TIPOS DE CALDEIRAS Caldeira é um recipiente metálico cuja principal função é a produção de vapor através do aquecimento da água.

As caldeiras em geral são empregadas para alimentar máquinas térmicas, autoclaves para esterilização de materiais diversos, cozimento de alimentos através do vapor, ou calefação ambiental. Tipos de caldeiras: Caldeira flamotubular As caldeiras de tubos de fogo ou tubos de fumaça, flamotubulares ou ainda gasestubulares são aquelas em que os gases provenientes da combustão "fumos" (gases quentes e/ou gases de exaustão) atravessam a caldeira no interior de tubos que se encontram circundados por água, cedendo calor à mesma. Caldeira vertical Os tubos são colocados verticalmente num corpo cilíndrico, fechado nas extremidades por placas chamadas espelhos. A fornalha interna fica no corpo cilíndrico, logo abaixo do espelho inferior. Os gases de combustão sobem através de tubos, aquecendo e vaporizando a água que se encontra externamente aos mesmos. As fornalhas externas são utilizadas principalmente para combustíveis de baixo teor calorífico. Podem ser de fornalha interna ou externa. Caldeira horizontal Esse tipo de caldeira abrange várias modalidades, desde as caldeiras cornuália e lancashire, de grande volume de água, até as modernas unidades compactas. As principais caldeiras horizontais apresentam tubulações internas, por onde passam os gases quentes. Podem ter de 1 a 4 tubos de fornalha. As de 3 e 4 são usadas na marinha. Caldeira cornuália Fundamentalmente consiste de 2 cilindros horizontais unidos por placas planas. Seu funcionamento é bastante simples, apresentando porém, baixo rendimento. Para uma superfície de aquecimento de 100m² já apresenta grandes dimensões, o que provoca limitação quanto a pressão; via de regra, a pressão não deve ir além de 10kg/cm². Caldeira Lancashire É constituída por duas (às vezes 3 ou 4) tubulações internas, alcançando superfície de aquecimento de 120 a 140 metros quadrados. Atingem até 18 kg de vapor por metro quadrado de superfície de aquecimento. Este tipo de caldeira está sendo substituída gradativamente pelas mais atualizadas. Caldeira multitubular de fornalha interna Como o próprio nome indica possui vários tubos de fumaça. Podem ser de três tipos: • Tubos de fogo diretos: os gases percorrem o corpo da caldeira uma única vez. • Tubos de fogo de retorno: os gases provenientes da combustão na tubulação da fornalha circulam pelos tubos de retorno. • Tubos de fogo diretos e de retorno: os gases quentes circulam pelos tubos diretos e voltam pelos de retorno.

assim num todo trans portável e pronto para operar de imediato. constituindo-se. Caldeira locomotiva e locomóvel Como o próprio nome já diz. situada abaixo do corpo cilíndrico. São concepções que utilizam tubulação e tubos de menor diâmetro. oriundos da combustão verificada na fornalha interna. retornando pelos tubos de fogo.Caldeira a vapor A água passa por um recipiente (caldeira) que é esquentado. e a circulação dos gases é feita por ventiladores. por Thomas Newcomen. Conseguem rendimentos de até 83%. Regulamentação No Brasil. ou seja. • Exigem pouca alvenaria real → Desvantagens das caldeiras de tubo de fogo • Pressão limitada: até 15 atmosferas (hoje em dia existem caldeiras com pressão superior a 15 atm). apresentando uma dupla parede metálica. por ser bastante compacta. economizado (no caso do economizado é aconselhado instalar apenas quando utilizam combustíveis que não contém enxofre. • Construção fácil e de custo relativamente baixo. Caldeira multitubular de fornalha externa Em algumas caldeiras deste tipo a fornalha é constituída pela própria alvenaria. a fim de retirar a água depositada no interior das minas de carvão.3 e até 4 passes. • Não exigem tratamento de água muito apurado. podem circular em 2. São de largo emprego pela facilidade de transferência de local e por proporcionarem acionamento mecânico em lugares desprovidos de energia elétrica. → Vantagens das caldeiras de tubo de fogo • Pelo grande volume de água que encerram. transformando-se em vapor. atendem também as cargas flutuantes. Isto se deve ao fato de que a espessura das chapas dos corpos cilíndricos aumenta com o diâmetro. • São bastante robustas. • Pequena vaporização(kg de vapor /hora). Essas caldeiras operam exclusivamente com óleo ou gás. por usar carvão ou lenha como combustível. Os gases quentes provenientes da combustão entram inicialmente em contato com a base inferior do cilindro. Foi projetada em 1708 (sec XVIII). Todos os equipamentos indispensáveis ao seu funcionamento são incorporados a uma única peça. A caldeira locomóvel é tipo multitubular. mas não isso não quer dizer que seja uma dificuldade de instalação) e preaquecedor de ar. nas caldeiras Locomotivas o vapor gerado serve para movimentar a própria caldeira (e os vagões). • Oferecem dificuldades para a instalação de superaquecido. permitindo a mineração do carvão. Foi projetada no período da Revolução Industrial. por onde circula a água do próprio corpo. Caldeira escocesa Esse tipo de caldeira foi concebido para uso marítimo. São construídas para pressão de até 21kg/cm2 e vapor superaquecido. Os gases quentes. aos aumentos instantâneos na demanda de vapor. após a publicação da NR-13 (Norma Regulamentadora do Ministério do . Praticamente fora de uso hoje em dia.

