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APOSTILA DE DESENHO

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DESENHO TÉCNICO

 

PORT . REV. A . OUT/2008 . DT 001

DESENHO TÉCNICO
OFICINA:

Desenho Técnico para o curso Técnico de Segurança do Trabalho

DECENTE:

Marcio Alves
• • • • • • • Higienista Ocupacional (técnicas de avaliação de higiene ocupacional / SENAI – Morais e Silva / CTA - Firjan) – Janeiro de 2005 Técnico de Segurança do Trabalho (SENAI – Duque de Caxias) – Abril de 2004 Consultor Ambiental (IBAMA) – Agosto de 2004 Projetista de Instalações Elétricas (Seqüencial Projetos) – 2006 Desenho de Tubulação Industrial (OBERG/SENAI) - 1995 Projetos de Instalações Prediais (OBERG) - 1994 Técnico de Edificações (Centro Educacional João Combat) - 1993

ÁREA

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Marcio Alves / Téc. Seg. Trabalho / Téc. Edificações / Projetista de Elétrica

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Interpretação e leitura de croqui, layout, plantas e projetos residenciais, comerciais e industriais.

METAS:

Através das atividades práticas, desenvolver a capacidade em elaborar esboços ou croquis de situações do nosso cotidiano, além de capacitar os participantes para elaborar e implementar mapas de riscos ambientais.

MATERIAL NECESSÁRIO:

Par de esquadros (graduado ou não), Escala “escalimetro” (pode ser a pequena), Compasso, Transferidor (360º), Lapiseira (0,5; 0,7 ou 0,9 mm), Grafite HB, Fita Crepe ou Durex, Papel e Borracha.

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OBJETIVO:

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CONTROLE DE REVISÕES

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REV. A B C D E F G H I

CÓD.

DATA
31 / Out / 08

DESCRIÇÃO E / OU FOLHA ATINGIDA Esboço da Apostila de Desenho Técnico

EXECUÇÂO Marcio Alves

APROVAÇÃO

DESENHO TÉCNICO
 

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SUMÁRIO

1. 
1.1.  1.2.  1.3.  1.4.  1.5.  2.  2.1.  2.2.  2.3.  2.4.  2.5.  2.6.  2.7.  2.8.  2.9.  2.10.  2.11.  2.12.  2.13.  2.14.  2.15.  2.16.  2.17.  2.18.  2.19.  2.20.  2.21.  2.22.  2.23.  2.24.  2.25.  2.26.  3.  4.  4.1.  4.2.  4.3.  4.4.  4.5.  4.5.1.  4.5.2.  4.5.3. 
ÁREA

INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO ................................................. 7 
Tipos de Desenho Técnico .......................................................................................... 9  Técnico Quais as diferenças entre desenho técnico e o desenho artístico? ............. 13  Importância do Desenho Técnico .............................................................................. 13  Formas de Elaboração e apresentação do Desenho Técnico .................................... 14  Normas ...................................................................................................................... 15  material e instrumentos de desenho .................................................... 18  Prancheta .................................................................................................................. 18  REGUÁ T ................................................................................................................... 18  REGUA PARALELA ................................................................................................... 18  TECNIGRÁFO ............................................................................................................ 19  PAR DE ESQUADROS ............................................................................................... 19  ESCALA OU ESCALIMETRO ...................................................................................... 19  LAPSEIRA.................................................................................................................. 20  GRAFITE .................................................................................................................... 20  BORRACHA ............................................................................................................... 21  MATA GATO .............................................................................................................. 21  GABARITOS .............................................................................................................. 21  CURVA FRANCESA ................................................................................................... 22  RÉGUA FLEXIVEL...................................................................................................... 22  COMPASSO ............................................................................................................... 22  TRANSFERIDOS ........................................................................................................ 23  PAPEIS PARA DESENHO .......................................................................................... 23  FITA ADESIVA OU DUREX ......................................................................................... 24  ESTILITE .................................................................................................................... 24  CANETA NANQUIM .................................................................................................... 25  TINTA NANQUIM ........................................................................................................ 25  BORRACHA PARA NANQUIM .................................................................................... 25  LAMINA GILITE .......................................................................................................... 25  BENZINA .................................................................................................................... 26  ARANHA .................................................................................................................... 26  REGUA NORMOGRAFO ............................................................................................. 26  TUBO PARA ORIGINAIS ............................................................................................ 26  NOÇÕES BÁSICAS DE DESENHO ........................................................ 27  SÓLIDOS GEOMÉTRICOS .................................................................... 32  Geometria Plana ........................................................................................................ 33  Sólidos Geométricos ................................................................................................. 36  Sólidos de Revolução ................................................................................................ 37  Sólidos de Revolução ................................................................................................ 38  Áreas das Figuras Planas .......................................................................................... 40  Quadrado ................................................................................................................ 40  Retângulo ................................................................................................................ 40  Trapezio .................................................................................................................. 42 
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4.5.4.  Circunferência ......................................................................................................... 42  4.5.5.  Paralelogramo ......................................................................................................... 43  4.5.6.  Losango .................................................................................................................. 43  5.  CALIGRAFIA ........................................................................................ 44  5.1.  Tipos de Escrita Técnica ........................................................................................... 44  5.1.1.  Escrita Tipo do Arquiteto ........................................................................................ 44  5.1.2.  Escrita Tipo Redonda “TÉCNICA” ........................................................................... 44  5.2.  Faça os Exercícios: ................................................................................................... 45  5.3.  Exercícios de Aprendizagem para Caligrafia Técnica ................................................ 47  6.  FOLHA DE DESENHO – FORMATOS DIMENSÕES E LAYOUT .............. 50  6.1.  Formatos e Dimensões de Folhas ............................................................................. 50  6.2.  Legenda ..................................................................................................................... 52  7.  ESCALA ............................................................................................... 54  7.1.  Critérios para Escolha da Escala da Planta ............................................................... 56  7.2.  Precisão Gráfica de uma Escala ................................................................................ 57  8.  COTA ................................................................................................... 59  9.  REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS .......................................................... 64  9.1.  Tipos de Linhas ......................................................................................................... 64  9.2.  Hachura ..................................................................................................................... 65  9.3.  Representação em Cores - Convenção ..................................................................... 67  9.4.  Arquitetura ................................................................................................................ 67  9.4.1.  Instalações Elétricas ............................................................................................... 73  9.4.2.  Instalações de Esgoto ............................................................................................. 74  9.4.3.  Parafusos ................................................................................................................ 75  10.  ETAPAS DE UM PROJETO ................................................................... 77  10.1.  Estudo Preliminar ...................................................................................................... 77  10.2.  Anteprojeto ................................................................................................................ 77  10.3.  Projeto ....................................................................................................................... 77  10.4.  Detalhes e os Projetos Complementares ................................................................... 77  11.  MONTAGEM GRAFICA DE UM PROJETO ............................................. 79  11.1.  Planta Baixa ............................................................................................................... 80  11.2.  Cortes ........................................................................................................................ 81  11.3.  Fachada ..................................................................................................................... 83  11.4.  Cobertura .................................................................................................................. 84  11.5.  Situação..................................................................................................................... 85  11.6.  Localização................................................................................................................ 86  12.  PROJEÇÕES ORTOGONAIS E VISTAS................................................. 87  12.1.  Projeções .................................................................................................................. 87  12.2.  Vistas......................................................................................................................... 92  13.  PERSPECTIVAS ................................................................................... 95  13.1.  Perspectiva Isométrica .............................................................................................. 96  13.2.  Perspectiva Cavaleira ................................................................................................ 98  14.  SINALIZAÇÃO .................................................................................... 101  14.1.  Sinalização Complementar ...................................................................................... 101  14.2.  Sinalização de Emergência ...................................................................................... 102  15.  MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS ........................................................ 106  15.1.  O que é Mapa de Risco ............................................................................................ 106  15.1.1.  Quem Faz o Mapa de Risco? ............................................................................. 106  15.1.2.  Planta ou Croqui? .............................................................................................. 106 
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/INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO

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15.1.3.  Estudo dos Tipos de Riscos .............................................................................. 106  15.1.4.  A Legislação Brasileira ...................................................................................... 106  15.2.  Mapas de Riscos ..................................................................................................... 107  15.2.1.  Etapas de Elaboração ........................................................................................ 107  15.2.2.  Classificação dos Riscos ................................................................................... 108  15.3.  O Agente Mapeador ................................................................................................. 116  15.3.1.  Conhecimentos Necessários ............................................................................. 116  15.3.2.  A Empresa ......................................................................................................... 116  15.3.3.  CIPA, SESMT e Segurança Patrimonial.............................................................. 117  15.3.4.  Aspectos Legais do Acidente do Trabalho ........................................................ 117  15.3.5.  Apoio Técnico .................................................................................................... 117  15.4.  Etapas do Mapeamento ........................................................................................... 117  15.4.1.  Como Levantar e Identificar os Riscos Durante a Visita á Fabrica (empresa).... 118  15.4.2.  A Avaliação dos Riscos para a Elaboração do Mapa ......................................... 118  15.4.3.  A Colocação dos Círculos na Planta ou Croqui ................................................. 118  15.5.  Simbologia para Mapa de Riscos ............................................................................ 121  15.6.  Modelo de Planilha para Levantamento ................................................................... 123  16.  BIBLIOGRAFIA................................................................................... 127  16.1.  Apostilas ................................................................................................................. 127  16.2.  Normas Técnicas ..................................................................................................... 127 

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1.

INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO

O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de pelas diversas modalidades de engenharia e também da arquitetura. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia e da arquitetura. Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exige treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais. Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana. Na prática pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que não é visível e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é chamada visão espacial.

Que é desenho? É uma forma importante de comunicação, porque por meio de desenhos podemos conhecer as técnicas, os hábitos e as idéias de quem os projetou.

Desenho técnico É uma forma de representação gráfica, usada entre outras finalidades, para ilustrar instrumentos de trabalho, como máquinas, peças e ferramentas.

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forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas

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O que é Visão Espacial Visão espacial é um dom que, em princípio todos têm, dá a capacidade de percepção mental das formas espaciais. Perceber mentalmente uma forma espacial significa ter o sentimento da forma espacial sem estar vendo o objeto. Por exemplo, fechando os olhos pode-se ter o sentimento da forma espacial de um copo, de um determinado carro, da sua casa etc.. Ou seja, a visão espacial permite a percepção (o entendimento) de formas espaciais, sem estar vendo fisicamente os objetos. Apesar da visão espacial ser um dom que todos têm, algumas pessoas têm mais facilidade para entender as formas espaciais a partir das figuras planas. A habilidade de percepção das formas espaciais a partir das figuras planas pode ser desenvolvida a partir de exercícios progressivos e sistematizados.

O Desenho Técnico e a Engenharia Nos trabalhos que envolvem os conhecimentos tecnológicos de engenharia, a viabilização de boas idéias depende de cálculos exaustivos, estudos econômicos, análise de riscos etc. que, na maioria dos casos, são resumidos em desenhos que representam o que deve ser executado ou construído ou apresentados em gráficos e diagramas que mostram os resultados dos estudos feitos. Todo o processo de desenvolvimento e criação dentro da engenharia está intimamente ligado à expressão gráfica. O desenho técnico é uma ferramenta que pode ser utilizada não só para apresentar resultados como também para soluções gráficas que podem substituir cálculos complicados. Apesar da evolução tecnológica e dos meios disponíveis pela computação gráfica, o ensino de Desenho Técnico ainda é imprescindível na formação de qualquer modalidade de engenheiro, pois, além do aspecto da linguagem gráfica que permite que as idéias concebidas por alguém sejam executadas por terceiros, o desenho técnico desenvolve o raciocínio, o senso de rigor geométrico, o espírito de iniciativa e de organização.

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Assim, o aprendizado ou o exercício de qualquer modalidade de engenharia irá depender de uma forma ou de outra, do desenho técnico.

1.1.

Tipos de Desenho Técnico

O desenho técnico é dividido em dois grandes grupos: • Desenho projetivo – são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas. Vistas ortográficas: figuras resultantes de projeções ortogonais, sobre planos convenientemente escolhidos, de modo a representar, com exatidão, a forma do mesmo com seus detalhes. Perspectivas: figuras resultantes de projeção isométrica ou cônica, sobre um único plano, com a finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto. • Desenho não-projetivo – na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos cálculos algébricos e compreendem os desenhos de gráficos, diagramas etc... Diagramas: desenhos nos quais valores funcionais são representados em um sistema de coordenadas. Esquema: figura que representa não a forma dos objetos, mas as suas relações e funções. Fluxogramas: representação gráfica de uma seqüência de operações. Organograma: quadro geométrico que representa os níveis hierárquicos de uma organização, ou de um serviço, e que indica os arranjos e as inter-relações de suas unidades constitutivas. • Os desenhos projetivos compreendem a maior parte dos desenhos feitos nas indústrias e alguns exemplos de utilização são: Projeto e fabricação de máquinas, equipamentos e de estruturas nas indústrias de processo e de manufatura (indústrias mecânicas, aeroespaciais, químicas, farmacêuticas, petroquímicas, alimentícias etc.). Projeto e construção de edificações com todos os seus detalhamentos elétricos, hidráulicos, elevadores etc..

