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Securitização da

Dívida Ativa
Carioca

MODELAGEM E
QUESTÕES CHAVES
Securitização do fluxo financeiro dos créditos
inadimplidos
Cenário
Econômico
A crise econômica que
atingiu o Brasil entre 2014
e 2016 teve um forte
impacto na cidade do Rio
de Janeiro, sua face mais
sensível foi uma forte
deterioração do mercado
de trabalho...”
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | Cenário Econômico

A severidade da crise econômica se refletiu de forma marcante na arrecadação municipal, a defasagem da RCL em relação aos
níveis medianos de 2013/16 já foi de cerca de R$ 3,0 bilhões em 2017, primeiro ano da atual administração, e atualmente se
encontra na faixa dos R$ 2,0 bilhões, o que denota a gravidade da perda de recursos causada pela crise econômica.

Receita Corrente Líquida Real (RCL) MRJ


Emprego Formal x Arrecadação ISS Acumulada em 12 meses
150 000 30,0% 26.000.000.000

25,0% 25.000.000.000
Geração Líquida de Empregos Formais - Qtde em 12 meses

100 000

24.000.000.000
20,0%

50 000
23.000.000.000
15,0%

ISS - % Acumulado 12 meses


22.000.000.000
0

R$ de Março/19
10,0%

21.000.000.000
5,0%
- 50 000
20.000.000.000
0,0%
- 100 000 19.000.000.000
-5,0%
18.000.000.000
- 150 000
-10,0%
17.000.000.000

- 200 000 -15,0%


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Geração Líquida de Empregos Formais ISS Nominal
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | Cenário Econômico
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) atribui para a cidade uma nota C no CAPAG, restringindo as operações de crédito
garantidas pela União, inviabilizando algumas operações de créditos como forma de financiamento para a cidade.
A deterioração das projeções de crescimento para o exercício fiscal corrente – inicialmente com previsão de 2,5%, para 1,0%,
asseveram as contas e aumentam os desafios à administração municipal.

Nota Indicador I - Endividamento


Expectativas de Crescimento (%) - PIB 2019 CAPAG Dívida Consolidada / Receita Corrente Líquida
3,0
B (75,06%)

2,5
Indicador II – Poupança Corrente
2,0
C Despesa Corrente / Receita Corrente Ajustada
C (100,50%)
1,5

Indicador III - Liquidez


1,0
Obrigações Financeiras / Disponibilidade de Caixa
C (-268,60%)
0,5

0,0
Fonte: FOCUS - Banco Central A securitização se torna uma oportunidade para a
captação de recursos no mercado de capitais, sem
02/01/2019
04/01/2019
08/01/2019
10/01/2019
14/01/2019
16/01/2019
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01/02/2019
05/02/2019
07/02/2019
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25/03/2019
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29/03/2019
02/04/2019
04/04/2019
08/04/2019
10/04/2019
12/04/2019
16/04/2019
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23/04/2019
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pressionar o fluxo de caixa da Prefeitura, como no caso de
uma contratação de operação de crédito.
A Operação

A securitização se
constitui como a solução
mais vantajosa,
justamente pela
possibilidade de obter
recursos sem
endividamento.”
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | A Operação

Linha do Tempo
das Operações CONTAGEM SEC
Emissão de
Com história própria no cenário nacional, e com relevante experiência COPISEC R$ 150.000.000,00
interna, não deve ser confundida. Emissão de debêntures sênior e
PBH Ativos R$ 225.000.000,00 R$ 300.000.000,00 em
Emissão de debêntures sênior e debêntures mezanino,
MGI
R$ 230.000.000,00 R$ 400.000.000,00 em com lastro no fluxo
CPSEC Emissão de debêntures mezanino,
com a emissão de financeiro dos créditos
CADIP Emissão de R$ 318.000.000,00 com lastro no fluxo
debêntures com lastro inadimplidos.
R$ 600.000.000,00 de debêntures com financeiro dos créditos
Emissão de no parcelamento de
de debêntures com lastro no parcelamento inadimplidos.
R$ 120.000.000,00 de créditos tributários de
lastro no parcelamento de créditos tributários
debêntures com lastro IPTU e ISS.
de créditos tributários de ICMS.
no parcelamento de
créditos tributários de de ICMS.
ICMS.

