1. 1.
DESGOSTO NÚMERO 0 -FOI UM AMOR REPENTINO
2. CAPÍTULO 1 TOMANDO BANHO JUNTOS E NOS VENDO EM
TODOS OS LUGARES
3. CAPÍTULO 2 HOMENS SÃO DIFÍCEIS DE LER.
4. CAPÍTULO 3 CUIDE DO DOENTE.
5. CAPÍTULO 4 MULHER DA MINHA ESPOSA
6. CAPÍTULO 5 SEGUNDA NOITE.
7. CAPÍTULO 6 CORAÇÃO NÃO ESCUTA A RAZÃO
8. CATÍTULO 7 MESMO ESTANDO LONGE, MEU CORAÇÃO
ESTÁ PERTO DE VOCÊ.
9. CAPITULO 8 HÁ ALGO MAIS DOLOROSO DO QUE ISSO?
10. CAPÍTULO 09 NÃO QUERO ADIVINHAR, TALVEZ APENAS
TENHAMOS PENSADO NISSO.
11. CAPÍTULO 10 HÁ ALGO MAIS DOLOROSO DO QUE ISSO?
12. CAPÍTULO 11 NÃO QUERO ADIVINHAR, TALVEZ APENAS
TENHAMOS PENSADO NISSO.
13. CAPÍTULO 12 QUEM JÁ FEZ UMA PROMESSA? VOCÊ SE
LEMBRA?
14. CAPÍTULO 13 QUEM JÁ FEZ UMA PROMESSA? VOCÊ SE
LEMBRA? 2
15. CAPÍTULO 14 DÓI MAIS DO QUE EU
16. CAPÍTULO 15 SE VOCÊ ACHA QUE FICA BOM COM A BOCA,
NÃO DIGA
17. CAPÍTULO 16 VOCÊ NÃO TEM MUITOS CORAÇÕES, CERTO?
18. CAPÍTULO 17 POR FAVOR, ME ESCUTE, OK?
19. CAPÍTULO 18 VOCÊ É CORAJOSO O SUFICIENTE?
20. CAPÍTULO 19 TENHO QUE PEDIR PARA ALGUÉM ENTRAR E
FAZER MEU CORAÇÃO DOER
21. CAPÍTULO 20 NÃO POSSO TE DEIXAR, CERTO? OU VAI
DEMORAR.
22. CAPÍTULO ESPECIAL QUANTO MAIS PENSO NISSO, MAIS
MEU CORAÇÃO FICA ÚMIDO E QUENTE
23. AVISSSOOOO
1. DESGOSTO NÚMERO 0 -FOI
UM AMOR REPENTINO
– O que diabos você está fazendo aqui? - Eu ouvi uma voz feminina
familiar vindo por cima do meu ombro, então me v rei para olhar para ela
que se aproximou e sentou ao meu lado.
Ela usava uma camisa de uniforme escolar justa e uma saia na altura do
joelho, você poderia dizer que essa garota sabia que era gostosa. Essa
garota se chama Yiwha. Tive que admitir que ela é uma figura incrível. Se
você me pedisse para descrevê-la com mais detalhes, acho que poderia
dizer que tem cabelo comprido, tingido de azul e cinza, com franja rosa
brilhante. De sua aparência, é óbvio que é uma senhorita simples. Não faça
nenhum julgamento sobre ela por que é uma das minhas melhores amigas.
– Nada realmente. - Eu respondi, um tanto inexpressivamente. Yiwha abriu
um saco, tirou um pacote de batatas fritas e as mastigou ruidosamente.
– Nada realmente, ou ainda esperando por Knock? - Ela me perguntou
diretamente.
Esse 'Knock' de quem Yiwha estava falando era meu amigo desce a
infância, mas só nos tornamos próximos novamente depois que comecei a
sair com meus amigos Dream e Jan.
Depois disso, nos víamos com bastante frequência. Knock e eu temos mais
ou menos a mesma altura, ambos têm corpos musculosos e tonificados e
rostos notavelmente bonitos. Nem é preciso dizer que éramos populares na
universidade, com praticamente todo mundo. Costumávamos frequentar a
mesma universidade, mas ele foi transferido por algum motivo que nunca
me preocupei em perguntar.
Ouvi dizer que foi por causa de um rompimento, alguém chamado Bayh,
mas não sabia os detalhes. Exceto depois, aquele mesmo Bayh começou a
namorar meu calouro, Namning, A escola que Knock já havia começado,
pois segue o sistema ASEAN; um sistema semestral diferente da
universidade que frequento. Vou ter uma pausa de seis meses para brincar e
fazer o que eu quiser mais tarde.
Knock tinha o hábito de aparecer quase todos os dias, já que sua namorada
mora no mesmo prédio que eu. Eu o vejo o tempo todo, então estamos
acostumados a ter um ao outro por perto, de uma forma ou de outra. Ele
frequentemente aparecia no meu apartamento sempre que estava entediado.
Eu realmente não tinha pensado muito nisso até algumas semanas atrás,
quando ficamos bêbados juntos e tudo se tornou...complicado. Além disso,
sua namorada sexy e charmosa, Ple Pleng, começou a não gostar de mim.
Sinceramente, aquela garota é meio vadia, é o tipo de pessoa que te
apunhala pelas costas enquanto sorri docemente na sua cara. Como regra
geral, é minha política não ser má com as garotas, mas acho que estou
justificado em minha opinião de que ela é uma cadela de duas caras. Ela age
toda inocente e conservadora, mas então se vira para fazer algo como deixar
Knock entrar em seu quarto à noite, quando seu irmãozinho está dormindo
no quarto ao lado.
Essa garota é realmente irritante!
– Knock não vem, ele foi a algum lugar com Pleng? Isso te irrita? - Ela me
perguntou, parte curiosa, parte sarcasmo.
– De onde diabos você tirou essa ideia? - Eu respondi a ela com desdém,
– Ele é um adulto e pode fazer o que quiser - Tentei pegar algumas batatas,
mas ela segurou sua Lays fora do meu alcance.
– Ei você realmente vai ser tão mesquinho? - Eu olhei para ela.
– Não, mas deixe-me fazer uma pergunta, Korn. Como você tem se dado
com Knock ultimamente? Os outros podem não ter ideia, mas eu sou
Yiwha. Sei que há algo errado. - Yiwha olhou para mim com seus belos
olhos afiados e esperou impacientemente que eu respondesse.
– Não sei. - Eu admiti honestamente, encolhendo os ombros.
– Ei, aquela garota realmente foi à sua faculdade procurando por você?
– Sim.
– Para que diabos? - Yiwha realmente despreza Ple Pleng
Quando eu perguntei a ela sobre isso, disse que não suportava garotas mal
intencionadas como ela, embora o nível de seu ódio parecesse um pouco
exagerado para mim.
Não era da minha conta, e tento evitar meter o nariz em coisas como rixas
entre mulheres.
– Foi a vez de Knock trabalhar no escritório na última terça-feira, mas ele
não apareceu. Ele nem se deu ao trabalho de me ligar. - expliquei, enquanto
puxava um cigarro do maço ao meu lado e o acendia com um isqueiro.
– Me dê um também! - Yiwha pediu, então eu entreguei um a ela junto com
o isqueiro. Ela acendeu, deu uma tragada e continuou a me interrogar com
impaciência: – Bem, e depois?
– Então Pleng veio se desculpar, dizendo que Knock estava com ela o dia
todo e se recusou a sai. - expliquei calmamente antes de dar uma longa
tragada na fumaça, e senti-me começar a relaxar imediatamente.
– Truques estúpidos, uma boa menina não fica fora a noite toda com os
homens. - O rosto de Yiwha se transformou em um sorriso sarcástico torto.
– Aquela coitada, ele não a deixava em paz! - arrulhou ela com uma doçura
doentia. – Apenas deixe para lá. Eles são um casal, não há nada de errado
com isso. Embora eu dissesse isso, ainda tinha um pressentimento estranho
sobre Pleng, embora não conseguisse identificar.
– Então, agora que você dormiu com Knock, isso o torna seu namorado?
– Que porra é essa? - Eu gaguejei de surpresa. As palavras de Yiwha me
pegaram totalmente desprevenido e quase me fizeram engasgar.
Puta merda, como ela sabia disso? Eu nunca disse uma palavra sobre isso a
ninguém A propósito, essa é aquela 'coisa complicada' que mencionei
anteriormente. Knock e eu tínhamos ido juntos para Amphawa e acabamos
ficando completamente bêbados. Quando acordamos na manhã seguinte,
estávamos juntos na cama, completamente nus. Eu não estava dolorido em
nenhum lugar, mas estava um pouco... pegajoso, Knock afirmou que estava
totalmente bem e parecia que podia andar muito bem. Mas havia sangue e
sêmen nos lençóis, então era óbvio que ele estava mentindo
descaradamente.
Mas se ele quisesse esquecer, eu não o forçaria a lembrar
– Você tem mantido esse detalhe suculento para si mesmo, muito bem,
agora, não é? Você só deixou escapar agora, de tanto tempo. - Yiwha disse,
balançando as sobrancelhas depois para mim sugestivamente.
– Como diabos você sabia, afinal?
– Intuição de mulher! Depois que você voltou de Amphawa, Knock ficou
doente por um tempo. Quando fui vê-lo para pegar minha câmera de volta,
ele realmente estava com febre. Pergunte como ele pegou e disse que era
porque ficou na água por muito tempo e pegou muito sol.
– Você acreditou? - Eu sorri
– Quase. - Yiwha de repente se inclinou, seu rosto perto do meu, me
olhando. – Se eu não tivesse visto os chupões no peito dele - Fiquei
mentalmente marcado por essas palavras e virei minha cabeça, continuando
a fumar com indiferença fingida. Ela estendeu a mão e me agarrou com
força, torcendo a gola da minha camisa.
– Conte-me tudo agora ou eu mesmo te mato!!! Suspirei profundamente.
Esse relacionamento confuso começou com nossa última viagem de volta
para casa em Amphawan.
CAPÍTULO 1 TOMANDO
BANHO JUNTOS E NOS VENDO
EM TODOS OS LUGARES
Você sabe quantas situações ridículas encontramos em nossas vidas? Eu
também não sei, mas este é definitivamente um.
- Suas roupas estão todas enroladas nos meus pés, o que elas estão fazendo
aí embaixo? Korn reclamou ruidosamente.
Ele é meu melhor amigo, porém só nós reconectamos recentemente durante
a universidade. Porque estávamos no mesmo grupo de amigos. Peguei
minha cueca do chão e enfiei desajeitadamente minhas pernas dentro dela,
evitando contato visual.
Korn estava reclamando de alguma coisa, e eu deliberadamente mantive
minhas costas para ele enquanto puxava minha camisa sobre minha cabeça,
esperando que ele não notasse que algo estava errado. Minha mente estava
uma bagunça e estava quase à beira de um colapso mental.
Desde que tínhamos acabado de acordar e meu cérebro ainda estava
nublado com sono e bebida, o combinado era uma evidência clara de que
ALGO havia acontecido na noite passada, não havia como discutir isso.
Eu fechei meus olhos e tentei descansar, mas eu apenas fiquei lá em transe
até Kom terminar seu banho. Quando a porta do banheiro se abriu
abruptamente com um esse sentimento? ele rosnou para mim enquanto
estregava rudemente o cabelo molhado com uma toalha,
- Cara, isso poderia ficar mais estranho? Como acabamos nus, afinal? Eu
não pude deixar de mim, eu não sei, de qualquer forma, não estou nem um
pouco colorido definitivamente não fui eu quem estava no fundo! - A
postura masculina de Korn teria sido hilária se o 'bottom" a que ele se
referia não fosse cu.
- Oh, bem, não fui eu... - Eu revidei.
- Como diabos você não estava! - Korn rosnou novamente.
Ouviria o fim disso se nossos amigos descobrissem. Eu seria motivo de
chacota.
- Eu vou tomar um banho - eu murmurei. Eu me levantei da cama sem
sentido, - Quem você está tentando enganar agora? - Korn balançou as
sobrancelhas sugestivamente para mim.
- Ah cala a boca, ninguém se fodeu, você pensa demais! Nada. Aconteceu!
- É tipo isso. - Vendo Korn se acalmar, agarrei seu pescoço.
- Estava quente ontem à noite, só tiramos a roupa para dormir.
- Knock, eu não sou idiota. Abra os olhos e veja o estado dos lençóis antes
de falar.
A voz de korn era baixa e séria.
- Tudo bem, faça do seu jeito, estávamos bêbados e transamos.
No final, me rendi e murmurei rapidamente: Mas você pode, por favor,
parar de fazer tanto barulho? Isso vai piorar ainda mais meu cabelo já
despenteado.
- Ei, seu idiota bronzeado, desde quando você se preocupa com sua
reputação? Transar com um cara gostoso como eu não é algo para se
envergonhar - disse Korn com um sorriso malicioso. - Como não é
embaraçoso quando eu era o fundo? Foda se, Korn! Meu orgulho está
arruinado. Eu gritei enquanto ria, dando socos provocantes em seu ombro,
tentando aliviar o clima sério.
- Por que diabos você está gritando? - Korn gritou de volta, e eu não pude
deixar de rir ainda mais quando não há diferença entre nós em termos de
força. Nossos tamanhos são semelhantes, mas ele é um pouco mais forte e
mais alto do que eu. Mesmo que pareçamos quais quando estamos um ao
lado do outro, de alguma forma fui eu quem acabou levando isso na bunda.
Esse era um segredo que eu pretendia levar agora. Eu respirei fundo e me
libertei de seu aperto.
- Você ainda vai fingir que nada aconteceu? Droga, Knock! Me desculpe.
Eu estava bêbado e não me lembro bem o que aconteceu, você quer que eu
assuma a responsabilidade se pudesse me engravidar! Se você quer resolver
tudo agora, então nunca conte a ninguém sobre a noite passada, isso é tudo.
- Eu, agora! Estou muito orgulhoso do fato de ter fodido você e joguei em
seu rosto. - Ele se inclinou ligeiramente para trás, esquivando-se
habilmente.
- Sombrio - Korn repetiu novamente.
Eu não tinha mais nenhum orgulho neste momento, então apenas tirei
minha camisa para mostrar meu abdômen.
- Meu bronzeado é sexy, veja como minha pele é macia e dourada? As
garotas não querem um novato de pele pastosa como você.
Fui ao banheiro e atrás de mim korn rosnou de aborrecimento.
- Sim, tão sexy que você arranjou um marido.
- Eu disse para você calar a boca sobre isso!! - Eu gritei antes de bater a
porta atrás de mim, eu estava com tanta raiva que demorei um pouco para
me acalmar novamente. Inclinei-me sobre a pia, desejando que a
temperatura do meu sangue esfriasse. Eu sussurrei desanimado para o meu
próprio reflexo no espelho,
- Você é um idiota Korn, por que está fazendo isso comigo?
Ponto de vista de Knock dele.
Enquanto Knock tomava banho, me vi distraído. Reflexivamente, peguei o
maço de cigarros que estava ao meu lado e acendi um. Porque alguma
merda saiu do controle, acabei ficando com Knock na noite passada. De
alguma forma, nossa folga da escola coincidiu, então ele me pediu para ir
para casa, já que ambos nascemos e crescemos em Amphawa.
Antes mesmo de chegarmos a nossas casas, fomos desviados e paramos em
um resort para fazer uma pausa. Também visitamos o mercado flutuante e
acabamos comendo todas as coisas deliciosas que o mercado tinha a
oferecer, Knock comprou um monte de bugigangas aleatórias, quase inúteis,
para sua namorada. A bebida parece ter se tornado indispensável para
Knock e eu, então nos dois compramos cerveja e licor para trazer de volta
ao resort. Bebemos de maneira calma e relaxada, e depois de beber duas
garrafas de vinho de arroz e cinco latas de cerveja cada, a consequência se
foi, não inesperadamente... estávamos bêbados.
Afinal, somos homens. Quando estamos bêbados, ficamos com tesão. Você
não pode simplesmente manter toda essa energia reprimida ou ela
explodirá!
E, éramos apenas nós dois lá. De que outra forma deveríamos cuidar disso?
Eu disse que não conseguia lembrar o que aconteceu?
Lembro-me EXATAMENTE do que aconteceu. Cada minuto ainda
permanecia vividamente em minha mente.
Knock apagou todas as luzes da sala. Estávamos deitados na cama, meio
bêbados, cochilando, mas não dormindo direito. Eu estava me sentindo
inquieto e decidi me levantar.
Knock estava todo mole de sono e inesperadamente pressionou seu corpo
contra o meu, segurando-me perto dele como se eu fosse sua amante,
murmurando:
- Pleng, desliga o ar condicionado, estou com tanto frio...
Ele roçou no meu corpo, e foi surpreendentemente bom sentir sua pele
macia cor de mel deslizando sedosamente contra a minha. É uma coisa
totalmente normal para me dormir na mesma cama com ele apenas de
cueca, porém parecia ter havido uma mudança estranha naquela noite, e um
desejo impulsivo tomou conta.
Eu secretamente me vi acariciando seu braço musculoso. Knock não é um
cara fraco. Ele é bem construído e musculoso. Ele pode ser um pouco mais
baixo e nossas proporções ligeiramente diferentes, mas não importa como
você olhe para ele, ele é um cara incrivelmente atraente. Seu rosto é tão
bonito, com olhos escuros e cheios de alma e peitoral esquerdo tem essa
tatuagem de dragão no peito esquerdo de tinha escura quase se mistura com
sua pele profundamente bronzeada, tornando-o tão sexy de um jeito único.
Um nariz bem definido. Ele tem essa tatuagem de dragão no peito esquerdo
de tinha escura.
De repente, senti uma atração indescritível e inegável por tudo nele.
- Hum......
Enquanto minha mão roçava fugazmente sua pele exposta, Knock gemeu
profundamente. Quando toquei sua pele sedosa, o súbito desejo avassalador
que senti me empurrou para frente, implorando para que continuasse minha
exploração. Eu não pude deixar de me inclinar para beijá-lo.
Knock estava tão embriagado quanto eu.
Seus lábios estavam ligeiramente separados e fazendo beicinho, seduzindo
minha língua para mergulhar entre eles e dentro. Seus dedos se enroscaram
no meu cabelo, sugando minha saliva enquanto nossas línguas se
entrelaçavam. Daquele momento em diante, eu estava totalmente
comprometido com o que aconteceria.
Movi meus dedos cautelosamente para baixo, traçando seus belos músculos
abdominais até a borda de sua cueca, e a puxei suavemente para baixo. Eu
beijei seus lábios com toda a minha emoção reprimida até estarem
inchados. Knock não se rendeu e iniciou um ataque feroz contra mim.
Nossas línguas estavam se perseguindo, demorando, e nenhum de nós
estava disposto a ceder. Imagine, se quiser, dois homens musculosos e
maduros em uma cama, seus membros ferozmente entrelaçados, a
atmosfera do quarto crepitando com eletricidade. Afastei-me dos lábios de
Knock e mudei meu alvo para a carne tensa de seu pescoço.
Eu beijei, mordi e lambi seu pescoço, enquanto minhas mãos acariciavam
as linhas musculosas de seu corpo. Sua pele estava escorregadia de suor e
seu rosto úmido estava contorcido de extrema emoção. A expressão em seu
rosto só aumentou meu desejo por ele. Acho que não poderia ter parado
mesmo que quisesse. Seus gemidos subconscientes me agradam
imensamente.
Knock estava deitado de costas na cama, sua respiração saindo em ofegos
curtos, ásperos e irregulares. Eu usei meus lábios para beijar sua linda
clavícula e eventualmente concentrei minha atenção em seu peito.
- Ahhh...
Knock gemeu, tremendo quando cobri seu mamilo com minha língua. Era
profundamente satisfatório ouvir aqueles gemidos eróticos, eu só queria
chupar e morder loucamente sua pele deliciosa. Eu o beijei fortemente, e
Knock engasgou novamente com força; ouvi-lo deixou meu corpo tão
quente que quase o perdi ali mesmo. Ele é excepcional, despertando meu
desejo sem esforço.
- Ohh... - seus gemidos roucos foram aumentando em profundidade e
frequência. Provoquei os dois picos macios com minha língua até que
endurecessem e fiquei bastante satisfeito com minha técnica. Meu rosto
inteiro estava quase enterrado em seu belo e tonificado estômago. O calor
da minha respiração úmida pairando sobre seu torso fez a pele de Knock
ficar arrepiada. Todo o seu corpo ondulava contra mim, era tão tentador que
eu queria beijar cada centímetro dele.
Usei minha língua para traçar os contornos de seu abdômen musculoso e
lentamente desci para o triângulo escuro de pelos pubianos. Ele estava
claramente tão animado quanto eu.
Meu desejo por ele era tão forte que minha mente ficou em branco, exceto
pela necessidade avassaladora de tocar seu corpo inteiro e experimentar
plenamente o gosto dele.
- Ahh! - ele engasgou de surpresa quando eu provoquei a ponta de sua
masculinidade com meus lábios, seu corpo musculoso agora tremendo
visivelmente. Eu o levei totalmente dentro da minha boca, fazendo com que
Knock balançasse os quadris no ritmo da minha cabeça balançando. Ele
agarrou minha cabeça, torcendo os dedos em meu cabelo e puxando com
força. Sua reação me fez acelerar o ritmo. Ele engasgou e fez um ruído
estrangulado e ofegante no fundo de sua garganta enquanto liberava sua
semente em minha boca. Eu cuspi na minha mão e cobri meus dedos
completamente, então usei os dedos úmidos para provocar sua entrada.
Ok, eu nunca fiz isso com um homem antes, mas meu instinto humano e
desejo pareciam ter me dado a conhecer o que precisava ser feito.
Fui lento e calmo ao iniciar o trabalho preparatório. Knock parecia ter
recuperado alguma aparência de pensamento consciente, mas a embriaguez
o impediu de resistir. No entanto, ele não estava mais em estado de "faça o
que quiser", tive que controlar seu corpo para o próximo ato.
- O que você pensa que está fazendo.
- Transando com você. - Eu respondi brevemente, agarrando sua perna e
pendurando-a sobre meu ombro. Antes que ele pudesse protestar, eu o
penetrei com o dedo. Seus músculos apertaram ao redor do meu dedo e
ficou claro para mim que esta era a primeira vez que ele experimentava
isso.
- Por que você está tão apertado? Não consigo entrar!!! - Eu reclamei.
- O que você quer que eu faça? - ele engasgou, parecendo que queria
dormir, mas quanto mais eu olhava para seu rosto corado e sonolento, mais
fortes eram meus desejos.
Deixei-o relaxar até sentir que ele poderia aceitar a invasão de objetos
estranhos, então retirei meu dedo e agarrei sua perna e espalhei o fluido
restante de minha mão em minha própria masculinidade, e então comecei a
empurrar para dentro dele.
- Ah!!! - Knock lamentou tragicamente. Ele parecia tão assustado e se
agarrou desesperadamente às minhas costas.
Juro que inicialmente, quando abracei e toquei sua bochecha com meu
nariz, foi apenas luxúria. Mas agora meu coração batia tão rápido, como se
estivesse lutando para escapar pela minha garganta.
Knock cerrou os dentes de dor, mas a mistura erótica de dor e paixão em
sua expressão estava me deixando louca. Knock é um homem
irresistivelmente bonito. Sua expressão de sofrimento de luxúria fez meu
coração martelar contra minha caixa torácica e eu não pude deixar de me
empurrar mais fundo dentro dele, até o fim.
Seus músculos internos apertaram com tanta força no meu pau que eu mal
conseguia me mexer. Ele nunca havia sido submetido a esse tipo de
tratamento antes.
- Isso dói - Knock murmurou, sua fala falhando nas palavras.
O rosto de Knock estava contorcido de dor. Senti pena dele e então me
retirei devagar e gentilmente entre novamente. Não tínhamos lubrificante,
quem pensa em algo assim mão quando você está apenas saindo com sou
amigo? De jeito nenhum eu tinha imaginado que acabaria assim.
No final, eu ainda me empurre totalmente para dentro dele. Um sentimento
de profunda felicidade encheu meu peito e eu queria tanto acelerar meu
passo, mas com uma contenção inimaginável mantive o ritmo de meus
quadris lento e uniforme
Knock já estava me segurando com força, tentando me impedir de me
mover.
- Ah, não se mexa, por favor... - A voz rouca do homem embaixo de mim
não foi registrada em minha mente confusa de desejo, eu ainda estava
teimosamente continuando, mas então uma explosão de dor explodiu na
minha cabeça
- Porra!! - Gritei alto quando o tapa pesado caiu na minha cabeça, foi tão
forte que fez meu corpo tremer.
- Eu disse para você parar de se mexer, seu desgraçado, isso dói - Knock
resmunga. Eu só podia esperar que ele rele seus músculos internos
apertando meu pau antes que eu pudesse lentamente começar de novo.
Devagar e pacientemente, voltei ao meu ritmo anterior mais uma vez,
- Seja gentil, seu filho da puta, dói!!! - Knock gritou, ele parecia estar com
uma dor profunda. Ele cobriu o rosto com as duas mãos e virou a cabeça
para o lado. Eu tive que encontrar o ponto ideal para traze-lo da dor para o
paraíso.
Aumentei o ritmo aos poucos e, ao mesmo tempo, fiquei encantado com
aquele peito macio e aveludado e beijei-o generosamente. A respiração de
Knock tomou-se cada vez mais pesada, e parecia que agora, finalmente, ele
também estava nessa.
Ele não precisava fazer um som. Nenhuma palavra foi necessária neste
momento. Apenas ouvir seus suspiros apressados fez cada terminação
nervosa do meu corpo pegar fogo. Se ele gemer alto agora, vou
enlouquecer.
O som de pele batendo violentamente contra pele ecoa pela sala, eu estava
dando a ele tudo o que tinha, a cama estava rangendo ao ponto de desabar.
Esfreguei seus músculos abdominal contra os meus, nossa, que sensação
incrível. Mesmo sendo um cara muito masculino, ele também é apaixonante
e incrivelmente sexy.
Quando mudei ligeiramente meu angulo de entrada, o corpo de Knock
mudou em fervor debaixo de mim, e eu sabia que finalmente havia
encontrado o ponto ideal que estava procurando. Eu rapidamente dirigi meu
corpo para acariciar esse ponto profundo e frequentemente. Knock arqueou
a cabeça contra travesseiro, e pude ver um flash de seus dentes brancos
mordendo com força o lábio inferior. Minha barriga também estava
esfregando firmemente contra sua ereção, estava escorregada com pré-
sèmen e parecia que ele estava a beira do orgasmo. Quando acelere o passo,
ele começou a se contorcer todo, então deu um suspiro profundo tremulo de
alivio, bombando uma massa quente e pegajosa por todo o nosso estômago.
Eu também estava perto, oh, tão perto, de minha própria liberação, então
mantive a frequência de minhas estocadas. Quando abaixei minha cabeça
encontrei seu olhar.
-Humm!!
Não foi um beijo profundo, mas cheio de emoção. Eu apenas fechei os
olhos mergulhei totalmente na bela textura de seus lábios. Aquele beijo me
levou ao limite e o formigamento elétrico do êxtase fluiu por todas as
minhas terminações nervosas inundou meu cérebro, enquanto eu derramava
minha semente profundamente dentro dele.
Afastei meus lábios dos dele, mas permaneci enterrado até o fim em seu
calor. Knock estava muito cansado, ainda lutava para recuperar o fôlego e
ainda não havia se recuperado da embriaguez.
- Knock. - Eu chamei seu nome suavemente
- Saia... Estou exausto - Ele murmurou sonolento. Eu relutantemente me
retire, então Knock realmente adormeceu. Olhe para o corpo do meu amigo,
minha mente em confusão com emoções complicadas.
Quando acordei de manhã, pensei novamente em tudo o que aconteceu na
noite anterior. Minha paisagem emocional era um desastre e tudo estava
desesperadamente confuso.
Eu não entendi, aquele último beijo foi tão simples e nem envolveu línguas.
Por que parecia tão confortável e quente? Knock não é inerentemente uma
pessoa gentil. Eu não sabia como Knock era na cama de outra pessoa, mas
confirme pessoalmente que ele é um homem excepcionalmente charmoso e
extremamente sedutor
Mesmo sem nenhum esclarecimento.
Mesmo que ele tenha gritado comigo Ele me deu um tapa forte!
Ele nunca chamou meu nome...
Porque não consigo tirar isso da minha cabeça?
A porta do banheiro se abriu e Knock saiu parecendo irritado, vestindo
apenas sua cueca samba-canção, gotas de água ainda grudadas em sua pele
dourada uma toalha branca pendurada no ombro.
- O que há com esse olhar? - Eu o perguntei como se nada tivesse
acontecido antes.
- A culpa é sua, por que você teve que gozar dentro de mim? Droga - Knock
reclamou - Eu estava bêbado - Eu respondi secamente.
- Sim, certo, não importa o que aconteça, não haverá repetição da noite
passada. - Ele disse enquanto caminhava até o espelho, acariciando o
queixo como se estivesse
massageando ou fazendo a barba
Nenhuma repetição da noite passada? Que bastardo de coração frio!
"Coisa certa" Agi como se estivesse calmo e aceitando sua proclamação,
mantendo meu rosto cuidadosamente sem emoção. Como ele não podia
aceitar o que aconteceu, eu também esqueceria o que aconteceu ontem à
noite. E como fui eu quem o iniciou, a sorte de Knock não estar zangado
comigo.
- É claro. - Knock respondeu calmamente e vestiu-se muito bem.
- Ei, você vai visitar seus pais ou pegar garotas? - Eu perguntei
sarcasticamente. Pelo contrário, meu visual atual me mistura perfeitamente
com os locais, apenas uma camiseta, shorts e boné. Eu me apressei em
colocar todas as roupas e outras porcarias aleatórias que eu trouxe comigo
de volta na minha mochila. Íamos tomar o café da manhã oferecido pelo
resort depois ir para casa de barco. Na verdade, retomaríamos pelo mercado
flutuante. A razão pela qual vamos pegar um barco do resort é porque
queríamos ficar bêbados ontem, porém também tínhamos que pensar em
nossa família, então ficamos aqui a noite.
Se eu tivesse escutado meu instinto e ido para casa ontem à noite como
deveria, nada teria acontecido. No entanto, acreditei em Knock e agora está
tudo em ruinas. Dei um suspiro profundo arrependido.
Olhe para Knock, que estava tão animado e apaixonado enquanto eu estava
fodendo seus miolos, agora seu rosto estas inexpressível, quase frio.
Enquanto eu, por outro lado, me sentia esgotado e pesado, como se alguém
tivesse substituído meus ossos por chumbo.
- Eu sempre fui tão bonito, mas agora vamos pegar um pouco de comida,
estou morrendo de fome. - disse Knock.
- Você geralmente come muito tarde. - Conheço seus hábitos. Saímos para
tomar café da manhã para que pudéssemos voltar e descansar um pouco,
depois fazer o check-out ao meio-dia.
- Eu consumi muita energia ontem. - disse Knock com uma expressão vazia.
- Você é realmente casca-grossa!
- Ei! Eu me referi a como ficamos até tarde no mercado flutuante ontem. Ei,
seu desgraçado sem escrúpulos só pensa na noite passada. Você trabalhou
tanto, querido Korn! - ele riu enquanto me provocava com aquele tom
cantante, e conseguiu me fazer sentir vergonha de mim mesmo. Não há
nada cavalheiresco em seu comportamento de pele dura!
- Você é sem vergonha. - Eu não pude deixar de franzir a testa e desviar o
olhar.
- Você deve saber que eu não fico envergonhado facilmente, e já fiz isso
antes com Bayh. Isso realmente não me incomoda nem um pouco. - Knock
disse confortavelmente, então se virou para apontar para o meu rosto. - Mas
você arruinou minha imagem perfeita transando comigo. Eu nunca vou te
perdoar por isso.
- Não foi você que disse para não falar sobre isso? isto? - Eu contra-ataquei.
-Fazer de você minha esposa não é algo para me exibir, acredite em mim.
Knock deu um tapinha no meu ombro e então pisou na ponte de madeira do
resort, assobiando. Ele parecia estar muito satisfeito consigo mesmo esta
manhã. Revirei os olhos irritado, mas tive que segui-lo de qualquer
maneira. Atravessando a pequena ponte, chegamos ao pátio onde o café da
manhã estava sendo servido aos convidados. Knock mal podia esperar para
pegar dois mingaus de camarão da equipe e depois colocar os bolinhos na
mesa. Ele até fez duas xícaras de café e as trouxe para mim, como uma
esposa ou mãe obediente. Enquanto esperávamos que o mingau fosse
servido, apenas conversamos um pouco, evitando o proverbial elefante na
sala.
- Quanto tempo você vai ficar? - Eu perguntei.
- Cerca de uma semana.
- Você não vai ficar entediado? - Eu perguntei, porque Knock parecia ser
uma pessoa que gosta de ficar em um ambiente urbano e acelerado. Ele está
completamente desafinado com a palavra "paz". A casa silenciosa à beira
d'água, o som de um barco cruzando o canal no meio da noite, é muito
chato para alguém como ele, mesmo que fosse sua cidade natal.
- Nem um pouco, porque alguém vai vir me entreter daqui a pouco.
Ele balançou as sobrancelhas grossas para mim intencionalmente, então eu
perguntei a ele com um olhar astuto:
- Quem?
- Ei, quando você ficou tão intrometido? - Knock virou a cabeça para me
encarar, sua expressão ao mesmo tempo curiosa e sarcástica, feriu ainda
mais meus sentimentos esfarrapados.
- Tudo bem, estou sendo intrometido, admito, então você pode me dizer
quem é agora? - Admito que também sou casca grossa. O sorriso no rosto
de Knock se alargou gradualmente, tornando seu belo rosto tão agradável
quanto uma brisa de primavera. Quase contra a minha vontade, eu me vi
sorrindo de volta para ele.
- Ple Pleng, ela está vindo me encontrar aqui.
Quando ouvi o nome de sua namorada, senti meu sorriso congelar de forma
não natural em meu rosto. Na verdade, eu não conhecia a mulher
pessoalmente, só tinha ouvido o nome, mas eu juro, como diabos eu deveria
agir na frente dela?
Ontem à noite, eu fodi o namorado dela até a cama estar prestes a quebrar!
CAPÍTULO 2 HOMENS SÃO
DIFÍCEIS DE LER.
CAPITULO 2
Depois do café da manhã, Knock desapareceu lá fora por muito tempo. Eu o
observei enquanto ele falava ao telefone, às vezes sorrindo e rindo,
fumando um cigarro atrás do outro o tempo todo. Ele deve ter falado com a
namorada. Oh, por que esse nódulo desagradável está assentado em meu
coração e me deixando tão chateado? Eu estava me sentindo sozinho e
abandonado, então peguei meu smartphone. Estou solteiro recentemente,
tendo acabado de terminar com minha namorada anterior, Dream.
Aquela situação foi totalmente minha culpa, eu não cuidei dela ou cuidei
dela como um bom namorado deveria.
Meu telefone tocou quando recebi uma notificação de mensagem. Recebi
uma mensagem no LINE de Yiwha.
Essa senhora e eu somos amigos íntimos e estudamos na mesma
universidade. Knock também a conhece, por muito tempo ele erroneamente
pensou que Yiwha era minha namorada. Yiwha o endireitou rapidamente,
dizendo em termos inequívocos que caras musculosos pálidos como eu não
são o tipo dela. Ela prefere homens profissionais, de aparência polida e com
traços marcantes, ou seja, totalmente diferente de mim.
– Onde você está?
– Provavelmente no seu coração.
– Você quer morrer?
– Hahaha... estou em Amphawa!
– O que você está fazendo aí?
– Visitando o mercado, indo ver meus pais.
– Tenho boas notícias, estou indo para Amphawa também, hahaha! Você
não está feliz?
– Por que diabos você está vindo aqui?
– Apenas seja feliz, caramba Korn!
Enviei um emoji de sorriso para minha honrada senhora. Ela deve ter
descoberto nosso paradeiro com nossos amigos. Esta senhora só quer
desperdiçar meu dinheiro, mas não importa. Ela é minha confidente, minha
melhor amiga. E para mim, os amigos sempre serão mais importantes do
que o dinheiro.
– Com quem você está trocando mensagens de texto? Você parecia estar se
divertindo muito agora. - Knock voltou para a sala e sentou-se ao meu lado.
– Eu estava conversando um pouco com Yiwha.
– Sobre o que vocês estavam falando? - ele perguntou, com um olhar
suspeito e fofoqueiro. – Você gosta dela?
– Não, eu não gosto dela, pelo menos não gosto da forma que você quer
dizer. Ela é como minha irmã. - Eu disse diretamente e perguntei – Por que
você está perguntando, você desenvolveu uma queda por ela ou algo assim?
Embora eu já soubesse o que ele diria, ainda perguntei a ele. Knock apenas
riu de mim.
– Você sabe que estou com Pleng agora. Você vai voltar para casa comigo?
Como Pleng vem mais tarde, vamos para a casa dos meus pais. - As
palavras de Knock me causaram uma sensação desconfortável e enjoada. Eu
só dormi com ele ontem à noite. Não posso fingir que não tenho nenhum
sentimento sobre isso. Não posso ser como ele e agir como se nada tivesse
acontecido.
– Eh, o que você quiser. Eu tenho que ir para casa também, Yiwha está a
caminho.
– Vindo AQUI? Para ver você?
– Sim. - Eu respondi brevemente.
– Onde ela está hospedada? - ele perguntou novamente.
– Minha casa, assim como Pleng está ficando com você! - Afirmei com
naturalidade, depois me levantei com uma rapidez desajeitada e saí pela
porta.
– Ei onde você está indo? - Knock gritou atrás de mim, parecendo
totalmente alheio.
– Vou para fumar. - Eu respondi baixinho, então saída sala, não querendo
olhar para o homem sentado atrás de mim, que parecia não entender o quão
estranho suas perguntas estavam me fazendo sentir.
– O que há de errado com ele? Por que ele está tão chateado? - Ouvi Knock
resmungando para si mesmo enquanto fechava a porta atrás de mim.
Sim, por que estou chateado?
Knock e eu saímos do resort e alugamos um barco para nos levar de volta
para nossas casas. Pedi ao barqueiro que parasse na primeira casa de Knock
e ele me convidou para ir até sua casa na noite seguinte.
– E ser a terceira roda? Não, obrigado, eu passo. - Eu respondi calmamente,
mas as emoções inquietas que se agitavam em meu estômago não se
dissiparam.
O que você quer que eu faça? Não posso mudar minha personalidade
básica, uma vez que decido que algo me pertence, não deixo mais ninguém
o tocar.
Knock pertence a mim agora.
Eu quero possuí-lo, e o pensamento de qualquer outra pessoa tocá-lo me fez
sentir fodidamente terrível.
– Ah... Korn, querido, é isso que eu mereço? - Knock ergueu as
sobrancelhas em confusão. Ele pensou que estava me provocando, mas ele
está apenas sendo um idiota irritante.
Eu respondi a ele com uma forte dose de silêncio enquanto o barco
navegava, finalmente se aproximando da casa de Knock.
– Se você escolhe vir conosco ou não, é com você, eu apenas pensei que, já
que vou mostrar a Pleng o mercado flutuante e já que você provavelmente
fará a mesma coisa com Yiwha, não seria mais divertido se fossemos todos
juntos? Seria um desperdício se não visitássemos o mercado flutuante em
Amphawa. - Knock sorriu enigmaticamente para mim, antes de pisar no
patamar e entrar em sua casa, parecendo não se importar se eu respondesse.
Eu só pude suspirar pesadamente, mais uma vez.
Desde quando o sangue em suas veias virou gelo?
O barco atracou na frente da minha casa e eu paguei. As nuvens escuras
sobre meu coração começaram a ficar mais claras quando pensei no rosto
de Knock quando ele me convidou, parecia querer genuinamente que Yiwha
e eu fossemos com eles. Já que eu tenho que pegar Yiwha amanhã de
qualquer maneira, para onde mais ir além do mercado flutuante? Nós nos
encontraremos mesmo se não formos juntos. Decidi que ligaria para Knock
e ele atendeu instantaneamente, como se estivesse apenas esperando o
telefone tocar.
– Você está de melhor humor agora, meu jovem? - Sua voz saiu do alto-
falante do telefone carregada de sarcasmo.
– Sim, porque você... - Knock me cortou no meio da frase, mas o tom em
sua voz era de provocação ao invés de zombaria.
– Um falador tão doce, quase esqueci quem estava apenas jogando adagas
em mim de seus globos oculares.
– Você é um idiota.
– Ei! - Knock cuspiu insatisfatoriamente.
– Já que estou pegando Yiwha, então irei com você, ela pode se perder no
caminho. -
Knock respondeu com uma longa dose de silêncio.
– Você mudou de ideia sobre nós irmos com você amanhã? - Eu perguntei.
– Ei... Sério, você realmente tem uma queda por Yiwha? - ele perguntou,
seu tom ilegível. Sério, o que está em sua mente?
– Não, ela é linda, mas eu a conheço muito bem. Como eu disse antes, ela é
como uma irmã para mim. Ela não é meu tipo de qualquer maneira, eu
simplesmente não posso. - Fiquei em silêncio por um tempo, então
perguntei interrogativamente. – Por quê? Você quer que eu a persiga?
– Ei, eu não tenho o direito de interferir com quem você gosta, você pode
fazer o que quiser. Só estou sendo intrometido e quero entender. - Knock
disse com uma voz relaxada.
– Por que de repente você está tão curioso sobre minha vida amorosa? Você
se apaixonou por mim? - Eu perguntei a ele diretamente.
– Merda, não, não é assim, eu não tenho esse tipo de sentimento sobre meus
amigos. - Ele disse com uma voz chocada e gaguejante. Talvez eu realmente
estivesse esperando demais, talvez ele não entendesse o que eu estava
tentando sutilmente dizer a ele.
– Chega, você está desperdiçando meu crédito de telefone, eu vou tomar um
banho.
– Espera, não desligue, posso ir na sua casa mais tarde?
– Para que diabos? - Eu fiz uma careta para o meu telefone em confusão.
– Preciso de ajuda. - Knock disse com uma voz agradável.
– Como você vai chegar ao meu lugar? É tão longe da ponte. - Eu
perguntei. Na verdade, eu estava preocupado com ele. Minha casa e a dele
em frente uma outra, mas um rio no meio e a ponte fica longe. Ele pode
conseguir um barco para minha casa, porém não acho que ele queira se dar
ao trabalho. Embora tenha um barco, certamente não pretende usá-lo.
– Err, apenas espere.
Ele desligou o telefone abruptamente e me deixou carrancudo, sozinho.
Ouvi um splash gigante quando algo caiu pesadamente na água, abri minha
janela para ver Knock nadando pelo rio até minha casa. De repente, eu pude
ouvi-lo gritar frenético.
– Ei, Korn me ajuda, estou com cãibra.
É melhor ele não estar me trollando, aquele desgraçado.
Imediatamente abri minha porta e pulei na água sem hesitar, nadando até o
pobre homem que lutava no meio do rio. Eu enganchei meu braço em volta
do pescoço dele.
– Você está bem?
– Eu estava brincando - ele disse com uma risada – Está tão molhado
quanto eu, afinal.
– Desgraçado!! - A princípio fiquei com raiva, mas quando o vi rindo meu
aborrecimento desapareceu instantaneamente. Então joguei água no rosto
dele e acabamos brincando no rio até o sol quase se pôr.
– Ei, chega disso, estou cansado. - Ele nadou até o cais em frente à minha
casa e subiu, fui logo em seguida.
– Você precisa se limpar, está pingando água por toda parte!!!- Eu exigi,
então tirei minhas roupas no corredor para que eu pudesse leva-la para fora
e pendurar para secar. Knock seguiu, rindo alegremente enquanto pedia
minhas roupas emprestada. Revirei os olhos e dei a ele algumas das minhas
roupas. Eu não queria vê-lo nu agora por causa da noite passada, porém ele
estava sendo estranhamente sensível comigo.
– Estou com medo, eu me rendo! - Seu tom era provocador quando ele
sorriu para mim, mas então seus olhos se estreitaram. Naquele momento,
meus olhos ficaram aguçados e a tensão no pequeno banheiro era forte o
suficiente para cortar com uma faca.
Eu gradualmente aproximei meu rosto do dele, e a diversão se esvaiu de seu
rosto. Lentamente, até que as pontas de nossos narizes estivessem quase se
tocando. Assim que meus olhos caíram em seus lábios entreabertos, meu
telefone tocou, quebrando o momento como vidro. Eu o soltei abruptamente
e saí do banheiro.
Fui atender o telefone e fiquei estranhamente aliviado quando vi um
número desconhecido.
Seja como for o timing foi impecável. Apenas alguns segundos e eu
definitivamente teria beijado Knock.
– Olá.
– Olá, é o Korn? - A doce voz que veio do outro lado me fez franzir a testa.
– Sim, é ele. - Espero que ela não responda que pegou meu numero de uma
amiga porque está interessada. Nunca falo com quem liga por esse motivo.
– Aqui é Pleng, a namorada de Knock. Liguei para ele mais de dez vezes,
mas não atende. Eu estava pensando, ele está com você?
Que porra é essa, olhei para o telefone como se tivesse se tornado venenoso.
– Como você conseguiu meu número?
– Tenho todos os números dos amigos de Knock, caso precise entrar em
contato com ele.
– Sua sorte, ele está comigo, só um minuto. - Eu virei minha cabeça para
gritar na cabeça para gritar na direção do banheiro. – Knock, sua namorada
está no telefone!!
– Pleng?
– Sim! - Eu corri para ele. Ele pegou o telefone de mim e para fazer
enquanto esperava, então peguei meu violão e comecei a tocar
distraidamente. Cerca de dez minutos depois Knock finalmente voltou para
sala.
– Obrigado.
Ele me deu o telefone e joguei descuidadamente na cama. Knock se sentou
ao meu lado, enquanto continuava a dedilhar o violão.
– Você toca violão? Por que eu não sabia disso? ele perguntou.
Eu me virei para estudar seu rosto bonito, porém, novamente, achei sua
expressão ilegível. É difícil entender Knock, não consigo entender de forma
alguma o que ele está pensando. Ele parecia já ter esquecido a cena do
banheiro.
– Sim, eu toco há anos.
– Não se gabe.
– Eu não estou me gabando.
– Toque uma música para mim então. Ele sorriu para mim. Eu não disse
nada, apenas afinei e comecei a tocar. É uma música muito comum, mas
continuei. Não sei porque me senti incomodado e chateado...
"Não estarmos no mesmo nível
A lacuna era muito grande
Não importa o quanto eu faça,
O quanto eu tente
Isso simplesmente não vai acontecer
Tenho a sorte de poder amar
Não importa o quanto eu trabalhe
Eu simplesmente não estarei no mesmo nível que você.
E não temos o direito de amar os anjos..."
Mas Knock não tinha nada a ver com os anjos. Parei e me virei para
observar sua reação.
– Ei, você é realmente muito bom! Me ensina? - Ele me elogiou com
entusiasmo. E só pude ri da sua repentina infantilidade.
– Por que eu deveria te ensinar? - Eu levantei minhas sobrancelhas.
– Por favor, me ensine, para que eu possa impressionar Pleng. - Ele sorriu e
coçou a cabeça.
– Um violão é necessário para impressionar Pleng? - Eu perguntei
– Direito! - Knock respondeu ansioso, e o brilho em seus olhos mostrava
claramente o desejo de aprender.
– Que tal impressionar você? - Não sei por que perguntei, mas Knock não
pareceu surpreso com minha pergunta.
– O que você acha? - ele riu de mim. perguntou.
– Chega, pare de rir.
– Não faça piadas se você não quer que eu ria. Tudo bem, apenas me
ensine. Qual música é boa para iniciantes? - Ele perguntou.
Revirei os olhos com minha irritação porque definitivamente não estava
brincando. Mas quando vi seu belo rosto se iluminar com aquele sorriso
ingênuo e idiota, eu me rendi suavemente. Entreguei a ele meu violão e me
sentei atrás dele, cruzando os braços para segurar os dele.
– Vou te ensinar como segurar as cordas primeiro. - Agarrei os dedos de
Knock e os coloquei nas cordas do violão, depois pressionei meus dedos
nos dele.
– Ai! - O grito de Knock me deu um sério déjà vu. Cenas fragmentadas da
noite passada passaram pela minha cabeça, porque ele gritou assim
também. Eu imediatamente o soltei, como se sua pele queimasse meus
dedos.
– Ei, como vou aprender se você não está me mostrando como segurar
meus dedos? O que há de errado com você?
– Eu não me lembro dos acordes. Vou verificar meus livros no apartamento
e te ensinar da próxima vez. - Knock parecia sem noção, mas assentiu.
– Tudo bem.
Ele colocou o violão de lado, deitou na cama e pegou um dos meus gibis.
Eu só podia sentar e olhar para ele. Eu realmente não esqueci como tocar,
mas simplesmente não tive coragem de estar tão perto dele e ainda manter
minha compostura...
Na verdade, não estou pronto para nada disso.
CAPÍTULO 3 CUIDE DO
DOENTE.
TODA SEGUNDA TERÁ NOVOS CAPÍTULOS.
– Saia da minha cama e vá tomar um banho. - São quase 21h e esse punk
ainda estava encolhido em um ninho feito inteiramente com meus
quadrinhos. Por que ele ficou tão confortável na minha casa?
– Minha cabeça dói... - Knock sussurrou fracamente.
Ao ouvir isso, rapidamente me aproximei e sentei ao lado dele, cobrindo
sua testa com a mão. Knock cooperou e me deixou verificar sua condição.
Ele definitivamente estava com febre.
– Você comeu alguma coisa desde o café da manhã? - perguntei incrédulo,
embora tivesse certeza de que não. Também não tive oportunidade de comer
nada.
– Não... - ele respondeu fracamente.
– O que devo fazer? - murmurei em voz alta para mim mesmo, esfregando
minha têmpora ansiosamente. Eu raramente estava em casa, não mais do
que uma vez por semana e muitas vezes muito menos, então só tinha
comida instantânea nos armários. Não fiquei surpreso com a condição de
Knock agora, já que fizemos tanto em apenas um dia, caminhei sob o sol
escaldante até o barco e fui nadar à tarde por tanto tempo. Apenas
Superman seria capaz de resistir a isso.
– Espere, vou fazer macarrão instantâneo para você.
– Tudo bem... - ele respondeu debilmente.
Fui cozinhar macarrão instantâneo para ele e ajudei a erguê-lo na posição
vertical para que ele pudesse comer. Ele parecia realmente lamentável, suor
frio escorrendo em sua testa enquanto comia o macarrão quente.
– Você está horrível, sua pele está tão bronzeada, mas agora você está
branco como um lençol. - Eu provoquei.
– Sim, minha cabeça está me matando. - Mesmo não se sentindo bem, ele
conseguiu terminar o macarrão. Eu balancei minha cabeça suavemente em
perplexidade, então fui buscar para ele um copo de água fria e dois
comprimidos de paracetamol.
– Obrigado, você é mais atencioso do que eu esperava. - Ele sorriu
fracamente para mim, engolindo a água com o remédio. Peguei o copo que
ele me devolveu.
– Você está doente por causa do que fizemos ontem à noite, não é?
– Ehem, do que você está falando? - Knock tossiu tanto que seu rosto ficou
vermelho, e eu apenas sorri, olhando para ele suavemente, resistindo à
vontade de acariciar seu cabelo.
– Você ainda se sente mal? - Eu perguntei, preocupado.
– Você realmente quer saber? - Ele ergueu as sobrancelhas e sorriu
maliciosamente. Apesar de sua condição atual, ele ainda estava tentando ser
atrevido!
– Er, mais ou menos. - Eu disse honestamente.
– Apenas me deixe dormir, ok? - Ele sorriu, e eu firme, mas gentilmente o
empurrei para deitar na minha cama.
– Você reclama mesmo quando está doente. - Eu disse impaciente
– Ei, querido Korn, você é um valentão. Vou denunciá-lo a Yiwha. - Ele riu
e se encolheu na cama.
– Vá em frente, ela não faria nada sobre isso.
– Esqueça, eu só estou brincando. Ei você, venha dormir, você pode se
aconchegar ao meu lado como uma princesinha. - Knock disse, dando um
tapinha no espaço ao seu redor. – Você disse que estou doente por sua
causa, então você tem que cuidar de mim a noite toda. - Knock riu, eu só
pude responder a ele com um leve sorriso.
Fique feliz e me provoque o quanto quiser agora, porque você não vai rir
depois.
Fui para a cama sem expressão e deitei ao lado de Knock.
– Por que você não apaga as luzes? - Ainda irritante! Eu me levantei da
cama e desliguei o interruptor de luz. Quando voltei para a cama, Knock
ficou atordoado quando nossos rostos estavam tão próximos nos
travesseiros que quase se tocavam. Eu não apaguei as luzes antes enquanto
esperava por isso, esperando causar pelo menos uma fração da confusão
que tenho sentido o dia todo.
– Não tente me seduzir, droga Korn! - Knock atingiu meu rosto com um
travesseiro. – Se eu fosse uma mulher, pensaria que você é um idiota.
Totalmente sem vergonha.
– Tanto faz, não tenho vergonha. - Eu respondi com altivez e tentei
adormecer ao seu lado. Ele se virou para mim e se inclinou para mais perto.
– Eu tenho uma pergunta, querido Korn.
– Querido, minha bunda...
– Você ainda estaria agindo assim se não tivéssemos bagunçado ontem?
Quando ouvi sua pergunta, eu ri baixinho. Ele deve saber que eu estava
planejando persegui-lo secretamente.
– Como eu deveria saber? - Eu respondi claramente.
No começo, pensei que Knock era apenas um bom amigo que eu conhecia
da minha cidade natal, e nunca mais pensei nisso. Mas agora, do nada,
comecei a desenvolver novos e estranhos sentimentos por ele. Eu precisava
descobrir o motivo da minha súbita mudança de opinião.
– Vamos, eu quero saber. - Knock balançou meu braço. – Por quê? Suas
preferências sempre foram assim?
Esse bastardo! Ainda encontrando energia para me provocar, mesmo
quando está doente como um cachorro.
Eu não respondi, apenas me virei, o puxei e o abracei. Seu corpo é apenas
cerca de 10% menor que o meu. Apertei sua cabeça no meu peito e tentei
soar sem emoção, mas autoritária, enquanto o instruía a dormir.
– Oh, eu vejo o que você está tentando fazer. Quando eu permiti que você
me abraçasse e dormisse? – Knock empurrou meu queixo com força,
afastando meu rosto do dele, mas eu ainda o segurava com força. Como
estávamos muito próximos em termos de força, nenhum de nós permitiria a
derrota e então estávamos puxando um ao outro, não soltando.
– Você deveria se orgulhar de ser a conchinha de um cara tão bonito,
embora seu coração seja tão escuro quanto sua pele. - Não pude evitar e
disse isso a Knock. Ele imediatamente parou de lutar e começou a cantar
para mim, meio que dançando no lugar enquanto estava deitado.
"Ser moreno e daí, é só a aparência e não a alma
Não importa o que pareça do lado de fora, é o verdadeiro amor
Você vai abandonar o amor se decidiu ficar junto?
Se você realmente me ama, apenas diga e me diga onde você estava"
– Estou tão longe, mas tão perto. - Eu apenas peguei suas falas, abracei-o
pelo pescoço e puxei-o. Eu estava sendo um pouco dura, e seu nariz bateu
no meu peito.
– Ei! Maldito Korn! Só porque meu nariz é natural não significa que
esmagá-lo não vai doer!
– Vamos, deixe-me ver. - Eu esfreguei sua bochecha e ele fez beicinho para
mim.
Meu rosto se aproximou do dele lentamente até nossos narizes se
encontrarem. Eu me vi afogando no profundo mistério que estava por trás
de seus olhos escuros e líquidos. Não importa o quão profundamente eu
procurei em seus olhos por alguma indicação de seus sentimentos, não
consegui ver nenhum lampejo de emoções significativas ali, nem mesmo
por um momento.
Mas então, de repente, ele abriu os lábios em convite.
– Que diabos você está fazendo agora?
– Você não vai me beijar?
Eu bati na cabeça dele, e Knock não foi capaz de evitá-lo.
– Ei, droga! Estou doente, lembra? - Seu olhar brincalhão me deu muita
vontade de chutá-lo.
– Pare de brincar, senão vai ser difícil voltar atrás. - Apertei os olhos e fingi
olhar para ele ferozmente, mas na verdade estava dando dicas para ele
também. Eu não queria que ele tirasse sarro disso, especialmente quando eu
não tinha ideia do que ele estava pensando. Tenho que admitir que meus
sentimentos por ele estão ficando mais estranhos a cada minuto. Por que eu
deveria me preocupar com um cara tão irritante e forte? Ele certamente não
precisa da minha proteção e ele é uma pessoa sem vergonha.
– Ei, quem começou isso? - Ele me deu um tapa no rosto com um
travesseiro e ergueu as sobrancelhas.
– Você me seduziu primeiro!
– Só estou sendo direto. - Eu disse suavemente. Knock olhou para o meu
rosto e ficou sério. Ele deitou de costas e com o braço apoiado atrás da
cabeça. Eu só podia ficar lá e olhar para o teto sem expressão.
– Ei. Você não tem nenhum sentimento por ontem, tem? - Ele me perguntou
calmamente. Eu sei que agora ele definitivamente não está brincando.
– Não sei. - Eu respondi sem rodeios.
– Então como devo interpretar sua atitude ambígua? - Ele reclamou
inadvertidamente, então me virei para olhar seu rosto e descobri que ele
estava olhando para mim atentamente.
– Eu só preciso de mais tempo para pensar sobre isso.
– Por que? - Knock perguntou com um olhar confuso. Estendi a mão,
agarrando seu braço e puxei seu corpo para mais perto de mim. Não é como
qualquer romance romântico chique, agarrando o braço da garota e seu
corpo leve viria. Knock pesava quase 70 kg e só se mexeu um pouco devido
à inércia. Além do mais, ele estava lutando, então eu só podia deixá-lo ir
– Ok, pare de jogar, estou muito cansado agora. - Deitei de lado, virando-
me para encará-lo, Knock se aproximou de mim, como se estivesse
comprometendo.
– Se você estava tentando me puxar sobre seu corpo como aquelas novelas
estúpidas, sugiro que pare de sonhar. - Ele parecia irritado.
– Eu só disse que não estou mais jogando, estou cansado. – Eu disse.
– Então, qual é o problema? Como você vai provar isso? - ele perguntou
interrogativamente. Abaixei minha cabeça para ele, ele se assustou e tentou
escapar.
– Prove com um beijo. - Sussurrei roucamente meu desafio para ele, mas
apenas me respondeu com um silencio confuso. – Beije-me e me convença
de que você não sente nada. Então vou acreditar que você realmente não
sente nada por mim.
Eu levantei minhas sobrancelhas. Essa foi a maneira mais direta que
encontrei para provar se ele sentia algo por mim ou não. Acho que seria
difícil fazer com que ele se apaixonasse por mim. Mas, primeiro, eu
precisava de motivos para estar perto dele e precisava explorar meus
próprios sentimentos mais profundamente para ter certeza.
– Ok.
Knock assentiu. Sem nenhum preâmbulo romântico e sem nenhum contato
visual íntimo, ele apenas me puxou para frente, pressionando
desajeitadamente seus lábios contra os meus, e me beijou brutalmente, sua
mão agarrando rudemente minha nuca. Nós dois estávamos lutando, era
muito doloroso continuar esta batalha. Nós nos afastamos, ambos ofegantes.
– Foda-se! Meus lábios estão sangrando! - Knock reclamou e lambeu os
lábios.
– Você beija tão mal... Por que Pleng gosta de você? - Eu perguntei em um
tom perplexo, e então lambi o sangue dos meus lábios. Inferno, sim... essa
porra doeu. – Isso não é um beijo. - Eu o avisei. – Isso é uma luta de beco
sem saída usando seus lábios".
– Então você me mostra como um beijo deve ser . - Knock ergueu as
sobrancelhas para mim com sarcasmo.
– ISSO... - parei deliberadamente por um segundo antes de continuar, – ... é
um beijo.
Peguei sua mão, meus dedos se entrelaçando suavemente com os dele,
lentamente abaixando minha cabeça e suavemente, com profunda intenção,
rocei a pele nas costas de sua mão firmemente com meus lábios, o tempo
todo olhando direta e profundamente em seus olhos.
Todo o corpo de Knock congelou, deixando-o sem palavras.
Ele foi momentaneamente pego de surpresa, mas então um sorriso torceu os
cantos de seus lábios.
– Ei, Korn, seu bastardo, você é tão encantador. Eu teria me apaixonado por
você se eu fosse uma mulher - o sarcasmo evidente em seu tom.
Eu só pude revirar os olhos com suas palavras, que maldita rainha do gelo.
Honestamente, não consigo entender o que ele está pensando. Aqueles
sorrisos brilhantes escondem tudo de mim.
Talvez o que aconteceu ontem não significasse nada para ele... Eu me senti
impotente, porque Knock não estava pedindo nada de mim. Havia apenas
uma com charme. Talvez o que aconteceu ontem realmente não calma, uma
imobilidade profunda atrás de seus olhos, quase uma sensação de frieza...
Tudo estava normal e não havia sensação de pânico ou urgência. Para ser
honesto, eu realmente sinto, naquele momento, que sou descartável para
ele.
Ele sempre foi capaz de resolver todos os problemas ao seu redor sem
ajuda. Eu soltei sua mão, e quando Knock viu meu rosto desapontado, ele
apenas riu de mim.
– Ei, você está tentando agir de forma lamentável? Não seja emotivo, você
não é uma mulher! Por que você está agindo assim?
Olhe para ele, todo calmo e tranquilo.
– Eu vou dormir agora, não vou perder mais tempo com você. - Terminei a
conversa e puxei o edredom para nos cobrir. – Além disso, você não vai se
livrar dessa febre se não for dormir agora. Você vai pegar Pleng com esse
corpo fraco? Vou rir se você desmaiar.
– Eu não sou tão fraco, vamos continuar. - Ele disse com um sorriso.
– Não sorria para mim desse jeito.
– Como posso parar, quando você é tão fofo? - Ele riu e esfregou a parte de
trás do meu pescoço com os dedos. – Você é bom em jogar Puttipat, mas eu
não sou Kongkaew. - ele disse com uma risadinha. (Puttipat e Kongkaew
são os personagens do drama tailandés "Khun Chai Puttipat" Puttipat é um
falador doce que sempre flerta com Kongkaew.)
– Ei, pare com isso." Eu bati em sua mão de brincadeira. Ele nunca saberia
que eu nunca iria provocá-lo, não importa o que ele fizesse comigo, e até
agora tenho sido incrivelmente tolerante com seu comportamento perverso.
Ele sempre foi assim. Emanando a mesma vibração amigável de antes da
noite passada, como se nada tivesse mudado, quando na verdade, para mim,
tudo havia mudado.
– Você consegue dormir? - Eu perguntei, puxando o edredom para cobrir
seu ombro exposto.
– Vá dormir, estou com sono. - Ele fechou os olhos assim que terminou de
falar. Por causa da febre, Knock adormeceu em menos de dez minutos e
dormiu como uma pedra. Como eu sabia que ele dormia como um tronco?
Porque puxei o corpo dele contra o meu e o abracei, e ele nem percebeu.
Knock, Knock, por que é tão atraente para mim?
A manhã seguinte
– Korn! Korn levanta! - O barulho mais o poder sacudindo meus ombros...
Não tive escolha a não ser abrir os olhos.
–O que você está fazendo? - Eu me virei e enterrei meu rosto nas roupas de
cama. Eu mal dormi ontem à noite. Não, eu não o abracei ou beijei, como
um cara tentaria fazer com uma garota em um romance. É que era
extremamente chato dividir a cama com Knock. Ele se revirou a noite toda
e até me chutou algumas vezes. Argh, isso estava me deixando louco.
O que há de tão bom nele que me fez gostar tanto dele!?
– Korn, você tem que levantar, Yiwha ligou e disse que já chegou ao
mercado flutuante! É meio-dia! Pleng está aqui também! Você precisa
tomar um banho para que possamos sair juntos! - Knock foi duro enquanto
lutava para me puxar para fora da cama. Claro, agarrei-me ao meu edredom
como se fosse um tesouro inestimável.
– Maldito seja, Korn! - Knock gritou, sua voz estava perfurando a sala.
Por fim, fui puxado à força para fora da cama e caí pesadamente no chão
com um baque.
Porra!
Não aguento mais essa merda! Agora ele me deixa totalmente puto.
Não consegui dormir. Eu não poderia beijá-lo. A porra da namorada dele
está quase chegando! Vou beijá-lo de qualquer maneira, bem feito.
Levantei-me e Knock já estava completamente pronto para sair. Ele vestiu
seu corpo alto e magro com um camisa branca e jeans, e um boné de
beisebol marrom. Ele sem dúvida sabia que parecia legal e certamente
estava ciente de como era bonito. Mas fiquei infeliz e MUITO chateado,
porque sei que ele fez tudo isso pela namorada.
– Venha pra cá!
Arrastei-o corporalmente com toda a minha força, fazendo-o cair em cima
do meu corpo desprevenido, e me esforcei sob seu peso.
– Que porra! - Knock estava claramente confuso, mas não me importei.
Eu o coloquei em uma chave de braço e beijei seus lábios pálidos. Ele ficou
pasmo, e eu aproveitei a chance para continuar. Mesmo depois que se
recuperou do choque o suficiente para tentar me afastar, era tarde demais
porque eu o estava beijando com todo o meu ser, tentando transmitir todos
os meus sentimentos e confusão através dos meus lábios. Tentei transmitir a
gravidade da minha ansiedade através do meu beijo. Meus sentimentos
passaram? Eu o soltei quando pude senti-lo perdendo o fôlego.
– Que raio foi isso? - Ele perguntou, claramente profundamente confuso.
Eu o empurrei, peguei uma toalha e quase corri para o banheiro.
– O que ele estava pensando? Eu não entendo. - Aquele idiota ainda estava
resmungando para si mesmo depois de tudo isso.
Por que ele é tão sem noção? Eu agradeceria a Deus se ele pudesse enfiar
isso em sua cabeça dura pelo menos uma vez!
CAPÍTULO 4 MULHER DA
MINHA ESPOSA
– Korn! Você já terminou?!
