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NBR 6251 NOV 2000

Cabos de potência com isolação


extrudada para tensões de 1 kV a
ABNT – Associação
35 kV - Requisitos construtivos
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
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Rio de Janeiro – RJ
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www.abnt.org.br ABNT/CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
CE-03:020.03 - Comissão de Estudo de Cabos Isolados
NBR 6251 - Power cable with extruded insulation for rated voltages from 1 kV
up to 35 kV - Construction requirements
Descriptors: Electric cable. Power cable
Copyright © 2000,
Esta Norma substitui a NBR 6251:1999
ABNT–Associação Brasileira Válida a partir de 29.12.2000
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Cabo elétrico. Cabo de potência 32 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Tensões de isolamento
5 Condutor
6 Separador
7 Isolação
8 Blindagem do condutor
9 Blindagem da isolação
10 Reunião dos cabos multipolares
11 Identificação das veias
12 Capa interna e enchimentos
13 Capa metálica
14 Armação metálica
15 Capa de separação e cobertura
ANEXOS
A Seleção da tensão de isolamento do cabo em função das características do sistema
B Método de cálculo fictício do diâmetro para a determinação das dimensões dos componentes do cabo
C Tabela de requisitos físicos e químicos dos materiais da isolação, blindagem semicondutora, capa metálica e cobertura
D Tabelas de espessura da isolação
E Cálculo da porcentagem da cobertura para trança metálica
Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma contém os anexos A , B, C, D e E, de caráter normativo.


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1 Objetivo

1.1 Esta Norma padroniza a construção dos cabos de potência, unipolares, multipolares ou multiplexados, para instalações
fixas, com isolação extrudada dos tipos designados na tabela 1 e com cobertura dos tipos designados na tabela 2, para
tensões nominais de 1 kV a 35 kV.

1.2 Em alternativa à construção normal, são previstos cabos com construção bloqueada (ver 3.13 e 3.14), recomendados
para circuitos de distribuição, sujeitos a contatos prolongados com água.

1.3 Para os ensaios e os critérios de aceitação e rejeição dos cabos padronizados por esta Norma, devem ser utilizadas as
respectivas especificações dos cabos.
1.4 Não são incluídos nesta Norma cabos para instalações e condições especiais como, por exemplo, cabos para redes
aéreas, indústria de mineração, centrais nucleares (em áreas internas ou externas ao vaso de contenção), cabos
submarinos ou cabos para uso a bordo de navios. Entretanto, caso não exista norma específica, esta pode ser utilizada
como referência, fazendo-se as adequações necessárias à aplicação.

Tabela 1 - Tipos de isolação

Isolação Designação
Policloreto de vinila PVC/A
Polietileno termoplástico PE
Borracha etilenopropileno EPR, HEPR e EPR 105
Polietileno reticulado quimicamente XLPE
Polietileno reticulado quimicamente TR XLPE
retardante a arborescência

Tabela 2 - Tipos de cobertura

Cobertura Designação
Policloreto de vinila ST1 e ST2
Polietileno termoplástico ST3 e ST7
Policloropreno, polietileno SE1/A e SE1/B
clorossulfonado, polietileno clorado ou
polímeros similares

NOTA - Outros tipos de compostos para cobertura podem ser utilizados,


desde que suas características sejam adequadamente especificadas pelo
fabricante e aprovadas pelo comprador.

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais
recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 5410:1997 - Instalações elétricas de baixa tensão - Procedimento

NBR 5456:1987 - Eletricidade geral - Terminologia

NBR 5471:1986 - Condutores elétricos - Terminologia

NBR 6237:1980 - Fios e cabos elétricos - Ensaios de resistência ao ozona - Método de ensaio

NBR 6238:1988 - Fios e cabos elétricos - Envelhecimento térmico acelerado - Método de ensaio

NBR 6239:1986 - Fios e cabos elétricos - Deformação a quente - Método de ensaio

NBR 6240:1980 - Ensaio de impacto em fios e cabos elétricos - Método de ensaio

NBR 6241:1985 - Tração à ruptura em materiais isolantes e coberturas protetoras extrudadas para fios e cabos elétricos
- Método de ensaio

NBR 6243:1980 - Choque térmico para fios e cabos elétricos - Método de ensaio

NBR 6246:1986 - Fios e cabos elétricos - Dobramento a frio - Método de ensaio

NBR 6247:1986 - Fios e cabos elétricos - Alongamento a frio - Método de ensaio


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NBR 6252:1988 - Condutores de alumínio para cabos isolados - Características dimensionais, elétricas e mecânicas -
Padronização
NBR 6331:1982 - Arame de aço de baixo teor de carbono, zincado para uso geral - Especificação
NBR 6813:1981 - Fios e cabos elétrico - Ensaio de resistência de isolamento - Método de ensaio
NBR 6880:1997 - Condutores de cobre mole para fios e cabos isolados - Características
NBR 7040:1986 - Fios e cabos elétricos - Absorção de água - Método de ensaio
NBR 7042:1981 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de retração ao calor - Método de ensaio
NBR 7104:1981 - Fios e cabos elétricos - Determinação do teor de negro de fumo e conteúdo de componente mineral
em polietileno - Método de ensaio
NBR 7105:1981 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de perda de massa - Método de ensaio.
NBR 7292:1982 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de determinação de grau de reticulação - Método de ensaio
NBR 7295:1982 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de capacitância e fator de dissipação - Método de ensaio
NBR 7300:1982 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistividade volumétrica - Método de ensaio
NBR 7307:1982 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de fragilização - Método de ensaio
NBR 9311:1986 - Cabos elétricos isolados - Designação - Classificação
ASTM D 6097:1997 - Standard test method for relative resistance to vented water-tree growth in solid dielectric
insulating materials
IEC 60502:1997 - Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from 1 kV (Um =
1,2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV)
3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições das NBR 5456 e NBR 5471, e as seguintes:
3.1 valor nominal: Valor pelo qual uma grandeza é designada, empregado geralmente em tabelas. Corresponde ao valor
que é verificado através de medições, levando-se em consideração as tolerâncias especificadas.
3.2 valor aproximado: Valor utilizado para o cálculo de outros valores dimensionais, não sendo um valor garantido nem
objeto de controle.
3.3 valor fictício: Valor calculado de acordo com o “método fictício” descrito no anexo B.
3.4 valor médio: Valor correspondente à média aritmética dos valores de uma grandeza. Os valores são medidos conforme
o estabelecido nos respectivos métodos de ensaio.
3.5 valor mediano: Valor intermediário em uma série de valores ordenados de forma crescente ou decrescente quando o
número de valores for ímpar. Quando o número de valores for par, é a média aritmética entre os dois valores centrais.
3.6 cabo de potência a campo elétrico radial: Cabo provido de camada semicondutora e/ou condutora envolvendo o
condutor e sua isolação.
3.7 cabo de potência a campo elétrico não radial: Cabo que não se enquadra na definição dada em 3.6.
3.8 temperatura máxima no condutor em regime permanente: Máxima temperatura admissível, em qualquer ponto do
condutor, em condições estáveis de funcionamento.
3.9 temperatura máxima no condutor em regime de sobrecarga: Máxima temperatura admissível, em qualquer ponto do
condutor, em regime de sobrecarga.
3.10 temperatura máxima no condutor em regime de curto-circuito: Máxima temperatura admissível, em qualquer
ponto do condutor, em regime de curto-circuito.
3.11 tensões do sistema: As tensões do sistema em que os cabos e seus acessórios são empregados são definidas em
3.11.1 e 3.11.2.
3.11.1 tensão nominal do sistema (U): Tensão de linha pela qual o sistema é designado.
NOTAS

1 No caso de corrente alternada, a tensão é dada em valor eficaz.

2 Não é necessariamente igual à tensão nominal dos equipamentos ligados ao sistema.

3.11.2 tensão máxima de operação do sistema (Um): Máxima tensão de linha que pode ser mantida em condições
normais de operação, em qualquer tempo e em qualquer ponto do sistema.
NOTAS

1 No caso de corrente alternada, a tensão é dada em valor eficaz.

2 Não é necessariamente igual à tensão máxima de operação dos equipamentos ligados ao sistema.
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3.12 tensão de isolamento do cabo (Uo ou Uo/U): Valor de Uo ou dos valores Uo/U pelos quais os cabos são
designados, onde:
- Uo é o valor eficaz da tensão entre condutor e terra ou blindagem da isolação ou qualquer proteção metálica sobre
esta;

- U é o valor eficaz da tensão entre condutores.

NOTA - A designação completa do cabo por suas tensões de isolamento inclui a tensão máxima de operação do sistema, conforme a
IEC 60502, da seguinte forma: Uo/U(Um). Entretanto, a tensão Um será omitida nesta Norma e nas especificações dela decorrentes, como
tem sido a prática até o presente no Brasil.

3.13 construção bloqueada longitudinalmente: Construção em que é feito o preenchimento dos interstícios do cabo ao
longo do seu comprimento, com a finalidade de conter a migração longitudinal de água no seu interior.

3.14 construção bloqueada transversalmente: Construção em que é colocada uma barreira ao longo do comprimento do
cabo, com a finalidade de conter a migração radial de umidade para o interior da sua isolação.

3.15 espessura plena da isolação: Espessura convencional, normalmente especificada em normas internacionais ou
estrangeiras, baseada em gradiente médio na isolação e que, portanto, independe da seção do condutor.

3.16 espessura coordenada da isolação: Espessura dimensionada em função do gradiente elétrico máximo no condutor,
limitando-se também o gradiente mínimo na superfície externa da isolação, para cada seção de condutor.

3.17 arborescência: Fenômeno que causa falhas elétricas nos cabos e danos no material da isolação quando instalados
em ambientes úmidos. O termo arborescência é utilizado porque o formato dos defeitos causados no dielétrico sob tensão,
assemelha-se com uma árvore.

3.18 retardamento da arborescência: Característica que o projeto do cabo e ou material dielétrico da isolação apresenta,
que retarda o crescimento da arborescência.