2005* 2012* 2012* 2014 2018 2019


* Possui outras emissões de debêntures
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | A Operação

Benefícios e
Características da Operação

A cessão abrangerá o direito autônomo do fluxo


financeiro dos direitos creditórios originários de
créditos tributários ou não, parcelados ou
1
A estrutura sugerida não se confundem com
aquela prevista na Resolução nº 33, de 2006 do
Senado Federal (cessão da cobrança), que pode
não, em fase administrativa ou judicial, no
ser considerada como uma operação de crédito
âmbito da cobrança administrativa e da dívida
nos moldes previstos na LRF.
ativa, compreendendo também a prestação de
serviços de suporte e apoio à recuperação dos
A cessão dos direitos creditórios não será
créditos vencidos em cobrança administrativa e
caracterizada como uma operação de crédito
em dívida ativa.
e, portanto, não se sujeitará aos termos e limites
dispostos na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei
A securitização não envolve qualquer tipo de
Complementar nº 101/00) e nas Resoluções nº
compromisso financeiro ao Município, nem o
40 e 43 do Senado Federal, constituindo-se as
coloca na condição de garantidor perante o
séries de debêntures em ativo patrimonial do
investidor nos ativos, portanto não é operação de
Município.
crédito nos moldes da LRF.
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Vantajosidade
da Operação

1
A cessão dos direitos creditórios com posterior implementação da securitização da dívida ativa
carioca, constitui uma alternativa a outras formas de financiamento, e é vantajosa para Município, pois
é um meio oportuno e adequado para injeção de recursos, pois comporta:

Um recurso pragmático para:

A baixa atividade econômica e consequente baixa arrecadação;


O incremento da demanda por serviços públicos;
A restrição de crédito do município (“nota C” no CAPAG).

Uma baixa taxa de juros (inferior à média de mercado).

E a ausência de:

Risco financeiro;
Endividamento público.
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FDIV é o veículo de cessão dos direitos creditórios, com a implementação da estrutura de securitização
assumirá a figura do Cedente no Contrato de Cessão

Veículo de Cessão Veículo de Emissão


Fundo Especial da Dívida Ativa - FDIV Companhia Carioca de Securitização
Constituído pela Lei Municipal nº 6.438, de 28 de dezembro Autorizada pela Lei Municipal nº 5.546, de 27 de dezembro
de 2018, e regulamentado pelo Decreto RIO 46.415, de 29 de 2012, e constituída pelo Decreto Municipal nº 40.198,
de agosto de 2019. de 8 de julho de 2015.

Rubrica Contábil Objeto Social


Assume a condição de detentor de todos os fluxos financeiros de
direitos creditórios decorrentes de créditos vencidos, de natureza Estruturação e implementação de operações que envolvam a
tributária e não tributária, inscritos ou não em dívida ativa, que emissão e distribuição de valores mobiliários ou outra forma
estejam com parcelamento em vigor ou não. de obtenção de recursos junto ao mercado de capitais.

Inovações Lastro Anterior


Ampliação dos créditos, considerando os créditos parcelados ou
não pelo contribuinte; Aporte das classe de debêntures Lastro nos créditos tributários, inscritos ou não em dívida
Mezanino no Funprevi ou FGP; Fornecimento de apoio à ativa, e reconhecidos pelo contribuinte ou devedor mediante
cobrança dos créditos vencidos. a formalização de parcelamento.
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Características do Fundo Especial

