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REVOLUÇAO INDUSTRIAL

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..........................................................................................4 1-REVISAO DA LITERATURA.................................................................6 •As primeiras organizações e seus administradores..........................7 I-Egito........................................................................................................7 II-Babilônia e Assíria................................................................................7 III-China.....................................................................................................8 3.1-Sun Tzu...............................................................................................9 IV-Grécia (Filósofos)................................................................................10 V- Roma (Militares)..................................................................................11 5.1-Exército..............................................................................................11 VI-Período Medieval (Igreja Católica)....................................................12 VII- Renascimento...................................................................................13 7.1-Reforma..............................................................................................13 VIII-Influência dos pioneiros e empreendedores..................................14 2- FOCO....................................................................................................15 •A Revolução Industrial..........................................................................15 I-Aspectos ...............................................................................................16 1.1-Sistema de fabricação para fora......................................................16 1.2- Sistema fabril ...................................................................................16 1.3-Condições de trabalho e sindicatos................................................16 II-“Um embrião da teoria administrativa”.............................................17 2.1- Adam Smith......................................................................................17 2.2- Robert Owen e New Lanark.............................................................18 2.3- Charles Babbage……………….............................................…........19 III-Um pequeno exemplo de Logística...................................................20 IV- As características da Era Industrial e da Era da Informação........21

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V-Os novos objetivos da administração...............................................22 5.1-Qual é o resultado da administração?............................................22 VI-As Revoluções Logísticas ................................................................22 6.1-Terceira Revolução Logística..........................................................23 6.2-Quarta Revolução Logística.............................................................23 6.3-Texto de apoio: “A Revolução do transporte”...............................24 6.4-Qual a importância da Logística?....................................................25 3-ATUALIDADE........................................................................................26 •Estudo de caso:“A nova economia social”.........................................26 Conclusão................................................................................................29 Referências Bibliográficas.....................................................................30 Bibliografia Consultada..........................................................................30

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INTRODUÇAO
Convivemos há séculos com a administração; praticamo-la desde os primórdios da humanidade, mas dizemos que e um campo novo! O que é novidade é a sistematização dos conhecimentos de administração e a complexidade que atingiram no passado recente as grandes organizações. Há mais de dois mil anos, por exemplo, já existia administração de alguma complexidade no Império Romano. Nas sociedades primitivas, as expedições para a caça de grandes animais eram empreendimentos coletivos, precedidos de decisões de planejamento, divisão do trabalho, e logística. Era preciso antecipar a rota das migrações da caça, definir o local onde os caçadores acampariam, preparar víveres e armas. Essas expedições, embriões de empresas, tinham líderes que eram o protótipo dos gerentes. Conforme o homem foi deixando de ser nômade e passou a prender-se ao solo por causa do desenvolvimento da agricultura, a logística não como arte estudada e nem assim percebida como algo específico, foi tomando importância na vida das pessoas. Decisões de como, e para onde transportar os grãos, localização de culturas e locais apropriados para a sua armazenagem, começaram a tomar importância. A sistematização dos conhecimentos na área de administração é especialmente recente, no que diz respeito à administração de empresas. Foi a partir da Revolução Industrial, no final do século XVIII, que as grandes empresas se tornaram numerosas e complexas. É significativo que, salvo exceções, o capital não se interesse, até o século XVII, pelos sistemas de produção, e se contente com o sistema de trabalho em domicílio, e com o controle da produção artesanal para melhor se assegurar da comercialização. As indústrias não representam, ate o século XIX, senão uma parcela muito pequena da produção. As teorias da administração que você estuda agora, são muito mais recentes que as expedições dos caçadores. No entanto, também surgiram e vêm se aprimorando há muito tempo, desde que os administradores do passado enfrentaram problemas práticos e precisaram de técnicas para resolvê-los. Muitas idéias e técnicas da atualidade têm raízes antigas e procuram resolver problemas que as organizações sempre enfrentaram e continuarão a enfrentar. Ao longo dos séculos, essas idéias e técnicas evoluíram continuamente, no séc. XVIII, por exemplo, as tendências que o mercantilismo havia iniciado foram impulsionadas pela Revolução Industrial, que foi produto de dois eventos: o surgimento das fábricas e a invenção da máquina a vapor. A história da administração foi predominantemente a história de países, cidades, governantes, exércitos e organizações religiosas, mas partir do século XVIII, o desenvolvimento da administração foi influenciado pelo surgimento de uma nova personagem social: a empresa industrial. Desde esta época muita coisa mudou. Falaremos um pouco sobre os antecedentes históricos da administração, a Revolução Industrial, e também, sobre a nova economia social, novas tendências, num exemplo dado pelas cooperativas- uma evolução do sistema de trabalho. Algumas das principais tendências administrativas criadas e aceleradas pela Revolução Industrial serão resumidas aqui.

br/pauloapgaua e a Enciclopédia do Estudante.eps.4 JUSTIFICATIVA Este trabalho se justifica porque visa explorar os conceitos de Administração e Logística. incluindo obras dos autores: Antonio Cesar Amaru Maximiniano. METODOLOGIA Para explorar o tema proposto será definida uma pesquisa Bibliográfica.T. Dissertação de: Patrícia Costa Duarte. John F. .antropologia. APGAUA Comunidade Virtual de Antropologia. Jun/2009. seja com exemplos. que ficou conhecido como Revolução Industrial. tendo como objetivo ampliar os nossos conhecimentos sobre os aspectos da Administração. Idalberto Chiavenato. Será também apresentado um exemplo prático. Objetivos Específicos O principal objetivo é designar conceitos de administração e logística que estão implícitos na Revolução Industrial. com o título “A Nova Economia Social”. A revista Super Interessante “Uma Breve Historia Das Civilizações”. Finalmente.ufsc. Lacombe. Justifica-se também porque se pretende descrever como o ser humano evoluiu em um século o que não havia crescido no milênio anterior. sociais. e Closs Bowersox. C. que estão implícitos no tema: Revolução Industrial. Donald J. que fala sobre as cooperativas no Brasil. História Geral.C. com teorias criadas na época da Revoluçao. Os sites. Edição 266.br/disserta99/costa/cap2. será importante na apresentação de conceitos sobre como a logística foi “criada” ao longo dos anos. OBJETIVOS Objetivo Geral O objetivo geral desta pesquisa será analisar conjunto de mudanças econômicas. Magee. Rodrigues. Ronald H. www. ou ate mesmo muitos anos antes deste movimento que influenciou todos as décadas posteriores a ela. Granemann & S. www. Francisco Gilberto H.Universidade Federal de S. e de organização do trabalho.html. Ballou.com. ano 2008.