4 Tensões de isolamento

4.1 As tensões de isolamento dos cabos, em kV, previstas nesta Norma, são as seguintes:

Uo/U - 0,6/1 - 1,8/3 - 3,6/6 - 6/10 - 8,7/15 - 12/20 - 15/25 - 20/35

NOTA - As tensões de isolamento podem apresentar a unidade de duas formas, por exemplo: 0,6 kV/1 kV; ou 0,6/1 kV, sendo esta última a
forma preferencial, adotada na IEC 60502.

Para uma criteriosa escolha do cabo, em função das características do sistema, é necessário recorrer à classificação por
categoria, prevista no anexo A.

5 Condutor

5.1 O condutor deve ser constituído por um ou vários fios de cobre eletrolítico, com ou sem revestimento metálico, ou de
alumínio nu. Dependendo de sua construção, deve ser designado por:

a) condutor de seção maciça;

b) condutor de seção circular de formação simples;

c) condutor de seção circular de formação combinada;

d) condutor de seção circular compactado;

e) condutor de seção setorial.

5.2 As classes do condutor de cobre devem ser 1 ou 2, conforme a NBR 6880. As classes do condutor de alumínio devem
ser 1 ou 2, conforme a NBR 6252.

5.3 As classes de condutores 4 ou 5 são previstas somente para cabos com condutor de cobre não bloqueado com tensões
de isolamento de 0,6/1 kV e 1,8/ 3 kV.

5.4 O condutor neutro e/ou o condutor de proteção de cabos, com três ou quatro condutores, pode ter sua seção reduzida,
em relação aos condutores fase, respeitando os limites dados na tabela 3. A utilização do neutro de seção reduzida deve
satisfazer às condições previstas na NBR 5410.

5.5 Quando for prevista construção bloqueada longitudinalmente (ver 3.13), os interstícios internos entre os fios com-
ponentes do condutor devem ser preenchidos com material compatível, química e termicamente, com os componentes do
cabo. O fabricante deve garantir esta compatibilidade.
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Tabela 3 - Seções mínimas do condutor neutro

Seção mínima do condutor


Seção dos condutores fase
neutro
2 2
mm mm
S < 25 S
35 25 (ver nota)
50 25 (ver nota)
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185
2
NOTA - 35 mm , no caso de condutores de alumínio.

6 Separador
6.1 Para cabos sem blindagem do condutor, somente é obrigatório utilizar um separador entre o condutor e a isolação, para
evitar a ocorrência de:
a) penetração acentuada da isolação sobre o condutor que dificulte a remoção desta;
b) interação química que possa provocar corrosão do condutor, aceleração do envelhecimento da isolação ou
aderência entre condutor e isolação.
O emprego de separador não é restrito às condições acima, podendo, a critério do fabricante, ser utilizado sobre qualquer
elemento constituinte do cabo.
6.2 Quando previsto, o separador deve ser constituído por material compatível, química e termicamente, com o material do
condutor e da isolação.
7 Isolação
7.1 Materiais da isolação
A isolação deve ser constituída por dielétrico extrudado, termoplástico ou termofixo, de um dos tipos descritos em 7.1.1 e
7.1.2, observando os respectivos limites recomendados para a tensão de isolamento e a temperatura.
7.1.1 Termoplásticos
São os seguintes:
a) PVC/A - composto isolante à base de policloreto de vinila ou copolímero de cloreto de vinila e acetato de vinila,
utilizado em cabos com tensões de isolamento menores ou iguais a 3,6/6 kV;
b) PE - composto isolante à base de polietileno termoplástico, utilizado em cabos com tensões de isolamento iguais a
3,6/ 6 kV.
Para a fabricação de cabos com tensão de isolamento iguais ou superiores a 6/10 kV, a isolação deve ser extrudada
simultaneamente com a blindagem semicondutora da isolação e a blindagem do condutor.
7.1.2 Termofixos
São os seguintes:
a) EPR - compostos isolantes à base de copolímero etilenopropileno (EPM) ou de terpolímero etilenopropilenodieno
(EPDM), utilizados em cabos com qualquer tensão de isolamento;
b) HEPR - compostos isolantes à base de copolímero etilenopropileno (EPM) ou de terpolímero etilenopropilenodieno
(EPDM), de alto módulo ou composto de maior dureza, utilizados em cabos com qualquer tensão de isolamento;
c) EPR 105 - compostos isolantes à base de copolímero etilenopropileno (EPM) ou terpolímero etilenopropilenodieno
(EPDM), para tensões de isolamento iguais ou superiores a 3,6/6 kV e temperatura no condutor de 105oC, em regime
permanente;
d) XLPE - composto isolante à base de polietileno reticulado quimicamente, utilizado em cabos com qualquer tensão
de isolamento;
e) TR XLPE - composto isolante à base de polietileno reticulado quimicamente, para tensões isolamento iguais ou
superior a 3,6/6 kV e retardante à arborescência.
NOTA - O composto TR XLPE pode ser classificado através do ensaio descrito na ASTM D 6097, normalmente realizado pelo fabricante
do composto. Entretanto, sua avaliação final só é conclusiva, após ensaio no cabo completo, através do método específico.
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7.2 Limite térmicos em função da isolação

7.2.1 Condições em regime permanente


A temperatura no condutor, em regime permanente, não deve ultrapassar os valores dados na tabela 4, estabelecidos em
função dos materiais de isolação.

7.2.2 Condições em regime de sobrecarga


A operação em regime de sobrecarga, para as temperaturas dadas na tabela 5, não deve superar 100 h, durante 12 meses
consecutivos, nem 500 h, durante a vida do cabo.

As temperaturas da tabela 5 são baseadas nas propriedades intrínsecas dos materiais isolantes. Deve ser entendido que o
cabo, quando submetido a regime de sobrecarga, tem sua vida útil reduzida em certo grau em relação à vida prevista para
as condições em regime permanente. Além disso, limites mais baixos de temperatura podem ser requeridos em função dos
materiais usados nos cabos, emendas e terminais como, por exemplo, o chumbo, ou em função das condições da
instalação.

7.2.3 Condições em regime de curto-circuito


A duração máxima de um curto-circuito, na qual o condutor pode manter as temperaturas máximas dadas na tabela 6, é
de 5 s.

As temperaturas da tabela 6 são baseadas nas propriedades intrínsecas dos materiais isolantes. Limites mais baixos de
temperatura podem ser requeridos em função da instalação e dos acessórios envolvidos.

Tabela 4 - Temperatura máxima em regime permanente em


função da isolação

Isolação Temperatura máxima no condutor


o
C
PVC/A 70
PE 70 (ver nota)
EPR e HEPR 90
EPR 105 105
XLPE e TR XLPE 90
o
NOTA - 75 C para os cabos com isolação de PE de densidade de massa
3 o
superior a 0,940 g/cm a 23 C.

Tabela 5 - Temperatura máxima em regime de sobrecarga

Isolação Temperatura máxima no condutor


o
C
PVC/A 100
PE 90
EPR e HEPR 130
EPR 105 140
XLPE e TR XLPE 130

Tabela 6 - Temperatura máxima em regime de curto-circuito

Isolação Temperatura máxima no condutor


o
C
PVC/A
Seção do condutor ≤ 300 mm
2
160
2
Seção do condutor > 300 mm 140
PE 130 (ver nota)
EPR, HEPR e EPR 105 250
XLPE e TR XLPE 250
o
NOTA - 150 C, desde que seja utilizada uma blindagem do condutor adequada, como
por exemplo, através de um acréscimo na espessura da blindagem do condutor ou
através de combinação de fita têxtil semicondutora com camada extrudada.
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7.3 Requisitos físicos da isolação


7.3.1 As características físicas dos materiais usados como isolação devem estar de acordo com os requisitos dados nas
tabelas C.2, C.3 ou C.4 do anexo C. As características elétricas da isolação devem estar de acordo com os requisitos
dados na tabela C.6 do mesmo anexo.

7.3.2 É conveniente que a compatibilidade entre o condutor nu ou revestido e a isolação de EPR ou XLPE, nos cabos sem
blindagem do condutor, com ou sem separador, seja verificada através dos ensaios previstos nos itens 1.3 ou 1.4 da ta-
bela C.4 do anexo C.

7.4 Espessura da isolação

7.4.1 As espessuras nominais da isolação são dadas nas tabelas D.1 a D.5 do anexo D. São estabelecidas em função da
seção nominal do condutor, do tipo de isolação e da tensão de isolamento, sendo aplicáveis somente a cabos com
cobertura.

7.4.2 A espessura média da isolação não deve ser inferior ao valor nominal especificado.

7.4.3 A espessura mínima da isolação em um ponto qualquer de uma seção transversal, pode ser inferior ao valor nominal,
contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 10% do valor nominal especificado.

7.4.4 A espessura de qualquer separador ou blindagem semicondutora, aplicada sobre o condutor ou sobre a isolação, não
deve ser considerada como parte da isolação.

8 Blindagem do condutor

8.1 Requisitos gerais da blindagem do condutor

8.1.1 A blindagem do condutor deve ser empregada em cabos com tensões de isolamento acima de 3,6/6 kV.

8.1.2 A blindagem do condutor é opcional em cabos com tensões de isolamento menores ou iguais a 3,6/6 kV. Nestes
casos a blindagem do condutor pode ser constituída de fita têxtil semicondutora.

8.1.3 Para tensões de isolamento 6/10 kV e superiores, a blindagem do condutor deve ser extrudada simultaneamente
com a isolação.

8.2 Material de blindagem do condutor

8.2.1 A blindagem do condutor deve ser não-metálica, constituída por uma camada extrudada de composto semicondutor,
ou por uma combinação de fita têxtil semicondutora com camada extrudada. O material empregado deve ser compatível,
química e termicamente, com o do condutor e da isolação de PE ou PVC e termofixo no caso de isolação de EPR, HEPR,
EPR 105, XLPE ou TR XLPE.

8.2.2 As características físicas dos materiais usados como blindagem semicondutora do condutor devem estar de acordo
com os requisitos da tabela C.1 do anexo C.