1 1
Constituído pela Lei Municipal nº 6.438, de 28 de dezembro de 2018,
e regulamentado pelo Decreto RIO 46.415, de 29 de agosto de 2019.
O FDIV não emite valores
mobiliários, e não se
confunde como um FIDC
ou uma SPE, veículos de
emissão de valores
Sem personalidade jurídica, é uma rubrica contábil e orçamentária – mobiliários no mercado
2 permitindo a gestão apartada do fluxo financeiro e mantendo
imunidade tributária do ente público.
de capitais. Ainda que
possua características
semelhantes ao FIDC,
como a ausência de
personalidade jurídica e a
Permite a aplicação das receitas vinculadas à determinadas
3 finalidades, como investimentos e capitalização do RPPS e aporte no
FGP.
necessidade de cadastro
junto à Receita Federal,
estas semelhanças se
limitam tão somente a
estas características,
Não há modificação do crédito (mantendo suas condições e privilégios)
sendo suas operações e
4 tampouco transferência da prerrogativa de cobrança, que permanece com
PGM e SMF. funções incongêneres.”
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4
1
FDIV
3 5
1 COORDENADOR LÍDER

AGENTE FIDUCIÁRIO

2 $ $ AGÊNCIA DE RATING
RIOSEC

1. Com base na Lei nº 6.438, de 2018, o Município instituiu o Fundo Especial Dívida Ativa (“FDIV”), regulamentado pelo Decreto RIO 46.415, de 2019,
que assume a condição de detentor de todos os fluxos financeiros de direitos creditórios decorrentes de créditos vencidos;
2. O MUNICÍPIO por meio da Lei nº 5.546, de 2012, está autorizado a ceder o fluxo financeiro decorrente da recuperação dos créditos vencidos, de
natureza tributária e não tributária, parcelados ou não, (“DIREITOS CREDITÓRIOS”);
3. O FDIV como detentor de DIREITOS CREDITÓRIOS, faz a cessão dos DIREITOS DE RECEBIMENTO da CONTA DE RECUPERAÇÃO, podendo
essa somente ser movimentada pela RIOSEC;
4. A ASSESSORIA FINANCEIRA utilizará como veículo de securitização a Sociedade Anônima de Capital Aberto Categoria B (“RIOSEC”) exclusiva para
à oferta de Emissão de DEBÊNTURES;
5. A RIOSEC emite DEBÊNTURES com 3 (três) séries (Sênior, Mezanino e Subordinada) para captação de recursos no MERCADO DE CAPITAIS, tendo
os DIREITOS CREDITÓRIOS vinculados as DEBÊNTURES;
6. O COORDENADOR LÍDER contratado pela ASSESSORIA FINANCEIRA, ou a própria ASSESSORIA, fará a colocação das DEBÊNTURES no
MERCADO DE CAPITAIS, sendo que dos DIREITOS DE RECEBIMENTO da CONTA DE RECUPERAÇÃO irão honrar os pagamentos das
DEBÊNTURES, não havendo qualquer direito de regresso ou coobrigação do MUNICÍPIO;
7. O AGENTE FIDUCIÁRIO contará com a CESSÃO FIDUCIÁRIA da CONTA DE RECUPERAÇÃO e irá representar os interesses dos INVESTIDORES.
A AGÊNCIA DE RATING avaliará o risco da oferta e tomará como base a nota do MUNICÍPIO.
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1 Assessoria
Financeira
Apoio à Cobrança
Suporte e Apoio
À Cobrança dos Dar apoio e suporte material para viabilizar as ações
Créditos Vencidos relacionadas ao projeto de securitização, em
especial, mas não se limitando ao programa de
Distribuição Colocação recuperação de créditos vencidos…
Dos Ativos de Identificação dos investidores interessados,
Natureza Sênior Preparação de material informativo,
Apresentação da operação aos potenciais
Estruturação Estrutura investidores (Road Show)...
Elaboração de todos os documentos, as
Do Modelo Securtizador
escrituras dos ativos financeiros,
instrumentos e pareceres jurídicos
necessários, obtenção de classificação de
risco (Rating), registro junto à CVM e
ANBIMA, B3.
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Cronograma
de Execução
A definição da Aprovação das Registro dos Ativos
modelagem financeira características dos Financeiros
definindo as características Ativos Financeiros natureza Sênior e Mezanino
dos ativos a serem junto a Secretaria Municipal no cadastradas no Sistema
emitidos, tais como a de Fazenda e o Conselho Nacional de Debênture
natureza, a qualificação, a de Administração do FDIV (SND)
Colocação no mercado
quantidade e o prazo de financeiro dos Ativos
resgate. de natureza Sênior
dentro dos termos e regras
definidos na Instrução da
Comissão de Valores
Mobiliários – ICVM nº 476 e

1 2 3 4 5 6 modificações subsequentes.