Lacombe (2003 p. É o período chamado de Rev.21) Também. o conceito de organização da empresa moderna. graças ao avanço tecnológico substituindo o modo artesanal por um industrial de produção. que se iniciou na Inglaterra e rapidamente se alastrou por todo o mundo civilizado.. Ind. a partir de meados do século XVIII. e comercial da época. tendo acontecido de maneira gradativa. Ind. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. anterior. com a invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e a sua posterior aplicação à produção. da construção e utilização das máquinas. ao novo modelo industrial. afetando diretamente os modelos econômicos e sociais de sobrevivência humana em toda a Europa. Ind. Ind. Com o advento da Rev. num lapso de aproximadamente um século. A Rev. provocou mudanças profundas nos meios de produção humanos até então conhecidos. foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior.41) Já para Lacombe: Apesar de ter se originado na Inglaterra a Revolução Industrial foi um fenômeno internacional. paulatinamente.35) . Ind. cedendo lugar. foi decorrente da necessidade dos empresários. Maximiniano (2008 p. Portanto. a Rev. sendo este respaldado nos avanços tecnológicos nos processos de produção alcançados até então. de natureza essencialmente agrária. segundo Maximiniano: A Revolução Industrial criou o contexto perfeito para a aplicação das primeiras Teorias da Administração. o modelo feudal. e da crescente legislação para defesa do trabalhador. Chiavenatto (2009 p. de atender a demanda em expansão.. A administração deve tão somente à Rev. uma nova concepção de trabalho veio modificar completamente a estrutura social. política e social que. começa a entrar em decadência.5 1-REVISÃO DA LITERATURA: Segundo Chiavenatto: A partir de l776.

2000 a. exigindo dos súditos um tributo anual de 20% de suas rendas. Outras evidências de que os egípcios eram bons planejadores pode ser encontrada em sua organização militar.000 blocos de pedra. A manutenção do vasto Império do Egito deu-se no Delta do Nilo e ao longo do Nilo. uso de arquitetos e logística. os egípcios enfrentaram e resolveram problemas gigantescos de administração de mão de obra. com peso médio de 2. . O faraó tornou-se proprietário de todas as terras. que perdurou durante toda a Idade Média. fenícios. formado por soldados assalariados. que remontam à época dos assírios. Estima-se que 100. I-Egito As pirâmides são o mais conhecido testemunho das aptidões técnicas e administrativas dos egípcios.300. A grande pirâmide de Quéops é feita de 2. Desse esforço conjunto surgiram as empresas rudimentares. evidenciando preocupação com o controle. etc. As placas de argila dos babilônios guardam registro meticuloso de transações comerciais. Para a proteção do reino. Todos os fortes continham grandes celeiros suficientes para suprir várias centenas de homens durante um ano. II-Babilônia e Assíria Cerca de 2000 a. o homem associou-se a outros para conseguir. com produção agrícola suficiente de trigo para sustentar uma complexa sociedade e que necessitava de "armazéns públicos" para sustentar a população nas entre safras ou no desabastecimento. egípcios.C.6 As primeiras organizações e seus administradores Desde os primórdios da humanidade. por meio do esforço conjunto.C. Surgiram os escribas. Provavelmente.000 pessoas tenham trabalhado em sua construção. vieram os gregos. cerca de 1800 . os egípcios precisaram criar sua própria burocracia administrativa. atingir determinados objetivos que isoladamente jamais poderia conseguir. As regiões em que o reino se dividia passaram a ser governadas por comandantes militares..5 toneladas. Isso é pré-história. veio o longo período do artesanato. nos vales férteis inundáveis. Para manter o controle de tudo. os egípcios do Novo Império criaram um exército regular. romanos e. Para construí-las.C) os governos provinciais desapareceram para dar lugar a um governo centralizado. os sumérios haviam entrado em decadência e foram dominados pela Babilônia. e construíram uma rede de fortes. babilônios. que mantinham registros detalhados de todas as operações. eram reabastecidos por um centro de suprimentos de retaguarda. No período do Novo Império (entre 15640 e 1070 a. Depois. adiante.

contém 282 regras. . No ano 221 a.500 quilômetros de muralha..C. Os babilônios também foram pioneiros na instalação de um sistema de incentivos salariais. Os assírios tiveram o primeiro exército de longo alcance. escrito no século XVIII a. O rei chamado Ch’in assumiu o nome de Shih Huang-Ti. O segundo foi a conclusão da construção das muralhas que protegiam as fronteiras do norte.. companhias para a construção de pontes. e certamente o mais famoso conjunto de leis da história do mundo. É um dos primeiros. As regras desse código. Eram então abastecidos com soldados. Yao reunia-se com seus principais colaboradores em vários lugares do país. chegando ao Golfo Pérsico. empregou o princípio da assessoria. foram construídos 1. construíam--se navios que desciam pelo Rio Tigre e depois eram carregados pelo Eufrates. o exército assírio desenvolveu características que vieram a servir de modelo para exércitos posteriores. colunas de transporte.C. A técnica de aconselhar-se com os assessores e delegar-lhes autoridade para resolver problemas tornou-se tradicional na administração pública da China. III-China Já no século XXIV a. O primeiro foi a construção de uma rede de estradas. que teria reinado entre 2350 e 2256 a.. ocorreu a unificação da China.7 O código do rei Hamurábi. Nos séculos seguintes.. capaz de fazer campanhas distantes ate 500 quilômetros de suas bases. Em cerca de dez anos. No início do século VII a. os chineses estavam empregando soluções inovadoras em sua administração pública. Por volta do século VIII a. outros governantes levaram adiante o uso da assessoria.. cavalos e provisões.. para fazer campanhas na região que viria a ser o sul do Irã. Começou então um período de importantes avanços no campo da organização militar. O imperador Yao.C. destacando-se a logística: depósitos de suprimentos.C. que incluem princípios como “olho por olho” e “o consumidor que se cuide”.C. como forma de aproximar as regiões do governo central. o império assírio controlou a Mesopotâmia. delegando a seus ministros poderes para conduzir certos negócios do governo. que é provavelmente o maior projeto da História. Os salários eram pagos às mulheres encarregadas da fiação e tecelagem de acordo com a produção individual.. já apresentam princípios de administração.C. e iniciou dois trabalhos importantes. A partir do século XIV a.C. Centenas de milhares de pessoas foram encarregadas nesse empreendimento.

