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Cea+ +apostila+2025

A Apostila de Preparação para a Prova da CEA, elaborada por Rafael Toro da Academia de Finanças, visa capacitar profissionais do mercado financeiro para obter certificações como CEA, CFP, entre outras. O documento abrange tópicos essenciais do sistema financeiro nacional, fundamentos de economia e finanças, instrumentos de investimento, gestão de carteiras, e planejamento financeiro. A Academia, criada em 2017, tem como missão ajudar alunos a alcançarem seus objetivos de carreira através de educação de qualidade.

Enviado por

diego
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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A Apostila de Preparação para a Prova da CEA, elaborada por Rafael Toro da Academia de Finanças, visa capacitar profissionais do mercado financeiro para obter certificações como CEA, CFP, entre outras. O documento abrange tópicos essenciais do sistema financeiro nacional, fundamentos de economia e finanças, instrumentos de investimento, gestão de carteiras, e planejamento financeiro. A Academia, criada em 2017, tem como missão ajudar alunos a alcançarem seus objetivos de carreira através de educação de qualidade.

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Apostila de Preparação

para a Prova da CEA

Tenha acesso a mais


materiais gratuitos

Apostila 2025

Confira aqui a versão mais atualizada.

Autor: Rafael Toro Academia de Finanças


Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
Sobre a Academia
Rafael Toro
Nosso foco está em fazer com que você conquiste a APROVAÇÃO na sua
certificação financeira e, com isso, possa avançar na sua carreira.

Atuamos desde 2017 ensinando profissionais do mercado financeiro os


conteúdos necessários para que possam conseguir uma nova certificação,
alcançando cargos mais elevados e de maior prestígio dentro das instituições
financeiras e demais empresas em que trabalham.

Começamos a nossa história com o curso preparatório para a certificação


CFP®, a certificação mais avançada para planejadores financeiros e private
bankers no Brasil.

Com o tempo, expandimos nossa mesma


metodologia de ensino de alta performance,
extensivamente elogiada pelos nossos alunos, para
as outras certificações do mundo financeiro, como
CPA-20, CEA, Ancord, CNPI, CFG, CGA, e outras, bem
como nossos cursos livres, MBA, e outros produtos
educacionais.

Chegou a hora de você também ser aprovado.

Escolha e estude com a melhor escola preparatória


para certificações financeiras do Brasil.

Só não passa quem desiste.


Sumário CEA
Introdução ao Curso CEA………….............…………………………………………………….....…………...…........…..03

Capítulo 1 - Sistema Financeiro Nacional & Participantes do Mercado…………..…...…….........…..11


1.1 Sistema Financeiro Nacional……….........................………………………………………………….........................…..12
1.2 Participantes do Mercado Financeiro…………....................………………………………..………..…..................28
1.3 ANBIMA……………………………………………………………………………..…………………...............................…...........….....46
1.3.1 ANBIMA: Código de Distribuição de Produtos de Investimento ……..................................60
1.3.2 ANBIMA: Código de Ética …………………………………………………………........................................…….…92
1.4 Prevenção a Lavagem de Dinheiro & Financiamento ao Terrorismo (PLD-FT).................109
1.5 Normas e Padrões Éticos …………………………………………………………………………............................………142
1.6 ASG (Ambiental, Social e Governança) ……………………………………......................…………….…………..167

Capítulo 2: Fundamentos de Economia e Finanças…………………………….....................................181


2.1 Princípios Básicos de Economia …………………………………………………………............................…...….….182
2.1 .1 Políticas Macroeconômicas: Monetária, Fiscal e Cambial ……….…................................…..207
2.2 Fundamentos de Finanças ………………………………………………….……………..................................….……231
2.3 Análise de Investimento ………………………………………………….……......................................………….……297

Capítulo 3: Instrumentos de Renda Fixa, Renda Variável e Derivativos ……….…………......….……323


3.1 Instrumentos de Renda Fixa ………....……………………….........................................................………….…..324
3.1.1 Títulos Públicos Federais ………………………………………………..........................................………….…….…332
3.1.2 Títulos Emitidos por Instituições Financeiras …………..................................………………………….342
3.1.3 Títulos Emitidos por Instituições não Financeiras ……………............……….....................…….….367
3.1.4 Índices do Mercado de Renda Fixa …………………………………….......................................……………..386
3.1.5 Investimentos no Exterior ……………………………………………......................................................……..391
3.1.6 Precificação dos Títulos de Renda Fixa……………………....................................…….............……..405
3.2 Instrumentos de Renda Variável ……………………………………………................................…………………………419
3.2.1 Instrumentos de Renda Variável ……………………………………......................................………………….446
3.2.2 Direito dos Acionistas Minoritários …………………………….....................................…………………….465
3.2.3 Oferta Pública e Ambientes de Negociação……………….................................……………………….477
3.2.4 Índices de Bolsa de Valores………………………………………………......................................……………….508
3.2.5 Estratégias de Investimentos ………………………………………………......................................……………516
3.2.6 Remuneração dos Acionistas & Liquidez das Ações ………………………..............................….524
3.2.7 Modelos de Precificação de Ações ……………………………………………....................................……..535
3.3 Derivativos …………………………………………………………………………......................................…………………………..548
3.3.1 Modalidades: Termo & Futuro …………………………….........................................……………………………557
3.3.2 Modalidades: Swap ………………………………………...........................................…………………………………575
3.3.3 Modalidades: Opções …………………………………..........................................…………………………………..581
3.4 Tributação ……………………………………………………………………........................................…………………………………614
3.4. Tributação de Rendimentos Recebidos no Brasil por Residentes no Brasil …................. 615
3.4.2 Tributação de Rendimentos Recebidos no Exterior por Residentes no Brasil .............638
3.5 ANBIMA: Código de Ofertas Públicas …………………………………..................................………………………….647
3.6 Ativos Digitais ………………………………………………………………………………..........................................………………660
3.7 Tipos de Riscos nos Investimentos……………………………………...................................……………………………681

Capítulo 4: Fundos de Investimentos ……………………………………………..............……………………………..708


4.1 Aspectos Gerais ………………………………………………………………………………........................................…………….709
4.2 Principais Estratégias e Tipos de Gestão de Fundos …………………………………............................……779
4.3 Principais Modalidades de Fundos de Investimento (CVM) ……………………..........................……..784
4.4 Outras Modalidades de Fundos de Investimentos………………………………......…......................……….808
4.5 Clubes de Investimentos ……………………………………………………………………………….....................................823
4.6 Classificação de Fundos de Investimentos ANBIMA: Níveis 1, 2 e 3 ………........................……….828
4.7 ANBIMA: Código de Administração & Gestão de Recursos de Terceiros ….....................………846
4.8 Tributação de Fundos de Investimentos ……………………………………………………...............................…..877

Capítulo 5: Produtos de Previdência Complementar ………………...........…………………………………….895


5.1 Planejamento de Aposentadoria………………………………………………...................................…………………….896
5.2 Análise e projeções de necessidades na aposentadoria……......…........................……….…………….917
5.3 Previdência Social ...............………………………………………………………………......................................……..……930
5.4 Previdência Complementar …………………………………………………………….………..……....................................955
5.5 Conceitos dos Planos VGBL & PGBL ………………………………………………………...................................………985
5.6 Tributação dos Planos PGBL & VGBL …………………………………………..................................…………………..992
5.7 Classificação dos FIE .........................…………………………………………...................................…………………..1013

Capítulo 6: Gestão de Carteiras e Riscos ...............…………………………………………………..........…….1036


6.1 Estatística Aplicada ……………………………………………………………………………….......................................……….1037
6.2 Risco & Retorno Esperado ………………………………………………………….....................................………………….1069
6.3 Teoria Moderna de Carteiras ………………………………………………...................................………………………….1080
6.4 Gestão e Mensuração de Riscos e Retornos dos Investimentos…........................………………….1109
6.5 Alocação de Ativos e Rebalanceamento de Carteiras…………………………………….............................1125
6.6 Acordo de Basileia ………............……………………………………………………….......................................……………1132

Capítulo 7: Planejamento Financeiro & Finanças Comportamentais...........…………..…………….1138


7.1 Planejamento Financeiro ………………………………………………………………....................................………………….1139
7.2 Gestão Financeira …………………………………………………………………....................................................………….1187
7.3 Finanças Comportamentais ………………………………………….....................................……………………………….1196

SIMULADOS …………………………………………………………………………...................………………………………………1214
Nossa História

Criada em 2017, a Rafael Toro, Academia de Finanças surgiu do sonho de auxiliar no


amadurecimento do mercado financeiro através da capacitação para certificações de
mercado financeiro (CPA-10, CPA-20, CEA e CFP®). Nosso compromisso é ajudar os
alunos a alcançarem seus objetivos de carreira, utilizando a educação de qualidade como
ferramenta de desenvolvimento e crescimento pessoal, sendo nossa missão ser
referência na preparação para todas as certificações e na educação financeira nacional.

Apostila 2021 3
CPA-20 – Certificação Profissional ANBIMA Série 20

Professor

Rafael Toro, CFP®


O sócio fundador da empresa, Rafael Toro, é um dos
professores da empresa, lecionando conteúdos como Gestão
Financeira, Economia e Planejamento de Aposentadoria.

Rafael é graduado em Administração com ênfase em finanças


pela UFRGS e pós-graduando em Finanças & Banking, também
possui as principais certificações financeiras :

Certificação de Corretor de Seguros


61° Exame para Habilitação de Corretores de Seguros

Apostila 2021 4
CPA-20 – Certificação Profissional ANBIMA Série 20
Certificações ANBIMA
Nível de dificuldade:

CPA-10
A CPA-10 tem como órgão responsável a
ANBIMA e certifica profissionais que atuam
na prospecção ou venda de produtos de
investimento diretamente para o público, em
agências bancárias ou plataformas de
atendimento.

Aproximadamente 400 mil profissionais


possuem esta certificação no Brasil.

Apostila 2
2021
021 5
CPA-20 – Certificação Profissional ANBIMA Série 20

Certificações ANBIMA
Nível de dificuldade:

CPA-20
A CPA-20 certifica profissionais que atuam na
venda de produtos de investimento ou na
manutenção de carteiras nos segmentos
varejo alta renda, private banking, corporate
e investidores institucionais, em agências
bancárias ou plataformas de atendimento.
Aproximadamente 100 mil profissionais
possuem esta certificação no Brasil.

Apo
Apostila
ostila 2021 6
CPA 20 – C
CPA-20 Certificação
tifi ã Profissional ANBIMA Série 20
Certificações ANBIMA
Nível de dificuldade:

CEA
A CEA (Especialista em Investimentos
ANBIMA) certifica profissionais que
assessoram os gerentes de contas de
investidores pessoas físicas em
investimentos, podendo indicar produtos de
investimento.

Atualmente o mercado brasileiro conta com


aproximadamente 10.000 consultores de
investimentos CEA.

Apostila 20
2021
21 7
CPA-20 – Certificação Profissional
onal ANBIMA Série 20
2

Certificações CFP® - Planejar


Nível de dificuldade:

O Programa CFP® foi desenvolvido para


profissionais que desejam ser
multiespecialistas, atuando como
autônomos ou empregados de grupos
financeiros, seguradoras, entidades de
previdência complementar e demais áreas
do planejamento financeiro pessoal. No
mercado bancário, está sendo aconselhado
aos profissionais que desejam ser Private
Bankers .

Atualmente são 5.300 os planejadores


financeiros certificados no Brasil, enquanto
no mundo, o total se aproxima dos 170.000.

Apostila 2021 8
CPA-20 – Certificação Profissional ANBIMA Série 20
Certificações

A CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA - Série 10) certifica profissionais que atuam
na prospecção ou venda de produtos de investimento diretamente para o público, em
agências bancárias ou plataformas de atendimento. Atualmente conta com mais de
400.000 profissionais.

A CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA - Série 20) certifica profissionais que atuam
na venda de produtos de investimento ou na manutenção de carteiras nos segmentos
varejo alta renda, private banking, corporate e investidores institucionais, em agências
bancárias ou plataformas de atendimento. Atualmente conta com aproximadamente
120.000 profissionais

Em relação aos demais certificados, atualmente o mercado brasileiro conta com


aproximadamente 10.000 consultores de investimentos CEA e 5.000 planejadores
financeiros CFP®.

Dados: janeiro/2021

Apostila 2021 9
CPA-20 – Certificação Profissional ANBIMA Série 20

Mídias Sociais

Para a seguir a Rafael Toro, Academia de Finanças nas mídias socias (facebook,
instagram e Linkedin) basta buscar pelo @academiarafaeltoro. Se puder deixar seu
comentário, ficaremos muito grato!

Apostila 2021 10
CPA-20 – Certificação Profissional ANBIMA Série 20
Capítulo 1:
Sistema Financeiro Nacional e
Participantes do Mercado
11
1.1 Sistema Financeiro Nacional
Apostila 2025 12
12
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema Financeiro Nacional


Conceito
Objetivo do Sistema Financeiro é facilitar a transferência de recursos entre os agentes
superavitários e os agentes deficitários.

Agente Agente
TRANSFERIR RECURSOS Deficitário
Superavitário

Poupadores Tomadores

Menor Risco Maior Risco

Rentabilidade Crédito
LUCRO

Apostila 2025 13
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema Financeiro Nacional
Composição
Órgãos Normativos Entidades Supervisoras Principais Operadores
¾ Instituições Financeiras:
BACEN Bancos; Corretoras; Cooperativas
CMN – Banco Central do Brasil de Crédito; Instituições não
Conselho Monetário bancárias; etc.
Nacional
CVM – Comissão de ¾ Bolsa de Valores, Mercadorias
Valores Mobiliários e Futuros (B3)
¾ Seguradoras
CNSP – SUSEP – ¾ Resseguradoras
Conselho Nacional Superintendência ¾ EAPC - Entidades Abertas de
de Seguros Privados de Seguros Privados Previdência Complementar
¾ Sociedades de Capitalização
CNPC - Conselho PREVIC - Superintendência
¾ EFPC - Entidades Fechadas de
Nacional de Previdência Nacional de Previdência
Previdência Complementar
Complementar Complementar

Apostila 2025 14
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema Nacional de Seguros


Resumo

CNSP CNPC
CMN Conselho Nacional
Conselho Nacional
Conselho Monetário Nacional de Seguros Privados
de Previdência
Complementar

BACEN CVM SUSEP PREVIC


Fiscalizam
Protegem

• Bancos • B3 S/A
• Corretoras CTVM • Empresas Aberta • EAPC (Aberta) • EFPC (Fechada)
• Distribuidoras • Sócio Controlador • Seguradora • Fundos de Pensão
• Cooperativas • Op. financeiras • Resseguradora

Sócio Minoritário
Clientes Segurados Participantes
Debenturista

Apostila 2025 15
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
CMN - Conselho Monetário Nacional
Conceito
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o ÓRGÃO MÁXIMO DO SISTEMA FINANCEIRO
NACIONAL e tem como objetivo a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico
e social do país. Este é um órgão com caráter unicamente normativo, com a
responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito.
Os membros do conselho se reúnem uma vez por mês para deliberar sobre assuntos
relacionados com as suas competências, podendo acontecer mais de uma reunião por
mês em casos extraordinários. Ele é composto por 3 pessoas, que são:
ཙ Ministro de Estado da Fazenda (Presidente do conselho);
ཙ Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento;
ཙ Presidente do Banco Central.
Vale ressaltar que, desde a Lei Complementar 179/2021, que dá autonomia ao Banco
Central, algumas funções que lhe faziam parte, foram revogadas, tais como:
ཙ Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia
nacional e seu processo de desenvolvimento (Vetado);
ཙ Autorizar as emissões de papel-moeda (Vetado);
ཙ Determinar o recolhimento do compulsório (Vetado).

Apostila 2025 16
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CMN - Conselho Monetário Nacional


Principais Atribuições
As principais atribuição ao Conselho Monetário Nacional são:
ཙ DEFINIR A META PARA A INFLAÇÃO (IPCA);
ཙ Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida
pública, interna e externa.
ཙ Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias
em todas as suas formas, inclusive aceites, avais e prestações de quaisquer garantias
por parte das instituições financeiras;
ཙ Aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco Central do Brasil, por
meio dos quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito;
ཙ Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos;
ཙ Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive a compra e venda de ouro
e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda estrangeira;
ཙ Limitar as taxas de juros, descontos, comissões entre outras, quando necessário;
ཙ Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;
ཙ Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições
financeiras que operam no País, bem como a aplicação das penalidades previstas;
ཙ Definir a política a ser observada no funcionamento do mercado mobiliário;
ཙ Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.
Apostila 2025 17
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
BACEN – Banco Central
Conceito
O banco central é a instituição de um país à qual se tenha confiado o dever de regular o
volume de dinheiro e de crédito da economia. Com isso, os bancos centrais possuem
diversas funções, sendo ele o:
ཙ “Banqueiro do governo”;
ཙ “Banco dos bancos”;
ཙ Supervisor do sistema financeiro;
ཙ Executor da política monetária;
ཙ Executor da política cambial e depositário das reservas internacionais.
No brasil, o BACEN (Banco Central do Brasil) é uma autarquia de natureza especial, sem
vinculação a Ministérios, tutela ou subordinação hierárquica e tem como objetivos:
ཙ Assegurar a estabilidade de preços (principal função);
ཙ Zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro;
ཙ Suavizar as flutuações do nível de atividade econômica;
ཙ Fomentar o pleno emprego.

Apostila 2025 18
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

BACEN – Banco Central


Lei Complementar Nº 179
Em 24 de fevereiro de 2021, sob a lei complementar nº 179, foi definido os novos
objetivos do Banco Central do Brasil (BC ou BACEN) e também sobre a sua autonomia. Os
principais pontos a serem elencados sobre esta lei complementar são:
ཙ Seu objetivo fundamental é assegurar a estabilidade de preços;
ཙ Autonomia perante alguns itens, como por exemplo, o Bacen não necessita mais
de autorizações do CMN para na emissão do papel moeda. As metas de política
monetária continuam sendo estabelecidas pelo CMN, mas compete privativamente
ao Bacen conduzir a política monetária necessária para cumprimento das metas
estabelecidas.
ཙ A Diretoria Colegiada do BACEN terá 9 (nove) membros, sendo um deles o seu
Presidente, todos nomeados pelo Presidente da República.
ཙ O mandato do Presidente do Banco Central do Brasil terá duração de 4 (quatro)
anos, com início no dia 1º de janeiro do terceiro ano de mandato do Presidente da
República, ou seja, não é concomitante ao do Presidente da República.
ཙ Presidente do Banco Central do Brasil deverá apresentar, no Senado Federal, em
arguição pública, no primeiro e no segundo semestres de cada ano, relatório de
inflação e relatório de estabilidade financeira, explicando as decisões tomadas no
semestre anterior.
Apostila 2025 19
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
BACEN – Banco Central
Principais Atribuições
As principais atribuições do Banco Central são:
ཙ EMITIR PAPEL-MOEDA E MOEDA METÁLICA;
ཙ EXECUTAR AS DIRETRIZES E NORMAS DO CMN;
ཙ REALIZAR OPERAÇÕES DE REDESCONTO E DEFINIR SUA TAXA;
ཙ Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;
ཙ Conceder autorização às instituições financeiras
ཙ Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar penalidades previstas;
ཙ Efetuar o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei;
ཙ Determinar e receber os recolhimentos compulsórios das instituições financeiras;
ཙ Receber os depósitos voluntários à vista das instituições financeiras
ཙ Executar (conduzir) as políticas monetárias e cambiais, como por exemplo, efetuar
operações de compra e venda de títulos públicos federais;
ཙ Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;
ཙ Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional.
Também é de responsabilidade do BACEN conceder a autorização para a prática de
operações no mercado de câmbio às instituições financeiras que desejarem.

Apostila 2025 20
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CVM – Comissão de Valores Mobiliários


Conceito
Conforme a Lei 6385/76 (com alteração pela Lei 10.411), a CVM é uma entidade
autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, personalidade jurídica
e patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa independente, ausência de
subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia
financeira e orçamentária. Tem como missão desenvolver, regular e fiscalizar o Mercado
de Valores Mobiliários, como instrumento de captação de recursos para as empresas S/A
de capital, protegendo o interesse dos investidores (principalmente os minoritários) e
assegurando ampla divulgação das informações sobre os emissores e seus valores
mobiliários.
‫ ٱ‬RESUMO:
ཙ Entidade autárquica, vinculada ao governo através do Ministério da Fazenda;
ཙ O presidente e seus diretores são escolhidos pelo Presidente da República;
ཙ Órgão supervisor voltado para o fortalecimento e o desenvolvimento do mercado
de títulos e valores mobiliários (ações, debêntures, bônus de subscrição, derivativos,
venda de mercadorias, fundos de investimentos, clubes de investimentos). Vale
ressaltar que títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal não são
considerados valores mobiliários.

Apostila 2025 21
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
CVM – Comissão de Valores Mobiliários
Principais Atribuições
As principais atribuições da CVM são:
ཙ PROTEGER OS INVESTIDORES DE VALORES MOBILIÁRIOS;
ཙ Assegurar a lisura nas operações de compra e venda de valores mobiliários
(emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos ilegais);
ཙ Estimular a formação de poupanças e a sua aplicação em valores mobiliários;
ཙ Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão,
fiscalizando as companhias abertas, a Bolsa de Valores, os agentes do mercado de
capitais e os Fundos de Investimento;
ཙ Fiscalizar permanentemente as atividades e os serviços do mercado de valores
mobiliários, tais como as operações na Bolsa de Valores (B3);
ཙ Fiscalizar a intermediação das operações Corretoras e Distribuidoras de Valores
Mobiliários e dos Fundos de Investimentos;
ཙ Fiscalizar e inspecionar as companhias abertas (S/A) dada prioridade às que não
apresentem lucro em balanço ou às que deixem de pagar o dividendo mínimo
obrigatório;
ཙ Propor ao CMN a eventual fixação de limites máximos de preço, comissões,
emolumentos e quaisquer outras vantagens cobradas pelos intermediários.

Apostila 2025 22
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

SUSEP – Superintendência de Seguros Privados


Conceito
A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), uma autarquia vinculada ao Ministério
da Fazenda, é o órgão supervisor responsável pelo controle e fiscalização dos mercados
de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro.
As Previdências Privadas Abertas, também são chamadas de EAPCs (Entidades Abertas de
Previdência Complementar), que são todas as previdências “abertas ao público”, ou seja,
que qualquer pessoa física possa aderir um devido plano. Esta ênfase é de suma
importância para a prova para que você não confunda com as EFPCs (Entidades
FECHADAS), também conhecidas como fundos de pensão, e que são fiscalizadas pela
PREVIC.

Apostila 2025 23
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados
Principais Atribuições
As principais atribuições da SUSEP são:
ཙ Autorizar e fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das
Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta
e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;
ཙ Zelar (proteger) pela defesa dos consumidores de seguros e previdência aberta.
ཙ Atuar no sentido de proteger a captação de poupança que se efetua através das
operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;
ཙ Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por
este forem delegadas;
ཙ Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os
efetuados em bens garantidores de provisões técnicas;
ཙ Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a
eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros
Privados e do Sistema Nacional de Capitalização;
ཙ Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua
expansão e o funcionamento das entidades que neles operem;
ཙ Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.
ཙ Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado.
Apostila 2025 24
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PREVIC
Conceito
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) é uma autarquia
especial vinculada ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de FISCALIZAR E
SUPERVISIONAR AS ENTIDADES FECHADAS de previdência complementar (EFPC),
também chamadas de FUNDOS DE PENSÃO e de executar políticas para o regime de
previdência complementar.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES:
ཙ Autorizar a constituição e o funcionamento das EFPC (FUNDOS DE PENSÃO) e a
aplicação dos respectivos estatutos e dos regulamentos de planos de benefícios;
ཙ Apurar e julgar as infrações, aplicando as penalidades cabíveis;
ཙ Decretar intervenção e liquidação extrajudicial das entidades fechadas de
previdência complementar e nomear interventor ou liquidante, nos termos da lei;
ཙ Nomear administrador especial de plano de benefícios específico, podendo
atribuir-lhe poderes de intervenção e liquidação extrajudicial, na forma da lei;
ཙ Promover a mediação e a conciliação entre entidades fechadas de previdência
complementar e entre as entidades e seus participantes, assistidos, patrocinadores
ou instituidores.

Apostila 2025 25
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tesouro Nacional
Conceito
O Tesouro Nacional é o órgão do Ministério da Fazenda responsável por garantir que os
recursos arrecadados serão distribuídos conforme o orçamento. A instituição busca
caminhos para que os gastos ocorram com qualidade, acompanhamento e controle. Essa
responsabilidade faz com que o Tesouro leve sempre em consideração a sustentabilidade
das contas públicas brasileiras.
O Tesouro Nacional é como se fosse o caixa do governo. Ele recebe o dinheiro arrecadado
pela Receita Federal e outros órgãos e faz a gestão destes recursos para cumprir o
orçamento público, que é um planejamento dos gastos do governo.

Apostila 2025 26
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema Financeiro Nacional


Resumo
‫ ٱ‬CMN: regular a constituição e regulamentos das instituições financeiras; coordenar as
políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, interna e externa;
disciplinar o crédito em todas as suas modalidades; definir a meta da inflação IPCA.
‫ ٱ‬BACEN: executor de diretrizes e normas do CMN; autorizar o funcionamento e fiscalizar
as Instituições Financeiras; emitir moeda; controlar crédito e capitais estrangeiros;
executar a política monetária e cambial; órgão autônomo.
‫ ٱ‬CVM: incentivar a poupança ao mercado de capitais e estimular o seu funcionamento;
fixar e implementar as diretrizes e normas do mercado de capitais; fiscalizar todos os seu
agentes (B3, S/A abertas, Fundos de Investimentos) e proteger os seus investidores.
‫ ٱ‬SUSEP: fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das
Sociedades Seguradoras, de Capitalização e Entidades Aberta (EAPC); proteger os
investidores desses mercados.
‫ ٱ‬PREVIC: fiscalizar e supervisionar as Entidades Fechadas (EFPC); promover a mediação
e conciliação dos participantes, assistidos, patrocinadores ou instituidores com os planos;
autorizar a constituição e o funcionamento das EFPC e suas regras.

Apostila 2025 27
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
1.2 Participantes do Mercado
Financeiro
Apostila 2025 28
28
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Participantes do Mercado Financeiro


Conceito
Os participantes do mercado financeiros, quando são instituições são chamados também
como Operadores. Eles ofertam serviços financeiros, no papel de intermediários, ou seja,
o elo final entre as pessoas e as devidas empresas. Os principais são:
ཙ Bancos Comerciais;
ཙ Bancos de Investimentos;
ཙ Bancos Múltiplos;
ཙ Corretoras de Valores Mobiliárias;
ཙ Distribuidoras de Valores Mobiliárias;
ཙ Clearing Houses.
Além destes tipos, um conceito importante sobre os participantes que será abordado a
seguir, será o do Investidor Qualificado, no qual este poderá realizar investimentos com
uma aceitação maior de risco.

Apostila 2025 29
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Bancos Comerciais
Conceito
São instituições financeiras privadas ou públicas (sempre sendo sociedades anônimas)
que têm como PRINCIPAL OBJETIVO FINANCIAR, A CURTO E A MÉDIO PRAZO, o
comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, às pessoas físicas e terceiros
em geral. Sua captação pode ser através de depósitos à vista (conta corrente para livre
movimentação) ou depósitos a prazo, como por exemplo, CDBs. Diante dessas captações,
os bancos comerciais possuem a capacidade de “criar” moeda corrente e colocá-las em
circulação na economia, pois pode oferecer empréstimos e aumentar a base monetária
circulante na economia, de certa forma.
Estas instituições podem oferecer os seguintes serviços:
ཙ EMPRÉSTIMOS E OPERAÇÕES DE CRÉDITO;
ཙ Aluguel de cofres;
ཙ Cobranças, mediante comissão;
ཙ Custódia de valores;
ཙ Emissão de meios de pagamento, como cheque e cartões de crédito;
ཙ Recebimentos de impostos e tarifas públicas;
ཙ Serviços de câmbio;
ཙ Transferências de fundos.

Apostila 2025 30
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Bancos de Investimento
Conceito
São instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação
societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para
suprimento de CAPITAL FIXO E DE GIRO E DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE
TERCEIROS, devendo sempre serem constituídas como Sociedades Anônimas (S/A).
‫ ٱ‬PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES:
ཙ Coordenar processos de reorganização e reestruturação de sociedades e
conglomerados, financeiros ou não, mediante prestação de serviços de consultoria,
participação societária e/ou concessão de financiamentos ou empréstimos;
ཙ Conceder de crédito para financiamento de capital fixo e de giro;
ཙ Operar em bolsas de mercadorias e futuros, bem como em mercados de balcão
organizados, por conta própria e de terceiros;
ཙ Operar em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central do Brasil;
ཙ Pode manter contas de terceiros, mas sem juros e não movimentáveis por cheque;
ཙ Praticar operações de compra e venda, por conta própria ou de terceiros, de
metais preciosos, no mercado físico, e de quaisquer títulos e valores mobiliários;
ཙ Participar do processo de emissão, subscrição para revenda e distribuição de
títulos e valores mobiliários.

Apostila 2025 31
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Bancos Múltiplos
Conceito
São instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as operações ativas,
passivas e acessórias das diversas instituições financeiras. Para ser considerado um Banco
Múltiplo, a instituição deve possuir PELO MENOS DUAS das carteiras mencionadas abaixo,
sendo uma delas COMERCIAL ou de INVESTIMENTOS. Além disso, um banco múltiplo
deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um único
balanço.
‫ ٱ‬CARTEIRAS DE UM BANCO MÚLTIPLO:
ཙ COMERCIAL;
ཙ de INVESTIMENTOS e/ou de desenvolvimento (esta última, exclusiva de bancos
públicos);
ཙ de crédito imobiliário;
ཙ de crédito, financiamento e investimento (financeiras);
ཙ de arrendamento mercantil (leasing).

Apostila 2025 32
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários


Conceito
As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVMs) e as Distribuidoras de Títulos e
Valores Mobiliários (DTVMs) deverão ser constituídas sob a forma de sociedades
anônimas ou de sociedades limitadas e tem como atividade principal a intermediação de
operações nos mercados regulamentados de valores mobiliários, como por exemplo,
mercados de bolsa de valores e de balcão para seus clientes). A Resolução CMN 5.008/22,
define também que elas dependem de autorização tanto da CVM, quanto do Banco
Central do Brasil para poderem atuar.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES:
ཙ Intermediar oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no
mercado (abertura de capital, subscrição de ações ou debêntures de uma empresa,
etc);
ཙ Operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros;
ཙ Administrar fundos e clubes de investimento;
ཙ Comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros;
ཙ Intermediar operações de câmbio;
ཙ Emitir moeda eletrônica;
ཙ Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.

Apostila 2025 33
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Clearing House
Conceito
As Clearing House (Câmara de Compensação) são responsáveis pelo registro de todas as
operações realizadas, além do acompanhamento das posições mantidas, compensação
financeira dos fluxos e liquidação dos contratos e tem como uma das suas principais
funções MITIGAR O RISCO DE LIQUIDAÇÃO.

Contrato Vendido Pagamento

Vendedor Comprador

Pagamento Contrato Vendido

Apostila 2025 34
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

B3 S/A – Brasil, Bolsa e Balcão


Conceito
A B3 é o resultado da combinação entre a BM&FBOVESPA (fusão entre a BOVESPA e a
BM&F) e a CETIP, oferecendo serviços de negociação (bolsa), pós-negociação (clearing),
registro de operações de balcão e de financiamento de veículos e imóveis. Desta forma, a
B3 acaba sendo a clearing house de todos os títulos privados, juntamente com alguns
títulos públicos.

Apostila 2025 35
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
B3 S/A – Brasil, Bolsa e Balcão
Principais Características
As principais características da B3 – Brasil, Bolsa e Balcão são:
ཙ Desenvolve, implanta e provê sistemas e serviços de negociação e pós-negociação
(compensação e liquidação) de ações, derivativos de ações, financeiros e de
mercadorias, títulos de renda fixa, moedas à vista e commodities agropecuárias;
ཙ É uma sociedade de capital aberto, cujas ações B3SA3 são negociadas no Novo
Mercado , sendo uma das maiores bolsas de valores do mundo;
ཙ Possui receita também através de Emolumentos;
ཙ Possui tanto pregão eletrônico, quanto mercado de balcão;
ཙ Realiza o registro, negociações e pós-negociações de ações, títulos de renda fixa
câmbio pronto e contratos de derivativos referenciados em ações, ativos financeiros,
índices, taxas, mercadorias, moedas entre outros.
ཙ É associada mantenedora da BSM Supervisão de Mercados (BSM), uma associação
civil que dentre uma das suas funções é fiscalizar a atuação da B3, dos devidos
participantes do mercado e suas operações.

Apostila 2025 36
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Clearing House
B3
Conforme mencionado, a B3 tem como principais funções administrar os mercados
organizados de títulos, valores mobiliários e contratos futuros (interfinanceiro). Além
disso, ela presta o serviço de registro, depositária central, compensação e liquidação,
chegando atuar até mesmo como contraparte em alguns tipos de negociação.

Agentes de
Clearing.
Títulos Privados:
ཙ Títulos de Renda Fixa (LCI, CRI, ...);
B3 ཙ Valores Mobiliários (ações, fundos...);
ཙ Mercado de balcão (swaps, termo de moeda e
opções flexíveis);
ཙ Commodities;
SELIC ཙ Demais títulos.

Apostila 2025 37
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Clearing House
SELIC
O SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), do BACEN, é o depositário central
dos títulos públicos federais, tendo como atividade a emissão, o resgate, o pagamento dos
juros e a custódia desses ativos. As suas liquidações são operadas no conceito de
Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), que garante agilidade e segurança.

Agentes de
Clearing.

B3 Títulos Públicos Federais (TPF):


ཙ LTN (Tesouro Prefixado;
ཙ LFT (Tesouro Selic);
ཙ NTN-B Principal (Tesouro IPCA);
SELIC ཙ NTN-B (Tesouro IPCA com Juros Semestrais);
ཙ NTN-F (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais).

Apostila 2025 38
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prazos de Liquidação
Conceito
Cada ativo possui um prazo de liquidação (tanto de recebimento do ativo, quanto do seu
pagamento financeiro). Por exemplo, as ações possuem liquidação física e financeira em
D+2 (2 dias úteis após a realização da operação), assim sendo, mesmo que um investidor
venda as suas ações da Petrobrás hoje, ele apenas receberá os recursos após 2 dias úteis.
Desta forma, os prazos de liquidação física e financeira dos principais ativos são:
ཙ Tesouro Direto: ocorre em 0 dia útil (d+0), desde que seja até as 13hrs;
ཙ Mercado a Vista (ETF de Renda Fixa): liquidação física e financeira em D+1;
ཙ Mercado à Vista (Ações, FII, ETF de Ações): liquidação física e financeira em D+2;
ཙ Operações day-trade: liquidação física em D+0 e financeira em D+2;
ཙ Mercado a termo de ações: poderá ter sua liquidação antecipada, caso contrário,
ocorrerá no vencimento do contrato, onde foi previamente definida entre as partes.
ཙ Mercado a Termo ou Swap: poderá ter sua liquidação antecipada, desde que
ambas as partes concordem. Caso contrário, ocorrerá no vencimento do contrato.
ཙ Mercado futuro: não há possibilidade de liquidação antecipada, apenas na data
de vencimento. Porém, é possível encerrar a posição, realizando uma operação
contrária ao que foi feito inicialmente realizada.
ཙ Mercado de Opções: os prêmios possuem liquidação em D+1 e, no vencimento,
será apurado o valor da liquidação a partir do exercício do direito dos compradores.
Apostila 2025 39
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB)
Conceito
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é o conjunto de procedimentos, regras,
instrumentos e operações integradas que, por meio eletrônico, dão suporte à
movimentação financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro,
tanto em moeda local quanto estrangeira, ou seja, é “a transferência de fundos próprios
e de terceiros realizados entre bancos em tempo real (LBTR – Liquidação Bruta em
Tempo Real), com o objetivo de reduzir o risco sistêmico”.
O SPB tem dois componentes principais: Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF) e
Arranjos de Pagamento. A IMF inclui IOSMF (Instituições Operadoras de Sistemas do
Mercado Financeiro) e SMF (Sistemas do Mercado Financeiro), que são conjuntos de
regras para atividades financeiras como liquidação e registro. As IOSMF são cruciais para a
estabilidade financeira, e o Banco Central do Brasil trabalha para garantir sua solidez. Já o
segmento de arranjos de pagamento engloba regras para serviços como Pix e cartões de
crédito, envolvendo instituições financeiras e de pagamento, conforme definido pela Lei
12.865/2013. Ambos os segmentos são essenciais para a economia e requerem confiança
e supervisão para funcionar adequadamente.

Apostila 2025 40
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB)


Gráfico
SISTEMA DE PAGAMENTO BRASILEIRO (SPB)

Segmentos Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF) Arranjos de Pagamento (AP)

Entidades CMN (Regras Gerais) e


CMN (Regras gerais) e BC
Normativas BC e CVM (nas suas respectivas competências)

Entidades BC (Ativos Financeiros CVM (Valores


BC
Supervisoras e Liquidação) Mobiliários)

Operadores ou Instituidores de Arranjos de


IOSMF e BC IOSMF
Instituidores Pagamento (IAP)

Sistemas ou Instituições Financeiras (IF) e


SMF SMF
Participantes Instituições de Pagamento ( IP)

‫ ٱ‬SIGLAS:
ཙ IOSMF: Instituições Operadoras de Sistemas do Mercado Financeiro
ཙ SMF: Sistemas do Mercado Financeiro

Apostila 2025 41
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB)
Resumo
Os principais pontos de exames sobre o SPB são:
ཙ Podemos definir o SPB como “O conjunto de procedimentos, regras, instrumentos
e operações integradas que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação
financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro é o sistema”
ཙ É o BACEN que administra o SPB e o meio circulante (moeda na economia);
ཙ Principal função do SPB é diminuir o risco sistêmico.
ཙ O SPB dá mais segurança e agilidade nas transferências entre agentes financeiros;
ཙ Toda transação econômica que envolva como forma de pagamento a TED, DOC,
Cartão de Crédito, Cheque, Pix, Drex, entre outras, envolve o SPB.
ཙ O Sistema de Transferência de Reservas (STR) realiza a transferência de recursos
entre instituições financeiras, sendo o sistema central do SPB, responsável pela
transferência de fundos com liquidação bruta em tempo real (LBTR).

Apostila 2025 42
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Investidor Qualificado
Conceito
INVESTIDOR QUALIFICADO é uma classificação oficial da Comissão de Valores Mobiliários
a um grupo específico de investidores pessoa física ou jurídica, com intuito de terem
acesso a investimentos com mais risco, como por exemplo, FIP (Fundo de Investimentos
em Participações).
São considerados Investidores Qualificados:
ཙ INVESTIDORES PROFISSIONAIS (trataremos a seguir esse conceito);
ཙ Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor
superior a UM MILHÃO DE REAIS e que, adicionalmente, atestem por escrito sua
condição de investidor qualificado mediante termo próprio; ou
ཙ Pessoas naturais que foram aprovadas em exames de qualificação técnica ou
possuam certificações aprovadas pela CVM para Assessor de Investimentos,
administrador de carteira, analista e consultor de valores mobiliários em relação a
seus recursos próprios (exemplos: Ancord, CFP® e CFA®); e
ཙ Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais
cotistas, que sejam investidores qualificados.”

Apostila 2025 43
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Investidor Profissional
Conceito
São considerados INVESTIDORES PROFISSIONAIS :
ཙ Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor
superior a DEZ MILHÕES DE REAIS e que, adicionalmente, atestem por escrito sua
condição de investidor profissional mediante termo próprio; ou
ཙ Instituições Financeiras, Seguradoras e Resseguradoras;
ཙ Fundos de Investimentos e de Previdência (EAPC e EFPC);
ཙ Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de
carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM;
ཙ Assessor de Investimentos, administrador de carteira, analista e consultor de
valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios;
ཙ INVESTIDOR NÃO-RESIDENTE: pessoa física ou jurídica, fundos e outras entidades
de investimentos individuais ou coletivas, com residência, sede ou DOMICÍLIO NO
EXTERIOR, que investem os seus recursos no Brasil.
Vale ressaltar que todo investidor profissional é um investidor qualificado, mas nem todo
investidor qualificado é um investidor profissional. O Investidor Profissional tem acesso a
estruturas financeiras mais sofisticadas que o Investidor Qualificado, como por exemplo, a
possibilidade de ser cotista de um fundo exclusivo.

Apostila 2025 44
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Investidor Profissional
Investidor Não-Residente
Como dito, o INVESTIDOR NÃO-RESIDENTE pode ser uma pessoa física ou jurídica, fundos
e outras entidades de investimentos individuais ou coletivas, com RESIDÊNCIA, SEDE ou
DOMICÍLIO NO EXTERIOR, que investem os seus recursos no Brasil. Esses investidores são
comumente chamados de “INVESTIDOR 4373”, pois a sua regulamentação inicial era
Resolução nº 4373, que foi revogada pela Resolução Conjunta 13/24.
Antes de iniciar seus investimentos, o “investidor 4373” deverá:
ཙ Preencher formulário de identificação exigido pela legislação;
ཙ Obter registro junto à CVM; e
ཙ Constituir um ou mais representantes no País. Esse representante tem diversas
obrigações, tais como: (I) Guardar e apresentar para os órgãos reguladores o
formulário de identificação assinado e o contrato de representação; (II) Efetuar e
manter os registros atualizados; (III) Informar, imediatamente, a existência de
irregularidades; e (IV) Prestar informações aos órgãos reguladores. No entanto, há
situações em que não é necessário o represente, como por exemplo, pessoas físicas
não residentes que realizam investimentos, dentro de determinado valor
(R$ 2 milhões por intermediário/mês), ou que investem a partir de uma conta de não
residente mantida no país, estão dispensadas de constituir um representante.

Apostila 2025 45
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
1.3 ANBIMA
Apostilaa 2
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2025 5 46
46
46
CEA – Certificação de Especialista eem
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ANBIMA
Conceito
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES DOS MERCADOS FINANCEIRO E DE CAPITAIS
(ANBIMA) representa instituições como bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e
administradora. Ela surgiu em outubro de 2009, após uma união entre a Associação
Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) e a Associação Nacional das Instituições do
Mercado Financeiro (ANDIMA)
Sua Visão é “um mercado forte se faz com instituições fortes”, e para isso, trabalham para
fortalecer a representação do setor e apoiar a evolução de um mercado de capitais capaz
de financiar o desenvolvimento econômico e social local e influenciar o mercado global.
Interessante destacar os números da Anbima no Brasil que são:
¾ Mais 1.000 instituições seguem os seus códigos
¾ Mais de 300 instituições associadas
¾ Mais de 350 mil pessoas são profissionais certificados vinculadas

Apostila 2025 47
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ANBIMA
Compromisso
A Anbima tem como compromisso defender os interesses dos associados, atuando em
quatro frentes:
¾ REPRESENTAR: Promove o diálogo para melhorar o mercado, que são
apresentadas ao governo e a entidades do setor privado. Também propõe boas
práticas de negócios, que os associados seguem de forma voluntária;
¾ INFORMAR: É a principal provedora de informações sobre os segmentos de
mercado. Divulgam desde referências de preços e índices que refletem o
comportamento de carteiras de ativos até estudos específicos;
¾ AUTORREGULAR: Baseiam-se em regras criadas pelo mercado, para o mercado e
em favor dele. O cumprimento das normas é acompanhado de perto pela equipe
técnica, que supervisiona as instituições e dá orientações de caráter educativo
através de seus códigos de regulamentação e melhores práticas;
¾ EDUCAR: Educam tanto profissionais do mercado, quanto investidores para poder
elevar os padrões de qualidade dos mercados (certificações, educação continuada e
disseminação sobre educação financeira).
Como gostamos de dizer, a ANBIMA veio trazer felicidade ao mercado, então RIAE!

Apostila 2025 48
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ANBIMA
Definições (Glossário)
Em todos os códigos de melhores práticas da Anbima, há um glossário chamado de
DEFINIÇÕES extremamente importante para a aprovação do candidato, pois, além da
melhor compreensão do conteúdo, a ANBIMA tem por costume perguntar os seus
significado. Desta forma, a cada capítulo, iremos colocar aquelas que compreendemos ser
serem as mais importantes.
Assim, iremos iniciar com três palavras para já irmos nos habituando, que são:
¾ ADERENTES: instituições que aderem ao Código e se vinculam à Associação por
meio contratual, ficando sujeitas às regras específicas deste documento.
¾ ASSOCIADA: instituição que se associa à ANBIMA e passa a ter vínculo associativo,
ficando sujeita a todas as regras de autorregulação da Associação.
¾ CONGLOMERADO OU GRUPO ECONÔMICO: conjunto de entidades controladoras
diretas ou indiretas, controladas, coligadas ou submetidas a controle comum.

Apostila 2025 49
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ANBIMA
Deveres dos Associados
São deveres dos Associados:
¾ Prestigiar os objetivos da Associação, bem como prestar toda ajuda e colaboração,
a fim de que a Associação possa cumprir suas finalidades;
¾ Acatar as deliberações e recomendações de sua Assembleia Geral, da Diretoria,
bem como do Conselho de Ética e dos Conselhos de Regulação e Melhores Práticas;
¾ Efetuar pontualmente o pagamento das contribuições que lhe couberem;
¾ Cumprir efetivamente os mandatos recebidos e os encargos atribuídos pela
Diretoria ou pela Assembleia Geral;
¾ Respeitar e cumprir este Estatuto Social, as normas expedidas pela Associação
aplicáveis a suas respectivas atividades, inclusive os Códigos de Regulação e
Melhores Práticas e regulamentação complementares;
¾ Colaborar na prestação de informações estatísticas e técnicas, respeitadas as
normas de sigilo aplicáveis, tendo em vista propiciar um eficiente conhecimento das
condições do mercado; e
¾ Manter atualizadas as suas informações cadastrais, sob pena de, não o fazendo,
perder os direitos de Associado.

Apostila 2025 50
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ANBIMA
Penalidades
Caso o associado que descumprirem os princípios e regras estabelecidos nos Códigos
ANBIMA ou no Código de Ética, conforme o caso, estarão sujeitos à imposição das
seguintes penalidades, observadas as disposições específicas de cada Código:
(I) Advertência pública.
(II) Multa, não podendo ultrapassar:
ƒ o montante referente a 250 (duzentas e cinquenta) vezes a maior mensalidade
associativa recebida pela ANBIMA; ou
ƒ o dobro do montante da vantagem econômica obtida pela instituição em
decorrência da operação irregular identificada.
(III) Proibição temporária do uso do Selo ANBIMA (prazo de até 5 anos).
(IV) Desligamento do quadro associativo da ANBIMA
Vale ressaltar que, antigamente, a Anbima tinha uma penalização de até 100 vezes a
mensalidade, além de ter cinco penalizações (excluiu a advertência privada). Estas
penalidades constam no Código de Processos.

Apostila 2025 51
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ANBIMA
Melhores Práticas
A ANBIMA possui diversos Códigos de Melhores Práticas. No entanto, para a prova da CEA
são exigidos apenas três deles. Todos os códigos podem possuir regras mais rígidas que a
lei, mas nunca mais brandas. Estes códigos devem ser seguidos por todas as instituições
que desejam fazer parte da ANBIMA, juntamente com seus colaboradores
(funcionários).
Os códigos cobrados na prova da CEA são:
¾ Distribuição de Produtos de Investimento (Capítulo 1);
¾ Ofertas Públicas (Capítulo 3);
¾ Administração & Gestão de Recursos de Terceiros (Capítulo 4).

Apostila 2025 52
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regras e Procedimentos de Deveres Básicos


Regras estruturais
estrutur
O conteúdo dos documentos exigidos nas Regras Estruturais da Anbima pode, constar de
um único documento, inclusive por grupo econômico, desde que haja clareza a respeito
dos procedimentos e das regras exigidos em cada seção. Além disso, as instituições
participantes devem revisar os documentos escritos exigidos, assim como as regras, os
procedimentos, controles internos e monitoramentos em prazo não superior a 24 (vinte e
quatro) meses ou em prazo inferior se exigido pela regulação, e, caso necessário, realizar a
atualização.
A seguir, iremos tratar sobre as Regras Estruturais dos seguintes itens:
¾ Ambientes de Controles
¾ Segregação de Atividades
¾ Privacidade e proteção dos dados

Apostila 2025 53
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regras e Procedimentos de Deveres Básicos
Ambientes de Controles
Contro
As instituições participantes devem possuir estruturas de controles internos e compliance
eficazes, adequadas ao porte, risco e modelo de negócio, sendo que a responsabilidade
desses controles deve ser atribuída a um diretor estatutário, que não pode acumular
funções com risco de conflito de interesses, podendo ser um único diretor ou diretores
distintos para cada função.
Vale destacar os REQUISITOS DAS ESTRUTURAS:
¾ Independência e autonomia para avaliar riscos.
¾ Livre acesso às informações necessárias.
¾ Colaboradores capacitados e em quantidade suficiente.
¾ Comunicação direta com a diretoria sobre resultados e irregularidades.
¾ Capacitação contínua dos colaboradores.
E também as REGRAS E PROCEDIMENTOS, que devem conter:
¾ Objetivos e escopo da função.
¾ Processo para disseminação das políticas internas.
¾ Divisão clara de responsabilidades, evitando conflitos.
¾ Medidas para garantir independência e autoridade.

Apostila 2025 54
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regras e Procedimentos de Deveres Básicos


Segregação de Atividad
Atividades
O exercício das atividades dos Códigos ANBIMA deve ser segregado das demais
atividades das instituições participantes e de seu grupo econômico que possam gerar
conflitos de interesse e, para o seu cumprimento, as instituições participantes devem
implementar e manter, em documento escrito, regras e procedimentos relativos à
segregação das atividades que contenham, no mínimo:
¾ Os processos adotados para segregação apropriada das funções atribuídas aos
integrantes da instituição participante, de forma a evitar situações de conflito de
interesses e mitigar a ocorrência de ilícitos legais ou contrários à regulação;
¾ Quais áreas e atividades possuem a segregação funcional, logica e física, das áreas
que desempenham as atividades dos Códigos ANBIMA de modo evitar conflitos de
interesse; e
¾ Como se dá o processo de identificação, controle e monitoramento das áreas
identificadas como de potencial conflito de interesses.

Apostila 2025 55
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regras e Procedimentos de Deveres Básicos
Privacidade e proteção dos dad
dados
As instituições participantes devem manter regras e procedimentos escritos e atualizados
sobre privacidade e dados pessoais, incluindo:
¾ Atendimento aos princípios da LGPD.
¾ Indicação de onde está a Política de Privacidade.
¾ Metodologias e boas práticas de segurança da informação.
¾ Processo de gestão de riscos e governança.
¾ Controle de dados: controlador, operador, base legal, finalidade, duração e
compartilhamento.
¾ Proteção da integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados em todo o
ciclo de vida.
¾ Regras para gerenciamento de identidade e acesso, desde o início até o término
do vínculo do profissional.

Apostila 2025 56
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regras e Procedimentos de Deveres Básicos


Selo ANBIM
ANBIMA
O selo Anbima possui as seguintes características:
¾ A veiculação do selo ANBIMA tem por finalidade exclusiva demonstrar o
compromisso das Instituições Participantes em atender às disposições dos códigos de
melhores práticas.
¾ A ANBIMA não se responsabiliza pelas informações constantes dos documentos
divulgados pelas Instituições Participantes, ainda que façam uso do selo ANBIMA,
nem tampouco pela qualidade da prestação de suas atividades.
¾ O seu uso é exclusivo das instituições participantes autorizadas pela ANBIMA, e
poderá ser vinculado em quaisquer publicidades, materiais e/ou documentos
utilizados e divulgados pelas instituições participantes que sejam relacionados às
atividades e/ou produtos de investimento os quais os selos se destinam;
¾ É obrigatório o vínculo dos Selos ANBIMA, salve exceções descritas no código;
¾ Cada código possui seus próprios selos ANBIMA, como por exemplo, o Código de
Distribuição de Produtos de Investimentos, que possui dois, que são:
ƒ Selo de Distribuição de Produtos de Investimento; e
ƒ Selo de Distribuição de Produtos de Investimento Private.
¾ Cabe à Diretoria da Anbima qualquer modificação as suas regras.

Apostila 2025 57
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regras e Procedimento de Certificação
Certificações da Anbima
As certificações aplicáveis à DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO são:
¾ CPA-10: destinada aos profissionais que atuam na Distribuição de Produtos de
investimento diretamente junto ao investidor, inclusive em agências bancárias ou
Plataformas de Atendimento.
¾ CPA-20: destinada aos profissionais que atuam na Distribuição de Produtos de
Investimento diretamente junto a investidores atendidos nos segmentos varejo alta
renda, private, corporate e investidores institucionais.
¾ CEA: É a certificação de Especialista em Investimentos da Anbima, destinada aos
profissionais que assessoram os gerentes de contas de investidores pessoas físicas
em investimentos, podendo indicar Produtos de Investimento.
Já as certificações aplicáveis Gestão de Recursos de Terceiros são:
¾ CFG: sendo destinada aos profissionais que desejam exercer a atividade Gestão de
Recursos de Terceiros (CGA ou CGE), sendo pré-requisito para estas certificações.
¾ CGA: destinada aos profissionais que desempenham o exercício profissional de
Gestão de Recursos de Terceiros de Fundos tradicionais & Carteiras Administradas.
¾ CGE: destinada aos profissionais que desempenham o exercício profissional de
Gestão de Recursos de Terceiros de Fundos estruturados (FIP, FII, ETF e FIDC).

Apostila 2025 58
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regras e Procedimento de Certificação


Princípios Gerais de Conduta
As Instituições Participantes devem garantir que seus profissionais:
¾ Tenham reputação ilibada e ajam com boa-fé, transparência e diligência.
¾ Sigam princípios de livre iniciativa e concorrência leal.
¾ Cumpram normas éticas, legais e regulatórias.
¾ Não participem de fraudes, corrupção ou manipulação de mercado.
¾ Divulguem informações verdadeiras sobre o mercado e suas qualificações.
Além disso, DEVEM ASSEGURAR QUE SEUS PROFISSIONAIS, no exercício das Atividades
Elegíveis, NÃO TENHAM:
¾ Sido inabilitados para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais
entidades autorizadas a funcionar pelo BCB, pela CVM, pela Previc ou pela Susep;
¾ Suas autorizações para o exercício das Atividade Elegíveis suspensas, cassadas ou
canceladas; e/ou
¾ Sofrido punições definitivas, nos últimos 5 (cinco) anos, em decorrência da
atuação como administrador ou membro de conselho fiscal de entidade sujeita ao
controle e à fiscalização dos reguladores (BCB, pela CVM, pela Previc ou pela Susep).

Apostila 2025 59
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
1.3.1 Anbima: Código de Distribuição de
Produtos de Investimentos
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Distribuição de Produtos de Investimento


Glossário
Neste capítulo, as principais palavras são:
¾ ATIVOS FINANCEIROS: são os ativos financeiros, valores mobiliários, bens e
direitos de qualquer natureza conforme definidos pela CVM e/ou pelo BC.
¾ PRODUTOS DE INVESTIMENTO: ativos definidos pela CVM e/ou pelo BC.
¾ DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO (DPI): (i) oferta de Produtos de
Investimento de forma individual ou coletiva, resultando ou não em aplicação de
recursos, assim como a aceitação de pedido de aplicação por meio de agências
bancárias, plataformas de atendimento, centrais de atendimento, Canais Digitais, ou
qualquer outro canal estabelecido para este fim; e (ii) atividades acessórias prestadas
aos clientes, tais como manutenção do portfólio de investimentos e fornecimento de
informações periódicas acerca dos investimentos realizados.
¾ SUITABILITY: dever de verificação da adequação dos produtos de investimento,
dos serviços e das operações ao perfil do cliente.
¾ ESTRATEGISTA DE INVESTIMENTOS: profissional responsável pela construção dos
portfólios estratégicos e recomendações táticas dentro de cada perfil de
investimento.

Apostila 2025 61
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Glossário
Continuação:
¾ MATERIAL PUBLICITÁRIO: Material sobre produtos de investimento ou sobre a
atividade de Distribuição de Produtos de Investimento divulgado pelas Instituições
Participantes por qualquer meio de comunicação disponível, que seja destinado a
clientes ou potenciais clientes com o objetivo de estratégia comercial e
mercadológica.
¾ MATERIAL TÉCNICO: material sobre produtos de investimento divulgado pelas
Instituições Participantes por qualquer meio de comunicação disponível, que seja
destinado a clientes ou potenciais clientes com o objetivo de dar suporte técnico a
uma decisão de investimento.
¾ CANAIS DIGITAIS: canais digitais ou eletrônicos utilizados na distribuição de
produtos de Investimento, que servem como instrumentos remotos sem contato
presencial entre o cliente ou potencial cliente e a instituição participante.

Apostila 2025 62
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Objetivo e Abrangência
Este código tem por objetivo estabelecer princípios e regras para Distribuição de Produtos
de Investimento, visando promover, principalmente:
¾ A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da
institucionalização de práticas equitativas nos mercados financeiro e de capitais;
¾ A concorrência leal;
¾ A padronização de seus procedimentos;
¾ A maior qualidade e disponibilidade de informações;
¾ O estímulo ao adequado funcionamento da distribuição de produtos de
investimento.
¾ A transparência no relacionamento com os clientes, de acordo com o canal
utilizado e as características dos investimentos.
¾ A qualificação das instituições e de seus profissionais envolvidos na distribuição de
produtos de investimento.
‰ OBS: As instituições participantes autorizadas apenas pela CVM a distribuir seus
próprios produtos de investimento não estão obrigadas a aderir formalmente a este
código, devendo somente observar e cumprir com as disposições nele previstas, conforme
aplicável.

Apostila 2025 63
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Regras Gerais
A atividade de Distribuição de Produtos de Investimento compreende:
¾ A oferta de Produtos de Investimento de forma individual ou coletiva, resultando
ou não em aplicação de recursos, assim como a aceitação de pedido de aplicação por
meio de agências bancárias, Plataformas de Atendimento, centrais de atendimento,
Canais Digitais, ou qualquer outro canal estabelecido para este fim; e
¾ As atividades acessórias prestadas aos clientes, tais como manutenção do
portfólio de investimentos e fornecimento de informações periódicas acerca dos
investimentos realizados.
Além disso, três pontos devem ser destacados das regras gerais, que são:
¾ Os Distribuidores devem possuir em sua estrutura um diretor responsável pela
Distribuição de Produtos de Investimento; e
¾ Os Distribuidores, quando estiverem prestando informações ou recomendando
Produtos de Investimento, não podem induzir os clientes ou potenciais clientes a
erro ao dar a entender que atuam como prestadores de serviço de consultoria
independente de forma autônoma à Distribuição de Produtos de Investimento;
¾ Aquele que atua no exercício da atividade de Distribuição de Produtos de
Investimento deve ser certificado pela CPA-10, CPA-20 e/ou CEA.

Apostila 2025 64
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Dispensa
Os distribuidores estão DISPENSADOS de observar o disposto neste Código na
distribuição:
¾ de Produtos de investimento:
ƒ para União, Estados, Municípios e Distrito Federal (os RPPS não estão incluídos
nessa lista de dispensa);
ƒ para Pessoa jurídica dos segmentos classificados como middle e corporate,
segundo critérios estabelecidos pela própria instituição participante;
¾ de CADERNETA DE POUPANÇA.
‰ OBS: Este código refere-se a todos os produtos de investimentos fiscalizados pela CVM
e pelo BACEN, com exceção a poupança, que não está inclusa no código. Os planos de
previdência (PGBL/VGBL) e os títulos de capitalização não estão incluídos neste código,
pois, além de não serem considerados investimentos (tecnicamente, os planos VGBL são
seguros de vida com cobertura por sobrevivência), são fiscalizados pela SUSEP. Portanto, a
“DICA” desde código é você ler “pausadamente” o nome do código:
¾ DISTRIBUIÇÃO = Comercialização
¾ PRODUTOS DE INVESTIMENTOS = BACEN & CVM

Apostila 2025 65
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Princípios Gerais de Conduta
Além do código de Ética da ANBIMA, os distribuidores devem:
¾ Exercer suas atividades com boa-fé, transparência, diligência e lealdade,
cumprindo suas obrigações e empregando o cuidado que toda pessoa prudente e
diligente costuma dispensar à administração dos próprios negócios, respondendo
por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas durante o
período em que prestarem as atividades autorreguladas por este código;
¾ Nortear a prestação de suas atividades pelos princípios da liberdade de iniciativa,
da livre concorrência e da livre negociação, evitando a adoção de práticas
caracterizadoras de concorrência desleal e/ou de condições não equitativas;
¾ Cumprir fielmente as exigências estabelecidas pela regulação, bem como as regras
e princípios contidos neste código;
¾ Adotar condutas compatíveis com os princípios de idoneidade moral e
profissional;
¾ Evitar práticas que possam vir a prejudicar a distribuição de produtos de
investimento, especialmente no que tange aos deveres e direitos relacionados às
atribuições específicas de cada uma das instituições estabelecidas em contratos,
regulamentos, neste código e na regulação; ...

Apostila 2025 66
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Princípios Gerais de Conduta
‰ REGRAS GERAIS DE CONDUTA (CONTINUAÇÃO):
¾ Envidar os melhores esforços para que todos os profissionais que desempenhem
funções ligadas à distribuição de produtos de investimento atuem com
imparcialidade e conheçam o código de ética da instituição participante e as normas
aplicáveis à sua atividade.
¾ Divulgar informações claras e inequívocas aos clientes acerca dos riscos e das
consequências que poderão advir dos produtos de investimento.
¾ Identificar, administrar e mitigar eventuais conflitos de interesse que possam
afetar a imparcialidade das pessoas que desempenhem funções ligadas à distribuição
de produtos de investimento.
‰ OBS: São considerados descumprimentos às obrigações e princípios não apenas a
inexistência ou insuficiência das regras/procedimentos exigidos, mas também a sua não
implementação ou implementação inadequada para os fins previstos neste Código. Por
exemplo, reiteradas ocorrência de falhas, não sanadas nos prazos estabelecidos ou
também a ausência de mecanismo ou evidência que demonstre a aplicação dos
procedimentos estabelecidos por este Código; entro outros.

Apostila 2025 67
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Conheça seu Cliente
Os Distribuidores devem, no processo de Conheça Seu Cliente, buscar conhecê-los no
início do relacionamento, na fase cadastral e durante o relacionamento, identificando a
necessidade de visitas pessoais às suas residências, seus locais de trabalho e/ou às suas
instalações comerciais.
Também devem implementar e manter, em documento escrito, regras, procedimentos
que descrevam o processo de Conheça seu Cliente adotado pela instituição, contendo
regras que sejam efetivas e consistentes com a natureza, porte, complexidade, estrutura,
perfil de risco dos Produtos de Investimento distribuídos e modelo de negócio da
instituição.
Por último, devem manter as informações cadastrais de seus clientes atualizadas, de
modo a permitir que haja identificação, a qualquer tempo, de cada um dos beneficiários
finais, bem como do registro atualizado de todas as aplicações e resgates realizados em
nome dos clientes, quando aplicável.

Apostila 2025 68
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Suitability
Os Distribuidores são os responsáveis pelo suitability e não podem recomendar produtos
de investimento, realizar operações ou prestar serviços sem que verifiquem o suitability
do cliente. Eles devem adotar, implementar e manter, em documento escrito ou
eletrônico, regras, procedimentos e controles internos de Suitability, devendo conter, no
mínimo, a descrição detalhada:
¾ mecanismos de coleta das informações junto ao cliente para definição de perfil.
¾ critérios utilizados para a classificação de perfil do cliente, devendo ser observadas
as características de classificação para cada perfil.
¾ critérios utilizados para a classificação de cada produto de investimento.
¾ meios, da forma e da periodicidade de comunicação utilizada entre as instituições
e os clientes para (I) divulgação de seu perfil de risco após coleta das informações e
(II) divulgação referente ao desenquadramento identificado entre o perfil do cliente
e seus investimentos, a ser efetuada sempre que verificado o desenquadramento.
¾ procedimentos utilizados para a aferição periódica entre o API e os investimentos.
¾ critérios utilizados para atualização do perfil do cliente, incluindo a forma como as
instituições darão ciência desta atualização.
¾ controles internos e mecanismos adotados pelas instituições para o suitability com
o objetivo de assegurar a efetividade dos procedimentos estabelecidos.
Apostila 2025 69
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Suitability (Coleta)
A coleta de informações deve possibilitar a definição de seu objetivo de investimento, sua
situação financeira e seu conhecimento em matéria de investimentos, fornecendo
informações suficientes para permitir a definição do perfil de cada cliente. Desta forma:
¾ Para definição do OBJETIVO de investimento do cliente:
ƒ Período em que será mantido o investimento;
ƒ As preferências declaradas quanto à assunção de riscos; e
ƒ As finalidades do investimento.
¾ Para definição da SITUAÇÃO FINANCEIRA do cliente:
ƒ O valor das receitas regulares declaradas;
ƒ O valor e os ativos que compõem seu patrimônio; e
ƒ A necessidade futura de recursos declarada.
¾ Para definição do CONHECIMENTO do cliente:
ƒ Produtos, serviços e operações com os quais o cliente tem familiaridade;
ƒ A natureza, volume e frequência das operações já realizadas pelo cliente, bem
como o período em que tais operações foram realizadas; e
ƒ A formação acadêmica e a experiência profissional do cliente, exceto quando
for pessoa jurídica.

Apostila 2025 70
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Suitability (Vedações)
É VEDADA A RECOMENDAÇÃO de Produtos de Investimento quando:
¾ O perfil do cliente não seja adequado ao Produto de Investimento;
¾ Não sejam obtidas as informações que permitam a identificação do perfil; e
¾ As informações relativas ao perfil do cliente não estejam atualizadas.
Vale ressaltar que o cliente, ao solicitar aplicação em investimentos nas situações
previstas acima antes da primeira aplicação com a categoria de ativo, deve-se:
¾ Alertar o cliente acerca da ausência ou desatualização de perfil ou da sua
inadequação, com a indicação das causas da divergência; e
¾ Obter declaração expressa do cliente de que deseja manter a decisão de
investimento, mesmo estando ciente da ausência, desatualização ou inadequação de
perfil, a qual deverá ser exclusiva para cada categoria de ativo.
‰ OBSERVAÇÃO: Os clientes que se recusarem a participar do processo de identificação
de seu perfil de investimento, independentemente de formalizarem ou não essa condição,
deverão ser considerados clientes sem perfil identificado, sendo vedada a recomendação
de produtos de investimentos.

Apostila 2025 71
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Suitability (Classificação)
‰ CLASSIFICAÇÃO DO CLIENTE: As instituições participantes devem avaliar e classificar
seus clientes em, no mínimo, três perfis conforme descritos a seguir:
¾ Perfil 1 (Conservador): cliente que declara possuir baixa tolerância a risco, baixo
conhecimento em matéria de investimentos e que prioriza investimentos em
produtos de investimento com liquidez. Deve-se recomendar apenas Produtos de
Investimentos cuja pontuação de risco seja igual ou inferior a um e meio (1,5).
¾ Perfil 2 (Moderado): cliente que declara média tolerância a risco e busca a
preservação de seu capital a longo prazo, com disposição a destinar uma parte de
seus recursos a investimentos de maior risco. Deve-se recomendar apenas Produtos
de Investimentos cuja pontuação de risco seja igual ou inferior a três (3).
¾ Perfil 3 (Arrojado): cliente que declara tolerância a risco e aceita potenciais perdas
em busca de maiores retornos. Pode recomendar qualquer tipo de produto, ou seja,
produtos com pontuação de risco igual ou inferior a 5 (cinco).

Apostila 2025 72
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Publicidade: Regras Gerais
Os Distribuidores são responsáveis pela publicidade relacionada à atividade de
Distribuição de Produtos de Investimento, assim como pela publicidade de seus Produtos
de Investimento e elaborar e divulgar o Material Publicitário e o Material Técnico, devem:
¾ Produzir materiais claros, minimizando incompreensões e focando em
informações úteis para decisões.
¾ Buscar transparência, clareza e precisão, com linguagem simples e objetiva,
evitando induzir a erro.
¾ Garantir informações verdadeiras, completas, consistentes e alinhadas aos
documentos dos produtos.
¾ Evitar qualificações injustificadas, superlativos, previsões sem base, promessas de
rentabilidade ou isenção de risco.
¾ Disponibilizar informações pertinentes, destacando a performance de longo prazo,
não a de curto prazo.
¾ Preservar a consistência e atualizar dados, evitando manipular ou omitir períodos
desfavoráveis.
¾ Usar dados comparáveis e, ao projetar ou simular, detalhar todos os critérios e
custos envolvidos.
¾ Assegurar concorrência leal, evitando favorecimento indevido
Apostila 2025 73
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Publicidade: Regras Gerais
Para fins destas Regras e Procedimentos, NÃO SÃO considerados Material Publicitário ou
Material Técnico:
¾ Formulários cadastrais, questionários de perfil do cliente ou perfil de
investimento, materiais destinados unicamente à comunicação de alterações de
endereço, telefone ou outras informações de simples referência para o cliente;
¾ Materiais que se restrinjam a informações obrigatórias exigidas pela regulação;
¾ Questionários de due diligence e propostas comerciais;
¾ Materiais de cunho estritamente jornalístico, inclusive entrevistas, divulgadas em
quaisquer meios de comunicação;
¾ Saldos, extratos e demais materiais destinados à simples apresentação de posição
financeira, movimentação e rentabilidade, desde que restritos a essas informações
ou assemelhadas; e
¾ Propaganda de empresas do Conglomerado ou Grupo Econômico das Instituições
Participantes que apenas faça menção a investimentos de forma geral, a
departamentos e/ou empresas que distribuam Produtos de Investimento em
conjunto com os outros departamentos ou empresas que desenvolvam outros
negócios do Conglomerado ou Grupo Econômico.

Apostila 2025 74
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Publicidade: Material Publicitário
Os Distribuidores, ao divulgarem o material publicitário em qualquer meio de
comunicação disponível devem incluir, em destaque, link ou caminho direcionando
clientes ou potenciais clientes ao material técnico sobre o(s) produto(s) de investimento
mencionado(s), de modo que tenham conhecimento de todas as informações,
características e riscos do investimento.
Outros dois pontos também são relevantes:
¾ Os Distribuidores e empresas do Conglomerado ou Grupo Econômico que fizerem
menção de seus Produtos de Investimento nos Materiais Publicitários de forma geral
e não específica, devem incluir link ou caminho que direcione os clientes ou
potenciais clientes para o site da instituição.
¾ Os distribuidores devem incluir, quando da divulgação de rentabilidade do Produto
de Investimento em Material Publicitário, o nome do emissor e a carência, se houver.

Apostila 2025 75
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Publicidade: Material Técnico
O Material Técnico deve possuir, no mínimo, as seguintes informações sobre o Produto de
Investimento:
¾ Descrição do objetivo e/ou estratégia;
¾ Público-alvo, quando destinado a clientes específicos;
¾ Carência para resgate e prazo de operação;
¾ Tributação aplicável;
¾ Informações sobre os canais de atendimento;
¾ Nome do emissor, quando aplicável;
¾ Classificação do Produto de Investimento; e
¾ Descrição resumida dos principais fatores de risco, incluindo, no mínimo, os
riscos de liquidez, de mercado e de crédito, quando aplicável.
‰ OBS: Nas agências e dependências dos Distribuidores, deve-se manter à disposição dos
interessados, por meio impresso, passível de impressão ou eletrônico, as informações
atualizadas previstas no caput para cada Produto de Investimento distribuído nesses
locais.

Apostila 2025 76
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Publicidade: Comparação & Simulação
Os Distribuidores podem fazer SIMULAÇÃO ou COMPARAÇÃO, desde que:
¾ a SIMULAÇÃO ou COMPARAÇÃO seja realizada no Material Técnico;
¾ a SIMULAÇÃO ou COMPARAÇÃO sejam Produtos de Investimento já existentes; e
¾ a SIMULAÇÃO, os critérios utilizados, tais como taxas, tributação, custos e
períodos, estejam claramente informados.
A divulgação de SIMULAÇÃO nos casos descritos anteriormente deve conter os devidos
avisos obrigatórios junto ao quadro da simulação, destacando que se trata de uma
simulação baseada em premissas. Também vale ressaltar que é expressamente vedada a
divulgação de rentabilidade ou série histórica de desempenho dos Produtos de
Investimento que combine dados históricos reais com simulações em seu cálculo, quando
aplicável.

Apostila 2025 77
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Publicidade: Comparação
Ao elaborar e divulgar a comparação entre os Produtos de Investimento, deve-se utilizar a
palavra “grátis” nas comparações, somente se não houver nenhum custo com relação ao
prometido e devem também buscar:
¾ a objetividade na comparação, evitando que se estabeleça confusão entre os
Produtos de Investimento comparados e instituições concorrentes;
¾ não prejudicar a imagem do Produto de Investimento comparado e/ou a imagem
das respectivas instituições;
¾ não utilizar injustificadamente a imagem de outras instituições ou o prestígio de
terceiros; e
¾ não divulgar comparações irrealistas, incoerentes ou desproporcionais entre os
Produtos de Investimento de diferentes categorias e classificações.
OBS: Ao compararem Produtos de Investimentos, devem observar a qual público a
publicidade será destinada, e se destinada:
¾ ao público em geral: a comparação pode ser feita com outros Produtos de
Investimento, desde que sejam Produtos de Investimento de mesma natureza; e
¾ a um público específico: a comparação pode ser feita com outros Produtos de
Investimento, desde que sejam produtos de mesma natureza ou produtos similares.

Apostila 2025 78
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Publicidade: Aviso Obrigatórios
Os Distribuidores devem incluir, com destaque, nos materiais técnicos os seguintes avisos
obrigatórios:
¾ Caso faça referência a histórico de rentabilidade ou menção a performance:
ƒ “Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados
futuros.”; e/ou
ƒ “A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos.”
¾ Caso faça referência a Produtos de Investimento que não possuam garantia do
Fundo garantidor de crédito: “O investimento em [indicar Produto de Investimento]
não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito.”
¾ Caso faça referência à simulação de rentabilidade: “As informações presentes
neste Material Técnico são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser
significativamente diferentes.”
‰ OBS: No uso de mídia impressa e por meios digitais escritos, o tamanho do texto e a
localização dos avisos e das informações devem permitir a clara leitura e compreensão.

Apostila 2025 79
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Transparência na Remuneração do Distribuidor
O Distribuidor deverá divulgar aos seus investidores informações qualitativas e
quantitativas acerca da remuneração que aferir em razão da Distribuição de Produtos de
Investimento a qualquer tempo, para consecução de suas atividades, por meio da Política
de Remuneração contendo informações qualitativas gerais acerca do Distribuidor e no
momento do investimento ou desinvestimento por parte do investidor, informações
quantitativas e específicas da operação contratada pelo investidor, em valores ou
percentuais efetivamente praticados ou razoavelmente estimados.
‰ OBS: A Política de Remuneração deve ter linguagem clara e acessível, e conter:
¾ Aspectos Gerais: Atividade de Distribuição; Recomendação de Produtos...
¾ Forma de Remuneração: Taxa de Distribuição; Spread; Percentual da taxa de
administração e da taxa performance.
¾ Potenciais Conflitos de Interesse: Potencial incentivo para recomendar operações
a clientes em virtude do recebimento de remuneração por meio de taxa de
corretagem; Produtos proprietários; Recebimento por terceiros;....
¾ Mitigadores: descrever as medidas adotadas visando mitigar os possíveis conflitos
de interesse existentes.

Apostila 2025 80
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Serviços de Intermediação no Exterior
Os Distribuidores que ofertarem serviços de intermediação no exterior devem assegurar
que o serviço ofertado e/ou recomendado para os clientes residentes no Brasil seja
apropriado ao seu perfil de investimento, observando os seguintes itens mínimos para a
avaliação de risco da instituição estrangeira:
¾ Mecanismos de proteção ao investidor presentes na legislação do país de atuação
da instituição estrangeira;
¾ Foco de atuação da instituição estrangeira condizente com o perfil do cliente; e
¾ Existência ou não de uma estrutura que disponibilize atendimento em português e
por meio de interação humana.

Apostila 2025 81
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Contratação de Assessores de Investimentos
Os Distribuidores podem contratar Assessores de Investimentos para atuarem como seus
prepostos na Distribuição de Produtos, desde que eles sejam devidamente credenciados e
possam cumprir as regras da Anbima. Desta forma, os Distribuidores devem:
¾ Possuir controles que assegurem que o pagamento decorrente da prestação de
serviços para o Assessor de Investimento foi efetuado diretamente para a respectiva
pessoa física ou jurídica com vínculo contratual, e que seja compatível com os
eventos que geraram o valor pago, conforme estabelecido em contrato; e
¾ Fornecer a todos os clientes a descrição da remuneração e da forma de
pagamento do Assessor de Investimento.
‰ OBS: Como definição, os Assessores de Investimentos podem, exclusivamente:
¾ Atuar na prospecção e captação de clientes;
¾ Recepcionar, registrar ordens e operacionalizar a transmissão dessas ordens para
os sistemas de Negociação ou de registro dos Distribuidores; e
¾ Prestar informações sobre os Produtos de Investimento oferecidos e sobre os
serviços prestados pelos Distribuidores. Isso inclui as atividades de suporte e
orientação inerentes à relação comercial com os clientes.

Apostila 2025 82
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Contratação de Influenciadores Digitais
Os Distribuidores podem contratar influenciadores ou agências para publicidade de
produtos de investimento, serviços de intermediação no exterior ou atividades de
distribuição, conforme o Código de Distribuição.
‰ REGRAS PRINCIPAIS:
¾ Contrato deve detalhar o escopo da publicidade, canais, remuneração e vigência;
¾ Influenciadores devem atuar com boa-fé, transparência e diligência;
¾ Obrigatória identificação clara da publicidade e do Distribuidor, como por
exemplo, a adição de hashtags mencionando minimamente que se trata de
publicidade e vinculando aos Distribuidores (#parceria e #nomedainstituição);
¾ Distribuidores devem monitorar a atuação e divulgar relatório mensal à ANBIMA;
¾ Responsabilidade dos Distribuidores pela veracidade das publicidades;
¾ Os Distribuidores devem garantir que os influenciadores digitais contratados
possuam, caso aplicável, as devidas Certificações ANBIMA necessárias se o conteúdo
a ser divulgado nas publicidades exija autorização e/ou Certificações ANBIMA da
regulação e/ou autorregulação vigente.

Apostila 2025 83
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Transferência de Produtos de Investimentos
É admitida a transferência de Produtos de Investimento de mesma titularidade entre os
Distribuidores cedentes e cessionários de posição de cotas de Fundos e de Custódia dos
demais Produtos de Investimento. Como regra geral, para essa transferência ser realizada,
o cliente deverá formalizar o pedido ao Distribuidor cedente, sendo recomendável que
este pedido seja feito por meio eletrônico, devendo acatar o pedido em até 2 dias úteis.
Vale destacar que a transferência pode ser recusada pelo cedente nos seguintes casos:
¾ Bloqueio judicial e de garantias que possam impedir a transferência;
¾ Desistência do cliente;
¾ Inconsistência nas informações cadastrais;
¾ Não reconhecimento da posição;
¾ Quando houver movimentações de resgates ainda não convertidas e liquidadas;
¾ Distribuidor cessionário não possuir contrato com o administrador do fundo.
‰ OBS: Caso os Distribuidores cessionários queiram recusar o pedido de transferência
feito pelo investidor em situações diversas as citadas acima, deverão avisar o investidor
sobre a não aceitação. Além disso, o Administrador Fiduciário poderá recusar a
transferência, caso as políticas internas relacionadas ao processo de PLD/FTP, ou outros
requisitos previstos na regulação vigente apontarem quaisquer descumprimentos.

Apostila 2025 84
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Transferência de Produtos de Investimentos
A TRANSFERÊNCIA DE COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO somente poderá ser
realizada quando o Distribuidor cessionário:
¾ Possuir vínculo contratual com o Administrador Fiduciário do fundo, caso ele não
seja negociado junto a bolsa de valores; e
¾ Assegurar que o cadastro do cliente junto ao Administrador Fiduciário do Fundo
esteja em conformidade com a Regulação vigente e com os procedimentos internos
do Administrador Fiduciário, ressalvados os casos de Distribuição por conta e ordem.
Em regra geral, para a transferência das cotas, devem ser observados os seguintes prazos:
¾ DISTRIBUIDOR CEDENTE: ao receber o pedido de transferência da posição de
investimento para Fundos, deverá disponibilizar as informações necessárias ao
Distribuidor cessionário em até 2 (dois) dias úteis;
¾ DISTRIBUIDOR CESSIONÁRIO: ao receber as informações do Distribuidor cedente,
deverá disponibilizar ao Administrador Fiduciário as informações necessárias em até
2 (dois ) dias úteis para a devida implementação da posição de investimento; e
¾ ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO: ao receber as informações do Distribuidor
cessionário, deverá realizar a transferência de posição em até 3 (três ) dias úteis para
modalidade conta e ordem e em até 5 (cinco) dias úteis para modalidade direta.

Apostila 2025 85
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Transferência de Produtos de Investimentos
Já na TRANSFERÊNCIA DOS DEMAIS PRODUTOS DE INVESTIMENTOS, o Distribuidor
cedente deverá realizar a transferência solicitada em até 2 (dois) dias úteis. Além disso, de
forma resumida, o distribuidor deverá acompanhar o processo do custodiante origem no
que tange os seguintes aspectos:
¾ Disponibilidade dos Produtos de Investimento para a transferência;
¾ Conciliação entre as informações dos Produtos de Investimento;
¾ Conferência dos seguintes itens:
ƒ Informações cadastrais do cliente;
ƒ Assinatura do cliente, caso seja transferência por meio físico;
ƒ Caso seja por procurador ou representante legal, se possui os poderes legais;
ƒ Caso seja de uma pessoa jurídica, se quem assinou está apta a representar;
ƒ Verificar se o cliente não se encontra impedido, por determinação de
autoridades reguladoras, judiciais, ou administrativas competentes ou por
qualquer outro motivo pela Regulação vigente, de transferir a custódia dos
Produtos de Investimento de sua conta de depósito; e
ƒ Verificar se as contas apresentam saldo devedor que possa, de qualquer forma,
comprometer a transferência solicitada pelo cliente.

Apostila 2025 86
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Distribuição de Fundos de Investimento
Os Distribuidores devem manter, em site ou canal alternativo, seção exclusiva sobre os
Fundos, Classes e Subclasses, com as seguintes informações mínimas:
¾ Política de investimento e Classificação de risco;
¾ Condições de aplicação, amortização (se for o caso) e resgate (cotização);
¾ Limites de investimento e valores mínimos para movimentação e permanência;
¾ Taxa de administração, de performance e demais taxas, se houver;
¾ Rentabilidade e avisos obrigatórios conforme regras da AGRT; e
¾ Referência ao local de acesso aos documentos e canal de atendimento.
‰ OBS: As regras acima aplicam-se às Classes de Fundos:
¾ Constituídas sob a forma de condomínio aberto;
¾ Que não sejam exclusivas; e
¾ Que não sejam objeto de Oferta Pública pelos Distribuidores.

Apostila 2025 87
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Apuração de Valores de Referência
Os Distribuidores devem estabelecer critérios para a apuração dos valores de referência
de títulos públicos e privados detidos nas posições dos clientes que não integrem os
Fundos de Investimento e/ou as Carteiras Administradas. De forma resumida, essa
apuração deve ser norteada pelos seguintes princípios:
¾ Comprometimento: Garantir que os valores reflitam o mais atualizado possível,
considerando risco de crédito e duration, sem garantir liquidez.
¾ Consistência: Adotar métodos uniformes para o mesmo título, inclusive quando
envolver terceiros, assegurando padronização.
¾ Equidade: Priorizar tratamento justo e igualitário aos clientes na escolha de
métodos e fontes de dados.
¾ Objetividade: Utilizar preferencialmente fontes externas e independentes para
obter preços ou fatores utilizados.
‰ OBS: Os princípios gerais definidos acima devem ser usados como direcionadores para
os valores de referência de títulos públicos e privados detidos nas posições dos clientes,
devendo ser aplicados com coerência, de forma que a aplicação de um não inviabilize a
aplicação de outro.

Apostila 2025 88
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição de Produtos de Investimento


Private
O serviço de Private, para fins do código ANBIMA, compreende:
¾ a distribuição de produtos de investimento para os clientes que tenham
capacidade financeira de, no mínimo, 5 (CINCO) milhões de reais, individual ou
coletivamente;
¾ A prestação dos seguintes serviços:
ƒ Proposta de portfólio de produtos e serviços exclusivos; e/ou
ƒ Planejamento financeiro, incluindo, mas não se limitando a:
o Análises e soluções financeiras e de investimentos específicas para cada
cliente, observada a Regulação aplicável; e
o Constituição de Veículos de Investimento, que podem ser exclusivos,
reservados e personalizados segundo as necessidades e o perfil de cada
cliente, em parceria com administradores fiduciários e/ou gestores de
recursos de terceiros.
‰ OBS: As Instituições que decidirem prestar o serviço de Private devem, previamente ao
início da prestação, informar à ANBIMA que passarão a prestar esse serviço e demonstrar
que cumpriram com as exigências previstas.

Apostila 2025 89
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Distribuição de Produtos de Investimento
Private
Os Distribuidores podem oferecer também a seus clientes:
¾ Planejamento fiscal, tributário e sucessório, que deve ser desempenhado por
profissional tecnicamente capacitado para esse serviço;
¾ Planejamento previdenciário e de seguros, que deve ser desempenhado em
parceria com sociedade seguradora para a constituição de fundos previdenciários
personalizados segundo as necessidades e o perfil de cada cliente, assim como
análises e propostas de seguros, de forma geral;
¾ Elaboração de relatórios de consolidação de investimentos detidos em outras
instituições, que permitam uma análise crítica em relação às posições, concentração
de ativos, risco do portfólio, entre outros aspectos.
Quando se tratar de Planejamento Financeiro, o contrato deve conter, no mínimo:
¾ Descrição dos serviços contratados;
¾ Descrição da forma de remuneração;
¾ Indicação de quem prestará o serviço;
¾ Descrição da prestação de informações para o cliente, com a respectiva
periodicidade;
¾ Cláusula prevendo a responsabilidade do terceiro.

Apostila 2025 90
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Distribuição de Produtos de Investimento


Private
Os Distribuidores que oferecerem para seus clientes o serviço de private devem possuir
em sua estrutura:
I – Setenta e cinco por cento (75%) de seus gerentes de relacionamento certificados
CFP®, devendo estes profissionais ser funcionários das Instituições Participantes e
exercerem suas funções exclusivamente para o Private;
II – Profissional ou área responsável pela atividade de Estrategista de Investimentos,
devendo o profissional que atuar nessa atividade ser certificado: (i) pelo CFP; (ii) pela
CGA; (iii) pela CGE, (iv) pelo CFA, ou, ainda, possuir autorização da CVM para o
exercício da atividade de administração de carteira de Valores Mobiliários, nos
termos da regulação específica;
III – Profissional responsável pela análise de risco de mercado e de crédito dos
Produtos de Investimento recomendados aos clientes; e
IV – Economista.
‰ OBS: Não é necessária dedicação exclusiva dos profissionais mencionados nos itens II,
III e IV citados acima, desde que as outras atividades ou funções desempenhadas não
gerem conflito de interesses com o referido serviço.

Apostila 2025 91
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
1.3.2 Código de Conduta Ética
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Código de Conduta Ética


Introdução e Aplicabilidade
O Código de Conduta Ética da Anbima apresenta os princípios éticos que devem orientar o
comportamento e a conduta das pessoas candidatas e profissionais com a certificação da
Anbima, garantindo a integridade e a confiança no mercado financeiro.
O código é direcionado a pessoas candidatas, a quem já tem ou deseja conquistar sua
certificação, bem como aos profissionais que foram dispensados de realizar o exame de
certificação ou conseguiram por equivalência de certificado. Todos esses públicos devem
seguir e cumprir as regras deste Código e de suas futuras versões.
Porém, até o final de 2025, o código tem caráter educativo apenas, ou seja, não haverá
penalidade pelo descumprimento de suas regras. As penalidades aplicáveis e o processo
de determinação destas serão detalhados futuramente.
A importância do Código está no fato de que ele estabelece regras claras e princípios
fundamentais para uma atuação ética e responsável. Assim reforça o compromisso dos
profissionais com a transparência, a equidade, a diligência e a lealdade, além da
observância às atividades elegíveis às suas certificações, garantindo a proteção dos
interesses de quem investe.

Apostila 2025 93
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Os nove princípios éticos
Os 9 Princípios
O código de conduta ética da Anbima apresenta os princípios éticos que devem orientar o
comportamento e a conduta das pessoas candidatas e profissionais com certificação da
ANBIMA, garantindo a integridade e a confiança no mercado financeiro.
Os 9 princípios do código de ética da Anbima são:
ཙ Princípio 1 – Comportamento ético
ཙ Princípio 2 – Boa-fé e transparência
ཙ Princípio 3 – Responsabilidade e vigilância
ཙ Princípio 4 – Conformidade com as regras
ཙ Princípio 5 – Cumprimento das obrigações
ཙ Princípio 6 – Atualização técnica
ཙ Princípio 7 – Honestidade e equidade
ཙ Princípio 8 – Independência e imparcialidade
ཙ Princípio 9 – Sigilo de informações confidenciais

A seguir, iremos descrever cada um deles.

Apostila 2025 94
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Os nove princípios éticos


Princípio 01: Comportamento Ético
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ manter uma reputação sólida, ou seja, sem envolvimento em práticas que possam
causar prejuízo aos investidores, aos mercados financeiro e de capitais, ao processo
de certificação, à Anbima ou às suas instituições associadas e aderentes aos códigos
da Anbima; e
¾ atuar de maneira ética, mantendo uma postura íntegra e condizente com os
princípios estabelecidos neste código e no edital de certificação.
‰ Exemplo de infração: Um assessor certificado espalha informações falsas sobre
concorrentes nas redes sociais para atrair clientes para si. Isso prejudica a imagem do
mercado e vai contra a postura ética exigida.

Apostila 2025 95
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Os nove princípios éticos
Princípio 02: Boa-fé e transparência
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ ao exercer suas atividades, atue com transparência, diligência e lealdade, sempre
visando aos melhores interesses de investidores e clientes.
‰ Exemplo de infração: Um profissional omite taxas relevantes ao apresentar um produto
de investimento, fazendo o cliente acreditar que a rentabilidade será maior do que
realmente é.

Apostila 2025 96
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Os nove princípios éticos


Princípio 03: Responsabilidade e Vigilância
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ assumir a responsabilidade pelos seus atos, demonstrando prudência e atenção
nas suas ações, evitando qualquer tipo de negligência ou descuido.
‰ Exemplo de infração: Um assessor esquece de enviar uma ordem de resgate solicitada
pelo cliente, causando prejuízo financeiro. Isso demonstra falta de atenção e cuidado com
suas responsabilidades.

Apostila 2025 97
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Os nove princípios éticos
Princípio 04: Conformidade com as regras
Os profissionais certificados e os candidatos NÃO DEVEM:
¾ praticar atos que violem as normas e os princípios estabelecidos neste Código de
Ética, nas regulamentações vigentes e nos códigos Anbima, bem como tenha ciência
das certificações exigidas pelas instituições associadas ou aderentes para o exercício
das atividades de gestão e distribuição de investimentos.
‰ Exemplo de infração: Mesmo sabendo da proibição, um candidato usa a certificação da
ANBIMA no seu currículo antes de ser aprovado no exame, violando normas claras da
instituição.

Apostila 2025 98
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Os nove princípios éticos


Princípio 05: Cumprimento das Obrigações
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ cumprir todas as suas obrigações, empregando, no exercício de suas atividades, o
cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar à administração
dos próprios negócios.
‰ Exemplo de infração: Um profissional certificado deixa de atualizar periodicamente o
cadastro de um cliente, descumprindo obrigações regulatórias e colocando a instituição
em risco.

Apostila 2025 99
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Os nove princípios éticos
Princípio 06: Atualização Técnica
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ buscar constantemente aprimorar sua competência técnica e seu conhecimento
sobre os instrumentos, as instituições e as normas que regem os mercados
financeiro e de capitais, mantendo-se atualizado e informado sobre sua profissão e a
responsabilidade das atividades que exerce.
‰ Exemplo de infração: Um profissional que trabalha com fundos de investimento não se
atualiza sobre novas regras da CVM e, por falta de conhecimento, orienta seu cliente de
forma errada.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Os nove princípios éticos


Princípio 07: Honestidade e Equidade
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ desempenhar as atividades com os mais altos padrões de honestidade e
integridade, de forma a manter a confiança dos clientes e investidores.
‰ Exemplo de infração: Para bater metas de venda, um assessor recomenda um produto
inadequado para o perfil do cliente, agindo de forma desonesta e sem considerar o
interesse do investidor.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Os nove princípios éticos
Princípio 8: Independência e Imparcialidade
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ atuar de forma independente e imparcial, mantendo transparência em relação a
situações de potencial conflito de interesses, tanto na relação com as instituições
empregadoras quanto nas relações com os investidores.
‰ Exemplo de infração: Um assessor indica produtos de uma gestora específica porque
tem um acordo de comissão extra com ela, sem avisar seus clientes sobre esse conflito de
interesse.

Apostila 2025 102


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Os nove princípios éticos


Princípio 9: Sigilo de Informações Confidenciais
Os profissionais certificados e os candidatos devem:
¾ manter o sigilo de informações confidenciais, inclusive daquelas fornecidas pela
Anbima.
‰ Exemplo de infração: Um candidato que fez a prova da ANBIMA divulga em grupos de
WhatsApp questões específicas do exame, violando o sigilo exigido no processo de
certificação.

Apostila 2025 103


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Regras Gerais de Conduta
Candidatos
As REGRAS DE CONDUTA PARA OS CANDIDATOS são:
¾ devem agir de forma honesta, evitando qualquer tipo de comportamento
desonesto, fraudulento, enganoso ou falso;
¾ nunca devem oferecer, solicitar ou aceitar qualquer tipo de presente, benefício ou
compensação, com o objetivo de obter vantagens ilícitas no processo de certificação,
conforme as regras do edital.
¾ nunca devem se apropriar ou compartilhar o conteúdo dos exames, pois essa
conduta configura fraude ao processo de certificação, conforme edital;
¾ não devem utilizar durante os exames qualquer tipo de equipamento eletrônico
de comunicação;
¾ não podem assumir falsa identidade ou atribuir a outra pessoa uma identidade
falsa, na realização dos exames de certificação, com o intuito de obter benefícios
pessoais;
¾ não podem se apresentar como pessoa certificada antes de obter a certificação
ou utilizar certificação vencida;
¾ devem respeitar os demais candidatos envolvidos na realização dos exames.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regras Gerais de Conduta


Pessoas Certificadas
As pessoas certificadas devem conhecer e cumprir todas as obrigações aplicáveis às suas
atividades, seguir as leis, as normas, as regulamentações e o edital dos exames de
certificação. Devem ainda seguir as seguintes regras:
¾ Nunca praticar conduta desonesta, fraudulenta, enganosa ou falsa, devendo zelar
pela sua reputação profissional, integridade e competência.
¾ Nunca adotar condutas que possam prejudicar a imagem da Anbima. É importante
sempre valorizar a reputação e a integridade da Associação.
¾ Atuar de forma transparente e buscar soluções adequadas para evitar conflitos
prejudiciais à Anbima, ao mercado financeiro e de capitais e ao investidor.
¾ Nunca praticar atos que possam comprometer a integridade dos mercados
financeiro e de capitais e de seus participantes, devendo atuar de acordo com os
princípios éticos e evitar qualquer conduta prejudicial ao mercado.
¾ No contexto da atuação profissional, não devem oferecer, solicitar ou aceitar
qualquer tipo de presente, benefício ou compensação que possa comprometer sua
reputação e integridade.

Apostila 2025 105


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regras Gerais de Conduta
Pessoas Certificadas: CFG
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A certificação CFG (Certificação ANBIMA de Fundamentos de Gestão) não é um requisito
obrigatório para exercer qualquer função específica, mas é necessária para obter as
certificações CGA e CGE, que são, respectivamente, a Certificação de Gestores ANBIMA
(CGA) e Certificação de Gestores ANBIMA para Fundos Estruturados (CGE). Portanto, se o
profissional tiver apenas a certificação CFG, qualquer violação das regras relacionadas
diretamente à sua atividade profissional não será considerada uma infração a este código.
No entanto, isso não significa que o profissional com a CFG esteja livre de cumprir as
normas deste documento no que diz respeito ao processo de certificação e atualização
de certificação. O profissional ainda deve seguir os princípios éticos estabelecidos neste
código.

Apostila 2025 106


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Deveres de profissionais
Profissionais com CPA-10, CPA-20 e CEA
Além das regras explicitadas anteriormente, quem têm CPA-10, CPA-20 e CEA deve:
¾ verificar se os produtos, serviços e operações são adequados ao perfil de cada
investidor e investidora, levando em consideração suas necessidades e seus
objetivos (suitability);
¾ adotar, no limite de suas atribuições os melhores esforços para garantir que
materiais produzidos para investidores e investidoras sejam claros e compreensíveis,
evitando qualquer confusão quanto ao conteúdo e priorizando as informações
essenciais para que tomem decisões;
¾ direcionar sua atuação pelos princípios da liberdade de iniciativa e da livre
concorrência, evitando práticas ligadas à concorrência desleal ou a condições não
equitativas, respeitando os princípios de livre negociação;
¾ fornecer aos investidores e às investidoras informações claras e inequívocas sobre
os riscos e as consequências dos produtos de investimento oferecidos.
‰ IMPORTANTE: O profissional não deve expressar opiniões ou fazer previsões sem ter
certeza de que as informações nas quais se baseou estão corretas e possuem
fundamentos técnicos. Além disso, não deve fazer promessas de rentabilidade, garantia
de resultados futuros ou afirmar que não há riscos nos produtos de investimento.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Deveres de profissionais
Profissionais com CGA e CGE
Além das regras explicitadas anteriormente, profissionais que têm a CGA e a CGE devem:
¾ ter certeza de que suas opiniões ou previsões estão baseadas em informações
técnicas e confiáveis.
¾ comunicar de maneira clara e precisa quais são as opiniões pessoais, os fatos e as
projeções concretas ao apresentar investimentos para clientes.
¾ transmitir com transparência os resultados financeiros para clientes e mercado,
para que recebam informações, precisas, claras e completas.
¾ informar os investidores e as investidoras sobre os possíveis riscos envolvidos nas
recomendações de investimentos, quando aplicável à atividade exercida.
¾ evitar práticas que possam prejudicar a relação de confiança com clientes.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

1.4 Prevenção a Lavagem de Dinheiro


& Financiamento ao Terrorismo (PLD-FT)
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Lavagem de Dinheiro (PLD-FT)
Conceito
Em 1988, através da Convenção de Viena, iniciou-se o debate sobre como a Lavagem de
Dinheiro estava diretamente interligado com o tráfico ilícito de entorpecentes e de
substâncias psicotrópicas, como problema social. Diante disso, a Lavagem de Dinheiro
passou a ser um esforço internacional para coibir esse crime, já que, se o criminoso não
conseguisse utilizar os recursos ilícitos, haveria uma diminuição deste crime.
Mas qual a definição de LAVAGEM DE DINHEIRO? Ele é o processo pelo qual o criminoso
transforma, recursos obtidos através de ATIVIDADES ILEGAIS, em ativos com uma origem
APARENTEMENTE LEGAL, ou seja, caracteriza-se como crimes de lavagem de dinheiro
ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou
propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de
infração penal.
No Brasil, este crime está expresso na Lei 9.613/98 (com alteração pela Lei 12.683/12), e
visam garantir que as instituições financeiras, joalherias, concessionárias de veículos entre
outras, cumpram o seu papel no combate e na prevenção à lavagem de dinheiro. No
âmbito do sistema financeiro, as principais normas regulatórios são do Banco Central
(Circular 3.978) e da CVM (Resolução CVM 50/21 – no âmbito do mercado de valores
mobiliários).
Apostila 2025 110
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro (PLD-FT)


Bacen e CVM
Conforme mencionamos, o Banco Central e CVM também fazem parte da fiscalização e
combate a lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, no qual chamaremos a
partir de agora de PLD-FT (Prevenção a Lavagem de Dinheiro & Financiamento do
Terrorismo).
As regras do Bacen, através da circular 3.978, dispõe sobre a política, os procedimentos e
os controles internos a serem adotados pelas instituições autorizadas a funcionar pelo
Banco Central do Brasil visando à prevenção da utilização do sistema financeiro para a
prática dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, de que trata a
Lei nº 9.613/98 e de financiamento do terrorismo, previsto na Lei nº 13.260/16.
A CVM, através da Resolução CVM 50/21, dispõe sobre a PLD-FT no âmbito do mercado
de valores mobiliários; o estabelecimento da política de PLD-FT, da avaliação interna de
risco e de regras, procedimentos e controles internos; a identificação e o cadastro de
clientes, assim como as diligências contínuas visando à coleta de informações
suplementares e, em especial, à identificação de seus respectivos beneficiários finais; o
monitoramento, a análise e a comunicação das operações e situações mencionadas nesta
Instrução; e o registro de operações e manutenção de arquivos.

Apostila 2025 111


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro (PLD-FT)
COI: As 3 fases
O crime de Lavagem de Dinheiro ocorre em três etapas basicamente, no qual, muitas
vezes, não são tão simples de se identificar, pois os criminosos acabam fazendo diversas
operações de lavagem de dinheiro e não apenas uma. Estas etapas são chamadas de:
ཙ (1) COLOCAÇÃO: Essa é a primeira etapa e os criminosos têm como objetivo
inserir o dinheiro no sistema financeiro. Eles tentam dificultar a identificação da
procedência do dinheiro, com técnicas como: fracionar os valores em pequenos
depósitos, compra de bens ou de instrumentos negociáveis, utilização de
estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie.
ཙ (2) OCULTAÇÃO: A segunda etapa consiste em dificultar o rastreamento contábil
dos recursos ilícitos, quebrando a cadeia de evidências ante a possibilidade da
realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam
movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas ou
de terceiros (vulgo laranjas), preferencialmente, em países com lei de sigilo bancário;
ཙ (3) INTEGRAÇÃO: na última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao
sistema econômico. As organizações criminosas prestam serviços entre si ou buscam
investir em empreendimentos que facilitem suas atividades. Uma vez formada a
cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.

Apostila 2025 112


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613


COAF
É criado, no âmbito do Ministério da Fazenda, atual Ministério da Economia, o Conselho
de Controle de Atividades Financeiras - COAF, com a finalidade de disciplinar, aplicar
penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de
atividades ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e
entidades. Ele é o ÓRGÃO MÁXIMO NO COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO e sua
composição é feita por servidores públicos de reputação ilibada e reconhecida
competência.
Com a Lei nº 13.974, de 7 de janeiro de 2020, o COAF foi vinculado administrativamente
ao Banco Central do Brasil, mas dispondo de autonomia técnica e operacional, atuando
em todo o território nacional. Além do mercado financeiro, a fiscalização do COAF
também ocorre obrigatoriamente em outros setores, como por exemplo:
ཙ Joias, pedras e metais preciosos;
ཙ Fomento comercial (factoring);
ཙ Bens de luxo ou alto valor;
ཙ Setores que não tem regulador próprio.

Apostila 2025 113


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613
COAF: Funções
As PRINCIPAIS FUNÇÕES DO COAF são:
ཙ Tem como finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber,
examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas nesta
Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.
ཙ Deverá coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações
que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de
bens, direitos e valores.
ཙ Poderá requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais
bancárias e financeiras de pessoas envolvidas em atividades suspeitas.
ཙ Comunicará às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos
cabíveis, quando concluir pela existência de crimes previstos nesta Lei, de fundados
indícios de sua prática, ou de qualquer outro ilícito.

Apostila 2025 114


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613


Quem está sujeito ao crime?
Com a redação dada pela Lei 12.683/12, incorre na mesma pena quem:
ཙ ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de
infração penal:
ඵ os converte em ativos lícitos;
ඵ os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em
depósito, movimenta ou transfere;
ඵ importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
ཙ utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores
provenientes de infração penal;
ཙ participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua
atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.
Desta forma, todas as pessoas que participarem de alguma forma para que o crime de
Lavagem de Dinheiro ocorra, ficarão sujeitas às punições aplicáveis a este crime e diante
disto, é de suma importância que o profissional que trabalha no mercado financeiro atue
de forma extremamente diligente para que não seja enquadrado nesse crime.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613
Penalização
As pessoas sujeitas ao mecanismo de controle bem como aos administradores das
pessoas jurídicas, que deixem de cumprir as devidas obrigações, serão aplicadas,
cumulativamente ou não, pelas autoridades competentes, as seguintes sanções:
ཙ advertência;
ཙ multa pecuniária variável não superior ao:
ඵ dobro do valor da operação;
ඵ dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela
realização da operação;
ඵ valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);
ཙ inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de
administrador das pessoas jurídicas referidas no mecanismo de controle;
ཙ cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou
funcionamento.
Além das sanções acima citadas, às pessoas que incorrem do crime de Lavagem de
dinheiro, poderão também ter pena de reclusão (de 3 a 10 anos).

Apostila 2025 116


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613


Penalização
A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos na Lei 9.613 forem
cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. Mas ela
também poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou
semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por
pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente
com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações
penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens,
direitos ou valores objeto do crime.
Desta forma, percebemos que a pena poderá ser de 1 ano, pois é possível ter redução de
dois terços e que poderá chegar a 16,66 anos, pois há possibilidade de aumento de dois
terços.

Apostila 2025 117


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613
Penalização
O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei (9.613/98):
ཙ Obedecem às disposições relativas ao procedimento comum dos crimes punidos
com reclusão, da competência do juiz singular;
ཙ Independem do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda
que praticados em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos
nesta Lei a decisão sobre a unidade de processo e julgamento;
ཙ São da competência da Justiça Federal:
ඵ Quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico-
financeira, ou em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, ou de
suas entidades autárquicas ou empresas públicas;
ඵ Quando a infração penal antecedente for de competência da Justiça Federal.
O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público (MP) ou mediante representação
do delegado de polícia, ouvido o MP em 24 horas, havendo indícios suficientes de infração
penal, poderá decretar medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores do investigado
ou acusado, ou existentes em nome de interpostas pessoas, que sejam instrumento,
produto ou proveito dos crimes previstos nesta Lei ou das infrações penais antecedentes.

Apostila 2025 118


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613


Penalização
A alienação antecipada para preservação de valor de bens sob constrição será decretada
pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou por solicitação da parte
interessada, mediante petição autônoma, que será autuada em apartado e cujos autos
terão tramitação em separado em relação ao processo principal.
O requerimento de alienação deverá conter a relação de todos os demais bens, com a
descrição e a especificação de cada um deles, e informações sobre quem os detém e local
onde se encontram. Com isso, o juiz determinará a avaliação dos bens, nos autos
apartados, e intimará o Ministério Público. Feita a avaliação e dirimidas eventuais
divergências sobre o respectivo laudo, o juiz, por sentença, homologará o valor atribuído
aos bens e determinará sejam alienados em leilão ou pregão, preferencialmente
eletrônico, por valor não inferior a 75% (setenta e cinco por cento) da avaliação.
Realizado o leilão, a quantia apurada será depositada em conta judicial remunerada. Em
relação a esses depósitos, os processos dependerão se a competência for da Justiça
Federal (ou da Justiça do Distrito Federal) ou se serão de competência da Justiça dos
Estados.

Apostila 2025 119


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613
Penalização
Quando os processos forem de COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL E DA JUSTIÇA DO
DISTRITO FEDERAL, deverão seguir os seguintes critérios:
ཙ Os depósitos serão efetuados na Caixa Econômica Federal ou em instituição
financeira pública, mediante documento adequado para essa finalidade;
ཙ Os depósitos serão repassados pela Caixa Econômica Federal ou por outra
instituição financeira pública para a Conta Única do Tesouro Nacional,
independentemente de qualquer formalidade, no prazo de 24 horas; e
ཙ Os valores devolvidos pela Caixa Econômica Federal ou por instituição financeira
pública serão debitados à Conta Única do Tesouro Nacional, em subconta de
restituição.
Já nos processos de COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DOS ESTADOS:
ཙ Os depósitos serão efetuados em instituição financeira designada em lei,
preferencialmente pública, de cada Estado ou, na sua ausência, em instituição
financeira pública da União;
ཙ Os depósitos serão repassados para a conta única de cada Estado, na forma da
respectiva legislação.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613


Pessoas ligadas ao mecanismo de Controle
Sujeitam-se à lei as pessoas físicas e jurídicas que tenham, em caráter permanente ou
eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não:
ཙ A captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros;
ཙ A compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro;
ཙ A custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou
administração de títulos ou valores mobiliários.
ཙ Prestem no mercado de valores mobiliários, em caráter permanente ou eventual,
os serviços relacionados à distribuição, custódia, intermediação, ou administração de
carteiras, que são funções do ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO, GESTOR,
CUSTODIANTE e DISTRIBUIDOR INDEPENDENTE;
ཙ Os AUDITORES INDEPENDENTES no âmbito do mercado de valores mobiliários;
ཙ Bolsas de valores, seguradoras & entidades de previdência, corretoras de seguros,
administradoras de cartão de crédito, administradoras de consórcios, factorings.
ཙ Comercializem joias, pedras e metais preciosos, objetos de arte e antiguidade ou
que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis.
‫ ٱ‬OBS: Análise e classificação de risco de uma empresa por meio de uma agência de risco
(rating) não são atividades sujeitas às leis da Prevenção de Lavagem de Dinheiro (PLD-FT).

Apostila 2025 121


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613
Comunicação de Operações Financeiras
As pessoas ligadas ao mecanismo de controle deverão comunicar ao Coaf, abstendo-se de
dar ciência de tal ato a qualquer pessoa (inclusive ao cliente), NO PRAZO DE 24 (VINTE E
QUATRO) HORAS, a proposta ou realização, sendo que esta comunicação deverá ser feita
através do SISCOAF (Sistema de Controle de Atividades Financeiras).
Essas pessoas deverão comunicar ao COAF toda transação em moeda nacional ou
estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo
passível de ser convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade
competente e nos termos de instruções por esta expedidas. Segundo a circular do Banco
Central, deve ser comunicado até o próximo dia útil, além das operações suspeitas, as
seguintes operações em espécie:
ཙ as operações de depósito ou aporte em espécie ou saque em espécie de valor
igual ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);
ཙ as operações relativas a pagamentos, recebimentos e transferências de recursos,
por meio de qualquer instrumento, contra pagamento em espécie, de valor igual ou
superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); e
ཙ a solicitação de provisionamento de saques em espécie de valor igual ou superior
a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

Apostila 2025 122


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613


Manutenção dos Registros
As pessoas sujeitas ao mecanismo de controle devem:
ཙ identificar seus clientes e manter cadastro atualizado, nos termos da lei;
ཙ manter registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e
valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser
convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente;
ཙ devem adotar políticas, procedimentos e controles internos, compatíveis com seu
porte e volume de operações, que lhes permitam atender ao disposto da Lei, na
forma disciplinada pelos órgãos competentes;
ཙ devem cadastrar-se e manter seu cadastro atualizado no órgão regulador ou
fiscalizador e, na falta deste, no COAF, na forma e condições por eles estabelecidas;
ཙ devem atender às requisições formuladas pelo COAF na periodicidade, forma e
condições por ele estabelecidas, cabendo-lhe preservar, nos termos da lei, o sigilo
das informações prestadas.
‫ ٱ‬OBS: Os cadastros e registros deverão ser conservados durante o período mínimo de
cinco anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação, prazo este
que poderá ser ampliado pela autoridade competente. Com isso, o banco central
ampliou esse prazo para DEZ ANOS para as pessoas que ele fiscaliza.

Apostila 2025 123


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613
Disposições Gerais
A AUTORIDADE POLICIAL e o MINISTÉRIO PÚBLICO TERÃO ACESSO, exclusivamente, aos
dados cadastrais do investigado que informam qualificação pessoal, filiação e endereço,
INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, mantidos pela Justiça Eleitoral, pelas
empresas telefônicas, pelas instituições financeiras, pelos provedores de internet e pelas
administradoras de cartão de crédito.
Além disso, os encaminhamentos das instituições financeiras e tributárias em resposta às
ordens judiciais de quebra ou transferência de sigilo deverão ser, sempre que
determinado, em meio informático, e apresentados em arquivos que possibilitem a
migração de informações para os autos do processo sem redigitação.

Apostila 2025 124


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20


Circular 3.978/20
A circular 3.978 do Bacen, que entrou em vigor em 2020, compilou diversas circulares,
mas também “desengessou” o modelo controles sobre a PLD-FT a serem adotados pelas
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Agora as próprias
instituições financeiras devem implementar e manter uma política formulada com base
em princípios e diretrizes que busquem prevenir a utilização da sua instituição financeira
para práticas desses crimes. Essa política deve ser compatível com os perfis de risco:
ཙ dos clientes
ཙ da instituição,
ཙ das operações, transações, produtos e serviços; e
ཙ dos funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados.
Esta nova política deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração da instituição ou,
na falta deste, por sua diretoria. Além disso, esta circular exige a criação de uma estrutura
de governança para assegurar o cumprimento da referida política, DEVENDO SER
INDICADO AO BACEN O DIRETOR RESPONSÁVEL PELO CUMPRIMENTO DAS NOVAS
OBRIGAÇÕES INTRODUZIDAS POR ESSA CIRCULAR. Vale ressaltar que o diretor
mencionado pode desempenhar outras funções na instituição, desde que não haja
conflito de interesses.

Apostila 2025 125


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20
Avaliação de Efetividade
A política referida anteriormente deve contemplar, no mínimo a:
ཙ Avaliação interna de risco e a avaliação de efetividade;
ཙ Definição de papéis e responsabilidades para o cumprimento das obrigações;
ཙ Definição de procedimentos voltados à avaliação e à análise prévia de novos
produtos e serviços, bem como da utilização de novas tecnologias, tendo em vista o
risco de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo;
ཙ Verificação do cumprimento da política, dos procedimentos e dos controles
internos de que trata esta Circular, bem como a identificação e a correção das
deficiências verificadas;
ཙ Promoção de cultura organizacional de prevenção à lavagem de dinheiro e ao
financiamento do terrorismo, contemplando, inclusive, os funcionários, os parceiros
e os prestadores de serviços terceirizados;
ཙ Seleção e a contratação de funcionários e de prestadores de serviços
terceirizados, tendo em vista o risco de lavagem de dinheiro e de financiamento do
terrorismo; e
ཙ Capacitação dos funcionários sobre o tema da prevenção à lavagem de dinheiro e
ao financiamento do terrorismo, incluindo os funcionários dos correspondentes no
País que prestem atendimento em nome das instituições mencionadas na legislação.
Apostila 2025 126
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20


Avaliação de Efetividade
A AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE citada anteriormente, significa que as instituições devem
avaliar a efetividade da política, dos procedimentos e dos controles internos. Esta
avaliação deve ser documentada em relatório específico e deve ser
ཙ elaborado anualmente, com data-base de 31 de dezembro; e
ཙ encaminhado, para ciência, até 31 de março do ano seguinte ao da data-base:
ඵ ao comitê de auditoria, quando houver; e
ඵ ao conselho de administração ou, se inexistente, à diretoria da instituição.
Este relatório deve conter informações que descrevam:
ཙ a metodologia adotada na avaliação de efetividade;
ཙ os testes aplicados;
ཙ a qualificação dos avaliadores; e
ཙ as deficiências identificadas.

Apostila 2025 127


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20
Conheça o seu Cliente (KYC)
O Cadastro de Clientes é elemento chave para fins de Prevenção e Combate à Lavagem de
Dinheiro, sendo o dossiê do cliente suporte e subsídio importantes nas análises de
operações dos clientes com a instituição. Caso o cliente se negue a fornecer informações,
a instituição financeira não deve aceitá-lo.
O procedimento de CONHEÇA SEU CLIENTE, em inglês “Know Your Customer” (KYC), é
feito junto com o cadastro, buscando identificar e conhecer a origem e constituição do
patrimônio e dos recursos financeiros do cliente, reduzindo a possibilidade dos bancos se
tornarem veículos ou vítimas de crimes financeiros. São procedimentos que devem ser
realizados na forma de uma due dilligence sobre o cliente, com o objetivo de conhecer
detalhes da sua vida pessoal e profissional, dando maior segurança às informações
apresentadas pelo cliente na Ficha Cadastral.
Este documento deverá ser atualizado no prazo máximo a cada dois (2) anos e DEVERÃO
SER CONSERVADOS DURANTE O PERÍODO MÍNIMO DE 10 (DEZ) ANOS A PARTIR DO
ENCERRAMENTO DA CONTA OU DA CONCLUSÃO DA TRANSAÇÃO.

Apostila 2025 128


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20


Processo de Identificação dos Clientes
As pessoas ligadas ao mecanismo de Controle devem implementar procedimentos
destinados a conhecer seus clientes, incluindo procedimentos que assegurem a devida
diligência na sua identificação, qualificação e classificação. Esses procedimentos devem
ser compatíveis com:
ཙ o perfil de risco do cliente, contemplando medidas reforçadas para clientes
classificados em categorias de maior risco, de acordo com a avaliação interna de risco;
ཙ a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo;
ཙ a avaliação interna de risco.
Além disso, as instituições financeiras deverão identificar seus clientes, representantes e
manter cadastro atualizado, nos termos de instruções emanadas das autoridades
competentes. Tratando de investidor Pessoa Jurídica, as informações cadastrais devem
abranger as pessoas naturais autorizadas a representá-los, todos seus controladores,
diretos e indiretos, e as pessoas naturais que sobre eles tenham influência significativa,
até alcançar a pessoa natural caracterizada como beneficiário final (salve exceções, por
exemplo, empresas S/A de capital aberto).

Apostila 2025 129


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20
Conhecimento dos Funcionários & Parceiros
As instituições financeiras devem implementar procedimentos destinados a conhecer seus
funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados, incluindo procedimentos
de identificação e qualificação, devendo esses procedimentos serem compatíveis com a
política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e com a
avaliação interna de risco aprovada pela sua diretoria.
As instituições referidas também devem classificar as atividades exercidas por seus
funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados nas categorias de risco
definidas na avaliação interna de risco e quando forem terceiros não sujeitos a
autorização para funcionar do Banco Central do Brasil, participantes de arranjo de
pagamento do qual a instituição também participe, devem:
ཙ ter informações que possam compreender a natureza da atividade e da reputação;
ཙ verificar se o terceiro foi objeto de investigação ou de ação de autoridade
supervisora relacionada com LD-FT;
ཙ quando for o caso, certificar que o mesmo tem licença do instituidor para operar;
ཙ conhecer os controles adotados pelo terceiro relativos à PLD-FT;
ཙ dar ciência do contrato ao diretor responsável.

Apostila 2025 130


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20


Registro das Operações
As instituições financeiras devem manter registros de todas as operações realizadas,
produtos e serviços contratados, inclusive saques, depósitos, aportes, pagamentos,
recebimentos e transferências de recursos, devendo conter, no mínimo, as seguintes
informações sobre cada operação:
ཙ Tipo;
ཙ Valor, quando aplicável;
ཙ Data de realização;
ཙ Nome;
ཙ Nome e número de inscrição no CPF ou no CNPJ do titular e do beneficiário da
operação, no caso de pessoa residente ou sediada no País; e;
ཙ Canal utilizado.
As instituições financeiras devem requerer dos sacadores clientes e não clientes
solicitação de provisionamento com, no mínimo, três dias úteis de antecedência, das
operações de saque, inclusive as realizadas por meio de cheque ou ordem de pagamento,
de valor igual ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Vale ressaltar que devem
manter registro de todas as operações, inclusive nas situações em que a operação ocorrer
no âmbito da mesma instituição.

Apostila 2025 131


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20
Análise de Operações e Situações Suspeitas
As instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem implementar
procedimentos de análise das operações e situações selecionadas por meio dos
procedimentos de monitoramento e seleção, com o objetivo de caracterizá-las ou não
como suspeitas de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo. Diante disso:
ཙ O período para a execução dos procedimentos de análise das operações e
situações selecionadas não pode exceder o prazo de quarenta e cinco dias, contados
a partir da data da seleção da operação ou situação.
ཙ A análise mencionada deve ser formalizada em dossiê, independentemente da
comunicação ao Coaf sobre as operações ou situações suspeitas de lavagem de
dinheiro e de financiamento do terrorismo.
É vedado a esta análise a contratação de terceiros para sua realização e ela não poderá ser
realizada no exterior. Vale ressaltar que a vedação mencionada não inclui a contratação
de terceiros para a prestação de serviços auxiliares à análise referida.

Apostila 2025 132


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – Bacen Circular 4.001/20


Operações Suspeitas (I)
Através da Carta Circular Nº 4.001, o Bacen divulga uma relação de operações e situações
que podem configurar indícios de ocorrência dos crimes de lavagem de dinheiro. A lista é
muito vasta, mas também muito interessante de ser lida, pois ela é construída através de
casos reais. Diante de tantos exemplos, selecionamos os que entendemos serem os mais
relevantes:
ཙ Depósitos, aportes, saques, pedidos de provisionamento para saque ou qualquer
outro instrumento de transferência de recursos em espécie, que apresentem
atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a
sua capacidade financeira;
ཙ Depósitos ou aportes em espécie em contas de clientes que exerçam atividade
comercial relacionada com negociação de bens de luxo ou de alto valor, tais como
obras de arte, imóveis, barcos, joias, automóveis ou aeronaves;
ཙ Depósitos ou aportes em espécie com cédulas úmidas, malcheirosas, mofadas, ou
ainda que apresentem marcas, símbolos ou selos desconhecidos, empacotadas em
maços desorganizados e não uniformes;
ཙ Depósitos em espécie relevantes em contas de servidores públicos e de qualquer
tipo de Pessoas Expostas Politicamente (PEP);

Apostila 2025 133


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – Bacen Circular 4.001/20
Operações Suspeitas (II)
(...) continuação:
ཙ Abertura, movimentação de contas ou realização de operações por detentor de
procuração ou de qualquer outro tipo de mandato;
ཙ Aumentos substanciais no volume de depósitos ou aportes em espécie dentro de
curto período de tempo, a destino não relacionado com o cliente;
ཙ Fragmentação de depósitos ou outro instrumento de transferência de recurso em
espécie, inclusive boleto de pagamento, de forma a dissimular o valor total da
movimentação;
ཙ Movimentação em espécie, que apresentem atipicidade em relação à atividade
econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade financeira;
ཙ Oferecimento de informação falsa;
ཙ Operações realizadas com a aparente finalidade de gerar perda ou ganho para as
quais falte, objetivamente, fundamento econômico ou legal;
ཙ Representação de diferentes pessoas jurídicas ou organizações pelos mesmos
procuradores ou representantes legais, sem justificativa razoável para tal ocorrência;
ཙ Resistência ao fornecimento de informações necessárias para o início de
relacionamento ou para a atualização cadastral.

Apostila 2025 134


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – Bacen Circular 4.001/20


Operações Suspeitas (III)
(...) continuação:
ཙ Informação de mesmo endereço residencial ou comercial por pessoas naturais,
sem demonstração da existência de relação familiar ou comercial;
ཙ Negociações de moeda estrangeira em espécie ou de cheques de viagem
denominados em moeda estrangeira, que não apresentem compatibilidade com a
natureza declarada da operação;
ཙ Negociações envolvendo taxas de câmbio com variação significativa em relação às
praticadas pelo mercado;
ཙ Saques em espécie de conta que receba diversos depósitos por transferência
eletrônica de várias origens em curto período de tempo;
ཙ Registro de mesmo endereço de e-mail ou Internet Protocol (IP) por pessoas
naturais ou jurídicas, sem justificativa razoável para tal ocorrência.
Este são alguns de tantos exemplos que criminosos utilizam para burlar o sistema. Vale
ressaltar que, estes atos quando justificáveis, não caracterizam como operações suspeitas,
como por exemplo, se houver uma enchente em uma cidade e um marceneiro depositar
R$ 2.000,00 em notas molhadas um dia depois, isso não deverá ser considera como uma
operação suspeita.

Apostila 2025 135


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – CVM 50/21
Resolução CVM 50/21
Já a CVM, através Resolução nº 50, de 31 de agosto de 2021, também dispôs sobre a
prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da
proliferação de armas de destruição em massa (PLD/FT), mas no âmbito do mercado de
valores mobiliários.
O ponto mais central desta resolução, está na definição de palavras, como por exemplo:
ཙ CLIENTE ATIVO: o cliente que nos últimos 12 (doze) meses tenha:
ඵ Efetuado movimentação, na sua conta-corrente ou na sua posição de custódia;
ඵ Realizado operação no mercado de valores mobiliários; ou
ඵ Apresentado saldo em sua posição de custódia.
ཙ Investidor: pessoa natural ou jurídica, fundo ou veículo de investimento coletivo
ou o investidor não residente em nome do qual são efetuadas operações com
valores mobiliários.
ཙ Beneficiário Final: pessoa natural ou pessoas naturais que, em conjunto,
possuam, controle ou influenciem significativamente, direta ou indiretamente, um
cliente em nome do qual uma transação esteja sendo conduzida ou dela se
beneficie. Vale ressaltar que, se equivalem ao beneficiário final, para fins da presente
norma, os seus prepostos, procuradores ou representantes legais.

Apostila 2025 136


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PLD-FT – CVM 50/21


Cadastro e Identificação de Beneficiário Final
As pessoas ligadas ao mecanismo de controle de PLD-FT que tenham relacionamento
direto com o investidor devem identificá-lo, manter seu cadastro atualizado. Elas devem
continuamente difundir perante seus clientes a importância da manutenção de seus
dados cadastrais atualizados, disponibilizando canais para que esses investidores e seus
representantes, conforme o caso, comuniquem quaisquer atualizações, observado que o
cadastro deve constar declaração, datada e assinada pelo investidor de o mesmo se
compromete a informar, no prazo de 10 (dez) dias, quaisquer alterações que vierem a
ocorrer nos seus dados cadastrais.
Vale ressaltar que as informações cadastrais relativas a clientes classificados como pessoa
jurídica, exceto pessoas jurídicas com valores mobiliários de sua emissão admitidos à
negociação em mercado organizado e os fundos de investimento registrados na CVM,
devem abranger as pessoas naturais autorizadas a representá-los, todos seus
controladores, diretos e indiretos, e as pessoas naturais que sobre eles tenham influência
significativa, até alcançar a pessoa natural caracterizada como beneficiário final. O
percentual de participação mínimo que caracteriza o controle direto ou indireto,
observado que, exclusivamente para fins de cumprimento da lei, o percentual não pode
ser superior a 25% (vinte e cinco por cento) da participação.

Apostila 2025 137


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PLD-FT – CVM 50/21
Cadastro e Identificação de Beneficiário Final
Existem casos no qual NÃO É NECESSÁRIO à obrigação de identificação da pessoa natural
caracterizada como beneficiário final, como por exemplo::
ཙ a pessoa jurídica constituída como companhia aberta no Brasil.
ཙ instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN.
ཙ seguradoras, EAPCs, EFPcs e RPPS.
ཙ alguns tipo de investidores não residentes, como por exemplo os bancos
centrais, instituições financeiras, seguradoras e companhias abertas.
ཙ fundos e clubes de investimento nacionais registrados, desde que:
ඵ não seja fundo exclusivo, ou seja, FUNDO EXCLUSIVO PRECISA;
ඵ obtenham recursos de investidores com o propósito de atribuir o
desenvolvimento e a gestão de uma carteira de investimento a um gestor
qualificado que deve ter plena discricionariedade na representação e na tomada
de decisão junto às entidades investidas, não sendo obrigado a consultar os
cotistas para essas decisões e tampouco indicar os cotistas ou partes a eles
ligadas para atuar nas entidades investidas; e
ඵ seja informado o número do CPF/MF ou CNPJ de todos os cotistas para a RFB na
forma definida em regulamentação específica daquele órgão.

Apostila 2025 138


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro
Conselho de Segurança das Nações Unidas
A LEI 13.810 dispõe sobre o cumprimento de sanções impostas por resoluções do
Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), incluída a indisponibilidade de ativos
de pessoas naturais e jurídicas e de entidades, e a designação nacional de pessoas
investigadas ou acusadas de terrorismo, de seu financiamento ou de atos a ele
correlacionados; e revoga a Lei nº 13.170, de 16 de outubro de 2015.
Esta lei faz com que às instituições reguladas pela CVM e pelo BACEN devam:
ཙ monitorar listas de sanções CSNU;
ཙ dispor de controles aptos a efetivar imediatamente bloqueio de ativos; e
ཙ comunicar imediatamente a indisponibilidade de ativos e as tentativas de sua
transferência ao BACEN ou CVM (conforme aplicável), ao Ministério da Justiça e
Segurança Pública e ao Coaf.
Da mesma forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também deve ser
comunicado sem demora sempre que, por qualquer razão, a instituição regulada deixar
de dar cumprimento imediato às medidas de indisponibilidade determinadas pelo CSNU
ou designadas por seus comitês de sanções.

Apostila 2025 139


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lavagem de Dinheiro
Pessoas Expostas Politicamente (PEP)
São consideradas Pessoas Expostas Politicamente (PEP) aquelas que desempenham ou
tenham desempenhado, nos últimos 5 (cinco) anos, cargos, empregos ou funções
públicas relevantes, no Brasil ou em outros países, territórios e dependências
estrangeiros, assim como seus representantes, familiares (parentes, na linha direta, até o
segundo grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada) e outras
pessoas de seu relacionamento próximo.
As instituições financeiras devem obter de seus clientes permanentes informações que
permitam caracterizá-los ou não como PEP e identificar a origem dos fundos envolvidos
nas transações dos clientes assim caracterizados, devendo dedicar especial atenção com
pessoas politicamente expostas oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado
número de transações financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade
étnica, linguística ou política.
O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do
Terrorismo (GAFI/FATF), organismo internacional no qual o Coaf representa o Brasil,
enaltece que as medidas envolvendo PEP são preventivas e não devem ser interpretadas
como uma forma de classificar PEP como pessoas com potencial de se envolver em
atividade suspeita.
Apostila 2025 140
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lavagem de Dinheiro
Exemplos de PEP
PESSOAS NO BRASIL QUE SEJAM: PESSOAS NO EXTERIOR QUE SEJAM:
I – Ministros, Deputados e Senadores; I – Chefes de estado ou de governo;
II – Presidente, Vice-presidente e Diretor de II – Políticos de escalões superiores;
entidades da administração pública ou de III – Ocupantes de cargos
economia mista; governamentais de escalões superiores;
III - Membros do STF e tribunais superiores; IV – Oficiais generais e membros de
IV - Membros do Conselho Nacional do escalões superiores do poder judiciário;
Ministério Público; V – Executivos de escalões superiores de
V - Membros do TCU União; empresas públicas;
VI - Presidentes e Tesoureiros de partidos VI – Dirigentes de partidos políticos.
políticos;
VII – Governadores, Deputados, Prefeitos e
Vereadores.

Apostila 2025 141


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
1.5 Normas & Padrões Éticos
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Controles Internos: Resolução CMN 4.968/21


Conceito
A Resolução CMN 4.968/21 dispõe sobre os sistemas de controles internos das
instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Bacen, não se
aplicando às administradoras de consórcio e às instituições de pagamento autorizadas,
que devem observar a regulamentação emanada do Bacen, no exercício de suas
atribuições legais.
Um ponto relevante desta resolução é que as instituições devem designar perante o
Banco Central do Brasil diretor responsável pelo cumprimento do previsto nesta
Resolução e que, esse diretor mencionado poderá desempenhar outras funções na
instituição, desde que não haja conflito de interesses.

Apostila 2025 143


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Controles Internos: Resolução CMN 4.968/21
Segregação de Atividades
A Segregação de atividades ocorre para evitar possíveis conflitos de interesses, diante
disso, as instituições devem implementar e manter sistemas de controles internos
compatíveis com a sua natureza, o seu porte, a sua complexidade, a sua estrutura, o seu
perfil de risco e o seu modelo de negócio. Com isso, os sistemas de controles internos
devem ter como finalidade o atingimento de três objetivos, que são objetivos de:
ཙ DESEMPENHO: relacionado à eficiência e à efetividade no uso dos recursos nas
atividades desenvolvidas;
ཙ INFORMAÇÃO: relacionado à divulgação voluntária ou obrigatória, interna ou
externa, de informações financeiras, operacionais e gerenciais, que sejam úteis para
o processo de tomada de decisão; e
ཙ CONFORMIDADE: relacionado ao cumprimento de disposições legais,
regulamentares e previstas em políticas e códigos internos.
Vale ressaltar que CONFLITO DE INTERESSE pode ser considerado como “A situação
gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa comprometer o
interesse coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função
pública”, ou seja, são situações onde o julgamento e/ou atitude da pessoa possa estar
distorcida em favor de outros interesses, em detrimento do objetivo primário.

Apostila 2025 144


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Controles Internos: Resolução CMN 4.968/21


Segregação de Atividades
Com relação às características essenciais, os sistemas de controles internos devem:
ཙ ser contínuos e efetivos, definindo as atividades de controle para todos os níveis
de negócios e para todos os riscos aos quais a instituição está exposta;
ཙ integrar as atividades rotineiras das áreas relevantes da instituição; e
ཙ ser revisados e atualizados periodicamente.
Já com relação aos sistemas de controles internos, eles devem prever aspectos
relacionados à cultura de controle; identificação e à avaliação de riscos; atividades de
controle e segregação de funções; informação e à comunicação; e ao monitoramento.
A legislação também coloca como ponto primordial a construção de Relatórios Periódicos
que devem ser submetido ao conselho de administração ou, se inexistente, à Diretoria,
bem como às auditorias interna e externa da instituição. Desta forma, deve haver um
acompanhamento sistemático das atividades relacionadas com os sistemas de controles
internos que deve ser objeto de relatório anual, contendo a avaliação sobre a adequação
e a efetividade dos sistemas de controles internos; as recomendações a respeito de
eventuais deficiências, com o estabelecimento de cronograma de saneamento, quando
for o caso; e a manifestação dos responsáveis pelas correspondentes áreas a respeito das
deficiências encontradas e das medidas efetivamente adotadas para saná-las.
Apostila 2025 145
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Controles Internos: Resolução CMN 4.968/21
Segregação de Atividades
Como último ponto, devemos falar da responsabilidade da Administração. A legislação diz
que a Diretoria e o Conselho de Administração devem se envolver ativamente na
definição dos sistemas de controles internos, mediante:
ཙ a promoção de elevados padrões éticos e de integridade;
ཙ o estabelecimento de cultura organizacional com ênfase na relevância dos
sistemas de controles internos e no engajamento de cada funcionário no processo de
controle interno;
ཙ a manutenção de estrutura organizacional adequada para garantir a qualidade e a
efetividade dos sistemas e processos de controles internos; e
ཙ a garantia de recursos adequados e suficientes para o exercício das atividades
relacionadas aos sistemas de controles internos, de forma independente, objetiva e
efetiva.

Apostila 2025 146


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Controles Internos: Resolução CMN 4.968/21


Segregação de Atividades
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO É RESPONSÁVEL por garantir que:
ཙ a diretoria da instituição tome as medidas necessárias para identificar, medir,
monitorar e controlar os riscos de acordo com os níveis de riscos definidos;
ཙ as falhas identificadas sejam tempestivamente corrigidas;
ཙ a diretoria da instituição monitore a adequação e a eficácia dos sistemas de
controles internos; e
ཙ os sistemas de controles internos sejam implementados e mantidos de acordo
com o disposto nesta Resolução.
Já a DIRETORIA DA INSTITUIÇÃO É RESPONSÁVEL por:
ཙ implementar as diretrizes relativas aos sistemas de controles internos aprovadas
pelo conselho de administração; e
ཙ monitorar a adequação e eficácia dos sistemas de controle interno.
‫ ٱ‬OBS: Vale ressaltar que as instituições que não possuam conselho de administração, as
responsabilidades previstas no caput devem ser imputadas à diretoria da instituição.

Apostila 2025 147


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Controles Internos: Resolução CMN 4.968/21
Chinese Wall
O CHINESE WALL é uma estratégia na qual as instituições financeiras devem ter as
atividades que possam ter conflito de interesse SEGREGADAS. Por exemplo, uma dessas
áreas é a de administração de recursos próprios e recursos de terceiros (fundos de
investimentos), que deve ser totalmente separadas e independentes, como forma a
prevenir potenciais conflitos de interesses. Desta forma, o gestor que cuida do capital
próprio do banco, não será o mesmo que gere os recursos dos clientes.
Existem funções que poderão existir conflito de interesse, mas que não serão
solucionadas pela segregação de atividades, mas sim, pela transparência da relação. Um
desses exemplos, é a da remuneração pelo comissionamento de produtos. Para minimizar
o problema, o profissional deve informar ao cliente todos os benefícios que eles estariam
recebendo e assim, o cliente terá todas as informações para poder tomar a sua decisão.

Apostila 2025 148


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Imagem e Risco Legal


Conceito
Os investimentos não se baseiam somente nos seus riscos diretos (liquidez, crédito e
mercado), mas também nos riscos da empresa na qual se está emprestando dinheiro ou
sendo acionista. Desta forma, há dois grandes riscos que as companhias correm:
ཙ Risco de Imagem;
ཙ Risco Legal (regulação).
Para termos uma noção da importância desses dois riscos, o risco de Imagem é a maior
fonte de preocupação para os executivos norte-americanos constatado perante a edição
da pesquisa Concerns About Risks Confronting Boards, realizada pela EisnerAmper. Ela
confirma que os riscos de imagem são considerados pelos executivos como mais graves
até que os de regulação.
Tanto o risco de imagem, quanto o de regulação, podem danificar o negócio de uma
instituição de muitas formas, como por exemplo: queda no valor da ação; perda de
clientela; desaparecimento de oportunidades de negócios; multas por danos morais ou
por não cumprimento das leis.

Apostila 2025 149


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Imagem (Reputação)
Conceito
Podemos definir o Risco de Imagem (Reputação) como a possibilidade de perdas
decorrentes de a instituição ter seu nome desgastado junto ao mercado ou às
autoridades, em razão de publicidade negativa, verdadeira ou não, e os principais fatores
que podem causar esse tipo de risco são:
ཙ Fornecimento de crédito sem embasamento;
ཙ Vantagens devido a relacionamentos políticos;
ཙ Indícios de lavagem de dinheiro;
ཙ Difamação por maus-tratos a clientes como idosos;
ཙ Desrespeito ao meio ambiente;
ཙ Situação financeira instável ou vulnerável.

Apostila 2025 150


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco Legal (Regulamentação)


Conceito
Podemos definir o RISCO LEGAL como a possibilidade de perdas decorrentes de multas,
penalidades ou indenizações resultantes de ações de órgãos de supervisão e controle,
bem como perdas decorrentes de decisão desfavorável em processos judiciais ou
administrativos. Desta forma, o Risco Legal está associado ao não cumprimento das
legislações ou regulamentações vigentes, podendo ser dividido em 3 principais tipos:
ཙ Risco de legislação: Não cumprir as leis;
ཙ Risco tributário: A empresa não recolhe os devidos tributos, causando multas que
podem levar até a falência da companhia;
ཙ Risco Trabalhista: o não cumprimento com as devidas obrigações com seus
funcionários.
‫ ٱ‬EXEMPLOS: (I) Decorrente de sanções por reguladores e indenizações por danos a
terceiros por violação da legislação vigente; (II) Não recolhimento de tributos em virtude
de má interpretação da legislação aplicável; ou (III) decorrente de processos trabalhistas.

Apostila 2025 151


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)
Conceito
Além das penalizações da CVM, os profissões e os investidores no mercado de capitais,
também poderão ser sancionados através do Código Penal. Existem diversos crimes,
principalmente na parte de manipulação de ativos financeiros. Diante do nosso edital,
iremos separar em 4 grupos possíveis e suas respectivas tipificações, sendo elas:
ཙ USO INDEVIDO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA:
ඵ Insider Trading Primário & Secundário
ඵ Front Running;
ඵ Repasse de Informação Privilegiada.
ཙ MANIPULAÇÃO DO MERCADO:
ඵ Criação de condições artificiais (Money Pass)
ඵ Manipulação de preço (Spoofing, Layering & Manipulação de Benchmark)
ඵ Operações fraudulentas (Churning)
ཙ EXERCÍCIO IRREGULAR DE CARGO, PROFISSÃO, ATIVIDADE OU FUNÇÃO REGULADA
ཙ OMISSÃO IMPRÓPRIA

Apostila 2025 152


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)


Uso Indevido de Informação Privilegiada
Segundo o código penal, o crime por “USO DE INDEVIDO DE INFORMAÇÃO
PRIVILEGIADA” ocorre ao utilizar informação relevante de que tenha conhecimento,
ainda não divulgada ao mercado, que seja capaz de propiciar, para si ou para outrem,
vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiros, de valores
mobiliários. Veremos a seguir, quatro formas que uma pessoa poderá incorrer desse
crime, com as suas seguintes nomenclaturas, que são:
ཙ Insider Trading Primário;
ཙ Insider Trading Secundário;
ཙ Front Running;
ཙ Repasse de Informação Privilegiada.
Quem comete esse crime, incorrerá na pena de reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e
multa de até 3 vezes o montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime. No
entanto, a pena é aumentada em 1/3 (um terço) se o agente comete o crime valendo-se
de informação relevante de que tenha conhecimento e da qual deva manter sigilo.
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: Importante ressaltar que não é ilegal ter informações privilegiadas. O
que é ilegal é obter ganhos no mercado financeiro através destas informações.

Apostila 2025 153


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)
Insider Trading: Conceito
O crime por “Insider Trading” ocorre devido a utilização de uma informação privilegiada
(em inglês, Insider Information) de dentro da companhia, como por exemplo, uma fraude
em um balanço ou a venda da companhia a um terceiro. Essas são informações relevantes
que ainda não foram divulgadas ao público em geral e que, normalmente, somente
funcionários, familiares ou profissionais acabam tendo acesso.
Algumas dessas informações são de cunho estratégico e devem manter sigilo (negociação
de venda da companhia). Outras há o dever de divulgação ao público o mais rápido
possível, através de um fato relevante, como por exemplo, uma fraude no balanço.
Se uma dessas pessoas tiver esse tipo de informação privilegiada e utilizar para benefício
próprio, ela estará incorrendo no chamado “INSIDER TRADING PRIMÁRIO”. No entanto, o
que também pode ocorrer, é uma segunda pessoa que não tem relação direta com a
empresa, receber a informação privilegiada do “Insider primário” e a utilizar para tirar
proveito. Essa segunda pessoa estará incorrendo num “INSIDER TRADING SECUNDÁRIO”.

Apostila 2025 154


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)


Insider Trading: Exemplo
Para deixar mais claro o crime de Insider Trading, vamos trazer dois exemplos:
ཙ Exemplo 1: o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) denunciou Eike
Batista por uso de informações privilegiadas, pois ele teria vendido ações sem
informar perspectivas negativas da OSX. Segundo o MPF, o empresário obteve um
lucro de R$ 8,7 milhões ilegalmente. Com isso, Eike Batista foi denunciado pelo crime
de INSIDER TRADING PRIMÁRIO.
ཙ Exemplo 2: Gustavo, diretor da empresa XYZ, comenta a seu irmão Rodrigo, que a
sua empresa será comprada pelo dobro do valor que está sendo negociada na bolsa
de valores. Com isso, seu irmão compra as ações antes dessa notícia ser divulgada ao
mercado financeiro, tendo um lucro por esta informação privilegiada (insider
information). Após a operação, Rodrigo repassa parte do lucro ao seu irmão Gustavo.
Desta forma, por terem tido um benefício ao utilizar uma informação privilegiada,
Gustavo e Rodrigo cometeram o crime de Insider Trading. No entanto, Gustavo
(diretor) seria considerado um “INSIDER PRIMÁRIO” e Rodrigo (irmão), seria
considerado um “INSIDER SECUNDÁRIO”.

Apostila 2025 155


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)
Front Running
Das mesma forma que o Insider Trading, o Front Running (tradução literal: correr na
frente) também é uma prática ilegal de obtenção de informações privilegiadas (Insider
Information). No entanto, o que diferencia um crime do outro, é a fonte da informação
privilegiada. Enquanto que a informação do Insider Trading parte de “dentro da
companhia”, relacionada a informações que impactam no resultado da empresa, a
informação do Front Running ocorre de um pedido de execução de uma grande ordem
de um cliente, no qual impactará nos preços das ações.
O crime ocorre quando um cliente solicita a realização de uma grande ordem de compra
ou de venda de uma certo ativo financeiro e o operador, sabendo que essa ordem irá
impactar nos preços desse ativo, decide, antes de realizar a operação do cliente, se
beneficiar desta informação comprando ou vendendo para si (ou outra pessoa próxima),
“correndo na frente”, colocando assim o seu interesse pessoal acima dos clientes.
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um cliente passa uma ordem para comprar R$ 10 milhões de ações da RToro
Education S/A na bolsa de valores. O funcionário sabendo que essa ordem impactará no
preço do ativo, compra primeiro para si e depois executa a ordem do cliente. Com isso, ele
tem um retorno financeiro ilegal e cometeu o crime Front Running.

Apostila 2025 156


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)


Repasse de Informação
Outra forma de ser enquadrado pelo crime de uso indevido de informação privilegiada
está relacionada, não a utilizam para si, mas sim, ao REPASSE DE INFORMAÇÃO. O código
penal diz que “incorre na mesma pena, quem repassa informação sigilosa relativa a fato
relevante a que tenha tido acesso em razão de cargo ou posição que ocupe em emissor
de valores mobiliários ou em razão de relação comercial, profissional ou de confiança
com o emissor”.
Desta forma, por exemplo, se o diretor financeiro de uma companhia repassa uma
informação privilegiada a um amigo, ele estará incorrendo do crime de “Uso indevido de
informação privilegiada” por “REPASSE DE INFORMAÇÃO”, mesmo não sendo beneficiado
financeiramente. Caso seja beneficiado financeiramente, seria classificado por “INSIDER
PRIMÁRIO”.

Apostila 2025 157


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)
Manipulação do Mercado
Segundo a Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, ficou estabelecido crime por
“MANIPULAÇÃO DO MERCADO” quando alguém realiza operações simuladas ou executa
outras manobras fraudulentas destinadas a elevar, manter ou baixar a cotação, o preço
ou o volume negociado de um valor mobiliário, com o fim de obter vantagem indevida
ou lucro, para si ou para outrem, ou causar dano a terceiros. Quem comete esse crime,
incorrerá na pena de reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa de até 3 vezes o
montante da vantagem ilícita obtida em decorrência do crime.
Além desta Lei, como a CVM é o órgão fiscalizador dos Valores Mobiliários, a mesma veda
as práticas de criação de condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores
mobiliários, manipulação de preço, realização de operações fraudulentas e uso de práticas
não equitativa, definindo isso através da Resolução CVM 62/2022.
Com relação ao Edital da CEA, as formas cobradas de manipulação do mercado são:
ཙ CRIAÇÃO DE CONDIÇÕES ARTIFICIAIS: Money Pass;
ཙ MANIPULAÇÃO DE PREÇOS: Spoofing, Layering e Manipulação de Benchmark
ཙ OPERAÇÕES FRAUDULENTAS: Churning

Apostila 2025 158


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)


Manipulação do Mercado (Resolução CVM 62)
A Resolução CVM 62 dispõe sobre a vedação às práticas de criação de condições artificiais
de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários, manipulação de preço, realização de
operações fraudulentas e uso de práticas não equitativas, definindo os seguintes termos:
ཙ Condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários: aquelas
criadas em decorrência de negociações pelas quais seus participantes ou
intermediários, por ação ou omissão dolosa provocarem, direta ou indiretamente,
alterações no fluxo de ordens de compra ou venda de valores mobiliários;
ཙ Manipulação de preços: a utilização de qualquer processo ou artifício destinado,
direta ou indiretamente, a elevar, manter ou baixar a cotação de um valor mobiliário,
induzindo terceiros à sua compra e venda;
ཙ Operação fraudulenta: aquela em que se utilize ardil ou artifício destinado a
induzir ou manter terceiros em erro, com a finalidade de se obter vantagem ilícita de
natureza patrimonial para as partes na operação, para o intermediário ou para
terceiros.

Apostila 2025 159


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)
Manipulação do Mercado: Money Pass
O conceito de "MONEY PASS" refere-se à prática de realizar operações no mercado de
valores mobiliários com o objetivo de transferir recursos entre indivíduos de forma
acordada previamente. Essas operações podem envolver a compra e venda de ações em
lados opostos do livro de ofertas, com uma diferença de tempo muito curta entre elas. O
objetivo é criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários,
violando as normas regulatórias e podendo impactar o fluxo de ordens do mercado.
Por exemplo, suponha que o indivíduo A deseja transferir recursos para o indivíduo B. Eles
combinam de realizar uma sequência de operações de day trade, onde o indivíduo A
compra ações de uma determinada empresa e, logo em seguida, o indivíduo B vende as
mesmas ações para o indivíduo A. Esse processo pode se repetir várias vezes, com os dois
indivíduos alternando as posições de compra e venda. O objetivo é criar uma aparência de
atividade legítima no mercado, enquanto, na realidade, o objetivo principal é apenas
transferir recursos entre eles.
Normalmente, esse tipo de operação ocorre em ativos com baixa liquidez.

Apostila 2025 160


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)


Manipulação do Mercado: Spoofing
Spoofing é uma prática ilegal no mercado financeiro que envolve a criação de uma falsa
impressão de oferta ou demanda para manipular os preços dos ativos através de uma
única oferta manipuladora de grande quantidade.
Para realização dessa manipulação, os traders colocam ordens de compra ou venda com o
objetivo de enganar outros participantes do mercado, mas as cancelam antes de serem
executadas. Essas ordens são colocadas com a intenção de criar uma falsa percepção de
oferta ou demanda no mercado e após a realização da transação almejada pelo trader, ele
cancela as grandes ordens que deram a aparência de aumento de liquidez do papel,
enganando assim os demais investidores.

Apostila 2025 161


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)
Manipulação do Mercado: Layering
Da mesma forma que o Spoofing, o LAYERING também é uma prática ilegal no mercado
financeiro que envolve a criação de uma falsa impressão de oferta ou demanda para
manipular os preços dos ativos. No entanto a sua diferença está em como ele faz essa
manipulação. Diferentemente do Spoofing em que a manipulação vem através da
colocação de uma grande ordem, a manipulação do Layering vem através do
preenchimento do book de ofertas através de diversas ordens.
O operador cria várias camadas de ordens em diferentes níveis de preços, criando uma
aparência de oferta ou demanda no mercado, diminuindo assim a distância entre os
preços de compra e venda que estão no book, ou seja, ele diminui o spread entre os
compradores e vendedores através de ordens falsas.
Após a realização da transação almejada, o trader cancela suas diversas ordens que deram
a aparência de aumento de liquidez do papel, enganando assim os demais investidores.

Apostila 2025 162


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)


Manipulação do Mercado: Benchmark
A MANIPULAÇÃO DE BENCHMARKS ocorre quando há o envio deliberado de informações
falsas ou enganosas relacionadas a benchmarks ou índices. Isso pode incluir a submissão
de dados incorretos, omissão de informações relevantes ou qualquer outra prática que
tenha como objetivo manipular o cálculo ou resultado de um benchmark.
Ela pode ter diversas motivações, como obter ganhos financeiros indevidos, influenciar o
valor de produtos financeiros vinculados ao benchmark, criar uma imagem falsa da saúde
financeira de uma instituição ou distorcer o mercado de forma geral.
Essa prática é considerada ilegal e antiética, pois compromete a integridade e a
confiabilidade dos benchmarks, afetando a transparência e a eficiência dos mercados
financeiros. Reguladores e autoridades governamentais buscam identificar e punir casos
de manipulação de benchmarks, implementando medidas de vigilância e aplicando
sanções para garantir a integridade do sistema financeiro.

Apostila 2025 163


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ilícitos de Mercado (Res. CVM 62/22)
Manipulação do Mercado: Churning
O CHURNING se enquadra no conceito de operação fraudulenta, sendo uma prática no
mercado financeiro em que assessores de investimentos (AI) ou intermediários realizam
operações excessivas nas contas de clientes com o principal objetivo de gerar comissões
ou taxas para si mesmos, em vez de beneficiar o cliente.
Para caracterizar o churning, são considerados elementos como:
ཙ Giro excessivo da carteira de investimentos, à luz do perfil do cliente;
ཙ Controle sobre as operações cursadas em nome do investidor;
ཙ Intenção de gerar receitas de corretagem ou comissões.
Podemos resumir o crime de churning como sendo “a transformação do patrimônio do
cliente em corretagem ou em outros custos”, beneficiando assim o profissional que
cometeu esse tipo de crime.

Apostila 2025 164


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)


Exercício Irregular
Exercer, ainda que a título gratuito, no mercado de valores mobiliários, a atividade de
administrador de carteira, de assessor de investimento, de auditor independente, de
analista de valores mobiliários, de agente fiduciário ou qualquer outro cargo, profissão,
atividade ou função, sem estar, para esse fim, autorizado ou registrado na autoridade
administrativa competente, quando exigido por lei ou regulamento. Quem comete esse
tipo de infração, incorrerá na pena de detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Da mesma forma que uma pessoa não pode exercer a atividade de um médico sem a
devida habilitação, exercer uma dessas atividades acima também incorrerá de crime no
mercado de capitais. A CVM tem fiscalizado as atividades de diversos “digital influencers”,
pois se entende que diversos poderias estar realizando a função de analista de valores
mobiliários, dizendo que ativos deveriam ser adquiridos por estarem “baratos” ou
vendidos por estarem “caros”, mas sem a devida certificação (CNPI).

Apostila 2025 165


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Crimes no Mercado de Capitais (Lei 6.385/76)
Omissão Imprópria
Um dos crimes citados no código penal e também possível a ser aplicado no mercado de
capitais é o de OMISSÃO IMPRÓPRIA. A omissão é penalmente relevante quando o
omitente DEVIA E PODIA AGIR PARA EVITAR O RESULTADO, MAS NÃO O FEZ. Segundo a
legislação, esse dever de agir incumbe a quem:
ཙ tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
ཙ de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
ཙ com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
Perceba que este é o mesmo crime que incorre o cidadão que atropela acidentalmente e
se omite, não prestando socorros (“com seu comportamento anterior, criou o risco da
ocorrência do resultado”). Também é o crime que um médico comete, ao não prestar
socorros a uma pessoa que está infartando (“tenha por lei obrigação de cuidado, proteção
ou vigilância” e “de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado”).
Perceba que podemos ter esses mesmos fatos no mercado de capitais, como por
exemplo, quando um Analista CNPI verifica uma fraude em um balanço, mas não faz a
divulgação através de um fato relevante, se omitindo.

Apostila 2025 166


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

1.6 ASG (Ambiental, Social e Governança)


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Aspectos ASG
Introdução ao ASG
O ASG (Ambiental, Social e Governança) surgiu como uma resposta à crescente
preocupação com a sustentabilidade e à necessidade de incorporar critérios não
financeiros nas decisões empresariais e de investimento. Em 2004, o então secretário-
geral da ONU, Kofi Annan, convidou líderes de grandes instituições financeiras a
integrarem aspectos ambientais, sociais e de governança no mercado de capitais, o que
resultou no relatório "Who Cares Wins", documento que destacou a importância desses
fatores para a criação de valor sustentável.
Paralelamente, o Pacto Global da ONU incentivou empresas do mundo todo a adotar
princípios relacionados aos direitos humanos, ao meio ambiente, ao trabalho decente e
ao combate à corrupção. Esse movimento ganhou ainda mais força em 2006, com a
criação dos PRI (Princípios para o Investimento Responsável), iniciativa que orienta
investidores a considerar os fatores ASG em suas análises e decisões.
A partir de 2020, o ASG se popularizou globalmente, impulsionado pelo aumento da
conscientização sobre desafios como as mudanças climáticas, as desigualdades sociais e a
necessidade de uma gestão empresarial mais ética e transparente. Assim, o ASG
consolidou-se como um referencial essencial para promover uma abordagem empresarial
e financeira mais sustentável, responsável e resiliente.
Apostila 2025 168
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aspectos ASG
Ambiental
Os ASPECTOS AMBIENTAIS dizem respeito à forma como a empresa impacta ou protege o
meio ambiente, envolvendo o uso de recursos naturais, a gestão de resíduos e as
emissões de poluentes. Desta forma, os principais temas que envolvem o Ambiental estão
ligados a:
¾ Emissões de gases de efeito estufa;
¾ Gestão de resíduos;
¾ Uso eficiente de recursos naturais;
¾ Preservação da biodiversidade.

‰ EXEMPLOS:
¾ O desastre da Deepwater Horizon causou um dos maiores impactos ambientais da
história, com o derramamento de milhões de barris de petróleo no mar.
¾O acidente nuclear de Chernobyl gerou danos ao solo, ao ar e à vegetação, com
efeitos duradouros sobre o meio ambiente e a biodiversidade.

Apostila 2025 169


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aspectos ASG
Social
Os ASPECTOS SOCIAIS dizem respeito à forma como a empresa se relaciona com
funcionários, clientes, fornecedores e comunidades locais, envolvendo o impacto das
atividades da empresa sobre a sociedade e as pessoas que dela fazem parte. Com isso, os
principais temas que envolvem o Social estão ligados a:
¾ Direitos humanos e condições de trabalho justas;
¾ Diversidade e inclusão no ambiente de trabalho;
¾ Segurança e saúde ocupacional;
¾ Relacionamento com comunidades locais;
¾ Proteção dos dados dos clientes.

‰ EXEMPLOS:
¾ Percepção social negativa: pode gerar perda de reputação e afetar investimentos.
Empresas que violam direitos e garantias fundamentais podem ser classificadas
como expostas a risco social.
¾O acidente de Chernobyl também gerou impactos sociais, pois houve
deslocamento de milhares de pessoas e doenças causadas pela radiação

Apostila 2025 170


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aspectos ASG
Governança Corporativa
Os ASPECTOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA dizem respeito à forma como a empresa é
administrada e controlada, assegurando práticas éticas, transparentes e responsáveis na
gestão dos negócios. Com isso, os principais temas que envolvem a Governança estão
ligados a:
¾ Composição e independência do conselho de administração.
¾ Transparência na divulgação de informações.
¾ Políticas anticorrupção e de prevenção a fraudes.
¾ Proteção dos direitos dos acionistas e stakeholders.
¾Estruturas para denúncia de irregularidades.

‰ EXEMPLOS:
¾ Empresas que não possuem departamentos de compliance ou auditoria interna
estão expostas a riscos de governança;
¾ Casos de corrupção ou fraudes podem gerar perda de confiança dos investidores e
sanções legais.

Apostila 2025 171


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aspectos ASG
Conceitos de Investimentos ASG
Os INVESTIMENTOS ASG são aqueles que consideram fatores ambientais, sociais e de
governança na análise, seleção e gestão de ativos financeiros, buscando conciliar retorno
financeiro com responsabilidade socioambiental. Com isso, os principais conceitos que
envolvem os Investimentos ASG estão ligados a:
¾ Integração ASG: incorporar fatores ASG na análise financeira tradicional.
¾ Investimento temático: focar em temas como energia limpa, saúde ou educação.
¾ Investimento de impacto: buscar retorno financeiro e impacto social ou ambiental
positivo, mensurável

‰ EXEMPLOS:
¾ Investidores que avaliam emissão de carbono e práticas de diversidade antes de
investir, antecipando riscos e oportunidades;
¾ A aplicação do conceito de materialidade, onde se priorizam temas ASG com
maior impacto na performance financeira da empresa.
‰ OBS: A inclusão de fatores ASG na análise de investimentos ajuda a antecipar as
oportunidades e a gerar melhores avaliações de risco. Tem-se uma visão mais abrangente
do portfólio de investimentos, facilitando a identificação de oportunidades que muitas
vezes não são notadas utilizando somente a avaliação financeira convencional.
Apostila 2025 172
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aspectos ASG
Títulos do Segmento ASG
Um título ASG é um título de dívida cujo emissor investe em empresas com altos padrões
Ambientais, Sociais e de Governança. Podem ser emitidos por empresas, governos ou
entidades multilaterais para atrair capital para projetos cujo objetivo seja gerar um
impacto socioambiental positivo. Desta forma, podemos elencar os títulos ASG como:
¾ Títulos verdes (Green Bonds) : financiar projetos que gerem benefícios ambientais
claros, como redução de emissões de carbono ou preservação de recursos naturais.
¾ Títulos Sociais (Social Bonds): captar recursos para projetos com impacto social
positivo, principalmente para populações vulneráveis (acesso à saúde, por exemplo);
¾ Sustainability Linked Bonds: diferem dos anteriores pois não financiam um
projeto específico, mas vinculam as condições financeiras do título (como juros) ao
atingimento de metas sustentáveis pela empresa emissora, por exemplo, melhoria
em índices de diversidade ou eficiência no uso de recursos; e
¾ Títulos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável): direcionados a projetos
ou ações que contribuem para alcançar as 17 metas globais da ONU até 2030, como
a erradicação da pobreza, igualdade de gênero ou energia limpa.
¾ Títulos de Transição: apoiar empresas em setores tradicionalmente poluentes na
sua transição para modelos mais sustentáveis, mesmo que ainda não sejam
totalmente “verdes.
Apostila 2025 173
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aspectos ASG
Regulação e Autorregulação ASG
A Regulação e Autorregulação ASG definem as normas e orientações que as instituições
financeiras devem seguir para gerenciar e divulgar os riscos e oportunidades relacionados
aos aspectos Ambientais, Sociais e de Governança, tendo como objetivo:
¾ Padronizar práticas de gestão de riscos ASG.
¾ Fortalecer a transparência nas informações ao mercado.
¾ Garantir que as instituições atuem de forma responsável e sustentável.
No Brasil, as seguintes Resoluções e Instruções tratam sobre o tema:
¾ Resolução CMN 4.943/2021
¾ Resolução CMN 4.944/2021
¾ Resolução CMN 4.945/2021 – Política de Responsabilidade Social, Ambiental e
Climática (PRSAC)
¾ Resolução BCB nº 139 - Divulgação de relatório de riscos e oportunidades sociais,
ambientais e climáticas (Relatório GRSAC)
¾ Instrução Normativa BCB nº 153 - Estabelece tabelas padronizadas para fins de
divulgação de relatório de riscos e oportunidades sociais, ambientais e climáticas
(Relatório GRSAC)

Apostila 2025 174


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aspectos ASG
Resolução CMN 4.943/2021
A Resolução CMN 4.943/2021 determina que as instituições financeiras devem gerenciar
de forma integrada os riscos sociais, ambientais e climáticos. Esse gerenciamento deve
ser compatível com o porte, complexidade e modelo de negócio da instituição, e
integrado à sua governança e ao apetite de risco.
As políticas devem prever procedimentos para identificação, avaliação, monitoramento e
mitigação desses riscos, visando garantir a solidez e sustentabilidade da instituição a
longo prazo. Ou seja, essa norma reforça o papel do sistema financeiro na promoção do
desenvolvimento sustentável, alinhando-se às melhores práticas internacionais.

‰ EXEMPLO: Evita que instituições sejam expostas a perdas financeiras e reputacionais


decorrentes de eventos ASG.

Apostila 2025 175


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aspectos ASG
Resolução CMN 4.944/2021
Esta Resolução estabelece requisitos adicionais para a estrutura simplificada de
gerenciamento contínuo de riscos, com foco nos riscos social, ambiental e climático. Ela
reforça a necessidade de uma abordagem proativa e estruturada na gestão de riscos
socioambientais e climáticos, promovendo a resiliência das instituições financeiras frente
a desafios relacionados à sustentabilidade e ao desenvolvimento sustentável.
Sua principais diretrizes são:
¾ IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO dos riscos decorrentes das atividades da
instituição e de suas contrapartes, incluindo fornecedores e prestadores de serviços
relevantes.
¾ AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO dos riscos com base em critérios consistentes e
informações verificáveis.
¾ ADAPTAÇÃO do gerenciamento de riscos às mudanças políticas, legais,
regulamentares, tecnológicas ou de mercado que possam impactar a instituição.
¾ DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS DOCUMENTADOS para identificar os riscos social,
ambiental e climático como fontes significativas de outros riscos relevantes.

Apostila 2025 176


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aspectos ASG
Resolução CMN 4.945/2021
A Resolução CMN 4.945/2021 exige que instituições financeiras estabeleçam uma Política
de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática (PRSAC), formalizando o compromisso
com a gestão responsável dos riscos ASG.
A PRSAC deve ser acessível ao público, refletindo os princípios e diretrizes da instituição, e
deve ser atualizada no mínimo a cada 3 anos. Além disso, a política deve orientar a
instituição na avaliação de riscos e oportunidades socioambientais, garantindo uma
atuação que concilie rentabilidade e sustentabilidade no longo prazo.
Portanto, a PRSAC deve:
¾ Definir princípios e diretrizes para a atuação responsável da instituição.
¾ Orientar a gestão dos riscos Ambiental, Social e de Governança.
¾ Ser acessível ao público e atualizada, no mínimo, a cada 3 anos.

