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Aconselhamento de Casais

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ACONSELHAMENTO PARA CASAIS

PAC 413

Instituto Presbiteriano Mackenzie CENTRO PRESBITERIANO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER Rua Maria Borba, 15 – Vila Buarque – 01221-040 São Paulo – SP Fone (011) 3236-8644 – Email: pos.teo@mackenzie.br http://www.mackenzie.com.br/teologia

. Wadislau Martins Gomes.

Novembro, 2008

Aconselhamento para Casais − Wadislau M. Gomes− Novembro, 2008

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Ementa Treinamento teórico e prático do conselheiro para lidar com problemas de relacionamento do casal; criação de filhos; finanças; problemas de sexualidade; divórcio; adultério; novo casamento; abuso físico e verbal. Desenvolvimento espiritual do casal pelo diálogo e práticas devocionais. Questões de gênero (diferenças entre o homem e a mulher). Quando possível uso de situações reais ou dramatizadas em sala de aula, como laboratório. Requisitos: Freqüência regular às aulas segundo o padrão da escola, participação adequada, leituras e trabalho a ser apresentado em tempo determinado pela escola. Leitura de 900 páginas dentre os livros, com declaração assinada: Edith Schaeffer, What Is a Family? London, Hodder and Stoughton, 1975. Ed e Gay Wheat, Intended for Pleasure, Grand Rapids, MI, Fleming H. Revell, 1977. Elizabeth Charles Gomes, Esposa pela Graça Mediante a Fé, Brasília, DF, Refúgio, 1996. Frank Lawes, Stephen Oldford, A Santidade do Sexo, São Paulo, SP, Fiel, 1974. Howard A. Eyrich, Three to Get Ready, Bemidji, Minnesota, Focus, 1996. H. Norman Wright, Comunicação: a Chave para o seu Casamento, São Paulo, Mundo Cristão, 1974. Jack O. Balswick & Judith K. Balswick, The Family, Grand Rapids, Baker Books, 1989. Jay E. Adams, O Manual do Conselheiro Cristão, S;Paulo, Fiel, 1982, pp. 358376. ___________, Para Adoçar um Casamento Azedo, Brasília, DF, Refúgio, 1985. ___________, Marriage, Divorce & Remarriage, Phillipsburg, NJ, PRPC, 1980. ___________, Solving Marriage Problems, Phillipsburg, NJ, P&R, 1983 Jim e Sally Conway, Na Dor e na Alegria, São Paulo, SP, Editora Cultura Cristã, 2003. Jorge E. Maldonado, org., Fundamentos Bíblico-Teológicos do Casamento e da Família, Viçosa, MG, Ultimato, 1996. Larry Crabb, Como Construir um Casamento de Verdade, Belo Horizonte, MG, Betânia, 1995. Tremper Longman e Dan Allender, Aliados Íntimos, São Paulo, SP, Mundo Cristão, 1999. Wadislau Martins Gomes, Coração e Sexualidade, Brasília, DF, Refúgio, 1999. ____________________, As Agridoces Cadeias da Graça, Brasília, DF, Refúgio,----____________________, Força para a família na crise moderna, Brasília, DF, Refúgio, 1995. Wayne A. Mack, Your Family God’s Way, Phillipsburg, NJ, P&R, 1991.
Trabalho escrito

Confecção de uma apostila para curso a ser administrado a um grupo de escolha do aluno, com um mínimo de 20 páginas, espaço simples.

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ACONSELHAMENTO DE CASAIS, PRÉ E CONJUGAL
Em se tratando de um curso de aconselhamento de casais, casamento e família, a revelação terá precedência sobre o método científico de conhecimento. No pensamento secular a revelação sequer é considerada como método de leitura do aconselhamento ou do aconselhamento. Para nós, revelação, especialmente da revelação da Palavra de Deus, é a fonte primária de conhecimento e o princípio hermenêutico da revelação na natureza (1 Tm 3.16-17; Hb 4.12-13; 11.3, 6; Rm 1:18-25). As ciências naturais podem ser importantes e razoavelmente confiáveis ainda que o método científico seja altamente paradigmático em sua pressuposição de fatos puros (os objetos do conhecimento), os quais não poderão ser considerados finais sem Deus (o sujeito do conhecimento). Entretanto, quando se trata das ciências sociais, surgem diversos problemas: (1) a mente do pesquisador é distorcida pelo pecado; (2) a mente do pesquisador é distorcida pelos seus próprios conceitos filosóficos; (3) é impossível entender todas as variáveis num dado conjunto; e (4) é impossível de se entender a estrutura de um conjunto para se escrutinar todas as variáveis. Especialmente, não há padrão para o casamento e para relacionamentos à parte da Escritura, cuja revelação apresenta dados vindos da mão do Criador. Nela, temos as descrições estruturais, o processo do aconselhamento, comunicação, e reconciliação com Deus e uns com os outros.

O Casamento
I. A instituição do casamento A. Uma leitura de Gênesis 1.25-26 e 2.18-25 Há uma parte importante de Gn 2.18-25 que, geralmente, é vista como sendo dispensável para a compreensão do texto: vs.19-30. Diz ali que Deus trouxe todos os animais que havia criado, para que Adão lhes desse nome. O fato de que essa descrição é posta, exatamente, entre duas declarações sobre o que não ia bem com a solidão de Adão é algo muito significante. Deus queria que Adão percebesse experimentalmente a presença de uma fêmea para cada espécie de animal, mas não para ele− não havia uma pessoal igual que ele pudesse considerar como uma parceira. Certamente, a criação do homem já havia sido considerada como sendo boa; o que não era bom era que Adão estivesse só. B. A razão do casamento Deus criou o casamento para desfazer a solidão e para prover intimidade. Numa palavra, para prover companhia. O propósito de Deus para o casamento inclui o reflexo da Sua imagem que cada cônjuge projeta para o outro.Adão e Eva, sendo iguais na humanidade, e individualmente, diferentes, deveriam experimentar uma união amorosa que realçasse a responsabilidade moral da individualidade e a interdependência ética da igualdade (veja W. M. Gomes, Coração e Sexualidade, Brasília, Refúgio, 1999). Homem e mulher foram criados à imagem de Deus. Uma dos reflexos dessa analogia é a de que Deus jamais é só, mas é, eternamente, três (Trindade), e assim, o homem não poderia estar só. Ele precisava de expressão e de extensão, como Herman Bavinck disse (Our Reasonable Faith, Baker Book House, 1984, pp. 188-189).

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O Dr. Wayne Mack disse que unidade (como vista na unidade da Trindade de Deus e em nossa união com Cristo) é o centro do casamento. Gn 2.24 estabelece o princípio de “deixar” e “unir”; Mt 19.5-6 estabelece o princípio de “um homem e uma mulher”; Gn 2.24 e Ef 5.31 fundem esses princípios na expressão ”uma só carne”. Mack oferece três diferentes idéias gerais sobre essa unidade: uma união compreensiva, uma parceria plena e uma identificação completa (notas de classe, Westminster, 29/09/1986). C. O significado da palavra “auxiliadora” A única indicação em Gn 2.18-25 sobre a função da mulher é a de que ela foi criada pare ser uma auxiliadora na dispersão da solidão. Isso nada tem de depreciativo para a mulher nem sugere que ela seja uma serva do homem, mas uma companheira, uma provedora de um senso de relacionamento − de fato, essa é a missão da mulher: a de gerar relacionamentos que reflitam a gloria de Deus. A mulher deveria refletir o caráter relacional de Deus para o homem, e este, em troca, deveria refletir o caráter gracioso de Deus por meio de “nomear” ou liderar os passos nos caminhos dessa relação. Como Tremper Longman e Dan Allender colocaram isso (Aliados Íntimos, S.Paulo, Sepal, 2000), casamento não é apenas uma mera conveniência para vencer a solidão nem só um expediente para perpetuação da raça. É mais do que isso;é o espelho da relação com Deus. Assim como Adão foi criado para refletir a gloria de Deus, assim também Eva foi criada para refletir a gloria de Deus refletindo a gloria de Adão − para prover conhecimento experimental do tipo de relação que nós deveríamos ter com Deus.

Aspectos Básicos do aconselhamento de casais
Gênesis 2.18-25 I. Deixar/Partir A. Deus criou o homem à Sua imagem para refletir a Sua glória e para gozá-lo para sempre − e a mulher foi criada do homem para prover companhia ao homem, e no processo, refletir a gloria de Deus e goza-lo para sempre em companhia do homem. B. Gn 1.24 descreve como a unidade do casamento deveria ser estabelecida desde então até agora. 1. Homem e mulher deveriam deixar pai e mãe. Com freqüência, problemas de casamento e de família vêm da falta de habilidade para deixar os pais. a. Deixar geograficamente. Alguns casais que se distanciam dos pais conseguem obter uma partida geográfica; outros, perto ou longe jamais deixam geograficamente, porque jamais transformam os laços geográficos. Pais Estado Região Comunidade Casa/lar

(Ver Gn.12.1)

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Quando tal partida geográfica não é processada, a tendência do casal é de se comportar como se estivesse no lugar de origem. b. Deixar psicologicamente (1) Do ponto de vista do filho, partir se torna problemático. Alguns deles poderão apresentar: (a) Dependência excessiva em relação aos pais. Isso pode ser visto de diversas maneiras: o modo como a mãe fazia as compras ou cozinhava, a maneira como o pai geria as finanças, como os pais resolviam os problemas, etc. (b) Alianças excessivas. Um cônjuge poderá manter uma aliança com os pais e não estar em contacto com o par. (c) Maledicência. Isso inclui falar aos pais sobre os problemas do cônjuge ou com o cônjuge acerca dos problemas dos pais, ou ainda, tomar o lado dos pais contra o cônjuge. (d) Parcialidade. Isso significa a preferência pelos pais de um dos parceiros em detrimento dos pais do outro. Às vezes, haverá razões para isso: perícia, sabedoria; contudo, deverá haver honra e condescendência em qualquer caso. (2) Do ponto de vista dos pais também poderá haver problemas: (a) Expectativas erradas. Por exemplo, a expectativa de que o casal tenha de vir para um lanche, semanalmente, e quando isso não acontece, há frustração. (b) Interferência direta de parte de ambos ou de um dos pais por cause de ciúme, maledicência, controle, etc. (3) Problemas mais sutis da partida. Obviamente, os problemas mencionados não são problemas em si mesmos, mas se transformam em problemas quando dominam o relacionamento do novo casal e impedem a sua inclusividade. (a) Estrutura familiar: desejo consciente ou inconsciente de seguir os moldes da família de origem, modelar pai, mãe, ou o relacionamento de ambos. (b) Estilo de vida familiar. – Imitação da família (costumes, rotinas) – Reação à família. II. Unir A palavra hebraica usada para “unir”, dabaq, tem o sentido de se juntar a, habitar com, ligar-se a. A. O cônjuge assume prioridade sobre a família de origem, pais, irmãos, orientação cultural, e até mesmo, sobre desejos pessoais. Cada parceiro terá de ser sensível sobre essas relações na própria vida e na vida do outro, mas o cônjuge deverá ter prioridade sobre todas elas. B. Há alguns aspectos a serem vistos a fim de se atingir essa união: 1. Transpiração. O processo de se unir ao parceiro(a) não é fácil nem espontâneo. a. Compromisso. Cada membro da nova unidade deverá se doar ao companheiro (a) em termos de objetivos (em curto, médio e longo prazo). b. Trabalho. A relação conjugal implica em ministério. (1) Entendimento um do outro. (2) Gozo da singularidade do relacionamento. (3) Planejamento para a vida (ambos, em curto e longo prazo) (4) Solução de problemas de modo bíblico.

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(5) Comunicação verbal e comportamental no Espírito. 2. Pluralidade. Isso significa incorporar as personalidades e as percepções na nova unidade de carne − a nova unidade é uma pluralidade. 3. Paixão. Há alguns termos bíblicos para se descrever o amor: (1) agape, o tipo de amor “intransitivo” descrito em 1 Co. 13; (2) epithumia, o qual envolve desejo, estímulo sexual; eros, o qual sugere o amor físico; philo, o qual implica as afeições ternas; e storge, usado para se descrever os laços familiares. A paixão existe quando expressamos todos esses tipos de amor. Unir-se ao cônjuge significa colocar todos os nossos amores sobre essa pessoa − fazendo o bem para ela, buscando perdão quando falhamos, e buscando maneiras de implementar a relação amorosa. III. Tornar uma só carne A. Uma só carne: 1. Alvos e desejos 2. Sexo.

Complicações da Relação da Família
I. Do casamento − Gênesis 3.1-34 A. A decisão de pecar. Eva tomou a decisão autônoma de ouvir à serpente, e Adão tomou a decisão omissa de ouvir à sua esposa. Ambos tomaram a decisão de não ouvir à palavra de Deus. Assim, ocorreu a Queda, e o relacionamento do casamento começou seu processo de deterioração. B. Quatro conseqüências do pecado no casamento 1. Verso 1. Homem e mulher passaram a se esconder um do outro. Esconder-se, aqui, é visto figurativamente como uma necessidade de cobrir as partes vitais, mas sua vergonha era, na verdade, uma indicação da separação de Deus e um do outro − o que significa isolamento. Eles perderam algo que a companhia de Deus lhes oferecia. Sua nudez era símbolo de sua transparência. Eles começaram a perder intimidade. 2. Verso 8. Homem e mulher se esconderam de Deus. Quando isso acontece, a relação matrimonial começa a complicar. Algumas vezes, por causa de culpa, outras vezes, por causa de frustração, mas sempre contendo ira contra Deus. Esconder-se de Deus torna a vida entenebrecida, pois a glória de Deus é a luz de toda revelação (Jo. 1.1-14), incluindo a revelação familiar. 3. Verso 10. Temor (terror) do Senhor. O bom temor do Senhor que Adão e Eva não tiveram quando pecaram, foi substituído pelo medo após o pecado.Se tivessem exercitado o temor do Senhor, teriam experimentado a graça de Sua justiça, mas porque não o exercitaram, conheceram a ira de Deus. 4. Verso 12. Eva culpou a serpente, e Adão culpou Eva e Deus. Atribuição de culpa é o oposto operacional de atribuição de companhia. C. Conseqüências da Queda 1. Verso 16. Relacionamentos prejudicados. 2. Versos 17-18. 22-24. Distração do companheirismo. 3. Verso 19. Desilusão com o companheirismo.

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Será interessante observar que a maldição foi um ato gracioso no sentido de que demonstrou para o homem e a mulher como seria a vida do lado de fora do Éden. Eva havia exercitado incredulidade, infidelidade e autonomia. Ela iria sofrer para levar à cabo sua missão de produtora de relacionamentos.Ela mudaria o objeto do seu desejo, de Deus para o homem, e conseqüentemente, sofreria sua dominação. Adão,por sua vez, omitiu-se quando à sua missão de nomeador e guardador, não atentando à sua mulher antes do pecado nem assumindo responsabilidade depois do pecado. Por isso ele se frustraria com as mesmas coisas que Deus lhe havia entregado para cultivar e guardar, em especial, o seu relacionamento com Eva. Isso mostra como a separação de Deus, a fuga de Sua presença, a rebelião contra a sua autoridade e a perda do Seu poder, deu lugar para o jogo de poder. II. Iniciação da família − Gênesis 4 Dificuldades de comunicação. A. Versos 1-7. Os problemas da transferência de valores familiares. Caim e Abel, supostamente, receberam a mesma informação sobre valores familiares, mas para Caim isso não foi suficiente, e ele acabou matando seu irmão. B. Verso 8-15. Crise como parte da família. A morte de Abel e a maldição de Caim. C. Versos 16-26. A proliferação das famílias e indivíduos D. Cap.19. O companheirismo distorcido. A história de Ló e do incesto a fim de continuar a família. III. Família patriarcal − Gênesis 12 A. O que é descrito aqui é um relato histórico e não uma descrição de padrões. B. Os patriarcas tiveram muitas mulheres Entretanto, mesmo que Deus tenha permitido isso, não foi a Sua intenção original para o casamento, como Jesus disse em Mt 19.7-8, cuja relação deveria ser monogâmica. C. O VT reflete a história do casamento Entretanto, não são modelos ou prescrições de Deus. Eles são exemplos das distorções do casamento e da esperança que existe para arrependimento e renovação. A vida de Davi é um exemplo disso.

