REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO POLITÉCNICO DE GRAÇA – BLA 1074
CURSO DE ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
TRABALHO DA PAP PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE TÉCNICO
MÉDIO DE ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO DA ATS ENTRE A
REDE PÚBLICA DE ENERGIA E O GERADOR, NAS
INTALAÇÕES DA SONANGALP SITA NO MUNICÍPIO
DE BENGUELA, BAIRRO DOKOTA
AUTORES:
DANIEL NOVAX LOPES BAPTISTA
EDUARDO V. KAFUNDA PAULINO
ELIAS KAMELA PACHECO
ESMERALDO VANILSON HOSSI
JOÃO NUNDA S. BAPTISTA
13ª CLASSE / TURMA: ÚNICA
REGIME: REGULAR
BENGUELA/2025
Inovação Tecnologica – Desenvolvimento/Localizado no Bairro da Graça – Benguela
INSTITUTO POLITÉCNICO DE BENGUELA BG – 1074
CURSO DE ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
TRABALHO DA PAP PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE TÉCNICO
MÉDIO DE ENERGIA E INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO DA ATS ENTRE A
REDE PÚBLICA DE ENERGIA E O GERADOR, NAS
INTALAÇÕES DA SONANGALP SITA NO MUNICÍPIO
DE BENGUELA, BAIRRO DOKOTA
AUTORES:
DANIEL NOVAX LOPES BAPTISTA
EDUARDO V. KAFUNDA PAULINO
ELIAS KAMELA PACHECO
ESMERALDO VANILSON HOSSI
JOÃO NUNDA S. BAPTISTA
13ª CLASSE / TURMA: ÚNICA
REGIME: REGULAR
BENGUELA/2025
Inovação Tecnologica – Desenvolvimento/Localizado no Bairro da Graça – Benguela
FOLHA DE APROVAÇÃO
AUTORES:
Daniel Novax Lopes Baptista
Eduardo V. Kafunda Paulino
Elias Kamela Pacheco
Esmeraldo Vanilson Hossi
João Nunda S. Baptista
Projecto Tecnológico apresentado no Instituto Politécnico de Benguela, como requisito
para obtenção do título de Técnico Médio de Energia e Instalações Eléctricas.
Orientador:____________________________________________
Aprovado com o conceito:______________________________________________
Benguela, Angola
Nome do membro do Júri _____________________________________________
Titulação Assinatura
Nome do membro do Júri _____________________________________________
Titulação Assinatura
Nome do membro do Júri _____________________________________________
Titulação Assinatura
Nome do membro do Júri _____________________________________________
Titulação Assinatura
Coordenação do Curso ______________________________________________
Titulação Assinatura
DEDICATÓRIA
Á Deus, aos nossos familiares, por contribuírem de maneira activa na nossa
formação acadêmica, com todo amor infinito e carinho diário. Aos professores, colegas
e amigos que partilharam connosco seus conhecimentos durante o percurso.
AGRADECIMENTO
Queremos começar por agradecer á Deus todo-poderoso que nos concedeu
saúde, força e sabedoria para concluir esta etapa importante da nossa jornada
académica.
Aos nossos familiares, pelo amor incondicional, incentivo e pelo apoio constante
mesmo nos momentos desafiadores, com suas palavras de motivação fundamental para
nossa perseverança.
Ao orientador Prof. Engenheiro electricista Lando Miguel Ernesto e a todos
professores da coordenação de electricidade que compartilharam seus conhecimentos
com dedicação e paciência, contribuindo para a nossa formação profissional. Seus
empenhos foram essenciais para a construção deste trabalho.
Aos colegas de curso, pela parceria, partilha de ideias e espirito de cooperação
ao longo desta caminhada académica.
E por fim, aos funcinários da Empresa Sonangalp do Dokota pela oportunidade
de aprendizado e fornecerem um ambiente necessário para a realização deste estudo,
possibilitando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
“O nosso, muito obrigado a todos”
PENSAMENTO
“Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas aos problemas que tiveram de
vencer. ˮ
(Baden Powell).
RESUMO
As instalações que recebem fornecimento de duas fontes, tendo como fonte
primária a rede pública Ende e uma outra fonte secundária é imperativo que se instale
uma chave de comutação entre as mesmas. As chaves de comutação destinam-se a
interligar os circuitos consumidores as distintas fontes, podendo ser do tipo chave
manual ou chave automática.
No caso das chaves automáticas existem equipamentos dedicados a esta função,
porém, não são muito conhecidas, sendo construídas especificamente para este fim, em
muitos casos a chave é construída por pares de contactores ou disjuntores motorizados.
