SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..........................................................................................4 1-REVISAO DA LITERATURA.................................................................6 •As primeiras organizações e seus administradores..........................7 I-Egito........................................................................................................7 II-Babilônia e Assíria................................................................................7 III-China.....................................................................................................8 3.1-Sun Tzu...............................................................................................9 IV-Grécia (Filósofos)................................................................................10 V- Roma (Militares)..................................................................................11 5.1-Exército..............................................................................................11 VI-Período Medieval (Igreja Católica)....................................................12 VII- Renascimento...................................................................................13 7.1-Reforma..............................................................................................13 VIII-Influência dos pioneiros e empreendedores..................................14 2- FOCO....................................................................................................15 •A Revolução Industrial..........................................................................15 I-Aspectos ...............................................................................................16 1.1-Sistema de fabricação para fora......................................................16 1.2- Sistema fabril ...................................................................................16 1.3-Condições de trabalho e sindicatos................................................16 II-“Um embrião da teoria administrativa”.............................................17 2.1- Adam Smith......................................................................................17 2.2- Robert Owen e New Lanark.............................................................18 2.3- Charles Babbage……………….............................................…........19 III-Um pequeno exemplo de Logística...................................................20 IV- As características da Era Industrial e da Era da Informação........21

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V-Os novos objetivos da administração...............................................22 5.1-Qual é o resultado da administração?............................................22 VI-As Revoluções Logísticas ................................................................22 6.1-Terceira Revolução Logística..........................................................23 6.2-Quarta Revolução Logística.............................................................23 6.3-Texto de apoio: “A Revolução do transporte”...............................24 6.4-Qual a importância da Logística?....................................................25 3-ATUALIDADE........................................................................................26 •Estudo de caso:“A nova economia social”.........................................26 Conclusão................................................................................................29 Referências Bibliográficas.....................................................................30 Bibliografia Consultada..........................................................................30

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INTRODUÇAO
Convivemos há séculos com a administração; praticamo-la desde os primórdios da humanidade, mas dizemos que e um campo novo! O que é novidade é a sistematização dos conhecimentos de administração e a complexidade que atingiram no passado recente as grandes organizações. Há mais de dois mil anos, por exemplo, já existia administração de alguma complexidade no Império Romano. Nas sociedades primitivas, as expedições para a caça de grandes animais eram empreendimentos coletivos, precedidos de decisões de planejamento, divisão do trabalho, e logística. Era preciso antecipar a rota das migrações da caça, definir o local onde os caçadores acampariam, preparar víveres e armas. Essas expedições, embriões de empresas, tinham líderes que eram o protótipo dos gerentes. Conforme o homem foi deixando de ser nômade e passou a prender-se ao solo por causa do desenvolvimento da agricultura, a logística não como arte estudada e nem assim percebida como algo específico, foi tomando importância na vida das pessoas. Decisões de como, e para onde transportar os grãos, localização de culturas e locais apropriados para a sua armazenagem, começaram a tomar importância. A sistematização dos conhecimentos na área de administração é especialmente recente, no que diz respeito à administração de empresas. Foi a partir da Revolução Industrial, no final do século XVIII, que as grandes empresas se tornaram numerosas e complexas. É significativo que, salvo exceções, o capital não se interesse, até o século XVII, pelos sistemas de produção, e se contente com o sistema de trabalho em domicílio, e com o controle da produção artesanal para melhor se assegurar da comercialização. As indústrias não representam, ate o século XIX, senão uma parcela muito pequena da produção. As teorias da administração que você estuda agora, são muito mais recentes que as expedições dos caçadores. No entanto, também surgiram e vêm se aprimorando há muito tempo, desde que os administradores do passado enfrentaram problemas práticos e precisaram de técnicas para resolvê-los. Muitas idéias e técnicas da atualidade têm raízes antigas e procuram resolver problemas que as organizações sempre enfrentaram e continuarão a enfrentar. Ao longo dos séculos, essas idéias e técnicas evoluíram continuamente, no séc. XVIII, por exemplo, as tendências que o mercantilismo havia iniciado foram impulsionadas pela Revolução Industrial, que foi produto de dois eventos: o surgimento das fábricas e a invenção da máquina a vapor. A história da administração foi predominantemente a história de países, cidades, governantes, exércitos e organizações religiosas, mas partir do século XVIII, o desenvolvimento da administração foi influenciado pelo surgimento de uma nova personagem social: a empresa industrial. Desde esta época muita coisa mudou. Falaremos um pouco sobre os antecedentes históricos da administração, a Revolução Industrial, e também, sobre a nova economia social, novas tendências, num exemplo dado pelas cooperativas- uma evolução do sistema de trabalho. Algumas das principais tendências administrativas criadas e aceleradas pela Revolução Industrial serão resumidas aqui.

METODOLOGIA Para explorar o tema proposto será definida uma pesquisa Bibliográfica. que ficou conhecido como Revolução Industrial. Será também apresentado um exemplo prático. História Geral. OBJETIVOS Objetivo Geral O objetivo geral desta pesquisa será analisar conjunto de mudanças econômicas. John F. sociais. A revista Super Interessante “Uma Breve Historia Das Civilizações”. e de organização do trabalho. Idalberto Chiavenato. Finalmente. www.html. com teorias criadas na época da Revoluçao.4 JUSTIFICATIVA Este trabalho se justifica porque visa explorar os conceitos de Administração e Logística. Ronald H.C.Universidade Federal de S. Objetivos Específicos O principal objetivo é designar conceitos de administração e logística que estão implícitos na Revolução Industrial. tendo como objetivo ampliar os nossos conhecimentos sobre os aspectos da Administração. Os sites. Donald J. .antropologia. que estão implícitos no tema: Revolução Industrial. ano 2008. Francisco Gilberto H.ufsc.com. Dissertação de: Patrícia Costa Duarte. C.T. Edição 266. incluindo obras dos autores: Antonio Cesar Amaru Maximiniano. com o título “A Nova Economia Social”.br/pauloapgaua e a Enciclopédia do Estudante. Justifica-se também porque se pretende descrever como o ser humano evoluiu em um século o que não havia crescido no milênio anterior. Ballou. www. APGAUA Comunidade Virtual de Antropologia. Lacombe.eps. que fala sobre as cooperativas no Brasil. Jun/2009. será importante na apresentação de conceitos sobre como a logística foi “criada” ao longo dos anos. Granemann & S. Magee.br/disserta99/costa/cap2. seja com exemplos. ou ate mesmo muitos anos antes deste movimento que influenciou todos as décadas posteriores a ela. Rodrigues. e Closs Bowersox.

