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FACULDADES INTEGRADAS DO NORTE DE MINAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ESTACA RAIZ

DANILO NATALINO LIMA LOPES EDSON FERNANDO RAMALHO VINÍCIUS RODRIGUES FRAGA DE MOURA

MONTES CLAROS ABRIL DE 2011

DANILO NATALINO LIMA LOPES

EDSON FERNANDO RAMALHO

VINÍCIUS RODRIGUES FRAGA DE MOURA

ESTACA RAIZ

Trabalho apresentado à disciplina Fundações das Faculdades Integradas do Norte de Minas como requisito para obtenção de nota.

Prof .: Edgar Antunes Pereira Filho

Montes Claros MG 1° semestre/2011

SUMÁRIO

1- HISTÓRICO

01

2- CONCEITO

02

3- EQUIPAMENTOS

03

4- MATERIAIS

04

5- METODOLOGIA EXECUTIVA

05

5.1- Locação

05

5.2- Perfuração

05

5.3- Armação

06

5.4- Injeção da argamassa e extração do tubo de revestimento

06

6- VANTAGENS

07

7- DESVANTAGENS

08

8- INDICAÇÕES

09

8.1- Fundações em locais próximos a construções em estado precário ou com restrições de barulho

09

8.2- Fundações em locais de difícil acesso

09

8.3- Fundações em locais de antigas fundações

09

8.4- Reforço de fundações

09

8.5- Estabilização de encostas

09

8.6-

Estacas raiz em substituição a parede diafragma

10

8.7- Fundações de equipamentos industriais

10

8.8- Estacas raiz em rocha ou em terrenos com presença de matações e enrocamentos

10

9- CONCLUSÃO

12

REFERÊNCIAS

13

1 HISTÓRICO O desenvolvimento e utilização deste tipo de estacas deu-se a partir da década de 50, quando o professor Fenando Lizzi requereu na Itália as primeiras patentes (nº 497.736 em 11/03/52 e nº 502.416 em 29/01/52) sob denominação de “Pali Radice”. Essa técnica construtiva, originalmente desenvolvida para reforço de fundações e melhoramento do solo, foi apresentada internacionalmente em 1970, no “10º Congresso de Geotecnia” realizado em Bari na Itália. A partir de então, já expirada as patentes, várias empresas iniciaram a comercialização de estacas similares, ao início denominadas de estacas de pequenos diâmetros ou microestacas, por serem utilizados diâmetros de até 20 cm. Houve uma tendência de se utilizar diâmetros cada vez maiores, chegando-se atualmente a 40 e até 50 cm, o que evidentemente deixa de ser “pequeno diâmetro”. Por esta razão a atual NBR 6122/95 abandonou essa denominação substituindo-a por “estacas escavadas, com injeção” ou “estacas escavadas injetadas”. Hoje, as estacas raiz não são utilizadas apenas para reforço de fundações, mas também como estaca normal utilizável em qualquer condição. As cargas adotadas foram sendo aumentadas atingindo hoje valores superiores a 1500 kN, havendo inclusive tentativas de se adotar cargas mais elevadas, principalmente em estacas que penetram em rocha.

2 CONCEITO A estaca raiz é uma estaca moldada "in loco", com diâmetro acabado variando de 80 a 500mm e de elevada tensão de trabalho, cuja perfuração é realizada por perfuração rotativa ou por rotopercussão com circulação de água. É constituída de argamassa de areia e cimento (nunca de concreto) e é inteiramente armada ao longo de todo o seu comprimento.

de argamassa de areia e cimento (nunca de concreto) e é inteiramente armada ao longo de
de argamassa de areia e cimento (nunca de concreto) e é inteiramente armada ao longo de

3 EQUIPAMENTOS Perfuratriz rotativa ou equipamento de rotopercussão com capacidade para revestir integralmente todo trecho em solo, utilizando-se do tubo de revestimento. Conjunto misturador de argamassa. Compressor de ar, com capacidade de vazão mínima de 5 pcm e pressão máxima de 0,5 Mpa. Bomba de água. Conjunto extrator; dotado de macaco e conjunto de acionamento hidráulico, com capacidade para extrair integralmente o tubo de revestimento do furo quando totalmente preenchido com argamassa. Reservatórios para acumulação de água, com capacidade para perfuração contínua de pelo menos uma estaca.

Reservatórios para acumulação de água, com capacidade para perfuração contínua de pelo menos uma estaca. 3

4 MATERIAIS

Cimento, areia, aço CA-50 e aço CA-25.

