Processo civil I
Kayky da Silva Cruz.
● Atividades:
○ Fichamento - O ministério público como sujeito do processo (21/05)
◆ Apresentação do Planejamento e atividades, discussão sobre o conteúdo e
avaliações – revisão de condições da ação. Sujeitos do processo –
legitimidade e capacidade. Substituição processual e substituição de
partes Continuação formação de litisconsórcio. Pluralidade de sujeitos.
Intervenção de terceiros. Assistência litisconsorcial. Fichamento Ministério
Público e sua atuação processual. (parte e fiscal). Valor 2,0 pontos
◆ Seminário - encontro síncrono. (Tutela de urgência e evidência) Entrega do
texto roteiro e das questões. Valor 3,0 pontos.
○ Tabela: modalidade de intervenção de terceiros (entrega dia 21/05)
Listiconsórcio: pluralidade de sujeitos num processo. Ou seja, a legitimação de sujeitos nos
polos (várias pessoas como povo ativo ou passivo)
● Obrigatório: estabelecido por lei (os legítimos devem configurar na demanda)
● Facultativo: podem ser incluídos nos polos
Transacionável: a matéria pode ser conciliável.
Substituição processual: atua impetrando o processo por você
Substituição de parte: substituição do polo por seu filho em caso de
óbito.
Sujeitos do processo:
Legitimidade (art. 17): titularidade do direito de ação (ou de cumprir a obrigação.) - é uma
condição de ação, ou seja, a ilegitimidade pode gerar nulidade de sentença ou extinção
processual.
○ Ordinária: a própria pessoa titular do direito provoca a jurisdição (direito
material)
○ Extraordinária: substituição processual (defende direito alheio, tem-se direito de
ação)
○ Derivada(por transmissão): substituição de partes - adquirisse não somente o
direito de ação, mas torna-se titular de um direito, defende-o no curso do
processo -
◆ Ocorre apenas quando há discussão patrimonial transmissível
◆ Gera um incidente processual, ou seja, a necessidade de regularização
processual, resolve-se por decisão interlocutória em que o juíz acolhe ou
rejeita a habilitação daquele que será substituto no processo.
○ Concorrente: pluralidade de titulares de direitos e obrigações. - formação do
litisconsórcio.
Capacidade: é um pressuposto processual ou requisito para que haja o processo. O sujeito
legítimo deve ter capacidade para o exercício do direito.
● Capacidade de ser parte: vinculada a personalidade jurídica. Condição de validade do
negócio jurídico. - aptidão de ser titular de direitos e obrigações. -
● Capacidade processual: capacidade civil (de) para exercício pessoal do direito.
● Capacidade postulatória: própria do advogado ou da defensoria pública.
○ Ius postulandi: autodefesa no processo.
Interesse de agir: negativa de direito e necessidade de ação, ou seja a utilidade e
necessidade do processo.
Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e
legitimidade.
Litisconsórcio é a pluralidade de sujeitos no polo da ação.
● Unilateral: tem litisconsórcio em apenas um polo.
● Bilateral:
● Misto:
● Litisconsórcio facultativo:
○ Não há obrigação de os sujeitos figurarem o mesmo processo.
○ no polo ativo sempre vai ser facultativo
○ Ocorre sempre no início
● Litisconsórcio obrigatório/necessário
○ A citação é pressuposto de validade.
○ Embora no polo passivo possa haver litisconsórcio facultativo, o obrigatório
sempre vai ser no polo passivo. - em questão patrimonial vai ser sempre
obrigatório)
○ Pode ser inicial ou superveniente
◆ Inicial: se dá na abertura do processo
◆ Superveniente (incidental): figurou como parte do processo enquanto ele
estava em curso - incidente processual ou denunciação da lide -
◆ Ampliação subjetiva da lide: intervenção de terceiros no processo.
● Litisconsórcio unitário: uma sentença com uma única definição para todos
● Litisconsórcio simples: sentença com condenações diferentes aos diferentes sujeitos
do litisconsórcio
● Intervenção espontânea: o terceiro pede para intervir.