entre outros assuntos. no tratado de “A arte da guerra”. A força necessária é insignificante. em vez da força. ele lutará até a morte” “Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. desenvolveu. por meio da organização do exército. É um manual de recomendações que sobreviveu a passagem dos séculos por tratar de princípios fundamentais permanentes. deixe uma saída para ele. espetacular”. Tudo é uma questão de organização” “A invencibilidade repousa na defesa. no deslocamento das tropas. viveu em turbulenta época dos Estados guerreiros na China. sobre planejamento. Embora a verdadeira identidade de Sun Tzu seja objeto de polêmica. Caso contrário.C. Por exemplo: “O general deverá atuar com rapidez e de acordo com o que lhe é vantajoso para poder controlar os resultados” “Quando cercar o inimigo. A vulnerabilidade revela-se no ataque” “A vantagem estratégica desenvolvida por bons guerreiros é como o movimento de uma pedra redonda.8 3. para desgastá-lo e atacá-lo quando estivesse desprevenido. a respeito de estratégia militar. .1-Sun Tzu Sun Tzu é um general chinês que também escreveu no século IV a. ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. máquinas e suprimentos. e usar o tempo.500 anos e era um filósofo-estrategista que comandou e venceu muitas batalhas. Alguns deles são reconhecidos como de grande utilidade na administração de todos os tipos de organizações. teorias recomendando evitar a batalha. comando e doutrina. o resultado. O emprego da logística na “Arte da Guerra”. quem quer que seja. rolando por uma montanha de 300 metros de altura. há 2.. tem sua maior evidência na Roma Antiga. Súdito do rei da província de Wu. Sun Tzu. intimidar psicologicamente o inimigo. foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu seu livro.

planejamento urbano. ética na administração pública. Qualidade: Ideal do melhor em qualquer campo de atuação. começou na Grécia um fértil período de produção de idéias e soluções que viriam a influenciar profundamente a administração das organizações de todos os tipos. Não vamos encontrar na Antiguidade Grega referências diretas á logística. raciocínio metódico e qualidade são alguns dos muitos assuntos dos quais os gregos se ocuparam. O quadro a seguir faz um resumo dessas contribuições. e outros princípios de conduta pelos gregos. qualidade era o ideal da excelência. por exemplo. suprimentos. cavalos e homens. universalidade da administração. as normas éticas absolutas. são conceitos que continuam atuais depois de séculos. estratégia. Estratégia: Encadeamento lógico de meios para a realização de fins.. e nível mais alto de desempenho. A preocupação com o bom e o belo. Excelência é a característica que se distingue algo pela superioridade em relação aos semelhantes e depende do contexto.C. Ética: Felicidade dos cidadãos como responsabilidade fundamental dos administradores da Pólis. as proporções das formas na escultura e nas construções. a hospitalidade. Democracia. no estudo de terrenos. Para Platão o teste básico de qualquer ação pública consistia em perguntar: isso faz os homens melhores do que eram antes? Qualidade como sinônimo de melhor. Democracia: Administração participativa direta. Seus debates e proposições sobre esses temas contam-se entre as mais importantes contribuições para a civilização. Entre os gregos. igualdade de todos perante a lei. . Método: Busca do conhecimento por meio de investigação sistemática e da reflexão abstrata. como a gestão total da cadeia de suprimentos. no transporte.9 IV-Grécia (Filósofos) No século V a. mas elementos em torno dos quais ela se formou. são fundamentos da idéia da qualidade como o melhor que se pode fazer em qualquer campo de atuação. a virtude. Executivos: Felicidade dos cidadãos como responsabilidade fundamental dos administradores da Pólis. máquinas. como nós a conhecemos hoje.

Também foram responsáveis pela difusão do calendário que usamos. imperadores. Roma controlava uma população de 50. Planejamento e controle das finanças públicas. que marca o fim do Império no Ocidente. magistrados. cônsules. No século III a. Administradores provinciais de um império multinacional. Exército profissional e especializado com uma classe de oficiais. Autoridade formal e regras de convivência definidas legalmente. Em seu auge.C. do francês. O quadro a seguir faz um resumo das contribuições mais importantes dos romanos para a prática da administração. e IV A. 5.000 de pessoas e o território compreendido entre a Inglaterra. o exército romano havia avançado muito em termos de organização e já apresentava características que pouco se modificariam nos séculos . Princípios e técnicas de administração construíram e mantiveram o Império Romano durante seus doze séculos de existência. mas as estradas e instituições romanas foram eternizadas pelo exército romano.1-Exército As idéias dos gregos permaneceram por causa de sua força intrínseca. Em Roma encontram-se as origens do português. Valorização da propriedade privada.000. Rede de estradas para a comunicação entre as unidades do império. o Oriente Próximo e o Norte da África (estimado em 6 milhões de km²). do espanhol e de tantos outros idiomas..10 V. A capacidade de construir e manter o Império e as instituições. Roma inspirou-se em três princípios na administração do Império: dividir para governar.. Administração de projetos de engenharia e construção.Roma (Militares) A história de Roma cobre o período entre os séculos VIII a. Diversos tipos de executivos: senadores.C.D. muitas das quais ainda vivem. fundar colônias e construir estradas. comprova as aguçadas habilidades administrativas dos romanos.

outra organização de grande porte começava a escrever sua história. À estrutura geográfica. essa estrutura possibilitou à Igreja espalhar-se pelo mundo todo. abriam estradas. a Igreja tem uma organização hierárquica tão simples e eficiente. ávidas de experiências bem sucedidas. virtualmente sem concorrência. que a sua enorme organização mundial pode operar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva. Simples e eficiente. como hierarquia. serviu de modelo para muitas organizações que. disciplina. como alistamento de profissionais. Os centuriões formaram a primeira corporação de oficiais profissionais da história. a Igreja acrescentou uma poderosa administração central com diversas assessorias criadas ao longo dos séculos. cuja autoridade coordenadora lhe foi delegada de forma mediata por uma autoridade divina superior. descentralização de atividades e centralização de comando. chegando a reunir mais de 300 mil soldados. burocratização. . VI-Período Medieval (Igreja Católica) A medida que o Império Romano desaparecia. a começar pela administração do território. passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas. e erguiam muralhas de contenção. Essa estrutura preservou e fortaleceu as tradições administrativas desenvolvidas pelos romanos. Eles eram treinados desde os 12 anos. mas também a linguagem que os romanos usavam para designar os administradores locais. a Igreja copiou não apenas o tipo de organização geográfica. a estrutura da organização eclesiástica. Além de sustentar o império. motivação dos soldados e transmissão do código de disciplina eram suas principais responsabilidades. mas ingressavam somente aos 16. A Igreja Católica herdou muitas das tradições administrativas dos romanos. o Papa. planos de carreira e organização. províncias e vigários.11 seguintes. responsáveis pela propagação da fé. O Exército Romano foi uma das maiores forças militares de todos os tempos. construíram arquedutos. Com suas dioceses. que só viria a aparecer com a Reforma. Hoje. De qualquer forma. no entanto era o centuriado. regulamentação. Comando em campanha. preservação da doutrina e formação de sacerdotes. O que faria do exército romano o modelo para os próximos milênios.

