SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..........................................................................................4 1-REVISAO DA LITERATURA.................................................................6 •As primeiras organizações e seus administradores..........................7 I-Egito........................................................................................................7 II-Babilônia e Assíria................................................................................7 III-China.....................................................................................................8 3.1-Sun Tzu...............................................................................................9 IV-Grécia (Filósofos)................................................................................10 V- Roma (Militares)..................................................................................11 5.1-Exército..............................................................................................11 VI-Período Medieval (Igreja Católica)....................................................12 VII- Renascimento...................................................................................13 7.1-Reforma..............................................................................................13 VIII-Influência dos pioneiros e empreendedores..................................14 2- FOCO....................................................................................................15 •A Revolução Industrial..........................................................................15 I-Aspectos ...............................................................................................16 1.1-Sistema de fabricação para fora......................................................16 1.2- Sistema fabril ...................................................................................16 1.3-Condições de trabalho e sindicatos................................................16 II-“Um embrião da teoria administrativa”.............................................17 2.1- Adam Smith......................................................................................17 2.2- Robert Owen e New Lanark.............................................................18 2.3- Charles Babbage……………….............................................…........19 III-Um pequeno exemplo de Logística...................................................20 IV- As características da Era Industrial e da Era da Informação........21

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V-Os novos objetivos da administração...............................................22 5.1-Qual é o resultado da administração?............................................22 VI-As Revoluções Logísticas ................................................................22 6.1-Terceira Revolução Logística..........................................................23 6.2-Quarta Revolução Logística.............................................................23 6.3-Texto de apoio: “A Revolução do transporte”...............................24 6.4-Qual a importância da Logística?....................................................25 3-ATUALIDADE........................................................................................26 •Estudo de caso:“A nova economia social”.........................................26 Conclusão................................................................................................29 Referências Bibliográficas.....................................................................30 Bibliografia Consultada..........................................................................30

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INTRODUÇAO
Convivemos há séculos com a administração; praticamo-la desde os primórdios da humanidade, mas dizemos que e um campo novo! O que é novidade é a sistematização dos conhecimentos de administração e a complexidade que atingiram no passado recente as grandes organizações. Há mais de dois mil anos, por exemplo, já existia administração de alguma complexidade no Império Romano. Nas sociedades primitivas, as expedições para a caça de grandes animais eram empreendimentos coletivos, precedidos de decisões de planejamento, divisão do trabalho, e logística. Era preciso antecipar a rota das migrações da caça, definir o local onde os caçadores acampariam, preparar víveres e armas. Essas expedições, embriões de empresas, tinham líderes que eram o protótipo dos gerentes. Conforme o homem foi deixando de ser nômade e passou a prender-se ao solo por causa do desenvolvimento da agricultura, a logística não como arte estudada e nem assim percebida como algo específico, foi tomando importância na vida das pessoas. Decisões de como, e para onde transportar os grãos, localização de culturas e locais apropriados para a sua armazenagem, começaram a tomar importância. A sistematização dos conhecimentos na área de administração é especialmente recente, no que diz respeito à administração de empresas. Foi a partir da Revolução Industrial, no final do século XVIII, que as grandes empresas se tornaram numerosas e complexas. É significativo que, salvo exceções, o capital não se interesse, até o século XVII, pelos sistemas de produção, e se contente com o sistema de trabalho em domicílio, e com o controle da produção artesanal para melhor se assegurar da comercialização. As indústrias não representam, ate o século XIX, senão uma parcela muito pequena da produção. As teorias da administração que você estuda agora, são muito mais recentes que as expedições dos caçadores. No entanto, também surgiram e vêm se aprimorando há muito tempo, desde que os administradores do passado enfrentaram problemas práticos e precisaram de técnicas para resolvê-los. Muitas idéias e técnicas da atualidade têm raízes antigas e procuram resolver problemas que as organizações sempre enfrentaram e continuarão a enfrentar. Ao longo dos séculos, essas idéias e técnicas evoluíram continuamente, no séc. XVIII, por exemplo, as tendências que o mercantilismo havia iniciado foram impulsionadas pela Revolução Industrial, que foi produto de dois eventos: o surgimento das fábricas e a invenção da máquina a vapor. A história da administração foi predominantemente a história de países, cidades, governantes, exércitos e organizações religiosas, mas partir do século XVIII, o desenvolvimento da administração foi influenciado pelo surgimento de uma nova personagem social: a empresa industrial. Desde esta época muita coisa mudou. Falaremos um pouco sobre os antecedentes históricos da administração, a Revolução Industrial, e também, sobre a nova economia social, novas tendências, num exemplo dado pelas cooperativas- uma evolução do sistema de trabalho. Algumas das principais tendências administrativas criadas e aceleradas pela Revolução Industrial serão resumidas aqui.

Donald J.T. ano 2008. tendo como objetivo ampliar os nossos conhecimentos sobre os aspectos da Administração. Ronald H. e Closs Bowersox. OBJETIVOS Objetivo Geral O objetivo geral desta pesquisa será analisar conjunto de mudanças econômicas. Finalmente. .br/disserta99/costa/cap2. C.html. que fala sobre as cooperativas no Brasil. História Geral. Será também apresentado um exemplo prático. sociais. Os sites. John F. Objetivos Específicos O principal objetivo é designar conceitos de administração e logística que estão implícitos na Revolução Industrial. Jun/2009. Francisco Gilberto H.br/pauloapgaua e a Enciclopédia do Estudante.eps. www. será importante na apresentação de conceitos sobre como a logística foi “criada” ao longo dos anos.4 JUSTIFICATIVA Este trabalho se justifica porque visa explorar os conceitos de Administração e Logística. que ficou conhecido como Revolução Industrial. seja com exemplos. Magee. com o título “A Nova Economia Social”.com. ou ate mesmo muitos anos antes deste movimento que influenciou todos as décadas posteriores a ela. Rodrigues. e de organização do trabalho. incluindo obras dos autores: Antonio Cesar Amaru Maximiniano.C. Ballou.Universidade Federal de S. com teorias criadas na época da Revoluçao. Lacombe. Edição 266. METODOLOGIA Para explorar o tema proposto será definida uma pesquisa Bibliográfica. Granemann & S. Justifica-se também porque se pretende descrever como o ser humano evoluiu em um século o que não havia crescido no milênio anterior. Dissertação de: Patrícia Costa Duarte. APGAUA Comunidade Virtual de Antropologia. que estão implícitos no tema: Revolução Industrial. A revista Super Interessante “Uma Breve Historia Das Civilizações”.antropologia.ufsc. www. Idalberto Chiavenato.

