Escola Estadual Professor Antônio Aladim de Araújo
Professora: Débora
Data: 09 de setembro de 2024
3 Ano “A” Vespertino
Trabalho de Sociologia
(Juventude e tecnologia)
Componentes:
Carlos Alexandre, Márcia Cristina Ana Cecília, Winny Silva e Nathálya
Naedja
ATENÇÃO
Essa “pesquisa” e apenas um guia
dos tópicos mencionados e
escolhidos, cada um tem o livre
arbítrio para retirar, adicionar ou
refazer a pesquisa com base no
tópico escolhido.
Contexto Histórico: Alexandre
Décadas de 1960-1980: Surgimento dos Computadores
Pessoais e Videogames
Computadores Pessoais (PCs): A partir dos anos 1960, com a invenção
dos primeiros computadores pessoais, como o Altair 8800 (1975), a
juventude começou a ter contato com a tecnologia de uma maneira
que antes era inimaginável. Na década de 1980, PCs como o Apple II
e o IBM PC começaram a se tornar acessíveis para um número maior
de pessoas, o que abriu espaço para o desenvolvimento de
habilidades em programação entre jovens.
Videogames: O advento dos videogames na década de 1970, com o
Pong da Atari, e posteriormente o Nintendo Entertainment System
(NES) nos anos 1980, marcou um ponto importante na relação entre
juventude e tecnologia, influenciando a cultura jovem de maneira
profunda.
Décadas de 1990-2000: A Internet e a Explosão da
Comunicação Digital
Internet: A popularização da Internet nos anos 1990 revolucionou a
forma como os jovens se comunicavam e acessavam informações.
Surgem as primeiras redes sociais (como o MySpace e o Orkut) e os
primeiros mensageiros instantâneos (como o MSN Messenger), que
permitiram uma nova forma de socialização e comunicação.
Telefonia Móvel: Com a disseminação dos telefones celulares e, mais
tarde, dos smartphones nos anos 2000, os jovens passaram a ter
acesso constante à tecnologia, transformando o celular em um
dispositivo central para comunicação, entretenimento e acesso à
informação.
Década de 2010 em diante: Redes Sociais, Smartphones e a
Era Digital
Redes Sociais: A década de 2010 viu a ascensão de redes sociais
como Facebook, Instagram, e mais recentemente TikTok. Essas
plataformas mudaram radicalmente a forma como os jovens
interagem, expressam suas identidades e consomem conteúdo.
Smartphones: A popularização dos smartphones, com modelos como
o iPhone, transformou o modo como os jovens se relacionam com a
tecnologia, oferecendo acesso imediato a aplicativos, redes sociais,
jogos e outras formas de mídia digital.
Contexto Social: Winny
Comunicação e Relações Sociais
A tecnologia transformou a forma como os jovens se comunicam e
mantêm suas relações sociais. Aplicativos de mensagens
instantâneas e redes sociais como WhatsApp, Instagram, TikTok, e
Twitter se tornaram as principais plataformas de interação entre os
jovens, mudando a maneira como eles se expressam, compartilham
ideias e constroem suas identidades.
Interações Digitais: O aumento das interações digitais, muitas
vezes em detrimento das interações físicas, tem modificado a
dinâmica social entre os jovens. Enquanto as redes sociais permitem
a construção de laços globais e instantâneos, também há riscos de
isolamento social, superficialidade nas relações e dificuldade em
desenvolver habilidades interpessoais profundas.
Formação de Identidade: A juventude moderna utiliza a tecnologia
como uma ferramenta para construir suas identidades. As redes
sociais são vistas como plataformas de autoexpressão, onde os jovens
podem moldar suas personas e se conectar com grupos de interesses
em comum. No entanto, isso pode levar à pressão por aceitação
social e a comparações constantes, afetando a autoestima.
Ativismo Digital e Engajamento Social
Apesar dos desafios, a tecnologia também permite aos jovens se
engajarem em causas sociais e políticas, muitas vezes utilizando as
redes sociais para organizar movimentos e promover mudanças.
Ativismo Digital: Movimentos como Fridays for Future e Black Lives
Matter exemplificam como os jovens têm utilizado a tecnologia para
mobilizar milhões de pessoas em torno de causas sociais e
ambientais. No Brasil, movimentos como o #EleNão e as marchas
pela educação também ilustram o poder das redes sociais na
organização de protestos e na disseminação de informações.
