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Identidade Individual e Social

Identidade Individual e Social

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Socialização e Identidade
Socialização e Identidade

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Published by: JORGE BARBOSA on Nov 11, 2010
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Identidade Individual e Socialização

Jorge Barbosa, 2010

•  A imagem que, permanentemente, vai construindo de si próprio, as suas crenças e representações de si mesmo constituem uma estrutura psicológica que lhe permite seleccionar as suas acções e as suas relações sociais.

Dimensões da Identidade Pessoal
•  O primeiro aspecto é constituído pelo desejo de continuidade do sujeito.

Dimensões da Identidade Pessoal
•  O segundo aspecto manifesta-se através de um processo de separação/integração social.

Dimensões da Identidade Pessoal
•  A identidade só existe em actos, em acções .

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Dimensões da Identidade Pessoal

•  A construção da identidade constitui para os indivíduos um quadro psicológico (esquema mental, sistema de representações e filtro de informações).

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Construção da Identidade

•  O corpo constitui, para o bebé, a base da sua identificação.

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Construção da Identidade

•  Descobre-se a si mesmo através das
•  suas percepções, •  das suas acções, mas também •  na sua relação com os outros e •  no olhar dos outros.

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Construção da Identidade

•  Dos 12 aos 24 meses de idade, o bebé começa a construir uma imagem de si, elemento essencial da construção da identidade:

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Construção da Identidade

•  começa por ser capaz de se reconhecer na imagem de um espelho.

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Construção da Identidade
•  a “imagem do corpo”, base da imagem de si, é diferente da realidade anatómica:
•  é fortemente marcada pela dinâmica afectiva, isto é, a identidade corporal é também uma identidade sexual.

Construção da Identidade
•  A partir do momento em que tem acesso à fala (por volta dos 12 meses), o bebé começa a reconhecer-se como rapaz ou rapariga.

Construção da Identidade

•  A identidade sexual, nesta altura, não resulta somente do sexo anatómico;
•  resulta também das identificações com as diferenças de género com que a criança convive.

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Construção da Identidade

•  Mais tarde (a partir dos 3 anos), a identidade sexual apoia-se sobretudo nos modelos de feminilidade e de masculinidade propostos pela cultura de que faz parte.

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Relações com os Outros e Modelos Sociais
•  Antes de tudo o mais, é na relação afectiva entre a mãe e o bebé que este vai construir progressivamente uma consciência estável de si mesmo.

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Relações com os Outros e Modelos Sociais
Através da relação corporal – numa comunicação feita de cuidados, de alimentação, de carícias, de canções de embalar e de palavras – o bebé desenvolve a percepção do seu corpo, ao mesmo tempo dependente e autónomo do da mãe.

Relações com os Outros e Modelos Sociais
•  O olhar da mãe desempenha o papel do espelho que permite que o bebé se perceba a si mesmo como objecto de afectos.

Organizadores da Identidade – R. Spitz
•  O primeiro é o sorriso, que é, ao mesmo tempo, sinal de tranquilidade e serenidade interna e resposta aos estímulos do meio; “constitui o protótipo de todas as relações sociais posteriores” (Spitz, 1968).

Organizadores da Identidade – R. Spitz
•  O segundo é a angústia dos oito meses face a uma pessoa estranha;
•  esta angústia (fonte de um verdadeiro e sentido sofrimento para a criança) põe em evidência o facto de o bebé ser capaz de reconhecer a mãe e distingui-la das pessoas desconhecidas.

Organizadores da Identidade – R. Spitz
•  O terceiro organizador é o “não”, cujo uso (e até abuso) se inicia por volta do 2º ano de vida e que permite à criança opor-se e portanto diferenciar-se do seu ambiente;
•  constitui uma nova etapa na afirmação e na percepção de si como sujeito autónomo.

Identificação, Modelos e Papeis
•  A identificação sexual, que se desenvolve de forma particularmente evidente entre os 3 e os 6 anos de idade, é um dos mecanismos fundamentais da dinâmica identitária.

Identificação, Modelos e Papeis

Identificação, Modelos e Papeis

a aptidão para a descentração relativamente ao seu meio próximo, graças à qual a criança passa a conseguir pôr-se no lugar dos outros e, assim, ver as coisas e ver-se a si mesmo como os outros a vêem.

Identificação, Modelos e Papeis
•  A criança interioriza progressivamente os seus grupos de pertença, os “nós” em que participa.

Identificação, Modelos e Papeis
Estes “nós” têm as suas raízes numa estratificação social, em que as crianças se situam umas relativamente às outras, por relações
•  de poder, •  de prestígio e •  de dinheiro,

numa história que deposita na memória dos grupos um conjunto de acontecimentos, de experiências, de modelos e de representações.

