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Propriedades mecânicas dos materiais 15/04/2014 1
Propriedades mecânicas dos materiais 15/04/2014 1

Propriedades mecânicas dos materiais

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Resistência mecânica: é a resistência à ação de determinados tipos de esforços, como a tração e a compressão.

Elasticidade: é a capacidade que um material deve ter de se deformar, quando submetido a um esforço, e de retornar a forma original quando o esforço termina.

Plasticidade: é a capacidade que um material, quando submetido a um esforço tem de se deformar e mantiver está quando o esforço desaparece

Fragilidade: é a baixa resistência aos choques. Podemos dizer que são materiais duros, que tendem a quebrar quando sofrem choques ou batidas. Maleabilidade: é a propriedade que um material, por exemplo, um aço, apresenta de poder ser laminado, estampando, forjado, entortado e repuxado.

Ductilidade: é o oposto de fragilidade, são materiais que, ao sofrerem a ação de uma força, deformam-se plasticamente sem se romperem

Dureza: é a resistência do material à deformação plástica, ao desgaste mecânico e à penetração(ensaio de indentação)

Tenacidade: é a resistência a choques, pancadas, vibrações, golpes, impactos.

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MECANISMOS PARA AUMENTODA RESISTENCIA NOS METAIS:

MECANISMOS PARA AUMENTODA RESISTENCIA NOS METAIS: • Aumento da resistência por adição de elemento de liga
MECANISMOS PARA AUMENTODA RESISTENCIA NOS METAIS: • Aumento da resistência por adição de elemento de liga

Aumento da resistência por

adição de elemento de liga

(formação de solução sólida ou precipitação de fases)

Aumento da resistência por redução do tamanho de grão

Aumento da resistência por encruamento

Aumento da resistência por tratamento térmico

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O que são mecanismos de endurecimento?

  • Obstáculos a movimentação das discordâncias que provocam um aumento da resistência mecânica do metal

Mecanismos de endurecimento:

  • Solução sólida

  • Precipitação/Partículas de segunda fase

  • Refino de grão

  • Encruamento

  • Tratamentos térmicos

  • Solução sólida

Átomos de soluto ocupam lugares da rede

cristalina de um dado metal;

Estes átomos provocam distorção na rede; para

minimizar a energia do material procuram

lugares onde se acomodam mais facilmente

=> junto a discordâncias ....

Dificuldade de movimentar discordâncias

 Solução sólida Átomos de soluto ocupam lugares da rede cristalina de um dado metal; Estes

Aumento da

resistência

do material

Deformações da rede cristalina

Deformações da rede cristalina

Deformações da rede cristalina

Aumento de Resistência por Solução Sólida átomos menores

Deformação na rede cristalina!
Deformação na rede
cristalina!

(a) Representação das deformações da rede por tração impostas sobre átomos hospedeiros por um átomo de impureza substitucional de menor tamanho.

(b) Possíveis localizações de átomos de impurezas menores em uma discordância aresta, de modo a cancelar parcialmente campos de deformação compressivas.

Aumento de Resistência por Solução Sólida átomos maiores

Deformação na rede cristalina!
Deformação na rede
cristalina!

(a) Representação das deformações compressivas impostas sobre átomos hospedeiros por um átomo de impureza substitucional de maior tamanho.

(b) Possíveis localizações de átomos de impurezas maiores em uma discordância aresta, de modo a cancelar parcialmente campos de deformação de tração.

Mecanismos de Endurecimento

Mecanismos de Endurecimento Solução Sólida: Interação do átomo de soluto com as discordâncias

Solução Sólida:

Interação do átomo de soluto com as discordâncias

Mecanismos de Endurecimento Solução Sólida: Interação do átomo de soluto com as discordâncias
Mecanismos de Endurecimento Solução Sólida: Interação do átomo de soluto com as discordâncias

Mecanismos de Endurecimento

  • Solução sólida

Efeito da dimensão do átomo de soluto

Mecanismos de Endurecimento

  • Precipitação/Dispersão de partículas de segunda

fase

O material exibe uma segunda fase, isto é uma região com composição e características distintas, dispersa na matriz.

Provocam distorção na rede;

Dificuldade de movimentar discordâncias.

Mecanismos de Endurecimento  Precipitação/Dispersão de partículas de segunda fase O material exibe uma segunda fase,

Aumento da

resistência do material

Mecanismos de Endurecimento

Mecanismos de Endurecimento  Precipitação/Dispersão de partículas de segunda fase Maior resistência Menor resistência
  • Precipitação/Dispersão de partículas de

segunda fase

Maior

resistência

Menor resistência

Mecanismos de Endurecimento  Precipitação/Dispersão de partículas de segunda fase Maior resistência Menor resistência
AUMENTO DA RESISTENCIA POR REDUÇÃO DO TAMANHO DO GRÃO • Grãos menores possuem mais contornos de

AUMENTO DA RESISTENCIA POR REDUÇÃO DO TAMANHO DO GRÃO

Grãos

menores

possuem

mais

contornos

de

grão

que

impedem o movimento das discordâncias, aumentando

assim a Resistência.