Estimativa de consumo de materiais por metro linear:

(mm)

(mm)

AÇO CA-50

AÇO CA-25 (kgf)

Cimento

Areia

(kgf)

(Sacos)

(m³)

120

2,6

1,0

0,25

0,020

150

2,8

1,0

0,28

0,022

160

5,6

1,0

0,32

0,025

200

11,0

1,0

0,43

0,034

250

14,8

1,1

0,65

0,052

310

18,5

1,8

0,96

0,077

400

29,2

3,3

1,53

0,130

>400

Seguir especificações do projeto

 

5 METODOLOGIA EXECUTIVA

5.1- Locação A locação da estaca tipo raiz é executada topograficamente, obedecendo às distâncias e cotas determinadas no projeto.

5.2 - Perfuração Realizar a perfuração do solo por meio da perfuratriz rotativa ou roto-percussiva com a descida de tubo de revestimento. Descer o tubo, com auxílio de circulação de água (ou ar comprimido) injetada no seu interior, até a profundidade prevista no projeto. Medir a profundidade da perfuração, utilizando-se a composição de tubos de injeção, introduzindo-a no interior do tubo de revestimento até a cota de fundo da perfuração. Quando a perfuração atingir matacão, rocha e/ou concreto, deverá ser usada sapata ou coroa diamantada, acoplada ao barrilete amostrador, interno à composição de tubos de revestimento, de maneira a retirar-se o testemunho da rocha (procedimento igual ao da sondagem rotativa). Alternativamente podem ser utilizados martelos pneumáticos ou hidráulicos, sendo que todos os martelos perfuram por sistema roto-percussivo. Sempre a perfuração deve prosseguir até a cota de fundo prevista em projeto.

Valores aproximados:

Diâmetro final da estaca (mm)

100

120

150

160

200

250

310

410

Diâmetro externo do tubo (mm)

89

102

127

141

168

220

273

356

Espessura da parede (mm)

8

8

9

9,5

11

13

13

13

Peso próprio por metro linear (kg/m)

15

19

28

31

43

65

81

107

Diâmetro do martelo de fundo (mm)

-

-

89

89

130

193

232

232

31 43 65 81 107 Diâmetro do martelo de fundo (mm) - - 89 89 130

5.3

- Armação

Montar a armadura da estaca em forma de gaiola, com os estribos helicoidais, prevendo-se a armadura longitudinal com aço CA-50 podendo os estribos ser em aço CA-25, ou tubo metálico Schedulle, obedecendo-se ao projeto. Definir o diâmetro externo do estribo de forma a garantir um cobrimento mínimo de 20 mm entre a face interna do revestimento e o próprio estribo. Executar a limpeza interna do tubo de revestimento, utilizando-se para tal, a composição de lavagem, descendo até a cota inferior da estaca. Descer a armadura à profundidade alcançada durante a perfuração até apoiar-se no fundo do furo.

5.4 - Injeção da argamassa e extração do tubo de revestimento

Lançar a argamassa de cimento e areia por meio da bomba injetora, através da composição de injeção, posicionando o tubo de injeção de argamassa no fundo do furo. Proceder à injeção de baixo para cima até a expulsão de toda água de circulação contida no interior do tubo de revestimento. Estando toda a perfuração preenchida com argamassa, coloca-se um tampão no topo do revestimento precedendo-se a retirada do mesmo com o emprego de um extrator hidráulico e, concomitantemente executa-se a injeção de ar comprimido que é controlado para evitar deformações excessivas do terreno, garantindo a integridade do fuste e também a perfeita aderência da estaca com terreno. Complementa-se o volume da argamassa por gravidade, sempre que houver abatimento da mesma no interior do tubo.

6 VANTAGENS Não provoca vibrações, poluição sonora, nem qualquer tipo de descompressão do terreno. Reduzido tamanho do equipamento. Altas cargas de trabalho, resistindo também a cargas de tração muito elevadas. Pode ser utilizada em qualquer tipo de terreno, atravessar vários tipos de obstáculos e ter diferentes inclinações. Usa volumes pequenos de materiais.

7 DESVANTAGENS

Equipamento especial. Custo elevado em comparação a outros tipos de estacas. Não possui equipamentos de controle de execução, ficando a critério do operador o controle da pressão e injeção da argamassa. Por exemplo: se houver pressão inferior à necessária, pode haver estrangulamento da seção da estaca e se houver pressão superior, pode haver alargamento. Assim, a execução da estaca raiz é muito dependente do operador. Baixa produtividade, apenas 30m diários.

8 INDICAÇÕES

8.1 - Fundações em locais próximos a construções em estado precário ou com

restrições de barulho. Utilizando-se estacas raiz, a cravação será realizada praticamente sem barulho ou vibração, tendo-se ainda a vantagem do furo estar sempre revestido, não causando descompressão do terreno.

8.2 - Fundações em locais de difícil acesso

No caso de terrenos de encostas íngremes ou que não permitam o acesso de veículos de grande porte, ou quando a instalação dos bate-estacas tradicionais torna-se de difícil execução e de custo elevado.

