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Saeb 97 Primeiros Resultados

Saeb Resultados de 1997
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Saeb 97

Primeiros
Resultados

MEC Instituto Nacional de Estudos


e Pesquisas Educacionais
República Federativa do Brasil
Fernando Henrique Cardoso

Ministério da Educação - MEC


Paulo Renato Souza

Secretaria Executiva do MEC


Luciano Oliva Patrício

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP


Maria Helena Guimarães de Castro

Diretoria de Avaliação da Educação Básica


Maria Inês Gomes de Sá Pestana
Saeb 97

Primeiros
Resultados

Instituto Nacional de Estudos


MEC e Pesquisas Educacionais
Ficha Técnica

Mec/Inep/Daeb

Maria Inês Gomes de Sá Pestana


Luiza Massae Uema
Cláudia Vendramel Tamassia
Guilherme Coelho Rabello
Márcio Corrêa de Melo
Maria Alejandra Schulmeyer
Sérgio Arnoldo Vera Schneider

Fundação Cesgranrio

Claudino Victor Romeo Espírito Santo


Lígia Gomes Elliot
Marcelo Amarante Ferreira Gomes
Nilma Santos Fontanive
Patrícia Maria Migues Glasser
Ruben Klein
Sônia Olesko de Gouvêia
Telma Suaiden Klein

Especialistas dos Painéis de Interpretação das Escalas de Proficiência

Consultora do MEC: Maria Inês Fini

Língua Portuguesa: Angela Maria Tereza Lopes


Catarina Meloni Assirati
Gisele Andrade de Souza
Kátia Lomba Brakling
Norma Sueli Rosa Lima
Raquel do Valle Detoni

Matemática: Eduardo Sebastiani Ferreira


José Francisco Martinez
Lia Leme Zaia
Lílian Nasser
Márcio Constantino Martino
Maria Amabile Mansutti
Paulo Cesar Pinto Carvalho

Ciências: José Aparecido de Araújo


Marcelo Alves Barros

Física: César Senise Caproni


Luís Carlos de Menezes
Maria Lúcia Bianconi
Maria Regina Dubeux Kawamura
Yassuko Hosume

2
Química: Hiroyuki Hino
José Alencar Simone
Natalina Aparecida Laguna Sicca
Neusa dos Santos Fook

Biologia: Ângela Martins Baeder


Patrícia França Gardino
Paulo dos Santos Rodrigues
Regina Cândida Ellero Gualtieri

3
Sumário

1. Visão geral do SAEB .......................................................................................... 5


2. O SAEB/1997 em números ................................................................................ 5
3. As escalas de proficiência em Português, Matemática e Ciências .................... 6
3.1. Análise do desempenho dos alunos segundo os níveis de proficiência .. 11
4. Principais resultados do SAEB/97 ...................................................................... 18
4.1. As médias de proficiência ....................................................................... 18
4.2. Análise da dispersão das médias de proficiência ................................... 22
4.3. Média de proficiência segundo a localização (capital e interior) ............. 30
4.4. Média de proficiência segundo a zona (urbana e rural) .......................... 30
4.5. Média de proficiência segundo a rede de ensino (municipal, estadual e
particular) ................................................................................................ 30
4.6. Média de proficiência segundo o gênero (masculino e feminino) ........... 30
4.7. Média de proficiência segundo a idade ................................................... 31
4.8. Média de proficiência segundo a escolaridade dos pais e a rede
de ensino ................................................................................................ 31
4.9. Média de proficiência segundo características selecionadas dos
alunos e dos professores ...................................................................... 32
4.9.1. Média de proficiência em Matemática segundo características
selecionadas dos alunos de 4ª série do Ensino Fundamental .......... 32
4.9.2. Média de proficiência em Ciências segundo características
selecionadas dos alunos de 8ª série do Ensino Fundamental .......... 37
4.9.3. Média de proficiência em Língua Portuguesa segundo ... características
selecionadas dos alunos de 3ª série do Ensino Médio ............................ 41
4.9.4. Média de proficiência em Matemática segundo características
selecionadas dos professores da 4ª série do Ensino Fundamental .. 45
4.9.5. Média de proficiência em Língua Portuguesa segundo características
selecionadas dos professores da 3ª série do Ensino Médio ................... 48
5. Considerações finais .......................................................................................... 49
Bibliografia ................................................................................................................. 51
Anexo I ...................................................................................................................... 53
Anexo II ..................................................................................................................... 67
Anexo III .................................................................................................................... 81

4
Primeiro Relatório do SAEB/97

1. Visão geral do SAEB

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), do Ministério da


Educação, vem obtendo informações sobre o desempenho dos alunos brasileiros desde
1991, por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB). O SAEB
é uma avaliação em larga escala, aplicada em amostras de alunos da 4ª e da 8ª séries do
Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, representativas do País e de todas as
unidades da Federação.
Além de medir o desempenho escolar, o SAEB coleta dados sobre os alunos (com
questões de caracterização socioeconômica e cultural e de hábitos de estudo), os
professores (sobre perfil e práticas pedagógicas), os diretores (sobre perfil e práticas de
gestão escolar) e sobre os equipamentos disponíveis e as características físicas e de
conservação das escolas, que permitem contextualizar os desempenhos alcançados e
servem como fonte permanente de estudos e pesquisas.

2. O SAEB/1997 em números
O SAEB/97 foi aplicado no período de 27 a 31 de outubro, em uma amostra
nacional de alunos representativa do País e de cada uma das 27 unidades da Federação.
Participaram do SAEB/97 167.196 alunos de 1.933 escolas públicas e privadas. A
distribuição, por série, de alunos, turmas, professores e diretores que participaram do
SAEB/97 pode ser vista na Tabela 1.

Tabela 1: Alunos, Turmas, Professores e Diretores Participantes do SAEB/97

Série Alunos Turmas Professores Diretores


4ª série do Ensino 70.445 2.544 2.516 1.028
Fundamental
8ª série do Ensino 56.490 1.875 5.306 813
Fundamental
3ª série do Ensino 40.261 1.240 5.445 461
Médio
Total 167.196 5.659 13.267 2.302(*)
(*) Há dupla contagem de diretores quando a escola possui duas ou mais séries avaliadas.

Dos totais acima apresentados, 56.106 alunos, 1.598 turmas, 4.306 professores e
624 diretores pertenciam a escolas da rede particular de ensino.
Para a realização da pesquisa de campo, o SAEB utilizou 27 coordenadores
estaduais das Secretarias de Educação, 27 assistentes de pesquisa da Fundação
Cesgranrio (entidade contratada para realizar a pesquisa), 129 supervisores de campo e
2.695 aplicadores.

5
3. As escalas de proficiência em Português, Matemática e Ciências

Uma escala é uma maneira de ordenar medidas de acordo com valores arbitrados.
Por exemplo, a temperatura pode ser medida com um instrumento, o termômetro, que
pode utilizar duas escalas: a Celsius e a Fahrenheit. Essas duas escalas são diferentes,
pois, na Celsius, o ponto de fusão da água foi arbitrado em zero grau e o de ebulição, em
100 graus, enquanto na Fahrenheit esses pontos correspondem a 32 graus e 212 graus,
respectivamente. Embora diferentes, os valores de uma escala podem ser convertidos
aos valores da outra por uma simples transformação.
A teoria estatística utilizada no SAEB permite a construção de uma escala para
cada disciplina, que engloba as três séries avaliadas e ordena o desempenho dos alunos
em um continuum (do nível mais baixo para o mais alto). Isto é possibilitado pela
aplicação de itens comuns entre séries e a transformação (equalização) das escalas de
cada disciplina entre as séries para a obtenção de uma escala comum a todas as séries.
A metodologia para interpretação das escalas inclui dois procedimentos principais:
identificação de itens âncora e a interpretação desses itens por painéis de especialistas.

Itens âncora são itens que caracterizam os níveis das escalas no sentido de que a
grande maioria dos alunos situados em cada um dos níveis acerta o item, enquanto
menos da metade dos alunos situados no nível imediatamente inferior também o acerta.
Para o item ser considerado âncora no Nível 250, por exemplo, ele deve satisfazer ao
seguinte critério:
• que 65% ou mais de todos os alunos situados no nível acertem o item, que menos de
50% dos alunos posicionados no nível anterior (nível 175) acertem o item e que a
diferença entre os percentuais de alunos posicionados no nível 250 e os alunos
posicionados no nível imediatamente superior (nível 325) que acertaram o item seja
maior que 30%.
A seleção dos itens âncora para os demais níveis das escalas obedece ao mesmo
critério. No SAEB/97 foram identificados 691 itens âncoras. Alguns exemplos estão
incluídos no Anexo III.
De acordo com o segundo procedimento, a interpretação dos itens âncora, que visa
buscar o significado das respostas dadas pelos alunos, foi realizada por Painéis de
Especialistas que contaram com a participação de 35 professores especialistas de
conteúdo.
Para interpretar os desempenhos em 1997, foram escolhidos cinco pontos das
escalas: 100, 175, 250, 325 e 400 para as disciplinas Língua Portuguesa e Ciências. Em
Matemática, o nível 100 não foi considerado. As proficiências dos alunos foram então
explicadas pela descrição dos conhecimentos e habilidades que eles demonstraram
possuir quando situados em torno dos pontos correspondentes a cada nível. Por exemplo,
alunos posicionados em torno do ponto 175, na escala de Língua Portuguesa, são
capazes de identificar personagens a partir de sua fala (gírias, expressões típicas), entre
outras habilidades, e os posicionados em torno do ponto 250, em Matemática, são
capazes de estabelecer relações entre os valores de cédulas e moedas e de resolver
situações de pagamento e troco.
As figuras a seguir trazem as escalas de proficiência de Matemática, Língua
Portuguesa e Ciências, com os níveis de desempenho selecionados. Apresentam, ainda,
a posição, de acordo com as médias de proficiência, do Brasil, suas cinco regiões e de
cada uma das 27 unidades da Federação no ano de 1997.

6
FIGURA 1 – NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA EM MATEMÁTICA - 1997
• Os alunos demonstram • Os alunos possuem conhecimento de geometria • Os alunos apresentam noções de • Os alunos resolvem problemas de Geometria Euclidiana,
que possibilita a descrição da movimentação de paralelismo, perpendicularismo e ângulo e empregando relações algébricas e trigonométricas,
conhecimentos elementares utilizando as propriedades e características das principai
de geometria. São capazes objetos, tendo como referência o próprio corpo. descrevem a posição e o movimento de
figuras planas e espaciais.
de localizar a posição dos • Reconhecem polígonos e quadriláteros. um objeto utilizando diferentes pontos de
• Resolvem problemas envolvendo ponto, reta,
• Estabelecem relações entre os valores de referência. circunferência e suas relações.
objetos tendo como • Classificam sólidos geométricos em
cédulas e moedas e resolvem situações de • Solucionam problemas que envolvem cálculo de
referência o próprio corpo e pagamento e troco, embora ainda não saibam corpos redondos e poliedros. comprimento, área, volume, temperatura e tempo,
de reconhecer figuras operar com decimais. • Interpretam resultados de medidas de utilizando fórmulas e as unidades de medidas usuais e
geométricas simples, desde • Relacionam diferentes unidades de medida de comprimento, massa, tempo e suas inter-relações.
que representadas na forma tempo e sabem selecionar a unidade de medida capacidade. • Resolvem problemas simples em porcentagens,
proporcionalidade direta e inversa e probabilidades.
usual. mais adequada para fazer determinada • Estabelecem relações entre unidades de • Interpretam dados em tabelas representando-os em
• Reconhecem o valor de medição. medida relacionadas a uma mesma gráficos de barras.
cédulas e moedas. • São capazes de multiplicar e dividir e de grandeza e resolvem problemas • Estabelecem relações e fazem conversões entre frações
identificar unidades, dezenas, centenas etc. envolvendo essas medidas. ordinárias e números decimais.
• Lêem horas em relógios
• Resolvem problemas envolvendo mais de uma • Identificam, comparam e ordenam • Resolvem problemas que envolvem equações e
digitais e analógicos e operação. números racionais (nas formas fracionária inequações simples de 1º e 2º graus e sistemas de 1º
sabem que a hora tem 60 • Adicionam e subtraem frações de mesmo e decimal) e números inteiros. grau.
minutos. • Conhecem os princípios básicos de polinômios e efetuam
denominador e conhecem números naturais na • Interpretam informações apresentadas em
operações elementares entre eles.
• Lêem e escrevem números forma fracionária. gráficos e tabelas, incluindo aquelas • Resolvem problemas simples que empreguem conceitos
de poucos dígitos. • Interpretam gráficos de barra e de setor e apresentadas em forma de porcentagem, de matrizes, determinantes, identificação de números
• Resolvem problemas identificam o gráfico mais adequado para sendo capazes de fazer prognósticos a complexos e sua representação e que envolvam a
representar uma dada situação. partir dessas informações. interpretação geométrica do conceito de módulo.
simples de adição e •
subtração com números • Expressam generalizações observadas em • Interpretam escritas algébricas e resolvem Conhecem as propriedades básicas de exponenciais e
logaritmos.
naturais. seqüências numéricas por meio de equações e sistemas de equações de 1º
representações algébricas. grau.

175 250 325 400

4ª SÉRIE AC, N, NE, CO BR, SE, S


ENSINO RR, RO, AM, PA, TO, MA, PI, CE, MG, SP, PR,
FUNDA- AP RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES, SC, DF
MENTAL RJ, RS, MS, MT, GO

8ª SÉRIE N, NE BR, SE, CO S


ENSINO AC, AM, RR,AP, RO, PA, PI, CE, RN, BA, MG, PR, SC
FUNDA- TO, MA, PB, PE, ES, RJ, SP, RS, MS, GO, DF
MENTAL AL, SE, MT

3ª SÉRIE BR, N, NE, SE S, CO


ENSINO RO,AC, AM, RR, PI, CE, SE, BA, MG, ES, PR,
MÉDIO PA, AP, TO, MA, SC, RS, MS, GO, DF
RN, PB, PE, AL,
RJ, SP, MT

BRASIL, REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO SEGUNDO A PROFICIÊNCIA MÉDIA

7
FIGURA 2 – NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA - 1997
• Os alunos localizam • Os alunos são capazes de fazer • Os alunos percebem a • Os alunos são • Os alunos revelam um
uma informação em uma leitura mais elaborada do organização interna capazes de, em textos repertório significativo de
um texto, texto, interpretando-o. de diferentes tipos de curtos de certa leituras, uma vez que têm
recuperando-a, • Identificam informações e textos. complexidade, capacidade de
posteriormente, para reconhecem o tema central em • Reconhecem que o articular informações compreender a paródia
continuar a leitura. textos curtos e simples, como autor usa a linguagem implícitas e como uma referência a
• Identificam a bilhetes, receitas, instruções, para expressar pressupostas. outros textos.
pontuação expressiva poemas, historinhas. determinados • Percebem que a • Reconhecem a estrutura
e são capazes de • Relacionam informações sentidos. maneira como o texto do texto poético, bem
analisar o efeito de contidas em outros textos. • Reconhece o papel do está organizado supõe como os recursos
sentido decorrente de • Percebem o sentido da contexto na o seu leitor. expressivos utilizados para
seu uso. pontuação e das palavras que identificação de • Identificam diferentes criar efeitos de sentido
• São capazes de expressam sentimentos, por sentidos explícitos ou pontos de vista no nesse tipo de texto.
consultar um pequeno exemplo. implícitos presentes tratamento do • Reconhecem o papel das
texto informativo para • Identificam personagens a partir no texto. assunto, preposições, conjunções e
resolver um problema de sua fala (gírias e expressões compreendendo os advérbios na organização
localizado de leitura. típicas). argumentos utilizados. e desenvolvimento do
texto.

100 175 250 325 400

BR, N, NE, CO SE, S MG


4ª SÉRIE RO, AC, AM, RR, RJ, SP, PR, SC, RS,
ENSINO PA, AP, TO, MA, PI, MS, GO
CE, RN, PB, PE, AL,
FUNDA- SE, BA, ES, MT, DF
MENTAL
NE BR, N, SE, S, CO PR
8ª SÉRIE AC, RR, TO, MA, RO, AM, PA, AP, PI, CE, RN,
ENSINO PB, AL, SE PE, BA, MG, ES, RJ, SP,
SC, RS, MS, MT, GO, DF
FUNDA-
MENTAL
AC, AM, AP BR, N, NE, SE, S, CO BA, MG, RS
3ª SÉRIE RO, RR, PA, TO, MA,
ENSINO PI, CE, RN, PB, PE, AL,
SE, ES, RJ, SP, PR,
MÉDIO SC, MS, MT, GO, DF

BRASIL, REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO SEGUNDO A PROFICIÊNCIA MÉDIA

8
FIGURA 3 – NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA EM CIÊNCIAS – 1997
• Os alunos • Os alunos identificam, nomeiam, • Os alunos interpretam problemas • Os alunos compreendem a descrição
interpretam classificam, comparam e seqüenciam elementares ligados ao Meio Ambiente e de fenômenos e processos naturais e
eventos a partir de textos ou à Saúde, cujos dados aparecem em técnicos em linguagem cotidiana
pequenos textos e
observam figuras representações figurativas. textos ou tabelas muito simples. • Identificam elementos de notação
• Conhecem conceitos básicos das
para identificar • Observam e reconhecem relações entre diferentes Ciências Naturais. Por
científica, mas fazem uso rudimentar
parte e todo e estabelecem relações da notação científica e de símbolos
elementos do exemplo: formação da imagem na retina; específicos.
cotidiano temporais entre fenômenos. transporte de oxigênio pelo sangue; ação
• Interpretam esquemas - como o de
relacionados ao • Demonstram conhecimentos elementares da gravidade; derivados do petróleo;
propriedades de alguns materiais; circuitos elétricos -, diagramas - como
ambiente ou à vida de Astronomia, Meio Ambiente e Saúde.
transformação de energia realizada em o ciclo da água -, tabelas e gráficos
humana. Por exemplo, definem planeta e estrela, com dados ambientais e de saúde.
comparam condições para a alguns equipamentos domésticos.
• Identificam, por • Compreendem os fenômenos, mas • Estabelecem relações causais
sobrevivência de seres vivos, envolvendo fatores não diretamente
exemplo, árvores reconhecem procedimentos de higiene
raramente operam com as grandezas
entre outras físicas envolvidas. observáveis, como a orientação da
pessoal e a utilidade da camisinha, • Calculam a velocidade média de um agulha imantada pelo campo
representações de utilizando, para tanto, a linguagem carro, relacionando grandezas de tempo magnético da Terra ou o aumento do
plantas cotidiana e o senso comum. e espaço. dióxido de carbono atmosférico devido
• Reconhecem • São capazes de aplicar corretamente • Utilizam basicamente, ainda, a à combustão.
quais veículos vocábulos científicos elementares cujo linguagem do cotidiano e do senso • Dominam conceitos científicos de
utilizam derivados significado lhes é fornecido. comum, pois têm pouca familiaridade temas vivenciais, como temperatura,
de petróleo como com a nomenclatura científica. poluição, cadeia alimentar.
combustível.

100 175 250 325 400

4ª SÉRIE AC, RR, AP, PE BR, N, NE, S, CO SE


ENSINO RO, AM, PA, TO, MA, MG, SC
FUNDA- PI, CE, RN, PB, AL, SE,
BA, ES, RJ, SP, PR,
MENTAL RS, MS, MT, GO, DF

8ª SÉRIE N, NE BR, SE, S, CO PR, SC


ENSINO AC, AM, RR, AP, RO, PA, PI, CE, SE, BA,
FUNDA- TO, MA, RN, PB, MG, ES ,RJ ,SP, RS,
MENTAL PE, AL MS, MT, GO, DF

3ª SÉRIE
ENSINO
MÉDIO

BRASIL, REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO SEGUNDO A PROFICIÊNCIA MÉDIA

9
FIGURA 3 – NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA EM CIÊNCIAS – 1997 (CONTINUAÇÃO)
BIOLOGIA FÍSICA QUÍMICA
• Os alunos dominam vários conceitos científicos básicos das • Os alunos são capazes de identificar e denominar fenômenos • Identificam alguns processos químicos a partir de
grandes áreas do conhecimento biológico e aplicam alguns e processos físicos. textos em linguagem cotidiana e transcrevem esses
dos conceitos adquiridos. • Utilizam linguagens simbólicas, notações vetoriais, diagramas processos utilizando notação química.
• Utilizam, com certa familiaridade, a terminologia científica e gráficos relativos a grandezas e processos físicos.
relacionada à estrutura, reprodução e hereditariedade dos • Interpretam situações físicas, estabelecendo relações de • Interpretam representações gráficas de fenômenos,
seres vivos. causa e efeito correlacionando mais de dois fatores. Por obtendo dados, efetuando cálculos simples e
• Explicam determinados desequilíbrios ambientais e indicam exemplo: gravidade e peso, formato da chama e convecção estabelecendo relações entre variáveis.
fatores que contribuem para a maior estabilidade do meio de gases, circuito e continuidade de corrente elétrica, • Analisam uma transformação química em solução
ambiente e para a manutenção da biodiversidade. deflexão de elétrons e campo magnético de um imã. aquosa e no estado gasoso, estabelecendo relações
• Reconhecem alguns procedimentos simples para minimizar • Calculam relações entre grandezas físicas - como força, área entre reagentes e produtos por meio de cálculos
problemas de degradação ambiental. e pressão -, entre agentes de um processo e suas
simples envolvendo massa, energia e tempo, em
• Identificam grupos de seres vivos a partir de características conseqüências – como determinação de tensão elétrica a
internas e externas. partir da corrente e da resistência. diferentes unidades.
• Relacionam estruturas dos seres vivos com suas funções. • Convertem unidades (calorias em joules). • Identificam a influência de fatores externos sobre as
• Possuem noções básicas sobre hereditariedade e • Compreendem e utilizam princípios gerais da Física em transformações químicas, considerando a extensão e
reconhecem na seleção natural o processo fundamental de situações simples, tais como uso e conservação de energia a velocidade.
transformação da vida ao longo do tempo. em queda livre ou percepção das perdas térmicas em • Utilizam modelos microscópicos simples para explicar
• Solucionam problemas relativos ao corpo humano, à motores. fenômenos químicos.
evolução dos seres vivos e à hereditariedade, mesmo • Relacionam fenômenos, processos e modelos abstratos.
quando apresentados em diferentes linguagens (textos, OBS: Somente em níveis mais altos os alunos
OBS: Só em níveis mais elevados os alunos apresentam
tabelas e gráficos). competências mais globais necessárias à compreensão de apresentam competências mais globais, como, por
situações mais complexas, aos cálculos mais elaborados e à exemplo, avaliar as implicações econômicas, sociais e
capacidade de formulação de modelos e previsão de eventos ambientais de processos químicos.