APLICAÇÃO CONFORME O PORTE DA CALDEIRA Caldeira Muito Pequena: capacidade de até 1. nos cilindros de lavagem. Para empresas de médio porte.Trabalho e Emprego). para viabilizar o aquecimento dos tanques de tingimento. Para serviço doméstico. nas calandras e secadores de papel. Introdução . à baixa e à média pressão. inspeção. destacamos as principais: Indústria de alimentos Utiliza o vapor no estado saturado e de forma indireta. Geralmente apta a queimar qualquer combustível. os cuidados devem ser redobrados para não comprometer a qualidade do produto final. Indústria de papel e celulose Utiliza vapor no estado saturado. tendo como objetivo principal a diminuição de acidentes envolvendo estes equipamentos. Indústria têxtil Utiliza o vapor no estado saturado à média pressão em grande quantidade. manutenção e operação de caldeiras. Para grandes indústrias e navios. Nas indústrias onde o vapor atua diretamente no processo. 1. A seguir. Para termoelétricas. Caldeira Média: capacidade de 25 t vapor/h e pressão máxima de 30 kg/cm2 até 50 t vapor/h e pressão máxima de 42 kg/cm2. comercial e indústrias de pequeno porte.5 t vapor/h e pressão máxima de 14 kg/cm2. à média pressão. alvejamento e secagem. estabeleceram-se critérios mais rigorosos para o projeto. para cozimento de alimentos. sendo a maior parte empregada nos tanques de branqueamento. Caldeira Pequena: capacidade de até 25 t vapor/h e pressão máxima de 14 kg/cm2. Caldeira Grande: capacidade até 200 t vapor/h e pressão máxima de 50 a 60 kg/cm2. APLICAÇÃO DO VAPOR EM PROCESSOS PRODUTIVOS Muitas indústrias dependem da geração de vapor em seus processos produtivos.

utilizando qualquer fonte de energia. por esta razão apresentamos a seguir as mais conhecidas: Quanto ao Fluido que Passa Pelos Tubos: Caldeiras Flamotubulares Caldeiras Aquotubulares Quanto à Fonte de Calor Caldeiras Elétricas Caldeiras com Câmaras de Combustão Caldeiras de Recuperação Caldeiras de Fluido Térmico Quanto à Movimentação da água nos Tubos Caldeiras de Circulação Natural Caldeiras de Circulação Forçada Quanto à Pressão da Câmara de Combustão Caldeiras de Pressão Positiva Caldeiras de Pressão Negativa Quanto à Tiragem Caldeiras de Tiragem Forçada Caldeiras de tiragem Induzida Caldeiras de tiragem Balanceada Quanto à Pressão de Operação Caldeiras Subcritica . excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. Tipos de Caldeiras e Suas Utilizações Muitas são as formas de classificarmos as caldeiras.Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica. 2.

