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Análise de Riscos na constuçaõ civil

Análise de Riscos na constuçaõ civil

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Análise de Riscos na Construção Civil

Guia de Orientações para o Formador
Módulo 1

Europeia CENFIC

União

República Portuguesa

POEFDS Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social

Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul

Análise de Riscos na Construção Civil

CENFIC

M1 . 1

Ficha Técnica

Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto

Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Orientações para o Formador 580 - Arquitectura e Construção 862 - Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Cristina Leitão Silva José Paulo Palhas Lourenço Teleformar, Lda. CINEL - Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal, Prior Velho, Março de 2008 500 exemplares, em suporte informático

Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN

Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.pt • www.cenfic.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co-financiado pelo Estado Português - Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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Ícones

Actividades/Avaliação

Documentação de Referência/Bibliografia

Destaque

Glossário

Índice

Legislação

Objectivos

Plataforma de Formação a Distância/Internet

Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom

Resumo

Videograma

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Índice

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Índice

• • •

Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo
• • • • • • • • • • •

Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos, duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar

M1 . 9 M1 . 13 M1 . 17 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 21 M1 . 22 M1 . 22 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 24 M1 . 25

orientações para o Formador
• • • • • • • • •

Programação do módulo Relação formador-formando Metodologia Actividades Temporização-sequencialização Avaliação Critérios de avaliação Recuperação-remediação Materiais pedagógicos Bibliografia recomendada Legislação Endereços electrónicos Plano de sessão Documentação de referência

documentação de Referência
• • •

1. Estaleiro de obra
• •

M1 . 26 M1 . 27 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 30 M1 . 31 M1 . 32 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 35 M1 . 37 M1 . 37 M1 . 39 SM 1

2.

Caminhos de Circulação
• •

SM 2

Plano de sessão Documentação de referência SM 3 Plano de sessão Documentação de referência SM 4 Plano de sessão Documentação de referência

3.

Instalações Administrativas
• •

4.

Instalações Sociais
• •

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Índice

M1 . 8

SM 5

5. Estaleiro de Apoio à Produção
• •

Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência

SM 6

6. Equipamentos de Protecção Colectiva
• •

SM 7

7. Equipamentos de Protecção Individual
• •

SM 8

8. Funções em Estaleiro de obra
• •

SM 9

9. Movimentação de Terras e Escavações
• •

SM 10

10. Fundações
• •

SM 11

11. Estruturas
• •

SM 12

12. Alvenarias
• •

SM 13

13. Coberturas
• •

SM 14

14. Revestimentos
• •

Legenda:

M SM

Módulo - textos de enquadramento/caracterização Submódulo

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Apresentação do Projecto

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Apresentação do Projecto

O presente Guia de Orientações para o Formador insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos, em suporte papel e digital, no âmbito da Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil, a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. CD-ROM Multimédia 4. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Videograma 9. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando)

• •

O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4.2.2.2 – Recursos Didácticos, do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Estes recursos, embora podendo ser explorados autonomamente, constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada, entre si e com outros materiais neles referenciados, em múltiplos contextos, tais como sessões presenciais, a distância ou tutoradas na empresa, com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Concluída a fase de concepção, cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais, aos contextos de aplicação, bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm, porém, a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente, num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Como em qualquer trabalho desta natureza, extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Pelos erros de conteúdo, grafia ou outros, que, apesar

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Apresentação do Projecto

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disso, porventura tenham passado, apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho, agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto.

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Ficha Ambiental

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Ficha Ambiental

ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS
Informações, Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia, água, materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e, apenas quando necessário, em suporte de papel. Cada um de nós, instituição formadora, formador, formando, vai utilizar para além deste guia, computadores, equipamentos periféricos (impressora, scanner, projector de vídeo, etc.) e muitos outros materiais (papel, tinteiros, discos graváveis, entre outros), durante e depois da acção de formação. Ao fazê-lo, podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design, formatação, paginação e paleta de cores seleccionados de forma a, sem perda de qualidade gráfica, consumir o mínimo de papel e tinta; • Impresso em ambas as faces do papel que, se possível, deve ser reciclado a 100%; • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”; • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento, pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. Caso seja, pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta); • Imprima, sempre que possível, frente e verso. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. No caso de um rascunho, imprima em papel já utilizado; • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Consumíveis: antes de deitar fora, pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto, utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado; • Em alternativa, adira, por exemplo, à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e, ao mesmo tempo,

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Ficha Ambiental

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contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. Tel.: 21 415 51 31; Existem campanhas similares de outras organizações. Esteja atento(a).

Equipamentos: antes de comprar, verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!); • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? - por exemplo: programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3), consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR - www.energystar.gov), a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis; • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? - por exemplo, os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos, sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores, lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades, informe-se junto da AMBICARE (www.ambicare.com), entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que, no ambiente de trabalho, são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores, permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e, portanto, a avaliação da extensão dos riscos conexos, tendo em conta as precauções existentes. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa, nem tão pouco, uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos, à mão-de-obra, aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional, como intervenientes em obra. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE, com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. Infelizmente, também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST), um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano, para não falar no sofrimento humano. Embora, ao longo dos anos, se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras, trabalhadores e donos de obra, continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente, em Portugal, são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. As quedas em altura, nomeadamente de andaimes, juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra, figuram entre os maiores

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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problemas. Cerca de 1.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano, - o dobro da média de outros Sectores. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro, isto é, na fase de concepção do projecto e da preparação de obra.

A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. • 600.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais, tais como mesotelioma e amiantose. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção, vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina, tais como a areia, podem provocar dificuldades respiratórias, nomeadamente silicose. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas, tais como óleos, resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV, aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Durante a construção do Canal da Mancha, foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos, tais como os éteres e esteres de glicol). Esses sintomas podem incluir perda de memória, fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central.

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outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo, por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas, pode provocar disfunções do sistema nervoso central, provocar náuseas, cefaleias, cansaço e outros sintomas. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais, tais como berbequins e martelos pneumáticos. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos, evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal, pelo número de trabalhadores, empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade, o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis), veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança, além da formação sempre necessária a trabalhadores, chefias e direcções das empresas do Sector. O presente recurso irá benefeciar as empresas, através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático, possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde, obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas, em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares, são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos.

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CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-Alvo Os destinatários deste Módulo são, preferencialmente, os formandos de cursos de nível 3, desempregados ou trabalhadores com mais do 9.º Ano de Escolaridade, do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia, no entanto, ser explorado em sessões de formação de nível 2, desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica, este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências, em contexto de formação ou trabalho, por parte de engenheiros, arquitectos, projectistas, outros técnicos do Sector, bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. ÁREAS PRoFISSIoNAIS vISAdAS Este Guia pode ser utilizado, em diferentes momentos, na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1:
Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862
1

Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho

Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação.

Considerando as competências visadas, e sem prejuízo das profissões tradicionais, este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção, coordenação, gestão da segurança, fiscalização, controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas, tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra; • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho; • Técnico de Desenho de Construção Civil; • Técnico de Medições e Orçamentos; • Técnico de Topografia;

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

Encarregados e outros técnicos do Sector.

PRé-REQuISIToS, duRAÇÃo E NívEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo, embora se recomende que os aprendentes respeitem, pelo menos, duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil; • Possuir o 9.º ano de escolaridade; • Estar a frequentar um curso de nível 3, dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. Este recurso pode inserir-se, com durações variáveis, em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua, desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam, entre outros, os domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente. Sugere-se, não obstante, 25 a 50 horas de trabalho - não necessariamente presenciais para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem, incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Este Módulo não confere, se ministrado autonomamente, qualquer nível de qualificação, não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3, após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.

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IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico, num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente, traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional, integrados em contexto de estaleiro de obra. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra, caminhos de circulação, instalações administrativas, …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra, seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação, exploração e desmobilização destas instalações. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes, baseado nas actividades mais significativas, sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos, com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho, bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. Os pré-requisitos, materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem, pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória.

ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal, pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural, científico-tecnológica e prática, quer em contexto de formação quer de trabalho. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Enquadramento do Módulo 1. Estaleiro de Obra 2. Caminhos de Circulação 3. Instalações Administrativas 4. Instalações Sociais 5. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Equipamentos de Protecção Colectiva

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.

Equipamentos de Protecção Individual Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos

Enquadramento do Módulo

Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas

Instalações em Estaleiro de Obra

Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção

Equipamentos de Protecção Colectiva

Movimentação de Terras Fundações

Equipamentos de Protecção Individual

Estruturas Alvenarias Coberturas

Funções em Estaleiro de Obra

Revestimentos

Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação
Resolução ou Desenvolvimentos Propostos

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oBjECTIvoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra; 2. Identificar as fases principais dos processos construtivos; 3. Analisar os riscos associados aos processos construtivos, profissões, equipamentos e materiais. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra; 2. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra, os seus riscos e medidas preventivas; 3. Identificar os principais processos construtivos, as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção, bem como os respectivos riscos associados; 4. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra; 5. Caracterizar as funções presentes em obra, respectivos riscos e medidas preventivas; 6. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados; 7. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função; 8. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar; 9. Compreender e aplicar, através de exemplos, a hierarquização dos riscos em obra.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR
• • • • Guia de Aprendizagem; Bloco de notas e caneta; Computador e aplicação interactiva; Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção

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Orientações para o Formador

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Orientações para o Formador

PRoGRAMAÇÃo do Módulo O módulo Análise de Riscos na Construção Civil deve realizar-se num Centro de Formação que reúna as condições mínimas em termos de espaço, instalações, meios, recursos materiais e humanos e com formandos de um contexto laboral estandardizado. No entanto, dado que existem diferentes contextos laborais, económicos e sociais, a programação da acção de formação será aberta, flexível e adaptável às necessidades, nível de interesses e aptidões dos formandos, assim com às instalações de recursos materiais do Centro de Formação. RElAÇÃo FoRMANdo-FoRMAdoR Os objectivos gerais do módulo relativamente à relação Formando-Formador serão entre outros: • Estabelecer um clima positivo de relacionamento e colaboração com a envolvente, valorizando a comunicação como um dos aspectos essenciais na formação; • Desenvolver a iniciativa, o sentido da responsabilidade, a identidade e a maturidade profissional que permitam melhorar a qualidade da formação e do trabalho, motivando o aperfeiçoamento profissional contínuo; • Valorizar a importância do conhecimento e das competências profissionais, quer de carácter formal quer informal, e a sua repercussão na actividade e imagem da pessoa, do Centro de Formação e da empresa; • Seleccionar e valorizar criticamente diversas fontes de informação relacionadas com a profissão, de forma que permitam a capacidade de auto-aprendizagem e possibilitem a evolução e adaptação das suas capacidades profissionais às mudanças tecnológicas e organizativas do Sector profissional em que se inserem. METodoloGIA No momento de desenvolver a metodologia aplicável ao módulo, o formador deverá ter em conta os seguintes princípios psicopedagógicos: 1. Partir dos conhecimentos prévios; 2. Promover a aquisição de aprendizagens significativas; 3. Utilizar metodologias: a. Activas e motivadoras por parte do formador; b. Participativas da parte do formando; 4. Favorecer o desenvolvimento integral do formando; 5. No desenvolvimento da metodologia em Formação Profissional temos que ter presente a iminente integração do formando no mundo do trabalho e a actualização e aumento de competência para os que buscam na formação um meio de progressão na carreira profissional; 6. Coordenação com a equipa formativa de outros módulos, se a matéria a tratar assim o requerer. O formador promoverá uma metodologia activa e participativa, procurando centrar o pro-

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cesso de aprendizagem no formando. O formando deverá, assim, ter a oportunidade de participar com as suas ideias, dando a sua opinião, de forma a que o formador conheça os seus interesses, motivações, necessidades e expectativas, sem perder de vista a envolvência laboral onde está ou poderá vir a integrar-se. O método de formação será construtivista, ou seja, será dirigido à construção de aprendizagens significativas, isto é, a partir dos seus conhecimentos prévios o formando elaborará novas aprendizagens. As acções de formação iniciar-se-ão com a comunicação do tema e exposição dos objectivos, através de um esquema de conteúdos a tratar (que poderá ser desenvolvido no quadro ou através de uma apresentação de dados já elaborados, com recurso a videoprojector). De seguida, pode realizar-se uma série de perguntas para conhecer o nível de conhecimentos prévios que o formando possui, de forma a aproveitá-los e rentabilizá-los ao máximo durante a sessão de formação. Durante o desenvolvimento dos conteúdos deverá privilegiar-se a utilização de exemplos relacionados com o contexto laboral e/ou social dos formandos, para que desta forma se sintam implicados e participem. De forma a suscitar a participação no processo de formação-aprendizagem do formando a exposição teórica deverá ser breve para, de imediato, realizar exercícios práticos. Assim, e em resumo, dever-se-á seguir uma metodologia que facilite a interacção, fomente a responsabilidade sobre a aprendizagem, assegure a motivação, favoreça a modificação ou aquisição de novas atitudes, possibilite o desenvolvimento de competências e potencie a avaliação como um processo de feedback contínuo. O formador poderá também fazer referência a temas transversais que contribuam para o aprofundamento do estudo em causa. ACTIvIdAdES O objectivo das actividades é motivar e facilitar a aprendizagem dos formandos para atingir as competências estabelecidas para a formação. As actividades podem ser grupais ou individuais, devem seguir uma ordem, começando por actividades simples que poderíamos chamar de enquadramento ou motivação, e continuando através de actividades de dificuldade progressiva destinadas a desenvolver os conhecimentos programados; também existirão actividades orientadas para a personalização e individualização da aprendizagem; levar-se-ão a cabo actividades de ampliação de conhecimentos para aqueles formandos que superem com facilidade os objectivos propostos, ou de recuperação para aqueles que apresentem dificuldades. Algumas das actividades a desenvolver podem revestir a seguinte natureza: • Exercícios individuais ou em equipa; • Leitura e análise de artigos em revistas ou literatura especializada;

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• • • • • • •

Jogos pedagógicos ou simulações; Exposição, em sala, realizada pelos formandos sobre determinados conteúdos; Brainstorming, role-playing, entre outras técnicas; Debate sobre as actividades e conclusões realizadas; Visita de estudo a obras ou entidades relacionadas com os temas apresentados; Participação em conferências/seminários, workshops sobre os temas abordados; Pesquisa ou procura de informação por parte dos formandos em diversas instituições e entidades.

No caso da Análise de Riscos na Construção Civil, a realidade do conhecimento é dependente da proximidade dos problemas, pelo que aos formandos com experiência profissional devem ser proporcionadas oportunidades de aprofundamento e redescoberta de saberes não explorados. Sempre que possível, os formandos devem sair para o exterior, seja numa visita organizada e dirigida pelo formador ou Centro de Formação, seja através de pesquisa autónoma de informação relacionada com a unidade de trabalho. As visitas deverão ser aprovadas pelo responsável da acção ou do Centro que organiza a formação. TEMPoRIzAÇÃo-SEQuENCIAlIzAÇÃo A temporização é o tempo das sessões formativas que vamos dedicar aos respectivos conteúdos. Este tempo pode variar em função dos temas e das actividades previstas. A sequencialização consiste na ordenação e gestão adequada das sessões. Uma sequencialização standard seria a seguinte: • Primeira sessão: Exposição de um esquema de conteúdos e diagnóstico dos conhecimentos prévios. • Segunda sessão e seguintes: Desenvolvimento dos conteúdos e realização de actividades. • última sessão: Avaliação sumativa e sistémica do processo de aprendizagem, pelos formandos e pelo formador. Quando se trata de um módulo formativo integrado num itinerário ou percurso mais alargado é necessário fazer referência ao momento temporal, isto é, a que período de tempo pertence a unidade. Também poderá fazer-se referência à ordem em que se deve ministrar, antes ou após, dependendo dos conhecimentos prévios necessários para o estudo da unidade que se está a tratar, ou se estes conhecimentos são indispensáveis para o estudo de unidades posteriores. As visitas de estudo devem ter um planeamento específico e atempado, de forma a cumprirem cabalmente os seus objectivos. Todas as visitas ou actividades no exterior devem ter um plano de acção e uma avaliação no final.

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AvAlIAÇÃo A avaliação deverá ser contínua, formativa e sumativa. Isto significa que se deve realizar um acompanhamento contínuo e individualizado do formando ao longo de todo o processo de formação-aprendizagem; a avaliação é, portanto, um elemento fundamental deste processo. A avaliação supõe uma recolha de informação que se realiza através de diversas acções que não são exclusivamente provas, fichas de trabalho e testes, mas também a observação contínua: das questões colocadas, dos debates, dos trabalhos, das atitudes, do comportamento diário, da assiduidade, etc. Esta informação permite-nos ter um conhecimento acerca de como está a decorrer o processo de formação-aprendizagem, ou seja, se o formando está a adquirir as competências previstas. Aconselha-se que os formandos elaborem um dossiê/caderno de apontamentos, trabalhos, exercícios e actividades, para que o formador possa valorizar estes aspectos. No processo de avaliação o formador deve perguntar: • Como se avalia? Esta pergunta foi respondida quando indicámos que a avaliação é contínua. Quando se avalia? As fases da avaliação contínua podem ser concretizadas em: • Avaliação inicial Trata-se de conhecer os conhecimentos prévios dos formandos, assim como as suas atitudes, competências e também motivação. Atingido este objectivo, são colocadas questões, de forma a que os formandos respondam de forma livre ou enquadrada: produção curta, escolha múltipla, emparelhamento ou associação, etc. • Avaliação formativa ou processual Trata-se da avaliação ao longo de todo o processo formativo - tem carácter regulador, orientador e auto-corrector do processo formativo. Avaliação sumativa Também se denomina como final, global ou resumo. Consiste na necessidade de pôr uma única nota ao formando no final do processo avaliativo, que será a classificação resultante de toda a avaliação contínua.

O que se avalia? Avalia-se a aprendizagem dos formandos, ou seja, a aquisição das competências terminais e a sua fundamentação científica. A avaliação deve, também, avaliar os conhecimentos, os conceitos, os procedimentos e as atitudes. Podem-se estabelecer diferentes critérios de qualificação para ponderar cada uma das componenetes de aprendizagem. Isto pode ser muito variável e subjectivo e recomendase a definição destas ponderações em reunião pedagógica.

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Aconselha-se a sua elaboração a partir de cada tema e tendo sempre presente os conteúdos da unidade. sem aguardar o insucesso. • Material bibliográfico complementar Como bibliografia pode-se utilizar a que o formador indica em cada unidade. Através dos critérios de avaliação constata-se a aquisição das capacidades terminais. aplicação informática. etc. a um bloco temático. tais como: revistas e livros especializados. Os materiais de enquadramento que apoiem a eficácia e eficiência do processo de formação-aprendizagem. videoprojector. A avaliação contínua deverá ser sustentada em critérios de avaliação cujos parâmetros medirão o grau de aprendizagem do formando e a medida de progresso e “concretização” dos objectivos estabelecidos no processo de formação-aprendizagem. RECuPERAÇÃo-REMEdIAÇÃo A recuperação deve-se entender como uma actividade ou conjunto de actividades e não como um exame. A recuperação é mais uma parte do processo de formação-aprendizagem e tem início quando se detectam dificuldades no formando. além de sítios na internet ou outros materiais de consulta em suporte papel ou digital. • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Material curricular Os decretos que regulam a formação profissional e contínua designadamente os que correspondem à modalidade de intervenção. 33 Orientações para o Formador CRITéRIoS dE AvAlIAÇÃo Como já indicámos anteriormente pretende-se avaliar a aquisição das competências terminais. quadro. documentação de referência. MATERIAIS PEdAGóGICoS São aqueles que precisamos para a realização da programação e posterior desenvolvimento da formação.M1 . computadores. O Projecto formativo do Centro de Formação. distinguem-se as seguintes categorias: • Material didáctico São os materiais que necessitamos para o desenvolvimento da unidade. Estas capacidades e critérios referem-se. vídeogravador. os critérios de avaliação estão agrupados por capacidades terminais. realizando com ele actividades complementares de reforço e apoiando aqueles pontos onde o formando sente dificuldades. portanto. de forma que a cada capacidade lhe corresponda uma série de critérios de avaliação determinados. canetas. normalmente. legislação.

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Documentação de Referência BIBLIOGRAFIA E ENDEREçOS ELECTRÓNICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

“Riscos de Soterramento na Construção”. Restauro de Edifícios”. “Segurança. “Manual de Segurança no Estaleiro”. “Segurança na Construção . AECOPS. Fernando. M. Paz. • Dias. 2006. Alves. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. IDICT. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. Gerhard. • Lucas.Qualidade e Segurança no Trabalho”. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.º 89/106/CEE.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 . L. IST/IDICT. Maria. José. Gandra do. “Segurança e Saúde no trabalho . • Fonseca. de 14 de Novembro . Relações Industriais e Assuntos Sociais . • Machado.Transpõe a Directiva n. de 21 de Dezembro de 1988. Neves da. Manuel. 1993.Bibliografia e Endereços Electrónicos BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia . “Construção . CEAC. Abel. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. IDICT. IDICT 1996. 37 Documentação de Referência . • Amaral. Fernando A . 2004. Germano. IDICT. • Rodrigues. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Sílabo. Filomena. • Nunes. Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE.Avaliação e Controlo de Riscos”. IDICT. EPGE.Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. 1996. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Porto Editora. Editora Lusófona. IDICT. 1996. 1999. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. • Dias. Luxemburgo. • Cabral. “Gestão de Segurança”. Gerardo.Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoal Empregado nas Obras. IDICT. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 1971. relativa aos produtos de construção. “Manual de Segurança .Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n. Luís . 1999. • Azevedo. Luís. • González. Conservação. 1996. AECOPS. 1996. 2006. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 1996. EPGE. • Franco. • Franco.RSTCC. 2004.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. L. 2006. • Pinto. LNEC. • Decreto-Lei n. 1989. • Decreto-Lei n. • Dressel. IDICT. M.Glossário”. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Maria. • Branco. Almedina. Vida Económica. • Gonelha.Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho. Francisco.Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil . “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”.º 441/91. “Organização do Estaleiro”. A. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. IDICT. 1974. • Santos. • Decreto-Lei n. Alberto.º 33/88 de 12 de Setembro . “Segurança e Higiene do Trabalho”. • Decreto-Regulamentar n. • Miguel.º 46427 de 10 de Julho de 1965 . IGT. • Freitas. 1998. IDICT. 1999. 2003. lEGISlAÇÃo • Decreto-Lei n. 2006.Direcção-Geral do Emprego. • Teixeira. 2000. Volume 2. Alves. • Silva.º 113/93 de 10 de Abril . Luís Fontes. “ Movimentação Manual de Cargas”. Luís.M1 . • Roxo. 1998. 1996.Construção.

Portaria n.º 146/2006 de 20 de Fevereiro .Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho.º 362/93 de 15 de Outubro .Documentação de Referência .º 92/57/CEE. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro .º 347/93 de 1 de Outubro .Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 . Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro .º 566/93 de 2 de Junho . de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a).º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho).Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens]. Portaria n. Decreto-Lei n. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis.Altera o Decreto-Lei n.Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança. Portaria n. as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação. de 29 de Outubro .Aprova o Código do Trabalho. de pedreiro (m/f ).º 273/2003.º 26/94 de 1 de Fevereiro .Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais. Decreto-Lei n. Higiene e Saúde no Trabalho.º 348/93 de 1 de Outubro .Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro . Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro .º 101/96 de 3 de Abril .Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.º 89/656/ CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual.Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .º 12/2004 de 9 de Janeiro .Regulamenta o Código do Trabalho.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.Transpõe para o direito interno a Directiva n. 38 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Portaria n.º 141/95 de 14 de Junho . Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Lei 99/2003 de 27 de Agosto .º 133/99 de 21 de Abril .Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. Decreto-Lei n.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção. bem assim.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro . Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 102/2000 de 2 de Junho .Transpõe para o direito interno a Directiva n. Lei 35/2004 de 29 de Julho . Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva n.

aecops. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto .Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.cenfic.pt .Catálogo de Profissões • www.org .pt .Aprova o modelo de ficha de aptidão médica.Autoridade para as Condições do Trabalho • www.gov.osha.gov/niosh .apambiente. Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto .gov.Health and Safety Executive • www.es/insht .proteccaocivil.Bibliografia e Endereços Electrónicos • • • • • • • • • Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro .dgert.lnec.iefp. revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro.Instituto de Soldadura e Qualidade • www.Centro de Formação Profissional Industria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul • www.catalogo.construlink.pt . Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro .hse.int .pt .Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE.ilo. Engenharia e Construção • www.com . que aprova o Regulamento Geral do Ruído.dre.Arquitectura. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho .Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo • www.Organização Internacional do Trabalho • www.fr . que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado.pt . ENdEREÇoS ElECTRóNICoS • www.Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão.inrs.mtss.Instituto Português da Qualidade • www. de 3 de Novembro.pt . Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho .Autoridade Nacional de Protecção Civil • www.eu.pt . que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho .pt . Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto .Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE.Instituto do Emprego e Formação Profissional • www.mtas.Occupational Safety and Health Administration • www. Portaria nº 299/2007 de 16 de Março . do Conselho.pt .cdc.pt .revistaseguranca. 39 Documentação de Referência .Diário da República Electrónico • www.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social • www.Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho • www.uk .gov.Agência Portuguesa do Ambiente • www.Revista Segurança CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .pt .gov.anq.act.Institut National de Recherche et de Sécurité • www.Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio.Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. de 17 de Janeiro.ipq.Laboratório Nacional de Engenharia Civil • www.Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho.isq.mtss.National Institute for Occupational Safety and Health • www.pt .gov.com .M1 .AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) • http://agency. que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE.Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente.pt .

3m.3M Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Documentação de Referência .Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .Sinalux www. 40 • • http://sinalux.com .eu/PT .

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. Centro de Formação.vedação e controlo de acessos e infra-estruturas técnicas provisórias • Casos práticos • Visita a estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Ficha de trabalho sobre os condicionalismos • Listas de verificações . 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 1 Estaleiro de obra duração: mínimo: 2 horas.SM1 . máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc.

Delimitação do Estaleiro 2.4 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

dos diferentes tipos de vedação de obra. • Identificar em que fase se deve efectuar um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Indicar. • Atribuir à entidade executante a responsabilidade de estabelecer medidas preventivas adequadas aos riscos identificados. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar os três condicionalismos locais relevantes para a implantação do estaleiro. 3. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 1: Estaleiro de Obra Fichas temáticas: Condicionalismos existentes no local Delimitação do Estaleiro Infra-estruturas técnicas provisórias Temas: Estaleiro de obra Condicionalismos existentes no local Delimitação de estaleiro Vedação Infra-estruturas técnicas 2. dez aspectos relacionados com a funcionalidade e condições de segurança do estaleiro. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. pelo menos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. durante a fase de implantação. pelo menos. quatro infra-estruturas aéreas ou enterradas presentes no estaleiro de obra. pelo menos. 3 Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir. • Enumerar. oito medidas de prevenção referentes à delimitação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oito riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e acessos. • Identificar e descrever.SM1 . dando exemplos. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. • Identificar. • Listar.

• 1 secretária e 1 cadeira para formador. Identificar e descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. • 1 Videoprojector. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4. • Material auxiliar para os formandos.rede de águas e rede eléctrica. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Elaborar uma lista de verificações para as infra-estruturas técnicas . MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Computador. 4 • • • • do estaleiro. Descrever a importância dos meios de comunicação num estaleiro. • 1 Tela. pelo menos.Estaleiro de Obra SM1 . Listar. quatro infra-estruturas técnicas a implantar num estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

rede de gás) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador Expositivo Videoprojector e computador - 2 min. 3. Comunicar o tema da sessão Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Condicionalismos existentes no local Delimitação física da obra Infra-estruturas técnicas provisórias (rede de águas. 4 min. 105 min. instalações eléctricas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 4. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min.SM1 . 2. 5 Estaleiro de Obra 5. 120 min. Tempo acumulado 1. 6. 7. rede de esgotos. 5. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 90 min. 15 min. Avaliação Oral - 3 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Tempo parcial 2 min.

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7 Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 1 1. 2004.º 33/88 de 12 de Setembro . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.º 141/95 de 14 de Junho . 1996. Decreto-Lei n. Dressel.Estabelece regras gerais de planeamento.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 7. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. 2. 8. Franco. 10. Gerhard. AECOPS.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.SM1 . 1971. Restauro de Edifícios”. Abel. do Conselho. Maria. Silva. 4. 5.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Portaria 101/96 de 3 de Abril . “Manual de Segurança . de 11 de Dezembro . 6. organização e coordenação para promover a segurança. Luís Fontes. Neves da.º 1456-A/95. de 24 de Junho. 3. Sílabo. 1989. IDICT. Pinto. Machado. Conservação. Portaria n. LNEC. AECOPS. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Decreto Regulamentar n.º 92/57/CEE. 1999. “Organização do Estaleiro”. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.Construção. “Manual de Segurança no Estaleiro”. A. 9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Caminhos de Circulação SuBMódulo 2 Caminhos de Circulação duração: mínimo: 2 horas 30 minutos.SM2 . envolvente. etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação pedonal • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação rodoviária • Elaboração da lista de verificação para locais destinados ao parqueamento • Visita a obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. 3. • Listar todas as regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de viaturas. pelo menos. pelo menos. • Enumerar. quatro regras para a implantação das vias de circulação rodoviárias. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. • Utilizar e preencher a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. • Elaborar e preencher correctamente uma lista de verificações para os locais destinados CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM2 . • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificação de vias de circulação pedonal. seis condições de segurança que as vias de circulação pedonal devem obedecer. 3 Caminhos de Circulação PlANo dE SESSÃo 1. • Listar. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 2: Caminhos de circulação Fichas Temáticas: Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento Sinalização Temas: Vias de circulação Plano de evacuação Emergência Sinalização Parqueamento Segurança no trabalho 2. • Descrever os diferentes tipos de sinalização. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. seis condições de segurança que as vias de circulação rodoviárias devem obedecer. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação.

• 1 secretária e 1 cadeira para formador. 4. Elaborar e preencher uma lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. Listar. Identificar e desenhar exemplos de sinalização rodoviária temporária. Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização e estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pelo menos. • Material auxiliar para os formandos.Caminhos de Circulação SM2 . quatro requisitos que permitem a eficácia da sinalização de segurança. • 1 Videoprojector. 4 • • • • • ao parqueamento. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Enumerar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. pelo menos. • 1 Computador. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. quatro regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de equipamentos. • 1 Tela. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel.

ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM2 . 5 Caminhos de Circulação 5. 8. de equipamentos) Sinalização (rodoviária temporária. 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 2. 4. Avaliação Oral - 4 min. segurança no trabalho) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. 4 min. 6. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 3. 7. 20 min. Tempo acumulado 1. 135 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 150 min. 3 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento (de viaturas. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 115 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

9. 7. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. 3. de 11 de Dezembro . 1971. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. 7 Caminhos de Circulação doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 2 1.Estabelece regras gerais de planeamento.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 92/57/CEE. 8. “Manual de Segurança . Gerhard. “Organização do Estaleiro”. “Manual de Segurança no Estaleiro”. de 24 de Junho.SM2 . 2.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Portaria 101/96 de 3 de Abril . Franco. Portaria n. Maria. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Luís Fontes. Restauro de Edifícios”. Dressel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . AECOPS. IDICT. 10. 5. 1999. AECOPS. Conservação.º 141/95 de 14 de Junho . 2004. 1989. Sílabo. Decreto-Lei n.º 33/88 de 12 de Setembro . Machado. Pinto.Construção.º 1456-A/95. 1996. LNEC. do Conselho. 6. Silva. Neves da. organização e coordenação para promover a segurança. 4. Decreto Regulamentar n. Abel.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. A.

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3. Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

etc.SM3 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de contactos de emergência • Elaboração da lista de verificação e aplicá-la a escritórios de apoio • Elaboração da lista de procedimentos a adaptar em caso de emergência • Simulação de um acidente grave com consequente actuação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação. 1 Instalações Administrativas SuBMódulo 3 Instalações Administrativas duração: mínimo: 2 horas 30 minutos.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar a portaria. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. • Caracterizar os escritórios de apoio. seis requisitos que o posto de socorros deverá possuir. • Caracterizar o posto de socorros. pelo menos. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. • Identificar. pelo menos. • Identificar. • Elaborar e preencher a lista de verificações em escritórios de apoio. seis requisitos que a portaria deverá possuir • Utilizar e preencher correctamente a lista de contactos de emergência. seis requisitos que o escritório de apoio deverá possuir. • Listar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. pelo menos. • Enumerar. como actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente grave. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 3: Instalações administrativas Fichas Temáticas: Portaria e controlo de acessos Escritórios de Apoio Posto de Socorros Temas: Portaria Contactos de emergência Manual de acolhimento Escritório de apoio Posto de socorros Contactos de emergência Acidente de trabalho Registo de acidente de trabalho 2. cinco equipamentos técnicos que deverão estar presentes no posto de socorro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. • Indicar.SM3 . • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. de uma forma resumida. 3 Instalações Administrativas PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos.

115 min. 7. 150 min.Instalações Administrativas SM3 . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Portaria e controlo de acessos Escritórios administrativos Posto de socorros Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 3. 20 min. • 1 Computador. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 4 4. 5. 6. 3 min. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Material auxiliar para os formandos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4. 5. 8. • 1 Tela. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. Tempo acumulado 1. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. • 1 Videoprojector. 2. 4 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 135 min.

Pinto. 2006. Fernando. 1998. 3.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.Construção.º 92/57/CEE.Transpõe a Directiva n.Estabelece regras gerais de planeamento. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . Restauro de Edifícios”. IDICT. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 10. Gerhard. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 1971. 2004. Sílabo. organização e coordenação para promover a segurança. 2006. AECOPS. de 24 de Junho. Luís Fontes. de 14 de Novembro . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Fonseca. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. 6. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . do Conselho. Portaria 101/96 de 3 de Abril .º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 2.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras.SM3 . Miguel. 1996. Alberto. 4. Porto Editora. 9.º 441/91. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Machado. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Abel. Dressel. 7. Nunes. 8. “Manual de Segurança . 5. Conservação. 5 Instalações Administrativas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 3 1. Decreto-Lei n. EPGE. LNEC.

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4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

vestiário. etc. máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificação do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra • Preenchimento da lista de verificações do dormitório. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 4 Instalações Sociais duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente.SM4 . Centro de Formação.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Listar todos os condicionalismos a ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. • Caracterizar o dormitório e as instalações sanitárias. pelo menos. pelo menos. vestiário. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM4 . pelo menos. • 1 Videoprojector. • Material auxiliar para os formandos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 4: Instalações sociais Fichas Temáticas: Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Temas: Fenestração Salubridade 2. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. 3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. 3 Instalações Sociais PlANo dE SESSÃo 1. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Computador. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o refeitório e a cozinha. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. dez requisitos que as instalações sanitárias deverão possuir. dez requisitos que o refeitório e a cozinha deverão possuir. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra. • Elaborar e preencher a lista de verificações do dormitório. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Identificar. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. • Identificar. • 1 Tela. dez requisitos que o dormitório/vestiário deverá possuir. 4.

90 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 5. 4 5. 7. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2. 8. 4. 80 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 4 min. 60 min.Instalações Sociais SM4 . Tempo acumulado 1. 3 min. 20 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 3. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 6.

9.º 441/91. Neves da.SM4 . 10. 7.Estabelece regras gerais de planeamento. Machado. 4. Portaria 101/96 de 3 de Abril . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . IST/IDICT. “Segurança e Higiene do Trabalho”. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Abel. Decreto-Lei n. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . Conservação. 2004.º 92/57/CEE. organização e coordenação para promover a segurança. Silva.Construção. A. 8.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. 6.Transpõe a Directiva n. 1989. EPGE. do Conselho.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. “Organização do Estaleiro”. de 24 de Junho. 2006. de 14 de Novembro . 1996. Dias. Alves.Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. Portaria nº 949–A/2006 de 11 de Setembro . Luís Fontes. AECOPS. 5 Instalações Sociais doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 4 1. Sílabo. Restauro de Edifícios”. Fernando. 3. 1996. “Manual de Segurança . “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Nunes. AECOPS. M. L. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. 2. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 5. Pinto.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Centro de Formação. 1 Estaleiro de Apoio à Produção SuBMódulo 5 Estaleiro de Apoio à Produção duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria • Elaboração e preenchimento da lista de verificação da carpintaria • Preenchimento da lista de verificação do estaleiro de cofragens • Preenchimento da lista de verificações referente ao estaleiro de ferro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM5 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de cofragens. dez requisitos que a carpintaria deverá possuir. pelo menos. • Caracterizar estaleiro de ferro. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de ferro. • Listar todos os riscos frequentes associados ao estaleiro de cofragens. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o armazém. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o armazém e a ferramentaria. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. 3. • Determinar as instalações que têm uma correlação de proximidade com a carpintaria.SM5 . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar. dez requisitos que o estaleiro de ferro deverá possuir. • Caracterizar estaleiro de cofragens. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações da carpintaria. dez requisitos que o estaleiro de cofragens deverá possuir. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 5: Estaleiro de apoio à produção Fichas Temáticas: Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Temas: Armazém Ferramentaria Ficha de segurança do produto Circulação Carpintaria Cofragem Descofrante Estaleiro de ferro 2. seis requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão possuir. pelo menos. 3 Estaleiro de Apoio à Produção PlANo dE SESSÃo 1. • Listar. • Identificar. seis riscos frequentes associados ao estaleiro de ferro. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do armazém e da ferramentaria. • Identificar. pelo menos. • Caracterizar a carpintaria. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. pelo menos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

• 1 Flipchart ou quadro de papel. 4 4. Tempo acumulado 1. 20 min. 4 min. 2. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. • 1 Computador. 3 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • Material auxiliar para os formandos. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 5. 8. • 1 Videoprojector. 5. 80 min. 7. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 6. 4. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Tela. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 90 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 60 min.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 . 3.

Franco. AECOPS. Decreto-Lei n. 9. 8. M. 1999. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. 6. organização e coordenação para promover a segurança. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. IST/IDICT. 2000. Maria. 3. Portaria 101/96 de 3 de Abril .Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 10. Machado.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. IDICT.º 92/57/CEE.º 441/91. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. de 24 de Junho. 1996. Portaria 949-A/2006. Dias. Alves. Luís Fontes. L. 4. 5 Estaleiro de Apoio à Produção doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 5 1. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Teixeira. de 14 de Novembro . “Plano de Segurança e Saúde na Construção”.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Filomena. 2.Estabelece regras gerais de planeamento.SM5 . “Manual de Segurança no Estaleiro”. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . “ Movimentação Manual de Cargas”. IDICT.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Transpõe a directiva n. do Conselho. 7. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . 5. 1996.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

6. Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

etc. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente a andaime • Elaboração e preenchimento da lista de verificação de entivação de vala • Visita a obra com aplicação dos vários tipos de equipamentos de protecção colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM6 . 1 Equipamentos de Protecção Colectiva SuBMódulo 6 Equipamentos de Protecção Colectiva duração: mínimo: 2 horas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de um andaime. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. • Listar os locais onde devem ser colocados os guarda-corpos. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar os guardas-corpos. • Identificar os diferentes tipos de guardas-corpos. • Identificar situações de risco de soterramento. • Caracterizar os diferentes tipos de redes. dois procedimentos de segurança para cada fase de preparação de montagem e recepção de materiais. quatro causas de acidentes de trabalho em andaimes. 3 Equipamentos de Protecção Colectiva PlANo dE SESSÃo 1. • Reconhecer as redes de segurança como uma medida de protecção colectiva. • Caracterizar entivação. • Reconhecer a importância da protecção colectiva. três requisitos que os guarda-corpos deverão possuir. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar todos os constituintes de um andaime metálico. 3. • Listar. pelo menos. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas as redes de segurança. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 6: Equipamento de Protecção Colectiva Fichas Temáticas: Guarda-Corpos Andaimes Redes de Segurança Entivação de valas Temas: Guarda-corpos Guardas Andaime Procedimentos de segurança Rede de segurança Entivação Protecção colectiva 2.SM6 . • Listar.

Identificar os diferentes tipos de entivação caracterizando cada uma delas. Listar todas as redes que limitam a queda. • 1 Computador. pelo menos. Elaborar e preencher a lista de verificação de entivação de valas. pelo menos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Material auxiliar para os formandos. pelo menos. Atribuir. 4 • • • • • • • • Identificar. • 1 Tela. 3 exemplos de redes para impedir a queda. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 4.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 . quatro medidas de prevenção associadas à entivação de valas. duas características a todos os tipos de redes. Identificar. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Listar os cuidados a ter de modo a conservar as características das redes. Listar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. cinco requisitos que as redes de segurança deverão possuir. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Videoprojector. pelo menos.

7. 5 Equipamentos de Protecção Colectiva 5. 3. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 5. 6. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2. 3 min. 4. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min.SM6 . 20 min. 85 min. 4 min. 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Guarda-corpos Andaimes Redes de protecção Entivação de valas Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 120 min. Tempo acumulado 1. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 105 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

8. 1999.º 92/57/CEE. 2006. organização e coordenação para promover a segurança. 3. 1996. José. Dias. “Construção . Dias. IDICT. 4. Cabral. GONELHA. 2. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. IDICT. Rodrigues.Qualidade e Segurança no Trabalho”. 7 Equipamentos de Protecção Colectiva doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 6 1. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Almedina. Alves. 5. Vida Económica. L. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . “Segurança e Saúde no trabalho .Glossário”.SM6 . IST/IDICT. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. IGT. IDICT 1996. Manuel. 2003. “Segurança na Construção .Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 7. Santos. M. Roxo. 6. Portaria 101/96 de 3 de Abril . “Segurança. Luís Maldonado. 2ª edição. Germano. “Construção Civil . 2004. do Conselho.Avaliação e Controlo de Riscos”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 1996. de 24 de Junho. 1998. 9. 10..Estabelece regras gerais de planeamento. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”.Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. Fernando A. L. M. Alves.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

7. Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Equipamentos de Protecção Individual SuBMódulo 7 Equipamentos de Protecção Individual duração: mínimo: 3 horas. o maior número de EPI (Equipamento de Protecção Individual) de forma a poderem manusear os mesmos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM7 . na sala de formação. Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações de todos os EPI mencionados • Disponibilizar aos formandos. etc. máximo: 6 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. • Identificar os elementos que compõem um calçado. • Reconhecer as informações que devem constar nas embalagens dos vários EPI. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 7: Equipamentos de Protecção Individual Fichas Temáticas: Protecção da Cabeça Protecção dos Ouvidos Protecção dos Olhos Protecção das Vias Respiratórias Protecção das Mãos Protecção dos Pés Protecção do Corpo Temas: Capacete Protectores auditivos Óculos. dando pelo menos um exemplo. • Reconhecer a necessidade da utilização de protecção para as mãos.SM7 . • Elaborar o plano de protecções individuais em estaleiro de obra. • Identificar o risco de exposição às poeiras. as situações de trabalho em que a utilização do capacete é imprescindível. luvas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar. Viseira Vestuário. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Reconhecer as diversas categorias de protecção que o calçado oferece. • Definir capacete. 3 Equipamentos de Protecção Individual PlANo dE SESSÃo 1. • Determinar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. • Identificar a necessidade de protecção do corpo. • Elaborar a lista de verificações para EPI. calçado Poluição 2. • Identificar viseira. • Caracterizar o ruído.

Identificar quais os equipamentos que reduzem a exposição ao ruído. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos pés. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção das vias respiratórias. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. pelo menos. quatro requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos olhos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. pelo menos. 4. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. dois requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Enumerar. • 1 Tela. Enumerar. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. quatro factores a ter em conta na aquisição de protectores auditivos. Identificar todos os tipos de protectores auditivos. Listar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos pés. pelo menos. Enumerar. 4 • • • • • • • • • • • • • • • • Identificar os dois tipos de capacetes. Identificar. Enumerar todos os tipos de protecção das mãos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção do corpo. • 1 Computador.Equipamentos de Protecção Individual SM7 . Listar cinco requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das mãos. Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de todos os EPI mencionados. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos olhos. • 1 Videoprojector. • Material auxiliar para os formandos. quatro requisitos/exigências que os capacetes deverão possuir. pelo menos. Enumerar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção do corpo.

5 Equipamentos de Protecção Individual 5. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. 4 min. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 20 min. 8. Tempo acumulado 1. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 7. 3 min. Avaliação Oral - 4 min. 2. 5. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min.SM7 . 6. 180 min. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 140 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 3. 160 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

IDICT. Miguel. GONELHA. 10. 8. 14. Gerardo.Estabelece as exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelos equipamentos de protecção individual.Altera o Decreto-Lei 128/93 de 22 de Abril. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 2004. “Segurança na Construção .Estabelece regras gerais de planeamento. Almedina. Porto Editora. Despacho n. 3. 5. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”.Prescrições mínimas em termos de saúde e de segurança dos trabalhadores na utilização de EPI. Alberto.Manual de Segurança no Estaleiro”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 4.º 22714/03 de 21 de Novembro . Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . “Segurança. 13. 2. Luís Fontes. Manuel.Avaliação e Controlo de Riscos”. com vista a preservar a saúde e a segurança dos seus utilizadores. Luís Maldonado. 2006. González. 2006. AECOPS. 12.Glossário”.º 128/93 de 22 de Abril . IDICT. 1974. 6. Decreto-Lei n.º 92/57/CEE. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . organização e coordenação para promover a segurança. 1996. Decreto-Lei n. Rodrigues. do Conselho.Lista de normas harmonizadas a observar pelos equipamentos de protecção individual. Roxo. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 1996. “Segurança e Saúde no trabalho . de 24 de Junho. Decreto-Lei n. 2ª edição. 11. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 7 Equipamentos de Protecção Individual doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 7 1. Machado. 7. CEAC. com vista a preservar a saúde e segurança dos seus utilizadores. Vida Económica.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 1996. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. “Construção Civil .SM7 .º 139/95 de 14 de Junho . 1999. Germano.º 348/93 de 1 de Outubro . 9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Funções em Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 8 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Funções em Estaleiro de Obra SuBMódulo 8 Funções em Estaleiro de obra duração: mínimo: 4 horas. etc. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra • Visita a um estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Centro de Formação.SM8 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Definir. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 4. • Seleccionar 2 funções em obra e listar as regras de actuação para as mesmas. • Caracterizar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. indicando 3 regras de actuação. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Definir.SM8 . 3 Funções em Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra. • Caracterizar os principais riscos nas funções de produção em obra. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. a função de técnico de segurança. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 8: Funções em Estaleiro de Obra Fichas Temáticas: Funções de Direcção de Obra e Apoio Funções de Produção em Obra Temas: Director de Obra Técnico de Obra Técnico de Segurança Funções 2. • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra que devem ser apresentados. • Definir. a função de técnico de obra. a função de Director de obra. indicando 4 regras de actuação. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. indicando 5 regras de actuação. • 1 Flipchart ou quadro de papel.

4. 2 min. 1 Tela. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 3 min. Tempo acumulado 1.Equipamentos de Protecção Colectiva SM8 . 2. 3. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. 8. 205 min. 4 • • • • • • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 3 min. 220 min. Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Material auxiliar para os formandos. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 240 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Funções de direcção de obra e apoio Funções de produção em obra Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 5. 7. 15 min. 1 Videoprojector. 6. 5. 1 Computador. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min.

1989. Dressel. IDICT. “Organização do Estaleiro”. 1996. 1998. 2. A. 6. Dressel. 9. Fonseca. Neves da.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança. Gerhard. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 1996. Decreto-Lei n. IDICT. Silva. 5 Funções em Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 8 1. 5. LNEC. António “Concepção de Locais de Trabalho”.Manual de Segurança no Estaleiro”. Gerhard. IDICT.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Lucas.SM8 . IDICT. 8. 3. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. 1971. 1971. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”.º 26/94 de 1 de Fevereiro . AECOPS. Higiene e Saúde no Trabalho. LNEC. “Construção Civil . 1996. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Francisco. 7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc.SM9 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de movimentação de terras ou escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Movimentação de Terras e Escavações SuBMódulo 9 Movimentação de Terras e Escavações duração: mínimo: 1 hora. envolvente. Centro de Formação.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Reconhecer os diferentes tipos de transporte para terras. sete riscos associados ao trabalho de movimentação de terras e escavações. pelo menos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. pelo menos. • Identificar. • Reconhecer as variáveis que influenciam quais os meios de entivação ou escoramento a aplicar. • Listar. 3 Movimentação de Terras e Escavações PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as principais operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. pelo menos. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar movimentação de terras. 3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . três tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. • Definir materiais de escavação. • Listar. seis riscos frequentes em estaleiros relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações.SM9 . • Definir infra-estruturas enterradas. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de movimentação de terras e escavações. • Definir combustíveis e lubrificantes. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 9: Movimentação de Terras e Escavações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Movimentação de terras Escavações Materiais de construção 2. • Definir escavação. • Listar. • Identificar os três grupos de materiais ou produtos associados presentes em trabalhos de movimentação de terras.

4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Computador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos.Movimentação de Terras e Escavações SM9 . • 1 Tela. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 4 • • Listar. pelo menos. • 1 Videoprojector. dez medidas de prevenção relacionadas com o processo construtivo e equipamento utilizado em trabalhos de movimentações de terras e escavações. Elaborar e preencher uma ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações.

ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 6.SM9 . 5. 5 Movimentação de Terras e Escavações 5. 2 min. 50 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 7. Tempo acumulado 1. 3. 60 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Máquinas de movimentação de terras) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 3 min. 15 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 2. Avaliação oral 8. 35 min. 4.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Azevedo. 1996. Vida Económica. 7.Transpõe para o direito interno a Directiva n. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. IDICT.SM9 . IDICT. 2006. Gerhard. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. CEAC. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Francisco. Luís Maldonado. IDICT. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. GONELHA.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Lucas. 6. 7 Movimentação de Terras e Escavações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 9 1. “Construção Civil . 1996. Gerardo. “Riscos de Soterramento na Construção”. Dressel. 1996. González. 4. 1971. 2. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. LNEC. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Luís. 1974. 2ª edição. 1996. 5. IDICT.Manual de Segurança no Estaleiro”. 8. 3. “Segurança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .10.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de escavação em fundações directas • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de execução de fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. Centro de Formação. 1 Fundações SuBMódulo 10 Fundações duração: mínimo: 1 hora. etc.SM10 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Enunciar e definir todas as actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. • Enunciar. 3. fundação directa de indirecta. • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas. • Enunciar os três factores que determinam a escolha do tipo de fundação. cinco riscos mais frequentes em trabalhos de execução de sapatas de fundação. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 10: Fundações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Fundação Escavação Betão Riscos 2. com elaboração de um esquema. cada formando deverá estar apto a: • Distinguir. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de escavação de fundações directas. pelo menos. • Identificar e caracterizar a retroescavadora como equipamento presente em trabalhos de fundações directas. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Reconhecer. pelo menos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Definir fundação. 3 Fundações PlANo dE SESSÃo 1.SM10 . pelo menos. • Listar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Reconhecer os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. • Identificar as actividades correspondentes à execução de fundações directas. • Identificar os diferentes tipos de sapatas de fundação.

Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. 4.Fundações SM10 . • 1 Tela. • Material auxiliar para os formandos. pelo menos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Computador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 4 • • Enunciar. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de execução de fundações directas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 Videoprojector.

50 min. 7. 6. Avaliação oral 8. 2. Expositivo - - 10 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. Tempo acumulado 1. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 2 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 15 min. 5 Fundações 5. 5.SM10 . 3 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2 min. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 60 min. 3. Equipamentos Interrogativo (Máquinas de fundações directas) e expositivo Materiais Métodos Sínteses intermédias Activos a seleccionar Avaliação pelo Formador Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão 35 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto - 3 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

º 273/2003. IDICT. 3. González. IDICT. Francisco. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Manual de Segurança no Estaleiro”. CEAC. Luís Maldonado. 1996. 1974. Gerardo. Gerhard. 4. Decreto-Lei n. Vida Económica. 2. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. “Riscos de Soterramento na Construção”. 9. Dressel. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. “Construção Civil . Luís. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. LNEC. IDICT. 1971. “Segurança. 1996. 8. de 29 de Outubro. Lucas. 6.SM10 . 2006. 7 Fundações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 10 1. 2ª edição. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. IDICT. 1996. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. GONELHA. 7. Azevedo. 5. 1996.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

11. Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos utilizados na escavação de estruturas em betão armado • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM11 . Centro de Formação. 1 Estruturas SuBMódulo 11 Estruturas duração: mínimo: 1 hora. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc. envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Enunciar. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oito medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. cimento.SM11 . adequadas às condicionantes do local. • Identificar. seis riscos mais frequentes em estaleiro relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. pelo menos. • Enunciar. • Reconhecer e definir os principais elementos estruturais em edificações. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. areia e brita. cada formando deverá estar apto a: • Definir “estrutura resistente”. pelo menos. • Diferenciar e definir betão. • Enunciar. • Conhecer os constituintes do betão armado. • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. 3 Estruturas PlANo dE SESSÃo 1. • Listar. dois equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. 3. oito medidas de prevenção. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. adequadas ao processo construtivo e equipamento utilizado. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 11: Estruturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Betão Betão armado Estrutura Riscos 2.

4. 35 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 7. • 1 Videoprojector. • 1 Tela. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Tempo acumulado 1. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Material auxiliar para os formandos. 3. 5. 4 4. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 2 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 3 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de estruturas em betão armado) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 60 min.Estruturas SM11 . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. Avaliação oral 8. 2. • 1 Computador. 5. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 50 min. 6. 15 min.

LNEC. 1996. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.º 273/2003. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 4. GONELHA. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 1996. Vida Económica. Francisco. 1996. Luís Maldonado. IDICT. Lucas. “Riscos de Soterramento na Construção”. “Segurança. IDICT. Gerhard. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 8. “Construção Civil . Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. de 29 de Outubro. Dressel. 2. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 6. 5. 1996. 1971. 2ª edição.Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. 3. IDICT. Azevedo. 7 Estruturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 11 1. Luís. 2006. 7. Decreto-Lei n.SM11 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

12. Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM12 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Alvenarias SuBMódulo 12 Alvenarias duração: mínimo: 1 hora. Centro de Formação. envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. pelo menos. • Identificar. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 12: Alvenarias Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Alvenarias Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. • Enunciar. ajustadas aos condicionalismos do local. seis riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações. cada formando deverá estar apto a: • Definir alvenaria. pelo menos. • Enunciar. 3. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. • Listar. pelo menos. 3 Alvenarias PlANo dE SESSÃo 1. três equipamentos presentes na execução de alvenarias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Enunciar. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. pelo menos. dez medidas de prevenção. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. • Definir argamassa.SM12 . pelo menos.

4 4. 15 min. • 1 Tela. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 4. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2 min. 5. 5. • Material auxiliar para os formandos. 3. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de alvenarias de tijolo cerâmico) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Tempo acumulado 1. • 1 Computador. 60 min. 2. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 35 min.Alvenarias SM12 . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 7. Avaliação oral 8. 3 min. • 1 Videoprojector. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 50 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 6. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2004. Decreto-Lei n.Manual de Segurança no Estaleiro”. Pinto. 3. Luís Maldonado. Gerardo. 1996. IDICT. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 8. GONELHA. “Manual de Segurança . 5 Alvenarias doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 12 1. González.º 273/2003. 11.SM12 . 5. “Construção Civil . Fonseca. Dressel. 2ª edição. Vida Económica. Volume 2. 6. “Gestão de Segurança”. 4. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. CEAC. 2006. de 29 de Outubro. Abel. Sílabo. 1996. António “Concepção de Locais de Trabalho”. IDICT. 1974. 13. 12. 2006. Editora Lusófona. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 7. LNEC. IDICT. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Decreto-Lei n. Francisco. 1971. Restauro de Edifícios”. Lucas.º 128/93 de 22 de Abril. Freitas. 1998. Decreto-Lei n. Gerhard.Construção. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. “Segurança.º 348/93 de 1 de Outubro. 10. Conservação. 1996. 2. 9. Luís.

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Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Coberturas SuBMódulo 13 Coberturas duração: mínimo: 1 hora.SM13 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc. envolvente. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

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ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. 3 Coberturas PlANo dE SESSÃo 1. cinco riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de coberturas. cada formando deverá estar apto a: • Identificar a função da cobertura. • Listar o processo de fixação das telhas. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Identificar todas as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos.SM13 . pelo menos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. quatro requisitos para as medidas de prevenção. relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas. • Enunciar. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 13: Coberturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Cobertura Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. ajustadas aos condicionalismos do local processo construtivo e equipamentos. • Listar as ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar coberturas horizontais e coberturas inclinadas. • Reconhecer os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. quatro riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas. pelo menos. • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. • Enunciar três medidas de prevenção. 3. • Enumerar. no que diz respeito a aplicação telhas cerâmicas. • Enumerar.

• Material auxiliar para os formandos. 5. 35 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 6. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de coberturas em madeira) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos.Coberturas SM13 . • 1 Tela. Avaliação oral 8. • 1 Videoprojector. 50 min. 15 min. 3 min. 7. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 2. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 60 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4. 5. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Tempo acumulado 1. 3. 4 4. 2 min. • 1 Computador. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min.

CEAC. IDICT 1996. 3. 2ª edição. 2. 2006. 12. 14. Alves. Gerhard. Pinto. 4. 5 Coberturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 13 1. Abel. 6.Manual de Segurança no Estaleiro”. “Segurança e Higiene do Trabalho”. EPGE. IDICT. González. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. “Segurança. Dias. Freitas.SM13 . 2004. Sílabo. 1996. 10. “Construção Civil . 16. L. IDICT. Decreto-Lei n. 13. M. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Restauro de Edifícios”.Construção. 9. 1996. 1998. 1996. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Fonseca. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Alves. GONELHA. Paz. Luís Maldonado. 11. 8. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. LNEC. “Construção . 5. 2006. Volume 2. Editora Lusófona. Cabral. “Gestão de Segurança”. 1974. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Nunes. Branco. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 15. Alberto. 7. Miguel. IDICT. Fernando. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de 29 de Outubro. EPGE. Gerardo.º 273/2003. IST/IDICT. Dressel. IDICT. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 2006. Conservação.Qualidade e Segurança no Trabalho”. Luís. 1998. 2006. Fernando A . Porto Editora. L. Dias. 1993. M. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Vida Económica. “Manual de Segurança . 1971.

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Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

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envolvente. 1 Revestimentos SuBMódulo 14 Revestimentos duração: mínimo: 1 hora.SM14 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Centro de Formação. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc.

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• Enumerar todos os riscos associados ao processo de revestimento de um edifício. • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. pelo menos. • Listar. pelo menos. ajustadas aos condicionalismos do local. seis medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimentos por pintura. • Enumerar.SM14 . cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem em trabalhos de pinturas. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. • Listar. 3 Revestimentos PlANo dE SESSÃo 1. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. pelo menos. pelo menos. em madeira. quatro medidas de prevenção. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 14: Revestimentos Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Revestimento Riscos Medidas prevenção 2. cada formando deverá estar apto a: • Definir revestimento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em pedra e por pintura em edifícios. • Identificar. 3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. • Listar as tarefas inerentes à execução do revestimento. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura. • Caracterizar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. no que diz respeito ao processo construtivo e equipamento utilizado.

3 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 4 4. • Material auxiliar para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 4. 2 min. 5. 60 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 2. • 1 Tela. Avaliação oral 8. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 15 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. • 1 Computador. • 1 Videoprojector. 35 min. 6. 7. Tempo acumulado 1. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 3. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de revestimentos por pintura) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 50 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais.Revestimentos SM14 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 5.

M. Fernando A . 6. González. L. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. “Construção Civil . 11. Nunes.Qualidade e Segurança no Trabalho”. IDICT. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. EPGE. IDICT. Fernando. Cabral. CEAC. 4. Porto Editora. “Gestão de Segurança”. Dias. Branco. 9. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. 1993. 1996. 3. Alves. IDICT. 7. 2006. 5. IDICT 1996. Gerardo. “Construção . “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. 2. Miguel. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. 1998.º 273/2003. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Editora Lusófona.SM14 . 1996. 5 Revestimentos doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 14 1. Decreto-Lei n. de 29 de Outubro. Luís. 8. Freitas. 2006. Volume 2. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 2006. Alberto. EPGE. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Paz. 10. 1974.Manual de Segurança no Estaleiro”.

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Agradecimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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lourenco.net www.ceifa-ambiente. 68. lda Centro de Estudos. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto.3@sapo. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. lda Urb. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade.teleformar. Segurança e Ambiente. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente.pt www.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. bem como todos os colaboradores externos que. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. 1350-038 LISBOA Tel. com o seu profissionalismo e dedicação.net www. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. 27ª. Tomé. Finalmente. Porém. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. 27.cinelformacao. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos. a pesquisa. a coordenação técnico-pedagógica. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente. C/v Dta. Quinta de S. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel.net Avaliador externo: Teleformar.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. directa ou indirectamente. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel.

Agradecimentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

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Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. co-financiado pelo Estado Português .Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.

Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 1 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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co-financiado pelo Estado Português . por escrito. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel. 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança. através do Fundo Social Europeu.cenfic.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC .pt • www. Prior Velho. do IEFP . Março de 2008 500 exemplares.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando 580 . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia.Arquitectura e Construção 862 .Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Caroline Cabral José Paulo Palhas Lourenço Teleformar. CINEL .M1 . Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic. Lda.

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M1 . 3 Ícones Actividades/Avaliação Documentação de Referência/Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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Índice CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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2. Actividades/avaliação M1 . Infra-estruturas técnicas provisórias 1. 3.3. Portaria e controlo de acessos Escritórios de apoio Posto de socorros Actividades/avaliação AV 2 SM 3 FT 8 FT 9 FT 10 AV 3 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1. Actividades/avaliação AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 FT 6 FT 7 3. 21 M1 .2.2.5.3.4. Rede de gás 1. 26 M1 . Vias de circulação rodoviária 2. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação • Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar M1 .1. 21 M1 .4. 25 M1 . 21 M1 . 11 M1 .1. Parqueamento de equipamentos 2. Rede de esgotos 1. Vias de circulação pedonal 2. 3. Parqueamento 2. Sinalização 2. 19 M1 . 24 M1 .1. Caminhos de Circulação 2.2. Sinalização de emergência 2. Instalações Administrativas 3.4.4. 23 M1 .3. 28 SM 1 FT 1 FT 2 FT 3 2. 27 1. 25 M1 . Estaleiro de obra 1.3. Sinalização segurança no trabalho 2.3. 15 M1 .1. Sinalização rodoviária 2.2.2.3.4. Condicionalismos existentes no local 1. Instalação eléctrica 1.3. 25 M1 .3.M1 .3. Parqueamento de viaturas 2.4. 3. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. 24 M1 .3.1.4. Delimitação do estaleiro 1.3. Rede de águas 1.

Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Actividades/avaliação 6. 5. 7. Actividades/avaliação 11. Equipamentos 11. Materiais 9.3. Dormitório e instalações sanitárias 4.5.5.1.3. Redes de segurança 6. Actividades/avaliação 7.2.8.6. Funções de direcção de obra e apoio 8. Funções de produção em obra 8. Funções em Estaleiro e obra 8. Instalações Sociais 4. 8 SM 4 FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 FT 14 FT 15 FT 16 AV 5 SM 6 FT 17 FT 18 FT 19 FT 20 AV 6 SM 7 FT 21 FT 22 FT 23 FT 24 FT 25 FT 26 FT 27 AV 7 SM 8 FT 28 FT 29 AV 8 SM 9 FT 30 FT 31 AV 9 SM 10 FT 32 FT 33 AV 10 SM 11 FT 34 FT 35 AV 11 4.1.3. 7.3. 7.2. 7.Índice M1 .2.3.4. Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Actividades/avaliação 8.4.7.3.1. 7.3. Equipamentos de Protecção Individual 7.1.1. Equipamentos de movimentação de terras e escavações 9.4.1.5. Equipamentos de Protecção Colectiva 6. Actividades/avaliação 9.2. Materiais 10. Equipamentos 10. 5. Andaimes 6. Fundações 10.2.2. 5. Actividades/avaliação 5. Estaleiro de Apoio à Produção 5. 5. Entivação de valas 6.1.1.2. 7. Refeitório e cozinha 4. Materiais 11. Estruturas 11. Movimentação de Terras e Escavações 9.2. 7. Actividades/avaliação Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Guarda-corpos 6. Actividades/avaliação 10.3.

1.3. Materiais 12.1. Glossário 15.2.3.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3. Revestimentos 14. Actividades/avaliação 14. Actividades/avaliação 13. Legislação 15.3.2. Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 15. Equipamentos 12.1. Anexos 15. Materiais 14. Actividades/avaliação 15. Equipamentos 14. Alvenarias 12. Coberturas 13. 9 Índice 12.1. Materiais 13. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: SM 12 FT 36 FT 37 AV 12 SM 13 FT 38 FT 39 AV 13 SM 14 FT 40 FT 41 AV 14 A A1 A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .4.2.M1 .2. Equipamentos 13.

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Apresentação do Projecto CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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tais como sessões presenciais. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. Videograma 9.2 – Recursos Didácticos. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. em suporte papel e digital.2. Concluída a fase de concepção. em múltiplos contextos. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. aos contextos de aplicação. Qualidade e Ambiente. grafia ou outros. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. CD-ROM Multimédia 4. que. Pelos erros de conteúdo. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7.M1 . porém.2. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. apesar CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. do Programa Operacional Emprego. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. a distância ou tutoradas na empresa. embora podendo ser explorados autonomamente. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. entre si e com outros materiais neles referenciados. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Como em qualquer trabalho desta natureza. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Estes recursos. Ambiente e Sustentabilidade 5. no âmbito da Segurança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . porventura tenham passado. 14 disso.Apresentação do Projecto M1 . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho.

Ficha Ambiental CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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Cada um de nós.) e muitos outros materiais (papel. instituição formadora. formatação. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Caso seja. formando. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. apenas quando necessário. sem perda de qualidade gráfica. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Consumíveis: antes de deitar fora. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. entre outros). 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. por exemplo. scanner. tinteiros. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. etc. durante e depois da acção de formação. vai utilizar para além deste guia. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. ao mesmo tempo. • Em alternativa. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. • Imprima. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. água. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. No caso de um rascunho. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. Ao fazê-lo. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. deve ser reciclado a 100%. computadores. sempre que possível. se possível. adira. frente e verso. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Impresso em ambas as faces do papel que. equipamentos periféricos (impressora. em suporte de papel. imprima em papel já utilizado. formador. discos graváveis. consumir o mínimo de papel e tinta. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados.M1 . projector de vídeo.

com). sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? . entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR .por exemplo.energystar. Esteja atento(a).gov). reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. troca. troca. a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto.www.: 21 415 51 31. 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos.Ficha Ambiental M1 . Equipamentos: antes de comprar. os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. informe-se junto da AMBICARE (www. Existem campanhas similares de outras organizações. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos. Tel.ambicare.por exemplo: programa de recolha do produto. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano. uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. nomeadamente de andaimes. para não falar no sofrimento humano. figuram entre os maiores CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e. à mão-de-obra. As quedas em altura. em Portugal. trabalhadores e donos de obra. nem tão pouco. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos. ao longo dos anos. são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores. no ambiente de trabalho. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE. a avaliação da extensão dos riscos conexos. Embora. tendo em conta as precauções existentes. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente. Infelizmente. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. portanto. também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST). com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. como intervenientes em obra. juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra.M1 .

isto é. tais como óleos. os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. nomeadamente silicose.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Cerca de 1. Esses sintomas podem incluir perda de memória. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. .000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção. na fase de concepção do projecto e da preparação de obra. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década.o dobro da média de outros Sectores. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais. tais como a areia. • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. Durante a construção do Canal da Mancha. • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). 22 • problemas. resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas. • 600. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro. fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central. podem provocar dificuldades respiratórias.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. tais como mesotelioma e amiantose. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . tais como os éteres e esteres de glicol).

19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis). pode provocar disfunções do sistema nervoso central. por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas. O presente recurso irá benefeciar as empresas. através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático. cansaço e outros sintomas. tais como berbequins e martelos pneumáticos. são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos. além da formação sempre necessária a trabalhadores. chefias e direcções das empresas do Sector. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais. possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos. pelo número de trabalhadores. cefaleias.M1 . provocar náuseas. o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo.

ser explorado em sessões de formação de nível 2. Considerando as competências visadas. arquitectos. • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. gestão da segurança. e sem prejuízo das profissões tradicionais. 24 CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . outros técnicos do Sector. coordenação. • Técnico de Medições e Orçamentos. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. os formandos de cursos de nível 3. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. por parte de engenheiros. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. em diferentes momentos. • Técnico de Topografia. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. em contexto de formação ou trabalho. • Técnico de Desenho de Construção Civil. projectistas. Pode também este Guia. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. no entanto. preferencialmente.º Ano de Escolaridade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . fiscalização.

Este Módulo não confere. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. embora se recomende que os aprendentes respeitem. com durações variáveis. não obstante. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. se ministrado autonomamente. qualquer nível de qualificação. Qualidade e Ambiente.º ano de escolaridade. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo • Encarregados e outros técnicos do Sector. Este recurso pode inserir-se. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. • Possuir o 9. pelo menos. • Estar a frequentar um curso de nível 3.M1 . em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. entre outros. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. PRé-REQuISIToS. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. Sugere-se. os domínios da Segurança. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam.

26 IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico. Estaleiro de Apoio à Produção 6. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes. Instalações Administrativas 4. Equipamentos de Protecção Colectiva 7. Caminhos de Circulação 3. integrados em contexto de estaleiro de obra. Equipamentos de Protecção Individual Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. Enquadramento do Módulo 1. seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. quer em contexto de formação quer de trabalho. Estaleiro de Obra 2. exploração e desmobilização destas instalações. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos. caminhos de circulação.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . instalações administrativas. num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente. Os pré-requisitos. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. Instalações Sociais 5. sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. baseado nas actividades mais significativas. traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. científico-tecnológica e prática.

11. 12. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9.M1 . 14. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo 8. 10. 13. Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos Enquadramento do Módulo Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas Instalações em Estaleiro de Obra Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção Equipamentos de Protecção Colectiva Movimentação de Terras Fundações Equipamentos de Protecção Individual Estruturas Alvenarias Coberturas Funções em Estaleiro de Obra Revestimentos Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Nota: todas as palavras a vermelho ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. 15.

9. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . 6. 3. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. 28 oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. bem como os respectivos riscos associados. os seus riscos e medidas preventivas. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra. profissões. Compreender e aplicar. Identificar os principais processos construtivos. 3. • Bloco de notas e caneta. a hierarquização dos riscos em obra. as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção. Identificar as fases principais dos processos construtivos. 2. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados. 8. Analisar os riscos associados aos processos construtivos. Caracterizar as funções presentes em obra. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra. • Computador e aplicação interactiva. • Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . equipamentos e materiais. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Guia de Aprendizagem. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar. respectivos riscos e medidas preventivas. 7. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função. através de exemplos. 4. 2. 5.

1. Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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SABER MAIS • www. possibilitará rentabilizar os meios a disponibilizar em estaleiro na medida em que obrigará à necessidade de planear a obra.pt • http://dre.iambiente. 2. delimitação e infra-estruturas técnicas afectas ao estaleiro de obra. desde a fase de mobilização de meios até à desmobilização final com a conclusão da empreitada.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a materialização da delimitação física do estaleiro e as infra-estruturas técnicas necessárias ao normal funcionamento de todas as actividades presentes ao longo do processo construtivo. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 3. GloSSÁRIo • Estaleiro de obra • Condicionalismos • Vedação • Infra-estruturas técnicas provisórias 5.SM1 Estaleiro de Obra 1. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir.pt • www.epal. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar e caracterizar o estaleiro de obra relativamente aos condicionalismos existentes para a sua implantação. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra.telecom. serão introduzidos conceitos como estaleiro temporário ou móvel.pt • www.cm-lisboa.pt • www. serviços afectados.pt • www.edp. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. Assim. FICHAS TEMÁTICAS • Condicionalismos existentes no local • Delimitação do estaleiro • Infra-estruturas técnicas provisórias 4.

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PAlAVRA-CHAVE • Condicionalismos • Estaleiro de Obra • Infra-estruturas • Estruturas confinantes • Acessos GloSSÁRIo Estaleiro de obra. Os projectos de implantação do estaleiro são. O ajuste do projecto de implantação do estaleiro de obra às condições objectivas. muitas vezes. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. constitui uma medida de prevenção de acidentes muito importante que se irá reflectir ao longo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. CoNdICIoNAlISMoS ExISTENTES No loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Identificar as infra-estruturas públicas aéreas e enterradas. Entidade executante. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra.1. A Entidade Executante deverá estabelecer um conjunto de medidas de prevenção adequadas aos riscos eventualmente originados pelos referidos condicionalismos. 1 Condicionalismos Existentes no Local 1.FT1 . Infra-estruturas técnicas. de acordo com as condições do local de implantação do estaleiro. documentos genéricos carecendo de correcções ou adaptações em questão de pormenor. que possam ter influência nas condições de segurança no trabalho em estaleiro de obra. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. que venham a ser identificados. Plano de Segurança e Saúde. salientam-se os seguintes condicionalismos: • • • Infra-estruturas aéreas e enterradas. No reconhecimento a efectuar ao local da obra deverão ser analisados os condicionalismos locais relevantes para a sua implantação. Entre outros aspectos que a localização do estaleiro venha a colocar.

se justifica que imediatamente antes de se iniciarem os trabalhos de mobilização de meios. Figura 1.Condicionalismos Existentes no Local FT1 . de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. a última oportunidade para incluir. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. nomeadamente: • Rede de águas. Constitui.1: Estaleiro de Obra Acções Aconselhadas Durante a fase de implantação do estaleiro de obra deverão ser verificados os seguintes aspectos relacionados com a sua funcionalidade e as condições de segurança: • Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. • Rede de gás. possa pôr em risco a segurança do estaleiro. Por tal motivo. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). • Rede de esgotos domésticos e pluviais. que em caso de pluviosidade intensa. verificando no local os condicionalismos que possam condicionar a implantação dos meios a disponibilizar em obra. • Rede de distribuição de energia eléctrica. além disso. de um modo estruturado. • Saber se existem linhas de água na envolvente. se efectue um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. • Rede telefónica. as medidas de prevenção integrada preconizadas no “Plano de Segurança e Saúde” a desenvolver para a fase de obra. • Conhecer qual o regime pluviométrico do local. ou alterar. • Identificar o traçado das vias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. As acções aconselhadas são meramente exemplificativas e não exaustivas pelo que deverão ser ajustadas à realidade concreta de cada situação de obra. • Conhecer qual o regime de ventos do local do obra. 2 de toda a fase de execução.

devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada.FT1 . Identificar a zona envolvente relativamente à utilização das edificações existentes. Figura 1. identificar e referenciar as possíveis árvores a cortar (solicitar autorização para corte junto da fiscalização da obra). Ser estudada uma rede de vias prioritárias. Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos.2: Mobilização de Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que são mantidas desimpedidas. para que possam funcionar como vias de emergência. exemplo queda de objectos em altura. Saber se existe recolha de resíduos sólidos urbanos. Levantamento de árvores e vegetação na envolvente ao local de implantação. Levantamento dos aterros e operadores licenciados para as operações de gestão de resíduos de obra. e qual a periodicidade com que é feita a sua recolha. 3 Condicionalismos Existentes no Local • • • • • • • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %.

poços.ESTALEIRO O .OBRA Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .) Relevo Terrenos agrícolas Afogamento Afundamento Atolamento de máquinas Capotamento de máquinas Culturas Desabamentos Deslizamento ou aluimento Despenhadeiros Inundações Produtos químicos Quedas a nível diferente Subida dos níveis freáticos Vedações INTERfERêNCIAS COM INfRA-ESTRUTURAS Proximidade de linhas aéreas de electricidade Proximidade de redes subterrâneas de electricidade Proximidade de linhas aéreas de telefones Proximidade de redes subter-râneas de telefones Proximidade de redes de águas Proximidade de redes de esgotos Proximidade de oleodutos e gasodutos Acidente eléctrico/Queimaduras Incêndio Corte de comunicações Electrocussão Rotura de condutas/Inundações Desabamentos Intoxicações/Infecções Rotura de condutas Explosão/Projecção de objectos Intoxicação/Asfixia CRUzAMENTOS/TRAVESSIAS Linhas eléctricas Caminhos-de-ferro Linhas/Cursos de água Edifícios/habitações/muros Acidente eléctrico/Queimaduras Catenárias (indução e electrocus-são) Atropelamentos Afogamento/Afundamento Subida dos níveis freáticos Inundações Afogamento Deslizamento/aluimento de terras Capotamento de máquinas Transposição de edifícios Quedas de altura Desmoronamento Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento na proximidade de linhas de caminho de ferro Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Estudo do relevo Procedimento medidas de salvamento aquático Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Procedimento trabalhos em cobertura de edifícios Procedimento nos trabalhos na vizinhança de ins-talações eléctricas em tensão Procedimento no cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento em interferência com redes eléctricas subterrâneas Procedimento no cruzamento/travessia de obstáculos Procedimento em Interferência com redes telefónicas Procedimento em Interferência com redes de águas Procedimento em Interferência com redes de esgotos Procedimento em interferência com oleodutos e gasodutos Procedimentos no cruzamento e travessia de obstáculos Reconhecimento/estudo preliminar geotécnico da natureza do solo Ancoragem de taludes Eliminação de elementos instáveis Colocar sinalização e demarcar a zona Delimitação e acessos ao estaleiro Colocar sinalização e demarcar a zona Definir zonas de circulação Solicitar autorizações legais Criar trajectos alternativos O RISCOS/SITUAÇÕES PERIGOSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E . 4 CONDICIONALISMOS EXISTENTES NO LOCAL RECONHECIMENTO Obra: E LOCALIzAÇÃO DA ObRA/ESTALEIRO Estradas e Acessos Deterioração Desabamentos Zonas de acidentes frequentes Zonas de trânsito congestionado Restrições de circulação GEOLOGIA Geologia (solo.Condicionalismos Existentes no Local FT1 . subsolo. lençóis de água. etc.

Acidente. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá ter.2. opaca ou não. Esta protecção de obra deve ter a altura necessária para garantir a privacidade pretendida durante a execução dos trabalhos. de modo a. apresentando com o tempo “pontas” metálicas muitas vezes perigosas. garantindo a não intromissão inadvertida e intempestiva de pessoas estranhas à obra. Nos centros urbanos. Sinalização. sendo recomendado o uso de tapumes com a altura mínima de 2. No que diz respeito aos portões. Não é recomendado o uso de malhasol como elemento de vedação. constituir aviso da existência de um obstáculo. que isola a zona de intervenção do exterior. A cor das vedações deverá ser suficientemente contrastante com o meio ambiente. painel de rede amovível ou tapume metálico. Esta vedação.FT2 . dElIMITAÇÃo do ESTAlEIRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática.0m nos limites adjacentes a passeios ou caminhos de peões. pelo que se deverá obter junto dos organismos competentes as respectivas licenças de ocupação. A vedação deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e viaturas. A vedação poderá ser em rede. sobretudo em zonas de grande movimento de peões. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. deverá ser provida de um corredor protegido superiormente. há necessidade por vezes de ocupar passeios públicos ou parte de arruamentos. 1 Delimitação do Estaleiro 1. • Identificar os diferentes tipos de vedação de obra. pelo que estará associada a sua implantação à localização da portaria e respectivo controlo de acessos à obra. este orienta a circulação das pessoas e garante-lhes a devida segurança contra o risco de queda de qualquer ferramenta ou material. por si só. A vedação de obra é uma protecção. estes deverão ter uma largura suficiente de modo a não dificultarem ou impedirem a passagem de qualquer veículo (ter em atenção as viaturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Vedação de obra • Malhasol • Tapume • Portaria • Controlo de acessos GloSSÁRIo Vedação de obra. Tapume. Via pública. porque enferruja-se e deteriora-se com facilidade.

utilizando lanternins eléctricos de cor alaranjada. A sinalização de segurança associada à vedação e portaria é um meio de prevenção muito importante. Quando se mostre conveniente deve-se colocar sinalização nocturna indicadora da existência da vedação. • Esmagamentos. • Acidentes. Figura 1.60 m por 30 peões/minuto com um mínimo de 0. • Quedas ao mesmo nível. não só os trabalhadores. • Acidentes. por ocultação ou falta de iluminação da sinalização reguladora. • Acidentes. • Queda de objecto. A delimitação do estaleiro deve atender às seguintes medidas de prevenção: • Se a vedação alterar ou eliminar as zonas de circulação pedonal. Este procedimento é aconselhado fundamentalmente para zonas urbanas.90 m. estas deverão ser refeitas com passadiços apropriados resguardados lateralmente e bem iluminados. As medidas de prevenção relacionadas com a vedação e acessos. • As circulações pedonais devem ser dimensionadas com uma largura de 0. por falta de visibilidade. • Cortes/perfurações resultantes da natureza inadequada de materiais. devem ser ajustadas à especificidade da obra e ter em conta. • Electrocussão por aparecimento acidental de corrente. e sinalizadas. por condicionalismos impostos ao trânsito de peões e/ou automóveis. como também terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos presentes em estaleiro de obra.Delimitação do Estaleiro FT2 . • Atropelamento. 2 pesadas e a dimensão das cargas). • Entalamentos.3: Vedação de Estaleiro Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e respectivos acessos são os seguintes: • Acidentes. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . envolvendo terceiros por intervenção de pessoas estranhas no perímetro da obra.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Não é permitido o atravessamento de tapumes metálicos por cabos eléctricos. arruamento. deve dispor de pavimento anti-derrapante e não podem existir orifícios (perigo com os sapatos de saltos altos) nem ressaltos. Quando o estaleiro ficar contíguo a uma zona pavimentada pública (passeio. deve ser estabelecida uma separação física entre as duas. Figura 1. As vedações metálicas deverão esta equipotencializadas e ligadas à terra.5: Corredor de passagem • • • • • Qualquer passadiço para peões será sinalizado. Os portões nas entradas do estaleiro devem estar em locais de boa visibilidade. 3 Delimitação do Estaleiro • Se a zona de circulação pedonal confinar com uma via com trânsito automóvel. estacionamento). Em passeios ou para travessia de valas.FT2 .4: Corredor de passagem • Se nos trabalhos a decorrer em estaleiro de obra for identificado o risco de queda de objectos sobre a via pública. o corredor de passagem deve ser coberto. Figura 1. deverá executar-se um murete que sirva de barreira ao transporte de terras por escoamento superficial.

Portas e portões devem ser mantidos fechados fora do horário de trabalho.Delimitação do Estaleiro FT2 . deverá ser repetida em cada lado da entrada e nunca no vão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Figura 1. só durante o período laboral.6: Sinalização à entrada da obra • • Colocação de sinalização dissuasora de entrada de pessoas estranhas à obra. A utilização de correntes nas entradas.

NC = Não conforme. A largura do acesso é suficiente. A vedação está equipotencializda e existe ligação à terra (vedações metálicas). NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. A cor da vedação é apropriada. Existe um n. A vedação constitui obstrução à visibilidade de peões e de automobilistas.FT2 . Existe controlo de acessos. O material utilizado na vedação não constitui um risco para os trabalhadores ou terceiros. A vedação constitui obstrução à iluminação pública ou sinalização reguladora. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. quer para as pessoas ou instalações.º de acessos suficiente. Existe obstrução parcial da via pública. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. A entrada e saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. Existe espaço suficiente entre o tapume e a cota do terreno de forma a permitir a passagem de águas pluviais. C = Conforme. 5 Delimitação do Estaleiro FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vedação e Controlo de Acessos ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO O estaleiro encontra-se perfeitamente delimitado. O controlo de acessos é eficaz.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ETAR. Estão incluídas nas infra-estruturas técnicas a implantar em estaleiro de obra. Para o efeito entende-se por Estaleiro de Obra os locais onde se efectuam os trabalhos incluídos na empreitada. esgotos. as redes provisórias de águas. cálculos e peças desenhadas. o formando deverá estar apto a: • Identificar as infra-estruturas técnicas provisórias a implantar em obra. INFRA-ESTRuTuRAS TéCNICAS PRoVISóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Será no estaleiro que se estabelecerão todas as regras e procedimentos relativos à implantação das instalações de apoio. Factores de influência externa. Esquentador. A entidade executante. Montante. Os novos métodos construtivos associados aos equipamentos de obra cada ver mais potentes e sofisticados. assim como os requisitos de segurança. a implantação e características das infra-estruturas técnicas provisórias. execução dos trabalhos.3. PAlAVRA-CHAVE • Infra-estruturas técnicas • Rede de águas • Rede de esgotos • Instalação eléctrica • Rede de gás GloSSÁRIo Estaleiro de obra. GPL. esgotos. instalação eléctrica e de telecomunicações. instalação eléctrica e telecomunicações) têm no entanto que cumprir com as exigências legais para a sua implantação e utilização em estaleiro de obra.FT3 . bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos. 1 Infra-estruturas Técnicas Provisórias 1. O projecto de estaleiro deverá identificar e definir objectivamente através de peças escritas. submeter à análise da fiscalização e aprovação pelas entidades gestoras os projectos das infra-estruturas provisórias de estaleiro de obra. são os factores que obrigam a que as infra-estruturas técnicas sendo provisórias (águas. • Descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. Luminária. qualidade e ambiente que a obra deverá cumprir de forma global e integradora. deverá elaborar. implantação dos equipamentos de apoio e outros elementos resultantes dos processos e métodos construtivos adoptados pela Direcção de Obra. • Elaborar lista de verificações para as Infra-estruturas técnicas. gás. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . gás.