O Modelo Bíblico para o Casamento, Hoje
I. O modelo original confirmado por Jesus A. Mateus 19.5, 6. O casamento é uma relação para a vida toda; divórcio é solução. B. João 2.1-11. Apoio presencial e atual. A primeira aparição ministerial e o primeiro milagre de Jesus ocorreram numa situação de casamento.Num conjunto cultural egoísta em que o hospedeiro escondia o bom vinho até que se esgotasse o vinho comum, Jesus foi chamado para tomar conta do problema da falta completa de vinho, e transformou água em vinho, sem egoísmo, afirmando e confirmando o casamento por meio de sua presença de sua ação.

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II. Primazia do casamento conformada pelos apóstolos A. Submissão mútua Efésios 5.18-19. A ordem para estar sob o controle do Espírito e de nos submetermos uns aos outros no temor do Senhor é uma introdução às ordens de a esposa submeter-se ao marido como parte de sua missão de produtora de relacionamentos e de o marido se submeter à sua esposa por meio da entrega dos favores de sua liderança. O companheirismo do casamento implica submissão mútua, em submissão a Cristo. Tal será impossível à parte do controle do Espírito. Escrevendo aos Efésios sobre casamento, sob o tema da submissão, Paulo fez um paralelo entre a entrega pessoal do marido à esposa e a submissão da esposa ao marido. Não disse que a esposa deveria exigir a entrega nem que o marido deveria se impor à esposa. É uma colaboração de pessoas iguais em espécie, e diferentes em termos de funções. O marido deveria entregar-se à esposa no sentido de liderar sua co-líder com consideração e favor, e a esposa deveria se submeter ao marido em termos de aceitação da liderança a fim de realizar sua tarefa de produtora de relacionamentos. B. Pessoalidade 1. Efésios 5.25-28. Respeito pela pessoalidade ou personalidade, mesmo quando alguém peca, é necessário porque, à medida que um busca o bem do outro, estará buscando o próprio bem. O que Deus requer dos parceiros é que coloquem um ao outro em primeiro lugar. Quando o marido lidera a esposa, ele o faz respeitando a pessoalidade, assim como o faz a esposa quando respeita sua liderança. − como Cristo e a igreja. 2. Em 1 Pe 3.7, é dito que um bom relacionamento entre marido e mulher, atencioso e dignificante, é necessário para a comunhão com Deus. Maridos e esposas glorificam a Deus por meio de glorificar um ao outro; quando não fazem isso, estão roubando um do outro a glória de Deus (Longmam III e Allender, Aliados Íntimos, S.Paulo, Sepal, p. 44) III. Definição de relacionamento A liderança do marido não poderá ser a de um general nem mesmo a de um ditador benévolo - nenhum desses produz companheirismo. Viver por amor significa viver como Cristo vive pela igreja. Na aplicação da redenção de Cristo ao relacionamento, o marido é o iniciador do movimento de graça e a mulher é a receptora por meio do movimento da fé. A. Como Cristo vive pela Sua igreja? 1. João 12.4-8. Jesus aceitou ser servido e o fez com gratidão. Assim os maridos deveriam mostrar gratidão às suas esposas. 2. João 13.5. Jesus lavou os pés dos discípulos. O marido deveria demonstrar a atitude de um servo em relação à sua esposa. 3. João 14-16. No discurso de Jesus no cenáculo, ele despendeu considerável tempo com os discípulos, ensinando-os, orando com eles e por eles. Assim os maridos deveriam investir tempo no estudo da Palavra e na oração juntamente com sua esposa. 4. João 19:26-27. Cristo mostrou compaixão pela igreja mesmo quando seu comportamento não foi desejável. Assim os maridos deveriam demonstrar compaixão para com suas esposas. 5. João 20.24-27. Jesus demonstrou paciência em relação às dúvidas de Tomé. Da mesma forma os maridos deveriam demonstrar paciência quanto às dúvidas das esposas. 6. João 21.12-19. Jesus foi misericordioso depois que Pedro pecou. Assim os maridos deveriam perdoar e restaurar o vigor espiritual de suas esposas. 7. João 14.34, 32. Jesus estava preocupado com o bem-estar espiritual das pessoas. Os maridos deveriam cuidar do bem-estar espiritual de suas esposas.

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Cristo entregou-se pela igreja, morrendo por ela. Amar a esposa como Cristo amou a igreja significa viver “morrendo” por ela. B. Princípios de gerência 1. 1 Tm 3.4-5. Administrar bem a casa inclui, em primeiro lugar, a autoridade delegada à esposa para cumprir seu dever. Ela deve ser apoiada no exercício das decisões conjuntas e respaldada nas decisões tomadas em casos de necessidade. 2. 1 Pe 3.7. O marido deveria saber que a sua esposa é o seu bem principal, e investir nela a fim de aumentar o seu potencial para o cumprimento de sua missão. 3. Cl 3.18-19. O marido deveria considerar o fato de que ele não é perfeito e não exigir perfeição de sua mulher. Só Jesus é perfeito, e para que sigamos sua perfeição, ele só requer de nós que sejamos fiéis em termos de uma fé-arrependida. 4. Hb 10.23-24; 1 Tm 2.11-14; 2 Tm 3.11-13. Liderança na adoração em casa e na igreja, por meio da palavra e do exemplo (Dt 6).

O Contexto da Família Brasileira
I. A formação da família brasileira A colonização brasileira não resultou de motivações humanitárias ou religiosas, mas por causa da situação política econômica da Europa. O clima social mundial dos anos 1550s, especialmente em Portugal, era dominado pela religião católica e de herança pagã. A. Nos anos 1550s. Os primeiros colonizadores do Brasil eram oficiais, comerciantes, aventureiros e degredados. Muitos trouxeram consigo as famílias, mas muitos deles deixaram esposas no lugar de origem e formaram famílias ou, simplesmente, tiveram filhos com as nativas da terra. É comum pensar que a situação teria provocado o desvirtuamento da instituição da família tal como era na Europa. Documentos da época mostram que, a despeito dos abusos, os valores católico-romanos permaneceram. B. Dos 1600s aos 1700s A sociedade dominada pelo macho não era tanto agro-mercantil, mas mantinha um padrão consideravelmente urbano; a vida acontecia nos ajuntamentos populacionais. A busca de riquezas era a principal motivação para a estrutura familiar. A cultura escravagista trouxe complicações para a estrutura familiar. Os maridos proviam para a família e as mulheres cuidavam da casa e dos filhos. Tão logo cresciam, os filhos eram incorporados à mão-de-obra ou procuravam a própria sorte. Nas classes mais afluentes, os casamentos eram arranjados; alguns das classes mais pobres, não todos, simplesmente viviam maritalmente. C. Dos 1800s aos 1900s Os negócios agrários começaram a ser uma opção financeira e muitas famílias passaram a experimentar a vida comum no campo, como proprietários ou trabalhadores. A urbanização continuou a ser um apelo grande para muitas famílias. A industrialização deu oportunidade de ascensão para muitas famílias pobres aumentarem suas rendas, empregando também mulheres e crianças. As famílias tomavam conta da educação das crianças (as que conseguiam obter alguma educação), secundada pela educação pública e privada, orientadas pela visão católica romana. D. Nos 1900s A exposição à cultura européia e norte-americana, a influência de imigrantes e estudantes educados no exterior e de missionários protestantes, trouxe coisas boas e más. A

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igreja católica manteve sua visão legalista do casamento e da família, às vezes, apenas aparente. As famílias protestantes cultivaram valores bíblicos, tais como compromisso, companheirismo, aprendizado, mas ainda dentro do contexto católico. No fim do período, as mesmas perspectivas sobre casamento, divórcio, trabalho e filhos que moldaram a América e a Europa trouxeram os mesmos problemas lá conhecidos, mas complicados por causa da nova cultura européia-africana-brasileira na qual a modernidade estava envolvida. (Veja Maria Beatriz Nizza da Silva, História da Família no Brasil Colonial, R.J., Ed. Nova Fronteira, 1998; Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro, S.P., Companhia das Letras, 1993.)

Introdução a uma Teologia do Aconselhamento de Casais
Tudo o que o ser humano faz tem base teológica. Tudo o que um cristão faz deveria ter uma boa base teológica bíblica. Veja Tt 2.4. I. Cinco bases teológicas para o aconselhamento de casais A. A instituição divina do casamento (Gn 2.22-23) Deus não só estabeleceu padrões e regras básicas para o casamento. 1. O casamento é uma aliança, um pacto (Pv 2.7; Ml 2.14) 2. Deus fornece razões para o casamento: a. Glorificar a Deus. b. Prover companhia. c. Prover intimidade sexual. d. Prover procriação. B. Natureza do homem a natureza do casamento 1. O homem foi criado bom, mas é decaído. O homem redimido é salvo pela graça mediante a fé, mas o pecado não é erradicado até a glorificação do corpo. 2. O casamento não redime ou transforma as pessoas − a redenção em Cristo deverá ser aplicada ao casamento. C. A responsabilidade do pastor (Is 40.11; Ez 34.15-25) 1. O aconselhamento pré-conjugal, de casamento e familiar é uma maneira de pastorear os casais no caminho da fé. 2. Casais precisam do conhecimento do pastoreio de Cristo. D. Mordomia e posses de bens 1. Pessoas são postas nas mãos de pastores para como riquezas de Deus sob sua guarda. 2.Casais precisam ser ensinados a usar e administrar seus bens como bons mordomos. E. Remindo o tempo 1. Pastores podem remir o tempo prevenindo e ajudando a solucionar problemas. 2. Pastores podem remir o tempo por meio de ajudar pessoas a remir o tempo. Muitos pastores estão confusos quanto ao trabalho do pastor, concentrando seus esforços na administração bem sucedida da entidade, pregando e visitando sem propósito. O ministério da Palavra tem aspectos públicos e pessoais, e ambos devem ser igualmente tratados. O aconselhamento é uma forma de se aplicar a palavra pregada ao dia-a-dia da igreja, instruindo, corrigindo, disciplinando e educando os crentes.

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II. Implicações do compromisso com uma teologia de aconselhamento de casais A. Uma teologia bíblica do aconselhamento de casais determinará o aconselhamento no sentido de que requererá limites para a sua prática (ex.: poderá um conselheiro ajudar um casal que está em pecado se não começar com uma orientação ao arrependimento?) B. No caso do aconselhamento pré-conjugal haverá sempre a necessidade de entrevistar cada um dos pretendentes em separado. C. No caso de casais casados, salvo exceções necessárias, o casal deverá estar junto nas sessões.

O Aconselhamento Pré-Conjugal
O que o aconselhamento pré-conjugal faz? Dez respostas: 1. Assegura ao casal um entendimento do conhecimento bíblico da ordem da casa. 2. Provê uma oportunidade de desenvolver uma filosofia de vida bíblica. 3. Assegura que o casal tenha um conhecimento básico sobre matérias como economia doméstica, vida sexual, controle de gravidez, comunicação, etc. 4. Oferece a oportunidade de instilar confiança na Palavra de Deus como conselheira. 5. Dá oportunidade para verificar a possibilidade de problemas a serem prevenidos. 6. Provê ocasião para montar um programa de ajuda. 7. Demonstra a praticabilidade da Bíblia. 8. Provê oportunidade para alguns casais deixarem os pais dae modo bíblico. 9. Oferece oportunidade para modelação. 10. Dá oportunidade aos conselheiros para construir a comunhão cristã com os casais. Como proceder ao aconselhamento de casais? Como o aluno observará, o aconselhamento pré-conjugal, de casados e de família não diferem entre si quanto ao processo, apenas requerendo material adequado para cada um dos tipos. A maior parte do material poderá ser adaptada para cada caso, segundo o discernimento do conselheiro.

A importância do Casamento e da Família do Conselheiro
I. Bases bíblicas A. Pessoal 1. 1 Tm 4.16. Cuidado de si mesmo e da doutrina. 2. Rm 2.13-23. Coerência em palavras e em atos. 3. Gl 6.1-5. Carregar as próprias cargas. 4. Mt 5.3-5. Remover o pecado e o peso B. Ministério 1. Atos 20.28; 1 Tm 4.4-8. A vida do pastor e do rebanho. 2. 1 Tm 3 e Tt 1. O pastor como esposo e pai, e o rebanho. II. Razões práticas A. Afeta a maneira como o pastor ministra.

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1. Pessoas em necessidade são mais sensíveis e podem detectar com facilidade o medo, a depressão, a fadiga, a ira pecaminosa, etc. 2. Falta de entusiasmo. 3. Problemas de consciência (2 Co 1.12) − lembre-se: consciência impura, nenhum poder. B. Afeta a maneira como as pessoas recebem seu ministério (Atos 14.4; 1 Th 1.2-5). C. Casamento e família são alvos do diabo (1 Pe 5.8; Ef 5−6) 1. Ataque à instituição: homossexualismo, feminismo, etc. 2. Ataque pessoal. II. Problemas estruturais A. Família urbana e estilo de vida: distância, mobilidade, unidade externa e desintegração interna. B. Diversidade de origem cultural do casal. III. Potencial 1. Deus prometeu nos usar como vasos puros (2 Tm 2.22). 2. O lar é a melhor sala de aula (Dt 6.1-9). 3. Pessoas são motivadas por palavras e por pessoas, especialmente, pela Palavra e pela pessoa de Deus. Elas precisam ver tanto quanto ouvir a verdade. IV. Problemas comuns • Comunicação. • Família estendida. • Finanças. • Diferenças religiosas. • Diferenças e problemas sexuais. • Diferenças de pontos de vista sobre criação de filhos. • Estilo de vida. • Imaturidade espiritual.

V. Problemas peculiares à família do ministro • • • • • • • • Agendas irregulares. Expectativas não realistas. Ambiente de “aquário”. Exposição demasiada. Magnitude do trabalhoPrioridades erradas. Visão não-bíblica do pastor e família. Esposa competitiva. • • • • • • • • Demandas financeiras incomuns. Compromissos desiguais. Falta de amigos íntimos. Falta de conselheiros especiais. Distância cultural entre cônjuges. Questões de moradia. Seguir homem com dons especiais. Exigências da igreja.

VI. Vantagens da família do ministro • • • • Participação do compromisso cristão. Identificação de propósito. Suporte da congregação. Alto status (nem sempre). • • • • Conhecer pessoas interessantes. Viagens. Agenda flexível. Oportunidades de estudo.

• Identificação da esposa com o ministério.

Desafios para ser modelo de vida

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Necessidades básicas do ser humano
Como as necessidades tomam forma no casamento e na família Quando escritores seculares e cristãos abordam a questão das necessidades básicas, eles tendem a focalizar o seu aspecto humano. Necessidades espirituais são vistas como facilitadoras para as necessidades humanas. O resultado disso é que o aconselhamento se torna antropocêntrico em vez de teocêntrico. De fato, os problemas humanos existem porque o homem tende a funcionar em termos humanos e não de uma perspectiva teo-referente. O homem é sempre teo-referente, contra ou a favor de Deus. Ele deveria funcionar como um ser receptivamente criativo e ativamente redentivo,pela graça mediante a fé.

O ser humano tem necessidades, e porque ele é analógico, derivado e finito, ele não pode ter suas necessidades supridas quer por si mesmo quer por outros quer por idéias quer por coisas. Ele não se satisfazer senão em Deus, seu Criador. Baseado em Deus, o qual nos deu a graça dos seus mandamentos e promessas (Mt 6.25-34), seu povo pode responder em fé por meio da crença e da obediência calcadas em sua Palavra, e experimentar a realidade da dependência (figurada na adoração) e da auto-suficiência que procede de Cristo (autarquia). O diagrama acima é útil para precipitar diagnóstico e prescrições: quando vivemos em função de necessidades erradas, desequilibramos todo o processo de vida. A finalidade de cada um dos cônjuges está focalizada em Deus ou em ídolos do coração? O propósito de cada um está na obediência a Deus ou próprios propósitos? Quais são os meios de redenção usados para os problemas da vida: Cristo ou estratégias humanas? A vida de cada um, e do casal, é governada pelo amor ou pelo medo? Na prática de vida, quais são as alianças individuais e como casal?