Eu estava demorando deliberadamente no banheiro até que ouvi Knock
gritando comigo pela porta pela quinta vez, tentando me apressar.
Finalmente saí do banheiro com urgência absolutamente zero para encontrar
Knock esperando impacientemente por mim. Ele pulou em mim e me deu
uma chave de braço, me sacudindo para frente e para trás como se estivesse
tentando arrancar minha cabeça do meu corpo.
– Você está ficando para trás de propósito, vá em frente! Se você está com
ciúmes por eu ter namorada, então arranje uma para você!
E por que eu deveria fazer isso, quando minha esposa já está aqui? Eu posso
apenas sussurrar silenciosamente essas palavras secretamente dentro do
meu coração. Olhei para ele brevemente enquanto colocava meu jeans e
coloquei um boné porque estava tão quente quanto um forno lá fora. Knock
parecia estar com medo de que continuasse enrolando, então agarrou meu
pulso e me puxou com força. Eu estava arrastando meus pés enquanto ele
me puxava. Levamos quase 30 minutos para chegar ao barco e, a essa
altura, nossos telefones tocavam sem parar. Tenho certeza de que era Yiwha
quem estava me ligando e era Plern Pleng quem estava ligando para ele.
– Ei. - Peguei o telefone irritada, meu tom monótono.
– Ei, seu imbecil! - Yiwha gritou ao telefone, fazendo com que todos os
pelos do meu corpo se arrepiassem. – Estou esperando na frente do mercado
flutuante há horas, por que não vi nem mesmo a sua sombra? O que diabos
você estava fazendo, brincando e me fazendo esperar quando você sabe
muito bem que é uma porra de sauna aqui fora! Vou responsabilizá-lo
pessoalmente se eu não conseguir encontrar um namorado e você terá que
se casar comigo em vez disso!!!
Yiwha continuou reclamando a plenos pulmões e, embora eu quisesse tirar
o telefone do meu ouvido para não ter que ouvi-la reclamar, não tive
coragem de fazê-lo. Afinal, ela é minha única e mais verdadeira amiga, e
seu sofrimento foi minha culpa.
– Bem, estamos a caminho agora, e estamos nos apressando o máximo que
podemos. - Gritei para ser ouvido acima do som do motor do barco.
– Ótimo! Então você tem que fazer o que eu quiser hoje!
– Sim, sim, estarei aí para buscá-la muito em breve ... - eu disse com um
tom doce, esperando que ela fosse generosa o suficiente para desligar o
telefone e parar de gritar comigo. Não estou falando mal, só não é do meu
feitio desligar na cara das pessoas que me ligaram primeiro.
– Quanto tempo mais? - Yiwha reclamou. As mulheres são realmente as
criaturas mais incompreensíveis que existem (mas ainda fazem mais sentido
do que o idiota bronzeado
sentado ao meu lado).
Eu tinha acabado de dizer a ela um segundo atrás que estava a caminho,
mas me peguei repetindo calmamente minha última frase, esperando que ela
me ouvisse desta vez.
– Vamos, não vai demorar muito.
– Pare com todas essas palavras bonitas, estou derretendo sob o sol! - Ela
gritou comigo de novo. Já posso imaginar a expressão em seu rosto bonito,
sorrindo um pouco enquanto pensava nisso. Senti alguém olhando para mim
e, quando procurei a fonte, percebi que era Knock. Eu olhei bem nos olhos
dele como se dissesse 'Peguei você!', e ele imediatamente olhou para o
smartphone e fingiu que não se importava.
– Você já comeu alguma coisa? - voltando minha atenção para o meu
telefone e Yiwha.
– Não! Estou esperando você pagar! Não vou pegar leve com você hoje,
você me fez esperar tanto! Esteja preparado para esvaziar sua carteira hoje,
seu imbecil!! - Esta mulher é realmente feroz quando ela está chateada.
– Tudo bem, tudo bem! Apenas me diga o que quiser, e eu cuidarei disso. -
Eu disse no que esperava ser um tom tranquilizador.
– Estou TÃO feliz que você entendeu. Isso é tudo, apenas chegue aqui logo!
Depois de certificar-se de que entendi completamente minha punição por
fazê-la esperar, Yiwha desligou o telefone. Meus olhos dispararam
secretamente para verificar o telefone de Knock e vi que ele ainda estava na
tela inicial. Oho, escutando nossa conversa, hein?
Bom! pensei comigo mesmo. Bem feito.
– O que você está fazendo? - Knock pareceu surpreso com a minha
pergunta.
– Não, nada. - Ele bloqueou a tela do telefone e colocou-o na bolsa, olhando
para longe com o queixo apoiado nas costas da mão.
– Pensei que você estivesse interessado em nossa conversa.
Eu pressionei, não o deixando escapar.
– Então, sobre o que vocês estavam falando? - Ele nem tentou esconder
desta vez, perguntando imediatamente assim que eu ofereci. Isso é tão
Knock, eu teria pulado do barco se ele continuasse tentando fingir que não
estava realmente morrendo de curiosidade.
– Você ouviu tudo o que eu disse, e tenho certeza que você pode ouvir os
gritos através do telefone, então o que mais você precisa saber? - Eu
levantei minhas sobrancelhas para ele curiosamente.
– Ei, estou falando sério! - Knock sentou-se tão perto de mim que pude
sentir o cheiro de sua colônia. Isso fazia parte de seu carisma insano, que
nenhuma mulher (ou homem, aparentemente) era capaz de resistir. Eu tinha
que admitir que era atraente para mim também, seu cheiro me envolveu
quando ele colocou o braço em volta do meu ombro. – Então, você estava
falando com Yiwha, certo? - ele me perguntou, um tanto previsivelmente.
Não isso de novo!
– Por que você perguntou? - Meu aborrecimento claro no meu tom de voz.
– Você acha que é importante?
– Sim, claro! Você é um amigo próximo, e eu preciso saber quem você está
perseguindo! - Knock disse com uma cara azeda. – Então, o que você está
pensando? Você gosta dela? - Ele está tendo muito prazer em me provocar
sobre isso.
– Não, como eu já disse muitas vezes antes, eu não gosto dela, e não há
nada romântico acontecendo entre nós. - Fiquei desapontado com sua
necessidade aparentemente constante de fofocar.
– Então você não tem namorada?
– Err não, apenas uma esposa.
– Ohoy - Knock estava arrastando a voz. Ele adora me provocar. Por um
segundo, quis desequilibrá-lo. Ele é realmente tão estúpido ou apenas sendo
pretensioso?! – Ei, querida, Korn começou um relacionamento e nem me
contou, eu te contei sobre Pleng. - Eu estava irritado com seu tom de
provocação. Ele é realmente tão estupido?
– Minha esposa é você, então você está se enganando agora? - Eu rebati, e
ele levantou a cabeça bruscamente para olhar para mim depois dessa
declaração.
– Tudo bem, eu superei isso, isso é demais, estou com tanto medo, meu
querido. - Ele encostou seu corpo no meu, tremendo de medo fingido.
Quando ele vai entender que não estou brincando com isso? Que idiota!
– Ei - Knock recostou-se e apontou acusadoramente para o meu rosto. – Eu
não ia trazer isso à tona, mas você quase causou uma briga entre mim e
Pleng.
– Pelo que? - Eu não tenho nada para a ver se eles brigarem, na verdade, eu
gostaria que eles simplesmente terminassem.
– Por você, me fazendo chegar tão tarde. Você estava se arrastando tanto
para se arrumar. - Knock murmurou enquanto esfregava a nuca com
tristeza.
O barco atracou na praia naquele momento e levantei-me rapidamente.
Knock me seguia habitualmente, respondi-lhe depois de pagar aos
barqueiros.
– Você ficaria todo brilhante e alegre quando a namorada de minha esposa
está chegando?
– É melhor você parar com essa merda. - Knock me avisou
ameaçadoramente, então tentou ir embora sem esperar por mim. Não
aguentei mais e agarrei-o pelo colarinho.
– Ei Knock! - Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, outra voz
suave foi ouvida.
– Eii! - Nós dois nós viramos, procurando a origem da voz. A garota de
quem saiu a voz tinha um rosto bonito e doce e olhos grandes como os de
uma corça. Ela estava parada no cais, claramente esperando por nós, usando
um vestido branco sem mangas, o cabelo ondulado preso em um rabo de
cavalo baixo.
– Pleng! - Knock falou para ela intimamente. Então esta é Plern Pleng, a
namorada de Knock. Knock claramente já havia esquecido que eu existia e
foi direto para o lado de sua namorada, me deixando para trás.
Bem agora. Isso não é simplesmente INCRÍVEL. E por incrível, quero
dizer incrivelmente merda.
É como aqueles dramas coreanos, onde fui forçado a me separar de... err.. A
Heroína. Umm. O cara. Fiquei enraizado no chão como uma estátua de
pedra, minha consciência foi puxada para trás pelo som sinistro de um
demônio se aproximando. 'Ela Que Vai Esvaziar Minha Carteira', rugindo
meu nome.
– Maldito Korn!!! - Yiwha abriu caminho pela multidão como uma faca,
correu para mim e jogou os braços em volta de mim com uma força quase
esmagadora, chocante em uma mulher tão pequena.
– Eu senti tanto a sua falta! Onde diabos está Knock? Onde está meu
menino bonito? - Yiwha estava olhando em volta e, quando olhamos,
descobri que Knock estava olhando para Yiwha e para mim. Mas assim que
nossos olhos se encontraram, ele imediatamente se virou e pegou a
mãozinha de sua namorada antes de caminhar até nós.
– Quem é? - Yiwha perguntou, seu total desinteresse aparente em sua voz,
seus lindos olhos irradiando hostilidade.
– A namorada de Knock, Plern Pleng. - Eu apenas dei de ombros e informei
a ela.
Enquanto eu explicava, a dupla nos alcançou e Knock cumprimentou
Yiwha.
– Oi, senhorita louca.
– Agora, quem é louco? Ei, docinho! Meu doce menino, senti sua falta,
venha aqui, deixe-me te abraçar. - Yiwha abraçou Knock com força e não
deu a mínima para o que a namorada ao lado dele pensava sobre isso. Plern
Pleng ficou tão chocada que ficou boquiaberta. Depois disso, Yiwha
examinou Plern Pleng com os olhos da cabeça aos pés.
– E quem é essa garota de aparência honesta? - seu tom de voz era
deliberadamente brando.
Tão francamente sarcástico!
– Ei! Esta é minha namorada Plern Pleng. Err, Pleng, estes são meus dois
melhores amigos, Yiwha e Korn. Pleng não fique bravo com Yiwha, ela só
está brincando. - A risada de Pleng soou forçada, mas ela sorriu para nós de
uma forma agradável e amigável.
– Tudo bem. Eu sou Pleng, prazer em conhecê-lo. - Ela estava falando
comigo.
Olhei para ela desapaixonadamente, meu rosto sem expressão.
– Korn! - Knock sibilou para mim, parecia que ele queria que eu sorrisse
para sua namorada e fosse mais amigável com ela.
Eu honestamente não poderia me importar menos, então apenas agarrei o
pulso de Yiwha e disse.
– Vamos dar uma olhada no mercado.
– Aww - Obrigado, papaizinho! - Yiwha enrolou um de seus braços em
volta da minha cintura me abraçando, enquanto meu braço estava sobre o
ombro dela, nós apenas nos arrastamos e andamos na frente de Knock.
Por que eu sorriria para alguém de quem já não gosto? A boca é minha, eu
escolho quem merece meus sorrisos. Por que eu deveria sorrir para aquela
garota!?
Minha reação deve ter confundido Knock. Ele se espremeu entre Yiwha e
eu, e se eu não estivesse segurando com força, ele a teria jogado direto na
água.
– Damn Knock! Ande corretamente! Você pode muito bem montar no
pescoço de Korn!
– Por que você está com raiva de mim, Korn? - Knock perguntou, mas seus
olhos estavam cheios de um brilho de raiva.
– Não estou. Só não estava com vontade de sorrir, meu rosto estava
dormente. - Eu respondi calmamente,
– Tudo bem, o que você disse... - disse Knock, acenando com uma mão
com desdém para mim. Que idiota completamente frustrante!
Knock voltou a segurar a mão da namorada e eles caminharam na nossa
frente. Eu realmente queria chutá-lo na água, ele era incrivelmente
irritante!!
– Querida, diga-me o que você quer comprar. Já que Korn está pagando por
Yiwha, vou gastar todo o meu dinheiro com meu mel também. - Knock
estava flertando com a namorada e segurou a mão dela.
– Ah Knock, eu sou tímida.
Porra! Por que está tão quente hoje! O que há de errado com as pessoas
neste mercado, por que estava tão lotado? Você não tem nenhum lugar mais
interessante para estar? Você não sabe que está fervendo hoje? Você nunca
esteve no mercado flutuante antes? Por que todos vocês vieram aqui juntos,
hoje de todos os dias? Argh! Cada pequena coisa estava me irritando hoje!
Eu estava furioso em meu coração e o aborrecimento foi mostrado
claramente em meu rosto.
– Ei, o que há de errado? Você parece uma merda. - Yiwha perguntou
confuso: – Você quer um pouco de água? Quente demais para você?
Eu não respondi porque estava muito ocupado olhando para o cara que
estava provocando docemente sua namorada.
O ciúme estava ME COMENDO VIVO. Meu sangue está fervendo! ESTÁ
FERVENDO!
– Ei!! - Yiwha agarrou meu braço para que eu me inclinasse e a ouvisse
sussurrar: – Então essa mulher é realmente a namorada de Knock?
– E quanto a você, o que há com os olhos loucos? Você gosta dela, ou algo
assim? Você está olhando para Knock como se quisesse arrancar a cabeça
dele.
– Sim.
Yiwha apontou para o meu rosto com os olhos arregalados quando percebi.
– Ou... Você está com ciúmes por causa de Knock...
– Não. De jeito nenhum. - Eu neguei categoricamente, eu não estava! É que
parece que todas as minhas veias estão prestes a estourar!! Que piada! De
mãos dadas, você tem, tipo, cinco anos?
A multidão vinha em nossa direção, me apertando na direção de Knock.
Pleng sorriu ao vê-lo, mas quando eu estava respondendo com um sorriso,
eu a vi olhando para sua mão segurando a de Knock, e ela sorriu para mim
novamente... Era quase como se ela estivesse rindo de mim.
– Cadela. - Parece que Yiwha viu, deixando escapar o palavrão sem pensar.
Eu cobri sua boca com minha mão imediatamente.
– Porra!
– O que? - Knock virou a cabeça com entusiasmo.
– Nada, alguém esbarrou em Yiwha e não se desculpou, então ela estava
xingando e eu a parei. - Eu expliquei calmamente e soltei minha mão da
boca de Yiwha. Knock assentiu, tomando um gole de água de coco antes de
me oferecer o canudo.
– Quer um pouco? - Eu não respondi. Knock estendeu o coco para mim,
então apenas me inclinei para frente para pegar o canudo na boca,
mordendo a ponta. Eu olhei para cima e encontrei os olhos de Pleng.
Ela estava olhando para mim com desconfiança, então eu levantei minhas
sobrancelhas para ela e sorri.
– Continue andando ou a multidão vai nos alcançar. - Knock disse,
enquanto passava o coco para sua namorada. Aproveitei a oportunidade e
agarrei a mão vazia, embora estivesse andando atrás dele. Knock apenas se
virou para olhar nossas mãos unidas, mas não disse nada nem soltou. Na
verdade, ele segurou minha mão com força.
Foi apenas um gesto simples, mas me fez sorrir.
– Que porra! - Yiwha rugiu, apontando nossas mãos e então beliscou meu
braço impiedosamente.
– Ei, ei, chega, suas unhas estão afiadas! - Eu tentei torcer meu braço,
lutando para escapar dela. Mas ela não me deixava ir, que tigresa de
mulher!
– Diga-me cada porra de coisa agora. - Ela sibilou em meu ouvido, seus
olhos se estreitaram enquanto ela me encarava, antes de se afastar e cruzar
os braços sobre o peito. – Você está tentando roubar meu mel de mim?
Maldito Korn! Meu coração dói, ele me ama!!"
Essa mulher...
– Você não ouviu isso! Ele me ama!" Ela olhou para mim agressivamente.
Ohoy, meus nervos estavam formigando, especialmente quando esta
senhora olhou para mim daquele jeito. Enquanto isso, Pleng olhou e então
Yiwha agarrou minha mão vazia, então nós quatro ficamos de mãos dadas.
Pleng examinando as mãos de Knock e as minhas, e olhou para o meu
rosto. Enquanto Yiwha ainda proclamava em voz alta:
– Não adianta, porque ele me ama!
Pleng ficou boquiaberto com Yiwha, sem palavras. Quando ela viu os olhos
ferozes de Yiwha, ela imediatamente desviou o olhar.
– Ei, quantas vezes você vai repetir essa linha? - Eu levantei uma
sobrancelha para ela, Yiwha respondeu sorrindo para mim com doçura
doentia.
–Quantas forem necessárias! Sou linda e popular! Algumas pessoas pensam
arrogantemente que são melhores que as outras. Não gosto das abelhas
rainhas, o que há de bom nisso? - Ela levantou a voz para a última frase,
garantindo que Pleng a ouviria. Pleng se contorceu como se estivesse infeliz
com o que estava ouvindo. Yiwha não podia ver isso, mas eu podia ver
claramente da minha posição.
– Ei, vou pegar um pouco de pad thai - Knock não se importava com o que
estava acontecendo, comida era a única coisa em sua mente e em seu
coração. Ele simplesmente não conseguia parar de comprar mais até que
não pudesse carregar mais nada e implorou por minha ajuda.
– Ei, me ajude a carregar um pouco disso!
– Use sua boca.
– Boca? Você é mesmo meu amigo? - Ele estava sorrindo e isso me
desencadeou, eu empurrei seu rosto e ele estava rindo.
– Apenas me ajude, ok? Eu não posso pedir às meninas, posso? - Ele me
cutucou com o cotovelo, não tive escolha a não ser pegar alguns dos
alimentos dele. E então nossa posição mudou, Yiwha caminhou com Pleng
na frente, enquanto Knock e eu seguimos. Pleng claramente não estava feliz
com isso, ela provavelmente sentiu a antipatia instantânea de Yiwha por ela,
mas Knock apenas rejeitou seu pedido.
O motivo sólido era "Preciso levar as coisas com Korn e posso olhar para
você quando estiver na minha frente".
O rosto de Pleng corou enquanto a expressão de Yiwha se transformou em
angústia. Quanto a mim... Mais uma vez, tive que resistir ao impulso
irresistível de jogá-la no rio.
– Você deve ter pensado nessa cantada por muito tempo, hein - Eu assobiei
para ele, enquanto ele comprava mais comida (desta vez eram almôndegas),
e simultaneamente me entregava um saco de bebidas. Ele estava me
ajudando a carregar coisas? Nem pense nisso. Ele compraria e eu
carregaria. Ele não estava ajudando em nada, ao invés disso ele estava me
tratando como um menino escravo. Sério, o que diabos havia de errado
comigo? Eu apenas concordava com qualquer coisa que ele me pedisse e
carregava tudo de bom grado!
– Garotas gostam de ser mimadas, de serem priorizadas. Leve-me como
modelo, querido Korn, para que sua namorada seja leal a você, hehe.
– Mesmo!!??. - Meu tom inexpressivo nem mesmo foi registrado em sua
mente.
– Sim! - Ele ficou animado com isso – Sou um guru do amor, sei truques e
nunca ensino. Só vou passar minha sabedoria para você, porque você é
especial.
Meu coração trovejou contra minha caixa torácica tão alto quando Knock
disse que eu era especial. Isso me deixou inquieto e não sabia onde colocar
as mãos, nem controlar as emoções que passavam pelo meu rosto. Eu sabia
que ele não quis dizer nada com isso, mas eu estava muito envolvido nessa
situação estranha.
– Você sabe que eu só quero o melhor para você. - disse ele com um sorriso
brilhante.
– Sim claro.
– Hahah, você está carregando tanta coisa e suando. Vem cá, vou te dar uma
almôndega, só uma, ok? Não seja guloso, cara! - Revirei os olhos, por que
ele era tão irritante? Ele levou as almôndegas à minha boca, então eu
deliberadamente mordi duas delas.
– Ei!! Eu disse que você ganha apenas um! - Ele continuou seu discurso. –
Maldito Korn, você é tão... Esta é a última vez, ohoy! Que estraga-prazeres.
Quando vi a pretensiosa expressão irritada em seu rosto bronzeado, sorri.
– Venha pegar de volta de mim, então. - Eu provoquei.
Knock sorriu e acenou com o dedo indicador para frente e para trás na
minha frente.
– De jeito nenhum Korn querido, não. Eu não estou mais falando com você.
Cheque, este é um novo truque, tanto faz. Não vai funcionar, não vou
aceitar. Ainda caminhávamos sem rumo, enquanto eu mastigava minhas
almôndegas. Pleng virou-se para Knock.
– Knock, venha e compre um colar para mim. Quero que tenhamos colares
combinando, para que possamos usá-lo juntos.
– Certo! - Knock me passou o saco sujo vazio e pulou para a namorada
como um macaco. Ele envolveu seu braço musculoso em torno de sua
cintura fina, ewwwwww! Ele até ajudou a arrumar o cabelo de Pleng!
– Onde está a lixeira? - Eu perguntei a Yiwha.
– Aqui, Korn idiota. Este é o momento certo para uma lata de lixo? Abra os
olhos! Aquela cadela está seduzindo Knock, ela tem toda a atenção dele! -
Apenas respirei fundo e joguei o lixo na lixeira com mais violência do que
o necessário. Tínhamos chegado à margem do rio, enquanto esperávamos
que a dupla comprasse seus estúpidos colares de casal. Yiwha estava de pé
ao meu lado com os braços cruzados sobre o peito.
– Eles são um casal." Eu a lembrei, não tão sutilmente.
– Mas aquela mulher me dá arrepios. O jeito que ela olhou para você
também foi estranho! - Yiwha examinando o corpo magro de Pleng, sem
piscar os olhos. – É como... Ela está tentando muito colocar o máximo de
distância possível entre Knock e você!
– Bobagem, eu sou amigo de Knock! - Eu estava confuso; acabava de me
ocorrer que Pleng poderia estar infeliz em me conhecer. Nunca pensei que
ela suspeitaria da natureza de nossa amizade desde o início.
Yiwha fez um barulho estranho e tirou o telefone da bolsa. Eu balancei
minha cabeça, tentando ignorar a provocação de Yiwha, então ao invés
disso eu me virei para olhar para Knock. Seus ombros largos tremiam de
tanto rir. Sua expressão e seu sorriso mostravam claramente o quão feliz ele
estava com aquela mulher.
Fui trazido de volta à consciência pelo som do obturador da câmera, era
Yiwha.
– Por que você tirou minha foto?
– Venha, dê uma olhada
Ela me passou o telefone e fiquei sem palavras com o que vi.
Na foto, eu estava olhando para Knock, e Yiwha cortou Pleng
propositalmente da foto.
Fiquei em silêncio não por causa da exclusão de Pleng, mas por causa da
expressão de saudade, ciúme e frustração que eu estava usando em meu
rosto para todos verem. Yiwha conseguiu capturá-lo tão perfeitamente.
– Basta olhar para os seus olhos! Nem tente negar e me diga que estou
cheio de merda agora. Você parece um cachorrinho abandonado olhando
ansiosamente para seu mestre. Você é tão óbvio que até mesmo uma pessoa
cega observe. Pleng tem razão em suspeitar. Se eu fosse ela, também estaria
mantendo você o mais longe possível de Knock!
Vendo esta foto minha, eu realmente não podia negar. Realmente era tão
óbvio.
Pela emoção crua em meus olhos, naquela foto, todo o mundo podia ver
como eu me apaixonei perdidamente por Knock.
CAPÍTULO 5 SEGUNDA
NOITE.
Nosso posicionamento ainda era uma bagunça enquanto continuávamos a
vagar pelo mercado flutuante. Yiwha estava caminhando com Knock,
enquanto eu de alguma forma acabei caminhando ao lado de Pleng. Knock
não se importava com o que estava acontecendo atrás dele, ele estava muito
ocupado enfiando comida em sua boca.
Eu vi Pleng me espiando com o canto dos olhos, provavelmente tentando
avaliar o que eu estava pensando, mas eu estava tentando como o inferno
manter meu rosto o mais inexpressivo possível.
- Você estuda na mesma universidade que Knock? - Ela disse, tentando
puxar conversa comigo, forçando-me a virar a cabeça para falar com ela.
Ela parecia exatamente como Yiwha havia descrito anteriormente, seu rosto
mostrava claramente sua desconfiança em relação a mim, como se estivesse
avaliando o nível de ameaça que eu representava.
- Nah, eu estudo na Uni próximo de Knock.
- Acho que vocês não devem estar mais tão próximos, então. - Ela estava
sorrindo como se estivesse sugerindo que eu parasse de ser muito íntimo de
Knock.
- Estamos mais perto do que você jamais saberá. - eu disse calmamente,
mas o rosto de Pleng mudou imediatamente, mordendo os lábios, talvez ela
pensasse que eu era burro demais para entender a dica. Em vez disso,
simplesmente parei de falar.
- Eu realmente o amo. Ele é o primeiro cara com quem estou realmente
falando sério. Eu realmente o valorizo. - Ela disse isso com um sorriso.
- É assim mesmo? - Eu disse baixinho, encontrando e segurando seu olhar
com o que eu esperava que fosse uma calma enervante. Enquanto isso,
Knock comprava ainda mais comida com Yiwha e não prestava atenção em
nós.
- Sim. Isso não é normal? Porque ele é meu namorado. Toda garota valoriza
seu namorado.
Enquanto ela sorria, olhei para Knock e respondi calmamente com um leve
sorriso meu; - Sério? Tenho certeza que todo homem valoriza sua esposa
também.
- Korn, o que você quer dizer? - Observei o sangue escorrer do rosto de
Pleng, tornando-a incapaz de dizer mais alguma coisa.
- Eu não gaguejei. Você é uma garota esperta, deveria entender o que eu
quis dizer, certo? - Eu respondi secamente, continuando calmamente a
segurar seu olhar. Ela parecia tão inocentemente chocada. Ela desviou os
olhos de mim e saiu correndo para encontrar Knock. Tenho certeza que ela
pensou que eu a estava intimidando de propósito, e ela estaria certa.
- Knock, segure minha mão Knock. - Deslizando sua pequena mão dentro
da mão maior e bronzeada de Knock.
- Aww querida por quê? Eu sou tímido - Knock apertou a mão dela,
sorrindo. Yiwha virou a cabeça e olhou para mim com um olhar confuso.
Eu estava de alguma forma conseguindo manter minha expressão fria e
desinteressada no lugar. Eu não a ameaçaria novamente, pelo menos
enquanto ela não tentasse explorar o que aconteceu entre Knock e eu.
Chegou ao meio dia, o calor intenso do sol daquele dia nos esgotou e
desidratou, então voltamos para casa de barco. Não era de surpreender que
Pleng estivesse infeliz desde nossa batalha de inteligência. Tenho certeza
que ela estava preocupada que eu fosse tentar roubar o namorado dela.
Yiwha conseguiu chamar minha atenção, afastando meus pensamentos de
Pleng. Ela se recusou terminantemente a ficar na minha casa.
- Por quê? O que há de errado com você? O que você não pode ficar na
minha casa?
- Vamos reservar um hotel. É impraticável me pedir para ficar na sua casa.
Eu não sou uma garota fácil, apenas me diga se você me quer. - Sua bravura
provocante finalmente me fez relaxar e senti meu rosto suavizar. Que
mulher, sério.
- Você sabe que não é meu tipo, mas estou preocupada. Você é uma mulher
solteira e não está familiarizada com a área. Tem certeza de que está bem
ficar sozinha no hotel?
- Não se preocupe, apenas me leve para sair amanhã, ok?
- Tudo bem, me ligue se precisar de alguma coisa, ok?
- Ok, cale a boca, Knock está de olho em nós! Apenas vá para casa, e você,
se algo estranho acontecer entre você e Knock, ou com a namorada dele, me
ligue imediatamente. - Yiwha arqueou uma sobrancelha para mim. Espiei
Plern Pleng.
Knock estava segurando sua mão, ajudando-a a subir no barco. Eu me
forcei a sorrir, voltando-me para Yiwha.
- Não haverá nada, acredite em mim. Pelo menos não tão cedo.
Depois de me separar de Knock, lavei-me rapidamente e fui direto para a
cama. Eu fui forçado a uma situação estranha e de merda o dia todo, isso, e
aquele idiota do Knock me deixou fisicamente exausto e completamente
esgotado psicologicamente. Por favor, chega de besteira hoje. Acho que não
aguentaria mais hoje.
Quando finalmente estava pegando no sono, ouvi meu telefone tocar na
escuridão, me trazendo de volta à vigília. Aparentemente, os Céus ainda
não terminaram de me testar. Eu rosnei de frustração quando vi o número
no identificador de chamadas. Eu não estava com raiva de Knock por me
ligar no meio da noite, eu estava com raiva de mim mesmo porque
obedientemente iria atender como o otário que eu sou.
- Que porra há de errado com você, Knock? - Eu murmurei com raiva no
receptor do telefone.
- Você está acordado? - Ele parecia tão estranhamente calmo que senti
minha raiva se esvair imediatamente.
- Não, estou falando enquanto durmo! - Eu respondi sarcasticamente, mas
continuei com preocupação evidente em minha voz. - Espere, por quê? O
que foi?
- Posso ir a sua casa?
- Você quer dizer, AGORA?
- Sim, agora. - Ele parecia tão deprimido que eu não suportaria rejeitá-lo.
- Claro, mas não se atreva a nadar. Use a ponte, eu te encontro lá. Não
fiquei doente de novo. - Aquele idiota sempre me preocupava com ele.
- Não precisa vir me encontrar, é só me esperar na porta.
Knock encerrou a ligação abruptamente, desligando sem ao menos se
despedir.
Levantei-me da cama e espiei pela janela a passarela que atravessava o rio.
Eu ainda podia ver as luzes fracas dos vaga-lumes pairando sobre os
arbustos. Há muitos vaga-lumes em Amphawa durante a estação chuvosa.
Eu vi Knock andando no escuro, vestido agora com uma regata e calças
escuras. Seus ombros estavam flácidos e, mesmo a essa distância, ele
parecia exausto. Eu me perguntei por que, mas decidi guardar para mim.
Ele não disse nada, apenas entrou no meu quarto como se fosse sua própria
casa.
- O que está errado? - Sentei-me ao lado dele, ele já havia tirado uma
cerveja da minha geladeira. Nem pensou em pegar uma para mim, não é?
- Ei seu idiota bronzeado, você também não deveria pegar uma cerveja para
o dono da minha casa? - tentando provocá-lo na esperança de aliviar o
clima.
- Eu não estou interessado em brigar com você agora. - Ele respondeu com
desdém.
- Você vai me dizer o que há de errado com você ou não? - Eu perguntei a
ele diretamente, concentrando meus olhos sem piscar no rosto de feições
afiadas. Sua testa franzida e os lábios profundos claramente me diziam que
ele estava
Depois de olhar para a lata de cerveja por um longo tempo, ele finalmente
falou.
- Eu vou dormir aqui com você esta noite.
- Por que? - Ele suspirou, a exaustão aparecendo em todas as linhas de seu
corpo.
- Eu briguei com Pleng
- Pelo que?
- Algo estúpido. - Ele parecia mais irritado do que antes. - Do nada, ela me
pediu para escolher entre ela ou meus amigos. Eu não pude responder, então
discutimos. Então, eu simplesmente a deixei no quarto, senão estaríamos
brigando a noite toda. - Embora ele estivesse tentando soar como se não se
importasse, ele parecia bastante preocupado. Ele deve ter verificado a área
ao redor e se certificado de que ela ficaria bem sozinha antes de fugir para
minha casa.
Mas não entendi, escapar de Pleng para mim mostrava claramente que ele
escolheu seus amigos em vez de sua namorada, certo?
- Err, garotas são assim às vezes. Tudo vai ficar bem amanhã. - Eu disse
enquanto batia em seu ombro, fazendo uma tentativa desajeitada de
confortá-lo.
- Mas Pleng estava falando sobre isso desde a noite passada, eu não gosto
disso. - Ele parecia estar estressado.
- Talvez ela esteja tentando te provocar?
Continuei tentando confortá-lo, mas no fundo sei que ela pediu Knock
porque se sentiu ameaçada por mim.
- Não parecia que ela estava tentando ser engraçada! - Ele estalou, soando
extremamente irritado. Ele realmente se importava, e essa situação
realmente o incomodava. - Se fosse por diversão, não teríamos discutido.
- Então, se fosse uma pergunta séria, quem você escolheria? - Não resisti à
minha curiosidade.
- Pare de perguntar, ou eu vou te jogar no rio. - Knock latiu irritado para
mim.
- Não, sério, eu realmente quero saber, quem você escolheria entre Pleng e
eu?
Eu juro, eu estava perguntando como amigo dele, e estava pronto para
aceitar qualquer resposta, mesmo que ele dissesse Pleng. Eu não deixaria
mais essas mudanças de humor acontecerem, eu prometo. Este foi um sinal
claro de que eu estava realmente em um estado muito ruim, mentalmente.
- Por que diabos você ainda precisa me fazer uma pergunta tão idiota? Eu
escolheria meus amigos, é claro!
Senti-me, momentaneamente, mas completamente chocado com sua
resposta.
- Ei, não estou tentando impressionar você. E, sério, também não estou
falando apenas de você. Mesmo que seja Jan, Bayh, seja quem for, eu
sempre escolheria amigos. A amizade dura anos, não importa a
proximidade, assim como você e eu, nos conhecemos há mais de dez anos,
enquanto Pleng e eu estamos juntos há apenas dois meses. Estou falando
sério sobre esse relacionamento, não estou brincando. Mas se estou forçado
a escolher, vou escolher meus amigos. Você me conhece bem, não vou
largar meus amigos por uma mulher, a menos que esse amigo pegue minha
garota, isso eu não aceitaria. Não porque ele quer minha garota, mas porque
eu perderia minha confiança.
Esta é a primeira vez que Knock fala sobre seus pensamentos e sentimentos
para mim. Talvez seja por isso que ele não pôde responder a Pleng, porque
ele não está realmente acostumado a articular o que estava pensando. Não
tenho certeza se ainda consigo pensar em Knock como 'apenas' um amigo,
mas sei que, da mesma forma, se algo acontecer, vou escolhê-lo em vez de
qualquer outro.
- Você estava dormindo quando eu liguei, certo? - Ele tomou alguns goles
de sua cerveja depois de perguntar.
- Quase, as luzes estavam todas apagadas.
- Então espere.
Ele acabou com a lata inteira de uma só vez, apertou a lata e jogou na
lixeira no canto.
- Dorme. - Ele ordenou, sua voz soando inexpressiva. Cocei a cabeça
confusa e caí na cama também. Knock moveu seu grande corpo para dentro
da minha cama sob o edredom e se pressionou contra o meu corpo. Espiei
seu rosto através da escuridão, sentindo a confusão de emoções da tarde
retornar com a força de uma marreta.
- Ei, você sabe que chamamos isso de sedução? - Eu nem estou brincando.
- Heyoooo Korn querido! - ele me chamou docemente, voltando a me
provocar sem perder o ritmo. - Se você pode pagar por Yiwha, por que não
eu? - Ele tinha um olhar meio estranho em seu rosto quando me perguntou
isso, então eu apenas segurei seu corpo gigante, segurei-o com força, como
se eu estivesse esmagando seus ossos!
- Certo, você me chama de papai, eu compro qualquer coisa que você
quiser!
- Ei, você está me apertando muito forte, não consigo respirar! - Eu o deixei
ir quando ele reclamou e me afastei dele, agora tentando colocar alguma
distância entre nossos corpos.
- Por que você está se afastando de mim?!
- Então pare de me atrapalhar! Ou você está tentando me absorver por
osmose!? - Ele está TENTANDO ativamente transar de novo? Tudo o que
ele tem que fazer é me perguntar.
- Não!! É só que eu não consigo dormir sem me segurar em alguma coisa.
Me dê um travesseiro então. - Ele ergueu as sobrancelhas, mas me movi em
sua direção quando ele disse isso.
- Nah, me abrace então. Eu me preocupo com você e quero que durma bem,
então vou emprestar meu corpo para você por uma noite. - Knock
imediatamente se virou e me deu um abraço de lado, passando a perna
sobre meus quadris.
Uma almofada confortável...
Almofada HUMANA real, conveniente e confortável!
Ele agarrou meu queixo e virou meu rosto com força em direção ao dele.
- Bons sonhos Korn, de que planeta você é? Que queixo tão bonito, tão
sexy, eu adoro isso. Sua voz era baixa e sedutora e eu podia sentir seu hálito
quente e úmido em meu pescoço.
Então, quem estava de mau humor agora?! "Droga, Knock!" Tentei impedi-
lo, mas ele me prendeu.
Totalmente alheio à minha dor, ele até começou a cantar.
Pensando nisso no meu sonho
Se você me provocar, vou tirar minha camisa, esperando por você tentando
tirá-la.
- Então tire isso, idiota! - Fiquei sem palavras, então me virei para pegar sua
camisa.
- Whoa whoa whoa, eu estava brincando cara, ei, não, não as calças! Ei,
está frio aqui, pare com isso! Por que você está sendo tão infantil? Aja de
acordo com a sua idade! - Ele tentou o seu melhor para segurar as calças,
parecendo confuso e um pouco descontente. Ele pode ter inicialmente
pensado que eu estava brincando de tentar despi-lo.
- Eu não me importo!
- Que porra está tentando fazer, deixe-me ir. - Ele estava gritando como um
louco, tentando desesperadamente me chutar para longe!
Ele conseguiu me acertar no ombro, e eu quase cai da cama. He!!! Eu não
seria derrotado facilmente, eu o arrastei de volta enquanto ele tentava
escapar, agarrei-o pelo tornozelo e o puxei de volta para cama. Eu não me
importava se ele gosta ou não, fiquei em cima dele, prendi os pulsou acima
de sua cabeça
- Aonde pensa que vai?
- Ah, você parece um pirata tentando sequestrar uma mulher! - Knock
parecia irritado e seu cabelo havia se transformando em um incrível ninho
de pássaro por causa da luta, sim Knock era mais ou menos do mesmo
tamanho e força que eu. Eu tenho a vantagem porque um pouco mais
pesado, então ele não conguê se livrar.
- Sim, eu sou um pirata agarrando o homem antes de mim.
- Eu cometi um erro e não deveria ter vindo a sua casa. - Ele disse,
semicerrando os olhos para mim com desconfiança.
- Sim, ninguém te pediu para vim aqui, choramingando como um
cachorrinho chutado. Você tinha que saber que isso aconteceria se você
viesse. - Eu disse calmamente, enquanto ele continuava tentando me chutar.
- Não gaste sua energia lutando comigo, você não vai vencer.
Não importa agora. Eu prometo a você, Knock, não vou deixar você fugir
de mim.
- Foda-se Korn, o que você está brincando? Saia! Eu quero dormi agora. -
Soando irritado. - Eu vou te socar se você não me deixar ir!! O tom baixo
de sua voz cotinha um aviso tenso.
Ele parecia estar falando sério, r talvez realmente estivesse exausto.
- De jeito nenhum, você não consegue dormir esta noite depois do que você
me fez passar hoje. - Estarmos jogando um jogo de sedução, a cama já
estava rangendo em protesto por nossa luta. Como eu poderia deixa-lo ir
depois que ele continuou me seduzindo repetidamente, de jeito nenhum! Ele
não merecia misericórdia por sua provocação.
- Tem certeza disso? - ele rosnou.
Em um piscar de olhos ele torceu um dos seus pulsos para se livrar do meu
aperto e me deu um soco direto na bochecha. Porra ele estava falando sério.
AI....
Eu cai sem saber o que aconteceria se eu devolvesse, mas não faria nada,
simplesmente não havia como. Embora eu soubesse que ele não se
importante.
- Você pode sair de cima de mim agora?
Posso retribuir com um beijo? Claro, vamos apenas fazer isso, apenas beijá-
lo.
- Nah, o que te faz pensar que eu te deixaria ir depois daquele soco? -
Agarrei o queixo de Knock e beijei seus lábios. Eram tingidas de marrom
nas bordas, manchas residuais de nicotina que nunca desapareciam
completamente. O beijo rapidamente aumentou de intensidade, e nós dois
rapidamente esquecemos que estávamos brigando segundos antes. É
perigoso para dois homens ficarem juntos, porque a centelha de luxúria
enlouquecedora pode brilhar em um instante.
Quando Knock abriu os lábios para recuperar o fôlego, instintivamente
deslizei minha língua para dentro, torcendo a minha com a dele e todo o
meu corpo parecia que estava flutuando. Em qualquer lugar que nossos
corpos se tocassem, parecia que nossa pele estava pegando fogo. Ele estava
embalando a parte de trás da minha cabeça em sua mão, os dedos torcendo
no meu cabelo. Assim como eu, ele se envolveu no momento. Eu estava tão
interessado nesse homem que me perdi totalmente naquele beijo profundo e
esfumaçado.
Knock estava gemendo.
Ainda parecia o mesmo. Embora ele não fizesse muito barulho, apenas o
som de sua respiração me deixou louco. Deslizei minhas mãos sob sua
camisa, pressionando-as em seu peito e movi meus lábios em seu pescoço.
- Pare com isso!
Recebi outro chute rápido que me derrubou da cama. "Foda- se!", eu gemi
de dor enquanto ele me olhava irritado.
- Não estou bêbado desta vez! Vou dormir agora!
Ele arrastou o cobertor sobre a cabeça e virou as costas para mim. Com um
sorriso presunçoso, rapidamente puxei minha camisa sobre a cabeça. De
jeito nenhum eu vou deixar você dormir esta noite, eu vou te comer vivo,
não importa o que aconteça!
- Porra! - Ele rosnou de irritação quando puxei o cobertor dele.
- Hehe, você está com medo? - Eu perguntei a ele, minha diversão aparente
em minha voz.
- O que é que foi isso?!? - Knock Questionou.
- As mãos do fantasma... - Eu não pude deixar de provocá-lo agora.
Ele sentou-se ereto na cama.
- Por que você tem que dizer isso agora? Você sabe que eu tenho pavor de
fantasmas! Eu estava tentando o meu melhor para não pensar nisso! - Ele
estava olhando para a esquerda e para a direita ansiosamente, como se
estivesse genuinamente assustado. Agarrei a oportunidade de sentar ao seu
lado e continuar meu ardil.
- Mamãe me disse antes que há um fantasma masculino aqui... - eu
sussurrei em seu ouvido enquanto soprava suavemente. Knock agitava as
pernas de terror, chutando-me novamente no processo.
- Pare!!
Eu estava mentindo só para assustá-lo, é claro. Se houvesse algum fantasma
aqui, só poderia ser meus ancestrais. Não há nada a temer, porque é uma
casa de família.
- Pare de falar sobre isso, estou com medo! - Ele estava muito nervoso.
- Então por que você não vai para casa agora, assim você estará seguro? -
Eu agi como se não me importasse e fingi tentar dormir, mas ele estava
sacudindo meus [Link] força de medo.
- De jeito nenhum, e se eu o encontrar no meu caminho de volta, você tem
que ser responsável por isso, Korn querido. Estou com medo porque você
me disse isso! Eu nunca teria pensado nisso se você tivesse ficado de boca
fechada!
Ssssh!! As janelas estavam fechadas e claramente não havia mais ninguém
lá. Knock enlouqueceu e gritou com aquele som muito leve. Ele pulou em
cima de mim, e com apenas uma frase.
- Eu estou assustado! - Como poderia abrir mão de tal chance?
- Saia, Knock! Você é pesado!
- De jeito nenhum, eu vou ficar aqui!
Ele não saiu de cima de mim. Em vez disso, ele estava agarrado a mim e
balançando a bunda no meu colo. BEM no meu colo. É isso. Você pediu por
isso, Knock. Você está acabado.
A parte de trás de sua cabeça estava voltada para mim, e seu cabelo grosso
e bagunçado estava cheio de um perfume especial que pertencia apenas a
ele. Embora Knock agisse como se não se importasse com nada, ele
realmente não gosta de mudanças. É sempre o mesmo café, o mesmo
xampu, a mesma marca de sapatos, bolsas e relógios. Ele é teimoso em se
apegar às coisas com as quais está acostumado e em que confia.
Eu cruzei meus braços sobre seus ombros, puxando suas costas contra meu
peito, e beijei sua nuca.
Knock ficou atordoado, como se tivesse se esquecido do fantasma. Ele se
virou como se tivesse algo a dizer, mas assim que nossos olhares se
encontraram, ele ficou em silêncio. Puxei-o para perto de mim novamente,
embalando sua cabeça em minhas mãos.
- Quero você. - Eu disse de forma simples e decisiva, enquanto olhava em
seus olhos.
Os olhos de Knock se arregalaram de surpresa, como se eu tivesse dito algo
estranho ou inacreditável. Não dando a ele uma chance de me rejeitar
novamente, eu beijei seus lábios esfumaçados e manchados de nicotina.
Seus lábios eram muito diferentes dos de uma garota, e provavelmente de
um cara também, provavelmente bastante semelhante com Bayh. Bayh é
nosso amigo que está se relacionando com um calouro. Ele é um gay sexy,
charmoso e brincalhão. Acho que os lábios de Bayh seriam macios, doces e
charmosos, enquanto os de Knock sempre tinham um leve cheiro de
fumaça. De qualquer forma, ele tem a aura carismática de um renegado
charmoso. Eu já estava totalmente viciada nele.
Quando seus lábios se separaram ligeiramente, agarrei a chance de
imediatamente mergulhar minha língua entre eles e beijá-lo profundamente.
De alguma forma, Knock estava embaixo de mim na cama. Deslizei minhas
mãos sob o pano de sua camisa, explorando seu corpo musculoso com as
pontas dos dedos enquanto beijava seus lábios quentes e esfumaçados.
Minhas mãos se moveram para o cós de suas calças por vontade própria e
rapidamente as removeram, eles eram totalmente desnecessários. Quando
meus lábios deixaram os dele, Knock ainda estava resistindo fracamente,
mas sei que ele começou a sentir isso também.
A parte inferior de seu corpo estava completamente nua e sua camisa estava
puxada para cima, expondo seu peito. A pele macia de Knock era como
âmbar quente, e ele também é um cara bem dotado. Não há justiça neste
mundo, há?
Hm rubor quente manchou sua pele bronzeanda de suas bochechas depois
do nosso beijo, e meu coração voltou a martelar contra minha caixa
torácica.
- Não... - Sua voz era baixa, enquanto ele tentava empurrar meus ombros,
tentando me afastar, mas eu senti que ele estava me acolhendo. Mudei meu
rosto para seu peito e comecei a esbanjar atenção em um de seus mamilos
sensíveis. Ele se contorceu sob mim enquanto eu alternava traçando os
bicos sensíveis com a ponta da minha língua e chupando fortemente a área,
o suficiente para trazer sangue à superfície, marcando-o como meu com a
minha boca.
Respirações ásperas escaparam de seus lábios entreabertos quando peguei
sua ereção em minhas mãos, ele engasgou, arqueando as costas e mordendo
o lábio inferior brutalmente. Era isso, agora eu tinha ele!
Deslizei minha palma ao longo de seu comprimento duro suavemente em
um ritmo praticado que qualquer homem conheceria bem. Os gemidos de
Knock ficaram mais profundos, suas mãos fortes emaranhadas no meu
cabelo, perdendo a cabeça. Eu estava beijando seu abdômen tanquinho,
mergulhando minha língua em seu umbigo, contornando a área enquanto
minha mão continuava trabalhando.
- Ahhh... Korn... - Ele engasgou, chamando meu nome do nada, fazendo
minha própria ereção pulsar em solidariedade e se tornar mais dura que
granito.
Apenas chamando meu nome, nada mais, nem mesmo gemendo...
Knock agarrou-se aos meus ombros, respirando pesadamente, corando
profundamente, seus dentes brancos mordendo selvagemente os lábios. A
visão que ele apresentou me deu uma onda intensa e inacreditável de prazer.
Continuei deslizando ritmicamente minha mão ao longo de seu pau duro
precisava ser aliviado.
Então ele tinha esse tipo de poder sobre mim?
Eu acelero a velocidade da minha mão em seu comprimento, fazendo com
que Knock crave suas unhas em meu pescoço com força. Eu podia ver seu
êxtase escrito em todo o seu rosto, sua respiração vindo em ofegos rápidos e
fortes.
Beijei sua testa coberta de suor. Knock estava realmente exalando
magnetismo e feromônios sexuais na cama debaixo de mim. Ele era um
homem independente, possessivo e se cuidava bem, uma imagem de pura
masculinidade. Isto é, até que ele se tornou minha esposa e ganhou um
ponto negro em sua vida.
- Chame meu nome de novo... não vai? - Eu ronronei em seu ouvido,
sentindo o corpo ligeiramente menor estremecer contra mim, ele quase
atingiu seu clímax. Sem nenhum pingo de timidez ou orgulho, ele atendeu
ao meu pedido, chamando meu nome naquele seu tom caloroso.
- Korn... Idiota Korn... Korn... - E agora, eu faria qualquer coisa de bom
grado, inclusive marchar para o inferno, só por ele.
Lambi e mordisquei seu pescoço, deixando minhas marcas, enquanto minha
mão continuava a deslizar para cima e para baixo, acariciando a fonte de
sua felicidade. As costas de Knock se arquearam bruscamente como um
arco retesado, derramando sua essência quente em jorros por toda a palma
da minha mão e seu ventre musculoso e tenso.
Knock estremeceu quando eu o rolei de bruços e levantei sua bunda. Eu
disse a você antes que desde que ele me chutou para fora da cama, eu iria
me certificar de que ele não pudesse andar direito amanhã.
- Seu idiota Korn, não se atreva, não vou fazer isso esta noite! Você vai me
matar!! - Knock gritou nervosamente, tremendo beijava a outra.
- Não, você vai gostar. Confie em mim.
- Foda-se! - Ele lutou e tentou escapar, mas usei todas as minhas forças para
segurar suas pernas e ele não ia conseguir escapar da minha armadilha. Eu
tinha a vantagem.
- Não, não use sua língua, eu não quero isso. - Ele estava falando sério.
Em vez disso, gradualmente deslizei dois de meus dedos na passagem
estreita seu corpo se enrolou como um bebe.
- Isso dói!!!
- Knock... - Eu estava deslizando meus dedos dentro e fora de sua passagem
apertada com calma hipnotizado enquanto eu chamava seu nome, eu havia
caído em uma espécie de transe.
- O que!! - ele estava irritado por estar tão firmemente sob meu controle.
Não era o jeito dele chorar e gemer igual a uma garota, eu entendo.
- Nunca fiz isso por mais ninguém, nem mesmo por uma mulher, mas farei
por você. - Eu disse suavemente, com um sorriso malicioso.
- Então eu deveria estar grato, seu bastardo? Deixe-me ir! Eu não quero
isso!! Korn, se você fizer isso agora, eu realmente vou te matar - Knock
rosnou para mim com raiva.
- Infelizmente, você não tem como sair daqui. - Eu disse a ele com
naturalidade.
Ele estava rosnado os dentes para mim quando levantei seu traseiro,
levantei seu traseiro mais alto, invadindo sua entrada apertada com a minha
língua. Eu podia sentir suas coxas tremendo e eu só conseguia segurá-las
com mais força.
- Seu... Idiota... Korn... - Não é isso que eu quero ouvir, nem os gemidos,
nem qualquer voz que desencadeie um desejo ainda mais forte. Sua
repreensão e ameaça me encheram de luxúria quente, apenas me fazendo
querer torturá-lo mais. Tornei-me mais ousado com a minha boca,
esbanjando sua bunda com a atenção muito concentrada da minha língua.
- P... Pare com isso... - Suas palavras quebraram quando ele tentou falar.
- Diga meu nome - Eu não pude resistir em provocá-lo. - Diga-o
gentilmente, e eu considerarei. - Minha língua continuou trabalho,
aventurando-se mais fundo.
- Não... Não... - Ele não conseguia nem formar uma frase completa. Knock,
você está tão por dentro quanto eu?
Os sons úmidos criados por ter meu rosto enterrado entre suas bochechas e
seus gemidos profundos pareciam ecoar na sala. Trabalhei mais ao ver a
expressão de Knock, apenas um lado era visível enquanto o outro estava
enterrado no travesseiro. Ele estava tremendo e ofegando, suas pernas
tremiam tanto que se eu não as segurasse ele teria caído da cama.
- Eu me rendo, idiota. - Ele estava segurando a roupa de cama com tanta
força que os nós dos dedos ficaram brancos.
- Diga meu nome. - Eu exigi, enquanto o servia com minha língua. Ele
estava respirando tão pesadamente que parecia que o mundo estava de
repente sem mais oxigênio.
- Korn... Korn.. aahhhh.. Korn... - aquela voz suplicante de tenor chamou
meu nome repetidamente, até que Knock respirou fundo, de repente incapaz
de respirar. Mais uma vez, todo o seu corpo ficou rígido e ele gozou com
força, liberando novamente. Meus dedos deslizaram para dentro da entrada
enquanto estava desprotegido devido ao seu estado delirante e exausto,
massageando suavemente por dentro para relaxar os músculos para que
pudesse aceitar minha intrusão.
Virei seu corpo para que ele ficasse de frente para mim, puxando suas
pernas para cima e sobre meus ombros, e guiei a ponta do meu pau
dolorosamente duro para o destino desejado. Eu havia entrado pouco e
encontrei resistência instantânea, pois Knock não estava totalmente
relaxado.
- Seja gentil!! Foda-se, dói!! Droga Korn, dói!! - Ele lutou sem entusiasmo,
choramingando.
Essas frases foram ditas inúmeras vezes até que, depois de mostrar um nível
de paciência que eu não sabia que era capaz, finalmente fui capaz de me
enterrar totalmente em seu calor.
Ele engasgou com força, como se tivesse levado um soco no estômago.
- Isso... não é bom...Uh...
- Eu sou um idiota. - Eu murmurei sombriamente, metade para mim, metade
para ele.
- Ótimo, você sabe... você é um... Dick! - Knock me repreendeu, mas eu
apenas entrei nele de novo rudemente, ele bateu na minha cabeça e me
xingou.
- Ai!
- Você ainda não está doendo tanto quanto eu!
De alguma forma, senti que o amava e o valorizava ainda mais quando vi
Knock sofrendo, então eu o abracei com força contra meu peito, e ele
apenas ficou em silêncio.
- Bater... - Sem resposta.
- Estou falando sério... - Ainda assim, ele permaneceu em silêncio.
- Eu sei que você entende o que quero dizer...
Isso foi tudo que consegui dizer, e comecei a construir o ritmo dos meus
quadris, lentamente no início, aumentando gradualmente o ritmo. Os braços
fortes de Knock seguravam meus ombros com força, nós dois estávamos
pegajosos, gordurosos e encharcados de suor.
Trabalhei duro nele, nossos gemidos ecoando do fundo de nossas gargantas.
A passagem lisa estava me segurando com força, apertando reflexivamente
em torno de mim. Não aguentei, tive que acelerar.
- Ha... Ah... Ah... - Knock jogou a cabeça para trás contra o travesseiro,
ofegante. Nossos dois conjuntos de abdominais esfregando um ao outro a
cada estocada, já escorregadios de suor e sêmen de seus dois orgasmos
anteriores.
Eu me vi esmurrando-o com meus quadris com uma força ainda maior. O
corpo de Knock estremecia e se contorcia, seus lábios sangravam por causa
das mordidas. Seu rosto estava corado, testa e cabelos encharcados de suor.
Quando acariciei o ponto doce dentro dele com meu pau, parecia que ele
estava no paraíso, indescritivelmente feliz e apaixonado.
Eu realmente queria mostrar a cara dele agora. Ele entenderia se pudesse
ver seu próprio rosto neste momento, paralisado em êxtase, que essa era a
razão pela qual eu o levei tão a sério.
Que expressão inebriante!
Chamei seu nome, invadindo de novo e de novo até que com um último
impulso, liberei uma inundação de minha semente quente dentro dele.
Knock estava explorando usando as pernas, quase acertando meu pescoço.
Eu só conseguia segurar suas coxas até que ficassem vermelhas com a
pressão dos meus dedos.
- Droga... Korn... - Ele chamou meu nome baixinho, seu corpo tremendo
porque eu ainda segurava seu pau duro em minha mão enquanto moía
dentro dele. Eu estava atacando-o incansavelmente como uma compensação
pela dor infligida agora.
- Chame meu nome de novo, diga-me como é. Olhe-me nos olhos enquanto
diz... - Segurei seu queixo para que ele olhasse para mim. - Diga-me,
Knock...
Sua respiração estava se acalmando, mas meu coração batia ainda mais
rápido.
- Korn... - Ele finalmente chamou meu nome. O que ele disse a seguir me
deu vontade de ficar enterrada dentro dele a noite toda. - Isso é bom...
********************
Eram apenas 7 da manhã quando acordei com Knock gemendo fracamente
ao meu lado. Nossas roupas estavam espalhadas por todo o quarto. Ele
estava dormindo de bruços, coberto da cintura para baixo sob o edredom, e
eu podia apenas ver a carranca profunda em seu rosto bonito onde não
estava enterrado no travesseiro. Ele estava gemendo e resmungando durante
o sono a noite toda.
Com muito cuidado, gentilmente o ajudei a se lavar e cuidei dele após
nosso extenuante exercício de amor.
- Korn.. dói. Korn... todo o meu corpo está dolorido... - E também algo que
me fez corar - Seu pau nojento é tão nojento...
Eu me senti como um louco agora. Deitado ao lado dele, observando seu
rosto adormecido, eu me perguntava, ele sempre foi tão charmoso e lindo, e
eu simplesmente não percebi até agora?
Eu me aproximei e beijei entre as sobrancelhas franzidas, não que eu
pudesse tirá-lo de seus sonhos torturados fazendo isso.
CAPÍTULO 6 CORAÇÃO NÃO
ESCUTA A RAZÃO
Três horas se passaram em um piscar de olhos. Knock havia se movido
apenas um pouco naquele tempo e já eram 10 horas. Mudei de posição,
cruzando os braços sob a cabeça e rindo de mim mesma. Eu estava agindo
como um garoto do ensino médio experimentando seu primeiro amor,
olhando para o meu namorado com os olhos arregalados, sem nunca ficar
entediado.
Na verdade, Knock não chegava nem perto da definição de namorado. Nós
éramos 'amigos íntimos. Já fizemos sexo duas vezes, mas sei que ele não
vai deixar nosso relacionamento progredir além de onde já foi. Porque para
Knock, esse tipo de coisa não era grande coisa.
Knock era como um livro, você não iria querer parar de ler depois do
primeiro capítulo, certo? Eu fui sugado e queria, não, eu PRECISAVA
descobrir o que aconteceu a seguir. Quando finalmente percebi o quão
viciado eu havia me tornado, já era tarde demais, agora eu tinha que
continuar lendo sem parar, até a última linha.
O problema era que Knock era uma pessoa. Um homem, não um livro. Não
há 'última página' e não houve respostas para nenhuma das minhas
perguntas.
Eu nunca fui capaz de dizer o que ele estava pensando.
É meio patético, mas por alguns padrões, na verdade sou considerado um
bom partido. Sou considerado muito bonito, com um histórico familiar
decente, não seria difícil para mim encontrar um parceiro, e tenho meus
admiradores...
Mas ao invés disso, eu tive que competir com aquela garota Plern Pleng por
um namorado...
Do nada, tive uma ideia muito desprezível. Eu sabia que Knock ainda não
tinha dormido com ela. Por mais que pareça um playboy, ele não é um
vagabundo. Ele não sai com uma garota apenas para dormir com ela, nem
pula na primeira oportunidade de fazê-lo.
Ele não faria isso, mas quem ele gostaria mais, sinceramente, sendo o cara
brincalhão que ele é?
Eu sabia que ele amava muito Bayh.
Houve uma vez, há algum tempo, que estávamos bebendo juntos no Club
N, e ele apenas ficou sentado em silêncio, bebendo sem parar. Não éramos
tão próximos naquela época, mas ele despejou todos os seus sentimentos
em mim em seu estupor de embriaguez.
– Acho que Bayh está quase terminando comigo. - Knock murmurou
tristemente em seu copo.
– O que te faz dizer isso? - Eu perguntei a ele, não muito certo de como
abordar a situação.
– Porque ela conheceu a pessoa certa, aquela que conquistou seu coração e
deixou sério. Mas esse 'alguém' não sou.
– Por que você ainda está andando com ela quando você já sabe disso?
– Eu acho que é porque eu a amo. Você não é a primeira pessoa a me fazer
essa pergunta. Você conhece meu bom amigo Kna, ele disse quase
exatamente a mesma coisa também. Você sabia que eu realmente perguntei
a Kna, 'Por que Bayh seria tão cruel comigo? Eu tenho sentimentos e ficaria
magoado também E sabe o que ele disse?
– Não. - Eu não sei como os outros confortam um amigo de coração
partido, mas meu jeito é abrir uma nova cerveja e passar para eles meu
maço de cigarros. Era disso que um coração partido precisava.
Nem abraços, nem lágrimas foram necessários. Homens não choram por
causa dessas coisas. Apenas deixe-os fumar seus cigarros, beber sua cerveja
e desabafar enquanto ouve atentamente.
Exceto Jan. Dá para acreditar que um cara durão como Jan chorou porque a
namorada o deixou? Jan é um cara sensato. Knock e eu também somos
'caras sensatos', mas não choramos.
Knock continuou bebendo e fumando. Fiquei ao seu lado, bebendo,
fumando e ouvindo. Sua tristeza se refletia em seus olhos. "Kna disse que
tenho sentimentos, mas Bayh não." Seus olhos me mostraram toda a sua
dor, embora seu rosto parecesse inexpressivo.
Knock finalmente começou a se mexer e acordar, então tive que fazer uma
pausa na reprodução da minha memória. Ele pegou seu celular vibrando
enquanto passava os dedos pelo cabelo bagunçado.
– Olá. - disse ele, com a voz rouca.
Eu não tinha certeza do que estava acontecendo do outro lado, mas Knock
se virou para mim.
– Que horas são agora?
Eu estava olhando para ele desde as 7 e não parava de checar a hora, então
eu sabia muito bem.
– 10:30 am.
– Então, você está dizendo que quer voltar para Bangkok agora, Pleng? De
jeito nenhum... Isso é loucura! Não posso te enviar agora.
Knock chutou o cobertor, aborrecido. Eu tive que desviar meus olhos de seu
belo corpo nu, ou então eu poderia agarrá-lo e tentar ir para outra rodada.
Ele sempre deixava tudo sair, ao meu redor. Para Knock, "modéstia" era
algo que acontecia com outras pessoas. Acho que nunca lhe ocorreu que a
modéstia era algo de que ele precisava, especialmente na minha frente...
Ele encostou um ombro no batente da porta do meu quarto, depois de ter
vestido as calças às pressas com o telefone enfiado entre a orelha e o
ombro. Com uma expressão irritada e exausta, o volume de sua voz
continuou a aumentar à medida que a discussão por telefone aumentava.
– Olha, eu realmente não quero discutir com você, Pleng... - A voz de
Knock sumiu, baixando a voz novamente. Depois disso, ele ficou em
silêncio por um momento, ouvindo claramente o final da conversa dela.
Não consegui ouvir o que Pleng disse, mas pude sentir a raiva repentina
irradiando dele.
– Mulher!! Sim, eu dormi com outra mulher ontem à noite!! - Knock estava
gritando em seu telefone, seu tom de voz era sarcasmo, raiva e
incredulidade. – Você realmente não ouviu o suficiente sobre isso ontem,
não é? Eu estava com Korn! Ninguém mais estava por perto!
Ele se aproximou de mim e enfiou o telefone na minha cara.
"Cumprimente-a", ele exigiu. Olhei para o telefone com desconfiança, mas
depois relutantemente disse "Olá", no que eu esperava que fosse um tom de
voz agradável. Levando o telefone rudemente ao ouvido.
– Você ouviu isso? - Mais uma vez, o silêncio dele ouvindo. – Oh, então
você vai voltar agora, não importa o quê? - Knock estava furioso.
Eu rapidamente me esforcei para vestir minhas próprias calças, dando
alguns passos em direção a ele, mas parando um pouco antes. Ele estava de
costas para mim, mas sua postura ligeiramente torta mostrava claramente
que ele estava irritado e exausto. De repente, sem qualquer aviso, seu
telefone escorregou de seus dedos flácidos e seu corpo gigante caiu no chão
com um baque suave.
Corri para frente para pegá-lo do chão e o coloquei de volta na minha cama.
Ele estava totalmente inconsciente e sua pele estava pálida. Colocando a
palma da minha mão sobre sua testa, descobri que ele estava ardendo em
febre novamente.
O rosto do meu telefone se iluminou de onde havia sido abandonado no
chão ao lado da minha cama quando recebi uma ligação. Verificando o
número no identificador de chamadas, vi que era Yiwha e corri para
atender.
– O que há de errado, Yiwha?
– Eu tenho que voltar para Bangkok hoje, algo aconteceu que eu preciso
resolver. Você vai me mandar embora do ancoradouro com Knock?
– Onde você está? - Continuei verificando Knock. Ele simplesmente
desmaiou, então, naturalmente, fiquei preocupado,
– Na frente da casa de Knock com a namorada dele. Ela está chorando
como se o mundo estivesse prestes a acabar. Desça aqui agora.
– Ok, só um segundo.
Desliguei e corri para onde Yiwha e Plern Pleng estavam esperando na
frente da casa de Knock. Eu vi o rosto pálido de Pleng e os olhos inchados,
ela parecia tão fraca que poderia ter sido levada por uma súbita rajada de
vento. Ela estava vestida com um vestido de chiffon branco com chapéu de
sol de palha trançada, elegante, mas lamentável, de uma forma que fazia
você sentir que queria protegê-la. Yiwha estava com uma camiseta colorida
brilhante, seu cabelo colorido amarrado em um rabo de cavalo bagunçado,
com jeans escuro e converse totalmente o estilo dela. Ela estava lá me
esperando, com uma expressão vazia.
– É bom que você tenha chegado aqui tão rápido, mas onde...