15 0. A rede de águas será sempre que possível suportada na rede pública.30 0. a alternativa será a execução de furo hertziano ou reservatório. 2 A existência em obra de meios de comunicação é fundamental para garantir em caso de acidente o pedido de socorro. deve ser garantida ligação à rede de telecomunicações fixa e verificada a qualidade do sinal da rede móvel.8: Quadro Eléctrico 1. Figura 1.7: Contador Rede Águas Figura 1. …). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Pelo anteriormente exposto. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. equipamentos. Como exemplo apresentam-se os caudais instantâneos mínimos a considerar para os seguintes dispositivos de utilização: dISPoSITIVoS dE uTIlIzAÇÃo Torneira de Serviço Lavatório individual Chuveiro Autoclismo de bacia de retrete Urinol CAudAIS MíNIMoS (l/s) 0.1 0.1 0.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 .15 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de águas são de carácter geral. equipamentos e eventualmente na rede de incêndio armada para o combate a incêndio.3. documento este obrigatório em obra. é também prudente afixar junto ao telefone os contactos de emergência que constam do plano de emergência. REdE dE ÁGuAS A rede de águas provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. no caso desta rede não suportar os consumos previstos ou a sua não existência.1.

FT3 . a alternativa será a implantação em obra de ETAR compacta para recolha e tratamento das águas residuais. A montante do ramal de ligação à rede pública ou da ETAR. deverão ser implantadas caixa de retenção de gorduras na cozinha.2. • Sinalizar furo e condicionar o acesso. localização do nível freático. caixa de retenção de hidrocarbonetos na área oficinal e rampas de lavagem. no caso desta rede não suportar os caudais produzidos ou a sua não existência. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. • ETAR compacta. equipamentos e no tipo de tratamento das águas residuais. equipamentos. Furo hertziano. • Meios de elevação. 1. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. REdE dE ESGoToS A rede de esgotos provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. • Sinalizar água não potável. A rede de esgotos será sempre que possível ligada à rede pública. • Dimensionamento de reservatório. Como exemplo apresentam-se os diâmetros dos ramais de descarga dos seguintes aparelhos: APARElHo Bacia de Retrete Chuveiro Lavatório Urinol RAMAl dE dESCARGA (mm) 90 50 50 50 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de esgotos são de carácter geral. • Disponibilizar em obra análise da qualidade da água. • Regularidade no abastecimento.3. • Levantamento da rede pública existente. • Levantamento da rede pública existente. garantia de qualidade da água. filtragem e purificação da água. no ramal de ligação à rede existente. • Licenciamento do furo. acessível para permitir recolha de matéria orgânica. • Pressão disponível e qualidade da água. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. 3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias • • • Rede pública de águas. …). • Rede pública de esgotos. unidades Portáteis. • Tratamento de águas residuais com origem em: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Cota de soleira da caixa de visita.

A adopção de fontes de energia alternativas ao abastecimento público de electricidade.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Utilizar dispositivos de protecção diferencial de alta sensibilidade IΔn≤30mA. 1.3. dispositivos de protecção principais. provoca normalmente cortes intempestivos no fornecimento da corrente o que. equipamentos e nos factores de influência externa. 2. Usar cabos resistentes à abrasão e água do tipo H07RN-F ou equivalente. Rampas de lavagem (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . INSTAlAÇÃo EléCTRICA A Instalação eléctrica provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no layout das instalações. seccionamento e corte. Como exemplo apresentam-se as condições de instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra. Não instalar os cabos nos locais de passagem de viaturas e pessoas (protecção mecânica nos casos de impossibilidade). por sua vez. de prevenção e requisitos ambientais complementares. Aparelhagem de Protecção.3. com a eleição subsequente de um coeficiente ajustado à situação concreta. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 – Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. mas obriga à tomada de medidas de organização. através de grupo gerador é perfeitamente aceitável. Zona de lavagem de autobetoneiras (bacias de decantação). em função das influências externas: Equipamentos 1. Tal factor manifesta-se algumas vezes irrealista pelo que se recomenda o estudo caso a caso das necessidades de cada obra. Canalizações 3. 4 • • • • Cozinha (caixa de retenção de gorduras).7. Um dimensionamento da instalação eléctrica incorrecto. Os quadros de estaleiro devem satisfazer a norma EN 60 439-4 e ter os índices de protecção IP e IK indicados. aumenta o risco de acidente e perdas de produção. 2. Para o cálculo aproximado da potência eléctrica necessária é frequente multiplicar o valor da potência instalada por um coeficiente de funcionamento igual a 0. Na origem da instalação deve existir um quadro eléctrico. dotado de corte geral. 1. Comando e Seccionamento 3. Condições de Instalação Instalar as canalizações de modo a que as ligações não fiquem sujeitas a esforços mecânicos. Oficina (caixa de retenção de hidrocarbonetos).

5 Infra-estruturas Técnicas Provisórias Aparelhos de utilização Aparelhos de utilização alimentados a partir do quadro de entrada ou quadros de distribuição e sejam dotados de: 1. • Quais os meio alternativos. • Contacto de emergência da entidade gestora.3. de utilização corrente em estaleiros de obra: Rede de alimentação Aparelho de queima Posto abastecedor Figura 1. 3. Dispositivos de protecção contra sobreintensidades. • Qual o regime de exploração. Tomadas. equipamentos. • Definir caminho de cabos. REdE dE GÁS A rede de gás provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out dos equipamentos de queima a considerar para a cozinha e para a produção de águas quentes sanitárias. Dispositivos de protecção contra contactos indirectos. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da instalação eléctrica provisória são de carácter geral. 1. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. • Qual a tensão disponível. • Rede pública de distribuição. • Localização e característica das luminárias.9: Sistema de utilização de Gás GPL A rede de gás é normalmente suportada por GPL (gás de petróleo liquefeito) em garrafas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Constituição de um sistema autónomo de utilização de gás (não ligado a redes públicas de distribuição). …). • Definir localização de quadros volante. • Sinalização e iluminação de emergência. 2.4.FT3 .

pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de equipamentos de queima). • Evacuação segura de gases de combustão dos aparelhos de queima. • Cabine de garrafas (normal/sem bolt): • Deve ser acessível a viaturas.10: Pormenores de cabine de garrafas GPL A instalação da rede de gás terá de ser executada por empresa certificada e será passado termo de responsabilidade pelo técnico de gás credenciado pela DGGE (Direcção Geral de Geologia e Energia). • Proibir o armazenamento e utilização de GPL em caves. Figura 1. • Esquentadores devem estar no exterior das instalações. • Deve ter vedação e sinalização de segurança. 6 portáteis de gás propano G110 de 45Kg. O gás propano é mais denso que o ar. pelo facto é proibido a sua utilização e o armazenamento em caves e espaços fechados.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . implantadas em cabine de garrafas dimensionada conforme o número de garrafas necessárias ao normal funcionamento dos equipamentos. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de gás são de carácter geral.

7 Infra-estruturas Técnicas Provisórias FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Águas Provisória Projecto aprovado. Unidades portáteis. A água é potável. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. Controlo qualidade da água com origem no furo hertziano. Furo hertziano. Sinalização do furo e condicionado o acesso. garantem qualidade da água. C = Conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. está licenciado. NC = Não conforme.FT3 . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existe rede de combate a incêndio – Carretéis. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

rampa lavagem). localização e acesso a viaturas. Retenção de hidrocarbonetos (oficinas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quer para as pessoas ou instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . WC químicos nos locais onde não exista Rede de esgoto. Lava-botas à entrada das instalações sociais e administrativas. Retenção de gorduras (cozinha). l = Constitui um risco ligeiro. ETAR compacta. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme. Estado de limpeza e conservação das loiças sanitárias. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Esgotos Provisória Projecto aprovado.

C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 NA = Não Aplicável. isolamentos em bom estado. Protecção contra contactos directos. disjuntores diferenciais I∆n≤30mA. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9 Infra-estruturas Técnicas Provisórias LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Instalação Eléctrica Provisória Projecto aprovado. Quadros fixos e móveis (pimenteiros) em conformidade com EN 60 439-4.FT3 . Estaleiro dispõe de terra de protecção. Riscos da instalação eléctrica estão devidamente sinalizados. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme. Intervenção na instalação só por técnico competente. Protecção contra contactos indirectos.

estado da vedação e organização do espaço. NC = Não conforme. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Cabine de garrafas. C = Conforme. 10 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO Rede de Gás Provisória Projecto aprovado. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Evacuação dos produtos de combustão. Rede de gás executada por empresa certificada. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Esquentadores no exterior das instalações. Verificação de concentrações de CO. Estado e validade das mangueiras de ligação aos aparelhos de queima. Cabine de garrafas é acessível a viaturas.

Indique os procedimentos a ter junto das entidades gestoras dos serviços públicos afectados (águas. complete os espaços em branco.2 Delimitação do Estaleiro. esgotos. relativamente às suas redes aéreas e enterradas.2 Delimitação do Estaleiro. a. rede eléctrica. _______________________ b.AV1 . 4. A __________________ deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e __________________. 2. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 2. 3. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “vedação de obra”. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.4. gás e telefones). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Relativamente à ficha temática 2. _______________________ 5. ponto 1. Enuncie quais os condicionalismos locais mais relevantes na implantação de um estaleiro de obra. pelo que estará associada a sua implantação à localização da _________________ e respectivo _____________________ à obra. 1 Actividades/Avaliação 1. _______________________ c. ponto 1.

Se não conseguir resolver esta actividade. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 3. reveja o submódulo 1.3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias. RISCoS Incêndio Explosão Electrocussão Ambiente Intoxicação Derrame de gasóleo MEdIdAS PREVENTIVAS Evacuação de produtos de combustão Caixa de retenção de hidrocarbonetos Proibir garrafas gás em caves ETAR Disjuntores diferenciais de 30 mA Carretéis de calibre reduzido Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. 2 6.4) .Actividades/Avaliação AV1 . ponto 1. Estaleiro de Obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.pt • www. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. GloSSÁRIo • Via de circulação • Plano de evacuação • Parqueamento • Sinalização 5. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. conceitos estes que deverão estar associados à sinalização de segurança a implementar em estaleiro e necessários à segurança de todos os trabalhadores.intervega.profor. serão introduzidos conceitos referentes a medidas de prevenção em vias de circulação pedonal.pt • www.com. • Identificar os diferentes tipos de sinalização.estradasdeportugal. 3.brisa. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. vias de circulação rodoviária.pt • www. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as medidas de prevenção a tomar em estaleiro de obra relativamente às vias de circulação pedonal e rodoviária. visitantes e transeuntes.pt • www. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente. possibilitará dimensionar e organizar a circulação no interior do estaleiro de obra em estreita articulação com a produção.pt • http://dre.SM2 Caminhos de Circulação 1. parqueamento de viaturas e de equipamentos e sinalização rodoviária. parqueamento de materiais e equipamentos. FICHAS TEMÁTICAS • Vias de Circulação Pedonal • Vias de Circulação Rodoviária • Parqueamento • Sinalização 4. • Definir os locais e características dos parqueamentos.dgv.sinalux. 2.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Assim.pt • www. SABER MAIS • www. de segurança no trabalho e de emergência.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1. como em caso de emergência em que as vias de circulação (pedonal e rodoviária) deverão obrigatoriamente constar no plano de evacuação a implementar em estaleiro. produção/frentes de trabalho. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação • Pedonal • Rodoviária • Plano de evacuação • Emergência GloSSÁRIo Via de circulação pedonal. VIAS dE CIRCulAÇÃo PEdoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. Plano de evacuação.FT4 . As vias de circulação pedonal de um estaleiro devem ser definidas de modo a corresponderem às necessidades dos vários sectores da obra (segurança. 1 Vias de Circulação Pedonal 2. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. Nos locais de saída de viaturas e equipamentos. Figura 2. deve ser criada uma guarda ou barreira física que irá servir de resguardo e permitirá visualizar ao condutor/manobrador o circuito de circulação dos peões neste local.1: Barreira Física CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . estarem bem sinalizados e serem sujeitos a verificação e conservação adequadas. administrativa e comercial). • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação pedonal. Entende-se por via de circulação pedonal os caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e demais pessoas afectas à obra circularem em segurança a pé. Deverão estar sempre desimpedidas.

60 m. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. • Identificar o traçado das vias. • Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. • Sinalização de prioridade aos peões sempre que haja atravessamento das vias rodoviárias. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro.2: Vias de Circulação Pedonal e Rodoviária Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). • Largura de pelo menos 0. que são mantidas desimpedidas. Figura 2. para que possam funcionar como vias de emergência. 2 Acções aconselhadas As vias de circulação pedonal em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias rodoviárias. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. • Ser estudada uma rede de vias prioritárias. • Piso em bom estado. exemplo queda de objectos e quedas em altura.Vias de Circulação Pedonal FT4 .

uniforme e está desimpedido.FT4 . ao longo da via pedonal. NC = Não conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 12 13 14 NA = Não Aplicável. O piso é regular. ao longo da via pedonal. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Risco de queda de objectos. As vias de circulação pedonal de emergência estão sinalizadas. Dimensões. Os postos de trabalho garantem a evacuação rápida e segura dos trabalhadores. 3 Vias de Circulação Pedonal FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Pedonal ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DESCRIÇÃO As vias pedonais estão separadas das vias rodoviárias. Vias pedonais exteriores. C = Conforme. Risco de queda em altura. estão protegidas. Risco de queda de nível. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. Circulações em rampas com declive ≤ 12%. As vias pedonais estão sinalizadas. O piso está limpo e isento de substâncias escorregadias. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. largura ≥ 0. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. sinalizadas e desimpedidas. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.60m. ao longo da via pedonal. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

As vias de circulação rodoviária. • A largura dos caminhos de circulação depende dos meios de transporte utilizados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A circulação num estaleiro é muitas vezes negligenciada. sendo vantajosa a utilização de pavimentos de macadame. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. circulam pessoas.FT5 . que servem para as movimentações de viaturas ligeiras. Macadame. VIAS dE CIRCulAÇÃo RodoVIÁRIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. transportando materiais muito pesados. estando sempre presentes nestes locais os riscos de atropelamento e esmagamento.0m. • O piso destas vias devem assegurar a circulação sem perturbações. a largura mínima deverá ser de 7. quer pelos outros meios de transporte e de elevação de cargas. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação Rodoviária • Piso • Sinalização GloSSÁRIo Via de circulação rodoviária. sendo o seu tipo e traçado condicionado quer pelas dimensões das viaturas e dos respectivos raios de curvatura. possibilitam a redução de tempos e de custos nas operações de transporte. Para a implantação das vias de circulação rodoviária devem ser respeitadas as seguintes regras: • É recomendada a adopção de uma só entrada no estaleiro.6m. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. de modo a facilitar o controlo de pessoas e veículos à obra. Entende-se por via de circulação rodoviária os caminhos existentes no interior do estaleiro de obra. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. é importante ter em atenção que. Talude.2. pelos caminhos. betão ou betume betuminoso. equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. pesadas e de transporte de pessoal. solo cimento. equipamentos e diversos veículos. com um mínimo de 3. ou destinados a cargas ou descargas. 1 Vias de Circulação Rodoviária 2. Sinalização. • Nas vias com dois sentidos.

• Conceber sempre que possíveis as vias de circulação rodoviária afastadas de locais onde existam riscos. • Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. queda de viaturas em altura e esmagamento por equipamento/viatura. 2 • • • • • Os acessos a recintos cobertos de veículos ou depósitos terão a largura mínima de 10. sempre que exista o levantamento de pó. • Nas vias de circulação rodoviária devem ser sinalizadas as passagens de peões. caso exista o levantamento de pó devem ser feitas regas periódicas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Identificar o traçado das vias. • Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras.0 m. As passagens superiores devem ter a altura mínima de 4. sinais luminosos e sinais verticais). • Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3. • Respeitar a distância de segurança relativamente aos caminhos de circulação pedonal. com a colocação de pórticos/barreiras de sinalização nas zonas de aproximação. Figura 2. exemplo queda de objectos. Afastar as vias de circulação do coroamento de taludes. Proceder à rega intermitente dos caminhos. em todo o estaleiro de obra. • Dimensão da largura da via (duplo sentido) com pelo menos 7.0m. As curvas devem permitir que todos os meios de transporte circulem sem dificuldade.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. • Piso deve estar em bom estado.3: Dimensões das Vias de Circulação Acções aconselhadas As vias de circulação rodoviária em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias pedonais. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro.60 m.0m. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas.0m. troços com comprimento superior a 100. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . com um raio mínimo de 10.

para que possam funcionar como vias de emergência em caso de necessidade.4: Vias de Circulação em Estaleiro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Vias de Circulação Rodoviária • Ser estudada uma rede de vias prioritárias.FT5 . que são mantidas desimpedidas. Figura 2.

indicando localização do estaleiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. Existe uma boa visibilidade em todo o traçado da via rodoviária em estaleiro. Risco de queda de nível. Rega dos caminhos.6m Dois sentidos largura ≥ 7. quando exista levantamento de pó. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. uniforme e está desimpedido. Dimensões: Um sentido largura ≥ 3. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.0m Vias rodoviárias e pedonais separadas. C = Conforme.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . As zonas perigosas estão protegidas e sinalizadas. O piso é regular. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Rodoviária ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO As vias rodoviárias estão sinalizadas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. Traçado da via rodoviária está afastado do coroamento das escavações. Sinalização na rede rodoviária envolvente. As vias de circulação rodoviária de emergência estão sinalizadas. ao longo da via pedonal. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária.

consegue-se diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes e atropelamentos. de maneira a garantir-se uma melhor organização dos meios e dos locais. não existindo legislação específica que regule este tema. impor uma circulação em vias diferenciadas de veículos e pessoas. Meios de 1ª intervenção. define equipamentos de trabalho de uma forma genérica e muito abrangente. PARQuEAMENTo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O Decreto-Lei 50/2005. esmagamento. Devem os locais afectos aos parqueamentos estar separados fisicamente entre si para se evitarem manobras difíceis com veículos e equipamentos. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento.FT6 . queda de materiais. de forma a reduzir ao máximo os percursos de circulação no interior do estaleiro. Verificamos que existe uma lacuna muito grande relativamente a regras de segurança no âmbito do parqueamento em estaleiro de obra. • Elaborar lista de verificações para os locais destinados ao parqueamento. Evitando desta forma possíveis incidentes e acidentes associados aos riscos mais frequentes nestes locais. Assim sendo utilizaram-se conceitos e regras de senso comum e de boa prática sobre segurança na construção civil. Estaleiro de obra.3. incêndio e os riscos ambientais. de 25 de Fevereiro. O parqueamento de viaturas ligeiras e pesadas assim como o parqueamento de equipamentos. 1 Parqueamento 2. devem ter áreas bem definidas. PAlAVRA-CHAVE • Parqueamento • Viaturas ligeiras • Equipamentos • Pavimento GloSSÁRIo Acidente. na restante legislação apenas são referidas áreas e temáticas comuns e integrantes dos parques de equipamentos. como forma de garantir uma organização eficaz das movimentações no interior do estaleiro de obra. colisões. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. visto que é difícil. Desta forma. Os parqueamentos a implantar no estaleiro (veículos e equipamentos) devem estar situados tão próximo quanto possível do acesso principal. Equipamento de trabalho. dentro do estaleiro. o atropelamento.

compostos por extintor de pó tipo ABC de 6Kg e uma caixa de areia com pá. assim como contemplar alguns lugares para visitantes e junto ao posto médico um lugar para viatura de socorro. regularizado e nivelado.1. PARQuEAMENTo dE VIATuRAS O parqueamento de viaturas ligeiras deverá ter uma área suficiente para todos os veículos dos vários sectores da obra. A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída de viaturas.5: Parqueamento de Equipamentos Figura 2. • Devem existir na proximidade dos parques. que promovam uma eficaz funcionalidade da circulação em obra. lista de Verificação Sugere-se que os parques de viaturas obedeçam a algumas regras de execução e localização. meios de 1ª intervenção para o combate a incêndio. possibilitando o estacionamento em condições de segurança. • Figura 2.6: Parqueamento de Viaturas 2.7: Dimensionamento de áreas para parqueamento de viaturas ligeiras • O pavimento do parque de viaturas deverá ser impermeabilizado. tais como: • Estar sinalizados os lugares de parqueamento de viaturas incluindo os lugares destinados aos visitantes e garantida a iluminação eléctrica do local. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3.Parqueamento FT6 . 2 Figura 2. este parqueamento deverá estar junto do estaleiro administrativo e do acesso principal ao estaleiro de obra.

9: Dimensionamento de áreas para manobra e parqueamento de equipamentos • Os espaços de parqueamento dos equipamentos devem estar delimitados fisicamente e com a devida sinalização e deverão garantir uma distância de segurança entre equipamentos.2. 3 Parqueamento Figura 2. que poderá ir desde a simples ferramenta à maquinaria pesada. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . só faz sentido que haja parques para equipamentos na obra quando existam equipamentos de médio e grande porte. área de pequenas reparações e por uma estrutura que possibilite a lavagem do equipamento ao fim do dia de trabalho. lista de Verificação Sugere-se que os parques de equipamentos obedeçam a algumas regras de execução e localização. PARQuEAMENTo dE EQuIPAMENToS Os parques de equipamentos em obra são estruturas físicas que têm como função o parqueamento de equipamentos utilizados na obra.8: Parque de Viaturas 2.FT6 . Tendo em conta a abrangência da definição de equipamentos de trabalho. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do acesso ao estaleiro. áreas de circulação de trabalhadores. • A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída do equipamento. que promovam boas condições de trabalho. Figura 2. tais como: • Deveram ser constituídos por área de parqueamento.3. A sua localização deve ser junto da área oficinal do estaleiro de obra. pois falamos em equipamentos que em alguns casos ultrapassam os 6 m de comprimento e os 3 m de altura.

As zonas de parqueamento das máquinas e camiões deverão ter o piso tratado convenientemente. Caso não seja garantida uma iluminação natural suficiente em toda a área. Estas valas devem conduzir a água a pequenos tanques que permitam a captação de combustíveis e lubrificantes eventualmente derramados. atropelamentos e esmagamentos. para que estas sejam tratadas convenientemente. garantindo que a escorrência da água seja realizada directamente para valas que devem rodear as zonas de parqueamento. • O pavimento do parque deverá ser regularizado e nivelado.10: Parque de Equipamentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . A zona de lavagem de equipamentos deverá estar munida de bacias de retenção. • • • • • Figura 2. Deverão existir meios de combate a incêndio na área de pequenas reparações e na proximidade dos equipamentos. que receberão todas as águas provenientes da lavagem dos equipamentos. 4 o risco de colisões. possibilitando o parqueamento do equipamento em condições de segurança. esta deverá dispor de iluminação artificial adequada. As zonas de parqueamento de equipamentos deverão ter no piso membranas impermeabilizantes para que seja possível a recolha de camadas de solo contaminadas.Parqueamento FT6 . permitindo recolher as substâncias retidas para posterior tratamento. com combustíveis ou lubrificantes.

Caixa de areia e pá. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Nivelados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Iluminação de parques de viaturas e equipamentos. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Área de lavagens de viaturas e equipamentos. Caixa de retenção de hidrocarbonetos. Rampa de lavagem de equipamentos/máquinas. Área de parqueamento de equipamentos/máquinas está impermeabilizada. Meios de 1ª Intervenção. Lugar de parqueamento de viatura de socorro junto ao posto médico NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existem lugares para parqueamento destinados a visitantes. l = Constitui um risco ligeiro.FT6 . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Áreas de parqueamento garantem manobras em segurança. Os pavimentos estão: Regularizados. NC = Não conforme. 5 Parqueamento FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Parqueamento de Viaturas e Equipamentos ITEM 1 2 3 4 DESCRIÇÃO Locais para parqueamento estão sinalizados. Garantidas as distância de segurança entre equipamentos/ máquinas. Área de pequenas reparações de equipamentos Sistema de recolha de resíduos. quer para as pessoas ou instalações. Extintor de Pó ABC 6Kg. C = Conforme. Estável.

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nomeadamente dos elementos de maiores dimensões. • Todas as entradas no estaleiro devem possuir sinalização externa proibindo a entrada a pessoas estranhas à obra e indicação do Equipamento de Protecção Individual de utilização obrigatória dentro do estaleiro. pelo que não se dispensa a adopção de medidas de prevenção e controlo dos locais e equipamentos onde este risco está presente. Plano de emergência. dimensão e localização da obra. A sinalização pretende assim dar resposta à obrigação de informar. 1 Sinalização 2. SINAlIzAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. pelo que será necessário informar os trabalhadores e visitantes sobre as condições de acesso. a sinalização não elimina nem reduz o risco mas informa sobre a sua presença. • Na definição dos caminhos de circulação deve ser considerada a movimentação de todos os materiais e equipamentos utilizados na obra. PAlAVRA-CHAVE • Sinalização • Sinalização Rodoviária Temporária • Segurança no Trabalho • Emergência GloSSÁRIo Sinalização. Em estaleiro de obra devem ser sinalizados caminhos de circulação. Local de trabalho. características. Na implantação da sinalização deve ser considerado o seguinte: • Identificar todos os acessos para viaturas e caminhos pedonais para circulação de trabalhadores. meios de protecção contra incêndio e de socorro. Como técnica complementar de segurança. • Elaborar lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. Segurança contra incêndio. parqueamentos.4. o formando deverá estar apto a: • Descrever os diferentes tipos de sinalização. áreas de armazenagem de produtos perigosos. permanência. O estaleiro de obra é um local de trabalho onde existem as mais variadas situações de perigos.FT7 . deslocação e circulação necessárias à segurança em estaleiro de obra. devendo ser estabelecida tendo em conta a natureza. • Equipamento a utilizar no transporte e movimentação dos elementos de maiores di- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização em estaleiro de obra.

12: Sinalização Rodoviária Temporária Cor Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Equipamentos de Alarme e Combate a Incêndio Proibição Aviso/Perigo Identificação e localização Comportamentos perigosos Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Saídas de emergência Ponto de encontro Posto de socorros Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . assim como a localização dos mesmos face às condicionantes existentes.11: Sinalização de Segurança Figura 2. Em todos os locais do estaleiro devem ser previstos locais para passagem das viaturas utilizadas no transporte de materiais e/ou equipamentos para a carga ou descarga destes. Sinalização da localização dos meios de segurança contra incêndio e de saídas de emergência contempladas no plano de emergência. Sinalização de zonas perigosas ou interditas. 2 • • • • • mensões. Figura 2.Sinalização FT7 . Deverá ser prevista a colocação dos dispositivos necessários para garantir a segurança na entrada e saída de viaturas no estaleiro. com identificação dos perigos. As instalações existentes no estaleiro devem ser devidamente identificadas.

3 Sinalização dimensões dos Sinais Dimensão 150x150mm Dimensão 200x200mm Dimensão 300x300mm Dimensão 400x400mm Dimensão 600x600mm 6m 8m 13m 17m 26m 2. • Pré-sinalização. • Dispositivos complementares. Sempre que a duração prevista das obras seja superior a 30 dias ou a duração da obra.1. A sinalização rodoviária pode ser apresentada sob a seguinte forma: • Sinais verticais. • Marcas rodoviárias. deve ser elaborado projecto da sinalização temporária a implementar na via. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . natureza e extensão o justifiquem. tendo em vista prevenir os utentes das condições especiais de circulação impostas na zona regulada pela sinalização rodoviária temporária. • Sinalização intermédia. A sinalização temporária deve ser removida imediatamente após a conclusão da obra ou da remoção do obstáculo ocasional. restituindo a via às normais condições de exploração. SINAlIzAÇÃo RodoVIÁRIA TEMPoRÁRIA As obras e obstáculos na via pública devem ser convenientemente sinalizados. • Sinalização luminosa. • Sinalização final.4. • Sinalização avançada. • Sinalização de posição. A sinalização rodoviária temporária é classificada do seguinte modo: • Sinalização de aproximação.FT7 .

20 0.30 L3 L2 L1 30m Sinalização Final FIM DE OBRAS Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Pré-Sinalização 1300 m CIRCULAÇÃO ALTERNADA TRÂNSITO CONDICIONADO MÁQUINAS EM MOVIMENTO ENTRADA E SAÍDA DE VIATURAS Sinalização Avançada Sinalização Intermédia SINAIS DE PROIBIÇÃO 3.Sinalização FT7 .5m 20 Sinalização de Posição 0.50 0.

fornece um conjunto de estímulos que condicionam ou prescrevem a actuação do indivíduo relativamente à segurança perante o objecto ou situação. Para que o recurso ao uso de sinalização de segurança resulte. relacionada com um objecto. • Marcação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Ser retirada sempre que a situação que a justificava deixe de se verificar. • Dar a conhecer a mensagem com a antecedência suficiente. • Placas de localização e identificação dos meios de salvamento.2. • Conduzir a uma única interpretação. deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Atrair a atenção.FT7 . • Estar em número e localização conforme a importância dos riscos que pretendem alertar. A sinalização de segurança não dispensa. Sinalização Permanente • Placas de proibição. • Dar a possibilidade de realizar o indicado. não afixando um número excessivo de sinais que possam confundir-se. aviso e obrigação. • Placas e rotulagem de recipientes e tubagens. O tipo de risco que se pretende minimizar. SINAlIzAÇÃo dE SEGuRANÇA No TRABAlHo Entenda-se como sinalização de segurança no trabalho. aquela que. tendo em atenção a possibilidade de sinalização contraditória. • Comunicações verbais. de vias de circulação. • Sinais gestuais. • Placas e cores destinadas a localizarem e identificar o material de segurança contra incêndio. a altura e posição adequada. com cores de segurança. A sinalização de segurança pretende chamar a atenção de uma forma rápida e inteligível. Sinalização de Carácter Acidental e Temporário • Sinais luminosos ou acústicos. actividade ou situação. para objectos ou situações susceptíveis de provocarem perigo para a segurança e saúde. 5 Sinalização 2. socorro e emergência. • Estar localizado em local iluminado. a adopção das medidas de prevenção necessárias e adequada. em caso algum.4. • Clareza da mensagem. • Ter informação sobre as actuações convenientes. deverá ser avaliado antecipadamente de modo que a sinalização se faça de modo racional.

Sinalização FT7 . 6 Sinais de Proibição Sinais de Aviso Sinais de obrigação Sinais de Salvamento ou Socorro Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

7 Sinalização Sinais de Combate a incêndios Sinais de Informação Sinais Compostos Rotulagem de Substâncias Perigosas IRRITANTE TÓXICO INFLAMÁVEL CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT7 .

8 Etiquetas Identificadoras de Perigo LÍQUIDO INFLAMÁVEL COMBUSTÃO ESPONTÂNEA LÍQUIDO INFLAMÁVEL CORROSIVO COMBURENTE GASES COMPRIMIDOS NÃO INFLAMÁVEIS obstáculos e locais Perigosos RISCoS dE: SITuAÇÕES: Choque contra obstáculos Degraus. Pilares Queda de objectos Mudanças de nível Queda em altura Cais de carga Queda de nível Dispositivos móveis Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .

NC = Não conforme. Sinalização de Emergência: Caminhos de Evacuação Caixa de 1º Socorros Ponto de Encontro Sinalização de Seg. Caixas de Areia Marco Incêndio e Carretéis Sinalizada localização de Resíduos Sólidos Urbanos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer para as pessoas ou instalações.Incêndio: Extintores. Todos os locais em obra com risco de electrocussão estão devidamente sinalizados. Local de armazenamento de produtos tóxicos está sinalizado. As vias rodoviárias. Local de entrada/saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. Sinalização de Resíduos Perigosos. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.FT7 . À entrada no estaleiro tem sinalização de “Proibição de entrada a pessoas estranhas à obra” Nos locais de trabalho e entrada estão colocados sinais de obrigação de utilizar EPI. Todos os locais com risco de queda e queda de objectos estão devidamente sinalizados. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. estão devidamente sinalizados. 9 Sinalização FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Sinalização em Estaleiro de Obra ITEM 1 DESCRIÇÃO A sinalização de segurança na envolvente exterior ao estaleiro está adequada. passagens de peões e parques. existe rotulagem dos produtos? Máquinas e equipamentos de trabalho têm sinalização de segurança.

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4. 5.2 Vias de Circulação Rodoviária. cuja largura mínima deverá ser de ________________. ponto 2. ponto 2.AV2 . Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do ________________ ao estaleiro. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 6. 2.3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Complete a frase relativa à ficha temática 4. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Relativamente à ficha temática 6. ponto 2.2 Parqueamento de Equipamentos. ponto 2. 3. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. ________________ e ________________.3.1 Parqueamento de Viaturas. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim o risco de ________________ . 1 Actividades/Avaliação 2. complete os espaços em branco.1 Vias de Circulação Pedonal.5. As Vias de Circulação Pedonal são os caminhos existentes no ________________ e ________________ ao estaleiro de obra que servem para os ________________ e demais pessoas afectas à obra circularem a ________________. complete os espaços em branco. Relativamente à ficha temática 5.

reveja o submódulo 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ponto 2. Caminhos de Circulação.4) .Actividades/Avaliação AV2 . Relativamente à ficha temática 7.Se não conseguir resolver esta actividade. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4 Sinalização. complete o quadro nos locais assinalados a azul. Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Identificação e localização Comportamentos perigosos Aviso/Perigo Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Cor Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 2 6.

Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.

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pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . nomeadamente o controlo de acessos/portaria.proteccaocivil.igt.gov. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações administrativas deverão ter.pt • www. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. o escritório de apoio e o posto de socorros.capa. • Elaborar lista de verificações referente às instalações administrativas. possibilitará dimensionar e organizar as instalações administrativas em estreita articulação com a produção. vitrina com informações de segurança/escritório de apoio e o registo de acidente de trabalho/posto de socorros. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações administrativas mais relevantes em estaleiro de obra.osha.pt • http://dre.eu. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 2. • Elaborar lista de contactos de emergência.int • www. riscos mais frequentes. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente.SM 3 Instalações Administrativas 1.pt • www. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais de trabalho. SABER MAIS • http://agency. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações administrativas.pt • www. FICHAS TEMÁTICAS • Portaria e Controlo de Acessos • Escritórios de Apoio • Posto de Socorros 4. 3. Assim. GloSSÁRIo • Acidente de trabalho • Ligação equipotencial • Notificação de acidente • Plano de Segurança e Saúde 5. a portaria. • Definir os locais de implantação das instalações administrativas.dimep.

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central telefónica e parqueamento de viaturas. PAlAVRA-CHAVE • Portaria • Controlo de Acessos • Contactos de Emergência • Manual de Acolhimento GloSSÁRIo Portaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a portaria deverá ter. fornecedores e visitantes.1: Pormenor de entrada e portaria Solução de portaria com serviço permanente e compartimento para atendimento. Plano de Segurança e Saúde. vestiário e instalação sanitária. que refere “tomar as medidas necessárias para que o acesso ao estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas”.FT8 .1. PoRTARIA E CoNTRolo dE ACESSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. equipamentos e materiais. o local destinado a controlar todo o movimento de entrada e saída em obra de meios humanos. com o enquadramento legal dado pelo Dec Lei 273/2003. acolhimento e registo) de trabalhadores. toma de refeições. Figura 3. aprovisionamento. À portaria está associado o procedimento referente ao controlo de acessos (identificação. 1 Portaria e Controlo de Acessos 3. pelo que deverá ser elaborado um Plano de Acesso ao Estaleiro. serviço de gestão de equipamento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. Entende-se por portaria de estaleiro. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. • Elaborar lista de contactos de emergência. Plano este contemplado no Plano de Segurança e Saúde.

2 Acções aconselhadas A portaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada planta de emergência.Portaria e Controlo de Acesso FT8 . A entrada de veículos. Recomendável a adopção de uma só entrada em estaleiro. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2: Apresentação de Identificação e Equipamento de Segurança • • • • • • • Os portões de acesso ao estaleiro devem ter entradas independentes para camiões e para pessoas. assim como um mecanismo próprio de lavagem de rodados para os camiões. Disponibilizar aos trabalhadores e visitantes o Manual de Acolhimento. • Sinalização de segurança na entrada em estaleiro. cargas ou de equipamentos no estaleiro deverá ser condicionada através de autorização expressa dada pelos serviços administrativos à portaria. OBRIGATÓRIO APRESENTAR IDENTIFICAÇÃO Figura 3. Deverá possuir um ponto de água exterior. Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg e balde de areia com pá). • Disponíveis contactos de emergência. facilitando desta forma o controlo de pessoas e veículos. • Sistema de controlo de acessos com registo.

XXXXX DIRECTOR DA OBRA: Eng. 3 Portaria e Controlo de Acessos FICHA dE CoNTACToS CoNTACToS dE EMERGÊNCIA NÃo SE ESQuEÇA dESTES NúMERoS NÚMERO NACIONAL DE SOCORRO HOSPITAL. XXXXX DIRECTOR DE PRODUÇÃO: Eng. XXXXX ENCARREGADO GERAL: Sr. XXXXX TÉCNICO DE SEGURANÇA: Sr..FT8 . SEGURADORA BOMBEIROS Polícia de Segurança Pública ENTIDADES A CoNTACTAr: GÁS Águas Municipalizadas EDP (Instalação Eléctrica) PT (Telecomunicações) DONO DA OBRA: COORDENADOR DE SEGURANÇA: Eng. XXXXX ENTIDADE EXECUTANTE: 112 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 800 506 506 800 202 022 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 CENFIC AVISAR IMEdIATAMENTE Análise de Riscos na Construção Civil ..

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A localização mais conveniente para os escritórios será sempre que possível.FT9 .2. desenhadores. fiscalização. pois toda a logística é tratada nas instalações administrativas. aprovisionamento.1: Instalações Administrativas Figura 3. director de obra. apontadores. ESCRITóRIoS dE APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. serviço de gestão de equipamento e parqueamento de viaturas. Estas instalações englobam em muitos casos. Coordenação de Segurança e Subempreiteiros. PAlAVRA-CHAVE • Escritório de apoio • Vitrina • Construção modulada • Conforto térmico GloSSÁRIo Escritório de Apoio. • Utilizar a lista de verificação em escritórios de apoio.2: Escritório de Apoio CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . junto do acesso principal do estaleiro e tem uma correlação de proximidade muito importante com a portaria. o local destinado ao pessoal dirigente. Figura 3. Ligação de Terra. São um sector muito importante. Entende-se por escritório de apoio em estaleiro. topógrafos e técnicos de segurança. não só os espaços destinados à Entidade Executante. encarregado. medidores-orçamentistas. Plano de Segurança e Saúde. preparadores. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o escritório de apoio deverá ter. técnico e administrativo da obra. Ligação Equipotencial. mas também à Fiscalização. incluindo. 1 Escritórios de Apoio 3. nomeadamente. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio.

evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. • A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. Esta vitrina deve ter dimensões adequadas. • Em todas as instalações as portas exteriores devem abrir para fora. estar em local bem visível e acessível a todos os trabalhadores. será obrigatoriamente montada uma vitrina para afixação de documentos cujo objectivo é a informação dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do Plano de Segurança e Saúde.4: Escritório de apoio ao Estaleiro de Obra Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 3. Módulos devem ser espiados e amarrados. • Construção modulada em altura. 2 Em estaleiro. junto da área administrativa. • Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. Figura 3.3: Vitrina/Informação aos trabalhadores Acções aconselhadas o escritório de apoio em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Identificar e sinalizar as instalações.Escritórios de Apoio FT9 . • Não permitir a utilização de equipamentos de chama no interior das instalações.

3 Escritórios de Apoio • • • Colocação de lava botas com mangueira flexível à entrada das instalações. Garantia de conforto térmico no interior dos escritórios. isolar as coberturas e instalar sistemas de ar condicionado. com prolongamento de 2m para o exterior e proibir a rega dos módulos. Figura 3.FT9 . Colocação de redes de sombreamento. tipo ráfia.5: Colocação de redes de sombreamento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

quer para as pessoas ou instalações. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Documentação/Elementos Obrigatórios em Obra ITEM DESCRIÇÃO Comunicação Prévia (actualizada). Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil (Disponível para Consulta). Alvará de Licença de Construção (Afixado em obra). l = Constitui um risco ligeiro. Documentação referente aos Equipamentos. Livro de Obra.Escritórios de Apoio FT9 . Certificados de Classificação das Empresas actualizados (INCI ex-IMOPPI) Contratos de empreitada e de subempreitadas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS INFORMAÇÃO/VITRINA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Documentação referente aos Trabalhadores. Plano de Segurança e Saúde (Disponível para Consulta). Contactos de Emergência. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Denominação Social do Empreiteiro e Alvará (Afixado em obra). 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES DOCUMENTAÇÃO NA = Não Aplicável. Organograma Funcional. Índices de Sinistralidade. Apólices de Seguros. Informação de Segurança Riscos em Estaleiro de Obra. NC = Não conforme. C = Conforme. Planta de Emergência. Declarações (conforme Dec Lei 273/2003). Horários de Trabalho.

caso seja necessário. Deverá sempre existir um socorrista em obra. central telefónica.3. 1 Posto de Socorros 3. de forma a garantir um fácil acesso aos meios de socorro e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. A localização mais conveniente para o posto de socorros será junto da entrada principal. Acidente de Trabalho. prestar assistência a outras situações de maior envergadura. independentemente do volume de mãode-obra. Notificação de Acidente. pois referimo-nos a um Sector de actividade onde existe um número significativo de riscos com consequências dramáticas para a saúde humana e mais probabilidades de ocorrência de acidentes. PAlAVRA-CHAVE • Posto de Socorros • Socorrista • Contactos de emergência • Acidente de trabalho • Registo de acidente de trabalho GloSSÁRIo Posto de Socorros. Dependendo da dimensão do estaleiro. PoSTo dE SoCoRRoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT10 . acessos e parqueamento de viaturas. • Enunciar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. poder-se-á justificar a instalação de um posto de socorros onde se possam tratar algumas situações de pequena gravidade e. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . portaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o posto de socorros deverá ter. com a colaboração de profissionais de saúde ou de pessoal devidamente formado. devendo dispor do material e equipamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros.

• Compressas de tamanhos variados e embaladas individualmente. A instalação de um posto de socorros. • Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Energia eléctrica.Posto de Socorros FT10 . • Rede de água fria e quente. com circuito de iluminação e tomadas. • Tesoura com ponta recta e curva. • Betadine (anti-séptico). • Cama para recobro. • Talas de vários tamanhos. • Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. o posto de socorros. • Termómetro. • Disponíveis contactos de emergência. • Tesoura normal. • Adesivos. • Ligaduras de vários tamanhos. • Pinças hemostáticas. • Soro fisiológico. não dispensa a existência nos locais de trabalho de estojos de primeiros socorros. • Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg). • Maca. • Afixada Planta de Emergência. • Identificar e sinalizar as instalações. 2 Figura 3. deve estar dotado de equipamentos médicos como por exemplo: • Luvas esterilizadas.6: Posto de Socorros Acções aconselhadas o posto de socorros em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Em caso de hemorragias. Figura 3. venham a acontecer. • Não lhe dar líquidos ou estimulantes. devem ser comunicados à Inspecção Geral do Trabalho e ao coordenador de segurança em obra. de modo a evitar que outros acidentes. nunca podendo exceder as 24 horas. 3 Posto de Socorros Em caso de acidente de trabalho.7: Procedimento em caso de acidente de trabalho Como se deve actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente com lesão grave: Acidente ligeiro • Deverão estar distribuídos pelo estaleiro e junto das frentes de trabalho. comunicar de imediato o acidente ao socorrista. • Dependendo da gravidade. Acidente com lesão grave • Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. deixar a vítima como está sem a movimentar. a notificação do acidente através do registo de acidente de trabalho. que auxiliaram a tomada das primeiras providências. Deverá ser feita pelo Técnico de Segurança. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. decorrentes do anterior. de forma sucinta. em que se comunica aos interessados. • Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. no prazo mais curto possível. estojos de primeiros socorros. Todos os acidentes de trabalho de que resulte morte ou lesão grave para o trabalhador. • Tapar a vitima com um casaco ou manta. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a descrição do acidente e as medidas de prevenção/correctivas a adoptar. • Não permitir que a vitima se levante ou sente. faça compressão sobre o sangramento com compressas ou com um pano limpo. ao técnico de higiene e segurança e ao responsável pela coordenação dos trabalhos naquele local. sinalizar e isolar imediatamente a área.FT10 .

deitar a vítima e colocar a cabeça e o tórax da vítima em um plano inferior ao restante do corpo. sólidos aquecidos.). se possível. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Tratando-se de electrocussão. e etc. Tratando-se de queimaduras térmicas (contactos directos com chamas. electricidade. não tocar na vítima mas providenciar imediatamente o corte de tensão e fazer-lhe respiração artificial (socorrista) enquanto aguarda a chegada do socorro. limpar cuidadosamente os ferimentos. Não aplicar unguentos.Posto de Socorros FT10 . Dependendo da gravidade ou da extensão da queimadura. 4 • • • • Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. evite retirar pedaços de roupa que porventura possam estar agregados à pele. Colocar um pano limpo sobre a área queimada. Se for caso disso. gorduras ou outras substâncias.

nocivas/radiações Choque com objectos Esforço físico excessivo Explosão/Incêndio Intoxicação Electrização/Electrocussão Entorse Esmagamento Ferida/Golpe Fractura Braço(s) Mão(s).: (2) Apólice de seguro de acidentes de trabalho a coberto da qual se encontra o trabalhador sinistrado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT10 . 5 Posto de Socorros FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo REGISTO DE ACIDENTE DE TRAbALHO Dono da Obra: Obra: Empreiteiro: DADOS DO SINISTRADO Nome: Sexo: Masculino Feminino Naturalidade: Nacionalidade: Morada: Estado civil: B.: 1/1 Tipo de lesão: Parte do corpo atingida Breve descrição do acidente: Medidas de prevenção adoptadas: Efeitos do acidente: Sem incapacidade Incapacidade permanente: % Responsável do Empreiteiro pela SST Data: ____/____/____ Ass.º: 0000000 de 00/00/0000 emitido em Passaporte (1) N. excepto olhos Olho(s) Tronco.: (1) Caso não seja mencionado o Bilhete de Identidade Incapacidade temporária Morte Regresso ao trabalho: / / > dias perdidos Director Obra Data: ____/____/____ Ass. excepto dedos Dedo(s) da(s) mão(s) Pernas(s) Queda em altura Queda ao mesmo nível Queda de objectos Soterramento Lesões múltiplas Luxação Queimadura Traumatismo Ignorado Pé(s).º: Categoria profissional: Data de admissão na obra: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS À ENTIDADE EMPREGADORA Entidade empregadora: Companhia de Seguros: (2) Data de admissão na empresa: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS AO ACIDENTE Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Local: No estaleiro Fora do estaleiro Deslocação: Domicílio > Trabalho Deslocação: Trabalho > Domicílio Onde? Destino do sinistrado: Hospital de Entidade que o transportou: INEM/Ambulância dos Bombeiros de Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Houve mais sinistrados no acidente? Não Sim Quantos? Testemunhas: Causa do acidente: Atropelamento Capotamento Colisão de veículos Compressão por objecto Choque eléctrico Amputação Asfixia Concussão/Lesões internas Contusão Distensão Cabeça. excepto dedos Dedo(s) do(s) pé(s) Localizações múltiplas Apólice: (2) N. N.º: 00000000 de emitido por Data de Nascimento: 00/00/0000 N. excepto coluna Coluna vertebral Sub.º Trabalhador: Número: Pág. I.

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Em estaleiro de obra. será obrigatoriamente montada uma ___________________para afixação de _________________ cujo objectivo é a __________________ dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do _________________________________________.2 Escritórios de Apoio. junto da área _____________________. 4. 1 Actividades/Avaliação 3. ponto 3. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 9. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.4. 3. 2.AV3 . 5. Enuncie quatro requisitos que o Posto de Socorros a implantar em estaleiro de obra deverá ter. Enuncie quatro requisitos que os Escritórios de Apoio a implantar em estaleiro de obra deverão ter. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Descreva qual a localização mais conveniente para a portaria e a correlação de proximidade com outras instalações em estaleiro de obra. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter.

Relativamente aos procedimentos a tomar em caso de acidente de trabalho. ___________________________ ___________________________ ___________________________ __________________________ __________________________ __________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 6.Se não conseguir resolver esta actividade. comente com base nas figuras apresentadas.Actividades/Avaliação AV3 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . reveja o submódulo 3. Instalações Administrativas.

4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

osha.eu. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações sociais mais relevantes em estaleiro de obra. FICHAS TEMÁTICAS • Refeitório e Cozinha • Dormitório e Instalações Sanitárias 4. 2. possibilitará dimensionar e organizar as instalações sociais em estreita articulação com a produção. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações sociais deverão ter. os dormitórios.levapambiente.neogal.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Instalações Sociais 1.pt • www. Assim. a cozinha. SABER MAIS • http://agency.pt • www. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações.pt • www. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações sociais.euromodulo. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. o refeitório. o estaleiro administrativo e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e às condições sociais em estaleiro de obra. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Elaborar lista de verificações referente às instalações sociais. GloSSÁRIo • Esgoto • Estaleiros Temporários ou móveis • Fumigar • Fenestração • Inflamáveis • Intoxicação • Pé Direito • Porta de Emergência • Salubridade 5.SM4 . 3. os vestiários e as instalações sanitárias. riscos mais frequentes. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. • Definir os locais de implantação das instalações sociais.int • http://dre.

grupoipg.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .segurancalimentar. 2 • • www.pla.Instalações Sociais SM4 .pt www.

FT11 . • Utilizar a lista de verificações de refeitório e cozinha em estaleiro de obra. Esgoto. se é suficiente um refeitório e uma sala de convívio para todo o pessoal do estaleiro ou se. É recomendável a existência de zonas verdes próximo das instalações sociais. devido à distância entre os diferentes locais de trabalho será aconselhado a instalação de vários refeitórios. devem dispor de cozinha ou quando a obra tenha um prazo de execução superior a 6 meses e mais de 50 trabalhadores em obra. da duração e organização dos trabalhos. A quantificação e dimensões das instalações encontram-se legisladas. Neste ultimo caso.º 46427 de 10 de Julho de 1965). Fenestração. PAlAVRA-CHAVE • Refeitório • Cozinha • Fenestração • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários. será sempre que possível em local afastado das zonas de trabalho de modo a ficarem protegidas das poeiras e dos ruídos próprios desses locais. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. Entende-se por refeitório em estaleiros temporários. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Inflamáveis. (Decreto n. do número de utentes. Salubridade. o local destinado aos trabalhadores para a toma das refeições que podem ser pré-preparadas ou confeccionadas em obra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o refeitório e a cozinha deverão ter. 1 Refeitório e Cozinha 4. A localização mais conveniente para as instalações sociais onde estão incluídos o refeitório e a cozinha. As instalações sociais do estaleiro destinam-se a apoiar os recursos humanos deslocados na obra. REFEITóRIo E CozINHA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. De acordo com as dimensões do terreno e a distribuição das instalações do estaleiro de obra.1. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. Devem responder às necessidades específicas do local da obra.

onde o pessoal possa tomar as suas refeições. Evitar o recurso a insecticidas pulverizados. Fenestração de 1/10 da área do pavimento. dotados de água potável e disporem de mesas e cadeiras. considerar a área de 1. • As paredes exteriores garantirem defesa satisfatória do vento e da chuva. se necessário. • Deverá ter uma ventilação conveniente por janelas e/ou por ventiladores. com largura suficiente para a passagem dos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Dispor de portas abrindo para o exterior. Figura 4. a fim de impedir a entrada de insectos.Refeitório e Cozinha FT11 .2: Corte de Refeitório e Cozinha (ventilação.5 m. utilizando. disponha de um escoamento rápido e que resista sem se degradar. 2 Figura 4. aos detergentes fortes. o espaço deve ser protegido por redes mosquiteiras.1: Solução de refeitório e cozinha com base em construção metálica modulada Acções aconselhadas o refeitório e cozinha em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: Tendo em consideração a natureza. insectocutores eléctricos. • Disporem de lavatórios com uma torneira ou bica por cada dez ocupantes. • Para o dimensionamento de um refeitório. • Paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos 2. munidos de doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis ou secadores de mãos.1 m2 por trabalhador.0 m de altura. duração e o número de trabalhadores deverá ser implementado em obra um refeitório e eventualmente cozinha que satisfaçam as seguintes condições: • Serem cobertos e abrigados das intempéries. localização. • O pé-direito mínimo livre será de 2. admissão de ar fresco e balcão) • • Controlar os insectos alados. • O pavimento deve ser de material facilmente lavável.

A caixa de visita que recolhe as águas residuais do refeitório deve ser sifonada. sendo tomadas diariamente as providências necessárias para a eliminação dos lixos e resto de comida. As instalações sociais devem ter uma rede de esgoto (drenagem de águas residuais). A sua recolha posterior deverá ser efectuada pelas Entidades Competentes para o efeito (Serviços Municipalizados) em zona exterior ao estaleiro por estes definida. Caso exista rede de água não potável. instalar dispositivo para lavagem de calçado. Na entrada das instalações sociais. sinalizar de forma clara os pontos de água. Os lixos orgânicos deverão ser depositados em contentores e removidos periodicamente para fora do estaleiro. além de não proporcionarem posturas correctas.4: Refeitório • • • • • • • • Equipar a zona de refeições com mesas munidas de tampos impermeáveis e de fácil lavagem.FT11 . das fontes de energia e dos materiais inflamáveis. prever em obra uma ETAR compacta. no caso de não ser possível a sua ligação à rede pública. levantam problemas ao nível da organização do refeitório. Na rede de esgotos da cozinha deve ser montada uma caixa de retenção de gorduras a montante da ligação à rede geral de esgotos. O local de armazenagem de botijas de gás deverá ser localizado afastado das zonas sociais. os bancos corridos devem ser evitados. Devem ser utilizadas cadeiras de espaldar. O refeitório e a cozinha deverão ser mantidos em permanente estado de salubridade.3: Cozinha Figura 4. Figura 4. 3 Refeitório e Cozinha • • trabalhadores. equipado com meios de combate a incêndios de 1ª intervenção e o acesso ser só possível a pessoas autorizadas. Junto à porta do refeitório colocar extintor de incêndio de pó tipo ABC de 6Kg e de CO2 5Kg no interior da cozinha. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

5: Limpeza e lavagem de calçado Se o prazo de execução da obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Refeitório e Cozinha FT11 . dimensão ou outros condicionalismos da obra não aconselharem a montagem de um refeitório dever-se-ão construir instalações que permitam o aquecimento e toma de refeições. embora com as devidas adaptações. Estas instalações deverão corresponder aos requisitos apontados para o refeitório. 4 Figura 4.

quer para as pessoas ou instalações. Rede de esgotos.1 m2/trabalhador. l = Constitui um risco ligeiro. Pé-direito mínimo livre de 2. Ventilação é adequada. ligação a rede pública ou ETAR. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. Mesas com tampos de fácil lavagem e impermeáveis.0m. doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis. Extintor de CO2 de 5Kg na cozinha. 5 Refeitório e Cozinha FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. bancada facilmente higienizáveis. 1/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. C = Conforme.FT11 . quente e fria. Pavimento lavável e com bom escoamento. Refeitório dimensionado para 1. NC = Não conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 1 Torneira/10 ocupantes. Cozinha com caixa de retenção de gorduras. Portas com abertura para o exterior. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . na saída das instalações. Dispositivo para extermínio de insectos (insectocutores). Fenestração de 1/10 da área de pavimento. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Cadeiras confortáveis e de fácil limpeza. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Preparação de alimentos com dimensão suficiente.5m. Paredes interiores com revestimento lavável até 2. Rede de água potável.

vedação. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . l = Constitui um risco ligeiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. extintor de pó tipo ABC de 6Kg.Refeitório e Cozinha FT11 . Recolha de lixos orgânicos (diária). no exterior. C = Conforme. NC = Não conforme. Desinfestação das instalações (trimestral). Instalações limpas e asseadas. 6 LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 19 20 21 22 23 DESCRIÇÃO Local destinado à auto preparação das refeições. quer para as pessoas ou instalações. 2/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. Garrafas de gás. sinalização. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

isto é. • O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. Intoxicação. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • Utilizar a lista de verificações de dormitório. 1 Dormitório e Instalações Sanitárias 4. Pé-Direito. doRMITóRIo E INSTAlAÇÕES SANITÁRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • O local de implantação deve ser convenientemente drenado. Porta de Emergência. • O regime dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos.FT12 . o local destinado ao alojamento dos trabalhadores deslocados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. sendo economicamente mais favorável a disponibilização de condições para pernoitar em estaleiro. os condicionalismos existentes e os seguintes cuidados: • Local geograficamente independente do estaleiro industrial. PAlAVRA-CHAVE • Dormitório • Vestiário • Instalações sanitárias • Balneário • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários ou móveis. o pessoal cuja área habitual de residência se situe a distância considerável do local da obra. Fumigar.2. devem ter um acesso fácil e equipados com assentos e armários individuais em número suficiente. Entende-se por dormitório em estaleiros temporários. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o dormitório e as instalações sanitárias deverão ter. vestiário. Os vestiários são destinados aos trabalhadores que não pernoitam em obra. Ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. Estes devem possuir fechadura com chave e permitir arrumar o vestuário de trabalho separado do vestuário pessoal.

• Reservar junto à entrada dos dormitórios. • Nas entradas das instalações colocar lava-botas munidos de torneira e mangueira. vestiário. Para apoio às frentes de trabalho devem existir WC químicos na proporção de 1 equipamento por cada 15 trabalhadores ou fracção. Acções aconselhadas o dormitório e/ou vestiário a implantar em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Sempre que possível. instalações sanitárias e balneário) encontram-se legisladas no Decreto n. De acordo com as dimensões do estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • O pavimento das instalações deverá ser facilmente lavável. No entanto. tipo ABC. • As portas de entrada dos dormitórios deverão abrir para o exterior e é recomendável que sobre elas exista um pequeno telheiro que abrigue a zona de entrada da chuva e do sol.6: Implantação em U de dormitório e balneário contíguo As instalações sanitárias devem estar implantadas em local contíguo ao dormitório e resguardadas das vistas. assim como “raspadores” para ajudar a limpar as lamas do calçado. sempre que se justifique.º 46427 de 10 de Julho de 1965. o pavimento dos dormitórios deverá possuir isolamento térmico que garanta o mínimo de conforto. se as instalações sanitárias são suficientes para todo o pessoal em estaleiro de obra. situar o dormitório em local geograficamente distinto do reservado ao estaleiro de produção. 2 Figura 4. • Junto à porta de emergência colocar extintores de pó químico seco. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. A quantificação e dimensões das instalações sociais (dormitório. • No sentido de facilitar a evacuação do dormitório em caso de incêndio dotá-lo. um local para troca de roupa de trabalho. dotá-los de uma boa ventilação para impedir a condensação de vapor de água nas paredes interiores. com pendentes suaves que permitam o escoamento das águas de lavagem.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . de pelo menos duas portas colocadas em pontos opostos. com capacidade de 6 Kg. • Se optar pela construção de dormitórios recorrendo a contentores metálicos. • Se for previsível que a obra venha a funcionar em mais que um turno ter especial atenção ao ruído e ao seu impacto nos trabalhadores que se encontrem em período de descanso.

muito menos. entre as camas e a parede.50 m3. dotar as instalações com um sistema de AVAC. sendo necessário elevar este valor para 1. Os armários deverão ser duplos. destinar um compartimento para arrecadação de malas e outros volumes que pela sua dimensão não devam ser guardados junto das camas. Equipar os compartimentos com armários individuais (um por cada utente). As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. Existir coxia com a largura mínima de 1. os dormitórios colectivos devem ser mantidos em boas condições de higiene e limpeza. 3 Dormitório e Instalações Sanitárias • • • • • • • • • • • • • equipada com bancos e cabides. através de uma limpeza diária.FT12 . As camas devem ser metálicas e fáceis de desmontar. Nunca permitir nos dormitórios aquecedores individuais a gás ou outros equipamentos que provoquem o abaixamento dos níveis de oxigénio e. O pé-direito mínimo deve ser de 3 m. Se possível. equipadas com persianas ou material similar que permita obscurecer o seu interior. a não ser que no compartimento de muda de roupa exista local para guardar a roupa de trabalho. Para a garantia da salubridade das instalações.7: Plantas de dormitórios com cama simples e beliche CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .50 m quando se instalarem beliches de duas camas. Fumigar as instalações trimestralmente. sistema individual do tipo Split ou através de unidades centrais em estaleiros sociais de grandes dimensões. Figura 4. Não permitir guardar nos compartimentos produtos perigosos. desinfecção e desinfestação periódicas. Apenas será permitido a utilização de aquecedores eléctricos a óleo. quando existir uma única fila de camas. Dotar todos os dormitórios com janelas para o exterior. A cubicagem por ocupante não deve ser inferior a 5. Se as condições climatéricas assim o aconselharem. para permitir uma eficiente limpeza. nem tão pouco confeccionar refeições mesmo que ligeiras. que libertem gases tóxicos que possam originar a intoxicação dos trabalhadores.50 m. O afastamento mínimo entre duas camas contíguas deve ser no mínimo de 1 m. Este mínimo é elevado para 2 m quando forem previstas duas ou mais filas de camas.

• O pavimento das instalações sanitárias deverá possibilitar uma boa lavagem e drenagem das águas e ser resistente aos produtos de desinfecção vulgarmente utilizados em instalações colectivas. com lâmpadas colocadas em luminárias estanques aplicadas no tecto. • As tomadas de corrente. • As cabines de duche deverão ter antecâmaras para a muda de roupa. com dispositivos de mistura que permitam regular a temperatura da água. por iluminação do tipo fluorescente. 4 Acções aconselhadas As instalações sanitárias a implantar em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • As instalações sanitárias devem estar interligadas ao dormitório (caso exista) por um telheiro resguardado dos ventos dominantes. será: • Uma retrete por cada 15 trabalhadores ou fracção. • Dotar os duches de água corrente quente e fria. deverão ser equipadas com terra. em função do número de ocupantes do dormitório a que estiver afecto. equipadas com cabides. • Para a produção de AQS (água quente sanitária) é frequente a utilização em estaleiro. sempre que possível. e quando agrupadas separadas entre si por divisórias com a altura mínima de 1. deverá garantir um arejamento suficiente para dissipar os odores desagradáveis. então. • Optar. exigindo sempre o cumprimento escrupuloso das regras de segurança inerentes aos aparelhos de queima e ao acondicionamento das garrafas de gás.60m. • Um chuveiro por cada 20 trabalhador ou fracção. • As bacias de retrete devem estar resguardadas das vistas. alvéolos protegidos. • Um urinol por cada 25 trabalhadores ou fracção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . de tal modo que a ligação “dormitório/ sanitários”seja cómoda. • Terão um pé-direito mínimo de 2. sendo o chão revestido com estrados constituídos por pequenos módulos de plástico acopláveis. dos sanitários deverá ser do tipo estanque e protegida com disjuntor diferencial de 30mA. de esquentadores a gás propano ou butano. circuito de iluminação. • As bases de chuveiro dos duches deverão ser do tipo anti-derrapante ou. tampa de protecção contra salpicos de água e protecção por disjuntor diferencial de 10 mA. se existirem. • A instalação eléctrica. estarem equipadas com dispositivos que garantam aquela função. • As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento.70m. cujo número. • Um lavatório por cada 5 trabalhadores ou fracção.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . No entanto. • As instalações sanitárias terão dimensões suficientes para comportarem em boas condições de utilização os dispositivos.

10: WC químico CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Dormitório e Instalações Sanitárias Figura 4.9: Base de chuveiro Figura 4.8: Urinóis Figura 4.FT12 .

5 m3. na saída das instalações. NC = Não conforme. DESCRIÇÃO NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações.0m Beliches ≥ 1.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . Volume mínimo por trabalhador é de 5. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Afastamento entre cama e parede ≥ 1. Pavimento lavável e com bom escoamento.0m. Pé-direito mínimo livre de 3. Instalações sanitárias são contíguas aos dormitórios. Limpeza diária e boas condições de higiene. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg.5m Distância à parede ≥ 1. Portas com abertura para o exterior.5m. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM DORMITÓRIO 1 2 3 4 5 6 7 Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. Afastamento entre camas: Simples ≥ 1. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. C = Conforme. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 NA = Não Aplicável.5m. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . compartimento duplo. Armários individuais com alhetas de ventilação.

equipados com assentos. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Iluminação natural através de janelas com persianas. Armários individuais com fechadura. Área de janelas ≥ 1/10 do pavimento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . NC = Não conforme. 7 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM 12 13 DESCRIÇÃO Ventilação é adequada. Aquecimento dos dormitórios por equipamento que não provoque redução de oxigénio. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência.FT12 . Desinfestação das instalações (trimestral). arejamento das instalações. compartimento duplo e alhetas de ventilação. l = Constitui um risco ligeiro. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 VESTIÁRIO 16 17 18 19 20 21 NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. Contentor para colocação de resíduos. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. recolha (diária). C = Conforme. Separação das instalações por sexos. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Instalações limpas e asseadas. Fácil acesso.

l = Constitui um risco ligeiro. Bacias de retrete em bateria devem ter divisória com altura ≥ 1. 1 lavatório por cada 5 trabalhadores. Instalações separadas por sexos. 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 1 2 3 4 5 6 BALNEÁRIO 7 8 9 10 11 NA = Não Aplicável. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Bacia de retrete com sifonagem. Wc´s químicos colocados em local acessível. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM DESCRIÇÃO Proximidade com dormitório e frentes de obra. Ponto de água próximo da instalação sanitária. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 1 chuveiro por cada 20 trabalhadores. Pé-Direito ≥ 2. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. C = Conforme.70m. 1 bacia retrete por cada 15 trabalhadores.6m. quer para as pessoas ou instalações.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . NC = Não conforme. 1 urinol por cada 25 trabalhadores.

Instalação eléctrica do tipo estanque.FT12 . Bases de chuveiro com piso antiderrapante. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 19 20 NA = Não Aplicável. protecção por disjuntor diferencial de 30mA. Instalações limpas e desinfectadas. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Instalações dispõem de AQS (água quente sanitária). Pavimento e paredes com materiais de limpeza fácil. pólos de terra e protecção por disjuntor diferencial de 10mA. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Drenagem de águas é efectuada para a rede de esgotos do estaleiro. l = Constitui um risco ligeiro. Água é potável e com caudal suficiente para todos os equipamentos. quer para as pessoas ou instalações. C = Conforme. NC = Não conforme. 9 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Instalações têm fácil acesso. Tomadas com alvéolos protegidos. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

AV4 . Qual a área mínima.1 Refeitório e Cozinha. janelas cuja área total seja igual ou superior a 1/10 da área do _____________. ________________________ 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos _________ m de altura. Em estaleiro de obra. ________________________ b. o refeitório deverá ter como valores mínimos um pé-direito de _________ m. 2. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “Posto de Garrafas de Gás”. para um refeitório em estaleiro de obra com 60 trabalhadores? 50 m2 66 m2 90 m2 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ________________________ c. para o dimensionamento do refeitório devemos ter uma área de _________ m2 por trabalhador.3. ponto 4. 1 Actividades/Avaliação 4. Descreva quais os cuidados a ter relativamente à localização dos dormitórios e vestiários em estaleiro de obra. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 11. disponibilizar um lavatório por cada _________ ocupantes. a.

Dimensione as instalações sanitárias para um estaleiro de obra com 40 trabalhadores? Lavatório 2 8 10 Chuveiro 2 3 4 Urinol 1 2 3 Retrete 2 3 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ponto 4. 2 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . reveja o submódulo 4. 6.4) .Se não conseguir resolver esta actividade. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.2 Dormitório e Instalações Sanitárias. Relativamente à ficha temática 12. complete os espaços em branco.Actividades/Avaliação AV4 . Instalações Sociais.

5. Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as instalações a contemplar na implantação de um estaleiro de apoio. riscos mais frequentes. carpintaria.SM5 . Após o planeamento da obra é dimensionado o estaleiro de apoio. estaleiro de cofragens e de ferro. • Definir os locais de implantação do estaleiro de apoio. tendo por base os materiais a utilizar. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações em análise. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. ferramentaria. 3. Assim. o estaleiro administrativo e as instalações sociais. São apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. 1 Estaleiro de Apoio à Produção 1. • Elaborar lista de verificações referente ao estaleiro de apoio. possibilitará dimensionar e organizar o estaleiro de apoio em estreita articulação com a produção. • Identificar os requisitos que o estaleiro de apoio deverá ter. GloSSÁRIo • Aprovisionamento • Armadura • Cabo de Elevação • Cofragem • Descofragem • Etiquetagem • Lingada • Solho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Identificar as instalações afectas ao estaleiro de apoio. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. equipamentos a disponibilizar e processos construtivos adoptados. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. 2. FICHAS TEMÁTICAS • Armazém e Ferramentaria • Carpintaria • Estaleiro de Cofragens • Estaleiro de Ferro 4. assim são analisadas as áreas e os locais a afectar para armazém.

pt • www.peri.pt • www. SABER MAIS • www.com • www.rubi.pt • www.pt • www.nordesfer.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .manutain.pt • www.doka.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .fachagas.wurth. 2 5.com • http://dre.

Estaleiro de obra. mas devidamente vedada e fechada (sendo vedação metálica deverá ter ligação à terra). Plano de Segurança e Saúde. O ferramenteiro deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. em geral. o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. O fiel de armazém deverá manter um registo de todo o material movimentado. no caso do depósito de materiais. ARMAzéM E FERRAMENTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1. destinadas ao depósito temporário de materiais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão ter. Entende-se por armazém.FT13 . de pequena dimensão. No caso do armazém e ferramentaria. zonas cobertas e fechadas. • Utilizar a lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria. 1 Armazém e Ferramentaria 5. Geralmente está associado ao armazém o depósito de materiais com zonas ao ar livre e devidamente vedadas. zona descoberta. Ferramentaria é o local destinado a guardar ferramentas e equipamentos. PAlAVRA-CHAVE • Armazém • Ferramentaria • Aprovisionamento • Rotulagem • Acessos GloSSÁRIo Aprovisionamento. Sinalização. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e o Armazém.

verificar se as suas características os podem tornar incompatíveis com outros produtos armazenados. A remoção manual deste tipo de material deverá ser feita pelos topos com o pessoal colocado nos extremos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). • Em função do perigo potencial de cada material ou produto. Se existirem locais para o armazenamento de tubagens ou outros materiais cilíndricos. Estes locais devem estar devidamente identificados com sinalização de segurança e referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. Os produtos deverão ser preferencialmente armazenados na embalagem de origem. • Por exigência legal. Aquando da mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações. Com a recepção dos materiais. 2 Figura 5. Em caso afirmativo. pelo que a zona de armazenagem deverá estar dimensionada para permitir tal manobra. • Das recomendações do fabricante. • Para garantia de preservação. assinalar essa incompatibilidade e proceder à sua separação física.Armazém e Ferramentaria FT13 . características dos materiais (zonas de depósito) e. Quando tal não for possível deverá ser feita a rotulagem de acordo com a embalagem de origem.1: Armazenamento exterior de materiais Criar zonas de armazenamento específicas de acordo com os seguintes critérios: • Em função da natureza do próprio produto. confirmar se existem calços suficientemente sólidos que garantam a estabilidade do empilhamento. com os alcances e capacidades dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). ainda.

Na organização das zonas de armazenagem de materiais e ferramentaria devem estar definidos corredores entre os diferentes materiais. que garantam que não há contaminação da instalação. Os materiais e ferramentas devem estar divididos por categorias e a sua armazenagem deve estar organizada de tal modo que a sua remoção se possa fazer sequencialmente. A largura destes corredores deverá estar de acordo com os meios de movimentação manual ou mecânica e com a altura das pilhas e dimensões do material.2: Rotulagem em produtos perigosos Os combustíveis devem ser armazenados no depósito de materiais exterior e com cobertura que proteja das intempéries. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Garantir que o armazenamento dos materiais é efectuado em pilhas baixas. Confirmar se existem bacias de retenção colocadas sob os recipientes susceptíveis de provocar derrames. mas nunca será inferior a 70cm. A capacidade da bacia deverá estar de acordo com a perigosidade do derrame e a quantidade de produto previsível reter.5m. O armazenamento de materiais e ferramentas deve ser feito em prateleiras suficientemente largas para os materiais não caírem e em altura na razão inversa do seu peso (mais pesados em baixo). 3 Armazém e Ferramentaria Figura 5. As ferramentas susceptíveis de derrame de óleos de lubrificação deverão estar assentes sobre resguardos ou tinas de recepção impermeáveis. Uma boa ligação funcional entre a produção e o armazém e a ferramentaria é fundamental para a sua gestão. Os bidões armazenados na horizontal devem ter travamento eficaz. Se a movimentação for feita manualmente não deverão ser efectuados empilhamentos superiores a 1.FT13 .

Sempre que a rede de água o permita. em princípio. armazenados em prateleiras intermédias. 4 Figura 5. Figura 5. Os capacetes de protecção (material leve que. os capacetes. pelo menos. muitas vezes.3: Armazém de tintas Os Equipamentos de Protecção Colectiva e Individual deverão estar armazenados de modo a permitir a permanente disponibilidade para a sua utilização e existirem em número suficiente. devido aquele condicionalismo. • Organização dos espaços conforme categorias dos materiais e ferramentas. já que os raios ultra-violetas. emitidos por estas. aceleram o seu envelhecimento. colocar. seria colocado na prateleira superior) deverão ser armazenados longe da iluminação fluorescente. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Dado o risco de incêndio geralmente associado aos armazéns de obra e ferramentaria. Devem ser colocados junto dos acessos extintores portáteis de pó tipo ABC e caixa de areia com pá. devendo estar bem visível a sinalização para o efeito. são. • Implantação das instalações em terreno plano e com capacidade de carga.Armazém e Ferramentaria FT13 . Em armazéns dotados com esse tipo de iluminação. uma boca-de-incêndio armada devidamente equipada com mangueira e agulheta junto ao armazém. no seu interior será proibido fumar ou foguear.4: Ferramentaria Acções Aconselhadas O armazém e ferramentaria de estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações.

Abater todas as ferramentas.FT13 . • Organização do empilhamento com fiadas cruzadas. Verificar todas as ferramentas e acessórios de elevação que dão entrada na ferramentaria. acessórios de elevação e equipamentos em mau estado de conservação.50m. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança e manter em bom estado a rotulagem do produto. manter stock mínimo para reposição imediata. • FIFO (first in first out). regras fornecimento conforme data de recepção. • Na arrumação em prateleiras os materiais pesados em baixo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Movimentação manual. estabilizar com calços. materiais em pilhas a uma altura máxima de 1. 5 Armazém e Ferramentaria • • • • Acondicionamento dos materiais deve atender às regras básicas de armazenamento: • Materiais cilíndricos. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos.

Os produtos estão devidamente identificados. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. corrosivos e tóxicos. Empilhamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Existe separação de produtos inflamáveis.Armazém e Ferramentaria FT13 . Os materiais não têm elementos salientes nas zonas de passagem. Paletes estão em bom estado e facilitam a movimentação mecânica. Existem corredores de circulação entre os materiais e a parede. Existem meios SI de 1ª intervenção. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. C = Conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. Proibição de Fumar e Foguear. Está afixada sinalização de segurança. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.70m. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. Existem corredores de passagem com mais de 0. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Armazém e ferramentaria ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a ferramentaria estão identificadas. Existe Ficha de Segurança Bacias de retenção nos recipientes susceptíveis de provocar derrame. NC = Não conforme. Existem EPC e EPI em quantidade suficiente e estão bem acondicionados. l = Constitui um risco ligeiro. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.

Cofragem. 1 Carpintaria 5. estâncias. Entende-se por carpintaria em estaleiro de obra. desde a entivação de valas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . todas as tarefas descritas estão enquadradas na actividade de carpintaria. que tenham como matéria-prima a madeira em tosco/ solho ou acabada. Plano de Segurança e Saúde. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e a carpintaria. • Utilizar a lista de verificações referente à carpintaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a carpintaria de estaleiro deverá ter. PAlAVRA-CHAVE • Carpintaria • Solho • Localização • Organização • Serra Circular • Acessos GloSSÁRIo Carpintaria.2. cavaletes. à execução de estruturas de cofragens e coberturas. gamelas e outras ferramentas em madeira. Solho. CARPINTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT14 . passando pela execução de plataformas de trabalho. réguas. o local onde se executam trabalhos de carácter provisório ou definitivo. Os trabalhos de carpintarias em estaleiro são diversos. Estaleiro de Obra.

Com a mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações (carpintaria e depósitos). consoante o sistema de cofragem adoptado tenha a madeira como matéria-prima. A carpintaria deve estar pavimentada e nivelada. vãos…) em obra. características dos materiais com zonas de depósito para matériaprima (madeira) e produtos acabados e. em estaleiro de obra são de carácter específico ou diverso. A carpintaria deve estar devidamente identificada com sinalização de segurança e delimitada em obra. o que se verifica cada vez menos. ainda. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra).5: Carpintaria A obra de carpintaria pode ser de toscos ou de limpos. possibilitando a instalação das máquinas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . móveis. com o alcance e capacidade dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). O local destinado à carpintaria deverá possuir tamanho adequado em conformidade com o planeamento dos trabalhos necessários realizar com o recurso à madeira. a favor dos sistemas de cofragem metálica que são hoje em dia bastante utilizados na construção civil. estas instalações devem ser referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde.Carpintaria FT14 . revestimentos. 2 Figura 5. roupeiros. pelo que se verifica um grande incremento da pré-fabricação em oficinas especializadas e a montagem destes elementos (cozinhas. Os trabalhos de carpintaria de toscos. Os trabalhos de carpintaria de limpos ou acabada. só muito raramente são executados integralmente em estaleiro de obra.

Se optar pela utilização de lâmpadas fluorescentes ou equivalente. já que as baixas temperaturas. A instalação eléctrica. A iluminação deverá ser suficiente (pelo menos 400 Lux no posto de trabalho) e adequada ao tipo de actividade. equipados com mangueira. corrigir o efeito estroboscópico característico desse tipo de iluminação. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para as oficinas de carpintaria e contemplados na Portaria 949-A/2006. A utilização de quaisquer máquinas de carpintaria só é permitida a pessoal habilitado para o efeito Figura 5.FT14 . mas ao mesmo tempo estar suficientemente protegida do frio. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. o plano de manutenção da instalação e das máquinas terá de incluir uma verificação diária ao sistema de aspiração. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . agulheta e chave de manobra.6: Máquina com sistema de aspiração Prever na montagem da rede de água do estaleiro a instalação de um ou mais carretéis de incêndio. A área deverá ser arejada. reduzem a sensibilidade das mãos e aumentam o risco de acidente. 3 Carpintaria em segurança. devem ter pintado no pavimento uma linha que delimita a área de trabalho sendo exclusivamente destinada aos operadores e mantê-la livre de detritos ou outros materiais. Nas saídas devem ser colocados extintores de incêndios de pó químico seco tipo ABC e/ou água pulverizada e de CO2 junto ao quadro eléctrico. As máquinas devem ter um sistema de aspiração equipado com mangas ligadas a silos de recolha de aparas e serradura. As máquinas de corte e bancadas.

• Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. conforme manual da máquina (redigido em português). • Utilizar empurradores de madeira para o corte final das peças.7: Empurrador de madeira • • Manter operacionais as protecções à zona de corte das máquinas.8: Serra circular • • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada e com o disco parado. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Na serra circular garantir a existência de capacete protector na zona de corte. 4 Acções Aconselhadas A carpintaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada sinalização de segurança.Carpintaria FT14 . Figura 5. Figura 5. • Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho. • Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho.

O vestuário de trabalho deve ser justo.9: Sinalização de segurança em carpintarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. histórico das intervenções de manutenção e reparação. principais modos operatórios.FT14 . confortável e garantir que não existem partes soltas. nomeadamente características técnicas da máquina. Proibição de fumar e foguear no interior da carpintaria. Garantir que este documento esteja disponível na carpintaria. 5 Carpintaria • • • • • • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. Iluminação da carpintaria com lâmpadas de fluorescência e dotada de correcção do efeito estroboscópico. Garantir a existência de meios de 1ª intervenção para o combate a incêndios. Não fumar nem fazer lume Substâncias In amáveis Figura 5.

Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. l = Constitui um risco ligeiro. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. Caminho de cabos eléctricos organizado. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Altura dos empilhamentos de madeiras é segura e está ordenada. Existem registos referentes à manutenção das máquinas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Empilhamento de madeiras é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Existe sinalização de segurança. Existem meios SI de 1ª intervenção. Acondicionamento de líquidos inflamáveis em local seguro e sinalizado.Carpintaria FT14 . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Carpintaria ITEM 1 2 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a carpintaria estão identificadas. quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. “Proibição de Fumar e Foguear”. obrigação de utilizar EPI. Iluminação com lâmpadas de fluorescência. Está afixada sinalização de segurança. Zonas de corte das máquinas com capacete protector. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Os locais de trabalho estão limpos e organizados. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. Existe sistema de aspiração para serradura. C = Conforme. NC = Não conforme. têm controlo efeito estroboscópico.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de cofragens. madeiras para cofragens. área para execução e reparação de cofragens.FT15 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de cofragens deverá ter.3. Entende-se por estaleiro de cofragens. ou outros riscos de exposição. A questão do óleo descofrante é muito relevante já que poderá ser causa de incêndio. Os elementos metálicos têm um peso considerável. é no entanto de extrema importância o seu cumprimento para evitar acidentes. PAlAVRA-CHAVE • Cofragem • Descofragem • Descofrante • Plataforma GloSSÁRIo Cofragem. Estaleiro de obra. Estaleiro de Cofragens. Descofragem. Desde tempos remotos que as técnicas de cofragem se utilizavam na edificação de muros em terra ou de argila. mortes e mesmo a nível de riscos ambientais. As regras de armazenamento da cofragem em estaleiro de obra são normalmente descuradas. material extremamente moldável. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricados. mas o seu maior desenvolvimento surgiu depois do aparecimento do betão. continuando então a desenvolver-se e a aperfeiçoar-se. ESTAlEIRo dE CoFRAGENS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Estaleiro de Cofragens 5. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de cofragens. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. havendo registos de morte ou incapacidades permanentes devido ao incorrecto armazenamento e movimentação dos mesmos. poluição.

11: Cofragem de Madeira Cofragens repetitivas. 2 Figura 5.10: Execução de Cofragem de Madeira Como principais fases da evolução das cofragens. Figura 5. podemos mencionar: Cofragens de madeira. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . permitindo aumentar a produção diminuindo os prazos de execução e essencialmente dispensando os carpinteiros profissionais para se começar a utilizar cada vez mais operários especializados na montagem e desmontagem de elementos repetitivos.Estaleiro de Cofragens FT15 . Sendo este um sistema tradicional. tábuas pregadas sobre barrotes e vigas. que apenas pode ser utilizado em obras onde o prazo de execução não seja o factor principal e em situações onde a mão-de-obra para o seu manuseamento seja barata. Os referidos elementos começaram por ser de madeira passando depois a metálicos. uma vez que a incorporação desta por m2 é muito elevada.

os materiais devem estar correctamente alinhados e. O armazenamento deve ser organizado por tipos e dimensões. Em caso de vento forte. Figura 5. No estaleiro de cofragem é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos de cofragem metálica e pré-fabricada.12: Cofragem com Painéis Pré-fabricados A disposição e áreas para o estaleiro de cofragens têm que ter em conta os condicionalismos impostos pelo tipo de sistema a utilizar e a sequência correcta para colocação em obra. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. os trabalhos de movimentação mecânica de cofragens devem ser proibidos e os elementos suspensos devem ser colocados no solo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade.13: Movimentação de elementos de Cofragem A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. velocidade superior a 60 Km/h. 3 Estaleiro de Cofragens Figura 5. o estado de conservação e amarração dos painéis deve ser verificado antes da sua elevação.FT15 .

