Sou um feliz operário, onde aumento de salário,
não tem luta nem discórdia, ali o mal é submerso, o Grande Arquiteto do Universo, é harmonia,
é concórdia. É harmonia, é concórdia".

“Acácia Amarela” foi gravada em 1982 em homenagem à maçonaria, composta pelos maçons
Luiz Gonzaga Nascimento e Orlando Silveira Oliveira Silva. Luiz Gonzaga, um dos baluartes
da música popular brasileira, nascido em 13 de dezembro de 1912, na fazenda Caiçara,
município de Exu, sertão de Pernambuco, filho de Januário, lavrador e sanfoneiro e de dona
Santana, iniciou na Loja Maçônica “Paranapuã”, sediada na Ilha do Governador, Rio de Janeiro,
em 03 de abril de 1971. Faleceu em 02 de agosto de 1989, com 77 anos. Orlando Silveira
Oliveira Silva, nascido em 27 de maio de 1925, formado em Direito, regente, arranjador,
compositor e acordeonista, com prêmio internacional de arranjo, foi recebido na Loja Maçônica
“Adonai”, Rio de Janeiro, em março de 1974.
O Rei do Baião elaborou a letra e o tema musical, com sugestões e harmonização de Orlando
Silveira, música incluída no CD “O eterno cantador”, com arranjo de Orlando Silveira e vocal
de Luiz Gonzaga. É uma composição que identifica e retrata uma loja maçônica, (aquela casa
direita que é tão justa e perfeita, onde eu me sinto tão bem). A inspiração poética acontece
fortemente quando enfoca a árvore acácia amarela e sua casa (loja maçônica), concluindo, (ela é
tão linda e tão bela, aquela acácia amarela que a minha casa tem).
Na sequência traz para seu texto profundamente representativo e simbólico, o maçom como
operário, como pedreiro, como construtor de um mundo novo, tolerante e pacificador, que no
seu progresso espiritual como pessoa e ser humano recebe o aumento de salário, (sou um feliz
operário, onde o aumento do salário não tem luta nem discórdia). Para concluir busca Deus, que
é o grande construtor do mundo, para nós
maçons, Grande Arquiteto do Universo,
finalizando uma das mais belas poesias e
página musical da literatura brasileira,
reafirmando que na loja maçônica o mal é
submerso, com harmonia e concórdia, (ali o
mal é submerso, o Grande Arquiteto do
Universo, é harmonia e concórdia. É harmonia
e concórdia).
No decorrer de sua vida, Luiz Gonzaga simbolizou o que melhor se tem da música
nordestina, representada pela sanfona e o chapéu de couro. O velho Lua, como também era
chamado, teve uma carreira consolidada e reconhecida, com seu som agreste atravessando
barreiras e apreciado pelo povo, que expressava através de sua voz suas dores e seus amores.
Foi a representação da alma de um povo, alma do nordeste, cantando sua história, com
simplicidade e dignidade.
A acácia é uma árvore leguminosa de madeira dura. Algumas espécies produzem goma-
arábica e outras fornecem fruto comestível, tanino e madeira de grande valor. Todas produzem
flores perfumadas brancas ou amarelas, sendo muito utilizadas como adorno. Existem quase 400
variedades presentes no mundo todo, como árvore universal.
No Egito as acácias eram árvores sagradas e tinham um nome hieroglífico de “shen”. Para a
fraternidade Rosa Cruz, a acácia foi a madeira usada na confecção da cruz em que Jesus foi
executado.
Segundo tabernáculo hebraico, eram feitos de madeira de acácia, a
Arca da Aliança (Êxodo, 25-10), a mesa dos pães propiciais (Êxodo,
25-23) e o altar dos holocaustos (Êxodo, 27-1).
É planta símbolo por excelência da maçonaria, representando
segurança, clareza, inocência e pureza, para uma nova vida e
ressurreição para uma vida futura. Os povos antigos tiveram respeito
extremado pela acácia, chegando a ser considerada um símbolo solar
porque suas folhas se abrem com a luz do sol do amanhecer e fecham-
se ao ocaso. Entre os árabes, na antiga Numídia, seu nome era houza e
acredita-se ser a origem de nossa palavra maçônica “huzze”
Na Bíblia, algumas afirmativas “Farás o altar de madeira de acácia; farão uma arca de
madeira de acácia; farás uma mesa de madeira de cetim.” A Bíblia é rica de alusões do uso da
madeira de acácia, dando para ela usos sagrados. Moisés, a pedido do Senhor, ordenou seu povo
enquanto descansava no deserto ao pé do Sinai, que usassem a acácia na fabricação do
tabernáculo e dos móveis nele usados, a Arca da Aliança, mesa dos pães da proposição, os
adornos e outros.
Do maçom, que conhece a Acácia é esperada uma conduta pura e sem máculas. Estima-se
que em 1937 a acácia nasce em nosso simbolismo, sendo a consciência da vida eterna. O galho
verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o maçom deve ter pela verdade e a
justiça, no meio dos homens corruptos que se traem uns aos outros.
Aos amigos que me distinguem com a leitura dos artigos publicados no Diário da Manhã, aos
sábados, muito agradeço e os convido para terem a mesma emoção que tenho, quando acesso
meu computador e na voz de Luiz Gonzaga, o meu coração é tocado com a música “Acácia
Amarela”.
Obrigado Irmão Lua. Você fez a alegria na terra. Que Deus o tenha para sempre.
(Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão-
Mestre do Grande Oriente do Estado de Goiás
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#89

A Conduta do Maçom

A Conduta do Maçom
Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?
1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando
a satisfação em participar daquela reunião.
2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos
aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado.
3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário
previsto.
4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.
5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar
participando e não podem.
Lembre-se: MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-
QUERER- OUSAR-CALAR)
Voce pretende ir à Loja hoje?
1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais
altruísticos.
2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito
para as grandes realizações.
3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu
propósito. Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo.
4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se.
5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que
todos possam absorver algo de importante e util que você tenha a proferir.
Entendendo meus irmãos.
1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem.
2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o
discernimento é diferente de pessoa para pessoa.
3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pensa
como eu é negar a sua própria liberdade. Caso deseje fazer proposta, primeiro converse com o
secretário da Loja e verificar se o assunto é pertinente ao momento da Sessão.
4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais
inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir.
5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante
primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.
Dia de reunião! Voce já sabe o que tem a fazer?
1º - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes!
2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual, não devo negligenciar meu cargo ou minha função
em Loja.
3º - Se o irmão cometer alguma falha, corrija: se possível, com discrição, sem fazer disso
motivo de chacota e gozação.
4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o
ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos.
5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa
vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.
Como devo me apresentar em loja?
1º - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e
contribuir para a evolução dos demais.
2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: Despido de toda
maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo
com todas as regras existentes.
3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará
diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois!
4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquêle que é infiel no pequeno será
igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio!
5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar
construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos
causa constrangimento.
Elegância.
1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu
comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.
2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do
que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos
manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem
câmeras de televisão.
4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia
fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda
à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende.
5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não
irão desfruta-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura. É A
ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO. ..
O Iniciado
1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos
para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção.
2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes
submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontraste,
tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro
caminho senão o da busca do conhecimento e da verdade.
3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo
agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero
culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.
4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade,
calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.
5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas
gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e
científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.
Livre e de bons costumes.
1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e
de bons costumes".
2º - Existindo os servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o
candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre", visto que, como servo ou
escravo, ele não era dono de si mesmo.
3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e
perfeito.
4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais
possibilidades de desenvolver- se a fim de tornar-se um ser perfeito.
5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que
embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.
O que não devo esquecer.
1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta.
2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma
consciente todos aqueles que estão a minha volta.
3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma
apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie.
4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como Maçom
que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.
5º - Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua
capacidade, suas obras e seus méritos.
O tronco de beneficência.
1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos
Pobres, da Viúva, etc.
2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo a
hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo.
3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo
maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham,
dando afinal muito mais que os simples valores materiais.
4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve
estar sempre em nossa mente.
5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso
carinho e votos de prosperidade.
Simples, não ? por quê alguns complicam tanto a nossa Sublime Instituição ? caso algum Ir.'.
tenha a resposta, envie por e-mail !
TFA
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REGULARIZAÇÃO DA LOJA JOÃO RAMALHO Nº 4404 AO OR.'. SÃO


VICENTE - SP

REGULARIZAÇÃO DA LOJA JOÃO RAMALHO Nº 4404 AO OR.'. SÃO VICENTE - SP


Meus IIr.'. na noite de 04 de novembro de 2015, desembarcaram na Rodoviária do Oriente de
São Vicente/SP, o Soberano Grande Primaz NEI INOCENCIO DOS SANTOS 33º e comitiva,
constituída pelo Ser.'. Ir.'. CESAR ROBERTO DANIEL DOURADO 33º, Gr.'. Ch.'. Gab.'. do
Primaz; e do Em.'. Ir.'. JOSÉ DA ROCHA LEMOS 33º, Delegado Litúrgico da 1ª DLRB/RJ,
para participarem da SESSÃO MAGNA DE REGULARIZAÇÃO DA LOJA JOÃO
RAMALHO, presidida pelo Ven.'. Mestre interino, Il.'. Ir.'. ADLER FRIOZI. O Gr.'. Primaz e
Comitiva foram gentilmente recepcionados pelo Ir.'. JOSÉ AUGUSTO DE SOUZA, que os
transladou para o local da realização do magno evento.
Estandarte da A.'. R.'. L.'. S.'. JOÃO RAMALHO Nº 4404
À partir da direita o Sob.'. Ir.'. Nei Inocencio dos Santos 33º com sua comitiva, o Ser.'. Ir.'.
Cesar Dourado 33º e o Em.'. Ir.'. José Lemos 33º
A efeméride ocorreu nas instalações da A.'. R.'. L.'. S.'. BENTO GONÇALVES Nº 3626, ao
Oriente de São Vicente, precisamente no interior do Templo maçônico "Rubem dos Santos
Craveiro", que estava decorado de acordo com o preceituado no Ritual de Ap.'. M.'. do Rito
Brasileiro.
Autoridades presentes à Magna Sessão:Il.'. Ir.'. Adriano Neves Lopes, MI da Loja Bento
Gonçalves Nº 3626; Ven.'. Ir.'. Ronaldo Jorge de Assumpção Leite, Dep.'. Est,', da PAEL-GOSP;
Il.'. Ir.'. Ricardo Vianna Lander, MI da Loja Cavaleiros de São Vicente Nº 3539; Ven.'. Ir.'.
David Gregores Cruces Filho, Dep.'. Est.'. PAEL - GOSP; Il.'. Ir.'. Adel Ali Mahmoud, Juiz do
Trib.'. Eleit.'. Maç.'. GOSP; Ir.'. Luiz dos Santos, Membro do Il.'. Cons.'. Est.'. da Ordem; Em
Ir.'. José da Rocha Lemos 33º, Delegado liturgico do Rito Brasileiro para 1ª DLRB/RJ; Il.'. Ir.'.
Marconiedson Cedro, MI da Loja Principe do Líbano Nº 2591; Ven.'. Ir.'. Carlos Alberto de
Almeida Autorino, Coord.'. Reg.'. da 3ª Macroregião da 8ª Regional do Gosp; Sob.'. Ir.'. Nei
Inocencio dos Santos 33º, Gr.'. Primaz do Rito Brasileiro; Ser.'. Ir.'. Cesar Roberto Daniel
Dourado, Gr.'. Ch.'. Gab.'. Primaz; Pod.'. Ir.'. Claudio Luiz Batista Garcia, Ass.'. do Grão
Mestrado GOSP; Pod.'. Ir.'. João José Viana, Ass.'. do Grão Mestrado do GOB; Il.'. Ir.'. Antônio
Mendes de Souza , MI da Loja Fraternidade de Santos Nº 132; o Il.'. Ir.'. Levi Prates dos Santos,
MI da Loja Cavaleiros Escoceses Nº 3976, e o Pod.'. Ir.'. Junior Craveiro, Sec.'. Est.'. Inf.'. do
GOSP.
Prestigiaram a Magna Cerimônia Pod.'. JOÃO JOSÉ VIANNA, Ass.'. do Gr.'. M.'. Geral do
GOB; Pod.'. Ir.'. JUNIOR CRAVEIRO, Sec.'. Est.'. de Informática do GOSP; Ven.'. Ir.'.
CLAUDIO LUIZ BATISTA GARCIA, Ass.'. Gr.'. M.'. GOSP; LUIZ DOS SANTOS, Membro
do Il.'. Cons.'. Est.'. do GOSP; os VVen.'. IIr.'. DAVID GREGORES CRUCES FILHO e
RONALDO JORGE ASSUMPÇÃO LEITE, DDep.'. EEst.'. PAEL/GOSP; o Il.'. Ir.'. ADEL ALI
MAHMOUD, Juiz do Tribunal Eleitoral Maçônico-GOSP; o Il.'. Ir.'. ASCLEPÍADES JESUS
LEMOS, o primeiro iniciado no Rito Brasileiro no Estado de São Paulo, em 1970, na Loja
AMÉRICA Nº 0189, após ela adotar este Rito, em 1969.
O Sob.'. Ir.' Nei Inocencio dos santos 33º ao lado do Il.'. Ir.'. Asclepíades Jesus Lemos
O Sob.'. Ir.'. Nei Inocencio dos Santos 33º com o Resp.'. Ir.'. Wilson Nascimento
Presentes Irmãos que praticam o REAA, o Rito Escocês Retificado, Rito Adonhiramita e o Rito
Brasileiro, de Lojas oriundas dos OOr.'. de São Vicente e de Santos. Destacamos a presença do
Resp.'. Ir.'. WILSON NASCIMENTO, fotógrafo oficial do GOSP, que fez a cobertura
fotográfica, promovendo o registro histórico do evento, não só para o GOSP, mas, também, para
a Loja e, em especial, para a Maçonaria ao Oriente de São Vicente, sendo esta Loja a primeira a
ser fundada neste Oriente, trabalhando no sistema do Rito Brasileiro de Maçons Antigos, Livres
e Aceitos. A multiplicidade de Ritos promove a riqueza cultural da Maçonaria, e, a qualidade
que une todos eles é a FRATERNIDADE entre os Irmãos.
O Presidente e Membros da Comissão Regularizadora: Á partir da esquerda, os IIr.'.
Comissários Adriano Neves Lopes (Chanc.'.), Ricardo Viana lander (Secr.'.), Adel Ali
Mahmoud (Orad.'.), Luiz dos Santos (2º Vig.'.), Carlos Alberto de Almeida Autorino (Pres.'.),
Marconiedson Cedro (1º Vig.'.), Claudio Luiz Batista Garcia (Tes.'.), Fernando Antonio Mendes
de Souza (M.'. CCer.'.) e Levi Prates dos Santos (Cobr.'. Int.'.)
fac símile do Ato do Grão Mestre do GOSP que nomeou a Comissão Reguladora
O Em.'. Ir.'. BENEDITO MARQUES BALLOUK FILHO, Grão Mestre do GOSP, nomeou
através do Ato Nº 121- 2015/2019, de 19 de outubro de 2015, a Comissão de Regularização da
ARLS JOÃO RAMALHO Nº 4404, presidida pelo Il.'. Ir.'. CARLOS ALBERTO DE
ALMEIDA AUTORINO (Ir.'. CACA), tendo como membros os IIl.'. IIr.'. que exerceram os
seguintes cargos:
1º Vig.'. - MARCONIEDSON CEDRO
2º Vig.'. - LUIZ DOS SANTOS
Orad.'. - ADEL ALI MAHMOUD
Sec.'. - RICARDO VIANNA LANDER
Tes.'. - CLAUDIO LUIZ BATISTA GARCIA
Chanc.'. - ADRIANO NEVES LOPES
M.'. CCer.'. - FERNANDO ANTONIO MENDES DE SOUZA (E) e o Cob.'. Int.'. - LEVI
PRATES DOS SANTOS (D)
A Comissão foi recebida pelo Ven.'. M.'. Interino.'. acompanhado dos VVig.'. à entrada do
Templo, que passaram seus Malhetes ao Pres.'. e VVig.'. da Comissão, e ingressaram ao interior
do Templo, sob a Abóbada de Aco. No Altar do Ven.'. M.'. o Pres.'. assume a direção dos
trabalhos, passando o Ven.'. M.'. interino ADLER FRIOZI sentar-se à esquerda do Presidente.
À partir da esquerda o Sob.'. Ir.'. Nei Inocencio dos Santos 33º, Gr.'. Primaz.'.; o Il.'. Ir.'.
Adler Friosi, Ven.'. Mestre Interino da Loja; o Pod.'. Ir.'. Carlos Alberto de Almeida Autorino,
Pres.'. da Com.'. Reg.'.; o Pod.'. Ir.'. Junior Craveiro, Pod.'. Sec.'. Est.'. do GOSP; e o Pod.'. Ir.'.
João José Viana, Ass.'. Esp.'. do G.'. M.'. G.'. GOB
Após todos os integrantes da Comissão terem assumido os seus respectivos cargos, o seu
Presidente, deu entrada aos visitantes e, em seguida, às autoridades maçônicas presentes, que
tomaram assento no Or.'.. O Soberano Gr.'. Primaz NEI INOCENCIO DOS SANTOS 33º foi
convidado a tomar assento à direita do Pres.'. da Comissão Regularizadora, bem como os PPod
IIr.'. JUNIOR CRAVEIRO e JOÃO JOSÉ VIANA, a sua esquerda, ao lado do Ven.'. M.'.
interino.
O Pod.'. Ir.'. Pres da Sessão abrindo os trabalhos da Com.'. Regularização
Os IIr.'. MM.'. II.'. das Lojas aos Or.'. Santos e São Vicente
O Ato do Grão Mestre Geral do GOB que deferiu o pedido de fundação da Loja e a
expedição da Carta Constitutiva
A Carta Constitutiva da Loja João Ramalho nº 4404
Aberto os trabalhos de Regularização pelo Presidente da Comissão, ele solicitou ao Il.'. Ir.'.
Sec.'. da Comissão para proceder a leitura do Ato 21.761, datado de 22 de setembro de 2015,
E.'. V.'. de autoria do Gr.'. M.'. Geral do GOB, que deferiu o pedido de Fundação da Loja e a
Carta Constitutiva, bem como, da Carta Constitutiva.
Da CERTIDÃO DE FUNDAÇÃO DA LOJA, extraímos as seguintes informações: a
primeira é que data de fundação da Loja ocorreu no dia 22 de julho de 2015, ao Oriente de São
Vicente (SP), e que a sua carta Constitutiva foi expedida em 22 de setembro do mesmo ano,
através do Ato Nº 21.761 .
São formalmente considerados fundadores da Loja, os seguintes IIr.'.: ADLER FRIOZI,
MI;ALEX TORRES DA SILVA, MM; ANDRÉ HUMBERTO DURANTE, MI; CARLOS
EDUARDO CAMARGO GOES, MM; CARLOS EDUARDO LEITE, MM; CLAYTON
GERBER MANGINI, MM; DOUGLAS RODRIGO PEREIRA DE CAMARGO, MM;
FABRICIO AMADO CUNHA, MM;HERMES CANÇIO DOS SANTOS, MM; JOSÉ
AUGUSTO DE SOUZA, MM; JOSÉ ROBERTO BARBOSA, MM; LEVI PRATES DOS
SANTOS, MI; LIVIO RICARDO DA SILVA SOUZA, MM;LUIS CARLOS DA SILVA, MM;
LUIZ DEMETRIUS DURANTE, MI; MARCELO ALEXANDRE CANÇIO DOS SANTOS,
MM; MILTON CARVALHO LOPEZ, MM; OSMAR RARTE JUNIOR, MI; PAULO
ROGÉRIO POMPEU PAES, MI; RICARDO RODRIGUES LEITE, MM; ROGÉRIO
GONÇALVES JUGO, MM; ROGÉRIO PEDROSO, MI; WAGNER DA CUNHA SILVA, MI;
eWILLIAM PAIXÃO PEREZ, MM.
Em seguida, o Pres.'. da Comissão Regularizadora deu posse primeiramente ao Ven.'. M.'.
interino da Loja, depois, aos VVig.'. e, em seguida, ao Orador e aos demais membros da Loja,
que também assinaram a fórmula do Compromisso.
Prosseguindo os trabalhos, o Pres.' da Comissão juntamente com os Vigilantes Comissários
procederam a Regularização da AUGUSTA E RESPEITÁVEL LOJA SIMBÓLICA JOÃO
RAMALHO Nº 4404, que eles inauguraram, regularizaram e filiaram para sempre, ao Oriente
de São Vicente.
Em seguida todos os presentes foram convidados a aplaudirem, nas CCol.'. e no Or.'., a
Regularização da Loja.
Antes dos trabalhos terem sido encerrados, o Pres.'. da Comissão Regularizadora juntamente
com o os IIr.'. Comissários transmitiram a P.'. Sem.'. ao IIr.'. da Loja Regularizada.
O Venerável Mestre Interino assumindo a direção da Loja Regularizada
Após a aprovação do Balaustre lido. O Pres.'. da Com.'. Reg.'. encerrou os trabalhos e convidou
ao Ven.'. M.'. interino a ocupar o seu lugar em Loja, bem como aos demais membros da
administração provisória da Loja assumirem seus cargos, substituindo os IIr.'. Comissários. A
Administração Provisória da Loja além do Ven.'. M.'. interino já nominado, foi composta pelas
seguintes DDig.'. e OOf.'.:
1º Vigilante - WILLIAM PAIXÃO PERES
2º Vigilante - JOSÉ AUGUSTO SOUZA
Orador - LÍVIO RICARDO DA SILVA SOUZA
Secretário - CARLOS EDUARDO LEITE
Tesoureiro - FABRÍCIO AMADO CUNHA
Chanceler - CARLOS DUARDO CAMARGO GOES
M.'. CCer.'. - RICARDO RODRIGUES LEITE
Cob.'. Int.'. - SÉRGIO ROBERTO RODRIGUES
Após todos os cargos preenchidos o Ven.'. M.'. interino abriu os trabalhos da A.'. R.'. L.'. S.'.
JOÃO RAMALHO Nº 4404, no Gr.'. Ap.'. M.'..
Ato contínuo o Ven.'. M.'. transmitiu o seu pleito de reconhecimento por ter o Gr.'. M.'. do
GOSP e o Il.'. Conselho terem deferido a petição de regularização e filiação, e agradeceu à
Comissão Regularizadora pelo trabalho que prestou, ao proceder a Regularização da Loja e,
finalizou, solicitando a todos os presentes para aplaudirem aos IIr.'. Comissários da Com.'.
Reg.'., bem como deu Vivas aos PPod.'. IIr.'. da Com.'. Reg.'., ao Il.'. Cons.'. Federal, ao Sob.'.
Grão Mestre Geral e ao Gr.'. Or.'. do Brasil.
Prosseguindo o Ir.'. Orador proferiu suas palavras acerca do Ato.
Pronunciamento do Ir.'. Orador
Findo o pronunciamento do Ir.'. Orador, o Venerável Mestre procedeu algumas homenagens.
O Sob.'. Ir.'. recebendo sua recordação das mãos do Ir.'. William Peres
O Ven.'. Mestre Ir.'. Adler Friozi, o Sob.'. Ir.'. Nei Inocencio 33º com o relógio ganho, e o Il.'.
Ir.'. William Peres
inicialmente ao Sob.'. Ir.'. NEI INOCENCIO DOS SANTOS 33, que foi entregue pelo Il.'.
Ir.'.WILLIAM PAIXÃO PERES.
O Pod.'. Ir.'. Carlos Alberto Autorino adminrando o relógio personalizado da Loja João
Ramalho qeu recebeu das mãos do Ven.'. Mestre Adler Friozi
Depois, o Venerável Mestre entregou pessoalmente um presente ao Pod.'. Ir.'. CARLOS
ALBERTO DE ALMEIDA AUTORINO, agradecendo pelos trabalhos de regularização.
Prosseguindo o Il.'. Ir.'. JOSÉ AUGUSTO DE SOUZA fez a entrega de uma lembrança da
Loja para materializar egradecer a presença do Ser.'. Ir.'. CESAR DOURADO 33º quando da
Regularização da Loja.
O Ir.'. Jose Lemos 33º e o Ir.'. Luis Demétrius Durante, de quem recebeu a sua recordação da
Regularização da Loja João Ramalho
O mesmo aconteceu com o Em.'. Ir.'. JOSÉ DA ROCHA LEMOS 33º, que recebeu a sua
recordação das mãos do Il.'. Ir.'. LUIS DEMETRIUS DURANTE, 1º Diácono.
Os IIr.'. Claudio Luiz Batista Garcia e Fernando Antonio Mendes de Souza com a sua
respectiva recordação da Loja
O Ilustre Ir.'. Ricardo Vianna Lander também agraciado
Os Membros da Comissão de Regularização também foram agraciados com sua recordação.
fac simile do Diploma ofertado aos IIr.'. Fundadores da Loja
Em seguida cada Irmão Fundador da Loja foi brindado com um Diploma Alusivo.
Encerrada as homenagens, o Venerável Mestre concedeu a Palavra acerca do Ato, quando
inúmeros IIr.'. se manifestaram , em síntese, parabenizando os trabalhos da Comissão
Regularizadora, a ousadia do empreendimento, a determinação dos IIr.'. Fundadores de criarem
uma Loja do Rito Brasileiro ao Oriente de São Vicente/SP - a primeira.
O Gr.'. Primaz NEI INOCENCIO DOS SANTOS 33º, ao se pronunciar parabenizou a
determinação dos IIr.'. em fundarem uma Loja do Rito Brasileiro ao Or.'. de São Vicente, a
persistência e determinação do Ir.'. Venerável Mestre, que o conheceu quando da realização da
Convenção do Rito Brasileiro ao Or.'. de Florianópolis; explicou àqueles que não conhecem o
Rito algumas das suas particularidades,apresentou a sua Comitiva e reiterou o agradecimento
pela homenagem recebida.
Falaram ainda os PPod.'. IIr.'. CARLOS ALBERTO, Presidente da Comissão de
Regularização, e JOÃO JOSÉ VIANA, Ass.'. do Gr.'. M.'. Geral.
Finalizando o Il.'. Ir.'. ADLER FRIOZI, Venerável interino da Loja, iniciou a sua fala
dizendo que "...a caminhada foi muito difícil para se chegar até aqui", mas alerta que "...é a
partir de agora que começa o verdadeiro trabalho". Afirmou ainda que "... é um orgulho muito
grande ao ver uma criança crescendo. Falou que o lugar na Loja que ele hoje ocupa pertence ao
Ir.'. WILLIAM, e que ele apenas está "segurando" o lugar para o mais breve possível este Irmão
ocupá-lo. Finalizou agradecendo o comparecimento de todos e deu parabéns à Loja.
O Sob.'. Ir.'. Nei Inocencio dos Santos 33º junto aos IIr.'. Fundadores da Loja
Após a sua fala o Venerável Mestre deu saída ás autoridades e visitantes presentes e encerrou
ritualisticamente a magna sessão.
Todos os presentes foram se confraternizar na área de lazer da Loja onde ocorreu o ágape.
O Il.'. Ir.'. JOSÉ AUGUSTO DE SOUZA ao final do evento gentilmente levou mais uma o
Gr.'. Primaz e sua Comitiva para a Rodoviária de Santos, quando embarcaram na mesma noite
com destino ao Rio de Janeiro.
Parabéns e muito sucesso á A.'. R.'. L.'. S.'. JOÃO RAMALHO Nº 4404!
Fonte http://www.ritobrasileirogob.com.br/portal/
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MAÇONARIA OPERATIVA E ESPECULATIVA: UMA ABORDAGEM


HISTÓRICA

MAÇONARIA OPERATIVA E ESPECULATIVA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA


