Quincas Borba
Narrativa em 3 pessoas com intromissões
Barbacena (MG) e RJ
Realismo - denúncia hipocrisias da elite
Rubião cuida de quincas
Joaquim Borba (Quincas Borba) amigo de Rubião deixa pensamentos filosóficos e uma
fortuna com a condição de que ele cuide de seu cachorro
Progresso e tecnologia já é demonstrado no livro - trem
Casal palha (Cristiano e Sofia)
Exploração do mais fraco pelo mais forte - exploração do rubião pelo casal palha
Humanitas: o que ocorreu com o quincas borba, ocorre com rubião
Interesse acima do casamento.
Ao ter todos os seus bens explorados, começa a apresentar sinais de loucura.
Rubião fica pobre e louco, além de se achar parecer com Napoleão III.
É internado.
- “Ao vencedor, as batatas”
- Rubião morre e posteriormente o Quincas Borba (cachorro morre).
Humanitas: tanto Rubião como o casal Palha conseguiram as coisas sem esforço.
Machado de assis
- crítica ao egoísmo, hipocrisia
- visão de mundo pessimista
- humor irônico
- intromissão do narrador
Camilo Mortágua - Josué Guimarães
A obra é narrada em terceira pessoa com tom memorialístico e trata da vida de Camilo
Mortágua, morador de uma pensão em um período que a ditadura militar começa. Camilo
vai ao cinema, onde começa a passar a história de sua vida.
- Início do século XX.
- Romance urbano
- História linear
- o filme que passa na tela é o filme de sua vida
- pai dele - estancieiro - dinheiro da pecuária
- morte é uma espécie de maldição na família
- pai fala: que ele é o advogado da família para defender as terras
- morte é muito presente na obra como símbolo de decadência
Obra linear quando se está passando no cinema.
A estratégia narrativa é o cinema que estabelece conexões e revelações.
Macabéa - Flor de Mungulu
É um conto.
Literatura Social - presença da população negra - obras de Conceição Evaristo.
Flor de Mungulu - floresce quando está morta.
Enquanto a personagem de Clarice Lispector é vista como um ser autômato, quando escrita
por Conceição Evaristo, ganha vida.
Dessa maneira, Conceição Evaristo vê Macabéa como a flor de mulungu, que renasce
quando está praticamente “morta”/seca.
Narrador dá vida a Macabéa. = Momento de floração da macabéa.
- existe outra macabéa que não conhecemos
- narrador/narradora se coloca na mesma condição de macabéa, ou seja, de uma
pessoa excluída, à margem da sociedade
- voz narrativa encontra vida em macabéa
- Origem dela traz a representação da brasilidade, com conflitos, imposição da fé
católica…
- Mulher brasileira vem da mulher negra, indígena e portuguesa: curar, costurar, parir -
saberes da mulher brasileira
- Universo de saber reduzido a uma atividade “Tec, tec”.
- Esse trabalho oprime sua existência e habilidades
Figura da mulher brasileira que se teve e teve seus conhecimentos aniquilados por conta da
vida na cidade (urbana)
A hora da Estrela - Clarice Linspector
- mulheres incompreendidas.
- condição feminina na sociedade
- macabéa não é a mulher que geralmente aparece nas obras de clarice, visto
que é de classe mais baixa, enquanto a maioria de suas personagens são
caracterizadas por serem de classes mais altas
- Rodrigo Sm (narrador) apresenta classe mais alta
Clarice não se interessa pelo mundo exterior, mas sim pelo psicológico de sua personagem
- Metalinguagem narrador utiliza a linguagem para refletir sobre ela mesma e como
contará a história de macabéa
- Não tem início meio e fim - não linearidade
- Epifania - Consciência sobre sua própria condição - Macabéa - vida/ vivência
miserável - Rodrigo SM - Explosão
- Discurso indireto livre: mistura das vozes do narrador e das personagens.
- A história do narrador divide o protagonismo com Macabéa.
- Se passa no RJ no anos de 1970.
- Narrador conta a história da Macabéa, visto que ela não consegue contar a própria
história
- Retirantes no sudeste - empregos precários, divisão de casas
Macabéa: retirante nordestina, sertão de Alagoas, 19 anos, cara de fome, tola, feia,
morrinhenta. Vivia no RJ, numa cidade toda feita contra ela (p.15). Ignorante, em relação à
consciência da sua condição existencial e formação. A felicidade está na alienação, é
exatamente isso que provoca o narrador:
"Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa. Se
tivesse a tolice de se perguntar 'quem sou eu?' cairia estatelada e em cheio no chão. É que
'quem sou eu?' provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é
incompleto." (p.15)
Trabalhava de datilógrafa numa empresa de roldanas. Era humilhada pelo chefe, Raimundo
Silveira. Tinha muita fé; aceitava tudo como era – era invisível socialmente. Tinha apenas
uma parente: uma tia beata que a violentava com cascudos; faleceu mais tarde. Morava
com 4 moças, balconistas das lojas Americanas: Maria da Penha, Maria Aparecida, Maria
José e Maria.
Glória: feia mas bem alimentada, colega de trabalho de Macabéa, mais inteligente.
Gostava de coisas fúteis, coisas que ninguém dava valor, assim como ninguém dava valor a
ela
Narrador se aproxima da Macabéa no começo, mas se distancia, visto que mudou de
patamar social. O que lhe permite contar sua história e de outros.
Seu namorado a menospreza e não admite ser ignorante.
- Narrador critica o impassividade de Macabéa, enquanto elogia o comportamento de
Olímpico
Macabéa - nascimento e sobrevivência
- Incapacidade de ter filhos
- Final: momento de epifania
O avesso da pele
Temas:
Reconstituir a vida a partir de um trauma
Família de pessoas negras.
Olhar preconceituoso (homem negro - bandido), mulher negra hipersexualizada.
Violência policial.
O racismo impede os afetos.
O narrador narra a vida do pai, como se conversasse com ele (Estrutura dialógica).
O texto apresenta intertextualidades.
Ainda estou aqui
AINDA ESTOU AQUI MEMÓRIAS / AUTOFICÇÃO / TESTEMUNHO HISTÓRIA FAMILIAR
> RELAÇÃO COM A DITADURA MILITAR / ALZHEIMER DA MÃE TÍTULO > MÚLTIPLOS
SENTIDOS > MEMÓRIA/ RESISTÊNCIA / EXISTÊNCIA
Temas do Livro:
- História do pai, engenheiro, político - “ativista” contra ditadura militar - cartas
- História da mãe - ativista na busca de direitos indígenas
- Doença da mãe - Alzheimer
Cumbe
Formato HQ.