Análise Elaborada Por: Abdul Abubacar, nº1 David Raimundo, nº4

No âmbito da disciplina de Geografia, foi-nos incumbida a tarefa de análise, tratamento e interpretação de dados demográficos referentes à População Portuguesa.

A apresentação de cada tema baseia-se numa breve definição do mesmo, numa tabela de dados elaborada pelos membros do grupo e num gráfico que facilita a interpretação dos dados presentes na tabela.

Ao longo das décadas, tem-se registado um aumento (não muito significativo) da população total de Portugal. Compreende-se por população total ou absoluta o número total de habitantes de uma determinada área geográfica.

Curiosidade Portugal é o 17º país da União Europeia com mais população residente.

Anos 1960 1970 1981 1991 2001 2011

População 8.889.392 8.611.125 9.833.014 9.867.147 10.356.117 10.562.178

Através dos Recenseamentos da População e da Habitação, abreviadamente designados por Censos, pode concluir-se que, em Portugal, residem cerca de 10 562 178 habitantes.

12,000,000 10,000,000 8,000,000 6,000,000 4,000,000 2,000,000

População Absoluta

População Absoluta

0
1960 1970 1981 1991 2001 2011

Com o gráfico anterior, podemos concluir que a população portuguesa tem vindo a aumentar. Contudo, nas últimas duas décadas, este crescimento desacelerou, acompanhando a tendência de outros Países Desenvolvidos.

A Densidade Populacional é o número de habitantes por unidade de superfície, habitualmente, o Km2. Calcula-se da seguinte forma: População Absoluta Densidade Populacional = _____________________ Superfíce (em km2)

Anos 1960 1970 1981 1991 2001 2011

Densidade Populacional 96,5 hab./km2 94 hab./km2 106,7 hab./km2 107,1 hab./km2 112,4 hab./km2 114,5 hab./km2

Através desta tabela, verifica-se um aumento da Densidade Populacional ao longo das décadas no nosso país, apesar de algumas pequenas irregulares (subidas e descidas do valor de habitantes por km2).

Densidade Populacional
140 120 100 80

60
40 20 0 1960 1970 1981 1991 2001 2011

Densidade Populacional

Este é o gráfico da Densidade Populacional em Portugal desde 1960 até 2011, que confirma o aumento progressivo deste indicador demográfico.

Atendendo à distribuição da população portuguesa e atendendo às diferentes colorações do mapa à direita, podemos concluir que: Existe uma forte litoralização (forte concentração da população junto à faixa do litoral);  É visível a bipolarização em torno das principais cidades (Lisboa e Porto);  Todo o interior, excetuando concelhos dotados de cidades médias, como as capitais de distritos, regista baixos valores de D.P..

A Taxa de Natalidade é o número de nascimentos (nados-vivos) anuais por cada 1000 habitantes. Calcula-se do seguinte modo:

TN =

Natalidade x 1000 ________________ Pop. Absoluta

Anos 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Taxa de Natalidade 24,1 % 20,8 % 16,2 % 11,7 % 11,7 % 10,9 % 11 % 10,8 % 10,4 % 10,4 % 10 % 9,7 % 9,9 % 9,4 % 9,6 % 9,2 %

A tabela (e consequentemente o seguinte gráfico) mostram que a Taxa de Natalidade em Portugal tem vindo a diminuir. Esta descida verificada ao longo dos anos está associada a diversos fatores, os quais falaremos mais à frente e poderá causar graves problemas a curto e médio prazo, nomeadamente o envelhecimento da população.

Taxa de Natalidade
30

25

20

15

Taxa de Natalidade

10

5

0

1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

A Taxa de Natalidade em Portugal tem registado uma descida muito significativa, passando de 24% em 1960 para 9.2% em 2011.

Diversos fatores contribuem para este decréscimo da natalidade, tais como…

A redução da Taxa de Fecundidade, em parte relacionada com a integração da mulher no meio laboral; O planeamento familiar (com uso de métodos contracetivos);


O aumento da idade média do primeiro casamento e do primeiro filho; Hoje em dia, os filhos são uma fonte de despesa (com gastos na educação, saúde, alimentação, vestuário, etc…); A redução da nupcialidade e o aumento do nº de divórcios; O envelhecimento da população portuguesa.