Por Ir\ Arnaldo M.A. Gonçalves (*)
Christopher Wren
1. Introdução
A Ordem dos Franco-Maçons tem as suas raízes
mergulhadas no tempo. Uns atribuem as suas origens às
corporações de construtores da Idade Média e às guildas de
artífices. Outros intentam encontrar os seus antecedentes aos
mistérios do Egipto (de Osíris e Ísis), ao Colégio dos Magos
do Fogo (Caldeia), às comunidades essénias (Palestina), aos
Colegia Fabrorum (Roma), aos Cavaleiros Templários ou aos
Rosa-Cruzes.
O que parece hoje claro é que num dado ponto do processo
histórico, a maçonaria operativa associada às grandes
construções da Antiguidade (catedrais, igrejas paroquiais ou
castelos) perdeu o seu carácter “manual” associado à edificação e abriu-se a outros detentores
de “segredos”. Obreiros que não vinham dos mesteres e das guildas, mas de classes sociais
elevadas como a aristocracia, os homens da Ciência, os clérigos, a aristocracia fundiária e os
intelectuais. Porque é que essa evolução ocorreu e em que contexto teve lugar é uma questão em
aberto sobre que não existem muitas respostas.
Na origem etimológica a palavra “maçom” vem do germânico “mattjon” que deu lugar a
“metze” no alemão antigo e a “makyon” na língua franca para se transformar em “machun” no
francês antigo. Designava o “cortador”, o talhador da pedra, no alemão “steinmazer”
(trabalhador dos canteiros). No castelhano, a palavra afim é “mazonero” referindo-se ao que
fazia a massa ou argamassa para juntar as pedras de uma construção embora a noção mais
próxima do vocábulo alemão “metze” seja “canteiro”. O prefixo “franco” aposto a maçom
parece ter-se vulgarizado no século XIV em Inglaterra para designar os trabalhadores da pedra
que se dedicavam a uma construção mais exigente e qualificada. Para alguns autores, o
vocábulo “free-mason” indica o trabalhador livre ou franqueado que não se encontrava
vinculado a regulamentos municipais ou reais vinculativos e que podia circular entre os locais
de construção. Para outros autores o vocábulo significa o que trabalha a “free-stone” um tipo de
pedra calcária que era facilmente talhável ou de fácil cinzelização. O que se entendia por
oposição aos “rough-mason”. que trabalhavam a pedra bruta (Hurtado 2006, 32-34).
Do termo “masson” vem a ideia originária da maçonaria operativa como a corporação dos
que realizavam grandes construções com um certo propósito espiritual ligado à exaltação da
divindade e que o faziam segundo arquétipos e planos teóricos ligados à tecnologia da
construção, à resistência dos materiais de construção e à geometria aplicada. Nas palavras de
René Guénon, a palavra “operativo” deve ser tomada não como idêntico a prático mas no
sentido do “acabamento do ser que é a realização iniciática, com todo o conjunto de meios de
diversa ordem que podem ser empregues com vista a essa finalidade”(Guénon 1953, 195).
Por simplificação, podemos identificar três escolas de pensamento quanto às origens da
maçonaria especulativa. Uma explicação tradicional liga-a à transformação ocorrida na
maçonaria inglesa em 24 de Junho de 1717 com a fusão de quatro Lojas Maçónicas para a
constituição da Grande Loja de Londres (Stevenson 1990; Ridley 2002, 29). Uma outra
explicação transcendental associa-a aos mistérios da antiguidade vendo a Maçonaria
testamentária dos grandes mistérios arcanos e emancipando-se gradualmente da sua carga
operativa (Wirth 1999; Guénon 1953; Lepage 1990, Palou 1964). Uma terceira explicação liga-
a à sorte da Ordem dos Templários, à sua disseminação pela Europa continental e pela Escócia
na sequência da execução do Grão-Mestre Jacques de Molay e da perseguição dos seus
companheiros, vendo na maçonaria escocesa a linhagem mais autêntica dos descendentes de
Jesus, o gnóstico, a chamada ‘the Royal Blood line’ Baigent & Leigh 2006; Knight & Lomas
1997; Knight & Lomas 1998).
Seja qual for a explicação que se priorize é impossível considerar a maçonaria como um
edifício monolítico. Desde tempos idos ela passou por várias transformações que se ligam à
própria história da Europa, à emergência das grandes nações europeias (e dos impérios), à perda
da autoridade da Igreja (e do Papa) nos assuntos políticos e à emergência do protestantismo
como a outra extrema do mundo cristão.
Talvez seja mais correcto falar-se em “maçonarias” para qualificar os desenvolvimentos que
ocorreram em vários países em circunstâncias mais ou menos fiéis ao modelo original (Jacques
1975). Parece identificar-se nessa evolução um modelo insular (ou britânico) ligado à afirmação
política da nobreza fundiária e dignatária em contraponto ao poder absoluto do Rei e um
modelo continental representado pelas associações fraternais de assistência, de que a
compagnonnage francesa é um bom exemplo.
2. A Maçonaria: Ordem dos Construtores.
Ao longo dos tempos, a maçonaria assume-se como uma ordem iniciática construída à volta
da iniciação como processo de apreensão individual do segredo. Ser iniciado significava entrar
numa organização que se destinava ao estudo dos mistérios da vida e da Criação e propunha aos
que a abordam pistas de progresso espiritual.
Se tomarmos em consideração a arquitectura real das antigas civilizações verificamos que os
arquitectos e os maçons desempenharam um papel relevante e que as associações iniciáticas
ocupavam um papel central no sistema do poder institucional. No Egipto, a instância cimeira do
sistema social era ocupada pelo Faraó enquanto Mestre da Obra, pelos seus conselheiros mais
próximos e pelos chefes das principais corporações de artífices. Por isso, a iniciação constituía
um evento fundamental porque era o ritual de passagem para o iniciado se integrar no corpo
social .
Os Collegia romanos correspondiam a guildas que controlavam os vários ramos do comércio.
Vários imperadores romanos tentaram suprimi-los mas os seus éditos revelaram-se ineficazes
porque os membros conseguiram sempre provar a sua ancestralidade e natureza religiosa.
Vários destes collegia tornaram-se grupos de solidariedade, religiosos ou funerários e detinham
privilégios e isenções pelo prestígio do trabalho que realizavam. As suas organizações eram
idênticas às lojas maçónicas, dispondo de constituições internas.
As reuniões dos Collegia eram dirigidas por um magister e dois vigilantes (decuriones),
dispondo também de um secretário, um tesoureiro e um capelão (sacerdos) Os collegia eram
abertos a laicos designados por padroeiros ou especulativos. As lojas dispunham de três graus
(aprendizes, companheiros e mestres) bem como de rituais de iniciação que dramatizavam a
morte e a ressurreição, usando abundantemente os símbolos maçónicos (esquadro, compasso,
fio de prumo, nível e círculo). O Imperador Diocleciano, na sua perseguição ao cristianismo,
tentou suprimir os collegia (entretanto transformados em Colégio de Arquitectos) ordenando-
lhes que fizessem uma estátua de Esculápio, o Deus da medicina e da cura na mitologia greco-
romana, o que eles recusaram. Diocleciano terá mandado torturar quatro Mestres (Cláudio,
Nicostrato, Sinfronio e Castorio) e um Aprendiz até à morte. Os quatro seriam registados como
os Quatro Mestres Coroados, santos padroeiros dos maçons (Lomas 2006).
No cristianismo as associações iniciáticas multiplicaram-se. Para os construtores dos
edifícios correntes e religiosos a iniciação constituía o acesso a uma função socialmente
reconhecida. Na organização social medieval, cada ofício tinha a sua própria iniciação, algo que
permitia a cada “mester” receber uma influência espiritual que fazia do ofício não apenas o
prolongamento da habilidade manual mas a projecção do seu ser no sentido de uma realização
espiritual.
O ofício do construtor (maçom) tinha grande prestígio social nele se compreendendo os que
usavam a madeira, a pedra bruta grosseira ou a pedra trabalhada de forma requintada. A pedra
indicava uma solidificação no espaço e no tempo e as pedras talhadas ao ritmo dos construtores
encontravam o seu lugar próprio na edificação. Desta forma, construíam-se catedrais, igrejas e
monumentos. A pedra escolhida pela sua textura mineral para a construção era colocada pelos
“companheiros” iniciados sob a direção de um Mestre da Obra que concebia, no plano teórico, a
construção divinizada.
Discute-se qual a exata natureza, organização e estrutura dos artífices que desenvolviam o
ofício de construtores. Alguns autores admitem que estariam organizados em guildas idênticas
aos outros ofícios sendo objeto de regulação mais ou menos sofisticada. Outros autores
assinalam que laborariam quase exclusivamente por intermédio de pequenos mestres
individuais, volantes, viajando entre os vários locais de construção, à procura de trabalho e
consoante os picos.
Knoop e Jones argumentam que as guildas de maçons de carácter municipal eram muito
raras nos séculos XIV e XV e que isso se explica porque a maior parte do trabalho era feito fora
das cidades. Aí se localizavam as abadias, as catedrais, os castelos mandados edificar pelos
bispos, pelos reis e pelos grandes senhores feudais (Knoop & Jones 1932, 344-366).
A ser assim como Knoop e Jones argumentam, a “aprendizagem” não terá tido a relevância e
projeção que a historiografia (inclusive maçónica) lhe atribui. Na perspectiva destes autores, a
maior parte das edificações em pedra eram construídas por “empreiteiros” ou corporações em
sistema de administração direta, dificilmente havendo espaço para um sistema de “formação no
trabalho (Koop & Jones 1932, 351). Por outro lado embora alguns maçons se tornassem
independentes e ainda outros mestres de obra a grande maioria continuou como trabalhadores à
jorna até ao fim da vida. Finalmente o sistema era complicado pois na retribuição do mestre
tinha de ser incluída uma parte para o aprendiz, devendo o mestre providenciar-lhe ainda
comida, alojamento e vestuário. O que era uma situação pouco competitiva num sistema de
baixo salário ao dia que então prevalecia. O sistema de aprendizagem só se viria a consolidar
em Londres, já no século XV, daí espalhando-se para o resto da Inglaterra.
Por outro lado, as guildas formaram um sistema de organização social que floresceu apenas
num dado período de desenvolvimento industrial (em Inglaterra) destinando-se ao controlo da
atividade industrial desenvolvida por pequenos mestres e artífices independentes. As guildas
não terão tido o papel crucial que por vezes se figura nas grandes construções realizadas por
conta da Igreja, da Coroa ou dos senhores feudais. Estas construções foram realizadas por
maçons circunscritos ao sistema de ‘impressment’, uma prerrogativa real que permitia aos reis e
ao alto clero impor trabalho compulsivo aos maçons, vinculando-os a título permanente a um
determinado edifício por interesse da Coroa. Se foi assim, o argumento conhecido da ligação
das guildas de maçons operativos ‘livres’ às lojas de maçons especulativos do século XVIII
perde parte da sua credibilidade.
A Loja terá tido um papel importante na vida desses maçons. Era a casa de madeira onde os
operários trabalhavam ao abrigo das intempéries e que podia albergar um pequeno número de
obreiros. Segundo se pensa a Loja era relativamente pequena compreendendo o Mestre e os
seus assistentes mais diretos, sendo o local onde as refeições eram tomadas, os instrumentos de
trabalho guardados assim como os moldes que permitiam fazer (e replicar) os elementos mais
complexos de construção (Sherby 1964, 387-403). Os mestres alojavam-se em estalagens onde
viviam por períodos prolongados até que a construção ficasse de todo concluída. Imagina-se que
a Loja era aberta segundo um ritual não escrito que os maçons operativos deveriam saber de cor,
sendo os trabalhos eram precedidos de uma oração religiosa ao Criador, designado por um nome
sagrado (Colombier 1992, 43-4).
A loja permitia que mestres, vigilantes, contramestres e outras categorias de construtores se
reunissem, preparando os desenhos e modelos respeitantes aos vários elementos de construção,
para depois executá-los. Ao que se crê, todo o novo maçom, recebido em Loja, tinha de prestar
juramento de guardar segredo da informação que lhe era transmitida, depois da leitura das
constituições próprias de cada oficina (Palou 1964, 21-4). Os primeiros regulamentos de
organização do ofício remontam a meio do século XIV. Trata-se de um período de maior
segurança e desenvolvimento social e é crível que a Loja se tenha tornado o centro da vida dos
construtores e centro de formação dos que chegavam para começar o ofício (Quérel 2008).
Papel de destaque era ocupado, na organização medieval do trabalho, pelo Mestre Maçom
que não era ao contrário do que invoca um arquitecto conceptor das condições de execução do
trabalho. O Mestre Maçom operativo tinha uma responsabilidade mais alargada, sendo ao
mesmo tempo arquitecto da construção, oficial administrativo que geria os materiais, o
empreiteiro geral e o supervisor técnico da construção. A ‘arte da construção’ não era
transmitida por livros, plantas ou desenhos de perspectiva mas através do exemplo vivo dos
edifícios construídos. Os conhecimentos obtidos pelos jovens maçons eram passados
diretamente pelo Mestre enriquecidos pela experiência de sucessos e insucessos.
O Mestre maçom tinha que ficar associado, de forma estreita, à construção de modo a se
assegurar que as suas ideias eram susceptíveis de ser levadas à prática. Não se resumia a isso a
sua intervenção, pois quando o Office of Works (Repartição de Obras) foi criado por Henrique
III, em 1256, o Mestre-de-obras ficou encarregue de fazer os registos de materiais, a compra de
equipamentos e utensílios e a contratação da mão-de-obra necessária. Os regulamentos do ofício
de maçom de Londres de 1356 determinavam que o Mestre tinha a obrigação de estipular a
jorna diária dos maçons e dos seus assistentes. Segundo o Mason’s Ordinance da Catedral de
Iorque de 1370, um maçom que procurasse trabalho era sujeito a um período de experiência de
uma semana ou mais para comprovar a sua perícia. Se o trabalho fosse satisfatório era
contratado, por ajuste entre os supervisores e o Mestre da Obra (Sherby 1964, 396).
Os maçons reuniam-se em Loja e o Mestre da Loja exercia nesta a autoridade com que
dirigia os trabalhos do canteiro, chamando a assembleia à ordem com um golpe de martelo. A
Loja era o local de iniciação nos mistérios do ofício. Quando da recepção em Loja, o novo
maçom era obrigado a “vestir a loja”, isto é, a desembolsar uma dada quantia que segundo a
tradição era entregue à oficina . Mais tarde, os maçons operativos passaram a estar vinculados a
regulamentos que arrolavam regras de comportamento (Old Charges) que incluíam normas tão
diversas como saber estar à mesa ou como se dirigir ao Mestre, `a sua filha ou mulher, bem
como `as pessoas que os rodeavam. O manuscrito Regius (Poema de Deveres Morais datado de
1390) é o mais importante destas antigas ‘charges’, uma espécie de manual de conduta contendo
instruções para os mestres e directivas para os operários.
Um outro documento, o manuscrito Cooke, detalha a lenda de constituição da maçonaria em
Inglaterra atribuída ao rei Athelstan e a adopção do irmão do rei pela corporação dos pedreiros.
Esta adopção garantiu-lhes uma constituição real e estatutos conformadores da profissão (The
Matthew Cook Manuscript). De acordo com a Carta Real, os maçons passaram a ter o direito a
se reunirem em York e serem governados por um Grão-Mestre, o Príncipe Edwin (The Regius
Manuscript). Com a morte do príncipe a maçonaria entrou em declínio nos cinquenta anos a
seguir, mas seria revitalizada em 1041 pelo Rei Eduardo, o Confessor, que designou Leofric,
Conde de Coventry, como superintendente dos maçons.
À saída da Idade Média surge uma civilização nova que não tem no entanto as mesmas bases
e os mesmos objetivos da civilização cristã. Os fatores económicos e políticos tornam-se
essenciais e a religião ocupa um lugar decrescente nos assuntos do Estado. É no momento em
que se apaga a concepção sagrada da sociedade que surgem as sociedades secretas. Os
construtores já não são apreciados como uma classe social de importância determinante até
porque a nobreza considera o trabalho manual ‘vil e desonroso’. Hermetistas, alquimistas e
astrólogos são olhados com suspeição. Luís XIV, em França, expulsa os astrólogos da Academia
das Ciências. A liberdade de associação é coarctada; os governantes temem os pequenos grupos
que imaginam a orquestrar conspirações contra o poder real e que sob a forma de
“fraternidades” preparam o surgimento de partidos de oposição (Jacq 1975,14).
Entre os grupos sob suspeita estão as lojas dos construtores que abriram as portas a todos os
que não se reviam nas doutrinas sociais dominantes, no domínio da religião, das artes e das
ciências, reforçando-se por essa via os laços entre as minorias segregadas pela concentração do
poder real nas monarquias absolutas da Europa continental. A Maçonaria já não oferece uma
qualificação profissional direta (aos que a procuram) mas interioriza os antigos ideais de
iniciação em ritualismos que atraem as classes nobres e cultas. Contudo a mentalidade profana
que consolida a ascensão da burguesia mercantil toma conta da maçonaria. A maçonaria
politiza-se e o simbolismo e a espiritualidade pungente dos maçons medievais torna-se um
objecto de museu. Os rituais são adaptados aos gostos diletantes da época.
De certa forma, a constituição da Grande Loja de Londres em 1717 é o toque de finados da
antiga mensagem espiritual dos maçons operativos quando a maçonaria se institucionaliza e se
transforma em Ordem. A história tem sido contada inúmeras vezes: vários maçons pertencendo
a quatro lojas londrinas (Loja n.º 1 do Ganso Grelhado, n.º 2 da Coroa, n.º 3 da Taberna da
Macieira e n.º 4 da Taberna Caneca de Vinho) reuniram-se com irmãos mais antigos, na Taberna
da Macieira. Resolveram restaurar a comunicação trimestral entre os oficiais das Lojas, reunir-
se em assembleia nas festas anuais e escolher de entre eles um Grão-Mestre (Anderson 1723). A
identificação da maçonaria com os pubs tinha uma razão prática. Era o local onde as pessoas
comuns se reuniam e que funcionava ao mesmo tempo como local de refeições e como clube de
convívio.
As lojas reuniam no segundo andar dos pubs onde conduziam as suas cerimónias num ritual
abreviado entre a chegada dos pratos e os brindes ou onde jantavam depois da sessão; os
obreiros usavam luvas e espadas. O local de sessão não tinha mobiliário especial e os símbolos
eram desenhados num painel ou traçados a giz (ou a carvão) no chão para depois serem
apagados no final da sessão. O jantar tinha um papel central em todo o cerimonial, bem como a
música e as canções. As sessões tinham por objectivo essencial o convívio fraternal entre
obreiros (Zeldis, Pietre-Stone). A loja maçónica era um refúgio de paz e tranquilidade num
tempo de incerteza política em que a memória da guerra religiosa (entre protestantes e católicos
e entre protestantes “oficiais” e “dissidentes”) estava presente na memória de todos.
Quem eram os ‘dissenters’? Os ‘dissenters’ integravam um grupo de protestantes ingleses
que se separaram da Igreja Estabelecida (a Igreja Anglicana) durante os séculos XVI, XVII e
XVIII. Depois do restabelecimento da monarquia inglesa em 1660 e como o Acto de
Uniformidade de 1662 que exigia a ordenação dos clérigos protestantes muitos abandonaram a
Igreja Anglicana, recusando-se a usar o hábito e a interferência da Coroa em assuntos religiosos.
Parte significativa deles emigrou para as colónias britânicas no Novo Mundo dando origem aos
Estados Unidos da América.
As viagens marítimas e as invenções técnicas transformaram a economia medieval abrindo
novas perspectivas de progresso e humanismo que fizeram recuar o fanatismo e a intolerância
associadas à Idade Média. Um tempo novo surgia fértil para o crescimento da maçonaria
especulativa (Zeldis, idem).
Christopher Wren
Christopher Wren
Estes maçons especulativos decidiram constituir-se em Grande Loja, reunindo-se para o
efeito em assembleia na festividade de S. João Baptista, na Taberna do Ganso Grelhado, na
praça da Catedral de S. Paulo. Tendo como reza a tradição eleito “com mão levantada o nobre
Anthony Sayer como Grão-Mestre o qual foi imediatamente investido nos adornos do ofício
pelo mestre mais antigo e instalado, sendo felicitado pela assembleia que lhe rendeu
homenagem”. A subida do Rei Jorge I ao trono levou várias lojas a procurar um protector mais
activo, face à incapacidade física de Sir Christopher Wren ‘na expectativa
de terem à sua frente um Irmão nobre’ (Vibert 2010) . É importante
perceber que a criação da Grande Loja de Londres em 1717 não acontece
num vazio. Ela resulta da transformação da Grande Loja dos maçons
operativos que usufruía de grande protecção da monarquia inglesa.
A maçonaria tinha vivido um período de grande prosperidade em
Inglaterra sob a protecção do Rei Carlos II. Rei que havia sido iniciado na
Arte Real durante o seu exílio em França durante a república de Oliver
Cromwell. Tal período culminou, após o regresso do Rei a Inglaterra, com
a eleição em 1663 de Henry Jermyn, Conde de St. Albans, como Grão-Mestre, tendo
Christopher Wren e John Webb como seus Grandes Vigilantes. Em Junho de 1666, Thomas
Savage, Conde de Rivers, sucedeu a Jermyn como Grão-Mestre, tendo Christopher Wren como
seu Vice-Grão-Mestre. Christopher Wren era por profissão arquitecto e dirigiu a reconstrução da
cidade de Londres pasto de um grande incêndio nesse mesmo ano de 1666. O Grão-Mestre
Wren fez adoptar novos regulamentos de construção que impuseram que as futuras construções
citadinas fossem feitas em pedra e tijolo, em vez da tradicional madeira.
O Rei Carlos II e o Grão-Mestre Conde Rivers incumbiram Christopher Wren da
planificação urbanística, cujo plano de reordenamento não colheu contudo a aprovação da
Câmara de Comuns (do Parlamento) sendo a cidade reconstruída de acordo com a antiga traça.
Christopher Wren dirigiu a reconstrução da Catedral de S. Paulo, tendo a cerimónia (maçónica)
de lançamento da pedra fundamental tido a presença do Rei, do Grão-Mestre e seus adjuntos, da
nobreza londrina, do Mayor, dos bispos e do clero. A Fraternidade Maçónica participou na
construção de variadíssimas igrejas paroquiais e outros edifícios públicos.
Durante o reinado de Jaime II (irmão do Rei Carlos II) a maçonaria deixou de ter a
relevância que tinha tido até aí, morrendo o novo Grão-Mestre, o Conde de Arlington, antes do
rei ser coroado. Christopher Wren foi eleito Grão-Mestre mas as lojas passaram por um período
de funcionamento irregular circunscrito ao Sul de Inglaterra (Lomas 2006, 45-6).
A maçonaria operativa desapareceu no fim da Idade Média. As lojas que lhe sobreviveram
reduziam-se a um punhado. Enuncia-se muitas vezes a questão se há alguma ligação entre as
associações de companheiros e as lojas dos maçons especulativos. Os autores dividem-se
quanto a essa questão. Sabe-se que as associações de companheiros são assinaladas em França e
na Alemanha durante o século XIII e as suas práticas secretas têm pontos de similitude com as
dos maçons. René Guinon afirma por exemplo que a maçonaria e o companheirismo não
passam de uma e mesma organização de que saíram dois ramos, provavelmente durante a
Renascença.
Marius Lepage assinala que existe historicamente uma dupla corrente de influências: do
continente para a Inglaterra (durante a Idade Média) e a seguir da Inglaterra para o continente
(fim do século XVIII). Isso leva este autor francês a afirmar (o que discordarão seguramente os
historiadores ingleses) que a maçonaria inglesa é filha das organizações de companheiros
continentais, especialmente das alemães e francesas (Lepage 1990).
Será provavelmente mais prudente dizer-se que a maçonaria continental experimenta uma
evolução que tem a ver com os seus condicionamentos históricos, sociais e culturais colhendo
seguramente parte da inspiração nas associações corporativas dos companheiros construtores,
na sua disciplina de classe e hierarquização profissional. Regras que lhes permitiam funcionar
como um lóbi de pressão junto de empregadores, impondo que apenas os maçons que faziam
parte das associações fossem recrutados para as obras, fixando mínimos salariais e condições
estritas para a aceitação de membros que pouco tinham a ver com as condições fluidas que
apontámos quanto à maçonaria operativa inglesa. Na mesma linha de raciocínio não é curial
identificar-se a criação da maçonaria especulativa – continental – como uma invenção
puramente inglesa desenraizada das transformações sociais que acompanham o surgimento do
século das Luzes, o Iluminismo e a dessacralização da vida comunitária na Europa continental.
3. A Maçonaria Especulativa em Inglaterra e França
O nascimento da maçonaria especulativa, em resultado a criação da Grande Loja de Londres
(GLL), inicia um período de grande pujança na vida da Ordem com o surgimento de novas lojas
em Inglaterra, as quais atingiram o número de sessenta e quatro em 1725, cinquenta das quais
localizadas na cidade de Londres. No continente, surgirá uma loja em Paris em 1725 e outras
seis nos anos seguintes, as quais constituíram, em 1743, uma Grande Loja Provincial com a
designação de Grande Loja Inglesa de França (GLIF). Esta autonomizou-se, posteriormente,
com a designação de Grande Loja de França (Lepage 1990, 47 e 62). Esta expansão não foi
generalizada por todo o continente europeu: em 1707, a Dieta imperial (alemã) aprovou um
decreto suprimindo a autoridade da Grande Loja de Estrasburgo sobre os maçons alemães. Em
1731 e 1732 dois novos decretos declararam ilegais as confrarias dos construtores, sendo estas
forçadas à clandestinidade (Jacq 1975, 23).
Apesar da criação da Grande Loja de Londres (GLL), outras lojas inglesas não seguiram a
tendência geral de subordinação a esta Obediência e mantiveram-se autónomas, preservando as
antigas tradições rituais. Em 1751 estas lojas juntaram-se numa Grande Loja rival com a
designação “A Antiga e Honrosa Sociedade dos Maçons Livres e Aceites”. Escolheram como
sua côte d’armes quatro animais representados na visão bíblica de Ezequiel (o leão, o boi, o
homem e a águia). Estes maçons designavam-se como os ‘Antigos’ por guardarem as antigas
práticas rituais, contrapondo-se aos maçons da GLL que designavam dos ‘Modernos’. A criação
da Grande Loja dos Antigos de York recebeu apoio de outras Grandes Lojas.
UGLE
As duas obediências seriam unificadas, quase cem anos depois (1813), pela criação da
Grande Loja Unida de Inglaterra, sendo dela primeiro Grão-Mestre, o duque de Sussex, até à
sua morte em 1843 (MacNulty 1991, 70-1). Em 1782 iniciou-se o costume da Grande Loja
inglesa ser dirigida por um membro da família real com a eleição do Henrique Frederico, Duque
de Cumberland e irmão do Rei Jorge III, como Grão-Mestre. A ele se sucederia o Príncipe de
Gales em 1790.
A maçonaria estabeleceu-se em França entre 1718 e 1725, em Espanha em 1728, em Praga
em 1729, Nápoles em 1723 e na Suécia em 1735. Nas colónias americanas a maçonaria foi
reconhecida com a indicação do Grão-Mestre Provincial de Nova Iorque, Nova Jersey e
Pensilvânia pela Grande Loja de Inglaterra em 1730. A maçonaria terá chegado a Portugal entre
1735 e 1743. Existem indicações que uma loja inglesa identificada pela Inquisição sob o título
“Loja dos Mercadores Heréticos” estaria em actividade no nosso país em 1727. Esta loja seria
regularizada em 1735 pela Grande Loja de Inglaterra com o número 135, tendo uma segunda
loja sido criada em 1733, a qual adoptaria o nome de ‘Casa Real dos Pedreiros Livres da
Lusitânia’ (Gonçalves, Pietre-Stone).
A maçonaria francesa empreendeu o seu próprio caminho e em 1737 os franceses tomaram
conta da maçonaria nacional. O duque de Aumont passou a intitular-se ‘Mestre das Lojas’,
celebrando com um jantar aberto à aristocracia a sua ascensão a chefe da maçonaria francesa. A
nobreza acorria às lojas e a 24 de Junho de 1738, o Grão-Mestre da GLL designa o duque de
Autin (Governador de Orleães) como Grão-Mestre da maçonaria francesa. O duque de Autin
faria aprovar uma nova Constituição e a maçonaria deixou definitivamente as tabernas
acolhendo-se aos salões respeitáveis da aristocracia.
Criada em Inglaterra por pastores protestantes, a maçonaria retém do cristianismo um deísmo
muito amplo e o essencial da moral evangélica. Na França do Antigo Regime representa uma
novidade com sucesso imediato. Responde à necessidade de sociabilidade que desperta nas
relações entre as classes sociais, já que oferece aos que a procuram a filosofia das Luzes abrindo
as vias do ocultismo e do misticismo. O misticismo de Dom Pernetey e dos Iluminados de
Avinhão, o ocultismo de Martinès de Pasqualy ou de Saint Germain, as influências de homens
célebres como Cagliostro, Mesmer ou Casanova são o reflexo da vivência das lojas. Nesse
contexto, a ordem maçónica tem a honra de captar Voltaire e fazê-lo iniciar na Loja Três Irmãs
em Abril de 1778. Como diz Chevalier nas lojas francesas pratica-se muita filantropia e papel
determinante será conferido às lojas de adopção femininas (as Irmãs da Candura) lojas que
atraíam a alta nobreza (Chevalier 1975, 411).
As lojas inserem-se no que se tem designado por uma ‘maçonaria de sociedade’, uma
maçonaria impregnada do elemento aristocrático, associada à oferta de um divertimento
mundano, à animação dos ‘irmãos’ e das ‘irmãs’ num teatro de sociedade. Elas são palco de
uma sociabilidade maçónica marcada por bailes, concertos de amadores, jogos literários e por
cerimónias de recepção em que a encenação determina o êxito e a transmissão da essência do
grau (Beaurepaire 2005). A ‘maçonaria de sociedade’ é dirigida pela melhor aristocracia
