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Gabarito – Caderno do Aluno História 8a série/9o ano – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

IMPERIALISMO E NEOCOLONIALISMO NO SÉCULO XIX

Páginas 3-4
1. É muito importante, nesta discussão, que você se preocupe em problematizar as
ideias dos alunos sobre o continente africano, de modo que ele não seja apresentado
como um todo homogêneo, mas que seja valorizada a diversidade de povos, línguas e
culturas.
2. Português.
3. Além das línguas das populações nativas, como o zulu, também são utilizados o
idioma dos colonizadores ingleses e o dos bôeres, o africânder, de origem holandesa.
4. Porque houve colonização francesa no Senegal.
5. Dê relevo às notícias que evidenciam a riqueza e a diversidade cultural da África,
evitando que as discussões abordem apenas os problemas encontrados em diferentes
países desse continente.

Páginas 5-8
1. Mapa 1: A ocupação da África por volta de 1830.
Mapa 2: África em 1902.
2. Mapa 1: refere-se à primeira metade do século XIX.
Mapa 2: refere-se ao início do século XX.
3. Mapa 1: a legenda indica possessões de não africanos sobre áreas do continente.
Mapa 2: a legenda indica a partilha do continente africano entre potências europeias
e a existência de apenas dois territórios independentes: Libéria e Etiópia.
4. Mapa 1: sim, no mapa há nomes que identificam as regiões ocupadas.
Mapa 2: sim, no mapa há os nomes das colônias europeias na África.
5. A mudança mais evidente está no fato de que, por volta de 1830, os países europeus
que ocuparam a África concentravam suas possessões nas faixas costeiras do

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continente, enquanto, no início do século XX, praticamente todo o continente já


havia sido partilhado entre países europeus. Como se pode ver no segundo mapa,
além de Inglaterra, França, Espanha e Portugal, também a Itália, a Alemanha e a
Bélgica apoderaram-se de territórios na África.
6. Percebe-se, nos dois mapas, o interesse europeu em permanecer e continuar a
exploração do território africano.

Páginas 8-10
1. Espera-se que os alunos respondam que, por se considerarem superiores, os europeus
e os norte-americanos entendiam que era sua missão civilizar povos que eles
consideravam biológica e culturalmente inferiores, como os africanos e os asiáticos.
Esse foi o pretexto usado para estender seu domínio econômico e político por todo o
mundo.
2. Os alunos provavelmente vão perceber que o artigo 9 da Conferência de Berlim
defende o fim do tráfico negreiro, especificamente com base no princípio dos direitos
dos indivíduos. Contudo, de acordo com os estudos já realizados sobre o
imperialismo, é importante que eles reconheçam o interesse das potências na
manutenção da mão de obra africana no próprio continente, no qual, por meio das
práticas neocolonialistas, eles estavam estabelecendo negócios.
3. Alternativa c.
4. Alternativa d.

Páginas 10-12
• Guerra do Ópio (1839-1842) – Mercadores ingleses vendiam aos chineses o ópio
(entorpecente extraído da papoula), cultivado na Índia. Esse comércio foi proibido
pelo governo chinês, que passou a combater o tráfico energicamente, mas essa
proibição feria os interesses comerciais ingleses. O assassinato de um chinês por
marinheiros ingleses embriagados fez com que o comissário imperial de Cantão
ordenasse a expulsão de todos os ingleses da cidade; em resposta, em 1839, Cantão
foi bombardeada pelos ingleses e isso deu início à guerra; militarmente menos

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preparados, os chineses foram definitivamente derrotados em 1842, quando