A proposta deste trabalho apresentar uma chave de transferência construida utilizando
essencialmente um par de contactores para tornar mais eficiente a transferência de um
fonte a outra garantindo maior estabilidade no fornecimento eléctrico.
Palavras-chave: Chave Automática, fonte primária, fonte secundária.
ABSTRAT
Installations that receive supply from two sources, with the primary source being
the public Ende network and a secondary source, it is essential to install a switch
between them. Switches are used to interconnect the consumer circuits of the different
sources, and can be of the manual or automatic switch type.
In the case of automatic switches, there is equipment dedicated to this function,
but they are not very well known and are built specifically for this purpose. In many
cases, the switch is made up of pairs of contactors or motorized circuit breakers. The
purpose of this work is to present a transfer switch built using essentially a pair of
contactors to make the transfer from one source to another more efficient, ensuring
greater stability in the electricity supply.
Keywords: Switch automatic, primary source, secondary source.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Inversão de fonte de alimentação...................................................................17
Figura 2: Inversor manual..............................................................................................18
Figura 3: Chave de transferência automática.................................................................19
Figura 4: Intertravamento mecânico.............................................................................19
Figura 5: Contactor.........................................................................................................21
Figura 6: Contactor auxiliar...........................................................................................22
Figura 7: Relé temporizador...........................................................................................23
Figura 8: Relé falta de fase.............................................................................................24
Figura 9: Disjuntor.........................................................................................................24
Figura 10: Sinalizador....................................................................................................25
Figura 11: Sonangalp, Benguela, bairro Dokota............................................................27
Figura 14: Quadro Eléctrico...........................................................................................33
Figura 15: Inversor manual avariado.............................................................................34
LISTA DE ABREVIATURAS
ATS – Automatic Transfer Switch (Chave de Transferência Automática)
ENDE – Empresa nacional de distribuição de energia
NA – Contato normalmente aberto
NF – Contato normalmente fechado
QTA – Quadro de transferência automática
Pa – Potência activa;
ω s – Velocidade de sincronismo
V- Volts
A – Amperes;
In – Intensidade da corrente nominal
Un – Tensão nominal
Fp – Factor de potência
Fn – Frequência nominal
S – Secção
P – Peso
% – Percentagem
Akz – Kwanza
Qtde – Quantidade
Hzn – frequência nominal
kW – Quilo Watt
kVA – Quilo Volt Ampére
ÍNDICE
DEDICATÓRIA...............................................................................................................iv
AGRADECIMENTO........................................................................................................v
PENSAMENTO...............................................................................................................vi
RESUMO........................................................................................................................vii
ABSTRAT......................................................................................................................viii
LISTA DE FIGURAS......................................................................................................ix
LISTA DE ABREVIATURAS..........................................................................................x
ÍNDICE............................................................................................................................xi
INTRODUÇÃO...............................................................................................................12
CAPÍTULO 1: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.........................................................16
1.1 Revisão histórica.......................................................................................................16
1.2 Definições..................................................................................................................16
1.3 Sistema de inversão...................................................................................................17
1.4 Chave de transferencia manual..................................................................................17
1.5 Sistema de inversão automática.................................................................................18
1.6 Componentes usados no sistema de inversão automática.........................................20
CAPITULO 2: RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................26
2.1 Gerador da marca Kohler pertencente a empresa Sonangalp...................................27
2.2 Estrutura do sistema de inversão automática.............................................................28
2.3 Princípio de funcionamento da ATS.........................................................................28
2.4 Circuito eléctrico.......................................................................................................30
CONCLUSÃO.................................................................................................................31
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................32
ANEXOS.........................................................................................................................33
INTRODUÇÃO
O controlo automático tem desempenhado um papel fundamental no avanço da
engenharia e ciência. Além da extrema importância em sistemas de veículos espaciais,
sistemas de direcionamento de mísseis, sitemas robóticos e similares, o controlo
automático tem se tornado de grande importância e parte itegrante dos modernos
processos industriais e de produção.
Como os avanços no controlo automático, na teória e prática, vêm produzindo
meios para optimizar o desempenho dos sistemas dinâmicos, melhorar a produtividade,
diminuir o trabalho árduo de várias rotinas de operações manuais repetitivas, entre
outros, a maioria dos engenheiros e cientistas devem ter agora bons conhecimentos
nessa área.
Assim como vários outros estabelecimentos na cidade de Benguela a Sonangalp
enfrenta desafios com á interrupção frequente no fornecimento de energia eléctrica, o
que afecta directamente suas operações. Este trabalho surge da necessidade de
modernizar as infraestruturas eléctricas, através da Implementação de sistema de
inversão automática nas fontes de alimentação. A utilização de tais sistemas é essencial
para assegurar um funcionamento ininterrupto, permitindo que a empresa mantenha
suas operações em pleno funcionamento, mesmo em situações adversas.