100 175 250 325 400

RR BR, N, NE, SE, CO S


BIOLOGIA RO, AC, AM, AP, TO, PA, SE, BA, MG,
MA, PI, CE, RN, PB, ES, PR, SC, RS,
PE, AL, RJ, SP, MS, GO, DF
MT

RJ BR, N, NE, SE, CO S


3ª SÉRIE RO, AC, AM, RR, PA, AP, BA, MG, RS, DF
FÍSICA
ENSINO TO, MA, PI, CE, RN, PB,
MÉDIO PE, AL, SE, ES, SP, ES,
PR, SC, MS, MT, GO

BR, N, NE, SE, CO S


RO, AC, AM, RR, AP, PA, PI, BA, MG,
QUÍMICA TO, MA, CE, RN, PB, ES, RS, GO, DF
PE, AL, SE, RJ, SP,
PR, SC, MS, MT

BRASIL, REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO SEGUNDO A PROFICIÊNCIA MÉDIA

10
3.1 Análise do desempenho dos alunos, segundo os níveis de proficiência
Uma das maneiras de se obter informação sobre o grau de eqüidade e de
efetividade existente na aprendizagem dos alunos é a verificação das porcentagens
de alunos de cada série que estão acima de cada nível de desempenho das escalas,
uma vez que é desejável que a maior parte, senão a totalidade dos alunos,
apresente desempenho semelhante.
De modo a facilitar o entendimento dos resultados aqui apresentados,
diversos especialistas das disciplinas avaliadas pelo SAEB/97 estabeleceram as
associações ou relações entre momentos dos ciclos escolares (e os desempenhos
mínimos ou básicos que a eles correspondiam) e os níveis de proficiência da escala
do SAEB/97 (que retrata o desempenho real dos alunos), conforme mostra o Quadro
1, a seguir.
Quadro 1: Relação entre níveis de proficiência e ciclos dos níveis de ensino

Matemática Língua Portuguesa Ciências


Nível de (Física, Química e Biologia)
proficiência – Ciclo e nível de Ciclo e nível de Ciclo e nível de ensino
escala Saeb/97 ensino ensino
100 Não significativo Até a metade do 1º Até a metade do 1º ciclo do
ciclo do Ens.Fund. Ens.Fund.
175 Até a metade do 1º Até o final do 1º Até o final do 1º ciclo do
ciclo do Ens.Fund. ciclo do Ens.Fund. Ens.Fund.
250 Até o final do 1º Até o final do 2º Até a metade do 2º ciclo do
ciclo do Ens.Fund. ciclo do Ens.Fund. Ens.Fund.
325 Até o final do 2º Até o final do Ens. Até o final do 2º ciclo do
ciclo do Ens.Fund. Médio Ens.Fund.
400 Até o final do Ens. Além do final do Até o final do Ens. Médio
Médio Ens. Médio

Ao fazer esse tipo de associação, considerou-se o tipo de organização mais


comum no sistema educacional brasileiro – 8 séries no Ensino Fundamental
(subdivididas em dois ciclos, com o 1º ciclo abrangendo as quatro primeiras séries e
o 2º ciclo as demais quatro séries) e 3 séries no Ensino Médio – e também o
desempenho básico ou mínimo mais comumente associado a determinados
momentos da escolarização. Portanto, a relação estabelecida no Quadro 1 não
abarca toda a diversidade que hoje existe na organização do sistema escolar, o que
imprime um caráter apenas aproximativo às análises aqui realizadas.
Este tipo de análise foi facilitado pela utilização da Matriz Curricular de
Referência da Avaliação pelo SAEB/97, que, na medida em que contempla a
diversidade curricular do sistema educacional, tornou possível a apreciação dos
resultados da avaliação nacional em relação ao currículo desenvolvido no País.
Os Gráficos 1 a 9 mostram, para cada série avaliada, a porcentagem de
alunos que ultrapassam cada um dos níveis de proficiência das escalas de
Matemática, Língua Portuguesa e Ciências. O Anexo I, Tabelas 1 a 3, apresenta os
percentuais respectivos por unidade da Federação, sempre por disciplina e série.

11
Gráfico 1: Porcentagem de alunos acima do nível 175 na escala de Matemática.
Brasil e Regiões. 1997

100

80

60

40

20

0 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

4ª EF 55,6 40,5 46,7 61,1 64,3 54,3

8ª EF 94,7 93,9 92,2 94,6 97,9 96,6

3ª EM 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 2: Porcentagem de alunos acima do nível 250 na escala de Matemática.


Brasil e Regiões. 1997

100

80

60

40

20

0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

4ª EF 10,9 3,3 7,3 14,8 10,8 8,9

8ª EF 47,6 35,7 37,4 50,4 55,1 53,8

3ª EM 87,2 83,1 85,3 85,8 93,9 92,0

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 3: Porcentagem de alunos acima dos nível 325 na escala de Matemática.


Brasil e Regiões. 1997

100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

4ª EF 0,3 0,0 0,2 0,5 0,3 0,3

8ª EF 7,6 2,0 6,7 8,6 8,6 6,4

3ª EM 32,2 18,5 34,2 27,7 46,3 43,5

Fonte: MEC/INEP/DAEB

12
Pela análise dos resultados de proficiência em Matemática, pode-se afirmar
que:
• Quanto ao nível de proficiência 175,
as maiores porcentagens de alunos da 4ª série acima desse nível encontram-
se nas regiões Sul e Sudeste, indicando maior efetividade do ensino nessas regiões
do que nas demais e sendo um claro exemplo das desigualdades regionais
brasileiras;
uma vez que o desempenho descrito nesse nível da escala de Matemática
pode ser comparado ao desempenho mínimo esperado para alunos por volta da
metade do 1º ciclo do Ensino Fundamental, os dados indicam que grande parte dos
alunos da 4ª série está aprendendo bem menos do que é proposto nos currículos
para o primeiro ciclo deste nível de ensino (até a 4ª série), uma vez que apenas 56%
dos alunos apresentam desempenho superior ao ali descrito;
na 8ª série, quase todos os alunos demonstram ter adquirido as capacidades
descritas nesse nível, já que a menor porcentagem aparece na região Nordeste,
com 92,2% dos alunos da 8ª série acima deste nível;
na 3ª série do Ensino Médio, as competências descritas no nível 175 já estão
consolidadas, com 100% dos alunos demostrando o seu domínio.
• Quanto ao nível de proficiência 250,
embora esse nível guarde correspondência com as propostas curriculares
para até a 4ª série do Ensino Fundamental, verifica-se que apenas 11% dos alunos
da 4ª série apresentam o desempenho ali descrito. Como era de se esperar, há uma
ampliação do descompasso, já observado no nível 175, entre o desempenho real e o
esperado;
na 8ª série o descompasso também é grande, pois somente cerca da metade
dos alunos (48%) apresentam o desempenho mínimo esperado para os alunos da 4ª
série;
o desempenho descrito nesse nível só aparece de forma consolidada no
Ensino Médio, quando mais de 80% dos alunos da 3ª série o superam.
• Quanto ao nível de proficiência 325,
este nível é bastante elevado para os alunos da 4ª série, praticamente não
havendo alunos dessa série capazes de demonstrar o desempenho a ele associado:
apenas 0,3% dos alunos do País;
embora a expectativa dos currículos para os alunos da 8ª série esteja em
torno desse nível de proficiência, são muito poucos os alunos de 8ª série que
chegam a ultrapassá-lo (apenas 10% do alunado);
cerca de um terço (32%) dos alunos da 3ª série do Ensino Médio superam o
nível 325, o que é muito pouco, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos,
para o final da escolaridade básica.
• Quanto ao nível de proficiência 400,
são raros os alunos da 3ª série do Ensino Médio posicionados acima desse
nível (5,3% no Brasil, 1,1% na região Norte, 6% na região Nordeste, 5% na região
Sudeste, 7% na região Sul e 5,5% na região Centro-Oeste).
O conjunto dos dados aqui apresentados revela que as dificuldades de
ensino e aprendizagem na área de Matemática parecem ter origem no início da
escolarização. Os baixos percentuais de alunos que apresentam o desempenho

13
mínimo esperado na etapa de escolarização em que se encontram podem ser uma
conseqüência das defasagens adquiridas nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

Gráfico 4: Porcentagem de alunos acima do nível 175 na escala de Língua


Portuguesa. Brasil e Regiões. 1997
100

80

60

40

20

0 B ra s il N o rte N o rd e s te S u d e s te Sul C e n tro O es te

4ª EF 4 2 ,0 2 8 ,3 3 2 ,8 4 9 ,5 4 6 ,7 3 6 ,7

8ª EF 9 2 ,1 9 2 ,6 8 9 ,4 9 2 ,2 9 4 ,7 9 4 ,2

3ª EM 9 9 ,2 9 8 ,0 9 9 ,2 9 9 ,1 9 9 ,8 9 9 ,4

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 5: Porcentagem de alunos acima do nível 250 na escala de Língua Portuguesa.


Brasil e Regiões. 1997

100

80

60

40

20

0 B ra s il N o rte N o rd e s te S u d e s te Sul C e n tro O e s te


4ª EF 8 ,8 2 ,9 5 ,9 1 2 ,3 8 ,4 5 ,9
8ª EF 5 1 ,8 4 3 ,6 4 3 ,8 5 3 ,8 5 8 ,6 5 4 ,9
3ª EM 8 0 ,0 7 3 ,2 7 3 ,2 7 9 ,4 8 8 ,5 8 7 ,1

Fonte: MEC/INEP/DAEB
Gráfico 6: Porcentagem de alunos acima do nível 325 na escala de Língua Portuguesa.
Brasil e Regiões. 1997

100

80

60

40

20

0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste
4ª EF 0,0 0,2 0,3 0,2 0,2 0,2
8ª EF 5,9 2,9 4,0 6,5 7,8 5,5
3ª EM 26,3 16,2 24,2 24,6 36,5 30,3

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Em relação aos resultados de proficiência em Língua Portuguesa, pode-se


afirmar que:
• Quanto ao nível de proficiência 100,

14
a grande maioria dos alunos da 4ª série parece ter consolidado o
desempenho mínimo previsto nas propostas curriculares para os alunos até a
metade do 1º ciclo do Ensino Fundamental, que corresponde a esse nível da escala.
• Quanto ao nível de proficiência 175,
esse nível corresponde, em termos curriculares, ao que é proposto até o final
do 1º ciclo do Ensino Fundamental (4ª série). Os dados mostram que menos da
metade dos alunos da 4ª série são capazes de, por exemplo, relacionar informações
dadas em um texto com experiências pessoais e com informações contidas em
outros textos. Era de se esperar que houvesse um número maior de alunos da 4ª
série com desempenho superior ao descrito nesse nível;
na 8ª série do Ensino Fundamental, podem ser considerados satisfatórios os
percentuais de alunos que superam esse nível (entre 89% e 95% dos alunos), sendo
capazes, portanto, de fazer uma leitura direta de textos curtos, retirando informações
e identificando o tema. Apesar da defasagem existente entre o desempenho real e o
esperado pelos currículos, esses dados demonstram a consolidação, na 8ª série, da
aprendizagem básica preconizada pelos currículos para os alunos da 4ª série do
Ensino Fundamental.
• Quanto ao nível de proficiência 250,
esse nível guarda correspondência com o desempenho esperado para os
alunos até o final do 2º ciclo do Ensino Fundamental (8ª série) e, por isso, o pequeno
percentual de alunos da 4ª série que consegue superar esse nível (9% dos alunos
do País) não pode ser considerado baixo;
em termos regionais, somente entre 43,6% e 58% dos alunos da 8ª série do
Ensino Fundamental apresentam um desempenho superior a esse nível, ou seja,
cerca da metade dos alunos da 8ª série ainda não são capazes de ler textos
relativamente longos e complexos;
os resultados da 3ª série do Ensino Médio, onde 73,2% e 88,5% dos alunos
superam o nível de proficiência 250, mostram que a grande maioria dos alunos já é
capaz de ler e compreender textos que usem termos abstratos, períodos longos e
elementos retóricos como a metáfora.
• Quanto ao nível de proficiência 325,
a pouca efetividade do currículo proposto aparece nos resultados da 3ª série
do Ensino Médio, onde 26,3% dos alunos superam esse nível, que reflete aspectos
básicos do desempenho desejável nessa etapa da escolarização;
a variação regional mostra um quadro bastante deficiente e desigual, pois o
maior percentual de alunos da 3ª série do Ensino Médio acima desse nível aparece
na região Sul (36,5%), enquanto que o menor é o da região Norte (apenas 16,2%).
• Quanto ao nível de proficiência 400,
esse nível descreve um desempenho superior ao que pode ser considerado
básico para os alunos da 3ª série do Ensino Médio. Talvez por isso, apenas 1% dos
alunos brasileiros posicionam-se acima dele. Nas regiões Sul, Nordeste e Norte
praticamente não apareceram alunos que demonstrassem dominar as capacidades
descritas nesse nível da escala.

15
Gráfico 7: Porcentagem de alunos acima do nível 175 na escala Ciências. Brasil e
Regiões. 1997
100

80

60

40

20

0
C ent r o
B r as i l N or t e N or de s t e Sud es t e Sul
Oe s t e

4ª E F 5 2, 0 4 3, 0 4 4, 0 5 7, 0 56, 0 52, 0

8ª E F 9 4, 0 9 3, 0 91 , 0 9 4, 0 96, 0 96, 0

3ª E M - B i o l og i a 1 00 , 0 1 00 , 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0

3ª E M - Fís i c a 1 00 , 0 1 00 , 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0

3ª E M - Q uími c a 1 00 , 0 1 00 , 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0 1 0 0, 0

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 8: Porcentagem de alunos acima do nível 250 na escala Ciências. Brasil e


Regiões. 1997

100

80

60

40

20

0
Cent r o
B r asi l Nor t e Nor dest e Sudest e Sul
Oest e

4ª E F 9, 0 4, 0 7, 0 1 2, 0 1 0, 0 7, 0

8ª E F 48, 0 36, 0 39, 0 50, 0 56, 0 52, 0

3ª E M -B i ol ogi a 80, 0 74, 0 76, 0 79, 0 87, 0 87, 0

3ª E M -Físi ca 72, 0 69, 0 70, 0 68, 0 88, 0 83, 0

3ª E M -Quími ca 80, 0 82, 0 81 , 0 76, 0 90, 0 89, 0

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 9: Porcentagem de alunos acima do nível 325 na escala Ciências. Brasil e


Regiões. 1997
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
C e n tro
B r a s il N o r te N o r d e s te S u d e s te Sul
O e s te

4ª EF 0 ,0 0 ,0 0 ,0 0 ,0 0 ,0 0 ,0

8ª EF 7 ,0 3 ,0 5 ,0 8 ,0 7 ,0 8 ,0

3 ª E M - B io lo g ia 3 1 ,0 2 0 ,0 3 1 ,0 2 6 ,0 4 7 ,0 4 0 ,0

3 ª E M - F í s ic a 2 7 ,0 1 9 ,0 2 6 ,0 2 4 ,0 4 2 ,0 3 5 ,0

3 ª E M - Q u ím ic a 2 8 ,0 2 3 ,0 3 1 ,0 2 2 ,0 4 3 ,0 3 6 ,0

Fonte: MEC/INEP/DAEB

16
Observando- se os resultados de proficiência na área de Ciências, pode-se
afirmar que:
• Quanto ao nível de proficiência 100,
nas séries iniciais, a aprendizagem de Ciências apresenta os melhores
resultados, pois praticamente todos os alunos da 4ª série (no mínimo 94%) superam
esse nível da escala de proficiência, que corresponde ao desempenho esperado
para alunos até a metade do 1º ciclo do Ensino Fundamental.
• Quanto ao nível de proficiência 175,
cerca da metade dos alunos da 4ª série e quase todos os alunos da 8ª série
superam esse nível, cuja descrição guarda relação com o desempenho mínimo
esperado ao final das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental.
• Quanto ao nível de proficiência 250,
esse nível, que reflete o desempenho básico esperado para alunos em torno
da metade do 2º ciclo do Ensino Fundamental (6ª série), só é ultrapassado por 48%
dos alunos da 8ª série.
• Quanto ao nível de proficiência 325,
esse nível, que corresponde ao desempenho esperado para alunos por volta
da 8ª série do Ensino Fundamental, não chega a ser alcançado por 10% dos alunos
dessa série;
em termos regionais, no máximo 47% dos alunos da 3ª série do Ensino
Médio ultrapassam esse nível de proficiência.
• Quanto ao nível de proficiência 400,
o percentual de alunos acima desse nível de proficiência diminui
drasticamente a partir do momento em que a área de Ciências se subdivide nas três
disciplinas avaliadas (Biologia, Física e Química);
apenas 2% dos alunos da região Norte, entre 3% e 5% dos alunos das
regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste e 6% dos alunos da região Sul o
superam;
no Brasil, apenas entre 4% e 5% do alunado da 3ª série demonstrou o
desempenho que pode ser associado ao desempenho esperado para alunos que
terminam o Ensino Médio, completando o ciclo de escolaridade básica.
Para o conjunto das disciplinas avaliadas, os dados aqui apresentados
apontam a grande distância que parece existir entre o que é proposto nos currículos
e, por conseqüência, entre o que é esperado em termos de desempenho dos alunos
e o que os alunos de fato estão sendo capazes de aprender e realizar. De maneira
geral, o desempenho dos alunos está aquém do que é preconizado para o momento
de escolaridade que atravessam.
Os resultados apontam uma baixíssima efetividade do ensino e da
aprendizagem nas três disciplinas avaliadas, com as defasagens entre o proposto
pelos currículos e o desempenho real dos alunos acentuado-se principalmente a
partir da segunda metade do Ensino Fundamental e durante o Ensino Médio.
Embora seja essa a situação geral, é possível matizar o quadro e verificar
pequenas nuances nos resultados das diferentes disciplinas.
Nesse sentido, os resultados em Língua Portuguesa e Ciências no Ensino
Fundamental (4ª e 8ª séries) parecem ser um pouco melhores que os de
Matemática, sob dois aspectos: primeiramente, os percentuais de alunos da 4ª série

17
acima dos níveis de proficiência 100 e 175, que correspondem à metade do 1º ciclo
do Ensino Fundamental em Português e Ciências, respectivamente, são maiores do
que os encontrados para Matemática no nível 175, indicando haver maiores
dificuldades no ensino e na aprendizagem de Matemática nas séries iniciais do
Ensino Fundamental; em segundo lugar, também em Ciências e Língua Portuguesa
é maior o percentual de alunos da 8ª série que apresenta o desempenho mínimo
esperado para alunos até a 4ª série (nível 175).
Os dados indicam que garantir a aprendizagem desejável para todos os
alunos é ainda um grande desafio para o sistema educacional brasileiro.
Para superar esse quadro, é preciso continuar buscando o aperfeiçoamento
e uma melhor adequação da formação e da prática dos professores das séries
iniciais do Ensino Fundamental, de forma a ampliar o conhecimento e o uso de
métodos de ensino mais efetivos e inovadores. É fundamental avaliar a qualidade
dos recursos de ensino que estão sendo utilizados e até mesmo rever as propostas
curriculares em vigor, pois somente com base nesse conhecimento é possível definir
e implementar alternativas de intervenção que ampliem os níveis de aprendizagem
em todas as disciplinas avaliadas pelo SAEB/97.

4. Principais resultados do SAEB/97


Neste tópico serão apresentadas as médias de proficiência para o Brasil,
regiões e unidades federadas, os resultados segundo as três redes de ensino
avaliadas, a localização da escola e, também, resultados que associam a média de
proficiência às seguintes características dos alunos: sexo, idade e escolaridade dos
pais.

4.1 As médias de proficiência


Para a comparação das médias de proficiências das 27 unidades da
Federação e das cinco regiões com a média nacional (Brasil), foi construído um
intervalo de confiança (de 95%) para a média de cada unidade federada e de cada
região. Considerando que os valores obtidos em cada UF e região fazem parte da
média nacional, uma simples comparação de médias seria inadequado, pois a
suposição de grupos independentes não é válida.
Assim, considerando a média nacional apenas como um patamar de
referência, a comparação aqui realizada verifica a inclusão deste patamar (média
nacional) no intervalo de confiança da unidade federada ou região que está sendo
testada. Para o cálculo, foi utilizada a correção de Bonferroni (Fisher & Belle, 1993).
As comparações foram na seguinte ordem: todas as unidades federadas com a
média nacional e, posteriormente, todas as regiões com a média nacional.
Os Quadros 2 a 4 apresentam o posicionamento das unidades federadas e
das regiões em relação à média nacional após os resultados das comparações para
cada disciplina e série, e os Gráficos 10 a 12 apresentam, também para cada
disciplina e série, os valores das médias de proficiência das regiões brasileiras.