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Uma versão simplificada de teste INVENTÁRIO DO FATOR DE TRAÇOS DA PERSONALIDADE (IFTP)* O IFTP foi desenvolvido para ser usado por pastores conselheiros. Menos complexo do que outros testes, o IFTP poderá ser facilmente compreendido por causa do seu conteúdo bíblico e da facilidade de aplicação e avaliação. É importante saber que: A. O IFTP não é um teste psicológico: 1. Não analisa nem mede a personalidade. 2. Não sugere a necessidade de tratamento psicológico. B. O IFTP é um excelente instrumento para o aconselhamento bíblico 1. O inventário apresenta ambos, traços positivos e negativos da personalidade. 2. Foi elaborado prover uma expressão visual de como as pessoas percebem a si mesmas e a outras pessoas significantes em sua vida: Pai, Mãe (ou responsáveis pela criação), Outro(a) (noiva(o), cônjuge) e Eu (a pessoa cujo perfil será avaliado). 3. Auxilia o aconselhado e o conselheiro cristão a trabalhar no crescimento espiritual interior e a melhorar os relacionamentos. 4. As conclusões não são mecanicamente corretas. Será necessário discutir cada uma das escolhas e das conclusões. Lembre-se de que pessoas não são estáticas, mas fluidas e dinâmicas. C. Aplicação 1. Certifique-se da boa compreensão dos itens A e B, acima. 2. Assegure-se do bom entendimento do significado dos termos usados para descrever os traços de personalidade. 4. Explique que a pessoa inventariada não estará expondo ou julgando as outras pessoas significantes em sua vida, mas apenas expressando sua percepção a respeito delas. 5. Enfatize a necessidade de sinceridade nas respostas. 6. Esteja certo de que cada aconselhado entenda a maneira de usar as letras para marcar os valores:
C = Comumente ou regularmente F = Frequentemente O = Ocasionalmente R = Raramente N = Nunca X = Não observado Exemplo:
Responsável Pai Mãe Outro(a) Eu
C F R O

D. Avaliação Os passos para a avaliação estão detalhados nas páginas seguintes ao inventário. E. Registrando o inventário. 1. Avaliação do inventário: transporte as letras usadas para responder ao inventário, para valores numéricos da folha de avaliação. As avaliações nos gráficos são separadas de dois em dois, com exceção de N e X, com o propósito de estender o gráfico e aumentar o valor visual.
C = 10 F=8 O=6 R=4 N=2 X=1
*

O IFTP foi desenvolvido, inicialmente, pelo Dr. Howard Eyrich e substancialmente modificado por Wadislau M. Gomes.

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2. O valor correspondente deverá ser colocado junto à resposta, e então, passado para o gráfico de avaliação. F. Desenhando o gráfico 1. Um ponto correspondente ao do marca respondida deverá ser posta no quadro representando o traço apropriado. 2. Uma linha deverá ser riscada, unindo os pontos para exibir um gráfico da referida personalidade, uma folha para cada: Pai, Mãe, Outro(a), Eu; ou 3. Poder-se-á usar uma folha só e utilizar diferentes cores para identificar Pai, Mãe, Significante, Eu. Esta última facilita a visão geral da dinâmica dos traços de personalidade. Por exemplo: Pai = vermelho Mãe = verde Outro = azul Eu = preto 4. Linhas de cores correspondentes poderão ser usadas para unir os pontos de cada categoria (Pai, Mãe, Significante, Eu). Isto proverá uma boa apresentação visual das conexões, comparações e relações dos traços de personalidade percebidos. G. Avaliação das respostas 1. Os traços são organizados no gráfico em dois grupos, positivo e negativo. Isso provê uma boa visão para o observador. 2. De modo geral, quanto maiores os valores numéricos, em termos positivos, melhor, e, em termos negativos, pior. 3. É importante notar os valores X (numeração 1). Tais respostas merecem cuidadoso exame quanto ao conhecimento, à comunicação, honestidade, intimidade ou reação aversiva nos relacionamentos. 4. O conselheiro terá de estudar bem as implicações de outras tendências. Por exemplo, se a avaliação dos pais ou cônjuge apresenta extremos. 5. As duas respostas finais não são traços de personalidade, mas são importantes no sentido de oferecer oportunidade para melhor entendimento da personalidade. Se houver uma resposta X ou N, o conselheiro poderá explorar as razões e ajudar o aconselhado a estruturar meios de aprender a se relacionar mais facilmente com pessoas em geral e/ou com pessoas do mesmo sexo. H. Perfil dos pais A comparação com a percepção dos perfis dos pais oferece insight sobre o modelo que a pessoa teve em seu desenvolvimento. I. Perfil do outro significante Da mesma maneira, a comparação com o perfil do outro/a (cônjuge/noiva, parente, amigo), lança luz sobre como os desenvolvimentos ocorrem. J. Possíveis conflitos As diferenças dos modelos paternos poderão sugerir possíveis conflitos por causa de orientação de expectativas erradas ou de pontos de evitação. O conselheiro poderá explorar: 1. Áreas de conflitos internos. 2. Dificuldade de comunicação 3. Dificuldades relacionais.

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INVENTÁRIO DO FATOR DE TRAÇOS DA PERSONALIDADE (IFTP)
Avalie sua percepção dos traços de personalidade de: pai, mãe (ou responsáveis), outra/a (noiva(a)cônjuge) e seus próprios. Seja honesto(a). Pense em eventos e incidentes que auxiliem a responder.

Escala: C (comum), F (freqüente), O (ocasional), R (raro), N (nunca), X (não-observado).
Responsável Pai Mãe Outro(a) Eu Dominante Pai Mãe Outro(a) Eu Impulsivo(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Irritável Pai Mãe Outro(a) Eu Irado(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Orgulhoso Pai Mãe Outro(a) Eu Misericordioso Pai Mãe Outro(a) Eu Ressentido(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Condescendente (dá preferência a outros) Pai Mãe Outro(a) Eu Ambicioso(a) Pai Mãe Outro(a) Eu
Dr. Eyrich, modificado por WMG.

Confiante Pai Mãe Outro(a) Eu Ciumento(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Ofende-se facilmente Pai Mãe Outro(a) Eu Simpático(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Teimoso(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Atitude negativa Pai Mãe Outro(a) Eu Verdadeiro Pai Mãe Outro(a) Eu Afável Pai Mãe Outro(a) Eu Resiliente (recupera-se de falhas) Pai Mãe Outro(a) Eu Equilibrado(a) Pai Mãe Outro(a) Eu

Relacional (sociável) Pai Mãe Outro(a) Eu Pontual Pai Mãe Outro(a) Eu Temperamental Pai Mãe Outro(a) Eu Nervoso(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Egoísta Pai Mãe Outro(a) Eu Aprendiz (estudioso aceita crítica) Pai Mãe Outro(a) Eu Respeitoso

Vacilante (dúbio) Pai Mãe Outro(a) Eu Bem-humorado Pai Mãe Outro(a) Eu Dependente de Deus Pai Mãe Outro(a) Eu Disciplinado Pai Mãe Outro(a) Eu Amargurado(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Deprimido(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Solitário / autônomo Pai Mãe Outro(a) Eu Rebelde Pai Mãe Outro(a) Eu Nobre (demonstra brio)

Pai Mãe Outro(a) Eu Auto-controlado(a) Pai Mãe Outro(a) Eu Mentiroso(a) ou maledicente Pai Pai Mãe Mãe Outro(a) Outro(a) Eu Eu Sociável com pessoas do Associa-se a grupos ou mesmo sexo organizações Pai Pai Mãe Mãe Outro(a) Outro(a) Eu Eu

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AVALIAÇÃO DO INVENTÁRIO DO FATOR DE TRAÇOS DE PERSONALIDADE

Uma boa maneira para relacionar como alguém percebe os outros e a si mesmo é usar cores diferentes para avaliar as gradações (por exemplo, vermelho para Pai, verde para Mãe, azul para Outro(a) e preto para Eu.

X 1

N 2

R 4

O 6

F 8

X 1

N 2

R 4

O 6

F 8

C 10 Positivo Responsável Confiante Relacional (de fácil relacionamento) Pontual Bem-humorado Dependente de Deus Simpático Disciplinado Resiliente (recupera-se de falhas) Aprendiz (estudioso, aceita crítica) Misericordioso(a) Verdadeiro Respeitoso(a) Afável Auto-controlado Nobreza (demonstra brio) Condescendente (dá preferência a outros) Resiliente (recupera-se de falhas) Equilibrado Filia-se a associações Sociável com o mesmo sexo C 10 Negativo Vacilante (dúbio, duvidoso) Dominante Ciumento(a) Impulsivo(a) Ofende-se facilmente Temperamental (oscilação emotiva) Irritável Nervoso(a) Irado(a) Teimoso(a) Egoísta Amargurado(a) Orgulhoso(a) Deprimido(a) Solitário / autônomo Ressentido(a) Rebelde Ambicioso Atitude negativa Mentiroso ou maledicente

Dr. Eyrich´s, modificado por WMG.

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I. Aplicação na mudança 1. Lembre-se de que o IFTP não diz como uma pessoa é, mas oferece insight sobre a percepção que o aconselhado tem de si mesmo e dos outros, e ajuda a repor traços negativos por traços positivos, pela ação do Espírito. a. Observe associações e incongruências entre fatores positivos e negativos. b. Traços positivos com gradações 6 ou menor e traços negativos 10, 8 ou X indicam necessidade de maiores cuidados. c. Peça ao aconselhado que descreva os aspectos mais críticos com exemplos concretos. 2. Uma vez feita a avaliação, levando em conta as relações perceptuais do aconselhado quanto ao Pai, Mãe, Outro(a), o conselheiro deverá considerar, junto com o aconselhado, as mudanças necessárias, transpondo as avaliações sobre si mesmo para o quadro de Processo de Mudança, abaixo. 3. O quadro de auxílio para o processo de mudança consiste de três categorias: a. O que tirar (traços negativos) b. O que por (traços positivos). c. Implementação (motivação para a mudança). 4. Os itens negativos com gradação 6 ou maior e os itens positivos com gradação 6 ou menor deverão ser transpostos para a coluna O que tirar, em ordem de gradação. 5. Os itens positivos e os [termos bíblicos] opostos aos itens negativos deverão ser transpostos para a coluna O que por. 6. Para a efetividade da mudança, não basta tirar o errado e colocar o certo, pois o problema básico da pessoa não é apenas comportamental, mas espiritual. Assim, os envolvidos no processo do inventário deverão procurar na Palavra de Deus a implementação correta para as devidas mudanças. Exemplo (usando o texto de Efésios 4: 25-29: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”):
O que tirar mentira ira (senso de justiça) furto O que por verdade misericórdia responsabilidade Implementação senso de pertinência ao corpo de Cristo trato imediato da injustiça e resistência ao diabo sustento próprio e generosidade

Sugestão de David Powlison, modificado por W. M. G.

PROCESSO DE MUDANÇA
O que tirar
(traços negativos com gradação alta, e opostos aos positivos com gradações baixas) Grad.

O que por (aspectos positivos)
Grad.

Implementação (motivação para a mudança)

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Inventário de Consciência Sexual
A. Racional 1. A exposição ao sexo, hoje experimentada, não fornece conhecimento verdadeiro sobre o corpo, como ele funciona, nem oferece a verdade sobre a sexualidade. 2. Pessoas tendem a pensar que, quando se casarem, poderão simplesmente ir para a cama e fazer o que desejam, sem se darem conta de que as coisas, em um mundo decaído, não ocorrem de modo espontâneo e natural,mas que tudo sofre a influência do pecado. 3. Muitos casais chegam ao leito nupcial com experiências sexuais mundanas. um ou os dois sem experiência, com informações erradas sobre a sexualidade, e predispostos ao desapontamento. B. Conteúdo. O CSAI não é um teste psicológico, mas um instrumento para se observar o conhecimento e a atitude de casais quanto à sexualidade. INVENTÁRIO CRISTÃO DE CONSCIÊNCIA SEXUAL
Desenvolvido por Howard Eyrich; Growth Advantage Communications. Modificado por W. M. Gomes (Faça um círculo na letra escolhida.)

FILOSOFIA DE SEXUALIDADE 1. Da Perspectiva de Deus, qual é o sentido de atração sexual e de estar amando? d A experiência da atração sexual pode indicar a presença do amor a Atração sexual é um desejo, amor é um compromisso. b Atração sexual e estar amando são experiências e Nenhuma atração sexual será possível se não houver amor iguais. c Não poderá haver amor sem atração sexual. 2. O propósito de Deus para a relação sexual é: d Para fazer amor. a Para prazer. e Todos. b Para procriação. c Para aliviar a tesão e satisfazer o desejo sexual. 3. Da perspectiva de Deus, qual o contacto aceitável entre os parceiros no namoro? c Quase tudo, se não houver nudez a Sexo oral d Nenhum desses. b Exame do corpo 4. Da perspectiva de Deus, a nudez no casamento é: a Desnecessária c Deveria ser embaraçosa b Vergonhosa d Normal. 5. Da perspectiva de Deus, a conversa entre os parceiros, orientada ao sexo, deveria ser: d Para expressa satisfação com o parceiro. a Para compartilhar prazer mútuo. e Todos. b Para expressar estímulo pelo parceiro. c Para elogiar a atratividade do parceiro. 6. Da perspectiva de Deus, que papel a oração deveria ter na sexualidade? d Ação de graças por essa expressão de amor. a Nenhum papel e Todos, menos “a”. b Sabedoria para desenvolver a relação. c Solução de problemas 7. Da perspectiva de Deus, a pornografia é útil quando: a Um dos parceiros encontra dificuldade para se c Um meio de se dar prazer quando o parceiro não está participando estimular d Em nenhuma circunstância. b Ambos acham que isso melhora a relação 8. Da perspectiva de Deus, casais bem ajustados mantêm relação quando: c Ambos desejam a relação sexual. a A esposa deseja a relação sexual. O esposo deseja a relação sexual. d Todos. b 9. Da perspectiva de Deus, o controle de gravidez é: c Um meio de exercer boa mordomia. a Totalmente inaceitável Contra a ordem de popular a terra d Um instrumento a ser usado mediante oração e em acordo com b princípios bíblicos. 10. Da perspectiva de Deus, a moralidade do controle de gravidez é determinado por: d Atitude do usuário a Freqüência do uso e Nenhum desses b Qual o parceiro que usa c Se é ou não abortivo.