• Esmagamento. os trabalhadores devem usar o arnês anti–queda. As plataformas de trabalho devem ser utilizadas para montagens em que a altura da cofragem é superior a 1. de modo a que os trabalhadores não afectos aquela actividade. • Quedas em altura. • Exposição ao ruído. 4 Figura 5. • Queda de pessoas ao mesmo nível. O escoramento deve estar dimensionado para resistir aos esforços previstos com uma margem de segurança de 150%. os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado e enviados periodicamente para o exterior da zona de obra. não circulem naquele espaço onde poderão ser atingidos pela queda dos materiais. • Exposição a condições atmosféricas adversas. A zona de trabalho deve ser limpa.50m. As sapatas e calços devem ter solidez para resistir aos esforços e os prumos devem estar bem verticais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Estaleiro de Cofragens FT15 . quando não é possível manter as protecções colectivas. ligado a um ponto sólido. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de cofragens são os seguintes: • Corte e perfuração. rodapé e tábua de pé com uma largura mínima de 80 cm. de modo a que estes possam efectuar um trabalho em segurança e permitir a rápida evacuação no caso de surgir uma situação de emergência. diariamente e. estas plataformas devem ter guarda-corpos.14: Acondicionamento de elementos de Cofragem A zona de trabalhos onde se efectua a montagem de cofragens e a sua descofragem deve ser delimitada e sinalizada. • Queda de objectos. • Pancadas. A desmontagem das cofragens deve ser executada com as plataformas protegidas contra quedas em altura.

esgotos. desobstruídos. solo e vegetação) através da criação de bacias de retenção. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para o armazenamento dos óleos descofrantes. • Os materiais devem estar correctamente alinhados. arrumados e limpos. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos e desperdícios. • Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. • A recolha e eliminação dos excedentes de produto deve ser efectuada por um operador autorizado. os painéis devem ser posicionados com recurso a cordas guia. devendo ser rigorosamente proibido guiar os painéis com as mãos. • A zona de armazenamento e montagem das cofragens deverá estar delimitada e sinalizada. • A altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. Incêndio. a limpeza dos painéis deverá ser efectuada nesta zona estando os trabalhadores expostos a condições atmosféricas adversas. deve ser ajustado ao. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde possam ser atingidos pela queda de materiais. cursos de água. • Na sua recepção. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. • O óleo descofrante deve ser armazenado num local fresco e com ventilação adequada. já que. utilizar óleo descofrante biodegradável. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de armazenamento. 5 Estaleiro de Cofragens • • Exposição a substâncias tóxicas. • Se possível. • O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. O estaleiro de cofragens deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra só para o armazenamento dos elementos de cofragem com área. processo construtivo e equipamento adoptado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pé-direito adequados. • Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. • Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. As medidas de prevenção relacionadas com o estaleiro de cofragens. em terreno plano e com capacidade de carga. • Manter o óleo descofrante afastado de todas as fontes de ignição. • Devem ser evitados derrames ou fugas (rede de água pública.FT15 . • Colocar em local visível e acessível as fichas de dados de segurança do óleo descofrante que está a ser utilizado.

C = Conforme. Estão visíveis? Recolha de resíduos de óleos descofrantes é efectuada por operador autorizado.Estaleiro de Cofragens FT15 . l = Constitui um risco ligeiro. arrumados e limpos. NC = Não conforme. Os painéis de cofragem são armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação Os painéis de cofragem são recepcionados com recurso a corda guia. quer para as pessoas ou instalações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Existe local para armazenamento de óleos descofrantes. Óleo descofrante é armazenado em local fresco e ventilado. Zona de armazenamento com cobertura tipo telheiro. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. Armazenamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de Cofragem ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO O estaleiro de cofragens está identificado. Evitar pilhas com > 1. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Estão implantados espaços de circulação adequados. Existem meios SI de 1ª intervenção. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. delimitado e identificado no Plano de Circulação. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existe um local destinado a armazenar desperdícios e são removidos com regularidade.50m Materiais são armazenados por tipos e dimensões. Existem Fichas de Dados de Segurança do óleo descofrante. desobstruídos.

Etiquetagem. Estaleiro de obra. Entende-se por estaleiro de ferro. Consoante as quantidades necessárias. área de corte dos varões. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de ferro.FT16 . Cabo de Elevação.4. ESTAlEIRo dE FERRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Estaleiro de Ferro 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . depósito de desperdícios. prever áreas para: depósito dos varões de aço. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de ferro. Figura 5. depósito de varões dobrados e área de armazenagem de armaduras. PAlAVRA-CHAVE • Estaleiro de Ferro • Movimentação • Grua • Lingada • Armadura GloSSÁRIo Armadura. área de dobragem dos varões. Em caso de vento forte. Lingada. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de ferro deverá ter. o estado de conservação das lingas deve ser verificado antes da elevação dos atados de aço ou das armaduras.15: Estaleiro de Ferro No estaleiro de ferro é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos a movimentar. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. Estaleiro de Ferro. garantindo desta forma uma lingada segura. fabrico e armazenagem de armaduras.

16: Movimentação de atados de aço O posicionamento dos varões em baias. As máquinas de corte e dobragem. para evitar o arranque acidental e devem vir equipadas com botoneira de paragem de emergência. os trabalhos de movimentação mecânica de atados ou armaduras devem ser suspensos e os elementos colocados no solo. 2 velocidade superior a 60 Km/h. As baias destinadas a receber os atados de aço mais pesados devem ficar na zona onde a capacidade de carga da grua seja maior.Estaleiro de Ferro FT16 . Proceder conforme as indicações do fabricante à manutenção das máquinas de corte e dobragem de aço. deve ter uma relação directa entre o peso dos atados a movimentar e o diagrama de cargas da grua de distribuição. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . A área de corte. O registo de manutenção ou reparação das máquinas deve estar disponível em estaleiro. a máquina de corte deve ser móvel e deslocar-se sobre carril ao longo do comprimento das baias. Figura 5. devem ser accionadas por pedal com protecção superior. Para optimizar a tarefa de corte dos varões. dobragem e montagem de armaduras deve ser contígua à zona de armazenagem.

3 Estaleiro de Ferro Figura 5. • Queda de objectos em manipulação. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de ferro são os seguintes: • Corte. • Queda de objectos desprendidos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Perfuração. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. • Queda em altura. • Marcha sobre objectos.17: Dobragem de Ferro A instalação eléctrica. • Esmagamento. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para estaleiro de obra e contemplados na Portaria 949-A/2006. • Electrocussão. • Queda ao mesmo nível. As massas metálicas acessíveis devem ser equipotencializadas e executar a sua ligação à terra. O local destinado ao estaleiro de ferro deve ser mantido limpo e os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado que garanta uma arrumação cuidada e uma remoção fácil deste resíduo. regularmente devem ser feitas medições destas ligações assim como dos dispositivos de protecção diferencial do quadro eléctrico do estaleiro de ferro.FT16 .

O estaleiro de ferro deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra para o estaleiro de ferro com área. • Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. • O armazenamento dos atados em baias ou estantes. • Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. nomeadamente características técnicas da máquina. conforme manual da máquina (redigido em português). para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. • A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. em terreno plano e com capacidade de carga para o armazenamento dos atados em baias ou estantes. • Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. desobstruídos. • A área de corte dos varões de aço deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos. • Na sua recepção.Estaleiro de Ferro FT16 . • O armazenamento das armaduras prontas. deve ser organizado por tipos e dimensões. arrumados e limpos. 4 • • • Choque contra objectos. histórico das intervenções de manutenção e reparação. Garantir que este documento esteja disponível no estaleiro de ferro. deve ser em terreno nivelado e ser feita a etiquetagem segundo a sua aplicação em obras. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. Sobre esforços. • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de fabrico de armaduras e garantir que os trabalhadores não estejam expostos a condições atmosféricas adversas. Posturas inadequadas. principais modos operatórios. • Os elementos de aço não deverão ser depositados directamente no solo.

18: Locais de trabalho limpos e desobstruídos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Estaleiro de Ferro Manter os locais de moldagem e de montagem limpos e desobstruídos Figura 5.FT16 .

Existe uma zona destinada a acondicionar os desperdícios de ferro. C = Conforme. Caminho de cabos eléctricos organizado. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Existem meios SI de 1ª intervenção. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de ferro ITEM 1 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem estão junto à zona de fabrico de armaduras. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O estaleiro de ferro está limpo e organizado. A área de fabrico de armaduras tem telheiro. Estaleiro de ferro é servido por equipamento de elevação? Interditas as elevações com um único ponto de suspensão. Máquinas cumprem os requisitos de segurança. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.. São feitas as revisões periódicas às máquinas e existem registos de manutenção. NC = Não conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. Estado de segurança da patilha de segurança da grua. quer para as pessoas ou instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Bancadas de montagem com dimensões que evitam posturas inadequadas.Estaleiro de Ferro FT16 . Máquinas têm ligação equipotencial com ligação à terra. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. que proteja da chuva e do sol. Lingas são portadoras de identificação.

em geral. de pequena dimensão. O __________________ deverá manter um registo de todo o material movimentado. ______________________________________________________ 2.AV5 .5. associadas às figuras e referentes à ficha temática 13. o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. 2. ______________________________________________________ 3.1 Armazém e Ferramentaria. 1. __________________ é o local destinado a guardar equipamentos e ferramentas. ponto 5.1 Armazém e Ferramentaria. ponto 5. Entende-se por __________________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Enuncie três medidas preventivas. O __________________ deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. 1 Actividades/Avaliação 5. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 13. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

enuncie quatro requisitos de segurança que a carpintaria de estaleiro de obra deverá ter: 1. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. identifique nos riscos apresentados três riscos referente à utilização da serra circular eléctrica.3 Estaleiro de Cofragens. 2 3. Relativamente à ficha temática 15. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ 2. Relativamente à ficha temática 14.2 Carpintaria. SERRA CIRCulAR RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Ruído 4. ponto 5. RISCoS Queda em altura Incêndio Exposição ao ruído Esmagamento MEdIdAS dE PREVENÇÃo Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação Manutenção de máquinas e ferramentas Guarda-Corpos em bordaduras de lajes Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades/Avaliação AV5 . ______________________________________________________ 5.2 Carpintaria. Relativamente à ficha temática 14. ponto 5. ponto 5.

AV5 .3 Estaleiro de Cofragens. associada à tarefa de descofragem representada na figura. 1. Relativamente à ficha temática 15. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 3. ponto 5. 3 Actividades/Avaliação 6. enuncie três medidas preventivas. ______________________________________________________ 2.

______________________________________________________ 2. enuncie três requisitos de segurança a ter na movimentação mecânica de atados de ferro. ______________________________________________________ 3. 1. ponto 5.Actividades/Avaliação AV5 .4 Estaleiro de Ferro e com base nas figuras representadas. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Relativamente à ficha temática 16. 4 7.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . reveja o submódulo 5. ponto 5.AV5 . ______________________________________________________ 2. Estaleiro de Apoio à Produção.Se não conseguir resolver esta actividade.4 Estaleiro de Ferro. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 5 Actividades/Avaliação 8. 1. ______________________________________________________ 3. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. enuncie três medidas preventivas. associada à implantação de um estaleiro de ferro.4) . Relativamente à ficha temática 16.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. 2. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção colectiva e as características técnicas mais relevantes. características geométricas e recomendações para utilização). • Sistemas de entivação de valas (tipos e regras a observar na montagem. A grande maioria dos acidentes mortais na construção civil. Como equipamentos de protecção colectiva em estaleiro de obra. 3. garante da integração em obra do Princípio Geral de Prevenção que refere “dar prioridade à protecção colectiva relativamente a medidas de protecção individual”. 1 Equipamentos de Protecção Colectiva 1. • Redes de Protecção (tipos de redes. FICHAS TEMÁTICAS • Guarda-Corpos • Andaimes • Redes de Segurança • Entivação de Valas 4. • Elaborar lista de verificações para entivação de vala. entende-se o conjunto de meios a empregar e destinados a proteger todos os trabalhadores sujeitos a diferentes tipos de perigos. utilização e desmontagem). oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. GloSSÁRIo • Andaime • Declaração de Conformidade • Entivação • Guarda-corpos • Guarda-cabeças • Protecção Colectiva • Rede de segurança • Vala CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar plano de protecções colectivas em estaleiro de obra.SM6 . ocorre devido a quedas em altura e soterramentos pelo que são apresentados os seguintes equipamentos de protecção colectiva: • Guarda-corpos (rígidos e flexíveis e respectivas características geométricas). • Identificar os requisitos referentes à montagem de uma estrutura de andaime. possibilitará dimensionar estes equipamentos em estreita articulação com a produção e dotar o estaleiro de obra com meios adequados de protecção colectiva. • Andaimes de serviço (classificação e regras a observar na montagem e desmontagem). A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Colectiva a implementar em Estaleiro de Obra. • Identificar os diferentes tipos de redes de protecção.

pt www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .peri.tubos.carldora.pt http://dre.com www.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 .ulma.norsave.pt www.pt www.pt www. • • • • • • • • SABER MAIS www.institutovirtual.pt www.diabase. 2 5.

o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. Guardas.1: Guarda-corpos rígido CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Guarda-corpos • Guarda-corpos rígidos • Guarda-corpos flexíveis • Montantes • Guardas • Guarda-cabeças GloSSÁRIo Guarda-corpos. verticais (montantes) e suportes de fixação ao elemento construtivo. consoante os materiais constituintes do sistema adoptado. • Conhecer os locais onde devem ser colocados guarda-corpos. Guarda-Cabeças. Os guarda-corpos rígidos são compostos por elementos horizontais (guardas). andaimes. escadas e outros acessos. plataformas de trabalho. Figura 6. GuARdA-CoRPoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Guarda-corpos são protecções colectivas utilizadas em estaleiro de obra com o objectivo de impedir a queda em altura de pessoas e de materiais. aberturas em lajes. São classificados em rígidos (montantes e guardas horizontais) ou flexíveis (montantes e redes). Estes equipamentos são utilizados na periferia das lajes. Queda em Altura.FT17 . 1 Guarda-Corpos 6. • Identificar os requisitos que os guarda-corpos devem ter. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras ou bandas de sinalização. coberturas.1.

Outro elemento integrante no guarda-corpos é o rodapé ou guarda-cabeças.3: Guarda-corpos flexível Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 6. As redes devem ter malha quadrada de 0. com a função de prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho. barras ou perfis metálicos (vão máximo 2. Devem em qualquer dos casos ter três elementos de fixação da rede em altura. por redes e dispositivos de fixação da rede aos montantes.20. excepto o rodapé.20m).00m para alturas de rede de 1.00m para alturas de rede de 1. Os montantes devem estar espaçados de 1. constituído por um elemento horizontal geralmente uma tábua de madeira com 0.2: Sistemas de montagem de guarda-corpos rígido Os guarda-corpos flexíveis diferem dos rígidos essencialmente devido à substituição dos elementos horizontais.00m da fixação ao elemento construtivo.00m e de 2. nomeadamente por tubos. 2 Os elementos horizontais podem ser constituídos por diferentes tipos de materiais.15m de altura solidamente colocada nos montante. Figura 6. solidamente colocados nos montantes verticais a 0.45m e 1.10m de lado e 1m a 1.Guarda-Corpos FT17 . ou por tábuas de madeira (vão máximo 1. Para garantir uma resistência igual aos guarda-corpos rígidos deve ser colocada uma corda no seu contorno. geralmente de varão de aço de 6mm.20m de largura.50m).

• As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. todas as aberturas devem estar protegidas. 3 Guarda-Corpos Figura 6. Figura 6. • Os andaimes. • Nos planos de trabalho. plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos.6: Boas práticas na colocação de guarda-corpos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5: Boas práticas na colocação de guarda-corpos Figura 6.4: Guarda-corpos rígido em periferia de laje Acções Aconselhadas Os guarda-corpos são dispositivos destinados a impedir as quedas e devem ser instalados nos locais onde este risco esteja presente. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. • Todos os vãos.FT17 . nomeadamente: • Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais.

00m. Estado de conservação dos materiais. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Guarda-Corpos ITEM 1 DESCRIÇÃO Localização de guarda-corpos: Vãos de sacada Escadas Localização de guarda-corpos: Plataformas de trabalho Passadiços Localização de guarda-corpos: Andaimes Bailéus Localização de guarda-corpos: Bordos não protegidos Coberturas Localização de guarda-corpos: Aberturas não protegidas Caixas de elevador Montagem é segura: -montantes fixos. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. -guardas a 0.Guarda-Corpos FT17 . Condições de armazenamento dos materiais. NC = Não conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.45m e 1. -guarda-cabeças com 0. C = Conforme.15m. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

PAlAVRA-CHAVE • Andaime • Elementos constituintes • Causas de acidentes • Procedimentos de segurança GloSSÁRIo Andaime. Queda em Altura. devem merecer por parte dos responsáveis das empreitadas uma maior atenção. uma vez que estão ligados à redução/ eliminação do risco mais preocupante existente num edifício em construção a Queda em Altura. carecem de especial atenção desde o momento da sua montagem. ANdAIMES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Andaimes 6.FT18 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os andaimes são construções provisórias auxiliares. • Utilizar a lista de verificação de andaime. pela utilidade e complexidade que têm. munidas de plataformas horizontais elevadas. reparação ou demolição de estruturas. pelas dimensões que por vezes atingem e pela quantidade de tarefas. Os andaimes. Declaração de Conformidade. Sendo a Protecção Colectiva uma área fundamental e prioritário na segurança dos trabalhadores da Construção Civil. as estruturas de andaime. Protecção Colectiva. • Identificar os elementos constituintes de um andaime metálico. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. passando pela sua utilização até mesmo à sua desmobilização.2. materiais e trabalhadores que suportam. suportadas por estruturas de secção reduzida e que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção. manutenção. Guarda-corpos.

50m 7-Plataforma de trabalho 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Travessa lateral dupla 11-Prumo de remate 12-Nó/braçadeira Figura 6. Estes últimos são constituídos por tubos metálicos de diferentes secções transversais e acessórios de junção adequados. ou ainda por elementos pré-fabricados que formam estruturas de tipo pórtico com possibilidade de regulação múltipla. A Norma HD 1000. Documento de Harmonização relativo a “Andaimes de serviço e de trabalho. 2 1-Escora/sola regulável 2-Travessa principal 3-Prumo 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 1.7: Elementos Constituintes de andaime metálico de pés Estas construções provisórias.00m 6-Barra horizontal 0.Andaimes FT18 . Só se devem utilizar peças de andaimes adequadas e de boa qualidade. de Julho de 1990. com elementos pré-fabricados não cobertos e com altura até 30 m”: refere quais os principais aspectos a ter em consideração aquando da montagem. pelo que o sistema de andaime deve ter marcação CE e possuir Declaração de Conformidade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . utilização e desmontagem desses mesmos andaimes e também as regras relativas ao cálculo da sua resistência e estabilidade. utilizadas desde há muitos anos têm tido ultimamente uma grande evolução técnica passando-se dos tradicionais andaimes de madeira para os andaimes metálicos devido aos melhores rendimentos e níveis de segurança.

8: Montagem de estrutura de andaime Acções Aconselhadas As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são os que a seguir se descrevem: • desmoronamento: • Número insuficiente de travessas e de diagonais de contraventamento. • Ausência. insuficiência ou ineficácia das amarrações à construção. • Materiais em mau estado. • Ausência de travessa de apoio intermédia. • Perda de equilíbrio dos trabalhadores: • Não utilização de um equipamento individual de protecção contra quedas. • Insuficiência da sua resistência ou dos seus suportes. • Rotura da plataforma: • Sobrecarga exagerada. • Materiais em mau estado. • Choque provocado por veículos. • Ausência ou má utilização dos meios de acesso. • Sobrecargas excessivas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Ausência ou ineficácia dos guarda-corpos. • Abatimento das bases de apoio. • Plataforma de largura insuficiente ou espaço livre excessivo entre a plataforma e a construção.FT18 . durante a montagem e desmontagem. 3 Andaimes Figura 6.

montagem. • Rotura de uma plataforma. • Montagem: • Elaborar plano de montagem. • Manter a verticalidade do andaime. • Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Se dá acesso ao local onde se vai desenvolver o trabalho.Andaimes FT18 . • Se a escada de acesso cumpre as condições necessárias para ser utilizada. antes da utilização e montagem que a seguir se apresentam: • Preparação da montagem: • Verificar o terreno no sentido de assegurar a capacidade de carga. • Montar o andaime de acordo com o projecto. • Se necessário. • Ausência de protecções. • Proceder a fundações ou compactação de acordo com as cargas previsíveis e a natureza do terreno. • Proteger a base dos prumos e a zona envolvente. • Se estão os três níveis de guarda-corpos. • utilização: • Não saltar entre plataformas. • Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. • Recepção de materiais: • Preparar zona de recepção do andaime. • Se os montantes estão devidamente aprumados e contraventados. • Verificações antes da utilização: • Se possui bases estáveis. Como medidas de prevenção e com o intuito de eliminar os acidentes de trabalho. Contacto com linhas aéreas (dos corpos ou por intermédio de um objecto): • Desrespeito pelas distâncias mínimas de segurança. • Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira. • Se as pranchas oferecem suficiente segurança. • Utilizar protecção colectiva e individual. • Organizar a descarga e armazenamento provisórios. • Se o andaime serve para a tarefa a executar. desviar águas pluviais. recepção de materiais. • Ligar a massa metálica à terra. 4 • • Queda de materiais: • Queda de um elemento estrutural do andaime durante a montagem ou desmontagem. • Desmoronamento do andaime. devem ser respeitados os procedimentos de segurança nas fases de preparação da montagem. • Ausência de rodapé. associados aos andaimes.

a montagem. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. 5 Andaimes • • • • ventos fortes. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime. as medidas de prevenção dos riscos de queda de pessoas ou objectos. Manter a distância conveniente a eventuais condutores eléctricos. desmontagem e reconversão do andaime. Figura 6. desmontagem ou reconversão do andaime. Não alterar a estrutura do andaime. as medidas que garantem a segurança do andaime em caso de alteração das condições meteorológicas. Em conformidade com o art. a segurança durante a montagem. nomeadamente sobre a interpretação do plano de montagem.FT18 . as condições de carga admissível. desmontagem ou reconversão do andaime só pode ser efectuada sob a direcção de uma pessoa competente com formação específica adequada sobre os riscos dessas operações. qualquer outro risco que a montagem.º 4º do Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro. desmontagem ou reconversão possa comportar.9: Boas práticas na utilização de andaimes CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

O andaime está devidamente escorado e/ou ancorado? Distância da plataforma do andaime à parede ≥ 20cm.Andaimes FT18 . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Andaimes ITEM 1 DESCRIÇÃO O andaime está assente em solo estável e com resistência adequada.45m e a 1. NC = Não conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Conforme. Existência de guarda-cabeças/ rodapé em todas as zonas de passagem e utilização. nas zonas das plataformas. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Tem guarda-corpo interior? Existência de guarda-corpos a 0.00m. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Montagem e desmontagem supervisionada por trabalhador competente (Dec-Lei 50/2005). quer para as pessoas ou instalações. Os elementos do andaime estão em bom estado de conservação e não apresentam deformações? Os apoios fazem-se sobre vigas de madeira com o mínimo de 5cm de espessura. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.

sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura. • Identificar os requisitos que as redes de segurança devem ter. suportadas por corda perimetral. um instrumento fundamental no combate aos acidentes provocados por quedas em altura. REdES dE SEGuRANÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. ligadas por nós. Das redes de segurança que servem para impedir a queda. redes verticais tipo forca. • Redes para limitar a queda (limitam a queda sempre que esta for inevitável. Cobertura. As redes de segurança utilizadas na construção civil são. Consola. salientam-se as redes tipo ténis. formando um conjunto elástico de malhas quadradas. Protecção Colectiva. podendo substituir os guarda corpos no caso das redes verticais ou o tamponamento de aberturas em lajes no caso de redes horizontais). funcionando como barreiras físicas directas. A utilização de redes de segurança insere-se nas medidas de protecção colectiva. quer de materiais. agindo de forma a minorar os efeitos da mesma). portanto. capazes de absorver uma certa quantidade de energia. As redes de segurança conforme o grau e o tipo de protecção para as quedas em altura dividem-se em dois grupos: • Redes para impedir a queda (impedem a queda. As redes de segurança são. é feita por alongamento das fibras da trança e pelo aperto dos nós. Queda em Altura. em geral. 1 Redes de Segurança 6. constituídas por cordas de fibras sintéticas de poliamida. A absorção de energia nas redes. com origem na queda de pessoas ou materiais. polietileno ou polipropileno.FT19 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Conhecer os locais onde devem ser colocadas redes de segurança. PAlAVRA-CHAVE • Rede de segurança • Redes tipo ténis • Redes verticais • Redes verticais tipo forca • Redes horizontais • Redes horizontais de grande extensão GloSSÁRIo Rede de Segurança. para trabalhos de construção. redes horizontais. as redes verticais. quer de pessoas.3. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de redes de segurança.

Podem ser fixadas a elementos horizontais ou verticais de resistência adequada. divergindo destas essencialmente nas dimensões. uma vez que estas cobrem todo o vão a descoberto. no mínimo 1 m a altura do plano de trabalho e o bordo inferior deve dispor de espaço livre para permitir o alongamento da rede devido ao impacto do corpo sujeito a uma queda de 6 m. podendo abranger a fachada de dois pisos.11: Rede vertical As redes verticais tipo forca. As ancoragens podem ser feitas directamente aos elementos estruturais envolventes ou a suportes metálicos verticais. As redes tipo ténis. são redes verticais usadas nos bordos das lajes e abertura em pisos ou paredes.10: Rede vertical tipo ténis As redes verticais são redes que têm.90 m. Figura 6. De uma forma prática este tipo de rede tem a mesma função de um guarda-corpos.Redes de Segurança FT19 . Figura 6. O seu comprimento não deve ultrapassar os 12 m e devem ter uma altura mínima de 0. Estas redes são aplicadas na vertical ou com ligeira inclinação. O bordo superior deve exceder. na sua essência as mesmas características das redes tipo ténis. 2 Para limitar as quedas podem utilizar-se as redes horizontais e as verticais com forca. colocadas directamente no piso. diferem das verticais pelos suportes metálicos do bordo superior onde são fixas as redes e por terem uma consola do tipo forca. tendo como objectivo impedir a queda de corpos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Para serem consideradas redes de grande extensão devem possuir uma superfície total maior ou igual a 64m2 e a sua largura ser no mínimo 8 m. betonagem e descofragem e na montagem de estruturas metálicas e de cobertura. Figura 6. podendo ser aumentada a inclinação. têm como objectivo limitar as quedas por aberturas existentes entre pisos. execução de coberturas e execução de pontes e viadutos. permitindo normalmente 2 ou 3 tipos de posicionamento que depende da altura máxima de queda.13: Rede horizontal As redes horizontais de grande extensão têm um vasto alcance na protecção de quedas em altura.FT19 . nunca ultrapassando uma altura superior a 6 m. sendo utilizadas para recolher pessoas ou materiais que possam cair durante a montagem de estruturas metálicas. A colocação da rede deve ser efectuada o mais perto possível do plano CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em operações de cofragem. 3 Redes de Segurança A dimensão mais adequada das redes é de 6 x 6m. A altura de queda não deverá ser superior a 6 m e a distância mínima livre abaixo da rede deve ser de 3 m.12: Rede vertical tipo forca As redes horizontais são as mais utilizadas em Portugal. Figura 6. As redes são colocadas nos bordos das lajes de forma horizontal. As redes tipo forca são as mais adequadas para proteger os trabalhos na laje de cobertura.

Armazenar as redes e demais elementos em locais secos e protegidos da luz.Redes de Segurança FT19 .Utilização apenas no período de vida útil. • Não apresentar ruptura de cordão. Figura 6. de forma a reduzir a altura de uma eventual queda. • Apresentar um manual de instruções que forneça a seguinte informação: • Montagem. 4 de trabalho. • Datas de avaliação das cordas de teste. Dado o ambiente e as condições em que são utilizadas. • Não apresentar ruptura de malhas. influências químicas) Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .14: Rede horizontal de grande extensão Acções Aconselhadas As redes de segurança estão constantemente sujeitas a agressões ambientais como o calor. • Armazenamento. que cortem ou que queimem as fibras. em embalagens opacas e resistentes. . é essencial que sejam observadas as seguintes medidas: .Limpar periodicamente a rede para retirar materiais retidos na malha. • Ano e mês de fabrico. uso e desmontagem. uma rede só deve ser utilizada como protecção contra queda em altura se observar os seguintes requisitos: • Não apresentar sinais de deterioração. • Apresentar marcação com: • Nome do fabricante. o frio. etc. • Dimensões da rede. . que degradam as fibras. • Período de validade.Evitar todas as agressões físicas (cortes e rasgões das malhas). . cuidados e inspecção. à projecção de materiais.Proteger as redes de projecções de matérias incandescentes (trabalhos de soldadura. • Alguns avisos de perigo (ex temperaturas extremas. a humidade e os raios UV.). de modo a que as redes conservem as suas características. decapagem. . provocando a perda das suas características mecânicas. deve ser constantemente verificado o estado destas redes. cigarros. • Classe de resistência.

como medidas gerais. • Devem prever-se zonas de ancoragem de forma que resistam aos esforços transmitidos em consequência de uma queda. • Peso máximo de queda. recomenda-se o seguinte: • A altura de queda livre de pessoas deve ser a menor possível. • Dimensão mínima de recolha dos corpos em queda. • Segurança da ligação da rede. Se a ancoragem se faz em partes da construção recentemente betonadas. e conter a seguinte informação: • Forças de ancoragem necessárias. • Inspecção. não deve ultrapassar os 6 m. 5 Redes de Segurança • O manual de instruções deverá estar na língua do utilizador. • Distância mínima abaixo da rede. • Todas as peças metálicas de amarração e ancoragem que estejam em contacto com as redes devem ser sujeitos a tratamentos anti-oxidantes. verificar se o betão atingiu a resistência suficiente.FT19 . Figura 6. Ainda. • Armazenamento. • Substituição.15: Rede horizontal CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. NC = Não conforme. C = Conforme. Rede não apresenta sinais de deterioração. quer para as pessoas ou instalações.Redes de Segurança FT19 . l = Constitui um risco ligeiro. Peças de amarração e ancoragem com tratamento anti-oxidante. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Redes de Segurança ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO Montagem da rede conforme Manual de Instruções Está disponível Manual de Instruções em português? Rede tem marcação CE? Rede está protegida contra a projecção de matérias incandescentes? Rede sem materiais retidos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Condições de armazenamento Local seco e protegido UV.

Escoramento. Passadiço. A entivação é o nome corrente que se dá ao revestimento. Protecção Colectiva. O risco de soterramento surge especialmente durante as operações de construção de infra-estruturas ou de partes enterradas de obras. PAlAVRA-CHAVE • Entivação • Vala • Escoramento • Escora • Painel • Protecção Colectiva GloSSÁRIo Entivação. podem ser induzidas por factores como teor de água. vibrações ou sobrecargas. • Identificar os requisitos que as entivações devem ter. de paredes rochosas ou terrosas. As movimentações de terrenos que podem originar situações como estas. em valas.FT20 . ENTIVAÇÃo dE VAlAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. destinado a impedir desmoronamentos. Vala. calor. 1 Entivação de Valas 6. ou seja. Soterramento. Talude. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Existem entivações em valas ou taludes de vários tipos apresentando-se como principais factores para a sua escolha a natureza dos terrenos e a profundidade da escavação. As principais origens são os deslizamentos.4. afundamentos ou desmoronamentos do terreno ou os desmoronamentos de construções próximas dos trabalhos em causa. • Utilizar a lista de verificação de entivação de vala. normalmente de madeira ou painel metálico. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de entivação. Pode ocorrer logo no decurso da escavação mas o mais usual é que ocorra no decorrer dos trabalhos efectuados dentro da escavação.

Entivação de Valas FT20 .16: Entivação de vala Como causas directas dos acidentes por soterramento pode apontar-se a ausência de entivação. 2 Figura 6. a inclinação insuficiente do talude. a destruição ou deslocamento da entivação. a má ou insuficiente entivação.17: Entivação por meio de painéis pré-fabricados • A entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes que consiste em instalar na vala os quadros metálicos na posição vertical e seguidamente CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o desabamento de muros e a montagem e desmontagem da entivação. Como algumas das variantes da entivação após escavação pode-se referir: • A entivação por meio de painéis pré-fabricados com escoramento posterior que consiste em realizar em primeiro lugar uma gaiola de protecção constituída por dois painéis ligados por um sistema de escoramento provisório sendo posteriormente colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. A entivação em valas pode ocorrer após a escavação ou durante a mesma e que muitos dos processos permitem executar a entivação da vala sem expor os trabalhadores ao risco de soterramento. Figura 6. a ausência de protecção colectiva.

3 Entivação de Valas colocar as pranchas entre quadros sucessivos.18: Entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes • A entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis que consiste na entivação por troços. Seguidamente é colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. Figura 6.19: Entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis • A entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas que consiste num sistema pré-fabricado por módulos constituído por dois painéis ligados entre si por escoras metálicas extensíveis. A entivação provisória faz-se depois avançar para o troço seguinte à medida que progride a instalação das pranchas verticais. à custa de quadros metálicos dispostos na posição horizontal que dão suporte a pranchas colocadas verticalmente contra as paredes da vala. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Figura 6.FT20 . fixadas lateralmente. podendo o sistema ser colocado na vala a partir do exterior.

Figura 6.Entivação de Valas FT20 . que é o processo de entivação mais antigo e que inspira outras técnicas mais recentes e consiste na cravação sucessiva de pranchas adjacentes em madeira sendo as escoras também desse material e a entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento que é essencialmente um processo de entivação pré-fabricado formado por painéis e quadros realizados por montantes e escoras metálicas extensíveis sendo que os montantes estão dotados de calhas laterais por onde deslizam os painéis.20: Entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas Relativamente aos processos de entivação utilizados durante a escavação refira-se por exemplo a entivação por cravação de pranchas de madeira.21: Entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Figura 6.

• As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala.20m devem ser entivadas. • Nunca se deve andar em cima das estroncas.23: Zonas de segurança em entivação de vala Acções Aconselhadas A entivação de valas. • Nunca se devem suprimir as estroncas se a entivação não tiver resistência suficiente par impedir aluimentos.FT20 . • Utilizar escadas para descer ao fundo das escavações. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. ou para sair delas. 5 Entivação de Valas Figura 6. consiste numa medida de protecção colectiva destinada a impedir o soterramento e queda de materiais pelo que devem ser implementadas as seguintes medidas de prevenção: • As escavações em valas com mais de 1. Deve existir uma escada por cada 15m de escavação. • Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. • Para o atravessamento de escavações devem ser instalados passadiços munidos de guarda-corpos. • Nunca descer a uma escavação não entivada. para trabalhar ou atravessar uma escavação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.

6 Figura 6.Entivação de Valas FT20 .22: Boas práticas em entivação de valas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FT20 . Monitorização diária das condições de segurança dos trabalhos e meios de protecção colectiva.15m. C = Conforme. Monitorização de gases tóxicos no interior da vala. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .20m tem entivação? Existência de zona livre de cargas com largura ≥ 0. Existência de uma escada no interior da vala. Colocação de guardas. Bordo da escavação com afastamento ≥ 2. quer para as pessoas ou instalações.0m relativamente a circulação de veículos. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. 7 Entivação de Valas FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Entivação de Valas ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Vala com profundidade superior a 1.rodapés no coroamento da vala com altura ≥ 0. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Existe bomba para drenagem de água. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. por cada 15m de escavação.60m.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

associadas às figuras e referentes à ficha temática 17. 1. ponto 6. Guarda-corpos são ______________________ utilizadas em estaleiro de obra. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 17. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 2.5. ponto 6.1 GuardaCorpos. Os guardacorpos rígidos são compostos por elementos horizontais as guardas. estes elementos são solidamente fixos à estrutura do edifício através de montantes. 1 Actividades/Avaliação 6. colocadas a ____ m e a ____ m. Enuncie três medidas preventivas. com o objectivo de impedir a ______________________ de pessoas e materiais.15m de altura. 2. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.1 Guarda-Corpos. rodapés ou ______________________ com 0.AV6 . ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Relativamente à ficha temática 19. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 4. 2 3. ponto 6. ______________________________________________________ 5. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Andaimes. ______________________________________________________ 4. enuncie quatro tipos de redes de segurança utilizados na construção de edifícios: 1. ponto 6. ______________________________________________________ 2.2 Andaimes. ______________________________________________________ 3.Actividades/Avaliação AV6 . enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar durante a utilização de um andaime: 1. identifique nos riscos apresentados três riscos referentes à montagem de andaimes. Relativamente à ficha temática 18. Relativamente à ficha temática 18. ______________________________________________________ 2. ANdAIME RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Queda de materiais 4.3 Redes de Segurança. ponto 6.

3 Redes de Segurança.AV6 . Relativamente à ficha temática 19. rede vertical tipo forca. 7. complete os espaços em branco. Relativamente à ficha temática 20. ______________________________________________________ 2. 3 Actividades/Avaliação 6. enuncie três procedimentos de segurança a ter na escavação de valas. 1. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 3.4 Entivação de Valas e com base nas figuras representadas. ponto 6. ponto 6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 8. Relativamente à ficha temática 6. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Actividades/Avaliação AV6 .4) . Equipamentos de Protecção Colectiva.4 Entivação de Valas. reveja o submódulo 6. complete os espaços em branco.Se não conseguir resolver esta actividade.

Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Botas (protecção dos pés).SM7 . (protecção da cabeça). São considerados equipamentos de protecção individual: • Capacetes. Como equipamentos de protecção individual em estaleiro de obra. • Elaborar lista de verificações para EPI. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Individual a implementar em Estaleiro de Obra. • Máscaras (protecção das vias respiratórias). 2. • Arnês. entende-se os equipamentos cuja função básica é proteger o trabalhador dos riscos a que está exposto no local de trabalho. fato. • Elaborar plano de protecções individuais em estaleiro de obra. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. cinto de trabalho e colete reflector (protecção do corpo). minimizando-os. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção individual (EPI) e as características técnicas mais relevantes. • Identificar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. • Auriculares e abafadores (protecção dos ouvidos). 3. Os EPI devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados ou suficientemente limitados pelos Equipamentos de Protecção Colectiva ou medidas organizacionais. • Óculos e viseiras de protecção (protecção dos olhos). 1 Equipamentos de Protecção Individual 1. GloSSÁRIo • Capacete • Óculos de protecção • Viseira • Aparelhos Isolantes • Aparelhos Filtrantes • Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . FICHAS TEMÁTICAS • Protecção da Cabeça • Protecção dos Ouvidos • Protecção dos Olhos • Protecção das Vias Respiratórias • Protecção das Mãos • Protecção dos Pés • Protecção do Corpo 4. • Luvas (protecção das mãos).

manutan.pt • www.logismarket.mmprotek.com.acrilon. SABER MAIS • www.3m.br • http://dre.es • www.pt • www.juba.Equipamentos de Protecção Individual SM7 .pt • www.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.farcol. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Sapato Bota Botim Biqueira de protecção Contraforte Gáspea Palmilha Sola Decibéis Abafadores Tampões Ruído Arnês Cinto de Trabalho Avental Fato Bata 5.com • www.

Como características obrigatórias a considerar em relação à estrutura do casco. o formando deverá estar apto a: • Identificar quando se deve utilizar o capacete. • País de origem. serem cuidadosamente acabados e apresentarem bordos lisos e arredondados.FT21 . 1 Protecção da Cabeça 7. • Identificar os requisitos a ter em consideração aquando da aquisição do capacete. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . bem como as superfícies exteriores e interiores. assim. Capacete é um equipamento de protecção individual com capacidade de absorção de choque.1. sendo a diferença entre eles a existência de uma pala no tipo I. Geralmente a entidade empregadora define um código de cores específico que permita distinguir a categoria dos seus empregados. evitando. refere-se à capacidade de absorção de choque e a resistência à penetração e à propagação das chamas. São classificados em dois tipos: I e II. nomeadamente os devidos a choques resultantes da queda de objectos ou do impacto da cabeça contra um obstáculo. • Mês e ano de fabrico. • Identificar os tipos de capacete. Os capacetes são encontrados em diversas cores. Estes equipamentos são utilizados em função dos riscos a que o trabalhador está exposto. A resistência deve ser o mais uniforme possível e não ter reforços especiais em qualquer ponto. Os capacetes devem satisfazer as exigências estabelecidas pela NP EN 397:1995 e conter as seguintes informações: • Número da norma. PRoTECÇÃo dA CABEÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Nome do fabricante. lesões na cabeça. PAlAVRA-CHAVE • Capacete • Cabeça GloSSÁRIo Capacete.

desinfecção.1: Trabalhador utilizando capacete Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Protecção da Cabeça FT21 . manutenção. fornecido pelo fabricante. acessórios e peças sobressalentes. Este EPI deve ainda ter consigo um manual de instruções. Figura 7. 2 • Referência a características opcionais que tenham sido consideradas. que contenha informações sobre armazenamento. utilização. limpeza.

deve-se reduzir os riscos de exposição ao ruído através da utilização de protectores auditivos. o descanso e o sono. • Utilizar a lista de verificação de EPI. 1 Protecção dos Ouvidos 7. a concentração. O ruído pode ser um problema em muitos locais de trabalho. Os valores limite estabelecidos bem como as formas de medição do ruído e expressões de cálculo estão estabelecidos pelo Decreto-Lei 182/2006. as medidas preventivas não são consideradas de forma errada prioritárias. Decibéis. O ruído produz incómodo e dificulta ou impede a atenção. Tampões. o formando deverá estar apto a: • Identificar os tipos de protectores auditivos. A reiteração destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress. PRoTECÇÃo doS ouVIdoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT22 . Ruído. a comunicação. A tabela abaixo indica a relação entre a exposição a um determinado nível de decibéis e os efeitos nocivos que um trabalhador pode ter em consequência do mesmo: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Para isso. PAlAVRA-CHAVE • Protectores auditivos • Abafadores • Tampões • Ruído GloSSÁRIo Abafadores. inclusive na construção civil. Os protectores auditivos devem ser escolhidos de modo a satisfazer os valores limite de exposição diária ao ruído como também a média semanal dos valores diários. Dado que os efeitos da exposição a níveis de ruído acima do permitido não são conhecidos a curto prazo.2. o que por sua vez ocasiona acidentes de trabalho. de 6 de Setembro. Por isso. devem ser feitas medições nos locais de trabalho a cargo da entidade empregadora através de um sonómetro.

silicone ou PVC. Figura 7. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. Valores dependentes da duração do som e do número de exposições ao mesmo) Tabela: Valores OMS. Feitos de espuma de poliuretano. tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes.Protecção dos Ouvidos FT22 .Organização Mundial de Saúde Abafadores Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. 2 A partir destes valores em décibeis 30 40 45 50 55 65 75 11-140* Começam a sentir-se estes efeitos nocivos Dificuldade em conciliar o sono Perda de qualidade do sono Dificuldade na comunicação verbal Provável interrupção do sono Incómodo diurno moderado Incómodo diurno forte Comunicação verbal extremamente difícil Perda de audição a longo prazo Perda de audição a curto prazo (*Para sons impulsivos.2: Trabalhador utilizando protecção auricular Os abafadores devem satisfazer as exigências estabelecidas pela EN 352-1 e os Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Tampões Protector auditivo constituído por um tampão para cada ouvido. podem ter um cordão a ligá-los. presos por um arco à volta da cabeça.

3 Protecção dos Ouvidos tampões pela EN 352-2. Os abafadores que possuem um adaptador para o capacete devem estar em conformidade com a EN352-3.FT22 . utilização e manutenção de protectores auditivos deve ter em consideração o disposto na EN 458:2004 e no Decreto-Lei nº 182/2006. nomeadamente quanto a valores mínimos de atenuação e respectivos desvios padrão. A selecção. de 6 de Setembro. • Tipo de trabalho para que se destina. devem-se ter em atenção os seguintes factores: • Ergonomia. • Marcação CE no aparelho (no caso dos abafadores) ou na embalagem (no caso dos tampões). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Aquando da aquisição deste EPI. • Informação adequada sobre a minimização dos riscos do ruído. • Instruções para colocação e uso adequado. Os protectores de ouvido devem satisfazer as exigências estabelecidas pelas EN 352-1 a EN 352-7. • Identificação do fabricante.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

tintas. • Não ser inflamável. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos olhos. metal em fusão durante operações de soldadura.FT23 . partículas e líquidos. argamassa. etc. Na aquisição deste equipamento. Os gases e vapores eliminados durante o manuseamento de produtos químicos e os fumos produzidos no processo de soldadura também constituem um risco. podendo causar lesões irreversíveis nos olhos. vapores. • Ser indeformável. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PRoTECÇÃo doS olHoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. geralmente possuem duas oculares. PAlAVRA-CHAVE • Óculos • Olhos • Viseira GloSSÁRIo Viseira. Os óculos destinados a proteger os olhos da projecção destes três últimos elementos são geralmente ventilados para evitar a condensação. Os tipos de protecção para os olhos são aqui divididas em: óculos Constituídos por armações. produtos corrosivos. • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos olhos. deve-se considerar uma protecção individual adequada ao tipo de trabalho a executar. Caso não seja possível assegurar a protecção dos olhos do trabalhador através de protecções colectivas. 1 Protecção dos Olhos 7.3. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Filtro Óptico Os olhos são os órgãos do corpo humano que permitem detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos. Os óculos destinam-se à protecção contra gases. deve-se ter em atenção os seguintes factores: • Ser transparente. Estes órgãos são muito sensíveis e estão sujeitos a acidentes no local de trabalho devido a projecção de poeiras. poeiras. partículas.

A protecção do rosto pode ser feita através de vários materiais: material plástico transparente. policarbonato (com grande resistência a choques) ou. As máscaras de soldador têm como finalidade proteger o rosto e o pescoço de radiações emitidas pelas projecções incandescentes. é aconselhável ser utilizada na cabeça através de uma correia. uma rede metálica de malha fina (para projecção de metal em fusão). resinas celulósicas (para choques moderados). ainda. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . que pode ser em vidro ou em material plástico.3: Trabalhador utilizando óculos de protecção Viseiras As viseiras têm como finalidade proteger não só os olhos do trabalhador como o seu rosto.Protecção dos Olhos FT23 . No entanto. 2 • • Ser resistente a choques e abrasão. principalmente em trabalhos que requerem a utilização das duas mãos. Figura 7. A utilização da máscara de soldador pode ser feita segurando-a numa só mão. Este equipamento é feito de material não inflamável e contém uma janela munida de um filtro óptico. Ter um bom campo de visão.

deve-se ter em atenção os seguintes factores: • As oculares não devem ter cor amarelada. fissuras ou arranhões.4: Trabalhador utilizando viseira Na aquisição deste equipamento. • O filtro deverá possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco criado pela radiação produzida. 3 Protecção dos Olhos Figura 7. • O filtro deverá ser o que tenha melhor conforto visual para o trabalhador. se utilizado sob influência de altas temperaturas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • O material. não deve ter partes metálicas em contacto com a pele do trabalhador.FT23 .

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Os anti-gases geralmente cobrem toda a face protegendo-a de vapores. A manipulação ou mesmo a existência de produtos químicos necessários para a tarefa. PAlAVRA-CHAVE • Poeiras • Poluição • Vias Respiratórias GloSSÁRIo Aparelhos Filtrantes. por vezes. gases e partículas sólidas ou líquidas. Aparelhos Isolantes. Os trabalhadores da construção civil estão. 1 Protecção das Vias Respiratórias 7. • Utilizar a lista de verificação de EPI. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PRoTECÇÃo dAS VIAS RESPIRATóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases.FT24 . expostos à poluição no seu local de trabalho.) são alguns exemplos do risco que os trabalhadores correm ao exporem as vias respiratórias em determinadas tarefas. etc. poeiras ocasionadas pela execução de uma tarefa (como a utilização de uma pistola de pintura. serra de corte para madeira. O equipamento de protecção individual para as vias respiratórias dos trabalhadores pode ser de dois tipos: aparelhos filtrantes e aparelhos isolantes. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das vias respiratórias. Aparelhos filtrantes Têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho.4. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) podem cobrir apenas o nariz e a boca (semi-máscara) ou podem proteger toda a face (máscara).

2 Figura 7. A escolha de um EPI para as vias respiratórias deve ser ponderada através do tipo de contaminante a que estarão expostos e ao tipo de trabalho que irão executar.5: Trabalhador utilizando máscara anti-poeiras Aparelhos Isolantes Têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. • Facilidade de manutenção. • Estado de conservação e funcionamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . deve-se ter em atenção a alguns factores aquando da aquisição e utilização: • Robustez do equipamento.Protecção das Vias Respiratórias FT24 . Independentemente do tipo. fornecendo ar puro artificialmente.

PAlAVRA-CHAVE • Luvas • Mãos GloSSÁRIo Luvas. eléctricos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . polidas e ligeiramente cortantes (chapas metálicas. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das mãos. condução de máquinas luvas em couro. luvas tricotadas. produtos de vidro. encontrando-se. irritantes ou tóxicos (cimentos. biológicos ou térmicos. correntes. químicos. 1 Protecção das Mãos 7. pinturas. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das mãos. inteiramente revestidas com material sintético Manipulação de produtos corrosivos.FT25 . eventualmente reforçadas Manutenção e colocação em obra de betume e asfalto. muito resistentes ao corte Manutenção de chapas metálicas secas e de peças quentes.5. • Utilizar a lista de verificação de EPI. PRoTECÇÃo dAS MÃoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A sua protecção é feita através de luvas. As mãos estão em constante contacto com equipamentos. assim. solventes e ácidos). luvas em tecido de algodão recoberto (palma da mão e dedos) por um revestimento sintético Manipulação e peças secas. perfis. reforçadas com couro Manipulação de objectos não cortantes. manuseiam objectos e produtos. luvas com punhos em tecido de algodão. luvas em tecido. mais vulnerável a acidentes do que qualquer outra parte do corpo. O material de que são feitas as luvas varia de acordo com os riscos expostos: riscos mecânicos. tijolos e madeiras).

• Marcação CE. • Riscos a que o tipo de luva em questão protege. As informações que devem conter na luva ou na embalagem são: • Identificação do fabricante. • Tamanho. • Eficácia. • Ergonomia. • Os factores a serem tidos em conta na escolha das luvas de protecção são: • Tipo de trabalho. excepto para trabalhos eléctricos e cirúrgicos.6: Trabalhador utilizando luvas A EN-420 estabelece as exigências gerais para todos os tipos de luvas de protecção. 2 luvas com punhos de 15 a 20cm em couro tratado contra efeitos de calor Trabalhos de soldadura. • Conforto. • Nome comercial da luva.Protecção das Mãos FT25 . Figura 7. • Validade Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

queimaduras e mesmo electrocussão. perfurações.FT26 . 1 Protecção dos Pés 7. os pés tornam-se igualmente vulneráveis a acidentes por. Os trabalhadores da construção civil estão em constante contacto com equipamentos e materiais através do seu manuseamento como também quando circulam no local de trabalho.6. Os elementos que compõem um calçado de protecção são: Biqueira de protecção Geralmente de aço. nesse caso. PAlAVRA-CHAVE • Calçado • Pés GloSSÁRIo Biqueira de Protecção. Contraforte Reforça a zona do calcanhar. Assim como as mãos. traumatismos. A circulação pelo local de trabalho pode causar quedas ao mesmo nível. assim como as luvas. Palmilha. Botim. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos pés. • Utilizar a lista de verificação de EPI. protecção dos pés ao nível do tornozelo (bota) e protecção acima do tornozelo (botim). PRoTECÇÃo doS PéS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Há três tipos de calçado distintos de acordo com a abrangência da sua protecção: protecção só dos pés (sapato). Gáspea Protege a parte central do pé. Sapato. Sola. está incorporada na frente do calçado protegendo a zona dos dedos. Bota. acima da sola. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Gáspea. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos pés. não estarem no campo de visão directo do trabalhador. Contraforte. é utilizado calçado que. Para a protecção dos pés. têm características variadas de acordo com o tipo de trabalho a executar.

Protecção dos Pés FT26 . Figura 7.7: Trabalhador utilizando calçado de segurança As informações que devem conter no calçado e na embalagem são: • Tamanho do calçado. • Símbolos apropriados para as exigências específicas. 2 Palmilha Peça integrante da sola que protege de eventuais perfurações. • Nome do fabricante. Sola Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado. • Data de fabrico. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • País de fabrico. • Número da EN correspondente.

3 Protecção dos Pés O grau de protecção que o calçado oferece é resumido no seguinte quadro: CATEGoRIAS dE PRoTECÇÃo SB RISCoS ABRANGIdoS Riscos fundamentais* Parte superior fechada Anti-estático Absorção do impacto Corte impermeável Palmilha de aço Sola cravada Condutibilidade eléctrica Isolamento ao calor Isolamento ao frio Resistência da camada exterior da sola ao calor x o o o o o x o o o o x x x x o o o o o o o x x x x x o o o o o o x x x x x x x o o o o S1 S2 S3 * Os riscos fundamentais são definidos como se segue: a qualidade e comportamento dos materiais incorporados (peles. solas etc…). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . aderência entre o corte e a sola e propriedades anti-derrapantes da sola. x – exigências obrigatoriamente satisfeitas. resistência à flexão. resistências ao rasgão. permeabilidade ao vapor.FT26 . o – requisitos facultativos. forros. resistência à abrasão.

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• Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção do corpo. 1 Protecção do Corpo 7. químicos. • Utilizar a lista de verificação de EPI. • Número da EN correspondente. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção do corpo. aventais. nome comercial ou código. arnês e cinto de trabalho. Fato.FT27 . Cinto de Trabalho. Bata. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Indicação dos riscos a que se destina proteger. Avental. PAlAVRA-CHAVE • Vestuário GloSSÁRIo Arnês.7. PRoTECÇÃo do CoRPo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Instruções de limpeza. Devem conter as seguintes informações: • Identificação do fabricante. coletes e fatos. • Dimensões. O Vestuário protege ou não o corpo inteiro de riscos mecânicos. A protecção do corpo do trabalhador pode ser dividida em três tipos: vestuário. • Tipo de produto. térmicos e fazem parte deste conjunto batas.

de material sintético. para a eficácia da protecção. As informações que deve conter a embalagem do equipamento são: • Nome do fabricante. É de vital importância. 2 Figura 7. respeitar sempre as regras de utilização bem como a sua utilização durante todo o processo de trabalho que estiver a executar.Protecção do Corpo FT27 . • Instruções de armazenamento e manutenção. • Instruções de utilização. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . É constituído de correias principais (com 40mm de largura mínima) e secundárias (com 20mm de largura mínima).8: Trabalhador utilizando um avental de protecção O Arnês é um equipamento de protecção contra quedas em altura. Os Cintos de Trabalho são utilizados para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho.

l = Constitui um risco ligeiro. Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. quer para as pessoas ou instalações. 3 Protecção do Corpo FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO EPI ITEM 1 Norma ______________ 2 3 4 5 6 7 Está disponível Manual de Instruções em Português? Atende às exigências ergonómicas e de saúde do trabalhador? É adequado ao utilizador? Não apresenta sinais de deterioração. NC = Não conforme. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.FT27 . DESCRIÇÃO Tem Marcação CE? NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Usado de acordo com as instruções do fabricante.

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2. referente à ficha temática 23. nome do fabricante e a cor associada à categoria profissional devem constar das informações sobre o capacete. sem existência de reforços especiais em qualquer ponto. Os ___________________ são protectores auditivos que podem conter um adaptador para ser utilizado em conjunto com o capacete. O capacete é um equipamento de protecção colectiva com capacidade de absorção ao choque. manutenção. 1 Actividades/Avaliação 7.1 Protecção da Cabeça. assim. O país de origem. O capacete pode ter cores diferentes de acordo com a categoria profissional dentro do estaleiro. de acordo com a NP EN 397:1995. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 7. O manual de instruções deve ser fornecido pelo fabricante do capacete e deve conter informações sobre o seu armazenamento.8. evitando. Assinale com Verdadeiro (V) ou Falso (F) as seguintes afirmações.2 Protecção dos Ouvidos. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 22.3 Protecção dos Olhos: óCuloS dE PRoTECÇÃo CARACTERíSTICAS Transparente Inflamável Bom campo de visão Deformável Sem resistência à abrasão Resistente a choques CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Indique 3 características que devem ser inerentes aos óculos de protecção. limpeza. ponto 7. 3. Outro tipo de protecção de ouvido são os _________________.AV7 . lesões na cabeça. referentes à ficha temática 21. entre outros. A resistência de um capacete deve ser a maior possível. Os riscos de exposição ao ______________________ são reduzidos ao utilizar protectores de ouvidos. utilização. ponto 7.

Já o _______________________ é um equipamento utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada onde o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. indique os dois grandes tipos de protecção das vias respiratórias e a diferença entre elas. ponto 7. 2 4. Relativamente à ficha temática 26. Relativamente à ficha temática 24.5 Protecção das Mãos. ponto 7. Assinale os factores a ter em conta na escolha de luvas de protecção. correlacione os tipos de calçado que existem com o nível de protecção que abrangem. 1. ponto 7. ______________________________________________________ 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4 Protecção das Vias Respiratórias.7 Protecção do Corpo. O arnês é um equipamento de protecção do corpo contra _________________. ______________________________________________________ 2. luVAS FACToRES A TER EM CoNTA NA SuA ESColHA Tamanho Riscos a que protege Cor Textura Ergonomia Fabricante 6. TIPo dE PRoTECÇÃo QuE ABRANGE Pés Pés ao nível do tornozelo Pés acima do tornozelo Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 27. TIPo dE CAlÇAdo dE SEGuRANÇA Bota Botim Sapato 7. As correias principais devem ter uma largura mínima de_________ mm e as secundárias __________mm de largura mínima.6 Protecção dos Pés.Actividades/Avaliação AV7 . ponto 7. de acordo com a ficha temática 25.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Relativamente às fichas temática 23. ___________________________ 2. ___________________________ 5. ___________________________ 6.3 Protecção dos Olhos. ___________________________ 4. complete os espaços em branco indicando o EPI que o trabalhador está a utilizar.5 Protecção das Mãos e 7.AV7 . 1. ponto 7. Enumere todos os EPI´s que estão a ser utilizados por este trabalhador e as suas funções preventivas. ___________________________ 9. 7.7 Protecção do Corpo. ___________________________ 3. 25 e 27. 3 Actividades/Avaliação 8.

Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Equipamentos de Protecção Individual. reveja o submódulo 7.Se não conseguir resolver esta actividade.4) . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades/Avaliação AV7 .

8. Funções em Estaleiro e Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Plano de Protecções Individuais e o Plano de Saúde dos Trabalhadores. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. Os meios humanos. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.SM8 . FICHAS TEMÁTICAS • Funções de Direcção de Obra e Apoio • Funções de Produção em Obra 4. nomeadamente o Organograma Funcional do Empreendimento. riscos associados e a apresentação de fichas tipo de procedimentos de segurança para funções de direcção e de produção em obra. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. 1 Funções em Estaleiro e Obra 1. exercidas pelos trabalhadores e os riscos a que está exposto o elemento fundamental presente em estaleiro de obra. existentes em estaleiro de obra podem ser agrupados com base na especificidade e riscos das suas actividades. tem como objectivo dar a conhecer as principais actividades.catalogo. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra.gov. devem estar disponíveis em estaleiro de obra. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. Cronograma de Mão-de-obra. GloSSÁRIo • Trabalhador • Protecção Individual • Plano de Segurança e Saúde • Director de Obra • Operador • Pedreiro 5. Para a abordagem ao tema foram organizados dois grandes grupos: Funções de Direcção de Obra e Apoio e as Funções de Produção em Obra.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.cenfic. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as principais funções presentes em estaleiro de obra. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. com a descrição geral das funções em análise.anq.pt • www. 2. o Homem. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. SABER MAIS • www. 3. Serão também analisados os documentos que no âmbito da Directiva Estaleiros e associados aos meios humanos.

org www.cicoopn.ilo.org Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Funções em Estaleiro e Obra SM8 .iefp. 2 • • • • • • www.mtss.pt www.pt http://dre.who.gov.pt www.pt www.

• Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. Equipamentos de Protecção Individual. A caracterização da empreitada compreende. O sistema de comunicação entre esses meios humanos. Plano de Segurança e Saúde. FuNÇÕES dE dIRECÇÃo dE oBRA E APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil.FT28 . Director de Obra. os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Organograma Funcional do Empreendimento – este documento deverá referenciar todas as chefias. PAlAVRA-CHAVE • Organograma Funcional do Empreendimento • Cronograma de Mão-de-Obra • Funções • Director de Obra • Técnico de Obra • Técnico de Segurança GloSSÁRIo Trabalhador. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. devem ser elaborados documentos referentes aos meios humanos a afectar à obra e. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os meios humanos a afectar na área da segurança em estaleiro. entre outros. deverá também ser estabelecido de forma a garantir-se um fluxo de informação estruturado entre todos os responsáveis.1. 1 Funções de Direcção de Obra e Apoio 8. que permitam uma leitura clara das funções existentes em estaleiro de obra e respectivas quantidades de mão-de-obra.

técnicos Preparador obra Controlador Medidor Topografo Produção Encarregado geral Encarregados Arvorados Qual. são asseguradas por uma Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . e Saude Consultores Técnicos Figura 8. Obra Seg. e Seg. 2 DONO DA OBRA Coord. e Saúde Autores dos Projectos DIRECTOR DO EMPREENDIMENTO Apoio adm.2: Cronograma Mensal Homens-dia A direcção de uma empreitada e as funções de apoio directo. e nanceiro DIRECTOR TÉCNICO Empreiteiro A DIRECTOR DE CONSTRUÇÃO Empreiteiro B DIRECTOR DA OBRA Adjunto Serv. será integrado no Plano de Segurança e Saúde em fase de obra. Consultores Técnicos DIRECTOR DE QUALIDADE E SEGURANÇA Empreiteiro n Coord. admin. Controlador Qual. Apontador Chefe o cina Fiel armazém Serv. 300 250 200 150 100 50 homens/dia Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Figura 8.1: Organograma Funcional • Cronograma de Mão-de-obra – este documento deverá expressar os valores de cargas de mão-de-obra (homens/dia) e. Controlador Seg.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . Projecto Seg.

Concebe e realiza planos técnicos de obra. • Comunique de imediato ao dono de obra e ao coordenador de segurança e saúde em obra. os equipamentos. 01 utilização Capacete obrigatório obrigatório obrigatório Sim Sim Sim Botas Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Coletes Sim Sim Sim 02 03 Função * Categoria Profissional 1. Apontador/Arvorado 4. • Informe os trabalhadores. • Queda de materiais. • Queda em altura. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. Chefias 2. técnico de obra/ encarregado. cumprindo escrupulosamente as prescrições de segurança e corrigindo as não conformidades detectadas. 3 Funções de Direcção de Obra e Apoio equipa de técnicos que normalmente é constituída por director de obra. os materiais. topógrafo e técnico de segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Coopere com o coordenador de segurança em obra e com o técnico de segurança. arvorado. Regras de actuação • Dê sempre o exemplo utilizando os equipamentos de protecção individual necessários.FT28 . Técnico de Obra 3. tendo em vista definir as suas características técnicas.3: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • director de obra: Técnico de engenharia ou arquitectura designado pela entidade executante para assegurar a direcção efectiva do estaleiro. Topógrafo/Técnico de Segurança obrigatório Sim Sim Figura 8. apontador. os acidentes de que resulte a morte ou lesão grave de trabalhadores. a mão-de-obra e os métodos de execução necessários e adequados à realização da obra. acatando as sugestões destes. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível.

Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Informe o director de obra de qualquer anomalia ou condição insegura. acatando as instruções deste e apresentando sugestões que permitam melhorar de forma contínua a eficácia da prevenção. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de materiais. • Exija o uso dos equipamentos de protecção individual e o cumprimento dos procedimentos de segurança em estaleiro de obra. orienta e controla a execução destes trabalhos em obra. 4 Figura 8. • Queda em altura. • Informe os trabalhadores. Regras de actuação • Assegure-se que todos os trabalhadores conhecem o trabalho que vão executar e dispõem de formação e informação adequada. • Colabore com o técnico de segurança.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 .4: Directora de Obra • Técnico de obra/Encarregado: Técnico que participa no planeamento e organização de trabalhos de Construção Civil e Obras Públicas. bem como das condições físicas e psíquicas necessárias para o desempenho da sua função. bem como a insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual.

de forma pedagógica mas firme. • Efectue vistorias diárias aos locais e postos de trabalho e respectivos acessos por forma a assegurar o cumprimento das medidas de prevenção e de protecção preconizadas no Plano de Segurança e Saúde.FT28 . 5 Funções de Direcção de Obra e Apoio Figura 8. • Defina procedimentos em matéria de segurança e promova a integração de prescrições de segurança em instruções de trabalho. periodicamente. com o director de obra e com o técnico de obra/encarregado. • Avalie. • Conceba. • Promova a comunicação entre todas as entidades intervenientes em estaleiro de obra.5: Técnico de Obra/Encarregado • Técnico de Segurança: Técnico que desenvolve actividades de prevenção e de protecção contra riscos profissionais. em matéria de segurança e avalie a eficácia destas acções ao nível dos comportamentos. • Organize e mantenha actualizado o registo de toda a informação relevante em matéria de segurança. Regras de actuação • Dê o exemplo e corrija de imediato todas as infracções ou actos inseguros que detectar. programe e desenvolva medidas de prevenção e de protecção em colaboração com o coordenador de segurança em obra. a eficácia das medidas implementadas através da reavaliação dos riscos e da análise comparativa com a situação anterior. • Forme e informe os trabalhadores e demais intervenientes nos locais de trabalho. • Acompanhe a gestão do aprovisionamento e conservação dos equipamentos de protecção individual e colectiva. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 .6: Técnico de Segurança Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de materiais. Figura 8. 6 Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Queda em altura.

Ordene a instalação e manutenção das protecções colectivas nas escavações. não estando ao seu alcance melhorar a prevenção. não substituindo de forma alguma. Informe o Director de Obra de qualquer anomalia ou condição insegura. sobre a entrega da documentação dos equipamentos. diariamente. incluindo as protecções colectivas. as actividades das equipas de acordo com o programa de trabalhos estabelecido. Exija que os trabalhadores sob a sua responsabilidade utilizam obrigatoriamente os equipamentos de protecção individual. em estado de limpeza e com as vias de circulação desimpedidas. Verifique o bom estado de funcionamento dos equipamentos.FT28 . plataformas. bem como da insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. escadas. Informese sobre as respectivas medidas de segurança previstas no Plano de Segurança e Saúde. Assegure-se que se mantém o estaleiro arrumado. trabalhadores que não dão entrada no escritório. para validarem a documentação. proponha as medidas adequadas ao Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. Aplique e mantenha a sinalização de segurança nos locais de trabalho dependentes de si. Avalie os riscos dos trabalhos sob a sua responsabilidade. nos andaimes. Não deixe que iniciem os trabalhos. Conheça as Instruções de Segurança desenvolvidos para a tarefa. Regras de actuação Faça-se acompanhar do cartão de identificação. ferramentas e outros meios de trabalho. Havendo subempreiteiros e trabalhadores independentes. procurando prevenir os riscos do trabalho a executar. Antes do inicio dos trabalhos • • • • • • • • • • • • • • • • Conheça as partes do projecto que tem de executar e tire quaisquer dúvidas quanto à execução dos trabalhos. Questione os subempreiteiros que têm equipamentos em obra. 7 Funções de Direcção de Obra e Apoio FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Objectivo Esta ficha técnica tem como principal objectivo informar o trabalhador das funções decorrente da sua actividade profissional. ferramentas e ligações eléctricas. aplique as medidas previstas no Plano de Segurança e. aberturas e outras situações de trabalho. Na realização dos trabalhos devem ser utilizados os meios técnicos de construção de forma adequada e segura. Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 1 de 2 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . só assim poderá permanecer em obra. Zele pela reparação de equipamentos. Organize. Informe-se sobre o que estabelece o Plano de Segurança e Saúde. a formação e instruções de segurança que venham a ser ministradas como complemento ao seu trabalho. coordene a sua actividade de forma a compatibilizar a utilização de meios e garantir a execução do programa de trabalhos com a máxima segurança. A falta de informação e formação dos trabalhadores quanto à segurança necessária para a realização dos trabalhos deve ser detectada por si e levada ao conhecimento do Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra.

COMPETêNCIA E EXIGêNCIA PROfISSIONAL A PREVENÇÃO É A MELHOR DEfESA CONTRA OS ACIDENTES DE TRAbALHO Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 2 de 2 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 8 ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Utilize sempre os equipamentos de protecção de acordo com as instruções do fabricante EPI Obrigatórios • • • • Capacete de Protecção Botas de Palmilha e biqueira de aço Fato de trabalho Colete Reflector • • • • • • EPI Específicos Luvas de Protecção mecânica Protectores auriculares Protecção da face e dos olhos Arnês anti-queda Fato e calçado contra intempéries Protecção das vias respiratórias A SEGURANÇA DOS SEUS TRAbALHADORES DEPENDE DA SUA ORGANIzAÇÃO.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 .

além dos documentos referidos no ponto 8. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. PAlAVRA-CHAVE • Plano de Protecções Individuais • Plano de Saúde dos Trabalhadores • Funções • Pedreiro • Carpinteiro de Cofragens • Pintor de Construção Civil • Condutor Manobrador GloSSÁRIo Trabalhador. Protecção Individual. Pedreiro. Operador. devem ser apresentados também os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Plano de Protecções Individuais – por equipamento de protecção individual EPI.FT29 .2. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as funções existentes em estaleiro e quais os equipamentos de protecção individual de utilização obrigatória.1. Preferencialmente os EPI deverão ser utilizados para colmatar os riscos remanescentes detectados através da avaliação de riscos efectuada após a implementação das protecções colectivas. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. entende-se qualquer equipamento ou acessório destinado ao uso pessoal do trabalhador para protecção contra riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no desempenho das tarefas a realizar. 1 Funções de Produção em Obra 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. FuNÇÕES dE PRoduÇÃo EM oBRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

Carpinteiro de Cofragens. Pedreiro 2. TRABAlHAdoR NoME CATEGoRIA PRoFISSIoNAl NASCIMENTo dATA TIPo ExAME MédICo RESulTAdo PRóxIMo Figura 8.8: Plano de Saúde dos Trabalhadores Os meios humanos presentes no estaleiro de obra em actividades de produção são diversificados e estão normalmente associados a equipas de trabalho. Carpinteiro Cofragens 3. Higiene e Saúde no Trabalho constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos.7: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • Plano de Saúde dos Trabalhadores – nos termos da Lei-quadro de Segurança. O Plano de Saúde dos Trabalhadores. Electricista 7. Servente Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Sim Sim Sim Sim+cinto Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção eléctrica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Sim Máscara Sim Sim Sim - Figura 8. Armador Ferro 12. Canalizador 13. Pintor 4. 2 01 Função * Categoria Profissional Capacete 02 03 04 05 Botas Coletes luvas óculos 1. Em produção de obra as funções presentes ao longo da empreitada são normalmente as referidas no quadro relativo ao Plano de Protecções Individuais. Motorista 9. Estucador 10. pretende dar resposta a essa exigência.Funções de Produção em Obra FT29 . Soldador 8. Pintor de Construção Civil e Condutor Manobrador de Equipamentos de Movimentação de Terras. Ladrilhador 11. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . São seguidamente apresentadas as funções de: Pedreiro. Calceteiro 14. Condutor Manobrador 5. Montador Andaime 6. verificando a aptidão física e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão.

9: Pedreiro(a) CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . montagem de estruturas. 3 Funções de Produção em Obra • Pedreiro(a): Técnico que executa alvenarias e acabamentos. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Utilize meios mecânicos para movimentar materiais. • Queda de materiais. conserve os guarda-corpos ou as redes de segurança. • Nos trabalhos nos bordos das lajes ou junto de aberturas. Figura 8. • Exposição ao ruído. coberturas e procede a diversos assentamentos tendo em conta as normas de construção estabelecidas e as medidas de segurança e higiene no trabalho. Regras de actuação • Mantenha o local de trabalho limpo de restos de massas ou outros materiais. • Não utilize escadas de mão como posto de trabalho. • Queda em altura.FT29 . • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Contacto com produtos tóxicos. acatando as suas orientações. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. acondicione e amarre adequadamente as cargas a movimentar.

Funções de Produção em Obra FT29 . verifique previamente o estado de conservação dos olhais de suspensão. • Não permaneça debaixo de cargas suspensas.10: Carpinteiro de Cofragens Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Regras de actuação • Não reutilize tábuas com pregos. 4 • Carpinteiro(a) de Cofragens: Técnico que executa e monta em obra estruturas. • Projecção de materiais. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. cofragens e entivações em madeira ou noutros materiais. Figura 8. • Não retire elementos de cofragem sem autorização da sua chefia. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Queda em altura. falhas ou rachas para tábuas de pé. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. destinados à sustentação de terras. • Queda de materiais. • Quando lingar painéis metálicos. • Associados aos equipamentos de trabalho. trabalhos de betonagem e outras obras de construção. nós. acatando as suas orientações.

tendo em conta as medidas de segurança.FT29 . Figura 8. nos trabalhos em altura. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Verifique se o piso de circulação na zona de trabalho se encontra limpo e em bom estado. acatando as suas orientações. preparando e revestindo superfícies com tintas e vernizes. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Verifique se conhece as fichas de dados de segurança dos produtos que utiliza. no interior e exterior em edificações. as protecções colectivas ou.11: Pintor de Construção Civil CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. estão instaladas e se tem o arnês e respectivos acessórios em bom estado. bem como em madeiras e superfícies metálicas. Regras de actuação • Verifique se. 5 Funções de Produção em Obra • Pintor(a) de Construção Civil: Técnico que executa acabamentos. • Contacto com produtos tóxicos. • Queda em altura. em alternativa a linha de vida. higiene e saúde no trabalho.

escavação e perfuração. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. especialmente o espaço necessário para a manobra. Figura 8. nomeadamente operações de carregamento. compactação. 6 • Condutor(a)-Manobrador(a) de Equipamentos de Movimentação de Terras: Técnico(a)/Operador(a) que conduz e manobra equipamentos industriais destinados à movimentação de terras e outros materiais. Regras de actuação • Certifique-se que conhece bem o equipamento com que está a operar e limitações do equipamento. • Circule com prudência e sem exceder a velocidade máxima permitida em estaleiro. • Esmagamento. acatando as suas orientações. Abrande em zonas de má visibilidade. • Em equipamentos não transporte pessoas. • Queda em altura. nivelamento. • Capotamento. • Associados aos equipamentos que utiliza. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. desmonte. • Observe as indicações de estabilidade da máquina em declive e verifique sempre a estabilidade do solo da plataforma onde trabalha e circula. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. transporte. descarga. espalhamento. • Proceda às manutenções do equipamento referidas no manual de operação e manutenção. demolição.12: Condutor Manobrador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Funções de Produção em Obra FT29 . dentro da cabina ou no exterior da máquina.

Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do Técnico de Obra/Encarregado. 17. 18. No trabalho em altura em que não possa ser usado andaime. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. “guarda-corpos” ou “guarda-cabeças” suficientes. Não queime resíduos no estaleiro. 7 Funções de Produção em Obra FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Medidas de Prevenção: 1. 22. 3. 12. 2. Não utilize as escadas de mão como posto de trabalho. 16. Retire da via de circulação qualquer objecto que crie perigo para os que nela circulam. 4. Tome os cuidados necessários com a energia eléctrica. plataforma ou outra protecção colectiva. 21. nem faça fogo junto de produtos inflamáveis. Não utilize andaimes ou plataformas sem “tábuas de pé”. 8. Não conduza veículos ou máquinas sem estar habilitado. 20. procure circular sobre tábuas de pé ou estrados. Assegure-se do bom estado dos equipamentos e ferramentas portáteis. 6. 19. Não permaneça na zona de manobras das máquinas e veículos pesados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 13. Conheça o trabalho que lhe foi distribuído. Não desça às escavações e poços. 11. junto de aberturas ou nos bordos das lajes. 14. 10. 9. nem entre em condutas ou galerias sem verificar as condições de segurança. 1 de 3 7. garantindo a boa circulação. No trabalho. Comunique ao Técnico de Obra/Encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. Utilize os locais próprios para circular. Não suba as escadas com objectos nas mãos. aplique e conserve os “guardacorpos”. Não permaneça debaixo das cargas em movimento ou suspensas. Não salte obstáculos. Acondicione a carga a movimentar de forma estável e amarrada de forma adequada. 15. Pág. Mantenha as escadas de mão fixadas e equilibradas. use o arnês de segurança. No trabalho sobre armações de ferro. Não retire elementos da cofragem. 5.FT29 . Não sobrecarregue os andaimes com materiais. Não se faça transportar em equipamentos sem condições adequadas. Se pressentir desmoronamentos abandone o local e avise o Técnico de Obra/Encarregado.

Funções de Produção em Obra FT29 . 8 ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) os pedreiros estão sujeitos aos seguintes riscos: • Queda em altura • Queda de materiais • Exposição ao ruído • Contacto com produtos tóxicos • Cortes • Electrocussão • Entalamentos • Atropelamentos • Dermatoses Proteja-se com os equipamentos adequados: uSo oBRIGATóRIo Capacete de protecção Pág. 2 de 3 Protege da queda de objectos e pancadas Botas com palmilha e biqueira de aço Protege de perfurações. choques e cortes Colete reflector Sinaliza a posição do trabalhador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3 de 3 Protege de perfurações e cortes uSo ESPECíFICo Arnês de segurança e linha de vida Protege de quedas em altura Máscara descartável com filtro Protege da inalação de poeiras Óculos de protecção Protege de projecção de materiais Protectores auriculares Protege do ruído CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT29 . 9 Funções de Produção em Obra ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Luvas de protecção mecânica Pág.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

identifique na coluna assinalada com riscos. TéCNICo dE oBRA/ENCARREGAdo RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Electrocussão Queda de materiais Exposição a poeiras Queda ao mesmo nível 3. O Cronograma de Mão-de-obra deverá expressar os valores de _______________e. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as __________________ existentes em estaleiro e quais os _____________________ de utilização obrigatória.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio. ponto 8.AV8 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 29. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 28. os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Técnico de Obra/Encarregado. O Organograma Funcional do Empreendimento deverá referenciar todas as __________ ______. O Plano de Saúde dos Trabalhadores permite verificar a _____________________ e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão. será integrado no __________________________________ em fase de obra. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.2 Funções em Produção de Obra.3. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os ____________ _______________ a afectar na área da segurança em estaleiro de obra. Constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da _______________ dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. Relativamente à ficha temática 28. ponto 8. 2. ponto 8. 1 Actividades/Avaliação 8.

Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Funções em Estaleiro e Obra.2 Funções em Produção de Obra. CARPINTEIRo dE CoFRAGENS RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Operação com Equipamentos Queda de materiais Exposição a poeiras Projecção de Materiais Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Carpinteiro de Cofragens. 2 4. ponto 8. Relativamente à ficha temática 29.Actividades/Avaliação AV8 .4) . identifique na coluna assinalada com riscos. reveja o submódulo 8.

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Movimentação de Terras e Escavações 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • Materiais de Movimentação de Terras e Escavações 4. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. São apresentadas as fases e conceitos fundamentais correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavação a céu aberto. riscos mais frequentes. com os necessários trabalhos de escavação. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Os riscos associados aos trabalhos de movimentação de terras. materiais de escavação. serão disponibilizadas as fichas correspondentes aos procedimentos de inspecção e prevenção de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. estão essencialmente relacionados com o comportamento dos solos. Assim. 3.SM9 . tem como actividade primária a modelação do terreno da sua cota natural para as cotas de projecto ou construção. utilizados em trabalhos de movimentação de terras. com uma análise particular destes trabalhos a céu aberto. utilização de equipamentos de movimentação de terras e combustíveis/lubrificantes necessários ao seu normal funcionamento. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados em movimentação de terras e escavações. A execução de grande parte dos trabalhos de construção civil. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras e escavações. medidas preventivas com procedimentos de segurança associados às actividades em análise. GloSSÁRIo • Movimentação de Terras • Escavação • Implantação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. transporte e aterro das terras de escavação. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra.

stet. SABER MAIS • www.pt • www.pt • www.pt • www.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 • • • • • Escavadora Buldózer Dumper Manutenção Preventiva Vazadouro 5.lidermaq.Movimentação de Terras e Escavações SM9 .pt • www.pt • http://dre.cimertex.drilbor.bobcat.

parece. a grandes distâncias e com grandes velocidades. Mas se parece fácil. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As principais operações em trabalhos de movimentação de terras. Escavação. é uma actividade que exige conhecimentos adequados. hoje em dia. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. tarefa fácil. EQuIPAMENToS dE MoVIMENTAÇÂo dE TERRAS E ESCAVAÇÕES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. bem como as vibrações produzidas. possam ter em edificações ou formações geológicas vizinhas.1. se for caso disso e uma primeira decapagem superficial. Devem-se tomar as devidas precauções relativas à influência que as cargas em circulação ocasionadas pela execução dos trabalhos. destinada a remover (e eventualmente aproveitar) a terra vegetal existente. Buldózer.FT30 . A movimentação de terras. para que seja segura e rentável. o transporte dos materiais de escavação e o aterro destes materiais. Implantação. Seguidamente faz-se a desmatação. o formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. Antes de se iniciar um trabalho de movimentação de terras. graças à variedade de máquinas existentes no mercado. Escavadora. por meios topográficos ou outros. Dumper. em grandes quantidades. PAlAVRA-CHAVE • Movimentação de terras • Escavação • Transporte • Aterro • Equipamento GloSSÁRIo Movimentação de Terras. adaptados à dimensão da obra. procede-se à sua implantação. são a escavação. 1 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações 9.

segura e sem intervenção de mão-de-obra em situação de risco. 2 Figura 9. sempre que os trabalhos de escavação derem origem a planos de corte verticais ou quase (caso das valas). deverão ser previstos os meios de entivação ou escoramento necessários e adequados. Para o transporte de terras existem meios para circulação em estrada e meios de transporte para circulação em estaleiro de obra. quer por meios técnicos). Os primeiros efectuam um transporte mais rápido. eventualmente com recurso a bombagem. a carga dos produtos desagregados e a colocação dos materiais escavados (rochas ou terras) em vazadouro ou em aterro.1: Movimentação de Terras com Escavadora de Rastos Conforme a natureza da obra. do terreno e a profundidade da escavação (a partir de 1. naturalmente. Compreende. se o estado das estradas assim o per- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ou de rochas já desagregadas (quer pela Natureza.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . não esquecendo que a presença de água nos terrenos é um factor de instabilidade destes. para executar escoramentos correntes.20m). A escavação constitui a primeira operação da movimentação de terras. Deverá ser tida em linha de conta a eventual existência do nível freático às cotas de trabalho e que obrigará a conduzir as águas para local fora da zona de trabalhos. Tradicionalmente usam-se elementos de madeira. estando já disponíveis no mercado sistemas de entivação e escoramento metálicos providos de pistões hidráulicos que permitem uma colocação rápida.

• dumper. Podem escavar. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. por questões de estabilidade. geralmente mais lentos que os primeiros. Os segundos podem ser equipados com pneus de alta ou de baixa pressão. O combustível que estes equipamentos empregam é invariavelmente o gasóleo. onde são depositados sem maiores preocupações. por se pretender das terras a melhor compactação que elas possibilitem. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. carregar. destinadas a circularem fora de estrada. O terceiro e último conjunto de operações num trabalho de movimentação de terras é a descarga e depósito dos produtos de escavação. não o devendo fazer em simultâneo. para plataforma de uma via de comunicação. conforme o estado do terreno em que irão circular. meio de transporte mais utilizado. • Escavadora. para uma barragem de terra). são utilizados equipamentos de pneus e de rastos. os produtos de escavação são conduzidos a vazadouro. pelo que ultrapassam largamente as dimensões e cargas rodoviárias regulamentares. a qual não consegue efectuar qualquer movimento para elevação dos materiais. 3 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações mitir. quase plana. mas que pode ser ligeiramente regulada em altura para melhor ataque ao terreno. com funções semelhantes. estamo-nos a referir aos dumper de transporte. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . os cuidados serão diferentes. e a sua capacidade de carga e velocidade de circulação estão limitados pela legislação vigente. e que consiste num tractor de rastos equipada com uma pá frontal. que não sejam as de um normal espalhamento e regularização superficial.FT30 . Equipamentos de Movimentação de Terras Nas operações de movimentação de terras. são equipamentos montadas sobre tractores de rastos ou pneus. equipamento utilizado para o transporte de materiais a granel. deslocar-se e rodar. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são: • Buldózer. equipamento que faz a escavação exclusivamente por arraste. mas destinadas a casos específicos. • Camião. Se a obra é uma demolição ou uma escavação. em caixa basculante de grande capacidade. de forma a optimizarem as exigências funcionais da obra. estamo-nos a referir aos camiões. são sempre equipados com pneus. são. mas com uma capacidade de carga muito grande. Se a obra consiste na construção de um aterro (para fundação de um edifício.

• Choque com objectos. • Choque com objectos. Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Queda no acesso à máquina. • Queimaduras. • Incêndio.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . • Projecções. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Incêndio. 4 Figura 9. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Atropelamento. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Atropelamento. • Queimaduras.2: Movimentação de Terras com Buldózer Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Exposição ao ruído e vibrações.

