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Análise da "Canção da Ribeirinha"

O documento discute a origem da Literatura Portuguesa, destacando a 'Canção da Ribeirinha' como uma das primeiras composições, com debates sobre sua autoria, época e classificação. A autora, Emily Joanna Alves Wietcowski, apresenta uma estrofe recriada e analisa a cantiga, classificando-a como uma cantiga de amor, evidenciando o sofrimento do eu-lírico pela rejeição. A análise enfatiza a complexidade dos sentimentos do eu-lírico, que, apesar da raiva, ainda ama a sua amada.

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Emily Alves
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Análise da "Canção da Ribeirinha"

O documento discute a origem da Literatura Portuguesa, destacando a 'Canção da Ribeirinha' como uma das primeiras composições, com debates sobre sua autoria, época e classificação. A autora, Emily Joanna Alves Wietcowski, apresenta uma estrofe recriada e analisa a cantiga, classificando-a como uma cantiga de amor, evidenciando o sofrimento do eu-lírico pela rejeição. A análise enfatiza a complexidade dos sentimentos do eu-lírico, que, apesar da raiva, ainda ama a sua amada.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO


DEPARTAMENTO DE LÍNGUA E LITERATURAS VERNÁCULAS
DISCIPLINA: LITERATURA PORTUGUESA I
Prof. Stélio Furlan
Discente: Emily Joanna Alves Wietcowski
PRODUÇÃO TEXTUAL

Os primeiros textos da Literatura Portuguesa, escritos em galego-português, pertencem ao gênero


lírico. Costuma-se afirmar que uma das mais antigas composições da literatura galego-portuguesa é a
famosa “Canção da Ribeirinha” ou “Cantiga da Guarvaia” dedicada a fremosa Maria Paes Ribeiro,
cortesã de D. Sancho I. Trata-se de uma cantiga que vêm despertando toda uma sorte de polêmicas: em
relação à sua autoria (Paio Soares de Taveirós? Martin Soares?), em relação à época em que teria sido
escrita (1189 ou 1198?) e se ela seria o texto inaugural da Literatura Portuguesa. E perdura também o
debate sobre como classificá-la: seria uma cantiga lírica (de Amor?) ou uma cantiga satírica (de escárnio
ou de maldizer?). Tal cantiga, registrada no Cancioneiro da Ajuda sob n◦38, possui “no fim espaço em
branco para mais uma estrofe”, como afirma Carolina de Michaëlis de Vasconcelos. O que nos coloca
ante um verdadeiro enigma. Como primeira atividade curricular desta disciplina, você está convidada (o)
à instigante tarefa de: a) observar as estrofes existentes e (re)criar a estrofe ausente; b) fazer uma análise
da cantiga, propondo uma classificação a partir da cobla (estrofe) criada. Boa escrileitura!
a)
1 Teu nome, ó minha dor
2 desejo por nunca mais ouvir,
3 pois vós, sei que não possuirei,
4 nem mesmo um ressalvo daquele dia
5 dia do entregar do meu coração ao teu,
6 dia de sua rejeição para comigo,
7 dia em que, minha senhora, me tornei teu inimigo.
8 Maldito dia! em que morri por ti por não estares comigo.

b) Em minha análise, classifico a cantiga como uma cantiga de amor, e não de escárnio ou maldizer. O
eu-lírico sofre pela amada e sente certa raiva direcionada a ela devido a rejeição que sofreu e está
sofrendo. Se trata de uma raiva muito mais sobre a situação do que sobre a amada, e tentei deixar isso
mais evidente na terceira estrofe. Portanto, mesmo com essa raiva gerada por toda a dor do eu-lírico, ele
não deixa de amá-la e de sofrer por ela, assim como deixa claro na cantiga, sendo assim, ao meu ver, uma
cantiga de amor.

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