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REFERÊNCIA

ELIAS, Paulo Eduardo. O que você precisa


saber sobre o SUS. 1ª ed. V. I,
Associação Paulista de Medicina. São
Paulo, Cortez, 2000.
 Segundo o autor, se fala muito que no Brasíl
a saúde está em crise. Contudo, a expressão
“crise” não retrata o que de fato existe, pois
observa-se problemas de ordem muito mais
estrutural do que conjuntural.
 Segundo o autor, um sistema que está
visivelmente em crise há mais de 30 anos
representa muito mais do que isso;

 Na verdade, o problema está lá na raiz


desse sistema que remonta desde de 1923
!!!

 Temos assim quase 80 anos de crise


cultural que não se muda da noite para o
dia !!!!
 Saúde no Brasíl não é pensada como
direito, mas como mercadoria;

O próprio plano municipal de saúde faz a


distinção público – privado, não o vê como
Sistema e sim como pólos diferenciados;

E o SUS está falido???? Segundo o autor


...não !!!!
 Muitos pensadores vendem o
SUS como algo pronto, acabado e
as comparações terminam por
deteriorá-lo !!!!

 SUS não é uma caixinha pronta,


mas é formado por PRINCÍPIOS
E DIRETRIZES !!!!
 SUS possui três (03) princípios :

- UNIVERSALIDADE
- IGUALDADE
- EQUIDADE
• O princípio da equidade é complementar
ao da igualdade, ou seja, trabalhar as
diferenças na busca da igualdade de
acesso;

• universalidade significa “amplo” para


atender a todos, universalmente !!!
 as DIRETRIZES do SUS são três (03):

- DESCENTRALIZAÇÃO
- PARTICIPAÇÃO
- INTEGRALIDADE
 As diretrizes buscam garantir a promoção
de ações curativas e preventivas
necessárias, atendendo os princípios
fundamentais;

 O SUS preconiza:

- O QUE FAZER ! (OK)


- COMO SE FAZ ! (NÃO SABE-SE)
- PARA QUEM FAZ ! (IDEM)
É CLARO que o objeto do SUS é o
cuidado com a saúde, mas não é
somente assistência médica !!

 Essa assistência tem outras


dimensões e deve-se contemplar o
contexto social.
 Mas, no Brasíl não se pensa socialmente,
não se formula socialmente, pois até as
políticas de saúde se encontram em
estágios elementares;

 Aspolíticas de saúde são pensadas para


gestores e por gestores e não para a
sociedade;
 Nesse caminho, a continuidade é um
ponto positivo nesse novo olhar sobre o
SUS;

 Uma política comprometida com a


perspectiva da continuidade é um
elemento favorável para o êxito;
 Os governos e gestores não podem se
apropriar das políticas como se elas
fossem propriedades deles;

 Contudo, deve-se dar crédito àqueles


gestores que têm iniciativas;

 No entanto, preserva-se a lógica da


reprodução política;
O modelo da pirâmide do sistema de
saúde no Brasíl foi modelado do inglês:

PRIMÁRIO

SECUNDÁRIO TERCIÁRIO
A pirâmide mostra como deve ser
trabalhado a organização do Sistema
Único de Saúde- SUS.

A diferença entre os níveis de atenção se


fundamenta em três eixos:
- incorporação de tecnologia
material;
-capacidade profissional;
- perfil de morbidade;
O nível de complexidade está relacionada
ao padrão de morbidade;

O tempo adequado de qualificação


profissional está relacionado com a sua
inserção nos três níveis de atenção;

O autor chama a atenção para o conceito


de DESQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL EM
SAÚDE;
 No Brasíl temos um sistema de saúde
distribuído por níveis completamente
descomprometidos.

A lógica é:

Primário secundário terciário


 Classicamente,os gastos com saúde no
Brasíl tendem a ser 20% com
medicamentos e 80% com recursos
materiais e humanos;

 Issorepresenta uma desproporcionalidade


na distribuição dos recursos;

 Importância do SILOS – Sistema Local de


Saúde, para conhecimento da demanda e
do perfil da população;
 Pode ser até que o paciente seja bem
atendido, receba um bom diagnóstico,
mas se não é disponibilizado a medicação
gratuita nas farmácias das UBS’s e ele não
possui meios de aquisição, logo configura-
se o que o autor chama de ineficácia
social.

 NoBrasíl temos uma distinção grave:


- Sistema Único de Saúde(público)
- Sistema Supletivo de Saúde (privado)
 Rede Própria do SUS: hospitais federais;
hospitais estaduais e rede básica municipal.

 Rede Contratada do SUS: segmento lucrativo e


segmento não lucrativo.
- segmento lucrativo: é a parcela privada da
rede que se descredenciou do SUS para compor
outros ramos da saúde.
-segmento não lucrativo: a rede filantrópica e
de razões caritativas( hospitais de misericórdia,
Santas Casas )
 As disparidades são muitas, e quando se pensou
saúde complementar no Brasíl não se considerou
o SUS, mas a ótica do mercado, os direitos do
consumidor, relação com as operadoras de
serviços;

 É preciso repaginar essa lógica da


mercantilização da saúde no Brasíl.

 Quando se transforma saúde em mercadoria a


lógica passa a ser a da seletividade e tem
acesso quem pode pagar mais;
A razão da desmercantilização preconiza a
prestação de um serviço de qualidade que
tem como base um serviço socialmente
necessário;

 Recursosexistem, contudo, a saúde hoje


passa a ser menos questão da saúde para
ser mais questão política;