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Projeto e construção de rodovias e ferrovias mostrando detalhes de corte, aterro, drenagem, pontes, viadutos etc. Projeto e montagem de unidades de processos, tubulações industriais, sistemas de tratamento e distribuição de água, sistema de coleta e tratamento de resíduos. Desenvolvimento de produtos industriais. Projeto e construção de móveis e utilitários domésticos. Promoção de vendas com apresentação de ilustrações sobre o produto. Pelos exemplos apresentados pode-se concluir que o desenho projetivo é utilizado em todas as modalidades da engenharia e pela arquitetura. Como resultado das especificidades das diferentes modalidades de engenharia, o desenho projetivo aparece com vários nomes que correspondem a alguma utilização específica: • • • • • • Desenho Mecânico Desenho de Máquinas Desenho de Estruturas Desenho Arquitetônico Desenho Elétrico/Eletrônico Desenho de Tubulações Representação de relevos topográficos e cartas náuticas.

Mesmo com nomes diferentes, as diversas formas de apresentação do desenho projetivo têm uma mesma base, e todas seguem normas de execução que permitem suas interpretações sem dificuldades e sem mal-entendidos. Os desenhos não-projetivos são utilizados para representação das diversas formas de gráficos, diagramas, esquemas, ábacos, fluxogramas, organogramas etc.. Quanto ao Grau de Elaboração

Esboço: representação gráfica aplicada habitualmente aos estágios iniciais de elaboração de um projeto, podendo, entretanto, servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obras.

Desenho preliminar: representação gráfica empregada nos estágios intermediários da elaboração do projeto, sujeita ainda a alterações e que corresponde ao anteprojeto.

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• •

Croqui: desenho não obrigatoriamente em escala, confeccionado normalmente à mão livre e contendo todas as informações necessárias à sua finalidade. Desenho definitivo: desenho integrante da solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão.

Quanto ao Grau de Pormenorização • • • Desenho de componente: desenho de um ou vários componentes representados separadamente. Desenho de conjunto: desenho mostrando reunidos componentes, que se associam para formar um todo. Detalhe: vista geralmente ampliada do componente ou parte de todo um complexo.

Quanto ao Material Empregado • Desenho executado a lápis, giz, carvão ou outro material adequado.

Quanto á Técnica de Execução • Se executado manualmente (à mão livre ou com instrumento) ou à máquina.

Quanto ao Modo de Obtenção Desenho matriz que serve para reprodução. • • Original: desenho matriz que serve para reprodução. Reprodução: desenho obtido a partir do original mediante cópia (reprodução na mesma escala do original), ampliação (reprodução Espaço para desenho: • • • Os desenhos são dispostos na ordem horizontal ou vertical. O desenho principal é colocado acima e à esquerda, na área para desenho. Os desenhos são executados, se possível, levando em consideração o dobramento das cópias do padrão de desenho, conforme formato A4. Espaço para texto:

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• • • • •

Todas as informações necessárias ao entendimento do conteúdo do espaço para desenho são colocadas no espaço para texto. O espaço para texto é colocado à direita ou na margem inferior do padrão de desenho. Quando o espaço para texto é colocado na margem inferior, a altura varia conforme a A largura do espaço de texto é igual a da legenda ou no mínimo 100 mm. O espaço para texto é separado em colunas com larguras apropriadas de forma que possível leve em consideração o dobramento da cópia do padrão de desenho, conforme padrão A4. natureza do serviço.

As seguintes informações devem conter no espaço para texto: explanação (identificação dos símbolos empregados no desenho), instrução (informações necessárias à execução do desenho), referência a outros desenhos ou documentos que se façam necessários, tábua de revisão (histórico da elaboração do desenho com identificação/assinatura do responsável pela revisão, data, etc).

Legenda: • Usada para informação, indicação e identificação do desenho, a saber: designação da firma, projetista, local, data, assinatura, conteúdo do desenho, escala, número do desenho, símbolo de projeção, logotipo da firma, unidade empregada, escala, etc. • A legenda deve ter 178 mm de comprimento nos formatos A2, A3 e A4, e 175 mm nos formatos A0 e A1.

O formato final do dobramento de cópias de desenhos formatos A0, A1, A2 e A3 deve ser o formato A4. Para formatos maiores que o A0 (formatos especiais), o dobramento deve ser tal que esteja no formato A4. As cópias devem ser dobradas de modo a deixar visível a legenda. Quando as cópias de formato A0, A1 e A2 tiverem de ser perfuradas para arquivamento, deve ser dobrado para trás o canto superior esquerdo.
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1.2.

Técnico Quais as diferenças entre desenho técnico e o desenho artístico?

Desenho técnico - é um tipo de representação gráfica utilizado por profissionais de uma

o Deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. Dessa forma, todos os elementos do desenho técnico obedecem as normas técnicas, ou seja, são normalizados. • Desenho artístico - reflete o gosto e a sensibilidade do artista que o criou.

Importante:

• No Brasil a entidade responsável pelas normas técnicas é a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) • Desenho técnico tal como entendemos hoje, foi desenvolvido graças ao matemático Francês Gaspar Monge (1746 –1818)

O método permite representar com precisão objetos que tem 3 dimensões em superfícies planas. Esse método é denominado de método mongeano que é usado em geometria descritiva.

1.3.

Importância do Desenho Técnico

O desenho técnico constitui-se no único meio conciso, exato e inequívoco para comunicar a forma dos objetos; daí a sua importância na tecnologia, face a notória dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrição da forma, apesar da riqueza de outras informações que essa linguagem possa veicular.

“O design é uma atividade criadora cujo propósito é determinar as qualidades formais dos objetos produzidos industrialmente. Por qualidades formais não se deve apenas entender as características exteriores, mas, sobretudo, as relações estruturais e funcionais que são objeto de uma unidade coerente.” (SCHULMANN, Denis. 1994. P.10)

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mesma área, como, por exemplo, na mecânica, na marcenaria.

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1.4.

Formas de Elaboração e apresentação do Desenho Técnico

Atualmente, na maioria dos casos, os desenhos são elaborados por computadores, pois existem

Nas áreas de atuação das diversas especialidades de engenharias, os primeiros desenhos que darão início à viabilização das idéias são desenhos elaborados à mão livre, chamados de esboços. A partir dos esboços, já utilizando computadores, são elaborados os desenhos preliminares que correspondem ao estágio intermediário dos estudos que são chamados de anteprojeto. Finalmente, a partir dos anteprojetos devidamente modificados e corrigidos são elaborados os desenhos definitivos que servirão para execução dos estudos feitos. Os desenhos definitivos são completos, elaborados de acordo com a normalização envolvida, e contêm todas as informações necessárias à execução do projeto.

A Padronização dos Desenhos Técnicos Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. Essa padronização é feita por meio de normas técnicas seguidas e respeitadas internacionalmente. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes. Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados, direta ou indiretamente, a este setor. No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, fundada em 1940. Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os órgãos responsáveis pela normalização em cada país,

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vários softwares que facilitam a elaboração e apresentação de desenhos técnicos.

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reunidos em Londres, criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO). Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os países

As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas pela ABNT, registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras -NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO.

1.5.

Normas

O desenho técnico permite, por meio de um conjunto de linhas, números, símbolos e indicações escritas, fornecerem informações sobre a função, forma e dimensões e material de um dado objeto que poderá ser executado sem o contato direto entre projetista e executante. Por esse motivo, a execução correta de um desenho técnico, pressupõe da parte de quem executa o conhecimento de todas as normas que foram elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em acordo com a ISO. Sem tal conhecimento e, sobretudo sem a aplicação constante das normas, que devem ser estudadas e discutidas, não é possível uma execução correta do desenho que deve, pois ser lido e entendido facilmente sem equívocos e interpretação. A execução de desenhos técnicos é inteiramente normalizada pela ABNT. Os procedimentos para execução de desenhos técnicos aparecem em normas gerais que abordam desde a denominação e classificação dos desenhos até as formas de representação gráfica, como é o caso da NBR 5984 – NORMA GERAL DE DESENHO TÉCNICO (Antiga NB 8) e da NBR 6402 – EXECUÇÃO DE DESENHOS TÉCNICOS DE MÁQUINAS E ESTRUTURAS METÁLICAS (Antiga NB 13), bem como em normas específicas que tratam os assuntos separadamente, conforme os exemplos seguintes: • NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL, cujo objetivo é definir os termos empregados em desenho técnico. A norma define os tipos de desenho quanto aos seus aspectos geométricos (Desenho Projetivo e Não-Projetivo), quanto
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que compõem a ISO, essa norma é organizada e editada como norma internacional.

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ao grau de elaboração (Esboço, Desenho Preliminar e Definitivo), quanto ao grau de pormenorização (Desenho de Detalhes e Conjuntos) e quanto à técnica de execução (À mão livre ou utilizando computador) • NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, cujo objetivo é definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda. • NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO, que normaliza a distribuição do espaço da folha de desenho, definindo a área para texto, o espaço para desenho etc.. Como regra geral deve-se organizar os desenhos distribuídos na folha, de modo a ocupar toda a área, e organizar os textos acima da legenda junto à margem direita, ou à esquerda da legenda logo acima da margem inferior. • NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS, que fixa a forma de dobramento de todos os formatos de folhas de desenho: para facilitar a fixação em pastas, eles são dobrados até as dimensões do formato A4. • NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS que, visando à uniformidade e à legibilidade para evitar prejuízos na clareza do desenho e evitar a possibilidade de interpretações erradas, fixou as características de escrita em desenhos técnicos. Além das normas citadas acima, como exemplos, os assuntos abordados nos capítulos seguintes estarão em consonância com as seguintes normas da ABNT: • • • • • • • • NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – LARGURAS DAS LINHAS NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM DESENHO TÉCNICO padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos técnicos e

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Existem normas que regulam a elaboração dos desenhos e têm a finalidade de atender a uma determinada modalidade de engenharia. Como exemplo, pode-se citar: a NBR 6409, que normaliza a execução dos desenhos de eletrônica; a NBR 7191, que normaliza a execução de desenhos para obras de concreto simples ou armado; NBR 11534, que normaliza a representação de engrenagens em desenho técnico. Uma consulta aos catálogos da ABNT mostrará muitas outras normas vinculadas à execução de algum tipo ou alguma especificidade de desenho técnico.

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/MATERIAL E INSTRUMENTOS DE DESENHO

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2.

MATERIAL E INSTRUMENTOS DE DESENHO

2.1.

Prancheta

A prancheta de desenho é composta de duas partes fundamentais: a base e o tampo O tampo, geralmente composto por um placa retangular de compensado, madeira ou aglomerado, forrada com um plástico espesso, fosco de cor branca, azul claro ou verde clara, serve de apoio para folha de desenho. A base da prancheta é composta de metal ou madeira, possui partes moveis que permitem regular a altura e inclinação do tampo, de acordo com a comodidade do desenhista. Tamanhos de 100x80cm, 120x90cm e outros. Dois elementos são componentes importantes da prancheta: a luminária e a banqueta. A luminária para desenho, é oferecida pelo mercado m vários modelos, com ou sem garras para fixação no tampo da prancheta e braço articulável além de lâmpadas fluorescentes de 15w. A banqueta (banco ou cadeira), pode ser de madeira, ferro e outros materiais, fixa com altura compatível ou móvel com altura regulável rodízios aos pés além de encosto e assento acolchoados.

2.2.

REGUÁ T

Composta de duas partes: a haste e a cabeça que pode ser móvel ou fixa. É utilizada para traçar linhas horizontais paralelas e para apoiar os esquadros. A cabeça móvel não é muito útil e deve ser evitada, pois pode gerar imprecisão no desenho.

2.3.

REGUA PARALELA

A régua T, pois fica fixa na prancheta, deslizando para cima e para baixo. Possui roldanas nas extremidades pelas quais correm fios presos nas bordas do tampo.

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2.4.

TECNIGRÁFO

é um aparelho que substituí o conjunto de esquadros, régua T e transferidores.

2.5.

PAR DE ESQUADROS

O par de esquadros é utilizado para traçar linhas verticais e obliquas. O modelo mais indicado é o de acrílico transparente sem graduação nem rebaixo e com 32cm de comprimento. Sugestões de marcas: TRIDENT, DESEGRAPH E ARQUIMEDES

2.6.

ESCALA OU ESCALIMETRO

O escalimetro ou escala, destina-se a medição de distâncias no desenho, seja para a aferição de desenhos existentes ou para marcar novos pontos.

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O escalimetro triangular mais usado, possui seis (06) escalas ou graduações diferentes: 1:125, 1:100, 1:75, 1:50, 1:25 e 1:20, as marcas mais comuns e usadas são a TRIDENT e ARQUIMEDES.

2.7.

LAPSEIRA

Existem lapiseiras para vários diâmetros de minas (laminas) de grafite: 0,3mm; 0,5mm, 0,7mm, 0,9mm, 1,6mm e 2,0mm. O fundamental é que a lapiseira possua ponta de metal para apoio do grafite (distânciador) de modo que se possa desenhar com o auxilio da régua T, paralela ou dos esquadros.