18
Quadro 2: Matemática - Comparação das Médias de Proficiência das Unidades da
Federação e das Regiões com a Média Nacional, segundo a série. 1997
Disciplina Série Abaixo da Média No mesmo nível da Média Acima da
Nacional Nacional Média
Nacional
4ª série N, NE SE, S, CO MG
Ensino RO, AC, AM, RR, PA, CE, RN, PB, SE, BA, ES, RJ,
Fundam AP, TO, MA, PI, PE, SP, PR, SC, RS, MS, MT, GO,
. AL DF
Matemática 8ª série N, NE SE, CO S
Ensino RO, AC, RR, AP, MA, AM, PA, TO, PI, CE, RN, BA, PR, SC
Fundam PB, PE, AL, SE, MT MG, ES, RJ, SP, RS, MS, GO,
. DF
3ª série N NE, SE S, CO
Ensino RO, AC, AM, RR, PB PA, AP, TO, MA, CE, RN, PE, PI, SE,
Médio AL, BA, ES, RJ, SP, PR, MS, MG, SC,
MT, GO RS, DF

Em Matemática, na 4ª série, somente Minas Gerais posiciona-se acima da


média nacional.
Na 8ª série, os alunos dos estados do Paraná e Santa Catarina e do conjunto
da região Sul superam a média nacional de Matemática.
Na 3ª série do Ensino Médio, as regiões Sul e Centro-Oeste apresentam
média superior à média nacional, assim como os estados do Piauí, Sergipe, Minas
Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal.

Gráfico 10: Proficiência média por série em Matemática


Brasil e Regiões. 1997

400
325
250
175
100 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
4ª EF 187 169 176 195 194 185

8ª EF 250 236 240 253 259 255

3ª EM 307 290 308 302 325 318

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Os valores das médias de proficiência e erro padrão de cada unidade da


Federação são apresentados nas Tabelas 4, 5 e 6 do Anexo I.

19
Quadro 3: Língua Portuguesa - Comparação das Médias de Proficiência das Unidades
da Federação e das Regiões com a Média Nacional, segundo a série. 1997

Disciplina Série Abaixo da Média No mesmo nível da Média Acima da


Nacional Nacional Média
Nacional
4ª série N, NE SE, S, CO PR, SC
Ensino AC, RR, TO, MA, PB, AL, RO, AM, PA, AP, PI, CE, RN,
Fundam. SE, ES PE, BA, MG, RJ, SP, RS, MS,
MT, GO, DF
8ª série N, NE S, CO SE
Língua Ensino RO, AC, AM, RR, PA, AP, PI, CE, PB, BA, ES, RJ, SP, MG
Portuguesa Fundam. TO, MA, RN, PE, AL, SE PR, SC, RS, MS, MT, GO, DF
3ª série N, NE SE, S CO
Ensino RO, AC, RR, SP AM, PA, AP, TO, MA, PI, CE, MG, DF
Médio RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES,
RJ, PR, SC, MS, MT, GO

Os estados brasileiros situados acima da média nacional em Língua


Portuguesa, na 4ª série, são Paraná e Santa Catarina.
Na 8ª série, Minas Gerais e a região Sudeste superam a média nacional em
Língua Portuguesa.
Na 3ª série do Ensino Médio, a região Centro-Oeste, Minas Gerais e o
Distrito Federal posicionam-se acima da média nacional.

Gráfico 11: Proficiência média por série em Língua Portuguesa


Brasil e Regiões. 1997

400

325

250

175

100
B rasil N orte N ordeste S udeste S ul C entro-O este
4ª E F 165 147 153 175 171 160

8ª E F 250 242 241 252 259 254

3ª E M 293 279 285 292 305 301

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Os valores das médias de proficiência e erro padrão de cada unidade da


Federação são apresentados nas Tabelas 7, 8 e 9 do Anexo I.

20
Quadro 4: Ciências - Comparação das Médias de Proficiência das Unidades da
Federação e das Regiões com a Média Nacional, segundo a série. 1997
Disciplina Série Abaixo da Média No mesmo nível da Média Acima da
Nacional Nacional Média
Nacional
4ª série N, NE SE, S, CO MG
Ensino AC, AM, RR, AP, MA, PE RO, PA, TO, PI, CE, RN, PB, AL,
Fundam. SE, BA, ES, RJ, SP, PR, SC, RS,
MS, MT, GO, DF
8ª série N, NE SE S, CO
Ciências Ensino AC, AM, RR, PA, AP, TO, RO, PI, CE, SE, BA, MG, RJ, SP, PR, SC, MS
Fundam. MA, RN, PB, PE, AL, ES RS, MT, GO, DF
3ª série RO, AC, AM, RJ, SP N, NE, SE S, CO
Ensino RR, PA, AP, TO, MA, PI, CE, RN, MG, SC,
Biologia Médio PB, PE, AL, SE, BA, ES, PR, RS, MS, DF
MT, GO
3ª série RO, AC, AM, RR, PB, RJ, N, NE, SE S, CO
Ensino SP PA, AP, TO, MA, PI, CE, RN, PE, MG, SC,
Física Médio AL, SE, BA, ES, PR, MT, GO RS, MS, DF
3ª série RO, AM, RJ, SP N, NE, SE S, CO
Ensino RR, PA, AP, TO, MA, PI, CE, RN, MG, SC,
Química Médio PB, PE, AL, SE, BA, ES, PR, MT, RS, MS, DF
GO

Na 4ª série, em Ciências, mais uma vez o estado de Minas Gerais é o único


que apresenta média superior à média nacional.
Na 8ª série, os estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul e as
regiões Sul e Centro-Oeste situam-se acima da média nacional.
Na 3ª série do Ensino Médio, Ciências foi desdobrada em Física, Química e
Biologia. Nessas três disciplinas, estão acima da média nacional as regiões Sul e
Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul e
o Distrito Federal. O Rio Grande do Sul incorpora-se ao grupo que apresenta médias
superiores à média nacional em Física e Química.

Gráfico 12: Proficiência média por série em Ciências (Biologia, Física e Química)
Brasil e Regiões. 1997

400
325
250
175
100
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

4ª EF-Ciências 181 170 172 187 185 180


8ª EF-Ciências 250 236 240 253 258 255
3ª EM-Biologia 298 284 295 293 318 311
3ª EM-Física 290 279 287 285 312 303
3ª EM-Química 297 291 300 290 315 310

Fonte: MEC/INEP/DAEB

Os valores das médias de proficiência e erro padrão de cada unidade da


Federação são apresentados nas Tabelas 10 a 14 do Anexo I.
Os três gráficos anteriores indicam que, em todas as disciplinas, a distância
entre as médias é sempre maior entre a 4ª e a 8ª séries do Ensino Fundamental do

21
que entre a 8ª série do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio, revelando
maiores ganhos de proficiência durante o Ensino Fundamental do que durante o
Ensino Médio.

4.2 Análise da dispersão das médias de proficiência


Os Gráficos 13 a 26 exibem a dispersão dos resultados de proficiência por
disciplina para o Brasil e regiões, apresentando os percentis 5, 25, 75 e 95 e a
média de proficiência para cada série/disciplina. Isto é, o percentil 5 ilustra o ponto
onde 5% dos alunos demonstraram proficiência inferior a este valor e 95% dos
alunos apresentam valores de proficiência superior a este valor. As Tabelas 4 a 14,
do Anexo I trazem os valores dos percentis.
A medida de dispersão usada nestas interpretações é o comprimento das
barras, calculado pela amplitude (diferença) entre o percentil 95 e 5. Quanto maior o
comprimento das barras, maior a variabilidade, isto é, a heterogeneidade no
desempenho dos alunos. A informação sobre a variabilidade da distribuição das
proficiências pode ser mais um indicador do grau de eqüidade dos sistemas de
ensino: quanto menor for a dispersão da distribuição, maior a homogeneidade e
eqüidade nos resultados obtidos.
A distribuição dos resultados das proficiências dos alunos em 1997 revela
uma dispersão bastante grande em todas as séries e em todas as unidades da
Federação, sempre superior a 100 pontos, o que abrange, no mínimo, 1 nível da
escala de proficiência. Isto é, em cada sistema estadual de ensino, a variação
interna do desempenho dos alunos é tão grande que torna possível a existência de
grupos de alunos que demonstram um desempenho superior a outros grupos em
mais de um nível da escala de proficiência.
Pode-se destacar, ainda, que a amplitude da variação do desempenho dos
alunos da 4ª série e 8ª série do Ensino Fundamental nas três disciplinas é menor do
que a encontrada no Ensino Médio. Mais uma vez fica evidente a grande
heterogeneidade do desempenho dos alunos do Ensino Médio brasileiro.
Em Matemática, as unidades da Federação que apresentam as maiores
variações nos resultados são: SP, MG, BA e DF na 4ª série; SP, MG, CE e PI na 8ª
série; e BA, CE, MG e PI na 3ª série do Ensino Médio.
Em Língua Portuguesa, as unidades da Federação que apresentam maior
heterogeneidade de resultados são: BA, RJ, PE e MG na 4ª série; RS, SE, MG e CE
na oitava série: e AM, RN, PI e CE na 3ª série do Ensino Médio.
Em Ciências, as maiores dispersões aparecem no PR, MG, RJ e CE, na 4ª
série, e PB, RN, SE e CE na 8ª série do Ensino Fundamental.
Na 3ª série do Ensino Médio, para a disciplina Biologia, são os estados da
BA, CE, PI e MG que apresentam maior variação das médias de proficiência. Em
Física, aparecem os estados do PR, CE, PI e MG e, por fim, em Química, os
estados da BA, ES, CE e PI apresentam as maiores variações.

22
Gráfico 13: Percentis da distribuição de proficiência em Matemática, por série.
Brasil e Regiões 1997.

Brasil

3ª série do E.M.

Norte 8ª série do E.F.

4ª série do E.F.

Nordeste

Sudeste

Sul

Centro-Oeste

25 100 175 250 325 400 475

23
Gráfico 14: Percentis da distribuição de proficiência em Língua Portuguesa, por série.
Brasil e Regiões 1997.

Brasil
3ª série do E.M.

8ª série do E.F.

4ª série do E.F.

Norte

Nordeste

Sudeste

Sul

Centro-Oeste

25 100 175 250 325 400 475

24
Gráfico 15: Percentis da distribuição de proficiência em Ciências, por série.
Brasil e Regiões 1997.

3 ª Biologia do E.M.

3ª Física do E.M.

Brasil 3ª Química do E.M.

8ª série do E.F.

4ª série do E.F.

Norte

Nordeste

Sudeste

Sul

Centro-Oeste

25 100 175 250 325 400 475

25
Gráfico 16: Gráfico 17:
Distribuição das proficiências, Distribuição das proficiências,
ordenadas pela média, da 4ª série do ordenadas pela média, da 8ª série do
Ensino Fundamental, em Matemática, Ensino Fundamental, em Matemática,
por unidade federada. 1997 por unidade federada. 1997
MA
RR
AC
AC
AP AL
AL RR
PA TO
MA AM
TO MT
MT AP
AM PE
PE SE
PI PB
RN RN
RO PA
SE RO
ES ES
PB CE
CE BA
BA SP
RJ PI
RS RS
DF GO
MS RJ
GO DF
SP SC
PR MS
SC MG
MG PR

25 100 175 250 325 400 475 25 100 175 250 325 400 475

Fonte: MEC/INEP/DAEB Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 18:
Distribuição das proficiências,
ordenadas pela média, da 3ª série do
Ensino Médio, em Matemática, por
unidade federada. 1997
AP
RR
RJ
RO
PA
AC
TO
MA
AM
MT
AL
PE
RN
PR
MS
ES
CE
GO
SE
PI
SC
BA
DF
RS
MG
25 100 175 250 325 400 475

Fonte: MEC/INEP/DAEB

26
Fonte: MEC/INEP/DAEB
Gráfico 19:
Distribuição das proficiências, Gráfico 20:
ordenadas pela média, da 4ª série do Distribuição das proficiências,
Ensino Fundamental, em Língua ordenadas pela média, da 8ª série do
Portuguesa, por unidade federada. Ensino Fundamental, em Língua
1997 Portuguesa, por unidade federada.
1997
RR
AC
AL
AP MA
AL AC
PA
TO
MA
RR
TO RN
MT SE
AM
AM
PE MT
PI ES
RN PB
RO
PE
SE AP
ES
PI
PB
RO
CE
CE
BA
BA
RJ
SP
RS
PA
DF
MG
MS
GO
GO
MS
SP SC
PR
RS
SC
RJ
MG
DF
25 100 175 250 325 400 475 PR
Fonte: MEC/INEP/DAEB 25 100 175 250 325 400 475
Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 21:
Distribuição das proficiências,
ordenadas pela média, da 3ª série do
Ensino Médio, em Língua Portuguesa,
por unidade federada. 1997

AC
AP
AM
MA
RR
PB
RN
AL
TO
RJ
RO
PE
PA
SP
MT
CE
PI
BA
SE
MS
SC
PR
GO
ES
DF
RS
MG

25 100 175 250 325 400 475

27
Gráfico 22: Gráfico 23:
Distribuição das proficiências, Distribuição das proficiências,
ordenadas pela média, da 4ª série do ordenadas pela média, da 8ª série do
Ensino Fundamental, em Ciências, por Ensino Fundamental, em Ciências,
unidade federada. 1997 por unidade federada. 1997

RR AC
AC AL
PE MA
MA TO
AP AP
MT AM
AL RR
PA MT
RO PE
ES RN
SE PB
AM SE
CE PA
TO RO
RN ES
PI BA
RJ CE
BA SP
MS PI
PB RS
RS DF
DF MS
PR GO
SP SC
GO MG
SC RJ
MG PR
25 100 175 250 325 400 475 25 100 175 250 325 400 475

Fonte: MEC/INEP/DAEB Fonte: MEC/INEP/DAEB

28
Gráfico 24: Gráfico 25:
Distribuição das proficiências, Distribuição das proficiências,
ordenadas pela média, da 3ª série do ordenadas pela média, da 3ª série do
Ensino Médio, em Biologia, por Ensino Médio, em Física, por unidade
unidade federada. 1997 federada. 1997
RR RJ
RJ RR
AC AL
MA
AP
AC
TO
AM
AM
PB
AL RO
MA SP
PB TO
MT AP
PE PE
RN RN
PA
SP
PE
SE
RN
RO
PA
CE MT
PR SE
MS CE
PI GO
SE MS
GO PR
BA
BA
PI
SC
ES
ES SC
DF DF
RS RS
MG MG

25 100 175 250 325 400 475 25 100 175 250 325 400 475

Fonte: MEC/INEP/DAEB Fonte: MEC/INEP/DAEB

Gráfico 26:
Distribuição das proficiências,
ordenadas pela média, da 3ª série do
Ensino Médio, em Química, por
unidade federada. 1997

RJ
RR
AL
MA
AC
AM
PB
RO
SP
TO
AP
PE
RN
PA
PE
RN
PA
MT
SE
CE
GO
MS
PR
BA
PI
ES
SC
DF
RS
MG
25 100 175 250 325 400 475
Fonte: MEC/INEP/DAEB

29
4.3 Média de proficiência segundo a localização (capital e interior)
A proficiência média dos alunos da capital, em todas as séries, disciplinas e
regiões, é mais elevada que a proficiência média dos alunos do interior.
Quando se observa os dados por região, verifica-se que as desigualdades
regionais permanecem, já que, por exemplo, as proficiências dos alunos da 4ª série
da capital nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em todas as disciplinas, são
menores que as proficiências médias dos alunos do interior da região Sudeste, que
obtiveram a maior média no interior, dentre todas as regiões.
Com relação à 8ª série, constata-se que os alunos do interior da região Sul
tiveram um desempenho melhor que os alunos da capital nas regiões Norte e
Nordeste.
Na 3ª série do Ensino Médio, em Língua Portuguesa, Física e Química, os
alunos do interior da região Sul também obtiveram melhores resultados que os
alunos da capital das regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
No Anexo II encontram-se gráficos e tabelas com todos os dados aqui
citados.

4.4 Média de proficiência segundo a zona (urbana e rural)


Nesse tópico não são apresentados dados para a região Norte, porque no
SAEB/97 não foram pesquisados alunos da zona rural dessa região.
Com base nos gráficos e tabelas do Anexo II, verifica-se que, em qualquer
série ou disciplina avaliada pelo SAEB/97, as médias de proficiência da zona urbana
são sempre superiores às da zona rural. De outro lado, os alunos da zona rural da
região Nordeste apresentam sempre as menores médias.
A disparidade regional é tão acentuada que, na 4ª série, em Matemática, os
alunos da zona rural da região Sul (com uma média de 181, a maior da zona rural)
superam a média alcançada pelos alunos da zona urbana da região Norte em 12
pontos. Em Língua Portuguesa observa-se o mesmo, só que a diferença entre as
médias é menor.
Nas demais séries e disciplinas o quadro é muito semelhante.

4.5 Média de proficiência segundo a rede de ensino (municipal, estadual e


particular)
As médias de proficiência obtidas pelos alunos das redes de ensino
avaliadas, segundo os gráficos e tabelas apresentados no Anexo II, revelam que os
alunos da rede particular de ensino, em todas as séries, disciplinas e regiões,
apresentam proficiências mais elevadas do que os alunos da rede pública (estadual
e municipal).
As diferenças de médias entre a rede estadual e a municipal é muito
pequena, na maioria dos casos.

4.6 Média de proficiência segundo o gênero (masculino e feminino)


Os dados de Matemática e Ciências (incluindo Biologia, Física e Química)
para as três séries avaliadas mostram que, no Brasil e em todas as suas regiões, os

30
meninos apresentam médias de proficiência levemente superiores às alcançadas
pelas meninas.
No entanto, há uma situação diferente na 3ª série do Ensino Médio, pois as
médias de Matemática das alunas somente foram inferiores às dos alunos na região
Nordeste. Na região Norte a média foi a mesma e nas outras três regiões as alunas
superaram os alunos.
Em Língua Portuguesa a situação se inverte, e as meninas alcançam médias
um pouco superiores às dos meninos praticamente em todas as séries e disciplinas.
Somente na 3ª série do Ensino Médio se observa uma situação de igualdade na
região Norte e um desempenho feminino mais baixo na região Nordeste.
No Anexo II encontram-se gráficos e tabelas com todos os dados aqui
citados.

4.7 Média de proficiência segundo a idade


Confirmando tendências apontadas em levantamentos anteriores, a
proficiência dos alunos da 4ª série diminui à medida em que avança a idade. Isto
ocorreu em todas as regiões e em todas as disciplinas avaliadas.
A queda da média de proficiência aparece associada ao aumento da
distorção idade-série também na 8ª série do Ensino Fundamental e na 3ª série do
Ensino Médio, em todas as disciplinas avaliadas.
Diversos estudos vêm mostrando que alunos que cursam uma série com
idade superior à considerada ideal têm maiores probabilidades de apresentar
diminuição no seu desempenho. Algumas das hipóteses explicativas desse
fenômeno dizem que o fato de os alunos cursarem uma série na idade adequada
possibilita-lhes uma série de vantagens de ordem psicológica, emocional, física e
pedagógica. Em relação ao aspecto pedagógico, ressaltam a utilização, pelos
professores, de metodologias e materiais de ensino próprios à idade ideal.
Esse último aspecto merece ser profundamente discutido por aqueles que
trabalham com a formação de professores e os que elaboram e produzem materiais
de ensino. Parece ser fundamental que a formação de professores, a produção e a
seleção de materiais de ensino devem ser compatíveis e adequadas à realidade dos
alunos, uma vez que o sistema educacional brasileiro apresenta uma das maiores
taxas de distorção idade-série do mundo.
No Anexo II encontram-se gráficos e tabelas com os dados aqui citados.

4.8 Média de proficiência segundo a escolaridade dos pais e a rede de ensino


Observando-se os gráficos e tabelas do Anexo II, nota-se que existe uma
tendência de crescimento das médias de proficiência dos alunos à medida que se
eleva o grau de escolarização do pai e da mãe, em todas as séries, disciplinas e nas
três redes de ensino.
No entanto, as médias dos alunos que estudam na rede particular são mais
elevadas dos que nas demais redes.
Os resultados para a 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental mostram que
quase não há diferença entre a rede estadual e a municipal, quando se observa o
desempenho dos alunos cujos pais têm a mesma escolaridade. Na 3ª série do
Ensino Médio há alguns casos em que alunos da rede municipal apresentam
desempenhos superiores aos da rede estadual.

31
Esses resultados reafirmam o vínculo que existe entre a escolaridade dos
pais, que reflete, em grande medida, as condições socioeconômicas da família, e a
proficiência dos alunos.
No Anexo II encontram-se gráficos e tabelas com todos os dados aqui
citados.

4.9 Média de proficiência segundo características selecionadas dos alunos e


dos professores
Para efeito da discussão dos resultados e de sua apresentação gráfica,
foram selecionadas algumas variáveis dos questionários respondidos pelos alunos e
professores no SAEB/97. A seleção dessas variáveis foi orientada por critérios de
incidência de respostas, possibilidades de estabelecer relações com a proficiência e
potencial para embasar a discussão de políticas e estratégias de intervenção na
realidade escolar.
É importante chamar a atenção para que a leitura dos resultados
apresentados não conduza a interpretações simplistas ou inferências de causa e
efeito, entre uma variável considerada isoladamente e o valor a ela correspondente.
A complexidade do fenômeno de aprendizagem e a sua multicausalidade devem
estar sempre presentes, evitando reducionismos que conduziriam a interpretações
errôneas de certos dados.

4.9.1 Média de proficiência em Matemática segundo características


selecionadas dos alunos de 4ª série do Ensino Fundamental
Considerando a idade dos alunos da 4ª série que fizeram a prova de
Matemática, 39% dos alunos encontram-se com 10 anos, idade correta para a série,
e apresentam a melhor média de proficiência. À medida que aumenta a relação
idade-série, a proficiência decresce, sugerindo que essa defasagem pode ser
proveniente de abandono ou reprovação e reforçando a tese de que a idade tem
uma associação positiva com a proficiência.