○ Ex. assistência e oposição.
○ Acompanha os autos do processo(amicus curie)
○ Intervenção “ad coadjuvandum”: o terceiro intervém para ajudar uma das partes.
● Intervenção provocada: terceiro é trazido ao processo.
○ Ex.: chamamento ao processo, denunciação da lide e nomeação à autoria.
○ mesmo que não queira fazer parte do processo, deve, pois foi citado.
● Intervenção “ad excludendum”: o terceiro intervém para brigar com as partes (o
terceiro intervém para se opor as partes).
○ Ex.: oposição
Reconvenção: Exercício do direito de ação contra a parte contrária (que te pôs no processo)
Nos Juizados Especiais, não se admite a intervenção
de terceiros, em função da maior celeridade que se espera daquele procedimento.
● Assistência:
○ Só é possível intervir como assistente se este demonstrar que tem interesse
jurídico na causa.
● Interesse jurídico forte/direto/imediato:
○ O terceiro pede para intervir no processo alegando ser titular do direito discutido
em juízo.
◆ Ex.: processo é conduzido por um legitimado extraordinário e o titular do
◆
direito quer intervir. Haverá interesse forte quando o terceiro afirma ser
um colegitimado à discussão daquele direito.
◇ Ex.: colegitimado da ADI pede para intervir. Nesses dois casos surge
o que se chama de ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIA
◆ Nesta, o assistente torna-se litisconsorte do assistido. Trata-se, pois, de
um litisconsórcio unitário. A assistência litisconsorcial nada mais é do que
um LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO UNITÁRIO ULTERIOR. Por uma questão
lógica, tem maior probabilidade de ocorrer no polo ativo.
● Interesse jurídico fraco/indireto/mediato/reflexo
○ O terceiro pede para intervir no processo alegando não ser titular do direito
discutido nem colegitimado para tanto. Em verdade, ele alega ser titular de uma
relação jurídica que não é a relação jurídica discutida no processo, mas que lhe é
conexa.
○ Trata-se, pois, de um interesse reflexo, pois a decisão sobre a relação jurídica X
afeta a relação jurídica Y.
◆ Ex.: sublocatário pede para intervir em favor do locatário numa ação de
despejo, justamente com o fundamento de que, se o locatário for
despejado, a sublocação cai.
◇ Esse interesse reflexo, mais fraco, gera a chamada ASSISTÊNCIA
SIMPLES. Destaque-se que o assistente simples NÃO é litisconsorte
do assistido, mas auxiliar deste.
Sujeitos do processo
Sujeito de processo é o espólio (o legitimado/tema de legitimidade)
● A existência do espólio é com o óbito do titular até a partilha de bens.
○ Depende da duração do processo de inventário.
◆ Morre na escritura de partilha, ou seja, não figura em ação nem como autor
nem como réu.
Sujeito passivo não identificado (art. 319 CPC)
Art. 319. A petição inicial indicará:
I - o juízo a que é dirigida;
II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união
estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas
Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço
eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
IV - o pedido com as suas especificações;
V - o valor da causa;
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos
fatos alegados;
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de
conciliação ou de mediação.
§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II,
poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz diligências
necessárias a sua obtenção.
Os atos processuais tem como função e objetivo extinguir/criar uma relação jurídica.
● Para extrair esse objetivos, deve cumprir os requisitos.
● Os atos processuais têm o princípio da informalidade, estes independem de forma
determinada.
○ Podem ser feitas de outras maneiras, desde que não esta não seja exigida por lei
e preencham a sua finalidade essencial.
Art. 188. Os atos e os termos processuais independem de forma
determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir,
considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe
preencham a finalidade essencial.
● São praticados das 6 às 20. (Em regra)
● Os atos são normalmente praticados na sede do juízo
○ Deferências: aqueles praticados fora da sede.
Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações
unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a
constituição, modificação ou extinção de direitos processuais.
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após
homologação judicial.