Acumulação de capital como fator de motivação. O quadro a seguir apresenta um resumo das principais contribuições do Renascimento para o estudo da administração. primeira fábrica a usar o sistema de linha de montagem. colocado no centro de todos os tipos de ação. e a responsabilidade individual.Reforma enxuta do protestantismo. 7. Invenção da contabilidade moderna. estimulando o aprimoramento das estruturas e técnicas administrativas. A ética protestante deu um grande impulso às motivações do capitalismo. Arsenal de Veneza. embora este tivesse se desenvolvido independentemente de qualquer impulso religioso.12 VII. No campo doutrinário. A concentração de pessoas em grandes contingentes urbanos aumentou a complexidade dos problemas. Separação entre os países do empreendedor e do empregado. no século XVI. a reforma enfatizou o espírito individualista e empreendedor. A Reforma protestante. . Maquiavel publica O príncipe. Surgimento da hierarquia Administração começa a tornarse área do conhecimento. o Renascimento é o período de surgimento e consolidação do Estado Moderno.Renascimento No campo político. Grandes consórcios de empresas privadas. Os barões feudais haviam perdido o poder nos séculos anteriores.1. primeiro manual para executivos. Calvino e Marinho Lutero enfatizavam o trabalho duro como forma de melhorar a situação pessoal e beneficiar a comunidade. em substituição à submissão religiosa valorizada pela Igreja Católica. dando lugar aos países e cidades-estados. modificou certos valores que influenciaram a cultura empresarial e criou novos paradigmas para a administração das organizações. Valorização do ser humano.

um negócio de alguns bilhões de dólares. Em 1890. a velha estrutura funcional começou a emperrar.S. Carnegie funda o truste do aço. a Inglaterra era a maior potência econômica mundial. teve início a integração vertical nas empresas.pioneiros e empreendedores -cederam seu lugar para os organizadores. as grandes obras do Canal de Erie entre 1820 e 1830 deram origem à engenharia de grandes construções e aos negócios de transportes. As ferrovias americanas foram fruto do maior empreendimento privado em sua grande maioria. depois dessas obras o empreendimento empresarial de maior vulto foram as ferrovias. Entre 1890 e 1900 aconteceu uma onda de fusões de empresas. e constituíram um poderoso núcleo de investimentos e de toda uma classe de investidores. Estavam criadas as condições para o aparecimento dos grandes organizadores da empresa moderna. Os capitães das indústrias .13 VIII. e tecnicamente complexos. tendo por base a idéia de utilização racional das fábricas e de reduzir preços. dando início ao que hoje denominamos “marketing”. Na década de 1880. Steel Corporation. John Rockfeller funda a Standard Oil. A mais famosa dessas fusões foi a criação da U. a empresa integrada e multidepartamental. ultrapassando rapidamente a produção de toda a Inglaterra. .Influência dos pioneiros e empreendedores Nos Estados Unidos. Entre 1880 e 1890. Guggenheim forma o truste de cobre e Mello. Swift e Armour formam o truste das conservas. Em 1871. Apesar da enorme dispersão geográfica. a Westinghouse e a General Electric dominavam o ramo de bens duráveis. surgindo assim. Em 1865. o truste do alumínio. e criaram organizações próprias de vendas com vendedores altamente treinados. Entre 1900 e 1911 várias grandes corporações sucumbiram financeiramente.

por uma razão relativamente fácil de se entender: aliadas às inovações tecnológicas. Com o advento da Rev.. com a invenção da máquina a vapor. No século XVII. Ind. começa a entrar em decadência. uma nova concepção de trabalho modificou completamente a estrutura social e comercial da época. esta marcou a passagem da sociedade agrícola e artesanal para sociedade industrial. paulatinamente. ao novo modelo industrial. o modelo feudal. a população já beirava os 9 milhões de habitantes! Na França. o rápido crescimento da população e a sua constante migração . especialmente vestuários. no setor da indústria têxtil. a população passou de 17 milhões. no ano de 1600. o crescimento demográfico em tal escala proporcionou uma forte expansão dos mercados consumidores de bens manufaturados. começou a acontecer a partir de 1760. que ficou conhecido como Revolução Industrial.acabaram por provocar um excesso de mão-de-obra nas cidades. e a sua posterior aplicação à produção. a princípio. e de organização do trabalho. num lapso de aproximadamente um século. afetando diretamente os modelos econômicos e sociais de sobrevivência em toda a Europa. A grande Rev. o que permitiria a exploração e a expansão dos negócios que proporcionariam a acumulação de capital (Capitalismo) pela então burguesia emergente. A partir de 1776. em escala mundial" que está por vir nos séculos vindouros.14 2-FOCO: A Revolução Industrial Em meados do século XVIII. Ind. foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. e social. devido ao aumento repentino da população. a população da Inglaterra passou de 4 milhões de habitantes para cerca de 6 milhões.proporcionou o início do fenômeno da industrialização mundial. Este processo acabou por gerar um excesso de mão-de-obra disponível e barata nos grandes centros urbanos. para 26 milhões em 1800. . teve início na Inglaterra um conjunto de mudanças econômicas. no século seguinte.do campo para as grandes cidades . As péssimas condições de vida no campo. provocou mudanças profundas nos meios de produção humanos até então conhecidos. sociais. em 1700. fizeram com que o homem do campo migrasse para as cidades. aliado ao avanço do desenvolvimento científico e tecnológico principalmente com a invenção da máquina à vapor e de inúmeras outras inovações tecnológicas . política. no ano de 1700. A Rev. cedendo lugar. Isto tudo. Ind. na Inglaterra. de natureza essencialmente agrária. que. Estes fatos constituíram os principais fatores que determinarão a explosão da "Rev. Ind. anterior. provocando mudanças profundas e rápidas de ordem econômica.