2.8.

GRAFITE

6B

5B

4B

3B

2B

B

HB

F

H

2H

3H

. . . 9H

Mais macio

Mais duro

Dentro desta escala, o intervalo usado para o desenho técnico vai de 2B a 2H, sendo mais comum o uso de grafite B, H e F.

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2.9.

BORRACHA

Material conhecido de todos desde muito cedo, as borrachas ou apagadores são fabricados em diversos tipos, formatos e cores. Para nosso trabalho usaremos borracha branca para desenho técnico, podendo ser das marcas STAEDLER, ROTING OU FABER-CASTELL.

2.10.

MATA GATO

Placa fina de aço inoxidável dotada de uma série de perfurações de formas diferentes. Destina-se a auxiliar correções de desenho quando empregado em conjunto com a borracha. Evita que apaguemos partes de desenhos por acidente. Marca Hope.

2.11.

GABARITOS

Instrumentos que auxiliam no desenho de elementos repetitivos em diversas escalas. Exemplos: • • • • • • • • • • • Peças de Cozinha Peças Sanitárias Tubulação Telhas Mobiliário Círculos (bolometro) Elipse Instalações Elétricas Instalações Hidráulicas Instalações de Esgoto E outros.

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2.12.

CURVA FRANCESA

Tipo especial de gabarito, com variadas formas de curvas, feita de plástico transparente, é encontrado em diversos tamanhos.

2.13.

RÉGUA FLEXIVEL

Instrumento d aplicação similar á curva francesa, mais versátil e que requer mais habilidade no manuseio. Composta de borracha moldável possui em seu interior um fio de chumbo ou cobre que serve de estruturação.

2.14.

COMPASSO

Instrumento usado para traçar circunferência. Existe o compasso simples (que todos conhecemos), o compasso de pontas secas, que não é usado para desenho e sim para aferir e transportar medidas de um local para outro. Existe o compasso balaustre onde a perna com grafite gira em torno de um único eixo vertical composto pela cabeça e pela ponta seca. Produz pequenas circunferências com grande precisão. Usaremos para o desenho técnico, o compasso simples que é composto pela cabeça e duas pernas: uma com a ponta sega e a outra com o grafite. É muito importante que as pernas do compasso sejam articuladas e modo que tanto a ponta sega quanto o grafite incidam perpendicularmente ao papel, garantindo precisão no centro e no traço. É muito importante também que o compasso escolhido possua adaptador para canetas a nanquim, sugerimos e aconselhamos a marca KERN.

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Usada como apoio para o desenho de linha curvas livres, sem um raio definido.

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2.15.

TRANSFERIDOS

Usado para aferir e marcar ângulos. Os bons transferidores são feitos em acrílico transparente e possuem graduação em traços finos e legíveis. Prefira aqueles com superfície de 360° (volta completa) e diâmetro de 15 a 25 cm.

2.16.

PAPEIS PARA DESENHO

Papel Manteiga Tipo mais barato de papel para desenho técnico, aceita bem grafite, nanquim e hidrográfica. Atenção: Só o grafite pode ser facilmente apagado com uma borracha, a tinta hidrográfica pode ser removida com muita habilidade e um cotonete embebido de água sanitária, mais o nanquin não sairá totalmente. O papel manteiga pode ser encontrado em folhas medindo 100x70cm ou em rolos de 20m. Dê preferência ao de rolo, pois é de melhor qualidade.

Papel Vegetal Tipo mais adequado ao desenho a nanquim, aceita muito bem o grafite. Produz excelente cópias devido sua homogeneidade e transparência.

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Encontrado em varias gramaturas, a mais adequada ao nosso trabalho é 90-95 ou acima, pois não amassa com facilidade e suporta algumas raspagens sem rasgar: vendido a metro ou em rolos. Sugerimos as marcas Gateway e Canson.

Poliéster Na verdade um filme e não um papel, é bastante liso, fino, estável em suas dimensões, adequado ao nanquim. Hoje é pouco usado por ter preço mais elevado. Restringe-se a poucos documentos exigidos pelas prefeituras municipais. Fabricado em duas espessuras: 50 e 75 mícrons e, é vendido a metro ou rolos.

Liso, Milimetrado ou Quadriculado Poder em papel canson ou sulfite, em bloco ou avulso, com ou sem margens, utilizado desenhos, layout ou croquis.

Formato de Blocos O mais comuns são: A2, A3 ou A4

2.17.

FITA ADESIVA OU DUREX

Usada para fixar o papel de desenho na prancheta. Tipos indicados: Durex Scoth 3m larg. 12 e 19mm, ou Fita Crepe Scotch 3m larg. 12 e 19mm.

2.18.

ESTILITE

Lâmina retrátil, tipo faca olfa, encontrada em dois modelos: lâmina estreita ou larga. Usada para cortar papeis.

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2.19.

CANETA NANQUIM

Caneta usada para desenhos a nanquim possui compartimento recarregável para tinta, produz traço limpo e preciso. Sua graduação (espessura) de traço vai de 0,1 a 1,2 mm, existem ainda espessura maiores, mas, são muito raras. Marcas recomendadas: STAEDLER, ROTING E DESEGRAPH.

2.20.

TINTA NANQUIM

A tinta nanquim é encontrada mais comumente nas cores preto (mais usada), branca, azul, amarela e vermelha. O nanquim colorido possui substâncias corrosivas, e por isto, após sua utilização os instrumentos devem ser bem lavados. As principais marcas são: STAEDLER, ROTING E TRIDENT.

2.21.

BORRACHA PARA NANQUIM

Existem dois tipos no mercado: uma de cor cinza escura (também conhecida como borracha de areia) da marca Pelikan – dura e não muito eficiente, mas, eficaz em conjunto com a lamina giliete para raspagem de tinta nanquim. Outra, de cor branca da STAEDLER, ou amarela da ROTING, maica e bastante eficiente.

2.22.

LAMINA GILITE

Utilizada para remover linhas do desenho á nanquim através da raspagem.

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2.23.

BENZINA

Vendida em pequenos frascos em farmácias ou lojas especializadas (papelarias), é utilizada para remover gordura da superfície do papel vegetal antes do uso do nanquim. O mesmo efeito se

Atenção: substância tóxica e considerada cancerígena.

2.24.

ARANHA

Instrumento utilizado em conjunto com a caneta nanquim e a régua normógrafo para a produção de letras regulares.

2.25.

REGUA NORMOGRAFO

Régua com letras gravadas que são reproduzidas no papel através do uso de aranha.

2.26.

TUBO PARA ORIGINAIS

Tubo plástico cilíndrico utilizado para armazenar e transportar as pranchas de desenho (originais).

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/NOÇÕES BÁSICAS DE DESENHO

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obtém utilizando Bombril levemente e ou borracha de areia.

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3.

NOÇÕES BÁSICAS DE DESENHO

3.1.

Faça o que se pede a mão livre (uniforme e espaçamento padrão):

a. Dentro do quadro 1, traçar linhas horizontais; b. No quadro 2, traçar linha verticais; c. No quadro 3, traçar linhas horizontais e verticais; d. No quadro 4, traçar linhas inclinadas a 45º a esquerda e a direita; e. No quadro 5, traçar linhas inclinadas a 45º a direita; f. No quadro 6, traçar linhas inclinadas a 45º a esquerda;

g. No quadro 7, traçar linhas inclinadas a 45º a esquerda; h. No quadro 8, traçar linhas inclinadas a 45º a direita.

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3.2.

Faça o que se pede a mão livre, uniforme e espaçamento padrão, com cinco (5) figuras:

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3.3.

Faça o que se pede com auxilio de esquadro e compasso (uniforme e espaçamento padrão):

Desenhe numa folha padrão A4 conforme nos exemplos abaixo:

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3.4.

Faça o que se pede:

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3.5.

Faça o que se pede com o auxilio de esquadros, escala e compasso, uniforme e espaçamento padrão:

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/SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

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4.

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Nesta atividade os alunos irão explorar os sólidos geométricos e suas propriedades. Nós estamos rodeados de formas geométricas. Lápis, caixas de cereais, nuvens e garrafas de água são exemplos de formas geométricas tridimencionais. Estas formas são chamados sólidos geométricos. No mundo real as formas podem ser bem complexas, como uma nuvem. Antes de estudar as formas mais complicadas, uma boa idéia é estudar algumas formas básicas. É o que vamos fazer nesta atividade. A atividade está dividida em 05 terefas, que facilitam o aprendizado dos alunos por que:

Analisa as características e propriedades de formas geométricas tri-dimensionais e desenvolve argumentos matemáticos sobre as relações geométricas

Usa visualização, raciocínio espacial, e modelagem geométrica para resolver problemas

As 05 tarefas a serem desenvolvidas, estão descritas a seguir: Conhecendo as Formas Neste segmento, o aluno será instigado a ver e analisar as diversas formas de sólidos geométricos disponíveis. Estudando as Formas Nesta parte o aluno verificará quantos lados, faces, arestas e ângulos existem em cada sólido. Procurando Padrões Na terceira atividade os alunos serão sugestionados a encontrar um padrão que ligue o número de faces com o número de ângulos de cada sólido geométrico. Construindo um Sólido Nesta parte os alunos deverão tentar construir um ou mais sólidos usando os materiais disponíveis em sala de aula, com o objetivo de manipular fisicamente os materiais e as formas.

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Desenhando uma planta Na parte final da atividade os alunos deverão planificar o sólido construído na parte anterior desenhando uma rede de nós e arestas que representarão o sólido em 2 dimensões. Isto é uma planificação do sólido.

4.1.

Geometria Plana

A Geometria está apoiada sobre alguns postulados, axiomas, definições e teoremas, sendo que essas definições e postulados são usados para demonstrar a validade de cada teorema. Alguns desses objetos são aceitos sem demonstração, isto é, você deve aceitar tais conceitos porque os mesmos parecem funcionar na prática! A Geometria permite que façamos uso dos conceitos elementares para construir outros objetos mais complexos como: pontos especiais, retas especiais, planos dos mais variados tipos, ângulos, médias, centros de gravidade de objetos, etc.

Algumas Definições

Polígono: É uma figura plana formada por três ou mais segmentos chamados lados de modo que cada lado tem interseção com somente outros dois lados próximos, sendo que tais interseções são denominadas vértices do polígono e os lados próximos não são paralelos. A região interior ao polígono é muitas vezes tratada como se fosse o próprio polígono

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Polígono convexo: É um polígono construído de modo que os prolongamentos dos lados nunca ficarão no interior da figura original. Se dois pontos pertencem a um polígono convexo, então todo o segmento tendo estes dois pontos como extremidades, estará inteiramente contido no polígono. Um polígono é dito não convexo se dados dois pontos do fora do polígono. polígono, o segmento que tem estes pontos como extremidades, contiver pontos que estão

Centro: ponto no interior de uma circunferência ou esfera, eqüidistante de todos os pontos dela.

• •

Círculo: porção de um plano limitada por uma circunferência. Circunferência: curva plana, fechada, cujos pontos estão todos a mesma distância de um ponto interior, dito Centro.

Diagonal: segmento de reta que liga dois vértices de um polígono, os vértices não podem ser vizinhos.

Equilátero: o prefixo "equi" indica igualdade, um polígono é equilátero se todos os lados forem iguais.

Geométria: palavra de origem Grega formada por Geo (terra) e metria (medida). Há 5000 anos, era a ciência de medir terrenos, seus perímetros e suas áreas. Com o tempo, tornou-se a parte da matemática que estuda figuras como retângulos, cubos, esferas, etc.

Perímetro: medida do contorno de uma figura geométrica plana (ou seja, soma de todos os lados).

• •

Raio: segmento de reta que vai do centro a um ponto qualquer da circunferência. Vértice: ponto comum a dois lados de um ângulo, a dois lados de um polígono ou a três ou mais arestas de uma figura espacial.

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Classificação dos polígonos
Os nomes dos polígonos dependem do critério que utilizamos para classificá-los. Se usarmos o número de

NÚMERO DE LADOS (OU ÂNGULOS) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 15 20

NOME DO POLÍGONO EM FUNÇÃO DO EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE ÂNGULOS NÚMERO DE LADOS triângulo quadrângulo pentágono hexágono heptágono octógono eneágono decágono undecágono dodecágono pentadecágono icoságono trilátero quadrilátero pentalátero hexalátero heptalátero octolátero enealátero decalátero undecalátero dodecalátero pentadecalátero icosalátero

Polígono não convexo: Um polígono é dito não convexo se dados dois pontos do polígono, o segmento que tem estes pontos como extremidades, contiver pontos que estão fora do polígono.

Segmentos congruentes: Dois segmentos ou ângulos são congruentes quando têm as mesmas medidas.

Paralelogramo: É um quadrilátero cujos lados opostos são paralelos. Pode-se mostrar que num paralelogramo: Os lados opostos são congruentes; Os ângulos opostos são congruentes; A soma de dois ângulos consecutivos vale 180°; As diagonais cortam-se ao meio.