Desistência:
Em casos de desistência, há a possibilidade do autor desistir somente
antes do réu entrar no processo.
Ou seja, a presença do réu no processo retira a disponibilidade, neste
ponto, o réu deve dar anuência para que haja desistência.
Desistência não julga mérito e abre possibilidade para entrada
posterior com novo processo.
Renúncia: é disponível com a presença do réu no processo, desistência
não. Renúncia é de direito e afeta mérito.
O juíz homologa a renúncia.
Princípios dos atos processuais:
● Informalidade (art. 188)
● Publicidade (art. 189)
○ Correm em segredo de justiça em matérias de interesses de menores, separação
de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e guarda de
crianças e adolescentes; dados protegidos por direito constitucional a
intimidade; que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta
arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja
comprovada perante o juízo.
● Participação:
● Instrumentalidade da forma (teoria do aproveitamento)
○ Alcançar os efeitos independente da forma
● Celeridade (vinculada a economia processual e a razoável duração do processo)
○ Os sujeitos do processo devem praticar os atos de maneira célere de forma a
levar o processo a ter a menor durabilidade possível.
● Concentração
○ Obediência aos requisitos dos atos. (Devem conter todos os requisitos).
◆ Caso falte um dos requisitos na petição, há o prazo (15 dias) para
emendar, mas não há prazo de emenda na contestação.
● Informatização
○ Os atos processuais são todos digitais, não se encontram mais processos
físicos.
○ Convertimento virtual dos processos físicos.
● Documentabilidade
○ Os atos processuais têm natureza de documento nos processos.
◆ Stricto sensu: documentos como rg.
◆ Latu sensu: tudo que compõe o caderno processual (os autos)
● Flexibilidade:
○ permite que os atos sejam ajustados às circunstâncias, proporcionando uma
resposta mais adequada às necessidades do caso concreto
Atos do juíz
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças,
decisões interlocutórias e despachos.
● Atos de impulsionamento:
○ Atos processuais ordinatórios (são praticadas pelos servidores por ordem do
juíz)
○ Despachos (não tem força decisória, mas tem intenção de impulsionar o
processo).
● Decisões interlocutórias: têm força decisória resolvendo questões incidentais.
● Sentenças: a oferta da prestação jurisdicional buscada pelas partes (arts. 485 e 487).
O recursos cabível em sentenças, independente do tipo, é a apelação.
○ Terminativa: extingue o processo, mas não julga mérito (art. 485)
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
I - indeferir a petição inicial;
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por
negligência das partes;
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o
autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias;
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de
desenvolvimento válido e regular do processo;
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de
coisa julgada;
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual;
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem
ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência;
VIII - homologar a desistência da ação;
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada
intransmissível por disposição legal
○ Definitiva: extingue o processo com julgamento do mérito. (Art. 487)
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz:
I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na
reconvenção;
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de
decadência ou prescrição;
III - homologar:
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação
ou na reconvenção;
b) a transação;
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332 , a
prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que antes
seja dada às partes oportunidade de manifestar-se.
● Acórdão: (próxima aula)
Petição inicial (art. 319) deve conter:
● O juízo a que é digirida
● Quanto aos sujeitos:
○ Os nomes, prenomes, estado civil, a existência de união estável, a profissão, o
CPF ou CNPJ, endereço eletrônico, domicílio e a residência do autor e do réu.
● Dos pedidos:
○ O fato e os fundamentos jurídicos do pedido.
○ O pedido com suas especificações
○ O valor da causa
○ As provas que o autor tem para comprovar a verdade dos fatos
○ A vontade de realizar ou não audiência de conciliação ou mediação
Cria os limites da lide, ou seja, como o juíz pode outorgar apenas
quando há pedido expresso, é a petição inicial que estabelece.
Adjudicação compulsória: fazer um suplemento de consentimento. Ou seja,
comprovada a compra e quitação de pagamento de um bem sem que haja a
propriedade deste, o juíz pode suplementar a adjudicação do bem (se for
um imóvel, lavrar uma escritura, por exemplo)
Ação rescisória: normalmente tem prazo de dois anos, é usada para rever a coisa julgada.