de atender a demanda em expansão. Ind. Ind. É o período chamado de Rev. Lacombe (2003 p.35) .21) Também. que se iniciou na Inglaterra e rapidamente se alastrou por todo o mundo civilizado. com a invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e a sua posterior aplicação à produção. tendo acontecido de maneira gradativa. Chiavenatto (2009 p. sendo este respaldado nos avanços tecnológicos nos processos de produção alcançados até então. política e social que. Com o advento da Rev. provocou mudanças profundas nos meios de produção humanos até então conhecidos. uma nova concepção de trabalho veio modificar completamente a estrutura social. cedendo lugar. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. segundo Maximiniano: A Revolução Industrial criou o contexto perfeito para a aplicação das primeiras Teorias da Administração. a partir de meados do século XVIII. começa a entrar em decadência. graças ao avanço tecnológico substituindo o modo artesanal por um industrial de produção. ao novo modelo industrial. Portanto.5 1-REVISÃO DA LITERATURA: Segundo Chiavenatto: A partir de l776..41) Já para Lacombe: Apesar de ter se originado na Inglaterra a Revolução Industrial foi um fenômeno internacional. paulatinamente. Maximiniano (2008 p. Ind. o conceito de organização da empresa moderna. A Rev. anterior. o modelo feudal. a Rev. foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. Ind. e da crescente legislação para defesa do trabalhador. e comercial da época. afetando diretamente os modelos econômicos e sociais de sobrevivência humana em toda a Europa. de natureza essencialmente agrária. A administração deve tão somente à Rev.. foi decorrente da necessidade dos empresários. num lapso de aproximadamente um século. da construção e utilização das máquinas. Ind.

Desse esforço conjunto surgiram as empresas rudimentares. por meio do esforço conjunto. egípcios. romanos e. e construíram uma rede de fortes. As placas de argila dos babilônios guardam registro meticuloso de transações comerciais. Todos os fortes continham grandes celeiros suficientes para suprir várias centenas de homens durante um ano. Estima-se que 100.C) os governos provinciais desapareceram para dar lugar a um governo centralizado. formado por soldados assalariados. A grande pirâmide de Quéops é feita de 2. Provavelmente. os sumérios haviam entrado em decadência e foram dominados pela Babilônia.2000 a. Para construí-las. etc. nos vales férteis inundáveis.000 blocos de pedra. Outras evidências de que os egípcios eram bons planejadores pode ser encontrada em sua organização militar. Para manter o controle de tudo. cerca de 1800 . com peso médio de 2.000 pessoas tenham trabalhado em sua construção. vieram os gregos. A manutenção do vasto Império do Egito deu-se no Delta do Nilo e ao longo do Nilo.C. com produção agrícola suficiente de trigo para sustentar uma complexa sociedade e que necessitava de "armazéns públicos" para sustentar a população nas entre safras ou no desabastecimento.C. babilônios. eram reabastecidos por um centro de suprimentos de retaguarda.6 As primeiras organizações e seus administradores Desde os primórdios da humanidade. que mantinham registros detalhados de todas as operações. Depois. . fenícios. uso de arquitetos e logística.5 toneladas. Surgiram os escribas. que perdurou durante toda a Idade Média. No período do Novo Império (entre 15640 e 1070 a.. atingir determinados objetivos que isoladamente jamais poderia conseguir. exigindo dos súditos um tributo anual de 20% de suas rendas. que remontam à época dos assírios. Para a proteção do reino. II-Babilônia e Assíria Cerca de 2000 a. os egípcios do Novo Império criaram um exército regular. os egípcios precisaram criar sua própria burocracia administrativa. Isso é pré-história. As regiões em que o reino se dividia passaram a ser governadas por comandantes militares. o homem associou-se a outros para conseguir. os egípcios enfrentaram e resolveram problemas gigantescos de administração de mão de obra. veio o longo período do artesanato. adiante. O faraó tornou-se proprietário de todas as terras.300. I-Egito As pirâmides são o mais conhecido testemunho das aptidões técnicas e administrativas dos egípcios. evidenciando preocupação com o controle.

os chineses estavam empregando soluções inovadoras em sua administração pública. Em cerca de dez anos. Os assírios tiveram o primeiro exército de longo alcance. para fazer campanhas na região que viria a ser o sul do Irã. No início do século VII a. destacando-se a logística: depósitos de suprimentos. empregou o princípio da assessoria.. outros governantes levaram adiante o uso da assessoria. Os salários eram pagos às mulheres encarregadas da fiação e tecelagem de acordo com a produção individual. e certamente o mais famoso conjunto de leis da história do mundo. Nos séculos seguintes. o exército assírio desenvolveu características que vieram a servir de modelo para exércitos posteriores. já apresentam princípios de administração. Por volta do século VIII a. O primeiro foi a construção de uma rede de estradas.500 quilômetros de muralha. O segundo foi a conclusão da construção das muralhas que protegiam as fronteiras do norte.. contém 282 regras. colunas de transporte. É um dos primeiros. o império assírio controlou a Mesopotâmia. A técnica de aconselhar-se com os assessores e delegar-lhes autoridade para resolver problemas tornou-se tradicional na administração pública da China.C.. .C. III-China Já no século XXIV a. Yao reunia-se com seus principais colaboradores em vários lugares do país. capaz de fazer campanhas distantes ate 500 quilômetros de suas bases.. ocorreu a unificação da China. delegando a seus ministros poderes para conduzir certos negócios do governo. A partir do século XIV a. que incluem princípios como “olho por olho” e “o consumidor que se cuide”. O imperador Yao.. escrito no século XVIII a.C. como forma de aproximar as regiões do governo central. Centenas de milhares de pessoas foram encarregadas nesse empreendimento.. chegando ao Golfo Pérsico. que teria reinado entre 2350 e 2256 a. construíam--se navios que desciam pelo Rio Tigre e depois eram carregados pelo Eufrates. companhias para a construção de pontes.. cavalos e provisões.C. que é provavelmente o maior projeto da História.C. No ano 221 a. O rei chamado Ch’in assumiu o nome de Shih Huang-Ti.C. As regras desse código. Começou então um período de importantes avanços no campo da organização militar. foram construídos 1.C. Os babilônios também foram pioneiros na instalação de um sistema de incentivos salariais. e iniciou dois trabalhos importantes. Eram então abastecidos com soldados.7 O código do rei Hamurábi.