Exposição ao ruído e vibrações. Queda no acesso à máquina. 5 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • • • Projecções.FT30 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

no sentido de saber inequivocamente quais as atitudes a tomar no caso de acidentalmente tocar linhas de gás. O manobrador deverá ter formação adequada. A máquina possuirá o respectivo Certificado CE ou Certificado de Bom Funcionamento No caso do posto de trabalho do manobrador ser ruidoso Lep.d > 85 dB (A) deverão ser privilegiadas as medidas organizacionais de protecção colectiva face ás medidas de protecção individual.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . perpendicularmente ao talude ou se encontrar a uma distância prudente do coroamento do mesmo (pelo menos 1/3 da altura do talude). electricidade ou água (em carga). Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. O trabalho deverá ser organizado de modo que no perímetro da giratória (contrapesos e balde) não permaneça nem passe ninguém quando o equipamento está em funcionamento. parede ancorada ou qualquer outro elemento similar com resistência suficiente para suportar os impulsos introduzidos no terreno. O condutor deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ESCAVADORA DE RASTOS • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • A máquina deverá estar equipada com protecção ROPS e FOPS. É obrigatório o preenchimento pelo condutor manobrador da parte diária do equipamento. Deverá existir uma ficha de manutenção da vistoria efectuada ao equipamento. se esta tiver os rastos orientados. Só é permitido o “ataque” de escavação com a máquina colocada no escoramento do talude. tendo em conta a natureza das infra-estruturas existentes e a envolvente do local. Excluem-se as situações em que exista entivação. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . A direcção de obra estudará cada caso concreto. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. O manobrador deverá ser informado do local previsível onde existam redes enterradas e instruído sobre os procedimentos a tomar na aproximação a tais infra-estruturas.

Gasóleo. Os materiais ou produtos associados aos trabalhos de movimentação de terras e escavações podem ser agrupados em três grandes grupos: Materiais de escavação: A primeira e mais expedita forma de recolher dados sobre um determinado terreno é consultar as cartas geológicas da região. Manutenção. PAlAVRA-CHAVE • Materiais de escavação • Infra-estruturas enterradas • Talude natural • Combustíveis • Lubrificantes GloSSÁRIo Movimentação de Terras. Também é usual proceder-se à interrogação de habitantes da zona.FT31 . pela sua experiência pessoal. possam dar as primeiras pistas para uma melhor compreensão dos terrenos em questão. bem como indagar sobre os estudos geotécnicos que. Como exemplos de riscos.2. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras. o aluimento de terras devido a infiltrações e a exposição a terras contaminadas com origem em antigos aterros com matéria orgânica em decomposição. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Escavação. Lubrificantes. tenham sido levados a cabo. para o mesmo efeito. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. eventualmente. nomeadamente profissionais da construção civil que. Vazadouro. podemos referir o desprendimento de terras por alteração do equilíbrio natural do terreno. 1 Materiais 9. por obras vizinhas ou próximas. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

90º 55º 45º 45º 40º 30º Figura: Ângulo de talude natural para terrenos Muito Húmido 80º 55º 40º 30º 20º 20º Figura 9. electrocussão devido ao contacto com cabos eléctricos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . A recolha destes dados é uma medida preventiva. O armazenamento destes produtos deve ser em local que em caso de necessidade seja de fácil acesso aos bombeiros e ao seu equipamento. nomeadamente cabos eléctricos. 2 ÂNGulo do TAludE NATuRAl Tipo de Terreno Rocha Dura Rocha Branda Aterro Compacto Terra Vegetal Argila e Marga Areia Fina Terreno Seco 80º . que nos garante uma menor exposição dos trabalhadores a riscos de soterramento devido a rotura de redes de águas. Combustíveis e lubrificantes: O armazenamento e manipulação de combustíveis (gasóleo) e lubrificantes para equipamentos. redes de águas. obriga ao cumprimento de requisitos legais relativos a estes produtos.3: Depósito de terras em vazadouro Infra-estruturas enterradas: Deve ser solicitado junto das entidades competentes o levantamento das redes enterradas. explosão devido a rotura em redes de gás e a exposição a gases tóxicos em redes de esgotos. redes de esgotos e redes de gás.Materiais FT31 .

Como exemplo de riscos associados aos combustíveis e lubrificantes. • Electrocussão. obedecendo aos seguintes requisitos: • Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. As medidas de prevenção propostas. • Contaminação de solos.4: Depósito de gasóleo à superfície Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Aluimento de terras. Figura 9. • Explosão. • Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras em vazadouro.FT31 . Como medida de prevenção para derrames deverão existir bacias de retenção com o mínimo de 50% de capacidade dos tambores e o solo deve ser impermeabilizado. • Exposição a gases tóxicos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Soterramento. 3 Materiais O armazenamento de gasóleo em tambores. processo construtivo e equipamento utilizado. deve ser em local vedado e com acesso condicionado (fechadura). incêndio e explosão. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. podemos referir a contaminação dos solos. • Levantamento das infra-estruturas enterradas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . todos os trabalhadores devem abandonar o local de trabalho. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. nomeadamente enjoo. suspender os trabalhos. Impermeabilização do local de implantação do reservatório de combustível. vómitos. 4 • • • • • • • • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. tonturas ou desmaio. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. Se verificar que algum trabalhador apresenta qualquer perturbação funcional. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos.Materiais FT31 . Garantia de procedimentos de manutenção preventiva aos equipamentos. Armazenamento de combustíveis. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. que devem estar em bom estado de conservação e com registos referente ao Plano de Manutenção proposto pelo fabricante. Bacia de retenção para combustíveis com 50% da capacidade do reservatório.

• EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Inflamável • • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Aparelho respiratório isolante. mantendo-a em repouso. Utilizar explosivímetro ou outros aparelhos de detecção e/ou medida. cursos de água e poços. Afastar os curiosos. Fato de protecção contra o fogo.FT31 . Arrefecer o reservatório com água pulverizada quando exposto ao fogo. Risco de irritação por contacto. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações . Em caso de insuficiência respiratória (consciente ou inconsciente). pelo menos durante 15 minutos. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO GASÓLEO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido inflamável. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. proceder à ressuscitação cardio-respiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). proteger a zona queimada com penso para queimados (ou esterilizado).).Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Em função da gravidade do sinistro. circuitos eléctricos. espuma. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. Recolher o produto para recipientes. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Actuar com pó químico. para a pele. etc. Manter-se a favor do vento. Não usar água em jacto sobre o produto. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. solicitar ajuda aos Bombeiros. olhos e mucosas. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. lavar abundantemente com água. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. cigarros. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em caso de queimaduras pelo fogo. água pulverizada ou CO2. no combate ao incêndio. Afastar a vítima da zona perigosa.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

são a _____________________ . Enuncie três medidas preventivas.1 Equipamentos. ponto 9. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. associadas à operação do equipamento de escavação “Escavadora de Rastos” e referente à ficha temática 30. 1 Actividades/Avaliação 9.AV9 . o _____________________ dos materiais de escavação e o _____________________ destes materiais em local controlado. 2. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 30.1 Equipamentos de movimentação de terras. ______________________________________________________ 3. ponto 9. 1.3. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras.

2 3. ______________________________________________________ 2. Relativamente à ficha temática 31. dEPóSITo dE GASólEo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4.2 Materiais. ponto 9.2 Materiais de movimentação de terras.4) . identifique na coluna dos riscos. ______________________________________________________ 3. 1. Movimentação de Terras e Escavações. três que sejam referentes ao armazenamento de combustíveis em estaleiro de obra. Relativamente à ficha temática 31. enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar nos trabalhos de escavação em vala com infra-estruturas enterradas.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. reveja o submódulo 9. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ponto 9.Actividades/Avaliação AV9 .

10. Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A escolha do tipo de fundação tem em conta. As soluções estruturais com fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. Os riscos indicados como mais frequentes em cada actividade associada à execução de fundações directas. Os trabalhos de escavação para abertura de sapatas de fundação. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de fundações directas. 2. também. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de fundações directas. vigas de fundação e ensoleiramento geral. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. GloSSÁRIo • Escavação • Implantação • Sapata CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . armazenagem e movimentação dos materiais utilizados. três factores. 3. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de fundações directas em estaleiro de obra. com uma análise mais detalhada das fundações directas para edificações. essencialmente. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados na execução de fundações. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos de fundações em estruturas a executar em estaleiro de obra. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.SM10 . Desta forma optou-se por tratar. de situações referentes à execução de fundações directas em edifícios comuns uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos • Materiais 4. às operações de recepção. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados em trabalhos de fundações. o tipo de estrutura a executar e o custo da construção. referem-se não só às operações necessárias à execução das tarefas mas. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. 1 Fundações 1.

com • www.stet. SABER MAIS • www.Fundações SM10 .volvo. 2 • • • Viga Manutenção Vazadouro 5.cimertex.pt • http://dre.pt • www.jcb.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.motivo.com • www.

que tem a função de transmitir ao terreno os esforços nela provocados por essa edificação. Retroescavadora. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. Nível Freático. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Enunciar a diferença entre fundação directa e indirecta. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias: dIRECTAS ou SuPERFICIAIS – Quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam quase imediatamente sob a edificação. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de escavação de em fundações directas. Fundação Indirecta. 1 Equipamentos 10.FT32 . Escavação. PAlAVRA-CHAVE • Fundação • Fundação Directa • Fundação Indirecta • Implantação • Escavação • Entivação GloSSÁRIo Fundação Directa. Fundação é um elemento constitutivo de uma edificação.1. INdIRECTAS ou PRoFuNdAS – Quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. quer pelas cargas permanentes. quer pelas acidentais. designam-se por fundações indirectas. • Identificar as actividades correspondentes à de execução de fundações directas. Estes esforços tendem a ocasionar movimentos nas edificações. que compete às fundações impedir que se concretizem ou excedam parâmetros aceitáveis. Sapata. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

na história das edificações (por ex. um pouco abaixo da superfície aparente deste). As soluções estruturais utilizadas em fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. vigas de fundação e ensoleiramento geral. Em situações em que o solo superficial apresenta boas características de resistência (sem que existam camadas de pouca resistência a níveis inferiores pouco profundos) e em que a estrutura a construir é de pequeno ou médio porte. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. a adopção de fundações superficiais de fundações directas por sapatas é a solução natural. constituídas pela face inferior do sólido geométrico pirâmide. 2 Figura: Execução de Fundação Indirecta A fundação directa ou superficial é o tipo de fundação mais corrente. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura: Execução de Fundação Directa A escolha do tipo de fundação tem em conta.. em contacto directo com o terreno. o tipo de estrutura a realizar e o custo da construção. tem sido utilizada desde sempre.Equipamentos FT32 . essencialmente. três factores. as Pirâmides egípcias têm fundações directas.

serve. fica uma camada de betão estrutural com espessura controlada. para que não se desloque. tais como braços de carga extensíveis. após o que deve ser recoberto com uma camada de betão (eventualmente betão pobre) com 5 cm de espessura. O fundo desta escavação ficará razoavelmente nivelado. tendo condicionalismos relacionados com o espaço limitado. pelos meios habituais. • Sapatas contínuas para paredes de betão ou alvenaria. vibradores de betão. atrás. por se verificar que o terreno não permitiu um corte na vertical. conforme a natureza do terreno. com recurso a sapatas. Os equipamentos mais utilizados nos trabalhos de escavação em sapatas de fundação são: Retroescavadora. porta . as paredes da escavação ficado em talude. nem perca verticalidade durante a betonagem. tal como as escavadoras de maior porte. até para não se utilizar mais betão que o necessário. • Sapata comum a dois ou mais elementos verticais. Porque vulgarmente se vê executarem-se fundações com uma total falta de cuidados e de rigor.FT32 . martelos demolidores. necessitar de cofragem. Pode. • Sapatas interligadas por vigas de travamento (vigas de fundação). também. pode receber muitos outros acessórios. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . interessa saber quais as actividades inerentes à execução de uma fundação directa. Após implantação exacta. tendo. para se garantir que. o que se consegue por recalçamento da armadura por meios adequados. Equipamentos em Fundações directas A abertura de sapatas para fundações deve ser encarada como um caso particular da escavação a céu aberto. é a solução estrutural corrente em edifícios de pequeno a médio porte. também. habitualmente equipados com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora de menores dimensões. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos.paletes. pois é economicamente a solução mais favorável. com exactidão e sem conspurcação desta pelo terreno. constituída por varão de aço. sob a armadura. devidamente travada e escorada. neste caso. Seguidamente é posicionada a armadura dos elementos verticais de suporte. etc. As sapatas de fundação de pilares ou elementos de parede podem ser dos seguintes tipos: • Sapata isolada para um único elemento de suporte da estrutura. procede-se à escavação da caixa de sapata que. a cofragem serve para se garantir a exacta forma geométrica da sapata. poderá necessitar ou não de entivação. a que se dá o nome de betão de limpeza. 3 Equipamentos A fundação. são equipamentos muito versáteis. e que serve para se proceder à colocação da armadura. o que irá provocar mais tarde o aparecimento de anomalias diversas.

• Choque ou pancadas por objectos móveis. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. • Exposição ao ruído e vibrações. Pelo que se destaca para o efeito como medida de prevenção a colocação de passadiços com guarda corpos para atravessamento e a entivação das sapatas quando estas ultrapassem a profundidade de 1. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. Figura: Escavação de Sapata de Fundação com Retroescavadora Quando os trabalhos de escavação deste género de fundações se realizam em zonas confinadas e/ou adjacentes a espaços urbanos já edificados. deverá acautelar-se a queda de pessoas e veículos para o interior das sapatas de fundação ou o soterramento de trabalhadores. • Soterramento. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de sapatas de fundação são os seguintes: • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de materiais provenientes da parte superior da fundação. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Desabamento do coroamento da escavação. • Projecções. • Exposição a substâncias tóxicas ou nocivas (poeiras e gases).Equipamentos FT32 .20m com refere o Decreto 41821 de 11 Agosto de1958. • Queda no acesso à máquina. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. • Queda de pessoas a nível diferente. 4 Camião. meio de transporte mais utilizado.

demarcar a zona de intervenção do equipamento. garantir a drenagem permanente da fundação. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • Construção de acessos separados à zona de trabalhos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Em vias de circulação. • Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. • Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. • Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. • Caso se atinga o nível freático. proximidade de construções e de todas as infraestruturas aéreas e enterradas.20m. • Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamento adoptado. para equipamentos e trabalhadores.FT32 . • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. • Antes de iniciar o trabalho deve ser efectuado o levantamento do tipo de terreno.

Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. demarcar a zona de intervenção da máquina. manobrar a máquina com os elementos mecânicos de força e sobrecarga na direcção da parte mais alta. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Utilização de cabines de segurança (FOPS e ROPS) É expressamente proibido o transporte de pessoal na máquina. Não deve estacionar sobre os bordos dos taludes. Vigiar a pressão dos pneus e comunicar anomalias. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra.Equipamentos FT32 . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS RETROESCAVADORA/CONJUNTO INDUSTRIAL • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • O manobrador não deve abandonar o posto de condução sem o veículo estar parado e os órgãos hidráulicos em posição estabilizada e os sistemas de segurança e imobilização accionados. Em vias de circulação. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Não saltar da máquina para o solo. Testar os órgãos mecânicos antes do inicio dos trabalhos. Devem ser sempre guardadas distâncias de segurança em relação aos trabalhadores e aos obstáculos fixos que se encontrem nas suas imediações. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade da máquina. Não permitir a permanência e estacionamento dos equipamentos a uma distância inferior a 1. Na cabine deverá existir um extintor de incêndios. Condutores manobradores com formação específica sobre o funcionamento da máquina. Utilizar a sinalização sonora na marcha-atrás bem audível. em particular de redes enterradas e linhas aéreas de alta e média tensão. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas ao mesmo nível e em altura.00m do coroamento dos taludes. Subir á máquina pelo acesso apropriado. Quando em declive.

• Betão armado. Escavação. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. normalmente adoptada para a execução de sapatas de fundações directas em edifícios é o Betão Armado. Presentemente a solução estrutural.FT33 . desde que estes tenham a possibilidade de receber os esforços que lhes são transmitidos pela edificação e dissipá-los no terreno. 1 Materiais 10. Fundação. Armadura. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. Os materiais que ao longo dos tempos têm sido utilizados como elementos estruturais na execução de fundações directas são: • Blocos maciços de cantaria. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Cofragem. A fundação directa em edificações pode ser constituída por diversos materiais.2. PAlAVRA-CHAVE • Fundações Directas • Escavação • Cofragem • Armaduras • Betão • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Sapata. • Alvenaria de pedra ou tijolo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Betão simples ou ciclópico. Betão.

devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. 2 Figura: Fundação directa em alvenaria de pedra As actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. analisar detalhadamente os riscos específicos de cada operação. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. sendo por isso necessário. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são as terras de escavação. são normalmente as seguintes: • Trabalhos de escavação para abertura de caixa para fundação. normalmente do tipo A400NR. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem e o óleo descofrante. • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o aço em varão.Materiais FT33 . incluem todas as actividades inerentes ao fabrico de armaduras de aço destinadas a serem integradas nos elementos a betonar. Trabalhos de execução de armaduras de aço. • Trabalhos de cofragem. englobam as actividades de montagem dos painéis de cofragem e podem ser muito diversificadas em função do tipo de estrutura a ser construída.

Figura: Armadura em sapata de fundação directa Os riscos associados a cada actividade bem como as respectivas medidas de prevenção e de protecção dependem necessariamente do processo construtivo a adoptar assim como do tipo de actividade a realizar. segundo o Decreto-Lei n. que poderão servir de ponto de partida para a elaboração do Plano de Segurança e Saúde.º273/2003. areia. No entanto existem medidas de prevenção “base” intrínsecas a cada trabalho que deverão ser tidas em conta de forma a prevenir os riscos laborais. de acordo com o definido no projecto. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o betão estrutural composto por cimento. no estaleiro. incluem as actividades de colocação de betão nos elementos de construção. brita e água.FT33 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Trabalhos de descofragem. 3 Materiais • Trabalhos de betonagem. a todos os trabalhadores. surge a necessidade de realizar “Procedimentos de Segurança”. Desta forma. Estes procedimentos de segurança poderão ainda servir de base à formação e informação dos trabalhadores devendo ser acessíveis. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem. englobam a remoção dos elementos constituintes da cofragem e seus suportes bem como as actividades complementares e subsequentes.

• Choque com objectos. Dever-se-ão ter em atenção os acessos. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. • Esmagamento. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas são os seguintes: • Aluimento de terras. a altura das pilhas não deve colocar em causa a estabilidade. alcances da grua ou outro equipamento de movimentação de cargas e infra-estruturas aéreas. os materiais devem estar correctamente alinhados e. espaços disponíveis. As medidas de prevenção propostas. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. a uma distância razoável dos bordos. instalações circundantes. • Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. A correcta implantação do estaleiro do ferro é elemento fundamental para a prevenção de acidentes associados ao fabrico de armaduras. • A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão na Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . obedecendo aos seguintes requisitos: • Antes do início dos trabalhos procurar obter toda a informação pertinente (Seguir o procedimento indicado para escavações a céu aberto). • Escolher com particular atenção a zona de estaleiro destinada ao armazenamento do aço e fabrico das armaduras. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. O armazenamento deve ser organizado por dimensões. • Devem ser usados meios mecânicos para elevação e transporte das cargas. características do piso rodoviário. • Desabamento do coroamento da escavação. • Choques e entalamento na movimentação de cargas. • Desprendimento de terras ou rochas devido a vibrações próximas. • Projecções (de betão). • A equipa encarregada dos trabalhos deverá estar bem familiarizada com o sistema a utilizar e deverá ser organizada de modo a que de consiga um trabalho conjunto.Materiais FT33 . • Perfuração. • Antes de iniciar a betonagem da sapata de fundação verificar a estabilidade. • Planear as actividades e quantificá-las de modo a obter dados suficientes para o correcto dimensionamento da área a reservar para as zonas de fabrico e armazenagem de armaduras. • Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. Valorizar a informação relativa aos riscos mais importantes para o trabalho em causa. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. processo construtivo e equipamento utilizado.

Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. 5 Materiais • • sua fase fluida. normalmente.FT33 . são introduzidos pelas plataformas de trabalho. Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica de intensidade suficiente para alimentar os equipamentos utilizados na betonagem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Evitar a utilização de água para extinguir o incêndio. não provocar o vómito. Evitar o contacto com a pele. Evitar a proximidade de fontes de calor muito elevadas. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO ÓLEO DESCOfRANTE • • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Hidrocarbonetos de petróleo sintéticos aditivados. Armazenar em recipientes fechados. mantendo-a em repouso. Utilizar óleo descofrante biodegradável. Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. retirar o vestuário contaminado e lavar abundantemente com água. pelo menos durante 15 minutos. desde que seja possível a recolha selectiva da água. Se for ingerida elevada quantidade. Em condições normais de utilização e ventilação. Para arrefecimento dos recipientes e afastar o derrame da área de exposição. Uso de luvas adequadas e protecção ocular. Deve ser eliminado (incinerado) em queimador fechado. Em áreas fechadas utilizar equipamento de respiração autónomo. podese utilizar água pulverizada. Seguir as boas práticas de higiene pessoal. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. diatomite Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. providenciar assistência médica. Em caso de intoxicação contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 • EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL • • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Evitar a mistura com oxidantes fortes (incompatíveis). Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Sobrexposição: não se esperam efeitos significativos. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto.Materiais FT33 . colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. afastados de combustíveis e oxidantes fortes. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. diatomite terra ou areia. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). não é necessária protecção das vias respiratórias. Polimerização perigosa não ocorre. Em caso de ingestão. olhos e mucosas. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Afastar a vítima da zona perigosa. cursos de água e poços.

quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. 1 Actividades/Avaliação 10. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 32. associadas à utilização de equipamentos de escavação na abertura de sapatas de fundação e referente à ficha temática 32. ______________________________________________________ 2. ponto 10. Enuncie três medidas preventivas. 1. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1 Equipamentos. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias as fundações ___________ ou ___________. 2.AV10 . quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam imediatamente sob a edificação e as fundações ___________ ou ___________.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.1 Equipamentos. ponto 10.

______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . ponto 10.2 Materiais. Fundações. reveja o submódulo 10.Se não conseguir resolver esta actividade. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 33. 1. ólEo dESCoFRANTE RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar nos trabalhos de execução de sapatas de fundação directas em edificações. Relativamente à ficha temática 33.2 Materiais em fundações directas. ponto 10. ______________________________________________________ 4. três que sejam referentes à utilização de óleos descofrantes em cofragens de fundações directas. 2 3.Actividades/Avaliação AV10 . identifique na coluna dos riscos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 3.

Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .11.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

As soluções estruturais em edificações. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. vigas e lajes em betão armado. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 1 Estruturas 1. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de elementos estruturais em betão armado • Materiais utilizados na execução de estruturas em betão armado 4. betonagem e descofragem. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de pilares. na impossibilidade de os eliminarem. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de estruturas em betão armado em estaleiro de obra de edificações. A execução destes elementos estruturais comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. GloSSÁRIo • Estrutura • Betão Armado • Armadura • Cofragem • Betonagem CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado.SM11 . Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. associando estes trabalhos às actividades de armação do ferro. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil e onde ocorre o maior número de acidentes mortais no Sector. de situações referentes à execução de estruturas tradicionais em edifícios. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. cofragem. 3. 2. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de estruturas em betão armado. Desta forma optou-se por tratar.

secil.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.pt • www.mapei.com • www.cimpor.maxit.auto-diesel.pt • http://dre.Estruturas SM11 .pt • www. SABER MAIS • www.apeb.pt • www.concretope.pt • www. 2 • • • • Descofragem Pilar Viga Laje 5.

Viga. Escoramento. os novos materiais sintéticos e o betão armado. Betão. Armadura. qualquer tipo de construção seja qual for a sua finalidade. As estruturas reticuladas (pórticos) são constituídas por: laje: Estrutura laminar horizontal. a manutenção das condições de segurança. durabilidade.FT34 . Laje. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. PAlAVRA-CHAVE • Estrutura • Betão Armado • Betonagem • Cofragem • Descofragem GloSSÁRIo Estrutura. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. Como é do conhecimento geral. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. tem como base de suporte. Descofragem. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. qualidade. se vai prender a nossa atenção. 1 Equipamentos 11. o técnico terá que ter sempre presente as exigências não só de segurança e resistência. como as de ordem arquitectónica. prazo de execução e condições locais. para resistir às acções a que vai estar sujeita.1. a pedra. ao longo do tempo de vida da construção. onde duas dimensões são da mesma ordem de grandeza e a terceira acentua- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . sendo sobre este ultimo material que. Na escolha dos métodos e processos construtivos a utilizar. uma estrutura que se designa por “estrutura resistente” e cuja função é de garantir. Os equipamentos e materiais que normalmente se dispõe para resolver as mais variadas soluções estruturais são a madeira. Cofragem. os metais. neste submódulo. Pilar. custo. resistência e estabilidade do conjunto.

onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Equipamentos FT34 . cimento e areia. Pilar: estrutura reticular vertical. • Betão. dobrados e atados para incorporar em estruturas de betão armado. conjunto de varões de aço cortados. Figura 11. Viga: Estrutura reticular horizontal. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas e assenta sobre elementos de fundação. que é uma delimitação do termo geral “betão”. informa da existência na sua constituição de: • Armadura.1: Elementos Estruturais O termo “Betão Armado”. 2 damente de menor dimensão.

• Descofragem e desmontagem dos escoramentos.2: Execução de Estrutura em Betão Armado A execução de elementos estruturais em betão armado envolve as seguintes actividades: • Montagem do escoramento das cofragens. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . sendo. • Operações de betonagem. no decorrer das operações deve ser assegurada a vigilância do comportamento dos meios e materiais envolvidos. Equipamentos na Execução de Estruturas em Betão Armado Os equipamentos utilizados em estruturas de betão armado. a vigilância do comportamento do escoramento durante a operação de betonagem. • Colocação de armaduras. 3 Equipamentos Figura 11. Independentemente dos pontos de paragem e acções de inspecção/ prevenção. • Execução de cofragens. levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. considerado um ponto de paragem obrigatório sempre que se termina uma das operações atrás enunciadas e se passa à seguinte. portanto. É deste facto exemplo. estão associados à actividade principal que é a betonagem e às actividades que decorrem paralelamente à execução dos elementos estruturais que são a execução de armaduras. Os riscos e medidas preventivas associados a estas ultimas actividades já se encontram descritos no submódulo 5 “Estaleiro de Apoio à Produção”. Entre cada uma das operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção.FT34 . execução de cofragem e a descofragem.

factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos e aos equipamentos utilizados. dispondo então de motor de translação da própria grua. É constituída por uma torre metálica. que se movimenta sobre rodas ou lagartas. equipamento composto por veículo automóvel. equipamento composto por uma cuba metálica. equipamento destinado à elevação de cargas. dotado de sistemas de propulsão e direcção. montada na traseira de um camião com chassis adequados. Grua Torre. Grua Telescópica. As gruas podem ser fixas a maciços ou sapatas de betão ou podem ser movimentadas sobre carris. grua telescópica e a grua torre. elevação e translação da carga. com uma lança horizontal giratória e motores de orientação. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são a autobetoneira. autobomba. 4 A operação dos equipamentos para apoio à actividade de betonagem tem condicionalismos relacionados com o espaço limitado. de forma cilíndrica. É utilizada para o transporte de betão pronto.3: Grua Telescópica Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Queda em altura.Equipamentos FT34 . sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança direccional e usualmente telescópica. • Queda ao mesmo nível. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 11. em boas condições da central até à obra. Autobetoneira.

As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. Exposição ao ruído e vibrações. Projecções de betão. evitando embates nos elementos de cofragem. Queda no acesso a equipamentos. normalmente. • Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. • Antes de iniciar a betonagem verificar a estabilidade. 5 Equipamentos • • • • Electrização e electrocussão. • Deve ser rigorosamente proibido carregar o balde acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados.03 A. • As manobras de aproximação devem ser executadas com o recurso a corda guia. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão quando fluído. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. a fim de eveitar movimentos descontrolados. • As manobras de elevação de baldes ou tubagem da autobomba deve ser dirigida pelo encarregado. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para alimentar os vibradores de betão ou outros equipamentos necessários à betonagem. • O comportamento da cofragem e do escoramento deve ser constantemente verificado.FT34 . no mínimo por dois trabalhadores e. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • A mangueira de descarga de betão deve ser guiada. ter um comprimento adequado. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamento adoptado. • A autobomba de betão só deve ser operada por trabalhadores especializados.

• eventuais fugas (combustível. quando o peso total (máquina e carga) for inferior a 12 toneladas. informações suficientes de modo a poder ser avaliada a capacidade resistente dessa entivação à possível sobrecarga introduzida pelas sapatas da grua Quando a estabilização for feita junto de um talude não entivado. assim como à diminuição dos gabaris provocados por aterros..). etc. O deslocamento da grua deverá ser sempre feito com a lança recolhida e baixa e ainda com o gancho do cadernal engatado em olhal próprio. Antes da movimentação consultar o diagrama de cargas específico do equipamento tendo em conta o ponto mais desfavorável da movimentação. À falta de elementos mais precisos. giratória. Electrização. muito menos. • estado do sistema de elevação da carga (cabo e cadernal). Antes de colocar o equipamento em funcionamento. O manobrador deve assegurar-se de que dispõe de boa visibilidade. etc. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • Colisão com outras máquinas ou veículos. Queda de nível superior. suspensão da lança. A grua deverá ficar devidamente estabilizada e nivelada já que o diagrama de cargas foi estudado para funcionar nessas condições. Na execução de manobras com a grua. Periodicamente e após reparação que envolva elementos estruturais de segurança. a distância da sapata mais próxima do coroamento do talude natural. óleo. etc. a grua deverá ser alvo de uma verificação profunda para avaliar o seu estado de conservação e funcionamento. cimbres. nas manobras de marcha-atrás. Nunca se deve testar o limite da grua tentando elevar a carga e verificar se as “sapatas” levantam e. Atropelamento. distribuir a carga recorrendo a elementos em madeira ou metal com as dimensões adequadas. deverá ser superior a um metro. nomeadamente no que diz respeito à largura e estabilidade da via. Antes de se posicionarem os estabilizadores. junto do técnico responsável pela entivação.Equipamentos FT34 . Quando a estabilização é feita junto de elementos entivados obter. quando sentado na cabine (limpar os vidros. A movimentação de cargas deverá ser sempre executada com recurso aos estabilizadores da grua e por intermédio de um sinaleiro. Edição 1 Página 1 de 2 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam retirar fiabilidade. especialmente. das características da manobra a executar e da carga a deslocar. O local de estacionamento da grua deverá ser escolhido de acordo com as condições do terreno. os espelhos e os faróis). • compartimento do manobrador para ver se faltam componentes ou se estão danificados ou soltos Assegurar-se da continuidade dos cabos de ligação aos diferentes sensores de informação para o ordenador de bordo. Esta avaliação deverá ser feita preferencialmente segundo lista de verificações a ser preenchida e assinada por técnico responsável e deverá ficar a fazer parte do dossiê técnico da grua. quando a envolvente não é totalmente dominada pela visão do condutor e. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • • • • • • • • • • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . o manobrador deve efectuar uma inspecção visual ao mesmo atendendo nomeadamente a: • estado geral do equipamento (peças danificadas ou desapertadas). a distância deverá ser de dois metros ou mais. dever-se-á recorrer a um auxiliar. em caso de necessidade. Esmagamento (por queda da carga). Para pesos totais superiores. Esmagamento (por queda do equipamento). alterar o valor dos contrapesos indicado pelo fabricante. Sempre que a carga levantada pela grua automovel possa transpor o tapume colocar cones de sinalização na via e retirar imediatamente após terminado o serviço. O manobrador deve familiarizar-se com as possibilidades e limitações para não as ultrapassar e conhecer a localização e função de todos os comandos e instrumentos de protecção. avaliar a capacidade resistente da superfície de apoio e. guardar uma distância conveniente ao coroamento do talude de modo a que a sobrecarga adicional não provoque o aluimento do terreno. O manobrador deverá estar atento aos condicionalismos introduzidos ao trânsito das gruas pelo desenvolvimento da obra. Capotamento.

7 Equipamentos FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • Verificar se o número de “quedas” de cabo no cadernal está de acordo (segundo as especificações da grua e do cabo) com a carga a elevar. Ter em conta as deformações introduzidas na lança. O condutor manobrador deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional.FT34 . assim como do “momento” mais desfavorável. Manter a lança suficientemente afastada de qualquer obstáculo. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Edição 1 Página 2 de 2 Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de modo a determinar a possibilidade da manobra. Em caso nenhum se deverá utilizar a lança para empurrar ou deslocar lateralmente cargas ou equipamentos. quer pelos ventos Antes da movimentação de uma carga deverá ser estudado o seu futuro percurso. quer pelas solicitações dinâmicas da carga.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

e em local seco e protegido das intempéries. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. A areia do rio é uma das areias naturais mais utilizada e apresenta-se normalmente bastante limpa. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura.2. Aço. o cimento a utilizar no betão normal será do tipo “Portland Normal”. assim pode apresentar-se com ou sem sais solúveis (salitre). e daí a sua grande importância. O cimento deverá ser armazenado em lotes. só devem ser utilizadas no fabrico do betão.FT35 . É um dos elementos que mais influência a qualidade de um betão. 1 Materiais 11. Cimento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 24 horas depois da referida lavagem. Os inertes são os materiais sólidos. é o cimento. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. PAlAVRA-CHAVE • Estruturas • Betão • Aço • Cimento • Inertes • Betão Armado • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Estrutura. Todas as areias que tenham de ser lavadas. que serve de aglutinante da massa. Conforme a sua localização. com dimensões inferiores a 5 mm. Aditivos. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Betão Armado. e os inertes são a areia e as britas. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. O aglomerante. Chama-se betão a uma mistura de um aglomerante com inertes. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. que entram na composição dos betões (areias. sem as propriedades aglutinantes. Cofragem. britas e godos).

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . o aço é o elemento em falta nos elementos constituintes do betão armado em estruturas. ao conjunto de varões com que se arma uma peça de betão armado chama-se “armadura”.4: Pedreira de Extracção de Inertes A água a utilizar no fabrico do betão não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. o óleo descofrante permite realizar uma descofragem mais fácil. melhorar ou diminuir certas qualidades dos betões. e por conseguinte. os aditivos para betões são produtos que misturados nos betões. Actualmente é usado sob a forma de varões redondos. pó ou dissolventes em água. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades.Materiais FT35 . fluidez. um maior aproveitamento das cofragens e qualidade no acabamento final do elemento estrutural. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. recomenda-se a utilização de óleos descofrantes biodegradáveis e a consulta da Ficha de Segurança do produto. 2 As britas são inertes provenientes da britagem de rochas com dimensões acima de 5mm e que vão normalmente até 80mm. Destinam-se a reforçar. lhe conferem qualidades particulares. Figura 11. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. nomeadamente a plasticidade. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). Godos são inertes naturais constituídos por seixos rolados com dimensões acima dos 5mm.

• Fichas de segurança dos produtos. O pulverizador de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT35 . • Riscos ambientais. • Projecções de betão fresco. • Incêndio. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos.5: Controlo de Qualidade de Betão Pronto Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. 3 Materiais Figura 11. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Exposição a poeiras. • Irritação da pele. processo construtivo e equipamento utilizado. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Queimaduras. • Explosão. • Óleo descofrante deve ser aplicado de costas voltadas ao vento. • Dermatites. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. As medidas de prevenção propostas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para betão.

Materiais FT35 . 4 • • • • dorso só deve ser reabastecido quando no chão. Utilizar na limpeza dos painéis de cofragem. autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. Águas de lavagem de baldes. lixadeira mecânica com sistema de aspiração incorporado.

mantendo-a em repouso. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Usar fato de trabalho justo. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Afastar a vítima da zona perigosa.FT35 . Pode causar dermatites alérgicas. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Não classificado como produto perigoso. cursos de água e poços. Em função da gravidade do sinistro. Afastar curiosos. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. olhos e mucosas. Manter-se a favor do vento em operações de preparação e descarga. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. solicitar ajuda aos Bombeiros. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. pelo menos durante 15 minutos. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. lavar abundantemente com água. Usar máscara antipoeiras. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CIMENTO PORTLAND • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. Evitar o contacto com a pele. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Equipamentos identifique os elementos estruturais e complete os espaços em branco. 1. conjunto de varões de aço cortados. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. _______________. _______________ e areia. ponto 11. dobrados e atados para incorporar em estruturas de _______________. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2.AV11 .1 Equipamentos.3. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 34. _______________. Relativamente à ficha temática 34. 1 Actividades/Avaliação 11. ______________________________________________________ 2. ponto 11. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.

2 Materiais. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de betão armado em elementos estruturais. Relativamente à ficha temática 35. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. três que sejam referentes à utilização de aditivos para betão para elementos estruturais. Relativamente à ficha temática 35.Actividades/Avaliação AV11 .2 Materiais. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 2 3.Se não conseguir resolver esta actividade. AdITIVoS PARA BETÃo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4. ______________________________________________________ 3.4) . Estruturas. reveja o submódulo 11. identifique na coluna dos riscos. 1. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ponto 11. ponto 11.

Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .12.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de alvenarias. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de execução de alvenarias em edificações. na impossibilidade de os eliminarem. Serão apresentados os diferentes tipos de alvenarias. utilizados em trabalhos de execução de alvenaria de tijolo cerâmico. 2. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico • Materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico 4. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. Assim. A execução de alvenarias comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. 3. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 1 Alvenarias 1. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de alvenarias. serão disponibilizadas fichas de análise de riscos de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. riscos mais frequentes e medidas preventivas com procedimentos de segurança associados à actividade em análise. as tarefas e conceitos fundamentais correspondentes aos equipamentos e materiais.SM12 . A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. GloSSÁRIo • Alvenaria • Andaime • Argamassa • Betoneira • Cal • Cimento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . com uma análise particular das alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. associando estes trabalhos às actividades de preparação de argamassas e assentamento de alvenarias.

2 • • Pedreiro Tijolo 5.pt • www.tabicesa.apicer.lusoceram.pt • www.pt • www.ctcv.apfac.preceram.certif.pt • www.presdouro.pt • www. SABER MAIS • www.maxit.Alvenarias SM12 .pt • www.pt • www.es Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.pt • http://dre.

Podem portanto as alvenarias ser utilizadas no exterior e no interior. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Assentamento. Andaime. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias.alvenaria de pedra. Actualmente designa-se alvenaria como o conjunto de pedras ou outros materiais que se interligam por argamassas.1. Argamassa. Entende-se por alvenaria toda a construção em edifícios ou obras de arte. 1 Equipamentos 12.FT36 . Plataforma.alvenarias de blocos. Betoneira. • Blocos de betão simples . PAlAVRA-CHAVE • Alvenaria • Tarefas • Equipamentos • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria.alvenaria de tijolo. e nelas empregues os seguintes materiais: • Pedra . EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.alvenaria de taipa. • Tijolo . Pedreiro. executada com pedras naturais ou artificiais. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de alvenarias. Esta designação deriva do árabe e significava a arte de construir com pedra e cal e executada pelo pedreiro. • Barro .

a execução de alvenarias envolve riscos a que vão estar sujeitos os trabalhadores durante a fase de construção. • Assentamento de tijolos. 2 Figura 12. Como qualquer outra actividade. aos equipamentos. • Fabrico de argamassas. recepção e armazenamento dos materiais). ferramentas e materiais utilizados durante a execução dos trabalhos. mas apenas com função de “enchimento”. Para a execução das alvenarias de tijolo. em Portugal continental de uma maneira geral as alvenarias são de tijolo cerâmico. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • Organização dos trabalhos (preparação da obra.1: Alvenaria de Taipa Após a execução das fundações e estrutura de um edifício.Equipamentos FT36 . designados de alvenarias. com elementos construtivos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Limpezas e arrumações. • Colocação de materiais para isolamento térmico e acústico. A sua ocorrência pode estar associada à falta de organização do posto de trabalho. torna-se necessário preencher os espaços entre os elementos estruturais e construir as divisórias que compartimentam os espaços.

FT36 . equipamento composto por veículo automóvel. Os equipamentos utilizados na execução de alvenarias. as multicarregadoras (multifunções) e a betoneira eléctrica ou a gasóleo. A tarefa de assentamento de tijolos tem condicionalismos relacionados com as plataformas de trabalho (andaimes fixos e móveis) e equipamentos de corte. plataformas de trabalho e a serra eléctrica circular de corte. equipamento composto por uma cuba metálica. que fun- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de forma cilíndrica. A tarefa de movimentação de materiais e preparação de argamassas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. estão associados às tarefas principais movimentação de cargas. dotado de sistemas de propulsão e direcção. Betoneira. 3 Equipamentos Figura 12. que se movimenta sobre rodas. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as gruas.2: Alvenaria de Tijolo Cerâmico Equipamentos na Execução de Alvenarias de Tijolo Cerâmico A utilização de equipamentos comuns ou especiais e dos utensílios usuais de trabalho comporta riscos específicos que é necessário prevenir. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as estruturas de andaime. preparação de argamassas e assentamento de tijolos. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança telescópica e garfos para elevação de cargas. Multicarregadora Telescópica/Multifunções.

• Queda ao mesmo nível. Andaime. • Esmagamento. equipamento eléctrico de corte constituído por um disco de aço dentado. 4 ciona a energia eléctrica ou com motor de combustão a gasóleo. • Cortes. • Sobre-esforços. Usualmente são constituídos por suportes metálicos com plataformas de madeira ou metálicas. Serra Circular de Mesa.3: Multicarregadora Telescópica/Multifunções Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Queda em altura. Figura 12. é uma armação provisória suportada por estruturas de secção reduzida. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . montado em bancada. • Electrização e electrocussão.Equipamentos FT36 . • Queda de objectos. que tem por função auxiliar e apoiar a realização de trabalhos de construção civil. • Lesões músculo-esqueléticas. É utilizada para misturar diferentes componentes das argamassas ou betões.

• Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. • Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. • Os trabalhos com equipamentos de elevação deve ser organizado de forma a que as interferências com outros equipamentos ou serviços. • Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do encarregado. • Não devem ser retirados os elementos da cofragem. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • Deve ser rigorosamente proibido carregamentos acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. com solidez e estabilidade adequadas às cargas a movimentar e. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. caixas ou escadotes. • Definir o local destinado ao armazenamento das paletes de tijolo. • Utilizar os EPI’s obrigatórios e os temporários. corettes. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para garantia de uma iluminação mínima de 100 lux . • Deve ser garantida a existência de plataformas de descarga de materiais (nos pisos). caixa de escadas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. possam ser fácilmente geridas. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamentos utilizados.03 A. dotadas de guardacorpos. negativos de lajes). Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. nas frentes de trabalho. medida a 2m do solo.FT36 . Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas.20m devem ser dotadas de guardacorpos. garantindo a boa circulação. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. bidões. • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. rodapé e fecho na parte frontal da plataforma.

esse procedimento é proibido. Prepare no solo as peças suficientes para a montagem dos andaimes. Garanta a boa fixação das “tábuas de pé”. capacete com francalete. Instale “tábuas de pé” suficientes nas zonas de trabalho. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ANDAIME METÁLICO PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • • • Queda em altura Queda de objectos Esmagamentos Entalamentos Contusões Cortes Queda de nível Electrocussão Posturas inadequadas Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • O equipamento terá que possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE Identifique a estabilidade e solidez do local de montagem de andaimes junto do seu encarregado. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Coloque os apoios dos andaimes bem assentes no solo/superfície. Garanta acessos adequados entre os vários níveis dos andaimes. Para a elevação das peças dos andaimes use meios mecânicos se necessário. Comunique imediatamente ao encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança.1x0. Não se apoie nos elementos dos andaimes sem previamente os fixar. principalmente nos extremos. Monte os respectivos “ guarda-corpos” nos andaimes. Não deixe entre as “tábuas de pé” e a parede intervalos superiores a 20 cm . Não retire peças dos andaimes sem ordem do encarregado. Garanta a ancoragem adequada dos andaimes (de 3 em 3m em altura e de 5 em 5m na horizontal). Monte os prumos com travamento adequado. Observe o projecto e as instruções do encarregado para a montagem dos andaimes. botas e luvas de protecção mecânica. Aplique tábuas de pé com largura suficiente e em bom estado de utilização.1m. Coloque toda a ferramenta necessária no cinto porta-ferramentas e não entregue ou receba ferramentas atiradas pelo ar. com chapas de apoio 0. Use equipamentos de protecção individual. Aplique rodapé nos andaimes.Equipamentos FT36 .

Tijolo. no interior ou no exterior da construção. Os tijolos cerâmicos podem ser classificados quanto à sua aplicação em alvenarias de: • Face à vista: tijolos cujo destino é ficarem aparentes. Os materiais utilizados para a construção de alvenarias. entre si e à eventual estrutura de apoio. • Existência de elementos de isolamento térmico e acústico. embora não constituam materiais particularmente perigosos. • Aparelho de assentamento da parede (geometria e desfasamento das juntas). também designadas de forma simplificada por “alvenarias” não devem ser classificadas unicamente com base nos blocos ou tijolos mas também em outros elementos que vão influenciar o seu comportamento. Argamassa. As paredes de alvenaria. 1 Materiais 12. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. medidas de protecção colectiva a implementar e uma correcta utilização dos equipamentos de protecção individual. PAlAVRA-CHAVE • Alvenarias • Tijolo Cerâmico • Argamassa • Cimento • Areia • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. • Tipo de revestimento da parede. pelo que devem ser analisados os seguintes factores: • Tipo de argamassa de assentamento. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. Cimento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. para além do seu próprio peso. • Resistentes: tijolos com função estrutural na construção.2.FT37 . Estes riscos podem ser atenuados por intermédio de um conhecimento profundo dos materiais. podem apresentar riscos inerentes ao seu manuseamento. • Número de panos da parede e suas ligações. • Enchimento: tijolos sem função resistente.

Todas as areias que tenham de ser lavadas. Figura 12. O cimento deverá ser armazenado em lotes. A água a utilizar no fabrico das argamassas não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. ao desgaste e com baixa porosidade. que serve de aglutinante da massa. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. O aglomerante. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). É um dos elementos que mais influência a qualidade de uma argamassa. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. pelo que deve ser de boa qualidade. 24 horas depois da referida lavagem. e em local seco e protegido das intempéries. O cimento a utilizar na preparação das argamassas será do tipo “Portland Normal”. acima dos 700ºC. e os inertes são a areia. É com a cozedura ao fogo. com dimensões inferiores a 5 mm. só devem ser utilizadas no fabrico de argamassas. é o cimento ou a cal hidráulica. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . utilizado na execução de alvenarias.Materiais FT37 . que o barro passa a adquirir uma estrutura cristalina e uma elevada resistência mecânica.4: Execução de Argamassa para Assentamento de Alvenaria O tijolo é um produto de cerâmica de barro vermelho. 2 Chama-se argamassa de assentamento a uma mistura de um aglomerante com inertes. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. à compressão.

• Riscos ambientais. • Dermatoses. • Projecções de argamassas frescas. Destinam-se a reforçar.FT37 . como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do Produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. fluidez. • Explosão. nomeadamente a plasticidade. • Irritação da pele. • Incêndio. pó ou dissolventes em água. 3 Materiais Os aditivos são produtos que misturados nas argamassas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . lhe conferem qualidades particulares. Figura 12. melhorar ou diminuir certas qualidades das argamassas. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. • Exposição a poeiras.5: Execução de Alvenaria de Tijolo Cerâmico Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Queimaduras.

4 As medidas de prevenção propostas. • Deve ser proibida a permanência de trabalhadores junto de paredes recentemente construídas.Materiais FT37 . • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para argamassas. • Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. • Fichas de segurança dos produtos. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para argamassas. • As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. • Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. processo construtivo e equipamento utilizado. para descarga de entulhos. • Águas de lavagem de baldes. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. periodicamente. gamelas. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. antes de as içar. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. antes de decorridas 48h (verificar exposição a ventos fortes). junto de pilares. • Os entulhos devem ser depositados em local específico e. • Deve ser garantida a existência de condutas devidamente vedadas. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. • Colocação de materiais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. devem ser enviados a vazadouro.

5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CAL HIDRÁULICA CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Impedir o escoamento do produto para o esgoto.• TECÇÃO INDIVIDUAL PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . solicitar ajuda aos Bombeiros. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Manter-se a favor do vento. pelo menos durante 15 minutos. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. cursos de água e poços. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. EQUIPAMENTO DE PRO.FT37 . Evitar o contacto com a pele. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Afastar a vítima da zona perigosa. Em função da gravidade do sinistro. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. olhos e mucosas. mantendo-a em repouso. Não classificado como produto perigoso. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. lavar abundantemente com água. Afastar curiosos. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Colocação de materiais para isolamento ______________________. ______________________________________________________ 3.1 Equipamentos.3. ponto 12. • Assentamento de tijolos. 1. ponto 12.1 Equipamentos. recepção e armazenamento dos materiais). 2. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • ______________________ (preparação da obra. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. • Limpezas e arrumações. Enuncie três medidas preventivas. ______________________________________________________ 2.AV12 . Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 36. 1 Actividades/Avaliação 12. Para a execução das ______________________. associadas à utilização de equipamentos de protecção colectiva na execução de alvenarias e referente à ficha temática 36. • Fabrico de ______________________. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Relativamente à ficha temática 37. ponto 12.2 Materiais. ______________________________________________________ 4. ARGAMASSAS dE CIMENTo E AREIA RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a poeiras Dermatoses 4. 2 3. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 1. ______________________________________________________ 2.Actividades/Avaliação AV12 . reveja o submódulo 12. três que sejam referentes à aplicação de argamassas no assentamento de alvenarias de tijolo cerâmico. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ponto 12. identifique na coluna assinalada com riscos. Relativamente à ficha temática 37. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Materiais.Se não conseguir resolver esta actividade. ______________________________________________________ 3. Alvenarias.4) . enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico.

13. Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cuja estrutura é em madeira ou em vigotas. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de uma cobertura tradicional. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. SABER MAIS • www. GloSSÁRIo • Cobertura • Asna • Vara • Cumeeira • Ripado • Contra-Ripado • Telha 5.com • http://dre. 1 Coberturas 1. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de coberturas. 3. 2.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . associando estes trabalhos às actividades de carpintaria.SM13 . • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. As soluções de coberturas em edificações assentam essencialmente em coberturas inclinadas e horizontais. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional 4. de situações referentes à execução de coberturas tradicionais em edifícios. Desta forma optou-se por tratar. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de coberturas em estaleiro de obra de edificações. uma vez que esta é a situação mais frequente em edificações de pequeno porte. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. ou seja. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. sendo estas últimas acessíveis ou não.coelhodasilva. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional.

com www.pt www.pt www.onduline.uralita. 2 • • • • • www.pt www.novinco.Coberturas SM13 .telhasun.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .margon.

A cobertura em análise é a tradicional em madeira. Cumeeira. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1. Ripado. Telha. Ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. É colocado entre a estrutura principal e a secundária. Vara. apoiadas frequentemente apenas nas paredes exteriores dos edifícios. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Contra-Ripado. 4. ainda. 5. metálica ou em alvenaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos de uma cobertura tradicional. Esta estrutura é constituída por: 1. Asna. Em conjunto com o ripado.FT38 . As coberturas devem ser entendidas segundo a sua estrutura. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução uma cobertura tradicional. betão. pendente e revestimento. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. com assentamento de telhas cerâmicas. 2. Contra-ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. São. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. A cobertura inclinada obedece a uma estrutura de apoio que pode ser em madeira. O ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. Forro. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Coberturas horizontais • Coberturas inclinadas GloSSÁRIo Cobertura. após o revestimento da cobertura. têm como função o suporte das telhas. bem como garantir o conforto térmico no interior do edifício. caracterizadas em coberturas horizontais (terraços acessíveis ou não) e coberturas inclinadas. Forro: Elementos que forra a cobertura no seu interior. estrutura em asnas. 3. Asnas: Coberturas de madeiras tradicionais. Cumeeira: É a terça colocada no ponto mais alto da cobertura e apoiada sobre os vértices superiores das asnas. 1 Equipamentos 13. A cobertura tem como função proteger o edifício de intempéries e da radiação solar.

Figura 13. Terças (ou Madres): Apoiam-se sobre a asna na posição horizontal. na direcção da vertente. paralelamente ao beiral. • plicação das telhas. 8.1: Esquema dos elementos que compõem a cobertura A execução de uma cobertura com estrutura em madeira envolve as seguintes actividades: • Corte da madeira. 7. O comportamento dos meios e materiais envolvidos também devem ser objecto de inspecção. Telhas: Peça de argila cozida. xisto ou ardósia utilizada em telhados. As secções das varas dependem das cargas a que a cobertura está sujeita. • Fixação de peças metálicas. 2 6. Varas: Apoiam-se sobre as terças (também chamadas de madres) perpendicularmente a estas e. Em todas estas operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. • Colocação das peças de madeira. portanto.Equipamentos FT38 . de forma a permitir o escoamento das águas pluviais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pedra.

• Exposição ao ruído e vibrações. • Traumatismos. O Martelo é a ferramenta utilizada para percutir materiais e objectos. possuindo inúmeros tamanhos e materiais de composição diferentes. 3 Equipamentos Figura 13. O seu formato mantém-se. • Cortes. Possui uma base rígida em alumínio injectado com revestimento que assegura uma boa precisão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Queda ao mesmo nível • Electrização e electrocussão. composto de um cabo ao qual se fixa a cabeça através do alvado ou olho. A serra circular pode ter ainda uma mesa para facilitar trabalhos de corte de peças de grandes dimensões. sendo chamada de serra circular de mesa. no entanto.2: Cobertura em estrutura de madeira Equipamentos na Execução de Coberturas em Madeira As ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura com estrutura em madeira são o martelo e a serra circular de mesa. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de cobertura são: • Queda em altura. A Serra circular é uma ferramenta de corte de madeira e outros materiais.FT38 . invariável.

• Manuseamento dos equipamentos de acordo com as instruções do fabricante. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . obedecendo aos seguintes requisitos: • Os trabalhadores devem ter prévia formação sobre o trabalho a desenvolver.Equipamentos FT38 . 4 As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. • Verificação periódica do estado de conservação dos equipamentos.

FT38 . óleo e caminhos de circulação a não ser que devidamente sinalizados ou protegidos Ligar o equipamento a tomada perfeitamente compatível e que possua. garantir que a mangueira da água está ligada. colares. calor. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . disjuntor diferencial de 30mA O operador não deve usar roupa larga. cabos eléctricos e e protecções de Segurança. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS SERRA CIRCULAR DE MESA PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • Electrocussão Incêndios Projecção de partículas Corte Acidental Exposição ao Ruído Inalação de poeiras Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • O equipamento terá de possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE É proibido retirar. objectos soltos. aneis. a montante. de forma a diminuir a emissão de poeiras. Se o material a utilizar for pedra. a protecção de segurança do disco do equipamento O operador deve compreender e cumprir as regras de segurança da máquina Verificar as condições de utilização do equipamento. nomeadamente. deverá utilizar-se empurras Sempre que o material a cortar for inflamável. Manter os cabos de alimentação em bom estado de conservação e afastado de arestas vivas. máscara e protectores auriculares) Sempre que o material em que se irá efectuar o corte for de pequenas dimensões. etc. Usar roupa justa ao corpo e apropriada ao trabalho Sempre que a luz natural não seja suficiente para o desmpenho normal da actividade proceder-se-à colocação de iluminação artificial adequada Utilizar equipamentos de protecção individual (Botas com biqueira de aço. deverá existir um extintor no local. luvas de protecção.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Materiais 13. encontram-se diversos tipos: Telha Canudo Telha tradicional artesanal. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). No universo das telhas cerâmicas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . com um único canal. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. de forma curva. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. Os materiais mais utilizados em cobertura inclinada são: as telhas cerâmicas. Telha lusa Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Telha Romana Telha semelhante à telha canudo. actualmente pouco usada. Argamassa. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de coberturas tradicionais. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Telhas • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Cobertura. Telha Marselha. Mástique.2. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal.FT39 . Telha Romana. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Neste submódulo serão tratadas apenas as telhas cerâmicas. bege ou castanha. tipicamente de cor vermelha. Telha Lusa. de ligação pouco estanque e eficiente. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. Telha Canudo.

seja para evitar o seu deslizamento.5: Telha Lusa Figura 13. Figura 13.3: Telha Canudo Figura 13. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas.Materiais FT39 . cobre ou aço inox com um diâmetro mínimo de 3mm). • Pregos (de cabeça larga em aço galvanizado. As telhas podem ser fixadas através de um dos seguintes processos: • Grampos (em aço inox ou galvanizados). Os grampos a serem utilizados na fixação dos elementos de suporte em madeira deverão ser em aço inox ou protegidos contra a corrosão por galvanização. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Mástique específico.6: Telha Marselha A fixação das telhas pode ser necessária. 2 Telha Marselha Telha de formato aplanado.4: Telha Romana Figura 13. seja para se opor ao efeito da acção do vento sobre as coberturas. • Argamassas (em zonas em que ocorram simultaneamente valores baixos de precipitação e pequena amplitude térmica).

• Traumatismos. processo construtivo e equipamento utilizado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Dermatites. As medidas de prevenção propostas devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Cortes. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. obedecendo aos seguintes requisitos: • Fichas de segurança dos produtos. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado.FT39 . 3 Materiais Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas são: • Exposição a poeiras. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Irritação da pele.

Evitar o contacto com a pele. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Não classificado como produto perigoso. Usar fato de trabalho. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Pode causar dermatites alérgicas. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. lavar abundantemente com água. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. pelo menos durante 15 minutos. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral.Materiais FT39 . Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Afastar a vítima da zona perigosa. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO MASTIQUE DE POLIURETANO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • Substância em pasta que não apresenta risco de inflamabilidade. Uso de óculos de protecção. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. cursos de água e poços. solicitar ajuda aos Bombeiros. mantendo-a em repouso. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Afastar curiosos. Em função da gravidade do sinistro. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. olhos e mucosas.

ponto 13.1 Equipamentos. ______________________________________________________ 4. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 38. 2. Relativamente à ficha temática 38. ______________________________________________________ 3.3.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais da cobertura e complete os espaços em branco. 1 Actividades/Avaliação 13. as terças apoiam-se sobre a _________________________ na posição horizontal. ______________________________________________________ 2. A Terça colocada no ponto mais alto é conhecida por _________________________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV13 . horizontais e paralelas ao _____________________. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1. As _____________________ assentam-se sobre as varas. paralelamente ao beirado. ponto 13. Também chamadas de _________________________.

2 Materiais. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 1.2 Materiais. Coberturas. ______________________________________________________ 2.Actividades/Avaliação AV13 .Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 39. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . identifique na coluna dos riscos. dois que sejam referentes à utilização de mástique de poliuretano. ______________________________________________________ 4. ponto 13. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 39. indique quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional. reveja o submódulo 13.4) . MÁSTIQuE dE PolIuRETANo RISCoS Amputação Irritação Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4. ponto 13. 2 3.

14. Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pinturas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de revestimentos. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de colas. • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. pedra. 1 Revestimentos 1. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria e pintura. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de pinturas. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. em pedra e por pintura em edifícios. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas. 3. por se tratar de uma situação com maiores perigos devido a trabalhos em altura e à toxicidade dos produtos.SM14 . As soluções de revestimento em edificações. 4. argamassa e tintas. A execução destes revestimentos comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. de situações referentes à execução de revestimentos em cerâmica. • Materiais utilizados na execução de revestimentos. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de revestimentos em estaleiro de obra de edificações. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de revestimento. em particular. Desta forma optou-se por tratar. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais revestimentos em edificações. madeira e. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. GloSSÁRIo • Revestimento • Espátula • Flutuante • Granito • Lixa • Lamparquet • Mármore CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em madeira. na impossibilidade de os eliminarem. 2.

Revestimentos SM14 .pt • www.pt • http://dre.pt • www.pt • www.sotinco.cinca.es • www.pt • www.sika.jular. 2 • • • • • • Parquet Pincel Pistola Rolo Talocha Trincha 5.ecopiedra.mapei.pt • www.quimar.pt • www.pt • www.rmc.pt • www.pt • www.com • www.fpm-madeiras. SABER MAIS • www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .barbot.cin.revigres.pt • www.vic-floor.

etc. • Pedra. em madeira. Rolo. • Limpezas e arrumações. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Cerâmico • Pedra • Madeira • Pintura GloSSÁRIo Revestimento. É a camada que proporciona mais conforto. As tarefas inerentes a este processo dependem do tipo de revestimento a ser aplicado. Pistola. • Pintura. Há vários tipos de materiais para revestimentos: cerâmicos. vinil. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Em Portugal. em pedra e por pintura em edifícios.FT40 . • Madeira. Assim. o formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. pedra. Os revestimentos integram a fase de acabamentos na construção civil. os quatro tipos de revestimento mais utilizados são os seguintes: • Cerâmicos. Talocha. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Lixa. 1 Equipamentos 14. • Aplicação do revestimento. Pincel.1. segurança e um aspecto visual mais agradável tanto no exterior como no interior. Espátula. segue-se a fase do seu revestimento. vidro. Trincha. metal. Após a execução das alvenarias. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. serão objectos de avaliação as seguintes tarefas: Revestimento cerâmico e pedra • Aplicação da cola. madeira. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos.

Trincha.Equipamentos FT40 . ferramenta achatada com uma pega. Equipamentos na Execução de Revestimento por Pintura A tarefa de aplicação de tintas. eléctricos e ergonómicos. químicos. para aplicação de tintas. peça cilíndrica envolta em material esponjoso ou outros. • Limpezas e arrumações. superfície abrasiva. • Aplicação da cola. Rolo. 2 Revestimento em madeira • Aplicação de materiais para isolamento acústico. Talocha. ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. para remoção de tinta velha e aplicação de massas. • Limpezas e arrumações. Espátula. vernizes ou velaturas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. Pistola. instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados a um cabo para aplicar tintas. a saber: Pincel. um espalhador e um compressor. As tarefas que fazem parte do processo de revestimento de um edifício estão sujeitas a riscos de variadas naturezas. Lixa. É utilizada para alisar paredes e tectos com massas ainda frescas ou suster pequenas quantidades de argamassa. como lã. A falta de organização do posto de trabalho também constitui um factor de risco. tais como: mecânicos. equipamento eléctrico composto por um reservatório. pincel espalmado. • Aplicação do revestimento. Revestimento por aplicação de tintas • Aplicação da tinta por pintura manual ou à pistola. para polimento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Alergias. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimento por pintura em edificações deve ser ajustado ao processo de aplicação e equipamentos utilizados. • Intoxicação.20m devem ser dotadas de guardacorpos. • Dermatites.1: Compressor e dois tipos de pistola para pintura Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura são: • Queda em altura. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. • Queda ao mesmo nível. • Lesões músculo-esqueléticas. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. obedecendo aos seguintes requisitos: • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. 3 Equipamentos Figura 14. garantindo a boa cir- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. negativos de lajes). • Plataformas de trabalho com altura superior a 1.FT40 . sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Electrização e electrocussão.

Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. 4 • • • culação. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Equipamentos FT40 . As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.

Incêndio. Deve-se regular a pistola em função do tipo de tinta que se utiliza. Utilizar sempre óculos de protecção. máscara e protectores auditivos. Intoxicação. e ao trocar acessórios. Electrização. Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam reduzir a fiabilidade. O cabo da pistola deve estar protegido do calor e evitar o seu contacto com óleo e objectos cortantes. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . procedendo à sua substituição por um técnico autorizado quando se encontrarem danificados. Não expor o equipamento à chuva. fora do objecto a pintar. não deixar o equipamento ligado à corrente eléctrica. locais húmidos ou molhados. O local de trabalho deve estar bem iluminado. Testar antes da sua aplicação. Cumprir as instruções de conservação e manutenção bem como as indicações acerca de substituição de ferramentas. O estado da ficha e o cabo eléctrico deverão ser regularmente verificados. Antes de fazer a ligação. para verificar a distância a utilizar para a execução do trabalho.FT40 . verificar se as chaves de ferramentas de ajustamento foram previamente retiradas. Nunca se deve transportar a pistola pelo cabo nem puxá-lo para tirar a ficha da tomada. Nunca utilizar o equipamento junto de líquidos ou gases inflamáveis. Proibição de fumar durante os trabalhos de preparação de tintas e em pinturas. O trabalhador não deve utilizar a pistola em caso de cansaço ou falta de concentração. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS PINTURA COM PISTOLA/COMPRESSOR PRINCIPAIS RISCoS • • • • • Alergias. Nunca pulverizar produtos inflamáveis ou pesticidas. Quando o equipamento estiver em uso. Dermatites.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Parquet. Flutuante. Granito. São. divididas em: Cerâmica Porcelanatos Grés Semi-grés Semiporoso Poroso Grau de absorção Baixo Baixo Médio Alto Alto Resistência mecânica Alta Alta Média Baixa Baixa CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Tábuas corridas. ainda. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. Mármore. Lamparquet. calcite e outros) e cozidas a altas temperaturas. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas.FT41 . Os revestimentos podem ser classificados em vários tipos. As principais características são a dureza. de acordo com o tipo de material: Revestimento Cerâmico Revestimento através de peças cerâmicas feitas a partir de argila.2 MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. areia e outras matériasprimas naturais (feldspatos. As cerâmicas são. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Revestimento Cerâmico • Revestimento em Pedra • Revestimento em Madeira • Revestimento com tintas • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Revestimento. de fácil limpeza e aplicação. resistência à compressão e isolamento eléctrico. ainda. 1 Materiais 14.

Granito Rocha constituída por quartzo e feldspato e. entradas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Revestimento em Madeira A madeira é muito utilizada no revestimento de pisos nos edifícios. Todas as dependências residenciais excepto cozinhas e entradas. Mármore Rocha constituída. caminhos preferenciais. Ex. O grau de impureza vai alterando a sua coloração. destacam-se os granitos e os mármores. dormitórios sem portas para o exterior. Dentro da classe das pedras naturais. Os tipos de revestimento em madeira mais encontrados são: Parquet Tacos de madeira. corredores. em forma de mosaico aplicados à cola. lojas. Restaurantes. Ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Restaurantes. essencialmente.Materiais FT41 . Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. mica. exposições abertas ao publico. entre outros. Todas as dependências residenciais. lojas. WC. Ex. por calcário. eventualmente. Ex. com espessura de 2cm.2: Revestimento cerâmico Revestimento em Pedra Revestimento feito através de peças de pedras. Ex. Figura 14. Ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. 2 A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas é classificada através do PEI (Porcelain Enamel Institute) e devem ter essa informação no fundo de cada peça: PEI 1 2 3 4 5 utilização Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujidade abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia Ex.

3: Revestimento em madeira Revestimento com Tintas A tinta é constituída por quatro componentes: a resina. massa acrílica e coberturas. Flutuante Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. 1cm. paredes e pisos de betão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . metal e madeiras não resinosas. Madeira. que dilui o produto e colabora no ajuste da viscosidade. Sintética Solvente Resina acrílica Óleo Reboco. É colocado directamente sobre a tela isolante e remata no rodapé. betão. metais e superfícies exteriores de massa alvenaria. reboco e betão. metais. Há vários tipos de tinta: Tipos de tinta Acrílica Époxi Esmalte Látex Acrílica Óleo Base locais de aplicação Água. com consistência de Madeira. que auxilia na secagem. metal. que dá cor e opacidade ao produto. o pigmento. Superfícies exteriores e interiores de madeira. superfícies exteriores ou interiores. Tábuas corridas Pavimento constituído por madeira maciça que é fixada (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes/sarrafos. Figura 14. reboco. 3 Materiais lamparquet Diferem do Parquet na espessura. azulejo.FT41 . alumínio e alvenaria. Gesso. e o aditivo. o solvente. que transforma o produto do estado líquido para o estado sólido.

• Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. processo construtivo e equipamento utilizado. • Projecções de tinta. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Fichas de segurança dos produtos. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Riscos ambientais. • Queimaduras. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de pinturas em edificações são: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. • Exposição a poeiras. • Irritação da pele. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. • Explosão. As medidas de prevenção propostas. • Dermatoses. • Incêndio. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local.Materiais FT41 .

Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Utilizar explosívimetro e outros aparelhos adequados de detecção e/ou medida. Manter-se a favor do vento e afastado das zonas baixas e reservatórios. lavar abundantemente com água. Afastar a vítima da zona perigosa. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO DILUENTE CELULOSO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido muito inflamável. Não usar água excepto se pulverizada e apenas para arrefecer o reservatório exposto ao fogo. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. cigarros. Afastar curiosos. cursos de água e poços. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória.FT41 . pelo menos durante 15 minutos. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. etc. mantendo-a em repouso. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Em caso de queimaduras pelo fogo. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Remover o produto derramado com material antideflagrante ou utilizando um absorvente adequado (terra ou areia). No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). proteger a zona queimada com penso Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Perigo de explosão em espaço fechado na presença de uma fonte de ignição.). desde que se verifique não existir fuga. Recolher o produto para recipientes. Risco grave para a saúde em caso de inalação prolongada. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. Prevenir as autoridades policiais. Fato de protecção contra o fogo. Aparelho respiratório isolante. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. Actuar com Pó Químico ou CO2. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • • • • • Inflamável • • • • Nocivo • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO PRIMEIROS SOCORROS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). circuitos eléctricos. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa).

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

identifique na coluna assinalada com riscos. Enuncie três medidas preventivas. APlICAÇÃo dE TINTAS RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Amputação Exposição a poeiras Dermatoses CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . associadas à execução de pinturas em revestimento e referente à ficha temática 40. destinado a ________________________). ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 40. ponto 14.3. ______________________________________________________ 2. • Lixa.AV14 . Relativamente à ficha temática 41. • ___________________. ponto 14. Na execução do revestimento por pintura. ______________________________________________________ 3. 2.1 Equipamentos. ponto 14. • ___________________. • __________________ (instrumento composto de cerdas fixas por um cabo.2 Materiais. • Rolo. três que sejam referentes à aplicação de tinta com pistola/compressor. para aplicação de tinta com compressor. ______________________________________________________ 3. 1. 1 Actividades/Avaliação 14. alguns dos equipamentos utilizados são: • ___________________________ (para remover tintas ou aplicar massas). pincel espalmado.1 Equipamentos.

Relativamente à ficha temática 41.Actividades/Avaliação AV14 . reveja o submódulo 14. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de revestimentos por pintura. 2 4.2 Materiais. ponto 14. Revestimentos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 4.4) . ______________________________________________________ 3. 1.Se não conseguir resolver esta actividade. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

15.1. Glossário CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Fenómeno económico-social resultante das faltas não previstas.Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete.Gás muito inflamável. É expresso por uma percentagem. arqueada. devendo ser observadas as medidas de segurança específicas para estas no tocante ao transporte. como lixas. uma casa ou um terreno. seja para criar frestas ou vãos. Acabamento . Abrasão . A utilização dessas ferramentas comporta riscos. 1 Glossário A Abafadores .Material ou ferramenta. corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um ambiente. seja para dar lugar a portas e janelas. Não deve ser manuseado por trabalhadores sem formação adequada.Rampa. Através do seu estudo. limas. Acesso . Abaular .Faculdade que alguns produtos e ferramentas possuem de desbastar por atrição. Deste modo devem ser observadas medidas de segurança adequadas. etc.Dar forma curva. tais como lixas. que no caso de serem movidas por energia mecânica se agravam. esmeriz e pedras com cristais rijos cimentados. interiores e exteriores. decorrente de uma situação imprevista com lesões no trabalhador ou danos materiais. Abrasivo .Conjunto de trabalhos finais. escada. Abertura . Acetileno . deve determinar medidas de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Absentismo . esmeris. Salientam-se os riscos de projecção de partículas para os olhos. armazenamento e utilização. de emissão de poeiras. Acidente . atinge temperaturas elevadas. É utilizado em soldadura e em combustão na presença de oxigénio. instável a pressões elevadas. dadas pelos trabalhadores nas empresas ou outras organizações. limas. presos por um arco à volta da cabeça. a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético. a uma superfície.Acontecimento ocasional. realizado com recurso a diferentes materiais de revestimento.Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha.A1 . Que se utiliza para desbastar outros. por fricção. Apresenta-se em geral em garrafas. e o ruído.

gases e estruturas sólidas. betões. São particularmente utilizados na construção. em argamassas.É o acidente decorrente de uma situação de trabalho. reparação ou demolição de uma obra. acompanhado de lesão. É indispensável em todas as obras em que há trabalhadores em altura ou gruas.Glossário A1 . mistos. através dos fluidos. 2 prevenção. Acidente de trabalho . Adução . mediante a assinatura de um contrato em que se estabelecem as condições gerais e particulares da sua execução.Construção provisória. destinada a suportar os operários e os materiais durante a construção. Adoçar . Aditivos . Acústica . Os andaimes acima de 25m de altura são obrigatoriamente calculados pelo técnico responsável. Aço-inoxidável . É obrigatório o seu emprego em trabalhos acima de 4m do solo. e resistente também à corrosão por agentes químicos.Parte do abastecimento de água que compreende o transporte da mesma desde o local de captação até ao consumo.Produtos compostos que se adicionam a outros materiais para lhes alterar as propriedades. Adjudicar . reparação.Parte da Física que estuda os fenómenos ligados à sensação do som e à sua propagação (eco e reverberação). A sua composição química pode determinar a aplicação de medidas especiais de segurança. tintas. Anemómetro .Acto oficial em que se outorga a execução de um trabalho a uma entidade. aplainar. independentemente das temperaturas. onde se fixam as guarnições/alisares e as dobradiças.Liga de ferro com uma reduzida quantidade de carbono. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . metálicos. Aço-carbono . Aduela . composto de 2 ombreiras e uma verga/padieira. demolição. Aço .Aro dos vãos de portas ou janelas que guarnecem o vão.Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Quanto à constituição: de madeira. colas.Aço resistente à oxidação. Andaime . desbastar saliências ou alisar e aplainar madeiras.Nivelar. Quanto ao uso classificam-se: construção. Considera-se que 60 km/h é o máximo de velocidade em que se pode permitir a execução de trabalhos atrás referidos. etc.Aparelho que serve para medir a velocidade do vento.

As duas águas triangulares chamam-se tacaniças. brita. Água-furtada . 3 Glossário Aglomerado (ou contraplacado) . encontrando-se presentemente em desuso por questões de saúde.Guarnição de madeira da parte interna das portas e janelas. Era usado na construção de refractários e na composição do fibrocimento.É o material mineral (areia.agregado ou unido com argamassa .Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a caves ou sótãos.Documento emitido pela autoridade municipal onde a construção está localizada. também recebe o nome de mansarda. Amianto . Alma . e de peso específico menor que o da água (flutua).Nos telhados rectangulares de quatro águas. tijolos cerâmicos ou de blocos de cimento . respectivamente. Agregado leve . As abas superior e inferior designam-se por banzo. para protecção. Alisar . etc. que licencia a execução da obra. quando provido de janelas.que forma paredes ou muros.) ou industrial que entra na preparação do betão.Conjunto de elementos de pedra. Antiga regra prática estabelece que o alicerce equivale à sexta parte da altura da parede sustentada.Elemento de cobertura que.Tem origem num mineral chamado asbesto e é composto por filamentos delicados.Nome do elemento correspondente à altura interna dos perfis metálicos.A1 . que pode ser ou não laminada.É o material mineral composto por argila expandida. Ver Guarnição. na altura do encosto das cadeiras. ele chama-se alvenaria estrutural. Ver Fundação. Sótão com janelas que se abrem sobre as águas do telhado. enterrada que recebe a carga da edificação. Agregado . composta de aparas de madeira amassadas com cola ou resina. que principia no espigão horizontal ou cumeeira e segue até ao beirado. flexíveis e incombustíveis. Alvará de construção . Régua fixa na parede.Maciço de alvenaria ou estrutura em betão armado. Alvenaria .Placa prensada. com largura igual ao dobro da espessura dessas paredes. Água-mestra . Alicerce (fundação) . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Cada uma das superfícies ou vertentes inclinadas de um telhado. Quando esse conjunto sustenta a edificação. é o nome que se dá às duas vertentes de forma trapezoidal. Água (Cobertura) . Alçapão .

responsável pela aglutinação. conjuntamente com um cabo de segurança ou linha de vida. Anodização . cortados. pilares ou esquadrias por meio do fio de prumo. tijolos ou blocos que formam conjuntos de alvenaria.Acertar a verticalidade de paredes. Ex.Tratamento químico no alumínio que lhe confere maior resistência à acção dos agentes atmosféricos. A argamassa magra ou mole é a mistura com menor quantidade de aglomerante (cal e/ou cimento).Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. Possui a arte da composição. São exemplos as máscaras e os filtros anti-aerossóis ou anti-poeiras e os anti-gases. quando há o risco de queda em altura. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Profissional que idealiza e projecta uma construção.Conjunto de tarefas que visam a aquisição. fornecendo o ar puro de forma artificial.: Argamassa de cal (cal+areia+água).Equipamento utilizado.Glossário A1 . Armador de ferro . Arquitecto . usada para unir ou revestir pedras. Aparelhos isolantes . Aprumar . Arenito .Técnico responsável pelo corte.Conjunto de varões de aço. que é incorporado no betão e que lhe confere a necessária rigidez. dobrados e atados (com arame recozido). Armadura .Aparelhos que têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. Argamassa . o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras. moldagem e armação de varões de aço (armadura) a incorporar nos elementos de betão que formam a estrutura de uma construção. suspende o trabalhador. prevenindo lesões na coluna.Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água.Equipamento em forma de plataforma usada para alcançar pavimentos superiores das construções e destinado ao apoio à realização de trabalhos em diversos níveis. transporte e armezenamento de todos os materiais a incorporar em obra. 4 Andaime . calcário ou feldspato. Aprovisionamento .Aparelhos que têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. Aparelhos filtrantes . Arnês (de segurança) .

porém descoberto. suspensa por cabos guia que deverão estar solidamente ancorados.Ladrilho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Betume negro. guarnecida por protecções laterais. pelo risco de explosão. pulverulento ou sob a forma de vapores. de aspecto luzidio. misturado com inertes.Elemento estrutural em madeira ou metálico que sustenta a cobertura.Equipamento de protecção individual para protecção da parte da frente do corpo. os azulejos ganharam maior difusão. devem ser observadas as medidas de segurança adequadas. utilizados normalmente na fase de acabamento. B Bailéu . proporcionando uma acção simultânea sobre os dois cabos. os operários deverão estar munidos de arnês e linha de vida. Com os árabes. A origem do azulejo remonta aos povos babilónicos.Colocação de terras para enchimento de escavação ou nivelar uma superfície irregular. existente na natureza. Avental de trabalho . cercado por telhados pelos quatro lados.A1 . Assentamento . Placa de cerâmica podendo ser polida e vidrada de diversas cores. pela falta de oxigénio ou pela presença de algum produto nocivo. Átrio . misturas explosivas. Aterro . combinados com o oxigénio do ar podem formar. Atmosfera perigosa . com libertação de fumos e vapores tóxicos. tijolos e outros materiais de revestimento ou acabamento em obra.Ambiente de trabalho em que se verificam condições adversas para a permanência de trabalhadores. O sistema de comando e movimentação terá de estar situado no bailéu. característica que ainda sobrevive até hoje. marcando fortemente a arquitectura moura na Península Ibérica. Asna .Plataforma de trabalho móvel. 5 Glossário Asfalto . Originalmente. os azulejos apresentavam relevos.Pátio de entrada das casas romanas. Azulejo . Atmosfera explosiva .Colocação/instalação e ajustamento de blocos. que é utilizado em impermeabilizações e revestimentos de pavimentos de estrada. Considerando que a sua aplicação é feita a quente. Hoje o termo identifica um espaço de entrada numa habitação.Numerosos produtos. Como medida de segurança. no estado gasoso.

Mistura de água. Betão ciclópico tem pedras aparentes de volume avantajado e Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Betão . Basalto .Rebaixo onde a porta ou a janela se encaixam ao fechar. Batente . Bata de trabalho . servindo para enchimentos. que visam delimitar áreas e não protegê-las.Saliência ou corpo que se projecta para além da prumada de uma construção.Equipamento de protecção individual para protecção da parte superior do tronco.Glossário A1 .Prolongamento do telhado para além da parede externa. O betão celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar obtidas por uma betonagem adequada.Ramal condutor que liga a linha eléctrica de distribuição pública com a instalação. areia e pedra britada. Bandeira . Basculante . 6 Baixada .Peças.Ferragem que permite abertura rápida de portas corta-fogo para saídas de emergência. Balanço . não devendo ser feitos quaisquer trabalhos sem ser supervisionados por técnico competente e executados por profissionais do ramo. abrindo vãos para ventilação. Betão armado . Barra anti-pânico . que forma uma massa compacta que ganha presa e endurece com o tempo.Elemento horizontal com barras metálicas destinado a garantir o afastamento das pessoas estranhas à obra. situado na parte superior de portas e janelas que favorece a iluminação e a ventilação dos ambientes. sem estrutura de sustentação aparente. Beiral . na portas ou janela. conferindo-lhe grande leveza e a aparência de espuma.Rocha muito dura. usada na pavimentação de estradas e na construção. Barreira de protecção . Só pode ser executado pela concessionária. em proporções prefixadas. que giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Importa distinguir das bandas ou fitas de sinalização. A folha que fecha primeiro. protegendo-a da acção das chuvas.Caixilho fixo ou móvel. cimento. utilizadas em portas e janelas.Na sua massa dispõem-se armaduras de aço para aumentar a resistência do elemento estrutural. de grão fino e cor escura. Betão aparente é aquele que não recebe revestimentos e necessita de uma cofragem especial e de elevada qualidade.

Pode ser complementada por um botim para protecção da zona acima do tornozelo. Dependendo do seu diâmetro máximo. Bomba centrífuga . Betoneira . equipada com uma lâmina para corte de terras. Fragmentos de pedra de dimensões padronizadas usados na betonagem. assentado para executar paredes com acabamento final para pintura.Equipamento que prepara o betão ou mistura as argamassas. protegendo a zona dos dedos. confinados por cofragem. verificado e armazenado de modo a evitar que se danifique. 7 Glossário formas irregulares.Máquina de movimentação de terras constituída por um tractor de lagartas ou mais raramente de pneus. Betonagem .Colocação de betão em elementos estruturais (pilar. é classificada de 0 a 5. Deve ser mantido.Tipo de bomba em que a roda de pás gira e provoca a aceleração radial centrífuga do fluido ou material sólido. Bota de trabalho ou segurança .Elemento de gesso vazado macho x fêmea. Bloco de gesso . da menor para a maior.Elemento metálico. Bloco cerâmico . Biqueira de protecção .Pedra fragmentada. Bitola .A1 . Bloco de cimento (ou betão simples) . Brita (pedra britada) . C Cabo de elevação . Buldózer . de nylon ou de corda (sisal).Tijolo de barro com dimensões padronizadas que pode ter uma função estrutural ou servir para a execução de paredes.Padrão utilizado para medidas repetitivas. utilizado na elevação de materiais ou cargas. É aconselhável etiquetá-lo de modo a facilitar a sua identificação e disCENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Elemento de dimensões padronizadas que tem como fim a execução de paredes e constitui um material alternativo ao bloco cerâmico.Peça integrante do calçado de protecção incorporada na frente do calçado.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. viga ou laje).

muito utilizado na preparação de argamassas. para a cabeça.Peça em forma de L que remata quinas ou ângulos de paredes. de uma coluna. Capitel .Condutor constituído por vários fios electricamente distintos e reunidos num mesmo invólucro isolante. requer preparo antecipado. Caderno de encargos . Cabo eléctrico . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Cantoneira . Caixa de escada .Engradado de madeira. Canalizador . Existem vários tipos de calçada consoante a pedra utilizada e o modo como são arrumadas as pedras.Pintar com cal diluída em água. condições e procedimentos estabelecidos pelo dono de obra para a execução de uma empreitada.Espaço vertical destinado à implantação de escada. em geral esculpida.Equipamento de protecção individual. Num estaleiro.Parte superior.Designação do conjunto de caixilhos. Calçada .Mosaico de pedra talhada à mão em pavimentação de ruas ou passeios.Glossário A1 . sobre almofada de areia ou saibro. 8 por da indicação da carga máxima. Cabo-Guia . Cachorro . tendo em conta a sua estanquicidade e ligação de terra.É o conjunto de especificações técnicas. critérios.Profissional que executa a rede de águas e esgotos de uma edificação.Peça em pedra ou madeira. ferro ou aluminio onde se aplicam vidros em portas. Capacete . que permite o acesso para limpeza e inspecção. Caixa de inspecção . Existem capitéis simples ou ornamentados conforme a linguagem arquitectónica utilizada nas edificações. janelas e outros vãos. Também serve de apoio a pequenas prateleiras. Caixilho .Elemento destinado a limitar a oscilação horizontal de carga suspensa. que se destina a proteger o trabalhador de qualquer risco residual dentro do espaço da obra. os cabos eléctricos utilizados em ligações e extensões devem ser apropriados. em balanço.Óxido de cálcio obtido pela acção do calor entre 900º e 1100º sobre rocha calcária fragmentada em pequenos blocos. Cal . Caixilharia . que dá sustentação aos beirais e ao piso de sacadas ou balcões. Caiar .Caixa enterrada nos pontos de mudança de direcção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais.

