Exercícios de RESMAT I
Exercícios de RESMAT I
P á g i n a | 27
a) Sabendo-se que a barra AB é feita de aço com a tensão última de 600 MPa,
qual o diâmetro da barra para que o CS seja de 3,3?
b) O pino do ponto C é feito de aço com tensão última de cisalhamento de 350
MPa. Qual o diâmetro do pino C que leva um CS de cisalhamento de 3,3?
c) Qual a espessura necessária das chapas de apoio em C, sabendo-se que a
tensão admissível para esmagamento do aço utilizado é de 300 MPa?
P á g i n a | 28
∑ = : − − − = → =
∑ = : − = → = =
×
=√
× → = , → = ,
, ×
, ×
= √
× → = , → = ,
, ×
P á g i n a | 29
Exercícios
AULA 1
P á g i n a | 35
P á g i n a | 36
P á g i n a | 37
P á g i n a | 38
Ângulo da força: = tn = 53,13°
,
Ângulo da barra AB: = tn = °
,
,5
Ângulo da barra BC: = tn = ,°
,
, +
− sen ° − sen ,° + sen ,° = : sen ° = cs °
cs °
−, − − , + = → −, − , = −
−
−, = − → =
−,
= , × → = ,çã
P á g i n a | 39
P á g i n a | 40
= , × → ,
Exemplo 5.: A haste AB será construída em aço, para o qual a
tensão última normal é de 450 MPa. Determine a área da seção
transversal para AB admitindo um coeficiente de segurança igual a 3,5. A
haste está adequadamente reforçada em torno dos pinos A e B.
P á g i n a | 41
(DCL)
P á g i n a | 42
A carga máxima a ser aplicada pela força P é aquela que pode ser
suportada pelas duas barras, logo, á = , × = , , pois
se aplicarmos uma carga de 8,35KN a barra AC ela não suportará.
Exemplo 7.: (HIBBELER, 2010) Dois cabos de aço AB e AC são
usados para suportar a força P indicada na figura. Se ambos cabos têm
tensão admissível à tração igual a 200 MPa, determinar o diâmetro mínimo
necessário para cada um desses cabos quando P = 5 kN.
(DCL)
, sen ° + sen ,° = → , = → = ,
= , → = ,, = ,
Dados: = + ; = , ; = , ; =?
=?
Barra AB:
, ×
= → × = → = , ²
, ×
= → , = → = √
P á g i n a | 43
(DCL)
P á g i n a | 44
Podemos então determinar a máxima carga P que pode ser aplicada a esta
treliça:
Dados: = , ²; = = . ⁄ ; á = ?
²
,
= → . = → = .
,
,
= → . = → = .
,
= . que é a carga máxima que todas as barras da treliça podem
suportar com segurança.
Exemplo 9.: (Adaptado de POPOV, 1978) Dimensionar as barras
FC e CB da treliça representada na figura de modo a resistir à ação de uma
força indicada P de 650 kN. Admitir para a tensão admissível um valor de
140 MPa.
(DCL)
P á g i n a | 45
= tn = ,°
=
P á g i n a | 46
P á g i n a | 47
∑ = : + = → = −
∑ = : + − = → =
P á g i n a | 48
Exercícios
AULA 2
P á g i n a | 53
3 – (HIBBELER, 2010) Cada uma das barras da treliça tem área de seção
transversal de 780 mm². Se a tensão normal média máxima em qualquer barra não
pode ultrapassar 140 MPa, determine o valor máximo P das cargas que podem ser
aplicadas a treliça.
P á g i n a | 54
Resposta: 90 mm e 110 mm
Exercícios
AULA 3
P á g i n a | 76
3 – (BEER, 2006) A barra BDE é suspensa por duas hastes AB e CD. A haste
AB é de alumínio (EAl = 70 GPa) com área de 500 mm2. A haste CD é de aço (Eaço =
200 GPa) com área de 600 mm2. Para a força de 30 kN determine:
a) o deslocamento da extremidade B, Resposta: 0,514 mm
b) o deslocamento da extremidade D, Resposta: - 0,3 mm
c) o deslocamento de E. Resposta: -1,928 mm
P á g i n a | 77
P á g i n a | 79
P á g i n a | 80
P á g i n a | 81
P á g i n a | 82
Solução.: Podemos observar que ao ser aplicada essa força na haste, ela está
sendo tracionada e como a haste está conectada no tubo essa mesma força está
comprimindo o tubo, logo o deslocamento da extremidade C vai ser o somatório dos
deslocamentos da haste e do tubo.