Losango: Paralelogramo que tem todos os quatro lados congruentes. As diagonais de um losango formam um ângulo de 90o.

Retângulo: É um paralelogramo com quatro ângulos retos e dois pares de lados paralelos.

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ângulos ou o número de lados, teremos a seguinte nomenclatura:

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Quadrado: É um paralelogramo que é ao mesmo tempo um losango e um retângulo. O quadrado possui quatro lados com a mesma medida e também quatro ângulos retos.

Trapézio: Quadrilátero que só possui dois lados opostos paralelos com comprimentos liga os pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio é paralelo às bases e o seu comprimento é a média aritmética das somas das medidas das bases maior e menor do trapézio.

Trapézio isósceles: Trapézio cujos lados não paralelos são congruentes. Neste caso, existem dois ângulos congruentes e dois lados congruentes. Este quadrilátero é obtido pela retirada de um triângulo isósceles menor superior (amarelo) do triângulo isósceles maior.

Pipa ou papagaio: É um quadrilátero que tem dois pares de lados consecutivos congruentes, mas os seus lados opostos não são congruentes. Neste caso, pode-se mostrar que as diagonais são perpendiculares e que os ângulos opostos ligados pela diagonal menor são congruentes.

4.2.

Sólidos Geométricos

Quando uma figura geométrica tem pontos situados em diferentes planos, temos um sólido geométrico. Três dimensões: comprimento, largura e altura. Os sólidos geométricos são separados do resto do espaço por superfícies que os limitam, sendo que, essas superfícies podem ser planas ou curvas.

• •

Sólidos geométricos limitados por superfícies planas – prismas, cubos e pirâmides. Sólidos geométricos limitados por superfícies curvas – são denominados de sólidos de revolução. cilindro, cone e esfera

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distintos, denominados base menor e base maior. Pode-se mostrar que o segmento que

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PRISMA Pode ser imaginado como o resultado do deslocamento de um polígono. Ele é constituído de vários elementos.

Quando todas as faces de um sólido geométrico são formadas por figuras geométricas iguais recebe o nome de cubo.

PIRÂMIDE Uma maneira de imaginar a formação de uma pirâmide é através da ligação dos pontos de um polígono qualquer a um ponto P do espaço.

4.3.

Sólidos de Revolução

Quando a base de uma pirâmide é um triângulo equilátero e as faces laterais são formadas de triângulos equiláteros iguais aos da base, temos o sólido geométrico chamado de tetraedro.

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4.4.

Sólidos de Revolução

A figura plana que dá origem ao solido de revolução chama-se figura geradora. Linha Geratriz – é a linha que gira ao redor do eixo formando a superfície de revolução.

CILINDRO

CONE

Cilindro – a figura plana que forma a base do cilindro é o circulo. Cone - A formação do cone pode ser imaginada pela rotação de uma triangulo retângulo em trono de um eixo. A figura plana que forma a base do cone é o circulo. Esfera – é um solido geométrico limitado por uma superfície curva chamada superfície esférica. Raio da Esfera – segmento de reta que une o centro da esfera a qualquer ponto. Diâmetro da Esfera – é o segmento de reta que passa pelo centro da esfera unindo dois de seu pontos.

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Sólidos geométricos truncados - É quando um sólido geométrico é cortado por um plano.

Sólidos geométricos vazados - São os sólidos geométricos que apresentam partes ocas, por esse motivo, são chamados de sólidos geométricos vazados.

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4.5.

Áreas das Figuras Planas

A ou S = área da figura V = volume da figura 2P = perímetro da figura Pitágoras – a² = b² + c² .

Hipotenusa² = Cateto Oposto² + Cateto Adjacente²

4.5.1.

Quadrado

A=lxl V=lxlxl

ou A = l² ou V = l³

2P = l + l + l + l (soma de todos os lados)

4.5.2.

Retângulo

A=axb V=axbxc 2P = a + a + b + b (soma de todos os lados)

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Triângulos

A=bxh/2

Sendo R o raio da circunferência circunscrita, r o da inscrita e p = área de um triângulo pode ser calculada das seguintes formas:

o semiperímetro, a

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2P = a + b + c (soma de todos os lados)

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4.5.3.

Trapezio

A = (b x B) x h / 2 2P = b + B + l1 + l2 (soma de todos os lados)

4.5.4.

Circunferência

A = π.r²

ou A = π.d²/4 ou V = π.d² /4 . √3

V = π.r² .√3

2P = 2.π.r (comprimento da corda)

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4.5.5.

Paralelogramo

4.5.6.

Losango

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/CALIGRAFIA

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5.

CALIGRAFIA

5.1.

Tipos de Escrita Técnica

Escrever com boa caligrafia é importante,

5.1.1.

Escrita Tipo do Arquiteto

Abcdefghijklmnopqrstuvwxyz ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ 1234567890

Abcdefghijklmnopqrstuvwxyz A B C D E F G H I J KL M N O P Q R S T U V W X Y Z 1234567890

Esta é a mais usada no desenho arquitetônico e em designer

5.1.2.

Escrita Tipo Redonda “TÉCNICA”

Abcdefghijklmnopqrstuvwxyz ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ 1234567890 Abcdefghijklmnopqrstuvwxyz A B C D E F G H I J KL M N O P Q R S T U V W X Y Z 1234567890

Esta é a mais usada no desenho técnico, industrial, tubulação e outros.

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5.2.

Faça os Exercícios:

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5.3.

Exercícios de Aprendizagem para Caligrafia Técnica

Traçar pautas de 5 mm para exercitar caligrafia técnica, 10 linhas cada exercício.

AV AV AV AV ... LJ LJ LJ LJ LJ.... M1 M1 M1... G6 G6 G6 G6 G6 ... PRPRPRPR... 35 35 35 35 35 ... IVIMIVIMIVIM... B3B3B3... ZTFH ZTFH ZTFH ... XY XY XY XY ... WM WM WM ...

Faça diagonais sempre com a mesma inclinação Faça o “L” e o “J” bem verticais e rigorosamente simétricos Faça com que o “M” o “I”e o “1” tenham paralelismo de elementos O “G” deve ser nitidamente diferente do “6” O “R” deve se parecer o mais possível com o “P” As barrigas do “3” e do “5” devem ser idênticas Um bom exercício para treinar as verticais e diagonais A única diferença entre os dois é o traço vertical do “B” Todos os traços horizontais devem estar alinhados

Abcdefghijhlmnopqrstuvwxyz ABCDEFGHIJHLMNOPQRSTUVWXYZ 1234567890 Pratique estes exercícios sempre com linhas guias. Mesmo os profissionais com décadas de práticas jamais descuidam deste procedimento no momento de anotar seus desenhos. Quando sua caligrafia técnica estiver disciplinada, regular, habitue-se a usá-la em todos os seus trabalhos.

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/FOLHA DE DESENHO
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6.

FOLHA DE DESENHO – FORMATOS DIMENSÕES E LAYOUT

6.1.

Formatos e Dimensões de Folhas

A ABNT determina a forma e as dimensões das folhas para o desenho. O formato básico do qual derivam todos os outros é denominado A0 e possui as seguintes dimensões: 841 x 1189 mm e a área de 1m². Os outros formatos são representados por triângulos semelhantes, tais que a área de uma folha seja a metade daquela cujo formato imediatamente superior é tal que seja possível passar de uma a outra dividindo a dimensão maior ao meio. Importante: • • Em termos comerciais, o formato A4 é o mais importante em função das suas dimensões protocolares. A margem esquerda serve para ser perfurada e utilizada no arquivamento.

FORMATO

É a dimensão do papel.

Os formatos de papel para execução de desenhos técnicos são

padronizados. A série mais usada de formatos é originária da Alemanha e conhecida como: série DIN - A (Deutsch Industrien Normen - A) , cuja base é o formato Ao (A zero) , constituído por um retângulo de 841 mm x 1189 mm = 1 m², aproximadamente . Mediante uma sucessão de cortes , dividindo em duas partes iguais os formatos , a partir do Ao, obtém-se os tamanhos menores da série . Veja pelas figuras abaixo, que a maior dimensão de um formato obtido corresponde à do formato anterior . O espaço de utilização do papel fica compreendido por margens, que variam de dimensões, dependendo do formato usado. A margem esquerda, entretanto, é sempre 25 mm a fim de facilitar o arquivamento em pastas próprias . menor

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6.2.

Legenda

A legenda deve situar-se no canto inferior direito, nos formatos A3, A2, A1 e A0, ou ao longo da comprimento. E nos formatos A3, A2 e A4 (178mm). A legenda ou identificação na gíria

profissional chama-se Carimbo, que tem a finalidade de uniformizar as informações que devem acompanhar os desenhos. Os tamanhos obedecem e à formatos tabela dos dos carimbos A. formatos

Recomenda-se que o carimbo seja usado junto à margem, no canto inferior direito. Esta colocação é necessária para que haja boa visibilidade quando os desenhos são arquivados. Nos desenhos industriais, as legendas variam em função das necessidades internas da empresa. Essas legendas devem conter obrigatoriamente. • • • • • • • • • • • Nome da repartição, escritório, companhia, firma ou empresa... Título do desenho ou do Projeto Nome do Responsável Nome do Desenhista e Data Escala (s) Número de Folhas e o número do desenho Data e assinaturas dos responsáveis pela execução, verificação e aprovação Nome e assinatura do cliente Local para nomenclatura necessária ao arquivamento do desenho Número da peça, quantidade, denominação, material e dimensões em bruto Controle de Revisões a critério do

O carimbo deve possuir as tais informações principais , ficando, no entanto, escritório, o acréscimo ou a supressão de outros dados.
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largura da folha de desenho no formato A4. Nos formatos A1 e A0 deve ter (175 mm) no

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Para se aprofundar no assunto FOLHA DE DESENHO, leia a NBR 10068 (1987) – Folha de Desenho – Leiaute e Dimensões.

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/ESCALA

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7.

ESCALA

As medidas de um desenho de uma peça qualquer, a ser construída, são expressas em sua executado com as dimensões reais da mesma. Se for uma peças grande, teremos que desenhá-la com medidas menores, conservando sua proporção, com igual redução em todas as medidas. Esta relação entre a peça e o desenho tem o nome de ESCALA e vai sempre indicada no desenho. Escala natural 1:1

Ou seja: a) Se formos desenhar uma peça com suas próprias dimensões, a escala será NATURAL ou ESCALA 1:1. b) Se for necessário reduzir um desenho de uma peça, a norma técnica recomenda as seguintes ESCALAS DE REDUÇÃO: 1:2, 1: 5, 1:10, 1:20, 1:50 e sucessivamente (as escalas podem ser reduzidas á razão de 10). c) Para ampliar pequenas peças, difíceis de interpretar e cotar na escala natural emprega-se as ESCALAS DE AMPLIAÇÃO: 2:1, 5:1, 10:1, 20:1, 50:1 e sucessivamente (as escalas podem ser ampliadas á razão de 10). d) Os valores indicados sobre as cotas se referem sempre as medidas reais da peça, e nunca as medidas reduzidas ou ampliadas do desenho. e) Quando há uma referência a uma escala REDUÇÃO, por exemplo 1:100, significa que o DESENHO (representação gráfica) encontra-se REDUZIDO 100 vezes em relação ao tamanho REAL. f) Quando há uma referencia a uma escala AMPLIAÇÃO, por exemplo 10:1, significa que o DESENHO encontra-se AMPLIADO 10 vezes em relação ao tamanho REAL.
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verdadeira dimensão. O desenho de uma peça, por diversas razões, nem sempre poderá ser

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Para se aprofundar no assunto ESCALA, leia a NBR-8196 (1999) – Emprego de Escalas em Desenho Técnico.

Virmos que a escala é a relação linear entre o desenho e o objeto real. Se designarmos por: • • • R = uma medida linear no Real do objeto; D = uma medida linear no Desenho; E = o denominador da fração – Escala.

Sendo “1” o denominador, teremos a seguinte proporção: D/R = 1/E, de onde extrairmos as seguintes formulas: E = R / D (formula 1), R = D x E (formula 2), e D = R / E (formula 3). Exemplos: 1. Para determinar a ESCALA de um desenho de uma rua na qual mede 12m de largura e que mede 24mm, no desenho, devemos proceder da seguinte forma: Sendo R = 12m e D = 0,024m (*), teremos: E = R/D = 12/0,024 = 500 Resposta 1:500

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2. Para determinar a ALTURA REAL de um prédio desenhado na escala 1:75, sabendo-se que, no desenho do projeto, essa altura mede 15cm, devemos proceder da seguinte maneira: Sendo E = 75 e D = 0,15m, teremos: R = D x E = 0,15 x 75 = 11,25m Resposta 11,25m 3. Para determinar qual será a MEDIDA NO DESENHO, de um dos lados de um determinado terreno que mede 82,50m, se a escala for 1:250, devemos proceder da seguinte maneira: Sendo R = 82,50m e E = 250, teremos: D = R/E = 82,50/250 = 0,33 Resposta 0,33m (*) Observe que transformamos os valores de MILIMETRO para METRO. Lembram-se da escala de conversão de medida.
km = quilometro, hectômetro (hm), decâmetro (dam), metro (m), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm)

km → hm → dam → m → dm → cm → mm
0,001 → 0,01 → 0,1 → 1 → 10 → 100 → 1000

7.1.