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Mecanismos de Endurecimento

  • Precipitação/Dispersão de partículas de segunda

fase

Dispersão Introdução de finas partículas de óxidos em uma matriz (moagem de alta energia)

Interação partículas-discordâncias

SOLUÇÃO SÓLIDA

  • A adição de metais impede o movimento das discordâncias.

SOLUÇÃO SÓLIDA  A adição de metais impede o movimento das discordâncias . 15/04/2014

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ENCRUAMENTO OU ENDURECIMENTO PELA DEFORMAÇÃO À FRIO

  • É o fenômeno no qual um material endurece devido à deformação plástica (realizado pelo trabalho à frio)

  • Esse endurecimento dá-se devido ao aumento de discordâncias e imperfeições promovidas pela deformação, que impedem o escorregamento dos planos atômicos.

  • A medida que se aumenta o encruamento maior é a força

necessária para produzir uma maior deformação;

  • O encruamento pode ser removido por tratamento térmico

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Calcule o limite de resistência à tração e à ductilidade (AL%) de um bastão de cobre

Calcule o limite de resistência à tração e à ductilidade (AL%) de um bastão de

cobre quando ele é trabalhado a frio de tal modo que seu diâmetro seja reduzido

de 15,5 mm para 12,2 mm ( 0,6 pol. Para

0,48 pol.

ENCRUAMENTO E MICROESTRUTURA

  • Antes da deformação

ENCRUAMENTO E MICROESTRUTURA  Antes da deformação Depois da deformação 15/04/2014

Depois da deformação

ENCRUAMENTO E MICROESTRUTURA  Antes da deformação Depois da deformação 15/04/2014

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MECANISMO QUE OCORRE NO AQUECIMENTO DE UM MATERIAL ENCRUADO

ESTÁGIOS:

  • Recuperação (

  • Recristalização (Processo de formação de um novo conjunto de grãos livres de deformação e que são equiaxiais)

  • Crescimento de grão

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RECUPERAÇÃO

  • Há um alívio das tensões internas armazenadas durante a deformação devido ao movimento das discordâncias resultante da difusão atômica;

  • Nesta etapa há uma redução do número de discordâncias e um rearranjo das mesmas;

  • Propriedades físicas como condutividade térmica e elétrica voltam ao seu estado original (correspondente ao material não-deformado)

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RECRISTALIZAÇÃO

  • Depois da recuperação, os grãos ainda estão

tensionados;

  • Na recristalização os grão se tornam novamente equiaxiais (dimensões iguais em todas as direções);

  • O número de discordâncias reduz mais ainda;

  • As propriedades mecânicas voltam ao seu estado original;

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CRESCIMENTO DE GRÃO

  • Depois da recristalização se o material

permanecer por mais tempo em temperaturas elevadas o grão continuará à

crescer(envelhecimento)

  • Em geral, quanto maior o tamanho de grão mais mole é o material e menor é sua resistência

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TEMPERATURAS DE RECRISTALIZAÇÃO • Estanho - 4  C • Zinco 10  C • Alumínio

TEMPERATURAS DE RECRISTALIZAÇÃO

 

Estanho

- 4C

Zinco

10C

Alumínio de alta pureza

80C

Cobre de alta pureza

120C

Latão 60-40

475C

Níquel

370C

 

Ferro

450C

 

   
   

Tungstênio

1200C

 

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DEFORMAÇÃO À QUENTE E

À FRIO

  • Deformação à quente: quando a deformação ou trabalho mecânico é realizado acima da temperatura de recristalização do material

  • Deformação à frio: quando a deformação ou trabalho mecânico é realizado abaixo da

temperatura de recristalização do material

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DEFORMAÇÃO À QUENTE

VANTAGENS

Permite o emprego de menor esforço mecânico para a mesma deformação (necessita-se então de máquinas de menor capacidade se comparado com o trabalho a frio).

Promove

o

refinamento

da

estrutura do material, melhorando a

tenacidade Elimina porosidades Deforma profundamente devido a recristalização DESVANTAGENS:

Exige ferramental de boa resistência ao calor, o que implica em custo

O material sofre maior oxidação, formando casca de óxidos

Não permite a obtenção de dimensões dentro de tolerâncias estreitas

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DEFORMAÇÃO À FRIO

Aumenta a dureza e a resistência dos materiais, mas a ductilidade diminui

Permite

a

obtenção

de

dimensões

dentro

de

tolerâncias estreitas Produz melhor acabamento superficial

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RESILIENCIA

  • È a capacidade de um material absorver

Energia quando deformado elasticamente, sendo que após a remoção ela recupera a

energia.