Toda instalação aonde se usa o grupo gerador como fonte de energia alternativa
necessita de um dispositivo para a troca desta fonte. Tais dispositivos são chamados de
chave de transferência, e destinam-se em interligar os circuitos consumidores e às
fontes, as chaves de transferência podem ser do tipo manual ou automático.
Embora as duas funções (arranque automático do gerador e a inversão manual)
sejam distintas, é possível integrá-las através da implementação deste projecto.
De maneira assegurar o funcionamento normal da Sonalgalp que conta com a
alimentação da ENDE como fonte primária e um gerador como fonte alternativa, com a
tensão de 380V e potencia aparente16Kva a se utilizar na falta de fornecimento eléctrico
por parte da rede pública, o inversor a utilizar tem que garantir que a troca seja realizada
em um curto período de tempo admissível para não interferir as operações a realizar no
depósito.
Problema de investigação:
Página | 12
Como optimizar o processo de produção na Sonangalp sita no bairro Dokota?
Justificativa:
A escolha deste tema justifica-se pela necessidade de solucionar a instabilidade
no forncimento pelos pontos de alimentação. Propõe-se no presente estudo a ausência
de um sistema automatizado como sendo a causa da inatividade prolongado, afectando
directamente a produtividade. Tormando assim atual e atuante a tematica em abordagem
uma vez que constatou-se que as operações têm sido paralisadas, devido a
indisponibilidade do operador ao que podemos apontar ser uma causa irrelevante no
ponto de vista técnico sabendo que a troca manual da fonte de alimentação pode ser
substituida pela chave de transferência automática. Com a implementação de um
sistema automático, será possível iliminar significativamente os atrasos na transição
entre as fontes de energia, aumentando a eficiência operacional e garantido maior
confiabilidade no fornecimento de energia eléctrica.
Hipótese: Ao implementar a Chave de Transferência Automática vai se estabelecer a
troca segura, rápida e confiável entre as duas fontes;
Garantir que se iliminem interrupções demoradas no fornecimento eléctrico.
Objectivo geral: Implementar a chave de trransferência automática nas fontes de
alimentação de Energia Eléctrica da Sonangalp do bairro Dokota;
Objectivo específico:
De maneira mais específica foram traçados os seguintes objectivos:
Em caso de falta: haverá um tempo de espera para religamento da rede pública,
sendo o gerador accionado após este tempo;
Elaborar um levantamento dos materiais necessários de acordo as
especificidades do local para a implementação da inversão automática;
Garantir que o fornecimento de energia do gerador e da rede nunca estejam em
simultâneo na instalação eléctrica.
Objecto de estudo: Técnicas de inversão automática.
Campo de acção: Aplicação das técnicas de ajuste da inversão automática no quadro
geral na Sonangalp do bairro Dokota, para permitir a inversão automática da rede
pública e a fonte alternativa (gerador) de forma a evitar desperdício de tempo com a
manobra da inversão entre as duas fontes;
Página | 13
Métodos de investigação (Kavaya, 2022):
Teve-se em conta os métodos teóricos e empíricos. Quanto aos métodos teóricos
utilizou-se: Dedutivo-Indutivo; Análise-Síntese e Pesquisa Bibliográfica. Ja os métodos
empíricos: Observação; Matemática-Estatística; Inquérito por Questionário e Inquérito
por Entrevista. Antes de se abordar sobre um determinado assunto, procura-se sempre
saber o que cada coisa significa e não poder-se-ia deixar de começar por explicar o que
significa então método e porquê de se buscarem métodos na elaboração de um
determinado projecto.
Método, é um conjunto de actividades sistemáticas e racionais que, com maior
segurança e economia, permite alcançar o objectivo, conhecimentos valiosos e
verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido detetando erros e auxiliando as decisões
do cientista.
Desse modo, aplicam-se os seguintes métodos de investigação:
Do ponto de vista teórico:
Método hipotético-dedutivo: a indução é um método de descoberta de princípios
gerais a partir de conhecimentos particulares, ao passo que a dedução é a aplicação de
princípios gerais a casos particulares. Este método permitiu a comparação de processos
e de fenómenos existentes.