Critérios para Escolha da Escala da Planta

Não existem regras rígidas para a escolha da escala. Normalmente compete ao topógrafo sua determinação de acordo com as características e natureza do trabalho. A escala do desenho topográfico depende da: Precisão do levantamento; Finalidade do desenho; Precisão dos instrumentos de medidas utilizados; e Métodos empregados.

Alguns fatores que influenciam no momento da escolha da escala: A extensão do terreno a representar; A extensão da área levantada, quando comparada com as dimensões do papel do desenho;
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A natureza e quantidade de detalhes que devem constar na planta topográfica; A precisão gráfica do desenho.

É a menor dimensão gráfica percebida pela vista humana, ou seja, menor dimensão capaz de ser representada em planta. Norma Técnica - mínima representação gráfica = 0,0002 m Erro admissível: (ea) = 0,0002.M Onde, M = denominador da escala adotada Exemplos: Se M = 100 (ea) = 0,0002m.100 = 0,02 m Escala 1/100 1/500 1/1000 1/5000 Conclusão: Não é possível representar detalhes com dimensões inferiores as dos erros da tabela acima. Determinação de uma escala para desenho de um terreno Erro gráfico (ea) 0,02 m 0,10 m 0,20 m 1,00 m

Dimensões da folha: 0,80m

0,40m

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7.2.

Precisão Gráfica de uma Escala

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Dimensões do terreno: 200m

60m

a) Escolha da escala para as dimensões horizontais:

d 1 0,80 1 = → → D M 200 250
b) Escolha da escala para as dimensões verticais:

d 1 0,40 1 = → → D M 60 150
Escala escolhida: Escala de menor valor entre escalas (EH e EV).

No Exemplo: EH = 1/250 e EV = 1/150, a escala escolhida será 1/250.
__________

/COTA

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8.

COTA

A cotagem de um desenho deve ser executada de forma funcional e objetiva, possibilitando, na construção). As cotas devem fornecer uma perfeita idéia de todas as dimensões, não deixando duvidas que justifique futuros cálculos. COTAS: Representam sempre dimensões reais do objeto e não dependem, portanto, da escala em que o de sendo está executado. São os números que correspondem às medidas. Os elementos fundamentais de uma cotagem são: a LINHA DE COTA, a LINHA AUXILIAR, a COTA e os LIMITES DA LINHA DE COTA. As linhas de cota assim como as linhas auxiliares, devem ser representadas por traços contínuos estreitos. 1. Os limites da linha de cota podem ser representados por SETAS ou TRAÇOS OBLÌQUOS. No desenho técnico são representados por SETAS em que seus lados possuem uma medida ± 3mm e devem formar um ângulo de 15° ou um vez do ângulo de 15° podem simplesmente ter uma distância 1mm, equivalente a 1/3 da medida da flecha, podendo ser abertas ou fechadas. No desenho Arquitetônico são representados por traços oblíquos com relação à LINHA DE COTA, utilizando o ângulo de 45° ou representados por pontos.

2. A DISTÂNCIA entre uma LINHA DE COTA e o contorno do desenho é aconselhável que tenham ±7mm, assim como entre uma linha de cota e outra. A LINHA DE EXTENSÃO não deve tocar o desenho e deverá ultrapassar a Linha de Cota ±3mm.

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maioria das vezes, utilização do desenho como meio para consecução de um fim (fabricação ou

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3. A Cota deverá situar-se eqüidistante das extremidades, ACIMA da Linha de Cota quando esta estiver na horizontal. Estando a Linha de Cota na vertical, a cota deverá situar-se á ESQUERDA da mesma, também na vertical, possibilitando a leitura de BAIXO para CIMA.

Observações: a. Vistas Ocultas não se cotam; b. Linhas de Extensão, quando sobrepostas, não se tocam; c. Cotas que se encontram entre duas vistas ortográficas valem para ambas; d. Em relação ás peças (vistas), as cotas menores deveram ser inseridas primeiro, em relação às maiores; e. Somente quando for impossível colocar as cotas externamente ao desenho, eles podem ser colocados no seu interior; f. No Desenho Técnico as cotas são expressas em MILIMETRO sem mencionar o símbolo desta unidade; g. No Desenho Arquitetônico as cotas são expressas em METRO sem mencionar o símbolo desta unidade; h. Deve-se evitar duplicação de cotas; i. j. Nos cortes de Desenho Arquitetônico as cotas deveram ser marcadas somente na vertical. Tanto as linhas de chamada como as linhas de cota se desenham com traço contínuo fino . As linhas de chamada devem , em princípio , ser perpendiculares ao elemento a cotar , mas em casos excepcionais , podem haver conveniência em que sejam desenhadas obliquamente , preferindo-se nesses casos inclinações de 60° ou 75°;. k. As linhas de cota não devem ser escritas muito próximo das linhas de contorno , dependendo a distancia a que se colocam as dimensões do desenho e do tamanho do algarismo das cotas ; l. Os ângulos serão medidos em graus , exceto em coberturas e rampas que se indicam em porcentagem ( % ). m. As linhas de cota paralelas devem ser espaçadas igualmente. n. Colocar as linhas de referencia de preferência fora da figura. o. Evitar repetições de cota. p. Todas as cotas necessárias serão indicadas . q. Não traçar linha de cota como continuação de linha da figura. r. As cotas prevalecem sobre as medidas calculadas no desenho.
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s. As cotas de um desenho devem ser expressas na mesma unidade. t. A altura dos algarismos é uniforme dentro do mesmo desenho. Em geral usa-se 2.5 a 3mm . u. No caso de divergência entre cotas de desenhos diferentes, prevalece a cota do desenho v. As linhas de cota são desenhadas paralelas à direção de medida. Obs.: As cotas devem ser escritas na posição horizontal, de modo que sejam lidas com o desenho em posição normal, colocando-se o leitor do lado direito da prancha. Para localizar exatamente uma cota e indicar qual a parte ou elemento do objeto a que ela se refere é necessário recorrer a dois tipos de linhas que são: a) linhas de chamada (ou de extensão ou ainda linha de referencia ) b) linhas de cota (ou de medida). feito na escala maior.

Para se aprofundar no assunto COTAGEM, leia a NBR-10126 (1987) – Cotagem em Desenho Técnico.

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Exemplos:

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/REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS
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9.

REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS

execução (uso), a consulta (leitura) e a classificação. O desenho arquitetônico ou desenho técnico, por ser feito em escala reduzida e por abranger áreas relativamente grandes, é obrigado a recorrer a símbolos gráficos. Assim utilizaremos as simbologias para definir, como por exemplo, as paredes, portas, janelas, louças sanitárias, telhas, concreto ...

9.1.

Tipos de Linhas

Linha grossa Linha média ( metade da anterior ) Linha fina Linhas gerais Linhas principais Linhas auxiliares ( cota , ladrilhos , etc. ) Partes invisíveis Eixos de simetria Seções ( metade da anterior )

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As normas procuram unificar os diversos elementos do desenho técnico de modo a facilitar a

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9.2.

Hachura

Hachuras são traços eqüidistantes e paralelos que produzem em desenhos e gravuras o efeito do sombreado. No desenho técnico, as hachuras representam um tracejado convencional, os materiais utilizados na construção de peças e máquinas. Para cada peça de material, há uma hachura determinada. • O material é representado por linhas traçadas com a inclinação de 45º em relação á base da peça, ou em relação ao eixo da mesma; • • Se atrás de uma hachura houver alguma vista oculta, ela não será representada; Havendo necessidade de fazer qualquer inscrição na área hachurada, deve-se interromper as hachuras para deixar bem nítida a inscrição feita; • O espaçamento para as hachuras, nos desenhos comuns, é aconselhável que não seja menor do que 1,5mm e maior que 3,0mm

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Para se aprofunda no assunto HACHURA, leia a NBR 12298/1995 – Representação da área de corte por meio de hachuras em Desenho Técnico, e NBR 08403/1984 – Aplicação de linhas em desenhos – Tipos de Linhas – Larguras das Linhas.

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9.3.

Representação em Cores - Convenção

Na representação de uma reforma é indispensável diferenciar muito bem o que existe e o que será demolido ou acrescentado. convenções: Estas indicações podem ser feitas usando as seguintes

9.4.

Arquitetura

PAREDES Normalmente as paredes internas são representadas com espessura de 15 cm, mesmo que na realidade a parede tenha 14 cm ou até menos. Nas parede externas o uso de paredes de 20 cm de espessura é o recomendado mas não obrigatório. É no entanto obrigatório o uso de paredes de 20cm de espessura quando esta se situa entre dois vizinhos (de apartamento , salas comerciais ...) Convenciona-se para paredes altas (que vão do piso ao teto) traço grosso contínuo, e para paredes a meia altura, com traço médio contínuo, indicando a altura correspondente.

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PORTAS Geralmente a comunicação entre dois ambientes não há diferença de nível , ou seja estão no

JANELAS O plano horizontal da planta corta as janelas com altura do peitoril até 1.50m , sendo estas representadas conforme a figura abaixo , sempre tendo como a primeira dimensão a largura da janela pela sua altura e peitoril correspondente . Para janelas em que o plano horizontal não o corta, a representação é feita com linhas invisíveis.

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mesmo plano , ou ainda , possuem a mesma cota .

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9.4.1.

Instalações Elétricas

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9.4.2.

Instalações de Esgoto

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9.4.3.

Parafusos

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/ETAPAS DE UM PROJETO

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10. ETAPAS DE UM PROJETO

10.1.

Estudo Preliminar

Cabe ao cliente dizer os objetivos que pretende atingir com sua construção, fornecer um programa ou lista de necessidades, fixar o tempo que gastará para construir e o custo máximo para a obra. No diálogo cliente - engenheiro vão surgindo problemas e soluções. Ao mesmo tempo o engenheiro estará fazendo suas pesquisas e anotações de modo a orientar suas primeiras idéias (croquis). A partir da localização do terreno (lote, quadra e bairro), faz-se a consulta prévia na prefeitura, que é um documento obrigatório para aprovação de projetos. Este documento fornece os parâmetros mínimos recomendados pela prefeitura, como: recuos, altura máxima da edificação, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento... Logo depois o projeto vai tomando forma em esboços.

10.2.

Anteprojeto

Do esboço passado a limpo surge o anteprojeto , feito geralmente no papel sulfurizê a mão livre ou com instrumentos , em cores , perspectivas internas e externas , localização de mobílias etc.

10.3.

Projeto

Discutido o anteprojeto junto com o cliente, e feito as modificações necessárias, parte-se para o desenho definitivo o projeto, o qual é desenhado com instrumentos e deve ser apresentado às repartições públicas e servirá de orientação para a construção.

10.4.

Detalhes e os Projetos Complementares

O projeto completo deve ser acompanhado de detalhes construtivos (portas, janelas, balcões, armários, e outros) e de especificações de materiais (piso, parede, forros, peças sanitárias, coberturas, ferragens, etc.). Com estes dados preparam-se o orçamento de materiais, e os projetos complementares como: projetos estrutural, elétrico, telefônico, hidro-sanitário, prevenção contra incêndio e outros.

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Todos estes projetos, chamados de originais, chegam à construção sob forma de cópias, em geral feitas em papel heliográfico ou sulfite (AUTOCAD). O papel heliográfico (tipo azul ou preto) é o resultado da ação química do amoníaco em presença da luz ou vice-versa.

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/MONTAGEM GRÁFICA DE UM POJETO

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11. MONTAGEM GRAFICA DE UM PROJETO
O projeto relativo a qualquer obra de construção , reconstrução , acréscimo e modificação de edificação , constará , conforme a própria natureza da obra que se vai executar , de uma série de desenhos :

1. Plantas cotadas de cada pavimento , do telhado e das dependências a construir , modificar ou sofrer acréscimo . Nessas plantas devem ser indicados os destinos e áreas de cada compartimento e suas dimensões. 2. Desenho da elevação ou fachada ou fachadas voltadas para vias públicas . Num lote de meio de quadra é obrigatório a representação de apenas uma fachada . No caso de lote de esquina é obrigatório a representação de pelo menos duas fachadas . 3. A planta de situação em que seja indicado : a. Posição do edifício em relação às linhas limites do lote b. Orientação em relação ao norte magnético c. Indicação da largura do logradouro e do passeio , localizando as árvores existentes no lote e no trecho do logradouro , poste e outros dispositivos de serviços de instalações de utilidade publica . 4. Cortes longitudinal e transversal do edifício projetado . No mínimo representa-se 2 cortes , passando principalmente onde proporcione maiores detalhes ao executor da obra ou dos projetos complementares. 5. Escalas mais utilizadas : a. Planta baixa ..............1:50 b. Cortes........................1:50 c. Fachadas....................1:50 d. Situação.....................1:200 / 1: 500 e. Localização................1:1000 / 1:2000 f. Cobertura...................1:100

* Prediais = Instalações elétricas, estabilizada, lógica, telefone, gás, hidráulicas, sanitárias, esgoto e águas pluviais.