o conceito de organização da empresa moderna. uma nova concepção de trabalho veio modificar completamente a estrutura social. cedendo lugar. da construção e utilização das máquinas. Chiavenatto (2009 p. o modelo feudal. afetando diretamente os modelos econômicos e sociais de sobrevivência humana em toda a Europa. segundo Maximiniano: A Revolução Industrial criou o contexto perfeito para a aplicação das primeiras Teorias da Administração.. com a invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e a sua posterior aplicação à produção. Ind. É o período chamado de Rev. Maximiniano (2008 p.21) Também. foi decorrente da necessidade dos empresários. provocou mudanças profundas nos meios de produção humanos até então conhecidos. Ind. foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. Ind. que se iniciou na Inglaterra e rapidamente se alastrou por todo o mundo civilizado. Ind. começa a entrar em decadência. e comercial da época.5 1-REVISÃO DA LITERATURA: Segundo Chiavenatto: A partir de l776. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. Com o advento da Rev. de atender a demanda em expansão. anterior. de natureza essencialmente agrária. a partir de meados do século XVIII.41) Já para Lacombe: Apesar de ter se originado na Inglaterra a Revolução Industrial foi um fenômeno internacional. ao novo modelo industrial.. a Rev. e da crescente legislação para defesa do trabalhador. Lacombe (2003 p. sendo este respaldado nos avanços tecnológicos nos processos de produção alcançados até então. graças ao avanço tecnológico substituindo o modo artesanal por um industrial de produção.35) . política e social que. paulatinamente. A Rev. tendo acontecido de maneira gradativa. num lapso de aproximadamente um século. Ind. Portanto. A administração deve tão somente à Rev.

I-Egito As pirâmides são o mais conhecido testemunho das aptidões técnicas e administrativas dos egípcios. Para a proteção do reino.C) os governos provinciais desapareceram para dar lugar a um governo centralizado. uso de arquitetos e logística. formado por soldados assalariados. O faraó tornou-se proprietário de todas as terras.000 blocos de pedra. Surgiram os escribas. os egípcios precisaram criar sua própria burocracia administrativa. Outras evidências de que os egípcios eram bons planejadores pode ser encontrada em sua organização militar. babilônios.C. As regiões em que o reino se dividia passaram a ser governadas por comandantes militares. atingir determinados objetivos que isoladamente jamais poderia conseguir. fenícios. os egípcios do Novo Império criaram um exército regular. Isso é pré-história. nos vales férteis inundáveis. Todos os fortes continham grandes celeiros suficientes para suprir várias centenas de homens durante um ano. II-Babilônia e Assíria Cerca de 2000 a.5 toneladas. . Para manter o controle de tudo. com produção agrícola suficiente de trigo para sustentar uma complexa sociedade e que necessitava de "armazéns públicos" para sustentar a população nas entre safras ou no desabastecimento. e construíram uma rede de fortes. evidenciando preocupação com o controle.6 As primeiras organizações e seus administradores Desde os primórdios da humanidade. A grande pirâmide de Quéops é feita de 2. A manutenção do vasto Império do Egito deu-se no Delta do Nilo e ao longo do Nilo. que mantinham registros detalhados de todas as operações. Estima-se que 100. que perdurou durante toda a Idade Média.300. cerca de 1800 . por meio do esforço conjunto. egípcios. etc.000 pessoas tenham trabalhado em sua construção. Para construí-las. exigindo dos súditos um tributo anual de 20% de suas rendas. com peso médio de 2. eram reabastecidos por um centro de suprimentos de retaguarda.2000 a. vieram os gregos. No período do Novo Império (entre 15640 e 1070 a. Desse esforço conjunto surgiram as empresas rudimentares.C. Depois. os egípcios enfrentaram e resolveram problemas gigantescos de administração de mão de obra. que remontam à época dos assírios. adiante. o homem associou-se a outros para conseguir. Provavelmente. As placas de argila dos babilônios guardam registro meticuloso de transações comerciais. romanos e. os sumérios haviam entrado em decadência e foram dominados pela Babilônia. veio o longo período do artesanato..

que é provavelmente o maior projeto da História.. cavalos e provisões. já apresentam princípios de administração. destacando-se a logística: depósitos de suprimentos.C. delegando a seus ministros poderes para conduzir certos negócios do governo. colunas de transporte.C. contém 282 regras. foram construídos 1. empregou o princípio da assessoria. O rei chamado Ch’in assumiu o nome de Shih Huang-Ti. como forma de aproximar as regiões do governo central. A partir do século XIV a. construíam--se navios que desciam pelo Rio Tigre e depois eram carregados pelo Eufrates. III-China Já no século XXIV a. Eram então abastecidos com soldados. ocorreu a unificação da China.C.C. Os assírios tiveram o primeiro exército de longo alcance. o exército assírio desenvolveu características que vieram a servir de modelo para exércitos posteriores. os chineses estavam empregando soluções inovadoras em sua administração pública... e iniciou dois trabalhos importantes. Começou então um período de importantes avanços no campo da organização militar. No início do século VII a. escrito no século XVIII a. que teria reinado entre 2350 e 2256 a.. companhias para a construção de pontes. e certamente o mais famoso conjunto de leis da história do mundo. Yao reunia-se com seus principais colaboradores em vários lugares do país. capaz de fazer campanhas distantes ate 500 quilômetros de suas bases. Os salários eram pagos às mulheres encarregadas da fiação e tecelagem de acordo com a produção individual. Em cerca de dez anos.. O segundo foi a conclusão da construção das muralhas que protegiam as fronteiras do norte. que incluem princípios como “olho por olho” e “o consumidor que se cuide”. outros governantes levaram adiante o uso da assessoria. A técnica de aconselhar-se com os assessores e delegar-lhes autoridade para resolver problemas tornou-se tradicional na administração pública da China. o império assírio controlou a Mesopotâmia. É um dos primeiros. Os babilônios também foram pioneiros na instalação de um sistema de incentivos salariais. No ano 221 a.500 quilômetros de muralha. para fazer campanhas na região que viria a ser o sul do Irã. Nos séculos seguintes. Por volta do século VIII a..7 O código do rei Hamurábi. As regras desse código.C.C. chegando ao Golfo Pérsico. O primeiro foi a construção de uma rede de estradas. ..C. O imperador Yao. Centenas de milhares de pessoas foram encarregadas nesse empreendimento.

ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. entre outros assuntos. sobre planejamento. tem sua maior evidência na Roma Antiga. e usar o tempo. foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu seu livro. rolando por uma montanha de 300 metros de altura.C. intimidar psicologicamente o inimigo. Súdito do rei da província de Wu.8 3. Por exemplo: “O general deverá atuar com rapidez e de acordo com o que lhe é vantajoso para poder controlar os resultados” “Quando cercar o inimigo. comando e doutrina. por meio da organização do exército. para desgastá-lo e atacá-lo quando estivesse desprevenido. Embora a verdadeira identidade de Sun Tzu seja objeto de polêmica. no deslocamento das tropas. deixe uma saída para ele. no tratado de “A arte da guerra”. máquinas e suprimentos. O emprego da logística na “Arte da Guerra”. Caso contrário. desenvolveu. Sun Tzu.. teorias recomendando evitar a batalha. espetacular”. a respeito de estratégia militar. Tudo é uma questão de organização” “A invencibilidade repousa na defesa. ele lutará até a morte” “Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos.500 anos e era um filósofo-estrategista que comandou e venceu muitas batalhas. o resultado. há 2. quem quer que seja. . em vez da força.1-Sun Tzu Sun Tzu é um general chinês que também escreveu no século IV a. viveu em turbulenta época dos Estados guerreiros na China. É um manual de recomendações que sobreviveu a passagem dos séculos por tratar de princípios fundamentais permanentes. Alguns deles são reconhecidos como de grande utilidade na administração de todos os tipos de organizações. A força necessária é insignificante. A vulnerabilidade revela-se no ataque” “A vantagem estratégica desenvolvida por bons guerreiros é como o movimento de uma pedra redonda.

a virtude. no transporte. Seus debates e proposições sobre esses temas contam-se entre as mais importantes contribuições para a civilização. Executivos: Felicidade dos cidadãos como responsabilidade fundamental dos administradores da Pólis. qualidade era o ideal da excelência. no estudo de terrenos. Método: Busca do conhecimento por meio de investigação sistemática e da reflexão abstrata. Qualidade: Ideal do melhor em qualquer campo de atuação. Não vamos encontrar na Antiguidade Grega referências diretas á logística. cavalos e homens. máquinas. O quadro a seguir faz um resumo dessas contribuições.. as proporções das formas na escultura e nas construções. ética na administração pública. Para Platão o teste básico de qualquer ação pública consistia em perguntar: isso faz os homens melhores do que eram antes? Qualidade como sinônimo de melhor. mas elementos em torno dos quais ela se formou. planejamento urbano. suprimentos. e outros princípios de conduta pelos gregos. Estratégia: Encadeamento lógico de meios para a realização de fins. como a gestão total da cadeia de suprimentos. por exemplo. começou na Grécia um fértil período de produção de idéias e soluções que viriam a influenciar profundamente a administração das organizações de todos os tipos. as normas éticas absolutas. são fundamentos da idéia da qualidade como o melhor que se pode fazer em qualquer campo de atuação. Democracia: Administração participativa direta. .C. Democracia. estratégia.9 IV-Grécia (Filósofos) No século V a. são conceitos que continuam atuais depois de séculos. igualdade de todos perante a lei. A preocupação com o bom e o belo. Entre os gregos. como nós a conhecemos hoje. a hospitalidade. raciocínio metódico e qualidade são alguns dos muitos assuntos dos quais os gregos se ocuparam. e nível mais alto de desempenho. Ética: Felicidade dos cidadãos como responsabilidade fundamental dos administradores da Pólis. universalidade da administração. Excelência é a característica que se distingue algo pela superioridade em relação aos semelhantes e depende do contexto.

Autoridade formal e regras de convivência definidas legalmente. cônsules. Também foram responsáveis pela difusão do calendário que usamos. do espanhol e de tantos outros idiomas.Roma (Militares) A história de Roma cobre o período entre os séculos VIII a. mas as estradas e instituições romanas foram eternizadas pelo exército romano. O quadro a seguir faz um resumo das contribuições mais importantes dos romanos para a prática da administração. Diversos tipos de executivos: senadores. do francês. Princípios e técnicas de administração construíram e mantiveram o Império Romano durante seus doze séculos de existência. 5.1-Exército As idéias dos gregos permaneceram por causa de sua força intrínseca. Rede de estradas para a comunicação entre as unidades do império. A capacidade de construir e manter o Império e as instituições.C.. magistrados. imperadores. Administradores provinciais de um império multinacional. Exército profissional e especializado com uma classe de oficiais. Roma controlava uma população de 50.000 de pessoas e o território compreendido entre a Inglaterra. muitas das quais ainda vivem. Administração de projetos de engenharia e construção. que marca o fim do Império no Ocidente.10 V.000. Em Roma encontram-se as origens do português. No século III a. fundar colônias e construir estradas. Roma inspirou-se em três princípios na administração do Império: dividir para governar. e IV A. Planejamento e controle das finanças públicas. comprova as aguçadas habilidades administrativas dos romanos.C. o Oriente Próximo e o Norte da África (estimado em 6 milhões de km²).. Valorização da propriedade privada. Em seu auge. o exército romano havia avançado muito em termos de organização e já apresentava características que pouco se modificariam nos séculos .D.

preservação da doutrina e formação de sacerdotes. a Igreja copiou não apenas o tipo de organização geográfica. províncias e vigários. Eles eram treinados desde os 12 anos. ávidas de experiências bem sucedidas. que só viria a aparecer com a Reforma. VI-Período Medieval (Igreja Católica) A medida que o Império Romano desaparecia. e erguiam muralhas de contenção. Com suas dioceses. motivação dos soldados e transmissão do código de disciplina eram suas principais responsabilidades. Os centuriões formaram a primeira corporação de oficiais profissionais da história. como hierarquia. descentralização de atividades e centralização de comando. construíram arquedutos. serviu de modelo para muitas organizações que. À estrutura geográfica. outra organização de grande porte começava a escrever sua história. . burocratização. Além de sustentar o império. disciplina. regulamentação. a começar pela administração do território. virtualmente sem concorrência. O Exército Romano foi uma das maiores forças militares de todos os tempos. Essa estrutura preservou e fortaleceu as tradições administrativas desenvolvidas pelos romanos. a estrutura da organização eclesiástica. chegando a reunir mais de 300 mil soldados. essa estrutura possibilitou à Igreja espalhar-se pelo mundo todo. mas também a linguagem que os romanos usavam para designar os administradores locais. Comando em campanha. Hoje. mas ingressavam somente aos 16. o Papa. Simples e eficiente. que a sua enorme organização mundial pode operar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva. como alistamento de profissionais. responsáveis pela propagação da fé. no entanto era o centuriado. a Igreja acrescentou uma poderosa administração central com diversas assessorias criadas ao longo dos séculos. a Igreja tem uma organização hierárquica tão simples e eficiente. abriam estradas.11 seguintes. A Igreja Católica herdou muitas das tradições administrativas dos romanos. passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas. cuja autoridade coordenadora lhe foi delegada de forma mediata por uma autoridade divina superior. O que faria do exército romano o modelo para os próximos milênios. De qualquer forma. planos de carreira e organização.