1-Sun Tzu Sun Tzu é um general chinês que também escreveu no século IV a. Sun Tzu. no tratado de “A arte da guerra”.C. sobre planejamento. para desgastá-lo e atacá-lo quando estivesse desprevenido.500 anos e era um filósofo-estrategista que comandou e venceu muitas batalhas. a respeito de estratégia militar. viveu em turbulenta época dos Estados guerreiros na China. Por exemplo: “O general deverá atuar com rapidez e de acordo com o que lhe é vantajoso para poder controlar os resultados” “Quando cercar o inimigo. intimidar psicologicamente o inimigo. Embora a verdadeira identidade de Sun Tzu seja objeto de polêmica. ele lutará até a morte” “Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. comando e doutrina. por meio da organização do exército. quem quer que seja. deixe uma saída para ele.. rolando por uma montanha de 300 metros de altura. . espetacular”. Súdito do rei da província de Wu. O emprego da logística na “Arte da Guerra”. A força necessária é insignificante. em vez da força. Tudo é uma questão de organização” “A invencibilidade repousa na defesa. o resultado. A vulnerabilidade revela-se no ataque” “A vantagem estratégica desenvolvida por bons guerreiros é como o movimento de uma pedra redonda. no deslocamento das tropas. Caso contrário. foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu seu livro. máquinas e suprimentos.8 3. desenvolveu. e usar o tempo. entre outros assuntos. há 2. tem sua maior evidência na Roma Antiga. ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. É um manual de recomendações que sobreviveu a passagem dos séculos por tratar de princípios fundamentais permanentes. teorias recomendando evitar a batalha. Alguns deles são reconhecidos como de grande utilidade na administração de todos os tipos de organizações.

Executivos: Felicidade dos cidadãos como responsabilidade fundamental dos administradores da Pólis. A preocupação com o bom e o belo. Não vamos encontrar na Antiguidade Grega referências diretas á logística. Método: Busca do conhecimento por meio de investigação sistemática e da reflexão abstrata. no transporte.C. Estratégia: Encadeamento lógico de meios para a realização de fins.. são conceitos que continuam atuais depois de séculos. igualdade de todos perante a lei. mas elementos em torno dos quais ela se formou. Democracia. como a gestão total da cadeia de suprimentos. qualidade era o ideal da excelência. estratégia. começou na Grécia um fértil período de produção de idéias e soluções que viriam a influenciar profundamente a administração das organizações de todos os tipos. e outros princípios de conduta pelos gregos.9 IV-Grécia (Filósofos) No século V a. a virtude. Excelência é a característica que se distingue algo pela superioridade em relação aos semelhantes e depende do contexto. suprimentos. raciocínio metódico e qualidade são alguns dos muitos assuntos dos quais os gregos se ocuparam. como nós a conhecemos hoje. máquinas. as proporções das formas na escultura e nas construções. e nível mais alto de desempenho. Entre os gregos. as normas éticas absolutas. O quadro a seguir faz um resumo dessas contribuições. Ética: Felicidade dos cidadãos como responsabilidade fundamental dos administradores da Pólis. por exemplo. . Seus debates e proposições sobre esses temas contam-se entre as mais importantes contribuições para a civilização. Qualidade: Ideal do melhor em qualquer campo de atuação. universalidade da administração. planejamento urbano. Para Platão o teste básico de qualquer ação pública consistia em perguntar: isso faz os homens melhores do que eram antes? Qualidade como sinônimo de melhor. são fundamentos da idéia da qualidade como o melhor que se pode fazer em qualquer campo de atuação. no estudo de terrenos. ética na administração pública. a hospitalidade. Democracia: Administração participativa direta. cavalos e homens.

5. Roma inspirou-se em três princípios na administração do Império: dividir para governar.. Valorização da propriedade privada. cônsules.10 V. Em seu auge. mas as estradas e instituições romanas foram eternizadas pelo exército romano. Planejamento e controle das finanças públicas. Administradores provinciais de um império multinacional.D. Administração de projetos de engenharia e construção. A capacidade de construir e manter o Império e as instituições. Autoridade formal e regras de convivência definidas legalmente. Rede de estradas para a comunicação entre as unidades do império. muitas das quais ainda vivem. o exército romano havia avançado muito em termos de organização e já apresentava características que pouco se modificariam nos séculos . imperadores. do espanhol e de tantos outros idiomas. Roma controlava uma população de 50. Exército profissional e especializado com uma classe de oficiais.000.1-Exército As idéias dos gregos permaneceram por causa de sua força intrínseca.Roma (Militares) A história de Roma cobre o período entre os séculos VIII a. e IV A.. Também foram responsáveis pela difusão do calendário que usamos. Princípios e técnicas de administração construíram e mantiveram o Império Romano durante seus doze séculos de existência. fundar colônias e construir estradas. Diversos tipos de executivos: senadores. que marca o fim do Império no Ocidente. do francês. Em Roma encontram-se as origens do português. o Oriente Próximo e o Norte da África (estimado em 6 milhões de km²). No século III a. comprova as aguçadas habilidades administrativas dos romanos. O quadro a seguir faz um resumo das contribuições mais importantes dos romanos para a prática da administração. magistrados.000 de pessoas e o território compreendido entre a Inglaterra.C.C.

À estrutura geográfica. mas também a linguagem que os romanos usavam para designar os administradores locais. burocratização. Hoje. como alistamento de profissionais. que só viria a aparecer com a Reforma. O Exército Romano foi uma das maiores forças militares de todos os tempos. . que a sua enorme organização mundial pode operar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva. preservação da doutrina e formação de sacerdotes. virtualmente sem concorrência. ávidas de experiências bem sucedidas. o Papa. a começar pela administração do território. Essa estrutura preservou e fortaleceu as tradições administrativas desenvolvidas pelos romanos. responsáveis pela propagação da fé. mas ingressavam somente aos 16. A Igreja Católica herdou muitas das tradições administrativas dos romanos. a Igreja tem uma organização hierárquica tão simples e eficiente. construíram arquedutos. a estrutura da organização eclesiástica. Simples e eficiente. no entanto era o centuriado. Comando em campanha. disciplina. essa estrutura possibilitou à Igreja espalhar-se pelo mundo todo. serviu de modelo para muitas organizações que. Além de sustentar o império. regulamentação. planos de carreira e organização. De qualquer forma. a Igreja copiou não apenas o tipo de organização geográfica. motivação dos soldados e transmissão do código de disciplina eram suas principais responsabilidades. outra organização de grande porte começava a escrever sua história. VI-Período Medieval (Igreja Católica) A medida que o Império Romano desaparecia. passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas.11 seguintes. a Igreja acrescentou uma poderosa administração central com diversas assessorias criadas ao longo dos séculos. como hierarquia. províncias e vigários. chegando a reunir mais de 300 mil soldados. O que faria do exército romano o modelo para os próximos milênios. abriam estradas. Os centuriões formaram a primeira corporação de oficiais profissionais da história. cuja autoridade coordenadora lhe foi delegada de forma mediata por uma autoridade divina superior. Com suas dioceses. Eles eram treinados desde os 12 anos. e erguiam muralhas de contenção. descentralização de atividades e centralização de comando.