assinaram o Tratado de Nanquim, que provocou a abertura de cinco portos chineses
ao comércio inglês. A China ainda pagou indenizações e cedeu à Inglaterra a ilha de
Hong Kong, que ficou sob o domínio inglês até 30 de junho de 1997, e voltou a ser
chinesa a partir de 1o de julho.
• Revolta dos Cipaios (1857-1858) – Rebelião ocorrida na Índia, iniciada por soldados
nacionalistas hindus. Eles desejavam encerrar a dominação britânica no país e
chegaram a assumir o controle da cidade de Délhi. O Exército britânico, valendo-se
de canhões e metralhadoras, conseguiu sufocar a revolta e as autoridades britânicas
passaram a exercer domínio direto da Coroa Britânica sobre o governo indiano e
impuseram várias reformas administrativas.
• Revolta dos Boxers (1899-1900) – Movimento popular ocorrido na China, liderado
pela sociedade secreta dos Punhos Harmoniosos e Justiceiros, que se opunha à
presença estrangeira no país. Os boxers destruíram as linhas telefônicas e vias férreas
e também atacaram missões cristãs e estabelecimentos estrangeiros; isso provocou a
morte de cerca de 230 estrangeiros e milhares de chineses cristãos. Foi organizada
uma força internacional – composta de soldados russos, norte-americanos, britânicos,
franceses, japoneses e alemães – que assumiu o controle do país. O governo imperial
aceitou pagar indenizações de guerra, liquidar as sociedades secretas, executar os
principais líderes rebeldes e foi proibido de importar armas, o que levou ao aumento
da interferência estrangeira na China e à diminuição da autoridade da dinastia Qing.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Páginas 16-17
1. Não, pois, passados 21 anos do fim da Primeira Guerra, começou a Segunda Guerra
Mundial.
2. Sim, pois há causas para a Segunda Guerra que remetem à Primeira Guerra.
3. Não há uma situação de guerra generalizada, mas há conflitos locais que não
permitem afirmar que a paz e a segurança internacionais estejam sendo plenamente
mantidas.
4. Não, o mundo não está completamente em paz.

Páginas 17-22
Etapa 1 – Pesquisa sobre aparatos bélicos
1. Peça a todos os alunos que anotem quem são seus companheiros de trabalho em
grupo.
2. Destaque a importância da apreensão correta do tema de trabalho por todos os grupos
e cada um dos participantes para a realização de uma pesquisa eficiente.
• Tema 1: Canhão de longo alcance – O canhão existe desde o século XIII, mas
adquiriu, na Primeira Guerra, mais longo alcance e precisão; causou mais mortes do
que qualquer outro armamento. Destacou-se o alemão Grande Bertha, capaz de
bombardear o alvo a 120 quilômetros de distância; com ele, os alemães
bombardearam Paris.
• Tema 2: Morteiro – O morteiro, uma espécie de canhão de curto alcance, é um
artefato que lança projéteis com grandes ângulos de elevação. Foi desenvolvido na
Primeira Guerra Mundial, especialmente para ser usado na guerra de trincheiras.

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• Tema 3: Fuzil – O fuzil é uma arma de fogo portátil, de cano longo, que dispara
projéteis giratórios. Foi a arma de fogo padrão do Exército norte-americano na
Primeira Guerra Mundial, pois disparava com maior alcance e precisão.
• Tema 4: Metralhadora – Criada em 1890, nos Estados Unidos, é uma arma de
fogo automática que em pouco tempo dispara numerosos projéteis; era colocada nos
aviões, nos tanques de guerra e camuflada nas trincheiras.
• Tema 5: Tanque de guerra – Com projeto inglês, é considerado um dos fatores
decisivos para a vitória da Entente na Primeira Guerra; é um veículo de combate
blindado, dotado de armamentos, que desequilibrou a guerra de trincheiras.
• Tema 6: Submarino – No século XVIII, na Guerra da Independência dos Estados
Unidos, foi construído o primeiro submarino com objetivos militares. Porém, no
início do século XX, os alemães os tornaram muito mais eficientes: movidos a óleo
diesel e com periscópios muito precisos. Na Primeira Guerra, eram utilizados para
afundar os navios da Entente, que desenvolveu sonares para detectá-los e projéteis a
serem lançados para atingi-los no fundo do mar.
• Tema 7: Encouraçado ou couraçado – Após o desenvolvimento de protótipos
desde a metade do século XIX em diferentes países, um projeto inglês de 1906
lançou o encouraçado, um navio de guerra de grande tonelagem, blindado e armado
com artilharia pesada, principalmente canhões de longo alcance.
• Tema 8: Avião – A invenção de Santos-Dumont foi utilizada no início da
Primeira Guerra, para orientar os tiros da artilharia, em missões de reconhecimento,
tomada de fotografias e identificação de alvos. Depois, surgiram os aviões de
perseguição, chamados aviões de caça, dotados de metralhadoras no “nariz”, cujas
cabines eram abertas.
• Tema 9: Balão dirigível – Balão gigantesco, de até 150 a 160 metros de
comprimento, foi usado principalmente pelos alemães e produzido pelo Conde
Ferdinand von Zeppelin. Efetuou os primeiros ataques de bombardeios sobre
Londres, entre 1915 e 1917. A altitude em que voavam não permitia que aviões
aliados pudessem atingi-los. Porém, o desenvolvimento de projéteis de metralhadora
revestidos de fósforo incendiário inviabilizou os zepelins, que continham gás
hidrogênio, altamente inflamável.
• Tema 10: Gases tóxicos – Os alemães inauguraram, em 1915, o uso de gases
tóxicos, lançando sobre Ypres, na Bélgica, o gás cloro, asfixiante; depois também foi