Calcular a área da haste de aço onde = , :
² × ,²
= = = , × ²
P á g i n a | 83
a) = ; = , ; = , ²; = − ; =?
× − × × ,
= = → = − × = , ↓
× × 9 × ×
b) = ; = , ; = , ²; = ; =?
× × × ,
= = → = × = ,
× × 9 × ,
P á g i n a | 84
Solução.: Podemos observar que a barra tem três seções AB, BC e CD, assim
o deslocamento da barra será o somatório do deslocamento de cada seção:
= + +
A carga ou força aplicada muda de acordo com a seção, sendo que no extremo
fixo a carga ou força aplicada será máxima
= − + =
= − + = −
=
Calculando o deslocamento da barra AB:
Dados: = ; = , ; ç = ; = ×
× × × ,
= = = ×
ç × × 9 × ×
Calculando o deslocamento da barra BC:
Dados: = − ; = , ; ç = ; = ×
× − × × ,
= = = −, ×
ç × × 9 × ×
P á g i n a | 85
Logo:
= + + → = × + −, × + ×
= , × → = ,
Solução.: Nesse exemplo temos duas barras, a barra ABC que tem duas
seções e a barra CD que é homogênea, logo tem uma seção, usaremos o mesmo
critério de cálculo do exemplo anterior.
Dado o diâmetro = , , calculamos a área comum a todas as seções:
² × ,²
= = = , × ²
a) Dados: ç = ; = ; = ; = ; = ;
= , × ²; =?
× ×
= + → = +
ç × ç ×
P á g i n a | 86
P á g i n a | 87
−
=
Calculando a área do tubo de bronze:
Sendo = ; = ; = , ; = − = − , → =
− −
= = → = , ²
Calculando o diâmetro necessário para a barra A de aço:
× ×
ç = → =
ç × ç ×
Como podemos observar os valores de P e L são iguais e estão em lados
diferentes da igualdade, se anulando. Assim ficamos com:
ç × ç = × → × × = , × × ,
, × × , , ×
= → = → = , → = ,
×
Exemplo 8.: (Adaptado de HIBBELER, 2010) A viga rígida AC é
suportada por duas barras de aço como mostrado na figura. Se a tensão
normal admissível para o aço vale 16,2 ksi, a carga w = 3 kip/ft e x = 4 ft,
determinar o diâmetro para cada barra de modo que a viga permaneça na posição
horizontal após o seu carregamento.
Solução.: Dados: = = = /, × = × =
P á g i n a | 88
=
Para determinarmos o diâmetro de cada barra “de modo que a viga permaneça
na posição horizontal após o seu carregamento”, devemos considerar a condição que
o deslocamento nas duas barras serão iguais, logo: = .
× ×
= → =
× ×
O comprimento das barras e o módulo de elasticidade têm o mesmo valor e se
cancelam:
×
= → = → = → =
Para achar o valor de , utilizamos a equação da tensão normal:
Dados: = , × ; = ; =
= → , × = → = → = ,
, ×
= , ²
= → = × , → = , ²
P á g i n a | 89
A barra está fixa nos extremos, o que significa que o deslocamento da barra AB
será igual a zero. Então:
=
= + + + =
Para encontrar a reação no extremo A ( vamos calcular de cima pra baixo
os carregamentos presentes nas quatro seções:
= ; = − ; = − ;
= − − = −
Dados = = × ²; = = × ²; = ,
para todos os trechos e os carregamentos calculados acima, temos:
+ + + =
× × × ×
+ + + =
× × × ×
× , − × , − × , − × ,
+ + + =
× × × × × × × ×
P á g i n a | 90
P á g i n a | 91
∑ = : − + = → =
Coluna BD:
Dados: = ; = , ; = ; = , × ²
× × × ,
= = → = , ×
× × 9 × , ×
P á g i n a | 92
Deslocamento do ponto F:
Para achar o valor do deslocamento do ponto F teremos que fazer semelhança
de triângulos.
â
= = =
â
(DCL)
P á g i n a | 93
ç × ×
−∆ + = −∆ +
ç × ×
ç × ,
− × × × , +
, × × × 9
× ,
= − × × × , +
, × × , × 9
−, × + , × ç = −, × + , × 9
, × ç = −, × + , × 9
P á g i n a | 94
Exercícios
AULA 4
P á g i n a | 99
6 – Para fixar todo o conteúdo visto, volte em cada exercício e escreva o passo
a passo para a resolução de cada um.