embora este tivesse se desenvolvido independentemente de qualquer impulso religioso. Valorização do ser humano. Arsenal de Veneza. em substituição à submissão religiosa valorizada pela Igreja Católica. modificou certos valores que influenciaram a cultura empresarial e criou novos paradigmas para a administração das organizações. A ética protestante deu um grande impulso às motivações do capitalismo.Renascimento No campo político.Reforma enxuta do protestantismo. o Renascimento é o período de surgimento e consolidação do Estado Moderno. dando lugar aos países e cidades-estados.12 VII. Separação entre os países do empreendedor e do empregado. 7. no século XVI. Grandes consórcios de empresas privadas. Calvino e Marinho Lutero enfatizavam o trabalho duro como forma de melhorar a situação pessoal e beneficiar a comunidade. A Reforma protestante. e a responsabilidade individual. a reforma enfatizou o espírito individualista e empreendedor. Surgimento da hierarquia Administração começa a tornarse área do conhecimento. No campo doutrinário.1. A concentração de pessoas em grandes contingentes urbanos aumentou a complexidade dos problemas. colocado no centro de todos os tipos de ação. O quadro a seguir apresenta um resumo das principais contribuições do Renascimento para o estudo da administração. estimulando o aprimoramento das estruturas e técnicas administrativas. Maquiavel publica O príncipe. primeira fábrica a usar o sistema de linha de montagem. Invenção da contabilidade moderna. Os barões feudais haviam perdido o poder nos séculos anteriores. Acumulação de capital como fator de motivação. . primeiro manual para executivos.

John Rockfeller funda a Standard Oil. surgindo assim. a empresa integrada e multidepartamental. e tecnicamente complexos. . um negócio de alguns bilhões de dólares. Guggenheim forma o truste de cobre e Mello. Na década de 1880. o truste do alumínio. e criaram organizações próprias de vendas com vendedores altamente treinados. Em 1871. Entre 1900 e 1911 várias grandes corporações sucumbiram financeiramente.13 VIII. depois dessas obras o empreendimento empresarial de maior vulto foram as ferrovias.pioneiros e empreendedores -cederam seu lugar para os organizadores. Steel Corporation. teve início a integração vertical nas empresas. a velha estrutura funcional começou a emperrar. Em 1865. ultrapassando rapidamente a produção de toda a Inglaterra. as grandes obras do Canal de Erie entre 1820 e 1830 deram origem à engenharia de grandes construções e aos negócios de transportes. Apesar da enorme dispersão geográfica.S. e constituíram um poderoso núcleo de investimentos e de toda uma classe de investidores.Influência dos pioneiros e empreendedores Nos Estados Unidos. tendo por base a idéia de utilização racional das fábricas e de reduzir preços. Entre 1890 e 1900 aconteceu uma onda de fusões de empresas. dando início ao que hoje denominamos “marketing”. a Inglaterra era a maior potência econômica mundial. Estavam criadas as condições para o aparecimento dos grandes organizadores da empresa moderna. As ferrovias americanas foram fruto do maior empreendimento privado em sua grande maioria. Os capitães das indústrias . Carnegie funda o truste do aço. Swift e Armour formam o truste das conservas. A mais famosa dessas fusões foi a criação da U. Entre 1880 e 1890. Em 1890. a Westinghouse e a General Electric dominavam o ramo de bens duráveis.

Estes fatos constituíram os principais fatores que determinarão a explosão da "Rev. no século seguinte. Com o advento da Rev. no ano de 1600. ao novo modelo industrial. que. . provocando mudanças profundas e rápidas de ordem econômica. e a sua posterior aplicação à produção. aliado ao avanço do desenvolvimento científico e tecnológico principalmente com a invenção da máquina à vapor e de inúmeras outras inovações tecnológicas . de natureza essencialmente agrária. provocou mudanças profundas nos meios de produção humanos até então conhecidos. começa a entrar em decadência. em escala mundial" que está por vir nos séculos vindouros. As péssimas condições de vida no campo. Ind. afetando diretamente os modelos econômicos e sociais de sobrevivência em toda a Europa. o que permitiria a exploração e a expansão dos negócios que proporcionariam a acumulação de capital (Capitalismo) pela então burguesia emergente. política. com a invenção da máquina a vapor. uma nova concepção de trabalho modificou completamente a estrutura social e comercial da época. cedendo lugar. a princípio. Ind. A partir de 1776.proporcionou o início do fenômeno da industrialização mundial. A Rev. a população da Inglaterra passou de 4 milhões de habitantes para cerca de 6 milhões. Este processo acabou por gerar um excesso de mão-de-obra disponível e barata nos grandes centros urbanos. a população já beirava os 9 milhões de habitantes! Na França. o modelo feudal. sociais. o crescimento demográfico em tal escala proporcionou uma forte expansão dos mercados consumidores de bens manufaturados. esta marcou a passagem da sociedade agrícola e artesanal para sociedade industrial. em 1700. Ind. teve início na Inglaterra um conjunto de mudanças econômicas. na Inglaterra. especialmente vestuários. anterior. que ficou conhecido como Revolução Industrial. num lapso de aproximadamente um século. no setor da indústria têxtil. foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. por uma razão relativamente fácil de se entender: aliadas às inovações tecnológicas. para 26 milhões em 1800.14 2-FOCO: A Revolução Industrial Em meados do século XVIII.. e de organização do trabalho. e social. devido ao aumento repentino da população. o rápido crescimento da população e a sua constante migração . no ano de 1700. Isto tudo. a população passou de 17 milhões. começou a acontecer a partir de 1760. No século XVII. paulatinamente. fizeram com que o homem do campo migrasse para as cidades.do campo para as grandes cidades . A grande Rev. Ind.acabaram por provocar um excesso de mão-de-obra nas cidades.