(Sentença com trânsito em julgado)
____________________________________________
Deveres
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de
seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem
do processo:
I - expor os fatos em juízo conforme a verdade;
II - não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de que
são destituídas de fundamento;
III - não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à
declaração ou à defesa do direito;
IV - cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza
provisória ou final, e não criar embaraços à sua efetivação;
V - declinar, no primeiro momento que lhes couber falar nos autos, o
endereço residencial ou profissional onde receberão intimações,
atualizando essa informação sempre que ocorrer qualquer modificação
temporária ou definitiva;
VI - não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito
litigioso.
VII - informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os
órgãos do Poder Judiciário e, no caso do § 6º do art. 246 deste Código, da
Administração Tributária, para recebimento de citações e intimações.
● Vedação de linguagem ofensiva.
Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares,
as quais o juiz mandará riscar, impondo a quem as escrever multa
correspondente à metade do salário-mínimo.
-
Art. 78. É vedado às partes, a seus procuradores, aos juízes, aos
membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e a qualquer
pessoa que participe do processo empregar expressões ofensivas
nos escritos apresentados.
§ 1º Quando expressões ou condutas ofensivas forem manifestadas
oral ou presencialmente, o juiz advertirá o ofensor de que não as
deve usar ou repetir, sob pena de lhe ser cassada a palavra.
§ 2º De ofício ou a requerimento do ofendido, o juiz determinará que
as expressões ofensivas sejam riscadas e, a requerimento do
ofendido, determinará a expedição de certidão com inteiro teor das
expressões ofensivas e a colocará à disposição da parte
interessada.
Litigância de má-fé
Quebrar os deveres estabelecidos.
Art. 79. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé
como autor, réu ou interveniente.
Preclusão
É a perda do poder processual por determinadas circunstâncias para impedir determinados
atos processuais, fazendo o curso do processo seguir normalmente até a sentença.
● Lógica
○ Impede a prática de um ato incompatível com outro.
○ sentença homologatório de acordo.
○ Ex: acordo de cooperação técnica de Simões filho.
● Consumativa
○É a prática do ato.
○ Se você tem prazo para contestação, no dia que você a protocola, consuma-se o
ato, assim você não pode aditar ou alegar que deseja fazer modificação.
● Temporal
○ Perda do prazo.
○ Se você tem 5 dias de prazo para apresentar embargos, passado os 5 dias, não
pode se manifestar.
Impedimento e suspeição:
● Decisão monocrática: proferida por juíz singular, por exemplo, juíz da vara.
○ Decisão liminar por juíz relator em tribunal: ocorre normalmente em questão de
liminar.
● Acórdão: decisão colegiada.
Prazos (a partir do art. 218)
É o limite da prática do ato.
Prazo é oportunidade, devendo ser fixado em lei ou por juíz. Sendo assim, o ato não
praticado pode gerar preclusão.
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos
prazos prescritos em lei.
● Prazos legais: aqueles fixados em lei, não sendo passível de interferência judicial.
○ Prazo peremptório: prazo fatal.
● Prazos judiciais: são fixados pelo juíz de acordo com a complexidade do ato.
○ Pode ser ampliados ou modificados pelo juíz.
○ Prazo dilatório: é o prazo judicial.
§ 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os
prazos em consideração à complexidade do ato.
● Devolução de prazo: ocorre quando há erro na divulgação do ato, por exemplo, quando
não há publicação em nome do advogado habilitado.
● Desídia processual: é o descumprimento dos prazos e diligências ordenadas pelo juíz.
● Quando não há prazo, normalmente o prazo é de 5 dias para a prática do ato.
○ Apelação: 15 dias.
§ 3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado
pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de
ato processual a cargo da parte.
● Prazo próprio: é aquele que seja preclusão.
● Prazo impróprio: não gera preclusão, pois as obrigações de prestar informações
permanecem mesmo após o prazo.