8.3 - Fundações em locais de antigas fundações

Nesse tipo de solo o uso de estacas tradicionais exige operações custosas e de sucesso duvidoso. O uso da estaca raiz, neste caso, é a solução mais correta, uma vez que o processo executivo permite o atravessamento com relativa facilidade destes obstáculos.

8.4 - Reforço de fundações

A estaca raiz é a solução mais indicada para o reforço de fundações, seja devido à

deficiência da fundação original, seja devido a acréscimo de carga, uma vez que seus equipamentos possuem reduzidas dimensões, conseguindo trabalhar em áreas restritas e com pé direito reduzido. Podendo perfurar os blocos ou sapatas existentes, permite ser incorporada a estrutura sem a necessidade da construção, na maioria dos casos, de novos blocos de fundação. Além disto, como necessitam de pouca deformação para mobilizar a carga de trabalho, as estacas raiz praticamente não provocam esforços adicionais na estrutura durante a transferência de carga.

8.5 - Estabilização de encostas

O reticulado de estacas raiz é utilizado nos problemas de reforço e contenção de

taludes. As estacas raiz, distribuídas no terreno com densidade conveniente, criam uma espécie de costura, fazendo com que o maciço se comporte como uma parede ciclópica. Essa solução tem a vantagem de evitar a construção de grandes muros de concreto armado, muros estes que além de dispendiosos, afetam negativamente o visual dos maciços a serem estabilizados.

8.6 - Estacas raiz em substituição a parede diafragma

Quando, em situações especiais, não é possível executar paredes diafragma, o reticulado de estacas raiz pode ser utilizado como estrutura de contenção. Este sistema além de resistir ao empuxo do terreno e proteger as construções vizinhas durante as escavações, pode resistir a cargas verticais, funcionando também, quando necessário, como submuração e reforço das construções vizinhas, ou como fundações dos pilares da nova obra.

8.7

- Fundações de equipamentos industriais

O

uso de estacas raiz é a solução mais indicada principalmente nas seguintes

situações:

Substituição ou acréscimo das instalações existentes por novos equipamentos de maior potência com novos carregamentos. Geralmente estas substituições são executadas nas proximidades ou no interior de estruturas existentes e não devem interromper a produção fabril. Estabilização de grandes máquinas com peças de movimento rápido que apresentam vibrações elevadas. O uso de estacas raiz, executadas através do bloco das fundações existentes, modifica a inércia das fundações e elimina as vibrações danosas.

8.8 - Estacas raiz em rocha ou em terrenos com presença de matações e enrocamentos Em presença de camadas de solo de pouca resistência sobrejacentes ao topo rochoso, onde é necessário o embutimento da estaca raiz em rocha, ou em terrenos arenosos, constituídos de pedregulhos e matacões, com nível d'água elevado, a perfuração é praticamente impossível pelos métodos tradicionais.

Nesses casos, utiliza-se o sistema de perfuração a roto-percursão com martelo de fundo (down-the-hole) e bits de vídia, internamente ao tubo de revestimento no trecho em solo, que reveste o furo simultaneamente à perfuração.

9 CONCLUSÃO O emprego da estaca raiz é indicado em todo tipo de fundação, em especial para fundações de equipamentos industriais, reforços de fundações, locais com restrição de pé direito ou dificuldade de acesso para equipamentos de grande porte, situações nas quais a execução possa provocar vibrações e em casos onde é preciso atravessar matacões ou fundações antigas.

REFERÊNCIAS

LAISTER, Eliezer et al. Utilização de Argamassa Industrializada para o preenchimento de Estaca Raiz. Disponível em:

<http://www.fec.unicamp.br/~pjra/Arquivo24.pdf>. Março de 2011. Título: Fundações Raiz. Disponível em:

<http://www.sitengenharia.com.br/fundacaoraiz.htm>. Março de 2011. Título: Estaca Raiz | Microestaca. Disponível em:

<http://www.rocafundacoes.com.br/estaca_raiz.asp>. Março de 2011. Título: Fundações Raiz. Disponível em:

<http://www.sitengenharia.com.br/fundacaoraiz.htm>. Março de 2011. Título: estacas raiz. Disponível em:

<http://www.tecnotest.com.br/teste/estaca_raiz.asp>. Março de 2011. Título: estaca raiz. Disponível em:

<http://geocities.ws/acompanhamentoobra/informacoes.htm>. Março de 2011. Título: estacas raiz. Disponível em: <http://estacaraiz.com.br/estacas_raiz.html>. Março de 2011. Título: Estaqueamento - Tipos de Estacas. Subtítulo: Estacas Raiz. Disponível em: <http://diarioconstrucivil.blogspot.com/2010/07/estaqueamento-estacas-pre- moldadas-de.html>. Março de 2011.