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utilizado o gás mostarda, que ataca as vias respiratórias e provoca bolhas e


queimaduras na pele, além de cegueira temporária; se aspirado em grande
quantidade, também provoca asfixia. Até o fim da guerra, os dois lados usaram gases
tóxicos e foram desenvolvidas máscaras contra gases.
• Tema 11: Granada de mão – A granada de mão é um artefato com câmara
interna que leva uma carga explosiva. Um pino de segurança é retirado da granada
antes que ela seja lançada, acionando o dispositivo que dispara a espoleta. Foi uma
das armas mais revolucionárias da Primeira Guerra Mundial, dando aos soldados a
possibilidade de atingir um inimigo abrigado em trincheiras. A granada Mills foi
introduzida em 1915 e 68 milhões de unidades foram produzidas na Primeira Guerra.
• Tema 12: Lança-chamas – É um aparelho projetado para lançar uma chama
longa e controlável; foi utilizado primeiramente pelos alemães. O fogo é causado por
uma reação química entre duas ou mais substâncias, normalmente o oxigênio do ar e
algum tipo de combustível, como gasolina.
Etapa 2 – Produção de gráfico

Fonte: <http://it.wikipedia.org/wiki/Prima_guerra_mondiale>. Acesso em: 27 set. 2010. Adaptado.


Etapa 3 – Produção do cartaz
Enfatize para os alunos o caráter organizacional do cartaz, cujas orientações estão
detalhadas no Caderno do Aluno. Valorize o capricho e uma estética que colaborem

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para a compreensão dos conteúdos que se busca socializar. Oriente-os a fazer um


esboço do cartaz no espaço destinado a essa finalidade no Caderno do Aluno.
Etapa 4 – Conclusões sobre o assunto
1. Houve mais mortos na Primeira Guerra Mundial em razão do amplo
desenvolvimento da indústria bélica, sobretudo durante a Segunda Revolução
Industrial.
2. Houve muito mais mortos na Segunda Guerra Mundial, pois tecnologia bélica usada
era mais desenvolvida do que a da Primeira Guerra Mundial e, também, porque o
conflito envolveu um contingente maior de pessoas, levando à morte mais de 20
milhões de pessoas apenas na União Soviética.

Páginas 22-24
1. Os alunos precisam perceber que Lenin considerava que a causa para a Primeira
Guerra Mundial era a disputa imperialista entre as potências europeias, ou seja, o
conflito ocorreu em decorrência do choque de interesses econômicos e políticos entre
esses países poderosos.
2. Diante da afirmação, os alunos precisam se lembrar de que o estopim para a Primeira
Guerra Mundial foi o chamado “crime de Sarajevo”, ocorrido na Bósnia, quando o
arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, e sua esposa
foram assassinados por um jovem nacionalista sérvio, Gavrilo Princip, no dia 28 de
junho de 1914. Esse crime foi o pretexto para que fosse acionada a política de
alianças na Europa e também para que, depois, outros países do mundo entrassem em
guerra.
3. Alternativa d.
4. Alternativa e.
5. Alternativa c.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