e a responsabilidade individual. Maquiavel publica O príncipe. Acumulação de capital como fator de motivação.12 VII. A Reforma protestante. Surgimento da hierarquia Administração começa a tornarse área do conhecimento. No campo doutrinário. O quadro a seguir apresenta um resumo das principais contribuições do Renascimento para o estudo da administração. Invenção da contabilidade moderna. dando lugar aos países e cidades-estados. colocado no centro de todos os tipos de ação. A ética protestante deu um grande impulso às motivações do capitalismo. no século XVI. 7. A concentração de pessoas em grandes contingentes urbanos aumentou a complexidade dos problemas. Separação entre os países do empreendedor e do empregado. Calvino e Marinho Lutero enfatizavam o trabalho duro como forma de melhorar a situação pessoal e beneficiar a comunidade. Valorização do ser humano. Arsenal de Veneza.Reforma enxuta do protestantismo. estimulando o aprimoramento das estruturas e técnicas administrativas.Renascimento No campo político. embora este tivesse se desenvolvido independentemente de qualquer impulso religioso. Os barões feudais haviam perdido o poder nos séculos anteriores. primeira fábrica a usar o sistema de linha de montagem. modificou certos valores que influenciaram a cultura empresarial e criou novos paradigmas para a administração das organizações. o Renascimento é o período de surgimento e consolidação do Estado Moderno. a reforma enfatizou o espírito individualista e empreendedor. primeiro manual para executivos.1. Grandes consórcios de empresas privadas. . em substituição à submissão religiosa valorizada pela Igreja Católica.

Em 1890. Steel Corporation. As ferrovias americanas foram fruto do maior empreendimento privado em sua grande maioria. Estavam criadas as condições para o aparecimento dos grandes organizadores da empresa moderna. Os capitães das indústrias . Apesar da enorme dispersão geográfica. a empresa integrada e multidepartamental. a Westinghouse e a General Electric dominavam o ramo de bens duráveis. e tecnicamente complexos. Swift e Armour formam o truste das conservas. a Inglaterra era a maior potência econômica mundial.pioneiros e empreendedores -cederam seu lugar para os organizadores. teve início a integração vertical nas empresas.13 VIII.Influência dos pioneiros e empreendedores Nos Estados Unidos.S. Entre 1880 e 1890. e criaram organizações próprias de vendas com vendedores altamente treinados. John Rockfeller funda a Standard Oil. . a velha estrutura funcional começou a emperrar. ultrapassando rapidamente a produção de toda a Inglaterra. Em 1871. um negócio de alguns bilhões de dólares. A mais famosa dessas fusões foi a criação da U. e constituíram um poderoso núcleo de investimentos e de toda uma classe de investidores. depois dessas obras o empreendimento empresarial de maior vulto foram as ferrovias. o truste do alumínio. Em 1865. tendo por base a idéia de utilização racional das fábricas e de reduzir preços. surgindo assim. Na década de 1880. as grandes obras do Canal de Erie entre 1820 e 1830 deram origem à engenharia de grandes construções e aos negócios de transportes. Carnegie funda o truste do aço. dando início ao que hoje denominamos “marketing”. Entre 1890 e 1900 aconteceu uma onda de fusões de empresas. Entre 1900 e 1911 várias grandes corporações sucumbiram financeiramente. Guggenheim forma o truste de cobre e Mello.

no setor da indústria têxtil. a população já beirava os 9 milhões de habitantes! Na França. ao novo modelo industrial. para 26 milhões em 1800. política. Ind. o que permitiria a exploração e a expansão dos negócios que proporcionariam a acumulação de capital (Capitalismo) pela então burguesia emergente. o modelo feudal.proporcionou o início do fenômeno da industrialização mundial. com a invenção da máquina a vapor. Ind. uma nova concepção de trabalho modificou completamente a estrutura social e comercial da época. . A Rev. fizeram com que o homem do campo migrasse para as cidades. em 1700. paulatinamente. que ficou conhecido como Revolução Industrial. o rápido crescimento da população e a sua constante migração . no século seguinte.do campo para as grandes cidades .14 2-FOCO: A Revolução Industrial Em meados do século XVIII. no ano de 1600. a população passou de 17 milhões. que. anterior. o crescimento demográfico em tal escala proporcionou uma forte expansão dos mercados consumidores de bens manufaturados. e a sua posterior aplicação à produção. especialmente vestuários. Isto tudo.acabaram por provocar um excesso de mão-de-obra nas cidades. provocando mudanças profundas e rápidas de ordem econômica. no ano de 1700. cedendo lugar. em escala mundial" que está por vir nos séculos vindouros. provocou mudanças profundas nos meios de produção humanos até então conhecidos. começou a acontecer a partir de 1760.. na Inglaterra. Este processo acabou por gerar um excesso de mão-de-obra disponível e barata nos grandes centros urbanos. Estes fatos constituíram os principais fatores que determinarão a explosão da "Rev. Ind. de natureza essencialmente agrária. aliado ao avanço do desenvolvimento científico e tecnológico principalmente com a invenção da máquina à vapor e de inúmeras outras inovações tecnológicas . No século XVII. e social. teve início na Inglaterra um conjunto de mudanças econômicas. por uma razão relativamente fácil de se entender: aliadas às inovações tecnológicas. num lapso de aproximadamente um século. a princípio. As péssimas condições de vida no campo. A partir de 1776. esta marcou a passagem da sociedade agrícola e artesanal para sociedade industrial. afetando diretamente os modelos econômicos e sociais de sobrevivência em toda a Europa. foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. a população da Inglaterra passou de 4 milhões de habitantes para cerca de 6 milhões. A grande Rev. Ind. Com o advento da Rev. devido ao aumento repentino da população. e de organização do trabalho. começa a entrar em decadência. sociais.