ATENÇÃO: A escala não dispensará a indicação de cotas .

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11.1.

Planta Baixa

É a seção que se obtém fazendo passar um plano horizontal paralelo ao plano do piso a uma altura tal que o mesmo venha cortar as portas , janelas , paredes etc. Para representação da planta devemos observar os seguintes itens a seguir : a. Representação das paredes (altas com traço grosso contínuo, e paredes baixas com traço médio continuo com a altura correspondente); b. Colocar todas as cotas necessárias; c. Indicar as áreas correspondentes de cada compartimento, em m². d. Colocar o tipo de piso de cada compartimento; e. Indicar as portas e janelas com suas medidas correspondentes (base x altura) de acordo com a simbologia adotada; f. Representar piso cerâmico ou similar com quadrículas (linha fina); g. Indicar desníveis se houver; h. Representar todas as peças sanitárias, tanque, pia de cozinha (obrigatório) i. j. Com linha pontilhada, indicar o beiral (linha invisível); Indicar onde passam os cortes longitudinal e transversal (traço e ponto com linha grossa) e o sentido de observação, colocando letras ou números que correspondem aos cortes;

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11.2.

Cortes

b. Devemos passar um dos cortes por um dos compartimentos ladrilhados e cujas paredes sejam revestidas por azulejos (mínimo 1,50 m). c. Na maioria dos casos somos obrigados a mudar a direção do plano da seção a fim de mostrar um maior numero de detalhes, evitando assim novas seções. d. Para a representação do corte é necessário observar os seguintes itens:

a. Representação das paredes em que o plano vertical está cortando com traço grosso; b. Representação das paredes em que o plano vertical não corta, com traço fino; c. Representação de portas e janelas conforme a simbologia adotada, com as devidas medidas (altura) d. Indicação somente das cotas verticais, indicando alturas de peitoris, janelas, portas, pé direito, forro... e. Representação (esquemática) da cobertura

f. Representação e indicação do forro. Se for laje a espessura é de 10 cm. g. Representação esquemática da fundação com o lastro de 10 cm h. Indicação de desníveis se houver (verificar simbologia) i. Indicar revestimento (azulejos) com a altura correspondente

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a. As seções ou cortes são obtidas por planos verticais que interceptam as paredes, janelas, portas e lajes com a finalidade de permitir esclarecimentos que venham facilitar a execução da obra.

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j.

Indicar os compartimentos que o plano vertical está cortando (geralmente indica-se um pouco acima do piso)

k. Indicar o desvio do corte , quando houver ,através de traço e ponto com linha média.

m. Indicar o tipo de telha e a inclinação correspondente

O corte é obtido através da passagem do plano vertical pela edificação, dividindo-o em duas partes. Escolhe-se a parte onde se quer detalhar o corte, eliminando a outra parte. O corte vertical corta a edificação desde a sua fundação até a sua cobertura, como mostra a figura.

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l.

Indicar o beiral, platibandas, marquises, rufos e calhas se houver necessidade

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11.3.

Fachada

obra ; ou seja , é como se passasse um plano vertical rente à obra e se observasse do “infinito “, assim o desenho não seria tridimensional e sim bidimensional (planificado). Para a representação da fachada é necessário observar: a. A fachada não deve constar cotas como no corte , somente em alguns casos excepcionais. b. Indicar através de setas o tipo de material a ser empregado no revestimento , pintura ... (se quiser) c. Desenhar as paredes mais próximas ao observador com traço grosso contínuo d. Desenhar as paredes ou partes mais distantes ao observador com traço médio e fino e. Ao contrário do corte, na fachada é representada detalhes das portas e janelas com traço fino

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Fachada ou elevação é considerada uma vista frontal da

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11.4.

Cobertura

-

Tipo de telha; Inclinação correspondente ao tipo de telha , Se houver, indicar beiral , platibanda , rufos , marquises ... Determinar as cotas parciais e totais da edificação.

-

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A planta de cobertura é uma vista superior da obra necessitando assim a representação de todos os detalhes relativos à coberta , como:

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11.5.

Situação

b- Representa-se a projeção da obra sem contar com os beirais; c- Representar todas as cotas necessárias. d- É necessário a representação da calçada ( tipo de material ) ; e- O nome da rua que passa na frente da obra ; fIndicação do norte magnético ; caixas de inspeção , ou saída para o esgoto publico, árvores (se houver) ; h- localização ijda entrada de energia g- locação de fossas , caixas de gordura ,

elétrica e água . Cotas de nível (meio fio, calçada, obra...) Indicação da localização do lixo

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a- Para locar uma obra é necessário representar o local exato onde ela ocupará no lote . Para isso necessita - se da obtenção de dados na prefeitura como os recuos frontal , lateral e fundos.

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11.6.

Localização

a- É a representação do lote dentro da quadra . b- É necessário indicar e numerar todos os lotes da quadra, ressaltando-se o lote em questão, assim como o seu numero e o numero da quadra. c- Colocar os nomes de todas as ruas que circundam a quadra, d- Indicar também o norte magnético.

obs. É cotado somente o lote em questão .

VII- TITULO

O titulo do projeto geralmente é a finalidade da obra , ou seja se a construção é para fins residenciais , comerciais , assistências , religiosos ...,seguido da localização da obra ( lote / quadra / bairro / cidade /estado ) Ex.: Projeto destinado a construção de uma residencia em alvenaria, situado sobre o lote X, quadra Y, bairro W, Cidade/Estado.

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/PROJEÇÕES ORTOGONAIS E VISTAS

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12. PROJEÇÕES ORTOGONAIS E VISTAS

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12.1.

Projeções

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12.2.

Vistas

As projeções ortogonais da geometria descritiva são usadas no desenho arquitetônico apenas mudando os termos técnicos.

incandescente ). Outros ficarão bem mais representados por meio de 3 projeções ou vistas. Haverá casas ou objetos que somente serão definidos com o uso de maior numero de vistas , como mostra a fig. abaixo.

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Um objeto pode ficar claramente representado por uma só vista ou projeção ( ex. lâmpada

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As Normas Brasileiras NB- 8R estabelecem a convenção usada também pelas normas italianas , alemãs , russas e outras , em que se considera o objeto a representar envolvido por um cubo . O objeto é projetado em cada uma das seis faces do cubo e , em seguida , o cubo é aberto ou planificado , obtendo-se as seis vistas .

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A vista de frente é também chamada de elevação, a qual deve ser a vista principal. Por esta razão, quando se pensa obter as vistas ortográficas de um objeto , é conveniente que se faça uma analise criteriosa do mesmo, a fim de que se eleja a melhor posição para a vista de frente. Para essa escolha, esta vista deve ser :

b. A que indique a posição de trabalho do objeto, ou seja, como ele é encontrado , isoladamente ou num conjunto c. Se os critérios acima continuarem insuficientes, escolhe-se a posição que mostre a maior dimensão do objeto e possibilite o menor numero de linhas invisíveis nas outras vistas. Na obtenção das vistas, os contornos e arestas visíveis são desenhados com linha grossa continua. As arestas e contornos que não podem ser vistos da posição ocupada pelo observador, por estarem ocultos pelas partes que lhe ficam à frente, são representados por linha média tracejada (linha invisível).

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/PERSPECTIVAS

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a. Aquela que mostre a forma mais característica do objeto;

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13. PERSPECTIVAS
A origem do nome cavaleira é duvidosa, afirmando uns que provém do nome dado a um tipo de se tinha sobre a própria fortificação uma visão "do alto" - que seria semelhante à dada pela perspectiva cavaleira. Outros dizem que o nome está relacionado com o ponto de vista alto de um cavaleiro, e ainda outros que deriva dos trabalhos do matemático italiano Cavalieri. Paralelo a uma das faces principais do objeto. A figura obtida por esta projeção não está conforme à visão, mas à inteligência que temos dos objetos representados, e daí a sua aceitação natural. O desenho em perspectiva cavaleira é um auxiliar essencial na visualização e resolução de problemas de geometria no espaço. Na figura abaixo pode-se compreender-se como se forma a perspectiva cavaleira de um cubo, representado pelas suas vistas (frente e planta). C" e C', quadrados sombreados a cinzento, são a vista de frente e a planta do cubo. O plano b, de projeção, paralelo a duas faces do cubo, está também representado pelas suas vista de frente e planta. As setas d" e d' são as vistas do vector d que define a direcção da projecção oblíqua de que resulta a perspectiva cavaleira.

Na perspectiva cavaleira, verificam-se as seguintes propriedades: • segmentos e figuras paralelos ao plano de projeção (plano do papel) são representados em verdadeira grandeza; figuras congruentes, situadas em planos diferentes mas paralelos ao plano do papel, têm representações congruentes - isto é contrário à visão, mas está conforme com a realidade dos objetos;

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construção alta — o cavalier — que existia em certas fortificações militares do séc. XVI e de onde

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segmentos perpendiculares ao plano do papel são representados por segmentos oblíquos (no caso adotado, fazendo ângulos de 30° com o bordo inferior do papel), e têm o seu comprimento reduzido (no caso adotado, a redução é de 50%);

de uma projeção cilíndrica); • • conservam-se os pontos médios dos segmentos e os baricentros das figuras; como convenção, traçam-se a cheio as linhas visíveis para o observador e a tracejado as linhas invisíveis.

13.1.

Perspectiva Isométrica

E a mais utilizada no desenho técnico pela simplicidade do traçado. Nesta perspectiva são utilizados três (3) eixos isométricos que formam entre si ângulos de 120°. Na prática colocamos um eixo na posição vertical e os outros dois oblíquos a 30° em relação a uma reta horizontal. O termo PERSPECTIVA provém do latim PERSPICERE que significa VER ATRAVÉS. Para facilitar a execução do desenho, é comum a utilização da Perspectiva Isométrica SIMPLIFICADA ou DESENHO Isométrico, em que se colocarmos nos eixos as MEDIDAS REAIS do objeto. Desta forma tem-se um desenho semelhante ao da Perspectiva Isométrica EXATA, só que ligeiramente maior (18,4% da medida real).

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segmentos e retas paralelos são representados por segmentos e retas paralelos (trata-se

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APLICAÇÃO: A perspectiva isométrica emprega-se com freqüência na representação de esquemas de sistemas, de engrenagem, hidráulica, hidro-sanitária, mecânica e em outros casos em que se devem ressaltar aspectos importantes nas três direções ou magnitude. Para executar a confecção do desenho isométrico a mão livre é necessário ter uma folha de papel reticulado. É aconselhável utilizar grafite 0,9 para um melhor destaque do desenho. Para facilitar o traçado da perspectiva isométrica teve-se fazer um QUADRICULADO AUXILIAR sobre os eixos isométricos da seguinte forma:

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Passo 4

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Passo 5

13.2.

Perspectiva Cavaleira

É o sistema obtido por feixes paralelos de projetantes OBLÍOQUOS em relação a um plano denominado QUADRO. O termo significa obra alta de fortificações sobre a qual assentam baterias. Em geral “a CAVALEIRA”, significa em lugar alto. A denominação desta perspectiva decorre do fato do observador estar “a cavaleira” em relação do objeto, isto é, vendo-o sempre de um plano mais alto. As linhas de fuga podem tomar as obliqüidades diversas em relação à linha fundamental. Porém 30º, 45º e 60º (devido aos ângulos dos esquadros) são as mais utilizadas por dispensar cálculos trabalhosos (é comum encontrar somente na escala de 45º pela simplicidade do cálculo).

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Nas três (3) primeiras figuras acima temos os hexaedros mais ou menos deformados aos nossos olhos, dando uma idéia de prisma quadrangulares apoiados numa face lateral. As arestas marcadas nas fugitivas parecem maiores quando na realidade todas são iguais pás os diferentes ângulos de 30º, 45º e 60º.

Nas três últimas figuras acima temos os hexaedros em que foram aplicados o coeficiente de redução e os aspectos são bem mais agradáveis assemelhando-se mais ao que enxergamos.

APLICAÇÕES Este tipo de perspectiva e muito utilizada principalmente entre metalúrgicas e ferreiros e também fábricas de moveis, principalmente pela sua rapidez e facilidade de construção. Muito utilizado na pré fabricação de maquetes e mesmo na confecção de perspectiva de móveis residenciais e industriais.Também é utilizada quando se quer desenhar rapidamente, com detalhes, uma peça de modo que fique bem claro a sua forma e aplicação (encaixes e outros). Para centralizar uma perspectiva a cavaleira numa folha é necessário inicialmente determinar os valores dos catetos oposto e adjacente de um triângulo retângulo, e para tanto vamos relembrar sobre trigonometria do triângulo retângulo.

Coeficiente de Redução

TIPOS Cavaleira 30° Cavaleira 45° Cavaleira 60°

Coeficiente de Redução das Escalas dos Eixos L A P I I 2/3 I I 1/2 I I 1/3

Observe abaixo a nomenclatura o Triângulo Retângulo:

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Para evitar esta ilusão de ótica é que se utiliza o COEFICIENTE DE REDUÇÃO. Para o ângulo de 30º, utiliza-se o coeficiente de 2/3; para o de 45º, e ½ e para o de 60º, utiliza-se 1/3.