Gráfico 27: Qual é a sua idade?

S.I. Outras 164

14 5,0 14 anos 169

8,3 13 anos 163


13

11,6 12 anos 168


12
11 anos 180
11 19,7
10 anos 204
10 39,0
9 anos 200
9 8,6

Freqüência Proficiência média em Matemática

Mais de 45% dos alunos da 4ª série se consideram brancos(as) e 37,8%


pardos(as). Conforme já apontado em outros estudos, no Brasil e no exterior, a
proficiência dos que se consideram brancos é maior. Outras variáveis sociais e
econômicas devem ser associadas à cor para explicar essa diferença.

32
Gráfico 28: Como você se considera.

S.I. 0,9 S.I. 160

Indígena 3,1 Indígena 186

Amarelo(a) 4,3 Amarelo(a) 185

Negro(a) 8,2 Negro(a) 165

Pardo(a)/mulato(a) 37,8 Pardo(a)/mulato(a) 185

Branco(a) 45,7 Branco(a) 193

Freqüência Proficiência média em Matemática

Em relação à escolaridade do pai e da mãe, um grande percentual de


respostas dos alunos da 4ª série do Ensino Fundamental recaiu na opção "não sei",
34,9% e 24,9% respectivamente. Este resultado era previsível, pois é muito comum
que alunos muito jovens não conheçam a escolaridade dos pais.
Mesmo assim, observa-se que as médias de proficiências crescem à medida
que aumenta o grau de escolaridade dos pais.

Gráfico 29: Qual o nível de instrução do seu pai?

S.I. 0,6 S.I. 163

G 34,9 G 186

F 1,8 F 229

E 6,9 E 226

D 10,5 D 191

C 185
C 16,0
B 180
B 21,7
A 161
A 7,5

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
(A) Nunca freqüentou a escola (E) Superior
(B) Ensino Fundamental - 1ª a 4ª série (F) Pós-Graduação
(C) Ensino Fundamental - 5ª a 8ª série (G) Não sei
(D) Ensino Médio (2º Grau)

33
Gráfico 30: Qual o nível de instrução de sua mãe?

S.I. 0,8
S.I. 177
G 24,9
G 185
F 2,0
F 229
E 7,7
E 221
D 11,6 D 191

C 19,6 C 186

B 27,1 B 180

A 6,3 A 165

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
(A) Nunca freqüentou a escola (E) Superior
(B) Ensino Fundamental - 1ª a 4ª série (F) Pós-Graduação
(C) Ensino Fundamental - 5ª a 8ª série (G) Não sei
(D) Ensino Médio (2º Grau)

A maioria dos alunos da 4ª série respondeu negativamente às indagações


sobre abandono da escola por algum período (86,2%) e repetência de ano (60,9%).
Nesses dois casos, as médias de proficiência foram as mais altas, indicando que o
abandono e a reprovação estão associados a médias mais baixas.

Gráfico 31: Você já deixou de freqüentar a escola em algum período?

S.I. 0,4 S.I. 164

F 86,2 F 189

E 2,1 E 176

D 0,9 D 171

C 1,6 C 173

B 2,5 B 166

A 6,4 A 169

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
A) Sim, por 1 ano D) Sim, por 4 anos.
B) Sim, por 2 anos E) Sim, por mais de 4 anos.
C) Sim, por 3 anos F) Não

34
Gráfico 32: Você já repetiu de ano?

S.I. 0,3 S.I. 166

E 1,4 E 163

D 164
D 4,4

C 165
C 10,9

B 172
B 22,8

A 198
A 60,9

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
A) Não D) Sim, 3 vezes.
B) Sim, 1 vez. E) Sim, mais de 3 vezes.
C) Sim, 2 vezes.

Segundo o Gráfico 32, a seguir, pais e filhos costumam conversar sobre o


que ocorre na escola, sendo esse o grupo de alunos com maior proficiência.
Gráfico 33: Você costuma conversar em casa sobre o que acontece na escola?

S.I. 0,7 S.I. 163

E 11,8 E 173

D 1,9 D 174

C 11,2 C 185

B 8,6 B 182

A 65,8 A 190

Freqüência Proficiência média em Matemática


Legenda
(A) Sim, quase todos os dias. (D) Sim, só no final do ano.
(B) Sim, só uma vez por semana. (E) Não converso.
(C) Sim, só quando recebo as notas.

As três questões comentadas a seguir referem-se ao uso de computador e


trazem resultados interessantes. Não sabem usar computador cerca de 68,1% dos
alunos de 4ª série, contra 29,3% que declararam saber. A proficiência desses
últimos é muito maior que a dos primeiros. Associados a esses dados, computador
em casa é um bem possuído por apenas 13,4% dos alunos, cuja proficiência é
também maior do que a daqueles que não o possuem.
Da mesma forma, o uso de computador na escola (11,5% dos alunos) parece
estar associado a ganhos na proficiência dos alunos.

35
Gráfico 34: Você sabe usar um computador?

S.I. 2,6 S.I. 161

Não 68,1 Não 179

Sim 29,3 Sim 207

Freqüência Proficiência média em Matemática


Legenda
(A) Sim (B) Não

Gráfico 35: Você possui computador em casa?

S.I. 2,8 S.I. 165

Não 83,9 Não 183

Sim 13,4 Sim 213

Freqüência Proficiência média em Matemática


Legenda
(A) Sim (B) Não

Gráfico 36: Você usa o computador da escola?

S.I. 2,6 S.I. 164

C 40,1 C 179

B 45,8 B 186

A 11,5 A 221

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
(A) Sim (B) Não (C) A minha escola não tem computador.

Os grandes motivos de permanência do aluno de 4ª série na escola são, por


ordem de prioridade, "ser importante para o futuro", respondido por 59,8% dos
alunos que apresentam a proficiência mais alta, e "gostar de estudar", assinalado
por 31,8%. Curiosamente, o gosto pelo estudo considerado isoladamente não
parece estar associado a maiores ganhos na proficiência.

36
Gráfico 37: Você está na escola porque:

S.I. 3,1 S.I. 167

G 0,3 G 178

F 59,8 F 194

E 1,6 E 182

D 0,1 D ND

C 1,0 C 170

B 1,9 B 179

A 31,8 A 176

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
(A) gosta de estudar. (E) é obrigado(a).
(B) gosta da escola. (F) é importante para o futuro
(C) gosta dos colegas. (G) quer ficar fora de casa.
(D) tem merenda.

4.9.2 Média de proficiência em Ciências segundo características selecionadas


dos alunos de 8ª série do Ensino Fundamental

Os alunos da 8ª série que responderam aos testes de Ciências responderam


também a um questionário que continha 30 questões, das quais algumas foram
selecionadas para serem aqui comentadas.
Somente um terço dos alunos da 8ª série estão com 14 anos, a idade correta
para a série; cerca de 20% têm 15 anos, e as maiores médias de proficiência
recaem nesses grupos.

Gráfico 38: Qual é a sua idade?

18 anos 6 Outras 225

18 anos 224
17 anos 8,6

17 anos 231
16 anos 12,5
16 anos 238
15 anos 19,1
15 anos 246

14 anos 32,5
14 anos 273

13 anos 5,4 13 anos 282

Freqüência Proficiência média em Ciências

Houve mais alunos de 8ª série do sexo feminino respondendo aos testes de


Ciências do SAEB/97 do que alunos do sexo masculino, podendo observar-se que a
proficiência dos meninos é maior.

37
Gráfico 39: Gênero

S.I. 0,6 S.I. 218

Feminino 244
Feminino 55,2

Masculino 257
Masculino 44,1

Freqüência Proficiência média em Ciências

Mais de 53% dos alunos declararam se considerar brancos e mais de 32%,


pardos. Novamente, a proficiência dos que se consideram brancos é mais alta que a
dos demais.
Gráfico 40: Você se considera

S.I. 0,8 S.I. 222

Indígena 2,5 Indígena 247

Amarelo(a) 5,3 Amarelo(a) 254

Negro(a) 5,5 Negro(a) 227

Pardo(a)/mulato(a) 32,1 Pardo(a)/mulato(a) 241

Branco(a) 257
Branco(a) 53,7

Freqüência Proficiência média em Ciências

Com relação às perguntas sobre o nível de instrução do pai e da mãe, os


alunos da 8ª série que têm pais com nível superior e pós-graduação obtiveram
proficiência maior que os outros, conforme ocorreu com os alunos da 4ª série.

38
Gráfico 41: Qual o nível de instrução de seu pai?

S.I. 1,0 S.I. 224

G 15,3 G 241

F 5,7 F 289

12,6 E 283
E
D 258
D 16,5
C 243
C 18,9
B 236
B 23,3
A 221
A 6,4

Freqüência Proficiência média em Ciências

Gráfico 42: Qual o nível de instrução de sua mãe?

S.I. 1,0 S.I. 226

G 8,3 G 243

F 4,5 F 287

E 282
E 11,1
D 262
D 19,2
C 244
C 22,4
B 234
B 26,6
A 223
A 6,6

Freqüência Proficiência média em Ciências

Legenda dos gráficos 40 e 41


(A) Nunca freqüentou a escola. (E) Superior.
(B) Ensino Fundamental (1º Grau) 1ª à 4ª série. (F) Pós-Graduação.
(C) Ensino Fundamental (1º Grau) 5ª à 8ª série. (G) Não sei.
(D) Ensino Médio (2º Grau).

Da 8ª para a 4ª série diminui em quase 10 pontos percentuais o número de


alunos que conversa freqüentemente em casa sobre a escola, embora não se
percebam variações significativas na média de proficiência entre esses e os que
assinalaram opções diferentes, inclusive o "não converso".

39
Gráfico 43: Você costuma conversar em casa sobre o que acontece na escola?

S.I. 0,6 S.I. 248

E 13,5 E 209

D ND
D 3,1

C 240
C 13,3

B 234
B 14,2

A 252
A 55,2

Freqüência Proficiência média em Ciências


Legenda
(A) Sim, quase todos os dias. (D) Sim, só no final do ano.
(B) Sim, só uma vez por semana. (E) Não converso.
(C) Sim, só quando recebo as notas.

Quase a metade dos alunos disseram saber usar o computador, embora


77,2% afirmem não possuir computador em casa e uma minoria (12,4%) use tal
equipamento na escola. Saber usá-lo, tê-lo em casa e usá-lo na escola está
relacionado aos alunos que apresentam maior média de proficiência.

Gráfico 44: Você sabe usar um computador?

S.I. 1,1 S.I. 205

Não 52,5 Não 239

Sim 46,1 Sim 263

Freqüência Proficiência média em Ciências

Gráfico 45: Você possui computador em casa?

S.I. 1,2 S.I. 210

Não 77,2 Não 243

Sim 21,6 Sim 275

Freqüência Proficiência média em Ciências

40
Gráfico 46: Você usa o computador da escola?

S.I. 1,5 S.I. 221

C 36,7 C 242

B 49,2 B 247

A 12,4 A 287

Freqüência Proficiência média em Ciências


Legenda
(A) Sim (B) Não (C) A minha escola não tem computador.

Da mesma forma que acontece com os alunos de 4ª série, os alunos da 8ª


série do Ensino Fundamental consideram a principal razão para estar na escola a
sua importância para o futuro (77,4%).

Gráfico 47: Você está na escola porque:

S.I. 1,1 S.I. 212


G 0,8 G 201
F 77,4 F 252
E 2,0 E 237
D 0,4 D ND
C 1,1 C 251
B 1,2 B 247
A 15,3 A 246

Freqüência Proficiência média em Ciências


Legenda
(A) gosta de estudar. (E) é obrigado(a).
(B) gosta da escola. (F) é importante para o futuro.
(C) gosta dos colegas. (G) quer ficar fora de casa.
(D) tem merenda.

4.9.3 Média de proficiência em Língua Portuguesa segundo características


selecionadas dos alunos de 3ª série do Ensino Médio

Mais de 44% dos alunos de 3ª série do Ensino Médio estão com 16-17 anos,
sendo estes os alunos que exibem a maior média de proficiência. A não existência
de defasagem idade-série, já observada nas séries anteriores, corresponde à maior
média de proficiência. Estudos anteriores (Barbosa, 1979; Ribeiro, 1981), realizados
no final da década de 70 e publicados em início de 80, sobre as variáveis preditoras
de sucesso no exame vestibular, encontraram a idade de 17 anos como uma das
três variáveis que melhor prediziam a chance de ingresso na universidade. A idade
também foi uma das variáveis preditoras de desempenho do aluno no estudo
realizado pela Fundação Carlos Chagas com base nos dados da Avaliação dos
Concluintes de Ensino Médio (ACEM), realizada em 1997 pelo MEC/INEP e sete
Secretarias Estaduais de Educação.

41
Gráfico 48: Qual é a sua idade?

S.I. S.I. 266

21 anos 4,4 21 anos 261

20 anos 7,3 20 anos 277

19 anos 275
19 anos 11,2
18 anos 288
18 anos 18,4
17 anos 311
17 anos 36,4
16 anos 321
16 anos 8,2

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Há predominância de alunos do sexo feminino na 3ª série do Ensino Médio,


com as mulheres obtendo uma média ligeiramente superior à dos homens.

Gráfico 49: Gênero

Feminino 61,2 Feminino 295

Masculino 38,2 Masculino 290

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Do total de alunos, 60,1% se consideram brancos(as) e 26,8% pardos(as).


Mais uma vez, os alunos que se consideram brancos obtêm média de proficiência
mais alta do que os demais.

Gráfico 50: Você se considera

Indígena 2,1 Indígena 282

Amarelo(a) 5,8 Amarelo(a) 291

Negro(a) 279
Negro(a) 4,5

Pardo(a)/mulato(a) 282
Pardo(a)/mulato(a) 26,8

Branco(a) 299
Branco(a) 60,1

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Dos pais dos alunos, 16,4% possuem nível superior, assim como 14,6% das
mães. As médias de proficiência destes alunos e dos que têm pais com nível de
instrução mais alto (pós-graduação) são maiores.

42
Gráfico 51: Qual o nível de instrução do seu pai?

S.I. 0,8 S.I. 267

G 5,7 G 267

F 3,8 F 327

E 16,4 E 320

D 21,7 D 301

C 18,8 C 284

B 28,6 B 281

A 4,2 A 267

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Gráfico 52: Qual o nível de instrução da sua mãe?

G 2,2 G 266

F 3,5 F 323

E 14,6 E 316

D 23,2 D 306

C 20,6 C 283

B 31,0 B 279

A 4,2 A 271

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa


Legenda dos gráficos 47 e 48
(A) Nunca freqüentou a escola. (E) Superior.
(B) Ensino Fundamental – 1ª a 4ª série. (F) Pós-graduação.
(C) Ensino Fundamental – 5ª a 8ª série. (G) Não sei.
(D) Ensino Médio (2º Grau).

Dos estudantes da 3ª série do Ensino Médio, 40,8% declararam não saber


usar o computador, 73,3% não o possuir em casa, e 64,1% não o utilizar na escola.
As respostas afirmativas a essas três questões estão associadas aos alunos
que apresentam médias mais altas de proficiência.

Gráfico 53: Você sabe usar um computador?

Não 40,8 Não 283

Sim 58,7 Sim 299

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

43
Gráfico 54: Você possui computador em casa?

S.I. 0,5 S.I. 259

Não 73,3 Não 286

26,2 Sim 311


Sim

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa


Gráfico 55: Você usa o computador da escola?

S.I. 1,0 S.I. 267

C 25,5 C 283

B 295
B 64,1

A 307
A 9,3

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Legenda
(A) Sim (B) Não (C) A minha escola não tem computador.

Quando perguntados sobre suas razões para permanecer na escola,


somente 12,7% afirmam que a freqüentam porque gostam de estudar, enquanto
81,9% o fazem por seu valor instrumental.

Gráfico 56: Você está na escola porque:

S.I. 0,7 S.I. 259


G 0,9 G ND
F 81,9 F 293
E 1,3 E 271
D 0,2 D ND
C 1,0 C ND
B 1,0 B 259
A 12,7 A 296

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Legenda
(A) gosta de estudar. (E) é obrigado(a).
(B) gosta da escola. (F) é importante para o futuro.
(C) gosta dos colegas. (G) quer ficar fora de casa.
(D) tem merenda.

44
4.9.4 Média de proficiência em Matemática segundo características
selecionadas dos professores da 4ª série do Ensino Fundamental
Serão aqui comentados os resultados de apenas algumas das variáveis
constantes do questionário do professor. Como era de se esperar, 90% dos
professores de 4ª série são do sexo feminino.

Gráfico 57: Gênero

90
190
186

175

3,6 6,1

Feminino Masculino S.I. Feminino Masculino S.I.

Freqüência Proficiência média em Matemática

O nível de escolaridade completo de 51% dos professores de 4ª série do


Ensino Fundamental cujos alunos responderam aos testes é o de Ensino Médio -
Magistério, enquanto 26%, um percentual expressivo, declararam possuir grau
superior, Licenciatura, além de mais 5% que declararam possuir outro curso
superior. Uma surpreendente diferença ocorre na média da proficiência dos alunos
que têm professores de nível superior, mas que não são oriundos de Licenciatura.

Gráfico 58: Qual seu nível de escolaridade completo?

207
51,0

186 193 195 188


170 180
166 163

26,0

4,4 5,1 4,3

0,3
1,4 0,8 1,0 A B C D E F G H S.I.
A B C D E F G H SI

Freqüência Proficiência média em Matemática

Legenda
(A) Nenhum (E) Ensino Médio - Outros
(B) Ensino Fundamental – 4ª série (F) Superior - Licenciatura
(C) Ensino Fundamental – 8ª série (G) Superior - Outros
(D) Ensino Médio - Magistério (H) Pós-Graduação

45
A maioria dos professores declarou que participou, em 1997, de cursos de
treinamento, capacitação ou atualização.

Gráfico 59: Você participou de cursos de capacitação, treinamento ou atualização na


sua área específica de atuação em 1997?
66 189
187

25 178

9,1

Sim Não S.I. Sim Não S.I.

Freqüência Proficiência média em Matemática

Mais da metade dos professores informa que trabalha de 20 a 30 horas


semanais na escola e 30% deles, de 31 a 40 horas.

Gráfico 60: Qual é sua carga horária nesta escola?

53 203

189 191
188
30
179 180
177

5 3,9 6,2
0,85 0,61

Menos de De 20 a 30 De 31 a 40De 41 a 50De 51 a 60 Mais de S.I. Menos de De 20 a 30 De 31 a 40De 41 a 50De 51 a 60 Mais de S.I.
20 horas horas horas horas horas 60 horas 20 horas horas horas horas horas 60 horas

Freqüência Proficiência média em Matemática

A faixa salarial de R$ 361,00 a R$ 840,00 é percebida por 47% dos


professores de 4ª série (Matemática) enquanto um percentual de 3,9% declara
receber menos que R$ 120,00.

Gráfico 61: Qual é o seu salário bruto como professor(a) desta escola?

27
253
219
20 193 204 194
173 174 182
15 15 163 155

9
7,1
3,9
2,5
0,87 0,01

A B C D E F G H I S.I. A B C D E F G H I S.I.

Freqüência Proficiência média em Matemática


Legenda
(A) Menos de R$ 120,00 (F) De R$ 841,00 a R$ 1.200,00
(B) De R$ 120,00 a R$ 240,00 (G) De R$ 1.201,00 a R$ 1.800,00
(C) De R$ 241,00 a R$ 360,00 (H) De R$ 1801,00 a R$ 2.400,00
(D) De R$ 361,00 a R$ 480,00 (I) Mais de R$ 2.400,00
(E) De R$ 481 a R$ 840,00

46
Um percentual de 70% dos professores informou que seu desempenho no
trabalho seria ajudado pela promoção de programas de recuperação paralela e 80%
declarou que teriam seu trabalho melhorado se houvesse maior disponibilidade de
material pedagógico.

Gráfico 62: O que a escola deveria promover para ajudá-lo no desempenho de seu
trabalho? Programas de recuperação paralela.

70
190

186

184
17
12

Sim Não S.I. Sim Não S.I.

Freqüência Proficiência média em Matemática

Gráfico 63: O que a escola deveria promover para ajudá-lo no desempenho de seu
trabalho? Disponibilizar material pedagógico adequado e em quantidade suficiente.

80 207

190

183

8,8 11

Sim Não S.I. Sim Não S.I.

Freqüência Proficiência média em Matemática

Numa estimativa do número de alunos que o professor acha que será


aprovado ao final do ano letivo, 12% responderam "todos os alunos", enquanto 48%
esperam conseguir aprovação de 90 a 99% dos alunos. Essas duas expectativas
parecem coincidir com as médias de proficiências mais altas dos alunos.

Gráfico 64: Quantos dos seus alunos você acha que serão aprovados neste ano?

48 210 200
188
172 164 175

22
12 9,4 7,5
0,82

Todos os De 90 a De 80 a De 50 a Menos de S.I. Todos os De 90 a De 80 a De 50 a Menos de S.I.


alunos 99% 89% 79% 50% alunos 99% 89% 79% 50%

Freqüência Proficiência média em Matemática

47
4.9.5 Média de proficiência em Língua Portuguesa segundo características
selecionadas dos professores da 3ª série do Ensino Médio
Dos professores de Língua Portuguesa de 3ª série do Ensino Médio, 67%
são do sexo feminino e 28% do sexo masculino.
Gráfico 65: Gênero
298
67
290

279
28

Feminino Masculino S.I. Feminino Masculino S.I.

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

Enquanto 53% dos professores declaram ter participado de cursos de


treinamento, capacitação e atualização, 40% não realizaram nenhuma dessas
atividades. É interessante notar que esta variável parece não ter nenhuma influência
no nível de proficiência dos alunos.
Gráfico 66: Você participou de cursos de capacitação, treinamento ou atualização na
sua área específica de atuação em 1997?

53
295

40 291

279

7,1

Sim Não S.I. Sim Não S.I.