Metal cinzento azulado. onde assentam os beirais do telhado.Produto/substância que queima ou corrói.Actividade que constitui a primeira operação do reboco e que consiste na projecção. usada para gravar o metal ou esculpir a pedra.Oficina. tais como tijolos. Cerâmica . de argamassa de cimento e areia grossa (proporção geralmente 1:3) contra uma superfície de alvenaria. Cimalha .Aglomerante obtido a partir da preparação de calcários naturais ou artificiais. Desenvolvido em 1824. Cáustico .A armação de madeira ou metálica que serve de suporte para a construção de elementos estruturais.Arte de fabricação de objectos de argila cozida. para torná-la áspera e facilitar a aderência da camada seguinte ou emboço. ganhou esse nome porque a sua coloração era semelhante à da terra de Portland. Cimbre . Saliência ou arremate na parte mais alta da parede. Misturado com água. Cinzel . que foi usado em canalizações de água e gás e entrava na composição de tintas.A parte superior da cornija. forma um composto que endurece em contacto com o ar. O cimento de uso mais frequente hoje é o Portland.Equipamento de protecção individual utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. telhas e vasos. Choque-eléctrico . cujas características são resistência e solidificação em tempo curto. como formas. através de colher de pedreiro. Também se refere às lajetas usadas em pisos ou como revestimento de paredes. local onde decorrem trabalhos de carpinteiro Carpinteiro (de cofragens ou moldes) . Cimento . 9 Glossário Carpintaria . Cinto de trabalho . percutido por uma maceta ou martelo. É usado com a cal e a areia na composição das argamassas.Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. dúctil/macio. Chumbo . obrigando a medidas de segurança ou EPI’s apropriados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . estando a sua utilização condicionada por legislação própria.A1 . moldes ou escoramentos.Contacto de pessoas com partes activas de material eléctrico (contactos directos) ou de massas postas acidentalmente sob tensão (contactos indirectos). por um fabricante inglês de cal.Ferramenta manual de corte. É um produto tóxico que pode provocar doença profissional. Chapiscar .

lajes. dando forma definitiva a vigas.Classificação dos fogos segundo o material combustível. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos.Elemento saliente da construção. são de madeira ou de metal.Glossário A1 . Permite definir o agente extintor a usar. que irão compor a estrutura da construção. 10 Clarabóia .. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a execução da obra . Em conjunto com o ripado. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. Sacada. Contraplacado . em geral na sua periferia. Cobertura . alvenaria. Em geral. a pessoa singular ou colectiva. fuste e capitel. Contra-ripado . Cofragem . o que permite o fabrico de peças de grandes dimensões. pilares. Apresenta. quase sempre vertical. madeira ou metal e consta de três partes: base. nomeada Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . porém.Chapa de madeira produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas coladas e prensadas.Elemento estrutural de sustentação. de betão armado. Condutor de protecção .Peça integrante do calçado de protecção que reforça a zona do calcanhar.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente.Adiante designado por “coordenador da obra”.Condutor eléctrico que liga as massas de uma instalação a uma ligação de terra ou a outras massas. criada para iluminar e/ou ventilação natural em ambientes em geral sem janelas. dependendo da sua localização. Pode ser de pedra. Contraforte no calçado de segurança .Conjunto de estrutura de suporte e telhas que serve de protecção à edificação.Abertura na cobertura da construção. maior resistência e homogeneidade. estruturas confinantes e acessos. Laje em balanço. fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente.Conjunto dos elementos montado na obra para receber o betão e as armaduras. Coluna . Consola . etc. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Ao longo da história da arquitectura. A cor que lhe está convencionada é o verdeamarelo.Conjunto de factores que condiconam as actividades desenvolvidas em estaleiro ou obra. Condicionalismos (ou constrangimentos) . Classe de fogos . infra-estruturas técnicas. têm como função o suporte das telhas.

Não deve ser utilizado para a limpeza das mãos.A1 . d decibel . director de obra . Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a realização do projecto da obra .Contacto acidental de dois terminais dum equipamento eléctrico ou de uma instalação a potenciais diferentes. bem como para limpar as ferramentas e materiais do pintor. descofragem . descimbramento .A pessoa. durante a realização da obra. Utilizado para tornar as tintas e vernizes mais fluídos. desaterro .Medida da intensidade de sons.Substância que serve para diluir ou dissolver. de acordo com o tipo de cofragem utilizado. para executar.Documento pelo qual se declara que uma máquina. A esta operação estão associados riscos específicos. trata-se de um produto inflamável que comporta riscos especiais. singular ou colectiva. nomeada pelo dono da obra para executar. as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003.Procedimento de remoção de cimbres ou moldes. abreviadas para dB.Acção de escavação/desmonte ou terraplanagem de um terreno.Operação que consiste na abertura e remoção dos moldes que serviram para moldar peças em betão armado. equipamento ou produto respeita todas as exigências básicas de segurança. Tem um cheiro característico. diluente .É o técnico designado pelo empregador para assegurar a direcção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Corte ou desmonte (para implantação de obra) .Parte mais elevada de uma cobertura. durante a fase do projecto. Curto-Circuito . como os inerentes ao contacto com a pele ou absorção dos vapores. Cumeeira .Movimentação de terras ou pedras para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação. linha de cume ou festo. declaração de Conformidade . as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. Os diluentes são substâncias de natureza análoga aos solventes incorporados nas tintas e vernizes. 11 Glossário pelo dono da obra ou pelo autor do projecto ou pelo fiscal da obra mediante consulta ao primeiro. Também chamada espigão horizontal. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas).

dosímetro (Acústico) .Aparelho portátil. Tapumes. E Edificação . doença profissional .Equipamento de movimentação de terras. biombos. A sua manifestação pode ocorrer vários anos após contraída.Empresa adjudicatária de todos os trabalhadores. divisória . dose . É feito com areia grossa.Aparelho eléctrico de manobra destinado a garantir a interrupção automática de uma corrente eléctrica. não peneirada. dono da obra . Electricista .Profissional encarregado da execução da instalação eléctrica.Quantidade de substância absorvida ou depositada no organismo durante um tempo determinado.A pessoa singular ou colectiva com um ou mais trabalhadores ao seu serviço e responsável pela empresa ou estabelecimento.Pessoa singular ou colectiva por conta da qual a obra é realizada. 12 técnica e financeira dos trabalhos de construção.Glossário A1 . chamados de drenos. telefónica e equipamentos. mesmo dos que Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Designação genérica de qualquer construção destinada a habitação. Empreiteiro Geral .Legalmente define-se como sendo uma doença contraída em consequência do exercício de determinada actividade profissional. disjuntor . com ou sem cabine e caixa basculante. Empregador .Paredes que separam compartimentos de uma construção. comércio. Emboço . serviços ou indstria.Primeira camada de argamassa nas paredes.Escoamento de águas ou outros fluidos por meio de tubagem ou valas subterrâneas. utilizado para medir a exposição dos trabalhadores ao ruído durante o período de trabalho. drenagem . dumper .

Escoramento de sustentação provisória de terras em valas ou trincheiras. Esmalte .Técnica de pintura em que se usa uma esponja para espalhar a tinta.Acção de colocação de escoras. Escritório de apoio . Escora .A1 . Tinta oleosa usada especialmente sobre madeira e metal.Peça metálica ou de madeira que sustenta ou serve de trava a um elemento construtivo quando este não suporta a carga exigida.EPI. Equipamentos de Protecção Individual .Profissional que dirige os operários numa empreitada.A pessoa singular ou colectiva que executa a totalidade ou parte da obra. podendo ser levada a cabo ao nível do plano de trabalho ou em profundidade. aparelho.Gabinete de trabalho em estaleiro de obra. destinado a processar o expediente e a apoiar a direcção de obra. cerâmicas e porcelanas. Escavadora . pluviais ou industriais. Entivação . para remoção de tinta velha e aplicação de massa. Esgoto . 13 Glossário não são da sua especialidade. Espigão . resultando num efeito irregular e manchado.Movimentação de terras. Conjunto de Equipamentos de Protecção Individual.Ponto culminante de um telhado.Material vitrificável aplicado sobre metais.Ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. com remoção. Entidade executante .Conjunto de tubagens onde se reunem e conduzem efluentes constituídos pelas águas residuais domésticas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Esponjado . Espátula . Encarregado . Serve para a execução de fundações e para a abertura de valas.Qualquer máquina. Escoramento . Escavação . de acordo com o projecto aprovado e as disposições legais ou regulamentares aplicáveis. que devem ser fornecidas pelo empregador ao trabalhador. ferramenta ou instalação utilizado no trabalho. e que responde perante o dono da obra. Linha que divide as águas de uma cobertura.Máquina de terraplanagem provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. Equipamento de trabalho .

14 Esquentador . sinalização de perigos e forma de armazenamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. pavimentos e cobertura. madeira ou elementos de alvenaria resistentes. Estrutura .Rótulo contendo a designação do produto. Etiquetagem .Estação de tratamento de águas para consumo humano. sancas. corte. etc. os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles. gesso.Local da construção onde se armazenam os materiais (cimento. capazes de libertar energia e de produzir uma fragmentação. Estaleiro de obra .Elemento estrutural utilizado em fundações indirectas. Estuque .Substâncias químicas. madeiras para cofragens. etc. Geralmente de betão armado.São os locais de trabalho onde se efectuam trabalhos de construção de edifícios e de engenharia civil.Estação de tratamento de águas residuais. permitindo uma actuação de modo a controlar os riscos. Estatística de acidentes . areia e água. Estaleiro de ferro .Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricadas.Glossário A1 . que é cravado nos terrenos. ferro. usada no revestimento de paredes e de tectos.Massa à base de cal.Sistema de recolha de dados da sinistralidade e posterior tratamento. Pode ser constituída por betão armado. etc. Estaca . dobragem de ferro. Também usada em ornatos. ETAR . moldagem e montagem de armaduras. aço. A sua utilização e armazenamento requerem cuidados especiais pelo que só devem ser manuseados por pessoal especializado. ETA .) Estaleiros temporários ou móveis .Aparelho de aquecimento de águas alimentado a gás combustível. madeira. Explosivos .) e se realizam os serviços auxiliares para a execução da obra (preparação da argamassa.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. e ainda.Conjunto de elementos que forma o reticulado de uma edificação e sustenta paredes. Estaleiro de cofragens . área para execução e reparação de cofragens.

Material de altíssima resistência e pouco peso. É colocado entre a estrutura prin- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . aumentando inúmeras vezes a capacidade de transmissão em relação aos meios tradicionais com condutores de cobre.Peça integrante da viseira.Fileira horizontal de pedras. Flutuante . Forro . com dimensões análogas que entram na formação de uma parede. Fiscal da obra . portas.Elemento que forra a cobertura no seu interior. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 .Conjunto de vãos. conforme a sua localização de alçado lateral esquerdo ou direito. Os alçados ou fachadas laterais designam-se. janelas ou outras aberturas por onde entram o ar e a luz naturais.Classificação das instalações eléctricas de modo ordenado e estruturado atendendo à segurança das pessoas e dos bens. 15 Glossário F Fachada . Fato de trabalho .Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas.Material que resulta da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza .Material que é empregue como condutor na transmissão de dados e voz. por conta do dono da obra.Equipamento de protecção individual para o corpo. Fibra de carbono .A pessoa.Alçado principal de uma construção que se opõe ao alçado posterior ou tardoz. Fenestração . composto de carbono com utilização na execução de barras ou tiras para serem incorporados no betão armado.Elemento constituinte de um equipamento de protecção individual.Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. Filtro óptico . Fibra óptica . Filtro . singular ou colectiva encarregada do controlo da execução da obra. Fiada . Em desuso.a mais frequente é a fibra do amianto.A1 . Fibrocimento . feito de vidro ou material plástico. blocos ou de tijolos. É colocado directamente sobre a tela isolante. Factores de influência externa . destinado à retenção de partículas ou gases.

Fossa séptica .São as fundações em que as cargas são directamente transmitidas ao solo. as moléculas movem-se livremente e com grande velocidade.Desinfestar por meio de gás.Conjunto de elementos estruturais (estacas ou sapatas) responsável pela sustentação da obra. Utilizam-se em solos com boa coesão e capacidade de carga.Produto químico (tóxico) para eliminar insectos ou pragas. levantar. Fumigar . Nos gases.Cano situado nas extremidades dos beirais que escoa as águas pluviais proveninetes das caleiras.Líquido combustível utilizado em motores. Fundação indirecta . Fundação (ou alicerce) . Galvanização . A força de coesão é mínima e a de repulsão é enorme.Luminária portátil para iluminação provisória em obra/oficina. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Alinhar. através de elementos como vigas de fundação. Gasóleo .São as utilizadas em solos que não têm boa coesão (por exemplo: argilas ou lamas) e que. endireitar. sendo posteriormente bombeados ou drenados. Gás . Gambiarras . dificilmente podem suportar as cargas previstas. vapor ou fumos.Substância em estado gasoso cuja matéria tem forma e volume variáveis. sapatas. orifício por onde escorre a água de uma fonte ou chafariz. Fundação directa . ensoleiramentos. Fungicida . G Galgar .Acção de tratamento de uma superfície metálica de forma a preservá-la da corrosão. sendo necessário procurar camadas mais profundas nas quais se vão cravar estacas ou elementos estruturais afins. por isso. Gárgula . sob o telhado. 16 cipal e a secundária. alçar. uma tábua ou um vão (porta ou janela) tenham seus lados perfeitamente paralelos.Local onde os esgotos domésticos são recolhidos e decantados. desempenar.Glossário A1 . fazer com que uma régua.

composto de argila e feldspato. muitas vezes. Muito usado para revestir pisos. Geminada .Equipamento de elevação composto de uma base. grade. e de uma torre. Grisu . Gesso cartonado .Elemento físico de segurança. Elemento humano que controla uma obra relativamente aos acessos e orientações definidas pela direcção de obra. e que serve para impedir a queda de materiais ou utensílios a partir da plataforma de trabalho. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras e bandas de sinalização.Rocha magmática granular formada por quartzo.Material de construção feito de papel e gesso prensados. passadiços e acessos.Peça integrante do calçado de protecção que protege a sola do pé.Gás metano mais ou menos puro que se emana das minas. suportando uma lança. com grande capacidade de isolamento térmico e acústico. o seu nome deriva da sua cor ou do local onde fica a jazida. fixa ou móvel sobre carris. Grua-Torre . muito usado no revestimento interior de paredes e tectos. destinado a proteger um espaço.Elemento de protecção colectiva. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Gás de petróleo liquefeito. feldspato e mica. coberturas. Granito . GPl .Referência a duas casas unidas por uma mesma parede meeira. 17 Glossário Gáspea .90m e um intermédio a 0. uma contra lança e um contra peso. Gesso . andaimes. Devem ser constituídos por um montante vertical que suporta um elemento horizontal a 0. Grés . utilizado na periferia das lajes.A1 . bem como na protecção de aberturas. Existem diversas cores de granito e. denso e opaco.Peça que se coloca na base e junto ao bordo exterior do piso. Guarda-corpos .45m. plataformas.Material cerâmico duro. tapume. Guardas (de segurança) .Pó de sulfato de cálcio que misturado com água forma uma pasta compacta usada em moldagens e no acabamento de tectos e paredes. Guarda-cabeças .

Inflamáveis . Higrómetro . I Ignição . em conformidade com o previsto no projecto.Estado dos corpos em combustão ou detonação de um produto combustível. telecomunicações. Impermeabilização . 18 H Hidrófugo .Marcação no terreno da localização exacta dos diferentes elementos que integram uma construção. podendo ser com filme plástico ou por aplicação de camadas de betume ou massa impermeável. O aparecimento da ferrugem é um estado avançado do processo de oxidação.Processos construtivos que impedem a infiltração de água na estrutura construída.Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a oxidação (reacção do ferro com o oxigénio). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Glossário A1 . Inclinação . gás e outras.Produtos ou agentes químicos adicionados às argamassas e tintas para proteger e preservar as paredes e construções da humidade.Iluminação dirigida para uma determinada área de circulação ou trabalho e que complementa a iluminação geral ou difusa. esgotos residuais ou pluviais.Técnico de higiene no trabalho.Acção de líquidos ou fuídos que penetram no interior das estruturas. escadas. eléctricas. Infra-estruturas técnicas provisórias .Ângulo formado entre um plano e a horizontal. Inoxidável .Substâncias combustíveis que ardem com chama. rampas ou outros elementos que apresentam pendentes. Implantação . Infiltração . Higienista .Redes técnicas aéreas ou enterradas relativas a instalações de águas. Iluminação directa .Aparelho de leitura directa que avalia a humidade relativa do ar (em percentagem). Pode referir-se a coberturas.

mármore. com pouca espessura. digestiva ou dérmica.Estrutura plana e horizontal de pedra ou betão armado. Interruptor diferencial .Faixas inferiores que revestem as paredes geralmente em lâminas de madeira (rodapés). com encaixe do tipo macho-fêmea. joule . existente nos quadros eléctricos. As juntas de dilatação permitem que os materiais se expandam pela acção do calor.Unidade de medida de energia (J).Processo ou técnica construtiva que visa resguardar um ambiente do calor. Intoxicação . do som e da humidade. pedra. Isolamento .Manta isolante à base de fragmentos minerais e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes.Peça de geometria e dimensão variáveis. l lã de vidro . sem se comprometerem as condições de equilíbrio dos elementos estruturais. cimento. que define os pavimentos numa construção. 19 Glossário Insolação . barro cozido. linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas justapostos.Articulação. que podem ser provenientes do exterior e introduzidas por via respiratória.Manta isolante à base fibra de vidro cor amarela e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes. divisórias e tectos. laje .Efeito causado no organismo por substâncias tóxicas. utilizada no revestimento de paredes e pavimentos. lambril (ou lambrim) . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . arenito ou metal.Dispositivo. lã de rocha .A1 . divisórias e tectos.Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebida por uma construção. ladrilho . que assegura o corte da passagem de corrente quando há uma variação anormal na tensão. j junta . de cerâmica. apoiado em vigas e pilares.

lixa . de modo a proceder á sua movimentação mecânica. lei de ohm . destinado a suportar a alvenaria que forma o pano superior da parede e que absorve essa carga. electromagnéticos e mecânicos. Sendo: U . I .Folha com uma superfície abrasiva. em operações de limpeza e na dissolução de gorduras.expresso em Volt. que formam um composto estável. insolúvel e rígido.Solução alcalina usada. ligantes (Hidráulicos) . á sua eficiência de modo a evitar o escorregamento e ângulo que formam os cabos em função da carga. amplia e controla.Pavimento em madeira que difere do parquet na espessura. de betão ou outro material.Local destinado a alojar um posto de trabalho. padieira ou umbral) . como queimaduras. ligação equipotencial . ou sobre o globo ocular. R . linga (cabo ou estropo) . para polimento. tal que a tensão “U” é igual ao produto da resistência eléctrica “R” pela intensidade de corrente “I”.Acção que consiste em suspender uma carga através de cabos.Emissão de radiação electromagnética que se caracteriza por ser produzida por um dispositivo que a estimula.Ligação que tem por objectivo manter o mesmo potencial entre duas massas. ligação de terra . laser .Produtos.expresso em Ohm. em especial sobre a pele. para protecção dos trabalhadores e necessário ao correcto funcionamento dos aparelhos diferenciais.Relação entre três unidades de grandeza eléctrica. local de trabalho . Tem aproximadamente 1cm. 20 Lamparquet .Glossário A1 . como o cimento e a cal. situado dentro de um edifício. Pode causar efeitos sobre o organismo.Elemento superior de um vão. O seu manuseamento requer medidas de segurança e utilização de equipamento apropriado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . lingada . lintel (verga. Deve atender-se a medidas de segurança específicas para estes trabalhos que vão desde a capacidade de carga do equipamento á inspecção dos cabos. em regra. de natureza fotoquímica. empresa ou qualquer outro local onde o trabalhador tenha acesso para exercer a sua actividade.Ligação das massas metálicas à terra.Elemento de ligação entre a carga e o aparelho elevatório.expresso em Ampere lixívia .

Aparelho que permite controlar a saída de um fluído.Produtos com a propriedade de olear peças de máquinas e ferramentas. Também pode ser um conjunto composto por balastro e lâmpada fluorescente.O mesmo que água-furtada.Viga de sustentação disposta segundo o comprimento de uma estrutura em que se apoiam os degraus de uma escada ou uma série de estacas. de um recipiente. Como medida de segurança.Aquilo que alumia. luvas (de protecção) .Tipo de pavimento em via de comunicação rodoviária. em miniatura. revestimentos. deve estar provido de uma válvula de segurança que permita a saída do fluído em caso de sobrepressão.Equipamento de protecção individual para protecção das mãos. Madre . Manómetro . lubrificantes . Manoredutor .Elemento ou vigota que na estrutura de uma cobertura. instalações e outros componentes de um sistema.Profissional que realiza trabalhos em madeira nas edificações ou na con- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Sinónimo de movimentação manual de cargas.Reprodução tridimensional. Marceneiro .Tubo plástico transparente que cheio de água permite marcar uma determinada cota ou nível em diversos pontos da obra. Requerem medidas de segurança na sua correcta utilização. repousa nas pernas da asna.A1 . utilizado em vias de tráfego reduzido. para soldadura. luminária . Estes equipamentos são utilizados nas botijas de acetileno ou hidrogénio. 21 Glossário longarina . Manutenção . iluminação. de um projecto arquitectónico.Aparelho destinado a medir a pressão de um reservatório ou garrafa de gás. lanterna. M Macadame . lâmpada. Mangueira de nível . Maqueta .Conjunto de acções organizadas destinadas a garantir o estado de conservação das estruturas. na terminologia francesa. Mansarda .

Tem bom polimento e pouca resistência ao calor. Microondas . Mármore . Meios de 1ª intervenção .Equipamento de movimentação de terras e terraplanagem que serve para nivelar plataformas. se bem que não obedecem a esta norma.Meios destinados à implementação de medidas de autoprotecção que consiste na intervenção no combate a um incêndio.Para o lado da nascente de um rio. desencadeada imediatamente após a sua detecção pelos ocupantes de um edifício ou instalação. Sobre a matéria biológica os efeitos são de ordem térmica. lingas de estrado.Radiação ionizante de baixo poder energético. Montante .Mistura proporcional de areia fina.Equipamento de protecção individual. ligas de cordas e lingas de barras de carga. Mástique .Aparelho de elevação. utilizada no reboco de paredes ou muros. vigiando e controlando directamente o seu estado de saúde. Escoamento por gravidade de montante para jusante. no espectro electromagnético. Medida preventiva .Produto em forma de pasta indicado para colagens elásticas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 22 fecção de móveis.Acessórios de elevação situados entre o gancho do aparelho elevatório e a carga. Monta-cargas . Meios de suspensão .Especialidade da medicina cujo objectivo é prevenir riscos para a saúde do trabalhador.Acção prática destinada a prevenir/eliminar o risco ou limitar as suas consequências. lingas de correntes. água e cal.Rocha cristalina e compacta.Glossário A1 . formado por uma cabine que se desloca ao longo de guias verticais. Massa Fina . Máscara . A utilização desta radiação comporta riscos para o globo ocular. O seu uso destina-se a proteger os trabalhadores que tenham de permanecer em ambientes contaminados ou que laborem com substâncias irritantes. Medicina do trabalho . podendo afectar o sistema circulatório e glandular. Reveste pisos e paredes e também guarnece elementos em cozinhas e casas de banho. Motoniveladora . Também se designam pelo mesmo nome os elevadores de materiais em obra. Tais como: lingas de cabos. A sua segurança obedece às normas próprias para elevadores e monta-cargas. adaptado á face e que cobre as vias respiratórias.

Conjunto de directrizes devidamente ordenadas com vista a evitar situações de risco para os trabalhadores.Documento que serve para comunicar aos interessados.Equipamento de movimentação de terras. desmonte. partículas e líquidos. o óculos de Protecção . a descrição de um acidente. Notificação de acidente .Engloba todos os trabalhos referentes a operações de carregamento.É a profundidade a que se encontra a superfície do lençol de água subterrânea. ohm . espalhamento.Regra que orienta e normaliza a produção de materiais de construção. Normas de segurança . 23 Glossário Motoscraper . vapores. de terraplanagem e de transporte de grande capacidade que realiza trabalhos no nivelamento de pouca espessura mas de forma contínua. por um ou mais trabalhadores. nivelamento. Movimentação de terras . Norma técnica . Movimentação manual de cargas .Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície.É qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. comportem riscos para os mesmos.Equipamento de protecção individual destinado à salvaguarda da vista contra gases. que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis. poeiras.A1 . N Nível .Unidade de medida de resistência eléctrica. de forma sucinta. Nível freático . compactação. nomeadamente na região dorsolombar. transporte.Sigla que significa Organização Internacional do Trabalho. oIT . escavação e perfuração de terras. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo de uma empreitada.Local onde se devem estacionar viaturas ou equipamentos.Representação da estrutura organizativa de uma empresa ou empreitada onde estão representados os vários serviços e departamentos e a sua interligação. Parqueamento (estacionamento) .Peitoril. ombreira . Serve para carregamento de terras para depósito ou camião. geralmente construído em alvenaria. Palmilha . Parapeito . oxidação . 24 oMS .Peça integrante da sola do calçado que protege o pé de eventuais perfurações. presente em janelas. Parede . fazendo assim uma previsão dos custos da mesma. operador . terraços.Glossário A1 . orçamentista . principalmente o ferro. sacados e patamares.Sigla que significa Organização Mundial de Saúde.Elemento de compartimentação ou separação dos espaços que constituem um edifício. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Protecção que atinge a altura do peito.Cada uma das peças verticais de portas e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Dá origem à ferrugem. orçamento de obra .É qualquer trabalhador incumbido da utilização/operação ou manobra de um equipamento de trabalho. organograma .Processo de reacção química do oxigénio com os metais.Técnico que elabora os orçamentos para as obras. P Pá carregadora . Paramento .Equipamento de movimentação de terras provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado.Face exterior de uma parede.

Base inferior das janelas que se projecta além da parede e funciona como parapeito. deve dispor de protecções laterais adequadas. Pendural .Profissional encarregado de preparar e aplicar revestimentos com tintas nas superfícies que vão receber estes materiais.Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Perigo .Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Plano director municipal (PdM) . Pincel .Profissional encarregado da execução de elementos em alvenaria e acabamentos. 25 Glossário Parquet . Pintor .Meia calha em chapa sobre trechos do telhado abertos. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Andar. ferro ou betão que numa asna liga as pernas á linha.A1 .Instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados por um cabo para aplicar tintas. recebe o nome de coluna. Pavimento . Pestana .Pavimento de qualquer construção.Aparelho para medir altas temperaturas. Perspectiva .Situação que excede o limite de risco aceitável. madeira.Passagem provisória que liga dois locais. Pistola (pintura).Piso feito da composição de tacos. Passadiço .Peça de madeira.Pedreiro usa-se este nome na zona Norte de Portugal. Trolha .Altura entre o piso e o tecto.Equipamento eléctrico composto por um reservatório. Pé-direito . um espalhador e uma pistola para aplicação de jactos de tinta. Peitoril .Elemento estrutural vertical de betão armado. Piso . Pilar . Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pedreiro . Pirómetro . Quando é circular. Andar. pedra ou alvenaria.

Muito usada para mostrar instalações hidráulicas e de gás. Portaria .Glossário A1 .Saída destinada em exclusivo a uma evacuação de emergência. local onde se efectua o controlo de acessos ao estaleiro de obra. Plano de Segurança e Saúde . Plano de Evacuação .Documento no qual estão indicadas as medidas de auto-protecção. Porcelanato . Garante luminosidade natural ao ambiente. transparente. Utiliza-se para trabalhos de construção.Qualquer elemento produzido ou moldado industrialmente.Tipo de perspectiva em que o desenho reproduz todos os elementos do projecto. a cargo de porteiro. que substitui o vidro no fecho de vãos. mais elevada que a sua envolvente.Moldura contínua. o nome tem origem italiana.Material sintético.Proveniente da pedra britada.075 mm. actuação e de evacuação a adoptar por uma entidade para fazer face a uma situação de emergência. relativamente aos riscos de incêndio. fuga de gás. explosão.Entrada principal. devendo dispor de material e equipamentos necessários. que contorna uma construção acima dos freixais. de alta resistência. inquebrável. de dimen- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . dimensão nominal máxima inferior a 0. elemento vertical de circulação.Revestimento cerâmico ou à base de resina de alta resistência e grande dureza. Planta isométrica . Pó de pedra . sismo.Documento fundamental para o planeamento e organização da segurança no trabalho em estaleiros temporários ou móveis. devendo observar-se as medidas de segurança de modo a evitar quedas e outros riscos. Plano Inclinado . Devem permanecer devidamente sinalizadas e desobstruídas. Policarbonato . Pré-fabricado . Posto de socorros .Local onde se podem efectuar pequenos curativos médicos. em que se estabelece os caminhos de fuga mais rápidos e seguros. Plataforma . 26 Plano de Emergência . com pontos de fuga.Estudo das condições de segurança de um edifício. Platibanda . etc.Rampa. formando uma protecção à cobertura. em geral de grandes dimensões.Área plana horizontal. mais larga do que saliente. Porta de emergência . bem como a sinalização e coordenação destas acções.

27 Glossário sões padronizadas. entre estes e o risco. Protector respiratório . em que se aplica ao trabalhador a respectiva protecção. Protector auditivo . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Queda em altura .A1 .É a denominação que se dá à queda entre duas cotas significativamente afastadas. São de quatro tipos: de inserção no canal auditivo externo (tampões). afastando ou interpondo. Protecção individual . Prumada .É o EPI (equipamento individual) que é utilizado para reduzir o efeito agressivo do ruído ambiente no aparelho auditivo. pelo que se devem observar medidas de segurança apropriadas. de cobertura de parte substancial da cabeça e de todo o pavilhão auricular (capacetes) e os protectores activos.Equipamento de protecção destinado a proteger o operador do risco provocado pela projecção de partículas.É a denominação que se dá a uma queda acidental num pavimento à mesma cota ou com pequenas desníveis.Equipamento de protecção individual destinado a proteger o trabalhador do risco de inalação de agentes agressivo. de cobertura de todo o pavilhão auricular (protectores auriculares). Protecção colectiva . Também denomina a verticalidade das paredes de uma construção. Q Queda de nível . Em geral produz acidentes graves ou mortais. É em geral provocado por má arrumação do local de trabalho ou passagem por elementos não sinalizados. barreiras.Técnica de protecção em que se protege o conjunto de trabalhadores. O seu uso tem como objectivo reduzir o tempo de trabalho e racionalizar os métodos construtivos. Permite verificar o paralelismo e a verticalidade de paredes.Técnica de protecção relativamente a um ou mais riscos.Posição vertical da linha do fio de prumo.Nome do aparelho que se resume a um fio provido com um peso numa das extremidades. Protector ocular . Prumo . eliminando. radiações ou outros riscos para a vista. Dentro destas protecções consideram-se as normas de segurança e a sinalização.

Em redes de águas. Rede de segurança .Radiação de baixa energia do espectro electromagnético.Ferramenta mecânica com disco abrasivo. porta-paletes.Radiação de grande poder energético e que produz ionização à sua passagem pela matéria. corresponde a um caminho subsidiário dessa rede. para trabalhos de construção.São protecções colectivas. Pode receber muitos outros acessórios. O ripado faz parte da estrutura Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura de pessoas ou materiais. equipado com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora. Revestimento . Radiação não ionizante . tais como braços de carga extensíveis. destinada a tirar rebarba.Equipamento de movimentação de terras.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas.É aquele que é eleito ou escolhido pelos trabalhadores para exercer funções específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho. Ripado .Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies toscas e que são responsáveis pelo acabamento. enquanto a massa ainda está fresca. Refractário . Ramal . A utilização desta ferramenta comporta vários riscos.Revestimento de parede feito com massa fina. Perfil rectangular de alumínio que nivela pisos e paredes. podendo receber pintura directamente ou ser recoberto com estuque.Glossário A1 . esgotos ou outro fluído. que não produz ionização ao atravessar a matéria. como sejam o risco de surdez. Representante dos Trabalhadores .Prancha estreita e comprida de madeira. azulejo ou outro material. A acção não controlada sobre o organismo produz graves lesões (ex: leucemia e outras).Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. A sua utilização requer medidas de segurança adequadas. Régua . de projecção de partículas para a face e os olhos e as vibrações que transmite á mão e braço. 28 R Radiação ionizante . Retroescavadora . Rebarbadora . Reboco . martelos demolidores ou vibradores de betão.

A primeira é um elemento de betão de forma piramidal construído nos pontos que recebem a carga dos pilares.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. Risco de Acidente . Ruído . envolta em material esponjoso ou lã para aplicar tintas.A1 . cilíndrica. cerâmica. baterias. no desenvolver do trabalho. Saturnismo . fabrico de vidro. cerâmicas e tintas. pedra.Moldura. Sarjeta . Rolo . normalmente em gesso. Impõe-se fazer a sua avaliação para determinar o tempo máximo de exposição e /ou as protecções adequadas. Pode ter diversos formatos e ainda embutir ou não a iluminação. S Salubridade . Rodapé . instalada no encontro entre as paredes e o tecto. Artefactos de betão ou cantaria similares ao sumidouro. contínuo ou de impacto.Caixa sifonada que se instala nos passeios para escoamento das água pluviais que correm nas valetas.Parte mais larga e inferior do alicerce. Sanca .Peça comprida. distribuindo-o por uma faixa maior de terreno.Desempeno de massa com emprego de régua ou sarrafo de madeira. Sapato (de segurança) . Os rodapés podem ser de madeira. junto ao piso. mármore.Doença profissional devida ao contacto com o chumbo e inalação dos seus vapores. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 29 Glossário secundária da cobertura. Sapata . Há dois tipos básicos: a isolada e a corrida.Conjunto de condições que se deve verificar para a promoção e manutenção da saúde pública.Som desagradável. Está presentemente nas actividades ligadas à fundição de chumbo e prata. ocorra um acontecimento anormal e imprevisto que ocasiona lesões e/ou danos. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes. etc. Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentes em terrenos firmes. que quando em excesso pode provocar surdez profissional.Faixa de protecção ao longo das bases das paredes.Probabilidade que. Sarrafar .

na adesão e no isolamento de qualquer superfície (cimento.Aparelho destinado a medir a intensidade sonora num ambiente ou posto de trabalho. de ficar debaixo de terras que se desprendem.Tubo ou caixa dividida por septo que constitui um compartimento de retenção das águas impedindo a exalação de gases ou cheiros provenientes dos esgotos ou tubos de drenagem Silicone . Servente . Tira de pedra ou lancil sobre a qual assentam as ombreiras de um vão de porta. Soleira . etc. proibições ou obrigações. perigos. geralmente de pinho. Existem também seixos obtidos artificialmente.Auxiliar dos profissionais que trabalham nas obras. Silicose . designadamente no revestimento de pavimentos (soalho) e como elemento tosco em cofragem de madeira. Sonómetro . 30 Segurança contra incêndio . Sola . azulejo.Material usado na vedação. cerâmica.Risco que se corre em trabalhos de escavação. rolados em máquinas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . configuração dada pela corrente das águas dos rios. Seixo rolado . Solho . utilizada em múltiplos contextos. Soterramento .Glossário A1 .Pedra de formato arredondado e superfície lisa.Pneumoconiose provocada pela inalação de poeiras de sílica. com vista a facilitar o uso de instalações ou equipamentos.Conjunto de meios e medidas destinadas a evitar e proteger as pessoas contra o risco de incêndio.) que exija protecção contra infiltrações de água. madeira.Piso na porta de entrada de uma edificação. podendo provocar a morte por asfixia ou por traumatismo. fundidores de moldes de areia. vidro. Sifão .Prancha de madeira. Sinalização . bloco.Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado de protecção. Estes dados permitem proteger os trabalhadores relativamente ao risco de surdez ou promover a insonorização dos ambientes de trabalhos.Conjunto de sinais ou dísticos que se destinam a comunicar informações. É uma doença profissional que afecta os mineiros. etc.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ferro. Telha canudo .Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. pedra. Telha . Cada inclinação de telhado requer um tipo de telha específico. bege ou castanha. Tapume . podem ter um cordão a ligá-los. de forma curva. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). resultando daí uma cobertura mais “fechada”. tipicamente de cor vermelha. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes.Ferramenta de pedreiro ou estucador. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. madeira. etc. vidro. Inclinação de um terreno em consequência de uma escavação.Em andaimes.Pavimento constituído por madeira maciça que é fixa (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes (sarrafos). As telhas têm formas variadas e podem ser de barro.Telha de formato aplanado. Telhado . Talocha .A1 . de ligação pouco estanque e eficiente. com um único canal. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva.Telha tradicional artesanal. escarpa. Feitos de espuma de poliuretano ou PVC.Peças usadas para cobrir as construções. 31 Glossário T Tábua de Pé . Volume inclinado de terras que impede o desmoronamento dos solos. é a designação que se dá às tábuas onde se apoiam os trabalhadores. Talude .Rampa.Vedação provisória que delimita a obra do meio envolvente.Cobertura de uma edificação. Telha lusa . Tábuas corridas . formada por elemento rectangular com pega e destinada a apertar e alisar as massas. cerâmica. Telha marselha . tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. Tampões .Protector auditivo constituído por uma rolha para cada ouvido. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação.

Tijolo . 32 Telha plana . económicas e sociais. se obriga a prestar serviço a um empregador. Trabalhador .Conjunto de trabalhos de construção que abarcam a estrutura e as alvenarias.Elemento estrutural da cobertura.Pessoa singular que. sem necessidade de remates. Existe também o tijolo cru (adobe). embora não titulares de uma relação jurídica de emprego.Estudo sistematizado e interdisciplinar da cidade que inclui o conjunto de medidas técnicas. Telha romana . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . por sua vez. actualmente pouco usada.Disciplina técnica que estuda e representa graficamente os terrenos e a diversidade do relevo. que. tijolo furado.Telha semelhante à telha canudo. normalmente em madeira. u urbanismo . como os declives ou taludes e picos. pública ou privada. o tijolo de cunha forma destinada à construção de arcos. Os tijolos laminados são produzidos industrialmente. Os estudos topográficos são essenciais para o projecto e a implantação de qualquer obra. Trincha . paralelamente ao beiral. incluindo a Administração Pública. bem assim o tirocinante. necessárias ao desenvolvimento harmonioso da vida humana em contexto urbano. Estão excluidas as instalações técnicas e acabamentos. mediante retribuição.Peça de barro cozido usada nas alvenarias. o estagiário e o aprendiz e os que estejam na dependência económica do empregador em razão dos meios de trabalho e do resultado da sua actividade. Terça (ou madre) . tijolo refractário com argila pura ou componentes refractários.Telha de cano plano com origem no Norte da Europa.Glossário A1 . Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. Apoiase sobre a asna na posição horizontal. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. É destinada a coberturas com grande inclinação. Tosco . é igual a metade do comprimento. Topografia . Tem forma de paralelepípedo rectangular com espessura igual a metade da largura. os institutos públicos e demais pessoas colectivas de direito público e.Pincel espalmado.

Abertura ou rasgo numa parede. por razões de segurança. Viaduto .Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para a movimentação de viaturas ligeiras.Espaço público destinado à circulação pedonal ou rodoviária.Solução composta de resinas sintéticas ou naturais. devem ser feitas avaliações e adoptar medidas de segurança. Via de circulação . Vão . 33 Glossário V Vala .Caminhos existentes no interior e envolvente do estaleiro de obra. prevenindo a intrusão de pessoas estranhas à obra. que serve para ligar dois pontos de uma via. transporte de pessoal. Verniz . acima da cota do terreno natural. Via pública . Verga .Obra de arte. em geral de betão armado ou metálica.Escavação estreita e longa feita no solo para escoar águas residuais ou pluviais e também para a execução de infra-estruturas técnicas enterradas.Protecção (tapume. As vibrações sobre o corpo humano têm efeitos nefastos pelo que sempre que se verifique existir esse risco. Vazadouro .Equipamento destinado a produzir vibração no betão.Local onde se despejam os entulhos e terras sobrantes das obras. Via de circulação pedonal .Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e visitantes circularem em segurança. incolor ou não. Poderá destinar-se à colocação de janelas ou portas. através da introdução de uma agulha. com o fim de arrumar as componentes e produzir uma massa compacta.A1 . equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. Via de circulação rodoviária . protege ou realça as superfícies dos materiais. Vibrador . que trata. grade ou rede) que isola a zona de trabalhos. Vidro aramado . Vedação de obra . pesadas. Vidro temperado -Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Aquele que tem uma trama de arame no seu interior para torná-lo mais resistente.Peça de betão ou madeira colocada sobre vãos de portas e janelas que suporta a parte superior da parede.

34 rápido arrefecimento para torná-lo mais resistente a impactos.Equipamento de protecção individual.l. de cor alaranjada.Material que foi revestido de zinco. Quando executada em fundações designa-se por viga de fundação.Valor limite de exposição ou seja o valor limite. Viga .Verme que se alimenta de madeira. munido de um filtro óptico. ferro ou betão armado responsável pela sustentação das lajes.Glossário A1 .Subproduto do chumbo. penetram no corpo humano. z zarcão . A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos construtivos para os pilares. O revestimento de chapas de ferro dá origem às telhas de zinco usadas em coberturas ou telhados quase planos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Para obviar este problema utilizam-se produtos que destroem esses vermes e que se aplicam por imersão da madeira ou por introdução em autoclave.Elemento estrutural horizontal ou inclinado de madeira.Elemento estrutural fabricado em instalação industrial. É usado como primeira demão na pintura de peças metálicas a fim de protegê-las. expresso em concentração média diária. para um dia de trabalho de 8 horas e uma semana de 40 horas. Evita a oxidação ou ferrugem. com pouca inclinação. para protecção dos olhos e do rosto.E . x xilófago . já que esses produtos são muito perigosos para a saúde pelo contacto com a pele. zincado . V. ponderada em função do tempo de exposição. Viseira . se não forem adoptadas medidas adequadas. Vigota . óxido salino de chumbo. O primeiro processo tem riscos elevados.É qualquer zona dentro ou em torno de um equipamento de trabalho onde a presença de um trabalhador exposto o submete a riscos para a sua segurança ou saúde. perfurando-a em galerias até à sua destruição total. zona Perigosa .

Documentação de Referência BIBlIOGRAFIA E EnDEREçOS ElECtRónICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

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3. Legislação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

º 89/106/CEE.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Portaria n.º 362/93 de 15 de Outubro .º 133/99 de 21 de Abril .º 566/93 de 2 de Junho . Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoa Empregado nas Obras. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .º 26/94 de 1 de Fevereiro .º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. Portaria n.A3 . de 21 de Dezembro de 1988.º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho). Decreto-Lei n.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro . Lei nº 100/97 de 13 de Setembro – Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais. Decreto-Lei n. Portaria n.º 441/91.Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais). de 14 de Novembro .º 89/656/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual.Transpõe para o direito interno a Directiva n. relativa aos produtos de construção.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.º 347/93 de 1 de Outubro .Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública.RSTCC.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. 1 Legislação • • • • • • • • • • • • • • • • • Decreto-Lei n.Altera o Decreto-Lei n. Higiene e Saúde no Trabalho.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.º 113/93 de 10 de Abril .º 46427 de 10 de Julho de 1965 . as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação.º 141/95 de 14 de Junho . Decreto-Regulamentar n.º 101/96 de 3 de Abril . Decreto-Lei n.º 102/2000 de 2 de Junho – Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho.º 33/88 de 12 de Setembro . Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n. Decreto-Lei n. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . bem assim. Decreto-Lei n.º 348/93 de 1 de Outubro .Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil .Transpõe a directiva n.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.Transpõe para o direito interno a Directiva n.

2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Lei 99/2003 de 27 de Agosto – Aprova o Código do Trabalho.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. do Conselho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto – Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro – Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão.º 92/57/CEE.Legislação A3 .Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção.º 146/2006 de 20 de Fevereiro . que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE. que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho . revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. de 29 de Outubro . que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho. Portaria n. de pedreiro (m/f ). de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). de 17 de Janeiro. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis. Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro – Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. que aprova o Regulamento Geral do Ruído.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens]. Decreto-Lei n.Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE.º 12/2004 de 9 de Janeiro . Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro .º 273/2003. Decreto-Lei n. Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE. Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro – Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho. Portaria nº 299/2007 de 16 de Março – Aprova o modelo de ficha de aptidão médica. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . de 3 de Novembro. Lei 35/2004 de 29 de Julho – Regulamenta o Código do Trabalho. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto – Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho – Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio.Transpõe para o direito interno a Directiva n.

15.4. Actividades/Avaliação RESOlUçãO OU DESEnvOlvImEntOS PROPOStOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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5m. troços com comprimento superior a 100. 4. em todo o estaleiro de obra. 3. 5.Estaleiro de obra 1.60 m.Caminhos de Circulação 1.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV1 . Não existe controlo de acessos. Interior/Envolvente/Trabalhadores/Pé/0.60m. Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras. Estaleiro não se encontra perfeitamente delimitado. 2.3m/3.6m/2. AV2 . Infra-estruturas aéreas e enterradas. Material utilizado na vedação constituí risco para os trabalhadores ou terceiros. 5.0m. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário.90m. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3. 6. Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. 1 Actividades / Avaliação .0m a 4. 2.A4 . Incêndio – Carretéis de calibre reduzido/Explosão – Proibir garrafas de gás em caves/Electrocussão – Disjuntores diferenciais de 30 mA/Ambiente – ETAR/Intoxicação – Evacuação de produtos de combustão/Derrame de gasóleo – Caixa de retenção de hidrocarbonetos. Vedação/Viaturas/Portaria/Controlo de Acessos 4. Separadas das vias pedonais. 2. sinais luminosos e sinais verticais).25m/4. 2. 3.20m/0. Acesso/Colisões/Atropelamentos/Esmagamentos.0m/2.3m/5. Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. 3.

A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. AV3 . Identificar e sinalizar as instalações. Rede de água fria e quente. Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Veículos/Barreira física/Peões/Portaria/Vedação .Instalações Administrativas 1. Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. 2. Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. Equipamentos de alarme e combate a incêndios/Proibição/Triângulo/Círculo/Saídas de emergência. módulos devem ser espiados e amarrados.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . aprovisionamento. Tapar a vitima com um casaco ou manta. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. 5. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. deixar a vítima como está sem a movimentar.Actividades / Avaliação . A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. Energia eléctrica. 6. Posto de socorros. Não permitir que a vitima se levante ou sente. Construção modulada em altura. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. com circuito de iluminação e tomadas. Não lhe dar líquidos ou estimulantes. serviço de gestão de equipamento. Administrativa/Vitrina/Documentos/Informação/Plano de Segurança e Saúde. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. 3. 4. Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. 2 6. central telefónica e parqueamento de viaturas. Ponto de encontro.

1. 8/2/2/3. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança do produto. Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. 3. Proibição de fumar e foguear em armazéns. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos.5m/1.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV4 . procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. AV5 . Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho.Instalações Sociais 1. 2. Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. 4.A4 . 3 Actividades / Avaliação . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3. Os regimes dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. 6. O local de implantação deve ser convenientemente drenado. 6. Não existe vedação/Não está sinalizado/Não existe extintor de pó tipo ABC. Armazém/Fiel de armazém/Ferramentaria/Ferramenteiro.5m. 2.0/Pavimento/10/1. Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. Afixada sinalização de segurança. 2. O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. Amputação/Electrocussão/Ruído. Manter em bom estado a rotulagem dos produtos. 5. 66 m2 4.5m/1. Local geograficamente independente do estaleiro industrial.Estaleiro de Apoio à Produção 1. 1.0m/1.5/2. Queda em altura – Guarda corpos em bordaduras de lajes/Incêndio – Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado/Exposição ao ruído – Manutenção de máquinas e ferramentas/Esmagamento – Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação. 5.

0m/Guarda cabeças.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Os atados devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. todas as aberturas devem estar protegidas. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. Na sua recepção. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto. 7. arrumados e limpos. 2. AV6 . Todos os vãos. Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais. Com ventos superiores a 60 Km/h suspender as movimentações mecânicas de cargas. 3. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos.45m/1. Deve ser garantida a remoção de resíduos e desperdícios. Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. 4 O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. desobstruídos. Nos planos de trabalho. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. Electrocussão/Queda em altura/Queda de materiais. 4.Actividades / Avaliação . Os andaimes. Protecções colectivas/Queda em altura/0. Verificar o estado de conservação dos cabos e lingas. Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo.Equipamentos de Protecção Colectiva 1. Não saltar entre plataformas. 8. Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. Devem ser implementados espaços de circulação adequados. Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação.

Deverá usar-se sempre capacete de protecção. 2. Tamanho/Riscos a que protege/Ergonomia 7. Bota – Protecção dos pés ao nível do tornozelo Botim – Protecção dos pés acima do tornozelo Sapato – Protecção só dos pés 8.Aparelhos Isolantes.0m/3.Equipamentos de Protecção Individual 1. 5.0m mínimo/6.A4 . AV7 . As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. 6. Transparente/ Bom campo de visão/Resistente a choques 4. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime.. 5. 0. 1. 7. 5 Actividades / Avaliação . quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.6m.têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho.6m/2. fornecendo um ar puro artificialmente. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. F (não é protecção colectiva)/V/V/F (a cor não consta de tais informações)/V 2. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases.0m máximo. Ruído/Abafadores/Tampões 3. 8. As escavações em valas com mais de 1. Nunca descer a uma escavação não entivada. 1 . Rede tipo ténis/Redes verticais tipo forca/Redes horizontais/Redes horizontais de grande extensão.têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. Quedas em altura/40mm/20mm/Cinto de trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 6.Aparelhos filtrantes .Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de ventos fortes.20m devem ser entivadas.

Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. Levantamento das infra-estruturas enterradas. Funções/Equipamentos de protecção individual/Saúde/Aptidão física. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. suspender os trabalhos. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. 6 9. 2. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. Escavação/Transporte/Aterro.Luvas (Protecção das Mãos) 5. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante.Movimentação de Terras e Escavações 1. AV9 .Funções em Estaleiro de obra 1. 1. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade do equipamento. 4.Colete reflector (Protecção do Corpo) 10. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. Chefias/Meios humanos/Cargas de mão-de-obra/Plano de Segurança e Saúde.Máscara (protecção das Vias Respiratórias) 4. Em vias de circulação. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos.Actividades / Avaliação . 3.Abafadores (Protecção dos Ouvidos) 3.Botas (Protecção dos Pés) 6. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. 4. demarcar a zona de intervenção do equipamento. Viseira Bata Luvas AV8 . Queda em altura/Queda de materiais/Projecção de materiais. 3.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Queda em altura/Queda de materiais/Queda ao mesmo nível.Capacete (Protecção da Cabeça) 2. 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. Armadura/Betão armado/Betão/Cimento. Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. 2. Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. Levantamento das infra-estruturas enterradas. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. 1 . deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão.20m. 7 Actividades / Avaliação .Viga/2. Incêndio/Exposição a gases tóxicos/Dermatites.Estruturas 1.Fundações 1. para equipamentos e trabalhadores.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV10 . 2. 4. Águas de lavagem de baldes.A4 . Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. 3. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. 3. a uma distância razoável dos bordos. autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir.Pilar/3 – Laje. AV11 . Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Armazenamento de aditivos para betão. Construção de acessos separados à zona de trabalhos. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. Directas/Superficiais/Indirectas/Profundas. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura.

Os entulhos devem ser depositados em local específico e. Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . negativos de lajes). 2. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Irritação dos olhos/Exposição a poeiras/Dermatoses.Contra-ripado (paralelo ao declive) 3. 8 AV12 . Irritação/Dermatite 4.Coberturas 1. As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. 3. periodicamente.20m devem ser dotadas de guardacorpos. 2. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Águas de lavagem de baldes. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação.Forro 4.Alvenarias 1. 1. junto de pilares. caixa de escadas. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. Fichas de segurança dos produtos. 4. Colocação de materiais. antes de as içar.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Ripas/beirado/madres/asna/cumeeira. gamelas. bidões. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão.Vara 2. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. caixas ou escadotes. Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado.Asna 3. corettes. devem ser enviados a vazadouro.Actividades / Avaliação . Alvenarias de tijolo/Organização dos trabalhos/Argamassas/Térmico e Acústico. AV13 .

Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. AV14 . Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. Irritação dos olhos Electrocussão Dermatoses 4. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais.A4 . afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. Fichas de segurança dos produtos. garantindo a boa circulação. Espátula/pincel/aplicar tintas/pistola/trincha 2.Revestimentos 1. 3. Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. 9 Actividades / Avaliação .20m devem ser dotadas de guardacorpos. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos produtos tóxicos. negativos de lajes).

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Tomé. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. Quinta de S. directa ou indirectamente. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência.3@sapo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos.net www. C/v Dta. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco.ceifa-ambiente. bem como todos os colaboradores externos que. 27ª.net www. lda Centro de Estudos. 27. a coordenação técnico-pedagógica. 68. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade.net Avaliador externo: Teleformar. 1350-038 LISBOA Tel.teleformar. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. a pesquisa. lda Urb. Porém.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes.pt www. Segurança e Ambiente.lourenco. Finalmente. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. com o seu profissionalismo e dedicação. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas.cinelformacao. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel.

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Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.ministério do trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego. co-financiado pelo Estado Português . Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).

Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 2 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego.

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Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. por escrito.M2 .cenfic.pt • www.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. co-financiado pelo Estado Português . Cristina Leitão Silva João Caixinhas Teleformar. Lda.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio CEIFA ambiente. Março de 2008 500 exemplares.Arquitectura e Construção 862 . através do Fundo Social Europeu.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. do IEFP . CINEL .Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Lda. Prior Velho. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autores Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando 580 . 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança.

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3 Ícones Actividades / Avaliação Documentação de Referência / Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .M2 .

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Actividades/avaliação M2 . O conceito de desenvolvimento sustentável: definição e princípios 2. 15 M2 . 25 M2 .1. 3. Formas de implementação 2. 21 M2 . Erosão 1. 27 SM 1 FT 1 FT 2 2. 21 M2 . A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais 3. Inovação técnica 2. Actividades/avaliação FT3 AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 3.3.4.M2 . aquíferos e oceanos 1.1. A poluição dos solos.4. 23 M2 .2. O sector da construção e o ambiente 1. 3.1.2. A utilização da natureza como depósito de emissões e resíduos 1.4.1. 22 M2 . 25 M2 .4. 23 M2 . 3.2.3. 22 M2 .3.2.2. Sustentabilidade 2.2. o desafio Ambiental 1. Agir rumo à sustentabilidade 2. 26 • 1. 24 M2 . As relações entre o homem e o ambiente 1.1.2.2.1.3.2.2. Ocupação do solo 1. Preservação do património 2.2. Efeitos ambientais da actividade humana 1.1. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar • M2 . Inovação cultural 2. A utilização da natureza como fonte de recursos 1. 25 M2 .2.1.1.4. 19 M2 .1. 11 M2 . Desertificação 1. O ciclo do carbono O ciclo da água As cadeias alimentares Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade 3. Responsabilidade social e cidadania 2. Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas AV 2 SM 3 FT 6 FT 7 FT 8 FT 9 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2.2.3.1.

Actividades/avaliação 9.4.4. Os aterros 7. SGA baseados na conformidade legal 7. Boas práticas na construção civil 7.2.1.1.2.2. O direito do ambiente 6.2.4. ISO 14001 8.2.3. 8 AV 3 SM 4 FT 10 3. As causas das alterações climáticas a nível global e local 4. Legislação nacional 6.3.3. A gestão sustentável das cidades e do espaço 5.1.2.2.5.4.1. Efeito de estufa 4. O direito internacional 6.1. A eco-arquitectura 7. As incineradoras de resíduos 7. LiderA 8.2.1.1. Legislação da União Europeia 6. As ETAR 7.1.1. A gestão da água com base na noção de ciclo 5.1. os limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 4. Actividades/avaliação FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 5. Buraco de ozono 4. Sistemas de Gestão Ambiental 7.2. Sistemas de certificação ISO 8.1. Sistemas de Certificação Ambiental 8. Actividades/avaliação FT 14 AV 5 SM 6 FT 15 FT 16 6. Glossário Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Formas sustentáveis de mobilidade 5. EMAS 8.1.1.1. Formas sustentáveis de energia 5. Anexos 9.1.3.2. A aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação 7.1.2.1. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 5. Actividades/avaliação FT 18 AV 7 SM 8 FT 19 FT 20 FT 21 AV 8 A A1 8.3.3. Desflorestação 4.2.3.2.Índice M2 . legislação Ambiental 6.1. Actividades/avaliação AV 6 SM 7 FT 17 7.2. A gestão integrada de materiais e resíduos 5.1.2. SGA baseados em “boas práticas” 7.1.1.3. A perda da biodiversidade 4.1. Os filtros de emissões 7.2. O conceito de gestão ambiental sustentável: abordagens integradas 5. Actividades/avaliação 4.3.1. Princípios gerais da política ambiental 6.

Legislação 9.4.M2 .textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .3.2. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo . Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 9. 9 Índice 9.

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Apresentação do Projecto CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. a distância ou tutoradas na empresa. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Qualidade e Ambiente. do Programa Operacional Emprego. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. no âmbito da Segurança.2 – Recursos Didácticos. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. em suporte papel e digital. apesar CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . porém. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários.2.M2 . A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. que. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. entre si e com outros materiais neles referenciados. grafia ou outros. aos contextos de aplicação. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).2. Videograma 9. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. Como em qualquer trabalho desta natureza. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. CD-ROM Multimédia 4. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. Pelos erros de conteúdo. Concluída a fase de concepção. em múltiplos contextos. tais como sessões presenciais. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. Estes recursos. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. embora podendo ser explorados autonomamente.

porventura tenham passado.Apresentação do Projecto M2 . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho. 14 disso. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Ficha Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Consumíveis: antes de deitar fora. frente e verso. scanner. equipamentos periféricos (impressora. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. por exemplo. computadores. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. deve ser reciclado a 100%. formatação. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. se possível. imprima em papel já utilizado. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. vai utilizar para além deste guia. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. instituição formadora. • Impresso em ambas as faces do papel que. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. entre outros). consumir o mínimo de papel e tinta. • Imprima.) e muitos outros materiais (papel. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós.M2 . Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. em suporte de papel. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. etc. tinteiros. formador. projector de vídeo. ao mesmo tempo. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. adira. apenas quando necessário. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. Cada um de nós. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. formando. No caso de um rascunho. • Em alternativa. sem perda de qualidade gráfica. discos graváveis. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sempre que possível. Caso seja. água. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. Ao fazê-lo. durante e depois da acção de formação.

entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. troca. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto.gov). os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . troca.energystar.Ficha Ambiental M2 . 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos.com).por exemplo. Esteja atento(a). consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR . informe-se junto da AMBICARE (www. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos.por exemplo: programa de recolha do produto. Equipamentos: antes de comprar.www. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? .: 21 415 51 31.ambicare. Existem campanhas similares de outras organizações. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. Tel.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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alterações do meio aquático (por exemplo. etc. É na sequência das actividades já desenvolvidas que aparece este guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade que pretende proporcionar aos formandos do sector da Construção Civil acesso a conhecimentos básicos que lhes permitirão compreender melhor os desafios ambientais e fazer escolhas mais responsáveis no seu futuro profissional. pois. edifícios. hoje muitas vezes extintas ou em vias de extinção). barragens. poluição atmosférica (por exemplo. até pioneira neste campo. Hoje em Portugal já quase não existem espaços naturais que não tenham sofrido uma alteração através do homem. destruição de ecossistemas que davam abrigo a muitas espécies vegetais e animais. como o homem foi aproveitando com grande génio inventivo os recursos naturais ao seu alcance para construir casas. o seu objectivo não é multar os que causam danos ao ambiente. pedreiras). O CENFIC tem desenvolvido há já vários anos uma actividade exemplar e. sendo ainda poucas as escolas de formação profissional que já interiorizaram estas prioridades nos seus currículos. são provocados pelas actividades construtivas: alteração da paisagem devidas à extracção de matérias-primas para a construção (por exemplo.M2 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . através das emissões de máquinas usadas na construção). alteração da biodiversidade (por exemplo. como a paisagem natural se foi profundamente alterando através das obras que o homem foi fazendo. mas sim proteger a saúde e vida e assegurar mais bem-estar aos cidadãos. Em especial no contexto da qualificação profissional a integração de módulos de aprendizagem relacionados com a gestão ambiental torna-se uma prioridade cada vez mais urgente. Mas não são só as construções em si (estradas. só há relativamente pouco tempo é que as relações entre as actividades construtivas e o ambiente começaram a ser uma preocupação importante. Apesar de muitos destes efeitos serem visíveis para todos. para além disso. alteração dos leitos dos rios. Em Portugal este processo está agora a começar. de certo modo. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A promoção de competências relacionadas com a protecção ambiental é hoje um objectivo básico da educação a todos os níveis de formação. em última análise.) que modificam o ambiente. poluição das águas através de material poluente usado nas obras). mas também indispensáveis ao progresso do nosso país. por outro lado. Os profissionais da construção devem entender que os objectivos da legislação ambiental não só são justificados. Os vestígios de civilizações do passado mostram. pontes. Há. provavelmente mais antiga ainda do que a agricultura. túmulos e templos e. por um lado. etc. directa ou indirectamente. o SECToR A construção civil é uma das primeiras actividades do homem. A legislação contribuiu muito para a promoção da consciencialização ambiental e hoje o sector da construção é obrigado a agir de uma forma mais responsável perante o ambiente. uma série de efeitos ambientais que.

Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . sem dúvida. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . uma tarefa muito complexa que exige capacidades técnicas específicas de todos os profissionais deste sector de actividade. • como eles se modificam através das actividades humanas. o carácter de um compêndio de introdução geral aos problemas. ao mesmo tempo. abordados com mais detalhe em manuais específicos. Já em relação à gestão de materiais e de energia. as causas das alterações ambientais mais dramáticas. Embora a ocupação do espaço seja. portanto. È. • através do uso de formas de energia baseadas na transformação de recursos naturais de origem fóssil (como o carvão e o petróleo). um dos efeitos mais importantes da actividade construtiva. transformados e consumidos voltam à natureza sob a forma de resíduos e emissões. 22 Gerir as relações entre a construção e o ambiente é. que põem em causa a preservação desses recursos para gerações futuras e causam. os efeitos ambientais que ela pode ter e as consequências que estes podem representar para a sustentabilidade dos ecossistemas. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo Partimos do pressuposto que os formandos que irão usar este guia de aprendizagem têm ainda poucos conhecimentos sobre os grandes ciclos naturais. Neste guia de aprendizagem tentaremos mostrar: • como funcionam ecossistemas sem intervenção do homem. por isso. importante que todos os profissionais da construção saibam equacionar a relação entre a sua actividade específica. grandes problemas de poluição atmosférica. não são em geral os técnicos da construção que tomam decisões nesta área. • como pode ser gerida a interface Homem-Natureza de uma forma mais harmoniosa. Os problemas relacionados com a gestão dos resíduos da construção e demolição (RC&D) e com as energias alternativas serão. este grupo profissional tem um papel importante a assumir. por isso. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES As actividades humanas têm influência sobre o ambiente a vários níveis: • através da ocupação do solo. como já foi mencionado em cima. • através dos materiais que são removidos da natureza como matérias-primas e que. depois de alterados. O objectivo deste guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é criar uma base de conhecimentos que permita aos formandos entender as relações de causa e efeito que estão na base dos problemas ambientais e saber responder aos desafios ambientais com que será confrontado na sua vida profissional. no entanto. e as soluções técnicas que são hoje em dia utilizadas para minimizar os efeitos negativos da construção civil sobre o ambiente. O guia de aprendizagem tem.

projectistas. se necessário para outros módulos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . os formandos de cursos de nível 3. outros técnicos do Sector. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade de uma auto-avaliação pelo formando. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. em contexto de formação ou trabalho. compostos por várias fichas temáticas. para fontes de informação adicionais na rubrica a que chamámos “Saber Mais”.M2 . em diferentes momentos. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. arquitectos. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. Para assegurar que os formandos compreendam que o ambiente é uma unidade que não pode ser observada em compartimentos separados haverá em todos os capítulos referências para outros submódulos ou fichas temáticas. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica.º Ano de Escolaridade. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo O guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade está estruturado em submódulos. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. por parte de engenheiros. preferencialmente. sempre que pareceu recomendável. ser explorado em sessões de formação de nível 2. no entanto. Pode também este Guia. para o glossário e. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas.

• Estar a frequentar um curso de nível 3. • Técnico de Desenho de Construção Civil. Este Módulo não confere. • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. embora se recomende que os aprendentes respeitem. Este recurso pode inserir-se. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. • Encarregados e outros técnicos do Sector. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. com durações variáveis. IdENTIFICAÇÃo do Módulo Sistema de Gestão da Qualidade. não obstante. 24 Considerando as competências visadas. Sugere-se. pelo menos. Qualidade e Ambiente. coordenação. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. e sem prejuízo das profissões tradicionais. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil.º ano de escolaridade. entre outros. focando especificamente a interacção Homem-Ambiente. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. se ministrado autonomamente. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de ambiente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. PRé-REQuISIToS. fiscalização. os domínios da Segurança. • Possuir o 9. • Técnico de Topografia. gestão da segurança. Ambiente e Sustentabilidade RESuMo O objectivo do guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento de competências na área do Ambiente. qualquer nível de qualificação. • Técnico de Medições e Orçamentos.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 .

3. Os pré-requisitos. científico-tecnológica e prática. 5. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo e de sistemas de gestão. sendo os restantes módulos específicos para uma correcta gestão do ambiente e da qualidade. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. 7. 2. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. 6. Assim. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. quer em contexto de formação quer de trabalho. 9. 8. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. 4. não esquecendo o contexto Homem-Ambiente. Enquadramento do Módulo O Desafio Ambiental Sustentabilidade A base da sustentabilidade ecológica: os ciclos naturais Os limites da sustentabilidade: perturbações dos ciclos naturais Gerir a interface entre o Homem e a Natureza Legislação ambiental Sistemas de Gestão Ambiental Sistemas de Certificação Ambiental e da Qualidade Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . pretende-se que os primeiros submódulos (conceitos de ambiente e enquadramento da problemática interacção Homem-Ambiente) sejam de conhecimentos genéricos. 1.M2 .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Legislação Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Nota: todas as palavras a azul ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. nas suas diferentes vertentes. Analisar. quer na esfera privada quer na profissional.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . Ambiente e Sustentabilidade visa: Identificar e prevenir os danos que o Sector da Construção Civil pode causar ao ambiente. 3. O Guia de Aprendizagem Sistema de Gestão da Qualidade. medidas ou acções que podem contribuir para um ambiente mais sustentável. CENFIC . transferindo os ensinamentos da ciência para uma gestão mais responsável dos comportamentos e atitudes no quotidiano. 2. Promover uma cultura amiga do ambiente. em particular nos meios urbanos ou em locais com maior incidência da actividade humana. 26 Enquadramento do módulo O Desafio Ambiental Causas e efeitos dos problemas ambientais Gerir a Interface entre o Homem e Natureza A gestão ambiental Glossário Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos O Conceito de Sustentabilidade A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais Os limites da Sustentabilidade: Perturbações dos Ciclos Naturais Gestão Ambiental na Prática Gestão Ambiental na baseada nas "Boas Práticas" Sistemas de Certificação Ambiental Anexos oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais 1. as estratégias.

reconhecendo os seus limites ao nível da sustentabilidade. 6. Reconhecer o papel e os objectivos de sistemas de certificação ambiental. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. baseados em boas práticas. Identificar os objectivos da legislação ambiental à luz desses princípios. Enquadrar o conceito de “ecossistema”. Enunciar os grandes princípios que devem guiar a gestão ambiental de todas as actividades humanas. Enquadrar o significado do conceito de “desenvolvimento sustentável”. 8. Interiorizar o desafio ambiental como um parceiro precioso na mudança. Avaliar a dimensão dos riscos derivados da alteração dos ciclos naturais. Reconhecer a importância dos ciclos naturais e descrever o funcionamento de alguns deles. Compreender a dimensão ambiental como uma maneira de encontrar formas de desenvolvimento que conservem e façam o melhor uso possível dos recursos naturais e energia disponíveis. 5. • Computador. 4. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Manual. 7. 3. • Bloco de notas e caneta. 11. 9. 10. Identificar as pressões que influenciam e alteram os ecossistemas. transpondo para a vida quotidiana e profissional os fundamentos científicos apreendidos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Explicar a diferença entre sistemas de gestão baseados na conformidade legal e sistemas mais ambiciosos.M2 . 2.

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1. O Desafio Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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É da Natureza que retira os recursos naturais indispensáveis à sua sobrevivência e desenvolvimento e é ali que deposita os seus resíduos e emissões. TEMAS • Natureza como fonte de recursos e depósito de materiais • Efeitos ambientais da actividade humana • Ocupação do solo • Poluição dos solos. 1ª ed. As actividades humanas. com o ambiente que o rodeia. • Reconhecer a construção civil como uma das actividades que mais impacte exerce sobre o planeta. Editorial Presença. e como depósito de resíduos e emissões. • Conhecer de que forma o Homem utiliza a Natureza. para os quais devemos estar atentos. têm muitas vezes efeitos ambientais nefastos. cada formando deverá estar apto a: • Entender a complexidade da relação Homem-Natureza. Em todas as suas actividades. 1993. GloSSÁRIo • Antrópico / Antropogénico • Ecossistema • Biosfera • Gases de efeito de estufa (GEE) • Combustíveis fósseis • Biodiversidade • Resíduos 5. SABER MAIS • Al Gore: A Terra à Procura de Equilíbrio . o Homem acaba sempre por ter algum impacto no ambiente. aquíferos e oceanos • Desertificação • Erosão • Impacte da construção civil no ambiente 4. • Compreender que as actividades do Homem têm efeitos ambientais..Ecologia e Espírito Humano. como fonte de recursos. • www.SM1 O Desafio Ambiental 1.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma relação muito próxima. RESuMo O Homem faz parte do ecossistema Terra estabelecendo. 3. Lisboa. O grande desafio ambiental que temos à nossa frente é minimizar os impactos das actividades humanas sobre o ambiente! 2. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.naturlink. em especial a construção civil.

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as casas e as fábricas. PAlAVRA-CHAVE • Ambiente • Natureza • Homem • Visão biocêntrica • Visão antropocêntrica • Visão ecocêntrica GloSSÁRIo Antrópico. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT1 . É sobretudo sobre as relações entre o Homem e o “ambiente” que nos vamos debruçar neste submódulo. neste submódulo. qualidade de vida e bem-estar – a nós e às gerações vindouras. em que o Homem é um elemento do sistema global que relaciona todos os elementos naturais e antrópicos que existem na Terra. tal como a água. A palavra “ambiente”. 1 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Ecossistema. Muitas vezes ouvimos falar em “ambiente”. Estudaremos melhor o significado de ecossistema mais à frente.1. situa o Homem no ecossistema: sugere que cada indivíduo se encontra no meio de um sistema que o envolve e com o qual ele tem uma relação de grande proximidade – cada um de nós está no centro do “seu” ambiente. o formando deverá estar apto a: • Identificar e comentar as diferentes perspectivas de avaliação da relação entre o Homem e a Natureza. tentando descobrir como é que podemos gerir essas relações de forma a que o “nosso” ambiente nos garanta saúde. mas com um sentido um pouco diferente. AS RElAÇÕES ENTRE o HoMEM E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Trata-se de um conceito próximo de “ecossistema”. Biosfera Neste submódulo vamos começar por clarificar algumas noções básicas que são necessárias para desenvolver os temas que fazem parte deste curso. pelo contrário. • Explicar o significado de uma visão ecocêntrica do mundo. As relações do Homem com o ambiente são profundamente influenciadas pela percepção que o Homem tem da Natureza. Ecossistema designa a unidade “Homem+Natureza”. as aves e o ar. sem uma posição especial nesse sistema.

à medida que a ciência foi descobrindo as origens dos fenómenos naturais e desvendando as interligações que existem entre eles. As duas perspectivas (biocêntrica e antropocêntrica) reflectem as posições antagónicas que conhecemos de muitas discussões sobre o ambiente a que assistimos entre os chamados Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . há quem considere que o Homem. Desta perspectiva – a que chamamos “antropocêntrica” – em caso de conflito de interesses. vive num contexto que inclui também necessidades sociais. os defensores desta abordagem argumentam que pode e deve fazê-lo para promover o seu desenvolvimento social. que designa tudo o que tem como característica fundamental o facto de a sua existência ser “natural”. Para que o Homem continue a existir à superfície da Terra. Portanto. Nestes casos. No entanto. económicas e culturais. Mas a percepção da Natureza foi também evoluindo no tempo. por passar por cima de uma importante área de habitat de aves. os defensores de uma visão “biocêntrica” do mundo opõem-se à realização de tais projectos (por exemplo. 2 Natureza (do latim natura) é um conceito vasto. e. não se pode tratar desta questão como se o Homem e a Natureza fossem realidades separadas.1: A Ponte Vasco da Gama esteve ligada a polémicas aquando da sua construção. etc. • Por outro lado. Para quem pensa assim. construção de um aeroporto numa zona de passagem de aves migratórias dá origem a grandes discussões). Mas ainda hoje há várias maneiras de olhar para as relações entre o Homem e a Natureza: • Há quem veja esta relação de uma perspectiva “biocêntrica” que parte do princípio que o Homem faz parte integrante da Natureza. da biosfera.). Uma criança que vive no campo tem uma percepção diferente da Natureza do que uma criança que vive na cidade. em que a protecção da natureza aparece como impedimento à realização de projectos que o Homem quer realizar. as actividades do Homem estão no centro das atenções. Mas como o Homem tem a capacidade de utilizar a Natureza para outros fins (por exemplo. comer. é fundamental manter a integridade da Natureza. tendo sido impostas várias medidas de protecção da fauna do estuário do Tejo Fonte: CEIFA ambiente. sem qualquer intervenção do Homem. Figura 1. Lda. a Natureza só é importante na medida em que ela permite ao Homem satisfazer as suas necessidades vitais. económico e cultural. biológicas (respirar. decidiu-se pela construção da ponte. A percepção da Natureza pelo Homem varia de lugar para lugar. de uma perspectiva biocêntrica.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . não podendo existir sem ela. Por vezes ocorrem situações de conflito. em especial. construção de aeroportos). embora necessitando da Natureza para viver.

Homem e a Natureza estão em permanente interacção. Debaixo destas águas estão as ruínas das casas dos antigos habitantes Fonte: Ana Henriques. no seu conjunto. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sociais e ecológicos de uma medida têm que ser ponderados. mas também impactos económicos e sociais sobre outras pessoas ou grupos sociais: em quase todas as actividades económicas. Desta perspectiva. por um lado. Portanto. uma perspectiva “ecocêntrica” que vê o Homem e a Natureza como partes integrantes do ecossistema. só se o resultado da avaliação for positivo.2: Imagem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas (Parque Nacional do Gerês). por outro lado. teve que ser deslocada para outro local. sempre. assumir a sua responsabilidade perante a natureza e os que são negativamente afectados por uma medida. de acordo com uma visão ecocêntrica do mundo. predomina uma visão mais integrada do problema.FT1 . Para construir uma barragem é necessário deslocar as pessoas que vivem no espaço que irá ser submergido pelas águas. 3 As Relações entre o Homem e o Ambiente “ambientalistas” e os “economicistas”. usufruir dos bens e serviços que a Natureza lhe fornece. Figura 1. no seu conjunto. a visão ecocêntrica do mundo considera que todos os impactos económicos. cafés e escolas desaparecem. superiores às perdas que ela provoca. Ora as actividades económicas de uma pessoa. na maioria dos casos. igrejas. a população que habitava nesta zona das margens do rio Homem. todo o ecossistema. podemos dizer que o Homem pode. Em resumo. Este empreendimento só é aceitável se os resultados positivos que se esperam da construção da barragem forem. e não podem ser tratados como realidades separadas. incluindo o Homem. as suas casas e campos. sofrerá as consequências dessas alterações. é que uma medida deve ser tomada. Se um acontecimento (seja ele natural ou antrópico) provocar alterações na Natureza. Toda a história dos que ali vivem. No entanto. Para construção desta barragem. ou um grupo de pessoas. há um grupo de pessoas que ganha e outro que perde. oficinas. O que é importante é que ele actue. mas deve. a várias escalas. não provocam só impactos ambientais (que também afectam o Homem).

4 de forma prudente. pondo o funcionamento do ecossistema e a qualidade de vida do Homem no centro das atenções. mas também a longo prazo. pelo menos. minimizar – os eventuais impactos negativos dessa obra possa ter sobre o Homem e sobre o ambiente. Têm que ser estudadas todas as vantagens e desvantagens das diversas opções. desde a fase de construção. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . A construção de um aeroporto exige. A visão ecocêntrica do mundo permite ultrapassar muitos conflitos entre protectores da natureza e promotores de actividades económicas. passando pela fase de manutenção e uso até à fase de demolição. como para a Natureza. tanto para o Homem. serão tomadas todas as medidas para evitar – ou. não só a curto prazo. para os defensores de uma visão ecocêntrica do mundo. uma avaliação muito cuidada dos impactos que essa obra pode provocar. ou gerar consequências económicas e sociais negativas para outras pessoas. pois baseia-se numa visão mais integrada dos problemas. O desafio de quem toma a decisão desta envergadura é que tem que assegurar que. com o empreendimento que vai ser realizado. de modo a evitar alterações na Natureza que possam pôr em causa o funcionamento do ecossistema.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 .

o Homem utiliza recursos vitais à sua sobrevivência como o sol. o ar e os alimentos. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo FoNTE dE RECuRSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Compreender que o Homem é um ser multifacetado. • Explicar a dinâmica de evolução da relação Homem-Natureza. água. • as fontes de energia renováveis: sol. Energias renováveis. Como ser socio-económico. mas também como ser socio-económico. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Sobre-exploração • Homem biológico • Homem sócio-económico • Relação Homem-Natureza GloSSÁRIo Materiais bióticos.FT1 .1. O Homem é um ser multifacetado e como já vimos. Desta forma. As grandes categorias de recursos naturais que o Homem utiliza são: • os materiais bióticos: madeira. Energias não renováveis Há muito tempo o Homem utiliza os recursos naturais que encontra no seu ambiente e. Materiais abióticos.1. cortiça. minerais. Por exemplo. • as fontes de energia não renováveis: petróleo e derivados. 5 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. vento. água. como o gás natural e a gasolina. a água. • Reconhecer que a sobre-exploração afecta a quantidade e qualidade dos recursos que deixamos às gerações vindouras. hoje utilizam-se pequenos seres vivos (microorganismos) para produzir materiais ou para despoluir locais contaminados – são as biotecnologias que nos últimos anos se têm desenvolvido com base em investigação científica. peles de animais. • os materiais abióticos: rocha. identificando as suas diferentes facetas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o uso que faz dos recursos naturais depende do fim a que se destinam: • • Como ser biológico. a cada ano que passa. não pode ser visto apenas como um ser biológico. Sem estes recursos a sua vida no planeta não seria possível. novas formas de uso são descobertas. o Homem utiliza materiais (bióticos e abióticos) para produzir diversos produtos e energias (renováveis e não renováveis).

As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . a longo prazo. só visa o lucro. Mas essas civilizações estão em risco de desaparecer como é o caso dos índios da Amazónia. sem se preocuparem com o que acontecerá depois. o seu melhor capital. existem algumas regiões do nosso planeta em que há uma convivência harmoniosa entre o Homem e o seu ambiente. um solo que leva milhares de anos para se formar. pode ser totalmente degradado em algumas décadas de cultivo intensivo. Com o passar do tempo. a população e o nível tecnológico aumentaram. não havendo planeamento a médio e longo prazo. Há uma exploração desenfreada de alguns recursos que. muitas vezes. porque os agricultores querem aumentar ao máximo as suas colheitas e não pensam que estão a destruir. Fonte: CEIFA ambiente. 6 Figura 1. Os recursos não renováveis como os metais e os minerais estão a esgotar-se como resultado do crescimento da população e do desenvolvimento económico. Do mesmo modo. a Água e o Sol. Lda Até há alguns séculos. por exemplo. a exploração da natureza na Europa era feita por uma população pequena que não dispunha de meios capazes de extrair grandes quantidades de recursos e por isso a relação Homem-Natureza era razoavelmente equilibrada. com as florestas tropicais que estão em risco de desaparecer de muitas zonas do globo porque alguns grupos económicos querem fazer o máximo de lucro com as madeiras. O Homem tem subaproveitado a energia solar disponível. Ainda hoje. como a madeira e os peixes estão a alterar o ambiente para sempre.3: Imagens de dois dos mais importantes recursos ao dispor do Homem. a exploração dos recursos naturais desenvolveu-se a um ritmo tão acelerado que a natureza não é capaz de recompor o que é destruído. enquanto o uso desgovernado dos recursos renováveis do planeta. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . na maior parte das regiões do mundo. e com eles. É o que acontece.

extraindo petróleo. como facilmente se depreenderá. o Homem tem que tentar reutilizar e reciclar os materiais e além disso. fonte de energia renovável. ou seja. Lda. A qualidade e quantidade dos recursos de que as futuras gerações poderão ou não usufruir depende da forma como nós actualmente os usamos. concelho de Loures. b) www.4: a) Parque eólico em Fanhões. É bom que todos nós paremos e pensemos nas consequências que os nossos actos desgovernados podem causar à natureza.org O problema é que a velocidade de exploração dos recursos naturais renováveis tem sido feita a uma taxa superior à sua taxa de renovação. não existe. em vez de continuar a usar petróleo.canarias. com vários aerogeradores que aproveitam o vento.FT1 . qualquer capacidade de renovação dos mesmos. No que concerne aos recursos naturais não renováveis a sua exploração torna-se deveras preocupante porque. Fonte: a) CEIFA ambiente. Por exemplo. b) Plataforma petrolífera no mar. 7 As Relações entre o Homem e o Ambiente Figura 1. extrai-se mais da natureza do que ela pode produzir no mesmo período. Esta situação poderá originar o que se designa por: Sobre-exploração A sobre-exploração conduz ao esgotamento dos recursos naturais da Terra. estudar formas de substituir os recursos não renováveis por recursos renováveis. Para evitar a sobre-exploração. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por parte da natureza. podemos recorrer a uma maior utilização de energias alternativas (renováveis). uma energia não renovável.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Chuvas ácidas. referimo-nos tanto aos elementos naturais como aos elementos antrópicos: a água (hidrosfera). 9 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Quando falamos de componentes do ecossistema. Hidrosfera. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. o ar (atmosfera) e todos os organismos vivos. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo dEPóSITo dE EMISSÕES E RESíduoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . incluindo o Homem (biosfera) são componentes naturais do ecossistema. Biosfera. como fonte de recursos e depósito de resíduos. desde o microcosmo das bactérias e dos átomos até à escala do universo. PAlAVRA-CHAVE • Ecossistema • Tecnosfera • Limites ecológicos • Depósito • Poluição GloSSÁRIo Antrópico. A chamada “tecnosfera” é a componente antrópica do ecossistema. • Concluir que a Terra pode funcionar. aquela que resulta da acção do Homem. o solo (litosfera). Atmosfera.2. e é assim denominada porque é sobretudo através das suas técnicas e dos produtos fabricados com essas técnicas que o Homem intervém no ambiente de forma massiva. As relações entre as componentes do ecossistema acontecem a várias escalas. simultaneamente.1.FT1 . Litosfera. Todas as componentes do ecossistema têm que se ir adaptando às transformações que se vão processando. desde a escala local à escala planetária. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. Combustão Ecossistema O Homem e o seu ambiente fazem parte do ecossistema “Terra” que está em permanente evolução.

poluição. passa a ser um recurso não renovável quando os depósitos no solo das emissões gasosas das fábricas e dos automóveis atingem níveis tão elevados que alteram a qualidade do solo e. que analisa e efectua previsões. Lda Livro de Donella H. Por isso. 10 Figura 1.5: Representação esquemática da interligação das diferentes componentes do ecossistema. carvão e petróleo. por sua vez. água. petróleo. se continuarmos a agir com a natureza como até à data. que estamos perante um futuro insustentável. causam a acidez do solo. ou seja. porque as taxas de extracção de recursos e os níveis das emissões atingiram já níveis que os ecossistemas não podem suportar. com as suas dinâmicas e inter-relacionamentos. Chega ainda à conclusão. portanto. destroem a capacidade de reprodução da floresta. Meadows. face à actual tendência de crescimento da população mundial conjugada com a industrialização. nesta combustão libertam-se para a atmosfera elevados níveis de ácido sulfúrico. causador de chuvas ácidas. porque a Terra é um espantoso sistema. Há. Este livro fala-nos do perigo de o desenvolvimento do Homem poder ser travado nas próximas décadas. entre outros – existem em quantidades limitadas no nosso planeta. a floresta pode ser utilizada para a produção de madeira (a fonte). e Jorgen 1 Randers. Mas que limites são estes afinal? De acordo com os autores do livro referido. um recurso renovável como a floresta. que. Por exemplo.é também o depósito das chuvas ácidas resultantes da poluição do ar. Meadows. em consequência. há já muito tempo que se vem tentando alertar a opinião pública e os políticos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Dennis L. ferro. produção alimentar e consumo de recursos naturais. Mas a natureza desses limites é complexa. limites que o Homem devia respeitar. Em 1972 foi publicado o livro “os limites do Crescimento”1 .fonte de vida das árvores e da matéria prima que elas fornecem . quanto ao futuro da Terra. todos os recursos utilizados pela economia humana – alimentos. O mesmo solo .As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . para garantir o seu próprio futuro. Esta conduz à morte da floresta. madeira. Fonte: CEIFA ambiente. pela queima de madeira..