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Observando o Triângulo Retângulo acima, é possível calcular as suas medidas utilizando-se das Funções Trigonometricas: Seno e Cosseno.

Quando já possuímos o valor da hipotenusa e do ângulo agudo de um dos vértices e queremos determinar o valor do Cateto Oposto e do Cateto Adjacente utilizamos as seguintes fórmulas:

No exemplo abaixo, nos temos um triangulo retângulo com os ângulos 30º no vértice A e com uma hipotenusa igual a 10cm.

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/SINALIZAÇÃO

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14. SINALIZAÇÃO
Objetivos:

Garantir adoção de medidas adequadas na evacuação de demais obras cíveis.

prédios, edificações e

Funções das Cores na Sinalização de Segurança: • • • • • Prevenção de Acidentes; Identificar os equipamentos de segurança; Delimitando áreas; Identificação de Tubulações de líquidos e gases advertindo contra riscos; Identificar e advertir acerca dos riscos existentes.

14.1.

Sinalização Complementar

A sinalização complementar tem a finalidade de: I - Complementar, através de um conjunto de faixas de cor, símbolos ou mensagens escritas, a sinalização básica, nas seguintes situações: a) indicação continuada de rotas de saída; b) indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída; c) mensagens específicas que acompanham a sinalização básica, onde for necessária a complementação da mensagem dada pelo símbolo; II - Informar circunstâncias específicas em uma edificação ou áreas de risco, através de mensagens escritas; III - Demarcar áreas para assegurar corredores de circulação destinados às rotas de saídas e acesso a equipamentos de combate a incêndio em locais ocupados por estacionamento de veículos, depósitos de mercadorias e máquinas ou equipamentos de áreas fabris; IV – Identificar sistemas hidráulicos fixos de combate a incêndio.

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Reduzir o risco de perdas humanas mediante a informação de saídas de emergência, rotas de fuga e locais seguros.

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14.2.

Sinalização de Emergência

A sinalização de emergência tem como finalidade reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertando para os riscos existentes e garantir que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, que orientem as ações de combate e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio. Segundo o item 23.2.5 da NR 23 que fala sobre proteção contra incêndios, as aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos indicando a direção de saída. Segundo as normas de segurança ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) nº 13437 / 13434 / 13435 Sinalização de emergência e segurança fotoluminosa (fosforescente). Em saídas de emergência podem ser usadas fitas e placas fotolumisonas, facilitando, quando necessário, a evacuação imediata de um local quando ocorre por exemplo a falta de luz.

Placas e adesivos de sinalização destinados a facilitar a localização dos equipamentos de prevenção e combate a incêndio, saídas de emergência e demais orientações necessárias a segurança em um ambiente.

NR – 26 - Sinalização de Segurança

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É permitido o uso de normas estrangeiras reconhecidas internacionalmente, desde que não haja norma brasileira mais exigente sobre o assunto. As normas mais comumente empregadas são as seguintes:

• • • •

NBR 11742 - Porta Corta-fogo para Saída de Emergência; IT N° 11 - Saídas de Emergência em Edificações. (Corpo de Bombeiros) IT N° 12 - Dimensionamento de Lotação e Saídas de Emergência em Recintos Esportivos e de Espetáculos Artístico - Culturais. (Corpo de Bombeiros) IT N° 20 – Sinalização de Emergência. (Corpo de Bombeiros)

Nas vistorias, as instalações são confrontadas com o Projeto Técnico aprovado pelo Corpo de Bombeiros. As alterações encontradas são analisadas com vistas à manutenção das condições de segurança previstas no Decreto Estadual 46.076/01 (mais 38 Instruções Técnicas) e pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Havendo deficiências elas são anotadas e um relatório é fornecido ao interessado para que analise e proponha uma solução técnica. Caso não existam alterações, será emitido o Auto de Vistoria.

As alterações mais comuns são as seguintes: quando os equipamentos ficarem atrás de pilares, cantos de parede, escadas e demais situações que fiquem escondidos, a sinalização deve apontar nestes locais a direção onde estão aqueles equipamentos; falta de indicação da porta de saída e da rota a ser tomada, principalmente em locais de reunião de pessoas, tratando-se de sinalização comum ou integrante do sistema de luz de emergência; falta de indicação "SAÍDA DE EMERGÊNCIA" ou "ESCADA DE SEGURANÇA" nas portas corta-fogo, na face voltada para os halls; falta de indicação do número do andar nas escadas.

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NBR 9077 - Saídas de Emergência em Edificações;

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Orientação e Salvamento Orientar a saída segura das pessoas.

Visa indicar as rotas de saída e as ações necessárias para o seu acesso e uso.

Proibição Proibir ações capazes de conduzir ao inicio do incêndio.

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Visa proibir e coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento.

Sinalização e Rotulagem de Produtos Perigosos

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/MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS

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15. MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS

15.1.

O que é Mapa de Risco

Mapa é a representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos locais de trabalho, por meio de círculos de diferentes tamanhos; e cores. O seu objetivo é informar e conscientizar os trabalhadores pela fácil visualizacão desses riscos. É um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de a acidentes do trabalho objetivo que interessa aos empresários a aos trabalhadores.

15.1.1.

Quem Faz o Mapa de Risco?

O mapa de riscos é feito pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA, após ouvir os trabalhadores de todos os setores produtivos e com a orientação do Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e Medicina do Trabalho SESIVIT da empresa, quando houver.

15.1.2.

Planta ou Croqui?

É importante ter uma planta do local, mas se não houver condições de conseguir, isto não deverá ser um obstáculo: faz se um desenho simplificado, um esquema ou croqui do local.

15.1.3.

Estudo dos Tipos de Riscos

A CIPA deve se familiarizar com a tabela abaixo, que classifica os riscos de acidentes de trabalho. Nessa tabela que faz parte dos anexos da Portaria Ministerial há cinco tipos de riscos que corresponderão a cinco cores diferentes no mapa.

15.1.4.

A Legislação Brasileira

Com redação dada pela Portaria nº 25 de 2912994, incluiu se na NR 5, item 5.16, alínea o, "elaborar, ouvidos os trabalhadores de todos os setores do estabelecimento e com a colaboração do SESMT,
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quando houver, o MAPA DE RISCOS, com base nas orientações constantes do anexo IV devendo o mesmo ser refeito a cada gestão da CIPA.

15.2.

Mapas de Riscos

Mapa de Riscos tem como objetivos: a) reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa, b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.

15.2.1.

Etapas de Elaboração

a) conhecer o processo de trabalho no local analisado: • • • Os trabalhadores: número,sexo,idade,treinamentos profissionais e de segurança e saúde, jornada, Os instrumentos e materiais de trabalho, As atividades exercidas, o ambiente.

b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela 1, c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia: • • • • Medidas de proteção coletiva Medidas de organização do trabalho Medidas de proteção individual; Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer d) identificar os indicadores de saúde: • • • • Queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores Expostos aos mesmos riscos. Acidentes de trabalho ocorridos, Doenças profissionais diagnosticadas,
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A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos. Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e superveniente, modificar a situação de riscos estabelecidas.

15.2.2.

Classificação dos Riscos

Os riscos estão presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades humanas, comprometendo a segurança e a saúde das pessoas e a produtividade da empresa. Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio e longo prazos, provocando acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se equiparam a acidentes do trabalho. Os agentes que causam riscos à saúde dos trabalhadores e que costumam estar presentes nos locais de trabalho são agrupados em cinco tipos: Agentes químicos; Agentes físicos; Agentes biológicos; Agentes ergonômicos; Agentes de acidentes (mecânicos). Cada um desses tipos de agentes é responsável por diferentes riscos ambientais que podem provocar danos à saúde ocupacional dos funcionários da empresa. Para fazer o mapa de riscos, consideram se os riscos ambientais provenientes de:

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15.2.2.1.

Grupo 1 – Agentes Físicos

São considerados agentes físicos, aqueles capazes de provocar riscos à saúde: • Ruídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, pressões anormais, temperaturas extremas, iluminação deficiente, umidade, etc.

Riscos à saúde

Ruídos provocam cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição (surdez temporária, surdez definitiva e trauma acústico), aumento da pressão arterial, problemas no aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto,

Vibrações cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento, artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias.

Calor ou frio extremos taquicardia aumento da pulsação, cansaço, irritação, fadiga térmica, prostração térmica, choque térmico, perturbação das funções digestivas, hipertensão.

Radiações ionizantes alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, acidentes do trabalho.

Radiações não ionizantes queimaduras, lesões na pele, nos olhos e em outros órgãos. É muito importante saber que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho como por exemplo radiações infravermelho, presentes em operações de fornos, de solda oxiacetilênica, ultravioleta, produzida pela solda elétrica; de raios laser podem causar ou agravar problemas visuais (ex. catarata, queimaduras, lesões na pele, etc.), mas isto não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde, isso depende da combinação de muitas condições como a natureza do produto, a sua concentração, o tempo e a intensidade que a pessoa fica exposta a eles, por exemplo.

• •

Umidade doenças do aparelho respiratório, da pele e circulatórias, e traumatismos por quedas Pressões anormais embolia traumática pelo ar, embriaguez das profundidades, intoxicação por oxigênio e gás carbônico, doença descompressiva.

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15.2.2.2.

Grupo 2 – Agentes Químicos

São considerados agentes químicos, aqueles capazes de provocar riscos à saúde: Poeira, fumos, névoas, vapores, gases, produtos químicos em geral, neblina, etc.

Os principais tipos de agentes químicos que atuam sobre o organismo humano, causando problemas de saúde, são: Gases, vapores e névoas; aerodispersóides (poeiras e fumos metálicos).

Riscos à saúde

Os gases, vapores e névoas podem provocar efeitos irritantes, asfixiantes ou anestésicos:

Efeitos irritantes: são causados, por exemplo, por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro, que provocam irritação das vias aéreas superiores.

Efeitos asfixiantes: gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono e outros causam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e até morte.

Efeitos anestésicos: a maioria dos solventes orgânicos assim como o butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, alcoóis, tolueno, tem ação depressiva sobre o sistema nervoso central, provocando danos aos diversos órgãos. O benzeno especialmente é responsável por danos ao sistema formador do sangue.

Os aerodispersóides: que ficam em suspensão no ar em ambientes de trabalho, podem ser poeiras: minerais, vegetais, alcalinas, incômodas ou fumos metálicos:

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Poeiras minerais: provêm de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral, e provocam silicose quartzo), asbestose (asbesto), pneurnoconioses (ex.: carvão mineral, minerais em geral ).

de açúcar e de algodão, que causam bagaçose e bissinose, respectivamente • Poeiras alcalinas: provém em especial do calcário, causando doença pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar. • Poeiras incômodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tornando os mais nocivos à saúde, • Fumos metálicos: provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro etc., causam doença pulmonar obstrutiva crônica, febre de fumos metálicos, intoxicações específicas, de acordo com o metal.

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Poeiras vegetais: são produzidas pelo tratamento industrial, por exemplo, de bagaço de cana

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15.2.2.3.

Grupo 3 – Agentes Biológicos

Microrganismos e animais são os agentes biológicos que podem afetar a saúde do trabalhador. São nesta classificação também os escorpiões, bem como as aranhas, insetos e ofídios peçonhentos.

Riscos à saúde

Pode

causar

as

seguintes

doenças:

Tuberculose,

intoxicação

alimentar,

fungos

(microrganismos causadores infecções), brucelose, malária, febre amarela.

As formas de prevenção para esses grupos de agentes biológicos são: vacinação, esterilização, higiene pessoal, uso de EPI; ventilação, controle médico e controle de pragas.

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considerados agentes biológicos os bacilos, bactérias, fungos, protozoários, parasitas, vírus. Entram

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15.2.2.4.

Grupo 4 – Agentes Ergonômicos

São os agentes caracterizados pela falta de adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador.

Entre os agentes ergonômicos mais comuns estão: Trabalho físico pesado; Posturas incorretas; Posições incômodas, Repetitividade; Monotonia, Ritmo excessivo; Trabalho em turnos e trabalho noturno, Jornada prolongada;

Riscos à saúde

Trabalho físico pesado, posturas incorretas e posições incômodas provocam cansaço, dores musculares e fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes, úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono, acidentes, problemas de coluna, etc. Ritmo excessivo, monotonia, trabalho em turnos, jornada prolongada, conflitos, excesso de responsabilidade provocam desconforto, cansaço, ansiedade, doenças no aparelho digestivo (gastrite, úlcera), dores musculares, fraqueza, alterações no sono e na vida social (com reflexos na saúde e no comportamento), hipertensão arterial, taquicardia, cardiopatias (angina, infarto), tenossinovite, diabetes, asmas, doenças nervosas, tensão, medo, ansiedade.

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15.2.2.5.