francesa (pelos duques de Montmorency -Luxembourg e de Orléans), como na Alemanha o é
pelos Schlosslogen e os Hofglogen ou na Rússia pela família imperial. A ‘maçonaria de
sociedade’ funciona ao ritmo de abertura das lojas, convenientemente associada ao recrutamento
de certos ‘nomes’, ao envio de cartas-convite, à leitura de anúncios nas lojas irmãs, bem como
aos bailes e festas que marcam a entrada no teatro mundano. As lojas figuram nos guias de
viajem e é de bom tom visitá-las.
A maçonaria combina sociabilidade mundana e hospitalidade doméstica. Emancipa-se do
quadro dos Templos para se espalhar pelos apartamentos e hotéis particulares: um quadro de
loja portátil, cortinas, fauteuils e graus conferidos, por comunicação, asseguram a mobilidade na
cadeia de união (Baurepaire, idem).
É matéria polémica se a maçonaria inspirou os eventos políticos que conduziram à
Revolução Francesa de 1789. Os maçons eram numerosos entre aristocratas, quer dizer os
privilegiados. Não estariam particularmente animados do espírito democrático, pelo que será
abusivo dizer-se que a maçonaria quis intervir de forma deliberada no plano político. Como
veículo de ideias (novas) ela desempenhou um papel importante no período pré-revolucionário.
Os maçons estavam longe de partilharem as mesmas ideias e a Ordem não lhes impunha uma
doutrina precisa. Como recorda Chevalier os maçons eram de tal forma moderados que o terror
jacobino concluiu que ser maçom e cidadão constituía qualidades incompatíveis. Durante a
revolução, a maçonaria desapareceu tal como as Academias e a grande maioria dos maçons
encontrou na ‘igualdade’ do Terminador um sabor bem amargo. O turbilhão revolucionário teve
os seus efeitos nas lojas e a participação de clérigos acabou rapidamente o que teve
consequências na luta que oporia a Ordem à Igreja Católica em boa parte dos séculos XIX e XX
(Chevalier 1975, 323).
De forma irónica, a maçonaria especulativa ascende das cinzas da maçonaria das
corporações, marcada pelo abandono do espírito fundador da construção, pela reserva no acesso
a uma elite de construtores e pela perseguição dos verdadeiros construtores nalguns pontos da
Europa. Se se tiver em consideração o tipo de obreiros que preenchiam as lojas dos princípios
do século XVIII encontramos eclesiásticos, homens políticos, alta burguesia, teístas e ateístas,
cientistas e ocultistas . Na maçonaria tradicional (operativa) a lealdade na conduta unia os
obreiros à volta de um mesmo desígnio: construir o Templo à glória de Deus e traduzir a
experiência espiritual em símbolos. Na maçonaria especulativa essa ideia central ganha os
favores apenas de uma das correntes maçónicas. A maçonaria torna-se um local de prestígio a
que é importante pertencer-se para se progredir socialmente.
4. Os maçons aceites. Um consenso ético de sobreposição.
Os maçons mudam: deixam de ser uma espécie de congregação de maçons operativos que
aceitam todas as doutrinas da Santa Madre da Igreja e tornam-se uma organização de
cavalheiros educados e eruditos. Homens que privilegiam a tolerância religiosa e a fraternidade
entre indivíduos de diferentes religiões e argumentam que a simples crença numa divindade
substitui as controversas doutrinas teológicas. Na linguagem da época, os maçons operativos
foram substituídos pelos ‘maçons aceites’ ou ‘cavalheiros maçons’ ou ainda ‘maçons
especulativos’ (Knoop & Jones 1947).
Albert Mackey na sua Enciclopédia de Maçonaria alega que existe uma clara linha divisória
entre os ramos operativo e especulativo da maçonaria, embora se deva assumir que a variante
operativa é o ‘esqueleto sobre o qual foram aplicados os músculos, tendões e nervos do sistema
especulativo’ (MacKey 1999). Mackey define-a como a ‘aplicação científica e a consagração
religiosa das regras e princípios, linguagem, ferramentas e materiais da maçonaria operativa na
veneração de Deus, na purificação do coração, na interiorização dos dogmas da filosofia da
religião’. Trata-se de um sistema ético e como todos os sistemas éticos tem três sub-doutrinas,
morais, religiosas e filosóficas.
O primeiro subsistema moral define a maçonaria como uma ‘ciência da moralidade’,
fraternidade ou associação de homens unidos por um vínculo particular que inculca, como laivo
fundamental dos seus ensinamentos, um dever de gentileza e cordialidade. Há três grandes
deveres que o aprendiz está obrigado: para com Deus, o vizinho e si próprio. O dever para com
o vizinho é actuar segundo o esquadro e tratá-lo com gostaríamos que nos tratasse a nós
próprios. O segundo subsistema religioso não está preso a uma teologia particular mas
determina a crença em Deus e na imortalidade da alma, porque ‘conhecemos o espírito fraterno
e universal de Deus antes de podermos apreciar convenientemente a fraternidade dos homens’.
O terceiro e último subsistema filosófico procura transformar o neófito num maçon zeloso,
levando-o a conhecer e interpretar os símbolos (especial dimensão dos ensinamentos
maçónicos) e a relacioná-los com a procura da palavra perdida, a demanda da verdade divina, a
forma e maneira dessas descobertas, premiando os que preservam e têm fé. Mackey conclui que
enquanto a antiga maçonaria operativa foi o berço da especulativa e transmitia ensinamentos
nas suas Constituições sobre as doutrinas morais e religiosas não fazia qualquer referência às
doutrinas filosóficas (MacKey idem).
Não se conhece a razão de ser da transformação da Maçonaria operativa em especulativa.
Alec Mellor alega que para preencher os vazios e alimentar a tesouraria as lojas operativas
recorreram a um expediente clássico: abrir as lojas a interessados que se distinguiam na
arquitectura, a mecenas e sábios, que foram sendo admitidos sob o nome de ‘maçons
cavalheiros’, ou ‘maçons aceitos’, iniciados nos segredos do ofício e sujeitos aos antigos
juramentos (Mellor 1989, 13-4). O crescimento do elemento ‘aceite’ levou ao desaparecimento
dos profissionais dos ofícios, embora algumas lojas meramente operativas subsistissem em
Inglaterra e na Escócia. Mellor sugere que uma outra hipótese plausível da transformação da
maçonaria operativa em especulativa terá sido a acção da Royal Society, que a partir de 1667
passou a admitir nas fileiras homens eminentes de todas a religiões, inclusive os católicos mais
dogmáticos.
Désaguillers
O pastor Théophile Désaguillers (1638-1739), um dos fundadores
da maçonaria especulativa, foi membro da Royal Society como de
outras academias estrangeiras, inclusive a Academia de Ciências de
Paris. Désaguillers era membro da Loja Antiguidade n.º 2 (uma das
fundadoras da Grande Loja de Londres) tornando-se Grão-Mestre em
1719. O que daria a natureza especulativa à maçonaria foi a criação
da Grande Loja de Londres que Mellor considera ter sido um
expediente para ‘salvar uma maçonaria agonizante’ criando-se um
organismo federador, tendo à frente um Grão-Mestre, o primeiro
‘Anthony Sayer, cavalheiro’ (Mellor 1989, 16).
A maçonaria especulativa não é algo artificial e composto para
efeitos de manutenção dos antigos privilégios das guildas operativas. É uma extensão natural
das tentativas dos homens de descobrir as suas origens, de compreender o sentido da vida e
perceber qual o seu destino final. Embora a maçonaria, enquanto ordem formada por maçons
especulativos, date da segunda década do século XVIII ela não inventou os rituais. Os maçons
especulativos perceberam a importância dos rituais antigos que condensaram, codificaram e
simplificaram sob a forma usada nos cerimoniais especulativos (Falconer, The Square and the
Compasses). Os que criaram as primeiras lojas especulativas não viram o trabalho ritual como
um fim em si mesmo mas como uma base para um enriquecimento e debate filosófico. Os
cerimoniais cumpridos em Templo deveriam ser um veículo não cerceador, sendo subsidiários
da principal função de permitir a cada um comunicar os seus pensamentos em grupo. Os rituais
foram concebidos para permitir libertar os obreiros de assuntos profanos, que de outra forma
impediriam a libertação dos espíritos. A transmissão exacta do texto do ritual não tinha sentido,
a não ser que fosse comunicado de forma a captar a atenção da sua mente, despertar o interesse
e incitar a sua compreensão (Falconer, idem).
Constituindo uma base de trabalho, os rituais especulativos deviam permitir a discussão de
assuntos com relevância ou interesse, até porque diferentemente de outros animais os seres
humanos têm uma enorme curiosidade sobre as suas origens e o que os rodeia. Desde que a
história tem registos há 6000 anos, há indicações crescentes de mitos e explicações religiosas (e
outras) que procuram dar respostas para esse questionar objectivo que se integra nos propósitos
da maçonaria especulativa.
No fim do século XVIII, o ideal da maçonaria moderna traduzia-se em exaltar templos à
virtude e esmagar as paixões, combatendo os vícios. Estas intenções de aperfeiçoamento moral
completam-se com a vontade de bem-fazer, de assistência, que está reservada aos homens que
ocupam um lugar elevado na sociedade. Neste período, as minorias ocupam-se do ocultismo e
nesta arte secreta destacam-se nomes como os do filósofo Saint-Martin, do místico Willermoz
ou do controverso Cagliostro. Baralha-se espiritualidade e teosofia, simbolismo e adivinhação
(Jacq 1975, 255-260).
5. A Maçonaria Republicana no século XIX
A maçonaria do século XIX é antes de tudo política e social (pelo menos no continente
europeu), uma vez que a maioria dos maçons não se preocupam tanto com o esoterismo da
iniciação e a prática simbólica mas com o comprometimento político da Ordem. As várias
tendências e forças políticas da época confundem-se nas lojas. A maçonaria não se apoia nos
templos mas em palavras de ordem sonantes como <liberdade, igualdade e fraternidade>. A
Ordem maçónica não adopta uma orientação política específica já que ela favorece um quadro
de discussão mais ou menos amplo sobre os temas da actualidade. A maçonaria novecentista
toma contudo posições políticas claras e promove os valores democráticos e republicanos. O
‘livre-pensamento’ sob todas as formas torna-se o seu princípio cardinal. A maçonaria pequeno-
burguesa transforma-se num super-partido que luta contra a Igreja (e a sua doutrina) e encontra
o seu ponto de glória na criação da Sociedade das Nações.
Três exemplos podem avocar-se do significativo grupo de maçons políticos e intelectuais do
século XIX. Émile Justin Combes, presidente do conselho do seu departamento municipal,
senador, torna-se presidente do grupo da esquerda democrática em 1893. É iniciado na Loja Les
Amis Réunis de Barbezieux e filia-se em Pons na Loja Tolérance et Étoile de Saintonge. Entra
no governo de Léon Bourgeois como ministro da instrução pública, das artes e da cultura e
desdobra-se na defesa da república e do laicismo. Manda encerrar em poucos dias 2500 escolas
religiosas. Em 1904 faz publicar uma lei que interdita os padres de ensinar (Daudin 2003, 34).
Jules François Ferry, advogado e redactor do jornal Le Temps é eleito deputado republicano em
1869 e torna-se perfeito do Seine e depois em Paris em 1870. É um anticlerical determinado,
ministro da instrução pública constrói uma rede de escolas públicas suprimindo as congregações
religiosas. Determina-se em enfraquecer a Igreja enquanto poder com projecção política e
ideológica sobre a sociedade do tempo (Daudin 2003, 60). É iniciado na Loja Clémenté Amitié
de Paris e adere a outra Loja, a Alsace-Loraine. Como ministro da educação impulsiona as
grandes reformas educativas da República Francesa: laicismo, gratuitidade do ensino primário,
extensão do ensino secundário público às raparigas. Léon Gambetta advogado e político,
membro do governo de defesa nacional. Foi membro do governo de Jules Grévy, chegando à
presidência do Conselho. Foi membro de várias lojas do Grande Oriente de França,
designadamente La Réforme de Marselha. É responsável pela introdução da discussão política
nas lojas do Grande Oriente, recebendo por isso críticas dos mais tradicionalistas como Oswald
Wirth (Daudin 2003, 291).
Esta predominante associação da via iniciática ao combate político e republicano agrava-se
no século XX, o que é contemporâneo por um lado da emergência de ideologias fascistas que
conduzem ao nazismo na Alemanha e ao fascismo em Itália, Espanha e Portugal. Há uma
fragilização do espírito iniciático na maioria e das lojas e as ideias-força da igualdade, da
fraternidade e do combate pela liberdade tornam-se prevalecentes. A aposta no igualitarismo
sem princípios conduz à confusão entre valores espirituais e políticos no seio das lojas. Estas
transformam-se em escolas nocturnas ou reuniões de comités. Os partidos que emergem com o
republicanismo confundem-se com as lojas, arregimentam milicianos para os golpes militares
que desferem contras a monarquias europeias de direito divino. A mistura entre os propósitos e
valores da maçonaria e da carbonária foi generalizado. A segmentação entre maçons e
antimaçons é acentuada com a publicação da encíclica Ecclesiam pelo Papa Pio XII de 13 de
Setembro de 1821.
Pio VII
Pio VII
Nela se exprime claramente a abjuração dos maçons pelo
chefe da Igreja Católica (Encíclica Ecclesiam, Papa Pio VII):
Nada ignora o prodigioso número de homens culpados que se
uniram nestes tempos tão difíceis, contra o Senhor e contra
Cristo, e aplicaram todos os esforços em enganar os fiéis
dirigindo-os para uma falsa e vã filosofia e arrancando-os ao
seio da Igreja com a esperança de arruinar essa mesma Igreja.
Para alcançar mais facilmente os seus fins a maior parte deles
formaram sociedades ocultas, seitas clandestinas, procurando
por essa via agregar o maior número ao seu complô. (…) nesse
aspecto é necessário assinalar que há uma nova sociedade
formada recentemente e que se propaga por toda a Itália e outros países, a qual ainda que
dividida em vários ramos e escondendo-se sob vários nomes, segundo as circunstâncias, é única
tanto pelo conjunto de opiniões e pontos de vista como pela sua constituição. Ela a maioria das
vezes aparece designada pelo nome de Carbonária.
Este desafio do chefe da Igreja Católica aos maçons conduz ao reforço do poder interno dos
que visavam combater a Igreja e fazer cessar os seus privilégios acumulados por séculos de
associação entre o poder temporal e espiritual. Isso conduz à rejeição da dimensão espiritual da
Maçonaria e à supressão do Grande Arquitecto do Universo como princípio instituidor da
Ordem Maçónica. Trata-se de uma realidade ditada pelas circunstâncias do continente europeu
que a Maçonaria Inglesa desconhece até pelo facto de, na sequência do cisma com Roma, a
Igreja Nacional Inglesa ter-se reformado institucionalmente reconhecendo o Rei como
autoridade suprema da Igreja Anglicana. Assim se explica que parte importante do episcopado
seja formada por maçons que detêm posições importante na Ordem. A mesma tendência foi
seguida nos países escandinavos e na Alemanha em que os luteranos foram autorizados a
continuarem na maçonaria, revelando a estrutura das confissões protestantes simpatia pela
actividade das lojas. A ‘profissão política’ das lojas do Grande Oriente de França não deixou de
ser criticado pela corrente tradicionalista que a considerou uma adulteração dos princípios e do
ideário maçónico. Guénon por exemplo dizia o seguinte (Guénon 1953, 265):
O que é lamentável e que há que verificar é a ignorância completa em muitos maçons do
simbolismo e da sua interpretação esotérica, o abandono dos estudos iniciáticos sem os quais o
ritualismo não é mais que um conjunto de cerimónias vazias de sentido.
Em 1877, as novas Constituições do Grande Oriente de França suprimem a referência ao
Grande Arquitecto do Universo (GADU). Na Assembleia Geral que teve lugar a 13 de
Setembro de 1877, o GODF proclama que não é necessário a um candidato à maçonaria, na sua
área de jurisdição, declarar a crença no GADU. Em 1878 dá-se a ruptura com a Grande Loja
Unida de Inglaterra que deixa de reconhecer o GODF como potência regular (Buta, Pietre-
Stone).
Oswald Wirth
Oswald Wirth
Ao lado desta maçonaria politizada e social emerge uma maçonaria
iniciática cujo representante mais conhecido é Oswald Wirth que funda em
1912 a revista Le Symbolisme onde difunde a via simbólica e ritualista.
Iniciado em 1882 na Loja La Bienfaisance Châlonnaise critica o abandono
do simbolismo pela maçonaria francesa. Filia-se na Loja Travail et Les
Vrais Amis Fidèles da Grande Loja Simbólica Escocesa. Participa na
criação da Grande Loja de França nela se mantendo até à sua morte, em
1943. Publica vários livros importantes ‘O Livro do Aprendiz’, ‘O Livro do Companheiro’, ‘O
Livro do Mestre’, ‘O Ideal Iniciático’ ou ‘Os Mistérios da Arte Real’.
Na sua continuação, Édouard de Ribaucourt vem defender que a herança dos construtores
das catedrais é o principal acervo da maçonaria e que o GADU ‘e uma base intangível da
Ordem tal como o Livro da Lei Sagrada simbolizado na Bíblia (Jacq 1975, 244). Ao confrontar
o Grande Oriente da França com estas ideias, Ribaucourt é demitido do Grande Oriente e funda
em 1913 a Grande Loja Nacional Independente e Regular para a França e as Colónias
Francesas, a qual se tornará mais tarde a Grande Loja Nacional Francesa. No manifesto de 27 de
Dezembro de 1913, proclama ‘fomos levados para salvaguardar a integridade dos nossos rituais
rectificados e a manter em França a verdadeira Maçonaria de Tradição, a única que existe a
nível internacional, a nos constituirmos em Grande Loja Nacional independente para a França e
as colónias francesas’ (Jacq idem).
6. O regresso à via tradicional no século XX
As primeiras décadas do século XX vêem por isso a maçonaria francesa envolvida nos
grandes confrontos políticos desse tempo. Em 1917, a maçonaria encoraja a revolução russa
contra o Império dos czares, rebelião em que participam as lojas russas clandestinas dirigidas
por Nikolai Nekrasov e Alexander Kerensky e apoiadas pelos franceses. A possibilidade de
legalização da maçonaria russa, a seguir à Revolução de Outubro, frustra-se quando Lenine e
Trotsky ilegalizam a maçonaria, vendo-a um instrumento dos interesses dos países capitalistas.
Em França, o Partido Radical, o braço político da maçonaria, decresce no apoio que tinha antes
da Primeira Guerra Mundial. Surgem novos partidos de esquerda que não se revêem nos valores
e ideário da maçonaria. O Grande Oriente de França e a Grande Loja Francesa participam no
Congresso de Genebra de 1921 com o objectivo de repensar-se e redefinir-se os objectivos da
Ordem depois da destruição trazida pela Guerra.
A maçonaria é definida como uma instituição filosófica e progressiva que procura o
progresso material, social, intelectual e moral e o bem-estar da humanidade (Jacq 1975, 246). O
Congresso define que a maçonaria francesa deve-se situar na união das esquerdas para organizar
uma efectiva defesa nacional. Em Novembro de 1922, o quarto congresso da Internacional
Comunista, em Moscovo, decreta o rompimento de relações com a maçonaria universal. Os
filiados comunistas que sejam maçons – determina a Internacional Comunista - deverão demitir-
se das obediências a que pertencem. A maioria dos maçons franceses abandona o partido
comunista e mantém-se nas lojas. As relações entre os dois lados arrefecem e apenas em 1945,
após o fim da Segunda Guerra Mundial, são restabelecidas.
Em 1929, a Grande Loja Unida de Inglaterra questiona a conformidade das obediências
francesas face aos princípios da regularidade. A saber o reconhecimento da soberania absoluta
da GLUI, a crença na vontade revelada de um Grande Arquitecto, a existência visível em Loja
das Três Grandes Luzes da Maçonaria (O Livro da Lei Sagrada, o Esquadro e o Compasso) e a
interdição de toda a discussão política e religiosa. A estes critérios, apenas a Grande Loja
Nacional Francesa, se adequa. O Grande Oriente de França opta por se manter na
‘irregularidade’ a ceder à exigência de reconhecimento da soberania inglesa em questões de
orientação maçónica. No princípio do século XX, afirmam-se, portanto, duas tendências
distintas no seio da Maçonaria Universal: de um lado, a Grande Loja Unida de Inglaterra como
guardiã das tradições e do carácter simbólico e iniciático da maçonaria; do outro, o Grande
Oriente de França, defensor de uma maçonaria aberta, laica, livre-pensadora onde a prática
política é considerada uma via legítima para o aperfeiçoamento individual e o progresso da
Humanidade.
Cartaz de Propaganda (Governo de Vichy)
A Segunda Guerra Mundial interrompe a acção dos
maçons que visavam a restauração da dimensão
tradicionalista da Ordem. Aos movimentos anti-
maçónicos segue-se a perseguição geral, que se inicia
com o decreto do governo de Vichy de 14 de Agosto
de 1940, que interdita e suprime todas as sociedades
secretas. Multiplicam-se em França as prisões e
execuções sumárias e os funcionários públicos
maçons são despedidos, assim como é proibida a
admissão de indivíduos conectados com a Ordem. Três anos depois, por decreto de 15 de
Dezembro de 1943, o General de Gaulle anula o decreto do governo de Vichy legalizando a
actividade das lojas maçónicas em França (Jacq 1975, 250-4). A maçonaria encontra-se num
estado debilitado com as lojas dizimadas pela guerra, tornando indispensável a sua depuração e
reintegrando os obreiros que não haviam sido cúmplices dos ocupantes alemães. O Grande
Oriente de França conta com 5500 filiados contra os 35000 que detinha em 1939 (Deleclos &
Caradeau 2006, 584).
O recrutamento é estimulado e em 1947 as diversas obediências maçónicas retomam a sua
actividade mantendo umas a orientação mais interventiva (ou menos interventiva), nas questões
sociais e políticas, que havia marcado a sua orientação antes da eclosão da Segunda Guerra. As
cinco grandes obediências francesas (o Grande Oriente de França, a Grande Loja de França, a
Grande Loja Nacional Francesa e o Direito Humano) procuram retomar a sua própria
identidade. O Grande Oriente continua marcado pelos valores da Terceira República e a acção
social. O Direito Humano mantem uma orientação semelhante. A Grande Loja Nacional
Francesa integra os maçons ingleses e americanos que vivem em França e isso conduz ao
abandono do principal rito da obediência – o Rito Escocês Rectificado – e a adopção do Rito de
Emulação seguido pelas lojas inglesas. Problemas no funcionamento desta última grande loja
levam a uma cisão em 1958, com a criação da Grande Loja Nacional Francesa Opera que
adopta, mais tarde, a designação de Grande Loja Tradicional e Simbólica Opéra. Grande
Oriente e Grande Loja Nacional disputam a maioria dos maçons franceses. Novas obediências
surgem entretanto, sendo a mais significativa a Grande Loja Feminina de França, organização
exclusiva de mulheres, que resulta da autonomização das lojas de adopção do Grande Oriente.
Outras obediências mais pequenas são a Ordem Iniciática Tradicional da Arte Real, a Grande
Loja Mista Internacional, a Grande Loja Mista de França e a Grande Loja Independente e
Soberana dos Ritos Unidos.
Não constituindo seguramente um problema exclusivamente francês, as grandes questões
com que se confronta a Maçonaria Especulativa são desde logo: a divisão administrativa e
jurídica entre as obediências, as lojas ‘regulares’ reconhecidas como tal pela Grande Loja Unida
de Inglaterra e outras que os primeiros dizem ‘irregulares’. E se a Maçonaria não é uma religião,
no sentido do cristianismo, do judaísmo ou do Islão, não passa despercebido que estas religiões
têm uma dimensão exotérica que intervém em sociedade, moldando o comportamento dos
‘fiéis’, fixando valores referenciais que se manifestam nas instituições que caracterizam as
sociedades em que uma e outra religião são dominantes. No capítulo maçónico, isso tem como
consequências a interdição de visita a lojas consideradas ‘irregulares’, por parte de lojas e
obediências alinhadas com a Grande Loja Unida de Inglaterra e, também, o inverso. O segundo
problema é a exclusão das mulheres da actividade maçónica. Isso cria um problema pois
transforma as obediências mistas e femininas militantes de uma causa de ‘igualdade dos
géneros’ e contra a discriminação sexual. Na verdade, a regra de interdição do acesso das
mulheres à maçonaria estabelecida nas Constituições de Anderson não é compaginável com a
realidade dos nossos dias onde na vida civil e profana não só não existe discriminação em
resultado do género como ela é socialmente combatida.
Maçonaria Mista (Espanha)
O terceiro problema é o da perda de influência da maçonaria na esfera social, já não tanto na
esfera político, uma vez que a maçonaria regular desistiu de ter uma intervenção mais vincada
no plano das causas sociais. Embora individualmente os maçons conservem alguma intervenção
como activistas das causas da família, do planeamento familiar, da política criminal e da
abolição da pena de morte, e também a nível partidário e sindical, a sua militância está aquém
do que aconteceu em décadas anteriores. Não constitui, aliás, a regra geral entre maçons.
Algumas associações inter-obediências surgem nas últimas décadas mas dificilmente se pode
interpretar a sua acção como a tentativa de criar vias de comunicação que ultrapassem as
divisões programáticas e de alinhamento. Em regra são associações que procuram mostrar ao
mundo e ao poder legislativo o poder da unidade moral da maçonaria, apesar da sua diversidade
e fragmentação. O quarto problema é a ênfase do ‘negocismo’ que uma imprensa voraz de
escândalo se aplica a colar à maçonaria. A possibilidade de um maçom usar a sua pertença à
maçonaria para fazer lobby por um dado projecto empresarial é sempre algo possível mas não
exclusivo da maçonaria enquanto organização. Pode ser replicado por qualquer outra
organização social em que um grupo de pessoas partilha uma identidade comum e a coloca ao
serviço do grupo. Diga-se em abono da verdade que as obediências não têm meios de prevenir
este tipo de fenómenos. Sendo as lojas plataformas naturais de encontro entre pessoas
diferentes, esta vocação para o agrupamento de interesses é congénita, não sendo contudo muito
diferente das associações de condiscípulos, das agremiações desportivas, dos sindicatos ou
uniões de empregadores ou das inúmeras associações internacionais como os rotários, os Lions,
a Civitan International, ou o National Exchange Club.
7. Posfácio
Traçámos um quadro, se bem que sintético, da transformação da maçonaria operativa em
especulativa, explicando que a primeira surgiu no contexto da sociedade medieval de forma a
permitir a transmissão do conhecimento dos construtores e das suas associações num tempo em
que não havia livros, nem desenhos, nem planos de construção, sendo os edifícios finalizados a
prova da arte dos seus arquitectos e artífices. Referimos, também, a ligação entre a vivência
religiosa das comunidades da Idade Média e o plano material da vida em comunidade.
A passagem da era medieval à moderna foi acompanhada pela erosão do papel social dos
construtores das catedrais, das igrejas paroquiais, dos castelos e monumentos, à medida que a
máquina foi ocupando o lugar do trabalho braçal dos homens e o engenho dos artistas. Colocada
na eminência de desaparecer, a maçonaria operativa viu-se forçada a abrir as suas portas a
maçons não operativos, designadamente nobres, aristocratas, clérigos e intelectuais que
pertencendo às classes superiores da sociedade poderiam lhe assegurar a sua sobrevivência.
Com esta mudança a maçonaria torna-se definitivamente especulativa e busca a protecção de
um benfeitor endinheirado ligado à casa real, Foi essa a tendência da maçonaria inglesa com a
criação da Grande Loja de Londres em 1717 que impulsiona a criação de outras obediências na
Europa continental e daí para todo o mundo.
No século XIX, a natureza especulativa dos rituais e das práticas cerimoniais deixa de atrair
a atenção dos obreiros das lojas e estas tornaram-se palco do debate político e das lutas sociais
com a afirmação do projecto republicano contras as monarquias de direito divino que
dominavam a Europa. Já no século XX a maçonaria especulativa tornar-se-ia mais plural e
diversa com a explosão de obediências teístas alinhadas (e reconhecidas) pela maçonaria
britânica e outras mais laicas e interventivas alinhadas com o Grande Oriente de França. Este
cisma, entre estas duas grandes famílias maçónicas, mantem-se até aos nossos dias, apesar de
tentativas para ultrapassar a divisão doutrinária e administrativa. Na sua cauda, surgem novas
obediências com menor peso nacional e internacional, resultantes de disputas de liderança ou
divergências sobre o papel que à maçonaria está reservada. Esta pluralidade de obediências é
deplorada por alguns, mas é sintoma da riqueza e diversidade da maçonaria e a razão porque um
tão grande número de pessoas se revê nos valores e nas respostas da maçonaria para os
problemas do mundo. O papel da maçonaria feminina e mista crescente em lojas e influência é
um dos desafios que se colocam às maçonarias de tradição e liberal e algo que nunca esteve na
ponderação dos que, há quase trezentos anos, lhe estabeleceram o corpo dos seus princípios
fundadores. Deve a maçonaria abrir-se aos novos ventos da modernidade ou manter-se
inabalavelmente fiel aos mandamentos e princípios constitutivos? Essa é a pergunta para que
não há resposta. Pelo menos por agora.
(*) O Ir\ Arnaldo M.A. Gonçalves é V:.M:. Loja Sun Yat Sen Or\ de Macau Cidade na
República Popular da China
**Macau é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China desde
20 de dezembro de 1999, sendo a outra Hong Kong.
NE: Mantemos a grafia original usada nesse artigo que é do português de Portugal e Macau
BLOG O MALHETE
Referências
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uma.html
#92