A fixação de limites ecológicos é difícil. estes Muitos rios e lagos.FT1 . as sociedades europeias estão cada vez mais abertas para os sinais de alerta e a necessidade de reconhecer que há “limites ecológicos” que têm que ser respeitados.1. estão tão poluídos que hoje já não vivem ali peixes. e o problema das desigualdades entre os países pobres e ricos – continuam a suscitar polémicas. Mas a ciência hoje acredita que para definir os limites ecológicos de um espaço. composto por inúmeros subsistemas. Mas na prática. que tenham por base uma visão ecocêntrica do mundo (ver ficha 1. que antes eram um importante habitat e fonte de alimento para as populações locais. cujas dinâmicas e inter-relações ainda são mal conhecidas. o que conta é a questão de se saber quando e porque é que esse espaço perde a sua capacidade de dar suporte à vida que naturalmente abrigava antes de haver poluição. ou na destruição de um ecossistema por excesso de poluição. Fonte: www. as dúvidas sobre como resolver os problemas de insustentabilidade do planeta – em especial a questão ambiental. 11 As Relações entre o Homem e o Ambiente para a necessidade urgente de se encontrar formas de desenvolvimento sustentáveis. Enquanto a quantidade de resíduos ou emissões não excede determinados limites. porque a Terra é um sistema muito complexo.org Na Conferência do Rio (1992) foi definido o conceito de Desenvolvimento Sustentável de forma muito abrangente. Quando se fala em “limites ecológicos” pensa-se em geral ou no esgotamento de determinados recursos (por exemplo. Figura 1. No entanto. se queremos assegurar a sobrevivência do Homem na Terra a longo prazo. os jazigos de alguns metais e de petróleo estão em vias de se esgotar). CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .6: Imagem duma floresta morta pelas chuvas ácidas.1) e garantam qualidade de vida aos Homens de hoje e às gerações vindouras.wikipedia.

tal facto tem efeitos negativos. as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis também pelo “desgastes” de esculturas de mármore e calcário. sobre a economia e as sociedades humanas. por exemplo: • limites de Curto Prazo: a capacidade de um rio absorver. como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo. sabemos que esse espaço natural atingiu o seu limite ecológico. consequência da produção industrial com base em energias fósseis. Relembrando o exemplo referido anteriormente. Em toda a Europa Central a floresta sofre hoje as graves consequências desta poluição que começou com a revolução industrial no século XIX. lentamente. A partir do momento em que as substâncias estranhas que depositamos em espaços naturais excedem a capacidade de absorção desse ecossistema. Quando os ecossistemas colapsam. Só agora. Quando os níveis de poluição atingem o limite ecológico. o ecossistema corre o risco de colapsar.com. sendo absorvidos por ele. e por vezes catastróficos. se a acidez do solo atinge determinados níveis. Figura 1. muitas plantas deixam de se poder desenvolver nele. 12 podem interagir com o meio natural.terra. é importante saber que os limites ecológicos podem ser definidos para diferentes períodos de tempo. durante o Verão.7: No mundo. Mas as consequências de violações constantes dos limites ecológicos não são só importantes para as espécies que vivem num certo espaço natural. através de técnicas e combustíveis menos poluentes.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 .br/lazer Por outro lado. e perde a capacidade de dar suporte aos seres vivos que nele habitam. Fonte: http://paginas. as águas residuais de milhares de turistas. A “morte da floresta” é. a poluição atmosférica começa a ser controlada. em grande parte. do tráfego motorizado (automóveis) e da produção de electricidade. é limi- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . numa região normalmente pouco povoada.

mas uma necessidade da economia. Actualmente a sociedade humana utiliza recursos naturais e deposita resíduos na natureza a ritmos que não são sustentáveis! O ambiente emite sinais da sua fragilidade ecológica e exerce pressões sobre a economia. 13 As Relações entre o Homem e o Ambiente • tada.FT1 . nem uma exigência de ecologistas sonhadores. limites de longo Prazo: a exaustão das reservas de petróleo acessíveis é resultado de se ter atingido o limite ecológico. sejam eles devidos à escassez de recursos ou ás despesas com a remediação de problemas de poluição. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o que mostra que a urgência de encontrarmos alternativas ambientalmente aceitáveis não é uma questão de moda. que se traduzem em elevados custos. pela exploração dos jazigos durante muitas décadas. a curto prazo esse ecossistema aquático pode atingir níveis de poluição que o levam ao colapso.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

alterações do clima através da poluição atmosférica podem favorecer o desenvolvimento de pragas para a agricultura ou de insectos nocivos ao Homem. Habitat. por sua vez.2.FT2 . mas nem sempre se encontram as melhores soluções para os resolver. Fonte: CEIFA ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. em parte. há falta de vontade política para encontrar soluções. do que eram no passado. desequilibram de forma continuada e persistente a capacidade de resposta dos ecossistemas da Terra às intervenções humanas. Trata-se obviamente de um ciclo vicioso: o Homem exerce pressões sobre os ecossistemas que os alteram. Lda São muitas as pressões que o Homem exerce sobre o seu ambiente. Figura 1. A incapacidade de manutenção dos sistemas que dão suporte à vida altera. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que a ocupação do solo por parte do Homem tem bastantes impactos ambientais. as causas e efeitos dos problemas. EFEIToS AMBIENTAIS dA ACTIVIdAdE HuMANA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. e essas alterações têm. por outro lado. repercussões sobre o Homem. por outro.8: As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas. e. inundações e secas. Isto porque por um lado. a poluição e o esgotamento de recursos resultantes do nosso actual modelo de produção e consumo. também a qualidade do ar. da água. do meio físico e. têm sido cada vez mais frequentes e com maior intensidade. Por exemplo. As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas Se estiveres atento ao noticiário. agrava os fenómenos naturais. Impacte ambiental. Conhecemos. há problemas que ainda não estão cientificamente bem equacionados. como furacões. 1 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. irás com certeza reparar que os fenómenos naturais. • Identificar e descrever os impactos ambientais da alteração e uso do solo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Fauna A organização da vida humana.

Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . também nós estamos a intervir no ambiente. vamos estudar em mais profundidade alguns dos problemas causados pelas actividades humanas. É por isso que cada um de nós tem que tentar contribuir para a solução dos problemas ambientais e intervir na vida política. aquíferos e oceanos 3. A poluição dos solos. Para isso. A desertificação 4. Nos submódulos que se seguem. Vamos aprender a identificar as causas e efeitos de algumas alterações do ambiente e perceber que faz sentido combater: 1. A ocupação desordenada do solo 2. cedo descobrimos que estes problemas estão a diminuir consideravelmente a nossa qualidade de vida e a reduzir as opções de desenvolvimento das crianças de hoje e de amanhã. no nosso dia a dia. temos que compreender como é que. 2 Como cidadãos do mundo. A erosão Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . tomando posição contra as medidas que podem alimentar o ciclo vicioso que acima foi descrito.

1. Na generalidade. • a destruição do coberto vegetal. • o desaparecimento de grande parte da fauna. Vamos. Impacto ambiental. descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas. Habitat. no entanto. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. geralmente. concentrar a nossa atenção sobre o impacto ambiental resultante da ocupação de solos para construção de agregados urbanos e para a agricultura. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . pecuária e indústria têm tido como consequência alterações significativas da Terra para além dos elevados níveis de contaminação que possam estar associados a essa ocupação e uso. • a alteração dos solos (pavimentação) e sua remoção. com o consumo de energia e com o ciclo da água. Fauna. De facto. oCuPAÇÃo do Solo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A ocupação e uso do espaço por exemplo. bem como deposições atmosféricas resultantes das várias actividades. • Concluir que a Terra pode funcionar. todas as actividades do Homem interferem com o uso do solo. para centros urbanos. As consequências inerentes ao aparecimento de um agregado urbano conduzem a impactos ambientais muito abrangentes. porque através dela ocorre (como está esquematizado no quadro seguinte): • uma alteração total do habitat natural. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. 3 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1.FT2 . aos usos acima referidos associam-se. como fonte de recursos e depósito de resíduos. actividades agrícolas. a instalação de lixeiras e aterros sanitários. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema.2. simultaneamente.

Actualmente. A floresta tem sido alterada conforme os interesses económicos do país. • Figura 1. castanheiros. a floresta portuguesa era dominada por carvalhos. sobreiros e azinheiras. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Enriquecimento dos solos com sais (salinização) Contaminação de águas com fertilizantes (eutrofização) e biocidas.9: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para construção de agregados urbanos Fonte: CEIFA ambiente. Lda A agricultura também é responsável por grandes alterações no ambiente. contaminação com biocidas e utilização de fertilizantes) Desflorestação • • • Maior consumo de energia Diminuição dos recursos • energéticos Aumento da poluição • Contributo para as alterações climáticas • Irrigação Diminuição dos recursos aquáticos. verifica-se que uma grande área é dominada de eucaliptos e pinheiros.10: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para obtenção de terrenos agrícolas Fonte: CEIFA ambiente. como demonstra o quadro seguinte: utilização do habitat pelo Homem (agricultura) Alteração do espaço • • • Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Degradação dos solos (erosão.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Lda A ocupação do solo em Portugal tem sofrido algumas alterações ao longo dos séculos. continuando o sul a ser dominado por sobreiros e azinheiras. No início do século XX. 4 utilização do habitat pelo Homem (agregados urbanos) Alteração do espaço Perda de terrenos de cultivo (agricultura) Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Maior consumo de energia Diminuição dos recursos energéticos Aumento da poluição Contributo para a alteração climática Interferência no Ciclo da Água Aumento da escorrência Cheias Erosão das margens dos rios Degradação da qualidade da água Diminuição da precipitação Diminuição dos recursos aquáticos Aluimento de terras Intrusão de águas marinhas Figura 1.

2000.11: Gráfico representativo das espécies arbóreas mais abundantes no território português. uso do Território Nacional Área agrícola Área florestal Área urbana Outros usos Figura 1.12: Uso do território nacional em 1996. 5 Efeitos Ambientais da Actividade Humana ocupação Vegetal em Portugal castanheiro outras folhosas pinheiro bravo pinheiro manso outras resinosas sobreiro azinheira outros carvalhos eucalipto Figura 1.ine. www. citado no REA MADRP.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . à agricultura. quais as zonas estritamente dedicadas à floresta. 1999 O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) é um importante instrumento para o ordenamento do nosso território. à industria. em 1995 Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. Pode observar-se a grande ocupação de território por parte da agricultura Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. Lda. etc. com dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF).FT2 . com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). que estabelece as linhas estratégicas da ocupação do solo e define onde se podem construir infra-estruturas rodoviárias. Lda.

Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . as diferentes ocupações do solo em Portugal.dgrf. é possível distinguir. Figura 1. localmente.pt) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .min-agricultura. no ano de 2002. 6 No mapa seguinte.13: Diferentes ocupações do solo de Portugal. distribuídas ao longo de território Fonte: Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGF) (www.

Lixiviados. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Metais pesados. o formando deverá estar apto a: • Identificar e descrever os diferentes tipos de poluição. ETAR. Resíduos perigosos. e está na origem de problemas de saúde pública. Ecossistemas.2. 7 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. Fauna. ar. • Indicar as principais fontes de poluição. A poluição do solo tem-se tornado uma preocupação ambiental crescente. A PoluIÇÃo doS SoloS. que são extremamente lentas. águas superficiais e subterrâneas. Biodiversidade. Poluição do Solo O solo é um recurso não renovável e limitado.2. uma vez que tem impactos sobre o ambiente global da área afectada (subsolo. • Verificar que os diferentes meios (solo. Aterros sanitários. fauna e vegetação). destruição da biodiversidade e de ecossistemas. água e oceano) estão interligados e que a poluição de um deles vai afectar os restantes. As suas taxas de degradação têm vindo a aumentar nas últimas décadas (pela pressão crescente das actividades humanas) sendo bastante rápidas em relação às suas taxas de formação e regeneração. AQuíFERoS E oCEANoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A poluição do solo é definida como a adição ao solo de materiais que podem modificar qualitativa e quantitativamente as suas características naturais e formas de utilização. PAlAVRA-CHAVE • Poluição • Solo • Aquíferos • Oceanos • Poluentes GloSSÁRIo Recurso não renovável. podendo causar prejuízos.FT2 . • Reconhecer que a poluição prejudica as cadeias alimentares e perturba os ecossistemas.

poluindo-os também.ineti. arrastados para os lençóis freáticos.pt/geociencias Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . lençóis freáticos. bem como ecossistemas vivos que dependam destes meios. Os poluentes do solo podem infiltrar-se e ser. Figura 1. Instituto Geológico e Mineiro. qualquer tipo de poluição que incida directamente sobre ele. Versão On-line no site do INETI: http://e-geo. inevitavelmente irá também poluir linhas de água.15: Esquema representativo das diferentes origens de poluição do solo e das águas subterrâneas Fonte: Instituto Geológico e Mineiro (2001).14: Imagem de uma lixeira. Figura nº 9. O lixo por nós produzido é uma importante fonte de poluição dos solos Fonte: CEIFA ambiente. assim. 8 Figura 1. Lda Poluição dos aquíferos Devido às características especiais do solo. Água Subterrânea: Conhecer para Preservar o Futuro. e cursos de água.

da deposição não controlada de produtos. veículos e construções para os rios e destes para o mar. os resíduos irão poluir estes meios. Figura 1. Além disso. A maior parte permanece na área costeira. Se estiverem em contacto com o solo ou água. aquíferos e oceanos: • Águas contaminadas e efluentes líquidos lançados directamente sobre o solo provenientes de indústrias químicas e de esgoto doméstico. quando alguém faz uma mudança de óleo do motor do carro e deixa o óleo usado escorrer para o solo. Os sistemas agrícolas intensivos usam grandes quantidades de substâncias químicas (por vezes tóxicas. escorrimentos provenientes de lixeiras e/ou aterros sanitários (a que se chamam lixiviados). • Um dos agrotóxicos (pesticidas) mais conhecidos é o Diclorodifenil-tricloroetano (DDT). Principais poluentes do solo. emissões gasosas com partículas que se depositam. Resíduos resultantes.16: As pilhas constituem um resíduo perigoso devido à quantidade de metais pesados que entra na sua constituição. Quando em contacto com cursos de água podem provocar a morte de seres vivos nesses ecossistemas. Esta substância é bio-acumulável. Em Portugal são originadas 4 milhões de toneladas/ano de resíduos de construção e demolição Fonte: CEIFA ambiente. está a poluir o solo. • Agroquímicos utilizados nas actividades agrícolas. Parte da poluição chega ao mar através dos rios e chuvas e outra parte é despejada directamente pelo Homem. Por exemplo.FT2 . a salinização do solo (acumulação de sais no solo). a graxa e outras impurezas das estradas. isto é. As águas das chuvas carregam o óleo. e ter um efeito tóxico sobre as plantas. por exemplo. a que se chama agrotóxicos) e adubos (nutrientes). em especial resíduos perigosos. 9 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Poluição dos oceanos A maioria do material poluente despejado anualmente nos oceanos provém dos continentes. Lda • derrames quando o petróleo é derramado no oceano. a mobilidade dos metais pesados. após serem ingeridas permanecem no corpo dos animais e vão sendo acumulados ao longo da cadeia alimentar atingindo níveis letais para os organismos. a chuva que cai no mar está contaminada com poluentes atmosféricos. Estes agroquímicos podem provocar a acidez dos solos. forma uma mancha perigosa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . criando sérios problemas ambientais e de saúde.

Os efluentes de lixeiras são também uma forma de poluição relacionada com actividades urbanas. grande quantidade de esgoto doméstico é despejada nos rios e no mar. Por exemplo. porque se achava que ninguém poderia ser prejudicado. 10 para os animais que vêm à superfície. O tratamento de esgotos antes de serem lançados nos cursos de água é. em zonas urbanas. No Mediterrâneo. os derrames voluntários devido aos resíduos de lavagem de tanques no mar e à mudança de óleo dos motores das embarcações. Os derrames de petróleo causam grande devastação na costa e na vida marinha. porque a radioactividade pode causar doenças muito graves. em particular o petróleo bruto. Alguns desses resíduos têm que ser guardados com segurança por muitos e muitos séculos. Fonte: www. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . focas e baleias. os derrames de petróleo chegam a atingir 1 milhão de toneladas por ano. A Bandeira Azul é um incentivo para os municípios fazerem esforços para impedirem que o esgoto vá sem pré-tratamento para os meios aquáticos. mas apenas uma parte é previamente tratada. Fontes de Poluição De acordo com a sua origem. Hoje. como pássaros. e que é transmitida através das cadeias alimentares (submódulo 3). Assim. Mesmo as nações ricas frequentemente opõem-se em gastar dinheiro com estações de tratamento. se houver problemas de poluição nas praias. muito sensíveis a este tipo de problemas e evitam esses lugares. poluindo a zona costeira. para além de ter consequências económicas negativas. O esgoto não tratado constitui um grave risco para a saúde e para os ecossistemas. bastante caro. em geral. por exemplo. o turismo pode ser seriamente afectado. porém. os esgotos e outros efluentes poluídos acabam por ser lançados directamente em linhas de água. sabe-se que a radioactividade têm graves consequências na saúde de todos os seres vivos. Os países em desenvolvimento têm poucos recursos financeiros para construir estações de tratamento em número suficiente. de onde são transportados até ao mar.17: 10% da poluição global dos oceanos é originada por acidentes com o transporte marítimo de mercadorias. Durante algum tempo. o mar era considerado o lugar ideal para se despejar este tipo de lixo. podemos identificar várias formas de poluição: • Poluição urbana e doméstica Em todo o mundo. Figura 1. e os turistas são. e alterar o desenvolvimento dos seres vivos. Não é aconselhável tomar banho em praias sem Bandeira Azul.geocities. em especial as praias. pois exige a construção de redes de canalização e estações de tratamento de águas residuais (ETAR). se não se disponibilizam meios públicos para tratar estas emissões. também no mar.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .com/maquaticos • lixo radioactivo necessita de uma atenção especial no seu tratamento. Este tipo de acidentes é conhecido por “Marés negras”. Além dos derrames acidentais temos ainda. entre elas o cancro.

também a poluir os aquíferos e os oceanos. também eles. não se decompondo facilmente.FT2 . Na pecuária. quando poluímos o solo. não poluam o ambiente é uma das grandes prioridades da política ambiental na Europa. Os resíduos provenientes de actividades industriais representam. Lda • A Poluição agrícola e pecuária A agricultura e pecuária são importantes fontes de poluição. Tornar as indústrias menos poluentes e obrigar os industriais a produzirem produtos que. acabam no nosso prato – substâncias nocivas à nossa saúde! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Enquanto o esgoto doméstico tem uma grande carga orgânica e pode. todos os seus elementos são afectados. Uma grande quantidade de despejos industriais é lançada directamente no mar ou chega até ele através dos rios nos quais é despejada. em geral. Além disso. uma grande parte dos resíduos domésticos é constituída por produtos em fim de vida. grande parte do esgoto industrial é inorgânica. a descarga de efluentes líquidos e as emissões gasosas que poluem a atmosfera. Trata-se. na realidade. uma das fontes mais preocupantes de poluição dos ecossistemas. Assim. e a introduzir nas cadeias alimentares – que. que contêm. A poluição proveniente de fontes não pontuais ou difusas caracteriza-se pela sua distribuição no espaço ser difícil de delimitar geograficamente. permanecendo inalterada. no fim. A Poluição industrial Está relacionada com a deposição de resíduos industriais. produzidos pela indústria. 11 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Figura 1. a nível mundial. de uma poluição difusa. muitas substâncias perigosas. e têm uma grande responsabilidade na deterioração das linhas de água superficiais e nos lençóis freáticos.18: Imagem de uma saída de esgoto que vai poluir as linhas de água. pelo menos em parte. A Terra é um grande ecossistema onde as várias “partes” se ligam entre si formando um “todo”. Sendo assim. Fonte: CEIFA ambiente. no fim da sua vida útil. ser reciclado pelo mar. quando se polui uma parte do ecossistema. • A poluição proveniente de fontes pontuais caracteriza-se por ser facilmente identificável o ponto de descarga de poluentes. o grande problema prende-se com as fezes dos animais. muito ricos em matéria orgânica e potencial poluente dos solos e cursos de água. estamos. provocada pelos agroquímicos utilizados em extensas áreas. pela sua quantidade e perigosidade.

achetudoeregiao.br • www.apda. 12 Saber mais: • www.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .ineti.pt • http://e-geo.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .com.

resultante de vários factores. Diz-se. e as zonas mais secas são as mais atingidas por este fenómeno. por isso que o processo de desertificação consiste na perda da produtividade biológica e económica das terras agrícolas. económico e social. das pastagens e das áreas de florestas e matas naturais devido às variações climáticas e. onde há desertificação. indica que aproximadamente um terço do mundo será deserto em 2100. A desertificação abrange um conjunto de problemas como a degradação dos solos. às actividades humanas (por exemplo. vinculado ao Escritório Meteorológico do Reino Unido.2. há regiões climáticas na Terra mais vulneráveis do que outras à desertificação. o formando deverá estar apto a: • Identificar as causas que podem conduzir à desertificação. o solo torna-se improdutivo. dESERTIFICAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. da vegetação e reduz a qualidade de vida das populações afectadas. Impactos da desertificação Como podemos observar no esquema seguinte. submódulo 4). PAlAVRA-CHAVE • Desertificação • Formação do solo • Regeneração do solo • Degradação do solo • Perda da produtividade biológica • Perdas económicas GloSSÁRIo Acidificação A desertificação é definida como sendo “a degradação da terra nas regiões áridas. semiáridas e sub-húmidas secas. 13 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1.FT2 . muitas vezes também. Por outras palavras. como também económico e social. desflorestação. dos recursos hídricos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . entre eles as variações climáticas e as actividades humanas”. ou vivem em extrema pobreza. Um relatório elaborado pelo Centro Hadley. as populações são obrigadas a abandonar esses lugares.3. a água e a cobertura vegetal rareiam. • Concluir que a desertificação constitui um problema grave e que tem consequências tanto a nível ecológico. a desertificação tem impactes tanto a nível ecológico. Ou seja.

com a velocidade a que o mesmo solo se degrada. em muitos casos. o cultivo intensivo e o pastoreio em excesso produzem a desertificação dos solos. degradação e destruição dos recursos naturais se tornar. De acordo com um relatório divulgado em Nairobi. Por isso. verificamos que a diferença é enorme: o solo degrada-se com extrema rapidez. se não forem tomadas medidas urgentes. 14 Alterações Climáticas Secas Desertificação Isolamento geográfico de populações Pobreza Actividades Humanas Agricultura Desflorestação Pecuária etc. que é extremamente lenta. ocorrerá também uma aceleração da degradação dos solos na Europa. 14. Na zona Sahel do continente africano. Se compararmos a velocidade de formação e regeneração do solo.19: Representação esquemática dos impactos da Desertificação.worldrevolution.20: Imagem do aspecto de um solo deserto.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . as características morfológicas do solo podem ser destruídas de tal forma que este perde as suas capacidades produtivas. Produtividade da agricultura Reservas de água no solo Perda de biodiversidade Figura 1. mais acelerado do que o tempo que a natureza precisa para os repor. tornando as áreas afectadas em desertos. mas demora muito tempo a recuperar as qualidades que tinha antes de ter sido alterado. Fonte: www. a desflorestação. na 4ª Conferência relativa à Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.org/guide Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Figura 1. in UNCCD newsletter no. Os solos do nosso país são dos mais vulneráveis da Europa. 2000 A base deste grande problema consiste no facto de o ritmo de exploração. Fonte: Esquema adaptado de “The health impacts of desertification”.

A crescente actividade agrícola e a construção de infra-estruturas de lazer e turismo irão aumentar a pressão sobre a degradação do solo e contribuir para a desertificação.com.uol. até agora. mas dá-lhes liberdade quanto à forma de o fazerem. O solo é um recurso muito transversal em termos de lei. por não poderem suportar actividades agrícolas.eea. Relatório da EEA e da UNEP. Segundo o mesmo relatório.europa.br • http://panda. A directiva obriga os Estados-Membros a tomarem medidas específicas para lutar contra as ameaças que pesam sobre o solo. erosão (como vamos ver ainda neste submódulo) e contaminação dos solos.europa. Vastas áreas na região mediterrânica já foram abandonadas. está actualmente em discussão uma proposta da Comissão Europeia para uma directiva-quadro que visa garantir uma abordagem global da protecção do solo. Saber mais: • http://ec.igeo.pt • http://reports. não existe. 15 Efeitos Ambientais da Actividade Humana A Agência Europeia para o Ambiente (EEA) e o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) alertam1 para os problemas que podem contribuir para a desertificação também na Europa: acidificação. “Down to earth: Soil degradation and sustainable development in Europe. No entanto. 1 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A challenge for the 21 th century”. uma lei específica para a protecção do solo.eu • www.folha. uma correcta resposta ao problema implica acções urgentes a nível local.FT2 . nacional e global e uma integração do ambiente nas políticas sectoriais dos países. ou seja.eu Ver. publicado em 2000.

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a chuva. como causa e prevenção. • Reconhecer que o Homem tem um importante papel. na erosão dos solos. outrora. Figura 1. Nos dias de hoje são erodidos pela corrente de água do rio Fonte: Ana Henriques CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . isto é.21: Erosão natural causada pela acção de agentes naturais como a água (rio). o mar e o vento transportam grandes quantidades de partículas do solo. dos processos naturais que provocam modificações da crosta terrestre. ERoSÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir os dois tipos de erosão. distingue-se entre a erosão resultante de um processo natural e a erosão resultante de um processo antropogénico: Erosão geológica (natural) – manifesta-se em virtude da acção dos agentes naturais. Assim. 17 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. PAlAVRA-CHAVE • Erosão natural • Erosão antropogénica • Actividades humanas • Desertificação GloSSÁRIo Antropogénico A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. Os rios.2. Este fenómeno pode ser classificado segundo os factores que a originam.4.FT2 . • Indicar as causas e as consequências da erosão. Estes grandes blocos de granito foram arrastados. por gelo.

22: Processo de degradação do solo resultante de actividades humanas (erosão hídrica) Fonte: CEIFA ambiente. construção de casas na linha de costa junto ao mar. clima (por exemplo longos períodos de seca seguidos de chuvas torrenciais) e catástrofes ecológicas (nomeadamente incêndios florestais). pouca vegetação ou reduzidos teores de matéria orgânica). provenientes das águas que não se infiltram no solo. são causas frequentes da crescente erosão a que estão sujeitos os solos em Portugal. pode levar à desertificação.). por sua vez. por exemplo. O abate de árvores e de sebes de caniços. pois o solo descoberto fica muito mais sujeito a desagregação das suas partículas devido a diferenças de temperatura (entre o dia e a noite) e é depois facilmente arrastado pelas chuvas. transportam partículas de solo em suspensão e nutrientes necessários às plantas. etc. A erosão tem sido intensificada por algumas actividades humanas. principalmente. A perda de partículas de solo e de nutrientes influencia directamente a produtividade das culturas agrícolas. zonas florestais são muito menos afectadas pela erosão do que zonas com pouca vegetação. Figura 1. A erosão é uma das principais ameaças ambientais para a sustentabilidade e capacidade produtiva do solo e da agricultura. e a perda total da capacidade produtiva. 18 Erosão antropogénica – é a erosão cuja origem está ligada. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT2 . A erosão do solo constitui a principal causa do empobrecimento precoce das terras produtivas. principalmente pela gestão incorrecta do solo (por exemplo. quando ele desprotege os solos. Lda Este fenómeno poderá ser desencadeado por uma combinação de factores como fortes declives. retirar a vegetação do solo e deixa-lo a descoberto. As enxurradas. podendo também o solo ter algumas características próprias que o tornem propenso à erosão (é o caso de este possuir camada arável fina. tornando mais fácil aos agentes naturais o transporte da sua camada superior. Em alguns casos os solos ficam seriamente erodidos. Por exemplo. à ocupação das terras pelo Homem.

como por exemplo. corresponde a pelo menos entre 15 % e 50 % do total consumido anualmente por toda a sociedade. o SECToR dA CoNSTRuÇÃo E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 O Sector da Construção Civil e o Ambiente 1. Dos 40 % da energia consumida mundialmente pela construção civil.FT3 . PAlAVRA-CHAVE • Construção civil • Ambiente • Recursos naturais • Energia • Impactos ambientais GloSSÁRIo Recursos não renováveis. em processos que exigem temperaturas elevadas. a produção de cimento e cal envolve a calcinação do calcário. o cimento. Resíduos. energia e água que usa e transporta – é uma das actividades industriais que maiores impactos tem sobre o ambiente. Uma vez que a energia utilizada no sector tem por base maioritariamente combustíveis fósseis. Adicionalmente. que provocam a emissão de grandes quantidades de CO2 na atmosfera. transporte e produção de materiais. Chuva ácida. contribui para a formação da chuva ácida e da poluição do ar. A formação de partículas de poeira está presente na extracção de matéria-prima. Combustíveis fósseis. muitos deles não renováveis. O volume de recursos naturais utilizados pela construção civil. em especial. em geral. as enormes quantidades de materiais. e através de poeiras. a actividade construtiva agrava o efeito de estufa (submódulo 4).3. • Identificar medidas de minimização dos impactos ambientais causados pela construção civil. pelas alterações que provoca na paisagem e pela quantidade de materiais e energia que utiliza. o formando deverá estar apto a: • Assumir que a construção civil. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . é um sector que consome muitos recursos naturais e provoca impactos ambientais importantes. Aterros sanitários A relação entre a construção e ambiente é variada e está em constante mudança. aproximadamente 80 % concentram-se na produção e transporte de materiais. A construção – pelos espaços de território que ocupa e altera.

utiliza o ambiente de forma sustentável. da utilização da vegetação e do solo para reduzir a exposição ao vento. os edifícios podem. Proteger dos ventos de Norte A chuva O Sol O vento Aproveitar água da chuva Utilizar a energia do sol Reciclar águas negras Figura 1. muitas vezes. Fonte: CEIFA ambiente. contribuir para a poupança de recursos.24: Diferentes formas possíveis de aproveitamento dos recursos naturais nas nossas habitações Fonte: CEIFA ambiente. Lda o aproveitamento dos recursos que a natureza nos dá Uma forma de construir preocupada com o ambiente. que são materiais inertes e podem. também eles. destruir ou poluir. constituídos por cimento. 2 Figura 1. a qualidade dos diferentes edifícios. material constituinte dos tijolos. hoje em dia a maioria destes resíduos são simplesmente levados para aterro. o Sector da Construção Civil deve preocupar-se com o tipo de materiais e técnicas que utiliza. Além disso. No entanto. tijolos e telhas. Podemos assim poupar muitos recursos. durante a fase em que são utilizados. ao mesmo tempo. melhorando. ser reutilizados. No esquema seguinte são apresentadas possíveis formas de aproveitamentos directos do sol e da sua energia. é uma matéria-prima muito explorada. aproveita e utiliza os recursos sem os esgotar. Lda Resíduos de construção e demolição (RC&d) Os resíduos de construção são. A quantidade crescente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . da implantação e orientação da construção. Portanto. em grande parte.23: O barro. os ruídos e os resíduos que resultam das actividades construtivas. e tomar todas as providências para reduzir as emissões gasosas e líquidas.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT3 . da água das chuvas. ou seja.

55 campos de futebol. os recursos naturais não renováveis.reciclagem. visam implementar formas de Construção Sustentável. Saber mais: • www. têm resultado de estudos científicos e da experiência que se tem vindo a acumular sobre as boas práticas que algumas empresas. indirectamente. ainda.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . preservando.25: Fotografia de um monte de vários resíduos de demolição.ceifa-ambiente. 3 O Sector da Construção Civil e o Ambiente de resíduos que é produzida pelo Sector da Construção Civil tem contribuído significativamente para o rápido esgotamento das capacidades dos aterros sanitários existentes. ou seja. o equivalente ao espaço ocupado por 11 campos de futebol com dez metros de altura. para não falar dos sérios problemas ambientais. Estas metodologias de avaliação do desempenho ambiental de edifícios. A reciclagem de resíduos tem vantagens para a gestão ambiental. sociais e económicos que estes resíduos causam quando depositados clandestinamente. Lda As medidas referidas anteriormente.pcc. A reciclagem permite. caso não se proceda à sua desmontagem e reutilização das suas partes. para um melhor aproveitamento dos recursos nos edifícios e uma gestão mais eficiente dos materiais e dos resíduos.usp. a demolição gerará uma quantidade considerável de entulho. Se fizermos as contas à população Portuguesa (de acordo com o último CENSUS: 10 milhões) enchemos. que começam já na fase de projecto de um edifício. Fonte: CEIFA ambiente. Finalizada a vida útil de um edifício. ou seja. por ano. O peso e volume dos Resíduos de Construção e Demolição (RC&D) produzidos por ano numa cidade com 2 milhões de habitantes é de cerca de 1 milhão de toneladas e 800 mil m3 de volume depositado. arquitectos e engenheiros têm vindo a desenvolver. que seja reduzida a extracção de matérias-primas. a utilização de materiais e técnicas ambientalmente mais correctas no sector da construção. com 10 metros de entulhos!!! Figura 1. mas significa também uma redução dos custos da obra (através da redução dos custos de deposição em aterro) e pode até abrir novas oportunidades de negócio (o sector de reciclagem é um dos que apresenta maiores taxas de crescimento nos últimos anos).FT3 .net • www.

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O Homem explora os vários recursos naturais que o planeta Terra tem disponíveis. reveja o submódulo 1. ao mesmo tempo. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado. O Desafio Ambiental. Descreva as consequências que daí podem advir. 2º dessa Lei: “A política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. depósito de resíduos ou emissões. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 3. 4. tente identificar a abordagem que o legislador seguiu: biocêntrica. Explique esta afirmação a exemplo do solo. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.AV1 Actividades/Avaliação 1.” Dê argumentos que fundamentem esta afirmação. que transcreve parcialmente o Art. 2. qualitativa e quantitativamente. e como é que regiões onde não há desertos naturais. Explique de que forma um recurso utilizado pelo Homem pode ser fonte de matérias-primas e. “A Indústria da Construção Civil é a actividade humana com maior impacto sobre o ambiente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Leia com atenção o seguinte texto. estão também a ser vítimas deste fenómeno.Se não conseguir resolver esta actividade. antropocêntrica ou ecocêntrica? Justifique a sua resposta.º 11/87) que dá enquadramento à política ambiental no nosso país. Explique o que é a desertificação. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. A disponibilidade de alguns recursos está a diminuir consideravelmente.” À luz do que aprendeu sobre as diferentes visões que existem da Natureza. Dê dois exemplos demonstrativos desta situação.4. há uma Lei de Bases do Ambiente (Lei n. Em Portugal. A actividade humana está a interferir com a natureza. 5. Um das consequências mais graves dessa intervenção é a desertificação.4) .

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Sustentabilidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2.

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2. em seguida. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o significado do conceito Desenvolvimento Sustentável. GloSSÁRIo • Ecossistemas • Resíduos 5.SM2 Sustentabilidade 1. sobre a necessidade de preservar o património natural. Começa por mostrar a relevância deste conceito para o futuro da Humanidade. debruça-se. a ameaça que as técnicas e o modelo de produção e consumo de massa representam para o património natural. RESuMo Este submódulo é uma introdução ao conceito de Desenvolvimento Sustentável. e os meios que estão ao alcance de empresas. • Transpor para a prática conhecimentos relacionados com o conceito de sustentabilidade. SABER MAIS • Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. São Paulo. 2002. Editora Gaia. governos e cidadãos para contribuir para o desenvolvimento sustentável. Neste enquadramento. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Genebaldo Freire Dias. TEMAS • O conceito de Desenvolvimento Sustentável • Formas de implementação • Preservação do património • Inovação técnica e cultural • Responsabilidade social e cidadania 4. 3. e o contexto histórico que levou ao seu reconhecimento pela comunidade internacional na Conferência do Rio de Janeiro.

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nas desigualdades económicas. por um lado. Sabemos. As emissões que acorrem neste momento para a atmosfera estão a repercutir-se sobre o clima mundial. social e ético de grandes dimensões. mas. por outro lado. Os problemas ambientais. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o contexto histórico em que o conceito de Desenvolvimento Sustentável aparece e identificar o papel que a Organização das Nações Unidas (ONU) representou neste contexto. que são o tema central deste Guia de Aprendizagem. XX tinham causas e efeitos com uma dimensão mais ou menos localizada. O rendimento conjunto das 500 pessoas mais ricas do mundo ultrapassa agora o dos 416 milhões de pessoas mais pobres Fonte: Relatório da ONU sobre o Desenvolvimento Humano. embora os seus efeitos sejam localizados. Estes conflitos põem em risco a nossa segurança e a paz entre os povos. ou seja resultam da alteração do clima. muitas das catástrofes aparentemente naturais a que assistimos hoje. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que hoje tanto preocupa as nossas sociedades. 2. nos últimos 50 anos. que causas locais têm efeitos globais. em grande parte também. não residem só no fanatismo religioso. têm causas globais. Não se trata só de um problema económico.1.FT4 . As raízes do terrorismo. portanto. como cheias e furacões. sociais e políticas que dividem o mundo. a acumulação de muitos e grandes problemas ambientais. dimensões globais. Por outro lado. publicado em 2006. alcançaram. PAlAVRA-CHAVE • Desigualdade social • Globalização • Ciclo vicioso • Relatório Brundtland • Desenvolvimento Sustentável GloSSÁRIo Biodiversidade O nosso mundo luta com grandes problemas sociais e ambientais. Há. a enorme desigualdade social entre pobres e ricos. que até meados do séc. o CoNCEITo dE dESENVolVIMENTo SuSTENTÁVEl: dEFINIÇÃo E PRINCíPIoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. portanto. dois grandes grupos de problemas que afectam a capacidade de desenvolvimento do Homem: 1. 1 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2.

sobretudo a partir dos anos 50. No século XX. tornam-se cada vez mais evidentes as estreitas relações que existem entre fenómenos ambientais e a capacidade de desenvolvimento das sociedades humanas. os países mais desenvolvidos entraram numa fase de acelerado crescimento económico. A maioria dos países mais pobres. reconhece-se que a erosão de solos. Lda Estes dois problemas – a desigualdade das capacidades de desenvolvimento dos países ricos e pobres. A globalização deve ser gerida com vista a ultrapassar os problemas que acima indicámos. como global. e a crise ecológica que afecta todo o mundo – são os dois grandes desafios daquilo a que se chama globalização. Foi com essa convicção que nasceu o conceito de desenvolvimento Sustentável. em geral. Mas nem sempre isto foi claro. 2 Em meados do século XX. que era. pois conduz à desertificação de grandes regiões do planeta (submódulo 1) e torna os países afectados cada vez mais dependentes da ajuda dos países mais ricos. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . num contexto histórico muito especial. O gráfico seguinte ilustra como a pobreza e a degradação ambiental se condicionam mutuamente. pelo menos em parte. político e ambiental que tem que ser gerido tanto a nível local. causas globais. As graves implicações destes problemas só começaram a ser reconhecidas a partir de meados do século passado.1: Imagens de dois bairros bem diferentes. Já tínhamos falado de ciclo vicioso no submódulo 1. colónias dos países mais ricos. por outro lado. Com efeito. não conseguiram acompanhar este ritmo. em geral. por um lado. tratada como um problema local. tinha. Por exemplo. A globalização é um fenómeno económico. hoje em dia. Figura 2. a erosão está muitas vezes na origem da fome e da pobreza crescente da população. O empobrecimento dos solos tinha. graves efeitos a nível social e económico em países a que. tais como o abate de grandes áreas de florestas tropicais. e só recentemente é que os governos começaram a trabalhar nesse sentido. Muitos deles são hoje dependentes da ajuda dos países industrializados. Fonte: CEIFA ambiente.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . chamamos “países em vias de desenvolvimento”. pois a existência de ciclos viciosos é uma característica própria a muitos problemas de insustentabilidade. um bairro mais rico e limpo e um bairro mais pobre e com poucas condições de higiene.

2: Ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. dizia claramente que era urgentemente necessário mudar o rumo. o Homem iria pôr em risco a sua própria sobrevivência na Terra.un. e salvaguardar o ambiente.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT4 . A longo prazo. Figura 2. publicado por um grupo de cientistas em 1972. O Relatório do Clube de Roma. Fonte: CEIFA ambiente. Nesse mesmo ano (1972) os representantes dos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo histórico na Cimeira que se realizou na cidade de Estocolmo. Lda Por volta de 1970 começa a haver acordo entre cientistas e políticos na avaliação que fazem sobre as perspectivas de desenvolvimento da Humanidade. 3 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Pressão sobre o ambiente Necessidade de alimentos e energia Redução da capacidade produtiva dos ecossistemas locais Ciclo vicioso desenvolvimento insustentável Crescimento demográfico Necessidade de importações / escassez de divisas POBREZA ? Figura 2. Fonte: www.3: Logótipo da Organização das Nações Unidas. pois o Humanidade estava em rota de colisão com o planeta. pois reconheceram que o mundo se encontrava num trilho de desenvolvimento insustentável e que era urgentemente necessário alterar as relações entre países pobres e ricos.

Mas então isso significa que esta definição não serve para nada? Não. em muitos casos. É neste relatório que se encontra. certamente já estamos a contribuir para um trilho mais sustentável de desenvolvimento – e essa deve ser a nossa aposta para o nosso dia-a-dia: • Evitar o que é insustentável é já o primeiro passo para o desenvolvimento Sustentável! Saber mais: • http://pt. etc. que à primeira vista. isto também não é correcto. suscita muitas dúvidas quando a queremos definir em termos práticos. Ora se evitarmos actividades que sabemos que têm impactes negativos.org Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . a definição do conceito de Desenvolvimento Sustentável: O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. 4 Mas não acontece quase nada de concreto nos anos seguintes. A definição de Desenvolvimento Sustentável. pois a ciência permite-nos identificar uma série de actividades que certamente geram efeitos negativos para a geração actual e/ou as gerações futuras.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 .wikipedia. Lda Não. a biodiversidade. parece clara embora abstracta. pois é impossível prever com absoluta certeza como é que as nossas acções vão influenciar sistemas tão complexos como o clima. isso não é possível. Só em 1987 aparece um Relatório oficial da ONU (o chamado Relatório Brundtland) que se debruça seriamente sobre as relações entre ambiente e desenvolvimento humano. Podemos dizer com absoluta clareza se uma actividade é sustentável? Desenvolvimento ? Sustentável Figura 2.4: Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. pela primeira vez.

Para implementar os princípios da Declaração do Rio de Janeiro. que confirma as conclusões da Cimeira de Estocolmo. • a necessidade urgente de proteger o ambiente e a natureza. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a ideia fundamental que orientou os trabalhos da Cimeira do Rio de Janeiro. esta constitui um plano integrado de acção. O que devemos reter é que a Cimeira do Rio proclamou • o direito ao desenvolvimento de todos os Homens. em harmonia com a natureza. Têm direito a uma vida saudável e produtiva. foram elaborados. • a necessidade de uma acção conjunta e solidária de todos para combater a pobreza.1. totalmente dedicada ao tema do Desenvolvimento Humano e do Ambiente. assinada por todos os países. ano em que se realizou a Cimeira do Rio de Janeiro. O primeiro grande passo foi feito em 1992. • Identificar os resultados mais importantes da Cimeira do Rio de Janeiro. a implementar a nível global. FoRMAS dE IMPlEMENTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 5 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. Princípio nº 1 da Declaração do Rio: Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. PAlAVRA-CHAVE • Sustentabilidade • Cimeira do Rio • Princípios do Desenvolvimento Sustentável • Instrumentos de implementação GloSSÁRIo Alteração climatérica / alteração climática. durante a Cimeira ou na sua sequência. É durante a Cimeira do Rio de Janeiro que são identificadas as grandes linhas de acção que devem orientar a política e a economia.1. • Duas Convenções Internacionais: sobre Alterações Climáticas (que deu origem ao Protocolo de Quioto) e sobre Biodiversidade. que são enunciadas de forma geral no primeiro Princípio da Declaração do Rio. diversos documentos importantes: • A Agenda 21. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT4 . que engloba um conjunto de estratégias. nacional e local em todas as áreas em que haja impacto do Homem sobre o ambiente. Gases de efeito de estufa Desde 1987 têm-se feito esforços no sentido de clarificar melhor o que é Desenvolvimento Sustentável. • a responsabilidade dos Estados na implementação deste direito para as gerações actuais e vindouras. visando inverter o processo de deterioração ambiental.

• a vulnerabilidade dos sistemas socio-económicos e naturais às alterações climatéricas. que elaboraram. Por exemplo. conhecida por “Princípios Florestais”. em geral. se possível. autarquias. e cidadãos. que reúne os cientistas mais conceituados de todo o mundo para avaliar: • os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima. e. Hoje já muitos países. Em Portugal já há muitas autarquias que têm uma Agenda 21 Local que visa implementar os grandes objectivos da Cimeira do Rio ao nível das autarquias. Os documentos resultantes da Cimeira do Rio ainda hoje servem de guia a todos os movimentos relacionados com o Desenvolvimento Sustentável. Declaração oficial de princípios. uma Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável. Mas nem só os Estados são chamados a tomar medidas rumo ao Desenvolvimento Sustentável. Compromisso de financiamento de assistência ao desenvolvimento.5: Desenho simbólico da ligação entre as diferentes pessoas no sentido de chegar a um objectivo comum. ambiental e política a nível global. • as opções que permitiriam limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e formas de adaptação a elas (submódulo 4). Todas as convenções internacionais têm sido elaboradas com base em estudos sobre os problemas que se pretende resolver. até contribuam para melhorar a situação económica. de forma a assegurar que elas não venham a agravar ainda mais os problemas globais. Lda A investigação científica tem dado um grande contributo para a implementação do conceito de Desenvolvimento Sustentável. Trata-se de um documento que indica as linhas orientadoras que devem guiar todas as actividades do país. para estudar as alterações climatéricas. entretanto.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . que poderão um dia vir a ser confirmados numa Convenção sobre Florestas. A Agenda 21 é um documento que apela à acção de Estados. entre eles Portugal. social. o Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. Figura 2. em 1994). 6 • • • Convenção sobre a desertificação (acordada posteriormente. regiões. foi criado o “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” (Intergovernamental Panel on Climate Change – IPCC).

7 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Saber mais: • www.info • http://pt.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .wikipedia.FT4 .agenda21local.

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e só pensa a curto prazo? É exactamente por isso que é importante que haja linhas de orientação que ajudem os agentes económicos a agir de acordo com princípios de sustentabilidade.2. a sociedade e as instituições representam para o desenvolvimento sustentável.FT5 . Ambiente e Economia Natureza Meio-Ambiente Economia (Produção & Consumo) de bens e serviços Os sintomas de insustentabilidade deste sistema são cada vez mais alarmantes Figura 2. só vê os ganhos e custos que lhe dizem respeito a si próprio. Natureza. quando toma decisões económicas. AGIR RuMo à SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. se cada um. 1 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. Os sistemas de produção e consumo que dominam a nossa economia são excessivamente baseados na exploração de recursos naturais e devolvem à natureza demasiadas emissões e resíduos que provocam alterações profundas no ambiente. ou seja. PAlAVRA-CHAVE • Sistemas de produção e consumo • Egoísmo e miopia da economia • Pilares de sustentabilidade • Instituições • Cidadania GloSSÁRIo Resíduos. Ecossistemas Já vimos que as causas da insustentabilidade que observamos a nível global estão directamente relacionadas com a forma como o Homem se relaciona com a Natureza. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .6: A Insustentabilidade da Economia Fonte: CEIFA ambiente. numa perspecO grande problema é que aquilo que parece sustentável a curto prazo pode não o ser a longo prazo. Lda Mas como mudar o rumo. o formando deverá estar apto a: • Identificar e explicar o papel que a economia. se a economia é egoísta e míope.

o nosso país. criar instituições adaptadas aos novos desafios. estruturas administrativas. no seu conjunto.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . são os cidadãos quem pode alterar as instituições. hoje em dia. 2 tiva de longo prazo. que inclui todas as actividades relacionadas com a produção de bens e serviços. está desempregado. a economia. possam contribuir para o Desenvolvimento Humano e a Sustentabilidade Ecológica. Lda Face aos desafios que a globalização representa. Todas as sociedades devem. que estimulem os agentes económicos a agir de forma sustentável. É por isso que hoje em dia se fala muito em cidadania. Costuma dizer-se.). É nas mãos deles que está. bem como as actividades de consumo. a geração presente com a herança que as gerações passadas lhe legaram). para que. particularmente importantes neste contexto: • A legislação ambiental é um instrumento que impõe regras de comportamento aos agentes económicos. • A legislação do trabalho e da segurança social são instrumentos que visam fomentar o desenvolvimento humano. Entre essas instituições podemos aqui realçar o papel de duas. por isso. a própria sociedade (ou seja. Uma sociedade que vive mergulhada em redes burocráticas. as instituições que a sociedade criou ao longo da sua história para se organizar (leis. etc. Se queremos que a nossa cidade. Desenvolvimento Sustentável = DESENVOLVIMENTO HUMANO + SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA ECONOMIA SOCIEDADE INSTITUIÇÕES PILARES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Figura 2. Em sociedades democráticas. afinal. precisamos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . O Desenvolvimento Sustentável visa o desenvolvimento humano sem atropelar a Natureza. os três pilares têm que estar bem articulados entre si. ou é idoso. 3.7: Pilares do Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. As Instituições reflectem a capacidade que uma sociedade tem de se adaptar aos desafios do futuro. formas políticas. que o Desenvolvimento Sustentável está apoiado em três pilares: 1. melhorando as condições de vida de quem trabalha. o nosso mundo se desenvolva. 2. e vigiar pela sua qualidade. mas também a nível global. não só em cada país. o futuro da Humanidade. ou depende de administrações corruptas não se pode desenvolver de forma sustentável. para preservar a sustentabilidade dos ecossistemas.

FT5 . que saibam tomar decisões e estejam atentos às instituições – e cada um de nós é um cidadão! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 3 Agir Rumo à Sustentabilidade de cidadãos bem informados.

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as suas propriedades. esta pessoa é certamente muito mais pobre do que no início. A segunda. Quando falamos em preservar o património. o saber). para financiar as despesas do seu dia-a-dia. E presta-nos uma série de serviços: produz oxigénio. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . faz girar as pás dos moinhos. esta pessoa não enriqueceu à custa das terras. como o espaço. também não aproveita as terras para cultivo. PAlAVRA-CHAVE • Preservar • Conservar • Recursos naturais renováveis • Recursos naturais não renováveis • Perda da biodiversidade • Espécies em risco de Extinção GloSSÁRIo Habitat Preservar é diferente de conservar. vai vendendo. Vamos centrar a nossa atenção sobre o património natural. legar o seu património intacto aos seus sucessores. poderíamos A natureza põe à nossa disposição bens de importância vital. etc. 5 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. todas elas. imaginemos três pessoas que possuem. Enquanto que “conservar” significa guardar uma coisa sem a usar. as ideias. mas. no fim da vida. No fim da sua vida. etc. O terceiro. que vive de outros rendimentos. conserva-as. parcela a parcela. A primeira. PRESERVAÇÃo do PATRIMóNIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. a palavra “preservar” significa proteger uma coisa de se deteriorar ou de desaparecer. usa técnicas próprias para a manter produtiva.2. • Explicar a relação entre o conceito de Desenvolvimento Sustentável e “preservação do património natural”. podemos referirmo-nos ao património cultural (a arte. assegura a decomposição de resíduos. e impedir a sua utilização. terras produtivas. seria bom se soubéssemos utilizar os inúmeros bens e serviços que a Natureza nos oferece sem destruirmos o património que os produz. Do mesmo modo. mas para compreender o que significa preservar o património. o vento.FT5 . No fim da sua vida. o sol. os recursos naturais. o formando deverá estar apto a: • Explicar o que significa preservar o património natural.1. o ar. e não terá nenhum património para legar aos seus filhos. mantém as terras inutilizadas. em baldio. vive dos rendimentos da terra e pode. fixa o CO2 da atmosfera. ao património edificado (que o Homem foi construindo para se desenvolver) ou ao património natural. cultiva a terra. mas não tira proveito delas. Assim. mas lega um património inalterado aos seus herdeiros.

O Lince ibérico e muitas outras espécies.wikipedia. o que nos diz a definição de Desenvolvimento Sustentável. portanto. uma fonte importante de alimento. a Terra vai ficando cada vez mais pobre. como é o caso do Lince ibérico (Lynx pardinus). Estes reproduzem-se e têm. também na Europa. seres vivos. lembremos: O Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. para dele tirar proveito. O lince-ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. que o podemos utilizar. pois corremos o risco de os destruir para sempre. e não podem ser caçadas. Preservar o património é. por exemplo. por exemplo. Ou seja. Através da exploração desses recursos. Em Portugal existem já muito poucas espécies selvagens. a poluição generalizada e a destruição de habitats naturais pelo Homem põem em risco a sobrevivência de muitas espécies. não os podemos utilizar. uma condição essencial para um desenvolvimento sustentável. no fundo. 6 legar às gerações vindouras um património natural intacto. por isso. Apenas existem cerca de cem linces ibéricos em toda a Península Ibérica. que em tempos era. por isso. Fonte: http://pt. e das que estão em risco de desaparecer. algumas são hoje legalmente protegidas. estamos a destruir o património natural. É isso. A caça. Já falámos de recursos renováveis e não renováveis.8: Será que os nossos filhos ainda vão poder apreciar esta paisagem no Parque Nacional do Gerês? Fonte: Ana Henriques Preservar o património natural significa. As perdas do património natural são particularmente preocupantes quando se referem a perdas de recursos renováveis. Figura 2. como o petróleo. um mecanismo natural para se preservarem a si próprios. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal. representa hoje uma das grandes ameaças à sobrevivência de espécies em muitos países em vias de desenvolvimento. No entanto. são hoje protegidas através de medidas de conservação da natureza.org/ wiki/Lince-iberico Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . temos que “conservar” alguns elementos da natureza. hoje. sem o destruir ou pôr em risco a sua capacidade produtiva no futuro. Quando consumimos recursos não renováveis.

o carapau e a pescada.pt (foto de Carlos Carrapato) Também nos oceanos observamos uma acelerada perda da biodiversidade.10: Porto de pesca.quercus. Lda O sector económico das pescas é gravemente penalizado pelo crescente número de espécies ameaçadas. uma grande parte desse património natural está em risco de desaparecer.FT5 . praticamente extinto em Portugal. Fonte: www. para preservar o património natural. A perda das espécies é especialmente dramática em relação às plantas. ricas em substâncias preciosas para a medicina e a indústria química. Sabemos que muitas são verdadeiros tesouros. mas também com a pesca de alguns dos principais peixes que povoam a costa portuguesa. Fonte: CEIFA ambiente. o que tem obrigado os governos a limitar temporariamente as quotas de pesca. tais como a sardinha. É o que acontece com as baleias. e que está sujeita a restrições. ou já desapareceu sem que o tenhamos notado. Com a destruição das florestas tropicais. 7 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2.9: Fotografia de um lince ibérico. Muitas espécies de peixes estão ameaçadas. pois CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Figura 2.

8 muitas espécies nunca foram identificadas e estudadas. Por exemplo. temos que os utilizar a um ritmo que permita à natureza ir repondo aquilo que dela retiramos! Saber mais: • www. também os recursos renováveis. podem ser extintos.ecologia.info Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . com pequenos gestos. Mas. podemos preservar o património natural. Cada espécie que desaparece deixa o nosso planeta mais empobrecido. como vimos em cima.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . ou seja. podemos contribuir para a preservação do património natural se preferirmos utilizar recursos renováveis em vez de recursos não renováveis. se não formos cautelosos. Mas atenção. como as plantas e os animais.

• Caracterizar um modelo de produção e consumo de massa. substituir o trabalho humano por máquinas e reduzir. Fonte: CEIFA ambiente.11: As relações entre o Homem e o Ambiente são fortemente influenciadas pelas técnicas. etc.2. água. em geral.FT5 . pelo tipo de produtos que produz e consome. Lda Ao contrário do que acontecia em sociedades pré-industrializadas. INoVAÇÃo TéCNICA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 9 Agir Rumo à Sustentabilidade 2.2. Ecossistemas Na ficha precedente debruçámo-nos sobre a necessidade de preservar o património natural e. e. pela poluição que causa. quando ele está em risco de extinção. As técnicas têm um papel essencial neste contexto. porque requer muitos materiais e muita energia. naturalmente. desta forma. Os baixos preços de produção são uma condição fundamental para que as CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Resíduos. pelo uso exagerado que faz dos recursos naturais. Diz-se frequentemente que o nosso modelo tecnológico é insustentável. ou seja. Técnica transforma recursos em produtos. energia. Ambiente fornece materiais. • Definir os objectivos de tecnologias sustentáveis. luz solar. as técnicas de produção que hoje se usam permitem produzir quantidades enormes de produtos em pouco tempo. Como tínhamos visto anteriormente o património natural está ameaçado pela forma como o Homem lida com a Natureza. os custos de produção. altamente poluente. resíduos e emissões Resíduos e emissões dos consumidores voltam à Natureza Figura 2. PAlAVRA-CHAVE • Modelo tecnológico • Modelo de produção e consumo de massa • Técnicas eficientes GloSSÁRIo Impactes ambientais. a necessidade de o conservar. ar. para além de ser. o formando deverá estar apto a: • Verificar que a técnica desempenha um papel preponderante nas relações entre o Homem e a Natureza.

e são cada vez mais difíceis de tratar. em pouco tempo. o consumo aumenta As empresas produzem mais. independentemente do contributo real que eles possam dar para a sua qualidade de vida. Lda As consequências ambientais de modelos de produção e consumo de massa são dramáticas. Portanto. de um produto que hoje é considerado um bem quase essencial. a quantidade de resíduos e emissões que daí resultam crescem de ano após ano. entre muitos outros. que toda a gente acha que tem que ter. para satisfazer a crescenta procura Empresas procuram técnicas para produzir mais com menos custos Figura 2. e sem se preocupar com os impactos ambientais que possam causar. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Os problemas resultantes das tecnologias não sustentáveis que dominam o modelo de produção e consumo de massa nos países industrializados. A este modelo de produção e consumo chamamos “modelo de produção e consumo em massa”. a baixos preços. como veremos com mais detalhe nos submódulos 3 e 4. Por outro lado.12: Modelo de produção e consumo em massa. porque os países em vias de desenvolvimento estão a adoptar os mesmos padrões tecnológicos. as técnicas abriram a possibilidade de se produzir muito. 10 pessoas possam comprar as enormes quantidades de produtos que vão aparecendo no mercado. a utilização de uma quantidade sempre crescente de materiais e energia. por um lado. baseados na exploração excessiva do património natural. e assim. representando uma grave ameaça para os ecossistemas a nível local e global. O telemóvel é um exemplo. para a massa dos consumidores os comprarem. Técnica permite redução de custos Produção aumenta Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Aumenta a quantidade de resíduos e o consumo de energia Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Devido aos baixos preços. pois gera massas de produtos. Estes padrões de produzir e consumir estimulam.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . os consumidores são aliciados a ir comprando o que vai sendo produzido. embora há 20 anos as pessoas conseguissem viver sem ele. A indústria tem vindo a criar necessidades nos consumidores que antes não eram sentidas. estão a atingir dimensões cada vez mais alarmantes. Fonte: CEIFA ambiente.

FT5 . muitas vezes na sua simplicidade: fogão e forno solares. por um lado.org.roessler. terá consequências muito graves para os ecossistemas e para a Humanidade. por um lado. por outro. para entrarmos num trilho de sustentabilidade. não existem hoje quaisquer dúvidas que o modelo dos países industrializados.amigosdomindelo. bicicleta… Saber mais: • www. Tem havido muita investigação sobre este assunto e chegou-se à conclusão que. com muito menos impactes ambientais. de produtos que melhorem a qualidade de vida. e. porque precisamos. 11 Agir Rumo à Sustentabilidade Devido ao rápido crescimento populacional que se observa nesses países. seria necessário reduzir nos próximos anos a quantidade de materiais e energia consumida para um quarto da que usamos hoje! O segredo da tecnologia sustentável reside. carros e telemóveis. é preciso não esquecer que os habitantes da China ou da Índia têm o mesmo direito que os habitantes dos países industrializados a usarem frigoríficos. Fonte: CEIFA ambiente. por outro. também a população do continente africano é bastante numerosa.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Como gerir esta situação? Uma das soluções é promover a inovação tecnológica.pt • www. Figura 2. as técnicas que são usadas para produzir esses produtos. O que temos que questionar é. o modelo do consumo de massa que se está a espalhar por todo o mundo. de técnicas muito mais eficientes (que produzam o mesmo produto com menos matérias primas) e.13: Além da população asiática. se for adoptado por países como a China e a Índia. Lda No entanto.

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São necessárias também inovações culturais que favoreçam a substituição de tecnologias poluentes por tecnologias mais sustentáveis.FT5 . para além de inovações técnicas. Também só alterando as mentalidades se podem criar hábitos de consumo que nos assegurem qualidade de vida e sejam ecologicamente sustentáveis.14: Imagem de um cartaz alusivo ao 25 de Abril e que era visível por todo o país nessa altura. PAlAVRA-CHAVE • Consumo sustentável GloSSÁRIo Resíduos.2. Fonte: Internet CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o Desenvolvimento Sustentável requer também inovação cultural. INoVAÇÃo CulTuRAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Chamamos inovações culturais às alterações que observamos numa sociedade quando as ideias e os comportamentos se alteram de forma generalizada. por si só. Muitas inovações culturais a que temos assistido nos últimos anos em Portugal estão ligadas à revolução do 25 de Abril. elas. promoveu a emancipação das mulheres e criou condições de mais justiça social.3. não chegam. Impactes ambientais Embora as inovações técnicas sejam indispensáveis para gerir melhor as relações do Homem com a Natureza. o formando deverá estar apto a: • Explicar porque é que. que pôs fim à ditadura e à guerra colonial. 13 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. Figura 2. • Exemplificar como se podem alterar hábitos e mentalidades.

por isso menos emis- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . nos últimos 30 anos. que mudar as mentalidades. redução do consumo de água na casa de banho. nem sequer têm um impacto positivo no seu bem-estar. produzir energia (com combustíveis fósseis). teríamos. e causam. por isso. uma notável melhoria das condições de vida da população portuguesa. telemóvel. Muitos dos problemas enunciados estão associados ao comportamento dos consumidores. Muitas pessoas pensam que possuir um carro. usando autoclismos que permitam regular o fluxo de água. em muitos casos.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Figura 2. à custa do património natural. muitas vezes. por exemplo: • utilizar lâmpadas de baixo consumo energético. É sobre as consequências deste modelo no nosso país que nos vamos concentrar. este progresso foi acompanhado por um aumento dos resíduos e das emissões. porventura bem mais sustentáveis. Estes gastos impedem que haja recursos disponíveis para outras medidas. É verdade que se regista. • produtos locais não precisam de ser transportados.15: Armazém de materiais.. Uma grande parte do dinheiro que o Estado investe hoje é para construir estradas (que estimulam o aumento de trânsito motorizado). Para alterar certos hábitos de consumo. e tratar os resíduos (que são produzidos em quantidades crescentes). Mas há muito mais formas de consumo sustentável. ou escolhem automóveis que consomem menos combustível. É urgente encontrar formas de evoluir com menos impactes ambientais. lhes confere um estatuto social mais elevado. etc. Nem sempre é fácil escolher… Fonte: Internet A crescente sensibilização da população para os problemas ambientais e os desgastes visíveis do património natural tem tido impactos positivos. 14 A entrada de Portugal na Comunidade Europeia também provocou profundas alterações e… o desenvolvimento de um modelo de produção e consumo de massa. para promover a reciclagem de materiais. e foi feito. compram produtos da agricultura biológica. e. Cada vez mais pessoas fazem hoje a selecção dos resíduos. É fácil observar que as pessoas consomem hoje muitos produtos que não são essenciais à vida. No entanto.

em vez de deitar fora e comprar novo. se queremos salvar o planeta.ch CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma grande parte dos resíduos resulta de uma atitude de descuido por parte dos trabalhadores.topten.uevora.blog. Mas podemos começar por nós próprios! Saber mais: • http://ecocar19. na construção civil. andando a pé ou de bicicleta. em vez de utilizar o carro). 15 Agir Rumo à Sustentabilidade • • • • sões. reparando o que se avaria.FT5 . o papel reciclado é certamente o que menos danos causa ao ambiente.wbcsd. alterar os hábitos de mobilidade (utilizando mais os transportes públicos.pt • www. prolongar a vida útil dos objectos. que partem imensos tijolos.pt • www.pt • www. por isso se diz que este é o combate mais difícil que temos que vencer. vidros porque não trabalham com profissionalismo.minerva. azulejos. entre papel reciclado e papel feito através do abate de árvores. É certo que é muito difícil alterar mentalidades.

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as responsabilidades não podem ser assumidas igualmente por todos. RESPoNSABIlIdAdE SoCIAl E CIdAdANIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Responsabilidade social e ambiental das empresas. • As empresas (dentro dos limites impostos pela legislação). temos que agir como aquele camponês que utiliza as suas terras de forma inteligente. Diz. em detrimento de outras despesas de interesse “Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. têm mais poder de decisão sobre o que se produz. os seus direitos de consumidores. não podem decidir sobre os produtos que produzem. utilizando. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que o conceito de Desenvolvimento Sustentável está associado à noção de responsabilidade colectiva. nem sobre as técnicas produtivas que utilizam. Na nossa sociedade há três grandes grupos de decisores: • O Estado. para a reflectir agora à luz do que aprendemos até agora. encontrar formas de desenvolvimento sustentável. • Explicar como é que os cidadãos podem contribuir para a promoção de modelos mais sustentáveis de produção e consumo. por exemplo. em especial. Legislação ambiental. e como se produz. em relação aos estragos causados ao ambiente por uma empresa.4. 17 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. Ou seja. entendemos agora melhor porque é que não é fácil. Aqueles que. através do seu direito • de voto). • Identificar alguns instrumentos que o Estado utiliza para regular a responsabilidade das empresas e permitir que os consumidores façam escolhas conscientes. Uma boa parte dos impostos que o Estado cobra aos seus cidadãos são canalizados para reparar os danos causados por alguns. vivendo dos frutos que elas lhe dão. Ou seja. preservando o valor produtivo do solo. No entanto. e de cada um.FT5 . para poder legar o seu património intacto aos seus sucessores. em suma. De facto. Preferências dos consumidores Voltemos à definição de Desenvolvimento Sustentável. • Os cidadãos.2. na prática. os cidadãos. trabalhando numa fábrica. via governo (e indirectamente. Uma das dificuldades é que o Desenvolvimento Sustentável apela à responsabilidade de todos. os empresários têm uma responsabilidade maior que os trabalhadores. PAlAVRA-CHAVE Responsabilidade colectiva. certamente acarretam uma responsabilidade maior do que aqueles que. na nossa sociedade. em especial na sua função de consumidores.” CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que temos que assumir – colectivamente – a responsabilidade de preservar o património natural.

Há muitos produtos no mercado que são produzidos por crianças e mulheres em condições quase de escravatura. em contradição com os interesses da sociedade. estimular uma alteração das técnicas e das formas de gestão das empresas. de 1936. Charlot advertia para as condições desumanas em que os operários trabalhavam nas fábricas no princípio do séc. a sociedade civil requer.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . geral. Por exemplo. e que é. a educação. Lda Neste contexto. para além disso. fala-se muito na responsabilidade ambiental e social das empresas. Para evitar efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas. os requisitos de segurança e higiene obrigatórios. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . regulada pela legislação ambiental. Por vezes. muitos empresários produzem os seus produtos em países em vias de desenvolvimento. o desporto. esses produtos são vendidos a preços bastante elevados nos países ricos. mas só uma parte muito pequena dessas receitas vai chegar aos que os produziram. Figura 2. assim.16: Imagem de uma lagoa poluída. devido à extrema pobreza em que vivem. A responsabilidade empresarial não inclui só a responsabilidade ambiental. estão dispostas a trabalhar por salários que mal chegam para se alimentarem. XX. e as regras de conduta a que obriga o código do trabalho. O que se pretende é que as empresas não se limitem a respeitar a legislação ambiental. muitas vezes. onde as pessoas. Uma prioridade da legislação ambiental é. Exige-se que elas vão mais longe. como a segurança social. de que temos vindo a falar.17: No filme “Tempos Modernos“. Figura 2. 18 Os interesses particulares de algumas empresas ou proprietários privados estão. em grande parte. que os empresários introduzam voluntariamente inovações nas suas fábricas de modo a protegerem melhor os interesses dos cidadãos e do ambiente. etc. a cultura. o Estado é obrigado a reparar este dano… Fonte: CEIFA ambiente. tomando um papel activo na protecção do património natural e na construção de uma sociedade mais justa.

Assim. podem.com CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . como a preferência dos consumidores por produtos com mais qualidade pode alterar significativamente as decisões dos empresários. Além disso.consumosustentavel. os empresários começarão imediatamente a tentar satisfazer essa procura. Fonte: Christel Kovermann / terre des hommes Os consumidores. cada cidadão é também um consumidor. Saber mais: • www. pois os empresários são muito sensíveis às preferências dos consumidores. assumir um papel muito importante. 19 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. em especial quando estes não respeitam os direitos humanos e causam danos ambientais.FT5 . se um número significativo de consumidores optar por produtos mais ecológicos. neste contexto. Cidadãos bem informados podem exprimir as suas preocupações perante os políticos e exigir que os interesses da sociedade em geral sejam protegidos contra os interesses individuais.18: O trabalho infantil é. se os consumidores se recusarem a comprar tapetes feitos à custa de trabalho infantil. uma realidade do nosso mundo actual. infelizmente. é importante que os consumidores se informem e ponderem bem as vantagens e desvantagens dos produtos que compram. também os cidadãos devem assumir a sua responsabilidade ambiental e social. Tal como as empresas e os governos. estão a pressionar os empresários para que eles assumam a sua responsabilidade social. E. Do mesmo modo.

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no Relatório Brundtland. 7. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Sustentabilidade. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.Se não conseguir resolver esta actividade. Dá uma definição com palavras próprias de Desenvolvimento Sustentável. 6.3. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. 2. reveja o submódulo 2. O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi utilizado pela primeira vez em 1987. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Imagine que é um cidadão responsável e um consumidor consciente. Explique o que é o ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. Porque é que o modelo tecnológico e o modelo de produção e consumo dominantes nos países desenvolvidos representam uma grande ameaça para o património natural? Explique o significado da expressão “consumo sustentável” e dê exemplos concretos.4) .AV2 Actividades/Avaliação 2. 5. 3. Quais são os objectivos e em que pilares deve assentar uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável? Explique a diferença entre conservar e preservar o património. Pense em três exemplos que demonstrem que esta afirmação é verdadeira. 4.

2 Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Actividades/Avaliação FT1 .

3. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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nada se perde. de forma a tornar visível a interdependência destes elementos com a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. Os ciclos naturais são. portanto. ciclos fechados. 2. • Conhecer o funcionamento de dois ciclos naturais que permitem a existência da vida na Terra. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o papel dos ciclos naturais para o equilíbrio dos ecossistemas. pois tudo o que entra no ciclo permanece nele. GloSSÁRIo • Ecossistema • Atmosfera • Biosfera • Aquíferos / lençol freático • Biodiversidade • Limites ecológicos • Plâncton • Herbívoros • Biomassa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Finalmente. TEMAS • O ciclo do carbono • O ciclo da água • As cadeias alimentares • Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade • Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas 4. embora assumindo formas e funções diversas. e os materiais que neles transitam voltam à composição que tinham no início do ciclo. Na Natureza nada se cria. 3.SM3 . Materiais e energia vão sucessivamente passando por complexas transformações físicas e químicas em que não há desperdícios materiais. • Entender que perturbações de um ciclo natural têm repercussões nos outros ciclos naturais. tudo se movimenta em grandes ciclos. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Estes dois ciclos são analisados em profundidade. RESuMo Este submódulo debruça-se sobre a forma que melhor caracteriza a gestão de materiais e energia na Natureza: o ciclo. é realçado o papel das cadeias alimentares para a preservação dos ecossistemas e da vida na Terra. • Compreender a importância das cadeias alimentares para a biodiversidade. Os ciclos de importância vital para a existência e sobrevivência da vida na Terra são o do carbono – que é o elemento básico de toda a matéria orgânica – e o da água. 1 A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais 1.

2006.org. 2 5.A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais SM3 .wwf.br/downloads/wwf_brasil_planeta_vivo_2006. SABER MAIS • Planeta Vivo. Relatório Publicado pelo WWF (World Wildelife Fund) Disponível online: http://assets.pdf Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

na transferência do elemento químico “carbono” (C). Atmosfera Combustão Fotossíntese Biosfera Figura 3. Durante a fotossíntese. • Identificar e explicar os principais processos do ciclo do carbono. dos seres vivos para a atmosfera e para o mar e. via combustão. que o utilizam para a síntese de matéria orgânica. PAlAVRA-CHAVE • Combustão • Fotossíntese • Dióxido de carbono • Oxigénio GloSSÁRIo Atmosfera. como por exemplo as rochas calcárias) ou sob a forma de CO2 na atmosfera. Lda O carbono na Terra aparece essencialmente na forma de compostos orgânicos. Biomassa. Herbívoros. Combustíveis fósseis. 1 O Ciclo do Carbono 3.1: Ciclo do carbono simplificado. percorre um ciclo entre a atmosfera e a biosfera. De uma forma muito simples. processo denominado fotossíntese. O CO2 atmosférico entra nos ecossistemas terrestres e aquáticos através de organismos. na sua reintegração na matéria orgânica via assimilação fotossintética. e vice-versa. por outro lado.1. podemos dizer que o ciclo do carbono consiste. carbonatos (matéria sólida. Biosfera. Desflorestação O carbono.FT6. o CO2 é captado pelas plantas e por outros organismos fotoss- Biosfera "Bio" = vida "esfera da vida" CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sob a forma de dióxido de carbono (CO2). o CIClo do CARBoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. por um lado. Plâncton. Fonte: CEIFA ambiente. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo de carbono. Ecossistemas. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo do carbono provocando-lhe • alterações.

Aeróbica Carb. Dissolvido Carbono na Biomassa Carb. portanto. A biomassa que existe na terra é. etc. Lda A fotossíntese pode ser descrita da seguinte forma: Dióxido de Carbono + Água + Energia Solar —> Glicose + Oxigénio A segunda parte do ciclo de carbono baseia-se num fenómeno que pode considerarse inverso à fotossíntese.). A combustão pode processar-se a temperaturas muito elevadas (por exemplo o fogo) ou a baixas temperaturas. A respiração que ocorre nas nossas células é um exemplo de combustão lenta que ocorre a temperaturas baixas. estamos a inspirar O2 e a expirar CO2 resultante da combustão lenta que ocorre nas nossas células (respiração celular).O Ciclo do Carbono FT6 . é o Ciclo do Carbono Actividade Vulcânica CO2 na Atmosfera Fotossíntese Resp.. É através das diferentes combustões (respiração celular. fogo) que o CO2 é devolvido à atmosfera: Matéria orgânica + Oxigénio —> Dióxido de carbono + Água + Energia Cada vez que respiramos. Neste processo químico há a reacção de uma substância combustível (matéria orgânica). através da fotossíntese que as plantas crescem e podem servir de alimento aos animais herbívoros. a que chamamos combustão. portanto.. com o O2 presente na atmosfera e liberação de calor. bactérias. 2 intéticos (como as algas. É. . que o fixam durante muitos anos). do solo. nos Sedimentos Fogo Combustíveis Fósseis Combustão Figura 3. o plâncton dos oceanos. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . o produto de uma parte do ciclo do carbono – a fotossíntese.2: O ciclo do Carbono. É também através da fotossíntese que o CO2 é retirado da atmosfera e armazenado (em especial nas árvores. Com ajuda da energia solar e em presença da água o CO2 é separado em oxigénio (O2) e transformado em O matéria orgânica (glicose). Aeróbica Detritos Resp. Fonte: CEIFA ambiente.

Respiração do Solo – processo que ocorre através da decomposição e mineralização de matéria orgânica morta. A concentração de CO2 na atmosfera não foi sempre a mesma de hoje. Fonte: CEIFA ambiente. água e energia. carvão e gás natural (que são matérias orgânicas. com a consequente libertação de CO2. provoca uma grande libertação de CO2 que não é totalmente compensada pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera.3: As árvores fazem fotossíntese e respiram assim como o resto dos seres vivos. 3 O Ciclo do Carbono Os vários tipos de combustão que constituem o ciclo de carbono são: • Respiração Celular – processo que ocorre nas plantas e animais através da reacção da glicose com o O2. são um dos grandes responsáveis pela excessiva libertação de CO2 para a atmosfera. que consomem combustíveis fósseis.FT6 . Nas últimas décadas este equilíbrio tem sido CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . mas tem-se mantido mais ou menos constante desde há vários milhares de anos. • O ciclo de carbono ocorre desde que existe vida à superfície da Terra. Fogo – é combustão de matéria orgânica a alta temperatura. Os automóveis. que se alimentam destes produtos e libertam o CO2 para a atmosfera. bactérias). por organismos decompositores (fungos. de animais e plantas. com libertação de CO2. também chamados combustíveis fósseis). Lda Interferência no ciclo de carbono O ser humano intervém neste ciclo através da: • Combustão – do petróleo. • • Energia Solar CO 2 e vapor de água Respiração O2 Fotossíntese Respiração do Solo CO 2 O2 Água O2 CO 2 CO 2 e vapor de água O2 Respiração Celular Figura 3. desflorestação – com a desflorestação maciça deixam de existir árvores para utilizar e armazenar o CO2 produzido.

O Ciclo do Carbono FT6 .pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Saber mais: • www.naturlink. 4 afectado pelas actividades humanas.

aproximadamente 2 % estão localizados no gelo dos Pólos e apenas 1 % é encontrado na forma de água subterrânea (aquíferos ou lençóis freáticos). 1 O Ciclo da Água 3. nem toda a água está disponível ao Homem. lagos. inclusive a irrigação na agricultura. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo da água provocando-lhe alterações. afectada pela poluição. Os oceanos constituem cerca de 97 % de toda a água do planeta. O movimento da água no ciclo é mantido pela energia radiante de origem solar que provoca evaporação e pela atrac- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Assim. é menos de 1 % da água existente no planeta. • Concluir que as alterações provocadas no ciclo da água diminuem a quantidade e qualidade da água disponível ao consumo humano. Dos 3 % restantes. a água doce de que dispomos para satisfazer todas as necessidades humanas. rios e na atmosfera. identificando-as. rios e atmosfera A quantidade de água que existe na Terra hoje é a mesma que existia no passado e que existirá no futuro. ou o ciclo hidrológico. Atmosfera. é o processo de reciclagem global da água. • Identificar e explicar os fenómenos naturais do ciclo da água.2. No entanto. PAlAVRA-CHAVE • Água • Evaporação • Precipitação • Condensação • Evapotranspiração • Desflorestação • Erosão dos solos • Impermeabilização dos solos GloSSÁRIo Aquíferos / lençol freático. ainda. A qualidade desta água é. ETAR. em lagos. Mar Gelo nos polos Águas subterrâneas.4: Distribuição da água no mundo Fonte: CEIFA ambiente.FT7 . Figura 3. Ecossistema O ciclo da água (H2O). o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo da água. o CIClo dA ÁGuA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Eutrofização. Lda A água circula na natureza no chamado ciclo da água.

o ciclo hidrológico. neve ou granizo. assim. reiniciando. por efeito da força da gravidade. Condensação Evapotranspiração Precipitação Infiltração Evaporação Figura 3. Este ciclo é fortemente condicionado pelas variações de temperatura. dado que. Também a água contida no solo passa para a atmosfera por evaporação e a das plantas por transpiração. como já dissemos. 2 ção gravítica que origina a chuva. então. voltando depois a evaporar-se. com formação de nuvens. www. devolvendo a água aos lagos. oceanos e à terra. onde é parcialmente retida na superfície (lagos e rios). O conjunto de água evaporada do solo e transpirada pelas plantas tem o nome de evapotranspiração. quanto mais elevada for a temperatura do ar. granizo. rios. infiltrada (no solo. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Fonte: Esquema adaptado de “A Água. geada).pt Neste processo a água dos oceanos. mais humidade poderá o ar conter.O Ciclo da Água FT7 .inag. a determinadas temperaturas. granizo (precipitação). precipitam. rios e lagos vai para a atmosfera. Quando a humidade excede a saturação dá-se. orvalho) e sólida (neve. dá-se a condensação da água. O ciclo da água é uma sequência fechada de fenómenos pelos quais a água passa para a atmosfera. e caiem como chuva. Após a evaporação. consequentemente. por evaporação.5: O ciclo da água. e retorna à superfície terrestre na fase líquida (chuva. a Terra e o Homem” – INAG. maior é a evaporação e. neblinas e nevoeiros que se movimentam sob a acção do vento. na forma de vapor. Esta é devolvida à Terra através da precipitação. a formação de nuvens. para alimentar os aquíferos) ou escoada (para o mar). Quando as pequenas gotas de água que pairam no ar atingem um certo peso. neve.

Nas cidades a escorrência da água da chuva é maior que no campo. como sabemos. Precipitação Evapotranspiração 100% 40% Grande parte da população mundial. por exemplo: • Há menos precipitação e menos água a evaporar de volta para a atmosfera (a chuva cai na superfície impermeável e escorre.6: Representação das consequências das interferências do Homem no ciclo da água. e não se infiltra no solo. a maioria das vezes. Uma vez que a ONU prevê que em 2050 seremos 9. Fonte: Esquema adaptado de U. que no total são cerca de 6. que rapidamente reencaminham esta água para os cursos de água naturais). No caso das cidades esses efeitos são. podemos ter graves problemas de falta de água disponível. • A maior escorrência para os rios provoca por vezes cheias e inundações (a corrente dos rios fica mais intensa durante e depois das chuvas). mas uma grande parte da água doce vai directamente para o mar. uma vez que as superfícies artificiais construídas são menos permeáveis que o solo.FT7 . • Devido à diminuição da infiltração nos solos diminui também a alimentação das reservas de águas subterrâneas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . a vários níveis. causando problemas. Mas. grande parte da água para uso humano é extraída dos aquíferos.3 biliões de pessoas. o destino da precipitação é alterado dentro do ciclo da água.2 biliões. Assim. 3 O Ciclo da Água Interferência no ciclo da água O contínuo crescimento da população mundial e as formas de ocupação do solo têm interferido com o ciclo da água. vive com escassez de água. para as sarjetas. a longo prazo. como será nessa altura? 10% Campo 50% Precipitação Escorrência Lençol Freático Evapotranspiração 100% 43% 25% Escorrência Lençol Freático Cidade 32% Figura 3.S Environmental Protection Agency A impermeabilização do solo tem efeitos importantes para o ciclo da água. logo a sua disponibilidade fica diminuída e.

pesca e actividades recreativas). As raízes das árvores desempenham também um papel importante para o solo. mesmo quando não se pratica a rega. que origina o crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas. depois de utilizada (consumo humano. degradando a qualidade desses ecossistemas.pt • www. para além de terem um papel importante no ciclo do carbono. esses produtos são transportados pelo escoamento resultante da chuva. pois seguram a terra à sua volta e reduzem. Os pesticidas são em geral nocivos à saúde e os adubos originam um excesso de substâncias nutrientes nas massas de água (eutrofização).epa. Portanto. mas também em termos da sua qualidade.naturlink.inag. lagos e lençóis freáticos. indústria. Saber mais: • www. sendo capaz de degradar a própria qualidade dos rios. a água que. a erosão dos solos (submódulo 1) causada pela escorrência das águas que arrastam muitas partículas. constituindo um grande entrave à limpeza destas águas. que produzem enormes quantidades de águas residuais fortemente poluídas.gov • www. devido à desflorestação (a vegetação natural é substituída por edifícios e outras construções). Assim. assim. são também elementos essenciais para o ciclo da água. O tratamento das águas poluídas além de complicado é extremamente caro. se não tomarmos as medidas necessárias para evitar este problema. para os aquíferos ou para os rios e lagos naturais ou artificiais. a menos que receba tratamento prévio (numa ETAR). e para o bom funcionamento do ciclo hidrológico. na medida do possível. A intervenção do Homem no ciclo hidrológico não se faz somente em termos da quantidade de água. é lançada nas massas de água naturais apresenta em geral má qualidade. As árvores. agricultura. As cidades.O Ciclo da Água FT7 . reconduzi-las com boa qualidade ao seu ciclo natural. Proteger a floresta é de grande importância para a estabilização do escoamento das águas. têm que dar especial atenção ao tratamento destas águas e procurar.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . como já vimos. a perda de qualidade da água também pode resultar numa diminuição da quantidade de água disponível para uso humano. Com efeito. Os adubos e os pesticidas utilizados intensamente na agricultura actual são prejudiciais à qualidade da água. 4 • A quantidade de transpiração pelas plantas também é reduzida nas cidades.

distinguindo. • Concordar com a importância de um bom conhecimento das cadeias alimentares. PAlAVRA-CHAVE • Produtores • Predadores ou carnívoros • Decompositores • Níveis tróficos • Transferência de nutrientes • Fluxo de energia GloSSÁRIo Ecossistema. uma vez que os decompositores transformam a matéria orgânica morta em compostos mais simples. Uma cadeia alimentar representa as relações alimentares existentes entre os organismos de um ecossistema. Esta cadeia acaba também por ser um ciclo. • Identificar e explicar o ciclo e o fluxo existentes nas cadeias alimentares. podemos afirmar que os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas. apesar de se observarem variações quanto às plantas e animais que deles fazem parte. Biomassa Para que um ser vivo seja saudável e possa sobreviver.FT8 . É o alimento que fornece os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo e ao mesmo tempo a energia que ele necessita nas suas actividades. novamente disponível às plantas e assim se reinicia o ciclo de transferência de nutrientes. ele precisa de alimento. De modo geral. Esta cadeia inicia-se nos produtores de biomassa por fotossíntese (plantas) e passa pelos herbívoros (que se alimentam de plantas). o formando deverá estar apto a: • Compreender. os quais são regulados pela relação predador-presa. 1 As Cadeias Alimentares 3.3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . as relações alimentares que existem nas cadeias alimentares. AS CAdEIAS AlIMENTARES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. predadores ou carnívoros (que se alimentam de outros animais) e pelos decompositores.