  • Os materiais possuem elevada LE e baixo

exemplos molas.

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TENACIDADE

  • Capacidade do material absorver energia até

fratura. Um material tenaz possui elevada ductilidade e boa resistencia

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2-RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO

OS ESFORÇOS TENDEM A ESMAGAR AS PARTÍCULAS; AQUI TAMBEM EXISTE UM PERIODO ELASTICO;

AQUI EXISTE UMA SITUAÇÃO QUE CHAMAMOS DE FLAMBAGEM;

2-RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO ● OS ESFORÇOS TENDEM A ESMAGAR AS PARTÍCULAS; ● AQUI TAMBEM EXISTE UM

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R =

F/ A

A = BxL A = π

Ensaio solicitado para

tijolos.

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Resistência a Flexão

• È uma deformação composta, porque resulta no aparecimento de tensões de compressão na face que
• È uma deformação
composta, porque resulta
no aparecimento de
tensões de compressão na
face que recebe a força, e
tensão de tração na face
oposta.
σ = 3PL
2a²b
Resistência a Flexão • È uma deformação composta, porque resulta no aparecimento de tensões de compressão

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• A resistência é solicitada em revestimentos cerâmicos, pedras de mármore e granitos, além de telhas
• A resistência é solicitada em revestimentos cerâmicos,
pedras de mármore e granitos, além de telhas
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LIGA Limite de Escoamento Limite Resistência a Ductilidade( METÁLICA %) (MPa) Tração (MPa) Aluminio 35 90
LIGA
Limite de
Escoamento
Limite
Resistência a
Ductilidade(
METÁLICA
%)
(MPa)
Tração
(MPa)
Aluminio
35
90
40
Cobre
69
200
45
Latão
75
300
68
(70Cu30Zn)
Ferro
130
262
45
Niquel
138
480
40
Aço (1020)
180
380
25
Titânio
450
520
25
Molibidênio
565
655
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DUREZA • É a medida da resistência de um material a uma deformação plástica localizada a

DUREZA

• É a medida da resistência de um material a uma deformação plástica localizada a uma
• É a medida da resistência de um material a uma deformação
plástica localizada a uma impressão ou risco.
• Estes ensaios são realizados com mais frequencia do que
qualquer outro devidos aos seguintes motivos:
- São mais baratos
- Não e destrutivo
-Outras propriedades podem
ser estimadas por eles.
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LT(MPa) 3,45xHB

LT ( MPa )  3,45 xHB Correlação entre dureza e o Limite de Resistência •

Correlação entre dureza e o Limite de

Resistência

• O ensaio consiste na aplicação de uma carga conhecida através de um penetrador de geometria
• O ensaio consiste na aplicação de uma carga conhecida
através de um penetrador de geometria conhecida e na
media da identação obtida. Existem equipamentos que
registram diretamente no mostrador a dureza. Caso
contrário será necessário fazer uma medida da marca obtida.
Como se pode esperar a resistência a tração e dureza são
diretamente proporcionais.
LT ( MPa )  3,45 xHB Correlação entre dureza e o Limite de Resistência •
•
LT ( MPa )  3,45 xHB Correlação entre dureza e o Limite de Resistência •

LR (MPa) = 3,45 HB

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PROPRIEDADES DOS

MATERIAIS MECÂNICOS (Impacto materiais metálicos)

  • Antes da Mecânica da Fratura

foram desenvolvidos os testes de impacto

  • Justificativa - Condições de impacto são as mais severas quanto ao potencial para f raturar os materiais sob certas condições de carga:

  • Temperatura baixa

  • Temperatura baixa

  • Alta taxa de deformação

  • Estado triaxial de tensões (introduzido pela presença do entalhe)

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Transição Dúctil‐Frágil  OBJETIVO DO TESTE CHARPY E ISOLD: Verificar se existe em determinado material transição

Transição Dúctil‐Frágil

  • OBJETIVO DO TESTE CHARPY E ISOLD:

Verificar se existe em determinado material transição na fratura ductil frágil e em que faixa de temperatura isto ocorre.

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Transição Dúctil‐Frágil  OBJETIVO DO TESTE CHARPY E ISOLD: Verificar se existe em determinado material transição

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  • Alguns metais não apresentam a transição dúctil‐frágil

Ex: Metais CFC e Ligas de Al, Cu e aço inox austenítico

  • Ligas de Al: se mantêm dúcteis mesmo a T muito baixas

  • Aços Inox Austenítico

 Alguns metais não apresentam a transição dúctil‐frágil Ex: Metais CFC e Ligas de Al, Cu

aplicações criogênicas

  • Metais CCC e hexagonais apresentam esta transição.

  • A Temperatura de Transição é dependente da composição química da liga

e da microestrutura.

Aços: > %C > T de transição OBS: Reduzir o tamanho de grão diminui a T de transição!

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