1-Sistema de fabricação para fora Na Inglaterra.seguida pelo êxodo rural .2-Sistema fabril As primeiras máquinas eram suficientemente baratas para que os fiandeiros pudessem continuar a trabalhar em suas casas. As condições de trabalho nas fábricas dessa época eram rudes. e o proprietário não podia interferir no processo produtivo. o putting out system foi o precursor da fábrica. que não lhes pertencia. . para a época. o que proporcionava ao empresário capitalista burguês um grande contingente de mão-de-obra que poderia ser explorado por um preço irrisório. que passarão a se organizar em sindicatos – podem ser considerados os aspectos mais importantes e relevantes no tocante às conseqüências dos processos que levaram à Rev. A concentração de trabalhadores usando máquinas aumentou grandemente a produtividade. a fiação de algodão continuou sendo feita em casa. deixaram de ser instaladas em pequenas habitações para serem instaladas nas oficinas ou fábricas. em 1851. 1. barulho e sujeira nas fábricas. era inconcebível! O excesso de população . Primeiro o artesão era o detentor da tecnologia. Este sistema tinha várias desvantagens para o comerciante. Em 1790. o acelerado processo de urbanização e a gradual formação da consciência de classe – da nova classe dos trabalhadores. Os comerciantes já haviam observado que a produtividade diminuía conforme o artesão ganhava o mínimo de que necessitava. assim como nas primeiras fábricas que começavam a surgir. A conseqüência disto. A emigração da área rural para os centros industriais fez crescer as cidades. em pequenas manufaturas. A transição da indústria doméstica para o sistema fabril não se fez do dia para a noite. o primeiro país a fazer a transição para uma sociedade industrial. e a necessidade de infraestrutura. Terceiro. é o começo da fase do "Capitalismo Selvagem". Este era o começo do fim das pequenas manufaturas caseiras (que constituíam a corporação de artesãos). Segundo. de modo que. em situações de aperto financeiro.é que respondia pela grande massa dos desempregados concentrados nas maiores cidades. como todos sabem. as crianças eram obrigadas a trabalhar 14 horas por dia. que recebiam pagamento por peça. já três quartos (ou 75%) das pessoas ocupadas na manufatura trabalhavam em fábricas de médio e grande porte. Os trabalhadores ficavam totalmente à disposição do sistema industrial e capitalista. Ao final do século XVIII os trabalhadores eram continuamente arregimentados na zona rural para as fábricas do interior da Inglaterra e Escócia.15 I-Aspectos: 1. 900 mil.3-Condições de trabalho e sindicatos Sob o ponto de vista ideológico. Entretanto. Alguns comerciantes começaram então a reunir trabalhadores em galpões para poder exercer maior controle sobre seu desempenho. não hesitavam em reter e vender sua matéria-prima. durante muito tempo. No entanto. Na cidade têxtil de New Lanark. Ind.Nesse sistema. os artesãos. O que. 1. Não podiam reclamar dos salários. horários de trabalho. na medida em que aumentavam de tamanho. a cidade de Paris já contava com 700 mil habitantes e Londres.. ele podia produzir de acordo com suas necessidades. os capitalistas entregavam matéria–prima e máquinas da produção de têxteis para as famílias.

alcançando a estatura de uma disciplina. ganharam enorme poder de luta na defesa de seus interesses. dois rumos diferentes: em uma vertente. Em 1890. segundo os postulados dos grandes economistas do final do século XVIII. Entretanto.Adam Smith As grandes fábricas e a preocupação com a eficiência atraíram a atenção de pessoas que lançaram as bases da ciência econômica e das teorias da administração. Ele foi o criador da Escola Clássica da Economia. A desconsideração em relação aos fatores humanos era total. surgiram os primeiros sindicatos para proteger os salários dos artesãos. entre 1833 e 1848. As práticas administrativas no início da Rev.16 O trabalhador especializou-se e perdeu o controle sobre os meios de produção e a visão de conjunto dos bens que produzia.“Um embrião da teoria administrativa” A Rev. cujo programa (Carta do Povo) consegue a primeira lei de proteção ao trabalho da criança (1833) e das mulheres (1842). desenvolveram-se as idéias do liberalismo econômico. eram rudimentares. a administração encontrava as condições ideais para começar a se transformar num corpo organizado de conhecimentos. Robert Owen. os sindicatos foram legalizados. . Os trabalhadores tornaram-se dependentes do emprego oferecido pelas fábricas. na sua seqüência. Jean Batista Say e James Stuart Mill. Os trabalhadores começaram a se organizarem em Sindicatos e. 2. o então chamado "Cartismo". Adam Smith (1723-1790). Algumas das máquinas eram seres humanos. Adam Smith foi uma dessas pessoas. com isto. o governo inglês sanciona uma lei protegendo a saúde dos trabalhadores nas indústrias têxteis. o que desumanizou o trabalho. As empresas tinham apenas máquinas e administradores. tomou. depois de muito tempo. II.1. numa cultura que aceitava e encorajava a exploração (a cultura do autoritarismo mecânico). A qualidade dos produtos era precária e variável. No começo do século XIX. Pagavam-se baixos salários e usavam-se capatazes para fazer o controle cerrado da mão-de-obra. A ênfase foi colocada na eficiência. algumas experiências e idéias inovadoras mostravam que. vigorando o princípio de que cabia ao empregador inspecionar o que comprava. principalmente Adam Smith. um movimento político reformista de grande significação. e já enfatizava a necessidade de racionalizar a produção. neste mesmo país. Realizou-se. Em 1802. Ind. assim como a limitação da jornada de trabalho a 10 horas (1847). Ind. não importa a que custo humano e social. O artesão transformou-se no operário especializado na operação de máquinas. no plano das idéias. já visualizava o princípio da especialização dos operários em uma manufatura de agulhas.

No entanto. vemos uma série de medidas relacionadas com os estudos de tempos e movimentos como meio de obter incremento da produção nas indústrias da época.2. publicado em 1826. Ele observou que. vantagens e problemas. o trabalhador era ignorante e embotado. com base em sua crença em que o ser humano era produto do meio e.Robert Owen e New Lanark Robert Owen Outra experiência prática interessante dessa época foi conduzida por Robert Owen. a necessidade de reduzir ao mínimo o número de tarefas de cada trabalhador. sugeria em seu livro “Elements of political economy”. A idade mínima para o trabalho foi aumentada de cinco para dez anos. para produzir a combinação mais eficiente. na Escócia. perto de Glasgow. na fabricação de alfinetes. e um armazém sem fins lucrativos. outro economista liberal. a produtividade do trabalhador individual havia aumentado 240 vezes. criados pela Revolução Industrial. 2. e o dia de trabalho foi reduzido para toda a força de trabalho. Owen adquiriu uma fiação em New Lanark. Entre os benefícios que ofereceu a seus trabalhadores. Mill também se antecipou aos problemas que seriam atacados por Taylor.17 Sua análise da fabricação de alfinetes é uma contribuição clássica para o entendimento das características. Trabalhavam nessa fábrica cerca de 2000 pessoas. portanto podia ser melhorado. Adam Smith Já James Mill (1773-1836). inclusive 500 crianças com idade até cinco anos. Com muita paciência e simpatia. estavam o da moradia. a fim de aumentar a velocidade e a eficiência. Em seu livro. ao sugerir que tempos e movimentos deveriam ser analisados e sistematizados. . Em 1800. educação gratuita para as crianças. Owen começou uma experiência em administração iluminista e paternalista. de 14 para 12 horas.

. é um marco na produção das idéias que viriam a ser exploradas no século seguinte.3. A limpeza da cidade de New Lanark era obrigatória. Definição da demanda por produtos com base no estudo da distribuição da renda. A empresa produziu um alto nível de lucro para Owen e seus sócios. “On the economy of machinery and manufactures”. levando em conta a proximidade de fontes de materias-primas. de 1832. • O impacto sobre o desempenho do negócio foi altamente positivo. Com sua experiência Robert Owen provou que: • Era mais vantajoso trabalhar em New Lanark que em outros lugares. A qualidade do fio de algodão melhorou continuamente. Entre suas muitas idéias relacionadas com a administração. suspenso sobre os postos de trabalho. Foi instituído o toque de recolher durante o inverno. Foram instituídas multas para a embriaguez em público. para definir o melhor local para a instalaçao de uma fábrica.18 Owen também colocou em prática diversos dispositivos diciplinares: Um “monitor silencioso”. Comparação entre as práticas de administração de diferentes empresas. 2.Charles Babbage O livro de Charles Babbage. • Os trabalhadores podiam ser motivados por um “toque” humanista. Estudos de localizaçao industrial. indicava o nível de desempenho dos trabalhadores. as seguintes são as mais importantes: Estudos de tempos e movimentos para definir o modo mais eficiente de trabalho.