● O juíz tem prazos para praticar os atos. Caso perda o prazo, o ato terá que ser
praticado ou por ele ou por outro juíz. Ainda há a possibilidade de sofrer representação
por excesso de prazo.
● Prazo convencional: é um prazo ajustado pelas partes e homologado pelo juíz. Não se
insere aqui os prazos peremptórios ou legais (ou seja, não podem ser convencionados)
§ 2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as
intimações somente obrigarão a comparecimento após
decorridas 48 (quarenta e oito) horas.
● Os prazos são contados em dias úteis de funcionamento dos fóruns.
Nos casos de litisconsórcio:
Não há prazo em dobro para os processo eletrônicos nos casos de litisconsortes, somente
aqueles que forem físicos.
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes
procuradores, de escritórios de advocacia distintos,
terão prazos contados em dobro para todas as suas
manifestações, em qualquer juízo ou tribunal,
independentemente de requerimento.
Dos prazos em dobro:
Nos casos de advocacia pública, da União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e
suas respectivas autarquias e fundações de direito público.
Contagem de prazo:
Exclui o dia de começo e conta o último, conta-se a partir da data da juntada da certificação
da intimação/citação nos autos do processo.
Citação:
É pressuposto de validade em relação a pessoa do réu, podendo macular todo o processo
caso seja maculada. É a convocação da parte acionada, conduz o processo a uma
estabilidade para seu desenvolvimento válido.
Os prazos da diligência de citação é de 45 dias.
● Citação espontânea: se dá pelo comparecimento espontâneo do réu.
● Citações podem se dar ainda que por juíz incompetente.
Tipos de citações:
Ocorrem preferencialmente por meio eletrônico, embora sejam admitidas outras formas de
citação.
Existe um banco de dados do Poder Judiciário.
Art. 246. A citação será feita preferencialmente por
meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis,
contado da decisão que a determinar, por meio dos
endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco
de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do
Conselho Nacional de Justiça.
Devem ser respeitados os horários da prática processual (das 6 às 20).
Devem ser respeitadas determinadas situações, porém, o legislador admite citação em
qualquer lugar.
Art. 243. A citação poderá ser feita em qualquer lugar
em que se encontre o réu, o executado ou o interessado.
Hipóteses em que não se admite citação:
Se acaso ocorrer, a citação será nula.
Art. 244. Não se fará a citação, salvo para evitar o
perecimento do direito:
I - de quem estiver participando de ato de culto
religioso;
II - de cônjuge, de companheiro ou de qualquer parente
do morto, consanguíneo ou afim, em linha reta ou na
linha colateral em segundo grau, no dia do falecimento e
nos 7 (sete) dias seguintes;
III - de noivos, nos 3 (três) primeiros dias seguintes ao
casamento;
IV - de doente, enquanto grave o seu estado.
Art. 245. Não se fará citação quando se verificar que o
citando é mentalmente incapaz ou está impossibilitado
de recebê-la.
§ 1º O oficial de justiça descreverá e certificará
minuciosamente a ocorrência.
A falta da petição inicial é hipóteses de invalidação da citação.
Art. 248. Deferida a citação pelo correio, o escrivão ou o
chefe de secretaria remeterá ao citando cópias da
petição inicial e do despacho do juiz e comunicará o
prazo para resposta, o endereço do juízo e o respectivo
cartório.
Nos casos de citações de execução, principalmente por dívidas de alimentos, devem ser
dadas por meios presenciais (por oficial de justiça. O mesmo se aplica as hipóteses de busca
e apreensão e de liminar hospitalar.
● Citações de hora certa: aquelas em que o oficial marca hora de retorno.
Citação por edital:
São aquelas presumidas. As citações de usucapião são dadas por edital.
Hipóteses de não citação:
Art. 247. A citação será feita por meio eletrônico ou pelo
correio para qualquer comarca do País, exceto:
I - nas ações de estado, observado o disposto no art.