Exercícios
AULA 5
P á g i n a | 118
P á g i n a | 119
P á g i n a | 121
P á g i n a | 122
á =
. . ²
Barra 1: é uma barra com eixo maciço, com medidas = = , , o valor
de , é tabelado e pode ser obtido pela divisão de /.
,
= =
,
na tabela 3.1 da relação / obtemos o valor do coeficiente = ,
Dados: á = ; = ,; = = , ; =?
á = → × = → = , .
. . ² , × , × ,²
Barra 2: é uma barra com eixo maciço, com medidas = , e =
, , logo:
,
= = ,
,
(vale ressaltar que é o lado maior e o lado menor); de acordo com a tabela
= ,
Dados: á = ; = , ; = , ; = ,; =?
á = → × = → = .
. . ² , × , × ,²
A barra 1 como tem seção quadrada também pode ter seu torque calculado
pela expressão da tabela 2, sendo a = 0,04m:
, ,
á = → × = → = ,
³ ,³
P á g i n a | 123
P á g i n a | 124
× ×
á = = → á = ,
,
Exemplo 3.: (BEER, 206) O eixo circular BC é vazado e tem
diâmetros de 90 mm e 120 mm, respectivamente interno e externo. Os
eixos AB e CD são maciços com diâmetro d.:
a) Determine o valor máximo e o valor mínimo da tensão de cisalhamento no
eixo BC;
b) Qual o diâmetro necessário nos eixos AB e CD se a tensão admissível no
material é 65 MPa?
O próximo passo é calcular o torque no eixo BC, fazendo passar uma seção
transversal nesse trecho:
À esquerda da seção temos: = + = + = .
À direita da seção temos: = − = − + = − .
Em ambos os lado = .
Em eixos “livres” o somatório dos torques é zero.
Dados: = ; = , × 5 ;
,
= = = ,
P á g i n a | 125
,
í = → í = × , × → í = ,
á ,
b) Calcular o diâmetro necessário nos eixos AB e CD, que são vazados.
Os dois trechos sofrem o mesmo valor de , tem o mesmo valor de , sendo
o diâmetro igual para os dois eixos
4
Dados: = ; á = ; = ; =
× × ×
á = → × = → × = × × ×
×
= × → , × = → =
× , ×
, ×
= , × → = → = , ×
3
= , × → = , × → = ,
Exemplo 4.: (BEER, 2006) Um eixo circular vazado de aço tem
comprimento L = 1,5 m e diâmetros interno e externo, respectivamente, de
40 mm e 60 mm.
a) Qual é o maior momento de torção que pode ser aplicado ao eixo, para que
as tensões de cisalhamento não excedam 120 MPa?
b) Qual é o valor mínimo da tensão de cisalhamento para este caso?
c) Que valor do momento de torção deve ser aplicado à extremidade do eixo
circular de modo que o ângulo de torção produzido seja de 2°? Dado G aço = 80 GPa.
P á g i n a | 126
P á g i n a | 127
P á g i n a | 128
O ângulo de torção tem sua unidade em radianos, passando para graus, temos:
°
∅ = , × × → ∅ = , °
P á g i n a | 129
P á g i n a | 130
Exemplo 8.: (BEER 2006) Que diâmetro deve ser usado para o eixo
do rotor de uma máquina de 5 HP, operando a 3600 rpm, se a tensão de
cisalhamento não pode exceder a 59 MPa?
Solução.: Primeiramente temos que converte as unidades de medida de
potência e frequência:
= × =
= × = =
P á g i n a | 131
∑ = : + =
P á g i n a | 132
Considerando que o material (G) e o comprimento (L) dos dois trechos são
iguais:
8
=
, × , × 9
, × 8
= → = ,
, × 9
Exemplo 10.: Dois eixos de aço, maciços, são ligados pelo flange
em B e engastados nos extremos A e C. Determinar, para o momento de
torção indicado, a máxima tensão de cisalhamento no eixo AB e no eixo
BC.
∑ = : + =
P á g i n a | 133
Vamos calcular o momento polar de inércia nos trechos AB e BC: Dados: =
; =
,
= → = → = , ×
,
= → = → = , × 7
Precisamos encontrar o valor dos torques nos eixos AB e BC. Dados: =
; = :
× × × , × ,
∅ = ∅ → = → =
× × × , × × , × 7
Considerando que o módulo de elasticidade transversal do material (aço) dos
dois trechos são iguais:
× , × ,
=
, × , × 7
, × 7 = , × 7 → = ,
Achamos em função de .