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

A faixa salarial que obteve o maior percentual de resposta foi de R$ 481,00 a


R$ 840,00, escolhida por 33% dos professores.
Gráfico 67: Qual é o seu salário bruto como professor(a) desta escola?
33
320 336
318
280 284 286 283 295 282
23 262

11
9,4
4,7 5,2 5,5
3,1 3,8
0,61

A B C D E F G H I S.I. A B C D E F G H I S.I.

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa


Legenda
(A) Menos de R$ 120,00 (F) De R$ 841,00 a R$ 1.200,00
(B) De R$ 120,00 a R$ 240,00 (G) De R$ 1.201,00 a R$ 1.800,00
(C) De R$ 241,00 a R$ 360,00 (H) De R$ 1801,00 a R$ 2.400,00
(D) De R$ 361,00 a R$ 480,00 (I) Mais de R$ 2.400,00
(E) De R$ 481 a R$ 840,00

48
A expectativa de 54% dos professores de 3ª série é que entre 90 a 99% dos
alunos sejam aprovados. O dado mostra que, quanto maior a expectativa dos
professores, melhores são as médias alcançadas pelos alunos.
Gráfico 68: Quantos dos seus alunos você acha que serão aprovados neste ano?
54
293
292 292 292

290 290
17
14
8,6 5,7
1,1

Todos os De 90 a De 80 a De 50 a Menos de S.I. Todos os De 90 a De 80 a De 50 a Menos de S.I.


alunos 99% 89% 79% 50% alunos 99% 89% 79% 50%

Freqüência Proficiência média em Língua Portuguesa

5. Considerações finais
Os resultados do SAEB/97sobre a proficiência dos alunos apontam, em
síntese, a existência de dois tipos de problemas relacionados à qualidade da
aprendizagem no nosso País: o primeiro refere-se à grande heterogeneidade de
resultados de desempenho existente nos sistemas estaduais de ensino, que parece
ser mais um fator de desigualdade do que de simples diferenciação, na medida em
que a dimensão das diferenças significa, para os alunos que apresentam
desempenhos mais baixos, a oferta de oportunidades de aprendizagem menos
efetivas do que aquelas proporcionadas aos alunos que apresentam desempenhos
mais altos; o segundo aspecto relaciona-se à efetividade dos currículos em
desenvolvimento hoje no País.
Sabe-se que existem pelos menos três níveis de abordagem do currículo: o
primeiro é o currículo proposto ou indicado, que é o mais abrangente, completo,
conceitualmente coerente e, em muitos casos, bastante ambicioso; o segundo nível
é o currículo efetivamente ensinado, que é resultado das escolhas das escolas e dos
professores, bem como das condições em que é ministrado (infra-estrutura física e
pedagógica, calendário escolar etc). Portanto, é provável que o currículo
efetivamente ensinado seja menos abrangente e um pouco menos coerente do que
o currículo recomendado; por fim, no terceiro nível há o currículo aprendido, onde se
observa aquilo que os alunos aprenderam e dominam.
Os dados do SAEB/97 permitem a verificação de dois dos três níveis citados:
o currículo proposto e o currículo aprendido. Assim, na medida em que as questões
de prova utilizadas no SAEB/97 ampliaram o espectro de conteúdos, competências
e habilidades examinados e passaram a vincular-se fortemente com as propostas
curriculares em uso pelos sistemas de ensino, os resultados obtidos revelam que o
currículo indicado (ou proposto) não está sendo apreendido de forma satisfatória,
pois é pequeno o número de alunos que apresenta um desempenho próximo do
esperado pelos currículos.
Esse descompasso pode estar acontecendo devido às diferenças existentes
entre o currículo proposto e o efetivamente ensinado, significando que o currículo
indicado ainda está ausente das salas de aula. Ou, ainda, pode também ser
atribuído ao alto nível de expectativa presente no currículo proposto, que o torna de
difícil alcance pelos alunos.

49
De toda maneira, o que emerge dessas ponderações é o papel fundamental
da prática pedagógica das escolas e, principalmente, dos professores, que são o elo
de ligação entre o currículo proposto e os resultados alcançados pelos alunos.
Buscar alternativas para tornar mais efetivos e eqüitativos os resultados de
desempenho dos alunos brasileiros significa, portanto, que, além de continuar a
discutir, aperfeiçoar e rever os currículos, é preciso, principalmente, capacitar
nossas escolas e professores a transformar o desejo em realidade por meio de sua
prática cotidiana.
Nesse sentido, o exame dos resultados de proficiência associado a algumas
características dos alunos e dos professores pode dar importantes pistas sobre
quais podem ser os novos direcionamentos da prática de alunos, professores,
escolas e famílias.
Os dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica são uma
preciosa fonte de estudos e, principalmente, garantem o monitoramento de aspectos
relacionados à oferta educacional e aos resultados que vêm sendo obtidos pelo
sistema educacional brasileiro, principalmente aqueles relacionados à eqüidade. Na
medida em que a série histórica estiver consolidada, muito se poderá afirmar sobre
as reais oportunidades de ensino e de aprendizagem dos estudantes brasileiros.

50
Bibliografia
BARBOSA, Maria Tereza Serrano. Modelo logit para explicar as chances de
classificação no vestibular. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Matemática Pura
e Aplicada, 1979.
ESTADOS UNIDOS. Department of Education. National Center for Educational
Statistics. State indicators in education 1997. Washington, 1997.
FISHER, Lloyd D., BELLE, Gerald van. Biostatistics: a methodology for the health
sciences. New York: John Wiley & Sons, 1993.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS. Relatório
Final SAEB/95. Brasília, 1998.
RIBEIRO, Sérgio C. et al. Mecanismos da escolha da carreira e estrutura social da
universidade. Educação e Seleção, São Paulo, n.3, p.93, 1981.

51
52
ANEXO I

Tabela 1: Percentual de alunos acima do nivel da escala de proficiência em Matemática, segundo série
Brasil, Regiões e Unidades da Federação 1997
Área 4ª Série E.F. 8ª Série E.F. 3ª Série E.M.
Geográfica
175 250 325 400 175 250 325 400 175 250 325 400

Brasil 55,6 10,9 0,3 - 94,7 47,6 7,6 0,2 100,0 87,2 32,2 5,3
RO 48,2 4,2 - - 94,0 40,7 3,2 0,1 100,0 84,5 17,0 0,6
AC 30,8 1,5 - - 89,3 31,1 0,9 - 100,0 84,8 18,6 0,4
AM 42,4 4,7 0,2 - 94,4 32,8 2,4 0,4 100,0 86,2 22,1 1,9
RR 30,8 1,0 - - 93,8 26,8 0,8 - 100,0 85,2 9,1 -
PA 39,5 2,5 - - 95,3 39,8 1,9 0,1 100,0 81,8 18,4 1,2
AP 37,7 1,6 - - 93,9 34,1 1,4 - 100,0 77,6 8,0 0,4
TO 41,0 4,8 0,0 - 91,1 31,0 1,3 - 100,0 80,8 25,8 0,5
Norte 40,5 3,3 0,0 - 93,9 35,7 2,0 0,2 100,0 83,1 18,5 1,1
MA 39,8 5,4 - - 87,9 25,4 3,1 - 100,0 79,5 22,6 2,1
PI 44,1 5,3 0,3 - 95,5 42,3 15,2 0,6 100,0 87,6 44,7 15,2
CE 48,9 9,6 0,3 - 91,4 38,2 11,8 0,5 100,0 87,8 41,3 9,9
RN 43,4 5,3 0,0 - 93,5 37,6 7,0 0,1 100,0 84,3 31,0 4,2
PB 53,0 5,2 - - 89,2 38,1 5,2 0,1 100,0 84,5 24,6 1,9
PE 42,4 8,0 0,2 - 93,0 35,1 4,0 - 100,0 80,3 29,0 3,1
AL 38,6 3,8 0,1 - 90,9 29,2 1,5 - 100,0 77,4 29,6 3,7
SE 47,7 5,5 0,0 - 93,3 34,7 7,3 0,1 100,0 97,3 41,7 1,8
BA 52,4 8,5 0,4 - 94,0 44,4 6,9 0,3 100,0 94,1 45,8 10,5
Nordeste 46,7 7,3 0,2 - 92,2 37,4 4,7 0,2 100,0 85,3 34,2 6,0
MG 71,2 22,9 0,4 - 93,1 60,9 9,3 0,3 100,0 89,4 60,9 22,8
ES 45,9 7,4 0,3 - 96,0 41,6 6,3 0,1 100,0 95,3 40,9 7,7
RJ 54,0 8,6 0,4 - 97,5 55,1 8,1 0,1 100,0 88,0 15,0 0,1
SP 59,9 13,7 0,5 - 94,3 45,0 8,6 0,4 100,0 84,5 23,2 2,5
Sudeste 61,1 14,8 0,5 - 94,6 50,4 8,6 0,3 100,0 85,8 27,7 5,0
PR 68,3 11,7 0,6 - 97,1 59,3 12,0 0,2 100,0 89,8 34,7 4,9
SC 72,6 16,9 0,3 - 98,9 58,3 8,6 0,1 100,0 95,9 47,4 5,6
RS 55,9 6,7 - - 98,0 49,3 5,3 0,1 100,0 97,3 58,9 9,8
Sul 64,3 10,8 0,3 - 97,9 55,1 8,6 0,2 100,0 93,9 46,3 6,8
MS 55,1 9,9 0,0 - 97,4 61,0 8,1 - 100,0 92,5 42,0 3,6
MT 43,7 3,7 0,2 - 91,7 37,4 2,6 - 100,0 82,9 28,2 1,4
GO 58,6 10,2 0,1 - 97,9 57,0 6,4 0,1 100,0 94,1 42,8 5,9
DF 55,1 10,5 0,8 - 97,6 56,8 9,0 0,2 100,0 93,9 55,3 8,7
Centro Oeste 54,3 8,9 0,3 - 96,6 53,8 6,4 0,1 100,0 92,0 43,5 5,4

Fonte: MEC/INEP/DAEB

53
Tabela 2: Percentual de alunos acima do nivel da escala de proficiência em Língua
Portuguêsa, segundo série
Brasil, Regiões e Unidades da Federação 1997
Área 4ª Série E.F. 8ª Série E.F. 3ª Série E.M.
Geográfica
100 175 250 325 400 100 175 250 325 400 100 175 250 325 400

Brasil 86,2 42,0 8,8 0,2 - 100,0 92,1 51,8 5,9 0,0 100,0 99,2 80,0 26,3 0,6
RO 81,1 30,4 2,3 0,1 - 100,0 94,4 45,7 3,0 - 100,0 98,7 83,4 18,5 0,2
AC 78,2 18,9 1,3 - - 100,0 88,7 32,8 1,5 - 100,0 98,3 66,1 11,5 -
AM 84,5 31,2 3,9 0,0 - 100,0 91,6 41,7 2,2 - 100,0 97,1 64,9 14,6 -
RR 73,2 17,5 1,0 - - 100,0 91,6 35,4 1,5 - 100,0 99,5 72,6 12,0 1,5
PA 81,2 28,0 3,0 0,0 - 100,0 95,2 48,2 4,1 0,0 100,0 97,5 76,1 17,9 0,2
AP 81,3 22,4 2,0 - - 100,0 93,4 46,0 2,7 - 100,0 99,4 71,6 7,8 -
TO 81,8 30,5 3,1 0,0 - 100,0 87,9 38,9 1,9 - 100,0 99,7 70,9 19,3 0,2
Norte 81,6 28,3 2,9 0,0 - 100,0 92,6 43,6 2,9 0,0 100,0 98,0 73,2 16,2 0,2
MA 77,8 28,7 4,4 0,2 - 100,0 85,5 35,8 2,2 - 100,0 98,9 59,9 16,5 0,6
PI 88,2 34,8 4,0 0,1 - 100,0 89,7 45,4 4,8 - 100,0 99,3 74,2 29,5 1,3
CE 83,9 36,0 6,5 0,1 - 100,0 88,5 46,9 6,5 - 100,0 99,1 76,0 25,7 0,2
RN 76,3 30,0 4,0 0,2 - 100,0 85,7 39,8 4,2 0,1 100,0 98,6 64,4 22,0 0,3
PB 85,8 38,5 3,5 - - 100,0 87,8 44,1 3,8 - 100,0 98,4 72,6 16,9 0,1
PE 78,7 29,5 6,6 0,1 - 100,0 91,6 46,2 1,8 - 100,0 100,0 73,4 25,9 0,6
AL 77,2 26,3 3,6 - - 99,8 86,8 31,5 1,7 - 100,0 97,7 75,5 15,0 -
SE 83,2 32,5 3,5 0,1 - 99,8 88,9 38,5 4,7 - 100,0 100,0 89,6 25,7 -
BA 82,2 34,6 7,9 0,3 - 99,8 91,8 47,1 5,0 0,0 100,0 99,5 79,4 33,2 0,8
Nordeste 81,4 32,8 5,9 0,2 - 99,9 89,4 43,8 4,0 0,0 100,0 99,2 73,2 24,2 0,4
MG 92,5 61,0 18,3 0,4 - 100,0 93,1 59,0 7,7 - 100,0 100,0 92,3 51,1 3,1
ES 84,2 34,5 6,2 0,2 - 99,8 88,5 43,8 3,1 - 100,0 98,8 84,2 32,3 0,6
RJ 82,7 39,6 7,5 0,2 - 100,0 95,0 59,3 8,1 0,1 100,0 97,2 77,1 15,3 -
SP 89,1 48,6 11,6 0,3 - 100,0 91,2 50,5 5,8 - 100,0 99,2 77,3 21,0 0,3
Sudeste 88,6 49,5 12,3 0,3 - 100,0 92,2 53,8 6,5 0,0 100,0 99,1 79,4 24,6 0,6
PR 92,9 49,1 11,0 0,3 - 100,0 95,1 60,8 7,0 - 100,0 100,0 83,7 34,9 0,3
SC 92,7 53,2 9,7 0,1 - 100,0 94,6 57,4 7,2 - 100,0 99,9 87,9 26,4 0,5
RS 87,1 40,8 5,1 0,1 - 100,0 94,4 57,0 8,8 0,2 100,0 99,6 94,3 44,7 0,6
Sul 90,6 46,7 8,4 0,2 - 100,0 94,7 58,6 7,8 0,1 100,0 99,8 88,5 36,5 0,4
MS 87,8 39,6 5,8 0,0 - 100,0 96,2 58,5 3,5 - 100,0 99,6 88,9 28,4 0,8
MT 77,8 27,8 3,2 0,4 - 99,9 91,2 42,4 2,6 - 100,0 98,8 80,3 19,8 1,0
GO 89,6 39,2 6,2 0,1 - 100,0 94,4 57,2 5,8 - 100,0 99,5 87,9 29,5 0,8
DF 87,9 38,2 8,5 0,5 - 100,0 95,0 59,3 9,5 - 100,0 99,4 88,4 39,7 0,7
Centro Oeste 86,6 36,7 5,9 0,2 - 100,0 94,2 54,9 5,5 - 100,0 99,4 87,1 30,3 0,8

Fonte: MEC/INEP/DAEB

54
Tabela 3: Percentual de alunos acima do nível da escala de proficiência em Ciências, segundo série
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997
4ª Série E.F. 8ª Série E.F. 3ª Série E.M.
Ciências Ciências Química Física B
175 250 325 400 100 175 250 325 400 100 175 250 325 400 100 175 250 325 400 100 175

52,0 9,2 0,2 - 100,0 93,9 47,8 7,1 0,1 100,0 100,0 79,8 27,5 3,5 100,0 99,9 72,3 27,4 4,2 100,0 100,0
45,9 4,4 - - 100,0 94,6 41,9 3,3 0,0 100,0 100,0 79,7 13,0 - 100,0 100,0 69,7 14,8 0,2 100,0 100,0
32,9 2,1 0,1 - 100,0 87,9 23,6 1,6 - 100,0 100,0 73,0 15,4 0,2 100,0 100,0 64,4 14,4 0,4 100,0 100,0
45,3 5,6 0,2 - 100,0 91,6 34,0 2,1 - 100,0 100,0 77,2 18,5 0,3 100,0 100,0 63,5 16,9 0,3 100,0 100,0
26,6 1,7 - - 100,0 91,9 34,9 1,9 - 100,0 100,0 79,9 5,4 - 100,0 100,0 64,2 4,6 - 100,0 100,0
42,9 3,6 0,2 - 100,0 95,6 41,6 4,1 - 100,0 100,0 87,9 32,1 2,0 100,0 100,0 71,3 24,3 1,7 100,0 100,0
37,2 2,8 - - 99,7 92,5 32,8 1,9 - 100,0 100,0 76,3 9,9 - 100,0 100,0 72,3 12,3 1,0 100,0 100,0
48,8 4,2 - - 99,9 89,4 30,1 1,9 - 100,0 100,0 76,1 19,0 0,2 100,0 100,0 68,9 14,6 0,9 100,0 100,0
43,3 4,0 0,1 - 100,0 92,9 36,4 2,9 0,0 100,0 100,0 82,1 22,7 1,0 100,0 100,0 68,5 18,7 1,0 100,0 100,0
36,1 2,3 - - 100,0 88,1 26,3 3,2 - 100,0 100,0 71,8 22,4 1,6 100,0 100,0 58,0 14,0 0,4 100,0 100,0
50,2 5,4 0,1 - 100,0 95,2 44,2 10,3 - 100,0 100,0 75,5 44,7 18,3 100,0 100,0 73,9 36,4 6,2 100,0 100,0
43,7 8,7 0,2 - 100,0 91,4 41,2 8,8 - 100,0 100,0 82,6 37,9 9,0 100,0 100,0 75,5 32,1 7,2 100,0 100,0
51,5 6,6 0,1 - 100,0 89,3 38,0 5,4 0,1 100,0 100,0 71,7 25,2 2,8 100,0 100,0 67,8 26,2 2,8 100,0 100,0
51,7 6,7 0,2 - 100,0 90,3 39,3 5,4 0,1 100,0 100,0 82,6 22,5 1,3 100,0 100,0 61,3 17,0 1,6 100,0 100,0
37,2 6,1 0,2 - 100,0 92,7 38,8 3,2 0,1 100,0 100,0 81,9 28,3 1,8 100,0 100,0 70,8 23,6 1,8 100,0 100,0
39,4 5,0 - - 100,0 85,2 30,3 1,5 - 100,0 100,0 79,7 21,0 1,2 100,0 100,0 60,1 14,7 0,8 100,0 100,0
47,0 4,0 0,1 - 100,0 91,8 38,8 7,0 - 100,0 100,0 87,5 30,4 0,5 100,0 99,6 76,1 25,9 0,5 100,0 100,0
48,6 8,5 0,2 - 100,0 91,2 42,7 5,3 0,2 100,0 100,0 86,2 38,8 6,4 100,0 100,0 75,2 37,4 4,6 100,0 100,0
44,3 6,6 0,1 - 100,0 90,9 38,6 5,3 0,1 100,0 100,0 80,6 30,9 4,8 100,0 100,0 69,7 26,2 3,4 100,0 100,0
66,6 18,7 0,6 - 100,0 96,0 57,3 12,6 0,6 100,0 100,0 95,9 65,9 16,2 100,0 100,0 91,2 58,8 19,1 100,0 100,0
43,2 8,0 0,3 - 100,0 92,8 43,3 5,5 0,3 100,0 100,0 86,2 39,1 8,2 100,0 100,0 85,1 37,4 3,0 100,0 100,0
51,9 8,7 0,1 - 100,0 96,0 57,8 12,1 - 100,0 100,0 61,2 9,5 - 100,0 99,9 57,3 8,3 - 100,0 100,0
54,9 9,8 0,3 - 100,0 93,4 44,9 5,7 - 100,0 100,0 74,0 15,3 1,3 100,0 99,8 64,6 19,5 2,4 100,0 100,0
56,8 11,7 0,4 - 100,0 94,4 50,0 8,4 0,2 100,0 100,0 75,7 21,8 3,3 100,0 91,8 67,8 23,8 4,4 100,0 100,0
55,5 10,9 0,0 - 100,0 97,3 61,2 7,2 - 100,0 100,0 85,9 34,4 4,8 100,0 100,0 83,6 32,9 4,5 100,0 100,0
62,3 9,0 0,1 - 100,0 99,4 57,1 6,4 - 100,0 100,0 90,2 35,9 2,2 100,0 100,0 89,7 35,7 4,2 100,0 100,0
52,9 9,4 0,0 - 100,0 93,7 50,9 6,7 - 100,0 100,0 94,2 58,6 3,4 100,0 100,0 93,0 55,7 6,5 100,0 100,0
55,9 9,9 0,1 - 100,0 96,3 56,3 6,9 - 100,0 100,0 89,8 43,4 3,7 100,0 100,0 88,4 41,7 5,2 100,0 100,0
49,5 7,3 0,1 - 100,0 96,6 56,8 8,6 - 100,0 100,0 95,9 33,9 1,3 100,0 100,0 82,4 35,9 3,4 100,0 100,0
38,4 3,5 0,0 - 100,0 91,6 35,2 4,0 - 100,0 100,0 76,2 22,1 1,9 100,0 100,0 78,8 23,1 1,7 100,0 100,0
58,8 7,9 0,1 - 99,9 96,9 58,1 7,5 0,1 100,0 100,0 87,9 33,9 4,6 100,0 100,0 83,2 31,2 4,2 100,0 100,0
55,5 8,7 0,2 - 100,0 96,3 52,4 10,2 - 100,0 100,0 92,2 48,8 4,4 100,0 100,0 87,4 45,4 7,6 100,0 100,0
52,4 7,0 0,1 - 99,9 95,7 52,3 7,5 0,0 100,0 100,0 89,1 35,8 3,4 100,0 100,0 83,4 34,6 4,5 100,0 100,0