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11. Da perspectiva de Deus, maridos e mulheres deveriam: c Falar livremente sobre sexo. a Não discutir seus desejos sexuais d Buscar ajuda quando não houver comunicação. b Discutir desejos com amigos que passem a informação ao cônjuge 12. A Bíblia ensina que maridos e mulheres: a Têm direitos iguais sobre o corpo um do outro. c Não deveriam negar-se ao sexo, exceto no caso de dor de cabeça d Não deveriam manter relação aos domingos b Não tem direito maior do que qualquer outro 13. A Bíblia ensina que os seios da esposa são: c Para dar prazer ao marido e à esposa. a Para amamentar os filhos. d Todos. b Para tornar a mulher atraente. 14. A Bíblia ensina que o homem e a mulher deveriam: d Estudar, na Bíblia, os incidentes de lascívia e seus resultados. a Fugir da lascívia. b Sentir culpa quando se engajarem em lascívia. e Entender que a lascívia é uma das causas de irritação entre pessoas. c Todos. ASPECTOS FÍSICOS DA SEXUALIDADE 1 A duração de um ato sexual deveria ser: c Até que a esposa se satisfaça a O mais longo possível d Enquanto for prazeroso para os dois. b Até que o marido se satisfaça 2. A prontidão para o orgasmo para o homem e para a mulher pode ser caracterizada como: c O homem geralmente está pronto primeiro. a Não há diferença d Casais bem ajustados ficam prontos juntos b A esposa geralmente precede o marido 3. A capacidade de maridos e mulheres para o prazer sexual pode ser caracterizada como: d Mulheres mais lentas e prazer mais intenso a Maridos mais rápidos e prazer mais intenso e Não há padrão para o prazer b Esposas mais rápidas e prazer mais intenso c Não há grande diferença de capacidade. 4. Maridos e esposas experimentam a necessidade de orgasmo quando excitados: d Não obter orgasmo gera estresse nas esposas a Maridos têm necessidade maior e Não há diferença apreciável quando excitados. b Esposas têm maior necessidade c Não obter o orgasmo gera estresse no marido 5. Os padrões de resposta psicológica do corpo feminino diferem muito entre as esposas. Quais os efeitos dessas diferenças na capacidade de se ter prazer na relação sexual? a Diferenças em mulheres bem estimuladas não c A capacidade flutua dependendo da rotina para estimulação têm relação com a capacidade de ter prazer. b Elas determinam a capacidade de se ter prazer d Nenhum desses 6. Qual o papel do “brincadeiras” que precedem o intercurso sexual? c Preparar os órgãos sexuais do marido. a Preparar os órgãos sexuais da esposa. d Todos. b Satisfazer necessidades sexuais da esposa. 7. Que tipo de “brincadeiras” sexuais são apropriadas para casais cristãos? c O marido deve ser recipiente passivo a Deveriam ser limitadas a beijos e abraços d Ambos deveriam evitar contatos genitais b Qualquer atividade prazerosa para ambos. 8. Qual das seguintes é a posição aceitável para o intercurso sexual? c A esposa sobre o marido, de face para ele a Lado a lado d Qualquer posição prazerosa para os dois. b O marido sobre a esposa, de face para ela 9. Estando preparados, quanto orgasmos o esposo e a esposa desejam? c Maridos e esposas têm capacidade apenas de um orgasmo por ato a Mulheres desejam mais de um, mas estarão cansadas para obter mais de um sexual b Homens desejam mais de um orgasmo, mas só d Mulheres freqüentemente desejam mais de um orgasmo e podem obter mais de um. podem obter um por ato sexual 10. O primeiro ato sexual poderá afetar os órgãos sexuais internos femininos: a Algum tipo de ferimento provavelmente ocorrerá c O hímem será rompido. d A vagina ficará mais larga b É possível que nada ocorra. 11. O hímem é: c É projetado para assegurar o marido de que a esposa jamais manteve a Uma parte do corpo feminino que previne de que ela seja estimulada sexualmente relação d É uma membrana interna que geralmente se rompe na primeira b É projetado para prevenir gravidez antes do casamento relação sexual. 12. Ter o hímem intacto indica que: d A mulher tem dores na menstruação a A mulher não pode engravidar e Nenhum desses b A mulher ainda não teve intercurso sexual. c A mulher não se engaja em auto-estimulação

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13. O intercurso deverá ser doloroso para a mulher com hímem? c Poderá haver dor se o marido não for sensível. a Não, não será doloroso d Haverá sempre alguma dor b Não haverá dor se for dentro do casamento 14. A diferença em tamanho entre os órgãos masculino e feminino ser problemática? c Só para mulheres a Freqüentemente Nunca d Raramente. b 15. Qual é a sensação normal para os casais após o orgasmo satisfatório para ambos? c Raiva a Nervoso(a) d Relaxação e satisfação. b Cansaço 16. Qual a causa mais comum para a ejaculação precoce? c Falta de controle devido à ansiedade. a Experiência prévia com masturbação d Órgãos sexuais não saudáveis b Experiência homossexual na adolescência 17. Quando um homem experimenta ejaculação precoce ele deveria: c Parar de ter relações sexuais a Buscar aconselhamento. d Deixar de se excitar antes do intercurso b Aumentar o número de relações sexuais. 18. Os efeitos da esterilização cirúrgica sobre a relação sexual são: d Diminuição do prazer no homem a Diminuição do desejo na mulher e Nenhuma mudança em desejo ou prazer. b Diminuição do desejo no homem c Diminuição do prazer na mulher 19. Os efeitos da circuncisão sobre a atividade sexual são: d Aumento de prazer para a mulher a Diminuição do prazer para o homem e Nenhuma mudança. b Aumento de prazer para o homem c Diminuição do prazer para a mulher 20. O tamanho dos seios determina na mulher: c A freqüência do seu desejo sexual a O nível de sua paixão d Nenhum desses. b Sua capacidade para engravidar 21. O desejo sexual em um encontro poderá ser aumentado por meio de: c Obter uma prescrição médica a Aumentar o tempo das “brincadeiras” prévias d Nenhum desses. b Tomar um afrodisíaco 22. Algumas crenças populares sugerem que algumas comidas sejam afrodisíacas. c Verdadeiro para homens a Verdadeiro para jovens adultos d Alimentos não aumentam o desejo. b Verdadeiro para adultos acima dos 70 23. O que dizer sobre os níveis de desejo para homens e para mulheres? c Mulheres escondem seus fortes desejos a Mais ou menos o mesmo d A atitude de ambos é condicionada. b Homens quase sempre têm mais desejo 24. Qual é a maneira certa para se saber se uma mulher já teve intercurso? c Se ela gostar de sexo a Se ela disser que já teve d Não há maneira certa. b Se ela tiver hímem 25. Quais são as substâncias certas para suplementar a lubrificação vaginal? c Vaselina a Óleo infantil d Produtos apropriados, tipo K-Y Jelly. b Creme para as mãos 26. Duchas são desnecessárias e podem ser prejudiciais: c Antes do intercurso a Depois do ato sexual d Segundo estudos recentes. b Depois da menstruação 27. Exames ginecológicos freqüentes são importantes para as mulheres se: c Se já passou dos 40 a O casal mantém relação sexual freqüente d Todos. b Mesmo que o ato sexual não seja freqüente COMPORTAMENTO HOMOSSEXUAL: IMPACTO NA HETEROSSEXUALIDADE 1. Qual é o impacto de prévias experiências homossexuais sobre o ajustamento conjugal? c Cria desinteresse por relações heterossexuais a Assegura práticas bissexuais d Poderá não haver impacto ou poderá prejudicar. b Diminui o desejo sexual 2. A reorientação bem-sucedida de um padrão homossexual já estabelecido é: c Depende da atração do parceiro heterossexual a Não muito forte d Duvidosa, mas possível. b Muito forte 3. A homossexualidade é: d Determinada pelo condicionamento ambiental a Geneticamente determinada e Nenhum desses b Combinação de genética e aprendizado. c Comportamento aprendido.

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4. Bi-sexualidade se refere a: c Ter preferência sexual por ambos os sexos. a Relação sexual com dois parceiros(as) d Nenhum desses b Sexo com 2 pessoas em diferentes ocasiões A SÍNDROME DA POLUÇÃO NOTURNA 1. A polução noturna (sonho molhado) é: c Emissão anormal de sêmen durante o sono a Uma versão masculina da menstruação d Orgasmo durante um sonho sexual. b Emissão normal de sêmen durante o sono. 2. O que é, geralmente, considerado como sendo a causa da polução noturna? a Desejo sexual por uma parceira não disponível d Desejo sexual anormal e Alivio sexual resultante de sonho. b Entreter desejos sexuais ante do sono c Fantasiar sobre desejos sexuais. 3. Mulheres experimentam sonhos que resolvem tensões: c Freqüentemente a Ocasionalmente. d Com a mesma freqüência que os homens b Raramente. MASTURBAÇÃO E CAPACIDADE SEXUAL 1. Quais os efeitos da masturbação antes do casamento na performance no casamento? c Hábito difícil para se quebrar após o casamento. a Limita a habilidade para se obter orgasmos d Aumenta o desejo para o intercurso b Tende a diminuir a habilidade de gerar filhos. 2. A masturbação afeta a inteligência e o controle emocional por meio de: c Aumenta a inteligência e o controle emocional a Tolher o desenvolvimento intelectual d Nenhum desses. b Tolhe o desenvolvimento emocional 3. A masturbação é pratica por: d Só pelas viúvas a Homens somente e Nenhum desses b Homens e mulheres. c Adolescentes até que completem a puberdade 4. A masturbação afeta o corpo humano por meio de: c Causar impotência a Aumentar os órgãos sexuais d Nenhum desses. b Diminuir o suprimento de esperma para a vida MÉTODOS E EFEITOS DO CONTROLE DE GRAVIDEZ 1. Os médicos, geralmente, concordam que os efeitos do controle de gravidez são: c São perigosos para a saúde masculina a Reduz as chances de gravidez desejada d Raramente afetam a saúde ou a fertilidade. b São perigosos para a saúde feminina 2. Qual a efetividade dos métodos de controle para prevenir gravidez? c Moderadamente ineficazes a Totalmente efetivos d De modo geral, razoavelmente eficazes. b Moderadamente efetivos 3. Os efeitos dos métodos de controle de gravidez são: c Diminuem o prazer para o homem e para a mulher a Aumentam o prazer para a mulher e diminui o prazer para o homem d Indeterminado em referência ao prazer. b Aumentam o prazer para homem e mulher 4. Quando usado adequadamente, qual o método mais efetivo de controle de gravidez? d Camisinha a DIU e Todos. b Diafragma c Pílula 5. Qual é o método considerado como sendo o menos discutível no momento do coito? c Camisinha. a DIU d Pílula b Diafragma 6. Limitar as relações sexuais ao período depois da ovulação é: c Freqüentemente ineficaz a O método mais efetivo d Não confiável. b Moderadamente efetivo 7. Qual desses é o método de controle de gravidez menos confiável? c Sexo sem orgasmo pelo homem a O período seguro d Todos. b Onanismo (retirar o pênis antes do orgasmo) O CICLO FEMININO 1. Menstruação é: c Limpeza do ventre para possível gravidez a Eliminação de óvulos não fecundados. d Nenhum desses b Transferência do óvulo para o ventre 2. Os efeitos da menstruação depois do casamento são: a Ausência de depressão e mudanças emocionais c Diminuição de dores de cabeça e de cólicas d Não há mudança a menos que ocorra gravidez. b Períodos mais regulares

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3. Qual é o fator mais importante quando se considera o ato sexual durante a menstruação? c Possibilidade de não agradar um dos cônjuges a Atitudes do homem e da mulher. d Considerações de saúde. b Dificuldades físicas 4. Qual é o impacto do intercurso durante a menstruação sobre a saúde? d Diminuição do desejo sexual em longo prazo a Infecção dos órgãos masculinos e Nenhum impacto. b Infecção dos órgãos femininos c Gravidez anormal 5. É, a menstruação, uma forma de doença? c Não, mas oferece propensão a doenças a Sim; ma doença mental d Não; é parte do ciclo normal da vida. b Sim; uma doença física GRAVIDEZ 1. Em que ponto do ciclo menstrual uma mulher pode ficar grávida? d Cerca de catorze dias depois da menstruação. a Nos sete primeiros dias da menstruação e Nos três dias depois da menstruação b No primeiro dia depois da menstruação c Durante a menstruação 2. Por que razão a mulher pode engravidar sem penetração? c O fluido que flui do pênis antes do orgasmo contém espermáticas. a Por causa do forte desejo de ter relação d Nenhum desses b Porque a gravidez ocorre nas preliminares 3. Com quanta freqüência a mulher terá de ter intercurso para engravidar d Uma vez. a Depende do nível da sua paixão e Uma vez se houver orgasmo c Freqüentemente b Diversas vezes 4. O segredo do intercurso para conseguir uma gravidez é: a A mulher tem de ter orgasmo antes do homem c O casal tem de alcançar orgasmo juntos b A mulher tem de ter orgasmo depois do homem d Esperma entrando na vagina. 5. Depois do parto, quanto poderá ocorrer nova gravidez? c Depois que a esposa puder obter orgasmo a Depois da primeira menstruação d Tão logo ela possa ter relações sexuais. b Depois que a esposa deixa de amamentar 6. Qual o efeito da resposta feminino no intercurso em termos de engravidar? d Não apresenta efeito apreciável. a Depende do nível de paixão do marido e Impede que a mulher engravide b Aumenta as chances de gravidez c Diminui as chances de gravidez 7. Sem teste ou ultra-som, quando tempo antes o medico poderá confirmar uma gravidez? d Quando o coração do feto puder ser ouvido. a Depois da falha de uma menstruação Depois do segundo mês de gravidez e Quando o movimento puder ser sentido b c Depois que se tornar visível 8. O ato sexual poderá ser praticado seguramente durante a gravidez ate que: d Até o parto, mas com reduzida freqüência a O medico aconselhe a parar. Parar imediatamente após a concepção e Contanto que ela não tenha orgasmo b Contanto que não haja desconforto c 9. Como resultado do parto a vagina fica: d Muito larga c Alongada a Um pouco alargada. Sem mudança de tamanho e Nenhum desses b 10. O tamanho do órgão sexual masculino: a Tem razão direta em relação ao prazer feminino c Determina as chances de gravidez d Nenhum desses. b Determina o nível da paixão masculina DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 1. Geralmente, concorda-se que a AIDS poder ser transmitida por meio de: c Comer ou beber num utensílio contaminado a Intercurso sexual ou troca de fluído corporal. d Todos b Beijo 2. Aids é: c Doença não relacionada ao contato sexual a Punição de Deus sobre uma sociedade ímpia d Limitado ao contacto homossexual b Resultado do pecado geral no mundo. 3. Uma pessoa curada de gonorréia ou sífilis: a Deseja/pode c/ segurança ter relações sexuais. c Perde o desejo sexual d Perde a potência sexual b Não pode ter relações sexuais 4. A avaliação da cura de sífilis e de gonorréia é: d Ambas são curáveis até 30 depois da infecção a Sífilis não pode ser curada e Ambas são quase sempre curáveis. b Gonorréia não pode ser curada c A cura para ambos é de 85%

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5. De uma perspectiva bíblica, doenças sexualmente transmissíveis são: c Não são preocupação da teologia a Doenças − mas restringem a imoralidade. d Nenhum desses b Doenças não têm relação com moral 6. Estudos recentes indicam que: c Diafragma protege a mulher de gravidez e STD a Qualquer contraceptivo protege de DST b Condom+nonoxynol-9 oferece alguma proteção. d Nenhum desses ENVELHECIMENTO E SEXUALIDADE HUMANA 1. A menopausa é: d Endurecimento dos seios a Término do ciclo feminino. b Perda da habilidade de manter relações sexuais e Nenhum desses c Um período de depressão na vida 2. Sinais da menopausa: d O cabelo da mulher se torna grisalho a Aumento do desejo feminino e Nenhum desses. b Perda do desejo sexual masculino c Necessidade de histerectomia 3. Qual é o efeito da menopausa no orgasmo feminino? a Menores paixão e habilidade para ter orgasmo. d Cessação do orgasmo e Desejo e orgasmo permanecem o mesmo b Aumento do desejo e número de orgasmos c Desejo e habilidade orgástica permanecem o mesmo, mas há diminuição de lubrificação. 4. A menopausa significa que a mulher pode parar o controle de gravidez: a Depois de o ciclo haver terminado por 6 meses c Depois de o ciclo haver terminado por 4 meses. d Não deve parar não importando o tempo b Depois de o ciclo haver terminado por 1 ano 5. O equivalente da menopausa no homem é: c Perda do interesse nas relações sexuais a Crise da meia-idade d Não há prova médica da menopausa masculina. b Impotência aos 60 anos 6. O homem perde interesse em relações sexuais com: e Poderá não perder. a 50 anos b 60 anos c 70 anos d 80 anos 7. Abraão e Sara são exemplos de: c Vida sexual de adultos a Poder de Deus para restaurar fertilidade na velhice d Todos. b Versatilidade com a qual Deus criou o corpo 8. Qual a mais provável determinante do sexo após os 60 anos? c Viver a sós com o cônjuge a O prazer das preliminares d A agradável mutualidade da vida sexual madura. b O tempo livre PROBLEMAS SEXUAIS 1. Espasmos nos músculos vaginais podem ser causados por: c Perda da habilidade física para se ter desejos sexuais a Preliminares inadequados Expectativa de dor d Atitude que conduz a uma involuntária reação ao coito. b 2. Nível de satisfação baixo se relaciona a diferenças na capacidade de se agradar do sexo: d Quase sempre a Nunca e Não relacionado b Raramente. c Freqüentemente 3. Atividade pré-conjugal pode resultar em: c Jamais afeta o ajustamento sexual. a Pobre ajustamento sexual devido à culpa. d Nenhum desses b Perda do excitamento após casamento 4. O que causa dor no intercurso quando não há problemas médicos? c A mulher tem medo da relação sexual. a A mulher está tendo relações por obrigação. d Ela finge a dor b A mulher sente que sexo é algo sujo. 5. Qual a causa da falta de interesse sexual da parte da mulher? d Abuso anterior e dificuldade para confiar a O marido não produz romance e Todos. b Marido apressa a experiência c A mulher pode estar muito preocupada com seu próprio corpo 6. O que contribui para a diminuição da vida sexual após um tempo satisfatório no início? d Falta de privacidade a Fatiga por causa do trabalho e Todos. b Medo de gravidez c Mudança na atitude gera para pior da parte de um dos cônjuges 7. Escolha a seleção que indica ajustamento bem-sucedido: a Desejo de proximidade após satisfação sexual. c Desejo de experimentar d Nenhum desses b Paixão usualmente intensa