695, § 3º ;
II - quando o citando for incapaz;
III - quando o citando for pessoa de direito público;
IV - quando o citando residir em local não atendido pela
entrega domiciliar de correspondência;
V - quando o autor, justificadamente, a requerer de
outra forma.
Obs: nos condomínios a citação se torna válida a entrega dos funcionários.
Carta precatória
é um instrumento de cooperação, um comando entre juízes do mesmo grau de jurisdição em
comarcas diferentes.
Carta precatória itinerante: recebe-se a carta precatória e encaminha-se ao juízo que irá
cumprir.
Carta rogatória: cooperação entre órgãos jurisdicionais do Brasil e do exterior. (Art. 237)
● Quando o processo ocorre no Brasil, mas necessita cooperação do exterior.
Carta arbitral: oriunda de um órgão para que o poder judiciário cumpra um ato oriundo do
juízo arbitral.
● Tem natureza de decisão ou sentença a ser cumprida.
Conciliação ou mediação
É autocomposição: Resolvem situações sem necessidade de gerar um conflito, nestes casos
podendo a petição inicial ser apenas a título de demanda e não a título de conflito.
Tem efeito de sentença de mérito.
● Conciliação: não há vínculo de parentesco entre as partes (exemplo, sócios).
● Mediação: grau de parentesco ou vínculo entre as partes.
Caso a petição inicial não seja indeferida a prima face, o juíz designará audiência de
conciliação ou medicação com antecedência de no mínimo 30 dias e devendo a citação do
réu ocorrer com no mínimo 20 dias de antecedência.
● Poderá haver mais de uma audiência, desde que não haja um lapso temporal maior de 2
meses.
● A citação da pessoa é feita na pessoa do advogado.
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos
essenciais e não for o caso de improcedência liminar do
pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de
mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias,
devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias
de antecedência.
§1º O conciliador ou mediador atuará necessariamente
na audiência de conciliação ou de mediação,
observando o disposto neste Código, bem como as
disposições da lei de organização judiciária.
§2º Poderá haver mais de uma sessão destinada à
conciliação e à mediação, não podendo exceder a 2
(dois) meses da data de realização da primeira sessão,
desde que necessárias à composição das partes.
§3º A intimação do autor para a audiência será feita na
pessoa de seu advogado.
Hipóteses de não realização da conciliação e mediação:
Caso as partes não queiram, não poderá haver conciliação ou medição.
● Existem matérias que não admitem autocomposição.
○ Direito a alimentos, devendo o ministério público demonstrar parecer favorável
ou não a autocomposição.
● O não comparecimento injustificado poderá ser passível de multa.
● As partes devem estar acompanhadas de advogados, podendo comparecer apenas os
advogados se houver procuração que confira poder de conciliação.
● As audiências se realizam no intervalo de 20 minutos.
§4º A audiência não será realizada:
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente,
desinteresse na composição consensual;
II - quando não se admitir a autocomposição.
§5º O autor deverá indicar, na petição inicial, seu
desinteresse na autocomposição, e o réu deverá fazê-lo,
por petição, apresentada com 10 (dez) dias de
antecedência, contados da data da audiência.
§6º Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização
da audiência deve ser manifestado por todos os
litisconsortes.
§7º A audiência de conciliação ou de mediação pode
realizar-se por meio eletrônico, nos termos da lei.
§8º O não comparecimento injustificado do autor ou do
réu à audiência de conciliação é considerado ato
atentatório à dignidade da justiça e será sancionado
com multa de até dois por cento da vantagem
econômica pretendida ou do valor da causa, revertida
em favor da União ou do Estado.
§9º As partes devem estar acompanhadas por seus
advogados ou defensores públicos.
§10 A parte poderá constituir representante, por meio
de procuração específica, com poderes para negociar e
transigir.
§11 A autocomposição obtida será reduzida a termo e
homologada por sentença.
§12 A pauta das audiências de conciliação ou de
mediação será organizada de modo a respeitar o
intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de
uma e o início da seguinte ¹.