8.3 Espessura da blindagem do condutor

8.3.1 Quando a blindagem semicondutora do condutor for constituída por fita, esta deve ter uma sobreposição mínima de
10% e uma espessura mínima de 0,065mm.

8.3.2 Quando a blindagem semicondutora do condutor for constituída por camada extrudada, esta deve ter espessura
média igual ou superior a 0,4 mm e espessura mínima, em um ponto qualquer de uma seção transversal, igual ou superior
a 0,32 mm.

9 Blindagem da isolação

9.1 Requisitos gerais da blindagem da isolação

9.1.1 A blindagem da isolação deve ser empregada em cabos com tensões de isolamento acima de 3,6/6 kV.

9.1.2 A blindagem da isolação deve ser constituída por uma parte semicondutor não-metálica associada a uma parte
metálica.

9.1.3 A blindagem da isolação é opcional em cabos com tensões de isolamento menores ou iguais a 1,8/3 kV.

9.1.4 No caso de cabos com tensões de isolamento de 3,6/6 kV, a blindagem da isolação é opcional, desde que os cabos
possuam proteção metálica ou sejam instalados em eletrodutos metálicos adequadamente aterrados.

9.1.5 Nos casos previstos em 9.1.3 e 9.1.4, a blindagem metálica da isolação, quando empregada, não necessita estar
associada a uma parte semicondutora.
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9.2 Parte não-metálica da blindagem da isolação

9.2.1 A parte não-metálica da blindagem da isolação deve ser aplicada diretamente sobre a isolação de cada condutor e ser
constituída por uma fita semicondutora, ou por uma camada extrudada de composto semicondutor, ou pela combinação das
duas, ou ainda por um destes materiais em combinação com revestimento de verniz semicondutor.

9.2.2 Para tensões de isolamento 6/10 kV e superiores, a parte semicondutor da blindagem deve ser extrudada
simultaneamente com a isolação.

9.2.3 Os materiais empregados como blindagem semicondutora devem ser compatíveis, química e termicamente, com os
da isolação e as suas características físicas devem estar de acordo com os requisitos da tabela C.1 do anexo C.

9.2.4 Quando a blindagem semicondutora for constituída por fita, esta deve ter uma sobreposição mínima de 10% e uma
espessura mínima de 0,065 mm.

9.2.5 A espessura média da camada extrudada deve ser igual ou superior a 0,4 mm e a espessura mínima, em um ponto
qualquer de uma seção transversal, igual ou superior a 0,32 mm.

9.3 Parte metálica

9.3.1 A parte metálica da blindagem da isolação deve apresentar continuidade elétrica ao longo de todo o seu comprimento
e ser aplicada conforme o caso:
a) sobre a parte semicondutora da isolação;

b) sobre a isolação de cabos para tensões de isolamento em que a presença da parte semicondutora da blindagem da
isolação não é obrigatória;

c) sobre a reunião das veias blindadas ou não, individualmente, com parte semicondutora.

9.3.2 A blindagem metálica é normalmente constituída de:


a) uma ou mais fitas;

b) tranças de fios;
c) camada concêntrica de fios;

d) camada concêntrica de fios combinada com fita(s) ou fio(s).

9.3.3 A blindagem metálica pode também ser constituída por uma armação, no caso da blindagem metálica coletiva em
cabos multipolares, ou por uma capa metálica. Neste último caso, os requisitos da capa metálica devem atender aos
requisitos estabelecidos na seção 13.

9.3.4 Quando empregado o cobre como blindagem, este deve ser nu ou com revestimento metálico, sendo este
revestimento obrigatório para cabos com cobertura de compostos termofixos que contenham agentes agressivos ao cobre
nu.

9.3.5 A resistividade máxima do cobre, nu ou revestido, utilizado na blindagem deve ser de 0,018312 Ω mm2/m a 20oC.

9.3.6 Nos cabos multipolares a campo elétrico radial, é recomendado que as blindagens da isolação, com parte metálica ou
não, mantenham contato elétrico entre si.

9.3.7 Quando constituída por fita, os requisitos são:


a) a espessura mínima, em um ponto qualquer, não deve ser inferior a 0,065 mm;
b) no caso de uma só fita, a sobreposição mínima deve ser 10%;

c) no caso de duas fitas, o sentido do enrolamento de uma das fitas pode ser o mesmo ou o oposto ao da outra. Cada
fita pode ser sobreposta ou descontínua em relação a si mesma. Se as fitas forem aplicadas no mesmo sentido, ambas
com descontinuidade, cada uma das fitas deverá estar aproximadamente centrada em relação ao espaço vazio da
outra, mantendo sobreposição mínima de 10% de cada lado. Se as fitas forem aplicadas em sentido opostos, ao menos
uma delas deve ter sobreposição mínima de 10%.

9.3.8 Quando constituída por trança de fios, esta deve ser aplicada com cobertura mínima de 85%, calculada conforme o
anexo E.

9.3.9 Quando constituída por camada concêntrica de fios, estes devem estar distribuídos uniformemente, e a seção total
dos fios deve ser igual ou superior a 6,0 mm2.

9.3.10 Os cabos unipolares ou multiplexados, com construção bloqueada longitudinalmente, devem ter os interstícios entre
a blindagem semicondutora da isolação e a cobertura preenchidos com material adequado e compatível, química e
termicamente, com os componentes do cabo. Qualquer construção alternativa para bloqueio longitudinal e/ou transversal é
permitida, como a utilização de capa metálica ou fita metálica laminada, por exemplo.
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10 Reunião dos cabos multipolares


10.1 Condições gerais

Na reunião dos cabos multipolares, devem-se levar em consideração:

a) a tensão de isolamento do cabo;

b) a existência ou não de blindagem, constituída somente de parte semicondutora, sobre a isolação de cada condutor;

c) a existência ou não de blindagem metálica sobre a isolação de cada condutor.


10.2 Cabos com tensão de isolamento 0,6/1 kV

As condições de 10.2.1 e 10.2.2 não se aplicam à reunião de cabos unipolares (cabos multiplexados).
10.2.1 Os cabos multipolares, com proteção metálica sobre a reunião devem ter capa interna sobre as veias reunidas.
A capa interna e eventuais enchimentos devem estar conforme a seção 12.
10.2.2 Em cabos multipolares, sem proteção metálica sobre a reunião, a capa interna pode ser omitida, desde que a forma
externa do cabo permaneça praticamente circular e a remoção da cobertura não seja prejudicada pela aderência entre esta
e a isolação dos condutores. Entretanto, se uma capa interna for usada, não é necessário que sua espessura obedeça ao
especificado na seção 12. Em caso de não se usar capa interna, a cobertura pode penetrar nos interstícios da reunião,
exceto quando se trata de cobertura termoplástica aplicada sobre veias redondas, com condutor de seção transversal
2
superior a 10 mm .
10.3 Cabos com tensões de isolamento superiores a 0,6/1 kV a campo elétrico não radial

Estes cabos devem obedecer às condições previstas em 10.2.1. A capa interna e eventuais enchimentos devem estar
conforme a seção 12.
10.4 Cabos com tensões de isolamento superiores a 0,6/1 kV a campo elétrico radial
10.4.1 Quando for prevista blindagem metálica sobre cada veia, os cabos devem satisfazer às condições previstas em
10.2.1, 10.2.2 ou na seção 15, quando aplicável.
10.4.2 Quando for prevista blindagem metálica somente sobre reunião das veias, esta pode ser aplicada diretamente sobre
a reunião ou sobre uma capa interna semicondutora, obedecendo às condições previstas na seção 12. Tanto a blindagem
metálica quanto a capa interna eventual devem manter contato elétrico com a blindagem semicondutora da isolação de
cada veia. Os eventuais enchimentos podem ser semicondutores.
11 Identificação das veias
11.1 Nos cabos multipolares, as veias devem ser identificadas convenientemente.
11.2 Nos cabos multiplexados, compostos de cabos unipolares, a identificação deve ser feita na cobertura. Quando
requerida a identificação de cabos unipolares, esta deve ser feita na cobertura.
11.3 No caso de identificação por cor, as cores ficam a critério do fabricante, respeitando as seguintes condições, para
cabos com tensão de isolamento 0,6/1 kV:

a) a combinação de cores verde e amarela ou a cor verde devem ser usadas exclusivamente para identificação do
condutor de proteção;

b) uma das veias deve ser azul-clara para identificação do condutor neutro, ou, no caso da inexistência deste, para
identificação de qualquer condutor que não tenha função exclusiva de proteção;

c) a cor amarela não pode ser usada separadamente mas apenas na combinação de cores verde e amarela;

d) a combinação das cores verde e amarela deve ser tal que, sobre quaisquer 15 mm de comprimento de veia, uma
destas cores cubra no mínimo 30% e no máximo 70% da superfície da veia.
12 Capa interna e enchimentos
12.1 A capa interna pode ser aplicada por extrusão ou por enfaixamento.
12.2 A capa interna e os enchimentos devem ser constituídos por materiais não-higroscópicos, adequados à temperatura
de operação do cabo e compatíveis com o material da isolação. É permitido usar, como amarração, uma fita aplicada em
forma de hélice aberta, antes da aplicação de uma capa interna extrudada.
12.3 Para cabos com condutores redondos, com exceção daqueles com mais de cinco condutores, somente é permitida
uma capa interna por enfaixamento, se os interstícios da reunião forem substancialmente preenchidos por enchimento.
12.4 As espessuras aproximadas da capa interna extrudada são dadas na tabela 7, em função dos diâmetros fictícios
calculados conforme o anexo B.

12.5 A espessura aproximada da capa interna aplicada por enfaixamento deve ser de 0,4 mm, para diâmetros fictícios
sobre a reunião das veias inferiores, ou iguais a 40 mm e de 0,6 mm, para diâmetros fictícios sobre a reunião das veias
superiores a 40 mm.
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13 Capa metálica

13.1 A capa metálica pode ser constituída por fitas metálicas laminadas, chumbo ou liga de chumbo extrudada.

13.2 No caso de a capa metálica ser constituída por chumbo ou liga de chumbo extrudados, as composições padronizadas
são dadas na tabela C.7 do anexo C.