A Taxa de Mortalidade é o número de óbitos anuais em cada 1000 habitantes, numa dada região. Calcula-se do seguinte modo:

TM =

Mortalidade x 1000 ____________ ____ Pop. Absoluta

A qualidade de vida, as catástrofes naturais, os cuidados de saúde, a alimentação e as guerras são alguns dos fatores que condicionam este indicador demográfico.

Anos 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Taxa de Mortalidade 10,7 10,7 9,7 10,3 10,2 10,1 10,2 10,4 9,7 10,2 9,7 9,8 9,9 9,9 10 9,7

Os países que revelam Taxas de Mortalidade mais reduzidas (como é o caso de Portugal) são Países Desenvolvidos.

A baixa TM nestes territórios resulta, principalmente, do investimento em cuidados médicos e de uma alimentação equilibrada e saudável.

Taxa de Mortalidade
10.8 10.6 10.4 10.2 10 9.8 9.6 9.4 9.2 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Taxa de Mortalidade

Apesar das pequenas descidas e subidas registadas (ver gráfico em cima), a Taxa de Mortalidade em Portugal, desde 1960, tem diminuído significativamente.

Para a redução desta taxa, contribuiram fatores como:

Progressos verificados na saúde e medicina;

Melhoria dos hábitos alimentares;

Existência de uma rede de vacinas que abrange a quase totalidade da população jovem;

Abastecimento de água canalizada e existência de saneamento básico na generalidade das habitações.

A Taxa de Crescimento Natural é a diferença entre a Taxa de Natalidade e a Taxa de Mortalidade, calculando-se deste modo:

TCN =
A TCN pode ser:
  

TN - TM

Positiva, quando a TN é superior à TM; Negativa, quando a TN é inferior à TM; Nula, quando a TN é igual à TM.

Para serem efetuadas comparações entre diversos países, costuma muito utilizar-se a Taxa de Crescimento Natural, visto que se mostra útil na comparação do grau de desenvolvimento de territórios. Isto porque:

Se um país tiver TCN reduzida ou negativa, trata-se de um País Desenvolvido – Natalidade reduzida e Mortalidade reduzida. Se um país tiver TCN positiva, trata-se de um País em Vias de Desenvolvimento – Natalidade elevada e Mortalidade elevada, com tendência a diminuir.

Anos 1960-1970 1970-1981 1981-1991 1991-2001 2001-2011

Taxa de Crescimento Natural -0,257 1,243 0,034 0,489 0,197

A Taxa de Crescimento Natural tem vindo a diminuir, tal como a TN. Porém, apesar desta descida, Portugal mantém uma TCN positiva.

Taxa de Crescimento Natural
1.4 1.2 1 0.8 0.6 0.4 0.2

Em determinados anos, Portugal registou Taxas de Crescimento Natural negativas ou muito reduzidas, típico dos países desenvolvidos.

0
1960-1970 -0.2 Taxa de Crescimento Natural -0.4 1970-1981 1981-1991 1991-2001 2001-2011

A taxa de mortalidade infantil é o número de óbitos de crianças com menos de 1 ano por cada mil nascimentos vivos. Os valores deste indicador demográfico são muito importantes na determinação do grau de desenvolvimento de cada país.

A distribuição irregular desta taxa demonstra um contraste entre os Países Desenvolvidos (cuja TMI é baixa – inferior a 12%) e os Países em Vias de Desenvolvimento (possuindo TMI muito elevadas – superior a 90%).

Anos 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Taxa de Mortalidade Infantil 77,5% 55,5% 24,3% 10,9% 5,5% 5% 5% 4,1% 3,8% 3,5% 3,3% 3,4% 3,3% 3,6% 2,5% 3,1%

Comparando o valor da Taxa de Mortalidade Infantil no nosso país em 1960 (77.5%) com a de 2011 (3.1%), verifica-se uma satisfatória e impressionante redução de 74, 4 pontos percentuais.
Atendendo ao gráfico seguinte, esta diminuição é, claro, ainda mais evidente…

Taxa de Mortalidade Infantil
90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Taxa de Mortalidade Infantil

A diminuição da TMI em Portugal desde os anos 60 até hoje foi possível devido à aplicação de diversos fatores: Cuidados durante a gravidez – realização de exames, análises, ecografias;  Acompanhamento na fase pré e pós parto;  Assistência dos partos em hospitais e maternidades;  Alimentação saudável da mãe e do recém-nascido;  Vacinação infantil.