Fonte: MEC/INEP/DAEB

55
Tabela 4: Percentis da distribuição de proficiência em Matemática
4ª Série do Ensino Fundamental
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 117 150 183 187 220 272 155 1,8
RO 112 145 173 175 202 245 133 3,8
AC 112 133 155 161 184 228 116 2,4
AM 113 140 165 172 198 249 136 3,0
RR 105 132 155 159 181 228 123 1,5
PA 111 137 164 168 194 236 125 4,6
AP 111 136 163 165 188 233 122 1,9
TO 112 139 167 171 195 248 136 4,6
NORTE 112 138 165 169 195 240 128 2,1
MA 111 137 162 169 195 251 140 5,5
PI 114 141 167 173 201 253 139 3,7
CE 117 144 174 180 210 270 153 3,6
RN 113 141 169 174 200 252 139 4,2
PB 112 147 178 178 206 252 140 4,1
PE 111 138 164 173 201 264 153 4,1
AL 109 136 161 167 193 241 132 4,9
SE 116 145 171 176 200 253 137 4,2
BA 111 146 178 182 209 269 158 5,1
NORDESTE 112 142 171 176 204 261 149 1,9
MG 123 168 214 209 247 288 165 5,3
ES 113 143 171 177 205 267 154 5,1
RJ 117 150 180 185 216 265 148 4,4
SP 118 158 189 193 227 285 167 6,3
SUDESTE 118 157 192 195 230 282 164 3,5
PR 122 166 197 197 227 270 148 6,0
SC 130 171 202 203 235 277 147 8,6
RS 123 153 181 186 218 259 136 5,8
SUL 124 162 192 194 225 267 143 3,8
MS 123 151 182 187 218 268 145 9,5
MT 112 141 167 172 198 245 133 9,2
GO 123 153 187 189 220 268 145 9,3
DF 122 149 180 187 214 280 158 3,1
CENTRO-OESTE 120 150 180 185 214 266 146 4,8
Fonte: MEC/INEP/DAEB

56
Tabela 5: Percentis da distribuição de proficiência em Matemática
8ª Série do Ensino Fundamental
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 174 213 247 250 284 337 163 2,4
RO 173 212 241 241 266 312 139 2,6
AC 165 194 225 227 257 298 133 4,1
AM 171 204 230 235 261 307 136 5,3
RR 170 205 228 229 254 295 125 2,9
PA 175 209 240 240 267 307 132 4,3
AP 172 208 236 236 262 304 132 2,7
TO 168 197 228 230 256 308 140 6,9
NORTE 172 205 235 236 263 307 135 2,3
MA 162 192 216 224 251 306 144 2,3
PI 177 205 241 252 293 364 187 7,2
CE 168 201 234 244 279 354 186 3,5
RN 169 203 233 240 272 334 165 3,4
PB 168 198 235 238 272 326 158 2,4
PE 165 201 234 237 268 320 155 3,7
AL 166 194 223 228 259 302 136 3,8
SE 169 197 229 238 266 335 166 3,6
BA 173 209 243 246 280 331 158 6,2
NORDESTE 168 202 233 240 272 333 165 2,0
MG 164 232 262 262 296 346 182 13,1
ES 177 207 237 243 271 332 155 2,3
RJ 185 222 255 258 291 339 154 4,6
SP 171 208 245 248 281 344 173 6,2
SUDESTE 174 215 250 253 286 342 168 4,8
PR 190 230 263 264 297 339 149 1,3
SC 191 230 259 261 294 342 151 2,2
RS 183 219 248 253 287 327 144 4,9
SUL 186 224 257 259 291 334 148 2,1
MS 185 229 262 262 295 336 151 4,9
MT 161 204 234 236 268 313 152 3,2
GO 183 223 259 258 288 333 150 4,7
DF 183 222 257 259 293 343 160 4,7
CENTRO-OESTE 181 220 256 255 287 333 152 2,5
Fonte: MEC/INEP/DAEB

57
Tabela 6: Percentis da distribuição de proficiência em Matemática
3ª Série do Ensino Médio
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 237 269 300 307 340 402 165 2,1
RO 236 259 286 289 314 357 121 1,8
AC 238 259 284 290 315 363 125 3,7
AM 235 260 290 294 320 372 137 4,1
RR 235 262 275 282 303 338 103 5,4
PA 234 257 283 290 314 363 129 10,2
AP 233 250 274 276 289 339 106 10,0
TO 234 254 282 292 326 374 140 7,1
NORTE 236 258 283 290 314 364 128 4,7
MA 231 254 281 293 316 385 154 8,2
PI 233 266 310 323 378 430 197 4,6
CE 236 271 307 317 363 421 185 5,1
RN 232 261 293 302 337 396 164 4,3
PB 232 260 286 295 324 377 145 3,7
PE 236 257 295 300 338 393 157 4,3
AL 232 257 284 299 338 387 155 9,6
SE 264 288 315 321 353 388 124 4,1
BA 242 279 316 326 370 424 182 15,2
NORDESTE 235 265 298 308 347 406 171 2,6
MG 238 292 356 344 396 434 196 9,7
ES 251 280 307 317 344 415 164 12,2
RJ 239 263 280 288 312 350 111 6,7
SP 235 263 291 296 322 380 145 4,2
SUDESTE 235 266 294 302 330 400 165 3,5
PR 245 280 308 314 347 400 155 5,3
SC 250 288 323 325 353 402 152 3,3
RS 261 307 341 337 365 409 148 4,5
SUL 247 289 322 325 358 406 159 2,8
MS 244 283 315 316 345 395 151 6,2
MT 238 262 295 299 329 372 134 7,0
GO 246 282 315 319 353 401 155 7,6
DF 248 281 334 330 369 414 166 5,8
CENTRO-OESTE 242 280 315 318 355 401 159 3,6
Fonte: MEC/INEP/DAEB

58
Tabela 7: Percentis da distribuição de proficiência em Língua Portuguesa
4ª Série do Ensino Fundamental
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 77 121 162 165 206 267 190 1,7
RO 71 110 144 148 184 232 161 4,2
AC 72 103 132 137 165 218 146 2,8
AM 80 116 150 153 185 243 163 3,1
RR 59 98 127 132 162 220 161 1,5
PA 75 109 141 146 181 231 156 4,2
AP 72 109 137 141 171 219 147 2,8
TO 73 109 145 149 182 238 165 4,3
NORTE 75 110 142 147 181 233 158 1,9
MA 69 104 144 147 186 237 168 3,9
PI 77 122 157 159 191 245 168 3,3
CE 76 119 155 159 199 261 185 3,6
RN 67 102 141 146 184 239 172 4,1
PB 75 118 163 158 193 233 158 3,8
PE 67 106 141 149 184 262 195 3,8
AL 71 103 143 145 176 236 165 4,9
SE 74 113 146 152 188 242 168 4,1
BA 72 111 153 157 194 264 192 4,4
NORDESTE 72 111 150 153 190 255 183 1,7
MG 91 144 199 193 239 291 200 4,6
ES 73 113 151 155 193 253 180 4,8
RJ 71 111 159 160 201 264 193 5,8
SP 85 128 171 173 215 275 190 5,8
SUDESTE 82 127 174 175 219 276 194 3,4
PR 92 128 173 174 215 268 176 5,6
SC 93 144 179 179 214 265 172 8,1
RS 85 123 166 165 201 251 166 5,4
SUL 88 129 170 171 209 262 174 3,5
MS 83 118 159 162 198 254 171 8,9
MT 72 106 142 146 181 237 165 8,6
GO 82 129 164 165 197 252 170 8,6
DF 80 126 161 164 199 264 184 2,8
CENTRO-OESTE 79 122 157 160 194 252 173 4,2
Fonte: MEC/INEP/DAEB

59
Tabela 8: Percentis da distribuição de proficiência em Língua Portuguesa
8ª Série do Ensino Fundamental
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 163 216 252 250 285 329 166 2,0
RO 169 211 243 243 273 312 143 2,4
AC 156 199 231 229 259 301 145 3,0
AM 159 207 241 239 269 313 154 4,9
RR 160 205 234 233 262 300 140 3,8
PA 177 223 249 249 278 317 140 2,8
AP 168 212 244 242 271 312 144 3,5
TO 154 203 234 233 265 306 152 4,1
NORTE 163 212 244 242 272 313 150 1,8
MA 148 193 234 229 260 309 161 2,5
PI 161 204 245 243 280 324 163 5,6
CE 152 203 247 244 284 328 176 7,6
RN 156 201 238 236 269 319 163 5,0
PB 158 205 242 240 274 321 163 2,6
PE 164 210 244 242 276 313 149 2,9
AL 153 197 228 228 260 303 150 3,6
SE 153 201 235 237 270 323 170 2,7
BA 158 211 246 246 282 325 167 5,3
NORDESTE 157 206 243 241 276 321 164 2,1
MG 166 219 261 255 291 338 172 13,2
ES 158 203 243 240 275 315 157 3,0
RJ 174 222 263 259 296 338 164 5,0
SP 161 213 251 249 283 329 168 1,6
SUDESTE 165 216 254 252 289 332 167 3,5
PR 175 233 264 261 296 333 158 2,7
SC 170 222 260 257 290 331 161 1,8
RS 171 224 262 258 292 340 169 11,5
SUL 174 227 263 259 293 336 162 4,9
MS 180 229 260 257 287 320 140 2,6
MT 159 210 241 240 274 317 158 5,0
GO 170 229 257 256 289 327 157 8,7
DF 174 227 262 261 293 339 165 4,0
CENTRO-OESTE 169 225 256 254 287 327 158 4,1
Fonte: MEC/INEP/DAEB

60
Tabela 9: Percentis da distribuição de proficiência em Língua Portuguesa
3ª Série do Ensino Médio
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 212 259 294 293 328 371 159 1,2
RO 201 261 282 284 314 350 149 2,4
AC 197 233 266 267 293 345 148 6,5
AM 186 230 270 269 302 352 166 8,8
RR 196 245 272 275 298 340 144 1,7
PA 197 249 292 286 318 357 160 10,9
AP 197 248 258 268 297 332 135 8,8
TO 200 243 273 278 313 355 155 5,9
NORTE 197 247 283 279 314 353 156 5,3
MA 201 231 266 271 307 360 159 8,2
PI 201 250 295 290 332 373 172 2,6
CE 195 253 295 290 327 370 175 3,9
RN 188 234 278 277 318 358 170 6,0
PB 187 243 281 277 311 350 163 6,0
PE 206 249 282 286 326 370 164 5,5
AL 200 252 280 278 306 353 153 8,2
SE 232 273 302 298 326 356 124 6,0
BA 215 262 303 297 334 374 159 12,8
NORDESTE 200 248 286 285 323 368 168 2,5
MG 228 289 327 321 361 387 159 6,6
ES 231 269 302 301 336 371 140 5,7
RJ 189 254 287 281 312 348 159 7,0
SP 215 254 288 288 318 371 156 0,9
SUDESTE 215 258 292 292 324 372 157 1,3
PR 209 266 303 299 334 374 165 10,5
SC 218 270 299 299 326 370 152 5,7
RS 239 291 318 315 343 381 142 7,5
SUL 221 274 309 305 337 374 153 5,3
MS 231 274 294 299 329 367 136 5,2
MT 227 255 291 290 315 367 140 5,7
GO 218 275 302 301 330 373 155 3,8
DF 226 281 314 310 344 381 155 4,7
CENTRO-OESTE 226 274 302 301 331 373 147 2,4
Fonte: MEC/INEP/DAEB

61
Tabela 10: Percentis da distribuição de proficiência em Ciências
4ª Série do Ensino Fundamental
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 103 147 177 181 213 269 166 1,7
RO 98 142 170 171 198 247 149 3,4
AC 94 132 159 160 187 227 133 2,2
AM 103 143 170 173 199 253 150 2,2
RR 82 118 147 149 178 222 140 1,5
PA 97 140 167 169 197 241 144 4,1
AP 92 136 163 164 190 239 147 2,4
TO 106 147 174 175 203 248 142 4,6
NORTE 98 140 168 170 198 245 147 1,8
MA 98 138 163 163 190 230 132 4,2
PI 105 149 176 177 204 252 147 3,5
CE 99 140 167 174 201 274 175 3,8
RN 99 143 177 176 206 261 162 4,2
PB 108 151 177 180 209 258 150 4,0
PE 90 125 159 162 193 253 163 4,2
AL 92 135 163 166 196 250 158 5,1
SE 99 144 171 173 202 243 144 4,3
BA 101 143 173 178 208 270 169 4,7
NORDESTE 99 140 169 172 201 258 159 1,8
MG 114 161 200 200 238 287 173 4,1
ES 98 138 167 173 202 265 167 5,0
RJ 93 143 177 178 210 267 174 4,3
SP 109 152 180 185 216 271 162 5,9
SUDESTE 106 152 184 187 221 277 171 3,4
PR 100 145 184 184 222 270 170 5,9
SC 117 163 190 191 219 266 149 4,7
RS 109 150 179 181 214 262 153 7,8
SUL 109 150 182 185 218 266 157 3,9
MS 106 149 174 179 206 262 156 9,4
MT 97 135 164 165 195 240 143 8,9
GO 118 159 184 186 214 261 143 6,5
DF 109 152 179 183 210 264 155 2,3
CENTRO-OESTE 107 149 178 180 208 258 151 3,8
Fonte: MEC/INEP/DAEB

62
Tabela 11: Percentis da distribuição de proficiência em Ciências
8ª Série do Ensino Fundamental
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 170 216 248 250 284 335 165 2,5
RO 174 212 241 242 270 314 140 3,5
AC 158 197 224 224 248 296 138 3,2
AM 166 204 231 233 262 308 142 3,7
RR 163 204 233 234 262 303 140 2,5
PA 177 211 241 242 271 317 140 2,4
AP 165 207 230 233 261 302 137 2,7
TO 158 196 228 228 256 303 145 4,8
NORTE 168 206 233 236 264 311 143 1,6
MA 157 197 222 227 253 310 153 4,0
PI 175 214 242 250 284 346 171 4,3
CE 167 205 239 244 277 345 178 4,0
RN 153 202 237 238 269 326 173 3,6
PB 155 203 238 239 271 327 172 2,8
PE 169 204 237 238 268 315 146 3,4
AL 154 195 224 227 257 303 149 4,2
SE 158 208 237 242 273 332 174 2,9
BA 167 212 241 244 277 326 159 2,6
NORDESTE 164 205 237 240 271 327 163 1,3
MG 181 222 260 260 298 347 166 14,8
ES 169 213 242 244 272 327 158 1,7
RJ 182 229 258 262 296 349 167 4,7
SP 166 213 245 248 285 329 163 6,2
SUDESTE 171 218 250 253 289 340 169 5,1
PR 185 234 261 263 293 335 150 2,0
SC 202 233 259 260 287 330 128 2,1
RS 166 222 252 252 289 337 171 6,0
SUL 183 229 255 258 290 335 152 2,6
MS 181 228 258 259 291 335 154 2,5
MT 158 207 241 238 266 317 159 4,8
GO 184 233 258 260 290 335 151 3,3
DF 183 221 252 257 293 342 159 3,9
CENTRO-OESTE 179 225 252 255 286 334 155 1,9
Fonte: MEC/INEP/DAEB

63
Tabela 12: Percentis da distribuição de proficiência em Ciências - Biologia
3ª Série do Ensino Médio
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 213 258 293 298 335 396 183 1,6
RO 224 258 288 288 315 350 126 3,0
AC 215 241 271 275 305 343 128 5,9
AM 212 246 275 278 306 354 142 2,8
RR 209 246 267 271 298 332 123 12,3
PA 206 247 287 289 328 378 172 17,7
AP 225 248 271 277 292 357 132 11,0
TO 213 244 275 278 306 363 150 7,9
NORTE 211 248 280 284 315 365 154 8,0
MA 216 246 272 282 311 370 154 8,2
CE 219 263 302 308 351 411 192 4,6
PI 217 249 302 310 369 411 194 5,4
RN 207 243 271 286 322 389 182 4,8
PB 204 240 278 283 321 380 176 8,5
PE 205 244 280 286 328 370 165 9,0
AL 202 249 281 282 311 351 149 7,5
SE 232 282 319 311 338 371 139 6,2
BA 221 272 313 314 359 407 186 16,6
NORDESTE 212 251 288 295 335 396 184 3,4
MG 218 293 346 338 388 430 212 10,5
ES 234 294 321 322 352 401 167 9,4
RJ 207 244 271 272 294 336 129 5,1
SP 211 254 282 288 321 377 166 2,2
SUDESTE 212 255 286 293 328 395 183 2,2
PR 223 266 312 309 346 404 181 7,8
SC 227 294 324 320 354 400 173 6,2
RS 230 298 334 327 357 401 171 10,0
SUL 228 284 322 318 354 401 173 5,0
MS 232 282 307 310 337 389 157 3,1
MT 208 241 279 286 319 387 179 9,2
GO 236 279 317 313 339 396 160 5,8
DF 236 284 328 324 362 412 176 5,4
CENTRO-OESTE 226 275 311 311 344 399 173 3,0
Fonte: MEC/INEP/DAEB

64
Tabela 13: Percentis da distribuição de proficiência em Ciências - Física
3ª Série do Ensino Médio
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 206 247 285 290 329 395 189 1,8
RO 212 237 273 276 307 356 144 3,1
AC 206 236 271 272 304 345 139 5,8
AM 204 234 271 274 303 367 163 4,3
RR 214 232 263 264 283 321 107 4,2
PA 215 247 280 286 318 382 167 9,7
AP 216 247 278 279 303 340 124 10,1
TO 209 246 276 279 306 366 157 6,2
NORTE 211 244 274 279 308 372 161 4,5
MA 210 233 261 270 300 362 152 7,5
PI 208 247 291 301 359 407 199 4,5
CE 213 251 288 299 343 409 196 6,3
RN 201 238 271 283 326 383 182 5,6
PB 205 234 265 276 312 372 167 3,5
PE 198 243 275 283 322 381 183 7,4
AL 208 229 262 270 301 367 159 7,7
SE 221 252 291 293 329 376 155 7,7
BA 214 250 301 301 345 397 183 16,8
NORDESTE 205 243 278 287 328 391 186 3,2
MG 216 302 340 339 385 428 212 11,1
ES 218 265 301 306 343 391 173 5,3
RJ 202 239 264 264 287 333 131 5,6
SP 203 240 272 278 308 370 167 2,7
SUDESTE 204 242 280 285 323 396 192 2,6
PR 211 262 295 301 339 397 186 7,6
SC 225 277 307 308 341 394 169 5,7
RS 237 291 328 327 360 404 167 8,7
SUL 225 275 311 312 350 401 176 4,6
MS 222 265 296 301 341 390 168 3,4
MT 214 255 287 290 320 372 158 5,0
GO 220 262 295 301 338 393 173 5,2
DF 226 274 318 318 361 406 180 5,1
CENTRO-OESTE 220 265 301 303 342 395 175 2,5
Fonte: MEC/INEP/DAEB

65
Tabela 14: Percentis da distribuição de proficiência em Ciências - Química
3ª Série do Ensino Médio
Brasil, Regiões e Unidades da Federação. 1997

Área Proficiência Erro


geográfica 5% 25% 50% Média 75% 95% Δ (95º-5º) Padrão
BRASIL 223 257 291 297 330 388 165 2,1
RO 223 258 282 283 308 347 124 2,6
AC 216 247 278 279 306 346 130 6,1
AM 227 254 276 283 310 362 135 2,1
RR 224 254 284 280 304 326 102 8,3
PA 224 269 299 302 334 381 157 15,4
AP 235 252 290 283 312 336 101 12,8
TO 224 251 276 283 316 356 132 5,8
NORTE 225 259 289 291 321 367 142 7,0
MA 214 246 277 286 320 376 162 9,4
PI 216 251 309 318 380 440 224 8,6
CE 226 263 299 309 353 412 186 6,0
RN 221 247 276 288 325 384 163 4,1
PB 222 259 287 290 317 373 151 6,3
PE 222 259 297 296 333 371 149 5,7
AL 221 255 286 289 316 376 155 8,5
SE 234 279 308 306 332 378 144 5,9
BA 229 269 306 312 355 404 175 17,4
NORDESTE 223 258 294 300 337 399 176 3,2
MG 254 305 352 344 383 422 168 12,7
ES 229 270 307 311 342 413 184 9,1
RJ 209 230 263 266 293 330 121 5,8
SP 222 249 276 283 312 366 144 3,7
SUDESTE 221 251 283 290 319 383 162 3,3
PR 231 267 299 306 337 399 168 7,4
SC 235 280 312 311 339 384 149 4,0
RS 249 304 331 328 356 390 141 7,1
SUL 237 281 317 315 347 392 155 4,1
MS 251 282 310 311 337 383 132 2,7
MT 212 251 288 288 322 377 165 6,9
GO 232 275 305 310 344 396 164 5,5
DF 241 284 323 322 359 398 157 5,2
CENTRO-OESTE 234 275 308 310 342 393 159 2,7
Fonte: MEC/INEP/DAEB

66
Tabela 19
Matemática - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997
4a Série Mas Fem
BR 188 185
N 172 166
NE 180 172
SE 195 194
S 193 194
CO 189 180

Matemática - 4 a Série
Proficiência média por gênero
400

325

250

175

100
BR N NE SE S CO

Mas Fem

Tabela 20
Português - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997
4a Série Mas Fem
BR 159 171
N 142 152
NE 149 157
SE 167 182
S 163 179
CO 157 163

Português - 4a série
Proficiência média por gênero
400

325

250

175

100
BR N NE SE S CO
Mas Fem

Tabela 21
Ciências - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997
4a Série Mas Fem
BR 182 179
N 171 168
NE 174 170
SE 188 185
S 185 184
CO 182 177

