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Prova Oral de Direito Reais

O documento aborda conceitos fundamentais do Direito Real, incluindo a definição de direitos reais, princípios como aderência e ambulatoriedade, e a distinção entre posse justa e injusta. Também discute a prescrição aquisitiva, tipos de direitos reais sobre coisa alheia, e as características da ação possessória. Além disso, detalha a aquisição e perda da posse, bem como os prazos para usucapião de bens imóveis e móveis.

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Prova Oral de Direito Reais

O documento aborda conceitos fundamentais do Direito Real, incluindo a definição de direitos reais, princípios como aderência e ambulatoriedade, e a distinção entre posse justa e injusta. Também discute a prescrição aquisitiva, tipos de direitos reais sobre coisa alheia, e as características da ação possessória. Além disso, detalha a aquisição e perda da posse, bem como os prazos para usucapião de bens imóveis e móveis.

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Prova Oral de Direito Reais

1. **Defina direitos reais e diferencie-os dos direitos pessoais, destacando as principais


características dos direitos reais.

Gabarito: Direitos reais são o conjunto de normas que estabelece a relação potestativa
entre a pessoa e os bens, estudando a dinâmica da propriedade. Diferentemente dos
direitos pessoais, que estabelecem uma relação entre credor e devedor, os direitos reais
geram efeitos *erga omnes*, possuem direito de sequela, são tutelados por ações reais, e
apresentam características como exclusividade e privilégio.

2. Explique o princípio da aderência e o princípio da ambulatoriedade, detalhando como


eles se manifestam no direito real.

Gabarito: O princípio da aderência garante ao titular do direito real o poder de perseguir o


bem onde quer que ele se encontre (aspecto positivo). Já o princípio da ambulatoriedade
estabelece que todos os ônus da coisa (tributos, despesas condominiais, etc.) acompanham
o bem, independentemente de quem seja o seu proprietário (aspecto negativo).

3. O que é a ação real e quais são as duas principais características da ação possessória,
em relação à fungibilidade e à duplicidade?

Gabarito: A ação real é a ação judicial que visa proteger os direitos reais e a posse. A ação
possessória, por sua vez, tem como características a fungibilidade do pedido (possibilidade
de alteração do pedido se houver mudança na situação de fato) e a duplicidade
(inexistência de reconvenção, sendo o pedido realizado de forma contraposta).

4. Distinga abandono de renúncia no contexto dos direitos reais, e explique como cada um
desses institutos afeta os efeitos jurídicos.

Gabarito:** O abandono é a perda dos efeitos jurídicos devido à disponibilidade material da


coisa, enquanto a renúncia é a extinção da obrigação por ato unilateral voluntário do titular.
Ambos os institutos cessam os efeitos jurídicos, mas a renúncia decorre de uma
prerrogativa conferida por norma jurídica.

5. **O que é a prescrição aquisitiva (usucapião) e qual a sua importância no contexto do


direito real?

Gabarito: A prescrição aquisitiva é a aquisição de um direito real (como a propriedade) pela


posse prolongada e ininterrupta de um bem, desde que preenchidos os requisitos legais. É
um efeito exclusivo dos direitos reais, permitindo a transformação da posse em propriedade.

6. Quais são os tipos de direitos reais sobre coisa alheia e como eles se classificam em
direitos de fruição, de garantia e de aquisição? Dê exemplos de cada um.

Gabarito: Os direitos reais sobre coisa alheia são o desmembramento do direito real sobre
coisa própria, sendo temporários. Classificam-se em:
Direitos de fruição (uso da coisa): enfiteuse, servidão, usufruto, uso e habitação.
Direitos de garantia (limitação do direito de disposição): hipoteca, penhor e anticrese.
Direitos de aquisição (transmissão gradual da propriedade): compromisso irretratável de
compra e venda, alienação fiduciária em garantia.

7. Compare as teorias subjetiva (Savigny) e objetiva (Ihering) da posse, indicando qual


delas é mais adotada pelo sistema jurídico brasileiro e qual a sua importância.

Gabarito: A teoria subjetiva (Savigny) considera a posse como a união do elemento objetivo
(corpus, relação material com a coisa) e do elemento subjetivo (animus rem sibi habendi,
intenção de ter a coisa como sua). A teoria objetiva (Ihering) considera apenas o elemento
objetivo (corpus), dispensando o elemento subjetivo. O sistema jurídico brasileiro adota com
maior intensidade a teoria de Ihering, não sendo necessário comprovar o animus.

8. Distinga “jus possidendi” de “jus possessionis” , explicando os efeitos da posse em cada


um deles.