Temos que: + = , logo:
, + = → , = → = , .
Agora voltamos no valor de em função de e achamos o valor de :
= , → = ,, → = , .
Finalmente podemos calcular a máxima tensão de cisalhamento nos eixos AB
e BC.
Dados: = , × ; = , × 7 ; = , . ;
= , .
= , ; = ,
× , × × ,
á = = → á = ,
, ×
P á g i n a | 134
P á g i n a | 135
Exercícios
AULA 6
P á g i n a | 140
uma tensão de cisalhamento admissível adm = 100 MPa, determine o diâmetro exigido
para o eixo com precisão de mm. Resposta: 2,22 mm
4 – Os dois eixos de aço maciço mostrados na figura estão acoplados por meio
de engrenagens. Determinar o ângulo de torção da extremidade A do eixo AB quando
é aplicado o torque T = 45 Nm. Supor G = 80 GPa. O eixo AB é livre para girar nos
mancais E e F, enquanto o eixo DC é fixo em D. Cada eixo tem diâmetro de 20 mm.
Resposta: 4,87°
5 – O eixo de aço AB, engastado nos extremos, tem dois segmentos: AC tem
diâmetro igual a 1 in e CB diâmetro igual a 2 in. Determinar a tensão de cisalhamento
máxima neste eixo para o torque T = 500 lb ft. Considerar G aço = 10,8 x 10³ ksi.
Resposta: 3,67 ksi.
P á g i n a | 141
6 – A barra circular maciça BC, de aço, é presa à haste rígida AB, e engastada
ao suporte rígido em C. Sabendo-se que G = 11x10³ ksi, determinar o diâmetro da
barra, de modo que, para P = 100 lb, a deflexão vertical do ponto A não ultrapasse 1in
e a máxima tensão de cisalhamento não exceda o valor de 15 ksi. Resposta: d=0,841
in.
Exercícios
AULA 7
3 – Para a viga mostrada na figura, determinar o maior momento fletor que pode
ser aplicado se as tensões admissíveis à tração e à compressão valem,
respectivamente, 120 MPa e 150 MPa. Resposta: 330 N.m
P á g i n a | 159
P á g i n a | 161
Para determinar o momento vamos usar a fórmula da flexão: á =
P á g i n a | 162
P á g i n a | 163
P á g i n a | 164
Exemplo 4.: (Adaptado de BEER, 2006) Uma peça de ferro fundido fica sujeita
a ação do conjugado M = 3 KN.m. Sabendo-se que E = 165 GPa, determinar:
a) as máximas tensões de tração e de compressão no perfil;
b) o raio de curvatura da peça fletida.
P á g i n a | 165
Exemplo 5.: Duas forças verticais são aplicadas à viga que tem a
seção transversal indicada. Determinar as tensões normais máximas de
tração e compressão na viga.
Solução.: Neste caso foi dada a viga com o carregamento axial aplicado a fim
de calcularmos o momento fletor, que irá provocar flexão na viga:
Como a viga é simétrica, as reações de apoio verticais são iguais a 10 KN cada.
Pelo método das seções:
= , = , .
Para calcular o centroide da peça, iremos considerar uma mesa (de base 30
mm e altura 10 mm) e duas almas (com base 10 mm e altura 60 mm). A referência é
a base inferior da viga, de onde partem a mesa e as almas:
P á g i n a | 166
⏞ ⏞
× × + × ×
=
× + ×
, × , × , + , × , × ,
= → = ,
, × , + , × ,
Determinando o momento de inércia:
⏞ ⏞
= [( ) + ] + [( ) + ]
, × , , × ,
=( + , × , × , ) + ( + , × , × , )
= , × 7
Agora podemos determinar as tensões máximas de tração e compressão:
Analisando o carregamento aplicado e o conjugado na viga, temos que acima da linha
neutra estrutura sofre compressão e abaixo da linha neutra sofre tração. A
extremidade mais afastada da linha neutra que sofre tração fica na parte inferior da
viga, logo = , .
, × × ,
á = = → á = +,
, × 7
P á g i n a | 167
Solução.: Como no exemplo anterior foi dada a viga com o carregamento axial
aplicado a fim de calcularmos o momento fletor, que irá provocar flexão na viga:
Como a viga é simétrica, as reações de apoio verticais são iguais a 20 Kip
(20000 libras) cada. Pelo método das seções o momento é:
= × = .