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A LUA-DE-MEL 1. O melhor será planejar uma agenda cheia de modo que: d Apreciem outras coisas antes do sexo a O casal não tenha muita atividade sexual e Nenhum desses. b O homem conheça melhor sua esposa c A novidade não se torne banal 2. Na noite do casamento o casal deve: d Manter quantas relações ambos quiserem. a Manter relações sexuais. e Todos. b Ir cedo para o quarto após o casamento. c Esperar até o dia seguinte para ter relações sexuais, se estiverem muito cansados. 3. Uma lua-de-mel curta é preferível do que nenhuma por que: a Oportunidade para contacto sexual sem pressa. c O marido está cansado de esperar b Não é importante − há uma longa vida à frente d Nenhum desses 4. A lua-de-mel é tempo de: c O marido ostentar seu poder sexual a Experimentar todas as possibilidades sexuais d Nenhum desses. b Orar sobre o aprendizado sexual 5. Planejamento de uma lua-de-mel deveria incluir: d. Tempo para devocional juntos. a. Considerações financeiras. e. Nenhum desses b. Preferências de ambos os parceiros. c. Tempo diário para regozijo sexual

Conclusão do CSAI Por que expender tanto tempo nessa variedade de assuntos sexuais para saber o que o casal sabe ou não a respeito? O grande valor está na oportunidade para encorajar o casal a: 1. Ter uma filosofia cristã da vida sexual no casamento; 2. Compreender que Deus tem uma preocupação real com sua vida e fala sobre esses assuntos na Escritura, providenciando parâmetros nos quais eles poderão operar; 3. Aprender certos fatos que desfazem mitos da sociedade; 4. Este CSAI ajuda o conselheiro a acessar rapidamente à atitude do casal quanto à sexualidade em geral e à sua sexualidade em particular.

Problemas Sexuais no Aconselhamento e no Lugar do Aconselhamento
I. O ministro ou o conselheiro, na igreja A. Bom conhecimento das coisas básicas da sexualidade B. A necessidade de entendimento da própria sexualidade e de ajustamentos 1. Prover um contexto de conforto. 2. Prover um contexto de entendimento. 3. Prover um contexto de segurança. C. A necessidade de uma teologia da sexualidade 1. Uma teologia biblicamente sã. 2. Habilidade para discutir passagens relevantes no contexto da sexualidade. 3. Habilidade para lidar com os conceitos inapropriados (sexo oral, sexo somente para concepção, etc.). II. Orientação para a sessão de aconselhamento sexual Nunca aconselhe uma pessoa do sexo oposto num escritório fechado. Nunca aconselhe uma pessoa do sexo oposto em seu quarto. Nunca use uma literatura erótica ou diagramas na sessão de aconselhamento − requeira como trabalho de casa para que seja feito junto com o cônjuge. Tenha uma escrivaninha entre você e o aconselhado do sexo oposto. Aconselhe marido e esposa juntos sempre que possível.

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Use a terminologia própria para partes do corpo e para comportamento e funções sexuais. Seja sensível ao desconforto do aconselhado. Construa envolvimento suficiente com o aconselhado para que ele/ela não fique constrangido(a) ao responder suas questões. Permita que o aconselhado conte a sua história do coração sobre sua experiência com frustrações sexuais (abuso, perversão, etc.). Se possível, aconselhe em equipe com um membro do mesmo sexo, especialmente se o cônjuge não estiver na sessão. III. Salvaguardas para o aconselhamento sexual A. Monitoramento da condição espiritual. 1. Disciplina espiritual, meditação, adoração, oração. 2. Saída regular da rotina. B. Monitoramento do casamento 1. Descontentamento. 2. Comunicação pobre 4. Relações sexuais irregulares ou insuficientes. C. Monitoramento do pensamento e hábitos mentais 1. Sobre o outro sexo. 2. Respostas de sentimento D. Monitoramento da responsabilidade diante dos pares. E. Monitoramento de conseqüências. 1. Leia os relatos daqueles que caíram e, cuidadosamente, sinta a emoção que experimentaram com seu engano. 2. Se estiver sendo tentado, traga ao coração a agonia que sentiram IV. Causas comuns de disfunções sexuais A. Emocional Estímulos e respostas sexuais podem ser bloqueados por sentimentos como angústia, ira e ódio, enquanto que coisas como amor, valor, e afeição estimulam o desejo sexual. B. Intelectual A ignorância sexual é abundante em dias de tanta “mente aberta” e propaganda. Há desentendimento geral sobre coisas mais básicas da sexualidade, tal como agradar o cônjuge. C. Psicológica O medo de ser emocional ou fisicamente ferido, ou o medo da gravidez, ou de não conseguir a performance desejada, ou ainda outras condições como depressão, estresse, fadiga, culpa ou desgosto também têm impacto negativo sobre o prazer e a performance sexual. D. Física O abuso de drogas, prescrições ilícitas, álcool, tudo isso inibe a resposta sexual. Diabetes, deficiência vitamínica, esclerose múltipla, infecções e infestações dos órgãos genitais e do trato urinário são outras coisas que desempenham papel nos problemas sexuais. V. Problemas mais comuns na relação sexual A. Ejaculação precoce. B. Deficiência de ereção. C. Impotência (eventual ou permanente). E. Problemas fisiológicos. E. Dor durante o intercurso. Vaginismo − os músculos da vagina se contraem involuntariamente prevenindo a penetração ou gerando dor.

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Casamento sem Elã
− Um casamento sem elã é aquele que perdeu o entusiasmo. I. Causa de um casamento sem elã A. Falta de entendimento sobre a intimidade 1. Tendência para assumir continuação e crescimento uniforme da relação. Casamento é uma relação dinâmica que ou viceja ou murcha. Muitas pessoas não sabem disso ou estão tão preocupadas com isso que não cultivam nem guardam a relação. 2. Confusão de intimidade com atividade sexual. Algumas pessoas, freqüentemente homens, fazem esse tipo de confusão. Intimidade leva à relação sexual, mas, se, sempre que houver um contacto, ele tiver de ser sexual, isso se tornará frustrante. 3. Falta de apreciação das diferenças entre homens e mulheres. B. Percepções enganosas 1. Sucesso econômico. Muita energia é investida no sucesso econômico, freqüentemente, roubando a energia a ser investida na relação. 2. Sucesso na carreira Estabelecer uma carreira, geralmente, requer cortar caminho por dentro de casa. Muitos podem pensar que o sacrifício é momentâneo, mas isso acaba formando um hábito duradouro, exigindo o sacrifício do relacionamento. Algumas vezes, também, o sucesso fora de casa não corresponde ao sucesso dentro de casa. O cônjuge pode chegar a sentir-se roubado pelo sucesso. 3. Satisfação própria. Nem todas as atividades que trazem satisfação para um parceiro trarão satisfação para o outro. Na verdade, geralmente, a satisfação de um acaba se tornado a irritação do outro. Boas coisas são boas, mas não substituem relacionamentos. O egoísmo é algo que não pode ser satisfeito. 4. Filhos. Quando filhos são postos acima do cônjuge com regularidade, o elã poderá se transformar em ressentimento. C. Alvos errados ou falta de alvos comuns 1. Sacrifícios não são apreciados uma vez que os alvos são autodirigidos. Isso causa falta de sensibilidade. 2. Um senso de não estar sendo ouvido ou de não ser importante para o outro. 3. Tendência para desenvolver vidas paralelas, buscando alvos separados. 4. Alvos financeiros pobres. Isso conduz à sobrecarga de trabalho e à inabilidade de compartilhar as boas horas. A espontaneidade começa a abandonar o relacionamento. II. Características de um casamento sem elã. A. Características negativas 1. Comunicação em geral é boa, mas apresenta áreas de evitação de certos assuntos por causa da expectativa da reação. 2. Relacionamento apresenta um tom raso; o calor, a arrelia, a alegria, a diversão, o carinho gentil já se foi. 3. Um ou outro, talvez ambos, é orientado para o sucesso. 4. Os filhos são o foco da vida. 5. Há uma tendência para o crescimento pessoal de um dos parceiros. 6. Há uma perda de sensibilidade para o sentimento fraterno. 7. Horas especiais raramente ocorrem.

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B. Características positivas: 1. Compromisso mútuo definitivo. 2. Comunicação livre de sarcasmo. 3. Preocupação genuína com a condição do relacionamento. 4. Expressão verbal e não-verbal de apreciação pela outra pessoa, compaixão 5. Evidência de intimidade 6. Experiência de namoro positiva e construtiva. 7. Habilidade de relacionar juntos com coisas espirituais. Caso para estudo − O casamento sem elã. − Um casamento se elã poderá ser ajudado em duas ou três reuniões seguido de algum acompanhamento. Esta aproximação específica tenta capitalizar nas bênçãos do passado, aprendendo como os parceiros abandonaram as ações que geraram essas bênçãos e como retornar a elas a fim de regenerar o romance.
Dr. Howard Eyrich, J. Adams.. Modificada by W. M. Gomes.

Caso: ___________________ Nome: ________________________________________ Data: _________________________________________ Sessão: _______________________________________ Conselheiro: ___________________________________ Prox. sessão: ___________________________________ Observação: ___________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________
(1) João: Carlos, foi algo difícil resolver vir vê-lo. Apesar de você ocupar um cargo na denominação, temos o mesmo nível educacional, somos colegas e igualmente sem-sucedidos no ministério. O que nos fez vir aqui foi o que vimos em seu casamento (Maria concordou), e que nós não temos tido em anos de casamento. (lágrimas no rosto), e ambos desejamos. (2) Carlos: João, você tem coragem. Isso dá esperança. Uma das maiores barreiras já foi derrubada. Você admitiu. (3) João: Coragem é enfrentar a congregação e outros colegas perguntando o que é que eu quero buscando aconselhamento. Para vir tive de deixar de lado o meu orgulho. Esse foi um grande passo. (4) Carlos: Parece que já foram dois passos na direção certa, Maria, o que você sente sobre ter vindo? (5) Maria: Tenho desejado faz muito tempo, mas só recentemente comecei a pressionar. AGENDA A explorar Observação Admissão Motivação, coragem

Desejo de Solucionar O conselho vai de “envolvimento” para “esperança”

Seu orgulho

Sua visão de submissão; como ela trabalha isso?

Filhos Prioridades

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(6) Carlos: Deixe-me fazer algumas perguntas formais:. 1) Quando você diz que começou o rompimento de uma genuína relação de companheirismo entre vocês? João: Não sei dizer. Parece que com o tempo os filhos se tornaram mais importantes para ela do eu mesmo. Mary: No seminário melhorou um pouco, mas depois começou a decair quando voltamos para a igreja uns 10 anos atrás. 2) João, você pode me dar uma idéia acurada de quantas horas você trabalha? 3) João: Acho que tenho medo de contra. Provavelmente umas 60 hs. por semana. 4) Quando foram as últimas ferias que tiraram juntos? Fizeram um passeio? 5) João: Últimas férias, 4 anos; ultimo passeio, 10 meses. Maria: Esse não foi passeio; foi trabalho de fim de semana. A ultimo passeio foi há 10 anos. (Restante das perguntas) 6) Quando foi a última vez que seu cônjuge: a) fez uma coisa divertida com você ou para você? b) Deu-lhe algo só por dar? c) Ficou brincalhona quando você saia para o trabalho e lhe pediu para ficar e o convenceu por causa da atitude? d) Sugeriu que tomassem banho junto? e) Comprasse ou fizesse algo para a casa que lhe fosse interessante? 7) Quanto tempo faz que o sentimento de ser amada deixou de existir? 8) Quanta pressão financeira vocês estão passando? Carlos: Agora que já responderam as questões, deixe-me fazer uma mais atual: Como cada um de vocês descreveria seu casamento numa só palavra? (7) Maria: Sem elã. (8) João: Bem, eu diria chato, mas sem elã é melhor. (9) Carlos: Essa é uma palavra bem descritiva. Posso usá-la? (acenaram com a

Quanto tempo ele investe no relacionamento?

Diferença de percepção

João: “Eu não me lembro” Maria: “faz muito tempo”

Maria: Sem elã João: Chato, mas sem elã é melhor

O amor esta aí
O quê sobre sexo?

E ele?

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cabeça). Obrigado. O que eu quero fazer agora é voltar no tempo e lembrá-los do seu namoro à luz de algo do presente: Quando foi a última vez que vocês dois se deram mãos com carinho com uma boa resposta de ambas as partes? (10) Maria: Domingo à noite depois que voltamos da igreja. Eu o sentia distante, então fui até ele e pus a mão no seu rosto e o beijei. Ele me abraçou com carinho − foi a primeira vez em semanas. (11) João: Acho que ela está certa…Eu… (12) Carlos: Por favor, espere, não explique agora. Quando vocês se deram as mãos pela ultima vez? (13) João: Realmente, não sei. (14) Maria: Provavelmente no mês passado, no avião. Foi meio acidental, mas acho que ambos queríamos. (15) Carlos: João, você poderia tomar as mãos dela agora enquanto falamos? (Riso nervoso, mas fez.) Descreva sua percepção sobre Maria quando a conheceu. (16) João: (Depois de uma pausa) Bem. preciso admitir que ela me pareceu bem atraente, mas foi seu interior que atraiu. Ela era sensível, espiritual e divertida. (17) Carlos: Mary, isso não é elogioso? (18) Maria: É, mas agora…. (19) Carlos: João,você pode se lembrar de coisas específicas que revelaram essas características? (20) João: Eu me lembro do primeiro encontro. Conversamos por cinco hs. Ela poderia falar de tudo, política, teologia, carros… Falamos sobre nossa filosofia de vida cristã, criação de filhos, ministério… (21) Carlos: João, Qual foi a última vez que você a levou para jantar for a e conversar por pelo menos por 2 hs.? (22) João: Não posso me lembrar (23) Carlos: Não parece significante? (24) João: Sim, mas… (25) Carlos: Oh irmãos, sem “mas” Há algo mais importante para você? (26) João: Não (engolindo seco), diferente da minha mãe, ela me ouvia, era paciente comigo. (27) Carlos: Ela o fez parecer importante para ela? (28) João: Ela fez.

Coisas específicas

De novo?

Alianças familiares Reação?

Recapitulação:

Percepções dele, expectativas dela

Frustração com o sucesso dele sem ela?