na sua maioria de médio ou grande porte e com elevadas capacidades de geração de vapor. que consideramos as caldeiras flamotubulares como verdadeiras "caldeirinhas". Caldeiras Flamotubulares Estamos tão acostumados a trabalhar com caldeiras para usinas de geração de energia elétrica.Caldeiras Supercriticas Quanto ao Tipo de Combustível Caldeiras a Combustíveis Líquidos Caldeiras a Combustível Sólido Caldeiras a gás O quadro a seguir apresenta uma distribuição das caldeiras levando em conta suas capacidades e pressões: Volta 3. . e consequentemente do tipo aquotubular.

a transferência de calor ocorre em todas a área da superfície tubular. apesar de parecerem tão inofensivas são os equipamentos de geração de vapor que mais tem causado acidentes com vítimas.Entretanto. . porém. mas estes últimos são mais freqüentes. A superfície de troca de calor das caldeiras é dimensionada pelo projetista em função da capacidade da geração de vapor que se deseja obter. Como estes tubos estão totalmente cobertos externamente pela água. é importante que saibamos que a grande maioria das caldeiras distribuídas por todo o mundo são caldeiras de pequeno porte. são adequadamente direcionados para circularem nas partes internas dos tubos de troca de calor. do tipo flamotubular e estas. para que a troca se torne mais eficiente. os quais estão circundados com a água que queremos transformar em vapor. Estes tubos são posicionados em feixes tanto verticalmente como horizontalmente. Nas caldeiras flamotubulares os produtos gasosos resultados da queima do combustível. dá-se preferência a aplicação de um elevado número de tubos de diâmetro relativamente pequeno ao invés do uso de uma pequena quantidade de tubos de grande diâmetro.

• • • As caldeiras flamotubulares são utilizadas apenas para a produção de vapor saturado pois a troca de calor é feita sempre entre o tubo com gás quente na parte interna envolvido completamente com água na forma líquida. exceto em caldeiras de queima combinada na qual uma câmara de queima adicional é instalada para gerar gases para aquecimento do vapor. . Caldeiras de fornalha corrugada (tipo sanfonada). não havendo troca de calor adicional entre os gases e o vapor já gerado. tornando-o superaquecido. Assim. característica que aumenta de forma considerável a área de transferência de calor. Caldeiras de parede traseira seca (a parede frontal ao queimador é revestida com material isolante. não tendo nesta superfície troca de calor com a água).Existe uma infinidade de tipos e formas de caldeiras flamotubulares no mercado e dentre as características que as distingue temos: • • Caldeiras de fornalha (tubo principal onde ocorre a queima ) lisa. Caldeiras com um ou múltiplos passes para o percurso dos gases. As caldeiras flamotubulares em sua grande maioria possuem capacidade de geração de vapor reduzida (cerca de 5 toneladas por hora) e pressões inferiores a 20 kg/cm2. Caldeiras de parede traseira molhada. Modernamente podemos encontrar caldeiras deste tipo com capacidade superiores atingindo cerca de 30 toneladas de vapor por hora.

turbinas. Operação simples com reduzido número de instrumentos de supervisão e de controle. as quais se limitam a etapas de limpeza e troca de tubos. Maior flexibilidade para variações bruscas de consumo de vapor. • • • • Como desvantagens. 4. Caldeiras Elétricas .As principais vantagens deste tipo de caldeiras em relação as aquotubulares são: • Tamanho compacto permitindo seu fácil transporte desde a fábrica até o local de uso e futuras relocalizações. Baixo custo de manutenção. ejetores. possuem limitada capacidade de geração de vapor. etc. Melhor eficiência na troca de calor por área de troca térmica. o que as torna próprias apenas para a geração de vapor de aquecimento o que muitas vezes não interessa as industrias de grande porte que requerem vapor para acionamento de máquinas de processo como bombas. e só produzem vapor saturado.

