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CONTROLE DA QUALIDADE PARA

APLICAÇÃO DE TINTAS
* INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO

* CONDIÇÕES AMBIENTAIS

* PREPARO DA SUPERFÍCIE

* ESQUEMAS DE PINTURA
INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO DE TINTA

• N-1288 - Inspeção de Recebimento de Recipientes


Fechados

• LOTE: Consiste de todos os recipientes de um só


tipo,capacidade e conteúdo apresentado para
inspeção , entregue de uma só vez , e pertencente à
uma mesma batelada de fabricação .

• AMOSTRAGEM : - Simples
• - Dupla

INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO DE TINTA

• DEFEITOS :

• - Deficiência e/ou excesso de Enchimento


• - Fechamento Imperfeito
• - Vazamento e/ou Exsudação
• - Amassamento
• - Rasgos e Cortes
• - Falta ou Insegurança de Alça
• - Mau estado de Conservação
• -etc
INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO DE TINTA

• ACEITAÇÂO E REJEIÇÂO
• - Tabela
• - Amostragem Simples :
• - N°Defeitos >= N°Rejeição .....REJEITAR

• - Amostragem Dupla :
• 1° amostra
• - N°Defeitos <= N°Aceitação ... ACEITAR
• - N°Defeitos >= N°Rejeição ... REJEITAR
• - N°Aceitação< N°Defeitos < N°Rejeição
• ... 2° AMOSTRA
INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO DE TINTA

• - Amostragem Dupla :
• 2° amostra
• - N°Defeitos <= N°Aceitação ... ACEITAR
• - N°Defeitos >= N°Rejeição ... REJEITAR


• OBS : - N°Defeitos para 2°Amostra corresponde ao
somatório dos defeitos da 1°Amostra com os defeitos
da 2° amostra
INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO DE TINTA
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Umidade Relativa do Ar e Temperatura (N-13)

• URA Máxima 85%


• Nota : Não se aplica para tintas SURFACE TOLERANT

• Temperatura Máxima da Superfície : 52oC

Nota : Para tintas ricas em zinco, temperatura


máxima  40oC
• Temperatura mínima da superfície: 3oC acima do
ponto de orvalho.
• Temperatura ambiente  5oC
Nota: Não se aplica para tintas SURFACE TOLERANT
• Fazer medições antes da aplicação das tintas
• Repetir quando houver modificações ambientais
CONDIÇÕES AMBIENTAIS

• Nenhuma tinta deve ser


aplicada , se houver a
expectativa de que a
temperatura ambiente possa
cair até 0oC , antes da tinta
ter secado
PREPARO DA SUPERFÍCIE PARA PINTURA

Preparação de Superfície : Tem como principal finalidade a


remoção de contaminantes e criar rugosidade na superficie

Carepa de Laminação
-Camada de oxidação de óxido de ferro formada pela reação
do oxigênio com a superfície do aço.
-Camada bem aderida , dura e lisa e agumas vezes espessas
PREPARO DA SUPERFÍCIE PARA PINTURA

Graus de Intemperismo
refere-se à condição em que a superfície se encontra
antes da execução do processo

Graus de Preparação de superfície


refere-se ao padrão de limpeza final da superfície
antes da aplicação do revestimento anticorrosivo
PREPARO DA SUPERFÍCIE PARA PINTURA
PREPARO DA SUPERFÍCIE PARA PINTURA

ESTADO INICIAL DE OXIDAÇÃO (GRAU DE INTEMPERISMO)


N-9
Os graus de intemperismo, estão reproduzidos na norma (ISO
8501-1), por meio de uma série de padrões fotográficos A,B,C e
D.

-Grau A - Carepa de laminação intacta e aderente,


com pouca ou nenhuma corrosão.
-Grau B - Carepa de laminação tenha começado a
desagregar, princípio de corrosão.
-Grau C - Carepa de laminação tenha sido removida
pela corrosão atmosférica ou possa ser
retirada por meio de raspagem e que
apresenta pequenos alvéolos.
-Grau D - Carepa de laminação tenha sido removida
pela corrosão atmosférica e que apresente
corrosão alveolar de severa intensidade.
PREPARO DA SUPERFÍCIE PARA PINTURA