Pesquisa bibliográfica: é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados,
revestidos de importância, por serem capazes de fornecer dados actuaise relevantes
relacionados com o tema. O estudo da literatura pertinente pode ajudar a planificação do
trabalho, evitar publicações e certos erros, e representa uma fonteindispensável de
informações, podendo até orientar as indagações, constituído principalmente de livros,
revistas, publicações em periódicos e artigos científicos ,jornais, boletins, monografias,
dissertações, teses, material cartográfico, internet, Este método permitiu, fazer buscas
em relação a perspectiva das referências bibliográficas, isto é analisar os conceitos,
tendo em conta a visão de vários autores, pontos de convergências, divergências e
outros aspectos relevantes.
Do ponto de vista empírico:
Inquérito por questionário: é um instrumento de investigação que utiliza processos de
recolha sistemática de dados, com vista a dar resposta a um determinado problema.
Página | 14
Baseia-se normalmente numa série de perguntas a serem aplicadas a uma
amostra representativa do grupo que se pretende estudar. Ser-nos-á útil na composição
de um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito as pessoas.
Procedimento Matemático-Estatístico: este método permite a redução de fenómenos
complexos em resultados e representações simples, utilizando tabelas, gráficos, etc. São
métodos relacionados a qualificação, análise e a interpretação de dados obtidos através
das técnicas estatísticas tais como: percentagem, , média, mediana e desvio de padrão.
Utilizar-se-á esse método para a interpretação dos dados que serão colhidos na amostra
Pesquisa experimental: quando determinamos um objecto de estudo, selecionamos as
variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definimos as formas de controle e de
observação dos efeitos que a variável produz no objecto. Portanto, na pesquisa
experimental, o pesquisador procura refazer as condições de um facto a ser estudado,
para observá-lo sob controle. Para tal, ele se utiliza de local apropriado, aparelhos e
instrumentos de precisão, a fim de demonstrar o modo ou as causas pelas quais um facto
é produzido, proporcionando, assim, o estudo de suas causas e seus efeitos.
Observação: É um método empírico da colecta de dados que se concretiza pelo estudo
e manifestação espontânea no seu cenário natural, sem a intervenção do investigador na
produção e no desenvolvimento do fenómeno, limitando-se apenas em registar as suas
manifestações tal como sucedem. Este método permitirá observar fenómenos em
relação a problemática que se pretende pesquisar.
Inquérito por entrevista: técnica de investigação que permite recolher informações,
dados, utilizando a comunicação verbal. A entrevista é uma conversa com um objectivo.
Este método ajudará a diagnosticar como são feitos os procedimentos de como é
relaizado a agricultura sustentável.
Estrutura do trabalho
Este livro está organizado em 2 capítulos, a saber: o Capítulo 1 apresenta ums
introdução aos sistemas de inversão. O Capítulo 2 trata dos resultados e descuções.
Neste livro, os coceitos básicos envolvidos são efatizados e os argumentos matemáticos
são evitados na medida do possível na comprenção das matériais.
Página | 15
CAPÍTULO 1: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 Revisão histórica
O primeiro trabalho significativo de controlo autmático foi o regulador
centrífugo construído por James Watt para o controlo de velocidade de uma máquina a
vapor, no século XVIII. Outros trabalhos importantes nos primeiros estágios do
desenvolvimento da teória do controlo se devem a Minorsky, Hazen e Nyquist, entre
outros. Em 1922, Minorsky trabalhou em controladores automáticos para pilotagem de
embarcações e demonstrou como a estabilidade poderia ser determinada a partir de
equações diferenciais que descrevem o sisitema. Em 1932, Nyquist desenvolveu um
procedimento relativamente simples para a determinação de estabilidade de sistemas de
malha fechada com base na resposta de malha aberta a excitações senoidais
estácionárias. Em 1934, Hazen, que introduziu o termo servomecanismos para sistemas
de controlo de posição, discutiu o projectode servomecanismos a relé, capaz de
acompanhar de perto uma variação de entrada. (Ogata, 2007)
1.2 Definições
Antes de discutirmos os sitemas de controlo, é necessário que sejam definida
uma termologia básica. (Pinto, 2012)
Automação. Uma palavra que vem do latim automatus, que significa “mover-se
por si só”.
Sistemas. Um é a combinação de componentes que agem em conjunto para
atingir determinado objectivo. A idéia de sistema não fica restrita apenas a algo físico.
O conceito de sistema pode ser aplicadoa fenômenos abstratos dinâmicos, como aqueles
encontrados na economia. Dessa maneira, a palavra ‘sistema’ pode ser empregada para
se referir a sistemas físicos, biológicos e outros.
Inversão: acto ou efeito de inverter, ou seja, mudar a ordem, o estado ou a
posição de algo.