Os 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA)

Os 33 Graus do Rito Escocês Antigo e


Aceito (REAA)
Os trinta e três graus do Rito Escocês
Antigo e Aceito foram estabelecidos pelas
Constituições de 1786 e ficaram
distribuídos em cinco grupos:
1.Graus Simbólicos - Administrados
pelas Lojas Simbólicas.
Grau 1 - Aprendiz
Grau 2 - Companheiro
Grau 3 - Mestre Maçom
2.Graus Inefáveis - Administrados pelas
Augustas Lojas de Perfeição.
Grau 4 - Mestre Secreto
Grau 5 - Mestre Perfeito
Grau 6 - Secretário Íntimo
Grau 7 - Preboste e Juiz
Grau 8 - Intendente dos Edifícios
Grau 9 - Cavaleiro Eleito dos Nove
Grau 10 - Cavaleiro Eleito dos Quinze
Grau 11 - Sublime Cavaleiro Eleito
Grau 12 - Grão Mestre Arquiteto
Grau 13 - Cavaleiro do Real Arco
Grau 14 - Grande Eleito, ou Perfeito e
Sublime Maçom
3.Graus Capitulares - Administrados pelos Sublimes Capítulos Rosacruzes.
Grau 15 - Cavaleiro do Oriente
Grau 16 - Príncipe de Jerusalém
Grau 17 - Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
Grau 18 - Cavaleiro Rosacruz
4.Graus Filosóficos - Administrados pelos Ilustres Conselhos Filosóficos de Kadosch
(Kadosh).
Grau 19 - Grande Pontífice, ou Sublime Escocês
Grau 20 - Soberano Príncipe da Maçonaria, ou Mestre Ad Vitam
Grau 21 - Noaquita (Noachita), ou Cavaleiro Prussiano
Grau 22 - Cavaleiro do Real Machado ou Príncipe do Líbano
Grau 23 - Chefe do Tabernáculo
Grau 24 - Príncipe do Tabernáculo
Grau 25 - Cavaleiro da serpente de Bronze
Grau 26 - Príncipe da Mercê, ou Escocês Trinitário
Grau 27 - Grande Comendador do Templo
Grau 28 - Cavaleiro do Sol, ou Príncipe Adepto
Grau 29 - Grande Cavaleiro Escocês de Santo André, ou Patriarca das Cruzadas
Grau 30 - Cavaleiro Kadosch (Kadosh), ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra
5.Graus Administrativos - Os Graus 31 e 32 são administrados pelos Mui Poderosos
Consistórios de Príncipes do Real Segredo e o Grau 33 é administrado exclusivamente pelos
Supremos Conselhos.
Grau 31 - Grande Inspetor Comendador
Grau 32 - Sublime Príncipe do Real Segredo
Grau 33 - Grande Inspetor Geral.
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e.html
#93

A águia bicéfala e seus significados.

A águia bicéfala e seus significados.


A águia de duas cabeças (águia bicéfala) é um importante símbolo dos Altos Graus do Rito
Escocês Antigo e Aceito. Sua figura faz parte dos brasões do Grau 30 (Cavaleiro Kadosch),
Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) e Grau 33 (Inspetor Geral do Rito).
Além de estar presente
nos brasões desses
importantes graus, a águia
bicéfala é a peça central
do estandarte do Rito
Escocês Antigo e Aceito.
A primeira referência
histórica sobre a águia de
duas cabeças é a do
pássaro encontrado num
antigo brasão da cidade de
Lagash, na região da
Suméria, atual Iraque, que existiu, possivelmente, há mais de quatro mil anos.
Posteriormente, encontramos a águia de duas cabeças como símbolo em estandartes, brasões
ou bandeiras: no Império Bizantino, no Sacro Império Romano Germânico, no Império Russo (a
partir do século XV) e nos emblemas da Sérvia, Montenegro e Toledo, entre outros povos.
De acordo com o livro História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil, do escritor e
pesquisador maçom KURT PROEBER: "a origem da Águia Bicéfala como emblema dos
Supremos Conselhos, surgiu pela primeira vez na França em 1759 e foi usada pelo Conselho
dos Imperadores do Oriente e do Ocidente".
O simbolismo da águia bicéfala é variado, contudo sua apresentação descrita no Apêndice da
Grande Constituição Escocesa de 1786, nos permite interpretar o seu significado. O Artigo I
dessa Grande Constituição estabelece que no centro do estandarte do Supremo Conselho haverá
uma águia com duas cabeças, com asas abertas pretas, bicos e pés de ouro, segurando nas garras
uma espada antiga, feita de ouro, da qual está pendente uma fita com as palavras DEUS
MEUMQUE JUS (Deus e meu direito), escritas em dourado. A águia deve possuir acima das
suas cabeças, uma coroa de ouro.
O Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o R:.E:.A:.A:.
adota a águia bicéfala como
elemento central do seu emblema.
A águia tem o significado
histórico ligado ao poder imperial.
Os exemplos mais evidentes são: a
águia adotada como emblema pelo
imperador Carlos Magno, na Idade
Média, e a águia adotada como
símbolo dos exércitos do antigo
Império Romano (L'Aquila
Romana).
Os exércitos romanos desfilavam
nas cidades conquistadas
portando à
frente a águia,
como símbolo
das suas legiões.
As duas
cabeças,
olhando

simultaneamente para o lado direito e para o lado


esquerdo, têm como significado o alcance do
poder imperial, que se estende do Oriente ao Ocidente.
A coroa dourada é uma referência a Frederico II, rei da Prússia, monarca europeu que,
conforme a tradição maçônica, foi o signatário da Grande Constituição Escocesa de 1786,
considerado por alguns estudiosos como o primeiro Soberano Grande Comendador do Rito
Escocês Antigo e Aceito.
A espada é um reconhecido símbolo da força de governar, ou seja, da força consolidada pelo
poder da espada (poder militar).
As asas abertas simbolizam, entre outros aspectos, o antigo papel da águia como dominadora
das alturas e de mitológica mensageira dos deuses.
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significados.html
#94

O Grau 31 e a Jerusalém Celeste

O Grau 31 e a Jerusalém Celeste


No Rito Escocês Antigo e Aceito, o tema da Justiça Divina é tratado tanto no Grau 31
(Grande Inspetor Inquisidor Comendador), através da simbologia do Tribunal de Osíris, como
no Grau 19 (Grande Pontífice, ou Sublime Escocês), pela alegoria da Jerusalém Celeste.
Passemos ao estudo dessa Santa Cidade.
De acordo com a Bíblia, João foi o apóstolo escolhido por Deus para a revelação do fim dos
tempos. No exílio, ele recebeu a presença de um anjo que lhe proporcionou a visão que ele
narrou no Livro do Apocalipse. Nessa visão foi-lhe apresentada a Jerusalém Celeste, ou Nova
Jerusalém, a qual é estudada nos Graus Filosóficos.
João, o Evangelista, recebeu a revelação
e a escreveu na ilha grega de Patmos.
Conforme a Escatologia Cristã, a vinda da Nova Jerusalém será a confirmação do que
previram os profetas e as Sagradas Escrituras, e será consagração final da Glória de Deus.
O Apocalipse (do grego revelação) foi escrito por volta do ano 100 da Era Cristã, sob a
forma de carta dirigida às comunidades cristãs da Ásia Menor. O livro possui literatura
enigmática e simbólica, sendo, por isso, de difícil compreensão. Contudo, na Doutrina Cristã,
diversos símbolos por ele relatados, já têm seus significados definidos:
- o cordeiro simboliza Cristo e o seu sacrifício purificador dos pecados da humanidade;
- a mulher simboliza a Igreja Cristã;
- as feras (Capítulo 13) simbolizam o Império Romano, seu paganismo e idolatria associados
ao culto imperial;
- a fera (Capítulo 17), simboliza Nero e suas atrocidades;
- o dragão simboliza as forças hostis ao reino de Deus;
- a Babilônia simboliza a Roma pagã.
Semelhante à Maçonaria, a linguagem do Apocalipse é velada por símbolos, os quais se
referem a um período de tempo que começa com a ascensão de Jesus, indo até a Sua volta no
fim dos tempos.
O Apocalipse assim descreve a Nova Jerusalém:
- a largura, o comprimento e a altura serão de 12.000 estádios, ou seja, ocupará uma área de
4.928.400 km2 (mais da metade do território brasileiro);
- o muro que a cerca a terá 144 côvados (74,88 metros) de altura;
- as portas estarão voltadas para as quatro direções e terão os nomes das doze tribos de Israel
- os alicerces terão os nomes
dos doze apóstolos.
- será feita de ouro e pedras
preciosas (símbolos da pureza e da
luz) e descerá dos céus envolvida
numa nuvem.
Conforme a Bíblia, a Cidade
terá as mesmas dimensões
na altura, na largura e no
comprimento.
Para a Doutrina Cristã, a vinda
da Nova Jerusalém ocorrerá após o
Juízo Final (Julgamento feito por
Deus) e será a definitiva morada
dos salvos.
O Apocalipse não faz
referência à Hidra de Três Cabeças
citada nos estudos do Grau 19, a
qual é esmagada pela descida da
Jerusalém Celeste. Esse é um
acréscimo maçônico,
simbolizando a morte das três
últimas pragas morais que ainda
permanecerão vivas nessa época: a
Intolerância, o Fanatismo e a Superstição.
A hidra de três cabeças será esmagada sob a Jerusalém Celestial.
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#95

Importância do Grau de Cavaleiro Kadosch (Grau 30)

Importância do Grau de Cavaleiro Kadosch (Grau 30)


O Grau de Cavaleiro Kadosch (Grau 30) é o último
grau do Rito Escocês Antigo e Aceito que o maçom
cursa antes de poder pertencer a um Consistório de
Príncipes do Real Segredo.
O Ilustre Conselho Filosófico de Kadosch Nº 1 é a
Oficina Litúrgica responsável pela elevação ao Grau 30
na cidade do Rio de Janeiro.
Os estudos desse Grau são desenvolvidos de forma a
que o maçom assimile a importância do conceito de
Liberdade de Consciência, a fim de poder aprofundá-lo
nos Graus de Grande Inspetor Inquisidor Comendador
(Grau 31) e Sublime Príncipe do Real Segredo (Grau
32).
Nesses estudos, o Cavaleiro Kadosch tem um contato
mais detalhado com a Ordem dos Cavaleiros do Templo
(Cavaleiros Templários), reconhecendo-a como uma
digna inspiração para a História da Maçonaria.
A Ordem do
Templários é uma
importante
referência do Grau
30.
Com o estudo
do Grau 30, o Rito
Escocês Antigo e
Aceito prepara
seus iniciados no
caminho do
aprimoramento
moral e filosófico,
com o objetivo de
aperfeiçoar suas virtudes, tanto no sentido de melhorar a si mesmo, como servir de exemplo e
liderança para toda a sociedade.
Emblema do Grau 30.

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cavaleiro.html
#96

Assuntos do Grau 31 (O Tribunal de Osíris).

Assuntos do Grau 31 (O Tribunal de Osíris).


O Tribunal de Osíris é um importante tema analisado no Grau 31 (Grande Inspetor
Inquisidor Comendador), cujos estudos remetem à Antiga Mitologia Egípcia.
Essa corte mitológica, descrita no Livro dos Mortos, representava o conjunto de alegorias
pelas quais os antigos egípcios acreditavam que se aplicava a Justiça Final após a morte.
Nos estudos realizados no Grau 31, é descrita a formação tribunal divino egípcio,
relatando-o como uma corte que avaliava os atos de cada pessoa no decorrer da vida. Esse
colegiado, presidido pelo deus Osíris, era formado por 42 deuses-juízes e se reunia num local
chamado Sala das Duas Verdades.
O morto ao chegar ao Tribunal de Osíris, era conduzido pelo deus Anúbis, que lhe
retirava o coração, centro da sua consciência, e o colocava num dos pratos de uma balança
onde, no outro prato estava colocada uma pena de avestruz (símbolo de Maat, deusa da
Verdade). Caso o coração do morto fosse mais pesado que a pena, era decretada a condenação e
o condenado tinha sua alma devorada por Ammit (ou Amut).
O deus Toth anotava o resultado obtido na medição e o deus
Hórus o encaminhava a Osíris. Caso o morto fosse absolvido,
ele reencarnaria em seu próprio corpo e seguiria, juntamente
com seus pertences, para um paraíso conhecido como Aaru.
Daí resulta a importância da mumificação para aquele povo.
A mumificação permitia que o corpo do morto fosse preservado, em razão do
julgamento.

À luz da filosofia maçônica, o Tribunal de Osíris é uma importante alegoria do Grau 31 que
tem, entre outros significados, o simbolismo de que a Verdade e a Justiça são os caminhos que
devem orientar a vida do Homem na sociedade, consolidando a máxima de que "a Justiça é a
Verdade em ação".
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osiris.html
#97

Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 1

O deus egípcio Osíris é um importante personagem estudado no Grau 31 (Grande Inspetor


Inquisidor Comendador) do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Sua figura, maçonicamente, simboliza o julgamento ao qual todos seremos submetidos
após a morte. Era considerado, no Antigo Egito, o deus do Além, ou da Eternidade.

Osíris era retratado em verde


por ser o Deus da Vegetação.

Osiris era o filho primogênito da deusa Nut (o Céu) com o deus Geb (a Terra) e tinha como
irmãos o deus Set (ou Seth) e as deusas Ísis e Néftis.
Apesar da sua origem divina, a mitologia afirma que, antes de tornar-se o deus da
Eternidade, Osíris governou as terras do Egito, milênios antes de Menés (ou Narmer), o
primeiro faraó.
Na sua forma terrena, o deus do Além era negro e possuía um porte físico muito superior
ao dos seres humanos.
Osíris teria assumido, na cidade de Tebas, o governo das terras egípcias das mãos do deus
Rá (o Sol), ou do deus Shu (o Ar Seco). Posteriomente casou-se com sua irmã, a deusa Ísis. O
deus Set (ou Seth), seu irmão, casou-se com a outra irmã, a deusa Néftis.
Seth era retratado em vermelho
e era considerado o deus da
desordem, da violência e da traição.

Diferentemente de Osíris, ao deus Set coube apenas o governo dos oásis existentes no deserto
egípcio. Esse cargo de menor prestígio resultou num permanente ódio de Set contra seu irmão
Osíris.
Conta a tradição que, quando assumiu o Egito, sua população encontrava-se em estado de
selvageria. Apesar de viverem às margens do rio Nilo, não reconheciam as plantas comestíveis
e os alimentos eram escassos, chegando a praticarem a antropofagia.
Teriam sido os deuses Osíris, Ísis e Néftis os responsáveis por ensinarem ao povo os
primeiros passos que os levariam a se tornarem uma civilização.
Conforme a mitologia, Ìsis teria ensinado aos egípcios como deveriam constituir e
conviver em família, bem como as técnicas de tratamento dos doentes. À deusa Néftis coube
ensinar a tecelagem e a confecção de pães.
Osíris, que também era o deus da vegetação, ensinou aos homens quais plantas serviriam
como alimentos, entre elas: o trigo, a videira e a cevada. Ensinou também as técnicas de
semear, colher, moer os grãos, prensar uvas para fazer o vinho, obter a cerveja a partir da
cevada e extrair metais da terra (como ouro, o cobre e o ferro).
Na mitologia, Ptah foi o primeiro
rei divino do Egito, entre 5.000 e
6.000 anos antes da Era Cristã.

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1.html
#98

Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 2

Dando continuidade ao estudo do deus egípcio Osíris, personagem do Grau 31 (Grande


Inspetor Inquisidor Comendador).

As imagens de Osíris exibem-no portando um cajado e um chicote, simbolizando os


poderes de conduzir seu povo e de puni-lo.

Segundo tradições que remontam aos Textos dos Sarcófagos (ou Livros dos Sarcófagos),
Osíris e sua esposa Ísis, governaram o Egito por mais de cinquenta anos, conduzindo o país com
justiça, promovendo o progresso e desfrutando da grande admiração de todo o povo. Os
principais rivais de Osíris eram o seu irmão Seth, que havia sido relegado a governar no deserto,
e seus setenta e dois seguidores. Com o intuito de livrar-se de Osíris e assumir o governo de
todo o Egito, Seth convidou o rei-deus para um banquete, no qual homenagearia ricamente a
realeza do Egito e presentearia o seu irmão Osíris. No decorrer da festa, Seth exibiu no salão
um cofre feito com cedro, finamente decorado em ouro e preparado com as dimensões do rei.
Seth (com cabeça de hiena) convida Osíris a deitar-se no cofre que seria ofertado.

O cofre seria oferecido ao convidado que melhor coubesse no seu interior. Diversos
convidados entraram e saíram do interior da urna, mas a mesma era grande demais. Chegada a
vez de Osíris, ele se deitou e coube exatamente nas medidas do cofre. Seth e seus comparsas, de
imediato, fecharam a urna com uma pesada tampa e selaram-na com metal derretido, prendendo
Osíris no seu interior. Agindo com grande violência, Seth e seus cúmplices atiraram o cofre no
rio Nilo, que arrastou-o rapidamente para um local desconhecido.

O delta do rio Nilo é a região no alto do mapa, onde o rio se bifurca e deságua no Mar
Mediterrâneo.
A partir daí, Seth e seus seguidores assumiram o poder no Egito e deram início a um reinado
terror. Realizaram perseguições a todos aqueles que haviam apoiado seu irmão, obrigando os
deuses Anúbis e Thoth, bem como a rainha Ísis, grávida de Osíris, a esconderem-se.
Como objetivo de procurar o corpo do seu marido, a rainha segue rio abaixo, escoltada por sete
escorpiões, e dirige-se para a região do delta do Nilo (região onde o rio Nilo deságua no
Mar Mediterrâneo), localizada no Baixo Egito. Após alguns dias de caminhada, a deusa
chegou na cidade de Buto, onde deu a luz ao deus Hórus (deus com corpo humano e a cabeça
de falcão).
A criança, logo após o nascimento, ficou sob os cuidados da deusa-serpente Uadite, que
reinava sobre o delta do Nilo, a fim de que sua mãe continuasse nas buscas do corpo do deus
Osíris.
Os eventos finais da lenda do deus
Osíris serão narrados estudos seguintes.

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2.html
#99

Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 3

Dando continuidade ao estudo do deus Osíris, personagem do Grau 31 (Grande Inspetor


Inquisidor Comendador)
De tal modo cresceu a árvore que encobriu totalmente o cofre em que se encontrava o
corpo de Osíris. Malcandre, rei de Biblos, ao ver a árvore monumental, mandou cortá-la, a fim
usá-la como coluna decorativa para o seu palácio.
Ísis toma conhecimento do paradeiro da arca e, transformada em andorinha passa a voar em
torno da coluna, emitindo gritos de dor.
A fim de poder aproximar-se do palácio, Ísis transforma-se numa bela mulher e passa a
conviver com as empregadas da rainha de Biblos, que ficam encantadas com o conhecimento, a
beleza e a sabedoria daquela mulher. Os comentários das servas são tantos que, a rainha convida
Ísis para ser a responsável por cuidar do jovem príncipe, seu filho.

Os fenícios foram uma antiga civilização de comerciantes às margens do Mar


Mediterrâneo e Biblos (ou Gebal) era um porto exportador do papiro que ia do Egito
para a Grécia.

Numa noite, ao entrar no quarto do príncipe, a rainha o vê cercado por chamas e por sete
escorpiões. Assustada, a rainha mobiliza todo o pessoal do palácio em socorro do seu filho. Ísis,
com um gesto mágico, interrompe as chamas e retira os escorpiões do quarto. Tratava-se de um
antigo ritual egípcio de purificação, visto que Ísis pretendia conceder ao príncipe a imortalidade.
Os reis, admirados, reconhecem em Ísis a poderosa deusa do Alto Egito e se colocam à sua
disposição. Ísis reivindica para si a coluna feita com o tronco de acácia e corta o pilar de
madeira, liberando o caixão do marido que se encontrava no seu interior.
A deusa transporta dali a arca e a esconde numa região pantanosa no delta do rio Nilo.
Dali, volta para a cidade de Buto, para encontrar seu filho Hórus (ou Harpócrates, para os
gregos).

Hórus, deus dos céus, por vezes era representado como falcão.
Seu olho esquerdo (o Olho de Hórus, ou Udyat), ferido na luta
contra Seth (deus do mal), foi substituído por um amuleto de
serpente, o qual tornou-se o grande símbolo do poder dos faraós.

Os eventos finais da lenda do deus Osíris serão narrados estudos seguintes.


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3.html
#100

Personagens do Grau 31 (Osíris) - Parte 4

Dando continuidade ao estudo sobre Osíris, personagem do Grau 31 (Grande Inspetor


Inquisidor Comendador).

A cidade de Buto localizava-se numa fértil região litorânea do Baixo Egito.

Após a deusa Ísis esconder o caixão com o corpo do seu marido e partir para a cidade de
Buto, o deus Set, que se encontrava numa caçada na região do delta do rio Nilo, foi alertado que
havia sido encontrada, num local próximo, uma arca semelhante àquela que havia aprisionado o
deus Osíris. Set partiu imediatamente para o local indicado e lá, vendo que se tratava do
cofre com o cadáver do seu irmão Osíris, abriu-o violentamente, dilacerou o corpo em pedaços
e espalhou-os em diferentes lugares do Egito.
A deusa Ísis, ao tomar conhecimento da descoberta do caixão, retornou à região do delta do
rio Nilo, junto com a deusa Néftis e iniciaram a busca das partes do corpo despedaçado.
Em cada local onde as deusas encontravam uma parte de Osíris era erigido um templo em
honra à deusa Ísis.
Ao final da busca, Ísis conseguiu reunir quase todas as partes do cadáver do marido. A parte
do corpo que faltava, o pênis, havia sido comida por um caranguejo (animal considerado
impuro para os antigos egípcios e, pelo seu crime, condenado a viver eternamente na
lama).
Usando o barro existente nas margens do rio Nilo, a deusa Ísis molda um pênis e assim,
comovida, completou o corpo do marido.
Os choros de Ísis e Néftis emocionam os deuses Thot (deus da magia) e Anúbis (deus das
mumificações) que, juntos com Ísis e Néftis, deram início a um longo ritual místico.

O corpo do deus Osíris foi embalsamado pelo próprio deus Anúbis, o deus das
mumificações.

A demorada cerimônia incluiu a realização encantamentos, a pronúncia de palavras sagradas e


a aplicação de amuletos.
Ao final do ritual mágico, o deus Osíris despertou para uma nova vida.
Apesar de ter obtido a ressurreição mística, o deus não poderia voltar à vida terrestre, pois
seu corpo divino agora encontrava-se incompleto.
Osíris, o grande governante do Alto e do Baixo Egito, tornou-se, deste modo, o primeiro
deus egípcio a perder o direito a uma vida terrena, passou, então, a ocupar o cargo de
governador e juiz do reino dos mortos, onde construiu um palácio e instalou seu tribunal.
A fim de complementar o estudo sobre Osíris na sua fase como governador e juiz do reino
dos mortos assista o documentário sobre o Livro Egípcio do Mortos, acessando pelo link
abaixo:
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4.html
#101

Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (O ar)

Dando continuidade ao estudo dos Quatro Elementos (terra, água, ar e fogo) e o Rito
Escocês Antigo e Aceito.
Entre os 4 Elementos, o ar é o que possui o significado mais ligado ao espírito.
Muitos povos da Antiguidade, entre eles os egípcios e os hebreus, associavam a vida a um
sopro sobrenatural que penetrava no corpo humano.
O Livro do Gênesis e, em consequência as tradições judaica, cristã e islâmica, relata que
Adão, o primeiro homem, recebeu a vida a partir de um sopro divino (ou nephesh).

Michelângelo causou polêmica ao retratar a criação do primeiro Homem com um toque


do dedo de Deus, ao invés do sopro divino.

A Mitologia Egípcia narra que a deusa Ísis reviveu, momentaneamente, seu marido, o deus
Osíris, com um sopro, a fim de receber dele o sêmen que gerou seu filho Hórus, o deus egípcio
dos céus.
Na Antiga Mesopotâmia, o sopro da vida tinha o nome de napishtu, o qual era concedido e
retirado ao capricho dos deuses.
A deusa egípcia Ísis, segurando a Ankh (cruz sagrada egípcia) e transmitindo o sopro da
vida eterna à rainha Nefertari, esposa de Ramsés II, tornando-a uma deusa.

Outra simbologia relacionada ao ar são suas associações com os fenômenos atmosféricos e


ao “mau humor” divino.
Nesse caso, era comum nas antigas crenças, acreditar que trovões, ventos e tempestades
sofriam a interferência de personagens como: o deus Thor (deus do trovão), entre os nórdicos;
Santa Bárbara (protetora contra raios e trovões), entre os católicos; o deus Éolo (deus dos
ventos), entre os gregos; e Júpiter (deus dos raios), entre os romanos.

Thor era um deus nórdico guerreiro, cuja arma de combate era um martelo encantado.

No campo da Arte, o ar está associado aos fenômenos invisíveis ou intangíveis, ou seja,


eventos percebidos, mas de existência sutil.
Deste modo, metaforicamente, o ar pode estar relacionado às ideias, aos sonhos, à
felicidade, à liberdade etc.
Na simbologia religiosa, por estar numa posição entre o céu e a terra, o ar é associado à
ascensão e à comunicação com o divino.
Neste caso, são comuns as tradições religiosas e místicas que queimam incensos, perfumes
ou oferendas com o objetivo de agradar a(s) divindade(s) ou provocar estados alterados de
consciência.
Na Maçonaria, alguns ritos, como o Rito Adonhiramita, realizam a cerimônia de incensação
durante os seus trabalhos, simbolizando, entre outros, a purificação do ambiente.
O ritual de incensação ocorria nas antigas tradições gregas e hebraicas. Ainda hoje, ela
ocorre nas Igrejas Católica e Ortodoxa, nas cerimônias de magia e na Maçonaria.