A REVOLUÇÃO RUSSA E O STALINISMO

Para começo de conversa


Páginas 26-27
1. É bastante provável que os alunos consigam associar a ideia de revolução a
transformações de caráter profundo, seja na estrutura socioeconômica, seja na
estrutura política.
2. Procure auxiliar os alunos nessa discussão, levando-os a lembrar-se de outros
processos já estudados que também foram chamados de revolução; provavelmente,
eles vão-se recordar da Revolução Norte-americana e da Revolução Francesa.
3. Para auxiliar o debate, é sempre proveitoso sugerir aos alunos que busquem
exemplos históricos conhecidos, ou seja, que eles consigam listar movimentos
revoltosos e compará-los aos movimentos revolucionários lembrados na questão
anterior, para, então, estabelecer suas semelhanças e diferenças.
4. Aqui, é necessário retomar os conceitos de socialismo e comunismo, já trabalhados
quando foram estudadas as ideologias do século XIX; se possível, relembre também
com os alunos o tema do anarquismo, suas semelhanças e diferenças em relação ao
socialismo e ao comunismo.
5. Nesta questão, pode-se levar a classe a retomar seus conhecimentos sobre a União
das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e Cuba, mais uma vez utilizando o
recurso de exemplos ilustrativos para a apreensão dos conceitos.
6. Nesta discussão, a questão pode ser ampliada, sobretudo se você mencionar a China.
O país tem seu desenvolvimento econômico apoiado pela iniciativa privada, base do
sistema capitalista, mas ainda é fiel a alguns princípios socialistas, como o
planejamento e a participação dos trabalhadores na administração de algumas
empresas. Podem ainda ser mencionados Cuba, Vietnã e Coreia do Norte.

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Páginas 27-32
Produção de biografias
Czar Nicolau II, da Rússia
1. Nome completo: Nicolai Aleksandrovich Romanov.
2. Data e local de nascimento: 18/5/1868, no Palácio de Catarina, a 25 quilômetros de
São Petersburgo.
3. História familiar: filho do imperador Alexandre III, que governou o Império Russo
entre 1881 e 1894, e da imperatriz Maria, dinamarquesa.
4. Trajetória de vida: Nicolau II recebeu uma esmerada educação, compatível com sua
posição de príncipe-herdeiro do trono russo; comunicava-se muito bem em inglês e
também em francês e alemão. Era bom atirador e cavaleiro. Não demonstrava muita
inclinação à vida política, mas dizia apreciar a vida militar; ostentava o título de
coronel. Casou-se com Alexandra de Hesse, com a qual teve cinco filhos, quatro
meninas e um menino. Assumiu o trono russo, depois da morte de seu pai, em 1894,
e foi o último czar, reinando até 1917.
5. Participação na Revolução Russa: Nicolau II chefiou um regime autocrático e, após a
derrota na Guerra Russo-Japonesa, em 1905, teve que enfrentar a Revolução de
1905, depois da qual foi convocado um Parlamento (Duma), para redigir uma
Constituição que limitaria os poderes do czarismo; em 1906, a Primeira Duma foi
dissolvida e o regime autoritário, restaurado. Na Primeira Guerra Mundial, pensando
em anexar territórios na península balcânica e assim atingir o Mar Mediterrâneo,
lutou pessoalmente contra o Exército alemão; os russos sofreram humilhantes
derrotas; isso agravou ainda mais a insatisfação do povo em relação ao regime
czarista, já fortemente abalado por grave crise econômica. Em 15 de março de 1917,
diante do movimento revolucionário vitorioso, abdicou o trono russo. Nicolau II e
sua família foram presos e enviados à Sibéria e, depois, para Ekaterimburgo, na
região dos Montes Urais.
6. Data, local e causa da morte: Nicolau II e sua família foram executados, em 17 de
julho de 1918, em Ekaterimburgo, sob ordens do governo revolucionário.
7. Insista na importância da bibliografia.

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Vladimir Ilitch Ulianov Lenin