– Ele está com febre alta. Ele desmaiou no meio da ligação. - Eu pulei a
razão pela qual ele adoeceu.
– O que! - Os olhos de Yiwha se arregalaram em choque,
– Espere, como ele está? Mande-o para o hospital!
– Eu vou assim que eu voltar.
– Eu quero ver Knock. - Pleng disse com a voz trêmula, mas Yiwha puxou
seu braço.
– Korn, você deveria voltar e cuidar de Knock, eu vou mandá-la embora.
– Mas Yiwha, eu quero cuidar de Knock, quero ficar ao lado dele, não vou
embora. - Pleng balançou a cabeça, murchando de depressão. Ela olhou
para mim ansiosa e impotente, se ela esperava que eu a ajudasse, estava
redondamente enganada.
Yiwha virou-se para Pleng,
– Korn pode fazer isso melhor do que você. Não se preocupe!
– Não é seguro para vocês duas voltarem para Bangkok sozinhas, vou pedir
aos meus amigos para levá-los de volta.
Liguei para meus velhos amigos aqui, Deoy e Phent. Deoy é um menino
bonito com cabelos compridos, embora pareça um pouco feroz. Phent é seu
marido. Eu sabia que aqueles caras eram confiáveis.
– Ei, você está livre? Você pode levar minhas amigas Yiwha e Pleng de
volta para Bangkok? Knock está doente e eu tenho que levá-lo ao médico. -
Deoy imediatamente disse que sim. Eles chegaram no que pareceram
apenas alguns minutos, e Deoy jogou a chave do carro para Phent dizendo:
– Vá você. Vou ajudar Korn a levar Knock ao médico.
– Korn pode resolver isso sozinho. Então, por que você não vai comigo. -
Phent não queria deixar sua esposa. Agora não era um bom momento para
ele ser pegajoso com sua esposa!
– Pare com isso e mande-os embora imediatamente. Korn, siga-me. - Deoy
apenas respondeu sem emoção e foi embora. Despedi-me de Yiwha e pedi a
ela que cuidasse de Pleng, depois segui Deoy.
Pheng ainda gritando em nossa direção:
– Deoy, atenda minhas ligações mais tarde!
– Ok, ok, agora vá! - Deoy parecia um pouco irritado.
Eles são um casal bem interessante, né? A esposa é mais fria e dura que o
marido!
– Vocês dormiram juntos, não foi? - Deoy me perguntou ao ver Knock
dormindo na cama. Ele parecia tão calmo e natural, como se estivesse
falando sobre o tempo.
Eu tenho que admitir que o comportamento prosaico de Deoy me fez sentir
meio tímido e envergonhado, porque Knock e eu parecíamos "amigos
puros". Você não seria capaz de dizer nossas posições por nossa aparência.
Nós dois somos muito masculinos e os estereótipos usuais não se aplicam a
nós, então deve ter parecido estranho.
– Eu acho.
– Eu acho' minha bunda, é óbvio cara! - Deoy ainda estava muito calmo,
passando os dedos pelos cabelos compridos. Ele sabia o que estava
acontecendo porque, tendo seu próprio marido, tinha passado pela mesma
coisa que Knock. Ele pressionou as costas da mão na testa de Knock para
verificar.
– Ele tem febre.
– Sim.
– Você o ajudou a limpar?
– Ainda não.
– Pegue um pano úmido. - Ele conduziu. Depois de arregaçar as mangas,
ele virou o corpo de Knock para que ficasse com o rosto para cima. Preparei
um pano e água morna. Deoy colocou a tigela de água de lado e tirou o
cobertor de Knock, enxugando o corpo de Knock com cuidado. Knock é
muito maior que Deoy. Deoy é alto, mas magro.
– Você limpou o que deixou dentro dele?
Eu engasguei com minha própria saliva em choque com aquela pergunta, e
senti todo o sangue correr para minhas bochechas. Ele podia adivinhar a
posição de Knock por sua condição e pelos chupões. Mesmo assim, eu não
tinha visto aquele chegando.
– Ainda não. - Eu sussurrei, partes iguais envergonhadas e envergonhadas.
– Então por que você não fez isso? - O rosto bonito de Deoy estava cheio de
raiva.
– Por que eu deveria? - Eu não tinha experiência nesses assuntos
específicos, então realmente não consegui entender a reação de Deoy. –
Você tem medo que Knock engravide? - Eu disse, meio brincando.
Deoy chutou minha canela com força. Que? Eu não tinha ideia do que ele
estava falando!
– Homem é diferente de mulher! Você deveria ter pesquisado antes! Ele vai
ter dor de estômago se você não limpar! Entendeu? E se achar que
incomoda, use camisinha! - Ele gritou comigo como se fosse ele quem
transou.
– Me desculpe, eu não sabia disso. - Eu só poderia me desculpar para
mostrar minha sinceridade.
– Só tivermos o azar de ficar com vocês. Nascemos como homem, mas
temos que suportar a dor por causa dos maridos estúpidos. Que azar,
devíamos ter deixado vocês e voltado para as mulheres, então não tenho que
lidar com essa merda... - Deoy manteve sua diatribe divagante enquanto
terminava de limpar Knock. Ele deve ter ficado com raiva de Phent por isso
em um ponto também e guardado rancor o tempo todo;
– Eu realmente não sabia. - Tentei me defender, – Talvez Phent também.
– Ah, você não precisa se defender usando-o. Ele é muito melhor que você.
- Ele se virou para mim depois de limpar a parte superior do corpo de
Knock.
– Então você está esperando que eu limpe suas coisas para você, ou você
mesmo vai fazer isso?
– Eu farei isso. Você pode esperar lá fora. - Deoy jogou o pano para mim e
saiu do meu quarto.
Depois de completar minha tarefa, saí da sala com o rosto corado. Deoy
apenas sorriu.
– Você não precisa ir ao hospital por isso. Acho que ele estava apenas
exausto. Vá e pegue alguns analgésicos, anti-histamínicos e isotônicos na
farmácia.
– Eu entendo os analgésicos, mas por que os anti-histamínicos e isotônicos?
- Eu perguntei, completamente confuso.
– Foi um treino e tanto, certo? Ele está desidratado. Os anti-histamínicos
vão fazê-lo dormir, funciona meio como pílulas para dormir, não se
preocupe. Não podemos conseguir para dormir de verdade sem receita
médica, obviamente. - Deoy explicou, assenti finalmente compreendendo e
saí para seguir as instruções de Deoy.
Deoy era muito autoritário, todos tinham que seguir suas instruções, marido
ou não.
Depois que comprei os suprimentos necessários na farmácia, Deoy
continuou me mandando fazer isso e aquilo para Knock. Eu cozinhei
mingau depois que ele finalmente acordou e me certifiquei de que ele
tomasse todos os remédios. Knock parecia calmo e não disse uma única
palavra.
****
Minha resposta dele foi silêncio total. Ele parecia querer voltar a dormir,
com o rosto inexpressivo e os braços cruzados na nuca.
Eu fiz o tom da minha voz ser frio, mas na verdade eu estava muito
desconfortável. Eu não tinha ideia do que faria se ele realmente estivesse
com raiva.
– Eu não quero falar com você. - Seu tom cheio de gelo.
– Knock... - meu coração quase parou de bater quando se virou para mim e
seu rosto ficou ainda mais frio.
– Cale a boca. Você só se importava consigo mesmo e foi muito duro
comigo. - Knock parecia tenso, mas não pude deixar de sorrir com seu
comentário.
– Que porra! - Parecia que ele queria me dar um soco. Ele estava muito
doente para continuar, felizmente.
Meu sorriso se alargou olhando para ele.
– Eu pensei que você estava com raiva porque eu transei com você de novo,
mas você está com raiva porque eu fui muito rude? - Knock ficou vermelho
como uma beterraba de vergonha.
Que adorável, ele estava sendo tímido! Esse imbecil bronzeado...
– Cale a boca!
– Seu rosto ficou vermelho como um tomate! - Eu ri muito e Knock tentou
jogar o travesseiro na minha cabeça.
– Cala a boca, eu juro que não vou deixar isso acontecer nunca mais. -
Knock mostrou o dedo do meio, enquanto eu continuei sorrindo.
– Até você se levantar.
– Hmm, apenas assuma que estou derrotado, por enquanto. - Ele cerrou os
dentes quando Deoy voltou.
– Ele comeu e tomou os remédios?
– Sim. - Knock respondeu secamente.
– Então eu já vou, Phent provavelmente já me ligou centenas de vezes até
agora, eu esqueci meu telefone.
– Tudo bem, você quer que eu te acompanhe? - Eu perguntei.
– Apenas cuide de sua esposa. - ele respondeu brincando e os olhos de
Knock se arregalaram.
– Vá se foder agora mesmo, Deoy, eu não sou a esposa dele!!! Um cara
como eu não seria a esposa de ninguém!
Deoy e eu trocamos expressões divertidas. A postura de Knock não estava
enganando ninguém.
– Sim, sim, você não precisa me enviar. Apenas cuide do seu ' não um
homem de esposa. Tchau.
Vendo a expressão completamente irritada de Knock, não pude deixar de
sorrir enormemente em diversão. Voltei direto para o lado dele assim que
Deoy saiu.
– Precisa dormir mais? Eu perguntei a ele, soando muito mais gentil do que
eu pretendia.
– Não, dormir demais me deixa estúpido. - Ele se levantou aos poucos e foi
até a TV procurar algo para assistir. Sentando-me ao lado dele e observando
seu rosto inexpressivo, perguntei hesitantemente:
– Sobre o que você estava brigando com Pleng?
– Eu não sei, ela está sendo loucamente suspeita, e não tenho certeza do
porquê. Ela disse que estou com outras garotas, mas de alguma forma, não
parece ser isso o que ela quis dizer. -Fiquei em silêncio, porque o que tenho
tentado fazer geralmente é considerado bastante desprezível.
Knock se virou para mim, seu tom sério.
– Você está pensando em ontem?"
– Eu... - eu comecei a responder, mas ele me cortou antes que eu pudesse
continuar.
– Espere, pegue as batatas fritas em cima da geladeira. Eu quero.
Suspirei com sua obstinação e obedientemente peguei as fichas para ele. Ele
rasgou a sacola antes de se virar para mim.
– O que você ia dizer?
– Sim. Eu sei que foi errado ter forçado você ontem. Não sei por que fiz
isso. - Eu disse, como um pedido de desculpas.
– Eu também sou um idiota, não rejeitei você com firmeza, certo? - Knock
perguntou sem expressão, enquanto continuava a mastigar suas batatas
fritas. Eu olhei para ele, assustado, e ele apenas deu de ombros. – Foi
apenas uma aventura, nada demais.
Meu coração quase parou com suas palavras. O sorriso que eu estava
usando cintilou e morreu. Talvez para ele, o que aconteceu entre nós foi
apenas uma situação "sem compromisso", e não havia nada além disso.
– Direita - Eu respondi brevemente, mas meu cérebro já estava agitado,
pensando em como eu iria fazê-lo mudar de ideia. Apenas espere, não há
como eu desistir tão facilmente.
– Quer um pouco?
Ele passou as fichas para mim e eu peguei algumas do pacote.
– Se Pleng continuar com esse drama, podemos terminar em breve. Não
tenho certeza de como isso vai acabar, mas não suporto esse tipo de
resmungo persistente. - Knock continuou, suas feições severas, – Às vezes
Pleng apenas faz coisas sem me considerar. Por que é tão difícil realmente
ouvir um ao outro? Ela só precisa usar seus ouvidos e ouvir o que estou
dizendo. Ela é minha namorada, afinal.
Eu sorri, olhando para seu rosto sério.
– Apenas me aceite como seu marido, então. Sua namorada. pode não te
ouvir, mas seu marido definitivamente será seu escravo.
– Foda-se! - Knock me mostrou o dedo do meio novamente e pegou as
batatas – Apenas assista ao filme! Não preciso de sua provocação!
Eu apenas suspirei e balancei a cabeça. Este é Knock, Knock de coração
frio. Mesmo assim, eu ainda me importava muito com ele.
CATÍTULO 7 MESMO ESTANDO
LONGE, MEU CORAÇÃO ESTÁ
PERTO DE VOCÊ.
Knock e eu voltamos para Bangkok no dia seguinte, pôs minhas férias
haviam chegado ao fim. Não tive chance de encontrá-lo depois disso, já que
ele estava ocupado fazendo suas próprias coisas. Nós não frequentávamos
mais a mesma universidade, então teoricamente ele não precisava vir com
tanta frequência. No entanto, na realidade, nos víamos o tempo todo. A
namorada dele e eu frequentamos a mesma universidade, embora ela seja
formada em administração. Ele costumava fazer refeições com meus
amigos e eu enquanto esperava por sua namorada. Na verdade, nos
tornamos ainda mais próximos do que antes.
Eu não tinha certeza se Knock havia esquecido as coisas que aconteceram
em Amphawa, mas isso ficou profundamente gravado em minha psique,
mesmo depois de muitas semanas. O que era inacreditável era que, mesmo
depois de todo esse tempo, eu estava sendo interrogado por Yiwha. Ela
queria que eu contasse a ela tudo o que havia acontecido durante nossas
férias em Amphawa, exigindo a verdade até o último detalhe. E, para minha
própria surpresa, descobri-me contando toda a história para ela, até o último
detalhe.
– Então, ele pediu para você deixar pra lá e você simplesmente concordou?
- Yiwha perguntou incrédulo, olhando para mim como se eu fosse um
idiota.
– O que você espera que eu faça então? Ajoelhe-se, agarre-se às pernas dele
e implore: 'Knock, seja minha esposa, apenas aceite a verdade?' Você é
louco, eu não posso fazer isso! - eu refutei.
– Não, claro que não pode. É por isso que você está sentado aqui como um
idiota. Se eu fosse você, já teria registrado casamento com Knock! - Yiwha
disse com admiração.
– Sim, se fosse você. Mas aconteceu comigo, um homem que está disposto
a aceitar o que quer que aconteça. Como devo colocar isso? Falei com Plern
Pleng quando ela veio me dizer que Knock não viria para meu quarto para
trabalhar em sua tarefa. Ela já me odeia e nem sabe o que realmente
aconteceu.
– Não a deixe chegar até você! Ela fingiu ser educada? Não aja como se
você fosse o 'Satanás nos olhos de anjo, Korn. - Yiwha semicerrou os olhos
e agarrou meu ombro, então me virei para encará-la.
– O que diabos é 'Satanás nos olhos de anjo? - Eu fiz uma careta em
confusão.
– Você nem está pensando sobre sua situação atual com ele? - Ela gritou,
finalmente me soltando, em vez disso esfregou o queixo, parecendo estar
imersa em pensamentos. Seus lindos olhos brilhavam, já planejando seu
próximo esquema.
– Não disse que desisti dele, disse que estou disposto a aceitar a realidade
da situação atual. - Dei de ombros, Yiwha imediatamente empurrou minha
cabeça.
– Ei, você não está me enganando com esse seu ato!
– Heh... - Eu sorri. – Estou esperando que ela aja primeiro. Ela pode ter
planejado isso como um contra-ataque quando viu os chupões no peito de
Knock. Agora você sabe como ele é bom em manter a boca fechada.
– Sim, você está definitivamente certo sobre isso. Seus lábios estão tão
fechados que é como se tivessem sido costurados! Então, o que vamos ter
que fazer é soltá-los um pouco de cada vez. - Yiwha sorriu diabolicamente,
conseguindo me assustar completamente.
– O que você está tramando desta vez? - Eu pergunto cautelosamente,
esperando que não seja uma ideia bizarra e assustadora.
– Não se preocupe, eu tenho o plano perfeito! Não vou pedir para você agir
como um ladyboy e ir até Pleng, dizendo que renunciou à sua
masculinidade para roubar Knock dela. - Devo ter feito uma cara totalmente
enojada para ela, porque ela continuou. – Não faça essa cara para mim
como se você não aguentasse, estou tentando ajudar, sabe! - Yiwha
choramingou.
– Tudo bem, então qual é o seu plano? - Eu perguntei rigidamente.
– Hehe, nada difícil. Pleng ainda é a namorada de Knock, ela não vai ficar
mal brigando abertamente com você. Ela só está pensando em como manter
Knock para si mesma e longe de você. Eu conheço todos os jogos que as
mulheres tentam jogar. É melhor ela segurá-lo o mais forte que puder,
porque vou garantir que Knock admita a verdade! Apenas espere!
Yiwha riu bruscamente, me assustando. Ela gargalhou como uma bruxa e o
som maligno ecoou pelas paredes dentro da minha mente. Eu não podia
deixar de me preocupar com Knock agora, quem sabe que esquema covarde
essa mulher estava tramando?
A vibração do meu telefone desviou minha atenção de Yiwha, e seus olhos
se voltaram imediatamente para a tela iluminada para ver quem estava me
ligando. Quando ela viu que era Knock, ela me convenceu a pegá-lo. A
última coisa que eu queria era atender a ligação dele na frente dela, eu já
sabia que ela tinha uma agenda escondida.
– Atenda, seu imbecil, antes que ele desligue!
– Vou ligar para ele daqui a pouco.
– Não me faça responder por você, vou dizer a ele que sou sua esposa
agora. - Ela me ameaçou, enquanto tentava arrancar o telefone da minha
mão. Não sou o tipo de pessoa que faz cegamente o que me mandam, mas
não vou arriscar com Yiwha. Se eu não atendesse a ligação, teria que
explicar muito mais tarde a Knock, independentemente de ele se importar
comigo ou não.
– Eu vou atender, agora fique longe de mim. - Tentei afastá-la e finalmente
atendi.
– E ai, como vai?
– O que você está fazendo? - Seu tom alegre não mostrava nenhum remorso
por ter me criticado antes.
– Nada, só falando merda sobre o cara que me largou para sair com a
namorada dele.
– Ei, desculpe, eu estava no céu até então, você é um cara também, você
entende isso com certeza, querido Korn! - Ele riu impiedosamente e meu
coração simplesmente afundou. Ele basicamente confirmou que havia
levado seu relacionamento com Plern Pleng para o próximo nível. O nó
amargo que se formou em minha garganta me fez ficar em silêncio por um
longo momento.
– Aww, o que há com o tratamento do silêncio, você está realmente com
raiva de mim? - A voz de Knock assumiu uma ponta de pânico. – Eu tive
um bom motivo, mas eu juro que nunca mais vou te trair, então não fique
com raiva de mim, ok? - ele arrastou suas palavras como uma criança
enquanto implorava. Meu coração amoleceu, ouvindo sua voz suave. Eu
não pude evitar quando ele me implorou daquele jeito, eu já sabia que ia
ceder a ele.
Se Plern Pleng estava procurando uma maneira de se vingar, ela obteve uma
vitória impecável. Eu senti como se meu coração tivesse sido brutalmente
esmagado.
– Por que eu ficaria com raiva de você? Que direito eu tenho, afinal? - Eu
perguntei, minha voz calma.
"Korn querido, eu posso dizer pela sua voz que você está chateado comigo.
Eu vou te compensar, eu vou pagar suas refeições por uma semana inteira,
de manhã e à noite. - Não posso dizer que estava interessado pela manhã,
mas pelas noites, no entanto... especialmente se ele fosse a 'refeição'
prometida.
– É melhor você manter sua promessa!
– Claro. Você é um fã de comida. Você imediatamente cedeu assim que eu
prometi alimentá-lo. - Knock nunca poderia perder a chance de me
provocar. Eu sorri, sabendo que ele provavelmente agora estava sorrindo de
orelha a orelha. Yiwha me beliscou e, virando-se para ela em estado de
choque, ela sussurrou asperamente: "Pare de flertar, vá direto ao ponto!"
Por que ela está com tanta pressa?
– Ei, então por que você estava ligando? - Tentar descarrilar Yiwha era
como tentar preencher um desfiladeiro jogando pedras uma de cada vez.
Não importa quantos você jogue, eles desaparecem imediatamente, assim
como suas opiniões para ela. A única coisa segura a fazer é exatamente o
que ela quer.
– Você está livre para um jogo de futebol esta noite? - Knock me convidou,
parecendo satisfeito consigo mesmo. Eu sorri para mim mesma pensando
em seu rosto sorridente. E o corpo forte e a pele sedosa cor de mel que o
acompanhava.
– Certo. - Eu concordei antes de encerrar a ligação e fui recebido
imediatamente pelo rosto malicioso de Yiwha.
– Oh Korn! Você é tão obedientemente a sua esposa! - Eu apenas dei de
ombros e me levantei.
– Onde diabos você pensa que está indo?" Yiwha imediatamente agarrou
meu ombro.
– Estou pegando algo para beber, você vai me seguir como um fantasma?"
Eu sorri, divertida.
– Eu disse a você, não vou deixar Knock ficar de boca fechada por muito
tempo. Ninguém vai passar na minha frente neste jogo, porque eu sou o
Grão-Mestre e vocês são todos meus peões. - Ela arqueou uma sobrancelha
para mim. O grau de astúcia em sua expressão era enervante.
– Ei! Não se empolgue aqui. O amor não é um jogo.
– É para mim. - A autoconfiança dessa senhora era realmente uma merda de
outro nível.
– Como um homem que não tem interesse em você, gostaria de lembrá-la
de que você seria muito fofa se apenas tirasse esse sorriso do rosto. Então
você não teria problemas para encontrar um namorado. - Empurrei sua
cabeça de leve, jogando minha bolsa no ombro e comecei a me afastar.
Ela correu atrás de mim e chutou minha perna violentamente. Com a canela
latejando de dor, gritei para ela:
– Ei! Por que você é tão violenta?
– Eu não aceitaria você, mesmo se você estivesse sendo dado de graça.
Knock é o único que eu quero. Você é desprezível, arrebatando meu homem
de mim. - Ela olhou para mim por baixo de sua franja rosa brilhante.
– Por que você tem a gentileza de me ajudar, então? - Eu sorri provocante.
– Você é meu melhor amigo! - Ela jogou os braços em volta do meu
pescoço em um abraço exuberante. – A única outra pessoa na terra que eu
permitiria tê-lo é você!
– Saia de cima de mim, seu anão maluco, você é pesada. - Eu reclamei,
então ela apenas rastejou nas minhas costas. – Ei, sério, saia de cima de
mim. - Tentei afastá-la, embora gentilmente. Eu certamente não queria que
ela caísse. Apesar de sua personalidade gigantesca, ela é apenas uma
pequena senhora. Eu não queria que ela se machucasse.
– O que você está jogando, aqui? Parece um jogo divertido que você está
fazendo. - A voz de Knock apareceu de repente atrás de nós.
Assim que Yiwha ouviu, ela imediatamente pulou de cima de mim e se
agarrou ao braço de Knock.
– Oh, você finalmente chegou, meu anjo negro -seu tom de voz era tanto de
flerte quanto de provocação.
Marcação! Knock sacudiu a testa.
– Ei, idiota! Como você pôde fazer isso com uma garota tão bonita? -
Yiwha fez beicinho, cobrindo a testa dolorida com uma de suas pequenas
mãos.
Knock e eu trocamos olhares compreensivos
– Chega, Yiwha. - Knock respondeu impotente. – Graças a Deus Pleng não
é nada como você.
– Claro que não somos nada parecidas, porque eu sou muito mais bonita! -
Yiwha sorriu. Mesmo que Yiwha estivesse tirando sarro de sua namorada.
Knock estava cheio de sorrisos e parecia feliz.
– Você é hilário, como sempre.
– Onde estamos indo jogar? - Perguntei a Knock enquanto ele vestia uma
camiseta limpa da bolsa.
– O campo ao lado de Samoson. Vamos juntos, estou com minha moto. -
Knock disse. De repente, Yiwha apenas sorriu, cravando suas garras em
meu braço.
Virando-se para falar com Knock sem discutir comigo, ela disse
sarcasticamente:
– Korn não está livre agora.
– Ei Korn, como você pôde fazer isso? Você me prometeu uma partida de
futebol! - Knock franziu a testa.
Quando eu ia explicar a Knock que não sabia do que Yiwha estava falando,
ela me cortou antes que eu pudesse abrir a boca.
– Desculpe Knock, Korn vai fazer compras comigo! - Esta mulher, ela
apenas fazia o que quer sem discutir ou considerar os sentimentos de
ninguém.
Apressei-me a olhar para Knock, ele apenas olhou para mim, seu rosto sem
expressão. Acenando com a cabeça bruscamente, ele murmurou "Tanto faz"
e simplesmente foi embora.
O pânico me agarrou com dedos gelados. Eu nunca tinha visto Knock com
uma expressão assim antes, ele está sempre sorrindo ou provocando. Sua
expressão repentina e frígida me assustou até a morte. Eu estava prestes a
perder um dos meus melhores amigos?
– Merda, ele está furioso. - Meu corpo avançou por sua própria vontade
para segui-lo, mas o golpe cruel de Yiwha na parte de trás da minha cabeça
me parou no meio do caminho.
– Ei! - Eu gritei, esfregando minha cabeça dolorida. Como diabos essa
pequena mulher é tão forte?
– Ele não dá a mínima para você porque você sempre fez tudo o que ele diz.
Cresça, não seja tão submisso! - Ela me repreendeu, suas palavras causando
uma onda de calor queimando meus ouvidos. Essa mulher não tem filtro
nenhum. Ela riu alto depois de ver minhas pobres orelhas brilhando como
vaga-lumes.
– Awwww! Olhe para você, toda tímida agora! - Yiwha que se dane, eu
tinha que ir atrás de Knock agora.
Yiwha que se dane, eu tinha que ir atrás de Knock agora. Examinei a
direção em que Knock havia seguido, bem a tempo de vê-lo indo embora
em sua moto, o rosto como uma estátua de pedra.
– Ei, vamos realizar o seu plano no futuro. Se eu não for atrás dele agora,
ele vai ficar bravo comigo de verdade.
A mão de Yiwha apertou meu braço como um torno enquanto Knock seguia
pela estrada em sua motocicleta. Não! As coisas não vão mudar se você for
atrás dele agora!
Eu rasguei meus braços livres de seu aperto.
– Tanto faz, não posso o deixar ficar bravo comigo! - rosnei para ela, saindo
correndo na direção que a moto de Knock estava indo.
Corri atrás da moto de Knock como se não houvesse amanhã, gritando atrás
dele enquanto corria.
– Knock!!Ei Knock, pare!!!
Gritei o nome dele enquanto corria, perseguindo a moto de Knock. Não
havia nada de romântico nisso, não havia nenhuma semelhança com
nenhum herói arrojado de qualquer filme. Mais precisamente, eu estava
ofegante como um cachorro.
Eu gritei atrás dele, minhas mãos em concha em volta da minha boca como
uma trombeta. Milagrosamente, ele pareceu finalmente me ouvir gritando,
reduzindo sua velocidade e fez uma rápida meia-volta. Caí pesadamente na
calçada, ofegante. Tenho certeza de que devo ter parecido totalmente sem
graça naquele momento, mas não consegui me importar. Knock estacionou
sua moto, parecendo totalmente perplexo com o meu comportamento.
Vendo-me sentado na calçada tossindo e ofegando, ele correu até mim,
agarrando meus ombros com preocupação.
– Korn! - Ele me repreendeu com um sorriso, dando tapinhas nas minhas
costas e rindo alto.
– Eh...ehhm, chega! Eu estava gritando tão alto e você ainda não conseguia
me ouvir! -Olhei para ele com irritação enquanto ele se sentava ao meu
lado, parecendo extremamente satisfeito consigo mesmo.
– Hehe, sempre há pessoas perseguindo alguém com um rosto tão bonito! -
Ele não conseguia parar de rir de mim e isso estava me irritando seriamente.
– Hmm, sim, estou feliz por ser tão divertido para você. - Eu disse em um
tom cheio de sarcasmo, agora me sentindo muito envergonhado e abatido.
Yiwha estava certo, eu fui um idiota por persegui-lo.
– Ei, eu não quis dizer isso... - Parece que Knock percebeu que não era o
momento certo para me provocar, então tentou me consolar. Ele passou um
braço em volta do meu pescoço e deu um tapinha no meu ombro. – Você é
meu melhor amigo, você é importante para mim, ok?
Ele olhou para mim e sorriu. Eu balancei a cabeça em concordância.
– Estou exausto agora, deixe-me descansar aqui um pouco. - Continuei
ofegante, ainda tentando recuperar o fôlego. Knock agarrou meu ombro,
virando-me para ele, e usou sua camisa para enxugar o suor do meu rosto.
– Você está encharcado de suor, apenas me ligue da próxima vez para não
parecer um idiota. Esse foi um comportamento epicamente nada legal, meu
querido Korn! - Knock sorriu brilhantemente, ele não deve ter ideia de
como era encantador comigo. Toda vez que olho para Knock, meu coração
imediatamente começa a bater mais rápido, despertando minha luxúria
como se ele tivesse lançado um feitiço sobre mim.
Knock largou a camisa enquanto eu ainda descansava, olhando para o céu.
Naquele momento, duas garotas gostosas passaram por nós e Knock soltou
um longo e baixo assobio de lobo.
As duas garotas sorriram timidamente, corando, depois de olhar para Knock
e eu. Knock é um cara bonito e é totalmente normal ficar tímido quando
alguém como ele flerta com você. Enquanto isso, eu também sorria
enquanto admirava suas belas coxas esguias em seus shorts curtos e cinturas
minúsculas exibidas por tops justos.
Tudo bem. Se fosse um cara super gostoso que passasse, eu não ficaria
animado ou mesmo interessado. Só se fosse Knock, então eu estava
condenado!
Estranhamente, o único cara por quem já me senti atraído é Knock. Eu
estava olhando para ele enquanto continuava a flertar com as duas garotas.
Seu sorriso, tudo nele, me encheu de um estranho sentimento desconhecido.
– Ei, você me pediu para jogar futebol ou para ser seu braço direito
enquanto você dava em cima de garotas? - Eu perguntei a ele meio
brincando, meio irritado. Ele estava agindo como se ainda fosse solteiro!
Com aquele rosto, ele poderia facilmente ter qualquer uma delas, mas se
estava planejando pegar as duas, o desejo de bater nele seria muito forte
para ser ignorado.
– Espere, vou pegar os números delas.
– Eu bateria em você, mas não quero machucar minha mão. - Eu disse em
um tom plano.
– Ei, eles são fofos! - ele disse com um sorriso sedutor.
– Que tal seu amado Pleng? - Eu perguntei, confuso. Ele continuou dizendo
uma e outra vez o quanto a amava!
– As duas situações não têm nada a ver uma com a outra. Não dá para
comparar as duas. - Knock ainda estava sendo
– Não aja assim, Knock. Eu não gosto disso. - Ele deve ter visto a raiva por
trás dos meus olhos, então soltou meu ombro.
– Ei, eu estava brincando - Sua voz se acalmou tornando-se mais séria. – Eu
não queria menosprezar as mulheres.
Não, eu não estava pensando nisso, eu sei que ele não é assim. O que eu
temia era que ele não pudesse ser sincero com ninguém. Isso é o que mais
me apavorava. Se ele tem a mesma atitude brincalhona com todos, então o
que isso faz de mim? Ele era tão sedutor comigo quanto com estranhos
aleatórios, então que valor eu tinha aos olhos dele?
Eu tenho que me recompor. Hora de ser rigoroso.
– Você está realmente bravo comigo Korn? Ei, eu não quis dizer nada com
isso, ok? - A voz de Knock parou quando eu cobri sua boca com minha mão
para silenciá-lo. Seus olhos se arregalaram em confusão, e eu sorri
sombriamente.
– Pare me dizendo que você não quis dizer isso, estou entediado. Podemos
ir agora?" Eu perguntei, mas mantive minhas mãos em sua boca para que
ele pudesse apenas acenar com a cabeça. Nós nos levantamos da calçada e
caminhamos em direção a sua moto.
– Segure firme, querido Korn, você não quer cair e se machucar! - o tom
paternalista de Knock estava cheio de sua provocação habitual.
Empurrei sua cabeça com tanta força que provavelmente quase lhe dei uma
chicotada.
– Desavergonhado! - Eu repreendi.
– Ei, que porra é essa! Só estou preocupado com você. - Ele riu e ligou o
motor. Olhei para as costas largas e movi meus olhos para sua cintura.
Quer que eu te abrace, hein? Peça e você receberá.
– Eeerk! - ele gritou quando de repente eu segurei sua cintura com força. Eu
me apertei contra ele para que não houvesse espaço entre meu peito e suas
costas. Eu podia sentir seu corpo tremendo contra o meu.
– O quê? Você me pediu para te abraçar forte. - eu disse com a voz rouca e
soprei em seu ouvido. Nenhum de nós estava usando capacete, então foi
fácil para mim provocá-lo impiedosamente, como ele sempre me provoca.
– Sim, mas isso não é apenas segurar, é como se você estivesse tentando
nos combinar em um só corpo, você está louco? Isso é muito perto! - Ele
reduziu a velocidade enquanto choramingava, movendo seu corpo para
frente. Eu não permitiria mais que ele se afastasse de mim, ao invés disso
eu o segurei ainda mais apertado.
– Foco na estrada, você quer cair?
– Ei, querido Korn, tire a mão da minha virilha!! Você quer acabar nos
arbustos? Idiota! - Knock repreendeu, parecendo um pouco irritado, mas
não tão sério. Então, gentilmente movi minhas mãos para cima e as
coloquei em seu abdômen.
– Melhor agora? - Eu perguntei, novamente ronronando em seu ouvido.
– Eu poderia ficar excitado se você fosse uma mulher, apertando seus seios
contra minhas costas desse jeito. - Knock retrucou sarcasticamente.
– Eu ainda posso te dar prazer, como homem. - eu disse em um tom baixo e
sedutor, então lambi a parte de trás de sua orelha, antes de continuar; – Já
foram duas vezes que você experimentou prazer de mim, estou certo?
Eu juro que vi o rosto de Knock ficar vermelho, embora eu não tenha
certeza se estava envergonhado ou apenas se sentindo estranho. Mas suas
brilhantes orelhas vermelhas me disseram tudo o que eu queria saber,
provando que às vezes nem ele conseguia esconder suas emoções. Mesmo
que fosse apenas uma pequena reação, parecia a chuva no coração do
deserto árido, um raio brilhante de esperança como uma luz no escuro.
– Que porra você está dizendo?! - Ele parecia sério. – Pare com isso já, se
você quer andar com segurança, você está me assustando!
Fiquei em silêncio, em vez disso acariciando seu cabelo.
– Maldito Korn! Vou levantar a roda dianteira e jogar você fora! Meu
cabelo está todo bagunçado agora! Passei muito tempo arrumando-o antes
de sair. - Ele estava choramingando de novo, desta vez com aborrecimento.
Será que seu cabelo bagunçado afetaria sua capacidade de flertar, eu me
perguntei?
Knock era tão sem vergonha. Quando você for meu, pensei sombriamente,
vou foder seus miolos como vingança por me deixar todo irritado agora,
apenas espere e verá.
Chegamos ao campo de futebol logo depois disso. Depois de estacionar a
moto, descemos e eu o segui até o campo.
– Ah, Knock está aqui! - Seus amigos gritaram como forma de saudação.
– Ei pessoal! Este é meu amigo da minha universidade anterior, Korn. Korn,
estes são meus amigos desta universidade. Da esquerda eles são God, Min,
Few, Pure, Beam, o da esquina é o irmão de Pure, chamado Herth.
Todos nos cumprimentamos casualmente e começamos nosso jogo. No
início, jogávamos apenas por diversão. Logo depois que nossa partida
realmente começou, outro grupo de caras locais apareceu e tentou insistir
em entrar no nosso jogo. No final, tornou-se uma competição entre os dois
grupos para decidir quem usaria o campo, os perdedores tiveram que
limpar. Não participei do primeiro jogo e, durante uma jogada ousada,
Knock caiu após um bloqueio violento de um dos jogadores adversários.
Ele deixou o jogo, mancando de dor devido ao tornozelo torcido. Substituí
para cobrir sua posição.
Eu posso parecer um cara quieto, mas Knock se machucar me fez ver
vermelho. Cheguei ao gol em cinco minutos, atacando o cara que causou a
lesão de Knock. Ele gritou comigo com raiva por alvejá-lo, mas já era tarde
demais para nossos amigos nos separarem.
– Bastardos! Trapaceiros!! - Eles gritaram de raiva, enquanto Beam e Min
tentavam nos separar para evitar uma luta inevitável.
– Você começou primeiro!! - Eu gritei de volta, arrastando aquele idiota
pelo colarinho, mas Pure me parou.
Ele me empurrou para longe do outro cara, plantando suas mãos
firmemente no meu peito, dizendo.
– Calma Korn.
A outra parte deu um soco em mim enquanto Pure tentava me acalmar, e eu
não esperava. Empurrei Pure para o lado e fui atrás daquele cara cego de
raiva. Eu não conseguia diferenciar entre amigos e inimigos em meio a
tanto caos, e ninguém ousava dar uma mão nessas condições, pois eu teria
acertado qualquer um que entrasse em cena. Knock entrou correndo e me
ajudou como se não se importasse com o tornozelo. Ele usou as cotoveladas
para atacar todos que bloquearam seu caminho, principalmente aquele que
me acertou no rosto, vi Knock socá-lo três vezes em rápida sucessão.
Os sons surdos dos punhos encontrando carne podiam ser ouvidos por toda
parte enquanto a briga continuava.
– Bastardos, querem atacar meus amigos?! - Knock uivou; um cara entrou e
chutou a perna boa de Knock e ele caiu pesadamente no chão, então
começou a pisar repetidamente na perna torcida de Knock também.
– Ahhhh!!!!!! - Knock uivou em agonia, desencadeando um instinto
assassino em mim; Eu podia sentir a dor de Knock como se fosse minha.
Eu não sabia o que estava fazendo, apenas segui em frente e ninguém
poderia me impedir. Eu agarrei o colarinho daquele cara e bati meu punho
em seu rosto repetidamente até que ele desabou no chão. Mesmo assim eu
não parei, subi no peito dele alternando com os dois punhos na cara. Eu
estava tão furioso que todos os sons ao redor desapareceram em um manto
de silêncio. Pure e Beam finalmente conseguiram me tirar daquele canalha,
mas continuei tentando chutá-lo mesmo quando eles me puxaram para
longe, até que Knock gritou comigo, tentando chegar até mim.
– Pare com isso Korn, ele está morrendo! Está me ouvindo? Ele está
morrendo!! - Mas não consegui ouvir nada através do manto silenciador da
minha raiva. Eu estava prestes a continuar chutando aquele bastardo assim
que Beam me soltou! Knock agarrou meus braços enquanto mancava,
segurando minhas bochechas em suas próprias mãos ensanguentadas,
forçando-me a olhar para seu rosto.
– Ouça-me!! Chega!! Já chega!!! - Knock estava tão sério e eu estava
ofegante, meus punhos ainda cerrados e meu rosto estava coberto de sangue
e suor.
Quando me virei para olhar para aquele idiota novamente, eu o vi caído no
chão, o rosto sangrando e quase inconsciente. Seus amigos o seguraram,
olhando para mim com olhos brilhantes e aterrorizados. Então eu olhei para
minhas mãos, a pele dos meus dedos rasgada, machucada e sangrando como
se eu tivesse socado uma parede de tijolos. Eu dei todas as minhas forças
para cada soco. Knock segurou meus ombros com força e, pela primeira
vez, notei seus olhos desesperados e aterrorizados.
– Puxa, seu amigo é tão mal-humorado! Eu senti a ferocidade dele desde o
começo. Quando você foi pisado, estava matando aquele cara só com os
olhos! Aquele idiota nem se atreveu a fugir depois disso, acho que ficou
apavorado com os olhos de Korn. - Pure disse brincando, fazendo uma
tentativa esfarrapada de humor para desarmar a situação volátil.
Fiquei imóvel por um tempo, até que senti que estava estendendo a mão
para Knock, puxando-o para mim e abraçando-o com força. Eu segurei sua
nuca com uma mão, meu outro braço em volta de sua cintura segurando-o
perto de meu corpo, até que não houvesse mais espaço entre nós. O som do
meu coração batendo ainda ecoava em meus ouvidos.
Knock ficou atordoado, tão atordoado, que ele não me abraçou de volta.
Mas ele estava chamando meu nome, embora sua voz fosse rouca, e o som
acalmasse meu coração trovejante.
– Korn... Você... - ele sussurrou, hesitante.
– Não... - minha própria voz um sussurro áspero. – Nunca deixe ninguém te
machucar, se você não quer que eu seja assim de novo. Não me transforme
em um assassino.
CAPITULO 8 HÁ ALGO MAIS
DOLOROSO DO QUE ISSO?
– Então, como você vai chegar em casa? - Pure perguntou preocupado,
depois de limparmos a bagunça que fizemos no campo de futebol. Aqueles
bastardos tinham desocupado a cena com rapidez. Ficou claro que todos os
amigos de Knock estavam preocupados com o estado de sua perna
machucada.
Estendi minha mão para Knock; foi uma demonstração de força, para
mostrar que não havia sido derrotado.
– Me dê sua chave, eu te dou uma carona de volta.
–Você teve mais prática desde a última vez? - Knock perguntou, olhando-
me com desconfiança, desconfiado do meu nível de habilidade. Já havíamos
caído uma vez, quando eu ainda não tinha muita prática em andar de moto,
ele sofreu uma queda violenta e quase causou um acidente grave. O
acidente em si não foi inteiramente minha culpa, havia chovido muito
naquele dia e a estrada estava escorregadia.
– Sim claro. - Eu balancei a cabeça.
– Oh, você comprou um chique para ajudar a pegar garotas? - Knock
brincou.
Eu olhei para ele calmamente e respondi:
– Eu sou como você? Só quero me acostumar porque um idiota bronzeado
vai andar na minha moto pela próxima vez. - Ele estava atordoado, coçando
a cabeça, seus lábios apertados em uma linha reta. Você sabe o que? Isso
significava que ele estava se sentindo tímido!
– Dê-me a chave. - Eu sorri.
– OK. - Knock me passou a chave, segurei sua mão brevemente antes de
pegar a chave dele.
– Ah, eemmmmm. - Pure tossiu atrás de nós. Ele olhou para frente e para
trás entre nós, parecendo ao mesmo tempo suspeito e completamente
confuso. – O que há com todas as bolhas rosa brilhantes ao seu redor? O
que está acontecendo com vocês dois?
Os ombros de Knock ficaram rígidos, mesmo quando suas orelhas ficaram
vermelhas quando ele ouviu a pergunta incrédula de Pure. Vários dos outros
caras estavam rindo maliciosamente por trás de suas mãos.
– Ei, ei, ei! Não está acontecendo nada! De jeito nenhum, nunca!!!
Pure não quis dizer nada desse aspecto, apenas quis dizer que parecia que
éramos um pouco mais que amigos, mas olhando para o rosto de Knock,
que ficou vermelho escarlate até a raiz do cabelo, ninguém jamais
acreditaria que era só um pouquinho. Seus amigos trocaram alguns sorrisos
inquietos, enquanto Min e Few faziam mímicas como se estivessem
arrepiados. Tanto Heart quanto Pure estavam rindo tanto que estavam
ofegantes.
– Uau, esta é certamente uma mudança dramática no gosto! Mas, mesmo
assim, ainda não consigo imaginar Knock e Korn juntos. Knock sempre
perseguiu TODAS as moças bonitas, agora ele gosta de butch (garoto)? Oh,
porém uma coisa permanece consistente, a pele clara!
– Ei, ei, pare de rir, eu não vou te ajudar se Korn der um soco em vocês
mais tarde. - Knock os ameaçou comigo. Parece que eles ainda estavam
apavorados com minhas ações anteriores, claramente reveladas pelo mar de
risadas nervosas e sorrisos desajeitados.
– Desculpe, desculpe, não fique com raiva de nós. - Pure recuou, tentando
acalmá-lo.
– Não é nada - eu disse com um encolher de ombros antes de voltar para
Knock.
– Hey Knock, você pode andar? - Verificando sua perna machucada, era
incrível que ele pudesse ficar de pé, quanto mais andar. Eu instintivamente
me movi em direção a ele, colocando uma mão firme em seu ombro,
fazendo-o olhar para o meu rosto.
– Sua perna realmente dói? - perguntei preocupada.
– Por que você perguntou, você quer me carregar nas costas? - Ele sorriu
brilhantemente para mim, ele está de volta ao Knock provocador de sempre.
– Você está com quase 70kg, ninguém é capaz disso! - Eu respondi
honestamente, isso não é novela! Eu tinha certeza de que carregá-lo era
impossível. Talvez eu devesse começar a levantar pesos se eu fosse forte o
suficiente para carregá-lo, seria muito mais difícil para ele fugir de mim
novamente.
– É por isso... - Knock sorriu e sussurrou.
Ele tentou mancar desajeitadamente em sua perna machucada, então puxei
seu braço em volta do meu pescoço e segurei sua cintura com firmeza,
apoiando seu corpo. Knock levantou a cabeça e olhou para mim, eu apenas
sorri. Seu olhar parecia conter algo que eu não conseguia detectar, confusão
talvez, quase parecia que estava procurando por algo, mas não sabia o que
é.
– Embora eu não tenha uma moto, ainda posso oferecer a você um passeio
romântico. - Eu normalmente não me comportaria assim enquanto estranhos
ainda estivessem por perto, mas o ambiente meio que nos prendeu.
– Você é tão bom para mim, Korn querido... - Knock sorriu de volta para
mim alegremente e provocou.
– Ei, nós - Ele acenou adeus aos amigos atrás de nós.
Seus olhos fofoqueiros estavam nos queimando. Talvez eles suspeitassem
das piadas, se levávamos a sério. Provavelmente era óbvio que um de nós
estava falando sério, enquanto o outro não fazia ideia, eles provavelmente
poderiam dizer facilmente qual de nós era o ignorante.
Cuidadosamente ajudando Knock a subir na moto, virei para perguntar-lhe
preocupado:
– Tem certeza de que pode subir? - enquanto simultaneamente apoiava a
moto com minhas pernas. Realmente parecia que sua perna estava
gravemente ferida.
– Não tenho certeza, dói pra caralho. - Knock estava com tanta dor que seu
rosto estava contorcido. Parecia que aquele bastardo havia pisado em
Knock com todas as suas forças. Eu ainda estava tão chateado com aquele
cara que deveria ter quebrado o nariz e as duas pernas!
– Siga em frente. - Puxei ele para frente bem devagar, cruzei a perna por
cima da moto, sentei e fiz com que ele se movesse um pouco mais para ter
espaço para as pernas.
– Apenas tente aguentar um pouco, eu vou te levar para o hospital.
Knock não respondeu, apenas assentiu. Eu imediatamente parti. Usei uma
mão para segurar a alça e segurei Knock com a outra mão nas costas. Só
agora percebi como é importante ser um motorista habilidoso.
Knock sentia tanta dor que suava frio. Eu esperava sinceramente que ele
não tivesse nenhum osso quebrado. Eu odiava aquele idiota ainda mais,
felizmente parecia não haver outros ferimentos óbvios.
O médico imobilizou o tornozelo para mantê-lo estável e não precisou de
muleta, pois a perna não estava quebrada. No entanto, ele não conseguia
colocar peso naquele tornozelo. O médico nos disse que levaria de três a
quatro semanas até que pudessem remover a tala, felizmente, Knock não
teve que sofrer por muito tempo.
– Ah, é difícil andar de moto assim. - Ele estava reclamando quando
chegamos em casa do hospital. Deixei-o na entrada de seu prédio e fiquei
grato por meu apartamento estar próximo. O apartamento dele também fica
perto da minha universidade, já que ele também frequentou lá antes de se
transferir para a universidade atual. Também não estava longe, então ele
não viu nenhum motivo para se mover.
– É bom que ainda seja durante as férias escolares, senão seria ainda pior. -
Eu o ajudei a entrar em seu apartamento e devolvi a chave para ele. Ele não
parou de choramingar, mas ainda se lembrou de me agradecer.
– Valeu cara. - Ele parecia estar genuinamente grato.
– Sem problemas. - Quando estávamos no hospital, aproveitei a
oportunidade para tratar minhas feridas faciais também. Então, se você
estava ansioso por uma cena romântica de Knock gentilmente enxugando
meus lábios ensanguentados com um cotonete enquanto eu olhava
ansiosamente para o rosto dele, você ficaria desapontado.
– Quer comer juntos no meu quarto, você pode ficar até tarde quando
quiser. Não há ninguém por perto para me ajudar, e meu tornozelo está
imobilizado. Essa é a minha vida agora, estou tão lamentável. - Knock
disse, fazendo beicinho.
– Eu vou passar a noite com você. - Eu balancei a cabeça em concordância.
– Sério? - ele me perguntou entusiasmado.
– Sim. - Eu balancei a cabeça novamente.
– Yay, eu tenho um escravo pessoal! - Eu só pude balançar a cabeça em
irritação com sua alegria.
– Você está com fome? Seu servo vai pegar comida para você. - Eu usei um
tom monótono, mas no fundo eu estava muito preocupado.
– Sim, pensando bem, estou meio faminto - ele disse com um aceno de
cabeça, então apontou com uma mão para os armários sobre a pia da
cozinha. – Há macarrão instantâneo no armário, vá buscá-lo.
– Você não pode simplesmente comer food o tempo todo. Não é de admirar
que você fique doente e se machuque tão facilmente. Não há nutrição nisso.
Espere aqui, vou descer e pegar algo melhor para você.
– O quê? Meu querido Korn está tratando? - Knock se inclinou para mim
com entusiasmo. Eu queria muito ir torcer a orelha dele, que idiota chato.
– O quê? Eu sou misericordioso o suficiente para buscar comida para você,
me dê dinheiro, não olhe a boca de um cavalo de presente.
– Por que você está sendo tão mesquinho? -Knock fez beicinho fofo para
mim, e eu podia me sentir cedendo.
– OK, BEM. Claro, é por minha conta. Feliz agora? - Eu perguntei
calmamente, o que me rendeu um grito de alegria de Knock. – Apenas fique
aqui, eu já volto. - Eu disse enquanto caminhava até a porta.
– Pegue mais lanches! - Knock gritou atrás de mim.
– Sim claro.
Ele era tão bom em me dar ordens que desempenhou bem seu papel de
mestre. Eu apenas deixei ele me usar para o conteúdo de seu coração. Ele
não parecia perceber que eu já pertencia totalmente a ele, corpo, coração e
alma. Quando vi seu rosto dolorido, obedientemente fiz tudo o que ele
ordenou. Eu me odiei por agir assim, porém simplesmente não consigo
evitar.
Peguei vários tipos de comida, além de salgadinhos e leite com a intenção
de armazená-los para consumo futuro. Os lanches não eram apenas para
Knock. Eu escolhi coisas para mim também. Embora Knock pareça um cara
narcisista à primeira vista, ele gosta de comida doce e oleosa. Quando se
tratava de comida tailandesa, ele gostava de coisas realmente picantes ou
ricas à base de leite de coco. Eu não sou um grande fã de alimentos pesados
e doces, mas eles estão bem de vez em quando. Quando se tratava de nosso
gosto alimentar, tínhamos muitas diferenças de opinião.
Voltei para o quarto assim que terminei de comprar comida. Eu sabia que
ele não iria trancar a porta, então apenas girei a maçaneta, pronta para
entrar. Para minha surpresa, a porta se abriu por dentro no momento em que
toquei na maçaneta.
– Ah, Korn. - Fiquei surpreso quando AQUELA MENINA saiu do quarto
de Knock, me cumprimentando com um sorriso brilhante.
– Pleng? - Eu disse o nome dela sem emoção, cuidadosamente colocando
minhas feições em uma máscara ilegível.
– Knock disse que você sumiu por um longo tempo, eu estava prestes a
descer para procurá-lo. O amigo de Knock me ligou para dizer que seu
tornozelo estava torcido e eu estava preocupado, então vim correndo até
aqui.
Ela me deu um sorriso brilhante e falso depois de explicar. Na verdade, eu
imediatamente senti como se estivesse sendo ocupado, embora Pleng não
tivesse dito isso dessa maneira.
– Apenas venha em Korn, Knock acabou de dormir, vou acordá-lo para
você. - Ela ainda estava ocupada tentando agir como uma anfitriã generosa
comigo.
– Você estava planejando ficar muito tempo? - Eu perguntei diretamente.
– Inicialmente, eu só queria ver como ele estava e depois ir embora. Knock
é tão brincalhão que eu não conseguiria dormir se passasse a noite. Mas
Knock me pediu para ficar, então eu concordei.
Eu permaneci em silêncio. O que eu poderia dizer sobre isso?
– O que há de errado, Korn? Você está horrível. - Superficialmente, sua
pergunta parecia estar cheia de preocupação para mim, mas eu podia sentir
a alegria escondida por trás de sua fachada. Naturalmente, isso não me fez
sentir melhor, porque eu conhecia bem Knock.
– Por favor, passe a comida para ele. - Entreguei a ela todos os sacos de
comida que acabei de comprar. Ela pegou e jogou tudo na lixeira bem na
minha frente, enquanto ainda usava o mesmo sorriso doce e
condescendente.
Meus olhos se estreitaram, mas fiquei em silêncio.
– É só que eu trouxe bastante também, então ele não vai precisar disso. -
Ela levantou o rosto e cruzou os braços sobre o peito com altivez.
– E agora a máscara finalmente sai. - Eu sorri.
– Você disse que eu estava atuando, mas você nunca mostrou suas
verdadeiras cores também... Não pense que eu não sei o que você estava
pensando sobre o meu namorado. Heh, você vai ter dificuldade, porque eu
não estou dando Knock para ninguém. - Pleng tentou me encarar.
– E daí? - Eu me virei para ela, minha diversão estampada em meu rosto.
– Não seja desavergonhado, você está realmente tentando roubar meu
namorado? - Ela perguntou, obviamente irritada.
Eu apenas sorri.
– O que você está tentando dizer? Apenas cuspa já. - Ela estava fingindo
estar calma, mas parecia que ela realmente queria me dar um tapa.
Inclinei-me para ela, perto o suficiente para poder sussurrar minha
declaração diretamente em seu ouvido:
– Eu não precisava 'roubar' seu namorado. Ele já é meu há muito tempo,
você só não sabia.
Eu me afastei dela novamente e observei todo o sangue drenar do rosto de
Pleng. Eu sorri e pisquei para ela, enquanto apontava meus dedos indicador
e médio para o meu prédio, acenei em sinal de despedida e saí, de repente
me sentindo muito despreocupado.
Eu não queria brigar abertamente, porém se ela está procurando encrenca...
Que encrenca é o que ela vai conseguir.
Eu diria a ela a verdade pessoalmente!
No começo, eu tinha planejado apenas ir para casa, já que realmente não
havia outro lugar para ir, mas não pude deixar de sentir que estava
abandonando Knock, então acabei vagando pela entrada de seu prédio.
Encostei-me na parede da frente da loja no andar térreo fumando um
cigarro, sem saber o que fazer comigo mesmo. Começou a chover não
muito tempo depois, então fui para debaixo de uma proteção, e isso me
irritou ainda mais.
– Que diabos, está chovendo gatos e cachorros agora. - Eu me sentia
fodidamente terrível agora que a adrenalina e a bravata haviam se esgotado,
frustrado e com raiva, então eu estava choramingando no vazio da noite.
No mesmo momento, vi um táxi parar em frente ao apartamento e uma
silhueta feminina familiar rapidamente fechou o guarda-chuva e entrou.
– Plern Pleng não ia passar a noite afinal? - murmurei para mim mesmo
quando vi isso, mas ainda me sentia tão mal quanto antes. Pleng saiu
secretamente, claramente sem saber que eu estava nas sombras, próximo e
testemunhei sua partida rápida. Admito que ainda sentia como se um
espinho estivesse cravado em meu coração, mas minha mente estava clara
como um espelho. Em tudo relacionado a Knock, Pleng tinha todo o direito
de cuidar dele em vez de mim. Observei as luzes traseiras do carro até que
desaparecessem de vista, mas não estava com vontade de ir verificar Knock.
Virei a cabeça para olhar em volta quando ouço o som úmido e arrastado de
andar na água enquanto arrastava alguma coisa. Ainda estava chovendo
forte, e o som que se aproximava parecia assustadoramente algo saído de
um filme de terror. Meu coração estava batendo rápido e cada músculo do
meu corpo ficou tenso em uma mola enrolada, pronto para uma luta. Se
aquele som estava vindo de um assassino psicótico se aproximando, eles
escolheram a pessoa errada para mexer esta noite.
Meus olhos se arregalaram assim que vi a forma da pessoa.
– Droga, Knock! - Eu gritei quando ele se arrastou molhado ao meu lado.
Suas roupas estavam encharcadas até a pele e aquele estranho som arrastado
era na verdade ele arrastando sua perna machucada.
Corri até ele e ajudei a estabilizá-lo em sua única perna boa. Knock
enxugou o rosto molhado com a camiseta igualmente encharcada e
imediatamente me deu uma bronca.
– Você desceu aqui para comer, ou está apenas esperando para morrer?
– Eu esperei por você até adormecer, e quando acordei você ainda não
estava lá! Então eu tive que descer e olhar você! - Sua repreensão caiu
sobre mim tão pesadamente quanto a chuva atual. El, que direito ele tinha
de me repreender quando convidou aquela mulher para passar a noite,
essencialmente substituindo nossos planos anteriores sem pensar em mim?
– Por que eu seria o terceiro volante se Pleng estava ficando? - Eu atirei de
volta para ele, irritada.
– Porra da terceira roda! Ela só veio passar um tempinho, disse que queria
ficar, mas eu a rejeite porque já tínhamos feito planos. Tirei uma soneca
depois de tomar meus remédios e esperei por você. Quando acordei de
novo, Pleng já estava saindo, mas você se foi por tanto tempo que eu tive
que descer e te procurar!
Depois de ouvir atentamente a longa explicação de Knock, fiquei surpreso.
Isso significava que quando Pleng abriu a porta, ela já estava saindo e então
se virou e mentiu só para me provocar para que eu não ficasse com Knock?
Eu ri de mim mesmo, que mulher manipuladora!
– Eu não sou tão importante quanto você. - Eu apenas respondi
calmamente. O rosto de Knock endureceu de raiva e gritou comigo.
– Por que eu viria te procurar com esse tornozelo machucado se você não
fosse importante?! A chuva está tão forte que está me dando eczema! - Ele
se coçou como um macaco, e eu não pude deixar de rir.
– Não coce. - Afaste sua mão e a segure com ternura, surpresa por ele não
ter se livrado de mim. Esperamos em silêncio sob a saliência até que a
chuva diminui-se, Tive que apoiá-lo porque não podia colocar muito peso
no tornozelo machucado, sua perna boa tremia de exaustão por suportar
todo o seu peso.
– Ei. O que aconteceu hoje foi tudo culpa minha. - disse Knock em voz
baixa.
– Por que? - Olhei para ele curiosamente, e ele esfregou o nariz como se se
sentisse estranho, desviando os olhos de mim, olhando agora para o chão.
– A experiência com o futebol foi horrível e eu também te machuquei.
Claro que tenho que me desculpar. Você não estaria nessa situação se eu não
tivesse pedido para você ir comigo.
– Pense desta forma, pelo menos você não está ferido e sozinho. - Segurei
seus braços para estabilizá-lo e puxei-o para mais perto, oferecendo-lhe
meu apoio físico e mental. Dei um tapinha em seu ombro e seu rosto
gradualmente se inundou com um sorriso. A chuva finalmente estava fraca
o suficiente para voltarmos para o quarto dele.
Ajudei Knock a tomar banho e se trocar, porque a tala gigantesca é muito
inconveniente. Enquanto ele estava nu, nós dois estávamos com expressões
estranhas, nenhum de
nós ousando olhar nos olhos do outro diretamente. Especialmente eu, eu
estava corando como um louco e minhas orelhas estavam pegando fogo,
embora eu não tenha certeza do porque disso. Nenhum de nós falou uma
palavra durante todo o processo. Normalmente, Knock não perderia
nenhuma oportunidade de me provocar impiedosamente, mas como ele
estava em silêncio, a atmosfera tinha adquirido um ar indescritivelmente
desconfortável e tenso.
– Você disse que estava saindo para me trazer comida e lanches, onde eles
estão? - Knock perguntou quando o ajudei a mancar até o sofá.
Foi jogado fora por sua namorada! Gritei mentalmente para mim mesmo,
onde as palavras ecoaram irritadas dentro da minha cabeça, mas consegui
me impedir de expressá-las em voz alta.
– Por que você está quieto, você realmente se esqueceu disso? - Knock
perguntou novamente, incrédulo.
– Sim, eu esqueci sobre isso. - Eu respondi secamente. Eu não iria falar
merda sobre sua namorada para ele, mesmo que ela fosse falar merda para
mim.
– Então é macarrão instantâneo. Não acredito que você realmente se
esqueceu a comida! - Ele empurrou meu ombro de brincadeira e eu apenas
dei de ombros, preparando obedientemente o macarrão instantâneo.
Nós dois devoramos dois pacotes cada um, sorvendo o macarrão sem trocar
nenhuma conversa fiada. Hesitante, tentei quebrar o silêncio.
– Como vão as coisas entre você e Pleng recentemente? - eu perguntei
baixinho.
– Não muito bem, temos brigado muito. - Ele imediatamente pareceu
irritado quando mencionei sua namorada.
– Por que? - Eu perguntei novamente, esperando que ele explicasse se eu o
pressionasse para mais informações.
– Ela continua me pedindo para fazer coisas que eu não quero fazer, e isso
está realmente me dando nos nervos. Ela quer que eu conheça seus amigos,
como se meu único propósito fosse apenas ser um doce de braço para ela se
exibir. - O tom ressentido de Knock ecoou claramente em sua expressão.
– Não faça isso, se te deixar desconfortável. - Eu parecia calmo e knock
olhou para mim assustado.
– Apenas seja você mesmo. Um cara como você não precisa se importar
com o que os outros pensam. Eu aprecio você do jeito que você é, porque
você é o único neste mundo. - Minhas palavras foram sérias e sinceras.
Knock coçou o cabelo da nuca, corando de vergonha.
Minhas palavras o deixaram tímido. Eu não pude evitar que o largo sorriso
se espalhasse pelo meu rosto.
– Eu tive essa porra de um sonho terrível durante a minha soneca mais
cedo. - Knock mudou abruptamente de marcha e mudou de assunto, então
eu só tinha que seguir o fluxo.
– O que foi isso?
– Eu sonhei com uma cobra.
– Uma cobra? - Por alguma razão, achei isso muito interessante, Knock
parecia completamente assustado.
– Normalmente as pessoas sonham com as cobras enroladas em seus
corpos, certo? Mas eu estava sendo comido por ela! Era enorme!
– Você sonhou com sua outra metade?! - Eu ri em minha tigela de
macarrão.
– Eu pensei que apenas garotas sonhavam com isso, talvez eu tenha
assistido muitos filmes - ele deu de ombros e continuou comendo.
– Pode ser porque na verdade é você quem está comendo... Ou talvez a
cobra me represente, porque eu já devorei você duas vezes, completamente.
- Eu o provoquei, levantei minhas sobrancelhas para ele. - Knock fez
beicinho, reclamando.
– Cale a boca! Você não vai me comer de novo!
– Ah, sim, eu vou. – Eu sorri.
– Você quer que eu jogue os pauzinhos em você? Você vai se machucar
sabe, ou talvez queira tentar? Venha, vamos tentar! - Ele estava me
ameaçando, e eu ri alto, mas me abstive de fazer mais comentários. Esse
cara ficou tão fofo quando ficou todo envergonhado com a minha
provocação!
CAPÍTULO 09 NÃO QUERO
ADIVINHAR, TALVEZ APENAS
TENHAMOS PENSADO NISSO.
– Quando diabos você comprou uma guitarra? - Eu perguntei confuso
depois que terminamos nosso jantar. Ele mencionou que não sabia tocar e,
no entanto, do nada, um violão apareceu, encostado despreocupadamente na
lateral de seu guarda-roupa. Peguei-o e inclinei-me contra Knock no sofá,
colocando o violão no meu colo e dedilhando preguiçosamente as cordas.
– Comprei recentemente. Acontece que eu tinha um pouco de dinheiro extra
no dia em que o encontrei em uma loja. Um cachorro que eu conheço disse
que iria me ensinar a tocar, mas ainda não cumpriu sua promessa. - Knock
falou calmamente antes de mastigar outro punhado de Lays, mas engasguei
com a comida na boca e tossi com força.
Assim que recuperei o fôlego, perguntei-lhe inocentemente:
– Ahem, você está me repreendendo?
– Você é um cachorro? - Ele arqueou uma sobrancelha para mim
sardonicamente, e eu empurrei sua cabeça para longe com uma irritação
fingida.
– Tudo bem, tudo bem! Eu vou te ensinar assim que você se recuperar de
sua lesão!
– Desde quando você precisa das suas pernas para tocar violão? Por que eu
tenho que esperar meu tornozelo torcido sarar para você me ensinar a tocar
um instrumento para o qual você só precisa das suas mãos? - Knock
empurrou minha cabeça para trás com tanta força que quase me deu uma
chicotada. Tudo bem, ele poderia me xingar o quanto quisesse. Ele era tão
fofo, e eu tinha que admitir para mim mesmo que eu meio que gostava
quando ele me repreendia.
– Hum, sim, apenas confie em mim, ok?
– Claro, podemos esperar até que meu ferimento se recupere. Se você ainda
se recusar a me ensinar, vou bater na sua cabeça com ele. - Knock estava
apontando para o meu rosto enquanto continuava a me repreender. Tudo o
que pude fazer foi acenar com a cabeça obedientemente. Tudo bem,
entendi, pare de me repreender já!
– Deixe-me compensar tocando uma música para você.
Eu levantei uma sobrancelha para ele quando ele virou todo o seu corpo em
minha direção, mastigando ruidosamente o saco de batatas fritas e
simultaneamente pegando outro pacote de salgadinhos. Há um buraco negro
em seu estômago? Ele come tanto que vou acabar indo à falência só para
mantê-lo alimentado!
– Ok, toque alguma coisa para mim. Deixe-me ver se você está qualificado
para ensinar alguém tão legal quanto eu. - Ele disse. Legal, ele diz? Eu vi as
caras que você faz enquanto eu te fodo e elas são tudo menos legais. Quente
como o inferno, claro, mas definitivamente não é legal.
– Você é o campeão do narcisismo. - Eu o provoquei.