No período da Maçonaria Operativa, a lenda de Santa Bárbara, fenômenos atmosféricos


associados à vida da santa, originaram a crença nessa mártir como padroeira dos pedreiros.
De acordo com essa antiga crença europeia, na Idade Média, os pedreiros que trabalhavam no
alto da construção de catedrais, castelos e palácios, devotavam suas orações à Santa Bárbara,
buscando proteção para os seus trabalhos, durante os dias em que ocorriam chuvas fortes ou
tempestades.
No que se refere ao Rito Escocês Antigo e Aceito, os sons de trovões, ventos e tempestades
(Prova do Ar) são importantes elementos apresentados na Maçonaria Azul (ou Graus
Simbólicos).
Nos estudos do Grau 23 (Chefe do Tabernáculo) e do Grau 24 (Príncipe do Tabernáculo),
o Altar dos Perfumes (ou Altar dos Incensos), é um importante elemento da simbologia
desses graus.

Altar dos perfumes, onde são acomodados os turíbulos e as substâncias aromáticas.

No Grau 29 (Grande Escocês de Santo André), são apresentados o Sinal do Ar e Anjo do


Ar como importantes elementos ritualísticos na execução desse Grau.
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antigo.html
#102

Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (A água)

Dando continuidade ao estudo dos Quatro Elementos (Terra, Água, Ar e Fogo) e o Rito
Escocês Antigo e Aceito.
Entre os quatro elementos primordiais, a água é considerada como aquela que é
fundamental para a existência da vida.
Diferentemente da terra, que fornece a matéria-prima dos corpos, a água é a responsável
pelo funcionamento dos seres vivos (processos circulatórios, digestivos, linfáticos, respiratórios
etc.).
Na Antiguidade e na Idade Média, a Alquimia estudava a água como portadora do “fluxo
da vida”. Com essa crença, os alquimistas tentavam produzir um tipo de água com poderes
especiais, o Elixir da Longa Vida.

O Elixir da Longa Vida facilitaria "o fluir da vida"


pelo corpo humano e curaria todas as doenças.

A Alquimia da Idade Média entendia que a água detinha as capacidades de dissolver


quaisquer substâncias e de retirar suas impurezas. Deste modo, os alquimistas utilizavam os
processos de dissolução e de lavagem como formas de tornar mais puros seus produtos.
No Baphomet, as inscrições
solve e coagula referem-se
à purificação alquímica.

A crença nas propriedades purificadoras da água e o seu uso nas cerimônias de iniciação, na
recepção de novos membros e em rituais sagrados é muito utilizado por várias religiões e
ordens místicas.
O Cristianismo, através do batismo, o Judaísmo, através do mikvá (ou mikvah, ou
mikvé), o Hinduísmo, através do banho religioso no rio Ganges, ou mesmo o "banho festivo"
que se dá em novos membros de sociedades secretas ou universidades são exemplos de
tradições que usam a água para dissolver o "homem anterior", pecador e impuro, para emergi-lo
purificado e digno de fazer parte do novo grupo.
Em algumas cerimônias de purificação e de ablução (banho ritual), a água recebe antes
uma consagração mística especial, passando a ser chamada de água lustral.
Ao longo da História, as "águas sagradas" deram origem a locais e a recipientes
consagrados. Entre eles, os mais conhecidos são: a pia batismal, nas igrejas católicas, os
caldeirões mágicos celtas, o Santo Graal, o Mar de Bronze, no Templo de Salomão, a Taça
da Amargura maçônica, os leitos dos rios Ganges, Jordão e Estige e o tanque de Siloé, em
Jerusalém.
O tanque (ou reservatório) de Siloé é local citado na Bíblia,
como o local onde Jesus curou um homem nascido cego.

Na Maçonaria, personagens como: João Batista, que batizou Jesus no rio Jordão; Moisés, o
nascido das águas; o deus Osíris, atirado no rio Nilo após ter sido esquartejado, e o patriarca
Noé, estão diretamente relacionados à mitologia aquática.
No Rito Escocês Antigo e Aceito, a água é usada em pequenas abluções no Grau 1
(Aprendiz), durante a Prova da Água, e no Grau 15 (Cavaleiro do Oriente).

O arco-íris foi a marca no céu da aliança entre Yahweh e Noé.


No Grau 21 (Noaquita, ou Cavaleiro Prussiano), a narrativa da Mitologia do Dilúvio
simboliza a decomposição da humanidade impura pelas águas enviadas como castigo divino.
Após a purificação pelo Dilúvio, ocorreu a reintegração do Homem ao amor divino,
através da aliança firmada entre Yahweh (o Deus Único dos hebreus) e o patriarca Noé. Essa
aliança assegurava que Deus não enviaria uma nova inundação como castigo aos homens.
No Grau 29 (Grande Escocês de Santo André), a água é um elemento importante. Nesse
grau são ensinados os mistérios do Sinal da Água e do Anjo da Água.
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antigo_23.html
#103

Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (O fogo)

Dando continuidade ao estudo dos Quatro Elementos (terra, água, ar e fogo) e o Rito Escocês
Antigo e Aceito.
Entre os 4 Elementos, o fogo é o que está mais relacionado à intensa espiritualidade.
Muitas tradições esotéricas e religiosas, antigas e atuais, utilizam o fogo em suas
cerimônias.
O primeiro significado
atribuído ao fogo é o que está
relacionado às suas propriedades
de transformação e de
destruição, muito usadas na
Alquimia
Na Antiguidade, a crença no
poder transformador do fogo
originou, nas civilizações grega,
chinesa e egípcia, o mito da
fênix, um animal lendário que, ao
morrer, se auto-consumia em
chamas e renascia das próprias
cinzas.
Clique no link abaixo e
assista uma dramatização da auto-
combustão e do renascimento de
uma fênix.
Na Mitologia Grega,
Hefesto, o deus do fogo, dos
artesãos e dos ferreiros, usava o
fogo para transformar metais nas
ferramentas dos deuses.
O tridente de Poseidon, o escudo impenetrável de Zeus,
o cinto afrodisíaco de Afrodite e o as sandálias aladas de
Hermes foram alguns utensílios produzidos por Hefesto.

Na tradição hebraica, conforme o Livro do Levítico, os animais eram queimados no altar dos
holocaustos com a finalidade de purificar o povo hebreu dos seus pecados.
Segundo a tradição dos Evangelhos, João Batista anunciou a vinda do Salvador, o qual
faria o batismo com fogo e com o Espírito Santo. Na Alquimia, a propriedade purificadora do
fogo era utilizada através do processo de calcinação, o qual consistia em submeter uma
substância ao calor intenso, a fim de retirar a água e as substâncias voláteis, reduzindo a
substância a cristais mais puros. Ainda na Alquimia, o poder transformador do fogo é
destacado na palavra INRI, abreviatura de Ignis Natura Renovatur Integra (traduzindo: o
fogo renova toda a natureza), a qual é estudada no Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz) do Rito
Escocês Antigo e Aceito.

O Inferno era tido como um local com chamas eternas, visando purificar os pecadores.

Na Idade Média, a Igreja Católica, através da Santa Inquisição (ou Tribunal do Santo
Ofício), adotou como punição, a condenação ao fogo, pois considerava-o capaz de purificar os
espíritos dos pecadores. Deste modo, tornaram-se comuns as sentenças de morte através da
queima na fogueira, aos réus condenados por heresia, bruxaria e outros crimes contra a Santa
Igreja.
No Rito Escocês Antigo e Aceito, a simbologia da purificação pelo fogo (Prova do Fogo)
é utilizada durante as cerimônias de iniciação. O segundo significado para o fogo é a sua
associação à presença divina e ao mundo espiritual. Em tradições antigas, a cremação dos
mortos era a forma de transformar o corpo em uma substância em condições de retornar ao
mundo espiritual, em oposição ao enterro, o qual devolvia o corpo à sua origem material (a
terra). No Zoroastrismo, o fogo é um dos símbolos do deus Ahura Mazda e seus seguidores
realizam o culto do fogo.
Na tradição hebraica, Yahweh, o Deus Único hebreu, apresentou-se a Moisés na forma de
uma vegetação em chamas (sarça ardente).
Na tradição católica, Isabel anunciou à sua prima Maria, mãe de Jesus, o nascimento de
seu filho, João Batista, através de uma grande fogueira no alto de um monte.
O terceiro significado importante do fogo são suas propriedades de fornecer energia e de
iluminar.
Na tradição bíblica, após a expulsão de Adão e Eva, querubins portando espadas que
emitem fogo (Espada Flamejante) guardam a entrada do Jardim do Éden.
Especialmente no Grau 1 (Aprendiz) do Rito escocês Antigo e Aceito, a Espada
Flamejante simboliza o poder do Venerável Mestre.
Na Mitologia Grega, Hélio, deus do sol, simbolizava a energia e a luz que diariamente
eram divinamente oferecidas à Humanidade.

A bela deusa Aurora (o alvorecer) vinha à frente do cortejo do deus Hélio (o sol), o qual
atravessava o céu durante o dia.

Ainda na Mitologia Grega, o deus Prometeu roubou de Zeus, rei dos deuses, a chama do
intelecto divino e o concedeu ao homem, tornando-o, a partir daí, um ser que pensava.
No Antigo Egito, o faraó Akhenaton impôs uma religião de adoração ao sol, na qual o
astro-rei simbolizava a luz e a vida ofertados pelo deus único Aton.
Na tradição católica, as chamas das velas são usadas para destacar as imagens de santos e
de lugares sagrados.
Na Maçonaria, muitos graus utilizam a chama das velas como forma de iluminar
ritualisticamente as sessões.
No Rito Escocês Antigo e Aceito, a Prova do Fogo é um dos importantes episódios das
cerimônias de iniciação.
No Grau 2 (Companheiro), a Estrela Flamígera, portadora do fogo e da luz, dá origem a
um importante estudo sobre a simbologia maçônica.
No Grau 14 (Perfeito e Sublime Maçom), a aparição de Yahweh a Moisés é destacada
pelo Sinal do Fogo e de Ordem.
O pramantha usa a fricção para produzir a chama.

No Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz), o fogo ritualístico é gerado simbolicamente pelo


pramantha e o pelo arani.
No Grau 29 (Grande Escocês de Santo André), são apresentados o Sinal do Fogo e Anjo do
Fogo como importantes elementos ritualísticos na execução desse Grau.
Clique nos links abaixo para assistir os vídeos sobre o uso do fogo em várias tradições.
Encerrando, clique no quadro abaixo e ouça o poema O amor é fogo que arde sem se
ver, de Luis de Camões.

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antigo_84.html
#104

Os 4 elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (A terra)

Dando continuidade ao estudo dos Quatro Elementos e o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Entre os 4 Elementos, a terra é o elemento que possui significado mais relacionado ao
mundo material, ao plano físico e à caracterização do ser humano com animal.
A crença que o Homem se originou no interior da terra é mais antiga que a história da
Humanidade.
Em algumas tradições da Pré-História, a capacidade do elemento terra “parir” alimentos foi
associada ao poder feminino parir pessoas. Deste modo, a terra era relacionada
simbolicamente ao útero.

A Vênus de Willendorf é uma escultura pré-histórica que ressalta os atributos


relacionados à capacidade reprodutiva e à sexualidade femininas.

Em algumas das primeiras civilizações, a perplexidade diante a gravidez, a qual era


considerada um fenômeno mágico, deu origem à adoração à Grande Mãe (ou Deusa-Mãe).
Na Antiguidade, a Grande Mãe foi cultuada através de deusas como: Eurínome, Hera e
Afrodite (na Grécia Antiga), Tiamat (na Suméria), Ishtar (na Caldéia), Nerthus (na
Germânia), Vênus Genetrix (na Roma Antiga) e Ceridween (entre os celtas).
No filme As brumas de Avalon é retratada a época da transição do culto à Grande Mãe
para o culto a Jesus Cristo, entre os antigos celtas.
Clique numa das opções abaixo e assista o filme As brumas de Avalon.
Várias mitologias antigas relatavam que o elemento terra foi a matéria-prima original
usada na criação do Homem.
Na Mitologia Grega, após o Grande Dilúvio enviado por Zeus e Poseidon para castigar a
desobediência dos homens, o planeta Terra foi repovoado a partir das pessoas nascidas das
pedras atiradas por Deucalião e Pirra, na terra ainda úmida .
Ainda na tradição grega, os primeiros deuses com características humanas foram gerados no
interior da deusa Gaia (ou deusa Géia, deusa-Terra, ou planeta Terra).

A imagem da deusa Gaia (ou Géia) era associada a uma mulher, cujo útero era o
próprio planeta Terra.

Na Mitologia Cristã, o primeiro homem, Adão, é formado a partir da terra (ou do barro),
conforme o relato do Livro do Gênesis.
Na Alquimia e no Hermetismo, o elemento terra simbolizava a necessidade do Homem
descer aos submundos (através da morte, da dor ou do sofrimento) como fase obrigatória do seu
processo de aperfeiçoamento e de renovação.
Conforme ensinava o pensamento hermético, personagens como Orfeu, Héracles (ou
Hércules), Osíris e Jesus, necessitaram descer ao “reino dos mortos” antes de cumprirem seus
destinos humanos.
Na Filosofia, a saída do Homem do mundo subterrâneo em busca da Verdade foi
representada por Platão, no Mito da Caverna (ou Alegoria da Caverna).
Na Doutrina Hermética, a descida aos submundos está descrita na sigla V.I.T.R.I.O.L., a qual
significa: “Visita o interior da terra e retificando-te encontrarás a Pedra Oculta”.
Na obra A Divina Comédia, Dante Alighieri e o poeta Virgílio descem ao Inferno
(mundo dos mortos), auxiliados por Caronte, o barqueiro.

No que se refere à Maçonaria, vários graus utilizam imagens como cavernas, criptas,
sepulcros e câmaras ocultas para representar a descida do Homem ao interior da terra ou ao
interior de si mesmo.
Simbolicamente, no Grau 1 (Aprendiz), o neófito renasce a partir da terra (Câmara das
Reflexões), após ter descido ao interior de si mesmo, correspondendo à Prova da Terra.
A seguir, no Grau 3 (Mestre Maçom), o iniciado morre, é sepultado e renasce, a partir da
terra, como mestre de si mesmo.
No Grau 13 (Cavaleiro do Real Arco), a descida de Adonhiram, Stolkin e Johaben pelas
ruínas do Templo de Enoque para resgatar o Delta Sagrado (ou Palavra Perdida, ou Nome
Inefável) e entregá-la ao rei Salomão, é um símbolo de que a Verdade está guardada no interior
da terra.
No Grau 29 (Grande Escocês de Santo André), encontra-se como referência o Sinal da
Terra.
No Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), o ingresso do iniciado em uma cripta,
para lá encontrar a sabedoria dos Grandes Filósofos, simboliza a necessidade da descida à terra
para encontrar a Sabedoria.
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antigo_78.html
#105

Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 1)

A Maçonaria e, de forma semelhante, as organizações militares e religiosas, realizam suas


cerimônias obedecendo a uma seqüência pré-definida de eventos, que incluem gestos, palavras,
músicas e outras ações, as quais, no conjunto, são chamadas de ritual.
Os rituais maçônicos descrevem como devem ser executados os gestos cerimoniais, os quais
são caracterizados por posturas e sinais próprios da Tradição Maçônica.
As posturas e os sinais maçônicos são realizados tanto nas cerimônias
públicas (anteriormente chamadas Festas Brancas) quanto nas cerimônias reservadas
exclusivamente aos maçons (sessões de iniciação, de instrução, entre outras). Sendo assim,
existem gestos maçônicos secretos e gestos maçônicos não secretos.
Durante as cerimônias públicas, os gestos maçônicos adotam movimentos oriundos
principalmente das tradições militares e das práticas profanas comuns.
A formação da Abóbada de Aço, a forma de empunhar as espadas
e o modo de conduzir o Pavilhão Nacional são gestos não secretos,
provavelmente oriundos das tradições militares.

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rito.html
#106

Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 2)

Apesar de considerarem que ambos os lados têm a mesma importância, antigas tradições
como o Rosacrucianismo, a Alquimia e a Cabala compreendem que, misticamente, o lado
direito está associado à emissão de "energia", enquanto o lado esquerdo relaciona-se se à
sua captação.
O quadro abaixo apresenta um resumo das características dos lados direito e esquerdo.
A Antiga Alquimia considerava que, inicialmente, Adão era um ser andrógino, cujo lado
esquerdo era feminino e o lado direito, masculino, tal qual o deus Purusha, do Hinduísmo.
Na Mitologia Grega, a deusa Têmis (ou Themis) acolhe as demandas judiciais com o lado
esquerdo e aplica as sanções penais com lado direito.
Em algumas tradições
de fundamento feminino,
como o culto afro das Yabás
e a tradição celta de Wicca, é
comum a exaltação do lado
esquerdo (feminino) do
corpo.
Obá é uma orixá guerreira, ligada à água, pertencente
ao culto das Yabás. Observe a posição da espada e do escudo.

Diversos ritos e graus maçônicos utilizam o misticismo da lateralidade para reforçar o caráter
masculino da Maçonaria. Deste modo, na realização da maioria sinais secretos, o lado direito do
corpo (especialmente braços, pernas e mãos) tem o papel principal, enquanto o lado esquerdo
apenas complementa os movimentos.

No gesto da benção, a mão esquerda complementa a ação da mão direita.

No Rito Escocês Antigo e Aceito, o lado direito do corpo tem papel principal nos sinais
secretos do Grau 1 (Aprendiz), Grau 2 (Companheiro), Grau 3 (Mestre), Grau 4 (Mestre
Secreto), Grau 6 (Secretário Íntimo), Grau 7 (Preboste e Juiz),Grau 9 (Cavaleiro Eleito dos
Nove), Grau 10 (Cavaleiro Eleito dos Quinze), Grau 12 (Grão Mestre Arquiteto), Grau 14
(Grande Eleito), Grau 15 (Cavaleiro do Oriente), Grau 16 (Príncipe de Jerusalém), Grau 17
(Cavaleiro do Oriente e do Ocidente), Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz), Grau 19 (Grande
Pontífice), Grau 20 (Soberano Príncipe da Maçonaria), Grau 21 (Noaquita), Grau 23 (Chefe do
Tabernáculo), Grau 25 (Cavaleiro da Serpente de Bronze), Grau 26 (Príncipe da Mercê), Grau
27 (Grande Comendador do Templo), Grau 28 (Cavaleiro do Sol), Grau 29 (Grande Cavaleiro
Escocês de Santo André), Grau 30 (Cavaleiro Kadosh) e Grau 32 (Sublime Príncipe do Real
Segredo).
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rito_23.html
#107

Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 3)

Dando continuidade aos estudos sobre os sinais secretos da Maçonaria e o Rito Escocês
Antigo e Aceito.
O sinais secretos da Maçonaria possuem 3 origens principais: as origens místicas, as
origens históricas e as origens mitológicas.
No que se refere às origens místicas, a primeira a ser destacada é a Antiga Tradição
Hindú.
Os ensinamentos do Hinduísmo afirmam que no interior do corpo humano existem canais
(ou nadis) por onde circula a energia da vida (ou prana).
Os pontos em que esses "canais da vida" se encontram são importantes centros de energia e
recebem o nome de chakras.
Para o Hinduísmo, o
mau funcionamento ou a
obstrução dos canais da vida
(ou nadis) provoca doenças
físicas, mentais ou
espirituais, as quais podem
ser tratadas ou prevenidas
estimulando ou protegendo
os chakras através das mãos,
de objetos ou de aparelhos.
No Rito Escocês
Antigo e Aceito, os sinais
secretos dos Graus
Simbólicos são uma
referência direta aos chacras
laríngeo, cardíaco e pélvico.
Os tratamentos de saúde através dos chakras são reconhecidos na Medicina Ocidental
como Terapias Alternativas.

A segunda importante origem mística dos sinais secretos maçônicos é a doutrina judaica da
Cabala (ou Kaballah).
A Cabala ensina que o corpo humano é um pequeno universo (ou microcosmo), o qual
pode ser representado simbolicamente pela Árvore da Vida (ou Árvore dos Sefirotes).
A Árvore da Vida é um diagrama que permite representar o Mundo Espiritual, o
Mundo Material, o Homem, além de outras manifestações divinas.

Na Cabala, os sefirotes (ou sefiras, ou sephiroths) são os pontos onde as Emanações da


Energia Divina se manifestam nUniverso.
Quando usada para representar o corpo humano, a Árvore da Vida simboliza o Homem
Primordial (ou Adão Kadmon). Nessa representação, 3 sefirotes coincidem exatamente com 3
partes do corpo humano, sendo por isso considerados misticamente importantes: o alto da
cabeça, a região do coração e plexo solar, e o baixo ventre.
As três regiões onde se localizam os sefitores são consideradas sagradas em diversas
crenças.

Diversas tradições, religiões e ordem místicas utilizam apetrechos destinados a protegerem


ou exaltarem a cabeça, o peito (ou plexo) e o baixo ventre.
No Rito Escocês Antigo e Aceito, alguns sinais secretos do Grau 3 (Mestre), do Grau 18
(Cavaleiro Rosacruz), do Grau 24 (Príncipe do Tabernáculo), do Grau 27 (Grande
Comendador do Templo), do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) e do
Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), entre outros, indicam o estímulo ou a proteção
da cabeça, do plexo solar e do baixo ventre.
A vestimenta completa do Soberano Grande Comendador do Supremo do Brasil do
Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, simbolicamente, protege as 3 importantes
regiões do corpo.
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rito_19.html
#108

Os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito (Parte 4)

Dando continuidade aos estudos do Blog do Consistório Nº 1 sobre os sinais secretos da


Maçonaria e o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Os sinais secretos da Maçonaria possuem 3 origens principais: origens místicas ou
esotéricas, origens históricas e origens mitológicas.
No Rito Escocês Antigo e Aceito são várias as origens mitológicas e históricas dos sinais
maçônicos, especialmente nos Altos Graus (do Grau 4 ao Grau 33).
No Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), o sinal do Grau refere-se à
passagem do Antigo Testamento, na qual Moisés recebe de Yahweh, o Deus Único do Povo
Escolhido, as tábuas de pedra que continham os 10 mandamentos (ou Tábuas do Decálogo)
que serviriam como orientação moral ao Povo Escolhido.
No Grau 30 (Cavaleiro Kadosh) o sinal do Grau está relacionado à mitologia que narra a
vingança da Ordem dos Cavaleiros Templários, em razão da morte do seu Grão Mestre,
Jacques DeMolay.
No Grau 29 (Grande Escocês de Santo André), o sinal do Grau relembra a tradição
cristã que narra a morte do apóstolo Santo André, padroeiro da Escócia.
No Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz), o sinal do Grau refere-se à passagem do Novo
Testamento na qual Jesus Cristo se autodenomina o Bom Pastor.
O símbolo do Bom Pastor é usado comumente nas vestimentas eclesiásticas.

No Grau 14 (Perfeito e Sublime Maçom), o sinal do Grau está relacionado à passagem do


Antigo Testamento na qual Yahweh, o Deus Único do povo hebreu, se apresenta ao patriarca
Moisés na forma de uma sarça (arbusto) ardente.
O episódio da sarça ardente relata o momento em que Yahweh orientou Moisés de como
tirar do povo da escravidão no Egito.

No Grau 12 (Grão Mestre Arquiteto), o sinal do Grau refere-se à fase final da construção
do 1º Templo de Jerusalém (ou Templo de Salomão).
O sinal do Grau 9 (Mestre Eleito do Nove) está relacionado ao mito maçônico que relata
a equivocada vingança realizada por Johaben, em razão do assassinato do Mestre Arquiteto do
Templo de Salomão, Hiram Abbiff.
Concluindo o estudo sobre os sinais secretos maçônicos e o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Cada sinal maçônico foi criado a partir de um importante motivo e está ligado ao conjunto
dos ensinamentos da Maçonaria.
Inicialmente é necessário afirmar que os sinais, gestos e posturas maçônicos são os
elementos centrais na execução dos rituais maçônicos e marcam cada momento das suas
cerimônias.

O gesto maçônico de entregar o malhete marca o momento da transmissão da direção de


uma loja maçônica.

No campo místico ou esotérico, os sinais maçônicos tem o objetivo de estimular ou proteger


determinados pontos sensíveis do organismo, tais como a cabeça, o peito e o baixo ventre.
Os chackras indicam algumas regiões do corpo humano, protegidas ou estimuladas
pelos sinais maçônicos.

Como elementos da Mitologia e da História Maçônica, os sinais secretos da Maçonaria


pretendem relembrar ou homenagear importantes fatos da Tradição Maçônica, tais como a
construção do Templo de Salomão, o Êxodo do Povo Hebreu, o o simbolismo da mensagem
de Jesus Cristo, a tradição dos Cavaleiros Templários etc.
Por fim, os sinais secretos da Maçonaria também servem para relembrar ao maçom o seu
compromisso com a Ordem Maçônica, tal como acontece nos quatros primeiros graus do Rito
Escocês Antigo e Aceito.
Guardar o sigilo sobre os segredos maçônicos é um dos compromissos assumidos nos
primeiros graus da Maçonaria.

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rito_9.html
#109

Mão Direita

No lado direito do quadro está localizada a imagem de uma mulher vendada, segurando uma
balança, na mão esquerda, e uma espada, na mão direita.
A mulher vendada
é a deusa grega Têmis,
divindade associada à
Justiça Divina.
A colocação da
espada e da balança em
cada uma das mãos
possui razões especiais,
relacionadas ao estudo
da Kaballah (ou
Cabala), dos chacras e
da Kundalini, entre
outros temas.
Misticamente, o
lado direito do Homem
é considerado o lado
emissor da potência vital e das energias individuais.
O lado direito está associado a aspectos como: o princípio masculino, a positividade, o
sol, o 1º Vigilante maçônico (que comanda a região da força), ao hemisfério yin e à razão.
A mão direita é a mão da benção, do passe espírita, é a mão que segura a espada ou o cetro
(arma de ataque), é a mão que doa a esmola, o dízimo ou o óbulo, é a mão em que o mago usa a
varinha, é a mão que coloca a aliança de casamento, etc.
O lado esquerdo do Homem é o lado receptor da potência vital e das energias
individuais.
O lado esquerdo está associado a aspectos como: o princípio feminino, a negatividade, a
lua, o 2º Vigilante maçônico (que comanda a região da beleza), ao hemisfério yang e à
emoção.
Neste caso, a mão esquerda recebe a energia da mão direita e a direciona.
A mão esquerda é a mão que se
abre para receber uma benção ou
quando se faz uma oração, é a
mão que segura o escudo (arma
de defesa), é a mão que recebe a
aliança de casamento.
As características energéticas e
esotéricas das mãos esquerda e
direita têm um papel fundamental
na realização correta dos sinais
maçônicos, na postura
corporal do maçons durante as
sessões, na realização da
cerimônia da Cadeia de União e
nos deslocamentos
individuais realizados pelos
maçons dentro do templo.
Do ponto de vista esotérico,
os sinais e as posturas maçônicos
visam, entre outras finalidades,
manter ativas e circulantes as
energias vitais geradas no
decorrer das sessões ritualísticas.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/11/mao-direita.html
#110

Johaben e o Rito Escocês Antigo e Aceito

Joaben (ou Johaben) é um importante personagem da mitologia da Maçonaria,


especialmente do Rito Escocês Antigo e Aceito.
A primeira passagem em que Joaben é citado, refere-se à morte de Hiram Abbiff, mestre
arquiteto do 1º Templo de Jerusalém (ou Templo de Salomão).
De acordo com a tradição maçônica, após o assassinato de Hiram Abbiff, o rei Salomão
designou uma equipe com nove mestres para, guiados por um desconhecido, localizar e capturar
os assassinos do Mestre Hiram (também chamados Jubelos).
A patrulha designada por Salomão era chefiada por Stolkin e entre os integrantes do grupo
encontrava-se Joaben.
Durante a jornada, Joaben afastou-se do grupo e encontrou numa caverna, ainda dormindo,
um dos assassinos de Hiram Abbiff.
Com o próprio punhal do homicida, Joaben matou o assassino de Hiram, com o grito de:
vingança, vingança! Cortou-lhe o pescoço e levou a cabeça ao rei Salomão, que o repreendeu
pela atitude.