CONTAMINANTES

PÓ Prejudicam a aderência

FERRUGEM
 Prejudicam aderência e causam
bolhas na tinta

TERRA
 Prejudicam aderência e causam
bolhas

ÓLEOS OU GRAXAS
 Prejudicam aderência

SAIS
 Causam bolhas
PREPARO DA SUPERFÍCIE PARA PINTURA
LIMPEZA DE SUPERFÍCIE DE AÇO POR AÇÃO
FÍSICO - QUÍMICA
N-5

– Aplicada antes de qualquer outra modalidade de


preparo de superfícies;

– É destinado a remover matérias estranhas, tais


como óleo, graxa, terra e outros contaminantes;

– Os solventes são, emulsões, desengraxantes,


detergentes, água, vapor ou outros materiais e
métodos que atuam por ação físico-química.
TRATAMENTO DE SUPERFÍCIES DE AÇO COM
FERRAMENTAS MANUAIS/MECÂNICAS
N-6
*MANUAL - Método de tratamento que compreende o emprego
manual de escovas, espátulas, martelos, lixas, raspadores ou
outras ferramentas manuais de impacto ou a combinação das
mesmas;
– Trata-se de um procedimento limitado pois remove somente
ferrugem, carepa de laminação e tintas soltas;
– É aceitável a permanência de oxidação ou pintura
firmemente aderida;
– O grau de limpeza atingindo por este tratamento corresponde
ao padrão fotográfico St2 da norma ISO 8501;
– Grau St2 - Não se aplica para o grau “A” de intemperismo;
– Padrões de limpeza BSt2, CSt2 e DSt2.
TRATAMENTO DE SUPERFÍCIES DE AÇO COM
FERRAMENTAS MANUAIS/MECÂNICA S- N-6

* MECÂNICA - Método de tratamento que compreende o


emprego de ferramentas elétricas e pneumáticas,
escovas rotativas de fios de aço, ferramentas de
impacto, esmerilhadeiras ou lixadeiras ou a combinação
das mesmas;
– É exigida a remoção da carepa , ferrugem e tinta antiga
soltas, bem como outras matérias estranhas;
– Procedimento muito utilizado em locais onde não se
pode usar jateamento abrasivo e em serviços de
manutenção.
TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE DE AÇO
COM FERRAMENTAS MECÂNICAS
N-6

– Não se aplica às superfícies grau “A”.

– O grau de limpeza atingido por este tratamento


corresponde ao padrão fotográfico St3 da norma ISO
8501-1.

Grau St3 - Tratado como em St2, mas de maneira mais


rigorosa .

Superfície apresenta um brilho metálico claro.

Padrões de limpeza: BSt3, CSt3 e DSt3.


JATEAMENTO ABRASIVO
N-9
– O processo consiste em impelir as superfícies materiais
abrasivos, por meio de ar comprimido, através de bicos
aplicadores;
– Método mais utilizado e eficiente na preparação de
superfícies ferrosas;
JATEAMENTO ABRASIVO
N-9
– Proporciona excelentes condições para aderência e
desempenho dos esquemas de pintura;
– Os graus de preparação de superfície atingidos pelo
jateamento abrasivo são classificados, segundo a ISO
8501-1, em Sa1, Sa2, Sa2 1/2 e Sa3;
– Tipos de Abrasivos
– Areia, Granalha de Aço, Escória de Cobre, Bauxita
sintetizada e outros.
GRAUS DE PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES DE
AÇO COM JATO ABRASIVO
NORMA ISO 8501-1
N-9

Grau Sa 1 - Limpeza por jateamento abrasivo ligeiro;


- Carepa de laminação soltas, ferrugem e materiais
estranhos devem ser removidos;
- Não se aplica para o grau “A”de intemperismo.

- Padrões de Limpeza: BSa 1, CSa 1 e DSa 1.


GRAUS DE PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES DE
AÇO COM JATO ABRASIVO
NORMA ISO 8501-1
N-9

Grau Sa 2 - Limpeza por jateamento abrasivo comercial;


- Quase toda a carepa de laminação, ferrugem e
materiais estranhos devem ser removidos;
- Não se aplica para o grau “A” de intemperismo.

- Padrões de Limpeza: BSa 2, CSa 2 e DSa 2.


GRAUS DE PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES DE
AÇO COM JATO ABRASIVO
NORMA ISO 8501-1
N-9

Grau Sa 2 1/2 - Limpeza por jateamento abrasivo ao metal quase


branco;
- Carepas de laminação, ferrugem e materiais estranhos
devem ser removidos de maneira tão perfeita que seus
vestígios apareçam somente como manchas tênues ou
estrias.