é que respondia pela grande massa dos desempregados concentrados nas maiores cidades.1-Sistema de fabricação para fora Na Inglaterra. Ind. de modo que. já três quartos (ou 75%) das pessoas ocupadas na manufatura trabalhavam em fábricas de médio e grande porte. que passarão a se organizar em sindicatos – podem ser considerados os aspectos mais importantes e relevantes no tocante às conseqüências dos processos que levaram à Rev. a cidade de Paris já contava com 700 mil habitantes e Londres. No entanto. que não lhes pertencia. Os trabalhadores ficavam totalmente à disposição do sistema industrial e capitalista. Alguns comerciantes começaram então a reunir trabalhadores em galpões para poder exercer maior controle sobre seu desempenho. o putting out system foi o precursor da fábrica. O que. o que proporcionava ao empresário capitalista burguês um grande contingente de mão-de-obra que poderia ser explorado por um preço irrisório. Entretanto. e a necessidade de infraestrutura. ele podia produzir de acordo com suas necessidades. Este era o começo do fim das pequenas manufaturas caseiras (que constituíam a corporação de artesãos). A emigração da área rural para os centros industriais fez crescer as cidades.seguida pelo êxodo rural . na medida em que aumentavam de tamanho. durante muito tempo. em 1851. 1. barulho e sujeira nas fábricas. não hesitavam em reter e vender sua matéria-prima.. como todos sabem. as crianças eram obrigadas a trabalhar 14 horas por dia. Não podiam reclamar dos salários. que recebiam pagamento por peça. em pequenas manufaturas.15 I-Aspectos: 1.Nesse sistema. horários de trabalho. Os comerciantes já haviam observado que a produtividade diminuía conforme o artesão ganhava o mínimo de que necessitava. Este sistema tinha várias desvantagens para o comerciante. Primeiro o artesão era o detentor da tecnologia. A transição da indústria doméstica para o sistema fabril não se fez do dia para a noite. o acelerado processo de urbanização e a gradual formação da consciência de classe – da nova classe dos trabalhadores. os artesãos. deixaram de ser instaladas em pequenas habitações para serem instaladas nas oficinas ou fábricas. A conseqüência disto.2-Sistema fabril As primeiras máquinas eram suficientemente baratas para que os fiandeiros pudessem continuar a trabalhar em suas casas. assim como nas primeiras fábricas que começavam a surgir. As condições de trabalho nas fábricas dessa época eram rudes. Em 1790. o primeiro país a fazer a transição para uma sociedade industrial. Segundo. Na cidade têxtil de New Lanark. e o proprietário não podia interferir no processo produtivo. a fiação de algodão continuou sendo feita em casa. . em situações de aperto financeiro.3-Condições de trabalho e sindicatos Sob o ponto de vista ideológico. A concentração de trabalhadores usando máquinas aumentou grandemente a produtividade. é o começo da fase do "Capitalismo Selvagem". para a época. os capitalistas entregavam matéria–prima e máquinas da produção de têxteis para as famílias. Ao final do século XVIII os trabalhadores eram continuamente arregimentados na zona rural para as fábricas do interior da Inglaterra e Escócia. 1. 900 mil. era inconcebível! O excesso de população . Terceiro.

alcançando a estatura de uma disciplina. principalmente Adam Smith. numa cultura que aceitava e encorajava a exploração (a cultura do autoritarismo mecânico). Entretanto. um movimento político reformista de grande significação. depois de muito tempo.1. ganharam enorme poder de luta na defesa de seus interesses. neste mesmo país. no plano das idéias. já visualizava o princípio da especialização dos operários em uma manufatura de agulhas.“Um embrião da teoria administrativa” A Rev. A qualidade dos produtos era precária e variável. A desconsideração em relação aos fatores humanos era total. Ele foi o criador da Escola Clássica da Economia. vigorando o princípio de que cabia ao empregador inspecionar o que comprava. 2. o governo inglês sanciona uma lei protegendo a saúde dos trabalhadores nas indústrias têxteis. . Realizou-se. Adam Smith foi uma dessas pessoas. tomou. assim como a limitação da jornada de trabalho a 10 horas (1847). não importa a que custo humano e social. desenvolveram-se as idéias do liberalismo econômico. com isto. Adam Smith (1723-1790). Ind.16 O trabalhador especializou-se e perdeu o controle sobre os meios de produção e a visão de conjunto dos bens que produzia. segundo os postulados dos grandes economistas do final do século XVIII. No começo do século XIX. As empresas tinham apenas máquinas e administradores. eram rudimentares. Algumas das máquinas eram seres humanos. O artesão transformou-se no operário especializado na operação de máquinas. algumas experiências e idéias inovadoras mostravam que. entre 1833 e 1848. Em 1802. Ind. surgiram os primeiros sindicatos para proteger os salários dos artesãos.Adam Smith As grandes fábricas e a preocupação com a eficiência atraíram a atenção de pessoas que lançaram as bases da ciência econômica e das teorias da administração. o que desumanizou o trabalho. os sindicatos foram legalizados. na sua seqüência. As práticas administrativas no início da Rev. Os trabalhadores começaram a se organizarem em Sindicatos e. Pagavam-se baixos salários e usavam-se capatazes para fazer o controle cerrado da mão-de-obra. Robert Owen. Os trabalhadores tornaram-se dependentes do emprego oferecido pelas fábricas. II. cujo programa (Carta do Povo) consegue a primeira lei de proteção ao trabalho da criança (1833) e das mulheres (1842). e já enfatizava a necessidade de racionalizar a produção. a administração encontrava as condições ideais para começar a se transformar num corpo organizado de conhecimentos. dois rumos diferentes: em uma vertente. Em 1890. A ênfase foi colocada na eficiência. Jean Batista Say e James Stuart Mill. o então chamado "Cartismo".

para produzir a combinação mais eficiente.Robert Owen e New Lanark Robert Owen Outra experiência prática interessante dessa época foi conduzida por Robert Owen.2. ao sugerir que tempos e movimentos deveriam ser analisados e sistematizados. Owen começou uma experiência em administração iluminista e paternalista. Entre os benefícios que ofereceu a seus trabalhadores. Trabalhavam nessa fábrica cerca de 2000 pessoas. Owen adquiriu uma fiação em New Lanark. a necessidade de reduzir ao mínimo o número de tarefas de cada trabalhador. Ele observou que. vantagens e problemas.17 Sua análise da fabricação de alfinetes é uma contribuição clássica para o entendimento das características. perto de Glasgow. e um armazém sem fins lucrativos. a fim de aumentar a velocidade e a eficiência. e o dia de trabalho foi reduzido para toda a força de trabalho. Em seu livro. . o trabalhador era ignorante e embotado. criados pela Revolução Industrial. No entanto. inclusive 500 crianças com idade até cinco anos. Adam Smith Já James Mill (1773-1836). Mill também se antecipou aos problemas que seriam atacados por Taylor. com base em sua crença em que o ser humano era produto do meio e. estavam o da moradia. vemos uma série de medidas relacionadas com os estudos de tempos e movimentos como meio de obter incremento da produção nas indústrias da época. 2. sugeria em seu livro “Elements of political economy”. de 14 para 12 horas. A idade mínima para o trabalho foi aumentada de cinco para dez anos. Em 1800. Com muita paciência e simpatia. na Escócia. portanto podia ser melhorado. educação gratuita para as crianças. outro economista liberal. a produtividade do trabalhador individual havia aumentado 240 vezes. publicado em 1826. na fabricação de alfinetes.

as seguintes são as mais importantes: Estudos de tempos e movimentos para definir o modo mais eficiente de trabalho. A qualidade do fio de algodão melhorou continuamente. • O impacto sobre o desempenho do negócio foi altamente positivo. suspenso sobre os postos de trabalho. .3. Definição da demanda por produtos com base no estudo da distribuição da renda. de 1832. Entre suas muitas idéias relacionadas com a administração. para definir o melhor local para a instalaçao de uma fábrica. A empresa produziu um alto nível de lucro para Owen e seus sócios. • Os trabalhadores podiam ser motivados por um “toque” humanista. “On the economy of machinery and manufactures”.Charles Babbage O livro de Charles Babbage.18 Owen também colocou em prática diversos dispositivos diciplinares: Um “monitor silencioso”. Comparação entre as práticas de administração de diferentes empresas. Foi instituído o toque de recolher durante o inverno. Estudos de localizaçao industrial. Foram instituídas multas para a embriaguez em público. indicava o nível de desempenho dos trabalhadores. Com sua experiência Robert Owen provou que: • Era mais vantajoso trabalhar em New Lanark que em outros lugares. A limpeza da cidade de New Lanark era obrigatória. levando em conta a proximidade de fontes de materias-primas. 2. é um marco na produção das idéias que viriam a ser exploradas no século seguinte.