‰ Exemplo: A instituição precisa ter políticas claras sobre uso de recursos naturais e
respeito aos direitos humanos.

Apostila 2025 177


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aspectos ASG
Resolução BCB nº 139 e 153 – GRSAC
A Resolução BCB nº 139 estabelece a obrigatoriedade da divulgação do Relatório GRSAC –
Gestão de Riscos Social, Ambiental e Climática. Deve ser divulgado anualmente e mantido
disponível por pelo menos 5 anos, promovendo transparência e fortalecendo a confiança
de investidores, clientes e reguladores na solidez e responsabilidade das instituições
financeiras. O Relatório GRSAC deve conter informações qualitativas sobre:
¾ a governança da gestão de riscos ASG;
¾ os processos adotados;
¾ impactos reais e potenciais desses riscos no negócio da instituição.
Já a instrução Normativa BCB nº 153 complementa a Resolução nº 139, estabelecendo
tabelas padronizadas para a divulgação do Relatório GRSAC. Essas tabelas garantem que
as instituições apresentem suas informações de forma padronizada, comparável e
transparente, facilitando o entendimento e a análise por parte de stakeholders e
reguladores. Assim, assegura-se que as práticas de gestão dos riscos ASG sejam claras e
consistentes, promovendo a eficiência regulatória e alinhando o mercado brasileiro às
melhores práticas internacionais em sustentabilidade.

‰ EXEMPLO: O relatório deve detalhar como a instituição gerencia riscos como eventos
climáticos extremos ou conflitos sociais.
Apostila 2025 178
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aspectos ASG
Tabela ASG (I)
AMBIENTAL SOCIAL GOVERNANÇA
CONSERVAÇÃO DO CONSIDERAÇÃO DE PESSOAS PADRÕES PARA
MUNDO NATURAL E RELACIONAMENTOS ADMINISTRAR UMA EMPRESA
Mitigação e adaptação Políticas de inclusão Estrutura, composição, independência e
às mudanças climáticas de gênero ou diversidade diversidade do conselho
Uso de recursos naturais Políticas e relações de trabalho Estrutura do comitê de auditoria
Poluição do ar e da água Satisfação do cliente Honestidade fiscal
Privacidade e Controles internos e
Proteção da biodiversidade
segurança de dados gerenciamento de riscos
Emissão de carbono Engajamento dos funcionários Remuneração executiva
Tecnologia limpa Relações comunitárias Lobbying
Desmatamento Respeito aos direitos humanos Contribuições políticas
Eficiência Energética Normas Trabalhistas Esquemas de denúncias
Oportunidades de treinamento Estrutura para denúncias de
Gestão de Resíduos
e desenvolvimento irregularidades
Gerenciamento da cadeia Controles internos e
Escassez de água de suprimentos gerenciamento de riscos
Trabalho análogo ao escravo ou infantil Ética e transparência

Apostila 2025
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aspectos ASG
Tabela ASG (II)
AMBIENTAL SOCIAL GOVERNANÇA
CONSERVAÇÃO DO CONSIDERAÇÃO DE PESSOAS PADRÕES PARA ADMINISTRAR
MUNDO NATURAL E RELACIONAMENTOS UMA EMPRESA
ƒ Mitigação e adaptação às ƒ Políticas de inclusão de gênero ou ƒ Estrutura, composição, independência
mudanças climáticas diversidade e diversidade do conselho
ƒ Uso de recursos naturais ƒ Políticas e relações de trabalho ƒ Estrutura do comitê de auditoria
ƒ Poluição do ar e da água ƒ Satisfação do cliente ƒ Honestidade fiscal
ƒ Proteção da biodiversidade ƒ Privacidade e segurança de dados ƒ Controles internos e gerenciamento
ƒ Emissão de carbono ƒ Engajamento dos funcionários de riscos

ƒ Tecnologia limpa ƒ Relações comunitárias ƒ Remuneração executiva

ƒ Desmatamento ƒ Respeito aos direitos humanos ƒ Lobbying

ƒ Eficiência Energética ƒ Normas Trabalhistas ƒ Contribuições políticas

ƒ Gestão de Resíduos ƒ Oportunidades de treinamento e ƒ Esquemas de denúncias

ƒ Escassez de água desenvolvimento ƒ Estrutura para denúncias de


ƒ Gerenciamento da cadeia de irregularidades
suprimentos ƒ Controles internos e gerenciamento
ƒ Trabalho análogo ao escravo ou infantil de riscos
ƒ Ética e transparência

Apostila 2025 180


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Capítulo 2:
Princípios Básicos de Economia
e Finanças
181
2.1 Fundamentos de Economia
Apostila 2025 182
182
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Principais Indicadores Econômicos


Conceito
Os principais indicadores da economia brasileira e cobrados em prova são:
¾ PIB – Produto Interno Bruto;
¾ PNB – Produto Nacional Bruto;
¾ Taxa SELIC-Meta e Selic-Over;
¾ Taxa DI;
¾ TR – Taxa Referencial;
¾ PTAX – Taxa de câmbio; e
¾ IPCA e IGP-M – Índices de Inflação.

Apostila 2025 183


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PIB – Produto Interno Bruto
Conceito
O Produto Interno Bruto (PIB) é uma medida de tudo que é produzido dentro de um país
em um determinado ano, sendo considerado o melhor medidor de bem estar econômico
de uma sociedade. O economista Mankiw (2007) definiu PIB como “o valor de mercado de
todos os bens e serviços finais produzidos em um país em um dado período de tempo”.
Desta forma, é possível apresentar o PIB de forma NOMINAL (medido a preços correntes
do ano) e de forma REAL (medido a preços constantes de determinado ano, descontando
o efeito da inflação dos preços correntes).
Perceba que foi citado “valores finais” da cadeia produtiva. Isto ocorre para que não haja
um valor acima do que de fato um país produziu, excluindo da conta todos os bens e
serviços intermediários, mesmo que eles tenham contribuído para o devido cálculo. A
seguir veremos este conceito de valor agregado (ou valor adicionado), que serve para
saber o quanto cada produtor contribuiu individualmente para o PIB do país.
Para chegarmos nesse valor, é possível calcular através de três maneiras, que são:
¾ Ótica do Consumo (Dispêndio ou Despesa);
¾ Ótica da Produção;
¾ Ótica da Renda.

Apostila 2025 184


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PIB – Produto Interno Bruto


PIB e o Valor Agregado
Ag (Adicionado)
Cada bem ou serviço prestado está agregando valor ao PIB, mas como vimos, para o
devido cálculo consideramos apenas o valor final. Para descobrirmos o valor adicionado
de uma pessoa ao PIB, basta descontar do valor cobrado os bens e serviços intermediários
que lhe custou para gerar aquele faturamento. Por exemplo, um (1) MARCENEIRO vendeu
por R$ 500, madeiras para uma (2) FÁBRICA construir uma cama. Após isso, esta fábrica
vendeu por R$ 2 mil a cama. O PIB total gerado foi de R$ 2 mil, no entanto, o marceneiro
gerou R$ 500,00 e sobre a madeira, a fábrica AGREGOU mais R$ 1.500,00 ao PIB.

PIB TOTAL GERADO:


R$ 2.000,00

R$ 500 R$ 1.500

MARCENEIRO FÁBRICA CONSUMIDOR

Apostila 2025 185


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PIB – Produto Interno Bruto
Ótica do C
Consumo (Dispêndio)
Pela ÓTICA DO CONSUMO (Dispêndio), o PIB resulta da soma dos seguintes fatores:
ཙ Consumo das Famílias: Como o nome já diz, é o consumo das pessoas físicas!
ཙ Investimentos das Empresas: despesa das empresas em investimento, sendo em
bens de capital, matérias-primas e produtos (variação de estoques),;
ཙ Gastos do Governo: este item leva em consideração todos os gastos que o
governo faz em bens ou serviços. Não é considerado os gastos com transferências
(como bolsa família) e nem os pagamento de juros sobre a dívida pública.
ཙ Balança Comercial: Também chamada de EXPORTAÇÃO LÍQUIDA, é a resultante
das nossas exportações, descontado das importações. Quanto mais caro o dólar
(desvalorização do real), maior será esse item e maior será o PIB.

Balança Comercial

PIB = C onsumo +Investimentos +G Gastos do Governo +X exportação –M


i portação

Apostila 2025 186


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PIB – Produto Interno Bruto


Ótica da Produção
Pela ÓTICA DA PRODUÇÃO, também chamado de ÓTICA DA OFERTA, o Produto Interno
Bruto corresponde à soma dos valores agregados líquidos dos setores primário,
secundário e terciário da economia (indústria, agropecuária e serviços), mais os impostos
indiretos, mais a depreciação do capital, menos os subsídios governamentais. Portanto, a
Ótica da Produção é o processo reverso da ótica do consumo, pois, para alguém comprar,
outra deve vender (produzir).
‰ FÓRMULA:

Produção Produção Produção


PIB = da Indústria + Agrícola + de Serviços

Apostila 2025 187


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PIB – Produto Interno Bruto
Ótica da Renda
Para chegarmos ao PIB pela ÓTICA DA RENDA, devemos somar todas as remunerações
com base em salários, juros, aluguéis e lucros distribuídos (dividendos), ou seja, o
somatório da renda do trabalho, renda do capital, renda de instalações e renda do
processo de produção.
Mesmo não sendo muito utilizada (o mais comum é mensurar o PIB através da Ótica do
Dispêndio ou pela Ótica de Produção), a ÓTICA DA RENDA tem como vantagem
compreender a situação dos rendimentos do país, mensurando a maneira pela qual é
remunerada toda produção nacional de riqueza.
‰ FÓRMULA:

PIB = Salários + Juros + Aluguéis + Dividendos

Apostila 2025 188


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PNB – Produto Nacional Bruto


Conceito
O Produto Nacional Bruto (PNB) se difere do PIB apenas por incluir os valores dos bens e
serviços produzidos e realizados no exterior. Enquanto que o PIB considera apenas o que
foi gerado INTERNAMENTE (dentro do país), o PNB considera o que foi gerado
INTERNAMENTE e EXTERNAMENTE, ou seja dentro e fora do país.
Com isso, para chegarmos no PNB devemos subtrair do PIB o que chamamos de Renda
Líquida Enviada ao Exterior (RLEE), que é a diferença dos valores enviados para o exterior
e os valores recebidos do exterior a partir dos fatores de produção. Quando mais valores
enviarmos para o exterior, menor será a produção nacional. Quando maior for o
recebimento dos valores do exterior, maior será a produção nacional.
‰ FÓRMULA:

PNB = PIB о RLEE (envio menos recebimento)

Apostila 2025 189


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
SELIC-META
Conceito
A Selic-Meta é a taxa de juros definida pelo COPOM, que toma essa decisão com base na
Meta de Inflação (IPCA). Ela será a META que o governo deseja para taxa de juros
praticada pela economia brasileira em relação a dívida brasileira para aquele período.

‰ PRINCIPAIS INFORMAÇÕES:
¾ É a meta da taxa de Juros brasileira;
¾ Definida pelo BACEN através do COPOM;
¾ Alterada através de AGO (cada 45 dias) ou AGE;
¾ Praticada pelo Governo.

Apostila 2025 190


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

SELIC-OVER
Conceito
Já a SELIC-OVER é a taxa de juros apurada no SELIC (Sistema Especial de Liquidação e
Custódia). Ela é obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das
operações de financiamento por um dia, lastreadas em Títulos Públicos Federais e
cursadas no referido Sistema na forma de operações compromissadas.
A tendência é que a SELIC-OVER tenda a convergir para à SELIC-META. Essa taxa é o que
chamamos de TAXA LIVRE DE RISCO (TLR) da economia brasileira, que é o quanto um
investidor está recebendo por emprestar recursos para o Brasil. Desta forma, a taxa
cobrada nos demais segmentos de empréstimos existentes no mercado brasileiro é
composta pela meta da taxa de juros Selic, acrescido pelo Risco de inadimplência e
demais custos (custos administrativos, impostos, lucro, ...).
‰ PRINCIPAIS INFORMAÇÕES:
¾ É a média diária das negociações dos Títulos Públicos Federais (TPF);
¾ É alterada diariamente (dias úteis) e anualizada;
¾ Praticada pelo Mercado Financeiro;
¾ Resolução em vigor para maiores informações: Resolução BCB nº 46/2020.

Apostila 2025 191


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
DI – Depósito Interbancário
Conceito
A taxa DI, que significa Depósito Interbancário, é a taxa média ponderada das operações
realizadas entre instituições financeiras pelo prazo de um dia. Essas operações são
chamadas de CDI (Certificados de Depósito Interbancário), sendo um contrato privado de
empréstimo restrito ao mercado interbancário. Como de praxe, a taxa DI também é
expressa de forma anual e com base em 252 dias úteis.
No entanto, com o passar dos anos, esta operação ficou cada vez menos comum, gerando
um problema para a indústria de renda fixa, pois o CDI é muito utilizado como parâmetro
de rentabilidades (remuneração de CDB, LCI, LCA e também como benchmark para a
remuneração de taxa performance de diversos fundos de investimentos).
Desta forma, a CETIP (atual B3), criou um novo modelo de fallback (plano B) quando não
há operações suficientes para cálculo do DI (ocorrer menos de 100 operações ou o
somatório dos volumes das operações elegíveis para o cálculo da Taxa DI for inferior a
R$ 30 bilhões), ela será igual à Taxa SELIC Over divulgada no dia.

Apostila 2025 192


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

DI X SELIC
Conceito
O Tesouro Nacional, através da emissão de papéis (mercado primário) dá o parâmetro
para a curva de juros da economia brasileira - curva Selic. No entanto, a taxa Selic Over é
obtida mediante o cálculo da taxa média das operações de financiamento por um dia
entre as instituições financeiras, lastreadas em títulos públicos federais. Quando o
financiamento é lastreado em Títulos Privados, temos a taxa DI.

Banco
Títulos Privados (DI)
Central IF IF
Taxa DI

Venda
de TPF Títulos Públicos Federais

IF
Taxa Selic Over
IF = Instituição Financeira

Apostila 2025 193


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
TR – Taxa Referencial
Conceito
A TR é um índice de referência de juros da economia brasileira, principalmente utilizada
para correções da Poupança, empréstimos de habitação como o SFH, títulos da dívida
agrária (TDA) e do FGTS.
Para chegarmos no valor da Taxa Referencial, o banco central aplica um redutor sobre a
Taxa Básica Financeira. Para a formação da TBF, calculasse as taxas de juros negociadas
no mercado secundário com Letras do Tesouro Nacional (LTN). Assim, a TBF de um mês
será uma média ponderada entre as taxas médias das LTNs com vencimentos
imediatamente anterior e imediatamente posterior ao prazo de um mês, seguida da
aplicação, ao valor resultante, de um fator multiplicativo fixado em 0,93.

Apostila 2025 194


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxa de Câmbio
Conceito
Por definição do Banco Central do Brasil a “Taxa de Câmbio é o preço de uma moeda
estrangeira medido em unidades ou frações (centavos) da moeda nacional. No Brasil, a
moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados Unidos, fazendo com que a
cotação comumente utilizada seja a dessa moeda”.
Contratos de câmbio são realizados por motivos de viagens internacionais, transferências
unilaterais, negociações, podem ser realizados diretamente com uma corretora de câmbio
ou alguma instituição financeira autorizada pelo Bacen, sendo que elas possuem
liberdade para negociar as suas taxas pelos seus spreads. Para o fechamento de contrato
de câmbio, passa-se pelas fases de contratação, negociação da taxa e posterior liquidação.
A liquidação é a última fase do fechamento do contrato de câmbio. Ela acontece quando
se efetiva o envio da moeda estrangeira entre os envolvidos, através de um banco ou
corretora. O fechamento de câmbio se dá quando há a conversão das moedas da
negociação, quando há o crédito ou débito da moeda estrangeira entre as partes e a
instituição responsável realiza a transferência internacional através do SWIFT.

Apostila 2025 195


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Câmbio
PTAX
A PTAX é a principal taxa de câmbio utilizada nacionalmente como referência do real por
dólares americanos. Seu nome veio da PTAX800, por causa da PTAX800, uma transação do
Sistema do Banco Central usada durante muitos anos pelo público para consultar taxas de
câmbio, mas que foi descontinuado em 2014.
Antigamente, a PTAX era calculada através de uma média ponderada pelo volume das
operações no mercado interbancário de câmbio, com liquidação em dois dias úteis. Hoje
em dia, o BANCO CENTRAL consulta os dealers em quatro momentos de alta liquidez no
mercado de câmbio, que informam qual foi o valor que eles fizeram numa única
negociação naquele momento com o dólar americano, ou seja, qual o preço praticado no
mercado interbancário. Com estas informações, o BACEN faz uma MÉDIA SIMPLES
(aritmética), de cada ponta de compra e venda do dólar, excluindo em cada caso, as duas
maiores e as duas menores. A divulgação da PTAX ocorra a cada consulta (são 4 por dia) e
no final do dia também, com a PTAX do dia. A participação dos dealers (instituições
financeira) no cálculo da Ptax é avaliada mensalmente e um desempenho insatisfatório, o
leva ao descredenciamento.

Apostila 2025 196


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxa de Câmbio
Outros tipos de cotação
Além da forma de mensuração do Banco Central do Brasil, podemos ter outros tipos de
cotação, como por exemplo:
¾ COMERCIAL: Conforme o próprio nome diz, faz referências às transações
comerciais, sendo utilizado para balizar as grandes movimentações de importação &
exportação das empresas brasileiras, transferências financeiras, etc. Esta também é a
cotação considerada nas ações do governo no exterior, como empréstimos
(registrados no Banco Central) de brasileiros residentes em outros países e.
¾ TURISMO: Já neste caso, representa a cotação das moedas para as pessoas físicas
que usarão a moeda para viajar ao exterior ou para comprar produtos e serviços em
sites interacionais. Sua cotação é baseada no custo da moeda comercial, com o
acréscimo do IOF praticado pelo Governo. Por se tratar de moeda física, possui
demais custos, como por exemplo, o de logística.
¾ SPOT: Chamado de Dólar a vista ou “Câmbio Pronto”, são operações com
liquidação em até D+2 e podem ser negociados nos mercados da B3.
¾ FORWARD: Termo utilizado para taxações feitas em contratos financeiros que
serão iniciados em uma data futura, como por exemplo, nos contratos futuros ou nos
contratos a termo da B3.

Apostila 2025 197


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Câmbio
Câmbio Pronto e Câmbio Futuro
O CÂMBIO PRONTO é aquele em que ocorre a compra ou venda de moeda estrangeira
com prazo à vista, seguindo liquidação em até 2 dias úteis. Já o CÂMBIO FUTURO, possui
o seu preço também fechado no momento da contratação, mas sendo liquidado em um
prazo mais extenso, além de 2 dias úteis (uma liquidação futura).
As operações de câmbio contratadas para liquidação pronta devem ser liquidadas no
mesmo dia, quando se tratar de compras e de vendas de moeda estrangeira em espécie
ou em cheques de viagem; ou de operações ao amparo da sistemática de câmbio
simplificado de exportação. Caso não sejam esses casos, a liquidação ocorrerá em até dois
dias úteis da data da contratação, nos demais casos, excluídos os dias não úteis nas
praças das moedas.
Vale ressaltar que a liquidação pronta é obrigatória nos seguintes casos:
¾ Operações de câmbio simplificado de exportação ou de importação;
¾ Compras ou vendas de moeda estrangeira em espécie ou em cheques de viagem;
¾ Compra ou venda de ouro - instrumento cambial.

Apostila 2025 198


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxa de Câmbio
Desvalorização do Dólar
Como qualquer objeto, as moedas terão desvalorização quando mais pessoas estiverem
vendendo e/ou houver maior quantidade para vender. Desta forma, quando o dólar está
caro (R$ 4,00), muitas pessoas desejam vender a moeda estrangeira fazendo com que se
tenha mais dólares na economia brasileira DESVALORIZANDO o dólar e VALORIZANDO O
REAL, deixando o cenário mais atrativo para o IMPORTADOR. Esse aumento de dólares
pode ocorrer da seguinte forma:

Quantidade de Quantidade de
Dólares no Brasil Dólares no Brasil
Com o dólar “caro”, o aumento da
$ $ $ quantidade de dólares em $ $ $
$ $ $ circulação poderá ocorrer através $ $ $
de:
o Aumento das Exportações
$ $ $
o Aumento da Conta Turismo $ $ $
US 1,00 = R$ 4,00 o Venda de dólares pelo BC US 1,00 = R$ 2,00

Apostila 2025 199


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Câmbio
Valorização do Dólar
A valorização da moeda estrangeira ocorre da mesma forma: quando há uma diminuição
da sua quantidade ou quando muitas pessoas a estão comprando. Ou seja, quando o
dólar está barato (R$ 2,00), muitas pessoas desejam comprar dólares, fazendo com que se
tenha menos moeda estrangeira na economia brasileira VALORIZANDO o dólar e
DESVALORIZANDO O REAL, deixando o cenário mais atrativo para o EXPORTADOR. Essa
diminuição de dólares na economia brasileira, pode ocorrer da seguinte forma:

Quantidade de Quantidade de
Dólares no Brasil Dólares no Brasil
Com o dólar “barato”, o seu
$ $ $ aumento de preço poderá $ $ $
$ $ $ ocorrer por causa do: $ $ $
o Aumento das Importações $ $ $
o Diminuição da Conta Turismo
o Compra de dólares pelo BC $ $ $
US 1,00 = R$ 4,00 US 1,00 = R$ 2,00

Apostila 2025 200


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Inflação
Conceito
Podemos definir INFLAÇÃO como a alta persistente e generalizada dos preços em uma
determinada economia, gerando para as pessoas a perda do poder de compra e como
iremos ver a seguir, existem vários motivos para ocorrer a inflação e para cada motivo,
temos um nome específico: inflação inercial, inflação de demanda, inflação de oferta
(custos), inflação estrutural.
Você pode perceber essa perda de poder de compra de duas formas: a primeira é
perceber que um serviço que custava R$ 50,00 agora está custando R$ 100,00, ou seja,
você precisa do dobro de dinheiro para contratar o mesmo serviço (ou produto). A outra
forma é na diminuição do produto, como por exemplo, nas barras de chocolate. A 10 anos
atrás, uma barra de chocolate de 200 gramas custava R$ 5,00. Hoje, quando você vai
comprar a mesma barra de chocolate, você percebe que ela continua custando R$ 4,00,
mas ao invés de ela ter 200 gramas, a barra de chocolate tem cem gramas (a metade), ou
seja, os mesmos R$ 4,00 compram a metade, ocorrendo a perda do poder de compra.
Importante entender essa perda do poder de compra, para podermos repor ela através de
correções nos contratos de alugueis, nas dívidas e, principalmente, nos salários. Mas para
isso, precisamos entender “quanto foi essa inflação” e assim, surgem os diversos índices
de inflação, sendo os dois principais o IPCA e o IGP-M.
Apostila 2025 201
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Inflação
Motivos para a Inflação
Os dois principais motivos que podemos ter inflação são:
¾ Inflação de Demanda: considerado como o tipo mais clássico, ocorre quando há
muito mais procura por produtos (serviços) do que há de ofertas. Esse tipo de
inflação tende a ocorrer quando há um rápido crescimento econômico e causado
também pela Inflação Monetária, que é quando o governo emite dinheiro de forma
descontrolada, através de redução de taxa de juros ou impressão de papel-moeda.
¾ Inflação de Custos: consiste no aumento dos preços gerados pelo aumento dos
custos, como por exemplo, redução da quantidade de certo produto ou aumento dos
custos de produção. Desta forma, esse tipo de inflação pode ser de duas formas:
ƒ Inflação de custos autônoma: quando o aumento dos preços ocorrem de forma
autônoma, como foi na pandemia, onde o preço das commodities subiu e gerou
aumento no custo generalizado, ou quando um grupo oligopolista aumenta o
preço dos seus produtos e/ou serviços.
ƒ Inflação de custos induzida: a inflação de demanda faz com que as empresas
lucrem mais e com isso, as empresas contratam mais pessoas. Se houver poucas
pessoas a serem contratadas, os valores a serem pagos serão maiores, gerando
um aumento no preço do produto e/ou serviço vendido pela empresa. O
exemplo disso, foi o setor de tecnologia durante a pandemia.
Apostila 2025 202
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Inflação
Hiperinflação, Deflação & Estagflação
Vimos que a mudança dos preços dos produtos e serviços geram o conceito de inflação.
No entanto, outros três conceitos são interessantes a serem compreendidos, que são:
¾ Hiperinflação: Como o próprio nome remete, a Hiperinflação ocorre quando há
um aumento dos preços dos produtos e serviços de forma completamente fora do
controle. Não há um percentual definido, mas de praxe, quando uma economia tem
uma inflação acima de 50% ao ano, entendemos que está ocorrendo este efeito. O
Brasil viveu este fenômeno nos anos 80 e início dos anos 90.
¾ Deflação: Este é o caso onde os preços ao invés de subirem, começam a
desvalorizar. Inicialmente, isso aparente ser bom, mas se todos os meses um produto
é vendido a um preço mais barato, o consumidor “sempre” prorroga a sua compra.
Qual a consequência? As empresas não vendem e com isso necessitam demitir
funcionários, fazendo com que a economia fique cada vez mais pobre.
¾ Estagflação: Este é um conceito técnico de quando o PIB de uma economia não
cresce, mas os preços não param de subir. Temos uma economia “estagnada”, com
depreciação do poder de compra da população.

Apostila 2025 203


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo
Definição
O IPCA é o índice de inflação oficial do Brasil, sendo calculado pelo IBGE. Ele tem como
objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no
varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, ou seja, é influenciado pela variação
dos preços no VAREJO.
Atualmente, a população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40
salários mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas áreas urbanas das regiões de
abrangência do SNIPC (Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor), as quais
são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória,
Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios
de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
A utilização do IPCA ocorre em diversas frentes, como por exemplo:
¾ É o indicador que o CMN utiliza como meta da inflação;
¾ Nos títulos públicos do governo federal (NTN-B e NTN-B Principal);
¾ Correção dos balanços e das demonstrações financeiras de companhias abertas;
¾ Fornecer um panorama sobre como está o poder de compra da população.

Apostila 2025 204


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo


Resumo
A PONDERAÇÃO DAS DESPESAS DAS PESSOAS PARA SE VERIFICAR
A VARIAÇÃO DOS CUSTOS FOI DEFINIDA PELO SEGUINTE MODO:
Tipo de Gasto Peso % do Gasto • Índice Oficial de Inflação do Brasil;
Alimentação 25,21 • Calculado pelo IBGE;
• Divulgado mensalmente;
Transporte e • Utilizado como referência para META de
18,77
Comunicação inflação definida pelo CMN para o COPOM;
Despesas Pessoais 15,68 • População-objetivo do IPCA abrange as
Vestuário 12,49 famílias com rendimentos mensais
compreendidos entre 1 (hum) e 40 (quarenta)
Habitação 10,91 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte
Saúde e cuidados de rendimentos, e residentes nas áreas
8,85
pessoais urbanas das regiões metropolitanas de
Artigos de residência 8,09 Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba,
Total 100,00 Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia.

Apostila 2025 205


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado
Definição
O IGP-M é um índice de inflação muito utilizado para correção de contratos de aluguéis e
também em contratos de dívidas de empresas. Ele é calculado pela FGV (Fundação
Getúlio Vargas), sendo na verdade, uma composição de três outros índices de inflação:
¾ 60% do Índice de Preços por Atacado (IPA): Atualmente chamado de Índice de
Preços ao Produtor Amplo, registra variações de preços de produtos agropecuários e
industriais nos estágios de comercialização anteriores ao consumo final.
¾ 30% Índice de Preços ao Consumidor (IPC): medida de preço médio necessário
para comprar determinados bens de consumo e serviços no mercado varejista por
famílias que possuem renda de 1 a 33 salários mínimos residentes nos principais
centros consumidores do Brasil.
¾ 10% Índice Nacional de Custo de Construção (INCC): Reflete o ritmo dos preços de
materiais de construção e da mão de obra no setor imobiliário, sendo muito utilizado
na correção de contratos de Compra & Venda na planta.
Como podemos perceber, diferentemente do que ocorre no IPCA, que tem maior impacto
nos preços do varejo, o IGP-M tem como principal variável os preços no ATACADO e como
a variação cambial tem impacto mais relevante nos preços do atacado do que no varejo, o
IGP-M sofre variações mais impactantes do que o IPCA quando há variações cambiais.

Apostila 2025 206


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

2.1.1 Políticas Macroeconômicas:


Monetária, Fiscal e Cambial
Apostila
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Certificação
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Política Macroeconômicas
Conceito
Políticas Macroeconômicas são ferramentas de um governo para atingir os objetivos do
PIB desejado. Quando um governo deseja que o PIB cresça, chamamos de política
expansionista, e ao contrário, de política contracionista, ou seja:
¾ Política Expansionista: o governo “injetará” dinheiro na economia, fazendo com
que as variáveis que compõe o PIB, aumentem. A consequência é um aumento da
inflação, aumento da liquidez, aumento do PIB e uma diminuição da taxa de juros.
¾ Política Contracionista: o governo “retira” dinheiro da economia, fazendo com
que as variáveis que compõe o PIB, diminuam. A consequência é uma diminuição da
inflação, diminuição da liquidez, diminuição do PIB e um aumento da taxa de juros.
Estas estratégicas poderão vir através de 3 políticas (Monetária, Fiscal e Cambial), sendo
que elas não precisam ter as mesmas estratégias, ou seja, pode-se ter, por exemplo, uma
política monetária expansionista, enquanto a cambial é contracionista, lembrando que o
PIB é a soma de todos os setores que podem consumir dentro de um país (Pessoas Físicas,
chamado de Consumo; Pessoas Jurídicas, chamado de Investimentos; Governo,
considerado os Gastos do Governo; estrangeiros, resultante da Balança Comercial).

Apostila 2025 208


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Monetária
Conceito
Política monetária é o controle da oferta de moeda na economia, ou seja, o meio de
estabilizar e controlar os níveis de preços para garantir a liquidez ideal (equilíbrio) do
sistema econômico do país. Para controlar o dinheiro e a taxa de juros, as autoridades
monetárias utilizam-se dos seguintes instrumentos:
¾ Operações de Mercado Aberto (Open Market): Compra ou venda de Títulos
Públicos Federais (TPF) pelo BACEN. Este é o instrumento mais ágil e eficaz que o
governo dispõe para fazer política monetária.
¾ Depósito Compulsório: O Banco Central obriga os bancos a depositar parte dos
recursos captados dos clientes, via depósitos à vista, a prazo ou poupança, numa
conta no BACEN. Quanto maior o percentual do compulsório, menor será a liquidez
do mercado.
¾ Operações de Redesconto Bancário: É a taxa de juros cobrada pelo Banco Central
pelos empréstimos concedidos aos bancos. Quanto maior a alíquota cobrada pelo
BACEN, menor a liquidez do mercado.
Importante compreender que maior a oferta de moeda na economia, significa ter mais
dinheiro em circulação, e quanto mais dinheiro em circulação, maior o PIB e maior a
tendência de um aumento da inflação.

Apostila 2025 209


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
COPOM
Conceito
Ao Comitê de Política Monetária (Copom), constituído no âmbito do Banco Central do
Brasil, compete, com base em avaliação do cenário macroeconômico e dos principais
riscos a ele associados:
¾ Definir a meta para a Taxa Selic (taxa básica de juros do Brasil);
¾ Definir as orientações e diretrizes estratégicas para a execução da política
monetária;
¾ Divulgar o Relatório de Inflação.
Este comitê é composto pelo Presidente do Banco Central e mais 8 diretores (9 membros),
se reunindo a cada 45 dias, durante dois dias. Suas decisões são tomadas visando com
que a inflação brasileira (IPCA) fique em linha com a meta definida pelo CMN.
‰ PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
¾ Tem como principal função definir a meta da taxa de juros do Brasil (selic-meta);
¾ Divulgar a cada trimestre, o relatório de inflação, analisando detalhadamente a
conjuntura econômica e financeira do Brasil, juntamente com suas projeções;
¾ Composto pelo Presidente do Banco Central e mais 8 diretores (9 membros)
¾ Resolução em vigor para maiores informações: Resolução BCB nº 61/2021

Apostila 2025 210


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Monetária
Aplicação Prática
POLÍTICA OPERAÇÃO LIQUIDEZ INFLAÇÃO PIB
• COMPRAR Títulos Públicos.
• REDUZIR a Taxa de Juros.
Expansionista AUMENTA AUMENTA AUMENTA
• REDUZIR Compulsório.
• REDUZIR Redesconto.
• VENDER Títulos Públicos.
• AUMENTAR a Taxa de Juros.
Contracionista REDUZ REDUZ REDUZ
• AUMENTAR Compulsório.
• AUMENTAR Redesconto.

‰ EXEMPLOS:
¾ EXPANSIONISTA: Havendo uma diminuição do compulsório, os bancos terão mais
recursos para poder emprestar e, com isso, haverá mais recursos circulando na
economia.
¾ CONTRACIONISTA: Quando o Banco Central vende títulos públicos, o investidor
entrega o dinheiro para o governo e recebe os papéis (LFT, LTN, NTN-B ...). Desta
forma, há menos dinheiro na economia circulando.
Apostila 2025 211
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Fiscal
Conceito
Política Fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas
(impostos, taxas e contribuições) e realiza despesas de modo a cumprir três funções:
¾ Estabilização macroeconômica: crescimento do PIB e controle da inflação;
¾ Redistribuição da renda: projetos sociais, tais como bolsa família;
¾ Alocação de recursos: fornecimento de bens e serviços públicos.
Quando as arrecadações são menores que as despesas, o governo se financia através da
venda de títulos públicos. Esta análise primária, que leva em consideração somente as
despesas NÃO financeiras, quando positiva, chamamos de Superávit Primário, quando
negativa, déficit primário. Ela serve para analisar o quão eficiente está o governo atual.
Para analisar a eficiência do País como um todo, deve-se descontar também os juros que
ele está pagando por toda a sua dívida (dívidas criadas pelo governo atual e pelos
governos anteriores). Este resultado chamados de Superávit/Déficit NOMINAL.
Caso o governo tenha um déficit fiscal, ele pode tomar mais dívida (Vender Títulos
Públicos) ou tentar aumentar sua receita (aumentar os impostos, exceto o imposto de
exportação, já que o seu aumento faz com que as empresas nacionais vendam menos). O
dinheiro do compulsório não pode ser utilizado para isso.

Apostila 2025 212


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Fiscal
Contas do Setor Público

Superávit / Déficit
PRIMÁRIO
= Receitas
(impostos, taxas e
contribuições) വ Despesas NÃO
financeiras

Superávit / Déficit
NOMINAL
= Superávit / Déficit
PRIMÁRIO
വ Pagamento dos
juros da dívida
Pública

Apostila 2025 213


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Fiscal
Aplicação Prática
POLÍTICA OPERAÇÃO

• Aumento dos gastos públicos;


EXPANSIONISTA • Diminuição das cargas tributárias;
• Aumento das transferências (Ex. bolsa família)

• Diminuição dos gastos públicos;


CONTRACIONISTA • Elevação da carga tributária;
• Extinção de transferências (Ex. leve leite).

‰ EXEMPLOS:
¾ Expansionista: Quando o Governo faz obras públicas (por exemplo, estradas), ele
está contratando pessoas e pagando com dinheiro. Consequentemente, estará
retirando dinheiro dos cofres públicos e injetando na economia.
¾ Contracionista: Quando há um aumento dos tributos, os recursos estão saindo das
empresas e das famílias, e indo para os cofres públicos. Desta forma, há menos
dinheiro circulando na economia.
Apostila 2025 214
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
Conceito
O Banco Central define POLÍTICA CAMBIAL como “o conjunto de ações governamentais
diretamente relacionadas ao comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se
refere à estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de
pagamentos”. Nessa política, podemos ter 3 regimes cambiais:
¾ Câmbio Fixo: regime na qual a taxa de câmbio é estritamente imutável ao longo
do tempo. O resultado é uma mudança constante nas reservais cambiais, pois o
governo se compromete a comprar/vender a moeda estrangeira, para manter o
equilíbrio de oferta e demanda.
¾ Câmbio Flutuante: resultado puro de oferta e demanda pela moeda, sem
intervenção do Banco Central, permanecendo inalterado as Reservas Internacionais.
¾ Flutuação Suja: Também chamado por Câmbio Flutuante Administrado, ele é o
Câmbio Flutuante, mas com interferência do Banco Central. Inicialmente, o Bacen
atuava apenas quando ultrapassava a “banda cambial”, que é um certo teto ou um
certo piso estabelecido por ele, mas hoje atua sempre que acredita que há
desiquilíbrio, necessitando de correções

Apostila 2025 215


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Balanço de Pagamentos (BP)
A economia de um país aberto depende de um sistema eficiente de contabilidade
nacional, que registra os fluxos de produção, renda, comércio e capitais com o exterior.
Esse sistema inclui o Balanço de Pagamentos, que é uma ferramenta de contabilidade que
registra todas as transações econômicas entre um país e o resto do mundo durante um
determinado período de tempo, geralmente um ano. Ela é dividida em três contas
principais, que são:
¾ CONTA CORRENTE
¾ CONTA DE CAPITAIS
¾ CONTA FINANCEIRA
Essas contas fornecem dados essenciais para entender a situação macroeconômica,
auxiliando na formulação de políticas e na avaliação das relações econômicas
internacionais do país.
A seguir, veremos mais especificamente, cada uma delas.

Apostila 2025 216


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
BP: Conta Corrente
A CONTA CORRENTE, também chamada de transações correntes registra os fluxos entre
residentes e não residentes de um país de quatro sub-contas, que são:
ཙ Balança Comercial: também chamada de exportação líquida, mede a diferença
entre as exportações e as importações de bens.
ཙ Balança de Serviços: registra as receitas e despesas relativos a prestação de
serviços em transações entre residentes e não residentes, e também pelo saldo da
conta turismo (os gastos das viagens de residentes ao exterior, menos os das viagens
de não-residentes para o país). Temos como exemplo nessa conta, viagens
internacionais, serviços de transportes, seguros e aluguel de equipamentos.
ཙ Renda Primária: Refere-se aos rendimentos derivados do trabalho e do capital.
Inclui a Remuneração de Empregados (Salários e outros benefícios pagos a
trabalhadores residentes por entidades não residentes, ou vice-versa) e Rendimentos
de Investimentos (Juros, dividendos e lucros repatriados por empresas
multinacionais ou por investidores).
ཙ Renda Secundária: Envolve transferências unilaterais sem contrapartida, ou seja,
não há uma obrigação de reembolso. Temos como exemplos remessas de
trabalhadores estrangeiros para seus países de origem, doações, ajuda internacional,
pensões e outras transferências privadas ou governamentais.
Apostila 2025 217
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
BP: Conta de Capitais
A CONTA DE CAPITAL registra transferências de capital e a compra/venda de ativos não
produzidos e não financeiros. Ela é geralmente menor em volume comparada à Conta
Financeira e inclui:
ཙ Transferências de Capital: Incluem transferências unilaterais de propriedade de
ativos fixos, como doações de imóveis, cancelamento de dívidas, e transferências de
bens de capital.
ཙ Aquisição e/ou Alienação de Ativos Não Produzidos e Não Financeiros: Incluem
transações relacionadas à compra e venda de ativos intangíveis (como direitos
autorais, patentes, marcas registradas, licenças e franquias), bem como a aquisição e
alienação de recursos naturais (como terrenos e subsolos).
Essas transações não envolvem um aumento ou diminuição direta dos recursos
financeiros disponíveis para o país, mas podem afetar a capacidade de gerar receitas no
futuro.

Apostila 2025 218


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
BP: Conta Financeira
A CONTA FINANCEIRA contabiliza as transações que envolvem ativos e passivos
financeiros entre residentes e não-residentes, sendo dividido da seguinte forma:
ཙ Investimentos Diretos: Refere-se a investimentos em negócios e indústrias
estrangeiras, como a compra de empresas, fábricas, e outros ativos que resultem em
controle ou influência significativa sobre a entidade investida.
ཙ Investimentos de Carteira: Incluem investimentos em ações, títulos de dívida, e
outros instrumentos financeiros sem intenção de controle direto, como a compra de
ações em mercados estrangeiros ou aquisição de títulos emitidos por governos ou
empresas estrangeiras.
ཙ Derivativos Financeiros: Contratos financeiros cujo valor é derivado de um ativo
subjacente, como opções, futuros, swaps, etc.
ཙ Outros Investimentos: Incluem todas as outras formas de investimento que não
são classificadas como investimentos diretos ou de carteira, como empréstimos
internacionais, depósitos em bancos estrangeiros, e créditos comerciais.
ཙ Reservas Internacionais: Ativos mantidos pelo banco central, como moeda
estrangeira, ouro, SDRs (Direitos Especiais de Saque), e a posição de reserva no FMI.

Apostila 2025 219


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Reservas Internacionais
As reservas monetárias internacionais, também chamadas de “reservas cambiais”, são os
ativos dos bancos centrais e autoridades monetárias, tais como, moedas estrangeiras
(dólar, euro, libra esterlina, ...), direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário
Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), ouro,
entre outros ativos.
Elas funcionam como uma espécie de seguro para o país fazer frente à seus compromissos
financeiros (obrigações no exterior, emissão de moeda e financiar déficits temporários em
seus balanços de pagamentos) e a choques de natureza externa, tais como crises cambiais
e interrupções nos fluxos de capital para o país.
As reservas aumentam quando há um superávit no Balanço de Pagamentos (BP), ou seja,
quando a soma das “Transações Correntes”, “Conta de Capital” e “Conta Financeira”
forem positivas. Assim, em um economia sem intervenção do governo, ocorrerá uma
valorização da moeda local, diminuindo assim o valor da moeda estrangeira. Da mesma
forma, quando o Balanço de Pagamento for negativo, haverá uma diminuição de moeda
estrangeira no país, ocasionando um valorização do dólar (desvalorização da moeda local,
no caso do Brasil, uma desvalorização do Real).

Apostila 2025 220


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
Reservas Internacionais
REGIME ENTRADA DE DÓLARES SÁIDA DE DÓLARES

Para manter o preço fixo, Para manter o preço fixo,


CÂMBIO
o BACEN irá comprar os dólares, o BACEN irá vender seus dólares,
FIXO
aumentando sua reserva cambial. diminuindo suas reserva cambial.

O BACEN não irá interferir,


O BACEN não irá interferir,
CÂMBIO mantendo sua reserva cambial.
mantendo sua reserva cambial.
FLUTUANTE Com isso, o preço do dólar irá
Assim, o preço do dólar irá diminuir.
aumenta.

Se o BACEN entender ser relevante, Se o BACEN entender ser


CÂMBIO ele irá comprar parte desses dólares relevante, ele irá vender dólares
FLUTUANTE para minimizar a desvalorização do para minimizar a valorização do
SUJO dólar. Com isso, aumentará a sua dólar. Desta forma, diminuirá a
reserva cambial. sua reserva cambial.

Apostila 2025 221


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Swap Cambial e Swap Cambial Reverso
Swap é um derivativo financeiro que promove simultaneamente a troca de taxas ou
rentabilidade de ativos financeiros entre agentes econômicos (neste caso, uma das partes
é o Banco Central), não ocorrendo transferências de ativos, mas sim um crédito ou débito
em moeda local no final da operação. Nesta operação, os indexadores serão a taxa Selic e
a variação cambial do dólar. Estas operações poderão ser de dois tipos:
¾ Swap Cambial: o Banco Central “vende” dólares com a obrigação de “recomprá-
los” no futuro, recebendo em troca a taxa de juros do período. Desta forma, o
governo age com o intuito de arrefecer uma alta do dólar.
¾ Swap Cambial Reverso: desta vez, o Banco Central está na ponta contrária ao
Swap Cambial. Ao invés de “vender” dólares, ele “compra” dólares para evitar uma
valorização do real (desvalorização do dólar), pagando ao investidor os juros do
período e recebendo a variação do dólar.
Nos dois casos, após a operação, analisa-se o resultado operacional da
valorização/desvalorização do dólar, havendo somente o pagamento/recebimento do
resultado financeiro.

Apostila 2025 222


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
Aplicação Prática
POLÍTICA OPERAÇÃO

EXPANSIONISTA • Banco Central compra dólares; ou


(Desvalorização Cambial) • Realiza Swap Cambial Reverso
CONTRACIONISTA • Banco Central vende dólares; ou
(Valorização Cambial) • Realiza Swap Cambial

‰ EXEMPLOS:
¾ Expansionista: Quando o Banco Central compra dólares, o governo pretende
deixar o dólar mais “caro”, pois pretende ESTIMULAR AS EXPORTAÇÕES e restringir
as importações, fazendo com que haja um AUMENTO no PIB, lembrando que uma
das variáveis do PIB é Balança Comercial (Exportação menos Importação).
¾ Contracionista: Quando o Banco Central vende dólares, o governo pretende deixar
o dólar mais “barato”, pois pretende ESTIMULAR AS IMPORTAÇÕES e restringir as
exportações, fazendo com que haja uma DIMINUIÇÃO no PIB, pois a Balança
Comercial será negativa.

Apostila 2025 223


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Cupom Cambial
O CUPOM CAMBIAL pode ser definido como “a taxa de juros em dólar, que remunera
investimentos em moeda estrangeira feitos no Brasil”. É como se o investidor não precisa
se transformar seus recursos para reais, mantendo toda a aplicação em dólares. Qualquer
investidor poderá fazer essa aplicação através de duas formas, que são:
ཙ Cupom Cambial Sujo (DDI): O valor do dólar inicial é calculado com base na PTAX,
sendo que ela utiliza a taxa média do dólar do dia anterior.
ཙ Cupom Cambial Limpo (FRC): É retirado o efeito da variação cambial, substituindo
a PTAX do dia anterior pela operação da taxa do dólar spot.
Primeiramente iremos apresentar a fórmula direta do Cupom Cambial (taxa de juros
Brasil, dividida pela diferença do dólar futuro pelo dólar à vista). Depois iremos apresentar
a origem da fórmula, pois ela remete a fórmula dos juros compostos (valor presente
acrescido por uma certa taxa de juro). Outro ponto interessante é que estas taxas são
apresentadas ao ano e com isso, deveremos fazer as devidas conversões de taxas, sendo
que a taxa Brasil (Selic ou DI) possui conversão em juros compostos e base em 252 dias
úteis e a taxa do cupom cambial segue a regra americana, ou seja, conversão por juros
simples e base em 360 dias corridos.

Apostila 2025 224


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
Cupom Cambial: Fórmula 1
Para chegarmos no valor do cupom cambial, conforme fórmula abaixo, basta dividir a taxa
de juros Brasil do período pela variação do preço do dólar futuro em relação ao dólar a
vista. Mas para deixar mais fácil a compreensão do cálculo, iremos trazer um passo a
passo para o devido cálculo, conforme a seguir:
ཙ (1) A TLR Brasil (taxa livre de risco: Selic ou DI) deverá ser convertida para o prazo
do período, utilizando a conversão por juros compostos e dias úteis (lembrando que
um ano possui 252 dias úteis).
ཙ (2) Encontrar a variação do dólar, dividindo o dólar futuro pelo dólar spot.
ཙ (3) Fazer a divisão da TLR Brasil do respectivo período, pela variação do dólar.
ཙ (4) Converter a taxa encontrada para ano, devendo ser utilizada a conversão por
juros simples e através de dias corridos (um ano possui 360 dias corridos).

‫ ٱ‬FÓRMULA:

Apostila 2025 225


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 1
‫ ٱ‬EXEMPLO 1: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias
úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Sabendo que o dólar spot está sendo negociado
a R$ 2,07, a taxa livre de risco Brasil está em 12,00%a.a, qual a taxa do Cupom Cambial?
‫ ٱ‬RESPOSTA: Perceba que o contrato apresentado está para 3 meses (90 dias corridos
e/ou 63 dias úteis), mas a taxa Brasil está apresentada ao ano. Diante disso, o primeiro
passo (1) é converter a taxa para o período do contrato (63 dias úteis). A segunda etapa é
saber (2) qual a diferença (em taxa) do dólar de hoje para o dólar futuro e para isso,
basta dividir os dois valores dos dólares, para posteriormente . Desta forma:

(1) TAXA BRASIL 63 DU: (2) DÓLAR FUTURO POR (3) FÓRMULA
o 12 [i] DÓLAR À VISTA Com os valores de (1) e (2)
o 252 [n] o 2,10 [ENTER] calculados, iremos enxergar
o 63 o 2,07 [÷] aonde estes números são
o [R/S] R: 1,014493 aplicados na fórmula. Verás
R: 2,8737% = 1,028737 agora. que basta dividir e
converter para ano.

Apostila 2025 226


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 1
‰ EXEMPLO 1: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias
úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Sabendo que o dólar spot está sendo negociado
a R$ 2,07, a taxa livre de risco Brasil está em 12,00%a.a, qual o valor do Cupom Cambial?

Apostila 2025 227


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Cupom Cambial: Fórmula 2
Como foi dito, o Cupom Cambial faz parte da fórmula básica da matemática financeira de
juros compostos. Como assim? Exatamente isso, a fórmula básica nos diz que todo e
qualquer valor futuro parte do valor presente pela correção de uma certa taxa de juros e
o dólar futuro não é diferente.
Para chegamos no dólar futuro (Forward), basta termos o dólar a vista e multiplicarmos
por uma certa taxa. Mas qual taxa? Essa taxa será a divisão entre a taxa livre de risco
Brasil, dividida pela taxa do Cupom Cambial, conforme fórmula abaixo. Gostamos de
apresentar ela, pois os exames não costumam colocar a fórmula do Cupom Cambial nas
suas “listas de fórmulas”. No entanto, aqui teremos que fazer a parte algébrica,
necessitando “isolar” o Cupom Cambial para poder resolver o problema.

‫ ٱ‬FÓRMULA:

Apostila 2025 228


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Política Cambial
Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 2
‰ EXEMPLO 2: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias
úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Sabendo que o dólar spot está sendo negociado
a R$ 2,07, a taxa livre de risco Brasil está em 12,00%a.a, qual o valor do Cupom Cambial?

1 6

2 7

3 8

4 9

5 10

Apostila 2025 229


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Política Cambial
Dólar Forward: Cálculo Fórmula 2
‫ ٱ‬EXEMPLO 3: Sabendo que faltam 90 dias corridos (63 dias úteis) para do contrato
futuro de dólar, que a taxa spot do dólar está em R$ 3,18, o cupom cambial em 6,00% ao
ano e a taxa livre de risco brasil em 11,25% ao ano, qual o valor do forward do dólar?

1 5

2 6

3 7

Apostila 2025 230


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

2.2 Fundamentos de Finanças


Apostila 2025 231
231
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Matemática Financeira
Conceito
A MATEMÁTICA FINANCEIRA é uma área da matemática para calcular o valor do dinheiro
no tempo, ou seja, quanto um valor de hoje deverá valer no futuro ou quanto um valor no
futuro deveria valer hoje. A partir de diferentes fórmulas, é possível mensurar este valor e
ter uma melhor compreensão sobre finanças e com isso, utilizar melhor o dinheiro, como
por exemplo, realizar investimentos, decidir se é melhor comprar um veículo a vista ou
tomar um empréstimo, quanto necessito acumular todos os meses para atingir meu
objetivo ou até mesmo, qual deveria ser o valor de uma empresa hoje baseado nos seu
lucros futuros.
A fórmula básica desta compreensão da matemática é que o montante (valor futuro) será
o principal (valor de hoje) mais os juros gerados deste principal, ou seja, a sua fórmula é:

Valor Futuro (Montante) = Valor Presente (Principal) + JUROS

Apostila 2025 232


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Matemática Financeira
Definições
As principais definições para este início são:
ཙ CAPITAL (C): Também chamado de Valor Presente (PV), representa o valor do
dinheiro hoje, podendo ser, por exemplo, o valor de um investimento, o valor de uma
dívida ou empréstimo.
ཙ JUROS (J): Representam os valores gerados pela remuneração do capital inicial.
Podemos dizer que eles são o custo do dinheiro, podendo ser gerados por uma
aplicação (ou empréstimo) ou ainda pela diferença entre o valor à vista e o valor
pago a prazo de uma compra, ou até mesmo de um pagamento de um tributo. Aqui
entrará os TIPOS DE JUROS (Juros Simples ou Juros Compostos).
ཙ TAXA DE JUROS (i): É o percentual aplicado sobre os fluxos de caixa, também
chamado de custo ou remuneração do dinheiro. Ela sempre será associada a um
certo prazo (n), podendo ser ao dia, ao mês, ao bimestre, ao ano...
ཙ PRAZO (n): é o tempo do “problema” apresentado. Vale ressaltar que no
momento do cálculo, o prazo (n) e a taxa de juros (i) devem estar no mesmo período.
Por exemplo, 2% ao mês aplicados por 24 meses (e não em 2 anos).
ཙ MONTANTE (M): Também chamado de Valor Futuro (FV), representa o capital
inicial mais os juros acrescidos.

Apostila 2025 233


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Matemática Financeira
Fluxo de Caixa (Cash Flow)
É o conjunto de entradas e saídas de capital dispostas ao longo do tempo. Por exemplo,
Rafael tem um capital de R$ 1.000,00 e irá aplicar por 5 meses a uma taxa de 1% a.m.
Após esse período, resgatará R$ 1.051,00. Assim, temos que no período zero (hoje) há
uma saída de R$ 1.000,00 (aplicação) e no período 5 há uma entrada de recursos
(vencimento) de R$ 1.051,00. Nos demais períodos (1, 2, 3 e 4), não há entradas e nem
saídas, apenas correção do valor do dinheiro.

CONVENÇÃO:
R$1.051 Valor
Futuro ཙ Seta para cima: Entrada de recursos,
ou seja, resgates de aplicações e
0
tomadas de empréstimos;
5
1 2 3 4 Mês ཙ Seta para baixo: Saída de recursos,
ou seja, aplicações financeiras e
R$ 1.000 Valor Presente pagamentos de dívidas.

Os números 0, 1, 2, 3, 4 e 5 representam os períodos de tempo, sendo saída em 0 (seta


para baixo) e entrada dos recursos em 5 (seta para cima).

Apostila 2025 234


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Simples


Conceito
No Regime de Capitalização Simples, também conhecido como Regime de Juros Simples,
os juros incidem somente sobre o capital inicial. Desta forma, os cálculos só podem ser
executados se o tempo de aplicação (n) for expresso na mesma unidade de tempo a que
se refere a taxa (i), ou seja, considerando o prazo em ano, a taxa deve ser ao ano; prazo
em mês, taxa ao mês, etc. As suas fórmulas são:
ཙ FV (M) = C + J
ཙJ=C×i×n
ཙ FV (M) = C + (C × i × n) ou
ཙ FV (M) = C × (1 + i × n)

Sendo que:
ඵ J = Juros;
ඵ C = Capital ou Valor Presente (PV)
ඵ FV (M) = Montante ou Valor Futuro
ඵ i = taxa de juros
ඵ n = prazo ou período

Apostila 2025 235


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Simples
Exemplo 1
‫ ٱ‬PERGUNTA: Qual o valor total, ano após ano (durante 4 anos), se aplicarmos
R$ 100.000,00 a uma taxa de juros simples de 10% ao ano?

Para facilitar o entendimento, vamos demonstrar o crescimento do valor aplicado, ano


após ano, através da seguinte tabela:

PERÍODO JUROS SIMPLES


Principal R$ 100.000,00
Após 1 ano 100.000 + (1 × 0,10) × 100.000 = 110.000
Após 2 anos 100.000 + (2 × 0,10) × 100.000 = 120.000
Após 3 anos 100.000 + (3 × 0,10) × 100.000 = 130.000
Após 4 anos 100.000 + (4 × 0,10) × 100.000 = 140.000

Apostila 2025 236


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Simples


Exemplo 2
‰ EXEMPLO: Qual a taxa anual que devemos ter para obter R$ 40.000,00 de juros após 4
anos , se aplicarmos R$ 100.000,00 no Regime de Capitalização Simples?

¾ (1) J = C x i x n
¾ (2) R$ 40.000,00 = R$ 100.000,00 × i × 4 anos
ୖ$ ସ଴.଴଴଴,଴଴
¾ (3) i =
ୖ$ ଵ଴଴.଴଴଴,଴଴ ×ସ ୅୒୓ୗ

¾ (4) i = 0,10 = 10% a.a

Apostila 2025 237


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Simples
Desconto Bancário e Comercial (ou por fora)
O desconto comercial simples, também chamado de desconto bancário ou por fora, é a
modalidade de desconto mais utilizada pelas instituições financeiras. O desconto se
baseia nos juros simples, produzidos pelo valor nominal do título (valor de resgate final).
Desta forma, representamos o Desconto (D) da seguinte maneira:

Desconto = (Valor Nominal) × (Taxa de juros) × (Prazo)

Para saber o valor que o cliente está antecipando, basta agora subtrair o “Desconto” do
valor nominal (valor futuro):

sĂůŽƌWƌĞƐĞŶƚĞс;sĂůŽƌEŽŵŝŶĂůͿവĞƐĐŽŶƚŽ

Apostila 2025 238


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Simples


Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um cheque de R$ 3.000,00 é descontado bancário por fora (juros simples),
6 meses antes do seu vencimento, a uma taxa de 2% ao mês. Qual o valor do desconto e
o valor atual do título?

(1) Primeiramente, devemos calcular o valor do desconto:


ཙ Desconto = (Valor Nominal) × (Taxa de juros) × (Prazo)
ཙ Desconto = (R$ 3.000,00) × (2% ao mês) × (6 meses)
ཙ Resposta: Desconto = R$ 360,00

(2) A partir do desconto, subtraímos este resultado do valor nominal


ཙ Valor Presente = (Valor nominal) – (Desconto)
ཙ Valor Presente = 3.000,00 – R$ 360,00
ཙ Resposta: Valor Presente = R$ 2.640,00

Apostila 2025 239


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Simples
Exemplo (Gráfico)

R$ 3.000,00
R$ Preço Futuro,
Valor de Nominal
PV = Valor Atual
R$ 2.640,00
Desconto (D): R$ 360,00

N =6
tempo
(período de antecipação)
6 meses

Apostila 2025 240


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Simples


Proporcionalidade de Taxas
Em JUROS SIMPLES, usamos TAXA PROPORCIONAL. Isso significa que, duas taxas são
proporcionais quando os seus valores guardam uma proporção com o tempo a que elas se
referem, portanto, é preciso reduzir o tempo a uma mesma unidade. Estes problemas
envolvendo taxas proporcionais podem ser resolvidos por meio de “Regra de Três”.

‫ ٱ‬EXEMPLO: Calcular a taxa mensal proporcional a 30% ao ano?


ཙ Primeiro passo é reduzir o tempo a uma mesma unidade (1 ano = 12 meses).
ཙ Depois, fazemos a “Regra de Três”:
ඵ 30% está para 12 meses, assim como X está para 1 mês, ou seja:

Apostila 2025 241


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Conceito
No Regime de Capitalização Composta, também conhecido como Regime de Juros
Composto, os Juros incidem sobre o capital acrescido dos juros do período anterior e é
por este motivo, que falamos que são “juros sobre juros”. Da mesma forma como nos
juros simples, os cálculos só podem ser executados se o tempo de aplicação (n) for
expresso na mesma unidade de tempo a que se refere a taxa (i), ou seja, considerando o
prazo em ano, a taxa deve ser ao ano; prazo em mês, taxa ao mês, etc.

FÓRMULA PADRÃO (Futuro) FÓRMULA COM PARCELAS (Presente)

Sendo que:
ඵ PV = Valor Presente
ඵ FV = Valor Futuro
ඵ i = taxa de juros
ඵ n = prazo ou período
ඵ PMT = parcelas iguais no fluxo

Apostila 2025 242


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Composto


Séries de Pagamento
Séries de pagamentos, também chamadas de renda certa ou ANUIDADE, são nomes
dados à sequência de pagamentos, que tem por objetivo a quitação de empréstimos
(amortização) de forma parcelada, ou a formação de um montante (capitalização) para
utilização futura. Elas podem ser:
ཙ Finitas: no caso de existir uma última prestação;
ཙ Infinitas (Perpetuidade): quando NÃO existir uma última prestação.
Em relação ao vencimento de seus termos, possuímos também dois casos:
ཙ ANTECIPADAS: quando os termos posicionam-se no INÍCIO de cada período. Para
utilizarmos os cálculos desta forma, devemos clicar nas teclas [g][7], o que fará surgir
no visor da HP-12C a sigla “BEG” de begin (início);
ཙ POSTECIPADAS: quando os termos posicionam-se no FINAL de cada período. Para
utilizarmos os cálculos desta forma, devemos clicar nas teclas [g][8]. Importante
notar que não surgirá nenhuma informação no visor, ou seja, se não estiver
mostrando no visor a palavra “BEG”, significa que os cálculos estarão sendo feitos de
forma postecipada.

Apostila 2025 243


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 1
‫ ٱ‬PERGUNTA: Qual o valor total, ano após ano (durante 4 anos), se aplicarmos
R$ 100.000,00 a uma taxa de juros compostos de 10% ao ano?
Para facilitar o entendimento, vamos demonstrar o crescimento do valor aplicado, ano
após ano, através da seguinte tabela:

PERÍODO JUROS COMPOSTOS


Principal R$ 100.000,00
Após 1 ano 100.000 + (0,10) × 100.000 = 110.000
Após 2 anos 110.000 + (0,10) × 110.000 = 121.000
Após 3 anos 121.000 + (0,10) × 121.000 = 133.100
Após 4 anos 133.100 + (0,10) × 133.100 = 146.410

Apostila 2025 244


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 2 (PV)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual o valor a ser aplicado hoje, para que em 48 meses, a uma taxa de 10%
ao ano, eu tenha R$ 146.410,00?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Digite [146.410] e pressione [FV]
ཙ (3) Digite [10] e pressione [i]
ཙ (4) Digite [48] e [ENTER], digite [12], pressione [÷] e pressione [n]
ཙ (5) Aperte [PV]
ཙ Resposta: ࿆ R$ 100.000,00
Precisamos aplicar (saída de caixa) R$ 100.000,00 para podermos RECEBER (entrada de
caixa) de R$ 146.410,00.

Apostila 2025 245


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 3 (FV)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual o total a ser pago em um empréstimo de R$ 100.000,00 hoje, a uma
taxa de juros de 10% a.a, após 4 anos?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Digite [100.000] e pressione [PV]
ཙ (3) Digite [10] e pressione [i]
ཙ (4) Digite [4] e pressione [n]
ཙ (5) Aperte [FV]
ཙ Resposta: ࿆ R$ 146.410,00
‫ ٱ‬OBS: A resposta desta vez está negativa, pois o valor inserido no PV foi positivo (entrou
R$ 100.000,00 na nossa conta do banco) e precisamos pagar (saída de caixa) de
R$ 146.410,00.

Apostila 2025 246


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 4 (i)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual a taxa de juros compostos de uma aplicação de R$ 100.000,00 para
que se tenha R$ 500.000,00 em um prazo de 5 anos?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Digite [100.000] [CHS] e pressione [PV] ї aplicação = saída de caixa
ཙ (3) Digite [500.000] e pressione [FV] ї recebimento = entrada de caixa
ཙ (4) Digite [5] e pressione [n]
ཙ (5) Aperte [i]
ཙ Resposta: 37,97% ao ano
‫ ٱ‬OBS: sabemos que a taxa está em ano, pois o prazo (n) foi inserido em anos: 5 anos. O
prazo e a taxa SEMPRE devem estar no mesmo período (taxa em ano, prazo em ano; prazo
em dias, taxa em dias).

Apostila 2025 247


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 5 (PMT)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Rafael tem 30 anos e deseja se aposentar daqui 20 anos com um patrimônio
financeiro de R$ 1.000.000,00. Atualmente ele possui R$ 200.000,00 em um fundo de
previdência aplicados no banco com você a uma taxa de 0,5% ao mês. Qual deverá ser o
aporte mensal que Rafael necessitará fazer para atingir seu objetivo?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Digite [200.000][CHS] e pressione [PV]
ཙ (3) Digite [0,5] e pressione [i]
ཙ (4) Digite [20] e [ENTER], digite [12], pressione [x] e pressione [n]
ཙ (5) Digite [1.000.000] e pressione [FV]
ཙ (6) Aperte [PMT]
ཙ Resposta: ࿆ R$ 731,45

Apostila 2025 248


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 5 (PMT - Gráfico)
Normalmente, em casos de acumulação para retirada futura, Valor Presente (PV) e
Pagamentos (PMT) têm o mesmo sinal. Consequentemente, o Valor Futuro (FV) terá sinal
contrário.

R$ 1.000.000
Taxa de juros
(i) = 0,5 a.m.
0
240n

-R$ 731,45

-R$ 200.000

Apostila 2025 249


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 6 (PMT)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Levando em consideração as mesmas condições do exemplo anterior,
porém agora o banco irá fornecer uma rentabilidade de 2% a.m. Qual deverá ser o
aporte mensal que Rafael necessitará fazer para atingir seu objetivo?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Digite [200.000][CHS] e pressione [PV]
ཙ (3) Digite [2] e pressione [i]
ཙ (4) Digite [20] e [ENTER], digite [12], pressione [x] e pressione [n]
ཙ (5) Digite [1.000.000] e pressione [FV]
ཙ (6) Aperte [PMT]
ཙ Resposta: + R$ 3.860,73

Apostila 2025 250


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 6 (PMT - Gráfico)
Neste caso, ao invés de Rafael necessitar aportar, ele poderá resgatar todos os meses
R$ 3.860,73 e mesmo assim chegará no objetivo de R$ 1.000.000,00 em 20 anos. Este é
um exemplo claro de que devemos SEMPRE fazer o fluxo de caixa, já que normalmente o
PV e o PMT possuem o mesmo sinal, o que poderia nos levar ao equívoco da questão.

R$ 3.860,73 R$ 1.000.000

0
240n
Taxa de juros
(i) = 2,00 a.m.

-R$ 200.000

Apostila 2025 251


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 7 (PMT)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Você irá adquirir um imóvel financiado no valor de R$ 500.000,00. Se o
financiamento prevê pagamentos iguais mensais durante 30 anos, à taxa de 0,5% ao
mês, qual será o valor das prestações?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ Digite [500.000] e pressione [PV]
ཙ Digite [0,5] e pressione [i]
ཙ Digite [30] e [ENTER], digite [12], pressione [x] e pressione [n]
ཙ Digite [0] e pressione [FV]
ཙ Aperte [PMT]
ཙ Resposta: - R$ 2.997,75
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: quando uma das variáveis for zero, não é necessário inseri-la. No
entanto, sempre teremos as 5 variáveis: [n], [i], [PV], [PMT] e [FV]

Apostila 2025 252


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 7 (PMT - Gráfico)
Quando uma pessoa toma um empréstimo, este recurso entra na conta corrente (ou seja,
um valor positivo). Assim, as parcelas pagas serão negativas. Outro ponto importante é: o
final de uma dívida é zero, portanto, o FV será igual a zero (salve exceções).

R$ 500.000

Taxa de juros
(i) = 0,5 a.m.
360 meses
0
-R$ 2.997,75
R$ 0,00

Apostila 2025 253


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 8 (PMT Postecipado)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Rafael assinou um plano de previdência de R$ 400,00 por mês, com
aportes postecipados, onde rendeu 1% ao mês. Qual foi o valor total após 6 meses?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Pressione [g] e depois [8] ї Informa a função “END” (depósitos postecipados)
ཙ (3) Digite [6] e pressione [n]
ཙ (4) Digite [1] e pressione [i]
ཙ (5) Digite [400][CHS] e pressione [PMT]
ཙ (6) Aperte [FV]
ཙ Resposta: R$ 2.460,81 ao mês
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: Se a Hp-12C não mostrar no visor a palavra “BEGIN” é porque ela já está
na função postecipada (END). Vale ressaltar que as funções “BEGIN” e “END” somente
terão impactos quando o PMT for diferente de zero.

Apostila 2025 254


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 8 (PMT Postecipado - Gráfico)
Neste gráfico fica claro como a HP-12C trabalha com as parcelas postecipadas, com a
primeira parcela ocorrendo no período 1 (no nosso exemplo, um mês após a assinatura do
plano de previdência). Outro ponto importante, é perceber que a última parcela entrará
junto com o valor final (FV).

Taxa de juros
(i) = 1% a.m. R$ 2.460,81

0
1 2 3 4 5 6

- 400 - 400 - 400 - 400 - 400 - 400

Apostila 2025 255


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 8 (PMT Postecipado - Tabela)
Através desta tabela, podemos perceber como a HP-12C chegou no valor final (FV) de
R$ 2.460,81. Os juros (i) sempre são aplicados sobre o TOTAL do período anterior (juros
do período 2, veio através da multiplicação da taxa pelo TOTAL do período 1). Outro ponto
que fica claro é que, em relação ao último aporte, não há aplicação de juros, ele apenas
será somado, conforme demonstrado pelo gráfico anterior apresentado.

Período APORTE (PMT) JUROS (1%) TOTAL (FV)


0 0 0 0
1 R$ 400,00 0 R$ 400,00
2 R$ 400,00 R$ 4,00 R$ 804,00
3 R$ 400,00 R$ 8,04 R$ 1.212,04
4 R$ 400,00 R$ 12,12 R$ 1.624,16
5 R$ 400,00 R$ 16,24 R$ 2.040,40
6 R$ 400,00 R$ 20,40 R$ 2.460,81

Apostila 2025 256


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 9 (PMT Antecipado)
‫ ٱ‬EXEMPLO: Rafael assinou um plano de previdência de R$ 400,00 por mês, com
aportes antecipados, onde rendeu 1% ao mês. Qual foi o valor total após 6 meses?
‫ ٱ‬RESPOSTA:
ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]
ཙ (2) Pressione [g] e depois [7] ї Informa a função “BEGIN” (depósitos antecipados)
ཙ (3) Digite [6] e pressione [n]
ཙ (4) Digite [1] e pressione [i]
ཙ (5) Digite [400][CHS] e pressione [PMT]
ཙ (6) Aperte [FV]
ཙ Resposta: R$ 2.485,41 ao mês
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: Após realizar algum exercício que necessite utilizar a função Begin, volte
para a função END [g][8]. O normal na vida é termos parcelas postecipadas.

Apostila 2025 257


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Exemplo 9 (PMT Antecipado - Gráfico)
Neste gráfico fica claro como a HP-12C trabalha com as parcelas postecipadas, com a
primeira parcela ocorrendo no período 1 (no nosso exemplo, um mês após a assinatura do
plano de previdência). Outro ponto importante, é perceber que a última parcela entrará
junto com o valor final (FV).

Taxa de juros
(i) = 1% a.m. R$ 2.485,41

0
1 2 3 4 5
6

- 400 - 400 - 400 - 400 - 400 - 400

Apostila 2025 258


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Exemplo 9 (PMT Antecipado - Tabela)
Através desta tabela, podemos perceber como a HP-12C chegou no valor final (FV) de
R$ 2.485,41. Diferentemente do caso postecipado, no antecipado, a primeira parcela de
PMT ocorre no período zero, juntamente com PV (caso houvesse). Outro ponto
interessante, no período 6, não há contribuições que impactam no resultado final,
demonstrando de fato que “n”, “i” e “PMT” devem sempre estar no mesmo período.

Período APORTE (PMT) JUROS (1%) TOTAL (FV)


0 R$ 400,00 R$ 0,00 R$ 400,00
1 R$ 400,00 R$ 4,00 R$ 804,00
2 R$ 400,00 R$ 8,04 R$ 1.212,04
3 R$ 400,00 R$ 12,12 R$ 1.624,16
4 R$ 400,00 R$ 16,24 R$ 2.040,40
5 R$ 400,00 R$ 20,40 R$ 2.460,81
6 - R$ 24,61 R$ 2.485,41

Apostila 2025 259


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Equivalência de Taxas
Em JUROS COMPOSTOS, usamos TAXA EQUIVALENTE. Isso significa que as taxas de juros
não são proporcionais, ou seja, uma taxa de 12% ao ano é não é equivalente a 1% ao mês.
Teoricamente, taxa equivalente significa que, aplicadas ao mesmo capital durante o
mesmo período de tempo, através de diferentes períodos de capitalização, produzem o
mesmo montante final. Diante disso, necessitamos usar conceitos exponenciais para
fazermos a conversão de taxas equivalentes e sua fórmula é:

‫ ٱ‬Regra do QUERO/TENHO:
ཙ iQ = taxa de juros cujo resultado se pretende encontrar (taxa que “eu quero”).
ཙ iT = taxa de juros cujo resultado já sabemos (taxa que “eu tenho”).
ཙ q = período em que está expressa a taxa cujo resultado se pretende encontrar
(prazo que “eu quero”).
ཙ t = período em que está expressa a taxa cujo resultado já se sabe (prazo que “eu
tenho”).
Apostila 2025 260
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Equivalência de Taxas: Fórmula
Qual a taxa equivalente ao mês de 12% ao ano?

ཙ (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]

ཙ (2) Digite [1] e pressione [ENTER]

ཙ (3) Digite [0.12] e pressione [+]

ཙ (4) Digite [12], aperte e pressione

ཙ (5) Digite [1] e pressione [-]

ཙ (6) Digite [100] e aperte [x]

ཙ Resposta: 0,948879

Apostila 2025 261


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Compostos
Equivalência de Taxas: Programação HP-12C

Apostila 2025 262


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Compostos


Equivalência de Taxas: Programação HP-12C
Qual a taxa anual equivalente ao mês de 12% ao ano?

PRESSIONAR OBJETIVO VISOR


12 i Introduzir a taxa que desejo converter no [i] 12,000
360 n Introduzir o prazo em dias, correspondente do [i] 360,000
Prazo desejado (dias que você quer 30). Caso seja em
30 30
dias úteis, 1 mês =21 dias; e 1 ano = 252 dias)
R/S Executa o programa 0,948879

‫ٱ‬Resposta: 0,948879% ao mês.


‫ ٱ‬OBS: Este método é sendo pela programação inserida. Após inserirmos o passo-a-passo
anterior, não será mais necessário imputar a programação (ela é feita apenas uma vez), a
não ser que a HP-12C desprograme, que pode ocorrer por “limpar” a programação
(f PRGM) ou haja algum outro problema, devendo ser necessário inserir o passo-a-passo
novamente.

Apostila 2025 263


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Regimes de Capitalização: Juros Contínuo
Conceito
O regime de juros contínuo, também chamado de juros compostos de capitalização
contínua, é aquele em que os juros são incorporados ao capital a cada instante, de forma
ininterrupta, ou seja, o crescimento do capital ocorre de maneira exponencial e contínua.
Desta forma, esse modelo tem como vantagem ser mais preciso em situações com
atualização de valores em tempo real. Sua fórmula é:

FÓRMULA DO JUROS CONTÍNUO

FV = PV × ݁ (୬ × ୧)
Sendo que:
ඵ PV = Valor Presente
ඵ FV = Valor Futuro
ඵ i = taxa de juros
ඵ n = prazo ou período
ඵ e = número de Euler (~2,718), para encontrar ele na HP, basta clicar em [g] [1/x]

Apostila 2025 264


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Regimes de Capitalização: Juros Contínuo


Exemplo
‫ ٱ‬PERGUNTA: Um investidor decidiu realizar uma aplicação de R$ 100.000,00. Esse valor
será remunerado através de uma taxa contínua de 10%a.a. por quatro anos. Qual o valor
que ele irá resgatar após esse período?
Como vimos, a precisamos aplicar a fórmula anterior (۴‫) )ܑ × ܖ(ࢋ × ܄۾ = ܄‬. Para facilitar
esse processo, iremos separar em três partes:
¾ PARTE 1 (em verde): multiplicar prazo e taxa. O grande detalhe aqui é que não
podemos usar em porcentagem“10%”, mas sim a taxa unitária (0,10), ou seja, basta
dividir por 100 a taxa informada. Com isso, temos que 4 x 0,10 = 0,40.
¾ PARTE 2 (em vermelho): elevar o número de Euler (e) a 0,40. Portanto:
ƒ 0,40 [enter]
ƒ [g] [1/x] -> assim estamos elevando o e em 0,40
ƒ visor: 1,49....
ཙ PARTE 3 (em azul): multiplicar o valor encontrado pelo PV:
ƒ 100.000 [x]
ƒ Resposta: R$ 149.182,47

Apostila 2025 265


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Perpetuidade
Conceito
O termo perpetuidade (ou série infinita) sugere fluxos de duração infinita sem limite, ou
seja, seria a “utilização dos juros gerados da aplicação financeira (imóvel, ação, cdb, ...)”.
Como os juros gerados de uma aplicação é: PMT = PV × i, para encontrarmos a
perpetuidade de um valor presente, precisamos reorganizar a fórmula do juros, ou seja:

‫܂ۻ۾‬
‫= )ܚ܍ܘ(܄۾‬
ܑ
‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual valor Rafael precisa investir para ter uma renda perpétua de
R$ 5.000,00 por mês, sabendo que a taxa de investimento é de 0,5% a.m?
ཙ Fórmula: PVPER = 5.000 /0,005 = R$ 1.000.000,00
ཙ Calculando pela HP-12C:
ඵ 0,5 [ENTER] ї inserir taxa em %
ඵ 5.000 ї inserir renda TOTAL deseja
ඵ [%T] ї tecla para calcular renda perpétua
ඵ Resposta: R$ 1.000.000,00

Apostila 2025 266


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxas de Juros
Conceito
Além compreender as formas dos regimes de capitalização através dos juros simples e dos
juros compostos, é importante compreender que as taxas de juros também podem ser
classificadas como taxa de juros específicas, sendo elas chamadas de:
ཙ Taxa Nominal: é uma taxa de juros onde a unidade referencial não coincide com a
unidade de tempo da capitalização, como por exemplo, uma taxa de 12% ao ano,
capitalizada mensalmente No entanto, também podemos definir a taxa nominal
como sendo a taxa contratada ou declarada em uma operação financeira.
ཙ Taxa Efetiva: é a taxa de juros onde a unidade referencial coincide com a unidade
de tempo da capitalização, como por exemplo, uma taxa de 1% ao mês, capitalizada
mensalmente.
ཙ Taxa Real: esta taxa apura o quanto uma pessoa tem de ganho (ou perda) além da
inflação. Portanto, esta taxa representa de fato o quanto um investidor está
ganhando em poder de compra.
A seguir, iremos aprender como calcular cada uma dessas taxas de forma simples para
podermos compreender melhor as suas representações.

Apostila 2025 267


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Juros Real
Fórmula
Para calcularmos a taxa real, utilizamos a fórmula de Fischer:

Importante dizer que, o retorno nominal é o retorno total do investimento. Ressaltamos


isso, pois vamos ver adiante, produtos que rendem um “fixo MAIS inflação”, como na
NTN-B. No entanto, este “MAIS” não deverá ser utilizado como soma, mas sim, como
MULTIPLICAÇÃO. Provamos isso, reorganizando a fórmula de Fischer, no qual a Taxa
Nominal de um investimento, será dada pela Taxa Real e pela Inflação:

Mas não se preocupe, te ensinaremos de uma forma fácil como calcular!

Apostila 2025 268


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxa de Juros Real


Cálculo: Modelo 1
EXEMPLO: Qual a taxa real de uma aplicação que rendeu 15% e a inflação foi 10%?

‫ ٱ‬Cálculo da Taxa Real: PASSO A PASSO NA HP-12C


ཙ (1) Pressione [f][CLx], para zerar a HP
1
ཙ (2) Digite [15] e pressione [ENTER]
ཙ (3) Digite [100] [÷]
2
ཙ (4) Digite [1] [+]
ཙ (5) Digite [10] e pressione [ENTER]
3
ཙ (6) Digite [100] [÷]
4 ཙ (7) Digite [1] [+]
ཙ (8) Pressione [÷]
R ཙ ;ϵͿŝŐŝƚĞ΀ϭ΁΀വ΁
ཙ (10) Digite [100] [×]
ཙ Taxa Real: 4,55% ao ano

Apostila 2025 269


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Juros Real
Cálculo: “Fórmula de Toro”
Neste modelo, vamos calcular através das teclas [n], [i], [PV] e [FV], da seguinte forma:
ཙ n: sempre receberá o valor [1]
ཙ PV: aqui será inserido o valor da inflação, adicionado o valor 100. Este valor
deverá ser inserido como sendo negativo, ou seja, clicando em [CHS]
ཙ FV: aqui será inserido o valor da taxa nominal, adicionado o valor 100
ཙ PMT: não precisa inserir nada, já que sempre iremos zerar a HP antes do cálculo
ཙ i: nossa resposta

‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual a taxa real de uma aplicação que rendeu 15% e a inflação foi 10%?
ཙ [f] [CLx] їnjĞƌĂƌĂŚƉ-12c
ཙ 100 [ENTER] 10 [+] [CHS] [PV] ї>ĂŶĕĂƌŽŶƷŵĞƌŽ͞- 110”, entrada negativa
ཙ 100 [ENTER] 15 [+] [FV] ї>ĂŶĕĂƌŽŶƷŵĞƌŽ͞ϭϭϱ͕͟ĞŶƚƌĂĚĂƉŽƐŝƚŝǀĂ
ཙ 1 [n] їWƌĂnjŽƐĞŵƉƌĞƐĞƌĄϭ
ཙ [i] їƐƚĂƐĞƌĄĂŶŽƐƐĂƌĞƐƉŽƐƚĂ͗4,55%

‫ ٱ‬OBS: Esta maneira de calcular serve para toda vez que for necessária “descontar
taxas” (divisão de taxas) em juros compostos.

Apostila 2025 270


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxa de Juros Nominal


Exemplo 1: Cálculo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor aplicou seus recursos em um título de renda fixa que está
remunerando 4,55% ao ano + inflação. Após um ano, qual foi o retorno do investidor
sabendo que a inflação durante foi de 10% no ano?

Para calcularmos, precisamos utilizar a fórmula do juro nominal:

Primeiro precisamos dividir todos os números por 100 e somar 1, para depois poder
multiplicar, ou seja ( 4,55 /100 + 1) e (10 / 100 + 1). Com isso, teremos 1,0455 e 1,10 e
desta forma poderemos chegar a resposta:
ཙ Taxa nominal = ( 1,0455 x 1,10 )
ཙ Taxa nominal = [(1,15) – 1] x 100
ཙ Taxa nominal = (0,15) x 100
ཙ Taxa nominal = 15%

Apostila 2025 271


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Juros Nominal
Exemplo 1: “Base 100”
Já vimos como utilizar a “fórmula de toro” par quando necessitamos dividir taxas. Agora
utilizaremos de um “novo truque” para facilitar nosso cálculo quando tivermos que
multiplicar taxas. Este truque se baseia em somar as taxas utilizando uma base 100, da
seguinte forma:
ཙ 100 [ENTER] їŶƷŵĞƌŽƋƵĞƵƚŝůŝnjĂƌĞŵŽƐƉĂƌĂĂŶŽƐƐĂďĂƐĞ
ཙ 4,55 [%] [+]їĞƐƚĂŵŽƐƐŽŵĂŶĚŽĂƚĂdžĂƌĞĂůŶĂŶŽƐƐĂďĂƐĞ
ཙ 10 [%] [+] їĞƐƚĂŵŽƐĐƌĞƐĐĞŶĚŽϭϬйŽŶƷŵĞƌŽĂŶƚĞƌŝŽƌ
ཙ 100 [-] їĞƐƚĂŵŽƐĚĞƐĐŽŶƚĂŶĚŽĂŶŽƐƐĂďĂƐĞ
ཙ Resposta: 15% é a nossa taxa nominal

‰ OBS: Esta maneira de calcular serve para toda vez que for necessário “somar
taxas” (multiplicação de taxas) em juros compostos.

Apostila 2025 272


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Taxa de Juros Nominal


Exemplo 2
‫ ٱ‬EXEMPLO: A inflação brasileira foi positiva nos três primeiros meses do ano e negativa
no quarto mês, sendo os seus valores em: 0,27%, 0,11%, 0,47% e -0,51%. Desta forma,
qual foi a inflação acumulada no período?

Para calcularmos a taxa desta inflação, basta somarmos todos os valores através da
fórmula da taxa nominal:
ཙ 100 [ENTER] їŶƷŵĞƌŽƋƵĞƵƚŝůŝnjĂƌĞŵŽƐƉĂƌĂĂŶŽƐƐĂďĂƐĞ
ཙ 0,27 [%] [+]їĞƐƚĂŵŽƐĐƌĞƐĐĞŶĚŽϬ͕ϮϳйŽŶƷŵĞƌŽĂŶƚĞƌŝŽƌ
ཙ 0,11 [%] [+] їĞƐƚĂŵŽƐĐƌĞƐĐĞŶĚŽϬ͕ϭϭйŽŶƷŵĞƌŽĂŶƚĞƌŝŽƌ
ཙ 0,47 [%] [+] їĞƐƚĂŵŽƐĐƌĞƐĐĞŶĚŽϬ͕ϰϳйŽŶƷŵĞƌŽĂŶƚĞƌŝŽƌ
ཙ 0,51 [%] [-] їĞƐƚĂŵŽƐĚŝŵŝŶƵŝŶĚŽϬ͕ϱϭйŽŶƷŵĞƌŽĂŶƚĞƌŝŽƌ
ཙ 100 [-] їĞƐƚĂŵŽƐĚĞƐĐŽŶƚĂŶĚŽĂŶŽƐƐĂďĂƐĞ
ཙ Resposta: 0,337739% é a nossa taxa nominal

Perceba que mesmo o número sendo negativo, devemos utilizar com a regra da soma da
base 100, pois para chegarmos no resultado, deveríamos multiplicar as taxas, mesmo
quando tivermos um número negativo. Você poderia ter usado [CHS] e somar o número
negativo ou descontar com [࿆], conforme fizemos.

Apostila 2025 273


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Taxa de Juros Efetiva
Exemplo 3
‫ ٱ‬EXEMPLO: A taxa de juros de 48% ao ano, capitalizada mensalmente, resulta em uma
taxa efetiva anual aproximada de quanto?

Para calcularmos esta taxa efetiva, necessitamos seguir uma receita de bolo dividida em
duas etapas, que são:
ཙ ETAPA 1: converter a taxa por juros simples;
ཙ ETAPA 2: converter a taxa da etapa 1, mas agora por juros compostos.

Desta forma, vamos resolver o problema apresentado através dessas duas etapas:
ཙ ETAPA 1: Convertendo a taxa anual para taxa mês através de juros simples
ඵ ETAPA 1: 48% ÷ 12
ඵ ETAPA 1: 4% ao mês
ཙ ETAPA 2: Convertendo a taxa da ETAPA 1 (MÊS) para a TAXA EFETIVA ANO
ඵ 4 [i]
ඵ 1 [n]
ඵ 12 [R/S]
ඵ RESPOSTA: 60,10% ao ano

Apostila 2025 274


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estrutura a Termo da Taxa de Juros


Conceito
A estrutura a termo de taxas de juros (ETTJ), também chamada de curva de juros,
representa a expectativa de retornos nas aplicações de renda fixa, levando em
consideração a relação entre tempo e taxa. A ideia é conseguir compreender que cada
período de tempo possui uma certa taxa e que os retornos não são sempre os mesmos
em todo o período (mesmo que a gente acredite nisso).
Por exemplo, imagine que estamos no início de 2021 e que a expectativa de juros para
Brasil no ano de 2021 seja de 2% e a que a expectativa de juros para o ano de 2022 seja
de 3%. Se você aplicar hoje R$ 100,00 e tiver esses retornos, ao final do ano de 2021 terá
R$ 102,00 e ao final de 2022, terá R$ 105,06 (3% sobre os R$ 102,00), ou seja, terá um
retorno total de 5,06% para todo o período (ou 2,498780% por ano ї conversão de taxa).
Tecnicamente a taxa SPOT do ano 1 é de 2%, que a taxa a TERMO entre os anos 1 e 2 é
de 3% e que a taxa SPOT dos dois primeiros anos é de 2,498780% por ano. Diante disso,
podemos compreender que taxa SPOT é uma taxa que inicia HOJE e que taxa a termo é
uma taxa que NÃO inicia hoje. Outro ponto relevante é que mesmo a gente dizendo que a
taxa spot de 2 anos é de 2,498780% ao ano, isso não quer dizer que rendeu essa taxa
TODOS os anos, pois ela foi uma composição de taxas (2% ano 1 e 3% no ano 2).

Apostila 2025 275


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estrutura a Termo da Taxa de Juros
Gráfico
As taxas juros podem ter diversos gráficos para o longo prazo. O normal é quanto mais
longo for o empréstimo, maior o retorno por ano (ASCENDENTE). No entanto, podemos
ter fases em que as taxas de juros de um país estão decrescentes (INVERTIDA), quando
temos uma política monetária expansionista. Mas o relevante em se analisar estas curvas
no mercado financeiro é que elas demonstram as expectativas futuras de taxas de juros
de longo prazo.

NORMAL (Ascendente) INVERTIDA (Descendente) ARQUEADA


retorno retorno retorno

Tempo Tempo Tempo

Apostila 2025 276


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estrutura a Termo da Taxa de Juros


Fórmula
Como a ETTJ é uma curva de juros (juros compostos), a sua fórmula se baseia na
multiplicação de cada fator de retorno para se encontrar o retorno total do período. Após
isso, apresentamos o retorno total do período ao ano.

Sabemos que a grande maioria, quando olha a fórmula apresentada abaixo, sente
calafrios. Mas não se preocupe, pois podemos transformar todos os cálculos exigidos na
fórmula em “soma” e “subtração”. Ou seja, será mais importante a compreensão do
conteúdo e saber montar os gráficos, do que decorar a devida fórmula.

‫ ٱ‬FÓRMULA:

ཙ Zn: taxa spot anualizado do período total


ཙ Z1: é a taxa spot para 1 ano
ཙ f1: é a taxa a termo de um ano
ཙ fn: taxa a termo para n períodos

Apostila 2025 277


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estrutura a Termo da Taxa de Juros
Exemplo 1
Se a taxa spot atual de um ano é 2%, a taxa a termo de 1 ano (entre o primeiro e o
segundo ano) é 3% e a taxa a termo de 2 anos (entre o segundo e o terceiro ano) é de 4%,
qual a taxa spot de 3 anos?

2% 3% 4%

Taxa spot Taxa Termo 1A Taxa Termo 2A

0 (hoje) 1 ano 2 anos 3 anos

???

Apostila 2025 278


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estrutura a Termo da Taxa de Juros


Exemplo 1: Resposta
Para encontrarmos a TAXA SPOT 0-3, vamos encontrar o retorno total e depois anualizar:
(1) RETORNO TOTAL DO PERÍODO DE 0 A 3: (2) TAXA SPOT 0-3:
ඵ 100 [ENTER] ඵ 9,26 [i]
ඵ 2 [%] [+] ඵ 3 [n]
ඵ 3 [%] [+] ඵ1
ඵ 4 [%] [+] ඵ [R/S]
ඵ 100 [-] R: 2,997% ao ano
R: 9,26%

2% 3% 4%

Taxa spot Taxa Termo 1A Taxa Termo 2A

0 (hoje) 3 anos
1 ano 2 anos

9,26% TOTAL
= 2,997% a.a

Apostila 2025 279


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estrutura a Termo da Taxa de Juros
Exemplo 2
Sabendo que uma LTN com prazo de 3 anos rende 9,26% no período, a taxa a termo de 1
ano é de 3% (entre o primeiro e o segundo ano) e a taxa termo de 2 é 4% anos (entre o
segundo e o terceiro ano), qual a taxa spot de 1 ano?

??? 3% 4%

Taxa spot Taxa Termo 1A Taxa Termo 2A

0 (hoje) 1 ano 2 anos 3 anos

9,26% ao período
de 3 anos

Apostila 2025 280


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estrutura a Termo da Taxa de Juros


Exemplo 2: Cálculo HP12C
Como percebemos, (1) a taxa total de um período é o somatório das taxas
intermediárias, e (2) um “pedaço” dessa taxa é a taxa total subtraída das taxas que não
queremos, lembrando que em juros compostos, “subtração” significa “divisão”.

Parte que deve ser subtraída

HP 12C: Parte que deve ser subtraída: HP 12C: Taxa Spot desejada
ཙ 100 [ENTER] ཙ 109,26 [FV]
ཙ 3 [%] [+] ཙ 107,12 [CHS] [PV]
1 ཙ 4 [%] [+] 2 ཙ 1 [n]
ཙ 100 [-] ཙ clicar em i
ཙ Resposta: 7,12% ཙ Resposta final: 2% a.a

Apostila 2025 281


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Financiamento
Conceito
Em um financiamento ou empréstimo para aquisição de um bem, é esperada a devolução
do capital acrescido de juros.

As maneiras mais comuns de pagamentos de uma dívida são os sistemas de amortização,


que se distinguem pela maneira de pagamento das prestações (constantes, variáveis ou
únicas):
ཙ Tabela Price, também chamado de sistema francês;
ཙ Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante); e
ཙ Tabela SAA (Sistema de Amortização Americano).

As prestações (P) são sempre compostas de: juros (J) e amortização (A)

Prestação = Juros + Amortização

Apostila 2025 282


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tabela Price
Conceito
No sistema pela tabela Price, o empréstimo será pago em prestações iguais e, com isso, o
cálculo para descobrir o valor da parcela, será através da tecla “PMT” da HP-12C.
Comparando com o sistema SAC, as prestações iniciais serão menores, fazendo com que
gera uma possibilidade maior de alavancagem ao cliente.
‫ ٱ‬EXEMPLO: Empréstimo de R$ 5.000,00, a um juros de 5% ao ano, com pagamento
anual através da tabela Price.

‫ ٱ‬CÁLCULO: Períod Prestação Juros Amortização Saldo


ཙ PV = + 5.000 o (J + A) (J) (A) Devedor
ཙn=5 0 5.000
ཙ i = 5% 1 1.154,87 250,00 904,87 4.095,13
ཙ FV = 0 (dívida) 2 1.154,87 204,76 950,11 3.145,02
ཙ PMT = ? = - R$ 1.154,87
3 1.154,87 157,25 997,62 2.147,40
‫ ٱ‬OBS: o FV final de toda 4 1.154,87 107,37 1.047,50 1.099,90
dívida é zero. 5 1.154,87 55,00 1.099,87 0

Apostila 2025 283


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tabela Price
Exemplo: Juros
Como já sabemos o valor da prestação, podemos calcular qual o valor de juros cobrado
em cada parcela. Para isso, precisamos sempre calcular o saldo devedor anterior a parcela
que desejamos descobrir. Por exemplo, se desejarmos saber o juros da parcela 3 (três),
precisamos encontrar o saldo devedor após o pagamento de 2 (duas) prestações. Com
este valor, basta aplicarmos a taxa de juros sobre este valor, vide demonstração abaixo.

‫ ٱ‬CÁLCULO: Período
Prestação Juros Amortização Saldo
(J + A) (J) (A) Devedor
ཙ PV = + 5.000
ཙn=2 0 5.000
ཙ i = 5% 1 1.154,87 250,00 904,87 4.095,13
ཙ PMT = - 1.154,87 2 1.154,87 204,76 950,11 3.145,02
ཙ FV2 = ? = - R$ 3.145,02
3 1.154,87 157,25 997,62 2.147,40

ཙ J = FV2 x 5% 4 1.154,87 107,37 1.047,50 1.099,90


ཙ Resposta: 157,25 5 1.154,87 55,00 1.099,87 0

Apostila 2025 284


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tabela Price
Exemplo: Amortização
Sabendo o valor da prestação e o valor do juros da parcela (demonstrado anteriormente),
podemos descobrir agora o valor da amortização de cada parcela, pois a amortização será
a diferença entre o valor da prestação e o juros cobrado daquela parcela, conforme
fórmula abaixo:
ཙ Amortização = (Prestação) വ (Juros)

‫ ٱ‬CÁLCULO: Período
Prestação Juros Amortização Saldo
(J + A) (J) (A) Devedor
ཙ P(3) = 1.154,87
ཙ J(3) = 157,25 0 5.000
ཙ A(3) = ? 1 1.154,87 250,00 904,87 4.095,13
2 1.154,87 204,76 950,11 3.145,02
ཙ A = 1.154,87 – 157,25
3 1.154,87 157,25 997,62 2.147,40
ཙ A = 997,62
4 1.154,87 107,37 1.047,50 1.099,90
5 1.154,87 55,00 1.099,87 0

Apostila 2025 285


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tabela Price
Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor
Uma pergunta cotidiana de clientes é: “caso eu deseje pagar um valor maior durante o
pagamento da minha dívida, o que irá ocorrer? Irei manter o prazo e pagar menos em
cada prestação, ou irei diminuir o prazo e manter a prestação? Qual é a melhor escolha”?

Primeiramente, não há “melhor escolha”, devemos analisar as condições e explicar as


diferenças ao cliente. Mas, para isso, precisamos compreender essas diferenças. Dentre o
nosso exemplo, vamos supor uma amortização extraordinária de R$ 1.000,00 em conjunto
a segunda parcela. Analisando a tabela anterior, se o cliente não tivesse essa amortização
extraordinária, Saldo Devedor seria de R$ 3.145,02. Com estes R$ 1.000,00, seu novo
saldo devedor será de R$ 2.145,02 (R$ 3.145,02 menos R$ 1.000,00).

Para resolvermos esta dúvida do cliente, basta calcularmos tudo de novo, imaginando que
ele “quitou” a dívida anterior e tomou um novo empréstimo de R$ 2.145,02, simples
assim, conforme cálculo a seguir.

Apostila 2025 286


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tabela Price
Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor
‫ ٱ‬Mantendo o valor da prestação (descobrir qual o novo prazo):
ཙ PV = + 2.145,02 (novo saldo devedor)
ཙ PMT = R$ 1.154,87 [CHS] (manteve o valor da prestação
ཙ FV = 0 (valor da dívida que será quitada no final do prazo)
ཙ i = 5%
ཙ n = ? = 2, a dívida será quitada em mais duas parcelas e não em três.
‫ ٱ‬Mantendo o prazo (descobrir qual o novo valor da prestação):
ཙ PV = + 2.145,02
ཙ FV = 0 (valor da dívida que será quitada no final do prazo)
ཙ n = 5 – 2 = 3 (quantidade de parcelas restantes)
ཙ i = 5%
ཙ PMT = ? = ࿆ R$ 787,67, a prestação reduziu de R$ 1.154,87, para R$ 787,67.

Apostila 2025 287


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema de Amortização Constante (SAC)
Conceito
Neste sistema, o devedor também paga o empréstimo em prestações periódicas,
englobando juros e amortização. No entanto, a diferença é que agora a AMORTIZAÇÃO É
CONSTANTE em todos os períodos, fazendo com que as parcelas sejam sempre diferentes
e sempre decrescentes, já que o saldo devedor diminui ao longo do tempo
Assim, a amortização será obtida pelo quociente do valor da dívida pelo número de
períodos em que deve ser quitado o financiamento. Sua fórmula é:

Dívida (D)
Amortização (A) =
Número de Parcelas (n)

Este sistema é o que se paga menos juros comparado com os demais sistemas. Não
confunda “pagar menos juros” com “taxa de juros menor”. Se paga menos juros na SAC,
pois possui parcelas maiores no seu início, amortizando a dívida mais rapidamente.

Apostila 2025 288


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema de Amortização Constante (SAC)


Exemplo
No sistema pela tabela SAC, o cálculo para descobrir o valor da parcela, deverá ser feito
em duas etapas. A primeira é descobrir o valor da amortização, e para isso, basta pensar
“qual o valor das prestações caso não houvesse juros?”. Após encontrar a Amortização,
necessitamos calcular o juros de cada prestação e somar a Amortização.

‫ ٱ‬EXEMPLO: Empréstimo de R$ 5.000,00, a um juros de 5% ao ano, com pagamento


anual através da tabela SAC.

‫ ٱ‬CÁLCULO: Período
Prestação Juros Amortização Saldo
(J + A) (J) (A) Devedor
ཙ D = 5.000
ཙn=5 0 5.000
ཙ A = D / n = 1.000 1 1.250 250 1.000 4.000
2 1.200 200 1.000 3.000
3 1.150 150 1.000 2.000
4 1.100 100 1.000 1.000
5 1.050 50 1.000 0

Apostila 2025 289


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema de Amortização Constante (SAC)
Exemplo: Saldo Devedor
Como já sabemos o valor da amortização, podemos calcular qual o valor do saldo devedor
de qualquer período. Para isso, basta multiplicarmos número de parcelas pagas pelo
cliente e descontar do valor da dívida. Perceba que não importa o valor do juros para esta
análise, pois em toda prestação, ele sempre paga todo o juros devido. Por exemplo, se
desejarmos saber o saldo devedor após 2 (duas) prestações, basta multiplicarmos a
amortização por 2 e diminuir da dívida inicial.

‫ ٱ‬CÁLCULO: Período
Prestação Juros Amortização Saldo
(J + A) (J) (A) Devedor
ཙ Dívida Inicial = 5.000
ཙ Amortizações Pagas: 2 0 5.000
ཙ Valor amortizado: 1 1.250 250 1.000 4.000
2 x R$ 1.000 = 2.000 2 1.200 200 1.000 3.000
3 1.150 150 1.000 2.000
ཙ Saldo Devedor:
5.000 – 2.000 = 3.000 4 1.100 100 1.000 1.000
5 1.050 50 1.000 0

Apostila 2025 290


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema de Amortização Constante (SAC)


Exemplo: Juros
Como já sabemos o valor do saldo devedor, podemos calcular qual o valor de juros
cobrado em cada parcela, lembrando que precisamos sempre calcular o saldo devedor
anterior a parcela que desejamos descobrir. Por exemplo, se desejarmos saber o juros da
parcela 3 (três), precisamos encontrar o saldo devedor após o pagamento de 2 (duas)
prestações. Com este valor, basta aplicarmos a taxa de juros sobre este valor, vide
demonstração abaixo.

‫ ٱ‬CÁLCULO: Período
Prestação Juros Amortização Saldo
(J + A) (J) (A) Devedor
ཙ Dívida Inicial = 5.000
ཙ Amortizações Pagas: 0 5.000
2 x 1.000 = 2.000 1 1.250 250 1.000 4.000
ཙ Saldo Devedor (FV2): 2 1.200 200 1.000 3.000
5.000 – 2.000 = 3.000
3 1.150 150 1.000 2.000
ཙ Juros = FV2 × 5%
ཙ Juros = 3.000 × 5% 4 1.100 100 1.000 1.000
ཙ Juros = R$ 150,00 5 1.050 50 1.000 0

Apostila 2025 291


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema de Amortização Constante (SAC)
Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor
Da mesma forma que trouxemos o problema do cliente em querer realizar uma
amortização extraordinária durante um financiamento através da tabela Price, esta dúvida
também pode ocorrer pelo financiamento pela tabela SAC.

Nosso exemplo anterior, supomos que houve uma amortização extraordinária durante a
segunda parcela no valor de R$ 1.000,00. Com isso, utilizaremos o mesmo exemplo.
Assim, analisando a tabela anterior, se o cliente não tivesse essa amortização
extraordinária, Saldo Devedor seria de R$ 3.000,00. Com estes R$ 1.000,00, seu novo
saldo devedor será de R$ 2.000,00 (R$ 3.000,00 menos R$ 1.000,00).

Para resolvermos esta dúvida do cliente, basta calcularmos tudo de novo, imaginando que
ele “quitou” a dívida anterior e tomou um novo empréstimo de R$ 2.000,00, simples
assim, conforme cálculo a seguir.

Apostila 2025 292


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Sistema de Amortização Constante (SAC)


Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor
‫ ٱ‬Mantendo o valor da prestação (descobrir qual o novo prazo):
ཙ Amortização = Dívida / número de parcelas
ཙ Dívida = R$ 2.00,00
ཙ Amortização = R$ 1.000,00
ཙ n = ? = R$ 2.000,00 / R$ 1.000,00 = 2, a dívida será quitada em mais duas parcelas
e não em três.
‫ ٱ‬Mantendo o prazo (descobrir qual o novo valor da amortização):
ཙ Amortização = Dívida / número de parcelas
ཙ Dívida = R$ 2.000,00
ཙn=3
ཙ Amortização = ? = R$ 2.000,00 / 3 = R$ 666,67, a amortização reduziu de
R$ 2.000,00, para R$ 666,67

Apostila 2025 293


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistema de Amortização Americano (SAA)
Conceito
No Sistema de Amortização Americano (SAA), a amortização da dívida ocorre apenas no
final. Já os juros da operação, são pagos periodicamente. Em alguns casos, quando
descrito em contrato, os juros podem ser capitalizados e todo o valor ser quitado no final,
como ocorre em um CDB (no mercado financeiro, quando toda a dívida é quitada no final,
chamamos de Bullet ou Ballon).
‫ ٱ‬EXEMPLO: Empréstimo de R$ 5.000,00, a um juros de 5% ao ano, com pagamento
anual através do sistema SAA.

PERÍODO PRESTAÇÃO JUROS AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR


0 5.000
1 250 250 0 5.000
2 250 250 0 5.000
3 250 250 0 5.000
4 250 250 0 5.000
5 5.250 250 5.000 0

Apostila 2025 294


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Financiamentos: Sistemas de Amortização


Resumo: SAC x Price x SAA
O sistema americano (SAA) é o mais custoso (maior pagamento de juros), já que o saldo
devedor não é reduzido ao longo do tempo, somente na última prestação. Em relação
entre a SAC e a PRICE, pelo motivo da amortização ser maior no início pela SAC, a mesma
implica um menor pagamento de juros. Porém, trazendo a valor presente os fluxos de
caixa de ambas, as tabelas acabando sendo EQUIVALENTES.

TABELA PRICE TABELA SAC TABELA SAA


n PMT J A FV n PMT J A FV n PMT J A FV
0 5.000 0 5.000 0 5.000
1 1.154 250 904 4.095 1 1.250 250 1.000 4.000 1 250 250 0 5.000
2 1.154 204 950 3.145 2 1.200 200 1.000 3.000 2 250 250 0 5.000
3 1.154 157 997 2.147 3 1.150 150 1.000 2.000 3 250 250 0 5.000
4 1.154 107 1.047 1.099 4 1.100 100 1.000 1.000 4 250 250 0 5.000
5 1.154 55 1.099 0 5 1.050 50 1.000 0 5 5.250 250 5.000 0

Apostila 2025 295


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Matemática Financeira
Lembretes
Os Principais lembretes para você fazer os cálculos são:
ཙ Nunca se esqueça de zerar a calculadora, pois pode haver dados guardados que
influenciarão seu cálculo, levando a respostas equivocadas na prova!
ཙ Taxa de juros(i), períodos (n) e parcelas (PMT) devem estar sempre na mesma
base (mês com mês, ano com ano, etc), sendo que quando:
ඵ Houver PMT, o prazo “n” e a taxa “i” devem ficar na SEMPRE na base do PMT;
ඵ Não houver PMT, você pode escolher qual deve transformar. Porém, é mais fácil
converter a base do prazo (n) para a mesma base da taxa (ou seja, se a taxa está
em ano e o prazo em mês, é mais fácil converter tudo para ano);
ཙ Convenção de sinais:
ඵ Entrada de caixa: sinal positivo
ඵ Saída de caixa: sinal negativo (CHS)
ཙ Preste muita atenção no enunciado da questão para não passar desapercebido
quando indicarem que o fluxo é antecipado (ativar o modo BEGIN – “g7”)
ཙ Sempre deixe a calculadora no modo END (“g8”), pois raramente teremos duas
questões em sequência que sejam de fluxo antecipado;
ཙ E por último, FAÇA SEMPRE O FLUXO DE CAIXA!

Apostila 2025 296


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

2.3 Análise de Investimentos


Apostila 2025 297
297
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Método de Análise de Investimentos
Conceito
A Análise de Investimentos busca identificar qual a melhor alocação para os recursos
financeiro entre as diversas alternativas existentes . Podemos afirmar que essa análise é
de suma importância ao se considerar a realização de um investimento, pois as
ferramentas utilizadas conseguem mensurar de forma clara, investimentos com prazos,
taxas e fluxos de pagamentos distintos, sendo uma ótima ferramenta de apoio a decisão
do investidor.
Os métodos de análise de investimentos cobrados na CEA são:
ཙ Valor Presente Líquido (VPL)
ཙ Taxa Interna de Retorno (TIR)
ཙ Taxa Interna de Retorno Modificada (TIRM)

Apostila 2025 298


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Custo de Oportunidade e TMA


Conceito
‫ ٱ‬TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE (TMA): representa o mínimo que um investidor se
propõe a ganhar quando faz um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro
se propõe a pagar quando faz um financiamento. Em relação investimentos, ela deve ser
maior que o Custo de Oportunidade, senão, o investidor racional não tem motivos para
realizar. No Brasil, utilizamos muitas vezes a Taxa Selic como a TMA, já que ela é o
investimento de menor risco do país.
‫ ٱ‬CUSTO DE OPORTUNIDADE: é a opção que foi renunciada, entre as opções que
poderiam ter sido feitas. Ela não representa necessariamente uma taxa, mas sim o que foi
deixado de lado para ser realizada outra tarefa. No mundo dos investimentos,
normalmente dizemos que é uma taxa de retorno, vide que sempre que um investidor
realizado uma aplicação financeira, ele também está renunciando outras aplicações ou
projetos. Importante notar que o custo de oportunidade é diferente para cada ser
humano, vide que as pessoas não possuem as mesmas oportunidades.

Apostila 2025 299


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
VPL – Valor Presente Líquido
Conceito
O VPL (Valor Presente Líquido), em inglês Net Present Value (NPV) é o principal método
de análise de investimentos. Ele consiste em trazer para a data zero todos os fluxos de
caixa de um investimento e somá-los ao valor do investimento inicial, usando como taxa
de desconto a TMA (Taxa Mínima de Atratividade) do investidor. Caso o cálculo do VPL
seja negativo, isto significa que o projeto não é financeiramente viável (o retorno é pior
que a TMA).

O termo FC0 representa o fluxo de caixa do período zero (investimento inicial).


Normalmente este termo entrará com sinal negativo na equação do VPL.
‫ ٱ‬OBS: Quando estamos analisando dois projetos, escolhemos sempre aquele que
possui o maior VPL.

Apostila 2025 300


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

VPL – Valor Presente Líquido


Exemplo
EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000 em um projeto que prevê fluxos de caixa
anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro ano; R$ 20.000,00 no segundo ano;
R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no quarto ano. Sabendo que o Taxa
Mínima de Atratividade do investidor é a Taxa Selic, que está em 10% ao ano, qual o VPL
deste projeto?

R$ 10.000 R$ 20.000 R$ 30.000 R$ 40.000


0
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4

-R$ 50.000

Apostila 2025 301


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
VPL – Valor Presente Líquido
Solução do Exemplo
Para calcularmos o VPL, precisamos utilizar a função [g] das teclas [PV], [PMT], [FV] para
inserir dados e a função [f], para a resposta dos dados inseridos. Como o VPL é uma
comparação com outro projeto, além das informações dos fluxos, precisamos inserir a
TMA na taxa [i] também.

FLUXO TECLA MOTIVO RESULTADO


Fluxo de Caixa ZERO,
50.000 CHS CF0: [g][PV]
ou seja, Valor Presente
10.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 1
20.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 2
30.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 3
40.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 4
10 [i] Taxa TMA
R$
VPL NPV: [f][PV] Valor Presente Líquido
25.479,82

Apostila 2025 302


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

TIR – Taxa Interna de Retorno


Conceito
A Taxa Interna de Retorno (TIR), em do inglês Internal Rate of Return (IRR), é a taxa de
desconto que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto seja igual a zero,
ou seja, é o retorno do investimento. Assim sendo, se utilizarmos a metodologia da TIR
para analisarmos dois projetos, escolhemos aquele que possui a maior Taxa Interna de
Retorno. Importante ressaltar que, se estivermos analisando fluxos anuais, a TIR será
anual (sua periodicidade é a mesma dos fluxos analisados), se estivermos analisando
fluxos mensais, ela será uma taxa mensal.
Este estudo considera que os fluxos de caixa do projeto são reinvestidos pela própria TIR,
o que acaba sendo um grande problema, pois dificilmente ocorrerá na prática.

Apostila 2025 303


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
TIR – Taxa Interna de Retorno
Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000 em um projeto que prevê fluxos de caixa
anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro ano; R$ 20.000,00 no segundo ano;
R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no quarto ano. Qual o retorno do
investimento?

R$ 10.000 R$ 20.000 R$ 30.000 R$ 40.000


0
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4

-R$ 50.000

Apostila 2025 304


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

TIR – Taxa Interna de Retorno


Solução do Exemplo
Como os fluxos de caixa são distintos, necessitamos calcular inserindo fluxo por fluxo na
HP-12C. Desta forma, utilizaremos a função [g] das teclas [PV], [PMT], [FV] para inserir
dados e a função [f], para a resposta dos dados inseridos.

FLUXO TECLA MOTIVO RESULTADO


Fluxo de Caixa ZERO,
50.000 CHS CF0: [g][PV]
ou seja, Valor Presente
10.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 1
20.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 2
30.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 3
40.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 4
Retorno do
TIR IRR: [f][FV] 27,27% a.a
Investimento

Apostila 2025 305


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Relação TIR x VPL
Conceito
A TIR tem a vantagem de fornecer a rentabilidade do projeto em um percentual. Esse
enfoque é muito mais prático, pois muitos investidores preferem saber qual o percentual
de ganho com o investimento (projeto) do que o Valor Presente Líquido.
Em outras palavras, é raro ter alguém que pergunte ao assessor de investimentos ou ao
gerente de relacionamento qual o VPL de um CDB ou de um Título Público? A pergunta
mais comum é quanto rende esse investimento e, nesse sentido, a TIR responde a essa
pergunta.
Porém, os critérios de decisão quanto a aceitar ou não um projeto são distintos quando
analisamos esse investimento com base no VPL e na TIR.

Apostila 2025 306


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Relação TIR x VPL


Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Voltemos ao exemplo anterior, em que um investidor aplica R$ 50.000,00
em um projeto que prevê fluxos de caixa anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro
ano; R$ 20.000,00 no segundo ano; R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no
quarto ano. Vimos que a TIR do projeto é de 27,27% ao ano e o VPL é de R$ 25.479,82,
com TMA de 10% ao ano.

R$ 10.000 R$ 20.000 R$ 30.000 R$ 40.000


0
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4

-R$ 50.000

Apostila 2025 307


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Relação TIR x VPL
Solução do Exemplo
Vamos fazer algumas simulações variando a TMA para avaliarmos qual o impacto no VPL e
na TIR.

TMA VPL TIR Decisão


0% 50.000,00 27,27% Aceitar
5% 36.487,63 27,27% Aceitar
10% 25.479,82 27,27% Aceitar
15% 16.414,14 27,27% Aceitar
20% 8.873,46 27,27% Aceitar
25% 2.544,00 27,27% Aceitar
27,27% 0,00 27,27% Indiferente
30% - 2.813,28 27,27% Rejeitar
35% - 7.382,66 27,27% Rejeitar

Apostila 2025 308


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Relação TIR x VPL


Conceito
Da tabela anterior, podemos notar os seguintes pontos:
ཙ Conforme a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) vai aumentando, o Valor
Presente Líquido vai diminuindo. Isso porque o investimento alternativo vai se
tornando cada vez mais atrativo até que, quando a TMA é de 27,27%, o VPL vai a
zero e, aumentando ainda mais a TMA, o VPL passa a ser negativo;
ཙ A Taxa Interna de Retorno (TIR) não mudou com a alteração da TMA: Isso
acontece porque a TIR não depende da TMA, mas sim apenas dos fluxos de caixa do
projeto;
ཙ A decisão de Aceitar ou Rejeitar o projeto é sempre a mesma para o VPL e a TIR,
ou seja, enquanto a TIR é superior à TMA, o VPL do projeto é positivo (aceitamos o
projeto); quando a TIR é igual à TMA o VPL é zero (indiferente aceitar ou rejeitar o
projeto) e, quando a TIR é inferior à TMA, o VPL passa a ser negativo (rejeitamos o
projeto).

Apostila 2025 309


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Relação VPL x TMA
Conceito
Graficamente, a Relação VPL x TMA para esse exemplo pode ser expressa da seguinte
forma:

R$50.000,00

R$40.000,00

R$30.000,00
TIR
R$20.000,00
Aceitar o projeto
R$10.000,00

R$0,00
0% 5% 10% 15% 20% 25% 27% 30% 35%
(R$10.000,00)
Rejeitar o projeto

Apostila 2025 310


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Problemas com o enfoque da TIR


Conceito
Até agora vimos que, se a Taxa Interna de Retorno (TIR) for superior à Taxa Mínima de
Atratividade (TMA), o Valor Presente Líquido (VPL) será positivo e ambas medidas
fornecem o mesmo resultado, que devemos aceitar o projeto. No entanto, a TIR apresenta
alguns problemas conceituais, que são:
ཙ PROBLEMA 1: A TIR assume que os fluxos de caixa intermediários serão
reinvestidos à própria taxa de retorno e na vida real, quando recebemos os fluxos de
caixa do projeto, precisamos reinvesti-los. No entanto, não temos como saber de
antemão a que taxa conseguiremos reinvestir. Desta forma, surgiu uma solução para
contornar esse problema, que foi o cálculo da TIR Modificada, que veremos a seguir.
ཙ PROBLEMA 2: O fluxo “normal” nos investimentos é termos uma saída de caixa
inicial e várias entradas posteriores, como por exemplo, nos pagamentos de cupons
dos títulos públicos. Quando isso ocorre, o cálculo da TIR nos leva a uma única
resposta. No entanto, se houver mudanças nas direções dos fluxos de caixa, poderá
haver mais de uma resposta para a TIR. Nesse caso, o VPL será a medida mais
correta, como veremos mais à frente.

Apostila 2025 311


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada
Conceito
A Taxa Interna de Retorno Modificada (TIRM) é um método de análise de projetos de
investimentos que consiste em trazer os fluxos de caixa negativos para valor presente e
levar os fluxos de caixa positivos para valor futuro, gerando desta forma um novo fluxo
de caixa convencional e eliminando assim o problema do reinvestimento sempre na
mesma taxa, no qual é apresentado no modelo da TIR tradicional.
No entanto, a TIR Modificada continua tendo os seguintes problemas:
ཙ Mesmo aplicando em taxas diferentes, jamais saberemos exatamente qual será a
taxa futura de captação de recursos e/ou de reinvestimento.
ཙ Quando o fluxo não for tradicional (somente uma mudança de sinal no fluxo de
caixa), poderemos ter mais de uma taxa de retorno, devendo assim, ser utilizado o
modelo VPL.

Apostila 2025 312


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada


Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000,00 em um projeto que prevê fluxos de
caixa anuais positivos de R$ 20.000 pelos próximos 4 anos, sem valor residual. Se o
investidor consegue reinvestir esses fluxos à taxa de 10% ao ano, qual a taxa de retorno
do projeto?

R$ 20.000 R$ 20.000 R$ 20.000 R$ 20.000


0
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
Fluxo 1 renderá Fluxo 2 renderá Fluxo 3 renderá Encerramento
10% por mais 3 anos 10% por mais 2 anos 10% por mais 1 ano do projeto
(até o ano 4) (até o ano 4) (até o ano 4)

-R$ 50.000

Apostila 2025 313


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada
Solução do Exemplo
Para resolvermos este problema, primeiro precisamos corrigir todos os fluxos positivos
para o último ano e soma-los (caso houvesse algum negativo, este deveria ser trazido a
valor presente e somado ao CF0). Desta forma, ao invés de termos 4 fluxos positivos,
teremos somente 1 fluxo no último ano.

R$ 20.000 R$ 20.000 R$ 20.000 R$ 20.000


0
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
Fluxo 1 renderá Fluxo 2 renderá Fluxo 3 renderá Encerramento
10% por mais 3 anos 10% por mais 2 anos 10% por mais 1 ano do projeto
(até o ano 4) (até o ano 4) (até o ano 4)

-R$ 50.000

Apostila 2025 314


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada


Solução do Exemplo
Conforme mencionado, devemos corrigir os R$ 20.000,00 dos anos 1, 2 e 3 até o último
período, e acrescentar o ano 4, transformando assim tudo em um só valor no último ano.
Este cálculo possui o mesmo significado que “uma pessoa irá investir durante 4 anos,
R$ 20.000 a uma taxa de 10%a.a. Qual o valor final que ela terá?”
‫ ٱ‬CÁLCULO:
ཙ n = 4 (anos)
ཙ i = 10 (ao ano)
ཙ PV = 0
ཙ PMT = -20.000 [CHS]
ཙ FV = ? = 92.820,00

Apostila 2025 315


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada
Exemplo
Agora que já calculamos qual o valor corrigido de todos os fluxos, podemos enxergar da
seguinte forma o problema:

R$ 92.820

0
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
Encerramento
do projeto
-R$ 50.000

Por fim, calculamos o retorno (i) deste investimento, que é o que buscamos:
ཙ PV = 50.000 [CHS]
ཙ PMT = 0
ཙ FV = + 92.820
ཙ n = 4 anos
ཙ i = ? = 16,73% ao ano, esta é a TIR Modificada.

Apostila 2025 316


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

EBITDA (LAJIDA)
Conceito
O EBITDA (“Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”) é um
indicador financeiro bastante utilizado pelas empresas de capital aberto e pelos analistas
de mercado que representa o lucro operacional de uma companhia. A sua tradução seria
Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA em português).
O EBITDA é utilizado para diversas análises, pois consegue demonstrar se a empresa está
sendo bem gerida e também a sua capacidade de pagamento de dívidas. Com isso,
podemos utilizar esse conceito de algumas formas:
ཙ Margem EBITDA: este indicador demonstra a eficiência operacional da
companhia, bastando dividir o lucro operacional (EBITDA) pela receita líquida. Por
exemplo, se a empresa X tem uma receita de R$ 100 mil e um EBITDA de
R$ 40.000,00, temos que: R$ 40.000,00 / R$ 100.000,00 = 0,40. Portanto, a margem
EBITDA é de 40%.
ཙ Dívida Líquida/EBITDA: este indicador serve para analisar a solvência da empresa,
demonstrando em quantos anos a dívida líquida seria quitada através da geração.
Por exemplo, se a empresa Y tem uma Dívida Líquida de R$ 80.000,00 e um EBITDA
de R$ 40.000,00, temos que: R$ 80.000,00 / R$ 40.000,00 = 2. Portanto, a dívida
poderia ser paga em 2 anos através da geração de caixa.

Apostila 2025 317


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
EBITDA (LAJIDA)
Cálculo do EBITDA
(+) RECEITA OPERACIONAL BRUTA
(-) Impostos Incidentes sobre Vendas (tais como PIS/COFINS)
SUBTRAIR O (=) Receita Líquida de Vendas
OPERACIONAL (-) Custo dos Produtos Vendidos
(-) Despesas Operacionais (Vendas, Administrativas, Outras)
(=) EBITDA (LAJIDA) = LUCRO OPERACIONAL AJUSTADO
(-) Despesas/Receitas Financeiras (tais como Juros e JCP)
SOMAR O NÃO (-) Depreciação e Amortização (*)
OPERACIONAL Tributos (IRPJ e CSLL)
(-)
(=) RESULTADO LÍQUIDO

‫ ٱ‬OBS: A Depreciação e a Amortização são despesas operacionais contábeis, ou seja, não


tem impacto no caixa da companhia, mas desta forma fica mais claro o cálculo.
Apostila 2025 318
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

EBITDA (LAJIDA)
Exemplo
A empresa RToro Education S/A obteve no seu último ano fiscal, os seguintes resultados
financeiros:
ཙ Receita Líquida: R$ 100.000,00
ཙ Despesas com fornecedores: R$ 60.000,00
ཙ Despesas operacionais: R$ 17.000,00
ཙ Despesas financeiras: R$ 4.000,00
ཙ Depreciação: R$ 4.000,00
ཙ Amortização: R$ 2.000,00
ཙ Impostos (IRPJ e CSLL): R$ 7.000,00
ཙ Lucro Líquido: R$ 6.000,00

Desta forma, qual foi o valor do seu EBITDA?

Apostila 2025 319


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
EBITDA (LAJIDA)
Solução do Exemplo
O EBITDA, também chamado de LAJIDA, pode ser calculado partindo tanto da sua Receita
Operacional (descontando seus custos operacionais), quanto do seu Lucro Líquido
(adicionando a parte não operacional: Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações).
Desta forma, mostraremos das duas formas para chegarmos na resposta de R$ 23.000,00:

R$ 100.000,00 RECEITA LÍQUIDA


(-) R$ 60.000,00 Despesas com Fornecedores
SUBTRAI
(-) R$ 17.000,00 Despesas Operacionais
(=) R$ 23.000,00 EBITDA (LAJIDA) LA
(+) R$ 4.000,00 Juros (Despesas Financeiras) J
(+) R$ 7.000,00 Impostos (IRPJ e CSLL) I
SOMA (+) R$ 4.000,00 Depreciação D
(+) R$ 2.000,00 Amortização A
R$ 6.000,00 LUCRO LÍQUIDO

Apostila 2025 320


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CMPC – Custo Médio Ponderado de Capital


Conceito
O CMPC (em inglês WACC – Weighted Average Capital Cost) representa a média do custo
de capitais próprios e de capitais de terceiros de uma empresa. São esses capitais que
sustentam a companhia, seja por meio de financiamento (capital de terceiros) ou
investimentos internos (capital próprio), sendo que cada fonte tem um peso na Estrutura
de Capital.

Retorno Custo do
Peso do Requerido pelos Peso do Capital de Benefício Fiscal
Capital acionistas Capital de Terceiros
Próprio (CAPM) Terceiros

‫ ٱ‬Onde:
ཙ PL: Patrimônio Líquido ཙ RP: Retorno do Capital Próprio (CAPM das ações)
ཙ D: Dívidas ཙ RT: Retorno de Terceiros (YTM de debêntures)
ཙ PL + D = Total de Ativos ཙ IR = Alíquota do imposto de renda

Apostila 2025 321


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Método de Análise de Investimentos
Resumo
‫ ٱ‬VPL (Valor Presente Líquido):
ཙ VPL maior que zero: o projeto gera mais lucro que a TMA, devemos aceitá-lo;
ཙ VPL menor que zero: o projeto gera menos lucro que a TMA, devemos negá-lo;
ཙ VPL igual a zero: O projeto remunera apenas a TMA, sendo indiferente a escolha.
‫ ٱ‬TIR e a TIRM (Taxa Interna de Retorno e Modificada):
ཙ É a taxa que faz com que o VPL seja zero!
ཙ A TIR supõe que os fluxos de caixa serão reinvestido pela própria taxa da TIR. Já a
TIRM corrige esta falha fazendo com que os fluxos sejam reinvestidos em taxas
estipuladas pelo próprio investidor.
‫ ٱ‬WACC (Custo Médio Ponderado de Capital):
ཙ O Custo do Capital Próprio (RP) pode ser mensurado por CAPM;
ཙ O Custo do Capital de Terceiros (RT) pode ser calculado por YTM.

Apostila 2025 322


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Capítulo 3:
Instrumentos de Renda Fixa,
Renda Variável e Derivativos
323
3.1 Instrumentos de Renda Fixa
Apostila 2025 324
324
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda Fixa
Introdução
Os títulos de renda fixa são contratos onde de um lado alguém está precisando de
dinheiro e do outro, a contraparte aceita emprestar os recursos cobrando uma certa taxa
de juros, podendo ela ser conhecida desde o início (juro prefixado) ou indexada (IPCA,
IGP-M, CDI, Selic,...).
Quando este devedor for o governo federal, dizemos que é um título público federal,
sendo o emissor da dívida o Tesouro Nacional. Já quando for um agente privado (bancos,
padarias, lojas,...), classificamos como títulos privados. Portanto, este mercado está
relacionado à gestão de títulos de crédito, sendo os seus instrumentos de renda fixa
geridos e fiscalizados pelo Banco Central, juntamente com a Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), quando se tratar, principalmente de ofertas públicas.
Atualmente, os títulos do Governo Federal possuem a maior relevância dentre o mercado
de renda fixa nacional, movimentando aproximadamente 95% do volume financeiro. Isso
demonstra que os títulos privados de crédito ainda possuem pouca relevância no
mercado nacional. Vale ressaltar que o Governo Federal também utiliza os títulos do
Tesouro Nacional como ferramenta para a rolagem da dívida pública federal.

Apostila 2025 325


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Renda Fixa
Glossário
Alguns conceitos serão importantes dentro da renda fixa, tais como:
¾ TÍTULO: É a obrigação legal assumida entre um emissor (devedor) e um credor
(investidor), ou seja, o título de renda fixa é um contrato de dívida.
¾ VALOR DE FACE: também chamado de “valor nominal” ou “valor de resgate”, ele é
o valor que o emissor devolverá ao credor no vencimento do título, a menos que não
tenha ocorrido default.
¾ VALOR PRINCIPAL: Este é o valor que o emissor recebeu sobre a emissão do título
e que será devolvido ao credor acrescido dos juros pactuados.
¾ CUPOM: É a remuneração periódica em dinheiro feita ao investidor, ou seja, os
juros pagos pelo título pactuados entre o credor e o emissor.
¾ CUPOM RATE: este é o percentual que será calculado o valor de cupom a ser pago
ao investidor, sendo sempre aplicado sobre o valor principal e não sobre os valores
negociados no mercado secundário.
¾ MATURIDADE (VENCIMENTO): Não devemos confundir “MATURIDADE” com
“PRAZO MÉDIO” do título. Maturidade é quando a dívida irá encerrar. Já o Prazo
Médio leva em consideração todos os recebimentos de juros pagos. Títulos sem
Cupom, possuem Maturidade e Prazo Médio Iguais.

Apostila 2025 326


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda Fixa
Tipos de Renda Fixa
Esses títulos possuem uma remuneração financeira pré-estabelecida e por este motivo o
nome de “renda fixa”, pois a renda (retorno) será fixado em algo, podendo ser:
¾ Prefixados: Onde a taxa de juros é previamente conhecida, ou seja, sabemos a
remuneração final desde o início. Pode ser um desconto sobre o valor de face (ex:
um desconto sobre um cheque) ou uma taxa pré-estabelecida (ex: 10% ao ano).
¾ Pós-Fixados: Onde a taxa será atrelada a uma referência de mercado (CDI, IPCA,
IGP-M) e que iremos saber a rentabilidade somente no final da aplicação. Por
exemplo, CDB rendendo 100% do CDI. No final da aplicação, calcula-se o CDI do
período do contrato e corrige o título a esta taxa.
Por se tratar de uma dívida, ela poderá ser paga aos poucos ou apenas no final. Desta
forma, poderemos classificar os títulos de renda fixa também como::
¾ Zero Cupom (Bullet): São títulos que toda a remuneração é paga no final, ou seja,
não possui juros periódicos e por isso o nome “sem cupom”.
¾ Amortizados: São títulos no qual, além dos juros serem pagos durante a dívida,
parte do principal também será paga antes da data de vencimento. Pois juros é o
“fruto” do que você investiu, já amortização é o próprio valor que você investiu.

Apostila 2025 327


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Relação entre Títulos Públicos e Privados
Formação de Preços e a TLR
Cada título de dívida possui uma taxa de juros relacionada, que considera uma taxa livre
de riscos (TLR) mais um prêmio pelo risco. Chamamos de Taxa Livre de Risco o
investimento que possui o menor risco de crédito possível (no Brasil, utilizamos os títulos
públicos e como referência a LFT – Tesouro Selic, que é um título pós-fixado atrelado a
taxa básica da economia brasileira). Essa taxa é importante pois a partir dela, balizamos
todos os outros investimentos (Princípio da Dominância).
Isso por que os títulos públicos possuem uma avaliação de risco, via de regra, menor do
que os privados. Por exemplo, o risco soberano de um país é menor do que o risco de
uma empresa desse país. Dessa forma, os títulos privados costumam pagar um juro
(remuneração) superior aos títulos públicos, devido ao seu prêmio por risco de crédito ser
maior. Sendo assim, cada título de dívida possui uma taxa de juros relacionada, que
considera uma taxa livre de riscos mais um prêmio pelo risco e esta diferença a chamamos
de Spread.

Apostila 2025 328


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Relação entre Títulos Públicos e Privados


Spread de Crédito
O Spread de Crédito é uma medida que representa a probabilidade de inadimplência do
emissor do título, quando comparado com o Ativo Livre de Risco. Quando maior for a
diferença de taxas, maior o risco de inadimplência desde emissor. Em nosso exemplo,
título B tem maior risco de crédito, comparado com o título A.

Taxa de Título Privado B


Juros (%) Spread B
Título Privado A
Spread A
Título Público (benchmark)

tempo (t)

Apostila 2025 329


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resgate Antecipado ou Vencimento Antecipado
Conceito
Como os ativos de renda fixa são dívidas, diversas vezes apresentam garantias reais, como
um terreno ou uma sala comercial. No entanto, existem outras formas do credor se
proteger. Essas formas são cláusulas impostas nos contratos e eles podem ser de duas
maneiras. São elas:
¾ Quebra de Covenants: Covenants são cláusulas contratuais de títulos de dívida,
que protegem o interesse do credor estabelecendo condições que não devem ser
descumpridas. De maneira geral, caso um covenant seja quebrado, o credor tem o
direito de requerer o vencimento antecipado da dívida. Estas condições tem por
objetivo reduzir o risco de não recebimento por parte do credor e, também reduzir o
custo da dívida do credor.
¾ Cross Default: Esta regra, também chamado de cláusula de vencimento
antecipado, quer dizer que se uma dívida do emissor vencer e ele ficar inadimplente,
os outros títulos de dívida também estarão vencidos automaticamente. O contrário é
verdadeiro, ou seja, se ele não pagar a dívida referenciada, ou os juros, as outras
dívidas podem ser declaradas vencidas automaticamente. É como se fosse um “bloco
único” de obrigações inter-relacionadas.

Apostila 2025 330


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Garantias
Tipos
As debêntures podem ser classificadas em 4 tipos de garantias. São elas:
¾ GARANTIA REAL: fornecida pela emissora pressupõe a obrigação de não alienar
ou onerar o bem registrado em garantia, tem preferência sobre outros credores,
desde que averbada no registro. É UMA GARANTIA FORTE;
¾ GARANTIA FLUTUANTE: assegura privilégio geral sobre o ativo da companhia, mas
não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Ela marca lugar na fila
dos credores, e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas
e dos impostos. É UMA GARANTIA FRACA, e sua execução privilegiada é de difícil
realização, pois caso a emissora esteja em situação financeira delicada, dificilmente
haverá um ativo não comprometido pela companhia;
¾ GARANTIA QUIROGRAFÁRIA: ou sem preferência, não oferece privilégio algum
sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais
credores quirografários (sem preferência), em caso de falência da companhia;
¾ GARANTIA SUBORDINADA: na hipótese de liquidação da companhia, oferece
preferência de pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.

‰ LEMBRE-SE: REFLUQSU!

Apostila 2025 331


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.1.1 Títulos Públicos Federais
Apostila 2025 332
332
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Públicos Federais (TPF)


Conceito
Os Títulos Públicos Federais (TPF) são títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional.
Esse rendimento pode ter sua remuneração prefixada ou pós-fixada (diferentes
indexadores). Servem para cobertura de déficits do Tesouro Nacional, rolagem da dívida
pública. Além disso, eles são escriturais, nominativos e negociáveis no mercado
secundário. Os principais Títulos Públicos Federais do edital são:
ཙ Tesouro Selic (LFT);
ཙ Tesouro Prefixado (LTN);
ཙ Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).
ཙ Tesouro IPCA (NTN-B Principal);
ཙ Tesouro IPCA com Juros Semestrais(NTN-B);
ཙ Tesouro Renda+
ཙ Tesouro Educa+
Importante salientar que, conceitualmente, os títulos públicos federais são considerados
os ativos livre de risco para as aplicações em moeda nacional, ou seja, não possuem risco
de crédito, mas sim, risco soberano. Isto ocorre somente em teoria, pois havendo uma
aplicação em renda fixa, há um devedor, gerando risco de crédito.

Apostila 2025 333


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Públicos Federais (TPF)
LFT (Tesouro Pós-Fixado)
As Letras Financeiras do Tesouro (LFT), com nome atual de Tesouro Pós-fixado), são títulos
com rentabilidade atreladas à variação da taxa SELIC, ou seja, somente se sabe a
rentabilidade nominal no final da aplicação. O cálculo da remuneração se dará através da
variação da taxa Selic diária (DU) registrada entre a data de liquidação da compra e a data
de vencimento do título, acrescida, se houver, de ágio (Preço: acima do valor de face;
Rendimento: abaixo de 100% da Selic) ou deságio (Preço: abaixo do valor de face;
Rendimento: acima de 100% da Selic) no momento da compra.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Governo Federal;
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas;
ཙ Remuneração: Pós-fixada (valor aplicado corrigido pela taxa Selic);
ཙ Cupom: não possui;
ཙ Relação DIRETA: quanto maior a taxa Selic for no período, maior a rentabilidade;
ཙ Riscos: baixo risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito (governo);
ཙ Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo
risco de crédito e que acreditam na ALTA da taxa de juros (SELIC).

Apostila 2025 334


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Públicos Federais (TPF)


LTN (Tesouro Prefixado)
As Letras do Tesouro Nacional (LTN), com nome atual de Tesouro Prefixado, são títulos
com rentabilidade definida no momento da compra. Assim, calcula-se o preço unitário
(PU) descontando-se do Valor Nominal (que sempre será de R$ 1.000,00) pela taxa, de
acordo com o prazo em dias úteis de resgate do título.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Governo Federal;
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas;
ཙ Remuneração: Prefixada (aplica-se um desconto sobre o valor de R$ 1.000,00);
ཙ Cupom: não possui;
ཙ Relação inversa: quanto maior a taxa de desconto, menor o seu PU;
ཙ Riscos: alto risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito (governo);
ཙ Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo
risco de crédito e que acreditam na queda da taxa de juros (SELIC), pois ela já está
com a sua rentabilidade garantida até o final.

Apostila 2025 335


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Públicos Federais (TPF)
NTN-F (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais)
As Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com nome atual de Tesouro Prefixado com
Juros Semestrais, possuem a mesma remuneração das “LTN – Tesouro Prefixado” com
uma única diferença: possuem cupom semestral (pagamento dos juros semestralmente).
Desta forma, sua rentabilidade é definida no momento da compra, sendo uma compra
com desconto sobre o valor nominal de R$ 1.000,00.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Governo Federal.
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixada (aplica-se um desconto sobre o valor de R$ 1.000,00);
ཙ Cupom: SIM, sendo ele semestral.
ཙ Relação inversa: quanto maior a taxa de desconto, menor o seu PU.
ཙ Riscos: alto risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito (governo).
ཙ Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo
risco de crédito e que acreditam na queda da taxa de juros (SELIC), pois ela já está
com a sua rentabilidade garantida até o final, além de fluxo de caixa semestral.
Possui menos risco de mercado que as LTN.

Apostila 2025 336


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Públicos Federais (TPF)


NTN-B Principal
As Notas do Tesouro Nacional série B Principal (NTN-B Principal), com nome atual de
Tesouro IPCA, são títulos com rentabilidade atreladas à variação da inflação IPCA mais
uma taxa fixa contratada (chamamos essa taxa de “juros real da economia nacional”), ou
seja, é um título híbrido: parte com remuneração pós-fixada e parte com remuneração
prefixadas.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Governo Federal;
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas;
ཙ Remuneração: Híbrida (valor aplicado corrigido pelo IPCA + uma taxa fixa);
ཙ Cupom: não possui;
ཙ Relação: relação direta com o IPCA;
ཙ Riscos: moderado risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito;
ཙ Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo
risco de crédito e que desejam se proteger do risco da inflação (IPCA) ou que
acreditam na alta do IPCA.

Apostila 2025 337


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Públicos Federais (TPF)
NTN-B (Tesouro IPCA com Juros Semestrais)
As Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), com nome atual de Tesouro IPCA com Juros
Semestrais, possuem a mesma remuneração das “NTN-B Principal” com uma única
diferença: possuem cupom semestral (pagamento dos juros semestralmente). Desta
forma, sua rentabilidade é atrelada à variação da inflação IPCA mais uma taxa fixa
contratada.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Governo Federal.
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.
ཙ Remuneração: Híbrida (valor aplicado corrigido pelo IPCA + uma taxa fixa).
ཙ Cupom: SIM, sendo ele semestral.
ཙ Relação: relação direta com o IPCA;
ཙ Riscos: moderado risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito.
ཙ Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo
risco de crédito e que desejam se proteger do risco da inflação (IPCA) ou que
acreditam na alta do IPCA, além de fluxo de caixa semestral. Possui menos risco de
mercado que as NTN-B Principal.

Apostila 2025 338


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Públicos Federais (TPF)


Tesouro Renda+
O Tesouro Renda+, Aposentadoria Extra, é um título emitido pelo governo federal criado
no ano de 2023 e que permite ao investidor planejar uma data para aposentadoria e
receber uma renda extra mensal pelo período de 20 anos. A renda, proporcionada pelo
acúmulo de títulos, será corrigida mensalmente pela inflação (IPCA), garantindo o poder
de compra. O valor investido será devolvido em 240 prestações mensais que amortizam
todo o fluxo investido no produto, sendo o período de acumulação de capital.
Outro detalhe importante é que a taxa de custódia da B3 será isenta para o investidor
que carregar o investimento até a data de vencimento, com o limite de até seis salários
mínimos de renda mensal. O investidor que realizar o resgate antecipado dos títulos no
período inferior a 10 anos pagará taxa sobre o valor de resgate de 0,50% ao ano. Entre 10
e 20 anos, a taxa cobrada será de 0,20% a.a. Acima de 20 anos, 0,10% a.a. Além disso, não
há cobranças de taxas semestrais, ou seja, o investidor só paga a taxa de custódia no
momento do resgate que ocorrer antes do vencimento do título.
Podemos comparar o Tesouro Renda+ com uma previdência privada com conversão de
renda por PRAZO CERTO de 20 anos, com a diferença que a rentabilidade durante todo o
período de acumulação será o valor aplicado corrigido pelo IPCA + uma taxa fixa, ao invés
da acumulação de um Fundo de Investimentos previdenciário (FIE).
Apostila 2025 339
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Públicos Federais (TPF)
Tesouro Educa+
O Tesouro Educa+ é um título emitido pelo governo federal criado no ano de 2023 para
ajudar o investidor a planejar desde cedo os gastos com a universidade de seus filhos de
uma forma fácil, rentável e segura. Ele irá investir no título do Educa+ durante o período
de acumulação e, após este período, passará a receber os frutos desse investimento
todos os meses por 5 anos para cobrir as despesas com a educacionais ou de qualquer
outra natureza. Existem várias datas de conversão que ele poderá escolher e, será nessa
data que o Tesouro começará a enviar os pagamentos diretamente para o cliente de
acordo com o montante acumulado.
Podemos comparar o tesouro Educa+ como uma previdência privada com conversão de
renda por PRAZO CERTO de 5 anos, com a diferença que a rentabilidade durante todo o
período de acumulação será o valor aplicado corrigido pelo IPCA + uma taxa fixa, ao invés
da acumulação de um Fundo de Investimentos previdenciário (FIE).

Apostila 2025 340


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tesouro Direto
Características
O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos públicos desenvolvido pelo Tesouro
Nacional e pela CBLC (atual B3) para INVESTIDORES PESSOAS FÍSICAS. As instituições
financeiras interessadas em oferecer os produtos do Tesouro Direto para seus clientes
devem se cadastrar como Agentes de Custódia na B3 e a ela solicitar sua habilitação para
participar do Tesouro Direto.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Compra de títulos públicos pela internet pelo site do Tesouro Direto;
ཙ Aplicação máxima de R$ 2 milhões por mês, sendo a quantidade mínima de 0,01
de um título (1% do valor do título). Caso o investidor deseje investir mais que
R$ 2 milhões, ele poderá, mas não poderá ser pelo Tesouro Direto, mas pelos meios
tradicionais.
ཙ A liquidez das aplicações é garantida através do programa diário de recompra do
Tesouro Nacional, gerando liquidez para ao investidor. Importante ressaltar que não
há limite financeiro para vendas.
ཙ Taxa de custódia cobrada pela B3, em 2023, era de 0,20%a.a, podendo ser
acrescida por taxa de custódia de instituições financeiras acordadas com o investidor.

Apostila 2025 341


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.1.2 Títulos Emitidos por Instituições
Financeiras
Apostila 2025 342
342
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Privados de Renda Fixa


Conceito
Os títulos privados de renda fixa podem ser de instituições financeiras, de instituições
não-financeiras ou emitidos por pessoas físicas. Em relação aos títulos das instituições
financeiras, uma das diferenças é que alguns desses investimentos possuem um “seguro”
em caso de insolvência da mesma, chamado de FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Os títulos de renda fixa de Instituições Financeiras cobrados em prova são:
ཙ Poupança;
ཙ CDB – Certificado de Depósito Bancário;
ཙ RDB – Recibo de Depósito Bancário;
ཙ CDI - Certificado de Depósito Interbancário;
ཙ LC – Letra de Câmbio;
ཙ LCI – Letra de Crédito Imobiliário;
ཙ LCA – Letra de Crédito do Agronegócio;
ཙ LIG – Letra Imobiliária com Garantia;
ཙ DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial;
ཙ LF – Letra Financeira;
ཙ Operação Compromissada;
ཙ COE – Certificado de Operações Estruturadas.

Apostila 2025 343


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Caderneta de Poupança
Características
Este é o investimento mais simples e mais popular do Brasil. Sua rentabilidade é definida
pelo Banco Central, sendo igual em todas as Instituições (exclusivo a Bancos com carteiras
de Crédito Imobiliário, Caixa Econômica, sociedades de crédito imobiliária e Associações
de Poupança & Empréstimos). A sua principal função é financiar o setor de habitação.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Remuneração:
o TR + 0,5% ao mês para pessoas físicas e TR + 1,5% ao trimestre para PJs, se a
Meta-Selic estiver (MAIOR) que 8,5% a.a; ou
o TR + 70% Selic se a Meta-Selic estiver (MENOR OU IGUAL) a 8,5%a.a. (esta
regra somente é válida para aplicações a partir de 03/Maio/12). Aplicações antes
desse período, as rentabilidades da Poupança sempre serão de TR + 0,5%a.m
para pessoas físicas; e TR + 1,5% a.t para Pessoas Jurídicas.
ཙ Rentabilidade: sempre deverá completar 30 dias da aplicação para pessoas físicas
(se resgatar em 58 dias, receberá somente 30 dias) ou 90 dias para pessoas jurídicas;
ཙ Tributação: Isenta de IR para as Pessoas Físicas e entidades sem fins lucrativos.
ཙ Possui FGC: SIM.

Apostila 2025 344


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CDB – Certificado de Depósito Bancário


Características
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é uma das principais ferramentas de captação
de recursos das instituições financeiras, com o investidor emprestando recursos em troca
de remuneração. Ele é um título de renda fixa, escritural e nominativo, que representa
promessa de pagamento, em data futura, do valor do depósito a prazo, acrescido da
rentabilidade convencionada.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)
e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.
ཙ Rentabilidade: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).
o Prazo mínimo com base na remuneração:
ඵ TR ou TLP – 1 mês;
ඵ TBF – 2 meses;
ඵ Índices de inflação – 1 ano.
ཙ Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).
ཙ Garantia de FGC: SIM.

Apostila 2025 345


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RDB – Recibo de Depósito Bancário
Características
O RDB possui as mesmas características do CDB, sendo que a diferença entre ambos é que
o RDB é inegociável e intransferível, ou seja, não pode ser negociado antes do prazo de
vencimento. O resgate do título pode ser feito a qualquer momento, desde que tenha
passado o prazo mínimo da aplicação, que varia de 1 dia a 12 meses. Caso ocorra antes,
não haverá rendimentos.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)
e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.
ཙ Rentabilidade: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).
ཙ Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).
ཙ Mercado Secundário: Não possui, o RDB é intransferível e inegociável.
ཙ Garantia de FGC: SIM.

Apostila 2025 346


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CDI – Certificado de Depósito Interbancário


Características
Os Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições
financeiras, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características
são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário
(entre instituições financeiras). Sua função é, portanto, transferir recursos de uma
instituição financeira para outra. Em outras palavras, para que o sistema seja mais fluido,
quem tem dinheiro sobrando empresta para quem não tem. A taxa média diária do CDI é
utilizada como parâmetro para avaliar a rentabilidade de fundos, como os DI, por
exemplo.
O DI é utilizado para avaliar o custo do dinheiro negociado entre os bancos, no setor
privado e, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), essa modalidade de aplicação
pode render taxa de prefixada ou pós-fixada.

Apostila 2025 347


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
LCI – Letra de Crédito Imobiliário
Características
A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é um título de crédito, lastreado por créditos
imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária. O seu investidor tem o
direito de crédito pelo valor nominal mais os juros, podendo também ter atualização
monetária, caso esteja estipulado. O seu vencimento não poderá ser maior que o prazo de
quaisquer créditos imobiliários que lhe servirem de lastro.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Instituições financeiras (banco comercial, de investimento e múltiplo);
Sociedades de Crédito Imobiliário, Associações de Poupança e Empréstimo; e
Companhias Hipotecárias.
ཙ Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).
ཙ Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.
ཙ Prazo mínimo: Prazo mínimo de 36 meses (quando atualizada mensalmente por
índice de preços) e 9 meses nos demais casos. Este prazo devem ser contados a
partir da data em que um terceiro adquira a LCI da instituição emissora.
ཙ Garantia de FGC: SIM.

Apostila 2025 348


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio


Características
A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é um título de crédito, lastreado por
empréstimos do agronegócios (CPR, CDCA, Nota Promissória Rural, etc). Da mesma forma
que a LCI, a LCA possui isenção de IR para o investidor pessoa física. O risco primário da
LCA é a instituição financeira e, caso haja inadimplência do banco, os lastros estão
penhorados por lei ao investidor final que pode requisitar sua propriedade ao juiz quando
o banco não pagar o ativo.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)
e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).
ཙ Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixado, Pós-fixado e também atrelado à variação cambial.
ཙ Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.
ཙ Prazo mínimo: Prazo mínimo de 12 meses (quando atualizada mensalmente por
índice de preços) e 9 meses nos demais casos. Este prazo devem ser contados a
partir da data em que um terceiro adquira a LCA da instituição emissora.
ཙ Garantia de FGC: SIM.

Apostila 2025 349


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
LC – Letras de Câmbio
Características
As LCs são emitidas (sacadas) pelos financiados dos contratos de créditos, sendo aceitas
pelas instituições financeiras participantes da operação, possibilitando que o devedor
confira ao registrador da Letra de Câmbio (sacador/aceitante) ordem de pagamento do
valor devido. Ela é a principal funding (fonte de captação) para operações de
financiamento de bens duráveis (crédito direto ao consumidor) realizadas pelas
sociedades financeiras.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: bancos múltiplos com carteira de crédito, financiamento e
investimento e as sociedades de crédito, financiamento e investimento.
ཙ Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).
ཙ Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).
ཙ Garantia de FGC: SIM.

Apostila 2025 350


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

LIG – Letra Imobiliária Garantida


Características
A LIG é um título de renda fixa lastreado por créditos imobiliários, isento de imposto de
renda para pessoas físicas, mas não conta com a garantia do FGC. Mas diferentemente de
outros produtos financeiras, a LIG foi criada com outra estrutura de garantias, um modelo
conhecido como no exterior como “covered bonds”, onde os ativos que lastreiam a
operação servem de garantia para caso de insolvência do emissor, uma vez que estes
ativos estão apartados do patrimônio da instituição financeira, dedicados exclusivamente
à LIG. Desta forma, quando o investimento do cliente for superior ao da proteção do FGC,
a LIG acaba sendo muito mais segura do que demais produtos financeiros, pois além da
garantia da instituição financeira que emitiu a dívida, possui a garantia dos lastros
imobiliários (covered bonds), independente do seu valor.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Bancos, Caixas Econômicas, Sociedades de Crédito, Financiamento ou
Investimento, Companhias Hipotecárias e Associações de Poupança e Empréstimo.
ཙ Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixado, Pós-fixado e também atrelado à variação cambial.
ཙ Tributação: isento de imposto de renda para pessoas físicas.
ཙ Garantia de FGC: NÃO

Apostila 2025 351


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial
Características
O DPGE é um título de renda fixa de depósito a prazo criado em 2009 para ajudar as
instituições financeiras a captar recursos e sua principal característica era ter uma garantia
especial de até R$ 20 milhões do FGC, ao invés dos R$ 250.000,00. No entanto, no dia 06
de abril de 2020, o CMN autorizou o aumento para R$ 40.000.000,00.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)
e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.
ཙ Rentabilidade: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).
ཙ Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).
ཙ Prazo mínimo: Não poderá ser resgatado antecipadamente e nem parcialmente
antes de 6 meses e o seu prazo máximo é de 36 meses.
ཙ Garantia de FGC: SIM, porém possui garantia especial de até R$ 40 milhões.

Apostila 2025 352


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

LF – Letras Financeiras
Características
As Letras Financeiras (LF) são títulos de longo prazo emitidos por instituições financeiras,
devendo ter valor nominal unitário igual ou superior a R$ 300 mil, se contiver cláusula de
subordinação, e de R$ 50 mil, se não contiver cláusula de subordinação. No caso com
cláusula de subordinação, seus detentores têm seu direito de crédito condicionado ao
pagamento de outras dívidas da instituição emissora, em caso de falência ou
inadimplência. Elas podem ser recompradas pelos emissores, a qualquer tempo, desde
que não ultrapasse 5% do total emitido sem cláusula de subordinação.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Instituições Financeiras (Bancos, cooperativas de crédito, financeiras).
ཙ Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.
ཙ Rentabilidade: taxas de juros prefixadas, combinadas ou não com taxas flutuantes
ou índices de preço, ocorrendo pagamento de rendimentos em intervalos de, no
mínimo, 180 dias.
ཙ Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).
ཙ Prazo mínimo: mínimo de 2 anos, sendo vedado o resgate total ou parcial antes
do vencimento (porém, podem ser negociadas no mercado secundário).
ཙ Garantia de FGC: NÃO POSSUI!

Apostila 2025 353


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Operações Compromissadas
Características
A operação compromissada é aquela em que o vendedor assume o compromisso de
recomprar os títulos vendidos em uma data futura, com o valor e remuneração
previamente definido. Na mesma operação, o comprador assume o compromisso de
revender o título ao vendedor na data acordada e com o pagamento do preço fixado,
sendo esses valores maiores que o valor de emissão. Assim, o comprador atua como
credor e o vendedor atua como devedor.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Operação: Sempre uma das partes necessita ser uma instituição financeira;
ཙ Títulos que podem estar nessa operação: Títulos públicos, CDB, LH, LCI, CRI,
Debêntures, CPR com liquidação financeira, ... E demais títulos que venham a ser
autorizados pelo Banco Central. Quando o lastro for título privado, as operações
ocorrerão na B3 e quando for público, ocorrerão no SELIC.
ཙ Registro: Quando o lastro for constituído por títulos privados, as operações são
registradas e liquidadas na B3. Quando o lastro for de títulos públicos federais, seu
registro ocorrerá no SELIC.
ཙ Garantia de FGC: SIM, desde que tenham como objeto títulos emitidos após
08.03.2012 por empresa ligada.

Apostila 2025 354


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

COE – Certificado de Operações Estruturadas


Conceito
Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um instrumento de captação bancária,
único e indivisível, que agrega a um investimento financeiro funcionalidades de renda
variável e renda fixa, utilizando de derivativos para poder ter alavancagem ou proteções
em determinados cenários. Este produto traz como diferencial a possibilidade de ser
estruturado com base em cenários de ganhos e perdas, em diversos segmentos, devendo
ser selecionado de acordo com o perfil de cada investidor. Dizemos que o COE é a versão
brasileira das Notas Estruturadas comercializado nos Estados Unidos e na Europa”.
O COE substitui outros instrumentos financeiros com características semelhantes às
utilizadas anteriormente pelo mercado, como operações de captação estruturada. Essas
operações associavam um fator caixa, geralmente por meio de CDB, e outro de derivativo,
como swap ou opção flexível.

Apostila 2025 355


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
COE – Certificado de Operações Estruturadas
Modalidades
A Resolução 4.263/2013 instituiu as características do COE estabelecendo, de acordo com
a estrutura de rentabilidade, as seguintes modalidades:
ཙ Valor Nominal Protegido (VNP): investimento cujo valor total dos pagamentos
mínimos previstos ao investidor é igual ou superior ao investimento inicial; ou
ཙ Valor Nominal em Risco (VNR): quando há possibilidade de perda até o limite do
capital investido. Isso significa que o investidor nunca poderá perder mais que o valor
investido, mesmo que a estrutura do COE contenha aplicações alavancadas para
certos cenários.
O COE pode ser referenciado em índices de preço, de títulos de dívida, de valores
mobiliários, taxas de juro ou de câmbio e em outros ativos subjacentes, incluindo índices
de ativos negociados no Exterior. Sua rentabilidade segue o retorno dos ativos e índices
citados desde que haja série regularmente calculada e objeto de divulgação pública.
No site da B3 é possível verificar as diferentes estruturas existentes para o COE. Estas
estruturas possuem nomenclaturas específicas, tais como: Call ou Put Spread; Condor;
Butterfly; Fence; Call Knock-out entre tantas outras nomenclaturas.

Apostila 2025 356


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

COE – Certificado de Operações Estruturadas


Principais Características
As principais características do COE são:
ཙ Obrigatório a assinatura do termo de ciência de risco: assinado uma única vez
pelo investidor, dando ciência dos riscos do COE.
ཙ Obrigatório a entrega do DIE (Documento de Informações Essenciais), antes da
aquisição do COE.
ཙ Não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC.
ཙ Tributação SEMPRE com tabela regressiva de Renda Fixa (22,5% a 15%).
ཙ Possibilidade de recompra ou de resgate antecipado. No entanto, estarão sujeitos
à marcação a mercado e, desta forma, sem garantia do principal investido.
ཙ Podem ser atrelados a diversos tipos de ativos, como: ações brasileiras ou exterior,
índices, moedas, commodities, ...
ཙ Podem ter o capital protegido (VNP) ou não (VNR).
ཙ Somente podem ser emitidos por bancos e registrados na B3.
‫ ٱ‬OBS: caso o adquirente seja investidor profissional, fica dispensado a obrigatoriedade
dos documentos “Termo de adesão e ciência de risco” e “DIE – Documento de
Informações Essenciais”

Apostila 2025 357


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
COE – Certificado de Operações Estruturadas
Distribuição Via Oferta Pública
A oferta pública de distribuição de COE NÃO ESTÁ SUJEITA A REGISTRO NA CVM e será
realizada por instituições intermediárias habilitadas a atuar como integrantes do sistema
de distribuição de valores mobiliários (RCVM 08/2020).
‫ ٱ‬Documentos de Informações Essenciais: O emissor deve elaborar um Documento de
Informações Essenciais – DIE, de forma a permitir ao investidor a ampla compreensão
sobre o funcionamento do COE, seus fluxos de pagamentos e os riscos incorridos. Este
documento deve:
ཙ Conter informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o
investidor a erro;
ཙ Ser escrito em linguagem simples, clara, objetiva, concisa e adequada a sua
natureza e complexidade; e
ཙ Ser útil à avaliação de investir no COE.
‫ ٱ‬OBS: A formatação, a estrutura e a disposição das informações do DIE não devem
diminuir a relevância de nenhum dos itens constantes dos incisos do Resolução
CVM 08/2020 (e de suas atualizações).

Apostila 2025 358


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

COE – Certificado de Operações Estruturadas


Distribuição Via Oferta Pública
‫ ٱ‬Material Publicitário: A utilização de qualquer texto publicitário para oferta, anúncio
ou promoção nas ofertas públicas de distribuição de COE dispensadas de registro nos
termos desta Instrução, por qualquer forma ou meio veiculados, inclusive audiovisual,
deve:
ཙ seguir as regras gerais de divulgação de informações previstas na legislação;
ཙ ser consistente e não conter informações divergentes em relação ao conteúdo do
Documentos de Informações Essenciais (DIE);
ཙ usar linguagem serena e moderada, advertindo para os riscos do investimento,
inclusive que o recebimento dos montantes devidos ao investidor está sujeito ao
risco de crédito do emissor do certificado;
ཙ mencionar que se trata de material publicitário;
ཙ alertar para a existência do DIE e os meios para a obtenção de um exemplar;
ཙ destacar que o certificado é da modalidade de “Investimento com Valor Nominal
em Risco”, quando for o caso.
‫ ٱ‬OBS: caso o material publicitário do COE contenha cenários, não poderá ser dado
destaque ao melhor cenário em detrimento dos outros cenários.

Apostila 2025 359


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FGC – Fundo Garantidor de Crédito
Conceito
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que
administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores (tanto
para investidores residentes, quanto para investidor não residentes), permitindo
recuperar depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado
valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência. Este mecanismo foi criado
com os seguintes objetivos:
ཙ Proporcionar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN);
ཙ Prestar garantia de créditos contra instituições a ele associadas, em caso de
intervenção, liquidação ou falência;
ཙ Proteger o pequeno investidor.
Todas as instituições financeiras e associações de poupança e empréstimos contam com a
garantia do FGC. Vale ressaltar que as cooperativas de crédito não fazem parte do FGC,
mas elas possuem outro sistema chamado de FGCoop.

Apostila 2025 360


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FGC – Fundo Garantidor de Crédito


Produtos Garantidos
São garantidos pelo FGC:
ཙ Depósitos à vista;
ཙ Depósitos de poupança;
ཙ Depósitos a prazos (RDB e CDB);
ཙ Letras de Câmbio (LC);
ཙ Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
ཙ Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
ཙ Letras Hipotecárias (LH);
ཙ Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após
08.03.2012 por empresa ligada.
Os produtos que NÃO são garantidos pelo FGC:
ཙ Letras Financeiras (LF);
ཙ Letra Imobiliária (LI);
ཙ Letra Imobiliária Garantida (LIG);
ཙ COE;
ཙ Renda Fixa de Instituições NÃO-FINANCEIRAS (CRI, CRA, CPR, Debêntures...)
ཙ Ações e Fundos de Investimentos.

Apostila 2025 361


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FGC – Fundo Garantidor de Crédito
Limites de Garantias
O total de crédito garantido por CPF/CNPJ (inclusivo investidores não-residentes), contra
cada instituição financeira ou todas as instituições associadas do mesmo grupo financeiro,
será de até R$ 250.000,00, limitado ao saldo existente. Além disso, é estabelecido um teto
de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.
Este teto não se aplica aos investimentos contratados ou repactuados antes de 21 de
dezembro de 2017.
Nas contas conjuntas, o valor da garantia é limitado a R$ 250.000,00 (duzentos e
cinquenta mil reais), ou ao saldo da conta quando inferior a esse limite, dividido pelo
número de titulares, sendo o crédito do valor garantido feito de forma individual,
independentemente da relação existente entre os titulares.
Portanto, o limite de R$ 250 mil é por CPF/CNPJ e por instituição financeira, não
podendo ser ultrapassado este valor.

Apostila 2025 362


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FGC – Fundo Garantidor de Crédito


Exemplo 1
No caso de uma conta conjunta com 3 titulares (esposa, marido e filho) e saldo
depositado de R$ 150.000,00:

TITULAR RACIONAL VALOR DA GARANTIA


Esposa R$ 150.000,00 / 3 R$ 50.000,00
Marido R$ 150.000,00 / 3 R$ 50.000,00
Filho R$ 150.000,00 / 3 R$ 50.000,00

Detalhe: Se algum dos 3 titulares possuir outra conta na mesma instituição


financeira, essa outra conta possui R$ 200.000,00 garantidos (R$ 250.000 menos
R$ 50.000).

Apostila 2025 363


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FGC – Fundo Garantidor de Crédito
Exemplo 2
‫ ٱ‬EXEMPLO: Quatro amigos vieram lhe consultar sobre quanto cada um receberia pelo
Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se o banco XYZ viesse à falência, já que possuem as
seguintes contas conjuntas:

CONTA VALOR FINANCEIRO EM CONTA CORRENTE

(1) Eduardo e Marcelo R$ 200.000,00

(2) Eduardo e Pedro R$ 250.000,00

(3) Eduardo, Pedro e Rafael R$ 650.000,00

Com estas informações, o que você lhes diria?