- Padrões de Limpeza: ASa 2 1/2, BSa 2 1/2


CSa 2 1/2 e DSa 2/2
• GRAUS DE PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES DE AÇO COM
JATO ABRASIVO
• NORMA ISO 8501-1
• N-9

Grau Sa3 - Limpeza por jateamento abrasivo ao metal branco;


- Carepas de laminação, ferrugem e materiais
estranhos devem ser totalmente removidos.
- A superfície deve apresentar coloração metálica uniforme.

- Padrões de Limpeza: ASa 3, BSa 3, CSa3 , DSa3.


HIDROJATEAMENTO

– Método de preparação de superfícies pelo emprego de


água sob alta pressão (10000 a 25000 psi ) ou ultra alta
pressão (acima de 25000 psi )
– Não pode ser usado em superfícies de aço com carepa de
laminação firmemente aderida;
– Não abre perfil de ancoragem;
– Os graus de intemperismo e padrões fotográficos estão
reproduzidos nas normas NACE 5 / SSPC-SP 12 :
– WJ-1 , WJ-2 , WJ-3 , WJ-4
INSPEÇÃO ANTES DO JATEAMENTO

– Inspeção Visual conforme N-1204 afim de averiguar existência


de óleo, graxa, gordura etc.;
– Verificar o estado inicial de oxidação da chapa;
– Análise do abrasivo:
. Granalha - granulometria
oxidação
contaminações

• Outros - granulometria
umidade
contaminações
GRANULOMETRIA DO ABRASIVO
(N-9)
A granulometria deve ser adequada para obtenção do
perfil de rugosidade desejado
– Amostra representativa de 1 Kg por lote;
– Peneira n. 16 abertura 1,2 mm;
– Peneira n. 40 abertura 0,4 mm;
– O Abrasivo assim classificada, terá tamanho máximo de 1,2 mm e
mínimo de 0,4 mm proporcionando um perfil de ancoragem médio de
80 micrometros;
– As peneiras deverão ser montadas de baixo para cima, na ordem
crescente das aberturas das malhas;
– Separar e pesar o abraivo retida em cada peneira
– Os pesos retidos em cada peneira devem ser expressos em
porcentagem em relação ao peso inicial da amostra;
– O abrasivo é considerado economicamente viável quando
aproximadamente 80% ficar retido na peneira n. 40 (0,4 mm).
Granalha de Aço

• A granalha de aço não deve apresentar nenhum sinal


visível de contaminação

• Se constatada a presença de oxidação deve sequir o


seguinte procedimento :

a) Jatear uma área de 1 m2 com o abrasivo oxidado


b) Passar uma vassoura de pêlo ,,aspirador de pó ou ar
comprimido para remoção da poeira
c) Aplicar uma fita adesiva filamentosa , similar ao da
aderencia , sobre a superfície jateada

RESULTADO :
• Se for constatada presença de poeira de oxidação aderida
a fita filamentosa , a granalha será REJEITADA
INSPEÇÃO APÓS JATEAMENTO
N-9

– Inspeção visual conforme N-1204;

– Padrão de jato conforme norma ISO 8501-1;

– Verificar o perfil de rugosidade.


TESTE DE RUGOSIDADE
N-9 e N-2136
INSTRUMENTOS:
• Medidor de perfil de rugosidade do tipo agulha deslizante com
precisão de pelo menos 5 micrômetros;
• Padrões visuais (Norma NACE TM - 01170).
FREQUÊNCIA :
• No primeiro metro linear ou no primeiro metro quadrado da área
jateada e para cada 30 ml ou 30 m2.
MÉTODO:
• Zerar o instrumento numa placa de vidro;
• Selecionar uma região de 200 x 200 mm e efetuar 5 medições,
sendo uma no centro e os demais em suas diagonais;
• O valor do perfil de rugosidade será obtido pela média aritmética
das cinco medições efetuadas;
. Perfil de Rugosidade - Deve ser no mínimo 40 µm e, no
máximo, até 85 µm
PERFIL DE RUGOSIDADE

Quando se jateia a superfície, consegue-se Limpeza e


Rugosidade.
A rugosidade provocada pelo abrasivo na superfície
pode ser medida e é chamada de perfil de rugosidade
ou perfil de ancoragem.
ESQUEMA DE PINTURA

Definição da inspeção visual, do preparo da


superfície e da especificação das tintas,
abrangendo a sequência da aplicação :

- espessuras
- intervalos entre demãos
-métodos de aplicação
- cor.
APLICAÇÃO DA TINTA

Na elaboração de um esquema de pintura ,todos os

oss dados são considerados:

