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 Início - 1991 - Gov.

Collor - Modelo baseado em


experiências focais, principalmente do CE
 Unidade de ação: família e não mais indivíduo
 Introdução da noção de área de cobertura
 Visão ativa da intervenção em saúde X espera da
demanda ⇒Instrumento real de organização da
demanda
 Concepção de integração com a comunidade
 Visão menos reducionista de saúde não centrada
apenas no médico
Objetivo central inicial: reduzir MI. e Mortalidade
materna no NO e NE via extensão para áreas mais
pobres.

Mas como no CE, MS viu como oportunidade


de reestruturar atenção básica e também para
implementar o SUS:

Funcionamento dos CMS
 UBS de referência

 Prof. De nível superior na supervisão e

apoio às ações de saúde


 Fundo municipal de saúde
 Escolha do agente (Processo seletivo/ capacitação/
avaliação)

 Condições institucionais de gestão da saúde: (grau


de participação usuários-conselhos/grau de
autonomia da gestão financeira/RH
disponíveis/capacidade instalada disponível)

Êxito do PACS impulsionou a formulação do PSF


 Concebido em 27-28/12/93 Seminário “ Saúde da
Família” – Ministro Henrique Santillo- resposta a
secretários municipais que queriam apoio financeiro
para mudanças.
 Experiência de Niterói: médico de família
 Experiências inglesas/cubanas/canadenses
 Apoio UNICEF-PNUD (Contratação equipe de
coordenação)
 Vazio deixado pelo não avanço da estratégia de Distritos
de saúde proposta pela OPAS
1 FNS do MS-Depto de operações
-Coordenação de saúde da comunidade
(COSAC) - PACS
- PSF
- Interiorização do SUS

1° Documento do programa 09/1994


• Instrumento de reorganização do SUS e da municipalização
• Implantação em áreas de risco (mapa da fome do IPEA)
• Interesse da comunidade
• Necessidades locais de saúde
• Ofertas de serviços
• Estudos da demanda
• Existência de apoio diagnóstico-terapêutico
• Disposição da administração-municipal
•800 a 1000 famílias/ equipe médico, enfermeiro, aux. de
enfermagem, 4 a 6 agentes
•Atenção integral e contínua a todos membros da família,
atenção a demanda expontânea,ações educativas e coletivas
•Controle social pelos conselheiros
•Diagnóstico de saúde da comunidade
•Visita domiciliar
•Internação domiciliar
•Participação em grupos comunitários
•Atendimento nas unidades
•Estabelecimento de referência e contra-referência
2 Abrigo no MS/SAS- Ministro Adib Jatene
(1995)

 Transferência significou rompimento com idéia de


programa vertical operado através de convênios
(tradição da FNS) e sinalizou maior importância.
 Rompimento progressivo do confinamento as
regiões NO e NE
 Documento de 01/96 Programa reestruturante dos
serviços
• Baseado na doença
• Atuação exclusiva sobre demanda expontânea
• Ênfase na medicina curativa
• Baixa resolutividade
• Medicocêntrico
• Relação custo-benefício desfavorável
• Desvinculação com a comunidade
• Maior remuneração da consulta do PSF para
estimular a expansão
• Cadastramento de equipe do PSF só para município
enquadrado numa das modalidades de gestão da NOB-
93
• 1996 fusão PACS/PSF visto que PSF incluía ACS
• Superação da exclusividade do pagamento por
procedimentos
• Polos de capacitação do programa
• Apoio do REFORSUS (Banco Mundial) para reformulação de
UBS’s
• Papel do comunidade solidária
• Alianças PSF: gestores locais com técnicos externos à
saúde:

Comunidade solidária / UNICEF / Cuba / Canadá / Associações comunitárias


x
Tradicional:Políticos / médicos e construtores de obras públicas
•CFM : contrário ao generalista/noção de que atenção
primária é sinônimo de tecnologia obsoleta/ trabalho
não convencionalmente assalariado
•CFE/ABE: Não formação clássica do ACS

1° momento:
momento rebaixamento do gasto em internação
hospitalar pela qualificação da consulta

2° momento:
momento aumento do gasto com internação pela
expansão da cobertura
• 2400 a 4500 pessoas cobertas por equipe
• Incorporação de novos profissionais
• Franca expansão : 30.000 equipes

(prioritariamente pertencente à comunidade)

Cadastramento/diagnóstico
• SIAB-Variáveis que influenciam a qualidade de saúde como moradia,
renda etc.
• Dados obrigatórios: cadastrais das equipes e das famílias
acompanhadas
• Não alimentação do banco do MS por 2 meses consecutivos ou 3
alternados-suspensão do cadastramento e dos recursos. (Idem
SINAN/SIM/SINASC/SISVAN)
Mapeamento: Áreas de risco para comunidade e
pontos de referência, objetivando facilitar o
planejamento;
Identificação micro-áreas de risco: Precariedade de
esgotos/abastecimento d’água / áreas de violência;
Ações coletivas: Reuniões e encontros com grupos e
incentivo a participação das famílias na discussão do
diagnóstico comunitário de saúde, no planejamento
de ações e definição de prioridades;
Acompanhamento assistencial familiar
Médico: planejamento/visita domiciliar/atendimento a
todos integrantes da família
Enfermeiro: planejamento/consolidação de
dados/supervisão do trabalho do agente;
Aux. de enfermagem: procedimentos de enfermagem
na unidade e domicílio

• Conhecer realidade local; diagnóstico de suas características


sociais demográficas e epidemiológicas;
• Identificar principais problemas de saúde e situações de risco
que a população está exposta;
• Elaborar com a participação da comunidade um plano local
para melhorar as condições que determinam o processo saúde-
doença;
• Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e
racionalizada à demanda organizada ou expontânea na USF.
• Caráter substitutivo, centrado na vigilância a saúde e
na participação comunitária;

• Parte integrante do SUS, vinculada a rede de serviços


para garantir atenção integral garantindo
encaminhamentos para a média e alta complexidade;

• Territorialização e adscrição de clientela


•Habilitação (não habilitação fundo estadual de saúde)
•Elaboração do projeto
•Identificar áreas prioritárias
•Mapear número de habitantes em cada área
•Calcular número de equipes e agentes
•Elencar UBS que serão referências e média e alta
complexidade
•Adequar espaços e equipamentos
•Aprovação do CMS
•Encaminhar projeto para coordenação estadual (PACS/PSF
que analisará e encaminhará para CIB).