Página | 16
1.3 Sistema de inversão
Em toda instalação aonde se usa o gerador como fonte de energia alternativa
necessita de um dispositivo para comutação desta fonte. Tais dispositivos são chamados
de chave de transferências, e destinam-se em interligar os circuitos consumidores e às
fontes. As chaves de transferências podem ser do tipo manual ou automático. Nos casos
dos tipos automáticos existem equipamentos dedicados a esta função, porém, sendo
construídas especificamente para este fim.
Figura 1: Inversão de fonte de alimentação
Fonte: Unsplash, 2020
1.4 Chave de transferencia manual
Inversão manual. Inversão manual é o sistema que usa uma chave denominada
inversora de rede manual ou chave de transferência manual, como o nome já o diz, para
sua operação é necessário a intervenção de um operador para realizar a comutação de
uma fonte de energia para outra.
O dispositivo é constituído por dois interruptores comandados manualmente por
uma chave seletora, e um encravamento mecânico. A função do encravamento é de
impedir a ligação paralela das duas redes, ou seja, permite fazer com que apenas seja
possível alimentar a instalação com uma das duas redes. Quanto ao tipo e configuração
do inversor, a inversão manual pode ser, de comando por manípulo (inversor com
configuração parecida a de um disjuntor); de comando rotativo (inversor com chave
seletora rotativa, que pode ser comutada em três posições: 1-0-2; onde 1 é a entrada de
fonte primária, 0 posição neutra, onde realizase o corte omnipolar, e 2 é a entrada da
fonte secundária); entre outros tipos.
Página | 17
Figura 2: Inversor manual
Fonte: Unsplash, 2023
Vantagens do uso do inversor manual ou chave de transferência manual
De fácil instalação;
Diagrama do circuito de comando de fácil interpretação;
Manutenção mais simples do que os comandos automáticos.
Requer pouco investimento para a sua implementação;
Desvantagens do uso do inversor manual ou chave de transferência manual
Demora mais tempo ao se realizar a troca de fonte de fornecimento de energia;
Na ausência do operador não é possível realizar a manobra da comutação;
O acionamento da chave reversora manual somente deve acontecer com os
equipamentos desligados (sem carga).
1.5 Sistema de inversão automática
Inversão automática. A inversão automática é feita utilizando a ATS
(Automatic Transfer Switches, que significa chave de transferência automática), ou um
par de contactores sendo um para cada fonte.
A chave de transferência automática tem a finalidade de comutar as fontes de
alimentação dos circuitos consumidores, no sistema de inversão automática o operador
Página | 18
não tem qualquer intervenção e o processo ou máquina funciona de forma
completamente autónoma.
Figura 3: Chave de transferência automática
Fonte: Unsplash, 2024
Usando contactor, monta-se o sistema de forma que entre os dois (2) contactores
haja o intertravamento, que evita o funcionamento simultâneo dos mesmos. O
Intertravamento pode ser mecânico ou eléctrico. Intertravamento mecânico: é um
dispositivo que impede o fechamento de um contactor enquanto o outro está fechado.
Figura 4: Intertravamento mecânico
Fonte: Unsplash, 2025
Intertravamento elétrico: é um sistema de segurança que impede a alimentação
simultânea de dois ou mais dispositivos.
Página | 19
Vantagens do uso do inversor automático ou Chave de Transferência Automática
Rápida actuação segundo ajustes programados, possibilita accionamento com
carga;
Não necessita de interferência do homem, possui contacto NA que pode fechar
para o accionamento do gerador;
Desvantagens do uso do inversor automático ou chave de transferência automática
O depósito do gerador deve sempre ter combustível;
O arranque automático do gerador pode falhar, requerendo assim bastante
atenção com o bom estado da bateria, o nível de seu ácido sulfúrico e tensão
eléctrica;
1.6 Componentes usados no sistema de inversão automática
Contactor;
Relé temporizador;
Relé falta de fase;
Disjuntor;
Sinalizador;
1. Contactor: é um dispositivo de comando, seccionamento e controlo dos
circuitos alimentadores de motores, iluminação, capacitores e outras cargas, composto
por um conjunto de contatos móveis, adaptados a um eixo móvel, mantido em sua
posição de repouso mecanicamente através de molas. Abaixo deste eixo esta localizada
a bobina magnética com seu respectivo núcleo de chapas de ferro laminada.
As principais características deste dispositivo são as seguintes:
Elevada durabilidade;
Elevado número de manobras;
Comando à distância e automatismo de circuitos junto com outros componentes.