-Meio Ambiente e sua agressividade


-Equipamento e sua condição operacional
-Custos
PRINCIPAIS MÉTODOS DE APLICAÇÃO

TRINCHA (N-13g, item 5.2.1)


– Método mais indicado para a aplicação:
- da 1a demão de tinta;
- de cordões de solda;
- de reentrâncias;
- de cantos vivos;
- demais acidentes.
– Elevadas espessuras de película seca.
– Baixa produtividade.
– Perda de tinta ± 5%.
PRINCIPAIS MÉTODOS DE APLICAÇÃO

ROLO (N-13g, item 5.2.2)


– Método mais indicado para a aplicação:
- de grandes áreas;
- na presença de ventos;
- tubulações de variados diâmetros.

– Elevadas espessuras.
– Maior produtividade.
– Espessura uniformes.
PRINCIPAIS MÉTODOS DE APLICAÇÃO

PISTOLA CONVENCIONAL (N-13g , item 5.2.3)


– VANTAGENS
- grande produtividade;
- espessura de película quase que constante.
– DESVANTAGENS
– Evaporação do solvente, devido a maior diluição (adequar
a viscosidade), acarreta:
- redução da película úmida para seca;
- falhas na película seca (poros, crateras ou bolhas).
– Perdas excessivas: 25%.
– Riscos de segurança.
PRINCIPAIS MÉTODOS DE APLICAÇÃO

PISTOLA SEM AR (“AIR LESS”) ( N-13g , item 5.2.4)

– Melhor qualidade de pintura;


– Maior desempenho do esquema de pintura;
– Aplicação de tintas com elevadas quantidades de
SV, (sem necessidade de diluição);
– Minimizam as falhas na película seca;
– Aplicação de películas de tintas com propriedades
uniformes;
– Aplicação de elevada espessura
– Perdas reduzidas, na ordem de 15%.
MISTURA, HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO

– Atividade de responsabilidade do pessoal da


execução;

– Controle da qualidade compete acompanhá-las.


MISTURA, HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO

– Observar os seguintes aspectos para cada embalagem


de tinta misturada:
- bom estado de conservação;
- tempo de vida útil não ultrapassado (Shelf life);
- utilizar as armazenadas há mais tempo;
- relação de mistura entre componentes;
- solvente adequado com sua adição necessária.
MISTURA, HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO

- utilização de ferramenta adequadas (recipientes e


agitadores);
- homogeneização adequada (sem veias e faixas de
cores diferentes);
- tempo de indução das tintas;
- aplicação dentro do tempo de vida após a mistura
(Pot life);
ESPESSURAS DAS PELÍCULAS DE TINTA

• Ação do controle da qualidade durante a aplicação;


• Medição da película úmida - execução;
• Medição de película seca - controle da qualidade;

• ESPESSURA PELÍCULA UMIDA (EPU)

• -Acompanhada pelo inspetor de pintura ,evitando


variações inaceitáveis na espessura da película seca
( EPU = EPS/SV )

• -Frequência : Tubulação : cada 10 m ou fração


• Equipamentos : Número =20%da área
MEDIÇÃO DE ESPESSURA
N-13 e N-2135
ESPESSURA PELÍCULA SECA (EPS)

Procedimento utilizado N-2135.


MEDIÇÃO DE ESPESSURA
N-13 e N-2135
INSTRUMENTOS :
• Microtest, tipo “Elcometer” (bico de papagaio, pica -pau);
• Eletrônicos;
FREQUÊNCIA :
• Deve ser efetuado após cada demão
• Tubulação : cada 25 m ou fração
• Equipamentos : Número =10 % da área
MEDIÇÃO DE ESPESSURA
MÉTODOS :
• Selecionar região medindo 200 x 200 mm;
• Efetuar pelo menos 8 medições;
• Abandonar o maior e o menor dos valores obtidos;
• Obter a média aritmética dos demais valores.

ACEITAÇÃO / REJEIÇÃO :
• Não admite nenhum valor menor que a espessura seca
especificada; Quando for menor , as área devem ser
mapeadas por meio de novas medições e em seguida
aplicar uma demão adicional,exceto para tintas ricas
em zinco a base de silicato de etila ( N-1661 e N-2231)
que deve ser totalmente removido para nova aplicação

• Aumento de até 40 % por demão com exceção das


tintas ricas em zinco a base de silicato de etila ( N-
1661 e N-2231) que é de 20%.
TESTE DE ADERÊNCIA
N-13 e ABNT 11003
APARELHAGEM :
• Estilete de corte;
• Régua de aço inoxidável;
• Fita adesiva tipo filamentosa de rayon de 25 mm de
largura com adesividade de (44 ± 4,4) g/mm.

