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Protocolo Biochar 1.3

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Faculdade de Engenharia

Departamento de Engenharia Química


Engenharia do Ambiente
Projecto de Curso
Tema: Protocolo para produção do biochar a partir das lamas da
ETAR de Infulene

Discentes:
José, Kleyde Lissa
Mariano, Shirley Paula
Silveira, Larisse Eliana Aziza

Maputo, Setembro de 2024


Procedimento Laboratorial para produção de biochar a partir das lamas da
ETAR

Etapas do Processo

1. Colecta da amostra

As lamas serão retiradas da lagoa anaeróbica da Estação de Tratamento de Águas Residuais


(ETAR) de Infulene.

Equipamentos

 Garrafas plásticas
 Pá
 EPIs (luvas, máscaras)

2. Pesagem da amostra húmida

Após a colecta, a amostra da lama é pesada enquanto ainda está húmida. Isso é feito para
determinar a humidade da lama para garantir que o composto que será usado posteriormente
reaja de forma adequada. Para determinação da humidade da lama é necessário:

A. Misturar bem a lama para garantir que a humidade esteja distribuída


uniformemente
B. Medir o peso húmido numa balança de analítica
C. Secar a amostra na estufa a 105ºC deixe secar por um período de 12 a 24 horas
D. Medir o peso seco

peso húmido da lama− peso seco dalama


Humidade ( % )= ×100
peso húmido da lama

Nota:

 Caso a amostra apresente humidade em excesso, é necessário que se desidrate para que
tenha uma humidade recomendável (40-80%), facilite a mistura e reduza o volume.
 Caso a amostra esteja muito seca, pode-se adicionar gradualmente uma quantidade
controlada de água na lama, isso reativará a capacidade de reação da cal, garantindo uma
estabilização eficaz.

Equipamentos necessários:

 Sacos para realizar a mistura;


 Papel de alumínio;
 Colher de cabeça dupla;
 Balança analítica;
 Estufa.

3. Estabilização da lama

A necessidade de estabilização da lama está ligada ao seu potencial de produzir odores e seu
conteúdo em microrganismos patogênicos. Será feita uma estabilização química, especificamente
a estabilização alcalina, que consiste em adicionar a cal virgem (CaO) na lama até atingir pH 12
ou superior, cujo efeito é a destruição de microrganismos patogênicos, diminuição do odor
gerado pela lama e fixação de metais pesados. Este tipo de estabilização é simples, com baixo
custo de instalação e possui eficiência na eliminação de patógenos.

Proporção

 0,25 a 0,5 kg de cal por kg de lama seca

(
peso da lama seca= peso humido × 1−
humidade
100 )

Equipamentos

 Sacos para realizar a mistura;


 Pá ou enxada;
 Cal activada/virgem (CaO);
 EPI´s (luvas, máscaras, óculos, bata).
4. Aeração da mistura

Após a mistura, deixa-se o material estabilizar por 60 min na mufla, ficando exposto a uma
temperatura de 450ºC, para que a cal reaja completamente com a humidade e os componentes
orgânicos da lama, para uma melhor remoção de patógenos. Durante este período a lama perde
humidade adicional e se estabiliza quimicamente.

Equipamentos

 Mufla a 450ºC por 60 min;


 Papel de alumínio;

5. Teste da mistura

Retira-se uma amostra da mistura após o tempo de descanso e testa-se o pH para garantir que
está dentro da faixa desejada (geralmente pH 12-12,5 para desinfecção e estabilização).

Procedimento para a medição do pH

A. Preparar a amostra: Tritura-se a lama seca até formar um pó fino, para garantir maior
superfície de contacto.
B. Pesagem: Pesa-se cerca de 10 g de lama seca em uma balança de analítica.
C. Adição de água: Coloca-se a lama em um béquer ou copo e adiciona-se água destilada
na proporção de 1:5 ou 1:2,5 (por exemplo, 10 g de lama para 50 mL de água destilada).
D. Agitação: Agita-se a mistura por 30 minutos a 1 hora para equilibrar o sistema, e deixa-
se repousar por alguns minutos
E. Medir o pH: Usa-se um pHmetro.

Nota: Caso não seja possível usar o pHmetro, pode-se usar tiras de pH, mergulhando-as no
líquido e comparando a cor com a escala fornecida.
Equipamentos

 Balança analitica
 pHmetro
 Béquer
 Água destilada
 Tiras de pH

6. Pirólise

Durante a pirólise a amostra é aquecida a temperaturas entre 400°C e 700°C na mufla, sem a
presença de oxigênio. Esse processo decompõe o material orgânico na lama, resultando na
formação de biochar, gases e bio-óleo.

Equipamento

 Mufla;
 Papel de alumínio.

7. Resfriamento e colecta

Após o término da pirólise, deixa-se o material resfriar completamente em um ambiente sem


oxigênio para evitar a combustão do biochar produzido. Depois, colecta-se o biochar, que estará
pronto para ser analisado.

8. Preparação da solução modelo


A. Cálculo da massa de sulfato de Cobre

Exemplo: com uma concentração inicial de 100mg/l em um volume de 1 litro de solução, usa-se
100mg de CuS O2

Massa de CuS O2=concentração desejada ( mgl ) ×volume da solução


B. Pesagem do sulfato de Cobre

Usa-se uma balança analítica para pesar 100mg de CuS O2

C. Dissolução do sulfato de Cobre

Transfere-se o sulfato de cobre pesado para um béquer de 1000ml. Adiciona-se 500ml de água
destilada e usa-se um agitador (Jar Test) para dissolver completamente o sulfato de Cobre.

D. Ajuste do volume

Após a dissolução completa do sulfato de cobre deve-se completar o volume do béquer até
1000ml com água destilada.

E. Ajuste do PH (se necessário)

O pH deve ser neutro ou ligeiramente ácido para simular condições ambientais reais. Para ajustar
pode-se adicionar uma base fraca ou um ácido fraco.

F. Rotulagem e armazenamento

Rotula-se o frasco com a data e a concentração do CuS O2. O armazenamento deve ser feito num
local fresco e escuro para evitar reacções indesejadas causadas pela luz ou calor.

9. Ensaio / Teste de adsorção


A. Pesagem do Biochar

A quantidade de biochar será pesada com o uso de uma balança analítica.

B. Preparação do sistema de reacção

O biochar pesado será adicionado ao frasco que contém a solução modelo de sulfato de Cobre.

C. Agitação da mistura

Para facilitar a adsorção do Cu pelo biochar a mistura será submetida a uma agitação, que deve
ser mantida em uma velocidade que garanta a homegenidade da mistura, após o período de
agitação (24h) a mistura será colocada em repouso.
D. Separação do Biochar

Usa-se uma centrífuga para separar o biochar da solução.

E. Análise da concentração de Cobre

Usa-se um espectofotômetro de absorção atómica para determinar a concentração residual de Cu


na solução.

F. Cálculo da eficiência de adsorção


Materiais e Equipamentos

 Mufla
 Estufa
 Colher de Cabeça Dupla
 Balança de analítica
 Cal (CaO)
 Bequér
 Sacos para realizar a mistura da lama
 Papel de alumínio
 Phmetro
 Solução de CuS O2
 Água destilada
 Jar Test
 Espectrofotômetro de absorção atómica
 Centrífuga

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