Identificação, Modelos e Papeis
•  As identificações não se originam só nos grupos de pertença, mas também nos grupos de referência, nos quais o sujeito encontra os seus modelos e nos quais procura integrar-se.

Identificação, Modelos e Papeis

•  traduzem também as suas antecipações e as suas aspirações.

Perspectivas Teóricas sobre Socialização
•  A identidade pessoal é o que cada um tem de mais precioso:
•  a perda de identidade é sinónimo de alienação, de sofrimento, de angústia e de morte.

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget

“uma passagem perpétua de um estádio de menor equilíbrio para um estádio de equilíbrio superior” (Piaget, 1964).

Estruturas e Funcionamento

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
•  Estruturas:
•  variáveis, definidas como “formas de organização da actividade mental”, na sua dupla dimensão cognitiva e afectiva;

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
•  Funcionamento:
•  constante que provoca a passagem de uma forma para outra, através de um movimento de desequilíbrio, seguido por um restabelecimento do equilíbrio, através da passagem a uma forma nova (estrutura nova).

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
Este desenvolvimento mental tem sempre uma dupla dimensão individual e social:
As estruturas por que passam normalmente todas as crianças são sempre, ao mesmo tempo:
cognitivas (internas ao organismo). afectivas, isto é relacionais (orientadas para o exterior).

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
A adaptação é descrita por Piaget, em cada estádio, como a resultante e a articulação de dois movimentos complementares, embora de natureza diferente:

Assimilação

Acomodação

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
•  A assimilação - consiste em “incorporar as coisas e as pessoas externas” nas estruturas já construídas.
•  Deste modo, a sucção é antes de mais, para o recémnascido, um reflexo de incorporação bocal do mundo (vivido como “realidade a chupar” de acordo com as palavras de Piaget) que o conduz a generalizar essa conduta (chupa o polegar, os dedos dos outros, os objectos, etc.) a tudo o que lhe dá prazer, depois de ter discriminado praticamente aquilo que correspondia à sua necessidade vital (o seio da mãe, o biberão...).

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
•  A acomodação – consiste em “reajustar as estruturas em função das transformações exteriores”.
•  Por esta via, as mudanças no meio envolvente são fontes perpétuas de ajustamentos: quando o bebé passa do seio para o biberão, o reflexo de sucção tem de se modificar; os sorrisos mudam consoante as pessoas que se debruçam sobre o bebé... Estas variações contribuem para aquilo a que Piaget chamou a “construção do esquema prático do Objecto”

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget

Depois imita as pessoas próximas, diferenciando nitidamente o pólo interno (o Eu) e o pólo externo (o Objecto),

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget

Enfim, passa do constrangimento à cooperação, graças à gestão conjunta da “reflexão como discussão interiorizada consigo mesmo” e a discussão como “reflexão socializada com outrem”, o que desenvolverá no adolescente o sentido da justificação lógica e a autonomia moral.

Estádios de Desenvolvimento (versão mais comum)

Estádios de Desenvolvimento (versão de 1964)

Dimensão Individual: Estruturas Mentais

Dimensão Social: Formas de Socialização

Estádio dos Reflexos Estádio de Inteligência Estádio dos Primeiros Sensório-Motora Hábitos Motores

Tendências Instintintivas Percepções Organizadas

Egocentrismo inicial Primeiros sentimentos diferenciados Imitação como primeira “socialização da acção” Submissão aos constrangimentos dos adultos Sentimentos e práticas de cooperação Inserção social e profissional

Regulações Estádio de Inteligência elementares de ordem Sensório-Motora prática Imagens e intuições Estádio de Inteligência Estádio de Inteligência representativas, “génese do Pré-Operatória Intuitiva pensamento” Estádio de Inteligência Passagem às Estádio de Inteligência de Operações operações: explicações Concreta Concretas atomistas Construção de teorias; Estádio de Inteligência Estádio de Inteligência Pensamento hipotético-dedutivo; de Operações Formais Formal - Abstracta Categoria do possível

Perspectivas Teóricas sobre Socialização - Piaget
Passagem do respeito absoluto pelos pais ao respeito mútuo (crianças/adulto e crianças entre si); Passagem da obediência personalizada ao sentimento da regra: esta torna-se, no último estádio, a expressão de um acordo mútuo, um verdadeiro “contrato”; Passagem da heteronomia total à autonomia recíproca implicando, no último estádio, a adopção de novos sentimentos como “a honestidade, a camaradagem, o fair-play, a justiça”; Passagem da energia à vontade que constitui uma “regulação activa da energia”, que supõe uma hierarquização entre dever e prazer.

Identidade e Socialização
Não se esqueçam dos exercícios no “moodle”.

Jorge Barbosa, 2010

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