Os contactos que compõem o conjunto, recebem a denominação de contactos principais
ou de força, que são responsáveis pelo estabelecimento de tensão nos terminais da
carga. Os contatos para circuitos principais são identificados por números com um
único dígito conforme a seguinte numeração de 1 a 6 (1-2; 3-4; 5-6;), significando que
para cada terminal marcado com um número ímpar, corresponde outro terminal
marcado com um número par imediatamente subsequente, ou ainda por letras e índice
numérico (L1-T1; L2-T2; L3-T3), considerando que as referências dos contatos 1; 3; 5
Página | 20
ou L1; L2; L3 devem ser conectados no lado da fonte (lado da rede de alimentação) e os
contatos 2; 4; 6 ou T1; T2; T3, devem ser conectados no lado da carga (ex. motor).
Um contator principal possui ainda contatos auxiliares, que tem a função de
estabelecer a alimentação da bobina do contactor, sinalização, alarme e
intertravamentos, e estes contatos podem ser normalmente aberto (NA) ou normalmente
fechado (NF). Os NF são representados pelos números 1 e 2 ou quaisquer numerações
contendo 1 e 2, e os NA são representados pelos números 3 e 4 ou quaisquer numeração
contendo 3 e 4.
A simbologia dos elementos de um contactor tem representações gráficas
utilizando letras características e números para referencia-los de modo facilitar o
entendimento no contexto do diagrama eléctrico:
C1 ou K1 = representa o contactor, e o algarismo ou índice significa o número
referencial entre os diversos contactores do circuito
C1 ou K1 = Contactor 1; C2 ou K2 = Contactor 2; C3 ou K3 = Contactor 3 e
assim sucessivamente para quantos contactores forem empregados no circuito.
A1 e A2: Representam os terminais da bobina do contactor.
Figura 5: Contactor
1 3 5
Contactos principais
C1 ou de força, pertencente
2 4 ao contactor 1
6
Fonte: Unsplash, 2024
Página | 21
Figura 6: Contactor auxiliar
Fonte: Omron, 2025
2. Relé temporizador: é um dispositivo que controla a operação de um circuito
em um período de tempo específico. Ele pode ser programado para abrir ou fechar um
circuito após um intervalo de tempo predeterminado, a escala pode ser fornecida nas
seguintes faixas de ajuste, conforme o fabricante: 0,1 – 0,5s; 0,5 – 1min; 1 – 1,5 min.;
1,5 – 2 min., ou 0 – 5s, 0 – 15s, 0 – 30s, 0 – 60s.
A sua função é efectuar a temporização de todos os processos que envolvem a
operação e manobra de circuitos auxiliares de comando, protecção, regulação, e outros
componentes dos circuitos. (Coutinho, 1982)
Funcionamento:
Este tipo de relé funciona com a energização temporária. Os seus contatos
comutam no momento que ele recebe energia da fonte de alimentação, mas simultâneo à
isso, a contagem do tempo ajustado também começa. Quando o tempo termina, os
contatos comutados retornam para as suas posições iniciais. Os relés temporizadores
podem ser fornecidos com um comutador comum (15) com contacto auxiliar
Página | 22
normalmente fechado (15 – 16) e outro normalmente aberto (15 – 18), ou com dois
comutadores em pontos comuns independentes (15) e (25), contendo um contacto
auxiliar NF (15 – 16) e outro NA (15 – 18), e no outro comutador os contactos NF (25 –
26) e NA (25 – 28). (Jeans, 1963)
Fonte: Unsplash, 2024
3. Relé falta de fase: também conhecido como relé de falta de tensão é um
dispositivo de proteção contra falta e desequilíbrio entre fases, nos circuitos de motores,
transformadores, barramentos trifásicos e outras cargas. As três fases da rede de
alimentação (fonte), serão monitoradas através do relé. Caso ocorra algum problema
com uma das fases, o equipamento será sensibilizado e atuará no circuito auxiliar de um
11 11 25 de
contator, desativando a sua bobina e salvando a carga por insuficiência de tensão
d1
alimentação. No caso da falta de duas fases, d2 o equipamento é desativado
automaticamente. (Santos, 2016)12 14 12 14 26 28
NF NA NF
Funcionamento: NA NF NA
Quando o relé falta de fase é instalado no princípio no circuito, ele recebe as três
fases (R,S e T) nos seus bornes de entrada L1, L2 e L3. Enquanto as fases estiverem
com seu funcionamento pleno, o relé falta de fase permite a passagem das tensões das
fases. (Boylestand, 1977)
Página | 23
Figura 8: Relé falta de fase
R S T
11
RFF
12 14
N
NF NA
Fonte: Unspalsh, 2022
Disjuntor: é um aparelho de corte, comando e protecção, dotado de poder de
corte projectado para proteger um circuito eléctrico de danos causados por falhas na
alimentação eléctrica, principalmente devido a situações de sobre correntes, causadas
por exemplo por excesso de carga ou um curto-circuito. Uma das principais
características dos disjuntores é a sua capacidade de serem rearmados, após actuarem
para a interrupção do circuito. (Sousa, 1981)
Figura 9: Disjuntor
Fonte: Unsplash, 2023
Página | 24
Sinalizador: O sinalizador é o dispositivo de comando elétrico, cuja função é a
sinalização de ocorrências, indicando o estado de funcionamento da máquina ou do
equipamento. (Huré, 1985)
Emitem luzes, sons ou ambos para transmitir informações ou alertas. Eles são
amplamente utilizados em situações onde é necessário chamar a atenção, direcionar o
tráfego ou indicar um perigo.