e de menor custo. as máquinas não substituíram totalmente o homem. Com o aumento dos mercados. e precisavam de treinamento especializado: os administradores profissionais de organizações. mas deram-lhe melhores condições de produção. O avanço tecnológico. Foi nos Estados Unidos que as condições se mostraram mais favoráveis para essa tendência. eram aspectos de pouca ou nenhuma importância. graças a uma série de fatores. A principal preocupação dos empresários fixava-se logicamente no objetivo de produzir quantidades maiores de produtos melhores. especialmente nos Estados Unidos. a pessoa que viria a patrocinar muitas das experiências de Frederick Taylor. e a coordenação do esforço produtivo. a trabalhar para outros proprietários de oficinas que possuíam a maquinaria necessária. ao contrário do que se previa na ocasião. aos poucos. criou grande demanda por conceitos e técnicas que pudessem ser utilizadas por um continente de pessoas. decorrente da popularização dos preços. que propiciou preços competitivos. a principal conseqüência disto tudo é que a organização e a empresa modernas nasceram com a Revolução Industrial. A gestão do pessoal. as fábricas passaram a exigir grandes contingentes humanos. a Universidade da Pensilvânia criou a primeira escola de administração do mundo. foram obrigados por força da concorrência. o terreno estava pronto para a consolidação dos conhecimentos e práticas administrativas em uma disciplina independente. foram crescendo e transformaram-se em fábricas. dentre os quais podemos destacar principalmente: A ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. com base numa doação de 100 000 dólares de Joseph Whalton. III-Um pequeno exemplo de Logística Os proprietários de oficinas. Esse fenômeno de maquinização das oficinas – rápido e intenso – provocou uma série de fusões de pequenas oficinas que passaram a integrar outras maiores. e acelerar pela repetição. com a descoberta de novas formas de energia e a possibilidade de uma enorme aplicação de mercados. Alguns empresários baseavam as suas decisões tendo por modelos as organizações militares ou eclesiásticas bem sucedidas nos séculos anteriores. que não estavam em condições financeiras de adquirir máquinas e maquinizar a sua produção. as quais. Esse crescimento foi acelerado graças à diminuição dos custos de produção. graças às aplicações dos progressos científicos à produção. . A expansão da Revolução Industrial pelo mundo todo. A substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. Em 1881. Para a Teoria Geral da Administração. que se tornavam necessárias.19 Em meados do século XVIII. O homem foi substituído pela máquina naquelas tarefas em que se podia automatizar. Isso aumentou a demanda de produção e. e um alargamento do mercado consumidor da época.

não chegou a influenciar diretamente os princípios de administração das empresas. engajada e virtual Trabalho individual. isso não significou o fim da agricultura. a Revolução Industrial. então utilizados hoje. esta passou por cima da Era da Agricultura. uma nova onda que ultrapassou a Era Industrial em termos de importância. de suas atividades. IV. o mundo dos negócios começou a perceber que uma nova e diferente Era estava surgindo: a Era Da Informação. em detrimento da atividade agrícola. As mudanças tornaram-se cada vez mais rápidas. principalmente. de sua administração. participativo e solidário Gerencia tradicional Liderança Impor ordens e comando Conquistar a colaboração Obediência cega. a incerteza e a imprevisibilidade tornaram-se cada vez mais intensas. prontidão. A partir da década de 1990. O quadro abaixo dá uma idéia comparativa das duas eras: Era Industrial Era da Informação Fábrica – empresa física e tangível Empresa virtual e em rede Empresa de cimento e concreto Empresa de bites e bytes Máquinas e equipamentos Computadores e terminais Estabilidade e permanência Mudança e instabilidade Manter o status quo Mudar e inovar Mão de obra braçal-trabalho Conhecimento muscular Emprego único. Para acompanhar tantas mudanças.20 Assim. se seus métodos e. regras e Empreendedorismo regulamentos Especialização e foco em uma única Flexibilidade. velozes e profundas. tradicional Atividade compartilhada. multifuncionalidade atividade Capital financeiro Capital Intelectual . as empresas e sua administração passaram a exigir agilidade. mas o início de um novo período em que predominou a atividade industrial. isolado Trabalho em equipe. mudança e renovação dos produtos e serviços.As características da Era Industrial e da Era da Informação A Revolução Industrial provocou o surgimento da Era Industrial. embora tenha provocado uma profunda modificação na estrutura empresarial e econômica da época.

e alcançar competitividade e sustentabilidade no negócio. ao planejar. organizar. e nem se reduz mais a planejar. ou cuidar do marketing e das finanças. para o cliente e para a sociedade. Hoje. O individuo torna-se o seu próprio gerente. . desenvolvendo e integrando competências. e. com a qual estão ligadas por meio de tecnologia. dirigir e controlar atividades.1-Qual é o resultado da administração? Em primeiro lugar. a administração cria riqueza ao ajudar a transformar insumos em produtos ou serviços de valor mais elevado. remunerados por tarefa. para oferecer produtos e serviços. em que o funcionário precisa administrar todas as suas atividades profissionais e todos os aspectos de sua relação com a empresa. a administração produz resultados melhores. o aumento do comércio. Não há um padrão para essa tendência. para se tornar virtual. ou funcionários com vínculo empregatício. Podem ser prestadores de serviços contratados. 5. Em segundo. Em quinto.21 A tecnologia da Informação. V-Os novos objetivos da administração Contudo. da excelência. a administração gera valor para a empresa. e. a administração oferece vantagens competitivas para a empresa em relação aos seus concorrentes. satisfazer necessidades da sociedade e dos mercados. VI-As Revoluções Logísticas Vamos falar um pouco mais da Logística através da história. O trabalhador que deixa de ser empregado regular. são pessoas que trabalham a distância de sua base física. o trabalho virtual é considerado também. Por essa razão. consequentemente. mesmo alavancados em relação aos insumos utilizados. ou membros de equipes virtuais. a indústria mecânica e a automação da produção. Os trabalhadores virtuais podem ser especialistas individuais. permitindo aumento da produtividade e globalização do mercado. para oferecer resultados concretos e alcançar sucesso e sustentabilidade ao longo do tempo. também criou os trabalhadores virtuais. passa por mudança profunda de hábitos. Significa lidar com pessoas e com recursos internos e externos. Em terceiro. dirigir e controlar todas as atividades da empresa. o avanço tecnológico. administrar não significa apenas supervisionar pessoas. a administração permite a geração da lucratividade ao proporcionar lucros para a atividade empresarial. enfrentar a concorrência. Administrar significa conduzir toda uma organização em direção a objetivos previamente definidos. organizar. tomar conta de departamentos. Não há mais o chefe para definir e cobrar o ritmo de trabalho. ou os colegas para criar um padrão grupal de desempenho. Em quarto. acima da eficiência e da eficácia. portanto. existem outros objetivos maiores que toda empresa precisa para garantir sua sobrevivência e crescimento. um caso extremo de auto-gestão. A administração passou por uma profunda reformulação e ampliação do seu conceito.