Em 1881. ao contrário do que se previa na ocasião. e de menor custo. que propiciou preços competitivos. aos poucos. eram aspectos de pouca ou nenhuma importância. o terreno estava pronto para a consolidação dos conhecimentos e práticas administrativas em uma disciplina independente. Isso aumentou a demanda de produção e. mas deram-lhe melhores condições de produção.19 Em meados do século XVIII. O homem foi substituído pela máquina naquelas tarefas em que se podia automatizar. as quais. Alguns empresários baseavam as suas decisões tendo por modelos as organizações militares ou eclesiásticas bem sucedidas nos séculos anteriores. e acelerar pela repetição. graças a uma série de fatores. . as fábricas passaram a exigir grandes contingentes humanos. que não estavam em condições financeiras de adquirir máquinas e maquinizar a sua produção. Com o aumento dos mercados. a trabalhar para outros proprietários de oficinas que possuíam a maquinaria necessária. e precisavam de treinamento especializado: os administradores profissionais de organizações. foram obrigados por força da concorrência. decorrente da popularização dos preços. O avanço tecnológico. e um alargamento do mercado consumidor da época. A gestão do pessoal. Esse crescimento foi acelerado graças à diminuição dos custos de produção. Foi nos Estados Unidos que as condições se mostraram mais favoráveis para essa tendência. que se tornavam necessárias. III-Um pequeno exemplo de Logística Os proprietários de oficinas. a Universidade da Pensilvânia criou a primeira escola de administração do mundo. graças às aplicações dos progressos científicos à produção. A substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. com a descoberta de novas formas de energia e a possibilidade de uma enorme aplicação de mercados. especialmente nos Estados Unidos. Esse fenômeno de maquinização das oficinas – rápido e intenso – provocou uma série de fusões de pequenas oficinas que passaram a integrar outras maiores. dentre os quais podemos destacar principalmente: A ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. a principal conseqüência disto tudo é que a organização e a empresa modernas nasceram com a Revolução Industrial. A principal preocupação dos empresários fixava-se logicamente no objetivo de produzir quantidades maiores de produtos melhores. as máquinas não substituíram totalmente o homem. foram crescendo e transformaram-se em fábricas. A expansão da Revolução Industrial pelo mundo todo. com base numa doação de 100 000 dólares de Joseph Whalton. a pessoa que viria a patrocinar muitas das experiências de Frederick Taylor. e a coordenação do esforço produtivo. Para a Teoria Geral da Administração. criou grande demanda por conceitos e técnicas que pudessem ser utilizadas por um continente de pessoas.

A partir da década de 1990. as empresas e sua administração passaram a exigir agilidade. de sua administração. multifuncionalidade atividade Capital financeiro Capital Intelectual . uma nova onda que ultrapassou a Era Industrial em termos de importância. O quadro abaixo dá uma idéia comparativa das duas eras: Era Industrial Era da Informação Fábrica – empresa física e tangível Empresa virtual e em rede Empresa de cimento e concreto Empresa de bites e bytes Máquinas e equipamentos Computadores e terminais Estabilidade e permanência Mudança e instabilidade Manter o status quo Mudar e inovar Mão de obra braçal-trabalho Conhecimento muscular Emprego único. a incerteza e a imprevisibilidade tornaram-se cada vez mais intensas. isso não significou o fim da agricultura. tradicional Atividade compartilhada. de suas atividades. em detrimento da atividade agrícola. Para acompanhar tantas mudanças. principalmente. velozes e profundas.As características da Era Industrial e da Era da Informação A Revolução Industrial provocou o surgimento da Era Industrial. regras e Empreendedorismo regulamentos Especialização e foco em uma única Flexibilidade. a Revolução Industrial. As mudanças tornaram-se cada vez mais rápidas. mudança e renovação dos produtos e serviços. se seus métodos e. esta passou por cima da Era da Agricultura. embora tenha provocado uma profunda modificação na estrutura empresarial e econômica da época. não chegou a influenciar diretamente os princípios de administração das empresas. então utilizados hoje. prontidão. o mundo dos negócios começou a perceber que uma nova e diferente Era estava surgindo: a Era Da Informação. mas o início de um novo período em que predominou a atividade industrial. engajada e virtual Trabalho individual. isolado Trabalho em equipe. IV. participativo e solidário Gerencia tradicional Liderança Impor ordens e comando Conquistar a colaboração Obediência cega.20 Assim.

Significa lidar com pessoas e com recursos internos e externos. para o cliente e para a sociedade. ou membros de equipes virtuais. ou os colegas para criar um padrão grupal de desempenho. administrar não significa apenas supervisionar pessoas. remunerados por tarefa. existem outros objetivos maiores que toda empresa precisa para garantir sua sobrevivência e crescimento. satisfazer necessidades da sociedade e dos mercados. também criou os trabalhadores virtuais. e. para se tornar virtual. organizar. V-Os novos objetivos da administração Contudo. ou cuidar do marketing e das finanças. Por essa razão. Podem ser prestadores de serviços contratados. 5. consequentemente. a administração gera valor para a empresa. A administração passou por uma profunda reformulação e ampliação do seu conceito.21 A tecnologia da Informação. mesmo alavancados em relação aos insumos utilizados. desenvolvendo e integrando competências. para oferecer produtos e serviços. Em segundo. permitindo aumento da produtividade e globalização do mercado. Em quinto. e. e nem se reduz mais a planejar. a administração permite a geração da lucratividade ao proporcionar lucros para a atividade empresarial. o avanço tecnológico.1-Qual é o resultado da administração? Em primeiro lugar. O trabalhador que deixa de ser empregado regular. para oferecer resultados concretos e alcançar sucesso e sustentabilidade ao longo do tempo. ao planejar. Administrar significa conduzir toda uma organização em direção a objetivos previamente definidos. acima da eficiência e da eficácia. Não há mais o chefe para definir e cobrar o ritmo de trabalho. e alcançar competitividade e sustentabilidade no negócio. dirigir e controlar atividades. a administração produz resultados melhores. organizar. em que o funcionário precisa administrar todas as suas atividades profissionais e todos os aspectos de sua relação com a empresa. Não há um padrão para essa tendência. a administração cria riqueza ao ajudar a transformar insumos em produtos ou serviços de valor mais elevado. o trabalho virtual é considerado também. . ou funcionários com vínculo empregatício. enfrentar a concorrência. O individuo torna-se o seu próprio gerente. Os trabalhadores virtuais podem ser especialistas individuais. a indústria mecânica e a automação da produção. com a qual estão ligadas por meio de tecnologia. passa por mudança profunda de hábitos. dirigir e controlar todas as atividades da empresa. da excelência. Hoje. Em quarto. a administração oferece vantagens competitivas para a empresa em relação aos seus concorrentes. um caso extremo de auto-gestão. VI-As Revoluções Logísticas Vamos falar um pouco mais da Logística através da história. são pessoas que trabalham a distância de sua base física. Em terceiro. portanto. o aumento do comércio. tomar conta de departamentos.