Nesse exemplo, teremos que calcular o centroide e o momento de inércia das
três peças, separados porque as duas mesas têm medidas diferentes, o mesmo serve
para cálculo do centroide:
Calculando o centroide:
⏞ ⏞ ⏞
× × + × × + × ×
=
× + × + ×
× × , + × × + × × ,
= → ̅ = ,
× + × + ×
P á g i n a | 168
Solução.: Nesse exercício temos uma barra constituída de aço e latão em que
há simetria em relação a linha neutra considerando os dois materiais, sendo assim,
podemos resolver esse exercício pela equação 4.19 ou pela equação 4.20.
Vamos resolver pelo método da seção transformada (equação 4.20). Tente
depois resolver pela equação 4.19.
Primeiramente vamos fazer a transformação na barra para que ela seja
correspondente a uma barra feita inteiramente de um único material. Vamos
transformar o aço em latão:
Dados: ç = ; ã =
ç
= = → =
ã
P á g i n a | 169
Para encontrar a máxima tensão do aço temos que multiplicar o resultado pelo
valo de = .
× ,
ç = × = × → ç =
, × 7
P á g i n a | 170
Agora multiplicamos a base do aço pelo valor de encontrado para obter uma
seção toda de alumínio: × = .
A nova seção transversal tem a forma de um perfil T, com alma de base 24 mm
e altura 8 mm e mesa com base de 40 mm e altura de 8 mm:
P á g i n a | 171
⏞ ⏞
= [( ) + ] + [( ) + ]
= , × 8
Agora vamos determinar as tensões normais máximas no aço e alumínio:
Dado = .
Para o alumínio o ponto mais afastado da linha neutra fica na parte inferior da
viga, logo
= ,
. × ,
= = → = ,
, × 8
Mz= M.cos(75º)
Mz eixo Y
eixo Z
75º
My
My= M.sen(75º)
P á g i n a | 172
Solução.: Vamos considerar que a linha neutra passa pelo eixo z e o eixo y é
o vertical. Como é um caso de flexão oblíqua ou assimétrica a tensão em cada ponto
será calculada pela fórmula 4.21:
× ×
= − +
Podemos iniciar determinando as componentes do momento em relação aos
eixos z e y:
= cs = cs ° = , .
= sen = sen ° = , .
Para calcular Iy, é só considerar a peça estando invertida, isto é, o que é base em Z é altura em Y, e o
que é altura em Z é a base em Y.
Ainda precisamos determinar as coordenadas do ponto medidas em relação
aos eixos y e z com origem no centroide da área da seção transversa. Como a seção
é simétrica e todos os pontos tem a mesma distância em relação ao eixo centroidal,
em módulo temos:
= , ; = ,
E para cada ponto vamos analisar o sinal em relação aos eixos coordenados
× ×
= ± ±
P á g i n a | 173
Ponto A:
× ×
= − +
, × × , , × × ,
= − +
, × , ×
= −, × + , × → = ,
Ponto B:
× ×
= − −
, × × , , × × ,
= − −
, × , ×
= −, × − , × → = −,
Ponto C:
× ×
= + +
, × × , , × × ,
= + +
, × , ×
= +, × + , × → = ,
Ponto D:
× ×
= + −
, × × , , × × ,
= + −
, × , ×
= +, × − , × → = −,
P á g i n a | 174
P á g i n a | 175
Mx c ,³ × ,
á = → á = → á = ,
I , × 8
No ponto B a tensão é:
Mx ,³ × ,
= → = → á = ,
I , × 8
Exercícios
AULA 8
P á g i n a | 180
P á g i n a | 181
6 – Determine o máximo valor para as forças P que podem ser aplicadas a viga
da figura sabendo que a mesma é construída com um material para o qual a tensão
admissível à compressão vale -12 Ksi e a tensão admissível à tração vale 22 Ksi.
Resposta.: 7,29 kip
P á g i n a | 194
Figura 5.16
P á g i n a | 195
Figura 5.17
Figura 5.18
=× → = , × , × ,/ → = , × 5
A força de cisalhamento V é 3 KN. Aplicando a fórmula do cisalhamento e sendo
t a base da viga, temos:
P á g i n a | 196
Figura 5.19
P á g i n a | 197
=× → = , × , × , → = × 5
Como são dois pregos na seção de corte devemos dividir o fluxo cisalhante por
dois, para achar o valor da força de corte em cada prego.