Além de incluir atividades de estoque e transporte. A terceira fase da Revolução Industrial é a que vai de 1900 até os dias de hoje. Segundo o estudo feito por Andersson (ANDERSSON. e o sistema de transporte com novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo). Caracteriza-se pelo surgimento de grandes complexos industriais e empresas multinacionais e pela automação da produção. University of Umea. era uma atividade exercida pelos militares. caracterizada pela passagem da manufatura à indústria mecânica. The Four Logistical Revolutions. foram quatro as Revoluções Logísticas através dos séculos. onde o acúmulo de capital e grandes reservas de carvão. 6. que depende cada vez menos de mão-de-obra e mais de alta tecnologia. acontece na Inglaterra a primeira fase da Revolução Industrial. Como conseqüência do processo de industrialização.. passaram a se preocupar com a circulação de mercadorias expostas a seus clientes ao longo da rede logística. 6. Paper of the Regional Science Association: v.22 Muito antes de estar ligada a atividades empresariais. a fiandeira e o tear mecânicos. Estados Unidos e Japão. a indústria de bens de produção. apenas a Terceira e Quarta Revolução Logística. Itália. As fábricas passam a produzir em série. proletários. a logística. surgiu a consciência da divisão coordenada de trabalho entre diferentes regiões do sistema de economia global. 59. Entre 1760 e 1860. que possuem apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários. Ake E. Os operários. favoreceram a invenção e inovação de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel. matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. máquinas. Sweden. crescendo a concorrência.1-Terceira Revolução Logística Ocorre em meados do século XVIII. 1986. distribuição. manutenção e reposição de material e pessoal. prédios. Alemanha. com a invenção dos navios e locomotivas a vapor. caracterizada pela difusão da industrialização na França. são os proprietários dos capitais. Desenvolvem-se a indústria química e a eletrônica. a máquina a vapor. e urbanização em um espetacular desenvolvimento de cidades industriais. os quais fazem parte da definição de logística adotada pelas empresas a partir do momento em que estas. produção em série. Bélgica. Holanda. destacaremos aqui. O novo sistema industrial transforma as relações sociais. próximas de aglomerações de mercados. Os avanços da robótica e da engenharia genética também são incorporados ao processo produtivo. acelera a circulação de mercadorias. . abrindo mercados na África. 1986). que atingem o tema deste trabalho. e cria duas novas classes sociais fundamentais para a operação do sistema. Ainda hoje os dicionários trazem a definição da palavra como ramo da ciência militar que trata da obtenção. ou trabalhadores assalariados.2-Quarta Revolução Logística De 1860 a 1900 surge a segunda fase da Revolução Industrial. Índia e nas Américas para exportar produtos industrializados e importar matérias-primas. Como a Inglaterra tinha um sistema naval superior. Os empresários(capitalistas).

ao norte da Inglaterra. foi a melhoria generalizada dos sistemas transportes. Ela resultou da junção de dois dos principais avanços da Rev. Ind. Nos 10 anos seguintes. Por volta de 1840. o advento das estradas de ferro alterou inteiramente essa situação. chaves de desvio. utilizada para transportar cargas. para 272. A Ferrovia A ferrovia foi a grande revolução dos transportes. pode-se verificar a evolução da cadeia de suprimentos (Suplly Chain ) durante os séculos. depois de 1830. em 1825. . os países da Europa Continental e também os Estados Unidos. Em 1830. vagões. o total das estradas saltou de 34.Os avanços técnicos fizeram do trem um meio de transporte cada vez mais rápido. em 1856.000 km. a Bélgica quase dobrou sua rede de estradas no mesmo período. reduzindo o tempo de distribuição e o custo das mercadorias. usada para a propulsão da locomotiva. sinais. nas mais variadas partes da Europa: na Áustria. A explosão das ferrovias provocou um surto de expansão em todas as áreas industriais. onde a industrialização se processou num ritmo cada vez mais veloz. seguiam mais ou menos lentamente o rumo da industrialização inglesa. Nos Estados Unidos. 3. em 1800. além. Em 1814. foi inaugurada a primeira via férrea para passageiros de Liverpool e Manchester.Ind. locomotivas.000 km. da busca por novos mercados e tecnologias. utilizado na construção do trem e dos trilhos. além de estradas. porém. começou a funcionar a primeira linha de trens de carga. e o ferro. foram construídos mais de 48 mil Km de estradas. o inglês George Stephenson construiu a primeira locomotiva a vapor.200 km de canais. e a França construiu. Poucos anos depois. levando a evolução da logística e a globalização do mercado apoiado na expansão dos meios de comunicação e de transporte. inclusive sendo projetadas linhas intercontinentais.3-Texto de apoio: “A Revolução do transporte” Um elemento importante no contexto da Rev.23 Analisando o estudo feito por Andersson. Não só aumentou em enormes proporções a demanda de carvão e matérias-primas. entre as localidades mineiras inglesas de Stockton e Darlington. como também de grande variedade de bens pesados. Por isso. entre 1830 e 1847. as ferrovias se multiplicaram rapidamente no mundo inteiro. A preocupação com a organização e circulação de mercadorias. 6.: a máquina a vapor. como: trilhos. como também possibilitou um transporte mais rápido das mercadorias da fábrica para o ponto de venda.. seguro e barato.

com as mais diversas e ricas mercadorias. podemos dizer que a Logística está presente em todas as atividades de uma companhia. Por volta de 1870. havia passado de quase 5 milhões de pessoas no final do século. Outros avanços. a travessia entre Londres e Bombaim. Londres era a cidade mais populosa de mundo. Esta começa pela necessidade do cliente. e começaram a usar hélices para a propulsão. As docas de Londres constituíam. Entre 1830 e 1860. com o primeiro barco dotado de câmaras frigoríficas. que acolhiam uma enorme população que trabalhava no porto. em linhas gerais. foi reduzida em cerca de 40%. sem essa necessidade. na marina.4-Qual a importância da Logística? A Atividade Logística é regida pelos Fatores de Direcionamento (Logistic Drivers) para níveis maiores de Complexidade Operacional. encurtaram as distâncias marítimas.24 O Barco a vapor No século XIX. o mais amplo armazém do mundo. produtos perecíveis puderam ser transportados por longas distâncias.A cidade inglesa era o centro regulador do mercado financeiro mundial. . a sede das grandes sociedades de navegação e de seguros. como a construção do canal de Suez entre o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho em 1869. e nas indústrias de transformação. na Índia. não há movimento de produção e entrega. com a sua Bolsa de Valores (instituição diretamente ligada a Revolução Industrial) e. de modo específico. 6. Assim. os barcos a vapor incorporaram cascos de ferro. por exemplo. e os bairros do East End (extremo leste).