– Bem, então você é o campeão da ação, Korn querido... - ele estava
imitando a voz de uma fangirl animada enquanto apertava as mãos no peito.
Desviei o olhar com desgosto exagerado, enquanto ele continuava com suas
agulhadas; – Se você tivesse agido tão rápido com as meninas, você já teria
filhos agora.
Knock me provocava enquanto comia seus salgadinhos, mastigando com a
boca aberta e mastigando tão alto que parecia não ter nenhuma preocupação
no mundo. Ele abriu uma garrafa de refrigerante e imediatamente derramou
na camisa.
– Por que você é tão desajeitado?! - Eu reclamei, entregando uma caixa de
lenços para ele. Ele esfregou a camisa manchada em aborrecimento.
– Awwww, foda-se. Vou tomar outro banho mais tarde e trocá-lo de
qualquer maneira. Tudo bem Korn, você pode começar agora. Pare de ficar
para trás! - Seu rosto travesso era fofo, mas eu ainda queria chutá-lo.
Apontei para o rosto dele e ameacei ameaçadoramente:
– Você vai se arrepender por menosprezar um cara legal como eu.
– Chega, só podemos ter um cara legal aqui e esse sou eu. Nem tente tirar
isso de mim, Korn querido. Isso não é fofo. - Eu sorri e mostrei o dedo do
dedo antes de começar minha performance.
Somos nós na branca beira-mar. As estrelas estão irradiando suas luzes
Assim como o céu abriu um caminho para pessoas solitárias como eu
Então eu posso te dizer meu coração Eu tenho que te dizer meu verdadeiro
coração com a oportunidade" Acabei de começar o primeiro verso e Knock
imediatamente riu.
– Uau - Eu ri, troquei o acorde e continuei.
Quero te dizer que você é meu primeiro e único quero ganhar a confiança
entre nós o céu é nosso guardião, nossa testemunha O que você achou
quando ouviu falar quero ouvir a resposta de você
Olhei profundamente nos olhos de Knock enquanto cantava a música.
Knock estava sorrindo e comendo enquanto ouvia, apenas uma palavra
poderia descrever sua expressão, alegria. Por favor, mostre alguma timidez
como respeito a mim! Eu me esforcei para fazer um bom show, mudando de
acorde enquanto batia no violão, enquanto Knock continuou ouvindo,
comendo e acenando com o ritmo, cantando junto.
Você sentirá o mesmo que eu se me amar
Mas você é tão tímido Eu só quero ouvir você cantar hey ya hey ya e isso é
o suficiente Por favor, deixe-me ser o único para o seu coração Nunca
confessei meu amor a ninguém além de você Eu também estou cantando
hey ya hey ya como você... - Nós cantamos juntos no último parágrafo: -
Mesmo assim é telepatia.
Eu sorri e coloquei o violão ao lado da mesa.
– Você está adequadamente impressionado com minhas habilidades agora?
– Meh, eu não achei que fosse tão bom assim, mas você é mais charmoso
do que Nadech quando tocava violão. Eu me apaixonaria por você, se fosse
uma garota! - Knock disse. Ele se inclinou sobre meu corpo para pegar o
violão, e senti o cheiro de sua colônia familiar subiu e atacou meus
sentidos.
Por apenas um momento eu me perdi, me afogando nas memórias vívidas
que seu cheiro evocava. Foi quase eufórico, já que o cheiro me lembrou de
algumas das outras vezes que estivemos perto o suficiente para eu sentir o
cheiro de sua colônia. Knock pegou o violão e o colocou no colo.
– Eu pareço legal com esta guitarra, certo? - O ego desse cara era tão
grande quanto Bangkok.
– O narcisismo é o único elemento que resta em sua vida? Ou você é assim
desde que nasceu? - Tentei provocá-lo, mas ele nem se mexeu, em vez
disso, ele respondeu com um tom frio.
– Olá, sou o irmão de Nadech... Narock. - ( Narock = Inferno em tailandês)
Eu ri daquela introdução. Ele dedilhava desafinadamente as cordas do
violão, só conseguindo fazer muito barulho. Ele colocou o violão de lado
depois de se divertir o suficiente tentando destruir meus tímpanos.
– Já chega disso, vou me cansar disso antes de ter a chance de aprender
alguma coisa. - Ele virou o corpo de modo que ficasse de costas para mim.
Surpreendentemente, ele se inclinou languidamente contra o meu corpo,
com a cabeça apoiada em meu peito, apertando-se contra mim de modo que
tive que me mover para a extremidade do sofá para dar mais espaço para ele
esticar completamente as pernas.
– Você fica tão preguiçoso depois de comer! Olhe para você, se esticando
como um gato gigante.
– Ei, minha perna ainda dói, por que você é tão cruel, meu amigo? Eeesh...
– Quem é seu amigo? - Eu disse calmamente.
Knock olhou para mim e um sorriso iluminou seu rosto, enquanto ele me
provocava com seu tom de voz infantil e cantante.
– Você Querido Korn.
– Doce minha bunda, não sou seu amigo, sou seu marido.
Meu comentário provocativo me rendeu um forte gancho de direita no
queixo, quase me derrubando sobre o braço do sofá no chão.
– Ei, isso realmente dói! - Eu gritei enquanto Knock apenas sorria.
– Bom então, espero que você tenha aprendido a lição e finalmente pare de
falar sobre isso. Lembre-se, um cara como eu nunca será a esposa de
alguém, então pare de tentar destruir minha reputação! - Agarrei seus dois
pulsos com uma mão como um torno de aço e inclinei minha cabeça
ameaçadoramente na direção dele.
– Um cara legal também pode ter um marido, sabia?!
– Maldito Korn, apenas me deixe ir! Deixe-me ir!! - Knock não para de
gritar comigo, usou todas as suas forças tentando se livrar de meus pulsos.
Aproximei meu rosto do dele o máximo que ousei, até nossos narizes quase
se tocarem.
– Deixe-me ir!! Pare com isso!! - Knock ainda estava gritando e lutando
contra mim, mas eu o segurei rápido. Na verdade, eu normalmente não
tenho o sangue tão quente, e não estou muito preocupado se estou transando
regularmente ou não. Mas quando Knock se tornou parte dessa equação, eu
não conseguia manter minhas mãos longe dele. Eu me vi quase
constantemente pensando na próxima vez que seria capaz de transar com
ele novamente. Não era a cada segundo, mas talvez mais a cada dez
segundos?
– Eu não estou brincando agora, estou falando sério. - Eu murmurei
sombriamente, meus lábios mal roçando os dele. A língua de Knock
disparou para umedecer seus lábios nervosamente, seus olhos se
arregalaram em pânico.
– Ei, meu tornozelo ainda está machucado! Mesmo que você insista nisso,
ainda tem que me dar uma chance de me defender! É realmente uma merda
atacar uma pessoa machucada, sabia? - ele afastou meu rosto. Ele é forte
como um touro quando está lutando, e quase perdi o controle. Eu realmente
não conseguia me conter, levantando minha mão livre para tocar seus lábios
macios.
Quando meus dedos tocaram os lábios úmidos de cor escura, Knock se
assustou. Seus lábios não eram tão brilhantes quanto Bayh... Ou tão rosados
quanto os de Yiwha... nem cobertos de brilho labial como Plern Pleng. Por
ser um fumante de longa data, seus lábios são apenas macios e levemente
acastanhados. Mesmo assim, eu ainda estava tão cativado por seus lábios
que realmente não conseguia me afastar.
– Err... - eu sussurrei para ele, e então parei sem saber se queria dizer o que
estava sentindo.
– O que? - A resposta de Knock também foi sussurrada suavemente.
– Posso beijar você? - Eu explorei seus olhos castanhos cheios de emoção
depois de perguntar, mas tudo o que pude ver lá foi meu próprio reflexo.
– Que resposta você espera obter pedindo por isso? - Knock brincou
comigo, sua expressão mostrando apenas leve diversão irritada.
– Ei, Knock, eu tenho mostrado muita misericórdia, você não acha? -
Aquele cara grande agora estava descansando entre meus joelhos, a franja
bagunçada cobrindo sua testa, e eu os escovei para trás com ternura com a
ponta dos dedos.
– Definitivamente, se você for mal comigo, eu retribuiria da mesma forma,
por que eu seria legal? - ele olhou para mim sem medo.
– Eu vou te foder aqui mesmo se você realmente não quiser me deixar te
beijar. - Eu o bloqueei imediatamente. Seus olhos se arregalaram, o sangue
escorrendo de seu rosto, parece que ele finalmente percebeu o perigo que
corria.
Ele ergueu as mãos como se estivesse se rendendo e disse nervosamente:
– Acalme-se, Korn, querido. Eu não rejeitei você, apenas pedi para você
esperar...
Uma declaração tão legal, como uma música.
– Eu farei algo pior se você me deixar esperando. - Agarrei sua camisa e
comecei a puxá-la para expor seu peito. – Ei! Podemos discutir isso, por
favor? Não? Tudo bem, então me beije, faça o que quiser. Mas não toque na
minha perna!
– Ele, Ele. - Eu sorri e me inclinei para beijar sua testa, parando e mantendo
meus lábios pressionados ali por um tempo, Knock se assustou novamente.
Eu me afastei e olhei profundamente em seus olhos.
– Você sabe que eu sou muito gentil com você. - Eu disse suavemente, mas
eu tinha certeza que meus olhos estavam em chamas.
Knock ficou atordoado em silêncio por um minuto antes de recuperar a
capacidade de falar.
– Você é tão cafona, não aguento mais! É como se estivesse preso na minha
garganta. Uhg...
Seu pomo de adão balançou enquanto ele engolia suas últimas palavras.
Cobri seus lábios com os meus porque era a maneira mais fácil de impedi-lo
de choramingar e fiquei inquieto esperando que ele desse seu
consentimento. Ele era tão malditamente tímido e muito bom em ganhar
tempo.
Droga Korn!
Quando aprofundei o beijo, Knock gemeu contra minha boca. Isso cortou o
último fio da minha sanidade, porque parecia que aquele gemido estava
respondendo a mim. Eu explorei sua boca lentamente, puxando seu lábio
inferior entre os meus para mordiscar e chupar. Seus lábios estavam
inchados e eu mergulhei com minha língua, entrelaçando-se profundamente
com a dele. Eu consideraria isso sua compensação por toda a dor que sua
namorada me trouxe.
– Ahn... - O gemido baixo de Knock veio do fundo de sua garganta, e
nossos cérebros entraram em curto-circuito depois que nossas línguas se
encontraram e se chocaram. Ele era facilmente excitado, então não era
estranho que ele se agarrasse ao meu pescoço com força. Ele estava
retribuindo meu beijo agora com igual fervor, e qualquer sentido que eu
pudesse ter deixado estava longe de ser encontrado. Mergulhei meus dedos
sob a bainha de sua camiseta, rolando levemente sobre seus músculos
abdominais bem definidos, circulando seu umbigo levemente, provocando-
o. Nossas línguas entrelaçadas, pedindo mais, mais tempo. O único
pensamento semiconsciente que me restava era um desejo profundo de
beijá-lo assim eternamente.
Só havia uma palavra que poderia começar a descrever esse sentimento:
Bem-aventurado.
Sem qualquer aviso, percebi que Knock havia mordido meu lábio inferior.
– Ai! - Eu imediatamente recuei e rosnei. – Por que diabos você me
mordeu?
– Tire suas mãos das minhas calças! Suas mãos estão coçando, tão
impacientes quanto uma criança! - Olhei para minha mão rebelde e sorri.
Oh... então eu realmente fui atrás das calças dele. Eu nem percebi que tinha
feito isso até que ele me chamou.
Eu removi minhas mãos conforme instruído, e Knock mudou sua posição
de onde ele estava sentado escarranchado sobre meus joelhos para se sentar
ao meu lado no sofá.
– Deite. - Pressionei seu ombro para trás.
– Agora não! Eu chutaria você se não estivesse ferido!
– Eu realmente quero te beijar, como você pode se levantar? - Inclinei
minha cabeça para baixo novamente para beijá-lo novamente, mas Knock
levantou um punho ameaçadoramente, atacando tão rápido quanto uma
cobra. Felizmente, consegui desviar do golpe mal direcionado, ou então
teria me acertado bem no olho. – Ei, você não está exagerando um pouco
aqui? Eu reclamei. – Se eu não tivesse conseguido evitar isso, você teria me
deixado com um olho roxo. Você vai assumir a responsabilidade por isso?
– Responsabilidade meu cu! Tô de olho em você, babaca! Os olhos são
seus, não meus! E só permiti porque você me ameaçou. Isso está alcance e
fora da definição de amigos. - Knock respondeu. Ele se levantou e me
empurrou com toda a força. Eu intencionalmente chutei sua tala levemente
enquanto ele tentava escapar.
– Ai, caramba Korn!!! - Knock gritou, caindo de volta no sofá. Eu o peguei
quando ele perdeu o equilíbrio, guiando sua queda para que caísse bem no
meu colo novamente. Knock torceu o nariz de dor, erguendo o tornozelo
imobilizado e massageando-o gentilmente através da amarração grossa. –
Isso dói! Que porra você pensa que está fazendo!!
– Por que você está tentando escapar? Deite-se e eu cuidarei de você. - Eu
ri, e Knock bateu na minha cabeça novamente com força.
– Ai!!! - Eu gritei – Hng, droga, Knock, você quer que eu fique todo
enfaixado como você?
– Você mereceu isso, agora estamos quites. - Ele riu de mim
impiedosamente e sentou-se lentamente. Eu segurei suas mãos, e Knock se
virou para olhar para mim, seus olhos se estreitaram com desconfiança.
– Não se atreva a tocar na minha perna de novo!! - Ele me advertiu
ameaçadoramente como se eu fosse seu inimigo. Eu balancei a cabeça
obedientemente, plantando um beijo na pele enrugada entre suas
sobrancelhas. Knock estava em modo de luta ou fuga, até mesmo minha
ação gentil quase rendeu outro soco rápido. Seus golpes repentinos
tornaram-se previsíveis, então consegui desviar no último segundo. Eu ri
para mim mesmo em diversão.
– Korn, seu bastardo, você é tão irritante. - Knock fez um bico carrancudo.
Eu não conseguia parar de provocá-lo, era tão divertido apertar seus botões!
– Beijar sozinho não é suficiente, quero preencher cada centímetro do seu
apartamento com lembranças de 'amar você!
– Pare com isso, Korn!! Idiota!!
O rosto de Knock empalideceu de raiva e ele começou a jogar em mim
qualquer coisa que pudesse alcançar. Cada almofada do sofá, o saco aberto
de batatas fritas e o controle remoto se tornaram projéteis úteis para serem
arremessados brutalmente na minha cabeça.
A meia-noite chegou e eu estava exausto de tocar para Knock a noite toda.
Estávamos descansando confortavelmente na cama e eu refletindo sobre os
acontecimentos da noite.
Não me interpretem mal, não é apenas sobre o sexo. Também quero fazer
de novo, mas tenho medo de que Knock beijasse meu rosto com a perna
ilesa antes que eu pudesse convencê-lo a usar os lábios. Eu só poderia
escolher adiar meu plano. Ele me convidou para ficar, embora estivesse
ferido e o resultado de nossas atividades anteriores tivesse me deixado
frustrado a ponto de parecer que estava sendo estrangulado. Ele havia me
derrotado não uma, mas duas vezes!
Era a vingança dele por tê-lo feito ser bottom? Por que ele tinha que ser tão
sério, ele não era meu pai, ele pensou que estava fazendo cosplay de Jean
Claude Van Dam? Eu estava exausto demais para provocá-lo quando
estávamos nos preparando para dormir. Caí na inconsciência assim que
minha cabeça encostou no travesseiro e dormi como um morto. Depois de
não sei quanto tempo, fui arrancado de um sono profundo por meus ombros
sendo sacudidos com tanta força que parecia que meu pescoço ia quebrar.
Eu relutantemente abri meus olhos turvos.
– E aí? - Eu perguntei, virando-me para ele. Fiquei assustado quando
percebi que Knock havia tirado a camiseta que usava quando fomos dormir.
Isso o deixou nu, exceto por um frágil por sua cuecas samba-canção, e meus
olhos se concentraram em seu belo abdômen esculpido.
Assentindo com a cabeça, plantei alguns beijos leves em seu peito.
– O que é? Isso é um convite? - Eu sorri.
– Convite, minha bunda!! Estou ferido, lembra? Grrr!! - Ele fez uma careta,
seu cabelo estava bagunçado por ter dormido, mas eu achei sua cabeceira
despenteada incrivelmente sexy.
– Você me acordou no meio da noite, só com sua cueca boxer. Isso com
certeza parece um convite à sedução para mim. - Eu provoquei.
– Ok Korn, eu entendo como seu cérebro funciona. Você provavelmente é
um idiota, então não vou ficar com raiva e culpá-lo por seus pensamentos
idiotas. Agora você pode se levantar e ligar o ar condicionado? Estou sendo
assado vivo e não aguento mais. - Ele empurrou meu ombro para me
levantar.
– Eu disse que deveríamos ligá-lo antes de irmos dormir, e você foi
teimoso. Você disse que não precisava disso! Afinal, estamos na Tailândia. -
Eu choraminguei.
– Err... Pare de choramingar e ligue o ar condicionado! Está tão quente aqui,
vá, vá, vá! - Knock disse, abanando-se dramaticamente com uma mão,
embora claramente não fosse ajudar. Sorri sem palavras com seu discurso
divertido, mas saí da cama obedientemente para ligar o ar condicionado.
Knock caiu de costas na cama, os membros bem abertos, e deixou o ar
fresco flutuar sobre sua pele exposta. Ele obviamente estava gostando da
sensação do ar fresco. Deitei-me ao lado dele e empurrei sua cabeça
levemente.
– Tudo bem, está ligado agora. - Ele rolou para o lado para me encarar.
– Eu realmente não suporto tempo quente. - Ele disse e pegou o cobertor,
enrolou-o para fazer um travesseiro e apoiou a perna machucada em cima
dele. Eu ri baixinho. Ele estava tratando a perna machucada com tanto
cuidado que deve estar doendo muito.
– Do que você estava rindo? - ele me perguntou, irritado com meu show de
humor.
– Você, obviamente! Você não pode se exibir agora, seu idiota bronzeado. -
Eu o provoquei.
– Vou voltar ao que era antes. Levará apenas três ou quatro semanas, nada
demais. Não vai me afetar tanto.
– Ei, sério. - Eu me virei para encará-lo. – Pleng disse alguma coisa sobre
mim? - Knock franziu a testa e retrucou
– Por que minha garota diria algo sobre você? - Revirei os olhos.
– Apenas me diga, porque eu sinto que ela realmente não gosta de mim.
Talvez eu tenha usado a palavra errada? Eu deveria ter dito 'Eu só acho que
sua namorada não gosta do seu marido - eu', para ser exato.
– Ei! - Knock levantou seu corpo com o braço, sua expressão tensa
enquanto se inclinava para mim, – Você também acha? Eu pensei que
estava apenas imaginando.
Knock estava esfregando o queixo como se pensasse. Ei, moreno
bronzeado, quem quer o marido do namorado! O que você estava
pensando?
– O que ela disse? - Cruzei os braços sobre o peito, olhando para o rosto
bonito através da escuridão.
– Sempre que eu dizia a ela que estava com você, ela parecia toda tensa. Ela
ficava infeliz sempre que eu falava sobre você, ficava me perguntando
quem eu escolheria entre meus amigos e minha namorada. Meh... Não
tenho certeza do que ela estava tentando fazer, no começo isso realmente
não me incomodou. - Knock suspirou irritado e deitou-se na cama com os
braços sob a cabeça, olhando para o teto como se estivesse refletindo
profundamente sobre algo.
– O que você faria se ela realmente me odiasse? - Eu perguntei novamente,
Knock se virou para mim.
– Se ela está tentando me fazer parar de ser seu amigo para que ela seja a
única pessoa no meu mundo, então vai ter que superar isso. Se ela e eu
terminarmos, então eu estaria totalmente sozinho, não maneira! Isso é um
problema de primeiro mundo, amigos vs namorada.
– Nah, é namorada contra marido. - Eu o corrigi. Parecia nojento até para
mim, mas vamos deixar isso passar.
– Se você continuar se referindo a mim como sua esposa, eu vou conseguir
que um estranho aleatório me foda para que você pare de sentir que aquelas
duas noites foram especiais. Talvez então você pare de forçar nosso
relacionamento a mudar o tempo todo. Eu terei maridos em todos os
lugares, que tal isso? - Knock retrucou com uma cara aborrecida.
Eu sabia que era uma ameaça vazia, não havia como ele simplesmente
deixar alguém transar com ele. A primeira vez aconteceu porque
acidentalmente ficamos super bêbado, e a segunda vez foi apenas porque
ele foi descuidado. Caso contrário, eu não teria sido capaz de fazer isso
acontecer.
Mas o que ele disse feriu seriamente meu coração.
– Então eu vou encontrar cada um desses maridos e chutar a merda de cada
um deles, então vá em frente. Eu vou te foder toda vez que eu pegar você
com outro cara, não importa onde você esteja, não importa o quão público
seja o lugar... Não me importa se for no meio da maldita estrada, ainda
assim farei, temos um acordo? - Eu retruquei maliciosamente, e Knock
apenas jogou o travesseiro na minha cara.
– Chega disso, essa conversa acabou. - Ele encerrou a conversa, obviamente
pretendia voltar a dormir. Fechei os olhos seguindo sua liderança, mas ele
se virou para mim novamente.
– Korn, se um cara gosta de duas pessoas ao mesmo tempo, o que ele deve
fazer? - Sua pergunta me fez olhar para ele confuso, e ele parecia
estranhamente sério... Eu não queria tirar conclusões precipitadas, mas não
pude deixar de pensar que estava se referindo a ele, Pleng e eu. Respondi
diretamente.
– Preciso fazer uma pergunta diferente antes de responder.
– O que? - Knock ergueu as sobrancelhas.
– Você está realmente só perguntando' ou está me dando esperança?
CAPÍTULO 10 HÁ ALGO MAIS
DOLOROSO DO QUE ISSO?
Knock estava atordoado. Ele ficou sentado em silêncio por um tempo e
depois coçou a cabeça, mexendo no cabelo.
- Ei... eu não entendo o que você quer dizer. Do que diabos você está
falando? Eu realmente não entendo. Ele está atuando novamente.
- Quando você vai parar de fingir que não tem sentimentos? - Tentei
perfurar seu crânio com meus olhos.
- Você parece pensar que eu posso ler sua mente, mas eu realmente não
tenho idéia do que você está tentando dizer! Apenas me diga Korn,
explique-me claramente. - Knock ergueu as sobrancelhas. Essa linha de
questionamento deliberadamente obtusa estava me deixando meio enjoado.
Mas ele ainda estava com Pleng, então seria muito estranho tentar forçá-lo a
entender agora.
Tudo o que pude fazer foi engolir a bile junto com todas as palavras e
sentimentos que a acompanhavam. Eu não poderia simplesmente expor
tudo, como as coisas estavam atualmente.
- Apenas volte para mim sempre que tiver conflitos com sua esposa, seu
idiota bronzeado.
Knock me chutou com toda a força, quase me derrubando da cama.
Felizmente, eu tinha um apoio sólido sobre os lençóis da cama e consegui
me salvar de cair no chão. Nesse ponto, eu estava começando a me
acostumar com ele me chutando de repente, então fui capaz de reagir
rapidamente. De alguma forma, eu ainda achava Knock adorável, embora
continuasse batendo em mim para esconder seu constrangimento. Para
começar, ele nunca foi gentil comigo.
- Por que você me chutou desta vez?! - Eu perguntei, virando-me para olhar
para ele.
- Quer outro? - Ele perguntou sem vergonha.
- Não, eu só quero ir dormir agora! - Peguei o edredom e o puxei para nos
cobrir. Knock ainda estava puxando meu braço e me sacudindo.
- Você não respondeu à minha pergunta. Não finja que está dormindo, não
vai funcionar.
- Você já ouviu essa música? É assim: 'O amor é ótimo e não vai levar a
dois públicos'. Então esta é a minha resposta. Ou outra música: 'Amar duas
pessoas, não posso aceitar que você divida seu amor com dois, amando a
mim e a ela, você está sonhando?' Agora você entendeu?
- Você quer dizer que eu deveria fazer uma escolha? - Knock ergueu as
sobrancelhas.
- Sim. Você precisa. Ninguém ficaria bem com o namorado dizendo que
amava duas pessoas ao mesmo tempo.
- O que você faria se fosse você?
- Você quer dizer se eu amasse duas pessoas ao mesmo tempo? - Eu repeti,
levantando minhas próprias sobrancelhas. Ele assentiu.
- Sim, eu quero saber. Mas não estou falando de mim, é meu amigo que está
nesse triângulo amoroso agora. Ele pediu minha ajuda, mas eu não sabia
como responder, então vim até você.
- Você ainda não está cansado disso?
- Huh?
- Você não está cansado de fingir que isso é sobre seu amigo quando na
verdade é sobre você? - Eu provoquei. Ele riu, mas soou forçado, tinha sido
um pouco alto demais para soar natural.
- Hahaha! Ei!! eu estou realmente falando sobre meu amigo, sério, você
precisa confiar em mim. Perdemos a confiança em nosso relacionamento?
- Sim, eu vou confiar em você por enquanto. Apenas diga ao seu amigo
bronzeado idiota, peça para ele pensar sobre isso, sobre como fazer uma
escolha. Se uma pessoa não disser nada, os outros não saberão o que está
pensando ou como está sentimento. - Eu sabia que Knock estava se
referindo a si mesmo, só estou tomando medidas preventivas. Eu tinha
certeza de que Pleng ainda não tinha ideia da verdadeira extensão da
situação, mas as mulheres são altamente intuitivas. Mesmo que não tivesse
provas suficientes, eu tinha certeza de que ela deveria pelo menos suspeitar.
- De que idiota bronzeado você está falando!! Não aja como se conhecesse
bem meu amigo!" Knock estava agindo como tsundere. - Eu não tinha
certeza de como ele se sentia em relação a mim e não iria prosseguir com
esse assunto por enquanto. Eu apenas brinquei com seu cabelo, enrolando-o
preguiçosamente em meu dedo.
Knock se assustou, mas imediatamente removi meu dedo e fechei os olhos.
Percebi que Knock demorou a pegar no sono, e só consegui passar o braço
pela cintura dele depois disso, e dei um beijinho na ponta do nariz e outro
na testa.
Knock olhou para mim e imediatamente enfiou a cabeça sob o edredom,
voltando a dormir rapidamente. Ele estava exausto, mas a maneira como ele
afundou no edredom também fez com que ele estivesse deitado com a
cabeça no meu peito. Passei meus braços em volta de seus ombros,
abraçando-o com força, enterrando meu nariz em seu cabelo e fechei os
olhos.
(Tsundere é um termo japonês para um processo de desenvolvimento de
personagem que descreve uma pessoa que inicialmente é fria antes de
gradualmente mostrar um lado mais caloroso e amigável ao longo do
tempo. A palavra é derivada dos termos tsun tsun, que significa afastar-se
com desgosto, e dere dere significa tornar-se 'amoroso!)
NA MANHÃ SEGUINTE
- Você não me deu uma resposta ontem à noite, o que você faria se estivesse
nessa situação? - Knock me perguntou novamente.
Peguei uma caixa de leite na geladeira e me servi de um copo. Eu me virei
para olhar para Knock, estava vestido com shorts na altura do joelho e uma
regata branca que realmente mostrava sua pele profundamente bronzeada
lindamente. Ele relaxou casualmente na porta encostado no batente,
apoiando seu peso em sua perna boa. Ele me lembrou um cachorrinho
chutado, lamentável, mas adorável. Ficamos acordados por um tempo, e eu
me arrastei para dentro e para fora do chuveiro antes de ajudar Knock a
entrar no banheiro, ajudando-o a se despir e se lavar com um serviço 5
estrelas perfeito. A tala era muito pesada e difícil de manusear. De alguma
forma, consegui me controlar e resisti à vontade de apoiá-lo contra a pia e
beijá-lo.
- Você ainda não desistiu de uma história tão chata? - Eu levantei minha
sobrancelha.
- Porque você ainda não me deu uma resposta real!
- Não sei como poderia, porque nunca faria isso com alguém que amo. - Eu
respondi com naturalidade. Knock franziu a testa profundamente, seu rosto
ficando um pouco pálido com minhas palavras.
- Você está falando besteira de novo. - Ele disse com desdém, mas eu
poderia dizer que minhas palavras atingiram um nervo.
Knock caminhou desajeitadamente em minha direção, me empurrando para
longe da geladeira. Ele fez uma careta de desaprovação para mim.
- Você deveria perguntar ao dono do apartamento antes de beber seu leite.
Eu olhei sugestivamente para o peito dele, onde um mamilo escuro havia
espreitado para fora do lado da regata frágil, e sorri provocativamente.
- Então você me deixaria chupar se eu pedisse permissão agora? - Minha
sinistra insinuação me rendeu outro chute brutal na canela.
- Porra, isso dói! Droga, Knock, você realmente tinha que me chutar tão
forte? - Eu perguntei, levantando minha cabeça para olhar para ele com
tristeza, acariciando minha canela machucada. Eu ia ficar todo preto e azul
nesse ritmo.
- Não finja que você não merece isso. Há momentos para brincar, e
momentos em que você tem que manter essa merda para si mesmo e ser
sério. Não me provoque só porque estou de bom humor. - Ele olhou para
mim com cautela antes de pegar meu copo de leite, engolindo-o
apressadamente, conseguindo pingar pelo queixo.
Olhei para as gotas de um líquido branco, algumas grudadas na borda de
seus lábios, outras pingando sobre seu queixo e descendo para o pescoço.
Eu congelei momentaneamente enquanto meu cérebro me bombardeava
com uma enxurrada de imagens eróticas, antes de sorrir secretamente para
mim mesmo. Ele literalmente não tinha ideia de quão inconscientemente
sedutor ele poderia ser. A visão erótica durou apenas uma fração de
segundo, e ele afastou o copo, arrastando as costas da mão sobre a boca
para enxugar as gotas de leite.
- Nossa! Que sorte! Agora tenho que trocar de camisa de novo, porra!
- Aqui, deixe-me limpar para você. - Peguei um lenço e coloquei meu braço
em volta de sua cintura, puxando-o para mim. Nós olhamos para o rosto um
do outro e eu limpei seu rosto suavemente, depois seu pescoço, colarinho e
parte superior do peito. Havia um redemoinho de alguma emoção
irreconhecível em seus olhos e, inconscientemente, me vi encostada nele.
Alguém pigarreou ruidosamente atrás de nós. Muito chocados com a
invasão repentina, nós dois rapidamente empurramos o outro para longe,
virando-nos timidamente para ver quem havia nos perturbado. Yiwha estava
na entrada usando o que eu só poderia interpretar como um sorriso
satisfeito.
- Eh hem, o que exatamente vocês estão fazendo agora, meus queridos
meninos? - Sua voz era cantante e cheia de diversão.
- Yiwha, não entre no meu quarto desse jeito! - Knock gritou com ela.
- Por que não? Você me deu a chave do seu quarto e meu cartão de memória
ainda está com você. Você me disse que eu poderia vim sempre que
quisesse pegá-lo. Você também disse que, como raramente está em casa, eu
não preciso ligar primeiro, então não liguei. - Yiwha fez seu discurso quase
como se o tivesse ensaiado, antes de cortar entre nós para ir até o sofá.
Knock a seguiu, claramente irritado, mancando dolorosamente para se jogar
no sofá ao lado de Yiwha. Eu realmente não me importei que ela aparecesse
sem avisar, então fui vasculhar a geladeira em busca de algo para
comermos.
- Então vocês decidiram morar juntos? Agora é oficial? - A pergunta de
Yiwha foi direta e direta ao ponto.
- Do que diabos você está falando, claro que não! Use seu cérebro, eu tenho
uma namorada, e ela provavelmente teria um ataque cardíaco de raiva se
ouvisse isso! - Knock choramingava. Suas palavras descuidadas fizeram
meu coração apertar dolorosamente em meu peito. Escondi meu rosto atrás
da porta aberta da geladeira sob o pretexto contínuo de procurar algo para
comermos. Tive que controlar minhas expressões faciais.
- Isso é exatamente o que eu desejo fazer, deixar sua namorada ciente disso.
Claro que tenho que ficar do lado de Korn!
- Eim! - Limpei a garganta; ouvir Yiwha quase me fez engasgar com minha
própria saliva. - Ei, não exagere, maluca! Eu não preciso da sua ajuda!" Eu
amo esta senhora, eu realmente amo; é uma das minhas melhores amigas,
afinal, mas era muito intrometida para seu próprio bem na maior parte do
tempo.
- Por que não? - Yiwha sorriu brilhantemente.
- Não é da tua conta! - Eu avisei, apontando meu dedo para Yiwha.
- Ei, Knock - Yiwha sorriu brilhantemente novamente.
- E aí? - Knock era muito bom em fingir estar alheio, essa fachada que
estava colocando era digna de um prêmio.
- Você acha que Korn e eu ficaríamos bem juntos? O que você pensaria se
eu fosse a namorada dele? - Yiwha perguntou insidiosamente, sua expressão
de alegria maligna.
Eu tossi tanto que meu rosto deve ter ficado vermelho brilhante... A
pergunta de Yiwha me chocou tanto que acidentalmente bati a porta da
geladeira. Rapidamente fui até o sofá também e me sentei entre eles.
- Estou brincando! - Yiwha tocou alegremente.
- O que você está me pedindo? - A expressão de Knock parecia um pouco
estranha, como se fosse uma mistura de emoções complicadas que estava
simultaneamente tentando reprimir. - Como você sendo a namorada dele me
afeta?
- Claro que sim, eu sei que vocês dois tiveram uma 'coisa' acontecendo
antes.
- Ei!! Do que diabos você está falando!?! - Knock deixou escapar em estado
de choque. Eu arregalei meus olhos inocentemente e olhei para ele,
propositalmente provocando-o. Eu vi o suor frio escorrendo em sua testa
enquanto continuava a protestar. - Não... nah... nós não tínhamos nada. Não
havia nada, sério!
- Nada aconteceu, nem mesmo uma vez? Tem certeza que não foram
algumas vezes? Tudo bem, entendi, então o que você diz? Então você não
se importa com Korn, é apenas um cara comum. Boa pele, rosto bonito,
cabelo bonito, mãos bonitas, família abastada. Nada de especial nele, há
caras como ele em todos os lugares.
- Você não precisa me provocar assim, eu não sei!! Não é da minha conta,
de qualquer maneira! - Knock fez beicinho, franziu a testa e cruzou os
braços sobre o peito, os lábios apertados em uma linha fina.
- Por que você está fazendo beicinho então? - Yiwha apontou para o rosto
de Knock.
- Eu não estou, isso é apenas meu rosto descansando!!
- Knock, eu nunca vi seu rosto assim antes, não se esqueça que eu te
conheço bem. - Yiwha sorriu.
- Então apenas pegue ele, se você quiser! Eu não estou interessada, isso não
é um drama depois da escola! Implorando por ele, ou o quê? Ciúmes? Por
que diabos eu estaria com ciúmes?! - Knock estava olhando para mim com
exasperação, como se pudesse me despedaçar com seus olhos. O que eu fiz
de errado, eu nem tinha falado nada!
Yiwha riu tanto que estava ficando ofegante.
- Você está com ciúmes de Korn? - ela sorriu de novo. - Se você não está
com ciúmes... então por que você ficou todo mal-humorado quando eu disse
que gostava dele?
Eu enfrentei a pergunta dela. "Yiwha, você vai ser a minha morte."
- Ei, leia meus lábios. - Knock estava sendo seu próprio tsundere
novamente, apontando para os lábios com um dedo indicador e enunciando
cuidadosamente cada palavra:
- EU - NÃO - SOU - CIUMENTO!!!
- Ok, eu sei, eu ouvi você. Você pode, por favor, parar de trollar, senhorita
Yiwha? - Eu coloquei um fim na discussão deles, enquanto olhava para
Yiwha com um olhar extremamente irritado. Droga, eu realmente vou
enlouquecer se ela continuar assim.
- Eu não estou trollando. - Yiwha parecia inocente: - Estou dizendo a
verdade.
- Hehe!" Knock brincou: - Tia Yiwha, que verdade é essa de que você está
falando? Não pense muito ou ficará senil cedo.
- Maldito Knock, eu tenho a mesma idade que você, não me chame de
senil! - Yiwha gritou. Você nunca deve mencionar nenhuma palavra
relacionada ao 'envelhecimento prematuro' ao falar com mulheres, isso era
duplamente verdadeiro para Yiwha.
- Então, Yiwha, por que exatamente você está aqui de novo? - Eu
interrompi irritada. Tinha que acabar com a briga deles antes que ficasse
mais fora de controle. Yiwha tentou me entregar uma folha de papel, mas
antes que eu pudesse pegá-la dela, Knock arrancou-a descaradamente.
- Formulário de registro de jogador de basquete escolar? - Knock leu o
título, depois olhou para mim com curiosidade. - Ei Korn, você quer ser um
jogador de basquete?
- Não. - Eu balancei minha cabeça. - Eu não tenho ideia do que se trata.
- Não há razão para isso, porque acabei de ser informado sobre isso. É
urgente. Haverá uma partida amanhã com outra Universidade, com o
objetivo de melhorar o bom relacionamento das duas equipes da
Universidade. Infelizmente, um dos nossos jogadores está ferido e não pode
participar. Precisamos de um substituto e ninguém que eu conheça está
disponível agora, exceto você. Você pode me fazer um favor e se
voluntariar para substituir? Só por um dia?
- Ei, você está louco? Você não tem que votar nisso? - Fiquei extremamente
confuso com a rapidez de seu pedido.
- Não, a partida é amanhã. Só precisamos deste formulário como
formalidade. Aqui está a caneta. Apenas feche os olhos e pense na sua
Universidade, por favor. - Yiwha me entregou a caneta, mas ainda assim,
hesitei.
- Eu não quero fazer isso, só vou envergonhar a faculdade. Jan é bom nisso,
por que você não ligou para ele?" Eu perguntei implorando, procurando
uma rota de fuga.
- Jan? O namorado do Win? - ela perguntou. Esse tal de Jan é meu amigo,
Jantern. A maioria dos alunos conhece Jan porque seu namorado Win é tão
gostoso que atrai todos, independentemente da preferência.
- Sim, ele. Ele é o campeão da competição entre faculdades.
- Eu sei e é uma pena, porque ele não está por perto. Já tentei perguntar. -
Yiwha parecia irritado, então tirei meu telefone do bolso.
- Eu vou chamá-lo para você.
- Ele não está na Tailândia! Tudo bem, Korn? - Knock elaborou com
exasperação, apenas aumentando minha confusão.
- Infelizmente, Knock está certo. - Yiwha acenou com a cabeça em
concordância.
- Onde ele está? Ele está sempre grudado na esposa, não iria a lugar
nenhum sem ele. - Eu ri.
- Porque sua esposa o convidou para uma viagem ao Japão. Já estávamos
em Amphawa, e Jan e Win foram para o Japão. Eles ficaram presos lá
devido a um tufão até agora. Dream me disse que eles voltarão algum dia
amanhã. - Knock explicou mais para me esclarecer.
- Então, você vai fazer esse favor para mim?" Yiwha perguntou novamente.
- Eu tenho alguma outra escolha? - Ergui uma sobrancelha, pegando a
caneta e obedientemente preenchi o formulário.
- Ei, querido Korn! Não se preocupe, eu irei torcer por você amanhã!
Vamos! Vamos! Nós nunca vamos perder! Vitória! Vitória! - Knock estava
me provocando com a música de torcida do time e me chutou com a perna
ilesa.
- Você vai usar o traje de líder de torcida, Knock? - Yiwha perguntou
maliciosamente, rindo enquanto falava. Eu não pude evitar, quando o
imaginei naquele terno, meus ombros tremeram de tanto rir. Que travesti
estranho ele seria!
Surpreendentemente, Knock tocou junto.
- Eu totalmente gostaria, mas com o tamanho daquele uniforme, ele não
cobriria nem um lado do meu peito. É tão pequeno! - Eu não pude evitar,
cuspindo e uivando de tanto rir com sua declaração. Mas é exatamente
como ele havia dito, com nossa altura e ombros largos, o traje de líder de
torcida será feito em pedaços se tentarmos nos espremer nele.
- Ah, por que você está rindo? O que você quer, querido Korn?
- Você quer bambu, tesoura ou qualquer outra coisa? Apenas me diga, o que
você quer? - Caí de costas no sofá, ainda rindo tanto que mal conseguia
respirar. Knock me deu um tapa forte no estômago, quase me tirando o
fôlego, na tentativa de me fazer parar de rir.
- Chega! Você é tão infantil, eu vou embora. - Yiwha não pôde evitar,
também rindo das travessuras de Knock. Ela apontou para o mostrador do
meu relógio de pulso e enfatizou novamente. - Vejo você no estádio nº 3
amanhã às 10h em ponto, ok Korn?
- OK.
- Vou torcer por você! Vamos! Vamos! Nunca vamos perder! Vitória!
Vitória! - Knock ainda estava cantando. Ele era tão engraçado, era muito
bom em encorajar seus amigos e fazê-los rir. Se houvesse alguém que
tivesse uma opinião negativa sobre ele, se ao menos pudesse ver esse lado
dele, com certeza mudaria de ideia.
No dia da competição:
Eu tinha acabado de me trocar e estava pronto no vestiário. Nenhum dos
meus colegas de equipe havia chegado ainda. Eu não estava ansioso por
estar sozinho porque esta partida não era tão importante para mim. A
maioria dos meus companheiros se conhecia bem, então não havia
problema. sala.
- Ei Korn. - Yiwha me ligou, ela abriu a porta e espiou dentro da
- Sim? - Eu me virei para ela.
- Alguém está aqui para animá-lo. - Yiwha sorriu, então reconheci o corpo
alto de Knock na porta, mancando, não pude resistir à vontade de provocá-
lo.
- Olhe para você, arrastando seu corpo quebrado até aqui.
- Aww seu idiota! Eu não me arrastei até aqui só para ser provocado. Você
não tem que ser um idiota.
- Eeesh, eu só estava brincando. - Eu levantei minhas sobrancelhas.
- Vou esperar lá fora e avisarei quando os outros jogadores chegarem. -
Yiwha saiu abruptamente, fechando a porta atrás de si sem sequer me dar
uma chance de responder.
- Não fique nervoso. - Knock pôs a mão no meu ombro. Eu sorri novamente
olhando para o jeito que ele andava.
- Pense em você primeiro.
- Não se preocupe comigo. Você é quem vai para a quadra.
- Cuidado, você será humilhado publicamente se não se sair bem!" Knock
riu de mim, então eu o empurrei contra o armário e o prendi com meu
corpo. Knock arqueou uma sobrancelha para mim.
- Provavelmente posso ter um desempenho muito bom se souber que serei
recompensado. - Eu murmurei roucamente com um sorriso.
- Ehhhh, talvez não. - Ele riu sem jeito, tentando me afastar, mas já havia
encaixado meu joelho entre os dele, prendendo-o naquela posição.
- Eu vou jogar com sua terceira perna se você está planejando escapar. -
Aproximando meu rosto do dele, sorri. Meus braços estavam de cada lado
de sua cabeça com as palmas das mãos contra os armários atrás de nós,
prendendo-o ainda mais.
- Ei! Para onde eu iria quando você está me ameaçando assim, seu
hooligan! - Ele repreendeu, mas não parecia estar muito sério. - Apenas me
diga o que você quer. - Olhei para seus lábios castanhos e movi meu olhar
para seus lindos olhos desconfiados.
- Eu quero um beijo. - Eu disse a ele com naturalidade.
- Ei, você está louco? Somos apenas amigos! - Knock virou a cabeça para o
lado, quebrando o contato visual. Ele estava com medo de que eu fizesse
algo com sua perna machucada? Eu nunca faria algo assim, mas também
não iria deixá-lo escapar. Fingi aproximar minha perna da tala dele e seu
rosto empalideceu.
- Maldito Korn, quando você se tornou tão desprezível?
- Eu sempre fui desprezível. Então, onde está minha recompensa?
- Recompense minha bunda! Ei, não!!
Esse idiota bronzeado estava sendo tão pretensioso e eu estava me sentindo
incrivelmente frustrado sobre, bem, praticamente tudo agora. Segurando seu
rosto em minhas mãos, pressionei meus lábios nos dele e os olhos de Knock
se arregalaram. Não havia como eu não o deixar escapar. Não parei minha
invasão, aprofundando o beijo aos poucos até que seus lábios estivessem
inchados e vermelhos. Imprudentemente, enfiei minha língua em sua boca,
a temperatura subindo dramaticamente entre nós. Eu inconscientemente
empurrei meu corpo com força contra o dele, fazendo-o bater no armário
com os ombros com um estrondo alto.
Mesmo assim, eu não estava distraído. Nossas línguas dançaram juntas,
focando na esgrima um com o outro, colidindo, aparando, golpeando e
depois recuando alternadamente. Nenhum de nós estava disposto a admitir a
derrota. Knock parecia estar viciado em nossa batalha, e respondeu
agressivamente, selando ardentemente seus lábios abertos contra os meus.
Os homens nasceram caçadores, isso certamente era verdade. Nós dois
estávamos perdidos no momento.
Abandonei seus lábios inchados e beijei o caminho até a curva de seu
pescoço. O cheiro quente e inebriante de sua pele lisa ativou uma parte
primitiva do meu cérebro. Mordiscando sua pele macia e cor de mel sem
escrúpulos, trabalhei todo o caminho até o peito.
- Err... Ahhh... Korn... - Quando eu ataquei um de seus mamilos sensíveis
através do tecido fino de sua camisa, ele agarrou meus ombros com força.
Eu estava absorto no que estava fazendo, não me importando nem um
pouco que sua camisa estava manchada pela minha saliva. Knock arqueou
as costas neste calor, jogando a cabeça para trás contra os armários e
ofegante, minha camisa apertada com força em suas mãos.
Quem iria se importar se minha camisa amassasse de qualquer maneira?
Agarrando a bainha na parte inferior de sua camisa, acelerei o caminho dos
meus lábios. Ele estava se submetendo a mim de bom grado, e seus suspiros
estavam causando um curto-circuito em meu cérebro.
Knock gemeu baixinho enquanto eu acariciava seu belo abdômen com a
ponta dos dedos, antes de desabotoar sua calça jeans. Agora havia apenas
uma camada de tecido entre nós. Eu coloquei minha mão contra o tecido de
sua cueca, pegando seu pau duro em minha mão, acariciando-o em um
ritmo medido através do tecido fino. A respiração ofegante de Knock veio
quente em meu pescoço, tão excitado agora que ele estava quase delirando.
Eu o puxei contra mim com força, até que nossos corpos estivessem tão
próximos que era difícil dizer onde um de nós terminava e o outro
começava. O tempo todo, nossos lábios estavam presos em um beijo tão
profundo que não podíamos nos separar.
Nós dois nos recusamos a ceder e nos beijamos com tanta força que pensei
ter provado um pouco de sangue em minha boca, meu ou dele? Knock
passou os dedos pelo meu cabelo, puxei para baixo sua calça jeans e voltei
minha mão para a camada interna, desta vez mergulhando minha mão sob o
cós diretamente. Ele parecia tão alto que eu queria desesperadamente
transar com ele ali mesmo contra os armários, quando fomos interrompidos
por uma batida forte na porta.
- Knock!! Pleng está aqui!! - Yiwha gritou através da porta pesada. À
menção do nome de Pleng, pulei para longe de Knock como se tivesse sido
eletrocutado. Tentei me afastar dele, mas Knock segurou meus braços com
força.
- Você me deixou todo excitado, e agora você vai me deixar no meio do
caminho? - Ele rosnou aquela pergunta para mim, como se eu realmente
estivesse causando dor a ele.
- Sua namorada está aqui.
- Mas você começou. Termine o que você começou. - A mão de Knock
estava presa em meu bíceps como um torno. Aproximei meu rosto do dele,
prendendo e segurando seu quente olhar castanho com o meu, usando o que
deve ter parecido um sorriso de auto satisfação.
- Me implore.
- Idiota!! - Ele rosnou para mim entre dentes, o lábio superior curvado com
raiva.
- Então deixe para lá, precisamos ir lá. Não podemos fazer sua namorada
esperar. - Afastei-me dele como se pretendesse ir embora, mas Knock não
havia soltado meu braço. - Você não pode fazer isso comigo!
- EU ESTOU fazendo isso. - Eu o provoquei, sorrindo. - Então? Me
implore. Eu quero ouvir algo como 'Me faça gozar forte, por favor!'
- Seu idiota... - Ele estava com tanta raiva que nem conseguiu completar a
frase.
- Fazer ou não fazer, não vou forçá-lo. A decisão é sua. - Fingi examinar
minhas unhas.
- Grrrr. Eu quero, eu quero! Tudo bem? - Knock endireitou o rosto. Eu o
empurrei contra o armário novamente, pressionando seus ombros contra o
metal frio. Peguei sua ereção latejante em minha mão novamente e a
acariciei suavemente, ele afundou de volta no momento como se a
interrupção nunca tivesse ocorrido. Knock passou os braços em volta do
meu pescoço, um rubor carmesim manchando suas bochechas.
Ele estava se sentindo tímido?
- Você prometeu dizer alguma coisa... - eu ronronei em seu ouvido,
lembrando-o de sua promessa. Minha mão manteve o movimento suave
lento, enlouquecedor, e intencionalmente parou no momento crítico antes de
seu clímax.
O rubor de Knock se aprofundou quando ele assentiu.
- Me faça gozar. Com força. POR FAVOR. - Seu sussurro era áspero, quase
trêmulo.
Parte de mim queria rir, ele estava claramente mortificado. Mas aquele
apelo grosseiramente sussurrado enviou uma emoção intensa pela minha
espinha.
- O que você disse? - Sorri, fingi que sentia falta.
- Me faça gozar com força! Idiota, isso é estranho! - Knock gritou. Eu o
agradeci imediatamente, aumentando a velocidade da minha mão para que
eu pudesse levar Knock ao orgasmo que tão desesperadamente me
implorou. Enquanto isso, eu beijava apaixonadamente seus lábios escuros,
sugando com força até que ficassem vermelhos e inchados novamente. Ele
estava inconscientemente movendo seus quadris com o ritmo da minha
mão, enquanto eu explorava cada canto de sua boca com minha língua.
Pude saborear a doçura dele, nossa língua duelava, se retorcendo, às vezes
suavemente, às vezes brutalmente.
Knock atingiu seu clímax depois de vários movimentos mais rápidos do
meu pulso, derramando sua essência quente por toda a palma da minha
mão. Eu soltei seus lábios gradualmente, olhei para suas bochechas
profundamente coradas. Eu estava toda suado pelo esforço. Knock parecia
exausto, ainda se recuperando e lutando para recuperar o fôlego.
Nossos olhos se encontraram, e enquanto eu sustentava intensamente seu
olhar, eu delicadamente lambi seu sêmen da palma da minha mão. Eu
queria manter o gosto dele comigo.
Os olhos de Knock estavam congelados, me observando, totalmente sem
palavras. Ele ficou parado imóvel, as orelhas avermelhadas queimando.
- Limpe-se, você tem que ir conhecer sua garota. Eu preciso lavar minhas
mãos. - Eu sorri brilhantemente e me virei.
Knock jogou o sapato nas minhas costas, acertando um golpe sólido entre
minhas omoplatas. Entrei no banheiro e lavei as mãos calmamente, em
silêncio.
Me olhando no espelho, minha mente vagou...
Às vezes, só porque você PODE fazer algo, isso significa que você
realmente deveria?
CAPÍTULO 11 NÃO QUERO
ADIVINHAR, TALVEZ APENAS
TENHAMOS PENSADO NISSO.
A multidão aplaudiu quando os jogadores de ambas as faculdades
marcharam para a quadra de basquete. Apesar de Knock ter jogado seu
sapato em mim com irritação, ele esqueceu sua raiva rapidamente. Ele
torceu e bateu palmas quando entrei com o resto dos jogadores, deixando-
me saber que estava lá para me apoiar. Yiwha sentou-se ao lado de Knock,
torcendo e gritando com entusiasmo quando pisei na quadra de basquete.
Você pensaria que eu era uma estrela do K-Pop, ou algo assim! Enquanto
aquela garota Pleng sentava-se silenciosamente ao lado de Knock
parecendo absolutamente furiosa.
Ela acha que é a única que está chateada aqui? Eu realmente não estava
com vontade de jogar bola com ela por perto, acho que uma luta de boxe
estaria mais de acordo com o meu estado mental, sabe?
O andamento da partida foi lento, como esperado, pois, o objetivo da
partida era melhorar o relacionamento entre nossas respectivas
universidades, não necessariamente vencer. Então, quando os árbitros
apitaram duas vezes para nos avisar que o quarto período havia terminado,
o placar estava empatado. Os jogadores apertaram as mãos e se abraçaram,
todos estavam sorrindo e satisfeitos, sinceramente satisfeitos com o
resultado. O verdadeiro objetivo da partida havia sido alcançado.
Quando os outros jogadores estavam saindo para tomar banho e se trocar,
notei que um jogador do time da outra faculdade estava parado perto de
mim. Ele era pequeno, de pele clara, mas se portava muito bem na quadra.
Ele continuou lançando olhares de soslaio na minha direção, mas quando
me virei ele imediatamente se virou como se estivesse focado em mudar. A
princípio, pensei que estava imaginando coisas. Eu me virei para pegar uma
toalha, colocando-a firmemente em volta dos meus quadris para cobrir
minha metade inferior, inconscientemente deixando cair meus shorts de
basquete em uma pilha aos meus pés e saindo deles. Ele escolheu aquele
momento para tentar lançar outro olhar para mim assim que meu short caiu
no chão. Desta vez nossos olhos se encontraram diretamente, e ele
congelou, assustado. Eu levantei minhas sobrancelhas para ele
interrogativamente, que ele devolveu com um sorriso tímido e desajeitado.
– Oi! - Ele me cumprimentou alegremente.
– Sim? - Eu perguntei, sem rodeios.
– Você jogou muito bem. Você parecia legal na quadra também. - Ele me
elogiou e sorriu sinceramente, e eu me vi retribuindo seu sorriso com igual
sinceridade também.
– Você é muito bom também. Pequeno, mas feroz.
– Uhm, obrigado. Meu nome é Mew, qual é o seu?
– Korn. - Eu respondi ainda sorrindo, e tirei minha camisa. Mew também
estava mudando, ele parecia tímido. Mew contra Knock e eu éramos tipos
totalmente diferentes. Ele não parecia muito forte por causa de seu tamanho
pequeno, era mais fofo e de pele clara, exatamente o oposto de Knock. Ele
me lembrou o namorado do meu amigo Jan, Win. Ele deve ser muito
popular também, porque seus colegas de faculdade de repente estavam me
olhando feio. Todos eles foram tão amigáveis no começo! Bem, isso
aumentou rapidamente.
– Mew parece fofo. - Eu disse diretamente, fazendo-o corar. Eu não pude
deixar de sorrir um pouco mais quando vi como suas orelhas ficaram
rosadas.
– Você parecia legal também. - Mew respondeu timidamente.
– Obrigado. - Eu respondi, puxando meu jeans sobre meus quadris e tirando
a toalha. Joguei a toalha no cesto de roupa suja, chocando Mew no
processo, a cesta estava do outro lado da sala. Eu arqueei uma sobrancelha
para ele. Tirei o sapato sujo de Knock do meu armário, olhando para o
sapato, lembrei-me do rosto de seu dono e ri baixinho para mim mesmo. Eu
me virei para Mew.
– Ei, eu vou decolar. - Apontei para minha sobrancelha com os dedos
indicador e médio em saudação como um gesto de despedida. Comecei a ir
em direção à porta para sair, mas Mew correu atrás de mim, agarrando meu
braço para me impedir.
– Korn, espera. - O baixinho soltou meu braço lentamente quando viu meus
olhos confusos.
– Algo que eu posso fazer por você?
– Estou interessado em você. - Que diabos? De onde isso veio? Fiquei
chocado com a franqueza de Mew e sorri, respondendo.
– Você deve estar brincando comigo.
– Não estou brincando. Posso ter seu LINE? - Ele perguntou de novo, eu
podia ver a emoção em seus grandes olhos redondos.
Eu não iria pensar demais nessa situação e raramente uso o LINE. Além
disso, eu não poderia ferir os sentimentos de um cara tão fofo, então apenas
cedi.
– Posso ir agora? - Eu o provoquei antes de me despedir.
– Não. - Sua resposta me assustou um pouco.
– O que mais você quer? - Eu perguntei a ele, ainda sorrindo.
– Aquele sapato. - Mew olhou para o sapato de Knock, levantei minha
sobrancelha em descrença e ele explicou: – Não, não estou pedindo por
isso, só estou me perguntando por que você o tem, por que está sozinho. -
Eu ri alto com a pergunta.
– Porque o dono dele estava chateado, então foi jogado em mim. Eu
devolvo depois, agora que a partida acabou.
– Você não ficou bravo? - Mew parecia genuinamente intrigado com minha
resposta alegre ao ter um sapato arremessado com raiva para mim.
– Eu poderia ter fico, se fosse qualquer outra pessoa. Essa pessoa em
particular é importante para mim, então não estou bravo. - Mew ficou
surpreso com a minha resposta. Com outro breve sorriso, acenei, – Tchau.
– Espera, posso ir com você? - Ele ainda estava sendo direto. Por que não?
Eu balancei a cabeça, porque eu não tinha nada a esconder...
– Claro.
Eu me virei e vi que Mew ainda estava atordoado ali. Ele provavelmente
não esperava que eu dissesse sim, mas mesmo assim ele seguiu.
– A pessoa importante do Korn deve ser alguém fofo. - Disse Mew. Ele
provavelmente tinha grandes expectativas sobre como seria a aparência de
Knock, mas certamente ficaria desapontado. Ele parecia bastante confiante,
e eu podia imaginar que sim, ele até expressou abertamente seu interesse
por mim. Ninguém com baixa autoestima faria isso.
Ele deve ter querido saber o quão fofo Knock era (seu oponente imaginário)
comparado a ele, por isso ele e seguiu.
– Hehe, sim - Eu ri, – Muito fofo. - Knock teria me dado um soco na cara
com tanta força que eu perderia os dentes se ele tivesse me ouvido dizer
isso!
– Yay, Korn está aqui! - Yiwha gritou da arquibancada onde ela estava
sentada. Ela correu até mim e abraçou meu braço, – Você foi tão legal!
Mew estava olhando para Yiwha, a decepção óbvia em seu rosto. Eu ri, sem
saber se era porque ele se achava mais bonito que Yiwha, ou porque estava
desapontado por Yiwha ser uma mulher.
– Ela não, Mew. - Eu disse e ele corou timidamente.
– Aww, tão foto! Quem é esse? - Yiwha perguntou
– Mew, um novo amigo da partida, do M Inter Uni. - Eu apresentei, Mew
sorriu para Yiwha. Knock se aproximou e tocou meu ombro.
– Por que você não se esforçou mais para vencer? Ugh, isso foi tão
frustrante!
– O objetivo da partida era melhorar a relação entre as duas Universidades,
entendeu? Foi apenas um amistoso, não pelo campeonato.
– É isso! - Knock brincou, estendeu a mão para mim. – Agora. devolva meu
sapato.
Espiei um Mew com o canto do olho: o garotinho ficou claramente chocado
com a aparência do dono do sapato, como se tivesse levado um tapa. Knock
imediatamente sorriu provocadoramente quando viu Mew, felizmente,
Pleng não estava longe daqui, é por isso que Knock se conteve para não
provocar Mew, senão Mew não seria solto facilmente. Knock pegou o
sapato e voltou para a arquibancada para calça-lo confortavelmente. O
sapato era para a perna imobilizada. Sabendo que ele teria dificuldades, fui
até lá e peguei o sapato.
– Deixe-me fazer isso por você.
– Meh, está tudo bem. Eu não preciso de ajuda. - Knock tentou pegar o
sapato, mas eu o encarei.
– Você não vai conseguir alcançar. Vamos, vai ser rápido, não vou fazer
mais nada. - Levantei sua perna machucada com cuidado, deslizando o
sapato delicadamente em seu pé. Eu o provoquei novamente depois de
amarrar o cadarço. – Tão feio!
– Está na moda. - Knock sorriu e se levantou.
– Eu apenas presumi que estava sujo. - Eu o provoquei e ele bateu no meu
ombro.
– Eem. - Yiwna tossiu.
– Pare de brigar, Korn. Seu amigo foi até lá. E Knock, sua namorada está
olhando para você.
Nossas expressões mostraram níveis variados de consternação depois de
ouvir as palavras de Yiwha. Olhei para as costas pequenas de Mew, ele deve
ter ficado chocado por meu tipo ser Knock. Eu só poderia me desculpar
silenciosamente em meu coração Knock bateu no meu ombro com irritação
e depois se virou.
– Estou indo embora.
– Para?
– Assista ao filme com Pleng. Te ligo mais tarde. Tchau. - Ele acenou e
mancou até sua namorada. Pleng disse algo, agindo como uma criança
mimada antes de virar as costas e ir embora. Ela nem se preocupou em
ajudar Knock. Eu balancei minha cabeça em aborrecimento.
– Eu realmente odeio aquela mulher. - Yiwha choramingou. – Não sei por
que Knock se preocupa em tentar agradá-la...
– Eu acho que sei a resposta. - Eu disse baixinho. Às vezes, fazemos coisas
para as pessoas, mesmo que seja claro que não será apreciado. Mas ainda
persistimos, pela razão, pela 'palavra' que leva as pessoas a fazerem coisas
altruístas, muitas vezes idiotas, sem nunca esperar nada em troca.
Eu conhecia aquela palavra, aquele sentimento, muito bem. Eu também
sabia que ficaria arrasado se Knock dissesse essa palavra a Pleng.
Ponto de vista de Knock
– O que há de errado com você hoje, Knock? Você pareceu entediado o dia
todo. - Pleng se virou para me perguntar quando estávamos a salvo fora do
cinema.
Como ela poderia esperar que eu estivesse excitado? Minha perna inteira
latejava por causa do uso excessivo, mas ainda assim eu a levei para jantar e
ver um filme, carregando suas coisas como um criado. Porque eu me
orgulho de ser um cavalheiro, ainda dei a ela um sorriso doce em vez de
reclamar.
– Não há nada de errado, é divertido estar com você.
– Explique-me novamente como você conseguiu machucar sua perna
assim?? - Pleng olhou para minha perna imobilizada com desconfiança.
– Como eu expliquei a você antes, houve um incidente quando Korn, eu e
alguns outros amigos estávamos jogando futebol outro dia. Mas está tudo
bem. - Minha resposta pareceu desagradar a Pleng, todo o seu corpo ficou
tenso depois que terminei minha última frase.
– Você sabe que você mudou, Knock?
– Mudado? - Eu olhei para ela em confusão, ela acenou com a confirmação.
– Você quase não me liga mais. Se eu não tivesse ligado para você ontem de
manhã, e esperado por você na faculdade do seu amigo, você não teria me
poupado um segundo pensamento. - Sua choradeira estava realmente
começando a me irritar. Dane-se minha vida, por que eu trouxe problemas
para mim mesmo assim? É tão difícil agradar a essa mulher, e eu estava
muito perto de superar isso.
Se você me perguntasse se eu amava Pleng, suponho que sim, até certo
ponto. Mas, estamos em um relacionamento há apenas alguns meses, o
amor que temos não é tão forte.
Eu a amo, mas não é como se eu não pudesse viver sem ela ou algo assim.
Há coisas que temos que aprender a tolerar uns com os outros. Não sei por
que, mas me sinto meio distante dela recentemente, relutante em conhecê-la
ou contatá-la. A pessoa que eu realmente quero encontrar e conversar é o
Korn!
Mas ele é apenas um amigo próximo! Eu não sabia por que, mas por algum
motivo isso realmente me irritou. Por que eu estava sempre pensando nele?
Normalmente não sou alguém que fica obcecado por meus amigos.
O que era isso que estava acontecendo entre Korn e eu?! Deve ser ele, ele
me fez sentir como se todas as coisas estivessem certas no mundo, e eu me
acostumei com aquela sensação quente e confortável. Ele sempre dizia sim
com um sorriso sempre que eu pedia alguma coisa e nunca reclamava. Eu
me sentia indescritivelmente à vontade sempre que pensava em seu sorriso
caloroso. Foi quando percebi como era bom ter um amigo muito próximo
que realmente me entendia. Mas também me senti desconfortável, por causa
da nova mudança de atitude de Korn. Por que? As vezes ele agia como se
fôssemos apenas amigos íntimos, mas ultimamente também começou a me
tratar como uma amante.
Eu sei que fizemos sexo, mas foi apenas duas vezes! Não é como se fosse
grande coisa. Eu não queria que ele lesse muito, foram apenas duas
conexões sem compromisso. Tenho muito medo que tenha se sentido
culpado por ser um pouco rude demais e me machucado, e essa foi a única
razão pela qual tem sido tão gentil comigo ultimamente. É desnecessário,
ele não me deve nada por isso, a dor física tinha sido apenas temporária.
Minha maior e única preocupação era que aqueles dois encontros pudessem
de alguma forma destruir nossa amizade.
– Korn! - Pleng gritou meu nome de repente me assustando, arrancando-me
dos meus pensamentos com uma brusquidão desconfortável.
– Sim estou aqui. - Voltei minha atenção obedientemente para ela.
– No que você estava pensando? Eu estava falando sobre você não me ligar
e você estava olhando para o nada e sorrindo! - A voz de Pleng assumiu um
tom de raiva desagradável, como um grito mal contido.
Fiquei momentaneamente atordoado por seu ataque antes de responder
hesitantemente.
– Eu disse?
– Você fez!
– Oh. - Eu ri sem jeito. – Não é nada realmente, eu só estava pensando em
um amigo. - Eu sorri.
– Qual amigo? Você quer dizer Korn? - Os olhos de Pleng se estreitaram de
raiva, ela estava pronta para uma briga. Mesmo que eu não tivesse ideia de
por que ela estava com tanta raiva, eu balancei a cabeça.
– Sim, eu estava pensando em Korn.