O número de filhos por cada mulher em idade fértil (15 aos 49 anos) também é chamado de Índice de Fecundidade.
Para que haja renovação de gerações, ou seja, para que uma geração seja substituída por outras, é necessário que cada casal tenha, pelo menos, 2,1 filhos.

Anos 1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Nº de Filhos Por Mulher 3,2 3 2,25 1,57 1,56 1,45 1,47 1,44 1,41 1,42 1,38 1,35 1,4 1,35 1,39 1,35

Desde 1960, o nº médio de filhos por mulher até hoje foi sempre inferior a 4. Verifica-se uma descida deste indicador, descendo para aproximadamente, 1.4 filhos por mulher. Se este valor não se elevar, Portugal corre o risco de vir a sofrer de um envelhecimento da

Nº de Filhos Por Mulher
3.5 3 2.5 2

Nº de Filhos Por Mulher

1.5
1 0.5 0
1960 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

O Índice de Fecundidade em Portugal, à semelhança do de outros Países Desenvolvidos, é baixo. As razões desta diminuição são idênticas às do motivo da redução da TN.

A esperança média de vida da população é o número de anos que, em média, cada indivíduo tem probabilidade de viver no momento em que nasce. A esperança média de vida apresenta grandes contrastes a nível mundial, visto que nos Países Desenvolvidos quase chega aos 80 anos e nos Países em Vias de Desenvolvimento não chegam sequer aos 55 anos. Curiosidade Na maior parte dos países, as mulheres vivem mais que os homens.

Anos 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Esperança Média de Vida 67,1 71,1 74,1 76,4 76,7 77 77,4 77,7 78,2 78,5 78,7 78,9 79,3 79,6

Se atendermos ao valor da idade média atingida em Portugal em 1960 e se observarmos o mesmo valor referente a 2011, é visível uma subida lenta, mas regular, para a qual contribuem fatores como: Uma alimentação mais nutrida e cuidada;  Cuidados de saúde mais eficazes;  Avanços na medicina;  Assistência aos idosos;  Melhor qualidade de vida.

Esperança Média de Vida
82

80
78 76 74 72 70 68 66 Esperança Média de Vida

64
62 60 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Atualmente, a esperança média de vida é de 79, 6 anos.

Todos sabemos que a população, devido a diversos motivos, se desloca para outros países. Os movimentos que a população executa podem ser de saída do país de origem para um estrangeiro – emigração – ou de deslocação de população estrangeira para o país recetor - imigração.

O saldo migratório é, portanto, a diferença entre o número de entradas e saídas por migração, internacional ou interna, para um determinado país ou região, num dado período de tempo.

Anos 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Saldo Migratório -122,3 41,9 -39,1 67,1 56,2 41,8 24,7 14,3 15,4 17,1 21,8 9,4 15,4 3,8 -24,3

aaaaaaaaa aaaaaaaaa aaaaaaaaa a

O Saldo Migratório de Portugal tem registado uma descida acentuada e com tendência para continuar a diminuir.

Saldo Migratório
100

50

0 1970 1980 1990 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

-50 Saldo Migratório -100

-150

A situação económica e social em que Portugal está mergulhado condiciona o reduzido e negativo saldo comercial no qual o nosso país se encontra.

Os dois grandes grupos de países existentes na sociedade a nível mundial (Países Cada país possui os índices demográficos Desenvolvidos e caso em Vias de Desenvolvimento) refletem as condições de vida das próprios e “cada é um caso” . Assim, as populações que neles estão inseridas. medidas a tomar em certos territórios não se aplicam a certos outros, dependendo do grau de desenvolvimento desse país e da reação das populações face às mudanças impostas.

As medidas que se aplicam a um país cuja TN, por exemplo, seja baixa (Japão, EUA, Portugal) são diferentes das aplicadas num em que a população é extremamente jovem e, claro, diferentes às de um país mergulhado numa profunda crise económica.
Apesar dos diferentes métodos a tomar, esperemos que daqui em diante, quaisquer medidas que forem aplicadas tenham em vista o bem comum de todos os territórios e populações…

Tornando o mundo num lugar melhor.

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Geografia –

http://www.pordata.pt/ - Pordata http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_main – INE (Instituto Nacional de Estatística)

http://metaweb.ine.pt/sim/conceitos/Default.aspx

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