Apostila 2025 364


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FGC – Fundo Garantidor de Crédito


Exemplo 2: Resposta
A Garantia do FGC é de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira, mas também por
conta. Como no exercício, a conta (3) possui valor de R$ 650.000,00, ela será reduzida
para R$ 250.000,00 (limite máximo por conta). Somente após isso, devemos dividir o valor
desta conta entre os 3 correntistas. O segundo passo, é lembrar que nenhuma pessoa
poderá receber mais de R$ 250.000,00. Assim, o cálculo das de cada amigo será:
ཙ Conta (1) Eduardo e Marcelo: R$ 200.000 ÷ 2 = R$ 100.000,00 para cada
ཙ Conta (2) Eduardo e Pedro: R$ 250.000 ÷ 2 = R$ 125.000,00 para cada
ཙ Conta (3) Eduardo, Pedro e Rafael: R$ 250.000 ÷ 3 = R$ 83.333,33 para cada.
Agora que temos o valor que cada amigo receberá em cada conta, faremos a análise
individual (limite máximo de R$ 250.000,00 por CPF):
ཙ Eduardo: R$ 100.000,00 + R$ 125.000,00 + R$ 83.333,33 = R$ 308.333,33. No
entanto, como ultrapassou o limite de R$ 250 mil por CPF, Eduardo receberá o teto
da garantia do FGC: R$ 250.000,00
ཙ Marcelo: R$ 100.000,00
ཙ Pedro: R$ 125.000,00 + R$ 83.333,33 = R$ 208.333,33
ཙ Rafael: R$ 83.333,33

Apostila 2025 365


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FGCoop – Fundo Garantidor do Cooperativismo
Conceito
O Fundo Garantidor do Cooperativismo (FGCoop) possui a mesma lógica do FGC, mas
para as cooperativas de crédito e aos bancos cooperativos associados ao Fundo. O total de
créditos de cada beneficiário contra a mesma instituição associada ao FGCoop será
garantido até o valor de R$ 250.000,00 (idem ao FGC).
Os instrumentos garantidos pelo FGCoop, nos termos da regulamentação, são:
ཙ Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
ཙ Depósitos de poupança;
ཙ Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
ཙ Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao
registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de
pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
ཙ Letras de câmbio;
ཙ Letras hipotecárias;
ཙ Letras de crédito imobiliário;
ཙ Letras de crédito do agronegócio;
ཙ Operações compromissadas que têm como objetivo títulos emitidos após 8 de
março de 2012 por empresa ligada.

Apostila 2025 366


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.1.3 Títulos Emitidos por Instituições


Não Financeiras
Apostila 2025 367
367
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos de Renda Fixa de Não Financeiras
Conceito
Os títulos de renda fixa de Instituições NÃO Financeiras cobrados em prova são:
ཙ NP – Nota Promissória
ཙ Debêntures
ཙ Debêntures Incentivadas
ཙ Debêntures de Infraestrutura
ཙ CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários
ཙ CCI – Cédula de Crédito Imobiliária
ཙ CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio
ཙ CPR – Cédula do Produtor Rural
ཙ CDCA – Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio

Apostila 2025 368


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Nota Promissória (Commercial Paper)


Características
A nota promissória é uma promessa de pagamento e deve conter estes requisitos
essenciais, lançados, por extenso no contexto:
ཙ Denominação de “Nota Promissória” ou termo correspondente;
ཙ Soma de dinheiro a pagar;
ཙ Nome da pessoa a quem deve ser paga;
ཙ Assinatura do próprio punho da emitente ou do mandatário especial.
Quando se tratar de uma oferta pública, ela deverá seguir as regras da Res. 163/22 e
somente poderá ser emitida por companhias e as sociedades limitadas. Também poderão
emitir desta forma, as cooperativas que tenham por atividade a produção,
comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos ou insumos
agropecuários, ou de máquinas e implementos utilizados na atividade agropecuária. Desta
forma, as principais CARACTERÍSTICAS PARA DISTRIBUIÇÃO PÚBLICA são:
ཙ Sujeito a registro na CVM;
ཙ Não podem possuir cupom;
ཙ Garantia: pode ou não possuir (quando possui, em geral, é mera fiança bancária);
ཙ Prazo Máximo: 360 DIAS e quando tratar de oferta pública de distribuição
direcionada exclusivamente a investidores profissionais, não há prazo máximo.

Apostila 2025 369


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Debêntures
Características
Debêntures são dívidas de médio e longo prazo, podendo ser emitidas por (1) Sociedades
Anônimas NÃO FINANCEIRAS ABERTAS OU FECHADAS; (2) Sociedades de arrendamento
mercantil; ou (3) Companhias hipotecárias. No entanto, a sua captação voltada ao público
em geral só é permitida para as sociedades anônimas de capital aberto, com registro na
CVM, podendo existir duas formas de emissão, que são:
ཙ Nominativas: quando a própria companhia emissora, em seu livro de registro,
realiza o registro dos investidores e a transferências dos recursos.
ཙ Escriturais: quando uma instituição financeira autorizada pela CVM, realiza o
registro e o controle de transferência, mantendo sob sua custódia a debênture.
Além disso, as debêntures também são classificadas como:
ཙ DEBÊNTURE SIMPLES (NÃO CONVERSÍVEIS): No vencimento, o pagamento é feito
em dinheiro, sendo o modelo mais comum dentre todos os modelos;
ཙ DEBÊNTURE CONVERSÍVEL (DCA): é permitido ao investidor, converter o valor a
ser recebido em dinheiro, em condições predeterminadas, receber em ações.
ཙ PERMUTÁVEIS: similar a DCA, mas com pagamento em ações de outra companhia.
‫ ٱ‬OBS: O governo também criou dois tipos de debêntures: as debêntures incentivadas e
as debêntures de infraestrutura, que iremos ver a seguir.
Apostila 2025 370
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Debêntures
Repactuação
Repactuação é uma possibilidade de renegociar as condições acertadas com os
debenturistas, de forma a adequar as características dos títulos às condições de mercado.
Essa renegociação por parte de empresa poderá ser relacionado a rentabilidade, prazo de
pagamento ou até mesmo, referente às garantias.
Caso haja a possibilidade desse mecanismo, ele deverá estar previsto na escrituras de
emissão. Além disso, se houver esta cláusula e ela for acionada pela empresa, oferecendo
novas condições para a debênture, se o investidor não aceitar a repactuação de algum dos
itens citados, a empresa emissora estará obrigada a recomprar os devidos títulos dos
debêntures que não aceitarem as novas condições.

Apostila 2025 371


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Debêntures
Resgate Antecipado & Opção de Compra
Diferentemente do vencimento antecipado, que poderá ser causado por Cross Default ou
Quebra de covenants, onde o credor solicita antecipadamente o pagamento da dívida, o
(1) RESGATE ANTECIPADO & a (2) OPÇÃO DE COMPRA são benefícios para a empresa,
protegendo-a da queda da taxa de juros, pois assim poderá conseguir pagar juros mais
barato encerrando a dívida atual e emitindo uma nova dívida a taxas mais atraentes.
Desta forma, na escritura de emissão, a empresa poderá colocar as cláusulas de RESGATE
ANTECIPADO ou de OPÇÃO DE COMPRA, que lhe dará esse direito de encerrar a dívida,
totalmente ou parcialmente. Como o debenturista já sabe dessas condições no momento
de emprestar o dinheiro para a empresa, ele não poderá se opor ao encerramento da
dívida. Vale ressaltar que o valor pago deverá ser o valor nominal atualizado e/ou
acrescido da remuneração pro rata temporis.
Inicialmente, aparenta serem a mesma cláusula, somente mudando o nome, mas há uma
diferença relevante. Quando se tratar de (1) RESGATE ANTECIPADO a empresa emissora é
obrigada a cancelar as debêntures. Já quando se tratar de (2) OPÇÃO DE COMPRA a
empresa emissora poderá manter as debêntures em tesouraria e, posteriormente, vendê-
las no mercado secundário.

Apostila 2025 372


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Debêntures
Principais Características
Diante disso, as principais características das Debêntures são:
ཙ O documento mais importante é a sua ESCRITURA DE EMISSÃO, onde estão
definidas as suas características (prazo, indexador, fórmula de cálculo, fluxo de
pagamentos, condições que a companhia precisa obedecer).
ཙ Instituições financeiras NÃO PODEM emitir debêntures.
ཙ Valor total de emissão NÃO poderá ultrapassar o capital social da empresa.
ཙ Nas distribuições pública, os investidores devem ter acesso ao prospecto.
ཙ Somente as sociedades anônimas de capital aberto, com registro na CVM podem
fazer emissões públicas de debêntures (captação via público em geral).
ཙ Remuneração pode ser Prefixado, Pós-fixado ou até mesmo a variação cambial.
ཙ Não possui garantia do FGC, mas podem apresentar garantias específicas.
ཙ Tributada como renda fixa.
ཙ Podem possuir mecanismo de repactuação para adequar a remuneração dos
títulos às condições do mercado, desde que esteja descrito na escritura.
ཙ Cláusulas que beneficiam o debenturista: Repactuação e vencimento antecipado.

Apostila 2025 373


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Debêntures Incentivadas (Lei 12.431/11)
Características
As DEBÊNTURES INCENTIVADAS (Lei 12.431/11) tem como principal característica a
isenção de imposto de renda para as pessoas físicas. Os recursos captados pelos
Emissores deverão ser destinados à implementação de projetos de investimento na área
de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e
inovação considerados como prioritários em regulamentação a ser expedida bienalmente,
pelo Poder Executivo Federal;
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissor: Sociedades de Propósito Específico (SPE), de capital aberto ou fechado;
ཙ Rentabilidade: Taxa de Juros Prefixada + índice de preços ou TR;
ཙ Tributação: Isento para pessoas físicas e de 15% para pessoas jurídicas;
ཙ Obrigatório prazo médio ponderado superior a 4 anos;
ཙ Vedação à recompra das Debêntures pelo Emissor ou parte a ele relacionada nos 2
primeiros anos após a sua emissão e à liquidação antecipada por meio de resgate ou
pré-pagamento;
ཙ Prazo de pagamento periódico de rendimentos, se existente, com intervalos de,
no mínimo, 180 dias.
ཙ Não pode haver compromisso de revenda por parte do comprador.

Apostila 2025 374


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Debêntures de Infraestrutura (Lei 14.801/24)


Características
Da mesma forma que as Debêntures Incentivadas, os recursos captados pelos Emissores
das Debêntures de Infraestrutura deverão ser destinados à implementação de projetos de
investimento na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa,
desenvolvimento e inovação considerados como prioritários pelo governo federal. No
entanto, as DEBÊNTURES DE INFRAESTRUTURA tem como principal diferença que o
benefício fiscal agora é para o emissor e não mais para o investidor. Esses benefícios são:
ཙ Benefício de dedução para efeito de lucro líquido, o valor correspondente a soma
dos juros pagos ou incorridos, para cálculo do IRPJ e CSLL
ཙ Excluir na apuração do lucro real e da base de CSLL, o valor de 30% da soma dos
juros relativos às debêntures, pagos no exercício.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissor: Sociedades de Propósito Específico (SPE), de capital aberto ou fechado;
ཙ Rentabilidade: (1) Taxa de Juros Prefixada + índice de preços; (2) Taxa Referencial
e (3) a possibilidade de emissão com rendimento atrelado à variação da taxa
cambial, a depender de autorização do governo federal;
ཙ Tributação: para o investidor, a tributação é a da renda fixa normal

Apostila 2025 375


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Debêntures Incentivadas e de Infraestrutura
Tabela Comparativa
LEI 12.431/11 LEI 14.801/24
PARTICIPANTE
INCENTIVADAS INFRAESTRUTURA
INVESTIDOR Isento de Tabela Regressiva de IRRF
PESSOA FÍSICA Imposto de Renda de 22,5% a 15%
ඵ Benefício de dedução para efeito de lucro
líquido, o valor correspondente a soma
dos juros pagos ou incorridos, para
cálculo do IRPJ e CSLL.
ඵ Excluir na apuração do lucro real e da
EMISSOR N/A
base de CSLL, o valor de 30% da soma dos
juros relativos às debêntures, pagos no
exercício.
Obs: os benefícios estão sujeitos às regras
da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Apostila 2025 376


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CCI – Cédula de Crédito Imobiliário


Características
A CCI é um título que representa um crédito imobiliário, em que um devedor se
compromete a pagar uma dívida imobiliária a um credor. Funciona como um instrumento
que facilita a negociabilidade e a portabilidade do crédito imobiliário.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: todos os credores dos créditos imobiliários.
ཙ Negociação em mercado secundário.
ཙ Emitidas com ou sem garantia real (hipoteca ou alienação fiduciária) ou
fidejussória (aval ou fiança);
ཙ Companhias securitizadoras adquirem CCI para emissão de CRI;
ཙ A CCI pode ser remunerada à taxa prefixada ou pós-fixada, inclusive por índices de
preços, de acordo com o indexador do direito creditório nela representado.

Apostila 2025 377


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
CPR – Cédula de Produtor Rural
Características
A CÉDULA DO PRODUTOR RURAL é um título de crédito lastreado em GARANTIA REAL,
representada por penhor rural ou mercantil. Trata-se de uma VENDA A TERMO, na qual o
produtor, associação ou cooperativa de crédito emite um título para comercializar seus
produtos, recebendo o valor antecipadamente, com a obrigação de pagamento em
produto (CPR Física) ou de resgate financeiro (CPR Financeira).
Com a publicação da Lei Nº 13.986 / 2020, as CPRs deverão ser registradas em uma
entidade autorizada pelo Banco Central do Brasil para terem validade e eficácia. No
entanto, aquelas que não tenham como credor original uma instituição financeira ficam
dispensadas de registro para valores descritos na Resolução CMN Nº 4.927/21.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Podem ter sua remuneração através de taxa juros, fixa ou flutuante, da atualização
monetária ou da variação cambial;
ཙ Pode ser emitido com alienação fiduciária dos direitos creditórios vinculados ao
título, o que aumenta ainda mais as garantias dos investidores nessa operação.
ཙ Tributação: isento de imposto de renda para pessoas físicas.

Apostila 2025 378


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Companhia Securitizadora
Definição
Primeiramente, o que significa essa “securitização? A securitização nada mais é que a
transformação de um grupo de ativos (créditos) gerados por uma determinada empresa
(originadora) em títulos mobiliários passíveis de negociação com maior liquidez.
Por exemplo, uma incorporadora vende 500 terrenos de um loteamento a prazo,
originando um grupo de ativos de 500 contratos de Compra & Venda (que são créditos a
receber). A partir desse momento, a construtora passa a ser credora desses 500
comprados. Qual o problema? Ela não tem mais dinheiro para construir novos
empreendimentos, o que ela tem são créditos a receber. É neste momento que surge a
Securitizadora, uma instituição não-financeira cuja sua atividade será converter esse
grupo de ativos em títulos mobiliários com maior liquidez, transferindo o risco de calote
aos investidores desses novos títulos mobiliários, chamados de CRI ou CRA (Certificado de
Recebíveis Imobiliários ou do Agronegócio), ou até mesmo através de debêntures.
Portanto, a securitização corresponde a essa atividade de converter o grupo de ativos em
títulos mobiliários de maior liquidez, transferindo dinheiro dos investidores, através de
valores mobiliários (CRI, CRA ou Debêntures) para a empresa originadora, em troca do
recebimento do fluxo de recursos original.

Apostila 2025 379


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Companhia Securitizadora
Fluxo (Securitização)
Credor possui Direitos de 6
crédito imobiliário/agronegócio
sobre o Devedor. Geração de
fluxo financeiro futuro
1 2
Credor Securitizadora Investidores
4 ($) 3 ($)

Devedor Agente Fiduciário


5($)
Responsável em proteger os
Direitos dos investidores.
1 – Cessão dos direitos de crédito / fluxo financeiro.
2 – Emissão CRI/CRA lastreados recebíveis / Colocação no mercado.
3 – Captação de recursos.
4 – Pagamento pela cessão dos direitos de crédito.
5 – Pagamento de fluxo financeiro dos direitos de crédito.
6 – Remuneração aos investidores de acordo com o estabelecido no Termo de Securitização

Apostila 2025 380


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Companhia Securitizadora
Principais Características
As principais características de uma securitização são:
ཙ As Companhias Securitizadoras NÃO SÃO INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS e tem como
objeto exclusivo a aquisição e securitização de créditos oriundos de operações de
empréstimo, de financiamento e de arrendamento mercantil;
ཙ A Securitizadora é normalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e
não pelo Banco Central, como outras instituições financeiras.
ཙ CRI, CRA e Debêntures NÃO POSSUEM GARANTIA DO FGC, mas podem possuir
garantias específicas, caso esteja especificado na sua estruturação;
ཙ Os valores mobiliários criados (CRI, CRA e Debêntures) são ativos de renda fixa;
ཙ É um processo de transferência do risco de crédito aos novos investidores;
ཙ Os ativos adquiridos do originador (empresa detentora dos títulos de créditos),
são removidos dos seus balanços patrimoniais associados, sendo movido a dívida
inicial para a carteira securitizada, reduzindo o valor do passivo da empresa
originadora.

Apostila 2025 381


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários
Características
Os CRIs são títulos de crédito nominativos, escriturais e transferíveis, lastreados em
créditos imobiliários, emitidos pelas companhias securitizadoras, que adquirem e
securitizam créditos imobiliários e posteriormente distribuem ao mercado. Os CRIs podem
ser emitidos pela forma Simples ou pelo Regime Financeiro Fiduciário, sendo que neste
último, é constituído um patrimônio separado e administrado pela securitizadora, que
será composto exclusivamente dos direitos creditórios que lastreiam a emissão.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Securitizadora de Créditos Imobiliários.
ཙ Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixado e Pós-fixado.
ཙ Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.
ཙ Garantia de FGC: NÃO!

Apostila 2025 382


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CRA – Certificados de Recebíveis do Agronegócio


Características
Os CRAs são títulos semelhantes aos CRIs, tendo como principal diferença o lastro: são
lastreados em créditos agrícolas. A sua emissão também é realizada por companhias
securitizadoras, com a remuneração desses títulos podendo ser periódica (mensalmente,
trimestralmente, ...). As demais características também são iguais, acrescentando ainda
que os dois tipos de títulos permitem a negociação no mercado secundário.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Emissores: Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio.
ཙ Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.
ཙ Remuneração: Prefixado ou Pós-fixado e também atrelado à variação cambial.
ཙ Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.
ཙ Garantia de FGC: NÃO!

Apostila 2025 383


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos de Instituições Não Financeiras
Resumo
Isenção IR Isenção IOF Possui
EMISSOR
(Somente PF) (PF e PJ) FGC?
LCI SIM NÃO (*) SIM Somente Instituições Financeiras
LCA SIM SIM SIM Somente Instituições Financeiras
CRI SIM SIM NÃO Companhias Securitizadoras
CRA SIM SIM NÃO Companhias Securitizadoras
CCI SIM SIM NÃO Credor do Crédito Imobiliário
CPR SIM SIM NÃO Em geral, Produtores Rurais
Cooperativas rurais e produtores
CDCA SIM SIM NÃO PJ que exerçam atividades ligados
à produção agropecuária

‫ ٱ‬OBS: LCI respeita a regra geral do IOF, porém como exige prazo mínimo de aplicação
superior a 29 dias, a alíquota é zero.
Apostila 2025 384
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Debêntures x Notas Promissórias


RESUMO
DEBÊNTURES NOTAS PROMISSÓRIAS
Captação de recursos para Captação de recursos
Principal Objetivo financiamento de para financiamento de
CAPITAL FIXO CAPITAL DE GIRO
S/A Abertas ou Fechadas,
Empresas S/A
porém para captação aberta ao
Quem pode emitir Empresas LTDA
público necessita ser S/A Aberta
Cooperativas Agro
e com Registro na CVM.
Quem NÃO pode emitir Instituições Financeiras Instituições Financeiras
Depende do tipo de
Prazo mínimo para resgate Não tem
Remuneração
360 dias
Prazo máximo para resgate Não tem
(salve exceções)

Apostila 2025 385


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.1.4 Índices do Mercado de
Renda Fixa
Ap
A po
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2025 25
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Índices de Renda Fixa Anbima


Gráfico
IMA-Geral
Média ponderada dos retornos diários do
IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M

IMA-Geral ex-C
Média ponderada dos retornos diários
do IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M

IMA-C IRF-M IMA-S


IMA-B
Composição Composição Composição
Composição
NTN-C LTN e NTN-F LFT*
NTN-B (IPCA)
(IGP-M) (Prefixado) (Taxa Selic)
*Não inclui LFT-A e LFT-B

IMA-B 5 IMA-B 5+ IMA-C 5 IMA-C 5+ IRF-M 1 IRF-M 1+


Composição Composição Composição Composição Composição Composição
NTN-B NTN-B NTN-C NTN-C LTN e NTN-F LTN e NTN-F
Prazo Prazo Prazo Prazo Prazo Prazo
< 5 anos шϱĂŶŽƐ < 5 anos шϱĂŶŽƐ < 1 ano шϭĂŶŽ

Apostila 2025 387


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Índices de Renda Fixa Domésticos
Classificações
O índice de mercado ANBIMA (IMA), o IMA-Geral, é uma média ponderada dos retornos
diários do IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M, que são uma família de índices que representam
a evolução, a preços de mercado, de uma carteira de títulos públicos, que servem como
referência para o segmento de renda fixa. Vale ressaltar que somente serão considerados
para cálculos títulos com vencimentos acima de 1 mês.
Visando atender aos diversos tipos de investidores, o IMA-Geral é subdividido em quatro
subíndices:
ཙ IMA-B: este índice é o mais utilizado pelo mercado financeiro, sendo composto
por títulos do governo NTN-B (IPCA). Ele pode ser subdividido em duas classes:
o IMA-B 5: carteira composto por NTN-Bs com prazos inferiores a 5 anos; e
o IMA-B 5+: carteira composto por NTN-Bs com prazos maiores que 5 anos;
ཙ IMA-S: composto por LFT (Atrelado ao Selic).
ཙ IRF-M: composto por LTN e NTN-F (prefixado), sendo que há duas subdivisões:
IRF-M 1 (títulos com prazo inferior a 1 ano) e IRF-M 1+ (títulos com prazo superior a
um ano).

Apostila 2025 388


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Índices de Renda Fixa Domésticos


Demais classificações
Os demais índices utilizados pelo mercado são:
ཙ IMA-C: composto por NTN-C (IGP-M);
ཙ IMA-Geral ex-C: média ponderada do IMA-B, IMA-S e IRF-M.
ཙ Índice de Duração Constante ANBIMA (IDkA): é um conjunto de índices que
medem o comportamento de carteiras sintéticas de títulos públicos federais com
prazo constante. Os benchmarks são calculados a partir de vértices escolhidos da
Estrutura a Termo da Taxa de Juros (ETTJ) Prefixada e da indexada ao IPCA
disponibilizadas pela ANBIMA, construídas com base nas taxas indicativas de títulos
públicos de mercado secundário divulgadas diariamente pela Associação. Por
representar ganhos e perdas oriundos dos movimentos nas curvas de juros,
constituem novas ferramentas para diversificação de estratégias e parâmetro de
referência aos investidores que, devido às características de seu passivo, procuram
adequar suas carteiras à determinados prazos/indexadores.
ඵ IDkA dos pré-fixados: IDkA pré 3m (3 meses), IDkA pré 1A (1 ano), IDkA pré 2A
(2 anos), IDkA pré 3A (3 anos), IDkA pré 5A (5 anos),
ඵ IDkA de IPCA: IDkA IPCA 2A (2 anos), IDkA IPCA 3A (3 anos), IDkA IPCA 5ª
(5 anos), IDkA IPCA 10A (10 anos), IDkA IPCA 15A (15 anos), IDkA IPCA 20A
(20 anos) e IDkA IPCA 30A (30 anos).
Apostila 2025 389
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Índices de Renda Fixa Domésticos
Critérios de Elegibilidades
A composição das carteiras teóricas é revista mensalmente, captando em tais ocasiões as
mudanças ocorridas nos estoques de títulos em mercado, de forma a se preservar a
representatividade do indicador. Dos títulos públicos precificados pela Associação, não
são elegíveis apenas:
ཙ Títulos com prazo para o vencimento inferior a um mês – cujo vencimento se daria
ao longo do período de vigência da carteira teórica;
ཙ Títulos que só tenham sido colocados de maneira direta, sem oferta pública;
ཙ Títulos com uma única colocação por meio de oferta pública;
ཙ Novos vencimentos colocados em mercado nos dois últimos dias úteis anteriores à
data de rebalanceamento das carteiras teóricas.
Na divisão, pelo prazo, dos índices IRF-M em IRF-M 1 e IRF-M 1+ e do IMA-B em IMA-B 5 e
IMA-B 5+ adotam-se os seguintes critérios:
ཙ As carteiras compostas com o sinal “+” contêm os títulos com prazo para o
vencimento igual ou superior a aquele número. Já as carteiras que contêm apenas o
número, ele é até aquela data e os títulos passíveis de migração. Por exemplo, o
“IMA-B 5+” compõe ativos de 5 ANOS OU MAIS. Já o “IMA-B 5” é composto por
ativos de até 5 anos e os títulos passíveis de migração.

Apostila 2025 390


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.1.5 Renda Fixa Internacional


Apostila 2025 391
391
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos de Renda Fixa
Conceito
Os famosos Bonds, nada mais são do que títulos emitidos por um país (treasury bonds) ou
por empresas (corporate bonds) e demais instituições privadas, ou seja, são os títulos de
dívidas. Desta forma, é um contrato onde o emissor do título concorda em pagar uma
determinada taxa de juro por um período de tempo predeterminado para o portador do
título (a pessoa que compra e recebe os juros). Nem todos os títulos pagam cupom,
alguns deles simplesmente têm um desconto sobre o valor de face, ex: você paga 980
dólares pelo direito de receber 1.000 dólares em um ano (portanto, o preço do BOND é o
seu Valor Presente).
Os títulos dos EUA ainda são uma das opções mais seguras, pois tem um baixo risco de
inadimplência do mundo. Os EUA nunca entraram em moratória, ou seja, nunca deixou de
pagar a sua dívida. Mesmo que seja um dos países mais endividados do mundo ainda é
considerado um porto seguro, desta forma, é considerado a TLR (taxa livre de risco) dos
investimentos no mundo.
O governo americano possui quatro (4) tipos de títulos: T-Bills, T-Notes, T-Bonds e as TIPS.

Apostila 2025 392


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos do Governo Americano


Treasury Bills
As TREASURY BILLS (T-BILLS) tem como principal característica que o seu VENCIMENTO É
DE ATÉ UM ANO. Assim sendo, suas características são:
ཙ Maturidade menor que um ano;
ཙ Mais comuns: 1, 3 e 6 meses (Duration Curta);
ཙ Usados como estimativas de taxa de retorno livre de risco (TLR);
ཙ NÃO POSSUEM PAGAMENTO DE CUPOM (devido ao curto prazo);
ཙ T-bills possuem um desconto sobre seu valor de face (como se fosse uma LTN);
ཙ Os preços são cotados como uma percentagem do valor de face;
ཙ Não confunda taxa de desconto com taxa de retorno (yield).

‰ FÓRMULA:
‫݋ݐ݊݁݉݅ܿ݊݁ݒ ݋ ݁ݐܽ ݏܽ݅ܦ‬ JUROS
۲۳‫܁‬۱‫( ܽݔܽݐ = ۽܂ۼ۽‬%) ×
360 SIMPLES

Apostila 2025 393


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos do Governo Americano
T-Bills: Exemplo
Um investidor deseja adquirir um título público americano de curto de prazo. Desta
forma, ele analisa a compra de uma T-Bill que está sendo negociada com deságio de 10%
ao ano sobre o seu valor de face de U$ 1.000,00 (base 360 dias corridos). Como faltam
180 dias corridos para seu vencimento, o retorno que este investidor irá ter será:
ཙ Desconto (%) = (180/360) × 10,00% = 0,5 × 10,00% = 5,00%
ཙ Desconto (U$) = U$ 1.000,00 × 5,00% = U$ 50,00
ཙ Preço da T-BILL = U$ 1000 - U$ 50,00 = U$ 950,00
ཙ Retorno (yield) – Calculando na HP-12C:
ඵ 950 [ENTER]
ඵ 1.000 ΀ȴ%]
ඵ Resposta: 5,2632% no período de 180 dias

Desta forma, mostra-se que o desconto dado é diferente do retorno do investimento.

Apostila 2025 394


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos do Governo Americano


Treasury Notes
As TREASURY NOTES (T-NOTES) tem como principal característica que possui
VENCIMENTOS DE DOIS A DEZ ANOS. Assim sendo, suas principais características são:
ཙ Títulos de médio prazo (vencimentos entre dois a 10 anos);
ཙ Mais comuns: 2, 3, 5 e 10 anos;
ཙ Taxa de juros fixa;
ཙ POSSUEM CUPOM SEMESTRAL;
ཙ São inicialmente oferecidas através de leilões do Tesouro, mas também possuem
negociação no mercado secundário, com grande liquidez.

Apostila 2025 395


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos do Governo Americano
Treasury Bonds
As TREASURY BONDS (T-BONDS) tem como principal característica que possui
VENCIMENTOS COM MAIS DE DEZ ANOS. Assim sendo, suas principais características são:
ཙ Títulos de longo prazo (vencimentos com prazos superiores a 10 anos);
ཙ Mais comuns: 20 e 30 anos;
ཙ Taxa de juros fixa;
ཙ POSSUEM CUPOM SEMESTRAL;
ཙ São inicialmente oferecidas através de leilões do Tesouro, mas também possuem
negociação no mercado secundário, com grande liquidez.
ཙ Algumas possuem cláusula de opção de compra, onde o governo americano pode
recomprar a dívida antes do seu vencimento.

Apostila 2025 396


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos do Governo Americano


TIPS (Inflação)
As TREASURY INFLATION PROTECTED SECURITIES (TIPS) são títulos públicos INDEXADOS
À INFLAÇÃO (CPI – CONSUMER PRICE INDEX) com pagamento semestral. Assim:
ཙValor principal indexado à variação do CPI (Consumer Price Index)
ཙ Pagamentos de juros semestrais (valor principal ajustado pela inflação).
ཙ A TAXA de cupom permanece a MESMA pelo prazo do título, porém o VALOR do
cupom irá MUDAR em função da mudança do principal (correção pelo CPI).
ཙ O investidor nunca recebe menos do que o valor de face. Ou seja, se houver
deflação e o valor do título for inferior ao valor de face, este automaticamente volta
ao valor de face.
ཙ Emitidos normalmente com prazos de 5, 10 e 30 anos.
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor comprou uma TIPS com valor de face de U$ 100.00,00 e
cupom de 4%aa. Após 6 meses de sua emissão, a taxa anual de inflação americana (CPI)
foi de 6%. Desta forma, o valor de face será ajustado para o semestre a 3% (6% dividido
por 2), passando a ser U$ 103 mil. O primeiro cupom semestral será 2% (já que ao ano
eram 4%, o semestre será a metade) do novo valor de face (U$ 103 mil), ou seja
U$ 2.060,00. Com isso, o dívida passará a estar valendo U$ 100.940,00. Os outros cupons
serão calculados da mesma forma, sobre o valor de face ajustado ao CPI.

Apostila 2025 397


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Privados
CD – Certificate of Deposits
O CERTIFICATE OF DEPOSIT (CD) é semelhante ao CDB no Brasil. O investidor mantém
uma quantia fixa de recursos por um período fixo de tempo e, em troca, o banco emissor
paga juros. Da mesma forma como no Brasil, os EUA também possuem seu “FGC” e com
isso, os CDs comprado por meio de um banco segurado pelo governo federal possui
proteção de até US$ 250 mil dólares. Este seguro cobre todas as contas em seu nome no
mesmo banco, não cada CD ou conta que o investidor tem no banco.
Estes títulos podem possuir remuneração prefixada ou pós-fixada, e quanto maior a
probabilidade de inadimplência do banco, maior será a remuneração, pois maior será o
seu risco. Mesmo possuindo a proteção do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation),
o “FGC Americano”, esta proteção tem um valor máximo de USD 250.000,00.
‫ ٱ‬OBS: Diferentemente do FGC Brasileiro, o “FGC Americano” não está descrito no edital,
não podem ser cobrado as suas regras na prova. A informação foi colocada no livro,
puramente por questão informativa (curiosidade).

Apostila 2025 398


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Privados
Commercial Papers
Os COMMERCIAL PAPERS (CP) são geralmente emitidos por empresas, mas também há
commercial papers emitidos por bancos e governos. São instrumentos para a obtenção de
recursos no mercado, a um custo inferior às taxas praticadas pelos bancos. O commercial
paper é utilizado principalmente para recursos de curto prazo das empresas, como
pagamento de impostos, aquisição de matéria-prima e eventuais imprevistos. Suas
principais características são:
ཙ MENOR QUE 1 ANO, pois seu prazo máximo é de 270 dias (curto prazo);
ཙ NÃO PRECISA DE REGISTRO NA SEC (CVM Americana);
ཙ Custo inferior às taxas praticadas pelos bancos;
ཙ Via de regra: emitidos por empresas e pré-fixado;
ཙ Mercado secundário pouco ativo pelo seu curto prazo;
ཙ Flexibilidade: livre determinação de percentual de juros e prazos entre as partes;
ཙ Não necessita garantias – apenas empresas mais estabelecidas os emitem.

Apostila 2025 399


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Privados
Eurobonds
Os EUROBONDS são títulos de dívida emitidos por empresas nacionais, com
reconhecimento internacional, lançados em uma moeda diferente daquela do país ou
mercado em que são emitidos normalmente. Desta forma, os Eurobonds tem como
objetivo a captação de volumes elevados, sendo feitos através de bancos, podendo ter
taxas de juros fixas ou flutuantes. Quando esses títulos são negociados EM MAIS DE UM
PAÍS, eles são chamados de GLOBAL BONDS.
Como a Eurobonds é uma dívida emitida fora do país de origem da empresa, para cada
país diferente, temos uma nomenclatura específica. Por exemplo, as obrigações
estrangeiras emitidas em dólares americanos são conhecidas com Yankee Bonds. Já os
títulos estrangeiros emitidos em ienes no Japão são chamados de Samurai Bonds.
Por serem ativos financeiros, essas dívidas poderão ter cláusulas de proteção, tanto para o
investidor, quanto para a empresa emissora. As Callable Bonds (Bonds com opção de Call)
são títulos com proteção a Companhia Emissora e as Putable Bonds (Bonds com opção de
put) protegem o investidor. O preço desses bonds podem ser definidos da seguinte forma:
ཙ Preço do Callable Bond = preço do bond – preço da call
ཙ Preço do Putable Bond = preço do bond + preço da put

Apostila 2025 400


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Privados
Resumo: Euro/Global Bonds

EUROBONDS GLOBAL BONDS

ཙ Títulos de renda-fixa de longo prazo. ཙ Semelhante ao Eurobond.

ཙ Lançados no exterior, em moeda ཙ Lançados no exterior, são dívidas


diferente daquela do mercado em que foi negociadas EM MAIS DE UM PAÍS.
emitida, ou seja, NÃO SÃO TÍTULOS DE
DÍVIDA LANÇADOS SOMENTE NA EUROPA! ཙ Vendidos com desconto no valor de
face e usualmente com cupom definido.
ཙ Taxa de juros fixas (Fixed Rate Notes) ou
flutuantes (Floating Rate Notes).

ཙ Vendidos com desconto do valor de face.

Apostila 2025 401


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Privados
REPOS: Repurchase Agreement
O Repurchase Agreement (REPO), também é conhecido como ACORDO DE RECOMPRA,
consiste na venda de títulos juntamente com um acordo de recompra-los por um valor
mais alto em uma data futura. Esta diferença de preços é o JUROS DA OPERAÇÃO, no qual
chamamos de TAXA REPO. Desta forma, percebemos que esta venda com recompra, nada
mais é que um empréstimo onde o comprador do título atua como credor (emprestando
o dinheiro) e o vendedor atua como devedor (pagando mais caro do que vendeu
inicialmente).
Por exemplo, Rafael vai ao banco XYZ e compra R$ 10 mil em títulos públicos e fecha um
acordo para revender estes títulos futuramente por R$ 11 mil para este mesmo banco. Na
prática, o que ocorreu foi um empréstimo que Rafael fez no qual recebeu R$ 1.000,00 de
juros. Do ponto de vista do banco é um REPO (Acordo de Recompra) e do ponto de vista
do Rafael é um REPO Reverso (Acordo de Recompra Reverso), no qual os mil reais foram a
Taxa Repo.
‫ ٱ‬Observação: Caso haja Cupons durante o prazo da repo, geralmente são repassados
para o vendedor repo, já que o comprador detém os títulos como colateral (garantia).

Apostila 2025 402


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Títulos Privados
High Yield & High Grade Bonds
Os títulos de crédito privado são comumente classificados como High Yield Bonds ou
“High Grade Bonds”.
ཙ High Yield Bonds: Poderíamos traduzir para o português como “Títulos com
Retornos Elevado”. Desta forma, são dívidas de empresas com elevado risco de
crédito, normalmente com classificação BB ou menos.
ཙ High Grade Bonds: A sua tradução literal ficaria como “Títulos com Nota Elevada”.
Assim, são dívidas de empresas com baixíssimo risco de crédito, sendo classificado
pelas agências de rating como AAA ou AA. Desta forma, os títulos High Grade
possuem baixo risco de crédito, mas também possuem um retorno menor
comparado com os títulos High Yield.
De um modo geral, os títulos classificados como High Yield Bonds são termômetros para
a economia global. Isso porque se o spread de crédito deles em relação aos títulos livres
de risco estiver baixo, há uma confiança grande na economia, pois se acredita em uma
baixa probabilidade de calote de empresas quando houvesse uma crise mundial. Caso o
spread esteja alto, há uma turbulência na economia mundial.

Apostila 2025 403


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Títulos Americanos de Renda Fixa
RESUMO
TÍTULO DE RENDA FIXA PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS VENCIMENTO
T-BILLS Prefixado de curto prazo sem cupom Até 52 semanas
T-NOTES Prefixado de médio prazo com cupom 2, 3, 5,7 e 10 anos
T-BONDS Prefixo de longo prazo com cupom Acima de 10 anos
TIPS Rende a inflação EUA com cupom 5, 10 e 30 anos
Certificates of Deposit “CDB” americano Comum até 5 anos
“Nota Promissória” americana, sem
Commercial Papers Até 270 dias
precisar ter registro na SEC
“Debêntures” emitidas fora
Eurobonds Bonds -
do país de origem
High Yield Bonds Títulos com alto risco de crédito -
REPO “Operação Compromissada”
-
(Repurchase Agreements) americana (acordo de recompra)

Apostila 2025 404


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.1.6 Precificação dos Títulos de


Renda Fixa
Apostila 2025 405
405
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de títulos de Renda Fixa
Conceito
A precificação de títulos de renda fixa (principalmente os negociados no mercado
secundário) baseia-se em calcular o valor presente de todos os recebimentos e somá-los,
ou seja, trazer a valor presente os juros e as amortizações!
Como já vimos na matemática financeira, para calcular o valor presente, necessitamos
utilizar uma taxa de desconto. Essa taxa de desconto utilizada será o valor que o novo
investidor deseja receber pela aquisição do título, ou seja, é a TIR desse investimento
(também chamada de YTM – Yield to Maturity, na renda fixa).
Para a prova, os principais cálculos envolverão LTN e Debêntures. Em relação às
debêntures, importante ressaltar que a prova fornecerá o cupom do título através de uma
taxa, que deverá ser multiplicada pelo valor final de recebimento que será sempre
R$ 1.000,00 (definição). Por exemplo uma debênture possui cupom com taxa de 12% ao
ano com pagamento anual, ou seja, quer dizer que os juros periódicos pagos ao investidor,
serão de R$ 120,00 pagos anualmente. Caso o pagamento fosse SEMESTRALMENTE,
deveríamos transformar os 12%a.a. para semestre, e multiplicar pelos mesmos R$
1.000,00.

Apostila 2025 406


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Precificação de títulos de Renda Fixa


Fórmula
Como dissemos anteriormente, o cálculo para mensurar qual o valor justo atual de um
título de renda fixa, basta trazer a valor presente, todos os fluxo de caixa, conforme
fórmula abaixo. É desta forma, que avaliamos o quanto devemos pagar em um título que
já foi emitido. Mas não se preocupe, a HP-12c fará esse cálculo para nós através das teclas
(n, i, PV, PMT, FV)

‫ ٱ‬Onde:
ཙ VP = valor presente
ཙ Fc = cupom do título, ou seja, fluxo de caixa para o período n
ཙ i = taxa de desconto
ཙ n = número de fluxos de caixa a serem avaliados
ཙ P = principal

Apostila 2025 407


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de títulos de Renda Fixa
Passo a Passo
Desta forma, o passo a passo para se calcular um título de renda fixa é:
ཙ (1) Estimar o fluxo de caixa da vida do título:
ඵ Cupom de pagamentos (PMT). Este valor é definido no momento da emissão do
título e não no mercado secundário.
ඵ Retorno do principal (FV)
ཙ (2) Determinar a taxa de desconto mais adequada:
ඵ A taxa (i) que será utilizada, deve sempre ser considerado o risco de
recebimento do fluxo de caixa e o principal do investimento no título, ou seja, o
risco de crédito do título.
ཙ (3) Calcular o valor presente dos fluxos de caixa estimados, incluindo o
principal, e somar cada um deles.
ඵ Com as demais variáveis definidas acima (1) e (2), basta utilizamos o prazo do
título e clicar em PV.

Apostila 2025 408


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Retorno de Renda Fixa


Conceitos
‫ ٱ‬Cupom: Equivale aos juros financeiros pagos periodicamente pelo título. Para a prova,
poderá ser informado na questão através de uma taxa. Esta taxa deverá ser convertida
para o período do cupom e multiplicada por R$ 1.000,00, encontrando assim, o Cupom de
pagamento.
‫ ٱ‬Yield to Maturity (YTM): É a taxa interna de retorno (TIR) dada ao ano dos fluxos de
caixa do título, incluindo o valor da compra, os cupons e o valor no vencimento,
considerada a taxa de mercado do título negociado. Esta metodologia é mais precisa que
o Current Yield.
‫ ٱ‬Current Yield: Corresponde a soma de todos os recebimentos em dinheiro pagos pelos
juros do título ao credor em um ano em relação ao preço do título. Esta metodologia não
considera a hipótese de reinvestimento e nem o recebimento final da dívida
(desconsidera o ágio ou deságio da compra de um ativo). Sua fórmula é:

Apostila 2025 409


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Valor Presente, Valor Futuro e YTM
Exemplo
Um título com face igual a R$ 1.000,00, vencimento em 5 anos, cupom 6%aa. Qual Será o
valor presente do título, caso o YTM (retorno do ativo) seja de 4%, 6% e 8%?

FLUXO YTM a 4% YTM a 6% YTM a 8%


ANO
(Valor Futuro) VALOR PRESENTE
1 60,00 57,69 56,60 55,56
2 60,00 55,47 53,40 51,44
+
3 60,00 53,34 50,38 47,63
+
4 60,00 51,29 47,53 44,10
+
+
5 1.060,00 871,24 792,09 721,42
Current Yield 5,51% 6,00% 6,52%
Total (PV) 1.089,04 1.000,00 920,15

Apostila 2025 410


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Títulos com Ágio ou Deságio


Definição
‫ ٱ‬ÁGIO (ACIMA DO PAR): O título está “mais caro” do que quando foi emitido, portanto:
ཙ Preço de mercado maior que o valor nominal;
ཙ O investidor comprando o título no mercado secundário, terá uma taxa de retorno
MENOR que a taxa de retorno do cupom do título;
ཙ Principais motivos: (1) A taxa livre de risco está MENOR atualmente em relação a
data de emissão do título; e/ou (2) o Rating da empresa melhorou.
‫ ٱ‬DESÁGIO (ABAIXO DO PAR): Ele está “mais barato” em relação a sua emissão, assim:
ཙ Preço de mercado menor que o valor nominal
ཙ O investidor comprando o título no mercado secundário, terá uma taxa de
retorno MAIOR que a taxa de retorno do cupom do título;
ཙ Principais motivos: (1) A taxa livre de risco está MAIOR atualmente em relação a
data de emissão do título; e/ou (2) o Rating da empresa piorou.
‫ ٱ‬AO PAR: Negociado no exato valor da curva de juros do título (valor da dívida):
ཙ Preço de mercado igual ao valor nominal
ཙ O investidor comprando o título no mercado secundário, terá uma taxa de retorno
IGUAL a taxa de retorno do cupom do título;
ཙ Principais motivos: nada se alterou na economia ou na empresa.
Apostila 2025 411
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de Ativos
LTN: Exemplo de Cálculo
O Banco Central decide fazer um leilão de uma LTN com vencimento em 55 dias úteis e
73 dias corridos. Qual o valor que este título será adquirido caso a taxa anual esteja em
15% ao ano? Calcule o preço para cada R$ 1.000,00 de resgate.
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Para resolvermos este problema, devemos trazer a LTN a valor presente.
Desta forma, na HP 12C:
ཙ i = 15 ao ano
ཙ n = (55 ÷ 252) = 0,218254 ano
ཙ PMT = 0;
ཙ FV = R$ 1.000,00
ཙ PV = ? = - R$ 969,96
Como a LTN não possui cupom (PMT), podemos escolher se transformamos a taxa dada
em ano para dias, ou o prazo dado em dias em ano (o que é mais fácil). Outro ponto que
deve ser salientado é que os cálculos de remunerações no Brasil são sempre em DIAS
ÚTEIS. Os dias corridos são utilizados somente para definir a tributação do IR que a
operação teve.

Apostila 2025 412


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Precificação de Ativos
LFT: Exemplo de Cálculo
A taxa Selic projetada para um período de 504 dias úteis é de 12% ao ano. Sabendo que
o valor de atualização entre o valor nominal (R$ 1.000,00) e a data-base (data atual) é de
1,1885, qual o valor que um investidor deve comprar uma LFT para se ter 13% ao ano?
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: As LFTs também podem ser negociadas com ágio ou deságio. Podemos
notar que como o novo investidor deseja uma rentabilidade acima da taxa Selic projetada,
ele deve adquirir o título comprando com desconto. Para resolvermos este problema,
tratamos em 3 partes: (1) valor atual corrigido do título; (2) calcular qual seria o valor
final da LFT pela taxa Selic Projetada; (3) trazer a valor presente este valor pela taxa que
o investidor deseja.

¾ (1) Valor Atual da LFT: ¾ (2) LFT corrigida a 12%: ¾ (3) Valor da LFT com deságio:
o 1000 [ENTER] o n = 504 ÷ 252 = 2 o n = 504 ÷ 252 = 2
o 1,1885 [x] o i = 12 o i = 13
R: R$ 1.188,50 o PV = 1.188,50 [CHS] o PMT = 0
o PMT = 0 o FV = R$ 1.490,8544
o FV = ? = 1.490,8544 o PV = ? = R$ 1.167,5577

Apostila 2025 413


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de Ativos
YTM: Exemplo de Cálculo 1
Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por
R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento anual,
calcule qual é seu YTM.
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Primeiramente, devemos saber que as debêntures são títulos que são
emitidas por R$ 1.000,00. Assim, o cupom será a multiplicação da taxa de cupom por
R$ 1.000,00 e o valor recebido na última prestação, será o cupom mais os R$ 1.000,00.
Desta forma:
ཙ YTM na HP 12C:
o PV = - R$ 1.040,00 [CHS];
o FV = R$ 1.000,00;
o PMT = R$ 120,00 ї 1.000 × 12%
o n = 10 anos;
o i (YTM) = ? = 11,31% ao ano

Apostila 2025 414


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Precificação de Ativos
YTM: Exemplo de Cálculo 2
Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por
R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento
SEMESTRAL, calcule qual é seu YTM.
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Desta vez, o cupom é pago semestralmente. Assim, devemos encontrar esta
taxa semestral, para multiplicarmos por R$ 1.000,00 e achar o PMT. Não podemos
esquecer também que o YTM é sempre dito em ano! Desta forma, faremos em 3 etapas:

(1) CUPOM SEMESTRAL: (2) YTM SEMESTRAL: (3) YTM AO ANO:


ཙ 12 [i] ཙPV = - R$ 1.040,00 [CHS] ཙ 5,4954 [i]
ཙ 360 [n] ཙFV = R$ 1.000,00 ཙ 180 [n]
ཙ 180 ཙPMT = 58,30 ཙ 360
ཙ R/S ཙn = 20 semestres ཙ R/S
R = 5,830% ao semestre ཙi (YTM) = ? = 5,4954 a.s
RESPOSTA FINAL
ཙ CUPOM: 5,83% × R$ 1.000 11,29% ao ano
R = R$ 58,30 ao semestre

Apostila 2025 415


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de Ativos
CY: Exemplo de Cálculo 1
Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por
R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento anual,
calcule qual é seu Current Yield?
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Como o Current Yield é somente a relação entre “os juros recebidos
anualmente” pelo preço pago pelo título, devemos primeiramente saber qual o cupom
que o investidor irá receber. Sendo assim, o cupom será a multiplicação da taxa do cupom
por R$ 1.000,00 e não pelo valor pago no mercado. Lembre que o cupom é pago pelo que
a empresa pegou emprestado (para as debêntures, o valor sempre é R$ 1.000,00) e não
por quanto estão negociando seus títulos no mercado secundário.

(1) FÓRMULA (Cupom ÷ Valor de Mercado) (2) ATRAVÉS DE [%T]:


ཙ 120 [ENTER] ཙ 1040 [ENTER]
ཙ 1040 [÷] ཙ 120 [%T]
Visor: 0,115385 R: 11,54%a.a.
ཙ 100 [×] Deste jeito, a resposta já vem em
R = 11,54% porcentagem e perceba que o
Na fórmula, precisamos multiplicar por 100 cupom vem sempre por último.

Apostila 2025 416


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Precificação de Ativos
CY: Exemplo de Cálculo 2
Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por
R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento
semestral, calcule qual é seu Current Yield?
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Desta vez, o cupom é pago semestralmente. Assim, devemos encontrar esta
taxa semestral, para multiplicarmos por R$ 1.000,00. Como são dois semestres por ano,
ele receberá o cupom duas vezes, sem ser considerado o valor do dinheiro no tempo.

(1) CUPOM SEMESTRAL: (1) FÓRMULA (2) ATRAVÉS DE [%T]:


ཙ 12 [i] ཙ 58,30 [ENTER] ཙ 1040 [ENTER]
ཙ 360 [n] ཙ 2 [×] ཙ 116,60 [%T]
ཙ 180 Visor: 116,60 R: 11,54%a.a.
ཙ R/S ཙ 1040 [÷]
R = 5,830% ao semestre Visor: 0,112115 Quando utilizamos o [T%]
ཙ 100 [×] basta colocar o valor de
ཙ CUPOM: 5,83% × R$ 1.000 R = 11,21% mercado primeiro e depois
R = R$ 58,30 ao semestre a renda anual e clicar [%T]

Apostila 2025 417


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de Ativos
Títulos Híbridos: Exemplo de Cálculo
João aplica em R$ 100 mil em um CDB que está remunerando TR + 10% a.a. Após dois
meses (60 dias corridos e 42 dias úteis), ele decide resgatar sua aplicação. Qual foi a sua
remuneração, sabendo que a TR foi de 1,38% e 0,27% em cada mês?
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Quando os títulos são híbridos (remuneração fixa MAIS uma taxa), como por
exemplo Poupança e NTN-B, aparecerá o sinal +. Porém, já vimos que este MAIS significa
vezes por ser de juros compostos. Assim, devemos (1) descobrir o retorno de cada
variável no período desejável e depois; (2) multiplicar os resultados. Desta forma:

ཙ (1) TR: ཙ (1) CDB 10%aa: ཙ (2) Rentabilidade TOTAL:


o 100 [ENTER] o 10 [i] o 100 [ENTER]
o 1,38 [%] [+] o 252 [n] o 1,65 [%] [+]
o 0,27 [%] [+] o 42 o 1,60 [%] [+]
o 100 [-] o [R/S] o 100 [-]
R: 1,65% R: 1,60% R: 3,28% no período

Apostila 2025 418


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.7 Tipos de Riscos nos Investimentos


419
419
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Principais Riscos do Investidor
Tipos de Risco
Os investimentos possuem diversos tipos de riscos financeiros, sendo seus principais para
a prova da CEA são:
¾ Risco de Mercado
¾ Risco de Taxa de Juros
¾ Risco de Liquidez
¾ Risco de Crédito
¾ Risco de Reinvestimento
¾ Risco de Resgate Antecipado
¾ Risco País
¾ Risco de Mercado Externo
¾ Risco Cambial
¾ Risco Operacional

420
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Mercado
Conceito
O RISCO DE MERCADO, também conhecido como RISCO SISTÊMICO, se caracteriza pela
oscilação dos valores de um ativo durante um período de tempo, gerando possíveis
ganhos ou perdas ao investidor. Esta variação dos preços é chamada de VOLATILIDADE, e
quanto maior a volatilidade, maior o risco de mercado de um ativo. Já levando para o lado
matemático, podemos mensurar de duas formas:
ཙ Volatilidade HISTÓRICA: Medida estatística que se baseia nos preços do passado
ativo. Neste caso, é utilizado o cálculo de desvio padrão dos retornos do
investimento; ou
ཙ Volatilidade IMPLÍCITA: Estimada através da variação futura de um ativo adotada
pelo mercado financeiro. Ela é obtida por meio de modelos de avaliação de preço do
derivativo Opção. Dentre destes modelos, o mais conhecida é o Black & Scholes.
Saindo do lado “numérico”, as causas do risco de mercado são geradas principalmente
pelas condições macroeconômicas, tais como, taxas de juros, câmbio, commodities; mas
também podem ocorrer por questões políticas, como impeachments de um governo.

421
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Conceito
Pode ser definido como o efeito de mudanças na taxa de juros, causando perdas ou
ganhos no valor do título de renda fixa (portfólio de ativos de renda fixa) nos preços de
mercado. Podemos mensurar este risco através de medidas de sensibilidade de um título
em relação a variações nas taxas de juros (Duration de Macaulay ou Duration
Modificada). Por exemplo, Rafael possui dois ativos prefixados com rentabilidade de 10%
ao ano, que são:
ཙ (1) LTN com vencimento em 10 anos;
ཙ (2) LTN com vencimento em 20 anos.
Caso o COPOM aumente em 1%a.a. a taxa de juros SELIC (de 10% para 11%), os títulos
acima terão impactos diferentes. Como a alteração foi de 1% POR ANO, a LTN (1) será
impactada negativamente 10 vezes de 1% (pois durante 10 anos, você receberá 10%,
enquanto o mercado estará rendendo 11%) e a LTN (2) terá um impacto de VINTE VEZES,
sendo muito mais prejudicial por causa do seu prazo. Este impacto negativo é visto
diretamente na marcação a mercado do ativo.
A seguir, será aprofundado o conceito de Duration, para analisarmos os impactos da
mudança da taxa de juros.

422
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Prazo Médio Ponderado: Conceito
O Prazo Médio Ponderado é um conceito extremamente importante na carteira de
investimentos de renda fixa. Ele nada mais é que a “média de vencimento dos ativos que
a compõe, levando em consideração o peso que ele tem na composição da carteira”. Ou
seja, para cada ativo da carteira, devemos multiplicar o seu peso pelo seu prazo e somar
todos os resultados. Por exemplo, uma carteira de R$ 100 mil composta por 2 ativos de
renda fixa (ativo A: R$ 10 mil que vencerá em 100 dias; ativo B: R$ 90 mil, que vencerá em
200 dias). Qual o seu prazo médio?

VALOR INVESTIDO PRAZO MÉDIO


ATIVO PRAZO
(% DA CARTEIRA) (PESO) X (PRAZO)
A R$ 10.000,00 (10%) 100 dias (10%) × (100 dias) = 10 dias
B R$ 90.000,00 (90%) 200 dias (90%) × (200 dias) = 180 dias
+
TOTAL R$ 100.000,00 - 190 dias =
‫ ٱ‬RESPOSTA: o prazo médio ponderado da carteira é de 190 dias. Ou seja, é como se a
carteira possuísse somente 1 ativo que se encerraria em 190 dias. Mas para que serve?

423
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Prazo Médio Ponderado: Riscos Associados
A sua utilização está interligada com o risco que a carteira possui: quanto maior o prazo
médio ponderado, maior será o risco que esta carteira possui (principalmente risco de
mercado, taxa de juros e crédito).
A ponderação (peso do ativo) é extremamente importante nesses casos, pois é muito
diferente uma carteira que vencerá R$ 90.000,00 em 200 dias e mais R$ 10 mil em 100
dias, do que outra que possui R$ 90 mil em 100 dias mais R$ 10 mil em 200 dias. O caso
em azul, possui um risco muito menor, pois o investidor estará recebendo o seu valor
investido muito antes (Prazo Médio da segunda carteira em 110 dias = 90%x100 dias +
10% x 200 dias). Desta forma, há menos chances de acontecer algum imprevisto.
Para a prova, você somente precisa identificar na pergunta quais são os valores do título e
os seus devidos prazos e analisar que quanto maior o prazo médio da carteira, maior será
o seu risco, gerando assim, uma maior rentabilidade!

424
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration de Macaulay
A Duration de Macaulay (DMac), chamada simplesmente de “Duration”, surgiu para
estimar sensibilidade do preço de um título prefixado a mudanças nas taxas de juros. Ela
veio para substituir o conceito de “maturidade média”, que nada mais era do que fazer a
média ponderada de uma carteira de renda fixa, baseado no vencimento dos seus títulos.
Seu grande problema era que não considerava os efeitos do pagamento dos cupons e
amortizações intermediárias de um título. Assim, o que o financista Macaulay fez na sua
fórmula foi considerar o valor presente de todos os recebimentos, conforme passo-a-
passo e sua fórmula baixo:
(1) Trazer a valor presente todos fluxos , multiplicando-os pelo seu período;
(2) Somar estes resultados;
(3) Dividir este (2) somatório pelo valor presente (negociado) do ativo.

ཙ Sendo que:
ඵ Fct = cada fluxo de caixa
ඵ t = período
ඵ i = YTM (taxa de desconto)
ඵ VP = valor presente do título

425
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration: Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual a Duration da carteira abaixo de duplicatas no valor total de
R$ 100 mil na data de hoje, sendo que a taxa de desconto dos títulos é de 3,00% a.m?
Podemos aproximar o valor da Duration através do Cálculo do Prazo Médio, ou seja,
encontraremos o ponto de equilíbrio do prazo dos títulos, levando em consideração
somente os pesos de cada fluxo.

Valor de Face da Número de meses


PESO DO TÍTULO DIAS X PESO
Duplicata para o vencimento
R$ 10.000,00 10.000 ÷ 100.000 = 10% 1 mês (30 dias) 30d × 10% = 3
+
R$ 20.000,00 20.000 ÷ 100.000 = 20% 2 mês (60 dias) 60d × 20% = 12
R$ 30.000,00 30.000 ÷ 100.000 = 30% 3 mês (90 dias) 90d × 30% = 27
+
+
R$ 40.000,00 40.000 ÷ 100.000 = 40% 4 mês (120 dias) 120d × 40% = 48
Total = 100.000 Prazo Médio de Recebimento = 90 dias
ou seja, a Duration aproximada da
carteira é de 90 dias

426
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration de Macaulay - Passo a Passo
Para calcularmos a (2) Duration de Macaulay da carteira de R$ 100.000,00 com 4 títulos
dados no problema, devemos seguir os seguintes passos:
ཙ Etapa 1: Calcular o valor presente de cada recebimento;
ཙ Etapa 2: Multiplicar cada valor presente calculado pelo seu prazo;
ཙ Etapa 3: Somar todos os resultados da Etapa 2;
ཙ Etapa 4: Utilizar o Valor Presente da Carteira (soma do Valor Presente de cada
recebimento, portanto, soma da ETAPA 1) ou, se for dito, será o seu valor de mercado.
ཙ Etapa 5: Dividir o resultado da ETAPA 3 pelo resultado da ETAPA 4. Este será o
resultado da Duration de Macaulay!

ETAPA 1 = Calcular valor presente dos títulos


ཙ Duplicata (1): ཙ Duplicata (2): ཙ Duplicata (3): ཙ Duplicata (4):
on=1 on=2 on=3 on=4
oi=3 oi=3 oi=3 oi=3
o FV = 10.000 o FV = 20.000 o FV = 30.000 o FV = 40.000
o PMT = 0 o PMT = 0 o PMT = 0 o PMT = 0
o PV = 9.708,74 o PV = 18.851,92 o PV = 27.454,25 o PV = 35.539,48

427
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration de Macaulay - Passo a Passo
ETAPA 2: Multiplicar cada valor presente calculado pelo seu prazo
ཙ Duplicata (1): ཙ Duplicata (1): ཙ Duplicata (3): ཙ Duplicata (4):
ඵ PV × n ඵ PV × n ඵ PV × n ඵ PV × n
ඵ R$ 9.708,74 × 1 ඵ R$ 18.851,92 × 2 ඵ R$ 27.454,25 × 3 ඵ R$ 35.539,48 × 4
ඵ 9.708,74 ඵ 37.703,84 ඵ 82.362,75 ඵ 142.157,92

ETAPA 3: Somar todos os resultados da Etapa 2


ཙ Somatório dos PV × n = 9.708,74 + 37.703,84 + 82.362,75 + 142.157,92
ཙ Somatório dos PV × n = R$ 271.933,25

ETAPA 4: Calcular o Valor Presente da Carteira (soma dos VP da ETAPA 1)


ཙ Somatório dos PV = 9.708,74 + 18.851,92 + 27.454,25 + 35.5369,48
ཙ Somatório dos PV = 91.554,39

ETAPA 5 – FINAL!: Dividir Etapa 3 pela Etapa 4!!!


ཙ Duration de Macaulay = 271.933,25 ÷ 91.554,39 = 2,97 meses ou 89 dias.

428
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration Modificada
A Duration Modificada (DM) visa apresentar em termos percentuais a sensibilidade do
preço do título a variações nas taxas de juros, ou seja, o quanto o preço dos ativos de
renda fixa irão mudar em função da elevação ou redução dos juros no mercado. Para
calcularmos a DM, devemos aplicar a seguinte fórmula:

A partir da Duration Modificada, podemos calcular qual o impacto da mudança na taxa de


juros em uma carteira (ou título) de renda fixa, através do seguinte fórmula:

Com isso, podemos agora confirmar o impacto da mudança da taxa de juros no exemplo
das LTN de 10 anos e 20 anos, no qual houve um aumento de 1% na taxa SELIC.

429
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration de Carteiras
Para calcularmos a Duration de diversas carteiras de renda fixa, podemos aproximar seu
resultado através da média ponderada destas carteiras. Importante salientar que neste
caso, estamos fazendo a média ponderada das durations dos títulos de renda fixa que a
compõem e não da maturidade dos títulos (como foi feito anteriormente). Com isso, o
erro gerado no cálculo é ainda menor:

DurationCarteira = m1D1 + m2D2 + ... + mnDn

‫ ٱ‬EXEMPLO: Uma carteira possui dois títulos, A e B, com valor de mercado de


R$ 60.000,00 e R$ 40.000,00, respectivamente. A duration de A é 4,0 e a de B é 8,0.
Calcule a duration da carteira.
ཙ mA = 60.000 / (40.000 + 60.000) = 60%
ཙ mB = 40.000 / (40.000 + 60.000) = 40%
ཙ DurationCarteira = (0,6 x 4,0) + (0,4 x 8,0) = 5,6 anos

430
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration: Limitações
A Duration é uma boa aproximação da mudança de preço de um título de renda fixa para
pequenas variações na taxa de juros, mas não para grandes variações, pois pressupõe que
as taxas de juros de mercado são flat (para qualquer prazo, as taxas de juros serão
sempre as mesmas). Porém, como ela é uma estimativa linear de alteração de alteração
de preço, não possibilita estimativas adequadas por não modelar precisamente a
curvatura existente entre a variação percentual do valor de um título prefixado e a
variação percentual da taxa de juros de mercado. Sendo assim, a Convexidade é utilizada
como medida correção!

431
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration: Gráfico

Preço
Erro de Precificação

Preço Correto do
1.100 Título com a mudança
na taxa (YTM)
ѐƉ

1.000
ѐƉ Erro de Precificação
900 Preço estimado
baseado na
Duration

Y*
8% ѐŝс-1% 9% ѐŝснϭй 10%
YTM

432
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration: Relações Diretas e Indiretas
A Duration de um título ZERO-CUPOM (sem pagamentos de juros, como uma LTN) é
IGUAL ao seu prazo de vencimento e a Duration dos títulos pós-fixados é sempre ZERO,
ou seja, não falamos de Duration em ativos pós-fixados (por exemplo, LFT). Em relação às
variáveis que impactam na Duration, temos as seguintes relações com:

EFEITO NA DURATION
VARIÁVEIS
RELAÇÃO
Maturidade (Prazo do título) Quanto maior, MAIOR a duration DIRETA
Taxas de juros (TLR) Quanto maior, MENOR a duration INVERSA
Retorno (TIR ou YTM) Quanto maior, MENOR a duration INVERSA
Tamanho do Cupom Quanto maior, MENOR a duration INVERSA
Frequência de Cupons Quanto maior, MENOR a duration INVERSA

‫ ٱ‬CONCLUSÕES: Quanto menor a duration MENOR o risco de taxa de juros. Entre um


título COM cupom e outro SEM cupom com mesmo vencimento, o título COM cupom
possui Duration MENOR, e o SEM cupom, possui Duration Maior!
433
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Imunização
Como vimos, o risco de taxa juros é a quantidade de impacto na flutuação da Selic no
Brasil, sendo que, quanto maior o prazo de vencimento (Duration) uma carteira de
investimentos, maior o seu risco. Desta forma, uma estratégia para imunização desse
risco, seria o de investir em títulos com pagamento de cupom, pois com isso há a
diminuição da Duration.
Isso ocorre por que se temos uma carteira com retorno fixo de 10% ao ano e a taxa de
juros sobe, os cupons recebidos serão reinvestidos à taxa de juro mais elevada porém com
desvalorização dos títulos. Já com uma diminuição da taxa de juros, os títulos ganham
valor, mas os cupons recebidos serão aplicados em uma taxa mais baixa. Portanto:
ཙ Aumento da taxa de juros: é negativa para o preço do título, porém positiva para
os reinvestimentos;
ཙ Redução da taxa de juros: é positiva para o preço do título, porém negativa para
os reinvestimentos.

434
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Liquidez
Conceito
Trata-se da DIFICULDADE DE VENDER um determinado ativo pelo preço e no momento
desejado. A realização da operação, se ela for possível, implica numa alteração substancial
nos preços do mercado. Portanto, caracteriza-se quando o há poucos compradores, ou
seja, uma dificuldade de encontrar um comprador pelo preço justo de mercado.
Um investidor pode criar este risco propriamente, quando ele possui uma fatia
(percentual) considerável de um ativo específico. Por exemplo, ter 20% de uma empresa,
já que se ele desejar vender sua posição, precisará de muito tempo para conseguir os
recursos desejados (ou terá que vender a um preço menor que o ofertado pelo mercado).
Por isso, é muito importante um planejamento das necessidades de caixa, para que, caso
se necessite recursos, não seja necessária a venda de um ativo por um preço menor do
que o de valor de mercado, simplesmente por não haver liquidez.
‫ ٱ‬EXEMPLOS: investimento em imóveis, ações de pequenas empresas, ativos com
carência.

435
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Crédito
Conceito
RISCO DE CRÉDITO é a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento pelo
tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados,
à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de
risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na
renegociação e aos custos de recuperação. Em resumo, O RISCO DO DEVEDOR DAR UM
CALOTE (NÃO PAGAR SUAS DÍVIDAS).
As companhias contratam as agências especializadas (as três principais agências de Rating
são S&P, Fitch e Moody's) para que elas classifiquem o risco de crédito referente aos
títulos de dívida que irão lançar no mercado, como por exemplo, debêntures, notas
promissórias, securitizações como os CRI e CRA, entre outros tipos de dívidas. O rating
(nota que as agências de classificação de risco de crédito atribuem a um emissor de
acordo com sua capacidade de pagar uma dívida) depende da probabilidade de calote da
empresa que emitiu a dívida, juntamente com as características da dívida emitida.
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: AÇÕES NÃO POSSUEM RISCO DE CRÉDITO.

436
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Crédito
Ratings
DESCRIÇÃO STANDARD & POOR’S FITCH MOODY’S
AAA AAA Aaa
“Grau de Investimento”
AA AA Aa
Baixo risco de Calote
A A A
“Grau de Investimento”
BBB BBB Baa
Pequeno risco de Calote
“Grau Especulativo” BB BB Ba
Moderado risco de Calote B B B
CCC CCC Caa
“Grau Especulativo” CC CC Ca
Elevado risco de Calote C C C
D D D
DICA: Quanto mais “As”, melhor é o Rating da empresa

437
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Crédito
Impactos na Mudança de Rating
Quando uma empresa tem sua nota de crédito piorada (por exemplo A para BB), os
investidores novos exigirão um maior prêmio para investir nos títulos de dívida desta
companhia. Caso ocorra o contrário, a empresa tenha seu rating melhorado, os
investidores novos exigirão um retorno menor para investir nos mesmos tipos de dívidas.
O ponto central é que existem os títulos já emitidos pela empresa negociados no mercado
secundário (com uma taxa já definida) e existe também a possibilidade da empresa emitir
novas dívidas. Desta forma, precisamos compreender o que ocorre em cada um dos casos
e para isso, criamos uma tabela para você compreender esses impactos!

RATING RETORNO EXIGIDO EMISSÕES NOVAS EMISSÕES ANTIGAS

RETORNO TAXA PREÇO DO


ELEVAÇÃO
EXIGIDO EMITIDA TÍTULO SOBE
DO RATING
DIMINUI MENOR (ÁGIO)
RETORNO TAXA PREÇO DO
DIMINUIÇÃO
EXIGIDO EMITIDA TÍTULO CAI
DO RATING
AUMENTA MAIOR (DESÁGIO)

438
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Reinvestimento
Conceito
Definimos estes risco como o risco de não conseguir reinvestir o dinheiro, em taxas
melhores ou iguais que as atuais, na eventualidade de liquidação financeira da aplicação
(resgate, vencimento, venda ou pagamento de juros). Desta forma, títulos que não
possuem cupom (zero-cupom), seu risco de reinvestimento é ZERO, como por exemplo,
as LTN e os CDBs.
Vimos até agora que quanto maior a Duration, maior o risco de taxa juros e que uma das
formas de diminuição deste risco, é realizar investimentos em títulos com pagamento de
cupom. Porém, quanto maior o pagamento do cupom, maior o risco de Reinvestimento.
Desta forma, devemos sempre analisar qual tipo de risco que desejamos correr.
Em relação às taxas de juros e esses dois riscos, temos a seguinte conclusão:
ཙ O aumento da taxa de juros é prejudicial para o preço do título, porém positiva
para os reinvestimentos;
ཙ A redução da taxa de juros é positiva para o preço do título, porém prejudicial
para os reinvestimentos.

439
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Resgate Antecipado
Conceito
O risco de resgate antecipado ocorre de duas formas:
ཙ Se a taxa de juros cair, os títulos com opção de Call embutida, podem ser
resgatados antecipadamente pelo emissor. Com isso, os recursos do investidor
poderão ser reinvestidos em novos títulos com retornos mais baixos; ou
ཙ Quando o investidor decide vender o seu título de renda fixa antes do prazo de
vencimento, ele necessitará encontrar um comprador para tal título. Desta forma, o
preço pago pelos novos compradores poderá ser diferente do valor da dívida
corrigida pela taxa de juros contratada (podendo até mesmo ser abaixo do valor
investido). Da mesma forma, quando o investidor está aplicando através de uma
instituição financeiro e ele decide resgatar antes do prazo de vencimento, ele poderá
receber um retorno abaixo da rentabilidade contratada até o final, sofrendo um
deságio (por exemplo, investiu a 100% do CDI e estará recebendo 90% do CDI).

440
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco País
Conceito
O RISCO PAÍS TEM SUA ORIGEM NA POSSIBILIDADE DE UM PAÍS NÃO HONRAR SEUS
COMPROMISSOS, ou seja, não ter capacidade de gerar recursos para o pagamento de
suas obrigações com credores. O risco país também pode ser gerado pelo risco político ou
soberano quando se criam restrições ao livre fluxo de capitais, impondo controles
cambiais que impossibilitam o pagamento das suas dívidas.
Exemplos: Golpes militares, políticas econômicas, resultado de novas eleições entre
outros podem trazer este tipo de restrição.
Um índice frequentemente utilizado como medida do risco país é o EMBI+ (Emerging
Markets Bonds Index), que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa
daquele país. Desta forma, EMBI Brasil indica a MÉDIA DO VALOR EXCEDENTE DE
RENTABILIDADE QUE OS TÍTULOS BRASILEIROS ESTÃO PAGANDO EM RELAÇÃO AOS
TÍTULOS DE DÍVIDA DOS EUA (considerado ativo livre de risco).

441
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Riscos de Mercado Externo
Conceito
Risco de Mercado Externo consiste na perda por oscilações nas taxas de câmbio,
mudanças no cenário macroeconômico mundial, riscos geopolíticos, questões legais,
tributárias e regulatórias.
ཙ Oscilações da taxa de câmbio doméstica: quanto mais abrupta for a mudança na
taxa de câmbio de um país, maior será a volatilidade dos investimentos realizados,
colocando em risco o retorno das aplicações.
ཙ Mudanças no cenário macroeconômico mundial: dados de crescimento
econômico, desemprego, entre outros, como por exemplo: a recente crise do
Subprime (crime imobiliária) no mercado americano, afetou drasticamente os
mercados mundiais.
ཙ Riscos geopolíticos, questões legais, regulatórias e tributárias de um país: as
condições operacionais de investimentos em outras economias, tendem a
apresentarem impactos, em função de condições específicas do país investido.
auferida

442
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco Cambial
Conceito
O RISCO CAMBIAL ocorre quando uma moeda se desvaloriza perante outra moeda
(lembre-se do conceito que moeda só é um meio de troca, utilizada para comprar bens ou
pagar serviços). Assim, este risco é relevante ser analisado, principalmente em
investidores estrangeiros
Por exemplo, um americano deseja investir U$ 50 mil em renda fixa no Brasil, no qual 1
dólar está R$ 2,00. Primeiramente ele deverá converter a sua moeda para a moeda
brasileira e, após isso, realizar o investimento (ou seja, investirá R$ 100.000,00). O que
ocorrerá se, após 1 ano, o título render 10% mas o real desvalorizar 25%, sendo cotado
agora em R$ 2,50?
Se o investidor americano retornar o seu capital a seu país de origem, ele necessitará
converter os Reais em Dólares, fazendo com que tenha menos que o aplicado:
ཙ U$ 44 mil (R$ 110.000,00 ÷ R$ 2,50).

443
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco Operacional
Conceito
O RISCO OPERACIONAL normalmente é definido como sendo o prejuízo causado por
falhas de processos internos das organizações, de pessoas executando tarefas
inadequadas ou de sistemas falhando.
O erro operacional é muito comum dentro das empresas e para que ele seja menos
impactante, as companhias devem ter controles internos muito bem monitorados, além
de disponibilizar treinamentos adequados às suas equipes.
‫ ٱ‬EXEMPLOS:
ཙ Erros de digitação (ao invés de comprar 1.000 ações, comprar DEZ mil ações);
ཙ Queda de sistemas e/ou conexão de internet;
ཙ Falha na conferência da documentação de cliente.

444
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resumo dos Riscos


Resumo
RISCOS RESUMO E PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA
Quanto maior o desvio padrão ou volatilidade (distância entre os
retornos do ativo), maior é o risco de mercado. Quando tratamos de
renda fixa e este risco for causa por mudança na taxa de juros,
MERCADO podemos mensurar pela Duration (quanto maior a duration, maior o
risco de impacto pelas mudanças na taxa de juros). Títulos SEM
cupom, possuem Duration IGUAL a sua maturidade; títulos COM
cupom, possuem Duration MENOR que a sua maturidade.
LIQUIDEZ Dificuldade em vender um investimento.
Ocorre quando o devedor não paga os juros ou a dívida. Quanto maior
CRÉDITO
for o Rating, menor será o risco de crédito do emissor.
PAÍS Risco de um país não honrar com seus compromissos (EMBI+).
CAMBIAL Risco de não “encerrar” o acordado (pagamento ou entrega).
OPERACIONAL Falha na execução de alguma tarefa operacional.
REINVESTIMENTO Quando não se tem a mesma taxa ao receber os juros ou amortização.

445
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.2 Instrumentos de Renda Variável
Apostila 2025 446
446
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda Variável
Conceitos
A RENDA VARIÁVEL é o tipo de investimento cuja remuneração ou sua forma de cálculo
não é conhecida no momento da aplicação. Esses investimentos são mais arriscados e
recomendados para investidores de perfil moderado ou arrojado. São exemplos desses
tipos de investimos: ações; moedas, tais como dólar, euro, iene...; commodities (soja, café
arábico, boi gordo, petróleo); Clubes de Investimentos e Fundos de Investimentos.
Alguns definições serão importantes sabermos durante nossos estudos, tais com:
ཙ Acionista minoritário: É o acionista que possui uma quantidade não expressiva de
ações ordinárias (com direito a voto), sendo estes protegidos pela CVM.
ཙ Acionista(s) Controlador(es): É quem exerce o poder de controle na sociedade,
seja uma pessoa ou grupo de pessoas. Eles possuem a maioria dos votos nas
assembleias gerais, tem o poder de eleger a maioria dos administradores da
companhia e tem o poder para dirigir as atividades da companhia e orientar o
funcionamento de seus órgãos, definindo a estratégia da empresa. São estes os
investidores que são fiscalizados pela CVM, referente a proteção aos demais.
ཙ Home Broker: É o sistema online de uma corretora que permite seu cliente a
comprar e vender ativos na B3 sozinho, sem a necessidade de um operador. Os
principais ativos negociados são ações, derivativos e fundos de investimentos.

Apostila 2025 447


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Renda Variável
Conceitos
Três são os ambientes possíveis de negociação de ativos e são eles:
ཙ BOLSA DE VALORES: este é o principal ambiente de negociações, sendo ele
administrado no Brasil pela B3. É um ambiente onde se tem uma rigidez muito
grande com relação às regras de funcionamento, exigindo das companhias que
desejam ter seus ativos negociados nela, diversos requisitos, que muitas vezes pode
encarecer a operação. Além disso, é exigido a publicação de todas as informações
referentes às transações (preços, horários, quantidades, entre outras), devendo
ocorrer em até 15 minutos de sua efetivação.
ཙ BALCÃO ORGANIZADO: este é um ambiente mais flexível, onde ocorrem as
negociações que não estão registradas na bolsa de valores. Tem como características
a possibilidade de realizar apenas o registro das operações previamente negociadas,
o diferimento da divulgação de informações e a possibilidade de atuação direta, sem
intermediário. Suas operações também ocorrem na B3.
ཙ BALCÃO NÃO ORGANIZADO: Neste mercado, as operações simplesmente não são
registradas, não havendo supervisão de instituição reguladora Desta forma, tem
menos transparência nas negociações dos ativos, gerando um maior riscos aos
investidores.

Apostila 2025 448


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda Variável
Tabela Comparativa
BALCÃO NÃO
CARACTERÍSTICA BOLSA DE VALORES BALCÃO ORGANIZADO
ORGANIZADO
Sem plataforma formal
Plataforma formal e Plataforma regulada, mas
Ambiente (negociação direta entre
regulada menos rígida que bolsa
partes)
CVM e CVM e Não possui supervisão
Supervisão
autorregulação autorregulação direta
Operações privadas,
Produtos Ações, opções, Títulos privados e
contratos livremente
negociados derivativos listados derivativos customizados
ajustados
Moderada — há registro,
Registro e Alta — preços, volumes Baixa — negociações
mas menos divulgação
Transparência e ofertas são públicos podem ser privadas
pública
MRP Obrigatório Facultativo Não existe
Venda direta de cotas
Negociação de ações da Emissão de debêntures
Exemplo entre investidores sem
Petrobras na B3 em balcão organizado
intermediação

Apostila 2025 449


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ações
Conceito
A AÇÃO de uma empresa representa “a menor fração do seu capital social”. O detentor
de uma ação (acionista), se torna um dos donos da companhia (coproprietário) e não um
credor da empresa, desta forma, ações NÃO POSSUEM RISCO DE CRÉDITO! Junto com
todas as outras pessoas (físicas ou jurídicas) que detêm ações da empresa, você passa a
fazer parte do quadro de acionistas da companhia. As ações são conversíveis em dinheiro
a qualquer momento por negociação em bolsa de valores ou mercado de balcão
organizado, desde que haja um outro interessado e por isso há o risco de Liquidez.
As ações possuem algumas características, podendo ser:
ཙ Nominativas ou “Ao portador”;
ཙ Escriturais ou físicas;
ཙ Ordinárias (ON) ou Preferências (PN);
ཙ De diferentes Classes (A, B, C, ...).

Apostila 2025 450


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ações
Tipos
As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas. No
Brasil, elas estão divididas em dois grandes grupos: as ações ordinárias e as ações
preferenciais. Ambos os tipos de ações devem ser nominativas (seu detentor é
identificado nos livros de registro da empresa).
As principais características de cada uma são:
ཙ Ações Ordinárias (ON): ação com direito a voto.
ཙ Ações Preferenciais (PN): ação com preferência aos dividendos.
ཙ Certificados de Depósito de Ações (UNITS): são ativos compostos por mais de
uma classe de valores mobiliários, como por exemplo, uma composição da ações ON
e ações PN.
‫ ٱ‬OBS: O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no
exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do total das ações
emitidas.

Apostila 2025 451


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ações
Ações Ordinárias (ON)
Os detentores de ações ordinárias nominativas (ON) têm o direito de votar nas
assembleias da empresa. Porém, para do pequeno investidor, esse direito é bastante
limitado, já que seu voto pode ser bastante insignificante perto dos grandes investidores.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Dá direito a voto nas assembleias (1 ação = 1 voto);
ཙ Eleição do Conselho Administrativo;
ཙ Controle do destino da empresa;
ཙ Direito a Tag Along (mínimo de 80% do valor pago por ação com direito a voto em
caso de alienação de controle).

Apostila 2025 452


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ações
Ações Preferenciais (PN)
As ações preferenciais nominativas (PN) são aquelas que menos protegem o acionista
minoritário, pois não lhe dão o direito de votar em assembleia e em caso de venda da
empresa, não lhe garantem o direito de participar do prêmio de controle (valor pago ao
acionista que detém o comando, no caso de venda da empresa). Desta forma, suas
características são:
ཙ Não dá direito a voto (há exceções);
ཙ Prioridade na distribuição de dividendo;
ཙ Prioridade no reembolso do capital, com ou sem prêmio;
ཙ Número de ações preferenciais sem direito a voto não pode ultrapassar 50% do
total de ações emitidas.
ཙ Caso a companhia não distribua resultados por três exercícios consecutivos, as
ações preferenciais podem adquirir direito a voto, o qual será mantido até que se
faça a distribuição de dividendos.
o A aquisição do direito a voto valerá tanto nas companhias abertas ou fechadas,
onde foi estipulado dividendo fixo ou mínimo e nas companhias abertas onde foi
estipulado dividendo mínimo de 3% do patrimônio líquido.

Apostila 2025 453


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ações
Ações Preferenciais (PN)
Conforme a lei 10.303, somente poderão ser negociadas em bolsa as ações PN com pelo
menos UMA das vantagens abaixo, independentemente do direito de receber ou não o
reembolso de capital:
ཙ Direito de participar de dividendo a ser distribuído de, pelo menos, 25% (vinte e
cinco por cento) do Lucro Líquido do exercício; ou
ཙ Direito ao recebimento de dividendo de pelo menos 10% (dez por cento) maior do
que o atribuído a cada ação ordinária (ON); ou
ཙ Direito de serem incluídas no Tag Along (em caso de venda da companhia, direito
de vender as suas ações recebendo, no mínimo 80% do valor pago por cada ação
integrante do bloco de controle), assegurando o dividendo pelo menos igual ao das
ordinárias (ON).

Apostila 2025 454


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ações
Classe
As empresas podem emitir diferentes classes de ações e criar quantas classes quiser,
dentro de seu tipo (ON ou PN). Essas classes de ações recebem uma letra, conforme
objetivos específicos. Por exemplo, a empresa pode estabelecer em seu estatuto valores
diferenciados de dividendos ou proventos especiais para cada classe de ação.
Uma ação PNA indica uma ação PN (Preferencial Nominativa) classe A. A classe A pode
indicar que seja uma ação com dividendo mínimo e a classe B, uma ação com dividendo
fixo.
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: As classes são descritas por letras (A, B, C, ...), após o ON e PN, sendo
que é no Estatuto Social que são determinadas as vantagens e restrições de cada uma
delas.

Apostila 2025 455


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Depositary Receipts (DR’S)
Definição
São títulos negociados em um país que têm como lastro ações, certificados de depósito
de ações ou em valores mobiliários representativos de dívida, emitidos no exterior. No
Brasil são negociados os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e nos Estados Unidos são
emitidos os ADRs. Quando essa emissão é em qualquer outro país, como por exemplo, na
Inglaterra, chamamos de GDR (GLOBAL Depositary Receipts). Esse tipo de estrutura
facilita investidores locais a investirem em ativos no exterior, sem a necessidade de enviar
recursos ao exterior.

RESUMO

• Negociadas nos EUA


Ações • Negociadas no Brasil
• Emitidas por empresas • Emitidas por empresas
fora dos EUA fora do Brasil
ADR - American DR’s BDR - Brazilian
Depositary Receipts Depositary Receipts

Apostila 2025 456


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Depositary Receipts
Benefícios
Tantos as empresas estrangeiras que decidem acessar o Mercado Internacional, quanto
os investidores, podem se beneficiar dos programas de ADR, BDR ou GDR, que são:
ཙ BENEFÍCIOS PARA A EMPRESA:
ඵ Ampliação e diversificação de sua base de acionistas;
ඵ Maior visibilidade entre investidores, consumidores e clientes internacionais;
ඵ Aumento da liquidez total de sua ação ao atrair novos investidores;
ඵ Maior cobertura de research fora de seu país de origem;
ඵ Alternativa adicional para captação de recursos;
ඵ Melhor valuation internacional ao se colocar junto a seus pares;
ඵ Moeda de troca opcional para possíveis fusões e aquisições.
ཙ BENEFÍCIOS PARA O INVESTIDOR:
ඵ Não precisa enviar dinheiro para o exterior e com isso, não tem a preocupação
com a conversão do câmbio e não é tributado pelo IOF.
ඵ Evita os custos relacionados à remessa de recursos para o exterior, como
câmbio e manutenção de contas;
ඵ Possibilidade de elaboração de estratégias, diversificação de investimentos e
arbitragem com ativos locais e estrangeiros.
ඵ Possibilidade de converter os DRs em ações da companhia emissora.
Apostila 2025 457
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Depositary Receipts
Custodiante & Depositário
Dentre as figuras importantes no processo das DR’s, temos a Instituição Custodiante, a
Instituição Depositária e a empresa patrocinadora, que possuem as seguintes funções:
ཙ Custodiante: a instituição que presta o serviço de custódia (faz a guarda da ação
que estará servindo como lastro para a emissão da DR).
ཙ Depositária: a instituição que, no exterior, emite os correspondentes DR. Ela tem
como responsabilidade garantir que os DRs de fato estejam lastreados nos valores
mobiliários e que os mesmos estejam bloqueados para negociação no país de
origem. Ela deverá garantir que não haja qualquer descasamento entre o saldo dos
valores mobiliários no Exterior e dos DRs emitidos.
ཙ Empresa patrocinadora: a emissora sediada no País dos ativos que estão servindo
como lastro do programa de DR e signatária de contrato específico com instituição
depositária para a emissão de DR.
Por exemplo, imagine que a Petrobrás (empresa patrocinadora) deseja ter 100.000 ADRs
sendo negociadas na bolsa americana. Assim, caso a paridade ADR por ações seja um (1)
para um (1), 100.000 ações ficarão “guardadas” em uma Instituição Custodiante. Com
isso, a Instituição Depositária fará a emissão de 100.000 ADRs nos EUA e ficará
responsável por garantir que as 100.000 ações no Brasil não sejam negociadas.

Apostila 2025 458


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

BDR’S: Brazilian Depositary Receipts


Tipos de Categorias
Os recibos BDRs possuem duas categorias:
ཙ Patrocinadas; e
ཙ Não Patrocinadas.
Os certificados patrocinados são emitidos por uma instituição depositária contratada
pela companhia estrangeira emissora dos valores mobiliários. Além disso, esta companhia
é responsável por divulgar todas as informações necessárias, fazendo parte do processo.
Outro ponto importante é que a categoria Patrocinada pode ser classificada como Nível I,
Nível II ou Nível III. Já a categoria Não Patrocinado é emitido sem o envolvimento da
empresa estrangeira, desta forma, só pode ser classificado como nível I. Vale ressaltar
que, desde 22 de outubro de 2020, as BDRs Nível I estão dispostas a negociação a
quaisquer investidores, desde que:
ཙ o mercado de maior volume de negociação desses ativos, nos últimos 12 meses,
seja um ambiente de mercado estrangeiro classificado como “mercado
reconhecido”;
ཙ o emissor dos valores mobiliários que servem de lastro aos BDR esteja sujeito à
supervisão por parte da entidade reguladora do mercado de capitais do mercado de
maior volume de negociação.

Apostila 2025 459


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
BDR’S: Brazilian Depositary Receipts
Programa de BDR
Poderão ser instituídos programas de BDRs, patrocinados ou não pela companhia aberta,
ou assemelhada, emissora dos valores mobiliários objeto do certificado de depósito, os
quais deverão ser previamente registrados na CVM. Desta forma, fica claro que todos os
programas necessitam ser registrados, mas não que as empresas precisam ser registradas
na CVM (como veremos a seguir). Estes programas podem ser classificados como:
ཙ BDR Patrocinado Nível I: Não há registro da empresa na CVM (regra geral).
ඵ Negociados no mercado de balcão não organizado ou em segmentos
específicos de BDRs nível I em mercados de balcão organizado ou bolsa (B3);
ඵ Divulgação, no Brasil, pela instituição depositária, das informações que a
companhia emissora está obrigada a divulgar em seu país de origem e no país
em que o valor mobiliário é admitido à negociação;
ඵ Dispensa de registro de companhia na CVM, ressalvada a hipótese de BDR com
lastro em títulos representativos de dívida emitidos por emissores nacionais com
registro na CVM;
ඵ Possibilidade de oferta pública sujeita ao rito automático de distribuição, nos
termos da regulamentação específica, hipótese na qual a negociação deve
obrigatoriamente ocorrer em segmentos específicos para BDR Nível I de
entidade de mercado de balcão organizado ou bolsa de valores.
Apostila 2025 460
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

BDR’S: Brazilian Depositary Receipts


Programa de BDR
(...) Continuação
ཙ BDR Patrocinado Nível II: Registro da companhia na CVM.
ඵ Não há emissão de ações;
ඵ Negociados na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado;
ඵ Possibilidade de oferta pública sujeita ao rito automático de distribuição, nos
termos da regulamentação específica.
ཙ BDR Patrocinado Nível III: Há emissão de ações (através de oferta pública).
ඵ Possibilidade de distribuição por oferta pública registrada na CVM, nos termos
da regulamentação específica;
ඵ Negociados na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado;
ඵ Registro da companhia na CVM;
ඵ Mais completo e oneroso.
ཙ BDR NÃO Patrocinado: Não há envolvimento da companhia estrangeira.
ඵ Instituído por uma ou mais instituições depositárias ou emissoras de
certificado, sem envolvimento da companhia estrangeira emissora dos valores
mobiliários lastro, e só pode ser classificado como Nível I. Desta forma, este nível
é parecido ao BDR Nível I, mas sem o envolvimento da companhia.

Apostila 2025 461


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
BDR’S: Brazilian Depositary Receipts
Alerta aos investidores
Vale ressaltar o alerta aos investidores, descrito no próprio site da B3:
“Ao adquirir BDR Patrocinado, o investidor deve considerar que não há garantia de
que poderá iniciar ou aderir a quaisquer ações judiciais, procedimentos arbitrais ou
administrativos, no Brasil ou no exterior, relacionados ao BDR, às ações subjacentes
a este, ao emissor estrangeiro que as emitiu ou aos respectivos administradores e
acionistas, inclusive para reparação de eventuais prejuízos envolvendo falhas
informacionais, ilícitos de mercado, violação de deveres fiduciários da administração
ou quaisquer outros. O investidor deverá considerar, ainda, que o Depositário não
tem obrigação de iniciar ou aderir a quaisquer ações judiciais, procedimentos
arbitrais ou administrativos, no Brasil ou no exterior, nos termos mencionados
anteriormente, nem há a garantia de que possa fazê-lo”.

Apostila 2025 462


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

BDR’S: Brazilian Depositary Receipts


Programas de ADR
Da mesma forma como no Brasil, as ADRs possuem quatro tipos de classificação, que se
diferem pelo objetivo da empresa em relação à emissão e pela quantidade de exigências
feitas pelas autoridades nacionais, onde nos EUA é a SEC (Security Exchange Comission),
conhecida por nós como “CVM americana”. Estas classificações são:
ཙ ADR Nível I ou Balcão (Pink Sheet): Negociados no mercado de balcão.
ඵ Não há emissão de novas ações.
ඵ Não precisa atender normas contábeis americanas.
ඵ Tem como objetivo colocar ações no mercado norte-americano, para que a
empresa seja mais conhecida e em um futuro, poder ter captação de recursos.
ඵ Não necessita atender a todas as exigências da SEC.
ཙ ADR Nível II (Lister): Obrigatório o registro em uma Bolsa de Valores americana.
ඵ Não há emissões de ações.
ඵ Necessita registro completo na SEC.
ඵ Deve atender normas contábeis americanas – USGAAP.
ඵ Deve prever um programa de divulgação institucional de alta qualidade.

Apostila 2025 463


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
BDR’S: Brazilian Depositary Receipts
Programas de ADR
(...) Continuação
ཙ ADR Nível III (Fully Registered): Há emissão de novas ações (mercado primário).
ඵ Necessita de registro completo na SEC.
ඵ Obrigatório o registro em uma Bolsa de Valores americana.
ඵ Deve atender as normas contábeis americanas (USGAAP).
ඵ Programa de divulgação institucional de alta qualidade.
ඵ Mais completo e oneroso.
ཙ ADR 144A (Rule 144A): Não há necessidade de registro na SEC.
ඵ Negociados em balcão, através do sistema PORTAL.
ඵ Permite captação de recursos apenas para QIB - Qualified Institutional Buyers,
que são Investidores institucionais qualificados .
ඵ Menos oneroso que o nível III.
ඵ Do ponto de vista legal, a empresa necessita apenas cumprir as regras exigidas
no ADR Nível I, a diferença principal está na desvantagem de tornar a empresa
conhecida apenas por um grupo restrito de investidores (QIB).

Apostila 2025 464


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.2.2 Direitos dos Acionistas Minoritários


Apostila 2025 465
465
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Direitos dos Acionistas
Lei das S/A’s
O acionista minoritário possui direitos regidos pela Lei 6.404/76, que são:
ཙ Participação nos Lucros Sociais: Dividendos, JCP e Bonificação;
ཙ Fiscalização: Fiscalizar, na forma prevista nesta lei, a gestão de negócios sociais;
ཙ Preferência de Subscrição: em caso de aumento de capital, o acionista tem direito
de subscrever um número de ações proporcional à sua participação, para evitar
diluição da sua participação percentual no capital social;
ཙ Preferência de Retirada ou de Recesso: Direito de um acionista se retirar da
sociedade, tendo um reembolso por suas ações, podendo ser acionado em casos
como mudança de objeto social, cisão, fusão, incorporação ou alteração das classes
de ações;
ཙ Participação do acervo em caso de liquidação: Direito de receber a parcela de
capital que lhe pertence em caso de encerramento das atividades.

Apostila 2025 466


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Direitos dos Acionistas


Lei das S/A’s
‫ ٱ‬DIREITO AO VOTO: A autoridade máxima de uma empresa é a Assembleia de
Acionistas, sendo que a cada ação ordinária (ON), corresponde a 1 voto. O Estatuto Social
(ou a Assembleia Geral) pode limitar o número de votos de cada acionista, mas não
poderá privar o acionista de:
ཙ Participar dos Lucros;
ཙ Participar do Acervo da companhia, em caso de liquidação;
ཙ Fiscalizar a gestão dos negócios sociais;
ཙ Retirar-se da sociedade em casos previstos na lei; e
ཙ Dá preferência para subscrição de ações, partes beneficiárias conversíveis em
ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição.
ཙ OBS: Preferencialistas (PN) ganham direito ao voto, caso a empresa deixe de
pagar dividendos por três anos consecutivos, até a nova distribuição de lucros.
‫ ٱ‬FISCALIZAÇÃO: O acionista tem o direito de fiscalizar a gestão da empresa:
ཙ Participando das Assembleias (AGO e AGE);
ཙ Analisando demonstrações financeiras;
ཙ Elegendo membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal.

Apostila 2025 467


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
AGO e AGE
Conceito
‫ ٱ‬Assembleia Geral Ordinária (AGO): deve ser convocada obrigatoriamente pela diretoria
da sociedade e tem como objetivo verificar resultados, discutir e votar relatórios e eleger
o conselho fiscal da diretoria. Assembleia deve ser realizada anualmente e em até quatro
meses depois do encerramento do exercício social da empresa.
‫ ٱ‬Assembleia Geral Extraordinária (AGE): Assembleia extraordinária, como o próprio
nome já sugere, é aquela que não tem periodicidade pré-determinada ou definida. Ela
serve para que seja definido assuntos que não podem ser esperados até a próxima AGO,
assuntos urgentes.

Apostila 2025 468


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tag Along
Conceito
É um instrumento que promove a extensão do prêmio de controle aos acionistas
minoritário. O tag along é previsto na legislação brasileira e assegura que a alienação,
direta ou indireta, do controle de companhia aberta, somente ocorrerá sob a condição de
que o acionista adquirente se obrigue a fazer oferta pública de aquisição das ações com
direito a voto de propriedade dos demais acionistas da companhia, de modo a lhes
assegurar o preço no MÍNIMO IGUAL A 80% DO VALOR PAGO POR AÇÃO COM DIREITO A
VOTO, pelas ações integrantes do bloco de controle.
Algumas companhias, voluntariamente, estendem o direito de tag along também aos
detentores de ações preferenciais (PN) e/ou asseguram aos detentores de ações
ordinárias (ON) um preço superior aos 80%.
‫ ٱ‬EXEMPLO: Rafael é sócio majoritário e vende o controle da sua companhia pelo valor
de R$ 10,00 por ação (ON). Assim, todos os sócios minoritários que possuem ações ON,
deverão receber uma proposta para venderem as suas ações por no mínimo R$ 8,00, se
desejarem, ou seja, 80% do que o Rafael vendeu. Importante notar que as ações PN não
possuem esse direito!

Apostila 2025 469


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Governança Corporativa
Conceito
Governança corporativa é o conjunto de práticas que tem por finalidade alinhar os
objetivos da administração da companhia aos interesses dos acionistas, visando assegurar
que as decisões sejam tomadas em linha com os objetivos de longo prazo das
organizações.
Entre os MECANISMOS DE BOAS PRÁTICAS NA GOVERNANÇA CORPORATIVA, destacam-
se a existência de:
ཙ Conselho de administração ativo e que atue com independência;
ཙ Maioria obrigatória de conselheiros independentes, todos com excelente
reputação no mercado, experiência e firme compromisso de dedicação ao Conselho;
ཙ Comitê de Auditoria composto exclusivamente por membros independentes;
ཙ Eleições para todos os assentos do conselho de uma única vez, evitando assim a
perpetuação de grupos de controle ao longo do tempo;
ཙ Presidente do Conselho e CEO ocupados por profissionais distintos.
ཙ Permissão para realização de negócios com partes relacionadas, desde que com
autorização prévia do Conselho de Administração.

Apostila 2025 470


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Governança Corporativa
Níveis de diferenciados de Governança
A Bovespa (atual B3) criou em dezembro de 2000, três segmentos especiais de listagem
para as companhias, além do tradicional (lei das S/A). A B3 não registra automaticamente
as empresas nestes níveis, sendo necessário a assinatura do Contrato de Adoção de
Práticas Diferenciadas no nível que se deseja, celebrado entre a B3 e a companhia
(administradores e acionista controlador). Este contrato é imprescindível, pois, enquanto
estiver em vigor, torna obrigatório o cumprimento dos seus requisitos, tendo a B3 o dever
de fiscalizar e, se for o caso, punir os infratores. Estes níveis são:
ཙ Nível 1 (padrão mais baixo de Governança, mas maior que a Lei);
ཙ Nível 2 (padrão alto de Governança, porém com ações PN e ON);
ཙ Novo Mercado (mais alto padrão de Governança)
‫ ٱ‬Os principais objetivos são:
ཙ Incentivar e preparar as companhias para aderirem ao Novo Mercado;
ཙ Melhoria da relação com investidores;
ཙ Fortalecer o mercado de capitais nacional;
ཙ Maior transparência de informações com relação aos atos praticados pelos
controladores e administradores da companhia.

Apostila 2025 471


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Governança Corporativa
Nível 1
As principais mudanças entre o tradicional e o Nível 1 de Governança Corporativa, refere-
a melhorias na prestação de informações ao mercado e com dispersão acionário (free
float mínimo de 20% como regra geral). Suas principais características são:
ཙ Free Float Mínimo de 20% (Regra Geral): Deve manter em circulação uma parcela
mínima de ações que represente 20% do seu capital social. Poderá ter regra
alternativa de 15% (veremos regra alternativa a seguir);
ཙ Composição do conselho de administração: Mínimo de 3 membros, dos quais, pelo
menos 20% devem ser independentes (conforme legislação/ regulamentação), com
mandato unificado de até 2 anos;
ཙ Reunião pública anual: obrigatória (presencial)
ཙ Calendário de eventos corporativos: Obrigatório
ཙ Divulgação adicional de informações: Política de negociação de valores mobiliários
e código de conduta
ཙ Demonstrações Financeiras: conforme legislação;
ཙ Capital social: Ações ON e PN (conforme legislação).

Apostila 2025 472


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Governança Corporativa
Nível 2
Neste nível, a empresa todavia mantém ações PN na sua composição, mas garante maior
equilíbrio de direitos entre todos os acionistas, pois os itens mais relevantes foram
melhorados (ou seja, muda tudo, exceto que ainda mantém ações PN). Estes itens são:
ཙ Composição do conselho de administração: Mínimo de 5 membros, dos quais, pelo
menos, 20% devem ser independentes, com mandato unificado de até 2 anos.
ཙ Demonstrações Financeiras: Traduzidas para o inglês
ཙ Capital social: Ações ON e PN (com direitos adicionais)
ཙ Tag Along: 100% para ações ON e PN;
ཙ Oferta Pública de Aquisição: Realização de OPA, no mínimo, pelo valor econômico
em caso de cancelamento de registro ou saída do segmento (salva exceção).
ཙ Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado: Obrigatório
ཙFree Float Mínimo de 20% (Regra Geral): mesmas regras anteriores
ཙ As ações preferenciais terão direito a voto, no mínimo, nos seguintes itens:
o Transformação, incorporação, fusão ou cisão da companhia;
o Avaliação de Bens destinados à integralização de aumento de capital;
o Escolha da instituição para determinação do Valor Econômico da empresa;
o Aprovação de contratos entre a Companhia e o Acionista Controlador que
sejam deliberados em Assembleia Geral.
Apostila 2025 473
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Governança Corporativa
Novo Mercado
O nível Novo Mercado tem como principal característica possuir APENAS ações ordinárias
(ON), ou seja, é proibido ter na sua composição, ações preferenciais (PNs). Desta forma,
as principais regras são:
ཙ Capital social: Somente ações ON
ཙ Composição do conselho de administração: Mínimo de 3 membros (conforme
legislação), dos quais, pelo menos, 2 ou 20% (o que for maior) devem ser
independentes, com mandato unificado de até 2 anos
ཙ Demonstrações Financeiras: Conforme legislação
ཙ Informações em inglês, simultâneas à divulgação em português: Fatos relevantes,
informações sobre proventos (aviso aos acionistas ou comunicado ao mercado) e
press release de resultados;
ཙ Tag Along: 100% para ações ON;
ཙ Oferta Pública de Aquisição: Realização de OPA por preço justo, com quórum de
aceitação ou concordância com a saída do segmento de mais de 1/3 dos titulares das
ações em circulação (ou percentual maior previsto no Estatuto Social)
ཙ Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado: Obrigatório
ཙ Comitê de Auditoria, Auditoria Interna e Compliance: Obrigatória
ཙ Free Float Mínimo de 20% (Regra Geral): mesmas regras anteriores.
Apostila 2025 474
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Governança Corporativa
Free Float: Regra Alternativa
Com as atualizações nos níveis de governança da B3, surgiu a REGRA ALTERNATIVA para o
percentual mínimo de free float. Vale destacar que o conceito de free float é o de ações
em circulação, ou seja, a parte das ações que não estão nas mãos dos controladores.
A regra geral do percentual mínimo de ações em circulação (free float) para os 3 níveis é
de 20%., mas a regra alternativa reduz esse percentual para 15% nos seguintes casos:
ཙ Caso o ADTV (Average Daily Trading Volume – Volume Médio Diário de
Negociações) seja igual ou superior a R$ 20 milhões, considerando os negócios
realizados nos últimos 12 meses; ou
ཙ Na hipótese de ingresso no Nível 1, Nível 2 ou Novo Mercado, concomitantemente
ao IPO quando a oferta:
ƒ for superior a R$ 2 bilhões; ou
ƒ enquadrar-se entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, desde que respeitadas as
contrapartidas previstas no Regulamento. Neste caso, a companhia poderá
manter o free float em 15% do capital social por 18 meses, sendo que, ao final do
período, o ADTV deve atingir o patamar de R$ 20 milhões, o qual deve ser
consistente por 6 meses consecutivos.

Apostila 2025 475


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Governança Corporativa
Resumo
Tradicional N1 N2 Novo Mercado
Atender Atender requisitos Atender requisitos Ter apenas
Objetivo
Legislação de transparência societários ações ON
Free Float
não há regra mínimo 20% mínimo 20% mínimo 20%
(regra geral)
Características ON e PN ON e PN ON e PN (com
somente ON
das ações conforme a lei conforme a lei direitos adicionais)
mínimo 3 membros,
mínimo 3 membros, mínimo 5 membros,
com menos 2 ou 20%
mínimo 3 membros, dos quais, pelo 20% com, pelo menos 20%
Conselho de (o que for maior)
dos quais, pelo menos independentes, com independentes, com
Administração independentes, com
20% independentes mandato unificado de mandato unificado
mandato unificado
até 2 anos de até 2 anos
de até 2 anos
Dem Financ. traduzidas para
conforme legislação conforme legislação conforme legislação
Padrão Intern o inglês
80% ON 80% ON 100% p/ ON
Tag Along 100% p/ ON
conforme a lei conforme a lei 100% p/ PN
Câmara de
facultativo facultativo Obrigatório Obrigatório
Arbitragem

Apostila 2025 476


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.2.3 Oferta Pública e Ambientes de


Negociação
Apostila 2025 477
477
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Mercado Primário & Mercado Secundário
Conceito
Con
‫ ٱ‬MERCADO PRIMÁRIO): é aquele em os valores mobiliários de uma nova emissão são
negociados diretamente entre a companhia ou Banco Central (quando se tratar de títulos
públicos) e os investidores. Em resumo:
ཙ Finalidade de dinamizar o fluxo de poupança em direção aos investimentos
produtivos, viabilizando o crescimento empresarial;
ཙ Emissor emite títulos pela primeira vez ou está realizando uma nova captação de
recursos (novas ações, debêntures, CRI, CRA, títulos públicos...);
ཙ Há entrada de recursos no caixa do emissor.
‫ ٱ‬MERCADO SECUNDÁRIO: local onde os investidores negociam e transferem entre si os
valores mobiliários (transferência de propriedade e de recursos), sem ter participação da
companhia. Assim sendo, o mercado secundário oferece liquidez aos títulos emitidos no
mercado primário. Em resumo:
ཙ Finalidade de dar liquidez às ações e títulos emitidos no mercado primário;
ཙ Onde ações são negociadas após sua emissão (bolsa ou mercado de balcão);
ཙ Transferência de posse das ações entre investidores;
ཙ Não há entrada de recursos no caixa da empresa.

Apostila 2025 478


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Mercado Primário & Mercado Secundário


Gráfico
Decide captar Bancos de
recursos via Investimento;
emissão de títulos Bancos Múltiplos;
Agente
EMPRESA DTVM, CTVM
Underwriting

Emite as ações no
IPO

mercado primário
$ (underwriting)
C CTVM Bolsa de
Ações Valores / Mercado
Mercado Primário
Ações C
de Balcão
V CTVM
Mercado secundário:
$
títulos passam a ser negociadas
entre os investidores

Apostila 2025 479


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Despesas incorridas na negociação
Conceitos
Quando um investidor decide se tonar um acionista, ou seja, comprar ações no mercado
financeiro, ele poderá se deparar com três possíveis custos. São eles:
¾ CORRETAGEM: este é o principal custo da negociação de ações e outros ativos de
renda variável, sendo a remuneração das Corretoras e Distribuidoras (CTVM e
DTVM). Pode ser cobrada na forma de uma taxa fixa e/ou um percentual sobre o
montante negociado, sendo que a CVM sugere a cobrança de uma tabela progressiva
(quanto maior o valor negociado, mais o cliente paga) podendo chegar até 0,5% da
operação + R$ 25,21 por dia de negociação.
¾ EMOLUMENTOS: esta é a taxa paga às bolsas de valores (B3) para cobrir os custos
operacionais. São percentuais que incidem sobre o valor de cada operação.
¾ CUSTÓDIA: A taxa de custódia remunera a guarda dos ativos. A B3 cobra uma taxa
sobre o valor em custódia, calculada com base na aplicação de um percentual (pro
rata mês) sobre o valor da carteira do cliente , além da cobrança da custódia pela
corretora.

Apostila 2025 480


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ambientes de Negociação
Tipos de Ordens I
Quando um cliente deseja realizar uma operação na bolsa de valores (ou no mercado de
balcão), existem diversas formas que esta ordem poderá ser solicitada, que são:
¾ Ordem a Mercado: Especifica-se somente a quantidade e as características dos
valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender (ordem mais comum
no mercado).
¾ Ordem Administrada: Como a Ordem a Mercado, mas a execução da ordem ficará
a critério da corretora.
¾ Ordem Discricionária: Gestor estabelece as condições de execução da ordem e o
não o investidor.
¾ Ordem Limitada: Será executada somente por um preço igual ou melhor que o
indicado pelo investidor.
¾ Ordem Casada: A ordem Casada poderá ocorrer das seguintes características:
o Comprar somente quando ocorrer a venda de um outro ativo; ou vender
somente quando ocorrer a compra de um outro ativo;
o Somente será efetiva se ambas as transações forem executadas;
o Poderá ser especificado qual operação será executada primeiro.

Apostila 2025 481


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ambientes de Negociação
Tipos de Ordens II
Além das ordens anteriores, uma das ordens mais comuns do mercado financeiro é a
Ordem Stop. Na Ordem Stop se especifica o preço do ativo ou direito a partir do qual a
ordem deverá ser executada. Ela poderá ser um:
¾ Stop de COMPRA: irá comprar as ativos para o investidor, caso ocorra um negócio
MAIOR OU IGUAL preço determinado. Utilizada para encerrar uma posição de venda
(aluguel de ações – BTC).
¾ Stop de VENDA: irá vender a posição do investidor, caso ocorra um negócio
MENOR OU IGUAL preço determinado. Utilizada para encerrar uma posição de
compra.
¾ STOP LOSS: será executada para encerrar uma posição de perda.
¾ STOP GAIN: será executada para encerrar uma posição de ganho financeiro.

Apostila 2025 482


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resolução CVM 160


Definição
A Resolução CVM 160 dispõe sobre as ofertas públicas de distribuição de valores
mobiliários, nos mercados primário e secundário, e tem por finalidade assegurar a
proteção dos interesses do público investidor e do mercado em geral, através do
tratamento equitativo aos ofertados e de requisitos de ampla, transparente e adequada
divulgação de informações sobre a oferta, os valores mobiliários ofertados, a companhia
emissora, o ofertante e demais pessoas envolvidas. Como regra geral, somente depois do
registro da oferta na CVM é que poderá ser ofertado ao público.
Esta Resolução CVM 160 entrou em vigor em 2022, revogando e substituindo as
instruções ICVM 400 e ICVM 476, que eram as duas principais normas vigentes no Brasil
sobre o tema, unificando as regras de ofertas públicas de distribuição primária ou
secundária de valores mobiliários, além da unificação das regras de ofertas ao público
geral e as ofertas à investidores profissionais.

Apostila 2025 483


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resolução CVM 160
IPO: Definição
IPO (Initial Public Offering), em português, Oferta Pública Inicial, é o processo pelo qual
uma empresa privada se torna uma empresa de capital aberto ao oferecer suas ações ao
público pela primeira vez no mercado de ações. Isso permite que investidores externos
comprem ações da empresa e se tornem acionistas. O objetivo principal do IPO é levantar
capital para a empresa e permitir sua negociação em bolsas de valores públicas.
As principais VANTAGENS desse processo são:
¾ Captação de recursos através de Capital Próprio (sócios);
¾ Acesso a Mercado de Capitais;
¾ Aumento de Visibilidade e Reputação;
¾ Facilidade de Fusões e Aquisições;
¾ Liquidez para Acionistas Existente.
Já as principais DESVANTAGENS são:
¾ Custos e Complexidade;
¾ Controle Diluído e consequentemente, diluição do lucro por acionista;
¾ Divulgação obrigatória de informações estratégicas da empresa ao público;
¾ Pressão por Resultados Trimestrais;
¾ Volatilidade e Expectativas do Mercado.
Apostila 2025 484
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resolução CVM 160


Estruturação da Operação
‰ ORDEM CRONOLÓGICA PARA OFERTAS:
1. Análise interna e processo decisório: preparação da empresa e definição da
estrutura (Decisão dos Sócios);
2. Mandato para Instituição Financeira;
3. Transformar a empresa em S/A (no caso de empresas LTDA);
4. Preparar a documentação e registro junto à CVM e à B3;
5. Realizar apresentações para potenciais investidores (road show);
6. Formar consórcio de distribuição;
7. Elaborar o prospecto da emissão;
8. Anúncio de início de distribuição;
9. Anúncio de encerramento da distribuição.

Apostila 2025 485


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resolução CVM 160
Rito de Registro Automático
O “Rito Automático” é um procedimento no qual o registro da oferta pública de valores
mobiliários não está sujeito a uma análise prévia da CVM no Brasil. A distribuição dos
valores mobiliários pode ser realizada automaticamente, desde que determinados
requisitos e procedimentos sejam cumpridos.
Esse rito se aplica a vários casos de oferta pública, incluindo IPOs de ações, ofertas
subsequentes de ações, debêntures, cotas de fundos de investimento fechados e outros
tipos de valores mobiliários. A análise prévia é substituída por uma análise realizada por
entidades autorreguladoras autorizadas pela CVM, conforme os termos de convênios
estabelecidos.
Os requisitos e procedimentos específicos variam de acordo com o tipo de oferta, o
público-alvo e outros critérios. Geralmente, para ofertas direcionadas a investidores
profissionais, os requisitos podem incluir o pagamento de taxas de fiscalização,
formulários de requerimento da oferta e declarações sobre o status de registro do
emissor. Para ofertas destinadas a um público mais amplo, como o público investidor em
geral, pode ser necessário apresentar lâminas da oferta, prospectos preliminares ou
definitivos e outras documentações relevantes.

Apostila 2025 486


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resolução CVM 160


Rito de Registro Automático
Alguns exemplos que, se cumpridos determinados requisitos e procedimentos, poderá
ocorrer a oferta público através de Rito Automático:
¾ IPO de ações com análise via convênio;
¾ Subsequente de ações;
¾ Subsequente de ações EGEM (Emissor Com Grande Exposição ao Mercado);
¾ Debêntures simples de emissor frequente de dívida;
¾ Debêntures simples;
¾ Inicial e subsequente de cotas de fundo fechado;
¾ Inicial e subsequente de fundo fechado destinada ao público investidor em geral
com análise via convênio;
¾ Títulos de securitização;
¾ Debêntures Incentivadas emitidas por SPE (Sociedade de Propósito Específico);
¾ Dívida de emissor não registrado;
¾ BDR Patrocinado Nível I e Nível II;
¾ Subsequente de BDR Patrocinado Nível III;
¾ Sobras de aumento de capital privado; e
¾ Emissores em plano de recuperação judicial.

Apostila 2025 487


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resolução CVM 160
Tipos de Colocação
A operação para o lançamento de novos títulos (ações, debêntures, CRI, CRA,...) envolve
riscos relacionados à procura dos investidores pelos papeis da empresa. Cumprindo os
procedimentos legais da operação e avaliando a viabilidade econômico-financeira, a
empresa deve procurar uma instituição financeira que a auxilie a diminuir o risco de
demanda pela oferta. Esta instituição financeira pode ser um banco de investimentos ou
uma corretora (CTVM).
O processo de subscrição pública desses títulos podem ocorrer, principalmente, através
dos seguintes mecanismos:
¾ Garantia Firme (Straight);
¾ Melhores Esforços (Best Efforts);
¾ Residual (Stan-by).

OBS: Há a possibilidade de distribuição de lote suplementar, nas mesmas condições e


preço da oferta, desde que conste no Prospecto e que não exceda 15% da oferta inicial

Apostila 2025 488


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resolução CVM 160


Tipo de Colocação: Garantia Firme
Na GARANTIA FIRME de colocação, em inglês Straight, o agente financeiro responsável se
compromete a adquirir todo o valor do título que foi ofertado. Dessa forma, a empresa
tem a garantia de que todos os títulos emitidos serão vendidos, ou seja, a empresa
captará todos os recursos necessários e o RISCO SERÁ DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE
INTERMEDIU A OPERAÇÃO.
Este regime é pouco comum para a emissão de ações, pois o agente financeiro só
assumirá o risco se houver uma demanda estimada pelas ações muito maior do que o
volume da oferta
‰ RESUMO: instituição financeira subscreve integralmente a emissão da empresa para
revendê-la posteriormente ao público, assumindo todo o risco da operação.

Apostila 2025 489


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resolução CVM 160
Tipo de Colocação: Melhores Esforços
No Regime de MELHORES ESFORÇOS, também chamado como Best Effors, a instituição
financeira se compromete a fazer tudo que está ao seu alcance para que as ações da
oferta sejam colocadas no mercado. Desta forma, não há garantia de que a empresa
conseguirá vender todos os títulos objeto da oferta.
Diferente da garantia firme, OS RISCOS DA ACEITAÇÃO OU NÃO DOS TÍTULOS LANÇADOS
NO MERCADO É DA EMPRESA. Dependendo das condições de mercado, há um risco
importante de que não haja demanda pelo total das ações. Também pode ocorrer que o
preço da ação na oferta fique abaixo da faixa mínima estipulada. Numa situação dessas, é
muito comum que a oferta seja cancelada ou postergada.
‰ RESUMO: Nos Melhores Esforços não há um comprometimento por parte do
intermediário de que haverá a colocação efetiva de todas as ações; o risco é da própria
empresa.

Apostila 2025 490


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resolução CVM 160


Tipo de Colocação: Residual
No regime RESIDUAL, também chamado de stand-by, a instituição financeira se
compromete a colocar as sobras junto ao público durante determinado período de tempo.
Caso não consiga, o próprio agente subscreve as ações não colocadas junto ao mercado.
Passado o prazo de colocação de sobras, o risco da demanda pela oferta passa a ser da
instituição financeira e não mais da empresa.
‰ RESUMO: Podemos resumir este processo sendo uma MESCLA DA GARANTIA FIRME
COM O DE MELHORES ESFORÇOS.

Apostila 2025 491


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Resolução CVM 160
Procedimentos de precificação
P
Quando a empresa está buscando novos recursos, ela deve escolher qual o procedimento
para a precificação para a venda destes títulos, podendo esses títulos serem ações,
debêntures, CRI, CRA, ou outro tipo. Para esse procedimento, três são as principais formas
possíveis, que são:
¾ BOOKBUILDING: mesmo o nome não sendo familiar, este é o processo mais
comum para precificação de títulos. Aqui a empresa emissora define as condições
básicas da oferta e os investidores encaminham suas ofertas para a instituição
coordenadora da emissão, construindo assim, um “livro de ofertas”. Caso a demanda
seja maior que a oferta, a empresa comunicará o rateio, junto com o resultado do
bookbuilding.
¾ LEILÃO EM BOLSA: ao invés do investidor encaminhar suas ofertas para a
instituição coordenadora da emissão como no bookbuilding, nesse processo, as
ordens serão enviadas diretamente para a bolsa de valores, ocorrendo assim a
definição do preço por oferta e demanda.
¾ PREÇO FIXO: Nesse processo, a emissora define o preço através de uma
AGE (Assembleia Geral Extraordinária) ou RCA (Reunião do Conselho de
Administração).

Apostila 2025 492


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Resolução CVM 160


Procedimentos de uma reserva
P
Abaixo está a definição e o entendimento de alguns conceitos importantes:
¾ PERÍODO DE RESERVA: este é o período no qual o investidor pode entrar em
contato com a sua corretora e informar que deseja participar do IPO. O investidor
informa a quantidade de ações que deseja ou o valor financeiro que gostaria. Após o
encerramento deste período, o investidor não tem mais como cancelar o seu pedido.
¾ RATEIO: se a demanda dos investidores superar a oferta que a empresa deseja
captar no mercado, haverá mais recursos disponíveis do que o necessário. Diante
disso, haverá algumas possibilidades de saber quanto cada investidor irá “levar da
reserva”. Uma dessas possibilidades se chama RATEIO, onde o investidor terá direito
a um percentual do que solicitou. Por exemplo, a empresa XYZ deseja captar
R$ 100 milhões de reais e o somatório do valor financeiro dos investidores está em
R$ 500 milhões, haverá um RATEIO de 20% para cada investidor, que foi a proporção
de R$ 100 milhões por R$ 500 milhões.
¾ ORDEM LIMITADA: é quando um investidor estabelece um valor máximo para
adquirir os ativos do IPO. Por exemplo, Rafael deseje comprar pelo valor máximo de
R$ 10,00, caso o valor da venda seja superior, Rafael não comprará as ações.
¾ ORDEM A MERCADO: já a ordem a mercado significa que não importa o valor que
será a oferta, a corretora executará a ordem do cliente no preço da oferta.
Apostila 2025 493
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Resolução CVM 160
Principais Instituições
As principais instituições intermediárias presentes em uma oferta são:
ཙ Banco Coordenador;
ཙ Agência de Rating;
ཙ Agente Fiduciário;
ཙ Banco Escriturador e Mandatário;
ཙ Banco Liquidante;
ཙ Depositário;
ཙ Custodiante;
ཙ Formador de mercado (market maker).
Vale ressaltar que o relacionamento do ofertante com as instituições intermediárias deve
ser formalizado mediante contrato de distribuição de valores mobiliários que contenha
obrigatoriamente as cláusulas constantes descritas na resolução 160. Além disso, na
hipótese de vinculação societária, direta ou indireta, entre o ofertante ou seu acionista
controlador e os coordenadores ou seus acionistas controladores, tal fato deve ser
informado com destaque.

Apostila 2025 494


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Instituição: Banco Coordenador
É a instituição financeira contratada pelas empresas para fazer a intermediação, nas
ofertas públicas de ações, debêntures, notas promissórias e demais valores mobiliários,
cabendo ao coordenador, principalmente realizar as seguintes tarefas:
ཙ Analisar e projetar a situação financeira da empresa emissora;
ཙ Selecionar e encaminhar toda a documentação necessária para a divulgação do
lançamento para a CVM;
ཙ Formação do preço da ação ou debênture no lançamento;
ཙ Divulgar junto ao público o lançamento dos papéis;
ཙ Suspender ou cancelar a distribuição, caso verifique alguma irregularidade,
mesmo após a obtenção do registro, desde que justifique a devida decisão.
Para pode ser o Coordenador de uma oferta, a instituição financeira dever uma Corretora
(CTVM), Distribuidora (DTVM) ou Banco de Investimento. Além disso, um detalhe
importante é que PODE TER MAIS DE UM BANCO COORDENADOR, PORÉM UM SERÁ
DENOMINADO COORDENADOR LÍDER (instituição intermediária, atuando em nome do
ofertante na qualidade de líder na condução da oferta pública, e para quem a CVM deve
direcionar comunicações referentes à oferta).

Apostila 2025 495


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Resolução CVM 160
Instituição: Agência de Rating
As AGÊNCIAS DE RATING, também chamada como Agência de Classificação de Risco, são
instituições que avaliam a capacidade de crédito e a solidez financeira de emissores de
títulos, empresas, governos, instituições financeiras e outras entidades. Essas agências
emitem classificações, geralmente na forma de letras ou símbolos, que indicam o risco de
crédito associado aos títulos ou dívidas emitidas por essas entidades. As principais
Agência de Rating e suas classificações, são:

DESCRIÇÃO STANDARD & POOR’S FITCH MOODY’S


INVESTMENT GRADE (GRAU DE INVESTIMENTO)
Grau Elevado AAA – AA AAA – AA Aaa – Aa
Grau Intermediário A – BBB A – BBB A – Baa
NON-INVESTMENT GRADE (SEM GRAU DE INVESTIMENTO)
Especulativo BB – B BB – B Ba – B
Inadimplente (Default) CCC – D CCC – D Caa – C
INTERVALO TOTAL AAA – D AAA – D Aaa – C

Apostila 2025 496


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Resolução CVM 160


Instituição: Agente Fiduciário
A figura de AGENTE FIDUCIÁRIO é de suma importância nas emissões de debêntures. Ele
é o responsável por representar e defender os interesses dos debenturistas perante a
companhia emissora da dívida, podendo-se valer de qualquer ação, principalmente
quando for um caso de calote iminente. Caso seja este o motivo, ele poderá:
ཙ Executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento,
integral ou proporcional dos debenturistas;
ཙ Requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;
ཙ Tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os
seus créditos.
‫ ٱ‬OBS: O Agente Fiduciário deve ser pessoa natural capacitada ou uma instituição
financeira, mas sempre autorizada pelo Banco Central. Estas pessoas não podem ser
Agentes Fiduciários, se houve qualquer tipo de conflito de interesse. Ressaltamos também
que, caso o Agente Fiduciário cause prejuízos aos debenturistas por culpa ou dolo, ele que
responderá por estes atos.

Apostila 2025 497


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Resolução CVM 160
Instituição: Banco Escriturador e Mandatário
O BANCO ESCRITURADOR é uma instituição financeira responsável por manter o registro
e controle das ações de uma empresa de capital aberto, incluindo informações sobre os
acionistas e suas posições acionárias. Ele também facilita a transferência de ações,
distribui dividendos e gerencia eventos corporativos relacionados às ações da empresa.
Vale ressaltar que, somente as instituições financeiras autorizadas pela CVM podem
prestar esse serviço.
Já o BANCO MANDATÁRIO é responsável pela confirmação financeira e por todos os
pagamentos e movimentações financeiras efetuados pelos títulos da oferta da companhia
emissora, ou seja, ela processará as liquidações físicas e financeiras entre sua tesouraria e
a instituição custodiante junto a B3. Além disso, o banco mandatário verifica a existência,
autenticidade, validade e regularidade da emissão de valores mobiliários, a quantidade
emitida, série e emissão dos mesmos.

Apostila 2025 498


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Resolução CVM 160


Instituição: Banco Liquidante
O BANCO LIQUIDANTE é a instituição financeira responsável por prestar serviços de
liquidação financeira das operações registradas no Sistema Nacional de Debêntures (SND)
e no Sistema de Distribuição de Títulos (SDT), bem como pelo pagamento das taxas
relativas ao uso do SND. Para poder realizar as operações, o Banco Liquidante possui uma
conta “Reservas Bancárias”, em espécie, no Banco Central do Brasil. Essa conta, habilitada
na B3 e indicada pelos participantes da operação, tem como finalidade a liquidação das
operações registradas nos sistemas citados acima (SDT e SND).
Todo esse procedimentos de liquidação financeira, têm por objetivo assegurar a
finalização das operações, ou seja, garantir que o vendedor possui os títulos que está
vendendo e que o comprador tem o dinheiro para comprar.

Apostila 2025 499


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Resolução CVM 160
Instituição Depositário
O DEPOSITÁRIO é a instituição financeira autorizada e habilitada a exercer alguns tipos de
serviços financeiros, como por exemplo, ser a responsável pela gestão de recibos
depositários (ADRs e BDRs). Essas instituições devem ser bancos comerciais, bancos de
investimentos, corretoras (CTVM) ou distribuidoras (DTVM).
As funções e obrigações de uma Instituição Depositária são:
ཙ Custodiar valores mobiliários;
ཙ Realização de registro de debêntures escriturais;
ཙ Ser o agente emissor de certificados;
ཙ Emissão e substituição de certificados;
ཙ Transferências e averbações nos livros;
ཙ Fornecer extrato da sua conta de depósito ou de custódia, periodicamente.

Apostila 2025 500


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Resolução CVM 160


Instituição: Custodiante
O CUSTODIANTE, também chamado como AGENTE DE CUSTÓDIA, são instituições que
tem como função principal, fazer a guarda dos ativos de clientes (tanto de pessoas físicas,
quanto de pessoas jurídicas). Além disso, o custodiante realiza os seguintes serviços:
ཙ Realiza serviço de cadastro perante as instituições onde o cliente deve ser
representado;
ཙ Envia informações aos órgãos reguladores;
ཙ Executa a liquidação física e financeira das operações;
ཙ Administra os dividendos, juros, direitos de subscrição, entre outros.
Para ficar mais claro a função do custodiante, vamos explicar o que é o serviço de
custódia. Podemos definir esse serviço como sendo a guarda, manutenção, atualização e
exercício de títulos e ativos negociados no mercado financeiro. Desta forma, os títulos
financeiros adquiridos pelo investidor, ficam guardados em nome dos investidores, sob a
responsabilidade de uma terceira parte – o tal de custodiante.

Apostila 2025 501


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resolução CVM 160
Instituição: Market Maker
O MARKET MAKER, também conhecido como Formador de Mercado, é o agente que se
propõem a garantir liquidez mínima e referência de preço para ativos previamente
credenciados, fatores de destaque na análise da eficiência no mercado de capitais. Este
papel pode ser desempenhado por corretoras, distribuidoras de valores, bancos de
investimento ou bancos múltiplos com carteira de investimentos, que, ao se credenciarem
para exercer essa função, assumem a obrigação de colocar no mercado, diariamente,
ofertas firmes de compra e de venda para uma quantidade de ativos predeterminada e
conhecida por todos.
Ao registrar ofertas, o MARKET MAKER proporciona um preço de referência para a
negociação do ativo, minimizando o risco de liquidez e diminuindo o spread nos preços
que ocorrem no livro de ofertas (book) de compra e venda deste ativo. O conceito de
spread é “diferença”, e quanto menor essa diferença, maior a liquidez dos ativos. Diante
deste conceito, surge um segundo o conceito: o BID-ASK. Na prática, o spread BID-ASK
determina a liquidez dos ativos, pois BID significa a oferta de compra ao preço mais alto
no book e ASK significa a oferta de venda ao preço mais baixo no book. Com isso quanto
menor for o “spread BID-ASK”, maior a liquidez do ativo, pois não haverá distorções tão
agressivas entre “o melhor comprador e o melhor vendedor”.

Apostila 2025 502


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OPA - Oferta Pública de Aquisição


Conceito
Segundo a B3, “A Oferta Pública de Aquisição (“OPA”) é uma oferta pública obrigatória ou
voluntária, nos termos da regulamentação aplicável, para aquisição de parte ou da
totalidade das ações de emissão de uma empresa, sujeita à aprovação da CVM no caso de
OPA obrigatória e aprovação da B3 no caso de OPA voluntária que não envolva pagamento
por meio de permuta. Através da OPA, o Ofertante manifesta o seu compromisso
de adquirir uma quantidade específica de ações ou até mesmo a sua totalidade, mediante
condições, preço e prazo determinados, veiculados no Edital da OPA”.
As OPA´s obrigatórias são previstas na Lei das S/A (6404/76) e ocorrem, principalmente,
nas hipóteses de (1) CANCELAMENTO DE REGISTRO de companhia aberta, de
(2) AUMENTO DE PARTICIPAÇÃO de acionista controlador que impeça a liquidez de
mercado das ações remanescentes e ainda no caso de (3) ALIENAÇÃO DE CONTROLE
ACIONÁRIO, que são as que devem possuir registro perante a CVM. Já OPA´s voluntárias
ocorrem unicamente por vontade do ofertante de realizar a aquisição de ações por oferta
pública, ou seja, sem estar previsto nos casos da Lei das S/A.
‰ OBS: Caso a companhia for registrada no novo mercado, ela tem a obrigatoriedade de
realização de oferta de compra de todas as ações em circulação, pelo valor econômico.

Apostila 2025 503


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OPA - Oferta Pública de Aquisição
Princípios Gerais
Segundo a Resolução CVM 85, no seu artigo 4º, deverão ser observados princípios para a
realização de uma OPA e seus principais itens são:
¾ Deve ser sempre dirigida indistintamente aos titulares de ações da mesma espécie
e classe daquelas que sejam objeto da OPA, assegurado o rateio entre os aceitantes
de OPA parcial;
¾ Deve ser realizada de maneira a assegurar tratamento equitativo aos destinatários,
permitir-lhes a adequada informação quanto à companhia objeto e ao ofertante, e
dotá-los dos elementos necessários à tomada de uma decisão refletida e
independente quanto à aceitação da OPA;
¾ Deve ser intermediada por sociedade corretora ou distribuidora de títulos e
valores mobiliários ou instituição financeira com carteira de investimento;
¾ Deve ser lançada por preço uniforme, salvo a possibilidade de fixação de preços
diversos conforme a classe e espécie das ações objeto da OPA, desde que compatível
com a modalidade de OPA e se justificada a diferença pelo laudo de avaliação da
companhia objeto ou por declaração expressa do ofertante, quanto às razões de sua
oferta diferenciada;
¾ Deve ser efetivada em leilão em ambiente de mercado organizado de valores
mobiliários, salvo de a CVM permitir a adoção de procedimento diverso.
Apostila 2025 504
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

OPA - Oferta Pública de Aquisição


OPA: Cancelamento de Registro
Também conhecido como fechamento de capital, ela envolve uma decisão do acionista
controlador ou da companhia através de assembleia dos acionistas. Porém, com a
companhia deixando de ser uma empresa de capital aberto, os acionistas minoritários
deixariam, involuntariamente, de ter a liquidez das ações gerado pelo mercado
secundário. Desta forma, a legislação protegeu estes acionistas obrigando a realização de
uma OPA da totalidade das ações em circulação e com isso, os acionistas não interessados
em continuar sendo sócios, poderiam alienar as suas ações.
O fechamento do capital deverá ser aceito expressamente ou aprovado por mais de 2/3
(dois terços) das ações detidas pelos acionistas que: (i) tenham expressamente
concordado com o cancelamento de registro ou (ii) tenham se habilitado a participar do
leilão de OPA. Vale ressaltar que, após a realização da OPA, caso remanesçam em
circulação menos de 5% do total das ações emitidas pela empresa, a Assembleia Geral
poderá deliberar o resgate destas ações detidas por acionistas minoritários e com, isso, os
minoritários que não alienaram suas ações através da OPA, receberão o mesmo valor
pago na OPA por suas ações, retirando as mesmas de circulação

Apostila 2025 505


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
OPA - Oferta Pública de Aquisição
OPA: Aumento de Participação
Quando o acionista controlador decide aumentar a sua posição, ele acaba adquirindo
ações no mercado secundário. Desta forma, ele pode ser obrigado a realizar uma OPA,
caso adquira ações que elevem sua participação na empresa que represente mais de 1/3
(um terço) do total das ações de cada espécie e classe em circulação. Neste caso, o
requerimento de registro da OPA deverá ser apresentado à CVM no prazo de 30 (trinta)
dias, contados da data em que for verificado o aumento de participação do acionista
controlador.
No entanto, a CVM poderá determinar a realização da OPA por aumento de participação
quando o acionista controlador que detinha, na entrada em vigor da ICVM 345, de 4 de
setembro de 2000, mais da metade das ações de emissão da companhia de determinada
espécie ou classe, adquirir participação igual ou superior a 10% (dez por cento) daquela
mesma espécie e classe em período inferior a 12 (doze) meses, caso ela entenda que tal
aquisição teve o efeito de impedir a liquidez das ações da espécie e classe adquirida.
Neste caso, caberá à CVM determinar o prazo para o requerimento do registro da OPA.

Apostila 2025 506


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OPA - Oferta Pública de Aquisição


OPA: Alienação de Controle Acionário
Este é o caso no qual o acionista minoritário pode exercer o seu direito de Tag Along, no
qual o novo controlador tem a obrigação de realizar oferta pública para adquirir as ações
pertencentes aos acionistas minoritários titulares de ações com direito a voto por no
mínimo 80% do ofertado ao acionista controlador antigo. Vale ressaltar que, dependendo
do nível de governança, esse percentual pode chegar a 100% e também ser estendido as
ações preferenciais.
Além disso, as próprias companhias podem adicionar esse direito no estatuto social,
deixando expressamente escrito o direito de tag along aos acionistas preferenciais, ou
aumentando o percentual mínimo de 80% descrito na Lei das S/A 6.404/76.

Apostila 2025 507


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3.2.4 Índices da Bolsa de Valores
Apostila 2025 508
508
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Índices Bursáteis Brasileiros


Definição
Os Índices das bolsas de valores, também chamados de índices bursáteis, são cestas de
ações representativas do mercado como um todo ou setor econômico específico e com
metodologia específica. Eles são de suma importância para utilização de benchmarks e os
principais grupos de índices brasileiros são:
¾ IBOVESPA: Índice Bovespa
¾ IBrX: Índice Brasil
¾ ISE B3: Índice de Sustentabilidade Empresarial
¾ ICO2 B3: Índice Carbono Eficiente B3
¾ IGC B3: Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada
¾ IGCT B3: Índice de Governança Corporativa Trade
¾ IGC NM B3: Índice de Governança Corporativa Novo Mercado
¾ ITAG B3: Índices de Ações com Tag Along Diferenciado

Apostila 2025 509


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Índices Bursáteis Brasileiros
IBOVESPA
O IBOVESPA é o mais importante indicador (benchmark) do mercado acionário brasileiro.
Ele é uma carteira teórica de ativos, sendo rebalanceada a cada quatro meses
(quadrimestral). O ajuste desta carteira teórica ocorre no último dia útil dos meses de
abril, agosto e dezembro. Desde 2014, o peso na carteira é ponderado pelo valor de
mercado, com limite de participação baseado na liquidez da ação. Antes desta data, o
IBOVESPA levava em consideração somente a liquidez dos ativos (chamado por índice de
negociabilidade), ou seja ignorava o valor de mercado das ações.
‰ Critérios de inclusão: para a AÇÃO ou a UNIT DE AÇÕES compor o índice BOVESPA, ela
deverá, nos últimos 12 meses:
¾ Estar listada entre os ativos que representam 85% do índice de negociabilidade,
(este índice é calculado através do volume financeiro e o número de negócios); e
¾ Estar presente em 95% dos pregões;
¾ Deverá ter volume financeiro maior ou igual a 0,1%; e
¾ Ações “penny stocks” (cotação abaixo de R$ 1,00) não poderão permanecer no
índice.

Apostila 2025 510


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Índices Bursáteis Brasileiros


Demais índices (I)
Os demais índices são:
¾ IBrX: O objetivo do IBrX é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos
ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações
brasileiro, sendo o IBrX 50 dos maiores 50 ativos e o IBrX100 dos 100 maiores ativos.
Seu rebalanceamento é quadrimestral, da mesma forma que o IBOVESPA.
¾Sustentabilidade Empresarial (ISE): É um índice sob o aspecto da sustentabilidade
corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e
governança corporativa, onde é feito uma análise das respostas fornecidas pela
empresas a um questionário composto por seis dimensões, que avaliam diferentes
aspectos da sustentabilidade. Tem como missão apoiar os investidores na tomada de
decisão de investimentos socialmente responsáveis e induzir as empresas a
adotarem as melhores práticas de sustentabilidade empresarial.
¾ Carbono Eficiente B3 (ICO2 B3): Seu o objetivo é ser o indicador do desempenho
médio das cotações de ativos pertencentes à carteira do IBrX 100, levando em
consideração as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das empresas. Estas
empresas precisam estar dentro do IBrX 100, aderir formalmente à iniciativa do ICO2
através de formulário e reportar dados de seu inventário anual de GEE.

Apostila 2025 511


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Índices Bursáteis Brasileiros
Demais índices (II)
Os demais índices são:
¾ Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC B3): É composto por ativos
de empresas listadas nos 3 níveis de governança corporativo: Nível 1, Nível 2 e Novo
Mercado da B3. Estes ativos devem ter presença em pregão de 50% no período de
vigência das 3 (três) e não podem ser “Penny Stock”.
¾ Governança Corporativa Trade (IGCT B3): Idem ao IGC, mas com a principal
diferença que estes ativos devem ter presença em pregão de 95% no período de
vigência das 3 carteiras anteriores.
¾ Governança Corporativa Novo Mercado (IGC NM B3): É composto apenas por
ativos listados no Novo Mercado. Estes ativos devem ter presença em pregão de 50%
no período de vigência das 3 (três) e não podem ser “Penny Stock”.
¾ Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG B3): Sua composição é feita por ativos de
emissão de empresas que ofereçam melhores condições aos acionistas minoritários,
no caso de alienação do controle (ações ordinárias com tag along superior a 80% e
ações preferenciais com tag along em qualquer percentual).

Apostila 2025 512


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Índices Bursáteis Internacionais


Índices Internacionais
Muitos países possuem mais de uma bolsa de valores, como por exemplo os Estados
Unidos. Veremos a seguir as principais bolsas de valores e os seus principais índices de
referência do edital para a CEA, que são:
ཙ Dow Jones
ཙ Nasdaq
ཙ S&P 500
ཙ MSCI World
ཙ MSCI Emerging Markets
ཙ Euro Stock
ཙ DJSI - Dow Jones Sustainability Indices,
ཙ FTSE4Good,
ཙ S&P ESG Indices.

Apostila 2025 513


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Índices Bursáteis Internacionais
Índices Internacionais (I)
Desta forma, os índices internacionais cobrados no exame da CEA são:
ཙ S&P 500: É um índice ponderado pela capitalização de mercado das 500 principais
empresas de capital aberto domiciliadas nos Estados Unidos, sendo considerado um
dos melhores indicadores de desempenho do mercado acionário norte-americano.
ཙ Dow Jones Industrial Average (DJIA): Também conhecido como Dow 30, ele é um
índice do mercado de ações que acompanha 30 grandes empresas de capital aberto
negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e na Nasdaq. Este índice é
ponderado por preços e não por capitalização.
ཙ NASDAQ: Ela é a segunda maior bolsa de valores do mundo, sendo seus índices
considerados como referência para o setor de tecnologia, sendo eles:
ඵ Nasdaq Composite: Composto por mais de 3.000 empresas listadas.
ඵ Nasdaq 100: Composto pelas 100 maiores empresas não financeiras listadas.
ཙ MSCI World: O MSCI World Index captura a representação de empresas de grande
e média capitalização em 23 países de mercados desenvolvido.
ཙ MSCI Emerging Markets: Já o MSCI Emerging Markets Index representa ações de
empresas de mesmo porte, mas de 25 países de Mercados Emergentes.
ཙ Euro Stock: Também chamado de EuroStoxx50, ele é o índice acionário da zona do
Euro, composto pelas 50 maiores empresas com liquidez deste mercado.
Apostila 2025 514
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Índices Bursáteis Internacionais


Índices Internacionais (II)
Estes são índices internacionais no segmento de ASG:
ཙ S&P500 ESG: É uma versão específica do S&P 500, que seleciona empresas com
base em métricas de sustentabilidade e responsabilidade social. As empresas
incluídas no índice são avaliadas por uma série de critérios relacionados à temática
ESG como, por exemplo, emissões de carbono, consumo de água, gestão de resíduos,
diversidade, inclusão e remuneração dos executivos e transparência de práticas
contábeis .
ཙ Dow Jones Sustainability Indices: Família de índices de sustentabilidade
projetados para avaliar o desempenho de empresas líderes em sustentabilidade em
todo o mundo. Considera critérios ambientais, sociais e de governança para
identificar as empresas mais bem posicionadas em termos de práticas sustentáveis. A
avaliação é baseada em uma série de indicadores e questionários preenchidos pelas
empresas, abrangendo as áreas temáticas ASG.
ཙFTSE4Good: Outra família de índices de investimento socialmente responsável que
mede o desempenho de empresas em termos de sustentabilidade e
responsabilidade social, é utilizado por investidores e gestores de ativos que desejam
incorporar critérios de sustentabilidade em suas estratégias de investimento.

Apostila 2025 515


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.2.5 Estratégias de Investimentos
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Estratégias de Investimentos
Conceito
Existem diversas estratégias de investimentos no mercado de ações. Essas estratégias
permitem desde a simples compra de uma ação como pensamento de longo prazo,
quanto a de especular entre a diferença de preços de duas empresas do mesmo setor,
como por exemplo, os bancos Itaú e Bradesco. Desta forma, as estratégias mais usuais e
que são cobradas na prova são:
¾ Compra à Vista;
¾ Compra com uso de margem;
¾ Operações a Termo;
¾ Venda à vista;
¾ Venda Descoberta;
¾ Aluguel de Ações;
¾ Long & Short;
A seguir, veremos cada uma destas operações.

Apostila 2025 517


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estratégias de Investimentos
Compra à Vista ou com Uso de Margem
Estas operações envolvem a compra de ações no mercado a vista, ou seja, pelo preço no
momento da compra. A diferença entre os dois é que pela COMPRA À VISTA o investidor
possui os recursos para a devida aquisição das ações; já na COMPRA COM USO DE
MARGEM o investidor utilizada uma linha de crédito fornecida pela Corretora. Nos dois
casos é uma estratégia com pensamento em ser sócio da companhia e obter retornos com
a alta das ações.
Como a COMPRA COM USO DE MARGEM, é um pouco menos usual, vamos explanar um
pouco mais as suas características. Conforme dito, ela é uma compra através de uma linha
de crédito disponível para que investidores comprem ações à vista na B3, mesmo sem ter
dinheiro em conta, tornando assim uma compra alavancada. Desta forma, o investidor
pode adquirir ações através de um empréstimo da corretora, cujo valor será calculado
com base na carteira de ações que ele já possui na instituição financeira. No entanto,
apenas ações determinadas pela B3 geram limite para compra de ações com a Conta
Margem.

Apostila 2025 518


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estratégias de Investimentos
Operações a Termo
O TERMO DE AÇÕES nada mais é que um contrato entre o comprador e o vendedor de
alguma ação, firmando que um dos lados se obriga a comprar no futuro as ações pelo
PREÇO DE HOJE + JUROS e o outro que irá vender por este valor definido. Por se tratar de
uma operação futura, a B3 exige garantias de ambos os lados, podem ser em dinheiro ou
em ativos mobiliários.
‫ٱ‬ESTRATÉGIAS MAIS UTILIZADAS:
ཙ ALAVANCAGEM: o investidor compra mais ações que o seu capital permite,
acreditando na alta das ações por um certo período.
ཙ VENDA A TERMO: utilizada para ter a remuneração da taxa de juros do período, o
investidor compra as ações no mercado a vista e já as vende por um contrato a
termo, recebendo a taxa de juros acordada (tributação de renda fixa).
ཙ OPERAÇÃO CAIXA (Obter Recursos): o investidor que necessita de recursos, pode
vender suas as ações e comprar a termo automaticamente. Com isso, ele não precisa
tomar um empréstimo no banco e paga somente os juros da operação.
ཙ PROTEÇÃO DE PREÇOS: utilizada pelo investidor que não possui recursos no
momento, mas que deseja garantir o preço de hoje. Utiliza por quem irá receber
recursos no futuro (herança, PLR, bônus, venda de outra ação, ...).

Apostila 2025 519


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estratégias de Investimentos
Venda à Vista e Venda Descoberta
As operações que envolvem de vendas de ações tem como intuito o pensamento que os
preços das ações irão se desvalorizar. A diferença entre os dois casos é que pela VENDA À
VISTA o investidor possui as ações que está vendendo; já na VENDA DESCOBERTA o
investidor vende algo que ele NÃO POSSUI, e para honrar a operação, ele toma
emprestado de um terceiro, pagando-lhe um juros por esse empréstimo de ações.
Essa VENDA DESCOBERTA é como quando você deseja usar um veículo que não tem.
Assim, você vai até uma locadora de veículos e faz um contrato de empréstimo: você pode
utilizar o veículo da forma que quiser, mas ao final do contrato, necessita devolve-lo e
pagar um valor pelo aluguel. Assim também funciona com as ações: uma pessoa que não
possui estas ações vai até um local chamado BTC (Banco de Títulos CBLC), aluga as ações
de outros investidores que possuem e que desejam emprestar, e no final do contrato, é
necessário devolver as mesmas ações e pagando-lhes um juros. Desta forma, o TOMADOR
das ações agora pode VENDER algo que ele não tinha e se os preços diminuírem, ele
recompra por um preço mais barato e devolvem as ações para quem lhe emprestou
(DOADOR, que seria a locadora de veículos). Agora, se os preços das ações subirem, ele
precisará comprar por um valor mais caro, perdendo dinheiro!

Apostila 2025 520


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estratégias de Investimentos
Aluguel de Ações
Retomando o nosso exemplo da Venda Descoberta, no qual havia uma “locadora de
veículos”, a operação de ALUGUEL DE ATIVOS é exatamente ser a locadora de veículos,
recebendo um valor fixo por este empréstimo. Essa é uma forma de rentabilizar os
investidores que não desejam se desfazer das suas posições no curto prazo, mas desejam
ser remunerados de alguma maneira. Vale ressaltar que os ativos que podem ser
colocados para alugar são as ações, units, ETFs e fundos imobiliários
‰ DEMAIS CARACTERÍSTICAS:
¾ Mesmo emprestando as ações, os proventos continuarão sendo do DOADOR, tais
como JCP, DIVIDENDOS, Bonificação de Ações ou Direito de Subscrição.
¾ Os juros recebidos pelo doador, serão tributado como renda fixa.
¾ O BTC (Banco de Títulos CBLC) é administrado pela B3.
¾ Os contratos de empréstimo poderão ser de três formas distintas, que são:
ƒ PRAZO FIXO, onde haverá um prazo determinado, não podendo ser terminado
antecipadamente;
ƒ Doador podendo solicitar a devolução antecipadamente;
ƒ Tomador podendo liquidar o BTC antecipadamente.

Apostila 2025 521


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Estratégias de Investimentos
Long and Short
Realizar uma operação LONG & SHORT significa vender uma ação que não possui (ficar
short) e, com o recurso da venda, comprar uma outra ação (ficar long). Como vimos
anteriormente, quando você não possui a ação, você precisa alugar a ação vendida a
descoberto para entregar ao comprador. É uma operação que visa lucrar em virtude da
distorção destes preços. Lembre-se: quando você compra (LONG) um ativo, o seu lucro
ocorre com a valorização do seu preço; já quando você vende (SHORT), o seu lucro vem
da desvalorização.
Normalmente, os pares mais comuns são montados com:
¾ Ações preferenciais (PN) e ordinárias (ON) da mesma empresa;
¾ Ações de um mesmo setor (Bradesco por Itaú); ou
¾ Entre uma ação e um índice (por exemplo, contra o Ibovespa).

Apostila 2025 522


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Estratégias de Investimentos
Resumo
ESTRATÉGIAS RESUMO E PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA
Compra de ações com seu próprio dinheiro, acreditando na alta
COMPRA À VISTA
dos preços.
Compra de ações com dinheiro emprestado da corretora,
CONTA MARGEM
acreditando na alta dos preços. Operação alavancada.
Contrato de promessa de compra ou venda futura, já
TERMO DE AÇÕES
estabelecendo os preços hoje + uma taxa de juros.
Venda das próprias ações, acreditando na baixa dos preços, para
VENDA À VISTA
posteriormente comprar mais barato.
Venda de ações que pegou emprestado, acreditando na baixa
VENDA DESCOBERTA dos preços, para posteriormente comprar mais barato e
devolver ao doador.
ALUGUEL DE AÇÕES O investidor empresta suas ações em troca de uma taxa.
Operação que se vende um ação e com o dinheiro da venda,
LONG & SHORT
compra outra.

Apostila 2025 523


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.2.6 Remuneração dos Acionistas &
Liquidez das Ações
Apostila 2025 524
524
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ações
Remunerações
O retorno financeiro de um acionista dependerá de vários fatores, sendo os principais
motivos o (1) desempenho econômico da empresa; e o (2) comportamento da economia
brasileira e internacional. Esta remuneração poderá através de:
ཙ Ganho de Capital: na valorização das ações;
ཙ Dividendos: distribuição do lucro;
ཙ JCP (Juros sobre o Capital Próprio): juros pagos em relação ao Patrimônio Líquido
da companhia;
ཙ Bonificação: ações gratuitas recebidas pela incorporação do lucro. Se a empresa
tem bons projetos, é preferível que seu lucro seja utilizado para financiar seus
investimentos, pois podem ganhar mais na valorização das ações do que no
recebimento de dividendos;
ཙ Subscrição: direito de compra de ações na mesma proporção à sua participação.

Apostila 2025 525


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Dividendos
Conceito
DIVIDENDO É O LUCRO DISTRIBUÍDO EM DINHEIRO ISENTO DE IR (Imposto de Renda).
O percentual mínimo é definido pelo estatuto e caso seja omisso, a lei determina que seja
de 50% a sua distribuição. Após seu pagamento, o preço da ação sofre uma redução do
mesmo valor do dividendo pago por ação (ação passa a ser negociada ex-dividendo). Este
processo ocorre em 3 etapas (anúncio, ajuste e pagamento).
ཙ DATA DO ANÚNCIO: Data em que o corpo diretivo da empresa aprova e declara
que serão pagos dividendos;
ཙ DATA DO AJUSTE DE PREÇO DE MERCADO (EX-DIVIDENDO): Data em que o preço
de mercado se ajusta ao dividendo e que é definido a base acionária que receberá o
dividendo! A partir desta data, o investidor que comprar a ação não terá mais direito
ao dividendo anunciado;
ཙ DATA DO PAGAMENTO: Empresa efetivamente paga os dividendos aos acionistas.
Perceba que o acionista que receberá os dividendos é aquele que possui as ações no dia
do EX-DIVIDENDO. Ele não precisa possui as ações antes dessa data e mesmo que ele
venda as ações no dia posterior a data do ex-dividendo, ele terá direito ao recebimento na
da DATA DO PAGAMENTO.

Apostila 2025 526


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Juros sobre o Capital Próprio (JCP)


Conceito
A JCP é uma forma de remuneração dos sócios ou acionistas de uma sociedade
empresária, com base no capital investido na pessoa jurídica. Esse mecanismo foi
instituído pela legislação brasileira como uma alternativa para a distribuição de lucros,
trazendo benefícios tanto para a empresa quanto para os sócios. Após seu pagamento, o
preço da ação sofre o mesmo efeito que ocorre no pagamento dos dividendos, ou seja, é
negociada ex-juros.
‫ ٱ‬Vantagem para empresa: A legislação tributária brasileira permite que os valores pagos
ou creditados a título de JCP sejam deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda
das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das
empresas de Lucro Real.
‫ ٱ‬IR para o investidor: O acionista é tributado em 15% de forma exclusiva e definitiva na
fonte sobre o valor a ser distribuído.

ඵ 50% lucro do exercício


Patrimônio Limitado ao maior entre anterior à dedução
TJLP X Líquido
ඵ 50% lucros acumulados

Apostila 2025 527


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Direito de Subscrição
Conceito
O DIREITO DE SUBSCRIÇÃO, também chamado de Bônus de Subscrição, são títulos
negociáveis emitidos por sociedades por ações que conferem aos seus titulares, nas
condições constantes do certificado, o direito de subscrever ações do capital social da
companhia, dentro do limite de capital autorizado no estatuto. Tem como objetivo a
proteção dos acionistas dos efeitos de diluição e valor de sua propriedade já existente.
Por se tratar de um título negociável, que dá o direito de comprar novas ações e possui
um prazo definido, o direito de Subscrição se assemelha a uma CALL (opção de compra).
Para a prova, uma das diferenças entre esses Direitos e a Bonificação de Ações, é que no
primeiro o acionista precisa desembolsar os recursos para comprar as ações, já no
segundo é gratuito.

FÓRMULA PARA PREÇO EX-SUBSCRIÇÃO (X):

Apostila 2025 528


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Direito de Subscrição
Gráfico Demonstrativo
Para você não se apegar a fórmula, vamos então entender o raciocínio passo-a-passo!

RToro Education Uma empresa possui ao total 100 ações, que estão
1 sendo negociadas na bolsa por R$ 5,00. Desta
100 ações forma, o seu valor de mercado é de R$ 500,00!

RToro Education Esta empresa deseja captar R$ 100,00 de recursos


50
novos, então ela dá o direito de subscrição de 50
2 AÇÕES
100 ações ações a R$ 2,00 a seus acionista (para cada 2 ações
NOVAS
que um acionista possui, ele pode adquirir 1 nova).

RToro Education S/A Agora a empresa estará valendo os R$ 500,00 MAIS


R$ 100,00 do dinheiro que entrou (R$ 600,00),
3
150 AÇÕES porém possuindo 150 ações. Assim, o novo preço
no mercado será de R$ 600 ÷ 150 = R$ 4,00.

Apostila 2025 529


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Bônus de Subscrição
Exemplo de Cálculo
A empresa “RToro Education S/A” está aumentando seu capital social em 30% através de
uma subscrição aos seus acionistas. O valor de mercado atual das ações está em R$ 2,50
e o valor da subscrição será de R$ 2,40. Desta forma, qual será o valor das ações após o
período da subscrição (Ex-Subscrição)?
‫ ٱ‬RESPOSTA: Quando a questão não nos informa a quantidade de ações que a
companhia possui, utilizamos como base o número 100 para facilitar os nosso cálculos.
Assim, primeiramente vamos descobrir o valor de mercado atual da companhia, depois o
valor que entrada de recursos na empresa, e por último o novo preço!
(1) Valor Atual de Mercado: (100 ações) × R$ 2,50 = R$ 250,00 é o valor total da empresa
(2) Dinheiro entrando na RToro Education S/A: A questão nos diz que a empresa está
aumentando em 30% o seu capital social. Como utilizamos o número 100 como base, ela
estaria aumentando em 30 ações ao valor de R$ 2,40, ou seja, 30 x R$ 2,40 = R$ 72,00.
(3) Novo Valor de Mercado: Agora que sabemos o valor de mercado antes da subscrição
e o valor em dinheiro que está entrando, sabemos que ela vale ao total R$ 322,00, pois é
a soma dos dois. Para saber o valor da ação, basta dividir pela quantidade de ações, que
agora é de 130 (100 + 30). Portanto, o novo valor será R$ 322,00 ÷ 130 = R$ 2,48.

Apostila 2025 530


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Bonificação de Ações
Conceito
A BONIFICAÇÃO DE AÇÕES é o ato de uma companhia incorporar as reservas de lucro ou
de capital para ela e em troca disso, distribui novas ações aos atuais acionistas, realizando
um aumento de capital. É como se, ao invés a empresa distribuir o valor em dividendos,
ela distribui em ações, e esse recebimento é proporcional à posição acionária existente no
momento que a assembleia concede a bonificação.
A incorporação de reservas aumenta o valor do Capital Social, mas não altera o valor do
Patrimônio Líquido, pois ele é uma das contas do Patrimônio Líquido. Nesse caso, o capital
social é aumentado pela capitalização de reservas (novas ações foram emitidas para os
atuais acionistas). Como não ocorre incremento do patrimônio líquido, apenas
movimentação de contas em seu interior, o valor da empresa não se altera, somente o
valor da ação é modificado, vide que não há entrada de novos recursos, pois os recursos
já estão na empresa.
‫ ٱ‬RESUMO: a BONIFICAÇÃO DE AÇÕES é a distribuição GRATUITA de novas ações aos
atuais acionistas, causado pelo incorporação do lucro. O acionista tem somente um custo
contábil por estas ações (quando ele vender, o custo informado à receita federal para o
ganho de capital, será este custo contábil).

Apostila 2025 531


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Bonificação de Ações
Exemplo de Cálculo
Uma empresa que possui ao total 1.000 ações, teve um lucro líquido de R$ 2.000,00.
Através de uma assembleia, a companhia decide que 25% desse lucro será distribuído
em forma de bonificação de ações a valor de mercado. Sabendo que as ações estão
sendo negociadas a R$ 5,00, como ficaria a posição de um acionista chamado Rafael,
que possui 10% da companhia, após a bonificação?
‫ ٱ‬RESPOSTA: Para resolvermos esse tipo de questão, pense da seguinte forma: “se o
acionista recebesse o valor em dinheiro, e depois tivesse que comprar as ações pelo valor
da bonificação, com quanto ele ficaria?”. Claro que ele não vai precisar desembolsar esse
valor, mas o resultado final será o mesmo! Desta forma:
(1) Antes de Bonificação, Rafael possuía 100 ações (10% de 1.000 ações da companhia).
(2) Como a empresa vai distribuir 25% de R$ 2.000,00, a empresa distribuirá R$ 500,00.
(3) Rafael tem direito a 10% dos R$ 500,00, ou seja, R$ 50,00.
(4) Como a bonificação ocorrerá ao valor de R$ 5,00, Rafael irá ganhar DEZ AÇÕES, pois
com R$ 50,00, ele poderia comprar 10 ações a R$ 5,00.
(5) Posição final: 100 + 10 ações da bonificação = 110 ações.

Apostila 2025 532


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Desdobramento (Split)
Conceito
O DESDOBRAMENTO, também chamado de SPLIT, é a divisão de uma ação em várias e
tem por finalidade ampliar a liquidez das ações em circulação de uma empresa. Ou seja,
quando uma empresa acredita que suas ações estão tendo pouca liquidez, ela pode
realizar esse processo, que aumentará a quantidade de ações no mercado e, ao mesmo
tempo, reduzirá a cotação na mesma proporção. Esse procedimento NÃO AFETA A
ESTRUTURA DE CAPITAL DA EMPRESA fazendo com que o investidor mantenha o mesmo
valor financeiro que tinha antes do desdobramento!
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor possui 200 ações a R$ 30,00 cada (R$ 6 mil). Sabendo que a
empresa fez um Split de 1 para 3 (ou seja, de 200%), qual será a nova posição e qual o
novo valor da ação?
RESPOSTA: Para cada ação que o investidor possuía, ele passará agora a ter o triplo, ou
seja, 3 ações, tendo ao total 600 ações. Como ele deve manter o mesmo valor financeiro
investido (R$ 6.000,00), cada ação deverá valer agora R$ 10,00. Perceba que o preço e a
quantidade de ações possui uma relação inversamente proporcional nesses
procedimentos!

Apostila 2025 533


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Grupamento (Inplit)
Conceito
O GRUPAMENTO, também chamado de INPLIT, é a junção de várias ações em uma só,
tendo por finalidade diminuir a volatilidade destes títulos em circulação de uma empresa.
Normalmente este processo ocorre em empresas que o valor nominal da sua ação está
sendo negociado em centavos. Desta forma, diminuirá a quantidade de ações no
mercado e, ao mesmo tempo, aumentará a cotação na mesma proporção. Esse
procedimento NÃO AFETA A ESTRUTURA DE CAPITAL DA EMPRESA fazendo com que o
investidor mantenha o mesmo valor financeiro que tinha antes do grupamento!
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor possui 5.000 ações a R$ 0,10 cada (R$ 500,00 ao total).
Sabendo que a empresa fez um Inplit de 10 para 1, qual será a nova posição e qual o novo
valor da ação?
RESPOSTA: A cada 10 ações do investidor, ele passará a ter 1, ou seja, sua nova posição
será de 500 ações. Como ele deve manter o mesmo valor financeiro investido (R$ 500,00),
cada ação deverá valer agora R$ 1,00. Perceba novamente, que o preço e a quantidade de
ações possui uma relação inversamente proporcional nesses procedimentos!

Apostila 2025 534


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.2.7 Modelos de Precificação de


Ações
Ap
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53
35
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Investimento
Precificação de ativos
Conceitos
Os modelos de precificação de ativos servem para que o investidor de renda variável
encontre o retorno exigido por ele para investir em uma determinada companhia, ou seja,
qual o valor justo destas ações. Este Retorno Exigido, também chamado de Retorno
Requerido, leva em consideração um conceito muito importante, o de “aversão ao risco”,
que significa que quanto maior o risco, maior o Retorno Exigido.
Os modelos de precificação de ativos cobrados na prova são:
¾ Análise Fundamentalista: Modelo que leva em consideração os múltiplos de uma
companhia (Lucro por Ação; Preço sobre o Lucro; EBITDA; etc), incluindo a análise de
Fluxo de Caixa Descontado, que considera o valor de qualquer ativo pelo fluxo
financeiro futuro que esse ativo proporcionará, trazido ao valor presente.
¾ Análise Técnica: Baseada apenas nos preços e volumes negociados no passado.