– Knock!! - Pleng gritou meu nome bem alto, as pessoas estavam
começando a olhar para nós. Sorri sem jeito para a multidão como um
pedido de desculpas, peguei a mão de Pleng na tentativa de consolá-la, mas
jogou minha mão para longe.
– Por que você está gritando? - Eu perguntei a ela em um sussurro alto e
envergonhado. – Você perguntou em quem eu estava pensando e eu disse a
verdade; que sorri porque estava pensando no Korn. Não é grande coisa. -
tentei explicar. Mesmo que eu seja uma pessoa gentil e bastante insensível,
ainda me preocupo com minha reputação. Ela estava fazendo tal cena,
fazendo de nós o foco da multidão, como eu poderia não ficar
envergonhado?
– É... É porque você está pensando naquele CARA! - Pleng choramingou,
agora visivelmente chateado.
– Pleng, Korn é meu amigo. Do jeito que você está agindo, é como se você
estivesse com ciúmes dele e de mim. - Eu estreitei meus olhos em suspeita.
– Eu não discutiria se fosse Yiwha, mas Korn é um homem, ele é maior que
eu, você está pensando demais na situação.
– Que porra você está dizendo? - Eu descobri que meu queixo estava
balançando em choque com suas palavras. Korn é realmente mais
masculino do que eu? Eu estava apenas brincando!
– Como ele pode ser mais viril do que eu? - Eu tenho que desafiar isso em
voz alta, sua proclamação feriu profundamente meu orgulho. Isso foi
totalmente inaceitável, tive que me defender imediatamente.
As garotas gritam como se eu fosse uma estrela de cinema quando apareço
em algum lugar. Eu sou ainda mais legal do que o grupo que cantou aquela
música, 'eu sou muito bonito!! Há muitas garotas por aí tentando chamar
minha atenção.
– Ele é mais alto que você, maior que você, embora apenas um pouco
maior. - Pleng choramingou.
– E daí, Pleng? - Eu não entendi o que ela estava insinuando. – O que você
está tentando dizer? Você está me confundindo.
Pleng agarrou minha mão, ela parecia quase desesperada.
– Knock, apenas me escute, eu não confio naquele cara Korn. Aquele seu
amigo não é um cara legal, ele só não mostrou o lado ruim dele. - Eu podia
sentir minha raiva aumentando.
– Quem te disse que ele não é um cara bom e confiável?
– É a intuição das mulheres. Posso dizer. - disse Pleng.
– Ah, é mesmo? Podemos ir embora? Estou cansado, vou pegar um táxi
para você e pedir a Korn para vir me buscar. Estou com muita dor para
dirigir sozinho.
– Não, Knock, acabei de explicar para você! Não quero Korn perto de você!
- Pleng imediatamente gritou comigo. Honestamente, senti que Pleng estava
sendo completamente irracional.
– Apenas esqueça isso, Pleng. Se Korn fez algo terrível para outra pessoa,
eu não sei nada sobre isso. Ele sempre foi um bom e gentil amigo para mim.
- Encerrei a conversa com raiva e manquei desajeitadamente para longe
dela o mais rápido que minha perna quebrada me permitiu. Pleng pegou as
coisas dela da minha mão e carregou ela mesma.
– Ah! - Todas as suas ações estavam me confundindo, sua expressão me
dizia claramente que ela estava extremamente zangada.
– Eu não vou deixar você ir facilmente, marque minhas palavras! - Ela saiu
furiosa com a cabeça erguida, deixando-me ali parado, perplexo.
O que diabos havia de errado com ela?
Mesmo estando profundamente confuso, não tive mais tempo para refletir
sobre suas reações desconcertantes. Eu precisava ligar para Korn pedindo
ajuda, felizmente, ele atendeu quase imediatamente. Seguir Pleng o dia todo
me fez sentir como se estivesse morrendo. Minha perna estava
dolorosamente inchada pelo uso excessivo. Por que fui estúpido demais
para recusá-la? Ela sabia perfeitamente que eu estava ferido!
– O que aconteceu com você? - Korn me perguntou pelo alto falante do
telefone, obviamente chateado.
– Minha perna..
– O que aconteceu com a sua perna!?! - Korn me interrompeu preocupado
antes que eu pudesse terminar minha frase.
– Minha perna está muito inchada. Dói muito. Eu continuei, minha dor
evidente em minha voz.
– O que você fez para inchar? Por que você não foi dormir depois de tomar
seu remédio? Por que você tem que ser tão teimoso? Por que você nunca
me ouve? Por que você deve me preocupar como isso? Por quê... - Eu podia
ouvir o pânico de Korn crescendo no tom da voz de Korn.
– Quanto tempo você vai continuar gritando comigo? - Eu interrompi seu
discurso com leve irritação. – Pare de exagerar, por favor
Exagerar era meio que um eufemismo, Korn parecia prestes a ter um ataque
de pânico. Ele falava tão rápido que eu mal conseguia entendê-lo.
– Onde você está? - Korn rosnou pelo telefone, claramente chateado. Mas
em quem, eu só poderia me perguntar. Pelo menos ele finalmente voltou ao
assunto:
– No Grand Mall, você pode vir me pegar? Eu dirigi até aqui, mas não
posso voltar.
– Que tal sua namorada? - Korn perguntou, a temperatura de seu tom caindo
abaixo de zero. Parece que ele também não gostou do Pleng, cara, que pé no
saco.
– Ela já saiu de táxi, por favor, venha me buscar logo, não aguento mais. -
Eu reclamei. Minha voz tremia com a dor latejante na minha perna
machucada. Korn desligou sem ao menos se despedir assim que terminei
minha pergunta.
Arraste meu corpo cansado e dolorido até o McDonald's para esperar. Ele
chegou mais rápido do que eu esperava, ainda com o uniforme da
Universidade. O corte do uniforme fazia seu corpo já grande parecer ainda
mais alto do que o normal, deve ter vindo direto da aula. Ple nunca ia a
lugar nenhum com o uniforme, exceto à universidade.
– Então como você está? Korn perguntou?! - ele se ajoelhou na minha
frente, e tocando minha perna machucada de forma questionadora. Eu não
sabia por que, mas a maneira como ele agia ultimamente me fazia sentir
estranho. Não importa o quanto eu tentasse, não conseguia identificar essa
estranha mistura de emoções que sinto girando em meu peito.
Fiquei em silêncio, naquele momento, eu não tinha ideia do que dizer a ele.
Depois de examinar delicadamente minha perna, Korn levantou os olhos,
olhando para mim por baixo de sua franja desgrenhada, perguntando.
– Onde dói?
– Onde você acha que dói? TUDO dói. O médico disse que não posso
abusar, mas tenho andado o dia todo, então não é surpresa que esteja tão
inchado quanto está.
– Você ainda consegue andar? - Korn perguntou novamente: – O carro está
estacionado longe, não consegui encontrar uma vaga por perto.
– Sim, vou tentar. - Eu balancei a cabeça, mordendo meu lábio.
Levantei-me com cuidado, mas minha perna boa cedeu e caí de volta no
assento. Korn balançou a cabeça para mim com raiva, mas permaneceu em
silêncio.
– Não... Não é que eu não consiga andar, apenas me dê um minuto para me
recompor primeiro... - Eu ri sem graça.
– Pare de dar desculpas! - Ele falou comigo impacientemente, virando-se
para me oferecer as costas. – Vem.
– De jeito nenhum, as pessoas vão olhar. - Eu o rejeitei imediatamente.
Minha imagem e orgulho estavam em jogo aqui. Eu não queria que
ninguém tivesse uma ideia errada sobre mim e pensasse que havia algo
acontecendo entre esse cara grande e de pele clara e eu. Korn e eu éramos
apenas amigos. Qualquer outra coisa seria totalmente inapropriada.
– Então eu vou levar você. - Korn se inclinou em minha direção,
preparando-se para me carregar de joelhos.
– Você não pode fazer isso. - Eu ri. – Eu sou muito pesado para você
carregar!
– Quere apostar?
Korn tentou de várias maneiras, e ele foi capaz de me carregar em seus
braços! Parecia que eu o havia subestimado, realmente podia me carregar,
embora parecesse que estava lutando para carregar um enorme saco de
arroz.
– Ei, ei, ei, me deixe descer, você pode me dar uma carona. - Eu não queria
fazer piada disso, mas ninguém poderia parar Korn se ele fosse determinado
o suficiente. E prefiro ser carregado nas costas do que carregado como uma
princesa. Que situação embaraçosa para se estar, ugh!
– Veja, agora isso não foi tão difícil, foi? - Korn choramingou, eu ri,
provocando-o;
– Não dê desculpas, as veias do seu pescoço estavam prestes a estourar com
o esforço. Eu te disse, sou pesado!
– Acredite ou não, eu tenho minhas maneiras de te colocar no carro." Korn
estava claramente chateado, sua voz era áspera enquanto falava. Algumas
pessoas do shopping estavam começando a prestar atenção em nós, eu
podia sentir olhares curiosos em nós de todos os lados. Parei a conversa por
causa da minha imagem.
– Tudo bem, você venceu. Ninguém é mais forte que você, ok? Agora
vamos fazer isso e acabar com isso!
Sem outra palavra, Korn virou-se, oferecendo-me para subir em suas costas.
Apertei meus braços firmemente ao redor de seu pescoço e me movi
lentamente para as costas, certificando-me de não esbarrar minha perna
machucada. Korn enganchou os braços sob meus joelhos, ajustando-se até
ter certeza de que eu estava sendo segurado com segurança.
Escondi meu rosto na curva de seu pescoço e ombro. Eu não conseguia
suportar a ideia de que absolutamente todo mundo no shopping estava
olhando diretamente para nós. Korn saiu do shopping com cuidado, estava
sendo paciente e certificando-se de que meu ferimento não fosse empurrado
nos corredores lotados do shopping. Depois que entramos no
estacionamento e saímos do forte ar-condicionado do shopping, pude ver
gotas de suor escorrendo pelo pescoço de Korn. A camisa branca que cobria
seus ombros largos estava encharcada onde meu peito havia sido
pressionado contra ele, e nós dois suamos muito por causa do clima quente
e úmido.
– Korn. - Eu o chamei, a incerteza rastejando em minha voz.
– Sim?
– Você me odeia?
– Não.
– Você está chateado comigo?
– Não.
– Eu sou bonito?
– Não.
– Eu sou pesado?
– Muito.
– Por que você não disse não desta vez?
– Posso ser muito legal, mas não sou louco.
– Idiota.
As palavras me escaparam. Eu queria chacoalhar a cabeça dele, mas por
que eu estava sorrindo?
– Seu marido é um idiota. - Korn disse. Puxei seu cabelo e o esfreguei.
– Mantenha sua boca fechada!! - Eu gritei em seus ouvidos.
– Ei Knock, você vai me deixar surdo! - Korn estremeceu, me fazendo rir.
Eu apertei meus braços ao redor de seu pescoço, para que ele pudesse
deslocar meu peso confortavelmente para cima em suas costas.
– Korn.
– O que é agora? - Korn perguntou, seu rosto parecia um pouco irritado,
mas seu tom gentil dizia o contrário.
– Vamos nos separar quando você encontrar seu próprio parceiro?
Ele suspirou pesadamente, recusando-se a responder. Sacudi seu pescoço
até que seu cérebro estivesse chacoalhando em seu crânio, ele inclinou a
cabeça para longe, tentando escapar da minha fúria.
– Ei, pare com isso, você está me deixando tonto!
– Quem você acha que seria seu amante, se você tiver um? - Eu perguntei
novamente, forçando-o a responder, embora eu não tivesse ideia de que tipo
de resposta eu realmente esperava.
– Diga-me, Korn. - Eu descansei minha cabeça em seu ombro. De repente,
fiquei tão sonolento que fechei os olhos.
– Knock. - Eu o ouvi chamar meu nome. Não sei por que meus olhos
estavam tão pesados nesse momento crítico. Um desperdício. Eu realmente
não sei o que aconteceu depois, porque eu tinha adormecido e não ouvi sua
resposta, se é que ele me deu uma.
Fim do ponto de vista de Knock
CAPÍTULO 12 QUEM JÁ FEZ
UMA PROMESSA? VOCÊ SE
LEMBRA?
- Knock
Respondi a sua pergunta sem rodeios e não ofereci nenhuma explicação
adicional. Ele me perguntou quem eu queria como amante, isso não era algo
que eu precisava de tempo para pensar, então eu poderia responder a ele
imediatamente. O único que eu queria era ele.
O súbito aumento de peso em meus ombros me disse que Knock havia
adormecido.
Minha resposta foi tão direta que poderia ter passado por cima de sua
cabeça, mesmo que ele tivesse ouvido. Eu só conseguia sorrir amargamente
para mim mesmo.
O carreguei pelo estacionamento e o coloquei no banco do passageiro com
cuidado, apoiando cuidadosamente seu pescoço no encosto de cabeça para
que ele pudesse continuar dormindo. O belo rosto estava nublado pela dor e
exaustão óbvia, e me vi olhando para sua forma adormecida.
- Você realmente me fez odiar sua namorada, Knock. - Eu sussurrei
baixinho, sabendo que nunca iria ouvir. Fechei a porta do lado do
passageiro com cuidado e sentei no banco do motorista.
Antes de mais nada, levei Knock ao hospital para um checkup. Embora
continuasse reclamando que não era necessário, permaneci firmemente
determinado e insisti para que o médico o examinasse antes de levá-lo para
casa. Como esperado, os músculos estavam inflamados e inchados devido
ao uso excessivo da perna lesionada. A tala ficou molhada, então o médico
a trocou por uma nova para que sua pele não desenvolvesse uma erupção
cutânea devido à umidade em contato com sua pele. Ele correu
descuidadamente na chuva, só estava pedindo uma infecção de pele! Seu
ferimento nunca iria cicatrizar nesse ritmo.
Antes de deixar o hospital, o médico o lembrou novamente:
- Cuide bem do seu ferimento se quiser que se recupere rapidamente. Se
você continuar brincando como se nada tivesse acontecido, só vai prolongar
o processo de cura - Knock apenas balançou a cabeça e bocejou, eu só pude
balançar a cabeça com sua atitude indiferente.
- Segure a perna na hora de tomar banho, não deixe a água espirrar na tala e
molhar de novo. - Eu continuei lembrando-o.
- Sim, eu sei, não sou criança! - Knock respondeu aborrecido.
- É só porque você está sendo tão descuidado. - Eu estava sendo direto: -
Você faz tudo tão ao acaso.
- Cale a boca, você vai ficar ao meu lado toda vez que eu tomar banho.
Então eu posso apoiar minha perna em seu ombro, então não vai molhar. -
Knock retrucou sarcasticamente, jogando a toalha sobre o ombro.
- Ele não será respingado pela água, mas ficará molhado por outra coisa.
- Seu pervertido! - Knock me chutou com a perna boa e mancou até o
banheiro. Mudei-me para o sofá e assisti TV enquanto esperava que ele
terminasse de se lavar, então saiu do banheiro, parecendo revigorado depois
do banho e sentou-se ao meu lado.
- Korn.
- Sim?
- Me empreste dois mil baht. - Ele ergueu a sobrancelha.
- Isso será o suficiente? - Eu perguntei a ele secamente, enquanto pegava
minha carteira.
- Três mil, então. Ele sorriu.
- Nah, eu não tenho muito comigo. - Eu ri.
- Hahaha! Diga-me da próxima vez se você vai jogar essa piada, eu não
entendi idiota! - Knock me empurrou com a perna boa. Eu sorri e passei a
ele todo o dinheiro que eu tinha, então me recostei no sofá.
- Eu realmente invejo você. - Suspirei.
- Pelo que? - Ele perguntou enquanto embolsava rapidamente o dinheiro
que eu o havia dado.
- Eu gostaria de ter um feriado para dormir em casa.
- Você vai ter em breve, seus exames estão chegando. - Knock recostou-se
no sofá e eu me virei para ele.
- Como você sabe que meus exames estão chegando, quem te disse isso?
- Yiwha. Você esqueceu que Yiwha é meu amigo também? Ela reclamou
que queria terminar a semana de exames e terminar logo para poder ter seis
meses de férias. - Knock explicou.
- Oh sim.
- Sim, você quer alguns amuletos de boa sorte para ajudá-lo a estudar? - Ele
perguntou, e quando eu ia responder, me interrompeu, realmente gosta de
me provocar e interromper meus pensamentos. - Deixe-me comprar para
você mais tarde, pacote de dez baht para que esse garotinho lindo possa se
sair bem nos exames, hahaha!
- Quem te ensinou essa piada, Knock? - Eu perguntei a ele, fingindo estar
curioso.
- Eu inventei agora, é hilário, certo?! - Knock riu alto.
- Não, sério, quem te ensinou isso, me diga, sim?! - Eu repeti.
- Eu admito, peguei de outra pessoa. - Ele não conseguia parar de rir.
- Estou tão feliz, é quase como se fôssemos nos formar juntos. Quer saber,
isso é uma universidade. - Eu o provoquei e ele empurrou minha cabeça.
- Idiota! Não mencione isso, eu me transferi porque estava com o coração
partido! - Ele estava incomodado por ter que refazer o último semestre.
Felizmente, embora tenha se transferido, ele estava cursando o mesmo
curso, então conseguiu transferir os créditos. No entanto, não havia crédito
para as disciplinas em que havia tirado nota D ou pior, então ele teria que
refazer essas aulas.
- Sim, então como é estar tão falido? Você está sempre agindo como um
jovem mestre rico, dando a sua garota tudo o que ela quer. - Eu pensei sobre
isso e pedi para sair.
- É uma merda, Pleng literalmente gastou cada baht que eu tinha na minha
carteira. Ela estava agindo como uma criança mimada hoje, a bolsa nova
que ela escolheu custa quase tanto quanto uma motocicleta. - Knock parecia
estar profundamente arrependido de sua decisão. - Porque ela é minha
namorada, é meu trabalho mimá-la.
- Err, é mesmo? - Eu balancei a cabeça, - Quanto você gastou?
- Mais de trinta mil baht. - Ele sorriu timidamente, obviamente
envergonhado. Abri a carteira para verificar, mas só me restava um cartão
de crédito. Coloquei o cartão em sua mão e enrolei seus dedos em torno
dele.
- Por que você está me dando isso? - Knock estava confuso.
- Compre algo no valor de trinta mil. (30 mil corresponde a R$ 4,5057)
- Para mim? - Ele apontou para si mesmo em descrença e eu assenti.
- Sim.
- Por que? - Ele parecia confuso e eu sorri.
- Porque você é minha esposa, é meu trabalho mimá-la.
- Que tipo de lixo está saindo da sua boca!? - ele uivou, ganindo como uma
criança, e então chutou minha perna novamente. Aproveitei a chance de
agarrar seu pulso e puxá-lo para mim. Espontaneamente, me inclinei e
chupei a ponta de seu nariz. Fiz isso com tanta força que a pele ficou
vermelha brilhante imediatamente, o suficiente para ser visível do outro
lado de uma grande sala.
- Droga, Korn! - Ele gritou e me empurrou, eu estava de quatro e quase
rolei para fora do sofá: - Como você pode fazer isso? Pleng vai entender
mal.
- É, eu entendi. - Eu agi como ignorante, mas não queria ouvir mais nada
sobre aquela garota.
- Hoi, que encrenqueiro!
- Eu sou. - Eu não estava achando graça, Knock empurrou minha cabeça
novamente. Ele se levantou e mancou até o quarto. Levantei-me também,
seguindo-o sem pensar. Eu o observei conectar o controle do jogo no
console, então me sentei no chão ao lado dele na frente da cama.
- Vamos jogar juntos.
- De jeito nenhum cara.
- Eu vejo como é, você está com medo de eu bater em você.
- Está tudo bem, eu entendo.
- Quem tem medo? Vamos brincar, um cara como eu só tem medo de uma
coisa, medo de perder tudo menos a cueca. - Knock reclamou e me passou o
outro controle.
- Claro, vou aceitar essa aposta. Você vai perceber rapidamente que não
estou blefando, sou muito bom nesse jogo. - Eu me preparei mentalmente e
entrei no jogo.
Eu me inclinei contra o pé da cama enquanto Knock se apoiava contra mim.
Ele não é exatamente leve, mas não o afastei; em vez disso, coloquei meus
braços em volta dele com meu controle na frente de nós dois. Então, no
momento, quer Knock tenha notado ou não, eu o estava abraçando por trás.
- Vou escolher este jogador, com certeza vou ganhar. - Ele disse. Estávamos
jogando Street Fighter e, sem dúvida, Knock escolheu o personagem com o
qual está mais familiarizado, e eu também escolhi meu personagem
favorito.
- Eu vou levar este.
- Que novato. - Ele disse, respirando em meu pescoço.
- Veremos. - Eu levantei uma sobrancelha. Depois de escolher os jogadores,
o jogo começou. Depois que a tela de introdução terminou, nossos
jogadores apareceram. Havia barras de HP verdes nos cantos superiores,
representando nossa saúde. A cada rodada, a pessoa atingida teria o HP
reduzido. Se o oponente atacasse continuamente de forma que o HP não
pudesse se recuperar e chegasse a zero, o jogo terminaria.
A logo do jogo apareceu e ficamos prontos sem mais delongas. Knock
moveu seu corpo para que suas costas descansassem contra meu peito.
Continuei atacando-o, esmagando o controlador furiosamente. Eu estava
falando sério sobre vencer esta partida.
Trata-se da reputação de um homem. Posso ceder em muitas outras coisas,
mas não em videogames!
- Droga, Korn, seu combo me atacou duas vezes seguidas!! - Knock gritou,
continuou pressionando os botões do controlador freneticamente, franzindo
a testa em concentração. Eu avisei a que eu era muito bom nesse jogo,
certo? Fiz outra série de combos de ataque brilhantes, reduzindo o HP de
Knock a quase nada.
- Hahaha! A vitória é minha!
- Ei, ei, ei, é só um jogo!
Apenas um jogo que eu quero ganhar!
Continuamos pressionando os botões do controle, atacando os personagens
um do outro furiosamente, e nossas posições sentadas se tornaram uma
bagunça total. Finalmente, o nome do meu jogador apareceu na tela.
VOCÊ GANHOU!
A tela mostrava o playback de mim derrotando Knock, com seu
personagem no chão, e esfregando sal no orgulho ferido de Knock. Knock
parecia ter superado isso e estava tão chateado que jogou o controle na TV.
Eu sorri, enquanto ele balançava a cabeça em frustração.
- Que jogo idiota, sou muito legal para essas coisas infantis. - Ele deu de
ombros quando coloquei os controladores no caminho. Knock se virou para
mim e eu me virei para ele também, disse ele. - Você teve sorte. Não vou
admitir a derrota, vamos jogar outra rodada.
- Oh, eu tive sorte, não é? - Eu provoquei.
- Sim, Korn, sim. - Seu dedo apontou para o meu rosto.
Eu o abracei, abraçando todo o seu corpo, e me inclinei para beijá-lo. Sem
qualquer aviso, mordisquei suavemente seus lábios, meus próprios
sentimentos de desejo esquentando com o contato. Deixei minha língua
demorar-se ardentemente sobre seus lábios macios, umedecendo-os e
avermelhando-os. Eu empurrei seus lábios com a minha língua, procurando
a dele. Knock se afastou um pouco, mas como meus braços o envolveram
com força, não conseguiu se desvencilhar do meu abraço. Além disso, sua
perna estava machucada, se ele lutasse descuidadamente, isso poderia
causar algumas consequências ruins.
- Uughn...
O som de beijos e gemidos ecoaram na sala. Sua respiração tornou-se
instável devido à minha busca, seu corpo endureceu como se ele quisesse
me afastar. No entanto, finalmente, seu corpo lentamente começou a relaxar
e ele começou a responder ao meu beijo, então eu o abracei mais forte, mais
perto. O cara alto na minha frente também inclinou a cabeça em
cooperação, levantando o queixo para melhorar o ângulo. Nossos lábios se
separaram e pairaram próximos no segundo seguinte, antes de se
encontrarem novamente, desta vez explorando mutuamente as bocas um do
outro.
Voltei à nossa posição original sentada depois de obter satisfação com o
beijo. Knock não disse nada, ele parecia meio chocado com o resultado do
momento.
Ficamos sem palavras por mais alguns minutos, apenas olhando um para o
outro. Por favor, não pense que Knock era tímido ou corado. Esse não era o
caso, em vez disso, ele parecia confuso e um pouco indefeso. Eu o abracei
até que ele gradualmente escorregou de meus braços.
- É isso mesmo, o que estamos fazendo? - Knock me perguntou baixinho,
desviando o rosto do meu olhar, inclinando-se contra mim novamente. Eu
podia ver as emoções complicadas viajando por suas feições da minha visão
lateral de seu rosto.
Como ele próprio teve a coragem de falar as palavras, eu devia a ele ser
totalmente franco em minha resposta.
- Para mim, o que seria errado é mentir e tentar me convencer de que não
quero para te ver.
Knock pareceu surpreso com minha resposta honesta. Ele não se afastou de
mim, mas estava esfregando a nuca novamente.
Eu sabia. Ele estava se sentindo tímido!
- O que é isso... - Ele murmurou, sua voz cheia de incerteza. Fui agarrar seu
pulso e puxei, obrigando-o a se virar para olhar para mim.
- Não pense nisso, se você acha que é errado.
- Mas essa sensação é realmente desconfortável! - A resposta de Knock me
atingiu tão solidamente como se ele tivesse me atingido com o punho.
Agarrei seus ombros.
- Isso é verdade? - Knock franziu a testa, mas não desviou o olhar dos meus
olhos.
- Eu... eu realmente não sei, estou em um dilema... - Knock parecia que ele
realmente não poderia responder por si mesmo, mas isso ainda era melhor
do que me socar, ou me chutar para fora de sua sala. Seu dilema significava
que eu tinha uma chance, e quanto mais inseguro estava, maior a chance de
eu ganhar seu coração!
- Err.. Isso foi amor ou apenas sorte?
- Vamos dormir juntos." Eu enrolei meu braço sob seu pescoço colocando-o
em uma chave de braço frouxa, então arqueei meu corpo em direção dele
até que estivesse deitado de lado com a cabeça no meu peito, meu outro
braço em seu ombro forte, o braço sob seu pescoço agora enrolado
firmemente nas costas dele. Seu corpo exalava os aromas mistos de sua
colônia e fumaça de cigarro; seu cheiro pessoal me fez sorrir.
- Por que? - Ele perguntou, confuso.
Knock usou toda a sua força para me afastar, mas eu o abracei com força,
então teve que ceder e relaxar em meu abraço.
- Eu só quero te abraçar enquanto dormimos. Isso é tudo. - Eu disse.
- Realmente? - Ele revirou os olhos e ergueu as sobrancelhas, sua descrença
escrita em suas belas feições. Inclinei-me e beijei-lhe afetuosamente a
têmpora.
- E um beijo de boa noite. - Knock sorriu e não disse nada, mas me mostrou
o dedo do meio.
Só por uma noite. Depois de fazer isso e aquilo, nós dois estávamos
cansados. Nós nos revezamos no banho, tive que segurá-lo para ajudá-lo a
voltar para a cama.
Acalme-se, não interprete demais a situação. Nós apenas dormimos. Com
certeza contarei se algo mais interessante acontecer no futuro.
- Ai! - Ele expressou insatisfação quando segurei sua perna na cama. Knock
se pressionou contra a cama, enquanto eu inclinei minha cabeça para ele.
- Por que você estava tão louco? Como você pôde ir ao cinema com ela
nesse estado! - Eu disse, e apenas Knock olhou para mim sem expressão.
- Não sei. - Ele respondeu: - Não é da sua conta!
Ai! Tal réplica, meu coração doeu!
- Sim, você está certo, não é da minha conta. - Eu retruquei e me afastei.
Agora eu queria dormir no sofá, meu orgulho estava ferido.
Sim, eu sou a terceira roda, como eu poderia me comparar com a
namorada? pensei comigo mesmo, cheio de autodepreciação.
- Ei! - Knock agarrou minha mão enquanto eu tentava me levantar, - Eu
não...
- Então o que você quis dizer? - Eu me virei para perguntar imediatamente.
- Eu só disse isso, não quis dizer nada. - Ele respondeu sem rodeios.
- Sim, certo? Então, por favor, pense duas vezes antes de deixar escapar
algo. Pense em como o ouvinte se sentiria, não apenas diga isso, ignorando
meus sentimentos.
Quando eu disse isso na cara dele, Knock ficou atordoado. Esta não foi a
única coisa sobre a qual me senti injustiçado, havia muitas outras coisas,
mas esta tinha doído muito.
- Err.. Por favor, não fique bravo, me desculpe... Eu não sei como confortar
as pessoas.
- Eu não preciso de você para me confortar. - Eu queria ir embora, mas
Knock novamente agarrou minha mão.
- Espere, Korn querido... - Seu tom cantante implorando para mim.
- Querido.
- Ei, me desculpe, não vou dizer isso de novo na? - Ele balançou minha mão
para frente e para trás e sorriu docemente, como se estivesse tentando ao
máximo me mostrar sua sinceridade.
- Você se lembra do que você jurou para mim quando você me deu um bolo
daquela vez?
- O que... O que eu jurei? - Knock parecia confuso sobre os detalhes de sua
promessa anterior agora.
- Heh, você não se lembra, não é? - Eu ri amargamente e me preparei
novamente para me despedir.
Embora ele ainda estivesse sentado na cama enquanto eu estava de pé,
Knock me puxou para perto e abraçou meu corpo, seus braços fortes em
volta da minha cintura. Eu me virei no círculo de seus braços para encará-
lo, e ele descansou a cabeça na minha barriga.
- Ei, não fique assim, ok querida? Foi mal, vamos nos reconciliar, ok!!! -
Knock tentou me confortar com um tom suave e adorável,
- Sem chance! - Eu respondi com um bufo. Knock soltou minha cintura e
jogou um travesseiro na minha cabeça.
- Reconcilie-se agora, idiota!
- Claro, podemos fazer isso." Eu balancei a cabeça para ele e sorri, ele
sorriu também. De repente, não conseguíamos parar de sorrir um para o
outro.
Deitei-me ao lado dele na cama, Knock virou-se para perguntar.
- Então, o que eu jurei fazer?
- Você disse que vai me dar comida e me deixar dormir com você por uma
semana inteira.
Depois de dizer isso a Knock bateu na minha cabeça com tanta força que
meu pescoço quase quebrou.
- Não tente me enganar, eu só disse que traria comida para você por uma
semana.
- Então você se lembra, afinal! - Eu levantei minhas sobrancelhas.
- Claro, mas estou tão falido agora, posso pegar seu dinheiro emprestado
para tratá-lo? Knock perguntou.
- Para qual finalidade?
- Estou tão falido agora...
Ele se curvou e fez uma cara fofa, me cutucando com os dedos, sua voz
toda suave. Não aguentei e joguei um travesseiro na cara dele. Ha, ele
estava agindo como um garotinho fofo.
- Ei, jogando travesseiros na minha cara, agora estou com raiva. - Knock
fingiu estar bravo e virou as costas para mim em um acesso de raiva. Eu
sorri, agarrando sua cintura para fazê-lo se virar, e ele aproveitou para
retaliar, jogando um travesseiro na minha cara.
Eu segurei sua cintura e o puxei para a cama.
- Ei!!! - Knock gritou e isso me assustou.
- Ei, eu machuquei sua perna? - minhas palavras cheias de preocupação
sincera, então Knock agarrou o travesseiro em minha mão e o esmagou
contra minha cabeça.
- É tão divertido enganar o idiota, ainda tão ingênuo depois de tanto tempo,
hahaha! - Knock cantou, ele não apenas me provocou, mas também usou o
travesseiro para me bater mais duas vezes. Eu imediatamente peguei outro
travesseiro para revidar. Brincamos tanto, tão forte que o travesseiro caiu.
Por fim, deitamos na cama cara a cara. Eu vi seu rosto sorridente, não pude
deixar de sorrir de volta.
- Por que você está sorrindo? - Knock perguntou.
- Então por que você está sorrindo? - eu retorqui.
- Eu sorri porque você sorriu. - Ele disse.
- Eu também sorri porque você sorriu. Ele novamente jogou um travesseiro
no meu rosto quando eu disse isso, mas foi um golpe indiferente. Ele se
esgotou, nossa guerra de travesseiros acabou conosco. Aproximei meu
corpo dele novamente; não foi minha imaginação, ele realmente cheirava
bem, é o cheiro de seu xampu diário, desta vez não misturado com o cheiro
de sua colônia ou qualquer outra coisa.
Knock estava vestindo uma velha blusa branca comum junto com uma
cueca samba-canção de cor escura por causa de sua intolerância ao calor. Eu
estava com o peito nu e calças compridas de pijama. Puxei-o para mim,
colocando minhas mãos atrás de seu pescoço.
- Por favor, espere, espere, querido Korn, por favor, esteja ciente de que
minha perna está em estado crítico, você não pode me empurrar com tanta
força! Mova-se para cá em vez de me puxar!
Ele havia usado o tom do locutor, e o tom formal me divertia demais.
Assumi a liderança e me inclinei até que nossos rostos estivessem a poucos
centímetros de distância. Usei a ponta do meu nariz para tocar o dele,
fazendo-o sorrir.
- Ei, é hora de dormir, você sabe! - Ele parecia exausto. Inclinei- me mais
perto, colocando meu braço sob seu pescoço, para que ele pudesse usá-lo
como travesseiro. Afastei o cabelo de sua testa, beijei-o carinhosamente
entre suas sobrancelhas grossas, antes de descer novamente, nariz com nariz
novamente, inclinando a cabeça em busca de seus lábios.... Tão perto que
podíamos sentir a respiração um do outro.
CAPÍTULO 13 QUEM JÁ FEZ
UMA PROMESSA? VOCÊ SE
LEMBRA? 2
Eu sou uma pessoa que não aceita um 'não' como resposta, então se eu
disser que vou te abraçar para dormir com um beijo de boa noite, é
exatamente isso que vai acontecer.
Mas ainda assim, Knock é apenas Knock, então não foi surpresa que eu
tenha um olho esquerdo machucado. Embora agora haja provas de que ele
me ama! mesmo que seja apenas como um amigo. Afinal, ele manteve
educadamente o osso orbital do meu olho inteiro.
– Aqui você vai.
Um prato de arroz com ovo frito foi colocado sem cerimônia na minha
frente, antes que ele se sentasse à minha frente na pequena mesa da cozinha
com um prato da mesma comida.
– Este é o único prato que você sabe fazer? - Eu perguntei e Knock ergueu a
sobrancelha.
– Sim, você vai comer ou não?
– Claro, por que não?
– Oh, então coma. Diga o que quiser, eu sou muito bom nisso. - As palavras
de Knock me divertiram.
Assim que comecei a comer, ele de repente se inclinou perto do meu rosto,
me assustando. – Ei, o que você está fazendo!? - perguntei-lhe desconfiado.
– Seu olho está bem?
– Sem ossos quebrados - Eu respondi brevemente.
– Ei, você ainda está me culpando? Você já refletiu sobre si mesmo? Reflita
primeiro sobre si mesmo, seu idiota. - Knock disse com um sorriso, me
provocando levemente.
– Você vê isso? Está machucado, quem o fez assim?
– Nenhuma ideia. - Ele me deu um olhar inocente e confuso.
– Esposa feroz.
– Ei! - Knock me mostrou o dedo do meio e voltou a engolir sua comida,
então voltei para o meu próprio prato também.
– Tenho que trabalhar em um papel mais tarde, deixei demorar muito, então
preciso resolver isso.
– Entendi.
– Não ande mais como um idiota, ou então sua perna machucada nunca vai
sarar e só vai piorar. Você não vai morrer de tédio ficando aqui e
descansando. Tente ficar fora disso Knock, por favor, apenas tente. - Eu
respondi usando seu tom.
– Eu posso cuidar de mim mesmo, não preciso de um marido intrometido e
feroz como você.
– Uuurrkk! - Engasguei com o arroz e os ovos que tinha na boca. Ele
realmente acabou de me chamar de 'Fierce Hubby'?!?!
– Ahhhh, vou deixar pra lá, senão você vai engasgar com a comida e
morrer. Aqui, beba isso. - Knock me passou um copo de água para ajudar a
limpar minhas vias respiratórias.
Limpei a garganta novamente antes de tomar um grande gole de água. Eu
levei um momento para acalmar minha respiração irregular e coração
acelerado antes de perguntar hesitante,
– Eu estava sendo sarcástico. - Knock calmamente tomou um gole de água
de seu copo. Ele largou a colher e olhou para mim com o maxilar cerrado:
– Ora, você está realmente tão sozinho?
– Eu pareço solitário para você??
– Você é muito solitário, querido Korn, senão você não estaria tentando
fazer uma lavagem cerebral em mim para acreditar que você é meu marido
a cada dois minutos. Eu não quero ser esposa de ninguém, acho que é
vergonhoso, entendeu?
Eu apenas balancei a cabeça e silenciosamente terminei o prato de comida
na minha frente. Lavei silenciosamente todos os pratos do café da manhã,
incluindo o de Knock.
– Você vai se acostumar com isso em breve. - Eu me virei para ele depois
de secar minhas mãos, ele suspirou.
– Vá bem no seu trabalho, tire um B.
– B, minha bunda! Eu quero um A.
– Tão sério, não aguento uma piada como sempre - Knock me provocou
com uma voz cantante. Antes de sair, não pude deixar de verificar sua perna
novamente. Ajoelhei-me diante dele, pressionando meus dedos levemente
em sua perna ferida.
– Ainda dói? - perguntei preocupada.
– Só um pouco. Na verdade, não só um pouco, mas não posso fazer nada
agora. - Ele choramingou.
– Não se mova muito se quiser que melhore rapidamente. Isso é tudo que
posso dizer, porque você nunca muda. - Eu baguncei seu cabelo
carinhosamente, mas ele empurrou minha mão.
– Não toque! Meu cabelo está bagunçado! Você pode ir agora, não se atrase
para o exame e leve um F por não aparecer.
– Coisa certa. - Eu balancei a cabeça e caminhei até o quarto.
– Korn. - Knock me ligou e eu voltei para ele imediatamente.
– Sim?
– Você vai voltar aqui depois que terminar?
– Eu tenho que voltar para o meu dormitório, estou muito atrasado na
minha roupa. Ligue-me se precisar de alguma coisa. - Eu disse calmamente.
– Entendi. - Knock assentiu em compreensão, mas quando minha mão se
estendeu para segurar, ele chamou novamente.
– Korn.
– O que é agora? - Eu me virei para ele.
– Espero que você se saia muito bem no seu papel.
Eu sorri, porque Knock não costuma falar tão formalmente comigo. O que
estava tentando transmitir era que esperava sinceramente que eu me saísse
bem e entendi suas boas intenções. Voltei e pressionei meus lábios com
força nos dele. Antes que pudesse levantar a perna para me chutar, eu pulei
para trás em um piscar de olhos.
– Apenas saia já, seu idiota!!" Ele gritou e fingiu que estava prestes a
começar a jogar coisas em mim de novo, tentando me fazer sair.
Tem que ser assim. Afinal, esse era o verdadeiro Knock!
Depois do jornal desastroso, não voltei ao meu apartamento para lavar
roupa como havia planejado originalmente. Jan e alguns outros amigos me
convidaram para um drinque. Não fui só por isso, mas com a intenção de
colocar o papo em dia já que não nos víamos há algum tempo. Ele disse que
também pediu a Knock, porém já tinha outros planos. Isso criou um grande
ponto de interrogação em minha mente, então tentei ligar para Knock.
"O número que você discou não está disponível..."
Ele desligou o telefone? Ou simplesmente esquece de carregá-lo?
Embora eu tivesse milhares de perguntas correndo pela minha cabeça, eu
ainda não queria me preocupar muito com ele. Parece que Knock realmente
teve uma vida realmente despreocupada agora, enquanto eu tenho estado
constantemente ansioso por causa de sua perna machucada.
– Ei, estou saindo primeiro, já é tarde e ainda tenho que lavar minha roupa.
- Expliquei enquanto me levantava para sair, felizmente meus amigos
pareciam entender. Voltei para o meu apartamento e verifiquei meu relógio,
era quase meia-noite. Não aguentei mais e liguei para Knock novamente.
"O número que você discou não está disponível..."
Ele ainda estava com o telefone desligado?
Eu fiz uma careta profundamente para o telefone em preocupação. Mas eu
tinha que lavar minhas roupas antes de fazer qualquer outra coisa, a menos
que eu quisesse não ter nada para vestir amanhã.
Depois que terminei de lavar e pendurar minhas roupas, liguei para Knock
novamente, mas seu telefone ainda estava desligado. No final, acabei
dormindo, já que não havia mais nada que eu pudesse fazer.
Em algum momento nas primeiras horas da manhã, meu telefone tocou,
acordando-me assustado. Meu identificador de chamadas anunciou que era
Knock, atendi imediatamente.
– Olá, onde você está?
– Estou no meu condomínio... Korn, quero te ver.
– Agora?
– Você vem aqui, por favor? - Algo não estava certo, sua voz soava
inexplicavelmente cansada.
– Estarei lá. - Respondi rapidamente e desligue.
Mesmo assim, eu ainda me perguntava no fundo do meu coração; o que
aconteceu com Knock durante o pouco tempo que estive longe dele?
Bati na porta de Knock ansiosamente. Eu tentei o meu melhor para manter a
calma, mas ainda estava preocupada com ele de qualquer maneira.
Eu ouvi uma tosse alta seguida por uma série de estrondos ainda mais altos
atrás da porta fechada do apartamento. Houve sons de colisão na sala, então
parecia que algo caiu no chão com um baque alto.
– Knock! Ei! Você está bem!?!" Eu perguntei em voz alta com preocupação;
ainda não houve resposta e apenas silêncio total. Fiquei ali esperando por
quase dez minutos antes que a porta finalmente se abrisse. O cheiro
pungente de álcool foi a primeira coisa que me cumprimentou, o cheiro
forte exalando do corpo manco de Knock. Ele tentou o seu melhor para
ficar em pé e me cumprimentou bêbado acenando com a mão.
– Oi
– Oi minha bunda! Você caiu em um barril de cerveja!?! - Apoiei seu braço
em volta do meu pescoço para firmá-lo e arrastei-o de volta para o quarto,
fechando a porta com o pé. Depositei Knock em segurança no sofá e voltei
correndo para trancar a porta atrás de nós. Eu já estava preocupado de
qualquer maneira por causa de sua lesão, mas desligar o telefone também?
Essa situação estava me deixando ainda mais ansioso do que já estava.
– Ei!!! Eu não estou bêbado. - disse, empurrando-me para longe, porém se
inclinou para perto de mim, inclinando a cabeça para o lado como um
cachorrinho. – Querido Korn!! Por que o teto é curvo, temos que chamar
alguém para consertá-lo.
– Conserte-se primeiro. - Eu choraminguei, fazendo-o sentar no chão para
não cair. Knock se apoiou pesadamente contra a cama, a cabeça rolando no
pescoço como se lhe faltasse força ou inclinação para mantê-la erguida.
Olhei ao redor de seu quarto e meu estômago caiu. Havia latas de cerveja
vazias espalhadas pelo chão. Você dificilmente poderia andar pela sala sem
chutar acidentalmente pelo menos um. Ugh, isso estava realmente
começando a me irritar!
Balancei minha cabeça em frustração, enquanto estava me perguntando o
que deveria fazer a seguir, aquele encrenqueiro desmaiou ainda sentado
ereto com a cabeça para o lado.
Por que eu tenho que lidar com essa merda às duas da manhã!?!
Eu só pude deixar escapar um suspiro de profundo aborrecimento. Consegui
localizar um pano limpo, molhei-o em água morna e limpei seu rosto. Para
reduzir ao máximo sua embriaguez, limpei seu rosto, pescoço e parte
exposta do peito. Ele abriu os olhos e balançou a cabeça algumas vezes
como se estivesse tentando limpar as teias de aranha, depois encostou a
cabeça no meu ombro novamente.
Ugh, ele está me deixando louco! Eu coloco a tigela de água e a toalha de
lado.
Quer dormir no chão? Claro, durma bem então!
Eu balancei meus ombros em irritação, tentando evitar seu súbito ataque de
aconchego. Uma vez que sua cabeça perdeu meu ombro, lentamente
afundou mais baixo da gravidade. Desta vez, sua cabeça pousou no meu
joelho e permaneceu lá confortavelmente.
Agarrei seu braço musculoso e tentei levantá-lo.
– Knock! Levante-se!
– Err...
– 'Errr' minha bunda!!!
– Levantar!!! - balancei seu ombro novamente, mas ele não estava disposto
a se levantar. Eu não sabia o que fazer, então só pude deixá-lo dormir de
joelhos e cobri seu rosto bêbado com a toalha úmida. Fiquei acordado
cuidando até pelo menos três da manhã, então não tenho certeza de como
ou quando consegui adormecer. Só percebi quando Knock me sacudiu para
me acordar. Meu pescoço estava tão dolorido. Adormeci sentado com o
pescoço preso em uma posição estranha, tudo graças a ele!
– Korn!
– O que! - Eu rosnei de volta, abrindo meus olhos lentamente.
– Quando você chegou aqui? - Ele perguntou, parecendo ter ficado um
pouco sóbrio agora. Ele estava sem camisa, vestindo apenas um par de
jeans compridos, o elástico da marca de sua cueca aparecendo por cima do
cós do jeans, acentuando lindamente sua barriga musculosa. Eu me
pergunto quando tirou a camisa que estava vestindo? Ele deve ter se sentido
muito quente.
De repente, eu estava me sentindo muito quente, talvez eu devesse tirar
minhas roupas também?
– O que diabos você está dizendo? - Eu retorqui, completamente irritado. –
Você realmente não se lembra do que fez?!
Knock franziu a testa, lutando para se lembrar dos acontecimentos das
últimas horas, seus olhos se arregalaram como se algumas memórias
fragmentadas estivessem começando a ressurgir da poça escura de
embriaguez.
– Ah sim, eu te liguei...
Levantei-me do lado da cama e fui até a geladeira pegar um pouco de água.
Depois de engolir alguns goles de água fria, perguntei:
– Que horas são agora?
– Quase 5 da manhã. - Knock respondeu, sentou-se à beira da cama e abriu
uma lata de cerveja. Quando fui sentar ao lado dele, me deu uma lata
também. Respirei fundo, aceitando a cerveja aberta, bebemos juntos.
– Agora você pode me dizer o que diabos está acontecendo? - Perguntei.
– Nada demais, realmente. Eu só queria te dizer, estou terminando com
Pleng. - Eu me virei para olhar para ele, estupefato, uma vez que ouvi
aquela revelação.
– Huh? - Eu realmente acabei de ouvir o que pensei ter ouvido?
– Estou terminando com Pleng. - Ele repetiu novamente, olhando-me
diretamente nos olhos.
– Por quê? O que aconteceu, o que há de errado? - Eu perguntei,
genuinamente preocupado. Knock parecia realmente aborrecido. Eu não
tinha certeza de quão chateado ele realmente estava, eu não conseguia ler
sua expressão. Mas eu sabia que mesmo que ele não estivesse
demonstrando, devia estar realmente arrasado por dentro.
Knock não disse nada, apenas tomou um gole profundo da lata de cerveja
antes de responder calmamente:
– Peguei Pleng com outro cara.
– Talvez eles sejam apenas amigos? - Tentei confortá-lo, mas caramba,
parecia tão insincero! Eu não deveria estar feliz por ele ter terminado com
Pleng? Por que estou dando desculpas em nome dessa mulher?
– Amigos, que merda! Ela pediu para o cara dormir no quarto dela, mandou
emoji de 'saudades'. Que tipo de 'amigo' é esse?! - O tom severo de Knock,
combinado com a lata de cerveja parcialmente amassada em sua mão
fechada, expressava sua fúria por ter sido traído.
Ele estava absolutamente furioso. Eu gostaria de poder pensar em alguma
maneira de confortá-lo...
– O que eu fiz de errado? Por que não poderíamos discutir isso como
adultos? Por que teve que usar uma maneira tão dissimulada para me trair?
Porra! Ela sabe que eu não suporto traição! Ninguém ficaria bem com isso!
Por que ficou comigo se não gostou de mim desde o começo? Por que
concordou em namorar comigo em primeiro lugar?! - Knock rosnou
angustiado, enquanto abria outra lata de cerveja. Ele bebeu de volta,
aparentemente despreocupado em ficar bêbado novamente, ficar bêbado de
novo provavelmente era seu objetivo, de qualquer maneira. Embora não
tivesse derramado uma única lágrima e sua expressão parecesse calma,
tristeza e decepção estavam escritas em linhas sutis em seu rosto e no brilho
de seus olhos.
– Você foi parcialmente culpado também. - Eu disse baixinho.
– Qual parte disso foi minha culpa, hein?! Diga-me!" -Ele se virou para
mim, soltei um suspiro profundo para me firmar no que estava prestes a
dizer.
– A culpa de me ter. -eu disse calmamente.
Knock ficou pasmo, chocado em silêncio. Eu agarrei seu braço, fazendo-o
virar para olhar para mim.
– Honestamente, Knock, nós somos 'amigos'? Somos realmente 'apenas
amigos!? Pense sobre isso honestamente, sem tentar racionalizar nada. Você
realmente não é parcialmente culpado?
Knock não me respondeu e permaneceu em silêncio por longos minutos.
Eventualmente, ele encontrou sua voz novamente.
– Você deve estar cansado de mim, certo? - ele me perguntou enquanto
olhava fixamente para a parede, sua voz estava carregada de cansaço,
parecendo totalmente abatida.
Agora era minha vez de permanecer em silêncio.
– Todas essas coisas que eu queria te dizer que te liguei às... que horas
eram?
– Por volta das 2 da manhã. - Eu respondi, tentando permanecer
cuidadosamente inexpressivo. Ele sorriu, mas o sorriso era amargo e
irradiava cansaço emocional.
– Sim, você deve estar cansado de mim...
– Eu NÃO estou cansado de você. Eu nunca me cansei de você, e nunca
vou me cansar, ok?
Eu coloquei meu braço em volta do pescoço dele, segurando-o perto, e bati
minha lata de cerveja contra a dele em um brinde. Depois disso, observei
seu perfil lateral em silêncio, observando tantas emoções diferentes
mudarem em seu rosto bonito.
Será que ele tinha começado a perceber? Quando alguém o machuca, eles
também me machucam, assim como, se não mais, profundamente.
Knock não disse mais nada apenas ficou sentado em silêncio com as costas
sem camisa contra a cama, a cabeça baixa como se seu pescoço não pudesse
suportar o peso por mais tempo. Ele olhou para sua lata de cerveja aberta
em silêncio por um longo tempo.
– Você precisa pensar sobre isso e tirar suas próprias conclusões. É a sua
vida, e não vou tentar dizer o que você deve fazer com ela. Sei que você
está realmente confuso agora se eu tentar chegar até você reconhecer nosso
relacionamento, isso machucaria aquela mulher também. Se nosso
relacionamento te causa tanta dor... Então, não vou falar sobre nós
novamente, e vou ficar longe de você se isso permitir que você fique feliz.
Knock me ouviu em silêncio, sua expressão imutável.
– Você sabe que eu faria qualquer coisa por você. - Eu continuei. – EU...
– Sinto muito... - Ele se desculpou suavemente.
– De que é que estás arrependido? - Eu perguntei incrédulo, e ele olhou para
cima para encontrar meus olhos.
– Eu não sei. Em minha mente, você sempre foi meu amigo mais próximo,
bem, não exatamente um 'amigo', mas definitivamente a pessoa mais
confiável que já conheci. Sempre que tenho um problema, não sei como
lidar, a primeira pessoa com quem quero falar sobre isso é você, quando
estou triste ou preocupado, você é a primeira pessoa que vem à minha
mente. Porque às vezes, estou cansado de ter que ser forte e confiável para
os outros. Às vezes, também quero alguém em quem possa confiar.
Agora eu era o único atordoado em silêncio.
– Korn, eu sou uma pessoa egoísta. Não acho que haja alguém disposto a
realmente me tolerar, exceto você... - Knock balançou a cabeça, – Não sei,
talvez apenas como o que você disse, eu não deveria ter empurrado todas as
falhas para Pleng sozinho.
Abracei seu pescoço quando ele disse isso e esfreguei seu ombro
suavemente em um esforço para confortá-lo. Nenhum de nós disse mais
nada, e eu não tentaria fazer mais perguntas a ele agora, quando ele já
estava tendo dificuldade em entender suas emoções. Embora Knock não
tenha respondido diretamente às minhas perguntas, ele disse que sou a
pessoa em quem ele confia e em quem mais confia. Estou satisfeito com
isso, por enquanto. Não quero fazê-lo se sentir pior ou mais confuso do que
já está. Porque não importa o que aconteça, se for algo que possa ferir seus
sentimentos, mesmo que seja apenas um pouquinho, eu não vou fazer isso.
Sentamos em silêncio um ao lado do outro e continuamos bebendo até
terminarmos todas as latas de cerveja.
– Estou com sono. Vou dormir agora, estou tonta. - Knock se levantou e eu
o ajudei; ele estava tão bêbado que tive medo que ele caísse e machucasse a
perna.
Eu gentilmente o empurrei para deitar na cama e deitei ao seu lado. Eu
também estava embriagado. Eu me virei para ele impotente, e passei meus
braços ao redor dele, enterrando seu rosto no meu peito. Suas sobrancelhas
grossas se juntaram em uma carranca sombria, embora seus olhos
permanecessem secos.
Ele é um homem forte que não sabe chorar. Nem todo mundo chora quando
está com dor; Knock é o tipo de pessoa que guarda toda a sua dor dentro do
coração.
Às vezes também sinto pena dele; embora pareça que não leva nada a sério,
ele realmente faz o possível para corresponder às expectativas do que
significa ser um bom homem e cuidar bem de Pleng. Não sei o quanto ele
se importa com aquela mulher, mas sei que ele definitivamente se importa
com ela.
Eu não disse nada, nem tentei entender por que Knock faz as coisas que faz.
Eu apenas passei meus braços ao redor de seu pescoço e esfreguei suas
costas em consolo.
– Korn... - Ele chamou meu nome suavemente, calmamente.
– O que é? Eu pensei que você disse que estava bêbado? Apenas vá dormir.
- Eu acariciei sua cabeça como uma criança.
– Quando você me fez essa pergunta, você deve ter ficado chateado por eu
ter respondido que somos amigos, certo?
– Knock
– Boa noite.
Isso foi como Knock, não veio de cara e negou nada, mas com certeza
também não me respondeu claramente. Tudo o que pude fazer foi suspirar
profundamente.
Eram quase quatro da tarde quando Knock e eu finalmente acordamos de
novo, mas nenhum de nós queria sair da cama. E de alguma forma, durante
o sono, acabamos nos braços um do outro. Agora, eu estava encostado na
cabeceira da cama, lendo uma revista, e Knock estava no círculo dos meus
braços lendo a revista comigo, apontando e comentando coisas que achava
interessantes. Às vezes, ele levantava o rosto para me fazer perguntas, então
eu me inclinava para respondê-lo. Nenhum de nós estava lendo muito sobre
o comportamento do outro, e tudo era suave e confortável assim.
O telefone de Knock tocava incessantemente desde cedo naquela manhã,
mas ele não se preocupou em atender.
Estava tocando novamente.
– Ei, responda já. - Perguntei ao homem sem emoção que estava deitado
confortavelmente em meus braços.
– Não - ele rejeitou categoricamente. – Vire esta página, já terminei de ler
esta.
– Ainda não terminei esse... - eu disse.
– Então se apresse! Você tem que considerar outras pessoas também!
– Não existe 'outras pessoas'; apenas minha esposa, e eu não trato minha
esposa como 'outras pessoas!... Ai! Droga, Knock! Isso dói! Eu gritei
quando Knock beliscou meu mamilo. Que porra!
– Eu não sou sua esposa! - Seu braço cruzado sobre o peito, impassível, não
se sentindo nem um pouco culpado por suas ações.
– Tenha cuidado, ou eu vou me vingar e não será apenas beliscão,
– Oh, o quê? O que mais você vai fazer? - Ele ergueu as sobrancelhas de
forma provocadora.
– Eu vou morder e chupar!
Knock empurrou minha cabeça com toda a força, fazendo-me rir alto, ele
estava rindo comigo também.
– Pare de brincar com isso, as consequências serão terríveis.
– Eu gosto dessa piada, sabe? - Eu respondi, então mudei meu tom para
murmurar sedutoramente em seu ouvido – Especialmente com você, é tão
viciante.
Eu coloquei meus lábios em seu pescoço, então chupei forte deixando uma
mancha óbvia.
Knock socou meu ombro repetidamente, foi tão doloroso que tive que
recuar. Ele até levantou os braços para me bater, mas como estava deitado
no meu ombro, estava em desvantagem. Eu agarrei seus dois pulsos e
trouxe nossos rostos apenas centímetros de distância. Eu usei beijos para
selar seus lábios para que ele não pudesse me repreender, talvez ele
pensasse que deitar no meu braço era um grande erro.
– Grrrr- - Knock rosnou, deixei seus lábios e o provoquei.
– Hahaha!
– Maldito Korn, seu idiota! Solte-me! - Ele sorriu para mim como um
louco. Enquanto isso, beijei sua bochecha com tanta força que fez um som
alto de estalo. Então, dei outro beijo molhado em um de seus ombros largos.
– Eu quero te contar uma coisa. - Eu sussurrei em seu ouvido. Ele inclinou a
cabeça, mas não tentou fugir.
– Eu sei que você está sozinho... me deixando dormir ao seu lado, não dá
vontade de levantar; na verdade, você se sente sozinho, certo? É tão difícil
de admitir, Knock? - Eu encarei seus olhos castanhos comoventes
diretamente, como se esperasse ver uma resposta em algum lugar em suas
profundezas. Mas confie em mim, tenho certeza de que minha intuição
sobre isso está correta.
– Algo a dizer. - Eu perguntei novamente, mas Knock não me respondeu.
O comportamento de Knock, embora à primeira vista parecesse a
brincadeira normal que sempre fazemos, era quase como se ele estivesse
começando a ceder sutilmente a mim, ou estou imaginando? Ele estava
fazendo isso sem nem perceber!!!!
CAPÍTULO 14 DÓI MAIS DO
QUE EU
– De jeito nenhum. Não estou nem um pouco sozinho. - Knock rejeitou
minha proclamação e tentou se desvencilhar de meus braços. Eu não ia
deixá-lo me dispensar tão facilmente, puxei seu corpo com força contra
mim e prendi seus braços para que ele não pudesse escapar.
– Olhe nos meus olhos e diga isso de novo, não minta para mim.
Knock realmente olhou para mim, exatamente como eu havia pedido. Ele
olhou para mim, como se estivesse tentando dar uma olhada dentro da
minha cabeça.
– Eu não... eu não sei. - Ele disse. De brincadeira, agarrei um travesseiro e
cobri seu rosto, que ele agarrou e usou para se apoiar. Ele olhou para mim e
abriu a boca para falar, mas parecia que as palavras morriam em sua
garganta enquanto tentavam escapar. Em vez disso, se levantou da cama e,
de costas para mim, disse simplesmente:
– Eu vou tomar um banho.
Com essa declaração calma, ele mancou até o banheiro sem dizer mais
nada. Eu levantei minhas sobrancelhas para sua figura alta enquanto
desaparecia no banheiro, meus olhos se estreitando. Sei que entende tudo o
que venho tentando lhe dizer.
Ele só precisa de algum tempo para transformar tudo em sua mente.
Meus exames terminaram na semana seguinte e, finalmente, minhas tão
esperadas férias chegaram. Yiwha e eu decidimos que não iríamos apenas
ficar em casa e dormir pelos próximos seis meses, acho que vamos brincar
até ficarmos entediados! Knock finalmente tirou a tala e rapidamente
retomou seu comportamento habitual, travesso como um macaco. Muita
coisa aconteceu entre nós durante o tempo em que ele ficou ferido e, agora
que foi libertado, ficamos distantes um do outro. Eu não sabia que algo pior
estava acontecendo nos bastidores. Então, um dia, Knock pediu para se
encontrar em um café próximo. Yiwha estava reclamando que queria vir
comigo, porque não via Knock há muito tempo. Knock estava atrasado
como sempre, e estávamos conversando enquanto esperávamos por ele.
– Como estão as coisas entre vocês recentemente? - Yiwha perguntou
enquanto olhava para mim com preocupação.
– Mesmo que sempre. - Respondi com reserva, assim como minha
personalidade.
– O que significa que vocês ainda se veem todos os dias? - Yiwha
perguntou novamente, eu balancei minha cabeça.
– Não recentemente. Eu diria que está desaparecido, a última vez que o vi
foi na semana passada, quando me disse que ia terminar com a namorada e
depois desapareceu da face da terra. Eu estava ocupado com meus exames,
você sabe disso. - Yiwha suspirou depois de me ouvir.
– Você não ficaria cansado se perseguisse alguém constantemente e ainda
assim nada mudasse? - Perguntei.
– Claro que sim. - Yiwha respondeu imediatamente e eu assenti. – Sim,
estou cansado agora, exausto até. Quero descansar, mas isso não significa
que desisti. Estou apenas me recompondo mentalmente.
Meus sentimentos por Knock não haviam mudado, eram tão fortes como
sempre. Mas a constante indecisão de Knock prejudicava seriamente minha
autoestima. Podemos fazer qualquer coisa pela pessoa de quem gostamos,
mas quando você só vê as costas da pessoa enquanto ela se afasta de você,
você começa a se sentir derrotado e quer desistir.
Esta é a realidade da situação. Eu preciso chegar a um acordo com isso... E
aceitá-lo.
A campainha do café tocou, o que significava que alguém havia entrado.
Nossos olhares se moveram em uníssono para a figura alta do cara que
acabou de entrar na sala, tinha uma pele cor de mel profundamente
bronzeada, características faciais marcantes e um senso de moda único.
Knock caminhou diretamente para a mesa onde estávamos sentados, puxou
a cadeira e sentou-se ao meu lado. Eu levantei minhas sobrancelhas em
confusão quando vi seu rosto tenso.
– O que aconteceu? - Perguntei.
Knock olhou para mim sem expressão e respirou fundo antes de anunciar
– Estou de volta com Pleng. - Sua voz não continha nenhuma emoção
enquanto falava.
Eu só pude sorrir amargamente.
– Você me chamou aqui para me dizer isso?
Ele não respondeu. Eu exalei um suspiro longo e trêmulo, tentando
desesperadamente controlar minhas emoções. Coloquei algum dinheiro na
mesa antes de me levantar e sair da loja sem dizer mais nada, ignorando
Yiwha enquanto ela falava atrás de mim.
Mas imediatamente, ouvi passos correndo atrás de mim. Knock agarrou
meu ombro e me virou para encará-lo.
– Você realmente não sabe por que eu chamei você aqui? - Seu tom era
sarcástico, estava me provocando. Eu nunca o vi assim. Meus lábios
torceram em um canto em um sorriso, propositalmente provocando-o ainda
mais.
– Não, eu não sei. Eu nunca soube o que você estava pensando. - Eu repeti.
– Tudo bem, vou contar tudo para você, mas primeiro... - Knock pausou por
alguns segundos como se enfatizasse sua declaração anterior antes de usar
toda a sua força considerável para me dar um soco no rosto. Houve uma
explosão de dor em minha mandíbula antes que todo o lado do meu rosto
ficasse dormente.
Yiwha gritou em choque. Limpei o sangue do meu lábio e me virei para
Knock para devolver o soco com a mesma força.
Yiwha gritou novamente. Nós dois estávamos prontos para brigar do lado
de fora do café, mas Yiwha correu e se colocou entre nós. Uma multidão se
reuniu para nos assistir, eles devem ter pensado que estávamos brigando por
Yiwha.
– Chega, pare de lutar! O que diabos você está fazendo?! Droga, Knock! -
Yiwha virou-se para Knock, ele estava limpando o sangue de um corte em
uma de suas sobrancelhas com as costas da mão.
– Eu confiei em você, porque você é meu amigo! - Knock gritou antes de
abaixar a voz e continuar: – Mas você contou o que aconteceu em
Amphawa para ela. É por isso que Pleng me traiu, porque ela estava ferida.
Como diabos você pode dizer isso a ela?! - Knock parecia tão triste e
desapontado.
Sua expressão nem começou a se aproximar da devastação que eu sentia
atualmente. Meu? Eu a machucaria?! Essa mulher provavelmente adivinhou
o que aconteceu há muito tempo, apenas guardou para o momento certo
para que pudesse exagerar e distorcer a situação de forma a se proteger.
– Se esse é realmente o tipo de pessoa que você pensa que eu sou, então não
tenho nada a dizer. - Eu disse calmamente, girando na ponta do pé, e
comecei a me afastar. Knock tentou me seguir e agarrou minha mão
novamente, mas eu a afastei.
– Onde você está indo!? - Ele perguntou; parecia que tinha acabado de
ocorrer a ele que provavelmente deveria ter me perguntado sobre isso
primeiro, antes de me socar.
– Em qualquer lugar onde você não esteja. - Eu cuspi sem rodeios. Eu
odiava estar dizendo isso, mas só de olhar para ele partia meu coração.
Minhas palavras o deixaram sem fala, fazendo-o recuar um passo.
– Pare de me incomodar. - Eu repeti, meu rosto frio.
– O que você quer dizer com isso? - Ele parecia realmente arrasado. Quanto
mais eu hesitava e permanecia, pior me sentia, dez mil vezes pior do que
ele, porém será que ele percebeu isso?
– Eu quis dizer o que disse, não gaguejei. O que você vai fazer sobre isso?
– Sim, eu não posso fazer nada, isso é problema seu. Vá para onde quiser.
Não há razão para eu ver você de novo, se estou terminando ou
reconciliando. Você não tinha o direito de dizer isso a ela, Korn!
– Eu tinha todo o direito! - Eu refutei com raiva. Eu estava cansado de ter
que me defender sempre, não sentia que deveria ter que dizer que não havia
dito uma palavra, que aquela mulher era uma mentirosa. O que quer que eu
dissesse, nunca iria acreditar em mim de qualquer maneira! Yiwha ficou
pálida e correu para interromper nosso conflito, usando seus braços finos e
claros para nos separar. Knock e eu olhamos um para o outro, nenhum de
nós estava cedendo.