,
= → ∗ = ,
Por último vamos calcular a força de corte em cada prego (F) que é dada pela
expressão:
= ∗ × ∆ → = , × , → = ,
Exercícios
AULA 9
Figura 5.20
Resposta.:
Figura 5.21
P á g i n a | 204
Exemplo 1.: (BEER, 2006) Uma viga de madeira é constituída por 3 peças
de 20 x 100 mm, que são pregadas umas às outras. O espaçamento entre
os pregos é de 25 mm. Sabendo-se que a viga está submetida a uma força
cortante V de 500 N, determinar a força de corte em cada prego.
Figura 0.1
Figura 0.2
P á g i n a | 205
Figura 0.3
110 mm
tf = 19,6 mm
132 mm 122,2 mm
264 mm
= ,
P á g i n a | 206
Figura 0.4
Como são dois pregos devemos dividir o fluxo cisalhante por dois, para achar
o valor da força de corte em cada prego, isso porque existe cisalhamento nas duas
faces da mesa.
P á g i n a | 207
,
= → ∗ = ,
Figura 0.5
Obs.:
= ,/ + ,/ = ,
Calculamos o momento estático usando a mesa inferior, com base 6 in e altura
0,25 in, pois a força cortante V atua na mesa inferior, como indicado na figura. Por
último vamos calcular a máxima força cortante que a viga pode suportar, sendo a
espessura t = 0,25 in:
P á g i n a | 208
× ,
á = → =
, × ,
× , × ,
= → = ,
,
Exemplo 5.: Para a viga mostrada na figura, determine:
a) a tensão tangencial no ponto B da seção transversal a-a;
b) a tensão tangencial máxima na seção a-a.
Figura 0.6
Figura 0.7
× ×
=( + × ) + ( + × )
, × , , × ,
=( + , × , × , ) + ( + , × , × , )
= , ×
P á g i n a | 209
Figura 0.8
P á g i n a | 210
× × + × × , × , × , + , × , × ,
= = → = ,
× + × , × , + , × ,
Agora vamos calcular o momento de inércia:
× ×
=( + × ) + ( + × )
, × , , × ,
=( + , × , × , ) + ( + , × , × , )
= , × 7
Figura 0.9
P á g i n a | 211
Figura 0.10
P á g i n a | 212
Temos que calcular o momento estático abaixo ou acima da linha neutra, logo
uma mesa e mais metade da alma:
= × ̅ + × ̅ → = , × , × , + , × , × ,
= , ×
Assim temos:
× × , ×
á = → á = → á = ,
, × 5 × ,
Figura 0.11
P á g i n a | 213
, × ,
á = → á = → á = ,
, × ,
Exemplo 9.: Para a viga com o carregamento mostrado, determine o valor
da tensão de cisalhamento nos pontos a e b, localizados na seção
transversal n-n.
Figura 0.12
P á g i n a | 214
Figura 0.13
Figura 0.14
P á g i n a | 215
= ,
Como são duas seções de corte, devemos dividir o fluxo cisalhante por dois,
para achar o valor da força de corte em cada parafuso.
∗
, ∗
= → = ,
∗
E o espaçamento S= ∆ na lateral: = × ∆
∆ = ∗ → ∆ = → ∆ = ,
,
Exercícios
AULA 10
Figura 0.15
Figura 0.16
P á g i n a | 220
cisalhamento V=4 kip, determine a menor dimensão a de sua parte inferior e 1,5 a de
seus lados. Resposta.: a=1,58 in
Figura 0.17
Figura 0.18
Figura 0.19
P á g i n a | 221
Figura 0.20
Figura 0.21
P á g i n a | 227
Figura 6.2
P á g i n a | 228
P á g i n a | 229
Nó C:
∑ = : =
∑ = : =
Nó B:
,
= = √ + =
× × × × × ×
. = + +
× × ×
, × ×
. = ++
× 9 × ×
. = ,
.