Figura 10: Sinalizador
Fonte: Unsplash, 2025
Página | 25
CAPITULO 2: RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste ponto, apresentamos os resultados que se referem á análise dos parâmetros
electroelectronicos, destacando a utilização e a não utilização do sistema. Vale ressaltar
que a Sonangalp possui um sistema de inversão manual, contudo quando ocorrem cortes
no fornecimento de energia pela rede pública, a comutação tem tido atrasos
significativas pelo facto de ser feita manualmente (dependendo completamente do
operador) que muitas das vezes tende a paralisar os trabalhos para a comutação das
fontes. Esses atrasos impactam negativamente a produtividade, principalmente no caso
da ausência do operador responsável. Embora as duas funções (arranque automático do
gerador e a inversão manual) sejam distintas, é possível integrá-las através da
implementação deste projecto. Observou que no retorno da rede pública devido a
imprevisibilidade e ausência do operador para manusear o inversor, o gerador continua
a operar quando deveria estar em stand-by, gerando custos adicionais com consumíveis.
A aplicação deste projecto visa resolver essas questões, otimizar o uso de recurso e
melhorar a eficiência operacional da Sonangalp.
Caracterização da área de estudo
Sonangalp, empresa de energia está localizado no município de Benguela, bairro
Dokota, é uma empresa angolana que atua no setor de distribuição de combustíveis e
lubrificantes, resultado de uma parceria entre a Sonangol e a Galp Energia. É uma
propriedade privada com a sede em Luanda.
Página | 26
Figura 11: Sonangalp, Benguela, bairro Dokota
Fonte: Ácervo Próprio
2.1 Gerador da marca Kohler pertencente a empresa Sonangalp
Fonte: Ácervo Próprio
Descrição Abrv. Unidade Valor
Modelo T16K
Nº de série 36434
Potência Aparente Pa KVA 16
Factor de Potência fp % 0,8
Tensão Nominal Un V 380
Corrente nominal In A 38
Frequência nominal fr Hz 50
Peso P kg 554
Secção S mm2 4
Tabela 1:Dados da chapa de característica do gerador;
Página | 27
2.2 Estrutura do sistema de inversão automática
Componentes Principais:
Contactor: Este equipamento será usado para alimentar a carga após de se
energizar a sua bobina (A1-A2). Será necessário dois (K1 e K2), sendo que no contactor
da rede terá de ser acoplado um contacto auxiliar para aumentar o número de seus
contactos.
K1 – este contactor é responsável por conectar o circuito a rede eléctrica publica.
K2- este contactor conecta o circuito de carga ao gerador.
Relé falta de fase – quando haver estabilidade na rede mantém os seus contactos
no estado normal o o que permite alimentar o contactor da rede e quando detectar a
ausência de tensão de uma ou mesmo das três fases manda ordem de fecho ao contacto
do relé falta de fase, faz com que os contacto normalmente aberto NA , do K1 fecha,
este abre seus contactos normalmente fechado NF, estes accionam o contactor . Para
iniciar a ordem para o gerador comece o seu processo de arranque.
Disjuntor tetrapolar: este tipo de disjuntor deverá ser usado dois (2), sendo um
(1) para cada circuito de potência do lado da rede e do gerador.
2.3 Princípio de funcionamento da ATS
Estado Normal – Rede Elétrica Disponível
• Quando a rede elétrica está presente e dentro dos parâmetros normais, o relé de
tensão mantém energizado o contator K1, permitindo que a carga seja
alimentada pela rede.
• O contator K2 permanece desenergizado, garantindo que a fonte alternativa
(gerador) fique isolada.
Falha da Rede Elétrica
• Se houver queda de tensão ou ausência da rede elétrica, o relé de tensão detecta a
falha e desenergiza o contator K1, desligando a carga da rede.