– Vocês dois, acalmem-se primeiro! Ela é apenas uma cadela falsa malvada,
ela não vale todo esse esforço! Ela definitivamente não vale a pena vocês
tentarem se matar por causa disso! Korn, não diga palavras duras que você
vai se arrepender, mesmo vai para você Knock! Acredito que Korn jamais
diria a essa mulher uma única porra de coisa. Yiwha estava falando sério.
– Explique-se, idiota! - Knock apontou para o meu rosto.
Eu dei um tapa em sua mão.
– Eu te amo, seu idiota! E eu já tive o suficiente!!
Knock ficou tão chocado, e Yiwha também parecia, suas mãos voaram para
cobrir a boca em surpresa.
– De agora em diante, não me diga o que você está fazendo ou para onde
está indo, não me diga que quer confiar em mim! Você vai continuar
perdoando aquela mulher, não importa o que ela faça, tudo o que eu pensei
que nós sentimos um pelo outro foi apenas um desejo meu, certo?!
– Korn... - Knock chamou meu nome, sua voz trêmula, era a primeira hora
do dia,
– Cuide-se de agora em diante.
Knock ficou completamente sem palavras.
– Essa mulher não te ama como eu. Não tenho nada a perder, porque nunca
tive nada a ganhar. Você nunca confiou em mim, não é? - Eu disse
amargamente e imediatamente me afastei logo em seguida. Desta vez,
Knock não tentou me seguir. O choque o prendeu no chão e ele
provavelmente não sabia o que fazer a seguir. Quanto a mim... Era melhor
para mim ficar sozinho. Nada jamais seria o mesmo novamente depois das
coisas que acabei de dizer.
Se não terminássemos aqui...
Então isso levará a uma pausa.
Não havia como continuarmos amigos agora.
Knock era tão hipócrita, enganando a si mesmo que éramos apenas amigos.
Na minha opinião, desde aquela noite fatídica em Amphawa, a palavra
'amigo' existe apenas no nome.
Para mim, ele era meu amante, não meu amigo.
Ponto de vista de Knock
Eu quero morrer. Eu não tinha percebido o completo idiota que eu
realmente era até hoje. Quando eu era criança, sempre me achei muito
inteligente. Não tenho certeza do que aconteceu, porque agora é totalmente
óbvio que o espaço dentro do meu crânio onde meu cérebro deveria estar
está vazio ou apenas cheio de lixo podre.
Desde aquele dia em que Korn e eu brigamos, ele virou um fantasma. Ele
não atendia minhas ligações ou descia quando eu esperava por ele em seu
condomínio. Ele até disse ao segurança de lá que eu sou um maldito
perseguidor! Agora estou estritamente proibido de entrar pela porta da
frente do prédio.
Tentei muito explicar ao segurança que somos amigos desde crianças, nós
tínhamos acabado de brigar recentemente e ele estava com raiva de mim
agora. Olha, qual parte desse cara bonito parece um perseguidor para você?
O guarda disse que acreditava em mim, mas o que ele poderia fazer? Ele
teve que ouvir Korn, já que é o dono do condomínio.
Nessa situação de ansiedade, até tentei pedir ajuda a Yiwha. Mas nem ela
estava disposta a me ajudar, dizendo que era bom deixar Korn ficar bravo,
que precisava controlar seu temperamento de qualquer maneira. Se eu
implorasse a ela, a única coisa que ela ofereceria seria espancar Plern Pleng.
E eu não vou implorar a ela!!Mas o olhar de Korn, as palavras que ele disse,
estavam corroendo meu coração a cada momento. Ainda está se repetindo
em um loop em minha mente até agora. Eu sinto que não consigo nem
respirar mais. Seu rosto era desprovido de emoção, frio e distante. Mas o
olhar em seus olhos me mostrou claramente sua dor, como se eu tivesse
cortado sua pele com uma navalha só para ver se ele sangraria. Fiquei
atordoado naquele momento ao perceber o quanto o havia machucado, mas
minhas pernas estavam pesadas demais para me mover. Eu só pude
observar Korn se virar para sair e desaparecer da minha vista.
Por que não fui atrás dele? Se eu tivesse, poderíamos ter feito as pazes
agora!
Uuugh! Por que eu sou tão estúpido!?
– Knock.
Fui sacudido de meus pensamentos por um súbito grito em meu ouvido. Só
então me lembrei que não estava sentado sozinho, havia uma garota sentada
ao meu lado. Ela estava segurando minha mão, e ela era a razão pela qual
Korn e eu brigamos, a garota com quem estou junto para ajudar a acalmar o
conflito em meu coração, Plern Pleng.
Sim... Ela está segurando minha mão. Mas eu quase tinha esquecido que ela
existia.
– Knock, você nem estava me ouvindo. Foi porque você ainda está
chateado comigo antes? - Seu rosto bonito parecia abatido enquanto ela
lutava para manter minha atenção.
– Desculpe, Pleng... - Meu fraco pedido de desculpas claramente não serviu
de conforto, pois ela permaneceu em silêncio.
– Você está desapontado comigo, certo? - Eu continuei sorrindo para ela,
– Em relação a você ter um caso com aquele outro cara, eu não estou com
raiva de você. Então, que tal você e aquele cara, Korn... - Ela franziu os
lábios depois que suas palavras sumiram.
– Já que você disse que está dizendo a verdade, então deve ter sido ele
quem lhe contou o que aconteceu. Então, assim como ele disse, nós fizemos
sexo naquela noite quando estávamos bêbados... Se você não pode perdoar,
não tenho nada a dizer, porque não era algo que eu pretendia que
acontecesse.
– Eu te perdoo! Só não quero te perder. - Ela segurou minha mão ainda
mais forte, naquele momento, vi um brilho estranho em seu olhar. Retirei
minha mão lentamente. Estávamos no pequeno café no andar de baixo do
meu condomínio; originalmente tínhamos planejado ir para outro lugar, mas
Pleng disse que queria me encontrar aqui.
– Vamos para casa, eu te mando. - Levantei-me e paguei a conta, depois saí
primeiro do café, deixando-a atrás de mim.
Ela me alcançou e segurou meu braço. Fiz uma pausa e me virei para olhar
para seu rosto bonito em confusão.
– O que foi, Pleng?
– Eu não quero ir para casa ainda. - Ela disse, ainda segurando meu braço
com força e olhando para o chão.
– Tenho algo que preciso resolver. Vá para casa primeiro, Pleng. - Eu não
aguento mais, minha cabeça vai explodir se eu não me reconciliar com
Korn o mais rápido possível! Preciso falar com ele hoje, agora mesmo!
– Ok, eu vou embora primeiro. Falo com você depois. - Ela sorriu
docemente para mim.
– Claro. - Eu balancei a cabeça para ela, sorrindo também, e ela saiu na
direção de seu carro. Depois de vê-la ir embora, corri imediatamente para o
meu carro, liguei o motor e parti também. Onde eu estava indo? Para o
apartamento do Korn, é claro!!
Estacionei meu carro no estacionamento e, assim como fiz alguns dias atrás,
corri para dentro do prédio sem vergonha. Como em todas as minhas
tentativas anteriores de infiltração, o guarda me parou no meio do caminho.
– Senhor, você não pode entrar. O Sr. Korn nos instruiu que você está
proibido de entrar. Eu sei que você sabe por que também, então por que
você está aqui de novo? - Novamente, as mesmas frases, repetidas como se
estivessem em um loop contínuo.
– Obrigado por perguntar, tio! Eu continuo aparecendo descaradamente
todos os dias porque o seu Sr. Korn ainda não me perdoou. Ser casca-grossa
é a única maneira de continuar implorando assim. - eu disse, cheio de falso
humor e auto zombaria.
– Eu me sinto mal por você Sr. Knock, mas esta é minha responsabilidade, e
você está me colocando em uma posição estranha vindo aqui todos os dias.
- O guarda parecia realmente inquieto. Eu estava começando a parecer um
perseguidor, não é? Eu venho aqui todos os dias há quase duas semanas
tentando ver Korn. Acho que não foi mais um salto. O segurança até se
lembrou do meu nome! Prova de como sou determinado, a ponto de
arruinar minha imagem com acusações de perseguição.
– Você não pode me ajudar, tio? Peça a ele para me ver, para atender minhas
ligações, só ouvir já é o suficiente. Eu imploro, tio. Estou sendo esmagado
sob uma montanha de culpa, é tão pesado que não aguento mais!
– Eu disse ao Sr. Korn, mas ele insistiu...
– Que sou um perseguidor que está atrapalhando a vida dele.
Terminei a frase por ele, o guarda só pôde sorrir sem jeito.
– Fico feliz que o Sr. Knock entenda minha posição.
– Eu entendo, tio!! - Eu cerrei os dentes e plantei minha bunda bem na
escada em frente à entrada.
– Sr. Knock! O sol está ficando quente agora, não se sente aqui! Apenas vá
para casa!
– Eu não vou, tio! Por favor, diga ao seu Sr. Korn, que estarei esperando por
ele aqui, não importa chuva, sol ou terremoto!!
Assim que terminei meu discurso corajoso, fortes gotas de chuva caíram
sobre minha cabeça como sinais de pontuação. O guarda correu para a
cobertura da guarita, mas gritou comigo preocupado de sua segurança:
– Vá para casa, Sr. Knock, está prestes a começar a chover!
O som pesado das gotas de chuva grossas quase abafou as palavras do
guarda. Isso... Isso não foi uma chuva normal, o céu estava despejando
baldes! Por que agora, de todos os tempos!?
Levantei-me, colocando as mãos em concha em volta da boca como um
megafone e gritei o mais alto que pude na esperança de que Korn me
ouvisse:
– Tio, eu não vou embora!! Se eu não puder falar com ele hoje, então eu
vou ficar aqui mesmo se eu for atingido por um raio! - As nuvens
escolheram aquele momento para pontuar ameaçadoramente minhas
palavras com uma ameaça própria, enquanto um enorme trovão ecoava nos
prédios ao redor. Eu congelei em estado de choque, de repente apavorado,
acabei de me amaldiçoar? Por favor, não me acerte de verdade, eu
realmente não quero morrer!
O trovão novamente caiu no céu sobre a cabeça, e a chuva que antes já era
forte tornou-se um aguaceiro torrencial. Mesmo que a chuva continuasse
ficando mais forte, eu ainda não vi nenhum sinal de Korn descendo.
Felizmente, o trovão havia cessado e meu relógio era resistente à água, ou
então eu não poderia levantar minha mão para verificar a hora todo esse
tempo. Como Korn poderia ser tão insensível? O que mais eu precisava
fazer para provar meu desejo sincero de me reconciliar com ele?
Levantei a cabeça para espiar através da forte chuva até a escada dentro do
prédio e fui tomada por um ataque de tosse. Ótimo, agora eu estava ficando
resfriado. Essa era a última coisa que eu precisava! Acho que não aguento
mais, quanto tempo mais ele vai me ignorar e se esconder em seu quarto?
Tudo bem, vou morrer aqui mesmo de pneumonia, então! Mas antes que
isso acontecesse, eu precisava tentar fazer com que ele me ouvisse uma
última vez!
– Korn!!! Me desculpe por não ouvir sua explicação!!! Eu estava sendo
impetuoso e não entendi você, por favor me perdoe!!!!
Levantei minha cabeça novamente na chuva, mas ainda não havia sinal
dele. Na verdade, eu sabia a direção do quarto de Korn, então olhei para ele,
mas não havia nem mesmo sombras se movendo atrás das cortinas. Ele está
tão determinado que não vai me ver, não é?
Por que eu deveria estar esperando em seu apartamento na chuva e gritando
– Sinto muito! - como o protagonista masculino no videoclipe!?!
Ah, sim, porque fui eu que fiz merda. Agora, estou até enlouquecendo!
– Não seja tão cruel, por favor?! Estou ensopado até os ossos, o que mais eu
tenho que fazer?! - Eu gritei de novo, mas ainda não houve resposta. Nem o
guarda aguentou mais, ele segurou um guarda-chuva sobre me para me
proteger da chuva.
– Apenas vá para casa, Sr. Knock, acho que o Sr. Korn não vai descer. Se
você continuar assim, seus gritos vão incomodar os outros residentes. - O
guarda agora estava implorando para mim, esperando que eu fizesse
sentido.
– Não posso ir agora, tio, tenho que falar com ele. - Fiquei plantado na
escada, encharcado da cabeça aos pés, até os cílios. A água pingava quando
eu piscava, ardendo em meus olhos.
O guarda suspirou profundamente e balançou a cabeça, mas coloquei as
mãos em concha em volta da boca e gritei de novo.
– Korn! Não podemos fazer as pazes?
– Sr. Knock, me escute, você vai ficar doente! - Tio me lembrou, o
desespero vazando em sua voz.
– Não vou embora, tio, não tem como desistir agora. - Eu reiterei.
– Você precisa sair agora! - Fiquei chocado com uma voz repentina e
estrondosa. Não, o guarda não seria tão feroz comigo. Eu vi Korn
caminhando até me com passos longos e raivosos segurando um guarda-
chuva, seu rosto uma máscara de fúria absoluta. O guarda que segurava o
guarda-chuva para me tremia de medo.
– Você pode ir agora, tio. - Korn disse ao tio guarda, e então ele recuou,
levando o guarda-chuva com ele. A chuva voltou a pingar pesadamente no
meu corpo assim que ele saiu. A chuva não tinha diminuído nem um pouco,
mas Korn agora segurava o guarda-chuva sobre mim, seu rosto estava
severo.
– Vá para casa agora. - Ele me ordenou.
– Eu não vou, não até esclarecermos isso. - Limpei a água do meu rosto e
puxei para trás meu cabelo que cobria meu rosto e olhos.
– O que mais há para falar? Não fui claro da última vez? - Korn perguntou.
– Sim, está claro, idiota! Também está claro que você está furioso comigo.
Mas olhe para mim, sim? Eu estive esperando na chuva por você por anos,
desconsiderando totalmente minha própria saúde e bem-estar, para até
mesmo ter a menor chance de se reconciliar com você. Isso não está claro o
suficiente? eu retorqui.
– NÃO!!! - Korn refutou com raiva. – Não estou com raiva de você, estou
com o coração partido e tentando superar você!!
Meu couro cabeludo ficou dormente quando senti todo o sangue escorrer do
meu rosto. Korn sorriu melancolicamente quando viu minha resposta
chocada.
– Eu não quero mais fazer isso, e não vou tentar forçá-lo. Não vou fazer
você se envergonhar e sua namorada sofrer por causa de uma terceira como
eu. Apenas vá para casa.
– Eu não tenho vergonha... - Eu soltei quando vi Korn se virando e se
afastando de mim, mas ele se virou com raiva para me encarar novamente.
– Oh, sério? Então por que você me escondeu? - Ele me perguntou
diretamente, seu rosto tão sério agora que eu só podia olhar para ele sem
expressão. – Se você vai se reconciliar com sua namorada, então
conhecidos distantes é tudo o que podemos ser agora, vai causar problemas
se continuarmos tentando ser tão próximos quanto antes.
Enquanto eu lutava para encontrar quaisquer palavras para oferecer até
mesmo a resposta mais básica, Korn me atacou novamente.
– Nenhuma mulher vai aceitar o marido de seu marido e, da mesma forma,
nenhum homem vai aceitar a esposa de sua esposa. Você não pode ter seu
bolo e comê-lo também.
As palavras de Korn me atingiram com a força de um soco lançado com
todo o seu peso por trás, e todo o sentimento foi drenado de meus membros.
Ele não disse mais nada, apenas se virou e se afastou de mim, confiante de
que havia entendido seu ponto de vista. Eu assisti impotente enquanto os
ombros largos se perdiam na chuva e desapareciam da minha vista.
Sentindo-me totalmente derrotado, decidi finalmente ir para casa.
Não, não vou desistir de encontrar uma maneira de convencê-lo a se
reconciliar comigo. Mas eu precisava me reagrupar e refletir sobre me
mesmo e pensar seriamente sobre o que exatamente eu realmente queria.
Lavei meu cabelo, tomei banho e troquei de roupa, antes de cair na cama.
Pensei muito sobre tudo o que Korn disse e, pela primeira vez, examinei
algumas partes desconfortáveis da minha própria mente que percebi que
vinha evitando há muito tempo. Para ser sincero, quase não dormi naquela
noite.
************
Na manhã seguinte, eu ainda não conseguia entender os pensamentos
confusos em minha mente devastada pela febre. No entanto, ainda consegui
me levantar da cama, tendo convencido Yiwha a se juntar a mim para uma
refeição no shopping à tarde. Eu tinha tentado me forçar a dormir ontem à
noite, sem sucesso. Agora Yiwha e eu sentamos um de frente para o outro
em uma mesa em uma loja de ramen. Não sabia se era febre ou falta de
sono, mas minha cabeça latejava. Yiwha estava sendo franca como sempre
e não dando socos em nossa discussão.
– Então, você ganhou alguma sabedoria ou insight depois de se separar de
Korn? - Eu estava dançando em torno do assunto, apenas tagarelando sobre
tópicos aleatórios, mas ela foi direto ao ponto.
– Não sei. - Eu respondi com raiva. Sinceramente, não saberia dizer de
quem eu estava com raiva, de mim ou dela.
– Que tipo de resposta é essa? - Yiwha repreendeu: – Korn me contou tudo,
que você esperou por ele na chuva e ainda não teve nenhum tipo de
revelação?
– Ehem, sim, e está piorando agora. Na verdade, é por isso que eu pedi para
você me encontrar. - Tossi, admitindo hesitante, e respirei fundo para me
acalmar.
– Ha! Você se meteu nessa confusão, então eu realmente acho que você está
recebendo o que merece, sabia? - Yiwha disse sarcasticamente, eu balancei
a cabeça impotente em concordância.
– Obrigado. - Mexi apaticamente o macarrão em minha tigela, toda a vida
tinha sido sugada de mim. Yiwha suspirou olhando para isso, ela estendeu a
mão e pegou minhas mãos em suas pequenas.
– Knock, você tem que largar esse seu preconceito machista tóxico! Você
vai ficar muito mais feliz se fizer isso, acredite em mim!
– O que você está tentando dizer? - Eu olhei para ela, suas palavras
cortando meu coração como uma faca.
– Eu sei como você é, você não pode aceitar ser a esposa de Korn, certo?
Mas eu sei no fundo do seu coração que você o ama. Você só está ficando
com Pleng para manter uma fachada de dignidade masculina. Se é isso que
você está pensando, você está completamente errada. Korn quer que você
seja seu namorado, um parceiro igual que pertence a ele. Ele não está
pedindo para você desistir de sua masculinidade e se tornar um ladyboy ou
algo assim! Às vezes, os sentimentos são mais importantes do que o seu
ego. - Yiwha cutucou meu peito com seu dedinho bem acima de onde meu
coração estaria.
Eu olhei para o rosto dela em silêncio, tentando engolir, embora minha boca
estivesse seca.
Para ser sincero, fiquei sem palavras.
– Pense nisso, qual deles faz você se sentir mais feliz quando está com eles?
Eu balancei minha cabeça derrotada.
– Mas Korn está com tanta raiva de mim...
– Pare aí mesmo! Cale a boca e me escute! - Yiwha levantou a cabeça como
uma rainha, apontando para mim. – Se você realmente decidiu, então não
terá que se preocupar com o fato de Korn estar bravo com você. Se você for
corajoso o suficiente para aceitar os sentimentos que tem entre vocês, não
importa o quão obsessivo ou dramático ele seja, eu sei que ele vai te
perdoar.
Ao olhar para o rosto dela, meu coração se encheu de milhares de
sentimentos indescritíveis. Ela continuou a segurar minhas mãos nas dela e
apertou de forma tranquilizadora.
– Olha, eu não sei o quanto ele te ama, mas se você quiser descobrir... Você
vai ter que aceitar o coração dele, entendeu, Knock?
CAPÍTULO 15 SE VOCÊ ACHA
QUE FICA BOM COM A BOCA,
NÃO DIGA
As palavras de Yiwha acertaram simultaneamente golpes pesados na minha
cabeça e no meu coração. Eu não conseguia mais encontrar seus olhos.
Yiwha apertou minha mão levemente e depois soltou, e continuamos o resto
de nossa refeição em relativo silêncio.
Suspirei profundamente e olhei para fora através do vidro da janela, então
engasguei de surpresa.
– Então, você sabe o que vai fazer a seguir? - Yiwha me perguntou, mas não
ouvi uma palavra do que ela disse. Porque eu tinha visto a forma de uma
pessoa familiar do lado de fora, conversando com um cara baixinho... Não é
Korn? Com quem ele estava falando? Ele parecia tão familiar, tenho certeza
de que já o tinha visto em algum lugar antes, mas, de jeito nenhum, não
conseguia lembrar o nome dele.
– O que você está olhando, Knock? Você nem está me ouvindo! - Yiwha
choramingou e seguiu a direção do meu olhar para ver para onde eu estava
olhando. A colher caiu de sua mão flácida e caiu ruidosamente na tigela. –
Aquele é Korn e... Mew, certo?
Desviei os olhos e me virei para ela.
– Qual Mew?
– Ei, você é um idiota, Knock? O aluno da M Inter University, aquele que
jogou no time oposto de Korn naquela partida de basquete um tempo atrás,
lembra? - Yiwha explicou, enquanto eu olhava para onde eles estavam, a
cena deles conversando e rindo... Fez meu estômago revirar
desconfortavelmente.
Ok, digamos que Korn ESTÁ interessado em Mew. Aww cara, isso é
totalmente óbvio. Mew definitivamente me derrotou. Ele é pequeno, fofo e
de pele clara, visualmente, eles são compatíveis entre si. Totalmente
diferente de mim, moreno como carvão, bonito como o Diabo, narcisista,
irritante...
Hurum!! Por que eu me comparei com Mew? Minha autoestima não
precisava de outro golpe crítico.
– Ei... O que está acontecendo? Que cara deprimente! Vamos pegar então? -
Yiwha perguntou. Ela não estava realmente me perguntando, pois já estava
chamando o garçom. Com total desrespeito aos meus sentimentos, ela me
arrastou para fora da loja, sem parar para pensar nem por um segundo que
eu poderia estar morrendo de medo de ter esse confronto agora. NÃO
ESTOU PRONTO!
– Vá! Jure sua lealdade! - Yiwha sussurrou asperamente, empurrando-me
para eles.
– Que porra de lealdade, sua louca? - eu perguntei perplexo, tentando
empurrar para trás e recuperar o equilíbrio.
– Louco, minha bunda! - Yiwha gritou, batendo forte no meu ombro com a
palma da mão. Puta merda, isso dói! Mesmo que eu estivesse totalmente
despreparado mentalmente para esta batalha, ela não iria me deixar ir até
que estivesse satisfeita com a situação. Ela me arrastou até Korn, mas ele
ainda não havia nos notado. Ele estava indo embora com Mew, então Yiwha
gritou seu nome dramaticamente para chamar sua atenção.
– Korn!!!
Tenha alguma consideração pelo que sobrou do meu orgulho esfarrapado,
ok?!?
[Fim do ponto de vista de Knock]
Para ser honesto, cada pequena coisa estava me irritando ultimamente,
especialmente qualquer coisa que tivesse a ver com Knock. Eu me senti
injustiçado e mentalmente exausto, e foi por isso que decidi rejeitar seu
pedido de reconciliação. Nosso relacionamento havia chegado a um ponto
crítico e algo tinha que mudar, então decidi deixar tudo para lá. Estou
cansado desse amor não correspondido, e cansei de tentar me enganar
pensando que um dia ele me amaria. Se ele realmente ama aquela mulher e
está disposto a fazer qualquer coisa por ela, então vou desistir e procurar
um lugar para curar meu coração, essa é a melhor solução.
Fui ao shopping para aliviar meus sentimentos inquietos. Enquanto eu
olhava para isso e aquilo sem rumo, senti uma mão tocar meu ombro, então
me virei para ver quem era.
– Korn. - Mew sorriu para mim, e eu me vi respondendo com um sorriso
também.
– O que você está fazendo aqui? - Perguntei. Desde que ele me viu com
Knock, Mew não tentou entrar em contato comigo. Caso você o tenha
esquecido, Mew é o aluno da M Inter University que se juntou à partida de
basquete na minha faculdade há algum tempo. Embora ele tenha pedido
meu LINE ID, ele não me mandou uma mensagem, embora parecesse tão
confiante inicialmente. Ele provavelmente pensou que Knock e eu
estávamos juntos.
Seria ótimo se isso pudesse ser verdade, assim como tenho certeza que ele
presumiu.
– Estou procurando um presente para meu amigo. Você está ocupado agora,
Korn? Quero comprar um relógio para ele, mas não tenho certeza de qual
ele gostaria. Você pode me ajudar a escolher um? - Ele alegremente me
convidou para acompanhá-lo. Vendo como estava abertamente tentando me
atender, não pude deixar de sorrir. Senti meu aborrecimento começar a se
esvair; deve ser porque Mew é tão adorável.
– Claro. - Eu concordei, porque honestamente não tinha mais nada
acontecendo de qualquer maneira. Mas enquanto nos afastávamos, ouvi
uma voz familiar de mulher chamando meu nome.
– Korn!!!
Eu me virei imediatamente, assim como Mew. Era Yiwha, ela estava
acenando para mim na frente da loja de ramen, então caminhou em minha
direção. Meu sorriso desapareceu instantaneamente quando notei o cara alto
e bonito que estava andando ao lado dela. Parecia que estava sendo
arrastado por Yiwha, e não pude deixar de sussurrar seu nome.
–Knock!! - Knock parecia inquieto quando ficamos cara a cara,
especialmente quando minha expressão era tão fria.
–Korn, você veio aqui com o Mew? - Yiwha nos cumprimentou. Ela sorriu
calorosamente para Mew, claramente, se lembrava de quem ele era. Mew
devolveu o sorriso com igual calor. Enquanto Knock ficou de lado
desajeitadamente, a incerteza sendo transmitida por sua postura, até que
Yiwha beliscou sua mão.
– Ai! Seu pirralha, isso dói! Whaaaa, você é tão má! - Yiwha deu um soco
no ombro de Knock em retaliação, e Mew pareceu se divertir com suas
travessuras e riu calorosamente. Mas para mim, eu não conseguia rir ou
sorrir, por que Yiwha fez algo tão desnecessário a ponto de arrastar Knock
junto em prol da reconciliação?
– Sim, isso pode esperar? Porque Mew e eu temos algo para fazer. - Rosnei
com força, basicamente dizendo que tinha vindo com Mew; isso deixou o
rosto de Knock ainda mais envergonhado do que antes. Mas para alguém
como Yiwha, nada que eu pudesse dizer, não importa o quão estranho ou
sem sentido, jamais a deteria.
– Não sou eu que preciso falar com você! - levantou a voz e empurrou
Knock para frente. – Knock tem algo importante a dizer!
– Aww, você não precisava me empurrar com tanta força!
– Apenas diga a Korn o que você precisa dizer, eu espero por você na
livraria. Me ligue se você não voltar. - Ela fez uma mesura para Knock e
para mim com um grande sorriso, quase zombeteiro, e então se afastou.
Knock olhou para mim brevemente antes de quebrar abruptamente o
contato visual e desviar o olhar. Meu olhar era muito frio para ele, tão frio
que parecia se encolher dentro de si.
– Foda-se... - Ele amaldiçoou.
– Apresse-se e cuspa, seja o que for. - Eu disse desinteressadamente.
Os olhos de Knock ficaram aguçados de raiva.
– Então eu não posso falar com você a menos que eu tenha algo de extrema
importância para dizer?
Eu estava ouvindo isso certo? Ele estava realmente chateado por eu não me
importar com o que ele tinha a dizer?
– Eu realmente não tenho tempo para ouvir suas divagações inúteis.
– Sim, as coisas entre nós não valem nada agora, é isso que estou aqui para
consertar! - Knock retrucou, claramente enfurecido com minha atitude
desinteressada.
– Uhh, err, Korn, vou esperar você na seção de vigia, ou talvez façamos isso
outra hora. - Mew deu um leve sorriso quando viu que Knock e eu
estávamos prestes a brigar.
– Não precisa!!
– Obrigado!!!
Knock e eu falamos simultaneamente, eu disse a primeira frase enquanto
Knock disse a última. Seu rosto ficou tenso quando ele ouviu isso.
– Você tem que ser tão idiota agora? Ou você já esqueceu que eu existo e
fiquei com Mew?
– Que diferença faz para você qual é o meu relacionamento com Mew? - Eu
perguntei calmamente. Acho que minha pergunta estava certa, porque ele
não se importava comigo, só se importava com sua mulher!
– Você pode parar de ser sarcástico? - Ele parecia estar gastando sua
paciência.
– Por que eu faria isso? Acabei de perceber seu erro, Knock? Eu não vou
interpretar o segundo protagonista masculino neste estúpido triângulo
amoroso que descaradamente persegue uma pessoa que não me ama de
volta. Eu também tenho minha dignidade. - Olhei para ele calmamente. Ele
realmente não entendia como todo esse drama era exaustivo para mim?
Mew olhou nós sem jeito, mas quando eu segurei sua mão com força, ele
não se atreveu a largar minha mão e ir embora.
– Korn... - Parecia que Knock queria dizer alguma coisa, mas ele ainda não
queria abrir a boca!
– Você pode parar de me colocar nessa situação desconfortável? - Eu
reiterei. Ele estava me fazendo sentir uma merda de novo, parado aqui,
ainda hesitante; então o que ele estava realmente planejando fazer?
Depois de ver Knock novamente sem palavras, virei-me para Mew e disse:
– Vamos.
Knock então disse algo que me fez parar no meio do caminho.
– Eu só queria fazer as pazes com meu marido, só isso! Você é tão difícil de
agradar, idiota!
Eu me virei para ele, atônito.
– Korn, acerte as coisas com seu namorado, é melhor eu ir agora. - Mew
sorriu levemente, então soltou minha mão e saiu rapidamente. Eu nem
percebi quando soltei a mão dele!
– O quê... o quê? - Eu gaguejei, querendo ter certeza de que o ouvi
corretamente.
– Eu disse que só queria fazer as pazes com meu marido, nada mais do que
isso. Esse é o limite para proclamações públicas que estou disposto a fazer,
sabe? - Ele repetiu, enquanto minha boca ofegava de surpresa.
– Seu cérebro entrou em curto-circuito? - Eu era totalmente incapaz de
esconder minha descrença.
– É, claramente você que está tendo um curto-circuito. Você queria tanto
que eu aceitasse, certo? Então é isso, eu aceito. Então por que você parece
tão confuso? - Knock disse calmamente, enfiando as mãos nos bolsos da
calça jeans e cravando a ponta de um tênis no concreto rachado. Os
transeuntes que ouviram suas palavras ficaram surpresos. Tudo porque
Knock era um cara alto, masculino e bonito, com pele profundamente
bronzeada, que também estava vestido com estilo e aqui estava ele,
confessando a outro homem.
Corri até ele e segurei sua mão.
– Venha comigo. - Knock simplesmente me deixou afastá-lo, só soltei sua
mão quando estávamos em um local menos movimentado. Eu precisava que
chegássemos a um entendimento, cara a cara, hoje.
– Yiwha treinou você sobre o que dizer, certo? - Eu me perguntando a ele,
minha voz cheia de suspeita.
– Yiwha não está no comando de como eu vivo minha vida ou quais
decisões eu tomo, ela é apenas minha amiga. - Knock disse sem expressão.
– Então você perguntou ao encarregado de sua vida antes de me dizer isso?
- Eu zombei. Ele sabia que eu estava falando sobre Plern Pleng. Knock
esfregou o cabelo e parecia que não tinha refutação.
– Só meu marido tem voz nessas coisas, não há mais ninguém.
As palavras de Knock me deixaram boquiaberta. Eu tive que reconfirmar,
pois ainda não conseguia acreditar nas palavras que estavam saindo de sua
boca.
– O que você está dizendo, você realmente quer dizer isso?
– Hoy, sério, eu já fiz um compromisso tão forte - Knock parecia que estava
desmoronando. – Talvez deixe-me dar um tapinha na sua orelha? Então
você vai perceber que isso é real.
– Então como você vai resolver as coisas com aquela mulher? - eu retorqui.
– Você tem certeza disso? Vou te dar outra chance de reconsiderar, caso
você não tenha cem por cento de certeza. Porque se você realmente decidiu
que é comigo que quer ficar, não há como voltar atrás. Eu nunca mais vou
te deixar ir, vou brigar com aquela mulher de frente. Caso você ainda não
tenha percebido isso, eu sou uma pessoa muito ciumenta. - Eu expus tudo
para ele.
– Não se preocupe, eu posso cuidar disso. Knock perguntou, bem na minha
cara.
– Era isso que você estava pensando, ao decidir esclarecer isso comigo? -
Encostei-me na parede, cruzando os braços sobre o peito. – Eu não te
forcei.
– Eu sou um adulto, posso pensar por mim mesmo. Eu sei quem é mais
importante para mim. Eu sei que não sentiria tanto se não fosse por você. É
que eu percebi, que posso viver sem Pleng, mas não quero que você fique
fora da minha vista. - Ele desviou o olhar, esfregando a parte de trás de sua
cabeça. Levou tudo o que eu tinha para segurar no meu sorriso.
– Achei que você ia dizer algo ridículo como 'não posso te perder' ou 'não
vou te dar para mais ninguém!
– Ugh, isso é tão cafona, seu idiota! - Knock repreendeu. – Então, você
terminou agora? Não aguento mais, tentar agradar você é tão cansativo e
estou com preguiça de fazer isso o tempo todo.
Eu encarei seu rosto, então agarrei sua mão. Knock olhou para minha mão
segurando a dele, então olhou para mim, e eu senti um sorriso se
espalhando em meu rosto.
– Quer saber? Quando você esperou por mim na chuva, eu tive que agir
como se não me importasse, mas na verdade quase quebrou meu coração.
– Sinto muito... - Knock se inclinou para mim e me abraçou, e eu o abracei
de volta, segurando seus ombros.
– Não estou com raiva, mas você tem certeza disso, certo? - Eu perguntei, o
senti esfregando minhas costas também.
– Fora isso, sou muito bonito e não fui adotado pelos meus pais; nunca tive
tanta certeza de nada na minha vida. - Knock disse, seus ombros tremendo
de tanto rir. Eu ri também e deixei seu abraço, bagunçando seu cabelo.
– Eu confio em você. Resolva isso com sua mulher. Se você procrastinar,
seu homem vai se contentar com você!
A situação entre Knock e eu não tinha mudado muito. Quando eu disse que
resolveria as coisas para ele se ele não fizesse isso sozinho, ele sorriu meio
sem jeito. Eu sabia que entendia que eu estava falando sério. Como nós dois
já havíamos comido recentemente, decidimos ver um filme.
Compartilhamos muitos interesses em comum, incluindo gêneros de filmes
preferidos, então não haveria desentendimentos quando fazemos as coisas
juntos.
– Vamos comprar pipoca. - Knock disse depois que pegamos nossos
ingressos.
– Você vai, eu não estou com vontade, então vou esperar aqui por você. - Eu
disse e me sentei no sofá, casualmente cruzando os braços sobre o peito.
Knock deu uma risadinha.
– Tudo bem, fique tranquilo, tanto faz. Então me espere aqui, já volto.
Com isso, ele caminhou até o posto de concessão. Meus olhos nunca o
deixaram, mesmo que eu não fosse fisicamente com ele. Havia um monte
de garotas que também seguiam Knock com os olhos. Isso me irritou, as
garotas olhando para ele e aquele idiota bronzeado teve a audácia de sorrir
de volta para elas. Heh, vou deixá-lo sentir minha vingança profundamente
mais tarde por esse descaramento.
Enquanto Knock comprava pipoca, vi uma mulher se aproximar e começar
a falar com ele. Ela até entregou a ele um telefone. Knock sorriu e disse
algo, ela pegou o telefone de volta imediatamente e parecia estar se
retirando com desculpas murmuradas. Agora ele voltou indiferente para
mim com refrigerante e pipoca. Quando Knock viu a expressão no meu
rosto, ele riu.
– O que há de errado com você agora? Que cara assustadora.
– Você acha isso divertido? - Eu disse com sarcasmo pingando da minha
voz. Levantei-me para pegar os ingressos, Knock caminhou para o meu
lado e tocou seu braço no meu.
– Por quê? Sentindo ciúmes porque aquela garota pediu meu LINE ID?
Já te disse que sou um marido muito ciumento; ele tinha acertado aquele
prego na cabeça.
Eu estreitei meus olhos para esse cara sem noção, ele não tinha ideia de
onde estava se metendo, me provocando assim.
Vou deixar passar por enquanto, mas vamos falar sobre isso mais tarde. Eles
dizem, vingança é um prato que se come frio.
– Ei, parecia que você estava seguro lá. Ninguém deu em cima de você,
embora você parecesse tão legal aqui sozinho. - Ele riu de mim novamente,
tão pretensioso! Eu bati na parte de trás de sua cabeça em aborrecimento.
– Ai! Ei, isso dói, não bagunce meu cabelo, você sabe disso!
– Seu cabelo será a menor das suas preocupações nesse ritmo! - Eu o
repreendi, enquanto deixávamos a equipe do teatro verificar nossos
ingressos. Entramos juntos, lado a lado. Superficialmente, Knock e eu
parecíamos ser apenas amigos. Ninguém jamais saberia que éramos
amantes pela forma como agíamos em público.
Knock inclinou a cabeça e sussurrou em meu ouvido suavemente
– Verifique o número do assento - quando entramos no teatro escuro. Eu
senti meu coração pular uma batida, foda-se! Não é como se já não
tivéssemos dormido juntos, como diabos ele ainda tinha esse tipo de efeito
em mim? Ele não precisava saber o quão repentinamente perturbado eu
estava, então eu apenas balancei a cabeça, agindo como se estivesse
verificando a passagem.
– 11 e 12 da linha F. - Eu disse suavemente.
– Vamos! - Knock disse e procurou a fileira F, ele entrou e sentou-se
primeiro, depois eu sentei ao lado dele, colocou a bebida entre nossos
assentos. Durante o trailer e o comercial, Knock estava conversando
alegremente comigo, mas eu mastigava a pipoca em um silêncio de pedra.
Eu ainda estava fervendo de irritação com ele!
– Então, o que te deixou chateado comigo desta vez? - Knock me
perguntou, seu tom ainda brincalhão. Ele percebeu claramente que eu estava
tendo um acesso de raiva.
– Nah, só estou cansado, com preguiça de falar." Eu disse com um tom
plano.
– É assim mesmo?
– Sim.
Ele passou o braço em volta do meu pescoço no teatro escuro e me puxou
para mais perto. Meus olhos se estreitaram com desconfiança, perguntei a
ele.
– O que você está fazendo?
Knock sorriu, inclinando-se para perto o suficiente para que eu pudesse
sentir seu hálito quente sobre minha orelha. Meu coração martelava contra
minhas costelas com tanta força que parecia que estava tentando escapar!
– Você não quer saber o que eu disse para aquela mulher?
Ele vai me dar um ataque cardíaco! Agora eu estava chateado comigo
mesmo, se Knock soubesse o efeito que estava causando em mim, isso o
deixaria ainda mais convencido!
– Eu não ligo! - eu neguei.
Agora Knock tinha me puxado tão perto, que seus lábios roçaram a borda
externa da minha orelha quando ele falou novamente.
– Eu disse a ela que já tenho um amante.
Meu coração parou antes de voltar à ação, e uma estranha onda elétrica
pareceu subir da base da minha espinha até a parte de trás da minha cabeça.
Afobado, só consegui me virar para afastar sua cabeça. Knock se esforçou
para conter o riso, os ombros tremendo com o esforço. Eu sabia que ele
estava brincando comigo agora, só para me ver fazer uma cara estranha. Ele
nunca tinha sido tão abertamente sedutor para mim antes, certamente não
em público ou ainda sóbrio! Então apertei minha mão para segurar sua nuca
e o beijei profundamente, ali mesmo no teatro escuro.
Quando levantei a cabeça, os olhos de Knock se arregalaram.
– Ei, seremos amaldiçoados se alguém ver isso. - Knock sussurrou, mas eu
apenas levantei minhas sobrancelhas e me recostei no assento.
– Eu não ligo. - Eu disse, e Knock chutou minha perna. Então paramos de
tocar, pois a multidão começou a entrar. Ainda estamos nos empurrando
como crianças, mas neste momento a coisa mais importante que
compartilhamos entre nós é que estamos sorrindo como idiotas.
Depois de sair do cinema, Knock e eu estávamos discutindo ativamente o
filme, então Knock de repente congelou.
– Merda! - ele sussurrou asperamente.
– O que, você deixou alguma coisa no cinema? - Fiquei chocado com sua
mudança repentina de humor.
– Não, eu esqueci fora do cinema! - Knock reclamou, agora parecendo
visivelmente chateado.
– O que foi isso?
– Yiwha. Estou ferrado, aquela mulher vai me matar. - Knock ligou
imediatamente para Yiwha. Fiquei ao lado dele, vendo-o se desculpar com
ela e eu ri. Yiwha o repreendeu tanto que seus ouvidos ficaram dormentes,
então desligou abruptamente na cara dele.
– Então, como está? - Eu perguntei a ele, tentando manter al diversão fora
da minha voz.
– Ela me repreendeu, é claro. Ela disse que esperou por mim lá por uma
hora inteira. - Knock sorriu estranhamente.
– Então, ela está realmente brava?
– Na verdade não, apenas me repreendeu corretamente e desligou. - Eu bati
em seu ombro.
– Sim, você sabe que pode esquecer tudo menos ela. Ou então ela vai te
repreender até que suas orelhas caiam. - Eu disse com medo genuíno.
– Sim, não vou esquecer de novo.
– Então, você está voltando para o seu condomínio agora, certo? - Eu
perguntei, escondendo minha pergunta carregada como inócua.
– Por quê? Você está com pressa? - Ele pareceu desapontado com a minha
pergunta.
– Estou cansado, quero ir para casa e tirar uma soneca - Eu disse.
Knock esfregou a nuca, aborrecimento transparecendo claramente em sua
expressão enquanto caminhávamos.
– Eu não quero ir para casa ainda. Não há nada para fazer sozinho no meu
quarto.
Ouvir isso trouxe um largo sorriso ao meu rosto.
– Quer assistir algo no Netflix e relaxar no meu quarto?
– Claro! - Knock concordou prontamente. – Você sempre mantém muita
comida em seu lugar, eu certamente não sou de deixar passar comida de
graça.
– Certo, 'comida de graça', de fato. - Repeti suas palavras, sorrindo
alegremente.
Nós dois estávamos sorrindo...
Mas nossas definições de 'comida grátis' aqui eram totalmente diferentes,
.ELE é minha comida, e vou devorá-lo vivo, cada centímetro glorioso dele.
Mesmo à luz de nossa comovente reconciliação, ele machucou meu coração
repetidas vezes. E eu terei minha vingança.
CAPÍTULO 16 VOCÊ NÃO TEM
MUITOS CORAÇÕES, CERTO?
Knock decidiu voltar para o meu apartamento comigo, alheio ao destino
que eu havia planejado para ele. O guarda sorriu calorosamente para nós
quando nos viu subindo as escadas do condomínio juntos.
- Oh ho, Sr. Korn, você finalmente fez as pazes com seu amigo?
- Tio, esse cara não é meu amigo. - Eu disse, meu tom de voz ilegível.
- Ah, seu idiota, o tio não vai deixar entrar se você falar assim!! - Knock
estava choramingando, e lutei para segurar o riso, mas meus ombros
trêmulos provavelmente já haviam me denunciado.
- Então, o que você gostaria que eu fizesse, Sr. Korn...? - Tio Guard
começou a perguntar, mas eu levantei minha mão, gesticulando para ele
parar.
- Tio, ele não é meu amigo, ele é meu namorado.
Tio Guard e Knock estavam olhando para mim com os olhos arregalados e
o queixo caído. Você pensaria que acabei de brotar uma segunda cabeça ou
algo assim. Coloquei meu braço protetoramente em volta dos ombros de
Knock e disse.
- Vamos subir, querido. - Então eu o afastei do ainda boquiaberto Tio
Guarda, e ele seguiu minhas instruções obedientemente.
Como eu ainda tinha meu braço em volta de seu ombro, tudo o que Knock
pôde fazer foi se virar para o tio Guard e gritar enquanto eu o puxava para o
elevador comigo:
- Tio! Não é o que você pensa!!! - Ele mereceu. Ele ainda estava tentando
manter aquela fachada machista tóxica. Nojento!!
Knock e eu usamos o elevador juntos. Ele já estava começando a reclamar
sobre isso e ainda não tinham se passado algumas horas. Ele ainda estava
sendo insosso e isso estava começando a me irritar.
- Se você ainda se sente desconfortável por ser meu namorado, então você
deveria voltar para sua casa. Não me deixe te deter.
- Não, querido Korn. - Ele cutucou meu peito com os dedos de brincadeira.
Seu ato fofo não iria me acalmar desta vez, então eu empurrei sua cabeça.
- Então por que você está reclamando, hein? - Eu levantei minha voz.
- Ho... Isso parece estranho, acho que devemos apenas manter isso entre nós
por um tempo. - Ele estava agindo timidamente, como se estivesse
preocupado que eu pudesse ficar com raiva. Sinceramente, eu não estava
com raiva, só queria provocá-lo. É chamado de 'irritar a esposa' em nosso
dialeto.
- Tudo bem, eu sou 'esquisito' acho que não sou tão bom quanto a sua
mulher. - Deixei meu rosto ficar tenso.
- Não é isso... - Knock explicou imediatamente. Ele ficou todo nervoso e
suado, como alguém que foi pego em flagrante traindo pelo cônjuge. -
Ouça-me... é... só estou tentando descobrir como contar a ela...
Oohoho. Estava dando tudo em mim para não cair na gargalhada. Ele sabia
disso, ele poderia dizer? Não aguento mais!
Knock bateu levemente em meu ombro e eu me virei para ele, meu rosto
cuidadosamente inexpressivo.
- E agora?
- Não fique com raiva de mim, por favor? Heeey, vamos lá. Por favor? - Ele
acenou com as mãos tentando chamar minha atenção. Era isso, não aguentei
mais! Comecei a rir, segurando minhas costelas e ofegante.
- Ah, Korn, seu idiota, você estava brincando comigo! - Eu estava rindo
tanto que Knock de repente segurou o colarinho da minha camisa.
- Esta é a minha vingança por toda a dor e sofrimento que você me causou -
contorcendo se facilmente de suas mãos, e Knock parecia impaciente agora.
- Tudo bem, então estamos quites agora!
Mesmo agora? Como só esse pouquinho poderia nos deixar quites?
Eu sorri para mim mesma secretamente. Se ele pensou que ficaria satisfeito
em apenas mexer com ele um pouco, então Knock entendeu tudo errado. Eu
o faria gritar meu nome até o final da noite, espere e veja!
O elevador soou docemente quando as portas se abriram e meus
pensamentos foram interrompidos. Saímos juntos para o corredor e nos
deparamos com meu amigo e vizinho que morava do outro lado do
corredor.
- Ei Korn, de onde você está voltando? - ele me cumprimentou
agradavelmente.
- Oh, ei, Cho. Eu só saí um pouco. E você? Onde você está indo? - Eu
respondi.
- Oh, eu vou pegar uma coisa no shopping.
- Hum. - Eu balancei a cabeça, Cho olhou para Knock, enquanto Knock
olhou para o recém-chegado com curiosidade.
- Quem é? Cho perguntou.
- Meu amigo. - Eu respondi, e o rosto de Knock se contorceu, me fazendo
rir. - Ou você prefere que eu diga 'minha esposa'? - Eu me virei para
perguntar a ele, diversão irônica em todo o meu rosto.
- Ah!!! Você acha que ele já não ouviu você? Você precisa de um alto-
falante? - Knock zombou.
- Huh? - Cho parecia obviamente entender o verdadeiro significado de
nossa brincadeira.
- Amigo, ele é meu amigo. - Eu repeti.
- Ah, hum.
Knock respondeu com um sorriso também.
- Obrigado!
- Eu vou indo, Korn. Devíamos sair para beber alguma hora. - Cho disse,
balançando a cabeça.
- Claro, me avise. - Acenei, ele acenou com a cabeça, exibindo outro sorriso
com covinhas para Knock antes de sair. Cho e eu somos o mesmo tipo de
cara, alto e de pele clara. Ele parecia muito mais amigável do que eu por
causa daquelas covinhas adoráveis quando sorria. Eu nunca tinha visto ele
com ninguém, será que ele tinha uma parceira?
Depois que Cho saiu, destranquei a porta e entramos no meu apartamento.
Estava tão quente lá fora que nós dois estávamos encharcados de suor.
Knock tirou os sapatos e mostrou a língua como um cachorrinho.
- Por que está tão quente?!? - Ele reclamou: - Vou ligar o ar condicionado.
- Vá em frente. - Eu balancei a cabeça,
- Eu vou tomar um banho. - Knock disse e eu entreguei a ele uma toalha
limpa.
- Você tem um par de calças para me emprestar? - Knock perguntou.
- Eu tenho alguns shorts.
- Sim, empreste-os para mim. - Eu balancei a cabeça, e passei-lhe o short.
- Você precisa de uma camisa?
- Nah, estou com muito calor, vou tomar banho agora.
- Ok, se apresse, eu quero tomar banho também.
- Hum.
Knock desapareceu no banheiro, eu brinquei com seu iPhone enquanto
esperava por ele. Somos amigos há muito tempo, então eu já sabia a senha
dele. Depois de desbloquear o telefone, vi que ele tinha 30 textos LINE
perdidos. Eu levantei minhas sobrancelhas em curiosidade, antes de clicar
no aplicativo.
Por que? Porque eu sou o marido dele, e é meu direito verificar isso!
Meus olhos se estreitaram quando vi o remetente: era Plern Pleng
Eu me segurei por um breve segundo, me perguntando se era apropriado
clicar. Porque se eu fizesse, todas as mensagens deveriam ter sido lidas, mas
sem obter nenhuma resposta.
- E daí, quem se importa! - Eu disse a mim mesmo, então xingei de
irritação. Eu cliquei no aplicativo ansiosamente. Por que eu estava me
preocupando? Eu estava fazendo isso por Knock!
Plern Pleng: Querido >> Por que você não me respondeu, posso ver que
você está online.
7:26 Plern Pleng: Querido >> Meu amigo viu que você e um cara justo
estão assistindo filme juntos, você está com Korn certo?
17:28 Plern Pleng: Querido >> Não conversamos sobre isso? Eu não gosto
dele!
17:30 Plern Pleng: Querido >> Me responda, Knock!
17:32 Plern Pleng: Querido >> Meu amigo disse que vocês dois se beijaram
no cinema. Meu amigo estava no mesmo teatro que você, é verdade?
Aí ela mandou muitos emojis, porque Knock não respondeu. Admito que
fiquei chateado lendo os textos dela, fiquei mais irritado quando rolei para
cima e li as respostas anteriores de Knock para ela, fiquei tão irritado!
Excluir!!
Apague tudo!!
Limpe todo o diálogo!!
E se isso não bastasse, até a bloqueei no LINE. Achei isso muito
satisfatório, embora soubesse que estava sendo incrivelmente infantil e
mesquinho. Devolvi o telefone dele e descansei minha cabeça no braço
enquanto esperava que ele saísse do banheiro. Depois de um tempo, a porta
se abriu e Knock saiu. Gotas de água grudavam em seu peito nu musculoso
e profundamente bronzeado, e o short emprestado caía tão baixo em seus
quadris magros que uma sombra de pêlos púbicos escuros aparecia acima
do cós. Era tão agressivamente sedutor que faria o coração de qualquer um
que o visse pular uma batida. Ele caminhou até o espelho e cantarolou
desafinadamente para si mesmo enquanto enxugava o cabelo com toalha,
claramente ele estava de bom humor. Levantei-me da cama e peguei uma
toalha, indo para o banheiro para tomar banho.
- Korn.
- Sim? - Eu me virei para perguntar.
- Quer pedir pizza? - Ele perguntou.
- Você quer?
- Sim, eu quero.
- Então faça seu pedido. - Eu disse. - Vou tomar banho primeiro, está
quente", eu disse ao entrar no banheiro.
Enquanto tomava banho, prestei atenção extra a qualquer som vindo de
fora, imaginando se Knock notaria que eu havia tocado em seu telefone e
feito barulho. Eu sabia que ele tocaria em seu telefone, mas não havia sons
incomuns vindos de fora.
Ou ele ainda não havia checado suas mensagens no LINE, ou não queria me
acusar ou ele estava ocupado pedindo pizza e não notou nada.
Coloquei uma roupa confortável e solta e saí do banheiro, caminhando
direto para Knock. Ele estava brincando com o telefone esparramado na
minha cama. Sentei-me na cama ao lado dele e perguntei:
- Você já pediu?
- Ainda não.
- Por que não? Foi você quem disse que queria. - Eu perguntei novamente.
- Eu estava esperando você sair do chuveiro para fazer o pedido. - Ele disse:
- Ligue para eles para mim, odeio falar com estranhos ao telefone.
Fiquei sem palavras, cutucou a cabeça de leve.
- Com preguiça de pedir, mas ainda espera ser alimentado.
- Isso mesmo. Faça o pedido para mim. - Suspirei, mas fiz a ligação mesmo
assim.
- Que sabor?
- Frutos do mar. - Ele respondeu imediatamente.
- Há apenas dois de nós.
- Eu tenho um estomago grande, basta pedir duas pizzas medias. - Revirei
os olhos, mas ainda pedi como ele instruiu.
- Que tipo de crosta?
- Crosta grossa. - Ele atendeu nem mesmo desviando o olhar do telefone.
Então ele se moveu para descansar a cabeça nos meus joelhos e pude ver a
tela do telefone, ele está jogando no LINE.
- Que tipo de macarrão você quer?
- Bacon à Carbonara. - Ele sabia tão claramente o que queria comer, mas se
recusou a fazer o pedido sozinho!
Fora isso, Knock pediu cola, sorvete e frango frito. Eu não tinha certeza se
ele estava comendo ou tentando se empanturrar como um fantasma
faminto! Ele tinha uma tênia ou algo assim? Depois que o restaurante
confirmou o pedido e o endereço de entrega, desliguei o telefone. Knock
ainda estava imerso no jogo e não prestava atenção em mais nada.
- Você é um fantasma faminto, ou algo assim? Por que você pediu tanta
comida? - Eu zombei dele.
- Perdi o apetite durante nossa luta devido à ansiedade, e agora meu apetite
voltou e estou morrendo de forme. - Ele disse.
- Como se eu fosse tão importante. - Zombei
- Sim, mais ou menos, o pagador de contas tem que ser importante. Heh. -
Ele respondeu com indiferença, sem tirar os olhos do telefone.
Eu bati na cabeça dele.
- Ai, isso dói! - Knock ganiu, mas continuou seu jogo sem parar.
- Você leu suas mensagens no LINE? - Perguntei
- Por quê? Você quer saber como eu reagiria quando percebesse que você
bloqueou Pleng no LINE? - Knock disse isso tão diretamente que fiquei
muito estupefato para responder.
- Eu não gosto que ela mande mensagens para você, apresse-se e termine
com ela já!
- Ela pensaria que eu ainda estaria com ela depois de tudo isso? - Knock
disse, ainda sem se preocupar em se afastar do telefone, então eu incline seu
queixo para cima para fazê-lo encontrar meus olhos.
- Termine esses relacionamentos, não apenas ela, quero dizer todos os seus
amantes. Todos eles precisam entender que você está comprometido.
- Aww querido Korn, como você pode destruir meu caminho para ganhar a
vida? - Knock reclamou, com o rosto todo contraído como se estivesse
constipado.
Apertei seu rosto, fiz o beicinho e apontei para seu rosto.
- Eu não gosto de ser cruel, então cuide disso rapidamente. Você sabe que
seu marido é feroz.
- Lemego, indian. - (Deixe-me ir, estou morrendo) Knock não conseguia
falar direito porque eu estava esmagando seu rosto.
Eu o deixei ir a contragosto, para que ele pudesse se sentar corretamente e
jogar seu jogo. Ele começou um novo jogo imediatamente após morrer no
anterior.
Eu estreitei meus olhos para ele, vendo como ele estava sendo totalmente
indiferente e silencioso. Estou ciente de seus truques, jovem. Nem tente me
enganar. Sorri com aprovação e agi indiferente ao meu redor, assistindo à tv
à toa enquanto esperávamos que as pizzas chegassem.
Knock estava tão imerso em seu jogo e não prestou atenção em uma palavra
que eu disse. As pizzas chegaram depois de uma pequena espera, desci para
buscá-las e paguei por elas.
Knock sorriu alegremente e empilhou toda a comida na mesinha. O cheiro
se espalhou convidativamente pelo meu apartamento assim que ele abriu a
caixa de pizza, fazendo nossos estômagos roncarem. Fechei a porta atrás de
mim e voltei a me sentar ao lado dele, agarrando sua mão que segurava a
bandeja de pizza. Ele se virou para mim com as sobrancelhas levantadas,
- Peça gentilmente!
- Eu quero comer pizza...
Eu parei, olhando para ele de cima a baixo deliberadamente, então disse
sedutoramente. - Ou vamos comer'
- Uau, que mente imunda! Você poderia ter me avisado, você me
surpreendeu. - Knock disse, rindo. Eu apenas sorri inocentemente e peguei
o que parecia ser a maior fatia de pizza. Mas Knock não estava em seu juízo
perfeito, ele se inclinou e deu uma mordida na fatia que estava na minha
mão. Olhe para ele, meus olhos se arregalaram de surpresa, mas ele apenas
sorriu.
Knock recuou, mastigando sua pizza como se não tivesse acabado de fazer
uma coisa tão provocante, mesmo que ele quase tenha feito meu coração
pular do meu peito.
- Porque você fez isso? - Eu fiz uma careta,
- Estava de olho na mesma fatia!
- Oh, certo - Eu arrastei minha voz sarcasticamente, e coloquei a fatia de
pizza para baixo.
- Yeeeeeeah - Knock zombou da minha voz arrastada.
Eu me virei para ele.
- Ei, eu não quero comer pizza agora. Vamos fazer outra coisa?
- O que você quer fazer? - Ele me perguntou, uma sobrancelha arqueada
interrogativamente. Ele pegou a fatia que eu tinha acabado de colocar
continuou comendo. De alguma forma, consegui me controlar, observando-
o terminar a fatia e começar a trabalhar em outra. Meus olhos se
estreitaram, observando-o, quando uma ideia brilhante surgiu na minha
cabeça. Lambi meus lábios.
- Espere por mim.
- Onde você está indo? - Ele perguntou.
- Aguarde um minuto, já volto.
Corri até a loja de conveniência para pegar um pouco de cerveja. Pensei em
comprar preservativos enquanto estava lá, mas desisti. Não gosto de usá-los
e esta noite não pediria seu consentimento. Francamente, Eu não ia dar a ele
uma escolha no assunto.
Knock tinha acabado de jogar pizza no rosto e estava de volta ao telefone
quando voltei para o quarto. Coloquei a cerveja na frente dele, só então ele
desviou a atenção do jogo.
- Yay É o seu deleite!
Ele parecia alegre, e a marca de cerveja gelada que eu havia escolhido era a
sua favorita. Eu balancei a cabeça para ele, reconhecendo.
- Sim, é o meu deleite.
- Uau, por que você está sendo tão legal?
Ele abriu a primeira garrafa, e eu também escolhi uma garrafa, abrindo-a
com um sorriso. Tomei um gole profundo e não respondi.
Você não sabe?... não existe almoço grátis neste mundo, minha querida
esposa.
Knock e eu bebíamos muito, mas ele bebia mais do que eu. Afinal, eu havia
comprado a cerveja intencionalmente para embebedá-lo. Ele não coopera
quando está bêbado, só querendo dormir. Eu já estava exausta quando o
arrastei para a cama.
O cara alto caiu de bruços na cama por causa do meu empurrão. Eu
imediatamente cobri seu corpo com o meu, depois de despi-lo dos shorts
soltos e baixos. O cheiro de álcool impregnava a sala, e o ar frio do ar
condicionado não conseguia refrescar o calor do meu desejo.
Knock estava apenas meio acordado.
- O que você está fazendo... - Knock estava arrastando sua fala embriagado,
me fazendo rir.
- Não aja como se nunca tivesse feito isso antes.
- Ei!! Não! Não! - Ele estava tentando resistir a mim, então me inclinei e
beijei seus lábios. Segurei seu corpo com força para que literalmente não
houvesse ar entre nós, impedindo qualquer via de fuga. Quando tranquei
meus lábios nos dele, Knock cantarolou e gemeu de insatisfação. Empurrei
minha língua profundamente em sua boca e corri minhas mãos sobre cada
centímetro de pele exposta. Minhas mãos deslizaram daquele belo peito e
sobre a barriga tensa e musculosa. Knock tentou se livrar de minhas mãos,
mas usei uma para agarrar sua mandíbula, provavelmente com um pouco
mais de força do que antes. Eu estava esperando por esse momento pelo que
parecia eras. Eu queria ter certeza de que ele não tinha como escapar de
mim, sua embriaguez deixando-o descoordenado e ajudando ainda mais
meu plano.
Soltei seus lábios, pairando logo acima deles e murmurei.
- Quando você se tornou tão pudico? Você não costumava ser assim.
- Eu não quero fazer isso... - Sua fala estava arrastada e parecia bastante
bêbado. - Você só está se aproveitando porque eu estou bêbado. - Knock
parecia aborrecido, mas foi incapaz de fazer qualquer tipo de luta real.
- Você me machucaria com sua força de búfalo se não estivesse bêbado. -
Eu disse provocando.
- Eu não deveria ter bebido aquela bebida que você comprou. Idiota, tão
errado. - Knock xingou.
Inclinei-me para seu rosto bonito, observando sua expressão com satisfação.
- Está tudo bem, eu vou te deixar quente mais tarde...
- Hum...
A resposta de Knock desapareceu quando eu o beijei novamente, dessa vez
mais profundamente. Mergulhei minha língua entre seus lábios, saqueando
todos os recessos de sua boca, canalizando meu desejo em seu corpo com
minha língua. Peguei sua masculinidade flácida em minhas mãos e comecei
a acariciá-la e as chamas de seu desejo, para que ele não tivesse para onde
correr. Com nossos lábios juntos, explorei sua boca completamente. Eu
soltei seus lábios e voltei minhas atenções para outro lugar. Deixei beijos
em cada canto de seu pescoço, chupando, mordiscando e lambendo, até que
estivesse coberto de minhas marcas de beijo.
- Arh... Não, não deixe tantas marcas no meu pescoço... - Ele gemeu
fracamente. Continuei minha trajetória descendente, agora enterrando todo
o meu rosto em sua linda clavícula, que se conectava ao ombro viril,
movendo-se ainda mais.
- Claro... - murmurei. - Vou deixar mais marcas em outro lugar.
- Hah!
Peguei um mamilo marrom entre os lábios e o enrolei delicadamente entre
os dentes da frente, sua resposta foi instantânea, fazendo com que Knock
inalasse com força e estremecesse quando um arrepio surgiu em sua pele.
Os gemidos intensos vindos de seus lábios entreabertos me disseram o
quanto ele sentia. A ponta da minha língua estalou rápida e pesadamente,
pressionando, mordiscando e até que seu mamilo fique duro como uma
pedra. Soprei suavemente sobre o mamilo úmido e endurecido e o observei
se contorcer de satisfação. Enquanto isso, soltei meu aperto em sua
mandíbula presa e me movi para dar toda a minha atenção ao outro mamilo,
dando-lhe a mesma atenção do primeiro, até que ele também ficou inchado
e duro. Minha sucção e mordidela deixaram seu peito coberto quase
inteiramente com minhas marcas de beijo. Eu estava tendo muita alegria e
satisfação em marcar meu território.
Knock agarrou meus ombros com força, mordendo os lábios, cabeça jogada
para trás e pescoço arqueado com as sensações. Todo o tempo, eu estava
acariciando seu pau vigorosamente, meus lábios estavam se movendo para
baixo também, beijando seu abdômen apertado. Aumentei a velocidade do
movimento da minha mão e a respiração pesada de Knock se amplificou em
suspiros estrangulados. Ele agarrou meus ombros com força, suor
escorrendo em sua testa lisa. Seus gemidos baixos e trêmulos podiam ser
ouvidos profundamente, vibrando em seu peito, e isso despertou meu desejo
com tanta força que parecia que ia explodir!
- Não... Não... - Ele murmurou vagamente. Inclinei-me e beijei-o
novamente, o ritmo da minha mão atingindo um crescendo, e com apenas
mais alguns golpes febris, ele liberou sua essência quente na palma da
minha mão. Eu ainda o beijava pesadamente, após o orgasmo que acabara
de atingi-lo. Tendo acabado de terminar, Knock ainda estava em estado de
quase delírio, mas para mim, isso é só o começo!
Eu o beijei acaloradamente, minha língua mergulhando profundamente para
saborear a cavidade quente de sua boca, explorando e dançando com sua
lingua livremente. Knock. respondeu instintivamente, mas eu era o único no
comando deste jogo. Sei que suas mãos estavam torcendo e puxando meu
cabelo, mas não me importei nem um pouco. Eu liberei minha posse de seus
lábios e peguei um frasco de lubrificante da minha mesa de cabeceira.
Nós dois estávamos ofegantes, o beijo estava muito intenso agora, era como
duas pessoas travadas em uma batalha até a morte. Abri suas pernas o
máximo que pude, depois cobri a ponta do meu dedo com lubrificante e o
empurrei para dentro de seu túnel apertado e quente. O corpo de Knock
ficou tenso imediatamente e ele me empurrou quando eu o beijei
novamente.
- Por que... - eu perguntei. Ao mesmo tempo eu movia meu dedo, enchendo
sua passagem com o lubrificante.
Oh maldito!! Tão macio e tão quente, eu não queria nada mais do que me
enterrar dentro daquele calor, tanto que quase fez meu coração parar!
- Idiota! Por que você está agindo como se nunca tivesse feito isso antes?
Correndo como o inferno, não é? Calma, dói!
O rosto de Knock se contorceu. Quando olhei para baixo, só então percebi
que já havia inserido meu dedo inteiro. Mas quando vi que aquele franzido
apertado estava sugando meu dedo instintivamente, eu sorri para ele.
- Tem certeza que é dor e não prazer? - Eu murmurei roucamente para ele.