. que acontece através da própria massa de água por onde circula a corrente elétrica entre eletrodos adequadamente posicionados. Para que este segundo método tenha efeito é necessário que a água possua um valor de condutividade capaz de permitir a circulação elétrica. absorvendo o calor dissipado. em locais onde há pouca oferta de combustíveis e facilidade de obtenção de eletricidade.Estas caldeiras têm aplicabilidade bastante reduzida no setor industrial. A primeira consiste na introdução dentro do vaso de um conjunto de resistores blindados nos quais circula a corrente elétrica com alta liberação de calor. etc. tubos de troca de calor. A potência dissipada . Basicamente a caldeira elétrica é constituída de um vaso de pressão não sujeito a chama. A outra técnica. com desgaste e formação de depósitos provenientes dos sais existentes na água. Os elementos de troca de calor ( resistências e eletrodos) são fortemente atacados durante o uso. O rendimento deste tipo de caldeira é bastante elevado já que por efeito joule a troca de calor ocorre no interior da massa líquida sem perda do calor gerado. Entretanto. dispersão de poluentes. um sistema de aquecimento elétrico e de um sistema de água de alimentação. cujos equipamentos devem estar permanentemente sendo revisados e monitorados contra falhas. onde a oferta de combustíveis fósseis ainda é muito elevada e os preços comparativamente vantajosos. O custo deste equipamento se torna reduzido devido a inexistência de dutos. As caldeiras elétricas requerem especial atenção no que concerne a segurança no uso de energia elétrica. Nestas caldeiras a água a ser transformada em vapor circula de forma forçada no interior das bobinas do secundário de um transformador. queimadores. consiste da condução elétrica. chaminés. Neste caso a energia se dissipa na água também por efeito joule. estas caldeiras devem ser consideradas como opção. Duas técnicas são usadas para a troca de calor nas caldeiras elétricas. câmaras de queima. O mercado já oferece um outro tipo de caldeira elétrica denominado caldeira de indução. refratários.RI2 é diretamente transferida para a água pelo processo de convecção.

5. Caldeiras a Combustíveis Sólidos Inúmeros são os combustíveis sólidos que podem ser aplicados para queima em caldeiras. enquanto o calor proveniente da queima do combustível circula na parte externa. Existem centenas de projetos diferentes para as caldeiras deste tipo. ou seja o seu superaquecimento. permitindo a elevação de sua temperatura acima da de saturação. como apresentados a seguir: Combustíveis Sólidos Naturais Madeira Turfa Carvão mineral Bagaço de cana. adequando-as ao uso a que se destinam. etc. Uma destas inovações mais importante foi a instalação de uma seção tubular para passagem do vapor após sua saída da zona de evaporação. Eles tanto podem ser combustíveis naturais como derivados. Devido a sua alta flexibilidade. As caldeiras de grande porte que operam em altas e médias pressões são todas aquotubulares. estas caldeiras foram gradualmente recebendo inovações visando elevar seu rendimento e confiabilidade. o carvão mineral é o mais utilizado. Para uso nas caldeiras destinadas a geração de vapor para a termoeletricidade. Caldeiras Aquotubulares Nas caldeiras aquotubulares a água a ser vaporizada circula no interior dos tubos de troca térmica. Este combustível era muitas vezes introduzido nas caldeiras de forma manual tornando o processo de geração de calor bastante irregular. etc. por ser aquele encontrado com mais facilidade na natureza. Combustíveis sólidos Derivados Carvão vegetal Coque de carvão Coque de petróleo. é lançado em grelhas móveis que estão instaladas . 6. O carvão britado como é conhecido. As caldeiras a carvão mais antigas utilizavam o carvão mineral na forma de pedras.