1986. os quais fazem parte da definição de logística adotada pelas empresas a partir do momento em que estas. Segundo o estudo feito por Andersson (ANDERSSON. abrindo mercados na África. Caracteriza-se pelo surgimento de grandes complexos industriais e empresas multinacionais e pela automação da produção. Desenvolvem-se a indústria química e a eletrônica. manutenção e reposição de material e pessoal. Paper of the Regional Science Association: v. 59. Alemanha. produção em série. máquinas. favoreceram a invenção e inovação de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel. era uma atividade exercida pelos militares.1-Terceira Revolução Logística Ocorre em meados do século XVIII. e o sistema de transporte com novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo). passaram a se preocupar com a circulação de mercadorias expostas a seus clientes ao longo da rede logística. a fiandeira e o tear mecânicos. que depende cada vez menos de mão-de-obra e mais de alta tecnologia. Como conseqüência do processo de industrialização. Os empresários(capitalistas). Estados Unidos e Japão. 6. Ake E. e urbanização em um espetacular desenvolvimento de cidades industriais. . surgiu a consciência da divisão coordenada de trabalho entre diferentes regiões do sistema de economia global. destacaremos aqui. Além de incluir atividades de estoque e transporte. apenas a Terceira e Quarta Revolução Logística. e cria duas novas classes sociais fundamentais para a operação do sistema. ou trabalhadores assalariados. Os avanços da robótica e da engenharia genética também são incorporados ao processo produtivo. Holanda. foram quatro as Revoluções Logísticas através dos séculos. Itália. Ainda hoje os dicionários trazem a definição da palavra como ramo da ciência militar que trata da obtenção. Como a Inglaterra tinha um sistema naval superior. As fábricas passam a produzir em série. crescendo a concorrência. que possuem apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir mercadorias em troca de salários. distribuição. Índia e nas Américas para exportar produtos industrializados e importar matérias-primas. The Four Logistical Revolutions. onde o acúmulo de capital e grandes reservas de carvão. 6.. a indústria de bens de produção.2-Quarta Revolução Logística De 1860 a 1900 surge a segunda fase da Revolução Industrial. caracterizada pela passagem da manufatura à indústria mecânica. proletários. Entre 1760 e 1860. acelera a circulação de mercadorias. são os proprietários dos capitais. Bélgica. acontece na Inglaterra a primeira fase da Revolução Industrial. matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho. próximas de aglomerações de mercados.22 Muito antes de estar ligada a atividades empresariais. 1986). que atingem o tema deste trabalho. caracterizada pela difusão da industrialização na França. prédios. a máquina a vapor. University of Umea. a logística. O novo sistema industrial transforma as relações sociais. A terceira fase da Revolução Industrial é a que vai de 1900 até os dias de hoje. Os operários. Sweden. com a invenção dos navios e locomotivas a vapor.

000 km.: a máquina a vapor. vagões. para 272. as ferrovias se multiplicaram rapidamente no mundo inteiro. Poucos anos depois. porém. nas mais variadas partes da Europa: na Áustria. . inclusive sendo projetadas linhas intercontinentais. Ela resultou da junção de dois dos principais avanços da Rev. Por volta de 1840. da busca por novos mercados e tecnologias. pode-se verificar a evolução da cadeia de suprimentos (Suplly Chain ) durante os séculos. entre 1830 e 1847. onde a industrialização se processou num ritmo cada vez mais veloz. usada para a propulsão da locomotiva. começou a funcionar a primeira linha de trens de carga.23 Analisando o estudo feito por Andersson. levando a evolução da logística e a globalização do mercado apoiado na expansão dos meios de comunicação e de transporte. chaves de desvio. reduzindo o tempo de distribuição e o custo das mercadorias. o total das estradas saltou de 34. foi inaugurada a primeira via férrea para passageiros de Liverpool e Manchester.000 km. e o ferro. depois de 1830. Nos Estados Unidos. como também de grande variedade de bens pesados. sinais. entre as localidades mineiras inglesas de Stockton e Darlington. além. utilizado na construção do trem e dos trilhos. A preocupação com a organização e circulação de mercadorias. a Bélgica quase dobrou sua rede de estradas no mesmo período. o advento das estradas de ferro alterou inteiramente essa situação. Ind. seguro e barato. em 1800.Os avanços técnicos fizeram do trem um meio de transporte cada vez mais rápido. além de estradas. Nos 10 anos seguintes. e a França construiu. o inglês George Stephenson construiu a primeira locomotiva a vapor. foram construídos mais de 48 mil Km de estradas. ao norte da Inglaterra.3-Texto de apoio: “A Revolução do transporte” Um elemento importante no contexto da Rev. Em 1814. locomotivas. Por isso. como: trilhos. os países da Europa Continental e também os Estados Unidos. utilizada para transportar cargas. 6.Ind.. 3. seguiam mais ou menos lentamente o rumo da industrialização inglesa. como também possibilitou um transporte mais rápido das mercadorias da fábrica para o ponto de venda. A explosão das ferrovias provocou um surto de expansão em todas as áreas industriais.200 km de canais. em 1856. A Ferrovia A ferrovia foi a grande revolução dos transportes. em 1825. Em 1830. Não só aumentou em enormes proporções a demanda de carvão e matérias-primas. foi a melhoria generalizada dos sistemas transportes.

o mais amplo armazém do mundo. produtos perecíveis puderam ser transportados por longas distâncias.4-Qual a importância da Logística? A Atividade Logística é regida pelos Fatores de Direcionamento (Logistic Drivers) para níveis maiores de Complexidade Operacional. Londres era a cidade mais populosa de mundo. podemos dizer que a Logística está presente em todas as atividades de uma companhia. não há movimento de produção e entrega. sem essa necessidade. encurtaram as distâncias marítimas. Entre 1830 e 1860. e os bairros do East End (extremo leste). . em linhas gerais.24 O Barco a vapor No século XIX. a sede das grandes sociedades de navegação e de seguros. foi reduzida em cerca de 40%. com a sua Bolsa de Valores (instituição diretamente ligada a Revolução Industrial) e. que acolhiam uma enorme população que trabalhava no porto. os barcos a vapor incorporaram cascos de ferro. e começaram a usar hélices para a propulsão. a travessia entre Londres e Bombaim. por exemplo. como a construção do canal de Suez entre o mar Mediterrâneo e o mar Vermelho em 1869. Esta começa pela necessidade do cliente. com o primeiro barco dotado de câmaras frigoríficas. na Índia. As docas de Londres constituíam. Outros avanços.A cidade inglesa era o centro regulador do mercado financeiro mundial. Assim. de modo específico. na marina. e nas indústrias de transformação. Por volta de 1870. com as mais diversas e ricas mercadorias. 6. havia passado de quase 5 milhões de pessoas no final do século.