na medida em que aumentavam de tamanho.15 I-Aspectos: 1. 1. o primeiro país a fazer a transição para uma sociedade industrial. que recebiam pagamento por peça. não hesitavam em reter e vender sua matéria-prima. Não podiam reclamar dos salários. era inconcebível! O excesso de população . A transição da indústria doméstica para o sistema fabril não se fez do dia para a noite.3-Condições de trabalho e sindicatos Sob o ponto de vista ideológico. Em 1790. como todos sabem. é o começo da fase do "Capitalismo Selvagem". Na cidade têxtil de New Lanark. em 1851. Segundo. horários de trabalho. 900 mil. em pequenas manufaturas.é que respondia pela grande massa dos desempregados concentrados nas maiores cidades. em situações de aperto financeiro. o acelerado processo de urbanização e a gradual formação da consciência de classe – da nova classe dos trabalhadores. a cidade de Paris já contava com 700 mil habitantes e Londres. Primeiro o artesão era o detentor da tecnologia. As condições de trabalho nas fábricas dessa época eram rudes. os capitalistas entregavam matéria–prima e máquinas da produção de têxteis para as famílias. Os trabalhadores ficavam totalmente à disposição do sistema industrial e capitalista. A conseqüência disto. já três quartos (ou 75%) das pessoas ocupadas na manufatura trabalhavam em fábricas de médio e grande porte.Nesse sistema. os artesãos. e a necessidade de infraestrutura. O que. o que proporcionava ao empresário capitalista burguês um grande contingente de mão-de-obra que poderia ser explorado por um preço irrisório. ele podia produzir de acordo com suas necessidades. . No entanto. as crianças eram obrigadas a trabalhar 14 horas por dia. Os comerciantes já haviam observado que a produtividade diminuía conforme o artesão ganhava o mínimo de que necessitava. 1. A emigração da área rural para os centros industriais fez crescer as cidades. Este sistema tinha várias desvantagens para o comerciante. a fiação de algodão continuou sendo feita em casa. A concentração de trabalhadores usando máquinas aumentou grandemente a produtividade. Entretanto. deixaram de ser instaladas em pequenas habitações para serem instaladas nas oficinas ou fábricas. o putting out system foi o precursor da fábrica. assim como nas primeiras fábricas que começavam a surgir. Este era o começo do fim das pequenas manufaturas caseiras (que constituíam a corporação de artesãos). Ao final do século XVIII os trabalhadores eram continuamente arregimentados na zona rural para as fábricas do interior da Inglaterra e Escócia. e o proprietário não podia interferir no processo produtivo.1-Sistema de fabricação para fora Na Inglaterra. que não lhes pertencia. durante muito tempo..2-Sistema fabril As primeiras máquinas eram suficientemente baratas para que os fiandeiros pudessem continuar a trabalhar em suas casas. para a época. barulho e sujeira nas fábricas. que passarão a se organizar em sindicatos – podem ser considerados os aspectos mais importantes e relevantes no tocante às conseqüências dos processos que levaram à Rev. Terceiro.seguida pelo êxodo rural . Ind. Alguns comerciantes começaram então a reunir trabalhadores em galpões para poder exercer maior controle sobre seu desempenho. de modo que.

no plano das idéias.1. vigorando o princípio de que cabia ao empregador inspecionar o que comprava. e já enfatizava a necessidade de racionalizar a produção. algumas experiências e idéias inovadoras mostravam que. entre 1833 e 1848. ganharam enorme poder de luta na defesa de seus interesses. As práticas administrativas no início da Rev. alcançando a estatura de uma disciplina. Os trabalhadores começaram a se organizarem em Sindicatos e.16 O trabalhador especializou-se e perdeu o controle sobre os meios de produção e a visão de conjunto dos bens que produzia. 2. principalmente Adam Smith. II. Ele foi o criador da Escola Clássica da Economia. na sua seqüência. A desconsideração em relação aos fatores humanos era total. O artesão transformou-se no operário especializado na operação de máquinas. segundo os postulados dos grandes economistas do final do século XVIII.Adam Smith As grandes fábricas e a preocupação com a eficiência atraíram a atenção de pessoas que lançaram as bases da ciência econômica e das teorias da administração. assim como a limitação da jornada de trabalho a 10 horas (1847). Em 1802. No começo do século XIX. o governo inglês sanciona uma lei protegendo a saúde dos trabalhadores nas indústrias têxteis. As empresas tinham apenas máquinas e administradores. dois rumos diferentes: em uma vertente. o que desumanizou o trabalho. Realizou-se. Jean Batista Say e James Stuart Mill. A ênfase foi colocada na eficiência. Entretanto. cujo programa (Carta do Povo) consegue a primeira lei de proteção ao trabalho da criança (1833) e das mulheres (1842). o então chamado "Cartismo". Ind. já visualizava o princípio da especialização dos operários em uma manufatura de agulhas.“Um embrião da teoria administrativa” A Rev. numa cultura que aceitava e encorajava a exploração (a cultura do autoritarismo mecânico). Algumas das máquinas eram seres humanos. Robert Owen. Os trabalhadores tornaram-se dependentes do emprego oferecido pelas fábricas. depois de muito tempo. desenvolveram-se as idéias do liberalismo econômico. a administração encontrava as condições ideais para começar a se transformar num corpo organizado de conhecimentos. surgiram os primeiros sindicatos para proteger os salários dos artesãos. A qualidade dos produtos era precária e variável. neste mesmo país. com isto. . Pagavam-se baixos salários e usavam-se capatazes para fazer o controle cerrado da mão-de-obra. um movimento político reformista de grande significação. Adam Smith (1723-1790). Em 1890. não importa a que custo humano e social. tomou. Ind. Adam Smith foi uma dessas pessoas. eram rudimentares. os sindicatos foram legalizados.

2. Owen adquiriu uma fiação em New Lanark. a fim de aumentar a velocidade e a eficiência. e o dia de trabalho foi reduzido para toda a força de trabalho. Em seu livro. criados pela Revolução Industrial. e um armazém sem fins lucrativos. outro economista liberal. na fabricação de alfinetes. Em 1800. publicado em 1826. No entanto.17 Sua análise da fabricação de alfinetes é uma contribuição clássica para o entendimento das características. educação gratuita para as crianças. a produtividade do trabalhador individual havia aumentado 240 vezes. na Escócia. vemos uma série de medidas relacionadas com os estudos de tempos e movimentos como meio de obter incremento da produção nas indústrias da época. perto de Glasgow. estavam o da moradia. de 14 para 12 horas. para produzir a combinação mais eficiente. Trabalhavam nessa fábrica cerca de 2000 pessoas. Owen começou uma experiência em administração iluminista e paternalista. com base em sua crença em que o ser humano era produto do meio e. a necessidade de reduzir ao mínimo o número de tarefas de cada trabalhador. sugeria em seu livro “Elements of political economy”. Mill também se antecipou aos problemas que seriam atacados por Taylor. A idade mínima para o trabalho foi aumentada de cinco para dez anos. inclusive 500 crianças com idade até cinco anos. Ele observou que. Adam Smith Já James Mill (1773-1836). ao sugerir que tempos e movimentos deveriam ser analisados e sistematizados. vantagens e problemas. portanto podia ser melhorado. .Robert Owen e New Lanark Robert Owen Outra experiência prática interessante dessa época foi conduzida por Robert Owen. o trabalhador era ignorante e embotado.2. Com muita paciência e simpatia. Entre os benefícios que ofereceu a seus trabalhadores.

para definir o melhor local para a instalaçao de uma fábrica.18 Owen também colocou em prática diversos dispositivos diciplinares: Um “monitor silencioso”. A limpeza da cidade de New Lanark era obrigatória.3. Comparação entre as práticas de administração de diferentes empresas. • Os trabalhadores podiam ser motivados por um “toque” humanista. . indicava o nível de desempenho dos trabalhadores. Definição da demanda por produtos com base no estudo da distribuição da renda. levando em conta a proximidade de fontes de materias-primas. Foi instituído o toque de recolher durante o inverno. • O impacto sobre o desempenho do negócio foi altamente positivo. A empresa produziu um alto nível de lucro para Owen e seus sócios. “On the economy of machinery and manufactures”. de 1832. 2. Entre suas muitas idéias relacionadas com a administração. suspenso sobre os postos de trabalho. A qualidade do fio de algodão melhorou continuamente. Com sua experiência Robert Owen provou que: • Era mais vantajoso trabalhar em New Lanark que em outros lugares. as seguintes são as mais importantes: Estudos de tempos e movimentos para definir o modo mais eficiente de trabalho. é um marco na produção das idéias que viriam a ser exploradas no século seguinte. Foram instituídas multas para a embriaguez em público. Estudos de localizaçao industrial.Charles Babbage O livro de Charles Babbage.