- Pergunte a minha bunda! Seja gentil, seu idiota! - Knock ganiu de
aborrecimento. Embora seu rosto estivesse tenso, o rubor flamejante que
manchava suas bochechas me disse que provavelmente estava se sentindo
muito bem, embora eu possa ter sido muito rápido, definitivamente não fui
rude com ele.
- Dói agora? - Eu acariciei com meu dedo para frente e para trás em um tipo
de movimento 'venha aqui', pressionando suavemente, mas firmemente
contra seu ponto doce repetidamente. O corpo de Knock começou a tremer
e seu rosto estava flácido, as pálpebras tremulando.
- Não, não é isso... É algum outro sentimento.
- Sério... - Eu provoquei e empurrei meu dedo para dentro e para à fora em
um ritmo regular, explorando-o. A respiração de Knock estava ficando
irregular de novo, as unhas cravando em meus ombros.
- Hol... Espere... É... - Sua voz tremeu enquanto ele tentava falar, a
expressão em seu rosto estava me levando à loucura.
Um absurdo ininteligível agora estava saindo de seus lábios. Olá!! Eu
realmente estava à beira de perder a cabeça. Sua expressão, sua voz... meu
restante de sanidade era tênue na melhor das hipóteses. Eu realmente não
tinha feito nada para ele ainda, e ainda assim eu estava prestes a explodir,
ele percebeu isso?
Aos poucos acrescentei outro, depois outro dedo, estendendo com ternura
sua passagem escorregadia. Eu não queria machucá-lo mais do que o
necessário. Depois de demonstrar uma paciência desumana, pude sentir que
ele estava relaxado e pronto para mim. Abaixei a calça larga do pijama o
suficiente para tirar meu próprio pau dolorido e me posicionei
cuidadosamente em sua entrada.
- Devagar... Vá devagar... - A mão de Knock empurrou meu peito, falando
em voz baixa. Isso não me impediu ou realmente me atrasou; em vez disso,
ele estava apenas atiçando minhas chamas ainda mais. Eu ia foder com ele
até que não pudesse mais enxergar direito!
- Não está mais tentando me fazer parar? - Eu provoquei.
- Quando eu já tive sucesso em fazer isso? - Knock fez uma careta e tentou
me chutar. Mas quando enterrei metade do meu comprimento dentro dele de
uma só vez, ele só conseguiu calar a boca. Knock ficou em silêncio com a
dor da minha invasão repentina, mas minha estratégia também saiu pela
culatra; meu próprio rosto se contorceu devido à intensa compressão de
seus músculos internos. Fazia muito tempo desde a última vez que tínhamos
feito isso, e mesmo com toda a minha preparação cuidadosa, ele ainda
estava incrivelmente firme.
- Não fique tenso... - Eu gemi e subi suas pernas sobre meus ombros,
enquanto tentava confortá-lo...
Knock estava deitado embaixo de mim, respirando superficialmente, corado
e sem palavras. Ele parecia ter sido atacado. Na verdade, sei que se
engasgou por causa da dor.
- Ainda dói...?
- Não quero mais te dar bronca, seu babaca, dói tanto... - Ele disse
respirando pesadamente, e aquele peito que estava cheio das minhas marcas
de amor também tremia. Mesmo que eu estivesse apenas na metade, eu
ainda estava me movendo dentro dele em um ritmo lento. Enquanto me
movia, levantei meu corpo com os braços apoiados contra a cama, as mãos
de Knock estavam torcidas em minha camisa, torcendo-a com tanta força
que o tecido cortava a circulação em meu braço, seu hálito quente pairando
sobre meu pescoço.
- Ah...
Seu corpo finalmente começou a se mover no mesmo ritmo que eu
enquanto empurrava, seguindo meus movimentos como uma dança.
Conforme eu me movia para dentro e para fora, eu gradualmente tentava
ficar mais perto dele, empurrando o comprimento do meu pau um pouco
mais a cada vez, até que eu estivesse completamente enterrada dentro dele.
Knock estava ofegante, segurando minhas costas e eu o abracei com força.
Por fim, nossos estômagos musculosos foram pressionados um contra o
outro.
Agora que nossos movimentos estavam em harmonia, nossa luxúria só se
tornou mais forte. A passagem quente se agarrou a cada centímetro de mim,
apertando com força. Minha visão ficou branca, minhas estocadas
aceleraram e o som de nossas carnes se chocando era ensurdecedor. Knock
estava ofegante, agarrando minha camisa. O suor escorria do meu cabelo
encharcado e no corpo do homem nu debaixo de mim.
- Posso ir mais forte? - Eu murmurei com voz rouca no ouvido de Knock.
Sem esperar por sua resposta, a força de nossa fusão ficou mais forte, eu
bati nele com força. Knock tremeu debaixo de mim, tremendo, agarrando
minha regata branca, até que finalmente rasgou em sua mão.
- A camisa... está estragada... Ah... Ern.... - Knock falou entre gemidos,
suaves e trêmulos. Eu circulei meus braços sob sua cintura, movendo meu
corpo e rolando meus quadris com força, entrei fundo e saí levemente,
empurrei seus joelhos para cima e bem abertos.
- Korn... Korn. Ah... Você. Ah... - Knock continuou gemendo. Eu estava
movendo meu corpo loucamente, porque sua passagem macia e cheia de
lubrificação estava se contorcendo e apertando ao longo do meu pau duro e
dolorido, que me trouxe para o paraíso instantaneamente. A fim de
desenvolver esse sentimento incrível, tive que mergulhar profundamente de
novo e de novo, a fim de satisfazer meu desejo por ele.
- Diga meu nome... Diga... - Eu me tranquei profundamente em seu corpo,
forçando-o a voltar aos seus sentidos, então levantei seus quadris e
continuei empurrando. Knock arqueou as costas como um arco retesado
para receber, as pernas tensas, os dedos dos pés curvados no ar, essas fortes
reações me disseram tudo o que ele estava sentindo. - Chame meu nome...
Agora... - estoquei intencionalmente com força algumas vezes, fazendo
Knock chamar meu nome baixinho, tremendo.
- Korn... Ehn... Droga... Korn... Hah...
Eu o abracei fortemente contra mim, movendo-me profundamente dentro
dele. Naquele momento, o corpo de Knock teve um espasmo, bombeando
um fluxo de sêmen quente por toda a sua barriga musculosa e minha camisa
rasgada, e eu dei algumas estocadas profundas e trêmulas finais.
- Não! - Knock tentou me impedir, mas era tarde demais. Gozei dentro dele
e desabei em cima dele, espalhando os próprios fluidos corporais de Knock
por todo o nosso estômago tenso e a parte interna de suas coxas. Ele bufou
indignado, em seguida, caiu de volta contra os travesseiros, como se
dissesse "Estou fodidamente irritado agora".
Eu saí dele gradualmente, então me inclinei para beijar seu belo rosto, então
beijei seus lábios com ternura. Eu caí para o lado dele, então o puxei para
embalá-lo em meus braços.
- Você... fez isso com tanta força. Estou exausta. - Knock sussurrou: -
Nunca mais vou beber com você.
- Você sabe que isso não vai durar. Você gosta de aproveitar coisas grátis. -
Eu disse e beijei sua testa suada algumas vezes.
- Amanhã vai ser uma merda. - Knock ainda choramingava.
- Não é minha culpa. - Eu disse calmamente.
- Sim... eu sabia que você diria isso, seu imbecil... - Knock me repreendeu.
Se ele já não estivesse exausto, tenho certeza de que teria sido chutado para
fora da cama por causa desse comentário.
- Você realmente me magoou profundamente com sua indiferença e
indecisão. - Respondi com ressentimento: - Você precisa compensar isso.
Knock ficou em silêncio por um tempo, então eu o senti acariciando
suavemente a minha nuca.
- Desculpe... - A voz estava cansada, mas cheia de sinceridade... - Você não
deveria ter me mimado tanto. Eu me acostumei com isso e não dava valor a
você. - Eu sorri.
- Eu li em um livro, que a primeira acomodação se chama perdão... - Knock
não respondeu, mas olhou para mim interrogativamente. - A segunda vez
chama-se estupidez... E a terceira vez chama-se... Amor...
Knock e eu olhamos um para o outro, então balançamos a cabeça levemente
antes de sussurrar em meu ouvido.
- Nossa reconciliação desta vez é minha terceira acomodação para você.
CAPÍTULO 17 POR FAVOR, ME
ESCUTE, OK?
Paulada!! Esse é o som de Knock me acertando no rosto com um
travesseiro.
– O quê? Você não está fazendo? - Eu me virei para perguntar.
– Ugh, você é tão cafona! Três vezes ainda não foi o suficiente para você?
Eu nunca teria concordado se fosse qualquer outra pessoa além de você.
Ele me bateu com o travesseiro de novo, depois jogou o cobertor para longe
e pegou o short do chão. Eu agarrei sua mão para segurá-lo enquanto se
levantava para sair.
– Onde você está indo?
– Tomar banho e limpar toda a sua coragem para que eu possa finalmente
dormir.
Meu rosto queimou com um rubor; suas palavras me deixaram um pouco
perdido. Knock levantou a mão para o meu rosto, apontando e girando o
dedo indicador em um círculo, me provocando.
– Ohho, querido Korn, você é tão tímido.
– Legal, minha bunda!! Eu não sou!! - Neguei, mas Knock não desistiu,
continuou provocando.
– Você não é, hein? Então o que há com esse rubor? Teehee, você fica tão
fofo quando está sendo tímido! - Ele ainda está me provocando, e eu
simplesmente não pude deixar de sorrir olhando para aquele rosto feliz.
Knock aproveitou a chance para continuar provocando. – Ei, por que você
está sorrindo, não se senti mais tímido?
– Eu não estou sendo tímido! Eu sorri porque você está sorrindo também.
– Aww... você é tão adorável.
– Vá agora, fuja enquanto você ainda pode! Ou então, eu vou te pegar e
fazer de novo.
– Oh ho, estou com tanto medo! - Knock gemeu em terror fingido.
– Você não vai parar, vai? Ora, você gostaria de mais 'fluidos' para
compensar o que você perdeu? - Eu disse sarcasticamente e agi como se
fosse agarrar seu braço, mas Knock percebeu que era hora de parar de me
provocar impiedosamente e chuveiro imediatamente.
– Sim, eu passo, só vou tomar banho.
Ele pegou uma toalha e assobiou enquanto entrava no banheiro. Tudo
estava ao contrário agora. Eu sou o topo, por que eu deveria estar sentado
na cama corando até a raiz do meu cabelo? Knock era o fundo, mas ele
estava me provocando e rindo de mim, ele era muito mais experiente? Ou...
ele estava tão confortável assim comigo?
Enquanto eu estava imerso naquele enigma irritante. Levantei da cama para
pegar o telefone dele e vi o identificador de chamadas: Plern Pleng
Aquela vadia! É aquela vadia de novo! Eu deveria ter bloqueado o número
dela quando a bloqueei no LINE, mas não pensei nisso.
– Quem era? Aconteceu alguma coisa? - A voz de Knock no banheiro me
assustou.
– Apenas tome banho, eu cuido disso.
– Por quê? Quem me ligou? - Knock continuou a perguntar.
– Um estranho, provavelmente número errado.
– Peguei você.
Knock apenas respondeu em poucas palavras e depois ficou em silêncio.
Imediatamente atendi a ligação. Na verdade, eu estava morrendo de vontade
de saber o que ela planejava fazer!
– Knock! O que você quer dizer com bloquear minha LINE? - Aquela voz
irritante e impaciente estava saindo do alto-falante do telefone antes mesmo
que eu tivesse a chance de falar, era óbvio que estava zangada. Tudo bem,
eu teria que soletrar tudo para ela, não poderia ser ajudado. Era ela quem
procurava encrenca!
Saí e atendi a ligação dela na pequena sacada do condomínio. Knock não
precisava saber que eu estava falando com ela.
– Quando você vai parar de incomodar o namorado de outra pessoa? - Eu
perguntei em tom calmo.
– Quem... Quem diabos é esse?! Como você conseguiu o telefone de
Knock?
– Não importa quem eu sou, você só precisa entender que sou alguém que
tem o direito de atender o telefone por ele. - Eu mantive meu tom calmo e
sem emoção.
– Korn... É o Korn, certo? - O tom de Plern Pleng aumentou de raiva. – Foi
você quem bloqueou meu LINE, certo!
– E daí se eu fiz?
– Seu canalha!
– Obrigado pelo elogio.
– Como você ousa roubar o namorado de uma mulher! Foi porque ninguém
queria você, então você teve que roubar minhas posses? Knock e eu
estávamos indo muito bem, e as coisas não teria ficado assim se não fosse
por você! O que eu fiz para você que você tem que destruir minha vida?!
– Tem certeza que não fez nada para mim? Não foi você que mentiu para
Knock em primeiro lugar? Você disse que eu te contei o que aconteceu
entre ele e eu?? Quando eu te disse isso? - Eu perguntei com ressentimento.
– Você me disse que ele pertencia a você há muito tempo, mas não tenho
certeza se você se lembra de suas palavras.
– Eu não vou discutir com você. Você precisa parar de incomodar minha
esposa.
– Korn!!
– O que, você não pode aceitar a realidade, pode? Normalmente não sou
rude com as mulheres, mas com você, não vou me segurar. Você sabe por
que ele não pode atender sua ligação? Porque eu estive ocupado fodendo
com ele por horas, e está desmaiado de exaustão na minha cama agora.
– Você você você!
– Agora você entendeu? Só porque eu não estou atacando você ativamente
não significa que eu não vou revidar.
– Eu nunca vou deixar Knock ir. - Plern Pleng disse severamente.
– Interessante. Se você não vai, o que te faz pensar que eu iria? - Eu
respondi calmamente.
– O quê? Você vai continuar me atrapalhando, seu viado?? Você é tão
medroso que teve que roubar o namorado de uma garota pequena, indefesa
e fraca!
– Oh ho, você está falando sério agora?... - Eu zombei, uma mulher tóxica
como ela não teria como me confrontar. – Eu não intimido mulheres...
– O que você fez foi mais do que isso, não vou recuar. Ainda não terminei
com Knock, prepare-se para chorar com o coração!!
– Não depende de você. Knock não te ama.
– O que... O que...
– Porque se ele amasse, nunca teria vindo até mim em primeiro lugar,
certamente não teria continuado voltando para mim.
– Korn!!!
– Você tem outros homens também. Seu orgulho simplesmente não vai
deixar você perder nada, mesmo algo que você realmente não quer.
– Vamos ver então, se vou ganhar ou perder.
– Agarre-se à sua confiança, Plern Pleng, você vai precisar dela. Mas não se
esqueça de que a resistência humana é limitada. Você quase esgotou minha
paciência e então descobrirá como posso ser uma pessoa perigosa.
Desliguei o telefone depois disso, peguei um cigarro, acendi e traguei
profundamente.
Eu também quero saber o que Knock vai fazer!
– Por que você está parado aqui, você não vai dormir? - Knock veio ficar ao
meu lado. Olhei de soslaio para ele, estava com um short pendurado na
cintura, sem camisa, com uma toalha enrolada no pescoço. Ele estava
secando o cabelo com uma toalha, relaxando e admirando a visão noturna.
Não respondi, apenas fumei em silêncio.
– Ei, eu estou te perguntando, você não me ouviu? - Knock virou-se
novamente, e desta vez eu me virei para olhar para ele e entreguei-lhe o
telefone.
– Seu. - Knock pegou, as sobrancelhas franzidas em confusão.
– Por quê? O que há com essa cara? Você está com raiva de mim? - Knock
perguntou, ele parou de esfregar o cabelo, virou a cabeça para me verificar.
Joguei o cigarro no cinzeiro, apoiei-me no corrimão e olhei para a noite.
– Você disse que todas as coisas mudam eventualmente, certo?
– Por que você pergunta? - Knock respondeu inexpressivamente, então eu
apontei para frente.
– Olhe para aquele prédio. Era um terreno baldio dois anos atrás e agora é
um condomínio. Mesmo o 7-11 na rua antes da entrada do meu condomínio
era um salão, as circunstâncias mudam com o passar do tempo.
– O que há com a filosofia da madrugada? - Knock levantou a sobrancelha,
eu me virei para olhar em seus olhos.
– Alguns meses atrás, eu era apenas seu 'amigo', sim?
Knock permaneceu em silêncio, esperando para ver onde eu queria chegar
com essa linha de raciocínio.
– Mas agora, eu não sou apenas seu amigo, certo? - Eu perguntei a ele
cuidadosamente.
– Ei, Korn... - Knock abraçou meu braço, falando baixinho, mas com óbvia
sinceridade. – Não importa se é 'amigo', 'namorado' ou 'cônjuge', são apenas
pronomes. Mas para mim, não tenho nenhum pronome para você, porque
você não pertence a nenhuma categoria. Você não é apenas meu amante,
não apenas meu amigo; você é meu tudo. Eu vou te contar tudo e qualquer
coisa, se eu se me sinto feliz ou se me sinto desconfortável. Nunca escondi
nada de você, mesmo se eu estivesse constipado, eu diria a você...
– Isso é TMI. - Ele riu da minha cara divertida. Embora eu o tivesse
interrompido, na verdade fiquei bastante tocado por seu discurso.
– Eu quero que você veja meu coração. - Knock pegou minha mão na dele,
entrelaçando nossos dedos.
– Obrigado. - Eu respondi, suavemente.
– Olha, eu só não quero que você fique nervoso ou inseguro. Eu não quero
que nosso relacionamento evoluindo para nos deixar estranhos só por causa
dos pronomes. Para ser honesto... - Knock fez uma pausa, ele se virou para
a porta, então se apoiou no corrimão, depois se virou novamente, olhando
para mim que estava encostado no corrimão. – Eu realmente gosto da
sensação agora.
Nós olhamos um para o outro, então eu suspirei.
– Posso te fazer uma pergunta?"
– O que é? - Knock ergueu a sobrancelha.
– Você... Você amava Plern Pleng? Eu destruí seu relacionamento por causa
do meu próprio egoísmo? Eu realmente roubei o namorado de uma garota?
Eu sou um babaca, certo?
Knock pareceu realmente chocado com essa linha de questionamento.
Esperei que ele considerasse sua resposta neste ambiente silencioso. Ele
ficou em silêncio por um tempo e, depois de pensar um pouco, respondeu:
– Sim...
Senti meu coração apertar dolorosamente em meu peito. Doeu tanto que
nem consegui pronunciar uma palavra, talvez eu realmente fosse tão
desprezível quanto Pleng me fez parecer?
Meu rosto deve ter se contorcido de dor, porque Knock balançou a cabeça e
pegou minha mão novamente antes de explicar;
– Não, não é isso que quero dizer, me escute. Eu posso te dizer o quanto eu
amo Pleng ... - Knock zombou em escárnio e então continuou. – Mas com
você, eu não posso te dizer como é bom estar com você, porque é
impossível mensurar. Sei que nosso vínculo é muito forte.
Meu coração martelava contra minhas costelas de alegria enquanto ouvia
Knock terminar seus pensamentos.
– Coisa que pode ser medida versus coisas que não podem ser medidas,
qual coisa é de maior valor? - Knock perguntou novamente.
Eu não conseguia falar. Era como se algo estivesse preso na minha
garganta. Knock riu com carinho, era raro me ver toda engasgado assim.
– Como você pode dizer que roubou o namorado de Pleng? Você esqueceu
o quão sem vergonha eu sou? Fui eu quem implorou para voltar para você
quando você tentou cortar nossos laços.
– Knock, estou deprimido, sei o que você sente por mim, mas o que eu
realmente quero saber é o que você vai fazer com aquela mulher?
– Eu... eu não ouso fazer nada. - Knock disse amargamente. – Eu perco
minha habilidade verbal toda vez que ela está prestes a chorar.
– Talvez eu não consiga fazer isso, agir como se estivesse chorando e fazer
você terminar com aquela mulher. - Eu respondi calmamente.
– Então não podemos usar palavras como 'terminar - Knock disse, eu me
virei para ele.
– Então o que torna isso diferente de um caso?
– Não costumo terminar com garotas.
– Espere, então quantas mulheres você realmente tem? - Eu levantei minha
voz em irritação. Droga! Por que não tive uma esposa fofa como Boom,
uma esposa sexy como Bayh, uma esposa pura e leal como Ween ou uma
esposa sincera como Dream, elas são as esposas de Jan, Namning, Nah e
Phai são meus amigos íntimos ou juniores! Em vez disso, consigo uma
esposa bonita e sedutora!!
Estou tão irritado! A ansiedade de tudo isso estava me dando uma dor de
cabeça de tensão.
– Você já teve um amante sério antes? - Ele perguntou impaciente.
– Por que você está me perguntando isso? Estou chateado agora, tome
cuidado ou eu vou te jogar do corrimão. - Meus olhos se estreitaram em
aborrecimento. Minha insegurança estava aparecendo e eu não gostava nem
um pouco.
– Ei! Droga Korn, eu nunca disse coisas como 'ei, vamos terminar' quando
eu quero terminar um relacionamento com garotas. Isso vai me colocar em
risco de levar uma surra, entendeu? Normalmente eu apenas os fantasio.
Agora você entende por que eu não estava com raiva quando você bloqueou
a LINE de Pleng? Mesmo se você não tivesse feito isso, eu teria feito isso!
Quando Knock disse isso, fiquei boquiaberto com a surpresa. Este
encrenqueiro não parece nem um pouco perturbado por seus métodos
desprezíveis! Ele pegou meu braço e me puxou para dentro da pequena
varanda do meu apartamento.
– Ei, os mosquitos estão me comendo vivo, vamos entrar.
– Convidando-me para o quarto, o que você está pensando? - Eu o
provoquei.
– Eu não pensei em nada inicialmente. Mas se você pensa assim, eu
também penso.
Eu empurrei a cabeça desse menino travesso de leve, mas mesmo assim, eu
ainda ri junto com ele. Não vou mais questionar seus métodos de lidar com
Pleng. Vou apenas esperar e ver como as coisas se desenvolvem. Se o
caminho dele foi eficiente no passado, nada precisará ser feito, mas se não,
veremos.
Para ser honesto, não acho que aquela mulher deixará Knock ir tão
facilmente.
Knock pegou batatas fritas e cerveja na geladeira, plantou-se em frente à
TV e ligou-a. Ele se sentou de pernas cruzadas no sofá, o saco de batatas
fritas no colo, e eu me sentei ao lado dele.
– Ei, por que você está sentada como uma velhinha agora? - Eu disse
enquanto pegava o pacote de batatas fritas de seu colo.
– Ainda não estou com sono, queria dormir depois de tomar banho, mas
estava bem acordado depois de me lavar.
– Então, você quer dormir? Posso deixá-la exausta de novo. - Eu respondi
maliciosamente e sorri. Knock empurrou meu rosto com força, quase me
dando uma chicotada. Mas eu não estava em fase, ao invés disso eu ri de
sua reação.
– Cale a boca! Aww, não estrague meu humor, eu quero assistir a um jogo
de futebol.
– Não há jogos sendo exibidos a esta hora, há apenas K-drama agora.
– É justo... - Ele enfiou um punhado de batatas fritas na boca, mastigando
com a boca aberta. Enquanto isso, a TV mostrava uma cena de filme em
que uma mulher perversa deu um tapa na atriz principal.
– Ai! - exclamou... Não, não a atriz, era Knock.
– Por que você está gritando? Que estragador de humor. - Eu choraminguei,
porque estava olhando para a atriz, mas a voz soava como um touro. Claro
que fiquei chocado!
– Estou praticando. - Ele riu e continuou assistindo.
– Por que você precisa praticar? Quando você acha que vai precisar de tal
habilidade? - Eu estreitei meus olhos com desconfiança para ele.
– Apenas no caso de eu estar envolvido em um incidente! - Ele estava rindo
de sua própria piada!
Diante de seu ato ridículo, balancei a cabeça e continuei assistindo o filme.
Agora a mulher má do filme estava repreendendo a atriz principal.
Você sabe que eu amo o Minho oppa, por que você não para de incomodá-
lo! Você injetou Botox em seu cérebro? É por isso que não há rugas em seu
cérebro?
Uau...
Cruel...
Hmm...
Nada mal...
Quero saber como a atriz principal vai reagir! Mesmo que eu estivesse
confuso e meu pressentimento me dissesse que este filme iria estragar meu
humor. Calma Korn, não se envolva tanto, é só um filme...
Eu... me desculpe, Minho e eu éramos amigos, eu não sabia que teria tal
sentimento por ele...
Quando ouvi disse isso... Meu cérebro estava repetindo aquela frase
repetidamente, como um recorde quebrado...
Amigos antes?
Amigos antes...
Amigos antes!!!!!!
Ok... Fique tranquilo Korn... É só um filme, não se meta tanto nisso.
Eu me acalmei, mas talvez por causa daquela fala, por mais que eu tentasse
me consolar, quando percebi, Knock e eu levantamos as mãos para o
controle remoto, minha mão estava cobrindo a dele, e nos olhamos...
– Ei..." Knock começou primeiro. – Essa história... é familiar, certo?
– Sim, muito familiar... - Não entre nessa... Sim, não entre nessa...
Esse é o retrato da minha vida, babaca!! Não me lembrava de ter vendido os
direitos da história da minha vida assim!
Sua expressão me diz que você não pode aceitar o que eu disse, pode?
Deixe-me dizer, você é uma vadia! Como você ousa roubar sem piedade o
namorado de uma garota pequena e indefesa como eu?! Por quê? tantos
interessados em você! Por que você não gosta de Jiyong e Seunghyeon?!
Por que incomodar Minho oppa!
Os gritos da jovem na tv estavam realmente me incomodando, me
agredindo repetidamente, fazendo com que meus arredores ficassem cinza...
A boca de Knock estava aberta olhando para a TV em descrença. Meu
próprio rosto era uma máscara de consternação e culpa. Desconfortável...
Como dedos cortados por caranguejo. (Uma música tailandesa, é uma
metáfora para extremamente triste)
– Vamos mudar de canal, então, certo? - Knock me deu uma risada oca.
Peguei o controle remoto dele e furiosamente desliguei a TV. Então me
virei para sorrir para aquele idiota bronzeado; ele sorriu de volta para mim
de forma não natural, então eu apenas falei em aborrecimento.
– Minho oppa está indo para a cama!!
CAPÍTULO 18 VOCÊ É
CORAJOSO O SUFICIENTE?
– Korn, pelo amor de Deus, vá dormir agora.
– Eu estou dormindo agora.
– Eu disse para dormir AGORA.
– Você é tão estranho! Eu te disse, ESTOU dormindo.
– Feche os olhos, Korn.
– Por que você continua falando comigo?
– Ei, babaca!!! Se você não estivesse tentando tirar minha camisa, sendo
todo melindroso comigo, eu não estaria! Você disse que ia me deixar
dormir! Não consigo dormir enquanto você está dando em cima de mim!! -
Knock gemeu enquanto me dava um soco forte no peito.
Tossi porque ele estava me batendo muito forte, mas ele ainda estava
jogando, e me socou mais algumas vezes.
– Por que você está assim, você não teve o suficiente antes? – Você é louco
- mas ele parecia petulante.
– Pare com isso! - Afastei sua cabeça com aborrecimento e acabei com os
golpes surdos que caíam em meu peito.
– Você deveria ir dormir logo também. Estou exausto. - Knock arrumou
seus travesseiros confortavelmente, então se enrolou como um gato e deitou
em seu braço.
– Durma aqui. - Eu disse, enquanto batia no meu braço. Knock olhou para
mim e sorriu. – Nah, tudo bem. Seu braço vai doer.
– Rápido, ou você perderá sua chance. -Eu o ameacei e dei um tapinha
significativo em meu braço mais algumas vezes. Mas eu vi que ele não
estava se movendo, então coloquei meu braço debaixo de seu pescoço e
puxei-o, fazendo-o descansar a cabeça no meu braço. Knock riu tanto que
seus ombros tremeram.
– Você... realmente se esforçou muito para me mimar.
– Durma. - Acabei de responder resumidamente.
– Espere, meu telefone está vibrando. - Knock disse e checou seu iPhone.
Então ele riu e me mostrou a tela de seu telefone.
– O que é?
– Veja isso. - Ele disse enquanto se movia em minha direção, mais perto do
que antes, sua cabeça agora estava embalada no meu ombro. Eu olhei para o
telefone dele.
– A vantagem de ter uma namorada baixinha: ela é muito fofa. - Knock
disse.
– É como cuidar de uma criança. - Eu li, levantando minhas sobrancelhas. –
Mas você gosta deles jovens, de qualquer maneira.
– Foda-se! Não tenha uma mente tão imunda. - Knock repreendeu, e eu ri.
– Continuando, amável e desperte seu desejo de protegê-la. - Eu arrastei
minha voz, – Eerr ..., mas você é como um búfalo africano.
– Por que diabos você está me criticando? Ei, você é ainda maior do que eu!
- Knock empurrou meu rosto. – Saia de cima de mim.
– Espere, espere, há mais, deixe-me ver. - Agarrei seu pulso e segurei o
telefone para poder continuar lendo. – Fácil de transportar. - Eu bufei em
diversão.
– Não ria de mim seu idiota, devolva! - Knock exigiu aborrecido. – Eu
mostrei a você porque achei fofo, mas você está usando para me provocar.
– O namorado de uma garota pequena imediatamente parece alto... Isso é
muito difícil. - eu murmurei.
– E agora, você não está parando? - Bateu provocado.
– Ei... mas o próximo, eu posso fazer mesmo que você não seja pequeno. -
Eu ri e ampliei para mostrar a ele.
– Você pode protegê-la e ajudá-la.
Knock leu em voz alta na tela, e eu vi o início de um rubor em seu rosto,
não tão óbvio e voltou ao normal rapidamente. Quando o vi tentando
controlar sua expressão, sorri e o beijei com força.
– Uhum...
Quando capturei seus lábios escuros, ouvi Knock gemer profundamente em
sua garganta. Eu me retirei brevemente e depois fui atrás dele novamente.
Mordi seus lábios gentilmente, e gradualmente se rendeu a mim, abrindo
seus lábios para receber minha intromissão. Minha mão segurou sua nuca
para que não conseguisse se afastar de mim. Nossos lábios estavam presos
juntos, línguas entrelaçadas, explorando profundamente a boca um do
outro. Corri minhas mãos pelas linhas musculares de seu peito e Knock
gemeu. Mas quando minha mão começou a descer para o cós de sua cueca,
Knock me empurrou e fui forçada a soltá-lo.
– Por que você me impediu?
– Como você ousa me perguntar isso! - sua voz se elevou em
aborrecimento.
– Por quê? Vou continuar te beijando se você não me contar. - Inclinei-me
para mais perto dele, mas Knock agora tinha as duas mãos apoiadas contra
meu peito.
– Você prometeu que me deixaria dormir! - Knock disse.
– Não estamos dormindo na cama agora? - murmurei sedutoramente.
– Ah, e como vou conseguir dormir se você continuar me beijando? - Seus
olhos castanhos calorosos se estreitaram para mim com desconfiança e
deram um tapinha no meu ombro.
– Vamos dormir.
– Tudo bem, vamos dormir. - Eu me movi para me deitar, mas tranquei meu
braço em volta do pescoço de Knock, então ele teve que usar meu ombro
como travesseiro. Eu não ia permitir mais nada.
– Eu realmente vou dormir agora, ok? Estou muito cansado. - Knock fechou
os olhos e virou as costas para descansar no meu peito. Puxei seu corpo
com força contra o meu, passando meu braço por sua cintura e enterrei meu
rosto em seu cabelo.
– Knock... - eu sussurrei em seu cabelo.
– Hmm? - ele murmurou sonolento.
– Eu pensei que você disse que estava dormindo. - Eu disse.
– Estou tentando, mas você disse meu nome antes que eu pudesse, então o
que é agora?
– Você quer ir à praia? - Perguntei. Eu tinha visto em seu status de mídia
social antes, quando estávamos olhando para seu telefone: – Quero relaxar à
beira-mar!
– Sim, eu quero. Eu não tenho tomado banho de sol recentemente. Eu não
posso deixar meu bronzeado desaparecer, porque então eu ficaria ainda
mais bonito. Eu não aguento mais admiradores, é cansativo. - Ele parecia
irritado, mas mesmo na penumbra do quarto eu podia ver a expressão
presunçosa daquele idiota bronzeado.
Eu bati na cabeça dele de leve... Tão sem vergonha!
– Ai!! - Ele choramingou, esfregando a cabeça.
– Vamos para a praia, então. Fazer um cruzeiro pelas ilhas. - Eu sugeri.
– Eu não iria nadar lá de qualquer maneira. - Knock respondeu.
– Língua de Prata. - Eu o repreendi.
– Podemos POR FAVOR falar sobre isso amanhã? Estou com muito sono. -
Ele disse enquanto bocejava.
– Claro. - Eu o abracei mais forte.
– A primeira vez sendo a colher pequena, sempre fui a colher grande antes.
- Knock disse, descaradamente.
– Como é?
– Ser a colherzinha?
– Sim, como é?
– Está quente. - Ele disse.
– Então que tal isso? - Eu o abracei mais forte.
– Idiota... estou feliz. Adormecendo com um sorriso no rosto.
As palavras de Knock me embalaram em bons sonhos, aquele idiota
bronzeado e de língua afiada...
A manhã seguinte...
O cheiro de comida cozinhando me atraiu de volta à vigília antes que o
alarme pudesse disparar.
– Cheira tão bem - Eu podia ouvir uma voz irritante vindo da cozinha,
fazendo-me franzir a testa. Eu não queria me levantar ainda, mas o cheiro
da comida havia despertado meu apetite.
– Quer comer, né? Então levanta, levanta pra comer!
Aquela voz irritante e sem vergonha ecoava alto pelo pequeno apartamento,
eu só conseguia abrir os olhos devagar. A primeira coisa que vi foi um prato
de omelete, linguiça e bacon, e o rosto bronzeado, bonito e sorridente de
Knock. Se eu não tivesse medo de desperdiçar comida, teria jogado o
travesseiro na cara dele.
– Quem te pediu para acordar alguém assim??" Eu murmurei no travesseiro,
eu ainda mal estava acordado! Quem acorda alguém submetendo-o ao
delicioso cheiro de café da manhã?
Torturante! Ok, havia maneiras piores de acordar alguém, mas eu ainda
estava sem vontade e MUITO irritado.
Virei as costas para Knock e cobri o rosto com o travesseiro, mostrando a
ele minha determinação em voltar a dormir. Eu realmente não queria que
me perturbasse.
– Ei, querido Korn... - Mas aquela voz irritante simplesmente não me
deixava em paz! Knock continuou cutucando minhas costas e sendo tão
irritante quanto humanamente possível. Mas mesmo assim, a determinação
daquele imbecil bronzeado não estava prestes a me convencer a levantar.
Fiz o possível para continuar teimosamente a dormir, pairando à beira do
que prometia ser um doce sonho. Mas Knock colocou o prato na mesinha
de cabeceira e se jogou em cima do meu corpo.
O corpo grande e pesado de Knock caiu sobre mim com a força de um
lutador profissional japonês.
– Droga, Knock!!!! - Eu estava furioso, mas Knock parecia não entender!
Ele não apenas parecia não entender, como estava zombando de mim! Ele
estendeu o braço, as mãos em punho, enquanto outro braço dobrado sobre o
peito também em punho, enrijeceu seu corpo ereto como uma prancha em
uma pose voadora do tipo Superman! Ele estava se divertindo um pouco
demais com isso, e ele é pesado pra caralho!
– Oh ho ho, Super Knock está chegando!"
– Knock, pare com isso! - Eu gritei impacientemente, me enterrando sob os
travesseiros e a capa do edredom.
Vá brincar sozinho, por favor, esposa! Estou com tanto sono, me deixe em
paz!
– É meia-noite! Bang! Cuidado com fogo e vela! É meia-noite! Cuidado
com fogo e vela! Bang Bang! - Knock zombou do som do filme chinês,
gritando em meus ouvidos. – Kom querido, meu herói, é hora de levantar!
Por que você não dorme no paraíso, assim você não terá que acordar. Você
está perdendo tempo... Ai!!
Arrastei-o pelo meu corpo, puxando-o para se deitar ao meu lado,
abraçando-o ferozmente e levantando minha perna e envolvendo-a
firmemente em torno de seus quadris. Knock tossiu enquanto eu o apertava
forte o suficiente para esmagar seus ossos – Muito apertado... não consigo
respirar! - Knock choramingou.
– Você pediu! Quer brincar com o papai, hein? Vou te torcer ao meio!!
Entrelacei meus membros em torno de Knock como uma jiboia e ele lutou
furiosamente com todas as suas forças para me afastar.
– Ei, eu só queria que você acordasse para tomar café da manhã! É quase
meio-dia, eu não queria que você ficasse com dor de estômago! Por que
você está atrasado? Nem tente me culpar por isso, eu te disse para dormir
ontem à noite, mas você se recusou a fazê-lo.
Knock realmente estava começando a soar como uma esposa irritada.
– Claro que é sua culpa, como ousa reclamar de mim!
Beijei a testa de Knock ruidosamente, depois deslizei minha mão por baixo
de sua camisa e acariciei suas costas, tentando seduzi-lo.
– Você estava pedindo por isso, me acordando assim! Eu sempre fico de pau
duro pela manhã, quer me ajudar a cuidar disso? - Acrescentei com voz
rouca, olhando de soslaio sugestivamente para ele.
– Cuide disso você mesmo, seu filho da puta pervertido! Já é meio-dia!! -
Knock reclamou. Eu o tinha em uma chave de braço, e ele estava fazendo
tudo o que podia para me forçar a perder, tentando tirar a cabeça dos meus
braços. – Me deixar ir! - Knock disse enquanto chutava minha perna duas
vezes.
– Ai! Ei, isso dói! - Eu rosnei enquanto minha mão viajava reflexivamente
para seu short, e o agarrei para arrancá-lo. – Vou tirar uma peça de roupa
toda vez que você me bater...
– Não!! Droga, o que eu fiz para merecer isso!? Eu te acordei sinceramente,
do fundo do meu coração. Você é pior do que chimpanzés durante a época
de acasalamento! Por que diabos eu me preocupei em fazer todos esta
comida. - Ele lutou contra mim onde eu o prendi com os pulsos sobre a
cabeça e pressionando suas coxas junto com meus joelhos. Knock parecia
horrorizado, seu cabelo todo bagunçado desde que estávamos brigando
tanto.
– A culpa é sua por não se sentir culpada, seu idiota bronzeado!
Tirei sua camisa pela cabeça e deixei um rastro de beijos naquele peito
largo e musculoso, o que fez com que Knock lutasse ainda mais ferozmente.
– Tire essa camisa do meu rosto, não consigo respirar! - Enquanto eu ainda
beijava seu peito de brincadeira, a porta do quarto se abriu de repente.
Juntos, ouvimos a voz familiar e clara de Yiwha. Knock acabara de se livrar
da prisão da camisa e, como resultado, agora estava de topless.
– Droga Korn, eu... - Ela começou a dizer, mas então ela, Knock e eu nos
olhamos ao mesmo tempo.
Tudo o que Yiwha carregava caiu de seus dedos flácidos e caiu
pesadamente no chão com um baque ensurdecedor. Suas mãos se ergueram
para proteger o rosto da vista na cama à sua frente e gritou:
– OMG, o que você está fazendo!? Eeeeeeeeeek, adorável demais!!!
Que mulher imprevisível! Achei que estávamos prestes a receber a bronca
de uma vida! – Pare de gritar, não é o que você pensa! Deixe-me explicar -
Knock falou rapidamente, claramente envergonhado. Ele me empurrou para
longe apressadamente, não tive escolha a não ser deixá-lo ir. Seria
inapropriado se divertir com a esposa na frente de um amigo.
– Cabe a você se quer comer ou não! Apenas durma a vida toda! - Knock
lançou um travesseiro com raiva no meu rosto e apontou o dedo médio para
mim. Isso agora me deixou sozinho na cama, rindo para mim mesmo em
diversão irônica. Trate-me como quiser, esposa. Espere e verá.
– Eu vou tomar um banho. - Eu disse e saí da cama, Knock se virou para
mim.
– Afinal, não vai dormir? Vai, é melhor que a gente se chateando, nunca
mais te incomodo.
Knock encolheu os ombros petulantemente. Peguei uma toalha, colocando-
a sobre meus ombros e caminhei direto até Knock, onde ele estava parado
irritado ao lado da mesa de jantar. Plantei um beijo rápido em sua testa.
– Ei, droga!
Knock me deu um soco em retaliação, do qual me esquivei habilmente e
evitei mais perseguições fugindo para o banheiro, cacarejando alto o tempo
todo. Eu podia ouvir Knock xingando como um marinheiro sobre as
risadinhas de Yiwha. Porra, é muito divertido provocá-lo!
Depois de terminar meu banho e me vestir, sentei-me em uma mesa de café
da manhã repleta de toneladas de comida. Knock e Yiwha estavam
conversando, Knock estava fazendo careta para mim, então levantei minhas
sobrancelhas para ele em uma pergunta silenciosa. Parece que ele ainda
estava chateado porque eu feri seu orgulho na frente de Yiwha agora.
– Sente-se Korn. - Yiwha disse, eu balancei a cabeça.
Não é nada estranho para esta mulher entrar no meu apartamento sem
avisar; ela é, afinal, minha melhor amiga. Às vezes ela age mais como
minha mãe, me repreendendo, limpando meu apartamento e até me
trazendo comida quando estou muito ocupado estudando. Para ser prático,
embora Knock seja minha esposa, ele é um homem como eu, não faz tarefas
domésticas. É sempre Yiwha, cuidando de nós dois, então ela tem uma
chave reserva do meu apartamento, ela pode entrar e sair quando quiser,
sem permissão ou batida necessária.
– Ei, vocês estão tentando beber até morrer? - Yiwha perguntou, parecendo
irritado e confuso.
– O que te faz dizer isso? - Eu perguntei, mergulhando um biscoito de arroz
frito no molho.
– Não tem água na geladeira - Yiwha olhou para mim com exasperação.
– Você quer que eu vá comprá-lo agora? - Perguntei. Knock e eu
poderíamos beber qualquer coisa, mas Yiwha não gosta muito de cerveja.
– Está tudo bem. - Yiwha revirou os olhos. – Estou reclamando porque já
comprei para você. Knock, você precisa cuidar melhor do seu marido!
Knock engasgou com a comida em sua boca com a repreensão de Yiwha.
Eu apenas ri, enquanto Yiwha batia nas costas dele para ajudá-lo a limpar a
garganta.
– Devagar, não precisa inalar! Ninguém vai roubar sua comida!
Entre tosses, Knock conseguiu resfolegar:
– Pare com isso....... Louco!
Knock tomou um gole de água e eu calmamente tomei meu café da manhã,
esperando para ver o que aconteceria a seguir. Ele jogou a mão de Yiwha
em um acesso de raiva, – Você é tão mau, me provocando assim! Como
você pode dizer isso para mim, nós até tivemos uma queda um pelo outro
em um ponto!
Aqueles dois, muito brevemente, tiveram uma espécie de 'coisa! Yiwha
gostou do rosto bonito de Knock, Knock ficou encantado com o espírito
ardente de Yiwha, no entanto, eles perceberam que provavelmente se
matariam se realmente tentassem namorar e decidiram apenas continuar
amigos.
– Eu só estou chamando isso como eu vejo.
– Você já alcançou seu objetivo, então, por favor, não continue se
intrometendo, ok? E, por favor, nunca mais diga coisas assim, nunca mais! -
Knock reclamou tanto que não pude deixar de rir.
– E aqui está você, rindo de mim! Foi engraçado? É divertido para você rir
de mim? Droga! - Knock jogou as mãos para o alto em frustração.
– Ah, por que você está me repreendendo? - Eu ainda estava sorrindo, achei
o acesso de raiva de Knock adorável. Nesse momento, a campainha do meu
condomínio tocou.
Curiosamente, fui até a porta da frente e enfiei a cabeça no corredor.
– Estou aqui para One Piece e o retorno de Death Note!" Cho estava parado
na frente da minha porta, segurando uma pilha de gibis. Abri a porta para
deixá-lo entrar, colocando os livros em uma pilha na entrada. Knock e
Yiwha olharam para Cho simultaneamente.
– Ei, entre, coma conosco. Knock fez toneladas de comida.
– Que linda garota, ela é sua namorada? - Cho disse olhando para Yiwha.
– Nah, apenas uma amiga próxima. Sente-se.
Abracei o ombro de Cho e o empurrei para a mesa. Ele se sentou ao lado de
Knock em vez de Yiwha, o que me fez sentir um pouco estranho, mas não
deixei que isso me afetasse. Knock sorriu para Cho.
– Nós nos encontramos novamente. - Knock cumprimentou primeiro e
sorriu brilhantemente, com seus dentes brancos e retos.
– Assim parece. - Cho respondeu com um sorriso próprio, exibindo aquelas
covinhas mortais.
– Err, você... - eu disse, começando a sentir... meio que com ciúmes, na
verdade, embora eu não tivesse certeza do porquê. – Esta é Yiwha, minha
boa amiga. Yiwha, este é Cho, meu vizinho.
– Olá, bonitão! - Yiwha cumprimentou e sorriu docemente para Cho.
– Olá gracinha. - Cho respondeu com um sorriso. Um falador tão doce com
as mulheres, ele terminava cada frase com kha. ( Honoríficos feminino
tailandesas usado no final da frase para mostrar polidez.)
Enquanto conversavam durante o café da manhã, os pronomes de primeira
pessoa usados entre Cho e Knock se desenvolveram rapidamente. Eles
conversavam como se conhecessem desde sempre. Eu estava começando a
me sentir invisível de repente, e Yiwha me cutucou significativamente.
Korn, vamos entrar na sala por um minuto." Ela sussurrou em meu ouvido.
– Huh? - Eu respondi inexpressivamente, minhas sobrancelhas franzidas em
confusão.
Ela olhou para mim duramente em minha falta de noção.
– Vamos, rápido! - Ela disse, mas eu ainda estava pasmo. O que ela estava
tentando puxar? Yiwha sussurrou novamente, desta vez com mais aspereza.
– Seja rápido, idiota! - Ela agarrou meu braço e estava me puxando para
longe da mesa na direção da sala
– Ei, já volto. - Eu disse aos dois homens que estavam conversando
alegremente como se nem estivéssemos lá.
– Sim. - Eles responderam simultaneamente sem levantar os olhos e
continuaram sua discussão sobre futebol sem perder o ritmo.
Droga, Knock, vou fazer você pagar por isso mais tarde. Essa cama vai
quebrar!
Yiwha me arrastou pelo braço para o canto do quarto e sussurrou
furiosamente para mim: – Que diabos você está fazendo, Korn?
– Essa é a minha linha, o que você está fazendo?
– Você é obtuso ou algo assim? - Yiwha reclamou: – Convidar outro
inimigo para sua casa, quando você nem resolveu a questão de Plern Pleng
ainda, e agora apresenta alguém como Cho para sua esposa! Você vai me
deixar louco!
– Você acha que Cho está dando em cima de Knock? De jeito nenhum, por
que ele faria isso? Ele não é especialmente adorável, ele é apenas um idiota
realmente bronzeado. Eu disse, sem saber por que Yiwha pensaria que Cho
gostaria de Knock.
– Sim, apenas um idiota bronzeado que te deixou sofrendo em tormento
emocional até ontem, estou certo?! - Yiwha sibilou para mim com raiva e
de repente me dei conta, se eu pudesse ver coisas sobre Knock pelas quais
valesse a pena me apaixonar, então os outros também poderiam.
Oh merda ... como eu poderia ter esquecido já?
CAPÍTULO 19 TENHO QUE
PEDIR PARA ALGUÉM
ENTRAR E FAZER MEU
CORAÇÃO DOER
– AGORA você está acordado? É melhor você fazer algo sobre isso
imediatamente. O que você está esperando, um convite de casamento? -
Yiwha sorriu para mim com uma doçura venenosa, seus olhos já cheios de
cálculos e planos.
Voltamos rapidamente para a mesa de jantar; aqueles dois ainda estavam
conversando como se fossem amigos de infância! Senti meu estômago
começar a revirar de uma forma que eu já conhecia, ciúmes. Puxei minha
cadeira e a coloquei entre eles, inserindo-me efetivamente em sua pequena
bolha e chutando a cadeira de Cho.
– Mova-se. -Eu disse, forçando-os a mover suas próprias cadeiras para abrir
espaço para mim.
Yiwha sentou-se em frente a Knock, que era onde ela estava sentada
originalmente de qualquer maneira, mas agora, seus olhos grandes e
brilhantes estavam fixos em mim, esperando para ver como eu lidaria com
essa nova situação.
– O que diabos você pensa que está fazendo? - Knock perguntou sem
rodeios, obviamente sem noção. Porra, ele é totalmente carente de
autoconsciência! Acho que não posso culpá-lo, no entanto. Eu só entendi
depois que Yiwha explicou para mim. Não podemos evitar, os homens às
vezes são lentos.
– Cale-se. - Eu perguntei a Knock e me virei para Cho. – Você, vá até o meu
lugar, eu quero sentar aqui agora.
– Que porra é essa? - Cho zombou, mas ele se sentou ao lado de Yiwha,
exatamente como eu disse a ele.
Yiwha sorriu docemente para Cho, empurrando um prato na frente dele e
disse em um tom mais doce do que o normal.
– Experimente este, é muito gostoso.
– Obrigado. - Cho expressou sua gratidão com um de seus lindos sorrisos
com covinhas e pegou o prato de Yiwha. A maneira como Cho olhava para
ela parecia estar deixando Yiwha desconfortável. Eu ri para mim mesmo.
Embora Yiwha seja linda e saiba disso bem, ela não teve muitos namorados
e está solteira há muito tempo. Afinal, poucos homens seriam capazes de
lidar com uma dama tão feroz!
– Então, quando você quer aquele jogo de futebol, Cho? - Knock perguntou,
e meus olhos se estreitaram enquanto eu o encarava furiosamente.
– O que? - Eu disse, franzindo a testa para ele.
– Cho e eu vamos jogar futebol juntos. - Knock explicou calmamente,
– Com licença? - Eu perguntei novamente. Cho estava olhando para Knock
e para mim de um lado para o outro.
– O que é o quê? Eu te disse, jogo de futebol. - Knock repetiu.
– Não, eu ouvi você da primeira vez. Eu quero saber quando eu te dei
permissão para ir? - Eu olhei para Knock, e ele engasgou de surpresa,
perplexo com a minha mudança repentina de humor.
– Por que eu preciso da sua permissão de repente?
– Claro que sim!! Porque eu sou..! - Antes que eu pudesse dizer 'Porque eu
sou seu marido, é claro!', Knock colocou seu dedo indicador contra meus
lábios, me interrompendo. Yiwha parecia animado, ainda mais animado do
que torcer pelo jogo.
Knock piscou e então sorriu para mim, mostrando seus dentes brancos
perfeitos.
– Só nós sabemos, na.
– Na, minha bunda! Você não pode ir! - Eu estava furioso. Espere, quem
diabos ele pensa que eu sou? Eu não sou uma de suas ex-namoradas
estúpidas que pode simplesmente encantar direto de suas calcinhas! Eu sou
um cara como ele, sabia exatamente o que estava tentando fazer!
– Por que vocês precisam de permissão um do outro? Vocês agem como um
casal recém-casado. - Cho disse claramente divertido com a troca.
A declaração de Cho fez Knock engasgar e tossir.
– Como assim, um casal recém-casado, somos apenas amigos! - Knock
explicou apressadamente.
OH PORRA, NÃO ELE NÃO FEZ.
Levantei-me, torci minha mão na gola de sua camisa e arrastei-o comigo
para a outra sala. – Nós precisamos conversar!
Quando arrastei Knock para o quarto, ele reclamou
– Ei, caramba, Korn! Por que você está sendo tão rude, isso dói! - Eu o
empurrei com força, forçando-o a sentar na cama, então cutuquei seu rosto
com meu dedo com raiva.
– É esse o tipo de esposa que você vai ser? - Perguntei.
– Que tipo de esposa? O quê? Do que diabos você está falando? - Knock
retrucou, ainda sem noção. Uma nova onda de fúria me atingiu, e eu bati na
parte de trás de sua cabeça. De novo não!
– Por que você me bateu? Isso dói - Está linda e sedutora esposa minha
seria a minha morte.
– Uma esposa assim! Já fazendo planos de jogar futebol com um novo
homem, e me ignorando totalmente, seu atual marido!
Eu sei bem que tipo de pessoa ele é, mas como esposa, ele já estava tão sem
noção dando toda a sua atenção para outro homem, esse é o ponto principal,
com uma personalidade tão amigável, eu teria que observá-lo como um
falcão. Isso era tão fodidamente frustrante.
– É só um jogo de futebol!
– Então?
– Então, não é como se eu fosse sair com ele, por que você está tão
chateado?
– Eu realmente não entendo. - Knock ainda parecia totalmente sem noção,
deu até vontade de chutar ele, ahhhrrggg!
– Então, se eu for a algum lugar com uma garota, você não ficaria bravo? -
Perguntei.
– Eu precisaria medir a situação primeiro. - Knock beliscou o dedo
indicador com o polegar, para me mostrar quanto era 'um pouco'
significando, 'dependendo de onde você está indo com a garota!
– Tudo bem, cansei de tentar me explicar para você!! Talvez você pense que
eu não tenho um bom motivo, mas ainda não gosto disso, entendeu?
Tsk tsk... - Knock estalou a língua e olhou para mim de brincadeira. Ele se
inclinou e sussurrou em meu ouvido, seu tom sedutor causando arrepios na
minha espinha.
– Querido... - Ele ronronou para mim.
Por que de repente senti a onda de vergonha subindo? Minhas orelhas
estavam queimando
– Fique longe de Cho. - Eu ordenei, escondendo meu constrangimento com
uma cara muito séria e um tom tenso. Eu queria que ele entendesse
claramente o quão sério eu estava falando sobre isso.
– Por que você está com ciúmes? - Knock teve a audácia de me perguntar,
ele parecia tão satisfeito consigo mesmo! Então eu usei uma mão para
cobrir sua testa, então usei minha outra mão para bater nela com força.
Knock mantenha os olhos fechados, talvez ele tenha pensado que eu estava
realmente batendo na testa dele com tanta força?
– Fique longe dele. - eu repeti, sério como um ataque cardíaco. – Você
entende o que quero dizer, certo?
– Não, eu não sei. E eu não vou até você admitir que está com ciúmes. -
Knock me provocou com sua cara irritante.
– Eu não sou ciumento. - Dei de ombros.
– Oh, realmente, aaaaaa-? - ele arrastou a voz.
Eu segurei suas bochechas em minhas mãos e me inclinei para perto.
– Não me irrite. Não saia com ele, apenas deixe-o como um conhecido.
– Eu odeio pessoas que nem conseguem ser honestas sobre seus
sentimentos. - Knock empurrou irritadamente minhas mãos para longe de
seu rosto e se levantou, enfiando as mãos nos bolsos, sorrindo. – Afinal, é
melhor ir jogar futebol!
– Tudo bem, vá em frente!
Eu o empurrei para longe de mim com fúria, peguei a chave do meu carro
marchei para fora da sala até a entrada da frente e calcei meus sapatos.
– Onde você está indo Korn? - Yiwha me chamou em voz alta.
– Estou com raiva da minha esposa, estou fugindo de casa!
Sem outra palavra, bati a porta da frente atrás de mim o mais alto que pude.
POV de Knock
– Irritado com a esposa? - Cho repetiu inexpressivamente, quando saí do
quarto depois que Korn saiu furioso. – Desde quando isso aconteceu? Ele
nunca mencionou ninguém para mim antes.
– Porque sua esposa é atrevida e estúpida, então ele não queria contar a
ninguém. - Yiwha disse.
– Mulher louca - Eu a acusei imediatamente. Por que ela sempre tinha que
ter uma língua tão afiada?
– Por que você está gritando comigo? Eu não disse uma palavra sobre você,
eu estava falando sobre a esposa idiota de Korn! Você é amigo dele, por que
está defendendo a esposa dele? - Yiwha brincou, me colocando em um
canto com a maneira como ela expressou sua farpa verbal. Korn deve ter
ficado absolutamente furioso a ponto de matar seu apetite.
– E o futebol? - Cho perguntou, aparentemente alheio ao drama
acontecendo ao seu redor.
– Acho que não vou conseguir, vamos ver. Apenas vá para casa por
enquanto. - Eu disse.
– Heh, vou deixar o mangá do Korn no quarto dele então, da próxima vez
pego os outros. - Ele se levantou e nos despedimos com um aceno, ele
sorriu e acenou com a cabeça educadamente para Yiwha, antes de sair pela
porta da frente com calma.
Assim que Cho se despediu, corri para me sentar ao lado de Yiwha.
– Ele está absolutamente furioso comigo, não está? O que eu faço agora? -
Yiwha riu do meu tom de súplica e fingiu que iria me abandonar em meu
momento de necessidade. Peguei sua mãozinha, implorando. – Ajude-me
aqui, não é minha amiga?
– Eu já sou sua amiga Knock, embora você meio que tenha forçado esse
papel em mim, mas eu sou sua amiga de qualquer maneira. Mas Korn não é,
ele NÃO É seu amigo, e vocês dois deixaram isso claro. Ainda assim, você
disse, 'só nós sabemos' para ele. Ele foi gentil o suficiente para não chutar
você por baixo da mesa, mas para ele fugir de SUA PRÓPRIA casa, isso foi
extremamente misericordioso da parte dele!
– Eu já me sinto culpado o suficiente, você pode, por favor, não me fazer
sentir pior do que já me sinto? Mesmo se você me repreender até minhas
orelhas sangrarem e caírem, não podemos mudar o que já aconteceu. -
Inclinei-me no sofá com preocupação. Yiwha pegou meu telefone e jogou
em mim.
– O que? - Eu perguntei defensivamente.
– Seu telefone, seu idiota! - Yiwha repreendeu novamente: – Todo homem é
burro como você?!
Ai!! Cada palavra começava e terminava com idiota, não aguento mais!
Peguei sua mão com força, inclinei minha cabeça em sua direção.
– Pare de me dizer que sou burro, ou vou prender você neste sofá! Quer
experimentar?!
– Seu filho da puta maluco!! Me solte, ou eu vou arrancar sua cara!! -
Yiwha me mostrou suas horríveis unhas de adaga, eu poderia dizer que ela
poderia muito bem arrancar meus olhos. Eu a soltei com relutância.
– Então me ajude a descobrir o que fazer!!
– Basta ligar para ele, fale bem com ele, então ele vai voltar.
– Quase me matou da última vez que eu tive que me prostrar assim para ele,
você não entenderia isso!
– Tente algo como, 'Eu vou ser esperando nu, na cama, quando você voltar
hoje à noite', e ele reaparecerá instantaneamente.
Você é louca! - Eu rosnei e destranquei meu telefone. Suspirei... – Só ligo,
então!
O telefone tocou por um longo tempo sem resposta, agora meu nervosismo
estava atingindo um pico febril.
– Deixe-me adivinhar, ele não está atendendo, certo? – Yiwha disse
conscientemente.
– Sim. Foda-se!!! - Eu jurei, tranquei o telefone e joguei no sofá. – Foi
apenas uma piada. Eu não tinha ideia de que ele iria pirar assim.
– Hey... - Quando Yiwha deve ter sido capaz de dizer o quão abatido eu
estava me sentindo porque ela se sentou ao meu lado no sofá e colocou os
braços em volta do meu pescoço, – Vai ficar tudo bem. Apenas continue
ligando, ele vai atender eventualmente.
– E se ele não fizer isso? -Eu perguntei em desespero e desespero.
– Então continue ligando para ele até que ele faça! - Yiwha encolheu os
ombros, – Um cara descaradamente casca grossa como você não vai ser
derrotado por uma situação como esta. - Yiwha arqueou uma de suas
elegantes sobrancelhas para mim. Urrgh, ela realmente tinha que falar
assim?
Então tentei ligar de novo. Dessa vez deixei tocar sete ou oito vezes, Korn
não deve ter sido capaz de suportar a irritação constante e finalmente
atendeu.
– O que você quer! -" Ele parecia tão zangado que Yiwha esticou o pescoço
para mais perto do meu telefone para que ela pudesse ouvir melhor nossa
conversa. Eu estava irritado e cansado dela me repreendendo, mas talvez ela
pudesse me ajudar, então eu só podia deixá-la ouvir.
– Onde você está? - Eu perguntei suavemente.
– Você não precisa saber. - Korn comentou em um tom desdenhoso e
monótono, isso foi realmente muito mais duro do que me repreender.
– Quando você vai voltar? - Eu perguntei cuidadosamente, me perguntando
quanto tempo ele planejava me punir desta vez.
– Eu não sei, eu não quero falar com você, por que, onde você está? - Ele
retrucou impaciente.
– Isso é problema meu, eu também não quero te contar - Eu zombei do tom
dele. Yiwha revirou os olhos e recostou-se nas almofadas do sofá,
obviamente exasperada com a nossa troca. Ela se levantou dramaticamente
do sofá e foi procurar comida na geladeira. Ela deve ter achado chato, o
jeito que mimo meu amante não foi tão divertido quanto ela esperava.
– Não vou contar, meu burro!! Eu perguntei onde você está!! - Ele rosnou e
eu fiquei chocado.
– Nunca saí do seu quarto, então deixa de ficar bravo comigo. tá? Eu não
vou jogar bola, só vou jogar bola com você nessa vida, juro.
Por que meu marido é tão feroz!?! Por que encontrei um marido quando
estava perfeitamente bem sozinho!!!
– Tem certeza? - Korn disse com firmeza.
– Sim, eu prometo - Eu arrastei minha voz para mostrar minha sinceridade.
– ... Não se aproxime muito de Cho também, entendeu o que estou dizendo?
- Korn me avisou novamente, embora seu tom tivesse suavizado bastante.
Ele
– Eu entendo, por favor, volte - Eu não estava nem um pouco feliz com
isso; caramba, ele era mais difícil de agradar do que uma mulher!
– Volto depois de comer alguma coisa. Cho voltou para o quarto?
– Sim, ele saiu há um tempo atrás.
– E quanto a Yiwha?
– Ela está remexendo na sua geladeira.
– Ela ainda está ai? Korn parecia irritado novamente.
– Não me diga que você está com ciúmes de Yiwha agora? - Eu soltei
incrédulo.
Isso chamou a atenção de Yiwha imediatamente e ela franziu o rosto
enquanto gritava em minha direção, claramente para que Korn pudesse
ouvi-la;
– Eu não estou cego de amor, seu idiota, você vai me deixar louca!
Obrigado por isso, Yiwha. Produtivo de verdade.
– Não me importo se você sair com Yiwha, mas tente considerar o que as
outras pessoas podem pensar de você antes de agir.
– Você não está sendo um pouco rígido demais? Eu só penso em Cho como
um amigo, assim como Yiwha.
– Ainda bem que você não disse que eu era um amigo também, senão eu
iria bater na sua cabeça mais tarde.
Tão feroz!
– Traga-me um pouco de comida quando você voltar para casa?
– Você acha que eu me acalmei tanto e já te perdoei? - Ele perguntou
novamente.
– Bem, não é? - Eu gritei ao telefone, agora completamente irritando com a
insistência do Korn em guarda rancor. – Foi você que o apresentou a me, eu
nunca tive nenhuma opinião sobre ele de uma forma ou de outra! Foi
apenas uma conversa educada, pelo amor de Deus, por que você está tão
fora de forma?!
Esse homem é ridículo!! Eu só conseguia pensar isso comigo mesmo, eu
nunca diria isso em voz alta. Isso só causaria mais problemas se eu o
fizesse.
– Você realmente levantou a voz para mim por causa de Cho? Muito bem,
apenas volte para o seu quarto e durma sozinho!
Korn disse para mim, sua voz repentinamente tensa e com raiva novamente.
– Espere Korn, não é assim!
Eu dirijo o clique quando a linha fica muda. Ele desligou na minha cara!
Tudo bem, tanto faz! Porque ele é muuuuito perfeito e nunca erra, arrggh!!!
Passei a mão pelo meu cabelo em frustração, e Yiwha veio se sentar ao meu
lado.
– O que é agora? - Ela me perguntou com um leve sorriso.
– Ele está bravo de novo! Disse que eu levantei minha voz para ele por
causa de Cho.
Yiwha riu alto e colocou uma de suas pequenas mãos no meu ombro.
– Eu tenho algo para te dizer.
– O que é? - Eu perguntei, olhando-a com desconfiança.
– Olha, geralmente, Korn é um cara caloroso que tem bom coração e está
sempre sorrindo. Mas ele mudou quando se apaixonou por você, super
ciumento, impulso sexual fora das paradas, facilmente irritado e
temperamental. Boa sorte, Knock Você vai precisar! Você o machucou
muito algumas vezes. Não é tão surpreendente que ele esteja agindo assim
agora.
– Mas eu não fiz nada para ele! - Uma voz em minha cabeça sussurrou
sombriamente: 'Às vezes, não fazer nada é pior', e senti meu estômago
afundar em culpa.
– Os mentirosos são abandonados por seus cônjuges. - Yiwha me alertou de
forma pungente.
– Ei, não é tão sério assim... - Tentei me defender, hesitante. Droga, Korn!!!
Quão controlador de marido ele pretende ser!?!
– Ele ficou chateado e com o coração partido tantas vezes por sua causa!
Certamente, você sabe disso!
E a culpa é sempre MINHA! Então o que diabos eu faço agora!?!
– Ei, eu tenho que ir, eu tenho algo para cuidar. - Yiwha disse quando de
repente se levantou, e isso me fez virar para ela imediatamente.
– Espere o que?
– O quê, o quê? Escute, eu disse que tenho algo que preciso resolver. Minha
conta de telefone está atrasada e eles vão desligar se eu não pagar hoje.
– Obrigado, sua mulher estúpida. - Eu disse sarcasticamente:
– Você não ajuda em nada!
– Eu tentei te ajudar, mas o que posso fazer? Sua boca grande é o que te
meteu em problemas, você tem que admitir. Tudo que você tem a fazer é
prometer a ele que nunca vai trair ele, pare de flertar com os dois, outras
garotas ou garotos, e fique longe de Cho. Korn não é tão insensível a ponto
de ignorar uma promessa sincera. - Olhei para Yiwha com os olhos grandes
e tristes de um cachorrinho olhando para seu dono; ela levantou a mão e
bagunçou meu cabelo em uma bagunça desgrenhada. – Confie em mim! -
Ela me prometeu sinceramente.