Apostila 2025 536


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Precificação de ativos
Conceitos
Para podermos evoluir na análise fundamentalista, precisamos compreender que o “valor
da companhia” pode possuir diversas respostas e desta forma, o valor da ação também
divergirá. Esses tipos de “valor da empresa” acabam sendo diferentes, pois,
primeiramente precisamos saber “o que queremos saber” da uma companhia. Desta
forma, vamos demonstrar os tipos que existem:
¾ VALOR NOMINAL: este valor é nada mais é que o valor do capital social, dividido
pelo número de ações. Lembrando que o capital social é o valor integralizado (ou a
aportar) dos sócios.
¾ VALOR PATRIMONIAL: o valor patrimonial serve para sabermos quanto valeria
uma ação da empresa, caso a companhia decidisse encerrar as suas operações,
vendesse todos os seus ativos e pagasse suas dívidas, quanto cada um receberia. Ou
seja, é o Patrimônio Líquido dividido pelo número de ações.
¾ VALOR DE LIQUIDAÇÃO: Em caso de falência da companhia, há uma ordem e
preferência sobre os ativos da empresa (causas trabalhistas, credores, governo...).
Após a quitação destes valores, o que fica é chamado de Valor Residual, que será o
valor distribuído aos acionistas. Assim, para chegarmos no Valor de Liquidação da
empresa, devemos dividir o Valor Residual pelo número de ações.

Apostila 2025 537


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Precificação de ativos
Conceitos
Continuando sobre os tipos de “valor da empresa”, os outros dois importantes são:
¾ VALOR DE MERCADO: este é o valor que está sendo negociado as ações no
mercado secundário, ou seja, na bolsa de valores (B3). Este é o valor mais comum
que escutamos no nosso dia: “as ações da RToro Education S/A fechou hoje na bolsa
brasileira a R$ 30,00. Com isso, ela está valendo R$ 90 bilhões de reais”. O valor total
da empresa se baseia na multiplicação do valor de mercado pelo número de ações.
¾ VALOR ECONÔMICO: este é o valor que é realizado pelas empresas de análise,
através dos modelos de precificação, sendo o principal deles o de Cash Flow (Modelo
de Fluxo de Caixa Descontado). Quando uma empresa pretende realizar uma OPA e
não ser mais uma empresa de capital aberto (não ter mais negociações na bolsa de
valores), é através deste tipo de avaliação na qual é oferecido a seus acionistas a
venderem suas ações.
Todos estes tipos de “valores de empresa” são números importantíssimos sabermos
quando decidimos comprar ações na bolsa de valores. Portanto, alguns indicadores
econômicos estaremos estudando agora através da Análise Fundamentalista!

Apostila 2025 538


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Análise Fundamentalista
Conceitos
A ANÁLISE FUNDAMENTALISTA diz que há um valor para cada ação baseado no
desempenho econômico-financeiro da empresa, descontando fluxos de caixas projetados
para orientar a compra e venda de ações. Esta análise se vale de múltiplos (indicadores
extraídos de informações financeiras) para identificar a ação relativamente mais barata.
A Análise Fundamentalista utiliza tantos dados financeiros históricos de uma empresa,
como também faz projeções destes indicadores, como por exemplo:
¾ Dividendos;
¾ Geração de caixa (“EBITDA” – LAJIDA);
¾ Estrutura de capital (endividamento);
¾ Potencial de rentabilidade;
¾ Valor Patrimonial.
‰ OBS: a Análise Fundamentalista NÃO utiliza na sua concepção, os preços que foram
negociados no passado pela empresa. Ela se importa somente com os “fundamentos
econômicos”, ou seja, os múltiplos da empresa.

Apostila 2025 539


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Análise Fundamentalista
Lucro por Ação (LPA)
O LUCRO POR AÇÃO (LPA) é uma medida econômica para mostrar a parcela de lucro
líquido que cada ação tem por direito. Isto não quer dizer que o acionista irá receber em
dividendos esse valor, pois o dividendos é a distribuição do lucro, o que normalmente é
menor que o lucro do período.
Por exemplo, a empresa RToro Education S/A possui 1.000.000 ações e teve um lucro
líquido R$ 10 milhões no seu último ano-fiscal . Desta forma, o LPA da empresa foi de
R$ 10,00, ou seja, cada ação tem o direito de receber R$ 10,00 de lucro. Mesmo que a
empresa não distribua todo o valor em dividendos, foi gerado este lucro ao acionista
(crescimento da empresa + dividendos recebido).
‰ FÓRMULA:
LUCRO LÍQUIDO
‫= ۯ۾ۺ‬
Número Total de Ações

Apostila 2025 540


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Análise Fundamentalista
Valor Pat
Patrimonial por Ação (VPA)
O VALOR PATRIMONIAL POR AÇÃO (VPA) é um indicar para mostrar quanto cada ação
vale pelo seu Patrimônio Líquido, ou seja, se vendesse todos os seus ativos e quitasse
todas as dívidas, quanto sobraria por ação.
Por exemplo, a empresa RToro Education S/A possui 1.000.000 ações, R$ 15 milhões em
ativos e R$ 10 milhões em passivos, portanto, seu Patrimônio Líquido é de R$ 5 milhões.
Desta forma, podemos afirmar que seu VPA é de R$ 5,00 por ação, já que basta dividir o
Patrimônio Líquido pelo número de ações.
‰ FÓRMULA:
Patrimônio Líquido
‫= ۯ۾܄‬
Número Total de Ações

Apostila 2025 541


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Análise Fundamentalista
P/L: Preço sobre o Lucro
O P/L (Preço sobre o Lucro) é o múltiplo mais comum para avaliar se uma ação está
barata ou cara. Este indicador significa “quanto tempo vou demorar para recuperar o
capital investido, através do lucro líquido anual da empresa”. Na análise de projetos,
chamamos esse conceito de Payback. Desta forma, quanto menor o índice, maior a
atratividade de se investir na ação (mais “barata” está, pois mais rápido você receberá o
capital investido de volta).
Por exemplo, uma empresa A está sendo negociada na bolsa por R$ 10,00 e possui um
lucro por ação igual a R$ 2,00, possuindo desta forma um P/L de 5 (anos). Já a empresa B
está sendo negociada por R$ 18,00, tem um lucro por ação igual a R$ 6,00, assim, seu
P/L é de 3 (anos). Portanto, a empresa B está mais barata que a empresa A!
‰ FÓRMULA:
Preço de Mercado
‫۾‬/‫= ۺ‬
LUCRO LÍQUIDO

Apostila 2025 542


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Análise Fundamentalista
P/VP: Preço
Pre por Valor Patrimonial
Como mencionamos no início deste capítulo, uma das formas de analisar uma empresa é
através do seu Valor Patrimonial. Desta forma, o P/VP (Preço por Valor Patrimonial) é
quanto deveria estar sendo negociada uma ação, baseado somente sobre o seu
Patrimônio Líquido (ativos menos as dívidas da companhia). Como este indicador leva em
consideração o Valor Patrimonial por Ação, ele também é conhecido por P/VPA.
Normalmente, quando a companhia está negociando com valores superiores ao seu P/PV,
o mercado financeiro projeta que a companhia continuará crescendo e gerando lucros.
Quando está abaixo, acredita que os prejuízos irão perdurar por um longo período,
fazendo com que o seu Valor Patrimonial seja diminuído.
‰ FÓRMULA:
Preço de Mercado
‫۾‬/‫= ۾܄‬
Valor Patrimonial

Apostila 2025 543


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Análise Fundamentalista
EV/EBITDA
O EV/EBITDA (Enterprise Value ÷ EBITDA), possui uma compreensão maior de
contabilidade. Isto por que adentramos em dois conceitos contáveis:
¾ (1) EV (Enterprise Value): Este é o valor de mercado da companhia somado com a
sua dívida líquida (dívida total menos o caixa da empresa, sendo que o caixa da
empresa são as aplicações financeiras de curto prazo).
¾ (2) EBITDA: Lucro operacional da companhia.
Da mesma forma que o indicador P/L, quanto menor o EV/EBITDA, mais barato está a
companhia. Esse conceito é importante, pois quando alguém adquire uma empresa,
comprando as ações (ou cotas) de um outra pessoa, o novo investidor assume todas as
dívidas da companhia comprada. Assim, esse indicar serve para analisar “quantos anos
serão necessários para, além de recuperar o capital investido na compra da companhia,
quitar todas as suas dívidas (EV - Enterprise Value), apenas pela geração de caixa atual
da empresa (EBITDA)”.
‰ FÓRMULA:
ܸ݈ܽ‫ ܽݏ݁ݎ݌݉ܧ ܽ݀ ݎ݋‬+ ‫ܦ‬À‫ܮ ܽ݀݅ݒ‬À‫ܽ݀݅ݑݍ‬
۳‫܄‬/۳۰۷‫܂‬۲‫= ۯ‬
Lucro Operacional
Apostila 2025 544
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Análise Técnica
Conceito
A Análise Técnica (Gráfica) estabelece projeções para os preços das ações baseadas no
comportamento em si do preço e do volume na observação do comportamento passado
dos preços e dos volumes negociados. Em resumo, a análise técnica estuda as
movimentações nos preços passados e, a partir daí, explica a sua evolução futura.
Diferentes métodos são utilizados, mas todos confiam nos mesmos princípios:
ཙ Existência de tendências;
ཙ Observa o comportamento passado dos preços, acreditando que pode novamente
ocorrer no futuro;
ཙ Preços das ações já refletem todas as informações disponíveis até o momento
(fundamentos da empresa não são relevantes.
ཙ Principais indicadores:
ඵ Suporte: Preço da ação não diminui mais que o valor do suporte.
ඵ Resistência: Preço da ação não sobe mais que o valor da resistência.
ඵ IFR: Mede a força de um ativo, oscilando de 0 a 100, sendo que acima de 80 o
ativo está com compra excessiva e abaixo de 20 está com venda excessiva.

Apostila 2025 545


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Análise Técnica
Suporte e Resistência
Percebemos abaixo os pontos aonde eram suporte (momento de comprar a ação) e após
a sua perda (diminuição do preço do suporte), se transformou em resistência (não
consegue mais superar o valor).
‰ CONCLUSÃO: no SUPORTE SE COMPRA e na RESISTÊNCIA SE VENDE o ativo.

Resistência

Suporte

Apostila 2025 546


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Análise Fundamentalista x Técnica


RESUMO
ANÁLISE ANÁLISE
FUNDAMENTALISTA TÉCNICA (GRÁFICA)

Leva em consideração os Considera os preços passados


múltiplos das empresas, ou seja, o da ação e o volume negociado,
CONCEITO
desempenho econômico acreditando que poderá ocorrer
financeiro da empresa. novamente no futuro.

L/P (Lucro por Ação); Ebitda; Suporte & Resistência;


EXEMPLOS Desconto de Fluxo de Caixa Médias Móveis; Fibonacci;
Futuro; Dividendos. IFR; Bandas de Bollinger.

Apostila 2025 547


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.3 Derivativos
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Derivativos
Conceito
De uma forma muito direta, derivativos são instrumentos financeiros, cujo preço deriva
de um ativo ou instrumento financeiro de referência (ativo-objeto), ocorrendo sua
liquidação em uma data futura. Por exemplo, você deseja comprar uma casa do seu
vizinho, mas não tem o dinheiro hoje, apenas daqui seis meses. Vocês dois assinam um
contrato hoje, firmando esse compromisso de você comprar a casa em 6 meses,
consequentemente o seu vizinho deverá vender a casa em 6 meses. Pronto, este contrato
é um derivativo, pois o contrato “derivou” (surgiu) de um ativo (um imóvel) e que
ocorrerá a liquidação da operação em uma data futura.
Qual foi o motivo de vocês terem firmado esse contrato? Você não gostaria de correr o
risco de (1) o preço do imóvel subir e/ou (2) alguém comprar o imóvel e ele não estar
mais lá para você adquirir. Com o contrato firmado (derivativo), você se PROTEGEU desses
dois RISCOS. Desta forma, o principal motivo para a utilização dos derivativos é para a
PROTEÇÃO DE RISCOS, que chamamos em inglês de “HEDGE”.
Neste capítulo, veremos quatro tipos de derivativos, com seus devidos conceitos e suas
nomenclaturas.

Apostila 2025 549


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Derivativos
Tipos de Derivativos
Os derivativos podem ser divididos em 4 grupos:
ཙ CONTRATO A TERMO: contrato na qual as duas partes (comprador e vendedor)
possuem obrigação em honrar o pagamento financeiro e a entrega do objeto
estabelecido em contrato. Não possui padronização.
ཙ CONTRATO FUTURO: instrumento financeiro semelhante ao Contrato a Termo,
porém padronizado. Somente é realizado em mercados organizados como a B3,
sendo o único tipo de contrato que possui ajuste diário.
ཙ SWAP: acordo entre duas partes para trocar fluxos de caixa no futuro, definindo as
datas que os fluxos de caixa serão pagos e a forma de cálculo.
ཙ OPÇÃO: O contrato de opção tem característica semelhante a um seguro, no qual
um dos lados paga um prêmio, recebendo um direito (opção de querer ou não
querer a realização do contrato) e a contraparte que recebeu o prêmio, fica com a
obrigação. Nos seguros de carro, o segurado paga o prêmio e tem o direito de
exercer o seu seguro, já a seguradora que recebeu o prêmio, tem a obrigação de
honrar o contrato, caso assim o segurado deseje.

Apostila 2025 550


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Derivativos
Principais Estratégias
São quatro as principais estratégias que podemos utilizar os derivativos:
ཙ HEDGE OU PROTEÇÃO: Operação financeira que objetiva reduzir ou eliminar o
risco de operações no mercado, protegendo, principalmente, contra oscilações
adversas de preços ou de taxas. Por exemplo, agricultores vendem parte da sua
produção com contratos futuros para minimizar o risco de flutuação de preços.
ཙ ARBITRAGEM: Ocorre quando há distorções de preços, possibilitando ganhos
proporcionais oriundos de diferença de preços existentes no mercado à vista e no
mercado futuro, sem risco de mercado.
ཙ ALAVANCAGEM: Operação na qual o investidor toma recursos emprestados para
fazer uma aquisição na qual não possuía recursos suficientes, ou quando uma
posição pode ser feita investindo-se um valor de investimento muito menor que o
potencial ganho (ou perda), por exemplo, contratos futuros que somente é
necessário a margem de garantia.
ཙ ESPECULAÇÃO: objetivo de lucrar em um curto espaço de tempo, tanto em
operações de compra (acreditando na valorização do ativo), quanto em operações de
venda (acreditando na desvalorização do ativo).

Apostila 2025 551


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Derivativos
Participantes do Mercado
Desta forma, os agentes que utilizam estas estratégias, são chamados de:
ཙ HEDGERS: São os participantes do mercado ligados ao produto físico que buscam
proteção de preços, como por exemplo, os produtores rurais, os exportadores ou
importadores. Eles acabam realizando contratos futuros, definindo no presente, os
valores para comprar ou vender dólares, soja, café ou qualquer outro ativo.
ཙ ARBITRADOR: Os arbitradores são aqueles que realizaram uma operação de
arbitragem, comprando no mercado A e vendem no B. O arbitrador acaba agindo
exatamente como um árbitro, por acabar com as distorções de preços entre
mercados diferentes.
ཙ ESPECULADORES: São a maioria do mercado e estão interessados em auferir
ganhos com as flutuações de preços. Podem usar tanto análises fundamentalistas
quanto análise gráficas. São aqueles que utilizam operações de Alavancagem ou de
Especulação.

Apostila 2025 552


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Local de Negociação
B3 – Brasil, Bolsa e Balcão
A B3 foi criada em março de 2017 como fruto da combinação entre a BM&FBOVESPA e a
Cetip, dando origem a uma companhia de infraestrutura de mercado financeiro de classe
mundial e consolidando a atuação da BM&FBOVESPA na negociação e pós-negociação de
produtos listados e da Cetip no registro e depósito de operações de balcão e de
financiamento.
Ela é uma sociedade por ações com fins lucrativos que atua, no mercado de derivativos,
como contraparte (como a vendedora de todos os compradores e como compradora para
todos os vendedores). Para tanto, exige garantias prévias dos participantes (margem).
Além disso, ela organiza, regulamenta e fiscaliza os mercados de liquidação futura. Ela
também administra as margens de garantia, os ajustes diários e as entregas físicas na
Bolsa. Em resumo, a B3 reduz ao máximo o risco de crédito entre os agentes, além de
mitigar o risco de liquidação.

Apostila 2025 553


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Local de Negociação
Mercado de Balcão
O MERCADO DE BALCÃO ORGANIZADO é um ambiente com sistemas informatizados e
regras para a negociação de títulos e valores mobiliários (ações; cotas de fundos; entre
outros ativos). Este ambiente é administrado por instituições, devendo ser autorizado pela
CVM e, portanto, sendo fiscalizado por ela também. Estas instituições autorizadas são
chamadas de “instituições autorreguladoras” e no Brasil, esta instituição é a B3.
As transações no mercado de balcão organizado são feitas por telefone ou
eletronicamente entre as instituições financeiras, não tendo mais um local físico definido.
Existem uma série de requisitos que uma instituição deve obedecer para atuar como
intermediário financeiro, englobando a conduta, a fiscalização e a aplicação de
penalidades aos infratores. Outro ponto importante é que nesse sistema, além de se ter o
risco de mercado, há o risco de contraparte também.
Quando se trata somente de Mercado de Balcão (não organizado), considera-se uma
negociação criado por duas partes em qualquer outro local.

Apostila 2025 554


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Sistemas de Garantias
Margens e Ajustes Diários
A B3 reavalia diariamente o montante de garantias necessárias para que as obrigações
decorrentes das operações realizadas nos mercados de derivativos e de empréstimo de
títulos possam ser liquidadas, em caso de inadimplência, nos devidos prazos e formas.
Desta forma, existem 2 mecanismos:
ཙ MARGEM DE GARANTIA: corresponde ao valor que deverá ser colocado de
garantia para realizar uma operação. O valor da margem representa apenas um
percentual do valor total do contrato, devendo permanecer depositado na conta da
corretora enquanto o comprador/vendedor mantiver sua posição em aberto.
Quando as posições forem encerradas, a B3 devolve a margem de garantia dos
contratos, já que é ela que faz a administração.
ཙ AJUSTE DIÁRIO: É um mecanismo de equalização da posição de todos os
participantes que estão negociando o derivativo chamado de Contrato Futuro.
Diariamente, as contas de compradores e vendedores que possuem posições em
aberto neste mercado, sofrem um ajuste financeiro (crédito ou débito) de acordo
com o preço de ajuste do dia. Veremos a seguir um exemplo e não se preocupe,
adiante será explanado todas as características deste tipo de contrato, o importante
agora é entender a ideia do Ajuste Diário.

Apostila 2025 555


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Sistemas de Garantias
Ajuste Diário: Exemplo
Rafael comprou dólares através de um contrato futuro no dia 03/03/2019 a R$ 4,00. Neste
dia, o preço de ajuste do fechamento foi de R$ 4,10 (ou seja o dólar se valorizou desde o
momento da sua compra). Desta forma, a diferença de foi de R$ 0,10 a seu favor. Assim,
no dia 04/03/2019 será CREDITADO um valor de R$ 0,10 por dólar na sua conta da
corretora (agora o valor de R$ 4,10 será o novo preço base de Rafael).
Neste dia 04/03/2019, no qual houve o crédito na sua conta, o preço de ajuste do
fechamento foi de R$ 3,90 (ou seja, o dólar se desvalorizou neste dia). Como o preço base
para o ajuste agora é de R$ 4,10, será DEBITADO um valor de R$ 0,20 por dólar na sua
conta da corretora.
Esse processo de AJUSTE DIÁRIO ocorre diariamente, fazendo com que se o ativo tiver se
valorizado, o comprador terá um CRÉDITO e o vendedor terá um DÉBITO. Já se o ativo se
desvalorizar, o comprador terá um DÉBITO e o vendedor terá um CRÉDITO.

Apostila 2025 556


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.3.1 Modalidades: Termo & Futuro


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557
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Investimento
Mercado a Termo
Conceito
Representa um acordo para a compra ou a venda de certa quantidade de um ativo em um
momento determinado no futuro a um preço fixado, quando do fechamento do acordo. O
contrato a termo pode ser negociado mediante um contrato particular, não necessitando
de uma Bolsa de Futuros.
Em outras palavras, quando efetuamos uma compra a termo, estamos tratando de uma
compra a prazo e com juros (recebendo o ativo hoje mas com a obrigação de pagar
“amanhã”). Já quando fazemos a venda de ações a termo, estamos recebendo o dinheiro
hoje porém com a obrigação de recomprar futuramente este ativo financeiro.
Por se tratarem de “operações a prazo” são exigidos garantias (Cobertura e Margem) mas
não possuem ajuste diário. Outro ponto importante é que são contratos NÃO
PADRONIZADOS.

Apostila 2025 558


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Mercado a Termo
Características
As principais características do Mercado a Termo são:
ཙ Contrato de obrigações recíprocas, quem compra é obrigado a pagar e quem
vende é obrigado a entregar o bem negociado.
ཙ As partes liquidarão a operação pela entrega física ou pela financeira na data de
vencimento.
ཙ NÃO POSSUI PADRONIZAÇÃO: As Partes negociam entre si o valor do contrato,
características do ativo e vencimento.
ཙ Possuem menor liquidez comparados aos contratos futuros.
ཙ Se negociadas na B3 são exigidas as seguintes garantias:
o Cobertura: depósito da totalidade do ativo objeto do contrato. Somente é
cobrado do vendedor.
o Margem: estabelecido um percentual do valor do contrato.

Apostila 2025 559


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NDF – Non Deliverable Forward
Conceito
O NDF (Non Deliverable Forward) é um contrato a termo de moedas, negociado em
mercado de balcão, cujo objetivo é fixar, antecipadamente, uma taxa de câmbio em uma
data futura e são registrados na B3. No vencimento, a liquidação (exclusivamente
financeira em reais) ocorre pela diferença entre a taxa a termo contratada e a taxa de
mercado definida como referência. Sua utilização ocorre principalmente em cenários
onde se deseja proteger contra oscilações cambiais ou simplesmente participar
ativamente da variação de uma moeda, ou seja, muito utilizado como instrumento de
hedge por importadores e exportadores.
O NDF dispensa desembolso inicial e intermediário, diferentemente do que ocorre ao
realizar o hedge por meio de opção, a qual requer pagamento inicial de prêmio ou através
de contratos futuros, já que possuem os ajustes diários. Assim, constitui uma forma eficaz
de proteção para clientes que não possuem estrutura de administração de fluxo de caixa
que permitam desembolsos intermediários. Além disso, um cliente deve optar por esta
operação ao invés do Contrato Futuro, quando ele não deseja dispor de capital para os
possíveis ajustes diários, colocando somente ativos como garantia. No entanto, por não
ser padronizado, pode ocorrer de ser mais caro.

Apostila 2025 560


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Mercado a Termo
Termo de Dólar: Exemplo
Um investidor que acredita na desvalorização do Real (valorização do dólar), assume uma
posição comprada de USD 1MM no Forward de dólar para 180 dias, com o dólar Spot
cotado a R$ 2,00 e o termo de dólar a R$ 2,10 para este prazo. Desta forma, iremos
analisar dois cenários, que são:
‫ ٱ‬CENÁRIO 1: Dólar sobe 10% para R$ 2,20:
ཙ Custo Base Inicial: USD 1.000.000 x R$ 2,10 = R$ 2.100.000,00
ཙ Valor Atual da Posição: USD 1MM x R$ 2,20 = R$ 2.200.000,00
ཙ Resultado = R$ 2,2MM – R$ 2,1MM = R$ 100.000,00 (Lucro)
‫ ٱ‬CENÁRIO 2: Dólar cai 10% para R$ 1,80:
ཙ Custo Base Inicial: USD 1.000.000 x R$ 2,10 = R$ 2.100.000,00
ཙ Valor Atual da Posição: USD 1MM x R$ 1,80 = R$ 1.800.000,00
ཙ Resultado = R$ 1,8MM – R$ 2,1MM = - R$ 300.00,00 (Prejuízo)

Apostila 2025 561


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Mercado a Termo
Termo de Ações: Conceito
Mesmo tendo o nome de “Termo”, este é um contrato padronizado com liquidação em
uma determinada data futura, mas sem haver ajustes diários, diferentemente dos
contratos futuros. A grosso modo, é um contrato entre o comprador e o vendedor de
alguma ação, firmando que um dos lados se obriga a comprar no futuro as ações pelo
PREÇO DE HOJE + JUROS e o outro que irá vender por este valor definido. Este contrato
poderá ser encerrado no vencimento ou antecipadamente. Além disso, este contrato
deverá ter um período mínimo de 16 e máximo de 999 dias corridos, contados da data de
registro do contrato e definido entre ambas as partes
Outro ponto interessante, é que foi criado o contrato “TERMO FLEXÍVEL DE AÇÕES”. Esta
modalidade, o comprador pode, sem encerrar o contrato, substituir as ações-objeto,
vendendo-as no mercado à vista. Neste caso, o montante financeiro apurado deve ser
utilizado para comprar ações de outras empresas (as quais serão as novas ações-objeto),
ou ficará retido sem remuneração. Por ter essa vantagens, os juros cobrados na operação
são mais elevados, comparados com o Termo de Ações normal.

Apostila 2025 562


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Mercado a Termo
Termo de Ações: Estratégias
As principais estratégias utilizadas no termo de ações são:
ཙ ALAVANCAGEM: o investidor compra mais ações que o seu capital permite,
acreditando na alta das ações por um certo período.
ཙ VENDA A TERMO: utilizada para ter a remuneração da taxa de juros do período, o
investidor compra as ações no mercado a vista e já as vende por um contrato a
termo, recebendo a taxa de juros acordada (tributação de renda fixa).
ཙ OPERAÇÃO CAIXA (Obter Recursos): o investidor que necessita de recursos, pode
vender suas as ações e comprar a termo automaticamente. Com isso, ele não precisa
tomar um empréstimo no banco e paga somente os juros da operação.
ཙ PROTEÇÃO DE PREÇOS: utilizada pelo investidor que não possui recursos no
momento, mas que deseja garantir o preço de hoje. Utilizada por quem irá receber
recursos no futuro (herança, PLR, bônus, venda de outra ação, ...).

Apostila 2025 563


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Contrato Futuro
Conceito
O CONTRATO FUTURO é caracterizado por ser um contrato PADRONIZADO (característica
do ativo, tamanho do contrato, vencimento pré-definido), no qual ambas as partes
possuem obrigações, tendo o vendedor a obrigação de entregar o ativo, e o comprador a
obrigação de pagar na data futura. Este é o único contrato que possui AJUSTE DIÁRIO,
pois ele NÃO TEM RISCO DE CONTRAPARTE, já que todo vendedor vende para a clearing
B3 e todo comprador compra da clearing B3.
Estes contratos se encerram por Liquidação Financeira (pagamento ou recebimento da
diferença de preços do ativo, sem necessidade de entrega física), que é a forma mais
comum, ou pela Liquidação Física (entrega do ativo negociado).
Na B3,e existem mais de 10 tipos de contratos futuros, sendo basicamente de quatro
grandes segmentos: juros, moedas, índices e commodities. Como dito inicialmente, todos
sempre padronizados e negociados no mercado de bolsa. Os investidores contam com
toda a infraestrutura da B3 antes, durante e depois da negociação
No nosso livro, iremos focar nos principais para o exame.

Apostila 2025 564


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Contrato Futuro
Formação de Preço
O Preço Futuro (F) de qualquer ativo é o seu preço à vista (S – spot) acrescido a uma certa
taxa de juros. Assumindo que a taxa utilizada (i) é constante e igual para todos os
vencimentos (t), temos:

Um conceito importante é o de BASE, que é a diferença entre o preço futuro de uma


mercadoria para um vencimento qualquer e o seu preço a vista.

Preços

Preço Futuro
Base
Preço à vista
(t)
Data de vencimento
do contrato futuro

Apostila 2025 565


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Contrato Futuro
Ibovespa Futuro
O ÍNDICE FUTURO DE IBOVESPA é o principal contrato futuro cobrado em provas. Este
contrato consiste em negociar a cesta de ações composta do índice Bovespa, em uma
data futura, sem a necessidade realizar a compra de cada ação que compõe este índice.
Como característica, este contrato é negociado através dos pontos do Ibovespa mais uma
taxa de juros. Cada ponto do contrato vale R$ 1,00, portanto, se o índice futuro está
60.000 pontos, ele está valendo R$ 60 mil.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS VANTAGENS:
ཙ Mecanismo de proteção (hedge) contra oscilações ou para alavancagem no
mercado financeiro, quando se trata de renda variável;
ཙ Por ser um contrato futuro, não necessita de desembolso financeiro para replicar
o comportamento do principal índice brasileiro, o Ibovespa. Somente da margem de
garantia e dos possíveis ajustes diários;
ཙ Baixo custo de transação, por se tratar de um derivativo;
ཙ Possibilidade de arbitragem entre as ações no mercado a vista, quando os devidos
preços não condizem com o seu valor mais taxa de juros brasileira (SELIC).

Apostila 2025 566


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Contrato Futuro
Exemplo: Compra de Contrato Futuro
Rafael COMPROU 10 contratos futuros de Ibovespa a 60.000. Se o índice subir 2.000
pontos, ele estará ganhando 2.000 pontos (que equivalem R$ 2 mil) por contrato. Assim,
ele lucrará R$ 20 mil reais ao total. Já caso o índice cair e vier para 58.000 pontos, ele
perderá R$ 20 mil reais, conforme demonstrado na tabela.

RESULTADO DA COMPRA
Resultado
DO CONTRATO FUTURO
Lucros e
Total (10
PV Custo Perdas por
Resultado contrato (R$)
contratos)
Financeiro
58.000 60.000 - 2.000 -20.000
Lucro
59.000 60.000 -1.000 -10.000

59.500 60.000 -500 -5.000


Prejuízo Preço do Ativo
60.000 60.000 60.000 0 0
(PV)
60.500 60.000 + 500 + 5.000

61.000 60.000 + 1.000 + 10.000

62.000 60.000 + 2.000 + 20.000

Apostila 2025 567


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Contrato Futuro
Exemplo: Venda de Contrato Futuro
Rafael VENDEU 10 contratos futuros de Ibovespa a 60.000. Se o índice cair 2.000 pontos,
ele estará ganhando 2.000 pontos (que equivalem R$ 2 mil) por contrato. Assim, ele
lucrará R$ 20 mil reais ao total. Já caso o índice subir e for para 62.000 pontos, ele perderá
R$ 20 mil reais, conforme demonstrado na tabela.

RESULTADO DA VENDA
DO CONTRATO FUTURO
Resultado
Lucros e
Total (10
Resultado PV Custo Perdas por
contratos)
contrato (R$)
Financeiro
58.000 60.000 +2.000 +20.000

Preço do Ativo 59.000 60.000 +1.000 +10.000


Lucro (PV) 59.500 60.000 +500 +5.000

60.000 60.000 0 0
Prejuízo
60.000 60.500 60.000 -500 -5.000

61.000 60.000 -1.000 -10.000

62.000 60.000 -2.000 -20.000

Apostila 2025 568


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Contrato Futuro
DI Futuro
O DI FUTURO é a principal referência para o mercado financeiro em relação às
expectativas sobre os comportamentos dos juros para períodos futuros do Brasil,
auxiliando na determinação da inclinação da curva de juros. Isso porque neste contrato é
negociado a Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia negociado na B3,
funcionando da seguinte forma: ele é um contrato com diversos vencimentos, mas com
valor final sempre de R$ 100.000,00. Com isso, o valor atual do contrato futuro DI
demonstra qual o valor que o mercado financeiro está querendo receber de retorno da
renda fixa, para aquele período.
Quando o investidor está acreditando que a TAXA DE JUROS IRÁ CAIR, ele irá COMPRAR o
contrato de DI FUTURO (dizemos que ele está comprando PU e vendendo taxa). Isso
ocorre, pois quanto menor for a taxa de juros, mais alto fica o valor presente de um título,
fazendo com que ele se valorize!
Já quando o investidor está acreditando que a TAXA DE JUROS IRÁ SUBIR, ele irá VENDER
o contrato de DI FUTURO (dizemos que ele está vendendo PU e comprando taxa). Isso
ocorre, pois quanto maior for a taxa de juros, menor será o valor presente de um título!

Apostila 2025 569


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Contrato Futuro
DI Futuro: Exemplo
O contrato futuro de DI com vencimento em 504 dias úteis, está sendo negociado a uma
taxa de 10% ao ano. Caso Rafael acredite que a taxa de juros irá cair para 8% ao ano, ele
deveria comprar ou vender o contrato de DI e por qual valor?
‫ ٱ‬SOLUÇÃO: Como veremos nos cálculos abaixo, quando um título que possui valor final
definido e a taxa de mercado diminui, o valor presente deste ativo acaba sendo valorizado
(exatamente o que ocorre com as LTN que possui valor final de R$ 1.000,00, e neste caso,
o contrato DI que possui valor final de R$ 100.000,00). Com isso, Rafael deveria comprar o
contrato para ter um ágio.

(1) Valor Atual do DI Futuro: (2) Valor do DI Futuro a 8%:


ཙ n = 504 ÷ 252 = 2 anos ཙ n = 504 ÷ 252 = 2 anos
ཙ i = 10 ཙi=8
ཙ FV = 100.000 ཙ FV = 100.000
ཙ PMT = 0 ཙ PMT = 0
ཙ PV = ? = R$ 82.644,63 ཙ PV = ? = R$ 85.733,88
‫ٱ‬Valorização de R$ 3.089,25 (3,74%)!

Apostila 2025 570


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Contrato Futuro
Dólar Futuro
O mercado financeiro entende o CONTRATO FUTURO DE DÓLAR, não como uma moeda
física (utilizada para fazer compras), mas como ferramenta de proteção ou de
alavancagem em relação ao preço do dólar em uma data futura. Desta forma, as
negociações ocorridas nesse dólar, levam em consideração a data de hoje do dólar spot
(dólar a vista) mais um prêmio para a data futura.
‫ ٱ‬PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
ཙ Protege o investidor contra oscilações indesejadas de preço (hedge);
ཙ Possibilita alavancagem de posição;
ཙ Transparência de preço nas negociações em plataforma eletrônica;
ཙ Objeto de negociação: Taxa de Câmbio de Reais (BRL) por Dólar Americano (USD);
ཙ Contrato: Cada contrato representa um acordo de compra e venda no valor de
USD 50.000,00 (cinquenta mil Dólares). Já no minicontrato (mini dólar), o acordo de
compra e venda é de tem valor de USD 10.000,00.
‫ ٱ‬TÓPICO DE PROVA: para se proteger o EXPORTADOR VENDE dólar futuro (fica passivo
em dólar) e o IMPORTADOR COMPRA dólar futuro (fica ativo em dólar).

Apostila 2025 571


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Contrato Futuro
Alavancagem: Exemplo
Preço à vista do ETF BOVA11 (cesta de ações da Bovespa) é de R$ 100,00 e seu contrato
futuro de R$ 105,00. Para comprar um contrato futuro, é necessário depositar como
garantia R$ 10,00. Após alguns dias, o preço à vista subiu para R$ 120,00 e o contrato
futuro, para R$ 125,00. Qual o retorno em cada mercado?

‘ MERCADO À VISTA MERCADO FUTURO

Preço de abertura R$ 100,00 R$ 105,00


Preço de fechamento R$ 120,00 R$ 125,00
Ganho líquido R$ 20,00 R$ 20,00
R$ 100,00 R$ 10,00
Investimento inicial
(pagos pela BOVA11) (margem)
Retorno 20,00% 200%

Apostila 2025 572


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resumo 1 : Contratos Futuros e a Termo


CARACTERÍSTICAS FUTURO TERMO
Negociação Bolsas Organizadas Balcão (são privados)
Mercado Secundário Sim Não
Ajuste Diário Sim Não
Margem de Garantia Sim Às vezes
Vencimento Padrão Negociável
Lote Padrão Negociável
Clearing Sim Às vezes
Formato Fixo A formatar
Risco de Crédito NÃO (MOTIVO: B3) Sim
Intercambialidade Sim Não
Liquidez Alta Pequena
Risco de Liquidez Diário Vencimento
Participante Membros da Bolsa Negociam entre si
Disseminação Preço Contínua Sob cotação

Apostila 2025 573


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resumo 2: Contratos Futuros
Resumo
ÚLTIMO DIA DE
CONTRATO VALOR VENCIMENTO
NEGOCIAÇÃO
Quatros primeiros meses
Último dia útil do mês anterior subsequentes à realização da
DI 1 R$ 100 mil
ao do mês de vencimento operação. A partir daí,
meses de início de trimestre
Último dia útil do mês anterior
DOL U$ 50 mil Todos os meses.
ao do mês de vencimento
Cotação Futuro Quarta-feira mais próxima do
INDFUT Meses Pares
x R$ 1,00 dia 15 do mês de vencimento

Apostila 2025 574


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.3.2 Modalidade: Swap


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nvestimento
Investimento
Swap
Conceito
Segundo a B3, os CONTRATOS DE SWAP são negociados em ambiente de balcão
organizado. Estas operações realizam a troca de fluxo de caixa, tendo como base a
comparação da rentabilidade entre dois indexadores. Dessa forma, o investidor assume
as duas posições (de um lado comprado em um indexador e do vendido em outro). O
retorno do agente ocorre quando o indexador em que assumiu a posição comprada
(vendida) for superior ao retorno da posição vendida (comprada).
As operações podem ter o seu valor inicial corrigido por diversos indexadores, entre eles:
ཙ Índices de inflação (IPCA e IGP-M);
ཙ Índices de ações (Ibovespa e IBrX);
ཙ Taxas de juro (CDI, pré-fixada, Selic e TJLP); ou
ཙ Taxa de câmbio (dólar, euro e iene).

FÓRMULA PARA CALCULAR O RETORNO DO SWAP


ཙ “Vi(A)” o Valor Inicial do Ativo A;
ཙ “Vi(B)”, o Valor Inicial do Ativo B;
Retorno = (Vi(A) × i(A)) – (Vi(B) × i(B)) ཙ “i(A)”, variação do ativo A;
ཙ “i(B)”, variação do ativo B.

Apostila 2025 576


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Swap
Principais Características
As principais características do swap são:
ཙ São operações ocorrem no mercado de balcão.
ཙAs partes se obrigam a trocar o resultado líquido das diferenças entre dois fluxos
de rendimentos.
ཙ A B3 disponibiliza o registro de swaps na modalidade com garantia, mas não é
uma característica obrigatória.
ཙ Se acordado entre as partes, a operação poderá ser encerrada antecipadamente,
no vencimento ou com ajustes periódicos.
ཙ Tem como vantagem poder ser uma operação com garantia reduz o risco de
crédito para as partes, pois a B3 é a contraparte central garantidora das operações.
ཙ Tem como vantagem proteger os preços (hedge) contra variações indesejadas,
conforme a ponta na da operação.
ཙ Em operações de hedge, o EXPORTADOR ficará passivo em dólar e ativo em taxa.
ཙ Em operações de hedge, o IMPORTADOR ficará ativo em dólar e passivo em taxa.
ཙ O SWAP tem características de um contrato a termo, pois:
ඵ O tamanho do contrato é livremente pactuado entre as partes.
ඵ A data de vencimento e a data de liquidação são livremente pactuado entre as
partes.
Apostila 2025 577
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Swap
Gráfico
O Swap Pode ocorrer trocas de dois fluxos de caixa com taxa pós (exemplo: CDI x IPCA) ou
pré com pós (exemplo: LTN x CDI) em várias datas futuras. Abaixo um exemplo de swap de
Dólar por CDI.

PAGA A VARIAÇÃO RECEBE A VARIAÇÃO


DO DÓLAR DO DÓLAR

INSTITUIÇÃO A TROCA DE FLUXOS INSTITUIÇÃO B

RECEBE A VARIAÇÃO PAGA A VARIAÇÃO


DO CDI DO CDI

Apostila 2025 578


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Swap
Exemplo
A empresa RToro Education S/A possui uma dívida de R$ 1.000.000,00 pós-fixada, com
vencimento em um ano (ou seja, ela não sabe o quanto irá pagar ao total por essa dívida),
mas ela já possui vendas realizadas, recebendo os devidos valores em um ano (vendas
através de cartão de crédito). Desta forma, podemos afirmar que a empresa possui um
PASSIVO em pós-fixada e um ATIVO em prefixado (já que quando se faz uma venda
financiada com preço fixo, é embutido uma taxa de juros prefixada).
Assim, a empresa pode levar a situação ao banco e fazer um contrato de SWAP, no qual se
houver um aumento da taxa de juros, o banco paga a diferença e caso a taxa de juros caia,
a empresa paga ao banco. Com isso, o contrato feito seria feito desta forma:

PASSIVO EM PRÉ ATIVO EM PRÉ


(Paga Taxa Prefixada) (Recebe Taxa Prefixada)
CONTRATO DE SWAP
RToro Education S/A BANCO
(TROCA DE FLUXOS)
ATIVO EM CDI PASSIVO EM CDI
(Recebe Taxa CDI) (Paga Taxa CDI)

Apostila 2025 579


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Swap
Exemplo
Continuando o nosso exemplo, a RToro Education S/A assina um SWAP com as seguintes
condições com o banco:
ཙ Taxa prefixada: 10% ao ano.
ཙ Taxa pós-fixada: 100% do CDI.
Desta forma, a RToro Education S/A ficará no swap ATIVA em pós-fixada e PASSIVA em
prefixada, já o banco estará ao contrário: ATIVO em prefixada e PASSIVO em pós-fixada.
Agora que temos o contrato firmado, vamos simular exatamente alguns cenários e saber o
que irá ocorrer no contrato de swap!

Taxa de Juros Ponta Ativa do Ponta Passiva do


Resultado do SWAP
no vencimento Swap Pós-fixada Swap Prefixada
RToro Education
8,00% + R$ 1.080.000 - R$ 1.100.000 - R$ 20.000
PAGA
10,00% + R$ 1.100.000 - R$ 1.100.000 R$ 0,00 Não há fluxo
RToro Education
12,00% + R$ 1.120.000 - R$ 1.100.000 + R$ 20.000
RECEBE

Apostila 2025 580


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.3.3 Modalidade: Opções


A
Apposti
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2025 58
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Investimento o
Opções
Conceito
É um contrato em que o comprador (titular) tem o direito de negociar uma determinada
quantidade de um ativo-objeto por um preço estabelecido (preço de exercício ou strike)
até (ou numa) data-futura. Por este motivo que este derivativo se chama Opção, pois o
titular não tem a obrigação de comprar ou vender o ativo, mas sim, a OPÇÃO de querer ou
não querer exercer o contrato. Um caso claro seria o seguro do carro. Nele, o segurado
paga um prêmio ao emissor e assim, passa a ter o direito de exercer seu seguro quando
lhe convir. Importante ressaltar que o segurado nunca é obrigado a exercer sua apólice,
mas quando o fizer, o emissor será obrigado a honrar as devidas cláusulas.
‫ ٱ‬TERMINOLOGIAS:
ཙ Comprador (Titular): O titular da opção paga um valor, chamado de prêmio, ao
vendedor (lançador) e assim, possui direito de exercer o seu contrato (opção).
ཙ Vendedor (Lançador ou Emissor): O emissor recebe o prêmio e tem a obrigação
de honrar os termos pré-estabelecidos, caso lhe seja solicitado.
ཙ Strike (Preço de exercício): É o preço que o titular paga (ou recebe) pelo bem em
caso de exercício da opção, vide por exemplo, a tabela FIPE no seguro do carro.
ཙ Prêmio: É o valor pago pelo titular (e recebido pelo lançador) para adquirir o
direito de comprar ou vender o ativo pelo preço de exercício em data futura.

Apostila 2025 582


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Opções
Tipos de Opções
As opções podem ser de dois tipos:
ཙ Call (opção de compra): proporciona a seu titular (o comprador) o direito de
comprar um ativo por certo preço até uma determinada data.
ཙ Put (opção de venda): dá a seu titular o direito de vender um ativo por
determinado preço até uma certa data
Em relação a seu exercício, as opções podem ser:
ཙ Europeia: Seu exercício é permitido somente na data de vencimento.
ཙ Americana: Seu exercício é permitido em qualquer período entre a sua compra e a
data de vencimento.

Tipo Opção de Compra (CALL) Opção de Venda (PUT)


Comprador
Direito de comprar Direito de vender
(Titular)
Vendedor
Obrigação de vender Obrigação de comprar
(Lançador / Emissor)

Apostila 2025 583


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Valor do Prêmio da Opção
Precificação
O valor (prêmio) de uma opção pode ser dividido em duas partes:
ཙ Valor intrínseco (intrinsic value): é o valor imediato de uma opção em relação ao
preço do ativo-objeto, independente de outros fatores como juros e tempo restante
para o vencimento do contrato. O valor intrínseco está relacionado apenas com a
vantagem imediata que este contrato proporciona ao investidor titular da opção,
portanto ele é igual à diferença positiva quando o titular deseja exercer a opção e o
valor de mercado.
ඵ Para uma CALL = (Preço do Ativo Objeto) MENOS (Preço de Strike da Opção)
ඵ Para uma PUT = (Preço de Strike da Opção) MENOS (Preço do Ativo Objeto)
ཙ Valor temporal (time value): é a diferença entre o prêmio (preço ou cotação) de
uma opção e o seu valor intrínseco, ou seja:
ඵ Valor Temporal (VT) = (prêmio da opção) MENOS (valor intrínseco).
ඵ Ela também é vista como uma função da probabilidade do valor da opção
mudar até o vencimento. No dia do vencimento, o valor temporal deve ser ZERO,
existindo somente o Valor Intrínseco.

Apostila 2025 584


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Valor da posição no vencimento


Exemplo
Uma ação está sendo negociada a R$ 100,00. Analisando as opções abaixo, qual o valor
mínimo que cada uma delas deveria estar sendo negociada, ou seja, qual o valor
intrínseco de cada uma delas?
(1) Opção de Compra (Call) com Strike de R$ 80,00
(2) Opção de Compra (Call) com Strike de R$ 120,00
(3) Opção de Venda (PUT) com Strike de R$ 80,00
(4) Opção de Venda (PUT) com Strike de R$ 120,00
‫ ٱ‬RESPOSTA: Para calcularmos o Valor Intrínseco (VI), basta analisarmos as opções que o
titular deseja exercer e assim, calcular a sua diferença positiva. Desta forma:
(1) CALL (Strike 80): Titular deseja COMPRAR a R$ 80? SIM, VI = 100 – 80 = R$ 20,00
(2) CALL (Strike 120): Titular deseja COMPRAR a R$ 120? NÃO, VI = R$ 0,00
(3) PUT (Strike 80): Titular deseja VENDER a R$ 80? NÃO, VI = R$ 0,00
(4) PUT (Strike 120): Titular deseja VENDER a R$ 120? SIM, VI = 120 – 100 = R$ 20,00

Apostila 2025 585


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Opções
Classificação das Opções
As opções podem ser classificados de três formas:
ཙ Opções in-the-money (ITM): Quando o titular QUER exercer a opção.
o Opção de compra: quando o preço de exercício é MENOR que o preço à vista.
o Opção de venda: quando o preço de exercício é MAIOR que o preço à vista.
o Opção tem valor intrínseco (gera fluxo de caixa positivo se imediatamente
exercida).
ཙ Opções out-the-money (OTM): Quando o titular NÃO QUER exercer a opção.
o Opção de compra: quando o preço de exercício é MAIOR que o preço à vista.
o Opção de venda: quando o preço de exercício é MENOR que o preço à vista.
o Opção não tem valor intrínseco.
ཙ Opções at-the-money (ATM): Quando o exercício é INDIFERENTE para o titular.
o Preço de exercício = preço à vista do ativo-objeto.

Apostila 2025 586


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Opções
Classificação das Opções: Exemplo
As opções com valor de exercício (strike) R$ 80, R$ 100 e R$ 120 das opções CALL e PUT,
para um ativo que está sendo negociado a R$ 100, seriam classificados como:

Quer Exercer Tanto Faz Não quer exercer


C
(ITM) (ATM) (OTM)
A
L R$ 80 R$ 100 R$ 120
L

Valor atual do Ativo R$ 100

P R$ 80 R$ 100 R$ 120
U
T Não quer exercer Tanto Faz Quer Exercer
(OTM) (ATM) (ITM)

Apostila 2025 587


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Operações Básicas
Long Call - Exemplo
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma OPÇÃO DE
COMPRA (CALL) pagando um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.

Resultado do Exercício
Payoff
Opção de Compra (Call) para o titular da Call
Lucro Strike R$ 120,00
PV Strike Prêmio
Lucros e
Prêmio R$ 10,00 Perdas
80 120 -10 -10
Lucro/Perda 90 120 -10 -10
100 120 -10 -10

Ativo no vencimento 110 120 -10 -10

0 (PV) 120 120 -10 -10


70 80 90 100 110 120 130 140 150 160
125 120 -10 -5
-10
Preço de Equilíbrio: 130 120 -10 0
strike + Prêmio = 140 120 -10 +10
120 + 10 = 130
150 120 -10 +20
160 120 -10 +30
Out of the Money In the Money
(OTM) (ITM)

Apostila 2025 588


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Operações Básicas
Short Call - Exemplo
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que VENDE uma OPÇÃO DE
COMPRA (CALL) recebendo um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.

Resultado do Exercício
Opção de Compra (Call) para o lançador da Call
Lucro Strike R$ 120,00
PV Strike Prêmio
Lucros e
Prêmio R$ 10,00 Preço de Equilíbrio: Perdas
strike + Prêmio = 80 120 +10 +10
120 + 10 = 130
90 120 +10 +10
100 120 +10 +10
110 120 +10 +10
10 Ativo no vencimento 120 120 +10 +10
0 (PV)
70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 125 120 +10 +5
130 120 +10 0
140 120 +10 -10
Lucro/Perda 150 120 +10 -20
160 120 +10 -30
Out of the Money In the Money
(OTM) (ITM)

Apostila 2025 589


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Operações Básicas
Long PUT - Exemplo
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma OPÇÃO DE
VENDA (PUT) pagando um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.

Resultado do Exercício
Opção de Venda (PUT) para o titular da PUT
Strike R$ 120,00
Lucro Prêmio R$ 10,00 PV Strike Prêmio
Lucros e
Preço de Equilíbrio: Perdas
strike + Prêmio = 80 120 -10 +30
Payoff 120 - 10 = 110
90 120 -10 +20
100 120 -10 +10
Lucro/ 110 120 -10 0
Perda 115 120 -10 -5
Ativo no vencimento
0 (PV) 120 120 -10 -10
70 80 90 100 110 120 130 140 150 160
-10 130 120 -10 -10
140 120 -10 -10
150 120 -10 -10
In the Money Out of the Money
(ITM) (OTM)

Apostila 2025 590


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Operações Básicas
Short PUT - Exemplo
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que VENDE uma OPÇÃO DE
VENDA (PUT) recebendo um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.

Resultado do Exercício
para o lançador da PUT
Preço de Equilíbrio: Opção de Venda (PUT)
Lucro strike + Prêmio = Strike R$ 120,00 PV Strike Prêmio
Lucros e
Perdas
120 - 10 = 110 Prêmio R$ 10,00
80 120 +10 -30
90 120 +10 -20
100 120 +10 -10
110 120 +10 0
10
115 120 +10 +5
0 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160
(PV)
Ativo no 120 120 +10 +10
vencimento 130 120 +10 +10
Lucro/
140 120 +10 +10
Perda
150 120 +10 +10
In the Money Out of the Money
(ITM) (OTM)

Apostila 2025 591


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
CALL – Opção de Compra
Gráfico (Macete)
Boca do Crocodilo: Call

Compra de CALL
Lucro

x Preço
P reço do
do
aativo-objeto
tivo-objeto
Prêmio
Prejuízo

Venda de CALL

Prejuízo ilimitado!

Apostila 2025 592


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PUT – Opção de Venda


Gráfico (Macete)
Peixe: Put
Lucro

Venda de PUT
x Preço do ativo-objeto

Compra de PUT Prêmio


Prejuízo

Apostila 2025 593


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Operações Estruturadas
Financiamento (Lançamento Coberto)
A operação FINANCIAMENTO, também conhecida como Lançamento Coberto ou Compra
Coberta, é uma das operações mais comuns no mercado financeiro. Está operação
consiste em ficar comprar uma ação e vender uma opção de compra (vender uma Call) ao
mesmo tempo.
Esta Operação tem como objetivo aumentar a rentabilidade caso o ativo comprado não
suba muita, recebendo o prêmio da opção vendida, além de proteger uma leve queda. Em
contrapartida, o lucro do investidor fica limitado ao teto do strike CALL vendido.
O termo “coberto” significa que a ação cobre o prejuízo ilimitado que uma venda de uma
CALL possa ter, já que o investidor possui a ação para entregar.

Apostila 2025 594


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Operações Estruturadas
Financiamento (Lançamento Coberto)
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma AÇÃO por
R$ 130,00 e VENDE uma OPÇÃO DE COMPRA, recebendo um prêmio de R$ 10,00.
Resultado para o
Ex: Ativo = 130 Financiamento Coberto
Lucro Strike = 150, PV Opção Ação Operação
Prêmio = 10
Ativo 100 +10 -30 -20
110 +10 -20 -10
Lucro Máx = ganho até strike + prêmio
120 +10 -10 0
30 Estratégia Final 130 +10 0 +10
20
140 +10 +10 +20
10 Ativo no vencimento 150 +10 +20 +30
0 (PV)
70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 160 0 +30 +30
170 -10 +40 +30

Venda Call 180 -20 +50 +30

Preço de Equilíbrio = (Preço de compra do ativo) – (Prêmio)

Apostila 2025 595


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Call Spread (Trava de Alta)
Definição
A CALL SPREAD, muito conhecida por TRAVA DE ALTA, é uma operação recomendada para
investidores que não querem desembolsar todo o valor para adquirir determinado ativo e
também não desejam se expor ao risco de queda desde ativo. Geralmente é usado
quando há expectativa de valorização do ativo-objeto e o investidor gostaria de participar
da alta do ativo, mas sem comprá-lo diretamente. Assim, o investidor tem ganhos e
perdas limitadas.
Para montar essa estrutura, é necessário:
ཙ COMPRAR OPÇÃO DE COMPRA (CALL) de strike menor;
ཙ VENDER OPÇÃO DE COMPRA (CALL) de strike maior, diminuindo assim o custo da
operação.

Apostila 2025 596


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Operações Estruturadas
Call Spread (Trava de alta)
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma CALL com
Strike de R$ 12,00 (prêmio igual a R$ 2,00) e VENDE uma CALL com Strike de R$ 14,00
(prêmio igual R$ 1,00).
Resultado da operação
Lucro Call Spread
COMPRA VENDA Lucros/
5 CALL CALL Perdas

4 10 -2,00 +1,00 -1,00


Lucro Máximo: 12 -2,00 +1,00 -1,00
3
R$ 1,00
2 13 -1,00 +1,00 0,00
14 0,00 +1,00 +1,00
1
15 +1,00 0,00 +1,00
0
10 12 13 14 15 16 16 +2,00 -1,00 +1,00
-1
-2

-3
-4
Prejuízo

Apostila 2025 597


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Put Spread
Definição
O Put Spread, também conhecido como TRAVA DE BAIXA COM OPÇÕES DE VENDA, é
uma estratégia utilizada para se beneficiar de cenários de queda moderada no preço de
um ativo. Essa operação envolve a realização de duas transações simultâneas com opções
de venda (puts), limitando tanto os ganhos quanto as perdas.
Para montar essa estrutura, é necessário:
ཙ COMPRAR PUT de strike maior;
ཙ VENDER PUT de strike menor, diminuindo assim o custo da operação.
Por envolver a compra e a venda de opções, o custo inicial da operação geralmente
resulta em um débito líquido, pois o prêmio pago pela PUT adquirida tende a ser maior do
que o prêmio recebido pela PUT vendida.

Apostila 2025 598


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Operações Estruturadas
Put Spread (Trava de baixa)
Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que VENDE uma PUT com Strike
de R$ 12,00 (prêmio igual a R$ 1,00) e COMPRA uma PUT com Strike de R$ 14,00 (prêmio
igual R$ 2,00).
Resultado da operação
Lucro Call Spread
VENDA COMPRA Lucros/
5 PUT PUT Perdas

4 10 +2,00 -1,00 +1,00


Lucro Máximo: 12 +2,00 -1,00 +1,00
3
R$ 1,00
2 13 +1,00 -1,00 0,00
14 +1,00 -2,00 -1,00
1
15 -1,00 0,00 -1,00
0
10 12 13 14 15 16 16 -2,00 +1,00 -1,00
-1
-2

-3
-4
Prejuízo

Apostila 2025 599


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Operações Estruturadas
Box de 4 Pontas
A operação Box de 4 pontas tem como objetivo ganhar uma taxa de juros previamente
estabelecida. Desta forma, ela É CONSIDERADA UMA OPERAÇÃO DE RENDA FIXA
prefixada, ou seja, possui tributação da tabela regressiva da Renda Fixa.
A realização da operação ocorre da seguinte forma:
ཙ Compra Call de exercício menor (X1) e vende Call de exercício maior (X2), ambas de
mesmo vencimento.
ཙ Compra Put de exercício maior (X2) e vende Put de exercício menor (X1).
‫ ٱ‬Resultado: O investidor exerce ou será exercido de modo que comprará ativo a X1 e
exerce ou será exercido de modo que venderá ativo a X2.. O seu resultado financeira será a
diferença dos strikes, descontado do valor investido.

Apostila 2025 600


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Operações Estruturadas
Box de 4 Pontas: Exemplo
Luís irá montar a estrutura “Box de 4 pontas” da seguinte forma:
ཙ CALL (Strike = 100) com prêmio no valor de R$ 12,50 ՜Esta será comprada
ཙ CALL (Strike = 120) com prêmio no valor de R$ 1,00 ՜Esta será vendida
ཙ PUT (Strike = 120) com prêmio no valor de R$ 8,00 ՜Esta será comprada
ཙ PUT (Strike = 100) com prêmio no valor de R$ 0,50 ՜Esta será vendida
Assim, Luís investirá por estrutura: - R$ 12,50 – R$ 8,00 + R$ 1,00 + R$ 0,50 = - R$ 19,00.
Analisando os cenários abaixo, você perceberá que, não importa o valor que estiver a
ação, o investidor receberá sempre R$ 20,00, gerando assim um lucro de R$ 1,00 para
cada R$ 19,00 investidos. Ou seja, um retorno de 5,26%.

Ativo no Compra Venda Venda Compra Resultado Final


vencimento Call 100 Call 120 Put 100 Put 120 (excl. prêmios)
80 0 0 -20 +40 + R$ 20,00
110 +10 0 0 +10 + R$ 20,00
120 +20 0 0 0 + R$ 20,00
150 +50 -30 0 0 + R$ 20,00

Apostila 2025 601


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Opções com barreiras (exóticas)
Definição
As opções com barreira são derivativos financeiros que têm gatilhos específicos, ou seja,
limites de preço que, quando atingidos, podem ativar ou desativar a opção. Essas
barreiras podem ser do tipo americanas ou do tipo europeias. Para facilitar, vamos
entender melhor cada tipo:
ཙ BARREIRA SIMPLES: ela pode ser de dois tipos, Cap (para opções de compra) e
Floor (para opções de venda). Desta forma:
ඵ Cap: define um preço máximo para o ativo-objeto. Se o preço atingir esse
limite, os ganhos da operação ficam limitados.
ඵ Floor: define um preço mínimo para o ativo-objeto. Se o preço atingir esse
limite, os ganhos da operação ficam limitados.
ཙ BARREIRA KNOCK-IN: também chamada de barreira de entrada, essa opção só se
torna válida se o preço do ativo-objeto atingir um valor específico. É como uma
condição para a opção passar a existir.
ཙ BARREIRA KNOCK-OUT: conhecida como barreira de saída, essa opção deixa de
existir se o preço do ativo-objeto atingir um valor específico. É uma condição que faz
com que a opção perca a validade.

Apostila 2025 602


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Opções com barreiras (exóticas)


Exemplo: Barreira Simples
Como foi citado, há dois tipos de Barreira simples: Cap (para opções de compra) e Floor
(para opções de venda). Desta forma:
ཙ CAP (para Opções de Compra): Imagine que você tem uma opção de compra com
um cap de R$ 50,00, ou seja, mesmo se o preço do ativo-subjacente subir acima de
R$ 50,00, o seu ganho será limitado a esse valor. Se o ativo subir para R$ 55,00, por
exemplo, você só poderá vender por R$ 50,00.
ཙ FLOOR (para Opções de Venda): Agora, se você tem uma opção de venda com um
floor de R$ 20,00, significa que, mesmo se o preço do ativo subjacente cair abaixo de
R$ 20,00, o seu ganho será limitado a esse valor. Se o ativo cair para R$ 15,00, por
exemplo, você só poderá vender por R$ 20,00.

Apostila 2025 603


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Opções com barreiras (exóticas)
Exemplo: Barreiras Knock-in e Knock-out
Como exemplos para as barreiras de entrada e saída, os exemplos:
ཙ Barreira Knock-in (Barreira de entrada): Imagine que você compra uma opção de
compra (call) que só se torna válida se o preço do ativo subjacente atingir R$ 40,00,
ou seja, você adquiriu um call knock-in (gatilho). Se o preço nunca atingir R$ 40,00, a
opção não terá valor, mas se atingir, você poderá exercer a opção de compra. Desta
forma, se o preço de exercício (strike) desta call for de R$ 35,00 e o ativo-objeto
atingir R$ 40,00, você poderá comprar a R$ 35,00.
ཙ Barreira Knock-out (Barreira de saída): Imagine que você compra uma opção de
compra (call) que se torna inválida se o preço do ativo subjacente atingir R$ 60,00,
ou seja, você adquiriu um call knock-out (barreira). Se o preço atingir R$ 60,00, a
opção deixa de existir e você não pode mais exercer seu direito de compra. Desta
forma, se o preço de exercício (strike) desta call for de R$ 50,00 e o ativo-objeto
atingir R$ 60,00, você não poderá mais comprar a R$ 50,00, pois a opção foi
cancelada, se tornou inválida.

Apostila 2025 604


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Opções em Renda Fixa


Cap (Teto), Floor (Piso) & Collar
Este tipo de operação consiste em fixar a taxa máxima de juro do financiamento ou
garantir um valor mínimo para a taxa de juro da aplicação financeira. Desta forma, as
operações são:
ཙ Cap (Teto): pode ser visto como um tipo especial de opção de compra (CALL), em
que o titular adquire o direito, mas não a obrigação, de receber a acumulação das
taxas de juros flutuantes diárias, pagando com uma taxa de juros fixa (preço de
exercício).
ཙ Floor (Piso): é análogo a uma opção de venda, em que o titular tem o direito, mas
não a obrigação de receber uma taxa de juros prefixada, pagando com a acumulação
das taxa de juros flutuantes diárias.
ཙ Collar: Consiste na combinação de um Cap e um Floor, onde obtém-se tanto um
limite inferior (determinado pelo preço de exercício do Floor) quanto um limite
superior (determinado pelo preço de exercício do Cap) para a taxa de juro.

Apostila 2025 605


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Opções em Renda Fixa
Renda Fixa com Call/Put
Os títulos de renda fixa também podem ter contratos de proteção embutidas, conforme
visto no capítulo de derivativos. Uma das principais forma é atrelar este contrato com
cláusulas de opções embutida de CALL (opção de compra do título) ou de PUT (opção de
venda do título), ou seja, nestes contratos de dívida o credor que possui o contrato poder
vender de volta por um preço pré-estabelecido ou o emissor recomprar sua dívida
(antecipar o pagamento), por um valor já pré-estabelecido,
A CLÁUSULA DE CALL EMBUTIDA beneficia o EMISSOR (Companhia), pois caso as taxas de
juros diminuam, ele poderá recomprar a dívida e emitir novamente com taxas mais
baratas. Desta forma, quem está pagando o seguro é o próprio emissor da dívida e este
prêmio é pago da seguinte forma: se o título fosse ser emitido a uma taxa de 10% ao ano,
ele acrescentará mais taxa (o título com CALL EMBUTIDA estará remunerando 12%a.a.).
Já a CLÁUSULA DE PUT EMBUTIDA beneficia O INVESTIDOR, pois caso as taxas de juros
subam, ele poderá vender o título de volta para o emissor e com isso, aplicar em taxas
mais altas. Portanto, quem paga o prêmio é o investidor, recebendo uma taxa menor do
que se não houvesse esta cláusula.

Apostila 2025 606


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Opções em Renda Fixa


Gráfico: Renda Fixa com Call
Os títulos com Call Embutida não possuem valorização “infinita”, quando as taxas de juros
do mercado (ou título) diminuem, conforme gráfico abaixo.

Preço do
título
Valor da opção
de compra

Título sem opção


Título com
opção embutida

Yield
Y*

Apostila 2025 607


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Opções em Renda Fixa
Gráfico: Renda Fixa com PUT
Da mesma forma, títulos de renda fixa com cláusula de PUT Embutida não possuem
desvalorização “infinita”, quando as taxas de juros do mercado (ou título) sobem,
conforme gráfico abaixo.

Preço do
título

Título com
opção de venda
embutida

Valor da opção
de compra
Título sem opção

Yield
Y*

Apostila 2025 608


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Modelo Binomial
Conceito
O modelo binomial de precificação de opções foi desenvolvido por Cox, Ross e Rubinstein
em 1979. O modelo envolve a construção de uma árvore binomial, que é um diagrama
que representa diferentes caminhos de preços que pode ser seguido pelo ativo-objeto
durante a vida da opção, procurando identificar as possíveis trajetórias do preço do ativo.
A fórmula que eles criaram, levam em consideração algumas premissas, que são:
ཙ As visões dos diversos investidores quanto às probabilidades que acreditam com
relação ao movimento da ação não influenciarão o valor da opção;
ཙ O valor da opção não depende das atitudes dos investidores em relação ao risco;
ཙ A única variável aleatória da qual o preço da opção de compra depende é o preço
da própria ação (ou do ativo subjacente à opção), definido pela letra S.

ཙ C =Preço da opção;
ཙ C(u) = Preço da Opção na alta (up);
Fórmula: ཙ C(d) = Preço da Opção na baixa (down);
ཙ p = probabilidade;
ཙ r = taxa de juros

Apostila 2025 609


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Modelo Binomial
Árvore Binomial
O exemplo abaixo demonstra a ideia da Árvore Binomial, no qual temos o cenário de uma
ação que está valendo no mercado hoje R$ 50,00 e que em 1 ano poderá valer R$ 60,00
ou R$ 40,00, com uma certa probabilidade em cada um desses cenários. Não entraremos
no detalhe do cálculo, mas apenas da ideia deste modelo.

Preço: Ativo-Objeto Preço: Ativo-Objeto

p uS R$ 60,00
S R$ 50,00
1-p dS R$ 40,00
t t+1 Hoje 1 ano depois
EXEMPLO
Preço: Opção de Compra Preço: Opção de Compra
R$ 10,00
p Cu = Max [0, uS - X]
C
1-p Cd = Max [0, dS - X]
?
R$ 0,00
t t+1 Hoje 1 ano depois

Apostila 2025 610


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Modelo Black-Scholes
Conceito
O modelo Black & Scholes desenvolvido em 1973 por Fischer Black e Myron Scholes é o
mais utilizado pelo mercado financeiro para precificar do tipo EUROPEIA. Este conceito
utiliza algumas premissas para seus cálculos, tais como:
ཙ Não há custos de transação ou impostos;
ཙ Não há oportunidade de arbitragem sem risco;
ཙ A opção só poderá ser exercida na data do vencimento;
ཙ As ações não possuem dividendos durante a vida do derivativo;
ཙ Volatilidade (medida pelo desvio padrão) é constante;
ཙ A TLR é constantes e idêntica a qualquer prazo;
ཙ O preço do ativo-objeto subjacente é um processo estocástico (padrão
indeterminado com origem em eventos aleatórios);
ཙ É possível emprestar e tomar emprestado a uma taxa de juros livre de
risco constante e conhecida (no caso do Brasil, a taxa Selic);
ཙ O preço segue um movimento Browniano geométrico com tendência (drift) e
volatilidade constantes, além do retorno médio esperado.

Apostila 2025 611


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Modelo Black-Scholes
Fatores que determinam o preço: Call
Fatores que influenciam o prêmio de uma CALL: Preço à vista do ativo-objeto, preço de
exercício, taxa de juros, tempo até o vencimento e volatilidade do ativo-objeto.

EFEITO NA CALL
FATORES DETERMINANTES
RELAÇÃO
Quanto maior,
PV: (preço à vista – spot) DIRETA
MAIOR o prêmio
Quanto maior,
PE: (preço do exercício – strike ) INVERSA
MENOR o prêmio
Quanto maior,
J: (taxa de juros da economia) DIRETA
MAIOR o prêmio
Quanto maior,
T: (tempo até o vencimento) DIRETA
MAIOR o prêmio
Quanto maior,
V: (volatilidade esperada) DIRETA
MAIOR o prêmio

Apostila 2025 612


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Modelo Black-Scholes
Fatores que determinam o preço: PUT
Fatores que influenciam o prêmio de uma PUT: Preço à vista do ativo-objeto, preço de
exercício, taxa de juros, tempo até o vencimento e volatilidade do ativo-objeto.

EFEITO NA CALL
FATORES DETERMINANTES
RELAÇÃO
Quanto maior,
PV: (preço a vista) INVERSA
MENOR o prêmio
Quanto maior,
PE: (preço do exercício ) DIRETA
MAIOR o prêmio
Quanto maior,
J: (taxa de juros) DIRETA
MAIOR o prêmio
Quanto maior,
T: (tempo até o vencimento) DIRETA
MAIOR o prêmio
Quanto maior,
V: (volatilidade esperada) DIRETA
MAIOR o prêmio

Apostila 2025 613


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.4 Tributação de Produtos
de Investimentos
Apostila 2025 614
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.4.1 Tributação de Rendimentos Recebidos no


Brasil por Residentes no Brasil
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Apostila 025
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2025 5 61
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Investimento o
Tributação: Renda Fixa
Introdução
A Receita Federal considera para tributação do Imposto de Renda como renda fixa, os
ativos que tenham como característica remunerações definidas (prefixado, pós-fixado ou
híbrido) e com a relação de credor & devedor. Desta forma, os principais ativos são:
ཙ TÍTULOS PÚBLICOS:
o LTN (Tesouro Prefixado);
o LFT (Tesouro Selic);
o NTN-B Principal (Tesouro IPCA);
o NTN-B (Tesouro IPCA com Juros Semestrais);
o NTN-F (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais).
ཙ TÍTULOS PRIVADOS:
o Caderneta de Poupança;
o CDB, Letra de Câmbio (LC), Notas Promissórias (CP), Debêntures, Cédula de
Crédito Bancário (CCB), Letras Financeiras (LF), ....;
o Títulos do Agronegócio (LCA, CRA, CDCA, CPR);
o Títulos Imobiliários (LCI, CRI, CCI);
o Aluguel de ações (DOADOR);
o Demais títulos ou operações: COE; SWAP; Box de 4 pontas (opções)

Apostila 2025 616


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Fixa


Alíquotas e Isenções
A tributação do IMPOSTO DE RENDA na renda fixa, ocorre da seguinte forma:
ཙ IR = BASE TRIBUTÁRIA (lucro menos IOF) × ALÍQUOTA (tabela regressiva)
‫ ٱ‬INFORMAÇÕES RELEVANTES:
ཙ Responsável pelo recolhimento: Instituição financeira que paga o rendimento ou
que está custodiando o título (Exemplo: aplicações pelo Tesouro Direto);
ཙ Compensação de perdas: NÃO HÁ!
ཙ IR: O recolhimento do IR sempre será na fonte ;
ཙ IOF: regressivo e incide antes do IR;
ཙ Isenção: somente poderá ocorrer para pessoas físicas.

TABELA REGRESSIVA ISENÇÃO de imposto (IR e IOF) para PESSOAS FÍSICAS


Até 180 dias 22,50% ཙ Poupança;
De 181 a 360 dias 20,00% ཙ Imobiliários: LCI (*), CRI, LH e CCI;
ཙ Agronegócio: LCA, CRA, CDA, WA, CDCA, CPR;
De 361 a 720 dias 17,50% ཙ Debêntures Incentivadas.
Mais de 720 dias 15,00% OBS: LCI não possui isenção de IOF pelo governo.

Apostila 2025 617


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Fixa
Fato Gerador
O conceito de fato gerador é “ocorrência, em si, que traz à tona a exigência do respectivo
ônus para o contribuinte”, podendo ocorrer nos ativos de renda fixa nos seguintes casos:
ཙ Recebimento do rendimento no vencimento do título
ཙ Recebimento de juros, como por exemplo, cupom dos títulos públicos.
ཙ Resgate, venda, repactuação, cessão com rendimento, por exemplo, resgate CDB e
venda de uma NTN-F.
ཙ Conversão de debêntures em ações;
ཙ Vencimento de operações conjugadas com rendimento prefixado, por exemplo,
operações de Box de quatro pontas com opções.
Importante ressaltar que não há fato gerador quando se transfere a custódia de uma
instituição financeira para outra, desde que seja para o mesmo CPF ou CNPJ. Por exemplo,
a transferência de ações através de uma STVM (Solicitação de Transferência de Valores
Mobiliários) entre instituições financeiras, não gera imposto de renda.

Apostila 2025 618


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Aluguel de Ações (BTC)


Doador e Tomador
O aluguel de ações é um contrato no qual existem duas partes:
ཙ DOADOR: Investidor proprietário das ações que as empresta em troca de uma
remuneração fixa, com prazo e garantias definidas. Desta forma, seus rendimentos
serão tributados como renda fixa (tabela regressiva). Importante ressaltar que os
dividendos e a JCP ainda são de recebimento do Doador e a bonificação de ações, os
valores são corrigidos e repassados apenas na data de liquidação.
ཙ TOMADOR: É aquele que não possui as ações e as toma emprestadas para vender,
para posteriormente recomprar (um dos motivos é tentar lucrar com a queda dos
preços). Assim, sua tributação será como renda variável, podendo incorporar ao
custo da operação, as despesas com o aluguel. Se houver dividendos ou JCP pagos
durante o período em que o tomador possui as ações, este valor deverá ser
descontado do tomador, após o pagamento do Imposto de Renda.

Apostila 2025 619


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Aluguel de Ações (BTC)
Exemplo
Um investidor A possui 10.000 ações da RToro Education e as aluga (doa) para um terceiro
(investidor B) pelo preço de R$ 100.000,00 a taxa de 1% para 30 dias. Ao final do período,
o proprietário das ações (investidor A) as recebe de volta MAIS R$ 1.000,00 pelos juros do
empréstimo pagos pelo investidor B. Portanto, o investidor A precisa recolher o IR dos R$
1.000,00 recebidos e o investidor B poderá incrementar em sua operação os custos dos
juros pagos.
ཙ Investidor A: R$ 1.000,00 x 22,5% = R$ 225,00 recolhidos de imposto
ཙ Investidor B: irá incrementar no custo da sua operação.

Apostila 2025 620


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

IOF: Imposto sobre Operações Financeiras


Conceito
O IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS (IOF) incide sobre operações de crédito
(cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos), câmbio, seguros,
compra e venda de títulos e valores mobiliários. As alíquotas do IOF variam conforme a
operação realizada. O lançamento é diário, mas o recolhimento do IOF é mensal ou, no
caso dos investimentos em valores mobiliários, no momento do resgate, cessão ou
repactuação, limitado ao rendimento da operação, em função do prazo, conforme tabela.
Em relação aos investimentos, o IOF ocorrerá principalmente sobre as aplicações
classificadas pela receita federal como renda fixa. Importante ressaltar que o seu
desconto ocorrerá sobre o lucro e antes da aplicação do Imposto de Renda, sendo ele
zerado a partir do 30º dia de aplicação.
No fundos de investimentos com carência, o IOF cobrado em um resgate ocorrido
durante este período será de 0,5% ao dia fixa, limitada ao rendimento, vigente durante
todo o período de carência.

Apostila 2025 621


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
IOF/TVM (Título de Valores Mobiliários):
Introdução
‫ ٱ‬Regra do 4-3-3.

Dias Alíquota Dias Alíquota Dias Alíquota


1 96% 11 63% 21 30%
2 93% 12 60% 22 26%
3 90% 13 56% 23 23%
4 86% 14 53% 24 20%
5 83% 15 50% 25 16%
6 80% 16 46% 26 13%
Último dia
7 76% 17 43% 27 10%
de Cobrança
8 73% 18 40% 28 6%
9 70% 19 36% 29 3%
10 66% 20 33% 30 0%

Apostila 2025 622


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

IOF/TVM (Título de Valores Mobiliários):


Alíquota Zero ou Isenta
São isentas (ou com alíquota zero) do IOF as operações com títulos ou valores mobiliários:
ཙ Caderneta de Poupança.
ཙ Cédula de Produto Rural realizadas nos mercados de bolsas e de balcão.
ཙ Letra de Crédito do Agronegócio e Certificado de Recebíveis do Agronegócio.
ཙ Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio e Warrant Agropecuário (WA).
ཙ Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI).
ཙ Debêntures.
ཙ Mercado de renda variável, inclusive as realizadas em bolsas de valores, de
mercadorias, de futuros e entidades assemelhadas.
ཙ Negociação de cotas de Fundos de Índice de Renda Fixa em bolsas de valores ou
mercado de balcão organizado (Exemplo: ETF de Renda Fixa).
ཙ Resgate de cotas dos fundos de investimentos em ações e clubes de investimento.
ཙ Operações compromissadas, exceto as operações compromissadas de emissores
do mesmo grupo econômico e inferiores a 30 dias.
‫ ٱ‬OBS: LCI respeita a regra geral do IOF, porém como seu prazo mínimo de aplicação é
superior a 29 dias, sua alíquota acaba sendo zero. No entanto, quando negociada no
mercado secundário, poderá ocorrer a cobrança de IOF.

Apostila 2025 623


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
IOF/TVM (Título de Valores Mobiliários):
Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Um investidor aplicou R$ 100.000,00 em um CDB e após 18 dias, ele
resgatou R$ 101.000,00. Desta forma, qual o valor líquido resgatado?
Para chegarmos no valor exato, primeiramente devemos descontar o IOF da operação,
que será calculado sobre o lucro da operação (R$ 1.000,00) e a alíquota correspondente a
18 dias. Após o seu desconto, devemos calcular o valor do imposto de renda e descontar
do restante do lucro. Os dois impostos são descontados na fonte sob a responsabilidade
da instituição financeira.
‫ ٱ‬CÁLCULO:
ཙ IOF = R$ 1.000,00 x 40% (18 dias) = R$ 400,00
ཙ IR = (R$ 1.000,00 – R$ 400,00) × 22,50%
ཙ IR: R$ 600,00 × 22,50% = R$ 135,00
ཙ Valor líquido = R$ 101.000,00 – R$ 400,00 – R$ 135,00
ཙ Valor líquido = R$ 100.465,00
‫ ٱ‬OBS: Para não inverter as ordens de IOF e IR, lembre-se do alfabeto, primeiro vem a
letra F para depois vir o R, ou seja, primeiro o ioF e depois o iR.

Apostila 2025 624


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Variável


Introdução
A Receita Federal considera para tributação do Imposto de Renda como renda variável os
ganhos líquidos auferidos por qualquer beneficiário (inclusive pessoas jurídicas isentas),
em operações realizadas nas Bolsas de Valores, de Mercadorias, de Futuros e
assemelhados, existentes no Brasil. Os principais ativos que veremos são:
¾ Alienação de Ações;
¾ Alienação de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) em bolsa;
¾ Derivativos:
o Mercado a Termo;
o Mercado Futuro;
o Mercado de Opções.
Relembrando que o derivativo Swap e a operação com opções na estratégia “box de 4
pontas” são tributados como renda fixa.

Apostila 2025 625


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Variável
Alíquota
MERCADO A VISTA DAY TRADE
IR total IRRF IR total IRRF
Alíquotas Renda Variável (1) 15% 0,005% 20% 1%
Responsável pelo Recolhimento (2) Investidor Inst. Financeira Investidor Inst. Financeira
Valor mínimo pagamento IR:
IR total – DARF R$ 10,00 R$ 1,01 R$10,00 Não tem
IRRF – retenção na fonte
IR Futuro/Termo/Opção
15% 0,005% 20% 1%
Sobre ajuste/prêmio recebido
IR Ações:
Sobre a Venda Não 0,005% Não Não
Sobre o Lucro 15% Não 20% 1%
Isenção: (ação) e (ouro):
Sim sim não não
R$ 20.000,00/mês para cada (3)
Compensação de Perdas Permitida Permitida
(1) IRRF (“dedo duro”) é deduzido no pagamento do IR total a ser recolhido pelo investidor via DARF mensal
(2) Investidor: até o último dia útil do mês subsequente para pagar IR (DARF)
Instituição Financeira: 3º dia útil subsequente ao decêndio do fato gerador para repassar IRRF
(3) Somente para Pessoa Física: Considera valor bruto de venda, sem descontar despesas.

Apostila 2025 626


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Variável


Mercado a vista (não Day Trade)
Mercado a vista, também chamadas de “não Day-trade”, ocorrem quando o investidor
compra e vende as suas ações em dias diferentes. Por exemplo, Rafael comprou 500
ações da XYZ a R$ 5,00. Após um mês, ele vendeu toda sua posição por R$ 11,00 por ação,
lucrando R$ 6,00 por cada. Desta forma, o lucro será tributado como NÃO DAY-TRADE.
‰ IR (Imposto de Renda):
¾ Base Tributária: VENDA menos AQUISIÇÃO menos CUSTOS (Ex: corretagem);
¾ Alíquota: TOTAL de 15% sobre o ganho de capital;
¾ Responsável pelo recolhimento: o próprio é o investidor através da DARF, que será
o ganho de capital MENOS o IRRF já recolhido pela instituição financeira;
¾ Valor mínimo da DARF: R$ 10,00.
¾ Pessoas físicas possuem isenções do IR caso suas VENDAS no mês, somando-se
todas as operações, não ultrapasse R$ 20 mil.
‰ IRRF (IR Retido na Fonte):
¾ Base Tributária: o valor total das VENDAS!
¾ Alíquota: 0,005% sobre o valor da alienação, com valor mínimo de R$ 1,01.
¾ Responsável pelo recolhimento: instituição financeira.

Apostila 2025 627


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Variável
Day Trades
Day-trade ocorre quando o investidor compra e vende as suas ações no mesmo dia. Por
exemplo, Rafael comprou 1.000 ações da Petrobrás a R$ 10,00. Antes de acabar o dia, ele
vendeu todas as ações por R$ 11,00, gerando um lucro de R$ 1,00. Este lucro será
tributado como DAY-TRADE, pois Rafael encerrou a operação no mesmo dia em que
iniciou ela.
‰ IR (Imposto de Renda):
¾ Base Tributária: VENDA menos AQUISIÇÃO menos CUSTOS (Ex: corretagem);
¾ Alíquota: TOTAL de 20% sobre o ganho de capital;
¾ Responsável pelo recolhimento: o próprio é o investidor através da DARF, que será
o ganho de capital MENOS o IRRF já recolhido pela instituição financeira;
¾ Valor mínimo da DARF: R$ 10,00;
¾ Não HÁ isenções em Day Trades.
‰ IRRF (IR Retido na Fonte):
¾ Base Tributária: Lucro Líquido!
¾ Alíquota: 1% sobre o ganho de capital;
¾ Responsável pelo recolhimento: instituição financeira;
¾ Valor mínimo da DARF: não tem.
Apostila 2025 628
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Variável


Compensação de Perdas
É possível fazer a compensação de prejuízos passados, com os lucros futuros para se pagar
menos Imposto de Renda. O investidor deverá manter os registros das operações,
lançando ano após ano, na sua Declaração de Ajuste Anual, até a sua devida utilização
para compensação. Além disso, somente é permitido a compensação de prejuízos entre
operações com mesma alíquota, ou seja, day trade com day trade e não day trade com
não day trade.
‰ EM RESUMO:
¾ Perdas incorridas: pode compensar perdas no próprio mês ou nos meses
subsequentes. Compensar day trade com day trade e não day trade com não day
trade;
¾ Tempo para compensação: não há prazo. O investidor pode transferir o saldo para
o ano seguinte (ou anos seguintes) até efetivar a compensação do prejuízo, desde
que lançado na Declaração de Ajuste Anual.
¾ NÃO É POSSÍVEL COMPENSAR PREJUÍZOS FUTUROS COM LUCROS PASSADOS, ou
seja, se o investidor lucrou R$ 50.000,00 em janeiro/2020 e teve um prejuízo de
R$ 50.000,00 em fevereiro/2020, deverá pagar o imposto sobre o lucro de janeiro e
manter o “crédito” do prejuízo a compensar para o futuro.

Apostila 2025 629


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Variável
Compensação do IRRF
Da mesma forma, o investidor poderá compensar o IR Retido na Fonte (IRRF), respeitando
as seguintes regras:
¾ IRRF não day trade:
o Deduzido do imposto sobre ganhos apurados no mês;
o Compensado com o imposto incidente sobre ganhos apurados nos meses
subsequentes; ou
o Compensado na declaração de ajuste anual do IR se, após as deduções ou
compensações, houver saldo do imposto retido até 31/12.
¾ IRRF day trade:
o Deduzido do imposto sobre ganhos apurados no mês;
o Compensado com o imposto incidente sobre ganhos apurados nos meses
subsequentes; ou
o Se houver saldo de IRRF a compensar em 31/12, a pessoa física deverá solicitar
sua restituição diretamente à RFB.

Apostila 2025 630


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Variável


Exemplo 1: Mercado a Vista
Rafael compra R$ 30.000,00 em ações da RToro Education S/A na bolsa de valores e as
vende, um mês depois, por R$ 40.000,00. Sabendo que ele pagou R$ 100,00 em cada
operação, qual o IRRF, o Imposto de Renda e a DARF a ser recolhido por Rafael?
‰ RESPOSTA: Rafael fez 2 operações (uma de compra e uma de venda). Assim:
¾ IR da operação (investidor):
o + VENDAS оKDWZ^оh^dK^= LUCRO / REJUÍZO
o +R$ 40.000,00 – R$ 30.000,00 – 2x(R$ 100,00) = L/P
o +R$ 40.000,00 – R$ 30.200,00 = R$ 9.800,00 (Lucro)
o Imposto Total: R$ 9.800 × 15% = R$ 1.470,00
¾ IRRF (instituição financeira): 0,005% sobre a venda
o IRRF = 0,005% × R$ 40.000,00 = R$ 2,00
¾ DARF: IR total descontado do IRRF, a ser pago no mês posterior a venda.
o DARF: R$ 1.470,00 – R$ 2,00 = R$ 1.468,00

Apostila 2025 631


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Variável
Exemplo 2: Day Trade
Rafael compra R$ 30.000,00 em ações da RToro Education S/A na bolsa de valores e as
vende no mesmo dia por R$ 40.000,00. Sabendo que ele pagou R$ 100,00 em cada
operação, qual o IRRF, o Imposto de Renda e a DARF a ser recolhido por Rafael?
‰ RESPOSTA: Rafael fez 2 operações (uma de compra e uma de venda). Assim:
¾ IR da operação (investidor):
o + VENDAS оKDWZ^оh^dK^= LUCRO / REJUÍZO
o +R$ 40.000,00 – R$ 30.000,00 – 2x(R$ 100,00) = L/P
o +R$ 40.000,00 – R$ 30.200,00 = R$ 9.800,00 (Lucro)
o Imposto Total: R$ 9.800,00 × 20% = R$ 1.960,00
¾ IRRF (instituição financeira): 1% sobre o lucro
o IRRF = 1% × R$ 9.800,00 = R$ 98,00
¾ DARF: IR total descontado do IRRF, a ser pago no mês posterior a venda.
o DARF: R$ 1.960,00 – R$ 98,00 = R$ 1.862,00

Apostila 2025 632


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Variável


Exemplo 3: Mercado a Vista
Rafael compra R$ 50.000,00 em ações da RToro Education S/A na bolsa de valores e as
vende, um mês depois, por R$ 40.000,00. Sabendo que ele pagou R$ 100,00 em cada
operação, qual o IRRF, o Imposto de Renda e a DARF a ser recolhido por Rafael?
‰ RESPOSTA: Rafael fez 2 operações (uma de compra e uma de venda). Assim:
¾ IR da operação (investidor):
o + VENDAS оKDWZ^оh^dK^= LUCRO / REJUÍZO
o +R$ 40.000,00 – R$ 50.000,00 – 2x(R$ 100,00) = L/P
o +R$ 40.000,00 – R$ 50.200,00 = - R$ 10.200,00 (Prejuízo)
o Imposto Total: R$ 0,00 × 15% = R$ 0,00
¾ IRRF (instituição financeira): 0,005% sobre a venda
o IRRF = 0,005% × R$ 40.000,00 = R$ 2,00
¾ DARF: IR total descontado do IRRF, a ser pago no mês posterior a venda.
o DARF: 0,00

Apostila 2025 633


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Variável
Exemplo 4: Day Trade
Rafael compra R$ 50.000,00 em ações da RToro Education S/A na bolsa de valores e as
vende no mesmo dia por R$ 40.000,00. Sabendo que ele pagou R$ 100,00 em cada
operação, qual o IRRF, o Imposto de Renda e a DARF a ser recolhido por Rafael?
‰ RESPOSTA: Rafael fez 2 operações (uma de compra e uma de venda). Assim:
¾ IR da operação (investidor):
o + VENDAS оKDWZ^оh^dK^= LUCRO / REJUÍZO
o +R$ 40.000,00 – R$ 50.000,00 – 2x(R$ 100,00) = L/P
o +R$ 40.000,00 – R$ 50.200,00 = - R$ 10.200,00 (Prejuízo)
o Imposto Total: R$ 0,00 × 20% = R$ 0,00
¾ IRRF (instituição financeira): 1% sobre o lucro
o IRRF = 1% × R$ 0,00 = R$ 0,00
¾ DARF: IR total descontado do IRRF, a ser pago no mês posterior a venda.
o DARF: R$ 0,00

Apostila 2025 634


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Renda Variável


Exemplo 5: Mercado a Vista
Rafael compra R$ 5.000,00 em ações da RToro Education S/A na bolsa de valores e as
vende, um mês depois, por R$ 20.000,00. Sabendo que ele pagou R$ 100,00 em cada
operação, (1) qual o IRRF, o Imposto de Renda e a DARF a ser recolhido por Rafael? Caso
Rafael tivesse vendido as ações por R$ 20.100,00, (2) quais seriam os novos valores?
‰ RESPOSTA (1): Rafael fez 2 operações (uma de compra e uma de venda). Assim:
¾ IR da operação (investidor): Operação Isenta! Pois vendeu até R$ 20 mil.
¾ IRRF (instituição financeira): 0,005% × R$ 20.000,00 = R$ 1,00 (não recolhe)
‰ RESPOSTA (2):
¾ IR da operação (investidor): + VENDAS о COMPRAS о CUSTOS
o +R$ 20.100,00 – R$ 5.000,00 – 2x(R$ 100,00) = L/P
o +R$ 20.100,00 – R$ 5.200,00 = R$ 14.900,00 (Lucro)
o Imposto Total: R$ 14.900,00 × 15% = R$ 2.235,00
¾ IRRF (instituição financeira): 0,005% sobre a venda
o IRRF = 0,005% × R$ 20.100,00 = R$ 1,01
¾ DARF: IR total descontado do IRRF, a ser pago no mês posterior a venda.
o DARF: R$ 2.235,00 – R$ 1,01 = R$ 2.233,99
Apostila 2025 635
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação: Renda Variável
Exemplo 6: Day Trade
Rafael compra R$ 5.000,00 em ações da RToro Education S/A na bolsa de valores e as
vende no mesmo dia por R$ 20.000,00. Sabendo que ele pagou R$ 100,00 em cada
operação, qual o IRRF, o Imposto de Renda e a DARF a ser recolhido por Rafael?
‰ RESPOSTA: Rafael fez 2 operações (uma de compra e uma de venda). Assim:
¾ IR da operação (investidor): Não há isenção em Day Trade.
o + VENDAS оKDWZ^оh^dK^= LUCRO / REJUÍZO
o +R$ 20.000,00 – R$ 5.000,00 – 2x(R$ 100,00) = L/P
o +R$ 20.000,00 – R$ 5.200,00 = R$ 14.800,00 (Lucro)
o Imposto Total: R$ 14.800,00 × 20% = R$ 2.960,00
¾ IRRF (instituição financeira): 1% sobre o lucro
o IRRF = 1% × R$ 14.800,00 = R$ 148,00
¾ DARF: IR total descontado do IRRF, a ser pago no mês posterior a venda.
o DARF: R$ 2.960,00 – R$ 148,00 = R$ 2.812,00

Apostila 2025 636


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação: Derivativos
Regra
Os derivativos (contratos futuros, termo e opções) possuem como regra básica, ser
tributado como renda variável. A exceção ocorre com o Swap e com opções na operação
de “box de 4 pontas”, que possuem tributação como renda fixa, portanto, sem
possibilidade de compensação de prejuízos.
‰ RESUMO (salve exceções):
¾ Não day trade: imposto de 15% sobre o ganho;
¾ Day Trades: imposto de 20% sobre o ganho;
¾ Possibilidade de compensação de perdas (exceção no caso do Swap)
¾ Não há isenção como ocorre nas ações em vendas abaixo de R$ 20.000,00.
‰ INFORMAÇÕES RELEVANTES:
¾ Contrato Futuro de Dólar: Um (1) contrato equivale a 50.000,00 dólares.
¾ Contrato Futuro do Ibovespa: O contrato vale o mesmo número de pontos do
índice, ou seja, cada ponto equivale a R$ 1,00. Por exemplo, se o Ibovespa está
60.000 pontos, um contrato futuro padrão vale R$ 60.000,00.

Apostila 2025 637


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.4.2 Tributação de Rendimentos Recebidos
no Exterior por Residentes no Brasil
Apostila 2025 638
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Rendimentos auferidos no exterior


Introdução
O inciso XV do artigo 5º da Constituição Federal garante “a livre locomoção no território
nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar,
permanecer ou dele SAIR COM SEUS BENS”, ou seja, trata-se do direito de ir e vir, não só
para pessoas, mas também para seus bens. Mas como uma pessoa física investir no
exterior então? Diante dessa pergunta, as duas formas são:
ཙ Investimentos dentro do Brasil, como por exemplo, BDRs ou fundos de
investimentos regidos pela CVM;
ཙ Investimentos fora do Brasil, podendo ser através da própria pessoa física, como
por exemplo, adquirindo títulos públicos americanos, ações ou imóveis; ou através
de estruturas de investimentos, como por exemplo, offshores (empresas no exterior)
ou trusts.

Apostila 2025 639


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Rendimentos auferidos no exterior
Legislação
Com relação a tributação dos rendimentos auferidos no exterior por Residentes no Brasil,
serão tratados duas principais Leis, que são:
ཙ Lei 14.754/23: Esta lei dispõe sobre a tributação de aplicações em fundos de
investimento no País e da renda auferida por pessoas físicas residentes no País em
aplicações financeiras, entidades controladas e trusts no exterior. Após a sua
aprovação, a RFB publicou a Instrução Normativa 2180/24 para tratar sobre o tema.
ཙ Lei 8.981/95: Dispõe sobre a renda e os proventos de qualquer natureza, inclusive
os rendimentos e ganhos de capital, percebidos por pessoas físicas residentes ou
domiciliadas no Brasil. Desta forma, os ganhos de capital percebidos pela pessoa
física residente no País na alienação, na baixa ou na liquidação de bens e direitos
localizados no exterior que não constituam aplicações financeiras no exterior nos
termos desta Lei 14.754/23, são tratadas na Lei 8.981/95, como por exemplo, os
rendimentos por ganho de capital na alienação de imóveis e nos recebimentos de
aluguéis.
Vale ressaltar que iremos tratar neste capítulo, apenas da tributação dos RESIDENTES no
Brasil e com relação aos rendimentos recebidos no exterior, excluindo portanto, a
tributação dos não residentes e também excluindo a tributação de ativos no Brasil.

Apostila 2025 640


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lei 14.754/23 - Tributação de Rendimentos no exterior


Disposições Gerais
A pessoa física residente no País declarará, de forma separada dos demais rendimentos e
dos ganhos de capital, na Declaração de Ajuste Anual (DAA), os rendimentos do capital
aplicado no exterior, nas modalidades de aplicações financeiras e de lucros e dividendos
de entidades controladas. Esses rendimentos ficarão sujeitos à incidência do Imposto
sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF), no ajuste anual, à alíquota de 15% (quinze por
cento) sobre a parcela anual dos rendimentos, hipótese em que não será aplicada
nenhuma dedução da base de cálculo.
Outro ponto interessante, é que a lei retirou a isenção nas alienações no exterior em até
R$ 35.000,00 que se tinha para a pessoa física.

Apostila 2025 641


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lei 14.754/23 - Tributação de Rendimentos no exterior
Aplicações financeiras no exterior
Os rendimentos auferidos em aplicações financeiras no exterior pelas pessoas físicas
residentes no País serão tributados da formata citada. Para elucidar, a lei define:
ཙ APLICAÇÕES FINANCEIRAS NO EXTERIOR: quaisquer operações financeiras fora do
País, incluídos, de forma exemplificativa, depósitos bancários remunerados,
certificados de depósitos remunerados, ativos virtuais, carteiras digitais ou contas-
correntes com rendimentos, instrumentos financeiros, apólices de seguro cujo
principal e cujos rendimentos sejam resgatáveis pelo segurado ou pelos seus
beneficiários, títulos de renda fixa e de renda variável, derivativos e participações
societárias, com exceção daquelas tratadas como entidades controladas no exterior,
incluindo os direitos de aquisição.
ཙ RENDIMENTOS: remuneração produzida pelas aplicações financeiras no exterior,
incluídos, de forma exemplificativa, variação cambial da moeda estrangeira ou
variação da criptomoeda em relação à moeda nacional, rendimentos em depósitos
em carteiras digitais ou contas-correntes remuneradas, juros, prêmios, comissões,
ágio, deságio, participações nos lucros, dividendos e ganhos em negociações no
mercado secundário, inclusive ganhos na venda de ações das entidades não
controladas em bolsa de valores no exterior.

Apostila 2025 642


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lei 14.754/23 - Tributação de Rendimentos no exterior


Imposto pago no Exterior em Aplicações Financeiras
As pessoas físicas que declararem os rendimentos poderão deduzir do IRPF devido o
imposto sobre a renda pago no país de origem dos rendimentos, quando:
ཙ estiver prevista a compensação em acordo, tratado ou convenção internacionais
firmado com o país de origem dos rendimentos, com a finalidade de evitar a dupla
tributação; ou
ཙ haja reciprocidade de tratamento em relação aos rendimentos produzidos no País.
Os principais pontos a serem observados sobre essa dedução são:
ཙ A dedução não poderá exceder a diferença entre o IRPF calculado com a inclusão do
respectivo rendimento e o IRPF devido sem a sua inclusão;
ཙ O imposto pago no exterior será convertido de moeda estrangeira para moeda
nacional por meio da utilização da cotação de fechamento da moeda estrangeira
divulgada, para compra, pelo Bacen, para o dia do pagamento do imposto no exterior;
ཙ O imposto pago no exterior sobre o rendimento de uma aplicação financeira não
poderá ser utilizado para deduzir o IRPF incidente sobre o rendimento de outra
aplicação financeira, ou sobre o lucro ou dividendo de uma entidade controlada;
ཙ O imposto pago no exterior não deduzido no ano-calendário não poderá ser
deduzido do IRPF devido em anos-calendários posteriores ou anteriores.

Apostila 2025 643


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lei 14.754/23 - Tributação de Rendimentos no exterior
Aplicações Financeiras: Exemplo
Pedro comprou 1.000 ações no exterior a U$ 25,00 cada, no qual fez uma remessa de
R$ 100 mil com a cotação de R$ 4,00 por dólar. Tempos depois, ele decide vender todas as
ações por 50 mil dólares. Sabendo que a cotação vigente na venda das ações, o dólar
estava em R$ 3,00 e que ele não repatriou este valor, qual o IR devido?
‫ ٱ‬RESPOSTA: Dois pontos interessantes: tanto a não repatriação, quanto a origem dos
recursos são irrelevante para o imposto de renda. Já com relação ao cálculo, devemos
resolver toda a operação com base em reais:
ඵ IR = Base Tributária (lucro) × Alíquota
o Base Tributária (lucro) = Venda – Aquisição
o Base Tributária (lucro) = (50 mil dólares x 3,00) – (R$ 100.000,00)
o Base Tributária (lucro) = (R$ 150.000,00) – (R$ 100.000,00)
o Base Tributária (lucro) = R$ 50.000,00
ඵ IR = R$ 50.000,00 x 15%
ඵ IR = R$ 7.500,00

Apostila 2025 644


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Lei 14.754/23 - Tributação de Rendimentos no exterior


Exemplo
ITÁLIA
BRASIL Lucro
+ R$ 200 mil
R$ 200 mil x 15%
R$ 30.000,00 (*)
ARGÉLIA
$$$
Lucro
+ R$ 500 mil

ROMÊNIA
Prejuízo
- R$ 500 mil

(*) Este modelo serve para ativos na pessoa física.


Assim, o investidor será tributado em 15% sobre os R$ 200 mil

Apostila 2025 645


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Lei 14.754/23 - Tributação de Rendimentos no exterior
Compensação de Perdas
A pessoa física residente no País poderá compensar as perdas realizadas em aplicações
financeiras no exterior, quando devidamente comprovadas por documentação hábil e
idônea, com rendimentos auferidos em aplicações financeiras no exterior no mesmo
período de apuração. Caso o valor das perdas, no período de apuração, supere o dos
ganhos, a diferença poderá ser compensada com lucros e dividendos de entidades
controladas no exterior que tenham sido computados na DAA no mesmo período de
apuração.
Caso no final do período de apuração haja acúmulo de perdas não compensadas, estas
poderão ser compensadas com rendimentos em aplicações financeiras no exterior e/ou
lucros e dividendos de entidades controladas no exterior em períodos de apuração
posteriores. Essas perdas poderão ser compensadas uma única vez, pelo seu valor
nominal, sem correção ou atualização monetária ou de qualquer natureza.

Apostila 2025 646


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.5 Anbima: Código de Ofertas Públicas


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Ofertas Públicas
Glossário
Neste capítulo, as principais palavras são:
¾ AGENTE DE NOTAS: pessoa jurídica que, de acordo com a nota promissória de
curto prazo, representa a comunhão dos titulares perante o emitente;
¾ AGENTE FIDUCIÁRIO: pessoa jurídica que, nos termos da regulação e do
estabelecido pelos documentos da emissão, representa a comunhão dos investidores
perante a emissora.
¾ COORDENADORES OU COORDENADORES DA OFERTA: instituições intermediárias
signatárias do contrato de distribuição, na qualidade de coordenadores, nos termos
estabelecidos pela Resolução CVM 160.
¾ ENTIDADE ADMINISTRADORA DE MERCADO: entidade administradora de
mercado organizado, nos termos da regulação da CVM, em que os valores
mobiliários objeto da oferta pública sejam admitidos à negociação, conforme
aplicável.
¾ OFERTAS PÚBLICAS OU OFERTAS: ofertas públicas de distribuição de valores
mobiliários, conforme estabelecido pela Resolução CVM 160.
¾ OPA: oferta pública de aquisição de valores mobiliários nos termos estabelecidos
pela Resolução CVM 85.

Apostila 2025 648


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ofertas Públicas
Glossário
(continuação)...
¾ FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA: documento eletrônico, elaborado pelo emissor,
nos termos da resolução da CVM que dispõe sobre o registro e a prestação de
informações periódicas e eventuais dos emissores de valores mobiliários admitidos à
negociação em mercados regulamentados de valores mobiliários.
¾ LÂMINA DA OFERTA: elaborada em adição e de forma consistente com o
prospecto, servindo para sintetizar o seu conteúdo e apresentar as características
essenciais da oferta, conforme modelo aplicável ao valor mobiliário objeto da oferta.
¾ LÂMINA DE NOTA PROMISSÓRIA: documento utilizado nas ofertas públicas de
notas promissórias com as exigências mínimas previstas.
¾ PROSPECTO: prospecto preliminar e definitivo, ou somente o prospecto definitivo,
na hipótese de oferta que não preveja utilização de prospecto preliminar.
¾ MEMORANDO DE AÇÕES: documento utilizado nas ofertas públicas subsequentes
de ações destinadas exclusivamente aos investidores profissionais com as exigências
mínimas.
¾ SUMÁRIO DE DEBÊNTURES: documento utilizado nas ofertas públicas de
debêntures destinadas exclusivamente a investidores profissionais sem a divulgação
de prospecto.
Apostila 2025 649
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ofertas Públicas
Objetivo e Abrangência
O CÓDIGO ANBIMA DE OFERTAS PÚBLICAS tem por objetivo estabelecer princípios e
regras para a estruturação, coordenação e Distribuição de Ofertas Públicas de valores
mobiliários visando promover, principalmente:
¾ A proteção dos interesses do público investidor;
¾ A eficiência, a transparência e o desenvolvimento do mercado de valores
mobiliários;
¾ A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da
institucionalização de práticas equitativas nos mercados financeiro e de capitais;
¾ A concorrência leal;
¾ A padronização de seus procedimentos; e
¾ A maior qualidade e disponibilidade de informações, especialmente por meio do
envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBIMA.
‰ OBS: Algumas ofertas não são sujeitas a este código, como por exemplo, (I) Cotas de
fundos fechados exclusivos; (II) distribuição de COE e dos títulos de crédito de LF e LIG;
(III) de aquisição de ações; entre tantos outros tipos.

Apostila 2025 650


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ofertas Públicas
Objetivo e Abrangência
Vale destacar que estão sujeitos(as) a este código:
¾ Os Coordenadores;
¾ Os agentes fiduciários;
¾ Os agentes de notas;
¾ As Securitizadoras;
¾ Os Gestores de Recursos e os Administradores Fiduciários quando atuarem na
coordenação de Ofertas Públicas de Distribuição de Fundos Fechados por eles
geridos ou administrados, conforme o caso, nos termos permitidos pela CVM,; e
¾ Todas as Ofertas Públicas de valores mobiliários, exceto aquelas previstas no
código (conforme citado anteriormente).
‰ OBS: As Instituições Participantes devem assegurar que o presente Código seja
também observado por todos os integrantes de seu Conglomerado ou Grupo Econômico
que estejam autorizados, no Brasil, a desempenhar o exercício profissional de
estruturação, coordenação e Distribuição de Ofertas Públicas de valores mobiliários.

Apostila 2025 651


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ofertas Públicas
Princípios Gerais de Conduta
Além dos princípios éticos e de conduta previstos no Código de Ética, as Instituições
Participantes devem, de forma resumida:
¾ Exercer suas atividades com boa-fé, transparência, diligência e lealdade,
cumprindo com suas obrigações e empregando o cuidado que toda pessoa prudente
e diligente costuma dispensar à administração de seus próprios negócios;
¾ Nortear a prestação de suas atividades pelos princípios da liberdade de iniciativa,
da livre concorrência e da livre negociação, evitando a adoção de práticas
caracterizadoras de concorrência desleal e/ou de condições não equitativas.
¾ Cumprir fielmente as exigências estabelecidas pela regulação e deste código.
¾ Buscar desenvolver suas atividades com vistas a incentivar o mercado secundário
de valores mobiliários, respeitadas as características de cada Oferta Pública.
¾ Zelar pela veracidade e precisão das informações divulgadas no âmbito das
Ofertas Públicas, disponibilizando informações claras, precisas, atuais e suficientes
para o entendimento das condições das ofertas, da emissora e/ou dos ofertantes.
¾ Utilizar as informações obtidas em razão de sua participação em ofertas
exclusivamente para os fins para os quais tenham sido contratadas, mantendo a
confidencialidade das informações assim identificadas e a que tiverem acesso em
decorrência da participação na oferta.
Apostila 2025 652
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ofertas Públicas
Regras Gerais para Ofertas Públicas
Resumidamente, no exercício de suas atividades, as Instituições Participantes devem:
¾ Participar apenas de ofertas autorreguladas por este código cujos Coordenadores,
Agentes fiduciários, Agentes de notas e Securitizadoras sejam instituições
participantes.
¾ Estimular a emissora, o cedente, a devedora do lastro de Títulos de Securitização
e/ou os ofertantes, conforme o caso, a contratar instituição para desenvolver a
atividade de formador de mercado, para Ofertas Públicas de renda fixa e/ou
securitização; e
¾ Incentivar as emissoras, cedentes e/ou devedoras do lastro de Títulos de
Securitização, conforme o caso, a adotarem sempre padrões mais elevados de
governança corporativa.

Apostila 2025 653


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ofertas Públicas
Regras Gerais para Ofertas Públicas
APÓS O INÍCIO DO PERÍODO DE OFERTA PÚBLICA A MERCADO, É PERMITIDO AO
OFERTANTE, às Instituições Participantes do consórcio de Distribuição e às pessoas
contratadas que com estes estejam trabalhando ou os assessorando de qualquer forma
DAR AMPLA PUBLICIDADE À OFERTA PÚBLICA, nas condições estabelecidas por este
parágrafo, inclusive por meio da disseminação:
¾ Do Prospecto, da Lâmina da Oferta Pública, do sumário ou memorando, conforme
o caso;
¾ De material de caráter explicativo e educacional que contenha aspectos úteis e
relevantes para:
ƒ o apropriado entendimento das características do Valor Mobiliário objeto da
Oferta Pública; e
ƒ o acompanhamento do desempenho do investimento.
¾ De Material Publicitário;
¾ De apresentações para investidores, incluindo os documentos de suporte a tais
apresentações; e
¾ De entrevistas na mídia.

Apostila 2025 654


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ofertas Públicas
Publicidade
Considera-se que foi dada publicidade a uma oferta quando for promovido, por qualquer
meio ou forma, ato de comunicação que busque despertar interesse na subscrição ou na
aquisição de determinados valores mobiliários ofertados ou a serem ofertados.
‰ OBS: NÃO SE CARACTERIZA COMO MATERIAL PUBLICITÁRIO para o devido código:
¾ Formulários cadastrais, questionários de perfil do investidor ou perfil de
investimento, materiais destinados unicamente à comunicação de alterações de
endereços, telefones, ou outras informações de simples referência para o investidor.
¾ Materiais que se restrinjam às informações obrigatórias, exigidas pela regulação.
¾ Informações que atendam a solicitações específicas de determinado investidor.
¾ Materiais de cunho estritamente jornalístico;.
¾ Anúncios em qualquer mídia pública que não tratem de oferta pública;
¾ Saldos, extratos e demais materiais destinados à simples apresentação de posição
financeira, movimentação e rentabilidade;
¾ Questionários de due diligence e propostas comerciais.

Apostila 2025 655


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ofertas Públicas
Documentos da Oferta
As Instituições Participantes devem tomar todas as cautelas e agir com elevados padrões
de diligência, respondendo pela falta de diligência ou omissão, para assegurar que as
informações prestadas ao público investidor com relação à Oferta Pública são suficientes,
verdadeiras, precisas, consistentes e atuais, permitindo aos investidores uma tomada de
decisão fundamentada a respeito da Oferta Pública.
Vale destacar que é facultado às Instituições Participantes, observada a regulação
aplicável, elaborar o documento de suporte a apresentações para investidores que deverá
conter aviso, de forma destacada, recomendando ao investidor que, antes de tomar a
decisão de investimento, que leia:
¾ O Prospecto;
¾ A Lâmina da Oferta Pública;
¾ O Formulário de Referência, caso aplicável;
¾ Os Sumários de Dívida; Securitização; e/ou c. Fundos.
¾ O Memorando de Ações, conforme aplicável, especialmente a seção relativa aos
fatores de risco.

Apostila 2025 656


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ofertas Públicas
Documentos da Oferta: Prospecto
O PROSPECTO da Oferta Pública deve prever:
¾ Relacionamento: Descrever vínculos societários, financiamentos e transações
comerciais entre coordenadores, instituições participantes e ofertantes.
¾ Destinação de Recursos: Indicar claramente o uso dos recursos e seus impactos,
detalhando as aquisições de ativos ou negócios, quitação de dívidas e pagamentos a
partes relacionadas, sem deixar de informar os objetivos prioritários e as outras
fontes de captação, se houver.
¾ Conflitos de Interesses: Apontar justificativas para a operação e também dispor
sobre potenciais conflitos.
¾ Fatores de Risco: Listar riscos relevantes e específicos, classificados como menor,
médio ou maior, do mais grave ao menos grave.
¾ Taxa de Distribuição: Demonstrar custos detalhados: comissões, tributos,
despesas e demais encargos relacionados à distribuição.
‰ OBS: Cada Instituição Participante é responsável pela prestação de suas informações,
estando individualmente sujeita a penalidades.

Apostila 2025 657


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Ofertas Públicas
Contratação de Terceiros
As Instituições Participantes, no exercício de suas atividades, podem contratar terceiros,
desde que observados: (I) O limite de suas competências; (II) as regras específicas dos
Anexos Complementares a este normativo, caso aplicável; e (III) a regulação em vigor.
Além disso, devem implementar e manter atualizados, em documento escrito, Regras e
Procedimentos para seleção, contratação e supervisão dos terceiros contratados que
sejam consistentes, passíveis de verificação e que contenham, no mínimo:
¾ Procedimentos PRÉVIOS À CONTRATAÇÃO:
ƒ Descrição do processo interno para seleção e contratação de terceiros,
indicando as áreas internas envolvidas; e
ƒ Descrição do processo de diligência adotado nos casos de contratação de
terceiros para atividades que não possuam questionário ANBIMA de due
diligence.
¾ Procedimentos PÓS-CONTRATAÇÃO:
ƒ Descrição das áreas responsáveis pela supervisão dos terceiros contratados;
ƒ Descrição do processo adotado para supervisionar os terceiros contratados; e
ƒ Descrição do processo adotado para tratar as não conformidades e ressalvas
identificadas

Apostila 2025 658


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Ofertas Públicas
Registro de Ofertas na ANBIMA
Sem prejuízo do quanto as demais regras, as Ofertas Públicas devem ser registradas na
ANBIMA no prazo de até 7 (sete) dias corridos contados da data da divulgação do Anúncio
de Encerramento da Distribuição. Este pedido de registro deverá ser encaminhado à
ANBIMA pelo Coordenador líder da Oferta Pública ou seu assessor legal, ou na ausência
de Coordenador líder, pela Instituição Participante responsável pela Distribuição dos
títulos de sua própria emissão e/ou pelas cotas dos Fundos por ela geridos ou pelo
respectivo assessor legal, nos termos da regulação aplicável.
Além disso, três pontos devem ser salientados:
¾ A ausência de qualquer um dos documentos exigidos por estas Regras e
Procedimentos para o registro de Ofertas Públicas devem ser comunicados
formalmente à ANBIMA com as devidas justificativas.
¾ Todos os documentos exigidos para o registro de Ofertas Públicas devem ser
encaminhados à ANBIMA por meio eletrônico.
¾ A ANBIMA poderá, para o registro de Ofertas Públicas, solicitar informações e
documentos adicionais às Instituições Participantes.

Apostila 2025 659


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
3.6 Ativos Digitais
A
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Finanças Descentralizadas
Conceito
Uma blockchain pode ser comparada a um livro de registros que é compartilhado por
muitos computadores ao redor do mundo. Cada vez que acontece uma transação (por
exemplo, a transferência de uma criptomoeda), ela é incluída nesse livro de forma
definitiva, não podendo ser alterada depois. Assim, em vez de confiar em um banco ou
em uma empresa para manter e verificar os registros, a responsabilidade é distribuída
entre vários participantes.
A segurança desse sistema vem de técnicas de criptografia (que protegem os dados) e de
mecanismos de consenso (como o Proof of Work ou o Proof of Stake), que asseguram
que todas as transações sejam válidas.
No modelo tradicional, existe um banco de dados controlado por uma instituição central.
Já na blockchain, diversas máquinas — também chamadas de ‘nós’ — colaboram para
verificar e armazenar as transações, formando um registro transparente e quase
impossível de ser fraudado.

Apostila 2025 661


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Finanças Tradicionais vs. Descentralizadas
Panorama Geral
No sistema tradicional, bancos e corretoras atuam como intermediários, facilitando
transações, empréstimos e investimentos. A regulação é centralizada, com instituições
como bancos centrais definindo políticas e garantindo estabilidade. Embora isso traga
segurança, também limita a autonomia do usuário e impõe custos adicionais, como taxas
de transferência ou análise de crédito.
Por outro lado, o sistema descentralizado (DeFi) elimina ou reduz intermediários,
permitindo que usuários interajam diretamente via protocolos automatizados. A
governança é distribuída: decisões sobre atualizações ou regras são votadas pelos
detentores de tokens. Imagine um sistema de empréstimos onde você negocia
diretamente com um desconhecido, sem um banco intermediando – essa é a essência do
DeFi.

Apostila 2025 662


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Finanças Tradicionais vs. Descentralizadas


Vantagens das Finanças Descentralizadas
As VANTAGENS das Finanças Descentralizadas são:
¾ Acesso Global e Sem Intermediários: qualquer pessoa com internet pode acessar
serviços financeiros, mesmo em regiões sem infraestrutura bancária. É como
substituir uma estrada com pedágios por rotas diretas e abertas.
¾ Redução de Custos e Tempos de Liquidação: transações em DeFi são processadas
em minutos, contra dias no sistema tradicional (dependendo da operação). Algumas
plataformas permitem trocar criptomoedas com taxas até 90% menores que as de
corretoras convencionais.
¾ Transparência e Auditabilidade: todas as transações são registradas publicamente
na blockchain. Por exemplo, é possível verificar exatamente quantos empréstimos
uma plataforma concedeu, sem depender de relatórios auditados.

Apostila 2025 663


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Finanças Tradicionais vs. Descentralizadas
Riscos das Finanças Descentralizadas
Já os RISCOS das Finanças Descentralizadas são:
¾ Segurança: como os Smart Contracts (veremos o conceito a seguir) são programas
de computador, podem conter falhas de código que, se exploradas, podem resultar
em perdas financeiras.
¾ Oráculos: os serviços que fornecem dados externos para a blockchain precisam ser
confiáveis. Se os preços dos ativos ou outras informações chegarem incorretos, o
Smart Contract poderá executar transações prejudiciais aos usuários.
¾ Volatilidade: a volatilidade das criptomoedas tende a ser elevada, com suas
cotações podendo sofrer variações bruscas em curtos períodos de tempo. Isso afeta
diretamente empréstimos, valores de garantia e estratégias de investimento,
exigindo cautela por parte dos participantes.

Apostila 2025 664


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Smart Contracts
Conceito
Smart Contracts são programas que funcionam de forma automática em uma rede de
blockchain. Assim que uma condição específica é cumprida, o contrato realiza a ação
previamente estabelecida, sem depender de um intermediário.
Por exemplo, há plataformas de empréstimos em que, se for oferecida determinada
quantidade de criptomoedas como garantia, o Smart Contract verificará isso de forma
instantânea e poderá liberar o valor do empréstimo sem que seja necessária a aprovação
de um banco ou pessoa.
Essa dinâmica é transparente e autoexecutável, pois tudo está registrado na blockchain,
garantindo que as regras sejam cumpridas exatamente como foram programadas,
reduzindo a possibilidade de fraudes ou manipulações.

Apostila 2025 665


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Smart Contracts
Vantagens e Desvantagens

VANTAGENS DESVANTAGENS

Automatização de processos, como Imutabilidade:


seguros que pagam automaticamente erros em contratos são difíceis (ou
em caso de acidente comprovado. impossíveis) de corrigir.

Dependência de Oráculos:
Redução de erros humanos. dados imprecisos podem desencadear
ações indesejadas.

Apostila 2025 666


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Tokenização
Conceito
Um TOKEN é uma representação digital de um ativo, direito ou utilidade em uma
blockchain. Diferencia-se de uma CRIPTOMOEDA (como Bitcoin ou Ethereum), que é a
moeda nativa de uma blockchain. Enquanto criptomoedas funcionam como meio de troca
ou reserva de valor, tokens podem ter múltiplas finalidades:
¾ Tokens de utilidade: Garantem acesso a serviços.
¾ Security tokens: Representam ativos financeiros tradicionais (ações, imóveis) com
conformidade regulatória.
¾ Stablecoins: Vinculados a valores estáveis (ex.: USDT atrelado ao dólar).
A tokenização é como transformar um quadro físico em um arquivo digital único: mantém
o valor, mas amplia a acessibilidade.

Apostila 2025 667


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tokenização
Processos e Plataformas de Tokenização
Ativos do mundo real podem ser convertidos em tokens para facilitar a negociação e a
fração de propriedade. Exemplos:
¾ Imóveis: há plataformas que permitem comprar frações de propriedades.
¾ Arte: obras de arte são vendidas por milhares ou milhões de dólares em tokens.
¾ Ações: há projetos que tokenizam participações em empresas.
Blockchains como Ethereum e Polkadot são as bases mais comuns para emissão.

Processo de Tokenização

Apostila 2025 668


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Novas Estruturas de Mercado para Negociações


Corretoras Descentralizadas (DEXs)
As CORRETORAS DESCENTRALIZADAS (DEXs) operam sem intermediários,
usando Automated Market Makers (AMMs). Esses algoritmos definem preços com base
em pools de liquidez, em que usuários fornecem fundos em troca de taxas.
Um pool de liquidez é um conjunto de fundos depositados por usuários em um contrato
inteligente (Smart Contract) para facilitar negociações em plataformas descentralizadas,
permitindo transações imediatas sem depender de um livro de ordens tradicional.
É como um mercado de trocas diretas: em vez de um livro de ordens, a liquidez é
garantida coletivamente.

Apostila 2025 669


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Novas Estruturas de Mercado para Negociações
Governança Descentralizada (DAOs)
As DAOs (Decentralized Autonomous Organizations) funcionam como organizações
virtuais, em que as regras de governança são estabelecidas por Smart Contracts. Os
participantes, que podem estar espalhados pelo mundo, usam ‘tokens de governança’
para votar em decisões sobre o projeto, como se estivessem em uma espécie de
assembleia digital.
Ao contrário de empresas tradicionais, em que há uma hierarquia fixa e a gestão é
concentrada em poucas pessoas, as DAOs buscam descentralizar o poder de decisão,
permitindo que cada participante com tokens tenha voz proporcional à quantidade de
tokens que possui.

Apostila 2025 670


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Novas Estruturas de Mercado para Negociações


Diferenças entre DEXs e DAOs
As DEXs (Decentralized Exchanges) são plataformas de negociação de criptomoedas que
funcionam de forma descentralizada, permitindo a troca direta de ativos sem
intermediários centrais. Já as DAOs (Decentralized Autonomous Organizations) são
estruturas de governança cooperativa, em que regras e decisões são executadas por meio
de contratos inteligentes e participação dos membros, sem uma gestão tradicional
hierárquica.
Enquanto as DEXs buscam principalmente prover liquidez e facilitar negociações de
criptoativos de forma autônoma (usualmente cobrando taxas e oferecendo recompensas
a provedores de liquidez), as DAOs abrangem diversos propósitos, como governar
projetos, coordenar fundos de investimento ou gerir comunidades, sempre baseadas no
voto coletivo e na execução programada de decisões.

Apostila 2025 671


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NFT (Non-Fungible Token)
Conceito
Um NFT é um token único e indivisível, diferente de tokens fungíveis (como uma cédula
de dinheiro). Por exemplo, seja ingresso para um show que é numerado: mesmo que mil
cópias existam, cada uma tem um dono específico.
Esses NFTs são ativos digitais únicos registrados em blockchains, tornando impossível
sua substituição por outro idêntico. Essa característica permite representar virtualmente
qualquer tipo de item digital ou físico, como obras de arte, colecionáveis ou imóveis,
sempre com garantia de rastreabilidade e escassez.
Além disso, a transparência e a imutabilidade do registro em blockchain elevam a
confiança dos investidores e colecionadores.

Apostila 2025 672


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Investimento em Criptoativos
Conceito
A história dos CRIPTOATIVOS teve início em 2009, com o lançamento do BITCOIN por
Satoshi Nakamoto, em resposta à crise financeira de 2008. A inovação fundamental do
Bitcoin foi o uso da BLOCKCHAIN, um sistema que registra transações de forma
transparente e sem necessidade de intermediários, conferindo maior segurança e
descentralização.
Em 2015, surgiu o Ethereum, expandindo o potencial das criptomoedas ao introduzir os
Smart Contracts. Esses contratos automatizados permitiram o desenvolvimento de
aplicações descentralizadas (DApps) e a criação de diferentes tipos de tokens.
A partir de 2021, a adoção institucional cresceu rapidamente, com empresas como a Tesla
e a MicroStrategy adicionando Bitcoin em seus balanços. Em 2024, a aprovação de ETFs
de Bitcoin nos Estados Unidos, juntamente com o interesse de grandes fundos soberanos
(como o Mubadala de Abu Dhabi), ajudou a consolidar os criptoativos como uma
categoria de investimento reconhecida mundialmente.

Apostila 2025 673


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Investimento em Criptoativos
Criptomoedas e CBDCs
É importante diferenciarmos criptomoedas de CBDCs.
¾ Criptomoedas (como Bitcoin e Ethereum): baseadas em blockchain e sem
controle governamental (Finanças Descentralizadas).
¾ CBDCs (Central Bank Digital Currencies): moedas digitais emitidas por bancos
centrais, centralizadas e reguladas (Finanças Tradicionais). Exemplo: o Real Digital
(DREX), em estudo pelo Banco Central do Brasil.
Enquanto as CBDCs visam eficiência monetária, as criptomoedas priorizam autonomia e
resistência a um controle centralizado, como o de um governo.

Apostila 2025 674


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Parecer de Orientação CVM nº 40


Resumo
O Parecer de Orientação CVM nº 40 trata dos criptoativos e como podem ser
considerados valores mobiliários, caso atendam a certos critérios legais. O documento
apresenta três tipos principais de tokens:
¾ de PAGAMENTO (similares a moedas),
¾ de UTILIDADE (acessam produtos ou serviços); e
¾ REFERENCIADOS A ATIVOS (representam bens tangíveis ou intangíveis).
Um mesmo token pode exercer mais de uma função, dependendo de seu uso. Isso exige
avaliação cuidadosa das características econômicas e jurídicas de cada projeto.
‰ OBS: Embora a tokenização em si não esteja sujeita a prévia aprovação ou registro na
CVM, caso venham a ser emitidos valores mobiliários com fins de distribuição pública,
tanto os emissores quanto a oferta pública de tais tokens estarão sujeitos à
regulamentação aplicável. Dessa forma, nas hipóteses em que determinado criptoativo é
valor mobiliário, os emissores e demais agentes envolvidos estão obrigados a cumprir as
regras estabelecidas para o mercado de valores mobiliários e poderão estar sujeitos à
regulação da CVM.

Apostila 2025 675


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Parecer de Orientação CVM nº 40
Resumo
A TRANSPARÊNCIA deve ser um compromisso de emissores e, para além deles, na medida
do possível, deve também ser buscada e valorizada por todos os integrantes do sistema
de distribuição de valores mobiliários nas suas respectivas atividades. Nesse sentido, o
parecer destaca a importância do REGIME INFORMACIONAL, baseado no princípio de
divulgação ampla e clara. Os emissores devem fornecer dados suficientes para que o
público entenda riscos e direitos associados ao token. Assim, a CVM busca garantir
segurança ao mercado sem suprimir inovações tecnológicas.
O parecer também aborda os Fundos de Investimento, destacando que o administrador e
o gestor do fundo devem avaliar o adequado nível de divulgação de potenciais riscos
ligados aos ativos, nos materiais de divulgação obrigatória do fundo, em especial no que
diz respeito a ativos baseados em tecnologias inovadoras.
Por fim, o texto menciona o Sandbox Regulatório, ambiente que a CVM criou para testar
modelos inovadores com dispensas regulatórias temporárias. Essa iniciativa permite
desenvolver projetos de tokenização com monitoramento próximo, gerando aprendizado
para futuras regras.

Apostila 2025 676


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETFs de criptomoedas
ETF
Um ETF (Exchange-Traded Fund) é um fundo de investimento negociado em bolsa que
replica o desempenho de um índice ou ativo. Através de um ETF, o investidor pode ter
acesso indireto a criptomoedas sem necessidade de possuir carteiras digitais, reduzindo
riscos de segurança.
No Brasil, a CVM permite ETFs lastreados em índices de criptomoedas, desde que
negociados em plataformas reguladas.

Apostila 2025 677


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tipos de Carteiras Digitais
Resumo
CARTEIRAS DIGITAIS
HOT WALLET COLD WALLET
Conectadas à internet, como Armazenam chaves privadas
Características aplicativos ou integradas às offline, em dispositivos físicos
exchanges ou papel

Acesso rápido e conveniente Máxima segurança contra


Vantagens
para transações frequentes ataques digitais

Vulneráveis a ataques Perda física do dispositivo ou


Riscos
hacker e malware dano
Custódia de terceiros
Custódia Custódia própria
(Exchanges ou bancos)

Apostila 2025 678


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Formas de Acesso a Criptomoedas


Resumo
Características
Plataformas intermediárias que custodiam
Exchanges Centralizadas (CEX)
fundos e facilitam negociações.

Operam sem intermediários, usando Smart


Exchanges Descentralizadas (DEX) Contracts. Ideal para privacidade, mas exigem
conhecimento técnico.
P2P: Transações diretas entre usuários.
Negociações OTC (Over-The-Counter): Negociações de grande
Peer-to-peer (P2P) e OTC volume fora das bolsas, com preços
personalizados.
Oferecem exposição indireta via gestão
Fundos de Investimento
profissional.

Apostila 2025 679


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Principais Riscos
Principais riscos
Investir em criptoativos envolve alguns riscos. Dentre eles, podemos citar:
¾ Volatilidade: criptomoedas costumam apresentar maior volatilidade que ativos
tradicionais de renda fixa e renda variável.
¾ Risco Regulatório: mudanças regulatórias podem impactar o mercado.
¾ Risco de Custódia: perdas por falhas de segurança (hot wallet) ou danos físicos
(cold wallet).
¾ Risco de Liquidez: ativos menos conhecidos podem ser difíceis de vender
rapidamente.
¾ Phishing: sites falsos que se passam por sites verdadeiros para roubar dados
¾ Esquemas Ponzi: fraude financeira na qual os rendimentos aos primeiros
investidores são pagos com recursos provenientes dos novos participantes, em vez
de lucros reais do investimento.
¾ Rug Pulls: fraude em que os desenvolvedores de um projeto rapidamente
abandonam a iniciativa e se apropriam dos fundos investidos, deixando os demais
participantes com ativos com pouco ou sem valor.

Apostila 2025 680


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

3.7 Tipos de Riscos nos Investimentos


Apostila 2025 681
681
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Principais Riscos do Investidor
Tipos de Risco
Os investimentos possuem diversos tipos de riscos financeiros, sendo seus principais para
a prova da CEA são:
¾ Risco de Mercado
¾ Risco de Taxa de Juros
¾ Risco de Liquidez
¾ Risco de Crédito
¾ Risco de Reinvestimento
¾ Risco de Resgate Antecipado
¾ Risco País
¾ Risco de Mercado Externo
¾ Risco Cambial
¾ Risco Operacional

Apostila 2025 682


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Mercado
Conceito
O RISCO DE MERCADO, também conhecido como RISCO SISTÊMICO, se caracteriza pela
oscilação dos valores de um ativo durante um período de tempo, gerando possíveis
ganhos ou perdas ao investidor. Esta variação dos preços é chamada de VOLATILIDADE, e
quanto maior a volatilidade, maior o risco de mercado de um ativo. Já levando para o lado
matemático, podemos mensurar de duas formas:
ཙ Volatilidade HISTÓRICA: Medida estatística que se baseia nos preços do passado
ativo. Neste caso, é utilizado o cálculo de desvio padrão dos retornos do
investimento; ou
ཙ Volatilidade IMPLÍCITA: Estimada através da variação futura de um ativo adotada
pelo mercado financeiro. Ela é obtida por meio de modelos de avaliação de preço do
derivativo Opção. Dentre destes modelos, o mais conhecida é o Black & Scholes.
Saindo do lado “numérico”, as causas do risco de mercado são geradas principalmente
pelas condições macroeconômicas, tais como, taxas de juros, câmbio, commodities; mas
também podem ocorrer por questões políticas, como impeachments de um governo.

Apostila 2025 683


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Conceito
Pode ser definido como o efeito de mudanças na taxa de juros, causando perdas ou
ganhos no valor do título de renda fixa (portfólio de ativos de renda fixa) nos preços de
mercado. Podemos mensurar este risco através de medidas de sensibilidade de um título
em relação a variações nas taxas de juros (Duration de Macaulay ou Duration
Modificada). Por exemplo, Rafael possui dois ativos prefixados com rentabilidade de 10%
ao ano, que são:
ཙ (1) LTN com vencimento em 10 anos;
ཙ (2) LTN com vencimento em 20 anos.
Caso o COPOM aumente em 1%a.a. a taxa de juros SELIC (de 10% para 11%), os títulos
acima terão impactos diferentes. Como a alteração foi de 1% POR ANO, a LTN (1) será
impactada negativamente 10 vezes de 1% (pois durante 10 anos, você receberá 10%,
enquanto o mercado estará rendendo 11%) e a LTN (2) terá um impacto de VINTE VEZES,
sendo muito mais prejudicial por causa do seu prazo. Este impacto negativo é visto
diretamente na marcação a mercado do ativo.
A seguir, será aprofundado o conceito de Duration, para analisarmos os impactos da
mudança da taxa de juros.

Apostila 2025 684


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Prazo Médio Ponderado: Conceito
O Prazo Médio Ponderado é um conceito extremamente importante na carteira de
investimentos de renda fixa. Ele nada mais é que a “média de vencimento dos ativos que
a compõe, levando em consideração o peso que ele tem na composição da carteira”. Ou
seja, para cada ativo da carteira, devemos multiplicar o seu peso pelo seu prazo e somar
todos os resultados. Por exemplo, uma carteira de R$ 100 mil composta por 2 ativos de
renda fixa (ativo A: R$ 10 mil que vencerá em 100 dias; ativo B: R$ 90 mil, que vencerá em
200 dias). Qual o seu prazo médio?

VALOR INVESTIDO PRAZO MÉDIO


ATIVO PRAZO
(% DA CARTEIRA) (PESO) X (PRAZO)
A R$ 10.000,00 (10%) 100 dias (10%) × (100 dias) = 10 dias
B R$ 90.000,00 (90%) 200 dias (90%) × (200 dias) = 180 dias
+
TOTAL R$ 100.000,00 - 190 dias =
‫ ٱ‬RESPOSTA: o prazo médio ponderado da carteira é de 190 dias. Ou seja, é como se a
carteira possuísse somente 1 ativo que se encerraria em 190 dias. Mas para que serve?

Apostila 2025 685


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Prazo Médio Ponderado: Riscos Associados
A sua utilização está interligada com o risco que a carteira possui: quanto maior o prazo
médio ponderado, maior será o risco que esta carteira possui (principalmente risco de
mercado, taxa de juros e crédito).
A ponderação (peso do ativo) é extremamente importante nesses casos, pois é muito
diferente uma carteira que vencerá R$ 90.000,00 em 200 dias e mais R$ 10 mil em 100
dias, do que outra que possui R$ 90 mil em 100 dias mais R$ 10 mil em 200 dias. O caso
em azul, possui um risco muito menor, pois o investidor estará recebendo o seu valor
investido muito antes (Prazo Médio da segunda carteira em 110 dias = 90%x100 dias +
10% x 200 dias). Desta forma, há menos chances de acontecer algum imprevisto.
Para a prova, você somente precisa identificar na pergunta quais são os valores do título e
os seus devidos prazos e analisar que quanto maior o prazo médio da carteira, maior será
o seu risco, gerando assim, uma maior rentabilidade!

Apostila 2025 686


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration de Macaulay
A Duration de Macaulay (DMac), chamada simplesmente de “Duration”, surgiu para
estimar sensibilidade do preço de um título prefixado a mudanças nas taxas de juros. Ela
veio para substituir o conceito de “maturidade média”, que nada mais era do que fazer a
média ponderada de uma carteira de renda fixa, baseado no vencimento dos seus títulos.
Seu grande problema era que não considerava os efeitos do pagamento dos cupons e
amortizações intermediárias de um título. Assim, o que o financista Macaulay fez na sua
fórmula foi considerar o valor presente de todos os recebimentos, conforme passo-a-
passo e sua fórmula baixo:
(1) Trazer a valor presente todos fluxos , multiplicando-os pelo seu período;
(2) Somar estes resultados;
(3) Dividir este (2) somatório pelo valor presente (negociado) do ativo.

ཙ Sendo que:
ඵ Fct = cada fluxo de caixa
ඵ t = período
ඵ i = YTM (taxa de desconto)
ඵ VP = valor presente do título

Apostila 2025 687


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration: Exemplo
‫ ٱ‬EXEMPLO: Qual a Duration da carteira abaixo de duplicatas no valor total de
R$ 100 mil na data de hoje, sendo que a taxa de desconto dos títulos é de 3,00% a.m?
Podemos aproximar o valor da Duration através do Cálculo do Prazo Médio, ou seja,
encontraremos o ponto de equilíbrio do prazo dos títulos, levando em consideração
somente os pesos de cada fluxo.

Valor de Face da Número de meses


PESO DO TÍTULO DIAS X PESO
Duplicata para o vencimento
R$ 10.000,00 10.000 ÷ 100.000 = 10% 1 mês (30 dias) 30d × 10% = 3
+
R$ 20.000,00 20.000 ÷ 100.000 = 20% 2 mês (60 dias) 60d × 20% = 12
R$ 30.000,00 30.000 ÷ 100.000 = 30% 3 mês (90 dias) 90d × 30% = 27
+
+
R$ 40.000,00 40.000 ÷ 100.000 = 40% 4 mês (120 dias) 120d × 40% = 48
Total = 100.000 Prazo Médio de Recebimento = 90 dias
ou seja, a Duration aproximada da
carteira é de 90 dias

Apostila 2025 688


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration de Macaulay - Passo a Passo
Para calcularmos a (2) Duration de Macaulay da carteira de R$ 100.000,00 com 4 títulos
dados no problema, devemos seguir os seguintes passos:
ཙ Etapa 1: Calcular o valor presente de cada recebimento;
ཙ Etapa 2: Multiplicar cada valor presente calculado pelo seu prazo;
ཙ Etapa 3: Somar todos os resultados da Etapa 2;
ཙ Etapa 4: Utilizar o Valor Presente da Carteira (soma do Valor Presente de cada
recebimento, portanto, soma da ETAPA 1) ou, se for dito, será o seu valor de mercado.
ཙ Etapa 5: Dividir o resultado da ETAPA 3 pelo resultado da ETAPA 4. Este será o
resultado da Duration de Macaulay!

ETAPA 1 = Calcular valor presente dos títulos


ཙ Duplicata (1): ཙ Duplicata (2): ཙ Duplicata (3): ཙ Duplicata (4):
on=1 on=2 on=3 on=4
oi=3 oi=3 oi=3 oi=3
o FV = 10.000 o FV = 20.000 o FV = 30.000 o FV = 40.000
o PMT = 0 o PMT = 0 o PMT = 0 o PMT = 0
o PV = 9.708,74 o PV = 18.851,92 o PV = 27.454,25 o PV = 35.539,48

Apostila 2025 689


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration de Macaulay - Passo a Passo
ETAPA 2: Multiplicar cada valor presente calculado pelo seu prazo
ཙ Duplicata (1): ཙ Duplicata (1): ཙ Duplicata (3): ཙ Duplicata (4):
ඵ PV × n ඵ PV × n ඵ PV × n ඵ PV × n
ඵ R$ 9.708,74 × 1 ඵ R$ 18.851,92 × 2 ඵ R$ 27.454,25 × 3 ඵ R$ 35.539,48 × 4
ඵ 9.708,74 ඵ 37.703,84 ඵ 82.362,75 ඵ 142.157,92

ETAPA 3: Somar todos os resultados da Etapa 2


ཙ Somatório dos PV × n = 9.708,74 + 37.703,84 + 82.362,75 + 142.157,92
ཙ Somatório dos PV × n = R$ 271.933,25

ETAPA 4: Calcular o Valor Presente da Carteira (soma dos VP da ETAPA 1)


ཙ Somatório dos PV = 9.708,74 + 18.851,92 + 27.454,25 + 35.5369,48
ཙ Somatório dos PV = 91.554,39

ETAPA 5 – FINAL!: Dividir Etapa 3 pela Etapa 4!!!


ཙ Duration de Macaulay = 271.933,25 ÷ 91.554,39 = 2,97 meses ou 89 dias.

Apostila 2025 690


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration Modificada
A Duration Modificada (DM) visa apresentar em termos percentuais a sensibilidade do
preço do título a variações nas taxas de juros, ou seja, o quanto o preço dos ativos de
renda fixa irão mudar em função da elevação ou redução dos juros no mercado. Para
calcularmos a DM, devemos aplicar a seguinte fórmula:

A partir da Duration Modificada, podemos calcular qual o impacto da mudança na taxa de


juros em uma carteira (ou título) de renda fixa, através do seguinte fórmula:

Com isso, podemos agora confirmar o impacto da mudança da taxa de juros no exemplo
das LTN de 10 anos e 20 anos, no qual houve um aumento de 1% na taxa SELIC.

Apostila 2025 691


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration de Carteiras
Para calcularmos a Duration de diversas carteiras de renda fixa, podemos aproximar seu
resultado através da média ponderada destas carteiras. Importante salientar que neste
caso, estamos fazendo a média ponderada das durations dos títulos de renda fixa que a
compõem e não da maturidade dos títulos (como foi feito anteriormente). Com isso, o
erro gerado no cálculo é ainda menor:

DurationCarteira = m1D1 + m2D2 + ... + mnDn

‫ ٱ‬EXEMPLO: Uma carteira possui dois títulos, A e B, com valor de mercado de


R$ 60.000,00 e R$ 40.000,00, respectivamente. A duration de A é 4,0 e a de B é 8,0.
Calcule a duration da carteira.
ཙ mA = 60.000 / (40.000 + 60.000) = 60%
ཙ mB = 40.000 / (40.000 + 60.000) = 40%
ཙ DurationCarteira = (0,6 x 4,0) + (0,4 x 8,0) = 5,6 anos

Apostila 2025 692


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration: Limitações
A Duration é uma boa aproximação da mudança de preço de um título de renda fixa para
pequenas variações na taxa de juros, mas não para grandes variações, pois pressupõe que
as taxas de juros de mercado são flat (para qualquer prazo, as taxas de juros serão
sempre as mesmas). Porém, como ela é uma estimativa linear de alteração de alteração
de preço, não possibilita estimativas adequadas por não modelar precisamente a
curvatura existente entre a variação percentual do valor de um título prefixado e a
variação percentual da taxa de juros de mercado. Sendo assim, a Convexidade é utilizada
como medida correção!

Apostila 2025 693


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Duration: Gráfico

Preço
Erro de Precificação

Preço Correto do
1.100 Título com a mudança
na taxa (YTM)
ѐƉ

1.000
ѐƉ Erro de Precificação
900 Preço estimado
baseado na
Duration

Y*
8% ѐŝс-1% 9% ѐŝснϭй 10%
YTM

Apostila 2025 694


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Taxa de Juros


Duration: Relações Diretas e Indiretas
A Duration de um título ZERO-CUPOM (sem pagamentos de juros, como uma LTN) é
IGUAL ao seu prazo de vencimento e a Duration dos títulos pós-fixados é sempre ZERO,
ou seja, não falamos de Duration em ativos pós-fixados (por exemplo, LFT). Em relação às
variáveis que impactam na Duration, temos as seguintes relações com:

EFEITO NA DURATION
VARIÁVEIS
RELAÇÃO
Maturidade (Prazo do título) Quanto maior, MAIOR a duration DIRETA
Taxas de juros (TLR) Quanto maior, MENOR a duration INVERSA
Retorno (TIR ou YTM) Quanto maior, MENOR a duration INVERSA
Tamanho do Cupom Quanto maior, MENOR a duration INVERSA
Frequência de Cupons Quanto maior, MENOR a duration INVERSA

‫ ٱ‬CONCLUSÕES: Quanto menor a duration MENOR o risco de taxa de juros. Entre um


título COM cupom e outro SEM cupom com mesmo vencimento, o título COM cupom
possui Duration MENOR, e o SEM cupom, possui Duration Maior!
Apostila 2025 695
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Taxa de Juros
Imunização
Como vimos, o risco de taxa juros é a quantidade de impacto na flutuação da Selic no
Brasil, sendo que, quanto maior o prazo de vencimento (Duration) uma carteira de
investimentos, maior o seu risco. Desta forma, uma estratégia para imunização desse
risco, seria o de investir em títulos com pagamento de cupom, pois com isso há a
diminuição da Duration.
Isso ocorre por que se temos uma carteira com retorno fixo de 10% ao ano e a taxa de
juros sobe, os cupons recebidos serão reinvestidos à taxa de juro mais elevada porém com
desvalorização dos títulos. Já com uma diminuição da taxa de juros, os títulos ganham
valor, mas os cupons recebidos serão aplicados em uma taxa mais baixa. Portanto:
ཙ Aumento da taxa de juros: é negativa para o preço do título, porém positiva para
os reinvestimentos;
ཙ Redução da taxa de juros: é positiva para o preço do título, porém negativa para
os reinvestimentos.

Apostila 2025 696


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Liquidez
Conceito
Trata-se da DIFICULDADE DE VENDER um determinado ativo pelo preço e no momento
desejado. A realização da operação, se ela for possível, implica numa alteração substancial
nos preços do mercado. Portanto, caracteriza-se quando o há poucos compradores, ou
seja, uma dificuldade de encontrar um comprador pelo preço justo de mercado.
Um investidor pode criar este risco propriamente, quando ele possui uma fatia
(percentual) considerável de um ativo específico. Por exemplo, ter 20% de uma empresa,
já que se ele desejar vender sua posição, precisará de muito tempo para conseguir os
recursos desejados (ou terá que vender a um preço menor que o ofertado pelo mercado).
Por isso, é muito importante um planejamento das necessidades de caixa, para que, caso
se necessite recursos, não seja necessária a venda de um ativo por um preço menor do
que o de valor de mercado, simplesmente por não haver liquidez.
‫ ٱ‬EXEMPLOS: investimento em imóveis, ações de pequenas empresas, ativos com
carência.

Apostila 2025 697


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Crédito
Conceito
RISCO DE CRÉDITO é a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento pelo
tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados,
à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de
risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na
renegociação e aos custos de recuperação. Em resumo, O RISCO DO DEVEDOR DAR UM
CALOTE (NÃO PAGAR SUAS DÍVIDAS).
As companhias contratam as agências especializadas (as três principais agências de Rating
são S&P, Fitch e Moody's) para que elas classifiquem o risco de crédito referente aos
títulos de dívida que irão lançar no mercado, como por exemplo, debêntures, notas
promissórias, securitizações como os CRI e CRA, entre outros tipos de dívidas. O rating
(nota que as agências de classificação de risco de crédito atribuem a um emissor de
acordo com sua capacidade de pagar uma dívida) depende da probabilidade de calote da
empresa que emitiu a dívida, juntamente com as características da dívida emitida.
‫ ٱ‬OBSERVAÇÃO: AÇÕES NÃO POSSUEM RISCO DE CRÉDITO.

Apostila 2025 698


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Crédito
Ratings
DESCRIÇÃO STANDARD & POOR’S FITCH MOODY’S
AAA AAA Aaa
“Grau de Investimento”
AA AA Aa
Baixo risco de Calote
A A A
“Grau de Investimento”
BBB BBB Baa
Pequeno risco de Calote
“Grau Especulativo” BB BB Ba
Moderado risco de Calote B B B
CCC CCC Caa
“Grau Especulativo” CC CC Ca
Elevado risco de Calote C C C
D D D
DICA: Quanto mais “As”, melhor é o Rating da empresa

Apostila 2025 699


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Crédito
Impactos na Mudança de Rating
Quando uma empresa tem sua nota de crédito piorada (por exemplo A para BB), os
investidores novos exigirão um maior prêmio para investir nos títulos de dívida desta
companhia. Caso ocorra o contrário, a empresa tenha seu rating melhorado, os
investidores novos exigirão um retorno menor para investir nos mesmos tipos de dívidas.
O ponto central é que existem os títulos já emitidos pela empresa negociados no mercado
secundário (com uma taxa já definida) e existe também a possibilidade da empresa emitir
novas dívidas. Desta forma, precisamos compreender o que ocorre em cada um dos casos
e para isso, criamos uma tabela para você compreender esses impactos!

RATING RETORNO EXIGIDO EMISSÕES NOVAS EMISSÕES ANTIGAS

RETORNO TAXA PREÇO DO


ELEVAÇÃO
EXIGIDO EMITIDA TÍTULO SOBE
DO RATING
DIMINUI MENOR (ÁGIO)
RETORNO TAXA PREÇO DO
DIMINUIÇÃO
EXIGIDO EMITIDA TÍTULO CAI
DO RATING
AUMENTA MAIOR (DESÁGIO)

Apostila 2025 700


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco de Reinvestimento
Conceito
Definimos estes risco como o risco de não conseguir reinvestir o dinheiro, em taxas
melhores ou iguais que as atuais, na eventualidade de liquidação financeira da aplicação
(resgate, vencimento, venda ou pagamento de juros). Desta forma, títulos que não
possuem cupom (zero-cupom), seu risco de reinvestimento é ZERO, como por exemplo,
as LTN e os CDBs.
Vimos até agora que quanto maior a Duration, maior o risco de taxa juros e que uma das
formas de diminuição deste risco, é realizar investimentos em títulos com pagamento de
cupom. Porém, quanto maior o pagamento do cupom, maior o risco de Reinvestimento.
Desta forma, devemos sempre analisar qual tipo de risco que desejamos correr.
Em relação às taxas de juros e esses dois riscos, temos a seguinte conclusão:
ཙ O aumento da taxa de juros é prejudicial para o preço do título, porém positiva
para os reinvestimentos;
ཙ A redução da taxa de juros é positiva para o preço do título, porém prejudicial
para os reinvestimentos.

Apostila 2025 701


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco de Resgate Antecipado
Conceito
O risco de resgate antecipado ocorre de duas formas:
ཙ Se a taxa de juros cair, os títulos com opção de Call embutida, podem ser
resgatados antecipadamente pelo emissor. Com isso, os recursos do investidor
poderão ser reinvestidos em novos títulos com retornos mais baixos; ou
ཙ Quando o investidor decide vender o seu título de renda fixa antes do prazo de
vencimento, ele necessitará encontrar um comprador para tal título. Desta forma, o
preço pago pelos novos compradores poderá ser diferente do valor da dívida
corrigida pela taxa de juros contratada (podendo até mesmo ser abaixo do valor
investido). Da mesma forma, quando o investidor está aplicando através de uma
instituição financeiro e ele decide resgatar antes do prazo de vencimento, ele poderá
receber um retorno abaixo da rentabilidade contratada até o final, sofrendo um
deságio (por exemplo, investiu a 100% do CDI e estará recebendo 90% do CDI).

Apostila 2025 702


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco País
Conceito
O RISCO PAÍS TEM SUA ORIGEM NA POSSIBILIDADE DE UM PAÍS NÃO HONRAR SEUS
COMPROMISSOS, ou seja, não ter capacidade de gerar recursos para o pagamento de
suas obrigações com credores. O risco país também pode ser gerado pelo risco político ou
soberano quando se criam restrições ao livre fluxo de capitais, impondo controles
cambiais que impossibilitam o pagamento das suas dívidas.
Exemplos: Golpes militares, políticas econômicas, resultado de novas eleições entre
outros podem trazer este tipo de restrição.
Um índice frequentemente utilizado como medida do risco país é o EMBI+ (Emerging
Markets Bonds Index), que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa
daquele país. Desta forma, EMBI Brasil indica a MÉDIA DO VALOR EXCEDENTE DE
RENTABILIDADE QUE OS TÍTULOS BRASILEIROS ESTÃO PAGANDO EM RELAÇÃO AOS
TÍTULOS DE DÍVIDA DOS EUA (considerado ativo livre de risco).

Apostila 2025 703


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Riscos de Mercado Externo
Conceito
Risco de Mercado Externo consiste na perda por oscilações nas taxas de câmbio,
mudanças no cenário macroeconômico mundial, riscos geopolíticos, questões legais,
tributárias e regulatórias.
ཙ Oscilações da taxa de câmbio doméstica: quanto mais abrupta for a mudança na
taxa de câmbio de um país, maior será a volatilidade dos investimentos realizados,
colocando em risco o retorno das aplicações.
ཙ Mudanças no cenário macroeconômico mundial: dados de crescimento
econômico, desemprego, entre outros, como por exemplo: a recente crise do
Subprime (crime imobiliária) no mercado americano, afetou drasticamente os
mercados mundiais.
ཙ Riscos geopolíticos, questões legais, regulatórias e tributárias de um país: as
condições operacionais de investimentos em outras economias, tendem a
apresentarem impactos, em função de condições específicas do país investido.
auferida

Apostila 2025 704


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco Cambial
Conceito
O RISCO CAMBIAL ocorre quando uma moeda se desvaloriza perante outra moeda
(lembre-se do conceito que moeda só é um meio de troca, utilizada para comprar bens ou
pagar serviços). Assim, este risco é relevante ser analisado, principalmente em
investidores estrangeiros
Por exemplo, um americano deseja investir U$ 50 mil em renda fixa no Brasil, no qual 1
dólar está R$ 2,00. Primeiramente ele deverá converter a sua moeda para a moeda
brasileira e, após isso, realizar o investimento (ou seja, investirá R$ 100.000,00). O que
ocorrerá se, após 1 ano, o título render 10% mas o real desvalorizar 25%, sendo cotado
agora em R$ 2,50?
Se o investidor americano retornar o seu capital a seu país de origem, ele necessitará
converter os Reais em Dólares, fazendo com que tenha menos que o aplicado:
ཙ U$ 44 mil (R$ 110.000,00 ÷ R$ 2,50).

Apostila 2025 705


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Risco Operacional
Conceito
O RISCO OPERACIONAL normalmente é definido como sendo o prejuízo causado por
falhas de processos internos das organizações, de pessoas executando tarefas
inadequadas ou de sistemas falhando.
O erro operacional é muito comum dentro das empresas e para que ele seja menos
impactante, as companhias devem ter controles internos muito bem monitorados, além
de disponibilizar treinamentos adequados às suas equipes.
‫ ٱ‬EXEMPLOS:
ཙ Erros de digitação (ao invés de comprar 1.000 ações, comprar DEZ mil ações);
ཙ Queda de sistemas e/ou conexão de internet;
ཙ Falha na conferência da documentação de cliente.

Apostila 2025 706


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resumo dos Riscos


Resumo
RISCOS RESUMO E PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA
Quanto maior o desvio padrão ou volatilidade (distância entre os
retornos do ativo), maior é o risco de mercado. Quando tratamos de
renda fixa e este risco for causa por mudança na taxa de juros,
MERCADO podemos mensurar pela Duration (quanto maior a duration, maior o
risco de impacto pelas mudanças na taxa de juros). Títulos SEM
cupom, possuem Duration IGUAL a sua maturidade; títulos COM
cupom, possuem Duration MENOR que a sua maturidade.
LIQUIDEZ Dificuldade em vender um investimento.
Ocorre quando o devedor não paga os juros ou a dívida. Quanto maior
CRÉDITO
for o Rating, menor será o risco de crédito do emissor.
PAÍS Risco de um país não honrar com seus compromissos (EMBI+).
CAMBIAL Risco de não “encerrar” o acordado (pagamento ou entrega).
OPERACIONAL Falha na execução de alguma tarefa operacional.
REINVESTIMENTO Quando não se tem a mesma taxa ao receber os juros ou amortização.

Apostila 2025 707


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Capítulo 4:
Fundos de Investimentos

708
4.1 Aspectos Gerais
Apostila 2025 709
709
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Definição
O fundo de investimento é uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de
condomínio de natureza especial, destinado à aplicação em ativos financeiros, bens e
direitos, de acordo com a regra específica aplicável à categoria do fundo. Desta forma, ao
invés do investidor adquirir diretamente ativos financeiros, ele investe nestes ativos
através de um fundo de investimento, gerando os seguintes benefícios:
Gestão Especializada;
Diversificação da carteira de investimentos;
Menores Custos;
Melhor retorno;
Alta Liquidez;
Acesso a ativos de maior volume financeiro.
Os fundos funcionam sob a autorização da CVM, órgão responsável por sua REGULAÇÃO
E FISCALIZAÇÃO, buscando a proteção do investidor através da Resolução CVM 175/23.
Além disso, eles são autorregulados pela ANBIMA, que AUXILIA no aperfeiçoamento da
legislação de fundos de investimento, através de códigos próprios.

Apostila 2025 710


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos (FI)
Gráfico
COMO FUNCIONA UM FUNDO DE INVESTIMENTOS

ETAPA 01 ETAPA 02
Aplicação Aquisição

$
Empresas
Renda Fixa
FUNDO DE
Investidores Imóveis
INVESTIMENTOS

Profissionais trabalhando
para o fundo de investimentos

Apostila 2025 711


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos em Cotas (FIC)


Conceito
Um FIC (Fundo de Investimento em Cotas) é um tipo de fundo de investimento cuja
principal característica é investir a maior parte do seu patrimônio em cotas de outros
fundos de investimento. Em vez de investir diretamente em ativos como ações, títulos de
dívida, ou imóveis, um FIC compra cotas de fundos que, por sua vez, investem nesses
ativos. Como regra geral, os FIC investem no mínimo, 95% do seu patrimônio líquido em
cotas de Fundos de Investimentos.

FIA (A)

FIC-FIA
FIA (B)
(95% EM FUNDOS)

FIA (C)

Apostila 2025 712


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resolução CVM 175/23
Conceito
A Resolução CVM 175/23 dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a divulgação de
informações dos fundos de investimento, bem como sobre a prestação de serviços para os
fundos de investimentos. Todos os fundos de investimentos devem ser constituídos por
deliberação conjunta dos prestadores de serviços essenciais (administrador e gestor), a
quem incumbe aprovar o seu regulamento no mesmo ato. Vale ressaltar que o
funcionamento do fundo depende do seu prévio registro na CVM.
Diferentemente do que ocorria na legislação anterior (instruções CVM 555 e demais
instruções específicas como ICVM 359 - Fundos em Índices de Mercado; ICVM 472 –
Fundos Imobiliários; ICVM 489 – Fundos em Direitos Creditórios e ICVM 578 – Fundo de
Investimentos em Participações), as regras estabelecidas na parte geral da Resolução são
aplicáveis a todas as categorias de fundos disciplinadas, sem prejuízo das regras
específicas dispostas nos Anexos Normativos, que são complementadas através de regras
específicas aplicáveis a cada categoria de fundo.
OBSERVAÇÕES: Em caso de conflito, prevalecerá a regra específica (ANEXO) sobre a
regra geral. Além disso, caso o fundo tenha mais de uma classe de cotas, cada classe deve
obter seu próprio registro de funcionamento, o qual pode ser requerido à CVM
concomitantemente ou após a obtenção do registro do fundo.
Apostila 2025 713
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Cancelamento pela CVM
Conforme o artigo 8, da RCVM 175/23, após 90 (noventa) dias do início de atividades, a
classe de cotas que mantiver, a qualquer tempo, patrimônio líquido diário inferior a (um
milhão de reais (R$ 1.000.000,00) pelo período de 90 (noventa) dias consecutivos deve
ser imediatamente liquidada ou incorporada a outra classe de cotas pelo administrador.
Caso o administrador não adote uma dessas medidas dispostas 3º, a Superintendência
competente pode cancelar o registro de funcionamento da classe de cotas
No entanto, Superintendência competente pode dispensar a liquidação ou incorporação
dessas classes de cotas referidas, desde que:
a dispensa seja objeto de pedido circunstanciado de prestador de serviço essencial;
a dispensa seja aprovada pela maioria simples dos cotistas presentes em assembleia;
ocorra comprovação de situação excepcional que impeça a liquidação de todos os
ativos remanescentes na carteira relativa à classe em questão; e
as cotas da classe não sejam mais ofertadas publicamente.

Apostila 2025 714


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Classes de Cotas
O regulamento do fundo de investimento pode prever a existência de diferentes classes
de cotas, com direitos e obrigações distintos, devendo o administrador constituir um
patrimônio segregado para cada classe de cotas. As classes podem ser dos tipos que são:
(I) Classe aberta ou fechada; (II) Classe exclusiva; (III) Classe previdenciária; (IV) Classe
restrita, sendo que as classes (II) Exclusiva; (III) Previdenciária; (IV) Restrita devem ser
concomitantemente dos tipos (I) aberta ou fechada. Veremos a seguir os seus conceitos.
OBSERVAÇÕES:
Todas as classes devem pertencer à mesma categoria do fundo, não sendo
permitida a constituição de classes de cotas que alterem o tratamento tributário
aplicável em relação ao fundo ou às demais classes existentes
Cada patrimônio segregado responde somente por obrigações referentes à
respectiva classe de cotas.
O fundo que não contar com diferentes classes de cotas deve efetuar emissões de
cotas em classe única, preservada a possibilidade de serem constituídas subclasses.
É vedada a afetação ou a vinculação, a qualquer título, de parcela do patrimônio
de uma classe de cotas a qualquer subclasse.

Apostila 2025 715


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Classes Aberta e Fechada
Classe Aberta: classe cujo regulamento ADMITE QUE AS COTAS SEJAM RESGATADAS. A
cota de classe aberta não pode ser objeto de cessão ou transferência de titularidade,
salve exceção, como por exemplo, decisão judicial, execução de garantia, sucessão
universal, entre outros caso. Portanto, a classe aberta permite a entrada de novos
quotistas a qualquer momento ou que aumentem suas cotas investindo mais.
Classe Fechada: classe cujo regulamento NÃO ADMITE QUE AS COTAS SEJAM
RESGATADAS PELOS COTISTAS. No entanto, as cotas dessas classes podem ser alienadas
(vendidas), mediante termo de cessão e transferência, assinado pelo cedente e pelo
cessionário, ou através de bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.
Carência: os fundos com classe aberta podem estabelecer no regulamento um prazo de
carência para resgate, com ou sem rendimento.

Apostila 2025 716


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Classes: Exclusiva, Previdenciária e Restrita
As classes abertas ou fechadas, também poderão ser de outros três tipos, que são:
Classe Restrita: Considera-se “Restrita” a classe ou subclasse exclusivamente
destinada a aplicação de recursos de investidores qualificados e profissionais. Além
disso, podem ser cotistas os empregados ou sócios dos prestadores de serviços
essenciais e partes relacionadas, desde que expressamente autorizados pelo diretor
responsável do prestador de serviço essencial.
Classe Exclusiva: Considera-se “Exclusiva” a classe ou subclasse de cotas
constituída para receber aplicações exclusivamente de um único investidor
profissional, de cotistas que possuam vínculo societário familiar ou de cotistas
vinculados por interesse único e indissociável.
Classe Previdenciária: Resumidamente, considera-se “Previdenciária” a classe ou
subclasse constituída para a aplicação de recursos principalmente de entidades
abertas ou fechadas de previdência privada. As classes de cotas de que trata o caput
e, se for o caso, suas subclasses devem indicar em seu cadastro na CVM a condição
de “Previdenciárias” e a categoria de plano ou seguro a que se encontram
vinculadas.

Apostila 2025 717


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Subclasses de Cotas
As subclasses em fundos de investimento permitem uma diferenciação dentro de um
mesmo fundo, de acordo com critérios específicos, como público-alvo, condições de
aplicação e resgate, e estruturas de taxas. Vamos detalhar esses critérios:
público-alvo: podendo ser investidores de varejo, qualificados e profissionais
prazos e condições de aplicação, amortização e resgate: por exemplo, uma
subclasse pode permitir resgates diários, enquanto outra pode ter um período de
carência maior antes de permitir resgates.
taxas de administração, gestão, máxima de distribuição, ingresso e saída: por
exemplo, a subclasse A tem uma aplicação mínima mais baixa, mas uma taxa de
administração mais alta que a subclasse B, que possui uma aplicação mínima maior,
mas com uma taxa de administração menor.
OBSERVAÇÃO: As subclasses de classes restritas podem ser diferenciadas no
regulamento por outros direitos econômicos e direitos políticos.

Apostila 2025 718


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Nova Estruturação
NOVA ESTRUTURA FUNÇÕES DE CADA SEGMENTAÇÃO
Regulamento

FUNDO Prestadores de Serviços Essenciais


Código de Identificação
• Classe única: CNPJ igual ao CNPJ da classe
• Multiclasses: um CNPJ para cada classe

Anexo
Enquadramento Tributação
Classe A Classe B Classe C Patrimônio Segregado Informes de Posição
Código de Identificação Taxa de Custódia

Apêndice
Prazos
Público Alvo
Subclasse Subclasse Subclasse Informes de Posição
X Y Z
Código de Identificação
Taxas (Adm, Gestão, Distribuição e Performance)

Apostila 2025 719


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Cota
Conceito
As cotas são escriturais, nominativas e correspondem a frações do patrimônio da classe
de cotas, conferindo direitos e obrigações aos cotistas, conforme previstos no
regulamento. O valor da cota resulta da divisão do valor do patrimônio líquido da
respectiva classe pelo número de cotas da mesma classe e caso a classe tenha subclasses,
o valor da cota de cada subclasse resulta da divisão do valor do patrimônio líquido
atribuído à respectiva subclasse pelo número de cotas da mesma subclasse.