1) Descobrir o que no namoro gerou o elã para o casamento. 2) Descobrir as expectativas para o casamento. 3) Ajudar cada um a assumir a responsabilidade pelas falhas na manutenção do elã no relacionamento. 4) Ajudá-los a entender o que os fez atraentes, um para o outro e a recapitular isso. 5) Ajudá-los a apreciar a Palavra de Deus e a singularidade de seu “eu” e da relação que costumavam ter.

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(29) Carlos: Você acha que a fez se sentir importante? (30) João: Sim, mas não da mesma maneira. Ela se sentiu importante porque eu era conhecido e bem relacionado. (31) Carlos: Maria, Você concorda com ele? (32) Maria: Bem, odeio admitir, mas sim. Eu me sentia insegura na faculdade. Não sabia direito o que Deus queria que eu fosse.nem o que Ele queria de mim. (33) Carlos: Maria, descreva as suas percepções de João. (34) Maria: Ele era bem apresentado, querido, espiritual, inteligente em bem conectado. Tinha muitos alvos. E ele falava comigo nos seu nível. (35) Carlos: Maria, ele ainda conversa com você no nível dele? (36) Maria: às vezes (com uma inflexão de desapontamento). (37) Carlos: Quando isso mudou? (38) Maria: No último ano de seminário. Ele fez todas as matérias possíveis e eu foi trabalhar para que ele pudesse estudar (um tom de ressentimento). (39) Carlos: Maria, uma questão mais. Você acha que esse foi o início de um desenvolvimento de um padrão? (40) Maria: Sim. (41) Carlos: Tomem este papel agora e escrevam uma breve resposta para cada uma das perguntas: a) Como você acha que o seu casamento deveria ser hoje? b) O que você acha que poderia levar seu casamento a ser o que você gostaria? c) O que você estaria disposto(a) a fazer para melhorar seu casamento?

A seguir, o conselheiro poderá fazer duas ou três coisas, dependendo das respostas recebidas: Defina as mudanças necessárias: 1) Reestruturar as formas de se lidar com assuntos e agendas. 2) Repensar o propósito do casamento à luz do propósito de Deus: companhia. 3) Arrependimento a) _____ Prioridades, orgulho e omissão de João. b) _____ Insegurança, manipulação e dependência de Maria. 4) Repensar a vida romântica do casal 5) Reordenar valores (ordem prática de prioridades)

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Expectativas Sobre os Papéis dos Cônjuges
− Consciente ou inconscientemente, todos temos expectativas sobre o nosso casamento e o papel a ser desempenhado pelos cônjuges. Expectativas erradas poderão trazer complicações ao longo do caminho. Leia cuidadosamente o texto de Efésios 4. 15—5.33 e 1 Coríntios 13.13.
Efésios 4.15 – Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, 16 remindo o tempo, porque os dias são maus. 17 Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. 18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, 19 falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, 20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, 21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. 22 As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. 24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. 25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. 31 Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. 33 Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido. I Coríntios 1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. 3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. 4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, 5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; 9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. 10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. 11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. 12Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. 13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

I. Experiência de expectativas A fim de auxiliar o conselheiro e os aconselhados, um inventário foi preparado para avaliar as expectativas. Este não é um teste psicológico; sua função é fornecer uma visão geral das expectativas de cada membro do casal. − (Para estudantes casados) Fazendo o melhor possível, expresse seus conceitos sobre as 10 expectativas (abaixo) que você tinha quanto ao(a) seu(sua) parceiro(a) ou quando ao casamento em si mesmo, avaliando-as em uma escala de 1<10. − (Para estudantes solteiros) Fazendo o melhor possível, expresse seus conceitos sobre as 10 expectativas (abaixo) que você tem para um futuro casamento e o quanto você deseja vê-las cumpridas, avaliando-as em uma escala de 1<10.

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Avaliação de expectativas Expectativas 1. Papel principal do marido:

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

2. Papel principal da esposa: 3. Papel principal do pai:

4. Papel principal da mãe:

5. Papel principal do cônjuge masculino como amante: 6. Papel principal do cônjuge feminino como amante: 7. Papel principal da liderança espiritual:

8. Sucesso do casamento:

9. Carreira:

10. Vida social

II. Tipos de papéis e de expectativas A. Papéis pessoais Como a pessoa percebe a si mesma, o que deseja ser e o que ela tem de ser − deverá ser decidido em função do parceiro(a). B. Papéis sexuais Quem faz o quê, com base no gênero. D. Outras expectativas 1. Expectativas de classe (cultural, social, econômica, etc.) 2. Expectativas regionais. 3. Expectativas religiosas (sub cultura de igreja, doutrina, dedicação, etc.). III. Experiência com o Inventário de Comparação de Conceito de Papéis O propósito do Inventário de Conceito de Papel é o de identificar as expectativas comuns ou divergentes que deveriam ser trabalhadas. − Se você for casado(a), peça a seu cônjuge que preencha uma cópia do inventário e compare os resultados. – Se você for solteiro(a), peça a um amigo(a) que discuta os resultados com você.

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Inventário de Comparação de Conceitos de Papeis
Este inventário é uma revisão e desenvolvimento do “The Roles Comparison Concepts” (RCC), usado com permissão de H. A. E. (R. Hine, Your Marriage Analysis and Renewal [Danville, Ill.: Interstate Publishers and Printers]. Modificado por W. M.Gomes).

As declarações abaixo não representam, necessariamente, princípios estabelecidos. O que se busca aqui é a verificação da confluência ou divergência entre as diversas expectativas dos membros do casal.
Nome: ___________________________ Parceiro: __________________________
Concordo Discordo Incerto(a)

Marque a coluna apropriada Código: homem (h); mulher (w)
Ficar sem dizer nada é melhor do que começar uma discussão. “Brigas” são sempre erradas entre os membros de um casal. A Bíblia ensina que a esposa deveria sempre obedecer ao marido. É papel do marido, determinar as responsabilidades da esposa. Disciplina estrita produzirá filhos comportados e desenvolvidos. Pais deveriam ser disciplinadores. O homem deveria ser a cabeça da casa. Os ganhos da esposa são seu fundo pessoal. É responsabilidade da mulher, manter sempre a casa arrumada e limpa. Já que a mulher é respondedora, só o marido pode iniciar a relação sexual Os maridos deveriam planejar o orçamento e manejar o dinheiro. O homem deveria sair com os filhos uma noite por semana. Cozinhar é responsabilidade da esposa. A esposa é tão responsável pela disciplina dos filhos quanto o marido. O cuidado da estrutura física da casa é uma responsabilidade do marido. Deve haver um acordo sobre limites de gastos a serem feitos s/ consulta. Tempo de lazer e recreação devem ser despendidos juntos. Discutir é humano; assim, discussão faz parte do casamento. É responsabilidade da mulher, ensinar valores aos filhos. A esposa não deveria trabalhar for a de casa. Um marido não deveria lavar louças,limpar o chão, etc. A mãe tem mais responsabilidade pelos filhos, devido ao tempo gasto c/ eles. Se a esposa tem um talento especial, deveria utilizá-lo numa carreira. Homens são responsáveis pelo sustento e mulheres pela casa e filhos. Uma conta conjunta é a melhor maneira de manejar o dinheiro. Casamento é uma proposta de 50%-50% de participação. Casamento é uma proposta de 60%-40% de participação. Casamento é uma proposta de 100%-100% de investimento. Se o casal tem um impasse, a decisão final caberá ao marido. O marido deveria cuidar dos filhos para que a esposa saia com as amigas. É verdadeiro o dito: “Mulheres são mais emocionais do que homens”. Filhos participam de algumas decisões familiares à medida que crescem. Se o marido falhar na liderança da família, a mulher deverá assumir. Algumas vezes, a mulher tem de usar os filhos para mover o marido. A mulher pode mudar o marido à sua maneira. Como o provedor, o marido pode usar o dinheiro como quiser. Barganhar o sexo é necessário se o outro(a) não responde ao esperado. A autoridade dada ao marido é total e a esposa é sua subordinada. A mulher deveria se conformar com as preferências do marido em termos de roupas, estilo de cabelo, etc. Plano de ferias é tarefa do marido; a esposa não participa deles. A mulher deveria estar no co mando da decoração da casa. É privilégio do marido, determinar compromissos sociais. A esposa tem total responsabilidade pela compra das roupas dos filhos.

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IV. Exemplo de destrutividade de expectativas erradas − II Samuel 6.12-23 Quando Davi trouxe a Arca do Senhor para Jerusalém, ele pulava e dançava de alegria. Mical viu isso e o desprezou em seu coração, Retornando para abençoar sua casa, Davi foi recriminado por ela em função daquilo que ela percebia como sendo comportamento indecente e vergonhoso aos olhos do povo. Suas expectativas quanto ao comportamento de um rei era socialmente orientado. A percepção de Davi, porém, era teo-referente. Sua expectativa era a de que todos se alegrassem com o retorno da Arca. A Bíblia conclui o relato, dizendo: “Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.” V. Quando é que as expectativas tornam-se problemas? A. Quando elas não são realistas Pv 13.12. B. Quando elas não são bíblicas C. Quando elas não são conscientes D. Quando elas não são preenchidas Salmo 31.44 − Esperança igual poder. E. Quando elas não são comunicadas 1. Descrição de função 2. Expectativas não comunicadas se tornam presunções − as quais são candidatas a serem frustradas. V. Seleção de traços de família Os diagramas seguintes deverão ser utilizados para visualizar traços de família e poderão ser aplicados às famílias de origem e à nova unidade. Deverão ser usados em oração, pois assuntos como os que serão levantados são muito sensíveis, embora corriqueiros. Há três passos a serem dados no processo (ver Howard Eyrich’s Three To Get Ready, ps 156-158), os quais deverão ser completamente explicados antes que o casal o inicie. O 1.o Passo. Cada parceiro utiliza uma folha do diagrama para alistar individual traços da família percebidos e suas próprias expectativas. O 2.o Passo requer que o casal compartilhe os resultados dos dois diagramas. Este não é um processo de mostrar e descrever. Cada item deverá ser enriquecido com informações cognitivas, emocionais e comportamentais. O 3.o Passo requererá outra folha do diagrama, na qual o casal criará uma matriz dos traços que desejam e não desejam trazer para o casamento.

Seleção de Traços de Família 1.o Passo (parceiros − individualmente) − Lembre-se das instâncias nas quais foram observados os traços específicos e descrevaos em três ou quatro palavras. 2.o Passo (casal − comparação) − Compare os resultados. Conte as instâncias em que ocorreram os fatos. Conte a história do coração (como perceberam, como se sentiram, o que concluíram das observações, o que resolveram fazer diante delas).

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Seleção de traços de família de origem
Minha minisubcultura

Sua minisubcultura

O que eu desejo trazer para o meu casamento

Nova minisubcultura

O que eu não desejo trazer para o meu casamento

Select Family Traits

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3.o Passo (casal) Ponha alguma cor na conversa.Pense em coisas práticas. Sonhe a respeito delas.

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O que eu desejo trazer para o meu casamento

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IV. Exemplo de expressão de expectativa
Expectativas da esposa Expectativas emocionais 1. Sentir-se amada, honrada, apreciada, tratada com carinho 2. Sentir-se suportada e acreditada 3. Sentir-se confortada quando deprimida 4. Sentir que não está só Como ela gostaria que fossem supridas −Ele poderia me preparar para o sexo, abraçar-me, beijar-me, ter um brilho no olhar, repousar a fim de estar descansado para mim. − Ele poderia orar por mim junto comigo e em secreto, desafiar-me, elogiar-me, ver meu potencial em situações específicas. − Ele poderia me abraçar, deixar-me chorar no seu ombro, sentir minha dor, ser gentil, sensível ao meu humor, deixar-me saber que ele os observa. − Ele poderia compartilhar das minhas alegrias e tristezas, entrar na conversa sobre o dia, ser interessado nos detalhes, ajudar-me a entender a mim mesma. − Ele poderia ser ele mesmo, genuíno, ver através da minha máscara e deixar-me saber isso, saber que eu o amor profundamente a fim de me tirar de minha ira, aceitar meus deveres como sendo eu mesma, e quanto ele não gostar deles, ser gentil ao me comunicar isso, dizendo como ele prefere, e dar-me uma oportunidade para mudança.

5. Ser livre para ser ela mesma, genuína

Expectativas sociais 1. Estar próxima de outras mulheres 2. Estar próxima de outros casais e amigos − Ele poderia me encorajar a me aproximar de amigos e de vizinhos, quando me sinto tímida. − Ele poderia ser espontâneo, rir comigo, de mim, dele mesmo, levar-me ao cinema, a restaurante, não ficar inibido nos relacionamentos, surpreender-me.

Problemas com a Família do Cônjuge
− Gênesis 29: relato de relacionamentos com parentes afins. A dinâmica do relacionamento de Jacó e Labão apresenta o lado negativo da relação com parentes do cônjuge. A relação foi a de “tirar vantagem” um do outro. Labão tirou vantagem do amor de Jacó e Jacó tirou vantagem a posição de genro. Por outro lado,o relacionamento de Rute e de Noemi foi bastante positivo. Havia nele compromisso amoroso, fidelidade e interdependência, com liberdade, escolha. As relações entre parentes afins não são diferentes em espécie dos relacionamentos na nova unidade familiar. Se alguém estiver se casando para fugir de casa, entrará numa nova casa com todas as características que queria evitar. A separação dos pais, em vez de a partida bíblica, não remove a bagagem afetiva, antes, tende a magnificá-la. Unir-se a alguém significa unir os relacionamentos. Alguém estará maduro para “deixar” e “unir-se” quando aprender a amadurecer, de filho para irmão(ã), e finalmente, servo(a) na mutualidade do corpo de Cristo.

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PROBLEMAS COM FAMILIARES DO CÔNJUGE: QUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO
Desenvolvido por Dr. H. Eyrich, Growth Advantage Communications. Modificado por W. M. Gomes. Este não é um teste psicológico, mas um questionário para dar uma visão do relacionamento com a família do cônjuge.

A. Propósito O questionário é projetado para gerar discussão de modo que o casal tenha uma visão geral do significado do seu relacionamento com a família do cônjuge. B. Orientação O questionário é divido em duas secções. A Secção 1 é um questionário cujas respostas são: “verdadeiro ou falso”. A Secção 2 é de múltipla escolha, e as questões poderão ter mais de uma resposta. Secção 1 – O conselheiro poderá cobrir a parte da verificação é só descobrir depois que os membros do casal tiverem respondido suas partes. Questionário diagnóstico
1. Fricção no relacionamento de uma nova família (até 5 anos) é, freqüentemente, atribuída a parentes afins. 2. Problemas parentes afins são, geralmente, resultado de imaturidade de um dos envolvidos. 3. Parentes afins dominadores e filhos muito dependentes são fontes potenciais de conflito. 4. A determinação de que os afins de um lado não terão efeito negativo é tão ruim quando o convencimento de que terão efeito positivo no novo casamento. 5. Afins com mais satisfação na vida familiar terão menor possibilidade de serem fontes de problemas entre afins. 6. Com o amadurecimento, os problemas entre afins vão diminuindo. 7. As “piadas” sobre sogra indicam a realidade do problema. 8. É possível haver melhor relacionamento com afins do que com os próprios parentes. 9. Viver com os afins de um lado pode gerar mais problemas. 10. Pesquisas indicam que afins são as mais significantes fonte de problemas conjugais. 11. Mulheres afins são mais competitivas do que homens afins. 12. Mulheres são quase sempre as principais figures nos problemas entre afins. 13. Usar a sogra para cuidar dos filhos enquanto a mãe trabalha for a freqüentemente resulta em problemas com afins. 14. Evitação de envolvimento em negócios com afins nos primeiros 5 anos de casamento é uma decisão sábia. 15. Quando possível, é preferível não freqüentar a mesma igreja no início.

Opção
Verd. Falso

Verificação Provavelmente verdadeiro Provavelmente verdadeiro Plenamente verdadeiro Verdadeiro.Não podemos ter expectativa sem conhecimento. Verdadeiro

Verd.