ao contrário do que se previa na ocasião. Foi nos Estados Unidos que as condições se mostraram mais favoráveis para essa tendência. foram crescendo e transformaram-se em fábricas. decorrente da popularização dos preços. com a descoberta de novas formas de energia e a possibilidade de uma enorme aplicação de mercados. graças a uma série de fatores. as quais. Alguns empresários baseavam as suas decisões tendo por modelos as organizações militares ou eclesiásticas bem sucedidas nos séculos anteriores. Para a Teoria Geral da Administração. que propiciou preços competitivos. A principal preocupação dos empresários fixava-se logicamente no objetivo de produzir quantidades maiores de produtos melhores. e a coordenação do esforço produtivo. III-Um pequeno exemplo de Logística Os proprietários de oficinas. e de menor custo. A substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. que se tornavam necessárias.19 Em meados do século XVIII. foram obrigados por força da concorrência. Com o aumento dos mercados. com base numa doação de 100 000 dólares de Joseph Whalton. Isso aumentou a demanda de produção e. as máquinas não substituíram totalmente o homem. graças às aplicações dos progressos científicos à produção. O homem foi substituído pela máquina naquelas tarefas em que se podia automatizar. o terreno estava pronto para a consolidação dos conhecimentos e práticas administrativas em uma disciplina independente. a pessoa que viria a patrocinar muitas das experiências de Frederick Taylor. Em 1881. A expansão da Revolução Industrial pelo mundo todo. a trabalhar para outros proprietários de oficinas que possuíam a maquinaria necessária. especialmente nos Estados Unidos. criou grande demanda por conceitos e técnicas que pudessem ser utilizadas por um continente de pessoas. . mas deram-lhe melhores condições de produção. a Universidade da Pensilvânia criou a primeira escola de administração do mundo. aos poucos. e precisavam de treinamento especializado: os administradores profissionais de organizações. as fábricas passaram a exigir grandes contingentes humanos. dentre os quais podemos destacar principalmente: A ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. A gestão do pessoal. e um alargamento do mercado consumidor da época. eram aspectos de pouca ou nenhuma importância. a principal conseqüência disto tudo é que a organização e a empresa modernas nasceram com a Revolução Industrial. Esse crescimento foi acelerado graças à diminuição dos custos de produção. Esse fenômeno de maquinização das oficinas – rápido e intenso – provocou uma série de fusões de pequenas oficinas que passaram a integrar outras maiores. O avanço tecnológico. que não estavam em condições financeiras de adquirir máquinas e maquinizar a sua produção. e acelerar pela repetição.

a Revolução Industrial. engajada e virtual Trabalho individual. isso não significou o fim da agricultura. a incerteza e a imprevisibilidade tornaram-se cada vez mais intensas. se seus métodos e. participativo e solidário Gerencia tradicional Liderança Impor ordens e comando Conquistar a colaboração Obediência cega. embora tenha provocado uma profunda modificação na estrutura empresarial e econômica da época. A partir da década de 1990. principalmente. tradicional Atividade compartilhada. então utilizados hoje. multifuncionalidade atividade Capital financeiro Capital Intelectual . O quadro abaixo dá uma idéia comparativa das duas eras: Era Industrial Era da Informação Fábrica – empresa física e tangível Empresa virtual e em rede Empresa de cimento e concreto Empresa de bites e bytes Máquinas e equipamentos Computadores e terminais Estabilidade e permanência Mudança e instabilidade Manter o status quo Mudar e inovar Mão de obra braçal-trabalho Conhecimento muscular Emprego único.As características da Era Industrial e da Era da Informação A Revolução Industrial provocou o surgimento da Era Industrial. não chegou a influenciar diretamente os princípios de administração das empresas. As mudanças tornaram-se cada vez mais rápidas. velozes e profundas. IV. prontidão.20 Assim. isolado Trabalho em equipe. o mundo dos negócios começou a perceber que uma nova e diferente Era estava surgindo: a Era Da Informação. esta passou por cima da Era da Agricultura. uma nova onda que ultrapassou a Era Industrial em termos de importância. mas o início de um novo período em que predominou a atividade industrial. Para acompanhar tantas mudanças. de suas atividades. mudança e renovação dos produtos e serviços. regras e Empreendedorismo regulamentos Especialização e foco em uma única Flexibilidade. em detrimento da atividade agrícola. de sua administração. as empresas e sua administração passaram a exigir agilidade.

VI-As Revoluções Logísticas Vamos falar um pouco mais da Logística através da história. o avanço tecnológico. V-Os novos objetivos da administração Contudo. Em quinto. existem outros objetivos maiores que toda empresa precisa para garantir sua sobrevivência e crescimento. Não há um padrão para essa tendência. e. com a qual estão ligadas por meio de tecnologia. o aumento do comércio. A administração passou por uma profunda reformulação e ampliação do seu conceito. permitindo aumento da produtividade e globalização do mercado. ao planejar. ou cuidar do marketing e das finanças. . e. organizar. satisfazer necessidades da sociedade e dos mercados. consequentemente. Podem ser prestadores de serviços contratados. 5. para o cliente e para a sociedade. Hoje. dirigir e controlar todas as atividades da empresa. acima da eficiência e da eficácia. ou funcionários com vínculo empregatício.21 A tecnologia da Informação. Por essa razão. a administração produz resultados melhores. Significa lidar com pessoas e com recursos internos e externos. Não há mais o chefe para definir e cobrar o ritmo de trabalho. portanto. O trabalhador que deixa de ser empregado regular. um caso extremo de auto-gestão. Em quarto. a indústria mecânica e a automação da produção. a administração cria riqueza ao ajudar a transformar insumos em produtos ou serviços de valor mais elevado. a administração permite a geração da lucratividade ao proporcionar lucros para a atividade empresarial.1-Qual é o resultado da administração? Em primeiro lugar. dirigir e controlar atividades. passa por mudança profunda de hábitos. para oferecer resultados concretos e alcançar sucesso e sustentabilidade ao longo do tempo. para oferecer produtos e serviços. da excelência. remunerados por tarefa. ou membros de equipes virtuais. Administrar significa conduzir toda uma organização em direção a objetivos previamente definidos. Os trabalhadores virtuais podem ser especialistas individuais. o trabalho virtual é considerado também. Em terceiro. Em segundo. a administração oferece vantagens competitivas para a empresa em relação aos seus concorrentes. tomar conta de departamentos. ou os colegas para criar um padrão grupal de desempenho. são pessoas que trabalham a distância de sua base física. em que o funcionário precisa administrar todas as suas atividades profissionais e todos os aspectos de sua relação com a empresa. organizar. a administração gera valor para a empresa. desenvolvendo e integrando competências. O individuo torna-se o seu próprio gerente. e nem se reduz mais a planejar. e alcançar competitividade e sustentabilidade no negócio. mesmo alavancados em relação aos insumos utilizados. também criou os trabalhadores virtuais. enfrentar a concorrência. administrar não significa apenas supervisionar pessoas. para se tornar virtual.