VALOR PATRIMÔNIO NÚMERO


DA COTA LÍQUIDO DE COTAS

Patrimônio Líquido:
PL = Valor de Mercado dos Ativos + Valores a Receber Valores a Pagar
OBS: a divisão é pelo número de cotas e NÃO PELO NÚMERO DE COTISTAS

Apostila 2025 720


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Cota
Fatores que afetam o valor da cota
Os principais fatores que afetam o valor da cota de um fundo de investimentos são:
Marcação a mercado;
Taxas (Administração, Gestão e Distribuição);
Custos gerais (custo de auditoria, taxas CVM, registro na SELIC);
Valorização/desvalorização dos ativos que compõe o fundo.
Taxa performance (altera o valor da cota, mas não gera um prejuízo % ao fundo);
Amortização de cotas (altera o valor, mas não gera um prejuízo % ao fundo);
Distribuição de dividendos (altera o valor, mas não gera um prejuízo % ao fundo).
Perceba que todos os fatores citados acima, afetam o valor do patrimônio líquido da
classe do fundo e, consequentemente, afeta o valor da cota.
OBSERVAÇÃO: Taxas de entrada ou de saída NÃO AFETAM O VALOR DA COTA. Estas
são taxas são pagas pelo cotista ao aplicar recursos ou resgatar recursos de um fundo,
conforme previsto no regulamento.

Apostila 2025 721


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Cota
Marcação a Mercado (MaM)
A “MaM” consiste em precificar diariamente os ativos da carteira do fundo, pelo valor
negociado no mercado nos casos dos ativos líquidos ou, quando este preço não é
observável, por uma mensuração adequada do preço que o ativo teria em uma eventual
negociação realizada no mercado. Tem como objetivo de evitar a transferência de riqueza
entre cotistas, além e dar maior transparência aos riscos embutidos nas posições. Desta
forma, os ativos de renda fixa não devem ser marcados pela curva de juros (valor aplicado
corrigido pelo juros contratado). Esta será uma responsabilidade do Administrador (pode
subcontratar uma instituição precificadora, como custodiante).
Deve haver marcação a mercado para todos os fundos de investimento, com exceção à
obrigatoriedade, quando houver intenção dos cotistas em preservar volume de aplicações
compatíveis com a manutenção dos ativos até o vencimento, desde que:
fundo destinado a um único investidor (Fundo Exclusivo), a investidores
pertencentes a um mesmo conglomerado financeiro ou grupo econômico, ou a
investidores qualificados; e
todos os cotistas ao ingressar assinarem um termo de adesão a anuência à
classificação de títulos e valores mobiliários mencionado neste artigo.

Apostila 2025 722


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Cota
Exemplo
EXEMPLO: O fundo de investimentos XYZ possui 100.000 cotas ao valor de R$ 105,00,
totalizando portanto um patrimônio de R$ 10.500.000,00. Este fundo possui uma taxa
de administração de 2% a.a. Sabendo que no fechamento do dia de hoje, os ativos que
compõe o fundo XYZ renderam R$ 5.000,00, as despesas com corretagem foram
R$ 400,00 e as despesas extras totalizaram R$ 100,00, qual o valor da cota em D+1?
RESPOSTA: O valor da cota é o valor do patrimônio líquido dividido pelo número de
cotas. Assim, precisamos encontrar o valor do patrimônio e para isso, basta acrescentar o
lucro ou prejuízo do dia ao patrimônio líquido atual. No entanto, a taxa de administração
está ao ano e precisamos saber ao dia. Para isso, basta dividir os 2% por 252.
Despesas do dia: Taxa de Administração + Corretagem + Despesas Extras
Taxa de Administração: (2%)÷(252) = (0,02 ÷ 252) = 0,00007937
Taxa de Administração: 0,00007937 × R$ 10.500.000,00 = R$ 833,38
Despesas do dia: R$ 833,38 + 400,00 + R$ 100,00 = R$ 1.333,38
Rentabilidade do dia: R$ 5.000,00
LUCRO/PREJUÍZO: R$ 5.000,00 R$ 1.333,38 R$ 3.666,62
PATRIMÔNIO LÍQUIDO: R$ 10.500.000,00 + R$ 3.666,62 = R$ 10.503.666,62
VALOR DA COTA: (R$ 10.503.666,62) ÷ 100.000 = R$ 105,0367

Apostila 2025 723


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Cota
Tipos
A CVM permite que os fundos de investimentos possam utilizar o valor da contabilização
das cotas através de dois tipo, que são:
COTA DO DIA: Calculada a partir do patrimônio líquido do dia anterior, atualizado
por um dia, ou seja, ela é apurada e conhecida no início do dia. Assim, ao
aplicar/resgatar em um fundo que converte as suas cotas em D+0 com cota de
abertura, a quantidade de cotas adquiridas é conhecida no momento da aplicação. A
utilização da cota de do dia é permitida nas classes tipificadas como:
Renda Fixa (exceto Longo Prazo e Dívida Externa);
Exclusivos;
Previdenciários.
COTA DO DIA SEGUINTE: O patrimônio líquido do dia é apurado e conhecido após
o encerramento dos mercados em que o fundo atue. Assim, ao aplicar/resgatar em
um fundo que converta suas cotas em D+0 com cota de fechamento, a quantidade
de cotas adquiridas/resgatadas é conhecida apenas no final do dia.
OBSERVAÇÃO: Quando se tratar de fundo que atue em mercados no exterior, o
encerramento do dia pode ser considerado como o horário de fechamento de um
mercado específico indicado no regulamento.

Apostila 2025 724


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Cota
Dinâmica de Aplicação e Resgate de cotas
Toda vez que ingressa recursos aportados por um cotista em um fundo aberto, o gestor
necessita investir esse valor em ativos. Da mesma forma, quando há um resgate, o gestor
deverá vender ativos do fundo, para poder ter recursos a serem entregues. No entanto, os
ativo possuem liquidez e prazos de liquidação financeira distintos, fazendo com que os
fundos possuam prazos distintos para pagamento após a solicitação do resgate. Desta
forma, os fundos abertos trabalham com prazos de CONVERSÃO (valor da cota que será
calculado para entrega dos recursos ao cotista) e LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA (data na qual
será entregue o recurso calculado na CONVERSÃO).
Prazo de cotização na Aplicação: a emissão das cotas deverá ser pelo valor da cota do
dia (D+0) ou do dia seguinte (D+1).
Prazo de cotização no Resgate: no regulamento estabelecerá o prazo entre a data da
solicitação do resgate, a data da conversão e a data da liquidação financeira, sendo que o
pagamento não poderá ultrapassar 5 dias úteis da data da conversão. Caso ultrapasse,
será devido ao cotista uma multa de 0,5% do valor de resgate, a ser paga pelo
administrador do fundo, por dia de atraso no pagamento do resgate de cotas (salvo
exceções).

Apostila 2025 725


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Cota
Dinâmica de Aplicação e Resgate de cotas
EXEMPLO: Rafael solicitou um resgate em um fundo de investimentos no qual realiza
a cotização em D+1 e a liquidação em D+4. Sabendo que essa solicitação ocorreu na
quinta-feira pela manhã, o que podemos passar de informação a ele?
RESPOSTA: Como o fundo tem prazo de cotização de D+1, podemos afirmar que o valor
que será resgatado será o valor da cota do próximo dia útil, neste caso, sexta-feira. No
entanto, ele somente terá o dinheiro disponível em D+4 da data da solicitação dor
resgate, ou seja, quatro (4) dias úteis depois da quinta-feira. Como sábado e domingo não
são dias úteis, a contagem se daria em:
D+1: Sexta-feira
D+2: Segunda-feira
D+3: Terça-feira
D+4: Quarta-feira
Assim, Rafael teria o dinheiro disponível para sacar, pagar conta, etc, somente na quarta-
feira (isso se nenhum desses dias fosse feriado). No mercado financeiro, você verá fundos
de investimentos, muitas vezes, com prazos mais alongados. Isso se dá pela liquidez dos
ativos que compõe o fundo, mas sempre descrito previamente no seu regulamento.

Apostila 2025 726


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Fundos de Investimentos
Valores que podem ser cobrados
Um fundo de investimentos poderá ter os seguintes custos:
Taxa de administração: taxa cobrada do fundo para remunerar o administrador e
os prestadores dos serviços por ele contratados e que não constituam encargos;
Taxa de gestão: taxa cobrada do fundo para remunerar o gestor e os prestadores
dos serviços por ele contratados e que não constituam encargos do fundo;
Taxa máxima de distribuição de cotas: taxa cobrada do fundo, representativa do
montante total para remuneração dos distribuidores, expressa em percentual anual
do patrimônio líquido (base 252 dias);
Taxa performance: taxa cobrada em função do resultado da classe ou do cotista;
Taxa de ingresso: taxa paga pelo cotista ao patrimônio da classe ao aplicar
recursos em uma classe de cotas, conforme previsão do regulamento;
Taxa de saída: taxa paga pelo cotista ao patrimônio da classe ao resgatar recursos
de uma classe de cotas, conforme previsão do regulamento;
Encargos do fundo: despesas específicas que podem ser debitadas diretamente da
classe de cotas, não estando inclusas nas taxas destinadas aos prestadores de
serviços essenciais, como por exemplo honorários de advogados.

Apostila 2025 727


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Valores que podem ser cobrados


Taxas sobre o Patrimônio Líquido
As taxas de Administração, taxa de Gestão e taxa de Distribuição são expressas ao ano
(base 252 Dias úteis), mas calculadas diariamente sobre o valor do patrimônio líquido do
fundo, de acordo com os saldos médios diários, independentemente do resultado ser
positivo ou negativo. Mesmo o cálculo ocorrendo sobre os saldos diários, o que ocorre de
fato, é um provisionamento diário, mas com o pagamento ocorrendo mensalmente (saída
do dinheiro do fundo).
Para ficar mais claro, essas taxas apresentam a seguinte sequência.
Calculada DIARIAMENTE sobre o patrimônio líquido;
Descontada MENSALMENTE do fundo;
Apresentada ao cotista como uma taxa ANUAL.

Apostila 2025 728


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Valores que podem ser cobrados
Taxa de Administração: Exemplo
EXEMPLO: O fundo de investimentos XYZ possui uma taxa de administração anual de
2%. Neste último ano, os ativos que compõe o fundo XYZ renderam 10% no total. Desta
forma, qual foi o retorno que os cotistas do fundo XYZ tiveram?
RESPOSTA: Para chegarmos no valor que será apresentado ao cotista, devemos
descontar a taxa de administração por juros compostos, ou seja, através de uma divisão.
Cálculo do Retorno Líquido da TAF (*): Método 2 para calcular:
Motivo: “100 + 10” i = (1,10 ÷ 1,02)
Motivo: “100 + 2” i = 1,078431
n=1 i = (1,078431 – 1) x 100
i = ? = 7,8431% de retorno líquido da TAF i = 7,8431%
(*) Rever aula de Matemática Financeira

Vale destacar que este é um cálculo de prova, pois na prática, a taxa de administração é
projetada diariamente sobre o patrimônio líquido do fundo e descontada mensalmente.
Pense que a taxa de administração é o “salário” dos prestadores de serviço do fundo.

Apostila 2025 729


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Valores que podem ser cobrados


Taxa Performance: Conceito
Conforme mencionado anteriormente, o regulamento poderá estabelecer a cobrança de
taxa de performance pelo gestor, devendo atender os seguintes critérios:
vinculação a um índice de referência, compatível com a política de investimento,
por exemplo, fundos de renda fixa não podem ter como benchmark o IBOV;
vedação da vinculação da taxa de performance a percentuais inferiores a 100%
(cem por cento) do índice de referência, ou seja, é cobrado um percentual sobre o
lucro que exceder a variação do benchmark estabelecido.
cobrança por período, no mínimo, semestral; e
cobrança após a dedução de todas as despesas;
vedada a cobrança de taxa de performance quando o valor da cota for inferior ao
valor da cota base (conceito de linha d’água)
OBS: É vedada a cobrança em fundos passivos e nos fundos tipificados como Renda
Fixa Curto Prazo; Renda Fixa Simples e Renda Fixa Referenciado (exceto os de Longo
Prazo). No entanto, as classes e subclasses destinadas exclusivamente a investidores
qualificados ou a investidores profissionais não precisam seguir nenhuma das regras
citadas até o momento, podendo ter regras próprias definidas no regulamento.

Apostila 2025 730


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Valores que podem ser cobrados
Taxa Performance: Tipos de Cobranças
O regulamento deve especificar se a taxa de performance é cobrada pelo:
MÉTODO DO ATIVO: com base no resultado da classe ou subclasse de cotas;
MÉTODO DO PASSIVO: com base no resultado de cada aplicação efetuada por
cada cotista. Neste método, os cotistas antigos têm sua performance calculada a
partir da última cobrança da taxa, como no método ativo. No entanto, para os novos
cotistas que entraram após o último pagamento da taxa, a base de cálculo é o valor
da cota na data da aplicação. Assim, cada aporte é avaliado separadamente, e se a
rentabilidade superar o benchmark, a taxa de performance é cobrada. Essa cobrança
é então distribuída entre todos os cotistas, proporcionalmente às suas cotas; ou
MÉTODO DO AJUSTE: com base no resultado da classe ou subclasse de cotas,
acrescida de ajustes individuais, exclusivamente nas aplicações efetuadas
posteriormente à data da última cobrança de taxa de performance, até o primeiro
pagamento de taxa de performance, promovendo a correta individualização dessa
despesa entre os cotistas.
OBS: Vale ressaltar que a taxa performance não causa um prejuízo ao fundo, mas
impacta o valor da cota, já que o valor é pago pela classe ou subclasse do fundo.

Apostila 2025 731


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Valores que podem ser cobrados


Taxa de Performance: Exemplo
EXEMPLO: Um fundo de investimentos, possui em seu regulamento a possibilidade de
cobrança de taxa de performance através do método do ativo. Analisando os dados
abaixo que representam o valor das cotas em reais no fechamento de semestre do
fundo, em quais períodos foi cobrado a taxa de performance?

FINAL DO SEMESTRE
Início 1 2 3 4 5
Valor da Cota 1,0000 1,0300 1,0230 1,0280 1,0290 1,0650
Variação do Benchmark - 2,50% 1,10% 0,32% 0,58% 1,20%

Veremos a seguir que será cobrado somente nos semestres 1 e 5. Isso porque, no
semestre 3, mesmo tendo performado melhor que o benchmarck, não poderá ser
cobrado, pois não superou a Linha D’Água.
OBS: A lógica para o método do passivo é a mesma, com a diferença do cálculo ser
feito com base no resultado de cada aplicação efetuada por cada cotista

Apostila 2025 732


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Valores que podem ser cobrados
Taxa de Performance: Exemplo
Início 1 2 3 4 5
Valor da Cota 1,0000 1,0300 1,0230 1,0280 1,0290 1,0650
Variação do Benchmark - 2,50% 1,10% 0,32% 0,58% 1,20%
1 – Variação do fundo - 3,00% -0,68% 0,49% 0,10% 3,50%
2 – Superou o Benchmark? - SIM NÃO SIM NÃO SIM
3 – Linha D’água - SIM NÃO NÃO NÃO SIM

(1) Calcular a rentabilidade do fundo para cada período:


Exemplo: Calculando a rentabilidade do período 1
o 1,000 [ENTER]
o 1,030 %]
o Resposta: 3,00%
(2) Analisar se o Fundo excedeu o benchmark.
(3) Analisar Linha D´Agua: Dos períodos que o Fundo Excedeu o benchmark, analisar se
o valor da cota do período é superior ao valor da cota da última cobrança. Cuidado, não
é o período anterior, mas sim o valor da última cobrança da taxa performance

Apostila 2025 733


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Cotistas
Direitos dos Cotistas
Os principais DIREITOS dos cotistas são:
receber a remuneração proporcionada pelo fundo de investimentos, nos termos
do respectivo Regulamento;
ter acesso ao aos documentos do fundo, como por exemplo, o regulamento;
ter ciência da política de investimento e dos riscos decorrentes;
ter acesso a composição, ao valor patrimonial e a rentabilidade do fundo;
ter acesso, anualmente, a documentos contendo informações sobre os
rendimentos obtidos no ano civil, o número de cotas de sua propriedade e seu
respectivo valor;
ter acesso ao extrato dos investimentos mensalmente;
participar e votar na Assembleia Geral de Cotistas.

Apostila 2025 734


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Cotistas
Deveres dos Cotistas
Os principais DEVERES dos cotistas são:
Caso descrito em regulamento, responder por eventual PATRIMÔNIO LÍQUIDO
NEGATIVO do fundo, devendo aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do
fundo, com exceção quando ocorrer falta de diligência do administrador e do gestor,
em casos de inobservância da política de investimentos ou dos limites de
concentração previstos no regulamento e na RCVM 175/23;
manter seus dados cadastrais atualizados;
ao aderir ao fundo, deve concordar com as regras estabelecidas no regulamento;
observar as recomendações de prazo mínimo de investimento e sua carência;
monitorar a atuação do administrador e gestor, que estão prestando o serviço;
verificar se o fundo está compatível ao seu perfil e objetivos pessoais;
ver todos os documentos disponíveis do fundo de investimentos.
OBS: não se esqueça, o cotista é um sócio e como tal, deve “cuidar” da sua empresa.

Apostila 2025 735


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Prestação de Serviços
Principais Prestadores de Serviços
Os principais prestadores de serviços que os fundos de investimentos podem ter são:
Administrador Fiduciário (Prestador de Serviço Essencial)
Gestor de Recursos (Prestador de Serviço Essencial)
Custodiante
Auditor Independente
Distribuidor
Consultoria
Comitês consultivos (não remunerados)
A seguir, veremos a função de cada um deles.

Apostila 2025 736


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
Disposições Gerais
O funcionamento do fundo se materializa por meio da atuação dos prestadores de
serviços essenciais (administrador e gestor) e terceiros por eles contratados, por escrito,
em nome do fundo. A criação dessa nova figura (Prestador de Serviço Essencial), fez com
que não haja mais hierarquia ou responsabilidade solidária entre o Administrador e o
Gestor. Desta forma, a contratação de terceiros deve contar com prévia e criteriosa análise
e seleção do contratado, devendo o prestador de serviços essencial, ainda, figurar no
contrato como interveniente anuente.
Os prestadores de serviços essenciais e demais prestadores de serviços do fundo
respondem perante a CVM, nas suas respectivas esferas de atuação, por seus próprios
atos e omissões contrários à lei, ao regulamento do fundo ou à regulamentação vigente,
sem prejuízo do exercício do dever de fiscalizar, nas hipóteses expressamente previstas na
RCVM 175/23, bem como naquelas eventualmente previstas no regulamento.
OBSERVAÇÃO: A aferição de responsabilidades dos prestadores de serviços tem como
parâmetros as obrigações previstas pela CVM e em regulamentações específicas, assim
como aquelas previstas no regulamento e no respectivo contrato de prestação de
serviços.

Apostila 2025 737


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestadores de Serviços
PSE: Normas de Conduta
Estão obrigados a adotar as seguintes normas de conduta:
exercer suas atividades buscando sempre as melhores condições para o fundo,
empregando o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma
dispensar à administração de seus próprios negócios, atuando com lealdade em
relação aos interesses dos cotistas e do fundo, evitando práticas que possam ferir a
relação fiduciária com eles mantida, e respondendo por quaisquer infrações ou
irregularidades que venham a ser cometidas sob sua administração ou gestão;
exercer, ou diligenciar para que sejam exercidos, todos os direitos decorrentes do
patrimônio e das atividades do fundo, ressalvado o que dispuser o regulamento
sobre a política relativa ao exercício de direito de voto do fundo; e
empregar, na defesa dos direitos do cotista, a diligência exigida pelas
circunstâncias, praticando todos os atos necessários para assegurá-los, e adotando as
medidas judiciais cabíveis.
OBS: prestadores de serviços devem transferir à classe de cotas qualquer benefício ou
vantagem que possam alcançar em decorrência de sua condição.

Apostila 2025 738


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
PSE: Administração de Carteiras
Conforme Res. CVM 21, a ADMINISTRAÇÃO DE CARTEIRAS DE VALORES MOBILIÁRIOS é o
exercício profissional de atividades relacionadas, direta ou indiretamente, ao
funcionamento, à manutenção e à gestão de uma carteira de valores mobiliários,
incluindo a aplicação de recursos financeiros no mercado de valores mobiliários por conta
do investidor. O seu registro poderá ser em ambas ou em uma das seguintes categorias:
Administrador Fiduciário, chamado de Administrador (do fundo);
Gestor de recursos, chamado de Gestor (do fundo);
O administrador de carteiras PESSOA JURÍDICA pode atuar na distribuição de cotas de
fundos de investimento de que seja administrador ou gestor. Resumidamente, deverá
seguir as normas que dispõe sobre:
a identificação, o cadastro, o registro, as operações, a comunicação, os limites e a
responsabilidade administrativa referentes aos crimes de “lavagem” ou ocultação
de bens, direitos e valores;
o dever de verificação da adequação dos produtos e serviços ao perfil do cliente;
as normas de cadastro de clientes, de conduta e de pagamento e recebimento de
valores aplicáveis à intermediação de operações realizadas com valores mobiliários
em mercados regulamentados de valores mobiliários.

Apostila 2025 739


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestação de Serviços
PSE: Administração de Carteiras
Para fins de obtenção e manutenção da autorização pela CVM, o ADMINISTRADOR
PESSOA NATURAL, deve atender alguns requisitos e os principais são:
ser domiciliado no Brasil;
ser graduado em curso superior ou equivalente;
aprovado em exame de certificação aprovado pela CVM (salve exceções);
ter reputação ilibada;
não estar inabilitado ou suspenso para o exercício de cargo;
não estar impedido de administrar seus próprios bens.
Já para o ADMINISTRADOR PESSOA JURÍDICA, os principais requisitos são:
ter sede no Brasil;
no objeto social ter exercício de administração de carteiras de valores mobiliários;
atribuir a responsabilidade pela administração de carteiras de valores mobiliários
a um ou mais diretores estatutários autorizados a exercer a atividade pela CVM;
atribuir a responsabilidade pelo cumprimento de regras, políticas, procedimentos
e controles internos e desta Instrução a um diretor estatutário;
caso o registro seja na categoria “gestor de recursos”, atribuir a responsabilidade
pela gestão de risco a um diretor estatutário.

Apostila 2025 740


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
PSE: Administrador Fiduciário
O registro na categoria administrador fiduciário autoriza o exercício profissional de
atividades relacionadas, direta ou indiretamente, ao funcionamento e à manutenção de
uma carteira de valores mobiliários, ou seja, tem poderes para praticar os atos
necessários à administração do fundo de investimento.
OBSERVAÇÕES:
Deve manter atualizada junto à CVM a lista de todos os prestadores de serviços;
Deve elaborar e divulgar as informações periódicas e eventuais da classe de cotas;
Somente podem ser Administradores Fiduciário instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
Responsável pela marcação a mercado (apreçamento de ativos);
Responsável pelo recolhimento de impostos nas classes e subclasses abertas;
As atividades de custódia e de controladoria de ativos e de passivos devem estar
totalmente segregadas das atividades de gestão de recursos;
Tem como função constituir um patrimônio segregado para cada classe de cotas;
Dever de verificação de patrimônio líquido negativo da classe;
Verificar a compatibilidade de preço praticados e do enquadramento da carteira;
Deve fiscalizar os serviços prestados por ele contratado.

Apostila 2025 741


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestação de Serviços
PSE: Obrigações do Administrador Fiduciário:
Incluem-se entre as obrigações do administrador contratar, em nome do fundo, com
terceiros devidamente habilitados e autorizados, os seguintes serviços:
tesouraria, controle e processamento dos ativos;
escrituração das cotas; e
auditoria independente.
OBSERVAÇÕES:
O fundo administrado por instituição autorizada a funcionar pelo Bacen não
precisa contratar os serviços tesouraria, controle e processamento dos ativos quando
forem executados pelo seu administrador;
O administrador habilitado e autorizado pela CVM a prestar o serviço de
escrituração de cotas pode prestar o referido serviço para os fundos que administra.
O administrador pode contratar outros serviços para a classe de cotas, desde que:
a contratação não ocorra em nome do fundo, salvo exceções; e
caso o prestador de serviço contratado não seja um participante de mercado
regulado pela CVM ou o serviço prestado ao fundo não se encontre dentro da
esfera de atuação da Autarquia, o administrador deve fiscalizar tais atividades.

Apostila 2025 742


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
PSE: Gestor de Recursos
O registro na categoria gestor de recursos autoriza a gestão de uma carteira de valores
mobiliários, incluindo a aplicação de recursos financeiros por conta do investidor. O
registro pode ser através de pessoa natural ou jurídica.
OBSERVAÇÕES:
Compete ao gestor negociar os ativos da carteira, bem como firmar todo e
qualquer contrato ou documento relativo à negociação de ativos, qualquer que seja
a sua natureza, representando a classe de cotas para essa finalidade.
As ordens de compra e venda de ativos devem sempre ser expedidas pelo gestor
com a identificação precisa do fundo e, se for o caso, da classe de cotas em nome da
qual devem ser executadas.
Responsável pela observância dos limites de composição e concentração de
carteira e de concentração em fatores de risco;
Deve submeter a carteira de ativos a testes de estresse periódicos;
Compete ao gestor exercer o direito de voto decorrente de ativos detidos pela
classe realizando todas as ações necessárias para tal exercício.
Deve providenciar a elaboração do material de divulgação da classe para utilização
pelos distribuidores, às suas expensas.

Apostila 2025 743


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestação de Serviços
PSE: Obrigações do Gestor de Recursos
Inclui-se entre as obrigações do gestor contratar, em nome do fundo, com terceiros
devidamente habilitados e autorizados, os seguintes serviços:
intermediação de operações para a carteira de ativos;
distribuição de cotas;
consultoria de investimentos;
classificação de risco por agência de classificação de risco de crédito (rating);
formador de mercado de classe fechada; e
cogestão da carteira de ativos.
OBSERVAÇÕES:
O gestor pode prestar os serviços de intermediação de operações para a carteira
de ativos e de distribuição de cotas;
Os serviços de consultoria de investimentos e de rating somente são de
contratação obrigatória por deliberação de assembleia ou disposto por regulamento;
Nos casos de contratação de cogestor, o contrato deve definir claramente as
atribuições de cada gestor, o que inclui, no mínimo, o mercado específico de atuação
de cada gestor e a classe ou classes de cotas objeto da cogestão.

Apostila 2025 744


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
PSE: Penalidades por Desenquadramento
O gestor não está sujeito às penalidades aplicáveis pelo descumprimento dos limites de
concentração e diversificação de carteira e concentração de risco definidos no
regulamento e pela CVM quando o descumprimento for causado por desenquadramento
passivo, decorrente de fatos alheios à sua vontade, que causem alterações imprevisíveis e
significativas no patrimônio líquido ou nas condições gerais do mercado.
Caso constate que o descumprimento dos limites de composição, diversificação de
carteira e concentração de risco estendeu-se por período superior ao do prazo concedido
ao fundo na regra específica de sua categoria, a Superintendência competente pode
determinar ao administrador, sem prejuízo das penalidades cabíveis, a convocação de
assembleia de cotistas para decidir sobre uma das seguintes alternativas:
incorporação a outra classe de cotas;
cisão total para fundo de investimento sob a gestão de outro gestor, não
integrante do mesmo grupo econômico; ou
liquidação.
OBSERVAÇÃO: Caso o desenquadramento passivo se prolongue por 15 dias úteis
consecutivos, ao final desse prazo o gestor deve encaminhar à CVM suas explicações para
o desenquadramento. Ocorrendo o reenquadramento, deve-se informar a CVM.
Apostila 2025 745
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestação de Serviços
PSE: Vedações
É vedado aos prestadores de serviços essenciais, em suas respectivas esferas de atuação,
praticar os seguintes atos em nome do fundo, em relação a qualquer classe:
receber depósito em conta corrente;
contrair ou efetuar empréstimos, salvo exceções em classe de cota restrita;
vender cotas à prestação, sem prejuízo da possibilidade de integralização a prazo
de cotas subscritas;
garantir rendimento predeterminado aos cotistas;
utilizar recursos da classe para pagamento de seguro contra perdas financeiras de
cotistas. No entanto, o gestor pode utilizar ativos da carteira na retenção de risco da
classe em suas operações com derivativos (hedge).
praticar qualquer ato de liberalidade, salvo exceções autorizadas pela CVM;
vedado o repasse de informação relevante com prestadores de serviço do fundo;
OBSERVAÇÕES: É vedado ao gestor e, se houver, ao consultor o recebimento de
qualquer remuneração, benefício ou vantagem, direta ou indiretamente, que
potencialmente prejudique sua independência na tomada de decisão ou, no caso do
consultor, sugestão de investimento.

Apostila 2025 746


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
PSE: Deveres
Resumidamente, os prestadores de serviços essenciais devem:
exercer suas atividades com boa fé, transparência, diligência e lealdade em
relação aos seus clientes;
desempenhar suas atribuições de modo a buscar atender aos objetivos de
investimento de seus clientes e evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária
mantida com seus clientes;
cumprir fielmente o regulamento do fundo de investimento ou o contrato
previamente firmado por escrito com o cliente, contrato este que deve conter as
características dos serviços a serem prestados;
transferir à carteira qualquer benefício ou vantagem que possa alcançar em
decorrência de sua condição de administrador de carteiras de valores mobiliários;
informar à CVM sempre que verifique, no exercício das suas atribuições, a
ocorrência ou indícios de violação da legislação que incumbe à CVM fiscalizar;
sempre defender os direitos e interesses do cliente.

Apostila 2025 747


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestadores de Serviços
PSE: Obrigações
ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO: Deverá manter atualizado os documentos referentes ao
fundos (atas de assembleias, registro de cotistas, lista de prestadores de serviços,
documentos contábeis, etc), devendo ser mantidos por no mínimo cinco (5) anos.
ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO & GESTOR DE RECURSOS: Devem, conjuntamente,
adotar as políticas, procedimentos e controle internos necessários para que a liquidez da
carteira do fundo aberto seja compatível com:
os prazos previstos no regulamento para pagamento dos pedidos de resgate;
o cumprimento das obrigações do fundo.
Caso o fundo invista em cotas de outros fundos de investimento, o administrador e o
gestor, devem, em conjunto e diligentemente, avaliar a liquidez do fundo investido,
considerando, no mínimo:
o volume investido;
as regras de pagamento de resgate do fundo investido; e
os sistemas e ferramentas de gestão de liquidez utilizados pelo administrador e
gestor do fundo investido.

Apostila 2025 748


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestadores de Serviços
PSE: Substituição
Os prestadores de serviços essenciais devem ser substituídos nas hipóteses:
I – descredenciamento para o exercício da atividade que constitui o serviço
prestado ao fundo, por decisão da CVM;
II – renúncia; ou
III – destituição, por deliberação da assembleia geral de cotistas.
Nos casos de descredenciamento ou renúncia, fica o administrador obrigado a convocar
imediatamente assembleia geral para eleger um substituto, a se realizar no prazo de até
15 dias, sendo facultado aos cotistas que detenham ao menos 5% do patrimônio líquido.
No caso de renúncia, o prestador de serviço essencial deve permanecer no exercício de
suas funções até sua efetiva substituição, que deve ocorrer no prazo máximo de 90
(noventa) dias, contados a partir da renúncia, para os fundos de investimento financeiro e
180 (cento e oitenta) dias, contados a partir da renúncia, para as demais categorias de
fundos de investimento. Já no caso de descredenciamento de prestador de serviço
essencial, à Superintendência competente pode nomear administrador ou gestor
temporário, conforme o caso, inclusive para viabilizar a convocação de assembleia de
cotistas.

Apostila 2025 749


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resumos
Prestadores de Serviços Essenciais
FUNÇÕES EXCLUSIVAS
FUNÇÕES EXCLUSIVAS DO ADMINISTRADOR FUNÇÕES CONJUNTAS
DO GESTOR

Administração do fundo Constituição do fundo Gestão da carteira de ativos

Contratação de intermediário,
Contratação de tesouraria, controle e
Não divulgação distribuidor, consultor de investimento,
processamento dos ativos; escrituração de
de fato relevante agência de rating, market maker e
cotas e auditoria independente
cogestor da carteira de ativos
Verificação de patrimônio líquido Negociação de ativos em
negativo da classe mercado organizados
Gerenciamento de
Divulgação de fato relevante em caso liquidez de classe aberta Observância dos limites
de pedido de declaração judicial de de composição e concentração
insolvência da classe de cotas da carteira

Divisão do patrimônio da classe Resolução do patrimônio


Teste de estresse da carteira
de cotas entre os cotistas, líquido negativo
na hipótese de liquidação da classe

Verificação da compatibilidade de preço Barreiras de resgate


Liquidação do fundo
praticados e do enquadramento da carteira
em FIF (anexo I) Side Pocket

Apostila 2025 750


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
Custodiante
O custodiante tem como principal função realizar a guarda dos ativos, ou seja, é o
responsável por manter em custódia os ativos do fundo, que podem incluir títulos, ações,
dinheiro e outros instrumentos financeiros. Outras funções também importantes são:
realizar o registro e manutenção de posições; processar todas as transações de compra e
venda dos ativos; distribuir os rendimentos aos cotistas, como juros e dividendos.
Estão autorizados a realizar a função de custodiante os Bancos comerciais, múltiplos ou de
investimentos, caixas econômicas, sociedades corretoras ou distribuidoras de títulos e
valores mobiliários, e entidades prestadoras de serviços de compensação e liquidação e
de depósito centralizado de valores mobiliários.
OBSERVAÇÕES:
Responsável pelo registro, liquidação e exercício dos direitos e obrigações do
ativo que compõem a carteira;
Nos fundos de investimentos, essa custódia é realizada em nome do fundo,
garantindo a separação dos ativos do gestor do fundo e de outros participantes;
Atua como um guardião independente dos ativos do fundo, desempenhando um
papel crucial na proteção dos interesses dos cotistas e na garantia da conformidade
regulatória e transparência nas operações do fundo.
Apostila 2025 751
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestação de Serviços
Auditor Independente
O AUDITOR INDEPENDENTE é a figura que ASSEGURA CREDIBILIDADE ÀS INFORMAÇÕES
FINANCEIRAS de determinada entidade, ao opinar se as demonstrações contábeis
preparadas pela sua administração representam, em todos os aspectos relevantes, sua
posição patrimonial e financeira. Com relação aos fundos de investimentos, esta auditoria
externa, gera uma proteção a todos os cotistas, pois ela dá veracidade as informações
prestadas pelo administrador.
OBSERVAÇÕES:
O exercício dessa atividade é uma prerrogativa profissional dos contadores
legalmente habilitados por registro em Conselho Regional de Contabilidade (CRC);
Os auditores independentes registrados na CVM, além de se subordinarem às
normas da CVM, estão subordinados à Lei de Regência da profissão contábeis;
Busca dar maior credibilidade às informações divulgadas e maior segurança.
O valor que o Auditor Independente recebe são pagos pelo próprio fundo.

Apostila 2025 752


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
Distribuidor (Conta & Ordem)
O gestor pode contratar o distribuidor para realizar a distribuição e subscrição de cotas
do fundo por conta e ordem dos investidores. O distribuidor por conta e ordem deve
manter registro complementar de cotistas, específico para cada classe e, se houver,
subclasse de cotas em que ocorra subscrição por conta e ordem, de forma que a
titularidade das cotas seja inscrita no registro em nome dos investidores, atribuído a cada
cotista um código de investidor e sendo informado tal código ao administrador.
Os DISTRIBUIDORES que atuem por conta e ordem de clientes assumem todos os ônus e
responsabilidades relacionadas aos clientes, inclusive quanto a seu cadastramento,
identificação e demais procedimentos que caberiam originalmente ao administrador.
Além disso, o distribuidor pode comparecer e votar nas assembleias de cotistas,
representando os interesses de seus clientes, desde que possua mandato com poderes.
O contrato firmado entre o gestor, em nome do fundo, e o distribuidor que atue por conta
e ordem deve prever que na hipótese de sua extinção, os clientes que sejam cotistas até a
data da extinção podem manter o seu investimento por conta e ordem enquanto
perdurar, desde que o distribuidor mantenha todos os direitos e obrigações, pelo período
em que tais clientes mantiverem o investimento; ou o gestor assuma ou contrate outro
distribuidor a assumir todos os direitos e obrigações.
Apostila 2025 753
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Prestação de Serviços
Consultoria
A CONSULTORIA especializada pode ser CONTRATADA PELO GESTOR para realizar
atividades relacionadas à análise, seleção, aquisição e substituição dos direitos creditórios
que comporão a carteira de direitos creditórios. Para a contratação da consultoria
especializada, o gestor deve verificar se o prestador de serviço possui reputação ilibada e
capacidade técnica e operacional compatível com as atividades para as quais está sendo
contratado.
Já quando se tratar de CONSULTORIA ESPECIALIZADA para os fundos Imobiliários, que
objetive dar suporte e subsidiar as atividades de análise, seleção, acompanhamento e
avaliação de empreendimentos imobiliários e demais ativos integrantes ou que possam vir
a integrar a carteira de ativos, a contratação ocorrerá pelo ADMINISTRADOR.

Apostila 2025 754


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Serviços
Conselhos Consultivos e Comitês
Sem prejuízo das responsabilidades dos prestadores de serviços, podem ser constituídos,
por iniciativa dos cotistas ou de prestador de serviço essencial, conselhos consultivos,
comitês técnicos ou de investimentos, os quais não podem ser remunerados pelo fundo.
OBSERVAÇÕES:
As atribuições, a composição, e os requisitos para convocação e deliberação dos
conselhos e comitês devem estar estabelecidos no regulamento.
A existência de conselhos e comitês não exime o gestor da responsabilidade sobre
as operações da carteira de ativos.
Os membros dos conselhos ou comitês devem informar ao administrador, e este
aos cotistas, qualquer situação que os coloque, potencial ou efetivamente, em
situação de conflito de interesses com a classe de cotas.
Quando constituídos por iniciativa de prestador de serviço essencial, os membros
do conselho ou comitê podem ser remunerados com parcela da taxa de
administração ou gestão, conforme o caso.
Quando constituído com o objetivo de fiscalizar ou supervisionar as atividades
exercidas por prestador de serviços essencial, a remuneração de membros do
comitê pode constituir encargo do fundo, desde que prevista no regulamento.

Apostila 2025 755


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Documentos & Informações


Disposições Gerais
A divulgação de informações sobre a classe de cotas deve ser abrangente, equitativa e
simultânea para todos os cotistas da classe, inclusive, mas não limitadamente, por meio
da disponibilização dos seguintes documentos e informações nos canais eletrônicos e nas
páginas na rede mundial de computadores do administrador, do gestor, do distribuidor,
enquanto a distribuição estiver em curso, e da entidade administradora do mercado
organizado em que as cotas sejam admitidas à negociação:
regulamento atualizado;
descrição da tributação aplicável; e
política de voto da classe em assembleia de titulares, se for o caso.
Além disso, essas informações devem ser suficientes, verdadeiras, precisas, consistentes e
atuais, permitindo aos investidores uma tomada de decisão fundamentada a respeito do
investimento, através de escritas em linguagem simples, clara, objetiva e concisa e que
sejam úteis à avaliação do investimento. Outro ponto relevante é que não podem
assegurar ou sugerir a existência de garantia de resultados futuros ou isenção de risco
para o investidor.

Apostila 2025 756


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Documentos & Informações
Regulamento: Geral
O FUNDO É REGIDO PELO REGULAMENTO e, se for o caso, suas classes de cotas são
complementarmente regidas por anexos ao regulamento. Com relação a parte geral do
regulamento, que deve ser comum a todas as classes de cotas, ele deve dispor sobre:
identificação e qualificação dos prestadores de serviços, com informação sobre
os seus registros na CVM;
definição sobre se o fundo conta com classe única de cotas ou diferentes classes
de cotas e, caso conte com classes diferentes, definição das despesas que são
comuns às classes;
responsabilidade, bem como parâmetros de sua aferição, dos prestadores de
serviços, perante o fundo e entre si;
forma de rateio das despesas em comum entre as classes, se for o caso, que deve
ser passível de verificação e não implicar transferência indevida de riqueza entre as
classes;
forma de rateio das contingências que recaiam sobre o fundo, não sobre o
patrimônio de alguma(s) classe(s) em específico, que deve ser passível de verificação
e não implicar transferência indevida de riqueza entre as classes;
prazo de duração, que pode ser indeterminado; e
exercício social.
Apostila 2025 757
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Documentos & Informações


Regulamento: Anexos
Já com relação aos anexos descritivos de classes, cada qual relativo a uma classe em
específico, resumidamente devem dispor sobre:
público-alvo;
responsabilidade dos cotistas, determinando se está limitada ao valor por eles
subscrito ou se é ilimitada;
regime da classe, se aberta ou fechada;
prazo de duração, que pode ser indeterminado e deve ser compatível com o prazo
de duração do fundo;
categoria do fundo;
política de investimentos, aderente à categoria;
taxas de administração e de gestão;
taxa máxima de distribuição, de ingresso e de saída, se houver;
OBSERVAÇÕES: Na classe de cotas que possua subclasses, os apêndices das subclasses,
cada qual relativo a uma subclasse em específico, devem dispor sobre as particularidades
das respectivas subclasses e caso a classe de cotas conte com subclasses que possuam
diferentes taxas de administração e gestão, essas taxas devem ser disciplinadas no
apêndice descritivo das subclasses.

Apostila 2025 758


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Documentos & Informações
Regulamento: ASG
O regulamento do fundo e o anexo descritivo da classe de cotas cuja denominação
contenha referência a fatores ambientais, sociais e de governança, tais como “ESG”, “ASG”,
ou quaisquer outros termos correlatos às finanças sustentáveis, deve estabelecer:
quais os benefícios ambientais, sociais ou de governança esperados e como a
política de investimento busca originá-los;
quais metodologias, princípios ou diretrizes são seguidas para a qualificação do
fundo ou da classe, conforme sua denominação;
qual a entidade responsável por certificar ou emitir parecer de segunda opinião
sobre a qualificação, se houver, bem como informações sobre a sua independência
em relação ao fundo; e
especificação sobre a forma, o conteúdo e a periodicidade de divulgação de
relatório sobre os resultados ambientais, sociais e de governança alcançados pela
política de investimento no período, assim como a identificação do agente
responsável pela elaboração do relatório.
OBSERVAÇÃO: Caso a política de investimento integre fatores ASG às atividades
relacionadas à gestão da carteira, mas não busque originar benefícios ASG, fica vedada a
utilização dos termos, devendo o regulamento dispor os temas à política de investimento.

Apostila 2025 759


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Documentos & Informações


Termo de Adesão e Ciência de Risco
Por meio de um termo de adesão e ciência de risco, ao ingressar no fundo todo cotista
deve atestar que:
teve acesso ao inteiro teor do regulamento e, se for o caso, ao anexo da classe
investida e ao apêndice da subclasse investida.
tem ciência dos fatores de risco relativos à classe e, se for o caso, subclasse de
cotas; de que não há qualquer garantia contra eventuais perdas patrimoniais que
possam ser incorridas pela classe de cotas; a CVM não é responsável pela veracidade
das informações prestadas; se for o caso, de que as estratégias de investimento do
fundo podem resultar em perdas superiores ao capital aplicado e a consequente
obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o PL negativo.
OBSERVAÇÕES:
O Termo deve ter no máximo 5.000 caracteres, devendo conter a identificação de
até 5 principais fatores de risco inerentes à composição da carteira de ativos;
Caso o regulamento do fundo não limite a responsabilidade do cotista ao valor por
ele subscritos, o cotista deve atestar que tem ciência dos riscos decorrentes da
responsabilidade ilimitada;
Obrigatório a todos os fundos, exceto aos tipificados como Renda Fixa Simples.

Apostila 2025 760


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Documentos & Informações
Lâmina de Informações Básicas
O administrador de classe aberta que seja destinada ao público em geral, deve elaborar
lâmina (de informações básicas) e mantê-la atualizada. Esse documento é um resumo
das informações do Regulamento e normalmente contemplam:
público-alvo;
objetivos da classe de cotas;
política de investimentos;
condições de investimento;
composição da carteira;
risco;
histórico de rentabilidade ou simulação de desempenho;
Informações sobre o serviço de atendimento ao cotista.
OBSERVAÇÃO: Caso o regulamento estabeleça taxas mínimas e máximas, englobando
as taxas das classes investidas, a lâmina deve destacar as taxas máximas.

Apostila 2025 761


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Documentos & Informações


Material de Divulgação: Fundo
Qualquer material de divulgação do fundo deve:
ser consistente com o regulamento;
ser elaborado em linguagem serena e moderada, advertindo seus leitores para os
riscos do investimento;
ser identificado como material de divulgação;
mencionar a existência do regulamento, anexos e apêndices, conforme o caso,
bem como os endereços na rede mundial de computadores nos quais os
documentos podem ser obtidos; e
observar as disposições gerais sobre divulgação de informações a classe de cotas.
OBS: O material de divulgação da Política de Distribuição de um fundo aberto,
destinado a investidores não qualificados, deve incluir dentre outras informações, a
descrição da forma de remuneração dos distribuidores e os eventuais conflitos de
interesse no esforço de venda.

Apostila 2025 762


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Documentos & Informações
Material de Divulgação: Rentabilidade (I)
Toda informação divulgada, por qualquer meio, na qual seja incluída referência à
rentabilidade, deve obrigatoriamente:
mencionar a data do início do funcionamento da classe divulgada;
contemplar a rentabilidade mensal e a rentabilidade acumulada nos últimos
12 meses, não sendo obrigatória, neste caso, a discriminação mês a mês, ou no
período decorrido desde a sua constituição, se inferior;
ser acompanhada do valor do patrimônio líquido médio mensal dos últimos
12 meses ou desde a sua constituição, se mais recente;
divulgar as taxas de administração, de gestão e máxima de distribuição; e
destacar o público-alvo da classe ou subclasse de cotas que estiver sendo
divulgada, assim como as restrições quanto à captação, se houver, ressaltando
eventual impossibilidade, permanente ou temporária, de acesso por parte do público
em geral.
OBSERVAÇÕES: Caso o gestor contrate os serviços de empresa de classificação de risco,
todo o material de divulgação deve apresentar o grau mais recente conferido à classe ou
subclasse de cotas a que se referir o material, bem como a indicação de como obter
maiores informações sobre a avaliação efetuada.

Apostila 2025 763


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Documentos & Informações


Material de Divulgação: Rentabilidade (II)
Além dos itens já citados, mais cinco itens devem ser respeitados, que são:
os resultados da classe só podem ser utilizado após um período de 6 meses, a
partir da data da primeira emissão de cotas da classe a ser divulgada;
a divulgação de rentabilidade deve ser acompanhada de comparação, no mesmo
período, com índice de mercado compatível com a política de investimento;
no caso de divulgação de informações que tenham por base análise comparativa
com outras classes ou subclasses de cotas, devem ser divulgados os elementos que o
prestador de serviços essenciais considerou relevantes;
sempre que o material de divulgação apresentar informações referentes à
rentabilidade ocorrida em períodos anteriores, deve ser incluída advertência, de que:
a rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados
futuros; e os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador,
pelo gestor, por qualquer mecanismo de seguro ou pelo FGC.
material de divulgação que contiver menção a fatores ambientais, sociais ou de
governança (ASG) deve informar, de modo objetivo, se o fundo ou a classe:
possui uma política de investimentos que busca originar benefícios ASG; ou
integra os fatores ASG à política de investimentos, sem buscar a originação de
benefícios dessa natureza.
Apostila 2025 764
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Divulgação de Informações
Disposições Gerais & Fatos Relevantes
As informações periódicas e eventuais do fundo devem ser divulgadas na página do
fundo, do administrador ou do gestor, conforme previsto no regulamento. Caso sejam
divulgadas a terceiros informações referentes à composição da carteira, a mesma
informação deve ser colocada à disposição dos cotistas na mesma periodicidade, salve
exceções.
Vale ressaltar que, o administrador é obrigado a divulgar qualquer fato relevante
ocorrido ou relacionado ao funcionamento do fundo, da classe ou aos ativos integrantes
da carteira, assim que dele tiver conhecimento, observado que é responsabilidade dos
demais prestadores de serviços informar imediatamente ao administrador sobre os fatos
relevantes de que venham a ter conhecimento, exceto se o gestor e o administrador, em
conjunto, entenderem que sua revelação porá em risco interesse legítimo do fundo, da
classe de cotas ou dos cotistas.

Apostila 2025 765


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Divulgação de Informações
Demonstrações Contábeis & Auditoria
O fundo de investimento e suas classes de cotas devem ter escrituração contábil
próprias, devendo as suas contas e demonstrações contábeis ser segregadas entre si,
assim como segregadas das demonstrações contábeis dos prestadores de serviço
essenciais. O exercício social do fundo de investimento deve ser encerrado a cada 12
(doze) meses, quando devem ser levantadas as demonstrações contábeis do fundo e, se
houver, de suas classes de cotas, todas relativas ao mesmo período findo.
OBSERVAÇÕES:
As demonstrações contábeis dos fundos que contam com diferentes classes são
compostas, no mínimo, pelo balanço patrimonial, demonstrativo do resultado do
exercício e demonstrativo de fluxo de caixa, inexistindo obrigação de levantar
demonstrações contábeis consolidadas.
A auditoria das demonstrações contábeis não é obrigatória para fundos e classes
em atividade há menos de 90 (noventa) dias.
A elaboração e a divulgação das demonstrações contábeis devem observar as
regras específicas editadas pela CVM, conforme a categoria do fundo de
investimento, devendo ser auditadas anualmente por auditor independente
registrado na CVM.

Apostila 2025 766


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Divulgação de Informações
Divulgação de Informações
O ADMINISTRADOR do fundo é responsável por:
calcular e divulgar o valor da cota e do patrimônio líquido das classes e
subclasses de cotas abertas diariamente; ou para classes e subclasses que não
ofereçam liquidez diária a seus cotistas, em periodicidade compatível com a liquidez
da respectiva classe ou subclasse, desde que a periodicidade esteja expressamente
prevista no regulamento;
disponibilizar a demonstração de desempenho aos cotistas das classes e
subclasses de investimentos do público em geral, até o último dia útil de fevereiro de
cada ano;
disponibilizar as informações da classe de forma equânime entre todos os cotistas
da mesma classe e, se for o caso, subclasse, no mínimo conforme Resolução 175/23.
divulgar, em lugar de destaque na sua página na rede mundial de computadores e
disponível ao público em geral, a demonstração de desempenho relativa:
aos 12 meses findos em 31/12, até o último dia útil de fevereiro de cada ano; e
aos 12 meses findos em 30/06, até o último dia útil de agosto de cada ano; e

Apostila 2025 767


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Divulgação de Informações
Divulgação de Informações e Resultados
O ADMINISTRADOR deve enviar à CVM os seguintes documentos da classe de cotas:
informe diário, no prazo de 1 (um) dia útil;
mensalmente, até 10 dias úteis após o encerramento do mês a que se referirem:
balancete;
demonstrativo da composição e diversificação de carteira;
perfil mensal; e
lâmina de informações básicas, se aplicável;
anualmente, no prazo de 90 dias contado a partir do encerramento do exercício a
que se referirem, as demonstrações contábeis e, caso existentes, de suas classes de
cotas, acompanhadas dos pareceres de auditoria independente; e
formulário padronizado com as informações básicas da classe de cotas, sempre
que houver alteração do regulamento, na data do início da vigência das alterações
deliberadas em assembleia.
OBS: O prazo de retificação das informações é de 3 dias úteis, contado do fim do prazo
estabelecido para a apresentação dos documentos. Além disso, as informações referentes
aos informes diários e mensais devem ser prestadas para cada subclasse em separado.

Apostila 2025 768


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prestação de Contas aos Cotistas
Operações Omitidas
Caso existam posições ou operações em curso que, a critério do gestor, possam vir a ser
prejudicadas pela sua divulgação, o demonstrativo da composição da carteira pode
omitir sua identificação e quantidade, registrando somente o valor do ativo e sua
percentagem sobre o total da carteira
Essas operações omitidas devem ser divulgadas no prazo máximo de:
30 dias, improrrogáveis, nas classes tipificadas como “Renda Fixa” que sejam
“Curto Prazo”, “Referenciada” ou “Simples"; e
nos demais casos, 90 dias após o encerramento do mês, podendo esse prazo ser
prorrogado uma única vez, em caráter excepcional, e com base em solicitação
fundamentada submetida à aprovação da CVM, até o prazo máximo de 180 dias.

Apostila 2025 769


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fechamento do Fundo para Resgates


Motivo
No caso de fechamento dos mercados e/ou excepcionais de iliquidez dos ativos
componentes da carteira do fundo, inclusive em decorrência de pedidos de resgates
incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do tratamento
tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, o
administrador pode declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates. Caso
o administrador, por estes motivos, declare o fechamento do fundo para a realização de
resgates, ele deve proceder à imediata divulgação de fato relevante aos cotistas e à CVM,
devendo permanecer fechado para novas aplicações enquanto estiver suspenso
Caso o fundo permaneça fechado por período superior a 5 (cinco) dias consecutivos, o
administrador deve, além da divulgação de fato relevante por ocasião do fechamento
pelos motivos acima, convocar no prazo máximo de 1 (um) dia, para realização em até 15
(quinze), assembleia geral extraordinária para deliberar sobre as seguintes possibilidades:
Substituição do administrador, do gestor ou de ambos;
Reabertura ou manutenção do fechamento do fundo para resgate;
Possibilidade do pagamento de resgate em títulos e valores mobiliários;
Cisão do fundo; e
Liquidação do fundo.

Apostila 2025 770


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fechamento do Fundo para Aplicações
Motivo
Caso o administrador fiduciário entenda que o capacity do fundo de investimentos foi
atingido, ele poderá suspender novas aplicações no fundo, desde que isso se aplique
tanto a novos cotistas, quanto aos cotistas atuais. No entanto, no caso de fundos
destinados exclusivamente a investidores profissionais, o administrador está autorizado
a suspender novas aplicações apenas para novos investidores.
Mas o que significa capacity? Este é um termo técnico utilizado no mercado financeiro
para definir qual o volume máximo do patrimônio líquido que o fundo de investimentos
poderá ter, para manter a capacidade de entrega de retornos condizente ao seu risco.
Esse valor é definido pelo gestor, pois ele é o responsável por investir os recursos. Por
exemplo, se o capacity de um fundo de ações é de R$ 10 bilhões, o gestor entende que
acima deste valor, ele não conseguirá encontrar boas oportunidades para investir. Desta
forma, para não prejudicar o retorno dos cotistas, a melhor decisão é fechar o fundo para
novas aplicações.
Esse fechamento não é eterno, pois se o gestor entender que há novas oportunidades, o
administrador poderá reabrir para novas captações de recursos e assim, o gestor poderá
aplicar os valores captados nessas novas oportunidades.

Apostila 2025 771


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

PL Negativo com Limitação de Responsabilidade


Definições
Caso o administrador verifique que o patrimônio líquido (PL) da classe de cotas está
negativo e a responsabilidade dos cotistas seja limitada ao valor por eles subscrito, deve:
imediatamente, em relação à classe de cotas cujo PL está negativo:
fechar para resgates e não realizar amortização de cotas;
não realizar novas subscrições de cotas;
comunicar a existência do patrimônio líquido negativo ao gestor;
divulgar fato relevante;
cancelar os pedidos de resgate pendentes de conversão; e
em até 20 (vinte) dias elaborar um plano de resolução do patrimônio líquido
negativo, em conjunto com o gestor, e convocar assembleia de cotistas, para
deliberar acerca do plano de resolução do patrimônio líquido negativo,
encaminhando o plano junto à convocação.
OBS: A CVM pode pedir a declaração judicial de insolvência da classe de cotas, quando
identificar situação na qual seu patrimônio líquido negativo represente risco para o
funcionamento eficiente do mercado de valores mobiliários ou para a integridade do
sistema financeiro.

Apostila 2025 772


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
PL Negativo com Limitação de Responsabilidade
Não aprovação do plano de resolução
Caso a assembleia não aprove o plano de resolução do patrimônio líquido negativo, os
cotistas devem deliberar sobre as seguintes possibilidades:
cobrir o patrimônio líquido negativo, mediante aporte de recursos, próprios ou de
terceiros, em montante e prazo condizentes com as obrigações da classe, hipótese
que afasta a proibição exposta anterior sobre “não poder realizar novas subscrições
de cotas”;
cindir, fundir ou incorporar a classe a outro fundo que tenha apresentado
proposta já analisada pelos prestadores de serviços essenciais;
liquidar a classe que estiver com patrimônio líquido negativo, desde que não
remanesçam obrigações a serem honradas pelo seu patrimônio; ou
determinar que o administrador entre com pedido de declaração judicial de
insolvência da classe de cotas. Essa hipótese também ocorrerá caso a assembleia não
seja instalada por falta de quórum ou os cotistas não deliberem em favor de
qualquer possibilidade.

Apostila 2025 773


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Assembleia de Cotistas
Competência
Compete privativamente à assembleia de cotistas deliberar sobre:
demonstrações contábeis;
substituição de prestador de serviço essencial (administrador ou gestor);
emissão de novas cotas, na classe fechada;
fusão, a incorporação, a cisão, total ou parcial, a transformação ou a liquidação
do fundo ou da classe de cotas;
alteração do regulamento, ressalvado quando obrigatório por lei;
plano de resolução de patrimônio líquido negativo; e
pedido de declaração judicial de insolvência da classe de cotas.
OBSERVAÇÕES:
A alteração do regulamento no tocante a matéria que seja comum a todas as
classes de cotas deve ser deliberada pela assembleia geral de cotistas;
Assembleia Geral: são convocados todos os cotistas do fundo;
Assembleia Especial: são convocados somente os cotistas de determinada classe
ou subclasse de cotas;
Não é necessário assembleia para reduções de taxas.

Apostila 2025 774


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Glossário da RCVM 175/23
Definições (I)
Administrador (do fundo): pessoa jurídica autorizada pela CVM para o exercício
profissional de administração de carteiras de valores mobiliários, na categoria de
“administrador fiduciário”, é responsável pela administração do fundo
Agência de classificação de risco de crédito: pessoa jurídica registrada ou reconhecida
pela CVM que exerce profissionalmente a atividade de classificação de risco de crédito no
âmbito do mercado de valores mobiliários
Custódia: atividade cujo escopo está definido em norma específica que dispõe sobre a
prestação de serviços de custódia de valores mobiliários;
Distribuidor: intermediário contratado pelo gestor, em nome do fundo, para realizar a
distribuição de cotas;
Gestor (do fundo): pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM para o exercício de
administração de carteiras de valores mobiliários, na categoria “gestor de recursos”, cuja
atribuição é realizar a gestão da carteira de ativos; ;
Intermediário: instituição habilitada a atuar como integrante do sistema de
distribuição, por conta própria e de terceiros, na negociação de valores mobiliários em
mercados regulamentados de valores mobiliários;
Prestadores de serviços essenciais: administrador e gestor do fundo.

Apostila 2025 775


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Glossário da RCVM 175/23


Definições (II)
Regulamento (do fundo): é o documento que rege a constituição e o funcionamento
do fundo de investimento e contém, no mínimo, as disposições obrigatórias previstas;
Anexos (descritivos de classes): partes do regulamento do fundo essenciais à
constituição de classes de cotas, que regem o funcionamento das classes de modo
complementar ao disciplinado pelo regulamento;
Apêndices (descritivos de subclasses): partes do anexo da classe que disciplinam as
características específicas de cada subclasse de cotas, se houver
Categoria (do fundo): classificação decorrente da política de investimentos do fundo,
conforme previstas nos Anexos Normativos, observado que cada Anexo Normativo
disciplina uma única categoria;
Cotista: aquele que detém cotas de um fundo de investimento, inscrito no registro de
cotistas de sua classe de cotas, o que pode se dar por meio de sistemas informatizados;
Cotista efetivo: cotista que ingressa na classe por meio de subscrição por conta e
ordem do distribuidor;
Assembleia especial de cotistas: assembleia para a qual são convocados somente os
cotistas de determinada classe ou subclasse de cotas;
Assembleia geral de cotistas: assembleia para a qual são convocados todos os cotistas
do fundo.
Apostila 2025 776
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Glossário da RCVM 175/23
Definições (III)
Data da integralização: a data da efetiva disponibilização, para a classe, dos recursos
investidos pelo investidor ou pelo distribuidor que atue por conta e ordem de seus
clientes;
Data de conversão de cotas: a data aferida consoante o prazo indicado no regulamento
para apuração do valor da cota para efeito da aplicação e do pagamento do resgate ou
amortização;
Data de pagamento de resgate: a data do efetivo pagamento, pela classe, do valor
líquido devido ao cotista que efetuou pedido de resgate;
Data do pedido de resgate: a data em que o cotista solicita o resgate de parte ou da
totalidade das cotas de sua propriedade;
Vínculo familiar: ascendentes, descendentes ou parentes afins, civis e colaterais até o
segundo grau;
Vínculo societário familiar: vínculo decorrente da participação direta ou indireta em
veículo de investimento constituído com o objetivo de consolidar patrimônio de um grupo
de pessoas que tenham vínculo familiar; e
Vínculo por interesse único e indissociável: vínculo decorrente de controle comum,
conforme definido nas normas contábeis, ou de acordo que obrigue os cotistas a votarem
em conjunto nas assembleias.
Apostila 2025 777
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Glossário da RCVM 175/23


Definições (IV)
Fundo de investimentos (fundo): comunhão de recursos, constituído sob a forma de
condomínio de natureza especial, destinado à aplicação em ativos financeiros, bens e
direitos, de acordo com a regra específica aplicável à categoria do fundo.
Amortização (de cotas): pagamento uniforme realizado a todos os cotistas de
determinada classe ou subclasse, de parcela do valor de suas cotas, sem redução do
número de cotas emitidas, efetuado em conformidade com o disposto no regulamento ou
com deliberação da assembleia de cotistas.
Barreiras de Resgate: O regulamento pode prever a existência de barreiras aos
resgates, por meio das quais o gestor pode, a seu critério e de acordo com parâmetros
estabelecidos no regulamento, limitar os pedidos de resgate a uma fração do patrimônio
líquido da classe, sem prejuízo do tratamento equitativo entre os cotistas.
Side Pocket: Desde que previsto em regulamento, gestor pode cindir do patrimônio da
classe os ativos excepcionalmente ilíquidos, para que sejam utilizados na integralização de
cotas de uma nova classe fechada ou de uma nova subclasse de classe fechada já
existente. Isso é possível desde que a previsão esteja no regulamento.
Exposição a risco de capital: exposição da classe de cotas ao risco de seu patrimônio
líquido ficar negativo em decorrência de aplicações de sua carteira de ativos;

Apostila 2025 778


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
4.2 Principais Estratégias e Tipos de
Gestão de Fundos
Apostila 2025 779
779
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Objetivo e Política de Investimento


Definição e Finalidade
OBJETIVO DO FUNDO: Descreve O QUE o fundo se propõe a fazer, podendo ser de
duas maneiras:
Fundos Passivos: procuram acompanhar o benchmark (índice de referência). Estes
fundos possuem dificuldades de replicação dos seus benchmarks por questões
custos, impostos, dinâmica de cálculo da rentabilidade do fundo, regras de
contabilização a mercado e necessidade de liquidez para resgates. Para minimizar
estes impactos, eles utilizam como estratégias derivativos para proteção de carteiras
(em inglês, hedge);
Fundos Ativos: buscam superar o benchmark (índice de referência). Estes fundos
podem cobrar taxa performance sobre o que superar seu benchmark.
POLÍTICA DE INVESTIMENTO: Descreve COMO será atingida a meta proposta. Desta
forma, a política define os parâmetros de atuação do gestor, detalhando os mercados,
papéis, limites, percentuais e o risco ao qual o fundo será exposto.

Apostila 2025 780


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Objetivo e Política de Investimento
Política de Investimentos
A política de investimento da classe de cotas deve estar de acordo com seu tipo e conter,
no mínimo, as seguintes informações:
o percentual máximo de aplicação em ativos financeiros de emissão do gestor e
outros emissores de seu grupo econômicos;
o percentual máximo de aplicação em cotas de fundos de investimento
administrados pelo gestor ou partes relacionadas;
o percentual máximo de aplicação em ativos financeiros de um mesmo emissor;
o percentual máximo de aplicação em ativos financeiros no exterior; e
a possibilidade de a classe ficar exposta a risco de capital, com a indicação do
limite de exposição máxima sob a forma de percentual do patrimônio líquido que
pode ser utilizado em margem bruta.
Parágrafo único: A classe fica exposta a risco de capital quando realiza operações em
valor superior ao seu patrimônio.

Apostila 2025 781


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estratégias de Gestão
Gestão Passiva
Os fundos que possuem uma estratégia de investimento passiva investem em ativos
buscando "replicar" um índice de referência (benchmark), visando manter o desempenho
do fundo próximo à sua variação. Assim sendo, possuem um menor risco (menor
volatilidade comparada ao seu benchmark), já que não dependem da “qualidade” do
gestor. Alguns exemplos de benchmark são:
FUNDOS RENDA FIXA: Taxa DI, Taxa Selic, Índices de Preços (IGP-M e IPCA),
Índices de Mercado Anbima (IMA Geral, IMA-B e IRF-M)
FUNDOS RENDA VARIÁVEL: Índice Bovespa (IBOVESPA), Índice Brasil (IBrX), Índice
de Sustentabilidade Empresarial (ISE)
Para manter aderência aos índices de referência os gestores acabam comprando os
mesmos ativos da composição do benchmark, mas também acabam utilizando
derivativos/contratos futuros para proteção de parte da carteira de investimentos.
Os indicadores mais utilizados para analisar a eficiência dos fundos passivos são o EQM
(Erro Quadrático Médio) e o Tracking Error, onde analisam o erro com base em um
referência (benchmark). Desta forma, quanto menor o EQM ou Tracking Error, mais
próximo ao benchmark (melhor no que se propôs a fazer, seguir a referência).

Apostila 2025 782


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estratégias de Gestão
Gestão Ativa
Nesta estratégia o gestor tem liberdade para fazer a seleção dos ativos que vão compor a
carteira de determinado fundo de investimento. Sua meta é obter rentabilidade superior
ao registrado pelo índice de referência (benchmark). Isso significa que o gestor procura no
mercado as melhores alternativas, buscando sempre tentar atingir esse objetivo. O
gestores nessa estratégia, podem se utilizar de derivativos como forma especulativa, não
somente como proteção.
Como o gestor é ativo nesse tipo de estratégia, além da taxa de administração, é comum
cobrarem taxa performance. Importante salientar que a Gestão Ativa pode ocorrer tanto
em fundos de Renda Fixa, quanto em Renda Variável.
Outro ponto interessante é que nesse tipo de estratégia, alguns gestores tem como
política utilizar derivativos como forma de alavancagem, e não apenas como forma de
proteção (hedge). Com isso, o fundo poderá ter uma perda maior que o seu Patrimônio
Líquido, devendo constar no regulamento se a responsabilidade do cotista é limitada ao
valor por ele subscrito ou se poderá ser chamado a novos aportes por patrimônio
negativo.

Apostila 2025 783


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

4.3 Principais Modalidades de Fundos


de Investimentos (CVM)
Apostila 2025 784
784
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos Financeiros (FIF)
Âmbito e Finalidade
O Anexo Normativo I, dispõe sobre as regras específicas para os fundos de investimento
financeiro, que, em função da sua política de investimento, podem ser dos tipos:
Fundos de Investimento em Renda Fixa;
Fundos de Investimento Cambial;
Fundos de Investimento em Ações; e
Fundos de Investimento Multimercado
OBSERVAÇÕES:
Classe de investimento em cotas deve aplicar no mínimo 95% (noventa e cinco por
cento) do patrimônio líquido em cotas de outras classes;
Caso o fundo possua somente classes de investimento em cotas, sua denominação
pode utilizar a expressão “Fundo de Investimento em Cotas”.
As classes de cotas dos FIF podem ser abertas ou fechadas;
A classe que dispuser, em seu regulamento, que tem o compromisso de obter o
tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo está obrigada a:
incluir a expressão “Longo Prazo” em sua denominação; e
atender às condições previstas na referida regulamentação, de forma a obter
o referido tratamento fiscal.

Apostila 2025 785


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos Financeiros


Tipificação
Após definido a tipificação da classe (renda fixa, cambial, ações ou multimercado), que
denomina o principal fator de risco, classe poderá ter sufixos para deixar mais clara a
estratégia que será utilizada para atingir o objetivo, sendo permitida a utilização
cumulativa dos sufixos, desde que respeitada as devidas regras.. Caso o regulamento
limite a responsabilidade dos cotistas ao valor por eles subscrito, à denominação da
classe deve ser acrescido o sufixo “Responsabilidade Limitada”.
As classes de cotas têm os seguintes prazos máximos para atingir os limites de
concentração por emissor e por modalidade de ativo financeiro, que são:
60 (sessenta) dias, a contar da data da primeira integralização de cotas, para as
classes abertas; e
180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de encerramento da distribuição, para
as classes fechadas.

Apostila 2025 786


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos Financeiros
Tabela da Tipificação

TIPIFICAÇÃO
RENDA FIXA CAMBIAL MULTIMERCADO AÇÕES

S Curto Prazo
U
F Referenciado Mercado
Crédito Privado Crédito Privado
I Simples de Acesso
X
O Crédito Privado
S Dívida Externa

Apostila 2025 787


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Renda Fixa


Renda Fixa
A classe tipificada como “Renda Fixa” deve ter como principal fator de risco de sua
carteira a variação de taxa de juros, índice de preços ou ambos, devendo possuir, no
mínimo, 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ou
sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome ao tipo, tais como: títulos
públicos federais (LFT, LTN, NTN-B, ...) e títulos privados (CDBs, LCIs, Debêntures, ...).
OBSERVAÇÕES:
Vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de:
cotas exclusivamente destinada a investidores qualificados;
fundos de longo prazo; ou
“Renda Fixa - Dívida Externa”.
Para fins de liquidação do resgate no mesmo dia do pedido, na conversão de cotas
da classe de cotas aberta tipificada como “Renda Fixa”, o regulamento pode
estabelecer que o valor da cota do dia deve ser calculado a partir do patrimônio
líquido do dia anterior, devidamente atualizado por 1 (um) dia, exceto para:
fundos de longo prazo; ou
“Renda Fixa - Dívida Externa”.

Apostila 2025 788


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Renda Fixa
Renda Fixa Curto Prazo
A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Curto Prazo”, deve aplicar seus
recursos EXCLUSIVAMENTE em títulos públicos federais ou privados pré-fixados ou
indexados à taxa de juros ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a
decorrer de 375 dias, e prazo médio da carteira de ativos inferior a 60 dias. Quando se
tratar de títulos privados, eles devem ser considerados de baixo risco de crédito pelo
gestor.
OBSERVAÇÕES:
Dentre as classificações CVM, esta é a classe de cotas com menor risco crédito por
emissor e o menor risco de mercado (volatilidade), sendo recomendados por tanto,
para reserva de emergência e/ou para reserva de oportunidade.
Podem cobrar taxa de performance apenas quando destinado exclusivamente a
investidores qualificados.
Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).

Apostila 2025 789


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Renda Fixa


Renda Fixa Referenciado
A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Referenciado”, deve ter na sua
política de investimentos ao menos 95% do seu patrimônio líquido esteja investido em
ativos que acompanham, direta ou indiretamente, determinado índice de referência,
sendo que 80%, no mínimo, de seu patrimônio líquido deverá estar em títulos da dívida
pública federal ou em ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de
crédito pelo gestor. Vale ressaltar que após o sufixo “Referenciado”, deverá constar a
denominação de tal índice. Por exemplo, um Fundo de Investimentos Renda Fixa
REFERENCIADO IPCA de R$ 100 milhões de reais de patrimônio, deverá investir no
mínimo R$ 95 milhões em títulos atrelados ao IPCA (95%), sendo que R$ 80 milhões
deverão estar em títulos públicos ou ativos de baixo risco de crédito (80%).
OBSERVAÇÕES:
Podem cobrar taxa de performance apenas quando destinado exclusivamente a
investidores qualificados.
Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).
Este é um fundo que poderá ter até 20% investido em títulos com alto risco de
crédito, vide que no mínimo 80% deverão estar investimentos em títulos públicos
federais ou de baixo risco de crédito.

Apostila 2025 790


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Renda Fixa
Renda Fixa Simples
A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Simples”, deverá sempre ser
constituído sob a forma de condomínio aberto e aplicar no MÍNIMO 95% de seu
patrimônio líquido em títulos da dívida pública federal ou títulos de renda fixa de emissão
ou coobrigação de instituições financeiras que possuam classificação de risco atribuída
pelo gestor, no mínimo, equivalente àqueles atribuídos aos títulos públicos federais.
OBSERVAÇÕES:
Esta é a única classe de cotas que dispensa a assinatura de Termo de Adesão e
também de verificação da adequação do investimento (API - “Suitability”).
Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).
Sempre constituído sobre forma de condomínio aberto;
Lâmina da classe deve comparar a performance da classe com a performance da
taxa SELIC.
Vedada a cobrança de taxa performance;
Vedada a realização de investimentos no exterior;
Vedada qualquer tipo de transformação (classe fechada, sufixo, ...);
Vedado a concentração de mais de 50% em crédito privado.

Apostila 2025 791


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Renda Fixa


Dívida Externa
A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Dívida Externa”, deve aplicar no
mínimo, 80% do seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de
responsabilidade da União, sendo que esses títulos devem ser mantidos, no exterior, em
conta de custódia, no Sistema Euroclear ou Clearstream Banking S.A.
OBSERVAÇÕES:
Recursos remanescentes poderão ser alocados em ativos de créditos no exterior,
respeitada a concentração máxima de 10% por emissor;
Permitida a cobrança de taxa performance;
Tem como principais fatores de risco são as variações da moeda e a variação de
preços dos títulos da dívida externa brasileira (Risco Internacional).
Recursos remanescentes poderão ser alocados em ativos de créditos no exterior,
respeitada a concentração máxima de 10% por emissor;
Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE)
ao limite de 10% em derivativos no exterior e também ao limite de 10% em
derivativos negociados no Brasil, desde que sejam em mercados organizados.

Apostila 2025 792


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos Cambiais
Cambial
A classe tipificada como “Cambial” deve ter como principal fator de risco de carteira a
variação de preços de moeda estrangeira ou do cupom cambial, sendo que, no mínimo
80% da carteira deve ser composta por ativos relacionados diretamente, ou sintetizados
via derivativos, ao fator de risco que dá nome ao tipo.
OBSERVAÇÕES:
O resgate sempre será em reais;
Poderá ter rentabilidade diferente da variação cambial, pois além da variação
cambial, poderá ter a variação do ativo que o fundo investiu;
Poderá conter o sufixo “Longo Prazo”;
Permitida a cobrança de taxa performance;
Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de
estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem;
Recomendado para investidores que buscam proteção do patrimônio sobre a
oscilação de outras moedas frente ao real.

Apostila 2025 793


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos Multimercado
Multimercado
A classe tipificada como "Multimercado" deve ter política de investimento que envolva
vários fatores de risco, sem compromisso de concentração em nenhum fator em
específico. Eles têm liberdade para operar diferentes ativos, entre papéis de renda fixa,
ações de empresas, moedas (como dólar), derivativos e investimento no exterior. Essa
flexibilidade possibilita ao gestor montar diversas estratégias, conforme mudanças no
cenário econômico ou no mercado financeiro, por exemplo.
OBSERVAÇÕES:
Não há um fator de risco específico, dependendo sempre da sua política de
investimentos;
Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de
estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem;
Permitida a cobrança de taxa performance.

Apostila 2025 794


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundo Renda Fixa, Cambial ou Multimercado
Crédito Privado
A classe tipificada como “RENDA FIXA”, “MULTIMERCADO” ou “CAMBIAL”, que tiverem
como política investir mais de 50% do seu patrimônio líquido em ativos ou modalidades
operacionais de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de emissores públicos
que não sejam da União Federal, deverão:
incluir à sua denominação o sufixo “Crédito Privado”; e
incluir no termo de adesão e ciência de risco o alerta de que pode ocorrer
concentração da carteira de ativos em créditos privados.
OBSERVAÇÕES:
O percentual de 50% se refere a Crédito Privado;
Esta regra não se aplica aos FI-Infra;
Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de
estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem;
Permitida a cobrança de taxa performance.

Apostila 2025 795


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Ações
Ações
A classe de cotas do fundo tipificado como “Ações” deve ter como principal fator de risco
a variação de preços de ações admitidas à negociação em mercado organizado. Nessas
classes, o patrimônio líquido deve ser composto por no mínimo 67% de ações e
certificados de depósito de ações admitidos à negociação em mercado organizado; bônus
e recibos de subscrição admitidos à negociação em mercado organizado; cotas de classes
tipificadas como “Ações”; ETF de ações; BDR-Ações; e ou BDR-ETF de ações.
OBSERVAÇÕES:
Os recursos excedentes da carteira podem ser aplicados em quaisquer outras
modalidades de ativos financeiros destinados à gestão de liquidez, desta forma, a
composição MÁXIMA EM RENDA FIXA SERÁ DE 33%.
Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de
estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem.
Permitida a cobrança de taxa performance.

Apostila 2025 796


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Ações
Fundos de Ações - Mercado de Acesso
A classe de cotas que utilizar a designação “Ações – Mercado de Acesso”, a sua política de
investimento deverá prever que, no mínimo, 67% do patrimônio líquido seja investido
em ações de companhias listadas em segmento voltado ao mercado de acesso, instituído
em mercado organizado, que assegure, por meio de vínculo contratual, práticas
diferenciadas de governança corporativa e quando constituída sob a forma de regime
fechado, poderá investir até 33% do seu patrimônio líquido em ações, debêntures, bônus
de subscrição, cotas de FIP ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou
permutáveis em ações de emissão de companhias fechadas.
Além disso, essa classe de cotas deverá participar do processo decisório da companhia
investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão e
investir somente em companhias fechadas que adotem as práticas de governança
específicas descritas na RCVM 175/23.
OBSERVAÇÕES:
Possuirão sempre prazo de 180 dias para atingir os limites de concentração por
emissor e por modalidade de ativo estabelecidos em seus regulamentos.
Não há restrições para a utilização de derivativos;
Permitida a cobrança de taxa performance.
Apostila 2025 797
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos Incentivados em Infraestrutura


FI-Infra
Os Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra) são fundos da classe
Renda Fixa, e podem ser constituídos sob a forma de condomínio fechado ou aberto,
devendo investir no mínimo 85% do seu patrimônio líquido em debêntures, CRI e FIDC
Fechado que visem implementar projetos de investimento na área de infraestrutura, ou
de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
OBSERVAÇÕES:
Aplicação mínima de 85% em ativos destinados a infraestrutura;
Isento de imposto de renda para as pessoas físicas;
Os FI-Infra terão o prazo de 2 (dois) anos para atingir os limites mínimos, contado
da data da primeira integralização de cotas, para os fundos abertos, e da data de
encerramento da distribuição, para os fundos fechados.;
Não necessitam incluir o sufixo “Crédito Privado”;
Seguem a regra geral dos “limites de concentração”.

Apostila 2025 798


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos destinados à Garantia de Locação Imobiliária
Garantia de Locação Imobiliária
Podem ser constituídos fundos de investimento com a finalidade de permitir a cessão
fiduciária de cotas em garantia de locação imobiliária. Desta forma, A classe de cotas do
fundo de investimento destinado à garantia de locação imobiliária:
deve ser constituída em regime aberto, sendo vedado o resgate das cotas objeto
de cessão fiduciária; e
sua denominação deve conter a expressão “Garantia de Locação Imobiliária”.
OBSERVAÇÕES:
Caso o fundo conte com diferentes classes de cotas, todas as classes devem
possuir como finalidade a garantia de locação imobiliária.
Na classe de cotas destinada à garantia de locação imobiliária, o regulamento e o
material de divulgação devem conter informação sobre sua finalidade.
Podem conter nomenclaturas extras, como por exemplo, “Simples” e “Longo
Prazo”, devendo sempre respeitar a legislação da classe e do sufixo.

Apostila 2025 799


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Exposição a Risco de Capital
Preservada a possibilidade de o Regulamento estabelecer limites menores, o gestor deve
observar os seguintes limites máximos de utilização de margem bruta:
“Renda Fixa” limitada a 20% do patrimônio líquido da classe;
“Cambial” ou “Ações” limitada a 40% do patrimônio líquido da classe; e
“Multimercado” limitada a 70% do patrimônio líquido da classe.
Vale ressaltar que, considera-se margem bruta o somatório das coberturas e margens de
garantia, requeridas e potenciais, empregadas pela classe em relação às operações de sua
carteira. Além disso, cálculo de margem potencial deve se basear em modelo de cálculo
de garantia do administrador, consistente e passível de verificação, e não pode ser
compensado com as margens das operações que contem com cobertura ou margem de
garantia.
OBS: Classes de cotas exclusivamente destinadas a investidores profissionais não
possuem limites de exposição a risco de capital, exceto pelo que porventura dispuser o
Regulamento.

Apostila 2025 800


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Limite por Emissor
A classe de cotas de observar os seguintes limites de CONCENTRAÇÃO POR EMISSOR
(pelo motivo de risco de crédito), sem prejuízo das normas aplicáveis ao seu tipo:
até 20% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for instituição
financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou de emissão do seu
administrador, como por exemplo, os CDBs e CRIs.
até 10% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for companhia aberta
ou quando o emissor for sociedade de propósito específico que seja subsidiária
integral de companhia securitizadora registrada na categoria S2 pela CVM;
até 5% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for pessoa física ou
pessoa jurídica de direito privado que não seja companhia aberta ou instituição
financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
NÃO HAVERÁ LIMITES quando o emissor for a UNIÃO FEDERAL (inclusiva para
operações compromissadas lastreadas em título público federal), fundo de
investimento ou a política de investimento prever a aquisição de ativos fungíveis de
uma única emissão de valores mobiliários.

Apostila 2025 801


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Limite por Modalidade de Ativo Financeiro
De forma resumida, a classe de cotas deve observar os seguintes limites de concentração
por modalidade de ativo financeiro, sem prejuízo das normas aplicáveis ao seu tipo:
até 20% do patrimônio líquido para o conjunto dos seguintes ativos:
cotas de FIF destinadas exclusivamente a investidores qualificados;
cotas de fundos de investimento imobiliário – FII;
cotas de fundos de investimento em direitos creditórios – FIDC;
certificados de recebíveis (CRI e CRA); e
valores mobiliários representativos de dívida de emissão de companhia
emissora não registrada na CVM;
até 15% do patrimônio líquido no conjunto dos seguintes ativos:
cotas de fundos de investimento em participações – FIP; e
cotas de FIAGRO (cadeias produtivas agroindustriais);
até 10% do patrimônio líquido para o conjunto dos seguintes ativos:
títulos e contratos de investimento coletivo;
CBIO e créditos de carbono; e
CRIPTOATIVOS;
valores mobiliários emitidos por meio de plataformas eletrônicas; e
outros ativos financeiros não previstos anteriormente.
Apostila 2025 802
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Limite por Modalidade de Ativo Financeiro
Não há limite de concentração por modalidade de ativo financeiro para investimento em:
títulos públicos federais e operações compromissadas lastreadas nestes títulos;
ouro financeiro, desde que negociado em mercado organizado;
títulos de emissão ou coobrigação de instituição financeira autorizada a funcionar
pelo Banco Central do Brasil e operações compromissadas lastreadas nestes títulos;
notas promissórias, debêntures, notas comerciais, ações e certificados de
depósito de valores mobiliários, desde que tenham sido emitidas por companhias
abertas e objeto de oferta pública;
bônus e recibos de subscrição, cupons e quaisquer outros ativos decorrentes dos
valores mobiliários referidos na alínea “d”;
cotas de classe de FIF destinadas ao público em geral;
ETF (Fundos de Índice);
BDR-Ações, BDR-Dívida Corporativa e BDR-ETF;
contratos derivativos (salve exceções);e
ativos, perfeitamente fungíveis de uma única emissão de valores mobiliários,
desde que essa aplicação em específico constitua a política de investimento da classe
e os ativos tenham sido emitidas por companhias abertas e objeto de oferta pública.

Apostila 2025 803


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Ativos Financeiros no Exterior
Como regra geral, as classes de cotas de FIF podem investir do seu patrimônio líquido em
ativos financeiros no exterior quando destinadas ao público em geral, no máximo 20%.
Este percentual será de 40% para classes destinadas exclusivamente a investidores
qualificados e ilimitado para classes destinadas exclusivamente a investidores
profissionais.
Vale destacar algumas peculiaridades as regras em geral, como por exemplo:
Nas classes de cotas destinadas ao público em geral, o regulamento pode
extrapolar o limite de 20%, desde que todos os investimentos ocorram por meio de
fundos ou veículos de investimento no exterior e que respeitem as peculiaridades
descritas na Resolução CVM 175/23.
Caso o regulamento da classe de cotas destinada exclusivamente a investidores
qualificados permita, a classe poderá extrapolar o limite estabelecido como regra
geral de 40%, desde que siga as regras da Resolução 175/23;
Em “Renda Fixa – Dívida Externa”, o seu percentual é também é ilimitado;
É vedado a realização de investimentos no exterior em “Renda Fixa Simples”, .

Apostila 2025 804


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos Financeiros
Ativos Financeiros no Exterior (Resumo)
CLASSES PARA CLASSES PARA
CLASSES PARA O
INVESTIDORES INVESTIDORES
PÚBLICO EM GERAL
QUALIFICADOS PROFISSIONAIS
Ilimitado para
classes de Como regra geral, até
RF-Dívida Externa 40% do PL em
todas as classes
Como regra geral,
até 20% do PL em todas Ilimitado
as classes
Caso haja previsão em
regulamento, poderá
0% do PL nos Fundos extrapolar o limite de
Renda Fixa Simples 40% do PL

Apostila 2025 805


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Resumo: Fundos de Investimentos Financeiros


FATOR DE SUFIXOS
CLASSE ATIVOS CARACTERÍSTICAS
RISCO POSSÍVEIS
Aplica em títulos com prazo máximo a
Curto Prazo decorrer de 375 dias. O prazo médio da
carteira é inferior a 60 dias
Compromete-se a obter o tratamento fiscal
Longo Prazo destinado a fundos de longo prazo
No mínimo Investe ao menos 95% do patrimônio em
80% da carteira ativos que acompanham um índice de
Referenciado referência, destinando 80%% para títulos
Variação da em ativos
públicos e ativos de baixo risco
Renda taxa de juros,
de índice de
relacionados à
variação da taxa Destina ao menos 95% do patrimônio a
Fixa preços ou de juros, de
títulos públicos ou papéis de instituições
financeiras com risco equivalente. Prevê no
ambos índice de Simples regulamento que seus documentos serão
preços ou disponibilizados aos cotistas por meios
ambos. eletrônicos
Aplica ao menos 80% do patrimônio em
Dívida Externa títulos da dívida externa da União

Crédito Investe mais de 50% do patrimônio líquido


Privado em ativos de crédito privado

Apostila 2025 806


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Resumo: Fundos de Investimentos Financeiros
FATOR DE
CLASSE ATIVOS SUFIXOS CARACTERÍSTICAS
RISCO
Ao menos 67% do
patrimônio aplicado em
Variação dos
ações, certificados de Destina 67% do patrimônio
preços das ações
depósito de ações, bônus Mercado de a ações de companhias listadas
Ações negociadas em
de subscrição cotas de Acesso em segmento de acesso
mercados
fundos de ações e de de bolsas de valores
organizados
fundos de índices e BDRs
níveis II e III
Mínimo de 80% da carteira Longo Prazo Prazo Médio superior a 365 dias
Variação de em ativos relacionados à
Cambial preços de moeda variação de preços de Investe mais de 50% do patrimônio
estrangeira moeda estrangeira Crédito Privado
em ativos de crédito privado
Vários fatores de Longo Prazo Prazo Médio superior a 365 dias
Multi- risco, sem o
compromisso de - Investe mais de 50% do patrimônio
mercado concentração em Crédito Privado
em ativos de crédito privado
nenhum deles

Apostila 2025 807


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

4.4 Outras Modalidades de


Fundos de Investimentos
Apostila 2025 808
808
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIDC – Direitos Creditórios
Características
Nos FIDC, a classe de cotas deve possuir parcela superior a 50% de seu patrimônio líquido
representada por direitos creditórios. Os Direitos Creditórios são lastreados nos
resultados futuros de caixa de operações comerciais de vendas de bens e serviços, como
por exemplo, duplicatas, créditos de cartão de crédito e cheques que se tem a receber.
OBSERVAÇÕES:
O prazo para atingimento dos percentuais mínimos é de 180 dias do início de
duas atividades e a parcela do patrimônio não investida em direitos creditórios ou
cotas deve ser aplicada em ativos financeiros de liquidez;
Com a resolução 175/23, a CVM passou a permitir a aquisição de cotas de FIDC
por investidores em geral, desde que seguida algumas regras específicas;
A resolução 175/23, passou a adotar a terminologia “classe de investimento em
cotas”, em vez de FIC-FIDC. Além disso, o FIC-FIDC deve investir no mínimo 67% em
cotas de FIDC, o que antigamente era de 95%;
VEDADO aplicações no exterior;
Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).
Permitida a cobrança de taxa performance;
Deve respeitar as regras gerais de limite de concentração.

Apostila 2025 809


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIDC – Direitos Creditórios


Glossário
Alguns conceitos são importantes para maior compreensão, tais como:
Agente de cobrança: prestador de serviço contratado para cobrar e receber
direitos creditórios vencidos e não pagos;
Ativos financeiros de liquidez: (I) títulos públicos federais; (II) ativos financeiros de
renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras; ou operações que
remetem a (I) e a (II);
Carteira (de ativos): conjunto de direitos creditórios, ativos financeiros de
liquidez, derivativos e disponibilidades da classe de cotas;
Cedente: aquele que realiza cessão de direitos creditórios para o FIDC;
Cessão (de direitos creditórios): a transferência pelo cedente, credor originário ou
não, de direitos creditórios para o FIDC, mantendo-se inalterados os demais
elementos da relação obrigacional;
Lastro dos direitos creditórios: documentação necessária para o exercício das
prerrogativas decorrentes da titularidade dos ativos, e capaz de comprovar a origem,
a existência e a exigibilidade do direito creditório, sem prejuízo das hipóteses de
aquisição de direitos creditórios não-performados.

Apostila 2025 810


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIDC – Direitos Creditórios
Processo Estrutural

Auditor

Administrador
Agência de
Rating
Direitos
Direitos Creditórios
Creditórios
Cotas
Originadores FIDC Investidores
Clientes
dos Recebíveis (cotistas)
Venda $$$ $$$
a prazo Gestor

Cobrança
Custodiante

Apostila 2025 811


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIDC – Direitos Creditórios


Tipos de Cotas
Não há regime fiduciário para o patrimônio do fundo, de forma que todos os cotistas têm
direitos sobre o patrimônio total do fundo. Estes direitos, no entanto, estão divididos de
acordo com os três tipos de cotas que um FIDC pode emitir, que são:
COTA SÊNIOR (cota de subclasse sênior): cota de emissão de subclasse que não se
subordina a qualquer outra subclasse para fins de amortização e resgate. Esse tipo
de cota deve ser emitida em uma única subclasse.
COTA SUBORDINADA MEZANINO (cota de subclasse subordinada mezanino):
cota de emissão de subclasse que, simultaneamente, se subordina a outra(s)
subclasse(s) para fins de amortização e resgate e possui outra(s) subclasse(s) como
subordinada(s) para os mesmos fins;
COTA SUBORDINADA (cota de subclasse subordinada): cota de emissão de
subclasse que se subordina a todas as demais subclasses para fins de amortização e
resgate.
Como as cotas seniores são protegidas de calote (até um certo limite), elas possuem risco
significantemente menor. Cotas subordinadas possuem muito mais risco, no entanto,
podem gerar um lucro muito maior. Este mecanismo de quotas permite a um FIDC atrair
num só fundo, diferentes classes de investidores.

Apostila 2025 812


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIDC – Direitos Creditórios
Tipos de Direitos Creditórios
Os direitos creditórios podem ser podem ser classificados das seguintes formas:
Direitos creditórios: são direitos e títulos representativos de crédito; valores
mobiliários representativos de crédito; certificados de recebíveis e outros valores
mobiliários representativos de operações de securitização, que não sejam lastreados
em direitos creditórios não-padronizados; e por equiparação, cotas de FIDC;
Direitos Creditórios Não-Padronizados: são direitos creditórios descritos na
Resolução CVM 175/23, tais como: que não se enquadram que devem possuir ao
menos uma das seguintes características:
créditos já vencidos ou com o pagamento pendente;
créditos em litígio ou recuperação judicial;
precatórios;
créditos de existência futura e montante incerto;
derivativos de direitos de crédito;
cotas de FIDC que invistam em Direitos Creditórios Não-Padronizados;
outros tipos de créditos não regulares.

Apostila 2025 813


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIDC – Direitos Creditórios


Distribuição ao Público em Geral
A distribuição de cotas junto ao público em geral requer o cumprimento, cumulativo, dos
seguintes requisitos:
somente pode ter cota de classe única ou cota sênior, ou seja, o público em geral
não pode adquirir cotas subordinadas;
a subclasse de cotas seniores seja objeto de classificação de risco por agência
classificadora de risco registrada na CVM;
o regulamento estipule um cronograma para amortização de cotas ou distribuição
de rendimentos;
caso se trate de classe aberta, o prazo de carência, se houver, em conjunto com o
prazo total entre o pedido de resgate e seu pagamento, não podem totalizar um
prazo superior a 180 dias;
a política de investimento não admita a aplicação em:
direitos creditórios que sejam originados por contratos mercantis de compra e
venda de produtos, mercadorias e serviços para entrega ou prestação futura,
salve exceções descritas na Res. CVM 175/23;
direitos creditórios originados ou cedidos pelo administrador, gestor,
consultoria especializada, custodiante, entidade registradora dos direitos
creditórios e partes a eles relacionadas.
Apostila 2025 814
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIDC – Direitos Creditórios
Subscrição e Integralização
Com relação a subscrição e integralização, somente nas classes restritas a integralização
de cotas seniores e subordinadas mezanino pode ser feita em direitos creditórios, de
acordo com método disciplinado no regulamento. Além disso, as classes de cotas cuja
política de investimento admita a aquisição de direitos creditórios não-padronizados são
de subscrição exclusiva de investidores profissionais, ressalvada a hipótese de subscrição
de cotas subordinadas pelo cedente e suas partes relacionadas.
No caso de subscrição de cotas de classes cuja política de investimento tenha como
objetivo a realização de aplicações em direitos creditórios devidos por sociedades
empresárias em processo de recuperação judicial ou extrajudicial, a restrição prevista no
caput pode ser afastada, desde que: a integralização de cotas seja efetuada somente em
direitos creditórios

Apostila 2025 815


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIC-FIDC – Direitos Creditórios


Regras
O FIC-FIDC, também chamada de classe de investimento em cotas de FIDC, deve em até
180 dias do início de suas atividades, possuir no mínimo 67% de seu patrimônio líquido
representado por cotas de outros FIDC. Uma das vantagens ao público em geral é que ao
invés do cotista selecionar o FIDC, ele irá investir na classe de cotas (FIC-FIDC) que estará
investindo em classes de cotas de direitos creditórios (FIDC), ou seja, estará “escolhendo”
gestores para que esses sim, selecionem quais os FIDCs que deverão ser investidos.
OBSERVAÇÕES:
Pode investir até 20% do seu patrimônio líquido em FIDCs voltados para
investidores qualificados, sendo que, até 5% dos 20% poderá investir em FIDCs
voltados para investidores qualificados.

Apostila 2025 816


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FII – Fundo de Investimento Imobiliário
Características
O Fundos de Investimento Imobiliário (FII) é uma comunhão de recursos captados por
meio do sistema de distribuição de valores mobiliários e destinados à aplicação em
empreendimentos imobiliários (quaisquer direitos reais sobre bens imóveis, CRI, LCI, LH,
LIG, cotas de outros FII, ações ou cotas de sociedades cujo ÚNICO propósito seja de
atividades imobiliárias).
OBSERVAÇÕES:
As classes de cotas devem ser constituídas em regime fechado e podem ter prazo
de duração indeterminado;
Devem distribuir no mínimo 95% do lucro auferido em no máximo 180 dias;
Da denominação do fundo e de suas classes de cotas, caso existentes, deve
constar a expressão “Fundo de Investimento Imobiliário”;
Os valores que não estão investidos em ativos imobiliários, deverão estar
aplicados em ativos de renda fixa, sendo VEDADO aplicações no exterior;
Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE);
Permitida a cobrança de taxa performance;
Deve respeitar as regras gerais de limite de concentração.

Apostila 2025 817


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIP – Fundo de Investimento em Participações


Características
O Fundo de Investimentos em Participações (FIP), constituído sob a forma de condomínio
fechado, que deve investir, no mínimo, 90% de seu patrimônio líquido à aquisição de
ações, bônus de subscrição, debêntures simples, outros títulos e valores mobiliários
conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas,
bem como títulos e valores mobiliários representativos de participação em sociedades
limitadas. Além disso, a classe de cotas deverá participar do processo decisório da
companhia investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na
sua gestão, exceto as classes de investimento em cotas.
OBSERVAÇÕES :
Somente para INVESTIDORES QUALIFICADOS.
Pode investir até 20% de seus recursos em ativos no exterior;
A classe de investimento em cotas deve aplicar no mínimo 90% do patrimônio
líquido em cotas de outros FIP e de Fundos de Ações – Mercado de Acesso.
A participação da classe de cotas no processo decisório da sociedade investida
pode ocorrer pela detenção de ações que integrem o respectivo bloco de controle;
pela celebração de acordo de acionistas; ou pela celebração de contratos que
assegure efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão.

Apostila 2025 818


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIP – Fundo de Investimento em Participações
Classificações
Resumidamente, podemos classificar quanto à composição da carteira de cada classe de
cotas do FIP, da seguinte forma as Classes:
Capital Semente: investimentos em companhias com receita bruta anual de até
R$ 20 milhões;
Empresas Emergentes: investimentos em companhias com receita bruta anual de
até R$ 400 milhões;
Infraestrutura: deve manter seu patrimônio líquido investido em ativos que
desenvolvam projetos de infraestrutura.
Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação
(PD&I): deve manter seu patrimônio líquido investido em ativos que desenvolvam
projetos de PD&I.
Multiestratégia: é aquela que não se enquadra nas demais classificações, por
admitir o investimento em diferentes tipos e portes de sociedades investidas.
Quando esta classe for destinada exclusivamente a investidores profissionais pode
investir até 100% de seu capital em ativos emitidos ou negociados no exterior.
A seguir, explicaremos mais sobre os FIP-Infraestrutura e os FIP-PD&I

Apostila 2025 819


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIP – Fundo de Investimento em Participações


FIP-IE e FIP-PD&I
Os Fundos de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) e Fundos de
Investimento em Participação na Produção Econômica Intensiva em Pesquisa,
Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I) devem investir em novos projetos de
infraestrutura e de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e
inovação nos setores de energia, transporte, água e saneamento básico, irrigação, outras
áreas tidas como prioritárias pelo Poder Executivo Federal.
OBSERVAÇÕES:
Investir no mínimo 90% do PL em ações, bônus de subscrição, debêntures,
conversíveis ou não em ações, ou outros títulos de emissão das sociedades.
Deverão ter um mínimo de 5 cotistas, sendo que cada cotista não poderá deter
mais de 40% das cotas emitidas pelo FIP-IE ou pelo FIP-PD&I ou auferir rendimento
superior a 40% do total de rendimentos dos fundos.
Terão o prazo máximo de 180 dias após obtido o registro de funcionamento na
CVM para iniciar suas atividades e para se enquadrarem no nível mínimo de
investimento estabelecido.
Pessoas Físicas são isentas de imposto de renda

Apostila 2025 820


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETF – Fundos de Índice de Mercado
Características
O fundo de índice, também chamado de ETF (Exchange Traded Funds), é destinado à
aplicação em carteira de ativos financeiros que vise refletir as variações e rentabilidade de
um índice de referência, por prazo indeterminado. Vale ressaltar que índice de referência
é o índice de mercado específico reconhecido pela CVM ao qual a política de investimento
esteja associada.

OBSERVAÇÕES :
Mínimo 95% do patrimônio líquido em ativos financeiros da sua referência.
Classe de cotas deve ser constituída em regime aberto, por prazo indeterminado;
As cotas devem ser admitidas à negociação no mercado secundário (B3);
Deverá constar em seu nome o índice de referência;
Desde janeiro de 2023, permitido a distribuição de dividendos aos cotistas;
Vedada a cobrança de taxa performance aos cotistas ou à classe de cotas;
Vedada a constituição de classes de cotas:
alavancadas;
inversas, que visem refletir um desempenho oposto ao índice de referência;
sintéticas, que visem refletir o desempenho do índice de referência por meio de
contratos derivativos, exceto por meio de posições em mercados futuros.

Apostila 2025 821


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETF – Fundos de Índice de Mercado


Vantagens
Os ETFs possuem algumas vantagens, como por exemplo:
Diversificação: é possível ter acesso a uma cesta de ações ou de ativos de renda
fixa sem precisar comprar individualmente cada um deles.
Custo: por serem instrumentos de gestão passiva, as taxas de administração são
baixas e permitem que o investidor acesse uma cesta de ativos de uma única vez,
reduzindo custos operacionais associados às negociações desses ativos de forma
individual;
Liquidez: por serem negociados em bolsa ou em mercado de balcão organizado, o
investidor pode negociar ETFs da mesma forma que negocia ações e outros ativos
negociados nesses ambientes.
Por fim, a estratégia passiva associada a baixos custos permite que ETFs tenham
baixíssimos tracking errors, medida que reflete a diferença entre o desempenho do fundo
e seu benchmark (índice de referência). Em fundos tradicionais passivos com classe
aberta, tracking error tende a ser maior que no ETF, pois, normalmente, seus custos com
taxa de administração são maiores.

Apostila 2025 822


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
4.5 Clubes de Investimentos
Apostila 2025 823
823
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Clubes de Investimento
Conceito
O Clube de Investimento é um condomínio de PESSOAS FÍSICAS constituído para aplicação
de recursos em títulos e valores mobiliários, com as mesmas características dos Fundos de
Investimentos em Ações, ou seja, devem investir no mínimo 67% do patrimônio líquido
em: ações, bônus ou recibos de subscrição; debêntures conversíveis em ações, de
emissão de companhias abertas; cotas de fundos de índices de ações negociados em
mercado organizado; certificados de depósitos de ações. Já o restante (33%), poderão ser
investidos em renda fixa ou compra de opções.
O que difere os Clubes dos Fundos de Ações, é que os clubes devem ser constituído por
no mínimo 3 pessoas e no máximo 50 pessoas físicas, sendo que O MÁXIMO que um
único investidor pode ter de um clube de investimento é de 40% sobre o patrimônio do
clube. Quando se tratar de empregados de uma mesma empresa, o número de
condôminos pode ser maior. Além disso, clubes antigos, possuíam outros limites máximos.
OBS: Comparado com os fundos de investimentos, os custos dos clubes de
investimentos são menores, pois alguns encargos não são obrigatórios, como por
exemplo, de auditoria independente.

Apostila 2025 824


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Clubes de Investimento
Vedações
É VEDADO ao Clube de Investimento:
Realizar operações com valores mobiliários fora de mercados organizados.
Adquirir títulos ou valores mobiliários de emissão do administrador, gestor ou de
empresas a eles ligadas; exceto nos casos em que os títulos e valores mobiliários
façam parte de índice de mercado ao qual esteja atrelada a política de investimento
do Clube, podendo ser adquiridos na mesma proporção de sua participação no
respectivo índice; e os casos de aquisição de ações de emissão de companhia por
Clubes formados por seus empregados.
Adquirir cotas de fundos de investimento administrados ou geridos pelo
administrador, pelo gestor ou por empresas a eles ligadas.
Fazer lançamento de opções a descoberto (por exemplo, vender opções de
compra sem ter o ativo-objeto).

Apostila 2025 825


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Clubes de Investimento
Resumo
Os principais pontos a serem destacados nos Clubes de Investimento são:
Pode possuir de 3 a 50 participantes.
Um membro não pode ter mais de 40% das cotas, mas em caso de resgate de
outros cotistas, poderá ocorrer um desenquadramento passivo.
Devem investir no mínimo 67% do patrimônio líquido em ações ou ativos
financeiros que remetem a ações;
Investimento para um grupo restrito de pessoas físicas.
Vedada a venda a descoberto de opções;
Gestor pode ser tanto um cotista, quanto um profissional de gestão de carteiras;
Administrados por corretoras, distribuidoras e bancos de investimento;
Devem possuir estatuto social registrado em entidade administradora de mercado
organizado;
Registrados na B3 e fiscalizados pela B3 e pela CVM;
Menores custos comparados aos fundos de investimentos em ações.
Tributação idêntica aos fundos de ações, ou seja, não possuem IOF, não possuem
come-cotas e a alíquota de IR é de 15% para o cotista.

Apostila 2025 826


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Carteira Administrada
Conceito
A Carteira Administrada É UM SERVIÇO DE GESTÃO de investimentos no qual o investidor
contrata um gestor para cuidar especificamente dos seus recursos, desde a estratégia de
alocação até o rebalanceamento (compra e venda de cada ativo que compõe a carteira).
Desta forma, a tributação é a mesma de uma pessoa física sem este serviço, mantendo
todos os benefícios de isenção de IR de produtos de Renda Fixa (LCI, LCA, CRI, CRA...) e do
limite de venda de até R$ 20.000,00 por mês em ações. Além disso, a carteira
administrada é moldada para as necessidades de cada cliente, sem ter que seguir regras
rígidas como as da classificação de fundos.
Portanto, diferentemente de aplicar em fundos de investimentos, na Carteira
Administrada o cliente é proprietário dos ativos diretamente e não das cotas, como
ocorre nos fundos. Outro ponto importante, é que a Carteira Administrada permite tanto
a Gestão Discricionária (gestor toma as decisões sem consultar o cliente), quanto a Não
Discricionária (quando há participação do cliente na tomada de decisão), tendo também
um maior grau de liberdade para trabalhar derivativos.

Apostila 2025 827


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

4.6 Classificação ANBIMA para


Fundos de Investimentos
Apostila 2025 828
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Conceito
A classificação ANBIMA para as Classes está baseada em 3 (três) níveis - nível 1, nível 2 e
nível 3, conforme seus principais fatores de risco e estratégias, devendo ser observada
pelos Prestadores de Serviços Essenciais para definição do tipo ANBIMA. A adoção dos 3
(três) níveis de classificação é obrigatória para as Classes, sendo que o nível 1 é a
classificação geral, que será especificada e detalhada pelos diferentes tipos que compõe
os níveis 2 e 3. O nível 1 (um) abrange as categorias gerais de classificação, de acordo com
a Classe de Ativo da respectiva Classe do FIF, conforme a seguir, a saber: (i) renda fixa, (ii)
ações; (iii) multimercado e (iv) cambial, as quais devem manter alinhamento entre a
classificação da Classe na CVM e a classificação ANBIMA, abaixo detalhada:
Nível 1 – Classe de Ativos: mesma classificação CVM, conforme demonstrada.
Nível 2 – Gestão e Riscos: tipos de gestão e riscos (o risco que o investidor está
disposto a correr). Portanto, aqui se define se o fundo de investimentos terá uma
gestão ativa (superar benchmark) ou uma gestão passiva (seguir o benchmark).
Nível 3 – Estratégias: principais estratégias que se adéquam aos objetivos e
necessidades do investidor.

Apostila 2025 829


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Categoria: Renda Fixa
Serão classificadas como renda fixa, para fins deste capítulo, as Classes de FIF que têm
como objetivo buscar retorno por meio de investimentos em Ativos de renda fixa, sendo
aceitos Ativos sintetizados por meio do uso de derivativos, admitindo-se estratégias que
impliquem risco de juros e de índice de preços, bem como Ativos de renda fixa emitidos
no exterior. Vale ressaltar que as Classes de FIF de renda fixa devem excluir estratégias
que impliquem exposição em renda variável.

Categoria Gestão Estratégia


Simples Renda Fixa Simples
Menor
Indexado Índices Risco
o Duração Baixa
RENDA Soberano
o Duração Média
FIXA Ativa Grau de Investimento
o Duração Alta
Crédito Livre
o Duração Livre Maior
Investimento Exterior Risco
Investimentos no Exterior
Dívida Externa

Apostila 2025 830


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Renda Fixa: Gestão
O nível II – Gestão da renda fixa, pode ser classificado nos seguintes itens:
Simples: Seguem as mesmas normas da CVM;
Indexados: Classes que têm como objetivo acompanhar as variações de
indicadores de referência do mercado de renda fixa, não admitindo alavancagem;
Ativos: Fundos não classificados nos itens anteriores devem ser classificados
conforme a sensibilidade a alterações na taxa de juros (risco de mercado) medida
por sua duration (“média ponderada da carteira”). Desta forma, poderá ser:
Duração Baixa (Short Duration): buscam retornos investindo em ativos de renda
fixa com duration inferior a 21 dias úteis;
Duração Média (Mid Duration): buscam retornos investindo em ativos de renda
fixa com duration inferior ou igual à apurada no IRF-M.
Duração Alta (Long Duration): buscam retornos investindo em ativos de renda
fixa com duration igual ou superior à apurada no IMA-GERAL.
Duração Livre: investem em renda fixa, sem compromisso de manter limites
mínimo ou máximo para a duration. Diferentemente dos demais, o hedge
cambial da parcela de Ativos no exterior é facultativo.
Investimentos no Exterior: classes que podem investir mais de 40% (quarenta por
cento) de seus recursos no exterior, conforme regulação em vigor.
Apostila 2025 831
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Renda Fixa: Estratégias
O nível III – Estratégia da renda fixa, pode ser classificado nos seguintes itens:
Soberano: classes que devem manter 100% do seu patrimônio líquido em títulos
públicos federais;
Grau de Investimento: classes que devem manter, no mínimo, 80% do seu
patrimônio líquido em títulos públicos federais ou ativos com baixo risco de crédito
do mercado doméstico ou externo;
Crédito Livre: classes que podem manter mais de 20% do seu patrimônio líquido
em Ativos de médio e alto risco de crédito do mercado doméstico ou externo;
Quando a gestão (nível II) tratar de Investimentos no Exterior, as estratégias são:
Investimento no Exterior: Classes que podem investir em Ativos Financeiros no
exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido, nos termos da regulação
em vigor; e
Dívida Externa: Classes que podem manter, no mínimo, 80% do seu patrimônio
líquido em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União

Apostila 2025 832


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Analisando Classes de Renda Fixa
A classificação Anbima faz com que seja possível a identificação de riscos desejáveis ao
investidor de forma mais clara e fácil, principalmente na Gestão Ativa. Se o investidor
deseja ter um risco maior de volatilidade (risco de mercado) ele deverá analisar a Gestão
da classe do fundo, que trata do prazo médio da composição da carteira. Caso ele queira
um menor risco de crédito, deverá ser analisado a Estratégia da classe do fundo, que trata
da inadimplência.
EXEMPLOS DE CLASSES DE FUNDOS:
Renda Fixa Duração Curta Crédito Livre: Esta classe possui baixo risco de mercado
(curta duração), mas alto risco de crédito (crédito livre).
Renda Fixa Duração Longa Soberano: Este classe possui alto risco de mercado
(longa duração), mas baixo risco de crédito (Soberano).

Apostila 2025 833


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Categoria: Ações
Classes de fundos de ações possuem as mesmas regras da CVM, ou seja, investem, no
mínimo, 67% da carteira em ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, BDRs, etc. O
hedge cambial da parcela de ativos no exterior é facultativo ao gestor.

Categoria Gestão Estratégia


Indexada Índices
Valor / Crescimento
Dividendos
Sustentabilidade / Governança
Ativo Small Caps
Índice Ativo
AÇÕES Setoriais Livre
Livre
FMP – FGTS
Específicas Fechados de Ações
Mono Ações
Investimento no Exterior Investimento Exterior

Apostila 2025 834


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Ações: Gestão
O nível II – Gestão das classes de Ações, podem ser classificadas da seguinte forma:
Indexadas: têm como objetivo acompanhar as variações de indicadores de
referência do mercado de renda variável. Os recursos remanescentes devem investir
em ativos classificados como “baixa duração”, grau de investimentos ou soberano,
não admitindo alavancagem.
Ativos: têm como objetivo superar um índice de referência ou que não fazem
referência a nenhum índice. Os recursos remanescentes devem investir em ativos
classificados como “baixa duração”, grau de investimentos ou soberano, exceção feita
aos fundos classificados como Livre (nível 3).
Específicas: têm como objetivo adotar estratégias de investimento que possuam
características específicas tais como Classe Fechadas, Classes não regulamentadas
pela regulação ou Classes que adotam outras estratégias que venham a surgir no
mercado;
Investimento no Exterior: classes que podem investir em Ativos Financeiros no
exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido, nos termos da regulação
em vigor.

Apostila 2025 835


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Ações: Estratégias (I)
As principais estratégias da classe Ações cobradas no exame são:
Small caps: Classes que têm como objetivo investir, no mínimo, 85% (oitenta e
cinco por cento) da carteira em ações de empresas que não estejam incluídas entre
as 25 (vinte e cinco) maiores participações do Índice Brasil 100 (IBrX 100 B3). Os
15% (quinze por cento) remanescentes podem ser investidos em ações de maior
liquidez ou capitalização de mercado, desde que não estejam incluídas entre as 10
(dez) maiores participações do Índice Brasil 100 (IBrX 100 B3);
Índice ativo (Indexed Enhanced): Classes que têm como objetivo superar o índice
de referência do mercado acionário. Estas Classes se utilizam de deslocamentos
táticos em relação à carteira de referência para atingir seu objetivo;
Dividendos: Classes que têm como objetivo investir em ações de empresas com
histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos) consistente, ou que, na
visão do Gestor de Recursos, apresentem essas perspectivas;

Apostila 2025 836


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Ações: Estratégias (II)
As demais estratégias da classe Ações são:
Índices: Classes que têm como objetivo acompanhar as variações de indicadores
de referência do mercado de ações, não admitindo alavancagem;
Valor/crescimento: têm como objetivo buscar retorno por meio da seleção de
empresas cujo valor das ações negociadas esteja abaixo do “preço justo” estimado
(estratégia valor) e/ou aquelas com histórico e/ou perspectiva de continuar com
forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado
(estratégia de crescimento);
Setoriais: Classes que têm como objetivo investir em empresas pertencentes a um
mesmo setor ou conjunto de setores afins da economia, sendo que estas Classes
devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para
definição dos setores, subsetores ou segmentos elegíveis para aplicação;
Sustentabilidade/Governança: investem em empresas que apresentam bons
níveis de governança corporativa, ou que se destacam em responsabilidade social e
sustentabilidade empresarial no longo prazo, conforme critérios estabelecidos por
entidades amplamente reconhecidas pelo mercado ou supervisionados por conselho
não vinculado à gestão do fundo. Estas classes devem explicitar em suas políticas de
investimento os critérios utilizados para definição das ações elegíveis.
Apostila 2025 837
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Ações: Estratégias (III)
As demais estratégias da classe Ações são:
Livre: não possuem obrigatoriamente o compromisso de concentração em uma
estratégia específica, e a parcela em caixa pode ser investida em quaisquer Ativos,
desde que especificados em seu Anexo-Classe;
Fundos fechados de ações: Classes Fechadas, nos termos da regulação em vigor;
Fundos de ações FMP-FGTS: Classes que devem seguir o disposto na regulação
vigente; e
Mono ação: classes com estratégias de investimento em ações de apenas uma
empresa.

Apostila 2025 838


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Categoria: Multimercado
Serão classificadas como multimercados, as Classes que possuam políticas de
investimento que envolvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração
em nenhum fator em especial, sendo o hedge cambial facultativo ao gestor.

Categoria Gestão Estratégia


Balanceadas
Alocação
Dinâmicas
Macro
Juros e Moedas
Trading
MULTIMERCADO Livre
Estratégia
Capital Protegido
Long and Short Neutro
Long and Short Direcional
Estratégia Específica
Investimento no Exterior Investimento no Exterior

Apostila 2025 839


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Multimercado: Gestão
As Classes de FIF classificadas como multimercados devem ser enquadradas de acordo
com uma das categorias abaixo descritas, pertencentes ao nível 2:
Alocação: Classes que têm como objetivo buscar retorno no longo prazo por meio
de investimento em diversas Classes de Ativos Financeiros (renda fixa, ações, câmbio
etc.), incluindo cotas de Classes. Estas Classes buscam retorno de longo prazo
prioritariamente da estratégia de asset allocation;
Estratégia: Classes que são baseadas nas estratégias preponderantes adotadas e
suportadas pelo processo de investimento adotado pelo Gestor de Recursos como
forma de atingir os objetivos e executar a política de investimentos das Classes; e
Investimento no Exterior: Classes que podem investir em Ativos Financeiros no
exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido, nos termos da regulação
em vigor.

Apostila 2025 840


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Multimercado: Estratégia (I)
As principais estratégias das classes Multimercado cobradas nos exames são:
Macro: Classes que têm como objetivo realizar operações em diversas Classes de
Ativos Financeiros e derivativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), definindo as
estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e
longo prazo;
Trading: Classes que têm como objetivo realizar operações em diversas Classes de
Ativos Financeiros e derivativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando
oportunidades de ganhos originados por movimentos de curto prazo nos preços dos
Ativos Financeiros;
Juros e moedas: Classes que têm como objetivo buscar retorno no longo prazo
por meio de investimentos em Ativos Financeiros e derivativos de renda fixa,
admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e
risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de
renda variável (ações etc.) e commodities;

Apostila 2025 841


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Multimercado: Estratégia (II)
As demais estratégias das classes Multimercado são:
Long and Short - Direcional: Classes que têm como objetivo realizar operações de
Ativos Financeiros e derivativos no mercado de renda variável, montando posições
compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da
diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar
investidos em cotas de Classes classificadas como renda fixa – duração baixa – grau
de investimento – soberano, ou em Ativos Financeiros permitidos a estas, desde que
preservadas as regras que determinam a composição da carteira do tipo ANBIMA;
Long and Short - Neutro: Classes que têm como objetivo realizar operações de
Ativos Financeiros e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando
posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem a exposição financeira
líquida limitada a 5% (cinco por cento). Os recursos remanescentes em caixa devem
estar investidos em cotas de Classes classificadas como renda fixa – duração baixa –
grau de investimento – soberano, ou em Ativos Financeiros permitidos a estas, desde
que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do tipo
ANBIMA;

Apostila 2025 842


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Multimercado: Estratégia (III)
As demais estratégias das classes Multimercado são:
Balanceadas: Classes que têm como objetivo buscar retorno no longo prazo por
meio da compra de diversas Classes de Ativos Financeiros e derivativos, incluindo
cotas de Classes. Estas Classes possuem estratégia de alocação pré-determinada,
devendo especificar o mix de investimentos nas diversas Classes de Ativos
Financeiros, incluindo, deslocamentos táticos e/ou políticas de rebalanceamento
explícitas. O indicador de desempenho da Classe deve acompanhar o mix de
investimentos explicitado (asset allocation benchmark), não podendo ser comparado
a uma única Classe de Ativos (por exemplo, 100% do CDI). Não é permitido às Classes
nesta subcategoria possuir exposição financeira superior a 100% do seu patrimônio
líquido de forma direta e indireta. Estas Classes de FIF não admitem alavancagem;
Livre: Classes que não possuem, obrigatoriamente, o compromisso de
concentração em nenhuma estratégia específica;
Estratégia específica: Classes que adotam estratégia de investimento que implique
riscos específicos, tais como commodities.

Apostila 2025 843


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA para Fundos


Multimercado: Estratégia (IV)
As demais estratégias das classes Multimercado são:
Dinâmica: Classes que têm como objetivo buscar retorno no longo prazo por meio
de investimento em diversas Classes de Ativos Financeiros, incluindo cotas de
Classes. Embora estas Classes possuam estratégia de asset allocation, não são
comprometidas com um mix pré-determinado de Ativos Financeiros, sendo sua
política de alocação flexível, reagindo às condições de mercado e ao horizonte de
investimento. É permitida a exposição financeira superior a 100% (cem por cento) do
seu respectivo patrimônio líquido, apenas de forma indireta, por meio de aquisição
de cotas de Classes;
Capital protegido: Classes que têm como objetivo buscar retornos em mercados
de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido;

Apostila 2025 844


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA para Fundos
Classe: Cambial
Serão classificadas como cambial, as Classes de FIF que devem aplicar, no mínimo, 80% de
sua carteira em Ativos Financeiros de qualquer espectro de risco de crédito relacionados
diretamente ou sintetizados, via derivativos, a moedas estrangeiras. Os recursos
remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de Classes de FIF classificadas
como renda fixa – duração baixa – grau de investimento, ou Classes de FIF classificadas
como renda fixa – duração baixa – soberano, ou em Ativos Financeiros permitidos a estas
Classes, desde que preservadas as regras que determinam a composição da carteira do
tipo ANBIMA. Nestas classes não se admite alavancagem.
Com relação à Gestão e a Estratégia, mantém a mesma lógica da Classe , ou seja, não há
diferenciação, conforme quadro abaixo

Classe Gestão Estratégia


CAMBIAL Cambial Cambial

Apostila 2025 845


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

4.7 ANBIMA: Código de Administração & Gestão


de Recursos de Terceiros (AGRT)
Apostila 2025 846
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Glossário
Neste capítulo, as principais palavras são:
ADMINISTRAÇÃO FIDUCIÁRIA: conjunto de serviços relacionados direta ou
indiretamente ao funcionamento e à manutenção do fundo, desempenhado por
pessoa jurídica autorizada pela CVM.
GESTÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS: gestão profissional dos ativos integrantes
da carteira dos veículos de investimento, desempenhada por pessoa jurídica
autorizada pela CVM.
FUNDO DE INVESTIMENTO OU FUNDO: comunhão de recursos, constituído sob a
forma de condomínio de natureza especial, destinado à aplicação em ativos, de
acordo com a regra específica aplicável à categoria do fundo.
FUNDO EXCLUSIVO: fundo para investidores profissionais constituído para receber
aplicação exclusivamente de um único cotista.
FUNDO RESERVADO: fundo destinado a um grupo determinado de clientes que
tenham entre si vínculo familiar, societário ou que pertençam a um mesmo
conglomerado ou grupo econômico, ou que, por escrito, determinem essa condição
VEÍCULO DE INVESTIMENTO: fundos de investimento e carteiras administradas
constituídos localmente com o objetivo de investir recursos obtidos junto a um ou
mais clientes.
Apostila 2025 847
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Objetivo e Abrangência
Destina às Instituições Participantes que desempenham o exercício profissional de
Administração Fiduciária, Gestão de Recursos de Terceiros e Gestão de Patrimônio
Financeiro e tem por objetivo estabelecer princípios e regras para Administração e Gestão
de Recursos de Terceiros visando, promover, principalmente a:
Manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da
institucionalização de práticas equitativas nos mercados financeiro e de capitais;
Concorrência leal;
Padronização de seus procedimentos;
Maior qualidade e disponibilidade de informações, especialmente por meio do
envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBIMA; e
Elevação dos padrões fiduciários e a promoção das melhores práticas de mercado.

Apostila 2025 848


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Dispensa
As Instituições Participantes estão dispensadas de observar as regras do Código de
Administração e Gestão de Recursos de Terceiros para:
Clubes de Investimento, conforme definidos pela regulação;
Gestores de Recursos de Terceiros pessoa física; e
Gestores de Recursos que não possuam registro como tal na CVM com base em
dispensa específica da regulação aplicável; e
Fundos de Investimento cujo patrimônio líquido seja composto, exclusivamente,
por recursos próprios do Gestor de Recursos ou, no caso de instituições financeiras,
de seu Conglomerado ou Grupo Econômico, de acordo com a dispensa concedida
pelo regulador a cada instituição.

Apostila 2025 849


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Princípios Gerais de Conduta
De forma resumida, as Instituições Participantes devem:
Exercer suas atividades com boa-fé, transparência, diligência e lealdade;
Cumprir todas as suas obrigações, devendo empregar o cuidado que toda pessoa
prudente e diligente costuma dispensar à administração de seus próprios negócios;
Nortear a prestação das atividades pelos princípios da liberdade de iniciativa e da
livre concorrência, evitando a adoção de práticas de concorrência desleal e/ou de
condições não equitativas, respeitando os princípios de livre negociação.
Evitar práticas que possam vir a prejudicar a Administração e Gestão de Recursos
de Terceiros e seus participantes;
Adotar condutas compatíveis com os princípios de idoneidade moral e profissional;
Evitar quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em conflito com os princípios
contidos neste Código, nas Regras e Procedimentos de AGRT e na regulação em vigor;
Envidar os melhores esforços para que todos os profissionais que desempenhem
funções ligadas à Administração e Gestão de Recursos de Terceiros atuem com
imparcialidade e conheçam o código de ética da Instituição e e as normas aplicáveis;
Identificar, administrar e mitigar eventuais conflitos de interesse;
Transferir ao Veículo de Investimento qualquer benefício ou vantagem que possa
alcançar em decorrência de sua condição como Administrador ou Gestor.
Apostila 2025 850
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Administração Fiduciária
A Administração Fiduciária compreende o conjunto de serviços relacionados direta ou
indiretamente ao funcionamento e à manutenção dos Veículos de Investimento, devendo
o Administrador Fiduciário fazê-lo, sendo ele o responsável pela:
Administração, funcionamento e divulgação de informações dos Veículos;
Controladoria de ativos e de passivos do Veículo;
Apreçamento dos Ativos que compõem a carteira dos Veículos de Investimento;
Verificação do atendimento pelo Gestor de Recursos dos limites e condições
estabelecidos na regulação em vigor e nos documentos dos Veículos, bem como da
compatibilidade dos preços praticados com os preços de mercado;
Gestão do risco de liquidez dos Veículos de Investimento, que deve ser feita em
conjunto com o Gestor de Recursos, conforme o previsto no Acordo Entre Essenciais,
nos contratos de prestação de serviços e/ou no(s) documento(s) do(s) Veículo(s)
(conforme aplicável), e sem prejuízo do disposto na regulação em vigor.
OBS: É recomendável que o Administrador Fiduciário observe o Guia ANBIMA de
PLD/FTP, no que se refere às suas respectivas obrigações pelo processo de prevenção à
lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proliferação
de armas de destruição em massa - PLD/FTP relacionado às atividades dos Veículos.

Apostila 2025 851


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Gestão de Recursos de Terceiros
A Gestão de Recursos de Terceiros consiste na gestão profissional dos ativos integrantes
das carteiras dos Veículos de Investimento, nos termos estabelecidos nos Documentos dos
Veículos de Investimento, neste Código, nas Regras e Procedimentos de AGRT e na
regulação vigente.
Aquele que atua no exercício da atividade de Gestão de Recursos de Terceiros com
alçada/poder discricionário de investimento e desinvestimento dos Ativos que integram as
carteiras dos Veículos de Investimento, deve ser certificado pela CFG, CGA e/ou CGE,
conforme aplicável, observada as especificidades dos anexos complementares das Regras
e Procedimentos de AGRT, se for o caso, e o disposto no Código de Certificação disponível
no site da Associação.

Apostila 2025 852


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Gestão de Recursos de Terceiros
De forma resumida, o Gestor é responsável nos seus Veículos de Investimentos:
Pelas decisões de investimento e desinvestimento, segundo a política de
investimento e demais características estabelecidas nos Documentos dos Veículos,
conforme aplicável, bem como por firmar todo e qualquer contrato ou documento
relativo à negociação de Ativos em nome do Veículo, conforme aplicável;
Pela alocação e rateio de ordens de compra e venda e demais modalidades
operacionais, quando aplicável;
Pelo envio das informações relativas às operações realizadas ao Administrador
Fiduciário ou ao terceiro contratado para essa atividade;
Pelo enquadramento aos limites de investimento da carteira; bem como pela
compatibilidade dos preços praticados com os preços de mercado;
Pela gestão de risco, incluindo, mas não se limitando, pela gestão do risco de
liquidez em conjunto com o Administrador Fiduciário;
Por garantir que as operações realizadas tenham sempre propósitos econômicos
compatíveis com os Documentos dos Veículos de Investimento;
OBS: Da mesma forma que o Administrador Fiduciário, é recomendável que o Gestor
de Recursos observe o Guia ANBIMA de PLD/FTP .

Apostila 2025 853


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Gestão de Recursos de Terceiros
Rateio de ordens para os Veículos de Investimento: O Gestor de Recursos pode
realizar rateio de ordens para os Veículos de Investimento, desde que mantenha
processos, critérios e controles preestabelecidos para que o rateio seja realizado de
forma justa, de acordo com critérios equitativos, que estejam formalizados e que sejam
passíveis de verificação. Desta forma, o Gestor de Recursos é o responsável pelo rateio de
ordens dos Veículos de Investimento sob sua gestão, e deve assegurar que nesse rateio
não haja Veículos de Investimentos que sejam privilegiados em detrimento de outros.

Gestão de crédito privado: O Gestor de Recursos é o responsável pela gestão do


crédito da carteira dos Veículos de Investimento, devendo adotar controles para a
realização da análise e monitoramento dos Ativos de Crédito Privado e riscos de crédito
associados.

Apostila 2025 854


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Gestão de Risco
GESTÃO DE RISCO: O Gestor de Recursos é o responsável pela gestão de risco da
carteira, sem prejuízo do disposto na regulação em vigor aplicável a cada Veículo de
Investimento. Ela deve ser desempenhada por área designada para esta atividade,
observado os critérios estabelecidos para cada tipo de Veículo de Investimento.

GESTÃO DE LIQUIDEZ: O Gestor de Recursos, em conjunto com o Administrador


Fiduciário, deve adotar políticas, procedimentos e controles internos necessários para a
gestão do risco de liquidez e sem prejuízo dos mecanismos previstos nos documentos dos
Veículos de Investimento que poderão ser observados em casos excepcionais de iliquidez
dos Ativos componentes das respectivas carteiras, que poderão incluir:
O fechamento dos Veículos de Investimento para realização de resgates;
A criação de Side Pockets; e/ou
A instituição de Barreiras aos Resgates.

LIMITES DE COMPOSIÇÃO E CONCENTRAÇÃO DA CARTEIRA: O Gestor de Recursos


deve manter as carteiras enquadradas aos respectivos limites de composição e
concentração e, se for o caso, de exposição ao risco de capital, observadas as regras,
restrições e vedações previstas nos documentos dos Veículos e na regulação vigente.

Apostila 2025 855


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Apreçamento dos Ativos
Também conhecido por “Marcação a Mercado”, o Apreçamento dos Ativos consiste em
precificar os Ativos pertencentes à carteira dos Veículos de Investimento pelos respectivos
preços negociados no mercado em casos de Ativos líquidos ou, quando este preço não é
observável, por uma estimativa adequada de preço que o Ativo teria em uma eventual
negociação feita no mercado. O seu objetivo é evitar a transferência de riqueza entre os
investidores dos Veículos de Investimento, além de dar maior transparência aos riscos
embutidos nas posições.
O Administrador Fiduciário é o responsável por adotar a metodologia de Apreçamento,
conforme Regulação vigente, cabendo a à Diretoria regulamentar as regras e
procedimentos referentes ao Apreçamento dos Ativos. No entanto, o Administrador
Fiduciário pode contratar, sem prejuízo de sua responsabilidade, terceiro devidamente
qualificado para desempenhar esta atividade. Estas de regras, procedimentos, critérios e
metodologias utilizadas pelo Administrador Fiduciário para o Apreçamento dos ativos
financeiros dos Veículos ficam descritas no documento chamado de Manual de
Apreçamento. Vale ressaltar que é vedado o uso de metodologias não descritas no
Manual de Apreçamento, incluindo os métodos alternativos que não tenham, além de
previsão formal, fundamentação objetiva que justifique seu uso.

Apostila 2025 856


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Apreçamento dos Ativos
Os princípios a seguir são considerados norteadores para o Apreçamento dos Ativos:
Comprometimento: a instituição responsável deve estar comprometida em
garantir que os preços reflitam o valor justo e, na impossibilidade disso, despender
seus melhores esforços para estimar o que seria o valor justo pelo qual os Ativos
seriam efetivamente transacionados, maximizando o uso de dados observáveis
relevantes e minimizando o uso de dados não observáveis; , observados os casos em
que o apreçamento dos Ativos do Veículo de Investimento deva ser realizado com
base em metodologia específica, conforme regulação aplicável e as Regras e
Procedimentos de AGRT aplicáveis ao Veículo de Investimento em questão;
Equidade: este deve ser o critério preponderante do processo de escolha de
metodologia, fontes de dados ou de qualquer decisão para o Apreçamento;
Objetividade: as informações de preços ou fatores a serem utilizados devem ser
preferencialmente obtidos por fontes externas e independentes; e
Consistência: a instituição responsável pelo Apreçamento não pode adotar preços
ou procedimentos de mensuração que sejam diversos quando se tratar de um
mesmo Ativo. Caso haja contratação de terceiros, a instituição deve exigir do
contratado que o Apreçamento de um mesmo Ativo, seja o mesmo quando utilizado
o mesmo Manual de Apreçamento da instituição.
Apostila 2025 857
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Apreçamento dos Ativos
Exceto se previsto de forma diversa nos Anexos Complementares, as Instituições
Participantes deverão observar, na esfera de suas respectivas competências, o disposto
neste capítulo para a realização do Apreçamento dos Ativos Financeiros dos Veículos de
Investimento. Vale ressaltar que os Anexos Complementares poderão dispor sobre as
regras específicas para a realização do Apreçamento de quaisquer outros Ativos que não
sejam considerados Ativos Financeiros.

RESPONSABILIDADE: A responsabilidade pelo Apreçamento dos Ativos Financeiros da


carteira de cada tipo de Veículo de Investimento deve ser atribuída nos termos do Anexo
Complementar aplicável ao respectivo Veículo de Investimento, podendo a instituição
responsável para tanto contratar, sem prejuízo de sua responsabilidade, terceiro
devidamente qualificado para desempenhar esta atividade. Caso haja contratação de
terceiros, nos termos do caput, o nome do contratado deve ser divulgado em se tratando:
Das Classes dos Fundos de Investimento, nos termos estabelecidos pela regulação
em vigor para divulgação dos prestadores de serviços do Fundo de Investimento; e
De Carteiras Administradas, ao respectivo investidor, observados os meios de
comunicação formalmente adotados pelas partes nos termos do respectivo contrato.

Apostila 2025 858


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Apreçamento dos Ativos
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL: A instituição responsável pelo Apreçamento dos Ativos
Financeiros deve possuir em sua estrutura área que seja responsável pelo Apreçamento,
sendo que esta área deve:
Ter estrutura física e tecnológica adequada aos riscos e complexidade do negócio;
Ter profissionais tecnicamente capacitados para o exercício desta atividade; e
Ser independente da Mesa de Operação;
Além disso, a instituição responsável pelo Apreçamento deve constituir fórum(s),
comitê(s) ou organismo(s) que tenha(m) como objetivo discutir os assuntos relacionados
ao Apreçamento dos Ativos Financeiros das carteiras de investimento dos Veículos de
Investimento, sendo que essas decisões devem estar em consonância com o disposto
neste capítulo e, conforme o caso, com o estabelecido nos Anexos Complementares, sem
prejuízo do disposto na regulação em vigor.
OBS: Independentemente do prazo estabelecido para frequência do(s) fórum(s),
comitê(s) ou organismo(s), a instituição responsável pelo Apreçamento dos Ativos
Financeiros deve ser diligente no acompanhamento do valor do Ativo e solicitar análises
do(s) fórum(s), comitê(s) ou organismo(s) sempre que julgar necessário.

Apostila 2025 859


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Apreçamento dos Ativos
MANUAL DO APREÇAMENTO: A instituição responsável pelo Apreçamento dos Ativos
Financeiros mencionada anteriormente deve implementar e manter no Manual de
Apreçamento as regras, procedimentos e investimento metodologias adotadas pela
Instituição Participante no Apreçamento dos Ativos Financeiros dos Veículos de
Investimento sob sua Administração Fiduciária e/ou Gestão de Recursos, conforme o caso.
O manual de apreçamento deve conter diversos itens, como por exemplo:
A governança adotada pela instituição responsável pelo Apreçamento;
Caso haja constituição de fórum(s), comitê(s) ou organismo(s), indicação dos itens
citados nas regras, como por exemplo, a composição e as regras de hierarquia;
O processo de Apreçamento;
Descrição da ordem de preferência para uso de fonte/metodologia de
Apreçamento, bem como os motivos para tal ordenação;
Descrição, de forma objetiva, da hierarquia de critério(s) utilizada para
mensuração do valor justo por Classe de Ativos Financeiros;
Descrição do método primário definido para cada Ativo Financeiro, e, no mínimo,
um método alternativo de Apreçamento, de modo a permitir que situações extremas
de mercado possam ser adequadamente tratadas;

Apostila 2025 860


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Apreçamento dos Ativos
O Manual de Apreçamento deve, ainda:
Conter em sua capa a data de início de vigência da versão do documento;
Ser registrado na ANBIMA em sua versão completa e mais atualizada, e ser
novamente registrado sempre que houver alterações, conforme critérios a seguir:
Para os casos de adaptação voluntária, a instituição responsável pelo
apreçamento deve registrar junto à ANBIMA as novas versões do Manual de
Apreçamento em até 10 (dez) dias corridos contados a partir da data do início da
vigência da nova versão do documento; e
Para os casos de alterações solicitadas pela ANBIMA, a instituição responsável
pelo Apreçamento deve implementar tais alterações e registrar a nova versão do
Manual de Apreçamento junto à ANBIMA em até 10 (dez) dias corridos contados
a partir da data que as alterações foram realizadas.
Ser publicado em sua versão simplificada no site da instituição responsável pelo
Apreçamento.

Apostila 2025 861


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Apreçamento dos Ativos
CRITÉRIO PARA APREÇAMENTO DE ATIVOS: Como regra geral, os Ativos Financeiros
integrantes das carteiras dos Veículos de Investimento devem ser apreçados a valor justo,
reconhecendo-se, contabilmente, a valorização ou a desvalorização em contrapartida à
adequada conta de receita ou despesa no resultado do período. Além disso, as práticas de
Apreçamento dos Ativos Financeiros devem considerar, com destaque, a transparência e
liquidez na formação de preços. Na hipótese de o Apreçamento considerar o total de
Ativos Financeiros em carteira ou a cotação junto ao mercado, a cotação deve:
Ter sido obtida, no máximo, 15 (quinze) dias antes da data atual; ou
Possuir, no máximo, 15 (quinze) dias desde a data de negociação.
Além da regra geral, a Anbima cita que poderá haver critérios específicos para (I) Ativos
financeiros de renda fixa; (II) Ativos de renda variável; (III) Derivativos; (IV) Ativos no
exterior; e (V) Cotas de classes;
OBS: Para os Ativos Financeiros no exterior, a instituição responsável pelo Apreçamento
deverá converter a moeda estrangeira para a moeda nacional utilizando a taxa de câmbio
referencial (D2) divulgada pela B3. Caso os Ativos no exterior não sejam denominados em
dólares americanos, estes devem ser, primeiramente, convertidos para dólar americano.

Apostila 2025 862


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Fundos de Investimentos
O presente Código aplica-se ao desempenho da atividade de Administração e Gestão de
Recursos de Terceiros pelas Instituições Participantes aos Fundos de Investimento das
seguintes categorias:
FIF – Fundo de Investimentos Financeiros;
FIDC – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios;
FIAGRO;
FII – Fundo de Investimentos Imobiliários;
FIP – Fundo de Investimentos em Participações; e
ETF – Fundo de Índice.

OBS: Os Fundos de Investimento devem ser classificados de acordo com seus objetivos,
políticas de investimento e composição da carteira, com base em classificação a ser
desenvolvida pela ANBIMA. Essa classificação da ANBIMA tem como objetivo separar e
identificar os Fundos de Investimento de acordo com as suas respectivas estratégias e
principais fatores de risco.

Apostila 2025 863


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Fundos de Investimentos
RESPONSABILIDADE DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS: O Administrador Fiduciário, o
Gestor de Recursos, bem como os demais prestadores de serviços por eles contratados
em nome do Fundo de Investimento respondem:
Perante a CVM, nas suas respectivas esferas de atuação, por seus próprios atos e
omissões contrários à lei, regulação em vigor e/ou ao Regulamento do Fundo; e
Perante o Fundo de Investimento e/ou entre si, conforme as responsabilidades e
os parâmetros de aferição estabelecidos no Regulamento do Fundo de Investimento.

OBS: O Administrador Fiduciário, o Gestor de Recursos, bem como os demais


prestadores de serviços do Fundo de Investimento não respondem pelas obrigações legais
e contratuais assumidas pelos Fundos de Investimento, mas respondem pelos prejuízos
que causarem quando procederem com dolo ou má-fé. Além disso, o Administrador
Fiduciário e o Gestor de Recursos só estão obrigados a fiscalizar os demais prestadores de
serviços por eles contratados nas hipóteses expressamente previstas nas Regras e
Procedimentos de AGRT, sem prejuízo do disposto na regulação em vigor.

Apostila 2025 864


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Fundos de Investimentos
OBRIGAÇÕES GERAIS DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS ESSENCIAIS: O funcionamento
do Fundo de Investimento se materializa por meio da atuação dos seus Prestadores de
Serviços Essenciais, assim definidos como o Administrador Fiduciário e o Gestor de
Recursos, bem como dos terceiros por eles contratados, por escrito, em nome do Fundo
de Investimento. Sem prejuízo de suas obrigações específicas em relação a cada Fundo de
Investimento estabelecidas pela regulação em vigor, pelo Código de AGRT e pelas Regras e
Procedimentos de AGRT, os Prestadores de Serviços Essenciais são responsáveis, em
conjunto, principalmente, por:
Deliberar sobre a constituição do Fundo de Investimento, suas Classes e
Subclasses, conforme o caso, bem como aprovar seus respectivos Regulamentos;
Contratar, na esfera de suas respectivas responsabilidades, os prestadores de
serviços para os Fundos de Investimento e para suas Classes e/ou Subclasses;
Relativamente às Classes Abertas, adotar políticas, procedimentos e controles
internos, no âmbito de suas respectivas esferas de atuação, necessários para a
gestão do risco de liquidez de tais Classes;
Resolver o patrimônio líquido negativo da Classe com responsabilidade limitada
dos cotistas, observadas as respectivas esferas de atuação.

Apostila 2025 865


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Fundos de Investimentos
DOCUMENTOS & INFORMAÇÕRES DOS FUNDOS: O Administrador Fiduciário e o
Gestor de Recursos devem, em suas respectivas esferas de atuação, tomar providências
para que sejam disponibilizados aos investidores os documentos relacionados aos Fundos
de Investimento, às suas Classes e Subclasses, conforme aplicável, e suas informações
periódicas a partir de seu ingresso na(s) Classe(s) ou na(s) Subclasse(s), nos termos da
regulação aplicável à categoria do Fundo de Investimento.
Esses documentos devem conter as principais características do Fundo de Investimento,
de suas Classes e Subclasses, conforme aplicável, dentre as quais as informações
relevantes aos investidores sobre políticas de investimento, taxas e riscos envolvidos, bem
como seus direitos e responsabilidades. Além disso, o Administrador Fiduciário de Classe
Aberta destinada ao público em geral deve elaborar lâmina de informações básicas e
mantê-la atualizada na forma do disposto na regulação vigente.

Apostila 2025 866


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Fundos de Investimentos
RESPONSABILIDADE DOS COTISTAS: O Anexo–Classe poderá prever que a
responsabilidade do cotista da respectiva Classe é limitada ao valor por ele subscrito e
caso o Anexo–Classe não limite a responsabilidade do cotista, os cotistas responderão por
eventual patrimônio líquido negativo da Classe, sem prejuízo da responsabilidade do
Administrador Fiduciário, do Gestor de Recursos e/ou dos demais prestadores de serviços
por eles contratados em nome da Classe pelos prejuízos por ele(s) causados quando
procederem com dolo ou má-fé.

Caso o Anexo–Classe limite a responsabilidade do cotista, aplicar-se-á o disposto sobre o


REGIME DE INSOLVÊNCIA, no qual especifica que as Classes possuem patrimônios
segregados, com direitos e obrigações distintos e que somente respondem por obrigações
vinculadas à Classe respectiva. Vale ressaltar que, sem prejuízo do disposto na regulação
em vigor, as Classes cuja responsabilidade dos cotistas seja limitada aos valores por eles
subscritos são passíveis de declaração de insolvência, caso seja verificado pelo
Administrador Fiduciário que o patrimônio líquido da Classe está negativo, observado o
disposto nas Regras e Procedimentos de AGRT.

Apostila 2025 867


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Fundos de Investimentos
OPERAÇÕES DE EMPRÉSTIMO: O Administrador Fiduciário e/ou o Gestor de Recursos,
cada qual na esfera de suas respectivas competências e, sem prejuízo do disposto na
regulação em vigor, poderão contrair empréstimos em nome da Classe para fazer frente
ao inadimplemento de cotistas que deixem de integralizar as cotas que subscreveram, ou
para cobrir eventual patrimônio líquido negativo da Classe, conforme o caso, observado o
disposto nas Regras e Procedimentos de AGRT.

Apostila 2025 868


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Fundos de Investimentos
TRANSPARÊNCIA NA REMUNERAÇÃO: Os Prestadores de Serviços Essenciais deverão
disponibilizar aos investidores informações sobre as taxas de remuneração devidas,
conforme aplicável, sendo elas:
de gestão;
de administração;
máxima de distribuição de cotas; e/ou
taxa de estruturação de previdência.
OBS: O Gestor de Recursos deverá manter a guarda do Sumário de Remuneração de
prestadores de serviços de cada Classe e Subclasse pelo prazo, no mínimo, de 5 (cinco)
anos. Além disso, é obrigatória a inclusão das taxas de administração, de gestão e máxima
de distribuição em toda informação divulgada, por qualquer meio, que contenha
referência à rentabilidade da Classe, conforme estabelecido pela regulação.

Apostila 2025 869


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Publicidade
O Administrador Fiduciário e/ou o Gestor de Recursos, conforme aplicável, ao elaborar e
divulgar publicidade, deve:
Envidar seus melhores esforços no sentido de produzir materiais adequados aos
investidores, privilegiando informações necessárias para a tomada de decisão;
Buscar a transparência, clareza e precisão das informações, fazendo uso de linguagem
simples, clara, objetiva e adequada aos investidores e potenciais investidores, de modo
a não induzir a erro ou a decisões equivocadas;
Zelar para que não haja qualificações injustificadas, superlativos não comprovados,
opiniões ou previsões para as quais não exista uma base técnica, promessas de
rentabilidade, garantia de resultados futuros ou isenção de risco;
Disponibilizar informações que sejam pertinentes ao processo de decisão, sendo
tratados de forma técnica assuntos relativos à performance passada, de modo a privilegiar
as informações de longo prazo em detrimento daquelas de curto prazo;
Incluir a informação mais recente disponível, não alterando os períodos de análise, sem
buscar ressaltar períodos de boa rentabilidade, descartando períodos desfavoráveis, ou
interrompendo sua recorrência e periodicidade em razão da performance;
Privilegiar dados de fácil comparabilidade, e, caso sejam realizadas projeções ou
simulações, detalhar todos os critérios utilizados, incluindo valores e taxas de comissões; e
Zelar para que haja concorrência leal.
Apostila 2025 870
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Publicidade da Classe FIF
Todo Material Publicitário e Material Técnico é de responsabilidade de quem o elabora,
inclusive no que se refere à conformidade com as regras previstas no Código de AGRT e
nestas Regras e Procedimentos de AGRT. As regras destinam-se, exclusivamente, às
relações entre a Instituição Participante e seus investidores ou potenciais investidores,
não sendo aplicáveis nas relações restritas entre a Instituição Participante e seus
profissionais no exercício de suas funções, ou entre as próprias instituições.
Material Publicitário: A Instituição Participante, ao divulgar Material Publicitário em
qualquer meio de comunicação disponível, deve incluir, em destaque, link ou caminho
direcionando os investidores ou potenciais investidores ao Material Técnico sobre a Classe
de FIF mencionada, de modo que haja conhecimento de todas as informações,
características e riscos do investimento.
Material Técnico: deve possuir, no mínimo, as seguintes informações sobre as Classes
e/ou Subclasses de FIF, conforme o caso: Descrição da classificação ANBIMA; Descrição do
objetivo e/ou estratégia; Público-alvo, quando destinada a investidores específicos;
Carência para resgate e prazo de operação; Tributação aplicável; e Informações sobre os
canais de atendimento do FIF.

Apostila 2025 871


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Publicidade da Classe FIF
HISTÓRICO DE RENTABILIDADE: Ao divulgar a rentabilidade das Classes de FIF, deve-se:
Utilizar o mês anterior do calendário civil;
Utilizar, caso aplicável, todos os meses do ano corrente do calendário civil de
forma individual (mês a mês) ou com seu valor acumulado (acumulado no ano);
Incluir anos anteriores do calendário civil;
Incluir períodos de 12 meses do calendário civil, contados até o mês anterior à
divulgação dos últimos 12 meses, utilizando a mesma metodologia caso divulguem
períodos múltiplos de 12 meses;
Incluir, nas hipóteses em que as Classes de FIF tenham sido constituídos a menos
de 12 meses, a data de constituição do Fundo até o mês anterior à divulgação; e
Tratar de forma segregada dos demais, as Classes de FIF :
Destinados exclusivamente à aplicação em cotas de outras Classes; e
Exclusivos.
OBS: A divulgação de rentabilidade deve ser acompanhada do valor do patrimônio
líquido médio mensal da Classe de FIF apurado no último dia útil de cada mês, nos
últimos 12 (doze) meses do calendário civil, ou nos meses de existência da Classe de FIF,
caso tenha sido constituída a menos de 12 (doze) meses.

Apostila 2025 872


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Publicidade da Classe FIF
AVISOS OBRIGATÓRIOS: As Instituições Participantes devem incluir, com destaque, no
Material Técnico, avisos obrigatórios. Os principais cobrados em exames são:
“Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros”;
“A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos”.
Havendo cobrança de taxa de entrada, saída e/ou outras taxas que afetem a
rentabilidade e estas taxas não estejam refletidas no valor da cota, o aviso será
“A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos e taxa de [nome da taxa].”
“O investimento em Fundo não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito”.
“As informações presentes neste material técnico são baseadas em simulações e
os resultados reais poderão ser significativamente diferentes”.
“A rentabilidade ajustada considera o reinvestimento dos dividendos, juros sobre
capital próprio ou outros rendimentos advindos de ativos financeiros que integrem a
carteira do Fundo repassados diretamente ao cotista.”
“Este Fundo alterou [classificação CVM/Gestor de Recursos e/ou
significativamente sua política de investimento] em [incluir data].”

Apostila 2025 873


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Publicidade da Classe ETF
Sem prejuízo das demais obrigações previstas pela regulação em vigor, o Administrador
Fiduciário deve disponibilizar em seu site na internet, no mínimo:
Aviso na seção “Taxas e demais despesas da Classe”, com o seguinte teor: “Esta
modalidade de investimento possui outros custos envolvidos, além das despesas da
própria Classe. Antes de investir, verifique os custos com corretagem, emolumentos
e custódia.”
Avisos com o seguinte teor, quando aplicável:
“O investimento em Fundos de Índice envolve riscos, inclusive de descolamento
do índice de referência e relacionados à liquidez das cotas no mercado
secundário. Antes de investir em sua(s) Classe(s) e/ou Subclasse(s), leia o
Regulamento, os respectivos anexos descritivos das Classes e os apêndices das
Subclasses, conforme aplicável e as informações constantes do site (endereço do
website dedicado), em especial, a seção fatores de risco.”
“Ao investidor é recomendada a leitura cuidadosa do Regulamento do fundo de
investimento e dos respectivos anexos descritivos das Classes e dos apêndices
das Subclasses, conforme aplicável, ao aplicar seus recursos.”
“Esta classe utiliza estratégias que podem resultar em significativas perdas
patrimoniais para seus cotistas.”
Apostila 2025 874
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Administração & Gestão de Recursos de Terceiros
Informações Relevantes (I)
Os PRINCIPAIS ITENS A SE ATENTAR NO CÓDIGO AGRT SÃO:
Se aplica somente as Instituições que aderirem ao código e não a todas as
instituições do mercado financeiro, sendo assim, pode exigir de seus participantes
regras mais rígidas que a própria lei, mas nunca a substituindo.
Tem como objetivo evitar práticas que possam ferir a Relação Fiduciária mantida
com os cotistas e prejudicar a Administração e Gestão de Recursos e seus
participantes.
O Administrador Fiduciário é o responsável pelo Apreçamento dos Ativos
Financeiros;
Fiscalizar principalmente os Administradores e Gestores de Recursos;
Desde 2021, os FIPs (Fundo de Investimentos em Participações) devem seguir as
regras do código AGRT;
Não confunda as regras do código AGRT com as regras do código DPI (Distribuição
de Produtos de Investimentos). O código AGRT está direcionado aos Administradores
& Gestores, já o código DPI se refere a comercialização (distribuição) de produtos.

Apostila 2025 875


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Administração & Gestão de Recursos de Terceiros


Informações Relevantes (II)
As informações mais relevantes desse conteúdo para os exames da Anbima são:
o Administrador Fiduciário é o responsável final pelo apreçamento dos ativos
financeiros integrantes das carteiras de investimento dos fundos sob sua
administração.
o Administrador Fiduciário deve divulgar, no mínimo, a versão simplificada do
seu Manual de Apreçamento.
a instituição responsável pelo apreçamento dos ativos financeiros dos fundos NÃO
PODE adotar preços ou procedimentos de mensuração diversos, quando se tratar
de um mesmo ativo financeiro.
as regras, procedimentos e metodologias utilizadas pelo Administrador Fiduciário
no apreçamento dos ativos financeiros dos veículos de investimento, sob sua
administração, deverão ser públicas.
as informações de preços ou fatores utilizados no Apreçamento de ativos
financeiros no exterior deverão ser convertidos da moeda estrangeira para a moeda
nacional, utilizando a taxa de câmbio referencial (D2), divulgada pela B3.

Apostila 2025 876


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
4.8 Tributação de Fundos de
Investimentos
Apostila 2025 877
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Classificação
Para fins de tributação, a Receita Federal tem a sua própria classificação para os fundos de
investimento. Esta modalidades são:
Fundos de Renda Fixa Curto Prazo: fundos de investimentos que tenham a
composição da sua carteira com prazo médio MENOR que 365 dias CORRIDOS.
Fundos de Renda Fixa Longo Prazo: fundos de investimentos que tenham a
composição da sua carteira com prazo médio MAIOR que 365 dias CORRIDOS.
Fundos de Ações e Clubes de Investimentos: fundos de investimentos que a
carteira seja composta por no mínimo 67% de ações.
Fundos Imobiliários: neste caso, possuem as mesmas regras da CVM, ou seja,
devem investir em ativos atrelados a imóveis ou dívidas imobiliárias (LCI, CRI, CCI, ...).
A tributação ocorrerá na “transformação” das cotas em dinheiro, sendo:
Fundos abertos: (I) através do resgate e/ou (II) na antecipação do imposto de
renda (come-cotas);
Fundos Fechados: através da (I) alienação (venda) das cotas; (II) amortização de
cotas; (III) dividendos; (IV) resgate (encerramento do fundo); e (V) na antecipação do
imposto de renda (come-cotas).

Apostila 2025 878


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Tabela
ALÍQUOTA
TIPO DE FUNDO FATO GERADOR SEMESTRAL ALÍQUOTA RESGATE IOF
(COME-COTAS)
Renda Fixa Curto Resgate ou
1 – 180 dias = 22,5%
prazo (prazo médio Semestral 20% SIM
181 ou mais = 20%
até 365 dias) (Maio e Novembro)
1 – 180 dias = 22,5%
Renda Fixa Longo Resgate ou
181 – 360 dias = 20%
Prazo (prazo médio Semestral 15% SIM
361 – 720 dias = 17,5%
superior a 365 dias) (Maio e Novembro)
721 dias ou mais = 15%
Renda Variável
ações (mais de Somente resgate Não tem 15% NÃO
67% em ações)
Ganhos de Capital
Imobiliário Não tem 20% NÃO
e Rendimentos

O Administrador do fundo é o responsável


pelo recolhimento do IR no RESGATE, do Come-Cotas e do IOF.
Apostila 2025 879
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Come-Cotas
O “Come-cotas” é a ANTECIPAÇÃO do Imposto de Renda devido nos FUNDOS DE RENDA
FIXA, sendo a sua alíquota sempre a menor da sua modalidade, ou seja:
Fundos de Renda Fixa Curto Prazo: Alíquota de 20%.
Fundos de Renda Fixa Longo Prazo: Alíquota de 15%.
Chama-se “come-cotas”, pois a cobrança é através de cotas (diminui-se da quantidade
total do cotista), sendo que o responsável por seu recolhimento é o administrador, tendo
que recolher até o 3º dia útil subsequente ao decêndio do fato gerador.
Nos fundos sem carência (ou com carência superior a 90 dias), ele ocorre no último dia
útil dos meses de maio e novembro. Já nos fundos com carência menor que 90 dias, o
“come-cotas” ocorrerá na data em que completar cada período de carência. Para efeito de
apuração do imposto, a instituição administradora do fundo de investimento poderá
adotar o critério do custo médio ou do custo específico de cada certificado ou cota. A
opção por um dos critérios será exercida em relação a todos os cotistas do fundo e
somente poderá ser alterada no 1º (primeiro) dia útil de janeiro de cada ano-calendário.

Apostila 2025 880


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Fundos que não possuem Come-Cotas
Os principais fundos de investimentos que não sofrerão incidência de come-cotas são:
Fundos de Ações – Classificação CVM;
Fundo de Investimento Imobiliário (FII) – Classificação CVM;
Fundo de Investimento em Participações (FIP) – Classificação CVM;
Fundo de Investimento em Índice de Mercado (ETF) de Renda Variável;
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), desde que possuam carteira
composta de, no mínimo, 67% de direitos creditórios
OBS 1: A principal mudança ocasionada pela lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023,
foi que os fundos classificados como renda fixa com regime fechado passaram a sofrer a
incidência do come-cotas.
OBS 2: Para que o fundos classificados como FIP, FIDC e ETF de Renda Variável não
sofram a incidência do come-cotas, os mesmos deverá ser enquadrados como entidade
de investimentos, caso contrário, sofrerão incidência de 15%, sem prejuízo da tributação
nos eventos de resgate, amortização ou alienação. Podemos definir de forma resumida
um fundo como “Entidade de Investimento”, quando o mesmo possui uma estrutura de
gestão profissional e que os cotistas majoritários não possam determinar ou vetar
decisões de investimento ou desinvestimento.
Apostila 2025 881
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos Abertos
Come-Cotas: Exemplo
Rafael investiu em abril mil reais em um fundo de renda fixa longo prazo, adquirindo
1.000 cotas (portanto, cada cota vale R$ 1,00). Ao final de maio, o fundo havia se
valorizado 10% (valor da cota R$ 1,10). Como será a tributação do come-cotas?
RESPOSTA: Por se tratar de um fundo Longo Prazo, a alíquota incidente do come-cotas
será de 15% sobre a valorização do fundo (R$ 100,00), que será:
o IR Come-Cotas = (15%) × (R$ 100,00) = R$ 15,00 de IR, porém através de cotas.
Sabendo agora que o valor de IR devido é R$ 15,00, devemos dividir pelo valor da cota.
o IR Come-Cotas = (R$ 15,00) ÷ (R$ 1,10) = 13,64 cotas
Desta forma, será antecipado o imposto através de 13,67 cotas, deixando o cotista com
986,33 cotas.
o Valor final do patrimônio final = (986,36 cotas) × (R$ 1,10)
o Valor final do patrimônio final = R$ 1.085,00

Apostila 2025 882


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos Abertos
Compensação de Perdas
As perdas em fundos abertos só podem ser compensadas com ganhos entre os fundos
com o mesmo regime tributário:
Fundos de Curto Prazo com Fundos de Curto Prazo;
Fundos de Longo Prazo com Fundos de Longo Prazo;
Fundos de Ações com Fundos de Ações.
A compensação deverá respeitar um dos dois casos:
Fundos que tenham o mesmo administrador; ou
As perdas apuradas no resgate de aplicações por conta e ordem de um
distribuidor, poderão ser compensadas com lucros auferidos em resgates futuros,
podendo a compensação ser entre fundos de diferentes administradores, desde que
seja nesta mesma instituição que atuou por conta e ordem.
Em relação ao prazo para se fazer a compensação, a instituição deve manter em seus
sistemas o controle e registro dos prejuízos dos seus clientes, NO MÍNIMO, até o fim do
ano-calendário seguinte ao resgate total das cotas, ou seja, o administrador poderá
compensar a perda por um prazo indeterminado.

Apostila 2025 883


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos Fechados
Características
Diferentemente dos fundos abertos, onde o cotista resgata as suas cotas a qualquer
momento, os fundos fechados possuem tributação quando ocorrer um dos itens abaixo:
Resgates: ao término do prazo de duração do fundo.
Amortização: pagamento em dinheiro e diminuição do número de cotas.
Dividendos: por serem empresas, os fundos fechados podem fazer distribuição de
dividendos.
Alienação da cota: as cotas podem ser transferidas por cessão ou negociadas em
bolsa/balcão organizado, ou seja, podem ser vendidas a um terceiro. Neste
momento, o IR será de responsabilidade do investidor, com o recolhimento através
de DARF até o último dia do mês subsequente.
Base de cálculo: dependerá da operação que deu origem ao rendimento para o cotista
(alienação, amortização, resgate ou dividendos).
Come-Cotas: Os fundos fechados podem sofrer também a incidência de come-cotas,
conforme demonstrado anteriormente (mudança ocorreu por causa da lei nº 14.754, de
12 de dezembro de 2023).

Apostila 2025 884


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FII – Fundo de Investimento Imobiliário
Características
Fundos Imobiliários devem possuir a mesma classificação CVM, sendo sempre fundos
fechados e desta forma, não possuem come-cotas. Suas características para IR são:
BASE DE CÁLCULO: Poderá ser de três formas:
o Rendimento: lucros distribuídos, que devem ser de pelo menos 95% do lucro
apurado semestralmente, em 30 de junho e 31 de dezembro.
o Amortização de cota: valor que excede o custo de aquisição.
o Alienação de cotas: ganhos líquidos auferidos.
REGRA GERAL DAS ALÍQUOTAS:
o Rendimento: 20% de IR Retido na Fonte (Exceto quando possuir isenção).
o Amortização: 20% de IR Retido na Fonte.
o Alienação: 20% sobre o ganho líquido via DARF e não possuem o benefício de
isenção em vendas no valor de até R$ 20 mil por mês, como possuem as ações.
RESPONSÁVEL PELO RECOLHIMENTO:
o Rendimentos e Amortização: administrador.
o Alienação: o investidor vendedor.

Apostila 2025 885


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FII – Fundo de Investimento Imobiliário


Isenção e Compensação
As pessoas físicas, e somente elas, poderão possuir ISENÇÃO PARA OS RENDIMENTOS
(dividendos) nos fundos imobiliários, desde que o mesmo atenda as seguintes condições:
O Fundo Imobiliário deverá possuir no mínimo 100 pessoas;
As cotas devem ter negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no
mercado de balcão organizado;
A isenção somente ocorrerá para cotistas pessoas físicas que possuírem menos
de 10% das cotas emitidas ou cujas cotas lhe derem direitos ao recebimento de
rendimento menor que 10% do total de rendimentos auferidos pelo fundo. Desta
forma, cotistas que possuírem 10% OU MAIS SEMPRE SERÃO TRIBUTADOS pelas
regras gerais dos fundos imobiliários. Assim, poderemos ter no mesmo fundo
imobiliário cotistas com isenção sobre os rendimentos e outros cotistas sem isenção.
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS: por se tratar de alienação e não de resgate, perdas
geradas pelas vendas de cotas de FII em bolsa de valores, poderão ser compensadas em
lucros advindos de alienações de outros fundos imobiliários (ou seja, mesma classe, não
precisando ser do mesmo administrador como nos fundos abertos). Se a negociação foi
feita fora da bolsa, não poderá fazer a compensação de prejuízo.

Apostila 2025 886


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIDC – Fundo em Direitos Creditórios
Características
Como regra geral, os FIDCs seguem a regra tributária dos fundos de renda fixa, ou seja,
estão sujeitos ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) na distribuição de
rendimentos, amortização, resgate ou venda de cotas, aplicando-se uma alíquota
regressiva que varia de 22,5% a 15%, para quando for de longo prazo, e de 22,5% a 20%,
quando for tratado como curto prazo. Com a lei 14.754/23, tanto aqueles classificados
como regime aberto, quanto os de regime fechado, sofrerão a incidência do “come-cotas”.
No entanto, os FIDCs (tanto aberto, quanto fechados) poderão ficar com alíquota única de
15% na data da distribuição de rendimentos, amortização ou resgate de cotas e sem a
incidência do come-cotas, desde que atendam aos seguintes requisitos:
serem entidades de investimento; e
investirem no mínimo 67% de sua carteira em direitos creditórios.
Outro ponto interessante é que existem “FIDCs com Incentivo Fiscal”, onde a sua
captação de recursos tem como objetivo a implementar projetos de investimento na área
de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e
inovação, considerados como prioritários. Com isso, o cotista pessoa física será isento de
Imposto de Renda e o cotista pessoa jurídica, terá alíquota de 15% de IRRF.