Classificação de Contratação das


Seleção,
Risco - Rating demais instituições
higienização
e atualização dos Ativos Financeiros Agente Fiduciário, Custodiante,
que serão ofertados aos Banco Mandatário, Câmara de
dos créditos vencidos,
investidores Liquidação dentre outros agentes
inscritos ou não em
de mercado necessários para a
dívida ativa, a serem
viabilização da oferta.
cedidos
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | A Operação

Dívida Ativa
1.6 Considerando a recuperação dos últimos 10 anos da Dívida
1.4
1.4 Ativa do Município, e o volume médio de aproximadamente
Valores em R$ bilhões

1.2 R$ 613 milhões. E o estoque de créditos vencidos inscritos


1.0 em Dívida Ativa de aproximadamente R$ 53,5 bilhões,
0.8 0.7 0.7
0.6 0.7 0.6
projetando esta mesma média de recuperação dos créditos
0.6
0.4 0.4 para o próximos 10 anos, estima-se uma emissão de
0.4
0.4 0.3 aproximadamente R$ 3,0 bilhões em ativos da série sênior.
0.2
-
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Montante dos Créditos

Projeção 0.45
3.34

0.8 1.08
0.7
Valores em R$ bilhões

0.6

0.5 22.42
0.4

0.3 26.23

0.2
Debêntures
0.1 Sênior
0
2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029
IPTU ISS ITBI Taxas Demais
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | A Operação
Projeção
0.8

0.7

1
Valores em R$ bilhões

0.6
Além da possibilidade de captação de recursos
0.5
Debêntures no mercado de capitais, por meio dos ativos da
0.4
Mezanino série sênior, a operação prevê a emissão de
0.3
um segundo ativo, que será mantido com o
0.2
Debêntures residual do fluxo financeiro e com a ampliação
0.1
Sênior das receitas através do apoio a cobrança.
0
2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029

Este segundo ativo cria um instrumento de garantia para as


operações através das Parcerias Público-Privadas, pela
possibilidade de aporte deste ativo no Fundo Garantidor de
Parcerias Público-Privadas – FGP.

Sendo também um instrumento para capitalização do Regime


Próprio de Previdência Social - RPPS, do Fundo Especial de
Previdência do Município do Rio de Janeiro - FUNPREVI, que
2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 permitirá ainda a liberação de recursos financeiros deste para
Projeção DA Adicional outras finalidades.
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | A Operação

Apoio e suporte à cobrança dos créditos vencidos estará baseada sobre o tripé de Pessoas, Processos e
Tecnologia, com o intuito de tornar mais eficiente e dar maior autonomia aos processos e procedimentos
das cobranças da Secretaria Municipal de Fazenda e da Procuradoria Geral do Município, por meio da
implementação de ações relacionadas neste tripé.

1. Pessoas
Treinamento e capacitação dos funcionários
alocados nas áreas e setores ligados à cobrança.
Pessoas
2. Processos
Levantamento e análise dos procedimentos e a
preposição de uma rotina mais racional e
simplificada.

3. Tecnologia Tecnologia Processos


Análise, Correção e Enriquecimento da base do
Cadastro Geral do Município; Uso de novas
ferramentas de comunicação com o contribuinte,
como: SMS, e-mail e Whatsapp.
Risco Jurídico

Desde que inexistente, no


caso concreto, obrigação por
parte do cedente de garantir
eventual crédito inadimplido
pelo devedor... não há que
se falar em operação de
crédito”
* Parecer PGFN/CAF Nº 1579/2014
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | Risco Jurídico

A operação de securitização pode ser compreendida como “operação de crédito”?

A operação de securitização produz “antecipação de receita”?

A operação de securitização envolve “deságio”?

A operação de securitização gera “renúncia de receita”?