13.3 A espessura nominal da capa de chumbo ou liga de chumbo extrudada, em milímetros, deve ser obtida através da
seguinte expressão:

Ecm = 0,025 x Df + 0,7

onde:

Ecm é a espessura nominal da capa de chumbo, em milímetros;


Df é a diâmetro fictício sob a capa de chumbo, em milímetros.

A espessura nominal da capa de chumbo extrudada não deve ser inferior a 1,2 mm.

13.4 A espessura mínima da capa de chumbo extrudada, em um ponto qualquer de uma seção transversal, pode ser
inferior ao valor nominal, conforme estabelecido em 13.3, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 5% do valor
nominal.
Tabela 7 - Espessura da capa interna

Diâmetro fictício sobre a reunião das veias Espessura da capa interna


mm (valor aproximado)
Superior a Inferior ou igual a mm
- 25 1,0
25 35 1,2
35 45 1,4
45 60 1,6
60 80 1,8
80 - 2,0

14 Armação metálica

14.1 Requisitos gerais


A armação pode ser constituída de:
a) fios chatos;

b) fios redondos;

c) duas fitas planas;

d) uma fita conformada e intertravada.

14.2 Materiais

14.2.1 Os materiais previstos para armação são:


a) fios redondos ou chatos; aço revestido com chumbo, alumínio ou liga de alumínio, cobre ou liga de cobre;

b) fitas, aço, aço galvanizado, alumínio ou liga de alumínio, cobre ou liga de cobre.

14.2.2 Os fios redondos de aço galvanizado devem estar de acordo com a NBR 6331, estando sua camada de zinco
classificada na categoria de camada leve.
2
14.2.3 As fitas de aço galvanizadas devem ter massa mínima da camada de zinco igual a 107 g/m .

14.2.4 Na escolha do material para armação, deve ser dada especial atenção à possibilidade de corrosão não só sob o
ponto de vista de segurança mecânica, mas também de segurança elétrica, principalmente, quando a armação for usada
com função de blindagem.

14.2.5 A armação de cabos unipolares utilizados em circuitos de corrente alternada deve ser, de preferência, não
magnética. Entretanto, quando usado material magnético, deve ser dada atenção às maiores perdas na armação, no
cálculo da capacidade de condução de corrente do cabo.
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14.2.6 Nos cabos multipolares, quando prevista, a armação deve ser aplicada sobre uma capa interna, atendendo aos
requisitos da seção 12. No caso de armação com fitas planas, a capa interna deve ser reforçada por um acolchoamento de
fitas, atendendo aos requisitos de 14.5.2. Quando for prevista uma capa de separação ou uma capa interna extrudada,
satisfazendo aos requisitos da seção 15, o acolchoamento de fitas não é necessário.
14.2.7 Nos cabos unipolares não blindados, deve ser aplicada uma capa extrudada ou enfaixada sob a armação, com
espessura conforme a seção 12.
14.3 Dimensões dos fios ou fitas de armação
14.3.1 Os fios e fitas de armação metálica devem ter, preferencialmente, as seguintes dimensões:
a) diâmetros dos fios redondos: (1,0 - 1,5 - 2,0 - 2,5 - 3,0 - 3,5 - 4,0 - 5,0) mm;
b) espessura dos fios chatos de aço galvanizado, cobre ou liga de cobre: (0,8 - 1,2 - 1,4) mm;
c) espessura das fitas: (0,2 - 0,5 - 0,64 - 0,76 - 0,8) mm.
14.3.2 As tolerâncias nas dimensões dos fios e das fitas da armação, em relação aos valores nominais, são as seguintes:
a) 5% para fios redondos;
b) 8% para fios chatos;
c) 10% para fitas.
Quando a dimensão nominal for especificada como valor mínimo, a tolerância indicada acima é somente para menos.
Quando especificada como valor máximo, a tolerância indicada acima é para mais.
14.4 Dimensões nominais dos elementos de armação
14.4.1 O diâmetro nominal dos fios redondos, ou a espessura nominal das fitas e fios chatos, não deve ser menor do que
os valores dados em 14.4.2 a 14.4.5, em função do diâmetro fictício sob a armação.
14.4.2 Os diâmetros nominais dos fios são dados na tabela 8.
14.4.3 A espessura nominal dos fios chatos não deve se inferior a 0,8 mm, para qualquer diâmetro fictício superior a
15 mm. Cabos com diâmetro fictício sob a armação, menor ou igual a 15 mm não devem ser armados com fios chatos.
14.4.4 As dimensões nominais das fitas de armação plana são dadas na tabela 9.

14.4.5 As dimensões nominais das fitas de armação intertravada são dadas na tabela 10.

Tabela 8 - Diâmetro nominal dos fios de armação

Diâmetro fictício sobre armação Diâmetro nominal


mm (valor mínimo)
Superior a Inferior ou igual a mm
- 15 1,0
15 25 1,5
25 35 2,0
35 60 2,5
60 - 3,0
14.5 Requisitos de construção da armação
14.5.1 A armação a fios deve ser fechada, isto é, com mínimo espaço entre fios adjacentes. Quando necessário, uma fita
de aço galvanizado com espessura nominal mínima de 0,3 mm pode ser aplicada, em hélice aberta, sobre os fios chatos ou
redondos do aço. A tolerância para a espessura da fita é dada em 14.3.2.
14.5.2 As fitas de armação plana devem ser aplicadas helicoidalmente em duas camadas. A descontinuidade entre
sucessivas voltas de cada fita não deve exceder 50% da largura da fita. A fita externa deve ser aproximadamente centrada
em relação à descontinuidade deixada pela primeira fita. A espessura da capa interna, especificada na seção 12, deve ser
reforçada por um acolchoamento de fitas com espessura de 0,5 mm, se a armação for constituída por fitas com espessura
nominal de 0,2 mm, ou com espessura de 0,8 mm, se a armação for constituída por fitas de espessura nominal superior a
0,2 mm. A espessura total, medida pela diferença entre os diâmetros sobre o acolchoamento de fitas e sob a capa interna,
pode ser menor que o valor nominal obtido pela soma de 0,5 mm ou 0,8 mm mais o valor apropriado da seção 12), contanto
que a diferença não exceda 0,2 mm + 20% do valor nominal. O acolchoamento de fitas não é necessário, quando for
prevista uma capa de separação ou uma capa interna extrudada satisfazendo aos requisitos da seção 15.
14.5.3 A fita de armação intertravada deve ser aplicada helicoidalmente com sobreposição, sendo conformada durante este
processo, de maneira que em duas voltas sucessivas haja intertravamento, sem entretanto estarem rigidamente vinculadas.
Sobre a capa interna não é necessária a aplicação de acolchoamento, devendo o cabo completo satisfazer às exigências
do ensaio de dobramento previsto nas especificações dos cabos. Durante este ensaio, a fita deve manter o intertravamento.
A tolerância par a espessura da fita, antes da sua aplicação, é dada em 14.3.2.

14.5.4 No caso de a capa interna ou capa de separação ser constituída de material termoplástico, deve ser prevista uma
construção tal que evite o deslocamento da armação ao longo do núcleo do cabo, durante sua instalação.
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Tabela 9 - Dimensões nominais das fitas de armação plana

Diâmetro fictício sob a armação Espessura nominal Largura nominal


(valor mínimo) (valor máximo)

mm mm mm

Superior a Inferior ou igual a Aço Outros Qualquer material

- 30 0,2 0,5 30

30 50 0,5 0,5 50

50 70 0,5 0,5 70

70 - 0,8 0,8 90

Tabela 10 Espessura nominal das fitas de armação intertravada

Diâmetro fictício sob a armação Espessura nominal Largura nominal


(valor mínimo) (valor máximo)
mm mm mm

Superior a Inferior ou igual a Aço Outros Qualquer material

- 25 0,50 0,64 20

25 38 0,50 0,64 25

38 50 0,64 0,76 25

50 - 0,64 0,76 30

15 Capa de separação e cobertura

15.1 Capa de separação

15.1.1 Quando a blindagem metálica e a armação forem constituídas de metais diferentes, deve ser prevista uma capa de
separação extrudada e impermeável, constituída por um dos materiais definidos em 15.2. Esta capa de separação pode ser
também aplicada sob a armação de cabos com blindagem e armação de mesmo metal, em substituição ou em adição à
capa interna.

15.1.2 A qualidade do material da capa de separação deve ser compatível com a temperatura de operação do condutor.

15.1.3 As características físicas dos materiais usados como capa de separação devem estar de acordo com os requisitos
das tabelas C.2, C.3 ou C.5 do anexo C, estabelecidos para cobertura.

15.1.4 As características relativas a espessura da capa de separação devem estar de acordo com 15.1.4.1 a 15.1.4.3.

15.1.4.1 A espessura nominal da capa de separação, em milímetros, deve ser obtida através da seguinte expressão:

Es = 0,02 Da + 0,6

onde:

Da é o diâmetro fictício sob a capa de separação, em milímetros, calculado conforme o anexo B.

O resultado deve ser arredondado ao décimo mais próximo (ver anexo B).

15.4.1.2 A espessura nominal da capa de separação não deve ser inferior a 1,2 mm.

15.4.1.3 A espessura mínima da capa de separação em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior ao
valor nominal, conforme o estabelecido em 15.1.4.1 e 15.1.4.2, contanto que a diferença não exceda 0,2 mm + 20% do
valor nominal.
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15.2 Cobertura

15.2.1 Limite de temperatura em regime permanente


A temperatura no condutor, em regime permanente, não deve ultrapassar os valores dados na tabela 11, estabelecidos em
função dos materiais da cobertura.
Tabela 11 - Temperatura máxima em regime permanente em
função da cobertura

Cobertura Temperatura máxima no condutor


o
C
ST1 80
ST2 105
ST3 80 (ver nota 1)
ST7 105
SE1/A e SE1/B 90 (ver nota 2)

NOTAS
o
1 85 C, para cabos com tensões de isolamento iguais ou superiores a 6/10 kV.
o
2 85 C, para cabos com coberturas SE 1/B e tensões de isolamento inferiores a
6/10 kV.