= ,
P á g i n a | 230
Figura 6.3
∑ = : − + = → =
∑ = : + = → =
Figura 6.4
∑ = : + = → = ,
P á g i n a | 231
=
Trecho BD: ≤ ≤
P á g i n a | 232
Trecho CE: ≤ ≤
=
. = −, × − + − + , − − −
. = − ×
− ×
. =
× 9 × ×
. = ,
P á g i n a | 233
Figura 6.5
∑ = : + = → = −
∑ = : − = → =
Agora vamos calcular o momento VIRTUAL em cada seção, adicionando o
momento virtual no sentido anti-horário, no ponto a determinar a rotação:
Trecho AB: ≤ ≤
+ = → = −
Trecho BD: ≤ ≤
mBD
P á g i n a | 234
+ − − = → + − + → = −
+ − − = → + − + → = −
Trecho CE: ≤ ≤
=
. ∅ = ∫
7
× × × ×
. ∅ = ∫ + ∫ + ∫ + ∫
7
7
. ∅ = [∫ −− + ∫ − − + ∫ − − ]
7
P á g i n a | 235
7
. ∅ = [∫ + ∫ − + + ∫ − + ]
7
7
. ∅ = + (− + )| + (− + )|
7
− −
. ∅ = [ − + − − + − ]
×
. ∅ =
× 9 × ×
°
. ∅ = , × → . = , °
Exercícios
AULA 11
Figura 6.6
4 – A área transversal de cada barra da treliça mostrada na figura vale 0,5 in².
Considerando E = 29x106 psi, determine o deslocamento horizontal do nó C provocado
pela força de 12 kip. Resposta.: 0,189 in.
Figura 6.7
P á g i n a | 241
P á g i n a | 242
Agora vamos calcular o carregamento REAL nas barras, pelo método dos nós:
P á g i n a | 243
−
− ,° − ,° − = → =
× ,°
= −,
= − → = ,
Agora vamos calcular o sistema VIRTUAL para mesmas barras, onde foi retirada
a carga real e adicionada a carga virtual unitária no ponto em que se deseja determinar
o deslocamento:
− ,° − ,° − = → = − → = −,
× ,°
= − → = ,
a) A deformação elástica dos membros, consiste no deslocamento vertical a
partir do nó B:
× × × ×
. = +
× ×
, × , × , −, × −, × ,
. = 9
+
× × × × 9 × ×
. = , = , ↓
Se tivéssemos colocado a carga verticalmente para cima o
resultado teria dado negativo, o que indicaria que o deslocamento era
para baixo, assim podemos concluir que o sentido a carga virtual
positivo é o mesmo do deslocamento.
b) O encurtamento de do membro AB por meio de um
tensor é devido apenas a parte virtual:
. ∆= ∑ f. ∆L = ×
. ∆= −, × −, → . ∆= ,
c) A queda na temperatura de 60°C ocorrendo no membro BC:
αaço = × //° e comprimento da barra BC = 1,6 m = 1600 mm
Assim:
BC αaço = × × //° = , /° ; essa
dilatação corresponde a 1°C
P á g i n a | 244
. ∆= ∑ f. ∆L = ×
Solução.: Dados: = ; = ; = × ; = =
A estrutura é hiperestática então vamos passar uma seção isolando os apoios,
resumindo a estrutura ao nó B:
P á g i n a | 245
P á g i n a | 246
= → = °
Nó B:
P á g i n a | 247
Nó C:
P á g i n a | 248
− = → =
Trecho DC: ≤ ≤
Obs.: + =
= = ,
P á g i n a | 249
Trecho AC:
0,5 x
, × , ×
. = {∫ + ∫ }
, ,
. = {∫ + ∫ }
, ,
. = { | + | }
, ,
. = + [ − ]
, ,
. = + −
, , −
. = + ( )
, ,
. = + ( )
P á g i n a | 250
, ,
. = +
+ ,
. = ( )
,
. = ( )
. =
P á g i n a | 251
=
P á g i n a | 252
∑ = : + , − = → = −,
=
P á g i n a | 253
− + = → =
Exercícios
AULA 12
P á g i n a | 269
+ − , = → =
,
− , + = → = , .
Assim no ponto P temos que: = e = , .
P á g i n a | 270
Exercícios
AULA 13
P á g i n a | 275
P á g i n a | 276
P á g i n a | 278
P á g i n a | 279
P á g i n a | 280
80 MPa
70 MPa
120 MPa
P á g i n a | 281
×
tn = → tn =
− − − −
tn = −, → = tn −,
−,°
= −,° → = → = −, °
= + ° → = −,° + ° →
= , °
+ −
, = ± √
+
− + − − − −
, = ± √( ) +
P á g i n a | 282
P á g i n a | 283
+ −
, = ± √
+
+ , − ,
, = √
± + ,
, = , ±
= , + → = ,
= , − → = −,
−
á = √
+
− ,
á = √ + , → á = ,
P á g i n a | 284
Solução.:
a) Construir o círculo de Mohr:
Para isso precisamos seguir o roteiro para o traçado do Círculo de Mohr.