Apostila 2025 887


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Índice (ETF)


Características
Os fundos de investimentos de índice (ETF) podem ser classificados de duas formas:
ETF de Renda Variável: Composição idêntica aos fundos de ações, mas tributado
como se fossem ações (alíquota total de 15%, sendo recolhido através de DARF pelo
investidor e com IRRF de 0,005%). Detalhe: as pessoas físicas não possuem o
benefício de vendas de até R$ 20 mil por mês, como nas ações.
ETF de Renda Fixa: Composição devendo ser por ativos financeiros que busquem
refletir as variações e a rentabilidade de índices de renda fixa e cujos regulamentos
determinem que suas carteiras sejam compostas, no mínimo, por 75% de ativos
financeiros que integrem o índice de renda fixa de referência. Já a sua tributação é
baseada no prazo médio da carteira com as seguintes alíquotas:
Prazo médio da carteira igual ou inferior a 180 dias: 25% de IR
Prazo médio da carteira entre 181 e 720 dias: 20% de IR
Prazo médio da carteira de 721 dias ou mais: 15% de IR
OBS: Os ETFs de renda fixa não possuem IOF, mas possuem come-cotas. Além disso, a
responsabilidade do recolhimento dependerá do fato gerador. Caso seja por alienação no
mercado secundário, a responsabilidade recairá sobre a instituição financeira que
intermediou a operação e caso seja por outro motivo, será pelo administrador do fundo.

Apostila 2025 888


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Desenquadramento Tributário
Os fundos de investimentos poderão mudar de classificação tributária (alíquota), da
mesma forma que poderiam ter mudanças na sua nomenclatura perante a CVM. Essas
mudanças ocorrem por desenquadramento das devidas regras por um certo período.
Importante compreendermos que para a CVM, para os fundos classificados como Renda
Fixa, Ações, Multimercado ou Cambial, o desenquadramento não poderá ultrapassar o
prazo máximo de 15 (quinze) dias consecutivos e também que não implique alteração do
tratamento tributário conferido ao fundo ou aos cotistas do fundo.
A Receita Federal (RFB), através da instrução normativa RFB nº 1585 (e suas alterações),
definiu regras diferentes das definidas pela CVM. Veremos a seguir, as principais regras de
desenquadramento para os fundos de investimentos que serão de:
Renda Fixa Longo Prazo para Curto Prazo;
Fundos de Ações para Renda Fixa Longo Prazo ou Curto Prazo;
Fundos de Índice de Renda Fixa.

Apostila 2025 889


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Desenquadramento: RF Longo Prazo
No caso de alteração da composição ou do prazo médio da carteira dos fundos de
investimento de longo prazo que implique modificação de seu enquadramento para fins
de determinação do regime tributário, serão observadas as seguintes disposições:
O IR na fonte incidirá no último dia útil do mês de maio ou novembro
imediatamente posterior à ocorrência, à alíquota de 15% sobre o rendimento
produzido até o dia imediatamente anterior ao da alteração de condição, e à alíquota
de 20% sobre o rendimento produzido a partir do dia do desenquadramento;
Caso haja resgate, a alíquota aplicável será aquela correspondente ao prazo da
aplicação para o rendimento produzido até o dia imediatamente anterior ao da
alteração de condição. Após, será aplicado a alíquota de curto prazo para o
rendimento produzido a partir do dia do desenquadramento.
O fundo de investimento de longo prazo, cujo prazo médio da carteira de títulos
permaneça igual ou inferior a 365 dias por mais de três vezes ou por mais de 45 dias, no
ano-calendário, ficará desenquadrado. Esse desenquadramento poderá ocorrer uma única
vez a cada ano-calendário, retornando ao enquadramento anterior a partir do 1º
(primeiro) dia do ano-calendário subsequente; e não implica em interrupção da contagem
do prazo original da aplicação.

Apostila 2025 890


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Desenquadramento: Ações
Os fundos de investimento em ações são aqueles cujo patrimônio líquido seja composto
por, no mínimo, 67% de ações negociadas no mercado à vista de bolsa de valores ou
entidade assemelhada, no País ou no exterior, na forma regulamentada pela CVM. Essa
composição deverá corresponder à média móvel dos percentuais diários, apurados para
40 dias úteis, com defasagem de 5 dias úteis, do valor das ações em relação ao patrimônio
líquido do fundo de investimento. Caso o fundo de ações (ou clube de investimento)
deixar de cumprir essas regras, ele será tributado, a partir desse momento, como renda
fixa longo prazo ou curto prazo, salvo no caso de, cumulativamente:
A referida proporção não ultrapassar o limite de 50% (cinquenta por cento) do
total do patrimônio líquido
A situação for regularizada no prazo máximo de 30 (trinta) dias; e
O fundo ou clube não incorrer em nova hipótese de desenquadramento no
período de 12 (doze) meses subsequentes.
Caso de fato ocorre o desenquadramento e a mudança de tributação, esses fundos não
poderão ocorrer em nova alteração no período de doze meses subsequentes. Além disso,
esse desenquadramento não implica em interrupção da contagem do prazo original da
aplicação.

Apostila 2025 891


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fundos de Investimentos
Desenquadramento: ETF Renda Fixa
Os Fundos de Índice de Renda Fixa que descumprirem o percentual mínimo de
composição, ficarão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda à alíquota de 30%
(trinta por cento) durante o prazo do descumprimento, ao invés da tributação pelo prazo
médio da carteira do fundo (até 180 dias, 25%; de 181 a 720, 20%; 721 dias ou mais,
20%), devendo possuir no mínimo 75% de ativos de renda fixa.
No caso de alteração do prazo médio de repactuação da carteira dos Fundos de Índice de
Renda Fixa que implique modificação de seu enquadramento para fins de determinação
do regime tributário, será aplicada a alíquota correspondente ao prazo médio de
repactuação do fundo até o dia imediatamente anterior ao da alteração da condição,
sujeitando-se os rendimentos auferidos a partir de então à alíquota correspondente ao
novo prazo médio de repactuação. Essa regra será aplicada quando:
Da distribuição de qualquer valor pelo Fundo de Índice de Renda Fixa; ou
Do resgate de cotas do Fundo de Índice de Renda Fixa.

Apostila 2025 892


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fundos de Investimentos
Informações Relevantes
Como a classificação para a receita federal é diferente da classificação da CVM para
fundos de investimentos, é importante salientar alguns pontos relevantes:
Fundo Cambial: tributado como renda fixa.
Fundo Multimercado: depende da constituição da carteira, mas em geral é aberto
e tributado como renda fixa de longo prazo.
FIP (Fundo de Investimentos em Participações): Tributado como fundo de ações,
exceto os FIPs que possuem isenção para pessoa física (FIP-IE e FIP-PD&I).
Fundos de Investimentos em Debêntures Incentivas: os cotistas pessoas físicas de
fundos de renda fixa que investirem um percentual mínimo de 85% (oitenta e cinco
por cento) de patrimônio líquido representado por direitos creditórios, e a parcela
restante por títulos públicos federais, operações compromissadas lastreadas em
títulos públicos federais ou cotas de fundos de investimento que invistam em títulos
públicos federais, serão ISENTOS DE IMPOSTO DE RENDA.
IOF: Sua cobrança funciona exatamente igual aos ativos de renda fixa: tabela
regressiva, zerando no 30º dia. Importante salientar que os fundos de ações NÃO
possuem IOF.

Apostila 2025 893


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Carteira Administrada
Conceito
A Carteira Administrada É UM SERVIÇO DE GESTÃO de investimentos no qual o investidor
contrata um gestor para cuidar especificamente dos seus recursos, desde a estratégia de
alocação até o rebalanceamento (compra e venda de cada ativo que compõe a carteira).
Desta forma, a tributação é a mesma de uma pessoa física sem este serviço, mantendo
todos os benefícios de isenção de IR de produtos de Renda Fixa (LCI, LCA, CRI, CRA...) e do
limite de venda de até R$ 20.000,00 por mês em ações. Além disso, a carteira
administrada é moldada para as necessidades de cada cliente, sem ter que seguir regras
rígidas como as da classificação de fundos.
Portanto, diferentemente de aplicar em fundos de investimentos, na Carteira
Administrada o cliente é proprietário dos ativos diretamente e não das cotas, como
ocorre nos fundos. Outro ponto importante, é que a Carteira Administrada permite tanto
a Gestão Discricionária (gestor toma as decisões sem consultar o cliente), quanto a Não
Discricionária (quando há participação do cliente na tomada de decisão), tendo também
um maior grau de liberdade para trabalhar derivativos.

Apostila 2025 894


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Capítulo 5:
Produtos de Previdência
Complementar
896
5.1 Princípios da Aposentadoria
Apostila 2025 896
896
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Necessidade do Planejamento da Aposentadoria


Introdução
Com o passar do tempo, o ser humano não consegue ter mais a mesma “energia” para
poder trabalhar e produzir renda. No entanto, os custos para se manter continuando
existindo, podendo até mesmo aumentar. Desta forma, fica a pergunta: da onde virá os
recursos para nos mantermos na terceira idade?
O seguro social (previdência pública) surge para minimizar os impactos da falta de
planejamento individual nos momentos em a pessoa não poderá produzir renda, sendo
um desses casos, a aposentadoria. Porém, este valor possui um teto, o que pode causar
falta de recursos se suas despesas forem maior que o valor do recebimento da
previdência pública (no qual utiliza o Sistema de Distribuição). No Brasil, em 2021, este
valor era de R$ 6.433,57.
Assim sendo, é de suma importância ter acumulado reservas financeiras próprias durante
a vida para complementar a previdência pública ou até mesmo, ser a fonte de renda para
suprir os gastos na terceira idade. Essa acumulação pode ser feita na Previdência Privada,
que utiliza o Sistema de Contribuição.

Apostila 2025 897


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
As 3 fontes básicas para a aposentadoria
Conceito
As pessoas podem utilizar de três fontes básicas para arcar os custos de uma vida na
aposentadoria. São elas:
Previdência Social: nesta fonte de renda, o governo estará repassando recursos
para a sobrevivência do cidadão. No entanto, há dois principais problemas. O
primeiro é a existência de um valor máximo de recebimento e o segundo é o risco de
mudanças nas regras da previdência social (as regras de hoje, podem ser diferentes
de quando a pessoa for se aposentar);
Previdência Privada Complementar (aberta ou fechada): nesta estratégia, o
investidor contribui para um plano de previdência complementar e os recursos
aportados mais os seus devidos rendimentos, serão repassados através um
pagamento único ou em forma de renda;
Acumulação própria de patrimônio: o investidor terá sua renda através dos
rendimentos das suas aplicações financeiras (Ativos de Mobiliários: CDBs, títulos
públicos, debêntures, ações, fundos multimercados; e Ativos Imobiliários: salas
comerciais, fundos imobiliários, renda por aluguel).

Apostila 2025 898


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Acumulação Própria de Patrimônio


Conceito
As pessoas podem, além da Previdência Pública e da acumulação através da Previdência
Privada, optar por acumular recursos próprios através de aplicações financeiros como:
Ativos de Renda fixa: principalmente os que são atrelados à inflação como as
Debêntures e NTN-Bs (para manter o poder de compra no longo prazo);
Ativos de Renda Variável: investir empresas para longo prazo é um boa
alternativa, pois um dos principais riscos é o de mercado (volatilidade). Sendo de
longo prazo, este risco é diluído com o tempo e na aposentadoria, viver de renda
com os dividendos ou até mesmo com o benefício fiscal da isenção de IR para vendas
mensais abaixo de R$ 20 mil;
Ativos Imobiliários: os imóveis tendem a proteger o investidor do risco de
inflação, podendo gerar uma renda mensal através do aluguel. São diversas as
estratégias atuais para se adquirir imóveis: comercial, residencial, fundos
imobiliários, aquisição na planta... Importante ressaltar que, através do aluguel, a
renda do investidor estará protegida pela inflação, pois os contratos são corrigidos
pela inflação. Em contrapartida, há o risco de vacância (não conseguir um locatário) e
alto risco de liquidez, caso seja necessário vendê-lo.

Apostila 2025 899


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Juros Compostos e o Fator Tempo
Conceito
Quando tratamos de aplicações financeiras (como por exemplo, na previdência privada),
duas variáveis são de suma importância para facilitar a alcançar os objetivos da
aposentadoria: (1) os Juros Compostos e o (2) Fator Tempo.
Foi atribuído ao gênio da física Albert Einstein, “(1) os Juros Compostos são a oitava
maravilha do mundo, aquele o entende, ganha, quem não entende, paga”, apesar de não
saber se realmente foi dita por ele. Isto ocorre por que, no final de cada período de
aplicação, o valor é atualizado e a taxa de juros acaba sendo aplicada não somente sobre
o valor investido, mas também sobre o “lucro” gerado. Desta forma, surge a segunda
variável, o (2) Fator Tempo.
Quanto mais tempo o valor investidor ficar aplicado, maior será o benefício gerado pelos
Juros Compostos. Desta forma, quanto mais iniciarmos o projeto da aposentadoria, menor
será o “esforço” (valores a serem investidos) para atingir o objetivo da aposentadoria (ou
até mesmo, da independência financeira).

Apostila 2025 900


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Juros Compostos e o Fator Tempo


Conceito
Para ficar mais claro o “poder” dos juros compostos, uma pessoa que faça uma aplicação
inicial de mil reais e invista todos os meses R$ 100,00, por 30 anos em um investimento
que renda 1% ao mês, ao final deste período teria contribuído para a sua aposentadoria
R$ 37 mil. No entanto, teria acumulado R$ 385 mil reais. Ou seja, o seu esforço financeiro
foi de R$ 37 mil e aproximadamente R$ 350 mil foram gerados pelos Juros Compostos.
Caso a aplicação fosse em Juros Simples, o valor seria aproximadamente de R$ 100 mil.

R$ 400.000,00 Juros Compostos


R$ 385.000
R$ 300.000,00

R$ 200.000,00

R$ 100.000,00
JS = R$ 100.000
Aplicação:
R$ 0,00 R$ 37.000
1 120 239 358

Apostila 2025 901


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Impacto do Imposto e da Inflação
Conceito
Quando a pessoa decide pelas estratégias da previdência complementar ou pela
acumulação própria de recursos, é muito importante analisar o impacto da inflação e do
imposto de renda nas devidas projeções.
A escolha por produtos financeiros atrelados a inflação, faz com que este risco – que é o
principal deles – seja minimizado no longo prazo. O mais importante não é o valor
nominal que se tem de patrimônio, mas sim o quanto esse valor pode adquirir de bens e
pagar por serviços. Portanto, o importante é o “valor real” dos recursos financeiros.
O segundo ponto, e não menos importante, é o impacto dos impostos. Em períodos de
inflação alta, o ganho real líquido (o valor financeiro real após o pagamento dos impostos)
pode ser negativo, mesmo sendo aplicado em ativos cuja remuneração esteja atreladas às
inflação. Isso ocorre pois a tributação incide sobre o ganho financeiro total e não somente
sobre a rentabilidade real. Desta forma, ativos isentos de imposto de renda acabam sendo
muito interessantes nos objetivos de longo prazo.

Apostila 2025 902


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Necessidade do Fluxo de Caixa Real


Conceito
O planejamento de aposentadoria considera que o cliente deva acumular recursos
periodicamente em aplicações financeiras para que os rendimentos possam ajudar neste
trabalho de acumulação. No entanto, é importante saber que no Brasil a inflação tem
efeito relevante neste planejamento. Historicamente o Brasil possui índices de inflação na
casa de 4% ao ano, o que quer dizer que os preços sobem, diminuindo o valor do dinheiro
no tempo.
Desta forma, nos cálculos de planejamento de aposentadoria, é aconselhado que seja
utilizado a taxa de juros real, que nada mais é que a taxa de juros nominal, descontada da
inflação (lembrando que por se tratar de juros compostos, o desconto é através de divisão
e não por subtração). Assim sendo, utilizamos a seguinte fórmula para o cálculo:

Apostila 2025 903


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Necessidade do Fluxo de Caixa Real
Conceito
Um cliente deseja ter R$ 1 milhão de reais, a valores de hoje, em 20 anos. Qual o valor
aproximado que ele deverá depositar hoje, sabendo que a aplicação rende 10% ao ano e a
inflação projetada no Brasil para este período é de 4% ao ano?
RESPOSTA: Primeiramente devemos descobrir a taxa de real da aplicação para depois
calcularmos na HP-12C:

Cálculo da Taxa Real (*): Cálculo da aplicação Necessária:

Motivo: “100 + 10” n = 20


Motivo: “100 + 4” i = 5,7692
n=1 PMT= 0
i = ? = 5,7692 FV = 1.000.000
PV = ? = R$ 325.698,00

Aportando R$ 325.698 ele terá o valor


(*) Rever aula Matemática Financeira equivalente a R$ 1.000.000,00 de hoje.

Apostila 2025 904


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Objetivos de Estilo de Vida


Introdução
Cada indivíduo possui objetivos de vida diferentes e isso também vale para os objetivos da
aposentadoria. Algumas pessoas desejam ter uma aposentadoria que supra as suas
necessidade básicas, outros desejam manter seu alto padrão de estilo de vida.
Desta forma, não cabe ao profissional financeiro dizer o que é o certo e o que é o errado,
mas sim, mensurar e demonstrar como o cliente poderá atingir os objetivos de vida
desejado. Dentro disso, alguns pontos são de extrema importância para o devido
planejamento, tais como:
Idade do cliente;
Rendas disponíveis;
Atividades na aposentadoria;
Custos da terceira idade;
Expectativa de Sobrevida;
Impacto dos Cenários Políticos e Econômicos.

Apostila 2025 905


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Objetivos de Estilo de Vida
Idade do Cliente
Quanto mais jovem for iniciada a acumulação de recursos destinada para a aposentadoria,
melhor será a distribuição do esforço de poupança ao longo do tempo, ou seja, quanto
mais tempo o cliente tiver para atingir o seu objetivo, mais fácil será.
Para compreensão, imagine que você necessite acumular R$ 480 mil para atingir o seu
objetivo da aposentadoria aos 60 anos. Sem considerar a remuneração das aplicações
financeiras, se você tem 20 anos (40 anos para o objetivo, ou seja, 480 meses), o valor
necessário para guardar por mês seria de R$ 1.000,00. Mas caso você tenha 50 anos, o
seu esforça deverá ser muito maior, pois necessitará poupar R$ 4.000,00 por mês.
Essa diferença fica ainda mais agravada quando incidimos uma remuneração sobre as
aplicações, pois, durante muito mais tempo, os juros compostos trabalharam para você.
Se a necessidade de poupança está muito elevada, o mais aconselhado não é tomar mais
risco em suas aplicações financeiras, mas sim, reajustar o seu objetivo (podendo ser a
postergação da aposentadoria ou até mesmo a diminuição da renda desejada).

Apostila 2025 906


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Objetivos de Estilo de Vida


Rendas Disponíveis
Para atingir os objetivos da aposentadoria, o cliente poderá dispor de diversas rendas, tais
como:
Benefícios da Previdência Social (Ex: INSS);
Planos de Previdência Fechada;
Planos de Previdência Aberta;
Ativos Imobiliários (Ex: Aluguel);
Ativos Mobiliários (Ex: títulos públicos);
Herança;
Atividades na aposentadoria (consultorias, aulas, trabalhos eventuais);

Em relação às Atividades na Aposentadoria, o centro de estudos Institute of Economics


Affairs (IEA), publicou em 2013 que, no período da aposentadoria, o indivíduo pode
aumentar em 60% a probabilidade de aparecer um problema físico, além de elevar em
40% as chances de desenvolver depressão. Desta forma, mais da metade da população
planeja continuar com alguma atividade remunerada, auxiliando mentalmente e
financeiramente. Com isso, será necessário uma acumulação menor durante o período de
acumulação, postergando a utilização dos recursos acumulados para a aposentadoria

Apostila 2025 907


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Objetivos de Estilo de Vida
Custos na Terceira idade
Estima-se ser possível manter o padrão de consumo na fase de aposentadoria com 70%
da renda do período ativo. Isto porque, alguns custos diminuirão ou até mesmo deixarão
de existir (por exemplo, financiamento da moradia) e outros tendem a aumentar
consideravelmente (por exemplo, medicamentos). As principais variáveis que sofrerão
mudanças são:
AUMENTO NO CUSTO:
o Gastos com plano saúde;
o Gastos com medicamentos;
o Gastos com viagens e passeios.
DIMINUIÇÃO NO CUSTO:
o Gastos com consolidação do patrimônio (imóveis, carros);
o Gastos com transporte;
o Gastos com vestuário;
o Gastos com dependentes;
o Esforço de poupança.

Apostila 2025 908


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Objetivos de Estilo de Vida


Expectativa de Sobrevida
Para analisar o valor necessário que um indivíduo necessitará na aposentadoria, devemos
estimar por quanto tempo deverá ser utilizado os devidos recursos, ou seja, qual a
expectativa de vida da pessoa. Desta forma, três são os principais modelos para isto:
IBGE: O governo monitora a evolução da expectativa de vida da população,
através de estudo pelo IBGE;
Tábuas Atuariais: Este é o modelo utilizado pelas Entidades de Previdência;
Histórico Familiar: Para o indivíduo, é importante observar histórico familiar e a
própria saúde, pois é uma análise mais individual do que as generalizadas acima
(IBGE e Tábuas Atuariais).
Também há a possibilidade de calcular como se os recursos acumulados perdurassem
eternamente, ao invés de estimar que ele será todo utilizado na aposentadoria. Esse
conceito chamamos de Renda Perpétua.

Apostila 2025 909


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Objetivos de Estilo de Vida
Impacto dos Cenários Políticos e Econômicos
As mudanças nos cenários políticos e econômicos podem impactar nos resultados das
aplicações financeiras no longo prazo. Se estimar e projetar essas mudanças no curto e
médio prazo já são de extrema complexidade, como fazer isso para o longo prazo?
A solução para o nosso planejamento é, ao invés de fazermos os cálculos com a taxa
nominal, utilizarmos nas nossas projeções, a taxa de juros real. Com isso, estamos
eliminando o risco inflacionário que é um dos principais fatores que causam erros nas
conquistas dos objetivos de estilo de vida.
No entanto, não podemos esquecer que, nada adianta somente planejar e implantar a
estratégia uma única vez. As estratégias devem ser acompanhadas e ajustadas com o
passar do tempo, minimizando os riscos de distorções agressivas nos cenários políticos e
econômicos da sociedade.

Apostila 2025 910


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Cálculo do Capital Necessário


Definição de Metas Acessíveis
Há uma grande diferença entre a Renda Desejada pelo cliente e a Renda Necessária para
manter o seu padrão de vida. Isto porque, a maioria dos indivíduos não conseguem
estimar qual o verdadeira valor que ele necessitará na sua aposentadoria, desejando
muitas vezes rendas que serão inatingíveis para a sua capacidade de poupança.
Desta forma, o profissional financeiro possui extrema responsabilidade nesse projeto,
devendo demonstrar ao cliente, quais são os itens relevantes, para que o Planejamento
de Aposentadoria, seja viável com prazos condizentes com o objetivo do indivíduo.
Por se tratar de um projeto de longo prazo, este planejamento deve ser monitorado e
mensurado ao longo do tempo, para que se possa fazer ajustes necessários enquanto há
tempo.

Apostila 2025 911


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco da Longevidade
Conceito
Quando projetamos o valor necessário a ser acumulado para poder viver na
aposentadoria, a estratégia de conversão do capital em geração de renda (esgotar o
capital), necessitamos estimar uma data de sobrevivência. Desta forma, surge o risco da
longevidade.
O risco da longevidade consiste em o indivíduo viver mais do que o estimado, pois o
mesmo acumulou menos recursos do que o necessário para o uso dos recursos na
aposentadoria. Para minimizar essa situação, partimos para a estratégia de renda
perpétua, na qual o cliente consumirá somente os juros gerados pelo capital acumulado.

Apostila 2025 912


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda com esgotamento de capital acumulado


Conceito
Neste tipo de renda, projetasse que o valor acumulado será todo consumido até certa
idade. Desta forma, o indivíduo possui risco de esgotamento de capital, ou seja, os
recursos podem acabar antes do seu falecimento.

Recurso Acumulado

Período da
Período de
Acumulação $ Aposentadoria

Período de Idade de Período da


Acumulação Aposentadoria Aposentadoria

Apostila 2025 913


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Renda com estratégia para herança
Conceito
Nesta estratégia o indivíduo deseja utilizar mais que os juros incidentes da sua aplicação
financeira, porém, mantendo ainda algum patrimônio para os herdeiros. Assim sendo,
esta é uma estratégia que mescla as duas anteriores, sendo necessário um capital
acumulado menor que a renda vitalícia, porém maior que por esgotamento de capital.

Recurso Acumulado

$
Valor que se deseja
deixar para herança $
Período de Idade de Período da
Acumulação Aposentadoria Aposentadoria

Apostila 2025 914


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda Vitalícia
Conceito
A renda vitalícia consiste em utilizar somente os juros da aplicação financeira. Neste
conceito, o indivíduo não possui risco de esgotamento de capital, pois ele não utiliza o
valor acumulado, somente os juros da aplicação. Aqui, será necessário uma acumulação
de patrimônio maior, pois todo o recursos acumulado, ficará para os herdeiros.

Recurso Acumulado

Período da
Período de
Acumulação $ Aposentadoria

JUROS

Período de Idade de Período da


Acumulação Aposentadoria Aposentadoria

Apostila 2025 915


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prioridades das Necessidades Financeiras
Conceito
Dentro das necessidades financeiras, é importante analisar e classificar os custos possíveis
na aposentadoria. Podemos classificar os custos em quatro tipos:
Custos Fixos e Liquidáveis (hipoteca): estes são os custos fixos durante o período
de acumulação que tenderão a desaparecer na aposentadoria. Como exemplo, está o
custo da moradia, no qual o indivíduo contrai um empréstimo por 20-30 anos e
acaba liquidando aproximadamente na sua aposentadoria.
Custos Fixos e Permanentes: já estes custos são aqueles que não terminarão no
período da aposentadoria, mesmo eles variando de um mês para o outro. Podemos
elencar o aluguel (caso o indivíduo não tenha adquirido um imóvel próprio),
condomínio, água, luz, alimentação.
Custos Variáveis e Liquidáveis (suporte a familiares): aqui devemos analisar os
possíveis custos que familiares ainda necessitem do aposentado. Pode ser a
educação dos netos, ou até mesmo a moradia dos filhos.
Custos Variáveis e Permanentes (custo de vida básico): nos custos variáveis e
permanentes deve-se analisar os gastos com viagens, novas atividades, serviços de
cuidadores, etc.

Apostila 2025 916


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

5.2 Análise e projeções de


necessidades na aposentadoria
Apostila 2025 917
917
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Cálculo do Capital Necessário
Definição de Metas Acessíveis
Há uma grande diferença entre a Renda Desejada pelo cliente e a Renda Necessária para
manter o seu padrão de vida. Isto porque, a maioria dos indivíduos não conseguem
estimar qual o verdadeira valor que ele necessitará na sua aposentadoria, desejando
muitas vezes rendas que serão inatingíveis para a sua capacidade de poupança.
Desta forma, o profissional financeiro possui extrema responsabilidade nesse projeto,
devendo demonstrar ao cliente, quais são os itens relevantes, para que o Planejamento
de Aposentadoria, seja viável com prazos condizentes com o objetivo do indivíduo.
Por se tratar de um projeto de longo prazo, este planejamento deve ser monitorado e
mensurado ao longo do tempo, para que se possa fazer ajustes necessários enquanto há
tempo.

Apostila 2025 918


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Cálculo do Capital Necessário


Passo a Passo
Para calcularmos o valor necessário para atingir os objetivos de vida de cada pessoa,
devemos separar o problema em duas etapas, nesta respectiva ordem:
Etapa 1 (Período da Aposentadoria): Nesta etapa, precisamos descobrir qual o
valor necessário a ser acumulado na aposentadoria. Como estamos analisando
somente o período da aposentadoria, o valor necessário a ser acumulado, será o
valor inicial dessa etapa, ou seja, será o VALOR PRESENTE (PV) desse período.
Etapa 2 (Período de Acumulação): Este é o período no qual o indivíduo estará
contribuindo para atingir seus objetivos. Normalmente, calculamos como se o cliente
fizesse aplicações mensais. Mas, o mais importante neste processo é que, como
calculamos na ETAPA 1 o valor necessário a ser acumulado para atingir o devido
objetivo, este valor que foi o PV da ETAPA 1, agora será o VALOR FUTURO (FV) da
ETAPA 2
PARA A PROVA: Em todos os casos, a taxa de juros utilizada poderá ser uma taxa
nominal, real ou até mesmo uma taxa real líquida. Além disso, algumas pessoas possuem
valores iniciais para atingir os seus objetivos, outras não. Assim sendo, o Valor Presente da
ETAPA 2 poderá ser zero ou ter algum valor a ser inserido.

Apostila 2025 919


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Cálculo do Capital Necessário
Tipos de Estratégias
Agora que vimos como se deve proceder os cálculos para a aposentadoria, devemos ficar
atentos na peculiaridades dos devidos cálculos. Essas peculiaridades envolvem
principalmente nas estratégias das rendas na aposentadoria. As principais são:
RENDA COM ESGOTAMENTO DE CAPITAL ACUMULADO: nesta renda, o indivíduo
consumirá todo o capital acumulado. Para o cálculo do PV da Etapa 1 (Período da
Aposentadoria), deve-se utilizar o valor zero no FV.
RENDA COM ESTRATÉGIA PARA HERANÇA: Aqui o cliente deseja manter um valor
de herança para os herdeiros e este valor deverá ser inserido no [FV] da Etapa 1
(Período da Aposentadoria).
RENDA VITALÍCIA: nesta estratégia, somente será utilizado os juros gerados pelo
patrimônio acumulado. Para o cálculo do PV da Etapa 1 (Período da Aposentadoria),
deve-se utilizar o conceito de PV perpétuo, seguindo os seguintes passos na HP-12C:
[Taxa de retorno] [ENTER]
[Renda Perpétua desejada]
[%T] este será o PV Perpétuo

Apostila 2025 920


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco da Longevidade
Conceito
Quando projetamos o valor necessário a ser acumulado para poder viver na
aposentadoria, a estratégia de conversão do capital em geração de renda (esgotar o
capital), necessita ser estimado uma data na qual o indivíduo irá falecer. Desta forma,
surge o risco da longevidade.
O risco da longevidade consiste em o indivíduo viver mais do que o estimado, pois o
mesmo acumulou menos recursos do que o necessário para o uso dos recursos na
aposentadoria. Para minimizar essa situação, partimos para a estratégia de renda
perpétua, na qual o cliente consumirá somente os juros gerados pelo capital acumulado

Apostila 2025 921


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Renda com esgotamento de capital acumulado
Conceito
Neste tipo de renda, projetasse que o valor acumulado será todo consumido até certa
idade. Desta forma, o indivíduo possui risco de esgotamento de capital, ou seja, os
recursos podem acabar antes do seu falecimento.

Recurso Acumulado

Período da
Período de
Acumulação $ Aposentadoria

Período de Idade de Período da


Acumulação Aposentadoria Aposentadoria

Apostila 2025 922


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda com esgotamento de capital acumulado


Cálculo
Rafael, com 30 anos, deseja ter, dos 60 anos até os 80 anos, uma renda de R$ 10 mil por
mês. Estimando uma taxa de retorno de 1% ao mês por todo o período, quanto ele deve
aportar mês a mês?

CÁLCULO: GRÁFICO COMPLETO


Etapa 1 (Período da Aposentadoria):
n = 240 (20 anos x 12 meses) R$

i=1
FV
FV = 0 PV

PMT = + 10.000 908.194

Etapa 2 (Período de Acumulação):


n = 360 (30 anos x 12 meses) $
i=1 Acumulação Aposentadoria

FV = +908.194,16
PV = 0 0,00
30 60 80 idade

Apostila 2025 923


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Renda com estratégia para herança
Conceito
Nesta estratégia o indivíduo deseja utilizar mais que os juros incidentes da sua aplicação
financeira, porém, mantendo ainda algum patrimônio para os herdeiros. Assim sendo,
esta é uma estratégia que mescla as duas anteriores, sendo necessário um capital
acumulado menor que a renda vitalícia, porém maior que por esgotamento de capital.

Recurso Acumulado

$
Valor que se deseja
deixar para herança $
Período de Idade de Período da
Acumulação Aposentadoria Aposentadoria

Apostila 2025 924


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda com estratégia para herança


Cálculo
Rafael, com 30 anos, deseja ter dos 60 anos até os 80 anos uma renda de R$ 10 mil por
mês, deixando um valor de R$ 500 mil de herança para os netos. Estimando uma taxa de
retorno de 1% ao mês por todo o período, quanto ele deve aportar mês a mês?

CÁLCULO: GRÁFICO COMPLETO


Etapa 1 (Período da Aposentadoria):
n = 240 (20 anos x 12 meses) R$

i=1
FV
FV = + 500.000 PV

PMT = + 10.000 954.097

Etapa 2 (Período de Acumulação):


n = 360 (30 anos x 12 meses) $
i=1 500 mil
Acumulação Aposentadoria

FV = + 954.097,08 $
PV = 0 0,00
30 60 80 idade

Apostila 2025 925


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Renda Vitalícia
Conceito
A renda vitalícia consiste em utilizar somente os juros da aplicação financeira. Neste
conceito, o indivíduo não possui risco de esgotamento de capital, pois ele não utiliza o
valor acumulado, somente os juros da aplicação. Aqui, será necessário uma acumulação
de patrimônio maior, pois todo o recursos acumulado, ficará para os herdeiros.

Recurso Acumulado

Período da
Período de
Acumulação $ Aposentadoria

JUROS

Período de Idade de Período da


Acumulação Aposentadoria Aposentadoria

Apostila 2025 926


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Renda Vitalícia
Cálculo
Rafael, com 30 anos, deseja iniciar seu planejamento de aposentadoria para que, aos 60
anos, ele tenha uma renda perpétua de R$ 10 mil reais por mês. Estimando uma taxa de
retorno de 1% ao mês por todo o período, quanto ele deve aportar mês a mês?

CÁLCULO: Gráfico Completo


Etapa 1 (Período da Aposentadoria):
1 [ENTER] R$

10.000
FV
[%T] PV

PV Perpétuo = R$ 1.000.000,00 1.000.000

Etapa 2 (Período de Acumulação):


n = 360 (30 anos x 12 meses) Acumulação $ Aposentadoria
i=1
FV = +1.000.000
JUROS
PV = 0
0,00
30 60 idade

Apostila 2025 927


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Prioridades das Necessidades Financeiras
Conceito
Dentro das necessidades financeiras, é importante analisar e classificar os custos possíveis
na aposentadoria. Podemos classificar os custos em quatro tipos:
Custos Fixos e Liquidáveis (hipoteca): estes são os custos fixos durante o período
de acumulação que tenderão a desaparecer na aposentadoria. Como exemplo, está o
custo da moradia, no qual o indivíduo contrai um empréstimo por 20-30 anos e
acaba liquidando aproximadamente na sua aposentadoria.
Custos Fixos e Permanentes: já estes custos são aqueles que não terminarão no
período da aposentadoria, mesmo eles variando de um mês para o outro. Podemos
elencar o aluguel (caso o indivíduo não tenha adquirido um imóvel próprio),
condomínio, água, luz, alimentação.
Custos Variáveis e Liquidáveis (suporte a familiares): aqui devemos analisar os
possíveis custos que familiares ainda necessitem do aposentado. Pode ser a
educação dos netos, ou até mesmo a moradia dos filhos.
Custos Variáveis e Permanentes (custo de vida básico): nos custos variáveis e
permanentes deve-se analisar os gastos com viagens, novas atividades, serviços de
cuidadores, etc.

Apostila 2025 928


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Componentes do Planejamento Financeiro


Planejamento de Aposentadoria
Coletar dados sobre possíveis fontes de renda de aposentadoria;
Coletar dados sobre as despesas estimadas na aposentadoria;
Determinar os objetivos de aposentadoria do cliente, as atitudes com relação a
este tema e o seu conforto com premissas de planejamento de aposentadoria.
Fazer projeções financeiras com base na posição atual. Concluir se os objetivos
de aposentadoria do cliente são realistas.
Considerar possíveis estratégias de planejamento de aposentadoria.
Avaliar os requisitos financeiros na data da aposentadoria.
Avaliar o impacto de mudanças das premissas nas projeções financeiras.
Avaliar trade-offs necessários para atingir os objetivos de aposentadoria
Formular estratégias de planejamento de aposentadoria e avaliar as vantagens e
desvantagens de cada uma destas estratégia;
Otimizar as estratégias para fazer recomendações de planejamento de
aposentadoria.
Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as
recomendações de planejamento de aposentadoria.

Apostila 2025 929


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
5.3 Previdência Social
Apostila 2025 930
930
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Previdência Social
Conceito
As contribuições dos trabalhadores ativos servem para custear os benefícios dos
trabalhadores inativos, sendo desta forma, um SEGURO SOCIAL. O valor pago por cada
pessoa através de impostos (por exemplo, CSLL e INSS), fica em uma “conta comum”
administrada pelo governo, gerando a incerteza do valor a ser recebido no futuro (Risco
de leis mudarem; População ativa não conseguir arcar os custos dos aposentados; etc).
Vale ressaltar também, que nenhum segurado poderá receber menos que um salário
mínimo através dos benefícios, e também que há um valor máximo que uma pessoa
aposentada pelo INSS pode receber (em 2021 o valor é de R$ 6.433,57).

População Ativa Aposentados

Apostila 2025 931


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Previdência Social
Regime de Repartição
A previdência social brasileira tem como financiamento o regime financeiro de repartição
simples, que tem por fundamento a solidariedade entre os indivíduos e um pacto entre as
gerações, sendo adotado pelas previdências públicas em quase todos os países do
mundo. Desta forma, os contribuintes ativos (trabalhadores da geração atual) pagam os
benefícios dos inativos (geração passada), e futuramente, quando estes ativos se
transformarem em inativos, seus benefícios dependerão dos contribuintes da geração
futura (novos trabalhadores que ingressarem no sistema previdenciário).
OBSERVAÇÕES:
Também chamado de “pacto intergeracional”, pois as contribuições da população
ativa são utilizadas para cobrir os gastos da população inativa (gerações diferentes);
Não há formação individualizada de reserva financeira;
Envelhecimento da população é um grande risco no longo prazo;
Nível de desemprego é um grande risco, vide que haverá menos contribuintes;
A previdência pública brasileira é dividida entre dois principais tipos (regimes). Um
deles é chamado de RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) e o outro de RGPS
(Regime Geral de Previdência Social).

Apostila 2025 932


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RPPS (Regime Próprio da Previdência Social)


Conceito
O RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) é o sistema de previdência específico, de
filiação obrigatória, de cada ente federativo, que assegura, no mínimo, os benefícios de
aposentadoria e pensão por morte dos seus segurados (servidores públicos ou militares),
ou seja, dos servidores titulares de cargo efetivo e de seus beneficiários, mas não de
servidores que ocupam cargos comissionados, ou transitórios.
Este modelo pode ser instituído apenas por entidades públicas (União, estados, Distrito
Federal e municípios), mas não é obrigatório aos entes, ou seja, se um determinado
município desejar não ter seu RPPS, os servidores estarão vinculados ao INSS (RGPS).

Apostila 2025 933


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RPPS (Regime Próprio da Previdência Social)
Aposentadoria
O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:
por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido,
quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização
de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que
ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente
federativo;
compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos
70 anos de idade, ou aos 75 anos de idade, na forma de lei complementar;
no âmbito da União, aos 62 anos de idade, se mulher, e aos 65 anos de idade, se
homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade
mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas,
observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei
complementar do respectivo ente federativo.

Apostila 2025 934


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RPPS (Regime Próprio da Previdência Social)


OBSERVAÇÕES
Alguns pontos são importantes serão ressaltados do modelo RPPS:
É vedado expressamente por lei, um RPPS emprestar dinheiro do fundo ao seu
devido ente (um fundo de RPPS do município XYZ, emprestar dinheiro para o próprio
município). Isto vem através da Lei 9717/98, bem como a Lei Complementar nº
101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).
A partir da EC 103/2019 foi garantido aos RPPS o direito de instituírem as regras
que entenderem cabíveis aos seus segurados desde que respeitado o déficit atuarial.
Portanto, as regras instituídas na EC 103/2019 serão válidas aos entes municipais,
estaduais e distrito federal a partir do momento que forem regulamentadas por lei
própria do ente federativo, podendo o RPPS definir qual grupo de segurados será
abrangido pela regra ou não.
A partir da EC 103/2019 se faz necessário a avaliação individual de cada RPPS para
entender qual a regra está sendo aplicada ao segurado.
É proibido a criação de novos RPPS, conforme disposto na EC 103/2019.

Apostila 2025 935


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Conceito
O RGPS (Regime Geral de Previdência Social) é um regime público administrado pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que engloba os trabalhadores da iniciativa
privada, servidores não filiados a regimes próprios e contribuintes facultativos. Toda
pessoa que contribui para o RGPS/INSS é uma pessoa segurada, podendo estar apta a
receber sua aposentadoria, outros benefícios temporários ou de risco e sua família possa
receber a pensão por morte.
OBSERVAÇÕES:
O benefício do INSS é corrigido anualmente pelo INPC, calculado pelo IBGE.
Na previdência social, existe a “contagem recíproca”. Esta contagem é o direito de
“somar” o tempo contribuído entre o regime do RGPS para o RPPS, ou vice-versa,
devendo ser solicitado a emissão da CTC (Certidão de Tempo de Contribuição) ao
regime que pretende “retirar o tempo” a ser somado.
Conforme art. 201 da Constituição Federal, §5º, “É vedada a filiação ao regime
geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa
participante de regime próprio de previdência”. No entanto, é possível estar
vinculado ao RPPS e ao RGPS, se for de forma obrigatório, como por exemplo, ser
enfermeiro concursado e também trabalhar em um hospital privado.

Apostila 2025 936


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Contribuintes
No RGPS podemos ter segurados obrigatórios e os segurados facultativos, que são:
Empregado: Aquele que presta serviço à empresa mediante pagamento de salário
e possui carteira assinada.
Empregado Doméstico: É o trabalhador com carteira assinada que presta serviço
de natureza contínua em residência de outra pessoa ou família, mediante
pagamento, como por exemplo, cozinheira, jardineiro e motorista.
Trabalhador Avulso: É a pessoa que trabalha para diversas empresas sem vínculo
empregatício, sendo contratada com a intermediação do sindicato ou órgão gestor
de mão-de-obra, como por exemplo, vigias e pedreiros.
Contribuinte individual: Profissional que trabalha por conta própria (autônomo),
sem vínculo empregatício e sem intermediação de sindicatos ou órgão gestor, como
por exemplo, os dentistas.
Segurado Especial: É o agricultor familiar, que exerce atividade rural para a própria
subsistência, o pescador artesanal e o indígena reconhecido pela FUNAI que exerce
suas atividades de forma individual ou em regime de economia familiar.
Segurados Facultativos: Todas as pessoas com mais de 16 anos, que não possuem
renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social, como por exemplo,
desempregados, estudantes e as donas de casa.
Apostila 2025 937
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Principais Benefícios
Os principais benefícios que o Seguro Social proporciona são:

Para os SEGURADOS Para os DEPENDENTES


APOSENTADORIA AUXÍLIOS PENSÃO AUXÍLIO
Regra Geral Incapacidade Por morte do Reclusão
Temporária (Doença) s segurado
Especial
Acidente
Por invalidez
Salário-Família
Salário-Maternidade
Seguro-Defeso

OBS: O SEGURO DESEMPREGO não é um benefício pago pelo INSS, mas sim, um direito
do trabalhador ou do empregado doméstico demitido SEM JUSTA CAUSA e também dos
trabalhadores resgatados de trabalho similar à escravidão.
Apostila 2025 938
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Nova Previdência
A Nova Previdência, promulgada pelo Congresso Nacional em novembro de 2019, trouxe
diversas modificações ao sistema de aposentadoria brasileira. As principais mudanças
ocorreram na idade de aposentadoria e no novo tempo mínimo de contribuição, não
existindo mais a aposentadoria somente por tempo de contribuição. Também houveram
mudanças nos percentuais cobrados para o seguro social e no cálculo do recebimento, já
que a regra da média dos 80% maiores salários de contribuição, NÃO EXISTE MAIS.
As novas regras valem, não somente para os segurados do RGPS (Regime Geral de
Previdência Social), mas também para os segurados do RPPS (Regime Próprio de
Previdência Social da União).
Nesta mudança, há novas regras para o período de transição para quem já está no
mercado de trabalho, podendo ser possível escolher a forma mais vantajosa para o
contribuinte. No RGPS, são cinco regras de transição possíveis a serem escolhidas: quatro
por tempo de contribuição e uma por idade. Já para o RPPS, são duas opções de
transição.

Apostila 2025 939


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Nova Previdência
Os novos parâmetros para APOSENTADORIA PELA REGRA GERAL faz com que seja
necessário um tempo mínimo de idade E um tempo mínimo de contribuição,
diferentemente do que ocorria antigamente, no qual era um tempo mínimo de idade e
contribuição OU um tempo mínimo de contribuição. Desta forma, não é mais possível se
aposentar por tempo de contribuição SEM atingir uma idade mínima.
No RGPS (Regime Geral de Previdência Social), para trabalhadores da iniciativa privada e
de municípios (área urbana) sem sistema previdenciário próprio, entre outros, a regra
geral de aposentadoria passa a exigir:
Mulheres: pelo menos 62 anos de idade E 15 anos de contribuição.
Homens: 65 anos de idade E 20 anos de contribuição. No entanto, os homens que
estiverem filiados ao RGPS antes de a emenda constitucional entrar em vigor, o
tempo de contribuição mínimo permanecerá em 15 anos.
Categorias como professores, policiais, agente penitenciário, agente socioeducativo,
policial legislativo, policial federal, policial rodoviário federal, policial ferroviário federal e
policial civil do Distrito Federal possuem prazos distintos.

Apostila 2025 940


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Nova Previdência
VALOR DOS BENEFÍCIOS: Ao atingir a idade e o tempo de contribuição mínimos, os
trabalhadores do RGPS poderão se aposentar com 60% da média de TODAS as
contribuições previdenciárias efetuadas desde julho de 1994. A cada ano a mais de
contribuição, além do mínimo exigido, serão acrescidos dois pontos percentuais aos
60%. Assim, para ter direito à aposentadoria no valor de 100% da média de contribuições,
as mulheres deverão contribuir por 35 anos e os homens, por 40 anos. Em resumo:
NENHUM BENEFÍCIO terá valor mensal INFERIOR AO SALÁRIO MÍNIMO;
O pagamento da aposentadoria pelo RGPS não pode superar o teto do INSS;
Todos os salários de contribuição serão atualizados na forma da lei;
O valor será definido levando em consideração todas as contribuições feitas pelo
segurado desde julho de 1994;
O percentual do benefício recebido poderá ultrapassar 100% para mulheres que
contribuírem por mais de 35 anos e para homens que contribuírem por mais de 40
anos – sempre limitado ao teto do RGPS.
Caso o contribuinte deseje ter uma renda maior na sua aposentadoria, ele deverá buscar
alternativas como a previdência privada ou acumulando recursos em ativos financeiros.

Apostila 2025 941


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Nova Previdência
REGRAS DE TRANSIÇÃO: A partir da sanção da reforma, o Brasil vai ficar até 2033 em
período de transição. Com isso, o contribuinte que já estava no mercado de trabalho pelo
Regime Geral (RGPS) terá cinco opções de regras de transição: quatro por tempo de
contribuição e uma por idade. Já para os contribuintes pelo Regimes Próprios (RPPS),
terão duas opções de transição. Vale ressaltar que estas opções não são obrigatórias,
somente se o contribuinte achar mais vantajoso.
Em relação ao RGPS, as opções de transição são:
Sistema de pontos;
Tempo de contribuição e idade mínima;
Fator previdenciário pedágio de 50%;
Idade mínima e pedágio de 100%;
Aposentadoria por idade (RGPS).
A seguir, veremos cada um desses regras de transições, lembrando sempre que serão
apresentadas as regras gerais e não às exceções, como por exemplo, professores da
educação básica.

Apostila 2025 942


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Nova Previdência
SISTEMA DE PONTOS: Esta é a regra na qual já existia de soma de pontos, no qual se
soma o tempo de contribuição com a idade do contribuinte. As mulheres poderão se
aposentar a partir de 86 pontos, respeitando o tempo mínimo de contribuição de 30 anos.
Já os homens poderão se aposentar com 96 pontos, com tempo mínimo de contribuição
de 30 anos. A cada ano a partir de 2019, será exigido um ponto a mais, totalizando 100
pontos para as mulheres em 2033 e a 105 pontos para os homens, em 2028.
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO E IDADE MÍNIMA: Com esta escolha, os homens poderão
se aposentar aos 61 anos, desde que tenham pelo menos 35 anos de contribuição. Já as
mulheres, a idade mínima será de 56 anos e 30 anos de contribuição. A idade mínima
exigida subirá seis meses a cada ano, até chegar aos 65 anos de idade para eles, em 2027,
e 62 anos de idade para elas, em 2031.
APOSENTADORIA POR IDADE: Esta regra tem impacto somente para as mulheres, pois
para os homens mantém idade mínima de 65 anos. Para as elas, a idade mínima começa
em 60 anos, em 2019, e sobe seis meses a cada ano, até chegar a 62 anos em 2023. O
tempo de contribuição mínima, em ambos os casos, é de 15 anos.

Apostila 2025 943


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Nova Previdência
FATOR PREVIDENCIÁRIO PEDÁGIO DE 50%: Aqui os homens com mais de 33 anos de
contribuição e as mulheres com mais de 28 anos de contribuição poderão escolher pela
aposentadoria sem idade mínima, desde que paguem um pedágio de 50% sobre o tempo
mínimo que faltava para se aposentar (35 anos para eles e 30 anos para elas). Por
exemplo, um homem com 33 anos de contribuição poderá se aposentar sem idade
mínima, desde que contribua por três anos (2 anos normais para os 35 anos e mais 1 ano
adicional, correspondente ao pagamento do pedágio de 50% que faltava para a
aposentadoria). O valor da aposentadoria aqui será diferente. Será calculado pela a média
de todas as contribuições desde julho/1994, aplicando-se o fator previdenciário.
IDADE MÍNIMA E PEDÁGIO DE 100%: Nesta regra além de um pedágio de 100% sobre
o tempo mínimo que faltava para se aposentar, também possuo uma idade mínima. Para
os homens, a idade mínima será de 60 anos e, para as mulheres, de 57 anos. Por exemplo,
uma mulher de 57 anos de idade e 28 anos de contribuição necessitará trabalhar por mais
quatro anos (dois anos normais para os 30 anos, mais dois anos de pedágio), para solicitar
o benefício. O valor da aposentadoria aqui também será diferente. Corresponderá a 100%
da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994.

Apostila 2025 944


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Demais Benefícios para os Segurados
APOSENTADORIA ESPECIAL: Benefício concedido ao cidadão que trabalha exposto a
agentes nocivos à saúde, como calor ou ruído, de forma contínua e ininterrupta, em níveis
de exposição acima dos limites estabelecidos em legislação própria. Com o novo decreto,
entende-se que todos os contribuintes possuem direito a aposentadoria especial,
inclusive os contribuintes individuais e os autônomos, desde que comprovem sua
condição.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ: Também conhecida como “Aposentadoria por
Incapacidade Permanente”, ela é um benefício devido ao trabalhador permanentemente
incapaz de exercer qualquer atividade laborativa e que também não possa ser reabilitado
em outra profissão, de acordo com a avaliação da perícia médica do INSS. O benefício é
pago enquanto persistir a incapacidade e pode ser reavaliado pelo INSS a cada dois anos.
SEGURO DEFESO: também chamado de Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal
(SDPA), é um benefício pago ao pescador artesanal, que fica proibido de exercer a
atividade pesqueira durante o período de defeso de alguma espécie. O benefício tem o
valor de um salário-mínimo mensal, e é pago enquanto durar o defeso até o limite de 5
meses. A duração do defeso é definida pelo IBAMA, de acordo com a época de
reprodução de cada espécie. Estão excluídos todos demais tipos de contribuintes.
Apostila 2025 945
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Previdência Social
Demais Benefícios para os Segurados
AUXÍLIO-ACIDENTE: pago ao segurado quando desenvolver sequela permanente que
reduza sua capacidade laborativa. Este direito é analisado pela perícia médica do INSS, no
momento da avaliação pericial. O benefício é pago como uma forma de indenização em
função do acidente e, portanto, não impede o cidadão de continuar trabalhando. Desde
1997, este benefício perdeu a sua natureza vitalícia e, atualmente, não é mais possível
receber juntamente com a aposentadoria, mas podendo receber com os demais
benefícios sim. Além disso, não se pode receber mais de um auxílio-acidente. Este
benefício não tem carência e estão excluídos do benefício os segurados na condição de
contribuinte individual ou contribuinte facultativo. No entanto, foi aprovado em 2022, o
projeto de lei 1347/2015 que prevê a concessão deste benefício ao contribuinte
individual, aguardando apenas a análise das devidas comissões para atualização.
AUXÍLIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA (AUXÍLIO-DOENÇA): benefício pago por
incapacidade laboral temporário devido ao segurado do INSS acometido por uma doença
ou acidente, substituindo a renda mensal do mesmo. Possui carência de 12 contribuições,
porém, será isento de carência em caso de acidente de qualquer natureza ou causa e de
doença profissional ou do trabalho (analisada por perito médico vinculado ao INSS); ou
for acometido de alguma doença específicas, como por exemplo, Doença de Parkinson.

Apostila 2025 946


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Demais Benefícios para os Segurados
SALÁRIO-FAMÍLIA: valor pago ao empregado (inclusive o doméstico) e ao trabalhador
avulso, de acordo com o número de filhos ou equiparados que possua. Isso significa que
os segurados especiais, segurados facultativos, contribuintes individuais e
Microempreendedores Individuais (MEIs) não tem direito ao Salário Família. Filhos
maiores de quatorze anos não têm direito, exceto no caso dos inválidos (para quem não
há limite de idade). Para ter direito, o cidadão precisa enquadrar-se no limite máximo de
renda estipulado pelo governo federal. Este benefício NÃO POSSUI CARÊNCIA.
SALÁRIO-MATERNIDADE: Benefício devido a pessoa que se afasta de sua atividade por
motivo de nascimento de filho, adoção ou guarda judicial, aborto não criminoso ou
natimorto (feto que não sobrevive no útero da mãe ou logo após o parto). De acordo com
as decisões do STF (ADIS 2110 e 2111, votadas em 2024), não se poderá exigir carência
dos contribuintes (antigamente não havia carência para o Empregado, Empregado
Doméstico ou o Trabalhador Avulso). Contudo, é exigido a qualidade de segurado. Além
disso, o salário-maternidade poderá ser pago aos homens, quando for adotante do sexo
masculino, seja para adoção, quanto para guarda para fins de adoção. Também poderá ser
pago ao homem, cônjuge ou companheiro, quando a mãe biológica vier a falecer, bem
como a um dos pais do casal homoafetivo. O benefício será pago por 120 dias.

Apostila 2025 947


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Benefícios para os Dependentes
PENSÃO POR MORTE: este benefício, que NÃO POSSUI CARÊNCIA, mas exige
qualidade de segurado, caso o segurado não seja aposentado. Ele é pago aos
dependentes do segurado do INSS que vier a falecer ou, em caso de desaparecimento,
tiver sua morte presumida declarada judicialmente. A Lei considerada como beneficiários:
(I) o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer
condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou
mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado por juiz;
(II) os pais; e
(III) o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou
relativamente incapaz, assim declarado judicialmente.
Os dependentes de uma mesma classe concorrem entre si em igualdade de condições,
sendo que a comprovação da dependência, respeitada a sequência das classes, exclui
definitivamente o direito dos dependentes das classes seguintes. A duração do benefício é
variável conforme a idade e o tipo de beneficiário, tornando-se vitalícia para o
cônjuge/companheiro a partir dos 45 anos de idade e se o segurado falecido possuir mais
de 18 contribuições.

Apostila 2025 948


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Benefícios para os Dependentes
AUXÍLIO-RECLUSÃO: benefício devido apenas aos dependentes, ou seja, cônjuge ou
companheiro, filhos e equiparados (até 21 anos, salvo se for inválido ou com deficiência),
pais ou irmãos do segurado de baixa renda do INSS preso em regime fechado, durante o
período de reclusão ou detenção. A partir da EC 103/2019 o valor pago corresponde a um
salário-mínimo e o segurado deverá ter realizado, no mínimo, 24 contribuições e possuir
qualidade de segurado. A duração do benefício é variável conforme a idade e o tipo de
beneficiário, bem como só será pago caso o segurado não receba remuneração da
empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença, de pensão por morte, de salário-
maternidade, de aposentadoria ou de abono de permanência em serviço. Ainda, É
necessário que a média dos salários de contribuição apurados no período de 12 meses
anteriores ao mês do recolhimento à prisão (ou seja, nos 12 meses antes de ser preso)
esteja dentro do limite previsto pela legislação, que, em 2024, não poderia ser superior a
R$ 1.819,26 (Portaria MPS nº 2/2024).

Apostila 2025 949


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Tabela dos Direitos dos Segurados & Dependentes
Benefícios do RGPS Empregado Trabalhador Segurado Contribuinte Segurado
Empregado
(INSS) Doméstico Avulso Especial Individual Facultativo
Aposentadoria
SIM SIM SIM SIM SIM SIM
Regra Geral
Aposentadoria
SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO
Especial
Aposentadoria
SIM SIM SIM SIM SIM SIM
por Invalidez
Auxílio por
Incapacidade SIM SIM SIM SIM SIM SIM
Temporária
Auxílio-Acidente SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO
Seguro-Defeso NÃO NÃO SIM NÃO NÃO NÃO
Salário-Maternidade SIM SIM SIM SIM SIM SIM
Salário-Família SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO
Auxílio-Reclusão SIM SIM SIM SIM SIM SIM
Pensão por Morte SIM SIM SIM SIM SIM SIM

Apostila 2025 950


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


BPC – LOAS
Segundo o site do governo (INSS), o Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei
Orgânica da Assistência Social (LOAS) é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa
com deficiência ou pessoa idosa a partir dos 65 anos de idade que comprove não possuir
meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.
Tem direito ao BPC o brasileiro, nato ou naturalizado, e as pessoas de nacionalidade
portuguesa, desde que comprovem residência fixa no Brasil e renda por pessoa do grupo
familiar inferior a 1/4 de salário mínimo atual.
Por se tratar de um benefício assistencial, não é necessário ter contribuído para o INSS
para ter direito a ele. No entanto, este benefício não paga 13º salário e não deixa pensão
por morte. O atendimento deste serviço será realizado à distância, não sendo necessário
o comparecimento presencial nas unidades do INSS, a não ser quando solicitado para
eventual comprovação.

Apostila 2025 951


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Pensão especial da síndrome da talidomida
Conforme site do governo, este é um benefício específico destinado às pessoas
com Síndrome da Talidomida nascidos a partir de 1º de março de 1958, data do início da
comercialização no Brasil da droga denominada Talidomida. Trata-se de uma pensão
especial, mensal, vitalícia e intransferível. Essa renda mensal inicial será calculada pela
multiplicação do número total de pontos indicadores da natureza e do grau de
dependência resultante da deformidade física, constante do processo de concessão, pelo
valor fixado em Portaria Ministerial que trata dos reajustamentos dos benefícios pagos
pela Previdência Social. Além disso, desde a lei 12.190/10, o titular do benefício também
poderá requerer a indenização por dano moral, paga em parcela única e requerida
diretamente nas agências do INSS.

PRINCIPAIS REQUISITOS:
Constatação, por meio de perícia médica do INSS, de que a deformidade física que
possui decorre do uso da Talidomida;
Ter nascido a partir de 1/3/1958, data de início da comercialização da Talidomida
no Brasil.

Apostila 2025 952


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

RGPS (Regime Geral da Previdência Social)


Fator Previdenciário
O Fator Previdenciário foi criado com o objetivo evitar solicitações de aposentadoria
excessivamente prematuras e atualmente, será usado somente quando contribuinte
escolher a regra de transição por FATOR PREVIDENCIÁRIO PEDÁGIO DE 50%. Sua
aplicação pode aumentar ou diminuir o valor do “salário de benefício”. Sua fórmula é:

f = fator previdenciário
Tc = tempo de contribuição do trabalhador
a = alíquota de contribuição 0,31 (11% + 20%)
Es = expectativa de sobrevida do trabalhador na data da aposentadoria
Id = idade do trabalhador na data da aposentadoria

Apostila 2025 953


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
RGPS (Regime Geral da Previdência Social)
Fator Previdenciário: Tabela

0,8503 0,8879 0,9239 0,9624


0,8762 0,9149 0,9520 0,9916
0,9022 0,9420 0,9801

0,9282 0,9692 1,0084


0,9544 0,9965

0,9806

Apostila 2025 954


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

5.4 Previdência Complementar


Apostila 2025 955
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Previdência Complementar
Conceito
Existem duas formas institucionalizadas de ser realizada a previdência complementar no
Brasil e, mesmo sendo muito parecidas, elas são bem diferentes. São elas:
EFPC: Entidade FECHADA de Previdência Complementar, fiscalizadas pela PREVIC;
EAPC: Entidade ABERTA de Previdência Complementar, fiscalizadas pela SUSEP.
A previdência fechada, também conhecida como “Fundos de Pensão”, é realizada por ou
para empresas (Plano Patrocinado por Empregador) ou para associações (Plano Instituído
por Entidade Associativa), sendo exclusiva aos funcionários da empresa ou aos associados
destes grupos (Conselhos Profissionais, Sindicatos, Cooperativas ou Associações).
Já a previdência aberta é “aberta a qualquer pessoa”, ou seja, pode ser aderida por
qualquer participante pessoa física ou jurídica, disponibilizadas por seguradoras através
de bancos e corretoras.

Apostila 2025 956


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Entidades Abertas (EAPC)


Conceito
Diferentemente das EFPCs, que não possuem fins lucrativos, as EAPCs são sociedades
anônimas acessíveis a quaisquer pessoas físicas e têm por objetivo instituir e operar
planos de previdência com benefícios concedidos em forma de renda continuada ou
pagamento único. A SUSEP define as EAPC como “Entidade Abertas de Previdência
Complementar ou Sociedades Seguradoras autorizada a instituir planos de Previdência
Complementar Aberta” (SUSEP, Glossário).
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Normatização cabe ao CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados);
São sociedades anônimas autorizadas e fiscalizadas pela SUSEP;
Acessível a qualquer pessoa física;
Os planos podem ser individuais ou coletivos;
Natureza contratual.

Apostila 2025 957


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Previdência Complementar
Eventos Geradores de Benefícios
São três os tipos de eventos que podem gerar benefícios aos beneficiários dos planos de
previdência aberta (desde que o benefício esteja contemplado no plano. São eles:
Sobrevivência: Permite ao participante que sobreviver ao período de acumulação
contratado, escolher o recebimento de benefício de aposentadoria (caráter vitalício
ou temporário);
Morte: Garante pagamento ao(s) beneficiários(s) indicados na proposta, de um
benefício em decorrência da morte do participante no período de cobertura, desde
que cumprido o prazo de carência, se houver;
Invalidez: Garante um benefício ao próprio participante, em decorrência de sua
invalidez total e permanente no período de cobertura, desde que cumprido o prazo
de carência, se houver.

Apostila 2025 958


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Previdência Complementar
Conceito
Segue abaixo, significados importantes da Previdência Complementar:
Plano: Conjunto de regras estabelecidas em regulamento e Nota Técnica Atuarial,
com objetivo de atender de forma geral ou particular, às necessidades
previdenciárias dos participantes. Junto ao plano aderido, o participante poderá
contratar espontaneamente seguros como de vida, doenças graves, invalidez caso
haja a opção disponível no plano.
Benefício: Pagamento em dinheiro efetuado pela entidade ao participante ou
beneficiário em contrapartida às contribuições feitas para custeio do plano.
Participante: Pessoa física que contrata um plano de Previdência.
Ativo: Participante que não se encontra em gozo de benefício.
Assistido: Participante, ou seus beneficiários, que se encontram em gozo de
benefício de aposentadoria ou pensão previsto no plano.
Período de Diferimento: Período que estarão ocorrendo as contribuições.
Período de Benefício: Período que o Assistido estará recebendo a renda
contratada do plano.
Período de Cobertura: Período que engloba o Período de Diferimento, mais o
Período de Benefício, ou seja, do início ao fim do plano.

Apostila 2025 959


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Previdência Complementar
Tipos de Planos
Os planos de previdência complementar, tanto na previdência aberta, quanto na fechada,
podem ser constituídos em até três tipos de planos que são:
Benefício Definido (BD)
Contribuição Definida (CD)
Contribuição Variável (CV)
Comercialmente, o que ocorre hoje em dia, é que os planos de Benefício Definido (BD) e
Contribuição Definida (CD) são utilizados nos planos de Entidades Fechadas de
Previdência Complementar, os fundos de pensão. Já a Contribuição Variável (CV) é muito
utilizada dentro das Entidades Abertas (EAPCs) por ser a mescla do BD com o CD,
conforme iremos aprender a seguir.

Apostila 2025 960


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Previdência Complementar
Benefício Definido (BD)
Os planos classificados como Benefício Definido (BD) tem como principal característica
que o participante tenha o valor da sua renda pré-determinada desde a adesão do plano,
contribuindo através de um fundo mútuo entre todos os participantes, com a sua
contribuição sendo calculada em função do seu benefício. Estes planos possuem portanto
o princípio do mutualismo contributivo, onde o custo (incluindo o risco de um déficit
atuarial) sendo distribuído entre todos: o patrocinador, os participantes e os assistidos.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Sua tributação SEMPRE será TABELA PROGRESSIVA (compensável), ou seja, não é
possível escolher a tabela regressiva neste tipo de plano;
Contribuição é calculada em função do benefício;
Valor do Benefício Definido no início do plano;
Taxa de Carregamento de Máximo de 30%;
Risco de Mutualismo (todos arcam com o déficit atuarial);
Sua utilização ocorre principalmente em EFPCs (Entidades Fechadas);
Neste plano, o participante poderá resgatar os seus recursos ou converter em
qualquer tipo de renda.

Apostila 2025 961


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Previdência Complementar
Contribuição Definida (CD)
Os planos classificados como Contribuição Definida (CD) tem como principal característica
serem aplicações financeiras em contas individualizadas desde a adesão do plano, ou seja,
é uma poupança individualizada em um plano previdenciário. Ao invés de se ter um
“Benefício Definido”, este plano será de um benefício Indefinido, pois dependerá dos
valores acumulados e do resultado financeiro do plano.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Sua tributação poderá ser alterada de Progressiva para Regressiva;
Valor da Contribuição Definida;
Taxa de Carregamento de Máximo de 10%;
NÃO possui risco de déficit atuarial;
Sua utilização ocorre principalmente em EFPCs (Entidades Fechadas).
Neste plano, o participante SOMENTE PODERÁ RESGATAR os seus recursos ou
converter em RENDA PRAZO CERTO;
NÃO é possível converter em renda vitalícia.

Apostila 2025 962


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Previdência Complementar
Contribuição Variável (CV)
Os planos classificados como Contribuição Variável (CV) tem como principal característica
serem um plano misto que combina as modalidades Benefício Definido (BD) e
Contribuição Definida (CD). Durante o período de contribuição, o participante possui sua
conta individualizada (CD) e no momento da aposentadoria ele pode converter em
qualquer tipo de renda (BD – Benefícios Pré-Determinados). Os planos do tipo VGBL e
PGBL somente podem ser constituídos sob a forma de Contribuição Variável.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Sua tributação poderá ser alterada de Progressiva para Regressiva;
Taxa de Carregamento de Máximo de 10%;
Sua utilização ocorre em EAPCs;
Neste plano o participante poderá converter em qualquer tipo de renda;.

Apostila 2025 963


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Tipos
FASE DE PAGAMENTO FASE DE PAGAMENTO
DAS CONTRIBUIÇÕES DOS BENEFÍCIOS
FIE: Fundos de Investimentos Benefícios
Contribuições
Carregamento Parâmetros Técnicos:
Taxa de Adm. Financeira o Tábua biométrica;
Taxa performance o Taxa de juros;
Resgates o Excedente financeiro.
Portabilidade
Carências
Risco do produto
Incentivo Fiscal
Tributação

Apostila 2025 964


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


FIE: Fundos de Investimentos
Os planos de previdência investem através dos FIE que são “Fundos de Investimento
Especialmente constituído ou o fundo de investimento em quotas de fundos de
investimento especialmente constituídos, CUJOS ÚNICOS QUOTISTAS sejam, direta ou
indiretamente, sociedades seguradoras e EAPC (Entidades Abertas de Previdência
Complementar) ou, no caso de fundo com patrimônio segregado, segurados e
participantes de planos VGBL ou PGBL” (Circular SUSEP 338/07).
Desta forma, os ativos dos fundo em previdência pertencem a seguradora, fazendo com
que o cotista tenha, além do risco dos ativos que compõem a carteira de investimentos do
FIE, o risco da seguradora. Esta é a grande diferença entre um FIE (Fundos de
Investimentos na previdência) e os FI (Fundos de Investimentos comercializados no
mercado), pois, no restante, possuem similaridades: não garantem rentabilidade;
repassam 100% do retorno para o segurado, descontados os custos; possuem políticas de
investimentos; regras para a composição da carteira; etc.
Vale ressaltar dois pontos: (1) os recursos dos participantes nos FIE, em caso de sucessão,
não entrarão em inventário; e (2) o gestor do FIE deve ser registrado na CVM e seguir as
suas mesmas obrigações.

Apostila 2025 965


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
FIE: Fundos de Investimentos
Cada Entidade de Previdência pode definir qual o valor a ser cobrado de taxa de
administração e de carregamento dos seus fundos de previdência no seu período de
diferimento (período de acumulação), além dos benefícios que o plano ter quando houver
conversão de renda (taxa de juros e excedente financeiro). Desta forma, o investidor de
deve escolher o plano que possui:
Menor de taxa de administração (CUSTO);
Menor taxa de carregamento (CUSTO);
Maior taxa de Juros (BENEFÍCIO);
Maior Excedente Financeiro (BENEFÍCIO);
Tábuas Atuariais mais Antigas (BENEFÍCIO).
Além disso, o investidor também deve se importar com o tipo de risco que ele deseja
assumir através da composição da carteira de investimentos do FIE. Esta adequação
deverá ser adequada ao seu perfil de risco. Importante ressaltar que, na fase de
diferimento dos Plano PGBL ou VGBL (antes de converter em renda), não há garantia de
rentabilidade, podendo até mesmo ser negativa. Dentro das classificações dos FIE,
podemos ter a classificação pelo CMN, pela SUSEP e pela ANBIMA.

Apostila 2025 966


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Contribuição
A contribuição nada mais é que o valor que o cliente está aportando no plano de
previdência. Este valor poderá através de aportes únicos (esporádicos) ou com
periodicidade previamente estabelecidos.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Para contribuições com periodicidade (por exemplo, aportes mensais), a
seguradora deverá atualizar o valor da contribuição anualmente pela variação de
índice pactuado no contrato (IGP-M ou IPCA). Caso não seja definido no plano, a
atualização será pelo IPCA.
A Entidade de Previdência poderá estabelecer um valor mínimo de contribuição;
Normalmente são permitidos aportes extraordinários.
Planos Individuais: As contribuições efetuadas pelo participante poderão ser
débito bancário, boleto ou cartão de crédito, conforme pactuado no contrato.
Planos Coletivos: Para a contribuição do empregado, a Entidade poderá recolher
diretamente dos participantes ou delegar à empresa (instituidora ou averbadora) o
recolhimento via folha de pagamento e posterior repasse à EAPC.

Apostila 2025 967


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Taxa de Administração (TAF)
A Taxa de Administração (TAF) é uma taxa expressa ao ano (252 DU), calculada sobre o
valor do patrimônio líquido do fundo, de acordo com os saldos médios diários,
provisionada diariamente, mas cobrada mensalmente. Desta forma, o valor da cota
divulgada diariamente, já é líquida da taxa de administração. Ela serve para pagar os
prestadores de serviço, como por exemplo, o administrador e o gestor do fundo.
Para podermos calcular a rentabilidade descontada da taxa de administração,
necessitamos dividir a taxa nominal pela TAF e não apenas fazer uma subtração simples.
Com isso, podemos calcular da mesma forma como calculamos a taxa real. Por exemplo,
se um fundo tem uma rentabilidade de 10% a.a. e uma TAF de 4% a.a, o retorno será:

Cálculo do Retorno Líquido da TAF (*): Método 2 para calcular:


Motivo: “100 + 10” i = (1,10 ÷ 1,04)
Motivo: “100 + 4” i = 1,057692
n=1 i = (1,057692 – 1) x 100
i = ? = 5,7692% de retorno líquido da TAF i = 5,7692%
(*) Rever aula de Matemática Financeira

Apostila 2025 968


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Taxa de Carregamento
Segundo a resolução CNSP 349/17, a taxa de carregamento é um valor ou percentual
incidente sobre o valor nominal das contribuições pagas destinado a atender às despesas
administrativas e de comercialização dos planos de previdência. O carregamento poderá
ser cobrado na data do pagamento da contribuição (chamado de entrada ou antecipada)
e/ou no momento do resgate ou da portabilidade (chamado de postecipado ou de saída),
exclusivamente SOBRE O VALOR DE CONTRIBUIÇÃO. Quando houver este tipo de custo, o
percentual máximo cobrado nos planos de benefício definido corresponderá será de 30%
e de 10% para planos de contribuição variável.
Importante ressaltar que, mesmo que a taxa de carregamento seja do tipo postecipada, o
valor financeiro cobrado será sobre o valor da contribuição e não sobre o valor
resgatado. É como se fosse uma “dívida” adquirida do participante do plano com a
seguradora no momento que ele fez a contribuição, e como tal, poderá ser isentada
quando ocorrer a “saída”. Além disso, quando o participante decidir converter em renda,
não poderá ser considerado “postecipado” e com isso, não haverá cobrança de
carregamento.

Apostila 2025 969


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Carregamento: Entrada x Saída

CARREGAMENTO ANTECIPADO CARREGAMENTO POSTECIPADO


(NA ENTRADA) (NA SAÍDA)
Exemplo: Exemplo:
Contribuição Bruta = R$ 10.000,00 Contribuição Bruta = R$ 10.000,00
Carregamento = 5% (R$ 500,00) Rentabilidade = 10%
Contribuição líquida = R$ 9.500,00 Valor do Resgate = R$ 11.000,00
Rentabilidade = 10% Base de cobrança = R$ 10.000,00
Resgate líquido = R$ 10.450,00 Carregamento = 5% (R$ 500,00)
Resgate líquido = R$ 10.500,00

A rentabilidade irá ocorrer sobre o valor da A rentabilidade irá ocorrer sobre o valor da
contribuição descontado do valor do contribuição. Futuramente, no momento
carregamento (R$ 9.500,00). do resgate ou da portabilidade, é que será
descontado o valor do carregamento
devido sobre a contribuição (R$ 500,00).

Apostila 2025 970


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Taxa Performance
Da mesma forma que os fundos de investimentos, os planos de previdência privada
classificados com VGBL ou PGBL, por terem seus investimentos através de FIE (Fundos de
Investimentos Especialmente constituído) também podem ter taxa performance.
A taxa performance é cobrada sobre uma parcela da rentabilidade do fundo de
previdência na qual supere a variação de um índice de desempenho previamente
determinado. Esse índice de desempenho é conhecido no mercado financeiro como
“benchmark”. Ressaltamos que as regras para o gestor do FIE poder cobrar a taxa
performance, seguem as mesmas regras definidas pela CVM, que são:
Conceito Linha d’Água: a cobrança não é permitida caso o valor da cota do fundo
seja inferior ao valor da cota da última cobrança.
Cobrada no mínimo semestralmente e provisionada diariamente.
Realizada após a dedução de todas as despesas (inclusive taxa de administração).
Somente pode ser cobrada em caso de retorno positivo.

Apostila 2025 971


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Resgate
Resgate é a possibilidade dada aos participantes de planos de previdência, durante o
período de acumulação e conforme regulamentação, de retirar os recursos da provisão
matemática de benefícios a conceder, ou seja, do valor acumulado no fundo de
investimento.

PLANOS INDIVIDUAIS PLANOS COLETIVOS


Resgate livre. Planos averbados: mesmas regras dos
planos individuais.
Carência inicial para resgates parciais
ou totais, entre 60 dias e 60 meses. Já os Contribuições dos participantes em
planos destinados exclusivamente a planos instituídos: mesmas regras dos planos
investidores qualificados, o prazo individuais, podendo ocorrer punição com a
mínimo será estendido para 180 dias. perda das contribuições efetuadas pela
instituidora;
Intervalo mínimo entre resgates será
entre 60 dias e 6 meses (24 meses Contribuições das empresas estão sujeitas
quando for planos para exclusivamente às regras de “vesting” criadas pela
para Investidores Qualificados). instituidora.

Apostila 2025 972


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Portabilidade
É a possibilidade dada aos participantes de planos de previdência, durante o período de
ACUMULAÇÃO e na forma regulamentada, de transferir os recursos da provisão
matemática de benefícios a conceder para outros planos, ou seja, do valor acumulado no
fundo de investimento SEM COBRANÇA de imposto de renda.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Não é possível a portabilidade entre planos distintos (PGBL e VGBL). VGBL faz
portabilidade com VGBL e PGBL com PGBL;
Não é possível a portabilidade entre pessoas;
O período de carência deverá ser de 60 dias, a contar da data de protocolo da
proposta de contratação, podendo ser inferior caso seja na mesma seguradora. O
prazo de 60 dias, será estendido para 180 dias para planos destinados
exclusivamente para investidores qualificados.
Não há incidência de IR na portabilidade (portabilidade não é resgate).

Apostila 2025 973


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Tributação
A previdência privada, na forma de contribuição definida ou na sua forma de contribuição
variável, permite aos participantes optarem na ocasião do recebimento do benefício ou
do primeiro resgate dos valores acumulados, dois tipos regimes de tributação, que são:
Regime Progressivo: também chamado de tributação compensável, a sua alíquota
varia entre 0 a 27,5%. Neste caso, a base tributária da previdência privada irá compor
a renda tributável do contribuinte na declaração de ajuste anual e com isso, poderá
ocorrer ajuste (para mais ou para menos) de imposto de renda;
Regime Regressivo: também conhecido como Definitivo ou Exclusivo, a sua
alíquota varia de 35% a 10%. Neste caso, a base tributável NÃO irá compor a renda
tributável do contribuinte na declaração de ajuste anual do imposto de renda, ou
seja, o imposto de renda será exclusivo e definitivo na fonte.
Já a base de cálculo para a tributação dependerá de alguns fatores, dentre eles:
Entre o plano ser PGBL (sobre o valor total) ou VGBL (sobre o lucro);
Se resgate ou conversão para benefício.
Iremos tratar mais sobre a tributação no capítulo 5 – Produtos de Previdência
Complementar.

Apostila 2025 974


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Mudança de Tributação (Lei 14.803/24)
Os elegíveis à alteração de tributação estão classificados em três grupos:
Participantes sem movimentação após a lei: Participantes que contrataram planos
antes de 10 de janeiro de 2024 e já escolheram um regime de tributação, mas que não
realizaram resgate ou concessão do benefício após a publicação da lei, poderão
escolher novamente o seu regime de tributação até a realização do próximo resgate ou
concessão do benefício.
Participantes com movimentação após a lei: Participantes que realizaram resgates
ou fizeram concessão do benefício após a sanção da lei (10/01/24) poderão alterar o
seu regime de tributação até o próximo dia 31 de março de 2025. O prazo foi
estabelecido pela Receita Federal na Instrução Normativa 2.244.
Participantes de planos contratados após a lei e sem movimentações: Participantes
que contrataram planos após a lei poderão optar pelo regime de tributação regressivo
até a realização do primeiro resgate ou concessão do benefício.
OBS: A escolha do regime de tributação será irretratável, ou seja, sem a possibilidade
de retorno ao regime anterior.

Apostila 2025 975


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Excedente Financeiro
É o resultado superior à garantia mínima prevista em contrato, obtida pelo administrador
do plano, no mercado financeiro. No caso dos planos tradicionais, a maioria dos planos de
previdência repassa aos seus participantes uma parte deste excedente financeiro (de 50 a
80%). Os percentuais de excedentes financeiros dependem do tempo de permanência do
participante no plano. No caso de resgates ou cancelamento do plano, poderão ser
aplicados redutores sobre a reserva de excedente financeiro disponível.
Exemplo 1: quando há a conversão dos recursos do FIE por renda, o dinheiro do
participante continuará aplicado, rendendo frutos. Este fruto é o excedente financeiro, o
qual a instituição poderá passar parte dele ao participante.
Exemplo 2: Alguns Planos de Previdência possuem garantia de rentabilidade. No
entanto, em muitos casos o rendimento do FIE é superior ao retorno garantido. Com isso,
a instituição poderá passar parte aos participantes.

Apostila 2025 976


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Tábua Biométrica
Tabela de dados utilizada na administração de planos de previdência e seguros de vida
com a finalidade de calcular as probabilidades de vida e morte de uma população, em
função da idade. Quanto maior a expectativa de vida, menor o valor de recebimento.
Por exemplo, uma pessoa aos 65 anos pela AT-49 tem expectativa de vida até os 80,01
anos. Já pela BR-EMS, ele viverá em média até os 86 anos. Desta forma, se o participante
optar por converter seus recursos em renda, se o seu plano estiver na AT-49, ele receberá
um valor mensal maior do que na AT-49.

TÁBUAS 45 ANOS 55 ANOS 65 ANOS

Expectativa de AT 49 75,57 77,20 80,01


vida de algumas
AT 83 80,57 81,78 83,64
tábua biométricas
utilizadas no Brasil: AT 2000 82,94 83,89 85,45

BR EMS 83,7 84,50 86,00

Apostila 2025 977


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Taxa de Juros
A taxa de juros é um percentual de juros pactuado para o plano de previdência que,
juntamente com a tábua biométrica, irá compor o fator de cálculo do benefício.
Por exemplo, um participante com 60 anos que converta R$ 500 mil em renda pela tábua
AT-2000 com juros de 4% receberá R$ 2.794,32. Caso os juros sejam zero, o seu valor será
de apenas R$ 1.697,23.

Benefício para o saldo de


TÁBUA + JUROS
R$ 500mil aos 60 anos
Renda vitalícia sem AT 2000 + 4% R$ 2.794,32
continuidade
(AT + Juros anuais) AT 2000 + 3% R$ 2.500,65

AT 2000 + 0% R$ 1.697,23

Apostila 2025 978


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Tipos de Renda (I)
Os planos de previdências possuem o benefício de conversão do saldo acumulado em
diversos tipos de renda, sendo ela escolhida pelo participante das quais a seguradora se
propõe a disponibilizar comercialmente. Ao total, são seis tipos de rendas que as
seguradoras podem disponibilizar comercialmente, que são:
Renda Mensal Vitalícia: consiste em uma renda paga vitalícia e exclusivamente ao
participante a partir da data de concessão do benefício. O benefício cessa com o
falecimento do participante.
Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado: consiste em uma
renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do benefício
escolhida. Ocorrendo o seu falecimento, o percentual do seu valor estabelecido na
proposta de inscrição será revertido vitaliciamente ao beneficiário indicado quando
ele vier a falecer, o benefício cessará.
Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores:
Renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data da concessão. Ocorrendo
o falecimento do participante, um percentual dessa renda será revertido
vitaliciamente ao cônjuge e na falta deste, reversível temporariamente ao(s)
menor(es) até que completem a maioridade (18, 21 ou 24) estabelecida no
regulamento e conforme o percentual de reversão estabelecido.
Apostila 2025 979
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Tipos de Renda (II)
Continuação:
Renda Mensal Temporária: Renda paga temporária e exclusivamente ao
participante. O benefício cessa com o falecimento do participante ou o fim da
temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro
Renda Mensal por Prazo Certo: Renda paga por um prazo pré-estabelecido ao
participante. Se, durante o período de pagamento do benefício, ocorrer o
falecimento do participante antes da conclusão do prazo indicado, o benefício será
pago ao(s) beneficiário(s) na proporção de rateio estabelecida, pelo período restante
do prazo determinado. Neste tipo de renda, devemos ficar atentos em 3 regras:
Na hipótese de um dos beneficiários falecer, a parte a ele destinada será paga
aos sucessores legítimos, observada a legislação vigente;
Na falta de beneficiário nomeado, a renda será paga aos sucessores legítimos
do participante, observada a legislação vigente
Este tipo de renda, não leva em consideração a expectativa de vida do
participante, portanto, a tábua atuarial é INDIFERENTE em sua análise.

Apostila 2025 980


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Tipos de Renda (III)
Continuação:
Renda Mensal Vitalícia com prazo Mínimo Garantido: Renda paga vitaliciamente
ao participante a partir da data da concessão do benefício. Se durante o período de
percepção do benefício ocorrer o falecimento do participante, antes de ter
completado o prazo mínimo de garantia escolhido, o benefício será pago aos
beneficiários conforme os percentuais indicados na proposta de inscrição, pelo
período restante do prazo mínimo de garantia. Caso seja após o prazo mínimo
garantido, benefício ficará automaticamente cancelado. Neste tipo de renda,
devemos ficar atentos em duas regras específicas, que são:
No caso de um dos beneficiários falecer antes de ter completado o prazo
mínimo de garantia, o valor da renda será rateado entre os beneficiários
remanescentes até o vencimento do prazo mínimo garantido;
Não havendo qualquer beneficiário remanescente, a renda será paga aos
sucessores legítimos do participante, pelo prazo restante da garantia.

Apostila 2025 981


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Características Técnicas dos Planos
Morte do Participante
Nas coberturas por morte ou invalidez, empresas de previdência privada podem negar
pagamento de benefício por doença pré-existente se o participante omitir esta
informação na contratação do plano (como nos contratos de seguros). Isto não envolve o
pagamento do saldo acumulado no fundo de previdência, somente sobre o seguro
contratado.
OBSERVAÇÕES RELEVANTES:
Com o falecimento do participante, os beneficiários ou herdeiros legais recebem o
saldo sem a necessidade de inventário;
Quando os beneficiários do plano da previdência não forem Herdeiros
Necessários, ter cuidado para que estes não ultrapassem 50% do patrimônio do
participante (parte da Legítima, no qual ele pode destinar a quem quiser);
Valores recebidos pelos beneficiários são tributáveis conforme Regime Tributário
escolhido pelo participante, respeitando base de cálculo determinada (PGBL ou
VGBL). Caso o plano do titular estiver no Regime Tributário Regressivo e existirem
recursos com prazo inferior a 6 anos, no pagamento do saldo dos beneficiários, a
alíquota a ser aplicada será de 25% sobre esta parte do recurso.

Apostila 2025 982


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Características Técnicas dos Planos


Riscos do Produto
O participante de uma previdência privada aberta, através de planos de contribuição
variável (VGBL e PGBL), possui riscos como em qualquer outra aplicação financeira. No
entanto, os seus riscos que o participante incorre são divididos entre FASE DE
DIFERIMENTO e FASE DE BENEFÍCIO, já que são planos através de contribuição variável.
Na FASE DE DIFERIMENTO, o participante incorre em dois tipos: o risco dos ativos do
fundo e o risco de crédito da seguradora. Mesmo o risco da instituição financeira sendo
praticamente nula, pois a Lei 11.196/05, art. 78, define que os ativos aplicados são
segregados (o dinheiro do cliente não faz parte do patrimônio da seguradora em caso de
falência e com isso a SUSEP pode transferir esses ativos para outra seguradora),
consideramos que ele existe. Já na FASE DO BENEFÍCIO, o risco passa ser a apenas a
Seguradora, já que o participante "entrega" todo o seu recurso em troca de uma renda
estabelecida, não sendo mais o risco advindo do resultado das aplicações financeiras.
Nos demais tipos de planos (principalmente os planos de previdência fechados),
necessitamos verificar se são através de Contribuição Definida (CD) ou através de
Benefício Definido (BD). Isso por que no BD, o principal risco é o de mutualismo do plano
e o da Contribuição Definida, passa a ser o risco de mercado dos ativos.

Apostila 2025 983


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Planos Individuais x Planos Coletivos
Resumo

INDIVIDUAIS COLETIVOS

AVERBADOS INSTITUÍDOS

Empresa propõe a
Empresa propõe a
Acessíveis a qualquer contratação, ficando
contratação, ficando
Pessoa Física investida de poderes de
investida de poderes de
representação,
representação, SEM
participando, total ou
participar do custeio do
parcialmente, do
plano.
custeio.

Apostila 2025 984


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

5.5 Conceito dos Planos VGBL & PGBL


Apostila 2025 985
985
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Conceito dos Produtos
Definição
Os dois principais produtos de previdência complementar aberta são o VGBL e o PGBL e a
principal diferença entre eles se dá em função do benefício fiscal. As principais
características desses planos são:
Não possuem garantia de rentabilidade;
O participante terá a sua rentabilidade baseada no retorno da composição da
carteira de investimentos do FIE escolhido;
No final do período de diferimento (acumulação), o investidor terá como opção
um pagamento único (resgate) ou na transformação de uma renda mensal (essa
renda poderá ser vitalícia, temporária, por prazo certo ...);
Não possuem antecipação do imposto de renda (come-cotas);
Produtos com característica de longo prazo;
Sempre constituídos na forma de contribuição variável (CV);
Tributação escolhida pelo segurado através da tabela progressiva ou regressiva;
SUCESSÃO: O STF proibiu cobrança de “imposto da herança” sobre planos de
previdência privada aberta, considerando inconstitucional a incidência do ITCMD
sobre repasses de VGBL e PGBL para beneficiários após a morte do titular;
VEDAÇÃO: um participante não poderá manter mais que R$ 5 milhões em um
plano VGBL, quando ele e seus familiares detiverem mais que 75% das cotas do FIE.
Apostila 2025 986
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Conceito dos Produtos


PGBL & VGBL
As principais características dos planos PGBL e VGBL são:
PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre):
Permite abatimento das contribuições da base de cálculo de IR, até o limite de
12% da renda bruta tributável anual;
No momento do resgate ou do recebimento de renda, a tributação ocorrerá
sobre o valor total recebido;
Necessário ser contribuinte ou beneficiário da previdência social (RGPS ou
RPPS) para poder utilizar os aportes para abatimento da base de cálculo do IR;
VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre):
Os valores aportados anualmente NÃO podem ser utilizados para abatimento
da base de cálculo do IR;.
No momento do resgate ou do recebimento de renda, a tributação ocorrerá
sobre os rendimentos do plano e não sobre o valor total;
Utilizado também quando um investidor deseja fazer um grande aporte com
intuito de planejamento sucessório.

Apostila 2025 987


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Conceito dos Produtos
Rendas Tributáveis Compensáveis
Conforme dito, os 12% do PGBL deverão ser sobre as rendas tributáveis compensáveis e
nem todas as rendas existentes no Brasil, são compensáveis. Diante disso, segue os
principais tipos de rendas tributáveis compensáveis:
Aluguéis;
Royalties;
Pró-labore;
Resgates de planos de previdência com a TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA;
Rendas de planos de previdência com a TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA;
Rendimentos do trabalho com vínculo empregatício (Salário);
Rendimentos do trabalho sem vínculo empregatício.
OBSERVAÇÃO 1: O 13º salário e PLR (Participação sobre Lucros e Resultados) não são
rendimentos tributáveis compensáveis. Eles são rendimentos de tributação definitiva ou
exclusiva de fonte, não podendo ser considerados para o cálculo dos 12% para determinar
o limite do benefício fiscal.

Apostila 2025 988


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Qual Plano de Previdência Escolher?


Declaração de IR Anual
A cada ano, o contribuinte precisa escolher entre ser tributado utilizando as Deduções
Legais pela modelo de Declaração Completa ou ser tributado pelo modelo da
Simplificado. Veja a comparação:

Declaração Completa Desconto Simplificado


Para apuração da base de cálculo do imposto de renda
é permitido deduzir da Renda Bruta Tributável os
seguintes valores:
Dependentes (R$ 2.275,08);
Despesas com instrução (R$ 3.561,50); Corresponde a 20% do valor
Despesas médicas (sem limite); da Renda Bruta Tributável
Previdência Pública (RGPS ou RPPS); limitado a R$ 16.754,34 (*)
Previdência Privada até 12% da Renda Bruta. Vale
ressaltar que, esses 12%, não são exclusivos de PGBL,
mas sim, do somatório de previdências privadas
permitidas, como por exemplo, FAPI e EFPC. (*) Valores de 2023

Apostila 2025 989


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Qual Plano de Previdência Escolher?
Exemplo de Declaração de IR Anual
ANUAL Sem PGBL Com PGBL
(+) Renda Bruta Anual R$ 100.000,00 R$ 100.000,00
DEDUÇÕES PERMITIDAS DEDUÇÕES PERMITIDAS DEDUÇÕES PERMITIDAS
(-) INSS (5.795,12) (5.795,12)
(-) Dependentes (1) (2.275,08) (2.275,08)
(-) Despesas com Educação (3.561,50) (3.561,50)
(-) Despesas Médicas (6.000,00) (6.000,00
(-) Previdência PGBL - (12.000,00)
TOTAL DAS DEDUÇÕES (17.631,19) (29.631,19)
(=) Base de Cálculo para IR R$ 82.368,30 R$ 70.368,30
Alíquota IR (27,5%) R$ 22.651,28 R$ 19.351,28
(-) Parcela a Deduzir (TABELA) R$ 10.740,98 R$ 10.740,98
(-) IR Anual Devido R$ 11.820,30 R$ 8.610,30
Diferença IR Anual Postergação do Imposto: R$ 3.300,00

Apostila 2025 990


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Qual Plano de Previdência Escolher?


Conclusão
Desta forma, devemos escolher o PGBL e/ou o VGBL nos seguintes casos:

Quando escolher o PGBL Quando escolher o VGBL

Contribuintes pelo MODELO Contribuintes pelo Modelo simplificado


COMPLETO do IR (o aporte no PGBL deve do IR (Desconto fixo de 20% da renda
ser no máximo de 12% da renda bruta). bruta, limitado a R$ 16.754,34); ou
Isto por que as Despesas dedutíveis são:
Contribuintes pelo modelo completo do
Despesas Médicas;
IR, mas que desejam fazer aportes
Despesas com Educação;
SUPERIORES a 12% da renda bruta em
Despesas com Dependentes;
previdência (contribuição será o
Previdência Pública;
excedente).
PGBL (até 12% da renda bruta).
Contribuinte isentos ou não declarante.

Apostila 2025 991


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
5.6 Tributação dos Planos PGBL & VGBL
Apostila 2025 992
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Definição
Como a previdência possui características próprias de tributação, o segurado poderá
escolher a sua alíquota entre a tabela progressiva (de 0 a 27,5%) e a tabela regressiva (de
35% a 10%). Já a base tributária da previdência são os Planos PGBL (a tributação ocorrerá
sobre o valor total recebido) e VGBL (a tributação ocorrerá sobre os rendimentos do plano
e não sobre o valor total), reforçando que a tributação de qualquer produto financeiro
parte do seguinte princípio:

VGBL ou PGBL Progressiva ou Regressiva


(lucro) (total) (compensável) (definitivo)

Lembre-se que o conceito de Base Tributária é “sobre qual valor será tributado o
imposto”, e da Alíquota é “qual o percentual que será cobrado sobre a Base Tributária”.

Apostila 2025 993


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Base Tributária
Por exemplo, Rafael aplicou R$ 10.000,00 em dois planos de previdência: um PGBL e
outro VGBL. Após certo período, ele possui R$ 12.000,00 em cada plano de previdência e
deseja saber como funcionará a base tributária se ele resgatar seus recursos. Com sua
ajuda, você poderá demonstrar que sobre o PGBL será sobre o Saldo Total e no VGBL
sobre o Rendimento!
PGBL VGBL
RESGATE: RESGATE:
o IR sobre o saldo total resgatado ou o IR sobre o rendimento proporcional no
renda resgate ou na renda (não há come-cotas),

o Exemplo: o Exemplo:
Depósito R$ 10.000,00 Depósito R$ 10.000,00
+ Rendimento R$ 2.000,00 + Rendimento R$ 2.000,00
= Saldo Total R$ 12.000,00 = Saldo Total R$ 12.000,00
Base de Cálculo Base de Cálculo

Apostila 2025 994


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Alíquota
A Alíquota dependerá de qual regime tributário foi escolhido pelo participante, podendo
ser escolhido entre o regime PROGRESSIVO e o regime REGRESSIVO. No entanto, a forma
como será tributado dependerá se está ocorrendo um RESGATE ou em recebimento de
BENEFÍCIO DE RENDA, conforme demonstrado na tabela abaixo.

REGIME TRIBUTÁRIO REGIME TRIBUTÁRIO


PROGRESSIVO REGRESSIVO
RESGATE:
RESGATE:
o É utiliza-se a regra PEPS: Primeiro
o 15% de IR na fonte, sem deduções
recurso que Entra, é o Primeiro recurso
para qualquer valor
que Sai.
+
o Ajuste na declaração anual (Tabela
BENEFÍCIO:
Progressiva)
o Calcula-se o prazo médio ponderado do
período de acumulação para determinar a
BENEFÍCIO:
alíquota inicial de IR. Haverá redução até
o Tabela Progressiva Mensal do IR.
chegar a 10%.

Apostila 2025 995


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Tabela Progressiva
A tabela progressiva parte do princípio que quanto mais se ganha, mais se paga. Ela é
aconselhada para segurados que terão um valor baixo para resgatar ou transformar em
renda. Ela também é chamada de compensável, pois a renda obtida desta forma deverá
ser somada com as demais rendas anuais compensáveis (salário, aluguéis,...) para a
Declaração de Ajuste de IR. Assim sendo, o IR pago na fonte não é definitivo!

TABELA PROGRESSIVA DE IR: EXERCÍCIO 2025, ANO-CALENDÁRIO 2024


BASE DE CÁLCULO (R$) DEDUÇÃO (R$)
Alíquota
Mês Ano Mês Ano
Até 2.246,93 Até 26.963,20 0,00% 0,00 0,00
De 2.246,94 até 2.826,65 De 26.963,21 até 33.919,80 7,50% 168,52 2.022,24
De 2.826,66 até 3.751,05 De 33.919,81 até 45.012,60 15,0% 380,52 4.566,23
De 3.751,06 até 4.664,68 De 45.012,61 até 55.976,16 22,5% 661,85 7.942,17
Acima de 4.664,69 Acima de 55.976,16 27,5% 895,08 10.740,98

Apostila 2025 996


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Tabela Regressiva
A tabela regressiva é baseada no tempo em que os recursos estão aplicados no FIE,
partindo do princípio que quanto mais tempo ficar aplicado, menos se paga. Ela é
aconselhada para segurados que terão uma renda alta e que mantiveram por um longo
período. Diferentemente da tabela progressiva, esta tabela é definitiva e exclusiva na
fonte, ou seja, possui o mesmo princípio do recolhimento dos fundos de investimentos e
das rendas fixas (pagasse no ato do recolhimento e nada mais).

PRAZO DE ACUMULAÇÃO ALÍQUOTA EXCLUSIVA E NA MORTE DO


DOS RECURSOS DEFINITIVA NA FONTE PARTICIPANTE O IR SERÁ:
Até 2 anos 35% 25%
Acima de 2 anos até 4 anos 30% 25%
Acima de 4 anos até 6 anos 25% 25%
Acima de 6 anos até 8 anos 20% 20%
Acima de 8 anos até 10 anos 15% 15%
Acima de 10 anos 10% 10%

Apostila 2025 997


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Declaração no IR Anual
Quando o contribuinte for realizar a sua Declaração de Imposto de Renda Anual, as
CONTRIBUIÇÕES REALIZADAS nos planos de previdência PGBL e VGBL, devem seguir as
seguintes regras:

PGBL VGBL
Contribuição: Contribuição:
o As contribuições efetuadas no ano, devem o NÃO pode ser declarado como
ser declaradas no campo (36) Contribuições pagamento e doações efetuados,
a Entidades de Previdência Privada, na ficha desta forma, não configura despesa
“PAGAMENTOS EFETUADOS”, a reduzindo a dedutível da base de cálculo do IR.
base tributária em até 12% da renda bruta.
Saldo do Plano:
Saldo do Plano: o Deve ser declarado somente o
o Os valores não constituem patrimônio, principal depositado (soma das
mas sim, expectativa de direito da Reserva contribuições sem rendimentos)
Técnica Financeira, portanto, não há item na como “BENS E DIREITOS” no código
declaração de IR para sua declaração. 97-VGBL.

Apostila 2025 998


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Declaração no IR Anual
Quando o contribuinte for realizar a sua Declaração de Imposto de Renda Anual, os
VALORES RECEBIDOS dos planos de previdência PGBL e VGBL, devem seguir as seguintes
regras:
Regime Tributário Regime Tributário
Progressivo Regressivo
Valores recebidos a título de resgates Valores recebidos a título de resgates
ou renda: ou renda:
o Rendimentos tributáveis recebidos o Rendimentos Sujeitos à Tributação
de PJ pelo titular (fonte pagadora é a Exclusiva (Código 07 – Outros)
Entidade de Previdência)
o Considerar:
o Considerar: PGBL: O valor total recebido;
PGBL: O valor total recebido; VGBL: Somente a parte corresponde
VGBL: Somente a parte que ao lucro (rendimento) do valor
corresponde ao lucro (rendimento) recebido.
do valor recebido.

Apostila 2025 999


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Exemplo 1
RESGATE de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO:
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Nenhuma.
SOLUÇÃO:
o 15% na fonte a título de antecipação do IR;
o R$ 10.000,00 × 15% = R$ 1.500,00;
o Resgate líquido = R$ 10.000,00 R$ 1.500,00 = R$ 8.500,00;
o Na declaração de ajuste o valor resgatado será somado as outras fontes de
renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do IR.

Apostila 2025 1000


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Exemplo 2
RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO,
sendo R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Nenhuma.
SOLUÇÃO:
o Aplicação da Tabela Progressiva, por se tratar de renda;
o IR = (Base Tributária) x (Alíquota) – Parcela a Deduzir
IR = R$ 10.000,00 × 27,5% = R$ 2.750,00;
R$ 2.750,00 R$ 895,08 (parcela a deduzir);
o IR a ser pago = R$ 1.854,92
o Valor da renda = R$ 10.000,00 R$ 1.854,92 = R$ 8.145,08
o Na declaração de ajuste o valor resgatado será somado as outras fontes de
renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do IR.

Apostila 2025 1001


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Exemplo 3
RESGATE de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO, sendo
R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento:
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Nenhuma.
CÁLCULO:
o 15% na fonte a título de antecipação do IR (por ser resgate);
o Parte tributável = R$ 1.000,00:
o IR = R$ 1.000,00 × 15% = R$ 150,00
o Resgate líquido = R$ 10.000,00 R$ 150,00 = R$ 9.850,00
o Na declaração de ajuste a parte tributável do valor resgatado será somado as
outras fontes de renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do
IR.

Apostila 2025 1002


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Exemplo 4
RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário PROGRESSIVO,
sendo R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Nenhuma.
CÁLCULO:
o Aplicação da Tabela Progressiva, por se tratar de renda;
o IR = (Base Tributária) x (Alíquota) – Parcela a Deduzir
Parte tributável = R$ 1.000,00 e este valor é isento na tabela;
o Resgate líquido = R$ 10.000,00
o Na declaração de ajuste a parte tributável do valor resgatado será somado as
outras fontes de renda sobre as quais será aplicada a tabela progressiva anual do
IR.

Apostila 2025 1003


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Exemplo 5
RESGATE de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário REGRESSIVO e com as
seguintes informações extras:
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Saldo com prazo de 1 ano = R$ 1.000,00
o Saldo com prazo de 3 ano = R$ 4.000,00
o Saldo com prazo de 5 ano = R$ 5.000,00
CÁLCULO:
o Aplicação da Tabela Regressiva;
o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)
R$ 1.000,00 × 35% = R$ 350,00 de IR
R$ 4.000,00 × 30% = R$ 1.200,00 de IR
R$ 5.000,00 × 25% = R$ 1.250,00 de IR
o IR Total = R$ 2.800,00 de IR
o Resgate líquido = R$ 10.000,00 R$ 2.800,00 = R$ 7.200,00
o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR

Apostila 2025 1004


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Exemplo 6
RESGATE de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário REGRESSIVO, sendo
R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento (R) e com as seguintes informações
extras:
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Saldo com prazo de 1 ano = R$ 1.000,00
o Saldo com prazo de 3 ano = R$ 4.000,00
o Saldo com prazo de 5 ano = R$ 5.000,00
CÁLCULO:
o Aplicação da Tabela Regressiva;
o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)
R$ 100,00 × 35% = R$ 35,00 de IR
R$ 400,00 × 30% = R$ 120,00 de IR
R$ 500,00 × 25% = R$ 125,00 de IR
o IR Total = R$ 280,00 de IR
o Resgate líquido = R$ 10.000,00 R$ 280,00 = R$ 9.720,00
o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR

Apostila 2025 1005


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Exemplo 7
RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no PGBL com Regime Tributário REGRESSIVO e com
as seguintes informações extras:
INFORMAÇÕES:
o Prazo Médio Ponderado das aplicações de 18 anos.
CÁLCULO:
o Aplicação da tabela regressiva para 18 anos = 10%
o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)
R$ 10.000,00 × 10% = R$ 1.000,00 de IR
o IR = R$ 1.000,00
o Valor da renda = R$ 10.000,00 R$ 1.000,00 = R$ 9.000,00
o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR

Apostila 2025 1006


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tributação dos Planos PGBL e VGBL


Exemplo 8
RENDA VITALÍCIA de R$ 10.000,00 no VGBL com Regime Tributário REGRESSIVO,
sendo R$ 1.000,00 a parte correspondente ao rendimento e com as seguintes
informações extras:
INFORMAÇÕES EXTRAS:
o Prazo Médio Ponderado de 9 anos.
CÁLCULO:
o Aplicação da tabela regressiva 9 anos = 15%.
o IR = (Base Tributária) x (Alíquota)
R$ 1.000,00 × 15% = R$ 150,00 de IR
o IR TOTAL = R$ 150,00
o Renda líquida = R$ 10.000,00 R$ 150,00 = R$ 9.850,00
o IR exclusivo sem possibilidade de restituição na declaração de IR
OBS: Neste caso, o Prazo Médio Ponderado poderá chegar a 10 anos, fazendo com que
a tributação reduza à 10%, pois na fase de recebimento de renda, o tempo de acumulação
continua sendo contado.

Apostila 2025 1007


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tributação dos Planos PGBL e VGBL
Escolhendo Regime de Tributação
Após a Lei 14.803/24, que altera a tributação dos planos de previdência complementar
dos tipos Contribuição Definida (CD) e Contribuição Variável (CV), a escolha do regime de
tributação ficou muito mais simples, pois o participante não precisa mais escolher no
início do plano, mas sim, no momento que realizar o seu primeiro resgate ou quando
converter em renda.
Assim, caso a alíquota analisada da tabela REGRESSIVA for menor que a alíquota da
PROGRESSIVA, a mesma deverá ser escolhida. Isso ocorre porque o prazo é contabilizado
desde do momento da contribuição, e não apenas quando ela for escolhida (como era
antes da Lei 14.803/24). No entanto, podemos ter exceções, como por exemplo, o
participante possui uma alíquota inicial na REGRESSIVA maior que na PROGRESSIVA, mas
com o passar dos anos, a alíquota reduza de tal forma que compense um pagamento
maior no início, pois o prazo continuará sendo contabilizado.
Vale ressaltar que se um participante possui muitas rendas isentas e/ou rendimentos
definitivos, como por exemplo, dividendos e juros de renda fixa, e a base tributária da
previdência complementar faça com que a alíquota da PROGRESSIVA fique abaixo da
REGRESSIVA, o participante deverá escolher pela PROGRESSIVA, pois poderá, inclusive
ficar isento, mesmo com prazos superiores a 10 anos de contribuição.
Apostila 2025 1008
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Exemplo de Cálculo
Problema 1
Um cliente fez um investimento em um aporte único em VGBL há 20 anos. O saldo atual
é de R$ 100.000,00 e deste valor, R$ 80.000,00 é referente a contribuição e R$ 20.000,00
são rendimentos. Desta forma, responda as seguintes questões:
PERGUNTA 1: Dado que o cliente quer fazer um resgate parcial de R$ 50.000,00,
qual será o imposto a ser retido na fonte, considerando tratar-se de Regime
Tributário Regressivo?
PERGUNTA 2: Caso fosse um PGBL e o cliente desejasse resgatar R$ 50.000,00,
qual seria o IR a ser recolhido na fonte, considerando tratar-se de Regime Tributário
Regressivo?

Apostila 2025 1009


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Exemplo de Cálculo
Solução 1
RESPOSTA DA PERGUNTA 1: Como a aplicação é em VGBL, o imposto de renda será
somente sobre o rendimento e proporcional (lucro total de R$ 20.000,00). Portanto, a
parte correspondente aos R$ 50.000,00 (50% do valor total), corresponde a
R$ 10.000,00.
IR = (Base Tributária) x (Alíquota)
Base tributável (Lucro) = R$ 10.000,00
Alíquota = 10% (prazo maior que 10 anos)
IR = R$ 10.000,00 × 10%
IR = R$ 1.000,00

RESPOSTA DA PERGUNTA 2: Como a aplicação é em PGBL, o imposto será sobre o valor


total retirado e não somente sobre o lucro. Desta forma:
IR = (Base Tributária) x (Alíquota)
Base tributável (valor total) = R$ 50.000,00
Alíquota = 10% (prazo maior que 10 anos)
IR = R$ 50.000,00 × 10%
IR = R$ 5.000,00

Apostila 2025 1010


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Exemplo de Cálculo
Problema 2
Um cliente de 38 anos quer investir R$ 2.000,00 por mês em um plano de previdência.
Esse valor corresponde a 15% do seu salário bruto e o cliente declara pelo modelo
completo de IR.
PERGUNTA 1: Qual o valor acumulado aos 60 anos? Considerar taxa de
carregamento na entrada de 3% e que o fundo renderá 0,5% a.m.
PERGUNTA 2: Qual o melhor produto a ser escolhido: PGBL ou VGBL? No caso da
resposta contemplar os dois, em que proporção?

Apostila 2025 1011


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Exemplo de Cálculo
Solução 2
RESPOSTA DA PERGUNTA 1: Primeiramente devemos retirar das contribuições 3% do
valor, pois o carregamento será na entrada. Desta forma, o nosso cálculo será:
PMT = -1.940,00 (HP-
PV = 0
n = (60 – 38) x 12 = 264 meses
i = 0,5% a.m
FV = ? = R$ 1.059.678,18

RESPOSTA DA PERGUNTA 2: Como o PGBL permite abatimento das contribuições da


base de cálculo de IR, até o limite de 12% da renda bruta tributável anual, recomenda-se
que o cliente coloque até este limite em PGBL o restante (3%) em VGBL. Desta forma:
Valor em PGBL: 12% de 15%, ou seja, 80% da contribuição.
2000 [ENTER]
80 [%]
R = 1.600,00
Valor em VGBL: R$ 400,00, ou seja, o valor restante para os R$ 2.000,00 (20% da
contribuição).

Apostila 2025 1012


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

5.7 Classificação dos FIE


Apostila 2025 1013
1013
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Classificação SUSEP
A SUSEP classifica a composição dos fundos de previdência em três tipos. São elas:
Tipo Soberano (Renda Fixa): Os fundos classificados como Soberano devem
investir somente em Títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do BACEN, e
créditos securitizados do Tesouro Nacional. Portanto, podemos dizer que investem
somente em títulos públicos, possuindo somente risco soberano.
Tipo Renda Fixa Crédito Privado: Nesta classificação, o fundo pode investir nos
mesmo ativos do plano soberano, porém, podendo aplicar também em
investimentos de renda fixa com risco de crédito privado (CDB, Debêntures, ...).
Tipo Composto (Multimercado incluindo Renda Variável): Pela classificação
SUSEP, este é o único tipo que poderia investir em renda variável (por exemplo,
ações ou commodities), desde que não ultrapasse 49% do patrimônio do fundo
neste tipo de investimento.

Apostila 2025 1014


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Resolução CMN 4.444/15
Em 2015, o Conselho Monetário Nacional, através da Resolução 4.444, definiu novas
regras para a composição dos recursos das reservas técnicas dos planos de previdência
complementar, sendo um marco para o setor. A Resolução CMN 4.993/2022, revogou a
CMN 4.444/15, trazendo ainda mais novidades. A seguir iremos ver os principais itens
para a certificação, sendo a principal a composição da carteira dos FIEs:

MODALIDADE INVESTIDOR COMUM INVESTIDOR QUALIFICADO


Renda Fixa Até 100% Até 100%
Renda Variável Até 70% Até 100%
Imóveis Até 20% Até 40%
Investimentos sujeitos à
Até 20% Até 40%
variação cambial
Outros (tais como
Até 20% Até 40%
Multimercados, COE)

NÃO ADMITEM ALAVANCAGEM

Apostila 2025 1015


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Renda Fixa (I e II)
Resumidamente, na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Fixa, devem ser
observados os seguintes limites e ativos admitidos:
(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal interna;
Créditos securitizados pela Secretaria do Tesouro Nacional;
Cotas de FIE, constituídos sob a forma de condomínio aberto e com a finalidade
específica de receber recursos de reservas técnicas e provisões, cujas carteiras
estejam representadas exclusivamente pelos títulos da Dívida Pública Mobiliária
Federal interna ou créditos securitizados pela Secretaria do Tesouro Nacional,
posições em mercados de derivativos e disponibilidades de caixa, que poderão ser
investidas em operações compromissadas, dos quais as sociedades seguradoras, as
sociedades de capitalização, as entidades abertas de previdência complementar ou
os resseguradores locais sejam os únicos cotistas;
Cotas de FIE admitidas à negociação no mercado secundário por intermédio de
bolsa de valores cujas carteiras de ativos financeiros visem refletir as variações e
rentabilidade de índice de renda fixa composto exclusivamente pelos títulos da
Dívida Pública Mobiliária Federal interna ou créditos securitizados pela Secretaria do
Tesouro Nacional.
Apostila 2025 1016
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Modalidade: Renda Fixa (III)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Fixa, devem ser observados os seguintes
limites e ativos admitidos:
(II) até 75% (setenta e cinco por cento) no somatório de valores mobiliários ou outros
ativos financeiros de renda fixa emitidos por companhia aberta cuja oferta pública
tenha sido registrada na Comissão de Valores Mobiliários, ou que tenha sido objeto de
dispensa e/ou em debêntures de infraestrutura que possuam garantia de títulos
públicos federais que representem pelo menos 30% do principal da dívida.
(III) até 50% (cinquenta por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Obrigações ou coobrigações de instituições financeiras autorizadas a funcionar
pelo Banco Central do Brasil;
Cotas de fundos de investimento aberto, cuja carteira tenha como principal fator
de risco a variação da taxa de juros doméstica, ou de índice de preços ou ambos, ou
cotas de FIC (Fundos de Investimento em Cotas) de fundos de investimento com tais
características (Fundos Renda Fixa), conforme legislação da CVM; e
Cotas de fundos de investimento fechado negociados em bolsa de valores, na
forma regulamentada pela CVM, cujas carteiras sejam compostas por ativos
financeiros que busquem refletir as variações e rentabilidade de índices de
referência de renda fixa (Fundo de Índice de Renda Fixa).
Apostila 2025 1017
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Renda Fixa (IV)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Fixa, devem ser observados os seguintes
limites e ativos admitidos:
(IV) até 25% (vinte e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Valores mobiliários ou outros ativos financeiros de renda fixa cuja oferta pública
tenha sido registrada na CVM, ou que tenha sido objeto de dispensa, emitidos por
Sociedade de Propósito Específico, constituída sob a forma de sociedades por ações,
excetuada a hipótese prevista no item II (até 75%);
Certificados de recebíveis de emissão de companhias securitizadoras, conforme
legislação CVM;
Obrigações de organizações financeiras internacionais das quais o Estado
brasileiro faça parte, admitidas à negociação no Brasil;
Cotas de classe sênior de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC)
e as cotas FIC de fundos de investimento em direitos creditórios (FICFIDC); e
Títulos ou valores mobiliários de renda fixa não relacionados neste artigo, desde
que com cobertura integral de seguro de crédito, observada a regulamentação
específica do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) e da SUSEP.

Apostila 2025 1018


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Modalidade: Renda Variável (I)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os
seguintes limites e ativos admitidos:
(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Ações de emissão de companhias abertas, correspondentes bônus de subscrição,
recibos de subscrição e certificados de depósito, admitidas à negociação em
segmento especial, instituído por bolsa de valores no Brasil, que assegurem, por
meio de vínculo contratual entre a bolsa e o emissor, práticas diferenciadas de
governança corporativa, que contemplem, pelo menos, a obrigatoriedade de no
mínimo 25% de ações permanentemente em circulação (free float) e previsão
expressa no estatuto social da companhia de que seu capital social seja dividido
exclusivamente em ações ordinárias; e
Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,
cuja carteira seja composta exclusivamente pelas ações admitidas no item anterior,
correspondentes bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de
tais ações, e as cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento
com tais características, conforme regulamentação estabelecida pela CVM.

Apostila 2025 1019


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Renda Variável (II)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os
seguintes limites e ativos admitidos:
(II) até 75% (setenta e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Ações de emissão de companhias abertas que permitam a existência de ações ON
e PN (com direitos adicionais), correspondentes bônus de subscrição, recibos de
subscrição e certificados de depósito, admitidas à negociação em segmento especial,
instituído por bolsa de valores no Brasil, que contemplem previsão expressa no
estatuto social da companhia de que o conselho de administração deve ser
composto por no mínimo cinco membros, dos quais pelo menos 20% devem ser
independentes com mandato unificado de até dois anos, conforme critério
estabelecido pela bolsa de valores; e
Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,
cuja carteira seja composta exclusivamente pelas ações admitidas no item anterior,
correspondentes bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de
tais ações, e as cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento
com tais características, conforme regulamentação estabelecida pela CVM.

Apostila 2025 1020


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Modalidade: Renda Variável (III)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os
seguintes limites e ativos admitidos:
(III) até 50% (cinquenta por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Ações de emissão de companhias abertas cuja composição do Conselho de
Administração possua um mínimo de três membros (conforme legislação), com
mandato unificado de até dois anos, admitidas à negociação em segmento especial,
instituído por bolsa de valores no Brasil e correspondentes bônus de subscrição,
recibos de subscrição e certificados de depósito;
Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,
cuja carteira seja composta exclusivamente pelas ações admitidas no item anterior,
correspondentes bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de
tais ações, e as cotas de FIC com tais características;
Cotas de fundos de investimento fechados negociados em bolsa de valores cujas
carteiras sejam compostas por ativos financeiros que busquem refletir as variações e
rentabilidade de índices de referência de renda variável.
Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,
cuja carteira seja referenciada em índice composto por, no mínimo, 50 ações
divulgado por bolsa de valores no Brasil.
Apostila 2025 1021
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Renda Variável (IV)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Renda Variável, devem ser observados os
seguintes limites e ativos admitidos:
(IV) até 25% (vinte e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Ações sem percentual mínimo em circulação (free float), correspondentes bônus
de subscrição, recibos de subscrição e certificados de depósito, admitidas à
negociação em bolsa de valores no Brasil;
Cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto,
cuja carteira seja composta por ações admitidas à negociação em mercados
organizados, bônus ou recibos de subscrição e de certificados de depósitos de tais
ações, e as cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento
com tais características;
Regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários; e
Debêntures com participação nos lucros, ou conversíveis em ações ou
permutáveis em ações, cuja oferta de distribuição tenha sido previamente registrada
na CVM, ou cujo registro tenha sido, por esta, dispensado.

Apostila 2025 1022


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Modalidade: Imóveis
Serão admitidas aplicações de até 100% (cem por cento) em cotas de fundos de
investimento imobiliário (FII) e em cotas de fundos de investimento em cotas de fundos
de investimento com tais características (FICFII), conforme regulamentação estabelecida
pela Comissão de Valores Mobiliários.

Apostila 2025 1023


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Variação Cambial (I)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Investimentos Sujeitos à Variação Cambial,
devem ser observados os seguintes limites e ativos admitidos:
(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal cuja remuneração seja associada à
variação da cotação de moeda estrangeira;
Cotas de fundos de investimento abertos classificados com Fundo Cambial
(carteira seja composta por pelo menos 80% de ativos relacionados à variação de
preços de moeda estrangeira ou à variação do cupom cambial) ou cotas de FIC de
Fundos de Investimento Cambial, conforme legislação CVM;
Cotas de fundos de investimento aberto classificado como Fundo de Renda Fixa
Dívida Externa (carteira seja composta por pelo menos 80% de seu patrimônio
líquido, por títulos da dívida externa de responsabilidade da União) ou cotas de FIC
de Fundo de Renda Fixa Dívida Externa, conforme legislação CVM;
Cotas de fundos de investimento aberto, das classes Renda Fixa, Ações,
Multimercado e Cambiais que incluam em sua denominação o sufixo “Investimento
no Exterior”, ou cotas de FIC de fundos de investimento com tais características,
conforme legislação CVM;

Apostila 2025 1024


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Modalidade: Variação Cambial (I)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Investimentos Sujeitos à Variação Cambial,
devem ser observados os seguintes limites e ativos admitidos:
(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Cotas de fundos de investimento fechados negociados em de bolsa de valores no
Brasil, cujas carteiras sejam compostas por ativos financeiros que busquem refletir as
variações de índices de referência em renda fixa ou renda variável no exterior (Fundo
de Índice em Investimento no Exterior), desde que registrados na Comissão de
Valores Mobiliários (CVM);
Cotas de fundos de investimento aberto classificados como Multimercado cuja
política de investimento permita a compra de ativos ou derivativos com risco
cambial, ou cotas de FIC de fundos de investimento com tais características (Fundos
Multimercado), conforme legislação CVM;
Certificados de Operações Estruturadas (COEs) com Valor Nominal Protegido
referenciados em taxas de câmbio ou variação cambial.

Apostila 2025 1025


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Variação Cambial (II e III)
Na aplicação dos recursos na Modalidade Investimentos Sujeitos à Variação Cambial,
devem ser observados os seguintes limites e ativos admitidos:
(II) até 75% no somatório dos seguintes ativos:
Certificados de depósito de valores mobiliários com lastro em ações de emissão
de companhia aberta ou assemelhada com sede no exterior – Brazilian Depositary
Receipts (BDR), negociados em bolsa de valores no País; e
Cotas dos fundos de investimento que possuam em seu nome a designação
“Ações - BDR Nível I”, constituídos sob a forma de condomínio aberto.
(III) até 50% em títulos e valores mobiliários representativos de corporativa de
empresas brasileiras S/A aberto, emitidos e negociáveis no exterior.
(IV) até 25% no somatório dos seguintes títulos emitidos ou incondicionalmente
garantidos por instituições financeiras no exterior em moeda estrangeira:
Depósitos a prazo fixo por até seis meses, renováveis;
Certificados de depósitos.
Títulos emitidos por governos centrais de jurisdições estrangeiras e respectivos
bancos centrais, desde que a classificação externa de risco da emissão, seja igual ou
superior a AA- ou classificação equivalente.
Apostila 2025 1026
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Modalidade: Outros (I e II)
Na aplicação dos recursos na qual não se enquadre nas modalidade anteriores, devem ser
observados os seguintes limites e ativos admitidos:
(I) até 100% (cem por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Cotas de fundos de investimento classificados como Multimercado, constituídos
sob a forma de condomínio aberto, ou cotas de fundos de investimento em cotas de
fundos de investimento com tais características (Fundos Multimercado), nas formas
regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários; e
COE com Valor Nominal Protegido.

(II) até 75% (setenta e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:
Cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIPs) qualificados como
Entidades de Investimento, nas formas regulamentadas pela Comissão de Valores
Mobiliários; e
Cotas de Fundos de Investimento classificados como “Ações - Mercado de Acesso”,
observada a regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários.

Apostila 2025 1027


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
FIE: Fundos de Investimentos
Modalidade: Outros (III)
Na aplicação dos recursos na qual não se enquadre nas modalidade anteriores, devem ser
observados os seguintes limites e ativos admitidos:
(III) até 25% (vinte e cinco por cento) no somatório dos seguintes ativos:
COE com Valor Nominal em Risco;
Certificados de Reduções Certificadas de Emissão (RCE) ou de créditos de carbono
do mercado voluntário, admitidos à negociação em bolsa de valores, mercadorias e
futuros ou mercado de balcão organizado, registrados ou depositados,
respectivamente, em entidade registradora ou depositário central, autorizados pelo
Banco Central do Brasil ou pela Comissão de Valores Mobiliários nas suas respectivas
áreas de competência, para desempenhar as referidas atividades.

Apostila 2025 1028


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

FIE: Fundos de Investimentos


Derivativos
A atuação do FIE em mercados de derivativos:
deverá observar a avaliação prévia dos riscos envolvidos;
estará condicionada à existência de sistemas de controles adequados às suas
operações;
não pode gerar, a qualquer tempo, a possibilidade de perda superior ao valor do
patrimônio líquido do fundo de investimento;
não pode gerar, a qualquer tempo, a possibilidade de que o cotista seja obrigado a
aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo;
não pode realizar operações de venda de opção a descoberto;
não pode ser realizada sem garantia da contraparte central da operação.
OBS: A sociedade seguradora, a sociedade de capitalização, a entidade aberta de
previdência complementar e o ressegurador local devem informar à Superintendência de
Seguros Privados, quando solicitados, as características, as contrapartes, os prêmios
pagos, as margens depositadas, bem como a exposição dos contratos derivativos
celebrados

Apostila 2025 1029


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA
Definição
Já a ANBIMA, definiu a classificação dos fundos de previdência aberta em 7 (sete) tipos,
sendo que também estão incluídos para esta classificação, os fundos exclusivos que têm
como objetivo receber recursos de reserva técnica dos planos de previdência aberta e os
FAPIs. Os fundos poderão ser enquadrados da seguinte forma:
I. Renda Fixa;
II. Balanceados (até 15% em ações) ;
III. Balanceados – de 15 a 30% (quinze a trinta por cento em ações);
IV. Balanceados – acima de 30% (acima de trinta por cento em ações);
V. Previdência Multimercados;
VI. Previdência Data-Alvo.
VII. Previdência Ações.

Apostila 2025 1030


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA
Tipos
I. Renda Fixa: Fundos que têm como objetivo buscar retorno por meio de investimentos
em ativos de renda fixa (sendo aceitos títulos sintetizados por meio do uso de
derivativos), admitindo-se estratégias que impliquem em risco de juros e de índice de
preços do mercado doméstico. Excluem-se estratégias que impliquem em risco de moeda
estrangeira ou de renda variável (ações etc.), não admitindo alavancagem.

II. Balanceados – até 15% (quinze por cento): fundos que têm como objetivo buscar
retorno no longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda
fixa, ações, câmbio etc.). Estes fundos utilizam uma estratégia de investimento
diversificada e deslocamentos táticos entre as classes de ativos ou estratégia explícita de
rebalanceamento de curto prazo. Devem ter explicitado o mix de ativos (percentual de
cada classe de ativo) com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark) ou
intervalo definido de alocação. Neste tipo, devem ser classificados os fundos que
objetivam investir, no máximo, 15% do valor de sua carteira em ativos de renda variável.
Sendo assim, não podem ser comparados a indicador de desempenho que reflita apenas
uma classe de ativos (por exemplo: 100% do CDI). Estes fundos não admitem
alavancagem.

Apostila 2025 1031


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA
Tipos
III. Balanceados – de 15 a 30% (quinze a trinta por cento): fundos que têm como objetivo
buscar retorno no longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos
(renda fixa, ações, câmbio etc.). Estes fundos utilizam uma estratégia de investimento
diversificada e deslocamentos táticos entre as classes de ativos ou estratégia explícita de
rebalanceamento de curto prazo. Devem ter explicitado o mix de ativos (percentual de
cada classe de ativo) com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark) ou
intervalo definido de alocação. Neste tipo devem ser classificados os Fundos que
objetivam investir entre 15% (no mínimo) e 30% (no máximo) do valor de sua carteira em
ativos de renda variável. Sendo assim, não podem ser comparados a indicador de
desempenho que reflita apenas uma classe de ativos (por exemplo: 100% do CDI). Estes
Fundos não admitem alavancagem.

Apostila 2025 1032


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA
Tipos
IV. Balanceados – acima de 30% (trinta por cento): fundos que têm como objetivo buscar
retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa,
ações, câmbio etc.). Estes fundos utilizam uma estratégia de investimento diversificada e
deslocamentos táticos entre as classes de ativos ou estratégia explícita de
rebalanceamento de curto prazo. Devem ter explicitado o mix de ativos (percentual de
cada classe de ativo) com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark) ou
intervalo definido de alocação. Neste tipo devem ser classificados os fundos que
objetivam investir, no mínimo, 30% do valor de sua carteira em ativos de renda variável.
Sendo assim, não podem ser comparados a indicador de desempenho que reflita apenas
uma classe de ativos (por exemplo: 100% do CDI). Estes fundos não admitem
alavancagem.

V. Previdência Multimercados: fundos que têm como objetivo buscar retorno no longo
prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio
etc.). Estes fundos não têm explicitado o mix de ativos (percentual de cada classe de
ativo) com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark), podendo,
inclusive, ser comparados a parâmetro de desempenho que reflita apenas uma classe de
ativos (por exemplo: 100% do CDI). Estes fundos não admitem alavancagem.

Apostila 2025 1033


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Classificação ANBIMA
Tipos
VI. Previdência Data-Alvo: fundos que têm como objetivo buscar retorno num prazo
referencial, ou data-alvo, por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda
fixa, ações, câmbio etc.) e estratégia de rebalanceamento periódico. Estes fundos têm
compromisso de redução da exposição a risco em função do prazo a decorrer para a
respectiva data-alvo. Não podem ser comparados a indicador de desempenho que reflita
apenas uma classe de ativos (por exemplo: 100% do CDI). Estes Fundos não admitem
alavancagem.

VII. Previdência Ações: fundos que devem possuir, no mínimo, 67% da carteira em ações à
vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de fundos
de ações, cotas dos fundos de índice de ações, Brazilian Depositary Receipts, classificados
como nível I, II e III. Neste tipo devem ser classificados os Fundos que se destinam a
somente receber aplicações de outros fundos de previdência aberta. Estes Fundos não
admitem alavancagem.

Apostila 2025 1034


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Classificação ANBIMA
Resumo
Renda Fixa Balanceados Multimercados Data-alvo Ações
Retorno através de Retorno no Devem
Retorno num
investimento em longo prazo através possuir no
prazo referencial
Retorno por meio diversas classes de de investimento mínimo 67% da
ou data-alvo,
ativos (renda fixa, em diversas classes carteira em
de ativos de renda através de
ações, câmbio, etc). (renda fixa, ações, ações à vista,
fixa com estratégias investimento em
câmbio, etc). bônus ou recibos
diversas classes
que impliquem em Devem ter de subscrição
de ativos (ações
explicitado o mix de Estes fundos (etc). Somente
risco de juros e de renda fixa,
ativos (percentuais de não têm pode receber
índice de preços do câmbio, etc) e
cada classe de ativo: explicitado o mix aplicações de
estratégia de
mercado doméstico Até 15% de ativos (% de outros fundos
rebalanceament
De 15% a 30% cada classe de de previdência
o periódico
Acima de 30% ativo) aberta

NÃO ADMITEM ALAVANCAGEM

Apostila 2025 1035


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Capítulo 6:
Gestão de Carteiras e Riscos
1036
6.1 Estatística Aplicada
Apostila 2025 1037
1037
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Estatística
Conceito
A Estatística é a ciência das probabilidades, que através de um conjunto de regras
matemáticas, nos permite fazer previsões sobre determinado grupo estudado, a partir de
uma amostra significativa. Ela tem por objetivo coletar, organizar, analisar e interpretar as
informações de um problema que está sendo estudado, para desta forma, auxiliar
na tomada de decisão.
Para as finanças, usamos a estatística para analisar o risco e o retorno dos investimentos,
com certo grau de confiança. Desta forma, precisaremos entender os seguintes conceitos:
Diferença entre Amostra e População
Medidas de Posição Central: Média, Moda e Mediana (As “Três Marias”)
Medidas de Dispersão: Desvio Padrão e Variância
Covariância
Coeficiente de Correlação
Intervalo de Confiança: Distribuição Normal

Apostila 2025 1038


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Estatística
População e Amostra
Para iniciarmos os estudos de estatística, precisamos primeiramente entender a diferença
de População e Amostra. Assim sendo:
População: O Conceito de População é “a totalidade dos números do grupo a ser
estudado”. Por exemplo, um fundo de investimentos possui 10 anos de criação e
vamos analisar estes 10 anos.
Amostra: Já a Amostra é “uma parte da totalidade do grupo que deseja ser
estudado, ou seja, um pedaço da População”. Por exemplo, desejamos saber em
quem a população brasileira pretende votar. Como é muito difícil perguntar para
todos os brasileiros, fazemos uma pesquisa somente com uma “parte” da população,
que será considerada como se fosse o todo.

POPULAÇÃO Amostra

Apostila 2025 1039


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Posição Central


Média
A MÉDIA nada mais é que um valor que aponta para onde mais se concentram os dados
de uma distribuição, ou seja, “o ponto de equilíbrio” do grupo de dados analisados. É
como se todos os números desse grupo, fossem iguais neste ponto de equilíbrio. Para
fazermos o cálculo da média, primeiro precisamos compreender que a média poderá ser
de dois tipos:
Média Aritmética Simples: quando todos os dados possuem a mesma relevância,
ou seja, o mesmo peso. Exemplo: aplicar em quatro ativos diferentes, mas com o
mesmo valor financeiro. Desta forma, para fazer o seu cálculo devemos somar todos
valores do grupo de dados e dividir pela quantidade total de números.
Média Aritmética Ponderada: quando os dados do grupo analisada possuam
relevâncias diferentes, ou seja, pesos diferenças. Por exemplo, um cliente aplicar
valores diferentes em diversos investimentos. Desta forma, para fazer o seu cálculo
devemos levar em consideração o peso de cada um dos dados. Este cálculo será
apresentado adiante.

Apostila 2025 1040


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Posição Central
Média Simples: Exemplo
Rafael é seu cliente no banco e deseja saber qual foi o retorno médio da sua aplicação
financeira no Fundo de investimentos “A”. Analisando os dados abaixo, o que você diria?

MÊS RETORNO
Janeiro +1%
+
Fevereiro +3%
+ Total = 15%
5 meses Março +3%
+
Abril +5%
+
Maio +3%

Para fazer o cálculo da média, devemos somar todos os meses e dividir pela quantidade
de meses, ou seja (1 + 3 + 3 + 5 + 3 = 15) e dividir este valor por 5. Desta forma, a média
do retorno do fundo aplicado pelo Rafael, foi de 3% ao mês. É como se cada mês tivesse
tido um retorno de 3%, ao invés de ter tido as devidas rentabilidades.

Apostila 2025 1041


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Posição Central


Média Simples: HP 12C
Para calcular o conjunto anterior (+3%, +1%, +3%, +3%, +5%) na HP 12C, devemos seguir
os seguintes passos:

FLUXO TECLA MOTIVO Visor


1 1º número do grupo Número 1

3 2º número do grupo Número 2

3 3º número do grupo Número 3

5 4º número do grupo Número 4

3 5º número do grupo Número 5

Média Média 3%

A tecla serve para adicionar um número em um grupo estatístico, sendo avisado no


visor, quantos números esse grupo tem no momento.

Apostila 2025 1042


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Posição Central
Média Ponderada: Exemplo
Rafael investiu R$ 100 mil em 4 ações, investindo valores diferentes em cada uma delas.
No último mês, ele viu que estas empresas tiveram retornos diferentes, sendo eles 1%,
2%, 3% e 4%. Desta forma, quando ele fez a média do retorno (1 + 2 + 3 + 4, totalizando
10%, divididos por 4), percebeu que o retorno calculado foi de 2,5%, mas o lucro gerado
pelas empresas foi de apenas R$ 2.000,00, ou seja, de 2%. Por quê?

Ativo Retorno Valor Investido Lucro


Banco do Brasil +4,00% R$ 10.000,00 R$ 400,00
+
Itaú +3,00% R$ 20.000,00 R$ 600,00 Lucro:
+ R$ 2.000,00
Bradesco +2,00% R$ 30.000,00 R$ 600,00
+
Santander +1,00% R$ 40.000,00 R$ 400,00

RESPOSTA: Quando Rafael dividiu os retornos por 4, ele calculou a média simples.
Porém, os retornos possuem pesos diferentes (por exemplo, Itaú possui um peso de 20%,
pois foi investido R$ 20 mil do total de R$ 100 mil). O que deveria ser feito é multiplicar o
peso de cada ativo pelo retorno e somar todos os valores, gerando os 2% de média.

Apostila 2025 1043


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Posição Central


Média Ponderada: HP 12C
Para calcular o conjunto anterior na HP 12C, devemos lançar “quem desejamos” clicar em
[ENTER] e depois lançar “quem é o peso”. Neste caso, “quem desejamos” é o retorno [%]
e “quem é o peso” é o valor financeiro investido.

FLUXO TECLA MOTIVO Visor


4 ENTER 10.000 1º número do grupo Número 1

3 ENTER 20.000 2º número do grupo Número 2

2 ENTER 30.000 3º número do grupo Número 3

1 ENTER 40.000 4º número do grupo Número 4

Média Ponderada Média Ponderada 2,00%

Apostila 2025 1044


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Posição Central
Moda
A moda é o valor que ocorre com maior frequência em uma amostra (série de valores), ou
seja, o número que “mais enxergamos” no grupo. Um conjunto de resultado pode
apresentar uma moda ou mais, sendo classificado como:
1 moda = unimodal;
2 modas = bimodal;
3 ou mais = multimodal.
Como exemplo, temos dois fundos (A e B) apresentando os seguintes retornos:

Mês Retorno do Fundo A Retorno do Fundo B


Janeiro 1,00% 1,00%
Fevereiro 3,00% 5,00%
Março 3,00% 2,00%
Abril 5,00% 2,00%
Maio 3,00% 5,00%
MODA UNIMODAL: 3,00% BIMODAL: 2% e 5%,

Apostila 2025 1045


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Posição Central


Mediana
A mediana de um grupo de dados é o número do meio, ou seja, o valor numérico que
divide o grupo em duas partes iguais. No entanto, antes de fazermos esta divisão,
devemos ordenar o grupo de forma crescente ou decrescente. Se a quantidade de
números do grupo for ímpar, consideramos o divisor dos dois grupos. Se for par, pegamos
os dois “mais próximos do centro” e fazemos sua média. Por exemplo:
Um fundo teve os seguintes retornos de Janeiro a Maio: {1%, 4%, 2%, 5%, 5%}
Se não ordenarmos o grupo, entenderíamos que a Mediana do Fundo A seria 2%
(número que está dividindo o grupo em duas partes iguais). No entanto,
primeiramente devemos ORDENAR: {1%, 2%, 4%, 5%, 5%}. Com o grupo ordenado,
percebemos agora que o número do meio, a mediana, é o 4% e não mais o 2%.
Considerando mais um mês de 1%, qual a mediana?: {1%, 4%, 2%, 5%, 5%, 1%}
Repare agora que não existe mais um único número que divide o grupo em duas
partes iguais. Desta forma, devemos fazer a média dos dois números centras, mas
primeiramente devemos ordenar o grupo: {1%, 1%, 2%, 4%, 5%, 5%}. Com o grupo
ordenado, fazemos a média dois centrais (em verde) que será a mediana: 3%.

Apostila 2025 1046


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão
A Variância e o Desvio Padrão são medidas estatísticas que medem o grau de dispersão
de um conjunto de dados em relação a sua média, ou seja, o risco dos dados não darem a
média do grupo. Quanto maior a Variância ou Desvio Padrão, maior será o risco, já que a
distância entre cada ponto até a média será maior.
A Variância é calculada através da MÉDIA DO QUADRADO DA DISTÂNCIA DE CADA
PONTO ATÉ A MÉDIA DO GRUPO, e o Desvio Padrão será a raiz quadrada deste número.
Este passo-a-passo deixará um pouco mais claro:
(1) Calcular a média do grupo;
(2) Calcular a distância de cada ponto até a média;
(3) Elevar cada uma destas distâncias ao quadrado (Motivo: deixar todos os
números positivos);
(4) Calcular a média desses números que foram elevados ao quadrado.
Este número será a Variância Populacional.
(5) Desvio Padrão = Raiz quadrada da Variância.
Desta forma, percebemos que a partir da Variância podemos encontrar o Desvio Padrão,
e, consequentemente, do Desvio Padrão podemos encontrar a Variância.

Apostila 2025 1047


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão: Exemplo Gráfico
Agora calcularemos a Variância e o Desvio Padrão dos retornos do Fundo de “A” no qual
teve retornos de (+3%, +1%, +3%, +3%, +5%). Mas primeiro, vamos “enxergar” o risco de
cada retorno em não dar a média do retorno, que seria o “padrão” do grupo. Perceba que
os retornos nos meses 1, 3 e 4 foram exatamente a média, portanto “não há risco”.

6
Fundo A Média

5
Risco de Volatilidade
4 (Distância entre o
ponto e a média )
3

0
1 2 3 4 5

Apostila 2025 1048


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão Amostral
Para calcularmos a Variância e o Desvio Padrão Amostral, ao invés de calcular a média da
ETAPA 3, dividindo por “N TERMOS”, devemos dividir por “N menos 1”, neste caso por 4.

Retornos (ETAPA 2) (ETAPA 3)


Retorno – Média Elevar ao quadrado
3% (3 – 3) = 0 (0)2 = 0
1% (1 – 3) = -2 (-2)2 = 4
+
3% (3 – 3) = 0 (0)2 = 0
+
Média N-1 = (8 ÷ 4) = 2
3% (3 – 3) = 0 (0)2 = 0
+
+
5% (5 – 3) = +2 (+2)2 = 4
(ETAPA 4):
(ETAPA 1) Variância = 2
Média = 3% (ETAPA 5)
= = ±1,41

Apostila 2025 1049


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão Amostral: HP-12C
A Hp-12 calcula diretamente apenas o Desvio Padrão, sendo ele o Amostral. Mas com o
Desvio Padrão, podemos chegar na Variância elevando-o ao quadrado. Primeiro, vamos
“limpar” a HP-12C com “[F] [CLx]”.

FLUXO TECLA MOTIVO Visor


1 1º número do grupo Número 1

3 2º número do grupo Número 2

3 3º número do grupo Número 3

5 4º número do grupo Número 4

3 5º número do grupo Número 5

Desvio Padrão Desvio Padrão 1,41

2 [YX Variância 2,00

Apostila 2025 1050


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão Populacional
Para calcularmos a Variância e o Desvio Padrão do grupo (+3%, +1%, +3%, +3%, +5%),
iremos seguir o passo-a-posso através da construção de uma tabela:

Retornos (ETAPA 2) (ETAPA 3)


Retorno – Média Elevar ao quadrado
3% (3 – 3) = 0 (0)2 = 0
1% (1 – 3) = -2 (-2)2 = 4
+
3% (3 – 3) = 0 (0)2 = 0
+
Média = (8 ÷ 5) = 1,6
+
3% (3 – 3) = 0 (0)2 = 0
+
5% (5 – 3) = +2 (+2)2 = 4
(ETAPA 4):
(ETAPA 1) Variância = 1,6
Média = 3% (ETAPA 5)
= , = ±1,26

Apostila 2025 1051


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão Populacional: HP-12C
Para podermos calcular através da população, devemos “enganar” a HP-12, adicionando
um número extra que será a média do grupo.

FLUXO TECLA MOTIVO Visor


1 1º número do grupo Número 1
3 2º número do grupo Número 2
3 3º número do grupo Número 3
5 4º número do grupo Número 4
3 5º número do grupo Número 5
3 Média adicionado ao grupo Número 6

Desvio Padrão Desvio Padrão – População 1,26

2 [YX Variância – População 1,60

Apostila 2025 1052


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Dispersão
Analisando duas Aplicações
Para as finanças, o Desvio Padrão e a Variância nos indicam o Risco de Mercado do ativo.
Este risco é conhecido também por Volatilidade, que nada mais é que a sua oscilação
perante a média de retornos. No entanto, quanto maior o risco, maior o retorno exigido
por aquele investimento e caso dois investimento possuam o mesmo retorno, devemos
escolher o que possui o menor risco. Por exemplo, dois fundos que possuam um retorno
médio de 3% e que apresentem os retornos abaixo, deve-se escolher o Fundo A, pois
possui menor oscilação e, consequentemente, menor Desvio Padrão que o Fundo B.

7 Fundo B Fundo A Média


6

0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Apostila 2025 1053


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Dispersão
Variância e Desvio Padrão: Resumo
Os principais pontos a serem destacados do Desvio Padrão e da Variância são :
Medem o risco de mercado (volatilidade ou oscilação) de um ativo;
Quanto maior o desvio padrão/variância, maior será o risco do investimento (mais
ele estará se “desviando do seu padrão”).
A Variância sempre será um número positivo;
O Desvio Padrão é tanto um número positivo, quanto negativo;
O Símbolo do Desvio Padrão é o Sigma ( )
A Variância é representada pelo Sigma ao quadrado ( 2)
FÓRMULAS:

VARIÂNCIA POPULACIONAL VARIÂNCIA AMOSTRAL

Apostila 2025 1054


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de associação entre 2 variáveis
Covariância
A Covariância é uma medida estatística para entendermos como uma variável (ATIVO A)
se comporta em relação a outra variável (ATIVO B). Quando a covariância é positiva, duas
variáveis tendem a variar na mesma direção. Já quando a covariância é negativa, as
devidas variáveis tendem a variar em direção oposta. Variáveis independentes (que não
possuem nenhuma correlação) têm covariância igual a zero.
Por exemplo, o aumento do preço do petróleo é benéfico para as Petrolíferas (vendem
petróleo), mas prejudicial ao lucro das empresas aéreas (custo do combustível). Desta
forma, quando o preço do petróleo aumenta, as ações da Petrobrás tendem a valorizar e
as ações da companhia aéreas tendem a desvalorizar. Caso o petróleo diminua de valor, as
ações da Petrobrás tendem a desvalorizar e as ações das companhias aéreas tendem a
valorizar. Podemos demonstrar isto pelo cálculo da Covariância:
A Covariância entre Petróleo-Petrobras é POSITIVA (andam na mesma direção)
A Covariância entre Petróleo-CIA Aéreas é NEGATIVA (andam em direção opostas)
A grosso modo, podemos dizer que “Variância de um Ativo com seu COmpanheiro” é a
COvariância, ou seja, o risco interligado de dois ativos.

Apostila 2025 1055


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de associação entre 2 variáveis


Coeficiente de Correlação ( )
No entanto, a covariância possui dois problemas:
(1) Seus valores não são padronizados, variando de menos infinito a mais infinito;
(2) Não é possível comparar a relação linear de dois grupos com unidades
distintas.
Assim, Karl Pearson ( ) corrigiu o problema da Covariância, conseguindo transformar
estes números em uma nova variável que SEMPRE irá variar de -1 até +1, chamada de
“Coeficiente de Correlação”. O sinal indicará se há uma relação direta ou inversa entre as
variáveis e o número a intensidade (quanto mais próximo de “1”, maior a correlação
linear). Por exemplo, duas variáveis X e Y que possuam os seguintes Coeficientes de
Correlação:
X e Y possuem ( ) = +1: Se X aumentar 10%, Y AUMENTARÁ 10%;
X e Y possuem ( ) = -1: Se X aumentar 10%, Y DIMINUIRÁ 10% (lados opostos).
X e Y possuem ( ) = 0: Se X aumentar 10%, Y não terá NENHUMA relação, irá se
movimentar independentemente uma da outra.
X e Y possuem ( ) = +0,3: Se X diminuir 10%, Y DIMINUIRÁ 3%.

Apostila 2025 1056


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de associação entre 2 variáveis
Covariância e Coef ( )
Quando estamos tratando de gestão de risco nas carteiras de investimentos, desejamos
adquirir ativos que se comportem o mais inverso possível e estas variáveis servem para
isso. Voltando ao nosso exemplo com Petrolíferas, mesmo que as empresas sejam muito
bem administradas, gerando bons lucros, o valor das suas ações sempre estão
diretamente relacionadas a cotação do petróleo. Se o mesmo, se desvalorizar, as ações
irão se desvalorizar. Desta forma, é muito interessante para diminuir o “risco de petróleo”,
adquirir ativos que sejam beneficiados com a queda do valor desta commodities, como
por exemplo, companhias aéreas. Para isso, analisamos o Coeficiente de Corre
Por exemplo, vejamos como duas carteiras se comportariam com o petróleo caindo 10%,
estimando Coef (Petrobrás, Petróleo) = +1; e Coef (LATAM; Petróleo) = 1

Ativo Valor Inicial Prejuízo/ Lucro Resultado Final


CARTEIRA (A) 100% Petrobrás R$ 100.000 - R$ 10.000 (-10%) R$ 90.000
50% Petrobrás R$ 50.000 - R$ 5.000 (-10%)
CARTEIRA (B) R$ 100.000
50% LATAM R$ 50.000 +R$ 5.000 (+10%)

Apostila 2025 1057


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de associação entre 2 variáveis


Fórmulas
Agora que sabemos os conceitos de Covariância e de Coeficiente de Correlação,
entraremos nas fórmulas, lembrando sempre que quando tratarmos de População deve
ser dividido por “N termos” e quando tratarmos de Amostra, deve-se dividir por “N – 1”.
Covariância: A covariância poderá ser calculada através de duas maneiras:

× ×
(1) COV(X,Y) = ; OU ;

(2) COV(X,Y) = DP(X) × DP(Y) × Coef (X,Y); quando se tem o Coeficiente.

Coeficiente de Correlação: O coeficiente de correlação é calculado através:

( , )
Coef (X,Y)=
( )× ( )

Apostila 2025 1058


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de associação entre 2 variáveis
Covariância: Cálculo
Sabemos empiricamente que quanto mais alto estão os juros (SELIC), menos as pessoas
tendem a comprar (o crédito fica mais caro). No entanto, podemos provar essa relação
inversa com o cálculo da Covariância entre a Taxa de Juros versus Consumo. Por exemplo,
calcule a Covariância entre “Consumo & Taxa de Juros”, sabendo que nos últimos quatro
anos, foram coletados os seguintes dados:
Consumo por pessoa: {R$ 800; R$ 700; R$ 600; R$ 500}
Taxa SELIC: {10%; 11%; 13%; 14%}
Para calcularmos Covariância entre dois ativos (A,B), devemos seguir este Passo-a-Passo:
(1) Calcular a média do “Ativo A” e do “Ativo B”;
(2) Em cada ativo, calcular a distância de cada ponto até a sua média (“RISCO”);
(3) Multiplicar o “RISCO” ´de cada período do “Ativo A” com o respectivo RISCO do
mesmo período do “ativo B”;
(4) Para calcular a Covariância Populacional, deve-se somar o resultado destas
multiplicações e dividir por “N”, ou seja, calcular a média destas multiplicações. Caso
seja uma amostra, a divisão deverá ser por “n – 1” .

Apostila 2025 1059


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de associação entre 2 variáveis


Cálculo Covariância: Passo a Passo
Primeiramente, devemos notar que o exemplo nos passa a informação dos “últimos
quatro anos”, portanto, uma amostra. Para termos a população entre “Consumo & Taxa de
Juros” deveríamos ter todos os dados desde a primeira vez que alguém consumiu no
Brasil (uma coleta de dados impossível). Assim, nossa soma final será divida por 3 (n – 1).
Seguindo o passo-a-passo, chegamos na seguinte tabela:

Consumo (A) ETAPA 2: SELIC (B) ETAPA 2: ETAPA3:


Retorno – Média Retorno – Média Multiplicar Riscos
800 +150 10 (150×-2)=
+
700 +50 11 (50×-1)=
+ (-700 ÷ 3)
600 13 +1 (-50×1)=
+
500 14 +2 (-150×2)=
ETAPA 1: (ETAPA 1) ETAPA 4:
Média: 650 Média: 12 Cov (A,B) = 233

A conclusão para nossos estudos é que a COV (Consumo, Selic) é negativa, portanto,
possuem relação inversa (quando um sobe, o outro diminui).

Apostila 2025 1060


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de associação entre 2 variáveis
Cálculo HP-12C: Covariância e Coef( )
A HP-12C não calcula diretamente a Covariância, somente o Coeficiente de Correlação. No
entanto, sabemos que ela também calcula o desvio padrão dos ativo. Desta forma,
podemos aplicar a seguinte fórmula, lembrando que nossos resultados são sempre
Amostrais:

COV (a,b) = DP(a) × DP(b) × Coeficiente de Correlação(a,b)


Risco A Risco B Risco relacionado entre A,B
HP-12C - Passo-a-Passo:
(1) Zerar a Hp-12C com [f][CLx]
(2) Inserir um por um, os pares do grupo: Ativo A “ENTER” + Ativo B “ ”,
Com os grupos criados, podemos solicitar o cálculo do Coef (a,b), DP(a) e DP(b).
(3) Calcular Coef(A,B): [g][2] e posteriormente “inverter variáveis” [x><y]
(4) Calcular DP(B): [g][.]; a Hp-12 sempre nos mostra primeiro o “segundo ativo”.
(5) Calcular DP(A): [x><y]; inverter variáveis (você já pediu o DP(b), agora esta
pedindo para a HP somente inverter a variável)
(6) Calcular COV(A,B): multiplicar os itens anteriores (3)×(4)×(5).

Apostila 2025 1061


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de associação entre 2 variáveis


Cálculo HP-12C: Covariância e Coef( )
Aplicando o Passo-a-Passo:

FLUXO TECLA MOTIVO Visor


800 ENTER 10 1º número do grupo 1
700 ENTER 11 2º número do grupo 2
600 ENTER 13 3º número do grupo 3
500 ENTER 14 4º número do grupo 4
Correlação (r) 1.210
COEF (A,B) [x><y] Inverter resultado
DESVIO PADRÃO (B) A HP calcula 1º segundo ativo 1,83
DESVIO PADRÃO (A) [x><y] Inverter o Ativo
Multiplicar duas vezes, pois os
COV(A,B) [×] [×] valores do COEF, DP(a) e DP(b) -233,33
já estão na memória da HP

Apostila 2025 1062


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de associação entre 2 variáveis
Coeficiente de Correlação: Gráfico
Para enxergarmos essa relação, vejamos os gráficos abaixo com suas devidas explicações:
Coef (a,b) = +1: Quando o coeficiente de correlação for igual
a “+1”, percebemos que as duas variáveis estarão se movendo
na mesma direção e na mesma intensidade. Ou seja, quando
um cai, a outra também cai. Quando uma sobe, a outra
também sobe.
Coef (a,b) = 0: Quando o coeficiente de correlação for igual
a “0”, percebemos que as duas variáveis estarão se movendo
sem nenhuma correlação, independente uma da outra (como
se elas tivessem vidas próprias). Importante ressaltar que
mesmo o coeficiente sendo zero, há diversificação da carteira
de investimentos.
Coef (a,b) = - 1: Quando o coeficiente de correlação for igual
a 1”, percebemos que as duas variáveis estarão se movendo
em direções opostos, porém, na mesma intensidade. Ou seja,
quando um cai, a outra sobe. Quando uma sobe, a outra cai.

Apostila 2025 1063


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de associação entre 2 variáveis


Covariância e Coef( ): Resumo
Os principais pontos da Covariância e do Coeficiente de Correlação são:
São variáveis para demonstrar o risco entre ativos e não o risco de cada ativo. Por
tanto, eles diminuem o Risco Não-Sistêmico, também chamado de Risco
Diversificável;
A Covariância nos dirá “somente” se os ativos se movimentam para a mesma
direção ou para direções contrárias.
O Coeficiente de Correlação no dirá a direção e a intensidade de como os ativos se
relacionam.
Todo ativo que possuir Coeficiente de Correlação MENOR que +1, diversificará a
carteira de investimentos.
Quanto menor for o Coeficiente de Correlação, maior o benefício da
diversificação que este ativo estará gerando a carteira de investimentos.
Ativos com Coeficiente igual a ZERO, diversificam a carteira. No entanto, não se
sabe o que irá ocorrer entre eles.

Apostila 2025 1064


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de associação entre 2 variáveis
Coeficiente de Determinação (R2)
O Coeficiente de Determinação (R2), nada mais é que o valor do coeficiente de correlação
entre dois ativos (A,B) elevado ao quadrado, e portanto, nunca será um número negativo.
Ele serve para mostrar quanto da variação de A é explicada pela variação de B e quanto
da variação de A é devida a fatores aleatórios.
O R² irá variar entre 0 e 1, sendo indicado em porcentagem. Quanto maior o R², mais
explicativo é o modelo, ou seja, melhor ele se ajusta à amostra. Por exemplo, se o R² de
um modelo é 0,9312, isto significa que 93,12% da variável A é dependente da variável B.

FÓRMULA:

( , )
OBSERVAÇÃO: Conforme vimos, a partir do R2 encontramos o valor do Coeficiente de
Correlação, e, consequentemente, do Coeficiente de Correlação encontramos o R2.

Apostila 2025 1065


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição Normal e Intervalo de Confiança


Conceito
A importância de se saber a média e o desvio-padrão da amostra coleta nos
investimentos, está em conhecer a probabilidade de eventos futuros de se afastarem da
média do grupo. Esta probabilidade é chamada de “Intervalo de Confiança” e pode ser
demonstrada através da “Curva da Distribuição Normal”, formada pela distribuição dos
dados coletados em uma curva. Estas probabilidades já foram calculadas pelos estatísticos
e são padronizadas da seguinte forma:
Aproximadamente 68% dos valores de uma distribuição normal encontram-se
dentro da faixa de UM desvio padrão, para mais ou para menos da média.
Aproximadamente % dos valores de uma distribuição normal encontram-se
dentro da faixa de DOIS desvio padrão, para mais ou para menos da média.
Aproximadamente % dos valores de uma distribuição normal encontram-se
dentro da faixa de TRÊS desvio padrão, para mais ou para menos da média.
Importante destacar que a curva da distribuição normal simétrica tem forma de sino, e
desta forma, as suas “três Marias” – Média, Moda e a Mediana – são iguais!

Apostila 2025 1066


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Intervalo de Confiança
Gráfico
A partir da média (µ), quanto mais nos afastamos dela, maior a probabilidade de um
evento ocorrer. Este afastamento é baseado pela quantidade de desvios padrões ( ).
Importante ressaltar que não importa a quantidade de desvios padrões utilizarmos, jamais
teremos 100% de certeza.
A curva de distribuição normal é apresentada desta forma:

1 DP( ) = 68,26%
2 DP( ) = 95,44%
3 DP( ) = 99,74%
1,96 DP( ) = 95%

Apostila 2025 1067


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Distribuição Normal e Intervalo de Confiança


Exemplo
Um fundo de ações possui retorno médio anual de 40% e um desvio padrão de 5%. Para
um intervalo de confiança de 95%, qual a variação esperada aproximada?
RESPOSTA: para cada desvio padrão utilizado, o fundo deverá se distanciar da sua
média 5%, tanto para mais, quanto para menos. Lembrando que:
Para 68% de Intervalo de Confiança, se utiliza UM Desvio Padrão;
Para % de Intervalo de Confiança, se utiliza DOIS Desvios Padrão;
Para % de Intervalo de Confiança, se utiliza TRÊS Desvios Padrão;
Assim, devemos nos “desviar” 2 vezes da média, sendo que cada desvio equivale a 5%:
Intervalo de Confiança = Média ± n x DP
o IC Mínimo = 40% 2 × 5% = 30%
o IC Máximo = 40% + 2 × 5% = 50%
Desta forma, podemos dizer que esperamos que o fundo de tenha uma variação entre
30% e 50%, com 95% de confiança.

Apostila 2025 1068


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
6.2 Risco & Retorno Esperado
Apostila 2025 1069
1069
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco & Retorno Esperado


Rentabilidade Observada x Esperada
A RENTABILIDADE OBSERVADA de um investimento está relacionada com o conceito de
passado, com o seu devido histórico. Ela é muito comum aparecer quando se quer
demonstrar o retorno de investimento até o exato momento. Por exemplo, “o fundo de
investimentos XYZ rendeu 2% ao mês, nos últimos 36 meses”. Quando ela é apresentada a
um investidor através do retorno passado de um vendo, a lei exige que junto seja incluído
a frase “retornos passados, não são garantias de retornos futuros”.
Já a RENTABILIDADE ESPERADA condiz com a expectativa futura de um retorno. Seu
cálculo leva em consideração as possibilidades de cenários futuros ocorreram e os pesos
dos ativos. Mas não se preocupa, cálculos não caem na prova, somente o conceito!

Rentabilidade Rentabilidade
Observada Esperada

Linha do
Passado Hoje Futuro Tempo
Apostila 2025 1070
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Risco & Retorno Esperado
Rentabilidade Esperada
Podemos calcular o Retorno Esperado através da média ponderada da expectativa dos
retornos de cada ativo ou de cada cenário. Por exemplo, uma empresa A tem um retorno
esperado de 11% e uma empresa B possui um retorno esperado de 12%. Se o peso de A
na carteira for 75% e de B 25%, qual o retorno esperado dessa carteira?
RESPOSTA: Para calcularmos o retorno esperado, basta multiplicar o retorno esperado
de cada empresa pelo seu peso e somar, conforme tabela abaixo:

RETORNO RETORNO PARA


ATIVO PESO
ESPERADO A CARTEIRA
Empresa A +11,00% 75% + 8,25%
+
Empresa B +12,00% 25% + 3,00%
+ 11,25%

Apostila 2025 1071


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Risco & Retorno Esperado


Desvio Padrão do Retorno Esperado
Quando estamos tratando de Retornos Esperados, os dados utilizados serão as projeções
das rentabilidades, que englobam cenários com probabilidades, ou seja, possuem pesos
diferentes. Com isso, a HP-12C não terá tamanha valia e o cálculo deverá ser feito
manualmente.
A estratégia a ser utilizada para calcularmos o Desvio Padrão dos Retornos Esperados
continuará sendo a mesma: montar o “quadro” com o mesmo passo-a-passo. Porém,
devemos ficar atento nos seguintes itens:
A média a ser utilizada não será mais a simples, mas sim, a média ponderada;
Continuaremos elevando o risco de cada ponto ao quadrado;
No entanto, ao invés de fazermos a média dos riscos ao quadrado, deveremos
multiplicar estes resultados pela sua probabilidade e somar.
A fórmula acaba sendo:

Apostila 2025 1072


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Risco & Retorno Esperado
Desvio Padrão: Exemplo
As empresas de educação financeira “Toro Cursos” e a “ART Education” possuem as
seguintes expectativas de retorno para os quatros estados da economia. Desta forma,
calcule o retorno esperado e o desvio padrão de cada uma delas.

Estado da Retorno Esperado Retorno Esperado


Probabilidade
Economia Toro Cursos ART Education

Ótimo 20% -5% 35%


Bom 30% 25% 20%
Normal 40% 30% 15%
Fraco 10% 35% 0%

Apostila 2025 1073


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco & Retorno Esperado


Exemplo: Toro Cursos
Conforme o passo-a-passo, primeiramente devemos calcular a média ponderada do
retorno esperado, lembrando que podemos fazer na HP-12C inserindo todo os dados
através de “Retorno [Enter] probabilidade e por último clicando em “[g][6]”.

Probabilidade Retorno (ETAPA 2) (ETAPA 3) (ETAPA 4)


Elevar ao Multiplicar pela
dos Cenários Esperado Retorno – Média
quadrado Probabilidade
Ótimo 20% (-27)2 = (20%)×(729) = 145,8
+
Bom 30% 25 +3 (+3)2 = (30%)×(9) = 2,7
+
Normal 40% 30 +8 (+8)2 = 64 (40%)×(64) = 25,6
+
Fraco 10% 35 +13 (+13)2 = (10%)×(169) =
(ETAPA 1) (ETAPA 5) Somar:
Média Ponderada = 22% Variância
(ETAPA 6): Desvio Padrão = = ±13,82

Apostila 2025 1074


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Risco & Retorno Esperado
Exemplo: ART Education
Devemos seguir o mesmo passo-a-passo para calcularmos o risco do retorno esperado da
ART Education.