Salomão repreendeu severamente


Johaben pela sua atitude de vingança.
Uma outra tradição maçônica narra que, antes da construção do Templo de Salomão, foram
nomeados três intendentes, Adonhiran, Stolkin e Joaben, para fazerem os levantamentos do
local apropriado para a construção do Templo.
Durante as pesquisas, foram encontradas as ruínas do antigo Templo de Enoque.
Dentro do Templo de Enoque foram descobertos sucessivos arcos e alçapões que davam
acesso a câmaras cada vez mais profundas.

A cada alçapão que encontravam, Adonhiram, Stolkin e Joaben amarravam-se, a fim de


poderem descer.

Os três intendentes desceram cada uma dessas câmaras utilizando cordas e encontraram uma
pedra em formato de triângulo (Delta Sagrado, ou Delta Luminoso), com uma inscrição que
não souberam decifrar.

Emblema do Grau 13 (Cavaleiro do Real Arco)


O Delta Sagrado foi levado até o rei Salomão, que reconheceu a inscrição como o Nome
Sagrado de Deus (ou Nome Inefável, ou Palavra Sagrada), que há muito tempo se
encontrava perdido.
Salomão, em homenagem ao trabalho executado pelos intendentes e à recuperação da
pronúncia da Palavra Sagrada, criou a Ordem do Arco Real, sendo os seus primeiros
integrantes: Salomão, rei de Israel; Hiram, rei de Tiro, Adonhiram, Stolkin e Joaben.
Uma terceira referência a Johaben relata-o como tendo trabalhado como Secretário
Íntimo nos acordos entre Salomão e Hiram, rei de Tiro, no período da parceria entre os dois
reinos.
Johaben é um personagem importante dos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito,
particularmente nos graus relacionados à Lenda de Hiram.
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/11/johaben-e-o-rito-escoces-antigo-e-
aceito.html
#111

O TRABALHO MAÇÔNICO E A ESPIRITUALIDADE

O TRABALHO MAÇÔNICO E A ESPIRITUALIDADE


Pelo Irmão José Eduardo Sousa, M.M. (*)
Uma Loja maçônica, que simboliza o
mundo, o Universo em que vivemos, é uma
plataforma que permite o crescimento do
maçom, o seu desenvolvimento espiritual
assim como a sua elevação ética e moral.
Uma plataforma, que quando utilizada de
forma correta, de coração aberto e em
verdade, permite ao indivíduo aperfeiçoar-
se e crescer, em suma, tornar-se um homem
melhor e mais apto, livremente responsável,
que, partilhando um desígnio com os
Irmãos, se aperfeiçoa e aperfeiçoa o meio
onde se insere, á sua dimensão.
O trabalho maçônico, para mim, claro está, tem como objetivo tornar o mundo um sitio
melhor. Isto parece um objetivo vago e inalcançável, que tudo permite dizer e nada diz. Porém,
é minha convicção que é mesmo isto que fazemos todos os dias.
Uma L.’. maçônica tem por obrigação ser uma escol dos melhores de uma comunidade, mais
capazes e mais aptos a fazer esse mesmo trabalho, o de potenciar o cumprimento dos homens,
desbastando a pedra em bruto, aperfeiçoando-se e realizando-se na sua plenitude, contribuindo
então para deixar o Mundo um sitio melhor do que era quando cá chegamos. Um primado da
Razão e da Filosofia, da bondade Moral e Justeza das ações.
Com os pés no chão, com a certeza de que não resolveremos os problemas todos, nem
mesmo muitos ou alguns, apenas aqueles que conseguirmos depois de a isso nos dispormos.
Esse trabalho faz-se mudando os homens, que através do crescimento espiritual e cultural
proporcionado pela L.’., vão, a pouco e pouco, alterando a sua forma de interagir com a
comunidade onde se inserem. Crescendo e aperfeiçoando-se, o maçom muda para melhor, estou
em crer, mesmo que inconscientemente, o mundo que o rodeia. Do somatório puro e simples do
aperfeiçoamento dos maçons, observamos uma transformação na sociedade, quer tenhamos ou
não disso noção. Um processo que se apresenta como profundamente individual assume então a
sua generosidade. O trabalho do maçom é aperfeiçoar-se em L.’.. E como é que isso acontece?
Esse é o trabalho da L.’., há luz dos códigos de elevação moral e espiritual, onde o Ritual
assume um papel preponderante, tornar homens bons melhores, dispostos a preparar o futuro e
construir o presente á luz dos ideais maçônicos. Para isso deve ter a L.’. um critério rigoroso de
escolha dos seus candidatos, sob pena de se transformar num clube de amigos que transferimos
do mundo profano, desprovido de sentido.
Os candidatos devem ser convidados á luz das características dos seus talentos, para que
possam ser uma mais valia para o trabalho que está na génese da Maçonaria e é a sua razão de
existir. E porque talentos per si não valem nada, é aqui que os potenciamos e aprendemos que o
que conta é o que com eles realizamos, á luz de um código de moralidade e de valores que
escolhemos livremente e em consciência para nós.
Estes homens que descrevo têm de ser capazes de conceber o Divino; o Indizível; de sonhar;
de terem visão; de terem a Força, a Sabedoria e o desprendimento de se entregar a projetos
aparentemente impossíveis, utópicos e belos; têm de conceber a fraternidade leal fruto da
partilha do Desígnio. Porque é disso que falamos, de uma escol de Cavaleiros, que foram
Cavaleiros da Terra, depois Cavaleiros do Mar e hoje Cavaleiros do Mundo. Essa dimensão
espiritual é a sua característica mais importante. Que passo a explicar como se me apresenta
hoje.
Entendo que a espiritualidade é uma dimensão indissociável da condição humana, mais do
que o bem exclusivo de Igrejas, Religiões ou Escolas de pensamento. Na prática, fala-se de
Espiritualidade para a parte da vida psíquica, fruto da inteligência humana, que nos parece mais
elevada: aquela que nos confronta com Deus ou com o absoluto, com o infinito ou com o todo,
com o sentido da vida ou a falta dele, com o tempo ou com a eternidade, com a oração ou o
mistério. Temos a felicidade de ter na nossa R.’.L.’. homens de religiões reveladas diferentes, de
escolas de pensamento diferentes, sem opção por nenhuma das religiões reveladas, sem se
reconhecerem em nenhuma escola de pensamento, homens de profundo esoterismo e outros que
nem por isso.
Não temos porém nenhum despojado da assunção da sua espiritualidade. O respeito por essas
opções é a nossa riqueza, a base para a geração da harmonia. Isto exige uma reflexão profunda
do que é a tolerância maçônica, sempre á Luz de um ideal maior que todas as religiões e escolas
de pensamento. Porque a Maçonaria está num patamar diferente. Não se preocupa com a forma
como cada um vive a sua espiritualidade nem ambiciona ter voto nessa matéria. A preocupação
da Maçonaria é o Individuo e depois o Mundo, onde vivem os homens hoje e os de amanhã, a
sua preocupação ultima é a vida dos homens na Terra, e não oferecer salvação ou condicionar a
sua existência á salvação eterna. Para isso existem outras sedes, cujo sucesso e eficácia jamais
se poderá questionar ou até medir. A espiritualidade que aqui tratamos remete-se para a relação
do homem com o divino em vida, aqui na Terra e como essa relação pode condicionar as suas
ações com vista ao cumprimento de um ideal ou Desígnio.
E como os seus obreiros são homens plenos em todas as suas dimensões, a Maçonaria não se
demite de aprofundar a relação dos homens com o divino, lutando para que isso os una e jamais
os divida, porque a Maçonaria quer libertar os homens das grilhetas e levar esses mesmos
homens a realizar a sua dimensão espiritual em total liberdade e no pleno respeito pelas crenças
alheias. O que nos une será o sentir o Universo, o Todo, que nos contem e nos transporta, uma
presença universal…Será possível uma espiritualidade universal? É minha convicção profunda
que sim, mais do que uma espiritualidade clerical e redutora ou do que uma laicidade
desprovida de espiritualidade!
Uma espiritualidade universal… Será uma espiritualidade da imanência, mais do que da
transcendência, da meditação mais do que da oração, da unidade mais do que do encontro, da
lealdade mais do que da fé, do amor mais do que da esperança, e que será igualmente
motivadora de uma mística, ou seja, de uma experiência da eternidade, da plenitude, da
simplicidade, da unidade, do silêncio…
É a essa espiritualidade universal que ouso chamar Espiritualidade Maçônica. Mas antes de a
procurar definir, poderei por ventura afirmar que é apenas no trabalho maçônico que ela poderá
ser verdadeiramente aprofundada. Não um conceito que se aprenda nos livros, tem de se sentir e
de se viver, fruto de um percurso iniciático.
No entanto, a Maçonaria não revela nenhuma verdade superior nem dá respostas cabais ás
questões que atormentam a nossa dimensão espiritual. Pelo contrário, convida os II.’. a
procurarem saber quem são, conhecerem-se a si mesmos, com o intuito de se cumprirem, o que
é profundamente diferente, colocando-os na via dessa procura e dessa realização, situando-se
aqui o verdadeiro significado da iniciação, o primeiro passo de um caminho a percorrer e
trabalho para fazer na construção do nosso templo interior.
Assim, a tolerância apresenta-se como uma das principais virtudes da Maçonaria e do maçon.
Trata-se de uma atitude interior que repousa no respeito pela individualidade espiritual do
candidato, pela liberdade de pensamento e pelo percurso intelectual e espiritual que cada
maçom depois de iniciado escolhe para si. É neste pressuposto que assenta a minha afirmação
de que a Espiritualidade Maçônica é uma Espiritualidade Livre: ao sugerir um caminho
individual para a relação com o divino, constrói também um percurso libertador, é um processo
livre. Para isso ser possível, precisa no seu seio de homens diferentes dos demais.
O nosso trabalho hoje ao escolher esses homens, é com a convicção plena de que hoje se
podem encontrar em qualquer proveniência, podem ter estado ao nosso lado toda a vida, serem
os nossos amigos de infância, familiares ou colegas de profissão, como podem estar por detrás
de um e-mail manhoso sem rosto.
Temos é de estar certos de que estão á altura do desafio, é de critério que vos falo, não de
forma de ingresso nem de sede de relação. Porque é lógico que apenas podemos indicar homens
que conhecemos minimamente e por isso têm de vir das nossas relações pessoais, todos temos
porém pessoas de quem gostamos muito que sabemos não terem os requisitos mínimos para
poderem ser iniciados, por mais que de disso gostássemos, fosse porque razão fosse. O critério é
tudo.
É tudo porque a eles vão ser exigidos sacrifícios, de tempo para dedicar ao trabalho, para
comparecer ás sessões, para se despojarem de títulos e posições, para se disporem a aprender, a
aceitar criticas quando para isso não estão preparados e cuja propriedade da origem questionam,
a aguentar ouvir aquilo que não entendem sem julgar, a sentir que fazem parte de algo maior e
viver com essa avassaladora responsabilidade sem ser esmagado, quando finalmente se torna
clara a missão a que se propuseram.
Por mais capaz que qualquer um seja, tem um percurso a fazer, para poder identificar
ferramentas, e então dedicar-se ao trabalho. Uma L.’. é uma elite dentro de uma comunidade,
coisa que facilmente assumimos sem complexos nem soberba.
Entre nós deverão estar os mais capazes nas suas áreas de intervenção, que podem ser
profissionais ou não, têm apenas de ser úteis ao projeto, estar dispostos a aprender e a ensinar
partilhando. Ser maçom é uma vivência, uma forma de estar na vida e perante a vida, onde a
Honra, a Ética Moral, o sentido de missão, o espírito cavalheiresco das suas ações, fruto da
Responsabilidade de se ser e sentir Diferente, assumem um aspecto fundamental.
Não somos com certeza homens plenos de virtudes, todos temos as nossas arestas para
desbastar. E este é o local para o fazer, depois de responder ao chamamento e livremente bater á
porta do Templo, para servir o Desígnio. Com a orientação de todos os obreiros, tornar
ferramentas capazes em ferramentas melhores. Porque somos ferramentas de trabalho, somos os
que cumprem e efetivam o Desígnio, como outros o fizeram antes de nós.
Os desígnios dignos desse nome sempre tiveram um cunho marcadamente iniciático, porque
não se prendem com objetivos de pedra, betão ou madeira, mas com a realização dos sonhos,
sendo perpetuados no tempo indefinidos enquanto matéria, mas muito claros quando
conceptualizados por homens que se dispuseram a um processo de transformação e crescimento
como o nosso, essa ideia indizível transmite-se pela iniciação, pelos rituais, pela via iniciática. E
para isso, a dimensão espiritual do homem têm de ser a sua consciência maior, aquilo que lhe
rege as ações e circunscreve as paixões e os sonhos á luz das suas capacidades e talentos.
E neste trabalho não há espaço para paternalismos com os menos capazes e aptos, para
soberbas profanas ou para alimentar egos com comendas. Não se faz parte da Maçonaria, não se
pertence á Maçonaria, é-se maçon. Da sua relação com a L.’. e da sua condição de maçom só o
individuo pode ser responsável, se não se sente capaz ou a tarefa assusta, mais vale arrepiar
caminho. Sem jamais hipotecar a solidariedade inerente á fraternidade leal, todos temos
momentos menos bons e felizes e para isso cá estamos todos e nessa altura dizemos presente.
Não estamos é aqui para tomar conta de ninguém, proporcionar benefícios ou oferecer a
salvação, estamos aqui para trabalhar, o nosso tempo é curto e o trabalho imenso. A pujança e
força que a R.’.L.’. Alengarbe demonstrou no último ano, ao iniciar os cinco candidatos que
submetemos ás provas, é a prova de que se consegue crescer sem hipotecar este critério. Para
que nos cumpramos á luz do que aqui nos trouxe, temos de ser objetivos, sob pena de se
esvaziar o sentido da Ordem Maçônica e o trabalho ficar por fazer, comprometendo o Desígnio.
Reconhecendo os méritos e as virtudes dos nossos II.’., não potenciando e exacerbando os
seus defeitos, que desses não precisamos, usando o fole com cautela na forja para que a
ferramenta que lá se aperfeiçoa não enfraqueça por falta de atenção ou derreta por excesso dela.
Desbastando a pedra em bruto, com a lealdade que a critica exige, com a fraternidade que o
sacrifício cultiva, com a generosidade a que partilhar o desígnio não é alheia, com o
reconhecimento da força e inteligência para o fazer cumprir. Dessa partilha nasce a riqueza da
Irmandade, do respeito pelo trabalho e pela forma como é executado. Não sendo santos nem
isentos de virtude, temos todos consciência do Desígnio.
Assumamos o objetivo que aqui nos trouxe e não deixemos que nada perturbe a caminhada
para a realização desse mesmo Desígnio, que não assume forma material, mas é apenas uma
ideia que todos partilhamos…
Uma ideia de Homem e de Mundo.
(*)Irmão José Eduardo Sousa, M.M.
R.L. Alengarbe nº24
Grande Loja Legal de Portugal
Fonte:freemasons-freemasonry
O Malhete
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espiritualidade.html
#112