1. Nome completo: Vladimir Ilitch Ulianov.
2. Data e local de nascimento: 22/04/1870, em Simbirsk, atual Ulianovsk, na Rússia.
3. História familiar: de família abastada, seu pai foi um alto funcionário público liberal,
mas seu irmão mais velho foi condenado à morte depois de participar de um atentado
contra o czar Alexandre III, quando Lenin tinha 17 anos.
4. Trajetória de vida: Lenin foi um estudante considerado muito competente, estudou
Direito na Universidade de Kazan e, menos de um ano depois da morte do irmão,
ingressou em um grupo marxista. Em 1893, conheceu, em Moscou, diversos grupos
de intelectuais com os quais discutia ideias revolucionárias; por isso, foi preso em
1895, condenado e deportado para a Sibéria em 1897, onde permaneceu por três
anos. Lá conheceu Nadia Krupskaia, com quem se casou. Depois de cumprida a
pena, exilou-se na Suíça, onde passou a editar um jornal de tendência marxista, Iskra
(Centelha); mais tarde, ainda na Europa, também editaria o jornal Pravda (Verdade).
Lenin escreveu diversos livros, nos quais defendeu as ideias revolucionárias do
marxismo e se tornou um importante líder político. Em 1903, no segundo congresso
do Partido Operário Social-Democrata Russo, defendeu a constituição de um partido
centralizado e dirigido por intelectuais com formação teórica marxista, que
conduzissem os trabalhadores na luta revolucionária; ocorreu, então, a divisão do
partido em dois grupos, os bolcheviques, liderados por Lenin, e os mencheviques.
5. Participação na Revolução Russa: quando eclodiu a Revolução de 1917, Lenin estava
na Suíça; ele retornou no mês seguinte e passou a fazer oposição ao recém-instaurado
governo menchevique. Em novembro, liderou os bolcheviques, que derrubaram o
governo e instituíram um novo governo, o Conselho de Comissários do Povo,
presidido por ele. Essa revolução assumiu um caráter socialista, com o decreto de
uma reforma agrária, nacionalização dos bancos, entrega do controle das fábricas aos
operários e retirada da Rússia da Grande Guerra. Com o fim da guerra civil, que se
seguiu à Revolução, em 1921, Lenin implementou a NEP (Nova Política
Econômica), que restabelecia parcialmente o capitalismo, para tentar reconstruir o
país. No final de 1922, Lenin proclamou a URSS.
6. Data, local e causa da morte: Lenin morreu em 21 de janeiro de 1924, em Gorki,
perto de Moscou, acometido por hemiplegia, uma paralisação parcial do corpo,
provocada por uma doença cerebral.

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7. Insista na importância da bibliografia.


Leon Trotsky
1. Nome completo: Lev Davidovich Bronstein.
2. Data e local de nascimento: 7/11/1879, em Ianovka, na Ucrânia.
3. História familiar: seus pais eram fazendeiros; sua família era de origem judaica, mas
não religiosos.
4. Trajetória de vida: aos 9 anos, Trotsky foi estudar em Odessa. Aos 17 anos, teve seus
primeiros contatos com as ideias do marxismo, começando a participar de
movimentos contra o regime czarista. Perseguido, em 1898 foi preso e deportado
para a Sibéria. Casou-se com Alexandra Sokolovskaia, com quem teve duas filhas.
Conseguiu fugir da Sibéria e foi para Londres, onde conheceu Lenin, com quem
rompeu em 1903 por não concordar com suas diretrizes no segundo congresso do
Partido Operário Social-Democrata Russo. Trotsky participou da Revolução de 1905
e, em virtude da derrota, exilou-se novamente. Separou-se da primeira esposa e
casou-se com Natalia Sedova, com quem teve dois filhos.
5. Participação na Revolução Russa: em 1917, Trotsky filiou-se aos bolcheviques e, em
novembro, liderou a tomada do Palácio do Governo, em Petrogrado. Foi o criador do
Exército Vermelho, que venceu a guerra civil em 1921, garantindo a sobrevivência
da Revolução. Com a morte de Lenin, disputou o poder com Stalin e foi derrotado;
perseguido, foi expulso do partido comunista e exilou-se em vários países; nesse
período escreveu diversos livros, divulgando suas ideias, entre elas a teoria que
defendia que a revolução socialista deveria ser estendida a outros países, para
garantir sua sobrevivência na URSS.
6. Data, local e causa da morte: Trotsky foi assassinado em agosto de 1940, na Cidade
do México, provavelmente a mando dos serviços secretos soviéticos.
7. Insista na importância da bibliografia.
Josef Stalin
1. Nome completo: Josef Vissarionovich Djugashvili.
2. Data e local de nascimento: 18/12/1878, em Gori, na Geórgia.
3. História familiar: seu pai era um sapateiro e sua mãe, lavadeira.
4. Trajetória de vida: Stalin passou por uma infância pobre e difícil, e teve o rosto
marcado pela varíola; chegou a estudar em um seminário, pois sua mãe gostaria que
ele tivesse se tornado padre, mas em 1899 ingressou no Partido Social-Democrata e