Yiwha parecia que realmente precisava ir embora, então eu acenei meu
adeus para ela impotente.
– Tudo bem, apenas vá. Resolva sua conta de telefone. - Acenei com a mão
com desdém na entrada da frente, sentindo-me seriamente desanimado.
Ela acenou para mim e fechou a porta do apartamento atrás de si. A sala
parecia tão vazia e solitária sem Korn. Cocei a cabeça, não sabia o que fazer
agora que estava sozinho. A tela do meu telefone acendeu, eu o peguei do
sofá e atendi imediatamente, sem nem mesmo me preocupar em verificar o
identificador de chamadas.
– Korn! Você não está mais bravo comigo? - Fiquei um pouco constrangido
com o tom esperançoso que se insinuou em minha voz. – Knock, este é
Pleng.
A voz do outro lado da linha telefônica me deixou atordoado.
Por que diabos eu não verifiquei o identificador de chamadas?! Dane-se, ela
vai me repreender agora também? Eu silenciosamente desejei que meu
corpo afundasse na terra, infelizmente, não funcionou.
– Er... - Eu parei, de repente esquecendo como falar.
– Knock, não tenho mais ninguém a quem recorrer agora!! - Ela estava
chorando inconsolavelmente ao telefone, deixando-me sem palavras.
– Espere, o que aconteceu? - Eu perguntei, agora genuinamente
preocupado.
– P'Phop sofreu um acidente de carro. Estou ficando louco, não sei o que
fazer! - e então começou a soluçar novamente.
Independentemente do que aconteceu entre nós no passado, eu não era tão
insensível a ponto de desligar ou ignorar uma mulher chorando. Eu ainda
me importava com ela, mesmo que tivesse mudado, O irmão havia sofrido
um acidente, então é claro que ela estava chateada.
– Calma Pleng, onde você está agora? - Eu fiz minha voz calma e calmante,
esperando que ela se acalmasse.
– No Hospital N, Knock
– Eu estarei lá assim que puder Pleng. Aguente firme e espere por mim lá.
– Por favor, rápido Knock, eu não sei como está o P'Phop, e papai e mamãe
ainda não chegaram, estou com tanto medo!
– Vou chegar assim que puder, ok?
– Knock vem rápido.
– Tudo bem, estou saindo agora!
Depois de fazer o possível para tranquilizá-la, desliguei e liguei para Korn
novamente. Eu só podia rezar para que ele atendesse desta vez, parecia que
eu estava com sorte, porque Korn atendeu minha ligação imediatamente.
– Korn - eu comecei a dizer, mas ele me cortou.
– Knock, eu tenho algo para te dizer. - Ele estava falando apressadamente, e
seu tom me deixou nervoso.
– O que... O que é isso?
– Minha mãe me pediu para fazer algo para ela, então só estarei em casa
muito tarde, provavelmente. Pegue um pouco de comida se estiver com
fome ou volte para o seu quarto. Leve um guarda-chuva com você, parece
que é vai chover em breve. Ou desça agora, estou no estacionamento. Posso
deixá-lo em casa primeiro para que você não precise pedir um táxi.
Não havia mais provocação ou sarcasmo no tom de voz de Korn, apenas
preocupação. Seu tom sério estava me deixando nervoso, fazendo meu
coração bater em um ritmo incomum.
– Uh, não se preocupe com isso, você não precisa me deixar. Eu vou voltar
sozinho, surgiu algo que eu preciso cuidar também.
– Tudo bem, eu te ligo mais tarde.
– Certa.
Desliguei o telefone e rapidamente saí do apartamento de Korn, tranquei a
porta e desci correndo para tentar pegar um táxi.
Levei quase vinte minutos antes de finalmente conseguir chamar um. Abri a
porta e enfiei a cabeça para dentro, e disse apressadamente ao motorista
– P, preciso ir ao Hospital N.
O motorista me cumprimentou e reconheceu o destino, então BBentrei e
segui meu caminho.
@Hospital N
Liguei para Pleng quando cheguei ao hospital, descobrindo que ainda estava
no pronto-socorro, então corri para lá. Pleng estava sentado em uma das
cadeiras da sala de espera mais próxima das portas, chorando ansiosamente.
Coloquei minha mão em um de seus ombros magros, tentando tranquiliza-
la.
– Tudo ficará bem. - Ela jogou os braços em volta do meu pescoço, como se
eu fosse a última pessoa na Terra em quem ela pudesse confiar. A voz
severa de um homem veio do nosso lado;
– Pleng! - Plern Pleng imediatamente se afastou de mim quando ouviu a
voz, e seu rosto ficou pálido.
– Pai, mãe.
O pai de Pleng estava carrancudo para mim com desaprovação, certamente
foi porque um jovem desconhecido para ele estava abraçando sua filha,
então eu educadamente ofereci a ele um wai.
– Este... Este é meu bom amigo Knock. - A resposta dela me acalmou um
pouco, realmente não se atreveu a dizer a eles que eu era o namorado dela,
aparentemente.
– Sawadee krub. - Cumprimentei-os educadamente com um sorriso. O pai
de Pleng aceitou minha saudação, mas ambos os pais pareciam
profundamente insatisfeitos.
É claro que nenhum pai ficaria feliz em ver sua filha sendo consolada nos
braços de um homem desconhecido, e dizer a eles que éramos apenas
amigos não iria aliviar suas preocupações.
– Knock... - Eu me virei ao som de uma voz familiar, e meu queixo caiu
quando vi Korn andando pelo corredor em nossa direção. Que diabos estava
acontecendo e em que tipo de situação bizarra eu me meti desta vez?
– Korn... - eu engasguei.
Korn também ofereceu um wai aos pais de Pleng e os cumprimentou.
– Sawadee krub tia e tio!
– Você é... - O pai de Pleng parecia realmente confuso.
– Eu sou Korn, o filho de Paraon. Minha mãe me mandou aqui para ajudar,
ela pensou que sua filha estava sozinha. - Korn sorriu levemente, enquanto
eu só podia ficar ali estupefato, essa situação estava ficando mais estranha a
cada segundo!
– Ah, filho, então você é Korn! On fala muito de você, mas não pense que
já tivemos a chance de nos encontrar antes. - A mãe de Pleng foi muito
hostil comigo, mas seus olhos brilharam quando Korn os cumprimentou,
totalmente o oposto do jeito que ela olhou para mim.
Tia, você estava sendo tendenciosa e fazendo julgamentos sobre nós com
base na nossa cor de pele?
– Quem é, Pã? - O pai de Pleng se virou para perguntar a sua mãe.
– Ele é o filho do meu melhor amigo, On e eu somos amigos desde o
colégio, sempre mantivemos contato. Mas eu nunca conheci Korn e Korn
também não conheceu nossa filha. Nunca tivemos tempo para combinar
uma introdução. - Korn e eu olhamos um para o outro secretamente, nossos
olhos se encontrando e trocando expressões confusas e preocupadas. Nós
dois murmuramos as palavras silenciosamente um para o outro: "O que
diabos está acontecendo agora...?"
CAPÍTULO 20 NÃO POSSO TE
DEIXAR, CERTO? OU VAI
DEMORAR.
[POV de Knock]
- Vocês, rapazes, se conhecem? - A mãe de Pleng perguntou, olhando para
frente e para trás entre Korn e eu em confusão.
Todos nós nos encaramos inquietos por uma fração de segundo, até que
Korn sorriu sem jeito, explicando.
- Knock é um bom amigo meu.
- Pleng, venha aqui garota.
A mãe de Pleng a chamou para onde Korn estava. Ela não queria e parecia
vagamente enjoada. Korn parecia estar lutando para evitar que seu rosto se
contorcesse de desgosto, mas a mãe de Pleng parecia alheia à óbvia aversão
mútua dos dois jovens.
- Como está seu irmão, mocinha?
- O doutor me pediu para esperar aqui. Ainda não tive notícias.
- Oh querido, isso faz meu coração se sentir inquieto. - A mãe de Pleng
disse nervosamente e seu nervosismo ondulava e se espalhava pelo grupo
reunido.
- Não precisa se preocupar, tia. Tenho certeza que Phop vai ficar bem, você
vai ver. - Korn confortou a mãe de Pleng gentilmente colocando suas mãos
quentes em seus pequenos ombros. Nossa, ele realmente sabe falar bem
com idosos!
- Obrigado, filho. E, agradeça a sua mãe por mim também.
- Claro, tia. - Korn deu a ela um sorriso digno de um Phra Ek (um ator
principal em um lakorn). Eu realmente queria chutá-lo na parte de trás dos
joelhos para que ele tropeçasse. Isso só me faria parecer ainda pior para
todos os presentes, então consegui me conter.
- Mãe, por que você o conhece? - Pleng perguntou, olhando Korn sem jeito.
Eu estava pensando a mesma coisa, mas também, estava apenas começando
a perceber o quanto Pleng o odiava.
- Ele é o filho do meu melhor amigo! Você deveria conhecê-lo, para que
vocês dois possam ser bons amigos também. - A mãe de Pleng acariciou
seu cabelo gentilmente. As palavras da mãe de Pleng fizeram com que
Pleng e Korn trocassem olhares de antipatia mútua antes de Pleng desviar o
olhar, carrancudo.
Korn revirou os olhos teatralmente, murmurando silenciosamente as
palavras "Ótimo". A flor da amizade certamente florescerá.
- Tudo parece sob controle aqui, então vou continuar se não houver mais
nada. - Eu disse com um sorriso antinatural congelado em meu rosto.
- Fique aqui comigo, Knock. - Pleng disse imediatamente, agarrando um
dos meus braços e segurando com força.
Eu instintivamente olhei para Korn, eu podia sentir o fogo da fúria
queimando em seus olhos, e definitivamente me queimaria se eu deixasse
Pleng continuar abraçando meu braço!
- Err, Pleng, eu tenho algo para fazer. - Eu sorri levemente, tentando
gentilmente livrar meu braço de sua mão surpreendentemente forte.
- Deixe-o ir Pleng, você pode ficar aqui com Korn. - A mãe de Pleng disse
com desdém. A mãe de Pleng obviamente gostava muito de Korn e queria
que eles se conhecessem.
As intenções da mãe de Pleng eram óbvias e isso me deixou extremamente
desconfortável. Tia, você já pensou em me perguntar se eu estava bem em
deixar minha ex-namorada e meu marido desenvolverem um
relacionamento? Eeeesh!
- Sem chance!
- Definitivamente não!
Ambos Pleng e Korn falaram simultaneamente, seus tons tão veementes que
titia foi pega de surpresa.
Korn agarrou minha mão, tentando forçar Pleng a soltar meu outro braço.
- Há algo importante que meu amigo e eu precisamos cuidar - Korn
explicou, - Já que a tia e o tio estão aqui para cuidar de sua filha agora, meu
amigo e eu iremos primeiro.
Korn sorriu artificialmente, seus olhos brilhando com um brilho peculiar
quando ele se virou para olhar para mim. Ele puxou minha mão,
sussurrando asperamente:
- Venha aqui!
Eu gostaria de poder, mas Pleng afundou os dedos em meu bíceps e estava
puxando meu outro braço!
- Knock, Knock, fique comigo aqui. - Todos me avisaram que essa mulher
não desistiria facilmente, e parecia que eles estavam certos, Pleng
agarrando-se ao meu braço resolutamente, recusando-se obstinadamente a
soltá-lo.
Bem, isso foi simplesmente incrível. Eles estão tentando puxar meus
ombros para fora de suas órbitas bem na frente dos pais de Pleng.
- Knock, você está realmente tentando me irritar? Rejeite essa mulher agora
mesmo! - Korn rosnou baixinho para mim. Ele usava a expressão clássica
de um agressor doméstico em série de um número incontável de Lakorns.
- Olhe nos meus olhos e me diga, Korn. Você realmente acha que estou
mais feliz com esta situação do que você? - Eu arqueei uma sobrancelha
duvidosa para ele, e ficou em silêncio por um minuto.
- Além disso, você não estava com raiva de mim o tempo todo?
- Eu não vou discutir com você agora. Se você não fizer o que eu peço, vou
te foder com tanta força que você não conseguirá andar direito por uma
semana. - Korn ameaçou, seu aperto em meu braço com tanta força que
meus dedos estavam formigando com o fluxo sanguíneo reduzido, isso ia
deixar um hematoma mais tarde. No entanto, essa era uma ameaça que eu
precisava tratar com a maior seriedade.
Virei-me para Pleng e soltei meu braço com o máximo de tato que pude.
- Já que a tia e o tio estão aqui, então eu irei embora primeiro. Korn e eu
temos planos, que... nós estamos comprando coisas juntos, coisas para
homens. - Eu estremeci com a minha própria desculpa esfarrapada. O pai de
Pleng acenou com a cabeça para Korn compreensivamente, enquanto a mãe
dela ainda me olhava de maneira desconfiada e hostil. Ela pegou o braço de
sua filha e puxou Pleng para longe de mim.
- Você pode sair agora - A mãe de Pleng disse concisamente.
-Adeus. - Korn e eu oferecemos a eles um wai, e o segui pelo corredor.
Korn agarrou meu braço novamente, puxando-me atrás dele tão
rapidamente que mal consegui acompanhá-lo. Sua expressão era de pedra
quando me arrastou para o estacionamento. Antes que pudéssemos chegar
ao carro de Korn, ouvi a voz de Pleng atrás de nós, correndo atrás de nós.
- Knock! - A voz suave me fez girar de surpresa.
- Pleng, por que você está aqui? - Eu perguntei, com o queixo caído em
estado de choque.
- Eu disse a mamãe que precisava descer para pegar algo no meu carro, mas
tenho algo importante para falar com você agora.
- Eu não vou permitir isso! - Korn disse antes mesmo que eu tivesse a
chance de abrir minha boca para responder: - Você tem algum problema
com isso?
- Desavergonhado!! - Uma vez que Korn perguntou se ela tinha algum
problema, Pleng criou um para ele sem hesitar.
Sinos de alerta estavam tocando na minha cabeça agora, quando olhei para
Pleng. Esta pequena senhora era de alguma forma incrivelmente
ameaçadora nas luzes fracas do estacionamento. Eu senti como se pudesse
ouvir a voz de Pleng ecoando dentro do meu crânio:
- Knock, você está morto!
Em que horrível acidente de trem isso estava se transformando.
Pleng apontou para o rosto de Korn, seu próprio rosto uma máscara de ódio.
- Estou tão cansada de você! Você está tão desesperada que tem que roubar
o namorado de outra pessoa em vez de encontrar o seu?
- Eu não roubei seu namorado. Ele veio até mim primeiro por vontade
própria!
- Espere um segundo! - Eu gritei, virando-me para Korn. Ele estava me
jogando embaixo do carro aqui!!
- Você é louco, pare de falar besteiras! - Pleng refutou, com o rosto
vermelho de fúria.
- E... Chega, pare de brigar, por favor. - Eu mantive meu tom suave,
esperando acalmá-los.
- Você, cale a boca! - Korn se virou para me repreender: - E não se mova.
- Knock! Knock, você tem que fazer sua escolha agora. - Pleng se virou
para mim, mirando com um foco de laser.
Oh Deus, isso é porque eu não fui ao templo recentemente para fazer
mérito? Este acidente de trem estava machucando minha alma, eu estava
começando a sentir como se fosse desmaiar.
- Não depende de você. Ouça-me, mulher. Ele veio até mim primeiro, me
fez apaixonar por ele e ele tem que assumir a responsabilidade por isso! Ele
não tem o direito de escolher qualquer outra pessoa!
Isso só ficava cada vez pior. Eu estava começando a considerar seriamente
os prós e os contras de me jogar do telhado do hospital.
- Knock! - Pleng gritou meu nome e senti todo o sangue escorrer do meu
rosto. Tenho certeza de que fiquei branco como um fantasma, um forte
contraste com meu bronzeado escuro normal.
- Err, Pleng, escute... - Eu queria dizer que deveríamos falar sobre isso outra
hora, mas Korn agarrou meu braço com tanta força que estava cortando
minha circulação sanguínea.
- Korn, pare com isso, você está me machucando. - Era realmente
necessário que ele me torturasse agora?
- Termine com ela! Faça isso na minha frente agora mesmo! - Korn exigiu,
e seus olhos disseram que estava falando sério agora. Eu não sabia o que
fazer, o rosto de Korn estava começando a me aterrorizar genuinamente. Eu
poderia tentar revidar, mas isso não seria bom para nenhum de nós, já que
somos tão próximos em tamanho. Dito isto, ele e eu somos amantes agora, a
última coisa que eu queria fazer era machuca-lo novamente.
Respire fundo para me firma, era hora de eu ser o cavalheiro novamente. A
única coisa a fazer agora era ouvir as palavras de meu amante e obedecê-lo.
- Pleng...Err, vamos terminar. - Falei sem rodeios, esperando que isso fosse
o suficiente para acabar com este conflito.
Minhas palavras deixaram Pleng em silêncio.
Não é que eu não goste dela, mas meu familiar é contra, então não posso.
Afinal, meu marido também é um membro da família.
- Korn, Knock... - Pleng tentou falar, mas Korn falou sobre ela,
efetivamente silenciando-a novamente.
- Vamos acabar com isso aqui. Não torne as coisas mais difíceis para você.
Estou cansado demais para brigar com você agora, porque já estou exausto
de cuidar da minha esposa - Korn sorriu ferozmente para Pleng, então
agarrou o colarinho da minha camisa e me puxou para longe com ele. Ele
não parecia se importar que meu pescoço estava ficando vermelho por
causa de sua força. Eu o segui tristemente, como se estivesse sendo
arrastado por meu marido agressor doméstico.
- Ai, ei, seja gentil! Eu não fiz nada de errado! - Eu insisti, e Korn olhou
para mim com punhais nos olhos. Ele me apoiou agressivamente contra a
porta de seu carro, então se inclinou perto o suficiente para eu ver
claramente a raiva em seus olhos.
- Tem certeza que não fez nada de errado?! - Ele agarrou meu colarinho
novamente em um piscar de olhos, e eu senti os dedos gelados do medo real
na minha espinha.
- Não, eu não fiz nada de errado! - Eu rosnei para ele, tentando soltar sua
mão do meu colarinho. Mesmo que eu estivesse com medo dele agora, eu
também estava com muita raiva. - Eu disse que ia sair e você não se opôs!
- Você acha que eu ainda teria concordado se soubesse que você estava
saindo para encontrar seu ex!? - Korn gritou comigo em troca.
- Você é tão inconstante. Você está sempre gritando comigo e me
repreendendo! Mesmo quando eu faço o que você quer, você ainda não fala
bem comigo!! Se você vai continuar se comportando dessa maneira, você
pode apenas falar, eu me recuso a ser sua lata de lixo emocional! - Eu gritei
com ele furiosamente, me afastando com todas as minhas forças. Korn deve
ter percebido que realmente havia me chateado, porque recuou a uma
distância razoável, tremendo.
Permaneci imóvel, esperando para ver qual seria a reação dele, meus
ombros e rosta tensos.
Korn afastou o cabelo que havia caído sobre os olhos, aparentemente tão
tenso quanto eu. talvez ele também estivesse cansado de lutar. Eu sabia que
era uma pessoa ciumenta, mas ele tinha que ser tão ciumento? Não posso
evitar se sou naturalmente atraente para pessoas de ambos os sexos! Eu sei
que sou bonito, é normal ficar preocupado em como se agarrar a um
namorado tão bonito.
- Podemos ir para casa agora, por favor? - Perguntei
- Sim. Ele respondeu calmamente, parecia que ele havia acalmado
significativamente, mas ainda estava meio irritado.
- De-me a chave do carro, eu dirijo. Você provavelmente mataria nós dois,
do jeito que você está agora. - Korn tirou a chave do carro do bolso e jogou
para mim. Ele caminhou para lado do passageiro e entrou, batendo a porta
do carro com força.
Soltei um suspiro exasperado, sentei-me no barco do motorista e sai do
estacionamento. Korn estava silencioso e sem emoção ao meu lado. Eu
esperava que ele estivesse tentando estabilizar seu humor, eu não sabia o
que fazer, então apertei sua mão, apoiando-a em meu joelho, observando
sua expressão com o canto do olho. Kom olhou para minha mão, depois
para meu rosto. Esperançosamente, ele percebeu que eu estava tentando
tranquiliza-lo, é por isso que ele não puxou a mão.
- Você nunca aprende. Estou cansado. - Ele disse calmamente.
Eu não respondi, apenas dei um aperto reconfortante em sua mão e
continuei dirigindo em silêncio. Eu precisava deixá-lo esfriar por um
tempo, e então seria ele mesmo novamente. Enquanto estávamos sentados
pacificamente, a telefone de Korn tocou. Ele afastou a mão da minha para
tirar o telefone do bolso, e voltei a colocar a mão no volante.
- Ta, como Visi? - Korn perguntou calmamente, eu podia facilmente ouvir
as respostas do outro lado da linha, Korn, quer tomar um drink com a
gente?
Eram amigos querendo que ele se juntasse a eles em um bar.
Korn olhou para mim interrogativamente e apenas dei de ombros.
- Podemos, mas se você ainda estiver inquieto, não precisamos ir. Não
quero mais me preocupar com suas mudanças de humor hoje. - Eu disse
indiferente, enquanto virava o carro para a esquerda em um beco. Korn
suspirou profundamente com a minha resposta.
-Não estou livre hoje, outra hora. - Ele respondeu em um com plano.
"Não está livre? Por que você não é livre? - Eu podia ouvir claramente a
voz confusa do outro lado da conversa. Na verdade, ele poderia ter
abaixado o volume, devia estar berrando em seu ouvido.
- Preciso leva minha esposa para o paraíso! - Korn disse em um tom
monótono e surtiu, eu sorti para ele.
- Hahaha, seu pervertido. - Belisquei sua bochecha, provocando-o. Korn
empurrou minha mão para longe de seu rosto, em vez disso, agarrou-a e
entrelaçou seus dedos nos meus, ele estava som indo também.
Ele desligou o telefone e chegamos ao condomínio dele pouco depois.
Estávamos no hospital há muito mais tempo do que pensava, depois de
olhar para o mostrador do meu relógio, percebi como era tarde. Acho que ia
dormir aqui de novo esta noite.
- Eu vou tomar um banho. - Korn disse, puxando a camiseta sobre a cabeça
e tirando a calça jeans. Agora vestido apenas com sua cueca boxer, ele
desapareceu no banheiro. Eu tive que esperar por ele antes da minha vez....
Tirei minha roupa, deixando apenas uma regata e boxers enquanto esperava
Korn terminar seu banho. Eu secretamente peguei seu telefone e verifiquei
seu Facebook. Eu vi que havia 10 pedidos de amizade pendentes e levantei
minhas sobrancelhas.
Uau, ele é bastante popular. Tem um monte de garotas lindas mandando
pedidos, vamos aprovar?
- Korn!! - Eu o chamei.
- O que!! - Ele respondeu em voz alta, a voz era bem alta porque ele estava
no banheiro.
- Tem uma lista de garotas mandando pedidos de amizade no seu Facebook,
por que você não as aprovou? Elas são todas tão bonitas. - Perguntei.
- Você não pode estar com ciúmes, pelo menos uma vez! Deixe-me sentir
que você é meu namorado, não uma pedra sem sentido!
Veja, eu fui repreendido novamente! Tudo bem então!
Deitei na cama brincando com o celular dele, de repente fui abraçado por
trás. Korn acariciou minha orelha com seu nariz e então beijou minha nuca
e a borda de minha orelha também. Ele beijou do meu pescoço até meu
ombro, eu movi meu corpo para evitar.
- Espere, eu ainda estou jogando um jogo. - Eu disse, mas minha mente não
estava mais no jogo, porque as palmas das mãos dele estavam acariciando a
parte de trás das minhas coxas...
Minhas boxers finas foram arrastadas até o topo da minha coxa. Estremeci,
gemendo quando Korn acariciou meu pau semiduro sob o tecido frágil.
- Ei, não agora. - Eu me virei na tentativa de evitá-lo e tentei escapar de
seus braços, até que vi a expressão em seu rosto. Korn estava olhando para
mim como se eu fosse um banquete para um homem faminto.
- Mas eu ainda não tomei banho. - Eu acrescentei, jogando seu telefone na
cama.
- Não precisa, só vamos nos sujar de novo. - Ele ronronou no meu ouvido. -
Não tente fugir, você sabe que vai ceder de qualquer maneira. - Algo no
tom aveludado de sua voz enviou uma carga de eletricidade para cima e
para baixo na minha espinha. Ele estava certo. Ele sempre estava certo
sobre isso.
- Muito bem. O que você gostaria que eu fizesse? - Eu perguntei,
envolvendo meus braços em volta de seu pescoço de forma submissa. Korn
mordiscou meus lábios gentilmente, afastou-se e então moveu-se
novamente, repetindo. Enquanto ele mordia meu lábio superior com os
dentes, seus olhos afiados mantinham meu olhar cativo.
Korn descansou as mãos nos meus quadris com firmeza e ordenou.
- Me dê prazer.
- Como? - Eu olhei para ele sem noção.
- Você teve que perguntar a todas as mulheres como, também? - Korn disse
irracionalmente, rindo.
Eu segurei seu rosto em minhas mãos e o beijei delicadamente, então
arrulhei para ele no tom gentil que eu usava com as mulheres.
- Eu prometi que seria gentil esta noite.
Korn me deu um forte tapa na bunda depois que eu disse isso, mas de
alguma forma consegui abafar a risadinha que ameaçou escapar.
- Tsk, tsk - Ele ainda estava me segurando com firmeza, - Esta é sua última
chance. Podemos fazer apenas duas rodadas se você se sair bem. Se não, eu
vou te foder até que você não consiga andar por uma semana. - Ele
murmurou para mim entre beijos sutis e mordazes.
- Então... - eu murmurei, mordiscando seus lábios em troca. Parecia que
teria que resolver o problema com minhas próprias mãos. Ou boca, por
assim dizer. Então eu beijei Korn novamente.
- O que? - Suas mãos se esgueiraram sob o tecido da minha regata,
acariciando a parte inferior das minhas costas. O toque de seus dedos foi
estranhamente muito leve e fez cócegas, me fazendo rir.
Korn revirou os olhos e ordenou novamente:
- Me dê prazer.
Eu não disse nada e respondi com ação em vez de mais palavras. Eu caí de
joelhos na frente dele.
- Eu cuidarei de você. - Eu disse baixinho, olhando para ele. Seus olhos
ardentes se estreitaram, observando minhas ações. Eu sei que entendeu o
que eu quis dizer, ou então não estaria parado ali, quase como se estivesse
congelado. Eu estava prestes a puxar o cós de sua calça para baixo, mas de
repente ele agarrou um punhado do meu cabelo.
- Isso não é o que eu quero. - Ele disse sombriamente, mas com sua pele
clara, eu podia ver que ele estava corando até a raiz do cabelo. Ele era fofo
demais! Eu ri e então perguntei brincando.
- Por que você está ficando tímido de repente? Nós dois já vimos de tudo.
- Eu nunca deixei ninguém fazer isso antes - Korn disse, de repente
quebrando o contato visual, suas orelhas estavam praticamente brilhando
como vaga-lumes agora.
- Oh, sério? Então eu serei o primeiro amante a fazer isso por você. -
Ignorando seus protestos e desculpas, puxei para baixo as calças compridas
do pijama, revelando seu pau grosso e duro.
Peguei-o na mão e dei vários golpes firmes e uniformes. Korn parecia
estranhamente envergonhado e eu não pude deixar de rir do fundo da minha
garganta. Ele inchou ainda mais na minha mão, mesmo com aquele breve
toque.
- Não finja que não gostou. - Eu o provoquei.
- Pare de dizer coisas sujas. - Ele tentou me repreender e manter uma cara
séria. Eu sorri e sustentei seu olhar enquanto tomava sua ereção em minha
boca. Korn parecia muito desconfortável, seus músculos do estômago
estavam obviamente tensos.
Eu realmente não tinha nenhuma técnica sofisticada para oferecer, a maioria
dos meus ex-namorados eram mulheres, então eu realmente não tinha muita
experiência nisso. Eu só faria isso por alguém que amo, e a única vez que
fiz isso antes foi com Bayh, o único homem com quem estive além de
Korn, e ele foi meu traseiro. Korn foi o primeiro que eu permiti acesso
completo. Todo o meu ser pertencia a ele, e ele podia fazer o que quisesse
comigo. Eu entreguei todo o meu orgulho a ele. Porque eu o amo.
E era por isso que eu faria isso por ele agora, porque eu o amo.
Embora eu não tenha dito isso em voz alta, as ações falam mais alto que as
palavras.
- Uhh... - Eu corri minha língua sobre a cabeça sensível e depois para baixo
em seu eixo, fazendo Korn gemer profundamente em sua garganta. Não sei
por que pensei que poderia, mas não senti nenhum desgosto por realizar
esse ato. Tendo isso resolvido, agarrei-me às coisas que sabia que me
faziam bem e levei-o o mais fundo que pude à minha boca, e me senti grato
por não ter engasgado. Seu pau era enorme!
Enquanto eu usava minha boca para engoli-lo ritmicamente, Korn
emaranhou seus dedos ferozmente em meu cabelo. Eu acelerei, balançando
a cabeça em um ritmo constante, fazendo com que sua respiração saísse
áspera e irregular. Ele mais do que encheu minha boca quase a ponto de
esticar minha mandíbula, e eu estava lutando um pouco para não o arranhar
com meus dentes. Eu podia ouvir gemidos profundamente satisfeitos vindos
do fundo de sua garganta. Comecei a controlar a profundidade de cada
movimento, focando a atenção da minha língua principalmente na cabeça
sensível, enquanto trabalhava o eixo com a mão, claramente esta era a coisa
certa a fazer, porque Korn estava se contorcendo e quase delirando. Ele
empurrou minha cabeça para baixo o máximo que pode, os dedos se
enroscando em meu cabelo, quase me fazendo engasgar.
Droga, vou te dar um soco por isso mais tarde!
Korn soltou meu cabelo quando gozou, e meus lábios e bochecha foram
manchados com seu sêmen, pois não escapei a tempo. Antes que eu pudesse
me levantar sozinho, Korn segurou meus braços e me ajudou a levantar. Ele
pegou a ponta da minha camisa para limpar meu rosto, depois a puxou
sobre minha cabeça e jogou fora.
Korn me empurrou contra a mesa, me arqueando para trás. Ele se inclinou e
me beijou, capturando meus lábios daquele jeito quente e agressivo que era
todo dele. Estava claramente expressando seu humor extremo agora.
Mesmo sabendo que beijo muito bem, ele estava se movendo tão rápido e
agressivamente que eu mal conseguia acompanhá-lo, era mais como se ele
estivesse tentando me devorar inteiro ao invés de me beijar. Ele chupou
meus lábios até que parecessem inchados e machucados, sua língua quente
enfiada profundamente em minha boca, entrelaçada com a minha e eu
respondi com entusiasmo.
Um gemido gutural escapou dos meus lábios quando sua palma áspera
deslizou sobre a carne das minhas costelas, e eu estremeci quando minha
pele se arrepiou sob seu toque. Seus dedos na minha pele, o calor onde
nossos corpos se tocavam, eu senti como se meu corpo e meu cérebro
estivessem derretendo. Korn me empurrou para sentar na beirada da mesa, e
enterrou seu rosto no meu pescoço e o cobriu com beijos quentes de boca
aberta. Ele deslizou a mão habilmente sob o cós da minha cueca, puxando-a
para formar uma poça em volta dos meus tornozelos, me pegando
desprevenido, mas eu a tirei obedientemente.
Eu engasguei alto de surpresa quando sua mão roçou minha ereção pela
primeira vez, meu corpo sacudido por arrepios. Sua palma se curvou ao
redor do comprimento do meu eixo e começou a acariciar. Eu estava
tremendo e me contorcendo, minha cabeça rolando no meu pescoço como
se fosse feita de borracha e meu queixo estava quase descansando no meu
peito.
Ele continuou a me acariciar enquanto beijava meu peito, e eu não
conseguia parar os gemidos que escapavam de meus lábios. Ele pegou um
dos meus mamilos em sua boca e chupou com força, meu cérebro agora
estava quase totalmente desligado e todas as palavras e pensamentos
conscientes haviam fugido.
- Uhm, ah, Korn... - Ele acelerou o movimento de sua mão no meu pau,
enquanto sua boca provocava e chupava meus mamilos implacavelmente.
Eu só pude estremecer e me agarrar as suas costas, afundando minhas unhas
em sua carne em um esforço desesperado para me agarrar. Enquanto ele se
movia de um mamilo para o outro, minha pele queimando foi exposta ao
frio do ar condicionado, causando outro tipo de sensação intensa. Minha
respiração ficou ainda mais irregular e Korn acelerou a velocidade de sua
mão mais uma vez, abrindo minhas pernas com os joelhos.
- Haaaa... - Eu ofeguei rapidamente e me agarrei com força em seu pescoço.
Sua mão livre deslizou para baixo, pairando sobre meu abdômen em sua
jornada, claramente buscando minha entrada apertada. Fiquei chocado
quando seu dedo entrou em mim, ele não tinha parado para pegar o
lubrificante, então doeu um pouco quando empurrou para dentro. Mas Korn
não tentou entrar rapidamente, ele moveu o dedo lentamente, empurrando
suavemente e massageando o anel de músculos tensos. Mesmo enquanto
fazia isso, ele ainda estava beijando e mordendo todo o meu peito,
definitivamente forte o suficiente para deixar ainda mais marcas, Graças a
Deus por me dar uma pele bronzeada, pois as marcas não seriam tão óbvias
em mim quanto seriam para alguém de pele clara, ou então seria realmente
embaraçoso!
- Devagar, ha... parece muito... uhn... bom... - Eu estremeci quando ele
pegou um dos meus mamilos em sua boca novamente, chupando forte. Seu
dedo quente continuou simulando minha entrada sensível, e agora eu estava
todo esparramado sobre a mesa. Abri mais minhas pernas e tremia todo,
perdido em todas as ondas de sensações intensas atacando minhas
terminações nervosas de todos os ângulos. Korn agarrou meus joelhos e os
ergueu até meus ombros, abrindo minhas coxas o máximo possível. Seus
lábios permaneceram em meu mamilo, rolando-o suavemente entre os
dentes, enquanto ele acrescentava outro dedo à sua intrusão, fazendo com
que meu abdômen ficasse tenso de uma só vez. A outra mão nunca parava
de acariciar minha ereção agora latejante, moendo e amassando minha pele,
eu só conseguia me agarrar a ele com força em desespero.
Eu nunca o tinha visto tão quente antes. Foda-se, eu nunca estive tão quente
antes também!
- Pô, ahhh.. você não vai aguentar sentado. Deite-se.
- Devemos... uhh... mudar? - Minha voz rouca, incapaz de pronunciar uma
frase completa, Korn me agarrou para outra rodada de beijos quentes, tão
quentes, mas tão sinceros, que minha consciência estava desmoronando.
Então ele se afastou lentamente, não mais tentando me devorar, mas agora
me beijando gentilmente. Agarrei-me a seus ombros, estava tão
incrivelmente excitado agora que simplesmente não pude evitar.
- Eu não quero esperar. - Ele beijou minha testa. - Você pode deitar aqui? -
Sua voz era rouca, os olhos cheios de desejo primitivo. Korn pressionou seu
corpo contra mim lentamente, até que cada centímetro de nós estivesse
conectado.
- Sobre isso, hein... aqui? Você tem assistido muito pornô.... Minhas costas
vão door... - Eu sei que ele queria que eu deitasse nesta mesa, mas eu seria
torturado para morte com a força de Korn.
- Apenas deite-se, vamos descobrir isso. - Ele não me ouviu, apenas me
empurrou sobre a mesa, puxando meus joelhos para cima e abrindo-os, e
começou a tentar empurrar seu pau grosso em minha passagem.
- Preciso de lubrificante... - perguntei impotente.
- Está na gaveta, ali... Rápido, não me faça esperar mais...! - Korn soou
rude. Tente enfiar a mão na gaveta, mas era longe demais, seu babaca.
- Rapidamente! - Ele pressionou.
- Espere, uh, não, só me dê um minuto... uh... caramba, Korn...! - Korn
pressionou seus lábios no meu abdômen passando a ponta da língua para
provocar meu umbigo e minha mão ficou mole, esquecendo
momentaneamente o que estava fazendo e o que estava procurando. Ele
beijou provocativamente toda a minha barriga até que seus lábios quentes
pressionaram com força o tendão sensível onde minha coxa e quadril se
juntavam. De alguma forma, consegui abrir a gaveta e recuperei a
lubrificante com sucesso. Ele estava lambendo lá, minha pele toda
escorregadia de sua saliva.
- Você entendeu... - Ele estava rouco, olhando brevemente para mim de
onde estava sua cabeça, entre minhas pernas.
- Espere, uh, uhm, ahh... - Eu consegui engasgar, quando senti a ponta de
sua língua provocando o apertado anel de músculo em minha entrada,
fazendo-o ter espasmos e contrair. A sensação daquela língua quente e
única empurrando para dentro de mim e acariciando minha parede interna
macia removeu qualquer pensamento consciente restante da minha cabeça e
eu parecia ter esquecido como respirar. Korn estava empurrando dentro de
mim com sua língua, eu estremeci e minhas entranhas ficaram todas
molhadas. Eu podia sentir meu corpo sugando, engolindo a ponta de sua
língua e apertando-a. Meu corpo tremia sobre a mesa, dedos dos pés
curvados e pernas tremulas, eu só conseguia torcer meus dedos no cabelo de
Korn.
- Você... annn...Oh deus... hhh... estou morrendo.
- Ahhhh...! - Eu não conseguia mais reconhecer os gemidos que saiam da
minha própria garganta.
- Uhm... Ha... - ofegue, deixando cair o frasco de lubrificante na mesa. -
Foda-se.. Você é muito forte, eu estava morrendo de medo. - Eu repreendi.
- Ninguém morreria desta felicidade. - Korn riu baixinho.
Mostrei meu dedo do meio, ele se inclinou para beijar minha rótula.
- Eu sei que você quer, esposa, acalme-se, eu vou te dar. - Ele me deu um
sorriso travesso e torto, seus olhos estavam praticamente brilhando de
alegria.
- Sem vergonha., - Eu repreendi, mas isso só fez o sorriso de Korn ficar
mais largo, Ele cobriu dois dedos generosamente com o lubrificante e então
os inseriu dentro de mim. Eu podia sentir o frio único enquanto ele o
distribuía rapidamente. Korn agora esfregou a cabeça de seu pênis contra
minha entrada também cobrindo-a com o lubrificante e mergulhou
suavemente
- Argh! - Eu gemi quando sua ereção me encheu completamente. Eu só
podia imaginar como isso pareceria se alguém entrasse na sala agora, minha
bunda na beirada da mesa, joelhos puxados até meus ombros e pernas bem
abertas, Korn entre minhas pernas, nádegas flexionando sempre que ele
empurrava dentro de mim, meus braços em volta de seu pescoço e
pendurado para salvar minha vida. Ele apoiou os cotovelos na mesa e
começou a mover os quadris profundamente.
- Korn... Ahh... Korn. - Eu gemi seu nome no êxtase, seu nome parecia ser a
única palavra que eu conseguia lembrar. O movimento de seus quadris
estava ficando mais pesado e agressivo enquanto eu tremia e estremecia
embaixo dele. Ele era tão gostoso e eu só conseguia expressar a
profundidade do meu prazer com gemidos entusiasmados. Ele mergulhou
dentro de mim repetidamente e meus músculos internos apertaram seu
comprimento em excitação. A respiração quente de Korn soprando em
minha bochecha, ele também parecia estar totalmente se afogando em
intenso prazer. Ele empurrou continuamente todo o caminho e, em seguida,
retirou-se lentamente quase completamente apenas para mergulhar com
força de volta, o movimento rápido e forte de seus quadris fazendo com que
a mesa estremecesse sob a força.
Os guinchos de protesto vindos da mesa me assustaram, mas foram
parcialmente mascarados pelos sons de carne batendo. O barulho alto do
líquido se movendo dentro da minha passagem me envergonhou, fazendo
com que todo o meu corpo queimasse com um rubor. Korn estava chupando
meus mamilos delirantemente, eu joguei minha cabeça para trás, tremendo
e gemendo. Meu corpo arqueou para aceitar toda a força que ele empurrou
em mim. Eu não me importava mais em que superfície isso estava
acontecendo. Meus músculos internos estavam tendo espasmos e apertando
o pau grosso de Korn enquanto ele se movia dentro de mim, seus gemidos
tão constantes que quase se tornaram uma música própria.
- Ahh... Knock, foda-se... você se sente... tão incrível...
- Ahh... babaca, eu estou com medo... - eu murmurei
- Com medo de quê? - ele conseguiu responder.
- Medo que as pernas desta mesa quebrem... Uhhnn! - Quando Korn
mergulhou com força com aquele único golpe, eu o abracei forte de terror.
Nossos estômagos musculosos esfregaram um contra o outro, ambos
escorregadios com sêmen e suor e nós dois geremos em abandono.
- Ha... Ah... - Eu gemi quando ele afundou todo o caminho dentro de mim
mais uma vez, nenhuma palavra pode descrever a felicidade que senti
naquele momento e cheguei ao climax novamente, bombeando um liquido
quente e pegajoso por todo o meu estômago e peito. Korn veio quase
imediatamente depois, o calor dele se espalhando profundamente dentro de
mim. Korn puxou para fora e deu um passo para trás,
- Que vista maravilhosa, meu amor... - Ele ficou parado ali, seus olhos
ardentes varrendo o espetáculo que eu devia estar apresentando, olhando
para o fluido pingando de mime minhas coxas e estômago molhados e
trêmulos. Eu não poderia nem começar a descrever o olhar em seus olhos.
Korn me ajudou a sair da escrivaninha para a cama. Quando ele deitou em
cima de mim novamente, fiquei tanto chocado que minha boca deve ter
ficado aberta.
- Como diabos você já está duro de novo?
- Como eu deveria saber? - Ele respondeu com um balançado de ombros
indiferente, e com isso, ele entrou em mim novamente, fazendo-me
estremecer de surpresa.
- Argh! Você não... teve o suficiente... - eu perguntei, mas minha expressão
mudou imediatamente com o estímulo que ele estava me dando.
- Só se você quiser terminar.
- Idiota!!!
Korn rolou de costas em um movimento suave, de modo que agora eu
estava por cima, montando nele. Nossos rostos estavam encharcados de
suor, nossos membros ainda se contorcendo de orgasmos anteriores, e fiquei
em branco por um segundo.
- O que você quer que eu faça? - Claro que eu tinha que perguntar nesta
situação.
- Quando você ficou todo inocente e ingênuo? Mova seus quadris. - Korn
me provocou e colocou as mãos confortavelmente atrás da cabeça.
O que eu poderia fazer? Eu só podia me mover conforme as instruções.
Você está errado se pensou que de repente eu ficaria tímido. Eu sou casca
grossa e sem vergonha.
Movi meus quadris para cima e para baixo com cuidado, lentamente me
aprofundando e gemi com o movimento, ele estava tão dentro de mim, e
meu corpo novamente corou com o calor instantaneamente.
- Ahh... Korn... - As mãos de Korn estavam apertadas em meus quadris,
agora guiando meus movimentos. Enquanto eu acelerava o ritmo, ele jogou
a cabeça contra os lençóis de excitação. Agarrei-me a ele profundamente e
com força, foi tão intenso que já estava precisando de alívio novamente. Eu
podia senti-lo, mais profundamente do que em qualquer outro momento.
Korn não se conteve e moveu seus quadris com os meus, eu estremeci e
segurei seus ombros com força. Estávamos batendo um contra o outro até
que ele me virou debaixo dele novamente.
Korn segurou a cabeceira da cama, preparando-se. Eu podia ouvir a cama
batendo contra a parede ruidosamente sob a força de suas estocadas.
-Você vai morrer debaixo de mim, Knock. - Korn murmurou enquanto eu
ofegava, ondulando e se contorcendo sob seu corpo forte. Nossos corpos
estavam cobertos de suor, me sentia estrangulado toda vez que ele se
enterrava dentro de mim novamente.
- A cama... pode quebrar primeiro. Arghh! - Eu o provoquei
intencionalmente. Mas quando ele se abaixou para bater novamente, abracei
seus ombros largos com força e envolvi minhas pernas em volta de sua
cintura. Ele estava empurrando com força contra aquele ponto doce dentro
de mim, e eu tive que cerrar os dentes contra as sensações intensas.
- Que tal agora? Ha... Continue provocando. - Ele afundou seu corpo
propositalmente com força, repetidamente, que quase morri. Meu abdômen
ficou tenso e meu peito estremeceu naquele momento feliz.
- Você... Espera... Ah... Burro.. - Quando ele me atacou rapidamente, e eu
nem consegui terminar minha frase. Minhas coxas estavam gordurosas e
molhadas, cobertas por nossos fluidos corporais combinados. Senti meu
corpo se movendo com o dele, no mesmo ritmo das batidas cacofônicas da
cama batendo na parede.
- Eu me rendo, imbecil... eu me rendo - Eu chorei roucamente em
respirações curtas e ofegantes, como se tivesse acabado de correr uma longa
distância. Korn sorriu enquanto batia, então ele liberou profundamente
dentro de mim mais uma vez, me enchendo até a borda com seu líquido
quente. Meus braços caíram sobre a cama, impotentes. Eu estava
completamente exausto e todo dolorido. Eu não poderia criar nenhum
problema ou tirar vantagem das palavras agora.
Korn se levantou da cama e foi ao banheiro. Carinhosamente, ele me ajudou
a me limpar, enxugando-me com uma toalha quente e úmida. Depois, ele se
jogou na cama, exausto, depois de terminar de me limpar. Ele deitou ao
meu lado e me puxou contra seu peito me segurando com força.
- Devemos ter gastado muita energia! - Korn riu, tentando me provocar em
uma disputa verbal que eu era incapaz de ter.
- Eu não vou perder meu fôlego para repreendê-lo, estou muito cansado. -
Eu murmurei, virando minhas costas para ele. - Pare de me provocar, estou
cansado. Só quero dormir.
- Tudo bem, mas o que você está pensando sobre mim agora?
- Quem sabe? Mas você definitivamente não é um bom homem. - Eu disse
quando ele empurrou minha cabeça.
- Tsk! Mas você ainda me ama mesmo que eu não seja um homem legal,
certo? - Ele perguntou.
Claro que eu o amo, mas aparentemente ainda achei a energia sarcástica.
- Heh... O que posso dizer agora que estamos juntos?
Korn bateu levemente na parte de trás da minha cabeça,
- Você não é nada fofo, sabia? - Ele me desafiou. Ele parecia estar me
repreendendo, mas as palavras eram fofas e seu tom afetuoso.
- Eu não vou te perguntar coisas como 'mas você ainda me ama, certo?' em
um tom amigável, você entendeu? - Eu me virei para perguntar a ele. Então
eu vi sua expressão irritada e tentei abafar minha risada, mas meus ombros
ainda tremiam. Korn me deu um tapa na cabeça com um travesseiro em
retaliação.
Oooff, ele realmente me ama?
- Boa noite idiota que está tentando me estrangular. - eu disse enquanto
pegava um cobertor para cobrir minha cabeça, evitando que ele me
abordasse. Mas Korn apertou seu corpo comprido contra minhas costas,
forçando-me a dividir o cobertor com ele.
- Boa noite, minha bunda!
Ah, não precisa se preocupar, ele não está me repreendendo.
Essa foi apenas a sua própria maneira de dizer "Bons Sonhos"
[Fim do ponto de vista de Knock]
CAPÍTULO ESPECIAL QUANTO
MAIS PENSO NISSO, MAIS MEU
CORAÇÃO FICA ÚMIDO E
QUENTE
Ponto de vista de Knock
– Ah, droga Knock, esqueci meu bloco de desenho no Prédio B! Vá buscá-
lo para mim, sim? Estou no meio desta pintura para a Faculdade de
Multimidia. Não posso ir agora, minhas mãos estão cobertas de pintar.
– Droga, você é um encrenqueiro. Por que você não verificou antes, já que
sabia que precisava estar aqui para fazer esta pintura? E você sabe o quão
longe é, além disso, parece que vai começar a chover logo, porra.
– Você pode parar de reclamar e apenas me ajudar aqui? Você é meu amigo,
certo? - fez beicinho para mim, então eu só pude acenar com a cabeça
exasperado.
– Você é tão exibido. Um estudante de engenharia que também pode pintar
bem. Merda, Eu não deveria ter seguido você! - Eu não termine de reclamar
ainda. Não era ele que tem que sair na chuva!
– Eu sou uma pessoa gentil! - Na disparou para mim, sem levantar os olhos
de seu trabalho. – Pare de ser tão petulante e seja gentil com seu amigo
também. - Não me deu um sermão, fazendo-me desanimar visivelmente.
– Pare com isso já. Você só fica aqui e ajuda a pintar, eu vou agora -
Resmunguei irritado e me levantei, saindo do prédio atual e voltando para o
edifício B.
Um enorme estrondo foi ouvido no céu ameaçador
– Oh ótimo, trovão! Droga, realmente vai chover. - Balancei a cabeça com
irritação. Eu realmente odeio estação chuvosa!
Caramba! Está tudo ensopado! Sem falar nas péssimas condições da
estrada.
E fiquei com o coração partido na estação das chuvas. Uma vez perdi
alguém nessa época do ano, então passei a odiá-lo.
Corri para o Edifício B, o mais rápido que pude. Eu queria pegar o bloco de
desenho para Na antes que a chuva começasse a cair ou então eu ficaria
preso no Prédio B.
– Deus, por favor me ajude a chegar lá a tempo! - Orei enquanto subia
correndo as escadas para o terceiro andar. Abri a porta da sala de aula onde
Na havia deixado seu bloco de desenho. Assim que entrei, fiquei chocado
ao descobrir que o bloco de desenho estava nas mãos de outro homem.
Ele estava folheando-o com interesse casual. Ele tinha uma constituição
semelhante à minha, embora fosse um pouco mais alto e parecesse ter
muitos ancestrais chineses. Ele também era incrivelmente bonito, com pele
clara impecável e cabelos macios e pretos.
Ele era o oposto de mim em todos os sentidos. Eu sou um homem com
linhas faciais claras e pele de mel profundamente bronzeada, bastante
distinto deste homem de aparência chinesa.
Mas vamos deixar isso de lado por enquanto, não é o momento certo para
pensar nisso.
– Com licença. - Eu perguntei hesitante e ele se virou para olhar para mim.
– Sim...? - Ele respondeu, levantando uma sobrancelha interrogativamente.
– Você poderia, por favor, passar esse bloco de desenho para mim?
– Isto é seu? - ele perguntou, olhando para trás e para frente de mim e
novamente para o bloco de desenho em sua mão prática de dedos longos.
– Sim. - Eu balancei a cabeça, então olhei pela janela atrás dele. O céu
estava escurecendo a cada segundo, e eu estava começando a ficar
preocupado se conseguiria voltar a tempo porque a chuva começou a cair.
Por favor, pare de protelar e apenas me dê o motivo pelo qual vim aqui,eu
realmente não queria ficar preso aqui pela chuva!
– Bom trabalho. - Aquele cara me elogiou primeiro, depois me olhou com
curiosidade – Ei, você parece muito familiar. Acho que deve ter visto você
por aí com bastante frequência.
– Sério? Porque eu tenho certeza que nunca vi você antes. Você pode, por
favor, apenas me entregar esse bloco de desenho? - Eu estava começando a
parecer impaciente.
Ele obedientemente entregou o bloco de desenho para mime ofereceu um
pedido de desculpas
– Desculpe. Aqui está.
– Sem problemas. - Eu respondi brevemente, antes de girar na ponta do pé e
sair correndo pela porta da sala que eu tinha entrado momentos antes. Desci
as escadas correndo até a saída do prédio imediatamente, sem me importar
com minha saída rudemente abrupta, por algum motivo, me senti
inexplicavelmente irritado
Abri a porta da frente do prédio, ao som de forte aguaceiro, estava
chovendo gatos e cachorros lá fora!!! A chuva caía tão forte que as gotas
saltavam das poças acumuladas, espalhando se por toda parte.
Eu só podia ficar na porta de saída aberta abatido. Eu estava preso. Eu não
tinha guarda-chuva comigo e não podia deixar o bloco de desenho de Na
molhar ou estragaria. Os prédios estavam distantes o suficiente para que a
chuva ocultasse a forma dos prédios distantes. Como eu disse antes, os
prédios ficavam longe.
– Não adiantava tentar correr, já tinha começado a chover. - Ouvi uma voz
profunda falar atrás de mim, fazendo-me virar.
Era aquele cara bonito de pele clara chinesa de novo!
– Foi tudo culpa sua - murmurei acusadoramente, desviando o [Link]
irritação.
– Hum? - Aquele cara me olhou interrogativamente, ele não deve ter me
ouvido por causa do barulho da chuva,
– Nada. - Eu disse com desdém.
– Ei, de qual faculdade você é? - Ele perguntou, e me virei para ele
surpreso. A princípio, usava pronomes educados comigo, mas agora passou
a usar ku e mueng, abandonando qualquer pretensão de formalidade.
Provavelmente porque eu estava sendo meio rude com ele. Tudo bem, eu
também não preciso mais falar educadamente.
Além disso, seria muito chato ficar preso aqui pela chuva, então acho que
era melhor ficar preso com alguém para conversar.
– Faculdade de Engenharia. - Eu respondi
–Somos do mesmo curso. Meu nome é Korn, Ele sorriu calorosamente para
mim depois de fazer sua apresentação.
– Eu sou Knock. - Eu respondi, devolvendo seu sorriso caloroso com o
meu.
– Por que um estudante de Engenharia desenha tão bem, você pode me
ensinar? - Ele perguntou-me; ele parecia ser um cara bem apessoado.
– Não é meu. Pertence ao meu amigo.
– Oh, seu amigo provavelmente está preocupado agora que você está preso
aqui.
– Deixe-o se preocupar então! Foi ele quem conscientemente me enviou
neste mau tempo para começar. - Eu choraminguei e chutei petulantemente
uma lata de refrigerante que havia caído de uma lixeira próxima.
– Não se preocupe muito, a chuva vai parar em breve. - Korn ficou ao meu
lado calmamente, com as mãos nos bolsos da frente enquanto
observávamos a chuva continuar a cair.
– É realmente irritante. - Eu reclamei. – Eu odeio a estação chuvosa.
– Por que é que? - Korn perguntou em um tom leve
– A umidade é nojenta, as estradas são um desastre, estragam meu cabelo e
os livros têm um cheiro estranho quando estão úmidos. - Dei de ombros. –
E você?
Foi tão estranho. Acabei de conhecê-lo, mas foi muito fácil e confortável
conversar com ele. Parecia que eu estava conversando com um amigo
próximo que conheci por toda a minha vida.
– Eu gosto disso, na verdade, ele disse com um pequeno sorriso torto.
– Por que? - Eu retorqui, perplexo com sua resposta esperada.
– É legal e romântico... e o mais importante, me dá a chance de falar com
você. - Korn sussurrou para mim.
– Eu juro que nunca vi você antes na minha vida. Você realmente é da
mesma faculdade que eu?
– Hehe. - Korn riu, como se minha pergunta fosse divertida para ele, – Eu
estive observando você por um tempo, então eu sabia que você estava
pegando o bloco de desenho para seu amigo. Eu estava esperando por você.
– Que diabos? - Eu balance minha cabeça em descrença.
– Seja como for, os detalhes não importam. Acho que vai demorar um
pouco até que a chuva pare. - Korn disse, dando ao céu escuro um longo
olhar indagador.
– Você é totalmente o oposto de mim, cor de pele e tudo. - Além das
diferenças extremas em nossa aparência, ele gostava de chuva enquanto eu
a odiava. A estação chuvosa era romântica para ele, hein?
– Mas ainda parecemos nos dar bem, apesar de nossas diferenças. - Korn
disse: – Não, talvez nos demos muito bem.!
– Você é muito estranho, sabia disso? - Eu disse, mais uma vez examinando
o céu em busca de qualquer sinal de que o aguaceiro iria parar, parecia que
a chuva não ia parar tão cedo, então deixei o papo aleatório continuar.
– Você disse que é da Engenharia, então qual é a sua especialização?
– Mecânica.
Eu fiz uma careta quando ouvi sua resposta.
– De jeito nenhum, isso é impossível!
–Mas Engenharia Mecânica realmente é minha especialidade. - Korn sorriu
calorosamente novamente, está?
– Como é que eu nunca vi você antes? Em qual grupo você está?
– 02.
– Não pode ser, não tem jeito! Lembro de todo mundo daquele grupo
mesmo sendo uma centena deles, e tenho certeza que nunca te conheci.
– Calma, cara. Eu raramente vou às aulas, sofri um acidente. - Korn sorriu.
– Ainda assim...
Korn e eu ficamos lá evitando a chuva por quase uma hora, mas
estranhamente eu não estava mais tão chateado por estar preso lá com ele.
Também senti uma gentileza misteriosa na maneira como seus olhos
pareciam se demorar em meu rosto. Mesmo que tivéssemos acabado de nos
conhecer, a maneira como ele sorriu para mim quando afastou o cabelo
preto brilhante que caía sobre os olhos...
Embora realmente não faça nenhum sentido, inexplicavelmente, lembrar
desse gesto simples e caloroso fez meu coração bater como um louco
quando pensei nisso mais tarde. Como me encantei por outro homem tão
facilmente?
Eventualmente, ficamos sem assunto para conversar, e Korn e eu apenas
ficamos lado a lado em um silêncio sociável. Vimos como a chuva forte
acabou se transformando em uma garoa leve.
– É só aspersão agora. - Korn disse.
– Eu vou indo então para entregar este bloco de desenho, se eu esperar
muito vai começar a chover de novo.
– Vamos, eu vou com você. - Korn sorriu.
– Err, claro.
Caminhamos até o prédio onde Na me esperava e conversamos à toa até
chegarmos à entrada.
– Vou mandar você até aqui. - Korn disse.
– Você não quer subir comigo? Na está esperando.
– Está tudo bem, Na pode não ficar feliz em me ver.
– Por que, ele não gosta de você, ou algo assim? - Eu estava confuso.
Korn apenas me ofereceu um sorriso enigmático em à minha confusão.
resposta
– Ah, então você não vai me responder. Tudo bem. - Cocei a cabeça,
confusa.
– Eu tenho algo para você. - Korn falou suavemente enquanto pegava
minha mão e colocava uma estrela de origami na palma da minha mão.
– O que é?
– Algo está escrito dentro, abra depois. - Ele me deu outro sorriso
enigmático.
– Oh tudo bem. - Eu não entendi o que estava acontecendo, mas eu balancei
a cabeça de qualquer maneira.
– Eu vou indo. - Korn acenou para mim, antes de se virar e ir embora. Eu
observei seus ombros largos até que eles desapareceram da minha vista,
então me virei para subir as escadas para o quarto onde eu havia deixado Na
horas atrás agora. Fiquei seriamente confuso com todo aquele encontro.
Aquele cara era muito estranho.
– Você se foi por um maldito século! - Na choramingou quando me viu
entrar pela porta da sala de aula.
– Eu estava preso pela chuva!! - Eu repreendi quando entregue a ele o bloco
de desenho.
– Er, sim, certo. - Na balançou a cabeça.
Lembrei-me do tempo agradável que passei conversando com Korn
enquanto esperávamos a chuva passar, então pergunte:
– Ei, Na.
– O que?
– Você não se dava bem com Korn?
Na olhou para mim, assustado, quando ouviu minha pergunta. Seu rosto
ficou pálido como um lençol.
– O que... do que você está falando, Knock? - Na gaguejou.
– Eu estou perguntando, você não se deu bem com Korn? O colega
chamado Korn. Eu esbarrei nele quando estava evitando a chuva no prédio
B agora há pouco e nós conversamos. Eu pedi a ele para virmos juntos, mas
disse que você não ficaria feliz em vê-lo.
– Knock... - Na me chamou baixinho.
– O que? - Eu olhei para ele.
– Sua memória... você ainda não a recuperou... não é? - Eu vi o suor
começando a escorrer na testa de Na. Ele deve estar se referindo ao acidente
de carro em que sofri há cerca de um mês, aquele capotamento me fez
perder parte da memória e ainda não fazia ideia de qual parte havia sumido.
– Você... isso vai ser difícil para você aceitar. - Na engoliu em voz alta.
– O que é? Vá direto ao ponto. - Eu disse impaciente, mas um nó estava
começando a se formar em meu estômago que parecia o sentimento
inconfundível de pavor.
– O Korn que você mencionou, ele é um amigo próximo. Isso é o que você
esqueceu.
Fiquei atordoado quando ouvi isso.
– Então por que você não me contou?! - Levantei-me, prestes a descer as
escadas e ir procurar korn, mas Na agarrou minha mão com força.
– Knock! Korn faleceu no mesmo dia em que seu acidente aconteceu!! - Eu
só pude olhar para Na em choque total. Na respirou fundo antes de repetir:
– Ele faleceu no dia em que você sofreu o acidente. Quando soube que você
capotou o carro, ele correu para o hospital de moto. Mas estava chovendo
muito e as estradas estavam escorregadias. Ele também sofreu um acidente
e morreu com o impacto...
– O que... - Minha garganta ficou seca parecia que alguém estava me
sufocando. Eu não conseguia respirar. Minhas pernas tremiam, eu mal
conseguia ficar firme.
– Por que... Por que isso aconteceu?
– Você entendeu, Knock? Você perdeu parte da memória sobre Korn. Você
não o mencionou e ninguém suportaria trazê-lo à tona. Sabíamos que seria
extremamente doloroso.
Minhas pernas desabaram debaixo de mim e eu caí no chão com um baque
ensurdecedor. Lágrimas brotaram em meus olhos tão de repente que parecia
que estavam queimando. De repente, uma cacofonia de memórias inundou
meu cérebro de uma só vez, como se uma represa tivesse se rompido.
Parecia haver um em particular que gritava para ser ouvido em meio a uma
multidão de outros fragmentos:
Eu não vou terminar com você como Pleng fez.
Realmente...
Sério! Você sabe o quanto é importante para mim. Tão importante, que eu
ainda voltaria para você mesmo que morresse, desde que você ainda esteja
em meu coração.
Droga, isso é realmente assustador.
Eu não quis te assustar... Para ser honesto, eu te amo tanto, eu quero que
você sempre se lembre de mim.
Um som torturado de dor crua escapou da minha garganta enquanto as
lágrimas escorriam incontrolavelmente pelo meu rosto enquanto todas as
memórias voltavam para mim, paralisando-me de dor. Minha reputação ou
o que alguém pensava de mim não importava mais.
– Korn... Korn... - Eu repetia o nome dele, meu corpo sacudido por soluços
incontroláveis. Meu peito doía, meu coração estava partido em tantos
pedaços que parecia que nunca mais seria inteiro.
– Knock, tente se controlar. O espírito dele está em paz... - Na me abraçou,
apertando meus ombros com força. Mesmo que a dor fosse quase
insuportável, respirei fundo e abri a estrela de papel de origami que Korn
havia me dado. Não havia nada a temer...
A mensagem no papel era precisa.
Mas isso só fez os soluços recomeçarem, minha respiração estava presa na
garganta. Eu senti como se estivesse sufocando.
Eu te amo!
Foda-se, por que as coisas acabaram assim!!! - Eu rosnei, minha cabeça
latejando com dor de cabeça tão forte que parecia que meu crânio ia
explodir com a força.
– Ah! - Eu cocei minha cabeça em pânico, Na balançou meus ombros,
repetidamente chamando meu nome.
– Knock!!
– Knock!!!
– Knock!!!!
Fui acordado abruptamente por alguém sacudindo meu corpo, e meus olhos
se abriram ao som do meu nome sendo gritado. Eu estava encharcado de
suor, enquanto o cara que estava gritando meu nome se inclinava sobre mim
para ver se eu estava bem. Eu engasguei de surpresa, já que estava tão perto
que nossos rostos quase se tocavam.
– Korn......
Quando meus olhos finalmente focaram e vi quem estava tentando me
acordar, fiquei pasmo. Descobri que estava enrolado em seu colo, agarrado
à sua cintura. Korn também pareceu bastante surpreso com minhas ações.
– O que diabos há de errado com você? Você disse que ia dormir, então de
repente você estava lutando como se estivesse sendo atacado por algo, isso
foi assustador!
– Droga... tive um pesadelo!! - Eu jurei, as consequências do pesadelo me
deixam muito chateado. Que sonho horrível e dramático! Porra, isso foi tão
assustador!!!
Eu abracei a cintura de Korn com força, enterrei meu rosto em sua barriga.
Korn riu e acariciou meu cabelo de forma tranquilizadora.
– O que está errado? - Ele perguntou.
– Eu tive um pesadelo. - Eu disse novamente, minha voz soando
estranhamente nasal.
– O que foi isso? - Korn perguntou.
– Você morreu em um acidente de moto. - Eu disse: – Fiquei apavorado e
com o coração partido.
Korn riu alto e eu enterrei meu rosto em sua barriga novamente em
aborrecimento e vergonha.
– Não é engraçado! Eu estava com tanto medo!!!
– É um sonho bom, quer dizer que vou viver muito. Você sabia que a pessoa
terá longevidade se você sonhar que ela morreu?
– Realmente? Olhei para ele com desconfiança para ver se ele estava rindo
de mim de novo.
– Sério! Significa que vou envelhecer com você. - Korn sorriu
calorosamente para mim.
Nesse momento, começou a chover forte lá fora. A chuva tamborilava
pesadamente na vidraça e escorria pelo vidro, o som da chuva batendo no
telhado era ensurdecedor, mas estranhamente reconfortante ao mesmo
tempo. Nós dois sintonizados para olhar para fora.
– O que você acha da estação das chuvas? - Korn perguntou de repente
enquanto olhávamos pela janela.
Então pensei naquele sonho...
Não sei por que, mas mudei minha resposta habitual. Entrelacei meus dedos
nos de Korn e apertei sua mão com força.
– Acho que estou começando a gostar da estação das chuvas.
AVISSSOOOO
TOGERTHER WITH ME FOI ATUALIZADA E ESTA NO VOLUME
DOIS.