Probabilidade Retorno (ETAPA 2) (ETAPA 3) (ETAPA 4)


Multiplicar pela
dos Cenários Esperado Retorno – Média Elevar ao quadrado
Probabilidade
Ótimo 20% 35 +16 (+16)2 = 256 (20%)×(256) = 51,2
+
Bom 30% 20 +1 (+1)2 = 1 (30%)×(1) = 0,3
+
Normal 40% 15 ( )2 = 16 (40%)×(16) = 6,4
+
Fraco 10% 0 2 = 361 (10%)×(361) = 36,1
(ETAPA 1) (ETAPA 5) Somar:
Variância
(ETAPA 6): Desvio Padrão = =±

Apostila 2025 1075


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Risco & Retorno Esperado


Exemplo: Conclusão
Com os dados calculados, percebemos que a ART Education possui um risco menor, mas
também um retorno esperado menor. Já a Toro Cursos teve um retorno esperado maior,
mas um risco de mercado maior.

TORO CURSOS ART EDUCATION

Retorno Esperado 22% a.a.

Risco (Desvio Padrão) 13,82%

Importante salientar nos cálculos que os processos são os mesmos de quando foi feito
com pesos iguais, com o único detalhe de que, ao invés de dividir por “N” ou “N 1”,
deverá ser multiplicado pela probabilidade e posteriormente somar os resultados.

Apostila 2025 1076


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Risco & Retorno Esperado
Covariância do Retorno Esperado
Da mesma forma que podemos calcular o Desvio Padrão dos Retornos Esperados,
também podemos calcular a Covariância de duas empresas baseado nas projeções das
rentabilidades. Nosso passo-a-passo será:
ETAPA 1: Calcular a média ponderada de cada uma das empresas;
ETAPA 2: Calcular o “risco” do grupo X de cada retorno de não dar a média e fazer
o mesmo para o grupo Y;
ETAPA 3: Multiplicar as “ETAPA 2” de cada empresa entre elas, multiplicando
também o peso de cada cenário corresponder;
ETAPA 4: Somar todos os valores da ETAPA 3. Este será nossa Covariância.

A fórmula acaba sendo:

, = × × + × ×

: Média da variável x
: Média da variável y
: probabilidade (peso)

Apostila 2025 1077


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Risco & Retorno Esperado


Covariância: Exemplo
Levando em consideração dois tipos de cenários (Expansão e Recessão), conforme dados
abaixo, qual a Covariância dos retornos das empresas A e B?

ESTADO DA PROBABILIDADE RETORNO ESPERADO RETORNO ESPERADO


ECONOMIA DO CENÁRIO Empresa A Empresa B

Expansão 80% +25% +20%

Recessão 20% +5% +10%

Apostila 2025 1078


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Risco & Retorno Esperado
Covariância: Resposta
RESPOSTA: Fazendo nossa tabela, concluímos que a Covariância das Empresas A & B
será de +32%. Perceba novamente que primeiros calculamos o retorno esperado de cada
empresa (Empresa A = + 21%; e Empresa B = + 18%), para posteriormente calcularmos o
risco de “não dar esse retorno”. Com esses valores, multiplicamos os riscos pelas
probabilidades dos cenários, somando-os no final. Assim chegamos no resultado de COV
(A,B) = + 32%.

ETAPA 2: ETAPA 2:
Empresa A Empresa B ETAPA3:
RISCO RISCO Multiplicar Riscos
(Retorno – Média) (Retorno – Média)

80% 25% +4 80% 20% +2 (+4)×(+2)×(80%)=6,4


+
20% 5% 20% 10% ( ×( )×(20%)= 25,6

ETAPA 1: (ETAPA 1) ETAPA 4:


Média: 21% Média: 18% Cov (A,B) = +32%

Apostila 2025 1079


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6.3 Teoria Moderna de Carteiras


Apostila 2025 1080
1080
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Teoria de Finanças Tradicional
Introdução
A Teoria de Finanças Tradicional, também conhecida como Teoria Moderna de Portfólio,
leva em consideração que os mercados financeiros são eficientes e os investidores tomam
decisões racionais (se o investidor tiver que escolher entre 2 portfólios com o mesmo
nível de retorno esperado, ele escolherá o portfólio que possui o menor risco). Desta
forma, os investidores possuem 3 características:
Aversão ao risco: minimizar risco e maximizar retornos.
Expectativas racionais: as avaliações e projeções do investidor refletem toda a
informação relevante disponível. Assim, o investidor sempre analisará o risco x
retorno de cada investimento.
Integração dos seus investimentos: o investidor avalia os seus investimentos como
um todo (contexto da carteira) e não ativo por ativo. Desta forma, o investidor busca
pela diversificação da carteira de investimentos (reduzindo o risco não sistêmico).
Portanto, a Teoria de Finanças Tradicional de Markowitz, tem como base o postulado da
racionalidade, assumindo que os indivíduos processam corretamente as informações
quando tomam decisões, sem envolvimento emocional.

Apostila 2025 1081


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Risco Total
Risco Sistêmico e Risco Não Sistêmico
No gráfico abaixo, percebemos que quanto mais ativos tivermos na carteira, menor será o
risco total da mesma. Este é o chamado benefício da “Diversificação”.

Risco TOTAL
(Desvio Padrão) Risco Total =
Sistêmico + Não Sistêmico

Risco Não-Sistêmico

Risco Total
(DP = )

Beta Risco Sistêmico

Número de Ações na Carteira

Apostila 2025 1082


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Risco Total
Risco Sistêmico e Risco Não Sistêmico
Podemos destrinchar o risco total de um investimento, dois grandes grupos, que são
chamados de:
Risco sistêmico (risco NÃO DIVERSIFICÁVEL): Ele é o risco gerado pelos sistemas
econômico, político e social, no qual impacta a economia como um todo. Suas
principais características são:
Medido pelo Beta;
Não pode ser evitado pela diversificação dos ativos;
Exemplos: impeachment, grandes mudanças na taxa de juros ou câmbio.
Risco não-sistêmico (risco DIVERSIFICÁVEL ou próprio): Este é o risco individual do
ativo ou do seu setor. Suas principais características são:
Pode ser diminuído com a elaboração de uma carteira com diversos ativos com
Coeficiente de Correlação menores que +1;
Exemplos: risco de crédito ou de liquidez de uma companhia.
RISCO TOTAL (Risco Sistêmico + Risco Não Sistêmico): O risco total de uma
carteira (ou de um ativo) é medido pelo desvio-padrão. Ele pode ser considerado
também como a soma do “Risco Sistêmico” com o “Risco não-sistêmico”.

Apostila 2025 1083


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Beta
Conceito
O Beta é uma medida de risco sistêmico que calcula a volatilidade de determinado ativo
em relação ao risco de mercado. Ele mede a sensibilidade deste ativo em relação aos fatos
sistêmicos que ocorrem no mercado financeiro, como por exemplo, qual será o impacto
na oscilação do preço da ação por fatos como pandemias, impeachment, guerras,...
Como os eventos sistêmicos (positivos e negativos) atingem o mercado como um todo,
dizemos que uma carteira teórica de ações (no Brasil, o Ibovespa), possui Beta igual a 1 e
com isso, podemos interpretar o resultado do Beta de uma ação da seguinte forma:
Beta IGUAL a 1: oscilará com a mesma intensidade que o mercado.
Beta MAIOR que 1: oscilará com mais intensidade que o mercado.
Beta MENOR que 1: oscilará com menos intensidade que o mercado.
Fórmula:

( , ) DP( )
( ) = OU ( )= × ( , )
( ) DP( )

Apostila 2025 1084


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Mercado Eficiente
Conceito
Em finanças, a teoria do Mercado Eficiente se refere que todas as informações já estão
refletidas nos preços dos ativos, ou seja, não existe ativo barato ou caro. Desta forma, a
teoria diz que é impossível obter um rendimento acima do retorno esperado, nem
mesmo utilizando de análise técnica, análise fundamentalista ou de informação
privilegiada. No entanto, dentro desta hipótese, há três formas de eficiência do mercado.
São elas:
Eficiência Fraca;
Eficiência Semi-Forte;
Eficiência Forte.
Analisando como um todo, a teoria do Mercado Eficiente entende que não há lacuna
entre os fatos e o conhecimento dos investidores para que os preços sejam reajustados.
Com isso, os adeptos a esta teoria acreditam que faz mais sentido fazer investimentos de
forma passiva (por exemplo, fundos atrelados a um benchmark), do que de forma ativa,
vide que a segunda sempre gera maiores custos.

Apostila 2025 1085


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Mercado Eficiente
Premissas
Como todo princípio, devemos levar em consideração algumas premissas para estes
estudos. As premissas para o Mercado ser Eficiente são:
A informação surge de forma independente e torna-se rapidamente disponível
para todos os participantes, a baixo ou nenhum custo.
As informações são homogêneas e entram no mercado de maneira aleatória.
O mercado funcionará em concorrência perfeita.
Os custos de transação, tais como comissões, corretagens e impostos, são
considerados como inexistentes.
Investidores são racionais: maximizam a utilidade de suas riquezas.
Preços ajustam rapidamente a novas informações.
O mercado possui plena liquidez, continuidade de preço e profundidade.

Apostila 2025 1086


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Mercado Eficiente
Formas de Eficiência do Mercado
Conforme citado, as três formas de eficiência são:
Forma Fraca: Os preços refletem somente as informações públicas disponíveis.
Desta forma, os retornos passados não ajudam a prever retornos futuros, fazendo
com que não seja possível ter retornos em excesso utilizando análise técnica;
somente é possível com análise fundamentalista e informação privilegiada.
Forme Semi-forte: Engloba a Forma Fraca, mas sugere que as novas informações
públicas são absorvidas instantaneamente, mas as privadas não. Assim sendo, o
investidor não consegue ter retornos em excesso utilizando as estratégias de análise
fundamentalista ou técnica, apenas com informação privilegiada.
Forma Forte: Engloba a Forma Semi-Forte e ainda afirma que as novas
informações privadas são absorvidas instantaneamente, ou seja, os preços refletem
automaticamente todos os tipos de informação. Com isso, o investidor não consegue
ter retornos em excesso, nem mesmo utilizando de informações privilegiadas.

Apostila 2025 1087


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Teoria da Utilidade Esperada


Aplicação no Mercado de Capitais
O conceito de Teoria da Utilidade Esperada, que diz que o consumidor deseja ter a maior
quantidade de consumo de Produtos & Serviços disponíveis para a sua renda, também
pode ser aplicada no mercado de capitais (nas combinações de risco e retorno do
investidor). No entanto, ao invés de maximizar todas as variáveis da cesta de combinações
de Produtos & Serviços, como diz a Teoria da Utilidade Esperada, nos investimentos o
investidor racional procura AUMENTAR O RETORNO e DIMINUIR O RISCO. Desta forma,
as curvas serão côncavas no plano retorno em função do risco, podendo ser sintetizados
os três perfis do API:
Conservador (Avesso ao risco): conforma-se com retornos mais limitados, em
troca do conforto da segurança;
Arrojado (Propenso ao risco): aceita ter mais risco em troca de melhores
resultados financeiros;
Moderado (Neutro ao risco): uma mescla entre os dois anteriores.
O grau de aversão ao risco de cada investidor é representado pela sua função de utilidade,
implicando em uma relação positiva entre retorno e risco.

Apostila 2025 1088


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Teoria da Utilidade Esperada
Aplicação no Mercado de Capitais
Aplicando a teoria no mercado de capitais, temos os produtos financeiros disponíveis dos
segmentos dos bancos (U1 = private; U2 = alta renda; e U3 = varejo). Desta forma, as
curvas mais acima, possuem uma relação risco x retorno melhor que as curvas mais
abaixo. Já em relação ao perfil de risco de um investidor, esta é uma análise baseada na
inclinação das curvas do gráfico. Assim, podemos perceber que investidores que possuem
um comportamento do gráfico 1, são muito mais avessos ao risco, que investidores do
gráfico 2, pois no Gráfico 1 exige-se um retorno maior para cada nível de risco adicionado
comparado com o Gráfico 2. Assim, percebemos que o perfil do cliente é baseado na
inclinação e a utilidade está na sua devida altura (acesso a produtos de investimentos).

U1 Gráfico 1 Gráfico 2
U2
Maior Utilidade U3 Maior Utilidade U1
U2
10 10 U3

7 7
Menor Utilidade Menor Utilidade
5 5

Risco Total ( ) Risco Total ( )


1 2 1 2

Apostila 2025 1089


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Princípio da Dominância
Conceito
Quando analisamos investimentos, basicamente consideramos apenas RISCO e RETORNO,
e desta forma, você já deve ter escutado alguma vez que “quanto maior o risco, maior o
retorno”. No entanto, nem sempre os investimentos encontrados no dia apresentam esta
relação de maior o risco, maior o rendimento que o investidor terá. Com isso, surge o
conceito do “PRINCÍPIO DA DOMINÂNCIA”.
O PRINCÍPIO DA DOMINÂNCIA, em resumo, diz que quando temos a nossa disposição
DOIS investimentos com o MESMO RISCO, escolheremos aquele que tem o MAIOR
RETORNO. Já quando os investimentos disponíveis apresentam o MESMO RETORNO,
optaremos pelo que apresentam o MENOR RISCO.
O conceito de risco aqui poderá ser: liquidez do investimento (prazo nas renda fixa; por
exemplo, um CDB com carência de 12 meses, deverá render mais que um CDB com
carência de 1 mês, da mesma instituição); o risco de crédito (um devedor ruim, deve
pagar mais juros que um bom pagador de dívidas); ou até mesmo a volatilidade do
investimento (desvio padrão do ativo), já que é uma métrica de risco total.

Apostila 2025 1090


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Princípio da Dominância
Gráfico
Analisando o gráfico abaixo, no qual possui três Ativos (A, B e C), temos a seguinte
situação: Ativo A e Ativo B com mesmo risco (igual a 3); e Ativo B e Ativo C com o mesmo
retorno (igual a 9). O importante de perceber aqui, é que não faz sentido investir no
Ativo A, tendo a possibilidade de investir no Ativo B, pois os dois apresentam o mesmo
risco, mas o Ativo B apresenta um retorno maior. Desta forma, dizemos que B
“preDOMINA” sobre o ativo A. Da mesma forma, o Ativo C predomina sobre o Ativo B, já
que os dois possuem o mesmo retorno, mas o Ativo C apresente um risco menor.
Mesmo retorno

3 A B Mesmo risco

1 C

6 Retorno

Apostila 2025 1091


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Princípio da Dominância
Retorno Excedente
O RETORNO EXCEDENTE à taxa livre de risco do país (TLR), é a parte do rendimento do
ativo que foi gerado por causa do risco do ativo, sendo esta parte a ser utilizada nas
nossas Medidas de Performance. Por exemplo, um ativo teve retorno total de 8%. No
entanto, a TLR estava em 5%. Assim, o RETORNO EXCEDENTE foi de 3%. São estes 3% que
serão analisados com o risco que a carteira teve no período (risco 2, conforme gráfico
abaixo), pois os primeiros 5% o investidor teria aplicando em um ativo sem risco (TLR).

Retorno
8 A Retorno Excedente à TLR, que
é o retorno que teve risco,
3 pois os primeiros 5% não
tiveram risco
Retorno
5
Total

TLR Retorno Mínimo de


qualquer Aplicação

2 Risco

Apostila 2025 1092


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Modelos de Precificação de Ativos
Conceitos
Dentro dos modelos de precificação de ativos, estudaremos os seguintes:
Fronteira Eficiente (Markowitz): Risco total sem a inclusão do ativo livre de risco.
CML (Capital Market Line): Risco total com a adição do ativo livre de risco.
SML (Security Market Line): Mudança do tipo de risco no qual será utilizado nas
análises. Agora, o não utilizaremos mais o risco total (desvio padrão), mas sim o risco
sistêmico do ativo (Beta). Este cálculo será realizado através do modelo CAPM.
APT (Arbitrage Pricing Theory): Modelo que utiliza diversos fatores de risco,
utilizando o risco Beta de cada um destes fatores

Apostila 2025 1093


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fronteira Eficiente de Markowitz


Conceito
Para atender à exigência do investidor avesso a riscos, uma opção é diversificar a carteira
de investimentos, conforme velho ditado: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”.
Porém, para termos uma diversificação mais eficiente, deve-se construir uma carteira de
investimos no qual os ativos tenham comportamentos inversos com as notícias
financeiras, ou seja, sejam inversamente correlacionados. Desta forma, devesse analisar o
coeficiente de correlação entre os ativos (valor que varia entre -1 e +1, e quanto menor
for o número, mais diversificada será), vide exemplo dado de petrolíferas & empresas
aéreas no capítulo de estatística.
Em meados da década de 50, Harry Markowitz provou que existe uma fronteira que é
formada por infinitas carteiras, onde se tem o maior retorno possível com o mesmo nível
de risco, ou no qual se atinge o menor risco com o mesmo nível de retorno (princípio da
Dominância). Esta fronteira é denominada de FRONTEIRA EFICIENTE de Markowitz e seu
entendimento é o mesmo da Teoria da Utilidade Esperada: pontos abaixo da fronteira
eficiente não são interessantes para o investidor e pontos acima da fronteira, ele não tem
acesso.

Apostila 2025 1094


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fronteira Eficiente de Markowitz
Carteira Ótima
A escolha da Carteira Ótima é determinada pelo ponto em que a curva de investimento
tangencia sua mais alta curva de indiferença, combinando assim, as carteiras otimizadas
possíveis com o perfil do investidor. Portanto, será a com melhor risco x retorno dentro do
perfil de risco do investidor e das suas possibilidades de escolha.

Retorno
(R) U1

FRONTEIRA
EFICIENTE

CARTEIRA ÓTIMA

Risco Total ( )

Apostila 2025 1095


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fronteira Eficiente de Markowitz


Gráfico
Podemos notar que pontos abaixo da linha verde são carteiras consideradas ineficientes,
pois o investidor terá na Fronteira Eficiente, opções melhores. Já acima, são opções
inatingíveis.

Retorno (R) Carteiras Inatingíveis


Fronteira
Eficiente
Mesmo RISCO mas
Carteira de com MENOR retorno
Variância Mesmo retorno
Mínima mas com maior risco
Carteira não eficiente

Carteiras
Ineficientes

Risco Total ( )

Apostila 2025 1096


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Fronteira Eficiente de Markowitz
Cálculo do Risco de 2 Ativos
Conforme demonstrado no gráfico anterior, toda carteira de investimentos possui um
ponto na fronteira eficiente com o menor risco possível (menor desvio padrão com um
dado retorno, chamado de Carteira de Variância Mínima). Pontos abaixo da fronteira
eficiente, são chamados de Carteiras Ineficientes, já que não fazem sentido tendo outra
alternativa com o mesmo risco e com maior retorno.
Markowitz chegou nesse resultado, através de uma fórmula matemática (que será dada
na prova!), no qual leva em consideração peso de cada ativo (W), o risco total de cada
ativo (mensurado pelo Desvio Padrão, que possui o símbolo ) e o risco interligado dos
dois ativos (o coeficiente de correlação – ).
FÓRMULA:

( , ) = × + × + ×

Apostila 2025 1097


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Fronteira Eficiente de Markowitz


Exemplo: Cálculo do Risco de 2 Ativos
Suponha que duas ações possuem um coeficiente de correlação igual a -1. A ação A tem
um desvio padrão de 10% e a ação de B de 13%. Se o peso de A na carteira for 75% e de
B 25%, o desvio-padrão da carteira será:

RESPOSTA: Para calcularmos o desvio padrão da carteira, devemos aplicar a seguinte


fórmula (que será dada na prova):

DP( , ) = Wa2 × a
2 + Wb2 × b
2 + 2WaWb × a b ×

DP( , )= (0,75)2 × (0,10)2+(0,25)2 × (0,13)2+ 2(0,75)(0,25) × (0,10)(0,13) × ( 1)

DP( , ) = (0,005625) +(0,001056) (0,00488)

DP( , ) = (0,001806

( , ) = , ou 4,25%

Apostila 2025 1098


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
CML – Capital Market Line
Adição do Ativo Livre de Risco
A introdução de um ativo livre de risco, cujo retorno chamaremos de TLR e que não tem
correlação alguma com os outros títulos (covariância e correlação = 0), faz com que a
antiga “fronteira eficiente” (uma curva) mude para uma RETA chamada Capital Market
Line (CML), sendo desta forma, uma evolução da fronteira eficiente!
Conforme gráfico a seguir, a adição deste ativo livre de risco faz com esta reta em algum
momento tangencie a “curva da fronteira eficiente” (ponto M), sendo este ponto uma
carteira com 100% dos recursos investidos em ativos COM risco.
Carteiras a esquerda do ponto M não estão alocando todos os recursos em ativos com
risco (emprestam dinheiro, já que estão investindo em renda fixa) e pontos a direita de M,
estão tomando recursos emprestados para comprar mais ativos com risco (alavancados),
vide que o somatório sempre deve ser 100%.
OBS: A relação risco-retorno das carteiras na reta CML dominam aquelas na antiga
fronteira eficiente.

Apostila 2025 1099


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CML – Capital Market Line


Gráfico

Retorno (R)

CML - Carteira D é preferível à A;


Z
- D está emprestando parte
Fronteira dos seus recursos (menor
Eficiente risco que a carteira do
M
mercado M);
D
TLR - Z está alavancado.

Risco Total ( )

Apostila 2025 1100


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
SML – Security Market Line
Conceito
A SML (Security Market Line) é a evolução da CML, já que compreendemos que quando
uma carteira é muito bem diversificada, o risco total da carteira de investimentos, acaba
sendo somente o risco sistêmico (o risco não-sistêmico acaba diluindo a zero). Com isso,
não faz sentido calcularmos risco através de desvio padrão (risco total), mas sim, através
do Beta (risco sistêmico). Portanto, a principal evolução do modelo CML para o SML é a
medida de risco utilizada, já que:
CML: usa RISCO TOTAL como medida de risco (medido pelo desvio padrão)
SML: usa RISCO SISTÊMICO ou de mercado (medido pelo Beta – ).
Desta forma, a equação do retorno requerido (exigido) do investidor neste modelo vem
através da equação do CAPM (Capital Asset Pricing Model), que pode ser expressa de
forma gráfica por meio de uma reta, onde definimos o retorno requerido por um ativo em
função do beta, denominada de Security Market Line (SML). A SML expressa o prêmio de
risco (o cálculo da taxa de retorno requerida dos ativos em um mercado em equilíbrio) e
enfatiza que o risco de um ativo é uma função do seu beta.

Apostila 2025 1101


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

SML – Security Market Line


CAPM: Fórmula
O CAPM (Capital Asset Pricing Model) é um modelo que mostra o retorno mínimo que um
investidor aceitaria por investir em uma empresa levando em consideração risco
sistemático (Beta) daquele ativo. A fórmula leva em consideração o mínimo que se deve
ganhar no mercado financeiro, ou seja, Taxa Livre de Risco (Rf), acrescentado pelo retorno
exigido pelo risco sistêmico da ação. Este modelo segue a premissa de aversão ao risco
(quanto maior o risco, maior o retorno exigido)
FÓRMULA:
( )= +
Prêmio de Risco

onde:
E(Ri) = Retorno Requerido (exigido) pelo acionista
Rf = taxa livre de risco;
= medida de risco sistêmico da empresa;
Rm = retorno de mercado (no Brasil, retorno do Ibovespa).

Apostila 2025 1102


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
SML – Security Market Line
Gráfico

Retorno (R)

SML

M BETA = 1
RM
Carteira Mercado
PRÊMIO POR RISCO

RETORNO QUE NÃO


TLR
POSSUI RISCO

1 Risco Sistemático ( )

Apostila 2025 1103


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

SML – Security Market Line


Exemplo
O preço esperado pelos analistas para as ações da RToro Education S/A é de R$ 66,00. Esta
ação está sendo negociada hoje no mercado pelo valor de R$ 60,00. Sabendo que a taxa
livre de risco é 5%, o retorno do mercado (ibovespa) é 15% e o Beta da ação é 0,7, qual o
retorno requerido segundo a SML? Esta ação está super ou subvalorizada?
RESPOSTA: devemos realizar dois cálculos, o do Retorno Esperado e o do Retorno
Requerido do ativo. Após isso, iremos comparar os retornos:
RETORNO ESPERADO:
60 [ENTER]
66 [ %]
Resposta: 10% é o retorno esperado para o ativo.
RETORNO REQUERIDO (CAPM)
RR = 5% + 0,7×(15% - 5%)
RR = 5% + 0,7×(10%)
RR = 12%
Como o retorno requerido é superior ao retorno esperado do mercado, o investidor não
deve adquirir as ações e com isso, podemos afirmar que ela está supervalorizada.

Apostila 2025 1104


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
SML – Security Market Line
Exemplo: Gráfico

Retorno (R)

Retorno SML
Requerido

12%
10% Ação

5%
Retorno
Esperado

0,7 Risco Sistemático ( )

Apostila 2025 1105


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

SML – Security Market Line


Escolhendo Ativos
Títulos Subvalorizados Títulos Supervalorizados
(Ativos Baratos) (Ativos Caros)

Retorno esperado é MAIOR que Retorno esperado é MENOR que


retorno exigido do ativo. retorno exigido do ativo.

No gráfico, a ação está acima da SML. No gráfico, a ação está abaixo da SML.

Deve ser comprado. Deve ser vendido.

Não confunda RETORNO ESPERADO com RETORNO REQUERIDO (RETORNO EXIGIDO)


de um ativo. O primeiro é a expectativa de retorno do mercado financeiro para aquela
ação (podendo ser calculado por média pondera), já o Retorno Requerido é quanto um
investidor está exigindo de retorno mínimo baseado no risco sistêmico do ativo.

Apostila 2025 1106


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
APT – Arbritrage Pricing Theory
Conceito
O APT, ou teoria de precificação por arbitragem, é um modelo que considera a existência
de várias fontes causadoras de risco de mercado. Como paralelo, podemos notar que o
modelo CAPM utiliza somente uma variável como medida de risco: o Beta (risco
sistêmico).
O modelo APT considera a taxa de juros, a taxa de câmbio, a inflação, o PIB, o
desemprego, entre outros, também são fontes geradoras de risco sistêmico. Assim,
segundo o APT, podemos prever o comportamento de uma ação utilizando a relação entre
aquele ativo e diversos fatores (F) de risco relacionados. São utilizados os beta específicos
de cada fator utilizado na equação.
FÓRMULA:
() = + ×F + ×F +... + ×F

Apostila 2025 1107


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

CAPM x APT
Resumo

CAPM APT
MEDIDA DE Risco Sistêmico Múltiplos riscos
RISCO (Beta de mercado da Ação) (Beta de cada fator utilizado)

Modelo simples, facilita o Modelo amplo, não possui


VANTAGEM
cálculo de retorno do ativo premissas restritivas

É restrito ao considerar apenas Aberto demais, não determina


DESVANTAGEM
uma medida de risco quais fatores devem ser utilizados

OS DOIS SÃO MODELOS DE AVERSÃO AO RISCO!


EM COMUM QUANTO MAIOR O RISCO DE UM ATIVO,
MAIOR SERÁ O RETORNO EXIGIDO!

Apostila 2025 1108


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
6.4 Gestão e Mensuração de Riscos e
Retornos dos Investimentos
Apostila 2025 1109
1109
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Performance
Conceito
As Medidas de Performance são métodos para calcular a eficiência de uma aplicação
financeira em relação ao risco assumido e surgem do conceito do PRINCÍPIO DA
DOMINÂNCIA. Esta medidas fazem com que seja possível comparar carteiras de
investimentos que apresentam riscos diferentes, fazendo com que quanto maior for a
relação retorno x risco, mais eficiente foi o investimento perante o risco assumido.
Como conceito, todo investimento é composto por uma Taxa Livre de Risco (no Brasil,
utilizamos a Taxa de Juros Selic como TLR) mais a sua parcela de risco. Desta forma, não
faz sentido analisar o resultado total do investimento pelo risco do ativo, mas sim analisar
somente esse retorno excedente pelo risco. A seguir, demonstraremos melhor este
conceito de Retorno Excedente a Taxa Livre de Risco (TLR).
Dentre estas analises, estudaremos os seguintes tipos:
Índice de Sharpe (utilizará como risco, o Risco Total – Desvio Padrão);
Índice de Sharpe Modificado (utilizará um benchmark, ao invés da TLR);
Índice de Treynor (utilizará como risco, o Risco Sistêmico – Beta);
Índice de Modigliani (utilizará como risco, o Risco Total – Desvio Padrão);
Alfa de Jensen (Retorno excedente ao cálculo do CAPM).

Apostila 2025 1110


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Performance
Índice de Sharpe
O economista William Sharpe (Nobel de Economia em 1990), foi o criador do Índice de
Sharpe, que mensura o retorno de uma carteira de investimentos (ou fundos de
investimentos) por sua volatilidade (sendo a volatilidade calculada pelo Desvio Padrão, ou
seja, o Risco Total). Desta forma, o seu indicador mede o retorno excedente ao ativo livre
de risco pelo risco TOTAL, independentemente das proporções dos riscos sistêmicos e não
sistêmicos.
Com a sua criação, podemos comparar duas carteiras de investimentos e analisar qual
delas é mais eficiente em relação a volatilidade gerada. Em outras palavras, se as duas
carteiras tivessem o mesmo risco total, qual delas teria maior retorno. A conclusão através
desta análise é que, entre duas opções, devemos escolher aquela que possui o maior
valor para o Índice de Sharpe (desde que o mesmo seja positivo).
FÓRMULA:
Retorno (A) TLR
Índice de Sharpe A =
( )

Apostila 2025 1111


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Performance
Índice de Sharpe Modificado
A partir do Índice de Sharpe, surgiu o segundo indicador: o Índice de Sharpe Modificado.
A única mudança no seu conceito foi que, ao invés de ser descontado o retorno da TLR,
será descontado o retorno do benchmark do fundo de investimentos.

Por exemplo, ao analisarmos o Índice de Sharpe de um fundo de ações, teoricamente,


deveríamos descontar do seu devido retorno, a Taxa Livre de Risco e comparar pelo seu
Desvio Padrão. No entanto, os fundos de ações no Brasil possuem como benchmark o
retorno do IBOVESPA, ou seja, é o retorno passivo para quem investe em ações. Desta
forma, faz mais sentido analisar o retorno excedente ao retorno do Ibovespa, do que em
relação ao Ativo Livre de Risco (Selic). Desta forma, o Índice de Sharpe Modificado
utilizará o retorno do Benchmark ao invés da TLR.

FÓRMULA:
Retorno A Retorno do Benchmark
Índice de Sharpe A =
( )

Apostila 2025 1112


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Performance
Índice de Treynor
O índice de Treynor, de Jack L. Treynor (1965), é uma excelente ferramenta para analisar
fundos de investimentos. Os princípios desta ferramenta são as mesmas do Índice de
Sharpe: analisar o retorno excedente pelo risco. No entanto, como Treynor tinha como
premissa que uma carteira diversificada faria com que os riscos específicos de cada ativo
fossem anulados pelo conceito de diversificação (coeficientes de correlação negativos),
faria mais sentido analisar o risco de uma carteira pelo RISCO SISTÊMICO (BETA) e não
pelo RISCO TOTAL (Desvio Padrão).
Desta forma, o seu modelo leva em consideração o retorno excedente a TLR pelo risco
sistêmico da carteira, mensurado pelo Beta da carteira. Da mesma forma que o Índice de
Sharpe, quanto maior for o seu indicador, melhor será o desempenho da carteira, pois o
gestor terá gerador mais retomo para o risco incorrido.
FÓRMULA:
Retorno (A) TLR
Índice de Treynor A =
( )

Apostila 2025 1113


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Medidas de Performance
Índice de Modigliani (M2)
O índice Modigliani (M²) é utilizado para saber qual o retorno que a carteira de
investimentos analisada teria, se ela tivesse o mesmo risco do benchmark utilizado. Ou
seja, se o Índice de Modigliani (M²) da carteira for maior que o retorno do benchmark,
indica que ela teve uma performance melhor (ficando acima da CML), caso contrário, a
carteira teve um resultado pior (ficando abaixo da CML), em relação a esta base de risco.

Por exemplo, em um cenário no qual a Taxa Livre de Risco está 5%, uma Carteira A teve
um retorno de 10%, com Desvio Padrão de 2% no período; e o seu benchmark (Ibovespa)
teve um retorno 7% e um Desvio Padrão de 1%. Aplicando a fórmula do M2, chegaremos
ao resultado de 7,5%. Desta forma, concluímos que se a Carteira A tivesse o mesmo risco
(desvio padrão) que o Ibovespa, a mesma teria tido um retorno de 7,5%, ou seja, para
uma mesma base risco, a Carteira A foi mais eficiente que o seu Benchmark.

FÓRMULA:
( )
( ) = + ( ) ×
( )

Apostila 2025 1114


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Medidas de Performance
Alfa de Jensen
O Alfa de Jensen é um indicador para determinar o rendimento real da carteira
comparado ao retorno exigido do investidor em relação ao risco sistêmico. Ou seja, o
quanto a mais o investidor teve de retorno extra ao cálculo do CAPM. Desta forma, O Alfa
de Jensen é uma medida direta de performance, já que:
Se positivo, o gestor está performando acima do retorno exigido;
Se negativo, o gestor está tendo um desempenho pior que o risco incorrido.

FÓRMULA:
( ) = ( ) + ( ) × ( )

Retorno Real Retorno Exigido (CAPM)

Apostila 2025 1115


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Value-at-Risk (VaR)
Conceito
O VALUE-AT-RISK, ou simplesmente o VaR, é um indicador de risco para mensurar a perda
financeira máxima possível de uma carteira de investimentos em um período, com um
certo grau de confiança. Este é um cálculo estatístico, que diz qual o risco financeiro dos
ativos (ou do ativo) em um dia, uma semana, uma mês ou até mesmo em um ano.
Por exemplo, um fundo informa que possui um VaR de R$ 1 milhão para um (1) dia, com
grau de confiança em 95%. Desta forma, compreendemos que este fundo poderá ter uma
perda máxima de um dia para o outro, de no máximo R$ 1 milhão com 95% de confiança.
Porém, como sua confiança é de 95%, isso também quer dizer que há uma possibilidade
de 5% de perder mais que este valor de um dia para o outro.
Há três principais formas de calcular o VaR, que são:
VaR Histórico;
VaR de Monte Carlo; e
VaR Analítico ou Paramétrico.
Como o foco do edital é o VaR Histórico, estaremos descrevemos apenas ele.

Apostila 2025 1116


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Value-at-Risk (VaR)
Fórmula
O Cálculo do VaR nada mais é que a multiplicação de quatro variáveis, que são:
Valor Financeiro da carteira (V0 )
Intervalo de confiança (a)
Desvio padrão da Carteira (DP = )
Horizonte de Retorno (t)
Desta forma, quanto maior forem estas variáveis, maior será o VaR!
FÓRMULA:

Var = V × a × DP × t

Apostila 2025 1117


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Value-at-Risk (VaR)
Exemplo
Determine o VaR de uma carteira de investimentos de R$ 100.000,00, para um Intervalo
de Confiança de % (Alfa = 1,65), horizonte de 1 mês e desvio padrão dos retornos para
este período da carteira sendo de 5%.
RESPOSTA: VaR = (R$ 100.000,00)x(1,65)x(0,05)x = R$ 8.250,00,
Desta forma, a carteira terá um prejuízo máximo em um mês de R$ 8.250,00, com 95% de
confiança. Ou seja, possui 5% de possibilidade de perder mais de R$ 8.250,00.

Prejuízos
maiores que
R$ 8.250,00

5%

Apostila 2025 1118


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Value-at-Risk (VaR)
Resumo
Em resumo, a medida de VaR é:
O VaR é diretamente proporcional as suas 4 variáveis: (I) valor da carteira,
(II) horizonte de tempo, (III) intervalo de confiança e (IV) risco, mensurada pelo
desvio padrão. Com isso, quanto maior um dessas variáveis, maior o VaR.
O VaR é um teste UNICAUDAL, portanto, os intervalos de confiança são diferentes
da distribuição normal (será fornecido o alfa na questão).
O resultado do VaR NÃO consegue capturar os prejuízos em períodos de stress do
mercado, como por exemplo, o prejuízo máxima em um evento como o de uma
pandemia (risco sistêmico). Desta formam, o verdadeiro prejuízo de uma carteira
pode ser muito maior do que o apontado pelo VaR.
Medida de risco muita validade em períodos normais (cotidianos), pois é um
modelo probabilístico, baseado em dados históricas através do risco total.

Apostila 2025 1119


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Stress Test
Conceito
O STRESS TEST recalcula o valor da carteira para alguns cenários, ou combinação deles,
representativos de SITUAÇÕES DE CRISES ou choques nos mercados que afetam a
carteira, ou seja, ele é utilizado para compensar a deficiência do VaR e outras medidas de
dispersão (desvio-padrão e variância). Com isso, o VaR e o Stress Test são ferramentas
complementares para a avaliação de risco de mercado.
O VaR utiliza a distribuição normal como parâmetro descritivo da distribuição de
probabilidades no mercado financeiro (deficiente na previsão de movimentos bruscos ou
distribuições não normais). O Stress Test testa a “cauda” da curva de sino (Distribuição
Normal), ou seja, os prejuízos possíveis em caso seja atingido as suas extremidades.
RESUMO:
VaR (Value at Risk): Calcula o prejuízo em dias normais, o “risco cotidiano”;
Stress Test: Calcula o prejuízo “em uma situação de crise”.
Stress Test NÃO SUBSTITUI O VaR, mas sim, o complementa.

Apostila 2025 1120


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Back Testing
Conceito
O Back Test consiste em utilizar uma série histórica de cotações, que cobre determinado
período, para verificar a rentabilidade que seria produzida por determinada estratégia se
fosse usada naquele período. Se a base de dados históricos for de boa qualidade e o teste
for conduzido com rigor, a realização de back tests representa um poderoso meio de
avaliar estratégias e selecionar as melhores. Simplificadamente, um exemplo do que se faz
é testar diferentes valores para os parâmetros de uma estratégia entre um período (Ex.
2000 a 2010), até encontrar o conjunto de parâmetros que produz resultados atraentes,
para após isso, aplicar no mercado financeiro.
Portanto, ele VERIFICA A PRECISÃO DE UM MODELO DE MENSURAÇÃO DE RISCOS.

Apostila 2025 1121


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Stop Loss
Conceito
Stop Loss é um tipo de estratégia utilizada para evitar (ou diminuir) prejuízos. Ela é muito
utiliza para quando for ultrapassado o valor do VaR, pois quando ultrapassado, o
investidor não saberá mais o máximo da sua perda. Operacionalmente, o investidor pode
deixar programado a venda automática de suas ações (ou outro tipo de ativo negociado
na B3), quando elas caírem a um determinado valor definido por ele. Caso o investidor
possua uma operação vendida, o Stop Loss será acionado quando o preço do seu ativo
suba, acionando uma compra.
Desta forma, o STOP LOSS limita as perdas do investidor.

Apostila 2025 1122


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Tracking Error e EQM
Conceitos
Os indicadores TE (Trackig Error) e EQM (Erro Quadrático Médio) servem para mensurar
o risco de ativo em não entregar o seu devido benchmark. São indicadores utilizados
principalmente para fundos de investimentos com estratégia passiva, já que o intuito é
“seguir” o benchmark. Estes indicadores não servem para mensurar o risco de mercado
(oscilação) do fundo, mas, podemos dizer, que serve para analisar a qualidade do gestor
em seguir uma estratégia.

Quanto maior for o seu valor, maiores são as oscilações perante o benchmark,
consequentemente, menor a correlação entre a “estratégia passiva” & “benchmark” e
quanto menor o índice, maior aderência do fundo em relação ao seu parâmetro de
performance.

FÓRMULAS:

= ( ) =

Apostila 2025 1123


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Tracking Error e EQM


Análise
Comparando os gráficos (1) e (2), percebemos que o FUNDO PASSIVO (1) descola muito
mais da linha vermelha (que é o seu benchmark) que o FUNDO PASSIVO (2), mas com o
tamanho das oscilações sendo menores. Desta forma, concluímos que o (1) possui um
desvio padrão menor (risco de mercado), mas um EQM maior (qualidade do gestor) que o
FUNDO PASSIVO (2).

GRÁFICO (1) GRÁFICO (2)


Referência Curva DI Referência IBOVESPA
Retorno Fundo Passivo (1)
Retorno Fundo Passivo (2)

Apostila 2025 1124


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
6.5 Alocação de Ativos e
Rebalanceamento de Carteiras
Apostila 2025 1125
1125
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Alocação de Ativos (Asset Allocation)


Asset Allocation
O objetivo de construir um modelo eficiente de alocação é determinar quais serão as
classes de ativos com os seus devidos percentuais. Essa construção chamamos de
ALOCAÇÃO DE ATIVOS, ou em inglês de Asset Allocation. Esta parte, chamamos também
de MACRO-ALOCAÇÃO, pois ela define o percentual que deverá ser alocado nas
categorias de investimentos, como, 80% em renda fixa e 20% renda variável.
Após a Alocação de Ativos, temos o que chamamos de Seleção de Ativos, que é a
atividade de seleção específica dos produtos financeiros (10% em Petrobrás e 10% em
Vale do Rio Doce, totalizando os 20% que foram definidos no Asset Allocation). Esta etapa
também é conhecida com MICRO-ALOCAÇÃO.
A ALOCAÇÃO DE ATIVOS pode ser dividida em Estratégica x Tática e Dinâmica x Estática,
que veremos a seguir as suas diferenças de forma, pois o investidor definirá se deseja
buscar oportunidades de curto prazo ou apenas de longo prazo e também se ele deseja
que a carteira de investimentos possua muita movimentação financeira ou não.

Apostila 2025 1126


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Alocação de Ativos (Asset Allocation)
Estratégica x Tática
Quando se trata de Classe de Ativos, o ASSET ALLOCATION pode ser dividido entre:
ALOCAÇÃO ESTRATÉGICA (Fixa): Conceitualmente, os objetivos de rentabilidade,
tolerância ao risco e restrições do investidor são integradas aos cenários econômicos
de longo prazo, para que seja definido quais serão as classes de ativos aceitas no IPS
(Política de Investimentos). Desta forma, entende-se que os retornos futuros serão
semelhantes ao retornos passados e a volatilidade tende a ser baixa. Desta forma, se
um investidor necessita de 15% ao ano de retorno para seus objetivos, e sabendo
que o retorno da Renda Fixa foi de 10% ao ano e o do Ibovespa foi de 20% ao ano, a
alocação do estratégica diria que deveríamos investir 50% em cada classe.
ALOCAÇÃO TÁTICA (Flexível): Aqui já falamos de uma questão de “momentum”,
de “timming”, ou seja, é uma alocação que utiliza os princípios da ESTRATÉGICA, mas
que permite ajustes de curto prazo aos pesos das classes de ativos baseados nas
expectativas de curto prazo relativas às performances destas classes de ativos. Desta
forma, se o gestor acredita que o cenário para os próximos meses não seja favorável
para o Ibovespa (Carteira de Ações), ele pode diminuir a exposição a ações e
aumentando em renda fixa, ficando por exemplo, em 80% em renda fixa e 20% em
ações, ao invés de 50% de renda fixa e 50% de Ibovespa.

Apostila 2025 1127


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Alocação de Ativos (Asset Allocation)


Dinâmica x Estática
Também podemos dividir o ASSET ALLOCATION em:
ALOCAÇÃO DINÂMICA (ATIVA): Este tipo de Alocação tem por objetivo ajustar
dinamicamente (ativamente) a seleção de ativos da carteira cliente, baseado na
expectativa de alta ou baixa de determinados setores da economia, vendendo e
comprando ativos. Por exemplo, se o gestor acredita que algum setor se desvalorizou
rapidamente na bolsa de valores, ele pode comprar essas ações para quando se
recuperar, já vender com lucro suas posições.
ALOCAÇÃO ESTÁTICA (PASSIVA): A Alocação Estática se caracteriza pela
manutenção das posições ao longo do tempo, mesmo que possa haver um
desequilíbrio em percentuais da carteira. Poderíamos resumir como um “não fazer
nada”, que também é uma tomada de decisão.

Apostila 2025 1128


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Alocação de Ativos x Seleção de Ativos
Macro e Micro-Alocação
Como vimos, a ALOCAÇÃO DE ATIVOS (Macro-alocação) é a parte que se escolhe as
classes e as porcentagens que farão parte da carteira de investimentos, ou seja, é a
estratégia que define como o dinheiro deverá ser distribuído na carteira de investimentos.
Essas classes podem ser classificadas, de forma resumida, como:
Renda Fixa;
Renda Variável;
Ativos Imobiliários;
Investimentos Internacionais;
Investimentos alternativos.
Já a SELEÇÃO DE ATIVOS (Micro-alocação) é a escolha dos produtos de investimentos,
ocorrendo a diversificação da carteira. Ela está associada com a alocação do dinheiro do
cliente dentro das diferentes classes dos ativos, como por exemplo:
Escolher entra LFT ou LTN;
Investir no setor elétrico;
Comprar o imóvel A ou o B.

Apostila 2025 1129


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Rebalanceamento de Carteiras
Regular e Percentual
Estas são duas maneiras de modificar os ativos nas carteiras de investimentos. Conforme
o próprio nome diz, o REBALANCEAMENTO REGULAR ocorre periodicamente
(mensalmente, trimestralmente, ...). Ela é muito comum de ser vista em carteira de ações
de corretoras (exemplo: Carteira Recomendada Mensal de Ações).
Já o tipo PERCENTUAL DA CARTEIRA é uma forma de equilíbrio de risco, por não estar
mais exposto ao previsto inicialmente no IPS em algum tipo de mercado (ações, renda
fixa, imobiliário,...) ou em algum ativo específico. Por exemplo, a carteira de
investimentos de um cliente está posicionada em 5% na ação XYZ. Após alguns dias, a
empresa valoriza 100%. Com isso, este ativo passa a ter uma posição muito mais
expressiva do que o inicial (aproximadamente de 10% agora), fazendo com que a carteira
seja rebalanceada por motivo percentual.
A estratégia de rebalanceamento cobrado no exame será o de MANTER O MESMO
PERCENTUAL EM CADA CLASSE DE ATIVOS INICAL (conhecido por Constant Mix).

Apostila 2025 1130


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Rebalanceamento de Carteiras
Exemplo
Rafael adota a estratégia Constant Mix e possui um patrimônio de R$ 500 mil. Sua
intenção é investir 40% do patrimônio em BOVA11 e o restante em um fundo de renda
fixa indexado ao CDI. Após 12 meses, o Ibovespa teve valorização de 30% e o fundo DI
de 10%. Passados os 12 meses, quanto deverá estar alocado entre os ativos de renda
variável e de renda fixa?
RESPOSTA: Como o cliente agora adota uma estratégia Constant Mix, após calcular o
valor da carteira depois de 12 meses, deve-se ajustar a carteira para os mesmos
percentuais iniciais:
Carteira = R$ 200.00,00 (40% em BOVA11) + R$ 300.00,00 (60% em Fundo DI)
Valorização e posição final da Carteira:
BOVA11 (valorização de 30%) = R$ 200.00,00 × 30% = R$ 60.000,00
Fundo DI (valorização de 10%) = R$ 300.00,00 × 10% = R$ 30.000,00
Lucro = R$ .000,00 (TOTAL R$ .00,00)
Neste momento, devemos ajustar a carteira para os mesmo percentuais do início:
BOVA11 (40%) = R$ 590.000,00 x 40% = R$ 236.000,00 (vendeu ações)
Fundo DI (60%) = R$ 590.000,00 x 60% = R$ 354.000,00 (investiu mais no fundo DI)

Apostila 2025 1131


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

6.6 Acordo de Basileia: Conceito


Internacional e suas aplicações no Brasil
Apostila 2025 1132
1132
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Acordo de Basileia
Conceito
O Acordo da Basileia instituiu em 1930 o BIS (Bank for International Setlements) com o
objetivo de buscar a estabilidade monetária e financeira internacional por intermédio da
cooperação entre bancos centrais dos países. Este acordo tem como principal função
minimizar os riscos de falência das instituições financeiras em relação aos seus
empréstimos, estipulando um capital mínimo no qual os bancos devem possuir para o
seu nível de alavancagem (empréstimos que possuem).
O Acordo de Basileia possui uma metodologia de avaliação de risco de crédito (no qual
houve atualizações – Basileia I, II e III) na qual busca mesclar estabilidade financeira e
liquidez. Importante reforçar que ele é um acordo internacional e não uma lei. No
entanto, cada país pode estipular se deseja incluir suas regras nas suas leis, exatamente
como ocorreu com o Brasil em 2016.
EM RESUMO:
É uma autorregulação internacional.
Possui também objetivo de evitar a Lavagem de dinheiro.
Controlar a alavancagem bancária com intuito de proteger às economias mundiais
e, consequentemente, à proteção de capital da população.

Apostila 2025 1133


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Acordo de Basileia
Basileia I
Criado em 1988, o primeiro acordo teve como prioridade fortalecer a solidez e a
estabilidade do sistema bancário. A principal característica foi criar exigências mínimas de
capital, que devem ser respeitadas por bancos comerciais como precaução contra o risco
de crédito. Desta forma, os bancos foram obrigados a ter em caixa 8% do valor do capital
que emprestam.
Com o passar do tempo, percebeu-se que este modelo de acordo possuía uma deficiência
significativa: não separar uma carteira de crédito boa de uma ruim.

Apostila 2025 1134


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Acordo de Basileia
Basileia II
Este acordo, criado em 2004, tenta resolver o problema do acordo anterior, medindo os
contratos de crédito e a qualidade de suas carteiras. Ele é direcionado aos grandes bancos
tendo como base, além dos Princípios Essenciais para uma Supervisão Bancária Eficaz
(Princípios da Basileia), três pilares mutuamente complementares:
Pilar 1: Requerimentos de Capital Mínimo - a partir de medidores de risco de
mercado , risco de crédito e risco operacional;
Pilar 2: Revisão pela Supervisão do Processo de Avaliação da Adequação de
capital dos bancos - significa adoção de práticas no processo de avaliação de capital
dos bancos; e
Pilar 3: disciplina de mercado - divulgação de informações sobre o riscos e gestão
por parte das instituições ao mercado.

Apostila 2025 1135


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Acordo de Basileia
Basileia III
A crise financeira mundial iniciada em 2007 assinalou que Basileia I e II mostraram-se
insuficientes para impedir a alavancagem excessiva dos bancos, a qual aliada à baixa
qualidade do capital e à baixa margem de liquidez compunham o cenário de fragilidade
do sistema bancário. Assim, como parte de um movimento contínuo de aprimoramento
da estrutura prudencial aplicável às instituições financeiras, o Comitê de Basileia divulgou
em dezembro de 2010, o terceiro acordo de Basileia.
Nesse sentido, Basileia III visa ao aperfeiçoamento da capacidade de as instituições
financeiras absorverem choques provenientes do próprio sistema financeiro ou dos
demais setores da economia, reduzindo o risco de transferência de crises financeiras para
a economia real.
Assim, no Brasil, quanto maior o índice de Basileia, mais sólida é a instituição financeira.

Apostila 2025 1136


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Acordo de Basileia
Basileia III: Objetivos
Os principais objetivos do Acordo de Basileia Nível III são:
Capital exigido passa a ser mais rigoroso: só podem ser contabilizados como
recursos próprios ativos conversíveis imediatamente em dinheiro.
Constituir Reservas denominadas de “Capital de Conservação” ou de “Contra
Cíclico”: destinados para absorver riscos de perdas em momento de estresse.
Instituir índices de curto e longo prazos: o objetivo é que o banco possa contar
com recursos de alta liquidez.
Criação de um índice de alavancagem: pela nova regra, os bancos não devem
emprestar mais de 33 vezes o seu capital. Portanto, o banco só pode emprestar, no
máximo, uma determinada quantidade de vezes o dinheiro aplicado pelos sócios.

Apostila 2025 1137


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Capítulo 7:
Planejamento de Investimentos
1138
7.1 Processo de Planejamento
Financeiro
Apostila 2025 1138
1138
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Propósito e Benefícios do Planejamento


Conceito
O Planejamento Financeiro ajuda a alcançar os objetivos de curto, médio ou longo prazo,
abordando os seguintes temas:
Construção do orçamento;
Racionalização dos gastos;
Otimização dos investimentos.
Segundo a FPSB, o Processo de Planejamento Financeiro é uma abordagem colaborativa e
interativa que os profissionais de planejamento financeiro utilizam para considerar todos
os aspectos da situação financeira de um cliente ao formular estratégias de planejamento
financeiro e fazer as devidas recomendações. Essa abordagem fornece um guia para
estruturar os investimentos do cliente dentro dos parâmetros estabelecidos, gerando
segurança para que ele possa agir. Já o cliente se beneficia ao ter um plano individual, no
qual ele pode visualizar como atingir seus sonhos, gerando a disciplina que muitas vezes
falta aos clientes. Além disso, o Planejamento Financeiro também faz com que a pessoa
enxergue todas as suas obrigações, como, por exemplo, o que aconteceria com sua
família caso o cliente venha a falecer.

Apostila 2025 1139 1139


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Etapas do Processo de Planejamento Financeiro
Ordem Cronológica
As seis etapas do Planejamento Financeiro são:
(1) Definir e estabelecer o relacionamento com o cliente.
(2) Identificar necessidades ou Coletar informações necessárias para elaborar um
plano financeiro e que permitam uma visão completa do cliente: gestão financeira,
ativos e investimentos, seguros, aposentadoria, fiscal e sucessória.
(3) Analisar e avaliar a situação financeira do cliente.
(4) Sintetizar ou Desenvolver as recomendações de planejamento financeiro e
apresentá-las ao cliente.
(5) Implementar as recomendações de planejamento financeiro.
(6) Monitorar a situação do cliente.
Desta forma, podemos decorar as 6 etapas como DIA-SIM, o dia perfeito em que o cliente
diz SIM, mas também memorizado como DCADIM.

Apostila 2025 1140 1140


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ETAPA 1: Definir relacionamento com o cliente


Conceito
Esta é a etapa inicial de todo o planejamento financeiro, no qual o profissional irá
informar e explicar como funciona o seu serviço, mas também alinhando expectativas do
que o cliente espera. Desta forma, o profissional deverá:
Informar adequadamente ao cliente como irá funcionar a relação profissional;
Delimitar o seu escopo de atuação em razão de suas competências;
Explicar claramente e documentar os serviços que irá fornecer ao cliente;
Explicar como será remunerado pelo serviço, deixando claro eventuais acordos de
compensação com terceiros, já que o profissional poderá ser remunerado
exclusivamente pelo cliente ou receber uma remuneração híbrida, advinda parte por
comissionamento de próprios financeiros, por exemplo.
O documento de Escopo de Relacionamento deverá ser assinado por ambas as partes e
será a base do contrato a ser elaborado. Neste escopo já deverá constar:
O prazo estimado de duração da prestação de serviço pelo planejador;
A responsabilidades do cliente e do planejador;
Possíveis conflitos de interesses.

Apostila 2025 1141 1141


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 1: Definir relacionamento com o cliente
Remuneração do Planejador
O planejador financeiro pode ter diversos tipos de remunerações, podendo ela ser de um
único tipo ou uma combinação delas. Alguns desses exemplos são:
Tarifas ou Mensalidades: valor fixo pago ao planejador financeiro;
Taxa de administração: cobrada de cada cliente pelo serviço de gestão e
administração da carteira, ou seja, do valor total administrado;
Taxa de performance: cobrada quando a rentabilidade supera um número
previamente definido (recai apenas sobre o rendimento excedente);
Comissões ou Rebates: são os custos gerados pela intermediação da venda de
algum produto, como por exemplo, Prêmios de Seguros ou Taxa de Administração
em Planos de Previdência.
Importante reforçar que o Agente Autônomo de Investimento é proibido pela CVM de
receber valores financeiros motivados por outra forma que não seja o comissionamento
(corretagem ou rebate de fundos).

Apostila 2025 1142 1142


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 1: Definir relacionamento com o cliente


Responsabilidades
A responsabilidade profissional surge para ambos os lados: tanto para o profissional,
quanto para o cliente, devendo ser descritas no contrato de prestação de serviços.
Resumidamente, podemos elencar essas responsabilidades da seguinte forma:
Responsabilidades do Planejador:
Assessorar seus clientes apenas naquelas áreas de sua competência;
Colocar os interesses do cliente em primeiro lugar;
Comunicar todos os fatos relevantes, sempre que necessário, para evitar que
clientes ou partes relacionadas sejam induzidos a erros ou enganos
Fazer recomendações adequadas ao seu cliente conforme seu Suitability (API);
Fornecer serviços profissionais de forma prudente, objetiva e com integridade;
Informar possíveis conflitos de interesses;
Tratar as informações do cliente como confidenciais e protegê-las.
Responsabilidades do Cliente:
Não omitir informações;
Realizar as tarefas acordadas no plano financeiro;
Cumprir com todas as obrigações financeiras e tributárias;
Descrever todas as informações que possam gerar informações privilegiadas.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 2: Coletar informações
Conceito
Esta etapa visa COLETAR as informações necessárias para elaborar um plano financeiro e
que permitam uma visão completa do cliente: gestão financeira, gestão de investimentos,
gestão de risco e seguros, planejamento da aposentadoria, planejamento fiscal e
sucessório. Nesta PRIMEIRA ENTREVISTA com o cliente, o profissional deverá ser capaz:
Identificar os objetivos pessoais e financeiros do cliente, suas necessidades e
prioridades (objetivos de acumulação de capital, tais como geração de renda,
aposentadoria, entre outros);
Coletar dados e processar informações qualitativas (perfil psicológico, disposição
a assumir riscos e propensões) e restrições específicas, visando à análise adequada
do perfil do investidor (suitability), e sua capacidade de suportar perdas;
Coletar dados e processar informações quantitativas e documentos, visando à
análise adequada;
Coletar dados e processar informações de situações específicas, tais como:
divórcio, invalidez, doença terminal, filhos com necessidades especiais, entre outras,
visando à análise adequada.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 2: Coletar informações


Coletando Informações
A coleta de informações ocorre normalmente através do preenchimento de um
QUESTIONÁRIO, podendo ser através de perguntas mais fechadas (nome, quantidade de
filhos, valor de cobertura das apólices) e/ou de perguntas mais abertas (como ele reagiria
se a bolsa de valores desvalorizasse 20%; quais são os sonhos que o cliente gostaria de
alcançar).
Em relação aos tipos de informações, elas podem ser do tipo quantitativa ou do tipo
psicológica. As informações quantitativas são aquelas que apresentam números, tais
como: Declaração de Ajuste de Imposto de Renda; Orçamento doméstico;
Contracheques; Apólices de seguros; Planos de Previdência; entre outros documentos
que podem também ser solicitados ao cliente. Já as informações psicológicas são
coletadas principalmente através do API e servem para entender a disposição do cliente
em de assumir risco.

Apostila 2025 1145 1145


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 2: Coletar informações
Identificação de Aspectos Relevantes
Quando o profissional estiver coletando e identificando as necessidades do cliente, ele
deve se ater não somente nas Informações Genéricas, mas também nas Necessidades
Especiais. Podemos destrinchar estes dados da seguinte forma:
INFORMAÇÕES GENÉRICAS:
Situação financeira atual;
Capacidade de poupança;
Atitude e expectativas;
Tolerância ao risco;
Gestão e Exposição ao risco.
NECESSIDADES ESPECIAIS:
Divórcio, segundo casamento ou relacionamento extraconjugal;
Planejamento de caridade;
Necessidade de dependentes adultos;
Crianças com deficiências;
Planejamento para casos de doenças terminais;
Planejamento para empresas familiares (sucessão).

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ETAPA 2: Coletar informações


Perfil do Cliente
Nesta etapa 2 (dois) são coletados os dados qualitativos e as restrições específicas,
visando à análise adequada do perfil do investidor (suitability) e sua capacidade de
suportar perdas. Nesta etapa se determina a TOLERÂNCIA AO RISCO DE INVESTIMENTO
do cliente. Alguns pontos também são interessantes a serem realizados na coleta de
dados, pois podem dar indícios de como será o perfil do investidor, tais como:
ORIGEM DE RECURSOS: Significa como e quando os recursos foram obtidos.
Normalmente, recursos advindos de atos únicos (heranças, doações, bilhetes
premiados) podem indicar pessoas menos propensas a riscos do que advindo de
empreendedorismo.
PATRIMÔNIO (REAL VS. PERCEPÇÃO): Cada indivíduo tem sua percepção sobre
riqueza e isso interfere no nível de tolerância de risco. No entanto, uma carteira de
investimentos que gera mais rendimentos que o estilo de vida do dono, é uma
carteira passível a aumentar o risco.
CICLO DE VIDA: Em geral, há uma relação inversa entre idade e tolerância de
risco, ou seja, quanto mais próximo da aposentadoria, menor o risco que o
investidor deseja correr.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 2: Coletar informações
Definições das Fases da Vida
O ciclo de vida de um indivíduo tende a ser dividido em quatro fases, que serão citados
abaixo. No entanto, não se apegue em “decorar” o nome com a idade, mas sim
compreender cada uma das fases.
Fundação da Riqueza (entre 18 e 28 anos): Aqui o investidor está iniciando a sua
jornada financeira, com patrimônio e renda baixa, comparado com o seu próprio
potencial. Além disso, ele tende a não ter obrigações com terceiros e com isso, pode
assumir riscos acima da média.
Acumulação de Capital (entre 28 e 40 anos): O cliente está iniciando a sua família
e está ascendendo profissionalmente. Seu patrimônio líquido ainda é baixo, mas seus
ativos já são relevantes, pois muitos deles foram adquiridos através de dívidas. Desta
forma, seguros de vida e previdência privada são boas alternativas nesse momento.
Conservação ou Proteção de Capital (entre 40 a 60 anos): Nesta fase da vida, o
investidor tende a não ter mais aumento na sua renda e as estratégias para
planejamento tributário e blindagem patrimonial passam a ser relevantes, como a
construção de holdings, trusts, seguros de vida resgatáveis, entre outros.
Distribuição ou Transferência de Capital (acima de 60 anos): O cliente se
aposentou e diminuiu seus custos com terceiros. Aqui passa a ser muito interessante
o seguro acidentes pessoais (custo/benefício) e o planejamento sucessório.
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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 2: Coletar informações


Gráfico

CICLO DE VIDA

Geração
de Renda

Acúmulo Manutenção
Fundação Distribuição

Idade
18 – 28 28 – 40 40 – 60 +60

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
Conceito
Esta etapa visa ANALISAR os objetivos, necessidades, valores e informações do cliente
através dos dados coletados na etapa 2. Desta forma, deve-se:
Analisar as informações do cliente e determinar sua capacidade de correr riscos;
Avaliar os objetivos, necessidades e prioridades do cliente;
Avaliar compatibilidade entre objetivos x riscos x situação patrimonial;
Analisar o perfil do cliente (suitability): identificar o perfil de risco do cliente e, em
função de seus objetivos, horizonte de investimento e expectativas de retorno,
avaliar todas essas informações para formular uma estratégia adequada de
investimentos;
Analisar e avaliar os tipos de risco aos quais o cliente está exposto (vida,
patrimônio, renda, acidentes pessoais, saúde, aposentadoria, responsabilidade civil
etc.).

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


Análise do Perfil do Investidor (API)
O API é uma metodologia que orienta o investidor a identificar seu perfil (disponibilidade
e capacidade ao risco) e a verificar a adequação dos produtos de investimentos,
desenvolvida a partir de um questionário ao investidor pessoa física, antes da decisão
sobre em quais produtos ele irá aplicar seus recursos. Desta forma, o API auxilia o cliente
na tomada de decisão na aplicação dos recursos e proporciona maior transparência no
momento do investimento.
A Resolução CVM 30/2021 regulamenta o dever de verificação da adequação dos
produtos, serviços e operações ao perfil do cliente. Estas regras são aplicáveis às
recomendações de produtos ou serviços, direcionadas a clientes específicos, realizadas
mediante contato pessoal ou com o uso de qualquer meio de comunicação (forma oral,
escrita, eletrônica ou pela rede mundial de computadores), e devem ser adotadas para o
cliente titular da aplicação.

Apostila 2025 1151 1151


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
API: Os 3 Pilares
Os pilares obrigatórios para a construção do API do cliente são:

OBJETIVOS DO SITUAÇÃO
CONHECIMENTO
INVESTIMENTO FINANCEIRA

Período em que o Valor das receitas Tipos de produtos, serviços


cliente deseja manter regulares declaradas e operações com os quais o
os investimentos pelo cliente cliente tem familiaridade.

A natureza, o volume e a
Preferências
Valor e ativos que frequência das operações já
declaradas do cliente
compõem o patrimônio realizadas pelo cliente, bem como o
quanto à assunção de
do cliente. período em que tais operações
riscos
foram realizadas.
Necessidade futura de
Finalidades dos Formação acadêmica e experiência
recursos declarada pelo
investimento. profissional.
cliente

Apostila 2025 1152 1152


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


API: Objetivos do Investidor
O processo de análise do perfil do investidor envolve também compreender os objetivos
do cliente. Em linhas gerais, um investimento pode ter como objetivo custear:
Educação;
Aquisição de bens móveis e imóveis;
Aposentadoria.
É possível também que o investidor tenha como objetivo fazer aplicações para formação
de uma poupança como reserva para despesas inesperadas. É o que se costuma chamar
de Colchão de Segurança ou Reserva de Emergência.
Os objetivos sempre são acompanhados por uma expectativa de prazo para que eles
sejam atingidos. Por exemplo, um investidor pode querer se aposentar em 30 anos, mas
gostaria de adquirir um novo imóvel em, no máximo, cinco anos. Tão importante quanto
o objetivo é o horizonte desse investimento.

Apostila 2025 1153 1153


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
API: Horizonte de Tempo
Os horizontes de tempo são períodos nos quais uma carteira de investimentos é dividida
para que possa ter liquidez (ou geração de recursos) para atender os objetivos traçados
com o cliente. Esses períodos podem ser divididos da seguinte forma:
Curtíssimo Prazo: até 12 meses (reserva de emergência).
Curto prazo: menos de 3 anos.
Médio prazo: entre 3 e 10 anos.
Longo prazo: mais de 10 anos.
Vale ressaltar que, a definição destes prazos variam de instituição para instituição,
portanto, não é preciso decorá-los, mas sim, ter a compreensão básica desses prazos.
Outro ponto importante é ter a consciência que os objetivos do cliente alteraram com o
passar dos anos, por vontade própria, mas também por percalços da vida. Assim, sempre
é importante ter o API atualizado com o seu cliente.

Apostila 2025 1154 1154


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


API: Situação Financeira
A Resolução CVM 30/2021 destaca, no inciso II do Artigo 3º, os profissionais devem
analisar no mínimo os seguintes fatores para o pilar SITUAÇÃO FINANCEIRA:
VALOR DAS RECEITAS REGULARES DECLARADAS PELO CLIENTE: Isso se refere à
renda regular do investidor, que fornece informações sobre sua capacidade de
investir e suportar determinados níveis de risco. A renda é um fator crucial para
determinar o valor que o investidor pode alocar em investimentos e o tipo de
investimentos que podem ser adequados para ele.
VALOR E OS ATIVOS QUE COMPÕEM O PATRIMÔNIO DO CLIENTE: Envolve a
análise dos ativos financeiros e não financeiros que compõem o patrimônio do
investidor. Isso pode incluir ações, títulos, imóveis, investimentos em fundos, entre
outros. A composição do patrimônio fornece insights sobre a diversificação, o nível
de exposição a diferentes ativos e a capacidade do investidor de assumir riscos.
NECESSIDADE FUTURA DE RECURSOS DECLARADA PELO CLIENTE: Esse fator se
refere às necessidades financeiras futuras que o investidor declara, como
aposentadoria, educação de filhos, compra de imóveis, entre outros. Compreender
essas necessidades auxilia na determinação dos objetivos financeiros do investidor e
no alinhamento das estratégias de investimento.

Apostila 2025 1155 1155


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
API: Grau de Conhecimento Financeiro
A ICVM 30/2021 destaca, no inciso III do Artigo 2º, que um dos pontos a ser avaliado no
API do cliente é se ele possui conhecimento necessário para compreender os riscos
relacionados a aquilo que está sendo oferecido, ou seja, o seu nível de conhecimento.
Uma forma de se assegurar que o cliente possui tal conhecimento seria verificar qual a
experiência desse cliente com investimentos. Clientes que investem há mais tempo, ou
ainda que investem em produtos mais sofisticados, tendem a apresentar mais
conhecimento do mercado financeiro. Por sua vez, clientes que investem há pouco tempo
(ou mesmo que nunca investiram anteriormente), ou aqueles que concentram suas
aplicações em produtos mais simplificados e de baixo risco tendem a apresentar um
conhecimento menos profundo do mercado financeiro.
Ao identificar o grau de conhecimento do mercado financeiro de seu cliente, o
profissional de investimentos saberá como se comunicar melhor com ele e também quais
produtos (mais ou menos arriscados) lhe oferecer.

Apostila 2025 1156 1156


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


API: Tolerância aos Riscos
A tolerância ao risco é determinada pela:
Disposição de assumir risco (fatores psicológicos):
Sensação em relação à possibilidade de perder dinheiro;
Tomar decisões de investimento baseado em medo ou euforia.
Capacidade de assumir riscos (fatores econômicos):
Valor das receitas regulares declaradas;
Valor e os ativos que compõem o patrimônio;
Prazo (curto / longo) e importância (necessidade / desejos) de objetivos;
Necessidade futura de recursos declarada pelo cliente.
Vale ressaltar que a Disposição e a Capacidade de assumir riscos são independentes,
devendo ser colocado como prioritário aquele que for o menor, ou seja, se o cliente tem
baixa DISPOSIÇÃO a risco, mas alta capacidade, devemos respeitar a disposição do
cliente; se a CAPACIDADE a risco for menor que a disposição, devemos respeitar a
capacidade.

Apostila 2025 1157 1157


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
API: Tolerância aos Riscos (Exemplos)

BAIXA TOLERÂNCIA A RISCO ALTA TOLERÂNCIA A RISCO

Objetivos de curto prazo Objetivos de longo prazo

Estar próximo da aposentadoria Ter uma longa jornada para se aposentar

Patrimônio está altamente comprometido Patrimônio não comprometido


para gerar renda para as despesas para gerar renda para as despesas

Tem baixa capacidade de poupança Tem alta capacidade de poupança

Mudanças bruscas no mercado financeiro Mudanças bruscas no mercado financeiro


causam ansiedade não causam ansiedade

Apostila 2025 1158 1158


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


API: Tipos de Perfis
Após a realização do API, poderemos ter 3 tipos de Perfis:
Perfil Conservador (RISCO BAIXO): Objetivo principal é a segurança, com a
preservação do capital e baixa tolerância a riscos. Desta forma, suas aplicações
tendem a ter uma rentabilidade menor e, normalmente, ter posições a longo prazo.
Exemplos: Renda Fixa de bancos AAA, fundo de investimentos Referenciados ou
Curto Prazo e Títulos Público.
Perfil Moderado (RISCO MÉDIO): Objetivo principal é ter retornos acima das
aplicações normais de renda fixa, podendo se expor levemente em riscos de renda
variável ou de crédito. Exemplos: fundos de renda fixa de médio e longo prazo;
multimercados; podendo aplicar uma pequena parte em fundos de ações.
Perfil Arrojado (RISCO ALTO): Tem como objetivo correr maior risco buscando
máxima rentabilidade para os seus investimentos Desta forma, o investidor possui
parcela mínima do seu patrimônio para as aplicações mais seguras, investindo em
aplicações mais arriscadas, se valendo também de investimentos especulativos de
curto prazo. Exemplos: day-trades; fundos de ações; exposição em derivativos.

Apostila 2025 1159 1159


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
API: Fatores Determinantes
Como o PERFIL PODE MUDAR COM O TEMPO, a CVM colocou um prazo máximo de 24
meses para que seja atualizado o API (veremos a seguir todas as regras). No entanto, as
instituições podem colocar como regra interna, prazos menores para a sua atualização,
mas nunca maiores que 24 meses.
No entanto, é interessante o profissional deixar claro ao cliente que há diversos fatores
que podem alterar o perfil e que, quando ocorrer qualquer um deles, seja refeito o
devido documento para que o profissional sempre possa recomendar os produtos e/ou
serviços adequados ao perfil do cliente.
Os fatores determinantes para essa mudança são itens que englobam os 3 pilares do API:
Conhecimento sobre o mercado financeiro e experiência profissional;
Horizonte ou prazo de investimento;
Nível de risco que o cliente aceita em suas aplicações;
Nível e horizonte de renda desejado;
Nível de despesa familiar;
Nível de segurança a garantir;
Mudança no valor patrimonial.

Apostila 2025 1160 1160


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


API: Prazos de Atualização & Dispensa
A Resolução CVM 30/2021, diz que o API deverá ser ATUALIZADO NO MÁXIMO 24 MESES
após a sua realização ou atualização. Além disso, os profissionais devem manter, pelo
PRAZO MÍNIMO DE 5 (CINCO) anos contados da última recomendação prestada ao
cliente, ou da última operação realizada pelo cliente, conforme o caso, ou por prazo
superior por determinação expressa da CVM, em caso de processo administrativo, todos
os documentos e declarações exigidos por esta Resolução.
Ficarão DISPENSADOS da obrigatoriedade quando:
for investidor qualificado, EXCETO quando forem pessoas naturais classificadas
como investidor qualificado ou profissional, em qualquer situação;
for pessoa jurídica de direito público;
o cliente tiver sua carteira de valores mobiliários administrada discricionariamente
por administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM.
o cliente já tiver o seu perfil definido por um consultor de valores mobiliários
autorizado pela CVM e esteja implementando a recomendação por ele fornecida.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
API: Vedações & Obrigações
É vedado aos profissionais recomendar produtos ou serviços ao cliente quando:
(I) o produto ou serviço não seja adequado ao perfil do cliente;
(II) as informações relativas ao perfil do cliente não estejam atualizadas;
(III) não sejam obtidas as informações que permitam a identificação do perfil do
cliente.
Quando o cliente ordenar a realização de operações nas situações previstas nos itens (I) e
(II) acima, os profissionais devem, antes da primeira operação com a categoria de valor
mobiliário:
Alertar o cliente acerca da ausência ou desatualização de perfil ou da sua
inadequação, com a indicação das causas da divergência; e
Obter declaração expressa do cliente de que está ciente da ausência,
desatualização ou inadequação de perfil.
OBSERVAÇÃO: As providências exigidas na lei são dispensadas quando o cliente
estiver, comprovadamente, implementando recomendações fornecidas por consultor de
valores mobiliários autorizado pela CVM.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


Tipos de Rentabilidade
Existem diversos tipos de rentabilidades, que são formas de apresentar os retornos dos
investimentos. É importante ter a concepção desses conceitos para não se misturar
“alhos com bagulhos”, ou seja, devemos sempre comparar com os mesmos tipos de
rentabilidade, que são:
Rentabilidade Observada;
Rentabilidade Esperada;
Rentabilidade Absoluta;
Rentabilidade Relativa;
Rentabilidade Bruta;
Rentabilidade Líquida;
Rentabilidade Real;
Rentabilidade Nominal.

Importante ressaltar que os tipos de rentabilidades poderão aparecer muitas vezes


juntas, como por exemplo uma rentabilidade observada com retorno relativo (um fundo
rendeu 100% do CDI nos últimos 3 anos). Veremos a seguir, as devidas diferenças para
cada um desses tipos.

Apostila 2025 1163 1163


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
Rentabilidade Observada x Esperada
A RENTABILIDADE OBSERVADA de um investimento está relacionada com o conceito de
passado, com o seu devido histórico. Ela é muito comum aparecer quando se quer
demonstrar o retorno de investimento até o exato momento. Por exemplo, “o fundo de
investimentos XYZ rendeu 2% ao mês, nos últimos 36 meses”. Quando ela é apresentada
a um investidor através do retorno passado de um vendo, a lei exige que junto seja
incluído a frase “retornos passados, não são garantias de retornos futuros”.
Já a RENTABILIDADE ESPERADA condiz com a expectativa futura de um retorno. Seu
cálculo leva em consideração as possibilidades de cenários futuros ocorreram e os pesos
dos ativos.

Rentabilidade Rentabilidade
Observada Esperada

Linha do
Passado Hoje Futuro Tempo

Apostila 2025 1164 1164


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


Rentabilidade Absoluta x Relativa
A RENTABILIDADE ABSOLUTA de um investimento é o retorno total em percentuais que
um investidor irá receber. Por exemplo, um CDB rendeu 18% no período de 2 anos e uma
LTN foi contratada com retorno de 12% ao ano. Nos dois casos, o retorno está sendo
apresentada em retornos absolutos, ou seja, em taxas na qual o investidor sabe quanto
ganhou ou quanto irá ganhar.
Já a RENTABILIDADE RELATIVA de uma aplicação financeira, é quando a demonstração é
baseada com referência em outro retorno, sendo o caso mais comum, quando
demonstrada ou contratada através do CDI. Por exemplo, um CDB foi contrato com taxa
de 100% do CDI. Ou seja, o retorno do investidor dependerá do retorno que o CDI terá no
período. Esta é uma forma muito boa de se analisar se o retorno de um investimento foi
melhor ou pior que a sua referência (CDI, Selic, IPCA, Ibovespa, ...).
Como regra geral, títulos pós-fixados possuem rentabilidades relativas e títulos prefixados
possuem rentabilidades absolutas.

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CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
Rentabilidade Bruta x Líquida
Imagine que um cliente investiu R$ 100 mil em um CDB que está rendendo 10% em dois
anos. Assim sendo, o valor atual aplicado no banco é de R$ 110.000,00, um rentabilidade
10% no período. No entanto, se ele decidir resgatar o valor do CDB, o que ele terá na sua
conta corrente não serão os R$ 110.000,00, mas sim o valor descontado do Imposto de
Renda (no caso 15%), que será de R$ 108.500,00, ou seja, 8,5%.
Assim, a RENTABILIDADE BRUTA são os 10% de retorno, já que o seu significado é “o
retorno antes de descontar o imposto de renda”. Já a o conceito de RENTABILIDADE
LÍQUIDA é “o retorno descontado do imposto de renda”, o que no nosso exemplo são os
8,5%. Esses retornos podem ser expressos em valores financeiros ou em taxas.
Salientamos que diversos investimentos não possuem imposto de renda para pessoas
físicas, tais como poupança, LCI e LCA. Assim, quando tratarmos produtos isentos de IR
com ativos não isentos, devemos fazer a comparação entre os mesmos TIPOS de
rentabilidade. Além disso, quando for feito um resgate de CDB ou Fundos de
Investimentos, o valor que entrar na conta já será o retorno líquido, e não bruto! Já que o
Imposto de Renda é retido na fonte pela instituição.

Apostila 2025 1166 1166


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ETAPA 3: Analisar Informações


Rentabilidade Real x Nominal
Conforme descrito no capítulo 4.3 Fundamentos de Finanças, a TAXA NOMINAL é a
rentabilidade a taxa contratada ou declarada em uma operação financeira, como por
exemplo, a “rentabilidade do fundo de investimentos nos últimos 12 meses foi de 12%”.
Estes 12%, é a taxa nominal da aplicação. Já a TAXA REAL é dada pela diferença entre a
TAXA NOMINAL e a INFLAÇÃO. Ela será a taxa que realmente gerou riqueza para o
investidor. Como o dinheiro somente é um meio troca (uma forma de pagamento), o que
importa de verdade é o quanto ele está comprando de bens e de serviços a mais, e não o
quanto ele, simplesmente, “cresceu”.
Por exemplo, imagine que você tenha R$ 100,00 e que uma maçã custe R$ 1,00. Desta
forma, hoje você poderia comprar 100 maçãs. No entanto, você tem como opção realizar
uma aplicação financeira que renda 15% por 1 ano. Caso você realize o investimento, no
próximo ano terá R$ 115,00. Mas não é somente o dinheiro que valoriza, os bens e
serviços também. Caso esta fruta valorize 10%, sendo o seu custo após 1 ano de R$ 1,10,
você comprará 104,5 maçãs, ou seja, o seu ganho REAL por ter investido no banco, será
de 4,5 maçãs (4,5%). Perceba que não foi feito uma subtração da inflação pela da taxa
nominal (15% menos 10%), mas sim, uma divisão, pois dividimos R$ 115,00 por R$ 1,10
(o cálculo de taxas é ensinado no capítulo 4.3 Fundamentos de Finanças).

Apostila 2025 1167 1167


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
Objetivos de Retorno da Carteira
As carteiras de investimentos devem ser criadas a partir das necessidades reais dos
clientes. Dessa forma, os tipos mais comuns de carteiras são:
PRESERVAÇÃO DE CAPITAL: Estratégia utilizada para quando o investidor
necessita que os seus investimentos consigam remunerar a inflação ou que se tenha
grande necessidade de liquidez. Este investidor tem um perfil e deve aplicar em
ativo com alta liquidez, baixo risco de crédito e caso sejam de longo prazo, ativos
atrelados a inflação, como por exemplo, NTN-B.
GERAÇÃO DE RENDA: É uma carteira formada para arcar os gastos do investidor.
Desta forma, terão ativos com remuneração constante, como por exemplo, títulos
de dívida que pagam cupons periódicos; ações com dividendos constantes; imóveis
para locação.
CRESCIMENTO: São investidores que necessitam que seu capital remunere bem
acima da inflação, em um período longo. Com isso, é recomendado dentre suas
aplicações, a carteira de investimentos tenha uma boa parcela em ativos com maior
volatilidade, como por exemplo ações.
ESPECULAÇÃO: Objetivo de crescimento acelerado com altíssimo risco.
Raramente é recomendada ao investidor.

Apostila 2025 1168 1168


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ETAPA 3: Analisar Informações


Cálculo do Objetivo de Retorno
PERGUNTA: Rafael, possui atualmente R$ 100.000,00 e deseja ter em conta corrente
daqui 10 anos o valor de R$ 1 milhão a valores atuais. Se a inflação esperada é de 4% ao
ano e ele consegue investir anualmente R$ 70.000,00, qual deverá ser a rentabilidade
anual bruta que ele deverá buscar para seus investimentos?
Para resolvermos este problema, precisamos encontrar a rentabilidade anual bruta, ou
seja, o Retorno Nominal (Retorno Real + Inflação) da aplicação. Como o problema já nos
forneceu a inflação, nos falta somente calcular o devido Retorno Real e após isso, somar
com a inflação, lembrando que em juros compostos, “Soma” significa multiplicação.

Retorno Real: Rentabilidade Nominal:


PV = 100.000 [CHS] o 100 [ENTER]
PMT = 70.000 [CHS] o 4,22 [%] [+]
FV = 1.000.000 o 4,00 [%] [+]
n = 10 anos o 100 [-]
i = ? = 4,22% a.a. R: 8,39% ao ano

Apostila 2025 1169 1169


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ETAPA 3: Analisar Informações
Exemplo (Mini-Case)
EXEMPLO DE MINI-CASE: Rafael era proprietário da empresa ABC e a vendeu por R$ 25
milhões, sendo que agora, este é todo o seu capital. Após a venda, ele investiu 80% deste
valor em um projeto com projeção de 5 anos, no qual acreditava que, após este período,
o investimento renderia R$ 300 mil por mês a sua família. Com isso, ele deixou os 20%
restantes em um CDB com liquidez diária sem se preocupar com a rentabilidade. Logo em
sequência as suas aplicações, o mercado brasileiro entrou em crise e ele foi comunicado
que a expectativa de retorno do capital, foi modificado de 5 para 10 anos.
Com este mini-case, as duas problemáticas abaixo serão respondidas a seguir:
QUESTÃO 1: Caso o custo de vida da família seja de R$ 200.000,00, por quanto
tempo eles terão renda garantida, sendo o custo do capital do CDB é de 1% a.m?
QUESTÃO 2: Caso Rafael não tivesse feito nenhum saque nos investimentos
durante os 10 anos, considerando que em ambos o retorno bruto foi de 1% ao mês,
qual seria a taxa de retorno líquido ao final deste período caso houvesse resgate nos
investimentos? Considere a alíquota do Imposto de Renda em 15%.

Apostila 2025 1170 1170


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 3: Analisar Informações


Exemplo (Mini-Case)
QUESTÃO 1: Caso o custo de vida da família seja de R$ 200.000,00, por quanto
tempo eles terão renda garantida, sendo o custo do capital do CDB é de 1% a.m?
RESPOSTA: Para resolvermos este problema, devemos simplesmente calcular o prazo
no qual os 20% dos R$ 25 milhões (R$ 5 milhões), que estão investidos no CDB com
liquidez diária, durará. Assim sendo:
PV = - 5.000.000 (20% de R$ 25MM)
FV = 0
PMT = +200.000 / mês
i = 1% a.m.
n = ? = 29 meses

Apostila 2025 1171 1171


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 3: Analisar Informações
Exemplo (Mini-Case)
QUESTÃO 2: Caso Rafael não tivesse feito nenhum saque nos investimentos durante
os 10 anos, considerando que em ambos o retorno bruto foi de 1% ao mês, qual seria a
taxa de retorno líquido ao final deste período caso houvesse resgate nos investimentos?
Considere a alíquota do Imposto de Renda em 15%.

1º: Cálculo do Resultado Financeiro Líquido: Cálculo da Taxa Líquida:


PV = - 25.000.000 PV = - R$ 25.000.000
PMT = 0 FV = R$ 73.883.221,51
I = 1% am. PMT = 0
n = 120 n = 10
FV = ? = R$ 82.509.672,36 i = ? = 11,44% aa.

o Imposto (15%) =(FV – PV) × 15%


o Imposto (15%) = R$ 8.626.450,85
o Resultado Líquido = FV – IR
o Resultado Líquido = R$ 73.883.221,51

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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente


Definição
Esta etapa visa DESENVOLVER as recomendações de planejamento financeiro e
APRESENTÁ-LAS AO CLIENTE. Estas recomendações devem estar sempre baseadas nos
objetivos, necessidades e prioridades estabelecidas pelo cliente. Desta forma, o
profissional deverá:
Determinar e propor uma política de investimentos (Investment Portfolio
Statement-IPS) em função de sua situação financeira, estágio de vida, perfil
psicológico (suitability), objetivos e restrições;
Identificar e avaliar as estratégias de planejamento financeiro;
Identificar qualquer objetivo financeiro que não seja viável ou qualquer meta
pessoal declarada de curto, médio ou longo prazo que não pareça ser realista e
discute com o cliente como a(s) meta(s) pessoal(is) declarada(s) pode(m) ser
modificados ou abandonados.
Apresentar as recomendações de planejamento financeiro ao cliente e as
justificativas, de forma a permitir que o cliente tome uma decisão informada sobre
se as estratégias ajudarão a atingir os objetivos financeiros do cliente e as metas
pessoais declaradas.

Apostila 2025 1173 1173


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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente
IPS: Política de Investimentos
O IPS (Investment Portfolio Statement) é o documento elaborado entre o profissional e
o cliente que define todas as regras gerais que norteiam a alocação de ativos. Este
documento deverá demonstrar de forma clara os seguintes itens:
OBJETIVOS DE RETORNO do cliente de curto, médio e longo prazo;
RESTRIÇÕES DO INVESTIDOR que devem ser cuidadas;
TOLERÂNCIA AO RISCO do investidor;
RESTRIÇÕES aplicáveis, como necessidade de liquidez, considerações sobre
impostos, requisitos regulatórios e circunstâncias únicas;
Periodicidade de revisão do plano financeiro;
Metas de investimento geral;
Estratégias que o profissional deverá empregar para atingir os objetivos;
Limites de alocação em cada classe de ativo, podendo ter mínimo e máximo em
cada classe de ativo (renda fixa, ações, imóveis);
Critérios de Seleção dos Ativos.

Apostila 2025 1174 1174


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente


IPS: Restrições
Montar o IPS do cliente envolve muito cuidado e alguns itens são extremamente
relevantes, pois podem gerar restrições na carteira de investimentos. São eles:
Horizonte de Tempo (T): quanto mais longo o tempo, maior a disponibilidade e a
capacidade de se tomar risco. São divididas em Pré-Aposentadoria (aquisição de
bens), Aposentadoria e Pós-Morte (Herança). Uma mudança de horizonte de tempo
acontece quando as circunstâncias e padrões de gasto ou receitas do investidor
mudam significativamente (prêmio de loteria).
Impostos (I): Afetam o retorno dos investimentos finais quando o imposto é pago
no final (Sucessão) ou durante a o percurso da carteira (renda/alienação).
Liquidez (L): São associadas as necessidade de liquidez contínuas (gastos mensais
ou periódicos), as imediatas (inesperadas) do investidor e aquelas chamadas de
ocasionais (compra de uma casa na praia).
Requisitos Regulatórios ou Legais (L): São associados a questões de legislação,
como por exemplo, regras que podem surgir em uma transferência patrimonial
através de um trust ou na discussão legal do VGBL & PGBL;
Circunstâncias Únicas (U): São todas as demais circunstâncias que não foram
mapeadas nos itens anteriores, como por exemplo, investimentos que o cliente não
deseja, por ser contra a sua ideologia.
Apostila 2025 1175 1175
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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente
IPS: Planejamento de Liquidez
O Planejamento de Liquidez é fundamental em uma carteira de investimentos, para que
não ocorra a necessidade de ter que transforma um investimento de longo prazo em
dinheiro em um curto espaço de tempo, causando um prejuízo não previsto por causa da
falta de liquidez ou causado pelo risco de resgate antecipado.
Este planejamento se baseia nos objetivos do cliente e nas necessidades de gastos
financeiros. Esta necessidade poderão ser:
Imediatas: são despesas que precisam ser atendidas em um espaço de tempo
muito curto (emergências médicas, etc.). Estes recursos devem vir de investimentos
com alta liquidez, como por exemplo: Fundo de Renda Fixa Curto Prazo; CDB de
liquidez diária de bancos de primeira linha (AAA ou AA); Tesouro SELIC (LFT);
Contínuas: são despesas recorrentes que devem ser honradas regularmente pelos
rendimentos da carteira de investimentos;
Ocasionais: São gastos em eventos planejados, normalmente são valores altos
comparado a carteira de investimentos (reformas na casa, viagens, troca de carro).

Apostila 2025 1176 1176


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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente


IPS: Reserva de Emergência
Recomendasse que o saldo equivalente seja de 3 a 12 vezes os gastos mensais da família,
devendo ser considerado as coberturas já contratadas contra riscos (seguros) no cálculo
da Reserva. Esse valor pode variar em função, por exemplo, das características das
entradas e saídas de recursos da família:
Maior previsibilidade quanto às rendas: Funcionários públicos, aposentados e
pensionistas (assalariados da iniciativa privada, autônomos e empresários precisarão
de maiores reservas de emergência).
Maior previsibilidade quanto aos gastos: Análise da estrutura de custos fixos e
variáveis da família pode levar a variações significativas no saldo recomendado para
a reserva de emergência.
É aconselhado que as aplicações da Reserva de Emergência sejam em investimentos com
baixíssimo risco (tanto de crédito, quanto de volatilidade) e possuam altíssima liquidez. As
aplicações mais recomendadas são: LFT; CDB de bancos com rating AAA; Fundo de
Investimentos Renda Fixa (Simples ou Curto Prazo).

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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente
IPS: Alterações
Conforme já mencionado, o profissional deverá deixar acordado qual será o período de
revisão dos dados do IPS (Política de Investimentos) do seu cliente. Mas isso não
necessita ser algo rígido, pois o próprio cliente não só pode, mas também deve comunicar
as mudanças relevantes (caso ocorra antes dos prazos acordados das revisões) para que o
profissional possa reajustar o seu IPS. Para que isso possa ocorrer, o cliente necessita
saber quais informações são relevantes e a troca de conhecimento é muito importante.
Os principais exemplos de mudanças na Política de Investimentos são:
OBJETIVOS: Antecipação ou a postergação da compra da casa própria ou da
aposentadoria; nascimento de filhos; doenças terminais; casamento;
SITUAÇÃO FINANCEIRA: Mudanças de emprego, herança, prêmio de loteria...
CONHECIMENTO: Formação acadêmica em finanças e experiência profissional;
MUDANÇAS ECONÔMICAS: Aqui vale uma ressalva, pois quando tratamos de
mudanças econômicas, nos referimos a parte de longo prazo e não de curto prazo.
Por exemplo, uma redução na taxa de juros pelo COPOM não modifica o IPS do
cliente, mas mudanças nos ciclos econômicos do Brasil, podem sim.

Apostila 2025 1178 1178


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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente


Asset Allocation
O objetivo do ASSET ALLOCATION, traduzido como ALOCAÇÃO DE ATIVOS, tem como
objetivo equilibrar a carteira de investimentos, mitigando os riscos de quem deseja
investir. Seu foco está na construção da parte da MACRO-ALOCAÇÃO de uma carteira de
investimentos, definindo o percentual que deverá ser alocado nas categorias de
investimentos, como, 80% em renda fixa e 20% renda variável.
Após a Alocação de Ativos, temos o que chamamos de Seleção de Ativos, que é a
atividade de seleção específica dos produtos financeiros (10% em Petrobrás e 10% em
Vale do Rio Doce, totalizando os 20% que foram definidos no Asset Allocation). Esta etapa
também é conhecida com MICRO-ALOCAÇÃO e ocorre na ETAPA 5 – Implementar as
Recomendações.
A ALOCAÇÃO DE ATIVOS é dividida também em Estratégia x Tática e Dinâmica x Estática,
como vimos no capítulo 6.5. Alocação de Ativos e Rebalanceamento de Carteiras.

Apostila 2025 1179 1179


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente
Desenvolvendo Recomendações
Vimos até aqui como são importante as etapas iniciais (Etapa 2 – Coleta & Identificação
de Necessidades; Etapa 3 – Analisar e Avaliar a Situação do Cliente), pois se coletarmos os
dados equivocadamente, não será possível Avaliar corretamente a Situação do Cliente. E
se tivermos uma avaliação equivocada, o documento que guiará todo o trabalho
profissional, que é o IPS (POLÍTICA DE INVESTIMENTOS), também estará equivocado.
Nos últimos exames foi exigido os seguintes pontos como padrão:
Nível de Risco da Carteira (concentração da carteira em ativos de risco);
Necessidade de liquidez (manter entre 5% a 10% em ativos de liquidez imediata);
Calcular o retorno exigido pelo cliente, sempre assumindo o menor risco possível;
Prestar muita atenção se os retornos das carteiras serão ou não sujeitos a
impostos, além de ficar atento se a questão está solicitando retorno real ou nominal.

Apostila 2025 1180 1180


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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente


Desenvolvendo Recomendações: Exemplo
Um investidor, 30 anos de idade, solteiro, herdou R$ 2.000.000,00 recentemente. Ele
não trabalha e suas despesas pessoais são de R$ 30.000 por mês. Ele não pretende
trabalhar e deseja viver com o rendimento real e ganho de capital gerados pela herança,
sem tocar no principal. A inflação é de 3,5% a.a., a taxa do ativo livre de risco real de
4% a.a. Qual é a carteira mais recomendada?

CARTEIRAS
ATIVOS
I II III IV
Fundos de Curto Prazo 5% 5% 0% 20%
Títulos do Governo LFT 5% 10% 0% 30%
Fundos de Renda Fixa de Longo Prazo 10% 25% 40% 40%
Fundos Private Equity 25% 15% 25% 0%
Ações 55% 45% 30% 10%
Retorno Esperado Total das Carteiras,
30% 24% 23% 18%
após os impostos

Apostila 2025 1181 1181


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ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente
Desenvolvendo Recomendações: Exemplo
Primeiramente, devemos calcular o retorno necessário que o investidor necessita ter:
Suas despesas anuais são R$ 30.000 × 12 = R$ 360.000.
O retorno mínimo REAL que ele precisa ter é 360.000 ÷ 2.000.000 = 18% ao ano.
Considerando a inflação, o retorno nominal líquido será: 22,13%
HP-12C:
o 100 enter
o 18 [%] [+]
o 3,5 [%] [+]
o 100 [-]
Devemos escolher a carteira que entrega o retorno necessário e que possua liquidez.
Importante notar que o retorno em vermelho é o retorno líquido e não o retorno real.
Carteira I: possui um retorno muito acima do necessário, gerando um risco
desnecessário ao investidor (80% está alocado em empresas: Ações + Private Equity)
CARTEIRA II: É a carteira que deve ser escolhida e apresentada ao cliente, pois
fornece o retorno necessário e possui liquidez (15% em LFT e fundos Curto Prazo).
Carteira III: mesmo tendo uma remuneração aceitável, não possui liquidez.
Carteira IV: não gera o retorno necessário para o investidor.

Apostila 2025 1182 1182


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ETAPA 5: Implementar as Recomendações


ETAPA 5
Nesta etapa, deve-se IMPLEMENTAR as recomendações de planejamento financeiro. Esta
implementação poderá ser feita tanto pelo profissional, quanto pelo próprio cliente, sem
a participação do profissional. Vale ressaltar que o profissional somente poderá executar
a implementação das recomendações naquelas áreas na qual ele esteja habilitado
legalmente e caso o ele e o cliente tenha acordado isto no início do relacionamento (que
ocorreu na Etapa 1 – Definindo o Escopo de Trabalho). Portanto, um CFP®
pode cobrar para fazer um inventário extrajudicial? SIM, desde que ele seja advogado.
Se o profissional for o responsável pela implementação, ele deverá:
Obter aprovação sobre as responsabilidades na implementação do plano
financeiro pessoal.
Identificar e apresentar os produtos e serviços adequados para implementação
do plano financeiro aprovado pelo cliente.
OBSERVAÇÃO: Caso haja a possibilidade de um conflito de interesse nas indicações dos
produtos, os mesmos deverão ser informados ao cliente.

Apostila 2025 1183 1183


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ETAPA 5: Implementar as Recomendações
Categorias de Produtos
Profissionais devem analisar e classificar as categorias de produtos com que atuem,
identificando as características que possam afetar sua adequação ao perfil do cliente,
devendo ser considerados, no mínimo:
Os riscos associados ao produto e seus ativos subjacentes;
O Perfil dos emissores e prestadores de serviços associados ao produto;
A existência de garantias;
Os prazos de carências.

Apostila 2025 1184 1184


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ETAPA 5: Implementar as Recomendações


Vedações e Deveres
É vedada a recomendação de produtos ou serviços ao cliente quando:
O perfil do cliente não for adequado ao produto ou serviço;
Não sejam obtidas as informações que permitam a identificação do perfil do
cliente;
As informações relativas ao perfil do cliente não estiverem atualizadas.
Dever de quando o cliente ordenar a realização de operações, antes da primeira
operação:
Alertar o cliente acerca da ausência ou desatualização de perfil ou da sua
inadequação, com a indicação das causas da divergência; e
Obter declaração expressa do cliente de que está ciente da ausência,
desatualização ou inadequação de perfil.

Apostila 2025 1185 1185


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ETAPA 6: Monitorar a Situação com o Cliente
Definição
Esta é a última etapa do planejamento financeiro, no qual deve-se MONITORAR a
situação do cliente, baseada na periodicidade acordada na Etapa 4 – Desenvolvimento de
Recomendações e Apresentação ao Cliente, no documento IPS (Investment Portfolio
Statement). Com isso, esta Etapa 6 – Monitoramento da Situação do Cliente, inclui:
Revisar e reavaliar periodicamente o plano financeiro propondo e implementando,
se for o caso, os ajustes necessários;
Obter aprovação sobre estratégias necessárias para implementar os ajustes
propostos.
Desta forma, nesta etapa ocorre o Feedback do cliente, criando-se um vínculo de longo
prazo entre o planejador financeiro e o cliente. Recomenda-se que seja feito pelo menos
uma vez por ano todo o processo do planejamento financeiro.

Apostila 2025 1186 1186


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7.2 Gestão Financeira Pessoa Física


Apostila 2025 1187
1187
CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Demonstrações Financeiras Pessoais
Orçamento Doméstico (Fluxo de Caixa )
O Orçamento Doméstico, também chamado como Orçamento Familiar, é a junção da
construção e da análise de todas as fontes de renda da família, juntamente com os seus
devidos gastos. Com isso, passamos a enxergar que as pessoas físicas também devem ter
controles e análises como se fossem pessoas jurídicas (empresas). Somente após montar
o Fluxo de Caixa da Família, com entradas (rendas) e saídas (custos), que poderá ser
traçado planos para atingir os objetivos no futuro, como por exemplo, uma nova moradia,
uma viagem ou a antecipação da aposentadoria.

FÓRMULA:

ORÇAMENTO DOMÉSTICO = RENDAS – DESPESAS

OBSERVAÇÃO: Para a análise financeira, valores que acumulam ativos não devem ser
considerados como despesas (saídas), tais como aplicações mensais em CDB, VGBL e
PGBL.

Apostila 2025 1188


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Demonstrações Financeiras Pessoais


Construindo um Plano Orçamentário
Na construção de um orçamento familiar, devemos identificar:
Custos fixos, Custos variáveis e Custos sensíveis à inflação;
Projetar o orçamento para os próximos 12 meses;
Comparar as despesas reais com as projetadas (quando já foi feito a primeira).
Vale salientar que é muito importa analisar a o impacto da inflação no custo de vida do
cliente. Muitas pessoa possuem salário fixo e não conseguem reajustar a sua renda com o
devido aumento dos gastos gerados pelo aumento dos preços (inflação), gerando uma
perda na qualidade de vida.

RECEITAS DESPESAS
Salários;
Custos fixos (aluguel, financiamentos, prêmios de
Receitas de juros;
seguros, pensão alimentícia,...);
Receitas de dividendos;
Custos variáveis (transporte, alimentação, telefone,
Receitas de aluguéis;
internet, lazer, férias, ...);
Reembolso de impostos;
Demais tipos de custos.
Outras receitas.

Apostila 2025 1189


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Demonstrações Financeiras Pessoais
Capacidade de Poupança
A capacidade de poupança é um dos principais itens a ser analisado no orçamento
familiar. Ele é o resultado do quanto uma família ganha e o quanto ela consegue guardar
a sua renda. Se as receitas são MAIORES que as despesas, a família possui “Capacidade
de Poupança”, e poderá continuar aumentando o patrimônio e a conquistar seus
objetivos financeiros. Porém, se as receitas são MENORES que as despesas, a família está
com problemas financeiros, necessitando tomar empréstimos para custear seu padrão de
vida ou vendendo ativos para se manter. Segue a fórmula para este indicador:

Resultado do Orçamento Doméstico


Índice de Poupança =
Receitas

EXEMPLO: Rafael tem sua renda líquida de R$ 9.000,00 e consegue investir todos os
meses R$ 300,00. Seu índice de Poupança é:
300
= = 3,33%
9000

Apostila 2025 1190


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Demonstrações Financeiras Pessoais


Fundo de Emergência
O Fundo de Emergência, também chamado de Reserva de Emergência, é um valor
financeiro que deve estar aplicado em investimentos com muita liquidez, ou seja, que
possa ser convertido em dinheiro o mais rápido possível e sem variações bruscas, como
por exemplo LFT – Tesouro Selic, CDB liquidez diária, poupança, fundos Renda Fixa Curto
Prazo.
O objetivo desse recurso é para suprir imprevistos em nossas vidas (batida do carro,
problemas de saúde, e até mesmo desemprego) sem que seja necessário a tomada de
empréstimos com taxas extremamente altas ou a venda de patrimônio (ativos de longo
prazo). O aconselhável é que este valor seja de 3 a 12 meses das despesas correntes, ou
seja, se uma família tem renda de R$ 10 mil por mês e um custo de vida de R$ 5 mil,
iremos analisar de 3 a 12 meses sobre os R$ 5 mil (entre R$ 15 mil e R$ 60 mil para o
fundo de emergência).
Em 2019, o Banco Mundial constatou que mais de 70 milhões de brasileiros consideravam
impossível levantar cerca de R$ 2.500,00 numa necessidade extrema. No mundo,
somente outros sete países estão mais despreparados que o Brasil para surgimento de
infortúnios.

Apostila 2025 1191


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Orçamento Doméstico
Exemplo
(1) ENTRADAS
• Salário de João (líquido) R$ 15.000,00
• Salário de Maria (líquido) R$ 15.000,00
Total de Entradas R$ 30.000,00
(2) Saídas
• Casa (água, luz, telefone, ...) R$ 8.000,00
• Automóveis (combustível, impostos, ...) R$ 3.000,00
• Despesas Pessoais R$ 3.000,00
• Prêmios de seguros R$ 2.000,00
• Pagamento Prestação financiamento dos automóveis R$ 2.000,00
• Pagamento Prestação financiamento imobiliário R$ 3.000,00
Total de Saídas R$ 21.000,00
Saldo Final ( 1 - 2) R$ 9.000,00
CAPACIDADE DE POUPANÇA (Saldo ÷ Entradas))) 30%

Apostila 2025 1192


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Demonstrações Financeiras Pessoais


Balanço Patrimonial
É um relatório que demonstra qual a situação financeira de uma pessoa (física ou
jurídica), relacionada aos seus bens, direitos e suas obrigações, ou seja, é tudo que ela
poderia vender e tudo que ela precisa pagar em uma certa data específica. Existem
algumas regras que deverão ser respeitadas para que se haja um padrão nestes
relatórios, mesmo sendo para as pessoas físicas, que são:
O Patrimônio será composto por dois grandes grupos: Ativos e Passivos;
ATIVOS: tudo o que foi adquirido e que poderá ser vendido (transformado em
dinheiro ou que já é dinheiro. Apólice de seguro de vida não é ativo);
PASSIVO ou EXIGÍVEL: são as dívidas da pessoa.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO: ATIVOS menos os PASSIVOS, ou seja, se vender tudo e
pagar tudo o que deve, quanto irá sobrar? Este será o Patrimônio Líquido
São agrupados em contas dispostas em ordem decrescente de liquidez, ou seja,
primeiro aparecerão aqueles mais fáceis de vender ou que serão cobradas primeiro;
Os ATIVOS das pessoas físicas são classificados com:
Bens de uso: Imóvel de moradia, veículos da família, casa de veraneio;
Bens de não uso: Aplicações financeiras, participações societárias, imóveis e
veículos que geram renda ou que o objetivo é uma venda futura.

Apostila 2025 1193


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Balanço Patrimonial
Exemplo
ATIVO (A) EXIGÍVEL TOTAL (ET)
Bens de Uso Dívidas:
o Veículos da família R$ 100 mil o Cartão de Crédito R$ 5 mil
o Residência familiar R$ 500 mil o Financiamento do Carro R$ 55 mil
o Casa de Veraneio R$ 200 mil o Financiamento Imobiliário R$ 240 mil
Bens de Não Uso
o CDB Liquidez Diária R$ 100 mil PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PL)
o Previdência VGBL R$ 200 mil
PL = ATIVOS – PASSIVOS = R$ 1,1 MM
o Imóveis para locação R$ 300 mil

ATIVOS = R$ 1,4 MM PL + ET = 1,4 MM

Apostila 2025 1194


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Principais Indicadores
Índice de Endividamento
Como vimos, os ATIVOS são compostos por Capital Próprio (PATRIMÔNIO LÍQUIDO) e por
Capital de Terceiros (PASSIVOS), também chamado de Passivo Exigível, que são as
dívidas. Assim, é normal as pessoas terem dívidas para aquisição de bens. No entanto, no
momento em que se começa a adquirir dívidas, é importante que a família passe a
acompanhar a evolução do seu índice de endividamento para garantir que suas contas
estejam sob controle no curto, médio e longo prazo. Sua fórmula é:

ÍNDICE DE
ENDIVIDAMENTO = PASSIVOS (Passivo Exigível)
ATIVOS (Ativo Total)

EXEMPLO: Marina tem ativos no valor de R$ 2.000.000,00. Suas dívidas, incluindo


pagamentos mensais de um Financiamento Imobiliário e do seu veículo, somam
R$ 900.000,00. O Índice de endividamento é:

.
Índice de Endividamento = . .
= 45%

Apostila 2025 1195


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
7.3 Finanças Comportamentais
Apostila 2025 1196
1196
CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Teoria de Finanças Comportamentais


Conceito
As finanças comportamentais têm como princípio que os investidores nem sempre agem
de forma racional e tendem a cometer erros sistemáticos, utilizando heurísticas de
julgamento para simplificar a tomada de decisão, o que gera vieses comportamentais. Ou
seja, trata-se da aplicação da psicologia ao campo das finanças. As finanças
comportamentais baseiam-se em três pilares fundamentais:
Vieses comportamentais
Aversão à perda
Segregação de ativos
Essa teoria não nega que muitas decisões econômicas sejam tomadas de forma racional e
deliberada. No entanto, ressalta que, se os aspectos emocionais e automáticos não forem
considerados, os modelos econômicos tradicionais serão insuficientes para explicar
plenamente o funcionamento dos mercados. Assim, Kahneman e Tversky (1979) criaram a
chamada Teoria da Perspectiva como alternativa à Teoria da Utilidade Esperada — base
das finanças tradicionais, que pressupõe investidores sempre racionais e avessos ao risco.
Essa nova teoria demonstrou que as pessoas tendem a atribuir mais peso às perdas do
que aos ganhos de igual magnitude.

Apostila 2025 1197


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Teoria de Finanças Comportamentais
Segregação de Ativos
A Segregação de Ativos significa que, ao invés de avaliar o risco x retorno global da
carteira de forma geral, o investidor avalia os investimentos de forma individualizada,
podendo adicionar riscos indevidos por vender um dos seus investimentos.
Por exemplo, um investidor que possui ações de uma petrolífera e de uma empresa
aérea, tende a ter minimizado o risco de petróleo. Isto ocorre porque as petrolífera
possuem sua receita atrelada diretamente ao petróleo, ou seja, se houver uma
valorização nesta commodity a empresa lucrará mais. No entanto, quanto mais alto
estiver o petróleo, menor será o lucro das companhias aéreas, pois o seu custo está
atrelado ao combustível (que vem do petróleo). Desta forma, quando o investidor possui
essa composição na sua carteira de investimentos, há uma redução no risco da variação
do petróleo nesta carteira (pois se houver valorização da commodity é bom para um lado
e ruim para o outro, da mesma forma que ocorrerá com uma desvalorização).
Se o investidor analisar individualmente o resultado de cada ativo e acabar se desfazendo
somente de um dos dois investimentos, ele estará adicionando o risco da variação do
petróleo, que pode ser causado por guerras no oriente médio.

Apostila 2025 1198


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Teoria de Finanças Comportamentais


Heurísticas de Julgamento
Kahneman definiu as Heurísticas de Julgamento como “procedimento simples que ajuda
a encontrar respostas adequadas, ainda que geralmente imperfeitas, para perguntas
difíceis. A palavra vem da mesma raiz que heureca" (Kahneman, 2012), ou seja, são
“regras de bolso” para simplificar processos decisórios, frente a dificuldade de se analisar
todas as informações possíveis e suas probabilidades.
A utilização destas heurísticas pode levar a uma tomada de decisão equivocada e mesmo,
irracional, ao invés da tomada de decisão racional, na qual se calcula o risco x retorno dos
investimentos. O uso indiscriminado de heurísticas leva a comportamentos viesados, ou
seja, uma tendência sistemática de violar alguma forma a tomada de decisão racional.
As Heurísticas de Julgamento cobrados na prova são:
Heurística da Representatividade
Heurística da Disponibilidade
Heurística da Ancoragem

Apostila 2025 1199


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Teoria de Finanças Comportamentais
Heurística da Representatividade
A HEURÍSTICA DA REPRESENTATIVIDADE nada mais é que a tendência em utilizar
estereótipos para realizar julgamentos, desprezando informações relevantes para a
tomada de decisão. Em resumo, seria uma pessoa pegar uma característica isolada e
representar para um todo, ou seja, é a generalização dos fatos.
EXEMPLOS:
Acreditar que as ações da empresa XYZ terão um ótimo desempenho no futuro,
pois ela teve um excelente retorno no passado;
Escolher um fundo somente porque rendeu bem no passado.
Imaginar a possível profissão de uma pessoa, utilizando o estereótipo de diversas
profissões;
Não investir mais em imóveis, pois a 10 anos atrás, houve crise imobiliária nos
Estados Unidos;
Antônio começou a investir na bolsa de valores, como todos os meus amigos que
investem na bolsa de valores são ricos, Antônio é Rico!

Apostila 2025 1200


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Teoria de Finanças Comportamentais


Heurística da Disponibilidade
A HEURÍSTICA DA DISPONIBILIDADE foi definida por Kahneman como sendo “um
processo decisório baseado na facilidade com que as ocorrências vêm à mente”. Desta
forma, as pessoas tomam decisões influenciadas por ocorrências e eventos RECENTES NA
MEMÓRIA do investidor, mas também pode ser causado por eventos de grandes
emoções ou de maior frequência.
EXEMPLOS:
Rafael não deseja investir em imóveis no Brasil, pois recentemente houve uma
crise imobiliária nos Estados Unidos;
Guilherme estava propenso a investir nas ações da Petrobrás, mas mudou de
decisão, pois lembrou que leu no jornal que o Presidente da companhia se demitiu;
Monique calculou a probabilidade de um jovem ter problemas cardíacos, apenas
recordando quantos casos iguais já aconteceram com seus amigos.
Nos três casos, a tomada de decisão se baseou em informações que estão de fácil acesso
ao cérebro, ou seja, que estão disponíveis a eles, mesmo que possam estar equivocados.

Apostila 2025 1201


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Teoria de Finanças Comportamentais
Heurística da Ancoragem
A HEURÍSTICA DA ANCORAGEM ocorre quando a decisão é baseada em conhecimentos
prévios ou pré-concebidos, GERALMENTE UM NÚMERO, sendo este número a “âncora”
para o processo decisório. Estes indivíduos fazem estimativas a partir de um valor inicial,
que é ajustado para produzir a resposta final, gerando uma incapacidade para incorporar
novas informações ao risco e em previsões de retorno. Também podemos ver a
Ancoragem como sendo a tendência de uma pessoa em aceitar e confiar na primeira
parte de uma informação recebida antes de tomar sua decisão.
EXEMPLOS:
Guilherme irá vender suas ações somente se o preço ultrapassar o valor do preço-
alvo informado por um analista;
Rafael diz: “quando a bolsa vier a 50.000 pontos, eu irei comprar”;
Antônio acredita que empresa XYZ deve valer R$ 20,00 por ação, porque as ações
de uma outra empresa do mesmo setor, estão sendo negociadas por R$ 20,00;
Um Analista estrangeiro acredita que o valor justo do dólar no Brasil é de R$ 4,00.
Porém, antes de dar a sua opinião, ele lê o Relatório Focus no qual o consenso diz em
R$ 3,50. Com isso, ele ajusta sua opinião para R$ 3,50.

Apostila 2025 1202


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Teoria de Finanças Comportamentais


Vieses Comportamentais
Conforme mencionado anteriormente, os Vieses Comportamentais são tomadas de
decisões sistemáticas, que acabam violando de alguma forma, a tomada de decisão
racional, causadas pela utilização das heurísticas. Sternberg, em seu livro Psicologia
Cognitiva (2008), diz que os vieses acabam distorcendo a capacidade de tomada de
decisões racionais, ou no mínimo, nos limitando, já que não nos permite tomar uma
decisão ótima.
Há diversas controvérsias sobre como devemos classificar ou explicar os Vieses
Comportamentais. Isto ocorre pois, alguns deles são consequências da utilização do
processamento de informações utilizado por nosso cérebro para a tomada de decisão, no
qual chamamos de “atalhos mentais” ou “heurísticas de julgamento”.
Para a prova, os Vieses Comportamentais cobrados serão:
Efeito Framing Otimismo
Aversão a perdas Armadilha da Confirmação
Excesso de Confiança Ilusão de Controle

Apostila 2025 1203


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Teoria de Finanças Comportamentais
Viés: Efeito Framing
O EFEITO FRAMING, também chamado por Efeito de Estruturação, é a possibilidade de
influenciar a decisão de um indivíduo sem distorcer a informação ou suprimi-la por meio
de mudanças sutis na estruturação do problema. Ou seja, será que se apresentarmos o
mesmo problema de formas diferentes, na forma (1) focando somente nos pontos
positivos e na forma (2) focando somente nos pontos negativos, teremos a mesma
resposta? A conclusão aparenta ser óbvia e foi comprovada com o seguinte experimento:
“Sua cidade foi contaminada por uma doença, infectando 600 pessoas. Assim, deve ser
escolhido um dos programas abaixo”:
Programa A: 200 pessoas são salvas;
Programa B: Existe a possibilidade de um terço de salvar 600 pessoas e a chance de
dois terços de todas morrerem.
Na maioria dos casos, a escolha seria pelo programa A, mesmo eles tendo as mesmas
consequências. No mercado financeiro, ocorre da mesma forma: quando apresentado
somente a parte positiva, muitos investidores aceitam o investimento, já que lhe foi
omitido (suprimida) a parte do risco. Se lhe fossem apresentado todo o risco, talvez não
tivessem realizado tal investimento.

Apostila 2025 1204


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Teoria de Finanças Comportamentais


Viés: Aversão à Perda
A AVERSÃO À PERDA significa que os indivíduos dão muito mais relevância a perda do que
ao ganho, sendo que ela está muito mais relacionada ao medo de assumir de ter que
assumir que errou, do que necessariamente ao medo da perda em si. Com isso, os
investidores tendem a vender rapidamente as ações que estão no lucro e manter as
ações que se desvalorizaram em suas carteiras (não utilizam o Stop Loss).
Kahneman e Tversky propuseram um experimento: um jogo de cara e coroa no qual o
ganho seria maior que o prejuízo. Por exemplo: vamos lançar uma moeda, se der cara,
você perderá R$ 100, caso dê coroa, você ganhará R$ 150. Mesmo sendo as mesmas
probabilidades de ganhar e de perder e o retorno sendo o dobro na vitória, muitas
pessoas não aceitarão a proposta. Isto ocorre, pois elas dão muito mais relevância a perda
do que ao resultado positivo, provando assim a existência da Aversão a Perda.
Em diversos experimentos sobre o tema, foi observado que os indivíduos são impactados
duas vezes mais pelas perdas do que pelos ganhos. Como foi feito isso? Aumentando o
valor do recebimento dos R$ 150 para R$ 200; R$ 250; R$ 300 e assim sucessivamente.

Apostila 2025 1205


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Teoria de Finanças Comportamentais
Viés: Aversão a Perda - Gráfico
A Teoria da Perspectiva provou que os investidores dão muito mais relevância às perdas
do que aos ganhos, gerando a Aversão a Perda. O gráfico abaixo nos mostra que, mesmo o
percentual de lucro e de prejuízo sendo idênticos, a insatisfação é muito maior (-5) do que
a satisfação (+2), ou seja, mais de 2x a relação (5 para 2).

Satisfação (Utilidade)

+2

Ganhos
-3% +3%

-5
Perdas

Apostila 2025 1206


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Teoria de Finanças Comportamentais


Viés: Armadilha da Confirmação
O VIÉS DA ARMADILHA DA CONFIRMAÇÃO ocorre quando o investidor o da valor
somente a opiniões e notícias que confirmem as suas ideias prévias, desprezando
informações que sejam contrárias ao seu posicionamento inicial.
Por exemplo, Rafael investe nas ações da empresa “Rafael Toro, Academia de Finanças” e
recebe duas notícias: a primeira que o setor de educação está em franca expansão e as
empresas tendem a dobrar seus lucros nos próximos dois anos; a segunda notícia, que a
empresa na qual ele investe está envolvida em um caso de corrupção. Se Rafael agir
conforme este viés, ele ignorará a notícia da corrupção, focando sua atenção apenas na
que lhe convém (a da franca expansão), já que ele acredita que este investimento é um
ótimo negócio.
Um outro exemplo seria um analista, que acredita que o setor imobiliário é um ótimo
investimento, coletar dados apenas de imóveis que tiveram excelentes resultados,
ajudando-lhe a embasar o seu julgamento inicial. Desta forma, ele ignora aqueles que
tiveram resultados ruins, caindo em uma armadilha que ele mesmo criou: a armadilha da
confirmação.

Apostila 2025 1207


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Teoria de Finanças Comportamentais
Viés: Excesso de Confiança
O VIÉS DO EXCESSO DE CONFIANÇA acontece quando as pessoas colocam muita
confiança em suas habilidade, acreditando que suas escolhas são melhores que da grande
maioria, ou seja, elas são acima da média. Mesmo que o indivíduo seja acima da média, o
problema de agir desta forma, é que estes pessoas acabam assumindo riscos
desnecessários, já que acreditam em demasia em suas habilidades. Por exemplo, um
motorista por acreditar em sua habilidade, pode acabar fazendo ultrapassagens perigosas
ou até mesmo, dirigir falando no celular.
No mercado financeiro, o exemplo típico deste comportamento enviesado, refere-se a um
investidor que gira excessivamente sua carteira de investimentos, procurando antecipar
constantemente aos movimentos do mercado. O resultado é que esse investidor nem
sempre consegue superar o benchmark apropriado e, quando o faz, muitas vezes incorre
em elevados custos de transação (pelo giro excessivo da carteira), fazendo com que o
ganho líquido fica aquém da variação do benchmark.

Apostila 2025 1208


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Teoria de Finanças Comportamentais


Viés: Otimismo
O Viés do Otimismo ocorre quando o investidor acredita que a chance de acontecer
situações positivas é muito maior do que de acontecer eventos negativos. Com isso, ele
subestima os riscos que podem ocorrer nas operações. É claro que todos queremos que
ocorram somente situações boas em nossas vidas. No entanto, estar enviesado com
Excesso de Otimismo, faz com que se acredite que “coisas ruins” só acontecem com os
outros, que “sou melhor” que a média, causando assim, uma menor precaução com
eventos negativos (não contratar seguro do carro “pois nunca serei assaltado”).
O Otimismo exacerbado pode nos trazer diversos problemas, tais como:
Baixa diversificação, já que os poucos ativos investidos “virão dar certo”;
Poupar menos que o necessário para a aposentadoria, pois “não terei tantos
gastos com saúde como as demais pessoas”;
Não ter constituída a reserva de emergência, já que “jamais serei demitido”.
Podemos notar com estes exemplos, que o Otimismo trata da subestimação de eventos
futuros com variáveis não controláveis.

Apostila 2025 1209


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Teoria de Finanças Comportamentais
Otimismo x Excesso de Confiança
Os vieses Otimismo e Excesso de Confiança são tratados muitas vezes como sendo iguais,
no entanto, mesmo possuindo algumas semelhanças, eles são vieses diferentes. Este
equívoco ocorre, pois quando os investidores tomam decisões extremamente confiantes,
os mesmos possuem um otimismo exagerado em relação ao que ocorrerá no futuro.
A grande diferença entre os dois vieses é que o Excesso de Confiança trata da
superestimação das próprias habilidade, baseadas nos resultados do passado (por
exemplo, ganhos em operações na bolsa de valores) e o Viés do Otimismo fala de uma
superestimação a eventos futuros (variáveis não controláveis), tais como crescimento do
PIB, desemprego, inflação, taxa de juros, entre outros.
Retrospectivamente, eles manterão o otimismo, mesmo quando os resultados
desapontadores de seus investimentos estiverem facilmente disponíveis. O excesso de
confiança ocorre antes do eventos estudado e o otimismo permanece mesmo depois de
resultados negativos.

Apostila 2025 1210


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Teoria de Finanças Comportamentais


Viés: Ilusão de Controle
O viés da Ilusão do Controle ocorre quando as pessoas acreditam, equivocadamente, que
seus atos podem interferir em eventos futuros incontroláveis. Este viés faz com os
investidores superestimem o grau até onde suas decisões possam garantir o sucesso dos
seus resultados, fazendo com que tomem menos precauções (seguros) do que se deveria,
além de se arriscar demasiadamente com alavancagens. Este viés está relacionado
diretamente com outros três: Otimismo, Excesso de Confiança e Armadilha da
Confirmação.
Alguns exemplos são muito claros a presença desse viés, tais como:
Pessoas que jogam na loteria seus “números da sorte”, mesmo que a
probabilidade seja a mesma para todos o números;
Assoprar os dados em jogos de tabuleiro para sair os números desejados;
Rafael, por ser um analista, especialista em mineração, acredita que por
“planilhar” as informações, consegue ter mais controle sobre os eventos futuros do
que os demais colegas. No entanto, desabamento de uma barragem no futuro ou
algum risco sistêmico, são um eventos incontroláveis a ele, podendo ser amenizados
somente por diversificação ou hedge.

Apostila 2025 1211


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
Teoria de Finanças Comportamentais
Heurísticas: Resumo
HEURÍSTICAS DE
RESUMO E PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA
JULGAMENTO
Acreditar que eventos passados ou estereótipos, terão sempre o
REPRESENTATIVIDADE mesmo padrão para o futuro. Exemplos: não investir hoje em
imóveis, por causa de crises imobiliárias do passado.
A tomada de decisão se baseia em informações recentes e que
DISPONIBILIDADE estão de fácil acesso a nossa mente, como por exemplo,
recentes crises financeiras ou informações de grande impacto.
Ficar preso e ancorado em um número específico. Exemplo: A
ANCORAGEM empresa XYZ deve valer R$ 20,00 por ação, pois as ações de uma
outra empresa do mesmo setor, são negociadas por R$ 20,00.

Apostila 2025 1212


CEA – Certificação de Especialista em Investimento

Teoria de Finanças Comportamentais


Vieses Comportamentais: Resumo
VIESES
RESUMO E PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA
COMPORTAMENTAIS
O Investidor não aceita perder e com isso, vende as ações que
AVERSÃO A PERDAS
estão com lucro e mantém em carteira as que estão no prejuízo.
Conforme seja estruturada uma pergunta (pelo lado positivo ou
EFEITO FRAMING
negativo), o entrevistado muda a sua opinião
EXCESSO DE O investidor acredita em demasia nas suas habilidades, com
CONFIANÇA isso, acaba comprando e vendendo ações em excesso.
Acredita que os eventos futuros tenderão a ser muito mais
OTIMISMO
positivos que negativos com seus investimentos.
ARMADILHA DA Toma como verdade somente as notícias positivas, ignorando as
CONFIRMAÇÃO informações negativas para seus investimentos.
O investidor toma de decisões acreditando que isto poderá
ILUSÃO DE CONTROLE
modificar o futuro, por exemplo, escolhendo números da loteria.

Apostila 2025 1213


CEA – Certificação de Especialista em Investimento
SIMULADOS
1214
CEA: SIMULADO (01)

01 [101138] O órgão responsável pelo controle e fiscalização dos Planos de Previdência


Complementar Aberta e que pode ser acessado pelos indivíduos que queiram informações
sobre os produtos disponíveis é:

a) a CVM - Comissão de Valores Mobiliários.


b) BACEN - Banco Centra do Brasil.
c) SUSEP - Superintendência de Seguros Privados.
d) PREVIC - Superintendência Nacional de Previdência Complementar.

02 [101150] Segundo a Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021, a


autonomia legal dada ao Bacen, exigirá maior transparência da instituição, o que poderá
ser alcançado por meio de um conjunto de instrumentos, sendo que um deles é que o
presidente do Banco Central deverá apresentar, em arguição pública, no primeiro e no
segundo semestre de cada ano, relatório de inflação e relatório de estabilidade financeira,
explicando as decisões tomadas no semestre anterior. Este relatório deverá ser
apresentado no:

a) Conselho Monetário Nacional


b) Superior Tribunal Federal
c) Comitê de Políticas Monetárias
d) Senado Federal

03 [102522] Segundo o Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento, as


instituições participantes estão dispensadas de observar os artigos dispostos no Código,
na distribuição

a) da Caderneta de Poupança.
b) dos Títulos Públicos Federais.
c) do Fundo de Investimento de Renda Fixa Simples.
d) do Certificado de Depósito Bancário.

04 [202502] Segundo o Código Anbima de Distribuição de Produtos de Investimentos, são


considerados produtos de investimentos que devem seguir o código:

a) fundos de investimento.
b) fundos de investimentos e carteira administrada.
c) fundos de pensão.
d) fundos de pensão e carteira administrada.

05 [102118] São considerados indícios do crime de lavagem de dinheiro:


I – Um cliente private adquire uma debênture com remuneração de 60% CDI com prazo de
vencimento em 10 anos.
II – Um cliente private compra um bem por R$ 40.000,00 e vende, no mesmo mês, por R$
200.000,00.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II.
d) Nenhuma das duas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
06 [102228] Gustavo, diretor da empresa XYZ, comenta a seu irmão Rodrigo, que a sua
empresa será comprada pelo dobro do valor que está sendo negociada na bolsa. Com isso,
seu irmão liga para o seu corretor Victório, para comprar as ações antes desta notícia ser
divulgada ao mercado. Victório, sem questionar nada, executa a ordem de compra. Um
mês depois, com a notícia de compra da empresa ocorrendo, Rodrigo liga novamente para
seu corretor Victório e solicita a venda das ações pelo dobro do valor adquirido. Victório,
novamente sem questionar nada, executa a ordem de venda e ainda o parabeniza pela
operação. Após isso, Rodrigo divide o lucro com seu irmão Gustavo. Desta forma, podemos
afirmar que:

a) Os irmãos Gustavo e Rodrigo, e o corretor Victório cometeram crime de insider


trading.
b) Os irmãos Gustavo e Rodrigo cometeram crime de insider trading, e o corretor
Victório cometeu uma infração administrativa.
c) Os irmãos Gustavo e Rodrigo cometeram crime de insider trading, e o corretor
Victório não cometeu nem crime e nem infração administrativa.
d) Não houve nenhuma ilegalidade.

07 [103143] A melhor definição da taxa DI é:

a) Meta da taxa de juros básica da economia.


b) Média ponderada das operações interfinanceiras, por 1 dia, lastreadas em
títulos públicos federais.
c) Média das taxas de juros em empréstimos interbancários realizada
exclusivamente entre bancos que não são do mesmo grupo financeiro.
d) Taxa de inflação atrelada aos preços do varejo.

08 [203134] Uma empresa brasileira recebeu um aporte de capital de um grupo Italiano e


utilizou esses recursos para comprar um equipamento na Alemanha. A empresa alemã
enviou este maquinário por uma empresa de logística americana, na qual foi cobrado da
empresa brasileira a taxa de transporte e os devidos seguros. Além disso, os donos do
grupo, solicitaram que os seus salários fossem depositados na Itália. Dentro da Balança
de Pagamentos, os valores citados serão lançados da seguinte forma:

a) Por ser uma operação de compra e venda internacional, todos os valores serão
lançados na Balança Comercial.
b) O aporte Italiano entrará na Conta Financeira. Já os demais valores (da empresa
alemã, americana e os devidos salários), serão lançados dentro das Transações
Correntes, mais especificamente, na Balança Comercial.
c) O aporte Italiano entrará na Conta Financeira, o pagamento para a empresa
alemã será lançado na Balança Comercial, o valor para a empresa americana
estará na Balança de Serviços e os salários na Balança de Rendas.
d) Não será lançado em nenhuma conta, pois a receita federal, juntamente com o
COAF, considerará esta operação ilegal, pois todos os salários devem ser pagos
no Brasil.

09 [203147] Um país que tem sua balança comercial superavitária significa que:

a) o total de bens exportados são inferiores ao total de bens importados.


b) o total de bens exportados são superiores ao total de bens importados.
c) tenha um maior volume de remessas de lucros e juros de empréstimos enviados
para o exterior.
d) tenha um menor volume de remessas de lucros e juros de empréstimos
enviados para o exterior.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
10 [203150] A taxa de câmbio no Brasil, nos últimos meses, apresentou uma valorização
do Real em relação ao Dólar Norte-Americano. Tal valorização produziu

a) redução do déficit da conta turismo e redução da margem de ganho dos


exportadores.
b) aumento do déficit da conta turismo e aumento da margem de ganho dos
exportadores.
c) aumento do déficit da conta turismo e redução da margem de ganho dos
exportadores.
d) redução do déficit da conta turismo e aumento da margem de ganho dos
exportadores.

11 [302110] Uma indústria de metais vende equipamentos pelo valor de R$ 7.200,00,


através de sua equipe de vendas. Para realizar este produto, a empresa tem um custo de
matéria prima de R$ 4.000,00. Sabendo que os vendedores recebem R$ 1.000,00 por cada
venda e que o imposto de renda (IRPJ) é de 15%, que o PIB gerado por essa companhia,
através da ótica do valor adicionado, é de:

a) R$ 2.200,00
b) R$ 2.720,00
c) R$ 3.200,00
d) R$ 7.200,00

12 [302280] Um determinado investidor deseja comprar um imóvel no valor de R$ 535 mil.


Sabendo que ele possui uma aplicação financeira em Renda Fixa no valor de R$ 150 mil
que rende 0,75% líquido ao mês, e que o mesmo irá realizar aportes mensais no valor de
R$ 3.150,00 nessa mesma aplicação, em quantos meses ele conseguirá comprar o imóvel,
caso deseja pagar à vista?

a) 70 meses
b) 88 meses
c) 110 meses
d) 170 meses

13 [302337] Rafael fez um investimento de R$ 150.000,00 e recebeu o seguinte fluxo:


● Caixa gerado no final do primeiro ano: R$ 11.250,00
● Caixa gerado no final do segundo ano: R$ 11.250,00
● Caixa gerado no final do terceiro ano: R$ 161.250,00
Considerando um custo de oportunidade de 7% ao ano, o Valor Presente Líquido (VPL)
aproximado deste investimento é de:

a) - R$ 1.968,00
b) + R$1.968,00
c) - R$ 4.923,00
d) + R$ 4.923,00

Apostila
Simulados para a CEA 2025
14 [104186] O Comite de Politica Monetária COPOM, em ata de sua reunião ordinária
informou que, diante dos sinais de forte recuperação da demanda doméstica, pode-se
projetar uma elevação da média dos índices de inflação. Um especialista em investimento,
após a leitura desse documento, enquanto perdurar tais expectativas quanto aos índices
de inflação, recomendará a seus clientes que:
I – reduzam as aplicações em Letras Financeiras do Tesouro - LFT.
II – aumentem as aplicações indexadas ao DI.
III – aumentem o prazo médio das aplicações de renda fixa prefixadas.

Está correto o que se afirma em

a) I, II e III.
b) II e III, apenas.
c) III, apenas.
d) II, apenas.

15 [204120] Um cliente possui os seguintes ativos:


I – LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
II – LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
III – CRA (Certificado de Recebimento do Agronegócio)
IV – Operação Compromissada lastreada em Debêntures, emitido por empresa ligada em
2014.
Em relação a proteção do FGC, os ativos que possuem esta garantia são:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.

16 [303130] Um cliente investiu R$ 100.000,00 em um CDB com rentabilidade de 100% do


CDI durante 270 dias úteis (390 dias corridos). Sabendo que no momento do resgate, a
taxa do CDI do período foi de 11,75% e ele teve mais um spread de 0,65% ao ano, qual foi
o valor aproximado do resgate líquido?

a) R$ 110.018,00
b) R$ 110.336,00
c) R$ 111.312,00
d) R$ 114.060,00

17 [303510] Em uma operação de Repurchase Agreement, podemos afirmar que:

a) a taxa repo da operação é recebida pelo mutuário.


b) os cupons que ocorrem do título que está servindo de colateral, enquanto o
comprador repo detém os títulos são geralmente repassados diretamente ao
vendedor da repo.
c) o vendedor da repo é quem recebe a taxa de juros da operação.
d) o comprador da repo vende os títulos no início da operação para, em um
segundo momento, recompra-los pagando também a “taxa de recompra”.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
18 [302354] O patrimônio líquido de uma empresa é de R$ 20.000.000,00 e sua dívida
total é de R$ 90.000.000,00. A empresa tem custo médio da dívida igual a 11,00% a.a.,
custo de capital próprio de 18,00% a.a. e está sujeita à alíquota do Imposto de Renda de
25,00% sobre o lucro líquido. O Custo Médio Ponderado de Capital dessa empresa é,
aproximadamente:

a) 9,20% a.a.
b) 10,02% a.a.
c) 11,45% a.a.
d) 12,27% a.a.

19 [302368] Uma empresa apresentou, ao final do último Exercício Social de 2015, as


seguintes Demonstrações de Resultados dos Exercícios de 2014 e 2015:

a) R$ 21.800,00
b) R$ 9.960,00
c) R$ 17.600,00
d) R$ 14.600,00

20 [104201-A] Para adesão ao segmento especial de listagem Nível 1 da B3, as empresas


listadas devem:

a) Disponibilizar balanços semestrais seguindo os padrões do International


Financial Reporting Standards (IFRS).
b) possuir, no mínimo, 20% de conselheiros independentes no Conselho de
Administração.
c) Comprometer-se em manter, no mínimo, 25% das suas ações em circulação no
mercado.
d) possuir no seu capital exclusivamente ações ordinárias com direito a voto.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
21 [303239] O quadro abaixo apresenta o preço de mercado e o lucro por ação de quatro
empresas que atuam no mesmo segmento e fazem parte da carteira de um mesmo
investidor.

a) Venda de X e W; e compra de Y
b) Venda de X e Y; e compra de W e Z
c) Venda de W e Z; e compra de X e Y
d) Venda de W e Y; e compra de X

22 [204387] O lançador de uma opção de compra (call) de dólar norte-americano


negociada na Bolsa de Valores, no vencimento, terá

a) o direito de vender a moeda.


b) a obrigação de comprar a moeda.
c) a obrigação de vender a moeda.
d) o direito de comprar a moeda.

23 [303323] A operação com opções chamada Strangle se caracteriza por:

a) Comprar uma put e uma call do mesmo ativo-objeto, com igual vencimento,
mas com preços de exercício diferentes.
b) Comprar uma put e uma call do mesmo ativo-objeto, com vencimento
diferentes, mas com preços de exercício iguais.
c) Comprar duas calls do mesmo ativo-objeto, com vencimentos diferentes e com
preço de exercícios diferentes.
d) Comprar duas puts do mesmo ativo-objeto, com igual vencimento, mas com
preço de exercícios diferentes.

24 [204145] Uma instituição financeira acaba de emitir um COE (Certificado de Operações


Estruturadas), produzindo o DIE (Documento de Informações Essenciais), que especifica as
características do produto e o termo de Adesão e Ciência de Risco (TA) dessa emissão. No
momento da distribuição aos investidores não profissionais, a instituição deve

a) obrigatoriamente entregar o DIE e colher a assinatura no TA.


b) opcionalmente entregar o DIE e obrigatoriamente colher a assinatura no TA.
c) opcionalmente entregar o DIE e colher a assinatura no TA.
d) obrigatoriamente entregar o DIE e opcionalmente colher a assinatura no TA.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
25 [104462] Um pessoa física efetuou as seguintes operações com ações em Bolsa de
Valores:

a) sujeitos à incidência do Imposto de Renda à alíquota de 20,00%.


b) isentos do Imposto de Renda, devido ao reduzido valor das alienações.
c) isentos do Imposto de Renda, devido ao reduzido valor de aquisição das ações.
d) sujeitos à incidência do Imposto de Renda à alíquota de 15,00%.

26 [303416] Guilherme comprou 50 contratos de Índice Futuro a 60.200 pontos e vendeu


no mesmo dia, na mesma corretora esses mesmos contratos a 60.600 pontos. Desta
forma, o valor do I.R. retido na fonte será de:

a) R$ 0,00
b) R$ 1,00
c) R$ 200,00
d) R$ 3.000,00

27 [303441] Um brasileiro, residente no Brasil, comprou ações de uma empresa brasileira


e também comprou ADRs de uma empresa de Londres. Caso ele receba dividendos em
ambas as posições, o Imposto de Renda que deverá ser recolhido pelo investidor,
respectivamente nestas operações, será de:

a) Isento e isento.
b) Isento e 15%.
c) Isento e carne leão até 27,5%.
d) Carne leão até 27,5% e isento.

28 [105123] De acordo com a Resolução CVM 175, em casos excepcionais de iliquidez dos
ativos componentes da carteira, inclusive em decorrência de pedidos de resgates
incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do tratamento
tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas em prejuízos destes últimos, o
administrador, o gestor ou ambos, de acordo com o disposto no Regulamento, podem
declarar:

a) a falência do fundo.
b) a substituição dos prestadores de serviços essenciais.
c) a transformação da classe aberta para classe fechada.
d) o fechamento da classe de cotas para realização de resgates.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
29 [105140] A classe aberta de um fundo de investimento está investindo em renda fixa,
através de CDBs de instituições financeiras e outros ativos financeiros de crédito privado.
Com relação a gestão de liquidez, podemos afirmar que:

a) O gestor de recursos e o administrador fiduciário, conjuntamente, são


responsáveis pela liquidez da classe de cotas.
b) O administrador fiduciário, exclusivamente, é o responsável pela liquidez da
classe de cotas.
c) O gestor de recursos, exclusivamente, é o responsável pela liquidez da classe
de cotas.
d) Os cotistas são responsáveis pela gestão da liquidez do fundo, através da
definição do Regulamento.

30 [105303] Considere a rentabilidade trimestral (expressa abaixo em percentual do CDI)


de duas classes tipificadas como Renda Fixa Referenciado DI.

a) B é alavancado.
b) A apresenta retornos mais coerentes com a sua classificação.
c) B apresenta retornos mais coerentes com a sua classificação.
d) A é alavancada.

31 [105337] Um fundo de investimento aplica seus recursos exclusivamente em títulos


públicos de longo prazo indexados ao dólar. Durante um certo período, a variação do dólar
comercial à vista foi 14,5% e, no entanto, a classe rendeu apenas 8,5%. Essa diferença,
provavelmente, deveu-se à:

a) baixa do cupom cambial no mercado brasileiro.


b) baixa das taxas de juro em dólar no mercado norte-americano.
c) alta das taxas de juro em dólar no mercado norte americano.
d) alta do cupom cambial no mercado brasileiro.

32 [205202] Dois fundos passivos de renda fixa com benchmark ao CDI apresentaram as
seguintes remunerações mês a mês:

a) Fundo A é mais correlacionado com seu benchmark.


b) Fundo B é mais correlacionado com seu benchmark.
c) Fundos A e B são igualmente correlacionados a seus benchmarks.
d) Não é possível tirarmos conclusões somente com a remuneração de cada fundo.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
33 [205314] São características das classes:

a) exclusivas serem voltados para um segmento de mercado, como empresas do


segmento de energia elétrica.
b) tipificadas como multimercados serem fechadas.
c) tipificadas como ações, por determinação legal, não poderem comprar cotas de
outros fundos.
d) fechadas serem aqueles em que os cotistas não podem resgatar as suas cotas.

34 [205323] Avalie as alternativas abaixo à respeito dos Fundos Imobiliários (FII):


I – Pode ser composto por investidores de varejo ou investidores qualificados.
II – As classes de cotas são constituídas sob a forma de regime fechado.
III – Permite a utilização de derivativos apenas para proteção de carteira.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

35 [205325] Sobre o FIDC, analise as alternativas a seguir:


I – Somente pode investir em direitos creditórios.
II – Pode ser constituído como regime aberto ou regime fechado.
III – Somente pode ser objeto de oferta para investidores qualificados.
IV – Podem possuir cotas Subordinadas, Sênior e Ordinária
Está correto o que se afirma APENAS em:

a) II
b) II e III
c) II, III e IV
d) I e IV

36 [105540] A compensação de imposto de renda em aplicações em fundos de


investimento pode ser:
I – Feita pelo investidor, mesmo que ainda não tenha vendido suas cotas com prejuízo.
II – Feita apenas entre fundos de mesmo tratamento tributário.
III – Declarada no IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), deduzindo a base de cálculo do
imposto a ser pago, na declaração de ajuste anual.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.

37 [205504] Um investidor adquiriu cotas de um fundo de renda variável no valor de R$


200.000,00 e, após 60 dias, as alienou integralmente por R$ 220.000,00. Nesse caso, o
agente responsável pelo recolhimento dos tributos é o:

a) gestor
b) administrador
c) custodiante
d) investidor

Apostila
Simulados para a CEA 2025
38 [105604] Dentre as alternativas abaixo, o Código ANBIMA de Regulação e Melhores
Práticas para Administração de Recursos de Terceiros não se aplica:

a) Clube de Investimentos, apenas.


b) Fundo Exclusivo, apenas.
c) FIP, apenas.
d) FIP e Clube de Investimentos.

39 [105617] De acordo com o Código Anbima de Administração de Recursos de Terceiros,


representam obrigações do Gestor de Recursos:

a) elaboração de todos os documentos relacionados aos fundos.


b) constituição, administração, funcionamento e divulgação de informações dos
fundos.
c) negociação, alocação e rateio das ordens dos veículos de investimento, quando
aplicável.
d) controle dos ativos financeiros da carteira, despesas e encargos sobre eles
incidentes.

40 [105627] O apreçamento é definido, segundo o Código Anbima de Regulação e


Melhores Práticas para Administração e Gestão de Recursos de Terceiros, como a
precificação dos ativos de fundos de investimentos, pelo:

a) preço médio, se esses ativos pertencerem a classe de renda fixa ou pelo preço
de fechamento do mercado.
b) preço de aquisição, se esses ativos pertencerem a classe de renda fixa ou pelo
preço médio se forem de renda variável.
c) preço de mercado, se esses ativos forem líquidos ou por estimativa, se forem
ilíquidos.
d) preço de fechamento, se esses ativos forem líquidos ou pelo último preço
negociado, se forem ilíquidos.

41 [106302] A portabilidade permite que haja transferências

a) de PGBL para PGBL, de VGBL para VGBL, de PGBL para VGBL, de VGBL para
PGBL, todas sem imposto de renda.
b) sem imposto de renda quando for PGBL para PGBL, ou de VGBL para VGBL. Com
imposto de renda quando for de PGBL para VGBL, ou de VGBL para PGBL.
c) de PGBL para PGBL, de VGBL para VGBL com imposto de renda.
d) de PGBL para PGBL, de VGBL para VGBL sem imposto de renda.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
42 [106340] Guilherme possui um plano de previdência do tipo PGBL no qual investe 100%
dos recursos em renda fixa. Certo dia, ele vai ao banco e informa ao seu gerente que
agora ele está mais propenso ao risco e gostaria de trocar sua aplicação para um outro
plano de previdência que aplique até 30% em renda variável. Desta forma, o gerente
poderia lhe informar que ele

a) poderá trocar de perfil e realizar a portabilidade para outro plano, porém haverá
cobrança de imposto de renda no momento da realização da transferência.
b) poderá trocar de perfil e realizar a portabilidade para outro plano, não havendo
cobrança de imposto de renda no momento da realização da transferência, caso
ele permaneça em um plano do tipo PGBL.
c) uma vez definido o perfil do investidor em planos de previdência, não poderá
mais ser feita a portabilidade para planos mais arrojados, mas poderá resgatar
os recursos pagando imposto de renda e realizar novos aportes em planos mais
arrojados.
d) poderia trocar de plano fazendo uma portabilidade sem cobrança de imposto de
renda, desde que contrate um seguro de vida também.

43 [106522] Um cliente possui dois planos de previdência com os mesmos valores


acumulados e mesmos prazos, decidiu fazer um resgate total. O primeiro plano era um
PGBL regressivo e o segundo, um VGBL progressivo. No momento dele realizar o resgate,
o cliente pergunta ao seu gerente como ele deverá declarar esses valores no seu Imposto
de Renda. Este gerente responde corretamente que os valores resgatados deverão ser
declarados, respectivamente, em:

a) Rendimentos Tributáveis recebidos de Pessoa Jurídica e Rendimentos Sujeitos à


Tributação Exclusiva.
b) Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva e Rendimentos Tributáveis
recebidos de Pessoa Jurídica.
c) Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva, ambos os valores.
d) Rendimentos Tributáveis recebidos de Pessoa Jurídica, ambos os valores.

44 [106606] João tem 55 anos e pretende se aposentar aos 60 anos de idade. Ele possui
um plano de previdência privada AT 83 + 0%, com tabela regressiva, e tem intuito de
converter os recursos em uma renda temporária por 20 anos. Certo dia, um assessor de
investimentos, que é amigo do seu filho, oferta a portabilidade desses recursos a outra
instituição financeira, pois possui uma taxa de administração menor. Sabendo que ele já
contribui há mais de 15 anos neste plano, João:

a) Deve realizar a portabilidade apenas se a tábua atuarial for igual ou mais antiga
que a atual.
b) Deve realizar a portabilidade apenas se a tábua atuarial for igual ou mais nova
que a atual.
c) Deve realizar a portabilidade, pois nesse tipo de renda, é indiferente a tábua
atuarial.
d) Não deve realizar a portabilidade, pois ele já contribui há mais de 10 anos no
plano atual e faria ele recomeçar do zero a contagem da tabela regressiva.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
45 [305201] Um investidor deseja na sua aposentadoria, uma renda vitalícia de R$
10.000,00. Sabendo que o INSS pagará uma aposentadoria de R$ 2.800,00, quanto ele
precisará ter acumulado? Considere que a taxa da aplicação renderá 0,60% ao mês e o
imposto de renda sobre as aplicações de 15%.

a) R$ 1.200.000,00
b) R$ 1.411.764,00
c) R$ 1.454.681,00
d) R$ 1.960.784,00

46 [305211] Guilherme tem o desejo de atingir sua independência financeira em 25 anos.


Ele lhe informa que já tem acumulado R$ 100.000,00 e que, para atingir seu objetivo,
necessita de uma renda perpétua de R$ 20.000,00 mensais. Na sua projeção, ele estima
que os recursos terão um retorno mensal de 0,80% a partir de hoje. Diante dessas
informações, para que ele possa atingir seu objetivo, Guilherme deveria fazer aportes
mensais até a sua independência financeira no valor aproximado de:

a) R$ 1.135,00
b) R$ 2.016,00
c) R$ 2.897,00
d) R$ 14.245,00

47 [305524] Rafael possui uma renda tributável de R$ 120.000,00 por ano e lhe diz que
deseja fazer uma previdência para o filho ter uma renda mensal de R$ 1.000,00 para
custear a faculdade daqui 5 anos. Sabendo que ele já contribuiu R$ 15.000,00 no ano em
um PGBL em seu nome, qual das seguintes alternativas é a mais adequada?

a) VGBL optando pelo regime tributário progressivo no momento do benefício.


b) VGBL optando pelo regime tributário regressivo no momento do benefício.
c) PGBL optando pelo regime tributário progressivo no momento do benefício.
d) PGBL optando pelo regime tributário regressivo no momento do benefício.

48 [305525] Rafael contribuiu R$ 1.350,00 por mês durante 15 anos em um VGBL.


Sabendo que ele teve uma rentabilidade bruta de 8% ao ano, qual o valor aproximado do
imposto de renda que lhe será descontado na fonte, caso ele opte pela tabela
progressiva?

a) R$ 21.276,00
b) R$ 31.915,00
c) R$ 45.576,00
d) R$ 68.365,00

49 [306313] Uma carteira aplica no ativo A com retorno esperado de 10%, no ativo B com
retorno esperado de 12% e no ativo C com retorno esperado de 20%. Qual é o retorno
esperado da carteira se os pesos dos ativos A, B e C são respectivamente 60%, 30% e
10%?

a) 11,6%
b) 14,0%
c) 16,6%
d) Não é possível calcular o retorno esperado sem saber as covariâncias entre os
retornos dos produtos

Apostila
Simulados para a CEA 2025
50 [306301] Analisando os ativos abaixo, qual a melhor escolha para um investidor
racional segundo o princípio da dominância?

a) Se o investidor for neutro ao risco, será indiferente na escolha.


b) Se o investidor for avesso ao risco, escolherá o ativo X.
c) Se o investidor for propenso ao risco, escolherá o ativo Y
d) Sempre será indiferente a escolha do investidor

51 [306361] Um investidor possui R$ 20.000,00 no ativo X e R$ 50.000,00 no ativo Y, no


qual possuem, respectivamente, volatilidade de 15% e de 5%. Sabendo que esses ativos
possuem um coeficiente de correlação de 0,65, você como profissional do mercado
financeiro, responde ao cliente que o risco da carteira é de:

a) 1,89%
b) 5,16%
c) 7,14%
d) 8,77%

52 [306513] Um investidor possui as seguintes aplicações:

a) Vender a NTN-F; e comprar LFT e LTN.


b) Vender LFT; e comprar LTN e NTN-F.
c) Vender LTN e NTN-F; e comprar LFT.
d) Manter a carteira com está.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
53 [306506] Um comitê de um fundo de pensão se reúne a cada 6 meses para fazer o
rebalanceamento da carteira. Em janeiro de 2020, eles se reuniram e perceberam que a
composição do fundo não estava de acordo com a política de investimentos. No entanto,
durante a reunião, decidiram não rebalancear conforme a política de investimentos,
mantendo a carteira como estava, conforme tabela abaixo:

a) –18,80%; – 0,82%
b) –18,80%; + 0,82%
c) –19,62%; – 0,82%
d) –19,62%; + 0,82%

54 [306360] Sobre a Capital Market Line (CML), assinale a alternativa correta:

a) É a fronteira eficiente.
b) É onde localizam-se as carteiras com a maior rentabilidade possível.
c) É a carteira de mercado, onde o investidor estará 100% comprado em mercado.
d) É uma evolução ao Modelo de Markowitz, ao adicionar um ativo livre de risco à
fronteira eficiente

55 [306601] Qual das instituições abaixo, possui menor risco de insolvência?

a) A
b) B
c) C
d) D

Apostila
Simulados para a CEA 2025
56 [207303] A perda do VaR (Value at Risk) da carteira investimentos de um cliente, já
superou em 8%. Qual o procedimento correto que o gestor contratado deve tomar?

a) Se valer de derivativos para aumentar a posição direcional da carteira de


investimentos.
b) Solicitar novos aportes ao cliente, para se valer da estratégia de preço médio.
c) Recalcular o Back Test da carteira de investimentos.
d) Acionar o Stop Loss.

57 [207329] Considere as seguintes afirmativas sobre o Tracking Error:


I – Serve para mensurar o risco do ativo não entregar o seu devido benchmark.
II – Quanto maior o seu valor, maiores são as oscilações perante o benchmark.
III – Quanto menor o índice, menor a aderência do fundo em relação ao seu parâmetro de
performance.
Está correto o que se afirma apenas em:

a) I, apenas
b) II, apenas
c) I e II, apenas
d) I, II e III

58 [306408] Considere que no último ano o Ibovespa teve retorno de 30%, desvio padrão
de 23%, beta de 2,0 e a TLR foi de 5%. Avalie os fundos abaixo e indique quais foram
melhores que o Ibovespa segundo índice de Sharpe:

a) A e B.
b) B e C.
c) C e D.
d) B e D.

59 [102316] Em um processo de API qual dos fatores abaixo não é levado em


consideração:

a) Situação financeira.
b) Objetivo de investimento.
c) Experiência em investimento.
d) Cenário macroeconômico.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
60 [102337] Segundo a Resolução nº 30 da CVM, os profissionais que fazem
recomendação de produtos de investimento para clientes têm o dever, dentre outras
atribuições, de verificar se
I – a situação financeira do cliente é compatível com o produto, serviço ou operação
apresentada.
II – o produto, serviço ou operação é adequado aos objetivos de investimento do cliente.
III – o cliente possui conhecimento necessário para compreender os riscos relacionados ao
produto, serviço ou operação apresentada.
Está correto o que se afirma em

a) I e III, apenas.
b) I, II e III.
c) II e III, apenas.
d) I e II, apenas.

61 [202608] Um investidor, que está considerando adquirir ações de uma empresa, assiste
a uma palestra onde o apresentador fornece apenas dados positivos sobre a companhia,
enaltecendo o retorno acima de 20% ao ano, registrado nos últimos 3 anos. O investidor
decide então, por comprar a ação, mas, quando solicita que o corretor execute a ordem de
compra, recebe um relatório afirmando que o retorno dessa ação ajustado ao risco nos
últimos 3 anos, foi bastante desfavorável. Isso faz com que o investidor desista de
comprar a ação. Nesse caso, pode-se afirmar que esse investidor apresenta o
comportamento viesado conhecido por:

a) Framing
b) Auto Atribuição
c) Desconto Hiperbólico
d) Aversão a perdas

62 [202649] Segundo a Teoria de Finanças Comportamentais, a estratégia adotada pelos


investidores ao tomarem o primeiro preço de compra de uma ação como referência e, a
partir desse preço estimar o desempenho futuro dessa ação, é uma consequência da
aplicação da heurística denominada:

a) aversão ao risco.
b) disponibilidade.
c) ancoragem.
d) representatividade.

63 [202653] Milene foi aconselhada pelo seu gestor de investimento a adquirir ações de
uma determinada empresa, pois os analistas atribuíam uma possibilidade de grande
retorno no longo prazo. Passados 15 dias da compra, decidiu vende-las com 2,00% de
retorno. Nesse caso, ela exibiu o viés da heurística da:

a) disponibilidade.
b) do excesso de confiança.
c) da ancoragem.
d) da aversão à perda.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
64 [307107] Analisando o gráfico abaixo, podemos afirmar que o investidor apresenta mais
claramente o viés comportamental:

a) Representatividade
b) Disponibilidade
c) Teoria da Perspectiva
d) Excesso de Confiança

65 [307212] Rafael recebeu uma herança em 2020 e deseja investir este valor por 18
meses. Considerando que a Selic-Meta fique acima de 8,5% durante todo o período, que a
Taxa Referencial seja 2% ao ano e a taxa do CDI seja de 10% ao ano, ambas constantes
durante todo o período, qual a aplicação financeira que terá a maior rentabilidade?

a) Tesouro Prefixado (LTN) negociada a R$ 862,07.


b) LCI Pós Fixada a 85% CDI.
c) CDB Pós Fixado a 100% CDI.
d) Caderneta de Poupança.

66 [307217] Considere as seguintes afirmativas abaixo em relação a remuneração de um


profissional CFP®:
I – Pode receber de acordo com a performance da carteira do cliente.
II – Pode receber através de indicação e venda de produtos.
III – Pode receber um salário fixo dos clientes.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

67 [307223] Considere os seguintes fatores:


I – Horizonte de tempo.
II – Liquidez.
III – Regulamentação.
IV – Impostos.
V – Circunstâncias específicas.
VI – Expectativa para o mercado de capitais.

São consideradas restrições do investidor a serem explicitadas em um IPS (Política de


Investimentos):

a) I, II, III e IV, apenas.


b) I, II, III, IV e V, apenas.
c) III, IV, V e VI, apenas.
d) I, II, III, IV, V e VI.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
68 [307248] Dentre as alternativas abaixo, com base nos padrões da PLANEJAR
(Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), aquela que não faz parte das etapas
de elaboração de um planejamento financeiro pessoal é:

a) Identificar os problemas legais do cliente que afetem o plano financeiro pessoal.


b) Medir o progresso em direção à conquista dos objetivos do cliente.
c) Executar a implementação das recomendações apresentadas ao cliente.
d) Realizar análise fundamentalista ou técnica de ações de companhias brasileiras
adquiridas pelo cliente.

69 [307264] No processo de planejamento financeiro descritos pela Planejar, são


atividades que fazem parte da fase de Coleta:
I – Determinar a tolerância do cliente ao risco de investimento.
II – Determinar as características das apólices de seguro.
III – Calcular os possíveis custos em função da morte.

Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

70 [307267] Uma carteira de investimentos, possui a seguinte composição:

a) Queda da inflação.
b) Queda da taxa Selic.
c) Aumento da inflação.
d) Aumento da taxa Selic.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
CEA: SIMULADO (02)

01 [101147] A Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021 definiu os objetivos


do Banco Central do Brasil e dispondo sobre sua autonomia e sobre a nomeação e a
exoneração de seu Presidente e de seus Diretores. Segundo esta lei, o prazo do mandato
do presidente do Banco central e dos seus Diretores será de:

a) 4 anos em paralelo ao do Presidente da República.


b) 4 anos, não coincidentes com os do Presidente da República.
c) 6 anos em paralelo ao do Presidente da República.
d) 6 anos, não coincidentes com os do Presidente da República.

02 [201220] Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), são considerados


investidores profissionais, dentre outros,
I – as entidades abertas e fechadas de previdência complementar, independentemente do
tamanho de seu patrimônio.
II – os clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de
carteira de valores mobiliários autorizados pela CVM.
III – as pessoas físicas e jurídicas que atestem, por escrito, sua condição de investidor
profissional e valor superior a R$ 1.000.000,00.
Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

03 [202504] Segundo o Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas de Distribuição


de Produtos de Investimentos, são considerados veículos de investimentos:

a) Fundos de Investimentos, apenas.


b) Carteira Administradas, apenas.
c) Fundos de Investimentos e Carteiras Administradas, apenas.
d) Fundos de Pensão

04 [102171] Com a finalidade de prevenir o envolvimento do sistema financeiro em


ilícitos, o cadastro dos clientes e as informações sobre as transações realizadas:

a) devem ser conservados durante o período mínimo de dez anos a partir do


encerramento da conta ou da conclusão da transação.
b) devem ser conservados durante o período mínimo de cinco anos a partir do
encerramento da conta ou da conclusão da transação.
c) são facultativos caso a operação seja realizada por pessoa jurídica que exerça
atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis.
d) devem ser implementados quando a instituição financeira assim julgar
conveniente.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
05 [108110] Investidores têm interesse em investimentos sustentáveis porque:

a) Os órgãos reguladores determinam que um percentual de suas carteiras seja


submetido a uma avaliação de critérios ASG, para que os fundos tenham
classificação como investimento sustentável.
b) Ao investir em projetos socioambientais, os fundos podem ser classificados em
investimentos sustentáveis e, assim, proporcionar aos clientes menores taxas
de administração.
c) Ter um objetivo de investimento sustentável para os fundos permite que uma
parte do retorno dos investimentos seja revertido em impactos socioambientais
positivos.
d) Incorpora critérios ASG e avaliar impactos socioambientais de seus
investimentos auxiliam na identificação de riscos e oportunidades.

06 [103110] A TR (Taxa Referencial) é medida considerando:

a) A média das operações realizadas no interbancário.


b) A taxa média de todas as operações ativas e passivas dos 30 maiores bancos
comerciais do país.
c) A taxa média de todos os títulos públicos prefixados, de até 60 dias.
d) As taxas de juros negociadas no mercado secundário com Letras do Tesouro
Nacional (LTN).

07 [203146] Em uma reunião de trabalho, os técnicos do Banco Central do Brasil


discutiram quatro medidas de política monetária e fiscal que podem ser adotadas:
I – Corte na meta da Taxa Selic.
II – Aumento do depósito compulsório dos bancos.
III – Redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
IV – Contenção dos gastos do governo.
São ações classificadas como contracionistas aquelas descritas em:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) II e IV, apenas.

08 [302102] Se o PIB é de R$ 2.000 bilhões, o consumo privado mais o do governo


totalizam R$ 1.500 bilhões, as exportações líquidas R$ 100 bilhões, a produção industrial
de R$ 900 bilhões, a produção agrícola de R$ 800 bilhões, o pagamento de juros da dívida
equivalente a R$ 20 bilhões, podemos afirmar que a produção de serviços é:

a) R$ 280 bilhões
b) R$ 300 bilhões
c) R$ 400 bilhões
d) R$ 420 bilhões

09 [MF0008] Qual a taxa equivalente de um investimento em renda fixa que rendeu 2% ao


mês em 1 dia útil?

a) 0,066031%
b) 0,070000%
c) 0,090000%
d) 0,094343%

Apostila
Simulados para a CEA 2025
10 [302283] Uma Letra do Tesouro Nacional (LTN), com vencimento em 504 dias úteis é
negociada a uma taxa de 11,00% a.a. (base: 252 dias úteis). Simultaneamente, uma LTN
com vencimento em 252 dias úteis é negociada a uma taxa de 12,00% a.a. (base: 252 dias
úteis). Nesse caso, a taxa anual a termo estimada para o período entre 252 a 504 dias
úteis é, aproximadamente,

a) 10,00% a.a.
b) 11,00% a.a.
c) 10,50% a.a.
d) 11,50% a.a.

11 [302329] Um investidor necessita dos seus recursos em quatro anos e com isso,
realizou uma aplicação financeira de R$ 1.000.000,00, onde haverá um pagamento a cada
ano de R$ 308.668,00. Nos valores recebidos no primeiro e no segundo ano, ele reaplicou
a uma taxa de 6,5% ao ano. Já no pagamento do ano 3, ele reaplicou a uma taxa de 7,2%
ao ano. Desta forma, o retorno efetivo da operação foi de:

a) 6,73% a.a.
b) 8,04 % a.a.
c) 9,47% a.a.
d) 11,50 a.a.

12 [302345] Um cliente fez uma aplicação de R$ 200.000,00 e realizou os seguintes


resgates:
• R$ 60.000,00 em 30 dias
• R$ 85.000,00 em 60 dias
• R$ 62.000,00 em 90 dias
Desta forma, qual foi o retorno anual deste investidor?

a) 1,73%
b) 7,11%
c) 22,86%
d) 8,00%

13 [104134] Um investidor pessoa física deseja fazer aplicações financeiras em renda fixa.
Desta forma, o seu planejador financeiro lhe informa que:
I – Aplicações em LCI têm como lastro financiamentos imobiliários garantidos
por hipoteca ou alienação fiduciária.
II – Debêntures de Infraestrutura não possuem garantia do FGC, mas podem possuir
isenção fiscal para pessoas físicas.
III – Debêntures Incentivadas possuem garantia do FGC até o limite de R$ 250.000,00 e
também são isentas de imposto de renda.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
14 [303116] Quatro amigos vieram lhe consultar sobre quanto cada um receberia pelo
Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se o banco XYZ viesse à falência, já que possuem as
contas conjuntas abaixo. Com estes dados, você diz que:

a) Eduardo R$ 250 mil; Marcelo R$ 100 mil; Pedro R$ 208.333,33; Rafael R$


83.333,33.
b) Eduardo R$ 250 mil; Marcelo R$ 100 mil; Pedro R$ 250 mil; Rafael R$
216.666,66.
c) Eduardo R$ 400 mil; Marcelo R$ 200 mil; Pedro R$ 250 mil; Rafael R$ 83.333,33.
d) Eduardo R$ 1,1 milhão; Marcelo R$ 200 mil; Pedro R$ 900 mil; Rafael R$ 650
mil.