•Contexto Econômico: Ana Cecília
A Nova Economia Digital e Oportunidades de Emprego
A tecnologia tem aberto novas frentes no mercado de trabalho,
especialmente no setor digital, criando oportunidades para os jovens
em áreas como desenvolvimento de software, marketing digital, e-
commerce, design gráfico, e análise de dados.
Setor de Tecnologia em Crescimento: No Brasil, o setor de
tecnologia tem crescido rapidamente. A Associação Brasileira das
Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom)
estima que o país precisará de 420 mil novos profissionais
qualificados até 2025. Jovens que dominam habilidades tecnológicas,
como programação e análise de dados, têm maior empregabilidade e
perspectivas de carreira.
Empreendedorismo Digital: Muitos jovens têm utilizado
plataformas digitais para iniciar negócios próprios. O Global
Entrepreneurship Monitor (GEM) indicou que mais de 20% dos jovens
brasileiros entre 18 e 24 anos estão envolvidos em atividades
empreendedoras, muitos utilizando redes sociais e plataformas como
o Instagram e o WhatsApp para promover e vender seus produtos.
Problemas que a tecnologia pode causar nos
jovens: Márcia
Ansiedade e Depressão: O uso excessivo de redes sociais é uma
das principais causas de problemas de saúde mental entre os jovens.
A constante exposição a padrões irreais de beleza e sucesso, além da
comparação social, aumenta os níveis de ansiedade e depressão. Um
estudo da Royal Society for Public Health (RSPH) no Reino Unido
apontou que plataformas como Instagram e Facebook estão
diretamente ligadas ao aumento de sintomas de ansiedade e baixa
autoestima.
FOMO (Fear of Missing Out): O "medo de estar perdendo algo" (FOMO,
na sigla em inglês) é um fenômeno crescente entre os jovens. Com o
uso constante de redes sociais, muitos jovens sentem-se ansiosos ao
verem eventos, festas ou conquistas de outros, acreditando que estão
ficando para trás.
Vício em Tecnologia
Vício em Redes Sociais e Jogos Online: Muitos jovens desenvolvem
dependência de redes sociais, jogos online e streaming. Essa
compulsão por estar sempre conectado leva à procrastinação e à
redução do tempo dedicado a outras atividades, como estudo,
exercícios físicos e interação social offline. Um estudo da Common
Sense Media mostrou que adolescentes passam em média 7 horas
por dia em frente a uma tela, excluindo o tempo gasto com tarefas
escolares.
Isolamento Social e Problemas de Relacionamento
Isolamento e Solidão: Embora as redes sociais prometam conectar
pessoas, o uso excessivo de tecnologia tem levado muitos jovens a se
sentirem mais isolados. O contato virtual substitui interações face a
face, resultando em relações superficiais e na dificuldade de
desenvolver habilidades sociais. Um estudo da University of
Pennsylvania demonstrou que o uso excessivo de redes sociais pode
aumentar a sensação de solidão.
Habilidades Sociais Reduzidas: Jovens que passam muito tempo
interagindo online podem ter dificuldade em desenvolver habilidades
sociais, como a empatia e a comunicação verbal. Esse déficit pode
prejudicar a construção de relacionamentos reais e dificultar
interações no mundo físico.
Desempenho Acadêmico Prejudicado
Dificuldade de Concentração e Procrastinação: O uso constante de
smartphones e redes sociais fragmenta a atenção dos jovens,
prejudicando sua capacidade de se concentrar por longos períodos.
Isso afeta diretamente o desempenho acadêmico, já que muitos
jovens se distraem com notificações e mensagens enquanto estudam.
Um estudo da Universidade de Stanford indicou que o uso de
dispositivos móveis durante os estudos pode reduzir
significativamente a capacidade de aprendizado e retenção de
informações.
Superficialidade na Aprendizagem: O fácil acesso à internet
muitas vezes leva os jovens a procurar respostas rápidas e
superficiais, em vez de buscar o entendimento profundo de assuntos.
Essa tendência à superficialidade impacta negativamente a
educação, limitando a capacidade crítica e analítica dos estudantes.