A operação de securitização gera “vinculação de imposto a Fundo”?

A operação de securitização se confunde com “terceirização”?

O Município é “garantidor” da operação de securitização?


SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | Risco Jurídico

A operação de securitização pode ser compreendida como “operação de crédito”?

“...desde que inexistente no caso concreto, por Lei Municipal nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012
parte do cedente, obrigação de garantir eventual “Art. 18. O Poder Executivo editará instrumento específico disciplinando a cessão,
crédito inadimplido pelo devedor - seja em com individualização dos direitos creditórios cedidos, aplicando--se, no que
couber, os dispositivos pertinentes do Código Civil, instituído pela Lei Federal n°
dinheiro, seja substituindo-o por outro crédito -, 10.406, de 10 de janeiro de 2002.
não há que se falar em operação de crédito; já
Parágrafo único. A cessão se fará em caráter definitivo, sem assunção, pelo
que, inexistiria obrigação de pagar por parte do Município, perante o cessionário, de responsabilidade pelo efetivo pagamento a
cedente, mas, apenas obrigação de fazer, no cargo do contribuinte ou de qualquer outra espécie de compromisso financeiro que
caso, repassar ao cessionário o numerário possa, nos termos da Lei Complementar Federal n° 101, de 4 de maio de 2000,
caracterizar a cessão como operação de crédito.”
entregue ao credor pelo devedor inscrito em
dívida ativa.” Decreto Rio nº 46.415, de 29 de agosto de 2019
“Art. 5° A cessão deverá ser disciplinada em instrumento específico, aplicando-se,
“As operações de cessão definitiva de direitos no que couber, os dispositivos da Lei federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002,
creditórios ou do fluxo financeiro decorrente de que institui o Código Civil.
tais direitos, quando não implicar, direta ou Parágrafo único. A cessão far-se-á em caráter definitivo, sem assunção, pelo
Município, perante o cessionário, de responsabilidade pelo efetivo pagamento a
indiretamente, qualquer compromisso de cargo do contribuinte ou de outra espécie de compromisso financeiro que, nos
garantir o recebimento do valor do crédito cedido, termos da Lei Complementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000, que
em caso de inadimplemento por parte do devedor, estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na
não constitui operação de crédito, no sentido gestão fiscal, e dá outras providências - LRF, possa caracterizar operação de
crédito.”
da LRF.” * Parecer PGFN/CAF Nº 1579/2014
SECURITIZAÇÃO DA DÍVIDA ATIVA CARIOCA | Risco Jurídico

A operação de securitização produz “antecipação de receita”?

“Primeiramente, cabe registrar o nosso estranhamento Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964
diante do posicionamento que considera créditos “Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão
escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas
inscritos em dívida ativa como 'receita futura', no sentido rubricas orçamentárias.
dado acima. Trata-se, obviamente, de imprecisão, pois, § 1º - Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo transcurso do prazo para
a condição para qualquer crédito ser inscrito em pagamento, serão inscritos, na forma da legislação própria, como Dívida Ativa, em
registro próprio, após apurada a sua liquidez e certeza, e a respectiva receita será
dívida ativa é seu inadimplemento no prazo, ou seja, escriturada a esse título.”
trata-se de crédito que deveria ter sido recebido e não o
foi, portanto, que deveria ter impactado, para usar a Lei Municipal nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012
terminologia do parecer supra transcrito, a receita “Art. 13. Fica o Poder Executivo autorizado a ceder, a título oneroso, à sociedade de
propósito específico de que trata o art. 20 desta Lei, ao Fundo Especial da Dívida Ativa -
passada do ente e que, por isso mesmo, é devido no FDIV ou de investimento em direitos creditórios constituído de acordo com as normas da
presente, tanto assim que sobre ele incidem juros de Comissão de Valores Mobiliários, os direitos decorrentes da recuperação dos
créditos inadimplidos cedidos, referentes:
mora. É verdade que, em muitos casos de cessão de
I - ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza-ISS, ao Imposto sobre a
direitos creditórios, os créditos cedidos foram Propriedade Predial e Territorial Urbana-IPTU e às taxas de qualquer espécie e origem;
parcelados, o que, entretanto, para o fim de caracterizar II - às multas administrativas de natureza não tributária, às multas contratuais, aos
um julgamento de mérito sobre a conduta do ressarcimentos e às restituições indenizatórias;
administrador não deveria ser incluído no conceito de Parágrafo único. As cessões indicadas nos incisos I e II do caput compreendem apenas
'receita futura', no mesmo sentido em que, por exemplo, o direito autônomo ao recebimento do crédito e somente poderão recair sobre créditos
tributários vencidos, inscritos ou não em dívida ativa, objeto de parcelamento ou não.”
são as receitas de fatos geradores de tributos ainda não
ocorridos.” * Parecer PGFN/CAF Nº 1579/2014
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A operação de securitização envolve “deságio”?