Ciências - 4 a série
Proficiência média por gênero
400

325

250

175

100
BR N NE SE S CO

Mas Fem

70
Tabela 22 Tabela 23
Matemática - Proficiência por idade. Brasil e Regiões - 1997 Matemática - Proficiência segundo a localização. Brasil e Regiões - 1997
8ª Série =<14 anos 15 anos 16 anos 17 anos 18 anos =>19 anos 8ª Série Capital Interior
BR 279 257 239 227 226 218 BR 258 247
N 259 241 233 224 219 215 N 241 232
NE 275 254 232 222 214 212 NE 251 234
SE 281 258 241 223 230 221 SE 264 249
S 278 261 240 249 244 228 S 270 258
CO 281 259 247 237 232 223 CO 261 250

Matemática - 8ª série
Proficiência média segundo a idade do aluno Matemática - 8ª série
Proficiência média por localização
300
350

300

250

200
250
150

100

50

0
200
BR N NE SE S CO
=<14 anos 15 anos 16 anos 17 anos 18 anos =>19 anos
Capital Interior
BR N NE SE S CO

Tabela 24 Tabela 25
Matemática - Proficiência por Zona. Brasil e Regiões - 1997 Matemática - Proficiência por rede de ensino. Brasil e Regiões - 1997
8ª Série Urbana Rural 8ª Série Estadual Municipal Particular
BR 251 228 BR 241 239 301
N 236 - N 231 233 269
NE 241 213 NE 229 221 291
SE 253 240 SE 242 249 309
S 260 238 S 252 254 310
CO 255 226 CO 249 234 299

Matemática - 8ª série Matemática - 8ª série


Proficiência média por zona Proficiência média por rede de ensino
350
350
300
300
250
250
200
200
150
150
100
100
50
50
0
0 BR N NE SE S CO
BR N NE SE S CO

Urbana Rural Estadual Municipal Particular

Tabela 26 Tabela 27
Matemática - Proficiência por Rede e Escolaridade do Pai. Brasil. 1997 Matemática - Proficiêncis por Rede e Escolaridade da Mãe. Brasil - 1997
8ª Série Nunca Fund. Incomp. Fund. Comp. Médio Superior 8ª Série Nunca Fund. Incomp. Fund. Comp. Médio Superior
Estadual 216 234 243 249 261 Estadual 215 230 243 256 260
Municipal 219 233 240 251 268 Municipal 218 232 243 259 251
Particular 227 267 284 295 313 Particular 244 263 279 297 313

Matemática - 8ª série Matemática - 8ª série


Proficiência média por rede de ensino e escolarização do pai Proficiência média por rede de ensino e escolarização da mãe
350 350

300 300

250 250

200 200

150 150

100 100

50 50

0
0
Estadual Municipal Particular
Estadual Municipal Particular

Nunca Fund. Incomp. Fund. Comp. Médio Superior Nunca Fund. Incomp. Fund. Comp. Médio Superior

71
Tabela 73 Tabela 74
Matemática - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997 Português - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997
a a
3 Série Mas Fem 3 Série Mas Fem
BR 317 300 BR 290 295
N 297 285 N 280 280
NE 317 301 NE 287 284
SE 312 295 SE 288 295
S 333 319 S 298 309
CO 330 310 CO 300 302

Matemática - 3a série Português - 3a série


Proficiência média por gênero Profiência média por gênero
400
400
325 325
250 250
175 175

100 100
BR N NE SE S CO BR N NE SE S CO
Mas Fem Mas Fem

Tabela 75 Tabela 76
Biologia - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997 Física - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997
a
3 Série Mas Fem 3a Série Mas Fem
BR 301 295 BR 302 280
N 290 278 N 294 268
NE 302 290 NE 302 276
SE 295 291 SE 295 276
S 321 316 S 328 300
CO 322 304 CO 321 289

Biologia - 3a série Física - 3a série


Proficiência média por gênero Proficiência média por gênero
400 400

325 325

250 250

175 175

100 100
BR N NE SE S CO BR N NE SE S CO
Mas Fem Mas Fem

Tabela 77
Química - Proficiência por Gênero. Brasil e Regiões. 1997
a
3 Série Mas Fem
BR 302 292
N 298 287
NE 306 295
SE 294 285
S 321 310
CO 321 302

Química - 3a série
Proficiência média por gênero
400

325

250

175

100
BR N NE SE S CO

Mas Fem

80
ANEXO III
Itens Âncora – Exemplos

As seguintes informações estão incluídas para cada item:


a) Exemplo de alguns itens que foram utilizados na interpretação dos níveis de
desempenho da escala SAEB/97
b) Quadro de estatísticas do Item com as seguintes informações:
• Número do item (ITEM)
• Gabarito (GAB)
• Índice de dificuldade do item (DIFI): Valor que representa a proporção de alunos que
acertou o item. Itens com um índice menor são mais difíceis do que itens com um índice
maior porque uma proporção menor de alunos acertou este item. Também é conhecido
como índice de facilidade, pois quanto maior este valor mais fácil é o item. Varia de 0,00
(ninguém acertou ao item) até 1,00 (100% dos alunos acertaram o item).
• Índice de discriminação do item (DISCR): Valor que indica o comportamento do item
em relação a discriminação entre alunos que sabem e os que não sabem o conteúdo
medido pelo item. Este valor é calculado pela diferença entre a proporção de alunos que
acertaram o item dos grupos superior e inferior de rendimento. Pode variar de -1,00
(quando todos os alunos do grupo inferior acertam o item e todos os alunos do grupo
superior erram o item) a 1,00 (discriminação máxima, quando todos os alunos do grupo
inferior erram o item e todos os alunos do grupo superior o acertam). Quando a mesma
proporção de alunos do grupo inferior e superior acertam o item, existe discriminação nula.
• Abaixo - Grupo inferior de desempenho (ABAI): Subgrupo de alunos utilizado no
cálculo do índice de discriminação composto pelos 30% dos alunos com pior desempenho
na prova.
• Acima - Grupo superior de desempenho (ACIM): Subgrupo de alunos utilizado no
cálculo do índice de discriminação composto pelos 30% dos alunos com melhor
desempenho na prova.
• Ponto Bisserial (BISE): Um dos tipos de índice de discriminação que indica a relação
entre o desempenho dos alunos em um único item e o desempenho total na prova. Este
valor é equivalente à correlação entre o item e a nota total da prova. A variação deste valor
depende fortemente da dificuldade do item e, apesar de teoricamente ser possível que este
valor varie de –1,00 até 1,00, na prática ele provavelmente ficará no intervalo entre –0,1 e
0,75.

81
MATEMÁTICA NÍVEL 175
475
• Os alunos demonstram conhecimentos
elementares de geometria. São capazes
Percentual de alunos acima do nível de localizar a posição dos objetos, tendo
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM como referência o próprio corpo, e de
BR 56% 95% 100% reconhecer figuras geométricas simples,
N 41% 94% 100% desde que representadas na forma usual.
NE 47% 92% 100% • Reconhecem o valor de cédulas e
SE 61% 95% 100% moedas.
S 64% 98% 100% • Lêem horas em relógios digitais e
CO 54% 97% 100% analógicos e sabem que a hora tem 60
175 minutos.
• Lêem e escrevem números de poucos
0 dígitos.
• Resolvem problemas simples de adição e
subtração com números naturais.

Exemplo 1:
Quantos reais estão representados abaixo?

(A) R$ 187,11
(B) R$ 1.087,11
(C) R$ 1.085,11
(D) R$ 198,00

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
76 A .67 .43 .44 .87 .50

82
Exemplo 2:
Na figura abaixo, qual o prédio que está entre o prédio A e o prédio C ?

A B C

D
E F

(A) O prédio B.
(B) O prédio D .
(C) O prédio E.
(D) O prédio F.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
104 A .76 .46 .49 .95 .61

83
MATEMÁTICA NÍVEL 250
475 • Os alunos possuem conhecimento de geometria que
possibilita a descrição da movimentação de objetos,
tendo como referência o próprio corpo.
Percentual de alunos acima do nível • Reconhecem polígonos e quadriláteros.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Estabelecem relações entre os valores de cédulas e
BR 11% 48% 87% moedas e resolvem situações de pagamento e troco,
N 3% 36% 83% embora ainda não saibam operar com decimais.
NE 7% 37% 85% • Relacionam diferentes unidades de medida de tempo
e sabem selecionar a unidade de medida mais
SE 15% 50% 86% adequada para fazer determinada medição.
S 11% 55% 94%
• São capazes de multiplicar e dividir e de identificar
CO 9% 54% 92% unidades, dezenas, centenas etc.
250 • Resolvem problemas envolvendo mais de uma
operação.
• Adicionam e subtraem frações de mesmo
0 denominador e conhecem números naturais na forma
fracionária.
• Interpretam gráficos de barra e de setor e identificam
o gráfico mais adequado para representar uma dada
situação.
• Expressam generalizações observadas em
seqüências numéricas por meio de representações
algébricas.

Exemplo 3:
O gráfico mostra os alunos da escola que preferem cada esporte: futebol (F), vôlei (V),
natação (N) ou basquete (B).
Podemos concluir que:

N
B

(A) o mais popular é o futebol.


(B) mais da metade dos alunos preferem vôlei.
(C) o mais popular é a natação.
(D) ninguém joga basquete.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
31 C .51 .55 .23 .78 .54

84
Exemplo 4:
Que ordens devem ser dadas ao computador para que o aviãozinho vá até X passando por
Z?

Ponto
de
Partida
Z X

(A) Avance 3 para a frente, 2 para cima, 4 para baixo.


(B) Avance 6 para a frente, 2 para baixo, 3 para a frente.
(C) Avance 4 para a frente, 2 para cima, 5 para a frente, 3 para baixo.
(D) Avance 5 para a frente, 2 para baixo; 3 para a frente.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
60 B .43 .45 .24 .69 .47

85
MATEMÁTICA NÍVEL 325
475 • Os alunos apresentam noções de paralelismo,
perpendicularismo e ângulo e descrevem a posição e
o movimento de um objeto utilizando diferentes pontos
Percentual de alunos acima do nível de referência.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Classificam sólidos geométricos em corpos redondos
e poliedros.
BR 0% 8% 32%
N 0% 2% 18% • Interpretam resultados de medidas de comprimento,
massa, tempo e capacidade.
NE 0% 7% 34%
SE 0% 9% 28% • Estabelecem relações entre unidades de medida
relacionadas a uma mesma grandeza e resolvem
S 0% 9% 46% problemas envolvendo essas medidas.
CO 0% 6% 44% • Identificam, comparam e ordenam números racionais
325 (nas formas fracionária e decimal) e números inteiros.
• Interpretam informações apresentadas em gráficos e
tabelas, incluindo aquelas apresentadas em forma de
0 porcentagem, sendo capazes de fazer prognósticos a
partir dessas informações.
• Interpretam escritas algébricas e resolvem equações
e sistemas de equações de 1º grau.

Exemplo 5:
Num determinado dia, as temperaturas registradas em graus Celsius em 5 cidades da Europa
estão representadas na tabela abaixo:

Temperaturas
Cidades
em graus Celsius
Paris −5
Roma −8
Londres −2
Madri −3
Lisboa +5

Qual das opções abaixo representa a cidade com a temperatura mais baixa?

(A) Paris
(B) Roma
(C) Londres
(D) Madri
(E) Lisboa

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
101 B .42 .60 .16 .76 .64

86
Exemplo 6:
O professor Julio fez uma pesquisa para saber a idade dos alunos de sua turma e construiu a
seguinte tabela:

13 14 14 15 13 13 14 15 14 14 15
16 14 13 13 15 15 15 13 15 13 15
16 16 14 14 14 16 16 16

Uma tabela que representa o número de alunos por idade a partir dos dados coletados pelo
professor Julio é:

(A) Idade Nº de → (B) Idade Nº de


Alunos Alunos
13 6 13 7
14 7 14 9
15 8 15 8
16 9 16 6

(C) Idade Nº de
Alunos
13 6
14 9
15 8
16 7

(D) Idade Nº de (E) Idade Nº de


Alunos Alunos
13 7 13 7
14 9 14 8
15 8 15 9
16 7 16 6

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
94 B .43 .53 .17 .70 .54

87
MATEMÁTICA NÍVEL 400
475 • Os alunos resolvem problemas de Geometria
Euclidiana, empregando relações algébricas e
trigonométricas, utilizando as propriedades e
características das principais figuras planas e
Percentual de alunos acima do nível espaciais.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Resolvem problemas envolvendo ponto, reta,
BR 0% 0% 5% circunferência e suas relações.
N 0% 0% 1% • Solucionam problemas que envolvem cálculo de
NE 0% 0% 6% comprimento, área, volume, temperatura e tempo,
SE 0% 0% 5% utilizando fórmulas e as unidades de medidas usuais e
suas inter-relações.
S 0% 0% 7%
CO 0% 0% 5% • Resolvem problemas simples em porcentagens,
proporcionalidade direta e inversa e probabilidades.
400
• Interpretam dados em tabelas representando-os em
gráficos de barras.
• Estabelecem relações e fazem conversões entre
0 frações ordinárias e números decimais.
• Resolvem problemas que envolvem equações e
inequações simples de 1º e 2º graus e sistemas de 1º
grau.
• Conhecem os princípios básicos de polinômios e
efetuam operações elementares entre eles.
• Resolvem problemas simples que empreguem
conceitos de matrizes, determinantes, identificação de
números complexos e sua representação e que
envolvam a interpretação geométrica do conceito de
módulo.
• Conhecem as propriedades básicas de exponenciais e
logaritmos.

88
Exemplo 7:
Para armar um circo, foi fincado perpendicularmente ao solo um poste de 6 m de altura,
preso ao solo por diversos cabos estendidos de 8 m de comprimento.

A distância do ponto de fixação de cada cabo ao pé do poste é igual a:


(A) 3 m
(B) 6 m
(C) 28 m
(D) 24 m
(E) 10 m

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
27 C .24 .38 .12 .49 .52

Exemplo 8:
O gráfico que relaciona duas grandezas X e Y é uma linha reta, conforme mostra a figura
abaixo. Quando X é igual a 40, o valor de Y é:
Y

?
42
32

X
10 30 40

(A) 52
(B) 50
(C) 57
(D) 44
(E) 47
ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
67 E .32 .64 .07 .71 .65

89
PORTUGUÊS NÍVEL 100
475
• Os alunos localizam uma informação em
um texto, recuperando-a, posteriormente,
Percentual de alunos acima do nível para continuar a leitura.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Identificam a pontuação expressiva e são
BR 86% 100% 100% capazes de analisar o efeito de sentido
N 82% 100% 100% decorrente de seu uso.
NE 81% 100% 100% • São capazes de consultar um pequeno
SE 89% 100% 100% texto informativo para resolver um
S 91% 100% 100% problema localizado de leitura.
CO 87% 100% 100%
100

Exemplo 9:
ANO NOVO
Renata Pallotini
Um Ano-Novo
deve ser um ovo:
inteiro.
a casca sem uma lasca,
e todo cheio
de recheio!

(In: Café com leite, Quinteto Editorial, 1988.)

O uso do ponto de exclamação em “e todo cheio de recheio!” expressa a idéia:

(A) de surpresa no Ano-Novo.


(B) de tristeza do Ano-Velho.
(C) de infelicidade no Ano-Novo.
(D) de dor no Ano-Velho.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
109 A .78 .40 .55 .95 .50

90
Exemplo 10:

Os quadrinhos acima falam do item no 7 da DECLARAÇÃO. Você, como criança, tem


este direito atendido quando:

(A) tem uma vaga garantida na escola pública.


(B) trabalha o dia inteiro e não vai à escola.
(C) gasta muitas horas para chegar à escola.
(D) falta às aulas para ajudar a família.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
36 A .75 .35 .54 .89 .45

91
PORTUGUÊS NÍVEL 175
475
• Os alunos são capazes de fazer uma
leitura mais elaborada do texto,
Percentual de alunos acima do nível interpretando-o.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Identificam informações e reconhecem o
BR 42% 92% 80% tema central em textos curtos e simples,
N 28% 93% 73% como bilhetes, receitas, instruções,
NE 33% 89% 79% poemas, historinhas.
SE 49% 92% 79% • Relacionam informações contidas em
S 47% 95% 88% outros textos.
CO 37% 94% 87%
175 • Percebem o sentido da pontuação e das
palavras que expressam sentimentos, por
exemplo.
0 • Identificam personagens a partir de sua
fala (gírias e expressões típicas).

Exemplo 11:
Leia a poesia de Pedro Bandeira e, a seguir, responda às perguntas abaixo.
Os meus errinhos

Está bem, eu confesso que errei.


Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.

Só o que eu peço é que saibam


que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra,
como é que eu vou aprender
como se faz pra acertar?

Pais, professores, adultos


também já erraram à vontade,
já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
surgiu só nesta geração?

Vocês, que errando aprenderam,


ouçam o que eu tenho a falar:
se até hoje cometem seus erros,
só as crianças não podem errar?

Concordem, eu estou aprendendo.


Comparem meus erros com os seus.
Se já cometeram os seus erros,
deixem-me agora com os meus!
(In: Mais Respeito, Eu sou criança, São Paulo, Moderna, 1994, p.17.)

Os adultos, muitas vezes, são intolerantes diante dos “errinhos” infantis, porque:

(A) esquecem que já foram crianças.


(B) já nasceram sabendo o que é certo.
(C) não cometem erros.
(D) estão sempre apressados.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
37 A .71 .45 .43 .88 .53

92
Exemplo 12:
Medição da Temperatura

O termômetro é usado para medir a temperatura, assim como o metro é usado para medir
os comprimentos. Quando você está com febre, o seu corpo fica muito quente. É possível
medir a febre usando um termômetro.

Dentro do termômetro existe um metal líquido de cor prateada, chamado mercúrio.


Quando o calor aumenta, o mercúrio aumenta também e sobe pelo tubo do termômetro.
Quanto maior for o calor, mais o mercúrio aumenta e mais ele sobe pelo tubo. Nos
desenhos abaixo você pode ver algumas temperaturas importantes.

Observando as ilustrações pode-se dizer que a temperatura mais baixa é a:

(A) do cubo de gelo.


(B) da água do chuveiro.
(C) da água que está na chaleira.
(D) do menino que está com febre.
ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
44 A .55 .62 .25 .87 .61

93
PORTUGUÊS
475 NÍVEL 250

• Os alunos percebem a organização interna


Percentual de alunos acima do nível de diferentes tipos de textos.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM
BR 9% 52% 80% • Reconhecem que o autor usa a linguagem
N 3% 44% 73% para expressar determinados sentidos.
NE 6% 44% 73%
SE 12% 54% 79% • Reconhecem o papel do contexto na
S 8% 59% 88% identificação de sentidos explícitos ou
CO 6% 55% 87% implícitos presentes no texto.
250

Exemplo 13:

O BILHETE DO AMOR
Elias José
Logo que colocou os objetos embaixo da carteira, Pitu encontrou o bilhete. Leu, ficou
vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém. De vez em quando, mordia-lhe uma curiosidade
grande, uma vontade de reler pra ter certeza. Era uma revelação que ele não estava esperando. Não
podia dizer que estivesse achando ruim, pelo contrário... Ele estava com vontade de olhar pra trás, para
as últimas carteiras e procurar uma resposta com o olhar. Era um tímido e não se encorajava. A
professora explicava num mapa as regiões do Brasil e ele viajava num rumo diferente. Ainda bem que
ela não estava olhando pra ele, nem fazendo perguntas, só estava expondo a matéria. Na hora da
verificação, acabaria saindo-se mal. Não gostava de ignorar as coisas perguntadas. Só não se saía
muito bem quando se tratava de fazer contas de números fracionários. A professora mesma dizia-lhe
que em Português e matéria de leitura e entendimento ele se saía bem; mas nos cálculos tinha
dificuldades. Agora estava distante, pensava em poesias românticas, em música sentimental. Estava
meio perdido nos pensamentos confusos. O bilhete queimando no bolso. Uma vontade de relê-lo,
palavra por palavra. Interessante, não era um bilhete bem escrito, tinha até erro de Português – por que
a curiosidade? Só ele sabia dele, não foi como no dia do correio-elegante, pai, mãe e seu Francisco do
armazém querendo saber, dando palpites. Agora, tinha um bilhete e era diferente. Tinha um bilhete que
trazia uma declaração de amor e uma assinatura. Trazia mais: trazia um convite para um bate-papo na
praça, às duas horas, se ele quisesse namorar de verdade. Marina era bonitinha, ele queria. Falta-lhe
jeito de dizer, tinha que escrever um bilhete respondendo, era mais fácil, No intervalo escreveu o bilhete,
fechado no banheiro. Quase no fim da aula, ele criou força e olhou para trás. Marina sorria, confirmando.
Ele sorria também. Diversas vezes, ele olhou pra trás e a encontrou olhando. Trocaram sorrisos e
olhares. Os dois estavam vivendo uma ternura primeira e não sabiam escondê-la mais. Tanto assim que
a professora pediu que ele virasse pra frente, observasse o que ela estava pedindo pra pesquisa do fim
de semana. Naquele fim de semana, ele iria pesquisar alguma coisa nova que não tinha experimentado,
como alguns outros de sua idade e turma.

(In: Para gostar de ler, São Paulo, Ática)

94
Assinale a alternativa que apresenta adequadamente a seqüência das situações vividas por
Pitu na história:

(A) encontrou o bilhete / escreveu a resposta / olhou para Marina / perdeu a concentração na
aula
(B) olhou para Marina / perdeu a concentração na aula / encontrou o bilhete / escreveu a
resposta
(C) olhou para Marina / encontrou o bilhete / perdeu a concentração na aula / escreveu a
resposta
(D) encontrou o bilhete / perdeu a concentração na aula / escreveu a resposta / olhou para
Marina
ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
106 D .67 .56 .37 .93 .63

Exemplo 14:
“O bilhete queimava no bolso.” Considerando o enredo de "O Bilhete do Amor", assinale a
alternativa que melhor corresponde ao sentido da frase destacada.

