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Revisão Interpretação

O documento aborda a interpretação de exames laboratoriais, incluindo diagnóstico de citomegalovírus, diferenciação entre linfomas, exames para gamopatias monoclonais, fases da leucemia mieloide crônica, avaliação de lesão renal e sintomas da mononucleose infecciosa. Métodos diagnósticos como sorologia, PCR e cultura viral são destacados para CMV, enquanto linfomas são diferenciados pela presença de células específicas e padrões de disseminação. Exames como eletroforese de proteínas, creatinina sérica e ultrassonografia renal são mencionados para avaliação de condições diversas.

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O documento aborda a interpretação de exames laboratoriais, incluindo diagnóstico de citomegalovírus, diferenciação entre linfomas, exames para gamopatias monoclonais, fases da leucemia mieloide crônica, avaliação de lesão renal e sintomas da mononucleose infecciosa. Métodos diagnósticos como sorologia, PCR e cultura viral são destacados para CMV, enquanto linfomas são diferenciados pela presença de células específicas e padrões de disseminação. Exames como eletroforese de proteínas, creatinina sérica e ultrassonografia renal são mencionados para avaliação de condições diversas.

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Revisão Interpretação de exames laboratoriais

Nome: Ivana Darc Sousa Canito


Farmácia 8° semestre
1. Descreva a elucidação diagnóstica para citomegalovírus
e suas interpretações.

O diagnóstico de infecção pelo citomegalovírus (CMV) pode ser


realizado pelos seguintes métodos:

Sorologia: Identifica anticorpos IgM e IgG. A presença de IgM indica


infecção recente ou reativação, enquanto IgG sugere infecção
passada. A avidez do IgG ajuda a distinguir infecção recente de uma
mais antiga.

PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Detecta o DNA viral em


sangue, urina ou líquidos corporais, sendo altamente sensível para
infecções ativas.

Cultura viral: Isolamento do vírus em amostras clínicas.

Histologia: Inclusões citomegálicas em células infectadas (“olho de


coruja”).

Teste de antígeno pp65: Detecta proteínas do vírus em leucócitos (útil


em imunossuprimidos).

2. Diferencie Linfoma Hodgkin do Linfoma não Hodgkin.

Linfoma de Hodgkin (LH):

Caracterizado pela presença de células de Reed-Sternberg


(multinucleadas, em “olhos de coruja”).

Geralmente limitado a linfonodos contíguos.

Sintomas clássicos: febre, suor noturno e perda de peso (“sintomas


B”).

Melhor resposta ao tratamento.

Linfoma não Hodgkin (LNH):

Grupo heterogêneo de doenças; inclui linfomas de células B e T.

Disseminação mais ampla, sem padrão contíguo.

Pode acometer tecidos extranodais (ex.: medula, trato


gastrointestinal).

Prognóstico e tratamento variam conforme o subtipo.


3. Descreva os exames diagnósticos diferenciais e de
avaliação para gamopatias monoclonais.

As gamopatias monoclonais incluem condições como mieloma


múltiplo e gamopatia monoclonal de significado indeterminado
(GMSI). Os exames principais são:

Eletroforese de proteínas séricas: Identifica picos monoclonais na


fração de imunoglobulinas.

Imunofixação: Determina o tipo de imunoglobulina (IgG, IgA, etc.) e


cadeia leve (kappa ou lambda).

Dosagem de cadeias leves livres no soro: Avalia cadeias livres kappa


e lambda, úteis para diagnóstico e monitoramento.

Exame da medula óssea: Pesquisa de plasmócitos anormais (>10%


sugere mieloma múltiplo).

Radiografias ou TC óssea: Avalia lesões líticas típicas do mieloma


múltiplo.

4. Diferencie a fase crônica, fase acelerada e fase blástica


da leucemia mieloide crônica.

Fase crônica:

Geralmente assintomática ou com sintomas leves (fadiga,


esplenomegalia).

Baixa proporção de blastos (<10%) no sangue periférico ou na


medula.

Fase acelerada:

Aumento progressivo de blastos (10-19%).

Piora dos sintomas e aumento de esplenomegalia.

Resposta inadequada ao tratamento.

Fase blástica:

Proporção de blastos ≥20%.

Caracteriza transformação em leucemia aguda, com sintomas graves


(febre, anemia, sangramentos).

Prognóstico desfavorável.

5. Fale sobre os principais exames para avaliação de lesão


renal e de taxa de filtração glomerular.
Creatinina sérica: Indicador básico da função renal.

Taxa de filtração glomerular (TFG): Calculada a partir da creatinina


(fórmulas como CKD-EPI). Valores reduzidos indicam insuficiência
renal.

Ureia sérica: Auxiliar na avaliação, mas menos específica que a


creatinina.

Urina tipo 1: Detecta proteinúria, hematúria e cilindros, sinais de


lesão renal.

Microalbuminúria: Útil para detectar lesão renal precoce (ex.:


nefropatia diabética).

Ultrassonografia renal: Avalia tamanho, forma e obstruções nos rins.

6. Quais os principais sintomas da mononucleose


infecciosa?

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV),


apresenta:

Febre.

Faringite: Inflamação da garganta, com ou sem exsudato.

Linfadenopatia: Aumento dos linfonodos, principalmente cervicais.

Esplenomegalia: Aumento do baço.

Fadiga intensa.

Exantema: Rash cutâneo, especialmente se o paciente usar


amoxicilina ou ampicilina.

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