FERNANDO PESSOA: UMA APOLOGIA DA MAÇONARIA PORTUGUESA

FERNANDO PESSOA: UMA APOLOGIA DA MAÇONARIA PORTUGUESA


Por Roberto Bondarik

PREÂMBULO
O presente texto procura contextualizar historicamente e interpretar sob a luz da Maçonaria,
o artigo do escritor português Fernando Pessoa intitulado "As Associações Secretas: Análise
Serena e Minuciosa a um Projeto de Lei apresentado ao Parlamento", publicado em 1935 no
Diário de Lisboa. O texto estudado listou uma série de argumentos favoráveis à manutenção da
Ordem Maçônica em Portugal durante o governo de Antonio de Oliveira Salazar. O Estado
Novo português tomou uma série de medidas que visavam isolar Portugal do restante da
Europa, medidas de caráter fascista e ditatorial, visando preservar o conservadorismo católico
naquele país. A Maçonaria tornou-se vítima desta repressão conservadora sendo que
permaneceu oficialmente proibida de funcionar de 1935 a 1974, quando a Revolução dos
Cravos colocou fim à longa noite do Salazarismo. Em sua apologia a Maçonaria, Fernando
Pessoa procurou destacar e descrever os principais aspectos da Ordem, enfatizando a sua
importância para o desenvolvimento da civilização ocidental.
01 - INTRODUÇÃO
O período compreendido entre o final da Primeira e o início da Segunda Guerra Mundial
(1918-1939), que é chamado simplesmente de Período Entre - Guerras, em especial a década de
1930 foi, sob o ponto de vista político e ideológico, bastante que conturbada e tumultuada em
praticamente todo o mundo. Esta instabilidade política adquiriu uma especial conotação
atingindo a sua máxima amplitude e extrema gravidade no continente europeu. Na Europa de
então cresciam e ganhavam corpo diversos tipos de doutrinas e regimes políticos que
implantavam governos de caráter e natureza totalitários e opressivos. Foi dentro deste contexto
histórico conturbado, marcado por elevados níveis de intolerância política, racial e filosófica,
que foram elaborados e levados a cabo muitos programas de perseguições aos mais diversos
setores da sociedade e grupos étnicos considerados diferentes.
Os anos da década de 1930 foram muito conturbados desde o seu início, principalmente
devido a "Grande Depressão" econômica que foi originada com a quebra da Bolsa de Valores de
Nova York em outubro de 1929. Uma crise internacional, a primeira grande crise do sistema
capitalista. Foi uma situação profundamente caótica que abalou a confiança de diversos e
múltiplos setores da população mundial na aplicação e na real eficácia da democracia liberal
representativa, considerada a mola mestra do capitalismo, que era comum ao "Mundo
Ocidental". Como resultado deste pensamento, acabou surgindo em diversas partes do mundo,
em especial na Europa, diversos regimes ditatoriais e autoritários de direita, sendo que naquela
época já existia pelo menos um de esquerda, o governo de Josef Stalin na União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas (URSS). Por curiosidade, destacamos que a União Soviética foi o único
país a não ser atingido pela crise, fator que não quer dizer que ela não tenha vivido suas próprias
e profundas crises internas.
Dentro deste contexto e da realidade histórica que marcaram as diversas perseguições
empreendidas por governos autoritários e totalitários, a Ordem Maçônica na maioria dos casos
foi sempre a personagem e a vítima de inúmeras campanhas que visavam simplesmente o seu
total extermínio. A Maçonaria sempre foi um dos alvos prediletos de todos os tipos e exemplos
possíveis de déspotas e ditadores ao longo dos séculos que marcam sua existência. Perseguiram
e combateram a Ordem Maçônica ditadores das mais diversas conotações ideológicas, tanto
aqueles que eram considerados de direita, como também aqueles que se diziam e procuravam se
mostrar vinculados às idéias políticas consideradas de esquerda. Isto evidentemente se dá
devido ao caráter discreto e sigiloso das reuniões maçônicas. De uma maneira bastante que
simplória, podemos afirmar que quando se queria culpar alguém de algo, na década de 1930,
procurava-se logo culpar os comunistas ou aos membros da Maçonaria.
A discrição existente e que é respeitada para a realização das reuniões e cerimônias
maçônicas, destacando-se também o sigilo que também é um dos traços característicos da ação
maçônica, representam algumas das diversas particularidades que sempre foram, e ao que nos
faz contar sempre poderão vir a ser utilizadas pelos inimigos da Ordem para atacá-la e tentar
utiliza-la como bode expiatório em situações especiais. Diga-se de passagem, que tal expediente
também já foi muito utilizado pelos demais aproveitadores de situações.
Naqueles conturbados e extremados anos trinta, a Maçonaria foi uma das mais prediletas
vítimas das mais inúmeras perseguições tanto por parte do nazismo, encabeçada por Adolf
Hitler na Alemanha, como pelo Franquismo encabeçado por Francisco Franco na Espanha e
também pelo já citado e que se apresentou como um modelo para a implantação de tentativas
similares, o Fascismo. Conforme todos já sabemos, o Fascismo foi instituído por Benito
Mussolini na Itália, logo após a Primeira Guerra mundial (1914-1918).
Foi nesta época conturbada, que se instalava no controle absoluto do Governo e do Estado
em Portugal, uma ditadura que acabou sendo chefiada por Antônio de Oliveira Salazar. Esta
ditadura de extrema direita, iria se manter e se perpetuar no mando do Estado e do poder
político português, de 1932 até os meados da década de 1970.
"(...) Em Portugal, o governo liberal não conseguiu lidar com a crise econômica do pós-
guerra, o que favoreceu os partidos de direita, estimulados pelo exemplo italiano. Em 1928, o
presidente Antônio Carmona chamou Antônio de Oliveira Salazar para orientar a economia,
com plenos poderes. Salazar, que se tornou presidente do Conselho de Ministros em 1932,
rejeitava o liberalismo, o socialismo e a democracia. Apoiou-se no nacionalismo, no catolicismo
e nas corporações, governando Portugal como ditador até 1968 (...)"(ARRUDA & PILLETTI,
2003, p.345).
02 - O CONTEXTO HISTÓRICO PORTUGUÊS: O GOVERNO DE ANTONIO
SALAZAR
Antonio de Oliveira Salazar (1889-1970), era filho de agricultores portugueses, que
conforme veremos constituía a parcela maior da população portuguesa naquela época, sendo
que sua característica principal era serem extremamente religiosos, seguidores da Igreja
Católica e também, não menos, conservadores ao extremo. Salazar era o filho mais novo da
família que era composta também por outras quatro irmãs.
Quando de sua juventude Salazar estudou em um seminário da Igreja Católica e chegou ao
ponto de receber inicialmente as ordens menores da Igreja. Acabou por decidir-se, porém, em
não vir a ser ordenado padre. Continuou porém, com os seus estudos e terminou por doutorar-se
em Direito pela Universidade de Coimbra no ano de 1918. Adotou o magistério e acabou
ficando conhecido como professor catedrático de finanças, conforme aquilo que se dizia,
chegou a ser considerado bastante competente para a cultura portuguesa daqueles tempos.
Salazar sempre foi um católico que demonstrava ser bastante fervoroso e também muito
devoto, um fator que deve e que precisa ser levado em conta, sendo também seria e
profundamente considerado, ao se procurar analisar e tentar explicar e compreender muitas
daquelas medidas que foram tomadas pelo seu governo em favor da Igreja Católica e contra
aqueles que eram considerados os seus opositores reais ou imaginários:
"(...) Sua ação política começou justamente por artigos de imprensa em defesa dos direitos da
Igreja perseguida pelo laicismo da República, instaurada em 1910. Ainda estudante, Salazar foi
presidente do Centro Acadêmico da Democracia Cristã. O seu melhor amigo era um padre,
aluno da Faculdade de Letras: Manuel Gonçalves Cerejeira, futuro cardeal patriarca de Lisboa
(...)" (FERREIRA, 2004, p.90).
Em 1926, ocorreu um golpe militar que acabou colocando um fim ao então jovem ainda,
governo republicano e também à republica em Portugal, instituindo uma ditadura. Durante os
breves 16 anos de República, Portugal acabou conhecendo por volta de 38 governos, ocorreram
diversos golpes militares, iniciaram-se muitas revoltas, inúmeras rebeliões e revoluções tiveram
seus dias de fúria e de temor entre os cidadãos portugueses. Ocorriam ainda muitas greves, o
desemprego aumentava progressivamente a cada dia, a fome se alastrava de maneira gradual e a
miséria tomava conta cada vez mais do povo português.
"(...) O consenso que gera na sociedade portuguesa deve-se a razões de natureza interna,
decorrentes da instabilidade política com 45 ministérios em 16 anos, a vários actos violentos
conduzido pela oposição monárquica e grupos radicais de republicanos, sem esquecer os
confrontos laborais. Por outro no seu afã anticlerical a República esquecera o país
maioritariamente agrário, conservador e católico e viu esfumar-se o apoio da sua base social, a
classe média urbana, com a redução dos seus rendimentos proveniente da inflação do pós-
guerra, da instabilidade social e política e do avanço das ideias bolchevistas, inclinando-se para
um governo que restaurasse a ordem e a tranquilidade (...)" (GONÇALVES, 2004, passim).
Todos estes fatores caóticos, que somados vieram a colaborar para que uma grande e
expressiva parte da população, que era predominantemente rural, influenciada pela Igreja
Católica e sendo assim possuía uma visão bastante conservadora, viesse a apoiar o novo regime.
Esse apoio foi forte e profundo, mesmo sendo o novo governo declaradamente uma ditadura
militar.
Antonio Salazar foi então, escolhido para atuar como o Ministro das Finanças do novo
governo, porém, descontentou-se com a situação encontrada e logo saiu da administração. Em
1928, com a escolha do general Oscar Carmona para chefe do governo militar, Salazar retornou
a sua condição de Ministro. Portugal seria novamente abalado e de uma maneira bastante
profunda, a exemplo do restante do mundo, pela crise econômica de 1929. Com as repercussões
da crise o governo abalou-se e o único ministro a permanecer no cargo foi Salazar que
conseguiu controlar as finanças públicas a ponto de, ainda em 1929 anunciar que as contas do
Estado estavam em ordem e com saldo positivo.
"(...) O sucesso de Oliveira Salazar nas Finanças numa gestão de apertado rigor deu-lhe as
condições políticas para a sua ascensão a chefe do governo em Julho de 1932, com o apoio do
capital financeiro, da Igreja, da maioria do exército, dos intelectuais conservadores e dos
monárquicos (... )" (GONÇALVES, op. cit.).
Em 1932, Antonio de Oliveira Salazar tornou-se o primeiro civil a chefiar um governo da
Ditadura Militar, sendo que ele foi apresentado pela propaganda com um verdadeiro salvador da
pátria. Salazar se manteria como chefe do Conselho de Ministros de Portugal até o ano de 1968,
quando se afastou devido a problemas de saúde.
Em 1933, com a entrada em vigor de uma nova constituição, a Ditadura Militar chegou
oficialmente em seu término, sendo substituída pelo Governo do Estado Novo. O novo regime,
caracterizando-se também como uma ditadura, seguiu uma estrutura administrativa e
organizacional que obedecia a vontade do chefe do governo, Antonio Salazar. O Estado Novo
português era considerado como sendo Corporativo e Autoritário:
Corporativo, pois negava claramente a existência da luta de classes;
Autoritário, pois permitia a existência de apenas um partido político, a União Nacional que
era o partido do governo.
A União Nacional que havia sido criada em 1930, inicialmente tinha a pretensão de procurar
não se apresentar e muito menos vir a se tornar um partido político, mas por fim veio a assumir-
se como a base do apoio político do governo português.
"(...) A União Nacional rapidamente se revelou um partido único que Salazar, o seu chefe
incontestado, manobrava a seu belo prazer. Em fins de 1934 realizam-se as primeiras eleições
depois do golpe de 1926, concorrendo unicamente a União Nacional, a qual fica a controlar os
90 deputados da Assembleia Nacional. Entretanto havia sido iniciada a extinção dos partidos
políticos, das ''sociedades secretas'' e dos sindicatos livres. (...)" (Idem)
Existia ainda uma polícia política que procurava atuar da maneira mais implacável possível
contra os opositores do governo. As prisões portuguesas passaram a ser freqüentadas e também
abarrotadas por intelectuais e políticos, principalmente por todos aqueles que não comungavam
das idéias e que não demonstravam ou desejavam demonstrar o apoio ao governo de Salazar. A
vigilância e a espionagem sobre os cidadãos e a sociedade tornaram-se intensas e também uma
prática comum. A política e a ideologia do Estado Novo de Antonio Salazar, baseava-se em três
pontos que eram considerados essenciais a existência de Portugal:
Deus Pátria Autoridade
O Estado Novo português possuía um caráter que pode ser considerado estreitamente
clerical. As idéias defendidas e postas em prática pelo governo de Salazar eram plenamente
identificáveis, comparáveis e compatíveis com as idéias e posições doutrinais da Igreja Católica.
Pode-se afirmar que a política que foi conduzida por este Estado Novo, era tipicamente
reacionária. Podemos conceber uma posição política como sendo reacionária, quando ela
procura barrar as mudanças e as transformações a partir do momento em que elas comecem a se
tornarem evidentes. Uma posição reacionária pode ser considerada extremamente conservadora.
A política portuguesa de então, apresentava-se de uma forma bem parecida com a política que
era praticada pelos principados reacionários europeus que tiveram a sua existência registrada em
meados do século XIX, conforme foi colocado por René Rémond e citado por João Ferreira
(FERREIRA, op. cit. p.93)
Ao longo do seu longo governo, Antonio Salazar procurou resistir o máximo que pode à
modernidade, ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento da economia e da sociedade
portuguesa. Era seu desejo expresso, procurar preservar a paisagem e também o estilo de vida
rural dos portugueses, evitando desta maneira que o surgimento de indústrias provocasse o
surgimento de uma classe operária em Portugal.
Salazar acreditava piamente que barrando, ou prejudicando ao máximo o desenvolvimento
industrial, ele iria conseguir barrar o nascimento, desenvolvimento e também o eventual
fortalecimento de uma classe operária industrial urbana. Desta maneira Antonio Salazar tentava
evitar que se fizesse surgir em Portugal à luta de classes. Salazar estaria procurando evitar uma
maior difusão das idéias de cunho marxista bem como o início de uma ameaça comunista, idéia
esta que presente no mundo ocidental acabou por fazer muitos estragos ao longo de todo o
século XX. Portugal foi por muito tempo o país mais atrasado industrialmente e
economicamente de toda a Europa Ocidental.
Era justamente do interior do universo rural conservador português, preservado intocado e
blindado pela ditadura, que Salazar buscava e encontrava o apoio que era necessário para a sua
manutenção no poder. Atuando de uma forma que era completamente ao contrário de tudo
aquilo que ele havia defendido em seus escritos da juventude, o ditador português procurou
reduzir ao máximo os investimentos em educação. Não desenvolver a educação e reduzir os
investimentos nela, foi uma das formas encontradas para conter e mesmo não permitir e
procurar mais uma vez bloquear o desenvolvimento tecnológico e industrial que poderia, como
já mencionamos, por em contradição a sua maneira de ver o mundo. O governo salazarista
procurou barrar o desenvolvimento natural da evolução histórica em Portugal, aqueles que
ousassem pensar de maneira diferente eram considerados simplesmente como os inimigos do
Estado.
Eleger os seus inimigos e opositores, identificando as possíveis ameaças à sua integridade,
foi uma das muitas formas que o Estado Novo português, a exemplo de seus congêneres
fascistas e nazistas, procurou encontrar e desenvolver para se perpetuar e eternizar no poder. O
combate aos inimigos do regime passou a ser a justificativa da existência do próprio regime
salazarista. O principal inimigo escolhido pelo Governo foi o comunismo, sendo a sua ameaça
realmente presente ou simplesmente imaginária. Para combater o movimento e a ameaça
comunista foi criada uma organização paramilitar, a Legião Portuguesa . Salazar fará deste
combate anticomunista a sua principal bandeira de existência e também a principal bandeira do
Estado Novo.
"(...) É ainda o anticomunismo que o levará a ordenar à polícia que persiga os comunistas
sem esmorecer. Durante mais de quatro décadas, àquela polícia (...) não deu tréguas ao aparelho
clandestino do Partido Comunista Português - PCP (...)" (FERREIRA, op. cit, p.93).
Como pretendemos destacar, demonstrar e também já efetivamente afirmamos neste estudo,
os comunistas portugueses não foram os únicos alvos da repressão salazarista. Diversos outros
grupos sociais e políticos também foram duramente perseguidos e oprimidos pelo regime:
"(...) Anarco-sindicalistas (...) socialistas, republicanos, maçons, católicos progressistas,
foram também perseguidos. Embora (...) a repressão fosse estatisticamente, bem mais branda do
que em outras ditaduras européias ou sul-americanas (...) o regime foi responsável por centenas
de prisões políticas, tortura e morte (...)" (Idem).
Também surgiram, ao longo do tempo, dissidências entre aqueles que inicialmente apoiaram
o Estado Novo. Nem mesmo este alinhamento ou as colaborações iniciais bastava para
neutralizar a forte ação da repressão salazarista. Os dissidentes também foram duramente
perseguidos e neutralizados:
"(...) Os dissidentes, mesmo que noutras ocasiões tenham apoiado Salazar, são neutralizados
implacavelmente, desde os 'camisas-azuis' nacional-sindicalistas, desejosos de criar em Portugal
um movimento de massas parente do fascismo e do nazismo, até aos monárquicos nostálgicos
de uma restauração que o chefe do governo somente viria a rejeitar em 1951.
O pulso de ferro abate-se também sobre os militares que ousam desafiar sua autoridade (...)"
(Idem, p.94).
Em Agosto de 1968, Salazar sofreu uma queda e bateu com a cabeça, entrando em coma, foi
imediatamente hospitalizado. Em Setembro daquele ano, o Presidente da República nomeou
Marcello Caetano como o novo Presidente do Conselho de Ministros. Antonio de Oliveira
Salazar morreu em 27 de Julho de 1970, alienado, sem tomar conhecimento da realidade que o
cercava. Ministros chegavam a visitá-lo em sua quinta para juntamente com ele despacharem.
Salazar não percebeu nunca que eram despachos de mentira, que visavam apenas não contraria-
lo.
Marcello Caetano governou Portugal ainda até 25 de Abril de 1974, quando ocorreu a
"Revolução dos Cravos". A Revolução foi conduzida e efetivada por jovens oficiais das forças
armadas portuguesas, que acabou por derrubar de vez o regime salazarista e implantar
definitivamente a democracia em Portugal. Portugal finalmente começou a viver o século XX
em sua plenitude e a se integrar com a Europa.
03 - A EXTINÇÃO DA MAÇONARIA PORTUGUESA
Quando se instalam no poder, os ditadores de uma forma geral e de maneira imediata
procuram implantar medidas para que possam se perpetuar no poder. Procurar calar ou mesmo
exterminar aqueles que porventura tenham as condições materiais e intelectuais de vir a criticá-
los ou mesmo compor um grupo de oposição, seja isso de maneira imediata em um futuro ainda
que distante. Calar os opositores é uma das maneiras que os déspotas encontram para se manter
no poder. As medidas restritivas, de uma maneira geral sempre passam pela extinção ou
limitação das liberdades civis, principalmente aqueles direitos que são referentes à locomoção e
também à associação. Ocorre a instalação de órgãos que irão censurar os meios de
comunicação, proíbe-se a circulação dos jornais e outros meios de comunicação de massa que
se recusam a acatar ou a apoiar as decisões dos novos governantes.
As reuniões de pessoas, principalmente daquelas pertencentes a classes sociais e profissões
que forem tidas como sendo perigosas ao estilo de administração do Estado, são restringidas ou
simplesmente proibidas. O mesmo destino é imputado às associações e agremiações culturais e
também, principalmente aos partidos políticos que sejam considerados como opositores
imediatos ou ainda possíveis e futuros do governo implantado.
O que finalmente queremos colocar e demonstrar é que de uma forma geral os governos
totalitários perseguem a Maçonaria e os seus membros, em todo quanto é canto do país,
proíbem suas reuniões, confiscam ou simplesmente tomam os seus bens, prendem ou eliminam
os seus líderes e também aqueles que sejam considerados maçons de maior renome e destaque.
Também os ditadores e déspotas recém empossados no poder, ao perseguirem a Ordem
Maçônica procuram também, como já afirmamos anteriormente, evitar uma futura e muito
provável oposição desta ao seu governo.
Evidencia-se também que ao procurar proscrever a Maçonaria, que estes ditadores estejam
procurando de maneira que poderia ser considerada bastante obscena, com estas medidas, virem
a se tornar simpáticos e agradáveis a grupos religiosos mais conservadores, em especial à Igreja
Católica, sendo que hoje os principais adversários da Maçonaria pelo menos no campo da
verborragia, sejam algumas Igrejas ditas Evangélicas . Diga-se de passagem, que muitos
daqueles clérigos e mesmo os leigos que estejam engajados no serviço da Igreja, seja ela
Católica ou Evangélica, sempre aplaudiram e muitos deles aplaudiriam ainda hoje medidas
desta natureza. Não é segredo que muitos daqueles que se consideram religiosos e fervorosos
defensores da Igreja e da fé cristã, se regozijam com o destino daqueles que são considerados
infiéis, indesejáveis e não menos incômodos maçons.
Em Portugal a situação que se apresentou não ocorreu de maneira muito que diferente, a
cartilha ditatorial foi aplicada na integra. O governo encabeçado por Antônio Salazar, no
entanto procurou dar certo ar de legalidade às muitas das medidas coercitivas que resolveu
adotar. A extinção da Ordem Maçônica foi proposta de maneira sutil e indireta, para procurar
preservar e demonstrar ao menos um ar de legalidade. A extição foi proposta através de um
projeto de lei que foi apresentado por um deputado de nome José Cabral, junto ao Parlamento
português.
Este projeto tinha por objetivo principal, proibir e combater severamente o funcionamento e
impedir a existência daqueles grupos e organizações a que ele chamava, em seu texto de uma
maneira bastante simples e generica de Associações Secretas. Estabelecia este projeto que fortes
sanções jurídicas e punições legais seriam aplicadas àqueles que destas Associações Secretas
insistissem em fazer parte.
"(...) Em 19 de Janeiro de 1935, na recém-inaugurada Assembleia Nacional, o deputado José
Cabral apresenta um projecto de lei proibindo todos os cidadãos portugueses de fazerem pare de
associações secretas, sob pena de aplicação de penas várias que vão da pena de prisão ao
desterro. Os candidatos à função pública e os funcionários públicos em funções são obrigados a
jurar que não pertencem, nem jamais pertencerão a qualquer sociedade secreta. O projecto
embora não o especifique dirige-se contra a Maçonaria. (...)" (GONÇALVES, op. cit., passim)
Ao analisarmos o conteúdo do projeto, que iria determinar a completa extinção das
associações secretas e, portanto da Maçonaria em Portugal, podemos dele, de imediato tirar
conclusões diretas e fáceis. O projeto, que acabou recebendo na Assembléia o número dois, da
maneira como foi apresentado e redigido, tornava óbvio em seu texto e facilmente identificável
que o alvo principal visado era a Ordem Maçônica, os maçons e as muitas Lojas Maçônicas
constituídas, que àquela época floresciam e vicejavam no território português.
04 - EM DEFESA DA MAÇONARIA
Um daqueles que primeiro saiu e atuou em defesa da Arte Real, foi Fernando Pessoa, um
escritor dotado de uma qualidade que, a nós na atualidade, se apresenta de uma maneira
praticamente indiscutível. Em quatro de Fevereiro de 1935, ele publicou no jornal "Diário de
Lisboa", um artigo muito instrutivo, reflexivo, também em certos aspectos bastante que
provocativo e ao mesmo tempo escrito de uma forma que o tornou muito agradável de ler.
Intitulado "As Associações Secretas - Análise Serena e Minuciosa a um Projeto de Lei
apresentado ao Parlamento", quando de sua primeira edição , neste trabalho Fernando Pessoa
realizou a defesa do direito de existência e de atuação das associações que eram tidas como
secretas. Em especial procurou defender o direito de existência e esclareceu bastante a atuação
da Maçonaria ao longo do tempo, tanto em Portugal como no restante do Mundo, procurou
também estabelecer os laços de fraternidade que mantém unidos todos os seus membros pelo
mundo afora através dos tempos.
Usando as suas muitas habilidades superiormente desenvolvidas de escritor, aliadas à sua
incomum inteligência, seu finíssimo e refinado humor somadas a uma intencional e sutil ironia,
Fernando Pessoa desfiou pelas linhas e parágrafos do artigo, uma série de argumentos racionais
contra a aprovação da já referida lei. Ao mesmo tempo em que procurava sempre repassar
importantes informações sobre a Maçonaria, os seus princípios e a sua importância. Fernando
Pessoa faz ainda ataques, alguns deles sutis outros muito diretos e objetivos à chamada
antimaçonaria e aos seus representantes.
Fernando Pessoa destaca dentro da anti-maçonaria a ignorância , que é cultivada sobre os
assuntos relacionados a Maçonaria, como o fator que liga profundamente aqueles que agem
como anti-maçons e se consideram os combates de uma Cruzada sagrada contra a Maçonaria e
o universo dos maçons. É dentro deste rol de pseudos e sagrados combatentes da Maçonaria e
defensores da fé cristã, que Fernando Pessoa coloca o deputado José Cabral, já referido como o
autor do projeto de proibição e combate as sociedades e associações secretas.
"(...) como a maioria dos antimaçons, o autor deste projecto é totalmente desconhecedor do
assunto Maçonaria. O que sabe dele é até, porventura, pior que nada, pois, naturalmente, terá
nutrido o seu antimaçonismo da leitura da imprensa chamada católica, onde, até nas coisas mais
elementares da matéria, erros se acumulam sobre erros, e aos erros se junta, com a má vontade,
a mentira e a calúnia, senhoras suas filhas. (...)" (PESSOA, Passim).
Se Fernando Pessoa ainda estivesse vivo e atuante, conforme o seu estilo neste início de
Terceiro Milênio, com certeza hoje substituiria a referência que fez a virulência da imprensa
portuguesa que se denominava de católica, daquele já longínquo ano de 1935, por uma outra
que levasse em conta as diversas publicações existentes dos supostos e pseudos pregadores
evangélicos. Levaria em conta também, com toda a certeza, os sites e os textos disponíveis e
existentes na internet, que já se apresentam de forma incontável. Textos e sites estes que
dedicam o seu tempo e o seu espaço a fazer ataques gratuitos a Maçonaria e aos maçons. Existe
em nossos dias um consenso entre alguns fundamentalistas religiosos, muitos deles neo-
pentencostais, de que a maçonaria representa uma ameaça ao cristianismo e também as suas
idéias messiânicas e apocalípticas. Estes ataques se realizam na maioria das vezes de forma
raivosa e gratuita, conforme já afirmado, pois a Maçonaria nunca desejou destruir e nem mesmo
ocupar o lugar que pertence ao cristianismo na cultura da Civilização Ocidental.
Afirmamos aqui e sempre que for necessário, de uma forma segura e tranqüila, conforme
aquilo o que nos é colocado por José Castellani, que de maneira alguma a Maçonaria se
apresenta ou algum dia procurou se apresentar como uma religião, ou pretensa substituta de
alguma religião . Isto pode ser afirmado apesar da Maçonaria também fazer uso de uma
linguagem simbólica. Um simbolismo que na maioria das vezes pode ser próprio da religião, em
especial da Igreja Católica. Tal particularidade tem levados a muitos daqueles que são
desconhecedores dos princípios e das práticas da Ordem Maçônica, a imaginá-la e a representa-
la como sendo uma religião . Tal condição e situações, tem levado até mesmo a alguns maçons
menos esclarecidos e informados a idealizarem a Maçonaria como sendo uma religião perfeita,
para eles a mais antiga, perfeita e justa de todas elas:
"(...) Embora a Maçonaria não seja uma religião e nem seja uma ordem mística, ela utiliza,
em seus rituais, na sua simbologia e na sua estrutura filosófica e doutrinária, os padrões místicos
de diversas seitas, associações e civilizações antigas, principalmente os relativos às religiões e
às ordens iniciáticas de cunho religioso daqueles povos que representaram o alvorecer das
civilizações e que representam o alvorecer das civilizações e que concentravam, desde o século
V a. C., em torno dos rios Tigre e Eufrates e do Mar Mediterrâneo. (...) [A Ordem Maçônica]
nascida em sua forma moderna, nas asas das aspirações liberais e libertárias dos povos
subjulgados pelo poder real absoluto e pelos privilégios do clero, ela, também, é liberal e
libertária, evolutiva e adaptável às épocas, racional e democrática. Para armar todavia, a sua
doutrina moral, ela buscou o simbolismo nascido da mística de civilizações perdidas na noite
dos tempos; e o simbolismo, fonte de espiritualidade oculta, será, sempre, por mais que a
cibernética e a materialidade dominem o mundo, uma LUZ no caminho da humanidade (...)"
(CASTELLANI: 1996. p.92)
Um outro ponto essencial e muito importante, que torna o artigo de Fernando Pessoa
envolvente e ao mesmo tempo extremamente interessante para a Ordem Maçônica e que deve,
portanto ser bem explanado, é o fato de que ele por diversas vezes tenha se declarado como um
não iniciado na Maçonaria, ou seja como ele afirmava sobre si mesmo, um não - maçom.
Fernando Pessoa destaca, porém a sua grande admiração e o seu profundo respeito pela Ordem,
porém não se cansa de afirmar também a imensa dificuldade encontrada por aqueles que não
são iniciados nos seus augustos mistérios, para poder estudar, procurar compreender e atingir
um nível de conhecimento e entendimento razoáveis sobre a Maçonaria:
"(...) Não sou maçom, nem pertenço a qualquer outra Ordem semelhante ou diferente. Não
sou, porém, antimaçon, pois o que sei do assunto me leva a ter uma idéia absolutamente
favorável da Ordem Maçônica. A estas duas circunstâncias, que em certo modo me habilitam a
poder ser imparcial na matéria, acresce a de que, por virtude de certos estudos meus, cuja
natureza confina com a parte oculta da Maçonaria - parte que nada tem de político ou social -,
fui necessariamente levado a estudar também esse assunto - assunto muito belo, mas muito
difícil, sobretudo para quem o estuda de fora (...)" (PESSOA, op. cit.)
Por meio de informações diversas que chegaram ao nosso conhecimento, existe uma
possibilidade que tem sido bastante considerada sobre o fato de que Fernando Pessoa tenha
pertencido à Ordem Rozacruz. O que é certo, porém, e que ele próprio também afirmou, ainda
em 1935, ao procurar fazer uma definição de sua personalidade, que pertencia a Ordem dos
Cavaleiros Templários. Apesar dele não o afirmar de maneira direta e objetiva, é possível que
ele tenha também pertencido a algumas outras ordens ou grupamentos místicos ou esotéricos,
pois é isso que ele nos faz entender por diversas vezes:
"(...) Tendo eu, porém, certa preparação, cuja natureza me não proponho indicar, pude ir,
embora lentamente, compreendendo o que lia e sabendo meditar o que compreendia. Posso hoje
dizer, sem que use de excesso de vaidade, que pouca gente haverá, fora da Maçonaria, aqui ou
em qualquer outra parte, que tanto tenha conseguido entranhar-se na alma daquela vida,
portanto e derivadamente, nos seus aspectos por assim dizer externos (...)" (Idem)
As informações anteriormente citadas foram feitas, com certeza, no intuito de demonstrar
àqueles que possuíam sentimentos contrários à Maçonaria, que ele possuía conhecimentos
suficientes sobre a Ordem. Um conjunto de conhecimentos que em seu julgamento e em seu
íntimo o habilitavam e lhe davam uma autoridade intelectual, que ele julgava ímpar, para atuar
como um defensor consciente da Maçonaria. Para que Fernando Pessoa tivesse a segurança
necessária em suas afirmações, e também com o possível intuito de tentar evitar as futuras com
certeza graves complicações junto ao governo português, imaginamos também, que ele tenha
procurado se valer e destacar o fato de que não era maçom. É possível pensarmos que ao
afirmar tal condição, ele já estivesse procurando se precaver de eventuais e prováveis
represálias diretas do Estado, que conforme já afirmamos estava já configurado na prática como
uma ditadura que não respeitava os direitos individuais dos cidadãos.
Continuando com a sua defesa e a apologia que fez da Maçonaria, Fernando Pessoa coloca
sobre um erro grave e que muitos dos antimaçons comungariam de sua prática, o fato deles
considerarem ser a Maçonaria simplesmente uma associação secreta. Em suas afirmações, a
Maçonaria seria, isto sim, uma Ordem Secreta. Afirmando isto em melhores palavras, Fernando
Pessoa considerava a Maçonaria como sendo uma Ordem Iniciática.
"(...) A Ordem Maçónica é secreta por uma razão directa e derivada - a mesma razão por que
eram secretos os Mistérios antigos, incluindo os dos primitivos cristãos, que se reuniam em
segredo, para louvar a Deus, em o que hoje se chamariam Lojas ou Capítulos, e que, para se
distinguir dos profanos, tinham fórmulas de reconhecimento - toques, ou palavras de passe, ou o
que quer que fosse. por esse motivo os romanos lhes chamavam ateus, inimigos da sociedade e
inimigos do Império - precisamente os mesmos termos com que hoje os maçons são bindados
pelos sequazes da Igreja Romana, filha, talvez ilegítima, daquela maçonaria remota. (...)"
(Idem).
Ainda sobre o fato de muitos dos supostos entendidos, considerarem a Maçonaria como
sendo uma Ordem Secreta, o escritor Curtis Masil, nos coloca uma série de ponderações e
afirmativas:
"(...) Na verdade não há propriamente sociedades secretas hoje em dia. O que há, quando
muito, são organizações que comungam uma doutrina comum, exigindo de seus membros
filiados certos compromissos para mantê-la sempre ativa, como se fora a chama acesa, erguida
ao alto por muitas mãos, todas elas zelando para que o vento das hipocrisias humanas não
apague jamais. Se o leitor prestar atenção verá que todas as grandes religiões do mundo, como a
católica e a Judaica, possuem dois círculos: um externo, que é para o povo em geral; e o outro,
interno, para o seu corpo de sacerdotes e rabinos, onde, de um lado, uns ouvem e aprendem,
enquanto do outro lado há os que estudam e ensinam. Jesus Cristo, e este é apenas um exemplo,
discutia com os seus Apóstolos. Mas o que lê ensinava àqueles Apóstolos, salvo o Alto Colégio
da Cúria romana, talvez a sua congênere judaica, ninguém ficou sabendo até os dias de hoje
(...)" (MASIL, 1986, p.13).
Um outro pensador maçom, Erwin Seignemartin, em uma conferência que foi realizada em
1979, também chegou a tecer algumas considerações importantes sobre o fato da Maçonaria não
poder ser considerada como uma sociedade secreta. Erwin Seignemartin ponderou também,
sobre aqueles que seriam os diversos objetivos e os propósitos da Ordem Maçônica e também
sobre os segredos que devem ser guardados pelos maçons. Ele coloca que praticamente todo o
conteúdo da Maçonaria esta acessível a qualquer pessoa que se predisponha a pesquisar em uma
livraria ou biblioteca. Podemos colocar ainda que na atualidade os meios de pesquisa se
avolumaram quase que ao extremo da facilidade e da obtenção de informações. Praticamente
qualquer assunto sobre a Maçonaria pode ser encontrado em sites da internet:
"(...) A Maçonaria não é uma sociedade secreta, no sentido como tal termo é geralmente
empregado. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivos secretos e oculta a sua existência
assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e propósito da Maçonaria, suas leis,
história e filosofia tem sido divulgados em livros que estão a venda em qualquer livraria. Os
únicos segredos que a maçonaria conserva são as cerimônias empregadas na admissão de seus
membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem (...)" (SEIGNEMARTIN, 1979,
passim)
Alertando sobre as conseqüências que poderiam decorrer das às intenções do Deputado José
Cabral e as dos seus aliados em tornar fora-da-lei a Maçonaria, Fernando Pessoa advertiu que as
Sociedades Iniciáticas estão defendidas por condições e forças que podem ser consideradas
especiais. Condições especiais estas que as tornam as Sociedades Iniciáticas praticamente
indestrutíveis por forças que por ventura se avolumem e atuem contra elas a partir do exterior
destas sociedades.
Sobre as ações praticadas contra a Maçonaria naquela época (1935), pelas inúmeras ditaduras
que existiam na Europa - Hitler na Alemanha, Rivera na Espanha, Mussolini na Itália, Stalin na
União Soviética - Fernando Pessoa nos coloca um dúvida sobre o caráter eficaz dessas medidas
autoritárias. Destaca também a sua crença na ação da Maçonaria para colocar fim aos diversos
regimes despóticos que havia listado.
O artigo escrito por Fernando Pessoa, "As Associações Secretas - Análise Serena e
Minuciosa a um Projeto de Lei apresentado ao Parlamento", não deve ser considerado apenas
uma defesa da Ordem Maçônica. Ele também é, acima e antes de qualquer outra consideração,
uma defesa profunda daqueles ideais que são considerados democráticos. O artigo apresenta
uma defesa de forma clara da prática da democracia, uma defesa bastante profunda e
fundamentada das liberdades civis e individuais. "(...) Nesse artigo Fernando Pessoa também
faz a defesa da liberdade de pensamento, de expressão e de livre reunião (...)" (VARELLA,
2004, passim). Fernando Pessoa praticamente fez, de forma direta, clara e aberta um alerta a
todos que pudessem e quisessem ouvir, contra a ameaça da ditadura cada vez mais opressora
que se solidificava e se tomava consistência em Portugal.
4.1 - ATUAÇÃO INTERNACIONAL E A DIVISÃO DA MAÇONARIA
Sobre a atividade ou a atuação internacional da Maçonaria, Fernando Pessoa traça
primeiramente uma estimativa, um tanto que por alto, da quantidade de maçons então existentes
no mundo. Procura também destacar claramente as regiões do globo onde mais se
concentrariam e a divisão das diversas Potências Maçônicas em atuação no ano de 1935:
"(...) Existem hoje em actividade, em todo o mundo, cerca de seis milhões de maçons, dos
quais cerca de quatro milhões nos Estados Unidos e cerca de um milhão sob as diversas
Obediências independentes do Império Britânico. Assim, cinco sextos dos maçons hoje em
actividade são maçons de fala inglesa. O milhão restante, ou conta parecida, acha-se repartido
pelas várias Grandes Obediências dos outros países do mundo, das quais a mais importante e
influente é talvez o Grande Oriente de França.(...)" (Idem).
Em seguida, procurando explicar o fato de a Maçonaria apresentar-se dividida em potências
que são independentes entre si, Fernando Pessoa registra e enfoca também o fato de que muitas
destas potências existentes não manterem um contato e uma maior ligação e relacionamento
entre si. Procura desta forma destacar também, o fato de que algumas potências e obediências
maçônicas, fato que se mantém ainda hoje, não reconhecerem a existência de outras potências.
Em outras poucas palavras, Fernando Pessoa discorda, chegando mesmo a duvidar de maneira
bastante aberta e bastante clara da existência de um acordo internacional maçônico, boato ou
lenda que de tempos em tempos ressurge sob a forma de propaganda, visando as mentes mais
incautas. Afirmações estas, que eram usadas pelos perseguidores e opositores da Maçonaria:
"(...) As Obediências maçónicas são potências autónomas e independentes, pois não há
governo central da Maçonaria, que é por isso menos "internacional" que a Igreja Romana. Há
Obediências maçónicas que poucas relações têm entre si; há até Obediências que estão de
relações suspensas ou cortadas (...) a Maçonaria necessariamente toma aspectos diferentes -
políticos, sociais e até rituais - de país para país, e até, dentro do mesmo país, de Obediência
para Obediência se houver mais que uma. (...)" (Idem).
Fernando Pessoa destaca ainda as diferenças de pensamento e ideologia que haviam entre os
maçons da já distante década de 1930, mas que de uma certa maneira ainda hoje chegam a
existir. Ele faz uso, como um exemplo que se apresenta de maneira extremamente eloqüente, o
caso que era representado pelas três Obediências independentes que havia àquela época na
França. Devemos procurar salientar também que estas diferenças eram bastante e
profundamente acentuadas:
"(...) Há em França três Obediências independentes - o Grande Oriente de França, a Grande
Loja de França (prolongada capitularmente pelo Supremo Conselho do Grau 33) e a Loja
Regular, Nacional e Independente para França e suas Colónias. O Grande Oriente é
acentuadamente radical e anti-religioso; a Grande Loja limita-se a ser liberal e anticlerical; a
Grande Loja Nacional não tem política nenhuma. Dou outro exemplo. O Grande Oriente de
França tem uma grande influência política, mas, excepto através dessa, pouca influência social.
A Grande Loja de Inglaterra não se preocupa com política, mas a sua influência social é enorme.
(...)" (Idem).
Porém, apesar da Ordem Maçônica estar e normalmente apresentar-se materialmente
dividida, a sua união espiritual é também indiscutível sendo que é plenamente e facilmente
identificável:
"(...) O espírito dos rituais, e sobretudo o dos Graus Simbólicos (nos quais, e sobretudo no
Grau de Mestre, está já, para quem saiba ver ou sentir, a Maçonaria inteira), é o mesmo em toda
a parte, por muitas que sejam as divergências verbais e rituais entre graus idênticos, trabalhados
por Obediências diferentes. Em palavras mais perspícuas, mas necessariamente menos claras:
quem tiver as chaves herméticas, em qualquer forma de um ritual encontrará, sob mais ou
menos véus, as mesmas fechaduras. (...)" (Idem).
Esta união espiritual ligada por princípios morais e éticos, é destacada e tornada evidente,
quando algum perigo grave ameaça a existência e a sobrevivência de alguma das diversas
Potências existentes, atingindo por extensão o conjunto e o Universo da Ordem Maçônica, que é
considerada Universal justamente por esta sua união espiritual, moral e ética:
"(...) Resulta desta comunidade de espírito profundo, deste íntimo e secreto laço fraternal,
que ninguém quebrou nem pode quebrar, que uma Obediência, ainda que tenha poucas ou
nenhumas relações com outra, não vê todavia com indiferença o ser esta atacada por profanos
Os maçons da Grande Loja de Inglaterra não têm, como disse, relações com os do Grande
Oriente de França. Quando, porém, recentemente surgiu em França, a propósito dos casos
Stavisky e Prince uma campanha antimaçónica, de origem aliás ultra-suspeita, a vaga simpática,
que potencialmente se estava formando em Inglaterra pelos conservadores que atacavam o
Governo Francês, desapareceu imediatamente. O Times, conservador mas acentuadamente
maçónico, relatou as manifestações contra o Governo Francês com uma antipatia que roçou pela
deturpação de factos. E há muitos casos semelhantes, como o de certo escritor maçónico inglês,
que em seus livros constantemente ataca o Grande Oriente de França, mudar completamente de
atitude ao responder a uma escritora inglesa antimaçónica, que afinal dissera pouco mais ou
menos o mesmo que ele havia sempre dito. Nisto tudo, que serviu de exemplos, trata-se de
coisas de pouca monta, simples campanhas de jornal, e por certo de atitudes espontâneas e
individuais da parte dos maçons que as tomaram. Quando porém se trate de factos
maçonicamente graves, como seja a tentativa, por um governo, de suprimir ou perseguir uma
Obediência maçónica, já a acção dos maçons não é tão individual, e isolada, nem se resume a
uma maior ou menor antipatia jornalística. (...)" (Idem).
4.2 - OS ELEMENTOS QUE COMPÕEM A MAÇONARIA
A respeito da união de princípios compartilhados pelas diversas Potências Maçônicas,
podemos concluir como o escritor português também assim o fez e colocou, que a Maçonaria
compõe-se de três elementos que são os seguintes:
O Elemento Iniciático
O Elemento Fraternal
O Elemento Humano
São estes três elementos que, uma vez considerados comuns a Ordem Maçônica, a tornam
uma instituição espiritualmente, doutrinal e até mesmo ideologicamente unida e coesa.
Elementos estes que devidamente analisados podem ser considerados como os fatores da
profunda coesão da Maçonaria:
"(...) A Maçonaria compõe-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o
elemento fraternal; e o elemento a que chamarei humano - isto é, o que resulta de ela ser
composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura, e o que
resulta de ela existir em muitos países, sujeita, portanto a diversas circunstâncias de meio e de
momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época, reage, quanto à
atitude social, diferentemente. Nos primeiros dois elementos, onde reside essencialmente o
espírito maçónico, a Ordem é a mesma sempre e em todo o mundo. No terceiro, a Maçonaria -
como, aliás, qualquer instituição humana, secreta ou não - apresenta diferentes aspectos,
conforme a mentalidade de maçons individuais, e conforme circunstâncias de meio e momento
histórico, de que ela não tem culpa.
Neste terceiro ponto de vista, toda a Maçonaria gira, porém, em torno de uma só idéia - a
tolerância; isto é, o não impor a alguém dogma nenhum, deixando-o pensar como entender. Por
isso a Maçonaria não tem uma doutrina. Tudo quanto se chama "doutrina maçónica" são
opiniões individuais de maçons, quer sobre a Ordem em si mesma, quer sobre as suas relações
com o mundo profano. São diversíssimas: vão desde o panteísmo naturalista de Oswald Wirth
até ao misticismo cristão de Athur Edward Waite, ambos eles tentando converter em doutrina o
espírito da Ordem. As suas afirmações, porém, são simplesmente suas; a Maçonaria nada tem
com elas. Ora o primeiro erro dos antimaçons consiste em tentar definir o espírito maçónico em
geral pelas afirmações de maçons particulares, escolhidas ordinariamente com grande má-fé.
(...)" (Idem) .
Fernando Pessoa nos coloca mais uma vez que a Maçonaria, apesar de se encontrar unida
espiritualmente, encontra-se também do ponto de vista material e institucional profundamente
dividida. O escritor aproveita-se desta particularidade para concluir e apontar esta evidência
para novamente apontar um outro erro estrutural dos antimaçons, o fato de ainda àquela época,
como hoje ainda acontece, a ação social da Maçonaria apresentar e sofrer profundas variações
de país para país, de um contexto histórico para um outro contexto histórico, em função das
circunstâncias do ambiente e do tempo em que estas ações venham a ocorrer:
"(...) A sua acção social varia de país para país, de momento histórico para momento
histórico, em função das circunstâncias do meio e da época, que afectam a Maçonaria como
afectam toda a gente. A sua acção social varia, dentro do mesmo país, de Obediência para
Obediência, onde houver mais que uma, em virtude de divergências doutrinárias - as que
provocaram a formação dessas Obediências distintas, pois, a haver entre elas acordo em tudo,
estariam unidas. Segue de aqui que nenhum acto político ocasional de nenhuma Obediência
pode ser levado à conta da Maçonaria em geral, ou até dessa Obediência particular, pois pode
porvir, como em geral provém, de circunstâncias políticas de momento, que a Maçonaria não
criou. (...)" (Idem) .
É esta doutrina espiritual que se encontra unificada em seus diversos princípios que tornam a
Maçonaria uma Instituição Universal. Porém quanto às suas posições políticas, como já citadas,
sofrem profundas variações de Potência para Potência Maçônica e de Maçom para Maçom.
Estas variações de posições são ditadas pelas especificidades e condicionamentos variáveis de
cada época e lugar. Segundo a opinião expressa por Fernando Pessoa, não teria muito cabimento
julgar pessoas e principalmente instituições por suas ações em um passado remoto, como não
caberia julgar alguém pelos erros dos seus familiares desenvolvidos em outros países. O não
entendimento deste particular detalhe faz com que, na opinião de Fernando Pessoa, as
campanhas antimaçônicas sejam fadadas inevitavelmente ao fracasso, a desconsideração e ao
descrédito e mesmo ao escárnio por parte daqueles que são detentores de um mínimo que seja
de cultura. Talvez seja esta conclusão que tenha levado Fernando Pessoa a escrever este artigo,
em nossa opinião, expondo a ignorância, o fanatismo e o anacronismo dos movimentos que se
colocam contra a ação da Maçonaria e dos Maçons, contra as liberdades individuais e
obviamente contra o desenvolvimento que é próprio dos povos que as cultivam. Sua cultura
erudita fez com ele enxergasse muito além das superstições religiosas e muito além das
conjunturas locais momentâneas. Esta cultura acumulada por Fernando Pessoa, fez com ele
acabasse percebendo a essência e muitos dos profundos ensinamentos contidos e presentes no
interior dos princípios maçônicos:
"(...) Resulta de tudo isto que todas as campanhas antimaçônicas - baseadas nesta dupla
confusão do particular com o geral e do ocasional com o permanente - estão absolutamente
erradas, e que nada até hoje se provou em desabono da Maçonaria. (...)" (Idem).
4.3 - A AÇÃO ANTIMAÇÔNICA
Chegando ao final de seu artigo, Fernando Pessoa faz colocações sobre as diversas acusações
que a Ordem Maçônica recebeu ao longo dos séculos, que naquele momento recebia e que ainda
hoje (século XXI) ainda recebe. Acusações que ele considera infundadas, em sua opinião
erudita.
Reclama também Fernando Pessoa, o devido reconhecimento pelos benefícios que foram
proporcionados pela Maçonaria e pelos maçons em particular, à Civilização Ocidental.
Reconhecimento que ele procurou colocar e reinvidicar de maneira bastante fundamentada
como um contrapeso aos diversos males que a ação anti-maçônica procura imputar a Ordem.
Este reconhecimento por ações benéficas que ele toma como uma questão de profunda justiça:
"(...) Sejamos, ao menos, justos. Se debitamos à Maçonaria em geral todos aqueles casos
particulares, ponhamos-lhe a crédito, em contrapartida, os benefícios que dela temos recebido
em iguais condições. Beijem-lhe os jesuítas as mãos, por lhes ter sido dado acolhimento e
liberdade na Prússia, no século XVIII - quando, expulsos de toda a parte, os repudiava o próprio
papa - pelo maçom Frederico II (Rei da Prússia) Agradeçamos-lhe a vitória de Waterloo, pois
que Wellington e Blücher eram ambos maçons. Sejamos-lhe gratos por ter sido ela quem criou a
base onde veio a assentar a futura vitória dos Aliados - a Entente Cordiale, obra do maçom
Eduardo VII. Nem esqueçamos, finalmente, que devemos à Maçonaria a maior obra da
literatura moderna - o Fausto, do maçom Goethe (...)" (Idem).
Fernando Pessoa finaliza o artigo, ironizando a falta de conhecimento fundamentado por
parte dos antimaçons. Sutilmente destaca o apego dos antimaçons às lendas e ao lugar comum
dos velhos chavões anti-cristãos, que reduzem a Maçonaria a uma simples conspiração contra a
cristandade:
"(...) Acabei de vez. Deixe o sr. José Cabral a Maçonaria aos maçons e aos que, embora o
não sejam, viram, ainda que noutro Templo, a mesma Luz. Deixe a antimaçonaria àqueles
antimaçons que são os legítimos descendentes intelectuais do célebre pregador que descobriu
que Herodes e Pilatos eram Vigilantes de uma Loja (Maçônica) de Jerusalém (...)" (Idem).
Ao final de seu artigo, Fernando Pessoa procura lembrar ao Deputado José Cabral, e através
dele ao governo, dos segredos que com toda a certeza bem claramente eram guardados pela
Igreja Católica, em especial a Igreja Católica de Portugal, tão defendida e sempre preservada
pelo governo de Antonio Salazar. Fernando Pessoa convida o Deputado e o Governo Português
para que, juntamente com ele fossem à cidade e ao Santuário de Fátima, no aniversário das
aparições da Virgem Maria naquela cidade. Na verdade o convite feito ao deputado, soava mais
como uma resposta provocativa do que simplesmente um convite à oração. Ao citar a cidade de
Fátima e efetuar o convite, o escritor faz uma referência direta aos "Segredos de Fátima", que
em número de três, áquela época eram guardados a sete chaves pela Igreja Católica e por
aqueles que deles haviam tido conhecimento e acesso ao seu conteúdo:
"(...) No dia 13 de Maio de 1917, três meninos pastores - os irmãos Francisco e Jacinta Marto
e a prima Lúcia dos Santos - presenciaram a primeira de várias aparições da Virgem. Francisco
e Jacinta morreram pouco depois da última visão, vítimas da gripe espanhola, enquanto Lúcia se
trancafiou em um convento carmelita (...)" (DIAS, 2000, passim).
O Vaticano e a Igreja Católica portuguesa a princípio, olharam os relatos das aparições com
relativa desconfiança, mas em 1930 autorizaram o culto a Nossa senhora de Fátima. Quando da
publicação de seu artigo em defesa da Maçonaria, Fernando Pessoa já possuía pleno
conhecimento sobre as atitudes e o posicionamento da Igreja em procurar preservar os segredos
de Fátima e em manter a mística que se desenvolveu em torno destes eventos. Durante muitas
décadas foram escritos inúmeros livros e artigos, surgiram cultos apocalípticos baseados nas
especulações em torno da totalidade dos segredos, que foram parcialmente revelados na década
de 1940. Porém apenas os dois primeiros foram tornados públicos, mesmo assim em uma
linguagem truncada, cifrada e recheados de metáforas. O Terceiro Segredo de Fátima, seria
revelado apenas no mês de Junho do ano Dois Mil pelo Vaticano , sob as ordens do Papa João
Paulo II.
O que podemos retirar destes fatos, seria a conclusão prática sobre os segredos que são
mantidos, ou que eram mantidos por aqueles que se consideravam conservadores e que se
colocaram contra a Ordem Maçônica (Sobre a condição da existência e da necessidade de se
manter segredos nas instituições, colocadas por Fernando Pessoa, já discorremos neste artigo).
Nesta situação destaca-se em especial a atuação dos católicos conservadores portugueses.
Devemos recordar que sempre a principal objeção mantida pela Igreja católica à Ordem
Maçônica, ficou sempre em torno da existência de segredos entre os seus membros e também de
juramentos que envolveriam a manutenção e a segurança destes segredos. Isto ficou bastante
claro já no primeiro documento papal condenando a Maçonaria, emitida pelo Papa Clemente
XII, denominada Constituição Apostólica "In eminenti", publicada em 28 de abril de 1738.
05 – PRÓLOGO
Como já colocamos durante o desenrolar deste trabalho, o Projeto de Lei do deputado José
Cabral recebeu na Assembléia Nacional o número dois. A Câmara Corporativa em data de 27 de
Março votou favoravelmente à apresentação do Projeto de Lei Número Dois e ao
prosseguimento dos tramites normais para a aprovação do projeto. Em 06 de abril de 1935 a
Assembléia Nacional Portuguesa aprovou o "Projeto de Lei Número 02" por unanimidade,
tornando-se a Lei número 1901, de 21 de Maio de 1935. De imediato a Ordem Maçônica foi
considerada legalmente extinta pelo Governo Português. O próprio Deputado José Cabral
chegou posteriormente a responder ao artigo de Fernando Pessoa, ocasião em que o chamou de
"mimoso anfíbio"(sic):
"(...) Chove no Templo, da autoria de José Cabral, autor do projeto de lei que pretendia
apenas regulamentar um velho preceito do Código Penal Português (artigo 283) publicado como
carta ao editor do Diário de Lisboa, também publicado no A Voz. Chama Fernando Pessoa de
'mimoso anfíbio', faz referência ao 'Protocolo dos Sábios de Sion'. Afirma que a Maçonaria
causa a ruína de todas as instituições tradicionais, a derrocada de impérios poderosos, um
desequilíbrio político e que desse aglomerado de destroços surgiram pela sua mão, as novas
fórmulas políticas do liberalismo e da democracia, a queda da monarquia e tantos outros
crimes." (VARELLA, op. cit. Passim)
Restou, portanto, a Maçonaria e aos maçons portugueses atuarem na clandestinidade, sendo
que o tempo fez com que muitos se silenciassem e Lojas abatessem colunas. Em 1974, por
ocasião da Revolução dos Cravos que colocou fim à Ditadura Salazarista, existiam em todo o
território de Portugal cerca de três ou quatro Lojas em funcionamento. Segundo Arnaldo
Gonçalves, a história da Maçonaria em Portugal do período do Estado Novo está ainda para ser
escrita e completamente revelada. Quanto ao destino de Fernando Pessoa, ele veio a falecer
naquele mesmo ano de 1935, aos 47 anos de idade. Após a sua morte a totalidade de sua obra
veio a público e tornou-se bastante conhecida em Portugal e nos países de língua portuguesa.
Hoje Fernando Pessoa é um dos mais caros símbolos do Portugal moderno, culto e inteligente,
sendo que ele é considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa.
06 – CONCLUSÕES
Um dos objetivos deste trabalho, e esperamos sinceramente que ele tenha sido atingido em
sua plenitude, foi procurar mostrar como ocorre a atuação da Maçonaria na defesa das
liberdades humanas. Um outro objetivo foi mostrar como aqueles que enxergam na Ordem
Maçônica um poder adversário, atuam. Procuramos demonstrar também como atuam as
ditaduras opressoras e os inimigos da Maçonaria e das liberdade individuais. Ditaduras que
frequentemente podem vir a surgir nos mais diversos paises e sociedades e em qualquer tempo
ou situação.
A Maçonaria enquanto defender a liberdade, manifestada em todos os seus aspectos, do ser
humano, será sempre um alvo de perseguições e intolerâncias. Onde houver um ditador e uma
ditadura haverá alguém se opondo, esse alguém poderá ser um maçom ou contar com o apoio da
Maçonaria. A Maçonaria e o ideal maçônico já provaram que podem ser amordaçados, mas
nunca emudecidos. Enquanto a Sublime Ordem se portar desta maneira surgiram e
permanecerão homens e mulheres de bem que sendo ou não maçons se postarão em sua defesa,
tal qual Fernando Pessoa. Que o Grande Arquiteto do Universo o tenha em seu seio, que o
abençoe e o guarde.
Podemos concluir afinal este trabalho que se mostrou um tanto que extenso, mas que
esperamos tenha sido informativo e conclusivo, com uma frase do próprio Fernando Pessoa.
Uma frase em que ele define o guia de sua conduta e norte do seu pensar, em uma alusão
bastante clara a um personagem histórico que é bastante caro e importante a toda Ordem
Maçônica: o Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários Jacques de Molay, que morreu
executado na fogueira da Inquisição.
* "Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e
combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos: a IGNORÂNCIA, o FANATISMO
e a TIRANIA"
Lisboa, 30 de Março, de 1935
Fernando Pessoa
(*) Roberto Bondarik (bondarik@cp.cefetpr.br[1])
M.'.M.'., ARLS Cavaleiros da Luz, Nº 60 - Grande Loja do Paraná - Brasil.
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PESSOA, Fernando - Associações Secretas
PETERS, Ambrósio - O Simbolismo dos Instrumentos.
VARELLA, João Marcos - Hyram: de Fernando Pessoa.
VAROLI FILHO, Theobaldo - Simbologia e Simbolismo da Maçonaria. Londrina: A Trolha,
2000.
SEIGNEMARTIN, Erwin - Maçonaria - Sua História, Objetivos e Princípios.