Falso

Verd. Verd.

Falso Falso

Verd.

Falso

Verd.

Verdadeiro, se os problemas forem tratados. Verd. Falso Verdadeiro. As piadas surgem de problemas. Verd. Falso Verdadeiro
Verd.

Falso

Verdadeiro. Viver junto produz mais fricção. Verd. Falso Verdadeiro
Verd. Verd. Verd. Falso Falso Falso

Falso

Verd.

Falso

Verd.

Falso

Verdadeiro, mas com exceções . Verdadeiro, nem sempre, mas quase sempre. Verdadeiro (sentimentos de abuso ou de direito à interferência) Verdadeiro. É preferível construir maturidade primeiro. Falso ou verdadeiro.

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16. Muitos casais acham que viver longe dos afins por algum tempo, no início, contribui para estabelecer a unidade da nova família. 17. Se o anterior (16) é verdadeiro, isso é porque nenhum dos cônjuges sente uma divisão de lealdade. 18. Tomar dinheiro emprestado de afins é, freqüentemente, fonte de problemas. 19. Sogras, às vezes, sabotam o casamento de seus filhos porque sentem ciúme das noras. 20. Sogros quase nunca são fontes de conflito

Verd.

Falso

Provavelmente verdadeiro Provavelmente verdadeiro Muito verdadeiro Verdadeiro, muitas vezes Falso.

Verd.

Falso

Verd. Verd. Verd.

Falso Falso Falso

Secção 2 Questões
1. A interferência da sogra pode surgir de: a. Ter uma ligação afetiva pelo filho maior do que pelo marido. b. Excesso de tempo pela vacância do lugar do filho. c. Ela se perturbou com a saída do filho. d. Ela pode ter ciúme da afeição do filho por outra mulher. 2. O afim com menor probabilidade de oferecer problemas é: a. Cunhado b. Cunhada c. Irmãos(ãs) do marido d. Sogra e. Sogro 3. Problemas com afins ocorrem mais: a. No primeiro ano do casamento b. Depois do nascimento do primeiro filho c. Com a maturidade do casamento d. Depois que o afim fica viúvo(a) 4. Freqüentemente, problemas com afins diminuem: a. Depois que nasce o neto b. Depois que o genro declara Guerra contra os afins c. Depois de uma experiência religiosa da parte do problemático. d. Quando a sogra começa a trabalhar fora 5. A mais freqüente fonte de problemas entre afins é: a. Dependência exagerada da parte de um dos cônjuges b. Problemas psicológicos de um dos cônjuges c. Um forte antagonismo por parte de um dos afins d. Uma atitude superior por parte de um dos afins 6. Fatores que contribuem para o bom ajustamento dos afins são: a. A fé comum b. Envolvimento na cerimônia de casamento c. Bom casamento da parte dos pais d. A decisão dos pais de permitir independência aos filhos e. Todos acima. 7. Fatores que contribuem para a discórdia: a. Casamento sem consentimento dos pais b. Noivado curto c. Gravidez fora do casamento d. Objetivos educacionais incompletos e. Todos acima 8. Fatores da parte do casal que promovem o bom relacionamento: a. Discutir como o bom relacionamento será mantido b. Disposição para resolver problemas segundo Mt 18.15 c. Manter relacionamento distante d. Orar pelos afins e. a, b & c. f. a & c g. Todos acima

Respostas
d, é a mais provável; a & b podem ser verdadeiras. c é a escolha mais acertada.

a é o mais provável

a. O bebê se torna ponto de atração a & d são as mais prováveis e. Todos contribuem com maior ou menor intensidade e. Todos são igualmente importantes problemáticos e. Bom entendimento, boa vontade e oração são necessários em todo relacionamento

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C. Comentários 1. Estes trabalhos são práticos. Por trás de tudo isso está o fato de que, se os envolvidos estiverem andando no Senhor, os problemas serão redimidos e as crises serão desfeitas. 2. Os casais deveriam aprender os bíblicos princípios gerais do bom relacionamento como, por exemplo, os de Efésios: a. Servir uns aos outros no temor do Senhor (Ef 5,21). b. Pensar certo de si mesmo e dos outros como maiores (Rm 12.3). c. Amar sinceramente, segundo Rm 12.9-19. Às vezes, isso incluirá não criticar pais ou afins, não interferir na criação dos netos, etc. 3. Conflitos potenciais existem – pois todos somos pecadores, mesmo que redimidos − na tarefa de aplicar a redenção de Cristo à vida, incluindo relacionamento entre afins.

Indicador de Atitude no Casamento
I. Orientação A. Inventário 1. Este não é um instrumento de contagem de pontos, mas como tem uma escala de gradação, recebe o nome de Fator-E. 2. Este instrumento se presta a gerar discussão. B. Como usar A maneira de se usar as respostas é por meio de comparar as respostas do casal e discutir com cada parceiro(a) sobre aquilo que foi indicado como possibilidade, levando-os a ver as relações e inter-relações. Ex.: Amor é um termo abrangente que inclui pensamento, ação e emoção. Se um vê o amor como senso ação, e o outro vê o amor como um sentimento, cada qual esperará diferentes tipos de amor do outro. (ver 1 Tm 1.5; Fp 2.2). C. Procedimento 1. O conselheiro pedirá a cada indivíduo que responda as questões, e após, pedirá aos parceiros que troquem suas folhas; e/ou 2. O conselheiro poderá seguir com eles, tomando tempo para discutir as várias possíveis atitudes que justifiquem as respostas. a. Observe as discrepâncias b. Focalize nas explicações c. Ajude os aconselhados a entender a entender o que se passa 3. O conselheiro poderá empregar tarefas de casa para ajudar os aconselhados no seu crescimento e desenvolvimento. D. Respostas e orientação As respostas expressadas pelos indivíduos ajudarão o conselheiro a projetar a direção do aconselhamento. 1. O IAC é um inventário e não mede nenhuma dimensão da personalidade − deve ser usado como um instrumento: a. para obter informação b. para precipitar discussão c. para erguer uma plataforma para desafios e ensinamento

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2. Lembre-se: este é um inventário, não um teste estatisticamente exato, Prove insights a partir do desenvolvimento de observação das respostas. Permita sempre que o aconselhado diga o que o IAC reflete acerca de como ele/ela realmente “funciona”. II. Gradação para o Fator-E A. O que é o Fator-E O Fator-E é o montante de controle exercido pela força emocional de um indivíduo. A cultura popular, continuamente, encoraja as pessoas a dar vazão às suas respostas emocionais. O tempo limitado dos pais investido no desenvolvimento das habilidades dos filhos para equilibrar os movimentos emocionais − por meio partir de crenças verdadeiras para construir e guardar a realidade temporal, e só então operar escolhas e atos − aumenta essa influência. Como resultado, é comum que pessoas vivam segundo suas percepções emocionais, e isto não poderá produzir harmonia nos relacionamentos porque cada um estará vivenciando sua própria experiência. B. Como o Fator-E é reconhecido O Fator-E é reconhecido por meio de colocar, na última coluna, as chaves das respostas que tendem a ser emocionais. A colocação desses valores juntos reflete a idéia geral. À medida que o valor E move de 15 a 24, a tendência, obviamente, aumenta. C. Como utilizar o teste Usando a folha de gradação incluída, note as respostas que combinam com os valores. Estas são questões projetadas para eliciar respostas que contribuem para o Fator-E. O total de números de “4s” que o aconselhado escolheu deverá ser multiplicado por quarto. O número total deverá ser dividido por quarto. Uma valoração acima de quinze indica uma tendência para filtrada por uma grade emocional com análise racional. Será útil que o conselheiro verifique com o aconselhado as respostas que contribuíram para essa valoração e discuta suas tendências emocionais. O conselheiro deverá estar bem preparado para desenvolver essas tendências em termos bíblicos teológicos. Lembre-se de que a emoção é o equilíbrio de fé na Revelação, processada na imaginação criativamente receptiva e desenvolvida nos atos humanos de modo ativamente redentivo.

INDICADOR DE ATITUDE NO CASAMENTO
Desenvolvido por. H. Eyrich, Growth Advantage Communications. Modificado por W. M. Gomes.

Parte I −Orientação: Escolha duas respostas − a que mais o descreve e a que menos o descreve, colocando um X nos quadros apropriados.
Mais 1. Amar meu cônjuge significa: Dar-lhe suporte emocional Pensar/agir em primeiro lugar em termos do seu bem-estar Dar o que ele deseja a fim de obter o que eu desejo Fazê-lo sentir-se amado 2. Meu cônjuge mostrou que me amava, neste ultimo mês: Dando-me suporte emocional Ouvindo-me quando tive necessidade de falar Trouxe-me um pequeno presente Se dispõe a me dar espaço quando não me entendeu Menos

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3. Meu cônjuge expressa amor: Fisicamente Verbalmente Agindo em meu favor Querendo minha afeição 4. Meu cônjuge é como eu: Em expressão emocional Sendo calmo Sendo argumentativo Desejando paz 5. Meu cônjuge difere de mim em: Atividades recreativas Relacionamento com os pais Compromisso religioso Intensidade de relacionamento com os iguais 6. Quando meu cônjuge fica bravo comigo, eu: Me retiro e me calo Retalio Me sinto confuso(a) Procuro entender sua ira 7. Valorizo o que trouxe para o casamento: Meu panorama familiar Meus métodos de lidar com conflitos Minha habilidade para aguardar gratificação Meu desejo de ser amado(a) 8. Valorizo o que meu cônjuge trouxe para o casamento: Panorama familiar Métodos de lidar com conflitos Habilidade pára aguardar gratificação Desejo de ser amado(a) 9. Quando penso sobre manter relação sexual eu sinto: Embaraçado(a) Excitado(a) Otimistamente cauteloso Autoconsciente 10. Quando penso em sua família, eu: Sou temeroso(a) Sinto amor e aceitação Sinto como se estivesse sendo provado(a) Não posso crer que ela(a) pertença a essa família 11. Às vezes, sinto-me como: Talvez não consigamos Pareço esplêndido para ele(a) Sou amado(a) pelo que posso oferecer Eu faço a maior parte do trabalho

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12. Assuntos financeiros são: Responsabilidade do marido Esforço conjunto Ainda uma área de conflito para nós Sem problemas 13. Se a esposa trabalha ou não é: Determinado pelas circunstâncias Depende dela Isso não é cristão nem poderia ser Tudo bem, até que cheguem os filhos 14. Ter ou não ter filhos é: Decisão da mulher Responsabilidade cristã Decisão mútua Decisão do marido 15. O ato sexual é: A essência do casamento Um maravilhoso meio de comunicação não verbal Para satisfação do homem Consumação do casamento e procriação 16. Penso que sou amado(a) quando: Meu cônjuge deseja fazer amor comigo Meu cônjuge deseja fazer amor Sou tratado(a) com respeito mesmo quando sou difícil Quando o que eu faço é apreciado 17. Quando penso nos parentes afins, penso: Poderíamos nos mudar hoje Vai demorar algum tempo para eles abrirem mão Posso contra com eles Tenho sorte em tê-los 18. Meu cônjuge terá de aprender: A ser paciente comigo A fazer _________ to meu jeito (preencha a linha e marque) A ser mais material, mais corpo A tolerar meus humores 19. Sinto vontade de comunicar quando: Recebo toda atenção Ficamos juntos, calmos Quando não estamos “fazendo jugos” manipuladores Discutimos, mas já resolvemos 20. Eu comunico quando: Recebo toda atenção Estou ferido Estou irado Ele(a) é sensível

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21 A Bíblia ensina que o homem deve decidir: Em todos os casos Em termos de finanças Quando a esposa não pode decidir Só quando não há concordância e uma decisão tem de ser feita

Parte II Complete as sentenças − Orientação: Você pode usar a outra face da folha se precisar de mais espaço para expressar suas respostas. 1. Há três coisas que meu cônjuge faz que torna difícil a comunicação: (1) ________________________________________________________________ (2) ________________________________________________________________ (3) ________________________________________________________________ 2. Há três outras coisas que meu cônjuge faz que me convida a comunicar: (1) ________________________________________________________________ (2) ________________________________________________________________ (3) ________________________________________________________________ 3. Para mim, comunicação significa: ______________________________________ ______________________________________________________________________ 4. Nomeie três atitudes religiosas em seu cônjuge que lhe causa desconforto: (1) ________________________________________________________________ (2) ________________________________________________________________ (3) ________________________________________________________________ 5. O relacionamento dos meus pais com o nosso casamento é: _______________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 6. Quando um cônjuge fere o outro, ele deveria _____________________________ e_______________________________________________ para haver reconciliação 7. Se as ações de um cônjuge estão ferindo o outro, o cônjuge ferido deveria: ____ ______________________________________________________________________ 8. Coisas boas deveriam ser recordadas freqüentemente, e o casal deveria: ______ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 9. O amigo do meu cônjuge deveria _______________________________________ ______________________________________________________________________ porque ______________________________________________________________ 10. Atividades e hobbies da vida de solteiro deveriam ser colocadas ____________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________________ depois do casamento.

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Ilustrações do VT de Traços de Família Passados às Gerações
I. PATRIARCAS B. Abraão, Isaque − Temor de homens vs. temor do Senhor; manipulação em vez de dependência. 1. Abraão e Sara Gênesis 12.11-20 conta como Abraão teve temor de homens e mentiu para proteger a própria vida. Primeiro, deixando o lugar que Deus havia lhe dado para ser sua habitação e para sua descendência, e o lugar do altar do Senhor, temendo a fome, foi para o Egito. Segundo, porque as coisas não estavam certas em seu coração, ele começou a imaginar ameaças caso alguém desejasse sua mulher. Por causa do temor de homens, ele, que deveria ser o líder protetor da esposa, expôs Sara ao adultério, assim como a Faraó, por causa de sua meia-verdade. Em Gênesis 16, Sara foi quem demonstrou temor de homens. Por causa da vergonha de ser estéril, ela resolveu manipular as coisas, levando seu marido e sua escrava ao adultério. Abraão ouviu-a e pecou contra o princípio da monogamia. Seu pecado trouxe um problema histórico que perdura até os dias de hoje. 2. Isaque e Rebeca Gênesis 26. Isaque repetiu o pecado de seu pai. Ele também temeu a fome e foi habitar em Gerar. Ele também teve temor de homens e mentiu acerca da sua relação com a esposa, quase levando Rebeca e Ambimeleque a pecar. Rebeca também temeu a esterilidade, e a despeito de Deus ter atendido a oração de seu marido e permitido que ela engravidasse, de gêmeos, Jacó e Esaú, ela ainda assim teve lutas internas, sabendo da sorte dos filhos. Por meios manipuladores, ela induziu Jacó a enganar seu pai e seu irmão para “recuperar” a bênção da promessa. A Bíblia conta como Rebeca perdeu a presença de Jacó e como as esposas de Esaú foram um sofrimento para ela, 3. Temor de homens, em vez de o temor do Senhor, vozes de ídolos em vez de a Palavra de Deus, esquemas e manipulações em vez de dependência no Senhor e interdependência na família – em verdade em amor – jogos de poder e alianças erradas, em vez do pacto do Senhor, tudo parece ter corrido no livro do Gênesis. Jacó e seu sogro, Labão, como já vimos, enganaram um ao outro para obter vantagens pessoal. As esposas de Jacó, Lia e Raquel, roubaram o pai e fizeram “jugos” sexuais para alcançar favores do marido e diante da sociedade; promoveram lutas de favoritismo com os filhos, encorajando a rivalidade. 4. Só José não replicou o processo pecaminoso. Nele, nós temos outra história: reconciliação. Ele foi homem orgulhoso, mas temente a Deus, e refletiu esse caráter em arrependimento é fé, até mesmo, perdoando seus irmãos e fazendo-lhes o bem. A história de José ilustra o que Jesus fez por nós. Tal como Solzhenitzyn disse, em O Arquipélago Gulag: “Cristo rompeu o círculo infernal da vingança”. Este é o grande desafio do aconselhamento de casais. O aconselhamento cristão vai além da tarefa de avaliar pessoas e de torná-las felizes: ajuda as pessoas levando-as ao grande Ajudador e Conselheiro para que o conheçam, obedeçam e sigam. Ajuda as pessoas, ensinando, corrigindo, disciplinando e estudando na justiça, na Palavra e pelo Espírito. 5. Outras ilustrações do VT incluem a vida de Davi, de Samuel e de Eli.