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entre 1905 e 1917 foi membro do Partido Bolchevique. Nesse período, foi preso
algumas vezes pela polícia do czar. Em 1904, casou-se com Ekaterina Svanidze, com
quem teve um filho; ela morreu de tifo em 1907. Em 1919, casou-se com Nadia
Alliluyeva, que se suicidou em 1932; com a segunda esposa, teve uma filha e um
filho. Sua terceira esposa foi Rosa Kaganovich; eles se casaram em 1934 e se
divorciaram em 1938.
5. Participação na Revolução Russa: em 1917, Stalin era um dos editores do jornal
Pravda (Verdade), e aliou-se a Lenin na luta revolucionária; foi nomeado Comissário
das Nacionalidades e, em 1922, secretário-geral do Comitê Central do Partido
Comunista. Com a doença e a morte de Lenin, tornou-se a principal figura política
soviética e governou a URSS até 1953, quando morreu. Stalin tornou-se um ditador e
eliminou seus opositores, condenando-os a campos de trabalho forçado ou à morte;
promoveu o crescimento econômico da URSS por meio dos Planos Quinquenais, que
privilegiavam as indústrias de base e a coletivização da agricultura. Seu principal
objetivo era consolidar o regime internamente, portanto não se preocupou em
estender a revolução socialista a outros países.
6. Data, local e causa da morte: Stalin morreu dia 5 de março de 1953, em Moscou,
vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).
7. Insista na importância da bibliografia.
Conclusões sobre o assunto
1. É muito importante a compreensão dos alunos a respeito da divergência básica entre os
personagens citados: o czar Nicolau II defendia o regime e tanto Lenin quanto Trotsky
e Stalin faziam parte do grupo revolucionário que derrubou o regime czarista. Além
disso, é possível que eles percebam que, após a morte de Lenin, Trotsky e Stalin
tornaram-se rivais, com a disputa pelo poder na URSS, vencida por Stalin. Trotsky
defendia que a revolução socialista deveria ser estendida a outros países, para garantir
sua sobrevivência na URSS; já Stalin pretendia, antes de tudo, consolidar o regime
internamente. Essa informação pode constar na biografia de Stalin.

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Gabarito – Caderno do Aluno História 8a série/9o ano – Volume 1

Páginas 32-34
1. a) Os alunos precisam perceber que, no primeiro documento, um proletário da
cidade de Petrogrado está defendendo a existência dos sovietes, durante o processo
revolucionário. Já no segundo, num pronunciamento oficial do governo
revolucionário, os sovietes estão sendo declarados o verdadeiro poder na República.
b) Os alunos precisam perceber que os sovietes eram os conselhos de representantes
eleitos entre os trabalhadores e os soldados. Eles se formaram em 1905, mas foram
reprimidos pelo czarismo; ressurgiram com toda a força a partir de junho de 1917.
2. Os alunos precisam perceber que os bolcheviques reivindicavam o fim dos
sofrimentos provocados pela participação russa na Primeira Guerra Mundial, uma
reforma agrária e alimentos para minimizar os graves efeitos sociais que a crise
econômica provocava.
3. Alternativa d.
4. Alternativa b.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

A REPÚBLICA NO BRASIL

Páginas 37-39
Combine com os alunos qual o dia em que eles vão levar para a sala de aula algumas
primeiras páginas de jornal. No Caderno do Aluno, há uma página inicial de jornal
reproduzida de um suplemento de Saúde. No entanto, isso não substitui a riqueza de
trabalhar com exemplares de jornal. Conduza a observação e o manuseio do jornal
orientando-se pelo roteiro que consta da página 37.
1. Instrua todos os alunos a anotarem quem são seus companheiros de grupo.
2. Destaque a importância de que todos compreendam claramente qual é o tema de
trabalho a ser pesquisado pelos diferentes grupos.

Páginas 39-41
Tema 1: Guerra de Canudos
1. Entre 1896 e 1897.
2. No Arraial de Canudos, no sertão da Bahia.
3. No Arraial de Canudos, uma comunidade composta por sertanejos carentes chegou a
reunir 25 mil pessoas, seguidores de um líder messiânico que propunha um estilo de
vida comunitário em que todos tinham direito à terra e ao trabalho, livres da
exploração dos fazendeiros. Isso provocou a ira de fazendeiros e autoridades locais,
que decidiram destruir o Arraial, acusando seu líder de ser monarquista e uma
ameaça à República.
4. O beato Antônio Conselheiro.
5. Tropas do governo da Bahia e tropas federais atacaram o Arraial, que resistiu
bravamente, adotando uma guerra de guerrilhas.