“Em outras palavras, o titular de bens, direitos ou expectativas de


direitos (originador) cede-os onerosamente para a companhia
securitizadora, que aplica um deságio na transação, emitindo títulos
ou valores mobiliários lastreados nesses ativos adquiridos. Ato
1 Agrícola

contínuo, os investidores compram esses papéis emitidos, permitindo


à securitizadora que obtenha capital para remunerar o originador do
título.” CAMINHA, Uinie. Securitização. São Paulo: Saraiva, 2005

2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
2031
2032
2033
2034
2035
2036
2037
2038
2039
2040
Em uma operação tradicional de securitização, como nos
casos de recebíveis agrícolas, imobiliários, financeiros ou
empresárias, em geral, são utilizados recebíveis nos quais a Imobiliário
entrega do bem ou prestação do serviço ainda ocorrerão.
Desta forma, há um fluxo de caixa projetado considerando
estes eventos futuros, com um fluxo financeiro “definido e
esperado”. Sobre este fluxo serão consideras a taxa de
inadimplência, os custos para manutenção da operação e um

2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
2027
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2033
2034
2035
2036
2037
2038
2039
2040
percentual para o reforço de crédito da estrutura a fim de
definir o deságio e o valor de aquisição da carteira.
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A operação de securitização envolve “deságio”?

Diferente do que ocorre em uma operação tradicional, Lei Municipal nº 691, de 24 de dezembro de 1984
que considera um fluxo de recebíveis “definido e “Art. 181. Os tributos não pagos no vencimento ficarão sujeitos às
esperado”, o crédito tributário da dívida ativa é multas moratórias previstas na tabela abaixo:
(...)
constituído por um montante de créditos vencidos, que § 1º - Imediatamente após o decurso do período estabelecido no inciso IV,
deveriam ter sido recebidos em exercícios passados e além da multa moratória, os créditos tributários serão acrescidos de
juros moratórios de 1% ao mês até a data de seu pagamento. (...)”
não foram.
Lei Municipal nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012
A cessão dos direitos creditórios será efetuada pelo seu
“Art. 1º Os créditos tributários relativos a fatos geradores ocorridos a partir
valor atualizado, isto é, não haverá deságio sobre o do primeiro dia do mês seguinte ao da publicação da presente Lei,...
montante dos créditos. A estrutura financeira do projeto (...)
será constituída considerando-se a análise histórica da §1º Imediatamente após o decurso do período estabelecido no inciso III,
além da multa moratória, os créditos tributários não pagos serão
recuperação dos créditos e os todos os assessórios acrescidos de juros moratórios de 1,0% ao mês até a data do
pagamento.”
destes créditos ao longo do tempo.
Considerando os acessórios do Crédito da Fazenda Lei Municipal nº 3.145, de 8 de dezembro de 2000
“Art. 1º Em face da extinção da Unidade Fiscal de Referência-Ufir, em 1º de
Pública (Multas Moratórias e Juros Moratórios), estes janeiro de 2001 (...) da Fazenda Pública Municipal, tributários ou não,
deverão ser suficientes para suportar o custo teto de constituídos ou não, e inscritos ou não em dívida ativa, serão
atualizados pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo
remuneração dos valores mobiliários emitidos, que será Especial (IPCA-E)...”

definido em processo licitatório


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A operação de securitização gera “renúncia de receita”?

