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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA
CAMPUS JOINVILLE

DEPARTAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DO ENSINO


COORDENAÇÃO ACADÊMICA
EletroEletronica

Transitórios em corrente
contínua

Prof. Luis S. B. Marques


Introdução
• Inicialmente estudaremos circuitos RL e RC livres
de fontes. Veremos que as respostas resultam
das energias armazenadas nos elementos
dinâmicos. Esta resposta é conhecida como
resposta natural.

• Prosseguindo, iremos considerar os circuitos RL


e RC nos quais as funções de alimentação são
fontes independentes constante que são
aplicadas repentinamente. A resposta consiste de
duas partes: uma resposta natural e uma
resposta forçada.
Circuito RC sem fontes
• Aplicando LKC ao nó superior:

dv v
C  0
dt R

v(0)  Vo dv v
 0
dt CR

dv 1 dv 1
 v   dt
dt CR v CR
•Integrando.......
Circuito RC sem fontes
dv 1
 v   CR  dt
t
ln v   K
RC
• A constante K deve ser escolhida
de tal forma que a condição inicial
v(0)=Vo seja satisfeita. Portanto,
em t=0 tem-se que:

ln v(0)  ln Vo  K
Circuito RC sem fontes
• Substituindo o valor para a
constante K:

t
ln v    ln Vo
RC
t
ln v  ln Vo  
RC

v t t
ln  
Vo RC v(t )  Vo  e RC
Circuito RC sem fontes
Exercício: No circuito abaixo Vo=10V, R=1kΩ e C=1μF. Calcule v, i e
wc em t=1ms.

t

v(t )  Vo  e RC

1m

v(t  1ms)  10  e 1m
 3,68V
 RC t

d Vo e  t
dv   1
ic (t )  C C  CVo e 
RC
dt dt RC
6 1 1
i (1ms)  10 10  e  ( 3 )  3,68mA
10
1 2
wc  Cv  0,5 10  3,68  6,77 J
6 2

2
Constantes de tempo

• Em redes que contêm elementos


armazenadores de energia é útil
caracterizar a velocidade com a qual a
resposta natural decresce.

• Percebe-se, em circuitos RC, que quanto


menor o produto RC mais rapidamente a
resposta natural decresce.
Constantes de tempo
Constante de tempo
• O tempo para
que a resposta
natural decresça
de um fator 1/e é
definido como
constante de
tempo do
circuito,
• A resposta, ao final denominada
de uma constante de
tempo, fica reduzida
a 0,368 do seu valor
inicial.
Constante de tempo
• Ao final de duas
constantes de
tempo a
resposta é
multiplicada
2
pelo
fator: e

• Ao final de cinco constantes de tempo a


5
resposta é multiplicada pelo fator e , ou seja,
pode-se considerar a resposta igual a zero.
Exercício: Um circuito RC série em que R=2kΩ e C=10μF.
Determine a constante de tempo.

  RC

  2k 10  20ms
Exercício: Calcule i para t>0, se o circuito está em regime
permanente em t=0-.
• O instante de tempo t=0- corresponde ao instante de tempo imediatamente
anterior à abertura da chave.

t

v(t )  Vo  e RC

t

4 6
1
Vo  18  4,5V v(t )  4,5e 12
4  12
t

v(t ) 6 4,5e 0,5
6
i  i  2t
  0,25e A
Req 12  6 6 18
Circuito RL sem fontes
• Aplicando LKT:

di
L  Ri  0
dt
di R
 i0
dt L

di R di R
  i    dt
dt L i L
Circuito RL sem fontes
di R
 i   L  dt

Rt
ln i    K
L

ln i(0)  ln I o  K
Circuito RL sem fontes
• Substituindo o valor para a
constante K:

Rt
ln i    ln I o
L
Rt
ln i  ln I o  
L

i Rt R
ln    t
Io L i (t )  I o  e L
Circuito RL sem fontes
• Vista que a resposta natural
também é uma função
exponencial, como no circuito RC,
essa resposta também possui uma
constante de tempo. De forma
análoga, a constate de tempo para
o circuito RL é:

L

R
Exercício: Em um circuito RL série determine a tensão no indutor
se R=200Ω, L=40mH e Io =10mA.
R
 t 200
i (t )  I o  e L
i(t )  10 10 e 3

40m
t

2 5000t
i(t )  10 e

di
vL  L
dt
3 2 5000t 5000t
vL  40 10 10 e  (5000)  2e
Exercício: Calcule i e v para t>0, se o circuito está em regime
permanente em t=0-.

R
 t
i (t )  I o  e L

4 v(t )  vL (t )  R  i(t )
Io   5  4 A
5
di

4t
 2t
v(t )  L  i (t )
i(t )  4e 2
 4e A dt
2t 2t
v(t )  2  (8e )  4e
2t
v(t )  12e
Resposta a uma função de excitação
constante

•Até então temos estudado a resposta somente devida à energia


armazenada em capacitores e indutores. Iremos agora estudar
circuitos que, além da energia armazenada, são excitados por
fontes de tensão ou corrente constantes, ou ainda, funções de
excitação.

• Para estes circuitos as respostas serão compostas de duas


partes, sendo uma delas constante.
Rede RC excitada
•Considere que a tensão inicial
sobre o capacitor é:


v(0 )  Vo

•Escrevendo a equação nodal


dv (v  RI o )

v dv dt RC
 Io   C 0
R dt dv dt

v dv I o (v  RI o ) RC
 
RC dt C •Integrando.......
Rede RC excitada
dv 1
 (v  RI o )   RC  dt
u  v  RI o du  dv
1
ln u   tK du 1
RC
1
 u   RC  dt
ln( v  RI o )   tK
RC Ae K

t t
 K 
ve RC
 RI o v  Ae RC
 RI o
Rede RC excitada
t

v  Ae RC
 RI o

•Iremos agora avaliar a constate A


 
v(0 )  v(0 )  Vo
A  Vo  RI o
• Substituindo em t=0+
t

v(0)  Ae  RI o
0
v  (Vo  RI o )  e RC
 RI o
Vo  A  RI o
Rede RC excitada
A função Degrau unitário
•A função degrau unitário é uma função que é igual a zero para
todos os valores negativos de seu argumento, e um para todos os
valores positivos de seu argumento.

0, t  0
u (t )  
1, t  0

• A função degrau unitário pode ser usada para representar


tensões ou correntes com descontinuidades finitas. Por exemplo,
um degrau de V volts pode ser representado pelo produto Vu(t).
Circuito RC com degrau de tensão
•Inicialmente a energia armazenada no
capacitor é zero.

v  u (t ) dv
C 0
R dt
dv v u (t )
 
•Cuja solução é: dt RC RC
t

v  Ae RC •Para t<0 a equação torna-se:


v(0 )  0  A  0 dv v
 0
v(t )  0,  t  0
se dt RC
Circuito RC com degrau de tensão
•Para t>0 a equação torna-se:

v  u (t ) dv
C 0
R dt
dv v u (t )
•Sabe-se que:  
v  vnatural  v forçada dt RC RC
t
v dv 1
vn  Ae RC
 
RC dt RC
vf 1
Circuito RC com degrau de tensão
•Portanto:

t

v  Ae RC
1

v(0 )  0  A  1
•Escrevendo a solução t

encontrada de forma
mais elegante:
v(t )  1  e RC
,t  0

 
t

v(t )  1  e RC   u (t )
 