Muitos deles alimentam-se também de outros peixes. penetrava na cadeia alimentar e se acumulava nos tecidos gordurosos dos animais. • Porque nos permite o uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar determinados ecossistemas de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente. Os herbívoros são consumidores primários porque se alimentam de plantas. substâncias tóxicas para a nossa saúde. respectivamente). Rachel Carson demonstra como o DDT. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . por consumidores. Na maioria dos ecossistemas. cuja complexidade é variável.8: Cadeia alimentar do peixe. Importância de se conhecerem as cadeias alimentares A Primavera Silenciosa Em 1962 . Fonte: CEIFA ambiente. geralmente de elevada complexidade. O carnívoro. secundário e terciário. Temos. Fonte: Internet Nível Trófico 1 O grupo formado pelos herbívoros e carnívoros é denominado. formando redes ou teias alimentares.7: Cadeia alimentar e fluxo de energia. veja-se o exemplo do BSE (doença das vacas loucas) ou do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano).As Cadeias Alimentares FT8 . que se vão passando de nível trófico para nível trófico até chegarem ao Homem. O nível trófico 1 corresponde aos produtores. É importante conhecermos as cadeias alimentares por vários motivos: • Por vezes as plantas absorvem dos solos e das águas.no seu livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa). cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. que come o herbívoro. por exemplo. Exemplo de um consumidor primário. é chamado de consumidor secundário. Hoje desconfia-se que os pesticidas utilizados na agricultura provocam doenças graves no Homem. o 2 aos herbívoros (consumidores primários). Lda. geralmente. e por aí adiante. Os predadores ou carnívoros são os organismos que se alimentam de outros animais (por exemplo o leão). poderoso insecticida utilizado globalmente depois da II Grande Guerra. o 3 e o 4 aos carnívoros (consumidores secundários e terciários. o Homem que se alimenta tanto de produtores (cenoura) como de herbívoros (coelho) e de carnívoros (peixes). pelo contrário. apresentam sempre vários pontos de cruzamento. Figura 3. inclusive do Homem. Fluxo de energia Os peixes não se alimentam apenas de algas. 2 Trófico 4 tem poucos seres vivos porque há menos energia do que nos níveis inferiores. Por isso na natureza não há cadeias alimentares isoladas. sendo por isso carnívoros! A transferência do alimento (energia) entre os diferentes níveis tróficos faz-se através de cadeias alimentares. Nível Trófico 3 Nível Trófico 2 Figura 3.

ou seja. É o que acontece com as cadeias alimentares. para que possamos prever quais os efeitos que podem resultar das nossas acções no ambiente. Controlo biológico O controle biológico é um processo natural de regulação populacional baseado numa ideia simples: controlar uma praga usando os seus próprios inimigos naturais.wikipedia. Esta tecnologia tem como benefício a substituição de pesticidas químicos na agricultura ou em outras actividades de utilização do solo. Desta forma é possível aumentar a qualidade do produto agrícola e reduzir a poluição do ambiente contribuindo para a preservação de recursos naturais e aumentando a sustentabilidade dos ecossistemas. Esta situação poderá levar a extinção de algumas espécies.com • http://pt. a grande expansão desta planta. Lda Saber mais: • www. Fonte: CEIFA ambiente.FT8 .geocities. ou um efeito não previsto. A acácia (mimosa) foi introduzida nas dunas da Costa da Caparica com o intuito de segurar as areias. Figura 3. tendo as espécies locais dificuldade em crescer. No entanto.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . É como um jogo de dominó. No entanto. qualquer intervenção que se realize no ambiente tem que ser bem estudada para que o “feitiço não se vire contra o feiticeiro”. E é neste sentido que é importante termos um bom conhecimento da cadeia alimentar. as outras caem também. para que não ocorra um efeito contrário ao desejado. normalmente. quando se derruba uma peça. 3 As Cadeias Alimentares Esta prática é denominada controlo biológico.9: Quando se derruba uma peça de dominó. todas as outras caem atrás. levou a uma grande ocupação do solo.

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Estamos actualmente a usar os recursos naturais a um nível e ritmo prejudiciais ao ambiente. • evitar passar fardos para as gerações futuras (nesta ficha vamos falar sobretudo sobre este ponto). QuAlIdAdE AMBIENTAl CoMo PRé-REQuISITo PARA A SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. empregabilidade. • Avaliar a utilidade da Pegada Ecológica como ferramenta de cálculo do impacto humano na Terra. “Resident Evil” ou “Matrix”… CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .4. inclusão social. pode destruir a sua base de vida. Já vimos que o Homem é um ser biológico. Ora o génio inventivo do Homem pode pôr em risco o Homem biológico. cultura e boa habitação. PAlAVRA-CHAVE • Qualidade ambiental • Sustentabilidade • Recursos naturais • Impacto • Consumo • Redução GloSSÁRIo Resíduos. que utiliza a natureza com muita imaginação. Ecossistema Alterações significativas na forma como vivemos e trabalhamos são requisitos essenciais para garantirmos um futuro sustentável. Mas comecemos por falar do significado e importância da qualidade ambiental. Hoje sabemos que qualidade de vida e bem-estar não são apenas afectados pela prosperidade económica e por segurança mas também por outros elementos essenciais como boa saúde. O desenvolvimento sustentável também significa: • respeito pelos limites do planeta Terra em fornecer recursos e absorver a poluição e os resíduos (iremos tratar deste tema na ficha seguinte). um ambiente saudável e agradável. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e explicar o significado e importância da qualidade ambiental para a sustentabilidade do ecossistema. para além de ser também um ser inteligente. inventando técnicas e criando substâncias e produtos que não existiam no mundo natural. como por exemplo. 1 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade 3. • ter em atenção como as nossas acções afectam outras partes do mundo. Muitos filmes tratam este tema com muita fantasia. Biodiversidade.FT9 .

Fonte: Internet Os recursos naturais são só uma parte da oferta que a natureza nos faz de forma tão generosa. Se o ambiente for despojado dos seus bens e poluído. que retratam o perigo que. evidentemente. Resident Evil e Matrix. 2 Figura 3.Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 . por vezes. Por isso dizemos que a qualidade ambiental é um pré-requisito. quase a brincar! Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . o vento e tantas outras coisas que tornam muitos lugares deste planeta em pequenos paraísos para repousarmos e nos sentirmos bem. da qualidade ambiental em geral. Mas a qualidade destes paraísos terrestres depende. a nossa economia e a própria civilização humana correm o risco de desaparecer. uma condição indispensável. para a sustentabilidade do ecossistema Terra. a paisagem.10: Imagens de dois filmes. Figura 3. Vamos a seguir dar um exemplo de como o podemos fazer. as nossas criações científicas representam para nós próprios.11: Smog em Hong-Kong. há ainda o calor e a luz do sol. Queres ir para este lugar passar férias?! Fonte: Greenpeace Podemos medir a influência que as nossas actividades têm sobre o ambiente. ou seja.

org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sobretudo os mais desenvolvidos. Este conceito exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população. concluindo-se que a espécie humana está a agir de um modo insustentável). Para a humanidade alcançar a sustentabilidade.FT9 . Fonte: CEIFA ambiente. Recursos Resíduos Floresta Pecuária Agricultura Figura 3.earthvoice. deixará de ter os meios e recursos de que precisa para sobreviver.12: Representação simbólica da pegada ecológica. A alternativa é eliminar o excesso. em termos de população. sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais de dois planetas. O consumo de produtos animais e a utilização de automóvel diariamente aumenta significativamente a tua pegada ecológica. é muito superior à sua área geográfica. a pegada total da população mundial deveria ser inferior à área total terra/água da Terra (aquela pegada é actualmente calculada pela Footprint Network como sendo aproximadamente 23 % maior do que o planeta pode regenerar. caso contrário poderá entrar em colapso. Figura 3. Este grau de excesso coloca em risco não só a biodiversidade. autores do livro “Our Ecological Footprint . como também destrói os ecossistemas e a sua capacidade de fornecer recursos e serviços dos quais a humanidade tanto depende. ou seja. 1 Desenvolvida por Mathis Wackernagel e William Rees. A Pegada Ecológica de muitos países. Fonte: www. Esta sociedade tem de tornar-se uma sociedade sustentável. A redução da pegada global da humanidade é essencial! Para se alcançar a sustentabilidade os padrões de vida e de consumo da sociedade actual têm que ser alterados. do consumo de alimentos e fibras e das emissões de CO2.Reducing Human Impact on the Earth” (1996). Lda Se continuarmos no nosso actual caminho as previsões relativas à mudança.13: O destino do planeta Terra estas nas nossas mãos. 3 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade Pegada ecológica A Pegada Ecológica1 é um instrumento criado para de medir o impacto humano na Terra.

Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 .pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .esb. 4 Saber mais: • www.ucp.

Resíduos Perigosos. Atmosfera.1. Lda CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Verificar que é urgente modificar os nossos actuais sistemas de produção e consumo para que os materiais se movimentem em ciclos fechados. por um lado. REGRAS GERAIS PARA A PRESERVAÇÃo dA SuSTENTABIlIdAdE doS ECoSSISTEMAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.14: O Homem utiliza a Terra como se ela fosse um sistema materialmente aberto. está a exercer sobre os ecossistemas. Estas pressões resultam. • Concluir que os princípios e regras de sustentabilidade podem ser utilizados na nossa vida quotidiana. Veremos mais tarde que essas pressões podem pôr em risco a vida do Homem no nosso planeta. e por outro lado. líquidas (águas residuais) e gasosas (poluição atmosférica) que põem em risco o funcionamento dos ecossistemas. no ambiente. Limites ecológicos.FT9 . Natureza. Fauna. de emissões sólidas (resíduos). • Identificar e explicar os princípios e regras de sustentabilidade.4. Economia (Produção e Consumo) Figura 3. da deposição. Ambiente e Economia Natureza Técnicas. O problema é que o Homem utiliza a Natureza como se a Terra fosse um sistema aberto. Fonte: CEIFA ambiente. 5 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas 3. Combustíveis fósseis. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Poluição • Princípios e regras de sustentabilidade • Reciclagem • Exploração GloSSÁRIo Ecossistema. da exploração irresponsável de recursos naturais. em conjunto. o formando deverá estar apto a: • Assumir que o planeta Terra tem limites ecológicos. Flora Em vários submódulos deste Guia de Aprendizagem debruçámo-nos sobre o problema das pressões que a humanidade. alterando por vezes o funcionamento dos grandes ciclos naturais.

aquela que mais aproxima as nossas tecnologias do modelo de funcionamento da natureza. ao transformar as matérias naturais em produtos artificiais. 6 Mas. há já várias décadas que se tem vindo a estudar formas de gestão ambiental que permitam garantir a sustentabilidade dos ecossistemas. Figura 3. A natureza mostra-nos que um sistema com limites pode ser sustentável e manter todas as suas funções. Como no caso dos combustíveis fósseis. Lda A ideia da “reciclagem dos materiais” é. não podemos ir buscar esse recurso a um outro planeta (talvez daqui a uns séculos isso seja possível. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Perante o perigo de a humanidade esgotar os recursos naturais e degradar completamente o ambiente. embora os nossos sistemas de reciclagem ainda estejam muito longe da perfeição dos ciclos naturais. produzimos emissões e resíduos perigosos. No entanto. A longo prazo. por isso. devolvemos uma série de emissões e resíduos à natureza que ela não consegue reintegrar nos seus ciclos naturais. que tem limites. por se transformar em materiais poluentes que alteram o funcionamento dos ciclos naturais. se todos os materiais se movimentarem em ciclos fechados. Quando esgotamos totalmente um recurso natural. assim. uma grande parte dos recursos que retiramos da natureza acabam. do ponto de vista dos materiais. insustentáveis. basta olharmos à nossa volta com atenção para descobrirmos onde está o segredo da sustentabilidade. e. permitam que os materiais que lhe retiramos se movimentem.15: Fechar os ciclos! Fonte: CEIFA ambiente. transformamos esses materiais. Não é o que acontece nos nossos actuais sistemas de produção e de consumo: nós tiramos materiais à natureza. a Terra é um sistema finito.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . Não sabemos como reciclar todos os materiais que tiramos da natureza. e depois de os utilizarmos. os nossos sistemas técnicos e a nossa economia são. por isso. em ciclos fechados. mas hoje em dia essa possibilidade pertence ao reino da pura ficção!). além disso. tal como na natureza. tanto quanto possível. Temos que encontrar formas de produzir e consumir que.

Figura 3. do solo e da água. ao utilizar a natureza como fonte de recursos naturais e depósito das nossas emissões. se parte dos lucros que produz fossem investidos em painéis solares ou na plantação de árvores. estivesse disponível um fluxo equivalente de energia renovável. Fonte: CEIFA ambiente. absorvido ou tornado inofensivo pelo ambiente. Para um recurso não renovável – combustíveis fósseis. o Homem deve actuar de acordo com o princípio da precaução. que a quantidade pescada num período possa ser substituída pela quantidade de peixes que vão nascendo e crescendo nesse meio aquático no mesmo período. Se o ritmo a que estes substitutos são desenvolvidos é demasiado lenta. Por exemplo: a pesca é sustentável se os peixes forem pescados a um ritmo que permita que a população de peixes não diminua. pois nesse ecossistema esses resíduos são. 7 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas Portanto. em parte. surge um problema de poluição. não há outro remédio senão diminuir o consumo de gasolina e electricidade! Para um poluente – a taxa de deposição na natureza não deve ser superior ao ritmo a que esse poluente pode ser reciclado. este poderá desaparecer do mar do Norte dentro de 15 anos. ou seja.FT9 . que o possa substituir. peixes – a taxa sustentável de uso desse recurso pelo Homem não pode ser maior do que a sua taxa de regeneração. Por exemplo: os esgotos podem ser lançados num rio ou lago desde que o ecossistema natural da água consiga absorver estes resíduos sem sofrer alterações graves. De acordo com um relatório recente da World Wildlife Fund. de forma que. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Infelizmente.16: O sol é a maior fonte de energia! Nesta imagem podemos ver um pequeno painel solar que fornece energia ao telefone de emergência de uma auto-estrada. ou se os resíduos contêm substâncias que o ecossistema não assimila. Muitos ecossistemas sofrem danos ir- 3. Por exemplo: um depósito petrolífero seria utilizado de uma forma sustentada. Há três regras de ouro que nos ajudam a gerir o uso de materiais: 1. Lda 2. a maioria dos ecossistemas está a sofrer as consequências da poluição generalizada da atmosfera. se nada for feito no sentido de diminuir a pesca do bacalhau. quando o petróleo se esgotasse. nutrientes de plantas aquáticas. como acontece actualmente. jazidas de minérios – a taxa de uso não pode ser superior ao ritmo a que se pode desenvolver um recurso renovável. que o aconselha a ser prudente e não ultrapassar os limites ecológicos dos ecossistemas. Para um recurso renovável – florestas. Mas se as quantidades de efluentes são demasiadas.

17: Transporte de compras em saco de pano. usar a água. e todos os recursos naturais.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . e também no local de trabalho. porque é que levo três de plástico que deito logo para o lixo? Figura 3. pelos níveis de poluição que atingiram. 8 reversíveis devido aos poluentes que recebem. deixaram de poder abrigar a fauna e flora que antes ali habitava. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . É fácil aplicar estas regras na nossa vida quotidiana: podemos começar por poupar electricidade em casa. Fonte: CEIFA ambiente. com a máxima eficácia… com pequenos gestos vamos dando a nossa contribuição pessoal para que a situação ambiental não se agrave ainda mais: se apenas preciso de um saco de pano para transportar as compras do supermercado até casa. utilizar os transportes públicos em vez do automóvel privado. É o caso de muitos rios e lagos. que.

2. O Homem está a interferir e a desequilibrar o ciclo do carbono. No ciclo de carbono existem dois processos complementares muito importantes.18: Ciclo da Água..5. 2 1 4 3 Rio Mar . Qual é este fenómeno e diz em que consiste? 3. Observa a figura do ciclo da água e completa-o.AV3 .. O Homem ao construir grandes centros urbanos substitui os solos por superfícies artificiais. 4. Há um fenómeno do ciclo que não está representado. Indica as consequências desta acção. Explica como. Fonte: CEIFA ambiente. Descreva em poucas palavras o ciclo da água. Identifica-os e diz em que consistem. 3. 1 Actividades/Avaliação 3. é o Ciclo da Água Figura 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. e diz qual é a grande consequência de que tanto se tem falado na sociedade. Lda 1234- 3.1.2.

Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Observa a figura que se segue. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais.Se não conseguir resolver esta actividade.4) . Indica como é designado cada elemento da cadeia alimentar representada. Explica porque razão é importante ter um bom conhecimento das cadeias alimentares? Vai ao site www.pt/pegada e tenta calcular a tua própria pegada ecológica. reveja o submódulo 3. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Como poderás melhorar o resultado que obtiveste? Qual seria a melhor forma de gerir um recurso renovável? 7. 2 Produção de O2 O sol fornece a energia para a fotossíntese Produção de alimentos (carbonatos) 1 Produção do CO2 necessário para a fotossíntese Plantas mortas Resíduos e corpos mortos são reciclados 123- 3 Nutrientes 6. 8.m-almada. 2 5.Actividades/Avaliação AV3 .

Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .4.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

2. que essencialmente. urgente repensar as nossas decisões e acções de forma a reduzir a pressão sobre o ambiente. tem-se verificado um número cada vez maior de extinções de espécies. 1 Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 1. devido ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e à desflorestação. São as perturbações no ciclo do carbono. têm fortemente afectado a biodiversidade. devido à crescente pressão que o Homem exerce sobre os ecossistemas. Estas alterações. nocivas aos seres vivos. Nas últimas décadas. RESuMo O Homem. É. tem perturbado os ciclos naturais e contribuído para as alterações climáticas. 3. GloSSÁRIo • Combustíveis fósseis • Atmosfera • Ecossistema • Biodiversidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . O buraco na camada de ozono é outra consequência das actividades humanas sobre a Natureza que afecta a vida da Terra. por isso. cada formando deverá estar apto a: • Compreender que as perturbações nos ciclos naturais afectam a vida na Terra e podem pôr a vida do Homem em perigo. • Entender a importância da biodiversidade e as consequências da sua perda. uma vez que esta camada protege o planeta das radiações UV-B. • Conhecer as consequências das perturbações provocadas pelo Homem nos ciclos naturais que provocam alterações climáticas. através das suas várias actividades. TEMAS • Alterações climáticas • Efeito de Estufa • Buraco do Ozono • Desflorestação • Pressões Humanas • Poluição • Biodiversidade 4.SM4 . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. têm contribuído para as alterações do clima. juntamente com os diferentes tipos de poluição causada.

confagri.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais SM4 . SABER MAIS • www. 2 5.

ainda existem populações pré-industriais que vivem da caça. Fonte: Internet Quanto mais nós produzimos e consumimos. estes têm afectado o ambiente. temos testemunhado sinais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Figura 4. AS CAuSAS dAS AlTERAÇÕES ClIMÁTICAS A NíVEl GloBAl E loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Este cenário alterou-se radicalmente com a Revolução Industrial. Mas. que começou à volta de 1750. variações lentas na luminosidade do sol) e/ou causadas pelo Homem. Atmosfera A mudança climática global. os efeitos da caça. especialmente. 1 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. Durante os últimos 50 anos. • Identificar as perturbações causadas nos ciclos naturais. das actividades agrícolas.FT10 . As alterações climáticas podem ter causas naturais (por exemplo. que cada vez mais preocupa cientistas e políticos. e que subsistem em algumas regiões do planeta.1: Ilustração de uma fábrica no tempo da Revolução Industrial. o formando deverá estar apto a: • Concordar que o Homem através das suas actividades tem contribuído para as alterações climáticas. da agricultura e do que a natureza lhes dá.1. as perturbações no ciclo do carbono. como as principais causas das alterações climáticas. Actualmente. pela primeira vez na história. e que teve uma particular intensificação nos séculos XIX e XX. Pode observar-se a grande quantidade de chaminés e o fumo poluente que libertavam. Desde que existem humanos à face da Terra. do artesanato ou da construção eram basicamente locais. PAlAVRA-CHAVE • Alterações climáticas • Perturbações dos Ciclos Naturais • Efeito de Estufa • Desflorestação • Buraco de Ozono GloSSÁRIo Antropogénico. até há uns 200 anos. constitui uma ameaça sobre o Homem e a Natureza. mais afectamos o ambiente à nossa volta.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . estamos a criar problemas ambientais que não são apenas locais. Saber mais: • www. 2 claros da influência do Homem no ambiente de todo o planeta. ou seja. o fenómeno que observamos hoje em dia é essencialmente provocado pelas actividades humanas.naturlink. perturbando-o também. Como veremos neste submódulo. os carros e os aviões.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . Um dos sintomas que observamos actualmente é a maior frequência de condições extremas no Inverno com mais tempestades e inundações nos países do Norte e períodos de seca com incêndios florestais nos países do Sul. as alterações do ciclo de carbono provocam perturbações no ciclo da água. também conhecido por aquecimento global ou efeito de estufa em conjugação com a desflorestação e o buraco de ozono (de que trataremos nas fichas seguintes). Estas emissões têm diversas origens. as alterações que ocorrem num dos ciclos vão afectar outros ciclos (submódulo 3). Alterações climáticas globais As alterações climáticas induzidas pelo Homem são resultado da emissão adicional de gases para a atmosfera. Lda Se o CO2 aumenta na atmosfera. são principalmente resultado de perturbações no ciclo de carbono provocadas pelo Homem. cujas consequências podem ser devastadoras. vai aumentar (devido ao efeito de estufa) a evaporação e precipitação do ciclo da água.2: A indústria é um importante contributo na emissão de gases de estufa para a atmosfera. Uma vez que os ciclos naturais estão todos interligados. Para Reter: Alterações do clima mundial podem ter causas naturais e antropogénicas. Sendo assim. que contribuem para o efeito de estufa. as centrais energéticas. incluindo as actividades industriais e agrícolas. Figura 4. mas também globais. além de perturbar o equilíbrio do seu ciclo. No entanto. as mudanças climáticas a que assistimos actualmente têm causas antropogénicas. Fonte: CEIFA ambiente. Um dos problemas ambientais à escala global prende-se com as alterações climáticas induzidas pelo Homem.

durante o último século as alterações registadas têm sido mais pronunciadas do que em qualquer período registado até ao momento. 3 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. • Compreender a importância do problema. O progressivo aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a desequilibrar o ciclo de carbono e a incrementar as alterações climáticas. Atmosfera. • Reconhecer que são necessárias medidas para minimizar o problema e que algumas estão ao nosso alcance e não apenas dos governos. tem sido apontado como uma das principais causas das alterações no clima. assim como outros gases com potencial de aquecimento como o metano (CH4). há gases conhecidos como Gases com Efeito de Estufa (GEE). identificando quais as principais causas e consequências do efeito de estufa. o “cobertor” formado pelos GEE reflecte CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o formando deverá estar apto a: • Identificar quais os principais gases com efeito de estufa. e outras tantas actividades humanas libertam CO2 para a atmosfera. a energia consumida para aquecimento. Combustíveis fósseis As alterações do clima são acontecimentos naturais que ocorrem desde sempre. O aumento da concentração dos gases com efeito de estufa na atmosfera. Processo anaeróbico. que criam um “cobertor” ao redor da Terra. Efeito de estufa e aquecimento global A actividade industrial. Biosfera. Clorofluorocarbonetos (CFC). que terão impactos directos negativos sobre os ecossistemas terrestres. o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorocarbonetos (CFC). reflecte na superfície da Terra e sai do planeta.1.FT10 . os automóveis. EFEITo dE ESTuFA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. principalmente o dióxido de carbono (CO2). PAlAVRA-CHAVE • • • • • Efeito de Estufa Gases com efeito de estufa (GEE) Dióxido de Carbono Aumento de temperatura Alterações climáticas GloSSÁRIo Ecossistema. na saúde pública e na qualidade de vida das pessoas em geral. No entanto. nos diversos sectores socio-económicos mundiais. A radiação solar atravessa a atmosfera. No entanto. Isto é.1.

4 % Figura 4.4: Representação esquemática do efeito de estufa Fonte: CEIFA ambiente. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . aquecendo o Planeta. um gás que também contribui para a absorção dos raios solares. B – Uma parte da radiação é reflectida de volta ao espaço. impedindo que eles se dissipem. que por sua vez o agravam. PFC e SF6 N2O CH4 CO2 82. “Greenhouse gas emission trends a projections in Europe 2003”. A – A radiação solar atravessa a atmosfera.4 % A concentração de vapor de água na atmosfera terrestre também aumentou. Fonte: AEA.0 % HFC.2 % 1. 4 de volta a radiação solar. Por isso. pela superfície da Terra e pela atmosfera. O resultado é o aquecimento da superfície da Terra – Efeito de Estufa. 8. no entanto. lagos e rios e a uma maior capacidade da atmosfera para reter a humidade.gppaa.min-agricultura.pt/infoco) 8. Ou seja. não a deixando sair da atmosfera. Temperaturas mais elevadas levam a maiores evaporações de água dos oceanos. A B C A Attm os of er a GE GE E E Figura 4. devido ao aumento da temperatura média.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . O vapor de água é. parte é absorvida. contribuindo assim para o aumento da temperatura média do planeta. o vapor de água é igualmente considerado um gás de efeito de estufa. o efeito de estufa provoca outros efeitos. (www. C – A radiação reflectida pela Terra não regressa ao espa ço espaço porque é de novo reflectida e absorvida pelos gases de efeito de estufa que envolvem a Terra. solos. visto que também contribuem para o aquecimento global.3: Contribuição dos diferentes tipos de gases para as emissões totais de GEE em 2001.

Ou seja. a longo prazo. para satisfazer as necessidades alimentares de uma população em crescimento (na ordem do bilião por década). e a sua concentração na atmosfera aumenta. pelos processos anaeróbicos nas zonas de pastagens e pela queima de combustíveis fósseis. quer no material vegetal. O sistema digestivo dos ruminantes (vaca. 5 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local O grande aumento de CO2 na atmosfera resulta do facto das emissões deste gás não serem totalmente compensadas pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera (submódulo 3). As florestas são assim. boi…) produz grandes quantidades de CH4 que é libertado para a atmosfera. que têm uma baixa taxa de retenção de carbono. Figura 4. com o crescente abate de árvores. e o seu impacto no clima também.IPCC). A agricultura contribui para o aumento dos gases de efeito de estufa. a quantidade deste último é muito superior na atmosfera.5: A floresta acumula carbono sob a forma de biomassa (folhas. A exploração intensiva de culturas agrícolas.FT10 . troncos…) Fonte: Ana Henriques O reconhecimento. o reservatório de carbono mais importante da biosfera em termos globais. Uma das conclusões que o relatório do IPCC de 1995 prevê é que as temperaturas médias globais vão aumentar entre 1º e 3. por parte dos governos. inundando enormes áreas costeiras. onde vive uma grande parte da população mundial. as alterações de uso do solo (em especial a transformação de florestas em zonas agrícolas) agravam o efeito de estufa. principalmente. Além das emissões de CO2 pela indústria e pelo sistema de transportes. A floresta pode acumular. O CH4 possui um poder de aquecimento global 23 vezes maior que o CO2. quer na matéria orgânica morta do solo. os locais de acumulação de carbono no planeta diminuem. em larga medida. No entanto. Este aquecimento terá consequências graves: o nível médio das águas do mar vai aumentar entre 15 e 95 cm. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Calcula-se que cerca de 20 % da floresta desapareceu durante os últimos 140 anos em resultado da conversão de floresta em agricultura.5ºC até 2100. são também responsáveis pelo aumento dos gases CH4 e N2O na atmosfera. Uma redução global da área destes ecossistemas naturais terá impactos negativos sobre a capacidade de sumidouro (locais de acumulação) da biosfera. grandes quantidades de carbono. da existência de alterações climáticas levou à instauração de um Painel Internacional sobre a Mudança Climática (Intergovernmental Panel on Climate Change . Estas conclusões. através da conversão do carbono do solo em CO2 e por elevadas emissões de CH4 e de N2O por parte dos animais ruminantes.

embrapa. Para ultrapassar esta situação é necessário: a) haver mais consciencialização global sobre a importância do problema. pois as suas economias são extremamente dependentes de energia proveniente de petróleo. Protocolo de Quioto O Protocolo de Quioto surgiu de uma reunião conhecida oficialmente pela Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e teve lugar em Dezembro de 1997. 6 levaram alguns governos a reunir-se e a tomarem uma decisão no sentido de minimizar dos impactos destes factos. onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo. ainda não ratificaram o protocolo.br • www.cnpma.atmosphere. Esta conferência. ter consequências fatais para a humanidade. b) substituir as tecnologias actuais por tecnologias que exijam menos energia.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . etc. em Quioto. É este o motivo porque os Estados Unidos da América (EUA).pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . que é considerado o país mais rico do mundo. As negociações.naturlink.de • www. c) desenvolver energia alternativas e aumentar a sua utilização em todos os países. quando se viaja. no Japão. Saber mais: • www. no trabalho.mpg. em casa. tanto mais que os EUA são dos maiores produtores de CO2 libertado para a atmosfera. no âmbito do Protocolo de Quioto são muito complicadas já que a economia mundial está fortemente apoiada no consumo de combustíveis fósseis. Alguns países argumentam que as metas de redução de CO2 estabelecidas no protocolo terão efeitos económicos negativos. no entanto. d) poupar energia sempre que possível. Esta argumentação pode. teve como principal objectivo a adopção de um protocolo legalmente vinculativo em que 39 países industrializados se comprometeram a limitar durante o período de 2008-2012 as suas emissões de GEE na atmosfera.

7 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. através dos quais o ozono é continuamente formado e destruído. as maiores concentrações de ozono aparecem a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 km. uma destas consequências. na camada entre 10 a 50 km acima da superfície terrestre. Clorofluorocarbonetos GloSSÁRIo Antropogénico O ozono (O3) é um gás cuja molécula contém três átomos de oxigénio (O) ligados entre si. por exemplo. esta radiação não é prejudicial como a primeira e passa facilmente pela camada de ozono. Porém. Porém.FT10 . o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância da camada de ozono para a vida na Terra e a necessidade da sua preservação. Buraco de Ozono.1. BuRACo dE ozoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. essencialmente. Cerca de 90 % do ozono localiza-se na estratosfera. constituindo aquilo a que se chama “Camada de ozono”. Esta camada é fundamental para assegurar a vida na Terra. este equilíbrio natural tem vindo a ser perturbado devido. A camada de ozono funciona como um filtro que diminui a intensidade da radiação que atravessa a estratosfera terrestre. • Enumerar os principais compostos destruidores da camada de ozono. Lda A quantidade de ozono presente na estratosfera é mantida em equilíbrio. Radiação UV-B Além da radiação UV-B. No entanto. Sol CFC Camada de Ozono Figura 4. PAlAVRA-CHAVE Camada de Ozono. às emissões an- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Estratosfera. ou seja. Troposfera. uma vez que o ozono estratosférico tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioletaB (UV-B). O aumento da incidência de cancro da pele no ser humano é.6: A Camada de Ozono protege o planeta Terra das radiações UV-B. Radiação Ultravioleta. existe também a UV-A. A degradação desta camada protectora tem consequências graves e directas sobre a vida na Terra. por processos naturais. que pode provocar efeitos nocivos nos seres vivos. Esta camada é destruída por compostos de clorofluorocarbonetos (CFC) Fonte: CEIFA ambiente.2.

devido sobretudo à utilização e libertação para a atmosfera de CFC e de compostos destruidores de moléculas de ozono.meteo. apresentando maior intensidade no chamado “buraco de ozono” da Antártida. Verifica-se.org Devido à persistência dos compostos referidos. a estratosfera. usados como líquidos de arrefecimento de frigoríficos e ar condicionado ou como gás propulsor de desodorizantes. principalmente nas latitudes médias e altas.naturlink. devido. uma maior redução na direcção dos pólos. de um modo geral.pt Figura 4. Estes compostos voláteis foram. 8 A troposfera é a camada desde a superfície terrestre até aos 10 km de altitude. mesmo pondo em prática medidas com vista à redução das suas emissões. Realça-se que estes compostos são muito estáveis e não são destruídos na troposfera. onde se pode observar (a azul) o buraco de Ozono da Antártida. em grande parte. um dos problemas ambientais mais preocupantes resultantes da poluição do ar é: • Rarefacção da Camada de ozono – que levou mesmo ao aparecimento do termo “Buraco na Camada de ozono”. a série de valores médios anuais da quantidade total de ozono em Lisboa no período 1968-1997 apresenta uma tendência estatisticamente significativa de -3.pt • www. como resultado da implementação dos compromissos recomendados pelo Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Deterioram a Camada de Ozono (1987) será expectável que se tenha de esperar até cerca do ano 2060 para que a camada de ozono seja totalmente recuperada. Durante os últimos 20 anos observou-se uma redução gradual da espessura da camada de ozono. Fonte: www.wikipedia. Logo.3% por década Fonte: www. passando facilmente para a camada seguinte. durante muito tempo.7: Imagem obtida pela NASA a 17 de Setembro de 2001. à destruição do ozono pelos já referidos compostos químicos resultantes das actividades humanas. irão ser ainda necessárias várias décadas para repor os níveis de ozono na estratosfera.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . tais como os clorofluorocarbonetos (CFC). Assim.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . flúor. Efectivamente.pt • www. De facto. tropogénicas de compostos que contêm átomos de cloro. embora a utilização de compostos como os CFC tenha sofrido um decréscimo desde os anos 80. Saber mais: • www.iambiente. uma vez que são difíceis de remover da estratosfera. A diminuição global da espessura da camada de ozono também foi detectada em Portugal.quercus. um só átomo de cloro pode vir a destruir milhares de moléculas de ozono antes de ser removido.

• Reconhecer que a desflorestação interfere com os ciclos naturais. o formando deverá estar apto a: • Definir em que consiste o processo de desflorestação. principalmente devido a abates realizados pela indústria madeireira ou para a obtenção de solo para cultivos agrícolas. Nos países em vias de desenvolvimento as principais causas da desflorestação são: • A sobre-exploração de madeira proveniente da floresta. dESFloRESTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. como uma possível medida. • Áreas de pasto (pecuária).FT11 . Limite ecológico. Nos países desenvolvidos as principais causas da desflorestação são: • Desenvolvimento urbano. • A agricultura. Biodiversidade. sobretudo como combustível para cozinhar. a sobre-exploração das florestas na África. • Aumento das áreas industriais. PAlAVRA-CHAVE • Desflorestação • Sobre-exploração • Reflorestação GloSSÁRIo Efeito de estufa. Estes países não têm muitas alternativas e os seus habitantes recorrem aos recursos naturais para sobreviverem. Alterações climáticas Desflorestação é o processo de desaparecimento de massas florestais. para minimizar os impactos da desflorestação. Porém. Atmosfera. • Distinguir a reflorestação. • Crescimento turístico. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Identificar as causas da desflorestação e distinguir as suas origens. por exemplo. • Aumento da superfície cultivada e monoculturas. Ásia e América Latina é sobretudo causada pela procura de madeiras tropicais e outros recursos florestais por parte da indústria nos países mais desenvolvidos. fundamentalmente causado pela actividade humana. 1 Desflorestação 4.2.

como representa o seguinte esquema: Desflorestação Sumidouros de Carbono Produção de Oxigénio Libertação de CO2 (incêndios. etc. 2 Em Portugal. também tem que promover a biodiversidade da zona a repovoar. a reflorestação. que todos os dias é desflorestada mais um pouco Fonte: www. aeroportos.greenpeace. bem como a erosão dos solos e a desertificação (submódulo 1).org O crescimento da população tem levado ao desaparecimento de florestas devido à utilização da madeira. nas últimas décadas. Mas para que a reflorestação seja ecologicamente sustentável. surgiram extensas áreas de eucaliptos.9: Representação esquemática das possíveis consequências da desflorestação Fonte: CEIFA ambiente. uso do solo para a agricultura e para a habitação. A desflorestação permanente conduz ao desequilíbrio do ciclo do carbono e da água (submódulo 3) e acentua o efeito de estufa. barragens. Assim. A reflorestação visa.). A desflorestação tem consequências graves no ambiente. que existe na atmosfera em árvores (submódulo 3). queimadas) Ciclo da Água Evaporação Precipitação Perda de Biodiversidade Clima mais Seco Desertificação Efeito de Estufa Erosão do Solo Mais Seco Mais Duro Alteração do Uso do Solo Destruição de Habitats Destabilização das Bacias Hidrográficas Secas Inundações Fertilidade Humanidade Figura 4. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Figura 4. em parte. Se não se plantarem novas árvores reduz-se a absorção do carbono libertado pelas árvores cortadas. a fixação do dióxido de carbono (CO2). no Brasil. o que levará a um aumento na concentração de CO2 na atmosfera. • Construção de infra-estruturas (por exemplo estradas. diversos organismos internacionais propõem como medida de contenção.8: Imagem da floresta Amazónia. Estas monoculturas são extremamente pobres em biodiversidade.Desflorestação FT11 .

” Fonte: http://dn.greenpeace. pois (como vimos neste e no submódulo 3).org Assim. A crescente desflorestação – principalmente na Amazónia. a Amazónia já está no seu limite ecológico (submódulo 1). para obtenção de campo para cultivo de soja Fonte: www. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . em pouco tempo efeitos negativos começarão a ser sentidos pelo planeta. por exemplo).sapo. Se o processo de abate de árvores de forma desgovernada persistir. que após ser dizimada afectou o microclima de várias regiões do país. de pastagem (para o gado) e de outros produtos exportados para os países desenvolvidos. o equivalente a um terço da superfície de Portugal. A grande ameaça da Amazónia é a procura de madeiras tropicais nos países ricos e também a desflorestação que se faz para criar campos de cultivo (de soja. principalmente no que diz respeito ao clima.10: Fotografia de uma desflorestação ilegal realizada em Mato Grosso. no Brasil. afectando o clima do norte até o sul do país. 3 Desflorestação A desflorestação no Brasil Devido à desflorestação. o Brasil está a tornar-se em um dos maiores contribuintes para o aquecimento global do planeta. Só entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004.FT11 . Efeito semelhante já é sentido no nordeste do Brasil com a destruição quase total da Mata Atlântica. “A floresta amazónica está a desaparecer a um ritmo cada vez mais veloz. a floresta é o melhor meio que existe para evitar o efeito de estufa e as alterações climáticas. que deixa a floresta cada vez mais seca e com menor capacidade de evaporação (perturbações no ciclo da água) – ocasiona na redução das chuvas em várias regiões.pt Figura 4. a desflorestação atingiu mais de 26 mil quilómetros quadrados.

dec. 4 Floresta Amazónica t Ma c nti tlâ aA a Oceano Atlântico Figura 4.uc.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Lda Saber mais: • http://fortran.utad. Fonte: CEIFA ambiente.nationalgeographic. • http://panoias.pt (revista de Janeiro de 2007).geocities.Desflorestação FT11 .pt • www.com • www.11: Representação esquemática da Floresta Amazónica e da Mata Atlântica no território do Brasil.

Figura 4. todas as espécies de animais. toda a cadeia pode ser afectada. somada às suas várias constituições genéticas e aos ecossistemas dos quais façam parte. Fonte: www.12: Biodiversidade. Flora. O desaparecimento de um predador pode resultar num grande aumento da população da sua CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . os microorganismos e as diferentes formas de vida vegetal. • Indicar causas que originem a perda de biodiversidade.3. a biodiversidade pode ser considerada como sinónimo de “Vida na Terra”.FT12 . o formando deverá estar apto a: • Definir o conceito biodiversidade. • Descrever diferentes benefícios da biodiversidade. Cada organismo vivo está inserido numa cadeia alimentar que é regulada por um frágil equilíbrio. A PERdA dA BIodIVERSIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 A Perda da Biodiversidade 4. Metais pesados. Fauna.org Numa perspectiva global. Se um dos elos da cadeia desaparece. PAlAVRA-CHAVE • Biodiversidade • Cadeias alimentares • Biotecnologia • Alteração de habitats • Efeito de Cascata GloSSÁRIo Ecossistema. • Identificar as consequências da perda da biodiversidade. Habitat Biodiversidade A biodiversidade é a variedade de todas as formas de vida existentes. resultado de mais de 3 mil milhões de anos de evolução.wikipedia. Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT).

diminuindo a biodiversidade desse local. Figura 4. Figura 4. o solo e os Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . incluindo algumas com graves problemas de conservação. a mortalidade elevada devido ao controlo por parte dos agricultores e da caça excessiva. Fonte: http://portal. o oxigénio e o azoto. do género das orquídeas. o coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) é originário da Península Ibérica. Porém. A biodiversidade é igualmente responsável por minimizar a poluição. Nestas áreas o número de espécies de flora e a fauna é muito baixo (falta alimento e esconderijos para os animais). o inverso se passa na Austrália onde esta espécie de coelho foi levada involuntariamente através dos navios. Existe uma grande biodiversidade de flores em todo o planeta. proteger os lençóis de água e combater a erosão dos solos.13: Imagem do coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) originário da Península Ibérica. O coelho é presa de pelo menos 39 espécies de predadores.A Perda da Biodiversidade FT12 . ela garante também o “suporte da vida”. É a biodiversidade que. que abrange ampla variedade de habitats (diferentes tipos de clima. os incêndios. nomeadamente.14: Fotografia de uma flor rara (Ophys scolopax). que estão em declínio. onde em tempos foi muito abundante. sendo um elemento chave dos ecossistemas mediterrâneos. Fonte: Ana Henriques Ora estes benefícios deixam de se verificar em áreas de monoculturas (onde uma só espécie predomina). em parte. devido à diminuição da população da sua presa principal. presa e consequentemente levar à diminuição da população de que esta se alimenta e ou vice-versa (submódulo 3). 2 Pensa-se que as causas do desaparecimento do coelho bravo na Península Ibérica foram factores como: doenças. Essa característica é consequência da grande extensão do país. como o Lince-ibérico (Lynx pardinus) e a Águia-imperial-ibérica (Aquilla adalberti). nos protege de eventos catastróficos que ficam além da capacidade de controlo humano. Por exemplo. O Brasil apresenta a maior variedade de espécies do planeta. a perda de habitat e a sua fragmentação devido à intensificação da agricultura e da silvicultura. O coelho proliferou e dizimou espécies vegetais importantes da região. o património genético é reduzido. através da reciclagem dos elementos essenciais. relevo e solo) e concentra duas das maiores florestas tropicais do mundo: a Amazónica e a Atlântica. o coelho. através da sua função tampão relativamente às variações do clima.pt Para além dos benefícios directos que a biodiversidade oferece ao ser humano.icn. como o carbono.

consequência da actividade humana.FT12 . à produção de alimentos e a diversas actividades económicas. a biotecnologia (tecnologia de seres vivos) foi muito desenvolvida. 3 A Perda da Biodiversidade recursos hídricos são alterados (por exemplo. Em média. visto que a vegetação tem um importante papel nos ciclos naturais (submódulo 3). o clima da região pode também ser afectado. O desaparecimento de espécies e de áreas naturais. 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat. Ano após ano verifica-se a desflorestação de grandes áreas de floresta tropical. A biodiversidade tem ainda o benefício e a vantagem de nos fornecer numerosas substâncias e materiais que estão muitas vezes ligados ao desenvolvimento de medicamentos. Por incrível que possa parecer. e até o tratamento de solos contaminados. novos materiais. Também na agricultura e na indústria agro-alimentar se utilizam biotecnologias para melhorar os produtos alimentares. O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies. que são irrecuperáveis. com o objectivo de permitir plantações agrícolas e de pastagem e o aproveitamento da madeira para diversos fins. Na última década. com o risco de extinção de várias espécies de animais e vegetais. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Uma vez que há alteração da componente vegetal destas áreas. o que pode levar à perda de mais espécies (exemplo do coelho anteriormente referido). ocorre actualmente a uma velocidade nunca antes vista. a Humanidade tem vindo a destruir um património sem o qual a sobrevivência da sua própria espécie deixa de ser possível! A maior parte dos medicamentos são retirados de plantas ou descobertos através de produtos extraídos delas. as monoculturas de eucaliptos absorvem muitos recursos hídricos). Este novo ramo da ciência utiliza microorganismos (pequeníssimos seres vivos. Apenas no século XX entre 25 a 50% de toda a cobertura de florestas tropicais foram destruídas. As grandes ameaças à preservação da biodiversidade são: • Eliminação ou alteração de habitats pelo Homem A eliminação ou alteração de habitats é o principal factor da diminuição da biodiversidade. Perda de Biodiversidade O conceito de biodiversidade ganhou maior repercussão a partir dos anos 80. Um efeito cascata pode ocorrer quando uma extinção local de uma espécie altera significativamente a capacidade de sobrevivência de outras espécies. animais e vegetais) para desenvolver medicamentos. A retirada da camada de vegetação original para construção de casas ou para actividade agropecuária altera o ambiente.

Fonte: Internet Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais. 4 Figura 4. entre 1968 e 1992.000 animais viviam nesta zona. cerca de 70%.pt Sobre-exploração comercial O Homem tem vindo a explorar diversas espécies “sem conta nem medida”. Poluição das águas. mais de 5.A Perda da Biodiversidade FT12 . solo e ar A poluição perturba os ecossistemas e mata os organismos que neles vivem. Pensa-se que em 1900. já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos.org • “A pesca do bacalhau caiu. mercúrio e cádmio (metais pesados). como o Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT). Muitas espécies marinhas e alguns animais terrestres encontram-se um risco de colapso ou extinção. mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos.15: O Rio Amazonas é o responsável pela enorme biodiversidade existente na Amazónia.16: A vida marinha é repleta de biodiversidade. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleiabranca. no Canadá.naturlink.” Fonte: www. não por um aumento da consciência ecológica. mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. no canal de São Lorenço. Fonte: www.greenpeace. • Figura 4.

ao serem introduzidas. No entanto. e impedindo o crescimento de outras espécies locais. o chorão (Carpobrotus edulis) que cresce junto ao solo. ocupando-o. o chorão (Carpobrotus edulis) originário da África do Sul foi introduzido nas praias do sul da Europa com o intuito de fixar as areias nas dunas. tanto através da predação. impendem as outras espécies de crescer. Fonte: Internet Aprender a conviver com a fantástica biodiversidade que a Natureza nos oferece é um dos maiores desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos. esta espécie alastrou-se de tal forma que hoje em dia constituiu uma ameaça as espécies nativas das dunas das praias do sul da Europa. Como ocupam uma grande área do solo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . como de competição ou alteração do habitat natural.17: Imagem da planta invasora.FT12 . Por exemplo. podem constituir uma ameaça para as espécies que ali existam originalmente. 5 A Perda da Biodiversidade • Introdução de espécies exóticas As espécies exóticas não são originárias de determinado habitat e. Figura 4.

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temos afectado o ambiente à nossa volta.AV4 Actividades/Avaliação 4. Explique em que medida esta camada é importante à vida no planeta Terra e indique uma possível consequência da sua diminuição. A desflorestação tem aumentado bastante nos países em desenvolvimento com consequências graves no ambiente. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais.4) . 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Desde que existem humanos à face da Terra. Que compostos provocam o “Buraco de Ozono” e qual a característica que os torna tão perigosos? 4. reveja o submódulo 4.4. Qual é a causa principal que tem acelerado as alterações climáticas no nosso planeta? Quais as principais alterações ambientais que se têm vindo a verificar? Quais são as causas do efeito de estufa e quais são as suas consequências? O desaparecimento da camada de ozono é um problema ambiental que muito tem preocupado a humanidade.” Quais as características da biodiversidade que a tornam tão fundamental à sobrevivência humana e à natureza? 2. 5. não um luxo.Se não conseguir resolver esta actividade. “A biodiversidade é uma necessidade.1. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Explique o que se entende por desflorestação e indique quais são as suas principais consequências. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 3.

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5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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SM5 Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 1. e os desafios específicos da gestão ambiental em centros urbanos. 3. Edições Sempre-em-pé. energia. a gestão ambiental tornou-se uma necessidade urgente. cada formando deverá estar apto a: • Saber usar a informação disponível para aumentar o conhecimento temático. • Usar a sua capacidade em estabelecer relações de equivalência para outras áreas de aplicação. Com base em exemplos concretos. • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR • Hidrosfera • Resíduos 5. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. O seu objectivo é dar resposta. mobilidade e resíduos. Edições Sempre-em-pé. 2007 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Finalmente realça-se o papel decisivo da gestão do espaço. de imediato. 2. 2007 • James Robertson: Transformar a Economia .Desafio para o terceiro milénio. GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC). RESuMo Face ao agravamento dos problemas ambientais. • Estratosfera • Chuvas ácidas. demonstra-se que uma estrutura de gestão compartimentada e o enfoque em soluções de fim de linha tornam a gestão ambiental ineficaz. A necessidade de abordagens integradas é ilustrada em quatro grandes áreas particularmente relevantes: água. aos problemas com que as sociedades modernas se vêem confrontadas. TEMAS • O conceito de gestão ambiental sustentável • Gerir a necessidade de energia • Gerir a necessidade de mobilidade • A gestão da água com base na noção de ciclo • A gestão integrada de materiais e resíduos • A gestão sustentável das cidades e do espaço 4. SABER MAIS • Herbert Girardet: “Criar Cidades Sustentáveis”.

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PAlAVRA-CHAVE • Gestão ambiental • Compartimentos ambientais • Áreas de gestão ambiental • Abordagens de fim de linha GloSSÁRIo Ecossistema. É o que acontece com as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). quando se gere a água como se ela fosse um compartimento fechado do ambiente. ETAR. litosfera (o solo). o CoNCEITo dE GESTÃo AMBIENTAl SuSTENTÁVEl: ABoRdAGENS INTEGRAdAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1. Sabemos. há uma grande especialização. o formando deverá estar apto a: • Integrar conhecimentos dos submódulos precedentes e transpô-los para a prática da gestão ambiental. exige conhecimentos muito profundos sobre inúmeras questões. • Reconhecer as vantagens de abordagens integradas na gestão ambiental. Litosfera Temos estudado. desde já. 1 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. por um lado.FT13 . acabamos por criar outros problemas. A gestão da água. que o Homem tem que alterar os modelos dominantes de consumo e produção de forma a poder desenvolver-se em harmonia com os ecossistemas (submódulos 1 e 2). em cada área. A gestão ambiental é o conjunto de tarefas que é necessário realizar para resolver os problemas imediatos causados pelos impactes das actividades humanas nos diversos compartimentos ambientais. Aterro sanitário. a complicada relação entre o Homem e a Natureza. Atmosfera. considera-se que o ecossistema é constituído por vários compartimentos: atmosfera (o ar). A maior vantagem é que. e embora se deva. A água que sai de uma ETAR em bom funcionamento tem certamente uma qualidade muito superior àquela que tinha Para estruturar o conhecimento. Durante muito tempo a gestão ambiental foi dividida por áreas. mais ou menos correspondentes aos quatro compartimentos que compõem o ecossistema. que têm a função de retirar das águas residuais os materiais poluentes que elas transportam. Por isso. ou seja os problemas são tecnicamente bem abordados. até agora. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Por outro lado. começar a alterar hábitos e mentalidades. por exemplo. para impedir que os problemas ambientais se agravem ainda mais. há tarefas muito urgentes que temos que realizar de imediato. é certo que uma alteração tão profunda na economia e nas técnicas só será realizável a longo prazo. desde a engenharia hidráulica até à química laboratorial. No entanto. hidrosfera (a água) e biosfera (a vida). O facto de a gestão ambiental estar dividida por áreas tem vantagens e desvantagens.

Só com o Decreto-Lei 207/2006 é que a orgânica do Ministério do Ambiente foi alterada no sentido de alcançar uma maior integração na gestão ambiental. o solo e os seres vivos são os principais depósitos da poluição ambiental. as empresas foram obrigadas a colocar filtros nas chaminés. não podem ser geridos como se fossem compartimentos estanques. os materiais retirados da água ficam retidos na ETAR sob a forma de lamas altamente contaminadas que têm que ser levadas para aterros especiais. No entanto. em geral. o que aliás se reflectia na forma como as instituições responsáveis pela gestão ambiental ainda até há bem pouco tempo estavam compartimentadas. ou seja. que vai receber os resíduos). Soluções de fim de linha e abordagens compartimentadas dominaram durante muito tempo toda a relação do Homem com a Natureza. A outra grande desvantagem é que abordagens compartimentadas conduzem. 2 quando ali entrou. altamente contaminados. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . desta vez da atmosfera para a litosfera. Mas os progressos têm sido lentos. a soluções de fim de linha. Ou seja. em vez de se ir à origem do problema – os processos industriais em que essas emissões eram produzidas – só se actuou no fim da linha de produção. para reter os poluentes em filtros. Por exemplo. Mais uma vez. só se começa a pensar no problema quando ele já não tem remédio. Através deste decreto-lei.1: Os compartimentos ambientais estão interligados. o Instituto do Ambiente (IA) e o Instituto Nacional de Resíduos (INR) foram integrados na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). A transferência de poluição de um compartimento para outro é uma grande desvantagem das abordagens compartimentadas. e os velhos. quando a poluição atmosférica devido às emissões gasosas das fábricas se tornou um perigo para a saúde humana. Como só se pensou na poluição atmosférica. Fonte: CEIFA ambiente. Mas os filtros têm que ser regularmente substituídos por novos. Lda O mar. Figura 5. o que aconteceu foi uma transferência de poluição. Hoje reconhece-se a necessidade de encontrar soluções integradas que abordem o problema onde ele é criado. o que acontece é que se transfere a poluição de um compartimento ambiental (neste caso a hidrosfera) para outro (o solo.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . são levados (tal como as lamas das ETAR) para aterro sanitário.

• a água. • os resíduos. • os transportes. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 3 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Vamos a seguir estudar os desafios ambientais em algumas áreas particularmente relevantes: • a energia.FT13 .

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como é o caso dos combustíveis fósseis (carvão. Incineradora . 5 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. PAlAVRA-CHAVE • Energia • Fontes de energia renováveis • Fontes de energia não renováveis • Efeito de estufa GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir as duas principais fontes de energia. Ecossistema. As fontes de energia não renováveis esgotam-se à medida que vão sendo utilizadas.). mares (ondas e marés) e calor contido no interior da Terra. transporte e armazenamento de energia. quedas de água. movimento dos corpos. como é o caso da energia do sol. calor. vento. • Indicar vantagens e desvantagens das fontes de energias renováveis. Ao longo da história foram desenvolvidos diversos processos de produção. da energia hídrica. A construção de barragens modifica o ecossistema e constitui uma barreira à migração das espécies aquáticas existentes no meio. que impede a chegada dos peixes às áreas de postura CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . os salmões (Salmo salar) regressam dos mares e sobem os rios até à nascente para colocarem a sua postura (ovos). foi desde os primórdios da civilização utilizada pelo Homem para produzir calor (por exemplo. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE ENERGIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. electricidade. Biogás. palha. Uma outra fonte de energia renovável é a biomassa.1. Gases de efeito de estufa (GEE). Porém. Na altura da desova. as energias renováveis também podem provocar impactes negativos no ambiente. • Verificar que mesmo as fontes energias renováveis têm impactos no ambiente. trabalho. com a descoberta do fogo.FT13 . As principais fontes para produção da energia que utilizamos hoje podem ser divididas em dois grupos: as renováveis e as não renováveis (submódulo 1). que. No caso das fontes de energia renováveis a sua utilização não conduz ao seu esgotamento. etc. transformáveis umas nas outras. lenha. Aterro sanitário A energia manifesta-se sob diversas formas (força. petróleo e seus derivados e gás natural). As barragens constituem um obstáculo à migração. por exemplo. luz). como é o caso. Em Portugal esta espécie encontra-se em perigo.1.

esta forma de energia não é considerada eficiente. e garantir um transporte e armazenamento relativamente seguros são muito dispendiosas. Em regra. não é considerada. como a eléctrica. O paredão da barragem constitui uma grande barreira física à migração de espécies aquáticas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . os peixes Fonte: CEIFA ambiente. pelo que. pois emite menos CO2 do que as tradicionais centrais térmicas que trabalham com carvão. estando previsto para breve o seu esgotamento. que conservam durante vários séculos a sua radioactividade. e também à impossibilidade de tratamento dos resíduos que são produzidos nas centrais atómicas. hoje em dia. a energia atómica não é. Entrou em serviço em Dezembro de 1960. um balanço integrado mostra que os riscos que a energia atómica representa para o ambiente e a vida não compensam essa vantagem. de facto. esses recursos são transformados por via da combustão noutras formas de energia. uma alternativa sustentável. provocou alterações genéticas nos fetos de mulheres grávidas nessa altura. Uma outra fonte de energia são os combustíveis nucleares (por exemplo. nomeadamente. petróleo ou gás natural. Esta tecnologia é. a mais problemática. hoje em dia. também do ponto de vista económico. perigo iminente para a saúde e vida). aconteceu um grande acidente nuclear. concelho de Miranda do Douro e distrito de Bragança. Lda Actualmente. A grande quantidade de radiação libertada na explosão. por isso. Esses resíduos. O problema destes recursos é que não só da sua combustão resultam subprodutos altamente tóxicos e poluentes. Embora ela. Há 21 anos em Chernobyl. e. uma alternativa à energia proveniente de combustíveis não renováveis. Por estes motivos. tendo os bebés nascido com deficiências. 6 Figura 5. ou a mecânica. As medidas de segurança que são necessárias para evitar fugas de radioactividade para o exterior do reactor.3: Barragem de Miranda. as necessidades energéticas da humanidade são fundamentalmente satisfeitas a partir dos chamados combustíveis fósseis. representam uma hipoteca muito pesada para as gerações futuras. na Ucrânia. como as suas disponibilidades são altamente limitadas. contribua menos para o efeito de estufa (submódulos 3 e 4).O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . do ponto de vista ambiental e económico. urânio). pois a sua utilização está associada a graves riscos (contaminação radioactiva do ambiente.

7 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Figura 5. A única excepção é a biomassa. Fonte: CEIFA ambiente. uma vez que há queima de resíduos orgânicos. A utilização da maior parte das energias renováveis não conduz à emissão de gases com efeito de estufa (GEE) (submódulos 3 e 4). ao desconhecimento e falta de sensibilização para o assunto por parte dos consumidores e dos municípios. à inexistência de tecnologias e redes de distribuição disponíveis e.4: Reactor destruído e vítimas do acidente nuclear em Chernobyl. Fonte: SDC Chernobyl Energias renováveis As principais vantagens resultantes da utilização das energias renováveis consistem no facto de não serem poluentes e poderem ser exploradas localmente. em geral. como a biomassa resulta da fixação de CO2 nas plantas (submódulo 3).FT13 .5: Os diferentes tipos de energias renováveis e não renováveis. para obter energia. Lda Energias Não Renovaveis Petróleo Carvão Gás Natural Urânio CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . No entanto. Energia Energias Renováveis Biomassa Éolica Geotérmica Hídrica Hidrogénio Oceanos Solar Figura 5. o balanço energético da biomassa é. o que origina dióxido de enxofre e óxidos de azoto. As fontes de energia renováveis ainda são pouco utilizadas devido aos custos de instalação. do ponto de vista dos GEE neutro. porque da sua combustão não resulta mais CO2 do que aquele que tinha sido fixado.

os recursos que utilizam (sol. Estes recursos estão longe de estar completamente explorados. • Contribuem para a diminuição da dependência energética da nossa sociedade em relação a fontes de energia importadas (combustíveis fosseis) e atenua a dependência energética relativamente aos países produtores de petróleo e gás natural. a utilização do calor das centrais incineradoras de resíduos e do biogás dos aterros sanitários para a produção de electricidade. através da recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios. • Algumas das tecnologias de aproveitamento das energias renováveis apresentam uma grande flexibilidade na adição e substituição de unidades de geração de energia. • Podem ser produzidos em equipamentos eficientes. cerca de metade da energia eléctrica consumida pode ser de origem hídrica. nomeadamente quando comparados com energias provenientes de combustíveis fósseis. petróleo). uma vez que. que prevêem.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . o potencial de utilização das energias eólica e solar é grande e o seu uso é incentivado pelo Estado (por exemplo.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Em Portugal. de pequena dimensão.) podem ser considerados inesgotáveis. A medida inserese no Sistema de Certificação Energética e de Qualidade do Ar Interior que entrou em vigor no dia 01. no início de 2009 todas as casas para venda ou arrendamento terão de possuir um certificado de eficiência energética.educom. vento.2007. apresentam reduzidos efeitos negativos sobre o ambiente. • Regra geral. A floresta nacional representa. etc. e já estão em curso os programas de aproveitamento energético dos resíduos urbanos. a proximidade entre o local de produção e consumo permite poupanças adicionais pois não é necessário uma rede para transportar a energia a longas distâncias. gás. directamente ou através dos seus resíduos – biomassa – mais de 5 % dos combustíveis consumidos. em anos normais. nomeadamente: • Contrariamente às fontes de energia fósseis (carvão.07. as energias renováveis tiveram sempre uma importância superior à média europeia. Saber mais: • http://web. As diversas energias renováveis dispõem de um conjunto de características comuns. 8 Por força de lei. em particular. no próprio local onde são necessários.

das técnicas e das culturas seria impensável sem mobilidade. barco).2. Biodiesel. a possibilidade de boiar à superfície da água (jangada. mas só com a invenção da máquina a vapor se entra na era da mobilidade motorizada que hoje domina as nossas CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .6: Os Descobrimentos foram feitos com formas de mobilidade baseadas na força do vento e das correntes marítimas… Fonte: Internet A invenção da roda revolucionou as tecnologias de mobilidade.FT13 . Desde sempre o Homem teve que se deslocar para se alimentar. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais desafios que a mobilidade motorizada representa e apontar soluções. A mobilidade é uma necessidade básica das sociedades humanas. o vento (barco à vela)… Figura 5. Ecossistema. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE MoBIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. burro). Desde muito cedo o Homem procurou aproveitar os recursos naturais disponíveis para satisfazer as suas necessidades de mobilidade: os animais (cavalo. contactar com outras comunidades (nem sempre com fins pacíficos). procurar recursos.1. O desenvolvimento do comércio. PAlAVRA-CHAVE • Mobilidade motorizada • Poluição • Inovação tecnológica • Transportes públicos • TIC • Soluções de partilha GloSSÁRIo Chuvas ácidas. 9 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5.

etc. na Mesopotâmia. grandes superfícies são utilizadas na construção de infraestruturas que têm impactos importantes sobre os ecossistemas. por esse facto. A tecnologia tem evoluído no sentido de dotar os veículos com equipamentos mais eficientes. parques de estacionamento. como estradas. Trata-se de veículos movidos a hidrogénio. Para assegurar a mobilidade. Figura 5. para o problema mundial das alterações climáticas. que apenas emitiriam vapor de água. há 6000 anos. que funcionam com combustíveis menos poluentes. ocupa uma grande área de terreno Fonte: CEIFA ambiente. O ruído provocado pelo trânsito reduz a qualidade de vida das populações que vivem perto de ruas movimentadas. túneis. postos de abastecimento de combustível. como o biodiesel e o gás natural. conseguindo-se diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. 10 A roda foi provavelmente inventada na Ásia. A mobilidade motorizada tornou-se uma necessidade básica das sociedades mais desenvolvidas. e merece. nomeadamente sobre o ambiente. A emissão de vários gases tóxicos e de partículas prejudicam a saúde humana. tenta-se criar as condições mínimas para que esta tecnologia se torne viável do ponto de vista comercial. as pessoas têm necessidade de deslocações constantes a distâncias cada vez maiores e em cada vez menos tempo. pois tem impactos negativos importantes.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . pontes.8: Um posto de abastecimento de combustível. e em grande escala. intensificam ainda mais o efeito de estufa e contribuem para as alterações climáticas (submódulo 4). vidas. Cerca de 1/3 das emissões de dióxido de carbono (CO2) e uma grande percentagem de dióxido de enxofre (SO2) – que provoca as chuvas ácidas – são produzidas pela combustão de combustíveis fósseis nos meios de transporte. Os produtos e serviços tendem a afastar-se dos locais de consumo. Figura 5. hoje em dia. Os transportes motorizados utilizam energias não renováveis (como a gasolina e o gasóleo) contribuindo assim. Lda Espera-se que uma nova tecnologia (células de combustível) venha a revolucionar o sector dos transportes nas próximas décadas. estas tecnologias alternativas têm ainda um peso muito pequeno no volume total de transportes. especial atenção. No entanto.7: O excessivo tráfego de carros contribui de forma muito significativa para as alterações climáticas que se têm vindo a verificar a nível mundial Fonte: CEIFA ambiente. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Actualmente.

Cada vez mais pessoas utilizam o automóvel para fazer passeios nos tempos livres. reduzem para 1/5 a quantidade de gasolina que gastavam! Ao fim de alguns meses. 8 % para o transporte ferroviário e 4 % para o transporte por vias interiores navegáveis. em comparação com 6 % para o transporte ferroviário e 5 % para o transporte aéreo. mais uma vez se constata que a inovação tecnológica. como mostram as estatísticas a nível europeu: o transporte rodoviário (maioritariamente viagens em veículo ligeiro) representa 79 % do transporte de passageiros. No entanto. Um dia resolvem partilhar o veículo. Ironicamente. • Redução das necessidades de mobilidade através da promoção de tecnologias de informação e comunicação (TIC) que permitem o acesso a muitos serviços sem necessidade de deslocações (por exemplo telefone. não vai resolver os problemas que a mobilidade motorizada origina. Mas não é só o trânsito individual que torna a mobilidade numa fonte de problemas. A camionagem é hoje responsável por 44 % das mercadorias transportadas na União Europeia (UE). ou seja. como mostra o seguinte exemplo de “car-sharing”: 5 pessoas vivem no mesmo lugar e trabalham numa cidade a 20 km de distância. muitos motivos por que as pessoas se sentem obrigadas a usar carro. com vista a promover novas formas de mobilidade que dão prioridade aos transportes públicos. e combinam que vão todos num dos carros.FT13 . Pouparam imenso dinheiro e descobriram que até tinham mais prazer em andar a pé. em comparação com 41 % para o transporte marítimo de curta distância. a utilização do automóvel deixará de ser a primeira e preferencial opção. Há. sendo um produto que tem por fim único promover a mobilidade. Car-sharing = Partilha de carros CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .) • Repensar o ordenamento do território de forma a aproximar a procura e a oferta de bens e serviços • Promover soluções de partilha. pois descobriram que afinal um carro partilhado chegava perfeitamente para satisfazer as necessidades de mobilidade dos 5. Um grande desafio é a mobilidade de lazer. alternando os carros em cada dia da semana. o automóvel individual é também o meio de transporte que provoca mais congestionamentos de trânsito. 11 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Portanto. necessário ponderar as alternativas de mobilidade que existem. Internet. etc. A procura de soluções mais sustentáveis para os problemas da mobilidade faz-se em várias vertentes: • Desenvolvimento de tecnologias menos poluentes. todos os dias. cada uma delas vai de carro para o trabalho. o automóvel individual é uma forma de mobilidade especialmente cara. De facto se analisarmos todas as hipóteses que temos ao nosso dispor e avaliarmos todos os impactos inerentes a cada escolha. acaba por criar frequentemente imobilidade… Além disso continuamos a perder muitas vidas na estrada e muitas horas nas filas dos engarrafamentos de trânsito. estimando-se que seja responsável por um aumento de 6 % no consumo de combustíveis na UE. sozinha. passando esta para os transportes públicos. resolvem vender 4 carros e utilizar só um dos carros. de bicicleta e de transportes públicos do que a passar horas O congestionamento em estradas e aeroportos agrava a poluição. por isso. sem dúvida. É. Assim. É urgente uma alteração de mentalidades.

blog.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 .planetaclix. 12 nas filas de carros… Saber mais: • http://celulasdecombustivel.pt • http://ecocar19.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

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5.1.3. A GESTÃo dA ÁGuA CoM BASE NA NoÇÃo dE CIClo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever medidas de gestão da água baseadas no conceito de ciclo; • Reconhecer as consequências de abordagens de fim de linha na gestão da água e as vantagens de abordagens integradas. PAlAVRA-CHAVE • Ciclo da água • Impermeabilização • Erosão • Desflorestação GloSSÁRIo Habitat; Biodiversidade; Lixiviados; ETAR; Aterro sanitário

A água constitui um recurso essencial à vida. A água doce utilizável é menos de 1% de toda a água do planeta. Há necessidade de uma crescente consciencialização da sociedade de que os recursos hídricos não são ilimitados e que portanto é necessário protegê-los e conservá-los.

Consumo de água: Portugal = 160 litros por habitante/dia; Sertão Brasileiro = 10 litros por habitante/dia

Figura 5.9: A quantidade de água disponível no planeta é diferente de local para local: abundância nuns lugares, escassez noutros Fonte: a) Internet b) CEIFA ambiente, Lda.

A utilização eficiente deste recurso é uma questão essencial à qual ninguém pode estar alheio. Tendo em mente os impactos da intervenção humana no ciclo da água, de forma a minimizá-los, é necessário gerir o uso da água com base na noção do ciclo. Isto significa que a gestão dos recursos hídricos deve ter em vista evitar perturbações no ciclo natural da água, como sejam:

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Um aumento da eficiência traduz-se numa redução de caudais captados e portanto, indirectamente, na preservação dos recursos hídricos disponíveis.

Uma das fontes de alteração do ciclo da água é a impermeabilização dos solos, em especial nas cidades. A precipitação não se consegue infiltrar no solo sendo “perdida” por escorrência (submódulo 3). Uma forma de gestão mais sustentável, seria utilizar, em vez de asfalto e cimento, superfícies menos impermeabilizantes que permitissem a infiltração de água no solo. O leito dos rios e as suas margens são por vezes excessivamente ocupados por construções ou por campos agrícolas. Além da perda de habitats especiais e da biodiversidade que ocorre nesses habitats, aumenta o risco de inundações e, consequentemente, de prejuízos económicos. Há que salvaguardar estas zonas porque a maioria são naturalmente áreas de cheias (vales) que fazem parte do leito dos rios.

Figura 5.10: Margem de um rio super povoado Fonte: Internet

A desflorestação também tem consequências no ciclo da água. As raízes da vegetação mantêm o solo compacto e uma vez cortadas, o solo fica exposto e desagregado. Com as águas de precipitação, partículas do solo são arrastadas e os seus nutrientes são lixiviados. O solo torna-se progressivamente mais pobre e alterado, o que provoca a erosão. Para evitar todos estes problemas relacionados com alterações do ciclo da água, é indispensável manter a cobertura vegetal, de preferência florestal. Sempre que essa desapareça deve ser reconstituída o mais rapidamente possível.

Figura 5.11: Nesta imagem observa-se a desflorestação da Amazónia e os terrenos desertos desflorestados. Estes terrenos estão mais sujeitos à erosão que os terrenos ocupados pela vegetação Fonte: www.greenpeace.org

A água que depois de utilizada (consumo humano, indústria, agricultura, pesca e actividades recreativas), é lançada nas massas de água naturais apresenta, em geral, má qualidade, podendo, em consequência, também degradar a qualidade dos meios de recepção. Já vimos que a solução tradicional é sujeitar as águas residuais a tratamento prévio numa ETAR, antes de serem lançadas no meio receptor. Isso seria uma solução de fim de linha, na qual a poluição seria simplesmente transferida para as lamas resi-

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duais da ETAR, que acabariam por ser depositadas em aterro sanitário. Uma solução integrada, pelo contrário, vai no sentido de evitar a contaminação das águas tanto nos usos domésticos, como nos processos industriais. Por exemplo, em casa devemos evitar lançar medicamentos, lixívias e outros produtos químicos nas sanitas, ou deitar óleos (alimentares ou de motor) na canalização. Nas empresas é necessário procurar tecnologias mais limpas. A gestão sustentável da água depende, em grande parte, do consumidor comum. Ou seja, cada um de nós pode e deve fazer a sua parte!

Saber mais: • www.inag.pt (Conselhos para poupar água e Plano Nacional da Água – Instituto da Água) • http://snirh.inag.pt (sobre o PEAASAR – plano estratégico de abastecimento e saneamento – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos – Instituto da Água)

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As Relações entre o Homem e o Ambiente

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5.1.4. A GESTÃo INTEGRAdA dE MATERIAIS E RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os princípios gerais de gestão ambiental à gestão dos materiais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Fecho de ciclos • Reciclagem • Boas práticas na gestão de resíduos GloSSÁRIo Limites ecológicos; Incineradora; Aterro sanitário

Como vimos nas secções precedentes, a gestão ambiental deve seguir abordagens integradas, para evitar que se limite a transferir poluições de um compartimento ambiental para outro. Para além da energia, dos transportes e da água, cuja gestão, como vimos, exige cuidados muito especiais, há uma outra área, não menos importante da interface entre o Homem e a Natureza, que requer muita atenção: trata-se da gestão de todos os materiais que retiramos da Natureza, modificamos, utilizamos e lhe devolvemos, por fim, em forma de resíduos.

Figura 5.12: Imagem de diferentes tipos de resíduos que são muitas vezes, infelizmente, deixados em terrenos descampados Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A natureza gere os materiais de outra maneira, em grandes ciclos naturais (submódulo 3). Tudo o que é utilizado num processo natural, passa depois para outro processo, onde é alterado e, nessa nova forma, fica de novo disponível a outros processos naturais. A imagem do ciclo é, portanto, a característica principal da gestão que a natureza faz dos materiais. Aliás, antes de os modelos de produção e consumo de massa se terem estabelecido, muitas actividades humanas assemelhavam-se ao que se passava na natureza: nos ciclos naturais não há resíduos, tudo o que é produzido é aproveitado e reaproveitado para ser matéria-prima noutro processo. E assim agiam os nossos antepassados, evitando

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o desperdício e reaproveitando as sobras. Infelizmente, não é isso que acontece em muitos modelos de produção e consumo que hoje dominam a nossa forma de viver e as nossas relações com a Natureza. Os modelos de gestão mais frequentes têm a forma de uma linha, como se se partisse do pressuposto que haverá sempre matérias-primas disponíveis e que os resíduos poderão ser sempre depositados na natureza.

Figura 5.13: Representação esquemática de um “Sistema Linear” Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Estes modelos estão condenados a sucumbir quando as matérias-primas rareiam ou os problemas resultantes dos resíduos se tornam incontroláveis. Situações de ruptura começaram a ocorrer em várias indústrias, quando se atingiram os limites ecológicos dos ecossistemas afectados (submódulo 1). Estes sinais de alarme multiplicaram-se nos últimos 100 anos e obrigaram cientistas, políticos e gestores a reflectir seriamente sobre como se devem gerir os materiais de forma sustentável. O segredo de uma gestão sustentável de materiais e resíduos é simples: temos que reduzir a quantidade de matéria-prima que retiramos da natureza e evitar produzir resíduos que não possam ser reaproveitados. Esta regra mestra leva-nos a pensar em termos de ciclo de vida de materiais e de produtos. A figura em baixo mostra como se pode gerir o ciclo de vida de um produto, de forma integrada, ou seja, pensando, antes de começarmos a produzi-lo, em todos os pormenores, desde a exploração das matérias-primas, a energia que se vai usar para o produzir e para o utilizar, até ao que vai acontecer quando ele chegar ao fim da sua vida útil.

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Figura 5.14: Representação esquemática do ciclo de vida ideal para um produto Fonte: CEIFA ambiente, Lda (Imagem adaptada de Kazazian, Thierry: “Haverá a idade das coisas leves”, São Paulo, 2005)

Até há bem pouco tempo, resolvia-se o problema dos resíduos com uma abordagem de “fim de linha”, ou seja, só se começava a pensar nos resíduos depois de eles terem sido produzidos. Apesar de se terem feitos muitos progressos nas últimas décadas no sentido de melhorar a gestão de materiais, ainda são produzidos muitos resíduos, em quase todas as actividades humanas, que causam graves problemas ambientais e poderiam ser evitados. Dentro de uma perspectiva de fim de linha foram construídos por todo o mundo milhares de aterros sanitários e incineradoras de resíduos que exigem muitos investimentos e tecnologias avançadas. Mas os aterros construídos há cerca de 15 anos em Portugal já estão a chegar ao fim da sua capacidade, e a possibilidade de se poder incinerar todos os resíduos é pouco viável, por motivos económicos, técnicos e até sociais, pois as pessoas se opõem à construção destas centrais na sua vizinhança. É necessário gerir os resíduos de forma integrada, pensando que os resíduos são, do ponto de vista ambiental, materiais que, numa certa fase do seu ciclo de vida, são rejeitados, porque deixaram de ter utilidade para o Homem. A gestão integrada de materiais e resíduos tem que ter em consideração todo o ciclo de vida dos materiais. O objectivo é reduzir ao máximo a parte que vai para soluções de fim de linha, e isso faz-se estabelecendo uma “ordem de prioridades” para a compra, a utilização e o tratamento de materiais: 1. Evitar usar materiais que podem ter efeitos nefastos na fase de produção ou de utilização, ou causam problemas quando se tornam resíduos (prevenção qualitativa); evi-

Estima-se que os 15 países membros da EU, produziram, em 2003: 182 milhões ton/ano de resíduos sólidos urbanos (RSU), 286 milhões ton/ano de resíduos de construção e demolição (RC&D), 338 milhões de ton/ano de resíduos industriais (RI) e 26 milhões de ton/ano de resíduos perigosos (RP).

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Técnicas eficientes são aquelas que produzem o mesmo com menos; ou seja, precisam de menos matérias-primas e energia e produzem a mesma quantidade de produtos com menos resíduos.

2. 3. 4.

tar desperdícios de materiais na fase de produção, utilizando as técnicas disponíveis mais eficientes (prevenção quantitativa); Reutilizar todos os materiais residuais dentro do mesmo processo (fábrica, obra de construção, produção agrícola) ou noutros processos; Reciclar todos os materiais residuais que não podem ser directamente reintegrados na produção ou no consumo e utilizar, sempre que possível, materiais reciclados; Levar para tratamento final (incineradora ou aterro sanitário) somente os resíduos para os quais não foi possível encontrar uma solução.

Conclusão: precisamos de muitas inovações técnicas que tornem os produtos mais leves, mais eficientes, mais duradouros e que, no seu fim de vida, possam ser reciclados, e não se tornarem simplesmente resíduos que têm que ser depositados ou incinerados.

Saber mais: • Manual Europeu de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, Volumes I e III, 2002-2004: Para download: www.ceifa-ambiente.net

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5.2. A GESTÃo SuSTENTÁVEl dAS CIdAdES E do ESPAÇo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância do ordenamento do território; • Identificar relações de dependência entre a cidade e a sua periferia; • Nomear critérios de qualidade de vida urbana. PAlAVRA-CHAVE • Ordenamento do território • Densidade populacional • Periferia • Pegada ecológica GloSSÁRIo Desflorestação; Habitat; Biodiversidade; Fauna; Flora

Já reflectimos várias vezes sobre a importância que a ocupação do espaço pelo Homem tem sobre o ambiente. A desflorestação e a impermeabilização do solo têm efeitos sobre o ciclo da água e a sobrevivência das espécies, a destruição de habitats naturais ameaça a biodiversidade, a construção de barragens altera os cursos dos rios e tem implicações sobre a fauna, a flora, etc.. Com o aumento da densidade populacional, surge a necessidade de regulamentar a utilização do espaço pelo Homem. Hoje em dia, embora as pessoas possam ser proprietárias de terras, não lhes é permitido utilizar esses espaços como bem lhes apetece. E há boas razões para que assim seja. Se não houvesse regras, teríamos indústrias altamente poluentes ao lado de casas de habitação, aterros no meio de florestas, aeroportos ao lado das praias, centrais atómicas no meio das cidades e outras aberrações deste tipo. ordenamento do território é o nome que se dá a esta área da gestão ambiental que se dedica a gerir a localização das actividades humanas no espaço disponível. Trata-se de uma área transversal de gestão, que requer uma excelente base de informação geográfica, económica, social e ambiental, e que assume duas funções essenciais: 1. determinar o espaço que pode ser ocupado por actividades humanas, e qual o espaço que deverá ser reservado à Natureza; 2. como devem ser distribuídas as actividades humanas no espaço, de forma a se poderem articular de forma harmoniosa. A gestão do espaço em centros urbanos (cidades) representa um desafio particularmente complexo, não só pela densidade populacional que esses espaços abrigam, como pela

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diversidade de actividades que ali estão instaladas.

Figura 5.15: Para viver, a cidade precisa de mais do que aquilo que produz… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

As necessidades de uma cidade não podem ser totalmente satisfeitas por aquilo que ali existe ou é produzido. De facto, os habitantes de uma cidade têm que se alimentar de produtos que, em grande parte, são produzidos em zonas rurais, por vezes noutros continentes. A água que as cidades consomem vem de aquíferos situados fora do seu perímetro, e as águas residuais que a cidade despeja no esgoto vão poluir linhas de água da periferia, as praias e os oceanos. As infra-estruturas para o tratamento de águas são situadas fora da cidade, e o mesmo acontece com as instalações de tratamento de resíduos. E a poluição atmosférica que as cidades produzem tem efeitos não só na cidade, como também a nível regional e global. A cidade ocupa, por isso, não só o espaço em que está construída, mas também muito espaço na periferia e de outros lugares. Diz-se, por isso, que a maior parte das cidades têm uma pegada ecológica muito elevada. As cidades têm uma responsabilidade muito grande em relação às suas periferias, tanto mais que os habitantes da cidade precisam de lugares com boa qualidade ambiental na proximidade para repouso e actividades de lazer. Por outro lado, uma cidade tem uma oferta de bens e serviços que serve, em geral, uma população muito maior do que aquela que ali vive. Assim, muitos postos de trabalho na cidade são ocupados por pessoas que vivem na periferia e se deslocam todos os dias para a cidade, dando origem aos famosos movimentos pendulares de trânsito: de manhã um grande fluxo de trânsito intensivo em direcção à cidade, e ao fim do dia o fluxo em direcção contrária.

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Figura 5.16: Existem zonas em Lisboa onde ainda circulam eléctricos, que constituem um óptimo meio de locomoção dentro da cidade e são pouco poluentes Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A mobilidade (de mercadorias e de pessoas) é uma área prioritária da gestão urbana. Uma cidade bem gerida tem uma rede de transportes públicos que minimiza a poluição atmosférica, os níveis de ruído e o congestionamento das vias públicas. Em Lisboa foram feitos vários estudos sobre o consumo de água e de energia que mantêm a cidade viva. Quanto à água, o estudo chega à conclusão que “o combate às perdas, uma melhor gestão da procura, a reutilização de águas cinzentas e de águas residuais tratadas para usos não potáveis, são alguns dos desafios que devem ser abordados com urgência”. Em relação à energia as soluções passam por “uma maior eficiência energética pelo lado da procura, a redução da dependência de combustíveis fosseis, a maior descentralização da produção de energia, o aumento do contributo de energias renováveis para o balanço energético local - oferecendo a Lisboa também uma expressão de geradora de energia final em vez de apenas consumidora”.

Figura 5.17: Estes acumuladores de calor que se podem colocar nos telhados das casas, aproveitam a energia solar (fonte de energia renovável) para aquecer a água da casa Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.cidadessustentaveis.info • www.lisboaenova.org

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Actividades/Avaliação

5.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo
1. Para se estudar o ambiente de forma estruturada, é habitual distinguir vários compartimentos ambientais. Indique os seus nomes. Escolha dois desses compartimentos e descreva um fenómeno natural que demonstre como eles estão interligados. O que é uma gestão ambiental compartimentada e qual é a grande desvantagem ambiental a ela associada? Descreva o problema através do exemplo da gestão dos recursos hídricos. Descreva as vantagens ambientais provenientes da utilização das energias renováveis. Em que medida é que as TIC podem contribuir para uma redução do trânsito? Existe uma “ordem de prioridades” que facilita a gestão integrada de materiais e resíduos. Nomeie correctamente essa ordem de prioridades, começando pela mais amiga do ambiente e acabando nas soluções de fim de linha. A noção de ciclo tem uma importância muito grande na gestão ambiental. Dê dois exemplos que mostrem a vantagem da sua aplicação.

