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Dois meses após um ataque à base da Marinha, Blighttown vive em caos com piratas e marinheiros reestruturando-se. Angela, uma ex-capitã da Marinha, enfrenta soldados corruptos e decide desertar após um confronto violento. A tensão entre os marinheiros e a população local aumenta, refletindo a degradação da ordem na ilha.
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Dois meses após um ataque à base da Marinha, Blighttown vive em caos com piratas e marinheiros reestruturando-se. Angela, uma ex-capitã da Marinha, enfrenta soldados corruptos e decide desertar após um confronto violento. A tensão entre os marinheiros e a população local aumenta, refletindo a degradação da ordem na ilha.
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Blighttown, dois meses após o atentado que ocorreu na base da Marinha.

O mundo
ficou em estado de alerta, em todos os mares, piratas navegavam com mais vigor do
que nunca, por outro lado, a marinha se reestruturava, milhares de mortes para
ambos os lados tal como recursos usados. Aqueles gravemente feridos foram enviados
para ilhas com instalações próximas já que o Forte da Marinha estava inabitável até
então, além disso, inúmeras embarcações foram completamente destruídas e outras
perdidas quando algo fez o chão se abrir.

Feira de Blighttown, tarde.

O sol estava passando pela fresta da janela e se chocando contra seu rosto a
incomodando bem na ferida recente, apesar da tentativa em dormir o som que vinha do
lado de fora não permitia, pessoas gritavam e corriam, os passos como uma manada de
touros. Angela se pôs de joelhos para que pudesse ver o que acontecia, infelizmente
não conseguia ver nada além de várias pessoas correndo em um tumulto e levantando
bastante poeira, a cidade não era grande, mas era povoada demais para tal. Olhava
para a direção da qual a multidão vinha e ela não podia ver nada, a poeira era
muito alta. O que se passava em sua cabeça era que piratas estivessem atracado e
começado a atacar, mas quem seria tolo o bastante para fazer uma bagunça dessas em
um dos postos médicos da marinha, atacar soldados feridos é uma covardia imensa.

Rapidamente ela desceu as escadas daquela pousada e vestiu suas botas, não estivera
com seu uniforme desde que chegou, apenas roupas usadas que tinham para os
pacientes.

- O que acontece? - Ela perguntava a atendente que se escondia atrás do balcão com
um cesto de palha sobre a cabeça.

- É dia de pagamento senhora! eles aumentaram o valor por causa da grande


quantidade de gente na ilha!

- Como existe esse tipo de coisa aqui? - Ela perguntava sem esperar pela resposta
já correndo para fora.

Abrindo as portas da pousada ela recebeu toda a poeira de uma vez, o que fez com
que ela começasse a tossir e abanar o resto. As pessoas terminavam de passar
restando só os retardatários, a poeira no fim da rua começou a se esvair quando ela
conseguiu identificar quem eram os responsáveis. Felizmente parecia que havia
acabado, já que tudo o que ela viu foram marinheiros que vinham armados.

- Ah, que bom que vocês já resolveram o problema, quem eram os cretinos?

Ela não obteve resposta, na verdade, o que ela acabou recebendo foi uma coronhada
do mosquete bem próximo de seu ferimento que era oculto pelo cabelo bagunçado.

- O problema é vocês miseráveis não pagarem o que devem! como querem que protejamos
essa cidadezinha nojenta sem o pagamento?

Outro que estava próximo completou.

- Hahaha! eles acham que sem dinheiro dá para pagar todos os militares que rodeiam
essa pocilga.

- E-Ei cara.. não faz isso!

Um mais receoso pedia.

Ela conseguia sentir novamente o ferimento latejar em seu rosto, a falta do olho
que sofreu na guerra e agora também a vergonha que sentia por ter de servir ao lado
de gente sem escrúpulos como aqueles. Precisou respirar fundo enquanto se colocava
de pé, ou ao menos tentava antes que o mesmo que lhe golpeou, chutou suas costas.

- Cara, cara! - O mesmo receoso agora segurava aquele soldado puxando-o contra sua
vontade.

- Agora entendi - Completou com um cuspe do sangue na terra.

========

- Seu aposento está pronto capitã! - Dizia um soldado que fazia continência antes
de oferecer passagem para adentrar ao quarto luxuoso. Cada aposento era compatível
com o cargo dos soldados.

- Passe para outro, eu prefiro a minha privacidade. Vou dormir em algum outro
lugar.

- Como? deseja que eu informe ao dono do hotel em Tournova, madame?

- Não precisa, eu vou ficar na cidade depois dessa, aquela parece mais tranquila.

- A senhora tem certeza? - O homem insistiu - Apesar de haver um posto da marinha,


não há nada de bom naquela cidade, lá é onde a ralé vive, senhora.

Ela olhou por cima do ombro, o homem não pareceu demonstrar qualquer remorso sobre
o que disse, ela decidiu então deixar de lado naquele momento.

=========

- Esse lugar só está assim porquê o luxo de Tournova é tão brilhante, que tira a
atenção dos ratos que decidem colher as migalhas que sobraram para essas pobres
pessoas.

O soldado se soltou de seu companheiro que desistira de tentar, agora, o homem


apontava seu mosquete na direção da mulher que se virava para ele, o ferimento do
olho escorria o sangue e sua boca estava marcada do golpe.

- É por causa de idiotas feito você que os piratas ainda tem espaço para pisar onde
bem quiserem.

- Parada ai sua imunda! - Ele pôs o dedo no gatilho.

- Seu idiota, você não sabe quem é ela?!

Era tarde demais.

O dedo de Angela estava sob o cano da arma que lentamente se aquecia queimando a
pele das mãos do soldado.

- Maldita! - Berrou ele assoprando as mãos.

Os cabelos azulados pareciam vivos pois eles se moviam como chamas em suas pontas.

- Diga a marinha que eu assino minha demissão.

O que foi ouvido em seguinte foram berros e coisas quebrando naquela rua. Quando a
porta da pousada novamente se abriu, a senhorinha com o cesto na cabeça espiou por
entre as frestas da palha.
- Minha jovem, não sabe o que fez?! - Ela perguntava preocupada enquanto se
aproximava de Angela, puxando um pano que estava guardando no bolso de seu avental.
- Eles são marinheiros, vão te caçar por toda a ilha!

Os homens estavam nocauteados e com ferimentos leves.

Angela olhou a moça vir em sua direção, disposta a ajudá-la, ela se não se
questionou o porquê, por outro lado, ela pode entender o motivo das pessoas se
sentirem seguras perto daqueles que ela jurou prender.

- Não se preocupe com isso, eu não vou ficar.

Ela pisou na mão de um dos homens que parecia recobrar a consciência, ele então
gemeu de dor enquanto a olhava assustado.

- Ouviu bem? sou uma desertora, se eu souber que ousou aparecer aqui para fazer
mais um desses trabalhos sujos, vou queimar a pele de vocês até sobrar os ossos.

- Desertora? - A palavra ecoou dos lábios da senhora.

- Até o momento em que esses idiotas testaram o meu juízo, eu era capitã na
marinha.

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