Nos primeiros três meses. transportar e entregar o produto certo. receber. Reunidos em uma cooperativa. além de incluir atividades de estoque e transporte. Durante esse período os funcionários trabalharam apenas para honrar encomendas de 1 milhão de reais. o restante era reservado para investimentos e para compor o capital. graças ao retorno do lucro. Em resumo podemos dizer que. embora a fábrica continuasse em operação. produção e distribuição. no lugar certo. redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo. a logística assume papel fundamental entre as atividades da empresa. mantendo máquinas em funcionamento. a retirada mensal dos donos da Uniforja estava 15% acima da média salarial da região. nem um só centavo entrou no caixa. Apenas uma parte das sobras financeiras. Neste universo de crescentes exigências em termos de produtividade e de qualidade do serviço oferecido aos clientes. e continuando a . análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica. teve a falência decretada e só não foi lacrada porque os funcionários não deixaram. estão incluídos fornecedores (suprimento). Na rede logística de uma empresa. na hora certa. Em 2003. a logística é a arte de comprar. O esforço foi recompensador. já quitadas pelos clientes. ao menor custo possível. tudo para manter um bom nível de serviço oferecido ao cliente. de 15% ia para o operário. 120 trabalhadores deixaram a companhia. No período de 1998 a 2003. contra 10 milhões em 1999. passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos. Em meados de 2003. o faturamento atingiu 80 milhões. A maioria deles não quis fazer parte da cooperativa. preservando os postos de trabalho. empresa metalúrgica do ABC paulista. a Conforja. além de ter entre estes ramos transporte. Em apenas um dia. 13 cooperativas nasceram na região do ABC. separar. 3-ATUALIDADE: Estudo de caso: “A nova economia social” Em 1997. armazenagem e um sistema de informação. facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação. chamada Uniforja. eles assumiram a gestão do negócio. novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios.25 As novas exigências para a atividade logística no Brasil e no mundo. programação das entregas. novas metodologias de custeio. disponibilidade constante dos produtos. Os 232 cooperados ganharam a companhia de 213 companheiros contratados pela CLT e o quadro de pessoal dobrou. armazenar. em geral para assumir o controle de empresas com problemas financeiros. expedir.

entidade de apoio às cooperativas. fabricante de produtos plásticos. administrada por um grupo de 100 trabalhadores. antes concentrado nos setores agrícola e de serviços. diz Paulo Souza. ultrapassou os R$ 2 milhões em janeiro de 2005. A estimativa de faturamento para os próximos meses era de R$ 2. os resultados teriam de garantir a retirada dos cooperados. Um dos obstáculos para a criação de cooperativas era o passado de militância sindical. os investimentos e a poupança para a compra do patrimônio junto à massa falida. o segundo era firmar acordos com universidades e centros de pesquisa para garantir a atualização tecnológica das cooperativas e o terceiro é garantir linhas de financiamento. Por isso o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC. Em todas elas. tinha um plano com três pontos.26 recolher impostos. O faturamento que chegou a R$ 1 milhão em novembro de 2004. A empresa estava praticamente paralisada. essa empresa aumentara sua produção de 150 toneladas/mês. que havia sido presidente do sindicato dos metalúrgicos e idealizara as cooperativas. Entre o fim de 2004 e o início de 2005. A seguir os operários arrendavam os equipamentos. Fora da região do ABC. Os números melhoraram. •Dificuldades: A falta de dinheiro tornou-se o principal problema para as recém-nascidas cooperativas. criada por sindicatos do ABC. Dos 120 funcionários. “Até hoje. sobraram os 53 que se uniram na Plastcooper para assumir o controle da Petit. pois não temos crédito na praça”. em abril de 2000. sufocada por um endividamento que a havia levado à falência. para 350 toneladas/mês. “os operários tem uma tremenda dificuldade em aceitar o papel de empreendedor”. Esse era o roteiro desenhado pelo sindicato dos metalúrgicos desde o nascimento da primeira cooperativa. A partir daí. chegava ao mundo industrial. presidente da Plastcooper. “Primeiro. outro exemplo dessa tendência era a Metalcoop. diz Luis Marinho. analisamos a viabilidade do produto e se há domínio da tecnologia necessária para mantê-lo no mercado”.5 milhões/mês. cooperativa de forjados de Salto. as portas dos bancos continuaram fechadas. Mesmo assim. A cooperativa está trabalhando no limite de sua capacidade de produção. a nova gestão salvou a companhia e multiplicou o volume de negócios. diretor da Unisol São Paulo. os clientes compram matéria-prima para nós. . O primeiro era a criação de uma escola de cooperativismo. diz Heli Vieira Alves. então chamada Petit Plásticos. José Perez Feijó. O conceito de cooperativa. Os operários assumiram a empresa.

ao constituir uma cooperativa os trabalhadores teriam apoio jurídico e cursos de formação para administrar os empreendimentos. buscando firmar parcerias.3 milhões de cooperados. o primeiro presidente da Unisol Brasil e também presidente da Metalcoop. estabelecendo parcerias de comércio justo. implementando programas que nos permitam disputar o mercado com igualdade”. Juntas respondiam por 6% do PIB brasileiro. A Unisol Brasil foi criada para dar quatro tipos de apoios e garantir o desenvolvimento sustentável e solidário dos empreendimentos: Apoio técnico.a Unisol Brasil firmaria convênios como o assinado entre a Unisol São Paulo e o Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP. “as cooperativas no Brasil não aparecem ainda no contexto da economia. . realizando atividades de cooperação e intercâmbio de experiências e oportunidades. Convênios e parcerias. e US$ 1 bilhão anual de exportações. Apoio institucional.5 mil cooperativas espalhadas pelo País. com cerca de 5. havia mais de 7. centrais de compras.a entidade negociaria e acompanharia a tramitação de mudanças nas legislações que afetassem a operação das cooperativas. poderemos imprimir um novo ritmo para as atividades delas. afirma Cláudio Domingos da Silva. e 171 mil trabalhadores contratados. segundo a Organização de Cooperativas do Brasil.27 Em 2003.articulação de ações conjuntas com parceiros internacionais para os empreendimentos filiados. criando redes. Com a criação da Unisol Brasil (União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil). Apoio internacional. intervindo nos processos por meio de articulação política com instituições afins e formulando propostas de legislação e de políticas públicas para o desenvolvimento e crescimento da economia solidária no Brasil.

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