Sistema de proteção contra a incidência direta das cinzas nos feixes de troca de calor para evitar a erosão(telhas de sacrifício) Sistema de captação de cinzas leves levadas com os gases em direção a chaminé ( coletores e precipitadores). Para minimizar a baixa qualidade dos carvões. As usinas térmicas de Santa Catarina ( Complexo Termelétrico Jorge Lacerda) utilizam carvões de minas. abaixo das quais é insuflado ar para a combustão. Modernamente as caldeiras utilizam o carvão pulverizado. o enxofre e a umidade.na parte inferior das fornalhas. tanto junto a mina de onde são extraídos. a qualidade deste produto é muito inferior a encontrada em outros países. enquanto a Usina Presidente Médici situada em candiota. • • • • • . O poder calorífico dos carvões minerais é muito inferior ao dos combustíveis derivados de petróleo além de possuir inúmeras impurezas inertes ao processo de combustão. eles são beneficiados por processos de lavagens denominados de flotação. sendo que em alguns casos as cinzas atingem percentuais em torno de 40 a 50% dependendo de sua origem. em decorrência do grande volume de gases produzidos somados as cinzas contidas no carvão. Este ar . bem como os próprios moinhos são previamente aquecidos não só para facilitar a queima como para evitar que o carvão devido a sua umidade se aglomere nos dutos. Maiores também são todas as dimensões dos dutos de circulação dos gases bem como os espaçamentos entre os tubos dos feixes de troca de calor. As caldeiras à carvão de alta eficiência efetuam a sua pulverização em moinhos transformando o combustível num fino pó que pode ser facilmente arrastado pelo fluxo de ar em direção aos queimadores através de dutos. com sistema de transporte destas cinzas. Os constituintes inertes mais presentes nos carvões estão as cinzas. Apesar do nosso país possuir uma grande reserva de carvão mineral na região sul. como em alguns. Apesar disto o carvão de melhor qualidade é separado para ser enviado a processos siderúrgicos considerados mais nobres. os seguintes: • Sistema de correias transportadoras para levar o carvão até o silo da caldeira. Silo para armazenamento do carvão que será utilizado na caldeira Tanque de captação de cinzas pesadas no fundo das caldeiras. O carvão mineral tanto pode ser obtido em minas de grande profundidade. Caldeiras à carvão requerem além dos equipamentos já citados. Grande quantidade de sopradores de fuligem para eliminarem continuamente os depósitos sobre os tubos. utiliza carvão de superfície. casos após o transporte antes de ser colocado nos pátios das usinas. As fornalhas das caldeiras à carvão são bem maiores que as de óleo para que haja tempo de permanência suficiente da mistura até a queima total. como em reservas superficiais.

5 5. agrupadas em nove faixas. duas faixas de teor de enxofre: o óleo A de alto teor (com até 5% de enxofre para o óleo 1 e até 5.0 2.0 2.0 .000 300.0 2. são padronizados pelo Departamento Nacional de Combustíveis (DNC). um óleo combustível com viscosidade de 15.0 2.000 SSF a 50 ºC e 3% de enxofre é classificado para faturamento como óleo 5A.0 2.5 5. para cada viscosidade.0 2.0 2. As viscosidades máximas admissíveis para os óleos combustíveis. comercializados no Brasil. Assim. com derivados mais leves.0 5.0 1. A especificação do DNC prevê.0 2.400 10. resíduo de vácuo ou resíduo asfáltico.0 2.0 600 900 2.000.5% de enxofre para os óleos 2 a 9) e o óleo B de baixo teor (com menos de 1% de enxofre). resíduo aromático.) 5. adicionados com a finalidade de especificar a viscosidade.5 5. Óleo Combustível Tipos 1A 2A 3A 4A 5A 6A 7A 8A 9A 1B 2B Ponto de Fulgor ºC 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 Teor de Viscosidade Enxofre % Peso SSF a 50 ºC (máx.000 80.5 5.5 5.7.5 5. Caldeiras a Combustíveis Líquidos Os principais combustíveis líquidos utilizados nas caldeiras são: • • • Óleo combustível Óleo diesel Resíduo de vácuo Descreveremos algumas características destes combustíveis: Óleo Combustível O óleo combustível é obtido a partir da mistura de um derivado de petróleo pesado.000 Sem Limite 600 900 Teor de Sedimentos % Peso 2.5 1. diesel e querosene.0 2.5 5. Os derivados mais utilizados para esta diluição são: óleo decantado.000 30. óleo pesado de reciclo de FCC.000 1. óleo leve de reciclo.