FREQUÊNCIA :
• Deve ser efetuado, após decorrido o tempo de
secagem para repintura de cada demão;
• Tubulação : cada 100 m ou fração
• Equipamentos : Número =10 % da área
MÉTODOS :
• Teste em “X” - Tinta de fundo à base de silicato
inorgânico.
Espessura por demão > 100 micrômetros;
• Selecionar área livre de imperfeições e executar limpeza;
• Efetuar 2 cortes com 40 mm de comprimento em formato
de “X” formando um ângulo entre 30 e 40 graus;
• Os cortes deverão atingir o substrato;
• Colocar a fita adesiva sobre a região dos cortes;
• Arrancar a fita adesiva, instantaneamente, o mais
próximo possível de um ângulo de 180 graus.
RESULTADO :
• Critério de aceitação “X1/Y2 max “ e
• X2/Y2 max p/Rico Zinco (ABNT-11003)
TESTE EM QUADRICULADO

Espessura por demão ≤ 100 micras

• Efetuar 6 cortes com 10 mm de comprimento


espaçados de 1 mm ( espessura seca até 50 µm )
espaçados de 2 mm ( espessura seca de 50 a 100 µm )

• Efetuar mais 6 cortes perpendiculares e idênticos aos primeiros,


dispostos no centro;
• Selecionar área livre de imperfeições e executar limpeza;

• Os cortes deverão atingir o substrato;


• Colocar a fita adesiva sobre a região de entrelaçamentos dos
cortes;
• Arrancar a fita, instantaneamente, sobre ela mesma num
ângulo, o mais próximo de 180 graus.
RESULTADO:

• padrão visual; Critério de aceitação “Gr1 max “


(ABNT-11003)
TESTE DE ADERÊNCIA

• POR TRAÇÃO - PULL-OFF


• ASTM-D4541 Carretel (Y)
Adesivo (Z)
2° demão (C)
1° demão (B)
Substrato (A)

• Material :
• Y - Carretel de aluminio - área de 1,25 cm2
• Z - Adesivo – Usado para fixar o carretyel na camada de
tinta
• B e C – primeira e segunda demão – pelícila seca
• A- - substrato de aço carbono
TESTE DE ADERÊNCIA
• POR TRAÇÃO - PULL-OFF
• ASTM-D4541

Carretel (Y)
Adesivo (Z)
2° demão (C)
1° demão (B)
Substrato (A)

Y Falha de aderência entre o carretel e o adesivo.


Z Falha de aderência entre o adesivo e o revestimento.
A/B Falha de aderência entre o revestimento e o substrato, expondo o substrato.

B/C, C/D etc… Falhas de aderência entre demãos


B, C, D etc... Falhas de coesão no interior da camada de tinta.

CRITERIO DE ACEITAÇÃO : MINIMO DE 120 Kgf/cm2 ou 12 MPa


DETERMINAÇÃO DE DESCONTINUIADES
N-13 e N-2137
APARELHAGEM:
• Holiday detector tensão constante via úmida para
esquema de pintura com espessura inferior a 150
micrômetros;
• Holiday detector tensão variável via seca para
esquema de pintura com espessura  150
micrômetros.

FREQUÊNCIA:
• Após a última demão, quando exigido em norma, em
100% da área pintada.
MÉTODO DE EXECUÇÃO:

VIA ÚMIDA :
Fazer um furo nas camadas expondo a superfície metálica. Passar a
escova umedecida em água salgada na superfície com falha: a falha
deve ser acusada pelo aparelho.
Velocidade 15 cm/s.
VIA SECA:
Selecionar uma região isenta de falhas visuais, passar a escova
metálica, inicialmente com uma voltagem mínima, elevando-se a tensão
de 500 em 500 Volts até o disparo do alarme ou até um máximo de
15000 Volts.
Reduzir a espessura em 20% numa área mínima de 25 cm2.
Diminuir gradativamente a tensão passando o aparelho na região lixada
e não lixada.
O aparelho está regulado quando o alarme soar na região lixada e não
soar na não lixada.
Velocidade de operação máxima de 20 cm/s.
O soar do alarme denota existência de descontinuidade.
INSPEÇÃO VISUAL - SUPERFÍCIES PINTADAS N-1204
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

