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Universidade Federal do Ceará

Educação e Espiritualidade

João Paulo Alcântara


2016
Diversidade e Arte
As imagens trabalham as mais variadas formas do diferente
para sensibilizar os jovens sobre a importância da empatia,
diversidade e a valorização das particularidades de cada um.
As crianças aprendem que não existem pais perfeitos, por
exemplo. O que é perfeito para um, pode não ser ao outro.
Assim como o conceito de bonito, de normal e assim por
diante. O projeto trabalha a perspectiva da criança, que ao
entender que todos são imperfeitos, sente-se então parte de
um todo.
Oprimido, a busca pela libertação.
O oprimido não deve ser o
opressor do opressor, mas o
restaurador das relações
humanizadas.

Desconstruir, romper com a


desigualdade. Libertação.
As crianças são convidadas a desenhar um mundo
"mágico" que considerem ideal, mas onde
imperfeições sejam exaltadas. Fim do Reprodutivismo.
Segundo a artista plástica, o primeiro desafio
é entendermos que a existência e a natureza
das experiências vivenciadas extrapolam as
noções fundamentais da ciência materialista
e da visão de mundo mecanicista, porque
fazem conexões com o universo todo, e as
comunicações são estabelecidas por meios e
canais desconhecidos ou pouco explorados.
(GROF, 1997 p. 247).
Outra capacidade do indivíduo humano para
desenvolver atividade transformadora e produtiva
é a de considerar ora sujeito, ora objeto, o que
promove o questionamento, a curiosidade e a
consequente investigação, o prazer de
aprender/conhecer, permitindo uma visão de
mundo mais ampla, embora complexa, uma vez
que cada indivíduo apresenta uma subjetividade
singular que o diferencia dos demais, por ser uma
unidade dentro da diversidade. (MORIN, 2005, p
66)
Entretanto, o processo de autonomia é permeado pela
complexidade,aqui entendida como o entrelaçamento
das ideias ações individuais,coletivas, do confronto de
indivíduo com outro ser, de nos colocarmos no lugar do
outro, de ser ora sujeito ora objeto.
O pensamento de Morin, embora sobre outro aspecto,
confirma a importância da espiritualidade no processo
de formação do indivíduo e a complexidade que
envolve esse processo que exige uma mudança de
paradigmas em todos os âmbitos, principalmente no
paradigma educacional.
Escola, instituição opressora
O trabalho educativo precisaria estar atento à
dimensão da espiritualidade: desobstruí-la,
ajudá-la a tornar-se presente no quotidiano das
experiências e das decisões, fazer ver que ela
não é campo tão somente das religiões
(SANTOS NETO, 2006 p. 38-39).
ARTE E ESPIRITUALIDADE CAMINHOS
TRANSDISCIPLINARES

A transdisciplinaridade é um mecanismo de
ruptura com as fronteiras disciplinares, e
segundo Morin (2003) é a forma mais
adequada que humanidade atual encontra
para solucionar os problemas pós-modernos
que se apresentam.
A espiritualidade em educação é o reconhecimento de
que todas as pessoas são seres espirituais na forma
humana e a experiência e o desenvolvimento espiritual
leva a uma profunda conexão consigo mesmo, com o
outro e com a vida. Esse sintonizar-se consigo mesmo
começa solitário, através de um redirecionamento do
foco ao interior gerando novos hábitos, atitudes e
comportamentos que vão, aos poucos, sendo ampliados
para o ambiente e para as pessoas com as quais se
convive e se interage para despertar uma consciência
de interação.