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CONCLUSÃO O aconselhamento cristão, em geral, e o de casais, em particular, são exercícios de abstração prática (teologia sistemática) da teologia bíblica. Tudo o que o estudante tem aprendido sobre o aconselhamento poderá ser aplicado no aconselhamento de casais. Se nós podemos dizer que o aconselhamento cristão tem sempre uma tríade − Deus, o aconselhado e o conselheiro− poderemos dizer também que o aconselhamento de casais duplica a tarefa. Faremos bem de lembrar que o casal casado é uma composição nova, única, de coração e carne, mas, ainda assim, dois indivíduos com todo aparato afetivo humano diferenciado.

Deus

homem Casal

mulher

Conselheiro Lembre-se sempre: pessoas são sensíveis, frágeis:
1 Pedro 1.22-25: Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada. 2 Coríntios 6:11-13: Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós.

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Outros Materiais Úteis para o Aconselhamento de Casais
Os materiais seguintes foram elaborados pelo Dr. H. Eyrich’s (A Student Supplement of forms, inventory and work Sheets for Three To Get Ready), adaptados de diversos outros autores, somando Premarital Counseling Questionnaire e Initial Information Sheet. Modificado por W. M. Gomes.

Questionário Pré-Conjugal
Nome: _____________________________________ Noivo(a): ____________________________________ Assuntos gerais 1. Um casamento realizado por um ministro é diferente de um realizado por um juiz de paz? Sim ( ) Não ( ) Por quê? 2. Dê duas características que você admira no seu/sua parceiro(a)

3. Dê duas características ou fraquezas que você aprecia menos no seu/sua parceiro(a):

4. Cindo razões para querer casar com se/sua parceiro(a): a. b. c. d. e. 5. Há quanto tempo se conhecem? 6. Há quanto tempo estão noivos? 8. Você já esteve noivo(o)? Se já foi, quantas vezes? 9. Você já foi casado(a)? 10. O que você considera ser base para divórcio? Infidelidade tem de acabar em divórcio? 11. Há alguma coisa da qual você tenha ciúme do seu/sua parceiro(a)? 12. Quais são os seus objetivos na vida? Já discutiu isso com seu/sua parceiro(a)?

13. Qual a sua escolaridade? 14. Está empregado? Sim ( ) Não ( ) Quanto tempo? 15. Qual a sua opinião sobre os deveres da família?

Social 1. Quais duas as atividades (recreacional, social, etc.) que vocês tem em comum? 2. Você se desagrada de alguns dos amigos(as) do seu parceiro(a)? 3. Você permitiria que cada um tivesse um tempo livre para seus próprios interesses? 4. Você acha que certas datas (aniversário, de casamento.) deveriam ser lembrados? Família e lar 1. Como você classificaria sua casa (dos pais)? Marque um: classe baixa ( ) classe média ( ) classe média alta ( ) classe alta ( )

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2. Dê um breve relato da história de sua família:

3. Você tem alguma amargura em relação aos seus pais? 4. A sua família aprova a escolha do seu/sua parceiro(a)? 5. O que você pensa pais e imãos(ãs) do seu/sua parceiro(a)? 6. Você conhece bem a família do seu/sua parceiro(a)? Descreva sua relação com ela:

7. Quando tempo você passa por semana na casa da família dele(a)? 8. Qual seu plano para enfrentar problemas na família?

9. Quem exercerá a disciplina dos filhos? 10. Poderia o seu/sua parceiro(a) guardar um segredo de você? Se puder, de que tipo?

Religião 1. Você está certo de haver recebido Cristo como Senhor e Salvador? 2. Seus pais são salvos? 3. Você poderia dizer com certeza que seu/sua parceiro(a) é crente? 4. Você crê que os pais dele(a) são crentes? 5. Você é membro de igreja? 6. Qual a sua freqüência à igreja por semana? 7. Como você descreveria sua relação com Deus? 8. Você lê a Bíblia? Sempre? Regularmente? Às vezes? 9. Você ora? Sempre? Regularmente? Às vezes? 10. Como você planeja manter um programa religioso em família (adoração, estudo bíblico, oração)?

Finanças 1. Quando dinheiro você acha que precisa para operar a casa? 2. Vocês dois irão trabalhar? 3. Quem ficará responsável por manejar o dinheiro a pagar as contas? 4. Você tem alguma idéia sobre os princípios bíblicos de economia?

5. Vocês já têm um tipo de orçamento doméstico? Se tiver, quais os títulos principais?

Sexo 1. Você acha que seus conhecimentos sobre relações sexuais físicas são: ( ) excelentes ( ) bons ( ) mais ou menos ( ) pobres ( ) 2. Você acha que os conhecimentos do seu/sua parceiro(a) sobre relações sexuais físicas são: ( ) excelentes ( ) bons ( ) mais ou menos ( ) pobres ( )

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3. De onde vêm esses conhecimentos? ( ) pais ( ) irmãos(ãs) ( ) amigos ( ) outras fontes 4. Quais os livros que você já leu sobre sexo no casamento?

5. Quão importante é o sexo e a sexualidade no casamento? a. Para você? < 1 2 3 4 5 b. Para seu/sua parceiro(a)? < 1 2 3 4 5 6. Você acha que seu/sua parceiro(a) está sexualmente ajustado para o casamento? Aliste três razões para sua resposta: a. b. c. 7. O seu/sua parceiro(a) tem alguma desabilidade sexual física ou não física que devêssemos discutir aqui?

ORÇAMENTO DOMÉSTICO
Renda bruta: _________ Deduções*: __________ Renda líquida ________ Despesas flexíveis Despesas fixas Projetos
Família Móveis, equipamentos/reparos Vestimenta Medicina /dentista Educação Férias/viagens Diversão/ hobbies Presentes Outros Vida Alimentação Suplementos da casa Suplementos pessoais Higiene e limpeza Miscelânea Transporte Compra de auto Operação de auto Transporte público Outros Subtotal Deus e “César” Dízimo Ofertas (promessas) Impostos e taxas Longo prazo Poupança Compra de bens não perecíveis Educação dos filhos

Casa Aluguel/Prestação Utilidades Eletricidade/Gás Telefone Outros Seguro Saúde/Vida Auto Casa Outros Subtotal

Curto prazo Ofertas eventuais Generosidade Projetos familiares Projetos pessoais Contas Empréstimos (exceto auto) Loja Outro

Subtotal Total Preto Vermelho Alguns dos impostos já vem deduzido do salário.

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ESBOÇO DE CASAMENTO PROJETADO POR DEUS
I. Caráter do casamento A. Preparado por Deus (Gn 2.18-24; Pv 2.6-7; Ml 2.7-17) B. Propósitos determinados por Deus (Gn 1.27-28; 2.18-24) C. Permanência ditada por Deus (Mt 19.3-19) II. Funções do casamento A. Para o marido (Ef 5.22-33 − 6.4; Cl 3:21; 1 Tm 5:8) B. Para a esposa (Ef 5.22-33; 1 Pd 3.1; Pv 31) C. Para ambos (Ef 5.21)

GUIA DE ESTUDO
I. Preparado por Deus A. Aliste 3 coisas que você crê que a Escritura diz em Gn 2.18 (ex.: a criação não estava completa, “não boa”). 1. __________________________________________________________________________ 2. __________________________________________________________________________ 3. __________________________________________________________________________ B. Segundo Gn 2.22b (“e a trouxe ao homem”): Quem iniciou a cerimônia do casamento? __________________________________________ Quem foi o pai da noiva? ________________________________________________________ Quem deu a bênção? ___________________________________________________________ Quais as implicações para o seu casamento? _____________________________________ ____________________________________________________________________________ C. Em Ml 2.14, o casamento é chamado de “aliança”. Procure essa palavra num dicionário teológico. À luz dessa definição, tire 3 conclusões básicas sobre o casamento (ex.: casamento não é um contrato que possa ser quebrado). 1. __________________________________________________________________________ 2. __________________________________________________________________________ 3. __________________________________________________________________________ II. Propósito determinado por Deus A. Companhia 1. Quais as razões de Gb 2.19-20 estarem colocados entre 2.18 e 21-22? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 2. Dê 5 conclusões sobre as palavras “só” e “auxiliadora” que reflitam o propósito de Deus para o casamento.. a. __________________________________________________________________________ b. __________________________________________________________________________ c. __________________________________________________________________________ d. __________________________________________________________________________ e. __________________________________________________________________________ 3. Aliste as implicações sugeridas em Gn 2.24 em relação a “companhia”. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 4. Em Ml 2.14, como a palavra “tua” modifica a palavra “companheira”? ____________________________________________________________________________ B. Intimidade sexual 1. Em toda a Bíblia, qual a consistência do ensino sobre a legitimidade da relação sexual? ____________________________________________________________________________ Quais são os limites? (Hb 13.4) ________________________________________________ 2. À luz de 1 Co 7.1-5 (leia em diversas traduções), que conclusões podem ser derivadas sobre a freqüência do ato sexual? ____________________________________________________ 3. À luz da mesma palavra, escreva sua reação quanto à resposta sexual como dever. ____________________________________________________________________________

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4. Se o amor bíblico consiste em dar, qual deveria se o nosso enfoque quanto à relação sexual? ____________________________________________________________________________ 5. Aliste quantas razões você puder pensar do por que sexo não é só para procriação. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ C. Filhos 1. À luz desses versos, você acha que ter filhos é uma questão de opção? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 2. Existe uma ordem de prioridades em relação ‘a família? _____________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 3. À luz da bíblia, você acha que filhos podem fazer um casamento? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ D. Permanência ditada por Deus (Mt 19.3-19; 1 Co 7.10-16; Rm 10.1-12; Lc 16.18) 1. O que agrada a Deus quanto ao casamento? ______________________________________ 2. Deus permite o divórcio? Qual a razão? _______________________________________ 3. Se ocorre o divórcio, o perdão da parte ofendida ainda é requerido? Por quê? Por que não? _____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 4. Se o divórcio ocorre por causa de adultério, a reconciliação é requerida? ________________ _____________________________________________________________________________ 5. À luz de Ef 5.22-32, qual a razão pela qual Deus deseja a permanência? _____________________________________________________________________________ E. Funções dentro do casamento 1. Para o marido (Ef 5.16−6.20; 1 Pd 3.7-9) a. Os versos que falam ao marido são Ef 5.25-32. Aliste os comandos de 3.15-21. Como isso afeta o que diz em 5.25-32? Aliste uma implicação para cada comando em 5.15-21.. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ b. Como Ef 6.10-20 afeta a função do marido? Aliste implicações. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ c. Talvez a mais importante ordem esteja em Ef 5.18. O que isso significa para você? Como afeta a sua função? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ d. Com o privilégio vem a responsabilidade. Em Ef 5.23, Deus diz que o marido é a cabeça da mulher. Aliste as 5 responsabilidades que você entende que vêm com a liderança. (1) __________________________________________________________________________ (2) __________________________________________________________________________ (3) __________________________________________________________________________ (4) __________________________________________________________________________ (5) __________________________________________________________________________ e. De 3 sinônimos de “liderança” no casamento. (1) __________________________________________________________________________ (2) __________________________________________________________________________ (3) __________________________________________________________________________

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f. Uma vez que a liderança do marido é seguir o exemplo de Cristo sobre a igreja, leia Jo e descreva como Jesus exerceu a liderança. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ g. Dê 7 maneiras pelas quais você pode liderar sua esposa à maneira de Cristo (1) __________________________________________________________________________ (2) __________________________________________________________________________ (3) __________________________________________________________________________ (4) __________________________________________________________________________ (5) __________________________________________________________________________ (6) __________________________________________________________________________ (7) __________________________________________________________________________ h. A igreja mereceu ou merece o amor de Cristo? ____________________________________ ____________________________________________________________________________ i. Sua esposa precisa cumprir suas responsabilidades antes que você a ame? (Ef 5.25) _____________________________________________________________________________ j. Após estudar Ef 5.26-27, quem é responsável, de certa forma,pelo desenvolvimento da sua esposa? _____________________________________________________________________ k. De que maneira você pode aplicar Ef 5.29 em relação à sua esposa? Aliste 10 maneiras. (1) ____________________________________ (1) __________________________________ (2) ____________________________________ (2) __________________________________ (3) ____________________________________ (3) __________________________________ (4) ____________________________________ (4) __________________________________ (5) ____________________________________ (5) __________________________________ l. A luz de 1 Tm 5.8, cite 5 maneiras de administrar bem sua casa. (1) __________________________________________________________________________ (2) __________________________________________________________________________ (3) __________________________________________________________________________ (4) __________________________________________________________________________ (5) __________________________________________________________________________ 2. Funções da esposa a. Leia Ef 5.22-24. Qual a responsabilidade da mulher no casamento? Note o contexto de 5.15−6.20, Anote os mandamentos de 5.15-21 e aliste as implicações para a esposa à luz de 5.22-24. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ b. Pedro fala às esposas em 1 Pd 3.16; note que ele usa 2.18 como exemplo. Com isso em mente, como Ef 6.10-10 afeta praticamente a vida da esposa? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ c. Como você aplicaria 1 Pd 3.1 a um casal esposa cristão?_____________________________ _____________________________________________________________________________ d. Defina submissão (veja um dicionário).Aliste 5 implicações da submissão da esposa. _____________________________________________________________________________ (1) __________________________________________________________________________ (2) __________________________________________________________________________ (3) __________________________________________________________________________ (4) __________________________________________________________________________ (5) __________________________________________________________________________ e. Quais as conclusões que você tiraria dos exemplos de Cristo (Jo 10,18−17.4) com respeito à inferioridade ou igualdade da esposa em relação ao marido? ____________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________

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1. Você diria que Jesus foi uma pessoa ( ) fraca ou ( ) forte? Ele se submeteu à vontade de Deus (Jo 13; Fp. 2). Como foi a vida de Cristo na terra: ( ) alegre, ( ) fácil, ( ) prazerosa, ( ) confortável ou ( ) sofredora? O que habilitou Jesus a dar a fazer a sua parte? Estude 1 Pd 2.23 e escreva uma resposta. _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ g. O voto de casamento diz: “para o melhor e para o pior”. À luz da questão anterior, o que esse voto significa para você? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ h. Deus ensina claramente que os cristãos deveriam estar em sujeição às autoridades, mas em At 4.19, os apóstolos se recusaram a obedecer. Qual a implicação disso para as esposas? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ Dê 3 exemplos de ocasião em que a esposa não deverá se submeter ao marido. (1) __________________________________________________________________________ (2) __________________________________________________________________________ (3) __________________________________________________________________________ 3. Para ambos (Ef 5.21) a. Para a mulher responder: (1) Aliste 3 maneiras pelas quais seu marido poderá ser submisso a você sem invalidar sua liderança. (a) __________________________________________________________________________ (b) __________________________________________________________________________ (c) __________________________________________________________________________ (2) Como a liderança que Cristo lhe deus já é submissa em caráter.? (Fp 2.7) _____________________________________________________________________________ b. Para o homem responder: (1) Aliste três exemplos de submissão à sua esposa que não invalide a sua liderança. _(a) _________________________________________________________________________ (b) __________________________________________________________________________ (c) __________________________________________________________________________ (2) Quando solteiro você era independente. Como a submissão à esposa afeta seu estilo de vida? Aliste 3 áreas de maior dificuldade para lidar com isso. (a) __________________________________________________________________________ (b) __________________________________________________________________________ (c) __________________________________________________________________________ (3) Como solteira você tinha certa liberdade. Quais os três hábitos que você espera que tenha de mudar? (a) __________________________________________________________________________ (b) __________________________________________________________________________ (c) __________________________________________________________________________

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