A cessão dos direitos creditórios não configura, por


nenhuma perspectiva, um mecanismo de renúncia
de receitas, pois não configura benefício tributário,
visto que não se trata de isenção do pagamento
1
Lei Municipal nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012
“Art. 14. A cessão de que trata o art. 13 não modifica a natureza do crédito que
originou o direito creditório objeto da cessão, o qual mantém suas garantias e
privilégios, não altera as condições de pagamento, critérios de atualização e
data de vencimento, e não transfere a prerrogativa de cobrança judicial e
de impostos ou de outras espécies tributárias. extrajudicial dos créditos originadores, que permanece com a Procuradoria Geral do
Município.
O Município fará a cessão dos direitos creditórios
decorrentes da cobrança de créditos vencidos, Art. 15. Para os fins desta Lei, o valor mínimo da cessão não poderá ser inferior
de modo que não se está diante de qualquer ao do saldo atualizado do principal do parcelamento, quando houver, excluídos
juros e demais acréscimos financeiros incidentes sobre as parcelas vincendas.”
espécie de benefício ou de eventual “perda
Lei Complementar Nº 101, de 4 de maio de 2000
financeira” que caracterize a “renúncia de receitas”.
A cessão não prevê qualquer mecanismo de anistia, Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária
da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do
isenção, remissão, subsídio, alteração de alíquota impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos
ou modificação da base de cálculo. A operação, dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo
portanto, pela própria natureza da securitização, não menos uma das seguintes condições:
(...)
constitui renúncia de receitas. § 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido,
A cessão dos direitos creditórios será efetuada pelo concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou
seu valor atualizado, isto é, não haverá deságio modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos
ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento
sobre o montante dos créditos. diferenciado.
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A operação de securitização gera “vinculação de imposto a Fundo”?

Contabilmente o fluxo financeiro oriundo das cobranças dos

e não como imposto, taxa, contribuição de melhoria.


1
créditos inscritos em dívida ativa é escriturado como Dívida Ativa,
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
Art. 167. São vedados:
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou
despesa, ressalvadas a repartição do produto da
Os recursos provenientes da cobrança dos créditos vencidos são arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e
créditos fazendários, de receita frustrada em exercício fiscal 159, a destinação de recursos para as ações e serviços
públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do
anterior. Não se pode dizer que os recursos do fluxo financeiro ensino e para realização de atividades da administração
oriundo da Dívida Ativa não possam ser vinculados a Fundo tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts.
198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às
Especial, pois essa proibição, tal como se interpreta do texto operações de crédito por antecipação de receita, previstas no
constitucional, aplica-se única e exclusivamente à receita art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo
oriunda de impostos.
Decreto Lei nº 1.735, de 20 de dezembro de 1979
A mera transferência dos créditos inadimplidos para fundo
“art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza
especial não representa qualquer tipo de vinculação, na linha do tributária ou não tributária, serão escriturados como receita
disposto no art. 167, inc. IV da Constituição. do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas
rubricas orçamentárias.
O Fundo é um veículo de contabilização, uma rubrica
§ 1º - Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo
orçamentária, a transferência posterior dos créditos para o transcurso do prazo para pagamento, serão inscritos, na
modelo securitizador não representa uma vinculação de despesa, forma da legislação própria, como Dívida Ativa, em
mas a obrigação de fazer da cessão dos direitos creditórios. registro próprio, após apurada a sua liquidez e certeza, e a
respectiva receita será escriturada a esse título.
(...)”.
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A operação de securitização se confunde com “terceirização”?