15.2.2 Material

O cabo deve ter uma cobertura não-metálica, constituído por composto termoplástico ou termofixo, de um dos tipos
descritos em 15.2.2.1 e 15.2.2.2. A qualidade do material da cobertura deve ser compatível com a temperatura de
operação do condutor. Esta cobertura pode não ser requerida em algumas condições de uso, para os seguintes tipos de
cabos:

a) com neutro concêntrico de cobre revestido;

b) armados com fios de aço galvanizado;

c) com capa metálica.

15.2.2.1 Os compostos termoplásticos previstos por esta Norma são:

a) ST1 - composto à base de policloreto de vinila ou copolímero de cloreto de vinila, para temperatura no condutor
menor ou igual a 80oC;

b) ST2 - composto à base de policloreto de vinila ou copolímero de cloreto de vinila e acetato de vinila, para
o
temperatura no condutor menor ou igual a 105 C;
o
c) ST3 - composto à base de polietileno termoplástico para temperatura no condutor menor ou igual a 80 C, para
o
cabos com tensões de isolamento inferiores a 6/10 kV, e menor ou igual a 85 C, para cabos com tensões de isola-
mento iguais ou superiores a 6/10 kV;

d) ST7 - composto à base de polietileno termoplástico para temperatura no condutor menor ou igual a 90oC, para
o
cabos com tensões de isolamento inferiores a 6/10 kV, e menor ou igual a 105 C, para cabos com tensões de
isolamento iguais ou superiores a 6/10 kV.

Para os compostos ST3 e ST7, a temperatura de emergência (ver tabela 5) deve ser limitada a 115oC e 130oC,
respectivamente. Entretanto, em função do tipo e condições de instalação do cabo e/ou da tensão de isolamento, pode ser
necessário estabelecer limites inferiores aos indicados.

15.2.2.2 Os compostos termofixos previstos por esta Norma são:

a) SE1/A - composto à base de policloropreno, polietileno clorossulfonado, polietileno clorado ou polímeros similares,
para temperaturas no condutor menores ou iguais a 90oC e para cabos com qualquer tensão de isolamento;

b) SE1/B - composto à base de policloropreno, polietileno clorossulfonado, polietileno clorado ou polímeros similares,
o
para temperatura no condutor menor ou igual a 85 C, para cabos com tensões de isolamento inferiores a 6/10 kV e
o
menor ou igual a 90 C, para cabos com tensões de isolamento iguais ou superiores a 6/10 kV.

15.2.2.3 Não se recomenda o emprego de compostos do tipo ST1, ST2, SE1/A ou SE1/B, para cabos com construção
bloqueada longitudinalmente, a menos que estes possuam construção bloqueada transversalmente.

15.2.2.4 Outros tipos de compostos podem ser utilizados para construção bloqueada ou não, desde que suas ca-
racterísticas sejam adequadamente especificadas pelo fabricante e aprovadas pelo comprador.
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15.2.3 Requisitos físicos


As características físicas dos materiais usados como cobertura devem estar de acordo com os requisitos das tabelas C.2,
C.3 ou C.5 do anexo C.

15.2.4 Espessura da cobertura

15.2.4.1 A espessura nominal da cobertura em milímetros, deve ser obtida através da seguinte expressão:

Ec = 0,035 D + 0,8

onde:

D é o diâmetro fictício sob a cobertura, em milímetros, calculado conforme o anexo B.

NOTA - O resultado deve ser arredondado ao décimo mais próximo (ver anexo B).

15.2.4.2 Para cabos com proteção metálica onde a cobertura é aplicada sobre a armação, blindagem metálica ou condutor
concêntrico, mesmo existindo separador ou amarração, a espessura nominal da cobertura não deve ser inferior a 1,4 mm.

15.2.4.3 Quando a cobertura for aplicada sobre uma superfície cilíndrica lisa, como: capa interna, capa metálica ou isolação
de um cabo unipolar, a espessura média não deve ser inferior ao valor nominal calculado. A espessura mínima em um
ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior ao valor nominal estabelecido em 15.2.4.1 e 15.2.4.2, contanto
que a diferença não exceda 0,1 mm + 15% do valor nominal.

15.2.4.4 Quando a cobertura for aplicada sobre uma superfície irregular, como: uma cobertura penetrante, sobre um cabo
multipolar, não armado e sem capa interna ou, quando aplicada sobre a armação, blindagem metálica ou condutor
concêntrico, mesmo existindo separador ou amarração, a espessura mínima, em um ponto qualquer de uma seção
transversal, pode ser inferior ao valor nominal estabelecido em 15.2.4.1 e 15.2.4.2, contanto que a diferença não exceda
0,2 mm + 20% do valor nominal. Para estes casos, não é especificada a espessura média mínima.

15.2.5 Marcação na cobertura

15.2.5.1 Sobre a cobertura dos cabos, em intervalos regulares de até 50 cm, devem ser marcadas, de forma indelével, no
mínimo as seguintes informações:

a) marca de origem (nome, marca ou logotipo do fabricante);

b) número de condutores e seção nominal do(s) condutor(es), em milímetros quadrados;

c) tensão de isolamento Uo/U, em quilovolts;

d) material do condutor, da isolação e da cobertura, através das siglas estabelecidas nesta norma, ou quando previa-
mente solicitado, através do código definido na NBR 9311;

e) identificação das fases, no caso de cabos multiplexados;

f) ano de fabricação;

g) número da norma do cabo.

NOTAS

1 É facultado ao fabricante ou fornecedor responsável incluir a marca comercial do produto, preferencialmente após a marca de origem.

2 Devem também ser observadas as regulamentações técnicas emitidas pelo INMETRO.

3 O ano da fabricação e outras exigências contratuais podem ser marcados em uma fita colocada convenientemente no interior do cabo.

4 Quando a superfície da cobertura for irregular, de modo a não permitir uma marcação de qualidade adequada, as informações das
alíneas a) a g) podem ser marcadas na superfície da capa interna ou de separação, ou ainda em uma fita colocada, convenientemente no
interior do cabo.

15.2.5.2 As marcações em alto ou baixo relevo ou à tinta são as padronizadas.

15.2.5.3 No caso de cobertura termofixa, a marcação à tinta é a padronizada.

15.2.5.4 Qualquer outro tipo de marcação deve ser objeto de acordo entre fabricante e comprador.

_________________

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Anexo A (normativo)
Seleção da tensão de isolamento do cabo em função das características do sistema
A.1 Introdução

O critério apresentado neste anexo permite a escolha apropriada do valor da tensão de isolamento Uo/U do cabo, em
função das características do sistema. Entende-se que a espessura de isolação do cabo é determinada pelos valores Uo, U
e Um ou pelo valor Up de crista, que é o valor da tensão suportável de impulso atmosférico do cabo. Estas tensões devem
ser baseadas, inteiramente, nas características e nos requisitos do sistema e a espessura da isolação deve ser escolhida
com severidade.

A.2 Seleção de Uo e U

A.2.1 Categorias do sistema

A seleção de Uo depende do tipo de sistema e do sistema de aterramento. Para este objetivo, os sistemas são divididos
em três categorias dadas em A.2.1.1 a A.2.1.3.

A.2.1.1 Categoria A

Esta categoria abrange os sistemas em que qualquer condutor fase, que venha a ter contato com a terra ou com um
condutor terra, é desligado do sistema dentro de 1 min.

A.2.1.2 Categoria B

Esta categoria abrange os sistemas que sob condição de falta, são previstos para continuar operando por um tempo
limitado, com uma fase ligada à terra. Este período não deve exceder 1 h. Entretanto, para cabos previstos nesta Norma,
um período maior pode ser tolerado, desde que não exceda 8 h em qualquer ocasião. A duração total das faltas em 12
meses consecutivos não deve exceder 125 h.

A.2.1.3 Categoria C

Esta categoria compreende todo sistema que não se enquadra na categoria A ou B.

NOTA - Deve ser entendido que em um sistema, onde uma falta para terra não é automática e prontamente eliminada, as solicitações
elétricas extras na isolação dos cabos durante a falta reduzem sua vida útil em um certo grau. Se houver previsão de o sistema operar
com freqüência, com falta permanente para a terra, é recomendável classificá-lo na categoria seguinte.

A.2.2 Valores mínimos de (Uo) em função da (Um) e da categoria do sistema

Para as três categorias, a tensão de isolamento Uo não deve ser inferior ao valor estabelecido na coluna apropriada da
tabela A.1.

A.2.3 Tensão suportável de Impulso atmosférico do cabo (Up)

Os máximos valores de Up, para os quais os cabos são garantidos, são dados na tabela A.2, em função da tensão e
isolamento Uo.