Ou seja. o produto não necessita de aquecimento adicional.0 2. Dentro de uma mesma faixa de teor de enxofre.0 1. 240 a 270 ºC.000.) para o tipo C Tabela de Classificação dos Combustíveis Um óleo A é mais barato que um óleo B da mesma faixa de viscosidade. sendo enquadrado para efeito de faturamento como óleo 8A. embora aceitáveis.0% em volume. o controle de temperatura é feito através da mistura do resíduo de vácuo retirado da bateria de preaquecimento de carga de um ponto.0 1. com temperatura mais elevada que o desejado.0 2.3B 4B 5B 6B 7B 8B 9B C 66 66 66 66 66 66 66 66 1. O DNC também limita o teor máximo de água e sedimentos a 2. com temperatura inferior à desejada. Óleo Diesel É o combustível padrão para motores diesel.10% (máx. sem passar por tancagem. já que a temperatura de retirada do produto da torre.0 5.1 a 26.000 80. No passado foi maior a utilização do óleo diesel como combustível industrial.0 2.0%.000 30.8 ºC 2. Quando consumido diretamente. para utilização em fornos e caldeiras. Quantidades de água e sedimentos entre 1. com um evento das refinarias nacionais. é fornecido para grandes consumidores.0 1. toda a produção brasileira é consumida para aquela finalidade. também. com resíduo de outro ponto.400 10. mas. procurou-se soluções .0 cST a 37. produzindo uma maior gama de derivados.0 em volume Cinzas .0 2.000 1. 380 ºC.0 - 2. devem ser deduzidas da quantidade fornecida por ocasião do faturamento. quanto maior a faixa de viscosidade em que o óleo for enquadrado mais barato ele fica. e. Resíduo de Vácuo A PETROBRÁS consome nos fornos e caldeiras da maioria de suas refinarias resíduo de vácuo puro. praticamente. é maior do que a temperatura necessária para queima. O teor de água obtido por destilação é somado ao teor de sedimentos obtido por extração. Assim. Este combustível. o produto de fundo da torre de destilação a vácuo é encaminhado diretamente para consumo sem nenhum tipo de diluição.0 1.0 1.0 2.000 300.0.0 1.0% e 2.000 Sem Limite 2.

As caldeiras que utilizam combustíveis líquidos possuem características bem definidas para isto. o óleo destinado a . aquecido. sempre que possível as caldeiras de combustível líquido devem possuir sistemas para aquecimento prévio do ar destinado a queima. Como sabemos toda queima só ocorre após uma mistura adequada entre as moléculas do combustível com as moléculas do comburente e numa determinada temperatura. tais como: • • • • • • Instalações adequadas para recebimento e manuseio do combustível. em especial os mais viscosos. além de ocasionar um descontrole em todos os parâmetros do processo. Assim. apesar do combustível inicialmente se apresentar na forma líquida. Como uma caldeira é projetada e construída para uso por muitos anos. incluindo tanques para armazenamento com capacidades adequadas ao consumo e oferta do produto no mercado. É ainda utilizado em algumas caldeiras domiciliares e nos queimadores que trabalham em sistema automático aquecendo produtos que exigem um combustível com baixo teor de enxofre. é comum que devido ao aparecimento de novos processos de refino que os combustíveis do mercado modifiquem suas especificações. causa danos aos equipamentos da caldeira. facilitando desta forma sua atomização e queima. é necessário transformá-lo em gás para que a queima ocorra. As fornalhas para combustíveis líquidos devem possuir dimensões suficientes para que o processo de transformação para o estado gasoso ocorra. faz com que parte do calor ali existente seja utilizado para levar as moléculas a temperatura da reação de combustão e consequentemente reduzindo a eficiência do processo. assim como toda a queima em seu interior sob qualquer condição de carga. é necessário que novos queimadores sejam adquiridos ou o sistema existente seja adaptado. muitas vezes irrecuperáveis a curto prazo. As caldeiras são construídas de acordo com o tipo de combustível que irá utilizar. e normalmente esta transformação ocorre à saída dos queimadores após o líquido ter sido cuidadosamente pulverizado.mais econômicas para combustão contínua. Os queimadores utilizados nestas caldeiras devem ser compatíveis com as características do óleo em uso. e colocado em contato com o ar. denominada de combustão secundária. Como a queima de combustíveis líquidos em uma caldeira não é uma das prioridades para o uso dos combustíveis líquidos. Quando for modificado o tipo de óleo.aquecedores de ar. É portanto necessário que os usuários de caldeiras estejam permanentemente atentos as especificações reais do produto que utiliza para segurança e eficiência do processo. substituindo-se o óleo diesel por produtos menos nobres. Instalações de aquecimento para elevar a temperatura do combustível previamente a sua entrada na caldeira. A queima em locais fora da fornalha. A entrada do combustível frio na fornalha além de proporcionar uma má queima. Pelo mesmo motivo. conhecidos como pré . Uma caldeira para queima de líquidos. necessita de componentes auxiliares que facilitem este processo.