manutenção e reposição de material e pessoal. 1986). favoreceram a invenção e inovação de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel. que possuem apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários. distribuição.2-Quarta Revolução Logística De 1860 a 1900 surge a segunda fase da Revolução Industrial. produção em série. Além de incluir atividades de estoque e transporte. Bélgica. proletários. Sweden. Entre 1760 e 1860. apenas a Terceira e Quarta Revolução Logística. Holanda. Os avanços da robótica e da engenharia genética também são incorporados ao processo produtivo. Segundo o estudo feito por Andersson (ANDERSSON. Como conseqüência do processo de industrialização. 6. 59. University of Umea. máquinas. Alemanha. O novo sistema industrial transforma as relações sociais. Desenvolvem-se a indústria química e a eletrônica. Os operários. Como a Inglaterra tinha um sistema naval superior. e urbanização em um espetacular desenvolvimento de cidades industriais. prédios. 6.. Os empresários(capitalistas). 1986.1-Terceira Revolução Logística Ocorre em meados do século XVIII.22 Muito antes de estar ligada a atividades empresariais. Ainda hoje os dicionários trazem a definição da palavra como ramo da ciência militar que trata da obtenção. Caracteriza-se pelo surgimento de grandes complexos industriais e empresas multinacionais e pela automação da produção. matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. que depende cada vez menos de mão-de-obra e mais de alta tecnologia. passaram a se preocupar com a circulação de mercadorias expostas a seus clientes ao longo da rede logística. foram quatro as Revoluções Logísticas através dos séculos. e cria duas novas classes sociais fundamentais para a operação do sistema. crescendo a concorrência. Paper of the Regional Science Association: v. The Four Logistical Revolutions. a indústria de bens de produção. destacaremos aqui. caracterizada pela passagem da manufatura à indústria mecânica. era uma atividade exercida pelos militares. Índia e nas Américas para exportar produtos industrializados e importar matérias-primas. Itália. a logística. que atingem o tema deste trabalho. os quais fazem parte da definição de logística adotada pelas empresas a partir do momento em que estas. com a invenção dos navios e locomotivas a vapor. onde o acúmulo de capital e grandes reservas de carvão. acontece na Inglaterra a primeira fase da Revolução Industrial. próximas de aglomerações de mercados. A terceira fase da Revolução Industrial é a que vai de 1900 até os dias de hoje. ou trabalhadores assalariados. . a máquina a vapor. surgiu a consciência da divisão coordenada de trabalho entre diferentes regiões do sistema de economia global. acelera a circulação de mercadorias. abrindo mercados na África. a fiandeira e o tear mecânicos. são os proprietários dos capitais. e o sistema de transporte com novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo). caracterizada pela difusão da industrialização na França. Estados Unidos e Japão. As fábricas passam a produzir em série. Ake E.

vagões.23 Analisando o estudo feito por Andersson. os países da Europa Continental e também os Estados Unidos. depois de 1830. como: trilhos. o advento das estradas de ferro alterou inteiramente essa situação. em 1800. Por volta de 1840. foi inaugurada a primeira via férrea para passageiros de Liverpool e Manchester. a Bélgica quase dobrou sua rede de estradas no mesmo período. Por isso. em 1856.000 km. da busca por novos mercados e tecnologias. reduzindo o tempo de distribuição e o custo das mercadorias. e o ferro.. começou a funcionar a primeira linha de trens de carga. inclusive sendo projetadas linhas intercontinentais. o inglês George Stephenson construiu a primeira locomotiva a vapor. Em 1814. onde a industrialização se processou num ritmo cada vez mais veloz. Nos 10 anos seguintes. Ind.200 km de canais. usada para a propulsão da locomotiva. levando a evolução da logística e a globalização do mercado apoiado na expansão dos meios de comunicação e de transporte. utilizado na construção do trem e dos trilhos. porém. seguro e barato. pode-se verificar a evolução da cadeia de suprimentos (Suplly Chain ) durante os séculos. utilizada para transportar cargas.: a máquina a vapor. chaves de desvio. 3. além de estradas. A preocupação com a organização e circulação de mercadorias. foi a melhoria generalizada dos sistemas transportes. ao norte da Inglaterra. A explosão das ferrovias provocou um surto de expansão em todas as áreas industriais. locomotivas. Não só aumentou em enormes proporções a demanda de carvão e matérias-primas.3-Texto de apoio: “A Revolução do transporte” Um elemento importante no contexto da Rev.Os avanços técnicos fizeram do trem um meio de transporte cada vez mais rápido. em 1825. entre as localidades mineiras inglesas de Stockton e Darlington. foram construídos mais de 48 mil Km de estradas. como também possibilitou um transporte mais rápido das mercadorias da fábrica para o ponto de venda. além. A Ferrovia A ferrovia foi a grande revolução dos transportes. como também de grande variedade de bens pesados. Ela resultou da junção de dois dos principais avanços da Rev. Nos Estados Unidos.000 km. . para 272. entre 1830 e 1847. sinais. 6. as ferrovias se multiplicaram rapidamente no mundo inteiro. Poucos anos depois. Em 1830. o total das estradas saltou de 34. nas mais variadas partes da Europa: na Áustria. e a França construiu. seguiam mais ou menos lentamente o rumo da industrialização inglesa.Ind.

por exemplo. com as mais diversas e ricas mercadorias.A cidade inglesa era o centro regulador do mercado financeiro mundial. a sede das grandes sociedades de navegação e de seguros. Esta começa pela necessidade do cliente. podemos dizer que a Logística está presente em todas as atividades de uma companhia. e começaram a usar hélices para a propulsão. e os bairros do East End (extremo leste). como a construção do canal de Suez entre o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho em 1869. com a sua Bolsa de Valores (instituição diretamente ligada a Revolução Industrial) e. As docas de Londres constituíam.4-Qual a importância da Logística? A Atividade Logística é regida pelos Fatores de Direcionamento (Logistic Drivers) para níveis maiores de Complexidade Operacional. não há movimento de produção e entrega. os barcos a vapor incorporaram cascos de ferro. produtos perecíveis puderam ser transportados por longas distâncias. a travessia entre Londres e Bombaim. Londres era a cidade mais populosa de mundo. foi reduzida em cerca de 40%. de modo específico. na Índia. em linhas gerais. Por volta de 1870. o mais amplo armazém do mundo. encurtaram as distâncias marítimas.24 O Barco a vapor No século XIX. que acolhiam uma enorme população que trabalhava no porto. 6. Assim. havia passado de quase 5 milhões de pessoas no final do século. e nas indústrias de transformação. na marina. Outros avanços. sem essa necessidade. Entre 1830 e 1860. com o primeiro barco dotado de câmaras frigoríficas. .