Tabela A.1 - Valores mínimos para (Uo) em função da categoria e da tensão máxima de
operação do sistema

Tensão máxima de operação Tensão de isolamento do cabo (Uo)


do sistema (Um) kV
kV Categorias A e B Categoria C
1,2 0,6 0,6
3,6 1,8 3,6
7,2 3,6 6,0
12,0 6,0 8,7
17,5 8,7 12,0
24,0 12,0 15,0
30,0 15,0 20,0
42,0 20,0 -
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Tabela A.2 - Tensão suportável de impulso atmosférico do cabo

Tensão de isolamento (Uo) Tensão de ensaio de impulso (Up)


kV eficaz kV de crista
3,6 60
6,0 75
8,7 110
12,0 125
15,0 150
20,0 200

_________________

/ANEXO B
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Anexo B (normativo)
Método de cálculo fictício do diâmetro para a determinação das dimensões dos componentes do cabo
B.1 Generalidades
B.1.1 As espessuras dos componentes de um cabo, como a capa, a proteção metálica e a cobertura, têm sido, usualmente,
referidas ao diâmetro nominal, sob o componente, por meio de tabelas.
B.1.2 Este critério normalmente causa problemas. Os valores calculados para diâmetros nominais não são necessaria-
mente iguais aos obtidos na fabricação. Nos casos de limites de transição de um valor para outro, problemas podem surgir,
se a espessura de um componente não corresponder ao diâmetro efetivo, porque o diâmetro calculado é ligeiramente dife-
rente. As variações nas dimensões dos condutores produzidos por diferentes fabricantes, e também métodos de cálculos
diferentes, são a origem de certas diferenças nos diâmetros nominais e podem, como conseqüência, produzir variações da
espessura dos componentes que são aplicados no mesmo projeto básico de cabo.
B.1.3 O método de cálculo fictício do diâmetro foi criado a fim de evitar estas dificuldades. O princípio é o de não levar em
conta o formato ou o grau de compactação dos condutores e calcular os diâmetros fictícios, utilizando fórmulas baseadas
na seção dos condutores, na espessura da isolação e no número de veias. As espessuras da cobertura e outros compo-
nentes são então relacionados com os diâmetros fictícios por fórmulas ou tabelas. O método de cálculo fictício do diâmetro
é especificado de maneira precisa e não há ambigüidade com relação à espessura dos componentes a ser usada, a qual
resulta independente de pequenas diferenças existentes nas práticas de fabricação. Este método padroniza o projeto dos
cabos, sendo as espessuras predeterminadas e especificadas para cada tipo de cabo.
B.1.4 O cálculo fictício é empregado somente para determinar as dimensões da cobertura e dos outros componentes dos
cabos. Ele não substitui o cálculo normal das dimensões, requerido para fins práticos e que deve ser efetuado separa-
damente.
B.2 Introdução
B.2.1 Adota-se o método de cálculo fictício do diâmetro, que se segue, para a determinação das espessuras dos diferentes
componentes de um cabo, a fim de garantir a uniformidade de projeto dos fabricantes.
B.2.2 Todos os valores de espessura e de diâmetro devem ser arredondados, conforme o critério de B.4.
B.2.3 Amarrações, como fita em hélice aberta sobre proteções metálicas, com espessura menor ou igual a 0,3 mm, não são
consideradas neste método.
B.3 Método de cálculo fictício do diâmetro
B.3.1 Condutor
A tabela B.1 fixa o diâmetro fictício de um condutor (Dc), a partir da seção nominal, independente da forma ou grau de
compactação do condutor.
Tabela B.1 - Diâmetro fictício dos condutores
Seção nominal do condutor Dc
2
mm mm
1,5 1,4
2,5 1,8
4 2,3
6 2,8
10 3,6
16 4,5
25 5,6
35 6,7
50 8,0
70 9,4
95 11,0
120 12,4
150 13,8
185 15,3
240 17,5
300 19,5
400 22,6
500 25,2
630 28,3
800 31,9
1 000 35,7
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B.3.2 Veia
O diâmetro fictício de uma veia qualquer (Di), em milímetros, é dado por:
a) veia não blindada:
Di = Dc + 2Ei
b) veia blindada, considerando somente as camadas semicondutoras, para cabos com tensões de isolamento, conforme
estabelecido na seção 9:
Di = Dc + 2 Ei + 3
onde:
Ei é a espessura nominal da isolação, em milímetros, dada no anexo D.
Para cabos com blindagem metálica ou condutor concêntrico sobre a veia, o acréscimo adicional deve ser feito
conforme B.3.5.
B.3.3 Diâmetro sobre a reunião das veias
O diâmetro fictício sobre a reunião das veias (Dr), em milímetros, é dado por:
a) cabos com condutores de igual seção:
Dr = Kr . Di
onde:
Kr é o coeficiente de reunião dado na tabela B.2.
Tabela B.2 - Coeficiente de reunião para condutores de igual seção

Número de veias Kr Número de veias kr


2 2,00 24 6,00
3 2,16 25 6,00
4 2,41 26 6,00
5 2,70 27 6,15
6 3,00 28 6,41
7 3,00 29 6,41
1)
7 3,35 30 6,41
8 3,45 31 6,70
1)
8 3,66 32 6,70
9 3,80 33 6,70
1)
9 4,00 34 7,00
10 4,00 35 7,00
1)
10 4,40 36 7,00
11 4,00 37 7,00
12 4,16 38 7,33
1)
12 5,00 39 7,33
13 4,41 40 7,33
14 4,41 41 7,67
15 4,70 42 7,67
16 4,70 43 7,67
17 5,00 44 8,00
18 5,00 45 8,00
1)
18 7,00 46 8,00
19 5,00 47 8,00
20 5,33 48 8,15
21 5,33 52 8,41
22 5,67 61 9,00
23 5,67 - -
1)
Veias reunidas em uma única coroa.
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b) cabos de quatro veias com um dos condutores com seção reduzida:

2,41 . (3Di 1 + Di 2)
Dr =
4

onde:

Di1 é o diâmetro fictício da veia de seção plena, em milímetros, incluindo a parte metálica, quando existir;

Di2 é o diâmetro da veia de seção reduzida, em milímetros.

B.3.4 Capa interna

O diâmetro fictício sobre a capa interna (Db), em milímetros, é dado por:

Db = Dr + 2 Eb

onde:

Eb é igual a 0,4 mm, para diâmetros fictícios sobre a reunião das veias (Dr) inferiores ou iguais a 40 mm;

Eb é igual a 0,6 mm, para diâmetros fictícios sobre a reunião das veias (Dr) superiores a 40 mm.

Estes valores fictícios para Eb aplicam-se a:

a) cabos multipolares:

- quando uma capa interna é aplicada ou não;

- quando a capa interna é extrudada ou enfaixada;

exceto se for utilizada uma capa de separação em conformidade com 15.1, em substituição ou em adição à capa
interna, quando então B.3.7 é aplicável;

b) cabos unipolares:

- quando uma capa interna é aplicada, seja extrudada ou enfaixada.

B.3.5 Condutores concêntricos e blindagens metálicas

O acréscimo no diâmetro devido ao condutor concêntrico ou à blindagem metálica é dado na tabela B.3.

Tabela B.3 - Acréscimo do diâmetro - Condutor concêntrico ou blindagem metálica

Seção nominal do condutor concêntrico ou Acréscimo no diâmetro


da blindagem metálica
2
mm mm
1,5 0,5
2,5 0,5
4 0,5
6 0,6
10 0,8
16 1,1
25 1,2
35 1,4
50 1,7
70 2,0
95 2,4
120 2,7
150 3,0
185 4,0
240 5,0
300 6,0
Se a seção do condutor concêntrico ou da blindagem metálica resultar entre dois valores dados na tabela acima, o acrés-
cimo do diâmetro deve ser o correspondente à maior das duas seções.
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Se for aplicada uma blindagem metálica, a área da seção transversal da blindagem a ser utilizada na tabela acima deve ser
calculada da seguinte maneira:

a) blindagem de fita:

área da seção transversal = nt x tt x wt

onde:

nt é o número de fitas;

tt é a espessura nominal de uma fita individual, em milímetros;

wt é a largura nominal de uma fita individual, em milímetros.

Se a espessura total da blindagem for inferior a 0,15 mm, então o acréscimo de diâmetro deve ser igual a zero.
A espessura total é calculada como segue:

i) para uma blindagem de fitas aplicadas em hélice, constituída de duas fitas ou de uma fita com sobreposição, a
espessura total é igual a duas vezes a espessura de uma fita.

ii) para uma blindagem de fita aplicada longitudinalmente:

- se a sobreposição é inferior a 30%, a espessura total é igual à espessura da fita;

- se a sobreposição for igual ou superior a 30%, a espessura total é igual a duas vezes a espessura da fita.

b) blindagem de coroa de fios (com uma contra-hélice, se existir):

nw × dw2 × π
área da seção transversal = + nh × t h × w h
4

onde:

nw é o número de fios;

dw é o diâmetro do fio individual, em milímetros;

nh é o número de contra-hélices;

th é a espessura da contra-hélice, em milímetros, se for superior a 0,3 mm;

wh é a largura da contra-hélice, em milímetros.

c) blindagem de trança de fios:

A seção calculada deve ser a correspondente a um tubo de massa igual a prevista no cálculo da quantidade
necessária para blindar uma unidade de comprimento de cabo, com base no diâmetro fictício sob esta.

B.3.6 Capa metálica

O diâmetro fictício sobre a capa metálica (Dcm), em milímetros, é dado por:

Dcm = Dy + 2.Ecm

onde:

Dy é o diâmetro fictício sob a capa metálica, em milímetros;

Ecm é o espessura da capa de chumbo extrudada, em milímetros, calculada conforme 13.4 ou espessura nominal da
fita laminada, em mm, conforme a especificação do fornecedor.

B.3.7 Capa de separação

O diâmetro fictício sobre a capa de separação (Ds), em milímetros, é dado por:

Ds = Da + 2.Es

onde:

Da é o diâmetro fictício sob a capa de separação, em milímetros;

Es é a espessura calculada conforme método descrito na seção 15, em milímetros.

B.3.8 Acolchoamento adicional sob a capa interna para cabos com armação a fitas planas

O acréscimo no diâmetro devido ao acolchoamento de fitas, aplicado sobre a capa interna e previsto par cabos com
armação a fitas planas, é dado na tabela B.4.
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Tabela B.4 - Acréscimo no diâmetro - Acolchoamento

Diâmetro fictício sob o Acréscimo no


acolchoamento diâmetro
mm mm
Superior a Inferior ou
igual a
- 30 1,0
30 - 1,6

B.3.9 Armação metálica

O diâmetro fictício sobre a armação metálica (Dx), em milímetros, é dado por:

a) armação com fios chatos ou redondos:

Dx = Dz + 2 Ez + 2 Ew

onde:

Dz é o diâmetro fictício sob a armação, em milímetros;

Ez é o espessura ou diâmetro do fio de armação, em milímetros;

Ew é a espessura da fita em hélice aberta, se houver e for superior a 0,3 mm;

b) armação com fitas planas ou trança de fios redondos:

Dx = Dz + 4 Ez

onde:

Dz é o diâmetro fictício sob a armação, em milímetros;

Ez é a espessura da fita de armação ou diâmetro do fio, em milímetros;

c) armação com fita conformada e intertravada:

Dx = Dz + 6 Ez

onde:

Dz é o diâmetro fictício sob a armação, em milímetros;

Dz é o espessura da fita de armação, em milímetros.