Exposição a Conteúdos Inadequados
Violência e Pornografia: A internet, quando não monitorada, expõe
os jovens a conteúdos impróprios, como violência extrema,
pornografia e discursos de ódio. Segundo a TIC Kids Online Brasil
(2021), 37% dos jovens já foram expostos a conteúdos violentos, e
21% acessaram conteúdos sexuais de forma não intencional.
Cyberbullying: O bullying digital é uma realidade enfrentada por
muitos jovens. Redes sociais e plataformas de mensagens
instantâneas facilitam a disseminação de mensagens de ódio e
assédio, causando danos emocionais. De acordo com o TIC Kids
Online Brasil, cerca de 25% dos adolescentes brasileiros relataram ter
sido vítimas de cyberbullying.
Problemas de Sono
Privação de Sono: O uso de dispositivos eletrônicos, especialmente
à noite, tem causado privação de sono em jovens. A luz azul emitida
pelas telas interfere na produção de melatonina, o hormônio do sono,
o que dificulta o adormecer. Pesquisas da Fundação Nacional do Sono
nos EUA apontam que mais de 60% dos adolescentes não dormem o
suficiente devido ao uso noturno de tecnologia.
7. Problemas de Saúde Física
Sedentarismo e Obesidade: O tempo excessivo gasto em frente a
telas contribui para o sedentarismo entre os jovens, o que está ligado
ao aumento de problemas de saúde, como obesidade, dores
musculares e problemas posturais. A falta de atividade física também
agrava outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares e
diabetes.
Problemas Visuais e Posturais: O uso prolongado de smartphones,
tablets e computadores pode causar fadiga ocular, problemas de
visão (como miopia) e dores nas costas devido à má postura. A
Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre o aumento de
miopia em jovens devido à exposição contínua a telas
•Como a tecnologia pode ajudar os jovens de
maneira saudável e produtiva: Nathálya
A tecnologia tem sido uma ferramenta essencial para jovens que
querem se engajar em causas sociais, ambientais e políticas. Ela
oferece um espaço para amplificar suas vozes e promover mudanças.
Mobilização Digital: Redes sociais como Twitter, Instagram e TikTok
permitem que os jovens organizem campanhas de conscientização,
protestos e movimentos sociais. Movimentos globais, como Fridays for
Future e o Black Lives Matter, foram impulsionados por jovens que
utilizam essas plataformas para se mobilizar em torno de questões de
justiça social e ambiental.
Plataformas de Petições: Sites como Change.org permitem que
jovens criem e compartilhem petições, influenciando políticas
públicas e trazendo à tona questões importantes. Isso empodera os
jovens a se envolverem diretamente na mudança social.
Organização e Produtividade
A tecnologia oferece uma série de ferramentas que ajudam os jovens
a se organizarem melhor e a serem mais produtivos em suas tarefas
diárias, tanto nos estudos quanto em atividades pessoais.
Aplicativos de Produtividade: Aplicativos como Trello, Notion, e
Google Calendar ajudam os jovens a gerenciar seu tempo, criar
cronogramas e organizar tarefas. Essas ferramentas são
especialmente úteis para estudantes que precisam equilibrar
múltiplas responsabilidades, como estudo, trabalho e vida social.
Ferramentas de Colaboração: Ferramentas como Google Drive,
Microsoft Teams e Slack permitem que jovens trabalhem
colaborativamente em projetos escolares ou profissionais de forma
eficiente, mesmo a distância. Isso facilita o trabalho em equipe e o
aprendizado colaborativo.
Consciência sobre o Uso Saudável da Tecnologia
Finalmente, a tecnologia pode ensinar os jovens sobre seu próprio uso
consciente e equilibrado, ajudando a desenvolver hábitos digitais
saudáveis.
Controle de Tempo em Redes Sociais: Aplicativos como o Forest
ou o Digital Wellbeing (do Google) ajudam os jovens a monitorar e
limitar o tempo gasto em redes sociais ou dispositivos móveis,
promovendo um equilíbrio saudável entre o tempo online e offline.
Educação sobre Segurança Digital: A tecnologia também pode
ensinar os jovens sobre como usar a internet de maneira segura.
Cursos e plataformas de conscientização digital, como o SaferNet
Brasil, ensinam sobre privacidade online, segurança de dados e
prevenção contra cyberbullying e fraudes digitais.