Petição inicial
É o instrumento da demanda, nela se aponta a necessidade da prestação jurisdicional e se
cria os limites da lide (atuação do juíz).
● Ela tem requisitos que, caso não cumpridos, tornam a petição inapta e, por despacho
saneador, o juíz pode determinar que haja a sua ementa.
● A data do protocolo é o início do processo.
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a
petição inicial for protocolada, todavia, a propositura da
ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados
no art. 240 depois que for validamente citado.
● A partir dessa data surge a litispendência (pendência da causa).
● Em regra é escrita, datada e assinada. Porém, excepcionalmente pode ser oral, que
deve ser reduzida a termo.
○ Ex: justiça do trabalho, juizados especiais, ação de alimentos e demanda
protetiva de urgência proposta por mulher que se afirma vítima de violência
doméstica.
Alvará judicial: suplemento de consentimento.
● Deve comer a assinatura de quem tem capacidade postulatória:
○ Advogado, membro do MP e promotor.
Art. 287. A petição inicial deve vir acompanhada de
procuração, que conterá os endereços do advogado,
eletrônico e não eletrônico.
Parágrafo único. Dispensa-se a juntada da procuração:
I - no caso previsto no art. 104 ;
II - se a parte estiver representada pela Defensoria
Pública;
III - se a representação decorrer diretamente de norma
prevista na Constituição Federal ou em lei.
● Deve ter endereçamento.
○ Endereçada ao juízo competente.
○ A comarca é a unidade territorial da justiça.
○ juíz federal qualifica o magistrado como justiça federal.
Art. 319. A petição inicial indicará:
I - o juízo a que é dirigida;
II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união
estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas
Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço
eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
IV - o pedido com as suas especificações;
V - o valor da causa;
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos
fatos alegados;
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de
conciliação ou de mediação.
§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II,
poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz diligências
necessárias a sua obtenção.
§ 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de
informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu.
§ 3º A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao
disposto no inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações
tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça.
Há a possibilidade de fazer uma petição com réu ignorado, pedindo diligência no local, em
que o oficial de justiça colherá tais informações.
● O mesmo ocorre nos casos de informação desconhecida, deve ser posta como
ignorada.
Causa de pedir
É um conjunto de afirmações do fato jurídico e do direito que se afirma ter.
● É o interesse de agir.
● É a soma do fato e do fundamento juridico: teoria da substanciação (adotada no Brasil)
● O juiz fica limitado à causa de pedir e não a lei invocada como fundamento legal do seu
pedido.
○ A lei não é causa de pedir, é a relação existente entre autor e réu.
– Fato jurídico (causa de pedir remota): fato da vida ou hipótese de incidência normativa
– Relação jurídica (causa de pedir próxima): o direito existente ou afirmado. É a
materialização da obrigação pelo descumprimento.
– Pedido
Pedido
Não há petição sem pedido.
Numa mesma petição podem haver vários pedidos, sejam eles sucessivos (próprios) ou
alternativos (impróprios).
● Próprios: acumulação de pedidos dentro da peça, a exemplo de indenização por dano
moral, estético…
● Impróprio: pedidos alternativos, “ou um, ou outro”, a exemplo de petição para
cumprimento de uma obrigação ou fixação de indenização caso não seja possível.
● Deve ser postular a produção de provas, mesmo que genéricamente (“produção de
todas as provas admitidas em direito”)
● Deve vir acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da ação.
○ Quando a lei exigir juntada
○ Quando o autor fizer referência ao documento na petição inicial.
● Deve ter o valor da causa fixado
○ O juiz pode enquadrar o valor da causa
○ A parte contrária pode pedir o ajustamento do valor da causa.
Aditamento de petição
É um acréscimo de novo pedido à petição inicial, é permitido até a citação.
Indeferimento de petição inicial
É uma decisão que rejeita liminarmente a petição inicial. Ocorre antes de ouvir o réu.
● Obsta o prosseguimento da causa, pois não admite o processamento da demanda.