Gabarito: “Jus possidendi” é a posse que tem por substrato uma propriedade, ou seja, é a
posse do proprietário. “Jus possessionis” é a posse que não tem substrato jurídico,
decorrendo de uma mera situação de fato. No *jus possidendi*, o titular tem proteção
possessória e legítima defesa da posse, mas não tem direito ao usucapião. No *jus
possessionis*, o titular tem proteção possessória, usucapião e legítima defesa da posse.

9. Quais são as características da posse justa e como ela se diferencia da posse injusta,
indicando os vícios da violência, clandestinidade e precariedade? A posse injusta pode se
tornar justa? Se sim, como?

Gabarito: A posse justa é aquela que está em conformidade com o ordenamento jurídico. A
posse injusta é aquela contrária ao ordenamento jurídico, podendo ser violenta (obtida
mediante força física), clandestina (obtida às escondidas) ou precária (obtida por meio de
relação de confiança, mas retida indevidamente). A posse injusta pode se tornar justa após
um ano e um dia, cessada a violência ou a clandestinidade. A precariedade não convalesce
jamais.

10. Distinga posse de boa-fé e posse de má-fé, explicando como a lei presume a boa-fé e
quais os direitos do possuidor de boa-fé em relação aos frutos, benfeitorias, retenção e
notificação.

Gabarito: A posse de boa-fé ocorre quando o titular desconhece qualquer vício que macule
a posse. A posse de má-fé ocorre quando o titular sabe do vício. O sistema presume a
posse de boa-fé, conferindo ao possuidor o direito aos frutos, benfeitorias, retenção e
notificação.

11. Diferencie posse “ad interdicta” de posse “ad usucapionem”.


Gabarito: A posse “ad interdicta” visa à proteção possessória por meio de ações
possessórias, enquanto a posse “ad usucapionem” é aquela que visa à aquisição do
domínio, da propriedade, por meio do usucapião.

12. **O que é “traditio breve manu” e “constituto possessório”?

Gabarito: “Traditio breve manu” é a situação em que o possuidor direto passa a ser
possuidor pleno da coisa. O “constituto possessório” é uma forma de aquisição e de perda
da posse em que o possuidor pleno passa a ser apenas possuidor direto da coisa.

13. Defina composse e enumere os efeitos gerados por essa situação.

Gabarito: Composse é a posse comum, exercida por duas ou mais pessoas, sobre parte
ideal da coisa. Os compossuidores podem exercer proteção possessória e usucapião, e
podem exercer proteção possessória uns contra os outros.

14. Explique como se dá a aquisição da posse, tanto de forma unilateral quanto bilateral.

Gabarito: A aquisição unilateral da posse ocorre por meio da apreensão (res nullius ou res
derelicta) ou pelo exercício do direito. A aquisição bilateral ocorre por meio de contrato
(tradição), que pode ser efetiva, simbólica ou por constituto possessório.

15. Diferencie a aquisição da posse a título universal e a título singular.

Gabarito: A aquisição a título universal é a aquisição do conjunto de bens e direitos do


indivíduo, ocorrendo apenas em caso de causa mortis (herança). A aquisição a título
singular pode se dar inter vivos ou causa mortis (legado), com a transmissão podendo
ocorrer de modo originário ou derivado.

16. Quais as formas de perda da posse e o que implica a perda do *corpus* e do *animus*?

Gabarito: A posse pode ser perdida por meio da perda do “corpus”, perda do “animus” ou
perda do “corpus” e do “animus”. A perda do “corpus” ocorre por perecimento da coisa,
quando a coisa se torna inalienável ou por afastamento. A perda do “animus” ocorre por
meio do constituto possessório. A perda do “corpus” e do “animus” ocorre pela tradição ou
abandono.

17. Quais são os requisitos para a legítima defesa da posse?

Gabarito: Os requisitos são os mesmos da legítima defesa em Direito Penal: uso dos meios
necessários, moderação, ocorrência de injusta agressão, atual ou iminente, e posse.

18. Diferencie frutos de benfeitorias, listando os tipos de frutos e benfeitorias.

Gabarito:** Frutos são melhoramentos internos da coisa, enquanto benfeitorias são


acréscimos externos da coisa. Os frutos podem ser materiais, industriais ou legais. As
benfeitorias podem ser necessárias, úteis ou voluptuárias.
19. Quais são os prazos para usucapião extraordinário e ordinário de bens imóveis e
móveis no Código Civil?

Gabarito:

Bens imóveis: Usucapião extraordinário: 15 anos (ou 10 anos, se o possuidor houver


estabelecido no imóvel a sua moradia habitual ou nele realizado obras ou serviços de
caráter produtivo); usucapião ordinário: 10 anos (ou 5 anos, se o imóvel houver sido
adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada
posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia ou
realizado investimentos de interesse social e econômico).

Bens móveis: Usucapião extraordinário: 5 anos; usucapião ordinário: 3 anos.

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