B.4 Arredondamento de números

B.4.1 Arredondamento de números para uso no método de cálculo fictício de diâmetro

B.4.1.1 Quando um valor calculado resultar com mais de uma decimal este deve ser arredondado a uma decimal, ou seja,
ao decimo de milímetro mais próximo. O diâmetro fictício deve ser assim arredondado em cada estágio, e se ele for
utilizado para determinar espessura ou diâmetro do componente imediatamente superior, o arredondamento deve ser feito
antes de o valor ser introduzido na fórmula ou na tabela correspondente. A espessura calculada a partir do valor
arredondado do diâmetro fictício deve, por sua vez, também ser arredondada a 0,1 mm.

B.4.1.2 O exemplo prático a seguir permite ilustrar esta regra:

a) quando o algarismo da segunda decimal antes do arredondamento for 0, 1, 2, 3 ou 4, o algarismo da primeira


decimal permanece imutável (arredondamento por falta):

Exemplos: 2,12 = 2,1

2,449 = 2,4

25,0478 = 25,0

b) quando o algarismo da segunda decimal antes do arredondamento for 9, 8, 7, 6 ou 5, o algarismo da primeira


decimal é aumentado de 1 (arredondamento por excesso):

Exemplos: 2,17 = 2,2

2,453 = 2,5

30,050 = 30,1
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B.4.2 Arredondamento de números par outros usos

B.4.2.1 Para outros objetivos pode ser necessário arredondar os valores a mais de uma decimal, como por exemplo, no
caso de cálculo do valor médio de vários resultados de medidas ou do valor mínimo, quando aplicada uma tolerância em
porcentagem sobre o valor nominal. Nestes casos, o arredondamento deve ser ao número de decimais definido pelas
normas correspondentes (especificações ou métodos de ensaio).

B.4.2.2 O método de arredondamento deve ser:

a) quando o último algarismo decimal a reter for seguido antes do arredondamento de 0, 1, 2, 3 ou 4, este permanece
imutável (arredondamento por falta);
b) quando o último algarismo decimal a reter for seguido de 9, 8, 7, 6 ou 5, este deve ser aumentado de 1 (arredon-
damento por excesso).

Exemplos:
2,449 = 2,45 arredondamento a duas decimais

2,449 = 2,4 arredondamento a um decimal

25,0478 = 25,048 arredondamento a três decimais


25,0478 = 25,05 arredondamento a duas decimais

25,0478 = 25,0 arredondamento a uma decimal

_________________

/ANEXO C
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Anexo C (normativo)
Tabelas de requisitos físicos e químicos dos materiais de isolação,
blindagem semicondutora, capa metálica e cobertura
Tabela C.1 - Camadas semicondutoras extrudadas e enfaixadas

Método de Requisitos
Item Ensaios Unidade
ensaio Termoplástico Termofixo
1)
1 Ensaios de tração
1.1 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar:
o
- temperatura ± tolerância C 100 ± 2 135 ± 3

- duração h 48 168

- alongamento à ruptura mínimo % 100 100


o
2 NBR 7307 Temperatura de fragilização máxima C -10 -10
2)
3 Ensaios elétricos

3.1 NBR 7300 Resistividade elétrica máxima em função

da temperatura:

3.1.1 - blindagem do condutor:


o
- a 70 C Ω.cm 50 000 -
o o
- a 90 C ou 105 C Ω.cm - 100 000

3.1.2 - blindagem da isolação:


- à temperatura ambiente e de operação Ω.cm 50 000 50 000
1)
Válidos somente para camadas semicondutoras extrudadas.
2)
Válidos para camadas semicondutoras extrudadas e enfaixadas.

Tabela C.2 - Compostos de PVC

Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Isolação Cobertura
ensaio
PVC/A ST1 ST2
1 Ensaios de tração
1.1 NBR 6241 Sem envelhecimento:

- resistência à tração, mínima MPa 12,5 12,5 12,5

- alongamento à ruptura, mínimo % 150 150 150

1.2 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar:


o
- temperatura (tolerância ± 2 C)
o
C 100 100 100

- duração dias 7 7 7

- resistência à tração, mínima MPa 12,5 12,5 12,5

- alongamento à ruptura, mínimo % 150 150 150

± 25 ± 25 ± 25
1)
- variação máxima %

2 NBR 7105 Perda de massa em estufa a ar: - - 100


o
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C - - 7

- duração dias - - 1,5


2
- máxima perda admissível de massa mg/cm
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Tabela C.2 (conclusão)

Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Isolação Cobertura
ensaio
PVC/A ST1 ST2

3 NBR 6239 Ensaio de deformação a quente:


o 2)
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C 80 80 90

- máxima profundidade de penetração % 50 50 50

4 Comportamento em baixas temperaturas,


sem envelhecimento prévio

4.1 NBR 6246 dobramento a frio,

para diâmetros ≤ 12,5 mm:


o
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C - 15 - 15 - 15

4.2 NBR 6247 alongamento a frio,

para diâmetros > 12,5 mm:


o
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C - 15 - 15 - 15

4.3 NBR 6240 resistência ao impacto frio:


o
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C - - 15 - 15

5 NBR 6243 Choque térmico:


o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C 150 150 150

- duração h 1 1 1

6 NBR 7040 Absorção de água, método elétrico:

- nenhuma ruptura, após imersão

- duração dias 10 - -
o
- temperatura (tolerância ± 2 C)
o
C 70 - -

1)
Variação: diferença entre o valor mediano de resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após envelhecimento, e o
valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa por porcentagem, deste último.
2) o o
105 C, para cabos com temperatura máxima no condutor de 105 C.
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Tabela C.3 - Compostos de polietileno

Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Isolação Cobertura
ensaio
PE ST3 ST7

1 Ensaios de tração

1.1 NBR 6241 Sem envelhecimento:

- resistência à tração, mínima MPa 10 10 12,5

- alongamento à ruptura, mínimo % 300 300 300

1.2 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar:


o
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C 100 100 110

- duração dias 10 10 10

- alongamento à ruptura mínimo % 300 300 300

2 NBR 7104 Teor de negro-de-fumo:

- porcentagem mínima % - 2 2

3 NBR 7040 Absorção de água, método gravimétrico:

- duração de imersão dias 14 - -


o
- temperatura (tolerância ± 2ºC) C 85 - -

- variação máxima permissível de massa mg/cm2 1 - -

4 NBR 7042 Retração:


o
- temperatura (tolerância ± 2 C)
o
C 100 - -

- duração h 1 - -

- variação máxima permissível % 4 - -

5 NBR 6239 Ensaio de deformação a quente:


o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C - - 110

- máxima profundidade de penetração % - - 50


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Tabela C.4 - Compostos de EPR e XLPE

Requisitos
Método de Isolação
Item Ensaios Unidade
ensaio
TR XLPE
EPR HEPR EPR 105
XLPE
1 Ensaio de tração
1.1 NBR 6241 Sem envelhecimento:
- resistência à tração, mínima MPa 4,2 8,2 8,2 12,5
- alongamento à ruptura, mínimo % 200 150 150 200
1.2 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar, sem
o condutor:
o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C 135 135 145 135
- duração dias 7 7 7 7
- variação máxima
1)
% ±30 ±30 ±30 ±25
2)
1.3 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar com
o condutor:
o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C 150 150 150 150
- duração dias 7 7 7 7
±40 ±40 ±40 ±30
1)
- variação máxima %
2)
1.4 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar,
com o condutor, seguido de ensaio de
dobramento (somente se 1.3 não for
exeqüível):
o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C 150 150 150 150
- duração dias 10 10 10 10
1.5 NBR 6238 Após envelhecimento em bomba a ar:
- pressão (tolerância ± 0,02 MPa) MPa 0,55 0,55 0,55 -
o
- temperatura (tolerância ± 1 C)
o
C 127 127 127 -
- duração h 40 40 40 -
- variação máxima
1)
% ± 30 ± 30 ± 30 -

2 NBR 6237 Resistência ao ozona:


- concentração (em volume) % 0,025 a 0,025 a 0,025 a -
0,030 0,030 0,030
- duração sem fissuração h 24 24 24 -

3 NBR 7292 Alongamento a quente:


o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C 250 200 200 200
- tempo sob carga min 15 15 15 15
- solicitação mecânica MPa 0,2 0,2 0,2 0,2
- máximo alongamento sob carga % 175 175 175 175
- máximo alongamento após resfriamento % 15 15 15 15
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Tabela C.4 (conclusão)

Requisitos
Método de Isolação
Item Ensaios Unidade
ensaio
TR XLPE
EPR HEPR EPR 105
XLPE
4 NBR 7040 Absorção de água: método gravimétrico:
- duração da imersão dias 14 14 14 14
o
- temperatura (tolerância ± 2 C)
o
C 85 85 85 85
2
- variação máxima permissível de massa mg/cm 5 5 5 1

5 NBR 7042 Retração:


o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C - - - 130
- duração h - - - 1
- variação máxima permissível % - - - 4
1)
Variação: diferença entre o valor mediano de resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após envelhecimento, e o
valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa por porcentagem, deste último.
2)
Os ensaios dos itens 1.3 e 1.4, realizados em presença de condutores de cobre, são recomendáveis. Entretanto, a experiência
atual não é suficiente para que eles sejam considerados obrigatórios, exceto por acordo entre comprador e fabricante.