de baixo peso molecular médio. associado ou não ao petróleo. apresentamos algumas análises típicas deste combustível: Gás 1 PCI (Kcal/Kg Peso Molecular Componentes: 11. maior será a elevação da temperatura e consequentemente maiores cuidados devem ser dedicados ao isolamento das tubulações. é uma corrente secundária do processamento em unidades de refinação e petroquímica (craqueamento catalítico. esta corrente. ou servir como matéria prima de unidades petroquímicas. donde é extraído através da perfuração de poços. reforma catalítica. interligadas através de gasodutos. Gás Natural O gás natural é encontrado em reservatórios subterrâneos naturais. e por unidades de fracionamento onde são retiradas frações utilizadas pela indústria petroquímica. Nas caldeiras de combustível líquido as tubulações e equipamentos do sistema de manuseio devem ser convenientemente isoladas termicamente para evitar a troca de calor com o meio ambiente e evitar expor as superfícies aquecidas ao contato humano. como podem ser carreados com os produtos da combustão produzindo efeitos nocivos as superfícies de troca de calor e dutos. e sempre apresentam inúmeras impurezas que podem provocar danos tanto ao sistema de bombeio e queima. Quanto maior for a viscosidade do combustível. geralmente.6 em volume (%) . passa por unidades de processamento (PGN) que retiram deste gás as frações mais pesadas. coqueamento retardado. que não se liqüefaz por compressão.• este fim são os chamados óleos residuais. Combustíveis Gasosos Gás Combustível de Refinaria É um combustível gasoso.377 20. É obrigatoriamente consumido na própria refinaria/petroquímica que o originou ou em indústrias vizinhas. passa por unidades de tratamento. geralmente. geralmente. Após ser produzido. A seguir. pirólise) resultante do craqueamento térmico de frações mais pesadas. O gás combustível. antes de ser enviado para consumo como combustível. dificultando seu armazenamento. 8. Antes de ser destinado como combustível. onde é retirado o H2S.2 Composição Gás 2 11.571 17. Estas frações podem ser incorporadas às correntes de gás liqüefeito de petróleo e gasolina.

500 As caldeiras projetadas para a queima de gás são em geral muito mais simples que as utilizadas para os demais combustíveis. Isto se explica pelo fato do gás não requerer nenhum aquecimento prévio para ser queimado nas fornalhas.5 0.Gás produzido na Bacia de Campos (antes da PGN) Gás 2 .60 a 0. Kcal/m3 OBS. Kcal/m3 Superior.Gás produzido na Bacia de Campos (após a PGN) Para fornecimento a consumidores externos à PETROBRÁS. não necessitar de grandes reservatórios para sua estocagem. a 20 ºC Enxofre total. 0. a 20 ºC e 1 atm Inferior.11 0.9 8.600 a 11.5 0.08 4.butano Isopentano Neopentano Pentanos e > Nitrogênio CO2 81.500 a 12.) 7. Poder calorífico.4 Gás 1 .52 89. e por ser um combustível de alto rendimento contendo poucas impurezas.Metano Etano Propano i .21 0.500 8.butano n .72 1.81 110 (máx.7 0. mg/m3 Gás Sulfídrico.08 0.4 10. mg/m3 Nitrogênio + Dióxido de carbono.15 1. % Vol.: O produto deve ser isento de hidrocarbonetos condensados. óleos e partículas sólidas.88 0.22 0.) 29 (máx. o DNC exige o cumprimento da especificação abaixo: Gás Natural Densidade relativa ao ar. .) 6 (máx.

Estas caldeiras podem ou não serem dotadas de queimadores e se destinam a produzir vapor aproveitando o calor residual contido nos gases ao deixarem a exaustão da turbina a gás.Os ciclos combinados associando uma ou mais turbinas a gás à caldeiras de recuperação tem se apresentado como uma das melhores opções para a geração da termoeletricidade. inicialmente projetadas para queima de óleo. Também tem sido muito utilizada a modificação de caldeiras. para passarem a atuar alternativamente ou simultaneamente com queima de gás. são as denominadas caldeiras de queima mista. .

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