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6. Apenas na quarta expedição do Exército Brasileiro contra Canudos o Arraial foi


inteiramente destruído e sua população, exterminada ou aprisionada.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 2: Guerra do Contestado
1. Entre 1912 e 1916.
2. No limite entre os Estados do Paraná e Santa Catarina, contestado por ambos.
3. Sertanejos expulsos de suas terras pelo governo, por companhias estrangeiras e pela
oligarquia local, reuniram-se em torno de um líder messiânico e fundaram uma
comunidade coletivista, com cerca de 20 mil pessoas, o que despertou a preocupação
das autoridades locais.
4. O monge José Maria.
5. Ocorreram violentas batalhas entre os sertanejos e os governos estaduais do Paraná e
de Santa Catarina e tropas do governo federal. Foi utilizada artilharia pesada na
chacina dos sertanejos.
6. Os sertanejos foram massacrados.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 3: Revolta da Chibata
1. Entre novembro e dezembro de 1910.
2. Rio de Janeiro.
3. Os marinheiros rebelaram-se exigindo o fim dos castigos corporais disciplinares,
então permitidos na Marinha brasileira, melhorias na alimentação, aumento dos
soldos e anistia para os rebeldes.
4. João Cândido Felisberto, o “Almirante Negro”.
5. Os marinheiros apoderaram-se de importantes navios da Marinha e ameaçaram
bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O governo cedeu à pressão dos rebeldes,
desde que se encerrasse a rebelião.
6. Apesar do acordo, o governo não cumpriu o que prometeu; os participantes foram
punidos, alguns fuzilados e outros, enviados ao Acre, onde a maioria morreu na
prisão.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 4: Revolta da Vacina
1. Entre 10 e 16 de novembro de 1904.
2. Rio de Janeiro.

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Gabarito – Caderno do Aluno História 8a série/9o ano – Volume 1

3. A população do Rio estava descontente com o projeto de urbanização de Rodrigues


Alves, implementada pelo prefeito Pereira Passos, que destruiu os cortiços do centro
da cidade e deixou a população com problemas de moradia; além disso, a reforma
sanitária, que previa a vacinação obrigatória, exaltou os ânimos da população, que
reagiu ao autoritarismo do governo.
4. Não há propriamente uma liderança.
5. A população saiu às ruas, ergueu barricadas, saqueou e apedrejou estabelecimentos
comerciais, espancou policiais, incendiou prédios públicos e bondes.
6. O governo decretou estado de sítio e reprimiu o movimento rebelde.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 5: Cangaço
1. Do final do século XIX até a década de 1930.
2. Região do sertão nordestino.
3. Grupos de sertanejos, em reação às péssimas condições de vida no sertão nordestino,
executavam ações violentas na região (assaltavam fazendas, sequestravam coronéis e
saqueavam comboios e armazéns).
4. O líder do principal grupo de cangaceiros foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Seu bando atuou entre 1922 e 1938.
5. Os bandos possuíam cerca de dez homens, mas o bando de Lampião chegou a ter
cem. Eles saqueavam fazendas e vilas, cometiam assassinatos e eram perseguidos
pela polícia. Às vezes, recebiam a proteção de alguns fazendeiros, em troca de
favores, atuando como “jagunços” de aluguel.
6. Na década de 1930, uma associação entre várias polícias estaduais do Nordeste
conseguiu desmembrar os principais bandos, e chegou a matar e cortar a cabeça de
Lampião e de seus seguidores, em um ataque-relâmpago ao bando, encontrado
depois de uma traição, em julho de 1938.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 6: Revolta dos 18 do Forte de Copacabana
1. 5 de julho de 1922.
2. Rio de Janeiro.
3. Jovens tenentes que lutavam contra a posse do presidente eleito, Arthur Bernardes,
pois consideravam sua vitória fruto de fraude eleitoral e o acusavam de ter escrito
cartas publicadas no jornal O Correio da Manhã, que ofendiam importantes

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militares; além disso, a prisão do Marechal Hermes da Fonseca e o fechamento do