2.

3.

4. 5.

6.

Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) .Se não conseguir resolver esta actividade, reveja o submódulo 5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

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6. Legislação Ambiental

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Legislação Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo começa por descrever a evolução dos princípios sobre os quais se baseia a política e o direito ambientais, e a importância desses princípios para a gestão ambiental. Caracteriza, em seguida, os três níveis a que o direito ambiental é criado: internacional, comunitário e nacional. Dado o ênfase crescente de abordagens baseadas no princípio da prevenção, torna-se evidente que o futuro aponta para uma legislação comunitária e nacional que aposta na responsabilidade ambiental do produtor. Esta evolução requer uma postura pró-activa por parte dos empresários.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Conhecer os princípios gerais que orientam a política ambiental, o direito ambiental e, em consequência, a gestão ambiental; • Compreender que o direito ambiental tem fontes internacionais, comunitárias e nacionais e descrever as relações entre direito comunitário e nacional; • Saber usar a informação disponível para aumentar o seu conhecimento sobre as diferentes áreas do direito do ambiente.

3.

TEMAS • Princípios gerais da política ambiental • O direito do Ambiente • A legislação internacional • Legislação da União Europeia • Legislação nacional

4.

GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC); • Estratosfera • Chuvas ácidas; • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR

5.

SABER MAIS • Direito do Ambiente, Fernando dos Reis Condesso, Livraria Almedina, Coimbra, 2001. • www.diramb.gov.pt (Legislação) • http://europa.eu (site oficial da União Europeia)

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Princípios Gerais da Política Ambiental

6.1. PRINCíPIoS GERAIS dA PolíTICA AMBIENTAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Diferenciar os princípios que orientam a política e o direito ambientais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Princípio do poluidor-pagador (PPP) • Princípio da precaução • Gestão ambiental GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Estratosfera

A necessidade de gerir as relações entre o Homem e a Natureza levou à criação de uma série de regras que devem ser respeitadas para evitar que as actividades humanas continuem a ter efeitos negativos sobre o ambiente. Estas regras variam, dependendo do tipo de actividade a que dizem respeito, e são fruto da política ambiental que um Estado ou uma comunidade de Estados decide implementar. As regras definidas pela política ambiental são as linhas orientadoras da gestão ambiental. Uma parte dessas regras tem carácter vinculativo, e constitui a “legislação ambiental”. Mas a política ambiental ainda pode utilizar outros instrumentos, para além da lei, para implementar os seus objectivos, como por exemplo, campanhas de sensibilização. Para entender melhor os objectivos da política ambiental é importante conhecer alguns princípios básicos que a orientam e que determinam o tipo de instrumentos que ela utiliza. Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Ainda hoje muita gente deita os seus resíduos para a via pública, a pensar que a Câmara Municipal é que tem o dever de limpar tudo. É certo que as câmaras têm que o fazer, mas essa tarefa custa dinheiro, e é, portanto, feita à custa da sociedade em geral. É com os impostos pagos por todos os cidadãos que o Estado tem que reparar o dano que alguns provocam.

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Princípios Gerais da Política Ambiental

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Figura 6.1: Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Fonte: Internet

Mas hoje já são poucas as pessoas que actuam de forma tão irresponsável, talvez porque desde há muitos anos a gestão ambiental se guia pelo princípio poluidor-pagador (PPP). Este princípio diz simplesmente: “quem suja, tem que limpar, ou então paga pelos danos causados!”. É com base neste princípio que o Estado: • obriga as empresas a respeitarem uma série de regras em relação à água, aos resíduos, ao ruído e às emissões; • cobra taxas sobre os resíduos e as águas residuais ; • aplica multas aos que poluem o ambiente; • pode punir os que não respeitam as regras de protecção ambiental, em casos graves inclusivamente com pena de prisão. No entanto, e apesar de o PPP ser um princípio muito eficaz, quando o Estado faz uma boa vigilância, nem sempre é possível identificar os poluidores. Por exemplo, todos nós emitimos emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera: como avaliar o contributo que cada um dá para a alteração climática? Há também imensas fontes de poluição que sujam um rio, mas como identificar a contribuição de cada um? Nestes casos o PPP não pode ser correctamente aplicado. Além disso, há danos irreversíveis e irreparáveis, e há bens que não têm preço (por exemplo, a biodiversidade). Também nestes casos o PPP não é aplicável. De facto, só há uma forma correcta de agir quando corremos o risco de, com uma actividade, causar danos irreversíveis ou irreparáveis ao ambiente: evitar os danos. É o que diz o princípio da prevenção: “é melhor prevenir do que remediar”. Este princípio, que na prática se aplica em conjunto com o PPP, afirma que os poluidores devem ser responsabilizados se não tomarem as medidas necessárias para evitar danos. Portanto, não se trata aqui de reparar um dano, mas sim de fazer tudo para que esse dano não ocorra. Por exemplo: os resíduos são um problema? Pois bem, o que o princípio da prevenção diz é que o melhor é evitar produzir resíduos. As emissões de CO2 estão a alterar o clima? Pois bem, reduzamos o nosso consumo de energia, diz o princípio da prevenção.

Se uma espécie em risco de extinção acabasse por desaparecer devido à acção de um indivíduo, não haveria dinheiro no mundo que pudesse reparar esse dano que é irreversível (a espécie nunca mais voltará a existir) e irreparável (pois não é possível calcular, e muito menos pagar, os custos ambientais que poderão advir dessa perda).

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Princípios Gerais da Política Ambiental

Figura 6.2: É melhor evitar o incêndio florestal do que remediar… Fonte: Internet

Há ainda um terceiro princípio que vale a pena mencionar: é o princípio da precaução. Este princípio parte da observação de que há muita incerteza quanto aos danos que uma actividade pode causar ao ambiente. Por exemplo, quando os clorofluorocarbonetos (CFC) apareceram, foram considerados o melhor produto que a química jamais tinha produzido: eram substâncias sem cheiro, não tóxicas, não inflamáveis, e podiam ser usadas em inúmeras aplicações, como gás de expansão para os aerossóis e as espumas, e como gás de compressão para aparelhos de refrigeração. Frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, sprays e colchões de espuma são exemplos de produtos que integram substâncias com estas características. Só muitos anos depois é que se descobriu o buraco de ozono e só após vários anos de investigação foi mais tarde reconhecido o impacto negativo que os CFC tinham na estratosfera. Os CFC foram banidos a nível mundial, a sua produção e venda é proibida. Hoje utilizamse substâncias com propriedades similares mas menos risco para a camada de ozono. No entanto, ainda durante muitos anos vamos ter emissões de CFC, que estão integrados em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado mais antigos, se não forem cuidadosamente retirados desses aparelhos no fim da sua vida útil. Portanto, coisas que nós hoje pensamos que são perfeitamente inofensivas, podem ter efeitos negativos que só se tornam visíveis a longo prazo. O princípio da precaução diz que temos que admitir que tudo o que fazemos pode representar um risco, ou seja, devemos ser cautelosos, observar cuidadosamente os efeitos que possam surgir, não adoptar tecnologias ou substâncias cujos efeitos ainda estão mal estudados sem tomar todas as medidas de precaução possíveis. Por exemplo, os organismos geneticamente modificados (OGM) podem ser uma bênção (por exemplo, na cura de doenças como as diabetes) ou uma tragédia para o planeta (por exemplo, se esses organismos se expandirem à custa de outras espécies). Neste caso, como em muitos outros, temos que agir de acordo com o princípio da precaução.

Só agora, após 200 anos de utilização intensiva de combustíveis fósseis, se sabe que as emissões de CO2 vão ter efeitos dramáticos sobre o clima da Terra.

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6.2. o dIREITo do AMBIENTE
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar os princípios gerais descritos na ficha precedente com a evolução da política o direito do ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • Política ambiental • Direito do ambiente GloSSÁRIo Chuvas ácidas; Ecossistema

O fim da década dos anos sessenta é o marco do surgimento das Políticas e do Direito do Ambiente. Acidentes industriais como os que ocorreram no Love Canal, nos EUA, poluição de um curso de água, Hooker Chemical Company, rotura de um depósito de resíduos em Michigan, EUA, as chuvas ácidas, com efeitos sobre as florestas nos países da Europa Central - eis alguns dos exemplos de desastres que precederam o surgimento de políticas e normas.

Figura 6.3: “Love Canal: área do Estado de Nova Iorque (E.U.A.) que teve que ser evacuada em 1977 devido à grave poluição química do seu subsolo” Fonte: www.wikipedia.org

Assim se desenvolve, em especial a partir de meados do século passado, o direito do ambiente que reflecte a preocupação generalizada com os crescentes problemas ambientais

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que ameaçam a saúde humana e os ecossistemas. O direito ambiental não é só o direito emanado pelas autoridades nacionais. Há diversas fontes de direito que têm implicações directas ou indirectas sobre as empresas e os cidadãos: o direito internacional, o direito comunitário e o direito nacional. Mas, independente da fonte legislativa, o direito do ambiente é uma área muito dinâmica do direito, pois está profundamente ligada ao progresso científico e técnico. À medida que a ciência vai ganhando conhecimentos sobre os mecanismos que regem os ciclos naturais, as interdependências que caracterizam os ecossistemas e os efeitos das tecnologias sobre o ambiente, também o direito do ambiente se vai desenvolvendo, com o fim de gerir cada vez melhor as relações entre o Homem e a Natureza. A evolução da política ambiental e do direito ambiental, em especial, pode ser resumida em três fases: • 1ª fase (até fins dos anos 60): centrada sobre aspectos pontuais, visava especialmente a protecção da vida e saúde humanas (regulamento de substâncias perigosas) • 2ª fase (a partir dos anos 70): a política ambiental reconhece, cada vez mais, a necessidade de proteger o ambiente; o direito ambiental passa a regular os processos de produção e de “eliminação” através de soluções de fim de linha que visam: • A retenção das emissões das instalações industriais • A imposição de requisitos técnicos para as instalações de tratamento de resíduos sólidos e líquidos • 3ª fase: rumo a uma política integrada, voltada para a prevenção dos problemas globais e locais É fácil reconhecer que estas três fases acompanham a evolução dos princípios de gestão, de que já falámos na ficha precedente. As duas primeiras fases acima descritas são caracterizadas por leis e regulamentos muito detalhados, que procuravam controlar todas as actividades e processos de produção; quem não cumprisse a lei era punido (de acordo com o princípio poluidor-pagador – PPP). Com esta abordagem, o direito ambiental acabou por criar muita burocracia, pois era preciso pedir licenças para muitas actividades, o que tornava todo o sistema pouco flexível e não incentivava a inovação; por outro lado, a eficácia das normas de protecção ambiental dependia muito da capacidade de controlo por parte do Estado e, como o Estado não podia estar em todo o lado, acabava por haver muitas áreas que não eram regulamentadas e representavam riscos importantes.

Embora frequentemente utilizada - mesmo em documentos legais - a palavra “eliminação” no contexto ambiental não faz sentido, pois todos sabemos, pelo menos desde Lavoisier (séc. XVIII) que na natureza “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”…

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Figura 6.4: O Estado não pode estar em todo o lado e controlar tudo… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em breve se percebeu que era preciso alterar a política ambiental e, para além do PPP, utilizar outros mecanismos para obrigar os poluidores a pensarem seriamente em como evitar problemas ambientais. É certo que há áreas que representam um risco para a saúde humana e o ambiente tão elevado que têm que ser regulamentadas através de proibições muito rigorosas e bem controladas. Portanto, a entrada do princípio da prevenção no direito ambiental não excluiu, de forma alguma, a possibilidade de o Estado intervir com leis muito rígidas quando está em causa a segurança e o bem-estar dos cidadãos. Mas, para além de decretar restrições e proibições, o Estado começou a aplicar com mais frequência o princípio da prevenção, que, em certos casos, pode ser muito mais eficaz do que uma legislação baseada em proibições e punições. Este princípio, como sabemos, exige uma alteração das mentalidades, e transfere para os empresários a responsabilidade de prevenir quaisquer danos que os seus processos ou produtos possam provocar. Assim, o direito do ambiente começou a realçar, cada vez mais, o papel de uma postura pro-activa por parte dos empresários, ou seja, não devem esperar que o Estado regule e castigue, devem, eles próprios, tomar a iniciativa de promover o seu desempenho ambiental. Nesse sentido, hoje o Estado impõe metas que têm que ser atingidas, e deixa à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. É o que acontece, por exemplo, com as embalagens: o Estado impõe determinadas quotas de recolha e reciclagem e a Sociedade Ponto Verde S.A. (que é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional) instalou os ecopontos que todos conhecemos.
Hoje em dia, cada vez mais, as pessoas dão prioridade a produtos amigos do ambiente. Desta forma, as empresas que se preocupam com o ambiente podem ser mais competitivas que as que não têm qualquer tipo de preocupação.

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Figura 6.5: Os ecopontos, cada vez mais comuns, são os locais onde devemos colocar o lixo que separamos em casa. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.ipv.pt

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6.2.1. o dIREITo INTERNACIoNAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a função do direito internacional e explicar as limitações a que a sua implementação está sujeita; • Mencionar os temas que são regulados pelas convenções ambientais em vigor. PAlAVRA-CHAVE • Instituições internacionais • Tratados internacionais • Convenções internacionais GloSSÁRIo Alterações climáticas; Resíduos

Como já vimos, o direito ambiental pode ser deliberado a vários níveis. O carácter global dos impactes ambientais e os efeitos das pressões do modelo produtivo e de consumo de massa das sociedades modernas sobre o equilíbrio ecológico da Terra obrigam, não só ao surgimento de políticas e regulamentos dentro de cada Estado, mas também de acordos e convenções entre os Estados, visando a protecção do ambiente e do equilíbrio ecológico dos vários compartimentos ambientais – água, ar, conservação da natureza, alterações climáticas, resíduos, etc. O direito internacional é promovido por instituições internacionais, como por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU).

Figura 6.6: Logótipo da Organização das Nações Unidas. Fonte: www.un.org

A função do direito internacional é a aplicação dos princípios da prevenção e do princípio poluidor-pagador (PPP) com o fim de regulamentar o problema da responsabilidade em casos de poluição que afectam mais do que um país, ou seja, quando o país causador do

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dano deve ser responsabilizado por efeitos causados noutro país. O direito internacional é, por isso, quase sempre o resultado de negociações muito difíceis e morosas entre os vários países. No entanto, não se pode prescindir, hoje em dia, de regras internacionais para o ambiente, pois muitos problemas não podem ser eficazmente abordados a nível nacional, como é o caso, por exemplo, das alterações climáticas. Não faria sentido, por exemplo, que só um país fizesse esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), pois, por maior que fosse o seu contributo, a nível global os resultados seriam provavelmente pouco eficazes para proteger o clima da Terra. Por isso, é importante que haja acordos internacionais que estabelecem o contributo que cada país deve dar para a realização dos objectivos comuns. Os acordos internacionais sofrem de uma fraqueza em relação às leis nacionais e comunitárias: é mais difícil assegurar o seu cumprimento. Se um cidadão desrespeita uma lei, é multado, mas se um país não cumpre o que se propôs fazer, em regra não há sanções suficientemente fortes que o obriguem a cumprir o acordado. De qualquer forma, os tratados na área do ambiente prevêem mecanismos de informação, reuniões periódicas e órgãos administrativos que, na prática, acabam por exercer uma pressão importante para que os compromissos sejam cumpridos. Além disso, os Estados que não cumprem os tratados internacionais sofrem pressões, por vezes muito fortes por parte dos outros países. É que acontece actualmente com o Protocolo de Quioto que ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo que o governo americano tem sido fortemente criticado pelos outros países. Há, além disso, diferentes tipos de tratados internacionais, mais ou menos abrangentes, com ou sem compromissos objectivos, associados ou não a um calendário de metas a atingir. Há acordos que funcionam apenas como carta de intenção. É o caso, por exemplo da Declaração do Rio, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Estas cartas de intenção contêm, normalmente, compromissos políticos genéricos ou dizem, por exemplo, que os países devem “fazer esforços no sentido de”. No entanto, elas têm o mérito de formarem plataformas de princípios sobre os quais tratados mais vinculativos podem depois ser deliberados. É o que fica ilustrado na seguinte lista das convenções internacionais sobre temas ambientais, até hoje ratificadas a nível global. Foi sobretudo a partir das Cimeiras de Estocolmo (1972) e do Rio de Janeiro (1992) que o direito internacional do ambiente se desenvolveu com mais intensidade: • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), ratificada em 1975; • Convenção de Viena para Protecção da Camada de Ozono, ratificada em 1989, e Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, ratificado em 1987; • Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, ratificada em 1992;

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• • • •

Convenção sobre Áreas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas (Convenção de Ramsar), ratificada em 1993; Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), ratificada em 1994; Convenção de Combate à Desertificação, ratificada em 1997. Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificada em 1994, e Protocolo de Quioto, ratificado em 2002;

Observa-se uma nítida intensificação das actividades legislativas a nível internacional nas últimas décadas.

Figura 6.7: A luta contra a desertificação é um grande desafio do séc. XXI. Fonte: www.greenpeace.org

É importante também mencionar que um acordo internacional não é válido, necessariamente, para todo o mundo. Um acordo é um compromisso mútuo entre um determinado número de países. As metas do Protocolo de Montreal (1987) foram aceites por 175 países. Já o acordo sobre os rios transfronteiriços ibéricos (Convenção de Albufeira, 1998) diz apenas respeito a Portugal e Espanha.

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6.2.2. lEGISlAÇÃo dA uNIÃo EuRoPEIA
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o papel da legislação comunitária na área do ambiente; • Caracterizar o tipo de documentos que formam o direito comunitário; • Explicar as vantagens económicas do direito ambiental comunitário. PAlAVRA-CHAVE • Direito comunitário • Conselho da UE • Estados Membros • Regulamentos • Directivas • Decisões e Recomendações • Governação ambiental • Postura pró-activa

O objectivo central da União Europeia (UE) é atingir a uniformização das bases políticas e administrativas dos seus 27 Estados Membros. Para atingir este objectivo, a legislação comunitária baseia-se no acordo entre os Estados Membros de que, em certas áreas do direito, o direito comunitário tem prioridade sobre o direito nacional, ou seja, nessas áreas o direito comunitário é um ordenamento jurídico independente que prevalece sobre as ordens jurídicas nacionais.

Figura 6.8: Bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa. Fonte: http://europa.eu

Mas, tirando algumas excepções, o direito nacional é normalmente o que ainda domina. Em especial, o direito comunitário nunca se pode sobrepor à Constituição de qualquer Estado Membro. Mas também a legislação sobre a educação, a medicina, o trabalho, a segurança social, etc. continuam a ser, em grande parte, uma competência dos Estados Membros. Actualmente discute-se a possibilidade de haver uma convenção europeia que permita uma maior transferência de competências dos Estados Membros para a UE.

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Foi em 1986 que Portugal se juntou à União Europeia.

Figura 6.9: Mapa da União Europeia, com os países membros de amarelo. Fonte: http://pt.wikipedia.org

Neste contexto, o direito do ambiente apresenta um estatuto especial. Os Estados Membros reconhecem que há vantagens económicas em haver níveis de desempenho ambiental similares em todos os países. De facto, restrições ambientais podem tornar alguns produtos e serviços mais caros, como é o caso, por exemplo, da obrigatoriedade de os automóveis terem um catalizador para reter as emissões poluentes. Se houvesse países em que esta obrigação não existisse para os produtores, o preço dos automóveis ali produzidos poderia ser mais baixo, o que iria penalizar os produtores dos países com melhor desempenho ambiental. Por isso, os Estados Membros acordaram que era necessário tentar harmonizar, tanto quanto possível, as legislações ambientais em toda a Europa, o que, na prática, resulta numa transferência de competências legislativas dos Estados Membros para a União Europeia. Na área do ambiente, o Conselho da União Europeia (que representa todos os países membros) tem a capacidade de definir, em cada caso concreto, como devem ser distribuídas as competências legislativas, ou seja, define se a legislação referente a um tema específico deve ser decidida a nível comunitário ou nacional. De acordo com essa decisão, para o caso específico em questão, o Conselho pode adoptar diversos tipos de documentos: • Regulamentos, que são directamente aplicáveis e obrigatórios em todos os Estados-Membros sem que seja necessária qualquer legislação de aplicação; nestes casos a legislação comunitária tem prioridade sobre a legislação nacional. • directivas, que vinculam os Estados Membros quanto aos objectivos a alcançar

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num determinado prazo, deixando, no entanto, às instâncias nacionais a competência quanto à forma e aos meios a utilizar. As Directivas têm de ser transpostas para o direito interno de cada país de acordo com os seus procedimentos específicos; neste caso, portanto, há uma distribuição de competências: os objectivos são estipulados a nível comunitário, mas os Estados Membros adoptam a legislação necessária para atingir esses objectivos a nível nacional. decisões, que são vinculativas na sua integralidade para os seus destinatários. Assim, as Decisões não requerem legislação de transposição nacional. No entanto, as Decisões só regulam questões muito específicas e podem ser dirigidas a um ou a todos os Estados-Membros, bem como a empresas e pessoas singulares; Recomendações e pareceres, que não são vinculativos.

Na área do ambiente a legislação da UE é maioritariamente composta por Directivas que exigem uma transposição para o direito nacional. Por isso, na maioria dos países, a legislação ambiental em vigor é, em grande parte, simplesmente devida à transposição do direito comunitário para direito nacional.

Saber mais: • http://europa.eu • www.valorcar.pt

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assumindo aí a Constituição da República Portuguesa de 1976 uma posição pioneira e. 13 O Direito do Ambiente 6. PAlAVRA-CHAVE • Constituição Portuguesa • Lei de Bases do Ambiente • Legislação Ambiental Europeia GloSSÁRIo Aterro sanitário. 3. ETAR A criação do direito ao ambiente como um direito social merecedor de ser reconhecido no catálogo constitucional só se afirmou na década de 1970. O artigo 66º da Constituição Portuguesa. lEGISlAÇÃo NACIoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio. por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos: a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão. Para assegurar o direito ao ambiente. incumbe ao Estado. salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica (…). o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o carácter constitucional do direito ao ambiente em Portugal. Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente (…) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente. e) Promover (…) a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana (…). de modo a garantir a conservação da natureza (…). Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial. • Nomear os principais documentos legislativos que estão em vigor. 2. referente ao “Ambiente e Qualidade de Vida” estabelece o direito de todos os cidadãos ao ambiente. sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.3. ainda hoje. b) Ordenar e promover o ordenamento do território (…).2. bem como classificar e proteger paisagens e sítios. no quadro de um desenvolvimento sustentável. das mais avançadas. no quadro do desenvolvimento sustentável: • • Todos têm direito a um ambiente de vida humano. d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais. 1.FT16 .

paisagem protegida e monumento natural. de 4 de Abril). o ordenamento do território (Lei nº 48/98. Como já foi dito anteriormente. Para além da Lei de Bases do Ambiente. Diz ainda.º 11/87) define “as bases da política de ambiente. (com dados do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade . reservas ecológicas. A legislação ambiental europeia tem ajudado os Estados Membros menos desenvolvidos a evoluir e a promover o seu desempenho ambiental em muitos domínios. Lei n. Fonte: CEIFA ambiente. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado”. qualitativa e quantitativamente. pela UE.O Direito do Ambiente FT16 . de 29 de Dezembro). parque natural. a água (Lei da água. Para lhes facilitar a implementação da legislação comunitária. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . ainda é muito visível a compartimentação do ambiente na nossa legislação (submódulo 5).) e a implementação de medidas de conservação da natureza (parques nacionais.º 178/2006 de 5 de Setembro). a protecção da natureza (Decreto-Lei n.º 613/76 de 27 de Julho). etc. em cumprimento do disposto nos artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa”.). 14 A Lei de Bases do Ambiente (Lei n. reserva natural.ICNB) É também por influência da UE que Portugal tem acompanhado a evolução dos princípios gerais que regem a política e o direito ambientais. Figura 6.º 58/2005. Lda. ETAR. o reforço dos princípios da prevenção e da precaução tem sido liderado. etc. de 11 de Agosto). há uma variada gama de leis e decretos-leis que regulam os aspectos específicos do ambiente em Portugal: os resíduos (Decreto-Lei n. Em especial. que “a política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. Sob a sua influência. têm vindo a adoptar um novo estilo de governação ambiental que visa promover uma postura mais pró-activa por parte dos empresários. a UE tem generosamente financiado a construção de infra-estruturas para a protecção ambiental (aterros sanitários. a eficiência energética (Decreto-Lei 78/2006. há já vários anos.10: Mapa com a representação de todas as áreas com estatuto de conservação de Portugal: parque nacional. Portugal foi um dos países que mais beneficiou desta política. os Estados Membros.

como já vimos. máquinas de lavar roupa.FT16 . mas deixam à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. ou seja. Fonte: CEIFA ambiente. Mas a lei não diz como é que os produtores devem assegurar a recolha dos produtos em fim de vida.diramb. Como cidadãos devemos estar atentos e alertar para as situações que pareçam contradizer os verdadeiros objectivos do direito do ambiente. infelizmente. No entanto. também é verdade que a legislação ambiental é o fruto de muitas pressões políticas e económicas e por isso. Lda Embora uma parte da legislação seja muito complicada e exija muita burocracia. e os veículos em fim de vida – todas elas resultantes da transposição de Directivas europeias.diramb. etc. Os produtores destes produtos são obrigados a recuperar os seus produtos no fim da sua vida útil.pt (Artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa) • www. e a reciclar uma grande parte dos materiais que utilizaram na produção dos seus produtos. e o Estado limita-se a controlar se as metas são cumpridas.pt (Lei de Bases do Ambiente) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .gov. o importante é entendermos que a legislação ambiental deve ter por objectivo principal a preservação do património natural (submódulo 2) e a redução dos efeitos negativos das actividades humanas sobre o ambiente (submódulos 3 e 4).11: Fotografia de resíduos de vários equipamentos electrónicos (frigoríficos. Figura 6. nem sempre tem os efeitos que seriam de desejar. Saber mais: • www. 15 O Direito do Ambiente Nesse sentido. se os produtos são efectivamente recuperados e os materiais reciclados. também em Portugal cada vez mais leis ambientais definem simplesmente as metas que têm que ser atingidas.) depositados num descampado. É o que acontece com a legislação sobre as embalagens. os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE).gov.

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Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. b) constrói uma pequena ETAR que despolui as águas residuais antes do despejo. Que instituições têm competência para promover a legislação ambiental a nível internacional e a nível da Comunidade Europeia? A legislação europeia é constituída por diferentes tipos de documentos. que se reflectem no direito ambiental e também na gestão ambiental. Explique a diferença entre um Regulamento e uma Directiva. Estuda o seguinte exemplo: Um empresário tem a possibilidade de despejar as suas águas residuais num pequeno ribeiro. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . reveja o submódulo 6. nem todas as regras ambientais em vigor foram emitidas a nível nacional. Há princípios guias da política ambiental. se for descoberto. c) analisa o seu processo de produção para encontrar forma de diminuir a carga poluente dos seus efluentes.3.AV6 Actividades/Avaliação 6. Embora a aplicação do direito ambiental seja uma competência do Estado. e livra-se da multa.Se não conseguir resolver esta actividade. Ele tem várias alternativas: a) faz o despejo e sujeita-se a pagar uma multa. 5. Legislação Ambiental. 4. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Ordene cada uma das alternativas a um princípio de gestão e justifique. Quais são as vantagens económicas do direito ambiental da União Europeia? Nomeia os principais documentos que regulam a gestão ambiental em Portugal a) De forma geral b) Problemas relacionados com a água c) Problemas relacionados com os resíduos 3.4) . Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. 2.

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7. Sistemas de Gestão Ambiental

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Sistemas de Gestão Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo dedica-se ao problema da gestão ambiental. Começa por mostrar que há vários tipos de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), nomeadamente os SGA baseados na conformidade legal, SGA baseados em sistemas de fim de linha e os SGA baseados em boas práticas ambientais. Partindo do reconhecimento dos efeitos ambientais negativos de sistemas de gestão compartimentados e orientados para soluções de fim de linha, é evidenciada a necessidade de infra-estruturas ambientais de fim de linha, essenciais para evitar a contaminação do ar, da água e do solo. Para uma gestão ambiental sustentável é, no entanto, indispensável ir mais longe, e apostar na eco-eficiência de processos e produtos, evitando, contudo, cair na ratoeira que ela pode representar. Finalmente, é realçado o papel que as boas práticas de gestão ambiental na construção e na eco-arquitectura podem e devem representar no futuro do Sector da Construção.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Perceber os problemas relacionados com os sistemas de gestão ambiental (SGA) das empresas fazendo a distinção entre boas e más práticas de gestão; • Conhecer argumentos a favor de uma postura pró-activa na indústria; • Conhecer as boas práticas na construção e arquitectura, identificando com exemplos concretos.

3.

TEMAS • SGA baseados na conformidade legal • SGA baseados em “Boas Práticas” • Aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação • Boas Práticas no Sector da Construção • A construção sustentável • A eco-arquitectura

4.

GloSSÁRIo • ETA • Eutrofização • Metais pesados • Energias renováveis e não renováveis

5.

SABER MAIS • www.ceifa-ambiente.net • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com

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SGA Baseados na Conformidade Legal

7.1. SGA BASEAdoS NA CoNFoRMIdAdE lEGAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e justificar as limitações de SGA baseados na conformidade legal. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • SGA • Conformidade legal • Actuação reactiva • Soluções de fim de linha • Compartimentos ambientais • Poluição atmosférica • Aquíferos • Solo GloSSÁRIo ETA; Aquíferos; ETAR; Aterro sanitário; Biosfera

Cada instituição, empresa ou empreendimento tem um sistema de gestão ambiental (SGA), ou seja, um conjunto de regras internas através das quais implementa os seus princípios de gestão. A análise de um SGA permite avaliar o desempenho ambiental da instituição ou empresa em questão. Empresas com um bom desempenho ambiental procuram fazer uma boa gestão dos seus materiais e resíduos, promover a eficiência energética, reduzir o uso da água, etc. O desempenho ambiental de uma empresa é o seu nível de preocupação ambiental e pode ser avaliado na forma como gere a sua interface com o ambiente (produção de resíduos, ruídos e emissões, uso de energia e água, etc.). O conceito de desempenho ambiental é, no entanto, muito elástico, pois pode ser interpretado de várias formas, dependendo da importância que se dá aos princípios de gestão que acabàmos de estudar nas secções precedentes.

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SGA Baseados na Conformidade Legal

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Figura 7.1: É muito importante que cada empresa tenha um SGA adequado aos impactos que causa na natureza. Fonte: ClipArt

A gestão ambiental que se faz na maioria das empresas visa simplesmente implementar os requisitos legais, ou seja, os seus SGA não foram instalados com o objectivo de melhorar o desempenho ambiental da empresa, mas sim o de estar em conformidade com o direito do ambiente. Esta atitude levanta alguns problemas que, à luz do que aprendemos nos submódulos precedentes, podem ser aqui brevemente enumerados: • Como a legislação ambiental ainda está organizada de forma compartimentada, empresas que utilizam SGA baseados na conformidade ambiental, em geral não utilizam uma abordagem integrada, que seria a mais indicada do ponto de vista ambiental e económico (como vimos no submódulo 5); • Uma gestão compartimentada favorece, como também vimos no submódulo 5, soluções de fim de linha que, em vez de resolver os problemas, os transferem de um compartimento ambiental para outro. • Uma empresa com um SGA baseado simplesmente na conformidade legal actua de forma reactiva (ou seja, limita-se a reagir à lei); por isso, por vezes é apanhada de surpresa quando a legislação é subitamente alterada ou o Estado define novas regras; uma postura pró-activa seria mais adequada, evitaria problemas deste tipo e poderia, além disso, promover inovações com benefícios do ponto de vista económico e ambiental. A utilização de SGA baseados na conformidade legal visa essencialmente combater, a curto prazo, a poluição causada nos diversos compartimentos ambientais: • Ar: as emissões gasosas da indústria e do trânsito motorizado são a principal causa da poluição atmosférica que conduz à má qualidade do ar que afecta zonas com grandes concentrações de indústrias e centros urbanos. Como veremos na ficha seguinte, o problema da qualidade do ar foi tratado, durante muito tempo, através da instalação de filtros nas chaminés das fábricas, que é, nitidamente, uma solução de fim de linha, pois os filtros usados, que contêm concentrações muito elevadas de poluentes, têm que ir para tratamento em incineradoras de resíduos ou para aterros especiais. No primeiro caso, temos depois que tratar as emissões e as cinzas da incineradora, no

Na maioria das vezes, os valores de poluentes definidos pela lei, estão acima dos limites ecológicos.

Graves problemas de saúde estão associados à inspiração de substâncias tóxicas (asma, bronquites, vários tipos de cancros).

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segundo depositamos esses equipamentos poluídos no solo… • Água: para além das emissões gasosas, uma grande parte das indústrias produzem efluentes líquidos altamente contaminados. Estes efluentes foram durante muito tempo simplesmente conduzidos para linhas de água ou para o mar (uma prática que, infelizmente, ainda é muito vulgar encontrar em Portugal). As consequências destas más práticas são desastrosas para a biosfera que vive em meios aquáticos e para a saúde humana. Muitos recursos são investidos em estações de tratamento de água (ETA) para dar às águas disponíveis nos aquíferos a qualidade mínima de água potável. Desde há algumas décadas tenta-se evitar que os efluentes líquidos da indústria e o esgoto doméstico sejam conduzidos para os meios aquáticos sem serem previamente tratados numa ETAR. As lamas das ETAR, tal como os filtros usados vão depois para aterro…

As lamas das ETAR são, geralmente, ricas em metais pesados.

Figura 7.2: Todas as águas utilizadas pelo Homem, com ou sem tratamento, acabam por voltar ao meio natural, podendo ou não causar poluição. Fonte: ClipArt

Solo: O solo é o receptor final de todas as poluições que são emitidas para o ambiente. Mais dia, menos dia, as substâncias poluentes contidas nos filtros e nas lamas das ETA e ETAR vão um dia acabar também no solo. Além disso, todos os resíduos sólidos produzidos na indústria ou nos centros urbanos são incinerados ou depositados em aterro sanitário e, num caso ou noutro, vão também acabar por ir para o solo.

Resumindo: empresas com SGA baseados na conformidade legal não evitam as poluições e requerem que cada vez mais recursos sejam investidos em tecnologias de fim de linha que não resolvem o problema, mas evitam a poluição incontrolada do ar e da água. A curto prazo, estas tecnologias reduzem os riscos para a biosfera, em especial a saúde humana. No entanto, a longo prazo não impedem que a concentração de poluentes nos aterros aumente, e o risco de poluição do solo e da água persista.

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7.1.1. oS FIlTRoS dE EMISSÕES
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só as necessidades de tecnologias de protecção da qualidade do ar baseadas em filtros de emissões gasosas, como também indicar as grandes desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Smog • Ozono na atmosfera • Qualidade do ar GloSSÁRIo Reacções fotoquímicas; Estratosfera; Troposfera

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, a poluição ambiental – e, em especial, a poluição atmosférica – aumentou consideravelmente e de modo descontrolado. A queima de carvão (que era o combustível mais utilizado) lançava na atmosfera das cidades industriais europeias toneladas de poluentes. Com o desenvolvimento da indústria, o Homem passou a conviver com o ar poluído e outros prejuízos resultantes do progresso técnico. Actualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos nocivos da poluição do ar. Cidades como Pequim, Xangai, São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo. O efeito mais conhecido da poluição atmosférica em cidades é o “smog”. Mas o que é o Smog? A expressão “smog” vem da junção de “smoke” (fumo) e “fog” (nevoeiro). É um fenómeno que ocorre quando se verificam elevadas concentrações de poluentes, na presença de elevadas temperaturas ou inversões térmicas e ausência de vento. Os primeiros sintomas de alarme devidos ao smog tornaram-se perceptíveis já durante a Revolução Industrial, no séc. XVIII, sobretudo na Grã-Bretanha.

É, sobretudo nos dias quentes de Verão, que se consegue observar o fenómeno “smog”: no horizonte vê-se um nevoeiro castanho que indica a presença de poeiras e gases tóxicos…

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Figura 7.3: Fotografia exemplificativa do smog que costuma existir nas cidades do mundo mais poluídas. Neste caso trata-se da cidade de Quebec, no Canadá. Fonte: Internet

O smog é a uma concentração de vários poluentes na atmosfera, em especial óxidos de enxofre. Um outro elemento que contribui para o smog é o azoto. Devido a reacções fotoquímicas, os óxidos de azoto que são libertos pelos escapes de automóveis decompõemse e, em presença do oxigénio, transformam-se em ozono. Este, por sua vez, combina-se com os hidrocarbonetos (também dos escapes dos automóveis) para produzir uma nuvem gasosa castanho-amarelada da qual fazem parte numerosos compostos químicos. O ozono, apesar da sua utilidade na estratosfera (submódulo 4), é um gás bastante tóxico para os seres humanos quando misturado no ar que respiramos nas camadas baixas da atmosfera (troposfera). O smog reduz grandemente a visibilidade e tem um efeito cancerígeno, para além de irritar o sistema respiratório. Em 1952, este fenómeno, que se manteve durante 4 dias na cidade de Londres, foi responsável por cerca de 4000 mortos. Qualidade do ar A gestão da qualidade do ar exige que se definam limites de concentração dos poluentes na atmosfera, limites de emissão dos mesmos, bem como a intervenção do Estado no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes. Mas o primeiro passo passa pela obrigação das indústrias que emitem gases poluentes para a atmosfera os reterem e a maneira mais fácil de o fazer é através de um aumento da altura das chaminés. Trata-se de uma solução de fim de linha que, para além das desvantagens que já conhecemos deste tipo de abordagens, não é eficaz, pois a chaminé de uma central termoeléctrica, por exemplo, mesmo com 300 metros de altura, não protege senão o ambiente na sua proximidade. Os fumos poluentes propagam-se, por centenas de quilómetros e acabam por descer até ao nível do solo.

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Figura 7.4: Os fumos das grandes chaminés na maioria das vezes vão prejudicar as populações mais afastadas das chaminés, devido aos ventos que os arrastam para longe. Todas as chaminés devem ter um filtro para diminuir a quantidade dos poluentes lançados na atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, passou a ser obrigatório o uso de filtros de emissão nas chaminés de fábricas e incineradoras, de forma a evitar a emissão de partículas e gases tóxicos para a atmosfera. Mesmo nos automóveis, nomeadamente nos automóveis a diesel, também são usados filtros. Porém, o problema não fica resolvido por aqui. Estes filtros apenas retêm os compostos tóxicos, mas não os eliminam. Os filtros têm que ser, periodicamente, limpos ou substituídos. Posteriormente, é necessário dar um tratamento adequado aos filtros usados, sendo a maioria depositada em aterros. Com este tipo de abordagem de fim de linha, o problema não fica resolvido, a poluição apenas está a ser transferida de um meio (ar) para outro meio (solo). legislação A preservação de uma boa qualidade do ar ambiente tem sido uma preocupação prioritária nos trabalhos da União Europeia (UE) desde o início dos anos 80. Com base na experiência adquirida ao longo das últimas duas décadas, a UE tem vindo a formular e a aperfeiçoar nova regulamentação, destinada a avaliar e a combater a poluição atmosférica. Assim os limites das concentrações de poluentes emitidos para a atmosfera encontram-se legislados. Toda a indústria é obrigada a manter níveis aceitáveis e legais de emissões para a atmosfera. O Decreto-Lei 78/2004 estabelece o regime legal de protecção e controlo das emissões poluentes para a atmosférica, fixando os princípios, objectivos e instrumentos apropriados à garantia da protecção do recurso natural ar. Apresenta, também, as medidas, procedimentos e obrigações dos operadores das instalações abrangidas por este diploma, com vista a evitar ou a reduzir a poluição atmosférica.
Existem, ainda, muitos outros diplomas legislativos referentes ao ar, fixando limites de diversos poluentes. (www.diramb.gov.pt)

Saber mais: • www.diramb.gov.pt

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7.1.2. AS ETAR
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só a necessidade de unidades de tratamento de água (ETA e ETAR), como também indicar as suas desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Recursos hídricos • ETAR • ETA • Tratamento de águas residuais • Água potável • Saneamento básico GloSSÁRIo Lixiviados; Eutrofização; Metais pesados

A degradação dos recursos hídricos em Portugal tem ainda como causa principal o lançamento de efluentes domésticos e industriais nos cursos de água doce, muitas vezes sem qualquer tratamento e poluição das águas pode também ser provocada pelos lixiviados resultantes de fertilizantes agrícolas, em quantidade tão elevadas que o corpo de água não os pode absorver naturalmente.

Figura 7.5: O lançamento de esgotos nos cursos de água é uma das grandes causas da poluição aquática. Fonte: Ana Henriques

A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). ETAR Embora uma ETAR seja uma solução de fim de linha, tal como os filtros das chaminés, o

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certo é que estas tecnologias são indispensáveis. A ETAR é, hoje em dia, sem dúvida, o destino mais adequado para as águas residuais, pois em causa está a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos. As ETAR têm como objectivo o tratamento final das águas residuais produzidas pelas populações, permitindo uma possível reutilização destas, através de um processo longo e faseado. Entende-se por águas residuais, as águas abastecidas às populações, após terem sido utilizadas para os mais variados fins domésticos e/ou industriais. É de notar que as águas abastecidas à população através da rede pública são previamente tratadas. Este processo faz-se em estações de tratamento de água (ETA). Portanto, para a manter a qualidade da água, há sempre dois processos: um para tornar a água potável, e, depois desta ter sido utilizada, um para tornar a água residual menos nociva para o ambiente.

Figura 7.6: Fotografia aérea de uma ETAR. Fonte: Internet

A escolha de um sistema de tratamento é determinada por vários factores: características quantitativas e qualitativas das águas residuais, localização da ETAR e os objectivos de qualidade que se pretendem – imposição do grau de tratamento. Tratamento de águas residuais: • Tratamento preliminar (físico): conjunto de processos para remoção de sólidos grossos. • Tratamento primário (físico-químico): remoção de partículas insolúveis na água. Pode incluir pré-arejamento das águas residuais. • Tratamento secundário (químico ou biológico): remoção da matéria orgânica da água. • Tratamento terciário: remoção de nutrientes, como o fósforo e o azoto, e de microrganismos patogénicos. O tratamento terciário torna-se indispensável para evitar a eutrofização do meio receptor. No tratamento terciário as águas residuais sofrem um tratamento de desinfecção e redução de nutrientes, mas este tratamento raramente é feito em Portugal, pois actualmente

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os recursos disponíveis ainda são canalizados, na sua quase totalidade, para superar as carências de tratamento a níveis mais básicos. Mas aquilo que, no contexto do saneamento básico em Portugal, ainda aparece como um “luxo” pode hipotecar muito o nosso futuro, pois a eutrofização crescente dos meios aquáticos é um problema grave que torna o tratamento das águas em ETA cada vez mais difícil e caro. Actualmente, também começam a surgir ETAR com tratamento de cheiros. Apesar de ser um investimento caro, é essencial quando as ETAR se encontram próximo de populações, de forma a evitar o fenómeno NIMBY. Como produto final do tratamento das águas residuais temos as lamas. Estas, dependendo do seu teor em metais pesados, matéria orgânica e nutrientes, podem ser usadas para a agricultura. Caso excedam os limites previstos na lei, terão que ter outro destino, que poderá ser aterros ou incineração. legislação A Directiva 91/271/CEE (Tratamento das Águas Residuais Urbanas) tem como objectivo principal proteger o ambiente dos efeitos nefastos das descargas de águas residuais. Para atingir esse objectivo, a Directiva estabelece a obrigatoriedade de dotar os aglomerados populacionais, consoante a respectiva carga (expressa em equivalentes de população) e a natureza do meio receptor, com sistemas colectores e de tratamento.
NIMBY: Not in My BackYard (à letra: no meu quintal das traseiras, não!) é a designação que se dá à oposição das populações a instalações de tratamento de resíduos ou ETAR na sua vizinhança.

Figura 7.7: A água que despejamos nos cursos de água deve ser a mais limpa possível. Fonte: ClipArt

A transposição desta Directiva para o direito nacional deu origem ao Decreto-Lei 152/97, de 15 de Julho que é relativo à recolha, tratamento e descarga de águas residuais urbanas e ao tratamento e descarga de águas residuais de determinados sectores industriais. O Decreto-Lei 236/98, de 1 de Agosto, estabelece as normas, critérios e objectivos de

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qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Existem outros decretos-lei referentes a captações de água, limites máximos de diferentes poluentes, entre os quais metais pesados e detergentes, e concentrações de poluentes em descargas de águas residuais de diferentes sectores industriais. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.naturlink.pt • www.smasalmada.pt

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7.1.3. AS INCINERAdoRAS dE RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever as vantagens e desvantagens relacionadas com a incineração de resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Resíduos combustíveis • Poder calorífico • Redução de volume • Produtos finais da incineração • Co-incineração • Escórias GloSSÁRIo Resíduos; Incineradora

Para alguns historiadores, o problema dos resíduos começou quando o Homem deixou de ser nómada para passar a ser sedentário. Nesta passagem, os resíduos e as pessoas passaram a concentrar-se no mesmo espaço, e a necessidade de os gerir tornou-se evidente pelos problemas de cheiros e riscos para a saúde humana. No século XIX surgiu a primeira incineradora, conhecido na época por “crematório” ou “destruidor”. Foi desenvolvida em 1874, na Inglaterra, tendo esta tecnologia sido exportada para Nova York em 1885. No entanto, apesar da grande expansão que houve de incineradoras, os custos elevados (devido à necessidade de adicionar carvão), os maus cheiros e poluição, levaram ao encerramento de muitas unidades deste tipo. A incineração tem tido vários “altos e baixos” ao longo dos tempos, tendo sempre suscitado muita polémica. É “adorada” por uns e “odiada” por outros!

Figura 7.8: Fotografia de uma incineradora. Fonte: Internet

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A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Afinal o que é a incineração? A incineração é um processo no qual os resíduos são destruídos por via térmica, hoje em dia geralmente com recuperação de energia – a que se chama “co-incineração”. O processo de incineração permite a redução do volume de resíduos através da combustão, com temperaturas da ordem dos 1100 ºC. Este tipo de sistema só tem utilidade para eliminar resíduos combustíveis, não apresentando vantagens para outros materiais como vidros e metais. Por outro lado, a incineração da matéria orgânica não é interessante sob o ponto de vista energético, uma vez que este material, devido ao seu elevado teor em água, possui um baixo poder calorífico. A incineração tem sido sobretudo adoptada nas zonas de grande produção de resíduos por permitir uma redução do volume inicial até cerca de 90%. Do processo de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU) resultam os seguintes produtos finais: energia calorífica que é transformada em energia eléctrica, vapor, águas residuais, gases, cinzas e escórias. O efluente originado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso, pelo que terá de sofrer um tratamento adequado. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que na sua composição se incluem diversas substâncias tóxicas. Os processos de depuração de gases vão recolher as cinzas resultantes, também incluídas na categoria dos resíduos perigosos, pelo que necessitam de um tratamento complementar e são levadas a aterro. Os gases após passagem pelos diversos processos de limpeza são emitidos para a atmosfera através de uma chaminé com uma altura adequada de forma a que os poluentes que subsistirem nesses gases, quando cheguem ao solo tenham uma concentração suficientemente diminuta para não afectar a saúde pública ou o ambiente.

A Central de Tratamento de RSU, da Valorsul, recebe perto de 2000 toneladas de resíduos e produz energia suficiente para alimentar uma cidade de 150 mil habitantes.

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Figura 7.9: Qual será o destino destes resíduos? Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Sintetizando, a incineração dos RSU é um sistema de redução do volume. Produz efluentes gasosos, líquidos e sólidos altamente contaminados. Para os gases, as chaminés de incineradoras têm que ter uma altura mínima para assegurar que os poluentes se misturem com o ar, diminuindo as concentrações tóxicas. Além disso, as chaminés têm estar apetrechadas de filtros especiais. É necessário garantir o armazenamento permanente dos resíduos resultantes, dado muitos deles serem tóxicos e representarem riscos graves para a saúde pública e para o ambiente. A incineração permite o aproveitamento da energia, mas não a reciclagem dos materiais representando, por isso, uma perda no ciclo da renovação dos recursos naturais, ou seja, é uma solução de fim de linha pouco sustentável. A incineração não substitui os aterros, mas permite reduzir significativamente o volume de resíduos destinados a deposição em aterro. É uma solução que exige a existência de aterros especiais para receber resíduos perigosos. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens da incineração.
INCINERAÇÃo Vantagens • • • • Sistema mais eficiente em termos de redução do volume dos resíduos. Área necessária mínima comparativamente com outros sistemas. Máxima recuperação do conteúdo energético dos resíduos – Co-incineração. Grande número de categoria de resíduos admissíveis. • • • • • desvantagens É o sistema mais caro de todos. Os efeitos das emissões tóxicas são os mais preocupantes. Os efeitos na saúde ainda não estão perfeitamente estudados. Problemas no tratamento das cinzas e escórias. Dificuldade de implementação destas instalações devido à oposição por parte das populações (NIMBY). Necessidade de mão-de-obra altamente especializada.

Legislação Relativamente à legislação, o Decreto-Lei 85/2005, de 28 de Abril, estabelece o regime legal a que fica sujeita a incineração e a co-incineração de resíduos, com o objectivo de prevenir ou, tanto quanto possível, reduzir ao mínimo os seus efeitos negativos no ambiente.

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A co-incineração é a possibilidade de incinerar determinados resíduos com alto valor calorífico juntamente com outros combustíveis. Esta solução, que levanta muita polémica, é especialmente interessante para certas indústrias que precisam de grande quantidade de energia térmica, como por exemplo as cimenteiras. Utilizando resíduos, estas indústrias podem poupar muito dinheiro em combustíveis. Segundo a lei, a co-incineração está sujeita a um rigoroso controlo tanto em relação aos resíduos que podem ser queimados em processos industriais, como também das emissões que resultam desse processo. O decreto-lei acima indicado abrange todas as instalações de incineração e co-incineração de resíduos localizadas no território nacional. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.1.4. oS ATERRoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a necessidade de aterros, vantagens e desvantagens ; • Explicar as vantagens de uma gestão integrada de materiais e resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Aterros sanitários • Lixeiras • Vazadouros • Confinamento • Gestão integrada de materiais e resíduos • Prevenção/Redução na fonte GloSSÁRIo Lixiviados; Resíduos

Os aterros sanitários apareceram depois das primeiras incineradoras. Foram desenvolvidos em Inglaterra, em 1920, com base em preocupações de saúde pública da época. Eram construídos em terras secas e os resíduos depositados em células tapadas periodicamente com terra. Antes (e em Portugal até há bem pouco tempo), a deposição dos resíduos era feita em “lixeiras a céu aberto” ou vazadouros, que originavam maus cheiros e problemas de saúde pública. Em alguns países menos desenvolvidos este panorama ainda se verifica. Apesar de ser uma solução melhor que as lixeiras, a deposição em aterro de grandes quantidades de resíduos representa não só uma perda irreversível de recursos, como é também uma fonte de grandes riscos ambientais. Apesar da Terra ser um sistema aberto em termos energéticos (porque tem sempre a energia solar à sua disposição), é um sistema fechado em termos de matéria. Ao depositar os resíduos em aterros, perde-se uma quantidade significativa de recursos que só muito dificilmente poderão ser recuperados. o que é um aterro? Um aterro sanitário é “uma instalação de eliminação para a deposição de resíduos acima ou abaixo da superfície natural” (DL 152/2002), em que “os resíduos são lançados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar, existe controlo sistemático dos lixiviados e dos gases produzidos, bem como, monitorização do impacto ambiental durante a operação e após o seu encerramento.” (PERSU). Um aterro sanitário é uma das modalidades de confinamento (outra palavra para “destino

PERSU: Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos

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final”) prevista no PERSU sendo uma grande evolução em relação às lixeiras e vazadouros em termos de controlo de impactos ambientais.

Figura 7.10: Imagem exemplificativa de um aterro. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em Portugal, a construção de aterros pode ser um problema, uma vez que como é um país pequeno tem pouco espaço adequado para este tipo de infra-estruturas.

Gestão de RSu num Aterro Sanitário Idealmente, no aterro sanitário “só se confina o que não puder ser aproveitado de nenhum modo conhecido” (PERSU), ou seja, só se remete para destino final o que não puder ser reutilizado ou reciclado. Este condicionante justifica-se não só devido à escassez de recursos em termos de matérias-primas, mas também em termos de espaço disponível para instalar aterros. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários:
ATERRo SANITÁRIo Vantagens • • • • É o sistema mais económico de todos São admissíveis todos os tipos de resíduos não tóxicos. As emissões para o ambiente, se devidamente controladas, menores que as dos outros sistemas. Potencialidade de aproveitamento do biogás. • • • • • desvantagens Necessidade de grandes áreas. A massa dos resíduos não é reduzida (há apenas uma compactação dos resíduos) Biodegradabilidade é muito lenta. Recuperação de materiais e energia é baixa. Riscos de contaminação das águas subterrâneas e superficiais por ruptura das telas impermeabilizadoras do fundo e taludes. Libertação de gases do grupo do “Efeito de Estufa”, como o CO2 e CH4. Localizações potenciais limitadas pelas condições hidrogeológicas e geográficas. Requerem um grande período de monitorização e manutenção após selagem. Necessidade de tratamento das águas lixiviantes (ETAR). Grande oposição pública à sua implementação.

• • • • •

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Selagem do aterro Após a exploração do aterro, ou seja, quando é atingida a cota de enchimento máxima, procede-se à sua selagem (encerramento). A cobertura final de terra que se coloca no aterro permite que se proceda a um arranjo paisagístico da zona afectada. O verdadeiro destino final de todos os materiais que utilizamos é o aterro. Vamos continuar a precisar de aterros, mas podemos reduzir significativamente a quantidade de resíduos que não podem ter outro destino. Para isso, a gestão integrada de materiais e resíduos, de que falámos no submódulo 5, permite evoluir para sistemas baseados na Prevenção/ Redução na fonte que conduzem a uma diminuição crescente das fracções a levar a aterro. legislação Como já foi referido, até muito recentemente, a gestão dos resíduos urbanos em Portugal resumia-se à simples recolha e deposição dos resíduos em lixeiras ou, na melhor das hipóteses em vazadouros controlados. As medidas regulamentares, os instrumentos económicos e a maior consciencialização quer dos cidadãos quer dos políticos, veio alterar este cenário. O Decreto-Lei 152/2002, de 23 de Maio, estabelece o regime jurídico a que fica sujeito o procedimento para a emissão de licença, instalação, exploração, encerramento e manutenção pós-encerramento de aterros destinados à deposição de resíduos. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.inresiduos.pt (Instituto dos Resíduos) • www.netresiduos.com/cir (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.2. SGA BASEAdoS EM “BoAS PRÁTICAS”
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar o termo “eficiência” com os conceitos de desperdício e de desempenho técnico e ambiental. PAlAVRA-CHAVE • Desperdício • Eficiência técnica e económica • Emissões • Resíduos GloSSÁRIo Recurso natural não renovável

O esgotamento de alguns recursos naturais não renováveis, que poderá vir a ocorrer nas próximas décadas devido ao seu uso excessivo, preocupa crescentemente a humanidade. Porém, os recursos naturais disponíveis na natureza continuam a ser explorados a taxas excessivamente elevadas. Esforços para os preservar, ou, pelo menos, reduzir radicalmente a sua utilização obviamente não têm tido o sucesso desejado. Como foi explicado anteriormente, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, a utilização de um recurso escasso, não renovável, só se deveria ser feita na medida em que outros recursos – renováveis – pudessem ir substituindo a utilização desse recurso escasso. Mas a questão que se põe é: será que o Homem precisa efectivamente de tantos recursos para se desenvolver? E a resposta é clara: não! Se não desperdiçássemos e soubéssemos aproveitar os recursos de uma forma eficiente, as reservas de muitos recursos não renováveis não estariam hoje em risco de se esgotar. O problema é, portanto, um problema de desperdício e de falta de eficiência.

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Figura 7.11: Temos que aprender a reduzir os nossos desperdícios… Fonte: ClipArt

Desperdício é comprar produtos descartáveis, quando há alternativas duradouras…

Os recursos, por diversos motivos, raramente são utilizados a 100 %, gerando desperdícios, que podem ser de vários tipos: 1. em primeiro lugar, o desperdício, em sentido lato, que ocorre devido à excessiva utilização dos recursos, ou seja, quando se gasta mais do que é necessário. Esta é a forma de desperdício mais comum nas sociedades mais ricas e possivelmente a mais difícil de combater, pois ela exige uma alteração das mentalidades e dos comportamentos. 2. um segundo tipo de desperdício ocorre porque o Homem não utiliza recursos que estão à sua disposição em quantidades ilimitadas; o não aproveitamento da energia natural das ondas, do vento, e do sol significa que essa energia é simplesmente dissipada. Hoje em dia, o Estado privilegia (através de benefícios fiscais) os utilizadores destas energias, que não poluem e nos permitem preservar outras fontes de energia não renováveis. 3. Finalmente, há desperdício técnico em processos de produção e consumo, pois uma parte dos materiais e energia que eles consomem não é efectivamente aproveitada, transformando-se em perdas. Como veremos em baixo, as emissões e os resíduos são, de facto, indicadores de desperdício. Admitindo que hoje já há uma certa preocupação em evitar o desperdício, pelo menos no que diz respeito à utilização de energia natural, vamos centrar a nossa atenção sobre o que podemos fazer contra o desperdício técnico. Neste sentido já utilizámos várias vezes o termo “eficiência” e é agora altura de nos debruçarmos sobre ele. Sabemos que, para uma empresa, promover a eficiência dos seus processos é um objectivo essencial, porque eficiência significa produzir com menos custos e, assim, aumentar o lucro. Mas como se mede a eficiência? A eficiência é um indicador técnico-económico que reflecte o grau de desempenho de uma actividade ou de um processo; pode ser medida em termos monetários ou em termos quantitativos: • Em termos monetários ou económicos, a eficiência é o coeficiente entre despe-

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sas (Custos = C) e receitas (Vendas = V), ou seja: E=C/V Em termos técnicos, a eficiência de um processo/actividade (E) é o coeficiente entre a quantidade produzida (Produção = P) e a quantidade de recursos (Recursos = R) utilizada na produção, ou seja: E=P/R

A eficiência de um processo, só por si, não nos diz muito. Só quando comparamos dois processos, ou o mesmo processo antes e depois de uma alteração técnica, é que este indicador é útil, pois mostra qual das duas situações é a melhor. No cálculo da eficiência técnica, emissões e resíduos não fazem parte da Produção (P), pois uma parte dos recursos foi desperdiçada sob a forma de emissões e resíduos. Isto leva-nos a concluir que quanto menor é o desperdício material e energético de um processo ou actividade tanto maior será a sua eficiência técnica. A eficiência económica e técnica estão intimamente ligadas: quando há perdas técnicas no processo (desperdício de recursos) essas perdas não são só emissões e resíduos; de facto, todos os recursos desperdiçados foram comprados, ou seja, são um custo económico para a empresa. Promover a eficiência técnica tem, por isso, duas grandes vantagens: 1. traz ganhos ambientais, que se traduzem em menos poluição e resíduos. Toda a sociedade beneficia de medidas tendentes a melhorar a eficiência técnica de uma empresa; 2. mas essas medidas também se traduzem numa redução de custos para a empresa (em matérias primas, água, electricidade, transporte, tratamento de resíduos, etc.).

No futuro o objectivo será atingir o mínimo possível de resíduos, ou seja, caminhar para o “resíduo zero”!

Figura 7.12: Vantagens de uma melhor eficiência. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A legislação ambiental pode ser um importante auxílio neste caminho a percorrer, funcionando como força motivadora de utilização de melhores tecnologias, através dos princípios poluidor-pagador e da prevenção, pois, como vimos no submódulo precedente, obriga os produtores de resíduos e emissões a tomarem medidas para os minimizarem. No entanto, as empresas podem ir mais longe, melhorando permanentemente os seus

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empreendimentos através de uma gestão baseada em boas práticas, como veremos nas fichas seguintes.

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7.2.1. A APoSTA NA ECo-EFICIêNCIA E oS lIMITES dA SuA APlICAÇÃo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Explicar o contributo da eco-eficiência dos processos industriais para a preservação do património natural; • Reconhecer que, a nível dos produtos, a “ratoeira da eco-eficiência” pode ter efeitos contra-produtivos. PAlAVRA-CHAVE • Boas práticas • Eco-eficiência • Ratoeira da eco-eficiência • Emissões e resíduos zero GloSSÁRIo Resíduos

Na ficha precedente mostrámos que a economia e o ambiente nem sempre estão em contradição entre si. A eficiência técnica traz benefícios para ambos os lados. Infelizmente muitas empresas interessadas em melhorar a sua eficiência só pensam em termos económicos e não notam que uma parte da sua eficiência depende da forma como os materiais e a energia são utilizados nos seus processos. Que conselho podemos dar a estas empresas? A indústria deveria procurar implementar formas de gestão integradas, baseadas em boas práticas, para chegar a um nível de “emissões e resíduos zero”. Com isso alcançaria maior eficiência técnica, menos custos e, portanto, mais competitividade. Por outro lado, estaria a contribuir activamente para a protecção do património natural. Na procura de uma melhor e mais avançada tecnologia, seria bom procurar imitar a natureza que funciona, como exposto no submódulo 3, em grandes ciclos naturais, onde todos os “desperdícios” de um processo são aproveitados noutros processos. Os resíduos deveriam, portanto, ser vistos como materiais que podem ter outro uso: é necessário fazer inovações para descobrir novas aplicações para os resíduos. Mas nem sempre se consegue implementar as soluções ideais a curto prazo. Até se ter conseguido alcançar um nível de emissões e resíduos próximo de zero em todos os processos industriais, vão certamente decorrer ainda muitas décadas. Mas podemos, desde já, ir trabalhando nessa direcção.

Emissões e resíduos zero: Não produzir emissões e resíduos representa a solução ideal para a empresa e para o ambiente!

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Figura 7.13: A indústria da construção produz muitos resíduos. Há que fazer um esforço por reduzirmos os nossos resíduos Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, e na sequência do que foi dito anteriormente, podemos agora afirmar que um dos caminhos mais promissores para o futuro do planeta é uma a aposta de toda a indústria na chamada eco-eficiência. Este conceito, muito próximo do conceito de eficiência técnica, afirma que as empresas devem tentar conseguir o mesmo resultado económico (produção e receitas) com muito menos desgaste do património natural. A aposta na eficiência é, actualmente, uma perspectiva muito positiva que favorece a implementação de boas práticas ambientais nas empresas: têm sido feitas muitas inovações tanto a nível dos processos de produção, como nos próprios produtos. A nível dos produtos, no entanto, vale a pena reflectir num fenómeno muito comum que tem tido efeitos negativos. Estamos a falar da “ratoeira da eco-eficiência”. De que se trata? Temos hoje, de facto, produtos mais eficientes, como os automóveis, que consomem hoje muito menos combustível por quilómetro do que há uns anos atrás; o mesmo se pode dizer dos equipamentos electrónicos, que são cada vez mais pequenos, através de uma redução significativa de material por aparelho.

Figura 7.14: Um dos primeiros computadores, concebido e construído entre 1943 e 1946 pelo físico John Mauchly e pelo engenheiro J. Presper Eckert Fonte: ENIAC, museu on-line, www.seas.upenn.edu/~museum

No entanto, se considerarmos a produção total, os resultados são desanimadores. Os progressos que se têm alcançado através da eco-eficiência para cada automóvel ou cada aparelho têm sido mais do que compensados pelo aumento das quantidades produzidas. De facto, há cada vez mais automóveis em circulação e são produzidos cada vez mais aparelhos electrónicos. No total, embora cada aparelho seja mais eco-eficiente, a quantidade de energia e material consumida por estes produtos continua a aumentar.

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A ratoeira da eco-eficiência Um amigo meu comprou um automóvel novo. O mesmo modelo consumia, há 10 anos, 10 litros por 100 km. O novo modelo só precisa de 5 litros para fazer os mesmos 100 km. O meu amigo estava radiante, porque iria poupar imenso dinheiro. Mas no fim do ano descobriu que tinha acabado por gastar mais gasolina, do que nos anos anteriores! É que, em vez de ter feito os 10.000 km que fazia antes, este ano, deliciado com o baixo consumo do carro, fez muito mais viagens e acabou por fazer 30.000 km. O exemplo da ratoeira da eco-eficiência ilustra um problema típico da sociedade de consumo de massa. Mostra também que há uma tendência muito forte para o desperdício. Este tipo de comportamento dificulta a política do ambiente. Quando se tenta tornar um produto ecológico mais barato, por vezes a procura desse produto aumenta tanto que as vantagens ligadas a cada produto, no total, acabam por ser anuladas pelo consumo de enormes quantidades do mesmo. Constatamos, portanto, que inovações técnicas que promovem a eco-eficiência de produtos, sozinhas, não vão ter os efeitos desejados. É certo que precisamos de inovação técnica, para preservar o património natural. No entanto, é preciso ter cuidado: a eco-eficiência pode ser uma ratoeira! Para além de inovações tecnológicas, precisamos de mudar as formas de pensar e de consumir dos cidadãos. Os consumidores desprevenidos devem ser informados do que acontece quando “caem” na “ratoeira da eco-eficiência”!

Os telemóveis de hoje, são mais pequenos que os de antigamente, logo há menor gasto de recursos para os produzir. No entanto, para terem o modelo mais pequeno e moderno as pessoas trocam de telemóvel, sem o antigo estar avariado… É um desperdício!

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7.2.2. BoAS PRÁTICAS NA CoNSTRuÇÃo CIVIl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os conhecimentos adquiridos nos submódulos anteriores e estabelecer interacções entre a gestão ambiental e a sua futura vida profissional. PAlAVRA-CHAVE • Desmantelamento • Ciclo de vida • Boas práticas • Construção sustentável GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Energias renováveis

Para uma gestão ambiental integrada de um edifício temos que começar, logo na fase de concepção e projecto, a pensar nas interacções que se irão estabelecer – desde a fase de construção até ao seu desmantelamento / demolição – entre o edifício e o ambiente. Por isso se diz que a gestão integrada na construção civil toma em consideração todo o ciclo de vida de um edifício. Como vimos anteriormente, uma abordagem de ciclo de vida baseia-se num balanço de custos ambientais e económicos que considera todos os recursos ecológicos, sociais, humanos e energéticos necessários para realizar uma actividade ou um empreendimento. No caso da construção civil, o balanço de custos e benefícios ambientais considera também a questão relativa ao que deverá acontecer com os materiais integrados no edifício quando ele chegar ao fim da sua vida útil. Vejamos alguns exemplos que nos demonstram como é importante utilizar uma abordagem integrada: • Pensemos, por exemplo, no material “amianto” que foi utilizado durante muitas décadas, em especial a partir de 1970 na fabricação de fibrocimento, pois era um material isolante, que assegurava uma excelente protecção contra incêndios. Hoje sabemos que o amianto é um material extremamente perigoso para a saúde humana: as partículas de amianto entram nos pulmões através da respiração e podem provocar tumores graves nesses órgãos. Desde Janeiro de 2006, a sua utilização foi proibida em Portugal, mas nos edifícios antigos há ainda muito fibrocimento incorporado. Hoje em dia os operários que têm que fazer obras nesses edifícios ou participar na sua demolição devem seguir à linha as regras de segurança que são previstas na legislação.

Desde os princípios da década de 1990, as empresas são obrigadas a cumprir algumas exigências legais em matéria de protecção da saúde dos trabalhadores (Decreto-lei 284/89).

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Figura 7.15: O amianto é prejudicial à saúde humana. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

O segundo exemplo refere-se aos clorofluorocarbonetos (CFC) nos aparelhos de ar condicionado. Enquanto os CFC estão dentro do aparelho, são inofensivos para o ambiente. O problema põe-se, como sabemos (submódulo 4) quando os CFC são libertados para a atmosfera. Portanto, sempre que se desmonta um aparelho de ar condicionado, é necessário manuseá-lo com muita precaução, para que não haja fugas de gás. Os aparelhos devem ir intactos para uma instalação com equipamento adequado para recolher o gás, ou esta operação tem que ser feita no local onde o aparelho se encontra, com equipamento móvel apropriado.

Durante a obra, os bons profissionais da construção podem contribuir para que o edifício que estão a construir tenha impactos ambientais mínimos, utilizando as melhores práticas no isolamento, nos telhados, nas canalizações, etc.. Um outro contributo importante dos profissionais da construção civil durante a obra são as medidas tendentes a reduzir ao máximo os materiais utilizados. E isto pode fazer-se reutilizando o que pode ser ainda útil na obra, depositando os materiais residuais separados, para permitir a sua reutilização ou reciclagem, evitando derrames de óleos e tintas que podem poluir o solo e as águas, não gastando mais água do que o estritamente necessário, etc..

Figura 7.16: É necessário começar a separar os materiais residuais… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Mas também nas outras fases da vida de um edifício se podem minimizar os seus impactos no ambiente através de boas práticas, das quais enumeramos em seguida algumas: • Quando se faz a escolha dos materiais, um dos critérios a ter em conta é, entre outras, a sua durabilidade e o seu grau de toxicidade; • Na fase de projecto e durante a obra deve pensar-se em minimizar os movimentos de terras; • Podem reduzir-se os custos e as emissões de transporte utilizando materiais locais, em

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Implantar fontes de energias renováveis (como por exemplo painéis solares) é uma forma de evitar emissões que agravem o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). se tivermos em conta aspectos como projectar com maior durabilidade. Lda A vida útil média de um edifício é de 50 anos. Água e Resíduos Diminuição Figura 7. Aumentar o Ciclo de Vida das Construções Aumentar o Ciclo de Vida de 50 anos para 100 2. Porém. não tóxicos e com um alto potencial de reutilização ou reciclagem. Fonte: CEIFA ambiente. A Construção Sustentável faz uso de eco-materiais. a melhoria da qualidade do ar interior e o conforto de seus moradores. vivendo…? Hoje chamamos “Construção Sustentável” ao conjunto de regras baseadas em boas práticas que procuram reduzir os impactos ambientais da construção ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício. 60 % do solo e 70 % da madeira mundiais? • Os edifícios com critérios sustentáveis reduzem 40 % do consumo de água. construídos de preferência com recursos renováveis. 40 % água. Pode reduzir-se a impermeabilização do solo no exterior para permitir a infiltração de águas nos solos. sendo destes 45 % da energia.FT18 . para elementos de vedação e de abrigo do vento. Reduzir Interacções com o Ambiente Projectar com Durabilidade Construir com Qualidade Sistemas Gestão Manutenção Materiais Energia. Procura soluções tecnológicas para promover o uso adequado e a economia de recursos finitos (água e energia).17: Fases de vida de um edifício e objectivos da construção sustentável. propagação e emissão de resíduos e extracção de materiais naturais? • Os edifícios sustentáveis reduzem 40 % a 50 % das emissões de dióxido de carbono (CO2)? • As pessoas despendem 80 % do seu tempo dentro de edifícios trabalhando. convivendo. Edifício Sustentável Projecto Construção Vida Útil Desconstrução 2 meses Objectivos da Construção Sustentável 2 anos 50 anos 1. poderemos aumentar o ciclo de vida do edifício para 100 ou mais anos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . construir com maior qualidade e adoptar sistemas de gestão da manutenção. a redução da poluição. Sabia que… • A construção absorve 50 % dos recursos materiais. 11 SGA Baseados em “Boas Praticas“ • • especial nos espaços exteriores.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .quercus. 12 Saber mais: • www.com.lidera.info • www.idhea.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 .br • www.

por definição. a integração de saberes e tecnologias diferentes é ainda mais importante do que na arquitectura convencional. como uma área da arquitectura preocupada com o desempenho ambiental dos edifícios. No Inverno o sol está mais baixo. inter-disciplinar.18: Exemplo de um edifício bem orientado a Sul (a). uma vez que requer a colaboração de engenheiros. 13 SGA Baseados em “Boas Praticas“ 7. sociólogos. A ECo-ARQuITECTuRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. não atravessando as janelas. todas muito juntas. proporcionando algum aquecimento (b). Energias não renováveis A diminuição dos recursos naturais. No Verão o sol encontra-se a uma maior altitude. Energias renováveis. A arquitectura é. nomeadamente os combustíveis fósseis. Um dos aspectos que nos salta à vista quando observamos um edifício é que ele. como vimos. Lda De facto. a a b b Figura 7. constituem um problema para um bom aproveitamento da energia do sol. Ecossistema. PAlAVRA-CHAVE • Planeamento baseado em boas práticas ambientais • Envolvente ambiental • Aproveitamento de energia natural • Construção sustentável GloSSÁRIo Combustíveis fósseis.3. está mal orientado em relação à sua envolvente ambiental: por exemplo. muitas vezes. o formando deverá estar apto a: • Identificar as vantagens ambientais e económicas da eco-arquitectura. enquanto as casas de banho ou as escadas estão voltadas para o sul. economistas e outros especialistas.2. os quartos estão voltados para o norte. visto que os edifícios causam ensombramento uns aos outros.FT18 . Fonte: CEIFA ambiente. e a necessidade de preservar o equilíbrio natural dos ecossistemas levou ao desenvolvimento da eco-arquitectura. Em muitos edifícios só se pode alcançar um mínimo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Verão Inverno Inverno Verão Verão Inverno Os grandes aglomerados de casas. além dos arquitectos. nunca têm sol. a grande maioria dos edifícios ignora pura e simplesmente a energia natural que o ambiente põe gratuitamente à sua disposição (o que é. Na eco-arquitectura. e desta forma entra na casa através das janelas. uma forma de desperdício que deveria ser combatida).

Figura 7. • O uso dos materiais locais evita gastos de transportes. que ajuda a arrefecer a casa de forma passiva (sem gasto de energia) Fonte: CEIFA ambiente.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 . etc.20: Representação esquemática de um sistema de ventilação transversal (natural). vento.19: Recurso natural (sol. A eco-arquitectura procura combater os erros do passado e promover a harmonia entre o edifício e a natureza. o afastamento entre edifícios. Tudo isto são sintomas de grande desperdício e de más práticas na arquitectura. ventilação natural. como para o arrefecimento no Verão. 14 de conforto térmico à custa de enormes custos de energia – tanto para o aquecimento no Inverno. • Escolher os materiais tendo em conta o seu ciclo de vida. água. ensombramento no Verão. Lda LENÇOIS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA Há um conjunto de boas práticas que a eco-arquitectura tem vindo a desenvolver e que deveriam servir de orientação a todos os profissionais do Sector da Construção: • Poupanças energéticas substanciais podem ser conseguidas através de sistemas passivos de energia. Decisões sobre a localização. incluindo a que é gasta na extracção e transporte de materiais e na reciclagem dos materiais no fim de vida do edifício. e acumuladores de calor no Inverno. só através de formas que evitem o desperdício e consumo excessivo por parte dos moradores. Fonte: CEIFA ambiente. ou seja. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . a vegetação envolvente e os materiais são fundamentais para a qualidade dos edifícios e o bem-estar de quem os virá a utilizar. aproveitando energias naturais que o meio envolvente oferece. a orientação. • O uso das energias renováveis deve ser promovido e. quando se torna necessário recorrer às não renováveis.) que podem ser aproveitados para melhorar o ambiente nas habitações. AR VENTO SOL VEGETAÇÃO SOLO USO HABITACIONAL ÁGUA Figura 7. vegetação. a sua forma. A eco-arquitectura faz esforços no sentido de minimizar o consumo de energia e todas as fases de vida do edifício.

15 SGA Baseados em “Boas Praticas“ A eco-arquitectura é. por isso muitos preferem ainda soluções tradicionais que. de que falámos na ficha precedente. os equipamentos que a eco-arquitectura utiliza (como janelas com bom isolamento térmico. Saber mais: • A Green Vitruvius – Princípios e Práticas de Projecto para uma Arquitectura Sustentável. a recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios (Decreto-Lei nº 78/2006. Decreto-Lei nº 80/2006) vai obrigar os proprietários a alterar a sua atitude e pode contribuir para melhorar o conforto térmico de muitas habitações. etc. Lda No entanto. auditivo e melhorar a qualidade do ar no interior da habitação. 2001. Resumindo: Benefícios económicos e ambientais da ECO-ARQUITECTURA: • Maximizar o aproveitamento dos factores ambientais. quer de utilização de recursos. reabilitação do edifício e dos equipamentos associados durante todo o ciclo de vida. Decreto-Lei nº 79/2006. • Maximizar o conforto térmico. painéis solares. Figura 7. ou reduzir o consumo de energia.) são ainda relativamente caros. visual. rega ou usos sanitários). tanques para retenção de águas da chuva para utilização doméstica. quer em termos de impactos locais da construção. Esta água pode depois ter vários usos (por exemplo. Publicação da Comissão Europeia. são uma fonte de problemas ambientais. Embora ainda pouco conhecida em Portugal.FT18 . é um ramo que tem boas perspectivas de desenvolvimento no futuro. manutenção. portanto.21: Exemplo de tanques para retenção das águas das chuvas. Só a longo prazo é que os donos de obra vêm o retorno desses investimentos. Fonte: CEIFA ambiente.net CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Minimizar os impactos da conservação. para além de não trazerem grande conforto natural aos moradores.ceifa-ambiente. • Maximizar a economia de recursos e energia. • Minimizar o impacto da construção sobre o ambiente. Programa Thermie. • Prolongar o tempo de vida dos edifícios e dos equipamentos utilizados. Actualmente. mas não serve para uso alimentar. • www. Edição da Ordem dos Arquitectos. um ramo da arquitectura ligado à construção sustentável.

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Se não conseguir resolver esta actividade. reveja o submódulo 7. 6. No entanto. tanto do ponto de vista económico como ambiental.3. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 2. 5. O que é a ratoeira da eco-eficiência? Como pode evitar cair numa ratoeira destas? Dê exemplos de boas práticas no Sector da Construção relacionadas com a redução de consumo energético. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. 3. Sistemas de Gestão Ambiental.AV7 Actividades/Avaliação 7. a maioria das empresas ainda não usa este tipo de SGA. Neste submódulo foram estudados vários sistemas de gestão ambiental (SGA) baseados em boas práticas.4) . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 4. Que outro tipo de SGA conhece? A legislação ambiental assegura que as empresas tenham bons SGA? Que soluções de fim de linha visam reduzir a poluição atmosférica? Porque é que os problemas relacionados com a gestão de resíduos não se pode basear exclusivamente na incineração dos mesmos? Defina o significado da expressão “eficiência técnica”. Explique porque é que a ecoeficiência (eficiência técnica especialmente orientada para a redução dos efeitos ambientais) é a solução mais promissora para a indústria. 7.

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8. Sistemas de Certificação Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. SABER MAIS • www. • Saber quais os sistemas mais importantes de certificação ambiental. RESuMo Neste submódulo são apresentados os motivos que levaram ao aparecimento de diversos sistemas de certificação. e. Finalmente é apresentado um sistema de certificação nacional que está actualmente em fase de desenvolvimento (LiderA). Em seguida é apresentada a norma ISO que têm especial relevo para a gestão ambiental (ISO 14001).lidera. em especial na área da gestão ambiental.info CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . TEMAS • Sistemas de Certificação ISO (Ambiente) • Sistema Integrado de Gestão • EMAS • Lidera • Melhoria contínua dos sistemas de gestão 4. com especial relevo para o papel que a ISO representa e as vantagens de uma certificação integrada. cada formando deverá estar apto a: • Conhecer as vantagens de sistemas de certificação de gestão empresarial. 3. • Transpor os conhecimentos dos submódulos 5 e 7 para a temática da certificação ambiental.pt • www.SM8 Sistemas de Certificação Ambiental 1. o sistema europeu de certificação EMAS. 2.apcer. • Compreender os princípios básicos de um sistema de certificação para a construção sustentável. em seguida. GloSSÁRIo • Política Ambiental 5.

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Suíça. Existem hoje imensos sistemas de certificação.1. constituída por várias instituições de todos os países. ela própria. 1 Sistemas de Certificação ISO 8. Foi para responder a esta necessidade que começaram a aparecer instituições certificadoras que emitem certificados de qualidade às empresas que cumprem critérios de qualidade pré-definidos. códigos. • Explicar as vantagens de certificações tipo ”Sistema integrado de Gestão”. Normas de procedimento Empresas com uma postura pró-activa têm todo o interesse em tornar visíveis os seus esforços de boa gestão. Figura 8. regras de con- A palavra “iso” em grego significa igualdade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os mais conhecidos são provavelmente os que certificam a qualidade de produtos e a gestão ambiental. tem que ter. • Reconhecer o papel da ISO. uma autorização oficial que só lhe é conferida se ela provar que respeita todos os requisitos do catálogo de critérios que a ISO desenvolveu para o sector em causa. para que uma organização possa ser reconhecida como entidade certificadora. As suas normas são aceites como standards de qualidade em todo o mundo. Fonte: Internet Na área da certificação. o formando deverá estar apto a: • Justificar a necessidade de normas internacionais. A ISO foi criada no ano de 1947 em Genebra. PAlAVRA-CHAVE Instituições certificadoras. A ISO aprova normas internacionais em todos os campos técnicos. ISO. A sua principal função é harmonizar os padrões utilizados nos diversos países. É uma entidade não governamental. o organismo mais importante é a Organização Internacional de Padronização – International Organization for Standardization (ISO).1: Agrobio é um dos logótipos de certificação da agricultura biológica. excepto na electricidade e electrónica. A globalização exige que haja padrões de medidas e tamanhos. Sistemas de certificação.FT19 . que visam benefícios ambientais e sociais para além do mínimo que a legislação exige. Por isso. SISTEMAS dE CERTIFICAÇÃo ISo oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

a ISO 31. que estabelece as normas relativas aos “tamanhos e unidades”.iso.por exemplo. A gestão ambiental integrada tem grandes vantagens. que estudaremos a seguir. As informações podem conjugar-se na mesma documentação. Os exemplos que vão ser apresentados referem-se à certificação da qualidade da gestão a nível das empresas ou outras instituições. Este sistema consiste em fazer a implementação de: • um Sistema de Gestão de Qualidade (ISO 9001). como vimos no submódulo 5. além disso. procedimentos. o processo. nem todas as empresas com um bom desempenho têm um certificado. mesmo sem o saber. BR / BRA / 076 para Brasil) • normas de procedimento . instruções de trabalho. independentemente da sua língua. pois eles facilitam a comunicação e o comércio.Sistemas de Certificação ISO FT19 . os códigos de países (PT / PRT / 620 para Portugal. o cartão de crédito • classificações . Todos nós aplicamos na nossa vida diária. Figura 8. todos têm de possuir um manual. cada vez mais empresas têm optado por implementar um Sistema Integrado de Gestão.por exemplo. a certificação pelo Sistema Integrado de Gestão – que inclui todos os aspectos relevantes para uma boa gestão empresarial – tem grandes vantagens e facilita. Pelas mesmas razões. e são uma garantia de segurança e qualidade. Por isso. levando assim a um maior benefício custo/tempo para a empresa. sabe que este certificado lhe confere uma referência mundialmente reconhecida. evitando as certificações separadas. Por exemplo. Fonte: www. etc. 2 dução. entre outros.org Quem se certifica com base numa norma ISO. • um Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001). mais ou menos iguais em todo o mundo.2: Imagem da sigla adoptada pela ISO para todos os países. Nos últimos anos. As normas ISO podem ser classificadas em três grupos: • normas técnicas . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . as certificações de acordo com normas internacionais são processos morosos e caros. No entanto. • um Sistema de Higiene e Segurança no Trabalho (OHSAS 18001 que corresponde à NP 4397) que será tratada noutro módulo especialmente destinado às questões de higiene e segurança (Guia de Aprendizagem da Análise de Riscos na Construção Civil). pois as bases dos três sistemas são coincidentes.por exemplo. gestão da qualidade de acordo com ISO 9000 Vamos concentrar-nos neste submódulo sobre normas de procedimento relevantes para o ambiente.

iso.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .pt • www.FT19 .apcer. 3 Sistemas de Certificação ISO Saber mais: • www.

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Recordando o que ali ficou dito. mas sim o resultado de milhares de pequenos actos de todos os que entram e saem numa organização. Todas as empresas têm rotinas para gerir os resíduos. Como o SGA não é um produto que se possa comprar ali ao virar da esquina. Mas muitas NP = Norma Portuguesa. A NP EN ISO 14001:2004 – Environmental Management Systems – que foi aprovada em 1996 e revista em 2004. é possível distinguir três grandes classes de sistemas de gestão: 1. o SGA de acordo com a ISO 14001 é um instrumento de participação voluntário. estabelece os requisitos específicos que um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve cumprir. O seu objectivo é certificar instituições e empresas que fazem esforços no sentido de melhorar os seus SGA. PAlAVRA-CHAVE • ISO 14001 • Sistema Gestão de Ambiente (SGA) • Classes de sistemas de gestão ambiental • Melhoria continua GloSSÁRIo Política Ambiental A família ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) – e estabelece as linhas orientadoras (requisitos) da gestão ambiental dentro das organizações (empresas. 5 Sistemas de Certificação ISO 8. ISo 14001 oBjECTIVoS No final