A Cessão dos Direitos Creditórios da Dívida Ativa, com Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966
posterior implementação de uma operação de Securitização, “Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das
funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos
não altera a titularidade do crédito e, portanto, não pode ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa
ser confundida com terceirização. jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da
Constituição.
Na cessão dos direitos creditórios a titularidade do crédito não Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o
é transferida, mas tão somente o “direito autônomo” ao crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento
administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação
recebimento do “fluxo financeiro” decorrente dos pagamentos correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do
efetuados dos créditos tributários e não tributários vencidos tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação
da penalidade cabível.
cedidos. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e
Assim, não há uma cessão do crédito por parte do ente obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

público, mas sim uma cessão dos direitos creditórios Lei Orgânica do Município de Rio de Janeiro
(direito autônomo a um fluxo financeiros) atrelados aos Art. 134 A representação judicial e a consultoria jurídica do Município,
créditos vencidos, que permanecem de titularidade do ressalvadas as competências da Procuradoria Geral da Câmara Municipal,
são exercidas pelos Procuradores do Município, membros da Procuradoria
cedente. Geral, instituição essencial à Justiça, diretamente vinculada ao Prefeito, com
Lei Municipal nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012 funções, como órgão central do sistema jurídico municipal, de supervisionar
os serviços jurídicos da administração direta, indireta e fundacional no
“Art. 14. A cessão de que trata o art. 13 não modifica a natureza do crédito que originou o âmbito do Poder Executivo.
direito creditório objeto da cessão, o qual mantém suas garantias e privilégios, não altera as Art. 135 - Além de outras competências estabelecidas em lei, compete
condições de pagamento, critérios de atualização e data de vencimento, e não transfere a privativamente à Procuradoria Geral do Município a cobrança judicial
prerrogativa de cobrança judicial e extrajudicial dos créditos originadores, que da dívida ativa do Município.
permanece com a Procuradoria Geral do Município.”
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O Município é “garantidor” da operação de securitização?

O Município não é “garantidor” da operação de


securitização, pois o §6º da Lei 6.438/18 é de natureza
ética e visa reprimir a violação da boa-fé objetiva. O § 6º
1
Art. 13-A Para fins do disposto no art. 13, o Poder Executivo poderá
contratar instituição financeira, regularmente estabelecida segundo
asnormas do Sistema Financeiro Nacional, para:
(...)
§ 1º A securitização de que trata este artigo não pode envolver qualquer
não prevê uma “garantia legal” na forma da lei, pois tipo de compromisso financeiro do Município com terceiros e nem
implicar na sua submissão à condição de garantidor dos ativos
apenas dispõe que o Município se tornará responsável securitizados.
por alterações posteriores que, por descumprimento da (...)
§ 6º Na hipótese de alteração ou revogação desta Lei, que implique a
boa-fé objetiva, afetem o contrato assinado pelas partes. interrupção ou a alteração do fluxo dos recursos destinados ao resgate
A expressão “posição de garantidor” não evoca o instituto dos ativos financeiros colocados no mercado financeiro, o Município deve
assumir a posição de garantidor perante os investidores adquirentes dos
da “garantia” na forma legal, mas consiste em verdadeira ativos financeiros, devendo providenciar a imediata devolução a eles dos
“cláusula de punição” ao ente público que não pode, recursos recebidos, acrescidos dos encargos pactuados.
(...)
após ter viabilizado o investimento, colocar na O Poder Executivo editará instrumento específico disciplinando a cessão,
com individualização dos direitos creditórios cedidos, aplicando--se, no
clandestinidade a operação que deu causa por revogação que couber, os dispositivos pertinentes do Código Civil, instituído pela Lei
da norma autorizadora. A boa-fé, na sua acepção Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002.
Parágrafo Único. A cessão se fará em caráter definitivo, sem
objetiva, constitui uma norma de conduta que impõe aos assunção, pelo Município, perante o cessionário, de
participantes da relação obrigacional um agir pautado responsabilidade pelo efetivo pagamento a cargo do contribuinte ou
de qualquer outra espécie de compromisso financeiro que possa,
pela lealdade, pela consideração dos interesses da nos termos da Lei Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de
2000, caracterizar a cessão como operação de crédito.
contraparte.
Securitização da
Dívida Ativa
Carioca

CESAR AUGUSTO BARBIERO


Secretário Municipal de Fazenda

CARLOS ALBERTO KERBES


Diretor Presidente da Companhia Carioca de Securitização