ao menor custo possível. em geral para assumir o controle de empresas com problemas financeiros. a Conforja. empresa metalúrgica do ABC paulista. Em 2003. já quitadas pelos clientes. de 15% ia para o operário. 120 trabalhadores deixaram a companhia. O esforço foi recompensador. redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo. Em apenas um dia. receber. expedir. Neste universo de crescentes exigências em termos de produtividade e de qualidade do serviço oferecido aos clientes. separar. programação das entregas. graças ao retorno do lucro. armazenar. além de ter entre estes ramos transporte. a retirada mensal dos donos da Uniforja estava 15% acima da média salarial da região. chamada Uniforja. Em resumo podemos dizer que. e continuando a . o faturamento atingiu 80 milhões.25 As novas exigências para a atividade logística no Brasil e no mundo. mantendo máquinas em funcionamento. eles assumiram a gestão do negócio. transportar e entregar o produto certo. Em meados de 2003. Nos primeiros três meses. Reunidos em uma cooperativa. teve a falência decretada e só não foi lacrada porque os funcionários não deixaram. facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação. a logística assume papel fundamental entre as atividades da empresa. além de incluir atividades de estoque e transporte. na hora certa. tudo para manter um bom nível de serviço oferecido ao cliente. a logística é a arte de comprar. Durante esse período os funcionários trabalharam apenas para honrar encomendas de 1 milhão de reais. Os 232 cooperados ganharam a companhia de 213 companheiros contratados pela CLT e o quadro de pessoal dobrou. 3-ATUALIDADE: Estudo de caso: “A nova economia social” Em 1997. Apenas uma parte das sobras financeiras. nem um só centavo entrou no caixa. A maioria deles não quis fazer parte da cooperativa. 13 cooperativas nasceram na região do ABC. armazenagem e um sistema de informação. passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos. novas metodologias de custeio. o restante era reservado para investimentos e para compor o capital. disponibilidade constante dos produtos. estão incluídos fornecedores (suprimento). contra 10 milhões em 1999. No período de 1998 a 2003. embora a fábrica continuasse em operação. novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios. no lugar certo. produção e distribuição. análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica. Na rede logística de uma empresa. preservando os postos de trabalho.

pois não temos crédito na praça”. “os operários tem uma tremenda dificuldade em aceitar o papel de empreendedor”. . sufocada por um endividamento que a havia levado à falência. sobraram os 53 que se uniram na Plastcooper para assumir o controle da Petit. as portas dos bancos continuaram fechadas. diretor da Unisol São Paulo. Mesmo assim. tinha um plano com três pontos. A seguir os operários arrendavam os equipamentos. O faturamento que chegou a R$ 1 milhão em novembro de 2004. presidente da Plastcooper. “Até hoje. diz Luis Marinho. A estimativa de faturamento para os próximos meses era de R$ 2. A cooperativa está trabalhando no limite de sua capacidade de produção. Fora da região do ABC.5 milhões/mês. •Dificuldades: A falta de dinheiro tornou-se o principal problema para as recém-nascidas cooperativas. essa empresa aumentara sua produção de 150 toneladas/mês. entidade de apoio às cooperativas. O primeiro era a criação de uma escola de cooperativismo. Dos 120 funcionários. Esse era o roteiro desenhado pelo sindicato dos metalúrgicos desde o nascimento da primeira cooperativa. Um dos obstáculos para a criação de cooperativas era o passado de militância sindical. que havia sido presidente do sindicato dos metalúrgicos e idealizara as cooperativas. fabricante de produtos plásticos. Entre o fim de 2004 e o início de 2005.26 recolher impostos. Os números melhoraram. Por isso o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC. antes concentrado nos setores agrícola e de serviços. os investimentos e a poupança para a compra do patrimônio junto à massa falida. “Primeiro. outro exemplo dessa tendência era a Metalcoop. os resultados teriam de garantir a retirada dos cooperados. José Perez Feijó. diz Heli Vieira Alves. chegava ao mundo industrial. criada por sindicatos do ABC. em abril de 2000. O conceito de cooperativa. então chamada Petit Plásticos. cooperativa de forjados de Salto. para 350 toneladas/mês. a nova gestão salvou a companhia e multiplicou o volume de negócios. A partir daí. Os operários assumiram a empresa. o segundo era firmar acordos com universidades e centros de pesquisa para garantir a atualização tecnológica das cooperativas e o terceiro é garantir linhas de financiamento. Em todas elas. diz Paulo Souza. ultrapassou os R$ 2 milhões em janeiro de 2005. os clientes compram matéria-prima para nós. A empresa estava praticamente paralisada. administrada por um grupo de 100 trabalhadores. analisamos a viabilidade do produto e se há domínio da tecnologia necessária para mantê-lo no mercado”.

intervindo nos processos por meio de articulação política com instituições afins e formulando propostas de legislação e de políticas públicas para o desenvolvimento e crescimento da economia solidária no Brasil. Apoio internacional. poderemos imprimir um novo ritmo para as atividades delas. com cerca de 5. Com a criação da Unisol Brasil (União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil). Juntas respondiam por 6% do PIB brasileiro. e US$ 1 bilhão anual de exportações.articulação de ações conjuntas com parceiros internacionais para os empreendimentos filiados. afirma Cláudio Domingos da Silva. o primeiro presidente da Unisol Brasil e também presidente da Metalcoop. implementando programas que nos permitam disputar o mercado com igualdade”.3 milhões de cooperados. .ao constituir uma cooperativa os trabalhadores teriam apoio jurídico e cursos de formação para administrar os empreendimentos. Convênios e parcerias.a Unisol Brasil firmaria convênios como o assinado entre a Unisol São Paulo e o Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP. estabelecendo parcerias de comércio justo.27 Em 2003. A Unisol Brasil foi criada para dar quatro tipos de apoios e garantir o desenvolvimento sustentável e solidário dos empreendimentos: Apoio técnico. “as cooperativas no Brasil não aparecem ainda no contexto da economia. criando redes.5 mil cooperativas espalhadas pelo País. buscando firmar parcerias. centrais de compras. realizando atividades de cooperação e intercâmbio de experiências e oportunidades. segundo a Organização de Cooperativas do Brasil. e 171 mil trabalhadores contratados.a entidade negociaria e acompanharia a tramitação de mudanças nas legislações que afetassem a operação das cooperativas. Apoio institucional. havia mais de 7.

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