Clube Militar acirraram os ânimos.
4. Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal Hermes da Fonseca, tenente
Siqueira Campos e tenente Eduardo Gomes.
5. Os rebeldes tomaram o Forte de Copacabana, que foi bombardeado por dois
encouraçados e cercado por 4 mil soldados leais ao governo. Muitos homens
desistiram da rebelião, mas alguns decidiram continuar; uniu-se a eles um engenheiro
gaúcho.
6. Quando os 18 homens, na Avenida Atlântica, marchavam em direção ao Palácio do
Catete, foram cercados por soldados que dispararam; houve apenas dois
sobreviventes.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 7: Revolução Paulista de 1924
1. Julho de 1924.
2. São Paulo.
3. No segundo aniversário da Revolta dos 18 do Forte, tenentes paulistas queriam depor
o presidente Arthur Bernardes, pois ainda havia o desejo de moralizar o processo
eleitoral brasileiro.
4. O general gaúcho Isidoro Dias Lopes, o major Miguel Costa e os tenentes Joaquim
Távora, Juarez Távora e Eduardo Gomes.
5. Os rebeldes tomaram pontos estratégicos da cidade e atacaram o palácio dos Campos
Elíseos; o governo federal enviou 18 mil soldados e iniciou pesado bombardeio
aéreo, sobretudo sobre o Brás, o Cambuci, a Mooca, o Ipiranga e o Belenzinho.
Foram contabilizados mais de 500 mortos e quase 5 mil feridos.
6. Os rebeldes conseguiram fugir de São Paulo de trem.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 8: Coluna Prestes
1. Entre 1925 e 1927.
2. A Coluna deslocou-se por 25 mil quilômetros no território brasileiro.
3. Militares gaúchos decidiram unir-se aos paulistas rebeldes, que haviam fugido da
Revolução Paulista e estavam em Foz do Iguaçu, para percorrer o interior do Brasil e
propagar seus ideais.
4. O major Miguel Costa e o tenente Luiz Carlos Prestes.

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5. A Coluna realizou o que se chamou de “guerra de movimento”, na qual os rebeldes


não ficavam mais de 48 horas em lugar algum, para evitar confrontos com as forças
governamentais; apesar disso travaram 53 combates. A Coluna chegou a contar com
1 500 rebeldes.
6. Perseguidos, os homens liderados por Prestes conseguiram refúgio na Bolívia, e o
outro grupo, liderado por Siqueira Campos, dirigiu-se ao Paraguai.
7. Insista na importância da bibliografia.
Tema 9: Greve Geral de 1917
1. Julho de 1917.
2. São Paulo.
3. Os grevistas exigiam, principalmente, a proibição do trabalho para menores de 14
anos, a abolição do trabalho noturno para mulheres e menores de 18 anos, a jornada
de trabalho de oito horas.
4. O movimento grevista de 1917 resultou da ação das organizações operárias
anarquistas que atuavam no Brasil, com o apoio da imprensa de mesma vertente
ideológica.
5. 70 mil operários, de setores industriais diversos, aderiram à greve e, apesar da
repressão policial, ergueram barricadas, e tiroteios alastraram-se por toda a cidade.
6. O governo e os industriais concordaram em conceder 20% de aumento salarial aos
grevistas e prometeram atender, posteriormente, às demais reivindicações; terminado
o movimento, as principais lideranças foram perseguidas.
7. Insista na importância da bibliografia.

Páginas 42-45
1. Os alunos precisam perceber que, pela Constituição de 1891, qualquer homem maior
de 21 anos era considerado eleitor, desde que ele não fosse analfabeto, mendigo,
soldado raso ou religioso do clero regular. As mulheres não podiam ser eleitoras,
embora isso não esteja explícito no texto constitucional. Apenas na Constituição de
1934 o voto feminino foi oficializado, quando o artigo 108 expressa: “São eleitores
os brasileiros de um e de outro sexo [...]” (Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao34.htm>. Acesso em: 28 out. 2010).

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Gabarito – Caderno do Aluno História 8a série/9o ano – Volume 1

2. a) O documento é dirigido aos soldados.


b) Esse documento representa os interesses dos operários grevistas de 1917.
c) Os operários solicitam aos soldados que não reprimam a greve.
d) Os operários argumentam que eles e os soldados são “irmãos de miséria”, que os
soldados também pertencem à massa popular e são trabalhadores comuns, que os
operários são movidos pela fome dos filhos. Além disso, afirmam que os patrões são
perversos e que é indigno e vil que os soldados se prestem ao papel de repressores do
povo.
3. Alternativa a.
4. Alternativa c.
5. Alternativa e.

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