Devemos marcar o ponto X em ; e o ponto Y em
− ; − .
Em seguida vamos calcular o centro do círculo:
+ + −
é = → é = → é =
E o raio do círculo:
− − −
= √
+ → = √ + → = ,
P á g i n a | 285
Através do triângulo ACX’, pode-se obter as tensões no plano X’Y’. Para isso,
torna-se necessário conhecer o ângulo que pode ser obtido pelo triângulo BCX.
= tn → = ,°
Assim:
′ = é − → ′ = − , → ′ = ,
′ = é + → ′ = + , → ′ = ,
A tensão cisalhante máxima pode também ser obtida pelo triângulo ACX’:
′ ′ = sen ,° → ′ ′ = , sen ,° → ′ = ,
P á g i n a | 286
E as tensões principais:
+ −
, = ± √
+
+ − − −
, = ± √ + − → , = ± ,
= + , → = ,
= − , → = −,
−
á = √
+
− −
á √
= + −
Exercícios
AULA 14
137,9 MPa
41,4 MPa
27,6 MPa
P á g i n a | 291
P á g i n a | 292
6 – (HIBBELER, 2010) Uma força axial de 900 N e um torque de 2,5 N.m são
aplicados ao eixo como mostrado a seguir. Se o diâmetro do eixo for de 40 mm,
determine as tensões principais em um ponto P na superfície. Construa o Círculo de
Mohr. Resposta: 767,7 KPa e –51,5KPa
P á g i n a | 300
Figura 0.5
P á g i n a | 301
Solução.:
Dados: = ; =
a) Determinar se vai ocorrer escoamento quando = :
= − ; = − =
+ −
, = ± √
+
− + − − − −
, = ± √( ) +
+ −
, = ± √
+
− + − − − −
, = ± √( ) +
P á g i n a | 302
Solução.:
Dados: = ; = ; = ; = −
Primeiro temos que calcular as tensões principais:
+ −
, = ± √
+
+ −
, = ± √ + −
, = ±
= + → =
= − → =
P á g i n a | 303
= =
= √ → =
Solução:
Dados: = ; = − ; =
Primeiro calculamos as tensões principais:
P á g i n a | 304
+ −
, = ± √
+
+ − − −
, = ± √( ) +
, = ± ,
= + , → = ,
= − , → = −,
P á g i n a | 305
tensão de escoamento para um aço que venha a ser selecionado para este elemento.
Considerar o critério de Tresca.
Solução.:
Dados: = ; = − ; =
Primeiro vamos calcular as tensões principais:
+ −
, = ± √
+
+ − − −
, = ± √( ) +
, = − ± ,
= − + , → = ,
= − − , → = −,
A menor tensão de escoamento considerando o critério de Tresca será:
Se e têm sinais opostos − ≤
− ≤
, − −, ≤
= ,
Exemplo 5.: O estado de tensões em torno de um ponto é dado por
σx = , MP; σy = ; e τxy = MP. Se a tensão de escoamento do
material, obtida num ensaio de tração for σY = MP, verificar a
segurança ao escoamento em torno deste ponto de acordo com os critérios de Tresca
e de Von Mises.
P á g i n a | 306
Solução.:
Dados: = , ; = ; ; =
Para determinar se vai ocorrer escoamento primeiramente devemos calcular as
tensões principais:
+ −
, = ± √
+
, + , −
, = ± √ + → , = , ± ,
Exercícios
AULA 15
P á g i n a | 311
4 – Uma placa é construída com uma liga de cobre cuja tensão de escoamento
vale 117 ksi. Determine o máximo valor possível para a componente x usando:
a) o critério da máxima tensão tangencial;
b) o critério da máxima energia de distorção. Resposta: 117 Ksi e 133 Ksi
y=0,65x
P á g i n a | 312
P á g i n a | 314
PROBLEMAS PROPOSTOS
P á g i n a | 315
P á g i n a | 316
P á g i n a | 317
P á g i n a | 318
P á g i n a | 319
P á g i n a | 320
Problema 15.: A viga caixão deve ser construída com quatro tábuas
pregadas, como mosstrado na figura. Se cada prego suporta uma força
cortante de 30 N, determine o espaçamento máximo s dos pregos em B e
C de modo que a viga possa suportar a força vertical de 80 N. Resposta: 50 mm e
85 mm
P á g i n a | 321
P á g i n a | 322
P á g i n a | 323