Grupo 5 – Agentes de Acidentes (mecânicos)

São arranjo físico inadequado ou deficiente, máquinas e equipamentos, ferramentas defeituosas, materiais, edificações, armazenamento inadequado, etc. Essas deficiências podem abranger um ou mais dos seguintes aspectos: arranjo físico; edificações; sinalizações ligações elétricas; máquinas e equipamentos sem proteção, equipamento de proteção contra incêndio; ferramentas defeituosas ou inadequadas, EPI inadequado, armazenamento e transporte de materiais. Iumínação deficíente - fadiga, problemas visuais, acidentes do trabalho.

Riscos à saúde

Arranjo físico: quando inadequado ou deficiente, pode causar acidentes e provoca desgaste físico excessivo nos trabalhadores. Máquinas sem proteção: podem provocar acidentes graves. Instalações elétricas deficientes: trazem riscos de Curto circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras, acidentes fatais.

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inadequadas ou inexistentes, eletricidade, sinalização, perigo de incêndio ou explosão, transporte de

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Matéria prima sem especificação e inadequada: acidentes, doenças profissionais, queda da qualidade de produção. Ferramentas defeituosas ou inadequadas: acidentes, com repercussão principalmente nos

Falta de EPI ou EPI inadequado ao risco: acidentes, doenças profissionais. Transporte de materiais, peças, equipamentos sem as devidas precauções: acidentes. Edificações com defeitos de construção: a exemplo de piso com desníveis, escadas fora de ausência de saídas de emergência, mezaninos sem proteção, passagens sem a atura necessária : quedas, acidentes. Falta de sinalização das saídas de emergência, da localização de escadas e caminhos de fuga, alarmes, de incêndios: ações desorganizadas nas emergências, acidentes. Armazernamento e manipulação inadequados de inflamáveis e gases, curto circuito, sobrecargas de redes elétricas: incêndios, explosões. Armazenamento e transporte de materiais: a obstrução de áreas traz fiscos de acidentes, de quedas, de incêndio, de explosão etc. Equipamento de proteção contra incêndios: quando deficiente ou insuficiente, traz efetivos riscos de incêndios. Sinalização deficiente: falta de uma política de prevenção de acidentes, não insuficientes etc. comprometem a saúde ocupacional dos funcionários. identificação de

equipamentos que oferecem fisco, não delimitação de áreas, informações de segurança

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membros superiores.

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15.3.

O Agente Mapeador

O agente mapeador é uma pessoa capacitada para elaborar o Mapeamento de Riscos Ambientais na empresa. São características necessárias do mapeador: Observação, Percepção Criatividade, Visão global; Objetividade, poder de síntese; Capacidade de comunicação; Educação / discrição; Bom senso, Capacidade de organização; Receptividade à segurança; Persistência / agente de mudança; Simpatia.

15.3.1.

Conhecimentos Necessários

Para sua ação, o mapeador deve possuir conhecimentos básicos sobre a empresa, a Cipa, o SEESMT (Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), segurança patrimonial, bem como sobre aspectos legais do acidente do trabalho.

15.3.2.

A Empresa

O mapeador deve conhecer como funcionam os diversos setores da empresa em que trabalha (produção, administração, suprimentos etc.), bem como:

O histórico da organização; Sua política de ação (geral); A organização do trabalho,

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As normas e procedimentos; As instalações prediais; O organograma administrativo. Receptividade à segurança; Simpatia. Persistência / Agente ente de mudança

15.3.3.

CIPA, SESMT e Segurança Patrimonial

O mapeador deve conhecer os membros que compõem a Cipa e o Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina Trabalho. Deve também conhecer elementos básicos de segurança patrimonial, como o bombeiro industrial e a vigilância.

15.3.4.

Aspectos Legais do Acidente do Trabalho

O agente mapeador deve ter noção de responsabilidade civil e criminal nos acidentes do trabalho, de acordo com a legislação.

15.3.5.

Apoio Técnico

Cabe ao mapeador, ainda, solicitar apoio de outros profissionais para conhecer melhor as atividades desenvolvidas nos diversos setores da empresa, tais como: Centro de processamento de dados; Departamento jurídico; Departamento de recursos humanos (com suas áreas de assistência social, psicologia do trabalhador, setor de pessoal, seleção e recrutamento) Projeto e desenvolvimento de produtos etc. 15.4. Etapas do Mapeamento

São as seguintes as fases do trabalho do agente: Levantamento dos riscos; Elaboração do Mapa;
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Análise dos riscos; Elaboração do relatório, Apresentação do trabalho; Implantação e acompanhamento; Avaliação.

15.4.1.

Como Levantar e Identificar os Riscos Durante a Visita á Fabrica (empresa)

Após o estudo dos tipos de risco, deve se dividir a fábrica em áreas conforme as diferentes fases da produção. Geralmente isso corresponde às diferentes seções da empresa. Essa divisão facilitará a identificação dos riscos de acidentes de trabalho. Em seguida o grupo deverá percorrer as áreas a serem mapeadas com lápis e papel na mão, ouvindo as pessoas acerca de situações de riscos de acidentes de trabalho. Sobre esse assunto, é importante perguntar aos demais trabalhadores o que incomoda e quanto incomoda, pois isso será importante para se fazer o mapa, Também é preciso marcar os locais dos riscos informados em cada área. Nesse momento, não se deve ter a preocupação de classificar os riscos. 0 importante é anotar o que existe e marcar o lugar certo. O grau e o tipo de risco serão identificados depois.

15.4.2.

A Avaliação dos Riscos para a Elaboração do Mapa

Com as informações anotadas, a CIPA deve fazer uma reunião para examinar cada risco identificado na visita à seção ou fábrica. Nesta fase, faz se a classificação dos perigos existentes conforme o tipo de agente, conforme a Tabela de Riscos Ambientais. Também se determina o grau ("tamanho"): pequeno, médio ou grande.

15.4.3.

A Colocação dos Círculos na Planta ou Croqui

Depois disso é que se começa a colocar os círculos na planta ou croqui para representar os riscos. Os riscos são caracterizados graficamente por cores e círculos.

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O tamanho do círculo representa o grau do risco. (Segundo a portaria ministerial, o risco pequeno é representado menor, o médio por um círculo médio e o grande, por um círculo maior.) E a cor do círculo representa o tipo de risco, conforme a Tabela mostrada.

Risco Grande

Risco Médio

Risco Pequeno

Os círculos podem ser desenhados ou colados. O importante é que os tamanhos e as cores correspondam aos graus e tipos. Cada círculo deve ser colocado naquela parte do mapa que corresponde ao lugar onde existe o problema. Caso existam, num mesmo ponto de uma seção, diversos riscos de um só tipo por exemplo, riscos físicos: ruído, vibração e calor agentes. Basta um círculo apenas neste exemplo, com a cor verde, dos riscos físicos, desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade. Uma outra situação é a existência de riscos de tipos diferentes num mesmo ponto. Neste caso, divide se o círculo conforme a quantidade de riscos em 2, 3, 4 e até 5 partes iguais, cada parte com a sua respectiva cor, conforme a figura abaixo (este procedimento é chamado de critério de incidência): não é preciso colocar um círculo para cada um desses

Diversos tipos de risco num mesmo ponto
Fagulhas Cortes Postura Incorreta Monotonia

Ruído Calor

Gases Poeira

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Quando um risco afeta a seção inteira exemplo: ruído, uma forma de representar isso no mapa é colocá-lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas, indicando que aquele problema se espalha pela área toda.

Classificação dos principais riscos ocupacionais de acordo com a sua natureza Padronização das cores correspondentes
Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5

Verde
Riscos Físicos Ruídos Vibrações Radiações Ionizantes Radiações não ionizantes Frio Calor

Vermelho
Riscos Químicos Poeiras Fumos

Marrom
Riscos Biológicos Vírus Bactérias

Amarelo
Riscos Ergonômicos Esforço físico intenso Levantamento e transporte manual de peso Exigência de postura inadequada Controle rígido de produtividade Imposição de ritmos excessivos Trabalho em turno e noturno Jornadas de trabalho prolongadas Monotonia e repetitividade Outras situações causadoras de "stress" físico e/ou psíquico

Azul
Riscos de Acidentes Arranjo físico inadequado Máquinas e equipamentos sem proteção Ferramentas inadequadas ou defeituosas Iluminação inadequada Eletricidade Probabilidade de incêndio ou explosão Armazenamento inadequado Animais peçonhentos Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes

Névoas Neblinas Gases Vapores Substâncias, compostos ou produtos químicos em geral

Protozoários Fungos Parasitas Bacilos

Pressões anormais Umidade

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15.5.

Simbologia para Mapa de Riscos

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Atenção: vide tabela de Classificação dos principais riscos ocupacionais de acordo com a sua natureza - Padronização das cores correspondentes.

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15.6.

Modelo de Planilha para Levantamento

CIPA Levantamento de dados para elaboração do Mapa de Riscos
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UNIDADE:_________ - RESPONSÁVEL: ___________________DATA: ____/____/____

Relação dos riscos identificados no ambiente de trabalho

Classificação
Pequeno Médio Grande Riscos

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MPRESA – CIPA MAPA DE RISCOS
De acordo com a NR.5 – Portaria nº 08 de 23 de fevereiro de 1999

Unidade:...
RISCO GRANDE

FÍSICOS.
ACIDENTES

QUÍMICOS.

ERGÔNÔMICO.

BIOLÓGICOS

RISCO MÉDIO

ACIDENTES

FÍSICOS

RISCO PEQUENO

LEGENDA

Físicos

Químicos

Biológicos

Ergonômicos

de Acidentes

São Paulo,

de

de

2001

CIPEIROS RESPONSÁVEIS:...
Presidente da CIPA
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – EMPRESA

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16. BIBLIOGRAFIA

16.1.

Apostilas

Estudo Dirigido de Desenho Geométrico e Técnico (CEFET-SE) 2ª – 2008 – Profº Chateaubriand Vieira Morura – Arquitetura, Construção Civil e Técnico de Segurança do Trabalho Desenho Arquitetônico (OBERG) 22ª Edição – São Paulo: Editora ao Livro Técnico Desenho de Arquitetura (FAU-FISS) – Prof. Raul Vasconcellos

• •

16.2.

Normas Técnicas

• • • • • • • • • • • • • • • •
ÁREA

NBR 6158 (1995) Sistemas de Tolerâncias e Ajustes NBR 6215 (1986) Terminologia de Produtos Siderúrgicos NBR 6401 (1980) Instalações Centrais de Ar Condicionado NBR 6409 (1997) Tolerâncias Geométricas NBR 6492 (1994) Representação de Projetos de Arquitetura NBR 6909 (1981) Símbolos e Nomenclaturas para Plano de Segurança NBR 7165 (1982) Símbolos Gráficos de Solda NBR 7191 (1982) Execução de Desenhos para Obras de Concreto Simples ou Armado NBR 7808 (1983) Símbolos Gráficos para Projetos de Estruturas NBR 8196 (1999) Desenho Técnico – Emprego de Escala NBR 8402 (1994) Execução de Caracter para Escrita em desenho técnico NBR 8403 (1994) Aplicação de Linhas em Desenhos – Tipos de Linhas – Largura de Linhas NBR 8404 (1994) Indicação do Estado de Superfícies em Desenhos Técnicos NBR 8993 (1985) Representação Convencional de Partes Roscadas em Desenhos Técnicos NBR 9964 (1987) Linhas e símbolos em Desenhos de Estruturas navais NBR 10067 (1995) Princípios Gerais de Representação em Desenho Técnico
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• • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

NBR 10068 (1987) Folha de Desenho – Leiaute e Dimensões NBR 10126 (1987) Cotagem de Desenho Técnico NBR 10582 (1988) Apresentação da Folha de Desenho Técnico

NBR 11145 (1990) Representação de Molas em Desenho Técnico NBR 11534 (1991) Representação de Engrenagem em Desenho Técnico NBR 12288 (1992) Representação Simplificada de furos de Centro em Desenho Técnico NBR 12298 (1995) Representação de Área de Corte por Meio de Hachuras em Desenho Técnico NBR 12519 (1992) Símbolos Gráficos de Elementos de Símbolos NBR 12706 (1992) Máquinas Têxtil e Acessórios NBR 13104 (1994) Representação de Entalhado em Desenho técnico NBR 13142 (1999) Desenho Técnico - Dobramento NBR 13272 (1999) Desenho Técnico – Elaboração das Listas de Itens NBR 13273 (1999) Desenho Técnico – Referência a itens NBR 13532 (1995) Elaboração de Projetos de Edificações NBR 14100 (1998) Proteção contra Incêndio – Símbolos Gráficos para Projetos NBR 14611 (2000) Desenho Técnico – Representação Simplificada em Estruturas Metálicas NBR 14699 (2001) Desenho Técnico – Representação de Símbolos aplicados a Tolerâncias Geométricas NBR 14700 (2001) Desenho Técnico – Representação do Local de Medição de Dureza NBR 14957 (2003) Desenho Técnico – Representação de Recartilhado

__________

/fim
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NBR 10647 (1989) Desenho Técnico - Terminologia

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