FALHAS APÓS A EXPOSIÇÃO

– A película de pintura após a secagem da tinta começa a ser submetida


as ações decorrentes do meio ambiente, sofrendo alterações que irão
determinar alterações superficiais ou em sua integridade;

– Alterações pouco ou muito significativas;

– A curto ou longo prazo, dependendo de uma série de fatores;

– Classificadas em dois grupos:


• Falhas de efeito superficial;
• Falhas de efeito estrutural.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

– Falhas de Efeito Superficial:


• Afetam as propriedades óticas da película (cor e brilho), interferindo
nas características decorativas, estéticas, de segurança ou ainda de
identificação pela cor da película

– Falhas de Efeito Estrutural:


• Comprometem a integridade da película e por consequencia a
eficiência protetora do revestimento
PRINCIPAIS TIPOS

– Sangramento
• manchas nas superfícies de acabamento;
• parcial solubilização dos pigmentos das demãos anteriores que
se difundem para a última demão;
• migração de plastificantes, corantes, óleos ou substâncias
betuminosas presentes nas demãos anteriores (sangramento
tardio).
PRINCIPAIS TIPOS

– Enrugamento
• aspecto de pele ou couro enrugado;
• conseqüência de forte contração superficial da película de
tintas alquídicas e principalmente óleo resinosas com óleo de
tungue, mal formuladas.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA
IMPREGNAÇÃO DE ABRASIVOS
A superfície fica áspera, arenosa como uma lixa.
CAUSAS :
• Pintura sobre superfície contaminada com poeira e ou grão de
abrasivo;
• Contaminação da superfície da tinta ainda úmida pelo abrasivo
que cai sobre ela;
• Tinta, rolo ou trincha contaminados por areia, terra, abrasivo, etc.;
• Poeira levada pelo vento sobre tinta fresca.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

INCLUSÃO DE PÊLOS
A pintura fica impregnada por pêlos ou fiapos que podem aflorar, tornando-
se visíveis ou ocluídos no meio da pintura, marcando a superfície.
CAUSAS:
• Contaminação da superfície a ser pintada ou ainda com tinta fresca por
pêlos (fios, fiapos, cabelos, etc), originados de trinchas, rolos, estopas,
panos, etc);
• Pêlos levados pelo vento e que caem sobre a tinta fresca;
• Tinta contaminada por estes tipos de impurezas.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

ESCORRIMENTO
Excessiva fluidez da tinta em superfícies verticais.
Ocorre sob a forma de cordões ou de cortina.
CAUSAS :
• Pistola muito próxima da superfície;
• Diluição excessiva;
• Excesso de tinta;
• Superfície muito lisa;
• Tixotropia insuficiente;
• Trincha muito dura.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

OVER SPRAY (Pulverização seca)

Superfícies sem brilho e áspera, consiste em uma pré-secagem


da tinta pela evaporação do solvente antes de depositar-se sobre
a superfície.
CAUSAS :
• Forte calor ambiente;
• Superfície muito quente;
• Pistola muito distante da superfície;
• Serviços executados no vento.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA
POROS (Porosidade)
Microfalha estrutural de forma arredondada que possibilita a
penetração de agentes corrosivos.

CAUSAS :
• Oclusão de ar ou solventes no filme;
• Superfície contaminada;
• Atomização deficiente, muito grossa;
• Espessura insuficiente;
• Rugosidade muito alta;
• Temperatura da superfície muito quente;
• Falta de habilidade do pintor.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

– Descascamento

• perda de aderência caracterizada pela separação de


uma ou mais demãos do sistema de pintura do
substrato.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

– Empolamento

• formação de bolhas em uma película de tinta seca,


devido a formação de pressão em determinados pontos
da interface, substrato - película, podendo as bolhas
ficarem cheias de líquidos ou gases. Com a elevação
da pressão, a película perde essa aderência.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

– Fendimento

• ocorrências de fraturas, trincas, quebras, fissuras ou


fendas.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA
ESPESSURA IRREGULAR

Falta de uniformidade do filme, fora das tolerâncias médias. As


áreas em escassez apresentam pouca cobertura, “Sombreamento”
da mão anterior, podendo até favorecer a corrosão.

CAUSAS :

• Falta de habilidade do pintor;


• Equipamento inadequado;
• Serviços de pintura executados com vento;
• Tinta muito viscosa;
• Diluição incorreta;
• Falta de controle da espessura úmida;
• Pistola com pulverização espasmódica.
FALHAS E OU DEFEITOS NA PINTURA

CRATERAS

MANCHAS