• O temporizador usado vai aguardar alguns segundos ajustado antes de ativar a fonte
alternativa, evitando acionamentos indesejados por oscilações momentâneas.
Página | 28
Acionamento da Fonte Alternativa (Gerador)
• Após o tempo de espera, o sistema ativa o contator K2, conectando a carga à
fonte secundária.
• Se a fonte alternativa for um gerador, um sinal pode ser enviado para dar partida
no motor antes da comutação.
Retorno da Rede Elétrica
• O relé de tensão monitora a rede elétrica e, ao detectar a normalização, aciona
novamente o temporizador para evitar oscilações.
• Após a estabilização, o contator K2 é desativado, desligando a carga da fonte
alternativa.
• O contator K1 é reativado, reconectando a carga à rede elétrica.
Levantamento dos materiais
Descrição Qtde Preço (Akz) IVA (%) Valor (Akz)
Contactor 220V 2 31.248 14 62.496
Relé falta de fase 1 66.501 14 66.501
Relé temporizador 2 52.124 14 104.248
Disjuntor tretapolar 40ª 20ª 2 25.535 14 51.070
Sinalizador -- 9.298 14 9.298
Diversos -- -- -- 100.000
Mão de obra + 25%
Total: 593.613.00Kz
Tabela 2: Orçamento dos materiais requisitados
Página | 29
2.4 Circuito eléctrico
Página | 30
CONCLUSÃO
Concluímos que a implementação de um sistema de comutação automatizado
nas duas fontes de alimentação demostra ser uma solução eficiente para enfrentar os
desafios relacionados á interrupção de energia na Sonangalp. Com a implementação
deste projecto, espera-se melhorar significativamente a confiabilidade, segurança e
eficiência das operações, reduzindo falhas e aumentando a produtividade.
Para o cumprimento dos objectivos optou-se pela utilização do arranque
automático de um gerador de 16 kVA como agente sucessor no reabastecimento
eléctrico após um corte no fornecimento de energia eléctrica da rede pública, através de
observações e inquéritos acerca dos parâmetros eletroelectrónicos. O sistema comutação
automática possui todos os requisitos de contabilidade e segurança na comutação de
redes de energia: rede pública/gerador ou vice-versa podendo ser manobrado com carga.
Em caso de existir falta de tensão em uma das fases ou mesmo as três fases da
linha sendo o relé falta de fase ajutado a 80% abaixo e 20% da tensão nominal o sistema
fará a leitura e actuando o relé dará ordem de entreda da outra fonte cujo o dial time do
temporizado foi ajustado para cinco (5) minutos sendo a rede pública a prioridade,
sempre que estiver presente o gerador libertará carga, permitido a entrada da fonte
primária;
Elaborou-se o levantamento dos materiais necessários de acordo as
especificidades do local para a implementação da inversão automática conforme conta
da tabela 1;
Fazendo que a bobina do relé falta de fase seja alimentada pela rede e a bobina
do contactor da rede alimentado pelo contacto normalmente aberto do relé e a bobina do
contactor a fonte alternativa garante que o fornecimento de energia do gerador e da
rede nunca estejam em simultâneo na instalação eléctrica.
A substituição do inversor manual para o inversor automático fará com que se
gaste mesmo consumíveis como pré-filtros ou separador de água, filtros de gasóleo e
óleo, consequência da redução do tempo de funcionamento do gerado.
Página | 31
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Boylestand, R. (1977). Electricity, Electronics and Electromagnetics. New York:
Englewood.
Coutinho, V. C. (1982). Electricidade, Corrente Continua, Corrente Alternada. Porto:
Porto Editora.
Huré, F. (1985). Iniciação à Electricidade e à Electrónica (1985). Lisboa: Mc Grill.
Jeans, J. (1963). The mathematical theory of electricity and magnetism. Cambrige:
Pearson Education.
Kavaya, F. X. (2022). Metodologia de Investigação em Ciências Humanas e Sociais. .
Benguela: ISPOCAB.
Ogata, K. (2007). Engenharia de Controle moderna. São Paulo: Pearson Education.
Pinto, A. (2012). Sistemas de Gestão Ambiental - Guia para a sua implementação.
Lisboa: Sílabo.
Santos, A. F. (2016). Electricidade Aplicada. Rio de Janeiro: Estácio.
Sousa, T. L. (1981). Dicionário Ilustrado de Electricidade. Lisboa: Pearson Education.
Página | 32
ANEXOS
Figura 12: Quadro Eléctrico
Fonte: Ácervo Próprio
Página | 33
Figura 13: Inversor manual avariado
Fonte: Ácervo Próprio
Página | 34