15 [303132] Um título de renda fixa com valor de face de R$ 1.000,00, que está pagando
um cupom semestral de R$ 65,00, está sendo negociado com R$ 53,00 de desconto sobre
o seu valor de face no mercado secundário. Um investidor que for adquirir este título, terá
um current yield anual aproximado de:

a) 6,86%
b) 13,00%
c) 13,73%
d) 14,20%

16 [303192] Um cliente possui os seguintes investimentos sem cupom:

a) 1,34 ano
b) 2,34 anos
c) 2,89 anos
d) 3,10 anos

17 [303522] Dentre as alternativas abaixo, os títulos negociados no mercado norte


americano e que implicam em risco de reinvestimentos são:

a) Treasury Bill
b) Commercial Papers
c) TIPS
d) Certificate of Deposits

Apostila
Simulados para a CEA 2025
18 [104208-A] Entre as modalidades que caracterizam o abuso de poder por parte do
acionista controlador se inclui:
I – a subscrição de ações com bens estranhos ao objeto social da companhia.
II – contratar, direta ou indiretamente, com a companhia, segundo interesses pessoais.
III – o exercício de cargo de administrador ou fiscal com os deveres e responsabilidades
próprios do cargo.
Estão corretas as alternativas:

a) I e II
b) III
c) I
d) II

19 [303209] Uma companhia apresentou R$ 5.000,00 de lucro líquido e definiu que 40%
desse resultado será distribuído como bonificação de ações a valor de mercado.
Atualmente, esta empresa é composta por 1.000 ações, sendo negociadas a R$ 5,00 cada
na bolsa de valores. Após a bonificação, quantas ações um acionista que possui 30% do
capital da empresa passará a ter?

a) 120 ações.
b) 390 ações.
c) 420 ações.
d) 600 ações.

20 [204290] Os ADRs - American Depositary Receipts são:

a) recibos brasileiros cujo lastro são ações de empresas estrangeiras.


b) depósitos efetuados por cidadãos brasileiros em bancos norte-americanos.
c) instrumentos negociáveis que representam a propriedade de ações de
companhias sediadas fora dos EUA.
d) títulos negociados no mercado internacional, decorrentes de exportações
brasileiras.

21 [204293] O índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) da B3 avalia as empresas


nas dimensões: capital humano, governança corporativa e alta gestão, modelo de negócio
e inovação, capital social, meio ambiente e mudança do clima. A avaliação destas
empresas para a formação da carteira do índice se dá por meio de:

a) metodologia específica do índice, que conta com questionário qualitativo e


quantitativo respondido pelas empresas e avaliado por uma instituição
independente.
b) informações publicadas pelas empresas em relatórios corporativos e/ou de
sustentabilidade, a partir da iniciativa Relate ou Explique, promovida pela B3.
c) informações ASG reportadas no Formulário de Referência das companhias,
previstas na Resolução CVM 59, da Comissão de Valores Mobiliários.
d) banco de dados de informações ASG, organizado por um prestador de serviços
em finanças sustentáveis e validado pela B3.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
22 [204386] Um gestor de um fundo institucional ao se posicionar em uma operação de
swap, para modificar a remuneração dos ativos da carteira de investimentos com taxas
pré para pós-fixadas, objetiva:

a) alterar aquela remuneração para um valor próximo à taxa básica de juros.


b) tornar aquela carteira livre de risco da taxa de juros.
c) atrelar a remuneração para que seja similar às Notas do Tesouro Nacional –
Série F (NTN-F).
d) estabelecer o retorno do fundo com rentabilidade próxima à Letra do Tesouro
Nacional (LTN).

23 [303322] Rafael possui uma carteira de investimentos bem diversificada e decide fazer
um hedge, pois acredita que o mercado financeiro passará por uma turbulência, vide as
notícias recentes que estão ocorrendo na China. Com isso, ele vendeu 10 contratos de
índice futuro de Ibovespa a 70.000 pontos. Passados 45 dias, a bolsa brasileira se
desvalorizou aproximadamente 20% e Rafael decide zerar o seu hedge, comprando todos
os contratos a 57.000. Com relação a esta operação, podemos afirmar que este investidor:

a) Pagou R$ 13.000,00
b) Recebeu R$ 13.000,00
c) Pagou R$ 130.000,00
d) Recebeu R$ 130.000,00

24 [204121] Se o investidor fizer as seguintes aplicações:


I – Se aplicar em uma Debênture incentivada não terá imposto de renda para pessoa física
(isento) e não contará com o FGC.
II – Se investir em um fundo composto por debêntures incentivadas, terá isenção de
imposto de renda para pessoa física e não contará com o FGC.
III – Se investir em LCA, terá isenção de imposto de renda para pessoa física e contará com
FGC até 250 mil reais.
Está correto o que se afirma apenas em:

a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

25 [303401] Rafael fez uma remessa de R$ 200.000,00 para os EUA, a R$ 2,00 cada dólar,
e comprou 10.000 ações de uma companhia americana. Após 6 meses, Rafael vende 5.000
ações por U$ 10,00 cada e repatria esse valor. Sabendo que a cotação vigente para a
venda das ações do dólar (PTAX) foi de R$ 3,00, qual o valor de imposto de renda devido
por Rafael?

a) R$ 7.500,00
b) R$ 13.500,00
c) R$ 15.000,00
d) Isento de imposto de renda, já que não houve ganho na venda das ações.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
26 [303443] Daniel comprou 1.000 ações da empresa “RToro Education S/A” na bolsa de
valores por R$ 30,00 cada no dia 10/02/2020. Após a sua compra, as ações se valorizaram
e ele vendeu a sua posição nos seguintes dias:
• Dia 19/02/2021 – Venda de 500 ações a R$ 38,00
• Dia 05/03/2021 – Venda de 300 ações a R$ 45,00
• Dia 09/03/2021 – Venda de 200 ações a R$ 40,00
Desconsiderando custos de transação, o imposto de renda total devido por Daniel foi:

a) R$ 975,00
b) R$ 1.462,50
c) R$ 1.575,00
d) R$ 2.100,00

27 [105137] Nas aplicações de instituição financeira por conta e ordem de seus clientes,
podemos afirmar que:

a) o custodiante do fundo deve escriturar as cotas em nome dos titulares.


b) é um tipo de prática não permitida pelas instruções da CVM.
c) a instituição financeira responsável pela conta e ordem do investidor, irá
recolher os impostos, tanto no resgate, quanto no come-cotas.
d) o administrador será o responsável pelo recolhimento do IR através do come-
cotas e a instituição financeira responsável pela conta e ordem do investidor
será a responsável pelo recolhimento dos impostos quando for através de
resgate.

28 [105139] Segundo a Resolução CVM 175 (e suas atualizações), em regra geral, o prazo
máximo para o pagamento do resgate de um fundo de investimentos:

a) não poderá ser superior a 5 (cinco) dias úteis, contados da data da conversão
de cotas.
b) não poderá ser superior a 30 (trinta) dias corridos, contados da data da
conversão de cotas.
c) será decidido pela assembleia de cotistas, por maioria de votos.
d) será decidido pelo administrador do fundo de investimentos.

29 [105141] Em relação ao “Termo de Adesão & Ciência de Risco”, podemos afirmar que:

a) ao assinar, o cotista declara teve acesso ao inteiro teor do regulamento e da


lâmina de informações.
b) deve identificar até cinco principais fatores de risco inerentes à composição da
carteira de ativos.
c) é obrigatório a todos os fundos de investimentos, exceto as classes tipificadas
como renda fixa curto prazo.
d) o cotista deve assinar obrigatoriamente para constar que tomou ciência dos
fatores de riscos envolvidos, sendo dispensado tal termo quando o fundo de
investimentos limita a responsabilidade do cotista ao capital investido.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
30 [105158] A classe aberta de um fundo de investimento tipificado como renda fixa,
destinado a investidores não qualificados, adquiriu ativos financeiros não permitidos por
seu regulamento. Os ativos permaneceram na carteira do fundo até que a auditoria anual
percebeu o erro. A responsabilidade por esse descumprimento continuado do regulamento
do fundo é do:
I – gestor
II – administrador
III – custodiante
IV – auditor
Está correto o que se afirma em:

a) I e III, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I e II, apenas.

31 [105311] Um investidor pretende fazer um investimento em um fundo de Renda Fixa


que seja composto por títulos com baixo risco de crédito e de mercado. Ele ainda não
passou pelo processo de Análise do Perfil do Investidor (API) e não possui outros
investimentos no mercado de capitais. O fundo que permite que esse investidor realize
essa aplicação, mesmo sem preencher o API, é o:

a) Renda Fixa Referenciado DI.


b) Renda Fixa Soberano.
c) Renda Fixa Simples.
d) Renda Fixa Pós-fixado.

32 [205310] Sobre o Fundo de Investimento Imobiliário (FII):


I – As classes de cotas devem ser constituídas em regime fechado e podem ter prazo de
duração indeterminado.
II – Pode ser objeto de oferta para investidores de varejo ou qualificados.
III – Pode adquirir a participação em empreendimentos imobiliários, por meio de Letra
Hipotecária (LH), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis
Imobiliários (CRI).
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

33 [205318] Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) com classe aberta,


após 180 dias da sua constituição, sob pena de liquidação pela CVM, devem possuir
patrimônio líquido de pelo menos:

a) Zero reais, pois não há mais valor mínimo para a sua aplicação.
b) R$ 25.000,00
c) R$ 500.000,00
d) R$ 1.000.000,00

Apostila
Simulados para a CEA 2025
34 [205329] Para um investidor, uma das diferenças entre aplicar em classes abertas de
fundos de investimentos em ações (FIA), indexados ao Ibovespa, com gestão passiva, ou
nos fundos de investimentos em Índice de Mercado (ETF), que replicam a performance do
Ibovespa, é a possibilidade do investidor:

a) aplicar e resgatar suas cotas de ETF diretamente com a instituição financeira


distribuidora do fundo.
b) aplicar e resgatar suas cotas do FIA diretamente na B3.
c) comprar e vender suas cotas do ETF na B3, via home broker.
d) comprar e vender suas cotas do FIA na B3, via home broker.

35 [105536] O IOF cobrado em um resgate ocorrido durante o período de carência em um


fundo de investimentos será de:

a) 0,5% ao dia fixa, limitada ao rendimento, vigente durante todo o período de


carência.
b) 0,5% ao dia fixa, limitada ao rendimento, vigente se o resgate ocorrer até o 30º
dia da data de aplicação.
c) 1% ao dia fixa, limitada ao rendimento, vigente durante todo o período de
carência.
d) 1% ao dia fixa, limitada ao rendimento, vigente se o resgate ocorrer até o 30º
dia da data de aplicação.

36 [105544] Para um investidor pessoa física domiciliado e residente no Brasil,

a) a aplicação de recursos em um Fundo de Renda Fixa de Longo Prazo e


subsequente resgate em 270 dias corridos geram Imposto de Renda à alíquota
de 17,50% sobre os rendimentos.
b) as perdas apuradas em um Fundo de Ações podem ser utilizadas para a redução
do Imposto de Renda devido sobre futuros ganhos em Fundo de Renda Fixa do
mesmo administrador.
c) os ganhos no Fundo Multimercado de Curto Prazo são tributados à alíquota
mínima de 20,00% sobre os rendimentos gerados entre a aplicação e o resgate.
d) os Fundo de Ações estão sujeitos ao Imposto sobre Operações de crédito,
câmbio e seguros ou relativas a títulos e valores mobiliários (IOF) decrescente,
de acordo com o prazo de aplicação.

37 [205510] Em relação à tributação dos fundos de investimento imobiliário pelo imposto


de renda, é correto afirmar que

a) os lucros auferidos pelo fundo e que sejam distribuídos aos cotistas, devem ser
tributados na fonte à alíquota de 15%.
b) trata-se de uma modalidade de aplicação isenta de imposto, para pessoa
jurídica, sobre os ganhos de capital e/ou rendimentos na alienação ou resgate
das cotas
c) há dois tipos de fatos geradores: a distribuição dos lucros auferidos pelo fundo
aos cotistas e a obtenção de ganhos de capital na alienação de cotas.
d) o imposto apurado deve ser recolhido pelo próprio titular das cotas, em 31 de
junho e 31 de dezembro de cada ano.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
38 [105618] A respeito das regras para apreçamento de ativos contidas no Código Anbima
de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros, é correto afirmar que:

a) O Gestor de Recursos é o responsável pelo apreçamento dos ativos financeiros


integrantes das carteiras de investimentos dos fundos.
b) Não é permitida a contratação de terceiros para realizar o apreçamento de
ativos, mesmo que devidamente qualificados para desempenhar essa atividade.
c) É fortemente recomendável, embora não obrigatório, a constituição de comitê
ou organismo que tenha como objetivo discutir os assuntos referentes ao
apreçamento de ativos financeiros das carteiras dos fundos de investimento.
d) Em caso de excepcionalidade, é permitida a adoção de método alternativo não
previsto no Manual de Apreçamento desde que, previamente à utilização desse
método, sejam mantidos registros e justificativas que fundamentem essa
excepcionalidade.

39 [105625] Dentre as alternativas abaixo, as instituições Participantes estão dispensadas


de observar o disposto no Código Anbima de Administração de Recursos de Terceiros
para:

a) Clubes de Investimento e FIP, apenas


b) Clubes de Investimento e Gestores de Recursos de Terceiros pessoa física,
apenas
c) FIP e Gestores de Recursos de Terceiros pessoa física, apenas
d) Clubes de Investimento, FIP e Gestores de Recursos de Terceiros pessoa física

40 [106306] Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os períodos dos Planos de


Previdência com os seus devidos conceitos:

• COLUNA 1
(1) Período de Cobertura.
(2) Período de Diferimento.
(3) Período de Benefício.

• COLUNA 2
( ) Corresponde aos períodos de contribuição e/ou de recebimento de renda.
( ) Compreendido entre a data de início da vigência da cobertura por sobrevivência e a
data contratualmente prevista para início do pagamento do benefício.
( ) Aquele em que o assistido fará jus ao recebimento da renda, podendo ser vitalício ou
temporário.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

a) 1,3,2
b) 3,2,1
c) 1,2,3
d) 3,1,2

Apostila
Simulados para a CEA 2025
41 [106349] Um cliente contratou um plano de previdência complementar do tipo Plano de
Gerador de Beneficio Livre tendo cadastrado sua esposa como beneficiária. Ao atingir 60
anos com um montante acumulado de R$ 500.000,00, ele transformou o plano em uma
renda por prazo certo de 240 meses. Caso ele venha a falecer aos 70 anos:

a) o benefício contratado cessará.


b) sua esposa passará a receber a renda mensal contratada pelo prazo de 240
meses, a partir da sua morte.
c) sua esposa poderá resgatar o saldo acumulado da reserva matemática do PGBL.
d) sua esposa passará a receber a renda mensal contratada pelo prazo de 240
meses.

42 [106501] Um cliente tem 58 anos e deseja contribuir para uma previdência que irá lhe
render R$ 1.350,00 mensais quando se aposentar aos 65 anos. Também terá renda do
INSS no valor de R$ 1.350,00 (também aos 65 anos). Atualmente ele declara o seu
Imposto de Renda pelo modelo simplificado. Nesse caso, você deveria indicar:

a) PGBL optando pelo regime tributário regressivo no momento do benefício.


b) PGBL optando pelo regime tributário progressivo no momento do benefício.
c) VGBL optando pelo regime tributário regressivo no momento do benefício.
d) VGBL optando pelo regime tributário progressivo no momento do benefício.

43 [106529] Um indivíduo que tem uma renda anual de R$ 87.500,00, faz a sua declaração
do imposto de renda (DIR-PF) pelo modelo completo. Ele tem o intuito de fazer uma
aplicação para aposentadoria no valor de R$ 35.000,00 e deseja aproveitar ao máximo o
benefício fiscal que os planos de previdência possuem, pois sabe que podem deduzir a sua
base tributária na sua DIR-PF. Diante dessas informações, qual o valor que este cliente
deveria aplicar em VGBL?

a) R$ 35.000,00.
b) R$ 24.500,00.
c) R$ 10.500,00
d) Zero, pois deve aplicar todo o valor em um PGBL.

44 [106608] Rafael contratou um plano VGBL com tabela progressiva em 2015 e está
estudando a possibilidade de fazer uma portabilidade para um outro plano VGBL. Desta
forma, Rafael conversa com seu consultor de investimentos e lhe diz que o seu intuito é
de converter em renda por prazo certo no futuro. Desta forma, o profissional deveria
recomendar migrar para outro plano, desde que o plano possua

a) maior taxa de administração, maior taxa de carregamento e desde que consiga


migrar para uma tabua mais antiga.
b) menor taxa de administração, menor taxa de carregamento e consiga pelo
menos manter a mesma tábua atuarial.
c) menor taxa de administração, menor taxa de carregamento e obrigatoriamente
migre para uma tábua atuarial mais antiga.
d) menor taxa de administração, menor taxa de carregamento, sendo indiferente a
escolha da tábua atuarial.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
45 [305215] Renato tem 33 anos e pretende se aposentar aos 65 anos, quando atingir um
montante em aplicações financeiras no valor de R$ 5.600.000,00. Ele já faz aportes
mensais de R$ 2.400,00 em um plano de previdência desde os seus 18 anos de idade e
com isso, já tem um valor acumulado de R$ 1.000.000,00. Estimando um retorno de 4% ao
ano, você informaria ao cliente que, para atingir o seu objetivo, ele deveria incrementar o
plano em aproximadamente:

a) R$ 330,00
b) R$ 2.730,00
c) R$ 4.909,00
d) R$ 9.488,00

46 [305526] Rafael possui uma renda tributável de R$ 150.000,00 por ano e lhe diz que
deseja fazer uma previdência para o filho ter uma renda mensal de R$ 1.000,00 para
custear a faculdade daqui 5 anos. Sabendo que ele já contribuiu R$ 15.000,00 no ano em
um PGBL em seu nome, qual das seguintes alternativas é a mais adequada?

a) VGBL optando pelo regime tributário progressivo no momento do benefício.


b) VGBL optando pelo regime tributário regressivo no momento do benefício.
c) PGBL optando pelo regime tributário progressivo no momento do benefício.
d) PGBL optando pelo regime tributário regressivo no momento do benefício.

47 [305527] Rafael contribuiu R$ 1.450,00 por mês durante 15 anos em um VGBL.


Sabendo que ele teve uma rentabilidade bruta de 1,65% ao mês, qual o valor aproximado
do imposto de renda que lhe será descontado na fonte em caso de resgate, sabendo que
ele optou pela tabela compensável?

a) R$ 132.303,16
b) R$ 198.454,74
c) R$ 202.375,22
d) R$ 237.604,74

48 [207124] Com relação a uma amostra com mais de 30 observações, é correto afirmar
que:

a) ao serem alterados apenas os termos dos extremos, a mediana não será


alterada.
b) a média é sempre maior que a mediana.
c) haverá somente uma moda.
d) ao serem alterados apenas os termos dos extremos, o desvio-padrão não será
alterado.

49 [207129] Em uma distribuição normal simétrica:

a) A média é menor do que a moda.


b) A média é menor do que a mediana.
c) A média é maior do que a mediana.
d) A média é igual à moda.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
50 [207131] Se os valores esperados do fluxo de caixa de determinado projeto possuem
uma distribuição normal,

a) A média é igual a 2 desvios padrão.


b) Aproximadamente 95% dos valores encontram-se no intervalo (média – 2
desvios padrão, média + 2 desvios padrão).
c) A média e o desvio padrão são iguais.
d) Aproximadamente 95% dos valores encontram-se no intervalo (média – 1
desvios padrão, média + 1 desvios padrão).

51 [207225] Um investidor possui o ativo A em sua carteira e está em dúvida entre


comprar os ativos B ou C.

a) B, pois tem correlação positiva.


b) C, pois tem correlação negativa.
c) B, pois tem o menor beta.
d) C, pois tem o menor desvio padrão.

52 [306319] Os pontos de uma fronteira eficiente representam onde o investidor irá obter:

a) maior risco para cada nível de retorno.


b) maior rentabilidade para cada nível da taxa de juros.
c) maior rentabilidade para cada nível de risco.
d) menor rentabilidade para cada nível de risco.

53 [306354] Um ativo possui as seguintes características:


• Taxa Livre de Risco = 2%
• Retorno de Mercado = 6%
• Beta = 1,8
Segundo Modelo CAPM, o retorno exigido para comprar este ativo é:

a) 6%
b) 9,2%
c) 12,8%
d) 15%

54 [306356] Em relação a reta CML (Capital Market Line), a medida de risco utilizada é o:

a) Beta.
b) Desvio Padrão.
c) Coeficiente de Correlação.
d) VaR.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
55 [306602] Com relação ao Acordo de Basiléia, assinale a alternativa correta:

a) Trata-se de um esforço internacional para combater a lavagem de dinheiro.


b) É um acordo para restringir o livre fluxo de capitais entre os diversos países do
mundo, principalmente os menos desenvolvidos, por apresentarem maior risco
de crédito.
c) É uma nova legislação que tem como objetivo diminuir o risco de crédito do
sistema bancário mundial.
d) É um acordo que resulta de um esforço internacional que tem como objetivo
diminuir o risco de crédito do sistema bancário, ao adotar percentuais mínimos
de capital dos bancos.

56 [207308] Value at risk (VaR) de uma carteira, com 95% de confiança, medido através
de uma série de retornos diários em 20 dias, é R$ 1.000,00. Isto indica que esta carteira
tem:

a) 95% de possibilidade de perder mais de R$ 1.000,00 por dia em sua posição.


b) 5% de possibilidade de perder até R$ 1.000,00 em 20 dias.
c) 95% de possibilidade de perder até R$ 1.000,00 por dia em sua posição.
d) 5% de possibilidade de perder mais de R$ 1.000,00 após 20 dias.

57 [306412] Dentre os índices abaixo, aquele que utiliza o benchmark como referência é:

a) Índice de Modigliani (M2)


b) Índice de Sharpe
c) Índice de Treynor
d) Índice de Basileia

58 [102324] Segundo a Resolução n° 30 da CVM, o profissional de distribuição deve


verificar se os produtos, serviços e operações ofertadas aos clientes são adequados aos
seus objetivos de investimento. Nesse caso,ele precisa analisar, entre outros aspectos:

a) a necessidade futura de recursos declarada pelo cliente.


b) o valor e os ativos que compõem o patrimônio do cliente.
c) o período em que o cliente deseja manter o investimento.
d) os tipos de produtos, serviços e operações familiares ao cliente.

59 [102338] As pessoas habilidades a atuar como integrantes do sistema de distribuição e


os consultores de valores mobiliários não podem recomendar produtos, realizar operações
ou prestar serviços a seus clientes sem que verifiquem sua adequação ao perfil do cliente.
Para tanto, devem analisar, no mínimo:
I – o período em que o cliente deseja manter o investimento.
II – as preferências declaradas do cliente quanto a assunção de riscos.
III – as finalidades do investimento.
Está correto o que se afirma em

a) II e III, apenas.
b) I, II e III.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
60 [102340] Segundo a Resolução n° 30 da CVM, o profissional autorizado a recomendar
produtos de investimento para clientes deve manter as informações relativas ao perfil de
seus clientes atualizadas num intervalo máximo de_______________; e proceder a nova
análise e classificação das categorias de valores mobiliários em intervalos não superiores
a ____________.
As lacunas das frases deverão ser corretamente preenchidas por

a) 24 (vinte e quatro) meses e 5 (cinco) anos.


b) 12 (doze) meses e 5 (cinco) anos.
c) 5 (cinco) anos e 24 (vinte e quatro) meses.
d) 24 (vinte e quatro) meses e 10 (dez) anos.

61 [202611] Ao analisar somente as rentabilidades abaixo, seu cliente decide investir no


Fundo de Investimentos em Ações. Desta forma, as finanças comportamentais define esse
tipo de comportamento como:

a) Ancoragem.
b) Representatividade.
c) Disponibilidade.
d) Aversão a perdas.

62 [202631] Uma empresa realizou, recentemente, um IPO (Oferta Pública Inicial) e


passou a listas as suas ações na Bolsa de Valores. O preço do IPO foi de R$ 10,00 por
ações. Um ano antes, o principal concorrente dessa empresa também realizou um IPO ao
preço de R$ 10,00. Atualmente as ações da empresa concorrente estão sendo negociadas
a R$ 50,00 na bolsa de valores. Nesse caso, os investidores influenciados pela Heurística
da Ancoragem:

a) Acreditam que o mercado seja eficiente, e desta forma, que essa ação esteja no
valor de R$ 50,00 em um ano.
b) Utilizem o resultado do concorrente como parâmetro, acreditando que as ações
estejam no valor de R$ 50,00 em um ano.
c) Desprezem qualquer informação passada para estimar o preço da ação da
empresa que abriu capital, acreditando que o mercado seja eficiente.
d) Desprezem completamente a informação do IPO da empresa concorrente para
estimar o preço da ação da empresa que abriu o capital.

63 [202648] De acordo com a Teoria da Perspectiva (ou do Prospecto), um investidor


tende a ser:

a) propenso ao risco quando o investimento é apresentado na forma de ganhos.


b) avesso ao risco quando o investimento é apresentado na forma de perdas.
c) propenso ao risco quando o investimento é apresentado na forma de perdas.
d) neutro ao risco quando o investimento é apresentado na forma de ganhos.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
64 [307103] Analisando o gráfico abaixo, pode-se afirmar que o investidor que obteve tais
retornos apresentou com mais intensidade o viés de comportamento conhecido por:

a) Excesso de Confiança.
b) Representatividade.
c) Aversão a perdas.
d) Ancoragem.

65 [307222] Em qual etapa do Processo de Planejamento Financeiro ocorre a escolhe dos


ativos da carteira de um cliente?

a) Análise dos objetivos, necessidades, valores e informações do cliente.


b) Coleta das informações necessárias para elaborar um plano financeiro.
c) Desenvolvimento de recomendações e apresentação ao cliente.
d) Implementação das recomendações do planejamento financeiro.

66 [307237] Segundo as Melhores Práticas de Planejamento Financeiro da PLANEJAR –


Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, o profissional de planejamento
financeiro e o cliente definem e concordam mutuamente sobre as condições para reavaliar
a situação do cliente, incluindo objetivos, perfil de risco, estilo de vida e outras mudanças
relevantes. Esse item é definido na etapa conhecida como

a) Estabelecer e definir o relacionamento com o cliente.


b) Desenvolver e apresentar as recomendações de planejamento financeiro do
cliente.
c) Analisar e avaliar a situação financeira do cliente.
d) Revisar a situação do cliente.

67 [307261] Ao conversar com um cliente pela primeira vez, seria apropriado coletar as
seguintes informações para o planejamento financeiro:
I – Objetivos que o cliente tem para a sua aposentadoria.
II – Referentes a problemas de saúde do cliente.
III – Sobre algum inconveniente em relação a idade dos seus sucessores.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
68 [307262] Um investidor tem perfil arrojado. Caso o cenário econômico mude, o
planejador financeiro:

a) pode mudar o IPS e implementar as mudanças, sem comunicar o cliente.


b) pode avisar o cliente após implementar as mudanças do IPS.
c) por ser um cliente arrojado, não precisa avisar as mudanças do IPS.
d) deve sempre avisar o cliente antes de qualquer mudança de IPS.

69 [307272] Na fase de desenvolvimento das recomendações de investimentos, o


planejador financeiro deverá:

a) Obter aprovação sobre estratégias necessárias para implementar os ajustes


propostos.
b) Analisar e avaliar os tipos de risco aos quais o cliente está exposto,
determinando o IPS do cliente.
c) Apresentar ao cliente quais as ações e os títulos de renda fixa que devem ser
adquiridos na carteira de investimentos.
d) Propor ao cliente uma política de investimentos em função de sua situação
financeira, estágio de vida, perfil psicológico , objetivos e restrições.

70 [303130] Um cliente investiu R$ 100.000,00 em um CDB com rentabilidade de 100% do


CDI durante 270 dias úteis (390 dias corridos). Sabendo que no momento do resgate, a
taxa do CDI do período foi de 11,75% e ele teve mais um spread de 0,65% ao ano, qual foi
o valor aproximado do resgate líquido?

a) R$ 110.018,00
b) R$ 110.336,00
c) R$ 111.312,00
d) R$ 114.060,00

Apostila
Simulados para a CEA 2025
CEA: SIMULADO (03)

01 [101117] Qual o órgão responsável pelo cálculo da TR (Taxa Referencial)?

a) CMN
b) Banco Central
c) COPOM
d) CVM

02 [101261] A Resolução CMN Nº 5.008 de 24/3/2022 dispõe sobre a constituição, a


organização e o funcionamento das sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários
(CTVM) e das sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVM). Segundo
essa resolução, a CTVM e a DTVM:
I – Seus funcionamentos dependem de autorização do Banco Central do Brasil.
II – Têm por objeto social intermediar oferta pública e distribuição de títulos e valores
mobiliários no mercado, podendo também emitir de moeda eletrônica.
III – Não podem cobrar de seus comitentes corretagem ou qualquer outra comissão
referente a negociações com determinado valor mobiliário durante seu período de
distribuição primária.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

03 [101313] Caso o associado descumpra as obrigações previstas no Estatuto Social da


ANBIMA, o mesmo poderá sofrer as seguintes penalidades:

a) advertência privada, advertência pública e multa.


b) advertência pública, multa e afastamento da Anbima.
c) advertência privada, advertência pública e afastamento temporário.
d) advertência privada, afastamento e multa.

04 [202503] Segundo o Código Anbima de Distribuição de Produtos de Investimentos, são


considerados produtos de investimentos os:
I – Certificados de Depósito bancário (CDBs)
II – Títulos de capitalização
III – Brazilian Depositary Receipts (BDR)
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
05 [102120] São considerados exemplos de indícios do crime de lavagem de dinheiro:
I – Uma ONG recebe quatro créditos de uma casa noturna, sendo o primeiro de R$
1.000,00, o segundo de R$ 2.000,00, o terceiro de R$ 4.000,00 e o quarto de R$ 2.000,00.
No dia seguinte, esta ONG transfere estes R$ 9.000,00 para uma outra conta que possui.
II – Um pai movimenta a conta de seu filho e efetua um depósito em espécie no valor de
R$ 9.000,00. Ele movimenta esta conta, pois possui o “pátrio poder” e através dessa
conta, ele paga aluguel, luz, água e a escola do seu filho.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II.
d) Nenhuma das duas.

06 [202209] Um investidor institucional solicitou a uma corretora de valores que


adquirisse uma quantidade significativa de ações de uma determinada empresa. Um
corretor de valores, dessa mesma corretora, ao obter a informação sobre a negociação
com o cliente, adquire ações dessa empresa para si próprio, antecipando-se à execução da
ordem do cliente pela corretora. Nesse caso, a atitude indevida do corretor denomina-se

a) insider trading
b) front trading
c) front running
d) insider information

07 [103106] O produto Interno Bruto (PIB) de uma economia aberta inclui o valor dos bens
e serviços finais destinados:
I – ao consumo das famílias.
II – aos investimentos.
III – aos gastos do governo.
IV – às exportações líquidas
Está correto o que se afirma em:

a) I e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II, III e IV.

08 [203142] Em uma nota divulgada ao mercado, o Banco Central do Brasil (Bacen)


demonstrou preocupação com o aquecimento do nível de atividade econômica e do atual
excesso de liquidez. De acordo com a nota, poderiam ser adotadas medidas para reduzir a
oferta de crédito. Nesse caso, uma das medidas possíveis a ser adotada pelo Bacen é a
de:

a) recomprar títulos públicos em operações de mercado aberto (open market).


b) reduzir a taxa de redesconto para empréstimos de assistência à liquidez.
c) ampliar a emissão de papel moeda.
d) aumentar o recolhimento do compulsório sobre o depósito à vista e a prazo.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
09 [203153] Para reduzir a oferta monetária e controlar a expansão da demanda agregada
da economia, um dos instrumentos de política monetária a disposição do Banco Central é
a:

a) compra de títulos públicos no mercado aberto.


b) venda de títulos públicos no mercado aberto.
c) redução da taxa do redesconto.
d) redução da taxa dos depósitos compulsórios

10 [302204] Qual a taxa equivalente de um investimento de 14%.a.a para 185 dias


corridos?

a) 5,48%
b) 6,97%
c) 7,19%
d) 10,10%

11 [302223] Maria Cecília adquire um imóvel por R$ 650.000,00 em 180 prestações


mensais pela Tabela SAC com juros de 10% ao ano. Sabendo que o primeiro pagamento
ocorrerá 30 dias após a liberação dos recursos, o valor da primeira prestação será
aproximadamente de:

a) R$ 5.183,00
b) R$ 6.814,00
c) R$ 8.794,00
d) R$ 9.027,00

12 [302336] Um indivíduo investiu o valor de R$ 250.000,00, e recebeu, respectivamente,


R$ 40.000,00, R$ 60.000,00, R$ 90.000,00 e R$ 120.000,00, em 30, 60, 90 e 120 dias, da
data da contratação da operação. A taxa de juros desse investimento foi,
aproximadamente, de

a) 4,66% a.m.
b) 6,26% a.m.
c) 10,66% a.m.
d) 7,72% a.m.

13 [302348] Um cliente irá fazer um investimento no valor de R$ 20.000,00. Este


investimento irá gerar um pagamento de R$ 10.000,00 por mês, durante 4 meses
consecutivos. Sabendo que este investidor irá reaplicar as parcelas recebidas em uma
aplicação que rende 8% por mês, o retorno anualizado que ele terá ao final da última
parcela será de:

a) 22,52%
b) 34,90%
c) 1.044%
d) 3.533%

Apostila
Simulados para a CEA 2025
14 [104131] Um investidor que não deseja correr risco de crédito e ainda por cima, deseja
o menor risco possível, deveria investir em:

a) LFT
b) CDB
c) NTN-F
d) LTN

15 [303117] Uma debênture brasileira, com maturidade de 10 anos e com pagamento de


cupom anual a taxa de 12% a.a., está sendo negociada por R$ 1.197,93. Desta forma, um
investidor que a adquira agora, estará adquirindo um título com Yield to Maturity (YTM)
aproximado de:

a) 4,00% a.a.
b) 6,45% a.a.
c) 7,58% a.a.
d) 8,93% a.a.

16 [303509] Dentre as alternativas abaixo, os títulos negociados no mercado norte


americano que não possuem risco de reinvestimentos são:

a) T-Bills e Commercial Papers


b) T-Bills e TIPS
c) T-Bonds e T-Notes
d) T-Bonds e TIPS

17 [203209] As variáveis que impactam o cálculo do WACC (Weighted Average Capital


Cost) são:

a) Desvio padrão e Retorno da empresa.


b) Taxa livre de risco e Beta da empresa.
c) Capital Próprio e Capital de Terceiros, apenas.
d) Capital Próprio, Capital de Terceiros e alíquota do IR.

18 [104209-A] A remuneração distribuída aos acionistas de uma empresa S/A de capital


aberto, na forma de Juros sobre Capital Próprio

a) equivale à distribuição de novas ações para os atuais acionistas dessa empresa.


b) deve corresponder, no mínimo, ao custo médio ponderado de capital da
empresa.
c) permite ao acionista negociar esses direitos na bolsa de valores, antes do seu
recebimento.
d) pode ser considerada no cálculo para fins de pagamento do dividendo mínimo
obrigatório.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
19 [204348] Com relação aos gráficos abaixo, o titular da opção vai exercer o seu direito,
caso o preço do ativo-objeto for menor que o preço de exercício, apenas nos cenários:

a) I
b) II
c) I e III
d) II e III

20 [204371] O modelo Black-Scholes possui os seguinte pressupostos:


I – As ações não possuem dividendos durante a vida do derivativo.
II – É possível emprestar e tomar emprestado a uma taxa de juros livre de risco constante
e conhecida;
III – O preço segue um movimento Browniano geométrico com tendência (drift) e
volatilidade constantes.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.

21 [204383] O contrato futuro de DI negociado na Bolsa de Valores permite

a) estimar a volatilidade das opções de ouro.


b) auxiliar na determinação da inclinação da curva de juros.
c) auxiliar na previsão das taxas de câmbio spot.
d) estimar a volatilidade do índice BOVESPA.

22 [204390] Pode-se afirmar que uma opção de compra está out of the money quando o
preço do ativo-objeto no mercado é:

a) menor que o preço de exercício.


b) maior que o preço de exercício.
c) menor que o preço a termo.
d) maior que o preço a termo.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
23 [303313] O gráfico abaixo representa qual tipo de operação com os derivativos?

a) Long Straddle
b) Long Strangle
c) Short Butterfly
d) Box de 4 pontas

24 [303315] Sabendo que faltam 123 dias corridos (85 dias uteis) para o vencimento do
contrato futuro de dólar, que a taxa spot do dólar está em R$ 3,18, o cupom cambial em
6,00% ao ano e a taxa livre de risco brasil em 11,25% ao ano, qual o valor do forward do
dólar?

a) R$ 3,23
b) R$ 3,25
c) R$ 3,27
d) R$ 3,30

25 [303316] Um gestor decidiu fazer um hedge na carteira do fundo de investimentos de


ações, vendendo 10 contratos de índice futuro de Ibovespa a 48.000 pontos. Após dois
meses, ele recompra seus contratos a 69.000 pontos. Sabendo que cada ponto equivale
R$ 1,00, podemos afirmar que este fundo de investimentos:

a) Pagou R$ 210.000,00
b) Recebeu R$ 210.000,00
c) Pagou R$ 21.000,00
d) Recebeu R$ 21.000,00

Apostila
Simulados para a CEA 2025
26 [204116] Em relação ao COE (Certificado de Operações Estruturadas), os documentos
que são obrigatórios são:

a) OBRIGATÓRIO // NÃO OBRIGATÓRIO


b) OBRIGATÓRIO // OBRIGATÓRIO
c) NÃO OBRIGATÓRIO // OBRIGATÓRIO
d) NÃO OBRIGATÓRIO // NÃO OBRIGATÓRIO

27 [104158] Um investidor deseja investir os recursos que recebeu de herança. Diante


disso, um planejador financeiro lhe explicou que:

a) debêntures com garantia real possuem proteção de até R$ 40.000.000,00 pelo


Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
b) letras de crédito Imobiliário possuem isenção fiscal para pessoa física e garantia
do lastro imobiliário, mas não possuem proteção do Fundo Garantidor de Crédito
(FGC).
c) debêntures incentivadas possuem isenção fiscal para pessoa física e possuem
proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250.000,00.
d) debêntures incentivadas possuem isenção fiscal para pessoa física, mas não
possuem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

28 [105127] Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a classe de cotas que


permite ao investidor conhecer o valor da cota no momento de sua aplicação é a:

a) Multimercado
b) Ações
c) Cambial
d) Renda fixa

29 [105145] Sobre a cessão de cotas de fundos de investimentos, pode-se afirmar que as


cotas de um fundo com classe:

a) Aberta podem ser transferidas, mediante termo de cessão e transferência,


assinado pelo cedente e pelo cessionário.
b) Aberta podem ser transferidas através de bolsa de valores ou entidade de
balcão organizado em que as cotas do fundo sejam negociadas.
c) Aberta não podem ser objeto de cessão ou transferência, salvo por decisão
judicial, execução de garantia ou sucessão universal.
d) Fechada não podem ser objeto de cessão ou transferência, em hipótese alguma.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
30 [105327] Em regra geral, a cobrança de taxa de performance é vedada nos fundos de
investimentos financeiros tipificados como:

a) Renda fixa; Cambial; Ações; e Multimercado.


b) Renda fixa crédito privado; Cambial; e Multimercado.
c) Renda fixa curto prazo; Renda fixa simples; e Renda fixa longo prazo.
d) Renda fixa curto prazo; Renda fixa simples e Renda fixa referenciado.

31 [105341] Um Fundo de Investimento de Renda Fixa adquiriu para a sua carteira um lote
de Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B), com vencimento em 15/05/2020. Sobre o
conceito denominado marcação a mercado, um especialista em investimento explicará ao
seu cliente que se:
I – o fundo permanecer com esse título em sua carteira até o vencimento, a sua
rentabilidade refletirá a taxa de juros acordada na aquisição, caso os recebimentos de
cupom sejam reinvestidos pela mesma taxa de aquisição.
II – ocorrer queda na Taxa Selic, esse título poderá ter seu cupom desvalorizado.
III – a taxa de juros de mercado estiver sendo negociada acima da taxa de juros na data de
aquisição, a cota do fundo poderá apresentar rentabilidade negativa.

Está correto o que se afirma em

a) I e III, apenas.
b) I, II e III.
c) II e III, apenas.
d) I e II apenas.

32 [105320] Em relação às diferentes modalidades dos fundos de investimentos, as


classes

a) de fundos de renda fixa não podem adquirir ativos no exterior.


b) exclusivas são voltados para um segmento de mercado, como empresas do
segmento de energia elétrica.
c) fechadas são aqueles em que os cotistas podem resgatar suas cotas a qualquer
momento.
d) de fundos de ações podem comprar cotas de outros fundos.

33 [205103] Em relação a um Fundo de Investimento em Cotas de Direitos Creditórios


(FIC-FIDC), podemos afirmar que investem em Fundos de Investimento em Direitos
Creditórios (FIDCs) no mínimo:

a) 50%
b) 67%
c) 90%
d) 95%

Apostila
Simulados para a CEA 2025
34 [205203] Analisando o gráfico abaixo, entre o Fundo A, Fundo B e o benchmark (CDI)
podemos afirmar que:

a) O Fundo A é passivo e superou o seu benchmark em todos os meses.


b) O Fundo B é passivo e superou o seu benchmark em todos os meses.
c) O Fundo A é ativo e superou o seu benchmark no acumulado.
d) O Fundo B é passivo e seu tracking error é próximo de zero.

35 [205369] Em um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC):


I – As cotas subordinadas possuem maiores riscos, caso os créditos não sejam
performados.
II – São exigidos ratings (classificação de risco de agências de risco de mercado) apenas
para as cotas sêniores.
III – As cotas sêniores possuem prioridade para fins de pagamento de amortização e
resgates.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.

36 [205307-A] Com relação às modalidades de fundos de investimento definidos pela CVM,


os fundos:

a) de índice ou ETFS (Exchange Traded Funds) podem operar alavancados.


b) de investimento multimercados não permitem a cobrança da taxa de
performance.
c) de Renda Fixa Simples dispensam, o investidor, da assinatura do termo de
adesão.
d) de investimento imobiliário são constituídos na forma de condomínio aberto.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
37 [304302] Um investidor deseja realizar uma aplicação de R$ 5.000.000,00 em fundo de
capital protegido durante quatro meses. Esse produto, oferece ao investidor 3 opções de
retorno de acordo com os seguintes cenários:

a) R$ 183.000,00
b) R$ 201.300,00
c) R$ 950.000,00
d) R$ 1.100.000,00

38 [304512] Antônio, 70 anos de idade, há muitos anos atrás, investiu R$ 1.000.000,00 em


ações na bolsa de valores, que hoje valem R$ 5.000.000,00. Estas ações possuem um
retorno dos dividendos aproximado em 2% ao ano. Ele também possui títulos de renda
fixa (LCI e LCA) no valor de R$ 3.000.000,00. Durante a reunião com seu assessor de
investimentos, ele comenta que possui um custo de vida de R$ 25.000,00 por mês e que
gostaria que seu patrimônio fosse gerido através de uma estratégia passiva (Buy and
Hold) para arcar com seu custo de vida. Além disso, gostaria de minimizar os impactos dos
impostos gerados pela venda dos ativos e também que se tivesse um baixo custo na
estruturação dos serviços prestados. Diante dessas informações, o profissional deveria
recomendar:

a) transferir todos os ativos para um fundo de ações próprio, pois o fundo teria
mais de 67% em ações, o que não causaria a cobrança do come-cotas.
b) constituir um FIE com todos os ativos, pois os planos de previdência possuem
benefícios fiscais com os regimes tributários progressivos ou regressivos.
c) transferir das ações para uma Carteira Administrada e os ativos de renda fixa,
para um fundo exclusivo fechado, o que evitaria a cobrança do come-cotas.
d) constituir uma Carteira Administrada, pois o investidor se beneficiará das
isenções fiscais da LCI e da LCA e das vendas de ações até o limite de R$
20.000,00.

39 [205512] Em relação a tributação do imposto de renda (IR) dos ETF de renda variável
(ações) negociados na B3, podemos afirmar que

a) é isento para pessoas físicas que alienem até R$ 20.000,00 no mês.


b) o investidor é o responsável pelo recolhimento do IR via DARF até o último dia
do mês seguinte.
c) a instituição financeira é a responsável pelo recolhimento total do IR na fonte.
d) o IR é cobrado tanto no resgate, quanto nos meses de maio e novembro,
através do chamado come-cotas, sempre que houver valorização da cota.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
40 [105626] Se houver desenquadramento dos limites de investimento das carteiras dos
fundos, o Administrador Fiduciário deve formalizar essa situação:
I – À Anbima e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), enviando a esses órgãos o
compromisso de reenquadramento em até um dia útil.
II – Ao Gestor de Recursos, que deve reenquadrar o fundo em até um dia útil.
III – Ao Gestor de Recursos para que este diligencie pelo reenquadramento da carteira da
classe no melhor interesse dos cotistas.

De acordo com as Regras e Procedimentos associadas ao Código Anbima de Administração


de Recursos de Terceiros, está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas
b) II e III, apenas
c) III, apenas
d) I, II e III

41 [106311] Um senhor com 60 anos quer contratar um Plano complementar de


previdência, realizando um aporte único e desejando obter uma renda vitalícia. Esse plano
de previdência:

a) pode ser contratado, indiferentemente do plano de previdência escolhido, pois


os mesmos não possuem limite de idades.
b) não pode ser contratado, pois a idade do investidor ultrapassa a idade máxima
para tal investimento.
c) pode contratar, tendo em vista que é renda vitalícia.
d) depende do tipo de plano contratado.

42 [106366] Um investidor pretende transformar o valor acumulado do seu plano de


previdência complementar em uma renda e ao questionar seu especialista de
investimentos sobre o que ocorrerá com sua reserva, ouviu: “A reserva acumulada passa
ser de propriedade da seguradora, que lhe garantirá uma renda mensal. Essa reserva será
investida e se seu retorno financeiro real for maior do que o valor pago em forma de
renda, a seguradora lhe repassará um percentual desse retorno sob a forma de aumento
no valor do seu benefício.”
Com base exclusivamente nas informações, a explicação refere-se ao conceito de

a) juro atuarial.
b) excedente financeiro.
c) tábua biométrica.
d) atualização monetária do beneficio.

43 [106368] Um investidor deseja aplicar seus recursos em um plano de previdência


complementar do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), escolhendo um fundo de
investimentos especialmente constituído (FIE) de renda fixa pós-fixada. Desta forma,
podemos afirmar que, durante a fase de contribuição, o investidor assumirá o risco de

a) crédito da seguradora proprietária do plano e de mercado dos ativos que


compõem a carteira do FIE.
b) mercado dos ativos que compõem a carteira do FIE para o plano, apenas.
c) crédito do administrador do plano e o de mercado dos ativos que compõem a
carteira do FIE do plano.
d) Crédito de seguradora proprietária do plano, apenas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
44 [106602] Um cliente possui um PGBL com tábua atuarial AT-2000. Analisando o plano
do cliente, um profissional CFP® deveria recomendar migrar para outro plano desde que o
plano possua:

a) maior taxa de administração, menor taxa de carregamento e desde que consiga


migrar para uma tabua mais antiga.
b) menor taxa de administração, menor taxa de carregamento e consiga pelo
menos manter a mesma tábua atuarial.
c) mesma taxa de administração, tábua mais recente e menor taxa de
carregamento.
d) menor taxa de administração, menor taxa de carregamento e obrigatoriamente
migre para uma tábua atuarial mais antiga.

45 [305204] Um investidor deseja se aposentar daqui a 20 anos com uma renda perpétua
de R$ 20.000,00 por mês. Considerando taxa de juros de 0,5% ao mês por um período
indefinido, para que ele possa atingir seu objetivo, ele deveria fazer um aporte único na
data de hoje no valor aproximado de:

a) R$ 12.084,00
b) R$ 120.838,00
c) R$ 1.208.385,00
d) R$ 4.000.000,00

46 [305405] Um cliente deseja fazer uma aplicação em previdência de R$ 100.000,00 em


aporte único e pretende mantê-lo por 10 anos. Ele consulta um consultor sobre os
melhores planos do mercado em taxa de carregamento na saída e taxa de administração
financeira (TAF). Considerando um rendimento bruto anual de 8%, qual dos planos abaixo,
representa a melhor opção para investimento?

a) Plano A
b) Plano B
c) Plano C
d) Plano D

47 [305528] Guilherme ganha 6 mil por mês de salário e deseja fazer uma previdência
privada. Em uma reunião com você, ele lhe conta que declara seu imposto de renda pelo
modelo simplificado e que somando todas as deduções que ele pode fazer, incluindo INSS,
ele tem 18% de abatimento da sua renda. Sabendo que a capacidade de poupança dele é
de 10%, você recomendaria:

a) alterar modelo de declaração para completa e fazer um PGBL.


b) alterar modelo de declaração completa e fazer um VGBL.
c) manter modelo de declaração e fazer um PGBL.
d) manter modelo de declaração e fazer um VGBL.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
48 [305529] Um indivíduo, 60 anos de idade, contribuiu mensalmente dos 40 aos 50 anos
com dois planos de previdência complementar:
I – Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) com regime de tributação exclusivo na fonte
(tabela regressiva) e acumulou recursos no valor de R$ 1.385.330,00;
II – Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) com regime de tributação compensável (tabela
progressiva) e acumulou recursos no valor de R$ 1.385.330,00 sendo que, desse
montante, R$ 277.066,00 referem-se aos rendimentos (rentabilidade).

De cada um dos planos, ele pretende receber uma renda mensal vitalícia no valor de R$
5.000,00. Nesse caso, o valor líquido total recebido em cada mês será de

a) R$ 8.125,00
b) R$ 9.350,00
c) R$ 9.500,00
d) R$ 10.000,00

49 [207128] Considere dois ativos com covariância negativa. Com isso, podemos afirmar
que:
I – A correlação entre esses dois ativos é negativa.
II – O produto dos desvios-padrão desses dois ativos é superior à covariância entre eles.
III – Os ativos se movem de forma oposta ao mercado.
Está correto o que se afirma apenas em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

50 [207130] Em uma distribuição normal simétrica, podemos afirmar que:

a) A média é sempre zero.


b) A média é igual ao desvio padrão.
c) A variância é igual a covariância.
d) Pode ter valores extremamente positivos ou extremamente negativos

51 [306101] Um investidor compra uma ação com desvio padrão de R$ 5,00 e retorno
esperado de R$ 40,00. Considerando uma distribuição normal, qual o intervalo de variação
para a ação, para um intervalo de confiança aproximado de 95%?

a) R$ 35,00 a R$ 45,00
b) R$ 30,00 a R$ 50,00
c) R$ 37,50 a R$ 42,50
d) R$ 25,00 a R$ 55,00

52 [207232] Guilherme se desfez das ações de duas empresas do setor de gás natural
para comprar ações de quatro empresas, uma de cada segmento (setores diferentes).
Sabendo que boa parte do seu capital estavam investidas nessas duas empresas,
podemos afirmar que este investidor deseja fugir do:

a) Risco Sistemático
b) Risco Não Sistemático
c) Risco de Mercado
d) Risco de Crédito

Apostila
Simulados para a CEA 2025
53 [306502] Com relação às estratégias de investimento, podemos afirmar que:

a) A estratégia ativa tem como objetivo gerar alpha, fazendo com que o gestor
rebalanceie a carteira de acordo com uma regra.
b) A estratégia passiva, o chamado buy and hold, se altera com a mudança nas
expectativas.
c) A estratégia passiva é utilizada quando os mercados estão em desequilíbrio, ou
seja, quando a precificação é ineficiente e as possibilidades de ganhos
extraordinários são amplas.
d) A estratégia semiativa é um misto das estratégias ativa e passiva, mas com
predomínio da estratégia ativa.

54 [306306] Um ativo possui as seguintes características:


· Taxa Livre de Risco = 9%
· Retorno Esperado do Mercado = 15%
· Beta = 0
Segundo Modelo CAPM, o retorno exigido para comprar este ativo é:

a) 0%
b) 9%
c) 15%
d) 24%

55 [306338] Em uma reta SML, conforme o gráfico abaixo, podemos afirmar que:

a) A possui mais risco que B.


b) B possui mais risco que A.
c) Ambos possuem o mesmo risco.
d) Não é possível mensurar qual ativo possui maior risco.

56 [306340] A teoria da precificação do APT (Arbitrage Pricing Theory) difere do modelo


CAPM (Capital Asset Pricing Model), porque a APT:

a) Enfatiza mais o risco de mercado.


b) Minimiza a importância da diversificação.
c) Reconhece múltiplos fatores de risco não sistemático.
d) Reconhece múltiplos fatores de risco sistemático.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
57 [306603] O Acordo de Capital da Basileia teve como uma de suas bases:

a) a exigência mínima de depósitos em cadernetas de poupança que clientes


deveriam manter aplicados.
b) a elaboração de princípios rígidos para dificultar processos de lavagem de
dinheiro.
c) os Princípios Essenciais para uma supervisão bancária eficaz.
d) exigências mínimas para que os bancos participantes aprovassem crédito para
os clientes pessoa física.

58 [306404] Caso um investidor tenha que selecionar um dos fundos abaixo, utilizando o
Índice de Treynor, qual ele selecionará?

a) I
b) II
c) III
d) IV

59 [102332] Segundo a Resolução n° 30 da CVM, o profissional de distribuição deve


verificar se os produtos, serviços e operações ofertadas aos clientes são adequados a sua
situação financeira. Nesse caso, ele precisa analisar, entre outros aspectos:

a) Período em que o cliente deseja manter os investimentos.


b) Preferências declaradas do cliente quanto à assunção de riscos.
c) Finalidades dos investimento.
d) O valor e os ativos quem compõem o patrimônio do cliente.

60 [102336] Segundo a Resolução nº 30 da CVM, é vedado às pessoas que fazem


recomendação de produtos de investimento para clientes, recomendar produtos ou
serviços quando:

a) as informações de perfil do cliente não estejam atualizadas.


b) o prazo de vencimento do produto não for informado.
c) os dados pessoais sensíveis do cliente, segundo a Lei Geral de Proteção de
Dados (LGPD), não estejam atualizados.
d) o retorno esperado do produto, no seu vencimento, não for informado.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
61 [102341] De acordo com a Resolução CVM 30, para cumprir o dever de verificar a
adequação dos produtos, serviços e operações ao perfil de um cliente, deve-se analisar
dentre outras informações
I – o período em que o cliente deseja manter o investimento.
II – o valor e os ativos que compõem o patrimônio do cliente.
III – os tipos de produtos, serviços e operações com os quais o cliente tem familiaridade.
Está correto o que se afirma em

a) I e III, apenas.
b) I, II e III.
c) II e III, apenas.
d) I e II, apenas.

62 [202632] Um cliente observa as seguintes lâminas de dois fundos de investimentos:

a) Excesso de confiança
b) Efeito Manada
c) Representatividade
d) Disponibilidade

63 [202634] Rafael comprou ações da empresa “RT Education S/A” em um IPO (Initial
Public Offering) pelo valor de R$ 20,00 cada. Depois de um tempo, ele vê as mesmas
ações sendo negociadas ao valor de R$ 10,00 na bolsa de valores. Sabendo disso, ele lhe
diz que se realizar a venda agora, vai ir contra a estratégia dele. As finanças
comportamentais definem isso como:

a) Ancoragem.
b) Representatividade.
c) Aversão a perda.
d) Excesso de confiança.

64 [202639] Os investidores A e B adquiriram a mesma ação por R$ 50,00. Depois de um


período, a ação subiu para R$ 100,00 e, na sequência, voltou para R$ 75,00. Se o
investidor A tomar como base o preço de R$ 50,00 e o investidor B o preço de R$ 100,00,
espera-se que, de acordo com o viés de aversão a perdas, o investidor:

a) A venda a ação e B não venda.


b) B venda a ação e A não venda.
c) A venda a ação, assim como B.
d) A não venda a ação, assim como B.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
65 [202654] Aplicações em títulos hipotecados, emitidos por empresas europeias, foram
oferecidas a um investidor, que decidiu não aportar recursos nesse tipo de investimento
por associá-lo à recente crise de algumas economias europeias, apesar do retorno
atrativo. Caso a decisão desse investidor tenha sido tomada, apenas com base neste
evento recente, pode-se afirmar que ele foi influenciado pela heurística

a) da ancoragem.
b) representatividade.
c) ilusão do controle.
d) disponibilidade.

66 [307106] Em relação a Teoria de Finanças Tradicional e a Teoria de Finanças


Comportamentais:

a) A primeira considera que as decisões são afetadas por desvios, conhecidos


como heurísticas.
b) A segunda considera que as decisões são afetadas por desvios, conhecidos
como heurísticas.
c) A segunda considera que os indivíduos processam corretamente todas as
informações disponíveis no mercado antes de tomar uma decisão.
d) Ambas as teorias consideram que os investidores processam corretamente
todas as informações disponíveis no mercado antes de tomar uma decisão e as
processam sem nenhum desvio.

67 [307109] Certos indivíduos trocam com muita frequência seus investimentos em ações,
incorrendo em custos de corretagem que corroem sua rentabilidade, o que resulta, no
final, em um retorno menor do que aqueles que mantêm sua carteira estável por mais
tempo. Esse comportamento, em finanças comportamentais, se chama:

a) Ancoragem.
b) Excesso de confiança.
c) Armadilha da confirmação.
d) Representatividade.

68 [307230] Cíntia deseja ter uma renda perpétua de R$ 84.540,00 através,


exclusivamente, da herança recebida da sua mãe no valor de R$ 3 milhões de reais.
Sabendo que os ativos sem risco estão com retorno esperado de 2% ao ano e os ativos
com risco embutem um prêmio por risco de 4% ao ano, qual a composição mais adequada
para que Cíntia possa atingir o seu objetivo?

a) 20% livre de risco e 80% com risco


b) 40% livre de risco e 60% com risco
c) 60% livre de risco e 40% com risco
d) 80% livre de risco e 20% com risco

Apostila
Simulados para a CEA 2025
69 [307246] No processo de planejamento financeiro descritos pela Planejar, as atividades
que fazem parte da fase de Coleta na gestão de ativos são:
I – Identificar os fluxos de caixa disponíveis para investimento.
II – Avaliar as vantagens e desvantagem de cada estratégia.
III – Determinar a tolerância do cliente ao risco de investimento.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

70 [307273] Durante o Planejamento Financeiro pessoal, está correto afirmar que:

a) Na análise são avaliadas as necessidades de reserva de emergência do cliente,


bem como determinado a tolerância do cliente ao risco de investimentos.
b) Na fase de implantação, o profissional deve considerar os melhores
investimentos para a carteira do cliente, bem como calcular as expectativas de
retorno.
c) Na primeira das 6 etapas do planejamento financeiro descritas pela Planejar, o
profissional e o cliente deverão assinar o Escopo de Relacionamento, onde
deverá constar tanto a responsabilidades do cliente, quanto a responsabilidade
do planejador.
d) Na fase denominada coleta de informações, o profissional de planejamento
financeiro identifica e considera problemas, faz análise financeira e avalia as
informações resultantes para poder formular estratégias para o cliente.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
CEA: SIMULADO (04)

01 [101135] Considere as seguintes afirmativas abaixo:


I – Executar a emissão do papel moeda.
II – Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública,
interna e externa.
III – Definir a meta da inflação.
São atribuições do Conselho Monetário Nacional:

a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

02 [101144] Segundo a Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021, o principal


objetivo do banco central é:

a) Assegurar a estabilidade de preços.


b) Suavizar as flutuações do nível de atividade econômica.
c) Fomentar o pleno emprego.
d) Definir a meta da inflação.

03 [201210] Considere as seguintes afirmativas abaixo:


I – As pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor
superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por
escrito sua condição, são considerados Investidores Profissionais.
II – As Pessoas Físicas e as Pessoas Jurídicas que possuem investimentos financeiros
superiores a R$ 1.000.000,00 e que atestem por escrito a sua condição, são considerados
Investidores Qualificados.
III – Os assessores de investimentos, administradores de carteira, analistas e consultores
de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios, são
considerados investidores qualificados.
Está correto o que se afirmar em:

a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

04 [102145] Com relação ao crime de Lavagem de Dinheiro, podemos afirmar que:


I – São suspeitas as pessoas físicas e jurídicas que comercializam obras de arte e
antiguidades de qualquer natureza.
II – A pena prevista para quem comete o crime é de 3 até 10 anos de reclusão e multa.
III – As administradoras de cartões de crédito estão sujeitas a fiscalização.
Está correto o que se afirma apenas em:

a) I
b) II
c) I e III
d) I, II e III

Apostila
Simulados para a CEA 2025
05 [102170] Uma instituição financeira possui os seguintes mecanismos de
acompanhamento e controle para fins de prevenção a lavagem de dinheiro e ao
financiamento do terrorismo,
I – a definição de processos, testes e trilhas de auditoria.
II – a definição de métricas e indicadores adequados.
III – a identificação e correção de eventuais deficiências.
IV – o monitoramento do uso das redes sociais por seus clientes.
Segundo o Banco Central do Brasil, são obrigatórios APENAS os mecanismos de
acompanhamento e controle

a) II, III e IV
b) I e IV
c) II e III
d) I, II e III

06 [108111] Em 1986, ocorreu o acidente nuclear da usina de Chernobyl na Ucrânia (então


parte da União Soviética). Ele foi considerado um dos piores acidentes da história da
energia nuclear, gerando grandes impactos por meio da emissão de uma nuvem radioativa
que alcançou diversos países na Europa. Grandes regiões na Ucrânia, Bielorrússia e Rússia
foram atingidas, causando a evacuação de aproximadamente 200 mil pessoas.
Considerando o caso mencionado, podemos citar exemplos dos impactos socioambientais
causados pelo acidente:

a) conflitos entre os países pela disputa de áreas não atingidas pelo acidente e
pelas usinas radioativas operacionais.
b) aumento das emissões de gases de efeito estufa provocados pelo acidente,
intensificando o aquecimento global.
c) aumento do número de doenças nas pessoas e de perda de biodiversidade
causadas pelas emissões radioativas.
d) desligamento de usinas nucleares em outros países para reduzir o consumo de
materiais radioativos.

07 [103133] A taxa Selic Over representa a taxa média das operações de financiamento de
um dia (compromissada) lastreada em títulos:

a) privados, registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia da B3.


b) públicos federais, registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia
da B3.
c) públicos federais, registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia
do Banco Central do Brasil.
d) privados, registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia do Banco
Central do Brasil.

08 [203130] O aumento da taxa de juros pelo COPOM ocasiona ________ da demanda por
moeda e ___________ da inflação, respectivamente:

a) Diminuição e Diminuição
b) Diminuição e Aumento
c) Aumento e Diminuição
d) Aumento e Aumento

Apostila
Simulados para a CEA 2025
09 [203145] A respeito da política monetária, é correto afirmar que a:

a) compra de títulos públicos dos bancos pelo Banco Central é coerente com uma
política monetária contracionista.
b) Elevação das taxas de juros pode comprometer a viabilidade de novos projetos
de investimentos na economia.
c) Ferramenta exclusiva para operacionalização do sistema de metas de inflação é
a oferta monetária.
d) Elevação dos recolhimentos compulsórios sobre os depósitos à vista provoca um
incremento dos recursos disponíveis para empréstimos pelos bancos comerciais.

10 [203154] Para um país ter sua balança comercial deficitária é necessário que

a) tenha um maior volume de remessas de lucros e juros de empréstimos para a


exterior.
b) tenha um menor volume de remessas de lucros e juros de empréstimos vindos
do exterior.
c) venda mais bens e produtos produzidos no pais para o exterior do que compre.
d) compre mais bens e produtos produzidos no exterior do que venda.

11 [302104] Uma madeireira comprou um insumo para sua produção no valor de R$


500,00, transformou esse insumo e vendeu por R$ 1.800,00. Através da ótica do valor
agregado, quanto esta madeireira acrescentou no PIB do País?

a) R$ 500,00
b) R$ 1.300,00
c) R$ 1.800,00
d) R$ 2.300,00

12 [302225] Uma pessoa deseja financiar R$ 350.000,00 referente à aquisição de um


imóvel, à taxa de 1% ao mês, pelo prazo de 180 meses, com o primeiro pagamento
ocorrendo no ato da contratação. Caso o cliente tivesse optado pela tabela Price, o valor
da primeira prestação seria de:

a) R$ 1.944,44
b) R$ 4.159,00
c) R$ 4.500,29
d) R$ 5.444,44

13 [302366] Um indivíduo contratou um empréstimo de R$ 135.000,00, que será pago por


meio de três notas promissórias vendíveis, respectivamente, em 30, 60 e 90 dias, da data
da contratação do empréstimo. Os valores a serem pagos nas respectivas datas de
vencimento são R$ 30.000,00; R$ 50.000,00 e R$ 60.000,00. A taxa de juros desse
empréstimo foi, aproximadamente, de

a) 3,70% a.m.
b) 4,00% a.m.
c) 1,66% a.m.
d) 1,22% a.m.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
14 [204107] O prazo máximo de emissão de uma nota promissória, sem considerar as suas
exceções, é de:

a) Pode ser emitida sem prazo máximo.


b) 30 dias para S.A Fechadas e 180 dias para S.A Abertas.
c) 180 dias para S.A Fechadas e 360 dias para S.A Abertas.
d) 360 dias para S.A Fechadas e 360 dias para S.A Abertas.

15 [303125] Uma LTN com vencimento em 122 dias úteis (177 corridos), está sendo
negociada atualmente por R$ 943,29 no mercado financeiro. Desta forma, podemos
afirmar que, o retorno anualizado deste título, é de:

a) 6,01% a.a.
b) 9,86% a.a.
c) 9,93% a.a.
d) 12,82% a.a.

16 [207228] Em uma carteira de investimentos, o que mais impacta negativamente:

a) Elevação do rating de uma instituição financeira que o CDB pós-fixado faz parte
da sua carteira.
b) Diminuição das taxas de juros negociadas das debêntures com remuneração
pós-fixada de uma empresa que faz parte da sua carteira.
c) Diminuição do deságio das negociações das LTN.
d) Aumentos das taxas de juros negociadas das debêntures com remuneração pós-
fixada de uma empresa que faz parte da sua carteira

17 [302350] Uma certa companhia está analisando se deve investir em um novo projeto
que possui um retorno estimado de 25% ao ano e, para isso, eles buscam a sua opinião,
um consultor de investimentos. Você solicitou algumas informações, como balanço e DRE
do último exercício contábil, que apresentaram os seguintes dados:
● Patrimônio Líquido: R$ 20.000.000,00
● Dívidas: R$ 90.000.000,00
● Faturamento: R$ 30.000.000,00
● Juros: 11% ao ano
● Margem Líquida: 18% ao ano
Considerando o WACC (Custo Médio Ponderado de Capital) da companhia como a TMA do
projeto, sabendo que o IRPJ é de 35% e que todo o lucro líquido será distribuído na forma
de dividendos aos acionistas, você diz ao seu cliente que:

a) Não deve fazer, pois seu WACC é de 10,76%


b) Deve fazer, pois seu WACC é de 10,76%
c) Deve fazer, pois seu WACC é de 13,91%
d) Não deve fazer, pois o retorno do projeto é inferior ao do capital próprio (ROE).

Apostila
Simulados para a CEA 2025
18 [104217-A] Ne mês de agosto de 2021, uma empresa fez uma oferta pública para
aquisição de ações ordinárias de uma empresa brasileira que possuía ações ordinárias e
preferenciais negociadas na Bolsa de Valores. As ações ordinárias se valorizaram e as
ações preferenciais se desvalorizaram, após o anúncio da oferta pública, conforme o
gráfico abaixo

a) free float
b) green shoe
c) tag along
d) drag along

19 [303214] Para as empresas estarem no Índice de Governança Corporativo da B3,


precisa estar listadas em:

a) Novo Mercado, Bovespa Mais ou Tradicional.


b) Nível 2, Bovespa Mais ou Tradicional.
c) Nível 1, Nível 2 ou Novo Mercado.
d) Small Caps, S&P500 ou Índice BOVESPA.

20 [204382] Os contratos futuro de ações da B3:

a) não exigem depósito de margem de garantia.


b) têm risco de contraparte.
c) são padronizados.
d) não possibilitam a alavancagem de resultados.

21 [204391] No mercado de derivativos, um Swap é

a) uma operação financeira tradicional onde a diferença entre o preço contratado


de um ativo é o preço futuro descontado a uma Taxa de juros.
b) um instrumento financeiro que confere ao seu titular o direito de comprar ou
vender um ativo objeto.
c) uma operação que permite a duas contrapartes trocarem seus fluxos
financeiros, em uma data futura, conforme critérios pré estabelecidos.
d) uma operação de compra e venda de um ativo realizada no mesmo pregão,
para o mesmo cliente, pela mesma sociedade corretora.

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Simulados para a CEA 2025
22 [303333] Analisando o cenário mundial, um investidor acredita que o mercado
financeiro poderá entrar num ciclo de alta volatilidade, pois o mercado está há muito
tempo lateralizado. Desta forma, o investidor conversa com seu consultor de
investimentos e lhe pergunta qual a melhor estratégia para poder apostar tanto em um
cenário de valorização, quanto em um cenário de desvalorização do mercado financeiro.
Se você fosse esse consultor, recomendar-lhe-ia a operação:

a) Long Strangle
b) Short Strangle
c) Compra de Put
d) Compra de Call

23 [204148] O distribuidor de um Certificado de Operações Estruturadas (COE) deve


entregar o Documento de Informações Essenciais (DIE) aos investidores qualificados que
estejam avaliando a alocação nesse produto. Por ser normativo, o DIE, além de ser escrito
em linguagem concisa e adequada a sua natureza e complexidade, deve
I – conter elementos consistentes e que não induzam o investidor ao erro.
II – ser útil à avaliação de investimento no COE.
III – diminuir a relevância da formatação, estrutura e disposição.
Está correto o que se afirma em

a) I, II e III.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I e II, apenas.

24 [303113] Um investidor deseja realizar uma aplicação de R$ 100 mil. Entre os produtos
disponíveis existe um COE relacionado a variação do S&P. Esse produto oferece ao
investidor 3 opções de retorno de acordo com os seguintes cenários.

a) R$ 113.973,00.
b) R$ 110.000,00.
c) R$ 108.428,57.
d) R$ 100.000,00.

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Simulados para a CEA 2025
25 [104438] Um investidor pessoa física realizou uma aplicação diretamente em títulos
públicos federais através do site do Tesouro Direto. Desta forma, o responsável pelo
recolhimento do imposto de renda será o:

a) Agente de Custódia.
b) Próprio investidor.
c) Tesouro Direto.
d) Investimentos pelo Tesouro Direto por pessoa física são isentos de imposto de
renda.

26 [204406] Um investidor qualificado pessoa física, quer investir em um produto de


renda fixa que não tenha imposto de renda. Desta forma, ele deve aplicar em:

a) FIDC
b) FIP
c) CRI
d) LF

27 [303426] Uma pessoa fez uma operação de swap e também comprou uma NDF
(mercado a termo). Para as duas operações, essa pessoa teve um resultado de R$ 120.000
(sendo R$ 60.000 de cada operação). Se o prazo da operação foi de 160 dias, o valor total
de IR que o investidor irá pagar será de:

a) R$ 18.000,00
b) R$ 22.500,00
c) R$ 23.500,00
d) R$ 27.500,00

28 [105142] São atribuições do Gestor de Recursos, exceto:

a) realizar ordens de compra e venda de ativos financeiros.


b) negociar, alocar e ratear as ordens dos veículos de investimento, quando
aplicável.
c) elaboração de todos os documentos relacionados aos fundos.
d) enquadrar os limites de investimento da carteira dos veículos de investimento,
conforme determinado nos documentos e na Regulação.

29 [105160] Sobre fundos de investimento, é correto afirmar que:

a) classe aberta é aquela que é aberta a qualquer investidor.


b) classe aberta não permite resgate ou aporte a qualquer momento.
c) classe fechada permite resgate de acordo com os prazos definidos no
regulamento.
d) classe fechada não admite o resgate de cotas.

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Simulados para a CEA 2025
30 [105333] Um fundo de investimento em ações é uma comunhão de recursos,
constituída sob a forma de condomínio especial, que aplica os recursos em:
I – Ações, debêntures e bônus de subscrição, cuja emissão ou negociação tenha sido
objeto de registro ou de autorização pela CVM.
II – Certificados ou recibos de depósitos emitidos no exterior com lastro em valores
mobiliários de emissão de companhia aberta brasileira.
III – Títulos da dívida pública federal.
Está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e II e III.

31 [105344] Segundo a Regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um gestor


de carteira NÃO poderá aplicar recursos em ativos financeiros negociados no exterior,
caso o fundo de investimentos financeiros seja tipificado como:

a) Cambial.
b) Multimercado.
c) Ações.
d) Renda Fixa Simples.

32 [107146] Um Fundo de Investimentos Renda Fixa poderá apresentar rentabilidade


negativa em determinado dia, caso possua em sua carteira, títulos:

a) pós-fixados, de médio e longo prazos, e ocorrer queda nas taxas de juros.


b) prefixados, de médio e longo prazos, e ocorrer queda nas taxas de juros.
c) prefixados, de médio e longo prazos, e ocorrer elevação nas taxas de juros.
d) pós-fixados, de médio e longo prazos, e ocorrer elevação nas taxas de juros.

33 [205307] Sobre o FIDC, analise as alternativas a seguir:


I – As classes de cotas podem ser abertas ou fechadas.
II – Tem sua captação de recursos tanto no varejo, quanto para investidores qualificados.
III – Não podem ser constituídos como fundo de investimentos em cotas de fundos.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.

34 [205331] Uma analista de uma gestora de Fundos de Investimentos em Participação,


deseja popularizar o investimento em FIPs. Para isso, opta por fazer uma oferta pública de
distribuição de cotas de FIP, seguindo todos os requisitos da legislação em vigor. No
momento da oferta, poderão subscrever as cotas investidores que:

a) aportem pelo menos R$ 25.000,00.


b) possuam no mínimo R$ 100.000,00 em aplicações financeiras.
c) possuam no mínimo R$ 1.000.000,00 em aplicações financeiras.
d) sejam qualificados.

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35 [205308-A] De acordo com a regulamentação vigente, os Fundos de Indice
I – podem operar alavancados.
II – a classe de cotas deve ser constituída em regime fechado
Pode-se afirmar que I e II, respectivamente, estão

a) correta e incorreta.
b) incorreta e correta.
c) incorreta e incorreta.
d) correta e correta.

36 [304303] Um investidor deseja realizar uma aplicação de R$ 4.000.000,00 em fundo de


capital protegido durante quatro meses. Esse produto, oferece ao investidor 3 opções de
retorno de acordo com os seguintes cenários:

a) R$ 112.080,00
b) R$ 124.224,00
c) R$ 720.738,00
d) R$ 960.000,00

37 [105543] Segundo a Secretaria da Receita Federal,


I – as alíquotas de imposto de renda nos fundos de investimento de curto prazo, de longo
prazo e de ações são diferentes em composição dos títulos de suas carteiras.
II – os fundos de investimento em ações não estão sujeitos a retenção do imposto de
renda denominada 'come cotas´.
III – as alíquotas do imposto de renda, incidentes no resgate de recursos aplicados em
fundos de investimento de curto e de longo variam em função do prazo que o investidor
mantiver a aplicação.
Está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

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38 [105628] O apreçamento de ativos consiste em:

a) Marcar os preços dos títulos da carteira de um fundo de investimento pelo preço


médio de mercado.
b) Marcar os preços dos títulos da carteira de um fundo de investimentos pelo
valor transacionado no mercado.
c) Marcar os preços dos títulos da carteira de um fundo de investimentos pelo
valor de aquisição corrigidos pelo impacto do imposto de renda.
d) Marcar os preços dos títulos da carteira de um fundo de investimentos pelo
valor negociado no mercado descontado o impacto da inflação.

39 [105629] Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de


Recursos de Terceiros não se aplica a:

a) Clubes de Investimento
b) FIP
c) Fundos fechados
d) Fundos exclusivos

40 [105630] De acordo Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para


Administração de Recursos de Terceiros, o Administrador Fiduciário é o responsável:

a) Por comprar e vender ativos para o fundo.


b) Por decidir sobre investimentos, manutenção e desinvestimentos.
c) Pelo processo de prevenção à lavagem de dinheiro dos ativos adquiridos pelo
fundo.
d) Pela gestão do risco de liquidez, que deve ser feita em conjunto com o gestor de
recursos.

41 [106336] Um determinado investidor possui um plano de previdência privado e no


momento de se aposentar, opta por uma renda vitalícia no valor de R$ 10.000,00 mensais.
No entanto, quatro meses após começar a receber o benefício da renda vitalícia, ele vem a
falecer. Sabendo que o mesmo tinha 3 herdeiros (2 filhos e esposa), podemos afirmar que:

a) Continuará a ser paga aos três herdeiros.


b) Continuará a ser paga apenas para a esposa.
c) Continuará a ser paga apenas para os filhos.
d) A renda se extinguirá.

42 [106350] Em um plano de previdência complementar aberto do tipo Vida Gerador de


Benefício Livre, o participante, durante o período de diferimento (acumulação), assumirá o
risco de mercado:

a) dos ativos que fazem parte da carteira do fundo de investimento (FIE).


b) do custodiante do fundo de investimento (FIE).
c) do administrador da carteira do fundo de investimento (FIE).
d) da seguradora proprietária do plano.

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43 [106370] O valor do benefício proporcionado por um plano de previdência
complementar individual tipo VGBL está diretamente ligado

a) à quantidade de beneficiários indicados no plano e data de aposentadoria


escolhida.
b) ao valor da reserva acumulada e idade do participante.
c) ao regime tributário do plano e data de início das contribuições.
d) à data de aposentadoria pela previdência social e tipo de renda mensal
escolhida.

44 [106527] Sobre o regime tributável ou compensável dos planos de previdência


complementar, é INCORRETO que

a) a forma de aplicação, na fase de diferimento ou acumulação, implica uma


antecipação do Imposto de Renda de 15,00% na fonte, antes da apuração final,
que é feita na Declaração de Ajuste Anual para a Receita Federal no ano
seguinte.
b) rentabilidade é renda tributável e, portanto, deve ser somada ao montante
anual para efeito de compensação de tributação na Declaração de Ajuste Anual
para a Receita Federal.
c) é conhecido, também, como progressivo e se baseia apenas na renda tributável
recebida anualmente pelo participante e, na sua compensação, pode gerar
restituição do Imposto de Renda.
d) a tributação, nas fases de diferimento ou acumulação e de recebimento ou
concessão de benefício, implica uma antecipação do Imposto de Renda de
15,00% na fonte.

45 [106610] Mônica decidiu contratar um plano de previdência complementar do tipo Vida


Gerador de Benefício Livre (VGBL), com aportes mensais de R$ 2.000,00 e Tábua
Biométrica BR-EMS. Seu objetivo é o de acumular o maior valor possível em 30 anos, para
converter a reserva acumulada em um benefício de renda mensal vitalícia. Nesse caso, ela
deverá selecionar, na fase de diferimento, um plano que possua a _________ taxa de
carregamento e a _________ rentabilidade do fundo; e, na fase de concessão do benefício, o
_________ percentual de reversão do excedente financeiro.

As lacunas da frase deverão ser preenchidas corretamente por:

a) menor; maior; menor.


b) menor; menor; maior.
c) menor; maior; maior.
d) maior; maior; menor.

46 [305521] João é engenheiro civil, empregado e possui uma renda tributável no valor de
R$ 287.300,00. Ele lhe informa que já contribuiu R$ 21.000,00 por ano em um plano do
tipo PGBL, mas que desejar fazer uma previdência complementar a para sua filha, se
beneficiando do diferimento fiscal de 12% do imposto de renda. Desta forma, você
recomendaria que João fizesse um:

a) VGBL no valor de R$ 13.476,00 em nome da sua filha.


b) PGBL no valor de R$ 34.476,00 em nome da sua filha.
c) PGBL no valor de R$ 13.476,00 em nome da sua filha.
d) PGBL no valor de R$ 13.476,00 em seu nome, pois é proibido fazer
contribuições em nome de terceiros sem ser por doação.

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47 [305530] Antônio contribui para um plano de previdência completar e possuía um saldo
acumulado de R$ 125.000,00 ao final de 12 meses. Após esse período, resolveu fazer um
resgate parcial de R$ 900,00 e recebeu líquido em sua conta R$ 585,00. Diante destas
informações, podemos afirmar que o plano que Antônio possui é:

a) VGBL Progressivo
b) PGBL Progressivo
c) VGBL Regressivo
d) PGBL Regressivo

48 [305532] Um cliente possui R$ 100.000,00 em um VGBL progressivo, onde ele havia


feito um aporte único há 3 anos. Deste valor, R$ 80.000,00 é referente a contribuição e R$
20.000,00 de lucro. Se o cliente resgatar R$ 50.000,00, qual será o valor líquido que
entrará na sua conta?

a) R$ 42.500,0
b) R$ 44.000,00
c) R$ 47.000,00
d) R$ 48.500,00

49 [306350] Em relação a Capital Market Line (CML), podemos afirmar que:

a) É uma evolução da fronteira eficiente de Markowitz ao adicionar o ativo livre de


risco na composição da carteira.
b) É aonde localizam-se as carteiras com a maior rentabilidade possível.
c) É a carteira de mercado, onde o investidor estará 100% comprado em ativos de
renda varável.
d) É a linha onde encontram-se as carteiras de investimentos com o melhor índice
de Treynor.

50 [306352] Sabendo que o ativo livre de risco está em 9% ao ano e o retorno esperado do
mercado em 22% ao ano, o retorno requerido de uma ação com beta igual a um, segundo
o modelo CAPM, será de:

a) 9%
b) 15%
c) 22%
d) 31%

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Simulados para a CEA 2025
51 [306504] Um comitê de um fundo de pensão se reúne a cada 6 meses para fazer o
rebalanceamento da carteira. Em janeiro de 2020, eles se reuniram e perceberam que a
composição do fundo não estava de acordo com a política de investimentos. No entanto,
durante a reunião, decidiram não rebalancear conforme a política de investimentos,
mantendo a carteira como estava, conforme tabela abaixo:

a) –18,80%; – 0,82%
b) –18,80%; + 0,82%
c) –19,62%; – 0,82%
d) –19,62%; + 0,82%

52 [306508] Um gestor elabora uma carteira de investimentos baseando sua decisão de


alocação a partir de sua visão de longo prazo do mercado. Depois de os recursos estarem
alocados em ativos financeiros, em alguns momentos, quando o dividend yield de algumas
ações se tornava atrativo, o gestor adquiria tais ações pontualmente, sem impactar no
benchmark escolhido ou na alocação de longo prazo. É correto afirmar que esse estilo de
alocação é conhecido por:

a) Alocação estratégica e tática


b) Gestão passiva
c) Alocação Top-down
d) Análise Fundamentalista

53 [306310] Um cliente possui todo o seu investimento na ação A. São apresentadas as


ações B e C, conforme informações abaixo:

a) distribuir os recursos de maneira igualitária entre as 3 ações.


b) colocar metade dos recursos na ação B.
c) colocar metade dos recursos na ação C.
d) manter 50% dos recursos na ação A, adicionar 25% na ação B e 25% na ação C.

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Simulados para a CEA 2025
54 [306605] Sejam os bancos abaixo e seus respectivos índices de Basileia:

a) X
b) Y
c) Z
d) W

55 [207328] O stress test é utilizado para:

a) Recalcular o valor da carteira em cenários e dias normais.


b) Mensurar prejuízos causados a instituição financeira, gerados por cenários
atípicos relacionados a lavagem de dinheiro e risco de imagem.
c) Substituir o VaR que tem caído em desuso pelas recorrentes crises que o
mercado financeiro tem passado nos últimos anos.
d) Calcular o prejuízo em situações de crises ou choques no mercado financeiro
que afetam o valor da carteira.

56 [207342] Um fundo de investimento indexado a um benchmark apresentou alta


volatilidade nos meses de verão e baixa volatilidade nas demais estações do ano. Dessa
forma, espera-se que o VaR (Value at Risk) do fundo em uma análise dos retornos dos
últimos dois anos:

a) superestima o VaR em todas as estações.


b) superestima o VaR dos verões e subestima o VaR das demais estações.
c) subestima o VaR dos verões e superestima o VaR das demais estações.
d) subestima o VaR em todas as estações.

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Simulados para a CEA 2025
57 [306409] Considerando a tabela a baixo:

a) I
b) II
c) III
d) IV

58 [306413] Seja uma carteira com Índice de Sharpe de 1,8. Se a Taxa Livre de Risco for
de 5% e o desvio-padrão do mercado for de 5%, é correto afirmar que o índice M2 da
carteira é de

a) 5,00%
b) 11,80%
c) 14,00%
d) 16,80%

59 [102343] Segundo a Resolução nº 30 da CVM, os profissionais que fazem


recomendação de produtos de investimento para clientes devem analisar e classificar as
categorias de produtos com que atuem, identificando as características que possam afetar
sua adequação ao perfil do cliente. Dentre outras características dos produtos, devem ser
analisados

a) os riscos associados e a existência de garantias.


b) o retorno esperado e o prazo de vencimento.
c) o retorno esperado e a existência de garantias.
d) os riscos associados e o prazo de vencimento.

60 [202626] Quando um investidor mantém em carteira uma ação que caiu muito de preço
e se desfaz das ações que estão tendo retorno positivo, fazendo com que a carteira seja
uma verdadeira amostra de ações perdedoras, pode-se dizer que ele apresenta o viés de:

a) Disponibilidade.
b) Representatividade.
c) Aversão a Perda.
d) Excesso de Confiança.

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Simulados para a CEA 2025
61 [202646] Em relação às finanças comportamentais podemos afirmar que:
I – Os clientes tomam decisões baseadas em informações disponíveis.
II – Os clientes descontam fluxos de caixa das empresas para tomada decisões.
Estas afirmativas estão:

a) Correta e Correta
b) Correta e Incorreta
c) Incorreta e Correta
d) Incorreta e Incorreta

62 [202651] Nelson, além de um analista de investimento, é um crítico do chamado "preço


alvo" e, portanto, sempre busca recomendar apenas a compra e venda, sem relacionar
prováveis ganho ou preço. Nesse caso, ele tenta evitar que seus cientes incorram no viés
da heurística

a) do framing.
b) da disponibilidade.
c) da ancoragem.
d) da representatividade.

63 [307112] Um investidor prefere comprar os ativos para sua carteira, ao invés de


delegar essa função a um gestor profissional, pois acredita que, ao efetuar suas próprias
escolhas com relação às ações que deseja comprar, elas terão maior potencial de
valorização. Ao atuar dessa forma, esse investidor apresenta mais claramente o viés de:

a) Ilusão de controle
b) Disponibilidade
c) Excesso de Confiança
d) Ancoragem

64 [307231] Gustavo, sabendo que você é um profissional CFP®, lhe contrata para fazer
uma alocação estratégica dos ativos da sua carteira. Após a sua reunião com o cliente,
você está elaborando a Política de Investimentos e possui as seguintes informações:
I – O cliente possui tolerância ao risco considerado conservadora;
II – Cliente descobriu que tem um câncer terminal;
III – Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou, mais uma vez,
novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.
Dentre os fatores descritos acima, para a elaboração da Política de investimentos, o
profissional deve considerar:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

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Simulados para a CEA 2025
65 [307235] Um cliente, pessoa física, quer efetuar uma aplicação financeira por 7 meses.
Dado um CDI de 11% a.a, TR no período em 3%, considerando que a Meta-Selic fique
acima de 8,5% por todo o período e as taxas apresentadas sejam constantes, qual seria a
melhor escolha para esse cliente?

a) CDB a 95% do CDI.


b) LTN a 11% ao ano.
c) LFT a 98% do CDI.
d) Poupança.

66 [307244] Um cliente investiu R$ 850.000,00 por 220 meses. Após esse período, ele
tinha o valor R$ 3.813.128,00 e decidiu resgatar. Considerando um IR de 15%, o retorno
líquido anual que ele teve foi de:

a) 6,28%
b) 12,10%
c) 7,80%
d) 11,90%

67 [307274] As etapas para elaboração de um planejamento financeiro incluem a coleta,


análise e síntese. Desta forma, um profissional deve:
I – Consolidar as recomendações e passos de ação em um plano financeiro.
II – Determinar a tolerância do cliente ao risco de investimentos.
III – Determinar o provisionamento do fundo de emergência do cliente.
Podemos afirmar que fazem parte da etapa conhecida como coleta:

a) Apenas II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e II.
d) Nenhuma das afirmações.

68 [307275] Um cliente tem uma aplicação com rentabilidade de 0,80% a.m isenta de
imposto de renda no banco XYZ. Certo dia, uma gerente de relacionamento de um outro
banco, oferece uma aplicação com rendimento de 16% ao ano, mas com alíquota de 15%.
Considerando que as aplicações possuem o mesmo risco, podemos afirmar que:

a) Independente do valor e do prazo, o cliente deveria resgatar e realizar a


aplicação no novo banco, pois terá um valor mais alto após o pagamento dos
impostos.
b) Somente valerá a pena financeiramente, se o cliente deixar aplicado pelo prazo
mínimo de dois anos.
c) Para que o cliente possa tomar a devida decisão correta, deverá também
analisar a inflação do país, assim saberá o retorno real líquido das aplicações.
d) O cliente não deverá realizar a troca, pois o novo investimento possui um
retorno líquido menor que a aplicação atual.

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Simulados para a CEA 2025
69 [307282] Um investidor de 35 anos foi recentemente promovido a gerente regional de
vendas de uma empresa comercial nacional. Ele não possui dívidas de cartão de crédito,
não tem empréstimos e sua casa está quitada. Ele recebe um salário anual de R$
250.000,00 e suas despesas pessoais anuais são de R$ 100.000,00. Sua atual carteira tem
R$ 1.000.000,00 em ativos financeiros e ele deseja que esta carteira gere receitas
suficientes para cobrir suas despesas anuais, considerando sempre o mesmo poder de
compra. Ele também afirma que prefere não correr riscos elevados. Sobre a sua
capacidade para correr riscos, pode-se afirmar que é:

• Dados: inflação de 3% a.a., a taxa do ativo livre de risco real de 4% a.a. e a taxa de
impostos de 15% sobre os rendimentos projetados, constantes para todo o período.

a) alta, porque é capaz de poupar dinheiro e seu prazo de investimento é longo.


b) alta, pois todo investidor que não possui dívidas é capaz de tomar risco.
c) média, porque prefere não correr riscos elevados.
d) baixa, porque se diz conservador.

70 [105337] Um fundo de investimento aplica seus recursos exclusivamente em títulos


públicos de longo prazo indexados ao dólar. Durante um certo período, a variação do dólar
comercial à vista foi 14,5% e, no entanto, a classe rendeu apenas 8,5%. Essa diferença,
provavelmente, deveu-se à:

a) baixa do cupom cambial no mercado brasileiro.


b) baixa das taxas de juro em dólar no mercado norte-americano.
c) alta das taxas de juro em dólar no mercado norte americano.
d) alta do cupom cambial no mercado brasileiro.

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Simulados para a CEA 2025
CEA: SIMULADO (05)

01 [101189] A CVM (Comissão de Valores Mobiliários)

a) fiscaliza as sociedades por cotas de responsabilidade limitada negociadas em


bolsa de valores.
b) limita as taxas de juros pagas pelas debêntures de empresas listadas no Novo
Mercado da Bovespa.
c) edita as normas que regulam as operações do mercado de câmbio, inclusive
swaps.
d) protege os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra
emissões irregulares de valores mobiliários.

02 [201221] Uma recente distribuição pública de ações diferenciou-se das demais por ter
sido destinada exclusivamente a "Investidores Qualificados". Nessa categoria, encontram-
se:
I – Os investidores vinculados à instituição-líder, as demais instituições participantes da
oferta e à empresa emissora.
II – Fundos de Pensão e Seguradoras.
III – Pessoas físicas e jurídicas com investimentos financeiros superiores a R$ 1.000.000,00
e que atestem, por escrito, a sua condição.
Está correto o que se afirma APENAS em:

a) II e III.
b) I e III.
c) III.
d) I e II.

03 [102514] Uma instituição aderente ao Código ANBIMA de Regulação e Melhores


Práticas para Distribuição de Produtos de Investimentos pode fazer publicidade de
material técnico de Certificados Depósito Bancário (CDB), de sua emissão, para seus
investidores de varejo alta renda. Quanto às regras de publicidade do Código, a área de
compliance da instituição comunicou que:
I – um aviso com o seguinte teor “a rentabilidade divulgada não é líquida de imposto”
deve ser acrescentada caso a rentabilidade seja divulgada;
II – As exigências do Código independem do meio de divulgação utilizado;
III – O material deve conter o público-alvo e a tributação aplicável.
Está correto o que se afirma em:

a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
04 [102142] São considerados exemplos de indícios do crime de lavagem de dinheiro:
I – Um cliente vende um carro por R$ 60 mil, recebendo todo o valor em espécie de uma
concessionária de veículos.
II – Rafael, dono de uma pequena mercearia, após um dia onde sua cidade sofreu uma
forte enchente, vai ao banco e deposita R$ 2.500 em notas com mal cheiro e molhadas.
III – Um cliente novo realiza seis saques de R$ 9 mil.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

05 [102146] Certo dia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas solicita a


indisponibilidade de ativos de um cliente da instituição financeira da qual você trabalha.
Diante desta situação, a instituição financeira deveria:

a) Bloquear a conta imediatamente e, posteriormente, comunicar ao BACEN, CVM


Ministério da Justiça e ao COAF.
b) Comunicar imediatamente ao BACEN, CVM, Ministério da Justiça e ao COAF, e,
posteriormente, fazer a o bloqueio da conta.
c) Comunicar imediatamente ao COAF e, caso o mesmo solicite, bloquear a conta.
d) Comunicar ao cliente e solicitar a documentação para que seja enviada ao CSNU
e ao COAF.

06 [102166] Uma sociedade Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) deverá


conduzir procedimentos obrigatórios que permitam a identificação do beneficiário final
para clientes que sejam
I – fundos exclusivos de investimento, constituído no Brasil e registrado na Comissão de
Valores Mobiliários.
II – sociedades seguradoras, com sede na Holanda.
III – sociedades empresárias de responsabilidade limitada que atuam no setor têxtil,
constituídas no Brasil.
IV – instituições de pagamento emissoras de moeda eletrônica, autorizadas a funcionar
pelo Banco Central do Brasil.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e III.

07 [103141] A valorização do real frente ao dólar impacta mais em qual índice?

a) INCC
b) INPC
c) IGP-M
d) IPCA

Apostila
Simulados para a CEA 2025
08 [203129] Considerando as afirmativas a seguir:
I – A TR (Taxa Referencial) é utilizada nas operações de financiamento de longo prazo do
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
II – O IGP-M é um índice de inflação que apresenta maior impacto quando ocorrem
mudanças nos preços do atacado.
III – A taxa DI de um dia é calculada a partir das operações compromissadas de um dia
lastreadas em títulos públicos federais.
Está correto o que se afirma apenas em:

a) I.
b) II.
c) II e III.
d) I, II, III.

09 [203148] Em um regime de câmbio flexível ou flutuante, como o adotado pelo Brasil,


uma valorização do Real pode ser gerada por
I – um aumento na taxa básica de juros brasileira.
II – um aumento da aversão ao risco dos ativos brasileiros.
III – um aumento nos juros norte-americanos.
IV – uma redução nos gastos de brasileiros no exterior.
Está correto o que se afirma apenas em

a) II e III.
b) I, III e IV.
c) I, II e IV.
d) I e IV.

10 [203156] O aumento das reservas internacionais de um país, ao final de um


determinado período, pode ocorrer:

a) pelo saldo superavitário das contas capital e financeira, apenas.


b) pelo saldo superavitário dos Ativos de reserva da conta financeira e do balanço
de pagamentos.
c) pela manutenção da moeda nacional desvalorizada ao longo do período e pelo
saldo superavitário em transações corrente.
d) pela manutenção da moeda nacional valorizada ao longo do período e pelo
saldo superavitário das contas capital e financeira.

11 [302207] Um investidor deseja obter uma renda mensal vitalícia a valores de hoje, de
R$ 2.000,00. Considerando as aplicações financeiras rendem 1,20% a.m e que a taxa de
inflação esperada será de 0,50% a.m, para que este investidor possa atingir este objetivo
ele deverá acumular o valor aproximado de:

a) R$ 100.000,00
b) R$ 117.647,00
c) R$ 166.667,00
d) R$ 285.715,00

Apostila
Simulados para a CEA 2025
12 [302263] Rafael deseja fazer um financiamento imobiliário e analisou duas propostas:
uma pela tabela SAC e a outra pela tabela Price. Essas propostas possuem taxa de juros
na modalidade prefixada iguais, além de prazos e valores também iguais. Desta forma, um
profissional poderia informar ao Rafael que:
I – Optando pela tabela SAC, a prestação inicial será maior e os valores pagos de juros
serão decrescentes ao longo do tempo.
II – Optando pela tabela Price, a prestação será constante e a amortização do principal
será crescente ao longo do tempo.
III – O Total de juros pagos será o mesmo, independente do sistema escolhido.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

13 [302367] Um investidor aplicou R$ 200.000,00 em um título de renda fixa pós-fixado e


efetuou os seguintes resgates líquidos, de acordo com a tabela abaixo:

a) 14,30% a.a
b) 31,37% a.a
c) 19,93% a.a
d) 22,71% a.a

14 [204124] Os índices da ANBIMA são carteiras compostas de títulos públicos que servem
como referência para o segmento de renda fixa e podemos afirmar que:
I – IMA-B é indexado ao IPCA.
II – IMA-S é indexado a Selic.
III – IRF-M é indexado aos prefixados.
IV – IDKa é indexado ao IGP-M.
Está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) I, II, III e IV.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
15 [303501] Seu cliente o procura dizendo que pretende realizar aplicações no exterior.
Você indica os títulos do Tesouro Norte Americano. Seu cliente então decide por investir
em dois tipos de títulos. O primeiro será do tipo que não paga cupom e o segundo será em
um tipo que protege da inflação. Em quais títulos, respectivamente, seu cliente investirá?

a) T-BILLS e TIPS
b) T-BILLS e T-BONDS
c) T-NOTES e T-BONDS
d) T-NOTES e TIPS

16 [207211] O aumento da duration de Macaulay de uma carteira de investimentos tem


como consequência direta:

a) Uma diminuição do risco de crédito dos títulos que compõe a carteira.


b) Um aumento do risco de crédito dos títulos que compõe a carteira.
c) Uma diminuição da sua sensibilidade a mudanças nas taxas de juros.
d) Um aumento da sua sensibilidade a mudanças nas taxas de juros.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
17 [302339] Com base nas informações disponíveis no Demonstrativo do Resultado do
Exercício (DRE) e da Nota Explicativa (NE) abaixo (apresentada em mil), podemos afirmar
que o EBITDA de 2019 da empresa RTORO Education S/A foi de:

a) R$ 204.000,00
b) R$ 206.000,00
c) R$ 204.000.000,00
d) R$ 206.000.000,00

18 [104216-A] Nas empresas de capital aberto, as ações

a) podem ser negociadas sob a forma de units.


b) negociadas em bolsa não têm risco de liquidez.
c) possuem uma única forma de remuneração, os dividendos.
d) ordinárias têm prioridade na distribuição dos dividendos.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
19 [204299] A quantidade de valores mobiliários a ser distribuída pode, a critério do
ofertante e sem a necessidade de novo requerimento de registro ou de modificação dos
termos da oferta, ser aumentada, até um montante:

a) ilimitado, nas ofertas destinadas exclusivamente a investidores profissionais.


b) cujo lote adicional não exceda em 15% a quantidade inicialmente requerida.
c) de 25%, por outorga do emissor aos coordenadores, para o serviço de
estabilização de preços dos valores mobiliários objeto da oferta.
d) ilimitado, caso divulgada a especificação da destinação dos recursos adicionais
captados.

20 [204203-A] A precificação de ações baseada na análise técnica utiliza

a) dados conjunturais e projeções de resultados da empresa.


b) a proporção das ações na carteira teórica do Índice Bovespa.
c) a interpretação de gráficos de volumes e preços negociados historicamente.
d) condições de oferta e demanda de bens e serviços da empresa.

21 [303451] Victório, investidor qualificado, comprou ações de diversas empresas na


bolsa de valores no Brasil. Certo dia, ele analisando o extrato mensal da corretora por
onde ele investe, percebeu que havia R$ 300,00 em conta corrente que surgiu de um
pagamento de JCP. Desta forma, podemos afirmar que o valor bruto da JCP foi de:

a) R$ 300,00
b) R$ 345,00
c) R$ 352,94
d) R$ 360,00

22 [204343] Sobre as margens de garantia, é correto afirmar que:

a) O SELIC, Clearing House da B3, as administra.


b) A B3 se apropria das margens de garantia após a liquidação do contrato.
c) A B3 devolve ao participante a margem de garantia inicial depositada por este
quando do encerramento da posição.
d) O SELIC, Clearing House dos títulos privados, as devolve ao cliente quando a
posição do cliente é encerrada

23 [204392] Uma empresa brasileira do setor de Metalurgia, que está ampliando suas
atividades no mercado nacional, adquiriu cinco máquinas de uma empresa norte-
americana. O total gasto na compra das cinco máquinas foi de U$$ 500.000,00 e o
pagamento está previsto para ser feito em oito meses. Com receio de pagar um valor alto
na data do pagamento por causa da oscilação cambial, a empresa brasileira procura um
consultor de investimentos para entender a melhor forma para proteção do capital
investido. Avaliando a situação, o consultor de investimentos recomendou a

a) compra de uma opção de venda de dólar.


b) compra de um Non Deliverable Forward (NDF) de dólar.
c) compra de Americans Depositary Receipts (ADRs).
d) venda de dólar futuro.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
24 [303337] Um gestor adquiriu opções de compra europeias sobre 5.000 ações de uma
determinada empresa, com vencimento em dois meses, pagando o prêmio de R$ 1,10 por
opção. O preço da ação na data da aquisição das opções era de R$ 21,00 e as opções
adquiridas estavam at the Money. Na data de vencimento das opções, a ação era
negociada no mercado a R$ 25,00. Se o gestor exerceu as opções e, ao mesmo tempo,
vendeu as ações ao preço de mercado, seu ganho total na operação, desconsiderando o
valor do dinheiro no tempo, foi de

a) R$ 14.500,00
b) R$ 20.000,00
c) R$ 12.500,00
d) R$ 22.000,00

25 [303442] Pedro adquiriu ações no exterior através de uma remessa de R$ 100.000,00


com a cotação de R$ 4,00 por dólar. Tempos depois, ele decidiu vender por 40 mil dólares,
metade destas ações adquiridas. Desta forma, sabendo que a cotação vigente na venda
das ações, o dólar foi cotado a R$ 3,90 e que Pedro não repatriou este valor, o imposto de
renda devido por ele é de:

a) R$ 8.400,00
b) R$ 15.900,00
c) R$ 29.150,00.
d) Isento de imposto de renda, já que não houve a repatriação do dinheiro.

26 [303450] Um investidor pessoa natural, residente e domiciliado no Brasil, realiza uma


operação de compra de opção de compra de dólar. Após 90 dias, ele exerce seu direito,
obtendo um ganho líquido de R$ 100.000,00 na transação. Neste caso, o imposto de renda
devido é de:

a) R$ 15.000,00
b) R$ 20.000,00
c) R$ 27.500,00
d) Isento de imposto de renda, vide que ele é um investidor natural.

27 [101240] A B3 é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro


no mundo, com atuação em ambiente de bolsa e de balcão. Ela é uma sociedade de capital
aberto – cujas ações (B3SA3) são negociadas no Novo Mercado, sendo uma das maiores
em valor de mercado, com posição global de destaque. Dentre as alternativas abaixo, está
correto que a B3:

a) Faz a custódia e liquidação de ativos físicos e valores mobiliários.


b) Mitiga o risco de volatilidade dos títulos privados.
c) Participa da estruturação do processo de emissão, subscrição para revenda e
distribuição de títulos e valores mobiliários.
d) Valida a veracidade dos títulos públicos e das condições de compra.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
28 [105122] Com relação ao regulamento, podemos afirmar que:
I – Pode dispor sobre a política de investimentos.
II – Pode dispor sobre a responsabilidade, bem como parâ metros de sua aferição, perante
o fundo e entre si.
III – Deve dispor sobre o prazo de duração, que pode ser indeterminado.
IV – Deve dispor sobre a identificação e qualificação dos prestadores de serviços, com
informação sobre os seus registros na CVM.
Está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II, III e IV.

29 [105136] Em relação ao “Termo de Adesão” podemos afirmar que:

a) ao assinar, o cotista declara que irá ler o regulamento, o anexo da classe


investida e a apêndice da subclasse investida, se houver.
b) é obrigatório a todos os fundos, exceto aos tipificados como renda fixa curto
prazo.
c) ao assinar, o cotista declara que é um investidor qualificado com aplicações
financeiras superiores a R$ 1.000.000,00, podendo, desta forma, realizar
aportes em fundos de investimentos específicos.
d) ao assinar o devido termo, o cotista atesta que teve acesso ao inteiro teor do
regulamento e que tem ciência dos fatores de risco relativos à classe ou
subclasse de cotas, não havendo qualquer garantia contra eventuais perdas
patrimoniais que possam ser incorridas pela classe de cotas.

30 [105165] Quatro investidores pessoas físicas realizaram aplicações e resgates na


mesma classe de um Fundo de Investimentos em Ações, conforme tabela abaixo:

a) A foi maior do que B e C.


b) C foi menor do que B e D.
c) B foi igual a D.
d) C foi igual a B e D.

31 [105336] Em relação aos limites de concentração por emissor, a classe de um fundo de


investimento renda fixa poderá aplicar o percentual máximo do seu patrimônio líquido em
títulos de instituições financeiras e em títulos de companhias abertas, respectivamente:

a) 10% e 20%
b) 15% e 10%
c) 20% e 10%
d) 20% e 20%

Apostila
Simulados para a CEA 2025
32 [207222] Rafael investe em um fundo de Small Caps. Desta forma, quais os riscos que
ele está incorrendo?

a) Risco de Crédito, Risco de Mercado e Risco de Liquidez.


b) Risco de Crédito e Risco de Mercado.
c) Risco de Mercado e Risco de Liquidez.
d) Somente Risco de Mercado.

33 [205309-A] Um Fundo de Investimento que oferece diversificação, facilidade no


balanceamento da carteira, possui cotas negociadas na Bolsa de Valores e é constituído
sob a forma de regime aberto é o

a) Fundo de Investimento imobiliário (FII).


b) Exchange Traded Funds (ETFs).
c) Fundo de Investimento em Participações (FIP).
d) Fundo de investimento em Direito Creditório (FIDC).

34 [205722] Um investidor, preocupado com o cenário atual do mercado, adquiriu cotas de


uma classe de um Fundo de Investimento Multimercado de Capital Protegido que aplica
seus recursos em títulos privados de renda fixa e em instrumentos derivativos. O objetivo
desse fundo é o de acompanhar a performance de um índice acionário e proteger 100% do
total aplicado. Um especialista em investimento deverá esclarecer-lhe que

a) o risco de crédito dos títulos privados é garantido pelo administrador, de forma


a devolver, no mínimo, 100% do capital aplicado, no vencimento.
b) o risco da compra de opções de ações e/ou opções de índices poderá acarretar
a perda de parte do capital aplicado.
c) os riscos de mercado e de liquidez dos instrumentos derivativos poderão
acarretar a perda de 100% do capital aplicado.
d) o risco de crédito inerente à parcela investida em títulos privados poderá
acarretar a perda de parte do capital aplicado.

35 [205209] Um investidor deseja aplicar recursos em um Fundo de Índice que acompanha


o benchmark de ações Small Caps negociadas na B3. Ele avalia diferentes gestores e,
nessa análise, deveria levar em consideração os seguintes fatores:
I – Aderência dos retornos da classe do fundo ao benchmark.
II – Aderência dos retornos da classe do fundo ao Ibovespa.
III – Número de meses em que a classe de cada gestor registrou variações positivas e
negativas.
IV – Liquidez da classe de cada gestor.
Está correto o que se afirma em:

a) I e III, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) I, III e IV.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
36 [304304] Um Fundo de Investimento em Ações (FIA), registrado no Brasil, aplica
100,00% de seu patrimônio líquido no exterior em uma carteira de ações que replica o
Índice S&P500 e não faz hedge de moeda (Real x Dólar Norte Americano). Caso ocorra
uma valorização das ações do Índice S&P500 e do Real em relação ao Dólar, em
determinado período, a variação da cota do fundo deverá ter um retorno

a) Positivo, se o percentual de valorização da moeda for superior ao da variação do


preço das ações do índice.
b) Nulo, se o percentual de valorização da moeda for igual ao percentual da
variação do preço das ações do índice.
c) Positivo, refletindo o percentual de variação do preço das ações do índice,
apenas.
d) Negativo, se o percentual de valorização da moeda for inferior ao da variação do
preço das ações do índice.

37 [304305] Um investidor está aplicando R$ 2.200.000,00 em fundo de investimentos


capital protegido com as seguintes características de remuneração:
− 120% da Taxa DI do período, se ocorrer alta superior a 30% do Ibovespa
− 110% da Taxa DI do período, se a variação do Ibovespa ficar entre 10% e 20%
− 100% da Taxa DI do periodo, se a variação do Ibovespa ficar entre 0% e 10%
− 0%, se a variação do Ibovespa for negativa ao final desse período

Considere os seguintes dados realizados:


− Ibovespa, em pontos, no dia da aplicação: 102.345
− Ibovespa, em pontos, no dia do resgate: 115.265
− Taxa DI acumulada no período do investimento: 6,80%
− despreze os custos de transação e taxas de administração

Pode-se afirmar que o rendimento bruto será:

a) R$ 149.600,00
b) R$ 164.560,00
c) R$ 179.520,00
d) R$ 277.728,00

38 [304502] Um investidor aplicou R$ 63.000,00 em um fundo de investimento de Renda


Fixa de Curto Prazo. Na data da aplicação deste fundo aberto, o valor da cota para
convenção era de R$ 18,00. Após cinco meses, no último dia útil de novembro, houve uma
antecipação de Imposto de Renda. Sabendo que nesta data o valor da cota era de R$
20,00 cada, podemos afirmar que este investidor agora possui:

a) 3.500 cotas
b) 3.450 cotas
c) 3.430 cotas
d) 3.420 cotas

39 [105632] Segundo o código Anbima de Regulação e Melhores Práticas para a


Administração de Recursos de Terceiros, a relação fiduciária de uma instituição
administradora de fundos de investimentos e os investidores é fundamentada em:

a) confiança e lealdade
b) risco e retorno.
c) normais legais e infralegais.
d) confidencialidade e integridade.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
40 [105633] Segundo o Código ANBIMA de Administração e Gestão de Recursos de
Terceiros, no cálculo de cotas em fundos de investimentos o apreçamento dos ativos é a
precificação dos ativos líquidos pelo preço:

a) de fechamento.
b) de mercado.
c) de aquisição.
d) médio.

41 [106315] Quando não é possível cobrar a taxa de carregamento de um VGBL?

a) No momento da contribuição.
b) Quando houver resgate.
c) Quando for solicitada portabilidade.
d) No recebimento dos benefícios.

42 [106367] Paulo estava aposentado por um plano de previdência complementar há cinco


anos, quando ficou doente e, infelizmente, vindo a falecer. Após o falecimento, sua esposa
Luciana, continuou recebendo a aposentadoria integral, por mais 15 anos. Com relação ao
tipo de renda, podemos afirmar que a renda atuarial habilitada no plano de Paulo, mais
precisamente, seria a

a) Renda temporária.
b) Renda vitalícia.
c) Renda vitalícia com prazo mínimo garantido.
d) Renda vitalícia com reversão ao beneficiário indicado.

43 [106414] Para o investidor pessoa física que faz a sua declaração de imposto de renda
pelo modelo simplificado, o percentual máximo de contribuição em um PGBL sobre a renda
bruta a ser lançado para dedução da base de cálculo de IR será de:

a) 0%
b) 10%
c) 12%
d) 20%

44 [106523] Um cliente possui dois planos de previdência, onde ele contribuiu os mesmos
valores no ano de 2020, totalizando um saldo de R$ 50.000,00 em cada. O primeiro plano
era um PGBL regressivo e o segundo, um VGBL progressivo. No momento da entrega da
declaração anual 2020/2021 (DIR-PF), o cliente pergunta ao seu consultor de
investimentos como ele deverá declarar esses valores. Este gerente responde,
corretamente, que os valores devem ser declarados, respectivamente, em:

a) Ficha Bens e Direitos (Código 97 – VGBL); Ficha Pagamentos Efetuados (Código


36 – Previdência Complementar – PGBL).
b) Ficha Bens e Direitos (Código 97 – PGBL); Ficha Pagamentos Efetuados (Código
36 – Previdência Complementar – VGBL).
c) Ficha Pagamentos Efetuados (Código 36 – Previdência Complementar – PGBL);
Ficha Bens e Direitos (Código 97 – VGBL).
d) Ficha Pagamentos Efetuados (Código 36 – Previdência Complementar – VGBL);
Ficha Bens e Direitos (Código 97 – PGBL).

Apostila
Simulados para a CEA 2025
45 [305210] Durante uma reunião com seu cliente, ele lhe informa que deseja ter uma
renda perpétua na aposentadoria no valor de R$ 3.200,00, a valores atuais. Considerando
um retorno nominal constante de 0,90% ao mês e uma inflação, também constante, de
0,38% ao mês, você informa ao cliente que será necessário acumular aproximadamente:

a) R$ 355.555,00
b) R$ 492.307,00
c) R$ 615.384,00
d) R$ 842.105,00

46 [305519] Durante 20 anos, Rafael contribuiu para um plano de previdência privada do


tipo VGBL Regressivo. Após esse período, o saldo acumulado do seu plano está em R$
190.000,00, sendo que R$ 138.700,00 de contribuições. Com isso, ele decide solicitar a
conversão do seu plano em uma renda vitalícia no valor de R$ 5.000,00 por mês,
mantendo a tributação escolhida inicialmente. Diante destas informações, o valor líquido
mensal que Rafael irá receber será de:

a) R$ 4.500,00
b) R$ 4.797,50
c) R$ 4.865,00
d) R$ 5.000,00

47 [305534] Pensando em um planejamento sucessório, Victório contratou um plano de


previdência VGBL e realizou um aporte único de R$ 1.000.000,00. Após três anos da
contribuição, ele vem a falecer. Sabendo que no momento da sua morte, o saldo total
estava em R$ 1.300.000,00, podemos afirmar que o valor líquido que o seu beneficiário irá
receber, caso tenha escolhido o regime regressivo, será:

a) R$ 910.000,00
b) R$ 975.000,00
c) R$ 1.210.000,00
d) R$ 1.225.000,00

48 [305535] Durante a reunião de coleta de informações, o funcionário da ART Company


lhe informa que ele possui um salário de R$ 50.000,00 mensais e que a empresa possui
um programa de aposentadoria em uma EFPC chamado de “quatro cinco”, onde ele
contribui 4% da sua renda mensal e a empresa contribui com outros 5%. Com estas
informações, você informa ao cliente que ele poderá se beneficiar fiscalmente com um
PGBL no valor máximo de:

a) R$ 4.950,00
b) R$ 13.200,00
c) R$ 18.000,00
d) R$ 48.000,00

Apostila
Simulados para a CEA 2025
49 [306112] A correlação entre os ativos A e B é de -0,65 e, considerando a tabela abaixo,
pode-se afirmar que a covariância entre esses dois ativos é de aproximadamente:

a) 0,0026
b) – 0,0026
c) 0,0062
d) – 0,062

50 [306358] O mercado de capitais é considerado eficiente, quando:

a) Os retornos esperados forem exatamente os mesmos dos retornos ocorridos.


b) Os preços históricos estarem completamente refletidos nos preços atuais.
c) Os preços atuais dos ativos no mercado refletirem todas as informações
passadas.
d) Os preços atuais dos ativos no mercado refletirem todas as informações
existentes.

51 [306318] Um investidor pretende realizar uma aplicação de uma carteira composta


pelas ações A e B, cujos dados encontram-se na tabela abaixo:

a) Retorno: 35% ao ano; Desvio Padrão: 22%


b) Retorno: 19% ao ano; Desvio Padrão: 11,58%
c) Retorno: 19% ao ano; Desvio Padrão: 8,32%
d) Retorno: 17,50% ao ano; Desvio Padrão: 1,35%

Apostila
Simulados para a CEA 2025
52 [207230] Com respeito ao coeficiente de correlação entre os ativos X, Y e W, considere
a seguinte tabela abaixo:

a) X e Z não devem ser escolhidos, pois não é possível ter correlação neutra
(0,50).
b) X e Z devem ser escolhidos, pois quanto menor a correlação, mais diversificada
é a carteira de investimentos.
c) Y e Z devem ser escolhidos, pois coeficiente igual a 1 significa boa
diversificação.
d) Indiferente é a escolha do par de ativos, pois somente há diversificação quando
o coeficiente de correlação é negativo.

53 [306505] Guilherme, um investidor com perfil arrojado, em uma reunião com seu
consultor de investimentos Rafael, informa que a sua carteira de investimentos em renda
fixa está distribuída da seguinte forma:

a) Vender R$ 700.000,00 de LTN e comprar 50% em LFT e 50% em CDB Pós-


Fixado.
b) Vender R$ 700.000,00 de LTN e comprar R$ 700.000,0 em LFT.
c) Vender R$ 700.000,00 de LTN e R$ 100.000,00 de CDB Pós e comprar 100% em
LFT.
d) Vender R$ 200.000,00 de LFT e R$ 100.000,00 de CDB Pós e comprar 100% em
LTN.

54 [306359] Uma característica comum entre os modelos APT e CAPM é que:

a) O retorno dos ativos são normalizados.


b) Utilizam o beta como um fator de risco.
c) Necessitam da existência da carteira ótima de mercado.
d) Assumem múltiplos fatores nos ativos de risco.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
55 [306364] Rafael está analisando os dados de duas companhias. Desta forma, ele
constata que a empresa X tem um custo de capital próprio de 15% e a empresa Y possui
custo de capital próprio de 12%. Considerando que a taxa livre de risco Brasil está em 5%
e o prêmio pelo risco também 5%, Rafael constata que o risco sistêmico de cada uma
dessas empresas, é de:

a) Empresa X: 1,00; Empresa Y: 1,00


b) Empresa X: 1,00; Empresa Y: 1,20
c) Empresa X: 1,50; Empresa Y: 2,00
d) Empresa X: 2,00; Empresa Y: 1,40

56 [306515] Parte do processo de elaboração de um bom planejamento financeiro, está na


construção da alocação de ativos. Para oferecer as melhores oportunidades ao seu cliente,
você como planejador financeiro deve considerar:
I – Alocação de Estratégica
II – Alocação Tática
III – Seleção de instrumentos.
Está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

57 [207341] O indicador utilizado para medir a aderência do desempenho de um fundo de


ações indexado em relação ao seu índice de referência (benchmark) é o:

a) indice de Sharpe.
b) indice de Treynor.
c) indice de Modighani.
d) tracking error.

58 [306405] Caso um investidor tenha que selecionar um dos fundos abaixo, utilizando o
Índice de Sharpe, qual ele selecionará?

a) I
b) II
c) III
d) IV

Apostila
Simulados para a CEA 2025
59 [202635] Antônio possui R$ 1.000.000,00 em investimentos alocados 100% em renda
fixa, com rendimentos em até 1% ao mês. Um assessor de investimentos simplesmente lhe
apresentou uma tabela no qual mostrava um fundo de investimentos passivo em
IBOVESPA que rendeu 5%, conforme tabela abaixo:

a) Ancoragem.
b) Representatividade.
c) Disponibilidade
d) Excesso de confiança.

60 [202638] Em relação as finanças comportamentais podemos afirmar que:


I – O investidor é racional e escolhe as melhores opções analisando risco e retorno.
II – O investidor sempre analisa o preço e os fundamentos da empresa na qual ele estará
investindo.
Estas afirmativas estão:

a) Correta e Correta
b) Correta e Incorreta
c) Incorreta e Correta
d) Incorreta e Incorreta

61 [202650] Juliana investiu em uma empresa do setor de mineração com um índice Preço
sobre Lucro (P/L) de 1,5. Passados dois anos, essa empresa chegou a ser negociada a três
vezes o lucro e, atualmente, a negociação está a apenas P/L de 2,0. Questionada pelo seu
gestor, afirmou: "não vou vender a ação por menos de três vezes o lucro". Nesse contexto,
Juliana está sob o viés da heurística:

a) Da ancoragem.
b) Do excesso de confiança.
c) Da disponibilidade.
d) Da aversão à perda.

62 [202660] Quando os investidores são influenciados pelo viés de aversão à perda,


espera-se que eles

a) comprem tanto as ações que estejam subindo e apresentando ganhos, quanto


as ações que estejam caindo e apresentando perdas.
b) comprem as ações que estejam subindo e apresentando ganhos, além de
venderem as ações que estejam caindo e apresentando perdas.
c) vendam tanto as ações que estejam subindo e apresentando ganhos, quanto as
ações que estejam caindo e apresentando perdas.
d) vendam as ações que estejam subindo e que estejam apresentando ganhos,
além de manterem as ações que estejam caindo e apresentando perdas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
63 [202661] Douglas tem em carteira um fundo de investimento com histórico de
aproximadamente 20 anos e durante crise econômica, a mídia financeira exaltou a
alocação realizada por esse fundo, contudo, alguns comentaristas recomendaram o
resgate prevendo uma queda substancial da cota. Caso Douglas realize o resgate, estará
sujeito ao viés da heurística

a) da confirmação.
b) da disponibilidade.
c) do excesso de confiança.
d) da representatividade.

64 [307114] Um investidor que age conforme o viés comportamental do excesso de


confiança tende:
I – Administrar a sua própria carteira.
II – A delegar a gestão dos seus investimentos.
III – Se desfazer das posições ganhadoras e manter as posições perdedoras.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

65 [307214] Um investidor, 30 anos, solteiro, herdou R$ 2.000.000,00 recentemente. Ele


não trabalha e suas despesas pessoais são R$ 30.000,00 por mês. Ele não pretende
trabalhar e deseja viver com o rendimento real e ganho de capital gerados pela herança,
sem tocar no principal. A inflação é de 3,50% a.a., a taxa do ativo livre de risco real de
4,00% a.a. Qual a carteira de investimentos mais recomendada?

a) I
b) II
c) III
d) IV

66 [307238] Um gestor está elaborando a política de investimentos (IPS) para um de seus


clientes. Na fase de coleta de informações, espera-se que o gestor levante informações
sobre:
I – Objetivos de risco e retorno do cliente.
II – Restrições de investimento do cliente.
III – Expectativa do mercado de capitais, na visão do cliente.
Está correto o que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) III, apenas.
d) I, II e III.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
67 [307245] Uma carteira é composta por várias estratégias. Dentre elas, está uma
compra de 10% em câmbio (dólar) e uma venda a descoberto de 20% em renda variável
(Ibovespa). Dentre as situações abaixo, provavelmente, aquela que geraria o impacto
mais negativo para esta carteira seria:

a) Queda de 7% no Dólar.
b) Elevação de 5% no Ibovespa.
c) Elevação de 1 ponto percentual na SELIC.
d) Queda de 10% do Ibovespa.

68 [307251] Guilherme e Cecília têm 35 anos de idade e dois filhos, de 5 e 7 anos. Juntos,
eles têm um rendimento conjunto de R$ 150.000,00 por ano e despesas anuais do mesmo
valor. Eles possuem um patrimônio de R$ 600 mil que acumularam durantes os anos. O
gestor pergunta como se sentem em relação ao risco em geral. Cecília diz que "a recente
turbulência nos mercados financeiros nos deixam sem dormir!" Eles possuem baixa
liquidez e um fundo de emergência pequeno. Eles não querem deixar nada para os filhos.
A capacidade e disposição do casal para aceitar riscos, respectivamente, são:

a) Abaixo e acima da média.


b) Ambas abaixo da média.
c) Acima e abaixo da média.
d) Ambas acima da média.

69 [307261] Ao conversar com um cliente pela primeira vez, seria apropriado coletar as
seguintes informações para o planejamento financeiro:
I – Objetivos que o cliente tem para a sua aposentadoria.
II – Referentes a problemas de saúde do cliente.
III – Sobre algum inconveniente em relação a idade dos seus sucessores.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.

70 [307265] Uma fundação possui uma carteira de investimentos de R$ 5.000.000,00, que


lhe proporciona recursos para manter sua operação. Ela ainda tem receitas anuais de R$
500.000,00 e despesas anuais de R$ 800.000,00. A direção da fundação precisa fazer uma
obra emergencial, no valor de R$ 700.000,00. Considerando inflação de 3% ao ano, a
carteira de investimentos da fundação deve render no mínimo aproximadamente:

a) 6,98% ao ano.
b) 10,19% ao ano.
c) 12,15% ao ano.
d) 13,24% ao ano.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
CEA: SIMULADO (06)

01 [101191] Dentre as competências e atribuições da Superintendência de Seguros


Privados (SUSEP), destacam-se:
I – Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados pela
autarquia.
II – Proteger a captação de poupança popular realizada por meio de operações de seguro,
previdência complementar aberta, capitalização.
III – Disciplinar e acompanhar os investimentos das entidades fiscalizadas, em especial os
efetuados em bens garantidores de provisões técnicas.
Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

02 [101187] Compete privativamente ao Banco Central do Brasil

a) realizar as operações de redesconto.


b) coordenar as políticas monetária e fiscal.
c) fixar as diretrizes e normas da política cambial.
d) fiscalizar o mercado de valores mobiliários.

03 [202506] Segundo o Código de Distribuição da ANBIMA, o serviço de Private


compreende a distribuição de Produtos de Investimento para pessoas que tenham
capacidade financeira de, no mínimo,

a) R$ 3.000.000,00
b) R$ 10.000.000,00
c) R$ 1.000.000,00
d) R$ 5.000.000,00

04 [108113] Sobre os riscos ASG (Ambiental, Social e Governança), um exemplo de risco


de Governança Corporativa em uma empresa é

a) um acidente que ocasione o derramamento de petróleo em alto mar.


b) a inexistência de departamentos de compliance ou auditoria interna na
empresa.
c) um incêndio causado por ingerência em uma área verde nos arredores da
empresa.
d) a falta de promoção da diversidade e inclusão pelas empresas dentro do seu
quadro de colaboradores.

05 [102524] Segundo o Código de Distribuição da ANBIMA, na venda de produtos de


investimento para clientes, uma das etapas do processo de suitability é a definição da
situação financeira do cliente que, dentre outros aspectos, compreende:

a) A necessidade futura de recursos.


b) As preferências declaradas quanto à assunção de riscos.
c) A formação acadêmica e a sua experiência profissional.
d) O período que será mantido o investimento.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
06 [102525] As instituições participantes estão dispensadas de observar os artigos
dispostos no Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimentos na distribuição
de produtos de investimento para

a) pessoas físicas do segmento de Private Banking.


b) pessoas jurídicas dos segmentos classificados como Middle e Corporate.
c) pessoas físicas classificados como Investidores Qualificados.
d) pessoas jurídicas do segmento de Seguros.

07 [302377] Um investidor pretende investir seus recursos, de forma a garantir resgates


para os próximos quatro anos. Ao final de cada ano, ele irá resgatar os descritos na tabela
abaixo.

a) R$ 95.343,22
b) R$ 198.355,24
c) R$ 107.981,22
d) R$ 94.863,73

08 [302290] Um indivíduo contratou um financiamento de R$ 85.000,00, na modalidade


tabela price, que será pago por meio de seis prestações, com a primeira sendo antecipada
e as demais vencíveis, respectivamente, em 30, 60, 90, 120 e 150 dias, da data da
contratação da operação. O valor das parcelas nas suas respectivas datas de vencimento
é de R$ 14.770,70. A taxa de juros desse empréstimo foi, aproximadamente, de

Desconsidere eventuais custos de transação e impostos.

a) 2,00% a.m.
b) 1,21% a.m.
c) 1,70% a.m.
d) 1,67% a.m.

09 [203226] O custo médio ponderado de capital de uma empresa é influenciado pela


alteração do

a) custo do capital de giro, do custo do capital de terceiros e da alíquota de


imposto de renda que a empresa está sujeita.
b) custo de capital próprio, do custo do capital de terceiros e da alíquota de
imposto de renda que a empresa está sujeita.
c) custo de capital próprio, do custo do capital de giro e do custo do capital de
terceiros, apenas.
d) custo do capital de terceiros e da alíquota de imposto de renda que a empresa
está sujeita, apenas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
10 [302291] Um indivíduo necessita pagar um tributo no valor de R$ 1.580,00. O
pagamento deverá ser realizado em três vezes, sendo a primeira parcela no ato e as
demais a cada 30 dias. Se optar pelo pagamento à vista, o órgão cobrador do tributo
oferecerá um desconto de 3,00% sobre o valor devido total. Caso o indivíduo parcele, a
taxa de juros embutida no imposto será, aproximadamente, de

a) 3,13% a.m.
b) 3,09% a.m.
c) 3,00% a.m.
d) 2,45% a.m.

11 [203149] Na condição de produção de pleno emprego, se a demanda agregada for


insuficiente, o Comitê de Politica Monetária (COPOM) pode, em uma de suas reuniões,

a) baixar a taxa básica de juros, pois a demanda agregada está acima da situação.
b) elevar a taxa básica de juros para neutralizar as tendências à depressão.
c) elevar a taxa básica de juros para estimular a atividade econômica.
d) baixar a taxa básica de juros para reduzir o desemprego.

12 [203160] Os depósitos ou recolhimento compulsórios realizados pelo Banco Central do


Brasil (BACEN)
I – são um mecanismo de combate à inflação e de manutenção da estabilidade financeira.
II – contribuem para a fluidez do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SPB).
III – não incidem sobre os recursos de depósitos de poupança.
Está correto e que se afirma em:

a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.

13 [302106] No mercado brasileiro, o Dólar Spot está sendo negociado a R$ 4,8858/US$.


Desta forma, para um contrato que faltam 150 dias corridos (105 dias úteis), qual será o
valor do Dólar Forward, sabendo que a taxa Selic desse período está em 4,00% e o cupom
cambial em 6,50% ao ano?

a) R$ 4,8353
b) R$ 4,8377
c) R$ 4,9472
d) R$ 4,9663

Apostila
Simulados para a CEA 2025
14 [303158] Um investidor qualificado, pessoa física, recebeu extratos com saldos de seus
investimentos na instituição financeira onde mantém sua conta corrente. Ele possui R$
52.000,00 em Letras de Câmbio – LC; R$ 68.000,00 em Letras de Crédito do Agronegócio –
LCA; R$ 80.000,00 em Operações Compromissadas com lastro em debêntures emitidas, em
2014, pela companhia de leasing ligada a essa instituição financeira e R$ 50.000,00 em
Certificado de Recebíveis do Agronegócio CRA. Caso ocorra uma liquidação dessa
instituição, e o investidor nunca tenha utilizado os recursos do Fundo Garantidor de
Crédito FGC, ele será ressarcido no valor de:

a) R$ 120.000,00
b) R$ 68.000,00
c) R$ 250.000,00
d) R$ 200.000,00

15 [303540] Uma operação típica de repo (Repurchase Agreement) no mercado


internacional de renda fixa, a parte que vende os títulos

a) mantém os direitos de propriedade sobre os titulos.


b) recebe eventuais pagamentos de cupom ocorridos ao longo da operação.
c) empresta recursos à outra contraparte.
d) recebe da contraparte a taxa de juros da operação (repo rate).

16 [303136] Maria Cecília aplicou R$ 3.000.000,00 em um CDB com liquidez diária no dia
16/07/2022. Durante o período de aplicação, esse CDB apresentou as seguintes
rentabilidades:
• 16/07/22 a 16/10/22, rentabilidade bruta de 2,31% a.p.
• 16/10/22 a 05/05/23 rentabilidade bruta de 2,36% a.p.
• 05/5/23 a 30/08/23, rentabilidade bruta de 1,97% a.p.
No dia 30/08/2023, ela resgatou todo o valor. Desta forma, o valor líquido que Maria
Cecília resgatou foi de:

a) R$ 3.162.253,37
b) R$ 3.164.340,00
c) R$ 3.167.992,83
d) R$ 3.203.627,67

17 [303137] Rafael está analisando comprar uma LTN pelo tesouro direto, com vencimento
em 126 dias úteis, pelo valor de R$ 934,05. No entanto, ele tem a possibilidade de adquirir
outros três títulos pelo tesouro, todos com o mesmo vencimento. Desta forma, estimando
uma inflação IPCA de 3,52% ao período de 126 dias úteis, a melhor alternativa de retorno
para Rafael seria adquirir:

a) LTN ao valor de aquisição de R$ 934,05.


b) NTN-B com taxa de cupom a 6,70% ao ano.
c) NTN-B principal com taxa de 6,95% ao ano.
d) NTN-F com rentabilidade de 7,18% no período.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
18 [204310] Em um contrato de mercado futuro, o preço de ajuste em D+1 é menor que o
preço de ajuste em D+0. Assim, podemos concluir que:

a) quem estiver comprado receberá um crédito.


b) quem estiver vendido receberá um crédito.
c) não possui ajuste diário.
d) quem estiver vendido e quem estiver comprado receberão um crédito.

19 [204388] Os gráficos representados pelas Figuras 1 e 2 indicam lucros obtidos com


estratégias, utilizando opções de compra ou de venda de ações:

a) subir, pelo ganho ser o valor do prêmio; e cair, pelo ganho ser o valor do
prêmio.
b) subir, pelo ganho ser o valor do prêmio; e subir, pelo ganho ser maior quanto
maior for o preço da ação na data do exercício.
c) cair, pelo ganho ser maior quanto menor for o preço da ação na data do
exercício; e subir, pelo ganho ser maior quanto maior for o preço da ação na
data do exercício.
d) cair, pelo ganho ser maior quanto menor for preço da ação na data do exercício;
e cair, pelo ganho ser o valor do prêmio.

20 [204306-A] Na avaliação de opções, considerando o modelo de Black & Scholes (1973),


o prêmio de uma opção de compra:
I – Diminui, de acordo com o prazo até o vencimento.
II – Diminui, de acordo com a volatilidade do ativo subjacente.
III – Aumenta com a alta da taxa livre de risco.
Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I, II, III.

21 [204340-A] Ao contratar um swap de dólar versus percentual do DI, visando a uma


operação de hedge, um importador assumirá uma posição

a) passiva em dólar e ativa em taxa de juros.


b) ativa em dólar e ativa em taxa de juros.
c) ativa em dólar e passiva em taxa de juros.
d) passiva em dólar e passiva em taxa de juros.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
22 [204204-A] O formador de mercado (market maker), credenciado pela B3, para
contribuir com a liquidez de um determinado ativo assume a obrigação de

a) executar ordens de compra e venda estabelecidas, a partir de um spread


determinado pela empresa emissora.
b) exercer a sua atividade de forma autônoma e sem vínculo com o emissor do
valor mobiliário.
c) obter ordens disponíveis de compra e venda com variação máxima de 10% em
relação ao valor médio das transações realizadas no preço anterior.
d) colocar no mercado, diariamente, ofertas firmes de compra e de venda para
uma quantidade de ativos predeterminada e conhecida.

23 [204222-A] Na oferta pública de ações (underwriting) do tipo melhores esforços (best


efforts), a instituição financeira líder, responsável pela estruturação da emissão,

a) assume totalmente o risco da colocação das ações no mercado,


responsabilizando-se pelo pagamento do valor total das ações vendidas à
sociedade emitente.
b) efetua uma oferta global das ações da sociedade emitente, com o objetivo de
colocá-las no país de origem e, também, no exterior.
c) assume parcialmente o risco da colocação das ações no mercado,
responsabilizando-se apenas pelo pagamento das ações ordinárias vendidas à
sociedade emitente.
d) não assume nenhum tipo de responsabilidade sobre a integralização das ações
em lançamento e o risco de sua colocação no mercado cabe exclusivamente à
sociedade emitente.

24 [303345] Um investidor adquiriu opções de ações, de acordo com a estratégia strangle.


Nesse caso, esse investidor

a) assumiu posições em três diferentes strikes do mesmo ativo objeto e mesmo


vencimento.
b) adquiriu duas opções de compra (call) e vendeu duas opções de venda (put) do
mesmo ativo objeto e mesmo vencimento.
c) obteve ganhos com alta e baixa do preço do ativo objeto.
d) adquiriu duas opções de compra (call) e vendeu duas opções de compra (call)
do mesmo ativo objeto e mesmo vencimento.

25 [303241] Um investidor é detentor de ações de uma companhia cuja Assembleia de


Acionistas autorizou um aumento de capital de 30%. O preço unitário de mercado é de R$
2,50 por ação e a companhia concedeu um direito de subscrição aos atuais acionistas pelo
preço de R$ 2,40 por ação. Após o exercício do direito de subscrição pelos atuais
acionistas, o valor teórico de mercado das ações deverá ser, aproximadamente, de

a) R$ 2,40
b) R$ 2,45
c) R$ 2,48
d) R$ 2,50

Apostila
Simulados para a CEA 2025
26 [108105] Considere as seguintes afirmativas sobre Investimentos Sustentáveis:
I – Os principais objetivos são proteger, contribuir, não causar dano ou degradações, gerar
impacto positivo e/ou assegurar direitos em questões ambientais, sociais e de
governança.
II – Pode haver intenção do gestor em comprometer o desempenho do fundo, desde que
seja em favor de questões ambientais, sociais e de governança.

Pode-se afirmar que:

a) Ambas afirmativas estão corretas


b) A primeira afirmativa está correta e a segunda, incorreta
c) A primeira afirmativa está incorreta e a segunda, correta
d) Ambas estão incorretas

27 [101269] O Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC):


I – é uma infraestrutura do mercado financeiro brasileiro e faz parte do sistema de
pagamentos brasileiro (SPB).
II – liquida as operações em tempo real e realiza o registro das transações com títulos
públicos federais, coibindo fraudes e prevenindo contágio com outras instituições.
III – é depositário central dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e processa as
operações compromissadas lastreadas por títulos públicos ou privados.
Está correto o que se afirma em

a) I e II apenas.
b) III apenas.
c) I e III apenas.
d) I, II e III.

28 [205704] Ao explicar para seu cliente os três níveis da classificação de fundos ANBIMA,
um gerente fez as seguintes explicações:
I – O nível 1 faz referência às classes definidas pela CVM.
II – O nível 2 identifica os tipos de gestão e riscos.
III – O nível 3 identifica as estratégias de investimentos.

Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas
b) I e II, apenas
c) II e III, apenas
d) I, II e III

Apostila
Simulados para a CEA 2025
29 [304306] Um fundo multimercado de capital protegido oferece as seguintes
rentabilidades a seus investidores, em um dado período:
− 110% da Taxa DI do período, se ocorrer alta superior a 20% do Ibovespa a qualquer
momento
− 100% da Taxa DI do período, se a variação do Ibovespa ficar entre 0% e 20% ao final
desse período
− 0%, se a variação do Ibovespa for negativa ao final do período

Considere os seguintes dados realizados:


− Ibovespa, em pontos, no dia da aplicação: 65.000
− Ibovespa, em pontos, no dia do resgate: 75.000
− Taxa DI acumulada no período do investimento: 4,50%
− despreze os custos de transação e taxas de administração nos cálculos

Caso um investidor tenha aplicado R$ 10.000.000,00 nesse fundo e o Ibovespa tenha


atingido cotação máxima de 79.500 pontos, o rendimento bruto será de

a) R$ 1.538.461,54
b) R$ 223.076,92
c) R$ 450.000,00
d) R$ 495.000,00

30 [105356] O objetivo de uma classe Renda Fixa Simples de um Fundo de Investimento


destinado ao segmento de varejo é o de ter uma carteira de títulos com baixo risco de
crédito e baixo risco de mercado. Esse objetivo é atingido com uma carteira composta por:

a) Títulos do governo federal e de alta duração.


b) Títulos de instituições financeiras e de baixa duração.
c) Títulos do governo federal e de baixa duração.
d) Títulos de instituições financeiras e de alta duração.

31 [304307] Considere um investidor que tenha comprado 1.000 cotas de um fundo


multimercado com a seguinte alocação:
− 10% em moeda (dólar norte-americano)
− 30% em renda variável (ETF que replica o Ibovespa)
− 60% em renda fixa (100% pós-fixado em Taxa DI)

Supondo a manutenção desses percentuais, desde a sua entrada no fundo até o resgate, e
as condições abaixo no período de investimento:
− valorização do dólar norte-americano: 15,00%
− desvalorização do Ibovespa: 20,00%
− Taxa DI acumulada no período: 10,00%

As cotas compradas, desconsiderando quaisquer taxas e custos associados à operação,


tiveram um retorno acumulado no período de

a) 1,50%
b) 1,20%
c) 1,67%
d) 5,00%

Apostila
Simulados para a CEA 2025
32 [304518] Em junho de 2018, um investidor adquiriu cotas da classe de um fundo de
investimento de renda fixa curto prazo no valor de R$ 100.000,00 e, até o final de
novembro, a classe desse fundo obteve um rendimento de 10,00%. Caso esse investidor
não resgate suas cotas, o valor líquido no primeiro dia útil de dezembro será,
aproximadamente, de

a) R$ 108.500,00
b) R$ 110.000,00
c) R$ 108.000,00
d) R$ 107.750,00

33 [304201] A classe de um fundo de investimento multimercado visa a um retorno de


150% da Taxa DI. Para atingir esse objetivo, a política de investimento dessa classe do
fundo permite que ele alavanque até 200% de seu patrimônio em operações de mercados
futuros. Em determinado dia, a classe estava utilizando todo o seu limite máximo de
alavancagem e os preços dos ativos da carteira desvalorizaram 15%, sem considerar a
perda com derivativos. Nessa situação, a classe das cotas desse fundo desvalorizou,
aproximadamente:

a) 15%
b) 30%
c) 45%
d) 60%

34 [304517] Um investidor aplicou R$ 3.000.000,00 pelo período de 01/06/2022 e


30/07/2023, na classe de um Fundo de Renda Fixa Referenciado DI, classificado como
curto prazo pela Receita Federal Brasileira. A tabela abaixo apresenta a rentabilidade
dessa classe para o período do investimento.

a) R$ 3.156.170,25
b) R$ 3.147.430,82
c) R$ 3.148.585,24
d) R$ 3.152.616,50

Apostila
Simulados para a CEA 2025
35 [205323-A] Érica é uma investidora que tem preferência por aplicações em títulos de
Renda Fixa, mas decidiu, a partir do ano de 2023, começar a investir em um Fundo de
Investimento. Ao abrir uma conta em uma instituição de sua confiança e procurar o auxílio
dos profissionais, ela explicou que gostaria de aplicar seus recursos em um fundo que lhe
garantisse custos menores para montar uma carteira diversificada em renda fixa, que
fosse um fundo constituído na forma de condomínio aberto, que tenha uma gestão passiva
e, que se possível, lhe pagasse dividendos. Sabendo das preferências da investidora Érica,
os profissionais da instituição indicaram a aplicação em um:

a) Fundo de Investimento em Participações (FIP).


b) Fundo de Índice ou Exchange Traded Funds (ETFs).
c) Fundo de Investimento Imobiliário (FIl).
d) Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC).

36 [105635] Segundo o Código de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros da


ANBIMA, a gestão do risco de liquidez da carteira de um Fundo Renda Fixa Aberto,
destinado a investidores não qualificados, deverá ser desempenhada pelo:
I – administrador.
II – custodiante.
III – gestor.
Está correto o que se afirma em:

a) III, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II, apenas.

37 [105355] Um investidor de um fundo cambial reclama que não obteve a totalidade da


expressiva desvalorização ocorrida do real. O mesmo deve ser informado de que, além da
taxa de administração,

a) o spread existente entre as cotações de compra e venda de moeda estrangeira


reduz a rentabilidade do fundo.
b) a existência de fusos horários nos principais mercados financeiros inibe a
correta precificação de ativos denominados em moeda estrangeira.
c) a redução do cupom cambial poderá ter impacto negativo no valor da cota.
d) a elevação do cupom cambial poderá provocar desvalorização da cota.

38 [105634] Segundo o Codigo ANBIMA de Administração e Gestão de Recursos de


Terceiros, o Administrador Fiduciário é o responsável, dentre outros serviços,

a) pela gestão profissional dos ativos financeiros integrantes das carteiras dos
veículos de investimento.
b) pela verificação do processo de prevenção à lavagem de dinheiro e
financiamento ao terrorismo, dos ativos financeiros adquiridos pelos veículos de
investimento.
c) pela gestão do risco de liquidez dos veículos de investimento, em conjunto com
o Gestor de Recursos.
d) pelas ordens de compra e venda de ativos financeiros e demais modalidades
operacionais das carteiras administradas.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
39 [105183] Segundo a Resolução CVM para os fundos de investimento, o material de
divulgação da Política de Distribuição de um fundo aberto, destinado a investidores não
qualificados, deve incluir dentre outras informações,

a) um resumo do manual de marcação a mercado dos ativos do fundo e a


descrição da forma de remuneração dos distribuidores.
b) a descrição detalhada da política de investimento do fundo e os eventuais
conflitos de interesse dos distribuidores no esforço de venda.
c) a descrição da forma de remuneração dos distribuidores e os eventuais conflitos
de interesse no esforço de venda.
d) a forma de gerenciamento da liquidez dos ativos do fundo e se o principal
distribuidor da oferta é o gestor ou empresa ligada ao mesmo grupo econômico.

40 [105636] Segundo as Regras e Procedimentos de Administração e Gestão de Recursos


de Terceiros da ANBIMA, para o Apreçamento dos veículos de investimentos, podemos
afirmar que:
I – as regras, procedimentos e metodologias utilizadas pelo Administrador Fiduciário no
apreçamento dos ativos financeiros dos veículos de investimento, sob sua administração,
deverão ser públicas.
II – o Administrador Fiduciário deverá divulgar em seu site versão completa do seu Manual
de Apreçamento.
III – as informações de preços ou fatores utilizados no Apreçamento de ativos financeiros
deverão ser convertidos da moeda estrangeira para a moeda nacional, utilizando a taxa de
câmbio referencial (D2), divulgada pela B3.
Está correto o que se afirma em

a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.

41 [305318] Dentre as alternativas abaixo, os principais benefícios que o Seguro Social


(RGPS) proporciona ao profissional liberal são:

a) Aposentadoria pela Regra Geral; Auxílio-Acidente; e Seguro-Desemprego.


b) Aposentadoria pela Regra Geral; Aposentadoria por Invalidez; e Auxílio-
Acidente.
c) Aposentadoria pela Regra Geral; Aposentadoria Especial; e Auxílio-Maternidade.
d) Aposentadoria por Idade; Pensão por morte; e Seguro de Vida.

42 [106413] Os benefícios tributários de diferimento fiscal de um PGBL só podem ser


utilizados quando o cliente:

a) For contribuinte da previdência social através de RGPS ou RPPS.


b) Realizar um VGBL de mesmo valor.
c) Contribuir exclusivamente através de RGPS (INSS).
d) Fizer sua declaração do imposto de renda anual (DIR-PF) através do modelo
simplificado.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
43 [106526] Laura, 35 anos, funcionária pública contribuinte pelo RPPS (Regime Próprio
de Previdência Social), está abrindo uma conta com você, na sua instituição financeira.
Durante a reunião, ela informa que tem um salário R$ 10.000.00 mensais, totalizando uma
renda anual bruta de R$ 130.000,00 (contabilizando o décimo terceiro). Além disso, ela diz
que já está pensando na sua aposentadoria, e que acabou de iniciar um plano de
previdência privada do tipo PGBL, com contribuições mensais no valor de R$ 2.000,00.
Diante dessas informações, você diz a Laura que ela:

a) deve continuar realizando aportes mensais de R$ 2.000,00 no plano PGBL,


totalizando R$ 24.000,00 no ano.
b) deve realizar contribuições no PGBL até o limite de 12% da sua renda bruta,
considerando o valor do décimo terceiro da sua renda bruta anual.
c) deve realizar contribuições no PGBL até o limite de 12% da sua renda bruta,
desconsiderando o valor do décimo terceiro da sua renda bruta anual.
d) não deve realizar este tipo de plano, pois apenas contribuintes do RGPS (INSS)
podem utilizar as contribuições do PGBL como despesa no seu imposto de
renda.

44 [305406] Um cliente deseja fazer um único aporte de R$ 100.000,00 em um plano de


previdência, onde o plano possui taxa de carregamento na entrada e rendimento bruto de
10% ao ano. Sabendo que ele pretende manter este plano por 5 anos, qual a melhor opção
para ele, considerando as taxas de carregamento e administração abaixo, nesta
respectiva ordem?

a) 0,00% e 1,70% a.a.


b) 3,00% e 1,00% a.a
c) 2,00% e 1,20% a.a.
d) 1,00% e 1,50% a.a.

45 [305513] Rafael possui uma renda bruta anual de R$ 204.000,00. Sua declaração de
ajuste anual do imposto de renda é feita pelo modelo completo e ele é um contribuinte do
INSS. Ele decide efetuar contribuições em um PGBL para usufruir do incentivo fiscal. Qual
é o valor de postergação máxima de IR que ele conseguirá obter em um ano?

a) R$ 56.109,00
b) R$ 24.480,00
c) R$ 9.504,00
d) R$ 6.732,00

46 [305536] Rosa fez um planejamento para contribuir mensalmente com R$ 900,00


durante 22 anos visando sua aposentadoria. Levando em consideração que ela estará
contratando um plano VGBL com o primeiro aporte ocorrendo de imediato, qual será o
valor de seu patrimônio acumulado ao final do prazo e o valor dos rendimentos tributáveis
em caso de resgate (ou conversão de renda), se a rentabilidade do fundo de
investimentos escolhido tiver 7%a.a ?

a) R$ 546.035,05 e R$ 237.600,00
b) R$ 549.122,41 e R$ 237.600,00
c) R$ 549.122,41 e R$ 311.522,41
d) R$ 546.035,05 e R$ 308.435,05

Apostila
Simulados para a CEA 2025
47 [305540] Um indivíduo, 38 anos de idade, realizou uma única aplicação no valor de R$
500.000,00 em um plano de previdência complementar do tipo Plano Gerador de Benefício
Livre (PGBL). Caso esse indivíduo efetue o resgate total aos 50 anos de idade e o
rendimento bruto anual do PGBL seja constante 11,00% a.a, durante todo o período, ele
receberá o valor líquido, em um regime de tributação exclusivo na fonte (tabela
regressiva), de:

• Dados: desconsidere outras taxas e deduções.

a) R$ 1.486.841,50
b) R$ 1.624.302,77
c) R$ 1.268.188, 34
d) R$ 1.574.302,77

48 [305707] Suzane, uma investidora comum, jovem, com patrimônio de R$ 500.000,00,


possui perfil arrojado. Ela está interessada em fazer um aporte de R$ 100.000,00 em um
plano de previdência do tipo VGBL e consulta um profissional CFP® para saber qual o
melhor fundo para ela, entre quatro opções que lhe apresentaram. Sabendo que ela
pretende resgatar esses recursos apenas na aposentadoria, dentre as quatro opções
abaixo que apresentaram a Suzane, o profissional deveria recomendar o fundo com a
composição:

a) 100% em renda variável


b) 70% renda variável, 20% renda fixa e 10% cambial
c) 49% renda variável, 30% multimercado e 21% renda fixa
d) 40% renda variável, 40% imóveis e 20% renda fixa

49 [306109] Considerando os dados abaixo, qual o lucro e a variância?

a) 5,125 e 1,67
b) 5,125 e 2,80
c) 5,00 e 1,67
d) 5,00 e 2,80

50 [207127] O risco de mercado de um ativo qualquer pode ser mensurado pelo:

a) cálculo da média aritmética em relação aos retornos do ativo.


b) grau de dispersão dos retornos do ativo em relação ao retorno do ativo livre de
risco.
c) cálculo da média geométrica em relação aos retornos do ativo.
d) grau de dispersão dos retornos do ativo em relação à média de seus retornos.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
51 [207231] Victório possui uma carteira de investimentos no qual apresenta maior
oscilação que a carteira de mercado. Desta forma, podemos afirmar que o Beta da carteira
do Victório é:

a) igual a 0
b) igual a 1
c) maior que 1
d) menor que 1

52 [306341] Sabendo-se que o retorno do mercado é 18% e utilizando os dados da tabela


abaixo, o Beta da ação Z será:

a) 0,7550
b) 0,8000
c) 0,8125
d) 0,8333

53 [306369] Uma determinada empresa possui coeficiente beta de 1,20. No ano passado,
o retorno do ativo livre de risco era 4,00% ao ano e, o prêmio pelo risco de mercado,
10,00% ao ano. Atualmente, o beta da empresa e o retorno do ativo livre de risco
permaneceram, porém, em função do aumento da aversão ao risco dos investidores, o
prêmio pelo risco de mercado aumentou 50,00%, resultando no novo valor de 15,00% ao
ano. Pelo Capital Asset Pricing Model (CAPM), a taxa de retorno demandada para as ações
da empresa neste ano, comparativamente ao ano anterior,

a) diminuiu 50,00%.
b) não sofreu impacto.
c) aumentou 37,50%.
d) aumentou 50,00%.

54 [306417] Um investidor avaliou o desempenho de um gestor de renda variável e obteve


as informações, das tabelas abaixo, referentes ao mesmo período:

a) 1,02
b) 1,39
c) 0,96
d) 1,29

Apostila
Simulados para a CEA 2025
55 [207351] Em relação ao teste de stress
I – O objetivo é identificar cenários incomuns que não ocorreriam nos modelos de Value at
Risk conhecidos.
II – O intuito é simular choques que refletem mudanças estruturais permanentes ou
mudanças temporárias nos padrões estatísticos.
III – O intuito é simular mudanças utilizando dados históricos recentes.
Está correto o que se afirma em

a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I, Il e III.
d) l, apenas.

56 [306416] Um investidor está analisando os fundos de investimento W, Y e Z, cujos


dados médios referentes aos últimos dois anos estão apresentados abaixo:

a) Y, W e Z
b) Z, W e Y
c) W, Y e Z
d) Z, Y e W

57 [306606] As instituições financeiras abaixo possuem os seguintes índices de basileia:

a) X>Y>Z
b) Y>Z>X
c) Z>Y>X
d) Z>X>Y

Apostila
Simulados para a CEA 2025
58 [207340] Um investidor toma a decisão de zerar as posições de derivativos que possuía
em sua carteira, influenciado por notícias de perdas significativas ocasionadas por esse
instrumento. Entretanto, observa que o VaR das carteiras aumentou significativamente.
Esse efeito, provavelmente, ocorreu devido

a) à diminuição da duration de Macaulay da carteira.


b) à variação dos preços dos ativos que estavam sendo protegidos (hedgeados)
pelos derivativos.
c) à redução do risco de mercado causado pela eliminação dos derivativos.
d) ao resultado fiscal gerado pela eliminação dos derivativos.

59 [102334] Um cliente, 32 anos de idade, solteiro e sem filhos, preencheu o Questionário


de Perfil do Investidor (suitability); e o resultado indicou uma elevada tolerância ao risco.
Além de outras informações solicitadas, o cliente foi questionado sobre
I – o nível de conhecimento sobre investimentos.
II – as questões relativas à capacidade de suportar perdas.
III – os produtos que têm mais familiaridade.
Está correto o que se afirma em

a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I, II e III.
d) II e III, apenas.

60 [102335] Segundo a Resolução nº 30 da CVM, os profissionais que fazem


recomendação de produtos de investimento para clientes são obrigados a manter todos os
documentos e declarações que comprovem a adequação do produto, serviço ou operação
ao perfil do ciente, exceto em caso de processo administrativo aberto pela CVM, pelo
prazo mínimo de

a) 3 (três) anos.
b) 5 (cinco) anos.
c) 2 (dois) anos.
d) 10 (dez) anos.

61 [202656] Dois clientes, X e Y, avessos à perda aplicaram no mesmo fundo


multimercado, sendo que X investiu quando a cota valia R$ 1,140630 e Y, dias depois,
quando era negociada a R$ 1,113368. Hoje, a cota vale R$ 1,139447, então, as atitudes
esperadas de X e Y, respectivamente, considerando o viés cognitivo de aversão à perda,
serão:

a) Manter e manter.
b) Resgatar e resgatar.
c) Resgatar e manter.
d) Manter e resgatar.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
62 [202657] Uma empresa, após passar os três últimos trimestres com resultados fracos,
convoca uma reunião com atuais e potenciais investidores, visando a um melhor resultado
no trimestre atual, uma vez que a diretoria acredita ser um momento excepcional de
transição e crescimento. Nesse contexto, o viés cognitivo MAIS provável ao investir na
empresa é o

a) do excesso de confiança.
b) do framing.
c) da aversão à perda.
d) da ancoragem.

63 [307113] Um investidor adquiriu um lote significativo de ações de uma empresa do


setor petroleiro. Ele está confiante em sua decisão de comprar ações dessa empresa, visto
que leu recentemente um relatório que apontava para uma perspectiva de alta do preço
do petróleo no mercado internacional nos próximos meses. No entanto, ele menospreza o
fato de a empresa estar sendo alvo de investigações por fraudes em sua gestão, além de
ter sido condenada recentemente a pagar uma indenização bilionária por um vazamento
de petróleo no oceano. Ao agir dessa forma, o investidor apresenta mais claramente o
viés chamado de:

a) Armadilha da Confirmação
b) Representatividade
c) Ancoragem
d) Excesso de Confiança

64 [307116] É de se esperar que um investidor influenciado pelo viés denominado excesso


de confiança
I – faça pessoalmente a gestão de seus recursos.
II – realize com maior frequência operações de compra e venda dos ativos de seu portfólio.
III – delegue a gestão de seus recursos para profissionais especializados.
Está correto o que se afirma apenas em

a) III
b) I e II
c) I
d) II

Apostila
Simulados para a CEA 2025
65 [307318] Considere os seguintes dados abaixo:

a) 10%
b) 17%
c) 13%
d) 16%

66 [202301] Um investidor qualificado, segundo as regras da Comissão de Valores


Mobiliários (CVM), após responder o Questionário de Perfil do Investidor (API), identificou
seu perfil como arrojado e horizonte de investimento de médio e/ou longo prazos, e
gostaria de otimizar o impacto tributário de suas decisões de investimento. Nesse caso, o
especialista em investimento poderia recomendar a aquisição de:
I – Debêntures incentivadas.
II – Certificado de Recebível Imobiliário (CRI).
III – Cotas de Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC).

Está correto o que se afirma em

a) II e III, apenas.
b) I e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, II e III.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
67 [202302] Caio, 45 anos de idade, investidor qualificado pelas regras da Comissão de
Valores Mobiliários (CVM), possui a seguinte carteira de investimentos:

a) I, apenas
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III

68 [307268] Antônio tem uma carteira de investimentos acumulada de R$ 4 milhões.


Agora que decidiu viver de renda, ele buscou aconselhamentos com seu especialista em
investimentos. Ele avalia que necessita de R$ 152.000,00 por ano para manter seu padrão
de vida atual e assim, sustentar sua família. Na avalição do API, o profissional detecta que
Antônio tem tolerância ao risco média a alta. Desta forma, qual deveria ser a orientação
de investimento, de forma a atender ao retorno desejado e ao nível de tolerância ao risco
do cliente? Considere:
• Inflação de 4,5% a.a.
• Retorno real da renda fixa = 3% a.a.
• Retorno real da renda variável = 7% a.a.

a) 90% renda fixa e 10% renda variável.


b) 80% renda fixa e 20% renda variável.
c) 70% renda fixa e 30% renda variável.
d) 50% renda fixa e 50% renda variável.

69 [307269] Com relação ao planejamento financeiro de um cliente, são apresentadas as


seguintes etapas:
I – Implementar as recomendações.
II – Coletar, identificar e avaliar informações sobre o cliente.
III – Monitorar a situação do cliente.
IV – Analisar e avaliar a situação financeira.
V – Definir e estabelecer o escopo do relacionamento.
VI – Desenvolver as estratégias financeiras e apresentá-las.
Desta forma, a ordem cronológica em que são utilizadas por um planejador são:

a) IV, VI, V, II, I e III


b) II, VI, IV, I, III e V
c) V, II, IV, I, III e VI
d) V, II, IV, VI, I e III

Apostila
Simulados para a CEA 2025
70 [307270] Para a Planejar, a elaboração da Política de Investimentos no Processo de
Planejamento Financeiro, é definida no momento de:

a) Implementar as recomendações de planejamento financeiro.


b) Analisar e avaliar a situação financeira do cliente.
c) Desenvolver as recomendações de planejamento financeiro.
d) Monitorar a carteira de investimentos do cliente.

Apostila
Simulados para a CEA 2025
Gabarito
CEA: SIMULADO (01)
01. C 02. D 03. A 04. A 05. C 06. C 07. C 08. C 09. B 10. C 11. C 12. A 13. B 14. D 15. C 16. B 17. B

18. B 19. C 20. B 21. A 22. C 23. A 24. A 25. D 26. C 27. B 28. D 29. A 30. B 31. D 32. A 33. D 34. D

35. A 36. B 37. D 38. A 39. C 40. C 41. D 42. B 43. B 44. A 45. B 46. A 47. A 48. B 49. A 50. A 51. C

52. C 53. C 54. D 55. B 56. D 57. C 58. C 59. D 60. B 61. A 62. C 63. D 64. D 65. A 66. D 67. B 68. D

69. A 70. A

CEA: SIMULADO (02)


01. B 02. B 03. C 04. A 05. D 06. D 07. D 08. B 09. D 10. A 11. B 12. C 13. A 14. A 15. C 16. D 17. C

18. A 19. C 20. C 21. A 22. A 23. D 24. D 25. A 26. A 27. C 28. A 29. B 30. D 31. C 32. D 33. D 34. C

35. A 36. C 37. C 38. D 39. B 40. C 41. D 42. D 43. B 44. D 45. A 46. C 47. B 48. A 49. D 50. B 51. B

52. C 53. B 54. B 55. D 56. C 57. A 58. C 59. B 60. C 61. B 62. B 63. C 64. A 65. D 66. D 67. D 68. D

69. D 70. B

CEA: SIMULADO (03)


01. B 02. D 03. B 04. C 05. A 06. C 07. D 08. D 09. B 10. B 11. C 12. D 13. C 14. A 15. D 16. A 17. D

18. D 19. A 20. D 21. B 22. A 23. B 24. A 25. A 26. B 27. D 28. D 29. C 30. D 31. A 32. D 33. B 34. C

35. C 36. C 37. B 38. D 39. B 40. C 41. A 42. B 43. A 44. B 45. C 46. D 47. A 48. C 49. B 50. D 51. B

52. B 53. A 54. B 55. B 56. D 57. C 58. A 59. D 60. A 61. B 62. C 63. C 64. A 65. D 66. B 67. B 68. D

69. B 70. C

CEA: SIMULADO (04)


01. C 02. A 03. D 04. D 05. D 06. C 07. C 08. A 09. B 10. D 11. B 12. B 13. C 14. D 15. D 16. D 17. B

18. C 19. C 20. C 21. C 22. A 23. D 24. C 25. A 26. C 27. B 28. C 29. D 30. D 31. D 32. C 33. C 34. D

35. C 36. C 37. D 38. B 39. A 40. D 41. D 42. A 43. B 44. D 45. C 46. C 47. D 48. D 49. A 50. C 51. A

52. A 53. B 54. D 55. D 56. C 57. D 58. C 59. A 60. C 61. B 62. C 63. A 64. A 65. D 66. C 67. A 68. A

69. A 70. D

CEA: SIMULADO (05)


01. D 02. A 03. A 04. C 05. A 06. D 07. C 08. B 09. D 10. B 11. D 12. B 13. C 14. C 15. A 16. D 17. D

18. A 19. A 20. C 21. C 22. C 23. B 24. A 25. B 26. A 27. A 28. C 29. D 30. C 31. C 32. C 33. B 34. D

35. C 36. B 37. B 38. C 39. A 40. B 41. D 42. C 43. A 44. C 45. C 46. C 47. D 48. B 49. B 50. D 51. C

52. B 53. D 54. B 55. D 56. A 57. D 58. B 59. B 60. D 61. A 62. D 63. B 64. A 65. B 66. A 67. B 68. C

69. D 70. B

CEA: SIMULADO (06)


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Apostila
Simulados para a CEA 2025

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