References

1. ^ bondarik@cp.cefetpr.br (otemploeomacom.blogspot.com)

Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2015/11/fernando-pessoa-uma-apologia-
da.html
#113

Seu tempo

VALE AQUI UMA REFLEXÃO:


A semana tem 7 dias x 24 horas = 168 horas.
Se formos colocar entre se preparar para ir a Loja e
o término da sessão e chegar em casa temos
aproximadamente assim: Das 18:30 horas às 23:30
horas = 5 horas.
Se dividirmos 5/168 = 2,97% DO SEU TEMPO
PARA A LOJA.
Na realidade temos quase 3% de dedicação à Loja
e faltamos.
Porque todos os nossos afazeres, problemas,
interesses pessoais, etc. etc. etc., se resumem nos 3%?
Justifique.
A maçonaria em seu Regimento é clara. Antes de entrar para a ordem fazemos as perguntas:
1 - Você dispõe de tempo para participar das reuniões? E nós respondemos sim.
2 - Você dispõe de renda para cumprir com as obrigações pecuniárias sem afetar as despesas
de tua família? E nos respondemos sim
3 - No dia da iniciação você é indagado na Câmara de Reflexões: Tens a chance de desistir,
para aqui mesmo, você decide. E nós não paramos.
4 - Durante a sessão de Iniciação, somos indagados várias vezes se queremos continuar. E
nós respondemos sim.
5 - Vamos ao Altar fazer nosso juramento de participar e cumprir com a nossa obrigação
perante Deus e perante aos nossos irmãos. E nós respondemos sim. Engraçado, até aqui temos
tempo para tudo não é?
Depois de tudo isso, o Regulamento ainda diz o seguinte:
6 - O Maçom se considera frequente com 50% de presença. Já não é mais 100%.
7 - O Maçom pode atrasar mensalidade até 3 meses que é considerado regular. Mesmo assim
com essa moleza ainda não damos a devida atenção a isso.
Além disso, se o irmão passar por dificuldades deve ele informar a Loja ou a seu padrinho ou
o próprio Venerável ou ao irmão Hospitaleiro que tudo será colocado em reunião, avaliado e se
justo podemos ajudar o irmão durante o processo de situação difícil pelo que ele esta passando.
Fizemos e fazemos muito disso e não vou colocar aqui os N exemplos senão fica extenso.
O QUE CABE A NÓS MAÇONS?
Cabe ao irmão criar forças para mudar, se elevar materialmente, fisicamente e psiquicamente
para continuar a colaborar com a Loja e se outro irmão tiver problemas, assim procederemos
desde que ele mereça e esteja também buscando, lutando para melhorar e progredir.
Em tudo na vida há que se ter o esforço, sempre damos um jeitinho é só querermos. Mas os
problemas são motivos para quebrar nossa força de vontade. Justificamos, justificamos,
justificamos, mas não explicamos.
SABE O QUE ACONTECE NA MAIORIA DOS CASOS?
Irmãos passam por problemas e não contam nada a ninguém e depois diz que a Loja, a
maçonaria não ajuda.
O que é que eu vou fazer lá se não muda nada. E ele não sabe que quem tem de mudar é ele.
Irmãos usam de justificativas infundadas para não comparecer.
Irmão se aborrecem com irmão ou com o andamento das sessões e ao invés de conversar, de
procurar levar o seu pensamento para ser avaliado por todos, em vez de colaborar, procura
argumentos para se manter sempre na defesa, faz grupinhos, boicota e atrapalha o andamento
dos trabalhos.
Critica para destruir ao invés de usar a crítica para melhorias. Dá um péssimo exemplo de
conduta e contamina a grande maioria que sonha, vislumbra e quer aprender. O irmão se afasta e
da uma de coitadinho e por aí vai.
Meu irmão, devemos procurar o exemplo dos bons e eles estão aí espalhados por uma
infinidade de Lojas, quer ver alguns exemplos?
Irmão que mesmo no seu dia de aniversário comparece a sessão e não arrumou problemas
com a esposa e filhos, pelo contrário, eles o amam. Irmãos que chegam a ter 100% de
frequência. Irmãos com temperamento forte discutem, mas nunca perdem a linha nem se
afastam da Loja, pelo contrário esta sempre ajudando.
Irmãos que passam por momentos difíceis, mas tão difíceis que pode até abandonar o barco
que é justificável, mas luta contra o mal que lhe afeta.
Irmãos que trabalham duramente cada dia da semana fazem cursos, frequentam palestras,
viajam e muitas vezes não da nem tempo te tomar um banho em casa porque vai direto para a
Loja e nem discutem isso.
Irmãos com filhos pequenos que ainda estão criando anticorpos e muitas vezes sofrem as
doenças normais da infância e ele consegue ajustar isso.
Irmãos que mesmo acometido de derrame cerebral. Ajudam e não arredam o pé.
Irmãos estudiosos que são profundos conhecedores da matéria apresentam trabalhos para
elevar o conhecimento de mais irmãos, são professores em Escolas Universidades e conseguem
se ajeitar nos horários de aula para poderem frequentar a Loja.
Irmãos que não tem muita facilidade de comandar, mas os outros irmãos o apoiam e ele
consegue triunfar e aprender a lidar com a administração da Loja e nunca nega em ser solícito.
Irmãos que passam por doenças, acidentes, dificuldade financeira e conseguem dar a volta
por cima, pagam as dividas tanto para a Loja quanto para os irmãos que lhe ajudaram e jamais
deixam de participar e cumprir com as obrigações em Loja, independente de quem eram os
comandantes.
Se for ficar aqui colocando os exemplos de passagens pela maçonaria você vai ficar o dia
inteiro lendo, pois temos N exemplos de conduta e de comportamento que fazemos questão de
que sejam os nossos espelhos.
A falta somente se justifica na ausência de vida, mas mesmo assim acredito no pós vida que
sei que eles estão presentes nas sessões. Claro que sei também que muitas vezes necessitamos
da falta e os motivos são justificados, claro que isto acontece, mas mesmo assim não podemos
deixar de perder o foco senão vai acostumando e quando menos percebemos estamos saindo
pela tangente.
Portanto meu irmão tudo vai de acordo com o nosso pensamento. O HOMEM DEPENDE
DO SEU PENSAMENTO, se ele o quer ele da um jeitinho e a coisa acontece. Mas se der mole,
se afrouxar, aí é que o desânimo bate e ele foge.
Desculpe meu irmão se fui duro, mas não posso deixar de achar outra forma de pensamento
que não seja essa. Você pode me dar N razões, mas se você quer você da um jeitinho, é só
querer.
(Aguardando o autor )
Permalink: http://otemploeomacom.blogspot.com/2016/02/seu-tempo.html

Common questions

Com tecnologia de IA

Álvaro Palmeira played a crucial role in revitalizing the Brazilian Rite by renewing previous initiatives to establish it effectively within the Grande Oriente do Brasil. During his leadership, legal frameworks were established to support the Rito Brasileiro. Additionally, Palmeira was instrumental in the preservation efforts for the Masonic Palace in Lavradio, facing opposition to prevent its demolition, ensuring it remained a historical and operational center for Brazilian Freemasonry .

The development of secret signs and rituals in the Rito Escocês Antigo e Aceito is influenced by a blend of mystical, historical, and mythological sources. Mystically, it integrates concepts from Hinduism, such as chakras and energy channels. Historically, it incorporates Judaic teachings from the Cabala, like the Tree of Life. Mythologically, it draws on biblical events, such as the giving of the Ten Commandments, and incorporates legends surrounding figures like Moses and the Order of the Knights Templar .

The myths of Osiris influence the higher degrees of Freemasonry by providing allegorical narratives that embody concepts of judgment, morality, and regeneration. In the 31st degree, the figure of Osiris symbolizes the ultimate judgment all individuals face, reflecting Masonic teachings on accountability and ethical living. Osiris as a ruler and teacher also contributes to Freemasonry's ideal of enlightened leadership and the passing of knowledge .

The document highlights various challenges faced within Freemasonry, such as members not communicating their issues, leading to disunity, and differences in opinions causing disruptions. Solutions proposed include promoting open dialogue, emphasizing the importance of continuous participation and education in masonic values, and finding strength in collective support in adverse situations. By learning from positive role models within the Lodges, Freemasons can overcome irregularities and foster cooperative environments .

In the Rito Escocês Antigo e Aceito, the main symbols include the chakras, as part of the mystical origins, which align with the nadis or energy channels of Hindu tradition. These chakras are linked to various secret signs of Freemasonry, representing important centers of energy like the laryngeal, cardiac, and pelvic chakras. Additionally, other symbols originate from historical and mythological sources, such as references to the Tree of Life from Kabbalah, symbolizing the divine energy represented in the sefirotes .

The Rito Brasileiro holds significant importance within the Grande Oriente do Brasil as it represents a distinct and autonomous masonic tradition recognized and integrated into the national framework. Initially founded in 1914, it faced various challenges in firmly establishing itself until its formal resurgence by Álvaro Palmeira in 1968, which stabilized its practices and governmental structure. Over time, it served as a testament to the adaptability and progress of Masonry in Brazil, reflecting regional historical and cultural influences .

The persecution of Freemasonry in Portugal occurred within the broader historical context of the European interwar period, characterized by political instability and the rise of totalitarian regimes. Salazar's Estado Novo, a fascist and authoritarian regime, aimed to preserve Catholic conservatism by isolating Portugal from the rest of Europe. This led to the repression of organizations deemed subversive, such as Freemasonry, which was officially banned from 1935 to 1974, until the Carnation Revolution .

Fernando Pessoa defended Freemasonry in his 1935 article by highlighting its essential contributions to Western civilization and the unifying fraternity it promotes among members worldwide. He argued against the ignorance and misconceptions held by anti-masons, criticizing the baselessness of their claims. Pessoa used his writing to deconstruct these arguments, emphasizing the cultural and humanitarian achievements facilitated by Freemasonry, such as creating an atmosphere aiding the Entente Cordiale and works of literature like Goethe's 'Faust' .

Masonic teachings propose addressing socio-economic inequalities by encouraging the elevation of all people, focusing on empowering and educating individuals to lift those in need. The philosophy emphasizes helping individuals to improve their circumstances rather than merely providing aid. Masons are encouraged to apply principles of brotherhood, moral integrity, and altruism in both their Masonic practices and broader societal interactions, striving for a balanced integration of spiritual and material progress .

Fernando Pessoa perceived the anti-Masonic sentiment as largely based on ignorance and misinformation, propagated by those who misunderstood the nature of Freemasonry. He argued that anti-Masonry failed to recognize the Order's positive impacts on society, highlighting that accusations were baseless and often contradicted by the Masonic work's cultural and ethical achievements. Pessoa emphasized justice by reminding critics of the Order’s historical contributions and appealed for fair acknowledgment of their benefits .

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