Tabela C.5 - Compostos termofixos para cobertura

Requisitos
Método de
Item Ensaios Unidade Cobertura
ensaio
SE1/A SE1/B
1 Ensaios de tração
1.1 NBR 6241 Sem envelhecimento:
- resistência à tração, mínima MPa 10,0 10,0
- alongamento à ruptura, mínimo % 300 300

1.2 NBR 6238 Após envelhecimento em estufa a ar:


o
- temperatura ± tolerância C 120 ± 3 100 ± 2
- duração dias 7 7
- resistência à tração:
1)
- variação máxima % ±50 ±30
- alongamento à ruptura, mínimo % 200 250
1)
- variação máxima ±50 ± 40
2 NBR 6238 Imersão em óleo:
o
- temperatura (tolerância ± 2 C)
o
C 100 100
- duração h 24 24
± 40 ± 40
1)
- variação máxima %
3 NBR 7292 Alongamento a quente:
o
- temperatura (tolerância ± 3 C)
o
C 200 200
- tempo sob carga min 15 15
- solicitação mecânica MPa 0,20 0,20
- máximo alongamento sob carga % 175 175
- máximo alongamento após resfriamento % 15 15

1)
Variação: diferença entre o valor mediano de resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após envelhecimento, e
o valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa por porcentagem, deste último.
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Tabela C.6 - Requisitos elétricos para compostos isolantes

Termoplástico Termofixo
Método de EPR
Item Característica elétrica Unidade TR XLPE
ensaio PVC/A PE HEPR
XLPE
EPR 105
1 NBR 6813 Resistividade volumétrica, mínima: Ω.cm
13 15 15 15
- a 20ºC 5 x 10 3 x 10 10 10
10 12 12 12
- à máxima temperatura em regime 5 x 10 3 x 10 10 10
permanente

2 NBR 6813 Constante de isolamento, mínima: MΩ.km


- a 20ºC 185 12000 3700 3700
- à máxima temperatura em regime 0,185 12 3,70 3,70
permanente
-4
3 NBR 7295 Fator de perdas no dielétrico, em função x 10
da tensão elétrica, à temperatura
ambiente:
- máximo tgδ a 4 kV/mm - - 200 40
- máximo incremento do tgδ, - - 20 20
entre 2 kV/mm e 8 kV/mm
-4
4 NBR 7295 Fator de perdas no dielétrico, em função x 10
da temperatura a 2 kV/mm:
- máximo tgδ à temperatura de regime - - 400 80
permanente

Tabela C.7 - Composição de chumbo para capa metálica extrudada (%)

Chumbo liga
Composição Chumbo liga ½ C Chumbo puro
antimonial
mín. - - 0,5
Antimônio
máx. 0,005 - 1,0
mín. 0,18 - -
Estanho
máx. 0,22 - 0,01
mín. 0,06 - -
Cádmio
máx. 0,09 - -
Telúrio máx. 0,005 - 0,05
Prata máx. 0,005 0,0015 0,002
Cobre máx. 0,06 0,0015 0,06
Prata + cobre máx. - 0,0025 -
Arsênio + antimônio + - 0,002 -
máx.
Estanho
Ferro máx. - 0,002 -
Bismuto máx. 0,05 0,05 -
Zinco máx. 0,002 0,001 -
Total de outros
máx. 0,01 - 0,1
elementos
Chumbo mín. 99,55 99,94 98,78

__________________

/ANEXO D
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Anexo D (normativo)
Tabelas de espessura da isolação

Tabela D.1 - Espessura da isolação para PVC/A


Espessura da isolação
Seção nominal do condutor mm
2
mm Uo/U kV
0,6/1 1,8/3 3,6/6
1,5 e 2,5 0,8 - -
4e6 1,0 - -
10 1,0 2,2 3,4
16 1,0 2,2 3,4
25 1,2 2,2 3,4
35 1,2 2,2 3,4
35 e 70 1,4 2,2 3,4
95 e 120 1,6 2,2 3,4
150 1,8 2,2 3,4
185 2,0 2,2 3,4
240 2,2 2,2 3,4
300 2,4 2,4 3,4
400 2,6 2,6 3,4
500 a 800 2,8 2,8 3,4
1000 3,0 3,0 3,4
NOTAS
1 Para cabos com tensões de isolamento 1,8/3 kV e superiores, seções de condutor inferiores às dadas nesta
tabela não são recomendadas. Entretanto, se uma seção menor for necessária, o diâmetro do condutor deve
ser aumentado por meio da blindagem sobre o condutor ou a espessura da isolação deve ser aumentada, de
modo a limitar os gradientes máximos aplicados ao isolamento, durante os ensaios de tensão, aos valores
calculados para as seções mínimas previstas nesta tabela.
2 Seções diferentes das previstas nesta tabela não são recomendadas. Entretanto, se uma seção diferente for
necessária, a espessura da isolação deve ser tomada, considerando a seção mais próxima. No caso de a
seção necessária ser exatamente a intermediária entre duas padronizadas, toma-se a espessura corres-
pondente à seção maior.

Tabela D.2 - Espessura da isolação para PE

Espessura da isolação
(mm)
Seção nominal do condutor
2
mm Uo/U kV
3,6/6
10 2,5
16 2,5
25 2,5
35 2,5
50 e 70 2,5
95 e 120 2,5
150 2,5
185 2,5
240 2,6
300 2,8
400 3,0
500 a 800 3,2
1000 3,2
NOTAS
1 Cabos com seções de condutor inferiores às dadas nesta tabela não são recomendados.
Entretanto, se uma seção menor for necessária, o diâmetro do condutor deve ser aumentado por
meio da blindagem sobre o condutor ou a espessura da isolação deve ser aumentada, de modo a
limitar os gradientes máximos aplicados ao isolamento, durante os ensaios de tensão, aos valores
calculados para as seções mínimas previstas nesta tabela.
2 Seções diferentes das previstas nesta tabela não são recomendadas. Entretanto, se uma seção
diferente for necessária, a espessura da isolação deve ser tomada, considerando a seção mais
próxima. No caso de a seção necessária ser exatamente a intermediária entre duas padronizadas,
toma-se a espessura correspondente à seção maior.
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Tabela D.3 - Espessura plena da isolação para EPR, HEPR e EPR 105 para cabos com
construção bloqueada ou não

Espessura da isolação
Seção nominal do mm
condutor
2 Uo/U kV
mm
0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35
1,5 e 2,5 1,0 - - - - - - -
4e6 1,0 - - - - - - -
10 1,0 2,2 3,0 - - - - -
16 1,0 2,2 3,0 3,4 - - - -
25 1,2 2,2 3,0 3,4 4,5 - - -
35 1,2 2,2 3,0 3,4 4,5 5,5 - -
50 1,4 2,2 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
70 e 95 1,6 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
120 1,6 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
150 1,8 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
185 2,0 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
240 2,2 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
300 2,4 2,4 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
400 2,6 2,6 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
500 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
630 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
800 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
1 000 3,0 3,0 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
NOTA - Ver notas da tabela D.1.

Tabela D.4 - Espessura coordenada da isolação para HEPR e EPR 105 para cabos com
construção bloqueada ou não

Espessura da isolação
Seção nominal do mm
condutor
2
Uo/U kV
mm
0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35
1,5 e 2,5 0,7 - - - - - - -
4e6 0,7 - - - - - - -
10 0,7 2,0 2,5 - - - - -
16 0,7 2,0 2,5 2,5 3,5 5,2 - -
25 0,9 2,0 2,5 2,5 3,0 4,7 - -
35 0,9 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 6,2 -
50 1,0 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 8,2
70 1,1 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
95 1,1 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
120 1,2 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
150 1,4 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 7,5
185 1,6 2,0 2,5 2,5 3,0 4,0 5,5 6,5
240 1,7 2,0 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
300 1,8 2,0 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
400 2,0 2,0 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
500 2,2 2,2 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
630 2,4 2,4 2,8 2,8 3,5 4,5 5,0 6,5
NOTAS
1 Ver notas da tabela D.1.
2 Para tensões iguais ou superiores a 3,6/6 kV, pode ser utilizado o composto tipo EPR ou HEPR
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Tabela D.5 - Espessura plena da isolação para XLPE e TR XLPE para cabos com construção
bloqueada ou não

Espessura da isolação
Seção nominal do mm
condutor
2 Uo/U kV
mm
0,6/1 1,8/3 3,6/6 6/10 8,7/15 12/20 15/25 20/35
1,5 e 2,5 0,7 - - - - - - -
4e6 0,7 - - - - - - -
10 0,7 2,0 2,5 - - - - -
16 0,7 2,0 2,5 3,4 - - - -
25 0,9 2,0 2,5 3,4 4,5 - - -
35 0,9 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 - -
50 1,0 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
70 e 95 1,1 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
120 1,2 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
150 1,4 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
185 1,6 2,0 2,5 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
240 1,7 2,0 2,6 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
300 1,8 2,0 2,8 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
400 2,0 2,0 3,0 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
500 2,2 2,2 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
630 2,4 2,4 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
800 2,6 2,6 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8
1 000 2,8 2,8 3,2 3,4 4,5 5,5 6,8 8,8

NOTA - Ver notas da tabela D.1.

__________________

/ANEXO E
Licença de uso exclusivo para Petrobrás S/A
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Anexo E (normativo)
Cálculo da porcentagem da cobertura para trança metálica

E.1 Introdução

O critério apresentado neste anexo permite o cálculo da porcentagem de cobertura para tranças metálicas, aplicadas
sobre veias ou sobre a reunião das veias.

E.2 Método
A porcentagem de cobertura (Pc) é dada por:
2
Pc = (2f – f ) . 100

sendo:

n ⋅e ⋅d
f = ,
2πDmcosα

1
cosα =
1 + (πDm )2 ⋅ p2

Dm = D + 2,5d

onde:

f é o fator de cobertura linear;


n é o número de fios por espula;

e é o número de espulas;

d é o diâmetro nominal do fio, em milímetros;

Dm é odiâmetro médio do cabo, em milímetros;


α é o ânguloformado entre o eixo do cabo e a trança em graus;

p é o passo da trança, em milímetros;


D é o diâmetro fictício sob a trança, em mílimetros.

_________________