(A) Pitu temia que seu amor fosse descoberto.


(B) Era grande a vontade de Pitu de pegar e reler o bilhete.
(C) Pitu queria livrar-se logo do bilhete.
(D) Pitu não sabia como responder o bilhete.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
107 B .71 .52 .44 .96 .64

95
PORTUGUÊS
475 NÍVEL 325

• Os alunos são capazes de, em textos


Percentual de alunos acima do nível curtos de certa complexidade, articular
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM informações implícitas e pressupostas.
BR 0% 6% 26%
N 0% 3% 16% • Percebem que a maneira como o texto
NE 0% 4% 24% está organizado supõe o seu leitor.
SE 0% 7% 25%
S 0% 8% 36% • Identificam diferentes pontos de vista no
CO 0% 5% 30% tratamento do assunto, compreendendo os
325 argumentos utilizados.

Exemplo 15:
O papo

Dois colegas se encontram após um longo tempo afastados:


- Aí, punk, tudo em riba?
- Demorô!
- Tô bolado hoje. Minha mãe tá mal...
- Abstrai, cara. A vida é de altos e baixos.
- Pô... que bad trip!

Glossário:
Abstrai - Esquece. Entra no lugar do “deixar rolar” e do “relaxa”.
Bad trip - Depressão. Muito antigamente já foi fossa.
Bolado - Triste, desanimado, cismado.
Demorô - Sinal de aprovação. Já foi “falô”.
Punk – Cara

(Jornal do Brasil, julho de 1996)

A linguagem dos jovens do texto O papo indica que no uso da língua ocorre muita variação e
isso:

(A) ocorre apenas no Brasil.


(B) reflete a diversidade cultural e social.
(C) é característico de países subdesenvolvidos.
(D) só ocorre com a juventude de hoje.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
77 B .65 .59 .34 .93 .63

96
Exemplo 16:
RAINHA DIZ QUE ENCONTRO NÃO INIBIRÁ AS INVASÕES

BRASÍLIA - Um constrangido aperto de mão marcou ontem o reinício


do diálogo - suspenso há nove meses – entre o ministro de Política Fundiária,
Raul Jungmann, e o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) no
Pontal do Paranapanema, José Rainha Júnior. Apesar do embaraço, a
reaproximação rendeu frutos para o movimento. O líder do Pontal foi ao
ministério para acertar a compra de uma fábrica de fécula de mandioca em
Sandovalina e saiu com o aval do governo para fechar o negócio por R$ 4,7
milhões.
Durante o encontro, entretanto, nenhuma palavra sobre pacto ou
trégua nas invasões foi dita. (...)
(Jornal do Commercio, Recife 01/05/97)
A REALIDADE DOS EXCLUÍDOS

Pegue o argumento que quiser contra a reforma agrária e tome-o


como verdadeiro. Diga que a viabilidade comercial da produção agrícola
depende de grandes extensões, modernização tecnológica, com máquinas e
insumos, pouca mão-de-obra e linhas de crédito que não estão ao alcance dos
agricultores a serem assentados. Tudo bem, é verdade, mas sobrará uma
questão a ser resolvida pela sociedade brasileira: o que fazer com as 30 mil
famílias que vivem em acampamentos à beira de estradas e com outros quatro
milhões de não-acampadas, mas igualmente sem-terra, que o governo estima
ser o total de carentes do campo? (...)
(ISTOÉ / 1438, 23/04/97)

Os dois textos acima tratam da questão da terra no Brasil. O primeiro relata um acontecimento
específico: o encontro do líder sem-terra José Rainha com o ministro de Política Fundiária Raul
Jungmann. Já o segundo:

(A) narra um fato isolado em que não se identificam as lideranças.


(B) apresenta o debate entre o ministro e o líder dos sem-terra sobre a questão agrária.
(C) expõe um ponto de vista sobre o problema social ligado à questão da terra.
(D) narra, em breves palavras, a história recente da política fundiária do governo.
ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
130 C .53 .38 .38 .76 .40

97
PORTUGUÊS
475 NÍVEL 400

• Os alunos revelam um repertório


Percentual de alunos acima do nível significativo de leituras, uma vez que têm
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM capacidade de compreender a paródia
BR 0% 0% 1% como uma referência a outros textos.
N 0% 0% 0%
NE 0% 0% 0% • Reconhecem a estrutura do texto poético,
SE 0% 0% 1% bem como os recursos expressivos
S 0% 0% 0% utilizados para criar efeitos de sentido
CO 0% 0% 1% nesse tipo de texto.
400
• Reconhecem o papel das preposições,
conjunções e advérbios na organização e
0 desenvolvimento do texto.

Exemplo 17:
A pátria
Olavo Bilac
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos,
Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

98
Ao brincar com o poema, Ziraldo faz algumas adaptações ao texto original, tal como mudar o
nome do poeta, trocar a palavra crianças por dinossaurinhos, seio de mãe por pezão de mãe.
Estas mudanças se articulam com:

(A) a concepção atual de poesia.


(B) o modo como as mães tratam as crianças.
(C) o período histórico a que a personagem remete.
(D) as características das histórias em quadrinhos.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
152 C .33 .50 .15 .65 .54

Exemplo 18:
Desencanto
Manuel Bandeira
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...


Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca.


Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

⎯ Eu faço versos como quem morre.


Teresópolis, 1912.
(In: Cinza das Horas. Rio de Janeiro, J. Olympio)

A leitura do poema "Desencanto" de Manuel Bandeira leva o leitor a perceber que o poeta vê
o ato de criação poética como

(A) um entretenimento agradável.


(B) uma dor inevitável.
(C) um sofrimento desnecessário.
(D) uma despedida.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
33 B .40 .52 .17 .69 .55

99
CIÊNCIAS NÍVEL 100
475
• Os alunos interpretam pequenos textos e
Percentual de alunos acima do nível observam figuras para identificar
Ciências Física Química Biologia elementos do cotidiano relacionados ao
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM ambiente ou à vida humana.
BR 96% 100% 100% 100% 100% • Identificam, por exemplo, árvores entre
N 94% 100% 100% 100% 100% outras representações de plantas.
NE 95% 100% 100% 100% 100% • Reconhecem quais veículos utilizam
SE 96% 100% 100% 100% 100% derivados de petróleo como combustível.
S 96% 100% 100% 100% 100%
CO 97% 100% 100% 100% 100%
100

Exemplo 19:
Dentre as figuras abaixo, qual representa uma árvore?

(A) (B)

(C) (D)
ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
77 D .94 .13 .87 .99 .46

100
Exemplo 20:
A partir do petróleo podemos obter, por exemplo, a gasolina, o óleo diesel, o querosene, o
gás de cozinha e fabricar plásticos. Sabemos que o petróleo é um recurso natural que vai se
esgotar, por isso, precisamos utilizar outras fontes de energia para fazer funcionar:

(A) os carros, aviões e ônibus.


(B) carroças e liquidificadores.
(C) os barcos à vela, carroças e liquidificadores.
(D) os fogões, carros e cataventos.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
118 A .74 .18 .62 .80 .24

101
CIÊNCIAS NÍVEL 175
475
• Os alunos identificam, nomeiam, classificam,
comparam e seqüenciam eventos a partir de
Percentual de alunos acima do nível textos ou representações figurativas.
Ciências Física Química Biologia
• Observam e reconhecem relações entre parte e
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM
todo e estabelecem relações temporais entre
BR 52% 94% 100% 100% 100% fenômenos.
N 43% 93% 100% 100% 100%
• Demonstram conhecimentos elementares de
NE 44% 91% 100% 100% 100% Astronomia, Meio Ambiente e Saúde. Por
SE 57% 94% 100% 100% 100% exemplo, definem planeta e estrela, comparam
S 56% 96% 100% 100% 100% condições para a sobrevivência de seres vivos,
CO 52% 96% 100% 100% 100% reconhecem procedimentos de higiene pessoal
175 e a utilidade da camisinha, utilizando, para
tanto, a linguagem cotidiana e o senso comum.
• São capazes de aplicar corretamente
0 vocábulos científicos elementares cujo
significado lhes é fornecido.

Exemplo 21:
A figura abaixo representa uma planta composta de todas suas partes principais. No exemplo
as letras mostram essas partes isoladamente. Quais são essas partes?

(A) A- flor, B- folha, C- bulbo, D- raízes.


(B) A- raízes, B- bulbo C- folha, D-flor.
(C) A- bulbo, B- flor, C- raízes, D-folha.
(D) A- folha, B- raízes, C- flor, D-bulbo.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
16 A .73 .41 .51 .92 .51

Exemplo 22:
Para a observação e estudo de objetos longínquos no céu, utilizamos o:

(A) periscópio.
(B) estetoscópio.
(C) telescópio.
(D) magnetoscópio.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
69 C .75 .35 .54 .89 .47

102
CIÊNCIAS NÍVEL 250
475 • Os alunos interpretam problemas elementares
ligados ao Meio Ambiente e à Saúde, cujos
Percentual de alunos acima do nível dados aparecem em textos ou tabelas muito
Ciências Física Química Biologia simples.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Conhecem conceitos básicos das diferentes
BR 9% 48% 72% 80% 80% Ciências Naturais. Por exemplo: formação da
N 4% 36% 69% 82% 74% imagem na retina; transporte de oxigênio pelo
sangue; ação da gravidade; derivados do
NE 7% 39% 70% 81% 76%
petróleo; propriedades de alguns materiais;
SE 12% 50% 68% 76% 79% transformação de energia realizada em alguns
S 10% 56% 88% 90% 87% equipamentos domésticos.
CO 7% 52% 83% 89% 87% • Compreendem os fenômenos, mas raramente
250 operam com as grandezas físicas envolvidas.
• Calculam a velocidade média de um carro,
relacionando grandezas de tempo e espaço.
0 • Utilizam basicamente, ainda, a linguagem do
cotidiano e do senso comum, pois têm pouca
familiaridade com a nomenclatura científica.

Exemplo 23:
Os animais predadores são importantes controladores da quantidade de indivíduos da população
da qual se alimentam. Imagine que uma espécie de lagartos que se alimenta de mosquitos passe
a ser caçada pelo homem. O que aconteceria com a população de mosquitos?

(A) aumentaria de tamanho.


(B) diminuiria em número.
(C) mudaria de lugar.
(D) não sofreria nada.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
12 A .34 .39 .20 .59 .45

Exemplo 24:
Um carro demora 5 horas para fazer a distância de 400 km que separa o Rio de Janeiro
de São Paulo. Qual foi a velocidade média desenvolvida pelo carro ?

(A) 80 km/h.
(B) 200 km/h.
(C) 0,80 km/h.
(D) 2000 km/h.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
149 A .79 .38 .58 .96 .61

103
CIÊNCIAS NÍVEL 325
475 • Os alunos compreendem a descrição de
fenômenos e processos naturais e técnicos em
Percentual de alunos acima do nível linguagem cotidiana
Ciências Física Química Biologia • Identificam elementos de notação científica,
mas fazem uso rudimentar da notação científica
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM
e de símbolos específicos.
BR 0% 7% 27% 28% 31%
• Interpretam esquemas - como o de circuitos
N 0% 3% 19% 23% 20% elétricos -, diagramas - como o ciclo da água -,
NE 0% 5% 26% 31% 31% tabelas e gráficos com dados ambientais e de
SE 0% 8% 24% 22% 26% saúde.
S 0% 7% 42% 43% 47% • Estabelecem relações causais envolvendo
CO 0% 8% 35% 36% 40% fatores não diretamente observáveis, como a
325 orientação da agulha imantada pelo campo
magnético da terra ou o aumento do dióxido de
carbono atmosférico devido à combustão.
• Dominam conceitos científicos de temas
0 vivenciais, como temperatura, poluição, cadeia
alimentar.

Itens de Biologia
Exemplo 25:
Para aumentar a chance de sobrevivência dos animais em seus ambientes, é fundamental
a detecção de situações ameaçadoras, bem como a capacidade de reagirem a essas
situações. Tanto a percepção quanto a reação são funções do tecido:

(A) ósseo.
(B) epitelial.
(C) muscular.
(D) nervoso.
(E) conjuntivo.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
3 D .51 .61 .21 .82 .64

Exemplo 26:
Segundo a Organização Panamericana de Saúde, a Doença de Chagas mata mais de 40 mil
pessoas por ano nos campos e localidades pobres da América Latina, constituindo a quarta
causa de mortalidade no continente. Para diminuir esses índices, seria mais adequado que
as instituições governamentais, dessas regiões, investissem na

(A) eliminação dos animais considerados reservatórios naturais dos causadores da


doença.
(B) internação, tratamento e isolamento definitivo de todos os portadores da doença
(C) interdição dos bancos que comercializam sangue fora da rede oficial de saúde.
(D) elaboração de leis que ampliem os serviços públicos de transplante de coração.
(E) substituição ou melhoria das moradias nas áreas onde a doença é endêmica.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
22 E .61 .30 .44 .74 .32

104
Itens de Física
Exemplo 27:
Observe o circuito da figura abaixo.

Escolha a alternativa que enumera corretamente os componentes do


circuito.

(A) 1 gerador, 3 resistores e 5 capacitores


(B) 1 resistor, 3 geradores e 5 capacitores
(C) 1 capacitor, 3 geradores e 5 resistores
(D) 1 resistor, 3 capacitores e 5 geradores
(E) 1 indutor, 3 capacitores e 5 resistores

ÍNDICES

ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE


60 A .50 .61 .26 .87 .59

Exemplo 28:
No sistema abaixo, os dois corpos, A e B, estão sendo empurrados por uma força F =
20N numa superfície perfeitamente lisa.
Sendo mA = 4 kg e mB = 6 kg, a aceleração do conjunto será:

F A B

(A) 1 m/s2
(B) 2 m/s2
(C) 3 m/s2
(D) 5 m/s2
(E) 10 m/s2
ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
92 B .51 .54 .26 .80 .57

Itens de Química
Exemplo 29:
A figura geométrica abaixo representa, simplificadamente, a substância:

(A) C4H8.
(B) C3H6.
(C) C5H10.
(D) C6H14.
(E) C4H10.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
25 A .51 .42 .30 .72 .45

105
Exemplo 30:
Um estudante colocou a mesma quantidade de água, com a mesma temperatura, em duas
vasilhas diferentes, como na figura abaixo, e as deixou ao Sol durante o mesmo tempo.
Depois mediu a variação da quantidade de água em cada uma.

O estudante queria verificar que a rapidez da:

(A) solidificação depende da quantidade de água das vasilhas.


(B) evaporação depende do tempo que elas ficam ao Sol.
(C) evaporação depende da superfície da água exposta ao Sol.
(D) solidificação depende da posição do Sol.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
157 C .63 .44 .39 .83 .48

106
NÍVEL 400 - BIOLOGIA
CIÊNCIAS • Os alunos dominam vários conceitos científicos
475 básicos das grandes áreas do conhecimento
biológico e aplicam alguns dos conceitos
adquiridos.
Percentual de alunos acima do nível • Utilizam, com certa familiaridade, a terminologia
Ciências científica relacionada à estrutura, reprodução e
4ª S EF 8ª S EF hereditariedade dos seres vivos.
BR 0% 0% • Explicam determinados desequilíbrios
N 0% 0% ambientais e indicam fatores que contribuem
NE 0% 0% para a maior estabilidade do meio ambiente e
SE 0% 0% para a manutenção da biodiversidade.
S 0% 0% • Reconhecem alguns procedimentos simples
CO 0% 0% para minimizar problemas de degradação
3ª S EM ambiental.
Física Química Biologia • Identificam grupos de seres vivos a partir de
BR 4% 4% 5% características internas e externas.
N 1% 1% 2%
• Relacionam estruturas dos seres vivos com
NE 3% 5% 5%
suas funções.
SE 4% 3% 5%
S 5% 4% 6% • Possuem noções básicas sobre hereditariedade
CO 5% 3% 5% e reconhecem na seleção natural o processo
fundamental de transformação da vida ao longo
400 do tempo.
• Solucionam problemas relativos ao corpo
humano, à evolução dos seres vivos e à
0
hereditariedade, mesmo quando apresentados
em diferentes linguagens (textos, tabelas e
gráficos).

Exemplo 31:
Um indivíduo partiu de Fortaleza, quando a temperatura local era de 40º C, e
desembarcou em Porto Alegre, onde o termômetro acusava 17º C.
Espera-se que a temperatura corporal desse indivíduo

(A) fique quase constante, pois dentro de certos limites, o corpo mantém estável a
temperatura.
(B) baixe, porque houve uma variação muito drástica na temperatura ambiente.
(C) fique oscilando até que o metabolismo das gorduras se acelere, provocando a
elevação da temperatura.
(D) diminua, pois a temperatura do organismo tende a acompanhar a do ambiente.
(E) aumente para compensar a diminuição da temperatura ambiente.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
111 A .27 .51 .07 .58 .62

107
Exemplo 32:
O uso do mercúrio para a separação do ouro nas regiões brasileiras de intensa atividade
mineradora tem atingido proporções que merecem atenção. A preocupação maior é
porque o mercúrio

(A) provoca a morte imediata dos seres vivos diretamente contaminados.


(B) acumula-se nos organismos, contaminando toda a cadeia alimentar.
(C) pode contaminar as plantações, reduzindo a produção de alimentos.
(D) impede a penetração de luz nos rios onde ocorre a lavagem do minério.
(E) prejudica a qualidade dos solos próximos aos rios onde o ouro é separado.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
104 B .35 .54 .13 .67 .57

108
CIÊNCIAS NÍVEL 400 - FÍSICA
475 • Os alunos são capazes de identificar e denominar
fenômenos e processos físicos.
Percentual de alunos acima do nível • Utilizam linguagens simbólicas, notações vetoriais,
Ciências Física Química Biologia diagramas e gráficos relativos a grandezas e
processos físicos.
4ª S EF 8ª S EF 3ª S EM • Interpretam situações físicas, estabelecendo relações
BR 0% 0% 4% 4% 5% de causa e efeito correlacionando mais de dois
N 0% 0% 1% 1% 2% fatores. Por exemplo: gravidade e peso, formato da
NE 0% 0% 3% 5% 5% chama e convecção de gases, circuito e continuidade
de corrente elétrica, deflexão de elétrons e campo
SE 0% 0% 4% 3% 5% magnético de um imã.
S 0% 0% 5% 4% 6% • Calculam relações entre grandezas físicas – como
CO 0% 0% 5% 3% 5% força, área e pressão –, entre agentes de um
400 processo e suas conseqüências – como
determinação de tensão elétrica a partir da corrente e
da resistência.

0 • Convertem unidades (calorias em joules).


• Compreendem e utilizam princípios gerais da Física
em situações simples, tais como uso e conservação
de energia em queda livre ou percepção das perdas
térmicas em motores.
• Relacionam fenômenos, processos e modelos
abstratos.
OBS: Só em níveis mais elevados os alunos apresentam
competências mais globais necessárias à compreensão de
situações mais complexas, aos cálculos mais elaborados e à
capacidade de formulação de modelos e previsão de eventos.

Itens de Física
Exemplo 33:
O esquema abaixo representa uma onda propagando-se em uma corda. Os segmentos MN e
NP representam respectivamente:
M N

(A) o comprimento de onda e a freqüência da onda.


(B) o período e a amplitude da onda.
(C) o comprimento de onda e a amplitude da onda
(D) a meia-amplitude e o comprimento de onda.
(E) a velocidade da onda e o comprimento de onda.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
75 C .36 .42 .14 .56 .46

109
Exemplo 34:
A transformação de energia que ocorre quando um automóvel freia é de:

(A) energia cinética em sonora.


(B) energia potencial em térmica.
(C) energia potencial em sonora.
(D) energia potencial em sonora e térmica.
(E) energia cinética em sonora e térmica.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
141 E .29 .31 .17 .48 .41

110
QUÍMICA
CIÊNCIAS • Identificam alguns processos químicos a partir de
475 textos em linguagem cotidiana e transcrevem
esses processos utilizando notação química.
• Interpretam representações gráficas de
Percentual de alunos acima do nível fenômenos, obtendo dados, efetuando cálculos
Ciências simples e estabelecendo relações entre variáveis.
4ª S EF 8ª S EF • Analisam uma transformação química em
BR 0% 0% solução aquosa e no estado gasoso,
N 0% 0%
estabelecendo relações entre reagentes e
NE 0% 0%
produtos por meio de cálculos simples envolvendo
SE 0% 0%
massa, energia e tempo, em diferentes unidades.
S 0% 0%
CO 0% 0% • Identificam a influência de fatores externos sobre
3ª S EM as transformações químicas, considerando a
Física Química Biologia extensão e a velocidade.
BR 4% 4% 5% • Utilizam modelos microscópios simples para
N 1% 1% 2% explicar fenômenos químicos.
NE 3% 5% 5% OBS: Somente em níveis mais altos os alunos
SE 4% 3% 5% apresentam competências mais globais, como, por
S 5% 4% 6% exemplo, avaliar as implicações econômicas,
CO 5% 3% 5% sociais e ambientais de processos químicos.
400

Exemplo 35:
A partir do gráfico abaixo, pode-se dizer que

(A) o aumento da temperatura aumenta apenas a solubilidade de A.


(B) o coeficiente de solubilidade de A é mais influenciado pela temperatura do que o de B.
(C) a solubilidade de A é maior do que a de B a 20oC.
(D) a solubilidade de A é menor do que a de B a 60oC.
(E) os coeficientes de solubilidade de ambos os sais são igualmente influenciados pela
temperatura.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
32 B .34 .58 .11 .69 .60

111
Exemplo 36:
O esquema abaixo representa o experiência de Rutherford: partículas α de polônio radiativo
atravessam a lâmina C do desenho, que é constituída por:

(A) zinco.
(B) chumbo.
(C) ouro.
(D) polônio.
(E) vidro.

ÍNDICES
ITEM GAB DIFI DISCR ABAI ACIM BISE
92 C .20 .33 .11 .44 .51

112

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