além de incluir atividades de estoque e transporte. separar. de 15% ia para o operário. receber. além de ter entre estes ramos transporte.25 As novas exigências para a atividade logística no Brasil e no mundo. disponibilidade constante dos produtos. tudo para manter um bom nível de serviço oferecido ao cliente. estão incluídos fornecedores (suprimento). 13 cooperativas nasceram na região do ABC. a retirada mensal dos donos da Uniforja estava 15% acima da média salarial da região. já quitadas pelos clientes. Em apenas um dia. facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação. Neste universo de crescentes exigências em termos de produtividade e de qualidade do serviço oferecido aos clientes. a Conforja. novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios. o faturamento atingiu 80 milhões. Nos primeiros três meses. a logística assume papel fundamental entre as atividades da empresa. no lugar certo. teve a falência decretada e só não foi lacrada porque os funcionários não deixaram. análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica. programação das entregas. 120 trabalhadores deixaram a companhia. contra 10 milhões em 1999. O esforço foi recompensador. Em 2003. a logística é a arte de comprar. 3-ATUALIDADE: Estudo de caso: “A nova economia social” Em 1997. graças ao retorno do lucro. passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos. Durante esse período os funcionários trabalharam apenas para honrar encomendas de 1 milhão de reais. ao menor custo possível. Apenas uma parte das sobras financeiras. A maioria deles não quis fazer parte da cooperativa. na hora certa. armazenagem e um sistema de informação. em geral para assumir o controle de empresas com problemas financeiros. No período de 1998 a 2003. armazenar. transportar e entregar o produto certo. embora a fábrica continuasse em operação. o restante era reservado para investimentos e para compor o capital. Em resumo podemos dizer que. empresa metalúrgica do ABC paulista. novas metodologias de custeio. Na rede logística de uma empresa. mantendo máquinas em funcionamento. e continuando a . Reunidos em uma cooperativa. chamada Uniforja. nem um só centavo entrou no caixa. produção e distribuição. preservando os postos de trabalho. Em meados de 2003. eles assumiram a gestão do negócio. Os 232 cooperados ganharam a companhia de 213 companheiros contratados pela CLT e o quadro de pessoal dobrou. redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo. expedir.

26 recolher impostos. A empresa estava praticamente paralisada. criada por sindicatos do ABC. tinha um plano com três pontos. diz Paulo Souza. a nova gestão salvou a companhia e multiplicou o volume de negócios. “Primeiro. . que havia sido presidente do sindicato dos metalúrgicos e idealizara as cooperativas. essa empresa aumentara sua produção de 150 toneladas/mês. analisamos a viabilidade do produto e se há domínio da tecnologia necessária para mantê-lo no mercado”.5 milhões/mês. Um dos obstáculos para a criação de cooperativas era o passado de militância sindical. A cooperativa está trabalhando no limite de sua capacidade de produção. Esse era o roteiro desenhado pelo sindicato dos metalúrgicos desde o nascimento da primeira cooperativa. A estimativa de faturamento para os próximos meses era de R$ 2. em abril de 2000. diretor da Unisol São Paulo. fabricante de produtos plásticos. “os operários tem uma tremenda dificuldade em aceitar o papel de empreendedor”. Entre o fim de 2004 e o início de 2005. outro exemplo dessa tendência era a Metalcoop. sobraram os 53 que se uniram na Plastcooper para assumir o controle da Petit. o segundo era firmar acordos com universidades e centros de pesquisa para garantir a atualização tecnológica das cooperativas e o terceiro é garantir linhas de financiamento. os resultados teriam de garantir a retirada dos cooperados. os clientes compram matéria-prima para nós. Em todas elas. O primeiro era a criação de uma escola de cooperativismo. antes concentrado nos setores agrícola e de serviços. A seguir os operários arrendavam os equipamentos. A partir daí. Dos 120 funcionários. sufocada por um endividamento que a havia levado à falência. O conceito de cooperativa. cooperativa de forjados de Salto. Os operários assumiram a empresa. entidade de apoio às cooperativas. então chamada Petit Plásticos. chegava ao mundo industrial. ultrapassou os R$ 2 milhões em janeiro de 2005. pois não temos crédito na praça”. Mesmo assim. Por isso o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC. O faturamento que chegou a R$ 1 milhão em novembro de 2004. “Até hoje. as portas dos bancos continuaram fechadas. os investimentos e a poupança para a compra do patrimônio junto à massa falida. diz Heli Vieira Alves. administrada por um grupo de 100 trabalhadores. diz Luis Marinho. Os números melhoraram. José Perez Feijó. Fora da região do ABC. para 350 toneladas/mês. presidente da Plastcooper. •Dificuldades: A falta de dinheiro tornou-se o principal problema para as recém-nascidas cooperativas.

realizando atividades de cooperação e intercâmbio de experiências e oportunidades. o primeiro presidente da Unisol Brasil e também presidente da Metalcoop.27 Em 2003. e US$ 1 bilhão anual de exportações. criando redes. intervindo nos processos por meio de articulação política com instituições afins e formulando propostas de legislação e de políticas públicas para o desenvolvimento e crescimento da economia solidária no Brasil. e 171 mil trabalhadores contratados. estabelecendo parcerias de comércio justo. Convênios e parcerias. implementando programas que nos permitam disputar o mercado com igualdade”. . A Unisol Brasil foi criada para dar quatro tipos de apoios e garantir o desenvolvimento sustentável e solidário dos empreendimentos: Apoio técnico. Apoio institucional. “as cooperativas no Brasil não aparecem ainda no contexto da economia.ao constituir uma cooperativa os trabalhadores teriam apoio jurídico e cursos de formação para administrar os empreendimentos.articulação de ações conjuntas com parceiros internacionais para os empreendimentos filiados. Apoio internacional.a entidade negociaria e acompanharia a tramitação de mudanças nas legislações que afetassem a operação das cooperativas. com cerca de 5. Com a criação da Unisol Brasil (União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil).3 milhões de cooperados.a Unisol Brasil firmaria convênios como o assinado entre a Unisol São Paulo e o Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP.5 mil cooperativas espalhadas pelo País. centrais de compras. afirma Cláudio Domingos da Silva. havia mais de 7. segundo a Organização de Cooperativas do Brasil. Juntas respondiam por 6% do PIB brasileiro. buscando firmar parcerias. poderemos imprimir um novo ritmo para as atividades delas.

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